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TL2

2.1.1. Caracterização do transformador

Valores da chapa de característica
I1n (A)
I2n (A) U1n (V) U20 (V)
Sn (VA)
4,54

9,08

220

110

1000

Indicação do valor lido da tensão no lado de baixa tensão:
U 20 = 114V

Cálculo da corrente nominal no primário e no secundário:
I1n = Sn / U1n = 1000 / 220 = 4,54A
U2o = U2n, logo:
I2n = Sn / U20 = 1000 / 114 = 8,77A
Cálculo do erro relativo:
εI1n(%)
0

εI2n(%)

εU1n(%)

3,41

0

εU2n(%)
3,63

εI1n = | Icalculado – Ichapa | * 100  εI1n = | 4,54 – 4,54 | * 100 = 0%
Ichapa

4,54

• εI2n = | Icalculado – Ichapa | * 100  εI2n = | 8,77– 9,08 | * 100 = 3,41%
Ichapa
9,08

• εU1n= | Ucalculado – Uchapa | * 100  εU1n = | 220 – 220 | * 100 = 0%
Uchapa
220

1

εU2n = | Ucalculado – Uchapa | * 100  εU2n = | 114 – 110 | * 100 = 3,63%
Uchapa
110

 Razão de transformação:

Chapa de característica:
m = 220 / 110 = 2

Medidas práticas:
m = 220 / 114 = 1,93

Observações:

A razão de transformação calculada e ligeiramente inferior devido a
tensão do secundário medida ser superior a tensão mencionada na chapa de
características.

2.1.2. Medida da resistência de cada enrolamento
U1( V )

I1( A )

r1 (Ω)

U2( V )

I2( A )

r2 (Ω)

220

4,54

1

114

9,08

0,3

R2 = r12 + r2
em que
r12 = r1 / m2
e
m = 1,93
logo,
r12 = 1 / 1,932 = 0,268Ω
R2 = 0,268+ 0,3 = 0,568 Ω

2

2.1.3. Ensaio em vazio à tensão nominal
 Esquema da montagem:

Resultados obtidos em vazio:

U10 ( V )

I10 ( A )

220

0,237

Cálculo do factor multiplicativo

Fm =
=(240*2,5) /120=5
P10=Fm*Nºdiv=5*3,5=17,5W

3

P10 (W)
17,5

U20 ( V )
114

2.1.4. Ensaio em curto-circuito
 Esquema da montagem:

Resultados obtidos em curto-circuito:

U1c ( V )

I1c ( A )

14,03

4,74

Cálculo do factor multiplicativo

Fm =
=(48*5) /120=2
P1c=Fm*Nºdiv=2*30=60W

4

P1c (W)
60

I2c ( V )
9,08

2.2. Modelo equivalente
 Esquema:

Sabendo que a razão de transformação m = 1,93, logo
U1n = 220ej0º V
U12 = -U1n / m = -220ej0º / 1.93 = 114ej0º V

Ensaio em vazio:

(U12)0 = U12 = 114 V
I0 = 0,237 A
P0 = 17,5W

5

 Determinação de Ia20 e de Im20
I02 = I0 * m = 0,237 *1,93 = 0,457 A
P0 = (U12)0 * I02 * cos(φ) 
 17,5 = 114 * 0,457 * cos(φ) 
 cos(φ) = 0,335
 φ = 70,37º
então,
I02 = 0,457

A  I02 = 0,15 - j0,43 A

como, I02 = Ia2 + Im2 , logo
Ia20 = 0,15 A
Im20= 0,43 A
 Determinação de R02 e de Xm2
R02 = U120 / Ia20 = 114 / 0,15 = 760 Ω
j Xm2 = U120 / (Im20 = 114 / 0,43 = 265,12j Ω

Ensaio em curto-circuito:

 Determinação de R02 e de Xm2
6

I2c = 9,08 A
P2c = 60W
P2c = R2 * I2c2 
 60 = R2 * (9,08)2 
 R2 = 60 / (9,08)2  R2 = 0,727 Ω
U1c = 14,03 V
U12c = U1c / m  U12c = 14,03 / 1,93  U12c = 7,27 Ω
U12c = 7,27 ej0º Ω
NOTA: para este cálculo vamos desprezar o valor do paralelo R02 com Xm2, porque a
tensão neste ramo é muito pequeno, logo não influenciar nada nos cálculos.

Esquema agora sem o paralelo:

R2 = r12 + r2
X2 = x12 + x2
Z2 = U12c / I2n  Z2 = 7,27 / 9,08  Z2 = 0,80 Ω
2

2

X 2 = Z 2 - R2 ⇔
X 2 = 0,80 2 - 0,727 2 ⇔
X 2 = 0,334Ω

 Valor de R2 teórico e prático

R2 calculado é: 0,727 Ω;

7

R2 medido é: 1 Ω;

2.3. Realização de ensaios com cargas óhmica e teste do modelo
 Esquema da montagem:

2.3.1. Ensaios com carga óhmica
Cálculo do factor multiplicativo

Fm =
=(240*5) /120=10
P1=Fm*Nºdiv=10*54,5=545W
Fm =
=(120*10) /120=10
P2=Fm*Nºdiv=10*51,5=515W

Para ½ I2n:

Cálculo do factor multiplicativo

Fm =
8

=(240*5) /120=10
P1=Fm*Nºdiv=10*54,5=545W
Fm =
=(120*10) /120=10
P2=Fm*Nºdiv=10*51,5=515W

I2 = 9,08 * ½ = 4,54 A
U1( V )
220

I1( A ) P1 (W) U2( V )
2,55

545

110,47

I2( A )

P2 (W)

4,64

515

I2( A )

P2 (W)

6,6

710

Para ¾ I2n:

I2 = 9,08 * ¾ = 6,81 A
Cálculo do factor multiplicativo

Fm =
=(240*5) /120=10
P1=Fm*Nºdiv=10*74,5=745W
Fm =
=(120*10) /120=10
P2=Fm*Nºdiv=10*71=710W

U1( V )
220

9

I1( A ) P1 (W) U2( V )
3,53

745

109

 Cálculo do rendimento para cada regime de carga:

η=

Para ½ I2n:

Pf
Pabs


η=

* 100 ⇔η =

515
* 100 = 94,5%
545

Para ¾ I2n:

Pf
Pabs

*100 ⇔η =

710
* 100 = 95,3%
745

 Cálculo da carga que maximiza o rendimento, com base no modelo
determinado em 2.2:
P0 = r1 * I02 + Pfe
≈0
• P0 ≈ Pfe , porque o erro que se comete é desprezável;

Os valores típicos da corrente absorvida em vazio são da ordem 1 a 7% da
corrente nominal do enrolamento
Pfe = P1 = 17,5W

O rendimento é nulo com I2 = 0 , isto é, funcionamento em vazio e com
= 0, I2c =U20 / Z2 , funcionamento em curto-circuito.

Com cos(φ2) = const., entre 0 e I2c, há um máximo do rendimento para uma
corrente I’2 a que correspondem perdas variáveis iguais às perdas constantes,
ou seja,
R2 * ( I2' ) = Pfe
2

A corrente I’2 é, pois, independente do factor de potência. A cada corrente o
rendimento aumenta com o factor de potência. Deste modo, o máximo dos
máximos, ocorre com I2 = I’2 e cos(φ2) = 1
I 2' =

10

Pfe
R2

=

17,5
= 4,9 A
0,727

U2

U 20 = U 2 + R2 * I 2' ⇔
⇔U 2 = U 20

_

R2 I 2' ⇔

⇔U 2 = 114 _ 0,727 * 4,9 ⇔
⇔U 2 = 110,44V



U 2 * I 2' * cos(φ )
=
* 100 ⇔
'
2
' 2 
 (U 2 * I 2 * cos(φ )) + ( R02 * I a 2 + R2 * ( I 2 ) ) 

η max

(

)


110,44 * 4,9 * 1
⇔η max = 
2
2
 (110,44 * 4,9 * 1) + (760 * 0,15 + 0,727 * 4,9 )
⇔η max = 93,99%

(

)


 * 100 ⇔

 Característica externa com base nos valores de I2 medidos:
U20 = U2 + R2 * I2

• Para ½ I2n:
Carga 8+1 = 70Ω
I 2 = 4,64 A
_

U 2 = U 20 R2 * I 2 ⇔
⇔U 2 = 114 _ 0,727 * 4,64 ⇔
⇔U 2 = 110,626V

• Para ¾ I2n:
Carga 8+4+1 = 48,5Ω
I 2 = 6,6 A

_

U 2 = U 20 R2 * I 2 ⇔
⇔U 2 = 114 _ 0,727 * 6,6 ⇔
⇔U 2 = 109,202V

 Característica do rendimento:

η=

U2 * I2 * cos(φ)
* 100
((U2 * I2 * cos(φ)) + (R02 * I a22 + R2 * I22 ))

11

Para ½ I2n:

I 2 = 4,64 A
U 2 = 110,626V


110,626 * 4,64 * 1
 * 100 ⇔
2
2
 (110,626 * 4,64 * 1) + (760 * 0,15 + 0,727 * 4,64 ) 
⇔η = 90,91%

η=

(

)

Para ¾ I2n:

I 2 = 6,6 A
U 2 = 109,202V


109,202 * 6,6 * 1
 * 100 ⇔
2
2
 ((109,202 * 6,6 * 1) + (760 * 0,15 + 0,727 * 6,6 ) ) 

η=

⇔η = 93,66%

2.2.2. Teste do modelo (circuito equivalente simplificado, referido ao
secundário)
 Esquema:

 Característica externa com base nos valores das grandezas medidas:
U20 = 114V

U2 (V)

12

I2 (A)

Para ½ I2n
Para ¾ I2n

110,626
109,202

4,54
6,6

Característica externa:

*-- Previsão do ponto recorrendo ao circuito equivalente simplificado
U20=110,44V
I2c=9,08A
I2n=8,77A
I 2' = 4,9 A

13

 Característica do rendimento:

Para ½ I2n
Para ¾ I2n

η (%)

I2 (A)

90,91
93,66

4,64
6,6

Característica do rendimento:

A figura representa a curva característica do rendimento, dependendo de I2. Nela se
repara que o rendimento e máximo quando as perdas no cobre são iguais às perdas no
ferro e que o valor da corrente (I’2) para esse rendimento de corrente é menor que o
valor da corrente nominal. Em circuito aberto e em curto-circuito o rendimento e nulo,
visto que em circuito aberto não há potência útil porque não há corrente, e em curtocircuito não potencia útil porque não há carga.

14

Pfe=17,5W
I2c=9,08A
I2n=8,77A
I 2' = 4,9 A ⇔η max = 94%

TL3
Realização de ensaios económicos e, modelo e respectivo teste
2.1.1. Caracterização do transformador

Valores da chapa de característica
I1n (A)
I2n (A) U1n (V) U20 (V)
Sn (VA)
20,05

10,38

190

367

6600

Indicação do valor lido da tensão no lado de baixa tensão:
U 20 = 114V

Cálculo da corrente nominal no primário e no secundário:
I1n = Sn / √3U1n = 6600 / 190 = 20,05A
U2o = U2n, logo:
I2n = Sn / √3U20 = 6600 / 367 = 10,38A
Cálculo do erro relativo:
εI1n(%)
15

εI2n(%)

εU1n(%)

εU2n(%)

0

3,41

0

3,63

 Razão de transformação:

Chapa de característica:
m = 190 / 367 = 0,517

2.1.2. Medida da resistência de cada enrolamento
U1( V )
190

I1( A )
20,05

r1 (Ω)

U2( V )

I2( A )

r2 (Ω)

1,3

367

10,38

0,5

R2 = r12 + r2
em que
r12 = r1 / m2
e
m = 0,517
logo,
r12 = 1,3 / 0,5172 = 4,86Ω
R2 = 4,86+ 0,5 = 5,36 Ω

2.1.3. Ensaio em vazio à tensão nominal

Resultados obtidos em vazio:

U10 ( V )
16

I10 ( A )

P10 (W)

P20 (W)

U20 ( V)

190

0,17

15

17,5

367

Cálculo do factor multiplicativo

Fm =
=(240*2,5) /120=5
P10=Fm*Nºdiv=5*3=15W
P20=Fm*Nºdiv=5*3,5=17,5W

2.1.4. Ensaio em curto-circuito

Resultados obtidos em curto-circuito:

U1c ( V )

I1c ( A )

19,50

18,8

Cálculo do factor multiplicativo
TI’s
T1=T2=20/5=4
Fm =
=(48*5*4) /120=6
P1c=Fm*Nºdiv=6*45=360W
P1c=Fm*Nºdiv=6*31=186W

17

P1c (W)
360

P2c (W)
186

I2c ( V )
9,83

2.2. Modelo equivalente

Sabendo que a razão de transformação m = 0,517, logo
U1n = 190ej0º V
U12 = -U1n / m = 190ej0º / 0,517 = 367,5ej0º V

Ensaio em vazio:

U120 = U12 = 367 V
I0 = 0,17 A
P01 = 15W
P02 = 17,5W
 Determinação de Ia20 e de Im20
I02 = I0 * m = 0,17 *0,517 = 0,088 A
P0 =√3* U120 * I02 * cos(φ) 
 32,5 =√3* 367 * 0,088 * cos(φ) 
 φ = 54,48º

18

então,
I02 = 0,457

A  I02 = 0,051 - j0,072 A

como, I02 = Ia2 + Im2 , logo
Ia20 = 0,051 A
Im20= 0,072 A
 Determinação de R02 e de Xm2
U20s=U20/√3=211,89
R02 = U20s / Ia20 = 211,89 / 0,051 = 4154,7 Ω
j Xm2 = U20s / Im20 = 211,89 / 0,072 = 2942,92j Ω

Ensaio em curto-circuito:

 Determinação de R02 e de Xm2
I2c = 9,83 A
P1c = 360W
P2c=186W
Pc =3* R2 * I2c2 
 546 = 3*R2 * (10,38)2 
 R2 = 546 /(3* (10,38)2 )  R2 = 1,69 Ω
U1c = 19,50 V

19

U2c = U1c / m  U2c = 19,50 / 0,517  U2c = 37,72 V
U2c = 37,72 ej0º V
U2cs = 37,72 /

=21,77V

NOTA: para este cálculo vamos desprezar o valor do paralelo R02 com Xm2, porque a
tensão neste ramo é muito pequeno, logo não influenciar nada nos cálculos.

Esquema agora sem o paralelo:

R2 = r12 + r2
X2 = x12 + x2
Z2 = U12cs / I2n  Z2 = 21,77 / 10,38  Z2 = 2,097 Ω
2

2

X 2 = Z 2 - R2 ⇔
X 2 = 2,097 2 - 1,69 2 ⇔
X 2 = 1,24Ω

 Valor de R2 teórico e prático

R2 calculado é: 1,69 Ω;

R2 medido é: 1,3 Ω;

20

21