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RIO DE JANEIRO
ALCÂNTARA: Rua Manoel João Gonçalves , 414 / 2º andar * (21) 2603-8480
CINELÂNDIA: Praça Mahatma Gandhi, 2 / 2º andar * (21) 2279-8257
CENTRO: Rua da Alfândega, 80 / 2º andar * (21) 3970-1015
COPACABANA: Av. N. Sra. Copacabana, 807 / 2º andar * (21) 3816-1142
DUQUE DE CAXIAS: Av. Pres. Kennedy, 1203 / 3º andar * (21) 3659-1523
MADUREIRA: Shopping Tem-Tudo / Sobreloja 18 * (21) 3390-8887
MÉIER: Rua Manuela Barbosa , 23 / 2º andar * (21) 3296-8857
NITERÓI: Rua São Pedro, 151 / Sobreloja * (21) 3604-6234
TAQUARA: Av. Nelson Cardoso, 1141 / 3º andar * (21) 2435-2611
SÃO PAULO
ALPHAVILLE: Calçada das Rosas, 74 * (11) 4197-5000
GUARULHOS: Av. Dr. Timóteo Pentado, 714 - Vila Progresso * (11) 2447-8800
SÃO PAULO: Rua Barão de Itapetininga, 163 / 6º andar * (11) 3017-8800
SANTO ANDRÉ: Av. José Cabalero, 257 * (11) 4437-8800
SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5860 * (11) 5189-8800
OSASCO: Av. Deputado Emílio Carlos, 1132 * (11) 3685-2123
INSS
TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL
LÍNGUA PORTUGUESA
RACIOCÍNIO LÓGICO
INFORMÁTICA
MATEMÁTICA
ATUALIDADES
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO
REGIME JURÍDICO ÚNICO
PREVIDÊNCIA - CONJUNTURA E ESTRUTURA
CONHECIMENTOS COMPLEMENTARES
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INSS
TÉCNICO DO
SEGURO SOCIAL
Proibida a reprodução no todo ou em partes, por qualquer meio ou processo, sem
autorização expressa. A violação dos direitos autorais é punida como crime: Có-
digo Penal, Art nº 184 e seus parágrafos e Art nº 186 e seus incisos. (Ambos atualizados
pela Lei nº 10.695/2003) e Lei nº 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais.
EDITORA EXECUTIVA
Andréa Martins
GERENTE DE EDITORAÇÃO
Rodrigo Nascimento
SUPERVISÃO DIDÁTICA E PEDAGÓGICA
Claudio Roberto Bastos
Marceli Lopes
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DIAGRAMAÇÃO
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CAPA
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E-MAIL
apostilas@degraucultural.com.br
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Prezado(a) candidato(a),
A equipe pedagógica da Degrau Cultural elaborou esta apostila preparatória
com o objetivo de auxiliar a todos aqueles que pretendem prestar concurso
para o cargo de Técnico do Seguro Social do INSS.
Neste material, você encontrará noções de Língua Portuguesa, Raciocínio Ló-
gico, Informática, Matemática, Atualidades, Ética no Serviço Público, Regime
Jurídico Único, Previdência - Conjuntura e Estrutura e Conhecimentos Com-
plementares, de acordo com o edital do último concurso.
Esperamos que nosso material possa ser útil na conquista da tão sonhada
vaga e, desde já, lhe desejamos sucesso nesta empreitada.
Aproveitamos o ensejo para solicitar-lhe a gentileza de, ao término de seus
estudos, preencher a carta-resposta que se encontra na última folha da apos-
tila e entregar em qualquer agência dos Correios, pois sua opinião é funda-
mental para que possamos trabalhar de modo a atender, cada vez mais, às
suas expectativas.
Atenciosamente,
Os Editores
Sumário
005 Língua Portuguesa
073 Raciocínio Lógico
087 Informática
193 Matemática
233 Atualidades
263 Ética no Serviço Público
271 Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90)
295 Previdência - Conjuntura e Estrutura
317 Conhecimentos Complementares
337 Exercícios
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07 Interpretação de textos e Tipologia textual
18 Fonética, ortografia e acentuação gráfica
24 Emprego das classes de palavras
34 Crase
35 Sintaxe da oração e do período
39 Pontuação
42 Concordância verbal e nominal
46 Regência verbal e nominal
48 Significação das palavras
51 Redação de correspondência oficial
65 Novo Acordo Ortográfico
Língua
Portuguesa
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
TIPOLOGIA TEXTUAL
I. Tipologia Textual
Obs.: Às vezes, um fragmento pode apresentar características que o assemelham a uma descrição e também a uma
narração. Nesse caso, é interessante observar que em um fragmento narrativo a relação entre os fatos
relacionados é de anterioridade e posterioridade, ou seja, existe o fato que ocorre antes e aquele que ocorre
depois. Em uma narração ocorre a progressão temporal. Já na descrição a relação entre os fatos é de
simultaneidade, ou seja, os fatos relacionados são concomitantes, não ocorrendo progressão temporal.
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Classifique os trechos abaixo. Marque:
(A) Narração
(B) Descrição
(C) Dissertação
01. Ocorreu um pequeno incêndio na noite de ontem,
em um apartamento de propriedade do Sr. Marcos
da Fonseca. No local habitavam o proprietário, sua
esposa e seus dois filhos. O fogo despontou em
um dos quartos que, por sorte, ficava na frente do
prédio.
02. O mundo moderno caminha atualmente para sua
própria destruição, pois tem havido inúmeros con-
flitos internacionais, o meio ambiente encontra-se
ameaçado por sério desequilíbrio ecológico e,
além do mais, permanece o perigo de uma catás-
trofe nuclear.
03. Qualquer pessoa que o visse, quer pessoalmente
ou através dos meios de comunicação, era logo
levada a sentir que dele emanava uma serenida-
de e autoconfiança próprias daqueles que vivem
com sabedoria e dignidade.
04. De baixa estatura, magro, calvo, tinha a idade de
um pai que cada pessoa gostaria de ter e de quem
a nação tanto precisava naquele momento de de-
samparo.
05. Em virtude dos fatos mencionados, somos leva-
dos a acreditar na possibilidade de estarmos a
caminho do nosso próprio extermínio. É desejo de
todos nós que algo possa ser feito no sentido de
conter essas diversas forças destrutivas, para po-
dermos sobreviver às adversidades e construir um
mundo que, por ser pacífico, será mais facilmente
habitado pelas gerações vindouras.
06. O homem, dono da barraca de tomates, tentava,
em vão, acalmar a nervosa senhora. Não sei por
que brigavam, mas sei o que vi: a mulher imensa-
mente gorda, mais do que gorda, monstruosa, er-
guia os enormes braços e, com os punhos cerra-
dos, gritava contra o feirante. Comecei a me as-
sustar, com medo de que ela destruísse a barraca
— e talvez o próprio homem — devido à sua fúria
incontrolável. Ela ia gritando e se empolgando com
sua raiva crescente e ficando cada vez mais ver-
melha, assim como os tomates, ou até mais.
Texto para a questão 07.
(...) em volta das bicas era um zunzum cres-
cente; uma aglomeração tumultuosa de machos e
fêmeas. Uns após outros, lavavam a cara, incomo-
damente, debaixo do fio de água que escorria da
altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As
mulheres precisavam já prender as saias entre as
coxas para não as molhar, via-se-lhes a tostada
nudez dos braços e do pescoço que elas despiam
suspendendo o cabelo todo para o alto do casco;
os homens, esses não se preocupavam em não
molhar o pêlo, ao contrário metiam a cabeça bem
debaixo da água e esfregavam com força as ventas
e as barbas, fossando e fungando contra as pal-
mas das mãos. As portas das latrinas não descan-
savam, era um abrir e fechar de cada instante, um
entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá
dentro e vinham ainda amarrando as calças ou sai-
as; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir,
despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fun-
dos, por detrás da estalagem ou no recanto das
hortas. (Aluísio Azevedo, O Cortiço)
07. O fragmento acima pode ser considerado:
a) narrativo, pois ocorre entre seus enunciados uma
progressão temporal de modo que um pode ser
considerado anterior ao outro.
b) um típico fragmento dissertativo em que se obser-
vam muitos argumentos.
c) descritivo, pois não ocorre entre os enunciados
uma progressão temporal: um enunciado não pode
ser considerado anterior ao outro.
d) descritivo, pois os argumentos apresentados são
objetivos e subjetivos.
08. Filosofia dos Epitáfios
Saí, afastando-me dos grupos e fingindo ler
os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são,
entre a gente civilizada, uma expressão daquele
pio e secreto egoísmo que induz o homem a ar-
rancar à morte um farrapo ao menos da sombra
que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolá-
vel dos que sabem os seus mortos na vala co-
mum; parece-lhes que a podridão anônima os al-
cança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
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Do ponto de vista da composição, é correto afir-
mar que o capítulo “Filosofia dos Epitáfios”
a) é predominantemente dissertativo, servindo os
dados do enredo do ambiente como fundo para a
digressão.
b) é predominantemente descritivo, com a suspen-
são do curso da história dando lugar à construção
do cenário.
c) equilibra em harmonia narração e descrição, à
medida que faz avançar a história e cria o cenário
de sua ambientação.
d) é predominantemente narrativo, visto que o narrador
evoca os acontecimentos que marcaram sua saída.
II. ROTEIRO PARA LEITURA DE TEXTOS
• ler atentamente o texto, tendo noção do conjunto
• compreender as relações entre as partes do texto
• sublinhar momentos mais significativos
• fazer anotações à margem
III. ENTENDIMENTO DO TEXTO
O que deve ser observado para chegar à melhor
compreensão do texto?
1. PALAVRAS-CHAVE
Palavras mais importantes de cada parágrafo,
em torno das quais outras se organizam, criando
uma ligação para produzirem sentido. As palavras-
chave aparecem, muitas vezes, ao longo do texto
de diversas formas: repetidas, modificadas ou re-
tomadas por sinônimos. As palavras-chave formam
o alicerce do texto, são a base de sua sustentação,
levam o leitor ao entendimento da totalidade do tex-
to, dando condições para reconstruí-lo.
• atenção especial para verbos e substantivos;
• o título é uma boa dica de palavra-chave.
Observe o texto de Bertrand Russel, “Minha Vida”,
a fim de compreender a forma como ele está cons-
truído:
Três paixões, simples mas irresistivelmente
fortes, governaram minha vida: o desejo imenso
do amor, a procura do conhecimento e a insupor-
tável compaixão pelo sofrimento da humanidade.
Essas paixões, como os fortes ventos, levaram-
me de um lado para outro, em caminhos capricho-
sos, para além de um profundo oceano de angús-
tias, chegando à beira do verdadeiro desespero.
Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase –
êxtase tão grande que sacrificaria o resto de mi-
nha vida por umas poucas horas dessa alegria.
Procurei-o, também, porque abranda a solidão –
aquela terrível solidão em que uma consciência
horrorizada observa, da margem do mundo, o in-
sondável e frio abismo sem vida. Procurei-o, final-
mente, porque na união do amor vi, em mística
miniatura, a visão prefigurada do paraíso que san-
tos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e,
embora pudesse parecer bom demais para a vida
humana, foi o que encontrei.
Com igual paixão busquei o conhecimento.
Desejei compreender os corações dos homens.
Desejei saber por que as estrelas brilham. E ten-
tei apreender a força pitagórica pela qual o núme-
ro se mantém acima do fluxo. Um pouco disso,
não muito, encontrei.
Amor e conhecimento, até onde foram possí-
veis, conduziram-me aos caminhos do paraíso.
Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à Ter-
ra. Ecos de gritos de dor reverberam em meu co-
ração. Crianças famintas, vítimas torturadas por
opressores, velhos desprotegidos – odiosa carga
para seus filhos – e o mundo inteiro de solidão,
pobreza e dor transformaram em arremedo o que
a vida humana poderia ser. Anseio ardentemente
aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.
Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivi-
da e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se a
oportunidade me fosse oferecida.
(RUSSEL, Bertrand, Revista Mensal de Cultura,
Enciclopédia Bloch, n. 53, set.1971, p.83)
O texto é constituído de cinco parágrafos que se
encadeiam de forma coerente, a partir das pala-
vras-chave vida e paixões do primeiro parágrafo:
palavras-chave
• 1º parágrafo – vida / paixões
• 2º parágrafo - amor
• 3º parágrafo - conhecimento
• 4º parágrafo - compaixão
• 5º parágrafo – vida
As palavras-chave vida e paixões prolongam-se em:
amor, conhecimento e compaixão. Cada parágrafo irá
ater-se a cada uma dessas paixões.
Leia o texto abaixo para responder às questões 9 e 10.
É universalmente aceito o fato de que sai mais
cara a reparação das perdas por acidentes de tra-
balho que o investimento em sua prevenção. Mas,
então, por que eles ocorrem com tanta freqüência?
Falta, evidentemente, fiscalização. Constatar tal
fato exige apenas o trabalho de observar obras de
engenharia civil, ao longo de qualquer trajeto por
ônibus ou por carro na cidade. E quem poderia
suprir as deficiências da fiscalização oficial – os
sindicatos patronais ou de empregados – não o
faz; se não for por um conformismo cruel, a tomar
por fatalidade o que é perfeitamente possível de
prevenir, terá sido por nosso baixo nível de organi-
zação e escasso interesse pela filiação a entida-
des de classe, ou por desvio dessas de seus inte-
resses primordiais.
Falta também a educação básica, prévia a
qualquer treinamento: com a baixíssima escola-
ridade do trabalhador brasileiro, não há compre-
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ensão suficiente da necessidade e benefício dos
equipamentos de segurança, assim como da
mais simples mensagem ou de um manual de
instruções.
E há, enfim, o fenômeno recente da terceiriza-
ção, que pode estar funcionando às avessas, ao
propiciar o surgimento e a multiplicação de em-
presas fantasmas de serviços, que contratam a
primeira mão-de-obra disponível, em vez de sele-
cionar e de oferecer mão-de-obra especializada.
(O Estado de S.Paulo – 22 de fevereiro de 1998 –
adaptado)
09. Assinale a opção que apresenta as palavras-cha-
ve do texto.
a) aceitação universal – constatação – benefício –
escolaridade.
b) investimento em prevenção – deficiências – enti-
dades – equipamentos.
c) falta de fiscalização – organização – benefício –
mão-de-obra.
d) prevenção de acidentes – fiscalização – educa-
ção – terceirização.
e) crescimento – conformismo – treinamento – em-
presas.
10. Assinale a opção INCORRETA em relação aos ele-
mentos do texto.
a) O pronome “eles” (l.4) refere-se a “acidentes de
trabalho” (l.2 e 3).
b) A expressão “tal fato” (l.5-6) retoma a idéia antece-
dente de “falta de fiscalização” (l.5).
c) Para compreender corretamente a expressão “não
o faz” (l.10 e 11), é necessário retomar a idéia de
“suprir as deficiências da fiscalização oficial” (l.9).
d) A palavra “primordiais” vincula-se à idéia de “bási-
cos, principais”. (l.17)
e) “dessas” refere-se a “deficiências da fiscalização
oficial” (l.9).
2. IDÉIAS-CHAVE
Se houver dificuldade para chegar à síntese do
texto só pelas palavras-chave, deve-se buscar a
idéia-chave, que deve refletir o assunto principal
de cada parágrafo, de forma sintetizada.
• A partir da síntese de cada parágrafo, chega-se à
idéia central do texto.
Observe o texto:
Existem duas formas de operação marginal: a
que toma a classificação genérica de economia
informal, correspondente a mais de 50% do Pro-
duto Interno Bruto (PIB), e a representada pelos
trabalhadores admitidos sem carteira assinada.
Ambas são portadoras de efeitos econômicos e
sociais catastróficos.
A atividade econômica exercida ao largo dos
registros oficiais frustra a arrecadação de re-
ceitas tributárias nunca inferiores a R$ 50 bi-
lhões ao ano. A perda de receita fiscal de tal
porte torna precários os programas governa-
mentais para atendimento à demanda por saú-
de, educação, habitação, assistência previden-
ciária e segurança pública.
Quanto aos trabalhadores sem anotação em
carteira, formam um colossal conjunto de excluí-
dos. Estão à margem dos benefícios sociais ga-
rantidos pelos direitos de cidadania, entre os
quais vale citar o acesso à aposentadoria, ao
seguro-desemprego e às indenizações repara-
doras pela despedida sem justa causa. De outro
lado, não recolhem a contribuição previdenciária,
mas exercem fortes pressões sobre os serviços
públicos de assistência médico-hospitalar.
A reforma tributária poderá converter a expres-
sões toleráveis a economia informal. A redução
fiscal incidente sobre as micro e pequenas em-
presas provocará, com certeza, a regularização
de grande parte das unidades produtivas em ação
clandestina. E a adoção de uma política consis-
tente para permitir o aumento do emprego e da
renda trará de volta ao mercado formal os milhões
de empregados sem carteira assinada. É preci-
so entender que o esforço em favor da inserção
da economia no sistema mundial não pode pa-
gar tributo ao desemprego e à marginalização
social de milhões de pessoas.
(Correio Braziliense – 13.7.97)
1º parágrafo:
palavras-chave: economia informal e trabalha-
dores admitidos sem carteira assinada
o último período do primeiro parágrafo apresenta
uma informação que vai nortear todo o texto: “Am-
bas são portadoras de efeitos econômicos e soci-
ais catastróficos.”
Idéia-chave: Economia informal e trabalhadores
admitidos sem carteira assinada trazem prejuí-
zos econômicos e sociais.
2°parágrafo:
palavra-chave: economia informal
efeitos econômicos - perda de receitas tributárias
efeitos sociais - precariedade dos programas
sociais do governo
Idéia-chave: A perda de receitas tributárias cau-
sada pela economia informal prejudica os pro-
gramas sociais do governo.
3°parágrafo:
palavra-chave: trabalhadores admitidos sem car-
teira assinada
efeitos econômicos - não recolhem contribuição
previdenciária
efeitos sociais – não têm garantia de direitos
sociais
Idéia-chave: Trabalhadores admitidos sem car-
teira assinada causam prejuízos econômicos por
não recolherem contribuição previdenciária e so-
frem os efeitos sociais, por não terem seus direi-
tos assegurados.
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4º parágrafo:
há uma proposta de solução para cada um dos
problemas apresentados no texto:
para a economia informal: reforma tributária –
redução fiscal para micro e pequenas empresas
para os trabalhadores sem carteira assinada:
política consistente para aumento do emprego e
da renda
Idéia-chave: A reforma tributária poderá minimi-
zar os efeitos da economia informal e uma política
consistente para aumento do emprego e da renda
pode provocar a formalização de contratos legais
para milhões de empregados.
Idéia-central do texto:
A economia informal tem efeitos econômicos e so-
ciais prejudiciais ao indivíduo e ao sistema, mas
ações políticas, como a reforma tributária, pode-
rão estimular a regularização de empresas, bene-
ficiado, também, os trabalhadores.
3. COERÊNCIA
Coerência é perfeita relação de sentido entre as
diversas palavras e/ou partes do texto. Haverá co-
erência se for mantido um elo conceitual entre os
diversos segmentos do texto.
4. COESÃO
Quando lemos com atenção um texto bem cons-
truído, percebemos que existe uma ligação entre
os diversos segmentos que o constituem. Cada
frase enunciada deve manter um vínculo com a
anterior ou anteriores para não perder o fio do pen-
samento. Cada enunciado do texto deve estabele-
cer relações estreitas com os outros a fim de tor-
nar sólida sua estrutura. A essa conexão interna
entre os vários enunciados presentes no texto dá-
se o nome de coesão. Diz-se, pois, que um texto
tem coesão quando seus vários enunciados es-
tão organicamente articulados entre si, quando há
concatenação entre eles.
11. Numere o conjunto de sentenças de acordo com o
primeiro, de modo que cada par forme uma se-
qüência coesa e lógica. Identifique, em seguida, a
letra da seqüência numérica correta (Baseado em
Délio Maranhão).
(1) Cumpre, inicialmente, distinguir a higiene do tra-
balho da segurança do trabalho.
(2) Na evolução por que passou a teoria do risco pro-
fissional, abandonou-se o trabalho profissional
como ponto de referência para colocar-se, em seu
lugar, a atividade empresarial.
(3) Há que se fazer a distinção entre acidentes do tra-
balho e doença do trabalho.
(4) O Direito do Trabalho reconhece a importância da
função da mulher no lar.
(5) Motivos de ordem biológica, moral, social e eco-
nômica encontram-se na base da regulamenta-
ção legal do trabalho do menor.
( ) A culminação desse processo evolutivo encontra-
se no conceito de risco social e na idéia correlata
de responsabilidade social.
( ) Daí as restrições da jornada normal e ao trabalho
noturno.
( ) A necessidade de trabalhar não deve prejudicar o
normal desenvolvimento de seu organismo.
( ) Enquanto esta é inerente a determinados ramos
de atividade, os primeiros são aqueles que ocor-
rem pelo exercício do trabalho, provocando lesão
corporal.
( ) Constitui aquela o conjunto de princípios e regras
destinados a preservar a saúde do trabalhador.
A seqüência numérica correta é:
a) 1, 3, 4, 5, 2.
b) 3, 2, 1, 5, 4.
c) 2, 5, 3, 1, 4.
d) 5, 1, 4, 3, 2.
e) 2, 4, 5, 3, 1.
12. As propostas abaixo dão seguimento coerente e ló-
gico ao trecho citado, EXCETO uma delas. Aponte-a:
“Provavelmente devido à proximidade com os
perigos e a morte, os marinheiros dos séculos XV
e XVI eram muito religiosos. Praticavam um tipo
de religião popular em que os conhecimentos teo-
lógicos eram mínimos e as superstições muitas.”
(Janaína Amado, com cortes e adaptações)
a) Entre essas, figuravam o medo de zarpar numa
sexta-feira e o de olhar fixamente para o mar à
meia-noite.
b) Cristóvão Colombo, talvez o mais religioso entre
todos os navegantes, costumava antepor a cada
coisa que faria os dizeres: “Em nome da Santíssi-
ma Trindade farei isto”.
c) Apesar disso, os instrumentos náuticos represen-
taram progressos para a navegação oceânica, fa-
cilitando a tarefa de pilotos e aumentando a segu-
rança e confiabilidade das rotas e viagens.
d) Nos navios, que não raro transportavam padres,
promoviam-se rezas coletivas várias vezes ao
dia e, nos fins de semana, serviços religiosos
especi ai s.
e) Constituíam expressão de religiosidade dos ma-
rinheiros constantes promessas aos santos, indi-
viduais ou coletivas.
Leia o texto para solucionar as questões 13 e 14.
Cientistas de diversos países decidiram abra-
çar, em 1990, um projeto ambicioso: identificar todo
o código genético contido nas células humanas
(cerca de três bilhões de caracteres). O objetivo
principal de tal iniciativa é compreender melhor o
funcionamento da vida, e, conseqüentemente, a
forma mais eficaz de curar as doenças que nos
ameaçam. Como é esse código que define como
somos, desde a cor dos cabelos até o tamanho
dos pés, o trabalho com amostras genéticas co-
lhidas em várias partes do mundo está ajudando
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também a entender as diferenças entre as etnias
humanas. Chamado de Projeto Genoma Huma-
no, desde o seu início ele não parou de produzir
novidades científicas. A mais importante delas é a
confirmação de que o homem surgiu realmente
na África e se espalhou pelo resto do planeta. A
pesquisa contribuiu também para derrubar velhas
teorias sobre a superioridade racial e está provan-
do que o racismo não tem nenhuma base científi-
ca. É mais uma construção social e cultural. O que
percebemos como diferenças raciais são apenas
adaptações biológicas às condições geográficas.
Originalmente o ser humano é um só.
(ISTO É – 15.1.97)
13. Assinale o item em que não há correspondência
entre os dois elementos.
a) “tal iniciativa” (l.5) refere-se a “projeto ambicioso”.
b) “ele” (l.14) refere-se a “Projeto Genoma Humano”.
c) “delas” (l.15) refere-se a “novidades científicas”.
d) “A pesquisa” (l.18) refere-se a “Projeto Genoma
Humano”.
e) “É mais” (l.21) refere-se a “Pesquisa”.
14. Marque o item que NÃO está de acordo com as
idéias do texto.
a) O Projeto Genoma Humano tem como objetivo pri-
mordial reconhecer as diferenças entre as várias
raças do mundo.
b) O ser humano tem uma estrutura única independen-
te de etnia e as diferenças raciais provêm da neces-
sidade de adaptação às condições geográficas.
c) O código genético determina as características de
cada ser humano, e conhecer esse código levará
os cientistas a controlarem doenças.
5.1. PRINCIPAIS CONECTIVOS
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
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d) As amostras para a pesquisa do Projeto Genoma
Humano estão sendo colhidas em diversas par-
tes do mundo.
e) O racismo não tem fundamento científico; é um
fenômeno que se forma apoiado em estruturas
sociais e culturais.
15. Indique a ordem em que as questões devem se
organizar no texto, de modo a preservar-lhe a coe-
são e coerência (Baseado no texto de José Onofre).
( ) O País não é um velho senhor desencantado com
a vida que trata de acomodar-se.
( ) O Brasil tem memória curta.
( ) É mais como um desses milhões de jovens mal
nascidos cujo único dote é um ego dominante e
predador, que o impele para a frente e para cima,
impedindo que a miséria onde nasceu e cresceu
lhe sirva de freio.
( ) “Não lembro”, responde, “faz muito tempo”.
( ) Lembra o personagem de Humphrey Bogart em
Casablanca, quando lhe perguntaram o que fizera
na noite anterior.
( ) Mas esta memória curta, de que políticos e jornalis-
tas reclamam tanto, não é, como no caso de Bo-
gart, uma tentativa de esquecer os lances mais
penosos de seu passado, um conjunto de desilu-
sões e perdas que leva ao cinismo e à indiferença.
a) 1, 2, 6, 5, 4, 3.
b) 2, 5, 4, 6, 3, 1.
c) 2, 6, 1, 3, 5, 4.
d) 1, 5, 4, 6, 3, 2.
e) 2, 5, 4, 1, 6, 3.
5. CONEXÕES
Os conectivos também são elementos de coesão. Uma leitura eficiente do texto pressupõe, entre outros cuida-
dos, o de depreender as conexões estabelecidas pelos conectivos.
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CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
PRONOMES RELATIVOS
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Língua Portuguesa
16. A alternativa que substitui, correta e respectiva-
ente, as conjunções ou locuções grifadas nos
períodos abaixo é:
I. Visto que pretende deixar-nos, preparamos uma
festa de despedida.
II. Terá sucesso, contanto que tenha amigos influ-
entes.
III. Casaram-se e viveram felizes, tudo como estava
escrito nas estrelas.
IV. Foi transferido, portanto não nos veremos com
muita freqüência.
a) porque, mesmo que, segundo, ainda que.
b) como, desde que, conforme, logo.
c) quando, caso, segundo, tão logo.
d) salvo se, a menos que, conforme, pois.
e) pois, mesmo que, segundo, entretanto.
17. Assinale a alternativa em que o pronome relativo
“onde” obedece aos princípios da língua culta
escrita.
a) Os fonemas de uma língua costumam ser repre-
sentados por uma série de sinais gráficos deno-
minados letras, onde o conjunto delas forma a
palavra.
b) Todos ficam aflitos no momento da apuração, onde
será conhecida a escola campeã.
c) Foi discutida a pequena carga horária de aulas de
Cálculo e Física, onde todos concordaram e dese-
jam mais aulas.
d) Não se pode ferir um direito constitucional onde visa
a garantir a educação pública e gratuita para todos.
e) Não se descobriu o esconderijo onde os seqües-
tradores o deixaram durante esses meses todos.
18. Nos períodos abaixo, as orações sublinhadas es-
tabelecem relações sintáticas e de sentido com
outras orações.
I. Eles compunham uma grande coleção, que foi se
dispersando à medida que seus filhos se casa-
vam, levando cada qual um lote de herança. (PRO-
PORCIONALIDADE)
II. Mal se sentou na cadeira presidencial, Itamar Fran-
co passou a ver conspirações. (MODO)
III. Nunca foi professor da UnB, mas por ela se apo-
sentou. (CONTRARIEDADE)
IV. Mesmo que tenham sido só esses dois, (...) já não
se configuraria a roubalheira (...) ? (CONCESSÃO)
A classificação dessas relações está correta so-
mente nos períodos
a) I, II e III.
b) II e IV.
c) I e III.
d) II, III e IV.
e) I, III e IV.
19. Os princípios da coerência e da coesão não foram
violados em:
a) O Santos foi o time que fez a melhor campanha do
campeonato. Teria, no entanto, que ser o campeão
este ano.
b) Apesar da Sabesp estar tratando a água da Re-
presa de Guarapiranga, portanto o gosto da água
nas regiões sul e oeste da cidade melhorou.
c) Mesmo que os deputados que deponham na CPI
e ajudem a elucidar os episódios obscuros do caso
dos precatórios, a confiança na instituição não foi
abalada.
d) O ministro reafirmou que é preciso manter a todo
custo o plano de estabilização econômica, sob
pena de termos a volta da inflação.
e) Antes de fazer ilações irresponsáveis acerca das
medidas econômicas, deve-se procurar conhecer
as razões que, por isso as motivaram.
As questões 20 e 21 referem-se ao texto que segue.
Imposto
A insistência das secretarias estaduais de
Fazenda em cobrar 25% de ICMS dos provedores
de acesso à Internet deve acabar na Justiça. A paz
atual entre os dois lados é apenas para celebrar o
fim do ano. Os provedores argumentam que não
têm de pagar o imposto porque não são, por lei,
considerados empresas de telecomunicação, mas
apenas prestadores de serviços. Com o caixa que-
brado, os Estados permanecem irredutíveis. O Mi-
nistério da Ciência e Tecnologia alertou formal-
mente ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, que
a imposição da cobrança será repassada para o
consumidor e pode prejudicar o avanço da Inter-
net no Brasil. Hoje, pagam-se em média 40 reais
para se ligar à rede.
(Veja – 8/1/97, p. 17)
20. Infere-se do texto que
a) as empresas caracterizadas como prestadoras de
serviço estão isentas do ICMS.
b) todas as pessoas que desejam ligar-se à Internet
devem pagar 40 reais de ICMS.
c) os provedores de acesso à Internet estão proces-
sando os consumidores que não pagam o ICMS.
d) os Estados precisam cobrar mais impostos dos
provedores para não serem punidos pelo Ministé-
rio da Ciência e Tecnologia.
a) o desenvolvimento da Internet no Brasil está sen-
do prejudicado pela cobrança do ICMS.
21. A conjunção mas no texto estabelece uma relação de
a) tempo.
b) adição.
c) conseqüência.
d) causa.
e) oposição.
22. Assinale a única conjunção incorreta para com-
pletar a lacuna do texto.
A partir do ofício enviado pelo fisco, começou-se a
levantar informações sobre a sonegação de im-
posto de renda no mundo do esporte no Brasil. “O
futebol já é o quarto maior mercado de capitais do
mundo”, diz Ives Gandra Martins, advogado tribu-
tarista e conselheiro do São Paulo Futebol Clube,
______________ só agora a Receita começa a
prestar atenção nos jogadores.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 15
Em outros países não é assim. Nos Estados
Unidos, ano passado, a contribuição fiscal do
astro do basquete Michael Jordan chegou a 20,8
milhões de dólares.
(Exame – 27 de agosto de 1997)
a) todavia.
b) conquanto.
c) entretanto.
d) não obstante.
e) no entanto.
IV. PARÁFRASE
Paráfrase é a reprodução explicativa de um texto ou de
unidade de um texto, por meio de uma linguagem mais
longa. Na paráfrase sempre se conservam basicamen-
te as idéias do texto original. O que se inclui são comen-
tários, idéias e impressões de quem faz a paráfrase. Na
escola, quando o professor, ao comentar um texto, inclui
outras idéias, alongando-se em função do propósito de
ser mais didático, faz uma paráfrase.
Parafrasear consiste em transcrever, com novas pala-
vras, as idéias centrais de um texto. O leitor deverá
fazer uma leitura cuidadosa e atenta e, a partir daí, rea-
firmar e/ou esclarecer o tema central do texto apresen-
tado, acrescentando aspectos relevantes de uma opi-
nião pessoal ou acercando-se de críticas bem funda-
mentadas. Portanto, a paráfrase repousa sobre o tex-
to-base, condensando-o de maneira direta e imperati-
va. Consiste em um excelente exercício de redação,
uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e
precisão vocabular. Acrescenta-se o fato de possibilitar
um diálogo intertextual, recurso muito utilizado para efei-
to estético na literatura moderna.
Como ler um texto
Recomendam-se duas leituras. A primeira chamaremos
de leitura vertical e a segunda, de leitura horizontal.
Leitura horizontal é a leitura rápida que tem como finalida-
de o contato inicial com o assunto do texto. De posse desta
visão geral, podemos passar para o próximo passo.
Leitura vertical consiste em uma leitura mais atenta; é
o levantamento dos referenciais do texto-base para a
perfeita compreensão. É importante grifar, em cada
parágrafo lido, as idéias principais. Após escrever à
parte as idéias recolhidas nos grifos, procurando dar
uma redação própria, independente das palavras utili-
zadas pelo autor do texto. A esta etapa, chamaremos
de levantamento textual dos referenciais. A redação fi-
nal é a união destes referenciais, tendo o redator o
cuidado especial de unir idéias afins, de acordo com a
identidade e evolução do texto-base.
Exemplo de paráfrase
Profecias de uma Revolução na Medicina
Há séculos, os professores de segundo grau da Sar-
denha vêm testemunhando um fenômenos curioso.
Com a chegada da primavera, em fevereiro, alguns de
seus alunos tornam-se apáticos. Nos três meses sub-
seqüentes, sofrem uma baixa em seu rendimento es-
colar, sentem-se tontos e nauseados, e adormecem
na sala de aula. Depois, repentinamente, suas energi-
as retornam. E ficam ativos e saudáveis até o próximo
mês de fevereiro.
Os professores sardenhos sabem que os adultos tam-
bém apresentam sintomas semelhantes e que, na re-
alidade, alguns chegam a morrer após urinarem uma
grande quantidade de sangue. Por vezes, aproximada-
mente 35% dos habitantes da ilha chegam a ser aco-
metidos por este mal.
O Dr. Marcelo Siniscalco, do Centro de Cancerologia
Sloan-Kedttering, em Nova Iorque, e o Dr. Arno G. Motul-
sky, da Universidade de Washington, depararam pela
primeira vez com a doença em 1959, enquanto desen-
volviam um estudo sobre padrões de hereditariedade e
determinaram que os sardenhos eram vítimas de ane-
mia hemolítica, uma doença hereditária que faz com
que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem
no interior dos veios sangüíneos. Os pacientes urina-
vam sangue porque os rins filtram e expelem a hemo-
globina não aproveitada. Se o volume de destruição for
mínimo, o resultado será a letargia; se for aguda, a
doença poderá acarretar a morte do paciente.
A anemia hemolítica pode ter diversas origens. Mas na
Sardenha, as experiências indicam que praticamente
todas as pessoas acometidas por este mal têm defici-
ência de uma única enzima, chamada deidrogenase
fosfo-glucosada-6 (ou G-6-PD), que forma um elo de
suma importância na corrente de produção de energia
para as células vermelhas do sangue.
Mas os sardenhos ficam doentes apenas durante a
primavera, o que indica que a falta de G-6-PD da vítima
não aciona por si só a doença - que há algo no meio
ambiente que tira proveito da deficiência. A deficiência
genética pode ser a arma, mas um fator ambiental é
quem a dispara.
Entre as plantas que desabrocham durante a primave-
ra na Sardenha encontra-se a fava ou feijão italiano -
observou o Dr. Siniscalco. Esta planta não tem uma
boa reputação desde ao ano 500 a.C. , quando o filóso-
fo grego e reformador político Pitágoras proibiu que seus
seguidores a comessem, ou mesmo andassem por
entre os campos onde floresciam. Agora, o motivo de
tal proibição tornou-se claro; apenas aquelas pessoas
que carregam o gene defeituoso e comiam favas cruas
ou parcialmente cozidas (ou inspiravam o pólen de uma
planta em flor) apresentavam problemas. todos os de-
mais eram imunes.
Em dois anos, o Dr. Motusky desenvolveu um teste de
sangue simples para medir a presença ou ausência de
G-6-PD. Atualmente, os cientistas têm um modo de de-
terminar com exatidão quem está predisposto à doença
e quem não está; a enzima hemolítica, os geneticistas
começaram a fazer a triagem da população da ilha. Lo-
calizaram aqueles em perigo e advertiram-lhes para evi-
tar favas de feijão durante a estação de floração. Como
resultado, a incidência de anemia hemolítica e de estu-
dantes apáticos começou a declinar. O uso de marcado-
res genéticos como instrumento de previsão da reação
dos sardenhos à fava de feijão há 20 anos foi uma das
primeiras vezes em que os marcadores genéticos eram
empregados deste modo; foi um avanço que poderá
mudar o aspecto da medicina moderna. Os marcadores
genéticos podem prever agora a possível eclosão de
outras doenças e, tal como a anemia hemolítica, podem
auxiliar os médicos a prevenirem totalmente os ataques
em diversos casos. (Zsolt Harsanyi e Richard Hutton,
publicado no jornal O Globo).
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16 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
23. Assinale a opção que mantém o mesmo sentido
do trecho sublinhado a seguir:
Uma das grandes dificuldades operacionais en-
contradas em planos de estabilização é o conflito
entre perdedores e ganhadores. Às vezes reais,
outras fictícios, estes conflitos geram confrontos e
polêmicas que, com freqüência, podem pressio-
nar os formuladores da política de estabilização a
tomar decisões erradas e, com isto, comprometer
o sucesso das estratégias antiinflacionárias.
(Folha de S.Paulo, 7/5/94)
a) Estes conflitos, reais ou fictícios, geram confron-
tos e polêmicas que, freqüentemente, podem pres-
sionar os formuladores da política de estabiliza-
ção a tomar decisões erradas, sem, com isso,
comprometer o sucesso das estratégias antiinfla-
cionárias.
b) O sucesso das estratégias antiinflacionárias pode
ficar comprometido se, pressionados por confli-
tos, reais ou fictícios, os formuladores da política
de estabilização tomarem decisões erradas.
c) Os conflitos, às vezes reais, outras fictícios, que
podem pressionar os formuladores da política de
estabilização a confrontos e polêmicas, compro-
metem o sucesso das antiinflacionárias.
d) O sucesso das estratégias antiinflacionárias pode
ficar comprometido se os formuladores da política
de estabilização, pressionados por confrontos e
polêmicas decorrentes de conflitos, tomarem de-
cisões erradas.
e) Os formuladores da política de estabilização po-
dem tomar decisões erradas se os conflitos, ge-
rados por confrontos e polêmicas os pressiona-
rem; o sucesso das estratégias antiinflacionárias
fica, com isto comprometido.
24. Marque a opção que não constitui paráfrase do
segmento abaixo:
“O abolicionismo, que logrou pôr fim à escravidão
nas Antilhas Britânicas, teve peso ponderável na
política antinegreira dos governos britânicos du-
rante a primeira metade do século passado. Mas
tiveram peso também os interesses capitalistas,
comerciais e industriais, que desejavam expandir
o mercado ultramarino, de produtos industriais e
viam na inevitável miséria do trabalhador escravo
um obstáculo para este desiderato.”
(P. Singer, A formação da classe operária, São Paulo,
Atual, 1988, p.44)
a) Na primeira metade do século passado, a despeito
da forte pressão do mercado ultramarino em criar
consumidores potenciais para seus produtos in-
dustriais, foi o movimento abolicionista o motor que
pôs cobro à miséria do trabalhador escravo.
b) A política antinegreira da Grã-Bretanha na primei-
ra metade do século passado foi fortemente influ-
enciada não só pelo ideário abolicionista como
também pela pressão das necessidades comer-
ciais e industriais emergentes.
c) Os interesses capitalistas que buscavam ampliar
o mercado para seus produtos industriais tiveram
peso considerável na formulação da política anti-
negreira inglesa, mas teve-o também a consciên-
cia liberal antiescravista.
d) Teve peso considerável na política antinegreira
britânica, o abolicionismo. Mas as forças de mer-
cado tiveram também peso, pois precisavam dis-
por de consumidores para seus produtos.
e) Ocorreu uma combinação de idealismo e interes-
ses materiais, na primeira metade do século XIX,
na formulação da política britânica de oposição à
escravidão negreira.
V. Perífrase
Observe:
O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente.
Utilizou-se a expressão “povo lusitano” para substituir
“os portugueses”. Esse rodeio de palavras que substi-
tuiu um nome comum ou próprio chama-se perífrase.
Perífrase é a substituição de um nome comum ou pró-
prio por um expressão que a caracterize. Nada mais é
do que um circunlóquio, isto é, um rodeio de palavras.
Outros exemplos:
astro rei (Sol) | última flor do Lácio (língua portuguesa)
Cidade-Luz (Paris)
Rainha da Borborema (Campina Grande) | Cidade Ma-
ravilhosa (Rio de Janeiro)
Observação: existe também um tipo especial de perí-
frase que se refere somente a pessoas. Tal figura de
estilo é chamada de antonomásia e baseia-se nas
qualidades ou ações notórias do indivíduo ou da enti-
dade a que a expressão se refere.
Exemplos:
A rainha do mar (Iemanjá)
O poeta dos escravos (Castro Alves)
O criador do teatro português (Gil Vicente)
VI. SÍNTESE
A síntese de texto é um tipo especial de composição
que consiste em reproduzir, em poucas palavras, o que
o autor expressou amplamente. Desse modo, só de-
vem ser aproveitadas as idéias essenciais, dispensan-
do-se tudo o que for secundário.
Procedimentos:
1. Leia atentamente o texto, a fim de conhecer o assun-
to e assimilar as idéias principais;
2. Leia novamente o texto, sublinhando as partes mais
importantes, ou anotando à parte os pontos que devem
ser conservados;
3. Resuma cada parágrafo separadamente, mantendo
a seqüência de idéias do texto original;
4. Agora, faça seu próprio resumo, unindo os parágrafos,
ou fazendo quaisquer adaptações conforme desejar;
5. Evite copiar partes do texto original. Procure exercitar
seu vocabulário. Mantenha, porém, o nível de lingua-
gem do autor;
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Degrau Cultural 17
MODELO
Arranchados sob um juazeiro, em meio àquela desola-
ção, um bando de retirantes tentava aproveitar uma vaca
já em estado de putrefação, para combater-lhe a fome
de dois dias. Quando Chico Bento, com o seu bando,
aproxima-se também em busca de abrigo e, compade-
cendo-se daquela situação, divide com os miseráveis
o resto de alimento que trazia, deixando o animal para
os urubus.

VII. COMO RESUMIR UM TEXTO
Ler não é apenas passar os olhos no texto. É preciso
saber tirar dele o que é mais importante, facilitando o
trabalho da memória. Saber resumir as idéias expres-
sas em um texto não é difícil. Resumir um texto é repro-
duzir com poucas palavras aquilo que o autor disse.
Para se realizar um bom resumo, são necessárias al-
gumas recomendações:
1. Ler todo o texto para descobrir do que se trata.
2. Reler uma ou mais vezes, sublinhando frases ou
palavras importantes. Isto ajuda a identificar.
3. Distinguir os exemplos ou detalhes das idéias prin-
cipais.
4. Observar as palavras que fazem a ligação entre as
diferentes idéias do texto, também chamadas de co-
nectivos: “por causa de”, “assim sendo”, “além do mais”,
“pois”, “em decorrência de”, “por outro lado”, “da mes-
ma forma”.
5. Fazer o resumo de cada parágrafo, porque cada um
encerra uma idéia diferente.
6. Ler os parágrafos resumidos e observar se há uma
estrutura coerente, isto é, se todas as partes estão bem
encadeadas e se formam um todo.
7. Num resumo, não se devem comentar as idéias do
autor. Deve-se registrar apenas o que ele escreveu, sem
usar expressões como “segundo o autor”, “o autor afir-
mou que”.
8. O tamanho do resumo pode variar conforme o tipo de
assunto abordado. É recomendável que nunca ultra-
passe vinte por cento da extensão do texto original.
9. Nos resumos de livros, não devem aparecer diálo-
gos, descrições detalhadas, cenas ou personagens
secundárias. Somente as personagens, os ambientes
e as ações mais importantes devem ser registrados.
6. Não se envolva nem participe do texto. Limite-se a
sintetizá-lo.
Sem copiar frases, RESUMIR, o texto abaixo:
O QUINZE
Debaixo de um juazeiro grande, todo um bando de reti-
rantes se arranchara: uma velha, dois homens, uma
mulher nova, algumas crianças.
O sol, no céu, marcava onze horas. Quando Chico Ben-
to, com seu grupo, apontou na estrada, os homens
esfolavam uma rês e as mulheres faziam ferver uma
lata de querosene cheia de água, abanando o fogo com
um chapéu de palha muito sujo e remendado.
Em toda a extensão da vista, nenhuma outra árvore
surgia. Só aquele juazeiro, devastado e espinhento,
verdejava a copa hospitaleira na desolação cor de cin-
za da paisagem.
Cordulina ofegava de cansaço. A Limpa-Trilho gania e
parava, lambendo os pés queimados.
Os meninos choramingavam, pedindo de comer.
E Chico Bento pensava:
– Por que, em menino, a inquietação, o calor, o cansa-
ço, sempre aparecem com o nome de fome?
– Mãe, eu queria comer... me dá um taquinho de rapa-
dura!
– Ai, pedra do diabo! Topada desgraçada! Papai, vamos
comer mais aquele povo, debaixo desse pé de pau?
O juazeiro era um só. O vaqueiro também se achou no
direito de tomar seu quinhão de abrigo e de frescura.
E depois de arriar as trouxas e aliviar a burra, reparou
nos vizinhos. A rês estava quase esfolada. A cabeça
inchada não tinha chifres. Só dois ocos podres, mal
cheirosos, donde escorria uma água purulenta.
Encostando-se ao tronco, Chico Bento se dirigiu aos
esfoladores:
– De que morreu essa novilha, se não é da minha
conta?
Um dos homens levantou-se, com a faca escorrendo
sangue, as mãos tintas de vermelho, um fartum san-
grento envolvendo-o todo:
– De mal-dos-chifres. Nós já achamos ela doente. E
vamos aproveitar, mode não dar para os urubus.
Chico Bento cuspiu longe, enojado:
– E vosmecês têm coragem de comer isso? Me ripuna
só de olhar...
O outro explicou calmamente:
– Faz dois dias que a gente não bota um de-comer de
panela na boca...
Chico Bento alargou os braços, num grande gesto de
fraternidade:
– Por isso não! Aí nas cargas eu tenho um resto de
criação salgada que dá para nós. Rebolem essa por-
queira pros urubus, que já é deles! Eu vou lá deixar um
cristão comer bicho podre de mal, tenho um bocado no
meu surrão!
Realmente a vaca já fedia, por causa da doença.
Toda descarnada, formando um grande bloco sangren-
to, era uma festa para os urubus vê-la, lá de cima, lá da
frieza mesquinha das nuvens. E para comemorar o
achado executavam no ar grandes rondas festivas, ne-
grejando as asas pretas em espirais descendentes.
Rachel de Queiroz
GABARITO
01. A 02. C 03. B 04. B 05. C
06. A 07. C 08. A 09. D 10. E
11. E 12. C 13. E 14. A 15. B
16. B 17. E 18. E 19. D 20. A
21. E 22. B 23. D 24. A
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18 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
FONÉTICA, ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO GRÁFICA
É a parte da lingüística que estuda os sons da fala
(fones).
Fonemas
São as entidades capazes de estabelecer distinção
entre as palavras.
Exemplos: casa/capa, muro/mudo, dia/tia
A troca de um único fonema determina o surgimen-
to de outra palavra ou um som sem sentido. O fonema
se manifesta no som produzido e é registrado pela le-
tra, é representado graficamente por ela. O fonema /z/,
por exemplo, pode ser representado por várias letras: z
(fazenda), x (exagerado), s (mesa).
Atenção: Os fonemas são representados entre
barras. Exemplos: /m/, /o/.
Classificação dos fonemas
Os fonemas da língua portuguesa classificam-se
em vogais, semivogais e consoantes.
Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à
passagem de ar, chegando livremente ao exterior. Exem-
plos: pato, bota
Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vo-
gal, formando com esta uma só sílaba. Exemplos: cou-
ro, baile. Observe que só os fonemas /i/ e /u/ átonos
funcionam como semivogais. Para que não sejam con-
fundidos com as vogais i e u serão representados por
[y] e [w] e chamados respectivamente de iode e vau.
Consoantes: são fonemas produzidos mediante a re-
sistência que os órgãos bucais (língua, dentes, lábi-
os) opõem à passagem de ar. Exemplos: caderno,
lâmpada.
Dica: Em nossa língua, a vogal é o elemento
básico, suficiente e indispensável para a forma-
ção da sílaba. Você encontrará sílabas constitu-
ídas só de vogais, mas nunca formadas somen-
te com consoantes. Exemplos: viúva, abelha.
Classificação das vogais
1- Quanto à intensidade
A intensidade está relacionada com a tonicidade da
vogal.
a- tônicas: café, cama
b- átonas: massa, bote
2- Quanto ao timbre
O timbre está relacionado com a abertura da boca
a- abertas: (sapo), (neve), (bola)
b- fechadas: ê (mesa), ô (domador), i (bico), u (útero) e
todas as nasais
Encontros vocálicos
Há três tipos de encontros vocálicos: ditongo, hiato
e tritongo.
Ditongo: é a junção de uma vogal + uma semivogal
(ditongo decrescente), ou vice-versa (ditongo cres-
cente), na mesma sílaba.
Ex.: noite (ditongo decrescente), quase (ditongo cres-
cente).
Tritongo: é a junção de semivogal + vogal + semivogal,
formando uma só sílaba.
Ex.: Paraguai, argüiu.
Hiato: é junção de duas vogais pronunciadas separa-
damente formando sílabas distintas.
Ex.: saída, coelho
Atenção: Não se esqueça que só as vogais /i/ e
/u/ podem funcionar como semivogais. Quando
semivogais, serão representadas por /y/ e /w/
respectivamente.
Dígrafos
É a união de duas letras representando um só fone-
ma. Observe que no caso dos dígrafos não há corres-
pondência direta entre o número de letras e o número
de fonemas.
Dígrafos que desempenham a função de consoan-
tes: ch (chuva), lh (molho), nh (unha), rr (carro) e outros.
Dígrafos que desempenham a função de vogais na-
sais: am (campo), en (bento), om (tombo) e outros.
Encontros consonantais
Quando existe uma seqüência de duas ou mais con-
soantes em uma mesma palavra, denominamos essa
seqüência de encontro consonantal.
O encontro pode acorrer:
– na mesma sílaba: cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo.
– em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-rio
Atenção: Nos encontros consonantais somos
capazes de perceber o som de todas as conso-
antes.
Sílaba
É a unidade ou grupo de fonemas emitidos num só
impulso da voz.
Classificação das palavras quanto ao número de
sílabas
Monossílabas - aquelas que possuem uma só sílaba:
dó, mão, cruz, etc.
Dissílabas - aquelas que possuem duas sílabas: sa/
pé, fo/lha, te/la, etc.
Trissílabas - aquelas que possuem três sílabas: fun/
da/ção, mé/di/co, etc.
Polissílabas - aquelas que possuem mais de três síla-
bas: ve/te/ra/no, na/tu/re/za, pa/la/ci/a/no, etc.
Divisão silábica
A fala é o primeiro e mais importante recurso usado
para a divisão silábica na escrita.
02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 30/9/2010, 09:45 18
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Degrau Cultural 19
Regra geral:
Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal.
Regras práticas:
Não se separam ditongos e tritongos. Exemplos:
mau, averigüei
Separam-se as letras que representam os hiatos.
Exemplos: sa-í-da, vô-o...
Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc.
Exemplos: pas-se-a-ta, car-ro, ex-ce-to...
Separam-se os encontros consonantais pronunci-
ados separadamente. Exemplo: car-ta
Os elementos mórficos das palavras (prefixos, radi-
cais, sufixos), quando incorporados à palavra, obede-
cem às regras gerais. Exemplos: de-sa-ten-to, bi-sa-
vô, tran-sa-tlân-ti-co...
Consoante não seguida de vogal permanece na sí-
laba anterior. Quando isso ocorrer em início de palavra,
a consoante se anexa à sílaba seguinte. Exemplos: ad-
je-ti-vo, tungs-tê-nio, psi-có-lo-go, gno-mo...
Acento tônico / gráfico
1 - Sílaba tônica - A sílaba proferida com mais intensi-
dade que as outras é a sílaba tônica. Esta possui o
acento tônico, também chamado acento de intensi-
dade ou prosódico:
Exemplos: cajá, caderno, lâmpada
2 - Sílaba subtônica - Algumas palavras geralmente
derivadas e polissílabas, além do acento tônico,
possuem um acento secundário. A sílaba com acento
secundário é chamada de subtônica.
Exemplos: terrinha, sozinho
3 - Sílaba átona - As sílabas que não são tônicas nem
subtônicas chamam-se átonas.
Podem ser pretônicas (antes da tônica) ou postôni-
cas (depois da tônica),
Exemplos: barata (átona pretônica, tônica, átona
postônica); máquina (tônica, átona postônica, áto-
na postônica).
Atenção: Não confunda acento tônico com acento
gráfico. O acento tônico está relacionado com
intensidade de som e existe em todas as pala-
vras com duas ou mais sílabas. O acento gráfico
existirá em apenas algumas palavras e será
usado de acordo com regras de acentuação.
Classificação das palavras quanto ao acento tônico
As palavras com mais de uma sílaba, conforme a
tonicidade, classificam-se em:
Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última - coração,
São Tomé, etc.
Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima -
cadeira, linha, régua, etc.
Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúl-
tima - ibérica, América, etc.
Os monossílabos podem ser tônicos ou átonos:
Tônicos: são autônomos, emitidos fortemente, como
se fossem sílabas tônicas. Exemplos: ré, teu, lá, etc.
Átonos: apóiam-se em outras palavras, pois não são
autônomos, são emitidos fracamente, como se fos-
sem sílabas átonas.São palavras sem sentido quando
estão isoladas: artigos, pronomes oblíquos, preposi-
ções, junções de preposições e artigos, conjunções,
pronome relativo que. Exemplos: o, lhe, nem, etc.
Acentuação gráfica
As palavras em Língua Portuguesa são acentuadas
de acordo com regras. Para que você saiba aplicá-las é
preciso que tenha claros alguns conceitos como tonici-
dade, encontros consonantais e vocálicos...
Para você acentuar uma palavra:
1º Divida-a em sílabas;
2º Classifique-a quanto à tonicidade (oxítona, paroxítona...);
3º De acordo com sua terminação, encaixe-a nos quadros abaixo.
Você deve acentuar as vogais tônicas das:
Atenção: não se acentuam as paroxítonas terminadas em -ens. Exemplo: itens, nuvens...
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20 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Grupos gu, qu antes de e/i
Quando o u é proferido e tônico, receberá acento
agudo: averigúe, apazigúe, argúis, etc.
Quando o referido u é proferido e átono, receberá
trema: freqüente, tranqüilo, etc.
Quando o u não for pronunciado, formará com q e g
dígrafos, ou seja, duas letras representando um único
fonema /k/ e /g /. Não apresenta nenhum tipo de acento.
Acento diferencial
O acento diferencial (que pode ser circunflexo ou
agudo) é usado como sinal distintivo de vocábulos ho-
mógrafos (palavras que apresentam a mesma escri-
ta). Alguns exemplos:
• ás (carta de baralho, piloto exímio) - as (artigo femini-
no plural)
• côa, côas (verbo coar) - coa, coas (contrações com +
a, com + as)
• pára (verbo) - para (preposição)
• péla, pélas (substantivo e verbo) - pela, pelas (contra-
ções de per + a, per + as)
• pêlo (substantivo) - pelo (per + o)
• pólo, pólos (extremidade, jogo) - pôlo, pôlos (falcão)
• pêra (fruta) - péra ou péra-fita (grande pedra antiga,
fincada no chão)
• pôr (verbo) - por (preposição)
• porquê (substantivo) - porque (conjunção)
• quê (substantivo, pronome em fim de frase) - que (con-
junção)
Atenção: O verbo TER, VIR e seus derivados não
possuem dois EE na 3ª pessoa do plural no pre-
sente do indicativo: ele tem, eles têm; ele vem,
eles vêm; ele contém, eles contêm...
Sinais Gráficos
Sinais gráficos ou diacríticos são certos sinais que
se juntam às letras, geralmente para lhes dar um valor
fonético especial e permitir a correta pronúncia das
palavras.
1. Til
Indica nasalidade.
Exemplos: maçã, Irã, órgão...
2. Trema
Indica que o u dos grupos gue, gui, que, qui é profe-
rido e átono.
Exemplos: lingüiça, tranqüilo...
3. Apóstrofo
Indica a supressão de uma vogal. Pode existir em
palavras compostas, expressões e poesias.
Exemplos: caixa-d’água, pau-d’água etc.
4. Hífen
Emprega-se o hífen nos seguintes casos:
– em palavras compostas. Exemplos: beija-flor,
amor-perfeito...
– para ligar pronomes átonos às formas verbais.
Exemplos: dar-lhe, amar-te-ia...
– para separar palavras em fim de linha.
– para ligar algumas palavras precedidas de prefi-
xos. Exemplos: auto-educação, pré-escolar...
Acentuam-se:
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 21
Observação: o uso do hífen é regulamentado pelo Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portugue-
sa. Por se tratar de um item extremamente complexo, com regras confusas e extensas, os autores são
contraditórios quando tratam do assunto. Procuramos sintetizar em um quadro o uso do hífen com os
prefixos mais comuns.
5. Acento agudo
Indica vogal tônica aberta: pó, ré;
6. Acento circunflexo
Indica vogal tônica fechada: astrônomo, três;
7. Acento grave
Sinal indicador de crase: à, àquele;
8. Cedilha
Indica que o c tem som de ss: pança, muçulmano,
moço...
Atenção: O cedilha só é acompanhado pelas
vogais a, o, u.
Ortografia
Palavra constituída das partes:
orto (correta) +grafia (escrita).
A ortografia é a parte da gramática que trata da correta
escrita das palavras.
Nosso alfabeto é composto de 23 letras:
a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z
Observação: Você deve estar se perguntando
pelas letras W, Y e K.Elas não pertencem mais
ao nosso alfabeto.São usadas apenas em ca-
sos especiais:
Nomes próprios estrangeiros
(Wellington,Willian...),
Abreviaturas e símbolos de uso internacional
(K- potássio,Y-ítrio...),
Palavras estrangeiras (show, play...)
Emprego de letras
Letra H
Por que usar a letra H se ela não representa nenhum
som? Realmente ela não possui valor fonético, mas
continua sendo usada em nossa língua por força da
etimologia e da tradição escrita.
Etimologia: estudo da origem e da evolução das pala-
vras; disciplina que trata da descrição de uma palavra
em diferentes estados de língua anteriores por que
passou, até remontar ao étimo; origem de um termo,
quer na forma mais antiga conhecida, quer em alguma
etapa de sua evolução; étimo.
Ex: fidalgo é a locução filho de algo (Dicionário Houaiss)
Emprega-se o H:
– Inicial, quando etimológico: horizonte, hulha, etc.
– Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh: cha-
mada, molha, sonho, etc.
– Em algumas interjeições: oh!, hum!, etc.
– Em palavras compostas unidos por hífen, se algum
elemento começa com H: hispano-americano, super-
homem, etc.
– Palavras compostas ligadas sem hífen não são es-
critas com H. Exemplo: reaver
– No substantivo próprio Bahia (Estado do Brasil), por
tradição. As palavras derivadas dessa são escritas sem
H. Exemplo: baiano...
Atenção: Algumas palavras anteriormente es-
critas com H “perderam” essa letra ao longo
do tempo. Exemplos: herba-erva, hibernum-in-
verno, etc.
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Língua Portuguesa
Letras E / I
Letras G / J
Letras S / Z
Atenção: O verbo catequizar é derivado da palavra catequese deveria ser escrito com “s”, mas, como é deriva-
do do grego, já veio formado para nosso vernáculo (língua do país).
MAIZENA é um substantivo próprio, marca registrada.
Letras X / CH
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 23
Uso dos porquês
Porque
• Em frases afirmativas ou negativas, quando pode
ser substituído por pois. Ex: Venha porque precisamos
de você.
• Para introduzir justificativas ou causas em frases
declarativas, no início ou no meio de respostas. Ex: Ela
não veio porque não quis.
Porquê
• Em qualquer tipo de frase, desde que antecedido
de artigo ou pronome. Ex: Não me interessa o porquê
de sua ausência.
Por que
• Quando equivale a pelo qual (e suas flexões). Ex:
Essa é a rua por que passamos.
• Quando equivale a “por que razão”. Ex: Eis por que
não te amo mais.
• No início de perguntas. Ex: Por que ela não veio?
Por quê
• No final de frases interrogativas. Ex: Ela não veio por
quê?
• Quando a expressão estiver isolada. Ex: Nunca mais
volto aqui. Por quê?
Uso do Onde e do Aonde
Onde é o lugar em que se está. Usados com verbos
que não indicam movimento.
Observe: Onde você estava no sábado? Onde eu pode-
ria estar, estava na casa de vovó.
Aonde é o lugar a que se vai. Usado com verbos que
indicam movimento.
Observe: Aonde você vai esta noite? Eu vou ao restau-
rante mexicano, jantar com meu marido.
Letras SS / Ç
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24 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS
Estudo da constituição das palavras e dos proces-
sos pelos quais elas são construídas a partir de suas
partes componentes, os morfemas; parte da gramática
que estuda as classes de palavras, seus paradigmas
de flexões com suas exceções.
Estrutura das palavras
As palavras são constituídas de morfemas. São eles:
Radical
É o elemento comum de palavras cognatas também
chamadas de palavras da mesma família. É responsá-
vel pelo significado básico da palavra.
Exemplo: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, ter-
restre...
Atenção:
Às vezes, ele sofre pequenas alterações.
Ex.: dormir, durmo; querer, quis
As palavras que possuem mais de um radical
são chamadas de compostas.
Ex.: passatempo
Vogal Temática
Vogal Temática (VT) se junta ao radical para receber
outros elementos. Fica entre dois morfemas. Existe
vogal temática em verbos e nomes.
Exemplo: beber, rosa, sala
Nos verbos, a VT indica a conjugação a que pertencem
(1ª, 2ª ou 3ª ). Exemplo: partir- verbo de 3ª conjugação
Há formas verbais e nomes sem VT.
Exemplo: rapaz, mato(verbo)
Tema
Tema = radical + vogal temática
Exemplo: cantar = cant + a, mala = mal + a, rosa = ros + a
Afixos
São partículas que se anexam ao radical para for-
mar outras palavras. Existem dois tipos de afixos:
– Prefixos: colocados antes do radical.
Exemplo: desleal, ilegal.
– Sufixos: colocados depois do radical.
Exemplo: folhagem, legalmente.
Desinências
São morfemas colocados no final das palavras para
indicar flexões verbais ou nominais.
Podem ser:
Nominais: indicam gênero e número de nomes (subs-
tantivos, adjetivos, pronomes, numerais).
Exemplo: casa - casas, gato - gata
Verbais: indicam número, pessoa, tempo e modo dos
verbos. Existem dois tipos de desinências verbais: de-
sinências modo-temporal (DMT) e desinências núme-
ro-pessoal (DNP).
Exemplo: Nós corremos, se eles corressem (DNP); se
nós corrêssemos, tu correras (DMT)
Atenção: A divisão verbal em morfemas será melhor
explicada em: classes de palavras/ verbos. Algumas
formas verbais não têm desinências como: trouxe,
bebe...
Verbo-nominais: indicam as formas nominais dos ver-
bos (infinitivo, gerúndio e particípio).
Exemplo: beber, correndo, partido
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 25
Exemplo: fidalgo (filho + de + algo), aguardente (água +
ardente)
NEOLOGISMO
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, a verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1970)
HIBRIDISMO
Consiste na formação de palavras pela junção de radi-
cais de línguas diferentes.
Exemplo: auto/móvel (grego + latim); bio/dança (grego
+ português)
ONOMATOPÉIA
Consiste na formação de palavras pela imitação de
sons e ruídos.
Exemplo: triiim, chuá, bué, pingue-pongue, miau, tique-
taque, zunzum
SIGLA
Consiste na redução de nomes ou expressões empre-
gando a primeira letra ou sílaba de cada palavra.
Exemplo: UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais,
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ABREVIAÇÃO
Consiste na redução de parte de palavras com objetivo
de simplificação.
Exemplo: moto (motocicleta), gel (gelatina), cine (cinema).
CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
As palavras costumam ser agrupadas em classes, de
acordo com suas funções e formas.
Processos de formação de palavras
Maneira como os morfemas se organizam para formar
as palavras.
DERIVAÇÃO
• Prefixal: A derivação prefixal é um processo de for-
mar palavras no qual um prefixo ou mais são acres-
centados à palavra primitiva.
Exemplo: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impa-
ciente.
• Sufixal: A derivação sufixal é um processo de formar
palavras no qual um sufixo ou mais são acrescen-
tados à palavra primitiva.
Exemplo: realmente, folhagem.
• Prefixal e Sufixal: A derivação prefixal e sufixal exis-
te quando um prefixo e um sufixo são acrescenta-
dos à palavra primitiva de forma independente, ou
seja, sem a presença de um dos afixos a palavra
continua tendo significado.
Exemplo: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo).
Você pode observar que os dois afixos são indepen-
dentes: existem as palavras desleal e lealmente.
• Parassintética: A derivação parassintética ocorre
quando um prefixo e um sufixo são acrescentados
à palavra primitiva de forma dependente, ou seja,
os dois afixos não podem se separar, devem ser
usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a
palavra não se reveste de nenhum significado.
Exemplo: anoitecer ( a- prefixo e -ecer sufixo), neste
caso, não existem as palavras anoite e noitecer, pois
os afixos não podem se separar.
• Regressiva: A derivação regressiva existe quando
morfemas da palavra primitiva desaparecem.
Exemplo: mengo (flamengo), dança (dançar), portu-
ga (português).
• Imprópria: A derivação imprópria, mudança de clas-
se ou conversão ocorre quando palavra comumen-
te usada como pertencente a uma classe é usada
como fazendo parte de outra.
Exemplo: coelho (substantivo comum) usado como
substantivo próprio em Daniel Coelho da Silva; ver-
de geralmente como adjetivo (Comprei uma cami-
sa verde.) usado como substantivo (O verde do par-
que comoveu a todos.)
COMPOSIÇÃO
Processo de formação de palavras através do qual
novas palavras são formadas pela junção de duas ou
mais palavras já existentes.
Existem duas formas de composição:
• Justaposição
• Aglutinação
A justaposição ocorre quando duas ou mais pala-
vras se unem sem que ocorra alteração de suas for-
mas ou acentuação primitivas.
Exemplo: guarda-chuva, segunda-feira, passatempo.
A aglutinação ocorre quando duas ou mais pala-
vras se unem para formar uma nova palavra ocorrendo
alteração na forma ou na acentuação.
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26 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Substantivo
É a palavra que dá nome aos seres, coisas e senti-
mentos. Classificam-se em:
Os substantivos flexionam-se para indicar gênero,
número e grau.
I – Gênero:
É a categoria gramatical que, no português, distribui os
nomes masculinos e femininos, não existindo corres-
pondência nenhuma entre gênero masculino e sexo
masculino, ou gênero feminino e sexo feminino.
a) BIFORMES – MASCULINOS, FEMININOS – regula-
res (menino e menina, gato e gata) e irregulares (bode
e cabra, pai e mãe).
b) UNIFORMES – EPICENOS (não aceitam a flexão do
determinante, referem-se somente a animais, vegetais,
aves e insetos – macho e fêmea), SOBRECOMUNS (não
aceitam nem a flexão do elemento determinante – a
testemunha, o cônjuge), COMUM DE DOIS GÊNEROS
(caracterizam-se pela flexão do elemento determinante
– o/a jovem, o/a poeta).
II – Número
a) SINGULAR – indica um só ser. Ex.: menino
b) PLURAL – indica mais de um ser ou mais de um
conjunto de seres. Ex.: meninos
III – Grau
a) AUMENTATIVO:
SINTÉTICO – usando sufixos. Ex.: poetastro
ANALÍTICO: poeta grande
b) DIMINUTIVO:
ANALÍTICO: corpo minúsculo
SINTÉTICO – usando sufixos. Ex.: corpúsculo
Adjetivo
VILA VELHA
“Do lado oposto às verdes colinas que se perdem
no horizonte, gigantescas rochas formam paredões e
desenham uma paisagem árida e silenciosa, num ce-
nário de terra vermelha e vegetação rasteira. Os índi-
os chegaram, olharam, batizaram de Itacueretaba – “ci-
dade extinta de pedras” – e trataram de se mandar
para paragens mais animadas. Até hoje, os únicos ha-
bitantes destes vastos campos são lobos-guarás, ja-
guatiricas, perdizes e tamanduás-bandeiras.
A principal atração do Parque Estadual de Vila Velha
são 22 enormes blocos areníticos esculpidos pela
chuva, pelo vento e movimentos de terra, ao longo de
350 milhões de anos.
Neles, o tempo imitou a arte nas figuras de um ca-
melo, um leão, uma bota, um rinoceronte, a proa de um
navio, a cabeça de um índio, uma taça, cogumelos.”
(Guia Turístico da Folha de S. Paulo)
O texto acima é descritivo. O autor tem como objetivo
fundamental caracterizar Vila Velha, um dos pontos tu-
rísticos do Brasil. Para isso, citou alguns seres que com-
põem a paisagem, identificou características de alguns
deles e atribuiu características a outros. As característi-
cas foram expressas pelos então chamados adjetivos.
Adjetivo é uma palavra variável que modifica substanti-
vos, atribuindo uma característica aos seres nomea-
dos por eles: Paisagem silenciosa.
LOCUÇÃO ADJETIVA
É o grupo formado de preposição mais substantivo,
com valor e emprego de adjetivo: A água da chuva.
Os adjetivos se classificam quanto:
I – À FORMA
• PRIMITIVO → não provém de outra palavra da lín-
gua: bonito, feio, alto, loiro etc.
• DERIVADO → provém de outra palavra da língua:
bondoso, amoroso, maldoso etc.
• SIMPLES → possui apenas um radical: povo japo-
nês, preocupações políticas, árvore nova etc.
• COMPOSTO → possui mais de um radical: estudos
luso-ítalo-brasileiros, temas políticos-sociais, in-
divíduo rubro-negro.
II – AO GÊNERO
• Uniformes → →→ →→ apresentam forma única para ambos
os gêneros: homem interessante, vinho quente.
• Biformes → →→ →→ apresentam duas formas, uma para o
masculino, outra para o feminino: ator famoso/atriz
famosa.
III – AO NÚMERO
Os adjetivos simples fazem o plural seguindo as mes-
mas regras dos substantivos simples: livros utéis, car-
tões iguais.
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Degrau Cultural 27
Os adjetivos compostos fazem o plural com flexão
do último elemento: castanho-escuros.
Se o último elemento for um substantivo, não have-
rá flexão, ou seja, ficará invariável: tapetes verde-es-
meralda.
IV – AO GRAU
Comparativo → →→ →→ pelo qual se indica se o ser é superior,
inferior ou igual na qualificação.
• Superior: Pedro é mais inteligente que Paulo.
• Inferior: Paulo é menos inteligente que Pedro.
• Igualdade: Pedro é tão inteligente quanto Paulo.
Superlativo → →→ →→ pelo qual uma qualidade é levada ao
mais alto grau de intensidade.
• Analítico: Pedro é muito inteligente.
• Sintético: Pedro é inteligentíssimo.
Exercício
01. Retire, do texto abaixo, os substantivos e os adjetivos:
“A infância é generosa e tem sentimentos de digni-
dade que os interesses da vida adulta muitas vezes
obscurecem. A infância aprende por símbolos. Colom-
bo não era só um grande navegador, mas um símbolo.
Não aprendemos com ele a arte de navegar: mas a de
cumprir um desatino grandioso e amargo. E isso ainda
é maior que descobrir a América.” (Cecília Meireles)
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Gabarito:
Substantivos: infância, sentimentos, dignidade, interes-
ses, vida, vezes, símbolos, Colombo, navegador, arte,
desatino e América.
Adjetivos ou locuções adjetivas: generosa, de dignida-
de, adulta, grande, de navegar, grandioso, amargo e
maior.
Artigo
É a palavra variável que antecede o substantivo, indi-
cando seu gênero e número, além de defini-lo ou não.
• DEFINIDO: que se trata de um ser já conhecido do
leitor ou do ouvinte, seja por ter sido mencionado
antes, seja por ser objeto de um conhecimento de
experiência. São eles: O, A, OS, AS.
O rapaz saiu de casa cedo.
A mulher queria muito ter filhos.
• INDEFINIDO: que se trata de um simples represen-
tante de uma dada espécie ao qual não se fez men-
ção anteriormente. São eles: UM, UMA, UNS, UMAS.
Um cachorro atravessou na frente do carro.
Uma mulher libertou-se do algoz.
Importante:
• Embora o artigo sempre anteceda a um subs-
tantivo, não é necessário que ele esteja ime-
diatamente antes deste. Às vezes, aparece
outra palavra, pertencente a outra classe gra-
matical, entre ambos: O novo carro.
• Os artigos podem combinar-se com prepo-
sições: de + o = do, em + o = no, etc.
Numeral
É a palavra que exprime quantidade, ordem, fração e
multiplicação.
CLASSIFICAÇÃO
• CARDINAIS: quantidade – um, dois, três...
• ORDINAIS: ordem – primeiro, segundo...
• FRACIONÁRIOS: fração – meio, terço...
• MULTIPLICATIVOS: multiplicação – duplo, triplo...
Lembre-se: a grafia correta do numeral 50 é cin-
qüenta.
Pronome
“Nicolau Fagundes Varela entregou-se a todos os te-
mas e aos versos de todas as medidas. Não é fácil,
portanto, classificá-lo- nesta ou naquela modalidade
poética. Qualquer rótulo para marcá-lo seria sempre
incompleto. Sertanista, bucólico, lírico, paisagista, mís-
tico, épico, descritivo, patriótico, de tudo ele foi, um pou-
co de cada vez.
(CAVALHEIRA, E. Fagundes Varela. Ed. Rio de Janeiro, Agir,
1975. P. 6 [Nossos Clássicos]).
Observe as palavras em destaque no texto: todos,
todas, lo, esta, aquela, qualquer, ele, cada. As palavras
lo e ele substituem o substantivo Fagundes Varela; as
demais acompanham o nome. Todas essas palavras
são pronomes.
Os nomes são palavras com conteúdo significativo,
que simbolizam seres que temos em mente. Os prono-
mes têm pouco conteúdo significativo, exercendo no
texto as seguintes funções:
• Representar as pessoas do discurso:
No texto acima, o jornalista se refere a Fagundes Vare-
la, emprega o pronome ele, que alude à 3
a
pessoa do
discurso, aquela de quem se fala.
• Remeter a termos já enunciados no texto:
“Qualquer rótulo para marcá-lo”, este pronome lo está
substituindo o nome de Fagundes Varela para não tor-
nar o texto repetitivo.
Pronome é a palavra que substitui o substantivo (pro-
nome substantivo) ou acompanha o substantivo (pro-
nome adjetivo). Quando acompanha o substantivo, de-
termina-o no espaço ou no contexto.
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28 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
OBSERVAÇÕES
• o pronome você, embora seja pronome de trata-
mento, tem substituído o pronome tu no português
do Brasil.
• na norma culta, os pronomes pessoais retos funci-
onam como sujeito.
• os pronomes oblíquos podem ser:
a) átonos – empregados sem preposição – objeto di-
reto ou objeto indireto, sendo que, o, a, os, as serão
sempre objetos diretos e, lhe, lhes sempre serão
objetos indiretos;
b) tônicos – sempre precedidos de preposição;
• os pronomes oblíquos o, a, os, as podem assumir
as seguintes formas:
a) lo, la, los, las → depois de verbos terminados em r, s,
z; quando vierem posposto ao designativo eis ou aos
pronomes nos e vos: Vou recebê-lo como amigo.
b) no, na, nos, nas → depois de verbos terminados
em ditongo nasal (am, em, ão, õe): O lápis caiu.
Peguem-no.
Pronomes Pessoais de Tratamento
São palavras ou expressões utilizadas para as pesso-
as com quem se fala. São, portanto, pronomes de 2
a
pessoa, embora sejam empregados com verbo na 3
a
pessoa.
Esses pronomes, que aparecem apenas na linguagem
formal, expressam uma atitude cerimoniosa do emissor
em relação ao interlocutor ou à pessoa de quem se fala.
Ex.: Sua Santidade volta ao Brasil 17 anos mais velho
desde que esteve aqui pela primeira vez...(O Estado de
S Paulo)
Lembre-se que referindo-se à 2ª pessoa são
acompanhados pela forma VOSSA, referindo-se
à 3ª pessoa são acompanhados pela forma SUA
São eles: você, Vossa Alteza, Vossa Eminên-
cia, Vossa Excelência, Vossa Magnificência,
Vossa Majestade, Vossa Meritíssima, Vossa
Reverendíssima, Vossa Senhoria e Vossa San-
tidade.
2. PRONOMES POSSESSIVOS
Estreitamente relacionados com os pronomes pesso-
ais estão os pronomes possessivos e os demonstrati-
vos. Os pronomes pessoais, como já vimos, denotam
as pessoas gramaticais; os outros indicam algo deter-
minados por elas.
Os pronomes classificam-se em:
1. PESSOAIS
Os pronomes possessivos indicam aquilo que perten-
ce ou cabe a cada uma das pessoas gramaticais.
Emprego ambíguo do possessivo de 3
a
pessoa
As formas seu, sua, seus, suas aplicam-se indiferen-
temente ao possuidor da 3
a
pessoa do singular ou da
3
a
pessoa do plural, seja este possuidor masculino ou
feminino. O fato de concordar o possessivo unicamen-
te provoca dúvida a respeito do possuidor.
Para evitar qualquer ambigüidade, o português nos ofe-
rece o recurso de precisar a pessoa do possuidor com
a substituição de seu (s), sua (s), pelas formas dele
(s), dela (s), de você, do senhor, da senhora e outras
expressões de tratamento.
Substantivação dos possessivos
No singular, o que pertence a uma pessoa: A moça não
tinha um minuto de seu.
No plural, os parentes de alguém, seus companhei-
ros, compatriotas ou correligionários: Saudades a to-
dos os teus.
Emprego do possessivo pelo pronome oblíquo tônico
Em certas locuções prepositivas, o pronome oblíquo
tônico, que deve seguir a preposição e com ela formar
um complemento nominal do substantivo anterior, é
normalmente substituído pelo pronome possessivo
correspondente. Assim:
Em frente de ti = em tua frente
Ao lado de mim = ao meu lado
Em favor de nós = em nosso favor
Por causa de você = por sua causa
3. PRONOMES DEMONSTRATIVOS
São palavras que situam a pessoa ou a coisa designa-
da relativamente às pessoas gramaticais. Podem si-
tuá-los no espaço ou no tempo.
Ex.: Lia coisas incríveis para aquele lugar e aquele tempo.
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Degrau Cultural 29
Mas os demonstrativos empregam-se também para
lembrar ao ouvinte ou ao leitor o que já foi mencionado
ou o que vai mencionar.
Ex.: A ternura não embarga a discrição nem esta dimi-
nui aquela.
As formas variáveis podem funcionar como pronomes
adjetivos e como pronomes substantivos: Este (PA) li-
vro é meu. Meu livro é este (PS).
Valores Gerais:
• este, esta, isto indicam o que está perto da pessoa
que fala e o tempo presente em relação à pessoa
que fala;
• esse, essa, isso designam o que está perto da pes-
soa a quem se fala e o tempo passado ou futuro
com relação à época em que se coloca a pessoa
que fala;
• aquele, aquela, aquilo denotam o que está afasta-
do tanto da pessoa que fala como da pessoa a quem
se fala, e ainda um afastamento no tempo de modo
vago, ou uma época remota. Veja:
4. PRONOMES RELATIVOS
É aquele que se refere a termos já expressos e, ao
mesmo tempo, introduz uma oração dependente.
Ex.: Esta carta que recebi.
5. PRONOMES INTERROGATIVOS
As palavras que, quem, qual e quanto empregadas
na formulação de perguntas são chamadas de prono-
mes interrogativos.
Ex.: Quem seria ele?
O que distingue os interrogativos dos demais prono-
mes é sua função básica: a de inquirir algum interlocu-
tor. O interrogativo aponta para a pessoa ou coisa a que
se refere mediante uma pergunta, direta ou indireta.
Sua significação, assim como nos indefinidos é in-
determinada. Por isso, após seu uso o interlocutor es-
pera uma resposta que esclareça o que se perguntou.
6. PRONOMES INDEFINIDOS
É aquele que se refere à 3
a
pessoa gramatical, tornan-
do-a vaga, indefinida, imprecisa.
LOCUÇÕES PRONOMINAIS
São grupo de palavras cujo sentido equivale ao dos
pronomes indefinidos: cada um, cada qual, quem quer
que, todo aquele, seja quem for, seja qual for, um ou
outro, tal qual, tal e qual, etc.
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30 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
falado (forma composta)
• Futuro do pretérito → expressa um fato posterior
com relação a outro fato já passado; freqüentemen-
te, o outro fato já passado é dependente do primeiro
e inclui uma condição: eu falaria (forma simples) eu
teria/haveria falado (forma composta)
Do Subjuntivo:
• Presente → traduz um fato subordinado a outro e
que se desenvolve no momento atual; expressa dú-
vida, possibilidade, suposição; pode ainda formar
orações optativas: que eu fale
• Pretérito perfeito → refere-se ao fato passado su-
postamente concluído: que eu tenha/ haja falado (for-
ma composta)
• Pretérito mais-que-perfeito → indica uma ação
anterior a outra, dentro do sentido eventual típico do
subjuntivo: se eu tivesse/houvesse falado (forma
composta)
• Pretérito imperfeito → refere-se a um fato passa-
do, mas posterior e dependente de outro fato pas-
sado: se eu falasse (forma simples)
• Futuro → expressa fato vindouro – condicional, tem-
poral ou conformativo – dependente de outro fato
também futuro: quando eu falar (forma simples)
quando eu tiver/houver falado (forma composta)
Do Imperativo:
Só aparece no discurso direto.
Tempos primitivos e derivados
Tempos priitivos são os que dão origem a outros tem-
pos, chamados derivados. Existem dois tempos e uma
forma nominal que dão origem a todos os tempos e
formas nominais, inclusive a um modo, o imperativo.
Tomemos por exemplo o verbo caber.
Verbo
“A Antigüidade greco-romana conheceu o amor quase
sempre como uma paixão dolorosa e, apesar disso,
digna de ser vivida e em si mesma desejável. Esta
verdade, legada pelos poetas de Alexandria e Roma,
não perdeu nem um pouco de sua vigência: o amor é
desejo de completude e assim responde a uma ne-
cessidade profunda dos homens.”
(PAZ, O. A dupla chama: amor e erotismo.
São Paulo, Siciliano, 1994. p. 69.)
As palavras em destaque em destaque no texto expri-
mem fatos, situando-os no tempo.
• Verbo é a palavra que exprime ação, estado, mu-
dança de estado, fenômeno natural e outros pro-
cessos, flexionando-se em pessoa, número, modo,
tempo e voz.
• Flexão é o acidente gramatical que muda a forma
do verbo para que este expresse mudança de voz,
modo, tempo, número e pessoa.
TEMPOS VERBAIS
O tempo verbal indica o momento em que se dá o fato
expresso pelo verbo.
Os três tempos básicos são o presente, o passado e o
futuro.
Do Indicativo:
• Presente → enuncia um fato como atual: eu falo
• Pretérito imperfeito → apresenta o fato como ante-
rior ao momento atual, mas ainda não concluído no
momento passado a que nos referimos: eu falava
• Pretérito perfeito → refere-se a um fato já concluí-
do em época passada: eu falei (forma simples) eu
tenho/hei falado (forma composta)
• Pretérito mais-que-perfeito → expressa um fato
anterior a outro fato que também é passado: eu fa-
lara (forma simples) eu tinha/havia falado (forma
composta)
• Futuro do presente → enuncia um fato que deve
realizar-se num tem vindouro em relação ao pre-
sente: eu falarei (forma simples) eu terei/haverei
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 31
Vozes verbais
As vozes verbais indicam o relacionamento do su-
jeito com o processo verbal. São elas:
• ATIVA → →→ →→ quando o sujeito é agente da ação: Ber-
nardo feriu o colega.
• PASSIVA → →→ →→ quando o sujeito é o paciente da ação
verbal: O colega foi ferido por Bernardo.
• REFLEXIVA → →→ →→ quando o sujeito é agente e paciente
da ação verbal: Bernardo feriu-se.
Formação da voz passiva
Vimos que na voz passiva o verbo indica a ação recebida
pelo sujeito, sendo este denominado, então, paciente.
A voz passiva pode ser analítica (formada com os ver-
bos SER, ESTAR e FICAR, seguidos de particípio) ou
sintética, também chamada pronominal (formada com
um verbo transitivo direto acompanhado do pronome
SE, que se diz pronome apassivador).
Ex.: Um livro foi comprado por Pedro. (analítica)
Comprou-se um livro. (sintética)
Tanto na transformação da ativa para a passiva, como
vice-versa, os termos indicado abaixo se correspondem.
Suj. passiva = OD ativa
Suj. ativa = Ag. pass.
Quando o verbo ativo vem precedido de um verbo auxi-
liar, este não sofre transformação na passagem para a
voz passiva (exceto a exigida pela concordância):
a) coloca-se o último verbo (o principal) no particípio;
b) conjuga-se o verbo ser na forma em que estava o
verbo principal;
c) repete-se o auxiliar, procedendo a concordância.
V. A.: Os técnicos estão procurando uma solução.
V. P.: Uma solução está sendo procurada pelos técnicos.
Formas nominais do verbo
• Infinitivo Impessoal → →→ →→ terminado em r para qual-
quer pessoa, é o nome do verbo: falar, vender, partir
• Infinitivo Pessoal → →→ →→ além da desinência r, vem
marcado com desinência de pessoa e número:
Falar - ∅
Falar - es
Falar - ∅
Falar - mos
Falar – des
Falar – em
As desinências de pessoa e número são um recur-
so para indicar, sem ambigüidade, ou para enfatizar, o
sujeito do processo expresso pelo infinitivo.
• Gerúndio → →→ →→ funciona como adjetivo ou como advér-
bio: Vi a menina chorando.
• Particípio → →→ →→ é empregado na formação dos tem-
pos compostos. Fora disso, é um verdadeiro adjeti-
vo (chamado adjetivo adverbial), devendo ser flexio-
nado, como adjetivo, em gênero, número e grau:
Tínhamos estudado a lição.
Lembre-se:
a) Verbo auxiliar + particípio do verbo principal = forma
composta
Verbo auxiliar + gerúndio ou infinitivo = locução ver-
bal os particípios regulares são empregados com
os verbos auxiliares TER e HAVER: O rapaz tinha
entregado a pizza.
b) os particípios irregulares são empregados com os
verbos auxiliares SER e ESTAR: A pizza foi entregue
pelo rapaz.
c) GANHAR, GASTAR e PAGAR são abundantes: ga-
nhado e ganho.
d) Obs: as formas irregulares podem ser usadas com
os verbos SER, ESTAR, TER e HAVER.
CHEGAR apresenta apenas a forma regular: CHE-
GADO (chego NÃO existe).
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32 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Preposição
“Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto-relevo
Faz de uma flor.”
(Olavo Bilac)
Preposição é a palavra invariável que relaciona dois
termos. Nessa relação, um termo completa ou explica
o sentido do outro.
São essenciais as preposições propriamente ditas:
A, ANTE, ATÉ, APÓS COM, CONTRA, DE, DESDE,
EM ENTRE, PARA, PER, PERANTE, POR, SEM, SOB,
SOBRE E TRÁS.
São acidentais as preposições que provierem de
outras classes:
CONFORME, SALVO, TIRANTE, CONSOANTE, MEDI-
ANTE, EXCETO.
Obs.: QUE é preposição quando der para substituir por
DE. Ex.: tenho que passar./ tenho de passar.
LOCUÇÕES PREPOSITIVAS
São expressões que equivalem a verdadeiras preposi-
ções: abaixo de, acerca de, através de, em cima de, fora
de, juntamente com, etc.
Conjunção
“Sagitário – A lua volta você para as coisas práticas,
mas evite desatenções para que tudo se resolva.
Dica: restrinja seus gastos e perceba que despesas
desnecessárias só servem para aquecer o consumo.”
Classificação do advérbio
Classificação dos verbos
• REGULAR: é aquele cujo o radical não se altera e
cujas terminações seguem o modelo da conjuga-
ção a que pertence. Cantar, vender, partir.
• IRREGULAR: é aquele cujo radical se altera ou cujas
terminações não seguem o modelo da conjugação
a que pertence. Estar, ouvir.
• ANÔMALO: é aquele que cuja conjugação inclui mais
de um radical. Apresenta transformações profundas
no radical: ser e ir.
• DEFECTIVO: é aquele que não é conjugado em to-
das as formas; tem, pois, conjugação incompleta:
abolir, falir.
• AUXILIAR: é aquele que, desprovido total ou parcial-
mente de sentido próprio, junta-se a outro verbo,
formando uma unidade de significado e constituin-
do a chamada locução verbal: ser, estar, ter, haver.
Advérbio
“Os homens do cortiço quase sempre trabalham
fora (serventes, carregadores, funcionários públicos hu-
mildes), salvo os adolescentes malandros e os doen-
tes. E, durante o dia, o cortiço é das crianças, inúmeras,
que povoam o pátrio comum, e das mulheres, sempre
às voltas com as tinas de roupas.”
(A capital federal no início do século. Nosso século...
São Paulo, Abril Cultural, 1980. V. 1.)
Observe as palavras em destaque no texto, todas
elas são advérbios.
Estes são palavras que modificam um verbo, um
adjetivo, outro advérbio ou uma oração inteira.
Advérbio modifica um verbo, quando ao verbo é
acrescentado uma circunstância: Pedro constrói um
muro ali.
Advérbio modifica um adjetivo, quando o advérbio
está intensificando o significado do adjetivo: Estradas
muito ruins.
Advérbio modifica outro advérbio, quando o advér-
bio está intensificando outro advérbio: As meninas vão
muito bem.
Advérbio modifica uma oração inteira, quando este
indica uma circunstância para todos os elementos da
oração: Lamentavelmente eu não te amo mais.
Locução adverbial
É um conjunto de palavras podendo exercer a fun-
ção de advérbio.
Ex.: Nesse final de tarde todos saímos para passear.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 33
Conjunção é a palavra invariável que estabelece relação entre duas orações ou entre dois termos que exercem a
mesma função sintática.
Classificação
• Coordenativas – são classificadas de acordo com as relações que estabelecem entre termos ou orações.
• Subordinativas – ligam orações dependentes, isto é, subordinam uma oração à outra.
Interjeição
É a palavra que expressa estados emotivos. Como tem
sentido completo, trata-se de uma palavra-frase. Cum-
prem, basicamente, duas funções:
• sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,
tristeza, dor, animação, etc.
Ex.: Oh! Onde estou?
• sintetizar uma frase apelativa.
Ex.: Cuidado, Senhor Augusto!
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34 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
CRASE
É fusão da preposição a com o artigo a ou com o a
inicial dos pronomes demonstrativos aquele, aquela,
aquilo...etc.
Na escrita é indicada por meio do acento grave (`). Para
que ela ocorra, é necessário que haja:
a) um termo regente que exija a preposição a;
b) um termo regido que seja modificado pelo artigo a
ou por um dos pronomes demonstrativos de 3ª pessoa
mencionados acima.
REGRA GERAL
A crase ocorrerá sempre que o termo anterior exigir a
preposição a e o termo posterior admitir o artigo a ou as.
Vou a a praia.= Vou à praia.
Dicas: Para se certificar, substitua o termo femi-
nino por um masculino, se a contração ao for
necessária, a crase será necessária.
Exemplo: Vou à praia./ Vou ao clube.
EMPREGO OBRIGATÓRIO DA CRASE
Sempre ocorrerá crase:
1) Nos casos em que a regra geral puder ser aplicada.
Exemplo: Dirigiu-se à professora.
2) Nas locuções conjuntivas, adverbiais e prepositi-
vas (formadas por a + palavra feminina).
Exemplo: À medida que passa tempo a violência
aumenta.
O povo brasileiro vive à mercê de políticos muitas
das vezes corruptos.
Gosto muito de sair à noite.
3) Na indicação do número de horas, quando ao tro-
car o número de horas pela palavra meio-dia, obti-
vermos a expressão ao meio-dia.
Exemplo: Retornou às oito horas em ponto./ (Retor-
nou ao meio-dia em ponto.)
4) Nas expressões à moda de, à maneira de mesmo
quando essas estiverem implícitas.
Exemplo: Farei para o jantar uma bacalhoada (à
moda de Portugal) à portuguesa.
Emprego facultativo da crase
1) Diante de pronomes possessivos femininos.
Vou a sua casa./ Vou à sua casa.
2) Diante de nomes próprios femininos.
Não me referia a Eliana./ Não me referia à Eliana.
3) Depois da preposição até.
Foi até a porta./ Foi até à porta.
Casos em que nunca ocorre a crase
1) Diante de palavras masculinas.
Exemplo: Saiu a cavalo e sofreu uma queda.
2) Diante de verbos.
Exemplo: Ele está apto a concorrer ao cargo.
3) Diante de nome de cidade (topônimo) que re-
pudie o artigo.
Exemplo: Turistas vão freqüentemente a Tiradentes.
Dicas:
a) Descubra se o nome da cidade aceita artigo:
use o verbo VOLTAR . Se houver contração de
preposição e artigo, existirá crase.
Exemplo: Voltei da Espanha./ Fui à Espanha.
Voltei de Tiradentes./ Fui a Tiradentes.
b) Se o nome da cidade estiver determinado, a
crase será obrigatória.
Exemplo: Fui à histórica Tiradentes.
c) Em expressões formadas por palavras re-
petidas (uma a uma, frente a frente, etc.)
Exemplo: Olhamo-nos cara a cara.
5) Quando o a estiver no singular diante de uma pala-
vra no plural.
Exemplo: Como posso resistir a pessoas tão en-
cantadoras?
6) Diante do artigo indefinido uma.
Exemplo: Isto me levou a uma decisão drástica.
7) Diante de Nossa Senhora e de nomes de santos.
Exemplo: Entregarei a Nossa Senhora da Concei-
ção minha oferenda.
8) Diante da palavra terra, quando esta significar ter-
ra firme, tomada em oposição a mar ou ar.
Exemplo: Os pilotos já voltaram a terra.
9) Diante da palavra casa (no sentido de lar, moradia)
quando esta não estiver determinada por adjunto
adnominal.
Exemplo: Não voltarei a casa esta semana.
Dica: Caso a palavra casa venha determinada
por adjunto adnominal, ocorrerá a crase.
Exemplo: Não voltarei à casa de meus pais esta
semana.
10)Diante de pronomes que não admitem artigo: rela-
tivos, indefinidos, pessoais, tratamento e demons-
trativos.
Exemplo: Dei a ela oportunidade de se redimir./ So-
licito a V.Sª. a confirmação do pedido./ Convidei a
várias pessoas para a reunião.
11) Diante de numerais cardinais quando estes se refe-
rem a substantivos não determinados pelo artigo.
Exemplo: Daqui a duas semanas retornarei ao tra-
balho.
CRASE DA PREPOSIÇÃO A COM OS PRONOMES DE-
MONSTRATIVOS
Preposição a + pronomes = à, àquilo, àquele(s),
àquela (s)
Exemplo: Assistimos àquela peça teatral.
Dicas: A crase da preposição a com o pronome
demonstrativo a ocorrerá sempre antes do prono-
me relativo que (à que) ou da preposição de (à de).
Exemplo: Esta não é a pessoa à que me referia.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 35
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO
Parte da gramática que estuda as palavras enquan-
to elementos de uma frase, as suas relações de con-
cordância, de subordinação e de ordem; componente
do sistema lingüístico que determina as relações for-
mais que interligam os constituintes da sentença, atri-
buindo-lhe uma estrutura.
Em uma análise sintática podemos ter:
1- Frase
É a reunião de palavras que expressam uma idéia
completa, constitui o elemento fundamental da lingua-
gem, não precisa necessariamente conter verbos.
Exemplo:”Hum! Que delícia esse bolo”.
2- Oração
É idéia que se organiza em torno de um verbo.
Exemplo: “Todos estavam a sua espera para o jantar.”
Dica: O verbo pode estar elíptico (não aparece,
mas existe)
Exemplo: “Ana Carolina faz tanto sucesso quanto
(faz) Ivete Sangalo.”
3- Período
É o conjunto de orações. Ele pode ser constituído
por uma ou mais orações.
O período pode ser:
• simples - constituído por apenas uma oração.
Exemplo: “Machado de Assis é um dos maiores es-
critores da literatura brasileira”.
• composto - constituído por mais de uma oração.
Exemplo: “Não podemos esquecer que todos esta-
vam aguardando a vaga”.
SUJEITO
Elemento da oração a respeito do qual damos algu-
ma informação. Seu núcleo (palavra mais importante)
pode ser um substantivo, pronome ou palavra substan-
tivada.
Exemplo: “Ana Carolina faz tanto sucesso quanto (faz)
Ivete Sangalo”.
Sujeito da 1ª oração: Ana Carolina
Núcleo do sujeito: Ana Carolina (substantivo)
Tipos de sujeito:
• Simples
• Composto
• Oculto, elíptico ou desinencial
• Indeterminado
• Inexistente ou oração sem sujeito
Sujeito Simples
Aquele que possui apenas um núcleo.
Exemplo: “Autores consagrados ganham as pratelei-
ras dos supermercados.”
núcleo: autores
Sujeito Composto
Aquele que possui mais de um núcleo.
Exemplo: Jogadores e torcedores reclamaram da arbi-
tragem.
núcleos: jogadores, torcedores
Sujeito oculto, elíptico ou desinencial
Aquele que não vem expresso na oração, mas pode
ser facilmente identificado pela desinência do verbo.
Exemplo: “Onde estou, o que quero da vida?”
Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identifi-
cado nas duas orações: eu.
Sujeito indeterminado
Aquele que não se quer ou não se pode identificar.
Exemplo: Vive-se melhor em Paris do que em Londres.
Roubaram o carro.
Atenção: O sujeito pode ser indeterminado em
duas situações:
• verbo na terceira pessoa do plural sem su-
jeito expresso: Telefonaram por engano para
casa de vovó.
• verbo na terceira pessoa do singular acompa-
nhado do pronome SE (índice de indetermina-
ção do sujeito): Precisa-se de secretária.
Sujeito inexistente ou oração sem sujeito
A informação contida no predicado não se refere a
sujeito algum. Ocorre oração sem sujeito quando temos
um verbo impessoal. O verbo é impessoal quando:
• Indica fenômenos da natureza (chover, nevar, ama-
nhecer, etc.). Exemplo: Chovia muito naquela noite
do acidente. Choveu muito em São Paulo este mês.
• Fazer, ser, estar indicarem tempo cronológico. Exem-
plo: Faz anos que ela não aparece. Já é uma hora
da tarde. Está quente em Minas Gerais.
• Haver tiver sentido de existir.
Exemplo: Havia soldados por toda parte.
Atenção: Os verbos impessoais sempre ficarão
na 3ª pessoa do singular (havia, faz...)
Termos ligados ao nome
Existem alguns termos que se ligam aos nomes.
São eles:
• Adjunto adnominal
• Complemento nominal
• Predicativo
• Aposto
ADJUNTO ADNOMINAL
É o termo que se liga a um nome ou palavra subs-
tantivada para qualificá-lo ou determiná-lo. É expresso
geralmente por um adjetivo, locução adjetiva, artigo,
pronome ou numeral.
Exemplo: “Neste ano, estimule a inteligência de seus
alunos”.
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36 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
ADJUNTO ADVERBIAL
Toda palavra (ou expressão) pertencente à classe gra-
matical dos advérbios tem, na oração, a função sintáti-
ca de adjunto adverbial.
Exemplo:
As impressões foram feitas rapidamente.
classe gramatical: adv de modo
rapidamente
função sintática: adj. adv. de modo
Os adjuntos adverbiais podem ser classificados em:
• Afirmação: Estamos realmente felizes.
• Assunto: Discutiram sobre religião.
• Causa: As crianças morrem de fome.
• Companhia: Fui ao teatro com meu irmão.
• Concessão: Voltamos apesar do escuro.
• Condição: Não dirija sem minha permissão.
• Direção: Apontou para todos.
• Dúvida: Talvez ele me deixe ir.
• Efeito: Sua atitude redundou em prejuízos.
• Exclusão: Todos saíram, menos Maria.
• Finalidade: Saí à caça.
• Instrumento: Cortou-se com o alicate.
• Intensidade: Dançou muito.
• Lugar: Estive na casa de Paulo.
• Matéria: Bolo se faz com trigo.
• Meio: Passei a tentar levar o barco pelo leme.
• Modo: Correu incansavelmente.
• Negação: Não vá à escola.
• Oposição: Voltou contra o próprio partido.
• Ordem: Classificou-se em primeiro lugar.
• Preço: Comprei tudo por cem reais.
• Tempo: Você chegou ontem?
COMPLEMENTO NOMINAL
É o termo da oração exigido como complementação
de alguns nomes (substantivos, adjetivos ou advérbi-
os). Geralmente é regido de preposição.
Exemplo: “A criança tinha necessidade de mais leitura”.
Os turistas tinham disposição para os passeios.
PREDICATIVO
É o termo da oração que qualifica, classifica ou ex-
pressa um estado do núcleo do sujeito ou do núcleo do
objeto.
Exemplo: Os torcedores saíram alegres. (predicativo
do sujeito)
Os torcedores consideraram o jogo fraco. (predicativo
do objeto)
APOSTO
É o termo da oração que resume, explica ou especi-
fica um nome.
Exemplo: “Maria Alice, filha de João e Maria, era uma
moça muito recatada e bonita.”
Dicas: O aposto geralmente vem marcado por
algum tipo de pontuação: vírgula, travessão, pa-
rênteses ou dois-pontos.
Exemplo: Algumas frutas - maçã, pêra e melan-
cia - foram escolhidas para a exposição.
Predicação verbal
A - Que é verbo transitivo?
É o verbo de sentido incompleto que pede algum obje-
to, ao qual passa a ação.
Há dois tipos:
1) Transitivo direto - pede objeto direto.
Os meninos da classe compraram pipocas.
2) Transitivo indireto - pede objeto indireto
As meninas gostam de paçoca.
Observações:
1. Há verbos transitivos que pedem dois objetos: um
direto e outro, indireto.
Exemplos: Dar, mostrar, pedir, devolver, entregar, oferecer.
O namorado deu a Célia (indireto) um buquê (direto).
2. Pode haver objetos diretos preposicionados. Reflita-
se para distinguir.
Exemplos: Deus ama aos homens. Aos homens é ob-
jeto direto porque indica os seres a quem se dirige o
sentimento do amor de Deus.
B - Que é verbo intransitivo?
É intransitivo o verbo que não pede objeto.
A ação que ele exprime, não passa necessariamente a
outro elemento.
Exemplo: A criança dorme.
O verbo intransitivo poderá vir acompanhado de adjun-
tos adverbi ai s, mas conti nua sendo i ntransi ti vo.
Exemplos: A criança dorme bem. (bem: adjunto adver-
bial de modo)
A criança dorme em sua caminha. (em sua caminha:
adjunto adverbial de lugar)
C - Que é verbo de ligação?
São os verbos que servem somente para ligar o sujeito
ao seu predicativo. Não apresentam significação.
São eles: ser, estar, parecer, permanecer, continuar, tor-
nar-se e ficar.
Exemplos: Ficamos emocionados. Permanecerá sol-
teira. Todos estavam tristes com a notícia.
PREDICADO
É tudo aquilo que se informa sobre o sujeito e é
estruturado em torno de um verbo. Ele sempre concor-
da em número e pessoa com o sujeito.
Quando é um caso de oração sem sujeito, o verbo
do predicado fica na forma impessoal, 3ª pessoa do
singular. O núcleo do predicado pode ser um verbo sig-
nificativo, um nome ou ambos.
Exemplo: “Seu trabalho tem uma ligação muito forte com
a psicanálise”.
(Revista Nova Escola, 11/00)
Tipos de predicado:
• Verbal
• Nominal
• Verbo-nominal
PREDICADO VERBAL
Aquele que tem como núcleo (palavra mais impor-
tante) um verbo significativo.
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Exemplo: Ministro anuncia reajuste de impostos.
Núcleo: anuncia (verbo significativo)
Dica: O verbo significativo pode ser: transitivo di-
reto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo dire-
to e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI).
Exemplo: O técnico comprou várias bolas. VTD
O técnico gosta de bolas novas. VTI
O técnico prefere melhores condições de traba-
lho a aumento de salário. VTDI
O técnico viajou. VI
Que é objeto direto?
Consiste em fazer ao verbo uma das perguntas: - QUEM?
ou O QUÊ? A resposta será objeto direto.
Exemplo: João pegou a chave. (Pergunta-se: João pe-
gou o quê? Resposta - a chave. Objeto direto: a chave.)
O cão pegou o menino. (Pergunta-se: - O cão pegou
quem? Resposta: - o menino. Objeto direto: o menino.)
Que é objeto indireto?
Acha-se o objeto indireto, fazendo ao verbo, uma das
seguintes perguntas:
A QUÊ? DE QUÊ? PARA QUÊ?
A QUEM? DE QUEM? PARA QUEM?
Exemplo: André obedece aos pais. Obedece a quem? -
aos pais. Este é o objeto indireto, está indiretamente
ligado ao verbo, isto é, por meio de uma preposição.
PREDICADO NOMINAL
Aquele cujo núcleo é um nome (predicativo). Nesse tipo
de predicado, o verbo não é significativo e sim de
ligação.Serve de elo entre o sujeito e o predicativo.
Exemplo: Todos estavam apressados.
Núcleo: apressados (predicativo)
PREDICADO VERBO-NOMINAL
Aquele que possui dois núcleos: um verbo significativo
e um predicativo do sujeito ou do objeto.
Exemplo: O juiz julgou o réu culpado.
Núcleos:
julgou - verbo significativo
culpado - predicativo do objeto (o réu)
VOCATIVO
É o único termo isolado dentro da oração, pois não se
liga ao verbo nem ao nome. Não faz parte do sujeito
nem do predicado. A função do vocativo é chamar ou
interpelar o elemento a que se está dirigindo. É marca-
do por sinal de pontuação e admite anteposição de
interjeição de chamamento.
Exemplo: Pai, perdoai nossos pecados.
Querida, obrigado pela surpresa.
PERÍODO COMPOSTO
Conjunto de orações constituído por mais de uma
oração.
Período composto por coordenação
No período composto por coordenação, as orações
se ligam pelo sentido, mas não existe dependência
sintática entre elas.
As orações coordenadas de subdividem em:
• Assindéticas- Não são introduzidas por conjunção.
Exemplo: Trabalhou, sempre irá trabalhar.
• Sindéticas - São introduzidas por conjunção. Esse
tipo de oração se subdivide em:
1 - Aditiva: idéia de adição, acréscimo. Principais con-
junções usadas: e, nem, (não somente) ... como
também.
Exemplo: O professor não somente elaborou exer-
cícios como também uma extensa prova.
2 - Adversativa: idéia de contraste, oposição. Princi-
pais conjunções usadas: mas, contudo, entretanto,
porém...
Exemplo: O professor elaborou um exercício sim-
ples, mas a prova foi bastante complexa.
3 - Alternativa: idéia de alternativa, exclusão. Principais
conjunções usadas: quer...quer, ora...ora, ou...ou.
Exemplo: Ou o professor elabora o exercício ou de-
siste de aplicar a prova.
4 - Conclusiva: idéia de dedução, conclusão. Principais
conjunções usadas: portanto, pois, logo...
Exemplo: O professor não elaborou a prova, logo
não poderá aplicá-la na data planejada.
5 - Explicativa: idéia de explicação, motivo. Principais
conjunções usadas: pois, porque.
Exemplo: O professor não elaborou a prova, porque
ficou doente.
Dica: A conjunção pois pode introduzir orações
conclusivas ou explicativas.Quando tiver dúvidas,
procure substituí-la por outras conjunções.
Período composto por subordinação
No período subordinado, existem pelo menos uma ora-
ção principal e uma subordinada. A oração principal é
sempre incompleta, ou seja, alguma função sintática
está faltando. As orações subordinadas desempenham
a função sintática que falta na principal: objeto direto,
indireto, sujeito, predicativo, complemento nominal...
Exemplo: O rapaz gostava / de que todos olhassem
para ele.
Oração principal: O rapaz gostava
Oração subordinada: de que todos olhassem para ele.
A oração principal está incompleta, falta objeto indireto
para o verbo gostar, o oração subordinada desempe-
nha a função de objeto indireto da principal.
As orações subordinadas se subdividem em:
Substantivas
As orações subordinadas substantivas exercem fun-
ções específicas do substantivo: sujeito, objeto, predi-
cativo...
Dicas: As orações subordinadas substantivas
desenvolvidas são introduzidas pelas conjun-
ções integrantes se ou que e possuem verbos
conjugados. As orações subordinadas substan-
tivas reduzidas não são introduzidas por conjun-
ções e possuem verbos na formas nominais
(particípio, gerúndio ou infinitivo).
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Língua Portuguesa
Exemplo: É possível que eu fracasse. (oração
desenvolvida)
É possível fracassar. (oração reduzida de infinitivo)
As orações subordinadas substantivas podem ser:
1 - Orações subordinadas substantivas objetivas di-
retas
Exercem a função de objeto direto do verbo da ora-
ção principal.
Exemplo: “O professor observava que os alunos
eram muito dedicados.
2 - Orações subordinadas substantivas objetivas in-
diretas
Exercem a função de objeto indireto do verbo da ora-
ção principal.
Exemplo: A nova máquina necessitava de que os
funcionários supervisionassem mais o trabalho.
3 - Orações subordinadas substantivas predicativas
Exercem a função de predicativo do sujeito da ora-
ção principal.
Exemplo: Meu consolo era que o trabalho estava
no fim.
4 - Orações subordinadas substantivas subjetivas
Exercem a função de sujeito da oração principal.
Exemplo: É difícil que ele venha.
Dicas: O verbo da oração principal sempre esta-
rá na 3ª pessoa do singular quando a oração
subordinada for subjetiva.
5 - Orações subordinadas substantivas completivas
nominais
Exercem a função de complemento nominal da ora-
ção principal.
Exemplo: Sua falha trágica é a dificuldade de ser
maleável em relação à realidade.
6 - Orações subordinadas substantivas apositivas
Exercem a função de aposto de algum nome da ora-
ção principal.
Exemplo: Há nas escolas uma norma: que os alu-
nos são respeitados.
Dicas: A oração apositiva sempre estará pontua-
da, ou entre vírgulas ou depois de dois pontos.
Adjetivas
Podem ser:
1 - Restritivas
Exercem a função de adjunto adnominal da oração
principal, restringem o nome ao qual se referem,
não são separadas por vírgulas.
Exemplo: O trabalho que realizei ontem foi produtivo.
2 - Explicativas
Exercem a função de aposto da oração principal,
explicam o nome ao qual se referem, são sempre
separadas por vírgulas.
Exemplo: O computador, que é um meio rápido de
comunicação, está conquistando todas as famílias.
Dicas: As orações subordinadas adjetivas sem-
pre serão introduzidas por pronomes relativos.
Adverbiais
Orações subordinadas adverbiais:
1 - Causais
Expressam a causa da conseqüência expressa na
oração principal.
Principais conjunções: porque, pois, como (= por-
que), porquanto, já que, uma vez que, visto que etc.
Exemplo: Chegou atrasado ao encontro, porque es-
tava em uma reunião.
2 - Consecutivas
Expressam a conseqüência, o resultado da causa
expressa na oração principal.
Principais conjunções: que (precedido de tal, tanto,
tão ou tamanho), de modo que, de forma que, de
sorte que etc.
Exemplo: A reunião atrasou tanto que ele se atrasou
para o encontro.
3 - Proporcionais
Expressam proporção.
Principais conjunções: à medida que, à proporção
que, ao passo que, quanto mais... mais, quanto
mais... menos etc.
Exemplo: À medida que a reunião avançava, ele se
atrasava para o encontro.
4 - Temporais
Expressam tempo.
Principais conjunções: quando, mal, apenas, logo
que, assim que, antes que, depois que, até que,
desde que, cada vez que, sempre que etc.
Exemplo: Logo que ele chegou, arrumou os trabalhos.
5 - Finais
Expressam finalidade, objetivo.
Principais conjunções: porque (= para que), que (=
para que), para que, a fim de que etc.
Exemplo: Professores, tenham mais argumentos
para pedir aumento salarial.
6 - Condicionais
Expressam condição, obstáculo.
Principais conjunções: se, caso, contanto que, desde
que, salvo se, a menos que, dado que, a não ser
que, sem que etc.
Exemplo: Se ele partir, o projeto será cancelado.
7 - Comparativas
Expressam comparação.
Principais conjunções: como, qual, que, do que, que
(depois de mais, menos, maior, melhor, pior), bem
como, assim como, que nem etc.
Exemplo: Sua família é tão importante quanto seu
trabalho.
8 - Concessivas
Expressam uma concessão.
Principais conjunções: embora, conquanto, ainda
que, mesmo que, posto que, se bem que, por mais
que, apesar de que etc.
Exemplo: Mesmo que trabalhe muito, não será re-
compensada.
9 - Conformativas
Expressa um acordo, uma conformidade.
Principais conjunções: conforme, como (= confor-
me), segundo, consoante etc.
Exemplo: Segundo havíamos combinado, a viagem
será cancelada.
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PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação são sinais gráficos empre-
gados na língua escrita para tentar recuperar recursos
específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo
de silêncio, pausas, etc...
Divisão e emprego dos sinais de pontuação:
1 - PONTO ( . )
a) indicar o final de uma frase declarativa.
Exemplo: Lembro-me muito bem dele.
b) separar períodos entre si.
Exemplo: Fica comigo. Não vá embora.
c) nas abreviaturas
Exemplo: Av.; V. Ex.ª
2 - DOIS-PONTOS ( : )
a) iniciar a fala dos personagens:
Exemplo: Então o padre respondeu:
- Parta agora.
b) antes de apostos ou orações apositivas, enumera-
ções ou seqüência de palavras que explicam, resu-
mem idéias anteriores.
Exemplo: Meus amigos são poucos: Fátima, Rodri-
go e Gilberto.
c) antes de citação
Exemplo: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o
amor não seja eterno posto que é chama, mas que
seja infinito enquanto dure.”
3 - RETICÊNCIAS ( ... )
a) indicar dúvidas ou hesitação do falante.
Exemplo: Sabe...eu queria te dizer que...esquece.
b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente
incompleta
Exemplo: - Alô! João está?
- Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais
tarde...
c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com
a intenção de sugerir prolongamento de idéia.
Exemplo: “Sua tez, alva e pura como um foco de
algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-
rosa...” (Cecília- José de Alencar)
d) indicar supressão de palavra (s) numa frase trans-
crita.
Exemplo: “Quando penso em você (...) menos a feli-
cidade.” (Canteiros- Raimundo Fagner)
4 - PARÊNTESES (())
a) isolar palavras, frases intercaladas de caráter expli-
cativo e datas.
Exemplo: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu
inúmeras perdas humanas.
“Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se como se
fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta
no fim do verão. “ (O milagre das chuvas no nordeste -
Graça Aranha)
Dica: Os parênteses também podem substituir
a vírgula ou o travessão.
5 - PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )
a) Após vocativo
Exemplo: “Parte, Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.
- Humberto de Campos)
b) Após imperativo
Exemplo: Cale-se!
c) Após interjeição
Exemplo: Ufa! Ai!
d) Após palavras ou frases que denotem caráter emo-
cional
Exemplo: Que pena!
6 - PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )
a) Em perguntas diretas
Exemplo: Como você se chama?
b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação
Exemplo: - Quem ganhou na loteria?
- Você.
- Eu?!
7 - VÍRGULA ( , )
É usada para marcar uma pausa do enunciado com a
finalidade de nos indicar que os termos por ela separa-
dos, apesar de participarem da mesma frase ou ora-
ção, não formam uma unidade sintática.
Exemplo: Lúcia, esposa de João, foi a ganhadora única
da Sena.
Dica: Podemos concluir que, quando há uma re-
lação sintática entre termos da oração, não se
pode separá-los por meio de vírgula.
Não se separam por vírgula:
a) predicado de sujeito;
b) objeto de verbo;
c) adjunto adnominal de nome;
d) complemento nominal de nome;
e) predicativo do objeto do objeto;
f) oração principal da subordinada substantiva
(desde que esta não seja apositiva nem apare-
ça na ordem inversa)
A vírgula no interior da oração
É utilizada nas seguintes situações:
a) separar o vocativo.
Exemplo: Maria, traga-me uma xícara de café.
A educação, meus amigos, é fundamental para o
progresso do país.
b) separar alguns apostos.
Exemplo: Valdete, minha antiga empregada, esteve
aqui ontem.
c) separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado.
Exemplo: Chegando de viagem, procurarei por você.
As pessoas, muitas vezes, são falsas.
d) separar elementos de uma enumeração.
Exemplo: Precisa-se de pedreiros, serventes, mes-
tre-de-obras.
e) isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo.
Exemplo: Amanhã, ou melhor, depois de amanhã
podemos nos encontrar para acertar a viagem.
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40 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
f) separar conjunções intercaladas.
Exemplo: Não havia, porém, motivo para tanta raiva.
g) separar o complemento pleonástico antecipado.
Exemplo: A mim, nada me importa.
h) isolar o nome de lugar na indicação de datas.
Exemplo: Belo Horizonte, 26 de janeiro de 2001.
i) separar termos coordenados assindéticos.
Exemplo: “Lua, lua, lua, lua, por um momento meu
canto contigo compactua...” (Caetano Veloso)
j) marcar a omissão de um termo (normalmente o
verbo).
Exemplo: Ela prefere ler jornais e eu, revistas.
(omissão do verbo preferir)
Dica: Termos coordenados ligados pelas conjun-
ções e, ou, nem dispensam o uso da vírgula.
Exemplo: Conversaram sobre futebol, religião e
política.
Não se falavam nem se olhavam./ Ainda não me
decidi se viajarei para Bahia ou Ceará.
Entretanto, se essas conjunções aparecerem re-
petidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso
da vírgula passa a ser obrigatório.
Exemplo: Não fui nem ao velório, nem ao enter-
ro, nem à missa de sétimo dia.
A vírgula entre orações
É utilizada nas seguintes situações:
a) separar as orações subordinadas adjetivas expli-
cativas.
Exemplo: Meu pai, de quem guardo amargas lem-
branças, mora no Rio de Janeiro.
b) separar as orações coordenadas sindéticas e as-
sindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção e ).
Exemplo: Acordei, tomei meu banho, comi algo e
saí para o trabalho. Estudou muito, mas não foi apro-
vado no exame.
Atenção: Há três casos em que se usa a vírgula
antes da conjunção e:
1) quando as orações coordenadas tiverem su-
jeitos diferentes.
Exemplo: Os ricos estão cada vez mais ricos, e
os pobres, cada vez mais pobres.
2) quando a conjunção e vier repetida com a fi-
nalidade de dar ênfase (polissíndeto).
Exemplo: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
3) quando a conjunção e assumir valores distin-
tos que não seja da adição (adversidade, con-
seqüência, por exemplo)
Exemplo: Coitada! Estudou muito, e ainda assim
não foi aprovada.
c) separar orações subordinadas adverbiais (desen-
volvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem
antepostas à oração principal.
Exemplo: “No momento em que o tigre se lançava,
curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apre-
sentou o gancho.”(O selvagem - José de Alencar)
d) separar as orações intercaladas.
Exemplo: “-Senhor, disse o velho, tenho grandes con-
tentamentos em a estar plantando...”
Dica: Essas orações poderão ter suas vírgulas
substituídas por duplo travessão.
Exemplo: “Senhor - disse o velho - tenho gran-
des contentamentos em a estar plantando...”
e) separar as orações substantivas antepostas à
principal.
Exemplo:Quanto custa viver, realmente não sei
O poder da vírgula
Na Inglaterra, certa vez, um oficial foi condenado à
morte. Seu pedido de perdão recebeu a seguinte sen-
tença do rei:
Perdoar impossível, mandar para a forca!
Antes de a mensagem ser enviada ao verdugo, pas-
sou pelas mãos da generosa rainha, que, compadeci-
da da sorte do oficial, tomou de uma caneta e alterando
a posição da vírgula, simplesmente mudou o significa-
do da mensagem:
Perdoar, impossível mandar para forca!
Na antigüidade, um imperador estava indignado com
a população de uma cidade, sem dúvida, por motivos
políticos. O governador, então, passa-lhe um telegrama:
Devo fazer fogo ou poupar a cidade?
A resposta do monarca foi:
Fogo, não poupe a cidade!
O telegrafista, por questões humanitárias ou por-
que qualquer outro motivo, trocou a posição da vírgula.
E a resposta ficou assim:
Fogo não, poupe a cidade!
(Autor desconhecido)
8 - PONTO-E-VÍRGULA ( ; )
a) separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma
petição, de uma seqüência, etc.
Exemplo: Art. 127 – São penalidades disciplinares:
I - advertência;
II - suspensão;
III - demissão;
IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V - destituição de cargo em comissão;
VI - destituição de função comissionada. (cap. V das
penalidades Direito Administrativo)
b) separar orações coordenadas muito extensas ou
orações coordenadas nas quais já tenham tido uti-
lizado a vírgula.
Exemplo: “O rosto de tez amarelenta e feições inex-
pressivas, numa quietude apática, era pronunciada-
mente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da
vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde
moço se foi transformando em opressora asma car-
díaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...)
“ (O visconde de Inhomerim - Visconde de Taunay)
9- TRAVESSÃO ( - )
a) dar início à fala de um personagem
Exemplo: O filho perguntou:
– Pai, quando começarão as aulas?
b) indicar mudança do interlocutor nos diálogos
– Doutor, o que tenho é grave?
– Não se preocupe, é uma simples infecção. É só
tomar um antibiótico e estará bom.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 41
c) unir grupos de palavras que indicam itinerário
Exemplo: A rodovia Belém-Brasília está em péssimo
estado.
Dica: Também pode ser usado em substituição
à virgula em expressões ou frases explicativas
Exemplo: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será
mãe.
10- ASPAS ( “” )
a) isolar palavras ou expressões que fogem à norma
culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, ne-
ologismos, arcaísmos e expressões populares.
Exemplo: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do
seu admirador.
A festa na casa de Lúcio estava “chocante”.
Conversando com meu superior, dei a ele um “fee-
dback” do serviço a mim requerido.
b) indicar uma citação textual
Exemplo: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às
pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz
e refiz a mala”. (O prazer de viajar - Eça de Queirós)
Dica: Se, dentro de um trecho já destacado por
aspas, se fizer necessário a utilização de novas
aspas, estas serão simples. ( ‘ )
Perceba através do texto abaixo, como se faz impor-
tante o uso da pontuação adequada.
Um homem rico estava muito mal.
Pediu papel e pena.
Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho
jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos
pobres.
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele
a fortuna? Eram quatro concorrentes:
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação: “Deixo meus
bens à minha irmã?
Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do
padeiro. Nada dou aos pobres.”
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
“Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobri-
nho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada
dou aos pobres.”
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa
pra sardinha dele:
“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho?
Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou
aos pobres.”
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um de-
les, sabido, fez esta interpretação:
“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobri-
nho? Jamais! Será paga a conta do padeiro?
Nada! Dou aos pobres.”
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42 Degrau Cultural
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CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
É o mecanismo pelo qual as palavras alteram sua
terminação para se adequarem harmonicamente na
frase.
A concordância pode ser feita de três formas:
1 - Lógica ou gramatical – é a mais comum no portu-
guês e consiste em adequar o determinante (acom-
panhante) à forma gramatical do determinado (acom-
panhado) a que se refere.
Exemplo: A maioria dos professores faltou.
O verbo (faltou) concordou com o núcleo do sujeito
(maioria)
Exemplo: Escolheram a hora adequada.
O adjetivo (adequada) e o artigo (a) concordaram com o
substantivo (hora).
2 - Atrativa – é a adequação do determinante:
a) a apenas um dos vários elementos determinados,
escolhendo-se aquele que está mais próximo:
Escolheram a hora e o local adequado.
O adjetivo (adequado) está concordando com o subs-
tantivo mais próximo (local)
b) a uma parte do termo determinado que não consti-
tui gramaticalmente seu núcleo:
A maioria dos professores faltaram.
O verbo (faltaram) concordou com o substantivo (pro-
fessores) que não é o núcleo do sujeito.
c) a outro termo da oração que não é o determinado:
Tudo são flores.
O verbo (são) concorda com o predicativo do sujeito
(flores).
3 - Ideológica ou silepse – consiste em adequar o vo-
cábulo determinante ao sentido do vocábulo determi-
nado e não à forma como se apresenta:
O povo, extasiado com sua fala, aplaudiram.
O verbo (aplaudiram) concorda com a idéia da palavra
povo (plural) e não com sua forma (singular).
Existem dois tipos de concordância:
Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com
o seu sujeito.
Exemplo: Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de
ser./ Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.
Casos de concordância verbal:
1) SUJEITO SIMPLES
Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do sujeito
em número e pessoa.
Exemplo: Nós vamos ao cinema.
O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para
concordar com o sujeito (nós).
Casos especiais:
a) O sujeito é um coletivo-o verbo fica no singular.
Exemplo: A multidão gritou pelo rádio.
Atenção: Se o coletivo vier especificado, o verbo
pode ficar no singular ou ir para o plural.
Exemplo: A multidão de fãs gritou. / A multidão de
fãs gritaram.
b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria,
etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.
Exemplo: A maioria dos alunos foi à excursão./ A mai-
oria dos alunos foram à excursão.
c) O sujeito é um pronome de tratamento – o verbo
fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).
Exemplo: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Alte-
zas pediram silêncio.
d) O sujeito é o pronome relativo que – o verbo con-
corda com o antecedente do pronome.
Exemplo: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós
que derramamos o café.
e) O sujeito é o pronome relativo quem – o verbo pode
ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o
antecedente do pronome.
Exemplo: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem
derramei o café.
f) O sujeito é formado pelas expressões – alguns
de nós, poucos de vós, quais de ..., quantos de ...,
etc.- o verbo poderá concordar com o pronome in-
terrogativo ou indefinido ou com o pronome pesso-
al (nós ou vós).
Exemplo: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós
me punireis?
Dicas: Com os pronomes interrogativos ou in-
definidos no singular o verbo concorda com eles
em pessoa e número.
Ex.: Qual de vós me punirá.
g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem
no plural – se o sujeito não vier precedido de artigo,
o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado
de artigo, o verbo concordará com o artigo.
Exemplo: Estados Unidos é uma nação poderosa./
Os Estados Unidos são a maior potência mundial.
h) O sujeito é formado pelas expressões mais de um,
menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda
com o numeral.
Exemplo: Mais de um aluno não compareceu à aula./
Mais de cinco alunos não compareceram à aula.
i) O sujeito é constituído pelas expressões a maio-
ria, a maior parte, grande parte, etc. – o verbo po-
derá ser usado no singular ( concordância lógica)
ou no plural (concordância atrativa).
Exemplo: A maioria dos candidatos desistiu./ A mai-
oria dos candidatos desistiram.
j) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido
coletivo) – o verbo poderá ser usado no singular ou
plural se este vier afastado do substantivo.
Exemplo: A gente da cidade, temendo a violência da
rua, permanece em casa./ A gente da cidade, temen-
do a violência da rua, permanecem em casa.
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Degrau Cultural 43
2) SUJEITO COMPOSTO
Regra geral: o verbo vai para o plural.
Exemplo: João e Maria foram passear no bosque.
Casos especiais:
a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas
gramaticais diferentes – o verbo ficará no plural se-
guindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.
Exemplo: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tor-
naremos (1ª pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem priori-
dade sob a 3ª.
Exemplo: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tor-
nareis ( 2ª pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem priori-
dade sob a 3ª.
Atenção: No caso acima, também é comum a
concordância do verbo com a terceira pessoa.
Exemplo: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pes-
soa do plural)
Se o sujeito estiver posposto, permite-se tam-
bém a concordância por atração com o núcleo
mais próximo do verbo.
Exemplo: Irei eu e minhas amigas.
b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assin-
deticamente ou ligados por e – o verbo concordará
com os dois núcleos.
Exemplo: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.
Atenção: Se o sujeito estiver posposto, permite-
se a concordância por atração com o núcleo mais
próximo do verbo.
Exemplo: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.
c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e
estão no singular – o verbo poderá ficar no plural
(concordância lógica) ou no singular (concordância
atrativa).
Exemplo: A angústia e ansiedade não o ajudavam a
se concentrar./ A angústia e ansiedade não o ajuda-
va a se concentrar.
d) Quando há gradação entre os núcleos – o verbo
pode concordar com todos os núcleos (lógica) ou
apenas com o núcleo mais próximo.
Exemplo: Uma palavra, um gesto, um olhar basta-
vam./ Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.
e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada,
tudo, ninguém... – o verbo concorda com o aposto
resumidor.
Exemplo: Os pedidos, as súplicas, o desespero,
nada o comoveu.
f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões
um e outro, nem um nem outro... – o verbo poderá
ficar no singular ou no plural.
Exemplo: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram.
g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados
por ou – o verbo irá para o singular quando a idéia
for de exclusão e plural quando for de inclusão.
Exemplo: Pedro ou Antônio ganhará o amor de
Maria. (exclusão)
A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas
ao homem. (adição, inclusão)
h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séri-
es correlativas (tanto...como/ assim...como/ não
só...mas também, etc.) – o mais comum é o verbo ir
para o plural, embora o singular seja aceitável se
os núcleos estiverem no singular.
Exemplo: Tanto Erundina quanto Collor perderam
as eleições municipais em São Paulo./ Tanto Erun-
dina quanto Collor perdeu as eleições municipais
em São Paulo.
Outros casos:
1) Partícula SE:
a) Partícula apassivadora: o verbo (transitivo direto)
concordará com o sujeito passivo.
Exemplo: Vende-se carro./ Vendem-se carros.
b) Índice de indeterminação do sujeito: o verbo (transi-
tivo indireto) ficará obrigatoriamente no singular.
Exemplo: Precisa-se de secretárias.
Confia-se em pessoas honestas.
2) Verbos impessoais
São aqueles que não possuem sujeito, ficarão sem-
pre na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Havia sérios problemas na cidade.
Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
Deve haver sérios problemas na cidade.
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.
Dicas: Os verbos auxiliares (deve, vai) acompa-
nham os verbos principais.
O verbo existir não é impessoal. Veja:
Existem sérios problemas na cidade.
Devem existir sérios problemas na cidade
3) Verbos dar, bater e soar
Quando usados na indicação de horas, têm sujeito
(relógio, hora, horas, badaladas...) e com ele de-
vem concordar.
Exemplo: O relógio deu duas horas.
Deram duas horas no relógio da estação.
Deu uma hora no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola.
4) Sujeito oracional
Quando o sujeito é uma oração subordinada, o ver-
bo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Ainda falta/ dar os últimos retoques na
pintura.
5) Concordância com o infinitivo
a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:
• Não se flexiona o infinitivo se o sujeito for represen-
tado por pronome pessoal oblíquo átono.
Exemplo: Esperei-as chegar.
• É facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for
representado por pronome átono e se o verbo da
oração determinada pelo infinitivo for causativo
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44 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
(mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir
e sinônimos).
Exemplo: Mandei sair os alunos./Mandei saírem os
alunos.
• Flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujei-
to for diferente de pronome átono e determinante de
verbo não causativo nem sensitivo.
Exemplo: Esperei saírem todos.
b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto
• Não se flexiona o infinitivo precedido de preposição
com valor de gerúndio.
Exemplo: Passamos horas a comentar o filme. (co-
mentando)
• É facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito
for idêntico ao da oração principal.
Exemplo: Antes de (tu)responder, (tu) lerás o texto./
Antes de (tu)responderes, (tu) lerás o texto.
• É facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito
diferente do sujeito da oração principal e está indi-
cado por algum termo do contexto.
Exemplo: Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos
deu o direito de contestarmos.
• É obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujei-
to diferente do sujeito da oração principal e não está
indicado por nenhum termo no contexto.
Exemplo: Não sei como saiu sem notarem o fato.
c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução
verbal
• Não se flexiona o infinitivo sendo este o verbo princi-
pal da locução verbal quando devida à ordem dos
termos da oração sua ligação com o verbo auxiliar
for nítida.
Exemplo: Acabamos de fazer os exercícios.
• É facultativa a flexão do infinitivo sendo este o verbo
principal da locução verbal, quando o verbo auxiliar
estiver afastado ou oculto.
Exemplo: Não devemos, depois de tantas provas
de honestidade, duvidar e reclamar dela./
• Não devemos, depois de tantas provas de honesti-
dade, duvidarmos e reclamarmos dela.
6) Concordância com o verbo ser:
a) Quando, em predicados nominais, o sujeito for re-
presentado por um dos pronomes TUDO, NADA,
ISTO, ISSO, AQUILO: o verbo ser ou parecer concor-
darão com o predicativo.
Exemplo: Tudo são flores./Aquilo parecem ilusões.
Dicas: Poderá ser feita a concordância com o
sujeito quando se quer enfatizá-lo.
Exemplo: Aquilo é sonhos vãos.
b) O verbo ser concordará com o predicativo quando o
sujeito for os pronomes interrogativos QUE ou QUEM.
Exemplo: Que são gametas?/ Quem foram os esco-
lhidos?
c) Em indicações de horas, datas, tempo, distância: a
concordância será com a expressão numérica
Exemplo: São nove horas./ É uma hora.
Dicas: Em indicações de datas, são aceitas
as duas concordâncias pois se subentende a
palavra dia.
Exemplo: Hoje são 24 de outubro./ Hoje é (dia)
24 de outubro.
d) Quando o sujeito ou predicativo da oração for pro-
nome pessoal, a concordância se dará com o pro-
nome.
Exemplo: Aqui o presidente sou eu.
Dicas: Se os dois termos (sujeito e predicativo)
forem pronomes, a concordância será com o
que aparece primeiro, considerando o sujeito
da oração.
Exemplo: Eu não sou tu
e) Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se
fará com o predicativo.
Exemplo: O menino era as esperanças da família.
f) Nas locuções é pouco, é muito, é mais de, é menos
de junto a especificações de preço, peso, quantida-
de, distância e etc, o verbo fica sempre no singular.
Exemplo: Cento e cinqüenta é pouco./ Cem metros
é muito.
g) Nas expressões do tipo ser preciso, ser necessá-
rio, ser bom o verbo e o adjetivo podem ficar invari-
áveis, (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo
no masculino singular) ou concordar com o sujeito
posposto.
Exemplo: É necessário aqueles materiais./ São ne-
cessários aqueles materiais.
h) Na expressão é que, usada como expletivo, se o
sujeito da oração não aparecer entre o verbo ser e o
que, ficará invariável.Se aparecer, o verbo concorda-
rá com o sujeito.
Exemplo: Eles é que sempre chegam atrasados./
São eles que sempre chegam atrasados.
Concordância nominal
Regra geral: o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome
adjetivo concordam com o substantivo a que se refe-
rem em gênero e número.
Exemplo: Dois pequenos goles de vinho e um calçado
certo deixam qualquer mulher irresistivelmente alta.
Concordâncias especiais:
Ocorrem quando algumas palavras variam sua classe
gramatical, ora se comportando como um adjetivo (va-
riável) ora como um advérbio (invariável).
Mais de um vocábulo determinado
1. Pode ser feita a concordância gramatical ou a
atrativa.
Exemplo: Comprei um sapato e um vestido pretos.
(gramatical, o adjetivo concorda com os dois subs-
tantivos)
Comprei um sapato e um vestido preto. (atrativa, ape-
sar do adjetivo se referir aos dois substantivos ele
concordará apenas com o núcleo mais próximo)
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 45
Um só vocábulo determinado
1 - Um substantivo acompanhado (determinado) por
mais de um adjetivo: os adjetivos concordam com o
substantivo
Exemplo: Seus lábios eram doces e macios.
2 - Bastante, bastantes
Quando adjetivo, será variável e quando advérbio,
será invariável
Exemplo: Há bastantes motivos para sua ausência.
(bastantes será adjetivo de motivos)
Os alunos falam bastante. (bastante será advérbio
de intensidade referindo-se ao verbo)
3 - Anexo, incluso, obrigado, mesmo, próprio
São adjetivos que devem concordar com o substan-
tivo a que se referem.
Exemplo: A fotografia vai anexa ao curriculum.
Os documentos irão anexos ao relatório.
Dica: Quando precedido da preposição em, fica
invariável.
Exemplo: A fotografia vai em anexo.
Envio-lhes, inclusas, as certidões./ Incluso segue o
documento.
A professora disse: muito obrigada./ O professor dis-
se: muito obrigado.
Ele mesmo fará o trabalho./ Ela mesma fará o
trabalho.
Dica: Mesmo pode ser advérbio quando signifi-
ca realmente, de fato. Será portanto invariável.
Exemplo: Maria viajará mesmo para os EUA.
Ele próprio fará o pedido ao diretor./ Ela própria
fará o pedido ao diretor.
4 - Muito, pouco, caro, barato, longe, meio, sério, alto
São palavras que variam seu comportamento funci-
onando ora como advérbios (sendo assim invariá-
veis) ora como adjetivos (variáveis).
Exemplo: Os homens eram altos./ Os homens fala-
vam alto.
Poucas pessoas acreditavam nele./ Eu ganho pou-
co pelo meu trabalho.
Os sapatos custam caro./ Os sapatos estão caros.
A água é barata./ A água custa barato.
Viajaram por longes terras./ Eles vivem longe.
Eles são homens sérios./ Eles falavam sério.
Muitos homens morreram na guerra./ João fala muito.
Ele não usa meias palavras./ Estou meio gorda.
5 - É bom, é necessário, é proibido
Só variam se o sujeito vier precedido de artigo ou
outro determinante.
Exemplo: É proibido entrada de estranhos./ É proi-
bida a entrada de estranhos.
É necessário chegar cedo./ É necessária sua chegada.
6 - Menos, alerta, pseudo
São sempre invariáveis.
Exemplo: Havia menos professores na reunião./
Havia menos professoras na reunião.
O aluno ficou alerta./ Os alunos ficaram alerta.
Era um pseudomédico./ Era uma pseudomédica.
7 - Só, sós
Quando adjetivos, serão variáveis, quando advérbi-
os serão invariáveis.
Exemplo: A criança ficou só./ As crianças ficaram sós.
(adjetivo)
Depois da briga, só restaram copos e garrafas que-
brados. (advérbio)
Dicas: Alocução adverbial a sós é invariável.
Exemplo: Preciso falar a sós com ele.
8 - Concordância dos particípios
Os particípios concordarão com o substantivo a que
se referem.
Exemplo: Os livros foram comprados a prazo./ As
mercadorias foram compradas a prazo.
Dicas: Se o particípio pertencer a um tempo com-
posto será invariável.
Exemplo: O juiz tinha iniciado o jogo de vôlei./ A juíza
tinha iniciado o jogo de vôlei.
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46 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
Regência verbal
É a parte da Gramática Normativa que estuda a re-
lação entre dois termos, verificando se um termo serve
de complemento a outro. A palavra ou oração que go-
verna ou rege as outras se chama regente ou subordi-
nante; os termos ou oração que dela dependem são os
regidos ou subordinados.
Exemplo: Aspiro o perfume da flor. (cheirar)/ Aspiro a
uma vida melhor. (desejar)
1 - Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a
e não pela preposição em.
Exemplo: Vou ao dentista./ Cheguei a Belo Horizonte.
2 - Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela
preposição em.
Exemplo: Ele mora em São Paulo./ Maria reside em
Santa Catarina.
3 - Namorar – não se usa com preposição.
Exemplo: Joana namora Antônio.
4 - Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a.
Exemplo: As crianças obedecem aos pais./ O aluno
desobedeceu ao professor.
5 - Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.
Exemplo: Simpatizo com Lúcio./ Antipatizo com meu
professor de História.
Dicas: Estes verbos não são pronominais, por-
tanto, são considerados construções erradas
quando aparecem acompanhados de pronome
oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio./ Antipatizo-me
com meu professor de História.
6 - Preferir – este verbo exige dois complementos sen-
do que um usa-se sem preposição e o outro com a
preposição a.
Exemplo: Prefiro dançar a fazer ginástica.
Dicas: Segundo a linguagem formal, é errado
usar este verbo reforçado pelas expressões ou
palavras: antes, mais, muito mais, mil vezes
mais, etc.
Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.
Verbos que apresentam mais de uma regência
1 - Aspirar
a) no sentido de cheirar, sorver: usa-se sem preposição.
Exemplo: Aspirou o ar puro da manhã.
b) no sentido de almejar, pretender: exige a prepo-
sição a.
Exemplo: Esta era a vida a que aspirava.
2 - Assistir
a) no sentido de prestar assistência, ajudar, socorrer:
usa-se sem preposição.
Exemplo: O técnico assistia os jogadores novatos.
b) no sentido de ver, presenciar: exige a preposição a.
Exemplo: Não assistimos ao show.
c) no sentido de caber, pertencer: exige a preposição a.
Exemplo: Assiste ao homem tal direito.
d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a
preposição em.
Exemplo: Assistiu em Maceió por muito tempo.
3 - Esquecer/lembrar
a) Quando não forem pronominais: são usados sem
preposição.
Exemplo: Esqueci o nome dela.
b) Quando forem pronominais: são regidos pela pre-
posição de.
Exemplo: Lembrei-me do nome de todos.
4 - Visar
a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição.
Exemplo: Disparou o tiro visando o alvo.
b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.
Exemplo: Visaram os documentos.
c) no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela
preposição a.
Exemplo: Viso a uma situação melhor.
5 - Querer
a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição.
Exemplo: Quero viajar hoje.
b) no sentido de estimar, ter afeto: usa-se com a pre-
posição a.
Exemplo: Quero muito aos meus amigos.
6 - Proceder
a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem prepo-
sição.
Exemplo: Suas queixas não procedem.
b) no sentido de originar-se, vir de algum lugar: exige a
preposição de.
Exemplo: Muitos males da humanidade procedem
da falta de respeito ao próximo.
c) no sentido de dar início, executar: usa-se a prepo-
sição a.
Exemplo: Os detetives procederam a uma investi-
gação criteriosa.
7 - Pagar/ perdoar
a) se tem por complemento palavra que denote coisa:
não exigem preposição.
Exemplo: Ela pagou a conta do restaurante.
b) se tem por complemento palavra que denote pes-
soa: são regidos pela preposição a.
Exemplo: Perdoou a todos.
8 - Informar
No sentido de comunicar, avisar, dar informação:
admite duas construções:
1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido
pelas preposições de ou sobre).
Exemplo: Informou todos do ocorrido.
2) objeto indireto de pessoa (regido pela preposição
a) e direto de coisa.
Exemplo: Informou a todos o ocorrido.
9 - Implicar
a) no sentido de causar, acarretar: usa-se sem prepo-
sição.
Exemplo: Esta decisão implicará sérias conse-
qüênci as.
b) no sentido de envolver, comprometer: usa-se com
dois complementos, um direto e um indireto com a
preposição em.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 47
Exemplo: Implicou o negociante no crime.
c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição
com.
Exemplo: Implica com ela todo o tempo.
10 - Custar
a) no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela
preposição a.
Exemplo: Custou ao aluno entender o problema.
b) no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de:
usa-se sem preposição.
Exemplo: O carro custou-me todas as economias.
c) no sentido de ter valor de, ter o preço: usa-se sem
preposição.
Exemplo: Imóveis custam caro.
Regência nominal
Alguns nomes também exigem complementos preposicionados. Conheça alguns:
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48 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Ramo da lingüística que se ocupa do estudo da sig-
nificação como parte dos sistemas das línguas natu-
rais; num sistema lingüístico, o componente do senti-
do das palavras e da interpretação das sentenças e
dos enunciados. (Dicionário Houaiss)
Vocabulário
Uma das estratégias importantes para compreen-
der bem um texto está ligada ao conhecimento e reco-
nhecimento do vocabulário. Sem conhecer o significa-
do das palavras, fica difícil entender o que está sendo
dito. Todo leitor deve preocupar-se em melhorar cons-
tantemente sua capacidade de identificar palavras-cha-
ves e palavras-incidentais. As palavras-chaves podem
impedir a compreensão do sentido geral do texto, com-
prometendo a interpretação. Já as palavras-incidentais
são as de complementação periférica do texto, tornam
a percepção mais aguda e profunda, mas não chegam
a comprometer o resultado geral da leitura. Nos dois
casos, é necessário atentar para as pistas contextuais.
Paráfrase
É a reescritura de um texto sem alteração de senti-
do. É uma reafirmação em palavras diferentes da idéia
central de uma passagem. Na paráfrase, recontamos
o texto com as próprias palavras. Em geral, a paráfrase
se aproxima do original em extensão.
O autor da paráfrase deve demonstrar que entendeu
claramente a idéia do texto. Além disso, são exigências
de uma boa paráfrase:
• Utilizar a mesma ordem de idéias que aparece no
texto original.
• Não omitir nenhuma informação essencial.
• Não fazer qualquer comentário acerca do que se diz
no texto original.
· Utilizar construções que não sejam uma simples
repetição daquelas que estão no original e, sempre
que possível, um vocabulário também diferente.
Exemplo:
TEXTO I
Índia
Índia, seus cabelos nos ombros caídos,
Negros como a noite que não tem luar;
Seus lábios de rosa para mim sorrindo
E a doce meiguice desse seu olhar
Índia da pele morena,
Sua boca pequena
Eu quero beijar.
Índia, sangue tupi,
Tem o cheiro da flor
Vem, que eu quero lhe dar
Todo meu grande amor.
Quando eu for embora para bem distante,
E chegar a hora de dizer-lhe adeus,
Fica nos meus braços só mais um instante,
Deixa os meus lábios se unirem aos seus.
Índia, levarei saudade
Da felicidade
Que você me deu.
Índia, a sua imagem,
Sempre comigo vai;
Dentro do meu coração,
flor do meu Paraguai!
(J. A. Flores, M. O. Guerrero e J. Fortuna. Sucessos
inesquecíveis de Cascatinha e Inhana. Phonodisc, 1987.)
TEXTO II
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no
horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os
cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais
longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem
a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfu-
mado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem
corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua
guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e
nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que
vestia a terra com as primeiras águas.
Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro
da floresta. [...]
Rumor suspeito quebra a harmonia da sesta. Er-
gue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua
vista perturba-se.
Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro
estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da
floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam
o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Igno-
tas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.
(Alencar. J. Iracema. São Paulo: Moderna, 1984. p. 11-2.)
O texto 1 (Índia) é uma paráfrase do texto 2, de José
de Alencar, produzido anteriormente àquele (no século
XIX), uma vez que repete a história de amor de uma
índia meiga, bela e pura, comparando suas caracterís-
ticas físicas aos elementos da natureza. A diferença está
na linguagem empregada — menos elaborada, na can-
ção — e no foco narrativo (1ª e 3ª pessoas, respectiva-
mente). Mantém-se, além da veneração pela mulher
indígena, o amor poético daquele que vem de fora e lhe
rouba o coração, partindo em seguida.
http://www.portrasdasletras.com.br
Alguns recursos utilizados na paráfrase
⇒ Substituição de locuções por palavras e vice-versa
Exemplo: Os animais não entendem o comportamento
do homem.
Os animais não entendem o comportamento humano.
⇒ Substituição de discurso
Exemplo: Os alunos disseram ao professor: - Seja bem
vindo! (discurso direto)
Os alunos disseram ao professor que fosse bem vin-
do. (discurso indireto)
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 49
⇒ Substituição de termo verbal por termo nominal, e
vice-versa
Exemplo: É preciso que você volte.
É preciso a sua volta.
⇒ Emprego de sinônimos
Exemplo: Todos confiavam no professor.
Todos confiavam no educador.
⇒ Utilização de termos anafóricos
Exemplo: O Brasil e os EUA sofrem muito com a imi-
gração.
Este mais do que aquele.
⇒ Mudança de voz verbal
Exemplo: O presidente resolveu o problema econômi-
co do Brasil.
O problema econômico do Brasil foi resolvido pelo pre-
sidente.
⇒ Mudança de ordem dos termos do período
Exemplo: Ela estudava muito ontem.
Ontem ela estudava muito.
⇒ Troca de palavras por expressões perifrásicas e vice-
versa
Exemplo: Estive no zoológico e vi o rei dos animais.
Rei dos animais = leão
A seguir, veremos situações importantes sobre a
significação de palavras e expressões, que podem in-
fluenciar, direta ou indiretamente, na interpretação de
um texto. As palavras podem associar-se de várias
maneiras.
I) Associação de significados
Palavras que se relacionam pelo mesmo sentido,
aproximam seu sentido numa dada situação.
Exemplos:
⇒ perna, braço, cabeça, nariz – membros do corpo;
⇒ Azul, verde, amarelo, preto, branco – cores;
⇒ Martelo, prego, alicate, enxada – ferramentas;
⇒ Batata, cebola, abóbora, aipim – vegetais.
II) Mesmo significado (Polissemia)
É a capacidade que as palavras têm de assumir
significados variados de acordo com o contexto.
Exemplos: Ela anda muito. Maria anda doente. Aquele
senhor só anda de avião. Meu relógio não anda mais.
III) Sinônimos
São aqueles em que duas ou mais palavras têm o
mesmo significado em determinado contexto.
Exemplos:
⇒ casa, moradia, lar, abrigo
⇒ residência, sobrado, apartamento, cabana
Todas essas palavras representam a mesma idéia:
lugar onde se mora. Logo, trata-se de uma família de
idéias.
Observe outros exemplos:
⇒ revista, jornal, biblioteca, livro
⇒ casaco, paletó, roupa, blusa, camisa, jaqueta
⇒ serra, rio, montanha, lago, ilha, riacho, planalto
⇒ telefonista, motorista, costureira, escriturário, pro-
fessor
O seu lar é muito bonito.
A sua moradia está muito bem localizada.
IV) Antônimos
É o emprego de palavras de sentidos contrários,
opostos.
Exemplos:
⇒ É um rapaz corajoso.
⇒ É um rapaz medroso.
VI) Homônimos
São quando duas ou mais palavras possuem a
mesma escrita, ou a mesma pronúncia, ou a mesma
escrita e mesma pronúncia ao mesmo tempo.
As homônimas podem ser:
• Homógrafas heterofônicas (ou homógrafas) - são
as palavras iguais na escrita e diferentes na pro-
núncia.
Exemplos:
⇒ gosto (substantivo) - gosto (1ª pess.sing. pres. ind.
- verbo gostar)
⇒ conserto (substantivo) - conserto (1ª pess.sing. pres.
ind. - verbo consertar)
• Homófonas heterográficas (ou homófonas) - são as
palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
Exemplos:
⇒ cela (substantivo) - sela (verbo)
⇒ cessão (substantivo) - sessão (substantivo)
⇒ cerrar (verbo) - serrar (verbo)
• Homófonas homográficas (ou homônimos perfeitos)
- são as palavras iguais na pronúncia e na escrita.
Exemplos:
⇒ cura (verbo) - cura (substantivo)
⇒ verão (verbo) - verão (substantivo)
⇒ cedo (verbo) - cedo (advérbio)
Palavras homógrafas: mesma grafia, mas com signifi-
cações diferentes.
A relação abaixo mostra palavras escritas de forma
idêntica, mas possuem a sílaba tônica em posição di-
ferente (proparoxítonas e paroxítonas):
crédito (substantivo)- credito (verbo)
crítica (substantivo) - critica (verbo)
cópia (substantivo) - copia (verbo)
filósofo (substantivo) - filosofo (verbo)
VII)Parônimos
É a relação que se estabelece entre duas ou mais
palavras que possuem significados diferentes, mas
são muito parecidas na pronúncia e na escrita.
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50 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Exemplos:
⇒ descrição (ato de descrever), discrição (ser discreto);
⇒ docente (professor), discente (aluno).
Algumas palavras homônimas e
parônimas mais usadas:
Polissemia
É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados.
Exemplos:
⇒ Ele ocupa um alto posto na empresa.
⇒ Abasteci meu carro no posto da esquina.
⇒ Os convites eram de graça.
⇒ Os fiéis agradecem a graça recebida.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 51
REDAÇÃO OFICIAL
Correspondência
Correspondência é qualquer forma de comunica-
ção escrita entre duas pessoas ou entidades. Isso inclui
um simples bilhete informal, despreocupado e íntimo,
até o ofício com suas formalidades e seu tom grave.
São inúmeros os tipos de correspondência, mas
podemos citar três como os mais importantes: oficial,
comercial e particular.
Nos concursos públicos, temos questões referen-
tes à correspondência oficial. Por isso trataremos dela
nesta apostila.
Correspondência Oficial
Muito freqüente entre órgãos públicos e entre pes-
soas ou empresas e órgãos públicos, a correspondên-
cia oficial tem um aspecto para o qual poucos atentam:
ela inclui textos que têm caráter documental e jurídico
mesmo que tramitem apenas entre pessoas. É o caso
da declaração, da ata, do atestado, do parecer etc.
Existem as mais variadas divisões sobre os tipos
de correspondência oficial, que podem ser vistas em
vários livros que tratam do assunto. A divisão mais didá-
tica e completa foi dada pelo Prof. Cauby de Souza em
Normas sobre Correspondência, Comunicação e
Atos Oficiais (MEC-1972):
• abaixo-assinado
• acórdão
• alvará
• ato
• auto
• boletim
• certificado
• citação
• comunicação: apostila, ata, aviso, certidão, circu-
lar, contrato, convênio, curriculum-vitae, declaração,
decreto, edital, ementa, exposição de motivos, informa-
ção, instrução, lei, memorando, mensagem, ofício, or-
dem de serviço ou instrução, parecer, petição, portaria,
regulamento, relatório, requerimento, resolução, tele-
grama, telex, voto.
• consulta
• convenção
• decisão
• diploma
• ementa
• estatuto
• fórmula
• guia
• indicação
• manifesto
• memorial
• moção
• norma
• notificação
• procuração
• proposição
• protocolo
• provisão
• recomendação
• registro
• requisição
• termo
O que é o
Manual de Redação da Presidência da República
Em 1991, criou-se uma comissão para simplifi-
car, uniformizar e atualizar as normas da redação dos
atos e comunicações oficiais, pois eram utilizados os
mesmos critérios desde de 1937. A obra, denominada
Manual de Redação da Presidência da República, divi-
diu-se em duas partes: a primeira trata das comunica-
ções oficiais, a segunda cuida dos atos normativos no
âmbito Executivo. Os responsáveis pelas duas partes
foram, respectivamente, o diplomata Nestor Forster Jr.
e o, então, Ministro Gilmar Mendes.
Em 2002, uma revisão adequou o manual aos avan-
ços da informática.
Esta apostila é uma síntese dos fatos mais im-
portantes desse manual. É nessa obra revista que se
baseiam os comentários aqui feitos.
Caso o leitor se interesse pelo texto na íntegra,
deve acessar o site www.presidenciadarepublica.gov.br.
Redação Oficial
Impessoalidade, uso de padrão culto da linguagem,
clareza, concisão, formalidade e uniformidade, essas são
as características de toda redação oficial. Elas estão no
Artigo 37 da Constituição “A administração pública direta,
indireta, ou fundacional, de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalida-
de, moralidade, publicidade e eficiência (...)”.
É inconcebível que uma comunicação oficial não
possa ser entendida por qualquer cidadão, assim sen-
do a publicidade citada na Constituição implica neces-
sariamente clareza e concisão.
Outro aspecto importante é a interpretação do tex-
to oficial. Ela deve ser sempre impessoal e uniforme,
para que possa ser única; isso pressupõe o uso de
certo nível de linguagem: o padrão culto.
A uniformidade da redação oficial é imprescindí-
vel, pois há sempre um único emissor (o Serviço Públi-
co) e dois possíveis receptores (o próprio Serviço Pú-
blico ou os cidadãos).
Isso não quer dizer que a redação oficial deva ser
árida e infensa à evolução da língua. A sua finalidade
básica – comunicar com impessoalidade e máxima
clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz
da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do
texto jornalístico, da correspondência particular etc.
Características da Redação Oficial
Impessoalidade
A comunicação se efetiva pela presença de três
pessoas:
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52 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
a) alguém que comunique – emissor;
b) algo a ser comunicado – mensagem;
c) alguém que receba essa comunicação – receptor.
Na redação oficial, o emissor é sempre o Serviço
Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Departa-
mento, Divisão, Serviço, Seção).
A mensagem é sempre algum assunto relativo às
atribuições do órgão que comunica.
O receptor dessa comunicação ou é o público, o
conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Exe-
cutivo, do Legislativo ou do Judiciário.
A impessoalidade que deve ser característica da
redação oficial decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem
comunica: obtém-se, assim, uma desejável padroniza-
ção, que permite que comunicações elaboradas em
diferentes setores da Administração guardem entre si
certa uniformidade;
b) da impessoalidade de quem recebe a comuni-
cação: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre con-
cebido como público, ou a outro órgão público – em um
e outro casos temos um destinatário concebido de for-
ma homogênea e impessoal;
c) do caráter impessoal do próprio assunto trata-
do: o tema das comunicações oficiais se restringe a
questões que dizem respeito ao interesse público.
Na redação oficial não há lugar para impressões
pessoais, ela deve ser isenta da interferência da indivi-
dualidade de quem a elabora.
Linguagem das Comunicações Oficiais
Deve empregar linguagem padrão nos expedientes
oficiais, cuja finalidade primeira é a de informar com cla-
reza e objetividade. Os atos oficiais ou estabelecem re-
gras para a conduta dos cidadãos ou regulam o funciona-
mento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em
sua elaboração for empregada a linguagem adequada.
As gírias, os regionalismos vocabulares, os jar-
gões técnicos, ou qualquer outro tipo de linguagem de
um grupo específico são proibidos, pois as comunica-
ções que partem dos órgãos públicos devem ser com-
preendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Não
há dúvida de que qualquer texto que apresente tais lin-
guagens terá sua compreensão dificultada.
A língua escrita compreende diferentes níveis, de
acordo com o uso que dela se faça. Não podemos nos
esquecer de que o texto oficial deve ser claro e objetivo
e por seu caráter impessoal, por sua finalidade de in-
formar com o máximo de clareza e concisão, ele requer
o uso do padrão culto da língua.
O padrão culto é aquele em que:
a) se observam as regras da gramática formal;
b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto
dos usuários do idioma.
Ressalte-se ainda que o jargão burocrático, como
todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua com-
preensão limitada.
Formalidade e Padronização
As comunicações oficiais devem ser sempre for-
mais: são necessárias certas formalidades de trata-
mento. Isso diz respeito:
a) ao correto emprego do pronome de tratamento
para uma autoridade de certo nível;
b) à polidez;
c) à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto
do qual cuida a comunicação.
A formalidade de tratamento vincula-se à idéia de
a administração federal ser una, portanto as comunica-
ções devem seguir um determinado padrão.
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes
para o texto definitivo e a correta diagramação do texto
são indispensáveis para a padronização.
Concisão e Clareza
Uma das qualidades de um texto é a concisão.
Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo
de informações com um mínimo de palavras.
Existe um princípio de economia lingüística, e a
concisão atende a esse princípio. Não se deve de for-
ma alguma entendê-la como economia de pensamen-
to. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis,
redundâncias, passagens que nada acrescentem ao
que já foi dito.
A clareza deve ser a qualidade básica de todo tex-
to oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que
possibilita imediata compreensão pelo leitor. Ela de-
pende estritamente das demais características da re-
dação oficial.
Para que haja clareza é necessário:
a) a impessoalidade;
b) o uso do padrão culto de linguagem;
c) a formalidade e a padronização;
d) a concisão.
As Comunicações Oficiais
Além de seguir os preceitos de impessoalidade,
formalidade, padronização, clareza, concisão e uso do
padrão culto de linguagem, a Redação Oficial tem ca-
racterísticas específicas para cada tipo de expediente.
Outros aspectos comuns a quase todas as modalida-
des de comunicação oficial são o emprego dos prono-
mes de tratamento, a forma dos fechos e a identifica-
ção do signatário.
Pronomes de Tratamento
O uso de pronomes de tratamento é a forma res-
peitosa de nos dirigirmos às autoridades civis, milita-
res e eclesiásticas.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 53
Concordância com os Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento apresentam certas
peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal
e pronominal:
a) referem-se à segunda pessoa gramatical (à
pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a co-
municação);
b) concordam com a terceira pessoa (aquele de
quem se fala).
Assim sendo, os pronomes possessivos referi-
dos a pronomes de tratamento são sempre os da ter-
ceira pessoa: “Vossa Senhoria levará seu secretário”
(e não “vosso”).
Os adjetivos que se referem a esses pronomes
concordam com o sexo da pessoa a quem se dirigem,
e não com o substantivo que compõe a locução. Assim,
se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa
Excelência está preocupado”, “Vossa Senhoria será elei-
to”; se for mulher, “Vossa Excelência está preocupada”,
“Vossa Senhoria será eleita”.
Emprego dos Pronomes de Tratamento
Vossa Excelência, em comunicações dirigidas
às seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo:
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores (e Vice) de Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupan-
tes de cargos de natureza especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
O vocativo a ser empregado em comunicações di-
rigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor,
seguido do cargo respectivo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
Nacional;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribu-
nal Federal.
As demais autoridades serão tratadas com o
vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Senhor Senador;
Senhor Juiz;
Senhor Ministro;
Senhor Governador.
No envelope, o endereçamento das comunicações
dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelên-
cia, obedecerá à seguinte forma:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70.064-900 – Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70.165-900 – Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10
a
Vara Cível
Rua ABC, n
o
123
01.010-000 – São Paulo. SP
Fica abolido o uso do tratamento digníssimo (DD)
às autoridades arroladas acima. A dignidade é pressu-
posto para que se ocupe qualquer cargo público, sen-
do desnecessária sua repetida evocação.
Vossa Senhoria é empregado para as demais
autoridades e para particulares. O vocativo adequado é
Senhor seguido do cargo do destinatário:
Senhor Chefe da Divisão de Serviços Gerais.
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Childerico Namor
Rua Embaixador Cavalcante Lacerda, n
o
386
05591-010 – São Paulo – SP
Como se depreende do exemplo acima, fica dis-
pensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as
autoridades que recebem o tratamento de Vossa Se-
nhoria e para particulares. É suficiente o uso do prono-
me de tratamento Senhor.
Acrescente-se que doutor não é forma de trata-
mento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscrimi-
nadamente. Seu emprego deve ser restrito apenas a
comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau
por terem concluído curso universitário de doutorado.
Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a de-
sejada formalidade às comunicações.
Mencionemos ainda a forma Vossa Magnificên-
cia, empregada, por força da tradição, em comunica-
ções dirigidas a reitores de universidade. Correspon-
de-lhe o vocativo:
Magnífico Reitor,
Para a hierarquia eclesiástica, os pronomes de
tratamento são:
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao
Papa. O vocativo correspondente é:
Santíssimo Padre,
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54 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reveren-
díssima, em comunicações aos Cardeais. Correspon-
de-lhe o vocativo:
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em
comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa
Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima
para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos.
Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clé-
rigos e demais religiosos.
Fechos para Comunicações
O fecho das comunicações oficiais possui, além
da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o
destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo
utilizados foram regulados pela Portaria n
o
1 do Ministé-
rio da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões.
Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, a Instrução
Normativa nº 4, de 6 de março de 1992, estabelece o
emprego de somente dois fechos diferentes para todas
as modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presi-
dente da República:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de
hierarquia inferior:
Atenciosamente,
Identificação do Signatário
Excluídas as comunicações assinadas pelo Pre-
sidente da República, todas as demais comunicações
oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade
que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A
forma da identificação deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
AUSTRAGÉSILO DE OLIVEIRA
Ministro da Fazenda
Instrução Normativa 4/92
O Diário Oficial da União publicou, em 9 de março
de 1992, Decreto nº 486, de 6 de março de 1992, em
que o Presidente estabeleceu regras para a redação
de atos normativos do Poder Executivo. No mesmo dia,
a Secretaria de Administração Federal baixou a Instru-
ção Normativa nº 4, tornando obrigatória, nos órgãos
da administração federal, a observação das modalida-
des de comunicação oficial, constantes no Manual de
Redação da Presidência da República. Eis a instrução
Normativa.
Instrução Normativa nº 4, de 6 de março de 1992.
O SECRETÁRIO DA ADMINSITRAÇÃO FEDERAL no
uso da atribuição (que lhe confere o art. 10 da Lei nº
8.057, de 29 de junho de 1990), e considerando que
com a edição do Manual de Redação da Presidência da
República busca-se racionalizar e padronizar a reda-
ção das comunicações oficiais, pela atualização da lin-
guagem nela empregada e uniformização das diver-
sas modalidades de expedientes; e tendo em vista que
é meta do Governo Federal modernizar a Administra-
ção, permitindo acelerar o andamento de comunica-
ções e processos e reduzir despesas.
RESOLVE:
baixar esta Instrução Normativa com a finalidade
de consolidar as regras constantes no Manual de Re-
dação da Presidência da República, tornando obrigató-
ria sua observação para todas aquelas modalidades
de comunicação oficial comuns que compõem a Admi-
nistração Federal.
Padrão Ofício
Há três tipos de expedientes que se diferenciam
antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o avi-
so e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-
se adotar uma diagramação única, que siga o que cha-
mamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada
um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas
semelhanças.
Partes do documento no Padrão Ofício
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as
seguintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla
do órgão que o expede:
Exemplos:
Mem. 123/MF
Aviso 123/SG
Of. 123/DP
b) local e data em que foi assinado, por extenso,
com alinhamento à direita:
Exemplo:
Brasília, 15 de março de 1991.
c) assunto: resumo do teor do documento
Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos
computadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a
quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve
ser incluído também o endereço.
e) texto: nos casos em que não for de mero enca-
minhamento de documentos, o expediente deve conter
a seguinte estrutura:
– introdução, que se confunde com o parágrafo de
abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva
a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra
de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”,
empregue a forma direta;
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 55
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalha-
do; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o as-
sunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distin-
tos, o que confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simples-
mente reapresentada a posição recomendada sobre
o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados,
exceto nos casos em que estes estejam organizados
em itens ou títulos e subtítulos.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de
documentos a estrutura é a seguinte:
– introdução: deve iniciar com referência ao expe-
diente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa
do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com
a informação do motivo da comunicação, que é enca-
minhar, indicando a seguir os dados completos do do-
cumento encaminhado (tipo, data, origem ou signatá-
rio, e assunto de que trata), e a razão pela qual está
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991,
encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril
de 1990, do Departamento Geral de Administração, que
trata da requisição do servidor Fulano de Tal.”
ou
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa
cópia do telegrama n
o
12, de 1
o
de fevereiro de 1991,
do Presidente da Confederação Nacional de Agricul-
tura, a respeito de projeto de modernização de
técnicas agrícolas na região Nordeste.”
– desenvolvimento: se o autor da comunicação
desejar fazer algum comentário a respeito do documento
que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de de-
senvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos
de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero enca-
minhamento.
f) fecho (ver pág. 54);
g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário (ver pág. 54).
Aviso e Ofício
Aviso e ofício são modalidades de comunicação
oficial praticamente idênticas. A única diferença entre
eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Mi-
nistros de Estado, Secretário-Geral da Presidência da
República, Consultor-Geral da República, Chefe do
Estado-Maior das Forças Armadas, Chefe do Gabinete
Militar da Presidência da República e pelos Secretários
da Presidência da República, para autoridades de
mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido
para e pelas demais autoridades. Ambos têm como
finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos ór-
gãos da Administração Pública entre si e, no caso do
ofício, também com particulares.
Quanto à sua forma, aviso e ofício seguem o mo-
delo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que
invoca o destinatário, seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
Senhor Chefe de Gabinete
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofí-
cio as seguintes informações do remetente:
– nome do órgão ou setor;
– endereço postal;
– telefone e endereço de correio eletrônico.
Memorando
O memorando é a modalidade de comunicação
entre unidades administrativas de um mesmo órgão,
que podem estar hierarquicamente em mesmo nível
ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma
de comunicação eminentemente interna.
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser
empregado para a exposição de projetos, idéias, dire-
trizes, etc. a serem adotados por determinado setor do
serviço público.
Sua característica principal é a agilidade. A trami-
tação do memorando em qualquer órgão deve pautar-
se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos
burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do
número de comunicações, os despachos ao memo-
rando devem ser dados no próprio documento e, no
caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse
procedimento permite formar uma espécie de proces-
so simplificado, assegurando maior transparência à
tomada de decisões, e permitindo que se historie o
andamento da matéria tratada no memorando.
Quanto a sua forma, o memorando segue o mode-
lo do padrão ofício, com a diferença de que o seu desti-
natário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.
Exemplos:
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
Exposição de Motivos
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao
Presidente da República ou ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato
normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao
Presidente da República por um Ministro de Estado ou
Secretário da Presidência da República. Nos casos em
que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a
exposição de motivos deverá ser assinada por todos
os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, cha-
mada de interministerial ou conjunta.
Formalmente, a exposição de motivos tem a apre-
sentação do padrão ofício. O anexo que acompanha a
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56 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
exposição de motivos que proponha alguma medida
ou apresente projeto de ato normativo, segue o modelo
descrito adiante.
A exposição de motivos, de acordo com sua finali-
dade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma
para aquela que tenha caráter exclusivamente informa-
tivo e outra para a que proponha alguma medida ou
submeta projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento
do Presidente da República, sua estrutura segue o
modelo antes referido para o padrão ofício.
Já a exposição de motivos que submeta à consi-
deração do Presidente da República a sugestão de al-
guma medida a ser adotada ou a que lhe apresente
projeto de ato normativo – embora sigam também a
estrutura do padrão ofício –, além de outros comentári-
os julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigato-
riamente, apontar:
a) na introdução: o problema que está a reclamar
a adoção da medida ou do ato normativo proposto;
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela
medida ou aquele ato normativo o ideal para se soluci-
onar o problema, e eventuais alternativas existentes para
equacioná-lo;
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser
tomada, ou qual ato normativo deve ser editado para
solucionar o problema.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à
exposição de motivos, devidamente preenchido, de
acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do
Decreto n
o
4.176, de 28 de março de 2002.
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do
Ministério ou órgão equivalente) n
o
, de de de 200.
1. Síntese do problema ou da situação que reclama
providências
2. Soluções e providências contidas no ato normativo
ou na medida proposta
3. Alternativas existentes às medidas propostas
Mencionar:
• se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
• se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
• outras possibilidades de resolução do problema.
4. Custos
Mencionar:·
• se a despesa decorrente da medida está prevista na
lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas
para custeá-la;
• se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extra-
ordinário, especial ou suplementar;
• valor a ser despendido em moeda corrente;
5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido
somente se o ato proposto for medida provisória ou
projeto de lei que deva tramitar em regime de urgência)
Mencionar:
• se o problema configura calamidade pública;
• por que é indispensável a vigência imediata;
• se se trata de problema cuja causa ou agrava-
mento não tenham sido previstos;
• se se trata de desenvolvimento extraordinário de
situação já prevista.
6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato
ou medida proposta possa vir a tê-lo)
7. Alterações propostas
Texto atual Texto proposto
8. Síntese do parecer do órgão jurídico
A falta ou insuficiência das informações prestadas
pode acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos
Jurídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato
normativo para que se complete o exame ou se refor-
mule a proposta.
O preenchimento obrigatório do anexo para as ex-
posições de motivos que proponham a adoção de al-
guma medida ou a edição de ato normativo tem como
finalidade:
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema
que se busca resolver;
b) ensejar mais profunda avaliação das diversas
causas do problema e dos efeitos que pode ter a ado-
ção da medida ou a edição do ato, em consonância
com as questões que devem ser analisadas na elabo-
ração de proposições normativas no âmbito do Poder
Executivo.
c) conferir perfeita transparência aos atos propostos.
Dessa forma, ao atender às questões que devem
ser analisadas na elaboração de atos normativos no
âmbito do Poder Executivo, o texto da exposição de
motivos e seu anexo complementam-se e formam um
todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação pro-
funda e direta de toda a situação que está a reclamar a
adoção de certa providência ou a edição de um ato nor-
mativo; o problema a ser enfrentado e suas causas; a
solução que se propõe, seus efeitos e seus custos; e
as alternativas existentes. O texto da exposição de mo-
tivos fica, assim, reservado à demonstração da neces-
sidade da providência proposta: por que deve ser ado-
tada e como resolverá o problema.
Nos casos em que o ato proposto for questão de
pessoal (nomeação, promoção, ascensão, transferên-
cia, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegra-
ção, recondução, remoção, exoneração, demissão, dis-
pensa, disponibilidade, aposentadoria), não é neces-
sário o encaminhamento do formulário de anexo à ex-
posição de motivos.
Ressalte-se que:
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 57
– o anexo à exposição de motivos deve ter todas
as páginas rubricadas pelo(s) Ministro(s) da(s) Pasta(s)
proponente(s);
– a síntese do parecer do órgão de assessora-
mento jurídico não dispensa o encaminhamento do
parecer completo;
– o tamanho dos campos do anexo à exposição
de motivos pode ser alterado de acordo com a mai-
or ou menor extensão dos comentários a serem ali
incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha pre-
sente que a atenção aos requisitos básicos da reda-
ção oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formali-
dade, padronização e uso do padrão culto de lingua-
gem) deve ser redobrada. A exposição de motivos é a
principal modalidade de comunicação dirigida ao Pre-
sidente da República pelos Ministros. Além disso, pode,
em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congres-
so Nacional ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publi-
cada no Diário Oficial da União, no todo ou em parte.
Mensagem
É o instrumento de comunicação oficial entre os
Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as men-
sagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao
Poder Legislativo para informar sobre fato da Adminis-
tração Pública; expor o plano de governo por ocasião
da abertura de sessão legislativa; submeter ao Con-
gresso Nacional matérias que dependem de delibera-
ção de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agra-
decer comunicações de tudo quanto seja de interesse
dos poderes públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pe-
los Ministérios à Presidência da República, a cujas
assessorias caberá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo
ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária,
complementar ou financeira.
Os projetos de lei ordinária ou complementar são
enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou
de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1
o
a 4
o
). Cabe lem-
brar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime
normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem,
com solicitação de urgência.
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos
Membros do Congresso Nacional, mas é encaminha-
da com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da
República ao Primeiro Secretário da Câmara dos De-
putados, para que tenha início sua tramitação (Consti-
tuição, art. 64, caput).
Quanto aos projetos de lei financeira (que com-
preendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias,
orçamentos anuais e créditos adicionais), as mensa-
gens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do
Congresso Nacional, e os respectivos avisos são en-
dereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. A
razão é que o art. 166 da Constituição impõe a delibera-
ção congressual sobre as leis financeiras em sessão
conjunta, mais precisamente, “na forma do regimento
comum”. E à frente da Mesa do Congresso Nacional
está o Presidente do Senado Federal (Constituição, art.
57, § 5
o
), que comanda as sessões conjuntas.
As mensagens aqui tratadas coroam o processo
desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abran-
ge minucioso exame técnico, jurídico e econômico-fi-
nanceiro das matérias objeto das proposições por elas
encaminhadas.
Tais exames materializam-se em pareceres dos
diversos órgãos interessados no assunto das proposi-
ções, entre eles o da Advocacia-Geral da União. Mas,
na origem das propostas, as análises necessárias
constam da exposição de motivos do órgão onde se
geraram – exposição que acompanhará, por cópia, a
mensagem de encaminhamento ao Congresso.
b) encaminhamento de medida provisória.
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da
Constituição, o Presidente da República encaminha
mensagem ao Congresso, dirigida a seus membros,
com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Fede-
ral, juntando cópia da medida provisória, autenticada
pela Coordenação de Documentação da Presidência
da República.
c) indicação de autoridades.
As mensagens que submetem ao Senado Fede-
ral a indicação de pessoas para ocuparem determina-
dos cargos (magistrados dos Tribunais Superiores,
Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco
Central, Procurador-Geral da República, Chefes de Mis-
são Diplomática etc.) têm em vista que a Constituição,
no seu art. 52, incisos III e IV, atribui àquela Casa do
Congresso Nacional competência privativa para apro-
var a indicação.
O curriculum vitae do indicado, devidamente assi-
nado, acompanha a mensagem.
d) pedido de autorização para o Presidente ou o
Vice-Presidente da República se ausentarem do País
por mais de 15 dias.
Trata-se de exigência constitucional (Constituição,
art. 49, III, e 83), e a autorização é da competência priva-
tiva do Congresso Nacional.
O Presidente da República, tradicionalmente, por
cortesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15
dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congres-
so, enviando-lhes mensagens idênticas.
e) encaminhamento de atos de concessão e reno-
vação de concessão de emissoras de rádio e TV.
A obrigação de submeter tais atos à apreciação do
Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49
da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a
outorga ou renovação da concessão após deliberação
do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3
o
).
Descabe pedir na mensagem a urgência prevista no
art. 64 da Constituição, porquanto o § 1
o
do art. 223 já
define o prazo da tramitação.
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THATYML
58 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a
mensagem o correspondente processo administrativo.
f) encaminhamento das contas referentes ao exer-
cício anterior.
O Presidente da República tem o prazo de ses-
senta dias após a abertura da sessão legislativa para
enviar ao Congresso Nacional as contas referentes ao
exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exa-
me e parecer da Comissão Mista permanente (Consti-
tuição, art. 166, § 1
o
), sob pena de a Câmara dos Depu-
tados realizar a tomada de contas (Constituição, art. 51,
II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu
Regimento Interno.
g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Ela deve conter o plano de governo, exposição
sobre a situação do País e solicitação de providências
que julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI).
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil
da Presidência da República. Esta mensagem difere
das demais porque vai encadernada e é distribuída a
todos os Congressistas em forma de livro.
h) comunicação de sanção (com restituição de
autógrafos).
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Con-
gresso Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro
Secretário da Casa onde se originaram os autógrafos.
Nela se informa o número que tomou a lei e se restitu-
em dois exemplares dos três autógrafos recebidos, nos
quais o Presidente da República terá aposto o despa-
cho de sanção.
i) comunicação de veto.
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Cons-
tituição, art. 66, § 1
o
), a mensagem informa sobre a
decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposi-
ções vetadas e as razões do veto. Seu texto vai publica-
do na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrário
das demais mensagens, cuja publicação se restringe
à notícia do seu envio ao Poder Legislativo.
j) outras mensagens.
Também são remetidas ao Legislativo com regu-
lar freqüência mensagens com:
– encaminhamento de atos internacionais que
acarretam encargos ou compromi ssos gravosos
(Constituição, art. 49, I);
– pedido de estabelecimento de alíquotas aplicá-
veis às operações e prestações interestaduais e de
exportação (Constituição, art. 155, § 2
o
, IV);
– proposta de fixação de limites globais para o mon-
tante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
– pedido de autorização para operações financei-
ras externas (Constituição, art. 52, V); e outros.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
– convocação extraordinária do Congresso Nacio-
nal (Constituição, art. 57, § 6
o
);
– pedido de autorização para exonerar o Procura-
dor-Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2
o
);
– pedido de autorização para declarar guerra e
decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
– pedido de autorização ou referendo para cele-
brar a paz (Constituição, art. 84, XX);
– justificativa para decretação do estado de defesa
ou de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4
o
);
– pedido de autorização para decretar o estado de
sítio (Constituição, art. 137);
– relato das medidas praticadas na vigência do
estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141,
parágrafo único);
– proposta de modificação de projetos de leis fi-
nanceiras (Constituição, art. 166, § 5
o
);
– pedido de autorização para utilizar recursos que
ficarem sem despesas correspondentes, em decorrên-
cia de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orça-
mentária anual (Constituição, art. 166, § 8
o
);
– pedido de autorização para alienar ou conceder
terras públicas com área superior a 2.500 ha (Consti-
tuição, art. 188, § 1
o
); etc.
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu núme-
ro, horizontalmente, no início da margem esquerda:
Mensagem n
o
b) vocativo, de acordo com o pronome de trata-
mento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no
início da margem esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado
Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do
texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com
a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados
pelo Presidente da República, não traz identificação de
seu signatário.
Fax
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simi-
le) é uma forma de comunicação que está sendo me-
nos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É
utilizado para a transmissão de mensagens urgentes
e para o envio antecipado de documentos, de cujo co-
nhecimento há premência, quando não há condições
de envio do documento por meio eletrônico. Quando
necessário o original, ele segue posteriormente pela
via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo
com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo
papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.
Os documentos enviados por fax mantêm a forma
e a estrutura que lhes são inerentes.
É conveniente o envio, juntamente com o docu-
mento principal, de folha de rosto, isto é, de pequeno
formulário com os dados de identificação da mensa-
gem a ser enviada, conforme exemplo a seguir:
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 59
Telegrama
Com o fito de uniformizar a terminologia e sim-
plificar os procedimentos burocráticos, passa a rece-
ber o título de telegrama toda comunicação oficial ex-
pedida por meio de telegrafia, telex, etc.
Por tratar-se de forma de comunicação dispen-
diosa aos cofres públicos e tecnologicamente supera-
da, deve restringir-se o uso do telegrama apenas àque-
las situações que não seja possível o uso de correio
eletrônico ou fax e que a urgência justifique sua utiliza-
ção e, também em razão de seu custo elevado, esta
forma de comunicação deve pautar-se pela concisão.
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a
forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas
agências dos Correios e em seu sítio na Internet.
Correio Eletrônico
O correio eletrônico (e-mail), por seu baixo custo
e celeridade, transformou-se na principal forma de co-
municação para transmissão de documentos.
Um dos atrativos de comunicação por correio
eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa de-
finir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-
se evitar o uso de linguagem incompatível com uma
comunicação oficial.
O campo assunto do formulário de correio ele-
trônico mensagem deve ser preenchido de modo a fa-
cilitar a organização documental tanto do destinatário
quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve
ser utilizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A
mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer
informações mínimas sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso
de confirmação de leitura. Caso não seja disponível,
deve constar da mensagem pedido de confirmação de
recebimento.
Ata
Documento de valor jurídico, em que se re-
gistram ocorrências, resoluções e decisões de um
assembléia, sessão ou reunião.
Sua estrutura se compõe de:
a) título;
b) data (por extenso) e local da reunião;
c) finalidade da reunião;
d) dirigentes: presidente e secretário;
e) texto: narração cronológica dos assuntos trata-
dos e suas decisões. A escrita é seguida, sem
rasuras, emendas ou entrelinhas. As abreviatu-
ras devem ser evitadas e os números são escri-
tos por extenso;
f) encerramento e assinaturas.
Atestado
Documento assinado por uma ou mais pesso-
as a favor de outra, declarando a veracidade de um fato
do qual tenha conhecimento ou quando requerido. Este
fato pode afirmar a existência ou inexistência de uma
situação de direito.
Sua estrutura se compõe de:
a) título: Atestado (ou Atestado de ...);
b) texto: identificação do emissor – essa identifica-
ção pode ser dispensada no texto se for feita na
assinatura –, finalidade, o fato que se atesta e a
respeito de quem, e algumas vezes o período de
validade;
c) local e data;
d) assinatura (e identificação do signatário).
Circular
Circular é um meio de correspondência oficial,
através do qual uma autoridade dirige-se a várias pes-
soas ou a departamentos ou a um órgão, simultanea-
mente. Normalmente, as circulares são de caráter ge-
ral, contendo instruções emitidas por superiores hie-
rárquicos na instituição, e destinadas a pessoal su-
bordinado. Por caráter geral, subentende-se que as
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THATYML
60 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
circulares têm objetivos básicos de emissão de al-
gum esclarecimento sobre um assunto ou tópico (por
exemplo, uma lei), divulgação de matéria de interesse
geral, recomendações, informações e esclarecimen-
tos sobre atos e fatos administrativos.
A circular pode, pelo assunto e pela forma, apre-
sentar o caráter de aviso, de ofício, ou de comunicação
interna, não se fazendo, assim, muita distinção quanto
à estrutura entre estas correspondências, em geral uni-
direcionais, e as circulares (multidirecionais).
Portanto, as circulares visam à emissão de or-
dens de serviço e são uma correspondência multidireci-
onal – são redigidas a vários destinatários. Podem ser
impressas, datilografadas, mimeografadas ou digitadas
e transmitidas através de telegramas ou e-mail.
A circular é composta pelas seguintes partes:
a) numeração: número do Ato e data de expedição.
b) ementa: assunto da circular. Não é obrigatória.
c) vocativo: destinatários da circular, geralmente con-
tendo o tratamento e o cargo dos mesmos. Não é
parte obrigatória.
d) texto: é o conteúdo da circular, propriamente dito.
O texto, se composto por mais de um parágrafo,
deve ser numerado com algarismos arábicos no
início de cada parágrafo, exceto no primeiro. O
segundo parágrafo tem sua numeração valendo
dois, o terceiro valendo três, e assim por diante.
e) fecho: fechamento do texto na forma de uma corte-
sia. Por exemplo, “Atenciosamente,”.
f) assinatura: é o nome de quem emite a circular
(normalmente uma autoridade), seguido pelo car-
go ocupado e pela função exercida.
Declaração
Muito semelhante ao atestado, a declaração di-
fere dele apenas quanto ao objeto: enquanto aquele é
expedido em relação a alguém, esta é sempre feita em
relação a alguém quanto a um fato ou direito; pode ser
um depoimento, explicação em que se manifeste opi-
nião, conceito, resolução ou observação.
Sua estrutura se compõe de:
a) título: DECLARAÇÃO;
b) texto: nome do declarante – identificação pesso-
al ou profissional (ou ambas), residência, domi-
cílio, finalidade e exposição do assunto;
c) local e data;
d) assinatura (e identificação do signatário).
Requerimento
Petição escrita, feita por pessoa física ou jurídi-
ca, na qual se solicita a uma autoridade um direito de
concessão de algo sob o amparo da lei.
Sua estrutura se compõe de:
a) vocativo: cargo da autoridade a que se dirige (omi-
te-se o seu nome);
b) texto: preâmbulo (identificação do requerente),
teor (solicitação em si e disposição legal em que
se baseia o pedido);
c) fecho: “Nestes termos, pede deferimento.” ou
“Termos em que pede deferimento.”;
d) local e data;
e) assinatura.
O texto do requerimento é sempre escrito em 3
a
pessoa.
Relatório
É a modalidade de comunicação pela qual se
faz a narração ou descrição, ordenada e mais ou me-
nos minuciosa, daquilo que se viu, ouviu ou observou.
Sua estrutura se compõe de:
a) local e data;
b) vocativo;
c) introdução – apresentação do observador e do
fato observado;
d) texto – exposição cronológica do fato observado;
e) fecho;
f) assinatura (e identificação do signatário).
Parecer
É a forma de comunicação pela qual um especi-
alista emite uma opinião fundamentada sobre determi-
nado assunto.
Sua estrutura se compõe de:
a) vocativo;
b) identificação do especialista;
c) introdução – apresentação do assunto;
d) texto – exposição de opinião e seu fundamento;
e) local e data;
f) assinatura (e identificação do signatário).
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 61
MODELOS
Modelo de Ofício
[remetente: nome do órgão ou setor, endereço postal,
telefone e endereço de
correio eletrônico]
Ofício n
o
435/2000 - SG-PR
Brasília, 30 de abril de 2000.
A Sua Excelência o Senhor
Deputado [Nome]
Câmara dos Deputados
70.160-900 – Brasília – DF
Assunto: Demarcação de terras indígenas
Senhor Deputado,
1. Em complemento às observações transmitidas pelo
telegrama n
o
154, de 24 de abril último, informo Vossa
Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta
n
o
6708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão
amparadas pelo procedimento administrativo de demarca-
ção de terras indígenas instituído pelo Decreto n
o
22, de 4
de fevereiro de 1991 (cópia anexa).
2. Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalva a
necessidade de que – na definição e demarcação das
terras indígenas – fossem levadas em consideração as
características sócio-econômicas regionais.
3. Nos termos do Decreto n
o
22, a demarcação de ter-
ras indígenas deverá ser precedida de estudos e levanta-
mentos técnicos que atendam ao disposto no art. 231, §
1
o
, da Constituição Federal. Os estudos deverão incluir os
aspectos etno-históricos, sociológicos, cartográficos e
fundiários. O exame deste último aspecto deverá ser feito
conjuntamente com o órgão federal ou estadual compe-
tente.
4. Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais
deverão encaminhar as informações que julgarem perti-
nentes sobre a área em estudo. É igualmente assegurada
a manifestação de entidades representativas da socieda-
de civil.
5. Como Vossa Excelência pode verificar, o procedi-
mento estabelecido assegura que a decisão a ser baixa-
da pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a
demarcação de terras indígenas seja informada de todos
os elementos necessários, inclusive daqueles assinala-
dos em sua carta, com a necessária transparência e agi-
lidade.
Atenciosamente,
[Nome]
[cargo]
Modelo de Aviso
Aviso n
o
35/SSP-PR
Brasília, 17 de fevereiro de 2000.
A Sua Excelência o Senhor
[Nome e cargo]
Assunto: Seminário sobre uso de energia no setor
público.
Senhor Ministro,
Convido Vossa Excelência a participar da sessão de
abertura do Primeiro Seminário Regional sobre o Uso
Eficiente de Energia no Setor Público, a ser realizado em
5 de março próximo, às 9 horas, no auditório da Escola
Nacional de Administração Pública – ENAP, localizada no
Setor de Áreas Isoladas Sul, nesta capital.
O Seminário mencionado inclui-se nas atividades do
Programa Nacional das Comissões Internas de Conser-
vação de Energia em Órgão Públicos, instituído pelo De-
creto n
o
99.656, de 26 de outubro de 1990.
Atenciosamente,
[nome do signatário]
[cargo do signatário]
Modelo de Memorando
Mem. 119/DJ Em 21 de maio de 2000.
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Assunto: Administração. Instalação de microcom-
putadores
1. Nos termos do Plano Geral de informatização, solici-
to a Vossa Senhoria verificar a possibilidade de que sejam
instalados três microcomputadores neste Departamento.
2 Sem descer a maiores detalhes técnicos, acrescen-
to, apenas, que o ideal seria que o equipamento fosse do-
tado de disco rígido e de monitor padrão VGA. Quanto a
programas, haveria necessidade de dois tipos: um proces-
sador de textos, e outro gerenciador de banco de dados.
3. O treinamento de pessoal para operação dos micros
poderia ficar a cargo da Seção de Treinamento do Depar-
tamento de Modernização, cuja chefia já manifestou seu
acordo a respeito.
4. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos
trabalhos deste Departamento ensejará racional distribui-
ção de tarefas entre os servidores e, sobretudo, uma
melhoria na qualidade dos serviços prestados.
Atenciosamente,
[nome do signatário]
[cargo do signatário]
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62 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Modelo de Exposição de Motivos de
caráter informativo
EM n
o
23495/2000-MIP Brasília, 30 de maio de 2000.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
O Presidente George Bush anunciou, no último dia
13, significativa mudança da posição norte-americana nas
negociações que se realizam – na Conferência do Desar-
mamento, em Genebra – de uma convenção multilateral de
proscrição total das armas químicas. Ao renunciar à ma-
nutenção de cerca de dois por cento de seu arsenal quí-
mico até a adesão à convenção de todos os países em
condições de produzir armas químicas, os Estados Uni-
dos reaproximaram sua postura da maioria dos quarenta
países participantes do processo negociador, inclusive o
Brasil, abrindo possibilidades concretas de que o tratado
venha a ser concluído e assinado em prazo de cerca de
um ano. (...)
Respeitosamente,
[Nome]
[cargo]
Modelo de Mensagem
Mensagem n
o
298
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
Comunico a Vossa Excelência o recebimento das Men-
sagens SM n
o
106 a 110, de 1991, nas quais informo a
promulgação dos Decretos Legislativos n
os
93 a 97, de
1991, relativos à exploração de serviços de radiodifusão.
Brasília, 1
o
de abril de 2000.
Modelo de Ata
Paredex – Indústria Têxtil S.A.
CGC-MF nº 51.000.009/0001-51 – Companhia Aberta
Ata da Reunião Extraordinária do Conselho
de Administração.
Aos cinco de junho de dois mil e três, às nove horas, na
sede social da empresa na Rua das Flores nº 328, Jardim
das Rosas, em São Paulo – Capital, com a presença da
totalidade dos membros do Conselho Administrativo da
Sociedade, regularmente convocados na forma do pará-
grafo 1
o
do Art. 19 do Estatuto Social, presidida por Sr.
Fernando Jorge Bento Pires, secretário: Carlos Alberto
Libertti, de acordo com a ordem do dia, apreciou-se o
pedido de renúncia de membro do conselho, solicitado
pelo Sr. António Neves e designou-se seu substituto, nos
termos do parágrafo 4
o
do Estatuto Social, o Sr. Paulo
Peres. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a ses-
são com a lavratura da presente ATA que, após lida e
achada de acordo, segue assinada pelos presentes.
Fernando Jorge Bento Pires Carlos Alberto Libertti
António Neves Paulo Peres
Fernando Lima Sobrinho Derci Sousa
Modelo de Atestado
ATESTADO
Atesto, para fins de prova junto ao Fórum da cidade
de Cabreúva-PR, que o Sr. Armando Montes, ocupante do
cargo de diretor de comunicação do Sindicato dos Profes-
sores de Cabreúva-PR, para o qual foi nomeado por De-
creto nº 10 de 1
o
de abril de 2004, não reponde a proces-
so administrativo.
Crabreúva, 30 de maio de 2004.
______________________________
António Guedes
Presidente do Sindicato dos Professores
Cabreúva-PR
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 63
Modelo de Circular - 1
CIRCULAR NÚMERO 55, DE 29 DE JUNHO DE 1973
Prorroga o prazo para recolhimento, sem multa, da Taxa
de Cooperação incidente sobre bovinos.
O DIRETOR-GERAL DO TESOURO DO ESTADO, no uso
de suas atribuições, comunica aos Senhores Cobradores
de Impostos e Contribuições que, de conformidade com o
Decreto número 22.500, de 29 de junho de 1973, publica-
do no Diário Oficial da mesma data, fica prorrogado, até 30
de setembro do corrente exercício, o prazo fixado na Lei
número 4.948, de 28 de maio de 1965, para o recolhimen-
to, sem a multa moratória prevista no artigo 71 da Lei
número 6.537, de 27 de fevereiro de 1973, da Taxa de
Cooperação incidente sobre bovinos.
Lotário L. Skolaude,
Diretor-Geral.
Modelo de Circular - 2
CIRCULAR NÚMERO 4, DE 21 DE MAIO DE 1968
De ordem do Excelentíssimo Senhor Presidente da Re-
pública, recomendo aos Senhores Ministros de Estado
que determinem providências no sentido de serem presta-
das, rigorosamente dentro do prazo estabelecido, as in-
formações solicitadas para defesa da União em manda-
dos de segurança impetrados contra ato presidencial.
2. Recomenda-se, outrossim, que a coleta das infor-
mações seja coordenada pelo Gabinete do Ministro em
Brasília, que se responsabilizará pela observância do
prazo legal.
3. O texto original das informações, nas quais cons-
tará, sempre que possível, pronunciamento do órgão se-
torial de assessoria jurídica, deverá ser imediatamente
transmitido à Presidência da República para o devido en-
caminhamento ao Excelentíssimo Senhor Presidente do
Supremo Tribunal Federal.
Rondon Pacheco,
Ministro Extraordinário para os Assuntos do Gabinete
Civil.
Modelo de Declaração
DECLARAÇÃO
Eu, Agamenom Soares, CPF nº 098.765.432-10, brasi-
leiro, solteiro, professor, residente e domiciliado na Rua
das Flores nº 386, Jardim das Rosas – São Paulo, declaro,
sob as penas da lei, ter entregado à Secretaria da Receita
Federal em 20 de maio de 2004 os documentos compraba-
tórios de rendimentos tributáveis na fonte, conforme soli-
citação 328-2004 expedida pelo Ministério da Fazenda em
1
o
de abril de 2004.
São Paulo, 30 de maio de 2004.
_______________________
Agamenom Soares
Modelo de Requerimento
Magnífico Reitor da Universidade de São Paulo
Dolores Matos, brasileira, solteira, estudante de enge-
nharia, matrícula nº 098.765-4, residente na Rua das Flo-
res nº 386, Jardim das Rosas, São Paulo, solicita a Vossa
Magnificência atestado de que freqüenta o 3
o
ano do Cur-
so de Engenharia Civil, para fim de pedido de Bolsa-Uni-
versidade, como previsto pela Portaria 1002, de 13 de
julho de 1966, do Ministério da Educação.
Nestes termos,
Pede deferimento
São Paulo, 30 de maio de 2004.
—————————————
Modelo de Relatório
São Paulo, 13 de abril de 2004.
Senhor Professor,
Na qualidade de aluno do curso preparatório para o
concurso de Auditor-Fiscal do INSS, fui designado para a
escritura do relatório da 1
a
aula de Redação Oficial, minis-
trada em 1
o
de abril de 2004, período noturno, na Central
de Concursos – unidade Barão de Itapetininga SP, sala D.
Regida pelo Professor Diógenes de Ataíde, a aula co-
meçou às 19h00. O professor apresentou-se ao grupo e
em seguida fez uma explanação a respeito do que será a
prova de Redação Oficial. Distribuiu material impresso aos
alunos. Falou do estilo de questão e esclareceu que não
se escreverá um texto, os candidatos apenas haverão de
reconhecer modalidades de comunicação oficial em lín-
gua portuguesa.
Na seqüência, o mestre apresentou aos alunos as qua-
lidades das comunicações oficiais (impessoalidade, cor-
reção gramatical, clareza e concisão), mostrou vários
exemplos, solicitando a participação de todos em afirma-
rem se as frases na lousa estavam certas ou erradas,
corrigiu-as e chamou-nos à atenção para o fato de que
isso aparece sempre nas provas.
Houve um intervalo para café.
Após o intervalo de 15 minutos, a aula prosseguiu com
a apresentação dos pronomes de tratamento e seus usos
na correspondência oficial. Os alunos participaram com
perguntas.
Como último assunto do dia, o professor apresentou
cinco comunicações oficiais: ofício, aviso, memorando,
mensagem e exposição de motivos. Falou-se das particu-
laridades de cada uma e qual a sua finalidade.
Encerrou-se a aula às 21h57, com recomendações para
estudos em casa.
Respeitosamente,
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64 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Modelo de Parecer
Senhor diretor do CESPE – UnB
Austregésilo de Hollanda,
professor de Língua Portuguesa,
registrado no MEC sob nº 13.209
O Sr. Aldo Baccarat, candidato à vaga de Auditor-Fis-
cal da Previdência Social, inscrito no concurso realizado
em 1
o
de abril de 2004, sob nº 098.765, afirma que a ques-
tão doze da prova azul apresenta problema no gabarito
(opção A, oficialmente).
Na opção D, há a seguinte frase: “Os atletas america-
nos tem se saído melhor que brasileiros, nos Jogos Olím-
picos.” (sic), que está errada. Vejam-se a seguir os pro-
blemas do período em questão.
• têm – esse verbo se refere ao sujeito “os atletas ame-
ricanos”, assim sendo deveria estar no plural – com acen-
to circunflexo, como recomendam as regras de acentua-
ção gráfica para os diferenciais dos verbo TER e VIR (ele
tem – eles têm, ele vem – eles vêm).
• melhor – essa palavra, na frase acima, representa um
advérbio, pois liga-se ao termo saído (particípio do verbo
sair); e, como recomenda a norma culta, advérbio é inva-
riável.
• que os brasileiros – na frase percebe-se a ausência
do pronome demonstrativo OS, que representa na segun-
da oração do período o termo ATLETAS, sem o qual a
frase torna-se ambígua.
Visto que a frase está realmente com problemas, solicita-
se a revisão da nota do candidato.
São Paulo, 26 de abril e 2004.
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THATYML
Língua Portuguesa
Degrau Cultural 65
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
assinou em sessão solene na Academia Bra-
sileira de Letras, o decreto que estabelece o
cronograma para a vigência do Acordo Or-
tográfico entre os países de Língua Portu-
guesa e orienta a sua adoção.
O acordo entrará em vigor a partir de
janeiro de 2009, mas a norma atual e a pre-
vista poderão ser usadas e aceitas oficial-
mente até dezembro de 2012.
A reforma ortográfica foi aprovada em
dezembro de 1990 por representantes de
sete países que falam Português – Brasil,
Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde,
Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Em
2004, o Timor-Leste aderiu ao projeto dois
anos após obter sua independência da Indo-
nésia.
Para entrar em vigor, o acordo precisava
da ratificação de no mínimo três países, o que
foi conseguido em 2006 com Brasil, Cabo Ver-
de e São Tomé e Príncipe, enquanto o Parla-
mento de Portugal aprovou em maio deste ano.
Segundo o Ministério da Educação, o
acordo ampliará a cooperação internacio-
nal entre os oito países ao estabelecer uma
grafia oficial única do idioma. A medida tam-
bém deve facilitar o processo de intercâm-
bio cultural e científico entre as nações e a
divulgação mais abrangente da língua e da
literatura.
Texto integral do Acordo
CONGRESSO NACIONAL
Faço saber que o Congresso Nacional aprovou, e
eu, José Sarney, Presidente do Senado Federal, nos
termos do art.48, item 28, do Regime Interno, promulgo
o seguinte
DECRETO LEGISLATIVO Nº 54, DE 1995
Aprova o texto do Acordo Ortográfico da língua Por-
tuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de
1990.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º. É aprovado o texto do Acordo Ortográfico da Lín-
gua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de de-
zembro de 1990.
Parágrafo único. São sujeitos à apreciação do Con-
gresso Nacional quaisquer atos que impliquem revi-
são do referido Acordo, bem como quaisquer atos que,
nos termos do art. 49, I, da Constituição Federal, acar-
retem encargos ou compromissos gravosos ao patri-
mônio nacional.
Art. 2º. Este Decreto Legislativo entra em vigor na data
de sua publicação.
Senado Federal, 18 de abril de 1995
Senador José Sarney, Presidente.
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Lisboa, 14, 15 e 16 de Dezembro de 1990
Considerando que o projecto de texto de ortografia
unificada de língua portuguesa aprovado em Lisboa,
em 12 de outubro de 1990, pela Academia das Ciênci-
as de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delega-
ções de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambi-
que e São Tomé e Príncipe, com a adesão da delega-
ção de observadores da Galiza, constitui um passo
importante para a defesa da unidade essencial da lín-
gua portuguesa e para o seu prestígio internacional,
Considerando que o texto do acordo que ora se
aprova resulta de um aprofundado debate nos Países
signatários,
a República Popular de Angola,
a República Federativa do Brasil,
a República de Cabo Verde,
a República da Guiné-Bissau,
a República de Moçambique,
a República Portuguesa,
a República Democrática de São Tomé e Príncipe,
acordam no seguinte:
Artigo 1º - É aprovado o Acordo Ortográfico da língua
portuguesa, que consta como anexo I ao presente ins-
trumento de aprovação, sob a designação de Acordo
Ortográfico da língua portuguesa (1990) e vai acompa-
nhado da respectiva, nota explicativa, que consta como
anexo II ao mesmo instrumento de aprovação, sob a
designação de Nota Explicativa do Acordo Ortográfico
da língua portuguesa (1990).
Artigo 2º - Os Estados signatários tomarão, através
das instituições e órgãos competentes, as providênci-
as necessárias com vista à elaboração, até 1º de ja-
neiro de 1993, de um vocabulário ortográfico comum
da língua portuguesa, tão completo quanto desejável
e tão normalizador quanto possível, no que se refere
às terminologias científicas e técnicas.
Artigo 3º - O Acordo Ortográfico da língua portuguesa
entrará em vigor em 1º de janeiro de 1994, após depo-
sitados os instrumentos de ratificação de todos os Es-
tados junto do Governo da República Portuguesa.
Artigo 4º - Os Estados signatários adoptarão as medi-
das que entenderem adequadas ao efectivo respeito
da data da entrada em vigor estabelecida no artigo 3º.
Em fé do que, os abaixo-assinados, devidamente
credenciados para o efeito, aprovam o presente acor-
do, redigido em língua portuguesa, em sete exempla-
res, todos igualmente autênticos.
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66 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
Assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
PELA REPÚBLICA POPULAR DE ANGOLA,
José Mateus de Adelino Peixoto,
Secretário de Estado da Cultura
PELA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL,
Carlos Alberto Gomes Chiarelli,
Ministro da Educação
PELA REPÚBLICA DE CABO VERDE,
David Hopffer Almada,
Ministro da Informação Cultura e Desportos
PELA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU,
Alexandre Brito Ribeiro Furtado,
Secretário de Estado da Cultura
PELA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE,
Luis Bernardo Honwana,
Ministro da Cultura
PELA REPÚBLICA PORTUGUESA,
Pedro Miguel de Santana Lopes,
Secretário de Estado da Cultura
PELA REPÜBLICA DEMOCRATICA DE SÃO TOMÉ E
PRÍNCIPE,
Lígia Silva Graça do Espírito Santo Costa,
Ministra da Educação e Cultura
MINUTA DE DECRETO
Estabelece cronograma para a vigência do Acor-
do Ortográfico da Língua Portuguesa e orienta a sua
implementação.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atri-
buições que lhe confere o art. 84, incisos II, VII e VIII, da
Constituição, e em observância ao Decreto Legislativo
nº 54, de 18 de abril de 1995 e ao Decreto de Promulga-
ção nº....,
DECRETA:
Art. 1º - O Acordo Ortográfico da Língua Portugue-
sa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990,
ratificado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril
de 1995, e promulgado pelo Decreto nº........ , entrará
em vigor no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2009.
Parágrafo único - No período de transição entre
1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012 haverá
a convivência da norma ortográfica atualmente em vi-
gor com a nova norma estabelecida pelo Acordo, e
ambas serão aceitas como corretas nos exames esco-
lares, provas de vestibulares e concursos públicos, bem
como nos meios escritos em geral.
Art. 2º - O Ministério da Educação, o Ministério da
Cultura e o Ministério das Relações Exteriores, em aten-
dimento ao artigo 2º do Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, com a colaboração da Academia Brasilei-
ra de Letras e entidades afins dos países signatários
do Acordo, tomarão as providências necessárias com
vistas à elaboração de um vocabulário ortográfico co-
mum da língua portuguesa.
Art. 3º - Os livros escolares distribuídos pelo Mi-
nistério da Educação à rede pública de ensino de todo
o país serão autorizados a circular, em 2009, tanto na
atual quanto na nova ortografia, e deverão ser editados,
a partir de 2010, somente na nova ortografia, excetua-
das as reposições e complementações de programas
em curso, conforme especificação definida e regula-
mentada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação – FNDE.
Art. 4º - Este Decreto entra em vigor na data de
sua publicação.
Brasília,____de_________de 2008; 187º
da Independência e 120º da República.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 67
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68 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 69
Observações Importantes
→ As letras K, W e Y serão usadas nos seguintes casos
especiais:
a) EM antropônimos, antropônimos originários de
outras línguas e seus derivados.
Ex.: Franklin, frankliniano, Taylor, taylorista;
b) Em topônimos, topônimos originários de ou-
tras línguas e seus derivados.
Ex.: Kuanza, Kuwait.
c) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras
adotadas como unidade de medida de curso internaci-
onal.
Ex.: K – potássio (de kalium); W – oeste (West); kg
– quilograma; km (quilômetro); kW – kilowatt; yd – jarda
(yard)
MANTIDO
→ Fica mantido o acento agudo nas vogais tônicas I e U
das palavras oxítonas e paroxítonas que constituem o
2º elemento de um hiato e não seguidas de l,m,n,nh,r,z.
Ex.: país, saúde, balaústre. Nessa mesma regra
estão incluídas as formas verbais atraí-las, possuí-
lo-ás.
→ São mantidos os acentos em todas as proparoxíto-
nas. Toda paroxítona terminada em ditongo é também
uma proparoxítona eventual.
→ São mantidos os acentos das palavras oxítonas ter-
minadas em a, e, o seguidas ou não de S.
→ São mantidos os acentos das paroxítonas termina-
das em ditongo crescente.
→ São mantidos os acentos das paroxítonas termina-
das em LNRX, UM,UNS, PS, ÂO, Ã, US, I(+S)
→ mantido o hífen em palavras cujos prefixos são de
valor tipi-guarani.
Ex.: Ceará-Mirim.
→ Mantêm-se os acentos nas formas da 3ª pessoa do
plural dos verbos ter, manter, reter etc., que conservam
o acento:
EX.: (eles) têm, mantêm, retêm etc.
→ Estão mantidos os acentos graves indicativos de
crase.
MUDANÇAS
→ Os verbos como aguar (ou derivados), delinquir
possuem dupla grafia: com o u tônico em formas ri-
zotônicas sem acento gráfico: averiguo, águe; e com
a a ou o i dos radicais tônicos acentuados grafica-
mente: averiguo, ágüe.
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70 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
→ As palavras proparoxítonas cuja vogal tônica admite
variantes (ê, é, ô, ó) admitem dupla grafia.
Ex.: cômodo ou cómodo
→ Oscilação do acento gráfico em fêmur, femur, onix
ou ônix.
→ Não são acentuadas as palavras paroxítonas cujas
vogais tônicas i e u são precedidas de ditongo crescente.
Ex.: baiuca, feiura
→ Emprega-se o hífen nos seguintes topônimos:
a) iniciados por grã e grão. Ex.: Grão-Pará;
b) iniciados por verbos: Ex.: Passa-Quatro;
c) cujos elementos estejam ligados por artigo:
Ex.: Bahia de Todos-os-Santos;
Observação: Os demais topônimos compos-
tos são escritos separados e sem hífen: Ex.:
Cabo Verde - Exceção Guiné-Bissau
→ prefixos terminados em vogal e segundo elemento
iniciado por r ou s, a consoante será duplicada.
Ex.: cosseno, contrarregra.
→ prefixo terminado em vogal e segundo elemento ini-
ciado por vogal diferente daquela em que termina o
primeiro elemento.
Ex.: antiaéreo, hidroelétrico.
→ Facultativamente em dêmos (1ª pessoa do plural
do presente do subjuntivo), para se distinguir de de-
mos (1ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indi-
cativo) e em fôrma (substantivo) para se distinguir de
forma (substantivo ou verbo no presente do indicativo
ou no imperativo).
→ Não se emprega o acento circunflexo nas 3ª pesso-
as do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo
dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados: creem,
deem, leem, veem, releem.
→ Não se emprega o acento circunflexo nas paroxí-
tonas terminadas em oo (hiato): enjoo, voo (subs-
tantivo e verbo).
→ Emprega-se o hífen quando o primeiro elemento da
palavra composta for bem ou mal e o segundo elemen-
to começar por vogal ou h: bem-apanhado, bem-humo-
rado, mal-habituado, mal-estar.
→ Na translineação, ato de passar de uma linha para
outra, na escrita ou na impressão, ficando parte da pa-
lavra na linha superior e o resto na de baixo, se a parti-
ção coincide com o fim de um dos elementos, deve-se
repetir o hífen na linha seguinte. Ex.: vice- -almirante.
→ Os nomes próprios hebraicos de tradição bíblica
podem conservar os finais ch, ph e th ou simplificá-
los: Loth ou Lot.
→ Se o dígrafo for mudo, deverá ser eliminado: Joseph,
José; se, pelo uso, permitir adaptação, adiciona-se uma
vogal: Judith, Judite.
→ Em antropônimos e topônimos de tradição bíblica,
podem conservar-se ou não ser mantidas as consoan-
tes finais b, c, d, g e t, consagradas pelo uso, quer se-
jam pronunciadas, quer não: David, Davi.
No mesmo caso, incluem-se: Madrid, Calecut ou Cali-
cut. Com grafia única, destaca-se a palavra Cid, em
que o d sempre é pronunciado.
→ Sempre que possível, devem-se substituir os topôni-
mos de línguas estrangeiras por formas próprias da lín-
gua nacional (formas vernáculas), quando estas sejam
antigas e ainda vivas em português: Zurique por Zürich.
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Língua Portuguesa
Degrau Cultural 71
Para fixar melhor observe o quadro demonstrativo
na prática do uso do hífen.
Bibliografia
Instituto Antonio Houaiss – Escrevendo pela nova ortografia – Como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua Portuguesa
Ed. PubliFolha – Houaiss – 1ª edição/ 2008
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72 Degrau Cultural
Língua Portuguesa
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Raciocínio Lógico
Degrau Cultural 73
Raciocínio
Lógico
75 Conjuntos
76 Proposição simples ou proposição atômica
77 Conectivos
78 Número de linhas de uma tabela-verdade
79 Tautologias
86 Sentenças Abertas
86 Cálculos com porcentagem
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74 Degrau Cultural
Raciocínio Lógico
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Raciocínio Lógico
Degrau Cultural 75
1. CONJUNTOS
1.1 - Introdução
A noção de conjuntos é intuitiva. Primitivamente, enten-
de-se por conjunto todo agrupamento bem determina-
do de coisas, objetos, pessoas etc.
Ex: Conjunto das vogais.
1.2 - Elementos
São os objetos que formam o conjunto.
Ex: Nos conjuntos das vogais, os elementos são: a, e,
i, o, u.
1.3 - Representação
Podemos representar um conjunto de dois modos: en-
tre chaves ou através de uma linha poligonal fechada.
Ex: Conjunto das vogais:
V = {a, e, i, o, u }
1.4 - Caracterização
Podemos caracterizar um conjunto por:
a) Extensão: através da designação de todos os ele-
mentos que compõe o conjunto.
Ex: A = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}
b) Compreensão: através da indicação de uma propri-
edade de comum a todos os elementos.
Ex: {x / x é algarismo indo-arábico}
Obs: / (lê-se assim: tal que).
1.5 - Relação de Pertinência
Para indicar que um elemento x pertence ou não a um
conjunto A qualquer, escrevemos simbolicamente:
x ∈ A (x pertence ao conjunto A)
x ∉ A (x não pertence ao conjunto A)
Ex: Dado o conjunto A = { 0, 1, 2, 3, 4, 5,}, podemos dizer
que:
3 ∈ A
1 ∈ A
7 ∉ A
1.6 - Tipos de conjuntos
a) Finito: quando possui um número limitado de ele-
mentos:
Ex: {a, e, i, o, u }
{0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}
b) Infinito: quando possui um número ilimitado de ele-
mentos.
Ex: {1, 3, 5,... } → {x ∈ IN / x é ímpar}
{0, 1, 2, 3,... } → {x / x é natural }
1.7 - Conjunto unitário
É o conjunto formado por um só elemento.
Ex: Conjunto dos números primos pares e positivos:
A = { 2 }
1.8 - Conjunto Vazio
É o conjunto que não possui elementos.
Ex: Conjunto dos números inteiros entre 5 e 6.
B = { } ou B = ∅
1.9 - Conjunto Universo
É o conjunto que admitimos existir para o desenvolvi-
mento de certo assunto em matemática. É representa-
do por U.
Ex: {Segunda-feira, Sexta-feira, sábado} é o conjunto
dos dias da semana que começam com a letra “s” .Nes-
te caso o conjunto universo é: U ={x / x é dia da semana}.
1.10 - Subconjunto
O conjunto A é subconjunto de um conjunto B se, e so-
mente se, todo elemento de A pertence a B.
Ex: A = {1, 2, 3 } e B = {1, 2, 3, 4, 5}
A é subconjunto de B.
No diagrama:
Para relacionar subconjuntos, conjuntos, usaremos
os símbolos:
⊂ (está contido)
⊄ (não está contido)
⊃ (contém)
(não contém)
Se A é subconjunto de B, então: A ⊂ B; B ⊃ A
Obs:
1) A ordem dos elementos não altera o conjunto.
Ex: A = {3, 7, 8} é o mesmo que A = {7, 8, 3}
2) Os elementos dos conjuntos não devem ser repetidos.
Ex: B = {1, 4, 4, 5, 4, 9} é o mesmo que B = {1, 4, 5, 9}
3) Representamos os conjuntos por letras maiúsculas:
A, B, C, ...
4) Os elementos são indicados por letras minúsculas:
a, b, c, ...
1.11 - Igualdade de conjuntos
Dois conjuntos A e B são iguais, se e somente se, simul-
taneamente A é subconjunto de B é subconjunto de A.
RACIOCÍNIO LÓGICO
01_Raciocinio Logico.pmd 30/9/2010, 09:45 75
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76 Degrau Cultural
Raciocínio Lógico
Ou seja, dois conjuntos são iguais quando possuem
os mesmos elementos.
Ex: A = {3, 2, 1} e B = {1, 2, 3}
A = B
1.12 - Conjuntos Numéricos
a) IN = {0, 1, 2, 3, 4,...} é o conjunto dos números
naturais.
b) Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...} é conjunto dos números
inteiros.
c) Q = {x / x = , a ∈ z, b ∈ z, b ≠ 0} é o conjunto dos
números racionais.
d) I = {x / x não é quociente de dois números inteiros}
e) IR é o conjunto formado pelos conjuntos dos núme-
ros racionais mais irracionais, chamados de reais.
Em diagramas temos:
Então: IN ⊂ Z ⊂ Q ⊂ IR
1.13 - União (U)
Dados dois conjuntos A e B, chama-se união de A com
B, o conjunto formado pelos elementos que pertencem
a A ou a B.
A U B = {x / x ∈ A ou x ∈ B}
Ex: A = {1, 2, 3} , B = {3, 4, 5}
A U B = {1, 2, 3, 4, 5}
No diagrama temos:
B) Intersecção ( )
Dados dois conjuntos A e B, chama-se intersecção de
A com B o conjunto formado pelos elementos que
pertencem a A e a B.
A B = {x / x ∈ A e x ∈ B}
Ex: A = {1, 2, 3} e B = {3, 4,}
A B = {3}
No diagrama temos:
C) Diferença
Dados dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre A
e B e indica-se por A - B, ao conjunto formado pelos que
pertencem a A e não pertencem a B.
Ex: A – B = {x / x ∈ A e x ∉ B}
Se: A = {1, 2, 3} e B = { 3, 4} então:
A – B = {1,2} B – A = {4}
Obs: A – B ≠ B - A
No diagrama temos:
No diagrama temos:
D) Complementar
Dados dois conjuntos A e B tais que A é subconjunto de
B, chama-se complementar de A em relação a B e indi-
ca-se por , ao conjunto dos elementos que perten-
cem a B e não pertencem a A.
= B – A
Ex: A = { 1, 2, 3 } e B = { 1, 2, 3, 4, 5 }
= B – A = { 4, 5 }
Estruturas Lógicas e Diagramas
Proposição é todo o conjunto de palavras, símbolos
que representam um pensamento completo.
Princípios
A lógica matemática se fundamenta em dois princípi-
os básicos:
I) Princípio da não contradição:
Uma proposição não poderá ser ao mesmo tempo fal-
sa e verdadeira.
II) Princípio do terceiro excluído:
Toda proposição ou é verdadeira ou é falsa, não existe
um terceiro caso.
Valor lógico de uma proposição
Uma proposição poderá ter valor lógico verdade ou
falsidade.
Toda proposição tem um e, um só dos valores V ou F.
Proposição simples ou proposição atômica
É aquela que não tem nenhuma outra proposição como
parte integrante.
Representaremos pelas letras latinas minúsculas p, q,
r, s...
p: Antonio é alto.
q: 2 é um número ímpar.
01_Raciocinio Logico.pmd 30/9/2010, 09:45 76
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Raciocínio Lógico
Degrau Cultural 77
Proposição composta ou proposição molecular.
É aquela formada pela combinação de duas ou mais
proposições.
Representaremos pelas letras latinas maiúsculas P,
Q, R, S...
P: Antonio é alto ou 2 é um número ímpar.
Conectivos
São palavras usadas para ligar proposições, assim
criando novas proposições.
Os Conetivos são:
TABELA-VERDADE
Dispositivo prático na qual figuram todos os possíveis
valores lógicos da proposição composta corresponden-
tes das proposições simples.
Operações Lógicas sobre proposições
Quando analisamos proposições realizamos uma sé-
rie de operações, vamos conhecê-las e também as suas
tabelas-verdade.
a) Negação (~)
Representa a negação de uma proposição. Seus valo-
res lógicos são:
~p , lê-se: não p; não é verdade que p; não sucede p
p: Antonio é professor
~p: Antonio não é professor.
b) Conjunção (∧ ∧∧ ∧∧)
Representa a conjunção de duas proposições ligadas
através do conectivo e (p ∧q) . Seus valores lógicos são:
p ∧ q: lê-se: p e q; p mais q.
Carlos é engenheiro e 5 é primo.
c) Disjunção (∨)
Representa a disjunção de duas proposições ligadas
através do conectivo ou (p ∨ q). Seus valores lógicos são:
p ∨ q: lê-se: p ou q.
Carlos é engenheiro ou 5 é primo.
d) Disjunção Exclusiva ( )
Representa a disjunção de duas proposições ligadas
através do conectivo ou...ou.. (p q). Seus valores lógi-
cos são:
p q: lê-se ou p ou q, mas não ambos
ou Carlos é engenheiro ou 5 é primo.
e) Condicional ( )
Representa a conjunção de duas proposições ligadas
através do conectivo se... então (p q). Seus valores
lógicos são:
p q: lê-se: se p então q; q se p; p somente se q.
Poderemos também, interpretar da seguinte forma:
(a) p é condição suficiente para q
(b) q é condição necessária para p
Se Carlos é engenheiro, então 5 é primo.
f) Bicondicional (↔)
Representa a conjunção de duas proposições ligadas
através do conectivo se...então (p↔q). Seus valores ló-
gicos são:
p ↔ q: lê-se: p se, e somente se, q; p é equivalente a q.
Poderemos também, interpretar da seguinte forma:
p é condição necessária e suficiente para q
Carlos é engenheiro se e somente se 5 é primo.
ER1. (FT_98) De três irmãos – José, Adriano e Caio –,
sabe-se que ou José é o mais velho, ou Adriano é o
mais moço. Sabe-se, também, que ou Adriano é o mais
velho, ou Caio é o mais velho. Então, o mais velho e o
mais moço dos três irmãos são, respectivamente:
a) Caio e José
b) Caio e Adriano
c) Adriano e Caio
d) Adriano e José
e) José e Adriano
Resolução:
Temos as seguintes proposições:
Ou José é o mais velho, ou Adriano é o mais moço. (I)
Ou Adriano é o mais velho, ou Caio é o mais velho. (II)
Considerando a proposição:
Ou Adriano é o mais velho, ou Caio é o mais velho.
Essa proposição será verdadeira se somente uma das
proposições for verdadeira.
Considerando que Caio é o mais velho, então Adriano
não é o mais velho.
Considerando a proposição:
Ou José é o mais velho, ou Adriano é o mais moço.
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78 Degrau Cultural
Raciocínio Lógico
Essa proposição será verdadeira se pelo menos uma
das proposições for verdadeira.
José é o mais velho é falso pela (II), então Adriano é o
mais moço.
Alternativa: B
ER2. (FT_98) A negação da afirmação condicional “se
estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva” é:
a) se não estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva
b) não está chovendo e eu levo o guarda-chuva
c) não está chovendo e eu não levo o guarda-chuva
d) se estiver chovendo, eu não levo o guarda-chuva
e) está chovendo e eu não levo o guarda-chuva
Resolução:
A negação da de uma proposição do tipo
“Se A então B” (A → B),
é a afirmação da primeira e negação da segunda.
~ (A → B) ⇔ A ∧ → B
Logo, a negação de:
“Se estiver chovendo, (então) eu levo o guarda-chuva”.
“Está chovendo, eu não levo o guarda-chuva”.
Alternativa: E
ER3. (FT_98_ESAF) Dizer que “Pedro não é pedreiro ou
Paulo é paulista” é, do ponto de vista lógico, o mesmo
que dizer que:
a) se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista
b) se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro
c) se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista
d) se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista
e) se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista
Resolução:
Do ponto de vista da lógica, a negação da primeira ou
afirmação da segunda (~A ∨ B), é equivalente a dizer
que a afirmação da primeira implica na afirmação da
segunda (A →B).
~A ∨ B ⇔ A → B
Logo:
“Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista” ⇔
“se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista”
Alternativa: A
Número de linhas de uma tabela-verdade
O número de linhas da tabela-verdade de uma
proposição composta depende do número de proposi-
ções simples que a integram, sendo dado pelo seguin-
te teorema:
“A tabela-verdade de uma proposição compos-
ta com n proposições simples componentes contém
2
n
linhas”.
Vamos primeiro ver um exemplo construindo a tabe-
la-verdade por uma proposição, depois, um exemplo cons-
truindo a tabela-verdade através de argumento.
1º) Exemplo:
Dada a proposição P(p,q) = ~ (p ^ ~ q)
Primeiramente, calculamos o nº de linhas por
2
n
: 2
2
= 4 (o 2 da potência é porque só temos duas
variáveis, ou seja, p e q).
Após sabermos o número de linhas que terá a
tabela-verdade, vamos, agora, construí-la, através dos
valores lógicos V e F.
Para a primeira proposição simples (p):
Para valores Vs (verdadeiros), temos: p = 2
n – 1
,
como n = 2, fica: 2
2 – 1
= 2
1
= 2 (significa que na primeira
coluna, teremos dois valores Vs).
Usando o mesmo raciocínio, para valores Fs (fal-
sos), concluímos que, teremos, também, dois valores
Fs (falsos), na primeira coluna.
Nota: os valores Vs (verdadeiros) e Fs (falsos)
vão se alternando de dois em dois, pois o resultado
de 2
n – 1
foi 2.
Façamos, agora, para a segunda proposição (q):
Para valores Vs (verdadeiros), temos: q = 2
n – 2
,
como n = 2, fica: 2
2 – 2
= 2
0
= 1 (significa que na segunda
coluna, teremos um valor V).
Pela mesma linha de raciocínio, para valores Fs
(falsos), concluímos que teremos, também, um valor F.
Nota: os valores V (verdadeiro) e F (falso) vão se
alternando de um em um, pois o resultado de 2
n – 2
foi 1.
O candidato pode perguntar por que em relação
à primeira premissa a potência foi n – 1 e em relação à
segunda premissa a potência foi n – 2.
A resposta é: fundamenta-se na fórmula 2
n
/ 2
k
=
2
n - k
onde n são os valores lógicos e k são as premissas.
Então, no nosso caso, ficamos assim:
Para a primeira premissa: 2
2
/ 2
1
= 2
2 - 1
, o 2 (po-
tência) é porque os valores lógicos são V e F e o 1
(potência), porque é em relação à 1ª premissa.
Para a segunda premissa: 2
2
/ 2
2
= 2
2 – 2
, o primei-
ro 2 (potência) é porque os valores lógicos são V e F e o
segundo 2 (potência) é porque a premissa é a segunda.
Agora, vamos montar a tabela-verdade:
Pela tabela-verdade, vemos que na primeira coluna
existem dois Vs e dois Fs, enquanto na segunda
existe um V e um F, alternando-se, como foi compro-
vado no cálculo acima.
2º) Exemplo:
Vamos aproveitar este exemplo para mostrar a
validade de um argumento.
Testar a validade do seguinte argumento:
Se trabalho, não posso estudar
Trabalho ou serei aprovado em Matemática
Tabalhei______________________________
Logo, fui reprovado em Matemática
Inicialmente, vamos separar as proposições:
P = “Trabalho”
Q = “Posso estudar”
R = “Serei aprovado em Matemática”
Padronizando, sendo:
P → →→ →→ ~ Q
P v R
P______
\~ R
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Raciocínio Lógico
Degrau Cultural 79
Fazendo o mesmo tipo de cálculo para o pri-
meiro exemplo, temos: 2
n
= 2
3
= 8 linhas. (lembre-se,
agora, k vale 1, depois, 2, depois, 3, porque são 3
premissas). Então, nas colunas, teremos:
1ª coluna = da premissa P = 4 Vs e 4 Fs;
2ª coluna = da premissa Q = 2 Vs e 2 Fs, alternada-
mente;
3ª coluna = da premissa R = 1 V e 1 F, alternada-
mente.
A montagem da tabela, fica:
p = premissas
c = conclusão
A explicação para a validade de um argumento é:
após a construção da tabela-verdade, verifica-se na
coluna das premissas as linhas em que os valores
lógicos são todos V. Se em todas essas linhas o valor
lógico relativo à coluna da conclusão for, também, V, o
argumento é válido. Se ao menos em uma das linhas
em que os valores lógicos das premissas são Vs, se
nessa mesma linha o valor lógico relativo à coluna da
conclusão for F, então, o argumento é não-válido.
No nosso 2º exemplo, temos nas 3ª e 4ª linhas
as premissas verdadeiras, mas na terceira linha a con-
clusão é falsa, logo o argumento é não-válido.
TAUTOLOGIAS
Sentenças moleculares que são sempre verdadeiras,
independentemente do valor lógico das proposições
que a constituem, são chamadas tautologias.
ER4. (FT_98) Chama-se tautologia a toda proposição
que é sempre verdadeira, independentemente da ver-
dade dos termos que a compõem. Um exemplo de tau-
tologia é:
a) se João é alto, então João é alto ou Guilherme é
gordo
b) se João é alto, então João é alto e Guilherme é
gordo
c) se João é alto ou Guilherme é gordo, então Gui-
lherme é gordo
d) se João é alto ou Guilherme é gordo, então João é
alto e Guilherme é gordo
e) se João é alto ou não é alto, então Guilherme é
gordo
Resolução:
Analisando a proposição se João é alto, então João é
alto ou Guilherme é gordo
Logo, essa proposição representa uma tautologia.
Alternativa: A
Lógica de Argumentação
Chama-se de argumento toda afirmação de que uma
dada seqüência finita de proposições tem como con-
seqüência uma proposição final.
As proposições iniciais são as premissas do argumen-
to, e a proposição final é a conclusão do argumento.
Poderemos usar os termos hipótese no lugar de pre-
missa e tese no lugar de conclusão.
P
1
: Todos os diplomatas são gordos.
P
2
: Nenhum gordo sabe nadar.
C: Logo, os diplomatas não sabem nadar.
Um argumento que consiste em duas premissas e uma
conclusão chama-se silogismo.
Validade de um argumento
Um argumento P
1
, P
2
,...,P
n
|----- C diz-se válido, se e
somente se a conclusão C é verdadeira todas as vezes
que premissas P
1
, P
2
,...,P
n
são verdadeiras.
Um argumento não-válido recebe o nome de sofisma.
Critério de validade de um argumento
Um argumento P
1
, P
2
,...,P
n
|------ C é válido, se e somen-
te se a condicional:
(P
1
∧ P
2
, ∧....∧P
n
) ⇒ C é tautológica.
ER5. (ICMS_SP_02)
Todos os diplomatas são gordos.
Nenhum gordo sabe nadar.
Segue-se que:
a) Algum diplomata não é gordo
b) Algum diplomata sabe nadar
c) Nenhum diplomata sabe nadar
d) Nenhum diplomata é gordo
e) Algum gordo sabe nadar
Resolução:
Poderemos usar a teoria dos conjuntos para a resolu-
ção do exercício.
Vamos representar cada frase por diagramas de con-
juntos
Como não há intersecção entre o conjunto dos Gordos
e o dos Nadadores, então não existe a possibilidade
de algum diplomata saber nadar, logo nenhum diplo-
mata sabe nadar.
Alternativa: C
REGRAS DE INFERÊNCIA
As tabelas que se seguem contém alguns dos argu-
mentos válidos mais importantes da lógica. O conheci-
mento da validade destes dez argumentos permite-nos
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80 Degrau Cultural
Raciocínio Lógico
inferir a validade de muitos outros argumentos. Por esse
motivo eles são chamados de
Regras de Inferência.
Exemplo:
1) Vamos usar a regra modus ponens para verificar a
validade do argumento:
Se Maria é francesa, então Guilherme é italiano.
Se Guilherme é italiano, então Orlando é chinês.
Mas Maria é francesa.
-------------------------------------------------------------------------
Logo Orlando é chinês.
Representando simbolicamente as proposições por A:
Maria é francesa, B: Guilherme é italiano e C: Orlando é
chinês, o argumento dado é da forma:
(1) Se A, então B
(2) Se B, então C
(3) A
------------------------
(4) C
onde (1), (2) e (3) são as premissas e (4) é a conclusão;
das premissas (1) e (3) podemos concluir, via “modus
ponens”, que a proposição B é verdadeira e assim, no
nosso argumento, podemos usar a proposição
proposição B como uma nova premissa. Temos então
verdadeira as seguintes proposições (1), (2), (3) e (4),
mostrando que o argumento é válido.
EXERCÍCIOS
01. (TTN) Se é verdade que “Alguns A são R” e que
“Nenhum G é R”, então é necessariamente verda-
deiro que:
a) algum A não é G d) algum G é A
b) algum A é G e) nenhum G é A
c) nenhum A é G
02. (TTN) Considere dois conjuntos, A e B, tais que A =
{4, 8, x, 9, 6} e B = {1 , 3, x, 1 0, y, 6}. Sabendo que a
interseção dos conjuntos A e B é dada pelo con-
junto {2, 9, 6}, o valor da expressão y - (3x + 3) é
igual a
a) -28 d) 6
b) -19 e) 0
c) 32
03. (Fiscal do Trabalho/98) De um grupo de 200 estu-
dantes, 80 estão matriculados em francês, 110 em
inglês e 40 não estão matriculados nem em in-
glês, nem em francês. Seleciona-se, ao acaso, um
dos 200 estudantes. A probabilidade de que o es-
tudante selecionado esteja matriculado, em pelo
menos uma dessas disciplinas (isto e, em inglês
ou em francês) é igual a:
a) d)
b) e)
c)
04. (AFC/96) Se Beto briga com Glória, então Glória vai
ao cinema. Se Glória vai ao cinema, então Carla
fica em casa. Se Carla fica em casa, então Raul
briga com Carla. Ora, Raul não briga com Carla.
Logo,
a) Carla não fica em casa e Beto não briga com Gló-
ria.
b) Carla fica em casa e Glória vai ao cinema.
c) Carla não fica em casa e Glória vai ao cinema.
d) Glória vai ao cinema e Beto briga com Glória.
e) Glória não vai ao cinema e Beto briga com Glória.
05. (AFC/96) Três irmãs – Ana, Maria e Cláudia – fo-
ram a uma festa com vestidos de cores diferentes.
Uma vestiu azul, a outra branco, e a terceira preto.
Chegando à festa, o anfitrião perguntou quem era
cada uma delas. A de azul respondeu: “Ana é a que
está de branco”. A de branco falou: “Eu sou Maria”.
E a de preto disse: “Cláudia é quem está de bran-
co”. Como o anfitrião sabia que Ana sempre diz a
verdade, que Maria às vezes diz a verdade, e que
Cláudia nunca diz a verdade, ele foi capaz de iden-
tificar corretamente quem era cada pessoa. As
cores dos vestidos de Ana, Maria e Cláudia eram,
respectivamente,
a) Preto, branco, azul.
b) Preto, azul, branco.
c) Azul, preto, branco.
d) Azul, branco, preto
e) Branco, azul, preto.
06. (AFC/96) Se Carlos é mais velho do que Pedro,
então Maria e Júlia têm a mesma idade. Se Maria
e Júlia têm a mesma idade, então João é mais
moço do que Pedro. Se João é mais moço do que
Pedro, então Carlos é mais velho do que Maria.
Ora, Carlos não é mais velho do que Maria. Então,
a) Carlos não é mais velho do que Júlia, e João é
mais moço do que Pedro.
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Raciocínio Lógico
Degrau Cultural 81
b) Carlos é mais velho do que Pedro, e Maria e Júlia
têm a mesma idade.
c) Carlos e João são mais moços do que Pedro.
d) Carlos é mais velho do que Pedro, e João é mais
moço do que Pedro.
e) Carlos não é mais velho do que Pedro, e Maria e
Júlia não têm a mesma idade.
07. (AFC/96) Os dois círculos abaixo representam, res-
pectivamente, o conjunto S dos amigos de Sara e
o conjunto P dos amigos de Paula.
Sabendo que a parte sombreada do diagrama não
possui elemento algum, então:
a) Todo amigo de Paula é também amigo de Sara.
b) Todo amigo de Sara é também amigo de Paula.
c) Algum amigo de Paula não é amigo de Sara.
d) Nenhum amigo de Sara é amigo de Paula.
e) Nenhum amigo de Paula é amigo de Sara.
08. (AFC/96) Com relação a dois conjuntos quaisquer,
Z e P, é correto afirmar que:
a) Se (Z ∩ P) = P, então P ⊂ Z
b) Se (Z ∪ P) = Z, então Z⊂ P
c) Se (Z ∩ P) = φ , então (Z ∪ P) = φ
d) Se (Z ∩ P) = φ, então Z = ou P = φ
e) Se (Z ∪ P) = P, então Z = φ
09. (ICMS_2002) Indique a alternativa em que as pro-
posições formam um conjunto inconsistente.
a) Se o avião tem problema de motor, então pousa
em Campinas. Se o avião tem problema de motor,
então pousa em Bauru. O avião não pousa em
Campinas.
b) Se o avião tem problema de motor, então pousa
em Campinas. Se o avião não tem problema de
motor, então pousa em Bauru. O avião não pousa
em Bauru.
c) Se o avião tem problema de motor, então não pou-
sa em Campinas. Se o avião não tem problema de
motor, então pousa em Bauru. O avião não pousa
em Campinas.
d) Se o avião tem problema de motor, então pousa
em Campinas. Se o avião não tem problema de
motor, então pousa em Bauru. O avião não pousa
em Campinas nem em Bauru.
e) Se o avião tem problema de motor, então não pou-
sa em Campinas. Se o avião não tem problema de
motor, então não pousa em Bauru. O avião pousa
em Campinas.
10. De quantas maneiras cinco pessoas: A, B, C, D e
E, podem ser dispostas em fila indiana começan-
do por A ou B?
a) 120. d) 60.
b) 24. e) 42.
c) 48.
Texto para os itens de 11 e 12 (TCU/2004)
Considere que as letras P, Q e R representam pro-
posições e os símbolos , e são operado-
res lógicos que constroem novas proposições e
significam não, e e então, respectivamente. Na ló-
gica proposicional que trata da expressão do raci-
ocínio por meio de proposições que são avalia-
das (valoradas) como verdadeiras (V) ou falsas
(F), mas nunca ambos, esses operadores estão
definidos, para cada valoração atribuída às letras
proposicionais, na tabela abaixo.
11. Suponha que P represente a proposição Hoje cho-
veu, Q represente a proposição José foi à praia e
R represente a proposição Maria foi ao comércio.
Com base nessas informações e no texto, julgue
os itens seguintes.
a) A sentença Hoje não choveu então Maria não foi
ao comércio e José não foi à praia pode ser corre-
tamente representada por ¬ P→ (¬ R
^
¬ Q).
b) A sentença Hoje choveu e José não foi à praia pode
ser corretamente representada por P
^
¬ Q.
c) Se a proposição Hoje não choveu for valorada como
F e a proposição José foi à praia for valorada como V,
então a sentença representada por ¬ P → Q é falsa.
d) O número de valorações possíveis para (Q
^
¬ R) → P
é inferior a 9.
12.
As letras P, Q e R representam proposições, e os
esquemas acima representam quatro formas de de-
dução, nas quais, a partir das duas premissas (pro-
posições acima da linha tracejada), deduz-se a con-
clusão (proposição abaixo da linha tracejada). Os sím-
bolos ¬ e → são operadores lógicos que significam,
respectivamente, não e então, e a definição de V é
dada na seguinte tabela verdade.
Considerando as informações acima e as do texto,
julgue os itens que se seguem, quanto à forma de
dedução.
a) Considere a seguinte argumentação. Se juízes fos-
sem deuses, então juízes não cometeriam erros.
Juízes cometem erros. Portanto, juízes não são
deuses. Essa é uma dedução da forma IV.
b) Considere a seguinte dedução. De acordo com a
acusação, o réu roubou um carro ou roubou uma
motocicleta. O réu roubou um carro. Portanto, o
réu não roubou uma motocicleta. Essa é uma de-
dução da forma II.
c) Dadas as premissas P → Q;¬ Q; R → P, é possível
fazer uma dedução de ¬ R usando-se a forma de
dedução IV.
d) Na forma de dedução I, tem-se que a conclusão
será verdadeira sempre que as duas premissas
forem verdadeiras.
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82 Degrau Cultural
Raciocínio Lógico
13. (TCU/2004) A seguinte forma de argumentação é
considerada válida. Para cada x, se P(x) é verdade,
então Q(x) é verdade e, para x = c, se P(c) é verda-
de, então conclui-se que Q(c) é verdade. Com base
nessas informações, julgue os itens a seguir.
a) Considere o argumento seguinte.
Toda prestação de contas submetida ao TCU que
expresse, de forma clara e objetiva, a exatidão dos
demonstrativos contábeis, a legalidade, a legiti-
midade e a economicidade dos atos de gestão do
responsável é julgada regular. A prestação de con-
tas da Presidência da República expressou, de
forma clara e objetiva, a exatidão dos demonstrati-
vos contábeis, a legalidade, a legitimidade e a eco-
nomicidade dos atos de gestão do responsável.
Conclui-se que a prestação de contas da Presi-
dência da República foi julgada regular.
Nesse caso, o argumento não é válido.
b) Considere o seguinte argumento.
Cada prestação de contas submetida ao TCU que
apresentar ato antieconômico é considerada irre-
gular. A prestação de contas da prefeitura de uma
cidade foi considerada irregular. Conclui-se que a
prestação de contas da prefeitura dessa cidade
apresentou ato antieconômico.
Nessa situação, esse argumento é válido.
14. (TCU/2004) Em geral, empresas públicas ou pri-
vadas utilizam códigos para protocolar a entrada e
a saída de documentos e processos. Considere
que se deseja gerar códigos cujos caracteres per-
tencem ao conjunto das 26 letras de um alfabeto,
que possui apenas 5 vogais. Com base nessas
informações, julgue os itens que se seguem.
a) Se os protocolos de uma empresa devem conter 4
letras, sendo permitida a repetição de caracteres,
então podem ser gerados menos de 400.000 pro-
tocolos distintos.
b) Se uma empresa decide não usar as 5 vogais em
seus códigos, que poderão ter 1, 2 ou 3 letras,
sendo permitida a repetição de caracteres, então
é possível obter mais de 11.000 códigos distintos.
c) O número total de códigos diferentes formados por
3 letras distintas é superior a 15.000.
15. (TCU/2004) 20. Um baralho comum contém 52
cartas de 4 tipos (naipes) diferentes: paus (♣),
espadas (♠), copas (♥) e ouros (♦). Em cada nai-
pe, que consiste de 13 cartas, 3 dessas cartas
contêm as figuras do rei, da dama e do valete, res-
pectivamente. Com base nessas informações, jul-
gue os itens subseqüentes.
a) A probabilidade de se extrair aleatoriamente uma
carta de um baralho e ela conter uma das figuras
citadas no texto é igual a .
b) Sabendo que há 4 ases em um baralho comum,
sendo um de cada naipe, conclui-se que a proba-
bilidade de se extrair uma carta e ela não ser um
ás de ouros é igual a .
c) A probabilidade de se extrair uma carta e ela conter
uma figura ou ser uma carta de paus é igual a .
16. (AFTN/98) Considere as afirmações:
A) se Patrícia é uma boa amiga, Vítor diz a verdade;
B) se Vítor diz a verdade, Helena não é uma boa amiga;
C) se Helena não é uma boa amiga, Patrícia é uma
boa amiga.
A análise do encadeamento lógico dessas três afir-
mações permite concluir que elas:
a) são equivalentes a dizer que Patrícia é uma boa
amiga.
b) implicam necessariamente que Patrícia é uma boa
amiga.
s) implicam necessariamente que Vítor diz a verda-
de e que Helena não é uma boa amiga.
d) são consistentes entre si, quer Patrícia seja uma
boa amiga, quer Patrícia não seja uma boa
amiga.
e) são inconsistentes entre si.
17. (MPOG/2002) M = 2x + 3y, então M = 4p + 3r. Se M
= 4p + 3r, então M = 2w - 3r. Por outro lado, M = 2x
+ 3y, ou M = 0. Se M = 0, então M + H = 1. Ora, M +
H 1. Logo,
a) 2w -3r = 0 d) 2x + 3y 2w - 3r
b) 4p + 3r 2w - 3r e) M = 2w - 3r
c) M2x + 3y
18. (MPOG/2002) Em um grupo de amigas, todas as
meninas loiras são, também, altas e magras, mas
nenhuma menina alta e magra tem olhos azuis. To-
das as meninas alegres possuem cabelos crespos,
e algumas meninas de cabelos crespos têm tam-
bém olhos azuis. Como nenhuma menina de cabe-
los crespos é alta e magra, e como neste grupo de
amigas não existe nenhuma menina que tenha ca-
belos crespos, olhos azuis e seja alegre, então:
a) pelo menos uma menina alegre tem olhos azuis.
b) pelo menos uma menina loira tem olhos azuis.
c) todas as meninas que possuem cabelos crespos
são loiras.
d) todas as meninas de cabelos crespos são alegres.
e) nenhuma menina alegre é loira.
19. (MPOG/2002) Na formatura de Hélcio, todos os que
foram à solenidade de colação de grau estiveram,
antes, no casamento de Hélio.- Como nem todos
os amigos de Hélcio estiveram no casamento de
Hélio, conclui-se que, dos amigos de Hélcio:
a) todos foram à solenidade de colação de grau de
Hélcio e alguns não foram ao casamento de Hélio.
b) pelo menos um não foi à solenidade de colação
de grau de Hélcio.
c) alguns foram à solenidade de colação de grau de
Hélcio, mas não foram ao casamento de Hélio.
d) alguns foram à solenidade de colação de grau de
Hélcio e nenhum foi ao casamento de Hélio.
e) todos foram à solenidade de colação de grau de
Hélcio e nenhum foi ao casamento de Hélio.
20. (MPOG/2002) Um juiz de futebol possui três car-
tões no bolso. Um é todo amarelo, o outro é todo
vermelho e o terceiro é vermelho de um lado e
amarelo do outro. Num determinado jogo, o juiz
retira, ao acaso, um cartão do bolso e mostra, tam-
bém ao acaso, uma face do cartão a um jogador.
Assim, a probabilidade de a face que o juiz vê ser
vermelha e de a outra face, mostrada ao jogador,
ser amarela é igual a:
a) 1/6. d) 4/5.
b) 1/3. e) 5/6.
c) 2/3.
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Raciocínio Lógico
Degrau Cultural 83
21. (MPOG/2002) Cinco amigas, Ana, Bia, Cati, Dida e
Elisa, são tias ou irmãs de Zilda. As tias de Zilda
sempre contam a verdade e as irmãs de Zilda sem-
pre mentem. Ana diz que Bia é tia de Zilda. Bia diz
que Cati é irmã de Zilda. Cati diz que Dida é irmã
de Zilda. Dida diz que Bia e Elisa têm diferentes
graus de parentesco com Zilda, isto é: se uma é
tia a outra é irmã. Elisa diz que Ana é tia de Zilda.
Assim, o número de irmãs de Zilda neste conjunto
de cinco amigas é dado por:
a) 1. d) 4.
b) 2. e) 5.
c) 3.
22. Seis pessoas - A, B, C, D, E, F - devem sentar-se
em tomo de uma mesa redonda para discutir um
contrato. Há exatamente seis cadeiras em tomo
da mesa, e cada pessoa senta-se de frente para o
centro da mesa e numa posição diametralmente
oposta à pessoa que está do outro lado da mesa.
A disposição das pessoas à mesa deve satisfazer
às seguintes restrições:
F não pode sentar-se ao lado de C
E não pode sentar-se ao lado de A
D deve sentar-se ao lado de A
Então uma distribuição aceitável das pessoas em
tomo da mesa é:
a) F, B, C, E, A, D. d) F, D, A, C, E, B.
b) A, E, D, F, C, B. e) F, E, D, A, B, C.
c) A, E, F, C, D, E.
23. Ou Celso compra um carro, ou Ana vai à Africa, ou
Rui vai a Roma. Se Ana vai à África, então, Luís
compra um Livro. Se Luís compra um livro, então
Rui vai a Roma. Ora, Rui não vai a Roma, logo:
a) Celso compra um carro e Ana não vai à África.
b) Celso não compra um carro e Luís não compra o
livro.
c) Ana não vai à África e Luís compra um livro.
d) Ana vai à África ou Luís compra um livro.
e) Ana vai à África e Rui não vai a Roma.
24. Dizer que é verdade que para todo x, se x é uma rã
e se x é verde, então x está saltando é logicamente
equivalente a dizer que não é verdade que:
a) “algumas rãs que não são verdes estão saltando”.
b) “algumas rãs verdes estão saltando”.
c) “nennuma rã verde não esta saltando”.
d) “existe uma rã verde que não está saltando”.
e) “algo que não seja uma rã verde está saltando”.
25. Dizer que “André é artista ou Bemardo não é enge-
nheiro” é logicamente eqüivalente a dizer que:
a) André é artista se e somente se Bernardo não é
engenheiro.
b) Se André é artista, então Bemardo não é enge-
nheiro.
c) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro
d) Se Bemardo é engenheiro, então André é artista.
e) André não é artista e Bemardo é engenheiro.
26. Em uma comunidade, todo trabalhador é respon-
sável. Todo artista, se não for filósofo, ou é traba-
lhador ou é poeta. Ora, não há filósofo e não há
poeta que não seja responsável. Portanto, tem-se
que, necessariamente,
a) todo responsável é artista.
b) tudo responsável é filósofo ou poeta.
c) todo artista é responsável.
d) algum filósofo é poeta.
e) algum trabalhador é filósofo.
27. Se é verdade que “Alguns escritores são poetas” e
que “Nenhum Músico é poeta’’, então, também e
necessariamente ver que:
a) nenhum músico é escritar.
b) algum escritor é músico.
c) algum músico é escritor.
d) algum escritor não é músico.
e) nenhum escritor é músico.
28. Se Beraldo briga com Beatriz, então Beatriz briga
com Bia. Se Beatriz briga com Bia, então Bia vai ao
bar. Se Bia vai ao bar, então Beto briga com Bia.
Ora. Beto não briga com Bia. Logo,
a) Bia não vai ao bar e Beatriz briga com Bia.
b) Boa vai ao bar e Beatriz ouga com Bia.
c) Beatriz não briga com Bia e Beraldo não briga com
Beatriz.
d) Beatriz briga com Bia e Beraldo briga com Beatriz.
e) Beatriz não briga com Bia e Beraldo briga com Beatriz.
29. Se Flávia é filha de Fernanda, então Ana não é filha
de Alice. Ou Ana é filha de Alice, ou Ênia é filha de
Elisa. Se Paula não é filha de Paulete, então Flávia
é filha de Fernanda. Ora, nem Ênia é filha de Elisa
nem Inês é filha de Isa.
a) Paula é filha de Paulete e Flávia é filha de Fernanda.
b) Paula é filha de Paulete e Ana é filha de Alice.
c) Paula não é fllna de Paulete e Ana é filha de Alice.
d) Ênia é filha de Elisa ou Flávia é filha de Fernanda.
e) Se Ana é filha de Alice, Flávia é filha de Fernanda.
30. A partir das seguintes premissas:
Premissa 1: “X é A e B, ou X é C”
Premissa 2: “Se Y não é C, então X não é C”
Premissa 3: “Y não é C”
Conclui-se corretamente que X é:
a) A e B.
b) não A ou não C.
c) A ou B.
d) A e não B.
e) não A e não B.
31. Maria é magra ou Bemardo é barrigudo. Se Lúcia
é linda, então César não é careca. Se Bernardo é
barrigudo, então César é careca. Ora, Lúcia é lin-
da. Logo:
a) Maria é magra e Bernardo não é barrigudo.
b) Bernardo é barrigudo ou César é careca.
c) César é careca e Maria é magra.
d) Maria não é magra e Bernardo é barrigudo.
e) Lúcia é linda e César é careca.
32. As seguintes afirmações, todas elas verdadeiras,
foram feitas sobre a ordem de chegada dos convi-
dados a uma festa:
A) Gustavo chegou antes de Alberto e depois de Danilo.
B) Gustavo chegou antes de Beto e Beto chegou an-
tes de Alberto se e somente se Alberto chegou
depois de Danilo.
C) Carlos não chegou junto com Beto se e so-mente
se Alberto chegou junto com Gustavo. Logo.
a) Carlos chegou antes de Alberto e depois de Danilo.
b) Gustavo chegou junto com Carlos.
c) Alberto chegou junto com Carlos e depois de Beto.
d) Alberto chegou depois de Beto e junto com Gustavo.
e) Beto chegou antes de Alberto e junto com Danilo.
33. Se Vera viajou, nem Camite nem Carla foram ao
casamento. Se Carla não foi ao casamento, Van-
derléia viajou. Se Vandertéia viajou, o navio afun-
dou. Ora, o navio não afundou. Logo.
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THATYML
84 Degrau Cultural
Raciocínio Lógico
a) Vera não viajou e Carla não foi ao casamento.
b) Camile e Carla não foram ao casamento.
c) Carla não foi ao casamento e Vanderléia não viajou.
d) Carla não foi ao casamento ou Vanderléia viajou.
e) Vera e Vanderléia não viajaram.
34. Em uma pequena comunidade, sabe-se que “ne-
nhum filósofo é rico” e que “alguns professores
são ricos”. Assim, pode-se afirmar, corretamente,
que nesta comunidade:
a) alguns filósofos são professores.
b) alguns professores são filósofos.
c) nenhum filósofo é professor.
d) alguns professores não são filósofos.
e) nenhum professor é filósofo.
35. Uma escola de arte oferece aulas de canto, dan-
ça, teatro, violão e piano. Todos os professores de
canto são, também, professores de dança, mas
nenhum professor de dança é professor de teatro.
Todos os professores de violão são, também, pro-
fessores de piano e alguns professores de piano
são, também, professores de teatro. Sabe-se que
nenhum professor de piano é professor de dança
e como as aulas de piano, violão e teatro não têm
nenhum professor em comum então:
a) nennum professor de violão é professor de canto.
b) pelo menos um professor de violão é professor de
teatro.
c) pelo menos um professor de canto é professor de
teatro.
d) todos os professores de piano são professores
de canto.
e) todos os professores de piano são professores
de violão.
36. Ou Anais será professora, ou Anelise será canto-ra,
ou Anamélia será pianista. Se Ana for atleta, então
Anamélia será pianista. Se Anelise for cantora,
então Ana será atleta. Ora, Anamélia não será pia-
nista. Então:
a) Anais será professora e Anelise não será cantora.
b) Anais não será professora e Ana não será atleta.
c) Anelise não será cantora e Ana será atleta.
d) Anelise será cantora ou Ana será atleta.
e) Anelise será cantora e Anamélia não será pianista.
37. Se é verdade que “Nenhum artista é atleta”, então
também será verdade que:
a) todos não-artistas são não-atletas.
b) nenhum atleta é não-artista.
c) nenhum artista é não-atleta.
d) pelo menos um não-atleta é artista
e) nenhum não-atleta é artista.
38. Em uma cidade há dois irmãos gêmeos, Pedro e
Paulo. Pedro sempre mente e Paulo sempre diz a
verdade. Uma pessoa fez duas perguntas a eles;
um dos irmãos respondeu à primeira, e o outro, à
segunda. As perguntas foram:
I) seu nome é Pedro?
II) como seu irmão responderia à primeira pergun-
ta? Pode-se afirmar que:
a) As respostas obtidas foram sim e sim.
b) As respostas obtidas foram sim e não.
c) Se a segunda resposta for sim, o interpelado é
Pedro.
d) As respostas obtidas foram não e não.
e) As respostas obtidas foram não e sim.
39. Num país há apenas dois tipos de habitantes: os
verds; que sempre dizem a verdade e os falcs, que
sempre mentem. Um professor de Lógica, recém
chegado a este país, é informado por um nativo
que glup e plug, na língua local, significam sim e
não mas o professor não sabe se o nativo que o
informou é verd ou falc. Então ele se aproxima de
três outros nativos que estavam conversando jun-
tos e faz cada um deles duas perguntas:
1º Os outros dois são verds?
2º Os outros dois são falcs?
A primeira pergunta é respondida com glup pelos
três mas à segunda pergunta os dois primeiros
responderam glup e o terceiro respondeu plug.
Assim, o professor pode concluir que:
a) todos são verds.
b) todos são falcs.
c) somente um dos três últimos é falc e glup, signifi-
ca não.
d) somente um dos três últimos é verd e glup signifi-
ca sim.
e) há dois verds e glup significa sim.
40. (Adaptação do texto da revista seleções) Cada um
dos membros dessa família tem um carro de cor
diferente. As pessoas são Adão, Ângela, George,
Júlia, Mila, Ronaldo e Stela. As cores dos carros
são (não necessariamente nessa ordem): preto,
azul, marrom, verde, cinza, rosa e vermelho. Quem
é quem na árvore genealógica e qual a cor do car-
ro de cada um?
a) A irmã de Ronaldo tem um carro azul.
b) Ângela tem um carro cinza, e seu pai, um carro
preto.
c) A filha de Mila tem um carro rosa. O marido de Mila
(cujo carro não é marrom) não é George.
d) Júlia às vezes pede emprestado o carro de sua
prima, quando o dela está no conserto.
e) Stela não é da mesma geração (de pais ou de
filhos) que Adão (cujo carro não é nem marrom
nem vermelho).
Com base nas afirmações acima (todas verdadei-
ras), julgue os itens que se seguem:
I – A pessoa A é Ronaldo e tem o carro azul.
II – A pessoa B é Mila e tem o carro marrom se, e so-
mente se, a pessoa C for George e tiver o carro
cinza.
III – A pessoa D é Júlia e tem o carro rosa.
IV – Se a pessoa F é Adão e tem o carro verde, então a
pessoa G é Ângela e tem o carro cinza.
V – A pessoa E é Mila e a pessoa D é Stela.
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Raciocínio Lógico
Degrau Cultural 85
(Papiloscopista/2004) Texto para os itens 41 e 44.
Sejam P e Q variáveis proposicionais que podem
ter valorações, ou serem julgadas verdadeiras
(V) ou falsas (F). A partir dessas variáveis, podem
ser obtidas novas proposições, tais como: a pro-
posição condicional, denotada por P Q, que será
F quando P for V e Q for F, ou V, nos outros casos;
a disjunção de P e Q, denotada por P ∨ ∨∨ ∨∨ Q, que será
F somente quando P e Q forem F, ou V nas outras
situações; a conjunção de P e Q, denotada por P∧ ∧∧ ∧∧
Q, que será V somente quando P e Q forem V, e,
em outros casos, será F; e a negação de P, deno-
tada por ¬P, que será F se P for V e será V se P for
F. Uma tabela de valorações para uma dada pro-
posição é um conjunto de possibilidades V ou F
associadas a essa proposição.
41. A partir das informações do texto acima, julgue os
itens subseqüentes.
a) As tabelas de valorações das proposições P ∨ ∨∨ ∨∨ Q e
Q ¬ P são iguais.
b) As proposições (P v Q) S e (PS) (QS) pos-
suem tabelas de valorações iguais.
c) O número de tabelas de valorações distintas que
podem ser obtidas para proposições com exata-
mente duas variáveis proposicionais é igual a 2
4
.
42. Denomina-se contradição uma proposição que é
sempre falsa. Uma forma de argumentação lógica
considerada válida é embasada na regra da con-
tradição, ou seja, no caso de uma proposição ¬R
verdadeira (ou R verdadeira), caso se obtenha uma
contradição, então conclui-se que R é verdadeira
(ou ¬R é verdadeira). Considerando essas infor-
mações e o texto de referência, e sabendo que
duas proposições são equivalentes quando pos-
suem as mesmas valorações, julgue os itens que
se seguem.
a) De acordo com a regra da contradição, PQ é
verdadeira quando ao supor P ∧ ∧∧ ∧∧ ¬ Q verdadeira,
obtém-se uma contradição.
b) Considere que, em um pequeno grupo de pesso-
as — G — envolvidas em um acidente, haja ape-
nas dois tipos de indivíduos: aqueles que sempre
falam a verdade e os que sempre mentem. Se, do
conjunto G, o indivíduo P afirmar que o indivíduo Q
fala a verdade, e Q afirmar que P e ele são tipos
opostos de indivíduos, então, nesse caso, é corre-
to concluir que P e Q mentem.
43. Considere as quatro sentenças enumeradas a
seguir.
I - Para cada y, existe algum x, tal que x < y.
II - Para cada x e para cada y, se x < y então existe
algum z, tal que x < z e z < y.
III - Para cada x, se 0 < x, então existe algum y tal que x
= y × y.
IV - Existe algum x tal que, para cada y, x < y.
Suponha que, nessas sentenças, x, y e z sejam
variáveis que podem assumir valores no conjunto
dos números naturais (IN), no dos números intei-
ros (Z), no dos números racionais (Q) ou no con-
junto dos números reais (IR).
Em cada linha da tabela a seguir, são atribuídas
valorações V e F, para cada uma das quatro senten-
ças enumeradas acima, de acordo com o conjunto
no qual as variáveis x, y e z assumem valores.
Julgue os itens subseqüentes, a respeito dessas
sentenças.
a) As avaliações dadas para as sentenças I e III es-
tão corretas.
b) As avaliações dadas para as sentenças II e IV es-
tão corretas.
44. Dadas as proposições: p: Pedro é pedreiro; q: Paulo é paulista. E as tabelas verdades:
Julgue os itens a seguir:
I – “Se Pedro é pedreiro então Paulo é paulista” é equivalente a dizer “Se Paulo não é paulista então Pedro não é
pedreiro”.
II – p ⇔ ~p é uma contradição.
III – (p q) → (p q) é tautologia.
IV – p q é equivalente a p
^
q.
V – Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista tem como negação Pedro é pedreiro e Paulo não é paulista.
GABARITO
01. A 02. E 03. B 04. A 05. B 06. E 07. A 08. A 09. D 10. C
11. C, C, E, C 12. C, E, C, C 13. E, E 14. E, E, C 15. C, E, C
16. D 17. E 18. E 19. B 20. A 21. D 22. D 23. A 24. D 25. D
26. C 27. D 28. C 29. B 30. A 31. A 32. A 33. E 34. D 35. A
36. A 37. D 38. C 39. C 40. E, E, E, C, E 41. E, E, C 42. C, C
43. E, E 44. C, C, C, E, C
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THATYML
86 Degrau Cultural
Raciocínio Lógico
SENTENÇAS ABERTAS
Em lógica e em Matemática, são chamadas pro-
posi ções somente as sentenças decl arati vas, às
quais se pode associar um e, somente um, dos valo-
res lógicos, V ou F.
Então, vamos tomar como exemplo x + 4 = 9. O
número procurado x pode assumir valores em um con-
junto numérico, como, por exemplo, o conjunto dos nú-
meros naturais que representamos por N. Dizemos que
x é uma variável em N.
A sentença x + 4 = 9, onde x é uma variável em N,
é uma sentença aberta.
Dependendo do valor associado a x, a sentença
aberta pode se tornar uma proposição verdadeira ou
uma proposição falsa.
De um modo geral, uma sentença envolvendo
uma variável x é uma sentença aberta. Portanto, p(x): x
+ 4 = 9 é uma sentença aberta.
Definição: p(x) é uma sentença aberta em um
dado conjunto se, e somente se, p(x) torna-se uma pro-
posição (verdadeira ou falsa) sempre que se substitui a
variável x por um elemento do dado conjunto.
Uma sentença aberta pode conter uma ou mais
variáveis. A saber:
1º) Com uma variável: é o conjunto de todos os
elementos tais que tornem a proposição verdadeira.
Exemplo: Seja a sentença aberta “x + 1 > 8” em
N (conjunto dos números naturais). Então, o conjunto
verdade para esta sentença é:
V = {x | x ∈ N ^ x + 1 > 8} = {8, 9, 10, ...} ⊂ N.
2º) Com duas variáveis: dados dois conjuntos A
e B, chama-se sentença aberta com duas variáveis
em A x B ou apenas sentença aberta em A x B, uma
expressão p(x, y) tal que p(a, b) é falsa (F) ou verdadeira
(V) para todo o par ordenado (a, b) Î A x B.
Exemplo: Sejam os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {1, 3, 5}.
O conjunto-verdade da sentença aberta “x <y” em A x B é:
V = {(x, y) x ∈ A ^ y ∈ B ^ x < y} ={(1, 3), (1, 5), (2, 3), (2, 5),
(3, 5), (4, 5)}⊂ A x B.
Temos, ainda, sentenças abertas com N variá-
veis, mas que dificilmente são cobradas em concur-
sos, devido ao grau de dificuldade.
CÁLCULOS COM PORCENTAGEM
Exercícios Incluindo Porcentagem
(padrão CESPE / UnB)
01. Num exame de seleção, ao qual se apresentam
2.500 candidatos, se 20% são reprovados, é correto
afirmar que esse número é superior a 400 candidatos.
02. Numa cidade “A”, de 45.000 habitantes, sabe-se
que 8% são analfabetos. Sendo assim, podemos
afirmar que o número de analfabetos desta cidade é
inferior a 3.600 pessoas.
03. Admitindo que a quota de previdência social no
País, que incide sobre os juros ganhos, é de 4% e
tendo o depositante João ganho R$ 1.245,00 de juros,
podemos afirmar que a sua quota devida é um valor
abaixo de R$ 50,00.
04. Se um comerciante deu, por conta de uma duplicata,
3/7 de seu valor e, posteriormente, liquidou-a com o
desconto de 3% sobre o saldo, ou seja, com o desconto
de R$ 316,80, então, o valor nominal dessa duplicata é
exatamente R$ 18.480,00.
05. Se para 210 candidatos inscritos em um concurso,
regi straram-se 120 ausênci as às provas e 27
reprovações, então a porcentagem das aprovações
sobre o número de candidatos e sobre o número de
participantes foram valores acima de 25% e 60%,
respectivamente.
06. Se num concurso fei to por certo número de
candidatos, houve 18% de aproveitamento, ou seja, 117
aproveitados e noutro, feito por 350 candidatos, houve
22% de aproveitamento, então, o número de candidatos
que se submeteram ao primeiro concurso e o número
de aprovados no segundo foram superiores a 600 e a
70, respectivamente.
07. Se a um estabelecimento bancário foram dados
recursos para efetuar emprésti mos i guai s a 15
solicitantes e se a lista sofreu um acréscimo de 5
elementos, então é correto afirmar que em razão deste
acréscimo o auxílio sofreu uma redução de uma
porcentagem acima de 20%.
08. Admitindo-se que João pagou na caixa do Banco “X”
R$ 8.018,80 por uma ordem de pagamento a ser
expedida por telegrama para a cidade “A” e que a
comissão do Banco, é de 1/8%, os selos são de R$
1,80 e o custo do telegrama é de R$ 7,00, então,
podemos concluir que o valor da ordem de pagamento
é superior a R$ 7.500,00.
09. Se um cobrador de um clube arrecada R$ 4.800,00
e entrega à diretoria do mesmo apenas R$ 4.560,00,
então a sua taxa de comissão é superior a 5%.
10. Se certo comerciante recebeu R$ 3.515,00 por
mercadorias vendidas com desconto de R$ 185,00,
então a taxa do referido desconto foi acima de 4,5%.
GABARITO
01. certo. 02. errado. 03. certo.
04. certo. 05. certo. 06. errado.
07. certo. 08. certo. 09. errado.
10. certo.
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THATYML
Degrau Cultural 87
089 Internet e Intranet
108 Hardware e Software
119 Processador de Texto
119 Writer
124 Word 0
132 Planilha Eletrônica
132 Calc
137 Excel
145 Power Point
159 Windows XP
187 Linux
Informática
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88 Degrau Cultural
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Informática
Degrau Cultural 89
A INTERNET E O CORREIO ELETRÔNICO
A Internet é a expressão daquilo que retrata a in-
serção da informática na vida das pessoas, constituin-
do hoje um fenômeno de informação e de quantidade
de computadores interligados. A expressão “aldeia glo-
bal” resume todo o cabedal de conhecimentos dispo-
níveis através da grande rede.
Um computador que trabalhe desconectado da
Internet está fadado a se comportar como mera máqui-
na de escrever aprimorada, pois estará distante das
informações mais ricas e atualizadas do mundo em
que vivemos.
Através da Internet podemos pesquisar toda sorte
de assuntos, bem como acessarmos as últimas notíci-
as, realizarmos compras “on-line”, dentre um universo
de outras possibilidades. As salas de “chat” (bate-papo)
estão sempre repletas de pessoas das mais variadas
faixas etárias e níveis de conhecimento. Muitos profis-
sionais se utilizam da Internet para divulgar e vender
seus produtos, as probabilidades de uso são infindas.
Como tudo começou
tudo começou
Em 1969, com o nome de ARPANET, o governo
norte-americano experimentou a possibilidade de se
construir uma rede de computadores que teriam como
meta principal a demonstração da potencialidade de
se estabelecer comunicação entre computadores que
estariam espaçados fisicamente entre si numa larga
área geográfica. A experiência foi bem sucedida e em
1973, cerca de 50 universidades e instituições mili-
tares possuíam conexões através daquela novidade
tecnológica.
Nos dias atuais a Internet ganhou terreno através
da mola de estímulo comercial e espargiu-se pelo
mundo em tamanha grandeza que não se pode preci-
sar a quantidade de computadores que lhe estão liga-
dos. É uma organização sem proprietários mantida por
alguns grupos autônomos. E, como resultante da tec-
nologia da Internet, passamos a contar com o desen-
volvimento e amplo uso das Intranets. Estas, são re-
des que em tudo se assemelham à Internet. De varia-
dos tamanhos, diferem da Internet basicamente por
serem organizações privadas e não públicas. Bancos,
órgãos governamentais, etc., dispõe de suas Intranets.
s dá a conexão
Como se dá a conexão
Linha Discada
Através de uma linha telefônica e um dispositivo
conhecido como modem, qualquer pessoa que pos-
sua um computador pode se interligar à Internet usan-
do para isso um provedor de acesso. Este provedor,
geralmente de caráter comercial, estabelece uma liga-
ção semelhante à companhia telefônica e nos faculta o
acesso. Este tipo de conexão também é conhecido como
conexão por meio de linha discada, numa alusão aos
aparelhos telefônicos antigos que se utilizavam de um
disco para efetuar a chamada.
Tal tipo de conexão alcança baixas velocidades
devido às restrições impostas pela linha telefônica con-
vencional. Assim, esta conexão caracteriza um acesso
via banda estreita. Cabe ressaltar que a medida de
velocidade de transmissão de dados em redes é dada
em bits por segundo (bps). Uma conexão via linha dis-
cada normalmente atinge taxas da ordem de até 56
kbps. Importa ressaltar que a conexão via linha discada
se utiliza da Rede Dial-up, acessório do Windows des-
tinado a permitir o estabelecimento de conexão à Inter-
net pela linha telefônica convencional.
Banda larga
O acesso à Internet por meio de conexão de banda
larga tem como grande vantagem as elevadas taxas de
transmissão de dados, bem acima das taxas obtidas
com a linha discada. Velocidades da ordem de 256 Kbps
(kilobits por segundo) a até mais de 2Mbps (Megabites
por segundo) vêm sendo disponibilizadas para o mer-
cado domiciliar. Apresenta, ainda, como diferencial o fato
de o usuário permanecer conectado por longos perío-
dos sem a preocupação com as tarifas telefônicas.
As conexões por banda larga, usualmente empre-
gadas em ambientes domésticos e de pequenos es-
critórios, envolvem a utilização de “cable modem” para
as conexões por meio de cabos das TV por assinatura,
“modems ADSL” para as conexões de alta velocidade
utilizando-se a linha telefônica e, ainda, conexões por
meio de ondas de rádio.
Acesso sem fio – conexões “wireless”
O acesso à Internet sem fio não é mais um projeto
do futuro. Ao contrário, a cada dia a chamada computa-
ção móvel chega mais perto do ambiente doméstico.
Existem diversas tecnologias que utilizam as ondas de
rádio para acesso à Internet. Umas com pequeno al-
cance; outras com alcances bem maiores.
Bluetooth - é uma tecnologia de transmissão de
dados via sinais de rádio de alta freqüência, entre
dispositivos eletrônicos próximos (PC e seus pe-
riféricos por exemplo). A distância ideal é de no
máximo 10 metros e a distância máxima é de 100
metros.
Wi-Fi - é a abreviatura de “Wireless Fidelity” (fideli-
dade sem fios) e é utilizado para descrever produ-
tos que respeitam o conjunto de normas 802.11 cri-
ado pelo Institute of Electrical and Electronic Engi-
neers (IEEE). As mais conhecidas são as 802.11b
por utilizarem banda de 2,4 Ghz (próxima da freqüên-
cia usada por um microondas ou por um telefone
sem fios) e porque podem transferir dados a uma
velocidade de 11 megabits por segundo (mbps). O
novo standard 802.11a trabalha na banda de 5 Ghz
e consegue transferir dados a até 54 Mbps. A tecno-
logia Wi-FI também tem restrições de alcance e di-
ficuldades de transmissão devido a obstáculos in-
terpostos entre as antenas.
INTERNET
01A_internet.pmd 30/9/2010, 09:45 89
THATYML
90 Degrau Cultural
Informática
Um conjunto de equipamentos adequadamente
instalado passa a constituir o hotspot, que é um ponto
de acesso sem fios onde os utilizadores podem se
ligar à rede ou à Internet. Os hotspots podem existir em
vários locais públicos. Gratuitos ou não, eles permitem
o acesso à Internet de banda larga a utilizadores de
aparelhos (laptops ou PDAs) que possuem o chipset
Wi-Fi. Muitos hotéis e aeroportos já têm hotspots. E até
mesmo cidades inteiras já permitem o acesso à Inter-
net por meio desta tecnologia.
A evolução desta tecnologia, que permitirá alcan-
ces bem superiores, já está em desenvolvimento e até
está sendo testada no Brasil. É denominada “pré-Wi-
Max” , ou apenas Wi-Max. Além do alcance, terá como
uma das vantagens a inexistência das restrições de
visibilidade entre as antenas.
O que é preciso para se conectar
Teoricamente qualquer computador que possua
uma placa de fax-modem ou uma placa de rede Ether-
net pode se conectar à Internet, mas é evidente que
quanto mais recursos de hardware dispusermos, me-
lhor será a performance.
Além dos dispositivos de hardware, precisaremos
de pelo menos dois softwares: um navegador (brow-
ser) e um gerenciador de mensagens eletrônicas (Ou-
tlook Express, por exemplo). O primeiro permite “nave-
gar” pelos sites e o segundo, enviar e receber e-mails
(correio eletrônico) de forma rápida e eficiente. Porém,
se usuário não dispuser de um gerenciador de correio
eletrônico, ainda poderá se valer do recurso do Web-
mail, que se constitui numa facilidade disponibilizada
pelos provedores para que o usuário visualize, respon-
da e gerencie seus e-mails. Ex.: YahooMail, Gmail, etc.
Protocolos
Um protocolo é um código criado para que os com-
putadores “conversem” entre si. Assim como pessoas
precisam de um idioma único para se comunicarem,
um protocolo permite que as informações trafeguem
pela Internet ou Intranet até à máquina de destino. O
protocolo da Internet é o TCP/IP (Transfer Control Proto-
col/Internet Protocol).
Na realidade são dois tipos de protocolo que tra-
balham em conjunto. O TCP divide a informação em
pacotes e os reúne quando chegam ao destino. O IP é
responsável pelo endereçamento dessas informações.
Outros protocolos importantes
FTP (File Transfer Protocol): protocolo utilizado para
transferência de arquivos. (Download e Upload)
HTTP (Hyper Text Transfer Protocol): protocolo para
transferência de hipertextos.
WAP (Wireless Application Protocol): protocolo para
aplicações sem fio.
POP (Post Office Protocol): controla o recebimento
de mensagens de e-mail.
SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): controla o
envio de mensagens de e-mail.
INTRANETS
Uma Intranet é uma rede de computadores que
se utiliza das mesmas tecnologias da Internet, porém é
caracterizada por ser uma rede privada, ao passo que a
Internet é uma rede pública e mundial.
Uma Intranet atende aos interesses de uma insti-
tuição ou empresa tendo seu tamanho definido pelas
suas necessidades. Assim, ela utiliza os protocolos da
Internet, permite troca de e-mails entre seus integran-
tes, videoconferência, mensagens instantâneas e tudo
mais que encontramos na WEB.
Recursos de uma Intranet
Programas de e-mail: os atuais browsers (navega-
dores) incluem programas de e-mail em suas ver-
sões básicas. Entre esses destacam-se o Internet
Explorer, Mozzila Firefox, Netscape e Opera.
Transferência de Arquivos: os programas de FTP
como WS-FTP e Get right são muito utilizados e
permitem transferência de arquivos com maior ve-
locidade do que com o protocolo http.
Reuniões Virtuais: o Netmeeting, IRCs, ICQ, Lotus
e outros permitem desde simples bate-papo, até
vídeo conferência e trabalho conjunto on line. Pro-
gramas que permitem conversação via telefônica
utilizando-se os protocolos da Internet. Interessan-
te para empresas que possuem atuação Nacional
ou Internacional.
Contato Remoto com a Rede: estes transformam a
relação de trabalho, possibilitando que qualquer
funcionário devidamente autorizado, possa entrar
na rede interna a partir de qualquer lugar onde haja
um computador.
Listas de Discussão: permite a troca de opiniões
e conhecimentos através de um fórum público de
discussão. Esta modalidade de comunicação in-
tensifica o padrão cognitivo de seus participan-
tes, sendo cada vez mais adotado pelas empre-
sas preocupadas com o desenvolvimento de seus
recursos humanos.
Principais vantagens na utilização
de redes internas Intranet
Compartilhar, de maneira mais eficiente, os dados
entre diversos computadores de uma mesma em-
presa ou até na casa do usuário.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 91
Otimizar recursos, diminuindo a quantidade de har-
dware necessário (menos impressoras, fax, CD-
rom, HDs, modems) uma vez que há a possibilida-
de de serem compartilhados recursos.
Otimizar recursos humanos - Os setores de supor-
te, assistência técnica, especificação, compras,
transporte, inspeção, armazenamento, acompanha-
mento de fabricação, acompanhamento de projetos
ou obras, gerência de contratos, jurídico, pessoal,
normas, comunicação social, auditoria, financeiro,
contas a pagar, contas a receber, tesouraria, ven-
das, gerência e diretoria são os principais benefici-
ados pela rapidez e facilidade de consulta e res-
posta ao cliente. Todos os setores da empresa se
beneficiam com estas novas ferramentas e devem
saber utilizá-las.
Redução do tempo de busca de uma informação - A
utilização de sites internos de cada setor da empre-
sa, na Intranet, possibilita a resposta instantânea
as perguntas efetuadas pelo gerentes, diretores e
clientes. A atualização das mesmas “par e passo”
passa a ser fundamental para a correta utilização
desta ferramenta.
As FAQ (Perguntas mais freqüentes) fazem com que
o conhecimento da empresa cresça e com ele o
nível de atendimento. Uma dúvida esclarecida pas-
sa a ser de conhecimento de todos e com isto ga-
nha-se tempo.
As ferramentas que possibilitam ao administrador
saber onde o documento está e qual ação está sen-
do executada neste instante transforma a cobrança
de soluções. Passa-se a saber com muito maior
precisão o tempo que cada setor ou funcionário exe-
cuta a tarefa que lhe foi designada.
A possibilidade de comunicação remota à rede in-
terna, além de descentralizar o trabalho faz com que
algumas tarefas sejam extremamente agilizadas.
Neste caso estão os seguros e vistorias de veícu-
los, as reportagens, a transmissão de pedidos, os
relatórios de visita e viagem, as inspeções.
Por que usar a Intranet?
Sua integração com a Internet permite o acesso
de dados internos ou externos com a mesma presteza
de resultados. Uma empresa não precisa mais enviar
correspondências específicas, tais como catálogos de
produtos, listas de preços, etc; pois todas as informa-
ções estarão em apenas um único lugar, disponível
para acesso por qualquer utilizador.
A interface com o usuário é agradável, fácil de usar.
Se você já usou a internet, não achará difícil navegar
por uma intranet.
A tecnologia empregada é estável.
Intranet com conexão à Internet
Redes Intranet viabilizam uma grande variedade
de aplicações de Acesso Remoto, entre elas o caso de
vendedores externos que utilizam notebooks para visi-
tar seus clientes. Em muitos casos estes vendedores
não retornam à suas empresas. Conectam-se remota-
mente às suas empresas a partir de suas residências
e acessam o banco de dados de suas corporações.
Normalmente atualizam informações de estoque, po-
sição de vendas e troca de mensagens (e-mails). Este
tipo de tecnologia é também conhecida como SOHO
(Small Office Home Office).
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THATYML
92 Degrau Cultural
Informática
FERRAMENTAS DE NAVEGAÇÃO
Microsoft Internet Explorer (6)
Este browser (ou navegador) é fornecido pela Microsoft e integra-se naturalmente ao Windows, mais utilizado
sistema operacional da atualidade. Além das identificações usuais das janelas, como barra de títulos, de ferramen-
tas e menus, ele apresenta uma caixa de diálogo de endereços, a partir da qual deveremos digitar diretamente a
localização dos sites desejados. A navegação é intuitiva e realizada totalmente com o uso do mouse.
A Barra de Endereços do Microsoft Internet Explorer
Um endereço completo digitado na caixa de diálogo, conduzirá o navegador para aquela página. Convém obser-
var que a parte iniciada por http:// pode ser omitida na digitação, pois o Explorer já a subentende; neste caso, por
exemplo, bastaria digitarmos www.degraucultural.com.br. Um endereço é também designado pela sigla URL, que
significa Uniform Resource Locator - Localizador Uniforme de Recursos. Quando a URL apresenta a letra “s” e a barra
de status do IE apresenta um cadeado estamos navegando em um site seguro. Observe nas figuras a seguir:
A barra de endereços e a barra de status do IE navegando em um site seguro.
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Informática
Degrau Cultural 93
Depois de aberta a página o usuário poderá navegar através da barra de ferramentas do IE usando algumas
funções que podem ser úteis, no momento em que se estiver visitando determinado endereço, como pode ser
observado abaixo:
A BARRA DE FERRAMENTAS DO MICROSOFT INTERNET EXPLORER 6
- Voltar – Volta à página anterior que você visitou.
2 - Avançar – Somente após voltar, você poderá avançar
3 - Parar – Pára o carregamento da página.
4 - Atualizar – Atualiza (dá um Refresh) na tela. Recar-
rega a página.
5 - Página Inicial – Carrega a página que foi configura-
da como inicial no Internet Explorer
6 - Pesquisar – permite pesquisar assuntos na Internet.
7 - Favoritos - Abre do lado esquerdo da tela uma lista
dos sites que foram escolhidos pelo usuário como
favoritos.
8 - Histórico – Lista os locais que o usuário visitou.
9 - Correio – abre a caixa de mensagem do Outlook
Express diretamente no navegador Internet Explo-
rer. Permite enviar uma página da Internet.
Ler email - abre a caixa de entrada do Outlook Express
para que você possa ler suas mensagens.
Nova mensagem - permite abrir a caixa de envio de
mensagens do Outlook Express.
Enviar link - abre a caixa de envio de mensagens do
Outlook Express, já com o link da página que está na
tela do Internet Explorer, para que você possa enviar
este link por e-mail.
Enviar página - abre a caixa de envio de mensagens do
Outlook Express, com a página que está na tela do
Internet Explorer, para que você possa enviar esta pági-
na por e-mail.
10 - Imprimir – O botão Imprimir permite imprimir pági-
nas da Web. Ele imprimirá todo o conteúdo da pági-
na. Para imprimir somente uma parte da página,
uma imagem ou uma parte do texto, selecione o
que você quer imprimir e clique no Menu Arquivo /
Imprimir, clique na opção Seleção. Clique ok.
11 - Editar – permite editar a página que está sendo
visualizada com um programa qualquer. A seta ao
lado do botão indica que desce um menu com ou-
tras opções de programas. Este ícone está indican-
do o programa Word, mas poderia estar indicando
por exemplo o bloco de notas. Permitirá fazer altera-
ções no arquivo da página Web e criar uma nova
página com base na que você editou.
12 - Discussão – permite configurar um grupo de
di scussão.
Ferramentas – Opções da Internet
No Menu Ferramentas encontra-se a opção Op-
ções da Internet. Na tela de opções é possível contro-
lar as configurações de Segurança, controle de conteú-
do das páginas visitadas dentre outras.
Aqui se destacam três itens:
Página inicial - é a página que o usuário deseja
que seja a primeira que se apresenta quando o
navegador – Internet Explorer – é aberto.
Arquivos de Internet temporários – sempre que
visitamos uma página esta é armazenada de forma
temporária no HD, o que permite que, em um próxi-
mo acesso, tenhamos maior velocidade. A quanti-
dade destes arquivos temporários é definida pelo
usuário no botão Configurações. Desejando-se ex-
cluir todos os arquivos temporários, clica-se em Ex-
cluir arquivos.
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THATYML
94 Degrau Cultural
Informática
Histórico - Esta pasta armazena apenas os links
para as páginas visitadas recentemente. O número
de dias de armazenamento também é configurado
pelo usuário no item Número de dias das páginas
no Histórico. E, para Limpar o Histórico, é suficiente
clicar no botão Limpar Histórico.
Além da guia Geral do quadro Opções da Internet,
também temos as seguintes guias:
A guia Segurança - permite configurar opções de
segurança para o Internet Explorer em várias de suas
zonas (Internet, Intranet local, Sites confiáveis e Sites
restritos). Há vários níveis (Baixo, Médio, Alto, Persona-
lizado, etc.).
A guia Privacidade - permite bloquear cookies e
pop-up´s.
Cookies são tipos de temporários da Internet que
são gravados na máquina do usuário em uma pasta
específica. Esses cookies armazenam informações
pessoais do usuário, geralmente formulários preen-
chidos para compra de algum produto na Internet. Por
essa razão são considerados invasão de privacidade.
Pop-up´s são janelas indesejadas que aparecem
na tela do Internet Explorer quando você está navegan-
do. Geralmente seu conteúdo é propaganda. Ao ativar o
bloqueador de pop-up´s, o ícone aparecerá na barra de
status do Internet Explorer. É possível, clicando com o
botão direito do mouse sobre o ícone que aparece na
barra de status, desbloquear as pop-up´s temporaria-
mente para qualquer site ou marcar a opção sempre
permitir pop-up´s nesta página.
A guia Conteúdo - Supervisor de conteúdo - permi-
te configurar opções de conteúdo seguro principalmente
para crianças não acessarem sites proibidos. Ao ativar
um conteúdo de segurança será pedida uma senha.
Certificados - Você pode controlar o uso de sua própria
identidade tendo uma chave particular que só você co-
nhece no computador. Quando usados com programas
de email, os certificados de segurança com chaves
particulares também são conhecidos como “identifica-
ções digitais”. Um “certificado de site da Web” informa
que um determinado site da Web é seguro e legítimo.
Ele garante que nenhum outro site pode assumir a iden-
tidade do site seguro original. Um certificado de segu-
rança, associa uma identidade a uma “chave pública”.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 95
Apenas o proprietário do certificado conhece a “chave
particular” correspondente. A “chave particular” permite
que o proprietário faça uma “assinatura digital” ou des-
criptografe informações criptografadas com a “chave
pública” correspondente. Ao enviar o seu certificado para
outra pessoa, você está dando a essa pessoa a sua
chave pública para que ela possa lhe enviar informa-
ções criptografadas que só você pode descriptografar
e ler com a sua chave particular. O componente assi-
natura digital de um certificado de segurança é sua iden-
tidade eletrônica que diz que as informações vieram
realmente de você. Antes de começar a enviar informa-
ções criptografadas ou assinadas digitalmente, você
precisa obter um certificado e configurar o Internet Ex-
plorer para usá-lo. Quando você visita um site da Web
seguro (cujo endereço comece com “https”), ele lhe
envia automaticamente o certificado dele. Os certifica-
dos de segurança são emitidos por autoridades de
certificação independentes. Informações pessoais -
use o recurso Autocompletar, caso queira armazenar
entradas de dados pessoais. O computador, assim
que você começar a digitar seu nome, por exemplo,
completa as informações para você, sem a necessi-
dade de digitar o nome todo.
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THATYML
96 Degrau Cultural
Informática
MICROSOFT OUTLOOK EXPRESS
Correio Eletrônico via Internet
O serviço de correio eletrônico talvez seja a mais poderosa ferramenta utilizada pelos usuários da Internet, no
que diz respeito à comunicação à distância. O Outlook Express é o mais utilizado gerenciador de e-mails por estar
incorporado ao Windows. Entretanto existem outros mecanismos de igual eficiência, como o Netscape, o Eudora, o
Mozzila e outros; mas tudo acaba sendo uma questão de gosto pessoal pois, em essência, todos permitem o tráfego
de mensagens eletrônicas com igual teor de velocidade e precisão.
OBSERVE UMA TELA DO OUTLOOK EXPRESS
O ambiente de navegação é intuitivo e fácil de ser compreendido. À esquerda encontramos uma lista de pastas,
algumas já existentes por padrão e outras criadas pelo próprio usuário. Estas pastas funcionam de maneira seme-
lhante ao Windows Explorer, onde na tela da direita teremos os seus conteúdos mostrados de forma organizada.
Para escrevermos uma nova mensagem basta clicar no item correspondente na barra de ferramentas ou diretamente
no link apresentado na página de boas-vindas (acima). É conveniente ressaltar que os procedimentos com o Outlook
independem do usuário estar conectado à Internet. Diferentemente da utilização dos Webmails, disponibilizados
pela maioria dos provedores, o Out-look permite que os e-mails sejam lidos e terem suas respostas preparadas no
modo “off-line”.
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Informática
Degrau Cultural 97
Explorando a caixa de entrada
Na barra de ferramentas encontramos os botões:
Criar email - escreve uma nova mensagem.
Responder - responde com um email para o remetente.
Responder a todos - responde ao remetente e a todos os destinatários da mensagem original.
Encaminhar - encaminha a mensagem para outro(s) destinatário(s).
Excluir - exclui a mensagem selecionada. Ela irá para a pasta Itens Excluídos.
Enviar e receber - envia e recebe automaticamente emails. Se houver mais de uma conta cadastrada para a atual
identidade, pode-se selecionar a conta que se deseja baixar os emails.
Endereços - abre o Catálogo de endereços, onde o usuário atual armazena os dados de seus contatos.
Localizar - permite localizar, por diversos critérios, uma mensagem nas pastas do Outlook ou localiza um contato
armazenado no catálogo de endereços.
Na pasta Pastas Locais encontramos as pastas:
Caixa de entrada - local onde são armazenadas as mensagens recebidas. O número à direita indica as mensa-
gens ainda não lidas. A mesma informação pode ser obtida na Barra de status (abaixo da janela)
Caixa de saída - armazena as mensagens até seu efetivo envio pelo Outlook.
Itens enviados - armazenam cópias destes itens.
Itens e excluídos - é a lixeira do Outlook Express.
Rascunhos - armazena cópias de mensagens a serem enviadas posteriormente.
Convém ressaltar que o usuário poderá criar novas pastas de modo a facilitar o gerenciamento de mensagens
armazenadas.
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THATYML
98 Degrau Cultural
Informática
Redigindo uma nova mensagem
Os endereços eletrônicos
O endereço eletrônico é uma espécie de CEP utilizado
na Internet para guiar com precisão o internauta atra-
vés da grande teia mundial, além de propiciar a correta
entrega de correspondência ao destinatário. O endere-
ço de um site tem a seguinte forma:
No nosso exemplo, o endereço da Degrau Cultu-
ral, denota o seu caráter comercial pela extensão .com.
Note que as partes do endereço identificam vários de
seus caracteres, tais como protocolo, país de origem,
etc. Estas informações garantem a individualidade da-
quele site na grande rede.
É importante ressaltar que a partir de 2005, um
endereço no Brasil já pode contar com acentos e “ç” da
língua portuguesa. Assim, a partir de agora, não se as-
suste quando encontrar um endereço do ti po:
www.sambacanção.com.br
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 99
http:// (HyperText Transfer Protocol) Protocolo de trans-
ferência de Hipertexto. O protocolo é uma espécie de
linguagem utilizada pelo computador para estabelecer
comunicação com outras máquinas através da rede.
Na maioria das vezes que navegamos, estamos nos
utilizando deste protocolo. Basta observar que todos
os endereços da Internet o mostram no início.
www: A parte gráfica da Internet, ou seja, onde navega-
mos através de imagens e cliques do mouse. A www
hoje propicia inúmeros recursos multimídia a seus
usuários, tais como sons imagens e animações que
interagem com o visitante daquele site.
org: indica que o Website é de uma organização
não governamental.
edu: indica que o Website é de uma organização
educacional
gov: indica que o Website é de uma organização
governamental.
com: indica que o Website é de uma organização
comercial.
mil: indica que o Website é de uma organização mi-
litar.
br: indica que o Website está hospedado em um
provedor no Brasil, assim como na França é “.fr” e
EUA “.us”, ou simplesmente “.com”, sem termina-
ção de país.
Endereços de E-mail
Os endereços de e-mail também seguem um padrão que assegura a sua unidade dentro da internet. Devido a
esta estrutura, jamais existirão dois endereços iguais em todo o mundo.
Microsoft Outllok 2000
O Outlook é um recurso do MS Office que se destina a
inúmeras tarefas, individuais e em grupos de trabalho.
Dentre outras tarefas permite:
Enviar e ler mensagens do usuário de diversas con-
tas ou provedores.
Gerenciar os contatos do usuário.
Organizar e agendar tarefas com o Calendário dis-
ponível.
Agendar reuniões on-line no ambiente da rede
interna.
Difere do Outlook Express pelo acréscimo de inúme-
ras funções apresentadas em sua Barra de Atalhos (à
esquerda da janela).
Sua janela Outlook hoje disponibiliza uma visão
consolidada do dia de hoje, com os compromissos do
Calendário, Tarefas e Mensagens.
O atalho para Calendário permite gerenciar as ativida-
des assinaladas como compromissos do usuário.
O atalho para Tarefas permite agendar e gerenciar
tarefas individuais ou em grupo no ambiente de uma
Intranet de uma empresa.
O atalho para Mensagens permite o acesso às
mensagens na Caixa de Entrada.
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100 Degrau Cultural
Informática
Endereços de E-mail
Os endereços de e-mail também seguem um padrão que assegura a sua unidade dentro da internet. Devido
a esta estrutura, jamais existirão dois endereços iguais em todo o mundo.
O atalho para Contatos na barra de atalhos do Outlook gerencia os contatos do usuário.
Contatos do usuário: lista os contatos do usuário, com seus dados cadastrados.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 101
Anotações: assemelha-se a um bloco de lembre-
tes para o usuário.
AS AMEAÇAS NA INTERNET
As ameaças ao mundo dos computadores não
são uma novidade dos dias atuais. Ao contrário, pode-
mos considerar como algo de longa data. Quem não
se lembra de vírus famosos como “Michelangelo”,
“Chernobyl” , “Ping-Pong” e tantos outros?
A expansão da Internet, no entanto, propiciou uma
maior velocidade (e quantidade) na disseminação das
“pragas” da Grande Rede.
VIRUS e WORMS
Embora para o usuário não faça diferença, já que
qualquer “praga” é maléfica, há uma diferença entre
Vírus e Worms. Um vírus, por definição, não funciona
por si só. Deve infectar um arquivo executável ou arqui-
vos que utilizam macros, ou seja , em geral fica escon-
dido dentro da série de comandos de um programa
maior. Já os worms são entidades autônomas, não
necessitando se anexar a um programa ou arquivo “hos-
pedeiro”, ao contrário dos vírus. Um Trojan ou Cavalo
de Tróia é um verme que normalmente se disfarça de
um programa inofensivo permanecendo dentro da má-
quina indefinidamente ou até cumprir sua tarefa. A pre-
venção contra tais pragas compreende a utilização de
softwares anti-vírus e “Firewall”.
O Firewall pode ser definido como uma barreira
de proteção, que controla o tráfego de dados entre seu
computador e a Internet (ou entre a rede onde seu com-
putador está instalado e a Internet). Seu objetivo é per-
mitir somente a transmissão e a recepção de dados
autorizados. Existem firewalls baseados na combina-
ção de hardware e software e firewalls baseados so-
mente em software. Este último é o tipo recomendado
ao uso doméstico e também é o mais comum. Em ou-
tras palavras, o firewall é um mecanismo que atua como
“defesa” de um computador ou de uma rede, controlan-
do o acesso ao sistema por meio de regras e a filtra-
gem de dados. A vantagem do uso de firewalls em re-
des, é que somente um computador pode atuar como
firewall, não sendo necessário instalá-lo em cada má-
quina conectada.
Este último é também um software que previne a
invasão de um cracker e, ainda, impede que um “es-
pião” plantado na máquina possa acessar a Internet
sem conhecimento e permissão do usuário. Em am-
bos os casos, é essencial a periódica atualização dos
softwares e, no caso do anti-vírus, varreduras periódi-
cas dos drives de armazenamento.
Spam - é o grande problema da atualidade na Inter-
net. São mensagens indesejadas, normalmente de
propaganda de organizações comerciais. O imen-
so tráfego gerado na WEB por essa prática pode
comprometer seriamente a atividade da Internet.
Cookies - são pequenos arquivos (1KB) coloca-
dos pelos sites que são visitados no computador
visitante. Servem para identificar o visitante em uma
próxima visita àquele site. Não são vírus. São con-
siderados Invasão de Privacidade, por isso é pos-
sível controlar suas entradas, através de configu-
rações no browser.
GLOSSÁRIO
A seguir, uma série de termos usados na informática
da atualidade.
Acesso dedicado
O acesso dedicado é normalmente usado por em-
presas que vendem o acesso aos usuários finais.O
acesso dedicado faz com que o computador fique
conectado permanentemente com a rede.
ADSL
Sigla para Assimetrical Digital Subscriber Line.
ADSL é uma forma de conexão à Internet que re-
serva um espaço da linha telefônica para o tráfego
de informações e outro para a voz. Com essa mo-
dalidade de conexão banda larga o usuário pode
permanecer 24 horas online.
Backbone
A tradução literal é “espinha dorsal”. O backbone é a
fração da rede que suporta o maior tráfego de da-
dos. A função do backbone é conectar várias redes
locais.
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102 Degrau Cultural
Informática
Baud rate
O baud rate é normalmente usado como um sinônimo
de bps (bits por segundo).
Bit
Binary digit (dígito binário), é a menor entre as uni-
dades de informação. Um agrupamento de 8 bits
forma um byte.
Bluetooth
A tecnologia Bluetooh é, basicamente, um padrão
para comunicação sem-fio de baixo custo e de curto
alcance. Através dele permite-se a comunicação
sem fio entre aparelhos eletrônicos que podem ser
telefones celulares, Palmtops, computadores, scan-
ners, impressoras, equipamentos de escritório,
enfim, qualquer aparelho que possua um chip Blu-
etooth. Esta comunicação realiza-se através de on-
das de rádio na freqüência de 2.4 GHz, que não ne-
cessita licença e está disponível em quase todo o
mundo.
bps
bps (bits por segundo) é uma medida da velocida-
de de transmissão de dados.
Browser
É o software utilizado para a navegação na Internet.
Cookie
São informações que as páginas da Internet guar-
dam no seu computador. Os cookies servem para
ativar páginas customizadas na web, ou para infor-
mar aos servidores quantas vezes você passou por
determinado site.
Dial-Up
É uma outra denominação para acesso discado. O
Acessório de comunicações do Windows que pos-
sibilita a conexão entre computadores através de
uma linha telefônica comum.
Ethernet
Um padrão de redes de computadores desenvolvi-
do pela Xerox, DEC e Intel em meados de 1972,
com uma largura de banda de 2,94 Mbps, sendo
posteriormente padronizado a 10 Mbps pelo IEEE
(Institute of Electrical and Electronic Engineers). As
evoluções do padrão Ethernet são o Fast Ethernet
com taxas de 100 Mbps, já utilizando a fibra ótica e o
Gigabit Ethernet com taxas de 1Gbps.
Host
É um computador que está sempre ligado à rede.
Ele armazena arquivos e permite o acesso de
usuários.
Hotspot
Um hotspot é um ponto de acesso sem fios onde
os utilizadores se podem ligar à rede ou à Internet.
Os hotspots podem existir em vários locais públi-
cos. Gratuitos ou não, eles permitem o acesso à
Internet de banda larga a utilizadores de aparelhos
(laptops ou PDAs) que possuem o chipset de Wi-Fi.
Muitos hotéis e aeroportos já têm hotspots.
HTTP
Significa “HyperText Transfer Protocol”. Protocolo
utilizado pelo serviço WWW que significa World Wide
Web. É um sistema baseado em hipertextos que
permite a procura e a utilização dos recursos dispo-
níveis na INTERNET.
Este protocolo de comunicação conecta usuários a
sites. A sigla HTTP antecede os endereços de pági-
nas Web. Ela informa ao servidor de que forma deve
ser atendido o pedido do cliente.
Intranet
É uma rede privada e interna, normalmente usada
por empresas.
IP
Endereço numérico que identifica de forma única
um computador na rede INTERNET. Quando seu
PC entra na WEB recebe um endereço IP. O formato
do IP é 255.255.255.255. (4 grupos de números que
atingem o máximo de 255)
Um endereço IP pode ser fixo ou dinâmico. Quando
é fixo ele nunca muda; quando é dinâmico ele pode
se alterar (e normalmente se altera) a cada cone-
xão sua à Internet.
ISDN (RDSI)
A sigla significa Integrated Services Digital Network.
(Rede Digital de Serviços Integrados) ISDN é uma
rede digital que fornece serviços de voz, imagens,
dados, etc.
Java
Java é uma linguagem de programação. Ela foi ori-
ginalmente desenvolvida pela Sun Microsystems
para ser utilizada na web.
Kbps – kilobits por segundo
Medida de velocidade de transmissão de dados.
Sua equivalência é de mil bits por segundo.
LAN (Rede Local)
A sigla significa Local Area Network. Lan é uma rede
geralmente limitada a um prédio ou instituição.
Largura de Banda - Banda larga
É a capacidade de enviar informação por um de-
terminado canal ( um fio de cobre, um radioes-
pectro, ou uma fibra ótica), ou seja, o número de
bits por segundo que se pode transmitir através
de um canal qualquer.
A banda larga é sempre mais rápida que uma trans-
missão via linha discada, independente do proces-
sador ou da memória da máquina
Linha dedicada
Ligação permanente entre dois computadores.
(sempre conectados)
Megahertz (MHz)
O hertz (Hz) e o Megahertz (MHz) são unidades que
medem freqüência. Na informática são usadas para
indicar a velocidade dos processadores.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 103
Modem
É o equipamento que conecta o computador à Inter-
net. Ele transforma sinais digitas em sinais sonoros
e vice-versa.
Net
A tradução literal do inglês é “rede”. Na informática o
termo é usado como sinônimo de Internet.
PPP
A sigla significa Point-to-Point Protocol. É Um dos
protocolos usados para fazer a conexão IP por via
de uma linha telefônica. O PPP é muito útil para
navegadores gráficos.
Programa-cliente
O funcionamento da Internet se baseia em relações
cliente/servidor. Os programas clientes são os na-
vegadores e os servidores verificam autorizações e
armazenam dados.
Protocolo
Um padrão de comunicação a ser usado na Inter-
net, o mais básico é o TCP/IP.
Roteador
Um roteador distribui pacotes de informação dentro
de uma rede ou entre várias redes.
RFID (Identificação por radiofreqüência)
Tecnologia de Identificação que utiliza a radiofre-
qüência para capturar os dados e não a luz como é
utilizado na leitura de códigos de barra. São utiliza-
dos, basicamente, dois componentes: o transpon-
der ou RF Tag (ou simplesmente Tag) e um leitor
com antena. Quando aproximamos um Tag do lei-
tor, o campo do leitor alimenta o Tag e este transmi-
te dados da sua memória para o leitor. Pense no
pedágio quando você passa pela via expressa. Seu
carro tem um TAG. É aquela caixinha de PVC fixada
no vidro.
Shareware / Freeware
Shareware é um software disponível em muitos lo-
cais da INTERNET. Inicialmente, o software é grátis,
mas os autores esperam que o pagamento seja
enviado depois de um período inicial de testes. Nor-
malmente, os preços são baixos. É uma espécie de
“teste antes e pague depois”. Já o Freeware é grátis
mesmo.
Servidor
É o programa que atende ao cliente e provê a ele os
serviços solicitados. O servidor oferece vários recur-
sos, entre eles: armazenamento de dados, acesso à
Internet, etc.
TCP/IP
Transmission Control Protocol/Internet Protocol. Con-
junto de protocolos utilizado pela INTERNET a fim de
permitir que os computadores se comuniquem.
URL
Uniform Resource Locator. É o sistema de endereça-
mento utilizado pelo WWW e um padrão de endere-
çamento proposto para toda a INTERNET. Trocando
em miúdos: aquele endereço que você digita na bar-
ra de endereços do tipo www.qualquercoisa.com.br
Plug-in
Um “Plug-in” é um pequeno programa que você car-
rega e instala para adicionar uma característica es-
pecífica ao seu navegador. Essas características
podem incluir capacidade multimídia como vídeo e
som. Ou seja, certos sites para se apresentarem
adequadamente solicitam que você autorize a ins-
talação de um plug-in.
Upload
Fazer um upload é transmitir um arquivo do seu micro
para a rede. A operação inversa é o download.
USB
USB é a sigla para Universal Serial Bus, barramen-
to com um tipo único de combinação porta/conector,
usado para ligar ao computador sem nenhum gran-
de esforço várias categorias de dispositivos como
teclados, mouses, acessórios para games, moni-
tores, scanner, câmeras e outros. O USB obedece
ao padrão Plug and Play e visa diminuir drastica-
mente o transtorno na instalação e configuração dos
mais diversos periféricos ao computador. Além da
facilidade de uso proporcionada pelo padrão Plug
and Play, o USB é “hot swappable”, ou seja, é possí-
vel conectar ou desconectar um novo dispositivo no
computador com ele ligado e usá-lo imediatamen-
te. O USB também permite a conexão de periféricos
em cascata. Por exemplo: o Internet Keyboard Pro,
teclado da Microsoft, vem com duas entradas USB
extras e se o teclado estiver ligado ao computador
pelo USB, essas duas portas podem ser usadas
para conectar um mouse e um game pad.
WAP
Wireless Application Protocol ou, em português, pro-
tocolo para aplicações sem fio. É um protocolo (lin-
guagem comum) mundial que torna possível o aces-
so à Internet por meio de dispositivos móveis sem
fio - como micros de mão e celulares. Com WAP, é
possível acessar páginas no padrão WML (Wireless
Markup Language, uma espécie de linguagem
HTML) criadas para a tela do celular ou de um com-
putador de mão. Essas páginas trazem links que
levam a outras, igualzinho aos sites da Internet, só
que com menos recursos, devido às limitações das
telas dos aparelhos.
Wi-Fi e Wi-Max
É a abreviatura de “Wireless Fidelity” (fidelidade sem
fios) e é utilizado para descrever produtos que res-
peitam o conjunto de normas 802.11 criado pelo Ins-
titute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE).
As mais conhecidas são as 802.11b por utilizarem
banda de 2,4 Ghz (próxima da freqüência usada por
um microondas ou por um telefone sem fios) e por-
que podem transferir dados a uma velocidade de 11
megabits por segundo (mbps). O novo standard
802.11a trabalha na banda de 5 Ghz e consegue
transferir dados a até 54 Mbps. A tecnologia Wi-Fi
apresenta um curto alcance. No entanto já temos a
tecnologia WiMax em desenvolvimento. Esta alcan-
çará distâncias bem maiores que a Wi-Fi.

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THATYML
104 Degrau Cultural
Informática
O INTERNET EXPLORER 7
NOVIDADES DO INTERNET EXPLORER 7
O IE-7 vem com nova interface, buscando a simpli-
cidade. A interface foi redesenhada para conter itens
úteis e eliminar o que só ocupava espaço.
O recurso de Guias ou Abas (Tabs) permite abrir
vários websites em apenas uma janela usando a nave-
gação por abas.
Além disso, a Impressão no Internet Explorer 7 per-
mite que o conteúdo caiba sem problemas na página
final impressa. As opções de impressão ainda incluem
o ajuste de margens, remoção de cabeçalhos e roda-
pés, além da alteração do espaço de impressão.
Há a opção de se manter atualizado sobre as últi-
mas novidades, diretamente dos seus sites favoritos
através dos Feeds RSS: O termo Feed vem do verbo em
inglês “alimentar”. Na internet, os “RSS feeds” são lis-
tas de atualização de conteúdo dos sites. A tecnologia
RSS (Rich Site Summary) permite aos usuários da in-
ternet se inscreverem em sites que fornecem “feeds”
(fontes) RSS. Estes sites mudam ou atualizam o seu
conteúdo regularmente. Os Feeds RSS recebem estas
atualizações, e, desta maneira o usuário pode perma-
necer informado de diversas atualizações em diversos
sites sem precisar visitá-los um a um. Os feeds RSS
oferecem conteúdo Web ou resumos de conteúdo jun-
tamente com os links para as versões completas deste
conteúdo. Esta informação é entregue como um arqui-
vo XML chamado “RSS feed”.
O item Pesquisar também foi atualizado, permitin-
do que você faça buscas dentro do navegador usando
seus mecanismos de procura favoritos.
O item Segurança possui novos recursos de segu-
rança que auxiliam na proteção contra softwares mali-
ciosos, e protegem contra websites fraudulentos, atra-
vés de um filtro de phishing.
BOTÕES DA BARRA DE FERRAMENTAS
Permite voltar / avançar nas páginas visitadas.
Permite carregar novamente o conteúdo das páginas.
Pára o carregamento da página.
OPÇÕES DE PESQUISA
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Informática
Degrau Cultural 105
Permite fazer buscas, localizar na página, alterar pa-
drões de pesquisa, etc.
CENTRAL DE FAVORITOS E ADICIONAR A FAVORITOS
O botão da estrela é o Favoritos e permite exibir os
Favoritos, Feeds e Histórico.
O botão Adicionar a favoritos possui um menu com vá-
rias opções.
GUIAS - mostra a lista de guias
NOVA GUIA - permite adicionar guias
HOME (PÁGINA INICIAL) - permite adicionar páginas para
que sejam as iniciais do Browser.
FEEDS - permite visualizar atualizações do conteúdo
dos sites.
IMPRIMIR - permite imprimir a página ou escolher op-
çoes de impressão.
PÁGINA - abre um menu com várias opções.
01B_IE-7.pmd 30/9/2010, 09:45 105
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106 Degrau Cultural
Informática
FERRAMENTAS - o botão ferramentas contém opções do menu Ferramentas do IE-7.
FERRAMENTAS / OPÇÕES DA INTERNET / GERAL
Configurações de Página Inicial, Histórico, permite alterar padrões de pesquisa, configurações de guias e Aparência.
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Informática
Degrau Cultural 107
FERRAMENTAS / OPÇÕES DA INTERNET
PRIVACIDADE
Configurações de Cookies e Bloqueador de Pop-up´s.
FERRAMENTAS / OPÇÕES DA INTERNET
CONTEÚDO
Supervisor de Conteúdo, Certificados, Preenchimento
Automático e Feeds.
FERRAMENTAS / OPÇÕES DA INTERNET
PROGRAMAS
Permite gerenciar os complementos do navegador
(plug-in) e fazer configurações de programas usados
nos serviços de Internet.
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108 Degrau Cultural
Informática
HARDWARE E SOFTWARE
1. Origem do Computador
¹
Tudo se inicia com a criação das máquinas de cartões
perfurados que foram desenvolvidas originalmente por Her-
man Hollerith e que foram inicialmente usadas no recense-
amento dos Estados Unidos em 1980 e mais tarde utiliza-
das em diferentes outros setores no mundo dos negócios.
Estes cartões eram o meio de armaze-namento de dados.
O surgimento das impressoras rotativas é decorrente da
crescente necessidade do fornecimento destes cartões.
Em resposta às necessidades da indústria radiofôni-
ca surgem as válvulas e nasce o computador.
O invento do transistor nos laboratórios Bell em 1947
iniciaria uma nova geração de tecnologia de computado-
res. Substituindo a válvula, o pequeno transistor reduziu o
tempo que era necessário para que um impulso elétrico
fechasse um circuito. Gerava menos calor, era de maior
confiabilidade e diminuía os custos de produção. A fun-
ção básica do transistor num computador é a de um inter-
ruptor eletrônico para executar operações lógicas.
O armazenamento magnético surge como uma evo-
lução para arquivar grandes volumes de dados. Com o
disco magnético o acesso poderia ser obtido em me-
nos de um segundo.
Em 1957 surge o primeiro computador com sistema
de armazenamento em disco, o IBM 305 RAMAC. Com
um braço de acesso aleatório ele era capaz de acessar
em menos de um segundo dados armazenados em
qualquer um de seus 50 discos. A mesma IBM lança em
1962 a primeira unidade de armazenamento equipada
com disco removível. Agora, facilmente, os usuários po-
diam trocar informações para diferentes finalidades.
Os programadores IBM foram os primeiros a criar, para
fornecer aos usuários, programas previamente elabora-
dos. Estes Softwares incluíam instruções para separar e
intercalar dados, o controle das operações de entrada e
saída de dados e a facilidade de criação de listagens.
Durante os anos 60, o poder de armazenamento dos
computadores aumentou em capacidade e velocidade. As
atenções incidiram principalmente sobre os sistemas de
software. Ainda em busca de melhores soluções, foi intro-
duzido o uso intensivo da tecnologia de circuitos integra-
dos monolíticos nos anos 70. Esta tecnologia condensa
muitos circuitos em pequeníssimos chips de silício.
A utilização de uma tecnologia com grande integração
e densidade de memória e de lógica melhorou conside-
ravelmente a sua velocidade, capacidade e eficiência. O
primeiro disco magnético flexível, ou disquete, da in-
dústria, foi apresentado pela IBM em 1971. Estes discos
flexíveis (floppy disk) melhoravam consideravelmente o
manuseamento dos dados.
Memórias de silício e circuitos lógicos foram cada vez
mais miniaturizados em todos os tipos de computadores.
Os melhoramentos significativos alcançados na progra-
mação facilitaram a utilização do computador e o tornou
mais acessível às necessidades específicas.
Em 1973, a unidade de disco IBM 3340, apresentou a
indústria uma avançada tecnologia de discos conheci-
da como Winchester, nome do projeto interno da IBM.
2. Conceituando Hardware e Software
Hardware: É um termo coletivo e não inclui apenas o
computador propriamente dito, mas também cabos, co-
nectores, unidades de força e periféricos como o tecla-
do, mouse, auto-falantes e impressoras. Este termo pode
referir-se aos aspectos físicos da infra-estrutura de rede
de telefonia e telecomunicações.
Software: É a parte lógica do computador que é cons-
tituída por programas, linguagens, sistemas, ou seja,
são as instruções entendidas pelo hardware.
3. Tipos de Arquiteturas de Construção
Arquitetura CISC (Complex Instruction Set Computer) -
Computador com Conjunto de Instrução Complexa.
Refere-se a computadores projetados com um con-
junto completo de instruções computacionais com a fi-
nalidade de prover capacidades necessárias da forma
mais eficiente. Posteriormente descobriu-se que redu-
zindo o conjunto completo a apenas as instruções mais
freqüentemente usadas, o computador realizaria mais
trabalho em um tempo menor para a maioria das aplica-
ções. Com isso foi chamado de conjunto reduzido de
instruções (RISC); havia agora a necessidade de algo
pelo qual chamar computadores com conjunto comple-
to de instruções – daí o termo CISC. Usada nos mode-
los de chip da empresa Intel e garantem um ótimo de-
sempenho na resolução de problemas complicados,
apesar de reduzirem a velocidade de execução.
Arquitetura RISC (Reduced Instruction Set Computer) -
Computador com Conjunto Reduzido de Instruções.
É um microprocessador planejado para realizar um me-
nor número de tipos de instruções para o computador, de
modo que ele possa operar em uma velocidade maior
(realizar mais instruções por segundo ou milhões de ins-
truções por segundo). Uma vez que cada tipo de instru-
ção que um computador precisa realizar requer transisto-
res adicionais e circuitos, uma grande lista ou grupo de
instruções para o computador, tende a deixar o micropro-
cessador mais complicado e lento na operação. Inventa-
da na década de 70 pelo pesquisador da IBM John Coke,
esta arquitetura provê o chip com uma “inteligência” bem
mais limitada, porém com uma rapidez sem preceden-
tes. Enquanto o chip CISC leva vários ciclos de máquina
2
para executar uma única instrução, o chip RISC faz várias
delas em apenas um ciclo (conceito de chip superesca-
lar - que executa mais do que uma instrução por ciclo).
¹ Origem do Computador: Os concursos, em geral, não têm
mais se ocupado com questões relativas à história da informática,
entretanto, convém ir às provas lembrando-se pelo menos do
ENIAC, pois ele já se figurou em algumas delas como represen-
tante legítimo daquele que seria o primeiro computador da histó-
2
Ciclo de máquina: tempo gasto pelo computador para pro-
cessar cada instrução; é medido por um circuito chamado clock
(relógio), que emite pulsos a uma freqüência constante. Se o
clock “pulsa” 58 milhões de vezes por segundo, por exemplo, a
freqüência de processamento dessa máquina é de 58 Mhz
(MegaHertz). É o espaço de tempo entre um pulso e outro, ou
seja, o ciclo de máquina.
02_Hardware.pmd 30/9/2010, 09:45 108
THATYML
Informática
Degrau Cultural 109
4. Componentes de um Computador Pessoal
A anatomia do computador se compõe de dispositi-
vos externos para captar e emitir informações (teclado,
monitor etc.); e internos para calcular, comparar e con-
trolar (processador, memórias etc.) A seguir, veremos,
especificamente, os componentes que constituem um
computador pessoal.
Gabinete
É a caixa que abriga toda a es-
trutura física interna de um com-
putador. É normalmente dividido
em baias onde serão instalados
os dispositivos. Exige boas con-
dições de ventilação interna con-
siderando que muitos dos com-
ponentes que serão ali instalados
trabalham em elevadas freqüên-
cias e por isso geram grande quantidade de calor.
Existem os modelos desktop ou torre, como são res-
pectivamente conhecidos os gabinetes horizontais e ver-
ticais. É possível que o examinador refira-se ao compu-
tador apenas como máquina ou PC.
Nota: É comum chamarmos o gabinete de CPU, porém
o gabinete, como já vimos, é apenas um “armário” onde
são guardados o HD, as placas, a memória, os drives e
outros componentes.
Fonte de Alimentação
A fonte de alimentação se encon-
tra, normalmente, na traseira do
gabinete e serve para fornecer as
tensões para alimentar os diver-
sos circuitos e componentes do
PC. Todas as fontes de alimenta-
ção partem do princípio básico de
transformar a tensão alternada elétrica (110V ou 220V)
em tensões contínuas (5V ou 12V).
O ventilador interno (cooler) da fonte serve para esfriar a
própria fonte e também retirar o ar de dentro do gabinete.
Placa-mãe
A Motherboard (placa-mãe)
é um arranjo físico que con-
tém os circuitos e compo-
nentes básicos de um com-
putador. Em uma placa-mãe
comum, os circuitos são im-
pressos ou afixados a uma
superfície plana firme e nor-
malmente produzida em um
único passo. O planejamento mais comum de placas-
mãe em computadores desktop de hoje em dia é o AT,
baseado nas placas mãe AT da IBM. Uma especificação
mais recente de placa-mãe ATX melhora o estilo AT. Tan-
to nos modos AT, como no ATX, os componentes no com-
putador incluídos na placa-mãe são os seguintes:
• Microprocessador (CPU);
• Memória;
• Sistema básico de Input/output (BIOS);
• Slot
3
de Expansão;
• Circuitos de interconexão.
Alguns componentes adicionais podem ser acresci-
dos à placa-mãe por meio de seus slots de expansão. A
interface eletrônica entre a placa-mãe e as placas nos
slots de expansão são chamadas de barramento
4
(Bus).
Muitas placas-mãe possuem a capacidade de atualiza-
ção (Upgrade), muitas vezes trocando-se apenas o pro-
cessador e a memória nela acoplados.
Na placa-mãe são “encaixados”, além de cabos de dis-
positivos externos, outros componentes como placa de
vídeo, som, modem etc.
Existem as placas-mãe Onboard, também chamadas de
superintegradas, que agregam em seus circuitos, além das
interfaces já tradicionalmente incorporadas, outros recur-
sos como áudio, vídeo, modem e rede – quando não as
memórias e até o processador. E, as placas-mãe Offboard
que vêm “peladas” ou seja, fica a cargo de quem se propõe
a montar o computador decidir quais funções irá implemen-
tar, a marca e o modelo dos dispositivos que as proverão.
Processador
Nas provas, os examinadores, po-
dem referir-se ao processador como
o microprocessador ou como unida-
de central de processamento (CPU –
Central Processing Unit) e até como
processor.
Como o próprio nome sugere, é a parte do computa-
dor que controla o processamento de dados, desde a
sua entrada até a saída. Quando um processamento
começa, é a CPU que busca a instrução no disco; faz a
decodificação desta instrução; associa a instrução de-
codificada ao dado que será processado e, por fim, exe-
cuta cada instrução do programa. Ele também controla
os periféricos de entrada e saída, faz os cálculos e mo-
vimentações exigidas pelo programa e gerencia todas
as unidades para que trabalhem em harmonia. Eles são
montados em um único chip ou circuito integrado.
A CPU é a única responsável pela interpretação dos
programas, tomando decisões lógicas, fazendo contas
e encaminhando ordens, tudo isso muito rapidamente.
Para se ter uma idéia, um processador como um Pen-
tium 4 ou Athlon é capaz de fazer mais de um bilhão de
multiplicações por segundo.
A velocidade de processamento é fruto da criatividade
e experiência dos engenheiros que projetam as Unida-
des de Execução. Devemos mencionar 4 importantes
unidades: A lógica e aritmética (ULA), a de ponto flutuan-
te (FPU), a de instruções (SIMD – Single Instruction Mul-
tiple Data – Instrução única, múltiplos dados) e uma uti-
lizada somente para fazer cálculos de endereços de
memória. Cada unidade é especializada em determina-
dos tipos de operações lógicas e matemáticas.
O performance das aplicações está diretamente ligado
com o das unidades de execução. Por exemplo, editores
de texto usam mais a ULA do que qualquer das outras,
3
Slot: Nome que se dá às “tomadas” ou soquetes que, no com-
putador, permitem a conexão dos periféricos. Os slots de ex-
pansão estão preparados para receber as placas de expansão
de memória ou de disco rígido.
4
Barramento: O barramento é a via de informação entre a CPU e
demais dispositivos de I/O; é como se fossem estradas com várias
pistas, quanto mais pistas, maior o fluxo de automóveis.
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THATYML
110 Degrau Cultural
Informática
enquanto que jogos e decodificadores de DVD-video mos-
tram dependência muito maior da FPU e das unidades SIMD.
Qual seria o critério para classificar uma CPU como
sendo de 32 ou 64 bits? O tamanho dos registradores
5
e
consequentemente o tamanho dos dutos de entrada das
unidades de execução são cruciais para determinar se
uma CPU é de 32, 64 ou 128 bits. Quanto maior o tama-
nho dos registradores, mais viável é o aumento da preci-
são de operações matemáticas (principalmente finan-
ceiras e científicas), maior o módulo dos números que
podem ser armazenados e maior a quantidade de com-
binações lógicas que podem ser avaliadas.
As instruções em linguagem de máquina são muito pri-
mitivas. Por exemplo: Ler (copiar) conteúdo de um endereço
de memória no registrador do processador central; compa-
rar duas informações; adicionar, subtrair dois números; es-
crever palavra na memória ou dispositivo de saída. Estas
etapas compõem o que se denomina
ciclo de instrução. Este ciclo se repete
indefinidamente até que o sistema
seja desligado, ou ocorra algum tipo
de erro, ou seja, encontrada uma ins-
trução de parada.
Antes de finalizar este tópico, con-
vém chamar a atenção para um per-
sonagem muitas vezes negligenciado pelo aluno, porém
de grande relevância, a refrigeração do processador. Essa
refrigeração é um papel desempenhado pelo Cooler
6
Chipset
Costuma-se dizer que, se o
processador é o cérebro, a pla-
ca-mãe é o corpo de um com-
putador, o chipset, por sua vez,
é o coração da placa-mãe.
Para explicar de uma forma
simples, o chipset é o conjunto
de componentes que estabele-
cem a interface entre o processador (mais propriamente
o seu barramento local) e os barramentos/componentes,
desde as memórias aos controladores de periféricos.
Como se pode concluir, a função do chipset é bastante
importante no desempenho do sistema, portanto é acon-
selhável conhecer alguns dos detalhes associados à
definição da respectiva arquitetura. Para comparar: se os
grandes componentes como o processador, a memória,
e os controladores de I/O fossem representados por edi-
fícios, o chipset representaria toda a infra-estrutura rodo-
viária necessária para interligar aqueles edifícios. Ele
agrega diversos circuitos destinados a dar funcionabili-
dade ao PC e determina, entre outras coisas:
• Quais processadores poderão ser utilizados;
• O tipo e a quantidade máxima de memória que poderá
ser instalada;
• As freqüências de barramento suportadas;
• A quantidade de slots de expansão disponíveis, de HD’s;
de periféricos, como leitora e gravadores de CD e a taxa
máxima de transferência de dados entre eles e as contro-
ladoras IDE.
7
O chipset é ultraintegrado quando constituído por única
peça, mas normalmente é dividido em duas, fisicamente
distintas, conquanto interdependentes: Ponte Norte (Nor-
thbridge) e Ponte Sul (Southbridge).
Cabe a Ponte Norte gerenciar a comunicação entre os
mais diversos elementos, especialmente conectar o pro-
cessador ao barramento de memória e de vídeo.
Cabe a Ponte Sul responsabilidades pelas atividades
menos nobres como comandar a controladora de dis-
cos, interfaces de entrada e saída (portas seriais, parale-
las e USB), além da comunicação com outras interfaces
como som, rede etc.
Compete ao chipset definir o Clock
8
– freqüência de
barramento – sinal responsável pela transmissão dos
dados entre os periféricos. Dependendo de sua freqüên-
cia, um certo processador poderá ou não ser suportado
por uma determinada placa.
Memórias
Memória é o lugar eletrônico no qual ficam armazena-
das instruções e os dados para que o processador pos-
sa acessá-los. As memórias podem ser divididas em
dois grupos diferentes:
• Voláteis
• Não Voláteis
As memórias são classificadas como voláteis, quando
os dados que estão armazenando internamente são per-
didos devido à interrupção do fornecimento de energia
para a memória. Toda vez que o computador é desligado,
os dados armazenados na memória principal são perdi-
dos. Já as memórias do tipo não volátil não perdem os
seus dados, mesmo quando a alimentação de energia é
interrompida.
5
Registradores: Nome dado a alguns conjuntos de bits de alta
velocidade que existem dentro da CPU. A função primordial dos
registradores é o endereçamento de memória, ou seja, é nos regis-
tradores que fica armazenado o endereço fornecido que está
sendo tratado na memória naquele momento. O resultado de uma
operação aritmética ou lógica realizada na ULA deve ser armaze-
nado temporariamente, de modo que possa ser utilizado mais adi-
ante ou apenas para ser, em seguida, transferido para a memória.
6
Cooler: Popularmente conhecida por ventoinha. Responsável
pelo zumbido característico do computador. É um pequeno venti-
lador que, embutido no gabinete ou diretamente no processador
tem a função de resfriá-lo.
7
Integrated Drive Eletronics: É uma interface eletrônica padrão
utilizada entre os caminhos de dados ou barramentos de uma placa-
mãe e os dispositivos de armazenagem em disco de um computador.
8
O clock tem como finalidade gerar “pulsos de clock”. É um
dispositivo gerador de pulsos cuja duração é chamada de ciclo. A
quantidade de vezes em que este pulso básico se repete em um
segundo define a unidade de medida do relógio, denominada fre-
qüência, a qual também usamos para definir velocidade na CPU. A
unidade de medida usual para a freqüência dos relógios de CPU é
o Hertz (Hz), que significa 1 ciclo por segundo. Como se tratam de
freqüências elevadas abreviam-se os valores usando-se milhões
de Hertz, ou de ciclos por segundo (MegaHertz ou simplesmente,
MHz). Assim, por exemplo, se um determinado processador fun-
ciona como seu relógio oscilando 25 milhões de vezes por segun-
do, sua freqüência de operação é de 25 MHz. E como a duração
de um ciclo, seu período, é o inverso da freqüência, então cada
ciclo, neste exemplo, será igual ao inverso de 25.000.000 ou 1/
25.000.000 = 0,00000004 ou 40 nanossegundos.
02_Hardware.pmd 30/9/2010, 09:45 110
THATYML
Informática
Degrau Cultural 111
RAM (Random Access Memory – Memória de Acesso
Aleatório) – Memória Principal/ Primária
É o local onde o sistema operacional, os programas
aplicativos e os dados em uso são colocados, de modo
que possam ser rapidamente acessados pelo proces-
sador. Porém, os dados da RAM ficam lá somente en-
quanto o computador está funcionando. Quando se des-
liga o computador perde-se todo conteúdo. Deste modo,
quando se liga novamente o computador, o sistema ope-
racional e outros arquivos mais uma vez terão que ser
carregados pela RAM, o que é feito normalmente a partir
do Disco Rígido.
A RAM pode ser comparada à memória de curto prazo
de uma pessoa, e o disco rígido à memória de longo
prazo. A memória de curto prazo dá destaque ao trabalho
das mãos, mas pode recorrer a fatos da memória de
longo prazo. Um computador, também funciona deste
modo. Se a RAM ficar cheia, o computador precisará ir
continuamente ao disco rígido para cobrir velhos dados
da RAM com novos. Isso diminui a velocidade do compu-
tador. A não ser que o disco rígido fique completamente
cheio de dados de modo que ele não possa aceitar ne-
nhum mais, a RAM transbordará da memória. Ela conti-
nua funcionando, mas muito mais lentamente. O que
ocorre é que o processador transfere o conteúdo atual da
memória RAM para um arquivo do disco rígido, chamado
arquivo de troca, liberando espaço na memória RAM. O
conteúdo do arquivo de troca é colocado de volta na me-
mória RAM quando for solicitado algum dado que lá este-
ja armazenado. Este processo é conhecido como Memó-
ria Virtual. Quanto mais memória RAM o micro tiver, me-
nor a probabilidade de a me-
mória RAM acabar e, com
isso, menos trocas com o
arquivo de troca do disco rí-
gido serão necessárias.
Toda vez que uma troca é
feita o usuário percebe a
lentidão no micro, pois o
acesso ao disco rígido é bem mais lento do que o acesso
direto à memória RAM, por ser um sistema mecânico e
não eletrônico.
A RAM é pequena, tanto no espaço físico (ela é arma-
zenada em microchips) quanto na quantidade de dados
que ela pode armazenar. Ela é muito menor do que o
disco rígido. Um computador típico costuma vir com 128
milhões de bytes em RAM e com disco rígido que pode
armazenar 40 bilhões de bytes. RAM vem na forma de
microchips discretos (no sentido de separados) e tam-
bém na forma de módulos e ligam-se em buracos na
placa-mãe do computador. Estes buracos se conectam
ao processador por meio de um barramento ou grupo
de condutores elétricos. O disco rígido, por outro lado,
armazena dados em uma superfície magnética como
uma espécie de registro “fotográfico”.
A capacidade desta memória aumenta em múltiplos
de 8 megabytes. A maioria dos computadores são pla-
nejados de modo que você possa adicionar módulos de
RAM até certos limites (por exemplo 128 ou 256 mega-
bytes). Ter mais RAM no computador reduz o número de
vezes que o processador tem que ler dados por meio do
disco rígido, uma operação que leva muito mais tempo
do que ler dados por meio da RAM.
O acesso é randômico porque qualquer local de ar-
mazenamento pode ser acessado diretamente. Talvez
ela devesse ser chamada de memória não seqüencial,
pois o acesso à RAM é altamente randômico. RAM é
organizada e controlada de um modo que permite que
os dados sejam armazenados e atualizados diretamen-
te em locais específicos. Outras formas de armazena-
mento como o disco rígido e o CD-ROM também são
acessados diretamente (ou randomicamente), mas o
termo acesso randômico não pode ser aplicado a es-
sas formas de armazenamento.
Tipos de Memória RAM
DRAM (Dinamic RAM): Memória dinâmica de acesso
aleatório. É o tipo mais comum de memória de acesso
aleatório (RAM). É dinâmica no sentido que precisa ter
suas células de armazenamento renovadas ou recebe-
rem uma nova carga eletrônica a cada poucos milisse-
gundos. Formada por circuitos que armazenam os bits
de informações através de pequenos capacitores. Quan-
do tem algum dado representa “1” e, quando não, repre-
senta “0”. Não se trata de uma memória rápida. O gran-
de problema desta memória é que ela perde sua carga,
por isso precisa continuamente da renovação de carga
(refresh). Características:
• barata;
• fácil integração;
• baixo consumo;
• lenta (em função do refresh).
SRAM (Static RAM): Memória estática de acesso alea-
tório. Bem mais rápida e em vez de capacitores, utilizam
circuitos digitais chamados de flip-flop para armazena-
mento de cada “0” ou “1”, ou seja, este tipo de circuito
não necessita do círculo de refresh. Tem como caracte-
rística principal o sincronismo com o processador nos
acessos de leitura e gravação. Sua velocidade trabalha
na ordem de 20 nanossegundos (20 x 10
-9
segundos).
Normalmente, este tipo de chip de memória é aplicado
nas memórias do tipo cache. Características:
• cara;
• difícil integração (pouca capacidade em muito espaço);
• alto consumo;
• rápida.
ROM (Read Only Memory – Memória Somente para
Leitura)
Trata-se de um termo genérico utilizado para desig-
nar os circuitos de memória ROM. Só permitem a leitu-
ra, mas em compensação, não perdem o conteúdo
quando são desligados. São mais lentas que a memó-
ria RAM.
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THATYML
112 Degrau Cultural
Informática
Para o processador, não há
diferença entre acessar uma
memória RAM ou ROM – a não
ser a velocidade. Quando o mi-
cro é ligado, um programa gra-
vado na memória ROM da pla-
ca-mãe, chamado POST en-
tra em ação inicializando os circuitos da placa-mãe, o ví-
deo e executando testes, como o teste de memória. O
último passo do POST é carregar o sistema operacional
de algum disco para a memória RAM.
Estes tipos de circuito podem ser construídos utilizan-
do uma das seguintes tecnologias básicas:
Mask-ROM: Gravado na fábrica do circuito integrado e
não há como apagar ou regravar o seu conteúdo, ou
seja, fabricado com o conteúdo predefinido.
PROM (Programable ROM): É uma memória que pode
ser modificada uma vez pelo usuário. Essa memória é
vendida virgem e o fabricante do dispositivo que utilizará
este circuito se encarrega de fazer a gravação de seu con-
teúdo. No entanto, uma vez gravada, não há como apagar
ou reprogramar o seu conteúdo. A diferença entre este cir-
cuito e o Mask-ROM é o local da gravação. Enquanto a
Mask-ROM é fabricada já com um conteúdo predefinido, a
PROM é gravada pelo fabricante do periférico que utilizará
o circuito.
EPROM (Erasable Programable ROM): Trata-se de uma
memória exclusiva de leitura que pode ser apagada e
reaproveitada. Da mesma forma que a PROM, a EPROM
é vendida virgem e deve ser gravada pelo fabricante do
dispositivo que a utilizará. Ao contrário dos outros dois
tipos, o seu conteúdo pode ser apagado, o que é feito
colocando-se o circuito integrado exposto à luz ultraviole-
ta (ele tem uma janela transparente para que o apaga-
mento possa ser feito). Deste modo o circuito pode ser
regravado.
EEPROM (Electric Erasable Programable ROM): O apa-
gamento não é feito através de luz, mas sim através de
impulsos elétricos. Os chips de EEPROM, ao contrário
do que ocorre com os chips EPROM, não precisam ser
removidos do computador para serem modificados.
Flash-ROM: É uma EEPROM que utiliza baixas ten-
sões de apagamento e este é feito em um tempo bem
menor. Hoje em dia, a memória ROM da maioria das
placas-mãe é formada por um circuito de Flash-ROM,
permitindo a reprogramação do seu conteúdo via sof-
tware. Diferença entre uma EEPROM e uma Flash-ROM?
O apagamento da Flash-ROM é extremamente rápido e
não é possível reprogramar um único endereço, isto é,
quando a memória é apagada, todos os seus endere-
ços são zerados. Às vezes chamado de RAM-Flash.
Programas Contidos na ROM:
A placa-mãe de um computador tem um único circuito
de memória ROM, contendo os seguintes programas:
1. BIOS (Basic Input/Output System – Sistema Básico
de Entrada/Saída): Gerencia o fluxo de dados entre o
sistema operacional e dispositivos anexados como o
disco rígido, adaptador de vídeo, teclado, mouse e im-
pressora. Quando o computador é ligado o processador
passa o controle para o BIOS. Ele determina se todos os
anexos estão instalados e operantes; em seguida, carre-
ga o sistema operacional na memória de acesso aleató-
rio (RAM) a partir do disco rígido ou unidade de disquete.
Com o BIOS o sistema operacional e aplicações são li-
berados de terem que compreender detalhes exatos
(como endereços de hardware) sobre os dispositivos
anexos de entrada/saída. Quando detalhes do dispositi-
vo mudam, apenas o programa BIOS precisa ser altera-
do. Às vezes, essa mudança pode ser feita durante a con-
figuração do sistema. Embora o BIOS seja, teoricamente,
sempre o intermediário entre o processador e as infor-
mações de controle do dispositivo de entrada/saída e o
fluxo de dados, em alguns casos, o BIOS pode dar um
jeito para que os dados fluam diretamente para a memó-
ria a partir de dispositivos que exigem um fluxo de dados
mais rápido para serem eficazes.
2. POST (Power On-Self Test – Auto Teste ao Ligar):
Teste de diagnóstico que o Sistema Básico de Entrada e
Saída (BIOS) roda para determinar se o teclado, Memó-
ria RAM, discos e outros itens de hardware estão funcio-
nando corretamente. Se tudo é encontrado e está funci-
onando corretamente, o computador começa o boot.
9
Se o hardware não for encontrado ou estiver com proble-
mas, o BIOS mostra uma mensagem de erro que pode
ser um texto na tela ou uma série de bipes, dependen-
do da natureza do problema. Como o POST roda antes
da ativação da placa de vídeo, não é possível ver o pro-
gresso na tela. Um erro encontrado no POST é geral-
mente fatal (isto é, causa o travamento do programa
que está rodando) e vai parar o processo de boot, pois
o hardware checado é essencial para as funções do
computador. Executa as seguintes rotinas sempre que
o micro é ligado:
• Identifica a configuração instalada
• Inicializa todos os circuitos periféricos de apoio (chip-
set) da placa-mãe
• Inicializa o vídeo
• Testa a memória
• Testa o teclado
• Carrega o sistema operacional para a memória (RAM)
• Entrega o controle do processador ao sistema ope-
racional
3. SETUP (Configuração): Programa de configuração
de hardware do computador; normalmente chamamos
esse programa apertando um conjunto de teclas duran-
te o POST (geralmente basta pressionar a tecla DEL
durante a contagem da memória; esse procedimento,
contudo, pode variar de acordo com o fabricante da pla-
ca-mãe – Esc, Ctrl-Esc, Ctrl-Alt-Esc ou F1)
Estes três programas são completamente diferentes,
embora fisicamente armazenados dentro do mesmo cir-
cuito integrado. Muita gente confunde estes conceitos, cha-
mando o SETUP de BIOS. Alguns técnicos, sem o devido
conhecimento, dizem que alteram o conteúdo do BIOS ou
9
Boot é um programa que, após a conclusão do POST, procura
numa determinada posição de um disquete ou de um disco um
bloco de “informação” com um determinado formato, que se pres-
supõe conter o programa de inicialização de um sistema
operacional.
10
CMOS (Complementary Metal-Oxide Semicondutor) Tem os
dados de tipo de disco rígido, número e tipos de drives, data e
hora, configurações gerais, velocidade de memória etc. Estes
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 113
configuram o BIOS quando, na verdade, entram no SETUP
da Placa-mãe. Como o BIOS está em uma memória do
tipo ROM, seu conteúdo não pode ser alterado ( a não ser
que fosse um circuito do tipo FLASH-ROM.
Quando se entra no SETUP, as alterações são arma-
zenadas na memória de configuração da placa-mãe, tam-
bém chamada de CMOS
10
. A memória de configuração é
uma memória do tipo RAM e, por isso, seu conteúdo é
apagado quando sua alimentação é cortada. Para que
isso não ocorra as placas-mãe têm uma bateria que
alimenta essa memória, para que as informações não
sejam perdidas quando o computador é desligado.
Assim, quando é pressionada a tecla DEL durante a
contagem de memória (ou seja, durante a execução do
POST), acessamos o SETUP (e não a BIOS). As altera-
ções efetuadas no SETUP são armazenadas na memó-
ria de configuração (CMOS). O conteúdo da memória de
configuração é usado pelo BIOS para saber qual é a con-
figuração da máquina e, durante o POST, para programar
os circuitos da placa-mãe. Atualmente a memória de con-
figuração está embutida no chipset da placa-mãe, mais
especificamente em um circuito chamado Ponte Sul.
Cache
Podemos entender memória cache como um lugar
para armazenar alguma coisa mais ou menos tempora-
riamente. Páginas web solicitadas, por exemplo, são
armazenadas no diretório cache do navegador no disco
rígido. Assim quando retornamos a uma página exami-
nada recentemente, o browser pode obtê-la a partir do
cache em vez de a partir do servidor original, poupando
tempo e a rede do trabalho de tráfego adicional.
A memória cache é memória de acesso aleatório que
pode ser mais rapidamente acessada pelo processa-
dor do que a RAM normal. À medida que o processador
processa dados, ele primeira-
mente verifica a memória cache
e, se encontrar os dados ali (de
uma leitura de dados anterior),
não precisará mais fazer uma ou-
tra leitura de dados consumidora
de tempo na memória.
Memória cache é às vezes es-
crita em níveis de proximidade e de acessibilidade ao
processador. Um cache L1 está no mesmo chip do pro-
cessador. ( Por exemplo, o processador PowerPC 601
possui um cache de nível 1 de 32KB embutido em seu
chip) L2 é geralmente um chip de RAM estático (SRAM)
separado. O RAM principal é geralmente um chip de RAM
dinâmico (DRAM).
Além da memória cache, pode-se pensar na própria
RAM como um cache de memória para armazenamento
em disco rígido, pois todo o conteúdo da RAM vem inici-
almente do disco rígido ao ligarmos o computador e
carregarmos o sistema operacional e, mais tarde, ao
iniciarmos novas aplicações e acessarmos novos da-
dos. A RAM também pode conter uma área especial de-
nominada disk cache que possui todos os dados mais
recentemente lidos a partir do disco rígido.
O Disk Cache (cache de disco), ou uma área reserva-
da do RAM ou um cache especial de disco rígido, tem
uma cópia dos dados mais recentemente acessados e
prováveis de serem acessados que ficam ali armazena-
dos para acesso rápido.
O cache de disco é um mecanismo para melhorar o
tempo de leitura ou gravação no disco rígido. Hoje em
dia o cache de disco é normalmente incluído como parte
do disco rígido ou pode também ser uma porção espe-
cífica da memória de acesso aleatório (RAM). O cache
de disco guarda dados lidos recentemente e, em al-
guns casos, áreas adjacentes de dados prováveis de
serem acessadas em seguida.
Memória de Massa - (Memória Secundária)
Na memória RAM temos um conteúdo que se perde
quando desligamos o computador. A ROM mantém o
conteúdo mesmo na falta de energia porém, é uma
memória somente para leitura e não permite guardar
nossos dados e/ou programas. Esses dados e progra-
mas devem ser armazenados em outro meio que não o
elétrico. Neste caso o que normalmente se usa é um
meio magnético: disquetes e discos rígidos. Uma outra
alternativa seria a mídia óptica disponível em CD-R, CD-
RW ou DVD-R... Nestas condições o meio utilizado é
não volátil o que permite acessar a informação quando
for necessário.
Disquete (disco flexível ou floppy disk)
O disquete é um meio removível de arma-
zenamento de dados de acesso aleatório que
pode ser utilizado em computadores pesso-
ais. O termo disquete normalmente refere-se
a um meio magnético acondicionado em um
cartucho de plástico rígido medindo 3,5 polegadas de
diâmetro e 2 milímetros de espessura que pode armaze-
nar até 1,44 MB de dados. Embora, hoje em dia, a maioria
dos computadores pessoais venha com uma unidade de
disquete
11
(drive) de 3,5 polegadas pré-instalada, alguns
computadores não as fornecem mais. Eles são conveni-
entes para armazenamento individual de arquivos e pro-
gramas pequenos. Quem lê e grava as informações no
disquete é a cabeça da unidade de disquete. Essa cabe-
ça
12
é formada por duas bobinas e as informações são
lidas, escritas e apagadas como em uma fita cassete
dentro de um toca-fitas, através de magnetização e des-
magnetização da camada magnética do disco. São gra-
vadas magneticamente, ou seja, se o bit 0 é representa-
do pela magnetização positiva, o bit 1 será a negativa, e
vice-versa.
Na formatação, o disco magnético é dividido em tri-
lhas e setores. As trilhas são regiões circulares concên-
tricas e os setores são regiões do disco delimitadas por
raios. Em um disquete de 31/2”, por exemplo, existem
80 trilhas de cada lado, divididas em nove setores cada.
Uma pequena janela em um dos cantos superiores
pode ser aberta ou fechada. Quando aberta não é per-
mitida a gravação.
11
A unidade de disquete: é o elemento responsável pela
leitura/gravação em um disquete. Como existem diversos tipos
de disquete com capacidades de formatação diferentes, haverá
unidades de disquetes diferentes para cada tipo.
12
Algo como um braço do “pré-histórico” toca-discos de vinil,
porém em posição relativamente fixa.
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THATYML
114 Degrau Cultural
Informática
Zip Disk
São disquetes especiais que necessitam, portanto,
de drives compatíveis. Estes disquetes possu-
em a capacidade de armazena-
mento para 100MB, cerca de 70
vezes mais dados que os seus ir-
mãos de 1.44MB. Existem outros
modelos de ZIP-DRIVE que traba-
lham com disquetes de 250MB e
750MB.
Disco Rígido
O disco rígido faz parte de uma unidade, normalmente
chamada de disk drive, hard drive ou hard disk drive, que
armazena e oferece acesso relativamente rápido a gran-
de quantidade de dados em uma superfície carregada
eletromagneticamente ou em um conjunto de superfícies
e tudo isso vem acondicionado
dentro de uma caixa blindada.
Nas provas podem referir-se a
ele como Hard Disk, Winches-
ter ou simplesmente HD. Os
computadores atuais vêm
acompanhados, normalmente
de disco rígido com capacida-
de de armazenamento na or-
dem dos GB.
Ele pode ser composto de conjunto de discos empi-
lhados, apresentando cada um em círculos concêntri-
cos ou faixas de disco. Uma cabeça grava ou lê as infor-
mações nas faixas. Para cada leitura ou gravação é ne-
cessário que os dados sejam localizados, que é uma
operação chamada de busca.
Convém mencionarmos os thin clients, que oferecem
aos usuários uma solução de estação de trabalho, que
reduz os custos operacionais, de manutenção e de atu-
alização tecnológica, em comparação com os ambien-
tes tradicionais com PC’s “fat” client. Os thin clients são
pequenos dispositivos de computação que não contam
com disco rígido, nem necessitam de gerenciamento
complexo. Essa característica permite que os equipa-
mentos sejam implantados rapidamente - responden-
do por baixíssimos gastos com Tecnologia da Informa-
ção - com mais confiabilidade e segurança do que os
PCs convencionais.
CD e DVD
CD-ROM (Compact-Disk -
Read - Only Memory): apenas
leitura.
CD-R: permite a gravação ape-
nas uma vez.
CD-RW: é regravável, ou seja,
permite a gravação mais de
uma vez. Isto é feito por causa
da tintura especial índio antimônio e telúrio. Quando o
feixe laser eleva temperatura de 500º C a 700º C sua
superfície perde sua reflexão que em seguida será en-
tendido como informação pelos leitores. Quando o mes-
mo ponto for utilizado por outro feixe de laser com uma
temperatura mais baixa a tintura recupera sua caracte-
rística reflexiva que poderá ser gravada novamente.
Tipos de DVDs
DVD-R: É equivalente ao CD-R. Sua
capacidade depende da mídia em
uso. As primeiras mídias de uma face
armazenavam até 3,68 GB, as mídi-
as atuais já possuem 4,7 GB. As de
dupla antiga armazenavam 7,38 GB,
e as atuais, 9,4 GB.
DVD-RW ou DVD-ER (DVD enable):
criado pela Pionner, tem capacidade de 4,7 GB. Pode
ser lido em praticamente qualquer unidade de DVD.
DVD+W: é concorrente do anterior, desenvolvido pela Phi-
lips, Sony, HP e outros. Por causa de sua taxa de refle-
xão, este disco não pode ser lido por todas unidades de
DVDs. Armazena de 2,8 GB a 4,7 GB.
DVD-RAM: Este tipo de mídia é encontrado em quatro
capacidades: 2,6 GB, 4,7 GB, 5,2 GB e 9,4 GB. Esta mí-
dia é regravável, isto é, funciona de maneira similar a
um CD-RW. Estima-se que o DVD-RAM pode ser regra-
vado 100.000 vezes, enquanto estima-se que o DVD-
RW só pode ser regravado 1.000 vezes.O disco DVD-
RAM necessita de um gravador de DVD-RAM tanto para
ser gravado quanto para ser lido. O disco DVD-RAM nor-
malmente está acondicionado dentro de uma caixa cha-
mada caddy. Esta mídia não é compatível com unidades
de DVD-ROM nem com DVD players comerciais.
Barramentos
Um barramento (bus) é uma rota de transmissão na
qual os sinais são emitidos ou captados em cada dis-
positivo anexado à linha. Apenas os dispositivos que
forem dirigidos pelos sinais prestam atenção a eles; os
outros desconsideram os sinais. O termo deriva-se de
sua semelhança com um ônibus que pára em toda qua-
dra para deixar e pegar passageiros. Trata-se da rota
dos dados no computador que interconecta o processa-
dor com os anexos à placa-mãe em slots de expansão,
como unidades de disco rígido, unidades de CD-ROM e
adaptadores gráficos.
Genericamente falando é um caminho para a troca de
dados entre dois ou mais circuitos. Em geral podem ser
divididos em três grupos:
• Dados (Data Bus) – Todos os dados, tais como instru-
ções e dados, que serão manipulados internamente pelo
processador, utilizam o barramento de dados para se-
rem transferidos dos periféricos do sistema para o pro-
cessador. Quando as informações já foram processa-
das e os resultados estão disponíveis, eles retornam
para os periféricos do sistema, utilizando-se do mesmo
barramento de dados que foi utilizado para a entrada
das informações. Em um determinado instante estas
vias são usadas como barramento de entrada e em ou-
tro instante opera como saída de dados e assim suces-
sivamente.
Fisicamente é formado por vias, ou seja, um conjunto
de vias forma o barramento de dados. Cada via transmi-
te um bit, portanto um barramento de 16 vias possui 16
bits de largura. Essa largura varia de acordo com o pro-
cessador utilizado no sistema.
• Endereços (Address Bus) – É utilizado pelo processa-
dor para fazer o endereçamento de todos os periféricos
do sistema, tais como: Memória RAM, controladores de
vídeo, disco, rede, entre outros.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 115
Esse barramento é do tipo unidirecional, pois o processa-
dor utiliza-o para apontar um determinado endereço em
um determinado instante. No próximo instante, esse bar-
ramento será utilizado, novamente, para apontar um ende-
reço e assim sucessivamente. Portanto, o tráfego de bits
no barramento de endereços será sempre do processa-
dor para os periféricos do sistema, ou seja, unidirecional.
Todos os dados e instruções que entram ou saem
do processador utilizam o barramento de dados. Po-
rém, é por meio do barramento de endereços que o
processador fornece endereços em que os dados e as
instruções, que serão utilizados para o processamen-
to, estão armazenados. Este procedimento é conheci-
do como leitura, ou seja, o processador determina por
meio do barramento de endereços quais endereços
devem ser lidos para que os dados e as instruções
possam ser transferidos para o processador, por meio
do barramento de dados.
Após o processamento das informações, o resultado
deverá ser armazenado em alguma posição de memó-
ria ou transferido para algum dispositivo de I/O (entrada
ou saída), portanto o processador fornece, por meio do
barramento de endereços, o endereço da memória ou
dispositivo de I/O, em que o resultado será armazenado.
Este procedimento é conhecido como escrita.
Assim como o barramento de dados, o barramento de
endereços também é composto por vias. Um barramen-
to com 16 vias é o mesmo que dizer que a largura do
barramento de endereços é de 16 bits. Essa largura
depende exclusivamente do processador.
• Controle (Control Bus) – Por meio do barramento de
controle o processador recebe ou envia sinais de con-
trole para todos os dispositivos do sistema. Como nes-
te barramento trafegam sinais de controle nos dois sen-
tidos, ele é do tipo bidirecional. Entretanto, existem vias
desse barramento que só enviam sinais, como, por
exemplo, a via de R/W (Leitura/Escrita), e outras vias que
só recebem, por exemplo, a via CLK (clock – relógio).
Mas como o conceito se refere ao conjunto de vias, ou
seja, ao barramento, este é considerado bidirecional.
Ao contrário dos barramentos de dados e endereços
que executam apenas um tipo de evento, a transferência
de dados ou de endereços, o barramento de controle
possui vários eventos distintos de controle.
Mouse
O mouse consiste de uma capa de metal
ou plástico, uma esfera de borracha na par-
te de baixo da capa e que rola deslizando
em uma superfície (mouse pad), um ou mais
bastões na parte de cima da capa e um cabo que conecta
o mouse ao computador. Como a bola desliza em qual-
quer direção, um sensor envia impulsos ao computador
que faz com que o programa de resposta do mouse repo-
sicione um indicador visível (cursor) na tela. O posiciona-
mento é relativo ao local inicial. Visualizando a posição
presente do cursor, o usuário pode reajustar a posição
movendo o ponteiro do mouse.
O Mouse Óptico não requer o uso da esfera de borra-
cha, pois ele utiliza um sensor óptico (que é muito mais
preciso) em seu lugar. Esse tipo de mouse tem vanta-
gens de maior precisão e agilidade no seu manuseio.
Detalhadamente podemos citar alguns movimentos bá-
sicos deste periférico de entrada:
• Apontar – Mover o ponteiro do mouse para que seja
posicionado sobre alguma parte específica da tela. Exem-
plo: Caso o examinador afirme: “aponte para o botão inici-
ar”, isso significa que o ponteiro do mouse deve ser mo-
vido sobre o botão iniciar da barra de tarefas no Windows.
• Clicar – Pressionar e imediatamente liberar o botão
esquerdo do mouse para iniciar algum tipo de ação.
Nas provas, normalmente, estará especificado que o
mouse usado estará com a configuração padrão, ou
seja, o botão esquerdo é o responsável por iniciar uma
ação. Este botão também pode ser chamado de botão
principal.
• Clique Duplo – Pressionar e liberar o botão principal
do mouse duas vezes, um pressionamento após o ou-
tro (deve haver pouco espaço de tempo entre cada pres-
sionamento). Vamos perceber que algumas coisas exi-
gem um simples clique para iniciar algum tipo de ação e
outras exigem um duplo clique.
• Clique Triplo – Pressionar e liberar o botão principal
do mouse três vezes (deve haver pouco espaço de tem-
po entre cada pressionamento). Com este tipo de ação
pode-se selecionar todo um parágrafo no Word, quando
clicamos sobre ele, ou todo o arquivo, quando clicamos
à margem do texto.
• Clicar com o Botão Direito – Pressionar e imediata-
mente soltar o botão direito do mouse é usado para
exibir o menu de atalhos ou , em algumas provas, menu
de contexto. Este menu vai variar de acordo com a posi-
ção na qual estiver posicionado o ponteiro do mouse.
• Arrastar – Apontar para algum objeto, pressionar e
manter pressionado o botão principal do mouse, mover
o que se pretende e então soltar o botão.
• Paginar – Girar a pequena roda (Roda de Scroll)
13
que
fica entre o botão principal e o direito do mouse, nos
programas que suportam a rolagem permite mover para
cima e para baixo um documento. A roda é uma inovação
relativamente recente.
O ponteiro do mouse fica, na maior parte do tempo,
com a aparência de uma seta. Porém, ele pode mudar
de forma dependendo de sua posição na tela ou aplica-
tivo no qual estiver sendo utilizado. Ele também pode
mudar a partir de certos comandos a sua escolha. Cada
um dos formatos indica o que o Windows está proces-
sando naquele momento; neste caso o chamamos de
apontador de mouse. O padrão básico para os aponta-
dores de mouse é o seguinte:
Seleção Normal – Indica um objeto na tela.
Ajuda – Seleção de ajuda.
Ampulheta – Ocupado (processando).
Processamento – Trabalhando em segundo plano.
Seleção Gráfica – Precisão.
Viga – Seleção de texto.
Proibido – Indica impossibilidade de realizar operação.
13
Alguns mouses possuem uma pequena roda entre os dois
botões principais que é usada para deslizar para cima ou para
baixo em documentos ou páginas na web muito longos.
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THATYML
116 Degrau Cultural
Informática
Seta Dupla Vertical – Usado para redimensionamen-
to na vertical.
Seta Dupla Horizontal – Usado para redimensiona-
mento na horizontal.
Seta Dupla Diagonal Esquerda – Usado para redi-
mensionamento diagonal.
Seta Dupla Diagonal Direita – Usado para redimen-
sionamento diagonal.
Seta em Cruz – Move objeto selecionado.
Seta para Cima – Seleção alternativa.
Seleção de Link - Informa que uma ligação pode
ser clicada.
Modems
O modem é um periférico, um acessório do computa-
dor que serve para a conexão
do computador à linha telefô-
nica para transmissão de da-
dos. Como periféricos, os mo-
dems são instalados nas por-
tas de expansão dos compu-
tadores. O acesso a essas
portas de expansão pode ser interno (uma placa é en-
caixada no interior do computador) ou externo (o modem
é ligado ao computador através de um cabo). Portanto,
os modems podem ser internos ou externos. Essa ca-
racterística não influi no desempenho do computador
ou do acesso à Internet.
O que determina a velocidade de
acesso é a taxa de transmissão. Os
modems podem ter taxas de 14.440
bps, 28.800 bps, 33.600 bps ou 54
kbps. Quanto maior esse número mais rápido a trans-
missão de dados.
Impressoras
Principais tipos de impressoras
Matriciais
São aquelas em que o componente responsável pela
impressão propriamente dita é uma cabeça de agulhas.
Quanto mais agulhas possuir a cabeça, maior a quali-
dade final. Atualmente encontramos impressoras de 9,
18 ou 24 agulhas. Prestam-se para impressões de rela-
tórios extensos onde a preocupação com estética perde
terreno para o conteúdo dos dados, listagens nominais,
relatórios de material em estoque, cupons fiscais etc.
Esta impressora monta os caracteres a partir de uma
série de pequenos pontos que são impressos muito
próximos uns dos outros.
É abastecida por uma fita semelhante à fita de uma
máquina de escrever.
Jato de tinta
São impressoras comuns
cuja impressão é realizada
através de diversos jatos mi-
croscópicos da tinta. Apresen-
tam uma boa qualidade de im-
pressão e são usadas em
editoração gráfica.
A tecnologia de jato de tinta
tem evoluído continuamente. Cada novo modelo que che-
ga ao mercado produz imagens um pouco mais próximo
da qualidade fotográfica e com rapidez cada vez maior. E
o melhor é que não se paga mais por isso – o preço
dessas máquinas até se reduziu ao longo desses anos.
Ao mesmo tempo, a cor, que era um item opcional ou
inexistente em muitos modelos, tornou-se uma caracte-
rística básica dessas impressoras.
Velocidade de impressora se mede em PPM (páginas
por minuto) e CPS (caracteres por segundos).
Resolução (qualidade) se mede em DPI (pontos por
polegadas).
Laser
Trabalham com um “toner” especial, a exemplo das
máquinas copiadoras. Sua qualidade de impressão é
insuperável.
Cera
Impressora térmica, com alta resolução, podendo atin-
gir 16.000 DPI (pontos por polegada), trabalha com car-
tuchos individuais sua impressão tem qualidade de uma
capa de revista.
Este tipo de impressora geralmente é utilizado em
impressões que dependam de uma excelente definição
(gráficas, revistas e outros).
Impressoras de Rede
As impressoras de rede podem ser conectadas dire-
tamente a uma rede de computadores e atendem aos
pedidos de impressão enviados pelo usuário ligado (co-
nectado) à rede, dispensando o computador que atua
como servidor de impressão, o que normalmente é ne-
cessário. Os trabalhos de impressão são enviados via
rede para o servidor de impressão, que repassa para a
impressora a ele ligada.
As impressoras de rede dispõem de hardware e sof-
twares capazes de receber e atender diretamente aos
pedidos de impressão enviados via rede, reduzindo o
custo e aumentando a velocidade e a eficiência dos tra-
balhos de impressão.
Scanners
Funcionamento do Scanner
1. Uma fonte de luz ilumina o pedaço de papel colocado
com a face voltada para a janela de vidro situada acima
do mecanismo de varredura. Os espaços vazios ou bran-
cos refletem mais luz que as partes que possuem letras
ou imagens, coloridas ou não.
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Informática
Degrau Cultural 117
2. Um motor move a cabe-
ça de varredura situada
abaixo da página. O movi-
mento permite que a ca-
beça de varredura capture
a luz que rebate de áreas
da página com cerca de
milhares de polegadas
quadradas de cada uma.
3. A luz proveniente da página é refletida através de um
sistema de espelhos constantemente ajustados para
que os feixes de luz fiquem alinhados com lentes.
4. As lentes focalizam os feixes de luz diodos fotossen-
síveis que convertem as intensidades da luz em cor-
rente. Quanto maior for a luz refletida, maior a tensão
da corrente.
5. Um conversor analógico digital (A-D) armazena cada
leitura analógica da tensão com um pixel digital, repre-
sentado por uma área preta ou branca numa linha que
contém cerca de 300 pixeis por polegadas. Se os Scan-
ners trabalharem com imagens coloridas, a cabeça de
varredura passa três vezes pela imagem, em cada pas-
sagem a luz é direcionada para um filtro vermelho, verde
e azul, antes de atingir a imagem original.
6. A informação digital é enviada ao programa instalado
no computador, no qual os dados são armazenados num
formato compatível com o programa gráfico ou progra-
ma de reconhecimento óptico de caractere (ORC ou ICR).
Monitores
Os monitores convencionais utili-
zam a tecnologia CRT – Tubos de rai-
os de catódicos (Cathode Ray Tube)
que é basicamente a mesma dos
aparelhos de televisão. A medida em
polegada é a medida diagonal des-
tas telas. Este tipo de monitor gera
campos magnéticos, radiações peri-
gosas e são vorazes consumidores
de energia. Eles não geram imagens
apenas as exibem. A qualidade da
imagem é determinada pelo conjunto da qualidade do
monitor e da placa de vídeo. Estes dispositivos trabalham
de modo interdependente. Uma excelente placa acelera-
dora de vídeo somente alcança bons resultados se em
contrapartida você tiver um bom monitor.
Efeito Flicker: Também conhecido como cintilação é
um efeito visual de percepção subjetiva que costuma
manifestar-se quando a tela (redesenhada por canhões
de elétrons, linha por linha, várias vezes por segundo) é
recomposta menos de 70/75 a cada segundo. Em ou-
tras palavras quando o refresh rate é inferior a 70/75 Hz.
Os bons monitores trabalham com taxas de 85Hz (Isso
depende da resolução escolhida pelo usuário).
Dot-Pitch: Representa a distância em milímetros entre
dois pontos da mesma cor em tríades RGB
14
adjacen-
tes. Influencia diretamente na resolução máxima supor-
tada pelo monitor. Quanto menor o dot-pitch, maior a
resolução e melhor a qualidade da imagem.
Telas de Cristal Líquido (Liquid Crystal Display - LCD):
Mais finos e leves, os LCDs gastam cerca de quatro
vezes menos energia do que o monitor de tubo, não
cintilam, não geram radiações perigosas. Mas, tudo isso
tem um preço, e ainda muito alto. Aplicados em situa-
ções onde a disponibilidade de espaço seja limitada,
proporciona maior contraste e têm visível a área efetiva-
mente declarada em polegadas.
Pixel: É uma unidade básica de programação de cor
em uma imagem. É uma unidade lógica e não física,
depende da resolução da tela. Para a resolução máxi-
ma, o tamanho físico do pixel é igual ao tamanho do
dot-pitch do monitor. A cor específica de um pixel des-
creve a mistura dos três componentes do espectro de
cores (RGB). A definição da imagem na tela é às vezes
expressada por pontos por polegada (Dots per inch –
dpi). Uma imagem vai ter menos definição em um mo-
nitor maior, pois a mesma quantidade de dados é mos-
trada em uma área física maior. Em uma tela do mes-
mo tamanho, uma imagem vai ter menor resolução se
a definição é configurada para baixo, por exemplo de
800X600 para 640X480 pixels.
Monitores de vídeo Touch Screen são tipos de monito-
res que têm um gerador de campo eletromagnético que
são sensíveis ao toque sobre tela. Normalmente, são
utilizados nos caixas eletrônicos de alguns bancos ou
terminais dos shoppings.
Teclado
Existem os teclados comuns e os ergonômicos que
foram concebidos com o propósito de proporcionar con-
forto para o usuário. As placas de CPU padrão AT utili-
zam conectores DIN para o
teclado, e as placas de CPU
padrão ATX, o padrão PS/2.
Portanto, encontramos tecla-
dos à venda com conectores
DIN e com conectores PS/2.
• O teclado pode, funcionalmente, ser dividido em:
• teclado Alfanumérico, que contém as letras, os nú-
meros e a maioria dos símbolos, além de algumas te-
clas especiais;
• teclado Numérico, que traz os operadores matemáti-
cos; a resposta que será obtida ao pressioná-las de-
penderá da tecla
Num Lock est ar
ativada ou não.
Teclas:
Enter: Utilizada
para dar entrada nos comandos desejados. Aparece tan-
to no teclado numérico quanto alfanumérico.
Backspace: Retorna à posição anterior (depende do
aplicativo em que é utilizada: no Word remove o caracte-
re que antecede o cursor e no Internet Explorer retorna à
página anterior.)
Del ou Delete: Também aparece no teclado numérico e
no alfanumérico. É utilizada para apagar. Em editores de
textos serve para apagar o que foi selecionado.
14
O padrão RGB: é formado de 3 cores: vermelho, azul e verde.
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118 Degrau Cultural
Informática
Setas do Cursor: Usadas para deslocar o cursor para
cima, para baixo, para a direita e para a esquerda.
CapsLock ou fixa: Fixa em caixa alta. Permite escrever
com letras maiúsculas.
Shift: É uma das teclas modificadoras e serve, por exem-
plo, para habilitar a segunda função da tecla. É uma
tecla que quando utilizada isoladamente não tem fun-
ção específica, como é o caso das teclas Ctrl e Alt.
Teclas de Função (F1, F2....F12): Estas funções de-
pendem do aplicativo que estiver sendo utilizado. Nor-
malmente a tecla F1 é utilizada para acessar o pro-
grama de ajuda.
Ins ou Insert: Sobrescreve.
Esc ou Escape: Utilizada para cancelar a necessidade
de optar por algo em caixas de diálogo.
Tab ou tabulador: Normalmente, utilizada em editores
de texto, onde poderemos avançar o cursor em uma
marca na tabulação. Se acionada, concomitantemente
com a tecla Shift, retrocede uma tabulação.
Print Screen: No ambiente Windows, captura a imagem
no monitor e a envia para a área de transferência.
Num Lock: Permite que o teclado numérico seja utiliza-
do para se digitar números e sinais matemáticos (quan-
do estiver LIGADA) ou apenas funcione como setas e
direcionadores (se DESLIGADA).
Scroll Lock: Causa o travamento do teclado permitindo
ao usuário mover todo o conteúdo da tela, em bloco,
com as setas direcionadoras. Sua utilização no ambien-
te Windows é praticamente nula, ficando mais restrita a
algumas ações dentro do Excel. Era usada apenas por
alguns antigos softwares gráficos do ambiente DOS (Ven-
tura for DOS e versões simplificadas de software de de-
senho técnico). Só funciona se algum software específi-
co, caso contrário, fica inoperante, não importando o seu
estado de ligada ou desligada.
Pause/Break: Pode gerar uma interrupção na listagem
rolada pela tela (DOS) como por exemplo, quando se
digita o comando DIR em um diretório que contém mui-
tos arquivos; neste caso, basta pressionar a tecla pau-
se/break para que a listagem pare sua rolagem, sendo
reassumida através do pressionamento de qualquer
outra tecla. A mesma tecla funciona para substituir o co-
mando de teclado Ctrl C, utilizado para interromper a
execução de alguns programas. Note, que nem todos
os programas executáveis podem ser interrompidos,
mas aqueles que puderem, bastará digitar a combina-
ção acima ou apenas a tecla pause/break.
Sobre o teclado, ainda podemos falar sobre opções de
acessibilidade, item que é encontrado na opção painel
de controle no Windows:
Teclas de aderência: Utilizadas quando desejamos usar
as teclas Shift, Ctrl, Alt ou a tecla de logotipo do Windo-
ws pressionando uma tecla de cada vez.
Teclas de Filtragem: Utilizada para que o Windows igno-
re teclas pressionadas rápida ou repetidamente ou para
que ele diminua a taxa de repetição.
Teclas de Alternância: Utilizada para se ouvir sons quan-
do se pressiona as teclas Caps Lock, Num Lock e Scroll
Lock.
NoBreak
A principal função do NoBreak é
fornecer energia ininterrupta aos
equipamentos, mesmo na ausên-
cia total de energia proveniente da
rede elétrica. Isto é possível gra-
ças à utilização de baterias, que
podem gerar até várias horas de
autonomia, dependendo da confi-
guração do nobreak. Existem No-
Break de baixa, média e alta po-
tência. Os NoBreaks de baixa potência, por exemplo,
fornecem autonomia de aproximadamente 15 minutos,
suficiente para permitir ao usuário fechar todos os ar-
quivos com segurança.
Qual a diferença entre estabilizador e nobreak?
Ambos os equipamentos têm a função de estabilizar a
tensão da rede, ou seja, manter a amplitude dentro dos
valores aceitáveis pelos equipamentos, porém, a diferen-
ça primordial é que o nobreak possui uma ou mais bate-
rias que fornecem energia, mesmo durante o período em
que a rede elétrica não está presente, o estabilizador não.
Assim, o nobreak não deixa parar o equipamento que
está ligado a ele quando houver a falha da rede.
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Informática
Degrau Cultural 119
PROCESSADOR DE TEXTO
Os primeiros programas que surgiram para ela-
boração de textos e que permitiam a inserção e altera-
ção dos mesmos, eram chamados de Editores de Tex-
tos. Com a evolução da linguagem de programação e,
conseqüentemente, o surgimento de recursos capa-
zes de modificar a forma e o design dos textos, surgi-
ram os Processadores de Textos.
Neste capítulo serão abordadas as características
e funções dos principais editores de texto. A começar
pelo BrOffice Writer.
BrOffice Writer
O Open Office 1.0 foi o primeiro produto a trazer
os benefícios do software de código aberto, distribuído
de forma completamente gratuita. Disponibilizando a
todos, um suíte de aplicativos para escritório, essencial
para o dia-a-dia. Traduzido em mais de 30 idiomas, e
compatível com os principais sistemas operacionais.
(Microsoft Windows, Mac OS X X11, GNU/Linux, Solaris).
Após o grande sucesso do Open Office 1.0, o
software evoluiu muito, e foi criado o BrOffice 2.0, que
atual mente está na versão 2.3.1. Seu suíte de
aplicativos inclui:
- Writer - Procesador de texto
- Calc - Planilha eletrônica
- Impress - Apresentações multimídia
- Draw - Editor vetorial
- Math - Editor de fórmulas matemáticas
- Base - Gerenciador de Bancos de dados
- Conceitos básicos
O Writer é um processador de textos moderno e
completo, incluindo até mesmo recursos típicos de
programas de editoração eletrônica. Simples o bas-
tante para se digitar um pequeno texto e, ao mesmo
tempo, poderoso o suficiente para se criar livros intei-
ros, incluindo diagramas, tabelas, índices, referênci-
as cruzadas, esquemas complexos de numeração de
parágrafos e páginas, etc.
Uma das grandes vantagens de utilizar o BrOffice,
é a compatibilidade com o pacote Microsoft Office.
Assim você poderá abrir e editar documentos criados
no MSOffice.
Quando iniciamos o WRITER, é apresentada a ja-
nela abaixo contendo um novo documento em branco,
e os elementos a seguir:
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120 Degrau Cultural
Informática
– Barra de Títulos: contem o nome do arquivo que
está sendo editado, o nome do aplicativo e sua
versão
– Botões de Controle de Janela: botões para mini-
mizar, maximizar/restaurar e encerrar o aplicativo;
– Barra de Menus: contem os nomes dos menus
para acesso às listas de comandos e funções do
BrOffice.Org
– Barra de Ferramentas Padrão: Apresenta os bo-
tões para acessar os comandos bási cos do
BrOffice.Org, [abrir, salvar, cortar, copiar, colar, etc];
– Barra de Ferramenta Formatação: contem os bo-
tões para acesso rápido aos comandos de edição
de texto, [tipo e tamanho de letras, estilos de pará-
grafos, etc];
– Barra de Status: Apresenta informações para ori-
entação do usuário tais como o número da pági-
na, zoom, tipo de texto etc;
– Régua: facilidade utilizada para efetuar medições
e configurar tabulações e recuos;
– Barras de Rolagem: utilizadas para mover e visu-
alizar trechos do seu texto.
- Novo documento
Para criar um novo documento utiliza-se o menu Arqui-
vo, na opção Novo. Esta opção permite a criação de um
novo documento, cujo tipo (texto, planilha, apresentação,
desenho, base de dados) deverá ser selecionado a partir
de um sub-menu. Como é ilustrado na imagem abaixo:
Como desejamos trabalhar com textos abriremos a op-
ção “Documento de Texto”.
Outra forma de se criar uma arquivo novo é através da a
tecla de atalho Ctrl + N ou pelo ícone na Barra
de Ferramentas Padrão.
- Salvar/Salvar Como
Um processo semelhante é aplicado quando se
salva um documento. Também nos dirigimos ao menu
Arquivo, só que na opção Salvar (Ctrl + S), onde é salvo
as alterações do arquivo previamente salvo e a Salva
Como (Ctrl + Shift + S) se o arquivo é totalmente novo,
nessa opção abrirá uma janela onde deverá se definir
nome e extensão do arquivo:
O Writer nos permite salvar documentos com as princi-
pais extensões, possibilitando compatibilidade com
outros editores de textos:
Salvar Tudo onde é permitido salvar todos os docu-
mentos em edição no momento.
03_Processador de Texto.pmd 30/9/2010, 09:46 120
THATYML
Informática
Degrau Cultural 121
Exportando seu documento como PDF : Esta
opção permite que o arquivo em edição seja salvo no
formato .PDF, padronizado pela ADOBE e largamente
utilizado por Empresas, Universidades e profissionais
de uma maneira em geral para distribuição de cartas,
memorandos, documentos internos, relatórios e ou-
tros documentos já que ele possui uma melhor segu-
rança contra alteração desses documentos que aquela
apresentada por outros Editores de Texto comercial-
mente disponíveis.
- Abrir documentos (Ctrl + O)
Para abrir documentos é necessário abrir o Menu arqui-
vo selecionando a opção novo ou pelo ícone na
Barra de Ferramentas Padrão. Quando ser selecionada
abrirá a Caixa de Diálogo abaixo pra a seleção do arqui-
vo a ser aberto:
- Imprimir Documento (Ctrl + P)
Esta opção permite a impressão do documento que
está sendo editado, em qualquer impressora associa-
da ao micro. Como na maioria dos Editores de Texto,
pode-se selecionar a quantidade de páginas que será
impressa, a impressora onde será feita a impressão, a
quantidade de cópias, etc. Quando ser selecionada abri-
rá a Caixa de Diálogo para sua configuração:
Pode-se ser impresso também pelo ícone na Bar-
ra de Ferramentas Padrão, por este caminho ele impri-
me com a ultima formatação escolhida pelo usuário.
- Digitação – Editando o texto
A personalização do texto é facilmente feita pelos íco-
nes dispostos na Barra de Ferramentas Formatação
discriminada abaixo:
Permite recortar (Ctrl + X), copiar (Ctrl + C), colar (Ctrl +
V) e copiar formatação do trecho selecionado.
Desfazer (Ctrl + Z) e restaurar (Ctrl + Y) ultimas ações.
Estilo de Formatação: habilita a janela de estilos e ao
lado o exibe o estilo que esta aplicado ao documento
selecionado.
Altera Fonte, tamanho e/ou coloca em negrito (Ctrl +
B), itálico (Ctrl +I) ou sublinhado (Ctrl + U) os itens
selecionados.
Alinha o texto a esquerda, centralizado, direita ou justifi-
cado.
Ativa ou desativa numeração ou marcadores e diminui
ou aumenta recuo do texto selecionado.
Altera cor da fonte, realce (estilo caneta marca texto) e
cor do plano de fundo.
A formatação do arquivo também pode ser feita através
do Menu Formatar e suas opções:
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THATYML
122 Degrau Cultural
Informática
No menu Menu Caractere - Altera o tipo de Fonte (negri-
to e itálico), tamanho da letra, Efeitos de fonte (subli-
nhado - estilo e cor, tachado, tachado duplo, cor da
fonte, piscante, sombra, contorno, relevo - alto e baixo
relevo, maiúsculas, minúsculas, título, Caixa alta (VER-
SALETE), texto oculto (o texto desaparece), permite alte-
rar a Posição do texto (sobrescrito
sobrescrito
), rotação (per-
mite rotacionar o texto), espaçamento, criar Hiperlink
no texto, Plano de fundo;
No Menu Parágrafo, alinha e recua os parágrafos, con-
trola o espaçamento entre linhas e parágrafos, evita
quebra de página dentro e entre os parágrafos, impe-
de que uma linha de texto seja exibida isoladamente
na parte superior ou inferior da página (controle de
linha órfãs e viúvas);
- Configurar página
Em Página pode-se alterar o nome e estilo do arquivo;
Formato do papel e margens; Cor do plano de fundo;
Criar e editar cabeçalhos e Rodapés; Bordas e Colunas.
1 - Tipo de Papel: Carta, A4, Ofício, etc;
2 - Largura: aplicado quando o tamanho do papel é
personalizado;
3 - Altura: aplicado quando o tamanho do papel é perso-
nalizado;
4 - Orientação: a folha pode estar em formato retrato
[vertical] ou paisagem [horizontal];
5 - Margens: altera margens esquerda, direita, superior
e inferior;
- Corretor ortográfico (F7)
No Menu Ferramentas está a opção permite que o usu-
ário verifique se há erros de grafia no documento ou em
parte do documento que está selecionado. Ao ser feita
a verificação, a começar do ponto onde se encontra o
cursor no momento, serão incluídos os cabeçalhos,
rodapés, entradas de índice e notas de rodapé. Pode
ser acessado também pelos ícones na
Barra de Ferramentas Padrão.
- Tabelas e tabulação
Neste Menu foram reunidas todas as opções que per-
mitirão ao usuário trabalhar com Tabelas inseridas no
documento.
Para criar uma tabela nova utiliza-se o Menu Tabela /Inse-
rir / tabela. Desta forma é habilitada a caixa de diálogo
“inserir tabela” como exemplificado na imagem a seguir:
Ao selecionar a tabela é habilitada a janela de formata-
ção de tabela:
- Cabeçalho e rodapé
Esta opção permite que seja definido o cabeçalho que será
adicionado a todas as páginas do documento que está sen-
do editado. A partir da versão 2.0 o BrOffice.Org permite que
sejam definidos diferentes tipos de cabeçalhos:
– Padrão: Tipo de Cabeçalho que será incluído em TO-
DAS AS PÁGINAS do documento.
– Primeira Página: Tipo de Cabeçalho que será incluí-
do apenas na PRIMEIRA página do documento possi-
bilitando que seja definida uma melhor formatação e
apresentação para esse documentos
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 123
– Página Inicial: Utilizado em conjunto com a opção de
Cabeçalho Padrão permite que o Cabeçalho definido
seja ou não incluído na página inicial do documento.
Para excluir um Cabeçalho que foi inserido no do-
cumento basta retirar a seleção efetuada (desmarcar a
sel eção de Cabeçal ho Padrão, por exempl o). O
BrOffice.Org ainda perguntará se o usuário deseja real-
mente excluir o Cabeçalho.
- Assistente de Mala direta
Esta opção permite que seja iniciado um Assistente
para a confecção de cartas ou e-mails padronizados a
serem enviados para uma grande quantidade de pes-
soas ou Empresas. Ao ser selecionada esta opção será
apresentada uma Caixa de Diálogo com as escolhas
iniciais que deverão ser feitas. Pressionando o botão
Continuar o Assistente apresentará as sucessivas op-
ções e aguardará as escolhas efetuadas pelo usuário,
até a geração final das cartas ou e-mails.
Normalmente cria-se um documento contendo o texto
básico para a Mala Direta que contenha os campos a
serem preenchi dos de forma automáti ca pel o
BrOffice.Org para geração da Mala Direta, retirados de
um Banco de Dados contendo as informações neces-
sárias, ou inseridos manualmente pelo usuário.
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THATYML
124 Degrau Cultural
Informática
Word 2002/XP e 2003
- Conceitos básicos
O Microsoft Word 2002, também conhecido como
Word XP e o Microsoft Word 2003 são processadores
de textos integrantes do pacote de aplicativos para es-
critório Microsoft Office, que permite a criação, edição e
manipulação de diversos tipos de textos.
Estas versões são, em geral, muito semelhantes, por
isso, serão abordadas juntas. Dentro dos aperfeiçoa-
mentos que o Word 2003 recebeu podemos destacar
os recursos de acesso à Internet e os novos assisten-
tes de tarefas, além de manter os recursos existentes
das versões anteriores.
As principais diferenças são:
Permissão: permite configurar restrições atribuídas ao
documento [menu arquivo]
Salvar com o formato XML: Linguagem desenvolvi-
da para superar as limitações do HTML, que é o pa-
drão das páginas web
Comparar Documento lado a lado: Permite que se
veja dois documentos lado a lado [menu janela / com-
parar lado a lado com]
Modo de exibição de Layout de Leitura: Ocultar as bar-
ras de ferramentas desnecessárias, dimensionar au-
tomaticamente o conteúdo do documento a páginas que
se ajustam na tela. [menu exibir / layout de leitura]
Tradução: Dicionário para tradução desejada [menu fer-
ramentas / idioma]
Quando iniciamos o Word, é apresentada a janela
abaixo contendo um novo documento em branco, e os
elementos a seguir:
Barra de
ferramentas
desenho
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 125
– Barra de Títulos - Exibe Microsoft Word e o nome
do documento ativo
– Botões de Controle da Janela: Minimizar, Maximi-
zar, Restaurar e Fechar;
– Barra de Menus de Comando - Também conhecido
como Barra de Menu. É onde iremos solicitar ações
tais como: imprimir, gravar, copiar, visualizar etc.
– Barra de Ferramentas Padrão: Apresenta os bo-
tões para acessar os comandos básicos do Word,
[abrir, salvar, cortar, copiar, colar, etc];
– Barra de Ferramenta Formatação: contem os bo-
tões para acesso rápido aos comandos de edição
de texto, [tipo e tamanho de letras, estilos de pará-
grafos, etc];
– Barra de Status: Apresenta informações para ori-
entação do usuário tais como o número da pági-
na, zoom, tipo de texto etc;
– Botões de Visualização de Documento: Apresen-
ta as formas que o documento pode ser exibido
[layout da web, layout de impressão,rascunho e
estrutura de tópicos]
– Régua: facilidade utilizada para efetuar medições
e configurar tabulações e recuos;
– Barras de Rolagem: utilizadas para mover e visu-
alizar trechos do seu texto.
– Novo documento (Ctrl + N)
Para obter um novo documento vá até o Menu Ar-
quivo ao clicar sobre a opção Novo abrirá um painel de
tarefas que permite abrir um novo modelos ou um novo
documentos.
O ícone barra de ferramentas, abre um novo
documento em branco.
Tanto o Word XP como o 2003 abrem e salvam nas
principais extensões como .doc, .html, txt, rtf entre outros.
- Salvar (Ctrl + B)
Há diversas maneiras de salvar documentos no
Word. Você pode salvar o documento ativo

no qual está
trabalhando, seja ele novo ou não.
Para o documento novo utiliza-se a opção salvar
como ou o ícone na barra de ferramentas. Neste
caso ele abrirá a caixa de diálogo para que seja espe-
cificado nome local que será salvo e tipo e extensão:
Também é possível salvar todos os documentos
abertos ao mesmo tempo. E, ainda, salvar uma cópia
do documento ativo com um nome diferente ou em um
local diferente.
Se desejar reutilizar um texto ou formatação em
outros documentos criados, você poderá salvar um do-
cumento como um modelo

do Word.
Para acelerar o salvamento de um arquivo:
1. No menu Ferramentas, clique em Opções e, em se-
guida, clique na guia Salvar.
2. Para salvar apenas as alterações em um arquivo,
marque a caixa de seleção Permitir salvamentos rápi-
dos e continue a salvar enquanto trabalha no arquivo.
3. Para salvar um arquivo completo, desmarque a caixa
de seleção Permitir salvamentos rápidos quando ter-
minar de trabalhar em um arquivo e depois salve-o uma
última vez. Ocorre um salvamento total quando esta caixa
de seleção não está marcada.
- Abrir (Ctrl + A)
Tanto clicando no comando Abrir... , como no bo-
tão na barra de ferramentas , permite localizar e
abrir um arquivo. Determina onde se quer examinar um
possível arquivo para ser aberto, clique sobre ele e pres-
sione o botão abrir. Com um duplo clique sobre o arqui-
vo iremos obter o mesmo resultado.
Mostra o que estava sendo visualizado anterior-
mente.
Mostra um nível acima do que está sendo visua-
lizado.
Possibilita a pesquisa na Web.
Exclui o que for selecionado.
Cria uma nova pasta.
Modos de visualização do que está sendo acessado.
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THATYML
126 Degrau Cultural
Informática
- Impressão (Ctrl + P)
A opção de impressão de arquivo localiza-se no menu
arquivo, onde abre a caixa de diálogo para altera-
ções como número de cópias, papel, como na figura
a seguir:
Caso não precise mudar nenhuma configuração na cai-
xa de diálogo imprimir, é possível ganhar tempo clican-
do no botão na barra de ferramentas.
- Digitação – Editando o texto
A diagramação do documento pode ser feita facilmente
operada pelo Barra de Ferramentas Padão com os íco-
nes relacionados abaixo:
E também pelos ícones da Barra de Ferrameta Formatar:
- Corretor ortográfico (F7)
No Menu Ferramentas está a opção permite que o usu-
ário verifique se há erros de ortografia e de gram’atica
do documento ou em parte do documento que está
selecionado. Pode ser acessado também pelo ícone
na Barra de Ferramentas Padrão.
Verificação Ortográfica Automática - Identifica a exis-
tência de erros de ortografia à medida que o texto é digi-
tado, destacando a palavra do restante do texto;
Auto-Correção - Um complemento à Verificação Ortográ-
fica Automática, este recurso permite a correção automá-
tica de palavras à medida que são digitadas;
Auto-Formatação - Formata o texto automaticamente à
medida que você digita;
- Menu Tabelas
Oferece recursos para operações com tabelas:
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 127
Seus principais comandos são:
Desenhar Tabela – Abre a Barra de Ferramentas Ta-
belas e Bordas permitindo a criação e configuração
de tabelas;
Inserir – Permite inserir uma tabela com quantidade de
colunas e linhas definidas no documento e, na tabela,
permite inserir colunas, linhas ou células;
Excluir – Permite excluir células, linhas ou colunas se-
lecionadas ou a própria tabela;
Mesclar Células - Juntar células adjacentes em uma
única célula;
Auto Formatação da Tabela – Permite formatar a tabe-
la, através de uma caixa de diálogo com formatos pré-
definidos;
Auto Ajuste – Permite ajustar a tabela conforme o con-
teúdo, a largura da janela, determina uma largura fixa
da coluna e distribui linhas e colunas uniformemente;
Converter - Transforma um texto em uma tabela ou
uma tabela em texto;
Classificar - Organiza as informações nas linhas, lis-
tas ou seqüências de parágrafos selecionados em or-
dem alfabética, numérica ou pela data;
Fórmula - permite criar fórmulas nas tabelas do Word,
sem a necessidade de utilizar o Excel, pa realização de
alguns cálculos com os dados da tabela. As funções do
Word são todas em i ngl ês. Então, a fórmul a
=SUM(ABOVE) significa somar acima, isto é, serão so-
madas as células numéricas acima. Também pode ser
abaixo (BELOW), à esquerda (LEFT), à direita (RIGHT).
Linhas de Grade - Visualiza ou oculta as linhas de grade;
- Cabeçalho e rodapé
Para inserir ou altera texto de cabeçalho e rodapé de
uma seção ou página, selecione a opção tabela no
Menu Inserir; habilitando assim as marcas para serem
digitados o cabeçalho e rodapé.
- Configurar página
Altera as margens, a origem e o tamanho do papel, além
da orientação da página para o documento inteiro ou para
as seções selecionadas;
- Mala direta
Produz cartas modelos, etiquetas de endereçamento,
envelopes, catálogos e outros tipos de documentos
mesclados. Um documento de mala direta é compos-
to pela mesclagem de dois arquivos (um modelo a se-
guir e um banco de dados).
A Mala Direta é o recurso do Word que permite a
composição de cartas modelo, etiquetas, envelopes ou
e-mails para diversos destinatários. O Documento Prin-
cipal é o documento propriamente dito.
03_Processador de Texto.pmd 30/9/2010, 09:46 127
THATYML
128 Degrau Cultural
Informática
Uma carta, por exemplo, endereçada a inúmeros clien-
tes de uma empresa. A Origem de dados é o arquivo
que contém os diversos destinatários. Pode ser uma
relação digitada no próprio Word, uma planilha do MS
Excel , uma tabela em um Banco de dados e, até mes-
mo um arquivo texto.
Mala direta – 1ª etapa
Abra um documento novo no Word, vá ao Menu Ferra-
mentas e selecione Mala Direta.
Selecione Criar - Cartas Modelo. Surgirá a janela abaixo.
Selecione Novo doc. principal
(Se você estiver com um documento já aberto - uma
carta já pronta, por exemplo - selecione Janela Ativa)
Selecione Editar
Clique em Carta Modelo
O Word se apresentará com a tela em branco. Nes-
ta fase você vai criar o Documento Principal. Faça um
documento semelhante ao da próxima figura.
No Documento principal vamos reservar um lugar
onde desejamos que o nome do destinatário apareça.
Esse lugar chama-se Campo. Observe, na figura a se-
guir, a área ressaltada em cinza.
É ali que vamos inserir um campo para receber os
nomes dos destinatários. (atenção: a cor cinza é ape-
nas uma ilustração. Ela não aparece durante esta
operação)
Clique na opção Campo do Menu Inserir. Na tela a
seguir Selecione Mala Direta em Categorias e Merge
Field em Nomes de Campos.
Digite um nome para o campo à frente da palavra Mer-
gefield. No exemplo, utilizamos Cliente.
Veja o resultado à frente da palavra Para:
Para: <<cliente>> é o campo que vai se transformar
nos vários nomes das pessoas.
O Documento Principal está pronto.
Salve-o como Carta para Clientes.doc
Mala direta – 2ª etapa
Criação ou utilização da Origem dos Dados
A origem dos dados normalmente já está pronta
quando pensamos em uma mala direta. E, como já
vimos, há mais de uma possibilidade de trabalharmos
com Origem de dados. As principais são:
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 129
Uma tabela no Word
Uma planilha no Excel
Criação usando uma tabela no Word como Origem
dos dados
Cria uma tabela no Word semelhante a esta.
Normalmente ela já está pronta quando iniciamos
o trabalho.
No nosso estudo vamos criá-la agora. Quando
pronta, salve-a como Origem.doc. Observe que nossa
tabela tem cabeçalho, ou seja, Cliente e Endereço. Você
se lembra que, quando inserimos o campo, demos a
ele o nome de Cliente? Foi por causa disso. O nome do
campo corresponde ao nome do cabeçalho na origem
dos dados.
Mala direta – 3ª etapa
Mesclar os dados da Origem dos dados
com o Documento Principal.
- Diferenças do Word XP em Relação ao Word 2003
Visualizando e Identificando a Janela do Word XP
Barra de Ferramentas Padrão
Obs.: A barra de ferramentas padrão do Word XP, não consta a opção como no Word 2003.
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THATYML
130 Degrau Cultural
Informática
Menu Arquivo - O menu Arquivo do Word XP, não consta a opção “Permissão”.

Menu Exibir - O menu Exibir do Word XP não consta as opções “Layout de Leitura” e “Miniaturas” do Word 2003
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 131
Menu Formatar - O menu Formatar do Word XP, se dife-
rencia pelas opções “Direção do texto...”, “Molduras” e
“Figura...”.
Menu Ferramentas - O Word XP, no menu Ferramen-
tas, as opções “Pesquisar”, “Espaço de Trabalho Com-
partilhado...” e “ Ferramentas personalizar adicionar ata-
lho menu Alt + Ctrl + =” estão ausentes em relação ao
Word 2003.
Menu Ajuda - O Menu Ajuda do Word XP é mais simpli-
ficado em relação ao Word 2003.
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THATYML
132 Degrau Cultural
Informática
PLANILHA ELETRÔNICA
Planilha eletrônica, ou folha de cálculo, é um tipo de programa que utiliza tabelas para realização de cálculos
ou apresentação de dados de forma organizada. Cada tabela é formada por uma grade composta de linhas e
colunas.
As planilhas são utilizadas principalmente para aplicações financeiras e pequenos bancos de dados.
Neste capítulo iremos evidenciar os principais aplicativos de planilha eletrônica, iniciando com o BrOffice Calç.
BrOffice Calc
O Calc é um editor de planilhas eletrônicas, com um visual claro que possibilita ao usuário criar cálculos
simples e complexos, e apresentar seus dados de maneira simplificada em tabelas e gráficos.
Quando iniciamos o Calc, é apresentada a janela abaixo contendo uma nova Pasta de Trabalho com uma de
suas planilhas aberta para edição, como podemos observar abaixo:
A planilha eletrônica é um conjunto de células organizadas em linhas e colunas. Atualmente o Calc 2.3.1
disponibiliza ao usuário um total de 256 colunas identificadas por letras, e 65.536 linhas identificadas por números.
Sua unidade básica, a Célula, é identificada pela junção de sua coluna e linha.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 133
- Nova Planilha
Para criar uma nova planilha utiliza-se o menu Ar-
quivo, na opção Novo. Está opção permite a criação de
um novo documento, cujo tipo (texto, planilha, apresen-
tação, desenho, base de dados) deverá ser seleciona-
do a partir de um sub-menu. Como é ilustrado na ima-
gem abaixo:
Como desejamos criar uma planilha eletrônica,
devemos escolher a opção Planilha.
Outra forma de se criar uma nova planilha, é atra-
vés da a tecla de atalho Ctrl + N, ou pelo ícone
na Barra de Ferramentas Padrão.
- Salvar / Salvar Como
Para salvar uma planilha, utilizaremos o menu ar-
quivo, e escolheremos a opção Salvar. Se for a primei-
ra vez que escolhemos está opção, ele abrirá a caixa de
diálogo Salvar como onde deveremos escolher a pas-
ta onde gostaríamos de salvar a planilha, seu nome e
escolher a extensão desejada.
A opção Salvar Como, encontra-se no menu arquivo, e
nos possibilita também salvar a planilha, alterando seu
nome, pasta ou extensão sem alterar a planilha origi-
nal. Outra forma é pela tecla de atalho Ctrl+Shift+S.
No nosso caso iremos salvar como planilha ele-
trônica do BrOffice, escolhendo a opção Planilha do
OpenDocument (*.odt). Depois de salvarmos a plani-
lha pela primeira vez, poderemos continuar a edição
da planilha. Quando escolher a opção Salvar o Calc
irá guardar as novas informações adicionadas. Outra
forma de salvar a planilha, é através da tecla de atalho
Ctrl + S, ou pelo ícone na Barra de Ferramentas
Padrão.
O Calc nos permite salvar planilhas com as princi-
pais extensões, possibilitando compatibilidade com
outros editores de planilhas eletronicas:
Salvar Tudo - Onde é permitido salvar todos os docu-
mentos em edição no momento.
Exportando seu documento como PDF - No menu ar-
quivo, na opção exportar, nos permite que a planilha em
edição seja salva no formato .PDF, padronizado pela
ADOBE e largamente utilizado por Empresas, Universi-
dades e profissionais de uma maneira em geral para
distribuição de cartas, memorandos, documentos in-
ternos, relatórios e outros documentos já que ele pos-
sui uma melhor segurança contra alteração desses
documentos que aquela apresentada por outros edito-
res de planilhas comercialmente disponíveis.
- Abrir
Para abrir planilhas eletrônicas, utilizaremos o
menu arquivo, e escolheremos a opção Abrir. Quando
selecionada ira abrir uma caixa de diálogo onde deve-
remos localizar o caminho onde o arquivo se encontra.
Tambem podemos utilizar a tecla de atalho Ctrl+O ou
pelo ícone na Barra de Ferramentas Padrão.
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THATYML
134 Degrau Cultural
Informática
O diferencial do Calc é a possibilidade de abrir
planilhas de outros editores, como Microsoft Excel e
OpenOffice.
Imprimir Planilha (Ctrl + P)
Esta opção permite a impressão da planilha que
está sendo editada, em qualquer impressora associa-
da ao micro. Como na maioria dos Editores de plani-
lha, pode-se selecionar a quantidade de páginas que
será impressa, a impressora onde será feita a impres-
são, a quantidade de cópias, etc. Quando ser selecio-
nada abrirá a caixa de diálogo para sua configuração:
Pode-se ser impresso também pelo ícone na Bar-
ra de Ferramentas Padrão, por este caminho ele impri-
me com a ultima formatação escolhida pelo usuário.
- Digitação – Editando o conteúdo da célula
Na planilha eletrônica digitamos textos ou núme-
ros nas células. A personalização da célula é facilmen-
te feita pelos ícones dispostos na Barra de Ferramen-
tas Formatação discriminada abaixo:
Estilos e Formatação - permite selecionar estilos
e formatação para as células ou para toda a planilha.
Altera o estilo da Fonte, tamanho e/ou coloca em
negrito (Ctrl+B), itálico (ctrl+I) ou sublinhado (Ctlr+U)
das células selecionadas.
Alinha o texto ou número na célula da seguinte
maneira:
1 - à esquerda (Ctrl+L): Alinha o texto ou o número à
esquerda da(s) célula(s) selecionada(s).
2 - centralizado (Ctrl+E): Alinha o texto ou o número de
forma centralizada na célula(s) selecionada(s).
3 - à direita (Ctrl+R): Alinha o texto ou o número à direita
da(s) célula(s) selecionada(s).
4 - justificado (Ctrl+J): Alinha o texto ou número da(s)
célula(s) às bordas esquerda e direita.
5 - mescla as células - Mesclar células permite unir em
uma única célula, varias células selecionadas pelo
usuário, conforme imagem abaixo:
- Formatando Números
Formata o número na célula da seguinte forma:
1 - Moeda: Converte o(s) número(s) da(s) célula(s)
selecionada(s) no padrão monetário brasileiro. Ex: (R$
1.525,30)
2 - Porcentagem: Aplica o formato de porcentagem a(s)
célula(s) selecionada(s). Ex: (65%)
3 - Padrão: Aplica o formato numérico padrão à(s)
célula(s) selecionada(s). Ex: Se o número estiver for-
matado das maneiras citadas anteriormente, ele volta-
rá a sua forma original.
4 - Adicionar Casa decimal: Adiciona uma casa decimal
ao número selecionado após a virgula. Ex: 12,0000
5 - Excluir Casa Adicional:Exclui uma casa decimal ao
número selecionado. Ex: 12,000
6 - Diminuir recuo: Diminui o recuo para à esquerda do
conteúdo da célula.
7 - Aumentar recuo: Aumenta o recuo para à direita do
conteúdo das células selecionadas.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 135
Bordas: Inclui ou exclui bordas as células da seguinte
forma
Cor do plano de fundo: Altera a cor do plano de fundo
da(s) célula(s) selecionada(s). Podendo escolher en-
tre várias opções de cores oferecidas pelo Calc.
Cor da Fonte: Altera a cor da fonte da(s) células(s)
selecionada(s). Podendo escolher entre várias opções
de cores oferecidas pelo Calc.
Outra maneira de alterar a formatação da célula com
todas as funcionalidades citadas anteriormente, é clicar
com o botão direito do mouse sobre a célula e escolher
a opção formatar células. Ou com a tecla de atalho Ctrl+1,
ou acessando o menu Formatar, e escolher a opção
Células... que abrirá a seguinte tela de diálogo.
1 - Recortar (Ctrl+X): Recorta a o conteúdo da célula,
retirando por completo seus valores e colocá-lo na área
de transferência.
2 - Copiar (Ctrl+C): Copia o conteúdo da célula e colo-
cá-lo na área de transferência.
3 - Colar (Ctrl+V): Cola o conteúdo da área de transfe-
rência na célula selecionada.
4 - Pincel de estilo: Copia a formatação de uma célula e
aplicá-la a outra célula.
Recurso encontrado no menu editar.
- Barra de Fórmulas
A barra de fórmulas, é utilizada para visualizar, edi-
tar ou inserir fórmulas ou funções. Para exibir ou ocultar
a barra de fórmulas, ir no menu Exibir opção barra de
fórmulas.
Mostra a localização da célula selecionada, onde
a letra corresponde a coluna e o número a linha. Para ir
até uma célula específica, basta digitar sua localização
seguido de enter. Ex: Z562
Ou até mesmo selecionar um conjunto de células
digitando seu intervalo. Ex: C3:G5
Assistente de funções: Ao clicar neste botão, o
Calc abrirá uma caixa de diálogo contento todas as fun-
ções existe no pacote, que nos auxiliarão na constru-
ção de uma fórmula.
Categoria: Lista todas as diferentes categorias de fun-
ções existentes. Ex: Banco de dados, Data e hora, mate-
mático, lógico, financeiro, matriz, estatístico, planilha e texto.
No campo Funções é listada todas as funções re-
lacionadas à categoria escolhida. Clique duas vezes
sobre a função desejada, e ao lado aparecerá a funcio-
nalidade da função e o campo para digitar o valor a ser
aplicado na fórmula.
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THATYML
136 Degrau Cultural
Informática
Soma: Insere a soma de um intervalo de células na célula atual, ou insere valores somados nas células
selecionadas. Clique numa célula, clique neste ícone e opcionalmente ajuste o intervalo de células. Ou selecione
algumas células nas quais os valores somados serão inseridos, e clique no ícone. Ex: =SOMA(B2:B5), a célula com
está fórmula irá mostrar a soma das células B2+B3+B4+B5.
Função: Permite ao usuário, a criar sua própria fórmula sem a ajuda de um assistente, conforme visto anterior-
mente na opção Assistente de funções.
- Gráfico
Para inserir um gáfico basta selecionar as células com dados, acessar o menu Inserir e escolher a opção Gráficos,
ou utilizar o ícone na barra de ferramentas. Ira abrir a caixa de diálogo do assistente de gráfico
Tipo de Gráfico: Lista vários modelos de gráficos. Pos-
sibilitando ainda a opção de aparência 3D.
Intervalo de dados: Valores selecionados para elabo-
ração do gráfico.
Série de Dados: Lista de todas as séries de dados
no gráfico atual. Podendo adicionar ou excluir célu-
las da serie.
Elementos do Gráfico: Permite inserir titulo ao gráfico,
nomear o eixo X e Y, e a opção de exibir ou não a legen-
da do gráfico.
- Corretor ortográfico
No Menu Ferramentas está opção permite que o
usuário verifique se há erros de grafia na planilha ou
em parte das células selecionadas. A verificação é feita
a partir da célula selecionada. Pode ser acessado tam-
bém pelos ícones na Barra de Ferramentas
Padrão, ou pelo atalho F7.
Ao encontrar uma palavra escrita errada ou não
identificada, o corretor ortográfico irá sugerir a correção
adequada, cabendo ao usuário alterar ou ignorar.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 137
Excel 2002/XP e 2003
O Excel integra as funções de Planilha Eletrônica, Gráficos e Banco de Dados, por isso é o aplicativo mais
utilizado na área de negócios. Suas planilhas são indispensáveis nas atividades de Administração de Empresas que
se referem a Planejamento Financeiro, Fluxo de Caixa, Orçamento, Estatística, Compras, Custos, Planejamento e
Análise de Vendas, Folha de Pagamento etc.
No momento que o Excel é carregado, é exibida a sua janela contendo uma Pasta de Trabalho com uma de suas
planilhas aberta para edição.
COMPONENTES DA JANELA DO EXCEL
As versões 2002 / XP e 2003 possuem os seguintes componentes em sua janela:
Barra de Títulos - Contém o nome do Aplicativo e do documento ativo, ícone de Controle e botões de Controle da
Janela do Excel.
Barra de Menus de Comando - Localizada abaixo da Barra de Título, contém as opções de menu de controle do
documento ativo. Cada menu contém uma série de comandos que também podem ser acionados através dos botões
nas Barras de Ferramentas, teclas de atalho e com o botão direito do mouse.
Barra de Status - Exibe informações sobre comandos selecionados ou procedimentos.
A barra de status, que é uma área horizontal na parte inferior da janela da pasta no Microsoft Excel, fornece infor-
mações sobre o estado atual do que está sendo exibido na janela e quaisquer outras informações contextuais.
Guia de Planilhas - Cada pasta contém uma guia de planilhas que deve ser clicada quando se pretende mover-se de
uma planilha para outra. Atalho: Ctrl + Page + Up ou Ctrl + Page + Down. Pode-se renomear as planilhas para lembrar
mais facilmente o que cada uma delas contém, clicando com o botão direito do mouse e escolhendo a opção
renomear.
Caixa de Nome/Barra de Fórmula - O endereço da célula selecionada no momento (ou ativa) aparece na caixa de
nome da célula. Cada célula tem um endereço único determinado pela letra da coluna e pelo número da linha. Por
exemplo, a célula B2 é a interseção da coluna B com a linha 2. Poderíamos selecionar a caixa de nome, clicando
sobre ela e adotarmos outro nome para a célula ou uma região (área retangular na planilha). Esse nome não poderia
ser maior que 256 caracteres ou iniciar com um número e ainda, sem espaço entre palavras.
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THATYML
138 Degrau Cultural
Informática
Métodos para Inserir e Editar dados
Inserir números e texto
Clique na célula onde você deseja inserir os da-
dos. Digite os dados e pressione Enter ou Tab.
- Insira dados em uma célula na primeira coluna e
pressione Tab para mover-se para a próxima célula.
- No final da linha, pressione Enter para mover para
o início da próxima linha.
- Se a célula no início da linha seguinte não ficar
ativa, clique em Opções no menu Ferramentas e, em
seguida, clique na guia Editar. Em Configurações, mar-
que a caixa de seleção Mover seleção após Enter e
clique em Para baixo na caixa Direção.
Dica: Para inserir data use o atalho: (Ctrl;) e para inserir
horas (Ctrl Shift:)
Editando o conteúdo de uma célula
1. Clique duas vezes na célula contendo os dados que
você deseja editar.
2. Edite o conteúdo da célula
3. Para inserir ou cancelar suas alterações, pressione
Enter ou Esc.
Para ativar ou desativar a edição diretamente nas
células, clique em Opções no menu Ferramentas, cli-
que na guia Editar e marque ou desmarque a caixa de
seleção Editar diretamente na célula. Você pode editar
na barra de fórmulas quando a caixa de seleção Editar
diretamente na célula está desmarcada. Para mover o
cursor para o final do conteúdo da célula, selecione a
célula e pressione F2.
- Novo documento (Ctrl + O)
Pelo Menu Arquivo podesse acessar habilitar uma nova
Pasta de Trabalho.
Abre um painel de tarefas que permite algumas opções
de novas pastas a serem utilizadas. Na barra de ferra-
mentas o ícone abre um nova pasta em branco.
Observe que trata-se de uma pasta e não de uma nova
planilha.
- Abrir (Ctrl + A)
Tanto clicando no comando Abrir... , como no
botão na barra de ferramentas , permite localizar e
abrir um arquivo. Determina onde se quer examinar um
possível arquivo para ser aberto, clique sobre ele e pres-
sione o botão abrir. Com um duplo clique sobre o arqui-
vo iremos obter o mesmo resultado.
Mostra o que estava sendo visualizado anterior-
mente.
Mostra um nível acima do que está sendo visuali-
zado.
Possibilita a pesquisa na Web.
Exclui o que for selecionado.
Cria uma nova pasta.
Modos de visualização do que está sendo acessado.
Fechar – Fecha a planilha (Ctrl + F4)
- Salvar Documento (Ctrl + B)
Salva (grava) as alterações feitas em uma pasta de tra-
balho. Esse comando executado pela primeira vez em
uma pasta, abre a caixa de diálogo Salvar Como
Salvar como – Salva uma pasta pela primeira vez, ou sal-
va uma pasta já existente com outro nome, em outro lugar.
Salvar como página da Web – Cria uma página da
Web a partir de dados da planilha ou de um gráfico.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 139
Salvar área de trabalho – Um arquivo do espaço de
trabalho salva a exibição de informações sobre pastas
de trabalho abertas, para que posteriormente você pos-
sa retomar o trabalho com os mesmos tamanhos de
janela, áreas de impressão, ampliação de tela e confi-
gurações de exibição. O arquivo de espaço de trabalho
não contém as pastas de trabalho propriamente ditas.
Na barra de ferramentas o ícone salva o arquivo.
- Digitação – Editando
Algumas das principais ferramentas de edição es-
tão na Barra de Ferramentas Formatação:
Altera Fonte do texto e o tamanho
Coloca em negrito (Ctrl + B), itálico (Ctrl +I) ou subli-
nhado (Ctrl + U) os itens selecionados.
Alinha o texto a esquerda, centralizado, direita e/ou Agru-
pa células selecionadas.
Converte o número da celula selecionada no padão
monetário brasileiro, aplica o formato de porcenta-
gem, separador de milhar e aumenta casas deci-
mais ou diminui.
Diminuir ou aumentar recuo
Insere ou retira linhas de borda das células, altera cor
do plano de fundo e da fonte.
Permite recortar (Ctrl + X), copiar (Ctrl + C), colar (Ctrl +
V) e copiar formatação do trecho selecionado.
Desfazer(Ctrl + Z) e restaurar(Ctrl + Y) ultimas ações.
Comandos podem ser acessados também pelo Menu
Formatar, na opção formatar célula como exposto na
caixa de diálogo abaixo:
AutoFormatação - Aplica uma combinação pré-defini-
das de formatos a um intervalo de células seleciona-
do ou a uma tabela dinâmica.
Formatação Condicional - Aplica formatos a células
selecionadas que atendem a critérios específicos ba-
seados em valores ou fórmulas que você especificar.
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THATYML
140 Degrau Cultural
Informática
Estilo - Define ou aplica na seleção uma combinação
de formatos.
Colar Especial - Você pode usar a caixa de diálogo Colar
Especial para copiar itens complexos de uma planilha
do Excel e colá-los na mesma planilha do Excel ou em
outra.
Colar - Clique no atributo dos dados copiados que você
deseja colar.
Tudo - Cola todo o conteúdo e a formatação das células.
Fórmulas - Cola somente as fórmulas conforme inseri-
das na barra de fórmulas.
Valores - Cola somente os valores conforme exibidos
nas células.
Formatos - Cola somente a formatação das células.
Comentários - Cola somente os comentários anexa-
dos à célula.
Validação - Cola regras de validação de dados das cé-
lulas copiadas para a área de colagem.
Tudo, exceto bordas - Cola todo o conteúdo e a forma-
tação das células aplicados à célula copiada, exceto
bordas.
Larguras da coluna - Cola a largura de uma coluna ou
intervalo de colunas em outra coluna ou intervalo de
colunas.
Fórmulas e formatos de número - Cola somente fór-
mulas e todas as opções de formatação de número
das células selecionadas.
Valores e formatos de número - Cola somente valores
e todas as opções de formatação de número das célu-
las selecionadas.
Operação - Especifica qual operação matemática, se
houver, você deseja aplicar aos dados copiados.
Ignorar em branco - Evita substituir valores na sua área
de colagem quando houver células em branco na área
de cópia.
Transpor - Altera colunas de dados copiados para li-
nhas e vice-versa.
Colar Vínculo - Vincula os dados colados à planilha ativa.
Alterando Dados Digitados - A alteração dos dados di-
gitados pode ser feita de duas maneiras:
Por sobreposição - Onde selecionamos a célula que
será alterada e digitamos os novos dados e depois
confirmamos a alteração através do botão confirmar na
Barra de Fórmulas ou através da tecla Enter.
Por Correção parcial - Onde selecionamos a célula a
ser corrigida posicionando o cursor dentro da célula
com um duplo clique ou usando a tecla F2.
Excluindo Dados Digitados - A exclusão de dados digi-
tados é feita através da seleção da célula ou do interva-
lo de células que terá seu conteúdo excluído e:
Através do Menu Editar, comando Limpar;
Através do botão direito do mouse;
Através da tecla Del ou Delete no Teclado.
Verificar Ortografia – Verifica a ortografia do texto em
planilhas e gráficos selecionados, bem como, o texto
em caixas de texto, botões, cabeçalhos e rodapés, no-
tas de células e na barra de fórmulas. (F7)
Auto-Correção – Define as opções usadas para corrigir o
texto automaticamente à medida que for sendo digitado.
EDITANDO UMA PLANILHA NO EXCEL XP E EXCEL 2003
A edição de uma planilha consiste em inserir copi-
ar, excluir e alterar dados nas células que servirão para
a apresentação de resultados.
Tipos de Dados
Uma célula pode conter:
Texto - Toda e qualquer letra, palavra inserida na
célula, como nomes de pessoas, títulos de colunas,
descrição de itens etc.
Número - Todo e qualquer tipo de número, poden-
do ter o valor negativo ou positivo.
Fórmula - É uma expressão aritmética envolvendo
números, operadores, funções e endereços de células.
Para iniciar uma fórmula no Excel, deve-se colocar
primeiramente o sinal de =. Uma fórmula também pode
iniciar com os sinais de + ou -
Ex.: =A4+C5 +A4+C5 -F12+B1
Inserindo Dados
Toda informação digitada deve ser depositada
dentro de uma célula. Quando o conteúdo de uma cé-
lula for numérico e não for possível mostrá-lo total-
mente, serão mostrados os símbolos #### na célula
ou o número será apresentado em notação científica;
porém o conteúdo da célula ainda será aquele que foi
digitado. Basta aumentar a largura da célula para vi-
sualizar o número todo.
Quando o conteúdo de uma célula for texto e não
couber em sua largura aparente, o texto invadirá o espa-
ço da célula ou células adjacentes, porém, continuará
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 141
pertencendo à célula em que foi digitado. Caso a célula
ou células adjacentes possuam algum conteúdo, o texto
será mostrado somente na sua célula de origem.
Quando selecionamos uma célula, esta fica dis-
ponível para receber os dados que serão digitados. À
medida que os dados vão sendo inseridos, eles são
mostrados na Barra de Fórmulas.
Para apagar o conteúdo da célula, selecione a cé-
lula e pressione a tecla Backspace.
Para confirmação dos dados digitados usa-se a
tecla Enter, as setas de direção ç, è, é, ê ou o botão
Confirmar da Barra de Fórmulas.
Para cancelar a digitação dos dados, Tecle Esc ou
o botão Cancelar da Barra de Fórmulas.
- Formulas e funções
No Excel XP/2002 e no Excel 2003, a barra de fór-
mulas contém o indicador da célula ativa, o botão de
confirmação e o botão de cancelamento de inserção
de dados, além de exibir o conteúdo da célula.
Inserindo Fórmulas
As fórmulas são o meio mais prático de obtenção
e manutenção de dados nas planilhas, pois são atuali-
zadas a cada nova alteração de dados.
Para que as fórmulas funcionem no Excel, deve-
mos seguir as seguintes regras básicas:
Iniciar a digitação de uma fórmula com: + - =
Devemos usar o endereço das células para que o
resultado da fórmula seja atualizado a cada alteração
nas células envolvidas na fórmula. Os endereços das
células podem ser digitados ou apontados com a tecla
Shift mais setas de direção ou com o mouse, clicando
e arrastando a seleção.
Se iniciarmos a fórmula com parênteses deve-se
fechar os parênteses no final. O uso dos parênteses é
importante para as fórmulas que envolvam vários cál-
culos ou procedimentos.
Operadores usados para a definição das fórmulas
Operadores Matemáticos:
+ Adição
- Subtração
* Multiplicação
/ Divisão
^ Exponenciação
% Porcentagem
Operadores de Relacionamentos
> Maior
< Menor
= Igual
<> Diferente
>= Maior Igual
<= Menor Igual
Operadores de Referência
: Intervalo
; União
(espaço) Interseção
Inserindo Funções
São procedimentos de cálculos previamente defini-
dos, determinando um resultado com significado único.
Normalmente são seguidas de um ou mais parâmetros
dependo da função.
Categorias das Funções
Financeira
Data e Hora
Matemática e Trigonométrica
Estatística
Procura e Referência
Banco de Dados
Texto
Lógica
Informação
Tipos de funções mais utilizadas
ARRED - Arredondamento
CONT.NUM - Calcula quantos números estão na lista
de argumentos
ESCOLHER - Escolhe um valor a partir de uma lista de
valores
MÁXIMO - Retorna o valor máximo de uma lista de ar-
gumentos
MÉDIA - Calcula a média dos argumentos
MÍNIMO - Retorna o valor mínimo de uma lista de argu-
mentos
PROCV - Procura a partir da primeira coluna e linha de
uma matriz para retornar o valor de uma célula
SOMA - Retorna a soma de todos os números na lista
de argumentos.
MOD - Retorna o resto da divisão.
Funções Lógicas
Executam um teste lógico para retornar um resultado
Falso ou verdadeiro.
E - Retorna VERDADEIRO se todos os argumentos fo-
rem verdadeiros; retorna FALSO se um ou mais argu-
mentos forem falsos
FALSO - Retorna valor lógico FALSO
NÃO - Inverte a lógica do argumento
OU - Retorna VERDADEIRO se qualquer argumento for
VERDADEIRO
SE - Especifica um teste lógico a ser executado
VERDADEIRO - Retorna o valor lógico VERDADEIRO
- Gráficos
Para inserir um gráfico devemos, selecionar as fai-
xas de dados que serão representadas graficamente.
Através do menu Inserir, comando Gráfico, ou do
botão Assistente de gráfico da Barra de ferramentas,
abrimos a caixa de diálogo Assistente de Gráfico con-
tendo 4 etapas:
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142 Degrau Cultural
Informática
1ª Etapa - Tipo de Gráfico
Esta etapa contém 2 Guias:
- Tipos Padrão - Contém vários tipos de gráficos pa-
drão para seleção.
- Tipos Personalizados - Permite personalizar um tipo
de gráfico.
2ª etapa - Dados de origem do Gráfico.
Observe que no campo intervalo de dados aparece
os intervalos de dados selecionados. As opções de
seqüência em Linha / Colunas, modificam a visuali-
zação do gráfico de acordo com a distribuição dos
dados escolhida. O Excel já faz uma escolha ade-
quada mas podemos alterar manualmente clicando
na opção desejada.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 143
3ª etapa - Opções de Gráfico
4ª etapa - Local do gráfico

A configuração de página é importante para uma
boa impressão. Para configurar uma página, acesse
o Menu Arquivo - Configurar Página e será aberta a
caixa de diálogo Configurar Página contendo 4 guias
de opção:
- Configuração de página
Página - Permite alterar a orientação do papel Retrato
ou Paisagem; Dimensionar o ajuste da planilha para
caber dentro de uma única folha e/ou alterar o tamanho
do papel utilizado pela impressora.
Margens - Permite configurar as margens da planilha
para melhor ajuste ou mesmo centralizar a planilha na
página.
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THATYML
144 Degrau Cultural
Informática
Cabeçalho e rodapé - Permite configurar e editar o ca-
beçalho e o rodapé da planilha.
Planilha - Configurar a área de impressão, imprimir títulos
da planilha em todas as páginas, alterar a ordem da pági-
nas etc.
- Impressão
A impressão é o modo de dar saída ao nosso traba-
lho com o computador. O processo de impressão é sim-
ples e eficiente.
O Excel permite tratar a impressão com toda a sua
versatilidade característica, colocando-nos opções fá-
ceis e simples de serem executadas.
Ao acessar o menu arquivo, comando imprimir, abre
a caixa de diálogo Imprimir.
Pode-se ser impresso também pelo ícone na Bar-
ra de Ferramentas Padrão, por este caminho ele impri-
me com a ultima formatação escolhida pelo usuário.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 145
A TELA DO POWER POINT 2003
Quando iniciamos o PowerPoint, é apresentada a janela abaixo contendo um novo documento em branco, e os
elementos a seguir:
O Microsoft PowerPoint possui três modos de
exibição: normal, classificação de slides e apresenta-
ção de slides, representados por ícones de atalho na
tela acima. São eles:
Na seqüência: normal, classificação de slides
e apresentação de slides.
Modo de exibição normal
O modo de exibição normal é o que está sendo
apresentado na tela acima. É o modo principal de edi-
ção, que você usa para criar apresentações. O modo
de exibição normal apresenta os seguintes elementos:
à esquerda, guias que alternam entre a guia Estrutura
de Tópicos (você vê o texto dos slides) e a guia Slides
(os slides são exibidos como miniaturas); ao centro, o
painel de slides exibe a apresentação e é onde você
trabalha a apresentação (permite adicionar texto, inse-
rir imagens, tabelas, gráficos, objetos de desenho, au-
toformas, caixas de texto, filmes, sons, criar e inserir
hiperlinks no texto e animações, etc.); e na parte inferi-
or, o painel de anotações (onde você pode fazer anota-
ções relativas ao conteúdo de cada slide e imprimir
para usar como referência durante a apresentação, ou
para distribuir ao público na forma impressa, como re-
ferência à sua apresentação).À direita temos o Painel
de Tarefas.
POWER POINT
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THATYML
146 Degrau Cultural
Informática
Modo de exibição classificação de slides
Apresenta os slides em forma de miniaturas. Permite uma visão geral da apresentação, facilitando a visualização
dos efeitos de transição e animação.
Analisando os detalhes deste modo de exibição na figura abaixo, você observa que foram criados intervalos
para a transição dos slides, assim como a numeração dos slides (como se fosse numeração de página no Word), e
que há um slide marcado como oculto (slide 2 - com um risco sobre o número).
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 147
Slides Ocultos
Pode ser que quando você for fazer a exibição de
sua apresentação, você perceba que o tempo disponí-
vel não é suficiente para apresentar todos os slides.
Assim, você tem a opção de ocultar alguns slides, já
que passá-los na tela rapidamente em uma palestra,
por exemplo, sem explicá-los pode não ser muito agra-
dável, nem para quem está assistindo, nem pra você.
• Como ocultar slides
No modo de apresentação Normal, estando com
o slide que você deseja ocultar sendo apresentado na
tela, ou no modo de exibição classificação de slides,
estando com o slide selecionado, clique no Menu Apre-
sentações e clique em Ocultar Slide. Automaticamen-
te ele apresentará a marcação de oculto.
Modo de exibição apresentação de slides
A apresentação de slides ocupa a tela inteira do
computador, onde é possível ver a sua apresentação
toda. Nesse modo, você poderá verificar os intervalos
de tempo que os textos dos slides levam para serem
apresentados, e também o intervalo de tempo de um
slide para outro; verifica os sons inseridos, disposi-
ção das imagens, enfim, é um teste para ver se está
tudo OK.
Atalho: tecla F5.
Criando uma apresentação
Você pode começar a criar a partir de uma apre-
sentação pré-definida, ou pode criar a partir de uma
apresentação em branco. A figura mostra também que
você pode criar uma apresentação com base em
Modelos.
As maneiras de se iniciar a criação de uma Nova
apresentação no Power Point são:
Apresentação em branco - Você criará sua apresenta-
ção livremente.
Ao clicar nesta opção, o Painel de Tarefas mostra
a guia Layout do Slide, para que você possa escolher o
formato para os slides.
São diversos formatos (Layouts de texto, com tí-
tulo, título e caixa de texto com marcadores, título e duas
caixas de textos com marcadores, etc.), (Layouts de
conteúdo, com título e conteúdo, que pode ser ima-
gem, gráfico, vídeo, etc.) e Layout de texto e conteúdo,
além de outros formatos.
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THATYML
148 Degrau Cultural
Informática
Com base no modelo de design
Apresenta uma lista de modelos, onde você esco-
lhe um. A partir dele, seus slides seguirão a mesma
estrutura.
Ao escolher esta forma de iniciar a criação de sua
apresentação, o Painel de tarefas apresentará a guia
Design do slide, para que você possa escolher Mode-
los de design (onde você pode escolher um modelo
pré-existente para iniciar a sua apresentação), Esque-
mas de cores (permite escolher esquemas de cores
para seus slides), Esquemas de animação (esquemas
pré-definidos, que você pode escolher e aplicar).
Modelos de design Esquemas de cores

Esquemas de animação
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 149
Apresentamos um exemplo de efeito aplicado (Efeito
Rotação):
Com base no assistente de AutoConteúdo
Ajuda você a familiarizar-se com o programa, ofe-
recendo sugesstões para criar sua apresentação pas-
so a passo.
Aparecerá a seguinte tela do assistente.
Clique em Avançar. Na tela seguinte, selecione o
tipo de apresentação desejado (Genérico, Treinamen-
to, etc). Clique em Avançar.
Agora, você vai escolher o tipo de material que
deseja usar (Apresentação em tela, Apresentação
na Web, Transparências em preto-e-branco, Trans-
parências coloridas ou slides de 35mm). Clique em
Avançar.
Agora, coloque um título e um rodapé, data e nú-
mero do slide se desejar e clique em Avançar.
Na próxima tela, clique em Concluir.
Aparecerá então na tela a apresentação com
conteúdo pré-definido, escolhido no Assistente de
Autoconteúdo.
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THATYML
150 Degrau Cultural
Informática
Com base em apresentação existente
Permite criar outra apresentação a partir de uma apresentação existente.
AS BARRAS DE FERRAMENTAS DO POWER POINT 2003
BARRA DE FERRAMENTAS PADRÃO
Na barra de ferramentas padrão, encontramos os se-
guintes botões exclusivos do Power Point:
1 - Expandir Tudo - Expande todo o conteúdo dos sli-
des, na estrutura de tópicos no modo normal. Clicando
novamente no botão, passará a exibir somente os títu-
los dos slides.
2 - Mostrar a Formatação - Mostra o conteúdo dos sli-
des, na estrutura de tópicos no modo normal, com a
sua formatação original. O ideal é visualizar com a fonte
padrão, pois fica mais fácil a leitura.
3 - Mostrar / Ocultar Grades - Exibe e oculta as grades
que servem para fazer marcações no slide. Essas gra-
des não são impressas, mesmo quando estão sendo
viaualizadas.
4 - Cor / Escala de cinza - Abre um menu com as op-
ções Cor, Escala de Cinza e Preto e Branco Puro.
O modo expandido do botão Expandir Tudo
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 151
Comandos do Menu Arquivo
Novo - Cria uma nova apresentação ou um novo
modelo;
Abrir - Abre uma apresentação já existente;
Fechar - Fecha a apresentação;
Salvar - Salva as alterações em uma apresentação
já existente. Este comando, quando executado em
um novo arquivo, abre “Salvar Como”;
Salvar Como - Salva uma apresentação pela pri-
meira vez, ou uma apresentação já existente em outro
local com outro nome;
Salvar Como Página da Web - Salva o arquivo con-
vertendo as formatações para HTML;
Pesquisar Arquivo - Permite pesquisar por pala-
vras dentro dos arquivos.
Permissão - permite configurar permissões de
acesso aos arquivo.
Pacote para CD - Permite salvar a apresentação
com um visualizador de apresentações do Power
Point (o PowerPoint Viewer) no mesmo CD, para
execução de sua apresentação em outro computa-
dor que possua ou não o PowerPoint instalado. Tam-
bém chamado de Assistente para viagens;
Visualização de Página da Web – Exibe a apresen-
tação como se fosse uma página da Web;
BARRA DE FERRAMENTAS FORMATAÇÃO
BOTÕES EXCLUSIVOS DA BARRA DE FERRAMENTAS FORMATAÇÃO DO POWER POINT:
Aumentar / Diminuir Fonte
Design do Slide - Mostra esta guia no
Painel de Tarefas.
Novo Slide - Insere novo slide na
apresentação.
MENUS DE COMANDO
Menu Arquivo
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THATYML
152 Degrau Cultural
Informática
Configurar Página - Permite configurar a largura, al-
tura, orientação da página, além de numerar slides;
Visualizar Impressão - Mostra como o arquivo será
impresso;
Imprimir - Ao contrário do botão imprimir da barra
de ferramentas padrão, esta opção do menu abre
um quadro para você escolher opções de impres-
são antes de imprimir;
Enviar Para – Permite enviar o arquivo diretamente
para destinatário da mensagem, do fax, participan-
te da reunião, para Word, etc;
Propriedades - Exibe informações sobre a apresen-
tação ativa para que você possa rever ou editar as
informações;
Lista dos Últimos Arquivos Utilizados - Permite abrir
um arquivo existente na lista, através de um único
clique do mouse.
Sair - Fecha o Power Point;
MENU EDITAR
Neste menu encontramos recursos para edição.
Comandos do Menu Editar
Desfazer - Desfaz uma ação efetuada;
Refazer - Refaz uma operação desfeita;
Repetir - Repete a última ação;
Recortar - Remove uma palavra ou um texto seleci-
onado, colocando-o na área de transferência, para
ser colado em outro local;
Copiar - Copia uma palavra ou um texto seleciona-
do para a área de transferência para ser colado em
outro local;
Área de Transferência do Office - Abre o conteúdo
da área de transferência no Painel de Tarefas do
Power Point, permitindo colar seu conteúdo. A Área
de Transferência do Office 2003 permite armazenar
até 24 itens.
Colar - Cola o conteúdo da área de transferência na
posição onde se encontra o cursor;
Colar Especial - Cola ou incorpora o conteúdo da
área de transferência em um documento do Power
Point com um formato específico, ou cria um vínculo
às informações que podem ser atualizadas em ou-
tro aplicativo. Cola o texto com ou sem a formata-
ção, assumindo então a formatação do seu arquivo
(muito útil para aqueles textos copiados da Internet
e que vêm com formatação html. Permite também
colar o texto como uma imatgem, formando um blo-
co fechado.
Colar como Hyperlink – Cola o conteúdo da área de
transferência como hyperlink para a área copiada. É
necessário que os documentos de origem e desti-
no estejam salvos;
Limpar - Apaga o texto selecionado;
Selecionar Tudo - Seleciona todo o texto do slide;
Duplicar - Permite duplicar o slide fazendo uma có-
pia;
Excluir slide - Apaga o slide selecionado;
Localizar - Procura por texto, formatação, notas de
rodapé, notas de fim ou marcas de anotações es-
pecificadas no documento ativo;
Substituir - Localiza e substitui texto, formatação,
notas de rodapé, notas de fim ou marcas de anota-
ções especificadas no documento ativo;
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 153
Ir Para propriedade - Permite ir para as proprieda-
des do arquivo;
Vínculos - Exibe e modifica os vínculos em um do-
cumento do Power Point;
Objeto - Abre o aplicativo no qual o objeto incorpora-
do ou vinculado selecionado foi criado e exibe o ob-
jeto para que seja possível editá-lo no Power Point.
Menu Exibir
MENU EXIBIR
Além de habilitar ou desabilitar a exibição das
barras de ferramentas, este menu oferece os seguin-
tes recursos:
Comandos do Menu Exibir
Normal - Modo de Exibição normal, onde é possí-
vel ver as Guias (Estrutura do Tópico ou Slide), o
Painel de Slides, o Painel de Anotações e o Painel
de Tarefas.
Classificação de Slides – Exibe os slides em minia-
turas na tela, permitindo uma visão geral da apre-
sentação;
Apresentação de Slides - Permite executar a apre-
sentação na tela, slide por slide; Atalho: F5;
Anotações - Permite fazer anotações dos slides.
Mestre - Permite exibir o Slide Mestre, Folheto Mes-
tre ou Anotações Mestras. Os slides aplicados ao
slide mestre serão seguidos por todos os slides da
apresentação;
Cor / escala de cinza - Abre um menu com as
opções de exibição dos slides em Cor, Escala de
Cinza e Preto e Branco Puro;
Painel de Tarefas - O painel de tarefas é uma área que
fica disponibilizada do lado direito da tela do Power
Point, permitindo acesso rápido a várias opções.
Barra de Ferramentas - Visualiza, oculta, persona-
liza ou cria barras de ferramentas;
Régua - Exibe ou oculta as réguas horizontal e
vertical;
Grades e guias – Mostra / Oculta as grades e guias
de páginas que são linhas para fazer marcações nos
slides. Essas linhas não são impressas;
Cabeçalho e Rodapé - Para inserir cabeçalho e ro-
dapé na apresentação;
Marcação - Exibe / Oculta as marcações de comen-
tários e alterações controladas do texto;
Zoom - Controla as dimensões de visualização dos
Slides.
Menu Inserir
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THATYML
154 Degrau Cultural
Informática
MENU INSERIR
Permite inserções.
Comandos do Menu Inserir
Novo Slide - Permite inserir um novo slide à apre-
sentação. O painel de tarefas se apresenta com a
guia Layout do Slide;
Duplicar Slide - Permite fazer uma cópia do slide
selecionado;
Número do Slide - Permite inserir números de sli-
des, como se fossem números de páginas no Word.
Data e Hora - Insere data e hora do sistema.
Símbolo - Insere símbolos especiais que podem ser
impressos, mesmo que não se encontrem no tecla-
do. É como o mapa de caracteres.
Comentário - Insere as marcas de um comentário
(que contém as iniciais do revisor e o número de
referência) no documento e abre o painel de co-
mentários, no qual se pode digitar a anotação. A
marca de anotação é exibida no documento em
formato de texto oculto; Pode ser mostrada através
da opção Exibir / Marcação.
Slides de Arquivos - permite criar slides, a partir de
arquivos salvos, como por exemplo, se você tem
um arquivo de texto do Word, pode importá-lo para o
Power Point e serão criados slides com este arqui-
vo do Word;
Slides da Estrutura de tópicos - permite criar slides
a partir de estruturas de tópicos criadas em edito-
res de textos;
Imagem - Insere desenhos (Clip-art) já prontos que
acompanham o Office 2003, como também, os de-
senhos de um arquivo externo (Do arquivo), do scan-
ner ou câmera, WordArt, gráficos, AutoFormas, Or-
ganogramas, etc;
Diagrama - Para criar diagramas no slide (Organogra-
ma, Diagrama de ciclo, Diagrama de Venn, etc);
Caixa de Texto - Insere um retângulo para começar
a digitar um texto;
Filmes e sons - Permite inserir arquivos de vídeo e
sons nos slides;
Gráfico - Permite inserir gráficos nos slides;
Tabela - Permite inserir tabelas nos slides;
Objeto - Insere um objeto (arquivo, alheio ao docu-
mento, em qualquer formato) no slide como: clipe
de mídia, imagens, planilhas do Excel etc;
Hyperlink - Como em um documento HTML na web,
um hyperlink no Power Point localiza e transporta a
tela para um indicador no próprio documento, para
outro documento do Word, do Excel, ou um arquivo,
para um endereço de e-mail, ou para uma página
de Web na Internet, desde que haja uma conexão à
Internet disponível.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 155
MENU FORMATAR
Menu Formatar
Este recurso define o formato do documento.
Comandos do Menu Formatar
Fonte - Altera o tipo de fonte (letra), estilo (negrito e
itálico), tamanho da letra, cor. Permite criar efeitos
no texto, como: sublinhado, sobrescrito
sobrescrito
,
subscrito
subscrito
, sombra e em relevo.
Marcadores e Numeração - Cria uma lista com
marcadores ou numeração a partir de uma seqüên-
cia de itens no texto ou de uma seqüência de célu-
las em uma tabela;
Alinhamento - Abre um menu que permite escolher
alinhamentos dos textos dos slides (à esquerda,
centralizar, à direita e justificar);
Espaçamento entre linhas - permite configurar o
espaço entre as linhas do texto selecionado;
Maiúsculas e Minúsculas - Altera os caracteres se-
lecionados para a combinação de letras maiúscu-
las/minúsculas; Atalho: SHIFT + F3;
Substituir fonte - Permite substituir a fonte do texto
do espaço reservado;
Design do slide - abre esta guia no Painel de
tarefas;
Layout do slide - abre esta guia no Painel de
tarefas;
Plano de fundo - Conjunto de elementos de design
usados como imagens de plano de fundo. Permite
escolher e aplicar um plano de fundo ao slide ativo;
Espaço reservado - permite configurar os espaços
onde os textos dos slides são digitados. Esses es-
paços são caixas de textos, e é possível, por exem-
plo, atribuir cor de fundo.
MENU FERRAMENTAS
U FERRAMENTAS
Apresenta as seguintes ferramentas:
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THATYML
156 Degrau Cultural
Informática
Comandos do Menu Ferramentas
Verificar Ortografia - Verifica a ortografia e gramáti-
ca do texto;
Pesquisar - permite pesquisar palavras no dicioná-
rio de sinônimos, em português, inglês e espanhol.
Permite também traduzir nessas línguas.
Dicionário de Sinônimos - permite pesquisar por
sinônimos das palavras em português, inclusive em
espanhol e inglês.
Idioma - permite escolher o idioma para verificação
ortográfica do texto.
Espaço de Trabalho Compartilhado - permite com-
partilhar o documento em um ambiente de rede.
Comparar e Mesclar apresentações - Compara e
mescla uma apresentação com a apresentação atual;
Colaboração on-line - Permite reuniões on-line atra-
vés do NetMeeting (opção Reunir Agora), agendar uma
discussão ou acessar um grupo de discussão;
Macro - Grava ou cria uma macro, executa qualquer
macro ou comando padrão do Power Point ou abre
uma macro para edição. Macro é uma seqüência de
ações nomeadas e armazenadas. Quando você
executa uma macro, executa todas as ações atribu-
ídas em seqüência;
As macros podem ser criadas através do Menu Fer-
rametas / Macro / Macros (onde aparece a lista das
macros já criadas). Menu Ferrametas / Macro / Gra-
var nova macro permite iniciar a gravação de tudo
que você executa no documento, criando uma se-
qüência de ações.
Se você sabe programar em Visual Basic (lingua-
gem de programação usada para criar macros nos
programas), também pode-se criar macros através
do Editor de Visual Basic, que pode ser aberto pelo
menu Ferramentas / Macro / Editor de Visual Basic
(Atalho: Alt + F11);
Suplementos - abre uma caixa de diálogo com a
lista de suplementos disponíveis para acrescentar
à apresentação;
Opções de Autocorreção - Abre um quadro com
opções de Autocorreção, Autoformatação ao Digitar
e Marcas Inteligentes, etc.
Personalizar - Personaliza os botões da Barra de
Ferramentas, Comando de menu e as atribuições
de teclas de atalho;
Opções - Modifica as configurações do PowerPoint
que controlam a aparência da tela, impressão, edi-
ção, ortografia, segurança, e outras opções. Segu-
rança - (através desta guia pode-se criar senha de
proteção e/ou de gravação para o documento. A se-
nha de proteção não deixa abrir o documento. A se-
nha de gravação deixa abrir, digitar, mas não permi-
te gravar. Pode-se ainda marcar Somente Leitura);
MENU APRESENTAÇÕES
Permite configurar as apresentações.
Exibir apresentação - Exibe a apresentação em tela
inteira. É o modo de Apresentação de Slides;
Configurar apresentação - Abre uma janela com
opções de configuração da apresentação;
Testar intervalos - permite testar intervalos do tem-
po de transição entre os slides;
Gravar narração - permite gravar uma narração para
ser apresentada junto à apresentação;
Botões de ação - permite inserir botões nos slides e
configurar uma ação para eles, criando links;
Configuraração - permite configurar ação para os
botões;
Esquemas de animação - permite criar animações
para os slides. Abre a guia Design do slide no Pai-
nel de Tarefas;
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 157
MENU EXIBIR
Personalizar animação – permite personalizar a ani-
mação adiciionando efeitos.
Transição de slides – abre uma guia no Painel de
Tarefas que permite criar efeitos de transição entre
os slides, permite alterar a velocidade da transição,
escolher um som para a transição. Permite tam-
bém que a transição seja manual ou automática,
definindo-se um tempo para transição automática
de um slide para outro;
Ocultar slide – permite ocultar slides para que não
sejam mostrados na apresentação;
Personalizar apresentações – para criar apresenta-
ções personalizadas.
MENU JANELA
Permite controlar a exibição das apresentações no
monitor:
Comandos do Menu Janela
Nova Janela – Abre uma nova janela com o mesmo
conteúdo da janela ativa;
Organizar Todas – Exibe todas as janelas das apre-
sentações abertas lado a lado;
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THATYML
158 Degrau Cultural
Informática
MENU INSERIR Em Cascata – Exibe as janelas das apresentações
em formato de cascata;
Lista das Apresentações Abertas – Exibe uma lista
de todos os arquivos que estão abertos;
Este menu exibe itens de ajuda do Microsoft Po-
wer Point.
Comandos do Menu Ajuda
Ajuda do Microsoft Power Point – Abre a Ajuda do
Power Point, exibindo Conteúdo e Índice;
Mostrar Assistente do Office – Abre o Assistente
de Ajuda, que auxilia o usuário a encontrar o item
desejado, através de perguntas completas;
Microsoft Office Online – Conecta-se à página do
Office no site da Microsoft permitindo fazer atualiza-
ções, baixar modelos e recursos adicionais;
Fale Conosco – permite enviar email para a Micro-
soft;
Verificar se há atualizações – para fazer update
(atualizar) o programa;
Detectar e Reparar – Detecta e corrige erros na ins-
talação do Power Point;
Ativar Produto – para ativar o software para uso;
Sobre o Microsoft Power Point – Exibe informa-
ções legais e identifica o programa.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 159
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS
Sistema Operacional (SO) é um software que ge-
rencia os recursos da máquina, seu hardware e todos
os programas instalados, através de comandos espe-
cíficos. A função principal de um Sistema Operacional é
servir de interface entre o usuário e a máquina.
Dentre as várias versões do Sistema Operacional
Windows, temos: Windows 98, Me (Millenium), 2000, NT,
XP e Vista. Falaremos aqui sobre o Windows 2000 e XP.
O Windows (que significa janelas, em inglês) em
suas várias versões, possui características como a
Multitarefa, que permite abrir várias janelas de aplica-
tivos e intercalar entre o uso deles, através do comando
de teclado Alt + Tab, por exemplo; e a função Plug-and-
Play, que permite ao Sistema Operacional reconhecer
automaticamente e instalar um novo hardware conec-
tado à máquina. Isso é possível porque o S.O. possui
uma lista de drivers (programa específico que faz com
que o hardware possa funcionar). Caso o S.O. tenha o
driver para o hardware conectado, ele será instalado
automaticamente.
ATENÇÃO: Não confunda
DRIVER com DRIVE.
DRIVER é Software. Programa que reconhece e faz fun-
cionar um hardware. Sem a instalação do driver de um
determinado modelo de impressora, por exemplo, ela
não funcionará. Este software possui todas as instru-
ções de funcionamento do hardware).
DRIVE como já vimos anteriormente, é hardware, como
por exemplo, drive de disquete, drive de CD-RW, etc.
Os vários elementos utilizados nas janelas do
Windows, costumam ser padrões, como por exemplo,
ícones, barra de título, barra de rolagem, barra de me-
nus, barra de status, caixas de diálogos (janelas com
perguntas que o Sistema faz a você para executar de-
terminada tarefa), etc.
A ÁREA DE TRABALHO OU DESKTOP
Quando ligamos o computador o Windows é trans-
ferido do disco rígido para a memória RAM. Surge, en-
tão, a tela inicial do Windows chamada de Área de Tra-
balho ou Desktop.
A princípio a Área de Trabalho apresenta alguns
objetos gráficos como: Meu computador, Meus Docu-
mentos, Lixeira, Internet Explorer; mas podemos per-
sonalizá-la, inserindo itens (ícones de Atalhos) para pro-
gramas, pastas e arquivos. Podemos também alterar
as propriedades da Área de Trabalho personalizando
sua configuração.
Componentes da Área de Trabalho
Meu Computador
Acessado com um duplo clique em seu ícone, per-
mite que se navegue pelos drives (A:, C:, etc.). Por ele um
drive, uma pasta um programa ou arquivo (documento)
podem ser abertos, clicando-se duas vezes sobre eles.
Lixeira
Armazena arquivos excluídos, dando a chance de
recuperar um arquivo que foi excluído por engano. Esta
operação é denominada Restaurar.
A capacidade padrão da Lixeira é de 10% do HD,
mas você pode alterá-la, clicando-se na área da janela
da Lixeira com o botão direito do mouse e clicando-se
em Propriedades.
Ícones
São atalhos para abrir programas, pastas e arqui-
vos. Se o ícone já se apresenta automaticamente na
Desktop após a instalação do Windows, dizemos que
ele é um ícone nativo (Ex.: ícone da Lixeira, Meus Docu-
mentos, Meus Locais de Rede, Internet Explorer, etc.).
Se o ícone é colocado na Desktop pelo usuário para
facilitar o seu acesso ao programa, dizemos que este é
um ícone de atalho. Estes ícones geralmente apresen-
tam uma setinha.
Barra de Tarefas
Localizada na parte inferior da Área de Trabalho,
contém o botão Iniciar, e os ícones dos aplicativos aber-
tos, que estão sendo executados, bem como o relógio,
com a hora do sistema. Para alternar entre os aplicati-
vos abertos clicamos sobre o botão do aplicativo dese-
jado ou usamos a combinação de teclas Alt+Tab, ou
Alt + Esc.
Botão Iniciar
Localizado na Barra de Tarefas, abre o menu inici-
ar. O botão Iniciar é a porta de entrada para a utilização
dos programas e aplicativos no Windows.
WI NDOWS
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160 Degrau Cultural
Informática
ÁREA DE TRABALHO OU DESKTOP
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 161
Menu iniciar
É através do Menu iniciar que abrimos os progra-
mas que iremos trabalhar, bem como abrimos o Painel
de controle, o gerenciador de impressão e obtemos
ajuda do Windows. Apresentaremos o Menu Iniciar do
Windows 2000. Esta é a chamada visualização clássi-
ca, também exibida pelo XP.
Ao Clicar no botão Iniciar, abre-se
uma lista de opções do Menu ini-
ciar. Também podemos ter aces-
so ao Menu Iniciar pressionando
a combinação de teclas Ctrl+Esc.
Observe que algumas opções contém setas. Isso signi-
fica que esta opção abre outra lista de opções.
Outras contém (...), e abrem uma caixa de diálogo.
Programas − Mostra os grupos de programas exis-
tentes no computador (gravados no HD). Quando ins-
talamos um novo programa, este é adicionado à lista
de programas. É através da lista de programas que
acessamos os programas que iremos trabalhar.
Documentos − Lista os 15 últimos documentos
acessados. Desta forma podemos abrir diretamen-
te um documento listado sem a necessidade de
abrir previamente o aplicativo ao qual ele está as-
sociado.
Configurações − Permite alterar configurações dos
recursos de hardware e software no Painel de Con-
trole, Impressoras, Barra de Tarefas e Conexões
Dial-up e de rede.
Pesquisar − Permite a pesquisa de arquivos ou pas-
tas armazenados, pesquisa de páginas na Internet,
e até mesmo a localização de pessoas no Catálogo
de endereços. Tecla de Atalho: F3.
Ajuda − Acessa ajuda do Windows. Tecla de Atalho:
F1.
Executar − Abre uma janela que possui uma linha
de comando, onde o usuário digita o nome de um
programa, arquivo ou comando para executá-lo.
Desligar − Apresenta as opções através de uma
caixa de diálogo (no XP apresenta-se diferente,
como veremos mais adiante).
1ª. Efetuar logoff de Administrador – Para sair do am-
biente do usuário atual.
2ª. Desligar – Desliga o computador
3ª. Reiniciar - Finaliza o Windows e reinicia o computa-
dor. Desliga e liga automaticamente, efetuando o que
chamamos em Informática de “boot quente”. Funciona
como o botão Reset do computador. O “boot frio” é quan-
do liga a máquina.
4ª. Colocar o computador em modo de espera –
O computador permanece disponível para uso imedia-
to, com menor consumo de energia.
Podemos também sair do Win-
dows através do teclado, usan-
do a combinação das teclas
ALT+F4.
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THATYML
162 Degrau Cultural
Informática
Selecionando itens na Área de Trabalho
Para selecionar um item na Área de Trabalho exe-
cutamos um clique sobre seu ícone.
Organizando a Área de Trabalho
A Área de Trabalho ocupa toda a tela, e é nela que
trabalhamos todo o tempo. Quando abrimos um apli-
cativo, sua janela pode ocupar toda a área de trabalho
(Maximizar), ou ficar sobre a área de trabalho, deixan-
do-a visível (Restaurar).
Mudando a Posição dos Itens
e da Barra de Tarefas
Podemos levar um ícone de Atalho ou a Barra de
Tarefas de um local para outro qualquer dentro da Área
de Trabalho.
Para isso devemos clicar no ícone ou na Barra de
Tarefas e arrastá-lo para outro local.
Não esquecer que o mouse deve
permanecer pressionado duran-
te o arrasto.
Configurando a Barra de Tarefas
Há duas maneiras de configurar a Barra de Tarefas:
1ª. Através do Menu Iniciar Configurações / Barra
de Tarefas...,
2ª. Usando o botão direito do mouse sobre a Barra
de Tarefas, abrirá um menu, clique em Propriedades,
isso abrirá a Janela Propriedades da Barra de Tarefas.
A caixa Propriedades da Barra de Tarefas contém
duas Guias – Geral e Avançado (Windows 2000)
Sempre Visível - Faz com que a Barra de Tarefas
seja mostrada na frente das outras janelas
Ocultar automaticamente - Faz com que a Barra de
Tarefas se transforme numa linha fina na base da
tela. Quando você passar o cursor sobre ela, a Bar-
ra de Tarefas ficará visível.
Usar menus personalizados – Faz com que os me-
nus dos aplicativos apresentem apenas os itens
mais período de tempo ou clicando-se na seta du-
pla na parte inferior do menu, este se apresentará
de forma completa
Como Fechar um Programa
Há várias maneiras de fechar um programa.
1ª. Através do botão fechar da janela.
2ª. Através do comando do teclado Alt + F4.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 163
Alterando a Aparência das Janelas e Áreas de Trabalho (Windows 2000)
Configurações do monitor de vídeo (no 2000)
A Guia Configurações altera a configuração do mo-
nitor de vídeo e o tipo de monitor.
Esta opção altera a configuração do seu monitor.
Caso você coloque uma configuração que não corres-
ponde ao tipo de monitor que você possui, poderá ha-
ver conflito e a imagem não aparecer no Windows. Para
alterar as configurações do monitor você deve conhe-
cer o tipo de monitor utilizado.
PRINCIPAIS OPÇÕES DO
ITEM FERRAMENTAS DE SISTEMA
O Windows nos oferece diversos acessórios para
sua utilização e manutenção dos dados armazenados.
1ª opção - Por meio do Menu Iniciar - Programas –
Acessórios – Ferramentas de Sistema.
2ª opção - Em Meu Computador ou Windows Ex-
plorer, clicar com o botão da direita sobre o drive dese-
jado, selecionar Propriedades e, na caixa de diálogo,
selecionar Ferramentas.
Configuração
das cores
Configuração
da área de tela
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THATYML
164 Degrau Cultural
Informática
Desfragmentador de Disco
Quando se utiliza um disco rígido ou um disquete
pela primeira vez, os arquivos gravados vão ocupando
setores contínuos, um após o outro. O uso continuado
desses discos, ou o ato de apagar e regravar do dia-a-
dia faz com que os novos arquivos gravados fiquem
fragmentados, ou seja, venham ocupar setores não ad-
jacentes do disco. Esta fragmentação faz com que a
recuperação desses arquivos se torne mais lenta, pois
esses têm que ser recuperados de diferentes endere-
ços do disco. O desfragmentador de disco verifica os
arquivos quebrados e grava-os em setores contínuos
tornando o acesso a disco mais rápido e eficiente. No
antigo Windows 98 tínhamos a opção de desfragmen-
tar todos os discos rígidos. No Windows 2000 e XP,
realizamos a operação disco por disco.
Se não houver necessidade de
desfragmentar o disco, o Windo-
ws avisará na caixa de diálogo que
será mostrada.
A Verificação de erros (nas versões 98 e ME do
Windows, chamava-se Scandisk)
A Verificação de erros (Windows 2000 e XP), deno-
minada Scandisk no Windows 98 é um aplicativo volta-
do para verificação e correção de erros em discos rígi-
dos e flexíveis. Quando executado, “varre” a unidade de
disco à procura de falhas. Quando corrige um erro, a
Verificação de erros tenta recuperar os dados armaze-
nados na área danificada movendo-os para uma área
livre e não danificada.
Backup
A realização do backup nos permite realizar cópias
de segurança dos arquivos armazenados. No entanto,
não se trata de uma cópia comum, onde os arquivos
originais são apenas duplicados na cópia. Um backup
reúne diversos arquivos em um único arquivo que pode
ser compactado.
A criação pode ser também protegida por senha.
Esse arquivo é, então, armazenado em uma outra mí-
dia que pode ser uma unidade de fita ou discos
(CD,DVD, HD). No Windows 98 o aplicativo de Backup
produz arquivos com a extensão .qic ; no Windows 2000
e XP a extensão do arquivo é .bkf. Outra importante ca-
racterística é que o backup é o resultado da seleção de
todo o computador, de pastas completas ou arquivos
ou de dados do estado do sistema.
Os trabalhos de backup se iniciam clicando-se
com o botão da direita do mouse sobre o drive deseja-
do. A seguir, seleciona-se a opção Propriedades no
menu resultante dessa operação. Na tela que se abre,
seleciona-se a aba Ferramentas e, finalmente a opção
Backup agora. O Assistente de backup será acionado
mas pode-se optar por fazer o backup sem a sua aju-
da, clicando-se na aba Backup. Teremos, assim a tela
a seguir.
Criando um backup
O primeiro passo é selecionar os arquivos ou pas-
tas que se deseja criar como backup, clicando-se
nas caixas de seleção correspondentes (ao lado do
drive ou pasta). Selecionando-se Meu computador
todos os dados serão armazenados.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 165
O campo Destino do backup só fica disponível se a
máquina dispuser de uma unidade de armazena-
mento tipo fita. Nesse caso os dados podem ser
salvos na unidade de fita.
A seguir, no campo Mídia de backup ou nome do
arquivo, digitamos o nome que atribuiremos ao ar-
quivo de backup.
Pode-se, ainda, selecionar o tipo de backup dese-
jado. Para isto selecionamos, no Menu Ferramen-
tas, Opções, na aba Tipo de Backup uma das op-
ções a seguir:
Tipos de Backup
O utilitário de backup oferece suporte a cinco méto-
dos para backup de dados no computador ou na
rede.
Backup de cópia
Um backup de cópia copia todos os arquivos sele-
cionados, mas não os marca como arquivos que
passaram por backup (o atributo de arquivo não é
desmarcado). A cópia é útil caso você queira fazer
backup de arquivos entre os backups normal e in-
cremental, pois ela não afeta essas outras opera-
ções de backup.
Backup diário
Um backup diário copia todos os arquivos selecio-
nados que foram alterados no dia de execução do
backup diário. Os arquivos não são marcados como
arquivos que passaram por backup (o atributo de
arquivo não é desmarcado).
Backup diferencial
Um backup diferencial copia arquivos criados ou al-
terados desde o último backup normal ou incremen-
tal. Não marca os arquivos como arquivos que pas-
saram por backup (o atributo de arquivo não é des-
marcado). Se você estiver executando uma combi-
nação dos backups normal e diferencial, a restau-
ração de arquivos e pastas exigirá o último backup
normal e o último backup diferencial.
Backup incremental
Um backup incremental copia somente os arquivos
criados ou alterados desde o último backup normal
ou incremental e os marca como arquivos que pas-
saram por backup (o atributo de arquivo é desmar-
cado). Se você utilizar uma combinação dos ba-
ckups normal e incremental, precisará do último
conjunto de backup normal e de todos os conjuntos
de backups incrementais para restaurar os dados.
Backup normal
Um backup normal copia todos os arquivos seleci-
onados e os marca como arquivos que passaram
por backup (o atributo de arquivo é desmarcado).
Com backups normais, você só precisa da cópia
mais recente do arquivo ou da fita de backup para
restaurar todos os arquivos. Geralmente, o backup
normal é executado quando você cria um conjunto
de backup pela primeira vez.
O backup dos dados que utiliza uma combinação
de backups normal e incremental exige menos es-
paço de armazenamento e é o método mais rápido.
No entanto, a recuperação de arquivos pode ser di-
fícil e lenta, porque o conjunto de backup pode ser
armazenado em vários discos ou fitas.
O backup dos dados que utiliza uma combinação
dos backups normal e diferencial é mais longo, prin-
cipalmente se os dados forem alterados com fre-
qüência, mas facilita a restauração de dados, por-
que o conjunto de backup geralmente é armazena-
do apenas em alguns discos ou fitas.
Finalmente, clicamos no botão Iniciar Backup. O apli-
cativo solicitará um nome para esta operação e ofe-
recerá as opções de Acrescentar ou Substituir os
dados de backup existentes. É possível, ainda, Agen-
dar a tarefa para outro horário ou torná-la periódica
(diariamente, semanalmente, mensalmente, na ini-
cialização ou quando a máquina estiver ociosa).
Restaurando um backup
A opção de Restauração equivale a abrir o arquivo
único criado como backup nos diversos arquivos
que lhe deram origem.
Na janela do utilitário de backup, seleciona-se a aba
Restaurar.
A seguir localiza-se a pasta ou a mídia onde o arqui-
vo de Backup foi armazenado.
Finalmente, marca-se os itens que se deseja res-
taurar, caso não se queira restaurar tudo, e clica-se
sobre o botão Iniciar restauração.
Informações sobre o sistema
Essa opção apresenta as configurações do com-
putador, dentre elas, o Sistema Operacional usado, o
tipo do processador e o tamanho da memória RAM dis-
ponível.
Mapa de caracteres
A finalidade do mapa de caracteres é permitir a
utilização de símbolos gráficos não disponíveis no te-
clado.
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THATYML
166 Degrau Cultural
Informática
Para usar um ou mais caractere especial, deve-
mos selecionar o mesmo no botão selecionar e depois
copiar usando o botão copiar, que irá levar o caractere
para a Área de Transferência.
Para colocar o caractere no arquivo desejado, de-
vemos posicionar o cursor no local onde queremos que
ele seja inserido e no Menu Editar clicar em Colar.
Limpeza de disco
A Limpeza de disco ajuda a liberar espaço na sua
unidade de disco rígido (HD). Esta ferramenta pesqui-
sa a sua unidade e mostra arquivos temporários, ar-
quivos em cache de Internet e arquivos de programa
desnecessários que você pode excluir com segurança.
É possível fazer com que a Limpeza de disco exclua
alguns ou todos esses arquivos.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 167
O GERENCIADOR DE ARQUIVOS WINDOWS EXPLORER
O Windows Explorer é uma ferramenta para gerenciar e organizar arquivos e pastas, basicamente. Através do
Explorer podemos navegar e acessar, as unidades de disco, pastas e arquivos, assim como navegar na Internet,
através de sua barra de Endereços, desde que conectado. Copiar, colar, criar um atalho, mover, excluir, alterar
propriedades, renomear e abrir pastas e arquivos, são tarefas fáceis de serem executadas dentro do Windows
Explorer.
Para compreender melhor o Windows Explorer, de-
vemos entender seus componentes, assim como os
conceitos de arquivo, pasta, e unidade de disco.
Drive (C: ) - Acesso ao HD (Disco Rígido) e
todos os programas e documentos gravados em seu
disco. É no Drive (C: ) que está gravado o Windows.
Podemos ter mais de um HD fisicamente instalado na
mesma máquina. E ainda podemos dividir um HD em
partes, chamadas Partições. O particionamento cria di-
visões “virtuais”, representadas por letras, na seqüên-
cia, E:, F:, etc., embora o HD seja, fisicamente, um só.
Disquete de 3 ½ (A:) – Acesso à unidade de
disquete.
Unidade de CD e DVD (I: e J: ) – Acessa o drive
CD e DVD, onde são colocados os CD’s e DVD’s para
leitura e/ou gravação.
Unidade de rede – Quando o computador está
conectado a uma rede, os drives de outras máquinas
que a ele estejam conectados aparecerão no Windows
Explorer com o símbolo de um cabo de rede.
Unidade de rede compartilhada – Uma unida-
de compartilhada apresenta o símbolo da “mãozinha”.
O compartilhamento permite que uma unidade seja
acessada por diversos usuários.
06A_windows 2000 e XP.pmd 30/9/2010, 09:47 167
THATYML
168 Degrau Cultural
Informática
Pastas ou Diretórios - Existem para armazenar
e organizar os arquivos. São como compartimentos que
contém arquivos, ou mesmo outras pastas (Subpas-
tas ou Subdiretórios).
As regras dos arquivos também se aplicam para
as pastas. A organização das pastas se parece com
uma árvore, representando níveis em suas ramifica-
ções. Assim, temos diversos níveis que se inicia no
topo da árvore, ou seja, na Área de Trabalho (Observe a
figura abaixo). Quando desejamos percorrer os vários
níveis, partindo dos mais inferiores, sem a utilização do
mouse, podemos clicar sucessivamente no botão ,
denominado Acima, que se encontra na Barra de ferra-
mentas do Explorer. Este botão, ao ser clicado, sobe
níveis de pastas.
O símbolo significa que no drive ou pasta exis-
tem mais pastas. Clicando-se uma vez com o botão
esquerdo do mouse sobre ele, as pastas existentes
serão desdobradas no painel da esquerda.
O símbolo se transformará, então, em . É im-
portante observar que o ato de clicar nos símbolos
e , não altera a exploração, ou seja, o conteúdo do
painel da direita da janela do Explorer não será altera-
do, somente serão exibidas as pastas.
Para selecionar uma pasta e ver seu conteúdo cli-
camos sobre ela.
Arquivos – São elementos que compõem os pro-
gramas, e que também são gerados por eles. Ex.: O
Word (processador de textos da Microsoft) é um progra-
ma e, para que ele exista, são necessários vários ar-
quivos em sua composição (arquivos de imagens, de
ajuda, bibliotecas de informações, etc.). Assim também,
quando você salva um arquivo digitado no Word, dando
um nome a ele, você está criando um arquivo. O Word
dará ao seu arquivo o seu sobrenome, ou seja, a sua
extensão, que é um código no arquivo, usado pela CPU
para reconhecer a em que programa ele foi gerado, a
fim de abrir o programa e o arquivo do usuário.
Os arquivos, portanto, possuem um nome e uma
extensão, separados por um ponto. No exemplo te-
mos um ícone de um arquivo do Word, Prova.doc, sen-
do Prova, o nome e .doc, a extensão. Cada arquivo é
associado ao aplicativo que o gerou. Assim, pelo ícone
ou pela extensão, a CPU e nós podemos saber qual o
aplicativo que deu origem àquele arquivo.
Existem inúmeras extensões de arquivos. Algu-
mas delas são mais propensas ao risco de serem con-
taminadas por um vírus ou por um verme “worm”. As
extensões com maior facilidade de infecção são as de
arquivos executáveis e de arquivos de sistema, como
por exemplo: .exe, .com (extensão do arquivo de siste-
ma command.com, responsável pela execução de co-
mandos), .bat (extensão do arqui vo de si stema
autoexec.bat, responsável pela execução de scripts do
sistema operacional). Os arquivos do Word, Excel e
PowerPoint também estão propensos à infecções, de-
vido às macros.
As extensões com menor probabilidade de infec-
ção são os arquivos de imagens, como por exemplo:
.jpg, .gif, .tif, etc., de música: .mp3, .mid, etc e de vídeo:
.mpeg, .avi, etc.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 169
PRINCIPAIS TIPOS DE ARQUIVOS
A BARRA DE MENUS DO WINDOWS EXPLORES
Menu Arquivo
Novo - Cria uma nova pasta ou atalho.
Criar Atalho - Cria atalho para itens selecionados
Excluir - Exclui pastas arquivos ou atalhos selecio-
nados
Renomear - Muda os nomes das pastas arquivos
ou atalhos selecionados. Pode-se utilizar a tecla F2
para isso.
Propriedades - Mostra as características dos arqui-
vos ou pastas (tamanho, data e hora da criação e
modificação, e última vez que foi acessado). Permite
mudar os atributos dos arquivos ou pastas (Somen-
te leitura, arquivo, oculto e sistema).
Fechar - Sai do Windows Explorer.
Menu Editar
Desfazer - Desfaz a última ação realizada pelo usu-
ário. Teclas de atalho: Ctrl+Z.
Recortar - Permite mover pastas, arquivos ou ata-
lhos de um local ou de uma unidade de disco para
outra. Teclas de atalho: Ctrl+X.
Copiar - Permite criar cópias de arquivos, pastas ou
atalhos. Teclas de atalho: Ctrl+C.
Colar - Coloca os arquivos, pastas recortados ou
copiados no novo local. Teclas de atalho: Ctrl+V.
Colar Atalho - Cola um atalho de um item seleciona-
do em novo local.
Selecionar tudo - Seleciona todos os documentos
contidos em uma pasta selecionada. Teclas de ata-
lho: Ctrl+A.
Inverter seleção – Inverte a seleção feita com a op-
ção Selecionar tudo.
Menu Exibir
Barra de Ferramentas - Exibe ou não a Barra de
Ferramentas, localizada abaixo da Barra de Menus.
Barra de Status - Exibe ou não a Barra de Status.
Barra do Explorer - Exibe ou não as Barras do Inter-
net Explorer.
Ícones Grandes - Aumenta o tamanho dos ícones na
janela do Explorer.
Ícones Pequenos - Diminui o tamanho dos ícones
na janela do Explorer.
Lista - Mostra apenas os ícones e o nome dos ar-
quivos.
Detalhes - Mostra os ícones, o nome e todos os
detalhes dos arquivos.
Organizar Ícones - Organiza os ícones classifican-
do-os por nome, data ou tipo, dependendo da visu-
alização escolhida.
Miniaturas – Apresenta os arquivos sob a forma de
miniaturas.
Escolher colunas – Seleciona quais os tipos de co-
lunas serão apresentados no painel esquerdo.
Personalizar esta pasta – Configura as formas de
apresentação das pastas.
Ir Para... – Abre a pasta desejada.
Atualizar – Atualiza o conteúdo da pasta atual.
Menu Ferramentas
Mapear unidade de rede – Conecta seu computa-
dor a uma pasta ou drive da rede atribuindo-lhe uma
nova letra.
Desconectar unidade de rede – Desconecta a uni-
dade que tenha sido mapeada.
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THATYML
170 Degrau Cultural
Informática
Sincronizar – Em um ambiente de rede, arquivos
de máquinas diferentes podem ser sincronizados
de forma a mantê-los sempre atualizados.
Opções de pasta – Altera as configurações de como
o Desktop e as pastas serão apresentadas, tipos
de cliques de mouse a serem utilizados, formas de
exibição dos arquivos e pastas e outras opções avan-
çadas.
A janela do Explorer exibe uma Barra de Ferramen-
tas com atalhos para determinadas opções dos
Menus.
BARRA DE FERRAMENTAS
Endereços
Voltar e Avançar
Volta ou Avança a um local anteriormente explorado.
Um nível acima
Sobe um nível de pasta a cada clique.
Pesquisar
Pesquisa arquivos ou pastas no computador,
pessoas, computadores, palavras e endereços na In-
ternet.
Pastas
Apresenta o painel da esquerda com os drives e
pastas.
Histórico
Lista os locais visitados recentemente
Mover para / Copiar para
Move ou cpia pastas ou arquivos para endereços
escolhidos. Respectivamente, têm como teclas de ata-
lho: Ctrl+X, seguido de Ctrl+V e Ctrl+C seguido de Ctrl+V
Excluir
O mesmo que “deletar” . O arquivo vai para a Lixeira
Desfazer
Desfaz uma a uma as últimas ações realizadas
Modos de exibição
Define a forma de apresentação dos ícones
Podemos também usar o mouse para acessar
menus referentes aos arquivos e pastas selecionadas.
Para isso é só clicar com o botão direito do mouse
sobre o arquivo ou pasta desejada que abrirá uma lista
de Atalho de menus da Barra de Menus.
Criando Uma Nova Pasta
Selecionar o local onde será criada a nova pasta.
No menu Arquivo escolher Novo - Pasta.
Uma pasta nova será inserida no final da lista do
segundo painel, onde você deverá digitar um nome
para ela.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 171
Com um clique no mouse você confirma o novo
nome. A pasta está criada.
Renomear Uma Pasta ou Documento
Selecionar a pasta ou documento a ser renomeado
No menu arquivo escolher Renomear, ou use o Menu
Rápido com o botão da direita do mouse ou, ainda,
tecle F2.
Digitar o novo nome da pasta ou documento.
Criando Atalho no Explorer
Selecione o arquivo que terá o atalho.
No Menu Arquivo escolha a opção Novo / Atalho ou
utilize o botão da direita do mouse para abertura do
menu rápido.
Copiar e Colar Documentos e Pastas
Selecionar o documento ou pasta a ser copiado
No menu Editar escolher Copiar.
Selecionar o novo local onde será colada a cópia
No menu Editar escolher Colar.
Você pode copiar um documento
ou pasta simplesmente arrastan-
do o item selecionado para o novo
local, mas deverá manter a tecla
Ctrl apertada durante o arrasto.
Movendo Arquivos ou Pastas
Selecionar o documento ou pasta a ser movido
No menu editar escolher Mover.
Selecionar o novo local onde será colado
No menu editar escolher Colar.
O mesmo processo pode ser fei-
to simplesmente arrastando o do-
cumento selecionado para o novo
local, só que desta vez pressio-
nando a tecla SHIFT.
Excluindo Pastas e Documentos
• Selecionar a pasta ou documento a ser excluído.
• No menu Arquivo escolher Excluir ou pressionar a
tecla Delete.
Alterar Atributos de um Arquivo ou Pasta
Selecionar o arquivo ou pasta.
No menu Arquivo selecionar Propriedades.
Na janela Propriedades do Arquivo - Atributos, mar-
car o atributo desejado.
Tipos de Atributos
Somente Leitura - Não permite alterar o arquivo.
Este fica disponível somente para leitura e impres-
são.
Oculto - Torna o arquivo oculto, ou seja não fica visí-
vel no Explorer.
A Guia Compartilhamento se apresenta pois esta-
mos alterando as propriedades de uma pasta.
A LIXEIRA DO WINDOWS
A Lixeira do Windows na realidade é mais uma
pasta do Sistema que é instalada juntamente com o
programa. Sua principal finalidade é armazenar os ar-
quivos excluídos, que por qualquer razão ainda pos-
sam vir a ser necessários.
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THATYML
172 Degrau Cultural
Informática
Quando excluímos um arquivo ou pasta pressio-
nando a tecla Delete, o arquivo, nas configurações pa-
drão do Windows, será armazenado na Lixeira.
Desejando-se Restaurar o arquivo ou pasta, cli-
camos com o botão da direita sobre o ícone da Lixeira,
selecionamos Abrir, e na tela que se apresenta, seleci-
onamos o arquivo desejado. A seguir, no menu Arquivo,
selecionamos Restaurar. Isso fará com que o arquivo
volte ao seu local de origem.
É importante saber que ao selecionarmos um ar-
qui vo e pressi onarmos a combi nação de tecl as
Shift+Delete o arquivo não irá para a Lixeira e, portanto,
não poderá ser restaurado. E qualquer arquivo excluído
de um disquete não vai para a Lixeira.
O PAINEL DE CONTROLE
O Painel de controle do Windows reúne várias fun-
ções de configuração do Sistema Operacional.
PRINCIPAIS FUNÇÕES
DO PAINEL DE CONTROLE
IS LE
Adicionar ou remover hardware
Permite a instalação de novo hardware quando o
mesmo não tem sua instalação automaticamente exe-
cutada pelo Windows (função plug-and-play).
Adicionar ou remover programas
Permite adicionar recursos do Windows que não
sejam instalados durante a instalação padrão. Per-
mite, ainda, remover programas instalados do com-
putador.
Atualizações automáticas
Permite que as atualizações mais recentes do
Windows sejam enviadas diretamente para o seu com-
putador.
Conexões dial-up e de rede
Apresenta o status das conexões da rede em que
o computador esteja integrado e das conexões por meio
de linha discada (banda estreita). Aqui também se cri-
am novas conexões.
Fontes
Lista as fontes instaladas e permite a instalação e
remoção de fontes no seu computador.
Impressoras
Lista as impressoras instaladas e permite insta-
lar, remover, definir impressora padrão e compartilhar
com a rede.
Mouse
Configura as propriedades do mouse.
Opões da Internet
Permite controlar as configurações de Seguran-
ça, controle de conteúdo das páginas visitadas dentre
outras.
Aqui se destacam três itens:
Opções regionais - Configura propriedades como
Hora, Data, Números, Unidade monetária e Idioma.
Sistema – Apresenta as configurações de sua má-
quina, tais como a Versão do Windows, tipo de pro-
cessador e quantidade de memória RAM. Na sua
guia interna, denominada Hardware, encontramos
a opção Gerenciador de dispositivos. Esta opção
permite visualizar os dispositivos instalados e seu
funcionamento. Situações de conflito de hardware
ou mau funcionamento são identificadas aqui. E tam-
bém podemos ativar ou desativar um determinado
tipo de hardware.
Teclado - Configura as propriedades do teclado.
No Brasil, utilizamos os teclados ABNT ou ABNT2
(Associação Brasileira de Normas Técnicas). Os te-
clados ABNT apresentam a cedilha (“ç”).
06A_windows 2000 e XP.pmd 30/9/2010, 09:47 172
THATYML
Informática
Degrau Cultural 173
Usuários
Define os níveis de acesso dos usuários do com-
putador.
Basicamente temos três tipos de usuários:
Administradores: possuem controle total sobre a
máquina.
Usuários: com controle limitado.
Convidados: possuem controle ainda mais restrito
que os usuários.
TECLAS DE ATALHO DO WINDOWS
PRINCIPAIS
Copiar – CTRL+C
Recortar – CTRL+X
Colar – CTRL+V
Excluir – DELETE
Exibir o menu Iniciar – CTRL+ESC
Alternar para outra janela – ALT+TAB ou ALT + ESC
Desfazer – CTRL+Z
Executar o comando de menu – ALT+ letra sublinha-
da no menu
Fechar a janela atual ou encerrar um programa –
ALT+F4
Ativar a barra de menu nos programas – F10
Exibir ‘Ajuda’ no item da caixa de diálogo selecio-
nado – F1
Copiar toda a tela para a área de transferência –
TECLA PRINT SCREEN
Copiar somente janela ativa para a área de trans-
ferência – ALT + PRINT SCREEN
Selecionar todos os arquivos de uma pasta no Win-
dows Explorer – Ctrl+A
Renomear um arquivo selecionado – F2
06A_windows 2000 e XP.pmd 30/9/2010, 09:47 173
THATYML
174 Degrau Cultural
Informática
BOTÃO INICIAR
O Windows XP veio com um layout novo, mas a
estrutura do sistema é basicamente a mesma, se com-
parada à versão anterior, o Windows 2000. A Microsoft
apresenta três versões do sistema operacional do Win-
dows XP:
Windows XP Home Edition
Ideal para a maioria dos usuários caseiros.
Windows XP Professional
Apresenta mais recursos, níveis mais altos de
performance, produtividade e segurança. É a melhor
escolha para usuários empresariais e para usuários
caseiros que exigem o máximo de seu sistema.
Windows XP 64-Bits Edition
Desenvolvido para usuários de estações de tra-
balho e técnicos.
PRINCIPAIS RECURSOS DO WINDOWS XP
Contas de usuário
São três tipos de contas de usuário no XP. Essas
devem ser configuradas no Painel de Controle, no íco-
ne Contas de Usuário.
Administrador
Instala programas e hardware, faz alterações no
sistema, cria, altera e exclui contas e senhas.
Limitada
Instala determinados programas em sua área, al-
tera sua senha e imagem.
Convidado
A conta Convidado é usada por pessoas que não
possuem uma. Um usuário cuja conta está desabilita-
da (mas não excluída) também pode usar a conta Convi-
dado. Não é necessário ter senha para essa conta. O
Administrador pode definir direitos e permissões para a
conta Convidado, exatamente como para qualquer conta
de usuário. A conta Convidado é desabilitada por padrão
e é recomendável que permaneça desabilitada.
Recurso da troca rápida de usuário
Quando um mesmo computador é dividido por mais
de um usuário, é possível cada um acessar sua conta
sem fechar os aplicativos dos outros usuários e nem
mesmo reinicializar o computador. Esta opção deve ser
ativada pelo Administrador no Painel de Controle – Con-
tas de Usuário – Alterar a maneira como os usuários
fazem logon ou logoff.
WINDOWS XP
BARRA DE TAREFAS
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 174
THATYML
Informática
Degrau Cultural 175
Restauração do Sistema
Se ocorrer algo de errado com seu computador, é
possível reverter o estado anterior de funcionamento
do sistema.
O Windows periodicamente cria Pontos de res-
tauração. Mas você mesmo pode criá-los, quando de-
sejável. Uma restauração não implica em perder tra-
balhos recentes ou salvos, e-mails, listas de histórico
e favoritos.
Para acessar a Restauração do sistema acione a
opção Desempenho e manutenção no Painel de Con-
trole e, a seguir, clique na opção Restauração de Siste-
ma (no alto da janela, à esquerda). Serão apresenta-
das janelas que orientam o usuário na criação ou res-
tauração.
Conexões de rede e de Internet
O Windows XP oferece Assistentes para configu-
ração de Redes Locais no ambiente de uma empresa,
de redes domésticas e, é claro, com a Internet. Para
acessar esse recurso, selecione Conexões de rede e
de Internet no Painel de Controle.
CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO
O Windows XP permite que o Menu Iniciar e o Painel de
Controle assumam uma aparência semelhante à do
Windows 98 ou 2000.
Alterando o Menu Iniciar para o padrão 98/2000
Clique com o botão da direita do mouse na barra
de título do Menu Iniciar e, então, clique no item Propri-
edades que surgirá. Na tela que se seguirá selecione a
opção Menu Iniciar Clássico.
Para retornar ao modo de exibição do Windows
XP, clique em Configurações, Barra de tarefas e Menu
Iniciar e, na aba Menu Iniciar, selecione Menu Iniciar,
clicando, a seguir, no botão OK.
Alterando o Painel de Controle
para o padrão 98/2000
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 175
THATYML
176 Degrau Cultural
Informática
No alto da janela, à esquerda, no menu Painel de
Controle, selecione Alternar para o modo de exibição
clássico.
Para retornar ao modo de exibição por categorias
do Windows XP, clique, na mesma posição em Alternar
para o modo de exibição por categoria.
Opções do Menu Iniciar
Meus Documentos - pasta nativa do Windows que su-
gere ao usuário que ele deve gravar seus documentos
nela.
Documentos recentes - Lista os 15 arquivos recente-
mente acessados.
Minhas imagens - pasta nativa do Windows que sugere
ao usuário que ele deve gravar seus arquivos de ima-
gens nela.
Minhas músicas - pasta nativa do Windows que sugere
ao usuário que ele deve gravar seus arquivos de som
nela.
Meu Computador - Exibe as unidades de disco do com-
putador e permite navegar nas pastas e arquivos.
Painel de Controle - Permite controlar as configurações
de todo o hardware e todo o software instalado na má-
quina.
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 176
THATYML
Informática
Degrau Cultural 177
Adicionar hardware - permite instalar placas ou perifé-
ricos novos conectados ao computador.
Adicionar ou remover programas - através do ícone
“Adicionar ou Remover Programas” Vê-se quais aplica-
tivos foram instalados, podendo-se instalar outros ou
removê-los.
Atualizações automáticas - permite atualizar o Windo-
ws através do site da Microsoft.
Conexões de rede - configurações, identificação e con-
trole de acesso.
Contas de usuário – permite criar logon e personalizar
o sistema para vários usuários.
Controladores de Jogo – para configurar Joystick que é
um periférico usado para jogar no computador.
Correio – configura perfis para o correio eletrônico no
programa Outlook Express.
Data e Hora – configura data e hora do sistema.
Fala – permite digitar um texto e o computador o repro-
duz em voz. Utilizado para fazer um teste de áudio.
Ferramentas Administrativas – define configurações de
administração do computador (segurança, serviços, etc).
Fontes – arquivos de fontes do Windows, permite re-
mover ou incluir fontes, através do menu Arquivo / Insta-
lar nova fonte.
Impressoras e aparelhos de Fax – propriedades do
fax, folha de rosto, informações do usuário. Mostra im-
pressoras instaladas, permite instalação, desinstala-
ção, configuração de impressoras.
Mouse – permite configurar o mouse, botões (destro/
canhoto, velocidade do duplo clique), ponteiros, movi-
mentação, etc.
Opções da Internet – Permite configurar a Página Inici-
al, Arquivos Temporários, Histórico, Segurança (de da-
dos); Conteúdo (Supervisor de Conteúdo e Certificação),
Conexão e Programas (Correio, News e Meeting), etc.
Opções de Acessibilidade – configuração do teclado
para pessoas com alguma deficiência, como por exem-
plo, controle motor. As teclas de filtragem fazem com que
o Windows ignore teclas pressionadas repetidamente.
Avisos visuais quando o sistema emite um som. Con-
traste maior para facilitar a leitura na tela, etc. Teclas de
alternância (emitem som quando as teclas Caps Lock e
Num Lock são pressionadas).
Opções de Energia – recursos para economizar ener-
gia. Existem esquemas de energia que podem ser es-
colhidos. A opção Em espera desliga o monitor e o HD
para economia de energia. Essas configurações de-
pendem do padrão de hardware dos periféricos, como
placa mãe, HD, Monitor etc.
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 177
THATYML
178 Degrau Cultural
Informática
Opções de Pasta – personaliza as opções de exibição
das pastas no Windows Explorer.
Opções de Telefone e de Modem – configura as propri-
edades de discagem e do modem.
Opções Regionais e de Idioma – Configurações para o
País, Número, Moeda, Hora e Data e Idioma (este influ-
enciará na configuração do teclado, que se possuir o ç
deverá ser configurado como Português ABNT-2.).
Scanners e Câmeras – para instalação de scanners e
câmeras.
Sistema – informações gerais, gerenciador de dispo-
sitivos, perfil de hardware, tais como quantidade de
memória e desempenho.
Sons e Dispositivos de Audio – áudio e vídeo. Esque-
mas de sons associados à eventos do Windows (abrir
e fechar janela, executar programas, parada crítica, etc.).
Controle dos dispositivos de multimídia instalados.
Tarefas Agendadas – agenda tarefas no computador
para execução automática. Você configura um progra-
ma para que ele abra em determinada data e hora agen-
dadas.
Teclado – permite alterar configurações como veloci-
dade da taxa de repetição do cursor e dos caracteres
digitados. Mostra o perfil do hardware.
Vídeo – Temas (plano de fundo, grupos de sons, íco-
nes e outros elementos), Área de Trabalho para definir
o plano de fundo ou papel de parede da Desktop
Proteção de tela (animação que roda quando seu com-
putador está ocioso), Aparência (esquema de cores
das janelas do Windows – cor da barra de título, do
fundo, etc.), Configurações (exibe o padrão de vídeo
instalado, número de cores, resolução de tela, placa de
vídeo e monitor).
O Grupo Acessórios
Ao clicar no Menu Iniciar, clicar em Programas e em Acessórios, aparecerá uma lista com vários programas que
vêm com o Windows em sua instalação. São os listados a seguir:
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 178
THATYML
Informática
Degrau Cultural 179
Bloco de Notas - Editor de textos simples. Permite a
edi ção de texto puro. Não possui recursos de
formatação. Sua extensão padrão é .txt. Usado também
para criar páginas da internet, pois permite salvar em
.html.
WordPad - Processador de textos com recursos de
formatação, porém, não tem a opção de justificar o texto,
como o Word. Isso torna este programa restrito, tendo o
usuário muitas vezes que optar pelo Word que é um
programa muito mais completo.
Windows Explorer - Gerenciador de Arquivos e Pastas do Windows. Com ele é possível selecionar arquivos e
pastas, apagar, mover, copiar, renomear, etc. A janela abaixo mostra a tela do Windows Explorer XP. Do lado esquerdo
da tela é possível visualizar pastas, subpastas, drives (A:, C:, D:, E:, etc.) e ícones da Desktop. Do lado direito são
visualizadas pastas, subpastas e arquivos. Assim como no Windows 2000, as funções do Windows Explorer no
Windows XP são as mesmas. O que muda é o desenho dos botões, alguma disposição nos menus e os modos de
exibição.
Paint - Programa para desenhar e trabalhar com
imagens. Extensão padrão é .bmp.
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 179
THATYML
180 Degrau Cultural
Informática
Assim como já visto nesta apostila, na versão
Windows 2000, o sinal de + ao lado da pasta indica que
esta possui subpastas. A definição de arquivos e pas-
tas também é a mesma para o Windows XP.
Para complementar a lista de extensões de no-
mes de arquivos vejamos também:
.com , .bat- Essas extensões vêm sendo exploradas
em provas de concursos. Vale saber que elas se refe-
rem ao sistema operacional, assim como também a .sys.
Aquelas, referem-se respectivamente aos arquivos
command.com, que executa comandos do Sistema Ope-
racional e autoexec.bat, que executa scripts do Sistema
Operacional, sendo portanto executáveis e têm maior
probabilidade de infecção por vírus.
.hlp - Arquivos de ajuda (HELP).
.eml - Arquivos de e-mail. Mensagens de e-mail do Ou-
tlook Express.
.swf - (Shock Wave File) Extensão gerada pelo programa
FLASH. É um plug-in do FLASH, que é um programa para
criar animações nas páginas da Internet. Geralmente os
sites de cantores, como Gal Costa, Ivete Sangalo, por
exemplo, são construídos em FLASH.
Um plug-in é um complemento
para outros programas maiores.
Você não precisa ter o programa,
basta ter o seu plug-in. Existem
vários plug-in´s que complemen-
tam funções de outros progra-
mas no browser Internet Explo-
rer. Ex.: A barra de procura do
Google, que fica sempre ativa no
browser.
Os Botões da Barra de Ferramentas do Windows Explo-
rer XP (A função de cada um deles já foi descrita anterior-
mente, com o Windows 2000, o que mudou foi o estilo do
desenho).
Voltar
Avançar
Acima
Pesquisar
Pastas Mostra uma estrutura de pastas
do lado esquerdo da tela do Windows
Explorer.
Modos de Exibição (Mudou, em relação à versão 2000).
No XP, temos a opção Miniaturas, que permite visuali-
zar o arquivo, antes dele ser aber-
to, muito útil para imagens de câ-
meras digitais, por exemplo, que
gravam o nome dos arquivos em
números e fica difícil encontrar a
foto desejada. Lado a lado mos-
tra o ícone em tamanho grande
com a descrição do lado. Ícones
mostra o ícone em tamanho me-
nor, com o nome do arquivo em-
baixo. Lista mostra somente a
coluna do nome, e o ícone. Deta-
lhes é a exibição mostrada na tela do Windows Explo-
rer da página anterior, onde você vê o ícone, o Nome
do arquivo, o tamanho, o tipo, e a data e hora da última
modificação do arquivo.
Recortar (permite mover arquivos de um
lugar, drive ou pasta, para outro). Depois
de recortar, pode-se Colar.
Copiar (permite copiar arquivos de um
lugar, drive ou pasta, para outro). Depois
de copiar, pode-se Colar.
Colar (permite colar o que foi recortado
ou copiado).
Excluir (o mesmo que deletar) Apaga en-
viando para a Lixeira (configuração padrão
do Windows).
Histórico - Lista os locais visitados, que
podem ser pastas ou sites da Internet.
Desfazer - desfaz as ações executadas.
Opções de Pastas - permite configurar
modos de exibição das pastas e tipos
de arquivos.
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 180
THATYML
Informática
Degrau Cultural 181
Propriedades - dá as propriedades do
elemento selecionado.
Mover Para
e
Copiar Para (idem ao que está descrito
para o Windows 2000).
ATENÇÃO! O Windows Explorer
possui interação total com o brow-
ser Internet Explorer. Portanto, é
possível navegar na Internet estan-
do na tela do Windows Explorer,
desde que conectado. Por essa
razão, os mesmos botões da bar-
ra de ferramentas do Internet Ex-
plorer são vistos ou podem ser in-
cluídos na barra de ferramentas do
Windows Explorer, como o Página
Inicial, Histórico, Atualizar, Parar,
etc. Para incluir ou remover botões
da barra de Ferramentas, clique no
menu Exibir / Barra de Ferramen-
tas / Personalizar.
MENUS DO WINDOWS EXPLORER XP
Menu Arquivo
Abrir - aparece quando tem uma pasta ou um arquivo
selecionado, permitindo abrí-lo.
Editar - aparece quando tem um arquivo seleciona-
do, permitindo editá-lo.
Novo - abre o arquivo como uma cópia do original
(um novo).
Imprimir - permite imprimir o arquivo.
Abrir com - permite escolher o programa para abrir o
arquivo, devendo ser logicamente compatível.
Enviar para - permite enviar o arquivo para a área de
trabalho, para outro drive, etc..
Novo - permite criar uma
nova pasta ou atalho.
Criar Atalho - Cria ata-
lho para itens seleciona-
dos
Excluir - Exclui pastas
arquivos ou atalhos sele-
cionados
Renomear - Muda os no-
mes das pastas arquivos
ou atalhos selecionados.
Pode-se utilizar a tecla F2
para isso.
Propriedades - Mostra as
características dos arqui-
vos ou pastas (tamanho,
data e hora da criação e mo-
dificação, e última vez que
foi acessado). Permite mu-
dar os atributos dos arqui-
vos ou pastas (Somente
leitura, arquivo, oculto e sis-
tema).
Fechar - Sai do Windo-
ws Explorer.
Menu Editar
Desfazer - Desfaz ações realizadas pelo usuário.
Teclas de atalho: Ctrl+Z.
Recortar - Permite mover pastas, arquivos ou ata-
lhos de um local ou de uma unidade de disco para
outra. Teclas de atalho: Ctrl+X.
Copiar - Permite criar cópias de arquivos, pastas ou
atalhos. Teclas de atalho: Ctrl+C.
Colar - Coloca os arquivos, pastas recortados ou
copiados no novo local. Teclas de atalho: Ctrl+V.
Colar Atalho - Cola um atalho de um item seleciona-
do em novo local.
Selecionar tudo
- Seleciona to-
dos os docu-
mentos contidos
em uma pasta
selecionada. Te-
clas de atalho:
Ctrl+A.
Inverter sele-
ção – Inverte a
seleção feita
com a opção Se-
lecionar tudo.
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 181
THATYML
182 Degrau Cultural
Informática
Menu Exibir
Barra de Ferra-
mentas - Exibe ou
não a Barra de Fer-
ramentas, localiza-
da abaixo da Barra
de Menus.
Barra de Status -
Exibe ou não a Bar-
ra de Status.
Barra do Explorer
- Exibe ou não as
Barras do Internet
Explorer.
Miniaturas, Lado a
lado, Ícones, Lista,
Detalhes - modos
de exibição (veja as
funções no botão
modo de exibição
apresentado anteriormente.
Organizar Ícones por - Nome, tamanho, tipo, modi-
ficado em.
Escolher Detalhes - Se você quiser que além do
Nome, tamanho, tipo, modificado em, o Windows
Explorer exiba mais detalhes.
Ir para - Apresenta as opções Voltar, Avançar, Um
nível acima e página inicial, além de pastas aces-
sadas.
Atualizar - para atualizar a exibição da janela. Atalho
tecla F5.
Menu Favoritos
Adicionar a Favoritos - permite adicionar um site à
lista de sites favoritos do usuário.
Organizar Favoritos - para organizá-los em pas-
tas.
Menu Ferramentas
Mapear unida-
de de rede - per-
mite criar unida-
des de rede.
Sincronizar -
para atualizar o
conteúdo das
páginas adicio-
nadas à favori-
tos e tornadas disponíveis off line. A Sincronização
pode ser feita manualmente, escolhendo esta op-
ção quando conectado, ou pode ser agendada para
ser feita automaticamente.
Opções de pasta - permite configurar modos de
exibição das pastas e tipos de arquivos.
Renomeando Pastas e Arquivos no Windows Explo-
rer
Para Renomear, basta clicar 1 vez e clicar novamen-
te, desde que com uma pausa. O nome será editado e
você poderá modificá-lo.
Os nomes de arquivos, por padrão no Windows,
aparecem sem as extensões, para evitar que o usuário
as exclua ou modifique. Caso você exclua a extensão
de um nome de arquivo, o sistema operacional não
poderá abrí-lo, porque ele perderá a associação com o
aplicativo com o qual foi gerado. É pela extensão que o
Sistema Operacional reconhece qual é o programa que
ele terá que abrir para poder abrir o arquivo escolhido.
Da mesma forma, se o usuário modificar a extensão,
por exemplo, de .doc para .jpg, o arquivo perderá as
suas codificações originais, e não poderá ser aberto.
Um nome de arquivo no Windows pode conter até
255 caracteres e as extensões possuem geralmente
de 2 a 4 caracteres.
Quase todos os caracteres podem ser usados em
nomes de arquivos, inclusive espaços, com exceção
desses nove:
\ / : * ? “ < > |
Caracteres Curingas
O * (asterisco) e o ? (ponto de interrogação) podem
ser utilizados substituindo outros caracteres em uma
pesquisa.
Se você não sabe o nome todo do arquivo, pode
substituir a parte que desconhece por esses caracte-
res.
Ex.: Um arquivo com o nome carta123.doc, onde o
123 pode ser substituído por um asterisco, ficando
carta*.doc. O sistema irá procurar por qualquer arquivo
que possua a palavra carta e mais alguma coisa em
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 182
THATYML
Informática
Degrau Cultural 183
seu nome. Note que isto o Windows já faz automatica-
mente, sem a necessidade de se usar o asterisco. Se
você escrever apenas carta, ele procurará por qualquer
arquivo que possua esta palavra.
Já o ponto de interrogação substitui apenas 1 ca-
ractere por vez. Isto significa que para eu procurar por
carta123.doc, teria que escrever carta???.doc.
Questões com o ponto de interrogação já aparece-
ram em provas de concursos.
COMPARTILHAMENTO
O compartilhamento pode ser feito em rede ou en-
tre usuários de um mesmo computador. O atributo de
compartilhamento é um ícone em forma de “mãozinha
segurando a pasta ou a unidade de disco”. Pode-se
compartilhar o disco todo ou somente algumas pastas.
Observe nas figuras.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE SELECIONAR,
COPIAR E MOVER ARQUIVOS E PASTAS
Para selecionar vários arquivos e/ou pastas:
1 - Em seqüência:
1.1 - Clique no primeiro arquivo ou pasta que
deseja selecionar.
1.2 - Pressione a tecla SHIFT e, mantendo-a pres-
sionada, clique no último arquivo que deseja selecio-
nar. Solte o Shift. Os arquivos serão selecionados em
seqüência.
2 - Alternadamente:
1.1 - Clique no primeiro arquivo ou pasta que
deseja selecionar.
1.2 - Pressione a tecla Ctrl e, mantendo-a pres-
sionada, vá clicando nos outros arquivos que deseja
selecionar, alternadamente. Solte o Ctrl.
Para copiar arquivos e/ou pastas:
Você pode arrastar com o mouse a seleção para
um outro drive, que uma cópia dos arquivos será feita
automaticamente. Por tratar-se de outra unidade de dis-
co, o sistema “entende” tratar-se de um backup (cópia
de segurança). Ex.: do C: para o A:, do A: para o D:, etc.
MACETE: Se você arrastar com a tecla Shift pressiona-
da, irá mover.
Para copiar, também, utilize os atalhos de teclado
ou os botões da barra de ferramentas. Clicando com o
botão direito do mouse na seleção, também haverá
opção para copiar.
Para mover arquivos e/ou pastas:
Se você arrastar a seleção para uma outra pasta den-
tro do mesmo disco. Ex.: da pasta C:\Minhas imagens
para a pasta C:\Meus Documentos irá mover, para não
ocupar espaço desnecessário em disco.
MACETE: Para forçar uma cópia em outra pasta no
mesmo disco, arraste com o mouse pressionando a
tecla Ctrl.
Para mover, também, utilize os atalhos de teclado
ou os botões da barra de ferramentas. Clicando com o
botão direito do mouse na seleção, também haverá op-
ção para recortar.
ATENÇÃO!
Ao copiar ou mover arquivos para disquetes, esteja
atento para a capacidade de armazenamento do disco.
Ocorre que a capacidade total do disquete é de 1.44
MB, mas, como já foi dito no capítulo de Hardware, o
usuário só pode gravar aproximadamente 1.38 MB.
Caso o arquivo que você esteja tentando copiar te-
nha, por exemplo, 3.6 MB, o sistema lhe dará a seguin-
te mensagem:
“O arquivo que você está tentando copiar é maior do
que a capacidade do disco. Insira um disco de maior
capacidade”.
Caso você esteja tentando copiar vários arquivos,
sendo que cada um deles tem, por exemplo, 800 KB,
950 KB e 720 KB o sistema iniciará a cópia, mas não
cabem todos em um disquete, então ele copiará o pri-
meiro arquivo e lhe dará a seguinte mensagem:
“O disco está cheio. Insira outro disco para continuar”.
A Lixeira do Windows XP
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THATYML
184 Degrau Cultural
Informática
Idem ao item Lixeira do Windows, já visto nesta aposti-
la, na versão do Windows 2000. Vale acrescentar que a
capacidade padrão da Lixeira é ocupar 10% do HD.
Esta configuração pode ser alterada clicando-se com o
botão direito do mouse sobre o ícone da Lixeira na
Desktop e, clicando-se em Propriedades. Na guia Glo-
bal, mova o controle deslizante.
PRINCIPAIS ITENS DO GRUPO
FERRAMENTAS DE SISTEMA
Menu Iniciar / Programas / Acessórios / Ferramentas
de Sistema
Central de Segurança - É possível configurar e monito-
rar as opções de segurança, como Firewall, Atualiza-
ções Automáticas e Proteção contra vírus.
Os itens Desfragmentador de Discos, Backup, Limpe-
za de Disco, Informações do sistema, Tarefas Agen-
dadas e Mapa de Caracteres já foram explorados an-
teriormente. Veremos aqui a apresentação de algumas
dessas telas no Windows XP:
Desfragmentador de Discos
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 184
THATYML
Informática
Degrau Cultural 185
Limpeza de Disco
Mapa de Caracteres
Tarefas Agendadas
Ao clicar em Tarefas Agendadas, aparece o seguinte
assistente:
Clique em Avançar.
Escolha o programa que deseja agendar e clique em
Avançar.
06B_windows 2000 e xp.pmd 30/9/2010, 09:47 185
THATYML
186 Degrau Cultural
Informática
Digite um nome para a tarefa, marque se quiser, por
exemplo, executá-la diariamente. Na tela seguinte
agende a tarefa no horário desejado.
Ao final, clique em Concluir.
Menu Iniciar / Desligar
Fazer Logoff - Fecha os programas e desliga do ambi-
ente do usuário atual e permite fazer logon em outro
usuário. Há também a opção Trocar usuário, que per-
mite que outro usuário faça logon, estando outro usuá-
rio com o ambiente aberto, sem fechar os programas e
arquivos de quem estava usa ndo o computador.
Desligar - Desliga o computador.
Reiniciar - Desliga e liga o computador automaticamen-
te. Dá um boot (inicialização).
Em espera - permite economia de energia desligando
o monitor e o HD. Pressionando qualquer tecla, retorna
à sessão do Windows.
Hibernar - desliga, porém armazena em HD o conteú-
do da memória RAM.
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THATYML
Informática
Degrau Cultural 187
LINUX
Conceitos de Utilização
O Linux é um sistema operacional derivado do Unix feito
para rodar em computadores pessoais. Faz tudo o que
se pode esperar de um Unix moderno e completo. Su-
porta multitarefa real, memória virtual, bibliotecas dinâ-
micas, redes TCP/IP, nomes de arquivos com até 255
caracteres e proteção entre processos (crash protecti-
on), além de muitas outras funcionalidades.
Um grande atrativo que o Linux oferece é o fato de poder
trabalhar tanto como servidor de aplicações quanto como
estação de trabalho sem que haja necessidade de gran-
des modificações no seu sistema.
Como surgiu o Linux?
O Linux foi originalmente desenvolvido por Linus Torvalds.
Ele queria um sistema operacional que fosse semelhante
a um Unix, com todas as suas funcionalidades e que pu-
desse ser utilizado num PC. A partir dessa idéia, Linus
começou o desenvolvimento do que seria o futuro kernel
(núcleo) do sistema operacional que hoje é chamado de
Linux. Isso tudo aconteceu em meados de 1991, quando
Linus cursava a faculdade de Computação na Finlândia.
Em 5 de outubro de 1991 a seguinte mensagem circulou
na usenet:
“...Como eu mencionei há um mês, estou trabalhando
em uma versão free de um sistema semelhante ao Minix
para computadores AT-386. Ele já alcançou o estágio de
ser usável (embora possa não ser, dependendo do que
você quer fazer), e pretendo distribuir o código fonte. É
apenas a versão 0.02... mas já consegui rodar nele o
bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compress, etc.”
Esta mensagem era assinada por Linus Torvalds, e nin-
guém adivinharia que ela estaria marcando o início de
um movimento que, menos de dez anos depois, já tem
mais de trinta milhões de seguidores.
Assim surgiu o que seria o primeiro kernel utilizável do
Linux. O kernel é o núcleo do sistema operacional, é a
parte que controla diretamente o hardware da máquina.
Assemelha-se ao antigo DOS, com prompt de comando
e interface para comandos de texto. Quando se fala de
Linux, refere-se somente ao kernel do sistema. Tudo que
existe ao redor do kernel são aplicativos que compõem
uma distribuição do Linux.
Como o Linux é um software de livre distribuição, muitas
pessoas, e até mesmo empresas, se empenham em or-
ganizar o kernel e mais uma série de aplicativos e ma-
nuais para que o sistema fique cada vez mais amigável.
A esse conjunto de aplicativos, mais o kernel, dá-se o
nome de distribuição Linux. Algumas distribuições Linux
são maiores que outras, dependendo da quantidade de
aplicativos e a finalidade a que se propõem. Existem
desde distribuições que cabem num disquete de 1.44
MB até distribuições que ocupam vários CDs.
Cada uma delas tem seu público alvo e finalidades es-
pecíficas. As mini-distribuições têm como objetivo des-
de a recuperação de um sistema danificado até o moni-
toramento de uma rede de computadores.
Entre as “grandes” distribuições podemos citar: Conecti-
va, SuSE, Debian e Red Hat. O que diferencia uma dis-
tribuição de outra é a maneira como são organizados e
pré-configurados os aplicativos que cada uma contém.
Um exemplo: o Conectiva Linux tem quase a totalidade
de seus aplicativos traduzidos para o português, espa-
nhol e inglês, tendo o português como sua base, facili-
tando a integração com o usuário brasileiro. O que não
quer dizer que esses aplicativos não estejam disponí-
veis em inglês também.
Algumas distribuições incluem ferramentas de configu-
ração que facilitam a vida do administrador do sistema.
Visão geral do sistema operacional Linux
O sistema operacional Linux é composto por três partes:
· Kernel.
· Aplicações de Sistema.
· Aplicações de Usuário.
O kernel do Linux
Embora o kernel seja uma parte importante do Linux, ele
sozinho não constitui o sistema GNU/Linux. O kernel é o
“núcleo” do sistema e é responsável pelas funções de mais
baixo nível, como o gerenciamento de memória, gerencia-
mento de processos e da CPU. O kernel também é o res-
ponsável pelo suporte aos sistemas de arquivos, dispositi-
vos e periféricos conectados ao computador, como placas
SCSI, placas de rede, de som, portas seriais, etc. Chama-
se Linux o conjunto do kernel e demais programas, como
shells, compiladores, bibliotecas de funções, etc. Sua in-
terface básica é de texto, seu prompt de comando (#) é
semelhante ao prompt de comando (c:\>) do MS-DOS.
Alguns cuidados devem ser tomados ao se verificar qual
versão de Linux está sendo utilizada, porque o kernel pos-
sui um número de versão e a sua distribuição pode pos-
suir outro. O número que identifica a versão da distribui-
ção é decidido pela empresa responsável pela versão, de
acordo com padrões próprios. Já o kernel possui um nú-
mero de versão composto por 3 partes: um número maior,
um número menor e um número de release, e este núme-
ro é dado pelo grupo de programadores que cuidam do
desenvolvimento do kernel. O número de série do seu
kernel pode ser facilmente identificado digitando-se no
prompt o comando uname -r, como no exemplo abaixo:
O exemplo diz que este kernel pertence a quarta release
da série 2.6. Em alguns casos é adicionado também um
número que identifica uma compilação feita por uma de-
terminada distribuição (52200cl no exemplo, ou seja
48932ª compilação da distribuição Conectiva Linux). O
número menor é particularmente importante, pois núme-
ros pares identificam versões de kernel testadas e con-
sideradas estáveis, enquanto que números ímpares iden-
tificam versões de desenvolvimento, onde novos recur-
sos estão sendo testados.
O kernel do Linux pode ser compilado para se adequar
melhor ao tipo de máquina e ao tipo de tarefa que essa
máquina vai executar. Por exemplo, se o servidor preci-
sa se comunicar com outras máquinas usando o proto-
colo IPX, o administrador poderá compilar o kernel com
suporte a esse protocolo, ou, se não houver necessida-
de de usar um determinado tipo de placa de rede, é pos-
sível compilar o kernel sem suporte a essa placa, resul-
tando assim em um kernel de menor tamanho.
O kernel do Conectiva Linux foi compilado para atender
os mais diversos tipos de necessidades e de máquinas,
além do mais, é possível incluir novos recursos sem a
necessidade de compilar novamente o kernel, através
do uso de módulos. O processo de compilação de um
kernel não é muito simples e é recomendado apenas a
administradores de sistemas mais experientes.
Aplicações do Sistema
O kernel faz muito pouco sozinho, uma vez que ele só
provê os recursos que são necessários para que outros
programas sejam executados. Assim, é preciso utilizar
outros programas para implementar os vários serviços
necessários ao sistema operacional.
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THATYML
188 Degrau Cultural
Informática
Do “ponto de vista” do kernel, as aplicações do sistema,
bem como qualquer outro programa, rodam no que é
chamado “modo usuário”, logo, a diferença entre aplica-
ções de sistema e aplicações do usuário se dá pelo pro-
pósito de cada aplicação. Aplicações do sistema são
necessárias para fazer o sistema funcionar, enquanto as
aplicações do usuário são todos os programas utiliza-
dos pelo usuário para realizar uma determinada tarefa
(como um processador de texto, por exemplo).
Entre as aplicações de sistema pode-se citar o init, o
getty e o syslog.
O init é o primeiro processo lançado após o carregamento
do kernel na memória, e é ele o responsável por continu-
ar o processo de boot lançando os outros programas. É o
init o responsável, também, por garantir que o getty esteja
sendo executado (para que os usuários possam entrar no
sistema) e por adotar processos órfãos (processos filhos
no qual o pai morreu), pois no Linux todos os processos
devem estar em uma mesma árvore, e possuírem um pai
(excluindo o processo init, que não tem pai).
O getty provê o serviço responsável pelo login dos usu-
ários em terminais textos (virtuais ou não). É ele que lê o
nome do usuário e a senha e chama o programa login
para validá-los. Caso estejam corretos é lançado um
shell, caso contrário o processo todo é reiniciado.
O syslog é responsável por capturar as mensagens de
erro geradas pelo kernel ou por outras aplicações de sis-
tema, e por mostrá-las posteriormente quando o admi-
nistrador do sistema solicitá-las.
Aplicações do usuário
As aplicações do usuário são todas aquelas utilizadas
pelo usuário para executar uma determinada tarefa. Edi-
tores de texto, editores de imagens, navegadores e lei-
tores de e-mail se encaixam nessa categoria.
O ambiente gráfico
No Linux, a responsabilidade pelo ambiente gráfico não
é do kernel e sim de um programa especial, o XFree86.
No entanto, este programa provê apenas as funções de
desenho de elementos gráficos e interação com a placa
de vídeo. A interação final do usuário com a interface
gráfica se dá através de programas gerenciadores de
janelas, como o KDE, o WindowMaker e o GNOME, e
são eles os responsáveis pela “aparência” do seu Linux.
A separação do ambiente gráfico do resto do sistema apre-
senta muitas vantagens. Como o ambiente gráfico conso-
me recursos do sistema, é possível desativá-lo, principal-
mente em servidores, resultando assim em um melhor de-
sempenho de outras aplicações, uma vez que a quantida-
de de processamento da CPU que seria utilizado para o
XFree86, poderá ser utilizado para essas aplicações. Além
do mais, o desenvolvimento do ambiente gráfico pode
ocorrer de maneira independente ao do kernel.
O Linux também pode funcionar em modo texto. Nesse
caso a interação com o usuário se dá por meio de um
shell, como o Bash, que é capaz de interpretar e execu-
tar comandos digitados pelo usuário.
As Licenças no Mundo Linux
Antes de se definir em quais licenças e condições o Co-
nectiva Linux se encaixa, serão vistas as principais licen-
ças utilizadas atualmente para os softwares em geral.
As licenças no mundo da Informática podem ser dividi-
das, de um modo geral, em licenças de software propri-
etário e licenças de software livre. As licenças em sof-
twares proprietários são geralmente comerciais e não
permitem a cópia, modificação ou distribuição do sof-
tware em questão.
O software livre é utilizado de um modo completamente
diferente. Para que um software seja livre, ele deve pos-
suir os seguintes itens:
1. Liberdade para executar o software, seja qual for a
sua finalidade.
2. Liberdade para acessar o código-fonte do programa e
modificá-lo conforme sua necessidade.
3. Liberdade para fazer cópias e distribuí-las para quem
desejar.
4. Liberdade para melhorar o programa e distribuir suas
melhorias ao público, de modo que elas fiquem disponí-
veis para a comunidade.
Com isso é definido qual o principal objetivo da Funda-
ção do Software Livre (Free Software Foundation): pro-
mover a disseminação do software livre no mundo da
Informática, eliminar restrições de cópias e distribuição
de programas, entre outros pontos.
As licenças de software livre podem ser divididas, de
modo geral, em dois grupos: licenças de documentação
e licenças de software. A licença GNU GPL é uma das
mais conhecidas, e talvez uma das mais utilizadas como
licença de software. A licença GPL foi criada para garan-
tir que cópias de softwares livres possam ser distribuí-
das, alteradas ou utilizadas (na sua totalidade ou em
parte) por novos programas. Um outro exemplo de licen-
ça é a GNU FDL, que segue a mesma linha da GPL, mas
utilizada para a documentação. Existem muitas outras
licenças, e o escopo destas pode variar muito.
Comandos Básicos
ls = Lista os arquivos, igual ao comando dir do MS-DOS
Atributos comuns: -a = mostra arquivos ocultos
-l = mostra bytes, permissões, diretório, etc.
Obs: no ls os nomes de arquivos nos sistemas *X (Unix,
Linux, etc) não precisam ter só 8 letras. Portanto, se você
quiser listar os arquivos começados com u, por exem-
plo, peca ls u* e veja o resultado.
* substitui qualquer conjunto de caracteres
? substitui caracteres isolados
—————
rm = remove arquivos, no formato: rm (arquivo1) (arqui-
vo2) (arquivo3)
Exempl o: rm eu.doc / rm l ei ame.txt manual .html
win95.w95
—————
cp = copia arquivos, no formato: cp (arquivo1) (diretorio)
Exemplo: cp manual.txt /home/manual
—————
cat = mostra o conteúdo do arquivo, mesmo que o ‘type’
no DOS
—————
more = exibe o conteúdo de um arquivo pagina a pagina,
mesmo q no DOS
Exemplo: ls|more
—————
pwd = exibe o diretório atual (o que vc esta)
—————
rmdir = apaga diretório
Exemplo: rmdir /diretório
se o diretório estiver cheio, use o rm com o atributo -r
—————
mkdir = cria diretório
Exemplo: mkdir /diretório
—————
clear = limpa a tela, mesmo que ‘cls’ no DOS
—————
who = mostra quem está na máquina no momento
—————
whoami = mostra quem você é - útil quando você esque-
ce com qual login entrou... ;)
—————
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Informática
Degrau Cultural 189
finger = mostra o usuário associado a certa chave
—————
df = mostra o espaço usado, livre e a capacidade das
partições do HD
—————
free = exibe a memória livre, a usada, e o buffers da
memória RAM
—————
exit e logout = sai da sessão atual.
—————
tar (tape archive) programa de geração de backup.
tar -c gera backup.
tar -x restaura backup.
tar -v lista cada arquivo processado.
tar -t lista o conteúdo de um backup.
—————
Nota: Para descompactar arquivos “tagged”(.tar.gz, .tgz,
etc)
tar zxpvf (nome_do_arquivo)
Se o arquivo for “gziped”(.gz):
gunzip -d (nome_do_arquivo)
—————
chmod - muda as permissões do arquivo/diretório
chown - muda as permissões do arquivo/diretório
—————
awk - Procura por um modelo a partir de um arquivo.
Inclui uma linguagem de programação embutida.
—————
bdiff - Compara dois arquivos grandes.
—————
bfs - Procura um arquivo grande.
—————
cal - Exibe um calendário.
—————
cat - Encadeia e imprimi arquivos.
—————
cc - Compilador C.
—————
cd - Muda diretório.
—————
chgrp - Muda o titulo de um grupo de arquivos.
—————
cmp - Compara dois arquivos; mostra a localização (li-
nha e byte) da primeira diferença entre eles.
—————
comm - Compara dois arquivos para determinar quais
linhas são comuns entre eles.
—————
cu - Chamar outro sistema UNIX.
—————
date - Retorna a data e a hora.
—————
diff - Exibe as diferenças entre dois arquivos ou diretórios.
—————
diff3 - Exibe as diferenças entre três arquivos ou dire-
tórios.
—————
du - Relatório no uso do sistema de arquivos.
—————
echo - Exibe seus argumentos.
—————
ed - Editor de texto.
—————
ex - Editor de texto.
—————
expr - Avalia seus argumentos quando geralmente e uma
fórmula matemática.
—————
f77 - Compilador FORTRAN.
—————
find - Localiza os arquivos c/ características especificas.
—————
format - Inicializa um floppy disk.
—————
grep - Procura um modelo a partir de um arquivo. (veja
awk)
—————
help - :/ (ajuda)
—————
kill - Termina um processo.
—————
ln - Usado para unir arquivos.
—————
lpr - Copia um arquivo para a linha de impressora.
—————
ls - Exibe informações sobre um ou mais arquivos.
—————
mail - Usado para receber ou enviar e-mail.
—————
nroff - Usado para formatar textos.
—————
ps - Exibe um status dos processos.
—————
sleep - Causa um processo para tornar-se inativo por
uma duração de tempo especifica.
—————
sort - Escolher e unir um ou mais arquivos.
—————
spell - Procurar erros de ortografia num arquivo.
—————
split - Dividir um arquivo.
—————
stty - Exibir ou escolher parâmetros do terminal.
—————
tail - Exibir o fim de um arquivo.
—————
tset - Escolher o tipo de terminal.
—————
umask - Permite que o usuário especifique uma nova
criação de camuflagem.
—————
uniq - Compara dois arquivos. Procura e exibe em linhas
o que e incomparável em um arquivo.
—————
uucp - Execução UNIX-para-UNIX
—————
vi - Editor de tela cheia.
—————
wc - Exibe detalhes no tamanho do arquivo.
—————
who - Informações de quem esta on-line.
—————
write - Usado para mandar mensagens para outro usuário.
Manual Linux
Se houver alguma dúvida sobre algum comando, digite
simplesmente “man” (comando).
Se o manual existir, ele será mostrado. Para sair dos
manuais, aperte a tecla Q.
Geralmente, os manuais esclarecem a maioria das dúvidas.
LILO
O LILO (Linux Loader) é um utilitário do Linux que geren-
cia as partições.
Ele é usado pela maioria como um “boot manager” que
divide cada boot para cada tipo de sistema. Nos compu-
tadores caseiros, geralmente há outros sistemas opera-
cionais. O LILO permite escolher qual o sistema a ser
utilizado.
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THATYML
190 Degrau Cultural
Informática
O LILO tem seu arquivo de configuração em /etc/lilo.conf.
Aí ficam armazenadas as informações necessárias para
que ele faça a “divisão” das partições.
Aplicativos Linux
Pacotes Office
KOffice - pacote office completo (gratuito), desenvolvi-
do para o KDE2, extremamente rápido e eficiente.
OpenOffice - pacote office completo (gratuito), desen-
volvido pela Sun, excelente compatibilidade com forma-
tos (.doc, .ppt, .xls).
Applixware - pacote office completo, mas é necessário
licença de uso
StarOffice® 5.2 - pacote office desenvolvido pela Sun (gra-
tuito), é um aplicativo que consome bastante memória, mas
tem boa compatibilidade com outros editores de texto.
Acrobat® Reader - famoso leitor de arquivos PDF.
Maxwell - editor de documentos parecido com MS-Word.
Klyx - editor de documentos TeX.
Browsers
Konqueror, Netscape 4.76 e 6, Opera, Arena, lynx.
Ferramentas de Desenvolvimento
Kdevelop - ambiente de desenvolvimento em linguagem
C/C++ em ambiente gráfico
Kylix - linguagem Pascal (Delphi) para desenvolvimento
de aplicações gráficas (disponível no kit SuSE 8.0).
IBMJava - ambiente de desenvolvimento na linguagem
Java da IBM.
Java2 SDK - ambiente de desenvolvimento na lingua-
gem Java padrão.
Phoenix - compilador para linguagem MS Visual Basic.
Perl, Python, PHP.
Ferramentas de Segurança
AMaVIS - é um scanner de virus para servidores de e-
mail, compatível com sendmail, qmail e outros.
SuSE Firewall - é um poderoso script de filtros de paco-
tes que contempla vários cenários.
Nmap - é um dos mais famosos portscan.
Snort - é um poderoso sniffer e possui também função
de IDS (Intrusion Detection System).
Personal Firewall
tcpdump, nessus, ethereal, ippl, ipchains, iptables.
Banco de Dados
MySQL, MSQL PostgreSQL, Sybase, Interbase, Oracle
(os dois últimos não estão no kit SuSE).
Desktops
KDE3, GNOME.
Gerenciadores de Janela
fvwm/fvwm95, WindowMaker, enlightenment, icewm, bla-
ckbox, CDEsim, twm, ...
Emuladores
Wine - “emulador” do ambiente MS-Windows®, permite
você rodar no Linux aplicações desenvolvidas para o
ambiente Windows, ainda não possui a implementação
de todas as API’s do Windows.
iBCS - módulo de compatibilidade com aplicativos para
SCO Unix
dosemu - “emulador” de uma máquina para executar o
MS-DOS
pose - emulador do Palm OS
e outros emuladores como: SuperNintendo, Atari800,
Commodore Amiga, ...
Computação Gráfica
Gimp, ImageMagick, Moonlight 3D, kpaint, kview, ...
Som
ALSA, CD-Player, MOD-Player, MP3-Player, MDI-Se-
quencer, ...
Editores de texto
Emacs, XEmacs, vi, kwrite, kedit, joe, ...
Games
Racer, Tuxracer, FlightGear 3D. Veja as imagens no site
da SuSE
Algumas imagens das telas da interface gráfica KDE. Reparem a semelhança com a interface do Windows.
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Informática
Degrau Cultural 191
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THATYML
192 Degrau Cultural
Informática
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THATYML
Matemática
Degrau Cultural 193
195 Números Inteiros, racionais e reais
202 Sistema legal de medidas
204 Razões e proporções
206 Regra de três
207 Porcentagem
210 Equações do 1º grau
212 Equações do 2º grau
215 Funções e gráficos
222 Seqüências numéricas
222 Progressões Aritméticas e geométricas
224 Juros simples
226 Juros compostos
Matemática
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THATYML
194 Degrau Cultural
Matemática
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THATYML
Matemática
Degrau Cultural 195
Ao conjunto formado pelos números positivos, o zero
e os números negativos, chamamos conjunto dos nú-
meros inteiros relativos.
Ex.: -3, -1, 0, +2, +4, etc.
Módulo (Valor Absoluto)
A todo número relativo, faz-se corresponder um nú-
mero positivo ou nulo, denominado valor absoluto ou
módulo. Usam-se duas barras para indicá-lo.
Ex.: |+3| = 3; |+7| = 7; |0| = 0; |-5| = 5; |-9| = 9
Simétrico
Dois números relativos são simétricos quando têm o
mesmo valor absoluto e sinais contrários.
Ex.: +7 e -7; -1 e +1
Obs.: O oposto de zero é ele mesmo.
Representação
A cada número, associamos um ponto de uma reta,
chamada reta numerada. Sobre esta reta, marque-
mos um ponto 0 (zero) origem, a partir do qual medi-
mos, à sua direita, os inteiros positivos, e, à sua es-
querda, os inteiros negativos, assim:
Comparação
⇒ ⇒⇒ ⇒⇒ ( > ) Maior que; ( < ) Menor que
a) O zero é o menor de qualquer número positivo e o
maior que qualquer número negativo.
Ex.: 0 < +4; 0 < +1; 0 > -2; 0 > -5.
b) Todo número negativo é menor que qualquer nú-
mero positivo.
Ex.: -7 < +1; -5 < +5; -3 < +2.
c) Todo número positivo é maior que qualquer núme-
ro negativo.
Ex.: +1 > -1; +4 > -5; +10 > -20.
d) Entre números positivos, o menor é aquele que
possui menor valor absoluto.
Ex.: +2 < +4; +5 < +6; +9 < +11.
e) Entre números negativos, o menor é aquele que
possui maior valor absoluto.
Ex.: -5 < -3; -10 < -2; -3 < -1.
OPERAÇÕES
a) Adição
1º caso: adição de números positivos:
É um número positivo, cujo valor absoluto é igual à
soma dos valores absolutos das parcelas.
Ex.: (+4) + (+6) = +10; (+3) + (+5) = +8
2º caso: adição de números negativos:
É um número negativo, cujo valor absoluto é igual à
soma dos valores absolutos das parcelas.
Ex.: (-3) + (-2) = -5; (-5) + (-2) = -7
3º caso adição de números relativos de sinais
contrários:
É um número que tem para valor absoluto a diferença
entre os valores absolutos das parcelas. O sinal do
resultado é igual ao sinal da parcela de maior valor
absoluto.
Ex.: (+5) + (-2) = +3; (-5) + (+2) = -3; (+7) + (-3) = +4
b) Multiplicação
Quando os sinais são iguais, o resultado é positivo, e,
quando os sinais são diferentes, o resultado é negativo.
Ex.: (+3) . (+2) = +6; (-7) . (-5) = +35; (-8) . (+3) = -24;
(+3) . (-7) = -21
c) Divisão
Para se dividir dois números relativos, divide-se o va-
lor absoluto do dividendo pelo valor absoluto do divi-
sor, e dá-se, ao resultado, o sinal positivo, quando
esses números tiverem o mesmo sinal, e o sinal ne-
gativo, quando os sinais forem diferentes.
Ex.: (+18) : (+6) = +3; (-21) : (-7) = +3; (-12) : (+4) = -3
d) Subtração
Para subtrair dois números relativos, somamos ao
primeiro o simétrico do segundo.
Ex.: (-4) - (-6) = -4 + (+6) = +2;
(+3) - (+8) = (+3) + (-8) = -5;
(-1) - (+7) = (-1) + (-7) = -8
e) Potenciação
Potenciação é um produto de fatores iguais à base,
sendo tomados tantos fatores quanto for o expoente.
Obs.:
a) quando a base é positiva, a potência é positiva.
b) quando a base é negativa, o sinal da potência de-
pende do expoente:
- base negativa e expoente par - potência positiva
Ex.: (-5)
2
= (-5) x (-5) = +25
- base negativa e expoente ímpar - potência negativa
Ex.: (-5)
3
= (-5) x (-5) x (-5) = (+25) x (-5) = -125
PROPRIEDADES DA POTENCIAÇÃO
I - Para multiplicar-se potências de mesma base, con-
serva-se a base, e somam-se os expoentes.
a
m
. a
n
= a
m+n
Ex.: (-2)
2
. (-2)
3
= (-2)
5
= -32
II - Para dividir potências de mesma base, conserva-
se a base, e subtraem-se os expoentes.
a
m
: a
n
= a
m-n
Ex.: (5)
5
: (5)
3
= (5)
2
= 25
III - Para elevar-se uma potência a um novo expoente,
conserva-se a base, e multiplicam-se os expoentes.
(a
m
)
n
= a
m.n
Ex.: [(+3)
4
]
2
= (+3)
4.2
= (+3)
8
expoente
2 . 2 . 2 . 2 . 2 = 2
5
= 32 potência
base
5 fatores
Ex.: 3 . 3 . 3 = 3
3
= 27; 5 . 5 = 5
2
= 25

NÚMEROS INTEIROS RELATIVOS (Z)
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THATYML
196 Degrau Cultural
Matemática
IV - Potência de um produto: eleva-se cada fator ao
expoente do produto.
(a . b . c)
m
= a
m
. b
m
. c
m
Ex.: [(-2) . (+1) . (-3)]
2
= (-2)
2
. (+1)
2
. (-3)
2
= 4 . 1 . 9 = 36
V - Para se elevar uma fração a um dado expoente,
eleva-se cada termo da fração a esse expoente.
Obs.:
1) Todo número diferente de zero elevado ao
expoente zero é igual a 1.
a
0
= 1
Ex.: 1.000
0
= 1; 5
0
= 1
2) Todo número elevado ao expoente 1 é igual ao
próprio número.
a
1
= a
Ex.: 1.000
1
= 1.000; 5
1
= 5
VI - Toda a potência cujo expoente inteiro é negativo
é igual a uma fração de numerador igual a 1 e de
denominador igual à mesma potência, mas com ex-
poente positivo.
POTÊNCIAS DE BASE 10
Toda potência de base 10 é igual a 1, seguido de tan-
tos zeros quantos forem as unidades do expoente.
Ex.: 10
2
= 100; 10
5
= 100.000
Quando o expoente é negativo, colocam-se os zeros
à esquerda do 1.
Ex.: 10
-2
= 0,01; 10
-5
= 0,00001
Obs.: 10
-2
= = 0,01
Então, qualquer número decimal pode ser escrito
como produto de um número natural por uma potên-
cia de 10 com expoente negativo.
Ex.: 0,008 = 8 . 0,001 = 8 x 10
-3
EXPRESSÕES
Efetua-se, primeiramente, as operações entre parên-
teses ( ) , a seguir as que estão entre colchetes [ ]
e finalmente as que estão dentro das chaves { }
As operações seguem a seguinte prioridade
1) radiciação e potenciação
2) multiplicação e divisão
3) adição e subtração
As operações são realizadas da esquerda para a di-
reita na ordem que aparecerem, seguindo-se sempre
a prioridade.
EXERCÍCIOS
01. O produto de (-5) . (-8) é:
a) - 13 c) + 40
b) + 3 d) + 13
02. O número que somado a 4 dá como resultado
- 8 é:
a) - 12 c) - 16
b) - 4 d) + 12
03. O quociente de (- 45) : (+ 9) é:
a) -36 c) 54
b) -5 d) impossível
04. O módulo de (- 12) é:
a) 0 c) 12
b) -12 d) 10
05. O módulo da soma de (- 12) + (- 4) + (-8) é:
a) -24 c) -16
b) 0 d) +24
06. O simétrico da soma de (- 9) + (- 2) é:
a) +11 c) -11
b) -7 d) +7
07. O valor de (+ 20) - (+ 10) é:
a) 30 c) - 30
b) 10 d) - 10
08. O número que eu devo subtrair de 7 para se ob-
ter -11 é:
a) 18 c) - 4
b) 4 d) - 18
09. O valor de [(-2)
3
]
2
é:
a) - 8 c) - 12
b) - 64 d) 64
10. Resolvendo , tem-se:
a) c) 1
b) 0 d) _
01_numeros inteiros_relativos.pmd 30/9/2010, 09:47 196
THATYML
Matemática
Degrau Cultural 197
11. 2
-1
corresponde a:
a) 2 x 1
b)
c)
d) - 2
12. O quociente de (-2)
8
: (-2)
4
é:
a) 16
b) -12
c) 64
d) -16
13. Transformando 600 em potência de 10, temos:
a) 6 x 10
- 1
b) 6
c) 6 x 10
1
d) 6 x 10
2
14. O valor de 2
2
. 3 é:
a) 6
2
b) 12
c) 18
d) 9
15. corresponde a:
a) 0,1
b) 0,01
c) 1 x 10
1
d) 10 x 10
16. Resolvendo (+1)
3
. (+1)
3
, temos:
a) 3
b) 9
c) 13
d) 1
17. (4.021)
1
x (1.000)
0
é igual a:
a) 4.021.000
b) 0
c) 4.021
d) 1.000
18. Se 14
x
= 1, então o valor de x é:
a) 1
b) 0
c) 14
d) não existe
GABARITO
01. C 02. A 03. B 04. C 05. D
06. A 07. B 08. A 09. D 10. C
11. B 12. A 13. D 14. B 15. A
16. D 17. C 18. B 19. C 20. D
21. B 22. C 23. B 24. A 25. A
19. Dados os números
a = (-1)
3
+ 2 + (-2)
2
,
b = (-2)
3
+ 2
2
+ 2 e
c = (-1)
3
+ (-3)
2
+ (-2)
2
, pode-se afirmar que :
a) a < b < c b) a < c < b
c) b < a < c d) b < c < a
20. Se a = (-1)
2
+ (-1)
3
e b = (-1)
2
- (-1)
3
então qual
é o valor de a – b?
a) 0 c) 4
b) 2 d) - 2
21. O valor da expressão abaixo é:
13 [ - 5 + 11 ( - 6 + 4) – 3 ( 2 – 4) ]
a) - 429 c) 143
b) - 273 d) 299
22. (-256) : (-16) + (+11) x (-10) =
a) 126 c) - 94
b) 94 d) - 126
23. 28 : (-4) + 9 x (-1) – 3 x ( 5 – 16)
a) - 49
b) 17
c) 35
d) 49
24. -3 . [ 4 – 15 : 3 : 5 ] =
a) -9
b) -3
c) 3
d) 9
25. (5 – 7) . 3 + (11 – 9) . 3 =
a) 0
b) 8
c) 12
d) 16
01_numeros inteiros_relativos.pmd 30/9/2010, 09:47 197
THATYML
198 Degrau Cultural
Matemática
Números racionais são os números que podem ser
escritos sob a forma , com a e b inteiros e b ≠ 0.
O quociente da divisão de um número natural a por
outro natural b, com b ≠ 0, é um número racional que
pode ser representado por uma fração.
· Quando a é múltiplo de b, o quociente é um núme-
ro racional inteiro.
As regras de sinais para este tipo de quociente são
as válidas para os números inteiros relativos.
Ex.: (+6) : (+2) = +3 = 3 ; (-6) : (+2) = - 3
(+6) : (-2) = -3 ; (-6) : (-2) = +3 = 3
· Quando a não é múltiplo de b, o quociente é um
número racional fracionário. Ex. 14 : 6 =
Neste caso, se a e b têm o mesmo sinal, o quocien-
te é um número racional positivo que obtemos divi-
dindo o valor absoluto de a pelo de b.
Se a e b têm sinais contrários, o quociente é um
número racional negativo, representado por uma fra-
ção, cujo numerador é |a| e o denominador é |b| pre-
cedida pelo sinal -.
Ex.: (-14) : (+6) =
(+14) : (-6) =
Observações importantes:
a) O mesmo número racional pode ser representado
por diferentes frações, todas equivalentes entre si.
b) Um número racional pode ser representado por
um número decimal (exato ou periódico).
Módulo ou valor absoluto:
Oposto ou simétrico:
Para qualquer número racional a existe o oposto ou
simétrico representado por -a.
Comparação de números racionais
Quando os dois números racionais são representa-
dos por frações:
a) reduzimos as duas frações a um mesmo denomi-
nador positivo;
b) comparamos os denominadores obtidos entre si.
Ex. 1) e
Reduzindo ao mesmo denominador temos: e .
Ex. 2)
Reduzindo ao mesmo denominador temos: e .
Como -55 < -48, temos e então:
.
Observações:
• Todos os racionais negativos são menores que zero;
• Zero é menor que todos os racionais positivos;
• Todo racional negativo é menor que qualquer racio-
nal positivo.
OPERAÇÕES
a) Adição
Pode ser realizada da seguinte forma:
1) reduzimos as duas frações ao mesmo denomina-
dor positivo;
2) somamos os numeradores (que são números in-
teiros)
Exemplos:
NÚMEROS RACIONAIS (Q)
02_NUMEROS_RACIONAIS.pmd 30/9/2010, 09:47 198
THATYML
Matemática
Degrau Cultural 199
b) Subtração
A diferença entre dois números a e b pode ser calcu-
lada somando-se a com o oposto ou simétrico de b.
Exemplos:

Soma algébrica
É a indicação de uma soma sem o sinal de opera-
ção.
c) Multiplicação
A operação de multiplicação entre dois números ra-
cionais pode ser realizada da seguinte forma:
a) damos ao produto o sinal + se os fatores tiverem
sinais iguais ou damos ao produto o sinal – se os
fatores tiverem sinais contrários.
b) multiplicamos os numeradores das frações da-
das, obtendo o numerador do produto.
c) multiplicamos os denominadores das frações da-
das, obtendo o denominador do produto.
Ex.:

d) Divisão
Calcula-se a divisão de a por b, multiplicando-se a
pelo inverso de b.
Ex.:

e) Potenciação
1) Potências com expoente zero: seu valor é 1, qual-
quer que seja a base.
2) Potências com expoente um: seu valor é igual a
base.
3) Potências com expoente maior que um: seu valor
é obtido calculando-se o produto de tantos fatores
iguais à base quanto seja o expoente.
Ex.:
4) Potências com expoente negativo: seu valor é
igual ao da potência cuja base é o inverso da base
dada e cujo expoente é o oposto do expoente dado.

PROPRIEDADES
1) Para multiplicarmos potências de mesma base,
conservamos a base e somamos os expoentes.

2) Para dividirmos potências de mesma base, nós
conservamos a base e subtraímos os expoentes.
3) Para elevarmos uma potência a certo expoente,
conservamos a base e multiplicamos os expoentes.
Ex.:
4) Um produto elevado a um dado expoente é igual
ao produto das potências que são obtidas elevando-
se cada fator ao expoente dado.
5) Um quociente elevado a um dado expoente é igual
ao quociente das potências que são obtidas elevan-
do-se dividendo e divisor ao expoente dado.

02_NUMEROS_RACIONAIS.pmd 30/9/2010, 09:47 199
THATYML
200 Degrau Cultural
Matemática
EXERCÍCIOS
01. O numeral decimal 0,0725 pode ser escrito na
forma de fração como:
a)
b)
c)
d)
02. Dados os números racionais
podemos afirmar que:
a)
b)
c)
d)
03. Efetuando-se , obtém-se
um número racional cujo valor absoluto é:
a) c)
b) d)
04. O valor da expressão é
um número racional, cujo oposto é:
a) c)
b) d)
05. O valor da expressão é um
número racional:
a) menor que -8
b) maior que -8 e menor que -5
c) maior que -5 e menor que -2
d) maior que -2
06. Assinale a afirmação verdadeira:
a)
b)
c)
d)
07. O maior entre os números ,
e é:
a)
b)
c)
d)
GABARITO
01. B 02. A 03. B 04. C
05. C 06. D 07. C
02_NUMEROS_RACIONAIS.pmd 30/9/2010, 09:47 200
THATYML
Matemática
Degrau Cultural 201
O conjunto formado pelos números racionais e pelos
números irracionais é chamado conjunto dos núme-
ros reais e é representado por R.
Números irracionais têm representação decimal infi-
nita não periódica. (dízimas não periódicas)
Qualquer número que tenha representação decimal
(finita, infinita periódica ou infinita não periódica) é
um número real.
OPERAÇÕES EM R:
As propriedades das operações de adição, subtra-
ção, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação
com os números reais são semelhantes às opera-
ções com os números racionais.
EXERCÍCIOS
01. O valor da expressão é:
a) d) 2
b) 6 e) 3
c) 1
02. O valor da expressão é:
03. O valor da expressão é:
a) 1 d) 16
b) 9 e) 8
c) 7
04. A escrita decimal do número é:
a) 0,010101... d) 0,01
b) 0,111... e) 0,001
c) 0,1
05. Considere as afirmações:
I - é um número real ( )
II - é um número real ( )
III - é um número real( )
Associando V ou F às afirmações, temos:
a) V, V, V d) V, F, V
b) F, F, F e) F, F, V
c) V, F, F
GABARITO
01. B 02. A 03. E 04. A 05. D
NÚMEROS REAIS (R)
03_NUMEROS_REAIS.pmd 30/9/2010, 09:47 201
THATYML
202 Degrau Cultural
Matemática
Medir uma grandeza é compará-la com outra de mes-
ma espécie chamada de UNIDADE-PADRÃO.
UNIDADES DE COMPRIMENTO
No século passado, foi criada uma unidade-padrão in-
ternacional para medir comprimentos: o METRO, cujo
símbolo é m.
Nota: Para efetuarmos as operações com unidades de
medidas diferentes, devemos, antes, convertê-las para
uma mesma unidade de medida.
Múltiplos e submúltiplos do metro:
Quilômetro = 1 km = 1000 m
Hectômetro = 1 hm = 100 m
Decâmetro = 1 dam = 10 m
Metro = m = 1 m
Decímetro = 1 dm = 0,1 m
Centímetro = 1 cm = 0,01 m
Milímetro = 1 mm = 0,001 m
Obs.: Cada unidade é dez vezes maior que a unidade
imediatamente inferior.
Ex.: 1 km = 10 hm; 1 hm = 10 dam, etc.
Conversão das unidades de comprimento:
É feita deslocando-se a vírgula o mesmo número de
casas, e no mesmo sentido que corresponde à mu-
dança.
Ex.: Transformar:
UNIDADES DE SUPERFÍCIE (área)
Área é a medida de uma superfície, em uma certa uni-
dade.
Unidade-padrão: metro quadrado - m
2
Metro quadrado é a área de um quadrado de 1 m de
lado.
Múltiplos e submúltiplos do metro quadrado:
Quilômetro quadrado = km
2
= 1.000.000 m
2
Hectômetro quadrado = hm
2
= 10.000 m
2
Decâmetro quadrado = dam
2
=

100 m
2
METRO quadrado = m
2
= 1 m
2
Decímetro quadrado = dm
2
=

0,01 m
2
Centímetro quadrado = cm
2
= 0,0001 m
2
Milímetro quadrado = mm
2
= 0,000001 m
2
Obs.: Cada unidade de superfície é 100 vezes maior
que a unidade imediatamente inferior, e 100 vezes me-
nor que a unidade imediatamente superior.
Conversão das unidades de área :
É feita deslocando-se a vírgula o dobro do número de
casas, e no mesmo sentido que corresponder à mu-
dança.
Ex.:
a) 132 dam
2
= _____ m
2
132 dam
2
= 13.200 m
2
A vírgula desloca-se duas casas para a direita.
b) 32 m
2
= _____ dm
2
32 m
2
= 3.200 dm
2
A vírgula desloca-se duas casas para a direita.
c) 3.204 cm
2
= _____ m
2
3.204 cm
2
= 0,3204 m
2
A vírgula desloca-se quatro casas para a esquerda.
UNIDADES AGRÁRIAS
Na agricultura, usam-se outras unidades de área. Nes-
sas unidades, a unidade-padrão é o are. Um are equi-
vale a 1 dam
2
. Seu símbolo é a.
1 a = 1 dam
2
= 100 m
2
O múltiplo do are é o hectare, que vale 100 ares. Seu
símbolo é ha.
1 ha = 100 a
1 ha = 1 hm
2
= 10.000 m
2
O submúltiplo do are é o centiare, que vale 0,01 are.
Seu símbolo é ca.
1 ca = 0,01 a
1 ca = 1 m
2
Ex.: Transformar:
a) 3a em ca
3a = 300 ca
A vírgula desloca-se duas casas à direita.
b) 32,8 a em ha
32,8 a = 0,328 ha
A vírgula desloca-se duas casas à esquerda.
UNIDADES DE VOLUME
Chamamos de volume a medida do espaço ocupado
por um sólido, em certa unidade.
Unidade-padrão: metro cúbico - m
3
Obs.: O metro cúbico é o espaço ocupado por um cubo
de 1 m de aresta.
Múltiplos e submúltiplos:
Quilômetro cúbico = km
3
Hectômetro cúbico = hm
3
Decâmetro cúbico = dam
3
Metro cúbico = m
3
Decímetro cúbico = dm
3
Centímetro cúbico = cm
3
Milímetro cúbico = mm
3
Obs.: Uma unidade de volume é 1.000 vezes maior que
a unidade imediatamente inferior, e 1.000 vezes menor
SISTEMA LEGAL DE MEDIDAS
04_UNIDADES_DE_MEDIDAS.pmd 30/9/2010, 09:47 202
THATYML
Matemática
Degrau Cultural 203
que a unidade imediatamente superior.
1 km
3
= 1.000 hm
3
; 1 hm
3
= 1.000 dam
3
; etc.
Conversão das unidades de volume:
É feita deslocando-se a vírgula o triplo do número de
casas, e no mesmo sentido que corresponder à mu-
dança.
Ex.:
a) 3,01 m
3
= ______ dm
3
3,01 m
3
= 3.010 dm
3
A vírgula desloca-se três casas decimais para a
direita.
b) 7.683 dm
3
= _____ m
3
7.683 dm
3
= 7,683 m
3
A vírgula desloca-se três casas decimais para a es-
querda.
VOLUME DE UM SÓLIDO
Para medir um sólido, basta compará-lo com outro
sólido, tomado como unidade.
Volume de um Bloco Retangular
Um bloco retangular é um sólido de três dimensões
(comprimento, largura e espessura).
São blocos retangulares: caixas, livros, tijolos, salas
etc...
Para determinar o volume, multiplicam-se as três di-
mensões.
Ex.: Determinar o volume de um bloco medindo 4 cm,
5 cm e 10 cm.
V = a x b x c
V = 4 x 5 x 10 = 200 cm
3
Volume do Cubo
V
CUBO
= a x a x a = a
3
Ex.: Calcule o volume do cubo cujas arestas medem:
a) 1 cm V = 1 cm x 1 cm x 1 cm = 1 cm
3
b) 3 cm V = 3 x 3 x 3 = 27 cm
3
UNIDADE DE CAPACIDADE
Unidade-padrão: litro - l
Múltiplos e submúltiplos
Quilolitro = kl
Hectolitro = hl
Decalitro = dal
Litro = l
Decilitro = dl
Centilitro = cl
Mililitro = ml
Cada unidade de capacidade é 10 vezes maior que a
unidade imediatamente inferior e 10 vezes menor que
a unidade imediatamente superior.
Conversão das unidades de capacidade:
É feita deslocando-se a vírgula o mesmo número de
casas, e no sentido que corresponder à mudança.
Ex.:
a) 15 = _______ dal
15 = 1, 5 dal
A vírgula desloca-se uma casa para a esquerda.
b) 4,105 = _______ cl
4,105 = 410,5 cl
A vírgula desloca-se duas casas para a direita.
RELAÇÃO ENTRE AS UNIDADES
Relação entre as unidades de volume e unidades de
capacidade:
1 m
3
= 1.000 dm
3
= 1.000l
1 m
3
= 1kl
1 dm
3
= 1l
1 cm
3
=1ml
UNIDADES DE MASSA
Quilograma = kg
Hectograma = hg
Decagrama = dag
Grama = g
Decigrama = dg
Centigrama = cg
Miligrama = mg
Obs.: Cada unidade de massa é 10 vezes maior que a
unidade imediatamente inferior e 10 vezes menor que
a unidade imediatamente superior.
- 1 tonelada (t) = 1.000 kg
Conversão das unidades de massa:
É feita deslocando-se a vírgula o mesmo número de
casas, e no mesmo sentido que corresponder à mu-
dança.
Ex.:
a) 6 kg ______ g
6 kg = 6.000 g
A vírgula desloca-se três casas para a direita.
b) 512 mg ______ g
512 mg = 0,512 g
A vírgula desloca-se três casas para a esquerda.
Nota: Antes de efetuarmos as operações, devemos
converter para uma mesma unidade de medida.
04_UNIDADES_DE_MEDIDAS.pmd 30/9/2010, 09:47 203
THATYML
204 Degrau Cultural
Matemática
RAZÃO
Dados dois números a e b, sendo b ≠ 0, chama-se
razão de a para b o quociente ou a : b.
Na razão a : b, a é o primeiro termo, ou antecedente, e
b é o segundo termo, ou conseqüente.
Na razão ou a : b, lemos a está para b.
Obs.: Uma razão é representada por uma fração.
Portanto, todas as propriedades das frações valem
para as razões.
A razão inversa de , com a ≠ 0 e b ≠0.
Ex.: Se a razão entre os números a e b, nesta ordem, é
0,75, então a razão entre os números a + b e b é:
Resolução:
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:
01. Na minha classe há 40 alunos, dos quais 25 são
meninas. Qual é a razão do número de meninas para
o de alunos da classe?
nº de meninas = 25
nº de alunos = 40
razão 25 : 40 ou
02. Qual é a razão igual a , cujo antecedente igual a 6?
Como 6 : 3 = 2, temos
Logo, é a razão igual a com antecedente igual a 6.
03. A razão entre 10 minutos e 1 hora é:
04. Em uma classe mista o nº de rapazes é 20 e o de
moças é 16. Calcule a razão do nº de rapazes para nº
de moças:
Quociente: , isto é, 5 para 4 ou 5 está para 4.
Podemos também expressar a razão do seguinte modo
→ 20:16 ou 5:4.
De um modo geral a razão entre dois nºs a e b se
indica por a : b ou de a para b” ou “razão entre a e b”
ou indica, por “a está para b”.
Na razão → é o antecedente, b é o conseqüente
05. Qual é a razão entre 2 dias e uma semana?
1 semana = 7 dias → Razão =
06. Qual a razão entre 1,5 hl e 9 hl?
1,5 hl = 15 hl → Razão:
07. Qual é a razão entre 1,2 e 2 ?
Razão: seis para onze.
PROPORÇÃO
Chama-se proporção a igualdade entre duas razões.
Indicamos por: ou a : b = c : d
E lemos: a está para b, assim como c está para d.
a - 1º termo c - 3º termo
b - 2º termo d - 4º termo
a e d - são os extremos da proporção
b e c - são os meios da proporção
Propriedade Fundamental:
O produto dos meios é igual ao produto dos extremos.
= (b ≠ 0 e d ≠ 0) ⇒ a . d = b . c
Numa proporção, podemos:
- Alternar - é permutar meios ou extremos:
- Inverter - é inverter as razões:
- Transpor - é trocar a posição das razões:
EXERCÍCIO RESOLVIDO:
Dada a proporção: . Calcular o valor de x,
aplicando a propriedade fundamental:
2 (2x + 1) = 3 × 6
4x + 2 = 18
4x = 16 ∴ x = 4
Resp.: x é igual a 4.
RAZÕES E PROPORÇÕES
05_razao e proporcao.pmd 30/9/2010, 09:47 204
THATYML
Matemática
Degrau Cultural 205
Propriedades das proporções:
Em toda proporção, a soma (ou di ferença) dos
antecedentes está para a soma (ou diferença) dos
conseqüentes, assim como cada antecedente está
para seu o conseqüente.
Propriedade da soma e da diferença dos termos em
uma proporção
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Exemplo :
Os nºs 6, 8, 9 e 12 são chamados termos da proporção;
o 6 e o 12 são chamados extremos; o 8 e o 9 são
chamados meios.
Assim na proporção: ⇒ 3 e 4 são os extremos
e 2 e 6 são os meios
02. Calcular o valor do termo desconhecido nas
proporções.
a) ⇒ Usaremos, aqui, a Propriedade Funda-
mental das Proporções:
“Em toda proporção, o produto dos extremos é igual
ao produto dos meios”.
Resposta: x = 8
b) 5 : 10 = 7 : x
extremos: 5 e x
meios: 10 e 7
Resposta: x = 14
03. A soma de dois números é 50, e a razão entre eles
é . Determine esses números.
Chamemos os dois n
OS
de a e b
temos:
Vamos usar, aqui, a propriedade da soma dos termos
de uma proporção, isto é: (poderíamos,
também, ter: (usemos a propr.
fundamental)
Resposta: a = 15
Substituindo a = 15 na proporção, temos:
Resposta: os nºs são 15 e 35
ESCALA
Na vida prática, utiliza-se a ESCALA, porque nem
sempre é possível desenhar os objetos em tamanho
natural.
Escala é a relação que existe entre as dimensões dos
objetos reais e as de sua representação.
A escal a natural : o desenho tem as mesmas
dimensões do objeto real. 1 : 1 (1 para 1)
1 cm normal do desenho é igual a 1 cm do objeto.
Escala de redução: a representação gráfica é menor
que a dimensão do objeto. 1 : 2 (1 para 2)
1 cm normal do desenho equivale a 2 cm do objeto.
Escala de aumento: a representação gráfica de uma
dimensão é maior que a do objeto. 2 : 1 (2 para 1)
2 cm do desenho equivalem a 1 cm do objeto.
ESCALA ⇒ 1 : n
Ex.: A planta de uma casa está na escala 1 : 50. Um
comprimento de 8 cm na planta corresponde a quan-
tos metros na realidade?
05_razao e proporcao.pmd 30/9/2010, 09:47 205
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206 Degrau Cultural
Matemática
SIMPLES - quando envolve, apenas, duas grande-
zas
a) Direta - quando as grandezas variam no mesmo
sentido (diretamente proporcionais)
- Grandezas diretamente proporcionais: duas grande-
zas são diretamente proporcionais se, ao aumentarmos
os valores de uma delas, os valores correspondentes
da outra aumentarem na mesma razão.
Ex.:
1) Número de pessoas e quantidade de alimentos ne-
cessária para alimentá-las;
2) Quantidade de tecido e quantidade de tinta usada
para tingi-lo.
b) Inversa - quando as grandezas variam em sentidos
opostos (inversamente proporcionais)
- Grandezas inversamente proporcionais: duas gran-
dezas são inversamente proporcionais se, ao aumen-
tarmos os valores de uma delas, os valores correspon-
dentes da outra diminuem na mesma razão.
Ex.:
1) Número de operários e número de dias em que se
faz um certo trabalho;
2) Número de torneiras que enchem um reservatório e
tempo gasto para enchê-lo.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:
01. Comprei 6 bolas de borracha por R$ 840,00. Quan-
to pagaria por 10 bolas?
AUMENTOU 06 bolas 840 AUMENTA
10 bolas x TAMBÉM
Como são grandezas diretamente proporcionais,
Resp.: Por 10 bolas de borracha, pagaria R$ 1.400,00.
02. Se 8 máquinas gastam 6 dias de trabalho para fa-
zer um aterro, quanto tempo gastariam 12 máquinas
iguais àquelas, para realizarem o mesmo aterro?
AUMENTOU 08 máq 6 dias TEMPO
12 máq x DIMINUI
Como são grandezas inversamente proporcionais,
.
Resp.: 12 máquinas realizarão o aterro em 4 dias.
COMPOSTA
Obs.: Se uma grandeza é diretamente proporcional a
várias outras, então os valores que exprimem sua me-
dida são diretamente proporcionais aos produtos dos
valores correspondentes das outras.
No caso do problema envolver três ou mais grandezas,
então é a da regra de três composta.
Veja os exemplos:
01. Em 6 dias, aprontar-se-iam 720 uniformes esco-
lares, em 16 máquinas de costura. Em quantos dias
poderiam ficar prontos 2.160 uniformes iguais, se fo-
ram utilizadas só 12 máquinas?
6 dias 720 unif. 16 máquinas
x 2.160 unif. 12 máquinas
Para estabelecer o sentido das setas, consideram-se
as grandezas número de uniformes e número de má-
quinas, cada uma em separado, com o número de dias.
dias uniformes
dias máquinas
Colocam-se, a seguir, todas as setas no mesmo senti-
do; para isso, invertem-se os valores correspondentes
da terceira grandeza:
6 720 12
x 2.160 16
Resposta: Serão necessários 24 dias.
02. Para alimentar 15 cavalos, durante 11 dias, são
necessários 2.200 kg de alfafa. Perdendo-se 7 cava-
los, em quanto tempo serão consumidos 1.280 kg de
alfafa?
15 cavalos 11 dias 2.200 kg
8 cavalos x dias 1.280 kg
Resposta: 12 dias
REGRA DE TRÊS
06_REGRA_DE_TRES.pmd 30/9/2010, 09:47 206
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Matemática
Degrau Cultural 207
05. Certa mercadoria foi vendida por um comerciante
por R$ 3.000,00 obtendo assim um lucro de 25%
sobre o preço de custo. Calcular o custo da mer-
cadoria para o comerciante.
O custo (C) é igual ao preço de venda (3.000) me-
nos o lucro (L):
C = 3000 - L (equação 1)
O lucro (L) é igual 25% sobre o preço de custo:
L = 0,25 . C (equação 2)
Substituindo o L da equação 1 pelo membro direi-
to da equação 2, obtemos o seguinte:
C = 3 000 - 0,25 . C
Passando - 0,25C para o primeiro membro,
C + 0,25C = 3000
1,25C = 3000 →
Resposta: o preço de custo será igual a R$ 2400,00
06. Um exame de seleção, ao qual se apresentam
2.500 candidatos, 20% são reprovados. Qual é o
número destes?
Candidatos Reprovados
100 20
2.500 x
x = = 500
07. Em certo minério, há 16% de metal puro. Em 45,8
kg desse minério quanto há de impureza?
Em cada 100 kg de minério há 100 -16 = 84 kg de
impurezas (84%)
Minério Impureza
100 84
45,8 x
08. Na falência de certo comerciante, a massa foi de
40% do passivo, que atingia a R$ 2.500.000. As
despesas judiciais e outras somaram a R$ 50.000.
Quanto locará a um credor de R$ 500.000?
Sendo a massa 40% do passivo a R$ 2.500.000,
que diminuídas das despesas de R$ 50.000, pro-
duziu o líquido de R$ 950.000,00.
que diminuídas das despesas de R$ 50,000,pro-
duziu o líquido de R$ 950.000,000:
Credores Líquido
2.5000.000 950.000
500.000 x
Porcentagem ou percentagem é qualquer razão cujo
conseqüente é 100, ou uma fração decimal cujo deno-
minador é 100. Símbolo - %
Fração centesimal – chamamos de fração centesimal
a fração cujo denominador é igual a 100.
Exemplos:
Toda fração centesimal pode ser representada por um
número decimal.
Por exemplo, as frações anteriores podem ser assim
representadas: 0,09; 0,23; 0,40; 1,21.
Entretanto, existe uma outra forma de representar as
frações centesimais que é a seguinte:
Os valores 9%, 23% etc. são chamados de TAXAS POR-
CENTUAIS.
Para calcularmos a taxa percentual de um valor, basta
multiplicarmos a taxa pelo valor.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:
01. Em minha classe, dos alunos são meninos.
Qual a percentagem de meninos?
Logo, a percentagem de meninos é 60%.
02. Se 25% de uma certa quantia são R$ 150,00, qual
é o valor dessa quantia?
Resp.: A quantia é de R$ 600,00.
03. Obtive uma economia de R$ 4.800,00, quando me
deram 12% de desconto sobre algumas compras.
Qual o valor da mercadoria?
12% 4.800
100% x
Resp.: O valor da mercadoria é de R$ 40.000,00.
04. Na compra de um sapato no valor de R$ 40,00,
obtive um desconto de 5%. Quanto economizei?
Vamos chamar de D o desconto obtido na compra
do sapato. Sendo assim D será determinado da
seguinte maneira:
D = 5% . 40 = 0,05 . 40 = 2
Portanto, economizei R$ 2,00.
PORCENTAGEM
07_porcentagem.pmd 30/9/2010, 09:47 207
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208 Degrau Cultural
Matemática

09. Na liquidação de uma falência os credores rece-
beram % de seus créditos. Havendo um dos
credores recebido R$ 36.250, deseja-se saber qual
era o valor de seu crédito e de quantos por cento
foi o prejuízo dos credores nessa falência. (Conc.
B. Brasil - Salvador)
OPERAÇÕES SOBRE MERCADORIAS
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Adquirindo um terreno por R$ 800.000,00 e ven-
dendo-o com 12% de lucro, quanto ganho?
Custo Lucro
100 12
800.000 x
02. Determinar por quanto se deve vender certa mer-
cadoria, comprada por R$ 35.000,00 para se obter
o lucro 6,7% sobre o preço de custo. (Conc. B. Bra-
sil - Franca)
Custo Venda
100 100 + 6,7 = 106,7
35.000 x
03. Certa mercadoria foi vendida por R$ 206.028,00
com o prejuízo de 12,7% sobre o preço de compra.
Por quanto deveria ser vendida para dar o lucro de
15% sobre o custo?
SOLUÇÃO
A mercadoria custou:
E deveria ser vendida por:
Custo Venda
100 100 + 15 = 115
236.000 x
04. Vendi uma chácara por R$ 262.500,00 recebendo
5% de lucro sobre o custo. Quanto ame custará a
chácara?
Venda Custo
105 100
262.500 x
05. Maria vendeu por R$ 152.500,00 um terreno ue
comprara por R$ 125.000,00. De quantos por cen-
to sobre o custo representa o lucro obtido?
SOLUÇÃO:
O custo foi = 152.500 - 125.000 = 27.500
Custo Lucro
125.000 27.5000
100 x
06. Vendi uma lambreta usada, que me havia custado
R$ 50.00 com 20% de prejuízo sobre o custo. Qual
foi o prejuízo?
SOLUÇÃO
Custo Prejuízo
100 20
50.00 x
07. Um carro é vendido por 85.000 dá o lucro de 20%
sobre o preço da venda. Qual é o lucro?
Venda Lucro
100 20
85.000 x
07_porcentagem.pmd 30/9/2010, 09:47 208
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Matemática
Degrau Cultural 209
08. Um relógio, vendido por R$ 14.000,00 deu prejuí-
zo de 20% sobre a venda. Qual foi o prejuízo?
SOLUÇÃO
Venda Prejuízo
100 20
14.000 x
07_porcentagem.pmd 30/9/2010, 09:47 209
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210 Degrau Cultural
Matemática
Equações ⇒ sentenças matemáticas abertas, expres-
sas por uma igualdade.
Quando a sentença matemática é fechada, podemos
afirmar quando é falsa ou verdadeira.
Ex.: 5 - 8 = 4 (F) 16 + 5 = 21 (V)
EQUAÇÃO DO 1º GRAU
É a igualdade entre duas expressões numéricas, com
o expoente da variável igual a um.
Ex.: x + 4 = 3x + 8; y - 1 = 5
As variáveis são chamadas, também, de incógnitas.
As expressões numéricas separadas pelo sinal de
igualdade (=) chamam-se membros, e cada membro é
composto de termos. Num termo, o fator numérico que
acompanha a variável é chamado de coeficiente.
RESOLUÇÃO DAS EQUAÇÕES DO 1º GRAU
a) Eliminamos os sinais auxiliares, se houver.
b) Eliminamos os denominadores, se houver.
c) Conservamos, no 1º membro, os termos com in-
cógnitas, e, no 2º membro, os termos sem incóg-
nita.
d) Quando um termo trocar de membro, ele muda o
sinal da operação.
e) Quando o coeficiente da incógnita for negativo,
multiplicamos toda a equação por (-1).
f) O coeficiente da incógnita passa para o outro mem-
bro dividindo.
g) Denominamos de conjunto verdade ao conjunto
que tem como elemento(s) a(s) raiz (raízes) da
equação
Ex.:
1) 5x - 4 = 3x + 6
5x - 3x = 6 + 4
2x = 10 x = x = 5
2) 4x + 5 = 6x + 15
4x - 6x = 15 - 5
-2x = 10 x (-1)
2x = -10 x = x = -5
3) 7x - 3 (4x - 1) = 9 - 2 (3 - 3x)
7x - 12x + 3 = 9 - 6 + 6x
7x - 12x - 6x = 9 - 6 - 3
-11x = 0 x (-1)
11x = 0 x = x = 0
4)
Nota: A equação do 1º grau admite uma única solução.
EQUAÇÕES EQUIVALENTES
São aquelas que, sobre o mesmo conjunto universo,
têm a mesma solução (mesmo conjunto verdade).
Ex.:
PROBLEMAS DO 1º GRAU
Existem problemas que, traduzidos para a linguagem
matemática, resultam numa equação do 1º grau. As-
sim sendo, veja alguns exemplos:
Para se resolver um problema do 1º grau, são neces-
sárias 3 fases:
1ª) traduzir o problema em linguagem matemática.
2ª) resolver a equação.
3ª) verificar a solução.
Ex.: O dobro de um número mais 5 unidades é 27. Qual
é o número?
INEQUAÇÃO DO 1º GRAU
Inequação é uma sentença aberta que exprime a de-
sigualdade entre duas expressões numéricas.
O sinal de desigualdade, que pode ser: < (menor que);
≤ (menor ou igual); > (maior que); ≥ (maior ou igual),
divide a desigualdade em duas partes chamadas
membros.
Ex.: x < 3 (x é menor que três);
EQUAÇÕES DO 1º GRAU
08_EQUACAO 1 GRAU.pmd 30/9/2010, 09:47 210
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Matemática
Degrau Cultural 211
Resolve-se, separadamente, cada uma das inequa-
ções.
V = { x R / 3 < x < 5 }
Interpretação gráfica
x ≤ 10 (x é menor ou igual a dez);
x > 7 (x é maior que sete);
x > 4 (x é maior ou igual a quatro).
Obs.: Para resolver uma inequação do 1º grau, deve-
se proceder do mesmo modo que na equação do 1º
grau, tendo-se o cuidado de inverter o sinal de desi-
gualdade, se for preciso multiplicá-la por (-1).
Ex.: 1) 4x - 3 > 2x +7
4x - 2x > 7 + 3
2x > 10 x > ⇒ x > 5
aberto em 5 (não é igual a 5)
2) 3x - 8 ≤ 5x - 4
3x - 5x ≤ -4 + 8
-2x ≤ 4 x (-1)
2x ≥ -4 ⇒ x = ⇒ x ≥ -2
fechado em -2 (é igual a -2)
SISTEMA DE INEQUAÇÕES DO 1º GRAU
O conjunto-solução (conjunto verdade) de um sistema
de inequação é a intersecção dos conjuntos verdades
das inequações que formam o sistema.
Ex.: x ≥ 3 e x ≤ 10
V = { x ∈ R  3 ≤ x ≤ 10 } = tal que
V = conjunto dos valores de x que pertencem ao conjun-
to do reais, tal que x seja maior ou igual a 3 e menor ou
igual a 10. (x pertence aos reais, tal que x é maior ou
igual a 3 e x é menor ou igual a 10)
Nota: Nas inequações, temos várias soluções; admi-
tem vários valores para a incógnita.
Sistema de inequações do 1º grau é qualquer conjunto
de inequações. A solução do sistema é a solução co-
mum a todas as inequações do sistema.
08_EQUACAO 1 GRAU.pmd 30/9/2010, 09:47 211
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212 Degrau Cultural
Matemática
As equações do 2º grau dividem-se em: INCOMPLETAS
E COMPLETAS.
Equações do 2º grau são todas as equações da forma
ax
2
+ bx + c = 0, onde a ≠ 0, b e c são números quais-
quer, e x é a incógnita ou variável.
Os valores de x que satisfazem a equação
ax
2
+ bx + c = 0, são chamados de raízes.
a ⇒ ⇒⇒ ⇒⇒ coeficiente de x
2
, ou do termo do 2º grau.
b ⇒ ⇒⇒ ⇒⇒ coeficiente de x, ou do termo do 1º grau.
c ⇒ ⇒⇒ ⇒⇒ coeficiente do termo do grau zero, ou do termo
independente de x.
Ex.: 3x
2
+ 4x + 6 = 0, onde a = 3; b = 4; c = 6
RESOLUÇÃO DAS EQUAÇÕES INCOMPLETAS
1º caso ⇒ b = 0
ax
2
+ c = 0 ⇒ ax
2
= -c ∴ x
2
= ou x =
Observe que a equação só terá solução no conjunto
dos números reais, quando a e c tiverem sinais con-
trários.
x = = 1
2º caso ⇒ c = 0
ax
2
+ bx = 0
Coloca-se x em evidência: x (ax + b) = 0
Para que o produto seja nulo, um dos fatores deve ser
zero.
Observe que, quando (c = 0), a equação admite uma, e
somente uma, raiz nula.
3º caso ⇒ ⇒⇒ ⇒⇒ b = 0 e c = 0
Observe que, quando (b = c = 0), a equação admite
duas raízes nulas.
RESOLUÇÃO DA EQUAÇÃO COMPLETA
Por ser uma equação do 2º grau, terá como solução 2
raízes.
ax
2
+ bx + c = 0 ⇒ a, b, c são os coeficientes
Na fórmula geral, o radicando b
2
- 4ac é chamado de
discriminante, e representado pela letra grega ∆ (delta).
Ex.: x
2
- 8x + 12 = 0, onde a = 1, b = -8, c = 12
∆ = b
2
- 4ac
∆ = (-8)
2
- 4 (1) (12)
∆ = 64 - 48 = 16
RAÍZES DA EQUAÇÃO x’ = 6 e x’’ = 2
Obs.: Raiz de uma equação é o valor da incógnita que
torna a equação igual a zero.
PROPRIEDADES DAS RAÍZES
Chamaremos as raízes da equação por x
1
e x
2
ou x’ e x’’.
a) Soma das raízes: Pela fórmula geral, temos:
Logo, expressamos a soma das raízes por:
b) Produto das raízes:
Temos o produto da soma pela diferença (produtos no-
táveis)
EQUAÇÕES DO 2º GRAU
09_equação 2 grau.pmd 30/9/2010, 09:47 212
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Matemática
Degrau Cultural 213
Então o produto das raízes será:
P = x
1
. x
2
= ou P =
Ex.: Calcule a soma e o produto das raízes das equa-
ções, sem resolvê-las:
COMPOSIÇÃO DA EQUAÇÃO DO 2º GRAU
A partir das raízes, podemos compor a equação do 2º
grau.
Fórmula: x
2
- Sx + P = 0, onde S é a soma das raízes e
P é o produto das raízes.
Ex.: Sejam 4 e 6 raízes de uma equação do 2º grau. Dê
a equação.
Resolução:
S = 4 + 6 = 10
P = 4 x 6 = 24
Pela fórmula, temos x
2
-Sx + P = 0
x
2
- 10x + 24 = 0
DISCUSSÃO DAS RAÍZES DA EQUAÇÃO DO 2º GRAU
Seja a equação ax
2
+ bx + c = 0. Para acharmos as suas
raízes, usamos a fórmula:
O radicando dessa fórmula, ou seja, b
2
- 4ac, é chama-
do de discriminante da equação do 2º grau. Represen-
taremos o discriminante pela letra grega ∆.
Logo: ∆ = b
2
- 4ac
Conforme o valor de ∆, três casos podem ocorrer:
1º caso: ∆ > 0, duas raízes reais e desiguais,
S = { x
1
, x
2
}
2º caso: ∆ = 0, duas raízes reais e iguais,
S = { x
1
ou x
2
}
3º caso: ∆ < 0, não admite raiz real, S = ∅
Ex.: Analisar as raízes das equações, através do dis-
criminante.
a) 4x
2
- 8x + 3 = 0, onde a = 4, b = -8, c = 3
∆ = (-8)
2
- 4 (4) (3)
∆ = 64 - 48 = 16
∆ > 0 ⇒ a equação admite 2 raízes reais e desiguais
b) x
2
+ 12x + 36 = 0, onde a = 1, b = 12, c = 36
∆ = (12)
2
- 4 (1) (36)
∆ = 144 - 144 = 0
∆ = 0 ⇒ a equação admite 2 raízes reais e iguais
c) 4x
2
- 2x + 1 = 0, onde a = 4, b = -2, c = 1
∆ = (-2)
2
- 4 (4) (1)
∆ = 4 - 16 = -12
∆ < 0 ⇒ a equação não tem raízes reais
TRINÔMIO DO 2º GRAU
É toda expressão da forma ax
2
+ bx + c, onde a ≠ 0, b e c
são números quaisquer, e x é a incógnita ou variável.
Chamando o trinômio de y, teremos:
y = ax
2
+ bx + c
As raízes ou zeros do trinômio ax
2
+ bx + c são as mes-
mas raízes que as da equação:
ax
2
+ bx + c = 0.
Obs.: No trinômio, não podemos simplificar os coeficien-
tes, e não podemos multiplicar por (-1).
DECOMPOSIÇÃO OU FATORAÇÃO DO TRINÔMIO DO 2º
GRAU
Seja o trinômio y = ax
2
+ bx + c.
Fórmula: y = a (x - x’) (x - x’’)
onde a é o coeficiente de x
2
;
x’ e x’’ as raízes do trinômio
Considerando o trinômio do 2º grau ax
2
+ bx + c, com a
≠ 0, e colocando a em evidência:
Se a equação ax
2
+ bx + c = 0 tem ∆ ≥ 0, então x
1
e x
2
são
reais e diferentes entre si.
“se a equação ax
2
+ bx + c = 0 tem as raízes x
1
e x
2
(iguais
ou diferentes entre si), então ela pode ser escrita na
forma: a (x - x1) (x - x2) = 0, que é a forma fatorada da
equação do 2º grau.”
Ex.: Fatorar o trinômio x
2
- 9x + 20
resolução: a = 1, b = -9, c = 20
∆ = 9
2
- 4.1.20 = 1 então
x
2
- 9x + 20 = a (x - x
1
) (x - x
2
) = 1 (x - 4) (x - 5) = (x - 4)
(x - 5) forma fatorada
EQUAÇÕES NÃO PREPARADAS DO 2º GRAU
São aquelas que, embora sendo do 2º grau, não se
apresentam sob a forma ax
2
+ bx + c =0.
09_equação 2 grau.pmd 30/9/2010, 09:47 213
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214 Degrau Cultural
Matemática
Antes de resolvermos, devemos reduzi-las à forma
ax
2
+ bx + c = 0.
Ex.:
1) (x - 3) (2x - 1) + (x + 2) (2x + 1) = 17
Efetuando os produtos:
2x
2
- x - 6x + 3 + 2x
2
+ x + 4x + 2 = 17
Reduzindo os termos semelhantes:
4x
2
- 2X - 12 = 0 (:2)
2x
2
- 6 = 0, onde, a = 2, b = -1, c = -6
m.m.c. (x + 1, x - 1) = x
2
- 1
(x - 2) (x - 1) + (x - 3) (x + 1) = x
2
- 1
x
2
- x - 2x + 2 + x
2
+ x - 3x - 3 - x
2
+ 1 = 0
x
2
- 5x = 0
x (x - 5) = 0
x = 0
x - 5 = 0 ⇒ x = 5
V = { 0, 5 }
09_equação 2 grau.pmd 30/9/2010, 09:47 214
THATYML
Matemática
Degrau Cultural 215
FUNÇÕES E GRÁFICOS
1. Noções de Função
Considere os diagramas abaixo:

Analisando os diagramas acima:
O diagrama 1 não satisfaz a condição (1); o diagra-
ma 5 não satisfaz a condição (2).
Logo, somente os diagramas 2, 3 e 4 representam
uma função.
2. Função do 1º Grau
Definição
Chama-se função do 1º grau, ou função afim,
qualquer função dada por uma lei da forma:
f (x) = ax + b
onde a e b são números reais dados e a ≠ 0.
Na função f (x) = ax + b, o número a é chamado de
coeficiente de x e o número b é chamado termo
constante.
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau:
f (x) = 5x - 3, onde a = 5 e b = - 3
f (x) = -2x - 7, onde a = -2 e b = - 7
f (x) = 11x, onde a = 11 e b = 0
Gráfico
O gráfico de uma função polinomial do 1º
grau, y = ax + b, com a ≠ 0, é uma reta oblíqua
aos eixos Ox e Oy.
Exemplo:
Vamos construir o gráfico da função y = 3x - 1:
Solução:
Como o gráfico é uma reta, basta obter dois de seus
pontos e ligá-los com o auxílio de uma régua:
a) Para x = 0, temos y = 3 . 0 - 1 = -1; portanto, um
ponto é (0, -1).
b) Para y = 0, temos 0 = 3x - 1; portanto, x = , e o
outro ponto é ( , 0).
Marcamos os pontos (0, -1) e ( , 0) no plano carte-
siano e ligamos os dois com uma reta.

Já vimos que o gráfico da função afim y = ax + b é
uma reta.
O coeficiente de x, a, é chamado coeficiente an-
gular da reta e está ligado à inclinação da reta em
relação ao eixo Ox.
O termo constante, b, é chamado coeficiente li-
near da reta. Para x = 0, temos y = a . 0 + b = b.
Assim, o coeficiente linear é a ordenada do ponto
em que a reta corta o eixo Oy.
Raiz de uma Função do 1º grau

Chama-se zero ou raiz da função do 1º grau f (x) = ax
+ b, a ≠ 0, o número real x tal que f (x) = 0.
Condições de existência:
(1) Todos os elementos
de x têm um correpondente
em y.
(2) Cada elemento de x
tem um e somente um
correspondente em y.
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216 Degrau Cultural
Matemática
Temos:
f (x) = 0 ⇒ ax + b = 0 ⇒ x =
Vejamos alguns exemplos:
1) Obtenção do zero da função f (x) = 2x - 5:
f (x) = 0 ⇒ 2x - 5 = 0 ⇒ x =
2) Cálculo da raiz da função g (x) = 3x + 6:
g (x) = 0 ⇒ 3x + 6 = 0 ⇒ x = -2

3) Cálculo da abscissa do ponto em que o gráfico de
h (x) = - 2x + 10 corta o eixo das abscissas:
O ponto em que o gráfico corta o eixo dos x é
aquele em que h (x) = 0; então:
h (x) = 0 ⇒ -2x + 10 = 0 ⇒ x = 5
Função Crescente e Decrescente
Consideremos a função do 1º grau y = 3x - 1. Vamos
atribuir valores cada vez maiores a x e observar o que
ocorre com y:
x aumenta
y aumenta
Notemos que, quando aumentamos os valores de x, os
correspondentes valores de y também aumentam. Di-
zemos, então, que a função y = 3x - 1 é crescente.
Vamos considerar agora a função do 1º grau definida
por: f (x) = -x + 1
Atribuindo valores reais para x, obtemos seus valo-
res correspondentes para y.
Observe, que quando os valores de x aumentam, os
valores correspondentes de y diminuem. Dizemos,
então, que a função y = f (x) = - x + 1 é decrescente.
Regra geral:
a função do 1º grau f (x) = ax + b é crescente
quando o coeficiente de x é positivo (a > 0);
a função do 1º grau f (x) = ax + b é decrescente
quando o coeficiente de x é negativo (a < 0).
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Construa o gráfico da função determinada por
f (x) = x + 1:
Solução: Atribuindo valores reais para x, obtemos
seus valores correspondentes para y.

O conjunto dos pares ordenados determinados é
f = {(-2,-1),(-1,0),(0,1),(1,2),(2,3)}
O gráfico fica:
Repare que a = 1 > 0, portanto função crescente.
2) Construa o gráfico da função determinada por
f (x) = - x + 1.
Solução: Atribuindo valores reais para x, obtemos
seus valores correspondentes para y.
O conjunto dos pares ordenados determinados é
f = {(-2,3),(-1,2),(0,1),(1,0),(2,-1)}
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Matemática
Degrau Cultural 217
O gráfico fica:
Repare que a = - 1 < 0, portanto função decres-
cente.
3) Determine a função f (x) = ax + b, sabendo-se que:
f (2) = 5 e f (3) = -10.
Solução:
Podemos escrever:
f (2) = 5 ⇒ 5 = 2 . a + b (I)
f (3) = - 10 ⇒ - 10 = 3.a + b (II)
Subtraindo membro a membro as duas equações,
tem-se:
5 - (- 10) = 2 . a + b - (3 . a + b)
5 + 15 = 2a + b - 3a - b ⇒ 15 = - a ⇒ a = -15.
Substituindo o valor de a na equação (I) (poderia ser
na (II), fica:
5 = 2 . (- 15) + b ⇒ b = 35.
Logo, a função procurada é: y = - 15x + 35.
4) Considere a função dada pela equação y = x +1,
determine a raiz desta função.
Solução: Basta determinar o valor de x para termos
y = 0
Então, x +1= 0 ⇒ x = -1
Dizemos que -1 é a raiz ou zero da função.

Note que o gráfico da função y = x +1, interceptará
(cortará) o eixo x em -1, que é a raiz da função.
5) Determine a raiz da função y = -x +1 e esboce o
gráfico.
Solução: Fazendo y = 0, temos:
0 = -x+1 ⇒ x = 1
Gráfico:
Note que o gráfico da função y = -x + 1, interceptará
(cortará) o eixo x em 1, que é a raiz da função.
3. Inequações do Primeiro Grau
Chama-se de inequação do primeiro grau, na incóg-
nita x, qualquer sentença que pode ser expressa
numa das seguintes formas:
ax + b > 0
ax + b ≥ 0
ax + b < 0
ax + b ≤ 0
onde a e b são constantes reais, com a ≠ 0.
Para resolver uma inequação do primeiro grau, deve-
mos lembrar de duas propriedades:
a) Quando multiplicamos todos os termos de uma
inequação por um número positivo, devemos man-
ter o sentido da desigualdade.
Exemplo:
- 3x > 15
Multiplicando todos os termos, por exemplo, por 5:
- 15x > 75. Mantemos o sentido da desigualdade.
b) Quando multiplicamos todos os termos de uma
inequação por um número negativo, devemos
inverter o sentido da desigualdade.
Exemplo:
-2x < 16
Multiplicando todos os termos, por exemplo, por - 3:
6x > - 48. Invertemos o sentido da desigualdade.
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Matemática
Exemplos Resolvidos
a) 3x - 5 > 13
Temos: 3x > 13 + 5
3x > 18
x > , logo x > 6
S = {x ∈ R | x > 6}
b) - 3x - 5 > 13
Temos: -3x > 13 + 5
- 3x > 18
multiplicando os termos por -1, temos:
3x < -18 (invertemos o sentido!)
x < , logo x < -6
S = {x ∈ R | x - 6}
4. Função do Segundo Grau
A função do 2º grau, também denominada função
quadrática, é definida pela expressão do tipo:

y = f (x) = ax² + bx + c, onde a, b e c são constantes
reais e a ≠ 0.
Exemplos:
a) y = x² + 3x + 2 (a = 1; b = 3; c = 2)
b) y = x² (a = 1; b = 0; c = 0)
c) y = x² - 4 (a = 1; b = 0; c = -4)
Gráfico de uma Função do 2º grau:

O gráfico de uma função quadrática é uma parábola.
Exemplo:
Construa o gráfico da função y = x²:
Solução: Como na função do 1º grau, basta atribuir
valores reais para x, obtendo seus valores corres-
pondentes para y.
O ponto V representa o vértice da parábola e é a partir
dele que determinamos todos os outros pontos.
Coordenadas do Vértice
A coordenada x do vértice da parábola pode ser de-
terminada por:
A coordenada y do vértice é obtida por:
Exemplo: Determine as coordenadas do vértice da
parábola y = x² - 4x + 3:
Solução:
Temos: a = 1, b = - 4 e c = 3
Resposta: As coordenadas do vértice são (2, -1).
Raízes (ou zeros) da Função do 2º grau
Denominam-se raízes da função do 2º grau os valo-
res de x para os quais ela se anula, isto é:
y = f (x) = 0
Então, para acharmos as raízes da função do 2º
grau, basta resolvermos a equação: ax
2
+ bx + c = 0
utilizando a fórmula de Bháskara.
As raízes da função do 2º grau são os valores de x
onde a parábola “corta” o eixo x.
Exemplo: na função y = x² - 4x + 3, que acima aca-
bamos de determinar as coordenadas de seus vérti-
ces, as raízes da função serão x
1
= 1 e x
2
= 3.
Vejamos o gráfico:
Note que quando x = 1 e x = 3, a parábola inter-
cepta (“corta”) o eixo x.
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Degrau Cultural 219
Concavidade da Parábola
a) quando a > 0, a concavidade da parábola está
voltada para cima (boca para cima) e
b) quando a < 0, a parábola está voltada para baixo
(boca para baixo).
Exemplos:
Notas:
Quando a concavidade está voltada para cima (a > 0),
o vértice representa o valor mínimo da função.
Quando a concavidade está voltada para baixo
(a < 0), o vértice representa o valor máximo da
função.
Esboço Gráfico Conforme o Valor do Discriminante
Vamos analisar os três casos:
1º) Quando o discriminante é igual a zero
Quando o valor de ∆ = b
2
– 4.a.c = 0, o vértice da
parábola encontra-se no eixo x. A coordenada y será
igual a zero.
Exemplo: y = f (x) = x² + 2x + 1
x² + 2x + 1 = 0
∆ = b
2
– 4.a.c ⇒ ∆ = (2)
2
– 4.1.1 ⇒ ∆ = 0
Logo, x
1
= x
2
= -1
As coordenadas do vértice serão V = (-1,0).
Gráfico:
2º) Quando o discriminante é maior que zero
Quando o valor de ∆ = b
2
– 4.a.c > 0, a parábola
intercepta o eixo x em dois pontos. (São as raízes
ou zeros da função vistos anteriormente).
Exemplo: y = f (x) = x² - 4x + 3
x² - 4x + 3 = 0
∆ = b
2
- 4.a.c ⇒ ∆ = (-4)
2
- 4 .1 . 3
∆ = 16 - 16 = 4 > 0
As raízes são: x
1
= 1 e x
2
= 3
Gráfico:
10_funcoes e inequacoes_1_2_grau.pmd 30/9/2010, 09:47 219
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220 Degrau Cultural
Matemática
3°) Quando o discriminante é menor que zero
Quando o valor de ∆ = b
2
- 4.a.c < 0 , a parábola não
intercepta o eixo x. Não há raízes ou zeros da função.
Exemplo: y = f (x) = x² -x + 2
x² - x + 2 = 0
∆ = b
2
- 4 . a . c ⇒ ∆ = (-1) 2 - 4 . 1 . 2
⇒ ∆ = 1 - 8 = - 7 < 0
Gráfico:
Resumindo:
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Degrau Cultural 221
5. Inequações do Segundo Grau
Inequações do segundo grau são aquelas que po-
dem ser expressas na forma f (x) > 0, f (x) < 0,
f (x) ≥ 0 e f(x) ≤ 0, onde f(x) é uma expressão do
segundo grau na variável x.
Resolver uma inequação é obter todos os valores
de x que satisfazem a inequação.
Para resolver uma inequação do segundo grau, basta
fazer o esboço gráfico da função correspondente.
Vejamos os seguintes exemplos:
1) Resolver a inequação: x² -x + 2 > 0
Solução: Esboçando o gráfico de f (x) = x² - x + 2,
temos:
É fácil observar pelo gráfico que f (x) > 0 para qual-
quer valor de x
S - { x ∈ R}
2) Resolver a inequação: x² - x + 2 < 0
Solução: pelo mesmo gráfico do exemplo anterior,
concluímos que f(x) = x² - x + 2 nunca assume valo-
res negativo, portanto, S = Ø
3) Resolver a inequação x² - 4x + 3 > 0
Solução: Esboçando o gráfico de f(x) = x² - 4x + 3
temos:
Observando esse gráfico, concluímos que f (x) > 0
para x > 3 ou para x < 1
S = { x ∈ R / x > 3 ou x < 1 }
4) Resolver a inequação x² - 4x + 3 < 0
Solução: Pelo mesmo gráfico do exemplo anterior,
concluímos que f(x) < 0 para 1 < x < 3
S = { x ∈ R / 1 < x < 3 }
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222 Degrau Cultural
Matemática
SUCESSÕES OU SEQÜÊNCIAS
01. Definição
É um conjunto ordenado de elementos.
Exemplos:
1. (janeiro, fevereiro, ..., dezembro)
2. (3, 7, 11, ...)
Obs.: A seqüência do exemplo 2 é uma seqüência nu-
mérica.
02. Termos de uma Sucessão
Abreviadamente, numa sucessão, representamos:
a
1
→ o 1º termo (a índice 1)
a
2
→ o 2º termo (a índice 2)
a
n
→ o enésimo termo (a índice n), para indicar a posi-
ção do termo na sucessão.
03. Lei de Formação de uma Seqüência
As seqüências matemáticas que obedecem a uma lei
de formação são muito importantes. Podemos, por meio
dela, encontrar qualquer um de seus termos.
Exemplos: Escrever a seqüência sabendo-se que a
n
=
2n+1
Solução:
n = 1→ a
1
= 2 . 1 + 1 = 3
n = 2→ a
2
= 2 . 2 + 1 = 5
n = 3→ a
3
= 2 . 3 + 1 = 7
(3 , 5 , 7 , ... , 2n + 1)
04. PROGRESSÃO ARITMÉTICA
Definição: Uma seqüência é uma P.A. se, e somente
se, cada termo (a partir do segundo) for igual ao anteri-
or somando com uma constante chamada razão (r).
Exemplos:
01. ( 3 , 5 , 7 , ... ) a
1
= 3
r = 5 – 3 = 2 P.A. crescente
02. ( 7 , 4 , 1 , ... ) a
1
= 7
r = 4 - 7 = -3 P.A. decrescente
Obs.:
I. r > 0 → a P.A. é crescente
r < 0 → a P.A. é decrescente
II. r = a
2
- a
1
= a
3
- a
2
= a
n
- a
n-1
03. Tomando-se três termos consecutivos, o do meio é
a média aritmética dos outros dois.
( 3 , 5 , 7 , 9 , ... )
04. A soma dos extremos de P.A. finita, é igual à soma
de dois termos eqüidistantes dos extremos.
3 + 15 = 5 + 13 = 7 + 11
Termo Geral da P.A.
Seja a P.A. ( a
1
, a
2
, a
3
, ... , a
n-1
, a
n
)
Sabemos que:
a
2
= a
1
+ r
a
3
= a
2
+ r = a
1
+ r + r = a
1
+ 2r
a
4
= a
3
+ r = a
1
+ 2r + r = a
1
+ 3r
............................................................
a
n
= a
1
+ ( n - 1) r
Exemplo:
Calcular o 14º termo da P.A. ( 5 , 2 , -1 , ... )
Solução:
a
1
= 5 ; n = 14 ; r = 2 - 5 = -3
a
n
= a
1
+ (n - 1) r
a
14
= 5 + (14 - 1) . (-3) = 5 + 13 (-3) = 5 - 39 = -34
Soma dos termos da P.A.
Seja a P.A. ( a
1
, a
2
, a
3
, ... , a
n-1
, a
n
)
Já vimos que a
2
+ a
n-1
= a
1
+ a
n
a
3
+ a
n-2
= a
1
+ a
n
Então:
1 - s
n
= a
1
+ a
2
+ a
3
+ ... + a
n-2
+ a
n-1
+ a
n
OU
2 - s
n
= a
n
+ a
n-1
+ a
n-2
+ ..., + a
n-3
+ a
2
+ a
1
Somando 1 e 2, obtemos:
2s
n
= (a
1
+ a
n
) + (a
2
+ a
n-1
) + (a
3
+ a
n-2
) + ... + (a
n-2
+ a
3
) +
(a
n-1
+ a
2
) + (a
n
+ a
1
)
2s
n
= ( a
1
+ a
n
) + ( a
1
+ a
n
)+ ... +( a
1
+ a
n
) = ( a
1
+ a
n
) n
S
n
=
05. PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Definição: Uma seqüência de números não nulos é
uma P.G. se, e somente se, cada termo (a partir do se-
gundo) for igual ao anterior multiplicado pela razão (q).
Exemplos:
01. (8, 16, 32, 64, ...) → a
1
= 8 → q = = 2
02. (64, 32, 16, 8, ...) → q = 64 → q =
Obs.:
I. a
1
> 0 e q > 1 ou a
1
< 0 e 0 < q < 1 a P.G. é crescente
a
1
< 0 e 0 < q < 1 ou a
1
> 0 e q > 1 a P.G. é decrescente
SEQÜÊNCIAS NUMÉRICAS E PROGRESSÕES
ARITMÉTICAS E GEOMÉTRICAS
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Matemática
Degrau Cultural 223
q < 0 → a P.G. é alternante
II. q =
III. Tomando-se três termos consecutivos, o do meio é
a média geométrica dos outros dois.
( 8 , 16 , 32 , 64 , ... )
16 =
IV. O produto dos extremos de uma P.G. finita, é igual ao
produto de dois termos equidistantes dos extremos.
16 x 64 = 32 x 32 = 8 x 128
Termo Geral da P.G.
Seja a P.G. ( a
1 ,
a
2 ,
a
3 ,
... , a
n-1
, a
n
)
Sabemos que:
a
2
= a
1
q
a
3
= a
2
q = a
1
q.q = a
1
q
2
a
4
= a
3
q = a
1
q
2
.q = a
1
q
3
................................................................
a
n
= a
1
q
n-1
Exemplo:
Calcular o sexto termo da P.G. ( 3, -6 , 12 , -24 , ... )
Solução:
a
1
= 3 ; n = 6 ; q = = -2 ; a
n
= a
1
q
n-1
a
6
= 3 (-2)
6-1
= 3 (-2)
5
= 3 (-32) = -96
SOMA DOS TERMOS DA P.G. FINITA
Seja a P.G. (a
1
, a
2
, a
3
, ... , a
n-1
, a
n
)
Já vimos que
a
2
= a
1
q
a
3
= a
1
q
2
a
n
= a
1
q
n-1
Então:
S
n
=

a
1
+ a
2
+ a
3
+ ... + a
n-2
+ a
n-1
+ a
n
ou
S
n
= a
1
+ a
1
q + a
1
q
2
+ ... + a
1
q
n-3
+ a
1
q
n-2

+ a
1
q
n-1
qS
n
= a
1
q + a
1
q
2

+a
1
q
3

+ ... +a
1
q
n-2
+ a
1
q
n-1
+ a
1
a
n
qS
n
- S
n
= a
1
q
n
– a
1
S
n
( q-1) = a
1
( q
n
–1) → S
n
=
Obs.: A soma dos termos de uma P.G. infinita é dada
por: S =
Exemplo: Determinar a soma dos termos da P.G.
11_progressao aritmetica.pmd 30/9/2010, 09:47 223
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224 Degrau Cultural
Matemática
Cálculo de Juros Simples
Para chegarmos à fórmula de juros simples, vamos
partir de um exemplo concreto. Suponha que você te-
nha aplicado o capital inicial 600 (vamos ignorar a uni-
dade monetária para simplificar), à taxa de juros 5%
a.m., durante o prazo de 1 ano. Quanto receberá de juro
no resgate da aplicação?
É fácil: se a taxa de juros é de 5% a.m. e o regime de
capitalização é de juros simples, significa que por mês
você receberá 5% do capital inicial a título de juros (lem-
bre-se: o que caracteriza o regime de juros simples é
fato de o juro ser sempre calculado sobre o capital ini-
cial). Logo, em cada mês você receberá 5% de 600,
que é igual a vezes 600, que é igual a , que,
por sua vez, é igual a 30.
Se em um mês você ganha 30 de juro, quanto ganhará
em um ano?
Como um ano tem doze meses, você ganhará dozes
vezes mais, ou seja: 12 x 30 = 360. No resgate da apli-
cação, você ficará com um montante de 960 (600 de
capital inicial mais 360 de juro).
Vamos fazer uma retrospectiva dos cálculos realizados.
Como é que você fez para calcular os juros?
Inicialmente você pegou a taxa de juros (i) e multiplicou
pelo capital (C); em seguida, multiplicou esse resulta-
do pelo número de períodos mensais contidos no pra-
zo anual (n). Ora: essa é a fórmula de juros simples –
para calcular juros simples basta multiplicar a taxa de
juros i pelo capital C e pelo número de períodos n con-
tidos no prazo de aplicação. Em linguagem algébrica,
escrevemos que:
J = C . i . n
Esta fórmula é importantíssima. Trate de memorizá-la.
Vejamos agora como é que calculamos o montante: pe-
gamos o capital inicial e somamos com o juro, isto é:
M = C + J
Uma vez que J = C.i.n, podemos escrever que
M = C + C.i.n
Observe que no lado direito do sinal de igual há um
fator comum, a variável C, que pode ser colocada em
evidência, ficando a fórmula com o seguinte aspecto:
M = C (1 + in)
Eis outra fórmula importante que você terá que memo-
rizar: ela ensina a calcular diretamente o montante no
regime de juros simples.
O fator (1 + in) é chamado de FATOR DE ACUMULAÇÃO
DE CAPITAL para juros simples (também guarde isto).
Para calcular o montante a juros simples, basta mul-
tiplicar o capital C pelo fator de acumulação de capi-
tal (1 + in).
A título de curiosidade, podemos adiantar que também
existe o fator de acumulação de capital para juros com-
postos, com uma estrutura parecida com a do fator dos
juros simples: (1 + i)n. A diferença, no caso, é que o n é
um expoente. Mas para calcular o montante a juros com-
postos procedemos da mesma maneira: multiplicamos
o capital pelo respectivo fator de acumulação. Assim,
no caso de juros compostos, a fórmula do montante é
M = C (1+i)n.
É comum colocarmos um índice “n” nos juros e no mon-
tante para indicarmos que aqueles juros e aquele mon-
tante estão sendo calculados até o enésimo período.
Assim, podemos indicar as fórmulas anteriormente
apresentadas com a seguinte notação:
J
n
= C.i.n
M
n
= C (1 + in)
Gostaríamos de chamar sua atenção para outro ponto
importante: você percebeu que na hora em que calcu-
larmos o juro total que a aplicação rendeu precisamos
converter o prazo de 1 ano em doze meses?
Fizemos isto porque a periodicidade da taxa era mensal e
o prazo era anual. Sempre que o prazo de aplicação for
fornecido numa unidade de medida de tempo diferente
da periodicidade da taxa de juros, você terá que convertê-
lo para a mesma unidade, pois a letra n, nas fórmulas
acima, representa o prazo de aplicação quando medido
com a mesma unidade de medida de tempo da taxa de
juros. Em outras palavras, n é o número de períodos da
taxa de juros contidos no prazo de aplicação.
Mais uma observação importante: no regime de capita-
lização a juros simples, os juros são incorporados ao
capital somente no final do prazo de aplicação e não no
final de cada período.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Calcular o montante produzido por um capital de
6.000, aplicado a uma taxa de juros de 8% a.a.,
pelo prazo de 2 anos.
SOLUÇÃO:
Temos que:
M = ?
C = 6.000
i = 8% a.a. = 0,08 a.a.
t (prazo) = 2 anos
No exemplo apresentado, a unidade de tempo ado-
tada para medir a periodicidade da taxa de juros já
é igual à do prazo t. Então podemos escrever dire-
tamente que n = 2.
J = C i n
J = 6.000 . 0,08 . 2
J = 960
M = C + J = 6.000 + 960 = 6.960
Poderíamos calcular o montante diretamente utili-
zando a fórmula: M = C (1 + in). O resultado é o
mesmo:
M = 6.000 ( 1 + 0,08 . 2)
M = 6.000 . 1,16
M = 6.960
JUROS SIMPLES
12_juros simples.pmd 30/9/2010, 09:47 224
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Matemática
Degrau Cultural 225
02. Calcular o montante produzido por um capital
igual a 10.000 durante 3 anos, considerando o
regime de juros simples a um taxa de 5% a.t.
SOLUÇÃO:
Verifique que o prazo é anual e a taxa é trimestral.
Para que possamos calcular os juros é necessá-
rio que adotemos a mesma unidade de tempo
para a taxa de juros e para o prazo. Iremos con-
verter o prazo, portanto, em trimestres.
M = ?
C = 10.000
t = 3 anos = 12 trimestres (pois cada ano tem 4
trimestres) ⇒ n = 12
i = 5% a.t. = 0,05 a.t.
M = C (1 + in)
M = 10.000 (1 + 0,05 . 12) = 10.000 (1 + 0,6)
M = 16.000
Existe uma outra possibilidade: poderíamos, tam-
bém, converter a taxa trimestral em anual, e man-
teríamos o prazo em anos. Neste caso, n ficaria
sendo igual a 3 e a taxa i seria dada por: i = 5% a.t.
= 20% a.a. (se em um trimestre a aplicação rende
5%, em um ano, que são quatro trimestres, ren-
derá 4 vezes mais, ou seja: 20%). Poderíamos,
então, escrever:
M = C (1 + in) = 10 000 (1 + 0,20 . 3) = 10 000 (1,6)
= 16 000
03. A taxa de juros simples anual que faz com que um
capital aumente em 50% no fim de 5 anos é igual a:
a) 30% d) 5%
b) 25% e) 10%
c) 15%
SOLUÇÃO:
O prazo é de 5 anos. Como o problema pergunta
sobre a taxa anual, não precisamos fazer nenhu-
ma transformação e n = 5. Se o capital aumentou
de 50% (metade), então o montante é uma vez e
meia o capital inicial: M = 1,5 C
O montante, entretanto, é dado pela fórmula:
M = C (1 + in) ou C (1 + in) = M
Considerando-se que M = 1,5 C, decorre que
C (1 + in) = 1,5 C
Simplificando C dos dois lados, vem
1 + in = 1,5 → in = 1,5 - 1
in = 0,5
Como n = 5, i.5 = 0,5
i = 0,1 = 0,10 = 10% ao ano (claro! se o capital
aumentou 50% em 5 anos, então em cada ano
ele aumentou 10%, ou seja, a taxa anual é 10%)
12_juros simples.pmd 30/9/2010, 09:47 225
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226 Degrau Cultural
Matemática
Conceito
Antes de começarmos a estudar juros compostos, a
título de comparação faremos uma pequena revisão do
regime de capitalização simples. Nos capítulos anteri-
ores, vimos que os juros simples apresentam as se-
guintes características:
1. são calculados sobre o capital inicial;
2. são diretamente proporcionais ao prazo (ou número
de períodos), ao capital aplicado e à taxa de juros da
aplicação;
3. são adicionados ao capital inicial no final do prazo,
formando o montante.
Em suma,
J
s
= C.i.n
M
s
= C (1+in)
No regime de juros compostos os juros são capitaliza-
dos não no final do prazo e sim no final de cada período,
ou seja, o juro do primeiro período é adicionado ao capi-
tal inicial e sobre esse montante é calculado o juro do
segundo período que por sua vez será adicionado ao
montante anterior para que se calcule o juro do período
seguinte, e assim sucessivamente.
Vamos a um exemplo:
Você aplicou 1.000,00 em uma instituição financeira a
uma taxa de juros de 2% a.m., capitalizados mensal-
mente, durante 3 meses. Vamos calcular o montante
M
3
no final desse prazo.
Temos que:
C = 1 000
i = 2% a.m. = 0,02 a.m.
n = 3 (capitalização mensal)
Então, o montante M
1
no final do primeiro período será
dado por:
M
1
= 1 000 (1 + 0,02)
M
1
= 1 000 . 1,02
M
1
= 1 020
O montante M
2
no final do segundo período será dado por:
M
2
= 1 020 (1 + 0,02)
M
2
= 1 040,40
O montante M
3
no final do terceiro período será dado por:
M
3
= 1 040,40 (1 + 0,02)
M
3
= 1 061,21
Verifique que o montante do primeiro período foi utilizado
para o cálculo do juro do segundo período e assim
sucessivamente.
Fórmula do Montante a Juros Compostos
Vamos supor a aplicação de um capital C, durante n
períodos, a uma taxa de juros compostos i ao período.
Calculemos o montante M
n
no final dos n períodos
utilizando o mesmo processo do exemplo anterior, ou
seja, período a período.
M
1
= C (1 + i)
M
2
= M
1
(1 + i) = C (1 + i) . (1 + i) = C (1 + i)
2
M
3
= M
2
(1 + i) = C (1 + i)
2
. (1 + i) = C (1 + i)
3
Veja que, para o montante do primeiro período, a
expressão fica:
M
1
= C (1 + i)
Para o montante do segundo período, encontramos:
M
2
= C (1 + i)
2
Para o montante do terceiro período, M
3
= C (1 + i)
3
É fácil concluir que a fórmula do montante do enésimo
período será:
M
n
= C (1 + i)
n
O fator (1 + i)
n
é chamado de FATOR DE ACUMULAÇÃO DO
CAPITAL para juros compostos, ou ainda, FATOR DE CAPI-
TALIZAÇÃO COMPOSTA, sendo freqüentemente indicado
pela letra a
n
. Como vimos anteriormente, ele guarda algu-
ma semelhança com o fator de acumulação de capital para
juros simples, dado pela expressão (1 + in). Tanto no regi-
me de juros simples como no regime de juros compostos,
o montante é dado pelo produto do capital pelo respectivo
fator de acumulação.
A fórmula dos juros compostos acumulados ao final do
prazo é obtida a partir da fórmula geral de juros, confor-
me segue:
J = M - C
J = C (1 + i )
n
- C
Colocando C em evidência, obtemos:
J
n
= C [( 1 + i )
n
- 1]
Como saber se um problema é de juros simples ou de
juros compostos?
JUROS COMPOSTOS
13_juros compostos.pmd 30/9/2010, 09:47 226
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Matemática
Degrau Cultural 227
Essa dúvida é freqüente quando iniciamos o estudo da
matemática financeira.
Existem determinadas expressões que indicam o regi-
me de capitalização composta, tais como:
• juros compostos
• capitalização composta
• montante composto
• taxa composta de X% a.a. (indica juros compostos
com capitalização anual)
• taxa de X% a.m. capitalizados bimestralmente (indica
juros compostos com capitalização a cada bimestre)
A principal diferença entre o regime simples e o com-
posto, entretanto, é que, em juros compostos, é neces-
sário que saibamos, através do enunciado do proble-
ma, o período das capitalizações. Em juros simples
podíamos escolher o período de capitalização que nos
conviesse, por exemplo: se a taxa fosse de 24% a.a. e o
prazo de 18 meses, poderíamos transformar a taxa para
mensal (2% a.m.) e usar o prazo em meses, ou trans-
formar o prazo em anos (1,5 anos) e utilizar a taxa anu-
al. Em juros compostos não podemos fazer isso, pois
o problema dirá como devemos CAPITALIZAR A TAXA,
ou seja, se os períodos serão mensais, anuais etc.
Normalmente, do lado da taxa deve vir a indicação de
como ela deve ser CAPITALIZADA ou COMPOSTA.
Se o período das capitalizações não coincidir com
o da taxa, devemos calcular a taxa para o período
dado pela capitalização, utilizando o conceito de
TAXAS PROPORCIONAIS.
Exemplos:
• Dada uma taxa de 48% ao ano CAPITALIZADA MEN-
SALMENTE, devemos transformá-la em uma taxa igual
a 4% ao mês.
• Dada a taxa de 48% ao ano CAPITALIZADA
SEMESTRALMENTE, devemos transformá-la em uma
taxa de 24% ao semestre.
Se não houver nenhuma indicação de como a taxa deva
ser capitalizada ou nenhuma referência a regime
composto, presumimos que o regime de capitalização
seja simples.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Uma pessoa faz uma aplicação no valor de 10 000
durante 11 meses, a uma taxa de juros de 5% a.m.
capitalizados mensalmente. Calcular o montante
no final do prazo.
RESOLUÇÃO:
C = 10.000
prazo (t) = 11 meses; como a capitalização é
mensal, n = 11
i = 5% a.m. = 0,05 a.m.
M = C (1 + i)
n
M = 10 000 (1 + 0,05)
11
O problema está em calcular o fator de acumulação
do capital. Não se desespere, esse valor é dado
pelo examinador:
a) no início da prova; exemplo: (1,05)
11
= 1,7103; ou
b) por meio de uma tabela financeira, semelhante ao
modelo a seguir; nessa tabela, o valor do fator de
acumulação de capital que procuramos pode ser
facilmente encontrado no cruzamento da coluna i =
5% com a linha n = 11:
TABELA DE JUROS COMPOSTOS
valores de a
n
= (1 + i)
n
No fi nal deste capítul o fornecemos uma tabel a
financeira mais completa.
Voltando ao cálculo do montante:
M = 10 000 . 1,710339 (você deve utilizar todas as casas
decimais fornecidas para o fator)
M = 17 103,39
02. Calcular o montante de um capital de R$ 100,00 apli-
cado a juros compostos de 60% a.a., capitaliza-
dos mensalmente, durante um ano.
Resolução:
Temos que:
C = 100
i = 60% a.a. capitalizados mensalmente
prazo de aplicação (t) = 1 ano = 12 meses
Este exemplo traz uma novidade importantíssima. Como
já dissemos anteriormente, em juros compostos é fun-
damental que se diga qual o período de capitalização
dos juros. Vimos, também, que nem sempre ele coinci-
de com a periodicidade da taxa. Neste exercício, por
exemplo, a taxa é anual mas a capitalização é mensal.
Precisamos determinar, a partir da taxa dada, uma ou-
tra taxa que tenha periodicidade idêntica ao período da
capitalização, e fazemos isto, como já foi dito, utilizando
o conceito de TAXAS PROPORCIONAIS.
Exemplo: se o examinador der uma taxa nominal de
36% a.a. e disser que deve ser capitalizada mensal-
mente, devemos determinar a taxa mensal proporcional
à taxa de 36% a.a., ou seja, 3% a.m. – é este valor que
utilizaremos na fórmula do montante composto. Se ele
der a mesma taxa nominal de 36% a.a., mas disser
que deve ser capitalizada semestralmente, deveremos
agora calcular a taxa semestral proporcional à taxa de
36% a.a., isto é, 18% a.s.
No nosso exemplo, a taxa é de 60% a.a. , com capitaliza-
ção mensal; logo, considerando que um ano tem doze
meses, a taxa proporcional mensal será um doze avos da
taxa nominal, ou seja: i = 60% a.a. = 5% a.m. = 0,05 a.m.
Neste caso, dizemos que a taxa de juros de 60% a.a.
fornecida é uma TAXA NOMINAL.
13_juros compostos.pmd 30/9/2010, 09:47 227
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228 Degrau Cultural
Matemática
TAXA NOMINAL
A taxa nominal tem a desvantagem de não poder ser in-
troduzida diretamente na fórmula do montante composto
pois possui período diferente do da capitalização.
Outro cuidado que você deve tomar é com o prazo. Da
mesma forma que a periodicidade da taxa, o prazo de
aplicação também deve estar expresso na mesma uni-
dade de medida de tempo do período de capitalização.
Assim, se a capitalização é mensal, o prazo tem que ser
expresso em meses, se a capitalização é trimestral, o
prazo tem que ser expresso em trimestres etc.
No prazo de um ano fornecido no enunciado do exercí-
cio, temos 12 períodos mensais, logo n = 12.
Aparadas todas estas arestas, podemos agora calcu-
lar o montante:
M = C (1 + i)
n
M = 100 (1 + 0,05)
12
Devemos ir à tabela fornecida anteriormente, onde ire-
mos verificar que, para i = 5% e n = 12,
(1 + 0,05)
12
= 1,795856
Logo,
M = 100 . 1,795856
M = R$ 179,59
Após ter certeza de que compreendeu os exemplos ante-
riores, leia as observações abaixo e reflita sobre elas.
a) Se em vez de juros compostos, o problema anterior
fosse de juros simples, de quanto seria o montante?
Resposta: seria de R$ 160,00.
Por quê?
Porque o montante de um capital igual a R$ 100,00,
aplicado a juros simples de 60% a.a. durante um ano é
dado por:
M = C (1 + in)
M = 100 (1 + 0,60.1) = 160,00
Por que o montante a juros compostos é maior?
Porque a cada mês o juro é adicionado ao capital, pro-
duzindo um montante que será utilizado para calcular o
juro do período seguinte. Portanto, calculamos juros
sobre juros.
Para deixarmos ainda mais clara a diferença entre o
regime simples e o composto, montamos a tabela abai-
xo, mostrando como ficam os montantes intermediári-
os, em cada mês, de R$ 100,00 aplicados a 5% a.m.,
nos dois regimes:
b) Veja que, apesar de a taxa nominal ser igual a 60%
a.a., o capital, em um ano, aumentou de 79,59%, pois
passou de 100,00 para 179,59. Daí se conclui que a
taxa nominal (60% a.a.) é apenas uma taxa de referên-
cia. Deve ser capitalizada de acordo com o período de-
terminado pelo problema.
A taxa produzida na capitalização da taxa nominal é cha-
mada de TAXA EFETIVA DE JUROS. Portanto uma taxa
nominal de 60% a.a., capitalizada mensalmente, pro-
duz uma taxa efetiva anual de 79,59%.
c) Outra coisa importante é que, para uma mesma taxa
nominal, se mudarmos o período de capitalização, a
taxa efetiva também mudará.
Imagine que, no nosso exemplo, a taxa continue a ser
de 60% a.a., mas com capitalização trimestral. Neste
caso, considerando-se que em um ano temos quatro
trimestres, escreveremos que:
i = 15% a.t. = 0,15 a.t.
n = 4
O montante composto será dado por:
M = C (1 + i)
n
M = 100 (1 + 0,15)
4
M = 100 x 1,749006
M = R$ 174,90
O montante foi menor porque diminuímos o número de
capitalizações (antes elas estavam sendo feitas a cada
mês; agora, de três em três meses). A taxa efetiva nes-
se caso será igual a 74,90% a.a.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
03. Calcular o montante de um capital de R$ 8 000,00
aplicado a uma taxa de 16% a.a., com capitaliza-
ção semestral, durante 20 anos e 6 meses.
Resolução:
Como a capitalização é semestral, é necessário
transformar a taxa anual em semestral e expres-
sar o prazo em semestres
C = 8 000
i = 16% a.a. (taxa nominal) ⇒ i = 8% a.s.
t = 20 anos e seis meses = 41 semestres ⇒ n = 41
M = C (1 + i)
n
M = 8 000 (1 + 0,08)
41
Vamos na tabela no final deste capítulo e ... não
tem n = 41. Na tabela dada, n só vai até 30. O que
fazer?
Simples, utilize o seu conhecimento sobre potên-
cias de mesma base:
(1 + 0,008)
41
= (1 + 0,008)
30
. (1 + 0,008)
11
(1 + 0,008)
41
= 10,06266 . 2,331639 = 23,462490
M = 8 000 . 23,462490
M = 187 699,92
TAXA REAL
A taxa real expurga o efeito da inflação. Um aspecto
interessante sobre as taxas reais de juros é que, elas
podem ser inclusive, negativas!
13_juros compostos.pmd 30/9/2010, 09:47 228
THATYML
Matemática
Degrau Cultural 229
1
Carlos Patrício Samanez – Matemática Financeira – Makron
Books - página 189-190
Vamos encontrar uma relação entre as taxas de juros
nominal e real. Para isto, suponha que um determina-
do capital P é aplicado por um período de tempo unitá-
rio, a uma certa taxa nominal i
n
. O montante S
1
ao final
do período será dado por S
1
= P(1 + i
n
).
Consideremos agora que durante o mesmo período, a
taxa de inflação (desvalorização da moeda) foi igual a j.
O capital corrigido por esta taxa acarretaria um montante
S
2
= P (1 + j).
A taxa real de juros, indicada por r, será aquela que
aplicada ao montante S
2
, produzirá o montante S
1
. Po-
deremos então escrever: S
1
= S
2
(1 + r)
Substituindo S
1
e S
2
, vem:
P(1 + i
n
) = (1+r). P (1 + j)
Então: (1 + i
n
) = (1+r). (1 + j), onde:
i
n
= taxa de juros nominal
j = taxa de inflação no período
r = taxa real de juros
Observe que se a taxa de inflação for nula no período,
isto é, j = 0, teremos que as taxas nominal e real são
coincidentes.
Veja o exemplo a seguir:
Numa operação financeira com taxas pré-fixadas, um
banco empresta $120.000,00 para ser pago em um ano
com $150.000,00. Sendo a inflação durante o período
do empréstimo igual a 10%, pede-se calcular as taxas
nominal e real deste empréstimo.
Teremos que a taxa nominal será igual a:
i
n
= (150.000 – 120.000)/120.000 = 30.000/120.000 =
0,25 = 25%
Portanto i
n
= 25%
Como a taxa de inflação no período é igual a j = 10% =
0,10, substituindo na fórmula anterior, vem:
(1 + i
n
) = (1+r). (1 + j)
(1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,10)
1,25 = (1 + r).1,10
1 + r = 1,25/1,10 = 1,1364
Portanto, r = 1,1364 – 1 = 0,1364 = 13,64%
EXERCÍCIO:
$100.000,00 foi emprestado para ser quitado por
$150.000,00 ao final de um ano. Se a inflação no perío-
do foi de 20%, qual a taxa real do empréstimo?
RESPOSTA : 25%
TAXA APARENTE
Segundo Carlos Patrício Samanez
1
, “a taxa aparente
(chamada nominal nas transações financeiras e co-
merciais) é aquela que vigora nas operações corren-
tes. Usaremos a expressão taxa aparente para diferen-
ciá-la da taxa nominal (taxa com mais de uma capitali-
zação por período referencial).”
“As taxas reais diferenciam-se das taxas aparentes pela
depuração destas dos efeitos da alta geral de preços.”
“A taxa real é o rendimento ou custo de uma operação,
seja de aplicação ou captação, calculado após serem
expurgados os efeitos inflacionais.”
“As taxas aparente e real relacionam-se da seguinte
forma: (1 + i) = (1 + i
r
) x (1+ I)
Onde: i = taxa aparente ; i
r
= taxa real, I = taxa de inflação.”
O fator (1 + i)
n
é chamado fator de valor futuro ou fator de
capitalização, sendo encontrado em tabelas financeiras.
TÁBUA I
FATOR u
n
ou (1 + i)
n
A taxa de juros deve ser sempre referida à mesma uni-
dade de tempo do período financeiro.
O ato de se juntar o juro produzido ao capital que o
produziu chama-se CAPITALIZAÇÃO.
CÁLCULO DO MONTANTE
CÁLCULO DO MONTANTE PARA n INTEIRO
A tabela financeira, de dupla entrada, fornece os valo-
res do fator de capitalização, de acordo com os valores
de i e n, prevendo 4 casos possíveis:
01. i e n encontramos na tabela:
Seja calcular o montante de R$ 10.000, aplicado a ju-
ros compostos a 5% a.m., durante 1 ano e 5 meses,
com capitalização mensal.
C = 10.000
r = 5% a.m.
i = 0,05
n = 17 meses
C
n
= C (1 + i)
n
C
n
= 10.000 ( 1 + 0,05)
17
C
n
= 10.000 x 2,292018
C
n
= 22.920,18
02. i encontrado na tabela e n acima do limite de
tábua:
Nesse caso é sempre possível desdobrar n numa soma
de parcelas, todas inferiores ao limite da tabela.
Seja, por exemplo, calcular o montante de R$ 8.000 a
juros compostos de 4% ao trimestre, durante 20 anos e
6 meses, sendo a capitalização semestral.
C = 8.000
r = 4% a t = 8% a. s.
i = 0,08
n = 20a e 6m
n = 41 semestres
É fundamental, sempre a adaptação do tempo e taxa
ao período de capitalização.
C
n
= 8.000 (1 + 0,08)
41
Como o limite da tabela é 24 períodos:
C
n
= 8.000 (1 + 0,08)
24 + 17
C
n
= 8.000 (1 + 0,08)
24
x (1 + 0,08)
17
C
n
= 8.000 x 6,341180 x 3,700018
C
n
= 187.669,84
03. n encontrado na tabela e i, fracionário, não encon-
trado:
Nesse caso o fator de capitalização é calculado por
interpolação linear, na própria tabela financeira.
13_juros compostos.pmd 30/9/2010, 09:47 229
THATYML
230 Degrau Cultural
Matemática
Seja, por exemplo, calcular o montante de R$ 200.000,00
à taxa de ao trimestre, no fim de 1 ano, com capita-
lização trimestral.
C = 200.000
r = 6,4 % a. t.
i = 0,0064
n = 1 ano
4 trimestres
C
n
= 200.000 (1 + 0,064)
4
Tabela Financeira para 4 períodos
x = 0,019192
0,019192
1,262476 +
1,281668 → (1 + 0,064)
4
C
c
= 200.000 x 1,281668
C
n
= 256.333,60
04. i e n encontramos na tabela:
Esse caso é resolvido pela fusão do 2º e 3º casos.
Seja calcular o montante de R$ 2.000,000 à taxa de
a. s., no fim de 16 anos, capitalizando semestral-
mente.
C = 2.000
O cálculo do capital, taxa e tempo não oferece dificulda-
de, como será visto nas aplicações abaixo:
01. Cálculo de C:
Dados:
C
n
= 12.000;
r = 8% a. m;
n = 5m;
C = ? (cap. mensal)
C
n
= C (1 + i)
n
12.000 = C (1 + 0,08)
5
C =
C = 8,166,99
02. Cálculo de i :
Dados:
C
n
= 12.000;
C = 8.166,99;
n = 5m;
r = ? (cap. mensal)
C
n
= C (1 + i)
n
12.000 = 8.166,99 (1 + i)
5
(1 + i)
5
=
(1 + i)
5
= 1,469330
Consultando a T.F.I. na linha correspondente a 5 perío-
dos, encontra-se o fator 1,469.329, cuja taxa é 8%. En-
tão: r = 8% a. m.
03. Cálculo de n:
Dados:
C
n
= 12.000;
C = 8.166,99;
r = 8% a. m.;
n = ? (cap. mensal)
C
n
= C (1 + i)
n
( 1 + 0,08)
n
=
(1 + 0,08)
n
= 1,469330
Consultando a T.F.I. na coluna correspondente a 8%,
encontra-se o fator 1,469329, cujo número de períodos
é 5. Então n = 5 meses.
13_juros compostos.pmd 30/9/2010, 09:47 230
THATYML
Matemática
Degrau Cultural 231
CÁLCULO DO MONTANTE n FRACIONÁRIO
São duas as convenções adotadas para o cálculo do
montante nesses casos: CONVENÇÃO LINEAR e CON-
VENÇÃO EXPONENCIAL.
Pela CONVENÇÃO LINEAR, em capital C, aplicado à
taxa i rende juros compostos durante a parte inteira de
períodos, produzindo esse montante, juros simples
durante fração de períodos.
Ex.: Seja calcular o montante composto do capital R$
15.000,00, a taxa de 2% a.m., durante 4 anos e 2 me-
ses, com capitalização trimestral.
C
n
= 39.629,48
Pela CONVENÇÃO EXPONENCIAL, um capital C aplica-
do a taxa i rende juros compostos durante a parte inteira
de períodos, rendendo o montante obtido, também juros
compostos, a taxa equivalente a taxa i, relativa a cada
fração do período durante os períodos menores.
Ex: calcular o montante composto do capital R$ 15.000,00
à taxa 2% a. m. durante 4 meses e 2 meses, com capitali-
zação trimestral.
C = 15.000, r = 2% a.m. ∴ r = 6% a. t., n = 16 +
C
n
= 15.000 x 2,540352 x (1 + 0,06)
2/3
C
n
= 15.000 x 2,540352 x (1 + 0,06)
2/3
C
n

= 15.000 x 2,540352 x 1,039610
C
n
= 39.614,63
13_juros compostos.pmd 30/9/2010, 09:47 231
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232 Degrau Cultural
Matemática
13_juros compostos.pmd 30/9/2010, 09:47 232
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Atualidades
Degrau Cultural 233
235 Atualidades
Atualidades
00_Sumário Atualidades.pmd 30/9/2010, 09:47 233
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234 Degrau Cultural
Atualidades
00_Sumário Atualidades.pmd 30/9/2010, 09:47 234
THATYML
Atualidades
Degrau Cultural 235
ATUALIDADES
Internacional
Globalização
A partir do final da Segunda Guerra Mundial (1945), o desen-
volvimento capitalista acelerou-se progressivamente. O ge-
ógrafo Milton Santos chamou este processo de aceleração
contemporânea. Outros identificam neste momento uma
Terceira Revolução Industrial com a espantosa expansão
dos setores de alta tecnologia, onde a ciência e a informa-
ção são fundamentais para a reprodução do capital.
Especialmente a partir da década de 1990, o processo
de globalização ficou cada vez mais em evidência. A glo-
balização constitui uma nova fase de expansão do capita-
lismo financeiro e monopolista no espaço geográfico
mundial.
Os principais agentes da globalização são as empresas
transnacionais, os grandes bancos internacionais, os
governos dos principais países desenvolvidos e emer-
gentes, as instituições internacionais (FMI, Banco Mundi-
al, OMC, OCDE, entre outras) e os blocos econômicos
(União Europeia, NAFTA, APEC, Mercosul, entre outros).
Crise Financeira Internacional (2007-2010)
A crise econômica nos Estados Unidos, que atingiu o mun-
do como um todo, teve início em 2007. A origem foi a inadim-
plência no setor imobiliário. Em 2001, o Federal Reserve
(FED: banco central dos EUA) reduziu a taxa de juros, vi-
sando baratear os empréstimos. Em 2003, o setor imobi-
liário norte-americano passou a se aproveitar dessa situa-
ção de juros baixos: a procura por imóveis e por emprésti-
mos para financiá-los cresceu aceleradamente. Principal-
mente a partir de 2007, essa realidade começou a mudar:
a alta na taxa de juros encareceu os empréstimos, afastou
investidores, elevou o número de inadimplentes, fez a oferta
superar a procura, desvalorizou os imóveis acarretando
uma forte crise no setor imobiliário.
Muitos bancos e financeiras do país, envolvidos com finan-
ciamentos da casa própria e com venda e compra de títu-
los do setor amargaram prejuízos, obrigando o governo,
primeiro Bush, e agora Obama a tentar a aprovação de
pacotes econômicos, com ênfase na liberação de dinhei-
ro, para ser injetado no mercado. Essa ajuda financeira
visa salvar bancos, financeiras, empresas e também a
geração de empregos. Grandes grupos financeiros pedi-
ram concordata, o banco Lehman Brothers, até então um
dos mais respeitados do país, foi a falência. A Fannie Mae
e Freddie Mac foram salvas pelo governo. A Merrill Lynch foi
comprada pelo Bank of América e o Wachovia pelo Citi-
group. Em 2009, os EUA entraram em recessão econômi-
ca e a taxa de desemprego superou os 10% da PEA. Al-
guns setores tiveram modesta recuperação em 2010.
Estados Unidos: o governo de Barack Obama (2008/2009/
2010)
No dia 4 de novembro de 2008 foi eleito presidente dos
Estados Unidos, Barack Hussein Obama. Obama tem 47
anos, sendo o primeiro presidente negro e o 44º presi-
dente dos EUA.
Filho de um queniano, também chamado de Barack Oba-
ma e de uma norte-americana (branca), Ann Dunham, o
atual presidente dos EUA nasceu em 1961. Represen-
tante do Partido Democrata, Obama teve como concor-
rente John Maccain, do Partido Republicano. Seu vice foi
John ou Joe Biden, seu opositor teve como vice Sarah
Palin, a polêmica e hoje muito popular ex-governadora do
estado do Alasca. Assim que tomou posse, Obama con-
seguiu a aprovação de um plano de intervenção econô-
mica para amenizar a grave crise financeira que atinge os
EUA. Em relação à política externa e interna, eis os princi-
pais feitos:
- retirada dos soldados americanos no Iraque com pra-
zo até 2011;
- envio de mais 30 mil soldados para ao Afeganistão para
combater a guerrilha fundamentalista sunita Taleban;
- desativar futuramente a prisão da base militar de
Guantánamo, onde prisioneiros acusados de terroris-
mo são mantidos sem julgamento adequado, consti-
tuindo desrespeito aos direitos humanos;
- desistência de um Escudo Antimísseis que seria insta-
lado no Leste Europeu (Polônia e República Checa), o
argumento de Bush era que o escudo era necessário
para proteger a Europa da ameaça nuclear iraniana;
- melhora das relações com a Rússia devido ao can-
celamento do escudo antimísseis e proposta de um
novo plano de desarmamento nuclear a partir do
término do Start.
- recebimento do prêmio Nobel da Paz em Oslo (Noruega);
- envio para o Congresso de plano para aumentar a
regulação no sistema financeiro para prevenir novas
crises, proposta para limitar ganhos de executivos dos
bancos e proposta de imposto sobre responsabilida-
de da crise financeira;
- envio para o Congresso de reforma na saúde com
plano público mais barato para atender quase 50 mi-
lhões de americanos que não tem plano privado.
Estados Unidos: tentativa de atentado terrorista (2009)
No dia 25 de dezembro de 2009, Umar Farouk Abdulmu-
tallab, de nacionalidade nigeriana, tentou detonar explo-
sivos durante um voo da Northwest Airlines entre Amster-
dã (Holanda) e Detroit (EUA). A tragédia só não ocorreu
porque houve falha no momento da detonação da bomba
e o terrorista acabou sendo contido pelos passageiros.
Diante dessa nova tentativa de atentado, a segurança em
vários aeroportos, principalmente nos EUA, foi reforçada.
O episódio revelou a ineficiência dos EUA quanto aos
organismos de segurança e espionagem. Osama Bin
Laden, em “suposta” mensagem para a mídia, assumiu
a tentativa de atentado. O jovem nigeriano recebeu treina-
mento pelo grupo terrorista da Al Qaeda na Península
Arábica, no Iêmen.
Conselho de Segurança da ONU: Brasil é membro rota-
tivo (2009/2010)
O Brasil foi eleito pela décima vez, membro rotativo do
Conselho de Segurança da ONU. Esse conselho é
composto de 15 países, sendo 5 permanentes (Rús-
sia, China, França, Reino Unido e EUA), com poder de
veto e voto.
Além desses, estão os 10 rotativos, com poder apenas
de voto, sendo que cada membro permanece por apenas
2 anos, sendo substituído por um novo membro. O Brasil
recebeu 182 votos, de um total de 190 membros que
participaram da votação. O cargo passou a ser ocupado
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236 Degrau Cultural
Atualidades
pelo Brasil em janeiro de 2010, substituindo a Costa Rica.
Vale ressaltar que o Conselho de Segurança tem por fi-
nalidades a segurança mundial e autorizar intervenções
militares como o envio de tropas de paz para países em
conflito. Já há algum tempo, o G4 (Brasil, Alemanha, Índia
e Japão) almejam uma cadeira permanente no Conse-
lho de Segurança da ONU.
G8
O G8 (Grupo dos Oito) constitui um fórum que reúne os
sete países capitalistas desenvolvidos com maior PIB do
planeta, somados a um país emergente, a Rússia. O gru-
po foi criado em 1975. O grupo realiza uma reunião anual
dos presidentes e primeiros ministros para debater os
rumos da economia mundial e questões geopolíticas.
O grupo é integrado por Estados Unidos, Japão, Alema-
nha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia. A Rús-
sia foi convidada a participar na década de 1990 em vista
de seu poderio geopolítico e militar. Nos últimos anos,
países emergentes são convidados a participar da reu-
nião. Estes países integram o G5, integrado por China,
Índia, Brasil, México e África do Sul. Em 2009, a reunião
de cúpula aconteceu em L’Áquila, Itália.
G20 (Grandes Economias)
Em decorrência das crises financeiras ocorridas em 1994
(México), 1997 (países asiáticos como Coreia do Sul, Tai-
lândia e Indonésia) e em 1998 (Rússia e Brasil), foi cria-
do o Grupo dos Vinte (G20 Grandes Economias ou Finan-
ças) em 1999. A finalidade do grupo é discutir o sistema
financeiro e tomar medidas para garantir a estabilidade
do sistema financeiro e previnir crises. Geralmente, se
reunem os presidentes dos bancos centrais e ministros
das fazenda.
O grupo é formado pelos dezenove países com grandes
PIBs, somados a União Europeia enquanto bloco econô-
mico. Os participantes são: EUA, Japão, Alemanha, Fran-
ça, Reino Unido, Itália, Canadá, China, Brasil, Índia, Rús-
sia, Austrália, África do Sul, Turquia, Arábia Saudita, Ar-
gentina, México, Coreia do Sul, Indonésia e União Euro-
peia. Em 2009, foram realizadas duas cúpulas: Londres
(Reino Unido) e Pittsburgh (EUA) que discutiram medi-
das contra a crise financeira internacional.
BRIC
Entre os países emergentes, o grupo que se sobressai é
identificado pela sigla “BRIC” que representa Brasil, Rús-
sia, Índia e China. A sigla BRIC foi criada em 2001 pelo
economista Jim O’Neill no banco Goldman Sachs, uma
das principais instituições financeiras dos EUA. A sigla
tinha a função de orientar os investidores em relação aos
países emergentes com maior potencial de crescimento
e cujos investimentos produtivos e especulativos trariam
maior rentabilidade. Os BRICs são potências regionais e
no caso da China, uma potência global. Eis as suas ca-
racterísticas:
- grande extensão territorial com expressiva quantidade
e diversidade de recursos naturais;
- nações populosas e com mercados consumidores
emergentes (forte crescimento das classes médias e
redução da pobreza);
- grandes PIBs e economias diversificadas;
- graves problemas sociais e regionais internos;
- problemas políticos como altos níveis de corrupção e,
no caso chinês, autoritarismo político.
A previsão é que em 2040, a soma do PIBs dos BRICs
vão superar a soma dos PIBs das 6 maiores economias
desenvolvidas (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, Fran-
ça e Itália). O sucesso da sigla na comunidade internaci-
onal fez com que os quadro países se aproximassem
dando origem a um fórum de cooperação diplomática e
econômica BRIC, cuja primeira reunião de cúpula acon-
teceu em Ecatenimburgo (Rússia) em 2009. Em 2010, a
sede é Brasília.
China: a nova potência global
Centro financeiro Pudong em Xangai, maior região
metropolitana da China.
A China é a potência emergente com maior sucesso
econômico e financeiro nas últimas décadas. O “dragão”
simboliza bem o desempenho chinês, poder,
superioridade e agressividade. Após a crise financeira, o
país consolida-se de vez como potência global. A China
começou a exercer importante influência econômica e
geopolítica no leste e sudeste asiáticos, gerando
desconfiança nos grandes vizinhos, a Índia e o Japão.
Necessitando consumir commodities minerais, energéticos
e agrícolas em grande volume para suprir a demanda de
sua acelerada economia, a China avançou em negociações
01_atualidades.pmd 30/9/2010, 09:47 236
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Atualidades
Degrau Cultural 237
comerciais e diplomáticas em diversas frentes: Ásia Central,
América Latina e África. No continente africano, fechou
acordos comerciais com a maioria dos países.
Apesar de ter sido afetada pela crise mundial, em 2009, a
economia cresceu 8,7%, mesmo com a queda nas
exportações, um resultado surpreendente. Assim, a
China, que já é a 2ª maior economia do mundo (PIB-PPC-
paridade de poder de compra), em 2010 torna-se também
a 2ª economia do mundo com PIB em dólares. Um fator
que muito contribuiu para que a China superasse os
efeitos da crise mundial foi o pacote elaborado pelo
governo, estimulando investimentos de infraestrutura e
de crescimento do mercado interno. Apesar da
prosperidade econômica que o país vem apresentando,
há mais de uma década, o governo reconhece que o país
ainda enfrenta dificuldades a serem superadas, como
por exemplo, o aumento da desigualdade social e a forte
degradação do meio ambiente.
O país é potência econômica, financeira e com fortes
investimentos no campo aeroespacial, militar e nuclear.
No campo aeroespacial, os chineses já detém tecnologia
de satélites de sensoriamento remoto (CBERS em
parceria com o Brasil), já enviaram uma missão tripulada
ao espaço e tem planos para aportar na Lua.
Uma das principais críticas à China é o regime autoritário
e de partido único. O país reprime opositores e censura
os meios de comunicação. A Internet é o alvo nos últimos
anos, uma vez que a China tornou-se o país com maior
número de usuários de internet do mundo. Em 2010, o
Google sofreu um ataque de hackers chineses,
desagradando os EUA. A empresa ameaçou cancelar
suas atividades no país. A China também tem reprimido
suas minorias étnicas. Em 2008, houve repressão contra
manifestações de monges do Tibete e a China considera
o Dalai Lama, um “líder separatista”. Em 2009,
aconteceram graves conflitos étnicos entre chineses han
e os uigures (muçulmanos) em Urumqi, capital da
província de Xinjiang. A China também classifica os
líderes da minoria uigur, a exemplo de Rediya Kadeer (no
exílio), como “terroristas e separatistas”.
OMC, Rodada de Doha e G20 (subdesenvolvidos e
emergentes)
Na década de 2000, a OMC (sede em Genebra, Suíça)
organizou diversas cúpulas de países no intuito de
destravar o comércio mundial. Porém, prevaleceram as
divergências. Alguns países não aceitam abrir mais os
seus mercados internos para mercadorias importadas,
ou seja, praticam o protecionismo com a finalidade de
proteger os produtores nacionais.
A maior negociação comercial em curso na OMC é a
Rodada Doha, iniciada em 2001 em Doha, capital do Catar,
país do Golfo Pérsico. Ao longo das negociações
formaram-se dois grupos de países. De um lado, os
Estados Unidos e a União Europeia. Do outro, o G20, um
grupo de países subdesenvolvidos, incluindo os
principais emergentes.
O G20 é um grupo de países subdesenvolvidos, incluindo
os principais emergentes, fundado no ano de 2003 numa
reunião da Rodada de Doha, em Cancún, no México. O
G20 é formado por 24 países e cuja liderança cabe à
Índia e ao Brasil. Os demais países membros são:
Filipinas, China, Indonésia, Paquistão, Tailândia, África
do Sul, Egito, Tanzânia, Zimbábue, Nigéria, Turquia,
República Checa, Hungria, Argentina, Bolívia, Chile,
Paraguai, Uruguai, Venezuela, México, Guatemala e Cuba.
O G20 reivindica a maior abertura dos mercados dos pa-
íses desenvolvidos para a entrada de produtos do agro-
negócio provenientes dos países subdesenvolvidos e
emergentes. Os países desenvolvidos relutam em abrir
seus mercados, fazendo ofertas pouco expressivas. O
G20 é contrário ao protecionismo e subsídios que bene-
ficiam os agricultores dos países ricos.
Por sua vez, os Estados Unidos e países da União Euro-
peia reivindicam que os países emergentes e periféricos
abram mais seus mercados para produtos industrializa-
dos e serviços vindos os países desenvolvidos. O resul-
tado tem sido o impasse nas negociações, visto que
ambos os lados cedem pouco.
OMC autoriza Brasil a retaliar os EUA devido a produção
de algodão (2010)
A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o
Brasil a impor retaliações sobre o governo americano em
resposta aos subsídios ilegais que a Casa Branca distribui
aos produtos de algodão. Mas o órgão frustra o Brasil no
valor da retaliação contra os Estados Unidos. Dados
preliminares da decisão da entidade apontam que o Brasil
teria o direito de retaliar os EUA em cerca de US$ 300
milhões, valor muito inferior aos US$ 2,5 bilhões pleiteados
pelo Brasil. O valor variaria, dependendo do ano, e estaria
ligado ao volume de subsídios que os Estados Unidos
dariam ao algodão em cada ano. Pelos cálculos
preliminares o valor da retaliação não chegaria nem US$ 1
bilhão em nenhum dos anos. Os americanos indicaram
que somente aceitariam ser retaliados em 1,5% do valor
pedido para o Brasil. Mesmo assim, a retaliação autorizada
pela OMC é a segunda maior já dada pela entidade a um
país. A maior retaliação também havia sido contra os EUA.
A OMC atende parcialmente o pedido brasileiro e autorizou
que, em certas circunstâncias, retaliações fossem
aplicadas sobre patentes de produtos americanos. Essa
é a primeira vez que a OMC autoriza tais medidas para o
Brasil. Mas para que a retaliação em patentes entre em
vigor, um determinado nível de retaliação precisa ser
atingido. Se o valor da sanção em um ano for acima de um
certo montante, o Brasil então teria o direito de suspender
patentes. A disputa entre Brasil e Estados Unidos já dura
sete anos e apesar de várias condenações, o governo
americano jamais cumpriu a determinação da OMC de
retirar os subsídios ilegais ao algodão. O governo brasileiro
ameaçou aumentar a tarifa de importação de vários
produtos provenientes dos EUA e espera uma negociação
com os norte-americanos para resolver o impasse.
Mercosul
Com a democratização da maioria dos países da Améri-
ca Latina, as possibilidades de integração renasceram
na década de 1990. Na América do Sul, foi criado o Mer-
cosul (Mercado Comum do Sul) através da assinatura
do Tratado de Assunção em 1991.
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238 Degrau Cultural
Atualidades
O bloco é integrado por quatro membros plenos: Brasil,
Argentina, Uruguai e Paraguai. O Chile, Bolívia, Peru,
Venezuela, Equador e Colômbia são membros associa-
dos, isto é, fizeram acordos comerciais com o Mercosul,
no entanto, não apresentam o mesmo grau de integra-
ção atingido pelos membros plenos. A Venezuela é can-
didata a membro pleno, mas precisa da aprovação dos
parlamentos dos 4 atuais membros plenos. A câmara e
o senado brasileiros aprovaram a entrada da Venezuela
em 2009, assim como o Uruguai e a Argentina. Portanto,
resta apenas o Paraguai.
A criação do Mercosul intensificou as relações comerci-
ais entre os países sócios a partir da década de 1990. Na
atualidade, a maior parte das mercadorias circula sem
tarifas de importação. O Mercosul pode ser considerado
uma união aduaneira parcial, seu mecanismo é a TEC
(Tarifa Externa Comum) adotada pelos membros plenos.
Os principais problemas do Mercosul são:
- as divergências comerciais entre os membros, a exem-
plo dos frequentes conflitos comerciais entre o Brasil
e a Argentina;
- a assimetria econômica entre os membros, uma vez
que o Brasil apresenta um PIB muito maior em rela-
ção aos outros sócios;
- as eventuais crises financeiras e políticas nos países
sócios.
A integração econômica também requer investimentos
em infraestrutura que integrem os países. Ao longo de
décadas, pouco foi feito para integrar o Brasil com os
países andinos e platinos. Desse modo, a construção de
rodovias, pontes e ferrovias é fundamental. Um dos prin-
cipais exemplos é a construção da rodovia Transoceâni-
ca entre o Brasil (a partir do AC) e o Peru passando por
trechos da Amazônia, Andes e atingindo o litoral do Pací-
fico. A obra vai permitir que produtos brasileiros cheguem
até portos peruanos no Pacífico de modo a facilitar o co-
mércio com os países andinos e com os países da Oce-
ania e Ásia. Por sua vez, aumentará o fluxo de mercadori-
as peruanas para o mercado brasileiro.
União Europeia
Dado o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945),
os países da Europa Ocidental, muitos arruinados pelo
conflito, começaram a se organizar para minimizar a de-
pendência econômica perante os EUA. Na Europa, a
primeira experiência de cooperação econômica foi o BE-
NELUX em 1948, integrando Bélgica, Holanda e Luxem-
burgo. Com a assinatura do Tratado de Paris em 1951,
foi criada a CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do
Aço), instituição que estimulou a livre circulação de maté-
rias-primas e mercadorias vinculadas à indústria side-
rúrgica, tais como carvão mineral, minério de ferro e aço.
A CECA era integrada por Bélgica, Países Baixos, Luxem-
burgo, Alemanha Ocidental, França e Itália.
Com o sucesso da CECA, a iniciativa seguinte foi de es-
tender a cooperação para outros setores. Nesse intuito,
foi assinado o Tratado de Roma (1957) que fundou a CEE
(Comunidade Econômica Europeia). No início, eram seis
países: Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Ho-
landa e Luxemburgo.
Em 1973, a CEE foi ampliada, com a adesão de três
novos sócios: Reino Unido, Irlanda e Dinamarca.
Na década de 1980, entraram a Grécia (1981), Espanha
e Portugal (1986). Na década de 1990, o bloco dá início a
medidas para aprofundar sua interdependência no cam-
po econômico e financeiro. Com a assinatura do Tratado
de Maastricht (1992), os países sócios comprometeram-
se a padronizar seus indicadores econômicos internos
com a finalidade de viabilizar uma futura unificação mo-
netária. O ajuste econômico foi rigoroso e visava reduzir
as taxas de inflação, as taxas de juros, controlar as flutu-
ações cambiais e os déficits públicos. O bloco também
passou a denominar-se UE (União Europeia). Em 1995, o
bloco contou com a adesão da Áustria, Suécia e Finlân-
dia. A unificação monetária avançou com a criação de um
Banco Central para a União Europeia em Frankfurt, Ale-
manha, em 1998.
Em 2004, aconteceu a primeira grande expansão da
União Europeia em direção ao Leste Europeu e ao Medi-
terrâneo. Entraram dez novos integrantes: Estônia, Letô-
nia, Lituânia, Polônia, República Checa, Eslováquia, Hun-
gria, Eslovênia, Malta e Chipre. Em 2007, ingressaram a
Bulgária e a Romênia. Alguns analistas afirmam que o
ingresso dos países do Leste Europeu poderia facilitar
ainda mais a entrada de trabalhadores do leste nos paí-
ses da Europa Ocidental. Haveria um aumento da con-
corrência com a mão-de-obra local e um eventual rebai-
xamento dos salários nos países mais avançados. O
deslocamento de empresas rumo ao leste em busca de
mão-de-obra barata e incentivos fiscais, poderia elevar o
desemprego em países como a França e Alemanha.
Entre os atuais candidatos a ingressar na União Euro-
peia estão a Macedônia, Croácia, Montenegro e Turquia.
No entanto, existe grande resistência à entrada da Tur-
quia no bloco. Os principais motivos são:
- problemas econômicos e financeiros do país, a exem-
plo da alta taxa de juros;
- preconceito contra um país cuja maioria da população
é muçulmana, apesar do país ter um governo laico;
- temor da facilitação da entrada de grupos fundamen-
talistas e terroristas islâmicos no bloco através do ter-
ritório turco;
- as relações tensas da Turquia com o Chipre, país que
aderiu à União Europeia, e que internamente é dividi-
do entre duas etnias rivais, grega e turca;
- o desrespeito aos direitos humanos (repressão políti-
ca, problemas no sistema prisional e repressão à mi-
noria curda).
A moeda única, o euro, foi implantada de modo gradual a
partir de 1999, convivendo com as moedas de cerca de
onze países inicialmente. A partir de 2002, as moedas
locais de cada país foram eliminadas e o euro tornou-se
a moeda única.
Os países da União Europeia onde o euro substituiu as
moedas locais integram a zona do euro: Alemanha, Fran-
ça, Itália, Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo, Espanha,
Portugal, Grécia, Áustria, Finlândia, Irlanda, Eslovênia,
Chipre e Malta.
Países desenvolvidos como Reino Unido, Dinamarca e
Suécia não aderiram ao euro. A resistência à moeda úni-
ca em alguns países dá-se por motivação econômica e
até por nacionalismo, uma vez que a moeda é um impor-
tante símbolo da únidade nacional.
Cabe salientar que o processo de adesão de um país à
União Europeia ou a adoção do euro é democrático. Isto
é, passa por plebiscito popular e aprovação dos parla-
mentos de cada país. Alguns países ricos da Europa Oci-
dental rejeitaram até a adesão à União Europeia, é o
caso da Islândia, Suíça e Noruega.
01_atualidades.pmd 30/9/2010, 09:47 238
THATYML
Atualidades
Degrau Cultural 239
A sede executiva da União Europeia está localizada em
Bruxelas, capital da Bélgica. O funcionamento da União
Europeia depende de várias instituições e tratados:
- Parlamento Europeu. Assembleia parlamentar eleita
pelo voto direto pelos cidadãos da União Europeia com
sede em Estrasburgo, França.
- Conselho da União Europeia. Principal órgão legislati-
vo e de tomada de decisão na União Europeia. Repre-
senta os governos dos estados-membros.
- Comissão Europeia. Instituição que representa e de-
fende os interesses da União como um todo através
de propostas de legislação, ações e é responsável
pela execução das decisões do parlamento europeu.
É o órgão com poder executivo.
- Acordo de Schengen. Firmado em 1985. O objetivo
foi criar o “espaço Schengen” que permite a livre cir-
culação de pessoas dentro dos países signatários,
sem a necessidade de apresentação de passaporte
nas fronteiras.
Entretanto, é necessário ser portador de um documento
legal como, por exemplo, o bilhete de identidade. Al-
guns países do bloco e outros europeus aguardam
implementação: Bulgária, Romênia, Chipre, Islândia,
Noruega, Suíça e Liechenstein.
- Tratado de Nice. Foi acertado em 2000 e entrou em
vigor em 2003. Seu objetivo foi definir as regras de
adaptação das instituições europeias para a inclusão
dos novos membros a partir de 2004.
- Tratado de Lisboa. Foi firmado em 2007 e também é
denominado de “tratado reformador da constituição
europeia”. O bloco passa a ter um alto representante
para a política exterior, um presidente e haverá um for-
talecimento dos parlamentos. Em 2009, a Irlanda che-
gou a rejeitar o tratado por plebiscito, mas o problema
foi superado. O Tratado de Lisboa entrou em vigor em
2010 com a aprovação dos parlamentos dos países-
membros.
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240 Degrau Cultural
Atualidades
PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) não
estão no mesmo atoleiro, mas Grécia dita rumo do gru-
po (2010)
Os Piigs não estão todos no mesmo atoleiro, mas o des-
fecho do caso da Grécia deve ditar a extensão do contágio
no grupo. Analistas na Europa diferenciam a situação eco-
nômica de cada integrante, já que Grécia e Portugal en-
frentam problemas mais delicados do que Irlanda, Itália e
Espanha. Fica, no entanto, o alerta de que uma possível
contaminação da turbulência traria novo freio para a ain-
da frágil recuperação europeia.
No olho do furacão, a Grécia passa atualmente pela mai-
or dificuldade do bloco. Há ceticismo sobre a implanta-
ção do plano de contenção aprovado nesta semana pela
União Europeia.
Os especialistas reclamam da falta de detalhes da pro-
posta do governo grego, que se comprometeu a reduzir o
déficit dos atuais 12,7% para 3% em 2012. Conforme cál-
culos do Goldman Sachs, a necessidade de financiamen-
to da Grécia neste ano é de 55 bilhões de euros, sendo a
metade até maio, incluindo 17 bilhões de euros de amor-
tização de dívidas de longo prazo.
Prevalece a avaliação de que o país acabará precisando
de ajuda externa para resolver seus problemas. Para o
economista-chefe para a Europa do Goldman Sachs, Erik
Nielsen, a maior probabilidade é de que o suporte venha
de empréstimos bilaterais de outros membros da zona
do euro. “O envolvimento do Fundo Monetário Internacio-
nal (FMI) não pode ser descartado, mas as chances dis-
so acontecer continuam baixas.”
O fato é que do destino da Grécia depende o sentimento
para o restante do grupo, formado por países que obtive-
ram crescimento econômico forte nos últimos anos, esti-
mulados pelo crédito farto e barato na União Europeia.
Aliás, o acrônimo Piigs pegou e já não há mais constran-
gimento em usá-lo. O economista-chefe do UniCredit,
Marco Annunziata, acredita que, quanto mais a solução
se parecer com um resgate, menos provável fica o contá-
gio na região. “Quanto mais a Grécia tiver de sair da crise
com as suas próprias pernas, mas os investidores se
perguntarão quem conseguirá superar a crise sozinho.
Todos os Piigs acumulam déficits fiscais e de conta cor-
rente. No entanto, Grécia e Portugal registram as piores
combinações. O buraco fiscal grego é o mais elevado do
grupo, de 12,7% do PIB, com déficit em conta corrente de
11,9%. Em Portugal, os números são de 9,3% e 10,1%,
respectivamente, conforme levantamento do Goldman Sa-
chs. “A dívida interna é mais fácil de financiar, mas esses
países têm problemas também no lado externo”, disse a
chefe de pesquisas do Itaú Europa, Ana Esteves. Portugal
já apresentou um orçamento, que prevê inclusive a taxa-
ção dos bônus de executivos em 50%, como fez o Reino
Unido. Mas analistas acreditam que novas iniciativas para
conter gastos e elevar receitas serão necessárias.
A Irlanda possui um rombo orçamentário de 11,6%, mas
o déficit em transações correntes é bem menor, de 3%.
Além disso, o país anunciou um ajuste bastante dolorido,
inclusive com corte na folha de pagamento do funciona-
lismo público, que convenceu os investidores. O próprio
presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Tri-
chet, vem elogiando publicamente a Irlanda pelas medi-
das tomadas. Apesar das dificuldades, também existe
maior confiança nos planos da Espanha, que apresentou
recentemente proposta para melhorar as finanças públi-
cas. Com déficit fiscal elevado, de 11,4%, o país tem sal-
do negativo em conta corrente menos intenso, de 6,1%, e
a dívida pública está hoje em 55% do PIB, bem abaixo do
que na Grécia (113%).
Quem surpreendeu positivamente os analistas foi a Itá-
lia. “O país está se comportando relativamente bem na
crise, com maior eficiência do setor público e é um dos
poucos da zona do euro com superávit primário”, afirmou
Ana, do Itaú Europa. Para Annunziata, do UniCredit, o acrô-
nimo deveria se resumir a Pigs e excluir a Itália, hoje em
posição mais forte pela combinação de poupança inter-
na e administração fiscal mais prudente.
A recente turbulência em membros da zona do euro já traz
questionamentos sobre o desempenho econômico da
região, que ainda engatinha após a forte crise financeira.
“Agora que os mercados estão ditando a velocidade do
aperto fiscal, há um grande risco de que os ajustes em-
purrem os países de volta à recessão”, avalia Annunzia-
ta. Para o Goldman Sachs, se o contágio da Grécia se
infiltrar em outros países, entre 20% e 30% do PIB da
região estará sob forte estresse.
IDH
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) foi criado
em 1990 pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq.
Desde 1993, o PNUD (Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento) utiliza o IDH como principal in-
dicador comparativo de qualidade de vida entre os paí-
ses. O índice também pode ser utilizado em outras esca-
las geográficas, a exemplo de estados e municípios. Eis
os indicadores componentes do IDH:
- Renda per capita (PIB-PPC pela população absoluta);
- Expectativa de vida ou longevidade (em anos);
- Alfabetização (população alfabetizada acima de 15
anos de idade) e Taxa de matrícula (taxa de matrícula
bruta nos três níveis de ensino — relação entre a popu-
lação em idade escolar e o número de pessoas matri-
culadas no ensino fundamental, médio e superior).
O índice varia entre 0 e 1, quanto mais próximo de 1,
melhor o nível de desenvolvimento humano. Observe a
seguir, a classificação do IDH:
IDH muito elevado (índice de 0,900 até 1). Neste grupo se
encontram todos os países desenvolvidos, a exemplo da
Islândia, França, Canadá, Austrália, Japão e EUA. Tam-
bém entram alguns países emergentes como Coreia do
Sul, Cingapura, República Checa e alguns exportadores
de petróleo como os Emirados Árabes Unidos. No IDH
2009, a Noruega ficou na 1ª posição com nota 0,971.
IDH elevado (entre 0,8 e 0,899). Neste grupo, encontra-
se a maioria dos países subdesenvolvidos emergentes
e alguns exportadores de commodities. São exemplos:
Colômbia, Rússia, Malásia e Turquia. Nos anos 2000, o
Brasil melhorou sua classificação de IDH médio para
IDH elevado, entretanto, no ranquing está atrás de na-
ções mais pobres do ponto de vista econômico, a exem-
plo de países latino-americanos e caribenhos como: Ar-
gentina, Chile, Uruguai, Venezuela, Cuba, Costa Rica e
México. O Brasil ficou na 75ª posição com nota 0,813.
IDH médio (entre 0,500 e 0,799). Entre os países com IDH
médio estão países subdesenvolvidos, alguns deles emer-
gentes: China, Índia, África do Sul, Angola, Bolívia, Indoné-
sia, Irã e Territórios Palestinos (Gaza e Cisjordânia).
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Atualidades
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IDH baixo (entre 0,100 e 0,499) é formado por subde-
senvolvidos exportadores de commodities e os periféri-
cos: Afeganistão, Timor Leste, Níger, Serra Leoa, Guiné
e Moçambique.
Israel X Palestinos (2009-2010)
Os palestinos continuam a lutar por um Estado inde-
pendente, mais a sua concretização é complexa. As
pressões do governo Obama para acontecerem nego-
ciações de paz não surtiram efeito. O início de 2009 foi
marcado por combates entre israelenses e palestinos
integrantes do Hamas (Partido político, grupo funda-
mentalista islâmico sunita e com atividade terrorista).
Israel atacou a Faixa de Gaza, resultando na morte de
cerca de 1.400 palestinos. No lado israelense houve
14 perdas.
O Fatah, partido político palestino moderado, do presi-
dente palestino Mamoud Abbas, controla a Cisjordânia.
Em 2009, o partido de direita Likud venceu as eleições
em Israel com a ascensão ao poder do primeiro ministro
Benjamim Netanyahu.
As principais divergências que dificultam um tratado de
paz definitivo entre Israel e palestinos e precisam ser
resolvidas são:
- o controle das atividades dos grupos extremistas
palestinos e judeus;
- as divergências políticas internas entre as lideranças
e militantes palestinos do Fatah e do Hamas;
- a partilha dos recursos hídricos existentes na Cisjor-
dânia. Em 2009, a Anistia Internacional divulgou que
os israelenses controlam a maior parte da água no
território, deixando os palestinos com pouca água;
- a situação política de Jerusalém, ocupada e conside-
rada por Israel como sua capital. Os palestinos tam-
bém reivindicam Jerusalém oriental como futura capi-
tal para um Estado palestino independente;
- a permanência de assentamentos judaicos na Cisjor-
dânia, uma vez que os palestinos reivindicam a remoção
destas colônias da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental,
inclusive para viabilizar seu Estado independente;
- o muro construído por Israel para isolar a Cisjordânia.
Os israelenses alegam que o muro foi construído para
interromper a entrada de terroristas em Israel. A co-
munidade internacional condenou o muro, visto que
seu traçado acabou por anexar mais terras palestinas
para o lado israelense. Em 2010, Israel também anun-
ciou a construção futura de um muro de segurança
na fronteira com o Egito, o objetivo seria evitar a en-
trada de armas do território egípcio para os palesti-
nos, além de conter a entrada de imigrantes ilegais e
extremistas islâmicos.
Iraque: atentados terroristas no Iraque (2009-2010)
Em 2009, atentados no Iraque deixaram 155 mortos e
500 feridos. Os atentados foram contra o Ministério da
Justiça e o Conselho Provincial de Bagdá, capital do país.
Segundo autoridades, os atentados foram praticados pelo
grupo Estado Islâmico do Iraque, ligado à Al Qaeda. Os
xiitas são o principal grupo étnico no Iraque. Assim, são
comuns os conflitos entre sunitas e xiitas. Em 2010, acon-
teceram atentados de sunitas contra xiitas em Najaf, por
ocasião de celebrações religiosas. O norte do país é ocu-
pado pelos curdos, grupo com tradição separatista, que
também se distribui pela Turquia e Irã. Desde a invasão
do Iraque por tropas dos EUA e Reino Unido, aproxima-
damente 102 mil pessoas morreram. O atual primeiro
ministro do Iraque é Nuri Al Maliqui.
Afeganistão (2009-2010)
O Afeganistão é um país montanhoso (cadeia Hindo
Kush), sem saída para o mar, com baixo IDH e onde pre-
valecem muçulmanos sunitas. Desde a década de 1990,
cultiva a papoula e é o maior produtor de heroína e ópio
do mundo. O país apresenta grande diversidade étnica.
O principal grupo étnico é o patane (ou pasthu) que ocupa
o centro sul do país, da qual originou o Taleban. Os gru-
pos minoritários são: uzbeques, tadjiques, hazarás, tur-
comenos, quirguizes, baluchis e ismaelitas.
Em 2001, os EUA fizeram uma intervenção militar no Afe-
ganistão, cujo governo, dominado pelo grupo fundamen-
talista islâmico sunita Taleban, foi acusado de colaborar
com a Al Qaeda e de dar proteção a Osama Bin Laden.
Nesta ação, os EUA contaram com o apoio da OTAN. Os
norte-americanos se associaram aos grupos de oposi-
ção ao Taleban, em especial a Aliança do Norte. No final
das contas, o governo Taleban foi derrubado. Após a rea-
lização de eleições, o novo governo afegão, liderado pelo
presidente Hamid Karzai, passou a ser alinhado com os
interesses dos EUA.
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242 Degrau Cultural
Atualidades
Ainda assim, a situação continua tensa no Afeganistão. A
milícia Talebam, ligada à Al Qaeda, promove atentados
contra a OTAN e o atual governo afegão. Em 2010, chega-
ram a atacar a capital, Cabul. O presidente afegão é Hamid
Karzai, reeleito após a desistência do candidato de oposi-
ção, Abdulah Abdulah no segundo turno das eleições pre-
sidenciais. Abdulah tinha denunciado fraudes eleitorais.
Paquistão (2009-2010)
No Paquistão, país cuja maioria da população é muçul-
mana sunita, houve um crescimento do fundamentalis-
mo islâmico com a atuação do Taleban paquistanês, li-
gado à Al Qaeda, combatido pelas forças armadas do
país com auxílio eventual dos EUA. Os confrontos aconte-
cem no Vale do Swat e no Waziristão, áreas montanho-
sas, tribais e próximas ao território do Afeganistão. O país
atravessa uma onda de atentados terroristas feitos por
extremistas desde 2009. O temor dos EUA é que o Pa-
quistão mergulhe numa guerra civil e que os terroristas
tenham acesso às armas nucleares do país. O Paquis-
tão também tem uma relação de tensão com a Índia devi-
do à disputa pela região da Caxemira, de maioria muçul-
mana e compartilhada pelos dois países.
Irã: vitória de Ahmadinejad provoca protestos de oposi-
tores (2009/2010)
Simpatizantes do candidato da oposição Mir Hussein
Moussavi iniciaram uma onda de protestos no Irã, ale-
gando que a vitória do ultraconservador, Mahmoud Ahma-
dinejad, reeleito presidente do país com 62,6%, ocorreu
de forma fraudulenta, pois pesquisas realizadas antes
da eleição davam margem de votos para Moussavi. Ah-
madinejad contou com o apoio do aiatolá Ali Khamenei,
líder religioso xiita supremo do país que exerce muito
poder, pois apresenta influência no judiciário, na polícia,
nas redes de TV e nas forças armadas.
A confirmação da reeleição de Ahmadinejad deu início à
uma onda de protestos pelo país, resultando em prisões,
agressões e até na morte de uma jovem, Neda, que tor-
nou-se um mártir pela liberdade de expressão no país,
pois sua morte foi filmada por uma câmara de celular e a
imagem foi parar na Internet e em sites de relacionamen-
to como o Twitter.
Um atentado terrorista, ocorrido em 2009, na região de
Sistão e Baluchistão, na fronteira do Irã com o Afeganis-
tão e Paquistão, deixou 42 mortos, sendo 15 deles, inte-
grantes da Guarda Revolucionária iraniana, e, dois deles
altos comandantes. O governo iraniano chegou a res-
ponsabilizar os EUA e o Reino Unido pelos atentados,
além de acusar o Paquistão de dar refúgio a terroristas.
O grupo extremista sunita Jundulah (exército de Alá), as-
sumiu a autoria do atentado.
O Irã, signatário do TNP, desenvolve um polêmico progra-
ma nuclear. Anunciou sua segunda usina de enriqueci-
mento de urânio, sendo capaz de enriquecer até em 20%.
Ahmadinejad chegou a afirmar que poderia elevar o enri-
quecimento até 80%. O Irã afirma que seu programa nu-
clear é para fins pacíficos, especialmente a geração de
energia, mas os EUA e países europeus afirmam que o
país teria ambições de desenvolver armas nucleares. Na
ONU, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) é
responsável por fiscalizar os programas nucleares dos
países. Em 2009, em visita ao Brasil, o presidente Lula
afirmou que o Irã teria direito a um programa nuclear para
fins pacíficos.
O Irã também investe no setor aeroespacial com o lança-
mento de foguetes e satélites. Em 2010, houve o lança-
mento de um modelo avançado de seu foguete Kavosh-
gar (Explorador), equipado com uma cápsula especial na
qual viajam seres vivos.
Coreia do Norte: o novo teste nuclear (2009)
A Coreia do Norte anunciou ter realizado “com sucesso”
um novo teste nuclear subterrâneo e ameaçou executar
novas ações, em um desafio aberto à comunidade inter-
nacional. O regime ditatorial de Pyongyang, liderado pelo
presidente Kim Jong Il, desconsiderou, assim, as pres-
sões internacionais que tentam obrigar o país a renunci-
ar às ambições atômicas. A Coreia do Norte também
lançou três outros mísseis de curto alcance.
Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e União Eu-
ropeia manifestaram “grande preocupação”, assim como
Coreia do Sul e Japão. A China, principal aliada da Coreia do
Norte e com poder de veto no Conselho da ONU, ainda não
se pronunciou. Segundo comunicado da Coreia do Norte, a
nova bomba é mais potente que a utilizada no teste anterior,
em outubro de 2006, que levou o país a sofrer sanções do
Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações
Unidas). A Coreia do Norte ameaçou ainda realizar mais
testes, caso os Estados Unidos prossigam com o que cha-
mou de “política de intimidação”, afirmou um funcionário da
embaixada norte-coreana em Moscou.
Charge chama a atenção para a preocupação de vários
paises com os testes nucleares da Coréia do Norte
Índia: atentados terroristas (2008)
Vários atentados terroristas foram realizados em novem-
bro de 2008, em localidades nobres de Mumbai, capital da
Índia. As ações terroristas foram praticadas nos hotéis Taj
Mahal Palace e Oberoi Trident, na estação de trem Chha-
trapati Shivaji e no café Leopold, locais fortemente frequen-
tados por turistas ocidentais. As ações terroristas foram
assumidas pelo Mujahedim de Deccan que tinha a partici-
pação de terroristas islâmicos paquistaneses. Os atenta-
dos de Mumbai deixaram 179 mortos e 300 feridos.
Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribe-
nhos (2010)
Os países de América Latina e Caribe aprovaram nesta
terça-feira, em cúpula regional no México, a criação de um
novo bloco regional, sem os Estados Unidos e o Canadá.
Os estatutos da Comunidade de Estados Latino-ameri-
canos e Caribenhos serão definidos apenas em 2011,
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Atualidades
Degrau Cultural 243
em reunião em Caracas (Venezuela), anunciou o presi-
dente do México, Felipe Calderón.
O grupo, considerado uma versão B da OEA (Organização
dos Estados Americanos), “deverá, prioritariamente, im-
pulsionar a integração regional com o objetivo de promo-
ver nosso desenvolvimento sustentável, de impulsionar a
agenda regional em fóruns globais, e de ter um posiciona-
mento melhor frente aos acontecimentos relevantes mun-
diais”, disse Calderón ao ler parte da declaração final.
Calderón inclui ainda na lista de tarefas do novo grupo
defender os direitos humanos e a democracia e ampliar a
cooperação entre a América Latina e os países do Caribe.
A criação do novo bloco “é de transcendência histórica”,
completou o presidente cubano, Raúl Castro, durante a
sua participação na Calc (Cúpula da Unidade da América
Latina e Caribe). “Cuba considera que estão dadas as
condições para se avançar com rapidez na constituição
de uma organização regional puramente latino-america-
na e caribenha”. O grupo foi criado para que a região
tenha uma voz uníssona nos fóruns multilaterais. O mai-
or apoio à iniciativa vem dos presidentes de esquerda da
região, como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano
Evo Morales, que defendem o novo organismo como uma
opção ao “imperialismo” dos Estados Unidos.
A ideia é que o novo organismo reúna o Grupo do Rio e a
Comunidade do Caribe (Caricom), funcionando paralela-
mente à OEA, criticada no seu papel de guardiã da demo-
cracia regional depois dos seus infrutíferos esforços para
reverter o golpe de Estado de junho de 2009 em Honduras.
Aos olhos dos especialistas, a OEA não conseguiu por com-
pleto integrar uma região dividida entre esquerda e direita.
Cuba se nega a reintegrar o organismo, depois de uma
suspensão de quase meio século por pressões dos EUA.
Um total de 25 chefes de Estado e de governo participam
da cúpula, com sete chanceleres. Honduras, que estava
na lista de 33 países que deveriam participar do encon-
tro, foi excluído por estar suspenso da OEA (Organização
dos Estados Americanos) desde o golpe de Estado de
junho de 2009 que tirou Manuel Zelaya do poder.
Segundo o presidente mexicano, o nome Comunidade de
Estados Latino-americanos e Caribenhos ainda não é
definitivo e deve ser definido ao longo do processo de cons-
tituição que começou nesta terça-feira e deve culminar com
as reuniões na Venezuela, em 2011, e no Chile, em 2012.
“Me parece que, como disse Raúl Castro, que o nome não
tem que ser o primordial”, disse Calderón, ao afirmar que
nos próximos encontros da Calc e do Grupo do Rio talvez
surja uma opção definitiva. Calderón explicou ainda que,
enquanto os trâmites para a criação não sejam concluí-
dos, a Calc e o Grupo do Rio manterão suas agendas,
métodos de trabalho, práticas e procedimentos “a fim de
assegurar o cumprimento de seus mandatos”.
Venezuela: governo Chavez, crise econômica e política
(2009-2010)
O referendo realizado na Venezuela, em fevereiro de
2009 deu a vitória ao “sim”, que recebeu 54,36% dos
votos, contra os 45,63% dados ao “não”. Com isso, foi
aprovada a emenda constitucional que elimina a limi-
tação de uma só reeleição para cargos eletivos, entre
eles o de presidente.
Assim, Hugo Chavez poderá participar das eleições pre-
sidenciais de 2012. Nas eleições regionais realizadas
em 2008, os candidatos pró-Chavez venceram 17 das 22
disputas de governos estaduais. Naquele período, houve
um fortalecimento do Partido Socialista Unido da Vene-
zuela (PSUV), fundado por Chavez. Em 2010, vão aconte-
cer eleições parlamentares em meio a uma queda de
popularidade do presidente devido a crise econômica e
política em curso.
Entre 2009 e 2010, a Venezuela tem atravessado várias
crises, cujas causas são:
- crise no abastecimento de água e energia. A seca no país
reduziu a capacidade das hidrelétricas, principalmente a
de Guri, que responde por 70% da energia, a oposição
acusa Chavez de não ter investido em termelétricas que
poderiam utilizar petróleo e gás natural;
- aumento da inflação;
- Congresso também aprovou uma polêmica lei de dou-
trinação socialista nas escolas, gerando resistências
entre lideranças estudantis e muitos professores;
- tensão com os meios de comunicação. O governo não
renovou a concessão de várias emissoras de rádio e
de televisão. Um dos alvos é a RCTV (Rádio Caracas
Televisão), banida a TV aberta em 2007 e ameaçada
na TV a cabo);
- crescente tensão com a Colômbia, país governado
pelo presidente de direita Álvaro Uribe, que fez um acor-
do na qual os EUA poderão utilizar 6 bases militares
colombianas. Nas reuniões da UNASUL (União das
Nações Sul Americanas), várias países sul america-
nos criticaram o acordo. Em 2009, garimpeiros colom-
bianos e brasileiros foram presos pelo governo vene-
zuelano na região de fronteira com a Colômbia.
Bolívia: nova Constituição e reeleição de Morales (2009)
Em 2009, a nova Carta Constitucional boliviana é compos-
ta por 411 artigos, dos quais mais de 80 tratam das ques-
tões indígenas. O país conta com 36 povos originários,
isto é, aqueles que já se encontravam no território, antes
da chegada dos espanhóis. As comunidades indígenas
passam a ter, cada uma, seu próprio tribunal, com juízes
eleitos pelos moradores; esse artigo estabelece a equiva-
lência entre a justiça tradicional indígena. Também ficou
determinado, em outro artigo, que os povos indígenas pas-
sarão a ter direito de propriedade exclusiva sobre os recur-
sos florestais, hídricos e da terra em suas comunidades.
No que diz respeito à política, a nova Constituição estabe-
lece o direito de reeleição presidencial. Em 2009, Evo
Morales foi reeleito presidente. Quanto aos recursos na-
turais passaram a ser propriedade dos bolivianos, e sua
exploração administrada pelo Estado, levando-se em
conta o interesse público. O gás natural e os recursos
hídricos não podem ser privatizados, estes só podem ser
explorados pelo Estado.
Argentina: Cristina Kirchner e a crise política (2009-2010)
A presidente Cristina Kirchner foi derrotada nas eleições
legislativas, ocorridas em junho de 2009. O partido gover-
nista liderado por Nestor Kirchner sofreu dura derrota, o
que poderá deixá-lo fora da corrida presidencial de 2011.
A crise econômica que assola o país e o desgaste de
Cristina, no confronto recente com agricultores na tentati-
va de aumentar impostos (2008) foram decisivos para a
derrota do partido peronista.
Em 2009, a Receita Federal invadiu o grupo de mídia O
Clarín, de tinha divulgado informações sobre o
enriquecimento do casal Kirchner. O episódio foi considerado
uma medida de intimidação dos meios de comunicação.
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244 Degrau Cultural
Atualidades
Em 2010, houve outra crise devido a tentativa de demis-
são do presidente do Banco Central, Martín Redrado, que
não desejava usar recursos das reservas do país para o
pagamento de dívidas. O presidente do BC argentino foi
reintegrado ao cargo pela justiça. Pressionado, Redrado
renunciou, sendo substituído por Mercedes Marcó del
Pont. A nova presidente do Banco Central argentino, afir-
mou que levará adiante políticas monetárias razoáveis e
estabilizadoras, e também colaborará com um aprofun-
damento do modelo econômico do governo.
Argentina X Reino Unido: Malvinas (2010)
As ilhas Malvinas foram colonizadas pelos britânicos em
1833, que as chamam de Falklands. Desde então, a Argen-
tina reivindica as ilhas. Em 1982, a ditadura militar argentina
tentou reaver as ilhas, mas foi derrotada militarmente pelo
Reino Unido, no episódio da “Guerra das Malvinas”.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusou a
petrolífera inglesa Desire Petroleum de violar resoluções
da Organização das Nações Unidas (ONU) durante dis-
curso na cúpula dos presidentes dos países da América
Latina e Caribe, em Cancún (México). A presidente reite-
rou que a Argentina vai insistir em sua reivindicação pela
soberania sobre as Ilhas Malvinas.
Segundo o jornal Clarín, diferentemente de declarações
anteriores, o texto vai especificar que a disputa sobre a
soberania, envolvendo, além das Malvinas, duas outras
ilhas governadas pelo Reino Unido, Geórgia do Sul e San-
dwich, inclui “os espaços marítimos circundantes”. Para a
diplomacia argentina, esse detalhe é fundamental porque
se refere à área que começou a ser explorada pela Desire
Petroleum. Outro gesto importante, segundo a chancelaria
argentina, é que os países do Caribe, que já foram colôni-
as britânicas, também estariam dispostos a assinar o
documento de protesto contra o avanço do Reino Unido na
exploração de petróleo nas águas das Malvinas.
Chile: o novo presidente (2010)
Depois de manter a hegemonia política de 20 anos, a
coalizão de centro-esquerda Concertación foi derrota-
da nas eleições presidenciais de 17/01/2010, apesar
da popularidade da presidente Michelle Bachellet. O
empresário e candidato de direita, Miguel Juan Se-
bastián Piñera, venceu as eleições presidenciais chi-
lenas com 51,61% dos votos. A vitória de Piñera re-
presentou o retorno da direita ao poder, via democrá-
tica, após 52 anos. Piñera venceu o candidato gover-
nista Eduardo Frei, que conquistou 48,38% dos votos.
Chile: terremoto (2010)
Destruição causada pelo terremoto
Localizado na zona de convergência entre as placas tec-
tônicas de Nazca e da América do Sul, o Chile, foi abalado
por um violento de terremoto de 8,8º na escala Richter em
área recoberta pelo mar. O tremor causou graves danos à
infraestrutura e fez centenas de mortos. Um tsunami atin-
giu o litoral do país, fez muitas vítimas, e depois propa-
gou-se pelo Oceano Pacífico.
A porção central do país foi a mais atingida. Um prédio de
15 andares desmoronou e deixou mais de 100 pessoas
sob os escombros em Concepción, a maior cidade mais
próxima do epicentro do tremor e que possui cerca de
670 mil habitantes. Carros foram virados e soterrados
por uma ponte que caiu na capital Santiago. Linhas de
telefonia e de energia caíram, tornando difícil identificar o
tamanho do estrago e das perdas de vidas causados
pelo terremoto.
A capital Santiago, a cerca de 320 quilômetros do epicen-
tro, foi atingida duramente pelo sismo. O aeroporto inter-
nacional ficou fechado por pelo menos 24 horas uma vez
que o terremoto destruiu calçadas e quebrou vidros de
portas e janelas. O metrô da capital foi fechado e os trans-
portes ficaram limitados por causa das centenas de ôni-
bus que ficaram presos devido a uma ponte que foi dani-
ficada pelo tremor. Em várias cidades aconteceram sa-
ques. O país recebeu ajuda principalmente dos países
latino-americanos. O presidente Lula e a secretária de
Estado dos EUA, Hilary Clinton, visitaram o país.
Uruguai: ex-guerrilheiro José Mujica é eleito presidente
(2010)
O ex-guerrilheiro e ex-ministro de Agropecuária José
“Pepe” Mujica, de 74 anos, foi eleito presidente do Uru-
guai. No discurso da vitória, em Montevidéu, Mujica de-
fendeu a “unidade” do país. Ele agradeceu ao atual presi-
dente Tabaré Vázquez, do qual foi ministro, e que registra
altos índices de apoio popular. “Obrigado, Tabaré, porque
ganhamos pela honra deste governo”.
Pouco antes do discurso de Mujica, o candidato da oposi-
ção, Lacalle, reconheceu a derrota e pediu a seus apoia-
dores “respeito” aos resultados. “Queremos parabenizar o
senhor Mujica.” “Temos que festejar esta demonstração
de respeito e tolerância que vivemos aqui no Uruguai”.
Mujica é o primeiro ex-guerrilheiro de esquerda a chegar à
presidência do Uruguai. Ele foi do grupo guerrilheiro MNL-
Tupamaros e ficou preso durante 14 anos, antes e durante
o regime militar no país (1973-1985). Ele vai liderar o se-
gundo governo da Frente Ampla, que chegou ao poder em
2004, na eleição de Tabaré Vázquez, após 167 anos de
alternância entre os Partidos Blanco e Colorado. Mujica e
Astori. A posse é em março de 2010.
Suriname: garimpeiros brasileiros são atacados (2009)
O Suriname é uma ex-colônia holandesa, país com diver-
sidade étnica (negros, marrons, indianos, javaneses, chi-
neses, brancos e indígenas) e exportador de bauxita (alu-
mínio), ouro e petróleo. No final de 2009, brasileiros foram
severamente espancados, mulheres foram estupradas e
existem suspeitas de mortes. O ataque aos brasileiros
começou depois que um brasileiro matou um marron (ne-
gro remanescente de comunidade quilombola). Os brasi-
leiros atacados pelos marrons vivem periodicamente em
Albina e trabalham no garimpo de ouro, região de divisa
com a Guiana Francesa. Muitos brasileiros retornaram para
o país com auxílio do governo brasileiro.
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THATYML
Atualidades
Degrau Cultural 245
Honduras: presidente Manuel Zelaya é deposto (2009)
Manuel Zelaya foi deposto da presidência de Honduras
por um golpe envolvendo o Judiciário, o Congresso Naci-
onal e executado por um grupo de militares. Os golpistas
expulsaram Zelaya para a Costa Rica e, em seu lugar
assumiu o presidente interino Roberto Micheletti, presi-
dente do Parlamento e pertencente ao mesmo partido
que Zelaya, o Partido Liberal (PL).
O motivo alegado para o golpe foi a proposta de Zelaya de
uma consulta popular sobre uma reforma constitucional,
permitindo a reeleição presidencial, declarada ilegal e
inconstitucional pelo Parlamento e pela Suprema Corte. A
elite hondurenha enveredou pelo golpe para conter o pro-
cesso de “esquerdização” do país, que tinha se aproxi-
mado da Venezuela e entrado na ALBA (Alternativa Boliva-
riana para as Américas).
O golpe contra Zelaya foi fortemente criticado pelos
go-ver-nan-tes de países americanos, pela OEA (Organi-
zação dos Estados Americanos) e pela ONU. Mesmo as-
sim, não se conseguiu reverter a situação. Zelaya retor-
nou para Honduras e recebeu abrigo na embaixada do
Brasil. Porém, o Congresso hondurenho impediu seu
retorno ao poder. Em novembro de 2009, ocorreram elei-
ções e Porfírio Lobo (de direita) foi eleito o novo presiden-
te de Honduras.
Haiti: terremoto causa tragédia (2010)
Um terremoto de grande intensidade (7º na escala Ri-
chter) destruiu cerca de 80% das habitações em Porto
Príncipe, capital do Haiti, além de várias localidades no
interior do país. O Haiti fica numa região geológica instá-
vel, na microplaca tectônica Gonave, pressionada pelas
placas da América do Norte e do Caribe. O impacto do
terremoto foi equivalente à explosão de 30 bombas atô-
micas, atingindo 30% da população, que é de 10 milhões
de pessoas, sendo que 2 milhões vivem na capital. Entre
os mortos no Haiti, muitos brasileiros, militares e civis,
entre eles, a médica e fundadora da Pastoral da Criança,
Zilda Arns. O total de mortes no Haiti chega a 230 mil e o
país vai precisar de auxílio financeiro e humanitário inter-
nacional (países, organizações internacionais e ONGs)
para a reconstrução.
O Haiti é o país com menor IDH da América, onde a ex-
pectativa de vida é de 60 anos, 47% da população é anal-
fabeta, 8 em cada 10 habitantes vivem abaixo da linha da
pobreza e a economia é baseada na agricultura. Desde
2004, soldados brasileiros atuam no Haiti liderando tro-
pas de paz da ONU (Minustah), cujo objetivo consiste em
pacificar o país após a derrubada do presidente Jean
Bertrand Aristide, acusado de atos de corrupção. O atual
presidente haitiano é René Preval.
Cuba: direitos humanos e a morte de Orlando Zapata
(2010)
O preso político cubano Orlando Zapata Tamayo mor-
reu no hospital Hermanos Ameijeiras, da capital, onde
estava internado, informou uma funcionária do centro
médico. Zapata, de 42 anos, havia sido trasladado na
noite de segunda-feira do hospital do presídio Combi-
nado del Este, de Havana, ao Hermanos Ameijeiras,
devido a seu estado de saúde “muito grave”, segundo
a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconci-
liação Nacional (CCDHRN).
Preso desde março de 2003, realizou uma prolongada
greve de fome, em protesto pelas condições carcerári-
as, que deterioraram sua saúde, afirmava.
Segundo a CCDHRN ele é o primeiro preso político cuba-
no a morrer na prisão desde a década de 70. Zapata, um
dos 65 cubanos considerados presos de consciência
pela Anistia Internacional, havia sido inicialmente seten-
ciado a três anos de prisão, mas sucessivas condena-
ções, por outros motivos, elevaram a pena a mais de 25
anos, disseram fontes da dissidência. O Governo cuba-
no não reconhece a existência de presos políticos no
país - uns 200, segundo a dissidência - pois os conside-
ra “mercenários” a serviço dos Estados Unidos. O presi-
dente Lula, que visitou Cuba no período da morte de Za-
pata, foi criticado por se manifestar de maneira “tímida”
em relação a violação de direitos humanos em Cuba.
Angola: atentado da FLEC atinge seleção de futebol do
Togo (2010)
O ônibus que transportava a seleção do Togo, que partici-
paria da Copa Africana de Nações foi atacado na fronteira
do Congo com Angola. O primeiro a assumir a autoria do
atentado foi Rodrigues Mingas, líder das Forças de Liber-
tação do Estado de Cabina - Posição Militar (Flec-PM). No
dia 12/01/10, outro grupo separatista, a Frente de Liber-
tação do Enclave de Cabina – Forças Armadas de Cabi-
na (Flec-Fac), assumiu a autoria do atentado, dizendo
que o objetivo era atingir policiais angolanos que escolta-
vam o comboio da seleção de futebol do Togo. No atenta-
do foram mortos o motorista, um assessor de imprensa
e um membro da Comissão Técnica de Togo. A seleção
de Togo retornou ao seu país, abandonando a copa Afri-
cana de Nações.
Somália
Na Somália (ex-colônia italiana) existe apenas um grupo
étnico, os somalis. Porém, devido à delimitação arbitrária
das fronteiras no período colonial, parte da etnia somali
ficou distribuída pelos países vizinhos como o Dijibuti,
Quênia e Etiópia.
Após a queda do ditador Mohamed Said Barre (apoiado
pelos EUA durante a Guerra Fria), prevaleceu a guerra
civil entre vários clãs ligados a grupos guerrilheiros. A
intervenção militar norte-americana no início da década
de 1990 surtiu poucos resultados positivos e a situação
do país continua conturbada.
Nos anos 2000, a Somália mantém-se em situação
política caótica, pois o atual governo não detém o con-
trole sobre o território do país. Ao norte, opositores che-
garam a declarar a “independência da Somalilândia”.
Também cresceu a atividade de grupos fundamenta-
listas islâmicos.
Na costa somali, atuam piratas que atacam navios es-
trangeiros no Oceano Índico (importante rota de navega-
ção, inclusive com o trânsito de petroleiros), costumam
sequestrar as cargas e suas tribulações em troca de di-
nheiro e armamentos.
África do Sul
A África do Sul é a principal potência econômica e militar
do continente africano. É o país mais industrializado da
África e riquíssimo em commodities minerais. O país é
grande exportador de ferro, manganês, ouro, diamantes,
carvão mineral e urânio.
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246 Degrau Cultural
Atualidades
O país foi ocupado por holandeses (boeres) a partir do
século XVII e pelos britânicos no século XIX. Os colonos
europeus organizaram um sistema de dominação políti-
ca e econômica sobre a maioria da população do país,
composta por negros, mestiços e asiáticos. O poder da
minoria branca na África do Sul era mantido por meio do
controle dos meios de repressão, isto é, a polícia e as
forças armadas. Em 1948, o Partido Nacional, comanda-
do pelos mais conservadores da minoria branca, assu-
miu o poder e começou a institucionalizar nas leis do
país a desigualdade social e racial através do apartheid.
Os principais líderes negros que lutavam contra o regime
foram brutalmente perseguidos. Nelson Mandela, princi-
pal líder negro do CNA (Congresso Nacional Africano), foi
preso, ficando na cadeia entre 1962 e 1990. Na década
de 1980, as pressões internacionais e a luta das organi-
zações de oposição internas, lideradas pelo CNA (Con-
gresso Nacional Africano), começaram a abalar o regime
do apartheid.
A África do Sul sofreu severas sanções econômicas e foi
banida até de competições esportivas. Os conflitos entre
as forças de repressão e a maioria negra se intensifica-
ram. No final da década de 1980, ascendeu ao poder, o
líder Frederik de Klerk, do Partido Nacional. A minoria bran-
ca, pressionada, foi obrigada a dar início ao desmantela-
mento do apartheid. Nelson Mandela foi libertado em 1990,
após quase três décadas de cativeiro, e negociou com a
minoria branca a pacificação do país e a implantação da
democracia pluripartidária.
Em 1994, aconteceram as primeiras eleições livres na
África do Sul. Nelson Mandela, do CNA, foi eleito presi-
dente. Entre 1994 e 1999, Mandela promoveu um gover-
no de conciliação nacional e obteve grande êxito. A nova
administração investiu no combate à pobreza entre a
maioria negra e mestiça, intensificando as ações na área
de saúde, educação e reforma agrária.
No entanto, Mandela herdou um país com profunda desi-
gualdade étnica e social. A minoria branca apresenta um
padrão de vida mais elevado e controla boa parte das
atividades econômicas. Mandela deixou o poder em 1999.
Novas eleições levaram Thabo Mkebi, o vice de Mandela
ao poder. Em 2009, o CNA vence novamente as eleições
e Jacob Zuma, da etnia zulu, é eleito presidente. O CNA
praticamente domina a política do país e os partidos de
oposição, embora tenham avançado, ainda apresentam
um desempenho eleitoral modesto. Em 2009, trabalha-
dores da construção civil e transportes fizeram greves por
melhores salários. Em 2010, o país comemora os 20
anos de libertação de Nelson Mandela e também será a
sede da Copa do Mundo de Futebol.
Na atualidade, a África do Sul enfrenta grandes desafios.
Uma das principais transformações foi a formação de
uma classe média negra. Porém, ainda grande partes
dos negros encontra-se em situação de pobreza. Outros
problemas são:
- a disseminação da epidemia de HIV-Aids. Cerca de 4
milhões de sul africanos estão infectados pelo vírus,
uma vez que o governo foi muito ineficiente nas políti-
cas de prevenção e distribuição de medicamentos.
- alto índice de desemprego atinge principalmente a
população negra;
- altos índices de criminalidade, principalmente nas áre-
as urbanas.
Nigéria
Em meio a uma grave crise política que já afeta a explora-
ção de suas ricas reservas de petróleo, a Nigéria foi palco
em março de 2010, de um massacre de cristãos de aldei-
as próximas à cidade de Jos, no centro do país. A violência,
atribuída pelo governo a muçulmanos, tem origem numa
profunda divisão étnica e religiosa: a população nigeriana
é formada 50% por muçulmanos (localizados mais ao
norte) e 40% por cristãos (predominantes no sul do país).
Jos está localizada numa região conhecida como “cintu-
rão do meio”, repleta de minas e outros recursos naturais,
quedas d’água, assim como vida selvagem, sendo o prin-
cipal polo turístico da Nigéria. No entanto, ali também de-
zenas de grupos étnicos seguidores das duas religiões
disputam essa riqueza.
Os muçulmanos da corrente fulani, predominantes na
área, reclamam do governo dominado pelos cristãos no
estado de Plateau, cuja capital é Jos, que, segundo eles,
não lhes dá as mesmas oportunidades de trabalho. Se-
gundo balanço informado pelo porta-voz do governo do
Estado de Plateau, Gregory Yenlong, a situação em Jos e
arredores é de caos: com medo da violência, milhares de
cristãos abandonaram suas casas. Armados com revól-
veres, metralhadoras e machados, pastores fulani inva-
diram casas e mataram todos que encontraram pela fren-
te. Em apenas três horas, muitas pessoas, entre elas
muitas mulheres, crianças e até bebês, foram mortas e
queimadas, segundo testemunhas, que descrevem ce-
nas de horror.
Segundo as autoridades e agências de ajuda humanitá-
ria, os novos ataques representam uma retaliação à vio-
lência imprimida por cristãos contra muçulmanos em ja-
neiro de 2009, que deixou mais de 300 pessoas mortas
na mesma região nigeriana.
O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para
as vítimas, enterradas em valas comuns. O presidente
interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, afirmou que os
soldados estão em alerta vermelho e tropas extras foram
enviadas à região. Umar Yar’Adua, eleito presidente em
2007, está afastado do poder desde 23 novembro passa-
do, quando foi levado a um hospital na Arábia Saudita
para se tratar de uma doença no coração. Ele teria retor-
nado à sua casa, em Lagos, no fim de fevereiro mas
desde então, alegando saúde frágil, não aparece em pú-
blico. O vácuo de poder só piora uma outra crise que vive
a Nigéria pelo controle de suas ricas reservas de petró-
leo, a maioria localizada no delta do rio Níger. Nesta re-
gião atua um movimento separatista radical, o Movimen-
to de Emancipação do Delta do Níger (MEND) que che-
gou a atacar as instalações petrolíferas.
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Atualidades
Degrau Cultural 247
Brasil
Indicadores sociais do Brasil
Nos anos 2000, houve uma melhoria dos indicadores so-
ciais do Brasil. As principais foram a queda do porcentual
de pobres e uma pequena melhoria na distribuição de
renda. As causas foram: crescimento moderado do PIB,
queda do desemprego, aumento do valor real do salário
mínimo, controle da inflação e programas de transferência
condicionada de renda como o Bolsa Família. A seguir, os
principais indicadores do país.
Brasil - Composição étnica
(porcentual em relação a população total)
Brasil - distribuição da PEA por setores
Emigrantes Brasileiros
Brasil - distribuição de renda (famílias)
Brasil - conforto e posse de bens de consumo por
domicílios
(PNAD - Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios)
Desenvolvimento urbano brasileiro
No Brasil, as causas principais foram: a industrialização
e o êxodo rural (em decorrência da modernização do cam-
po e da insuficiência de reforma agrária). Em 1920, 16%
da população era urbana. O porcentual aumentou para
83% em 2010.
As metrópoles são cidades populosas, que exercem
influência (polarização) em relação às cidades vizinhas
e territórios mais amplos. As metrópoles comandam a
vida econômica, social e cultural em seus respectivos
países. As metrópoles com mais de 10 milhões de
habitantes são denominadas de megacidades. Princi-
palmente a partir do final do século XIX, dá-se um pro-
cesso de metropolização, isto é, a concentração urba-
na em grandes cidades. Até meados do século XX, a
maioria das metrópoles localizava-se nos países mais
desenvolvidos, a exemplo de Londres, no Reino Unido.
Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu um cresci-
mento acelerado das metrópoles dos países subde-
senvolvidos.
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248 Degrau Cultural
Atualidades
Na atualidade, existe uma rede de metrópoles globais
ou cidades mundiais, que exercem influência internaci-
onal ou que são pontos privilegiados de conexão com o
mundo, a exemplo de São Paulo. A intensa urbanização
faz com que as cidades tenham um crescimento hori-
zontal, espalhando-se por imensas áreas. Esse cresci-
mento leva à conurbação, isto é, à formação de gran-
des manchas urbanas integradas por cidades de muni-
cípios diferentes. Dessa maneira, formam-se aglome-
rados urbanos integrados e interdependentes, que com-
partilham infraestrutura e serviços públicos e privados.
A conurbação leva à formação de regiões metropolitanas.
Uma região metropolitana é polarizada por uma metró-
pole, mais importante do ponto de vista demográfico e
econômico-cultural, e que polariza as cidades vizinhas.
Por exemplo, São Paulo polariza as cidades vizinhas:
Brasil – maiores regiões metropolitanas
Guarulhos, Barueri, Santo André, Osasco, Cotia, entre
outras, formando a Grande São Paulo. No Brasil, as regi-
ões metropolitanas foram oficializadas por leis em 1974
e 1975. A administração e o planejamento governamental
devem, a partir daí, considerar a área metropolitana como
um todo. Ou seja, problemas comuns deveriam apresen-
tar soluções integradas, visto que medidas tomadas em
um município podem atingir os municípios vizinhos. Na
tabela a seguir, as 10 mais populosas regiões metropo-
litanas do país.
As demais regiões metropolitanas são: Santos/Baixada
Santista (SP), Vitória (ES), Ipatinga/Vale do Aço (MG), Lon-
drina (PR), Maringá (PR), Belém (PA), Manaus (AM), Ma-
capá (AP), São Luís (MA), Maceió (AL), Aracaju (SE), Na-
tal (RN), Terezina (PI/MA), Petrolina/Juazeiro (PE/BA) e
Goiânia (GO).
As megalópoles são formadas por duas ou mais regiões
metropolitanas, constituindo um imenso espaço com pro-
funda interação socioeconômica. Essas regiões concen-
tram grande parte da população, além das atividades in-
dustriais e financeiras, em uma pequena parcela de terri-
tório de um país. A megalópole pode apresentar amplos
espaços conurbados, mas também ocorrem áreas su-
burbanas com características rurais, algumas delas são
unidades de conservação ambiental, outras são utiliza-
das para a produção de gêneros agrícolas como os hor-
tifrutigranjeiros. A megalópole brasileira é formada pelas
regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo,
Campinas e Baixada Santista, incluindo o Vale do Paraí-
ba do Sul e Sorocaba.
O Brasil apresenta uma rede e hierarquia urbana. As
pequenas cidades são subordinadas às de porte médio,
que por sua vez são polarizadas pelas metrópoles. A hie-
rarquização é definida pelos equipamentos e serviços
oferecidos pela cidade: saúde, sistema financeiro, co-
mércio e atividades culturais. No Brasil, temos a seguinte
hierarquia urbana:
- Metrópoles globais. O Brasil apresenta duas, São
Paulo e Rio de Janeiro. São Paulo é a principal, uma
vez que é mais populosa e cosmopolita (diversas etni-
as, religiões e imigrantes). Constitui o centro financei-
ro do Brasil, uma vez que apresenta os principais ban-
cos e a bolsa de valores. Também oferece serviços e
comércio diversificados e infraestrutura moderna de
telecomunicações, transportes (aeroporto internacio-
nal) e informática, sendo a principal conexão do Brasil
com o mundo.
- Metrópoles nacionais. São metrópoles que apresen-
tam importante influência sobre o território brasileiro:
Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortale-
za, Recife e Salvador.
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Atualidades
Degrau Cultural 249
- Metrópoles regionais. São metrópoles que apresen-
tam influência sobretudo nas suas regiões: Campi-
nas, Vitória, Manaus, Belém e Goiânia.
- Centros regionais. São cidades relevantes do ponto
de vista econômico, porém com influência em seus
estados: Ribeirão Preto, Santos, São José dos Cam-
pos, Porto Velho, Rio Branco, Florianópolis, Campo
Grande, Cuiabá, Natal, São Luís, João Pessoa, Terezi-
na, Aracaju e Maceió.
No Brasil, a urbanização foi acelerada, desordenada, care-
ceu de planejamento adequado e gerou numerosos pro-
blemas socioambientais. A especulação imobiliária aten-
deu aos interesses de grandes proprietários, empreitei-
ras e incorporadoras imobiliárias. Induzem a ocupação
das regiões periféricas das cidades. Por vezes, o tamanho
da cidade é bem maior do que deveria, uma vez que mui-
tas empresas forçaram a expansão de loteamentos na
periferia. Entre os loteamentos foram deixados imensos
espaços vazios que foram apropriados pelas empresas.
Os lotes periféricos costumam ser ocupados por popula-
ções de baixa renda. O Estado é responsável por levar a
infraestrutura básica (pavimentação, água, rede de esgo-
to, energia elétrica, iluminação pública, escolas e creches)
até essas áreas. Portanto, com a chegada da infraestrutu-
ra, os espaços vazios são valorizados, aumentando os
lucros dos proprietários.
A expansão periférica desordenada, sem planejamento e
dominada pelos interesses econômicos, dificultou a vida
dos moradores da periferia e causa diversos problemas.
Por outro lado, enormes espaços ficaram subutilizados
no centro das cidades. O processo de difusão da infraes-
trutura e dos serviços é lento e o enorme tamanho das
cidades faz com que as distâncias entre a periferia e o
centro sejam imensas, aumentando o desperdício de
tempo do fluxo dos trabalhadores por meio dos movi-
mentos pendulares.
O Brasil vive um grave déficit habitacional, isto é, faltam
moradias para a população de baixa renda, principalmen-
te nos centros urbanos. Em 2009, o governo federal lan-
çou o programa Minha Casa Minha Vida no intuito de
estimular a construção de moradias populares para a
população mais pobre, com renda familiar até R$ 4.650.
O programa conta com financiamento de bancos como a
Caixa Econômica Federal. O objetivo inicial do programa
é construir 1 milhão de moradias, com um investimento
de R$ 34 bilhões. A família poderá utilizar recursos do
FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para o
financiamento de casas e apartamentos. No Brasil, a
questão urbana na escala federal é responsabilidade do
Ministério das Cidades comandado pelo ministro Márcio
Fortes de Almeida (PP-RJ).
A seguir, tipos de moradia que marcam os contrastes
sociais no Brasil:
- Condomínios fechados. Aconteceu a proliferação de
condomínios fechados de alto padrão na periferia das
regiões metropolitanas, a exemplo de Alphaville, loca-
lizado entre os municípios de Barueri e Santana do
Parnaíba em São Paulo. À medida que os problemas
urbanos foram se agravando (violência, pobreza, tra-
balho informal etc), parte das populações de alta ren-
da se deslocou para condomínios que passaram a
oferecer segurança privada e um ambiente social mais
homogêneo.
- Cortiços. Os cortiços ocorrem em parcelas dos bair-
ros antigos históricos das cidades que sofreram uma
desvalorização ao longo do tempo. Os imóveis são
prédios e casarões deteriorados ocupados por mui-
tas famílias, havendo condições sanitárias e de infra-
estrutura precárias. Esses bairros também são áreas
de concentração de prostituição e narcotráfico.
- Favelas. Constituem a moradia das camadas sociais
mais pobres que, em sua maioria, não têm condições
de acesso às moradias populares. Porém, devido aos
parcos investimentos em moradia, parte da classe
média baixa no Brasil é moradora de favelas. As fave-
las são formadas por habitações precárias construí-
das com materiais alternativos, como madeira, ferro-
velho e plásticos. Na atualidade, muitas delas são de
alvenaria como é o caso da Rocinha no Rio de Janeiro
e Paraisópolis em São Paulo. As favelas brasileiras
são encontradas nos mais diferentes sítios urbanos
(tipos de relevo), muitas vezes em áreas de risco como
várzeas e encostas.
Nas metrópoles brasileiras, grande parte da população
vive em favelas. Em São Paulo, calcula-se que 10% da
população é favelada. Para uma população de 11 mi-
lhões de habitantes, cerca de 1,1 milhão de habitantes. O
porcentual aumenta nas metrópoles das regiões mais
pobres como o Nordeste. As cidades com maior número
de favelas são: São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Gua-
rulhos e Curitiba. O processo de ocupação dos terrenos
é marcado pela ilegalidade, ocorrendo principalmente em
terrenos públicos e em sítios desprezados pelas lotea-
doras. De modo geral, as condições sanitárias, de aces-
so à infraestrutura e serviços públicos é precária. Embo-
ra as favelas se concentrem nos bairros mais pobres,
algumas delas situam-se também nas proximidades dos
locais de trabalho dos moradores, sendo limítrofes a bair-
ros ricos.
Limite entre favela e bairro de luxo em São Paulo,
a maior metrópole de um dos países socialmente mais
desiguais do mundo.
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250 Degrau Cultural
Atualidades
Em muitas das grandes metrópoles dos países subde-
senvolvidos, o trânsito é caótico. No Brasil, o investimento
do Estado em transporte coletivo (ônibus, trens e metrô) foi
insuficiente. A mobilidade espacial na metrópole é dificul-
tada para o conjunto da população e, em especial, para os
mais pobres. Por vezes, o poder público, ao invés de inves-
tir em transportes coletivos, atém-se a grandes obras viá-
rias, como avenidas, viadutos, pontes e túneis, que bene-
ficiam o transporte particular, utilizado pelas camadas mais
ricas da população. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as
cidades mais populosas do país, o metrô apresenta pou-
cas linhas e não atende a cidade como um todo. Em São
Paulo, o governo do estado acelerou as obras nas linhas
verde, amarela e lilás do metro como parte do programa
Expansão SP.
Expansão SP. Programa de expansão do metro e da
CPTM em São Paulo. Na foto, a estação Sacomã (linha
verde), a primeira a ter portas de plataforma e bloque-
ios com porta de vidro, no lugar das catracas.
Nas cidades dos países subdesenvolvidos, inclusive as
brasileiras, grande parte da população ainda não tem
acesso ao saneamento básico adequado, isto é, acesso
a água potável, rede coletora de esgotos e coleta de lixo.
Os índices são alarmantes e variam de acordo com a
região. De modo geral, são mais graves no Norte e Nor-
deste, sendo melhores no Sul e Sudeste.
Chuvas excessivas, enchentes e deslizamentos
Entre 2009 e 2010, aumentaram os índices pluviométri-
cos (chuvas) no Brasil. As causas são variadas: El Niño
(aquecimento anormal do oceano Pacífico Intertropical
nas proximidades da América do Sul que causa mudan-
ça nas massas de ar), Convergência do Atlântico Sul
(umidade vinda da Amazônia em direção ao Sul e Sudes-
te do país) e aquecimento anormal no Oceano Atlântico
com formação de baixa pressão que proporciona uma
elevação da umidade.
Aconteceram grandes enchentes na região metropolita-
na de São Paulo, São Luiz do Paraitinga (município do
Vale do Paraíba, com destruição do patrimônio histórico e
arquitetônico), Baixada Fluminense e interior do Rio Gran-
de do Sul (inclusive com a destruição de uma ponte so-
bre o rio Jacuí na região de Agudo).
Também aconteceram deslizamentos de terra catastró-
ficos em Angra dos Reis (RJ), tanto na área urbana quan-
to na ilha Grande (deslizamento natural que atingiu pou-
sadas no sopé da encosta) e na região metropolitana de
São Paulo, a exemplo dos ocorridos no bairro do Grajaú,
na capital, e em Carapicuíba. As escarpas de falha da
Serra do Mar e o domínio dos mares de morros apresen-
tam propensão natural para os deslizamentos devido a
alta declividade e elevados índices de chuva, inclusive
orográfica na zona serrana. A ocupação urbana irregular
torna as áreas ainda mais frágeis.
Deslizamento natural na Ilha Grande (RJ) em 2009
Violência
A violência no Brasil não é um fenômeno recente, pois
existe desde o início do processo de colonização. As cau-
sas estruturais são a profunda desigualdade social exis-
tente no país, a ineficiência da segurança pública, do po-
der judiciário e da justiça, além do crescimento do crime
organizado e do narcotráfico, cabendo salientar que o país
tornou-se também um grande consumidor de drogas.
O Brasil apresenta uma taxa de homicídios de 27 em cada
100 mil habitantes. Esta taxa apresentou um crescimento
desde a década de 1980 até 2004. Posteriormente, houve
um pequeno declínio que, segundo os especialistas, está
vinculado a campanha de desarmamento. Em 1996, esta-
va por volta de 24,76. Entre os jovens, a situação é ainda
mais grave e coloca o Brasil na 3ª posição mundial, com
taxa de 51,7 homicídios por 100 mil jovens (2004). Os índi-
ces brasileiros são 100 vezes superiores aos de países
como Austrália, Japão e Egito.
Numa pesquisa recente da Unesco, entre 57 países pes-
quisados, considerando apenas os homicídios causa-
dos por armas de fogo, o Brasil ficou na 2ª posição com
19,54 por 100 mil habitantes. Para se ter uma ideia de
como é alta a utilização de armas de fogo em assassina-
tos no Brasil, a taxa na Argentina é de 4,34 por 100 mil
habitantes, mais de quatro vezes menor do que a brasi-
leira. Entre os 57 países o que registra menor taxa de
mortalidade por armas de fogo é o Japão com 0,06 óbito
por 100 mil habitantes.
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Atualidades
Degrau Cultural 251
Mundo – mortes violentas
Legenda: A anamorfose (mapa proporcional) apresenta
os países com maior número de mortes violentas, prin-
cipalmente homicídios. Na América do Sul, a liderança é
para o Brasil, seguido da Colômbia. O continente africano
também se sobressai com países como Nigéria e África
do Sul. Rússia, China e Índia também destacam-se. Paí-
ses da Europa Ocidental, Canadá, Japão e Oceania apre-
sentam índices menores de violência.
No Brasil, parcelas da população mais pobre ficam bas-
tante vulneráveis à influência do crime organizado, uma
vez que faltam oportunidades de emprego, educação e
mobilidade social. Pesquisas recentes comprovam que
em países muito mais pobres que o Brasil como os da
África Ocidental, os índices de violência e criminalidade
são menores em relação ao total da população. Tal cons-
tatação explica-se pelos diferentes níveis de desigualda-
de interna existentes nessas sociedades: são áreas onde
a pobreza é generalizada, mas sem desníveis sociais
radicais, logo a violência é menor.
Nas áreas onde o desnível entre os mais ricos e os mais
pobres é abismal, como é o caso do Brasil, da Colômbia e
da África do Sul, as taxas de violência são mais elevadas.
Um dos problemas é que as parcelas mais aquinhoadas
da população tendem a ostentar riqueza, exibi-la aos olhos
do restante da sociedade, que nunca terá acesso a esses
bens, situação que aumenta a tensão social.
Homicídios em alguns estados brasileiros
(homicídios a cada 100 mil habitantes)
(Ministério da Justiça/Fórum Nacional de Segurança Pública)
Na escala municipal, nos anos 2000, os municípios mais
violentos do Brasil localizam-se na Amazônia Legal e no
Centro-Oeste, a exemplo de Coronel Sapucaia (MS). Nes-
tas localidades, os homicídios estão relacionados aos
conflitos pela posse da terra.
Homicídios em alguns municípios brasileiros
(homicídios a cada 100 mil habitantes)
(Fonte: Ministério da Justiça)
A segurança pública tende a proteger mais os espaços
habitados pela classe média e alta do que os bairros
mais pobres. Em São Paulo, em Perdizes (bairro rico)
existe 1 policial militar para cada 11.667 habitantes. Os
bairros pobres e violentos das periferias são os menos
assistidos pela segurança pública, no Jardim Ângela (bair-
ro pobre da periferia) existe 1 policial militar para cada
64.800 habitantes. Na verdade, existe uma péssima dis-
tribuição geográfica dos policiais pela cidade.
Metrópole de São Paulo -Homicídios a cada 100 mil
habitantes em alguns bairros
(Fonte: Seade)
A urbanização desordenada em algumas cidades brasi-
leiras favorece a atividade criminosa. No Rio de Janeiro,
a geografia dos morros recobertos de favelas. O relevo
íngreme, o mosaico de barracos, os inúmeros cami-
nhos, becos e esconderijos constituem um espaço que
favorece a instalação de grupos criminosos e dificulta a
ação da polícia.
No Rio de Janeiro, por vezes, o crime organizado impõe
as regras em algumas comunidades carentes. As fac-
ções criminosas estabelecem a repartição de territóri-
os. A disputa entre facções criminosas pelo controle de
territórios em favelas gera grande violência e vitima a
população civil.
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252 Degrau Cultural
Atualidades
No caso carioca, outro elemento preocupante é o surgi-
mento de milícias armadas integradas por ex-policiais e
ex-militares que prometem combater o crime e passam a
cobrar pelos serviços prestados, não raro se envolvendo
em atividades ilegais.
Em 2009, houve um conflito entre policiais e traficantes
que tinham tentado tomar o Morro dos Macacos, ocupado
pela quadrilha rival. O episódio da queda de helicóptero
de polícia alvejado por traficantes causou surpresa. Ou-
tro caso grave foi o assassinato de Evandro da Silva, co-
ordenador da ONG Afroreggae, o caso evidenciou a negli-
gência e o despreparo da polícia.
Para melhorar a segurança pública, o governo federal
pretende complementar o salário dos policiais do país.
Inicialmente, foi lançado o bolsa Copa e o bolsa Olimpía-
da para policiais que vão trabalhar nas cidades onde acon-
tecerem os eventos.
UPP (Unidade de Policiamento Pacificadora)
No Rio de Janeiro, foram implantadas as Unidades de
Policiamento Pacificadora. Trata-se de uma ocupação
efetiva da polícia em comunidades carentes do Rio de
Janeiro. A política, com ação tanto repressiva quanto co-
munitária, reduziu os índices de violência e quase baniu
o tráfico de drogas. Constitui uma intervenção policial e
social nas comunidades. As UPPs funcionam nas comu-
nidades de Cidade de Deus(Jacarepaguá – Zona Oeste),
Santa Marta(Botafogo – Zona Sul), Cantagalo, Pavão Pa-
vãozinho, Babilônia-Chapéu Mangeira (Leme – Zona Sul)
e Jardim Batam (Realengo – Zona Oeste).
Hoje, as UPPs representam uma importante ‘arma’ do
Governo do Estado do Rio e da Secretaria de Segurança
para recuperar territórios perdidos para o tráfico e levar a
inclusão social à parcela mais carente da população.
Criadas pela atual gestão da secretaria de Estado de
Segurança, as UPPs trabalham com os princípios da
Polícia Comunitária. A Polícia Comunitária é um conceito
e uma estratégia fundamentada na parceria entre a po-
pulação e as instituições da área de segurança pública.
O governo do Rio está investindo R$ 15 milhões na qua-
lificação da Academia de Polícia para que, até 2016, se-
jam formados cerca de 60 mil policiais no Estado.
Polícia e crianças na Cidade de Deus,
brincadeira com pipas
IHA e IVJ
No dia 21 de julho de 2009, o Observatório de Favelas
promoveu, em uma coletiva de imprensa em Brasília, o
lançamento do Índice de Homicídios na Adolescência
(IHA), pesquisa inédita, que compõe um dos eixos de
atuação do Programa de Redução da Violência Letal Con-
tra Adolescentes e Jovens (PRVL).
O IHA é uma ferramenta que estima o risco de adolescen-
tes, com idade entre 12 e 18 anos, perderem suas vidas
por causa da violência letal. O IHA avalia alguns fatores
que podem aumentar o risco de morte, de acordo com
raça, gênero e idade desses adolescentes.
Estavam presentes a subsecretária de Promoção dos
Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria
Especial dos Direitos Humanos da Presidência da
República (SEDH), Carmen Oliveira, o representante-
adjunto no Brasil do UNICEF, Manuel Buvinich, e
o professor Ignácio Cano, do Laboratório de Análise
da Violência da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (LAV-Uerj).
Em seguida à fala de Carmen Oliveira, o representante-
adjunto no Brasil do UNICEF, Manuel Buvinich, mostrou
indignação ao comentar o cenário preocupante para o
qual o IHA aponta. Sobre os quase 13 homicídios diários
de adolescentes no país, Buvinich mencionou que, ape-
sar de todos os investimentos feitos entre 1990 e 2007
em políticas de saúde, resultando na redução das mor-
tes de crianças por doenças, antes dos cinco anos de
idade, esses mesmos cidadãos que deixaram de morrer
na infância, agora perdem suas vidas para a violência.
“São quase 3 mil mortes por ano, como isso não causa
impacto na opinião pública?”, indaga.
A expectativa é de que o IHA seja um instrumento que
contribua para monitorar o fenômeno da letalidade por
homicídios de adolescentes no tempo e no espaço,
proporcionando subsídios para a construção de políti-
cas públicas de redução e prevenção desse problema,
tanto locais quanto estaduais e federais. Os resulta-
dos do estudo só reforçam a necessidade de imple-
mentação e expansão de programas e ações para
a promoção dos direitos de crianças e adolescentes
em todo o país, avaliam os órgãos parceiros na elabo-
ração e criação do IHA.
O IHA expressa, para um universo de mil pessoas, o nú-
mero de adolescentes que, tendo chegado à idade de 12
anos, não alcançará os 19 anos, porque será vítima de
homicídio. Ou seja, estima o número de homicídios que
se pode esperar ao longo dos próximos sete anos (entre
os 12 e os 18 anos) se as condições não mudarem.
Hoje, os homicídios representam 46% das causas de
morte dos cidadãos brasileiros dessa faixa etária. A mai-
oria dos homicídios é cometida com arma de fogo.
O trabalho demonstra que a probabilidade de ser assas-
sinado é quase 12 vezes maior quando o adolescente é
do sexo masculino do que do feminino. O risco também é
quase três vezes maior para os negros em comparação
aos brancos.
O estudo avaliou os 267 municípios do Brasil com
mais de 100 mil habitantes e chegou a um prognósti-
co alarmante: estima-se que o número de adolescen-
tes assassinados entre 2006 e 2012 ultrapasse a 33
mil se não mudarem as condições que prevaleciam
nessas cidades.
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Atualidades
Degrau Cultural 253
O valor médio do IHA para os 267 municípios estudados
é de 2,03 jovens mortos por homicídio antes de comple-
tar os 19 anos, para cada grupo de 1.000 adolescentes
de 12 anos. Mas há localidades onde o índice é extrema-
mente elevado se comparado com essa média. A cidade
de Foz do Iguaçu, no Paraná, lidera o ranking de homicídi-
os entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil
habitantes, com 9,7 mortes para cada grupo de 1.000
adolescentes entre 12 e 18 anos. Em seguida, aparecem
os municípios de Governador Valadares (MG), com 8,5, e
Cariacica (ES), com 7,3.
Outra pesquisa divulgada foi o IVJ (Índice de Vulnerabili-
dade Juvenil) -violência pelo Ministério da Justiça e Fórum
Nacional de Segurança Pública. A pesquisa foi realizada
nos municípios a partir de 100 mil habitantes na faixa etá-
ria entre 12 e 29 anos. Os mais violentos foram, na sequ-
ência: Itabuna, Marabá, Foz do Iguaçu, Camaçari e Gover-
nador Valadares. Os menos violentos foram as cidades
paulistas de São Carlos, Franca e São Caetano do Sul.
Plano Nacional de Saúde do Homem, Lei Seca e Lei An-
tifumo (2008-2009)
Em 2009, o Ministério da Saúde, liderado pelo ministro
José Gomes Temporão (PMDB-RJ) lançou o primeiro Pla-
no Nacional de Saúde do Homem. No país, de cada 3
óbitos, 2 são de homens. Devido a maior mortalidade de
homens e menor expectativa de vida em relação às mu-
lheres, o governo decidiu investir na saúde masculina. As
causas da maior mortalidade são: negligência com a pró-
pria saúde, violência e acidentes de trânsito (que atin-
gem principalmente homens jovens e adultos até 29
anos, pobres, moradores de bairros periféricos, bem
como pardos e negros) e maior incidência de alcoolis-
mo, tabagismo e consumo de drogas. Nos últimos anos,
legislações mais rigorosas surgiram para reduzir a mor-
talidade, a Lei Seca (2008) e a Lei Antifumo (2009, no
estado de São Paulo).
Compra de armamentos e a polêmica dos caças (2009/
2010)
Um dos problemas do país é fragilidade no campo militar
ante ao seu imenso território, grande PIB e preocupações
redobradas com a Amazônia e a zona econômica marinha
onde se localizam as reservas de petróleo pré-sal. Trata-
se do único BRIC que não dispõe de armas nucleares,
pois é signatário do TNP (Tratado de Não Proliferação de
Armas Nucleares). A partir do final dos anos 2000, o país
realiza um ambicioso acordo militar e geopolítico com a
França, com a compra de submarinos (um deles, nuclear)
e helicópteros com transferência de tecnologia.
O Brasil também pretende renovar sua frota de caças.
Em 2009, o presidente e o ministro da Defesa, Nelson
Jobim (PMDB-RS) manifestaram-se a favor da compra
do caça francês Rafale. Depois, disse o presidente, que
tudo ainda estaria em fase de análises técnicas entre o
Brasil e as empresas concorrentes. Os militares chega-
ram a divulgar um relatório com preferência técnica pelo
caça sueco. O relatório final, por parte do Brasil, deverá
ser apresentado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os
países que disputam a venda de aviões caças para o
Brasil são: EUA (F18), Suécia (Gripen) e França (Rafale
da empresa Dassault, o candidato favorito).
TSE cassa mandatos de governadores (2008-2009)
Entre novembro de 2008 e junho de 2009, o Tribunal Su-
perior Eleitoral determinou a cassação de três governa-
dores estaduais. Segundo a legislação até então, o se-
gundo colocado nas eleições assume o mandato. O pri-
meiro governador cassado foi Cássio Cunha Lima, da
Paraíba (PSDB) e seu vice José Lacerda Neto (DEM).
Ambos foram acusados da utilização de programas soci-
ais para distribuir dinheiro irregularmente. De acordo com
investigações, os dois teriam distribuído 35 mil cheques
para eleitores de baixa renda. O processo que cassou o
governador e seu vice ficou conhecido como o Caso Fac
(Fundação de Ação Comunitária), um dos programas “as-
sistidos” pelos dois. O novo governador da PB é José
Maranhão (PMDB).
O segundo cassado foi o governador do Maranhão, Jac-
son Lago (PDT) e seu vice, Luis Carlos Porto (PPS). Entre
as acusações contra os dois, constam doações irregula-
res de cestas básicas, kit salva-vidas para moradores da
baía de São Marcos, a transferência de recursos públi-
cos, estimados em mais de R$ 700 mil, para uma asso-
ciação de moradores de Grajaú, e a distribuição de mate-
rial de construção e combustível. Todas essas irregulari-
dades confirmam o uso da máquina pública no processo
eleitoral de 2006. A nova governadora do Maranhão é Ro-
seana Sarney (PMDB).
O último cassado foi o governador de Tocantins, Mar-
celo Miranda (PMDB) e seu vice. Os dois foram acusa-
dos de utilizar indevidamente os meios de comunica-
ção, distribuição gratuita de casas, óculos, cestas bá-
sicas, prometer vantagens a eleitores e distribuir bens
e serviços com dinheiro público. A Assembleia Legisla-
tiva do Tocantins elegeu por 22 votos a zero, Carlos
Henrique Gaguim (PMDB), presidente da Casa, como o
novo governador do estado.
Eleições e escândalos no Congresso Nacional (2009)
No dia 2 de fevereiro de 2009 foram eleitos o presidente do
Senado Federal e o presidente da Câmara dos Deputa-
dos. Para a Presidência do Senado foi eleito José Sarney
(PMDB-AP), que venceu seu opositor, o senador Tião Via-
na (PT-AC) por 49 votos a 32. Os dois mandatos exercidos
anteriormente por José Sarney, ocorreram entre 1995/1997
e entre 2003/2005. Para a Presidência da Câmara dos
Deputados foi eleito o deputado federal Michel Temer
(PMDB-SP). Este é o seu sexto mandato consecutivo como
deputado federal. Sua eleição para presidência da Câma-
ra dos Deputados foi apoiada por 14 partidos.
O último escândalo que envolve o Senado Federal e que,
com certeza, não será o último, diz respeito aos chama-
dos atos secretos, e tem como pivô o presidente do Se-
nado, José Sarney (PMDB-AP).
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254 Degrau Cultural
Atualidades
Nos últimos quatorze anos, foram publicados mais de
500 atos secretos, utilizados para nomear e aumentar
salários de pessoas ligadas ao comando do Senado.
José Sarney teve duas sobrinhas nomeadas por ato se-
creto, uma nomeada para o gabinete de sua filha, Rose-
ana Sarney (Maria do Carmo de Castro Macieira) e outra,
nomeada para o gabinete do senador Delcídio Amaral
(PT-MS), em Campo Grande (Vera Portela Macieira Bor-
ges). As denúncias contra Sarney foram arquivadas pelo
Conselho de Ética do senado.
O presidente do Senado José Sarney sofre dura pressão
da opinião pública, da imprensa e da oposição (PSDB,
DEM e PSOL) para que renuncie ao cargo. A crise do Sena-
do já provocou o afastamento de dois de seus diretores:
Agaciel Maia (diretor-geral da Casa), após revelação do
jornal Folha de São Paulo, que ele não teria registrado
uma casa avaliada em R$ 5 milhões; João Carlos Zoghbi
(diretor de Recursos Humanos do Senado), acusado de
ter cedido um apartamento funcional para parente que não
fazia parte do Congresso Nacional. Entre os demais es-
cândalos de 2009: os “181 diretores” do senado, farra das
passagens aéreas e a absolvição do deputado do “caste-
lo” Edmar Moreira (ex-DEM, atual PR-MG).
Mensalão do Democratas do Distrito Federal (2009/2010)
Depois dos mensalões do PT e do PSDB, chegou a vez do
Mensalão do Democratas (o antigo PFL) para os adversá-
rios, os “demos”. Em novembro de 2009, a Polícia Federal
deflagra a Operação Caixa de Pandora. São cumpridos
29 mandados de busca e apreensão em 16 endereços,
incluindo a Câmara Legislativa e a Residência Oficial do
governador José Roberto Arruda, em Águas Claras. A PF
investiga o suposto esquema de propina do GDF para a
base de deputados aliados, com dinheiro repassado por
empresas privadas — muitas delas mantinham contratos
com o executivo local. Durval Barbosa, até então secretário
de relações institucionais do governo Arruda, foi quem de-
nunciou o esquema à PF. Presidente da Companhia de
Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) na adminis-
tração de Joaquim Roriz, ele gravou diversos políticos do
DF. Fez acordo de delação premiada com a Justiça e a PF
para reduzir a própria pena em 37 processos a que res-
ponde. O inquérito sobre o caso está no Superior Tribunal
de Justiça (STJ). Quando as denúncias vieram à tona, Durval
foi exonerado.
Foi divulgado vídeo de um encontro entre Arruda e Durval
Barbosa durante a campanha eleitoral de 2006. Nas ima-
gens, o então candidato recebe dinheiro de Durval. Os advo-
gados de Arruda afirmam se tratar de doação para a compra
de panetones que seriam doados a famílias carentes.
Oito dos 24 deputados e dois suplentes da Câmara Le-
gislativa (CLDF) são citados no inquérito como beneficiá-
rios do suposto esquema de corrupção. Eurides Brito
(PMDB), Júnior Brunelli (PP) e Leonardo Prudente (depu-
tado filmado com dinheiro nas meias, posteriormente
pediu desfiliação do DEM) aparecem em vídeo receben-
do dinheiro das mãos de Durval Barbosa.
O vice-governador Paulo Octávio, o secretário de Planeja-
mento, Ricardo Penna, e o corregedor e secretário de
Ordem Pública, Roberto Giffoni, são mencionados na
conversa como tendo recebido dinheiro. Os três negam
qualquer participação no caso. A Câmara Legislativa abre
processo para apurar a quebra de decoro parlamentar
dos deputados citados no suposto esquema de propina
apontado pela PF. Os distritais Júnior Brunelli e Leonardo
Prudente aparecem em vídeo rezando em agradecimen-
to pela vida de Durval Barbosa. A cena fica conhecida
como a “oração da propina”.
Em dezembro, em entrevista ao Correio Brasiliense, Arru-
da afirma sua inocência e diz que tudo o que quer é “en-
frentar Roriz nas urnas”. Leonardo Prudente se afasta da
presidência da Câmara. Estudantes, integrantes de enti-
dades sindicais e partidos políticos de oposição ocupam
o plenário da Câmara Legislativa exigindo o afastamento
de Arruda. A Ordem dos Advogados do Brasil, seção DF,
protocola na Câmara dois pedidos de impeachment: um
de Arruda e outro de Paulo Octávio. Cerca de 2,5 mil pes-
soas fazem protesto no Eixo Monumental contra Arruda.
Com ordem para desocupar as vias, PMs a cavalo par-
tem para cima dos jovens (foto) e transformam a área do
Buriti em praça de guerra.
O pedido de liminar apresentado por Arruda é negado e
ele anuncia sua desfiliação do DEM. Com isso, não pode
concorrer nas próximas eleições. Distritais entram em
férias e anunciaram a autoconvocação para 11 de janeiro
de 2010, adiando a votação dos pedidos de impeach-
ment de Arruda e a análise dos processos de quebra de
decoro parlamentar contra os deputados citados nas de-
núncias. O STJ autoriza a quebra dos sigilos fiscais e
bancários de Arruda e de sete envolvidos nas denúncias
de suposto esquema de corrupção.
Arruda pede perdão à sociedade: “Eu quero dizer a vocês,
de coração mesmo, que eu já perdoei todos os que me
agrediram. Eu perdoo a cada dia os que me insultaram.
Entendo as suas indignações pela força das imagens”. A
CPI da Corrupção é instalada na Câmara Legislativa. Alírio
Neto (PPS) é escolhido presidente e Raimundo Ribeiro,
um dos mais leais aliados de Arruda, é eleito relator da
comissão. A Justiça determina o afastamento de Leonar-
do Prudente da presidência da Câmara Legislativa. Tribu-
nal de Justiça nega recurso de Prudente contra liminar que
determinou seu afastamento do comando do Legislativo.
O TJ decide que os oito distritais e os dois suplementes
citados no inquérito da Operação Caixa de Pandora não
podem participar de nenhuma etapa da tramitação dos
pedidos de impeachment do governador. A base governis-
ta põe fim à CPI. Para os aliados de Arruda, o fato de a
Justiça ter afastado os distritais investigados invalidaria o
ato de criação da comissão parlamentar de inquérito.
Agentes da PF prendem Antônio Bento da Silva logo após
ele entregar sacola com R$ 200 mil ao jornalista Edmil-
son Edson dos Santos, o Sombra. Na versão de Sombra,
o dinheiro seria um suborno para o jornalista afirmar em
depoimento que os vídeos nos quais políticos recebem
dinheiro de Durval Barbosa.
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Atualidades
Degrau Cultural 255
A OAB-DF entra com ação para bloquear os bens do go-
vernador Arruda, de 10 distritais e de secretários citados
no relatório da PF. Chefe da Agência de Comunicação do
GDF, Weligton Moraes sai do governo. Ele foi gravado por
Sombra supostamente negociando a tentativa de subor-
no. Geraldo Naves, o distrital que entregou suposto bilhe-
te de Arruda a Sombra, deixa a Câmara Legislativa. Rodri-
go Arantes, secretário particular de Arruda, é apontado
pelo denunciante como o homem que repassou os R$
200 mil a Antônio Bento.
A Polícia Civil do DF confirma a prisão de dois agentes da
polícia civil goiana por suposta arapongagem na Câmara
Legislativa. A detenção ocorreu no dia 4. Presidente da
OAB nacional, Ophir Cavalcante, pede à Procuradoria-Ge-
ral da República o desligamento de Arruda da chefia do
Executivo ou sua prisão preventiva. O procurador-regional
eleitoral, Renato Brill, quer que Arruda e Leonardo Pruden-
te percam os mandatos por infidelidade partidária.
O STJ decreta a prisão preventiva de Arruda, Weligton
Moraes, Geraldo Naves, Rodrigo Arantes, Antônio Bento
(que já estava na Papuda) e Haroaldo de Carvalho, ex-
diretor da CEB. Segundo depoimento de Bento à PF, Ha-
roaldo teria entrado em contato com Sombra para lhe
entregar o suposto suborno. O procurador-geral da Re-
pública, Roberto Gurgel, protocola no Supremo Tribunal
Federal (STF) pedido de intervenção federal no DF. Arruda
foi o primeiro governador eleito em exercício a ser preso
no Brasil por interferir nas investigações da justiça e da
polícia para se beneficiar.
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, nega pedido de
habeas corpus para o governador Arruda. Com isso, ele
continua preso em uma sala especial no Complexo da
PF. A Polícia Federal cumpre vários mandados de busca
e apreensão nas casas de investigados nas denúncias
de corrupção.
Com o governador preso, o governo do DF ficou momen-
taneamente com o vice, Paulo Octávio (ex-DEM). Sem
apoio, Octávio renunciou. Assim, o governo passou a ser
exercido pelo presidente da câmara distrital, Wilson Lima
(PR –Partido da República). Em março, aumentou a pres-
são para o impeachment do governador Arruda.
Gripe Suína: Influenza A H1N1 (2009/2010)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a
nova gripe A (H1N1) já é considerada pandemia, devido ao
número de países e continentes afetados. O vírus da nova
gripe A (H1N1), também conhecida como gripe suína, foi
detectado primeiramente no México em 2009. Os países
mais atingidos são Estados Unidos, México, Canadá, Aus-
trália, Espanha, Japão, Reino Unido, Chile e Argentina. No
Brasil, a nova gripe foi detectada em vários estados e nu-
merosas mortes. Um dos problemas para diagnosticar a
nova gripe é que ela apresenta sintomas de uma gripe
comum. Eis algumas características da nova gripe:
- A mutação do vírus fez com que ela afetasse humanos;
- O contágio inicial ocorre quando as pessoas têm con-
tato com porcos;
- A atual versão do vírus já transmite de pessoa para
pessoa;
- O consumo de carne de porco não transmite a doen-
ça, pois ao ser cozida a carne, o vírus é eliminado;
- A nova gripe apresenta vários sintomas como febre,
letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas tam-
bém apresentaram coriza, garganta seca, náusea, vô-
mito e diarreia.
- Os medicamentos zanamivir e oseltamivir apresen-
tam alguma eficácia no combate à doença.
No Brasil, a vacina contra a nova gripe está sendo produ-
zida pelo Instituto Butantã (SP). Segundo o Ministério da
Saúde, a vacinação em 2010 vai priorizar: profissionais
da saúde, gestantes, crianças pequenas, terceira idade,
pessoas com doenças crônicas e pessoas entre 20 e 29
anos. Posteriormente, a faixa etária de 30 até 39 anos foi
incluída na vacinação.
Raposa/Serra do Sol
Em 2009, o STF (Supremo Tribunal Federal) finalmente
decidiu o destino da Reserva Indígena Raposa Serra do
Sol. O tribunal confirmou a demarcação contínua da área
e a saída de todos os não índios da reserva. O único voto
a favor da manutenção dos arrozeiros na área, ou seja,
demarcação descontínua, foi do ministro Marco Aurélio
Mello apresenta seu voto, que deve ser contrário à de-
marcação contínua. Mello deve questionar o nível de “acul-
turamento” dos índios, alegando que eles já vivem sob
forte influência da cultura dos não indígenas.
Homologada em 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, a Raposa/Serra do Sol, no extremo norte de Rorai-
ma, nas fronteiras com a Venezuela e a Guiana, é habitada
por cerca de 18 mil índios de cinco diferentes etnias. A
reserva, de 1,7 milhão de hectares, tem superfície sufici-
ente para agrupar 11 cidades de São Paulo. A decisão
sobre a demarcação tornou a reserva um foco de conflito e
tensão envolvendo governo federal, governo estadual, igre-
ja, indígenas e ONGs (organizações não governamentais).
Encerrada essa questão no Supremo, começará a ba-
talha pelas indenizações: para os rizicultores, a ocupa-
ção da área foi legal e as benfeitorias nas fazendas
foram muitas.
Algumas das propriedades têm até hangar para abaste-
cer monomotores. Para a Funai, no entanto, os fazendei-
ros não poderiam estar na área e, por isso, o órgão não
pretende levar em consideração as benfeitorias no cálcu-
lo das indenizações.
A Funai iniciou as reparações em 2002. Até agora, foram
indenizadas 285 propriedades de não índios dentro da
Raposa – há em andamento 24 processos (com docu-
mentos pendentes) que resultam em indenizações de
R$ 327 mil.
O governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB),
afirmou que vai ajudar a realocar os fazendeiros. O cultivo
de arroz responde por 6% da economia de Roraima.
O caso Sean Goldman
A Justiça brasileira autorizou que o menino Sean Gold-
man, de oito anos, volte para os Estados Unidos com seu
pai biológico, o americano David Goldman. A decisão fi-
nal foi tomada pelo STF através de seu presidente Gilmar
Mendes. A guarda de Sean Goldman foi disputada pelo
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Atualidades
pai biológico e pelo padrasto, o advogado João Paulo
Lins e Silva, que tinha a guarda provisória do garoto des-
de a morte da mãe dele. Em sua sentença, Pereira Pinto
determina o “retorno imediato” de Sean para os EUA.
Sean Goldman nasceu nos Estados Unidos, mas vive
desde os quatro anos no Rio de Janeiro. Sua mãe, Bruna
Bianchi, separou-se de David, trouxe o menino para o
Brasil e aqui conseguiu a guarda dele. Casou-se com
João Paulo Lins e Silva. No final do ano passado, morreu
e João Paulo conseguiu na Justiça a guarda do menino.
Sean, agora, voltará para a casa do pai biológico, o ame-
ricano David Goldman. Os EUA pressionaram o Brasil,
pois o país estaria violando as convenções internacio-
nais, inclusive a de Haia.
O caso Cesare Battisti (2009/2010)
Caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidir se
extradita ou não o extremista de esquerda italiano Cesa-
re Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália pelo
assassinato de quatro pessoas entre os anos de 1977 e
1979. Em sessão nesta quarta-feira, os ministros
do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram pela extradi-
ção do italiano, mas acabaram decidindo que o
presidente tem autonomia para deliberar em última ins-
tância sobre o caso.
O julgamento da extradição terminou com um placar
de cinco votos favoráveis e quatro contrários. O voto de
desempate coube ao presidente do STF, ministro Gilmar
Mendes. Ele acatou o pedido do governo italiano, argu-
mentando que Battisti deve ser extraditado porque foi con-
denado por crimes comuns, e não políticos.
Também por cinco votos a quatro, os ministros decidiram
que cabe a Lula a ação final. A maioria da Corte entendeu
que o presidente tem respaldo constitucional para deci-
dir a questão porque ela envolve as relações diplomáti-
cas do país. Votaram assim os ministros Cármen Lúcia,
Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa e Marco
Aurélio Mello. Já Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Ricardo
Lewandowski e Ellen Gracie discordaram da decisão.
“Imagine o absurdo dizer agora que o presidente está
livre para, deferida a extradição, não executá-la. Temos
uma situação de crise, de não solução. Vejam, senhores,
que tipo de construção arriscada do ponto de vista da
coerência e da consistência política”, disse Mendes.
O presidente do STF pretendia dar o caso por encerrado
logo depois de ler seu voto sobre a extradição. Conclui-
ria que os quatro colegas que concordaram com a ma-
nifestação do relator do caso, Cezar Peluso, automati-
camente acolheram a tese de que o presidente Lula
seria obrigado a extraditar Battisti. Mas, alguns minis-
tros consideram que esse tema deveria ser debatido
em separado.
A interpretação, exposta pelo ministro Marco Aurélio Mello
em sessão, é de que o que está em jogo é uma questão
de política externa, o que, pela Constituição, é atributo
presidencial. Na abertura do julgamento, Marco Aurélio,
votou contra a extradição.
Até agora, Battisti, preso em Brasília, foi apenas conde-
nado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por entrar no
país com passaporte falso. A pena é de 2 anos em regi-
me aberto e com multa.
Plano Nacional de Direitos Humanos racha o governo
(2010)
Numa tentativa de contornar a divisão no próprio governo,
a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da
Presidência da República se defendeu das críticas ao
Plano Nacional de Direitos Humanos feitas pelo ministro
da Defesa, Nelson Jobim, de setores da Igreja Católica,
de parlamentares ruralistas e do ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes. O órgão afirma ter apoio maciço à
proposta na Esplanada dos Ministérios, com assinatura
de 31 das 37 pastas.
De acordo com o documento divulgado nesta sexta, a
participação social na elaboração do programa ocorreu
por meio de conferências realizadas em todos os Esta-
dos durante o ano de 2008 e envolveu a participação de
14 mil pessoas. A nota cita ainda que “a política de Direi-
tos Humanos deve ser uma política de Estado, que res-
peite o pacto federativo e as competências dos diferentes
Poderes da República”.
No final do dia, o ministro do Desenvolvimento Agrário,
Guilherme Cassel, rebateu críticas feitas por Stephanes,
que reclamou não ter participado da elaboração do pro-
grama. O ministro da Agricultura argumentou que as me-
didas propostas aumentam a insegurança jurídica no
campo e fortificam determinadas organizações, como o
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Cassel discorda.
“Até onde eu estou informado, todos os ministérios parti-
ciparam”. E completa: “o plano busca criar um ambiente
de paz no meio rural. Ele busca, por meio do diálogo, criar
o que eu chamei de um ambiente de paz de produção. De
fato, o plano busca criar no meio rural um ambiente dife-
renciado, que supere essas questões. Tem pessoas que
se incomodam com isso”, argumentou o ministro do De-
senvolvimento Agrário à Agência Brasil. Para ele, o ponto
fundamental de divergência sobre o programa não é o
conflito no campo e sim a resistência de grupos à cha-
mada Comissão da Verdade, criada para apurar crimes
que t