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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL – SENAC

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO
TEMA: CONDIÇÕES DE TRABALHO
DISCIPLINA: PREVENÇÃO E CONTROLE DE PERDAS III
PROFESSOR: LUCIANA SOARES





ALUNOS: MAICON TORRES DE LIMA
RAILSON FERREIRA SILVA
JOCINEIDE MACHADO DUARTE
CÍLIA FERNANDES
TURMA: 27ª

“Só o que pode ser mensurável
pode ser melhorado”.

BELÉM
PARÁ

INTRODUÇÃO
Metrologia, palavra de origem grega (metron, medida; logos, tratado), é a
ciência dos pesos e medidas ou, se quiser, a ciência da instrumentação e das medidas
com ela realizadas. Atualmente, porém, esta designação está mais intimamente ligada ao
domínio das medidas de alta exatidão. O objetivo central da Metrologia é a
determinação do valor numérico de uma grandeza mensurável através da execução de
um conjunto de operações, medida ou medição, utilizando dispositivos apropriados,
aparelhos ou instrumentos de medida ou de medição. O conceito de grandeza
mensurável é aplicável a todo e qualquer atributo de um fenômeno, corpo ou substância
susceptível de ser caracterizado qualitativa e quantitativamente. Embora a medida de
algumas grandezas físicas elementares tenha sido iniciada há milhares de anos, pode-se
dizer que só no século XVI com os trabalhos do polaco Nicolau Copérnico(1473-1543)
e especialmente do dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), nasce à ciência e a medida
como tal.
A Metrologia é a ciência das medições, abrangendo todos os aspectos teóricos e
práticos que asseguram a precisão exigida no processo produtivo, procurando garantir a
qualidade de produtos e serviços através da calibração de instrumentos de medição,
sejam eles analógicos ou eletrônicos (digitais), e da realização de ensaios, sendo a base
fundamental para a competitividade das empresas. Metrologia também diz respeito ao
conhecimento dos pesos e medidas e dos sistemas de unidades de todos os povos,
antigos e modernos.
A metrologia passou a fazer parte do nosso dia-a-dia. Os nossos consumos
diários, água, eletricidade, telefone são medidos e pagamos pelos resultados das
medições. Os radares nas ruas, os exames de sangue, a temperatura controlada de um ar-
condicionado, entre outras grandezas. Na indústria a medição é utilizada para controlar
os seus processos, suas matérias-primas e seus produtos finais, garantindo a qualidade e
garantia de seus negócios. Atualmente, o conhecimento de metrologia é essencial para
quaisquer profissionais do ramo das ciências e indústrias onde, muitas vezes, a
qualidade de resultados de pesquisas ou resultado da qualidade de um produto é
atestado de processo de medição.

DEFINIÇÃO
Podemos dizer que a metrologia é um conjunto de operações que estabelecem a
relação entre os valores: indicados por um instrumento de medição, representados por
uma medida materializada, domínio dos conhecimentos relativos à medição ou um
material de referência ou correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões, logo
assim podemos exemplificar que:







NÍVEIS DE METROLOGIA
A Metrologia divide-se em três
níveis distintos consoante a sua
atuação, caracterizando-se do
seguinte modo:
Metrologia Científica (ou
Primária) - concretização física
das constantes físicas
fundamentais de padrões e de
instrumentos em laboratórios
adequados.
Metrologia Industrial (ou Aplicada) – engloba as técnicas de medição durante
a fabricação, inspeção e ensaios finais de um dado produto, e a calibração dos
A Metrologia compreende todos os aspectos, tanto teóricos
como práticos, relativos à medição, qualquer que seja o seu
nível de exatidão e o domínio da ciência e da tecnologia a que
se referem. (VIM)*

instrumentos de medida, sua correta utilização e manutenção.

Metrologia Legal – tem como principal finalidade, garantir a segurança das
medições quanto à sua precisão. Definição teórica das unidades de medida, dos métodos
de medida e dos instrumentos de medição, quanto às exigências técnicas e jurídicas
regulamentares.
PROCESSOS DE MEDIÇÃO
O resultado de uma medição é, em geral, uma estimativa do valor do objeto da
medição. Desta forma a apresentação do resultado é completo somente quando
acompanhado por uma quantidade que declara sua incerteza, ou seja, a dúvida ainda
existente no processo de medição.
Do ponto de vista técnico, quando realizamos uma medição esperamos que ela
tenha exatidão (mais próxima do valor verdadeiro) e que apresente as características de
repetitividade (concordância entre os resultados de medições sucessivas efetuadas sob
as mesmas condições) e reprodutibilidade (concordância entre os resultados das
medições efetuadas sob condições variadas).
Também é necessário termos unidades de medidas definidas e aceitas
convencionalmente por todos. O Brasil segue as diretrizes da Conferência Geral de
Pesos e Medidas e adota as unidades definidas no SI - Sistema Internacional de
Unidades - como padrão para as medições.
Apesar de todos os cuidados quando realizamos uma medida poderá ainda surgir
uma dúvida de qual é o valor correto. Neste instante, é necessário recorrer a um padrão
de medição.
Um padrão pode ser uma medida materializada, instrumento de medição,
material de referência ou sistema de medição destinado a definir, realizar, conservar ou
reproduzir uma unidade ou um ou mais valores de uma grandeza para servir como
referência.



Para a garantia da confiabilidade das medições é imprescindível a realização de
um processo de comparação com os padrões, processo este chamado de calibração.





A calibração é uma oportunidade de aprimoramento constante e proporciona
algumas vantagens:
 Redução na variação das especificações técnicas dos produtos: produtos mais
uniformes representam uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes;
 Prevenção dos defeitos: a redução de perdas pela pronta detecção de desvios no
processo produtivo evita o desperdício e a produção de rejeitos;
 Compatibilidade das medições: quando as calibrações possuem rastreabilidade
aos padrões nacionais e internacionais asseguram atendimento aos requisitos de
desempenho.
Um processo produtivo deve
estar, sempre que possível
fundamentado em normas
técnicas, procedimentos
e/ou especificações, visando
a obtenção de produtos que
satisfaçam às necessidades
do mercado consumidor.
Para que isto ocorra dentro dos limites planejados, são realizadas medições das
características das matérias-primas, das variáveis do produto em transformação e das
diversas etapas do processo.
Sem a comprovação metrológica não há como garantir a confiabilidade dos
dados referentes ao controle das características que determinam a qualidade do produto.
Sua ausência, portanto, é por si só razão suficiente para gerar descrédito no sistema de
informação da qualidade da organização.







Os benefícios do processo de medição em uso:

*Confiabilidade nos resultados medidos;
*Seleção adequada do instrumento em função do uso (redução de custos);
* Evitar aprovação de peças ruins ou reprovação de peças boas (redução de custos.










CONVERSÃO DE UNIDADES
As medidas e conversões apesar de se chegar ao metro como unidade de medida,
ainda são usadas outras unidades. Na Mecânica, por exemplo, é comum usar o
milímetro e a polegada.
• Para converter polegada fracionária em milímetro metro, deve-se multiplicar o
valor em polegada fracionária por 25,4.



Transformação de Medidas
No decorrer do curso, serão introduzidos vários tipos de transformação de medidas,
os quais serão mencionados de acordo com a aprendizagem dos diversos temas de
unidades de medidas.
1ª) Transformação - Transformar polegada em milímetro.
1º CASO - Transformar polegadas inteiras em milímetros.
Para se transformar polegada inteira em milímetros, multiplica-se 25,4mm pela
quantidade de polegadas por transformar.
Exemplo.: Transformar 3" em milímetros.

 Polegada
 Números Decimais




2º CASO - Transformar fração da polegada em milímetro.
Quando o número for fracionário, multiplica-se 25,4mm pelo numerador da
fração e divide-se o resultado pelo denominador.
Exemplo: Transformar em milímetros.
Transformação de Medidas (continuação)
3º CASO - Transformar polegada inteira e fracionária em milímetro.
Quando o número for misto, inicialmente se transforma o número misto em uma
fração imprópria e, a seguir, opera-se como no 2º Caso.
Exemplo: Transformar em milímetros.






 Multiplicação




UNIDADE DE MEDIDA DE MASSA
Podemos dizer que massa é o que mede a
quantidade de matéria que esta contida em um
corpo. Os estudos inovadores voltados a
tecnologia nos possibilitam uma análise mais
precisa que envolve o conceito massa. Como
estudamos baseados no sistema internacional de
unidades, determinamos que a unidade de massa é o grama (g). Usamos para representar
as quantidades de massa superiores as do grama seus múltiplos dag (decagrama), hg
(hectograma) e Kg (Quilograma).
Já Para representarmos quantidade de massa inferiores, usamos seus
submúltiplos dg (decigrama), cg (centigrama) e mg (miligrama). Evidentemente esses
são os mais usados dos múltiplos e submúltiplos, como podemos verificar em cargas de
grande porte quando se destacam os múltiplos, inclusive um que não aparece
normalmente em nas escalas de conversão quando se é estudado o assunto, que é a
tonelada, podendo ser chamado também de Megagrama (que corresponde a 10³
Quilogramas). Os submúltiplos encontramos com maior freqüência em corpos de
pequeno porte como remédios e produtos laboratoriais, existindo também outras
unidades menos trabalhadas. Em determinados momentos é necessário sabermos como
realizar as conversões necessárias para facilitar certos tipos de situação problema que
envolvem massa, com a tabela de transformação de múltiplos e submúltiplos citados
acima que são os mais usados.
Kg — x10 –> hg — x10 –> dag — x10 –> g – x10 –> dg — x10
–> cg — x10 –> mg
Acima em ordem decrescente temos as unidades de massa e podemos dizer que
cada uma das unidades é 10 vezes maior que a próxima, podendo fazer assim a
multiplicação por 10 para chegarmos a unidade desejada para a realização da conversão.
Exemplo: Gostaríamos de saber quantos gramas são equivalentes a 4 kg. Simples, basta
multiplicarmos por 10 em 3 vezes consecutivas para chegarmos a unidade de grama (g),
pois kg x 10 x 10 x 10 = g, logo 4 kg é igual a 4000 g, e se observarmos ainda, andamos
3 casas da sequência de unidades criada acima para chegarmos a unidade desejada.
Kg hg dag g
O processo de conversão deve ser realizado de forma cuidadosa, pois como
podemos ver fizemos apenas o processo de diminuição da unidade para obter a unidade
procurada, fazendo assim a multiplicação por 10 a cada múltiplo para chegar a unidade
grama. Vamos ver o processo inverso de conversão.
Exemplo: Gostaríamos de saber quantos quilos equivalem a 10000 mg.
Observe que agora realizaremos o processo inverso, faremos a divisão pois a
unidade que se deseja encontrar está a sua esquerda. De mg (miligramas) até a Kg
(quilogramas), temos que dividir por dez 6 vezes consecutivas, logo 10000 mg é
equivalente a 0,01 Kg.
É muito comum precisarmos saber também a transformação de Toneladas para a
unidade de Quilograma (Kg). Corpos de massa muito grandes são medidos em unidades
como a tonelada. Para a transformação dessa unidade basta sabermos que 1 tonelada é
igual a 1000 kg. Vimos a importância de sabermos o estudo das unidades de massa
devido as constantes transformações que temos que realizar ao longo dos processos na
resolução de problemas do dia a dia. É de muita importância sabermos identificar os
múltiplos e submúltiplos em uma transformação, e onde e como encontramos corpos
com tais unidades.
UNIDADE DE MEDIDA DE FORÇA
O que é uma força? Comprima ou distenda uma
mola em hélice. Dê um chute numa bola de futebol.
Você exerceu uma força para aumentar ou diminuir
o comprimento da mola ou para impulsionar a bola. Mais adiante, você aprenderá mais
coisas sobre forças. Por enquanto deixe-nos definí-la como segue: Força é um puxão ou
um empurrão.
A força mais comum é à força da gravidade. A Terra puxa, ou atrai, pedras,
bolas de futebol, cadeiras e todos os outros corpos. Ela atrai tudo. O puxão da Terra
sobre um corpo, ou melhor, a força de atração sobre esse corpo, tem o nome de peso do
corpo. Quando o vendeiro põe mais e mais pacotes no seu cesto de compras você deve
puxá-lo para cima cada vez com maior força para agüentá-lo e você sabe que e porque o
peso está aumentando.
- A Terra atrai, ou puxa, o seu cesto de compras. Essa atração é o peso do cesto cheio.
O que são as unidades de força? O quilograma é a unidade de força do sistema
métrico. Um quilograma é o peso de certo cilindro de uma liga de platina que é
conservado com o metro padrão próximo de Paris. Um grama é a milésima parte do
quilograma. Mil centímetros cúbicos (1 litro) de água gelada pesam quase exatamente 1
quilograma. Portanto 1 centímetro cúbico de água pesa 1 grama. Essas unidades de
força são mais precisamente denominadas quilograma-força e grama-força, sendo os
nomes quilograma e gramas reservados para unidades de massa. No uso comum, porém,
se suprime a designação força sempre que não haja possibilidade de confusão.
- Este recipiente conterá 1000cm3 de água com um peso de 1000 gramas.
Os cientistas usam freqüentemente uma unidade de força muito pequena
chamada dina. Um grama é igual a 980 dinas aproximadamente. O dina é uma unidade
absoluta de força como você estudará no Capítulo 10.
No sistema inglês a unidade mais usada de força é a libra. A relação entre libra e
as unidades do sistema métrico (Fig. 1-8A e 1-9) é dada por:
1 libra (lb.) = 453,6 g* - 454 g*
1 quilograma (kg*) = 2,2 lb.
Exemplo: Um menino brasileiro em Nova York pesou 110 libras. Qual seu peso em
quilogramas?
- Como pesar coisas. Você pode facilmente pesar um objeto por meio de uma balança
de molas.
A mais simples é a do tipo usado pelos peixeiros. É formada por uma mola com
um ponteiro e uma escala graduada geralmente em gramas.

UNIDADE DE MEDIDA DE VOLUME
Definimos volume como o espaço ocupado por um corpo ou a capacidade que
ele tem de comportar alguma substância. As figuras espaciais como o cubo,
paralelepípedo, cone, pirâmide, cilindro, prismas, entre outras, possuem volume. A
capacidade de um corpo é calculada através da multiplicação entre a área da base e a sua
altura. A unidade usual de volume é utilizada de acordo com as unidades das dimensões
do corpo. Observe as unidades de volume de acordo com o SI (Sistema Internacional de
Medidas):
km³ = quilômetros cúbicos (km * km * km)
hm³ = hectômetros cúbicos (hm * hm * hm)
dam = decâmetros cúbicos (dam * dam * dam)
m³ = metros cúbicos (m * m * m)
dm³ = decímetro cúbico (dm * dm * dm)
cm³ = centímetro cúbico (cm * cm * cm)
mm³ = milímetro cúbico (mm * mm * mm)

Observe a tabela abaixo de transformações das unidades de medidas do volume.

Algumas unidades de volume são relacionadas com algumas medidas de
capacidade. Por exemplo:

1m³ (lê-se um metro cúbico) = 1000 litros

1dm³ (lê-se um decímetro cúbico) = 1 litro

1cm³ (lê-se um centímetro cúbico) = 1 mililitro (ml)


Exemplo 1
Calcule a capacidade, em litros, de uma piscina com as seguintes dimensões: 8 m de
comprimento, 6 m de largura e 1,8 m de profundidade (altura).
Resolução:
Calculando o volume da piscina.
V = 8 * 6 * 1,8
V = 86,4 m³
Como 1m³ corresponde a 1000 litros, e a piscina possui 86,4m³ temos:
86,4 * 1000 = 86 400
Portanto, precisamos de 86 400 litros de água para encher uma piscina com as seguintes
dimensões: 8m de comprimento x 6m de largura x 1,8m de profundidade.

Exemplo 2
Um reservatório possui volume de 3000m³. Qual a capacidade desse reservatório em
litros?
Resolução:
Como 1m³ equivale a 1000 litros, temos que:
3000 * 1000 = 3 000 000
O reservatório possui capacidade igual a 3 000 000 de litros de água.
CLASSIFICAÇÃO DAS MEDIDAS
Os instrumentos de medição são utilizados para determinar grandezas. A
grandeza pode ser determinada por comparação e por leitura em escala ou régua
graduada. É dever de todos os profissionais zelar pelo bom estado dos instrumentos de
medição, mantendo-se assim, por maior tempo, sua real precisão. Evite:
1. Choques, queda, arranhões, oxidação e sujeira;
2. Misturar instrumentos;
3. Cargas excessivas no uso; medir provocando atrito entre a peça e o
instrumento;
4. Medir peças cuja temperatura, quer pela usinagem quer por exposição a
uma fonte de calor, esteja fora da temperatura de referência;
5. Medir peças sem importância com instrumentos caros.
Leitura no sistema métrico
Cada centímetro na escala encontra-se dividido em 10 partes iguais e cada parte
equivale a 1 mm. Assim, a leitura pode ser feita em milímetro. A ilustração mostra, de
forma ampliada, como se faz isso.



Leitura no sistema inglês de polegada fracionária
Nesse sistema, a polegada divide-se em 2, 4, 8, 16... partes iguais. As escalas de
precisão chegam a apresentar 32 divisões por polegada.
As demais só apresentam frações de 1/16 .



A ilustração a seguir mostra essa divisão, representando a polegada em tamanho
ampliado.

Observe que, na ilustração anterior, estão indicadas somente frações de
numerador ímpar. Isso acontece porque, sempre que houver numeradores pares, a fração
é simplificada.
A leitura na escala consiste em observar qual traço coincide com a extremidade
do objeto. Na leitura, deve-se observar sempre a altura do traço, porque ele facilita a
identificação das partes em que a polegada foi dividida.
Assim, o objeto na ilustração acima tem 1 1/8 (uma polegada e um oitavo de
polegada) de comprimento
Conservação
 Evitar que a régua caia ou a escala fique em contato com as ferramentas comuns
de trabalho;
 Evitar riscos ou entalhes que possam prejudicar a leitura da graduação;
 Não flexionar a régua: isso pode empená-la ou quebrá-la;
 Não utilizá-la para bater em outros objetos;
 Limpá-la após o uso, removendo a sujeira. Aplicar uma leve camada de óleo
fino, antes de guardar a régua graduada.
CLASSIFICAÇÃO DOS ERROS E PRINCIPAIS INSTRUMENTOS:
PAQUÍMETRO



Figura paquímetro
O cursor ajusta-se à régua e permite sua livre movimentação, com um mínimo
de folga. Ele é dotado de uma escala auxiliar, chamada nônio ou vernier. Essa escala
permite a leitura de frações da menor divisão da escala fixa.
O paquímetro é usado quando a quantidade de peças que se quer medir é
pequena. Os instrumentos mais utilizados apresentam uma resolução de:
As superfícies do paquímetro são planas e polidas, e o
instrumento geralmente é feito de aço inoxidável. Suas graduações são calibradas a
20ºC.
Tipos e usos
Paquímetro universal: É utilizado em mm
Medições internas, externas, de profundidade e de ressaltos. Trata-se do tipo
mais usado.




Paquímetro universal com relógio
O relógio acoplado ao cursor facilita a leitura, agilizando a medição.



Paquímetro com bico móvel (basculante)
Empregado para medir peças cônicas ou peças com rebaixos de diâmetros
diferentes.
Paquímetro de profundidade
Serve para medir a profundidade de furos não vazados, rasgos, rebaixos etc. Esse
tipo de paquímetro pode apresentar haste simples ou haste com gancho.





Paquímetro duplo: Serve para medir dentes de engrenagens.







Paquímetro digital
Utilizado para leitura rápida, livre de erro de paralaxe, e ideal para controle
estatístico.




Traçador de altura # Tipos e usos
Esse instrumento baseia-se no mesmo princípio de funcionamento do
paquímetro, apresentando a escala fixa com cursor na vertical. É empregado na
traçagem de peças, para facilitar o processo de fabricação e, com auxílio de acessórios,
no controle dimensional.
Princípio do nônio
A escala do cursor é chamada de nônio ou vernier, em homenagem ao
português Pedro Nunes e ao francês Pierre Vernier, considerados seus
inventores.
No sistema métrico, existem paquímetros em que o nônio possui dez
divisões equivalentes a nove milímetros (9 mm).




Cálculo de resolução
As diferenças entre a escala fixa e a escala móvel de um paquímetro podem ser
calculadas pela sua resolução.
A resolução é a menor medida que o instrumento apresenta. Ela é calculada
utilizando-se a seguinte fórmula:

UEF = unidade da escala fixaNDN = número de divisões do nônio
Exemplo:
- Nônio com 10 divisões

- Nônio com 20 divisões

- Nônio com 50 divisões

Leitura no sistema métrico
Escala em milímetro e nônio com 10Na escala fixa ou principal do paquímetro,
a leitura feita antes do zero do nônio corresponde à leitura em milímetro.
Em seguida, você deve contar os traços do nônio até o ponto em que um deles
coincidir com um traço da escala fixa.
Depois, você soma o número que leu na escala fixa ao número que leu no nônio.
 Para você entender o processo de leitura no paquímetro, são apresentados, a
seguir, dois exemplos de leitura:divisões

Leitura:


Leitura:

o Escala em milímetro e nônio com 20 divisões


Leitura:

 Escala em milímetro e nônio com 50 divisões


Leitura:

Leitura de polegada fracionária
No sistema inglês, a escala fixa do paquímetro é graduada em polegada e frações
de polegada. Esses valores fracionários da polegada são complementados com o uso do
nônio.
Para utilizar o nônio, precisamos saber calcular sua resolução:

Assim, cada divisão do nônio vale

.

Duas divisões corresponderão a

ou

e assim por diante.


A partir daí, vale a explicação dada no item anterior: adicionar à leitura da escala
fixa a do nônio.
Leitura de polegada milesimal
No paquímetro em que se adota o sistema inglês, cada polegada da escala fixa
divide-se em 40 partes iguais. Cada divisão corresponde a:

Como o nônio tem 25 divisões, a resolução desse paquímetro é:

O procedimento para leitura é o mesmo para a escala em milímetro.
Contam-se as unidades .025" que estão à esquerda do zero (0) do nônio e, a
seguir, somam-se os milésimos de polegada indicados pelo ponto em que um dos traços
do nônio coincide com o traço da escala fixa.


Erros de leitura
Além da falta de habilidade de quem manipula o instrumento, outros fatores
podem provocar erros de leitura no paquímetro, como, por exemplo, erro de paralaxe e a
pressão de medição.
A graduação da escala auxiliar (nônio) não está no mesmo plano da graduação
da escala principal, portanto poderão ocorrer erros de paralaxe na determinação da
coincidência dos traços. Ao medir com o instrumento, deve-se evitar fazê-lo em
qualquer direção para minimizar a possibilidade de ocorrência do referido erro.
Paralaxe
Dependendo do ângulo de visão de quem lê o instrumento, pode ocorrer o erro
por paralaxe, pois devido a esse ângulo, aparentemente há coincidência entre um traço
da escala fixa com outro da móvel. O cursor onde é gravado o nônio, por razões técnicas
de construção, normalmente tem uma espessura mínima (a), e é posicionado sobre a
escala principal. Assim, os traços do nônio (TN) são mais elevados que os traços da
escala fixa (TM). Colocando o instrumento em posição não perpendicular à vista e
estando sobrepostos os traços TN e TM, cada um dos olhos projeta o traço TN em
posição oposta, o que ocasiona um erro de leitura. Para não cometer o erro de paralaxe,
é aconselhável que se faça a leitura situando o paquímetro em uma posição
perpendicular aos olhos.



Erros de Medição com Paquímetros
Erro causado pela não obediência ao princípio
de Abbe
O paquímetro é um instrumento que não
obedece ao princípio de Abbe, pois o eixo da peça a ser medida não fica alinhado no
mesmo eixo de medição do instrumento.
Erro causado por desgaste das pontas de medição.
Se a extremidade da ponta de medição do paquímetro possuir um chanfro para
possibilitar a medição em ranhuras, então essa extremidade estará sujeita a um desgaste.
Recomenda-se sempre que possível posicionar a peça a ser medida na extremidade mais
próxima da escala principal.
Este tipo de erro pode ser evitado pela aferição periódica do instrumento.
Erro da medição de diâmetro interno.
A medição de diâmetro interno deve ser feita com critério especial e de
preferência com paquímetro de pontas arredondadas. Caso se utilize a superfície de
medição interna, a indicação será menor, exigindo uma correção que geralmente é dada
em tabelas.
Erro devido à força de medição.
Os paquímetros não possuem dispositivos reguladores de força, portanto a força
de medição é aplicada pelo usuário, podendo variar para cada pessoa. Existe uma folga
entre o cursor e o braço principal, na qual é fixada uma peça de cobre ou bronze
fosforado cuja função é suavizar os movimentos. Durante a medição deve-se verificar se
o cursor desliza suavemente a fim de não aplicar força excessiva.
Materiais plásticos e borracha não devem ser medidos com paquímetro
convencional ou micrômetro porque se deformam com a força de medição aplicada.
Atualmente utilizam-se paquímetros com indicação tipo relógio e dispositivos de força
constante para medição desse tipo de material.
Erro devido à expansão térmica.
A temperatura ambiente ideal para realização de todas as medidas dimensionais
deve ser 20ºC.
Pressão de medida
Já o erro de pressão de medição origina-se no jogo do cursor, controlado por
uma mola. Pode ocorrer uma inclinação do cursor em relação à régua, o que altera a
medida.



Para se deslocar com facilidade sobre a régua, o cursor
deve estar bem ajustado: nem muito preso, nem muito
solto. O profissional que manipula o instrumento deve,
portanto, regular a mola, adaptando-o à sua mão. Caso
exista uma folga anormal, os parafusos de regulagem da
mola devem ser ajustados, girando-os até encostar no
fundo e, em seguida, retornando 1/8 de volta
aproximadamente. Após esse ajuste, o movimento do
cursor deve ser suave, porém sem folga.
Técnica de utilização do paquímetro
Para ser usado corretamente, o paquímetro precisa ter: seus encostos limpos; a
peça a ser medida deve estar posicionada corretamente entre os encostos.
É importante abrir o paquímetro com uma distância maior que a dimensão do
objeto a ser medido. O centro do encosto fixo deve ser encostado em uma das
extremidades da peça.
Feita a leitura da medida, o paquímetro
deve ser aberto e a peça retirada, sem que os
encostos a toquem. As recomendações
seguintes referem-se à utilização do
paquímetro para determinar medidas:
Externas, internas de profundidade e de
ressaltos
Nas medidas externas, a peça a ser medida
deve ser colocada o mais profundamente possível entre os bicos de medição para evitar
qualquer desgaste na ponta dos bicos.


Para maior segurança nas medições, as superfícies de medição dos bicos e da
peça devem estar bem apoiadas.


Técnica de utilização do paquímetro (continuação)
Nas medidas internas, as orelhas precisam ser colocadas o mais profundamente
possível. O paquímetro deve estar sempre paralelo à peça que está sendo medida.


Para maior segurança nas medições de diâmetros internos, as superfícies de
medição das orelhas devem coincidir com a linha de centro do furo.

Toma-se, então, a máxima leitura para diâmetros internos e a mínima leitura
para faces planas internas. No caso de medidas de profundidade, apóia-se o
paquímetro corretamente sobre a peça, evitando que ele fique inclinado.


Nas medidas de ressaltos, coloca-se a parte do paquímetro apropriada para
ressaltos (orelha móvel) perpendicularmente à superfície de referência da peça. Não se
deve usar a haste de profundidade para esse tipo de medição, porque ela não permite um
apoio firme.


Conservação # Cuidados na utilização de paquímetros
Manejar o paquímetro sempre com todo cuidado, evitando choques.
Não deixar o paquímetro em contato com outras ferramentas, o que pode lhe causar
danos tais como: arranhões, empenos, perda da visualização da nitidez da escala
graduada.
Evitar arranhaduras ou entalhes, pois isso prejudica a graduação.
Ao realizar a medição, não pressionar o cursor além do necessário para não
comprometer a precisão das medidas.
Limpar e guardar o paquímetro em local apropriado, após sua utilização, livre de
umidade, calor excessivo, em estojos ou similares destinados a esse fim.
Verificar se a peça a ser medida está isenta de rebarbas ou sujeiras, porque interferem
na exatidão das medidas.
Os paquímetros são fabricados para medição de peças estáticas, portanto não medir
peças em movimento.
Sempre que possível, colocar a peça o mais próximo possível do braço principal.
Não forçar o deslizamento do cursor nem aplicar nele força excessiva.
Não utilizar o paquímetro para outras finalidades que não sejam de medir (Por
exemplo: usá-lo como martelo, chave inglesa, compasso).
Após o uso, limpar o paquímetro com lenço de papel ou pano macio que não solte fiapo.
Se o paquímetro for guardado por um período longo, recomenda-se lubrificá-lo com um
pano embebido com óleo para relojoeiro. Para paquímetros digitais, consultar o manual
do fabricante. Guardar o paquímetro com as pontas de medição ligeiramente separadas.
Evitar quedas.
Evitar golpes nas orelhas.
Nunca usá-lo como chave de aperto.
Não o exponha ao sol, guarde-o em ambiente de baixa umidade, ventilado e livre de
poeira.
Não deixe o cursor travado.
Quando for selecionar o paquímetro, observe se ele atende à necessidade de sua
medição. Confira se o tipo escolhido tem acesso ao lugar que será medido.
MICRÔMETRO
Origem e função do micrômetro
Jean Louis Palmer apresentou, pela primeira vez, um micrômetro para requerer
sua patente. O instrumento permitia a leitura de centésimos de milímetro, de maneira
simples.
Com o decorrer do tempo, o micrômetro foi aperfeiçoado e possibilitou
medições mais rigorosas e exatas do que o paquímetro.
De modo geral, o instrumento é conhecido como micrômetro. Na França,
entretanto, em homenagem ao seu inventor, o micrômetro é denominado palmer.
Princípio de funcionamento
O princípio de funcionamento do micrômetro
assemelha-se ao do sistema parafuso e porca. Assim, há
uma porca fixa e um parafuso móvel que, se der uma
volta completa, provocará um descolamento igual ao seu
passo.




Desse modo, dividindo-se a "cabeça" do parafuso, pode-
se avaliar frações menores que uma volta e, com isso,
medir comprimentos menores do que o passo do
parafuso.
Nomenclatura
Vamos ver os principais
componentes de um
micrômetro:
 O arco é constituído de
aço especial ou fundido, tratado termicamente para eliminar as tensões internas.
 O isolante térmico, fixado ao arco, evita sua dilatação porque isola a transmissão
de calor das mãos para o instrumento.
 O fuso micrométrico é construído de aço especial temperado e retificado para
garantir exatidão do passo da rosca.
 As faces de medição tocam a peça a ser medida e, para isso, apresentam-se
rigorosamente planos e paralelos. Em alguns instrumentos, os contatos são de
metal duro, de alta resistência ao desgaste.
 A porca de ajuste permite o ajuste da folga do fuso micrométrico, quando isso é
necessário.
 O tambor é onde se localiza a escala centesimal. Ele gira ligado ao fuso
micrométrico. Portanto, a cada volta, seu deslocamento é igual ao passo do fuso
micrométrico.
 A catraca ou fricção assegura uma pressão de medição constante.
 A trava permite imobilizar o fuso numa medida predeterminada.
Características # Os micrômetros caracterizam-se pela:
 capacidade;
 resolução;
 aplicação.
A capacidade de medição dos micrômetros normalmente é de 25 mm (ou 1"),
variando o tamanho do arco de 25 em 25 mm (ou 1" em 1"). Podem chegar a 2000 mm
(ou 80").
A resolução nos micrômetros pode ser de 0,01 mm; 0,001
mm; .001" ou .0001".
No micrômetro de 0 a 25 mm ou de 0 a 1", quando as faces
dos contatos estão juntas, a borda do tambor coincide com o
traço zero (0) da bainha. A linha longitudinal, gravada na
bainha, coincide com o zero (0) da escala do tambor.






Trava tipo anel, adequado ao uso - permite fixar o fuso em qualquer medida.
Características do projeto de fabricação: Roscas extra-duras com extrema
precisão no passo.



Arco rígido em uma só peça até 150mm (6").
Para diferentes aplicações, temos os seguintes tipos de micrômetro:
De profundidade
Conforme a profundidade a ser medida, utilizam-se hastes de extensão, que são
fornecidas juntamente com o micrômetro.





Com arco profundo
Serve para medições de espessuras de bordas ou de partes salientes das peças.
Com disco nas hastes
O disco aumenta a área de contato possibilitando a medição
de papel, cartolina, couro, borracha, pano etc. Também é
empregado para medir dentes de engrenagens.


Com contato em forma de V
É especialmente construído para medição de
ferramentas de corte que possuem número ímpar de
cortes (fresas de topo, macho, alargadores etc.). Os
ângulos em V dos micrômetros para medição de
ferramentas de 3 cortes é de 60º; 5 cortes, 108º e 7 cortes, 128º34'17".
3 cortes, 60º


Para medir parede de tubos
Este micrômetro é dotado de arco especial e possui o contato a 90º com a haste
móvel, o que permite a introdução do contato fixo no furo do tubo.

Contador mecânico


É para uso comum, porém sua leitura pode ser efetuada no tambor ou no
contador mecânico. Facilita a leitura independentemente da posição de observação (erro
de paralaxe).
Digital eletrônico
Ideal para leitura rápida, livre de erros de paralaxe, próprio
para uso em controle estatístico de processos, juntamente
com microprocessadores.


Para medição de roscas
Especialmente construído para medir roscas
triangulares, este micrômetro possui as
hastes furadas para que se possa encaixar as
pontas intercambiáveis, conforme o passo
para o tipo da rosca a medir.




Com pontas esféricas
Disponíveis em milímetros ou polegadas, convertem os micrômetros com pontas
planas em micrômetros com pontas esféricas, para medir superfícies arredondadas.


Leitura com Micrômetro:
Sistema Métrico
Resolução de 0,01 mm
Vejamos como se faz o cálculo de leitura em um micrômetro. A cada volta do
tambor, o fuso micrométrico avança uma distância chamada passo.
A resolução de uma medida tomada em um micrômetro corresponde ao menor
deslocamento do seu fuso. Para obter a medida, divide-se o passo pelo número de
divisões do tambor.

Se o passo da rosca é de 0,5 mm e o tambor tem 50 divisões, a resolução será:

Assim, girando o tambor, cada divisão provocará um deslocamento de 0,01 mm
no fuso.



Leitura no micrômetro com resolução de 0,01 mm.
1º passo: leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha.2º passo: leitura dos
meios milímetros, também na escala da bainha.3º passo: leitura dos centésimos de
milímetro na escala do tambor.



Resolução de 0,001 mm
Quando no micrômetro houver nônio, ele indica o valor a ser acrescentado à
leitura obtida na bainha e no tambor. A medida indicada pelo nônio é igual à leitura do
tambor, dividida pelo número de divisões do nônio.
Se o nônio tiver dez divisões marcadas na bainha, sua resolução será:









Leitura no micrômetro com resolução de 0,001 mm.
1º passo: leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha.2º passo: leitura dos meios
milímetros na mesma escala.3º passo: leitura dos centésimos na escala do tambor.4º
passo: leitura dos milésimos com o auxílio do nônio da bainha, verificando qual dos
traços do nônio coincide com o traço do tambor.
A leitura final será a soma dessas quatro leituras parciais.


Leitura com Micrômetro no Sistema
Inglês
No sistema inglês, o micrômetro
apresenta as seguintes características:
 na bainha, está gravado o
comprimento de uma polegada, dividido
em 40 partes iguais. Desse modo, cada divisão equivale a 1" : 40 = .025";
 o tambor do micrômetro, com resolução de .001", possui 25 divisões.
Para medir com o micrômetro de resolução
.001", lê-se primeiro a indicação da bainha.
Depois, soma-se essa medida ao ponto de leitura
do tambor, que coincide com o traço de
referência da bainha.


Micrômetro com resolução .0001"
Para a leitura no micrômetro de .0001",
além das graduações normais que
existem na bainha (25 divisões), há um
nônio com dez divisões. O tambor
divide-se, então, em 250 partes iguais.

A leitura do micrômetro é:

Para medir, basta adicionar as leituras da bainha, do tambor e do nônio.

Calibração (regulagem da bainha)
Antes de iniciar a medição de uma
peça, devemos calibrar o instrumento
de acordo com a sua capacidade.
Para os micrômetros cuja capacidade é de 0 a 25 mm, ou de 0 a 1", precisamos
tomar os seguintes cuidados:
 limpe cuidadosamente as partes móveis eliminando poeiras e sujeiras, com pano
macio e limpo;
 antes do uso, limpe as faces de medição; use somente uma folha de papel macio;
 encoste suavemente as faces de medição usando apenas a catraca; em seguida,
verifique a coincidência das linhas de referência da bainha com o zero do
tambor; se estas não coincidirem, faça o ajuste movimentando a bainha com a
chave de micrômetro, que normalmente acompanha o instrumento.
Para calibrar micrômetros de maior capacidade, ou seja, de 25 a 50 mm, de 50 a 75 mm
etc. ou de 1" a 2", de 2" a 3" etc., deve-se ter o mesmo cuidado e utilizar os mesmos
procedimentos para os micrômetros citados anteriormente, porém com a utilização de
barra-padrão para calibração.


Conservação
 Limpar o micrômetro, secando-o com um pano limpo e macio (flanela);
 Untar o micrômetro com vaselina líquida, utilizando um pincel;
 Guardar o micrômetro em armário ou estojo apropriado, para não deixá-lo
exposto à sujeira e à umidade;
 Evitar contatos e quedas que possam riscar ou danificar o micrômetro e sua
escala.
Micrômetro interno # Tipos de micrômetro
interno
Para medição de partes internas, empregam-se
dois tipos de micrômetros:
 micrômetro interno de três contatos;
 micrômetro interno de dois contatos (tubular e tipo paquímetro).



Micrômetro interno de três contatos
Este tipo de micrômetro é usado
exclusivamente para realizar medidas em
superfícies cilíndricas internas,
permitindo leitura rápida e direta.
Característica principal: ser auto-centrante, devido à forma e à disposição de
suas pontas de contato, que formam, entre si, um ângulo de 120º.
Micrômetro interno de três contatos com pontas intercambiáveis
Esse micrômetro é apropriado para medir furos roscados, canais e furos sem
saída, pois suas pontas de contato podem ser trocadas de acordo com a peça que será
medida.




Para obter a resolução, basta dividir o passo do fuso micrométrico pelo número
de divisões do tambor.

Sua leitura é feita no sentido contrário à do micrômetro externo.


A leitura em micrômetros internos de três contatos é realizada da seguinte
maneira:
 o tambor encobre a divisões da bainha correspondente a 36,5 mm;
 a esse valor, deve-se somar aquele fornecido pelo tambor: 0,240 mm;
 o valor total da medida deve ser· , portanto: 36,740 mm.
Micrômetro interno de dois contatos
Existem dois tipos de micrômetro interno de dois contatos: o tubular e o tipo
paquímetro.
O micrômetro tubular é empregado para medições internas
acima de 30mm. Devido ao uso em grande escala do
micrômetro interno de três contatos pela sua versatilidade, o
micrômetro tubular atende quase que somente a casos
especiais, principalmente às grandes
dimensões.Micrômetro interno tubular

Cabo acoplado ao micrômetro

Micrômetro e
haste
O micrômetro tubular utiliza hastes de extensão com dimensões de 25 a
2.000 mm.As hastes podem ser acopladas umas às outras. Nesse caso, há
uma variação de 25 mm em relação a cada haste acoplada.
As figuras ilustram o posicionamento para a medição.



Micrômetro tipo paquímetro
Esse micrômetro serve para medidas acima de 5 mm e, a partir daí, varia de 25
em 25 mm.
Blocos -
padrão
Para realizar
qualquer medida, é necessário estabelecer previamente um padrão de referência. Ao
longo do tempo, diversos padrões foram adotados: o pé, o braço etc. Mais tarde, no
século XVIII, foi introduzido, na França, o sistema métrico. Em 1898, C. E. Johanson
solicitou a patente de blocos-padrão: peças em forma de pequenos paralelepípedos,
padronizados nas dimensões de 30 ou 35 mm x 9 mm, variando de espessura a partir de
0,5 mm. Atualmente, nas indústrias, são encontrados blocos-padrões em milímetro e em
polegada.







As dimensões dos blocos-padrão são extremamente exatas, mas o uso constante pode
interferir nessa exatidão. Por isso, são usados os blocos-protetores, mais resistentes,
com a finalidade de impedir que os blocos-padrão entrem em contato direto com
instrumentos ou ferramentas.




RÉGUA
Régua graduada
A régua apresenta-se, normalmente, em forma de lâmina de aço-carbono ou de
aço inoxidável. Nessa lâmina estão gravadas as medidas em centímetro (cm) e
milímetro (mm), conforme o sistema métrico, ou em polegada e suas frações, conforme
o sistema inglês.
Muito utilizados como padrão de referência na indústria moderna, desde o laboratório
até a oficina, são de grande utilidade nos dispositivos de medição, nas traçagens de
peças e nas próprias máquinas operatrizes. Existem jogos de blocos-padrão com
diferentes quantidades de peças. Não devemos, porém, adotá-los apenas por sua
quantidade de peças, mas pela variação de valores existentes em seus blocos
fracionários.

Tipos
A régua graduada apresenta-se em vários tipos vejam as ilustrações:
Régua de encosto interno

Régua sem encosto

Régua com encosto

Régua de profundidade

Régua de dois encostos

Régua rígida de aço-carbono com sessão retangular

Características
De modo geral, uma escala de qualidade deve apresentar bom acabamento,
bordas retas e bem definidas, e faces polidas. As réguas de manuseio constante devem
ser de aço inoxidável ou de metais tratados termicamente. È necessário que os traços da
escala sejam travados, bem definidos, uniformes, eqüidistantes e finos.
Metro articulado
O metro articulado é um instrumento de medição linear, fabricado em madeira,
alumínio ou fibra.




Conservação
 Abrir o metro articulado de maneira correta;
 Evitar que ele sofra quedas e choques;
 Lubrificar suas articulações.


Trena
Trata-se de um instrumento de medição constituído
por uma fita de aço, fibra ou tecido, graduada em
uma ou em ambas as faces, no sistema métrico e/ou
no sistema inglês, ao longo de seu comprimento,
com traços transversais.
Em geral, a fita está acoplada a um estojo ou suporte
dotado de um mecanismo que permite recolher a fita de modo manual ou automático.
Tal mecanismo, por sua vez, pode ou não ser dotado de trava.




CONCLUSÃO

A metrologia é uma ferramenta imprescindível para: avaliar conformidade de
produtos e processos; assegurar relações comerciais justas; promover a cidadania;
assegurar reconhecimento nacional e internacional.
A metrologia sofre um impacto imensurável no cotidiano O consumidor por sua
vez se depara com produtos e serviços ao longo do dia e eles devem passar por análise
de conformidade baseadas em medições de diversos tipos, pois envolvem o seu bem-
estar e a sua saúde e segurança‖. Este trabalho tem por objetivo mostrar a relevância que
a metrologia tem no dia a dia das pessoas, com ênfase para a metrologia legal, já que ela
é a responsável por garantir que os produtos e serviços obedeçam as exigências legais,
técnicas e administrativas às unidades de medidas, aos métodos de medição, aos
instrumentos de medição e medidas materializadas.
Medir faz parte do dia-a-dia do ser humano, mas nem sempre nos damos conta
de quanto a metrologia está presente. Ao acordarmos utilizamos normalmente um
despertador. Mesmo aqueles que se utilizam de um serviço telefônico não podem
esquecer que ―em algum lugar‖ a hora está sendo medida. Até mesmo no check-up ao
médico são utilizados instrumentos tais como eletrocardiógrafo, termômetros,
esfigmomanômetros, entre outros. Os exemplos anteriores e diversos outros que
poderíamos assinalar demonstram como é impossível para o homem viver sem os
instrumentos e/ou sistemas de medidas.
Assim como a metrologia é importante para pessoas ela é importante para a as
empresas para nossas medições terem sentido, elas têm que concordar dom as medições
de outros homens, senão poderemos chegar uma hora atrasados à reunião e dizer que
estamos no horário. Este acordo universal das unidades de medida é um dos pontos mais
importantes da metrologia. Para que isso aconteça, existe toda uma estrutura
metrológica nacional e internacional que garante que os padrões são mantidos e
aplicados no nosso dia-a-dia. A padronização de unidades de medida é um dos fatores
comerciais mais importantes para as empresas. Imagine se cada fabricante de sapatos
resolvesse fabricá-los com unidades diferentes ou se cada um deles não tivesse suas
medidas relacionadas a um mesmo padrão? Se não houvesse padronização, como
A busca da metrologia como um diferenciador tecnológico e comercial para as
empresas é, na verdade, uma questão de sobrevivência. No mundo competitivo em que
estamos não há mais espaço para medições sem qualidade, e as empresas deverão
investir recursos (humanos, materiais e financeiros) para incorporar e harmonizar as
funções básicas da competitividade: normalização, metrologia e avaliação de
conformidade.




























BIBLIOGRAFIA

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_ CERTI – Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras:
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