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I – Modelagem_________________________________

- Modelagem 3D.


Para que se pudesse obter os cálculos de curvas hidrostáticas e curvas de áreas seccionais, o casco foi
modelado em 3D no programa FREEShip!3.40. pelo projeto inicial, determinado pelo plano de linhas
como segue.



– Plano de linhas.

Plano de Alto
Plano de Linhas D' água
Plano de Balizas
Vante
Vante


Ré Vante
II – Resistência hidrodinâmica_________________________


- Resistência estimada pelo método de Holtrop.



Pelas fórmulas empíricas do método de Holtrop para estimar a resistência hidrodinâmica da
embarcação, através de uma tabela desenvolvida em Excel, considerando um gradiente de
velocidades, foram obtidos os seguintes resultados *:




Observa-se que em função da velocidade a resistência aumenta exponencialmente, o que pode
ser melhor demonstrado pelo gráfico 01 – Rt x V (nós)

III – Propulsão_________________________________


 Dados do motor:

Adotando os valores de resistência hidrodinâmica, baseando-se na média das potências e
embarcações semelhantes, bem como o emprego da Série B-Troost (“Wageningen B-Screw
Series Propeller Preliminary Design”).
Como mais provável aproximação do real, foi escolhido um motor que pudesse vencer a
resistência, gerando a seguinte escolha:



IV – Cálculos___________________________________


– Curvas hidrostáticas.





Comparando os resultados obtidos, podemos observar que a diferença entre os valores obtidos para
cada uma delas é pequeno, devido o formato do casco da embarcação possuir área angular pequena,
tanto a vante quanto a ré. Como demonstra os gráficos referentes à tabela a seguir.





























– Curvas cruzadas de estabilidade.



V – Conclusão___________________________________
São demonstradas a seguir, as avaliações de todos os resultados obtidos e a discussão sobre os
pontos do projeto que poderia sofrer algum tipo de alteração a fim de melhorar o objeto de projeto.
Sob ponto de vista da estabilidade, o projeto atende aos critérios impostos, e como este era um
item estritamente restritivo, não há necessidade de manipular o objeto de projeto para prover algum
ganho de estabilidade.
Para o comportamento no mar, observou-se que o único evento que necessitaria atenção
especial num próximo ciclo do projeto seria a emersão do propulsor. Porém não há uma maneira de
reduzir a emersão sem comprometer algum outro item do navio. Observe que a emersão torna-se
preocupante somente na condição de lastro. A solução obvia seria aumentar o volume de lastro, a
assim aumentar o calado da embarcação. Porém note que esta alternativa possui diversos pontos
negativos: primeiro, que para aumentar a capacidade de lastro seria necessário diminuir a capacidade
de carga; segundo, o aumento do lastro significa um gasto a mais de energia para transporte de peso
morto, e ainda um aumento na energia dispensada na operação de carga e descarga deste lastro.
Caberia então a um projetista experiente avaliar o quão benéfico seria a diminuição da probabilidade
de emersão do propulsor, e se esta justificaria as desvantagens citadas.
Então ao avaliar o navio considerando todos os critérios citados pode-se concluir que esta
embarcação é uma solução de projeto viável, porém globalmente não é a solução ótima. Para melhorar
o projeto desta embarcação deveria ser realizada uma segunda passada de projeto utilizando o mesmo
método, usando como base a primeira tentativa feita. Isto ocorre porque após a primeira passada de
projeto já se sabe para qual direção deve ser encaminhado o projeto para que se obtenham resultados
melhores ao final do processo, melhorando o processo de síntese do objeto.