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FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA I 2/2009

P rof. J orgeAlan
8 Atribuição / Uso não-comercial / Não a obras derivadas
leobrabo@gmail.com - http://www.centrocapnext.com.br

Aplicação da radiação solar.
UNIDADE I
FÍSICA DAS RADIAÇÕES
“Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.”
(Lavoisier)
Vamos tentar responder as seguintes questões:
 O que é radiação?
 De onde vêm?
 Como interagem com o meio em que se encontram?
 Como fazemos para detectá-las?
 Como podemos utiliza-las?
 Como se proteger de seus efeitos?
CONCEITOS FUNDAMENTAIS

1.1- RADIAÇÃO
O que é a Radiação?
É possível que o termo RADIAÇÃO, a princípio, pareça um pouco estranho. Com certeza, você já
deve tê-la visto associada a acidentes nucleares, usinas nucleares ou mesmo em filmes de guerra. O que
ocorre é uma confusão de conceitos, ou ainda, tratar-se de um mesmo termo aplicado a coisas diferentes.
O termo IRRADIAR significa lançar de si, emitir, espalhar, projetar. Pode ser aplicado a diversas
situações ou fenômenos diferentes. O Sol irradia luz, calor e ultravioleta.
Já RADIAÇÃO é aquilo que é IRRADIADO por alguma coisa.
Pode ser aplicado às várias formas de luz visíveis e “invisíveis” ou a feixes de partículas
ATÔMICAS.
Radiação é o processo pelo qual uma fonte emite energia que se propaga no espaço.
Segundo o dicionário Aurélio:
“Qualquer dos processos físicos de emissão e propagação de energia, seja por intermédio de
fenômenos ondulatórios, seja por meio de partículas dotadas de energia cinética” ou “Energia que se
propaga de um ponto a outro no espaço vazio ou através de um meio material”.
O termo radiação se usa também para designar a própria energia emitida.
Portanto:
Radiação é energia em
movimento.
Este conceito é geral e inclui as
ondas mecânicas (como o ultra-som ou as
oscilações de um maremoto), ondas
eletromagnéticas ou radiações nucleares
com massa, como veremos mais adiante.



















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1.2- ENERGIA
O que é Energia?
O conceito de Energia é muitas vezes considerado intuitivo e só pode ser medido (ou
quantificado) quando temos a transformação de um tipo de energia em outro tipo (trabalho).
Em física, ENERGIA é tudo aquilo capaz de realizar trabalho.
Como por exemplo, a eletricidade é capaz de fazer um motor elétrico funcionar e, portanto
realizar trabalho.
Da mesma forma, a energia eletromagnética do Sol pode ser convertida em eletricidade por
meio de uma célula solar ou em calor por meio de aquecedores solares.
Uma forma importante de conversão da energia do Sol é a fotossíntese. Neste processo a luz solar
é transformada em energia química, que por sua vez é responsável pelo crescimento das plantas e de
quebra libera oxigênio para o ar.
Portanto:
Energia é a capacidade que possui um corpo de realizar trabalho.

1.3- ONDAS
O conceito de onda é de fundamental importância para a compreensão de uma série de
fenômenos físicos. Em termos formais, onda é o resultado de algum tipo de perturbação que se
propaga.
Por exemplo, no mar, as ondas se formam basicamente
devido à perturbação da água pela atração da Lua e da ação dos
ventos. Se você estiver boiando um pouco além da rebentação,
deve ter percebido que seu corpo alternadamente sobe e desce,
mas na média permanece praticamente no mesmo lugar. O fato de
seu corpo subir e descer significa que existe uma energia
associada à onda (realiza trabalho). Esta energia é transportada
pela onda, sem, entretanto causar um deslocamento líquido final
do meio, no caso, a água. Já no caso da rebentação, outros fatores
interferem com a onda, acarretando um movimento efetivo da
água ou de algum objeto flutuante. A brusca frenagem da onda pelo fundo de areia da praia, faz com que à
parte de cima da onda se projete para frente, literalmente despejando a água.
Quanto à forma, existem basicamente dois tipos de onda: Ondas Mecânicas e Ondas
Eletromagnéticas.
As ondas mecânicas dependem de um meio material para se propagarem, como as ondas do
mar e as ondas sonoras, por exemplo.
As ondas eletromagnéticas não dependem de um meio material, pois correspondem à
propagação de uma perturbação nos campos elétricos e magnéticos. Estes campos podem existir
independentemente de um meio material.
Os elementos fundamentais de uma onda são:
A distância entre dois picos ou dois vales, ou ainda, dois pontos quaisquer equivalentes da
onda, define o que se chama comprimento de onda, representado normalmente pela letra grega LAMBDA
(λ).
O número
de ciclos de sobe e
desce, por unidade
de tempo define a
freqüência da onda,
medida
normalmente em
Hertz ou ciclos por
segundo e
representada
normalmente pela
letra f. O produto do
comprimento de
onda pela
freqüência da onda
fornece a velocidade
de propagação da

Comprimento de Onda

Crista

Depressão ou Vale

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onda no meio em questão, isto é, a velocidade com que a perturbação se propaga. No caso das ondas
eletromagnéticas no vácuo, este produto fornece a velocidade da luz, c = 299 793 km/s
Para as ondas eletromagnéticas, a energia transportada
depende unicamente de sua freqüência ou de seu comprimento de
onda, já que ambos estão relacionados pela velocidade da luz que é
uma constante universal.
A luz se desloca no espaço por meio de ondas
eletromagnéticas, que não necessitam de um meio físico para serem
transportadas, e, portanto diferem dos outros exemplos de ondas
encontrados na natureza, como ondas na água, ondas sonoras,
sísmicas, etc.

1.4- O ÁTOMO
É a menor porção de matéria
A idéia de que a matéria é formada por partículas muito pequenas e
“indivisíveis”, ou átomos, é muito antiga. Demócrito, que viveu quase 400
anos antes de Cristo, já pensava nessas coisas. Ele propôs um modelo
atômico onde os átomos se encaixavam mais ou menos como as peças de
um Lego. Mas, a verdadeira estrutura do átomo só foi revelada no início do
século XX com o trabalho de Ernest Rutherford.
Obviamente os resultados de Rutherford foram debatidos
exaustivamente até que se chegasse a um quadro de consenso. A idéia que
temos de átomo hoje em dia é o resultado dessas discussões. Um átomo
possui um núcleo que concentra praticamente toda a sua massa, e retém a
carga positiva. O diâmetro de um átomo é cerca de 100 000 vezes o
diâmetro do seu núcleo. O núcleo é circundado por elétrons (na eletrosfera),
que são os portadores de carga negativa. A massa do elétron é igual a 9,
10939× 10
−31
kg.
O núcleo é composto por dois tipos de partículas:
Os prótons, e os nêutrons. Os nêutrons não possuem carga elétrica e
portanto não interagem eletricamente com os prótons do núcleo, mas
exercem um papel fundamental na sua estabilidade. Um próton possui uma
carga igual à do elétron, mas de sinal contrário: +1, 602×10−19 C; sua massa
é de 1, 67262×10
−27
kg, cerca de 1836 vezes maior do que o elétron. A massa
do nêutron, por sua vez, é muito próxima à do próton:1, 67482×10
−27
kg. O
número total de prótons no núcleo é chamado de número atômico, em geral
representado pela letra Z.




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ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS
ÁTOMOS
(Carbono, Oxigênio, Nitrogênio, Hidrogênio)

MOLÉCULAS
(água, oxigênio, carbono, açúcares, lipídeos, proteínas, ácidos nucléicos, nucleotídeos, ácidos graxos, etc.)

SUBSTÂNCIAS

ESTRUTURAS SUB-CELULARES
(sistemas de membranas, hialoplasma, retículo endoplasmático, complexo de Golgi,
lisossomos, mitocôndrias, cromossomos, núcleo, nucléolo, etc.)

CÉLULAS
(epiteliais, conjuntivas, musculares, nervosas, hepáticas, linhagem sangüínea, gametas, etc).

TECIDOS
Tecido epitelial (epiderme, derme, tecido glandular); Tecido conjuntivo (cartilaginoso e ósseo);
Tecido muscular (liso, estriado, cardíaco); tecido nervoso , etc.

ORGÃOS
(cérebro, estômago, intestino, pulmão, coração, fígado, rim, pâncreas, ovário, testículo, supra-renais,
tireóide, etc. )

SISTEMAS
(nervoso, digestivo, respiratório, circulatório, excretor, reprodutor)

INDIVÍDUOS

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1.5- CARGA ELÉTRICA
É uma propriedade intrínseca da matéria onde se observam os fenômenos de atração e repulsão
entre corpos carregados
A carga elétrica de um próton é chamada de carga elétrica elementar, sendo representada por e;
no Sistema Internacional, seu valor é:
e = 1,6 . 10
-19
coulomb = 1,6 . 10
-19
C

A carga de um elétron é negativa mas, em módulo, é igual à carga do próton:

Carga do elétron = - e = - 1,6 . 10
-19
C

Os nêutrons não possuem carga elétrica. Como num átomo o número de prótons é igual ao
número de elétrons, a carga elétrica total do átomo é nula.
De modo geral os corpos são formados por um grande número de átomos. Como a carga de cada
átomo é nula, a carga elétrica total do corpo também será nula e diremos que o corpo está neutro. No
entanto é possível retirar ou acrescentar elétrons de um corpo. Desse modo o corpo estará com um
excesso de prótons ou de elétrons; dizemos que o corpo está eletrizado ou ionizado.
1.5.1. Princípio da atração e repulsão

Dados dois corpos eletrizados, sendo Q
1
e Q
2
suas cargas elétricas, observamos que:
1. Se Q
1
e Q
2
tem o mesmo sinal (Figura 1 e Figura 2), existe entre os corpos um par de forças de
repulsão.
2. Se Q
1
e Q
2
têm sinais opostos (Figura 3), existe entre os corpos um par de forças de atração.








1.6- RADIOATIVIDADE
Núcleos atômicos que espontaneamente emitem partículas
ou energia pura (radiação eletromagnética) são chamados
radioativos.
A radioatividade é um fenômeno natural, mas pode
também ser produzida em laboratório. O fenômeno foi descoberto
em 1896 pelo francês Henri Becquerel e, em 1934, foi produzido
pela primeira vez em laboratório por Irene Curie e Pierre Joliot, que
bombardearam alumínio com partículas alfa emitido pelo polônio, e
produziram o isótopo de fósforo
30
P. Irene e Pierre levaram o Nobel
de Química de 1935 pelo seu trabalho. Os pais de Irene, Pierre e
Marie Curie, já haviam sido agraciados com o Nobel de Física de
1903 (com Becquerel), pelo seu trabalho com radioatividade
natural.
A radioatividade é a liberação de energia por um núcleo
excitado.
Esse processo é chamado de decaimento radioativo, e pode
ocorrer basicamente de três modos distintos: por emissão alfa, por
emissão beta ou por emissão gama. Alfa, beta e gama são nomes dados a
tipos de radiação cuja natureza era desconhecida na época em que foram
descobertas.


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Núcleo instável
α (alfa)
Núcleo instável
β
-
(négatron)


β
+
(pósitron)
1.7- CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES
4.6.1. Forma
A forma caracteriza a maneira como as radiações se apresentam na Natureza. E podem ser:

a) RADIAÇÕES CORPUSCULARES

Possuem massa e formam os átomos e os núcleos atômicos;
Esta radiação pode ser descrita como energia em movimento a velocidades inferiores à da luz.
Sua energia depende da velocidade de maneira diretamente proporcional segundo a equação:




Onde:
m de massa e v de velocidade;
E
c
é chamada de energia cinética (de movimento);
Ex:
 Elétrons, prótons, nêutrons;
 Íons leves e pesados (átomos sem elétrons);
 Píons, káons, múons;
 Pósitrons, Négatrons, alfa.


















b) RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS

Você com certeza sabe ou mesmo ouvir falar que o controle remoto de sua TV ou DVD funcionam
por infravermelho. Também já não é mais novidade um microcomputador operado por mouse e teclado
sem fios, ou seja, por infravermelho.
- Mas afinal de contas o que vem a ser esse tal de infravermelho?
- Alguma espécie de raio invisível?
- Exatamente!
O Universo que nos rodeia é banhado por um imenso "oceano" de luzes, das quais nossos olhos
conseguem captar apenas uma pequeníssima fração. Essa pequena fração de radiações que o olho humano
vê, é chamada de luz visível ou apenas luz.
Por esta razão, é mais conveniente chamarmos ao conjunto de todas as “luzes” que não vemos de
RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA. O termo luz fica reservado à pequena parcela de radiação
eletromagnética que conseguimos enxergar.
A radiação eletromagnética é uma forma de energia. Sem ela simplesmente não haveria vida na
Terra.
Outro aspecto importante da radiação eletromagnética é seu caráter ondulatório, isto é, a
radiação eletromagnética é constituída de ondas com componentes elétricos e magnéticos.
Portanto as Radiações Eletromagnéticas:
 Não possuem massa;
2
2
mv
E
c
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 São ondas com componentes elétricos e magnéticos;
Nas figuras abaixo, temos uma representação gráfica de uma radiação eletromagnética:











 Sua velocidade é igual da LUZ (c = 3x10
8
m/s);
 Sua Energia depende do comprimento de onda e de maneira inversamente
proporcional, segundo a equação:






Onde:
h é a constante universal chamada constante de Planck e cujo valor é h = 6,63 X 10
-34
J.s(Joule x
segundo);
c é a velocidade da LUZ e é o comprimento da onda.
Ao conjunto de todas as radiações eletromagnéticas chamamos de: ESPECTRO
ELETROMAGNÉTICO

Ex:
 Rádio e TV
 Microondas
 Infravermelho (calor)
 Luz visível (vermelho ao violeta)
 Ultravioleta
 Raios X
 Raios gama










hc
E
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Núcleo Instável
(Gama)
4.6.2. Origem
Representa onde as radiações nascem. E podem ser:

a) ORIGEM NUCLEAR
Possuem origem no NÚCLEO do átomo instável.
Ex: Radiações alfas, betas, nêutrons e gama.
Obs: Estas radiações são as chamadas RADIOATIVAS, pois são conseqüência do fenômeno da
RADIOATIVIDADE












b) ORIGEM ATÔMICA
Possuem origem na ELETROSFERA atômica devido a transições eletrônicas e/ou colisões entre
partículas carregadas
Ex: Raios X, Ultravioleta, Luz visível, calor,...

c) OUTRAS ORIGENS DAS RADIAÇÕES CORPUSCULARES
 Colisões atômicas: elétrons, prótons, íons leves e pesados;
 Transições atômicas: elétrons;
 Transições nucleares (incluindo fissão):Prótons, nêutrons, elétrons (beta), pósitrons, alfa, íons
leves e pesados

d) OUTRAS ORIGENS DAS RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS
 Aceleração de cargas (+/-);
 Transições atômicas:luz visível, radiação ultravioleta, raios X;
 Transições nucleares (incluindo fissão): raios gama;
 Aniquilação partícula/anti-partícula: raios gama.






















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4.6.3. Interação da Radiação com a matéria
Esta classificação caracteriza a maneira como as radiações se relacionam com o meio. E podem ser:

a) RADIAÇÕES IONIZANTES
São aquelas radiações que produzem íons na matéria com a qual interagem.
Ex: Raios Gama, RAIOS X, Ultravioleta, Radiações alfas, betas e de nêutrons.













b) RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES
Estas radiações apenas depositam suas energias no meio, normalmente causando uma excitação
atômico-molecular.
Ex: Todas as demais radiações do espectro eletromagnético.

Radiações em Celulares

Tem havido recentemente especulações de que o uso de telefones celulares possa estimular o
crescimento de tumores cerebrais na região da cabeça próxima à antena.
(Fischetti, M., The Cellular Phone Scare, IEEE Spectrum, 43-47 June 1993)

Comprovações recentes atestam transformações de células quando imersas em um intenso campo
eletromagnético. Essas transformações podem evoluir a ponto de causar degenerações, tornando-se
possíveis focos de leucemia e câncer.
Embora invisíveis, as radiações fazem parte do nosso cotidiano, estamos mergulhados num
campo imenso, repleto de ondas vindas de todos os cantos, não só do planeta mas também do Universo. O
problema, ou seja, o risco para o ser humano, é justamente a intensidade dessas radiações, e lembrando a
lei que rege a relação entre energia e distância, (energia proporcional ao inverso do quadrado da
distância), veremos que no celular, apesar da baixa potência envolvida, a proximidade da antena faz com
que um lado da cabeça receba diretamente essas radiações, expondo o usuário a um risco imprevisto.
Basta lembrar que o processo de cozimento dos alimentos nos fornos de microondas se baseia nestas
radiações, se bem que de muito maior intensidade, mas ninguém pode prever as conseqüências de uma
prolongada exposição a esse campo eletromagnético. Está comprovado que, após 10 minutos de uso do
celular, a temperatura craniana sobe de 2 a 3 graus centígrados.
As termos-fotografia abaixo mostram a temperatura da cabeça sem e com o uso de um telefone
celular.












A maneira mais eficiente de se proteger dessas radiações dos telefones celulares é, sem dúvida, a
instalação, quando possível, de uma antena externa. Ao transferir toda a potência de transmissão para
Interação
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essa antena,estrategicamente localizada longe do aparelho, além de propiciar uma comunicação de muito
melhor qualidade, estaremos poupando o usuário de radiações que podem ser perigosas.
Além dessa solução, existe ainda a possibilidade de se usar protetores contra radiação fixa ao
aparelho, que são dispositivos cerâmicos absorvedores de ondas eletromagnéticas.
Há um método, desenvolvido pelo cientista japonês Y. Omura e denominado "Bi-digital O-Ring
test", que é capaz de mostrar uma diminuição considerável (no mínimo 70 %) dos efeitos nocivos ao
homem quando da instalação de uma antena externa no aparelho celular, e que também demonstra a
proteção exercida pelos absorvedores.
Conheça o protetor WaveShield que bloqueia até 97% das radiações.
Links úteis:
 USA - FCC - Information on Human Exposure to Radiofrequency Fields from Cellular and PCS
Radio Transmitters
 Austrália: Mobile Telephone Communication Antennas: Are They a Health Hazard?
 Nova Zelândia - The Electromagnetic Radiation Health Threat
 Medical College of Wisconsin - Cellular Phone Antennas and Human Health









































Medição da taxa de transferência de
energia e dose absorvida
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1.8- APLICAÇÕES DAS RADIAÇÕES



























































Radiografia
Mamógrafo
Ultra-som
Medicina Nuclear
Densitômetro

Cintilógrafo
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Angiografia
Radioterapia
Tomógrafo
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Radiologia
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