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LA CONQUISTA DE VALENCIA

En sus correrías bélicas, el Cid visitó Valencia y
quedó maravillado por ella. En 1092, cuando los
valencianos se rebelaron, no lo dudó un momento:
puso sitio a la ciudad para convertirse en su señor.
ALBERTO RECHE
I N S T I T U T O DE E S T U D I O S ME D I E V A L E S U N I V E R S I DA D A U T ÓN O MA DE B A R C E L O N A
Santo Domingo
de Silos
El Cid d onó a e ste
monaste rio burgaiés,
e n 1076, d os villas
pe rte ne cie nte s a su
se ñorío. El claustro que
apare ce en la imagen
e mpe zó a construirse
en el año 108 1.
D
u r a n t e e l v e r a n o d e l a ño I OQQ,
n o t i c i a c o r r e p o r t i e r r a s d e l a
s u l a I bér i c a , y s u e c o r e s u e n a
a ña i n c l u s o d e l o s P i r i n e o s ; d e
s e r á r e c o g i d a e n e l c r o n i c ón d d
n a s t e r i o d e M a i l l e z a i s , e n e l P o i t o u , c o n e s t L -
p a l a b r a s : «En Es p a ña , d e n t r o d e V a l e n c i a , f i ^ - r -
c i ó e l c o n d e R o d r i g o , y s u m u e r t e c a u s ó i ' . ~
g r a v e d u e l o e n l a c r i s t i a n d a d y g o z o g r a n d e e r i t "
l o s e n e m i g o s m u s u l m a n e s ». E n e f e c t o , h a *
e x p i r a d o R o d r i g o Dí a z , e l d e V i v a r , e l C a n f a i
d o r , c u y a s h a z a ña s m i l i t a r e s h a bí a n d e s l u n i B - : -
d o u n a y o t r a v e z a t o d o e l m u n d o . F u e r a qáf r
f u e s e e l e n e m i g o y s i n i m p o r t a r l a s c o n d i c w s ; -
d e s i g u a l e s e n q u e h u b i e s e e n t a b l a d o c o m f a r i t r .
R o d r i g o s e h a bí a h e c h o s i e m p r e c o n l a v k t o d t .
A h o r a d e j a b a t r a s d e s í u n l e g a d o i m p r a s f i -
n a n t e , a u n q u e f r ág i l . De s p u és d e a ño s d e
b r a s p o l í ti c a s y d e v i c t o r i a s m i l i t a r e s habáai
q u i s t a d o l a c i u d a d d e V a l e n c i a , l a B
r i c o s j a r d i n e s y f ér ti l e s h u e r t a s q u e c a n '
p o e t a s ár a be s , y h a bí a s i d o c a p a z d e d e f i
d e l o s i n t e n t o s d e c o n q u i s t a q u e p r o t ,
l a s f u e r z a s a l m o r áv i d e s . E n v i d a , V a l e n c i a
bí a c o n v e r t i d o e n l a o bs e s i ón d e R o d r i g O L
I H S T O B * NATI ONAL GEOGBAPHI C
E X
J i
pi^ ^
d e s u c o n q u i s t a s u ra zón d e s e r , s u d e fi n i c i ón
v i t a l , y p a r a o b t e n e r l a s e mo v i ó c o n l a d o s i s j u s -
t a d e e q u i l i b r i o p o l í t i c o y f i e r e z a m i l i t a r q u e u n
j u e g o d e t r o n o s d e e s a s c a ra c t e rí s t i c a s me re c í a .
L a a m e n a z a a lm orávide
V a l e n c i a e r a e l o b j e t o d e d e s e o d e t o d a s l a s m i r a -
d a s . L a s e ño ra d e l L e v a n t e , s i e m p r e o s c i l a n d o e n -
t r e l a a t ra c c i ón d e T o l e d o o l a e n t e n t e c o n l a s t a i -
f a s d e T o r t o s a y D e n i a , e r a c l a v e e n l a o rg a n i za c i ón
p o l í t i c a d e l a Pe n í n s u l a . E n t o r n o a e l l a s e a r r e m o -
l i n a b a n l o s i n t e r e s e s d e l o s r e y e s d e C a s t i l l a , d e
Z a r a g o z a , d e Ara g ón , d e l r e s t o d e t a i f a s d e L e v a n -
t e y d e l o s c o n d e s d e B a r c e l o n a . Y , a p a r t i r d e 1 0 8 6 ,
d e l o s a l mo ráv i d e s . L o s h e c h o s q u e c o n d u c i rán a
R o d r i g o h a s t a V a l e n c i a e m p i e z a n c o n l a c a í d a d e
l a T o l e d o i s l ámi c a e n p o d e r d e A l f o n s o V I , r e y d e
L e ón y C a s t i l l a , e l 2 5 d e m a y o d e 1 0 8 5 , l o q u e t r a s -
t o c a d e m a n e r a i r r e v e r s i b l e e l e q u i l i b r i o d e p o d e r
e n l a Pe n í n s u l a . S i l a f o r t u n a s o n rí e a c a s t e l l a n o s
y l e o n e s e s , e l t e r r o r a n t e l a n u e v a s i t u a c i ón l l e v a
a a l - M u t a m i d , r e y d e S e v i l l a , a l a n z a r s e e n b r a z o s
d e l o s a l mo ráv i d e s , a b ri én d o l e s l a s p u e r t a s d e l a
Pe n í n s u l a ; d e c i s i ón q u e mo d i fi c a rá d rás t i c a me n -
t e l a s r e l a c i o n e s e n t r e c r i s t i a n o s y m u s u l m a n e s .
L o s a l mo ráv i d e s s o n e l f r u t o d e l a r e c i e n t e
i s l a mi za c i ón d e l a s t r i b u s d e l S a h a r a y l e s m u e v e
e l c e l o r i g o r i s t a d e l c o n v e r s o . C u a n d o p i s a n l a
Pe n í n s u l a l o h a c e n s i n c o n c e s i o n e s , n i a n t e l o s
r e i n o s c r i s t i a n o s n i m u c h o m e n o s a n t e e l l u j o
a n d a l u s í . T r a e n c o n s i g o , a d e más , n u e v a s m a n e -
r a s d e c o m b a t i r . E l e s t r u e n d o s o t a ñi d o d e s u s
t a m b o r e s l l e n a e l c a m p o d e b a t a l l a , y s u s e f e c t i -
v o s s e m u e v e n c o m p a c t o s , e n u n a m a r e a h u m a -
n a mi l i mét ri c a me n t e o r g a n i z a d a a t ra v és d e s e -
ña l e s d e m a n d o . E l 2 3 d e o c t u b r e d e 1 0 8 6 , Y u s u f
i b n T a s u f i n , e m i r d e l o s a l mo ráv i d e s , d e r r o t a s i n
p a l i a t i v o s e n S a g r a j a s a l e j érc i t o d e A l f o n s o V I .
At rás q u e d a l a e u f o r i a d e l a c o n q u i s t a d e T o l e -
d o ; s e rán u n o s a ño s d u r o s p a r a l a s a s p i r a c i o n e s
e x p a n s i o n i s t a s d e l s o b e r a n o .
E l C i d m a r c h a a L e v a n t e
L a d e r r o t a e n S a g r a j a s t e n d rá u n e f e c t o i n e s p e -
r a d o . A l f o n s o l l a m a a l C a m p e a d o r a s u l a d o ; l o
h a b í a d e s t e r r a d o c i n c o a ño s a t rás , p e r o a h o r a
l o n e c e s i t a . R o d r i g o h a p a s a d o e s t e t i e m p o
l u c h a n d o a l a s órd e n e s d e l o s r e y e s d e
l a t a i f a d e Z a r a g o z a , a l e j a d o d e C a s -
t i l l a . A h o r a A l f o n s o t i e n e q u e
Guerrero y
dip lomático
Además de como ui
valeroso guerrero, el
Cid también se mos
en Valencia conciliai
y resp etuoso con las
tradiciones islámica
Busto de F. Hemand
EL CID, EN VALEN CIA
Yo soy hombre que nunca tuve un reino, ni nadie
de mi linaje lo ha tenido; pero desdeel día que a esta villa vine,
siempre me pagué de ella, la codicié y regué a N uestro Señor
Dios que me la diese, Y ved cuál esel poder de Dios: el día que
yo llegué para sitiar a Yuballa no tenía más que cuatro panes,
y me ha hectio Dios tal merced, que gané a Valencia y soy
de ella dueño. Pues ahora, si
yo obrare en ella con justicia
y encaminase a bien sus co-
sas. Dios me la dejará; mas
si obro mal, con soberbia y
torcidamente, bien sé que
me la quitará». «Por esto,
desde hoy, cada uno de vo-
sotros vaya a sus heredades
y poséalas como solía; el que
hallare su huerta o su viña o
su tierra vacía, éntrela desde
luego; y el que hallare su he-
redad labrada, pague a aquel
que la labró lo que le costó,
más el gasto que en ella hizo,
y tómela según manda la ley
de los moros. También orde-
no a los que han de recaudar
los tributos de la villa que
no cobren más del diezmo,
según dispone vuestra ley
[la ley islámica]». Estas pa-
labras, atribuidas ai Cid por
el historiador árabe Ibn Al-
qama, marcan el espíritu de
su política con los vencidos:
conciliadora y respetuosa
con la propiedad privada y
la ley coránica. Una actitud
fundamental para dar esta-
bilidad a la conquista.
r e c u r r i r a él p a r a a m p l i a r s u i n f l u e n c i a e n l a -
v a n t e . D u r a n t e l o s s i g u i e n t e s año s , Ro c t . í : «
c o n v e r t i r á e n e l b r a z o d e l s o b e r a n o e n \ ' a l r z c i
d o n d e g o b i e r n a a l - Q a d i r , e l a n t i g u o s e r . : - : a
T o l e d o , c o l o c a d o aU í p o r e l m o n a r c a c a s : e l i 3 i -
E l d e V i v a r d e f e n d e r á l o s i n t e r e s e s d e e s t e - T i -
m o e n u n c o m p l i c a d o a v i s p e r o p o l í t i c o e n e ! a a
p a r t i c i p a n l o s r e y e s d e Z a r a g o z a y d e Lér.íi. -
c o n d e B e r e n g u e r Ram ón I I d e B a r c e l o n a , e ". z r : -
p i o a l - Q a d i r y l a s d i f e r e n t e s f a c c i o n e s p c l i r i ^
d e l a m i s m a V a l e n c i a . C o m o m u e s t r a d e b ' r í a
v o l u n t a d , A l f o n s o c o n c e d e a R o d r i g o e l d e r r i m
a t o d a s l a s t i e r r a s y c a s t i l l o s q u e g a n e e r . l a -
v a n t e l u c h a n d o a s u s ór d e n e s . L e p e r t e n r r r r : ^ ;
a él y a l o s s u y o s p o r d e r e c h o h e r e d i t a r i o , r j : : 3 »
s e ño r d i r e c t o q u e e l p r o p i o m o n a r c a .
C o n l a v u e l t a d e l C i d a l L e v a n t e , a h o r a a p : - ^ I J E
p o r A l f o n s o , s e t r a s t o c a n l a s a h a n z a s d e l c 5 a C : -
m o s año s . E l c o n d e d e B a r c e l o n a s e o f r e c e . "Xi »'
a l i a d o a l r e y d e Z a r a g o z a , q u e s e s i e n t e ¿c-irxx-
n a d o p o r e l q u e d u r a n t e año s h a s i d o s u - - s B f i
a r m a d o , y a m b o s p o n e n c e r c o a V a l e n c i a , m i e r r T »
R o d r i g o aún s e e n c u e n t r a e n C a s t i l l a . P e r : »<
c u e n t a n c o n e l e s p e c t a c u l a r r e g r e s o d e l C a.—-r »£2-
d o r a l L e v a n t e . R o d r i g o s e a b r e p a s o h as t a\ "L í a-
: \ A . GEOGRAPHIC
c i a , s o m e t i e n d o a l p a g o d e t r i b u t o s ( l a s p a r i a s ) a
t o d o e l t e r r i t o r i o e n t r e D a r o c a y T e r u e l , a s í c o m o
a l r e y d e Al b a r r a c í n . C u a n d o U e g a c e r c a d e V a l e n -
c i a c o n s u e jér c i t o , e l c o n d e d e B a r c e l o n a d e c i d e
r e t i r a r s e , y d e j a a l C i d d u e ño d e l a s i t u a c i ón . A l -
Q a d i r a c u e r d a p a g a r l e u n a c u a n t i o s a c a n t i d a d a
c a m b i o d e s u p r o t e c c i ón y l e o t o r g a , a d e m ás , e l
d e r e c h o a r e s i d i r e n e l a r r a b a l d e l a A l c u d i a , d o n -
d e p o d r á v e n d e r e l b o t í n q u e c o n s i g a e n s u s i n -
c u r s i o n e s p o r l a z o n a . D e s d e e s a p o s i c i ón d e f u e r -
z a , R o d r i g o n o t a r d a e n m e t e r e n c i n t u r a a l o s a l -
c a i d e s d e l o s c a s t i l l o s c e r c a n o s y r e c o n s t r u y e , e n
m e j o r e s c o n d i c i o n e s q u e a n t e s d e S a g r a j a s s i c a b e ,
l a s e x p e c t a t i v a s c a s t e l l a n a s e n e l L e v a n t e .
L a c o n q u i s t a d e V a l e n c i a
P e r o d e l n o r t e d e Áf r i c a l l e g a n d e n u e v o r u m o r e s
p r e o c u p a n t e s . Y u s u f , q u e t r a s S a g r a j a s s e h a b í a
r e t i r a d o a s u s p o s e s i o n e s a f r i c a n a s , r e t o r n a a l a
P e n í n s u l a y s e e n f r e n t a a d o s e n e m i g o s : Ga r c í a
Ji m én e z , q u e d e s d e e l c a s t i l l o d e A l e d o l a n z a r e -
p e t i d a s i n c u r s i o n e s e n G r a n a d a y A l i c a n t e , y e l
p r o p i o R o d r i g o , i n m e r s o e n p l e n a r e o r g a n i z a c i ón
d e l L e v a n t e y a q u i e n l o s a l m o r áv i d e s p e r c i b e n
c o m o e l m a y o r p e üg r o p a r a s u s i n t e r e s e s .
E l d e s t i n o v o l v í a a u n i r a Y u s u f y R o d r i g o e n
u n a m i s m a e s p i r a l d e a c o n t e c i m i e n t o s . S i l a v i c -
t o r i a d e l p r i m e r o e n S a g r a j a s h a b í a p u e s t o p u n t o
y f i n a l a l d e s t i e r r o d e l s e g u n d o , l a i n t e r v e n c i ón d e
Y u s u f e n A l e d o s i g n i f i c a r á e l a r r a n q u e d e l s e g u n -
d o d e s t i e r r o d e l C i d . A c a u s a d e d i v e r s o s m a l e n -
t e n d i d o s , R o d r i g o n o c o n s i g u e l l e g a r a t i e m p o d e
r e u n i r s e c o n e l e jér c i t o q u e A l f o n s o e n v í a e n s o -
c o r r o d e A l e d o . S u s e n e m i g o s e n l a c o r t e , q u e n o
d e b í a n d e s e r p o c o s , a p r o v e c h a n e s t e e p i s o d i o
p a r a a v i v a r l o s r e c e l o s q u e e l m o n a r c a s i e n t e p o r
e l C i d . L a i r a r e g i a f u l m i n a a l C a m p e a d o r , q u e s e
v e d e s p o s e í d o d e t o d a s s u s h e r e d a d e s , p o s e s i o n e s
y p r i v i l e g i o s . A p a r t i r d e a h o r a R o d r i g o c a b a l g a r á
s o l o , s i n m ás a y u d a q u e l a q u e s u m e s n a d a y s u s
a r m a s p u e d a n p r o p o r c i o n a r l e .
L a p r i m e r a p r u e b a d e f u e g o n o t a r d a e n l l e g a r .
E n e l p i n a r d e T év a r , R o d r i g o b a t e a s u a d v e r s a r i o ,
e l c o n d e d e B a r c e l o n a , c o l i g a d o c o n l o s r e y e s d e
Z a r a g o z a y L ér i d a . A h o r a t i e n e l a s m a n o s l i b r e s
p a r a a c t u a r e n V a l e n c i a . N a d a n i n a d i e e s c a p a z
d e d e t e n e r s u s a s p i r a c i o n e s , y c o m i e n z a a a p a r e -
c e r c o m o e l ún i c o , c r i s t i a n o o m u s u l m án , c a p a z
d e p l a n t a r c a r a a l o s a l m o r áv i d e s . D e f o r m a p a -
r a l e l a , Y u s u f s e p r e s e n t a c o m o e l ún i c o c a p a z d e
Palacio de
la Aljafería
El rey de la taifa de
Zaragoza, al-Muqtadir,
levantó este fastuoso
palacio, cuyo lujo debió
admirar el Cid cuando
estuvo al servicio de
este soberano y de su
hijo a partir de 1 0 8 1 .
HISTORIA NATIONAL GEOGRAPHIC 77
C a s t e l l a r
H u e s c a
Z A R A G O Z A
Lér i da \
i ' \ % ; a l a t a y u d
F r a g a B A R C E L O N A
^7
T a r r a g o n a %
A T . P t T f t K T F ,
S e r n a ^
O l o c a u ft .
í C a s t e l l ón ,
S c g o r b e - - ^
• -
Cuíirte
.t í&a c e t e
V i U e n a
B u r r i a n a
i f A l m e n a r a
M u r v i e d r o
Y u b a U a
V A L E N C I A
L a b a t a l l a p o r V a l e n c i a
conqui st ADO í o l e d o por Alfonso VI en 108S
Valencia se convirtió en el eslabón débil del dominio
musulmán en la Península. Bajo el rey al-Qadir, la
taifa valenciana fue prácticamente un protectora:;
castellano, en el que el Cid campaba a sus anchas
En 1092 una revuelta derrocó a al-Qadir, mientras : s
almorávides avanzaban desde el sur. El Cid ¡nter\:
entonces para reconquistar Valencia y crear en t C" :
a ella un señorío personal, embrión de un reino levan-
tino que apenas le sobrevivió unos años.
R O D E L A E N C H A P A D E A C E R O
D E D I C A D A A LCI D. O B R A DE - > , : • '
S A T U R N I N O C A LV O S I GLO X>'
^ A l c i r a
4 ' B e n i c a d e l l
kGa n día
D E N I A
A l i c a n t e
- - frontera de a\-Anáa\m
Avance de/ Cid en J 0 9 2
- í » - Correría del Cid en J 0 9 3
—Jfr- Avance almorávide
en 1093-1094
(m) Sitio
• Batalla
• Ciudades tributarias del Cid
GUERgí) E n L f l F Rpnt ER£l
A S E D Í O Y
conoyistA
D E VALEnciA
OCt VBRf DE 1092
Una revuelta depone al rey
al-Qadir, que es asesinado. Ibn
Yahhaf asume el poder y un
grupo de almorávides entra en
la ciudad. El Cid se traslada de
Zaragoza a Yuballa • .
j ULi O DE 1093
Tras tomar Yuballa, con
en su base de operaciones
el Cid invade los arrabales
Valencia, como la Alcuc'; B
Fuerza a Ibn Yahhaf a 6/ ; ; -
a los almorávides de la c . ;
V l L L A n U E V A
B O A t E L L A
DOS A ño s DURÓ L A C A mPA ñ A del Cid para
recuperar el control sobre Valencia. Tras
hacerse fuerte en lavecinaYuballa, el Cam-
peador se hizo con el control de los arrabales
de laciudad y organizó el cerco. Un poeta,
al-Waqqasí, se lamentabaasí de lasuerte de
Valencia: «tus muros han perdido su firmeza
y se desmoronan [...] esas lujuriantes huertas
que te circundan, el lobo rabioso les hurgó ias
raíces y no pueden dar flor».
E SP ADA DE L C I O. SEGÚN LATRADICIÓN, LAHOJ A CO RRESP O NDE A
LA DE l A CÉLEBRE TIZONA, LA EMPUÑADURA ES DE LA ÉPOC^
RENACI MI ENTO MUSEO DEL EJÉRCITO MADRI D.
Trazado moderno '
Ciudad musulmana
Puertas
[ A L C U D I A Arrabales
r ®- Mezquita
R A Y O S A
R y Z A F A
A G O S t O D E 1 0 9 3
El Cid se retirade Valenciay
emprende unacorreríaque
lo llevaaAlciray Villenay
luego aAlbarracín El . Allí es
sorprendido por un grupo de
musulmanes, aunque escapa.
n O V I E m B R E D E 1 0 9 3
El Cid vuelve ainstalarse en
Valencia, en un palacio del
arrabal de Villanueva•. Los
almorávides avanzan desde el
sur El , pero inesperadamente
deciden retirarse.
E H E R P D E 1 0 9 4
El Campeador estrechael cerco
sobre Valencia. Cuando sus
habitantes, hambrientos, tratan
de salir, el Cid los esclavizae
incluso los quema. Fracasaun
asalto en unapuerta •.
j v n i o D E 1 0 9 4
Ibn Yahhaf, al ver que el rey de
Zaragozano enviaríaayuda,
decide rendirse. Los cristianos
ocupan las torres de lamuralla
• . El Cid entraen laciudad,
pero reside en los arrabales.
LA BATALLA DE CUARTE
En la noched el 21 d eoctubred e1 094,el Cid d ecid ió
atacar al ejército almorávid e que, d esd e hacía una semana,
se encontraba a las puertas d e Valencia, saqueand o los
abales d e la ciud ad . Aunque, al parecer, Alfonso VI, rey
y Castilla, comand aba un ejército que se d irigía
ar el cerco, Rod rigo prefirió no esperar. Le movía
la segurid ad d el que nunca los arrabales, una d e las tan-
había sid o d errotad o y la ex- tas que se solían hacer para
periencia bélica acumulad a aliviar los rigores d el ased io,
a lo largo d e tod a una vid a. La caballería almorávid e
A escond id as, aprovechó la salió en persecución d e los
falta d e vigilancia almorávi- atacantes, y entonces Rod ri-
d een la zona sur d e la mura- go y sus hombres cargaron
lia ysaliójunto a buena parte sobre el campamento ene-
d e sus hombres. Dio un ro- migo, sembrand o el pánico
d e o hasta la retaguard ia d el al ser confund id os con los
campamento almorávid e y refuerzos d el rey d e Casti-
esperó. Contaba con que, al Ha. La victoria d e Cuarte fue
romper el alba, el pequeño la primera d errota almorá-
contingente que había d e- vid e en la Península y cerró
j a d o en la ciud ad saliera a el Levante a los almorávid es
. h a c e r una cabalgad a sobre d urante d écad as.
e n f r e n t a r s e a R o d r i g o . L a s t a i f a s d e G r a n a d a , S e -
v i l l a , Ja én , M u r c i a y D e n i a h a n i d o c a y e n d o a n t e
él , y e l a u r a v i c t o r i o s a d e l e m i r a l m o r áv i d e i n s u -
f l a a l o s s e c t o r e s m ás r i g o r i s t a s d e V a l e n c i a e s -
p e r a n z a s s u f i c i e n t e s c o m o p a r a a n i m a r s e a d e -
r r o c a r y a s e s i n a r a a l - Q a d i r , y a r e b e l a r s e c o n t r i
e l p r o t e c t o r a d o d e R o d r i g o .
E m p i e z a a s í e l a s e d i o d e l C i d a V a l e n c i a . E > u -
r a n t e m ás d e d i e c i n u e v e m e s e s , e l C a m p e a d o r 7
s u s h o m b r e s a c e c h a r án l a c i u d a d d e s d e l o s a r r a -
b a l e s d e l n o r t e . R o d r i g o n o s e s i e n t e a t a d o a l n u e -
v o s e ño r d e V a l e n c i a , I b n Y a h h a f , d e q u i e n s e
r u m o r e a q u e a s e s i n ó c o n s u s p r o p i a s m a n o s a a l -
Q a d i r d u r a n t e l a r e v u e l t a . E l c e r c o s e v u e l v e a s -
f b d a n t e y l a c i u d a d s e r i n d e e l 1 5 d e j u n i o d e l o q ^
L a e n t r a d a d e l C i d e n V a l e n c i a v i e n e a c o m p a ña d a
d e d i f e r e n t e s c o n c e s i o n e s a l o s v e n c i d o s . R o d r i -
g o h a l l e g a d o p a r a q u e d a r s e , c o m o l o d e m u e s t r a r .
s u s i n t e n t o s d e a p a c i g u a r a s u s n u e v o s s u b d i t o s
U n t r i u n f o épi co
P e r o n o q u e d a t i e m p o p a r a e l d e s c a n s o . Ap e n ü
c o n q u i s t a d a l a c i u d a d , l l e g a l a n o t i c i a q u e n i n g - u -
n o d e l o s h o m b r e s d e R o d r i g o e s p e r a b a e s c u c h i r
y q u e b u e n a p a r t e d e l a p o b l a c i ón r e c i b e c o n e n -
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t u s i a s m o : u n e n o r m e e jér ci t o a l m o r ávi de , a l a s
ór de n e s d e l s o b r i n o d e Y u s u f , s e d i r i g e h a c i a l a
c i u d a d d e V a l e n c i a c o n l a i n t e n ci ón d e r e c u p e -
r a r l a . P r o n t o , e l r e t u m b a r d e s u s t a m b o r e s d e
g u e r r a i n u n d a l a s h u e r t a s c e r c a n a s a l a c i u d a d y
s u n úm e r o h a c e e n m u d e c e r a l o s g u e r r e r o s a t r i n -
c h e r a d o s t r a s l a s m u r a l l a s . I b n A l q a m a , t e s t i g o
d e l o s h e c h o s , n o s c u e n t a q u e ún i ca m e n t e e l C i d
m a n t i e n e l a c a l m a a n t e l a s i t u a ci ón y e v i t a q u e e l
t e r r o r s e p r o p a g u e e n t r e l o s d e f e n s o r e s .
P o c o l e s o r p r e n d e l a f a m a d e s u s e n e m i g o s ;
s a b e q u e él m i s m o p r o v o c a e n t r e e l l o s u n e f e c t o
p a r e c i d o . A de m ás , h a n l l e g a d o r u m o r e s d e q u e e l
r e y A l f o n s o , c o n q u i e n h a h e c h o l a s p a c e s r e c i e n -
t e m e n t e , a v a n z a a m a r c h a s f o r z a d a s c o n s u e jér -
c i t o p a r a s u m a r s e a l a d e f e n s a d e l a c i u d a d . L a
t r a n q u i l i d a d d e R o d r i g o e s t a l q u e , c o m o n o s i n -
f o r m a e l C a n t a r , i n c l u s o s e p e r m i t e f a n f a r r o n e a r
a n t e s u e s p o s a J i m e n a p r o m e t i én do l e q u e e n m e -
n o s d e q u i n c e día s p o n dr á a s u s p i e s e s o s t a m b o -
r e s c u y o e s t r u e n d o t a n t o l a a s u s t a .
Y a s í l o cu m p l i r á. E l 2 1 d e o c t u b r e d e 1 0 9 4 ,
c u a n d o a p e n a s h a t r a n s c u r r i d o l a p r i m e r a s e m a -
n a d e a s e d i o y m e d i a n t e u n a c e l a d a p e r f e c t a m e n -
t e e j e c u t a d a , R o d r i g o a p l a s t a e n C u a r t e a l o s a l -
m o r áv i de s , q u e d e s d e h a cí a n u e v e a ño s d o m i -
n a b a n e l p a n o r a m a m i l i t a r e n l a P e n í n s u l a . L o s
v e n ce r á u n a s e g u n d a v e z , m e n o s d e t r e s a ño s
de s p u és , e n Ba i r én . E n t o n c e s l l e g a l o i n e s p e r a d o :
e n j u h o d e 1 0 9 9 , R o d r i g o m u e r e e n V a l e n c i a .
E l va cí o q u e d e j a n o t a r d a e n h a c e r s e d o l o r o s a -
m e n t e p a t e n t e . J i m e n a , s u v i u d a , i n t e n t a r á d e -
f e n d e r e l l e g a d o d e s u m a r i d o c o n l a a y u d a d e l
c o n d e d e Ba r c e l o n a - s u y e r n o - y d e l r e y d e C a s -
t i l l a , p e r o t o d o s e r á e n v a n o . E n 1 1 0 2 s e v e o b l i -
g a d a a e v a c u a r l a c i u d a d , q u e i n c e n d i a a s u m a r c h a ,
y a r e g r e s a r a t i e r r a s d e C a s t i l l a . P a r a e n t o n c e s e s
e v i d e n t e q u e s ól o e l g e n i o m i l i t a r d e R o d r i g o h a -
b í a p e r m i t i d o l a c o n q u i s t a y m a n t e n i m i e n t o d e
V a l e n c i a . E n a d e l a n t e , l a l e y e n d a d e l C i d , i n i c i a d a
y a e n v i d a , co b r a r á f u e r z a p a s o a p a s o , a
El Cid
de Va
, amo
encia
Pa r a
sa ber
más
EN SA YO
M Í O C i d e l d e l C a n t a r
F, ., :e =3- é' e 2, Sílex, 2009,
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Tras un largo asedio, el
Cid conquistó Valencia
y se convirtió en su
señor Aquí'aparece la
ciudad en una aguada
de Antón Wyngaerde,
del año 1571. Biblioteca
Nacional, Viena.
HISTORIA NATIONAL GEOGRAPHIC 81