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União Europeia

Antecedentes e processos paralelos:

1947: Plano Marshall. Para administrar os recursos, é criada a Organização Europeia para Cooperação
Econômica - OECE. Como tinha essa finalidade, em 1961, com o encerramento do Plano Marshall, acaba
a OECE e funda-se a Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico - OCDE.

1948: Benelux entre Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

1948: Tratado da União Ocidental entre França, Grã-Bretanha e Benelux.

1949: Conselho da Europa, de 1949. Não é órgão do Direito Comunitário. Existe até hoje e conta com 47
membros, enquanto a união Europeia tem 27 membros.

1950: Plano Schuman. Dia de sua assinatura, 09 de Maio, é definido como o Dia da Europa.

1952: Comunidade Europeia de Defesa (rejeitada pela França) e Comunidade Política Europeia (1952).

1954: União da Europa Ocidental.

1955: Acordo Monetário Europeu.

1960: Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a qual se agregam os EUA e o
Canadá.

1960: Reino Unido cria, com outros países que não faziam parte da CEE, a Associação
Europeia de Livre Comércio (EFTA). A ação vinha em resposta à rejeição de suas candidaturas
à CEE.


Pecequillo: O projeto de um continente sem fronteiras é recorrente no pensamento europeu desde o
século XVII. Origens podem ser encontradas de Jean Jacques Rousseau a Emmanuel Kant. Nos anos
1950, estas visões até então utópicas tomaram forma concreta no pensamento de Robert Schuman, Jean
Monnet e Konrad Adenauer, impulsionando os Tratados dos anos 1950. À leste, a presença da URSS
oferecia um motivador adicional à integração, protegendo as fronteiras ocidentais do avanço do modo
de vida socialista e sua ideologia.

Desde o começo da integração, a Alemanha tem um papel de motor dos esforços regionais ao lado da
França, enquanto preserva sua aliança com os EUA. Para o país, a participação no bloco reforça o
compromisso alemão com o abandono de uma política de expansão e agressiva, cooperando no arranjo
multilateral. A força de sua economia e sua reunificação, porém, trouxeram temores de uma
“germanização da Europa” enquanto, dentro da Alemanha, levantava-se o risco da “europeização”.
Desde o início, a Europa manteve-se dividida em duas correntes, os europeístas, liderados pela França,
que defendiam uma Europa mais independente frente os EUA, e os atlanticistas, com foco no Reino
Unido (Inglaterra) que não percebiam o projeto europeu como descolado da relação com os EUA. Outro
debate é o que opõe os defensores do aprofundamento (maior institucionalização e caráter
supranacional do arranjo europeu) e os do alargamento (que defendem a expansão, preservando um
caráter fluido da integração e de características intergovernamentais).

Em 1989, duas perspectivas estiveram em choque na definição do futuro do bloco: o declínio e a
continuidade, estando este segundo elemento associado ao aprofundamento da integração. As origens
de ambos encontram-se no mesmo período, anterior à Queda do Muro, as décadas de 1970 e 1980,
caracterizado pelo “Euroceticismo”/“Europessimismo” de um lado e, do outro, do “Euroentusiamo”.

O foco de disputa da primeira onda era a presença da Grã-Bretanha tradicional aliada dos EUA e
contrária a políticas de caráter supranacional. Da segunda, com relação à Grécia, Portugal e Espanha, a
integração de países mais pobres e enfrentando transições pós-autoritarismo que precisaram receber
financiamento para seu desenvolvimento econômico e social. Fatores adicionais que contribuíam para as
hipóteses de declínio derivavam das opções políticas neoliberais dos anos 1980 lideradas por Margaret
Thatcher na Grã-Bretanha e dos bloqueios ao aprofundamento.

Processo de Integração

1951 – Tratado de Paris – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço – CECA

França, Itália, Alemanha + BENELUX – Bélgica, Holanda e Luxembrugo. Europa dos 6.

Objetivos: integração econômica de França e Alemanha, neutralizando as rivalidades entre os
estados. Opta-se por esses dois produtos devido à grande quantidade deles na Alsácia e Lorena na
França e no Ruhr na Alemanha.

Aumentar fluxos comerciais (1951 – acaba a primeira fase do Plano Marshall - reconstrução).

1957 – Tratado de Roma

CEE - Comunidade Econômica Europeia. Objetivos: criar, imediatamente, uma união aduaneira -
unificar as tarifas externas dos 6 Estados. Anteriormente a isso, claro, teriam que criar uma zona de livre
comércio (tarifa zero entre si). Ela também se propunha em transformar a união aduaneira em Mercado
Comum, isso dentro de 12 anos. Dessa forma, deu-se início a uma homogeneização das políticas
macroeconômicas. A CEE também teria o objetivo de criar políticas comuns, diretrizes comerciais
comuns. O primeiro passo nesse sentido é a tentativa de uma Política Agrícola Comum - PAC.

EUROATOM - Comunidade Europeia de Energia Atômica.

1958: De Gaulle eleito Presidente da França. Relutante ao processo de integração. Não queria papo com
RU. Crise da Cadeira Vazia: a França retirou seu representante de Bruxelas, impossibilitando o consenso
em qualquer decisão do órgão. Nessa época, no início dos anos 1960, era marcante as atitudes francesas
contra os EUA, nesse sentido, desenvolveu sua bomba atômica e se retirou do comando da OTAN.

1965: Compromisso de Luxemburgo: decisões seriam tomadas por unanimidade e não mais por
consenso nas decisões (consenso requer o voto de todos, unanimidade requer apenas que ninguém
rejeite a proposta). Assim, se conseguiu contornar o problema, já que não era necessária a presença de
todos os membros da comunidade para adotar decisões.

1967 – Tratado de Merger (Tratado de Fusão): Comunidade Europeia – administra todas as demais
comunidades europeias.

1973 - 1ª fase de expansão do bloco: Europa dos 9.

Entra Irlanda, Grã Bretanha e Dinamarca

É também a fase do euro-pessimismo – Choque do petróleo. Diminui capacidade atrativa de integração a
outros países da região. Aumenta o protecionismo. Europeus não conseguem uniformizar as políticas
macroeconômicas, especialmente devido à fluidez no câmbio. Positivo nessa época foi a adesão das duas
Alemanha à ONU.

Essa conjuntura econômica adversa solapa a ideia de um Sistema Monetário Europeu, que seria uma
cesta de moedas que conferiria uma estabilidade comercial.

1973 – criação de modelo cambial alternativo ao padrão de Bretton Woods.

Modelo da serpente monetária europeia

1979 – sistema cesta de moedas

antecessor direto da eurozona, do banco central europeu, da união monetária.
Funciona como indexador da serpente monetária.
Parlamento Europeu é criado.

Essas duas medidas de 73 e 79 visavam diminuir o euro-pessimismo aumento a participação da
população e a confiança na economia europeia. Euro-pessimismo é superado apenas em 1986.
Pecequilo: em 1972 foram estabelecidos os Acordos de Bâle que criaram mecanismos para a
concretização da união monetária até o fim da década (“serpente monetária”), sem sucesso devido à
resistência dos signatários. Em 1979 o Sistema Monetário Europeu (SME) entrou em funcionamento,
igualmente com dificuldades devido ao não cumprimento de suas demandas, visando a futura moeda
única. Outra iniciativa que merece destaque são os Acordos de Lomé, cujo primeiro foi assinado em
1975, entre os países ACP (Ásia, Caribe, Pacífico) e a CEE, assim como os Acordos de Yaoundé de 1963 e
1979, reafirmando a presença europeia em suas tradicionais zonas de influência do passado colonial.
Uma das ações bem sucedidas e duradouras do bloco foi o estabelecimento da Política Agrícola
Comum (PAC) da CEE.

1975 - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Objetivo de reduzir as assimetrias entre os países
mais e menos desenvolvidos do bloco, priorizando setores como infraestrutura, ciência e tecnologia. No
campo social, anterior ao FEDER, foi criado o Fundo Social Europeu.

1979 - Parlamento Europeu, composto por meio do voto direto.

1981 – Grécia entra. Europa dos 10.

1985 - Acordo Schengen Assinado originalmente por Benelux, França e Alemanha. Depois há adesão de
novos membros (RU e Irlanda ficaram fora). Schengen visava eliminar os controles fronteiriços entre os
Estados signatários e permitir a livre circulação de pessoas. Os membros da UE incorporados no pós-
1995 possuem como exigência a sua candidatura, o compromisso de implementar Shengen.

1986 – Espanha e Portugal. Europa dos 12. OBSIMP: decidiu-se que os acordos de Lomé, de tarifa zero
aos produtos das ex-colônias, não iriam se estender às dos países ibéricos.

1986 – Ato único Europeu: diz que os estados devem buscar uma cooperação em política externa e
política de segurança. Além disso, tentariam, novamente, criar o Mercado Comum Europeu, mas dessa
vez estabeleceu-se o prazo até 1992. Estabelecimento de índices macroeconômicos que as economias
europeias precisam atingir para entrar no processo de integração.

Para os pessimistas, Ato Único era a prova viva de que Europa não conseguira o que planejara
para a integração. Para os otimistas, o Ato Único era uma nova oportunidade de aprofundar o processo
de integração.

Pecequillo: As metas do AUE que visavam a recuperação do dinamismo do processo europeu eram a
conclusão do Mercado Comum até Janeiro de 199358 e a realização de reformas institucionais que
permitissem o aprofundamento da integração com o incremento da harmonização e das políticas
comuns, somada à visão de uma sociedade europeia.

1992 – Tratado de Maastrich - Tratado Constitutivo da UE. Cuidado! Se falar em UE antes de 1992, tá
errado!!!



Cria União Europeia. 3 pontos fundamentais/ 3 pilares:

Pilar Comunitário: Comunidades Europeias. (CECA, CE e EUROATOM). Solidifica o
caráter comunitário da integração, fortalecendo as políticas comuns, transferindo competências à CE.

PESC – Política Externa e de Segurança Comum. Pol. Ext.: Temas considerados pacíficos
(ajuda internacional, defesa da democracia liberal, DH). Segurança: Grupos de Combate, Forças de Ação
Rápida e Missão de Paz.

O primeiro grande desafio da UE e, na prática, teste da PESC ocorreu em 1992 com a eclosão da
Guerra da Iugoslávia. Na oportunidade, a luz deste recém estabelecido pilar, a Europa não agiu como
bloco e cada
país tomou decisões em separado no que se referia ao reconhecimento das partes beligerantes e de
suas demandas por soberania. Sem posição coordenada e capacidade militar autônoma descolada da
OTAN, a UE
foi confrontada com sua dependência no campo estratégico-diplomático dos EUA mais uma vez. A
OTAN foi a responsável pelas operações de paz posteriores e a situação se repetiu em 1999 com a
Guerra do Kosovo quando a UE não ofereceu uma posição comum.

CPJCM (home affairs) cooperação policial e judiciária em assuntos criminais.
Principalmente crime organizado.

Manteve na União Europeia o direito à livre circulação dos trabalhadores.

Não confere personalidade jurídica à UE. Quem assina pela UE é a CE.

Estrutura Institucional:

Conselho Europeu - órgão decisório máximo, executivo, composto por todos os chefes de Estado ou
Governo dos países que fazem parte da UE. Além dos chefes de Estado, também integra o Conselho o
Presidente da UE. O Conselho Europeu tem por função impulsionar a política da UE, traçando macro-
objetivos políticos, mas ele não tem iniciativa legislativa (não propõe regras) - se reúnem
semestralmente.

Comissão Europeia - iniciativa legislativa. Formada por comissários, um por Estado, um deles é eleito o
Presidente da Comissão para um mandato de 5 anos renovável uma única vez. Cabe à Comissão a
propositura de novas legislações, além de ser guardiã dos tratados, defendendo suas eficazes
implementações.

Conselho de Ministros - não tem composição fixa, faz parte dele todos os ministros de todos os países
membros conforme suas pastas. É o Conselho de Ministros que dispõe sobre as despesas obrigatórias do
bloco (Ministros da Economia). O Conselho de Ministros é relevante no sentido de representar os
interesses nacionais de cada Estado, enquanto os outros dois são mais voltados à integração. As decisões
são tomadas em cima de propostas da Comissão Europeia.

Parlamento Europeu - único órgão em que os representantes são eleitos diretamente pelo povo em
eleições específicas. O Parlamento tem participação no processo decisório e versa sobre as despesas não
obrigatórias.

1995 – Entram Áustria, Finlândia e Suécia. Europa dos 15.


O Sistema Monetário Europeu
Dentre as crises crônicas, previamente a Maastricht e ao mercado comum, a mais relevante
permaneceu sendo a do SME. Quando de sua adoção em 1979, o SME tinha como objetivo avançar o
propósito da união econômica e monetária do bloco. Para isso, o SME estabelecera uma moeda
de referência, o ECU, e associava às moedas nacionais ao ECU permitindo uma margem de flutuação
de 2,5%, e estabelecera um fundo comum para o qual cada país membro transferia 20% das suas
reservas em ouro e divisas. Em 1990, foi realizada a transição, com certo atraso, do SME para a União
Econômica e Monetária (UEM), integrada ao Tratado de Maastricht em 1991.
Três etapas foram contempladas para a concretização da UEM entre oscilações e recuos: no primeiro
estágio, de 1990 a 1994, houve a liberalização das transações de capital (supressão dos controles
cambiais), o aumento dos recursos aos fundos setoriais para a adequação das economias e diminuição
de assimetrias e a supervisão de políticas dos Estados membros, e a ocorrência de crises especulativas
e desrespeito dos mecanismos de conversão que levaram à suspensão e relançamento do mesmo em
patamares mais frouxos; o segundo estágio foi iniciado em 1994, perdurando até 1999, com a criação
do Instituto Monetário Europeu formado pelos Presidentes dos Bancos Centrais europeus e precursor
do Banco Central Europeu, a independência destes Bancos Centrais e a regulamentação das políticas
de convergência; a partir de 1999, o processo entrou no terceiro estágio, com a adoção do euro pelas
nações que cumpriram os critérios de convergência e, a partir de 2002, terminada a fase de transição
entre as moedas nacionais e a única, somente o euro passou a circular na Zona do Euro. A partir de
1999, os primeiros países a adotar o Euro foram: França, Alemanha, Bélgica, Itália, Áustria, Finlândia,
Países Baixos, Irlanda, Luxemburgo, Portugal e Espanha. A Grécia entrou em 2001, a Eslovênia em
2007, Chipre e Mala em 2008 e a Eslováquia em 2009.



1997 - Pacto de Estabilidade. Estabelece metas macroeconômicas dentro de um prazo: controle de meta
de inflação; redução da dívida pública; controle do déficit fiscal; estabilidade cambial.

1998 - Banco Central Europeu. Fiscalizar o cumprimento dessas metas. Teria o poder de emitir a moeda
europeia. O Banco é criado com a meta de, em 1999, já ter emitido moeda para que ela circule de forma
macro comercial (Euro). Em 2002, o Euro deveria se transformar em cédulas e moedas. No momento
inicial três estados ficaram de fora do Euro: RU, Suécia e Dinamarca. O Euro só era permitido a quem
conseguisse cumprir três das metas do Pacto de Estabilidade, mas abriu-se uma exceção à Itália, que fora
uma das fundadoras iniciais da CECA.

1997/99/2002 – Tratado de Amsterdã. Incorpora o Acordo Schengen ao âmbito da UE. Além disso, o
Tratado de Amsterdã traz regras sociais para a Comunidade. Tentativa de aumentar a participação
popular, diminuir o déficit democrático. Cria cidadania europeia – passaporte europeu.

Anos 2000: crise de Copenhagen, ocasionada pela expansão do bloco e entrada de novos países.

2001 -Tratado de Nice. Adaptar o processo decisório europeu para maior vaga de adesões que ocorreria
em relação ao Leste Europeu. Pecequillo: Adaptar as estruturas da UE para as reformas institucionais
necessárias para o alargamento e democratização do bloco. No aprofundamento, as prioridades
referiam-se aos estudos para a elaboração de uma Constituição Europeia. No alargamento, houve a
aceitação do ingresso de dez países membros.

Pecequillo: os anos de 2002/2003 e as tensões com os EUA trouxeram à tona os choques europeístas e
atlanticistas. A Europa percebe a Rússia como risco a sua segurança (e vice-versa), sendo que este
debate envolve não só temas conhecidos como de forças convencionais e nucleares (proliferação), mas a
dependência energética. Em 2003, Rússia e UE assinaram um acordo de parceria estratégica no qual se
propuseram a estabelecer espaços comuns de cooperação: econômico, liberdade, segurança e justiça,
segurança externa e pesquisa e educação conjunta. Até 2009, não houve aprofundamento, mantendo a
distância mútua.

PESC continuou sem muito consenso, com o problema da dependência da OTAN. Área de negociação
comercial, convergência é maior, assim como nos temas sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente
(Kyoto).

2004 - incorpora Polônia, República Tcheca, Hungria, Estônia, Lituânia, Letônia, Eslováquia, Eslovênia,
Malta e Chipre. Essa adesão em massa não foi muito bem vista pela população do oeste europeu
(invasão bárbara). O Tratado de Nice fez com que a decisão na UE não poderia mais ser feito com base
na maioria, teria que ser realizado pela "dupla maioria": para que o Conselho da União Europeia possa
efetivamente aprovar ou não uma decisão, ele precisaria contar com o apoio de 56% dos Estados e 65%
da população-modo de dificultar que os menos populosos ganhassem muito poder.

2007 - Romênia e Bulgária.

2007 – Tratado de Lisboa. Em vigor desde 2009. Aprofundamento.

1. Personalidade jurídica da União Europeia. Até então, quem respondia pela UE eram as
Comunidades Europeias. A partir daí, a UE assina por si e CEE é extinta.

2. Estabelecimento de processos decisórios para escolha de presidente e chancelar da UE.

Criou-se a função de Presidente do Conselho Europeu (Herman Von Rompuy - 1º Min. Da Bélgica). É
criado o cargo de Alto Representante para Política Externa (Catherine Ashton).

O Tratado fala da necessidade de maior integração entre o Parlamento Europeu e os Parlamentos
nacionais, além de aumentar o número de temas na competência do Parlamento. O Tratado, além disso,
autoriza a retirada dos Estados do processo de integração. O Tratado também permite que um cidadão
da Europa possa propor uma lei.

Pecequillo: No que se refere à democratização interna, demanda constante desde o início do bloco,
foram estabelecidas as seguintes medidas: abertura de canais diretos de participação popular na UE (um
milhão de cidadãos europeus podem apresentar demandas diretamente à CE) e a ampliação dos
poderes dos parlamentos nacionais reforçando o princípio da subsidiaridade.

Constituição europeia morreu, foi só uma tentativa. Para PI, não existe supranacionalidade.
Apenas transferência de funções tradicionalmente associadas com soberania para a UE. Não há hino da
UE, morreu com a constituição. Não há bandeira da UE, há apenas a bandeira do processo de integração.

OBS: Conselho da Europa é uma instituição da guerra fria, não está elencada no Tratado de Lisboa.

2010 – Serviço Europeu de Ação Externa – é o MRE.

1. Substituição do princípio de primazia pelo princípio da subsidiariedade.

Parceria Estratégica Brasil-União Europeia

Antecedente: Comissão Mista Brasil-União Europeia, que foi estabelecida pelo Acordo de Cooperação
firmado entre o Brasil e a Comunidade Econômica Europeia em 1982 e mantida pelo Acordo-Quadro de
Cooperação, de 1992, que o substituiu e encontra-se vigente desde 1º de novembro de 1995.
Atualmente, a Comissão Mista e o Diálogo de Alto Nível se complementam com vistas a permitir o
tratamento do conjunto de temas da agenda bilateral.

O Diálogo Político de Alto Nível Brasil-UE constitui foro de natureza essencialmente política,
criado por meio do Plano de Ação conjunto com o objetivo de possibilitar o debate sobre importantes
temas das agendas global, birregional e bilateral.


O Brasil é um dos poucos Parceiros Estratégicos da União Europeia (os outros parceiros são Rússia,
Índia e China).

Brasil é superavitário com UE.


Objetivos:

* dar continuidade ao diálogo político no mais alto nível entre Brasil e a União Europeia sobre temas de
interesse bilateral e temas globais de interesse mútuo;

* estimular consultas com vistas à coordenação de posições em foros multilaterais sobre meio ambiente,
mudança do clima e energia, desarmamento, direitos humanos, combate à pobreza, entre outros temas
de comum interesse;

* avançar em áreas de convergência quanto à reforma das instituições financeiras internacionais;

* discutir politicamente as condições de retomada e conclusão da Rodada Doha;

* discutir o avanço nas negociações do Acordo de Associação MERCOSUL-UE;

* examinar o progresso alcançado na implementação do Plano de Ação Conjunto.

2007: I Cúpula Brasil-União Européia. Lançamento da parceria estratégica.

Já havia “acordo” para Diálogo Político em vigor.

Laços históricos, culturais e econômicos.

Valores e princípios compartilhados: Democracia, primazia do Direito, respeito aos Direitos
Humanos e às liberdades fundamentais, economia de mercado.

Estratégias comuns para enfrentar desafios mundiais em matéria de paz e segurança
(desarmamento e não proliferação, crime organizado, combate às drogas, tráfico de pessoas, imigração
clandestina, terrorismo, tráfico de armas e munição), democracia, direitos humanos, mudança do clima
(segundo período de compromissos de Kyoto), diversidade biológica (conservação, utilização sustentável
e repartição justa dos benefícios), segurança energética (biocombustíveis), desenvolvimento
sustentável, luta contra pobreza (Metas do Milênio; fontes inovadoras de financiamento - plano de ação
da Conferência Internacional de Monterrey sobre Financiamento do Desenvolvimento).

Reforço do multilateralismo centrado nas Nações Unidas. Reforma dos órgãos da ONU.

Diálogos Setoriais - transportes marítimos, ciência e tecnologia (Acordo de Cooperação UE-Br
em C&T), sociedade da informação, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, energia, emprego e
questões sociais, desenvolvimento regional, questões sanitárias e fitossanitárias, cultura e educação.

Cooperação entre BNDES e Banco Europeu de Investimento.

Mesa Empresarial Brasil-EU.

Mesa-Redonda da Sociedade Civil Brasil-União Europeia.

Cooperação Educacional: Programa Erasmus Mundus.

2008: Plano de Ação da Parceria Estratégica. Promoção da paz e da segurança por meio do
fortalecimento do sistema multilateral; promoção da parceria econômica, social e ambiental; promoção
da cooperação em ciência, tecnologia e inovação; promoção da cooperação regional e da cooperação
triangular em benefício de países em desenvolvimento; intercâmbio nas áreas de educação e cultura; e
aproximação das sociedades civis.


2009: III Cúpula Brasil-EU

- fortalecimento das relações Brasil-UE e implementação do Plano de Ação Conjunto adotado na II
Cúpula, em 2008.

- Primeira reunião do Diálogo Financeiro e Macroeconômico de Alto Nível. Considerado, nesse
momento, elemento chave da parceria estratégica.

- 2 Parágrafos sobre mudança do clima. Entendimento de que temperatura global não pode subir mais
que 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais. Compromisso de contribuir com o regime
global sobre mudanças climáticas. Defesa de ações de mitigação nacionalmente adequadas (NAMA)
para os países em desenvolvimento em contraposição as metas vinculantes para países desenvolvidos.
Decidiram instituir um quadro de cooperação para a promoção do crescimento com baixa emissão de
carbono por meio de tecnologias limpas e de políticas de sustentabilidade. Diálogo de Alto Nível sobre a
Dimensão Ambiental do Desenvolvimento Sustentável.

- congratularam-se com o processo de estabelecimento de uma Plataforma Intergovernamental sobre
Biodiversidade e Serviços de Econossistemas (IPBES) que deverá apoiar a Convenção sobre Diversidade
Biológica e outras convenção sobre biodiversidade.

- mencionam G-20, rodada de Doha e necessidade de evitar protecionismo em tempos de crise.

- enfatizaram importância de cooperação sobre empreendedorismo e desenvolvimento de pequenas e
médias empresas.

- trocaram opiniões sobre temas regionais (crise em Honduras).

- concordaram em intensificar os esforços para retomada de negociações do Acordo de Associação
Mercosul-UE.
- falaram da paz no Oriente Médio.

- compromisso com desarmamento e não proliferação. Mecanismo de Consultas Brasil-UE sobre
Desarmamento e Não Proliferação que se tem realizado desde 2002.

- Mecanismo Brasil-CE de Consultas sobre Questões Sanitárias e Fitossanitárias. Impulsionar fluxos de
comércio.

- Ciência e Tecnologia. Biocombustíveis de segunda geração.

- Diálogo de Alto Nível sobre Sociedade da Informação. Lançamento de editais conjuntos na área de TI.

- negociação de Acordo de Cooperação entre a EURATOM e o Brasil para pesquisa em fusão de energia,
participação brasileira no projeto Torus Europeu. Futura cooperação para reator experimental
termonuclear internacional.

- cooperação triangular para o desenvolvimento. Ênfase no desenvolvimento sustentável de bioenergia
na África.

- primeiro encontro da Mesa Redonda da Sociedade Civil.

- Cúpula empresarial Brasil-UE.

- negociação para a dispensa de visto de turista em passaporte comum.

2010: IV Cúpula, que celebrou os 50 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre o Brasil e
a Comunidade Econômica Europeia (1960), foram assinados o Acordo sobre Certos Aspectos da Aviação
Civil e o Acordo sobre Segurança da Aviação. Em paralelo à IV Cúpula, foram realizados o IV Encontro
Empresarial Brasil-UE.


2011 - V Cúpula Brasil-EU

http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/v-cupula-brasil-uniao-europeia-
declaracao-conjunta-bruxelas-4-outubro-de-2011

Cúpula serve para aprofundar diálogo político e encontrar posições convergentes (convergente
não quer dizer MESMA posição...)

Cooperação nas mesmas áreas listadas na primeira declaração. Temas de segurança incluem corrupção,
lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Talvez a novidade seja um parágrafo inteiro sobre a situação
econômica internacional e a afirmação de que é necessário esforços concertados para apoiar um
crescimento forte, sustentável, balanceado e inclusivo, bem como assegurar reformas efetivas dos
mercados financeiros, mercados eficientes de commodities e reformas apropriadas no sistema
monetário internacional.

Salientaram a dimensão social da globalização e a as oportunidades de crescimento que poderão
ser geradas pela economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza,
assuntos que serão discutidos na Rio+20. Comprometeram-se com o sucesso da Rio+20.

Enfatizam papel da educação superior, cooperação acadêmica, pesquisa científica, tecnologia e
inovação para um crescimento sustentado e aumento da produtividade e do emprego. Nesse sentido,
pretendem fortalecer o diálogo Brasil-UE nessa área. EU Erasmus Mundos e Marie Curie e o Plano
Ciência Sem Fronteira do governo Dilma → Mobilidade acadêmica.

Mencionaram conclusão da Rodada Doha e necessidade de evitar protecionismo em decorrência
da crise.

Necessidade de atingir Metas do Milênio e o imperativo de reduzir a pobreza global.
Fortalecerão sua coordenação em cooperação internacional. Enfatizaram importância do ECOSOC e do
Forum de Alto Nível sobre Eficácia da Ajuda (dez/2011).

Mudaça do clima: importância de que UE e o Brasil trabalhem bilateralmente em conjunto para
atingir resultados ambiciosos e abrangentes que respeitem o princípio de responsabilidades comuns,
porém diferenciadas e o de respectivas capacidades com vistas a segurar a temperatura global 2º C
acima dos níveis pré-industriais. Foi lançado um Diálogo sobre Mudança do Clima Brasil-UE.

Energia como um dos pilares da Parceria UE-Brasil. Principalmente energia renovável.
Intercâmbios regulares em bioenergia. Importância de mercados estáveis e transparentes de energia.
Parceria Global da Bioenergia (GBEP) e Parceria Internacional para a Cooperação em Eficiência
Energética (IPEEC), lançada em 2009 pelo G8+5. Assinatura de acordo para empréstimo de 500 mi de
Euros entre o BNDES e o European Investment Bank para financiamento de projetos em energia
renovável e eficiência energética (não diz se projetos são no Brasil ou na Europa).

Mencionaram Líbia e Síria. Importância de que os processos sejam controlados nacionalmente
(nationally owned).

Processo de Paz no Oriente Médio: UE e Brasil continuam comprometidos com uma retomada
urgente das negociações entre as partes. Solução de dois Estados.

Direitos Humanos e Direitos Fundamentais. Cooperação no Conselho de Direitos Humanos.
Discussão entre Patriota e Alto Comissário da UE para identificar áreas de cooperação como segurança
alimentar, direitos da mulher e da criança, moratória da pena de morte, combate à tortura. Cooperação
triangular em terceiros países para ajudá-los na implementação do mecanismo de Revisão Periódica
Universal.

Comércio e Investimento. Cúpula Empresarial Brasil-UE → mecanismo de diálogo entre as
comunidades empresariais das partes. Incrementar fluxos.

Realização, em 2011, da IV Reunião de Mesa Redonda entre as sociedades civis!

Assinatura de três Cartas de Intenção: uma para impulsionar turismo na baixa estação; a
segunda para possível cooperação na área espacial e a terceira na área de ciência e tecnologia para
prevenção de desastres naturais, mudança climática, gerenciamento de crises, biotecnologia,
nanotecnologia, entre outras coisas.

Visita MRE da UE 2012: Os Ministros examinarão as negociações para um Acordo de Associação entre o
Mercosul e a União Europeia e tratarão, também, das perspectivas da intensificação das parcerias para
mobilidade acadêmica e para a cooperação trilateral em prol de países em desenvolvimento.

Em 2011, a União Europeia manteve-se como principal parceiro comercial do Brasil. O volume de
comércio bilateral atingiu o valor recorde de US$ 99,3 bilhões, o que representa aumento de 20,7% em
relação a 2010. Os investimentos dos países do bloco no Brasil são de aproximadamente US$ 180
bilhões, correspondendo a quase a metade do estoque de investimentos estrangeiros no País. O Brasil
é o sexto maior investidor na União Europeia, com estoque acumulado de cerca de US$ 80 bilhões.

Mercosul - União Europeia

1995: Assinatura de acordo-quadro dá início às negociações.

2007: Parceria estratégica Brasil-UE. Impulsiona retomada de negociações de acordo de livre comércio
Mercosul-UE.

2010: negociações são retomadas. Mas cuidado! A reunião em que se decidiu retomar as negociações
mercosul-UE foi a ALC-EU em Madri, 2010.

Países do MERCOSUL não podem ter acordos de livre comércio com a União Europeia. Negociação tem
que ser em bloco. O que os países do Mercosul podem ter é acordo comercial preferencial no âmbito do
SGP. Paraguai está na Zona Comercial Preferencial de Lomé/Cotonou.

Negociações são retomadas em 2010, na cúpula de Madri da ALCEU.




América Latina - União Europeia (ALC-EU)

O diálogo político entre os países de América Latina e Caribe e da União Europeia começou a ser
estruturado a partir da realização da primeira reunião entre a então Comunidade Econômica Europeia
(CEE) e o Grupo de Contadora (Colômbia, México, Panamá e Venezuela), em San José (Costa Rica), em
1984, como apoio ao processo de paz então em curso na América Central. Com a posterior formação do
Grupo do Rio, em 1986, foi institucionalizado o diálogo político entre e os Chanceleres dos países
membros do Grupo e a troica europeia (Chanceler do país que detém a presidência temporária do
Conselho da União Europeia; Alto Representante para Política Externa e de Segurança da União
Europeia; e Comissário das Relações Exteriores), cuja primeira reunião ocorreu em 1990.

A I Cúpula América Latina e Caribe - União Europeia (ALC_EU) ocorreu no Rio de Janeiro, em
1999. Seus objetivos principais eram fortalecer o diálogo institucional birregional, promover os valores
da democracia e dos direitos humanos, abordar, de maneira conjunta, desafios à paz e à segurança
internacionais e aprofundar as relações econômicas entre ambas as regiões. Desde então, ocorreram
cinco outras Cúpulas: Madri (2002), Guadalajara (2004), Viena (2006), Lima (2008) e Madri (2010).

Com a criação da CELAC, o diálogo ALC-EU é coordenado pela nova organização.

Objetivos:
Institucionalizar o diálogo político e a cooperação para o desenvolvimento entre a América Latina e
Caribe e a União Europeia; promover intercâmbio sobre temas de interesse mútuo; aproveitar a Cúpula
para estreitar o diálogo sobre temas de interesse restrito (a exemplo do Acordo de Associação
MERCOSUL-União Europeia.

Plano de Ação de Madri

Área do Conhecimento ALC-EU e a implementação da Iniciativa Conjunta sobre Pesquisa e
Inovação, pelo impulso à cooperação e o intercâmbio em educação, ciência, tecnologia, pesquisa e
inovação;

A implementação do Euro CLIMA (programa europeu de apoio às estratégias de combate à
mudança do clima na América Latina, lançado na V Cúpula – Lima, 2008 – e que conta com dotação de €
5 milhões para o período 2009-12);

Financiamento de projetos de desenvolvimento sustentável, de desenvolvimento de
tecnologias “low carbon”; de combate ao desmatamento e de promoção da energia renovável;
dar continuidade ao Programa EUROsociAL, programa da Comissão Europeia para a promoção
da coesão social na América Latina pelo intercâmbio de experiências entre setores da
Administração Pública (justiça, educação, emprego, impostos e saúde), cuja primeira etapa foi
concluída em 2010; lançar o EURO social II;

Dar continuidade ao LAIF (“Latin America Investment Facility”), fundo responsável pelo
financiamento de projetos de infraestrutura na América Latina (€ 125 milhões para 2009-13);

Promover o diálogo sobre temas migratórios;

Fortalecer o Mecanismo de Cooperação e Coordenação ALC-UE sobre Drogas; entre outras
ações.

Cooperação acadêmica: programa ALBAN, que oferece bolsas de estudo em universidades
europeias para estudantes de países latino-americanos.

Mecanismo de Coordenação e Cooperação em matéria de drogas.

Espaço Comum ALC-EU para o Ensino Superior.