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Evolução histórica da organização do

sistema de saúde no Brasil e a construção
do Sistema Único de Saúde - seus
princípios, suas diretrizes e seu arcabouço
legal
Desde o século passado o sistema de saúde vem
sofrendo mudanças que são acompanhadas de
transformações
econômicas, socioculturais e políticas;
Uma trajetria histrica pode ser aponada por !
principais tend"ncias#
$% &'()*'+)&,- .',/'(0)&*' 1 as campanhas
sanit2rias era sua principal estraté3ia 4início do
século 55
até $6!7
8% /9+:-D- D9 $6!71$6;< = período de transição
>% ,-D9?- ,@D).-1'&&)&*9(.)'? /+)A'*)&*'
4he3emônico dos anos $6;< até meados dos
anos $6B<C
!% ,-D9?- /?U+'? 4vi3enteC inclui como
sistema púDlico o &istema Enico de &2ude1&U&
)% &'()*'+)&,- .',/'(0)&*' )nício do século
55 até $68<
4modelo de inspiração militar que consistia no
estilo repressivo de intervenção médica; tinha
um car2ter coletivoC
F *empo da chamada primeira repúDlica
4economia# a3ricultura eGportadora cafeeiraC
F /reocupação# sanear os espaços 4portosC e
controlar as doenças que prejudicassem as
eGportações 4peste, clera e
varíolaC;
F &erviços púDlicos de saúde# diri3ido pela
Diretoria Heral de &aúde /úDlica 4, Iustiça e
(e3cios )nterioresC;
corresponde hoje ao ,&
F -sJaldo .ruK# adotou o modelo das
campanhas sanit2rias destinados a comDater
endemias urDanas 1estudou em
/aris 4)nstituto /asteurC, investi3ou um surto de
peste DuDônica em &antos1&/ 1 vacinação anti1
varilica 3erou
protestos 1 +evolta da Aacina;
F Lrea assist"ncia individual# ações de saúde
privadas
F 'ssist"ncia hospitalar púDlica# car2ter de
assist"ncia social 4hanseníase e tuDerculoseC
))% De $68< a $6!7
sanitarismo campanhista continua como
principal característica da política de saúde;
atividades# campanha contra a tuDerculose
4$6>;C, comDate Ms endemias; criação em $6!8
do &9&/ 4&erviço
9special de &aúde /úDlicaC;
sur3em os primeiros emDriões do modelo
médico1assistencial;
sur3e a assist"ncia previdenci2ria 4?ei 9li
.haves N$68>C criava uma caiGa de
aposentadoria 4.'/C para os
respectivos empre3ados estrada de ferro;
O $68; 1 amplia para portu2rios e marítimos
características das .'/s# concessão de
Denefícios pecuni2rios 4aposentadorias e
pensõesC e prestação de serviços
4assist"ncia médica e farmac"uticaC;
profundas mudanças a partir de $6><# HA no
poder 4ditaduraNinterventor soDre a sociedadeC;
queda da Dolsa de
(P; lon3a crise do café 4desvaloriKação do
produtoC; traDalhadores assalariados 4transporte
e indústriaC; criação do
,inistério do *raDalho;
$6>># nasce a estrutura de /revid"ncia &ocial
)'/s 4por cate3oria de traDalhadoresC estrutura
da sociedade civil
pN interior do aparelho de 9stado;
implantação do re3ime de capitaliKação# da
contriDuição previdenci2ria, ri3ideK pN concessão
de Denefícios e Q
dos valores concedidos # vultosos recursos soD o
controle do 9stado;
$6><# criação do ,in da 9ducação e &aúde
4coordena ações de saúde de car2ter coletivoC
)))% De $6!7 a $6;;
ps13uerra# o desempre3o e a3ram1se as
condições sociais do Rrasil;
9uropa# desenvolveram1se concepções do
9stado do Rem19star &ocial ou Selfare &tate;
dos 3astos estatais na
2rea da saúde;
formulação de um modelo alternativo de
se3uridade social;
importTncia da /revid"ncia &ocial 4instrumento
político eleitoralC
final dos anos 7<# assist"ncia médica
previdenci2ria# passa a consumir mais recursos
4industrialiKação do paísC 1
provoca acelerada urDaniKação e assalariamento
de parcelas da população;
aumento dos Denefícios não foi acompanhado de
da receita 1 crise no sistema previdenci2rio 1
deficit2rio a partir
de $6;<;
?ei -r3Tnica da /revid"ncia &ocial 4?-/&C#
uniformiKar os Denefícios aos se3urados;
'ssist"ncia preventiva M saúde# pr2ticas de
campanhas serviços de comDate Ms endemias;
$67># .riado o ,inistério da &aúde 4mesma
estrutura do Departamento (acional de &aúdeC;
/ersistia a D).-*-,)' entre saúde púDlica e a
atenção médica individual;
,odelo ,édico1'ssistencial /rivatista U$6;< a
$6B<V
O )nício da década de $6;<# marcado por
insatisfações populares 4sociedade
industrialiKada e urDaniKadaC 1
população clamava por mudanças estruturais;
O 2rea da saúde# pediam reformas de Dase;
O $6;!# impasse# necessidades políticas de
atendimento das demandas pelos traDalhadores
e a impossiDilidade do
modelo de contempl21las; 3olpe militar de $6;!;
O 9stado intervém nos )nstitutos 4racionalidade
financeiraC unificação# )(/& 4$6;WC# os
traDalhadores são
eGcluídos da 3estão da previd"ncia; caDendo a
estes apenas o papel de financiadores; influ"ncia
na direção da
previd"ncia de > 3rupos#
indústria farmac"utica , equipamentos médico1
hospitalares e os propriet2rios de hospitais;
O .onseqX"ncias do processo de urDaniKação e
industrialiKação# mudança no quadro nosol3ico#
das doenças
pestilenciais , doenças de massa assume
importTncia ,avanço da assist"ncia médica
individual 4efic2cia no
dia3nstico e terap"utica , crescimento do
compleGo médico1industrial e
hospitalar 4contratação de terceirosC;
O Yo sanitarismo campanhista, por não responder
Ms necessidades de uma economia
industrialiKada, deveria ser
suDstituído por um outro modelo U%%%V, construído
concomitantemente ao crescimento e a
mudança qualitativa da
/revid"ncia social RrasileiraZ% 4,endes, $66>C;
O /rincipais características desse modelo#
privile3iamento da pr2tica médica curativa,
individual, assistencialista e
especialiKada, em detrimento da saúde púDlica;
criação de um compleGo médicoindustrial
privado 4pN o lucroC;
9stado é a Dase do tripé 43rande financiador do
sistema e prestador de serviços M população%
9stado# financiador e prestador de serviços M
população &etor privado nacional# prestador de
serviços de
assist"ncia médica
&etor privado internacional# produtor de insumos
4equipamentos Diomédicos e medicamentosC%
De $6;B a $6B<
O /eríodo da ditadura militar 4atos institucionais
e decretos presidenciaisC alteram a .onstituição
e os direitos de
cidadania, informação, or3aniKação social e
política;
O 'mpliação da se3uridade social e assist"ncia
médica a novas cate3orias sociais; crise
econômica na /revid"ncia;
crise no país
O ,edidas políticas e administrativas 4$6W!C#
criação do ,/'& 4)(/&, )(',/&, ?R', [U('R9,,
D'*'/+9A,
)'/'& e o .9,9;
O , &aúde# eGecução de medidas e atendimento
de interesse coletivo 4vi3 sanit2riaC;
O , /revid"ncia# voltado ao atendimento médico1
assistencial individualiKado;
O +eforço da dicotomia nas 2reas preventiva e
curativa do sistema de saúde Drasileiro;
O [inal da década de $6W<# fim do Ymila3re
econômicoZ; crise 3eneraliKada 4perda de poder
aquisitivo dos sal2rios,
intenso "Godo rural;
O )nsatisfação de setores da sociedade#
43uerrilhas, jornais, 3revesC;
)D@)'& \U9 ,'+'.'+', - ,-A),9(*-
&'()*L+)-#
O (a 2rea da &aúde# Dusca de reformas nas
políticas de saúde# +9[-+,' &'()*L+)' 1
formulação de um
pensamento crítico na política de saúde%
&U+H9, (-& D9/'+*',9(*-& D9 ,9D).)('
/+9A9(*)A' D'& U()A9+&)D'D9& R+'&)?9)+'& 1
idéias soDre a Q ,9D).)(' .-,U()*L+)' e o
conceito de Q '*9(]^- /+),L+)' _ &'ED9 4'/&C
'lma
'taN-,&
O /)'&&# /ro3rama de )nterioriKação das 'ções
de &aneamento do (ordeste# implantar uma
estrutura D2sica de
saúde púDlica com pessoal de nível auGiliar com
"nfase na detecção de doenças transmissíveis;
O /+9/&# /ro3rama de /reparação 9straté3ica de
/essoal de &aúde# visava formar 3rande número
de pessoal de
nível médio e elementar e apoiar o
desenvolvimento de +0 nas &9&;
O ' eGperi"ncia de introduKir o município como
um novo ator no sistema de saúde ?ondrina,
.ampinas e (iteri
foram os primeiros no Rrasil a aplicar os
princípios da 'tenção R2sica M &aúde e da
medicina comunit2ria%
De $6B< a $66<
O 9nfraquecimento e queda da ditadura
4transição democr2tica do paísC em $6BB nova e
atual .onstituição
[ederal nova política para o setor
saúde;
O (esse tempo o re3ime militar 4,& ,/'&C ainda
apresentava alternativas para a crise da saúde#
$% /+9A1&'ED9 # /ro3 (acional &erviços R2sicos
de &aúde
8% /'.-*9 D' /+9A)D`(.)'# estaDelece
aumento da contriDuição previdenci2ria;
>% .-('&/# /lano de +eorientação da 'ssist"ncia
M saúde no TmDito da /revid"ncia &ocial
desdoDramento#
'ções )nte3radas de &aúde
!% ')& # 'ções )nte3radas de &aúde Duscava a
reor3aniKação institucional da assist"ncia M
saúde princípios#
universalidade, inte3ralidade e equidade da
atenção; re3ionaliKação e hierarquiKação dos
serviços% /r2tica# receDer recursos federais
/revid"ncia pelos
serviços prestados# marco indiscutível e de
amplitude;
7% &UD&# &istema Unificado e DescentraliKado de
&aúde 4$6BWC# contriDuir para a consolidação e
desenvolvimento
qualitativo das ')& 4criação do
&UD& nos estadosC reformulação do &istema
(acional de &aúde conseqX"ncias # cc de poder e
desmonte do
)(',/& no país# (ova +epúDlica
Ba .-([9+`(.)' ('.)-('? D9 &'ED9 4$6B;C 1
discutir uma nova proposta de estrutura e de
política de
saúde nacional foi aprovado o relatrio que
constituiu o /rojeto da +eforma &anit2ria
Rrasileira b processo para a
moDiliKação do ,ovimento &anit2rio (acional
4sensiDiliKar constituintes a aprovarem os
princípios da +eforma
&anit2riaC foi aprovado na .onstituição Doa parte
das conclusões da Ba .(&#
Ysaúde é um direito de todos dever do 9stadoZ e
criação do &istema Enico de &aúde
O .-,)&&^- ('.)-('? D' +9[-+,' &'()*L+)'#
definiu os princípios finalísticos da +eforma#
aC /articipação# inclusão representativa da
população e traDalhadores de saúde no controle
e decisão dos serviços
DC 9quidade# diminuir as desi3ualdades
cC DescentraliKação# multiplicação dos centros
de poder 4municipaliKaçãoC
dC )nte3ralidade# superação da dicotomia
serviços preventivos versus curativo e além da
assist"ncia individual
eC UniversaliKação# i3ualdade de acesso aos
serviços .onstituição de $6BB# *ítulo A)) 4-rdem
&ocialC .apítulo )),
o da &e3uridade &ocial# Disposições Herais, da
&aúde, da /revid"ncia &ocial e da 'ssist"ncia
&ocial%
.apítulo da &e3uridade &ocial# 4arti3os $6; a
8<<C
O 'rti3o $6;# saúde como direito de todos e
dever do 9stado, 3arante o acesso universal e
i3ualit2rio Ms ações e
serviços para sua promoção, proteção e
recuperação;
O 'rti3o $6W# define as ações e serviços de saúde
como sendo de relevTncia púDlica
O 'rti3o $6B# constitui o &istema Enico de &aúde
4&U&C através da rede re3ionaliKada e
hierarquiKada de ações e
serviços púDlicos de
saúde se3undo diretriKes#
$% DescentraliKação# com direção única em cada
esfera do 3overno%
8% 'tendimento inte3ral# preventivoNassistencial
>% /articipação da comunidade
O 'rti3o $66# mantém a assist"ncia M saúde livre
M iniciativa privada
O 'rti3o 8<<# dispõe soDre as compet"ncias do
&istema Enico de &aúde%
De $66< a 8<<$
O /rocesso de elaDoração e aprovação da
le3islação infraconstitucional denominada# ?eis
-r3Tnicas da &aúde 4?ei
nc B%<B< e B%$!8C
O ?eis B<B< 4direção, 3estão, compet"ncias e
atriDuições de cada esfera de 3overnoC e B$!8
4participação da
comunidadeC#
detalham princípios, diretriKes 3erais e condições
para a or3aniKação e funcionamento do sistema
&U& @ eGercida
pelos se3uintes r3ãos#
$% ,&# no TmDito da União
8% &9&# TmDito dos estados ou D[
>% &,&# nos municípios
[)('(.)',9(*- D- &U&# '+*%>> da ?ei B<B<#
&erão oriundos do orçamento da &e3uridade
&ocial e de outros orçamentos da União;
.-,/9*9 '- &U&# prestar
assist"ncia Ms pessoas por
intermédio de ações de promoção, proteção e
recuperação da saúde% )nclui ações de vi3
sanit2ria, epidemiol3ica,
saúde do traDalhador e assist%
terap"utica inte3ral, inclusive farmac"utica
/roposta uma emenda constitucional que fiGasse
os percentuais de destinação dos orçamentos da
União, estados e
municípios para a 2rea
da saúde 4desde $66; vinha sendo discutidaC;
'provada no ano 8<<<# /roposta de 9menda
.onstitucional nc 86 4/9. 86C, com as se3uintes
determinações#
O a União ter2 que a3re3ar Y7dZ a mais ao
orçamento da saúde;
O os estados teriam que 3astar, no mínimo, Wd
dos seus orçamentos com saúde% - d deve
che3ar a $8d;
Oos municípios comprometeriam Wd de suas
contas 4che3ando a $7dC;
.-(D)]e9& /'+' - +9.9R),9(*- D9
+9.U+&-&
$% [U(D- D9 &'ED9# conta especial pN depsito
e movimento dos recursos financeiros do &U&
fiscaliKado pelo
conselho de saúde;
8% .-(&9?0- D9 &'ED9# r3ão cole3iado, de
car2ter permanente e deliDerativo; composto por
representantes do 3overno, prestadores de
serviços, profissionais de saúde e usu2rios;
O atua na formulação de estraté3ias e no
controle da eGecução da política de saúde
4aspectos econômicos e financeirosC
O tem finalidade de eGercer o controle social
soDre a 3estão e implementação do &U&
>% /?'(- D9 &'ED9# Dase das pro3ramações e
atividades que serão desenvolvidas por cada
nível de direção do &U&;
!% +9?'*f+)-& D9 H9&*^-# acompanhamento
da eGecução do plano e aplicação dos recursos;
7% .-(*+'/'+*)D' D9 +9.U+&-& para saúde no
respectivo orçamento
! "uestão do controle social
.om a promul3ação da .onstituição [ederal em
$6BB, adotou1se no Rrasil uma perspectiva de
democracia
representativa e participativa, incorporando a
participação da comunidade na 3estão das
políticas púDlicas%
Diversos mecanismos dessa nova pr2tica v"m
sendo implementados no Rrasil% -rçamento
participativo, pleDiscito
e iniciativa popular são al3uns dos mecanismos
encontrados para a efetiva pr2tica desse espírito
constitucional%
(o entanto, a participação da sociedade nas
funções de planejamento, monitoramento,
acompanhamento e
avaliação de resultados das políticas púDlicas
tem requerido a institucionaliKação de r3ãos
cole3iados
deliDerativos, representativos da sociedade, de
car2ter permanente% -s .onselhos começam,
então, a se
confi3urarem, em espaços púDlicos de
articulação entre 3overno e sociedade%
- que é .ontrole &ocialO
/or .ontrole &ocial entende1se a participação da
sociedade no acompanhamento e verificação das
ações da
3estão púDlica na eGecução das políticas
púDlicas, avaliando oDjetivos, processos e
resultados% /esquisas e estudos
realiKados no Rrasil v"m apontando para a
crescente densidade or3aniKacional da
sociedade civil como resultado
do descompasso entre o 9stado e a sociedade, e
da implementação de políticas púDlicas que t"m
como oDjetivo a
descentraliKação do poder de decisão e de
recursos na prestação de serviços sociais,
principalmente para os setores
da educação e da saúde%
.om a promul3ação da .onstituição [ederal de
$6BB, adotou1se no Rrasil uma perspectiva de
democracia
representativa e participativa, incorporando a
participação da comunidade na 3estão das
políticas púDlicas 4art%
$6!, A)); art% $6B, ))); art% 8<!, )); art% 8<;, A), art%
88W, par23rafo WC% Diversos mecanismos de
participação da
comunidade na 3estão das políticas púDlicas
v"m sendo implementados no Rrasil% -rçamento
participativo,
pleDiscito e iniciativa popular le3islativa são
al3uns dos mecanismos encontrados para
efetiva pr2tica desse
espírito constitucional% (o entanto, a
participação da sociedade nas funções de
planejamento, monitoramento,
acompanhamento e avaliação de resultados das
políticas púDlicas requer a constituição de um
r3ão cole3iado
deliDerativo, representativo da sociedade, de
car2ter permanente%
-s .onselhos começam, então, a partir da
.onstituição [ederal de $6BB, a se confi3urarem,
em espaços
púDlicos de articulação entre 3overno e
sociedade% ' década de 6< presenciou uma
verdadeira eGplosão de criação
de conselhos em todo o Rrasil, que culminou
com a oDri3atoriedade da implementação dos
.onselhos de &aúde,
.onselhos *utelares e de Direitos da .riança e
do 'dolescente, os .onselhos de
'companhamento e .ontrole
&ocial do [undo de ,anutenção e
Desenvolvimento do 9nsino [undamental e de
AaloriKação do ,a3istério
4[U(D9[C, e os .onselhos 9scolares% )3ualmente
importantes, mas não re3ulamentados por lei
federal, são o
.onselho de 9ducação, nos estados e
municípios, e os .onselhos 9scolares, que
podem eGercer o papel de
formuladores de políticas púDlicas, juntamente
com o eGecutivo%
-s .onselhos sendo instituídos no Rrasil
apresentam características Dem diferenciadas,
no que tan3e M
natureKa, papel, funções, atriDuições,
composição, estrutura e re3imento% (o entanto,
vale ressaltar que a
constituição e efetiva atuação dos conselhos
possiDilita a participação da sociedade no
interior do prprio estado%
- ,inistério da 9ducação, por meio da
implementação de quatro importantes
pro3ramas que visam M criação
de mecanismos de controle social, vem
estimulando a or3aniKação da sociedade civil e
sua participação no
planejamento, acompanhamento e avaliação das
políticas púDlicas locais% 9m lu3ares remotos
desse Rrasil, os
pro3ramas do ,9. propiciaram o primeiro
eGercício e eGperi"ncia de 3estão democr2tica e
participativa para
muitos cidadãos Drasileiros%
(os prGimos se3mentos, os mecanismos de
controle social desses quatro pro3ramas serão
deDatidos# .onselhos
de 'limentação 9scolar, .onselhos 9scolares e
Unidades 9Gecutoras 4U9GC; .onselhos do
/ro3rama de Harantia
de +enda ,ínima e .onselhos do [U(D9[%
9stes e outros temas serão aDordados nesta
série#
aC /restação de serviços na 2rea social
4educação e saúdeC# universaliKação e qualidade;
DC .entraliKação versus descentraliKação das
políticas púDlicas;
cC Hestão democr2tica e participativa;
dC [ormas de controle# interno, eGterno, controle
social;
eC ,ecanismos de controle social# conselhos e
outras formas de or3aniKação 43erentes sociaisC;
fC .onselhos de &aúde, .onselhos *utelares,
.onselhos de Direitos da .riança e do
'dolescente e .onselhos de
9ducação%
- .onselho de 'limentação 9scolar
- processo de descentraliKação dos recursos
financeiros para o /ro3rama (acional de
'limentação 9scolar
4/('9C, iniciado a partir de $66!, foi
acompanhado da criação de um mecanismo de
controle social, que
permitisse o aprimoramento da 3estão do
/ro3rama nas &ecretarias ,unicipais e 9staduais
de 9ducação% -
.onselho de 'limentação 9scolar 1 .'9 é um
r3ão cole3iado deliDerativo de controle social
do /('9% &ua
principal finalidade é o acompanhamento e
assessoramento Ms 9ntidades 9Gecutoras do
/('9 nas aplicações dos
recursos financeiros transferidos pelo Hoverno
[ederal%
-s .onselhos 9scolares e Unidades 9Gecutoras 1
U9G
' ?ei de DiretriKes e Rases da 9ducação, no seu
arti3o $7, preconiKa a autonomia peda33ica,
administrativa e
financeira das unidades escolares púDlicas de
educação D2sica% ' inclusão desse arti3o na lei
que re3e a educação
escolar Drasileira não foi mero acaso% 9studos e
pesquisas realiKados no Rrasil indicam que as
escolas que eGercem
controle direto soDre seus recursos apresentam
em 3eral melhores resultados escolares%
(esse sentido, o ,inistério da 9ducação e
diversas &ecretarias de 9ducação v"m adotando
políticas de repasse
direto Ms escolas% /artindo da premissa de que
os diretores, professores e a comunidade escolar
estão em melhores
condições para definir as necessidades de sua
escola, essa política possiDilita a3ilidade nos
processos e utiliKação
mais eficiente dos recursos%
- [undo de [ortalecimento da 9scola
4[U(D9&.-?'C do ,inistério da 9ducação vem
re3istrando eGperi"ncias
Dem sucedidas dessa pr2tica% @ o eGemplo do
projeto piloto, realiKado nos anos de $66B e
$666 em diversos
municípios das re3iões (orte, (ordeste e .entro1
-este do Rrasil, que asse3uram repasse direto
para as escolas
implementarem os seus /lanos de ,elhoria das
9scolas 4/,9C e os seus /lanos de 'dequação de
/rédios
9scolares 4/'/9C%
Uma outra eGperi"ncia relevante e mais
aDran3ente é o /ro3rama Dinheiro Direto na
9scola 4/DD9C do
,inistério da 9ducação, que repassa recursos
para manutenção e desenvolvimento do ensino,
de acordo com o
número de alunos, para todas as escolas com
mais de $<< alunos que constituírem Unidades
9Gecutoras 4U9GC%
(o sentido de apoiar a pro3ressiva autonomia
das escolas, as &ecretarias de 9ducação
9staduais e ,unicipais v"m
promovendo, em parceria com as escolas, a
or3aniKação de cole3iados ou r3ãos
deliDerativos das mais diversas
natureKas e formas% 9m diferentes estados do
Rrasil, essas or3aniKações são conhecidas por
diferentes
nomenclaturas, tais como .aiGa 9scolar,
.ooperativa 9scolar, 'ssociação de /ais e
/rofessores, 'ssociação de /ais
e ,estres, ou .írculo de /ais e ,estres% Unidade
9Gecutora 4U9GC é uma denominação 3enérica
utiliKada pelo
,9., para referir1se Ms diversas nomenclaturas,
encontradas em todo o territrio nacional%
)ndependente da
nomenclatura adotada, o importante é que tanto
a autonomia peda33ica, quando a
administrativaNfinanceira
sejam asse3uradas a todas as escolas púDlicas
de educação D2sica%
- ato de criação, a composição, atriDuições,
funções, re3imento interno e atuação dos
.onselhos 9scolares 4U9GC
na 3estão escolar e nas suas dimensões#
financeira, peda33ica, e administrativa serão
oDjetos de deDate nesta
série%
- .onselho do /ro3rama de Harantia de +enda
,ínima
- /ro3rama de Harantia de +enda ,ínima
4/H+,C oDjetiva incentivar a escolariKação dos
filhos ou dependentes
das famílias carentes selecionadas, com idades
entre W a $! anos e, ao mesmo tempo, contriDuir
para a melhoria
do seu Dem1estar% 'provado em $66W pela ?ei
[ederal n% 6%7>>N6W, o /ro3rama conta com a
parceria dos
municípios interessados em instituir pro3ramas
de renda mínima, mas que não t"m recursos
prprios suficientes
para financiar inte3ralmente a sua
implementação% - controle social do pro3rama
se d2 por meio de um .onselho
,unicipal, j2 eGistente ou criado especificamente
para este fim, respons2vel pelo
acompanhamento e avaliação do
/ro3rama%
- .onselho de 'companhamento e .ontrole
&ocial do [U(D9[
.riado pela 9menda .onstitucional n% $!N6;, o
[undo de ,anutenção e Desenvolvimento de
9nsino
[undamental e de AaloriKação do ,a3istério 1
[U(D9[ Dusca corri3ir a desi3ualdade na
distriDuição dos
recursos entre estados e municípios, ao mesmo
tempo que 3arante recursos para a valoriKação
do ma3istério
púDlico do 9nsino [undamental% +e3ulamentado
pela ?ei [ederal n% 6%!8!N6;, o [U(D9[
introduKiu importantes
inovações no financiamento do ensino
fundamental púDlico% 9ntre essas inovações
destaca1se a distriDuição dos
recursos de acordo com o número de alunos
atendidos em cada rede de ensino, e a
oDri3atoriedade da criação dos
conselhos de acompanhamento e controle social
do [U(D9[% )nstituídos no TmDito estadual e
municipal, os
conselhos de acompanhamento e controle social
do [U(D9[ t"m como principais atriDuições# aC
acompanhar e
controlar a repartição, transfer"ncia e aplicação
dos recursos do [U(D9[, e DC supervisionar o
.enso 9scolar%
- paradi3ma da promoção da saúde
' /romoção da &aúde é uma das estraté3ias do
setor saúde para Duscar a melhoria da qualidade
de vida da
população% &eu oDjetivo é produKir a 3estão
compartilhada entre usu2rios, movimentos
sociais, traDalhadores do
setor sanit2rio e de outros setores, produKindo
autonomia e co1responsaDilidade%
' /olítica (acional de /romoção da &aúde
4/(/&C, aprovada em >< de março de 8<<;, d2
diretriKes e aponta
estraté3ias de or3aniKação das ações de
promoção da saúde nos tr"s níveis de 3estão do
&istema Enico de &aúde
4&U&C para 3arantir a inte3ralidade do cuidado%
/olítica (acional de /romoção da &aúde 4/(/&C
0istoricamente, a atenção M saúde no Rrasil tem
investido na formulação, implementação e
concretiKação de
políticas de promoção, proteção e recuperação
da saúde% 02, pois, um 3rande esforço na
construção de um
modelo de atenção M saúde que prioriKe ações
de melhoria da qualidade de vida dos sujeitos e
coletivos%
- ,inistério da &aúde, em setemDro de 8<<7,
definiu a '3enda de .ompromisso pela &aúde
que a3re3a tr"s eiGos
- /acto em Defesa do
&istema Enico de &aúde 4&U&C, - /acto em
Defesa da Aida e o /acto de Hestão% Destaca1se
aqui o /acto pela Aida
que constitui um conjunto de compromissos
sanit2rios que deverão se tornar prioridades
inequívocas dos tr"s
entes federativos, com definição das
responsaDilidades de cada um%
Dentre as macro1prioridades do /acto em Defesa
da Aida, possui especial relevTncia o
aprimoramento do acesso e
da qualidade dos serviços prestados no &U&,
com a "nfase para o fortalecimento e
qualificação estraté3ica da
&aúde da [amília; ' /romoção, )nformação e
9ducação em &aúde com "nfase na /romoção de
atividade física, na
/romoção de h2Ditos saud2veis de alimentação
e vida, controle do taDa3ismo; controle do uso
aDusivo de DeDida
alcolica; cuidados especiais voltados ao
processo de envelhecimento% (essa direção, o
desafio colocado para o
3estor federal do &U&
consiste em propor uma política transversal,
inte3rada e intersetorial, que faça dialo3ar as
diversas 2reas do setor
sanit2rio, os outros setores
do Hoverno, os setores privado e não
3overnamental e a sociedade, compondo redes
de compromisso e coresponsaDilidade
quanto M
qualidade de vida da população em que todos
sejam partícipes no cuidado com a saúde%
' puDlicação da /olítica (acional de /romoção
da &aúde ratifica o compromisso da atual 3estão
do ,inistério da
&aúde na ampliação e
qualificação das ações de promoção da saúde
nos serviços e na 3estão do &istema Enico de
&aúde%
&araiva [elipe
,inistro da &aúde
$% )(*+-DU]^-
's mudanças econômicas, políticas, sociais e
culturais, que ocorreram no mundo desde o
século 5)5 e que se
intensificaram no século
passado, produKiram alterações si3nificativas
para a vida em sociedade%
'o mesmo tempo, tem1se a criação de
tecnolo3ias cada veK mais precisas e sofisticadas
em todas as atividades
humanas e o aumento
dos desafios e dos impasses colocados ao viver%
' saúde, sendo uma esfera da vida de homens e
mulheres em toda
sua
diversidade e sin3ularidade, não permaneceu
fora do desenrolar das mudanças da sociedade
nesse período% -
processo de transformação da
sociedade é tamDém o processo de
transformação da saúde e dos proDlemas
sanit2rios%
(as últimas décadas, tornou1se mais e mais
importante cuidar da vida de modo que se
reduKisse a vulneraDilidade
ao adoecer e as chances de
que ele seja produtor de incapacidade, de
sofrimento crônico e de morte prematura de
indivíduos e população%
'lém disso, a an2lise do processo saúde1
adoecimento evidenciou que a saúde é resultado
dos modos de
or3aniKação da produção, do traDalho e
da sociedade em determinado conteGto histrico
e o aparato Diomédico não conse3ue modificar
os
condicionantes nem determinantes mais
amplos desse processo, operando um modelo de
atenção e cuidado marcado, na maior parte das
veKes, pela
centralidade dos sintomas%
(o Rrasil, pensar outros caminhos para 3arantir
a saúde da população si3nificou pensar a
redemocratiKação do
país e a constituição de um
sistema de saúde inclusivo% 9m $6B;, a Ba%
.onfer"ncia (acional de &aúde 4.(&C tinha como
tema
YDemocracia é &aúdeZ e constituiu1se em frum
de luta pela descentraliKação do sistema de
saúde e pela
implantação de políticas
sociais que defendessem e cuidassem da vida
4R+'&)?, $6B;C% 9ra um momento chave do
,ovimento da +eforma
&anit2ria Rrasileira e da
afirmação da indissociaDilidade entre a 3arantia
da saúde como direito social irrevo32vel e a
3arantia dos demais
direitos humanos e de cidadania% - relatrio final
da Ba .(& lançou os fundamentos da proposta
do &U& 4R+'&)?,
$66<C% (a Dase do processo de criação do &U&
encontram1se# o conceito
ampliado de saúde, a necessidade de criar
políticas púDlicas para promov"1la, o imperativo
da participação social
na construção do
sistema e das políticas de saúde e a
impossiDilidade do setor sanit2rio responder
soKinho M transformação dos
determinantes e condicionantes
para 3arantir opções saud2veis para a
população% (esse sentido, o &U&, como política
do 9stado Drasileiro pela
melhoria da qualidade de vida e
pela afirmação do direito M vida e M saúde,
dialo3a com as refleGões e os movimentos no
TmDito da promoção da
saúde%
' promoção da saúde, como uma das estraté3ias
de produção de saúde, ou seja, como um modo
de pensar e de
operar articulado Ms demais políticas e
tecnolo3ias desenvolvidas no sistema de saúde
Drasileiro, contriDui na
construção de ações que possiDilitam responder
Ms necessidades sociais em saúde%
(o &U& a estraté3ia de promoção da saúde é
retomada como uma possiDilidade de enfocar os
aspectos que
determinam o processo saúdeadoecimento
em nosso país como, por eGemplo# viol"ncia,
desempre3o, suDempre3o, falta de saneamento
D2sico, haDitação
inadequada eNou ausente, dificuldade de acesso
M educação, fome, urDaniKação desordenada,
qualidade do ar e da
23ua ameaçada, deteriorada; e potencialiKar
formas mais amplas de intervir em saúde%
*radicionalmente, os
modos de viver t"m sido aDordados numa
perspectiva individualiKante e fra3ment2ria e,
colocam os sujeitos e as
comunidades como os respons2veis únicos pelas
v2rias mudançasNarranjos ocorridos no processo
saúdeadoecimento
ao lon3o da vida% .ontudo, na perspectiva
ampliada de saúde, como definida no TmDito do
,ovimento da +eforma &anit2ria Rrasileira, do
&U& e das .artas da /romoção da &aúde, os
modos de viver não se
referem apenas ao eGercício da vontade eNou
liDerdade individual e comunit2ria% 'o contr2rio,
os modos como
sujeitos e coletividades ele3em determinadas
opções de viver como desej2veis, or3aniKam
suas escolhas e criam
novas possiDilidades para satisfaKer suas
necessidades, desejos e interesses pertencem M
ordem coletiva, uma veK
que seu processo de construção d21se no
conteGto da prpria vida%
/ropõe1se, então, que as intervenções em saúde
ampliem seu escopo, tomando como oDjeto os
proDlemas e
necessidades de saúde e seus determinantes e
condicionantes de modo que a or3aniKação da
atenção e do cuidado
envolva, ao mesmo tempo, as ações e serviços
que operem soDre os efeitos do adoecer e
Mqueles que visem o
espaço para além dos muros das unidades de
saúde e do sistema de saúde, incidindo soDre as
condições de vida e
favorecendo a ampliação de escolhas saud2veis
por parte dos sujeitos e coletividades no
territrio onde vivem e
traDalham%
(esta direção, a promoção da saúde estreita sua
relação com a vi3ilTncia em saúde, numa
articulação que reforça
a eGi3"ncia de um movimento inte3rador na
construção de consensos e siner3ias e na
eGecução das a3endas
3overnamentais a fim de que as políticas
púDlicas sejam cada veK mais favor2veis M saúde
e M vida e estimulem e
fortaleçam o prota3onismo dos cidadãos em sua
elaDoração e implementação, ratificando os
preceitos
constitucionais de participação social%
- eGercício da cidadania assim, vai além dos
modos institucionaliKados de controle social,
implicando, por meio
da criatividade e do espírito
inovador, a criação de mecanismos de
moDiliKação e participação como os v2rios
movimentos e 3rupos sociais,
or3aniKando1se em rede%
- traDalho em rede, com a sociedade civil
or3aniKada,favorece que o planejamento das
ações em saúde esteja mais
vinculado Ms necessidades perceDidas e,
vivenciadas pela população nos diferentes
territrios e,
concomitantemente, 3arante a sustentaDilidade
dos processos de intervenção nos determinantes
e condicionantes
de saúde%
' saúde, como produção social de determinação
múltipla e compleGa, eGi3e a participação ativa
de todos os
sujeitos envolvidos em sua
produção = usu2rios, movimentos sociais,
traDalhadores da saúde, 3estores do setor
sanit2rio e de outros setores =,
na an2lise e na formulação de ações que visem M
melhoria da qualidade de vida% - paradi3ma
promocional vem
colocar a necessidade de que o processo de
produção do conhecimento e das pr2ticas no
campo da saúde e, mais
ainda, no campo das políticas púDlicas faça1se
por meio da construção e da 3estão
compartilhadas%
Desta forma, o a3ir sanit2rio envolve
fundamentalmente o estaDelecimento de uma
rede de compromissos e coresponsaDilidades
em favor da vida e da criação das estraté3ias
necess2rias para que ela eGista% ' um s tempo,
comprometer1se e co1responsaDiliKar1se pelo
viver e por suas condições são marcas e ações
prprias da clínica, da
saúde coletiva, da atenção e da 3estão,
ratificando1se a indissociaDilidade entre esses
planos de atuação%
9ntende1se, portanto, que a promoção da saúde
é uma estraté3ia de articulação transversal na
qual se confere
visiDilidade aos fatores que colocam a saúde da
população em risco e Ms diferenças entre
necessidades, territrios e
culturas presentes no nosso país, visando M
criação de mecanismos que reduKam as
situações de vulneraDilidade,
defendam radicalmente a equidade e
incorporem a participação e o controle sociais na
3estão das políticas
púDlicas%
(a .onstituição [ederal de $6BB, o 9stado
Drasileiro assume como seus oDjetivos precípuos
a redução das
desi3ualdades sociais e re3ionais, a
promoção do Dem de todos e a construção de
uma sociedade solid2ria sem quaisquer formas
de discriminação%
*ais oDjetivos marcam o modo
de conceDer os direitos de cidadania e os
deveres do 9stado no país, dentre os quais a
saúde 4R+'&)?, $6BBC%
(este conteGto, a 3arantia da saúde implica
asse3urar o acesso universal e i3ualit2rio dos
cidadãos aos serviços de
saúde, mas tamDém a formulação de políticas
sociais e econômicas que operem na redução
dos riscos de adoecer%
(o teGto constitucional tem1se ainda que o
sistema sanit2rio Drasileiro encontra1se
comprometido com a
inte3ralidade da atenção M saúde,
quando suas ações e serviços são instados a
traDalhar pela promoção, proteção e
recuperação da saúde, com a
descentraliKação e com a participação social%
(o entanto, ao lon3o dos anos, o entendimento
da inte3ralidade passou a aDran3er outras
dimensões,
aumentando a responsaDilidade do
sistema de saúde com a qualidade da atenção e
do cuidado% ' inte3ralidade implica, para além
da articulação e
sintonia entre as estraté3ias de produção da
saúde, a ampliação da escuta dos traDalhadores
e serviços de saúde na
relação com os usu2rios, quer individual eNou
coletivamente, de modo a deslocar a atenção da
perspectiva estrita
do seu adoecimento e dos seus sintomas para o
acolhimento de sua histria, de suas condições
de vida e de suas
necessidades em saúde, respeitando e
considerando suas especificidades e suas
potencialidades na construção dos
projetos e da or3aniKação do traDalho sanit2rio%
' ampliação do comprometimento e da co1
responsaDilidade entre traDalhadores da saúde,
usu2rios e territrio
em que se localiKam altera os modos de atenção
e de 3estão dos serviços de saúde, uma veK que
a produção de
saúde torna1se indissoci2vel da produção de
suDjetividades mais ativas, críticas, envolvidas e
solid2rias e,
simultaneamente, eGi3e a moDiliKação de
recursos políticos, humanos e financeiros que
eGtrapolam o TmDito da
saúde% 'ssim, coloca1se ao setor saúde o desafio
de construir a inter setorialidade%
.ompreende1se a inter setorialidade como uma
articulação das possiDilidades dos distintos
setores de pensar a
questão compleGa da saúde, de co1
responsaDiliKar1se pela 3arantia da saúde como
direito humano e de cidadania
e de moDiliKar1se na formulação de intervenções
que a propiciem%
- processo de construção de ações intersetoriais
implica a troca e a construção coletiva de
saDeres, lin3ua3ens e
pr2ticas entre os diversos setores envolvidos na
tentativa de equacionar determinada questão
sanit2ria, de modo
que nele torna1se possível produKir soluções
inovadoras quanto M melhoria da qualidade de
vida% *al processo
propicia a cada setor a ampliação de sua
capacidade de analisar e de transformar seu
modo de operar a partir do
convívio com a perspectiva dos outros setores,
aDrindo caminho para que os esforços de todos
sejam mais efetivos
e eficaKes%
- compromisso do setor saúde na articulação
intersetorial é tornar cada veK mais visível que o
processo saúdeadoecimento
é efeito de múltiplos
aspectos, sendo pertinente a todos os setores da
sociedade e devendo compor suas a3endas%
Dessa maneira, é
tarefa do setor saúde nas v2rias esferas de
decisão convocar os outros setores a
considerarem a avaliação e os
parTmetros sanit2rios quanto M melhoria da
qualidade de vida da população quando forem
construir suas políticas
específicas%
'o se retomar as estraté3ias de ação propostas
pela .arta de -ttaJa 4R+'&)?, $66;C e analisar a
literatura na 2rea
oDserva1se que, até o momento, o
desenvolvimento de estudos e evid"ncias
aconteceu em 3rande parte vinculado
Ms iniciativas li3adas ao comportamento e aos
h2Ditos dos sujeitos% (esta linha de intervenção
j2 é possível
encontrar um acúmulo de evid"ncias
convincentes, que são aquelas Daseadas em
estudos epidemiol3icos
demonstrativos de associações convincentes
entre eGposição e doença a partir de pesquisas
oDservacionais
prospectivas e, quando necess2rio, ensaios
clínicos randomiKados com tamanho, duração e
qualidade suficientes
4R+'&)?, 8<<!dC%
9ntretanto, persiste o desafio de or3aniKar
estudos e pesquisas para identificação, an2lise e
avaliação de ações de
promoção da saúde que
operem nas estraté3ias mais amplas que foram
definidas em -ttaJa 4R+'&)?, $66;C e que
estejam mais associadas
Ms diretriKes propostas pelo ,inistério da &aúde
na /olítica (acional de /romoção da &aúde, a
saDer#
inte3ralidade, equidade, responsaDilidade
sanit2ria, moDiliKação e
participação social, inter setorialidade,
informação, educação e comunicação, e
sustentaDilidade%
' partir das definições constitucionais, da
le3islação que re3ulamenta o &U&, das
deliDerações das confer"ncias
nacionais de saúde e do /lano
(acional de &aúde 48<<!18<<WC 4R+'&)?, 8<<!aC,
o ,inistério da &aúde propõe a /olítica (acional
de /romoção
da &aúde num esforço para o
enfrentamento dos desafios de produção da
saúde num cen2rio scio histrico cada veK mais
compleGo e que eGi3e
a refleGão e qualificação
contínua das pr2ticas sanit2rias e do sistema de
saúde%
9ntende1se que a promoção da saúde apresenta1
se como um mecanismo de fortalecimento e
implantação de uma
política transversal, inte3rada e inter setorial,
que faça dialo3ar as diversas 2reas do setor
sanit2rio, os outros
setores do Hoverno, o setor privado e não
3overnamental e a sociedade, compondo redes
de compromisso e
com responsaDilidade quanto M qualidade de
vida da população em que todos sejam
partícipes na proteção e no
cuidado com a vida%
A"1se, portanto, que a promoção da saúde
realiKa1se na articulação sujeitoNcoletivo,
púDlicoNprivado,
9stadoNsociedade, clínicaNpolítica, setor
sanit2rioNoutros setores, visando romper com a
eGcessiva fra3mentação na aDorda3em do
processo saúde adoecimento
e reduKir a vulneraDilidade, os riscos e os danos
que nele se produKem%
(o esforço por 3arantir os princípios do &U& e a
constante melhoria dos serviços por ele
prestados e por melhorar
a qualidade de vida de
sujeitos e coletividades entende1se que é
ur3ente superar a cultura administrativa
fra3mentada e desfocada dos
interesses e necessidades da sociedade,
evitando o desperdício de recursos púDlicos,
reduKindo a superposição de
ações e, conseqXentemente, aumentando a
efici"ncia e a efetividade das políticas púDlicas
eGistentes%
(esse sentido, a elaDoração da /olítica (acional
de /romoção da &aúde é oportuna posto que seu
processo de
construção e de implantaçãoNimplementação nas
v2rias esferas de 3estão do &U& e na interação
entre o setor
sanit2rio e os demais setores das políticas
púDlicas e da sociedade provoca a mudança no
modo de or3aniKar, planejar, realiKar, analisar e
avaliar o traDalho
em saúde%
! estrat#gia de saúde da $amília - sua
evolução, seus princípios e sua aplicação
&aúde da [amília é entendida como uma
estraté3ia de reorientação do modelo
assistencial, operacionaliKada
mediante a implantação de equipes
multiprofissionais em unidades D2sicas de saúde%
9stas equipes são
respons2veis pelo acompanhamento de um
número definido de famílias, localiKadas em uma
2rea 3eo3r2fica
delimitada% 's equipes atuam com ações de
promoção da saúde, prevenção, recuperação,
reaDilitação de doenças
e a3ravos mais freqXentes, e na manutenção da
saúde desta comunidade%
' ori3em do /ro3rama &aúde da [amília ou /&[,
teve início, em $66!, como um dos pro3ramas
propostos pelo
3overno federal aos municípios para
implementar a atenção D2sica% - /&[ é tido
como uma das principais
estraté3ias de reor3aniKação dos serviços e de
reorientação das pr2ticas profissionais neste
nível de assist"ncia,
promoção da saúde , prevenção de doenças e
reaDilitação% *raK, portanto, muitos e compleGos
desafios a serem
superados para consolidar1se enquanto tal% (o
TmDito da reor3aniKação dos serviços de saúde,
a estraté3ia da
saúde da família vai ao encontro dos deDates e
an2lises referentes ao processo de mudança do
paradi3ma que
orienta o modelo de atenção M saúde vi3ente e
que vem sendo enfrentada, desde a década de
$6W<, pelo conjunto
de atores e sujeitos sociais comprometidos com
um novo modelo que valoriKe as ações de
promoção e proteção da
saúde, prevenção das doenças e atenção
inte3ral Ms pessoas% 9stes pressupostos, tidos
como capaKes de produKir
um impacto positivo na orientação do novo
modelo e na superação do anterior, calcado na
supervaloriKação das
pr2ticas da medicina curativa, especialiKada e
hospitalar, e que induK ao eGcesso de
procedimentos tecnol3icos e
medicamentosos e, soDretudo, na fra3mentação
do cuidado, encontra, em relação aos recursos
humanos para o
&istema Enico de &aúde 4&U&C, um outro desafio%
*ema tamDém recorrente nos deDates soDre a
reforma sanit2ria
Drasileira, verifica1se que, ao lon3o do tempo,
tem sido unTnime o reconhecimento acerca da
importTncia de se
criar um gnovo modo de faKer saúdeg%
'tualmente, o /&[ é definido com 9straté3ia
&aúde da [amília 49&[C, ao invés de pro3rama,
visto que o termo
pro3rama aponta para uma atividade com início,
desenvolvimento e finaliKação% - /&[ é uma
estr2té3ia de
reor3aniKação da atenção prim2ria e não prev"
um tempo para finaliKar esta reor3aniKação%
(o Rrasil a ori3em do /&[ remonta criação do
/'.& em $66$, como parte do processo de
reforma do setor da
saúde, desde a .onstituição, com intenção de
aumentar a acessiDilidade ao sistema de saúde e
incrementar as
ações de prevenção e promoção da saúde% 9m
$66! o ,inistério da &aúde, lançou o /&[ como
política nacional de
atenção D2sica, com car2ter or3aniKativo e
suDstitutivo, faKendo frente ao modelo
tradicional de assist"ncia
prim2ria Daseada em profissionais médicos
especialistas focais% 'tualmente, reconhece1se
que não é mais um
pro3rama e sim uma 9straté3ia para uma
'tenção /rim2ria M &aúde qualificada e
resolutiva%
/erceDendo a eGpansão do /ro3rama &aúde da
[amília que se consolidou como estraté3ia
priorit2ria para a
reaor3aniKação da 'tenção R2sica no Rrasil, o
3overno emitiu a /ortaria (c ;!B, de 8B de
,arço de 8<<;, onde
ficava estaDelecido que o /&[ é a estraté3ia
priorit2ria do ,inistério da &aúde para or3aniKar
a 'tenção R2sica h
que tem como um dos seus fundamentos
possiDilitar o acesso universal e contínuo a
serviços de saúde de
qualidade, reafirmando os princípios D2sicos do
&U&# universaliKação, equidade,
descentraliKação, inte3ralidade e
participação da comunidade 1 mediante o
cadastramento e a vinculação dos usu2rios%
.omo conseqX"ncia de um processo de
desihospitaliKação e humaniKação do &istema
Enico de &aúde, o
pro3rama tem como ponto positivo a valoriKação
dos aspectos que influenciam a saúde das
pessoas fora do
amDiente hospitalar%
De acordo com a /ortaria (c ;!B, de 8B de
,arço de 8<<;, além das características do
processo de traDalho das
equipes de 'tenção R2sica ficou definido as
características do processo de traDalho da &aúde
da [amília#
$% manter atualiKado o cadastramento das
famílias e dos indivíduos e utiliKar, de forma
sistem2tica, os dados
para a an2lise da situação de saúde
considerando as características sociais,
econômicas, culturais, demo3r2ficas e
epidemiol3icas do territrio;
8% definição precisa do territrio de atuação,
mapeamento e reconhecimento da 2rea adstrita,
que compreenda o
se3mento populacional determinado, com
atualiKação contínua;
>% dia3nstico, pro3ramação e implementação
das atividades se3undo critérios de risco M
saúde, prioriKando
solução dos proDlemas de saúde mais
freqXentes;
!% pr2tica do cuidado familiar ampliado,
efetivada por meio do conhecimento da
estrutura e da funcionalidade
das famílias que visa propor intervenções que
influenciem os processos de saúde doença dos
indivíduos, das
famílias e da prpria comunidade;
7% traDalho interdisciplinar e em equipe,
inte3rando 2reas técnicas e profissionais de
diferentes formações;
;% promoção e desenvolvimento de ações
intersetoriais, Duscando parcerias e inte3rando
projetos sociais e
setores afins, voltados para a promoção da
saúde, de acordo com prioridades e soD a
coordenação da 3estão
municipal;
W% valoriKação dos diversos saDeres e pr2ticas na
perspectiva de uma aDorda3em inte3ral e
resolutiva,
possiDilitando a criação de vínculos de confiança
com ética, compromisso e respeito;
B% promoção e estímulo M participação da
comunidade no controle social, no planejamento,
na eGecução e na
avaliação das ações; e
6% acompanhamento e avaliação sistematica das
ações implementadas, visando M readequação
do processo de
traDalho%
&istemas de )nformação em &aúde
&istema de )nformação 'mDulatorial 1 &)'
Descrição
.ontém informações que a3iliKam os
procedimentos de pa3amento dos serviços
produKidos e permitem analisar o
perfil da oferta de serviços amDulatoriais,
através do acompanhamento das pro3ramações
físicas e orçament2rias;
acompanhamento das ações de saúde
produKidas
4instrumentos analíticos de controle e avaliaçãoC
&istema de )nformação 0ospitalares 1 &)0
- &)01&U& contém informações que viaDiliKam
efetuar o pa3amento dos serviços hospitalares
prestados pelo &U&,
através da captação de dados em disquete das
'utoriKações de )nternação 0ospitalar 1 ')0 1
relativas a mais de
$%><<%<<< internaçõesNm"s%
&endo o sistema que processa as ')0s, dispõe de
informações soDre recursos destinados a cada
hospital que
inte3ra a rede do &U&, as principais causas de
internações no Rrasil, a relação dos
procedimentos mais freqXentes
realiKados mensalmente em cada hospital,
município e estado, a quantidade de leitos
eGistentes para cada
especialidade e o tempo médio de perman"ncia
do paciente no hospital%
&uas informações facilitam as atividades de
.ontrole e 'valiação e Ai3ilTncia 9pidemiol3ica
em TmDito nacional
e estão disponíveis para consulta, através de
produtos desenvolvidos pelo D'*'&U&, 3erados
a partir do
processamento da ')0# o RD')0, o A'?')0, o .D1
+-,, o ,&1RR&, através das taDulações
disDoniDiliKadas via
)nternet, Dem como o &:(*9&9%
&istema de )nformação da 'tenção R2sica 1 &)'R
- &istema de )nformação da 'tenção R2sica
4&)'RC foi criado em $66B pelo Departamento de
)nformação e
)nform2tica do &U& 4D'*'&U&C, em conjunto com
a .oordenação de &aúde da
.omunidadeN&ecretaria de
'ssist"ncia M &aúde
4.-&'.N&'&C, para auGiliar o acompanhamento e
avaliação das atividades realiKadas pelos
a3entes comunit2rios
de saúde 4'.&C, a3re3ando e processando os
dados advindos das visitas domiciliares, Dem
como, do atendimento
médico e de enferma3em realiKado na unidade
de saúde e nos domicílios%
@ composto por um pro3rama de computa dor
4softJareC e por al3umas fichas 4', R, ., DC e
relatrios 4&&'18,
&&'1!, /,'18, /,'1! e '$ ao '!C% ' ficha '
representa a ficha de cadastro familiar e,
portanto, contém dados
D2sicos de
características scio1econômicas, de saúde
4morDidade referidaC e moradia das famílias e
seus indivíduos% 's
fichas R são utiliKadas pelos '.& para o
acompanhamento domiciliar de 3rupos
priorit2rios, como# hipertensos,
diaDéticos, 3estantes, hansenianos e
tuDerculosos% ' ficha . presta1se ao
acompanhamento das condições de
saúde e se3uimento médico de crianças
menores de dois anos, sendo o prprio .artão da
.riança fornecido pelo
,inistério da &aúde% ' ficha D é utiliKada por
toda a equipe do /ro3rama &aúde da [amília
4/&[C para o re3istro
das atividades di2rias 4consultas médicas e de
enferma3em, solicitação de eGames
complementares,
encaminhamentosC, Dem como para a
notificação de al3umas doenças 4por eGemplo#
pneumonia em menores de
cinco anosC% I2 os relatrios representam um
consolidado dos dados presentes nas fichas de
cadastro e
acompanhamento# 4$C &&'8 = consolida1 do dos
dados das fichas ', R, . e D; 48C &&'! =
consolidado dos dados
contidos nos relatrios &&'8 de um município;
4>C /,'8 = consolidado das fichas D; 4!C /,'! =
consolidado dos
relatrios /,'8 do município; 47C relatrios '$
ao '! = consolidado dos dados presentes nas
diversas fichas '%
-s números $, 8, > e ! referem1se aos níveis de
a3re3ação correspondente# $ = micro12rea, 8 =
2rea, > =
se3uimento e ! = município%
\uanto ao softJare &)'R, o mesmo utiliKa tr"s
formul2rios de entrada dos dados# um para o
cadastramento
familiar, um para as informações de saúde e
outro para as informações de produção e
marcadores para avaliação%
Diferentemente de outros sistemas de
informação em saúde, o &)'R caracteriKa1se por
ser um &)& territorialiKado,
ou seja, fornece in1dicadores populacionais
4morDidade, mortalidade e de serviçosC de uma
determinada 2rea de
aDran3"ncia% /ropõe, com isso, que se conheçam
as condições de saúde dessa população adscrita,
Dem como os
fatores determinantes do processo saúde1
doença% +epresenta, então, potencialmente, uma
fonte de dados de
3rande valor para a realiKação do dia3nstico de
saúde de determinada 2rea de aDran3"ncia,
norteando o
planejamento e avaliação de ações
em saúde%
&istema de )nformações soDre ,ortalidade 1 &),
- &istema de )nformações soDre ,ortalidade
4&),C foi criado pelo ,inistério da &aúde em
$6W7 para a oDtenção
re3ular de dados soDre mortalidade no /aís% '
partir da criação do &), foi possível a captação
de dados soDre
mortalidade, de forma aDran3ente e confi2vel,
para suDsidiar as diversas esferas de 3estão na
saúde púDlica% .om
Dase nessas informações é possível realiKar
an2lises de situação, planejamento e avaliação
das ações e pro3ramas
na 2rea%
- &), proporciona a produção de estatísticas de
mortalidade e a construção dos principais
indicadores de saúde%
' an2lise dessas informações permite estudos
não apenas do ponto de vista estatístico e
epidemiol3ico, mas
tamDém scio1demo3r2fico%
Declaração de fDito 4D-C
/reenchimento das Declarações de fDito 1 D-
[luGo dos documentos
&istema de )nformações soDre (ascidos Aivos 1
&)('&.
Descrição
.ontém informações soDre as características dos
nascidos vivos, das mães, da 3estação e do
parto%
'cesso Ms informações
internet#
0ome1pa3e D'*'&U&# JJJ%datasus%3ov%Dr
&istema de )nformações de '3ravos (otific2veis 1
&)('(
Descrição
Aisa o controle de al3umas doenças e a3ravos
de notificação compulsria com Dase em
informações soDre o
número de casos se3undo semanas
epidemiol3icas%
&istema de )nformações soDre o /ro3rama
(acional de )muniKação 1 &)/()
- &)/() é um conjunto de ferramentas
desenvolvidas pelo D'*'&U&, soD a orientação
do /(), para permitir que
os 3estores de imuniKação façam o
acompanhamento das ações de realiKadas no
TmDito local e em todo país%
- fato de as ferramentas do &)/() requererem
senha para descompactação se d2 por estraté3ia
da .oordenação
Heral do /(), uma veK que, s assim, ela pode
3arantir que todas as instTncias que utiliKam tais
ferramentas
estejam traDalhando com as mesmas versões
homolo3adas% 9ssa decisão foi tomada, no
passado, considerando a
manifestação de interessados de todas as
instTncias# estado N re3ional N município N distrito%
&)&/+91('*'?
- &is/re(atal é um softJare desenvolvido pelo
Datasus, com a finalidade de permitir o
acompanhamento
adequado das 3estantes inseridas no /ro3rama
de 0umaniKação no /ré1(atal e (ascimento
4/0/(C, do &istema
Enico de &aúde%
(o &is/re(atal est2 definido o elenco mínimo de
procedimentos para uma assist"ncia pré1natal
adequada%
/ermite o acompanhamento das 3estantes,
desde o início da 3ravideK até a consulta de
puerpério%
&istema de .adastramento e 'companhamento
de 0ipertensos e DiaDéticos 1 0)/9+D)'
- ,inistério da &aúde, com o propsito de
reduKir a morDimortalidade associada a essas
doenças, assumiu o
compromisso de eGecutar ações em parceria
com estados, municípios e &ociedade Rrasileiras
de .ardiolo3ia,
hipertensão, (efrolo3ia e DiaDetes, [ederações
(acionais de /ortadores de hipertensão arterial e
DiaDetes, .onass
e .onasems para apoiar a reor3aniKação da rede
de saúde, com melhoria da atenção aos
portadores dessas
patolo3ias através do /lano de +eor3aniKação da
'tenção M 0ipertensão 'rterial e ao DiaDetes
,ellitus%
(esta perspectiva, muitas ações estão sendo
desenvolvidas no país% Uma delas é a
disponiDiliKação para estados e
municípios de um sistema informatiKado que
permite o cadastramento de portadores, o seu
acompanhamento, a
3arantia do receDimento dos medicamentos
prescritos, ao mesmo tempo que, a médio praKo,
poder2 ser definido
o perfil epidemiol3ico desta população, e o
conseqXente desencadeamento de estraté3ias
de saúde púDlica que
levarão M modificação do quadro atual, a
melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e
a redução do custo social%
- sistema informatiKado permite cadastrar e
acompanhar os portadores de hipertensão
arterial eNou diaDetes
mellitus, captados no /lano (acional de
+eor3aniKação da 'tenção M hipertensão arterial
e ao DiaDetes ,ellitus,
em todas as unidades amDulatoriais do &istema
Enico de &aúde, 3erando informações para os
3erentes locais,
3estores das secretarias municipais, estaduais e
,inistério da &aúde%
- &istema de cadastramento e
acompanhamento dos portadores, &istema
0iperDia, é uma ferramenta útil para
profissionais da rede D2sica e para 3estores do
&U& no enfrentamento destas doenças%
&istema de )nformação do .ancer da ,ulher 1
&)&.',
-s elevados índices de incid"ncia e mortalidade
por cTncer do colo do útero no Rrasil justificam a
implementação
de ações nacionais voltadas para a prevenção e
o controle do cTncer 4promoção, prevenção,
dia3nstico,
tratamento, reaDilitação e cuidados paliativosC,
tendo como Dase as diretriKes da /olítica
(acional de 'tenção
-ncol3ica 4H, 8!>6N<7C%
@ fato Dem conhecido que a mortalidade por
cTncer do colo do útero é evit2vel, uma veK que
as ações para seu
controle contam com tecnolo3ias para o
dia3nstico e tratamento de lesões precursoras,
permitindo a cura em
aproGimadamente $<<d dos casos
dia3nosticados na fase inicial%
(o Rrasil, o ,inistério da &aúde com o oDjetivo
de implementar ações de controle para o cTncer
de colo do
útero, desenvolveu em $66W um projeto piloto
em seis localidades 4.uritiDa, Rrasília, +ecife, +io
de Ianeiro,
RelémC e no 9stado de &er3ipe em janeiro de
$66B% 9m $66B, com a introdução do &istema de
)nformações de
.ontrole do .Tncer do .olo do Etero 4&)&.-?-C
este projeto foi intensificado e em $666N8<<<
foram criadas
coordenações estaduais do /ro3rama Aiva
,ulher, que neste início prioriKava o cTncer de
colo do útero em
relação aos outros tipos de cTncer%
[eK parte dessa procura a implementação de
estraté3ias importantes, tais como a
padroniKação de procedimentos
e de condutas que 3arantam a qualidade dos
processos técnicos e operacionais para o
controle do cTncer%
Um dos principais instrumentos que auGiliam a
consolidação das ações de um pro3rama de
controle de cTncer é a
utiliKação de um sistema informatiKado para
3erenciamento das informações oriundas das
unidades de saúde, o
qual deve ser atualiKado constantemente% 'ssim
para atender ao aprimoramento do &istema de
)nformação do
.Tncer do .olo do Etero 4&)&.-?-C, tanto na sua
vertente tecnol3ica como em decorr"ncia da
implantação da
Y(omenclatura Rrasileira para ?audos
.itopatol3icos .ervicais e .ondutas
/reconiKadasZ, o Departamento de
)nform2tica do &U& 1 D'*'&U&, em parceria com
o )(.', desenvolveu a nova versão do &)&.-?-
4!%8C%
% pacto pela Saúde
&%'(!')! *+ ,--./0 1E 22 1E 3E4E'E)'%
1E 2556
Divul3a o /acto pela &aúde 8<<; = .onsolidação
do &U& e aprova as DiretriKes -peracionais do
+eferido /acto%
- ,)()&*+- D9 9&*'D- D' &'ED9, )(*9+)(-,
no uso de suas atriDuições, e
.onsiderando o disposto no art% $6B da
.onstituição [ederal de $6BB, que estaDelece as
ações e serviços púDlicos
que inte3ram uma rede re3ionaliKada e
hierarquiKada e constituem o &istema Enico de
&aúde 1 &U&;
.onsiderando o art% Wc da ?ei nc B<B<N6< dos
princípios e diretriKes do &U& de universalidade
do acesso,
inte3ralidade da atenção e descentraliKação
político1administrativa com direção única em
cada esfera de 3overno;
.onsiderando a necessidade de qualificar e
implementar o processo de descentraliKação,
or3aniKação e 3estão do
&U& M luK da evolução do processo de pactuação
inter3estores;
.onsiderando a necessidade do aprimoramento
do processo de pactuação inter3estores
oDjetivando a qualificação,
o aperfeiçoamento e a definição das
responsaDilidades sanit2rias e de 3estão entre os
entes federados no TmDito do
&U&;
.onsiderando a necessidade de definição de
compromisso entre os 3estores do &U& em torno
de prioridades que
apresentem impacto soDre a situação de saúde
da população Drasileira;
.onsiderando o compromisso com a
consolidação e o avanço do processo de +eforma
&anit2ria Rrasileira,
eGplicitada na defesa dos princípios do &U&;
.onsiderando a aprovação das DiretriKes
-peracionais do /acto pela &aúde em 8<<; =
.onsolidação do &U& na
reunião da .omissão )nter3estores *ripartite
realiKada no dia 8; de janeiro de 8<<;; e
.onsiderando a aprovação das DiretriKes
-peracionais do /acto pela &aúde em 8<<; =
.onsolidação do &U&, na
reunião do .onselho (acional de &aúde realiKada
no dia 6 de fevereiro de 8<<;,
+ 9 & - ? A 9#
'rt% $c Dar divul3ação ao /acto pela &aúde 8<<;
= .onsolidação do &U&, na forma do 'neGo ) a
esta portaria%
'rt 8c 'provar as DiretriKes -peracionais do
/acto pela &aúde em 8<<; = .onsolidação do
&U& com seus tr"s
componentes# /actos /ela Aida, em Defesa do
&U& e de Hestão, na forma do 'neGo )) a esta
/ortaria%
'rt% >c [icam mantidas, até a assinatura do
*ermo de .ompromisso de Hestão constante nas
DiretriKes
-peracionais do /acto pela &aúde 8<<;, as
mesmas prerro3ativas e responsaDilidades dos
municípios e estados que
estão haDilitados em Hestão /lena do &istema,
conforme estaDelecido na (orma -peracional
R2sica 1 (-R &U&
<$N6; e na (orma -peracional da 'ssist"ncia M
&aúde 1 (-'& &U& 8<<8%
'rt% !c 9sta /ortaria entra em vi3or na data de
sua puDlicação%
I-&@ 'H9(-+ L?A'+9& D' &)?A'
'neGo )
/'.*- /9?' &'ED9 8<<;
.onsolidação do &U&
- &istema Enico de &aúde 1 &U& é uma política
púDlica que acaDa de completar uma década e
meia de eGist"ncia%
(esses poucos anos, foi construído no Rrasil, um
slido sistema de saúde que presta Dons
serviços M população
Drasileira%
- &U& tem uma rede de mais de ;> mil unidades
amDulatoriais e de cerca de ; mil unidades
hospitalares, com
mais de !!< mil leitos% &ua produção anual é
aproGimadamente de $8 milhões de internações
hospitalares; $
Dilhão de procedimentos de atenção prim2ria M
saúde; $7< milhões de consultas médicas; 8
milhões de partos; ><<
milhões de eGames laDoratoriais; $>8 milhões de
atendimentos de alta compleGidade e $! mil
transplantes de
r3ãos% 'lém de ser o se3undo país do mundo
em número de transplantes, o Rrasil é
reconhecido
internacionalmente pelo seu pro3resso no
atendimento universal Ms Doenças &eGualmente
*ransmissíveisN')D&,
na implementação do /ro3rama (acional de
)muniKação e no atendimento relativo M 'tenção
R2sica% - &U& é
avaliado positivamente pelos que o utiliKam
rotineiramente e est2 presente em todo territrio
nacional%
'o lon3o de sua histria houve muitos avanços e
tamDém desafios permanentes a superar% )sso
tem eGi3ido, dos
3estores do &U&, um movimento constante de
mudanças, pela via das reformas incrementais%
.ontudo, esse
modelo parece ter se es3otado, de um lado, pela
dificuldade de imporem1se normas 3erais a um
país tão 3rande e
desi3ual; de outro, pela sua fiGação em
conteúdos normativos de car2ter técnico1
processual, tratados, em 3eral,
com detalhamento eGcessivo e enorme
compleGidade%
(a perspectiva de superar as dificuldades
apontadas, os 3estores do &U& assumem o
compromisso púDlico da
construção do /'.*- /9?' &'ED9 8<<;, que
ser2 anualmente revisado, com Dase nos
princípios
constitucionais do &U&, "nfase nas necessidades
de saúde da população e que implicar2 o
eGercício simultTneo de
definição de prioridades articuladas e inte3radas
nos tr"s componentes# /acto pela Aida, /acto em
Defesa do &U&
e /acto de Hestão do &U&%
9stas prioridades são eGpressas em oDjetivos e
metas no *ermo de .ompromisso de Hestão e
estão detalhadas no
documento DiretriKes -peracionais do /acto pela
&aúde 8<<;
) = - /'.*- /9?' A)D'#
- /acto pela Aida est2 constituído por um
conjunto de compromissos sanit2rios, eGpressos
em oDjetivos de
processos e resultados e derivados da an2lise da
situação de saúde do /aís e das prioridades
definidas pelos
3overnos federal, estaduais e municipais%
&i3nifica uma ação priorit2ria no campo da
saúde que dever2 ser eGecutada com foco em
resultados e com a
eGplicitação inequívoca dos compromissos
orçament2rios e financeiros para o alcance
desses resultados%
's prioridades do /'.*- /9?' A)D' e seus
oDjetivos para 8<<; são#
&'ED9 D- )D-&-#
)mplantar a /olítica (acional de &aúde da /essoa
)dosa, Duscando a atenção inte3ral%
.j(.9+ D9 .-?- D9 E*9+- 9 D9 ,','#
.ontriDuir para a redução da mortalidade por
cTncer de colo do útero e de mama%
,-+*'?)D'D9 )(['(*)? 9 ,'*9+('#
+eduKir a mortalidade materna, infantil neonatal,
infantil por doença diarréica e por pneumonias%
D-9(]'& 9,9+H9(*9& 9 9(D9,)'&, .-,
`(['&9 (' D9(HU9, 0'(&9(:'&9,
*UR9+.U?-&9,
,'?L+)' 9 )([?U9(k'
[ortalecer a capacidade de resposta do sistema
de saúde Ms doenças emer3entes e endemias%
/+-,-]^- D' &'ED9#
9laDorar e implantar a /olítica (acional de
/romoção da &aúde, com "nfase na adoção de
h2Ditos saud2veis por
parte da população Drasileira, de forma a
internaliKar a responsaDilidade individual da
pr2tica de atividade física
re3ula,r alimentação saud2vel e comDate ao
taDa3ismo%
'*9(]^- RL&).' _ &'ED9
.onsolidar e qualificar a estraté3ia da &aúde da
[amília como modelo de atenção D2sica M saúde
e como centro
ordenador das redes de atenção M saúde do &U&%
)) = - /'.*- 9, D9[9&' D- &U&#
- /acto em Defesa do &U& envolve ações
concretas e articuladas pelas tr"s instTncias
federativas no sentido de
reforçar o &U& como política de 9stado mais do
que política de 3overnos; e de defender,
vi3orosamente, os
princípios Dasilares dessa política púDlica,
inscritos na .onstituição [ederal%
' concretiKação desse /acto passa por um
movimento de repolitiKação da saúde, com uma
clara estraté3ia de
moDiliKação social envolvendo o conjunto da
sociedade Drasileira, eGtrapolando os limites do
setor e vinculada ao
processo de instituição da saúde como direito de
cidadania, tendo o financiamento púDlico da
saúde como um dos
pontos centrais%
's prioridades do /acto em Defesa do &U& são#
),/?9,9(*'+ U, /+-I9*- /9+,'(9(*9 D9
,-R)?)k']^- &-.)'? .-, ' [)('?)D'D9 D9#
,ostrar a saúde como direito de cidadania e o
&U& como sistema púDlico universal 3arantidor
desses direitos;
'lcançar, no curto praKo, a re3ulamentação da
9menda .onstitucional nc 86, pelo .on3resso
(acional;
Harantir, no lon3o praKo, o incremento dos
recursos orçament2rios e financeiros para a
saúde%
'provar o orçamento do &U&, composto pelos
orçamentos das tr"s esferas de 3estão,
eGplicitando o compromisso
de cada uma delas%
9?'R-+'+ 9 D)AU?H'+ ' .'+*' D-& D)+9)*-&
D-& U&UL+)-& D- &U&
))) = - /'.*- D9 H9&*^- D- &U&
- /acto de Hestão estaDelece as
responsaDilidades claras de cada ente federado
de forma a diminuir as
compet"ncias concorrentes e a tornar mais claro
quem deve faKer o qu", contriDuindo, assim,
para o
fortalecimento da 3estão compartilhada e
solid2ria do &U&%
9sse /acto parte de uma constatação
indiscutível# o Rrasil é um país continental e com
muitas diferenças e
iniqXidades re3ionais% ,ais do que definir
diretriKes nacionais é necess2rio avançar na
re3ionaliKação e
descentraliKação do &U&, a partir de uma
unidade de princípios e uma diversidade
operativa que respeite as
sin3ularidades re3ionais%
9sse /acto radicaliKa a descentraliKação de
atriDuições do ,inistério da &aúde para os
estados, e para os
municípios, promovendo um choque de
descentraliKação, acompanhado da
desDurocratiKação dos processos
normativos% +eforça a territorialiKação da saúde
como Dase para or3aniKação dos sistemas,
estruturando as re3iões
sanit2rias e instituindo cole3iados de 3estão
re3ional%
+eitera a importTncia da participação e do
controle social com o compromisso de apoio M
sua qualificação%
9Gplicita as diretriKes para o sistema de
financiamento púDlico tripartite# Dusca critérios
de alocação eqXitativa
dos recursos; reforça os mecanismos de
transfer"ncia fundo a fundo entre 3estores;
inte3ra em 3randes Dlocos o
financiamento federal e estaDelece relações
contratuais entre os entes federativos%
's prioridades do /acto de Hestão são#
D9[)()+ D9 [-+,' )(9\U:A-.' '
+9&/-(&'R)?)D'D9 &'()*L+)' D9 .'D'
)(&*j(.)' H9&*-+'
D- &U&# federal, estadual e municipal,
superando o atual processo de haDilitação%
9&*'R9?9.9+ '& D)+9*+)k9& /'+' ' H9&*^-
D- &U&, com "nfase na DescentraliKação;
+e3ionaliKação;
[inanciamento; /ro3ramação /actuada e
)nte3rada; +e3ulação; /articipação e .ontrole
&ocial; /lanejamento;
Hestão do *raDalho e 9ducação na &aúde%
9ste /'.*- /9?' &'ED9 8<<; aprovado pelos
3estores do &U& na reunião da .omissão
)nter3estores *ripartite
do dia 8; de janeiro de 8<<;, é aDaiGo assinado
pelo ,inistro da &aúde, o /residente do .onselho
(acional de
&ecret2rios de &aúde 1 .-('&& e o /residente
do .onselho (acional de &ecret2rios ,unicipais
de &aúde 1
.-('&9,& e ser2 operacionaliKado por meio do
documento de DiretriKes -peracionais do /acto
pela &aúde
8<<;%
,inistério da &aúde
.onselho (acional de &ecret2rios de &aúde
.-('&&
.onselho (acional de &ecret2rios ,unicipais de
&aúde
.-('&9,&
'neGo ))
D)+9*+)k9& -/9+'.)-(')& D- /'.*- /9?'
&'ED9 9, 8<<; = .-(&-?)D']^- D- &U&
*ranscorridas quase duas décadas do processo
de institucionaliKação do &istema Enico de
&aúde, a sua
implantação e implementação evoluíram muito,
especialmente em relação aos processos de
descentraliKação e
municipaliKação das ações e serviços de saúde%
- processo de descentraliKação ampliou o
contato do &istema com
a realidade social, política e administrativa do
país e com suas especificidades re3ionais,
tornando1se mais
compleGo e colocando os 3estores a frente de
desafios que Dusquem superar a fra3mentação
das políticas e
pro3ramas de saúde através da or3aniKação de
uma rede re3ionaliKada e hierarquiKada de ações
e serviços e da
qualificação da 3estão%
[rente a esta necessidade, o ,inistério da
&aúde, o .onselho (acional de &ecret2rios de
&aúde 1 .-('&& e o
.onselho (acional de &ecret2rios ,unicipais de
&aúde 1 .-('&9,&, pactuaram
responsaDilidades entre os tr"s
3estores do &U&, no campo da 3estão do
&istema e da atenção M saúde% - documento a
se3uir contempla o pacto
firmado entre os tr"s 3estores do &U& a partir de
uma unidade de princípios que, 3uardando
coer"ncia com a
diversidade operativa, respeita as diferenças
loco1re3ionais, a3re3a os pactos anteriormente
eGistentes, reforça a
or3aniKação das re3iões sanit2rias instituindo
mecanismos de co13estão e planejamento
re3ional, fortalece os
espaços e mecanismos de controle social,
qualifica o acesso da população a atenção
inte3ral M saúde, redefine os
instrumentos de re3ulação, pro3ramação e
avaliação, valoriKa a macro função de
cooperação técnica entre os
3estores e propõe um financiamento tripartite
que estimula critérios de equidade nas
transfer"ncias fundo a
fundo%
' implantação desse /acto, nas suas tr"s
dimensões 1 /acto pela Aida, /acto de Hestão e
/acto em Defesa do &U&
1 possiDilita a efetivação de acordos entre as tr"s
esferas de 3estão do &U& para a reforma de
aspectos
institucionais vi3entes, promovendo inovações
nos processos e instrumentos de 3estão que
visam alcançar maior
efetividade, efici"ncia e qualidade de suas
respostas e ao mesmo tempo, redefine
responsaDilidades coletivas por
resultados sanit2rios em função das
necessidades de saúde da população e na Dusca
da equidade social%
) = /'.*- /9?' A)D'
- /acto pela Aida é o compromisso entre os
3estores do &U& em torno de prioridades que
apresentam impacto
soDre a situação de saúde da população
Drasileira%
' definição de prioridades deve ser estaDelecida
através de metas nacionais, estaduais, re3ionais
ou municipais%
/rioridades estaduais ou re3ionais podem ser
a3re3adas Ms prioridades nacionais, conforme
pactuação local%
-s estadosNre3iãoNmunicípio devem pactuar as
ações necess2rias para o alcance das metas e
dos oDjetivos
propostos%
&ão seis as prioridades pactuadas#
&aúde do idoso;
.ontrole do cTncer de colo de útero e de mama;
+edução da mortalidade infantil e materna;
[ortalecimento da capacidade de respostas Ms
doenças emer3entes e endemias, com "nfase na
den3ue,
hanseníase, tuDerculose, mal2ria e influenKa;
/romoção da &aúde;
[ortalecimento da 'tenção R2sica%
' = &'ED9 D- )D-&-
/ara efeitos desse /acto ser2 considerada idosa
a pessoa com ;< anos ou mais%
$ 1 - traDalho nesta 2rea deve se3uir as
se3uintes diretriKes#
/romoção do envelhecimento ativo e saud2vel;
'tenção inte3ral e inte3rada M saúde da pessoa
idosa;
9stímulo Ms ações intersetoriais, visando M
inte3ralidade da atenção;
' implantação de serviços de atenção domiciliar;
- acolhimento preferencial em unidades de
saúde, respeitado o critério de risco;
/rovimento de recursos capaKes de asse3urar
qualidade da atenção M saúde da pessoa idosa;
[ortalecimento da participação social;
[ormação e educação permanente dos
profissionais de saúde do &U& na 2rea de saúde
da pessoa idosa;
Divul3ação e informação soDre a /olítica
(acional de &aúde da /essoa )dosa para
profissionais de saúde, 3estores
e usu2rios do &U&;
/romoção de cooperação nacional e
internacional das eGperi"ncias na atenção M
saúde da pessoa idosa;
'poio ao desenvolvimento de estudos e
pesquisas%
8 1 'ções estraté3icas#
.aderneta de &aúde da /essoa )dosa 1
)nstrumento de cidadania com informações
relevantes soDre a saúde da
pessoa idosa, possiDilitando um melhor
acompanhamento por parte dos profissionais de
saúde%
,anual de 'tenção R2sica e &aúde para a
/essoa )dosa 1 /ara indução de ações de saúde,
tendo por refer"ncia as
diretriKes contidas na /olítica (acional de &aúde
da /essoa )dosa%
/ro3rama de 9ducação /ermanente M DistTncia 1
)mplementar pro3rama de educação permanente
na 2rea do
envelhecimento e saúde do idoso, voltado para
profissionais que traDalham na rede de atenção
D2sica em saúde,
contemplando os conteúdos específicos das
repercussões do processo de envelhecimento
populacional para a
saúde individual e para a 3estão dos serviços de
saúde%
'colhimento 1 +eor3aniKar o processo de
acolhimento M pessoa idosa nas unidades de
saúde, como uma das
estraté3ias de enfrentamento das dificuldades
atuais de acesso%
'ssist"ncia [armac"utica 1 Desenvolver ações
que visem qualificar a dispensação e o acesso da
população idosa%
'tenção Diferenciada na )nternação 1 )nstituir
avaliação 3eri2trica 3loDal realiKada por equipe
multidisciplinar, a
toda pessoa idosa internada em hospital que
tenha aderido ao /ro3rama de 'tenção
Domiciliar%
'tenção domiciliar = )nstituir esta modalidade de
prestação de serviços ao idoso, valoriKando o
efeito favor2vel
do amDiente familiar no processo de
recuperação de pacientes e os Denefícios
adicionais para o cidadão e o
sistema de saúde%
R= .-(*+-?9 D- .j(.9+ D9 .-?- D9 E*9+- 9
D9 ,','#
$ 1 -Djetivos e metas para o .ontrole do .Tncer
de .olo de Etero#
.oDertura de B<d para o eGame preventivo do
cTncer do colo de útero, conforme protocolo, em
8<<;%
)ncentivo da realiKação da cirur3ia de alta
freqX"ncia técnica que utiliKa um instrumental
especial para a retirada
de lesões ou parte do colo uterino
comprometidas 4com lesões intra1epiteliais de
alto 3rauC com menor dano
possível, que pode ser realiKada em amDulatrio,
com pa3amento diferenciado, em 8<<;%
8 = ,etas para o .ontrole do .Tncer de mama#
'mpliar para ;<d a coDertura de mamo3rafia,
conforme protocolo%
+ealiKar a punção em $<<d dos casos
necess2rios, conforme protocolo%
. = +9DU]^- D' ,-+*'?)D'D9 ,'*9+(' 9
)(['(*)?#
$ 1 -Djetivos e metas para a redução da
mortalidade infantil
+eduKir a mortalidade neonatal em 7d, em
8<<;%
+eduKir em 7<d os Ditos por doença diarréica e
8<d por pneumonia, em 8<<;%
'poiar a elaDoração de propostas de intervenção
para a qualificação da atenção as doenças
prevalentes%
.riação de comit"s de vi3ilTncia do Dito em
B<d dos municípios com população acima de
B<%<<< haDitantes, em
8<<;%
8 1 -Djetivos e metas para a redução da
mortalidade materna
+eduKir em 7d a raKão de mortalidade materna,
em 8<<;%
Harantir insumos e medicamentos para
tratamento das síndromes hipertensivas no
parto%
\ualificar os pontos de distriDuição de san3ue
para que atendam as necessidades das
maternidades e outros locais
de parto%
D = [-+*'?9.),9(*- D' .'/'.)D'D9 D9
+9&/-&*'& _& D-9(]'& 9,9+H9(*9& 9
9(D9,)'&,
.-, `(['&9 (' D9(HU9, 0'(&9()'&9,
*UR9+.U?-&9, ,'?'+)' 9 )([?U9(k'%
-Djetivos e metas para o .ontrole da Den3ue
/lano de .ontin3"ncia para atenção aos
pacientes, elaDorado e implantado nos
municípios priorit2rios, em 8<<;;
+eduKir a menos de $d a infestação predial por
'edes ae3lpti em ><d dos municípios
priorit2rios ate 8<<;;
8 1 ,eta para a 9liminação da 0anseníase#
'tin3ir o patamar de eliminação enquanto
proDlema de saúde púDlica, ou seja, menos de $
caso por $<%<<<
haDitantes em todos os municípios priorit2rios,
em 8<<;%
> 1 ,etas para o .ontrole da *uDerculose#
'tin3ir pelo menos B7d de cura de casos novos
de tuDerculose Dacilífera dia3nosticados a cada
ano;
!1 ,eta para o .ontrole da ,al2ria
+eduKir em $7d a )ncid"ncia /arasit2ria 'nual,
na re3ião da 'maKônia ?e3al, em 8<<;;
7 = -Djetivo para o controle da )nfluenKa
)mplantar plano de contin3"ncia, unidades
sentinelas e o sistema de informação 1 &)A9/1
H+)/9, em 8<<;%
9 = /+-,-]^- D' &'ED9
$ 1 -Djetivos#
9laDorar e implementar uma /olítica de
/romoção da &aúde, de responsaDilidade dos
tr"s 3estores;
9nfatiKar a mudança de comportamento da
população Drasileira de forma a internaliKar a
responsaDilidade
individual da pr2tica de atividade física re3ular,
alimentação adequada e saud2vel e comDate ao
taDa3ismo;
'rticular e promover os diversos pro3ramas de
promoção de atividade física j2 eGistentes e
apoiar a criação de
outros;
/romover medidas concretas pelo h2Dito da
alimentação saud2vel;
9laDorar e pactuar a /olítica (acional de
/romoção da &aúde que contemple as
especificidades prprias dos
estados e municípios devendo iniciar sua
implementação em 8<<;;
[ = [-+*'?9.),9(*- D' '*9(]^- RL&).'
$ 1 -Djetivos
'ssumir a estraté3ia de saúde da família como
estraté3ia priorit2ria para o fortalecimento da
atenção D2sica,
devendo seu desenvolvimento considerar as
diferenças loco1re3ionais%
Desenvolver ações de qualificação dos
profissionais da atenção D2sica por meio de
estraté3ias de educação
permanente e de oferta de cursos de
especialiKação e resid"ncia multiprofissional e
em medicina da família%
.onsolidar e qualificar a estraté3ia de saúde da
família nos pequenos e médios municípios%
'mpliar e qualificar a estraté3ia de saúde da
família nos 3randes centros urDanos%
Harantir a infra1estrutura necess2ria ao
funcionamento das Unidades R2sicas de &aúde,
dotando1as de recursos
materiais, equipamentos e insumos suficientes
para o conjunto de ações propostas para esses
serviços%
Harantir o financiamento da 'tenção R2sica
como responsaDilidade das tr"s esferas de
3estão do &U&%
'primorar a inserção dos profissionais da
'tenção R2sica nas redes locais de saúde, por
meio de vínculos de
traDalho que favoreçam o provimento e fiGação
dos profissionais%
)mplantar o processo de monitoramento e
avaliação da 'tenção R2sica nas tr"s esferas de
3overno, com vistas M
qualificação da 3estão descentraliKada%
'poiar diferentes modos de or3aniKação e
fortalecimento da 'tenção R2sica que considere
os princípios da
estraté3ia de &aúde da [amília, respeitando as
especificidades loco1re3ionais%
)) 1 /'.*- 9, D9[9&' D- &U&
' = D)+9*+)k9&
- traDalho dos 3estores das tr"s esferas de
3overno e dos outros atores envolvidos dentro
deste /acto deve
considerar as se3uintes diretriKes#
9Gpressar os compromissos entre os 3estores do
&U& com a consolidação da +eforma &anit2ria
Rrasileira,
eGplicitada na defesa dos princípios do &istema
Enico de &aúde estaDelecidos na .onstituição
[ederal%
Desenvolver e articular ações, no seu TmDito de
compet"ncia e em conjunto com os demais
3estores, que visem
qualificar e asse3urar o &istema Enico de &aúde
como política púDlica%
8 1 - /acto em Defesa do &U& deve se firmar
através de iniciativas que Dusquem#
' repolitiKação da saúde, como um movimento
que retoma a +eforma &anit2ria Rrasileira
aproGimando1a dos
desafios atuais do &U&;
' /romoção da .idadania como estraté3ia de
moDiliKação social tendo a questão da saúde
como um direito;
' 3arantia de financiamento de acordo com as
necessidades do &istema;
> = 'ções do /acto em Defesa do &U&#
's ações do /acto em Defesa do &U& devem
contemplar#
'rticulação e apoio M moDiliKação social pela
promoção e desenvolvimento da cidadania,
tendo a questão da saúde
como um direito;
9staDelecimento de di2lo3o com a sociedade,
além dos limites institucionais do &U&;
'mpliação e fortalecimento das relações com os
movimentos sociais, em especial os que lutam
pelos direitos da
saúde e cidadania;
9laDoração e puDlicação da .arta dos Direitos
dos Usu2rios do &U&;
+e3ulamentação da 9. nc 86 pelo .on3resso
(acional, com aprovação do /? nc <$N<>, j2
aprovado e aprimorado
em tr"s comissões da .Tmara dos Deputados;
'provação do orçamento do &U&, composto
pelos orçamentos das tr"s esferas de 3estão,
eGplicitando o
compromisso de cada uma delas em ações e
serviços de saúde de acordo com a .onstituição
[ederal%
))) 1 /'.*- D9 H9&*^-
9staDelece DiretriKes para a 3estão do sistema
nos aspectos da DescentraliKação;
+e3ionaliKação; [inanciamento;
/lanejamento; /ro3ramação /actuada e
)nte3rada = //); +e3ulação; /articipação &ocial e
Hestão do *raDalho e da
9ducação na &aúde%
D)+9*+)k9& /'+' ' H9&*^- D- &U&
/remissas da descentraliKação
Ruscando aprofundar o processo de
descentraliKação, com "nfase numa
descentraliKação compartilhada, são
fiGadas as se3uintes premissas, que devem
orientar este processo#
.aDe ao ,inistério da &aúde a proposição de
políticas, participação no co1financiamento,
cooperação técnica,
avaliação, re3ulação, controle e fiscaliKação,
além da mediação de conflitos;
DescentraliKação dos processos administrativos
relativos M 3estão para as .omissões
)nter3estores Ripartite;
's .omissões )nter3estores Ripartite são
instTncias de pactuação e deliDeração para a
realiKação dos pactos
intraestaduais e a definição de modelos
or3aniKacionais, a partir de diretriKes e normas
pactuadas na .omissão
)nter3estores *ripartite;
's deliDerações das .omissões )nter3estores
Ripartite e *ripartite devem ser por consenso;
' .omissão )nter3estores *ripartite e o ,inistério
da &aúde promoverão e apoiarão processo de
qualificação
permanente para as .omissões )nter3estores
Ripartite;
- detalhamento deste processo, no que se refere
M descentraliKação de ações realiKadas hoje pelo
,inistério da
&aúde, ser2 oDjeto de portaria específica%
+e3ionaliKação
' +e3ionaliKação é uma diretriK do &istema
Enico de &aúde e um eiGo estruturante do /acto
de Hestão e deve
orientar a descentraliKação das ações e serviços
de saúde e os processos de ne3ociação e
pactuação entre os
3estores%
-s principais instrumentos de planejamento da
+e3ionaliKação são o /lano Diretor de
+e3ionaliKação = /D+, o
/lano Diretor de )nvestimento = /D) e a
/ro3ramação /actuada e )nte3rada da 'tenção
em &aúde = //),
detalhados no corpo deste documento%
- /D+ dever2 eGpressar o desenho final do
processo de identificação e reconhecimento das
re3iões de saúde, em
suas diferentes formas, em cada estado e no
Distrito [ederal, oDjetivando a 3arantia do
acesso, a promoção da
equidade, a 3arantia da inte3ralidade da
atenção, a qualificação do processo de
descentraliKação e a racionaliKação
de 3astos e otimiKação de recursos%
/ara auGiliar na função de coordenação do
processo de re3ionaliKação, o /D+ dever2 conter
os desenhos das redes
re3ionaliKadas de atenção M saúde, or3aniKadas
dentro dos territrios das re3iões e
macrorre3iões de saúde, em
articulação com o processo da /ro3ramação
/actuada )nte3rada%
- /D) deve eGpressar os recursos de
investimentos para atender as necessidades
pactuadas no processo de
planejamento re3ional e estadual% (o TmDito
re3ional deve refletir as necessidades para se
alcançar a sufici"ncia
na atenção D2sica e parte da média
compleGidade da assist"ncia, conforme desenho
re3ional e na macrorre3ião no
que se refere M alta compleGidade% Deve
contemplar tamDém as necessidades da 2rea da
vi3ilTncia em saúde e ser
desenvolvido de forma articulada com o
processo da //) e do /D+%
8%$1 -Djetivos da +e3ionaliKação#
Harantir acesso, resolutividade e qualidade Ms
ações e serviços de saúde cuja compleGidade e
contin3ente
populacional transcenda a escala
localNmunicipal;
Harantir o direito M saúde, reduKir desi3ualdades
sociais e territoriais e promover a eqXidade,
ampliando a visão
nacional dos proDlemas, associada M capacidade
de dia3nstico e decisão loco1re3ional, que
possiDilite os meios
adequados para a redução das desi3ualdades no
acesso Ms ações e serviços de saúde eGistentes
no país;
Harantir a inte3ralidade na atenção a saúde,
ampliando o conceito de cuidado M saúde no
processo de
reordenamento das ações de promoção,
prevenção, tratamento e reaDilitação com
3arantia de acesso a todos os
níveis de compleGidade do sistema;
/otencialiKar o processo de descentraliKação,
fortalecendo estados e municípios para
eGercerem papel de 3estores
e para que as demandas dos diferentes
interesses loco1re3ionais possam ser
or3aniKadas e eGpressadas na re3ião;
+acionaliKar os 3astos e otimiKar os recursos,
possiDilitando 3anho em escala nas ações e
serviços de saúde de
aDran3"ncia re3ional%
1 +e3iões de &aúde
's +e3iões de &aúde são recortes territoriais
inseridos em um espaço 3eo3r2fico contínuo,
identificadas pelos
3estores municipais e estaduais a partir de
identidades culturais, econômicas e sociais, de
redes de comunicação e
infra1estrutura de transportes compartilhados do
territrio;
' +e3ião de &aúde deve or3aniKar a rede de
ações e serviços de saúde a fim de asse3urar o
cumprimento dos
princípios constitucionais de universalidade do
acesso, eqXidade e inte3ralidade do cuidado;
' or3aniKação da +e3ião de &aúde deve
favorecer a ação cooperativa e solid2ria entre os
3estores e o
fortalecimento do controle social;
/ara a constituição de uma rede de atenção M
saúde re3ionaliKada em uma determinada
re3ião, é necess2rio a
pactuação entre todos os 3estores envolvidos,
do conjunto de responsaDilidades não
compartilhadas e das ações
complementares;
- conjunto de responsaDilidades não
compartilhadas se refere M atenção D2sica e Ms
ações D2sicas de vi3ilTncia em
saúde, que deverão ser assumidas por cada
município;
's ações complementares e os meios
necess2rios para viaDiliK21las deverão ser
compartilhados e inte3rados a fim
de 3arantir a resolutividade e a inte3ralidade de
acesso;
-s estados e a união devem apoiar os municípios
para que estes assumam o conjunto de
responsaDilidades;
- corte no nível assistencial para delimitação de
uma +e3ião de &aúde deve estaDelecer critérios
que propiciem
certo 3rau de resolutividade Mquele territrio,
como sufici"ncia em atenção D2sica e parte da
média compleGidade;
\uando a sufici"ncia em atenção D2sica e parte
da média compleGidade não forem alcançadas
dever2 ser
considerada no planejamento re3ional a
estraté3ia para o seu estaDelecimento, junto
com a definição dos
investimentos, quando necess2rio;
- planejamento re3ional deve considerar os
parTmetros de incorporação tecnol3ica que
compatiDiliKem
economia de escala com eqXidade no acesso;
/ara 3arantir a atenção na alta compleGidade e
em parte da média, as +e3iões devem pactuar
entre si arranjos
inter1re3ionais, com a3re3ação de mais de uma
+e3ião em uma macrorre3ião;
- ponto de corte da média compleGidade que
deve estar na +e3ião ou na macrorre3ião deve
ser pactuado na .)R,
a partir da realidade de cada estado% 9m al3uns
estados com mais adensamento tecnol3ico, a
alta compleGidade
pode estar contemplada dentro de uma +e3ião%
's re3iões podem ter os se3uintes formatos#
+e3iões intraestaduais, compostas por mais de
um município, dentro de um mesmo estado;
+e3iões )ntramunicipais, or3aniKadas dentro de
um mesmo município de 3rande eGtensão
territorial e densidade
populacional;
+e3iões )nterestaduais, conformadas a partir de
municípios limítrofes em diferentes estados;
+e3iões [ronteiriças, conformadas a partir de
municípios limítrofes com países viKinhos%
(os casos de re3iões fronteiriças o ,inistério da
&aúde deve envidar esforços no sentido de
promover articulação
entre os países e r3ãos envolvidos, na
perspectiva de implementação do sistema de
saúde e conseqXente
or3aniKação da atenção nos municípios
fronteiriços, coordenando e fomentando a
constituição dessas +e3iões e
participando do cole3iado de 3estão re3ional%
1 ,ecanismos de Hestão +e3ional
/ara qualificar o processo de re3ionaliKação,
Duscando a 3arantia e o aprimoramento dos
princípios do &U&, os
3estores de saúde da +e3ião deverão constituir
um espaço permanente de pactuação e co1
3estão solid2ria e
cooperativa através de um .ole3iado de Hestão
+e3ional% ' denominação e o funcionamento do
.ole3iado
devem ser acordados na .)R;
- .ole3iado de Hestão +e3ional se constitui num
espaço de decisão através da identificação,
definição de
prioridades e de pactuação de soluções para a
or3aniKação de uma rede re3ional de ações e
serviços de atenção M
saúde, inte3rada e resolutiva;
- .ole3iado deve ser formado pelos 3estores
municipais de saúde do conjunto de municípios e
por representantes
do4sC 3estor4esC estadual4aisC, sendo as suas
decisões sempre por consenso, pressupondo o
envolvimento e
comprometimento do conjunto de 3estores com
os compromissos pactuados%
(os casos onde as .)R re3ionais estão
constituídas por representação e não for possível
a imediata incorporação
de todos os municípios da +e3ião de &aúde deve
ser pactuado um crono3rama de adequação, no
menor praKo
possível, para a inclusão de todos os municípios
nos respectivos cole3iados re3ionais%
- .ole3iado deve instituir processo de
planejamento re3ional, que defina as
prioridades, as responsaDilidades de
cada ente, as Dases para a pro3ramação
pactuada inte3rada da atenção a saúde, o
desenho do processo re3ulatrio,
as estraté3ias de qualificação do controle social,
as linhas de investimento e o apoio para o
processo de
planejamento local%
- planejamento re3ional, mais que uma
eGi3"ncia formal, dever2 eGpressar as
responsaDilidades dos 3estores com
a saúde da população do territrio e o conjunto
de oDjetivos e ações que contriDuirão para a
3arantia do acesso e
da inte3ralidade da atenção, devendo as
prioridades e responsaDilidades definidas
re3ionalmente estar refletidas
no plano de saúde de cada município e do
estado;
-s cole3iados de 3estão re3ional deverão ser
apoiados através de cTmaras técnicas
permanentes que suDsidiarão
com informações e an2lises relevantes%
1 9tapas do /rocesso de .onstrução da
+e3ionaliKação
1 .ritérios para a composição da +e3ião de
&aúde, eGpressa no /D+#
.onti3Xidade entre os municípios;
+espeito M identidade eGpressa no cotidiano
social, econômico e cultural;
9Gist"ncia de infra1estrutura de transportes e de
redes de comunicação, que permita o trTnsito
das pessoas entre
os municípios;
9Gist"ncia de fluGos assistenciais que devem ser
alterados, se necess2rio, para a or3aniKação da
rede de atenção M
saúde;
.onsiderar a rede de ações e serviços de saúde,
onde#
*odos os municípios se responsaDiliKam pela
atenção D2sica e pelas ações D2sicas de
vi3ilTncia em saúde;
- desenho da re3ião propicia relativo 3rau de
resolutividade Mquele territrio, como a
sufici"ncia em 'tenção
R2sica e parte da ,édia .ompleGidade%
' sufici"ncia est2 estaDelecida ou a estraté3ia
para alcanç21la est2 eGplicitada no planejamento
re3ional,
contendo, se necess2rio, a definição dos
investimentos%
- desenho considera os parTmetros de
incorporação tecnol3ica que compatiDiliKem
economia de escala com
eqXidade no acesso%
- desenho 3arante a inte3ralidade da atenção e
para isso as +e3iões devem pactuar entre si
arranjos interre3ionais,
se necess2rio com a3re3ação de mais de uma
re3ião em uma macrorre3ião; o ponto de corte
de média e
alta1compleGidade na re3ião ou na macrore3ião
deve ser pactuado na .)R, a partir da realidade
de cada estado%
1 .onstituição, -r3aniKação e [uncionamento do
.ole3iado de Hestão +e3ional#
' constituição do cole3iado de 3estão re3ional
deve asse3urar a presença de todos os 3estores
de saúde dos
municípios que compõem a +e3ião e da
representação estadual%
(as .)R re3ionais constituídas por
representação, quando não for possível a
imediata incorporação de todos os
3estores de saúde dos municípios da +e3ião de
saúde, deve ser pactuado um crono3rama de
adequação, com o
menor praKo possível, para a inclusão de todos
os 3estores nos respectivos cole3iados de 3estão
re3ionais;
.onstituir uma estrutura de apoio ao cole3iado,
através de cTmara técnica e eventualmente,
3rupos de traDalho
formados com técnicos dos municípios e do
estado;
9staDelecer uma a3enda re3ular de reuniões;
- funcionamento do .ole3iado deve ser
or3aniKado de modo a eGercer as funções de#
)nstituir um processo dinTmico de planejamento
re3ional
'tualiKar e acompanhar a pro3ramação
pactuada inte3rada de atenção em saúde
Desenhar o processo re3ulatrio, com definição
de fluGos e protocolos
/rioriKar linhas de investimento
9stimular estraté3ias de qualificação do controle
social
'poiar o processo de planejamento local
.onstituir um processo dinTmico de avaliação e
monitoramento re3ional
1 +econhecimento das +e3iões
's +e3iões )ntramunicipais deverão ser
reconhecidas como tal, não precisando ser
homolo3adas pelas .omissões
)nter3estores%
's +e3iões )ntraestaduais deverão ser
reconhecidas nas .omissões )nter3estores
Ripartite e encaminhadas para
conhecimento e acompanhamento do ,&%
's +e3iões )nterestaduais deverão ser
reconhecidas nas respectivas .omissões
)nter3estores Ripartite e
encaminhadas para homolo3ação da .omissão
)nter3estores *ripartite%
's +e3iões [ronteiriças deverão ser
reconhecidas nas respectivas .omissões
)nter3estores Ripartite e
encaminhadas para homolo3ação na .omissão
)nter3estores *ripartite%
- desenho das +e3iões intra e interestaduais
deve ser suDmetida a aprovação pelos
respectivos .onselhos
9staduais de &aúde%
Determinantes Sociais da Saúde
ou
Por que alguns grupos da população são
mais saudáveis que outros?

As diferenças ou desigualdades na
situação de saúde entre indivíduos ou entre
grupos da população não são novidade para
ninguém. Se compararmos um grupo de idosos
com um grupo de jovens, é de se esperar que a
situação de saúde dos dois grupos seja
diferente. O mesmo ocorre se compararmos um
grupo de mulheres com um grupo de homens.
eremos desigualdades ocasionadas por
doenças pr!prias de cada se"o.
odos conhecemos e aceitamos essas
diferenças e as consideramos #naturais#. O que
não tem nada de natural são aquelas diferenças
na situação de saúde relacionadas ao que
chamamos $eterminantes Sociais da Saúde
%$SS&, ou seja, desigualdades decorrentes das
condiç'es sociais em que as pessoas vivem e
tra(alham. Ao contr)rio das outras, essas
desigualdades são injustas e inaceit)veis, e por
isso as denominamos de iniq*idades.
+"emplo de iniq*idade é a pro(a(ilidade
, ve-es maior de uma criança morrer antes de
alcançar o primeiro ano de vida pelo fato de ter
nascido no nordeste e não no sudeste. O outro
e"emplo é a chance de uma criança morrer
antes de chegar aos , anos de idade ser .
ve-es maior pelo fato de sua mãe ter / anos de
estudo e não 0.
As relaç'es entre os determinantes e
aquilo que determinam é mais comple"a e
mediada do que as relaç'es de causa e efeito.
$aí a denominação de #determinantes sociais da
saúde# e não #causas sociais da saúde#. 1or
e"emplo, o (acilo de 2och causa a tu(erculose,
mas são os determinantes sociais que e"plicam
porque determinados grupos da população são
mais susceptíveis do que outros para contrair a
tu(erculose.

O que são Determinantes Sociais da
Saúde (DSS)?

Os $eterminantes Sociais da Saúde
incluem as condiç'es mais gerais
socioecon3micas, culturais e am(ientais de uma
sociedade, e relacionam4se com as condiç'es
de vida e tra(alho de seus mem(ros, como
ha(itação, saneamento, am(iente de tra(alho,
serviços de saúde e educação, incluindo
tam(ém a trama de redes sociais e
comunit)rias.
+sses determinantes influenciam os
estilos de vida, j) que as decis'es relativas, por
e"emplo, ao h)(ito de fumar, praticar
e"ercícios, h)(itos dietéticos e outras estão
tam(ém condicionadas pelos $SS.
Sa(e4se hoje, tam(ém, que a percepção
de pertencer a grupos sociais e"cluídos da
maioria dos (enefícios da sociedade gera
sofrimento e sentimentos de inferioridade e
discriminação, e isso contri(ui na determinação
dos padr'es de saúde dos indivíduos.
Os pesquisadores $ahlgren e 5hitehead
prop'em um esquema que permite visuali-ar as
relaç'es hier)rquicas entres os diversos
determinantes da saúde.
Se quisermos com(ater as iniq*idades
de saúde, devemos conhecer melhor as
condiç'es de vida e tra(alho dos diversos
grupos da população. 1recisamos, ainda,
conhecer as relaç'es dessas condiç'es de vida
e tra(alho, por um lado, com determinantes
mais gerais da sociedade e, por outro, com
determinantes mais específicos pr!prios dos
indivíduos que comp'em esses grupos.
$evemos tam(ém definir, implementar e
avaliar políticas e programas que pretendem
interferir nessas determinaç'es. 1or fim,
devemos fa-er com que a sociedade se
conscienti-e do grave pro(lema que as
iniq*idades de saúde representam, não
somente para os mais desfavorecidos, como
tam(ém para a sociedade em seu conjunto,
(uscando com isso conseguir o apoio político
necess)rio 6 implementação de intervenç'es.

A missão da Comissão acional so!re
DSS

1ara atuar nessas diversas frentes foi
criada em 7. de março de 899:, por $ecreto
1residencial, a ;omissão <acional so(re
$eterminantes Sociais da Saúde %;<$SS&.
;omo não podia dei"ar de ser, dada a
comple"idade da tarefa, a ;omissão est)
integrada por 7: personalidades oriundas dos
mais diversos setores da vida social,
econ3mica, cultural e científica do país.
A cerim3nia de lançamento
da ;<$SS ocorreu no dia 7, de março de 899:,
na sede da Organi-ação 1anamericana de
Saúde, com a presença do então =inistro da
Saúde, $r. >osé Saraiva ?elipe.

As principais linhas de atuação da
;omissão são@

4 1rodu-ir conhecimentos e informaç'es
so(re as relaç'es entre os determinantes
sociais e a situação de saúde,
particularmente as iniq*idades de saúdeA
4 1romover e avaliar políticas, programas e
intervenç'es governamentais e não4
governamentais reali-adas em nível local,
regional e nacional relacionadas aos $SSA
4 Atuar junto a diversos setores da
sociedade civil para promover uma tomada
de consciBncia so(re a importCncia das
relaç'es entre saúde e condiç'es de vida e
so(re as possi(ilidades de atuação para
diminuição das iniq*idades de saúde
&resid7ncia da
'epública
8asa 8ivil
Subche$ia para
!ssuntos 9urídicos
:E) *+ ;5;5, 1E <- 1E SE(E0B'% 1E
<--5
,ensa3em de veto
+e3ulamento
Dispõe soDre as condições
para a promoção,
proteção e recuperação
da saúde, a or3aniKação e
o funcionamento dos
serviços correspondentes
e d2 outras provid"ncias%
% &'ES)1E*(E 1! 'E&ÚB:)8!, faço
saDer que o 8ongresso *acional decreta e eu
sanciono a se3uinte lei#
D)&/-&)]^- /+9?),)('+
'rt% $c 9sta lei re3ula, em todo o territrio
nacional, as ações e serviços de saúde,
eGecutados isolada ou conjuntamente, em
car2ter permanente ou eventual, por pessoas
naturais ou jurídicas de direito /úDlico ou
privado%
*:*U?- )
D'& D)&/-&)]e9& H9+')&
'rt% 8c ' saúde é um direito fundamental
do ser humano, devendo o 9stado prover as
condições indispens2veis ao seu pleno eGercício%
m $c - dever do 9stado de 3arantir a saúde
consiste na formulação e eGecução de políticas
econômicas e sociais que visem M redução de
riscos de doenças e de outros a3ravos e no
estaDelecimento de condições que asse3urem
acesso universal e i3ualit2rio Ms ações e aos
serviços para a sua promoção, proteção e
recuperação%
m 8c - dever do 9stado não eGclui o das
pessoas, da família, das empresas e da
sociedade%
'rt% >c ' saúde tem como fatores
determinantes e condicionantes, entre outros, a
alimentação, a moradia, o saneamento D2sico, o
meio amDiente, o traDalho, a renda, a educação,
o transporte, o laKer e o acesso aos Dens e
serviços essenciais; os níveis de saúde da
população eGpressam a or3aniKação social e
econômica do /aís%
/ar23rafo único% DiKem respeito tamDém M
saúde as ações que, por força do disposto no
arti3o anterior, se destinam a 3arantir Ms
pessoas e M coletividade condições de Dem1estar
físico, mental e social%
*:*U?- ))
D- &)&*9,' E().- D9 &'ED9
D)&/-&)]^- /+9?),)('+
'rt% !c - conjunto de ações e serviços de
saúde, prestados por r3ãos e instituições
púDlicas federais, estaduais e municipais, da
'dministração direta e indireta e das fundações
mantidas pelo /oder /úDlico, constitui o &istema
Enico de &aúde 4&U&C%
m $c 9stão incluídas no disposto neste arti3o
as instituições púDlicas federais, estaduais e
municipais de controle de qualidade, pesquisa e
produção de insumos, medicamentos, inclusive
de san3ue e hemoderivados, e de equipamentos
para saúde%
m 8c ' iniciativa privada poder2 participar
do &istema Enico de &aúde 4&U&C, em car2ter
complementar%
.'/:*U?- )
Dos -Djetivos e 'triDuições
'rt% 7c &ão oDjetivos do &istema Enico de
&aúde &U&#
) 1 a identificação e divul3ação dos fatores
condicionantes e determinantes da saúde;
)) 1 a formulação de política de saúde
destinada a promover, nos campos econômico e
social, a oDservTncia do disposto no m $c do art%
8c desta lei;
))) 1 a assist"ncia Ms pessoas por intermédio
de ações de promoção, proteção e recuperação
da saúde, com a realiKação inte3rada das ações
assistenciais e das atividades preventivas%
'rt% ;c 9stão incluídas ainda no campo de
atuação do &istema Enico de &aúde 4&U&C#
) 1 a eGecução de ações#
aC de vi3ilTncia sanit2ria;
DC de vi3ilTncia epidemiol3ica;
cC de saúde do traDalhador; e
dC de assist"ncia terap"utica inte3ral,
inclusive farmac"utica;
)) 1 a participação na formulação da política
e na eGecução de ações de saneamento D2sico;
))) 1 a ordenação da formação de recursos
humanos na 2rea de saúde;
)A 1 a vi3ilTncia nutricional e a orientação
alimentar;
A 1 a colaDoração na proteção do meio
amDiente, nele compreendido o do traDalho;
A) 1 a formulação da política de
medicamentos, equipamentos, imunoDiol3icos
e outros insumos de interesse para a saúde e a
participação na sua produção;
A)) 1 o controle e a fiscaliKação de serviços,
produtos e suDstTncias de interesse para a
saúde;
A))) 1 a fiscaliKação e a inspeção de
alimentos, 23ua e DeDidas para consumo
humano;
)5 1 a participação no controle e na
fiscaliKação da produção, transporte, 3uarda e
utiliKação de suDstTncias e produtos psicoativos,
tGicos e radioativos;
5 1 o incremento, em sua 2rea de atuação,
do desenvolvimento científico e tecnol3ico;
5) 1 a formulação e eGecução da política de
san3ue e seus derivados%
m $c 9ntende1se por vi3ilTncia sanit2ria um
conjunto de ações capaK de eliminar, diminuir ou
prevenir riscos M saúde e de intervir nos
proDlemas sanit2rios decorrentes do meio
amDiente, da produção e circulação de Dens e da
prestação de serviços de interesse da saúde,
aDran3endo#
) 1 o controle de Dens de consumo que,
direta ou indiretamente, se relacionem com a
saúde, compreendidas todas as etapas e
processos, da produção ao consumo; e
)) 1 o controle da prestação de serviços que
se relacionam direta ou indiretamente com a
saúde%
m 8c 9ntende1se por vi3ilTncia
epidemiol3ica um conjunto de ações que
proporcionam o conhecimento, a detecção ou
prevenção de qualquer mudança nos fatores
determinantes e condicionantes de saúde
individual ou coletiva, com a finalidade de
recomendar e adotar as medidas de prevenção e
controle das doenças ou a3ravos%
m >c 9ntende1se por saúde do traDalhador,
para fins desta lei, um conjunto de atividades
que se destina, através das ações de vi3ilTncia
epidemiol3ica e vi3ilTncia sanit2ria, M promoção
e proteção da saúde dos traDalhadores, assim
como visa M recuperação e reaDilitação da saúde
dos traDalhadores suDmetidos aos riscos e
a3ravos advindos das condições de traDalho,
aDran3endo#
) 1 assist"ncia ao traDalhador vítima de
acidentes de traDalho ou portador de doença
profissional e do traDalho;
)) 1 participação, no TmDito de compet"ncia
do &istema Enico de &aúde 4&U&C, em estudos,
pesquisas, avaliação e controle dos riscos e
a3ravos potenciais M saúde eGistentes no
processo de traDalho;
))) 1 participação, no TmDito de compet"ncia
do &istema Enico de &aúde 4&U&C, da
normatiKação, fiscaliKação e controle das
condições de produção, eGtração,
armaKenamento, transporte, distriDuição e
manuseio de suDstTncias, de produtos, de
m2quinas e de equipamentos que apresentam
riscos M saúde do traDalhador;
)A 1 avaliação do impacto que as
tecnolo3ias provocam M saúde;
A 1 informação ao traDalhador e M sua
respectiva entidade sindical e Ms empresas soDre
os riscos de acidentes de traDalho, doença
profissional e do traDalho, Dem como os
resultados de fiscaliKações, avaliações
amDientais e eGames de saúde, de admissão,
peridicos e de demissão, respeitados os
preceitos da ética profissional;
A) 1 participação na normatiKação,
fiscaliKação e controle dos serviços de saúde do
traDalhador nas instituições e empresas púDlicas
e privadas;
A)) 1 revisão peridica da lista3em oficial de
doenças ori3inadas no processo de traDalho,
tendo na sua elaDoração a colaDoração das
entidades sindicais; e
A))) 1 a 3arantia ao sindicato dos
traDalhadores de requerer ao r3ão competente
a interdição de m2quina, de setor de serviço ou
de todo amDiente de traDalho, quando houver
eGposição a risco iminente para a vida ou saúde
dos traDalhadores%
.'/:*U?- ))
Dos /rincípios e DiretriKes
'rt% Wc 's ações e serviços púDlicos de
saúde e os serviços privados contratados ou
conveniados que inte3ram o &istema Enico de
&aúde 4&U&C, são desenvolvidos de acordo com
as diretriKes previstas noart% $6B da .onstituição
[ederal, oDedecendo ainda aos se3uintes
princípios#
) 1 universalidade de acesso aos serviços de
saúde em todos os níveis de assist"ncia;
)) 1 inte3ralidade de assist"ncia, entendida
como conjunto articulado e contínuo das ações e
serviços preventivos e curativos, individuais e
coletivos, eGi3idos para cada caso em todos os
níveis de compleGidade do sistema;
))) 1 preservação da autonomia das pessoas
na defesa de sua inte3ridade física e moral;
)A 1 i3ualdade da assist"ncia M saúde, sem
preconceitos ou privilé3ios de qualquer espécie;
A 1 direito M informação, Ms pessoas
assistidas, soDre sua saúde;
A) 1 divul3ação de informações quanto ao
potencial dos serviços de saúde e a sua
utiliKação pelo usu2rio;
A)) 1 utiliKação da epidemiolo3ia para o
estaDelecimento de prioridades, a alocação de
recursos e a orientação pro3ram2tica;
A))) 1 participação da comunidade;
)5 1 descentraliKação político1
administrativa, com direção única em cada
esfera de 3overno#
aC "nfase na descentraliKação dos serviços
para os municípios;
DC re3ionaliKação e hierarquiKação da rede
de serviços de saúde;
5 1 inte3ração em nível eGecutivo das ações
de saúde, meio amDiente e saneamento D2sico;
5) 1 conju3ação dos recursos financeiros,
tecnol3icos, materiais e humanos da União, dos
9stados, do Distrito [ederal e dos ,unicípios na
prestação de serviços de assist"ncia M saúde da
população;
5)) 1 capacidade de resolução dos serviços
em todos os níveis de assist"ncia; e
5))) 1 or3aniKação dos serviços púDlicos de
modo a evitar duplicidade de meios para fins
id"nticos%
.'/:*U?- )))
Da -r3aniKação, da Direção e da Hestão
'rt% Bc 's ações e serviços de saúde,
eGecutados pelo &istema Enico de &aúde 4&U&C,
seja diretamente ou mediante participação
complementar da iniciativa privada, serão
or3aniKados de forma re3ionaliKada e
hierarquiKada em níveis de compleGidade
crescente%
'rt% 6c ' direção do &istema Enico de
&aúde 4&U&C é única, de acordo com o inciso ) do
art% $6B da .onstituição [ederal, sendo eGercida
em cada esfera de 3overno pelos se3uintes
r3ãos#
) 1 no TmDito da União, pelo ,inistério da
&aúde;
)) 1 no TmDito dos 9stados e do Distrito
[ederal, pela respectiva &ecretaria de &aúde ou
r3ão equivalente; e
))) 1 no TmDito dos ,unicípios, pela
respectiva &ecretaria de &aúde ou r3ão
equivalente%
'rt% $<% -s municípios poderão constituir
consrcios para desenvolver em conjunto as
ações e os serviços de saúde que lhes
correspondam%
m $c 'plica1se aos consrcios
administrativos intermunicipais o princípio da
direção única, e os respectivos atos constitutivos
disporão soDre sua oDservTncia%
m 8c (o nível municipal, o &istema Enico de
&aúde 4&U&C, poder2 or3aniKar1se em distritos de
forma a inte3rar e articular recursos, técnicas e
pr2ticas voltadas para a coDertura total das
ações de saúde%
'rt% $$% 4AetadoC%
'rt% $8% &erão criadas comissões
intersetoriais de TmDito nacional, suDordinadas
ao .onselho (acional de &aúde, inte3radas pelos
,inistérios e r3ãos competentes e por
entidades representativas da sociedade civil%
/ar23rafo único% 's comissões intersetoriais
terão a finalidade de articular políticas e
pro3ramas de interesse para a saúde, cuja
eGecução envolva 2reas não compreendidas no
TmDito do &istema Enico de &aúde 4&U&C%
'rt% $>% ' articulação das políticas e
pro3ramas, a car3o das comissões intersetoriais,
aDran3er2, em especial, as se3uintes atividades#
) 1 alimentação e nutrição;
)) 1 saneamento e meio amDiente;
))) 1 vi3ilTncia sanit2ria e
farmacoepidemiolo3ia;
)A 1 recursos humanos;
A 1 ci"ncia e tecnolo3ia; e
A) 1 saúde do traDalhador%
'rt% $!% Deverão ser criadas .omissões
/ermanentes de inte3ração entre os serviços de
saúde e as instituições de ensino profissional e
superior%
/ar23rafo único% .ada uma dessas
comissões ter2 por finalidade propor prioridades,
métodos e estraté3ias para a formação e
educação continuada dos recursos humanos do
&istema Enico de &aúde 4&U&C, na esfera
correspondente, assim como em relação M
pesquisa e M cooperação técnica entre essas
instituições%
'rt% $!1'% 's .omissões )nter3estores
Ripartite e *ripartite são reconhecidas como
foros de ne3ociação e pactuação entre 3estores,
quanto aos aspectos operacionais do &istema
Enico de &aúde 4&U&C%4)ncluído pela ?ei nc
$8%!;;, de 8<$$C%
/ar23rafo único% ' atuação das .omissões
)nter3estores Ripartite e *ripartite ter2 por
oDjetivo# 4)ncluído pela ?ei nc $8%!;;, de 8<$$C%
) 1 decidir soDre os aspectos operacionais,
financeiros e administrativos da 3estão
compartilhada do &U&, em conformidade com a
definição da política consuDstanciada em planos
de saúde, aprovados pelos conselhos de
saúde; 4)ncluído pela ?ei nc $8%!;;, de 8<$$C%
)) 1 definir diretriKes, de TmDito nacional,
re3ional e intermunicipal, a respeito da
or3aniKação das redes de ações e serviços de
saúde, principalmente no tocante M sua
3overnança institucional e M inte3ração das
ações e serviços dos entes federados; 4)ncluído
pela ?ei nc $8%!;;, de 8<$$C%
))) 1 fiGar diretriKes soDre as re3iões de
saúde, distrito sanit2rio, inte3ração de
territrios, refer"ncia e contrarrefer"ncia e
demais aspectos vinculados M inte3ração das
ações e serviços de saúde entre os entes
federados% 4)ncluído pela ?ei nc $8%!;;, de 8<$$C%
'rt% $!1R% - .onselho (acional de
&ecret2rios de &aúde 4.onassC e o .onselho
(acional de &ecretarias ,unicipais de &aúde
4.onasemsC são reconhecidos como entidades
representativas dos entes estaduais e municipais
para tratar de matérias referentes M saúde e
declarados de utilidade púDlica e de relevante
função social, na forma do
re3ulamento% 4)ncluído pela ?ei nc $8%!;;, de
8<$$C%
m $
o
- .onass e o .onasems receDerão
recursos do orçamento 3eral da União por meio
do [undo (acional de &aúde, para auGiliar no
custeio de suas despesas institucionais, podendo
ainda celeDrar conv"nios com a União% 4)ncluído
pela ?ei nc $8%!;;, de 8<$$C%
m 8
o
-s .onselhos de &ecretarias
,unicipais de &aúde 4.osemsC são reconhecidos
como entidades que representam os entes
municipais, no TmDito estadual, para tratar de
matérias referentes M saúde, desde que
vinculados institucionalmente ao .onasems, na
forma que dispuserem seus estatutos% 4)ncluído
pela ?ei nc $8%!;;, de 8<$$C%
.'/:*U?- )A
Da .ompet"ncia e das 'triDuições
&eção )
Das 'triDuições .omuns
'rt% $7% ' União, os 9stados, o Distrito
[ederal e os ,unicípios eGercerão, em seu
TmDito administrativo, as se3uintes atriDuições#
) 1 definição das instTncias e mecanismos
de controle, avaliação e de fiscaliKação das
ações e serviços de saúde;
)) 1 administração dos recursos
orçament2rios e financeiros destinados, em cada
ano, M saúde;
))) 1 acompanhamento, avaliação e
divul3ação do nível de saúde da população e das
condições amDientais;
)A 1 or3aniKação e coordenação do sistema
de informação de saúde;
A 1 elaDoração de normas técnicas e
estaDelecimento de padrões de qualidade e
parTmetros de custos que caracteriKam a
assist"ncia M saúde;
A) 1 elaDoração de normas técnicas e
estaDelecimento de padrões de qualidade para
promoção da saúde do traDalhador;
A)) 1 participação de formulação da política
e da eGecução das ações de saneamento D2sico
e colaDoração na proteção e recuperação do
meio amDiente;
A))) 1 elaDoração e atualiKação peridica do
plano de saúde;
)5 1 participação na formulação e na
eGecução da política de formação e
desenvolvimento de recursos humanos para a
saúde;
5 1 elaDoração da proposta orçament2ria do
&istema Enico de &aúde 4&U&C, de conformidade
com o plano de saúde;
5) 1 elaDoração de normas para re3ular as
atividades de serviços privados de saúde, tendo
em vista a sua relevTncia púDlica;
5)) 1 realiKação de operações eGternas de
natureKa financeira de interesse da saúde,
autoriKadas pelo &enado [ederal;
5))) 1 para atendimento de necessidades
coletivas, ur3entes e transitrias, decorrentes de
situações de peri3o iminente, de calamidade
púDlica ou de irrupção de epidemias, a
autoridade competente da esfera administrativa
correspondente poder2 requisitar Dens e
serviços, tanto de pessoas naturais como de
jurídicas, sendo1lhes asse3urada justa
indeniKação;
5)A 1 implementar o &istema (acional de
&an3ue, .omponentes e Derivados;
5A 1 propor a celeDração de conv"nios,
acordos e protocolos internacionais relativos M
saúde, saneamento e meio amDiente;
5A) 1 elaDorar normas técnico1científicas de
promoção, proteção e recuperação da saúde;
5A)) 1 promover articulação com os r3ãos
de fiscaliKação do eGercício profissional e outras
entidades representativas da sociedade civil
para a definição e controle dos padrões éticos
para pesquisa, ações e serviços de saúde;
5A))) 1 promover a articulação da política e
dos planos de saúde;
5)5 1 realiKar pesquisas e estudos na 2rea
de saúde;
55 1 definir as instTncias e mecanismos de
controle e fiscaliKação inerentes ao poder de
polícia sanit2ria;
55) 1 fomentar, coordenar e eGecutar
pro3ramas e projetos estraté3icos e de
atendimento emer3encial%
&eção ))
Da .ompet"ncia
'rt% $;% ' direção nacional do &istema
Enico da &aúde 4&U&C compete#
) 1 formular, avaliar e apoiar políticas de
alimentação e nutrição;
)) 1 participar na formulação e na
implementação das políticas#
aC de controle das a3ressões ao meio
amDiente;
DC de saneamento D2sico; e
cC relativas Ms condições e aos amDientes
de traDalho;
))) 1 definir e coordenar os sistemas#
aC de redes inte3radas de assist"ncia de
alta compleGidade;
DC de rede de laDoratrios de saúde
púDlica;
cC de vi3ilTncia epidemiol3ica; e
dC vi3ilTncia sanit2ria;
)A 1 participar da definição de normas e
mecanismos de controle, com r3ão afins, de
a3ravo soDre o meio amDiente ou dele
decorrentes, que tenham repercussão na saúde
humana;
A 1 participar da definição de normas,
critérios e padrões para o controle das condições
e dos amDientes de traDalho e coordenar a
política de saúde do traDalhador;
A) 1 coordenar e participar na eGecução das
ações de vi3ilTncia epidemiol3ica;
A)) 1 estaDelecer normas e eGecutar a
vi3ilTncia sanit2ria de portos, aeroportos e
fronteiras, podendo a eGecução ser
complementada pelos 9stados, Distrito [ederal e
,unicípios;
A))) 1 estaDelecer critérios, parTmetros e
métodos para o controle da qualidade sanit2ria
de produtos, suDstTncias e serviços de consumo
e uso humano;
)5 1 promover articulação com os r3ãos
educacionais e de fiscaliKação do eGercício
profissional, Dem como com entidades
representativas de formação de recursos
humanos na 2rea de saúde;
5 1 formular, avaliar, elaDorar normas e
participar na eGecução da política nacional e
produção de insumos e equipamentos para a
saúde, em articulação com os demais r3ãos
3overnamentais;
5) 1 identificar os serviços estaduais e
municipais de refer"ncia nacional para o
estaDelecimento de padrões técnicos de
assist"ncia M saúde;
5)) 1 controlar e fiscaliKar procedimentos,
produtos e suDstTncias de interesse para a
saúde;
5))) 1 prestar cooperação técnica e
financeira aos 9stados, ao Distrito [ederal e aos
,unicípios para o aperfeiçoamento da sua
atuação institucional;
5)A 1 elaDorar normas para re3ular as
relações entre o &istema Enico de &aúde 4&U&C e
os serviços privados contratados de assist"ncia M
saúde;
5A 1 promover a descentraliKação para as
Unidades [ederadas e para os ,unicípios, dos
serviços e ações de saúde, respectivamente, de
aDran3"ncia estadual e municipal;
5A) 1 normatiKar e coordenar
nacionalmente o &istema (acional de &an3ue,
.omponentes e Derivados;
5A)) 1 acompanhar, controlar e avaliar as
ações e os serviços de saúde, respeitadas as
compet"ncias estaduais e municipais;
5A))) 1 elaDorar o /lanejamento 9straté3ico
(acional no TmDito do &U&, em cooperação
técnica com os 9stados, ,unicípios e Distrito
[ederal;
5)5 1 estaDelecer o &istema (acional de
'uditoria e coordenar a avaliação técnica e
financeira do &U& em todo o *erritrio (acional
em cooperação técnica com os 9stados,
,unicípios e Distrito [ederal% 4Aide Decreto nc
$%;7$, de $667C
/ar23rafo único% ' União poder2 eGecutar
ações de vi3ilTncia epidemiol3ica e sanit2ria
em circunstTncias especiais, como na ocorr"ncia
de a3ravos inusitados M saúde, que possam
escapar do controle da direção estadual do
&istema Enico de &aúde 4&U&C ou que
representem risco de disseminação nacional%
'rt% $W% _ direção estadual do &istema
Enico de &aúde 4&U&C compete#
) 1 promover a descentraliKação para os
,unicípios dos serviços e das ações de saúde;
)) 1 acompanhar, controlar e avaliar as
redes hierarquiKadas do &istema Enico de &aúde
4&U&C;
))) 1 prestar apoio técnico e financeiro aos
,unicípios e eGecutar supletivamente ações e
serviços de saúde;
)A 1 coordenar e, em car2ter complementar,
eGecutar ações e serviços#
aC de vi3ilTncia epidemiol3ica;
DC de vi3ilTncia sanit2ria;
cC de alimentação e nutrição; e
dC de saúde do traDalhador;
A 1 participar, junto com os r3ãos afins, do
controle dos a3ravos do meio amDiente que
tenham repercussão na saúde humana;
A) 1 participar da formulação da política e
da eGecução de ações de saneamento D2sico;
A)) 1 participar das ações de controle e
avaliação das condições e dos amDientes de
traDalho;
A))) 1 em car2ter suplementar, formular,
eGecutar, acompanhar e avaliar a política de
insumos e equipamentos para a saúde;
)5 1 identificar estaDelecimentos
hospitalares de refer"ncia e 3erir sistemas
púDlicos de alta compleGidade, de refer"ncia
estadual e re3ional;
5 1 coordenar a rede estadual de
laDoratrios de saúde púDlica e hemocentros, e
3erir as unidades que permaneçam em sua
or3aniKação administrativa;
5) 1 estaDelecer normas, em car2ter
suplementar, para o controle e avaliação das
ações e serviços de saúde;
5)) 1 formular normas e estaDelecer
padrões, em car2ter suplementar, de
procedimentos de controle de qualidade para
produtos e suDstTncias de consumo humano;
5))) 1 colaDorar com a União na eGecução da
vi3ilTncia sanit2ria de portos, aeroportos e
fronteiras;
5)A 1 o acompanhamento, a avaliação e
divul3ação dos indicadores de morDidade e
mortalidade no TmDito da unidade federada%
'rt% $B% _ direção municipal do &istema de
&aúde 4&U&C compete#
) 1 planejar, or3aniKar, controlar e avaliar as
ações e os serviços de saúde e 3erir e eGecutar
os serviços púDlicos de saúde;
)) 1 participar do planejamento,
pro3ramação e or3aniKação da rede
re3ionaliKada e hierarquiKada do &istema Enico
de &aúde 4&U&C, em articulação com sua direção
estadual;
))) 1 participar da eGecução, controle e
avaliação das ações referentes Ms condições e
aos amDientes de traDalho;
)A 1 eGecutar serviços#
aC de vi3ilTncia epidemiol3ica;
DC vi3ilTncia sanit2ria;
cC de alimentação e nutrição;
dC de saneamento D2sico; e
eC de saúde do traDalhador;
A 1 dar eGecução, no TmDito municipal, M
política de insumos e equipamentos para a
saúde;
A) 1 colaDorar na fiscaliKação das a3ressões
ao meio amDiente que tenham repercussão
soDre a saúde humana e atuar, junto aos r3ãos
municipais, estaduais e federais competentes,
para control21las;
A)) 1 formar consrcios administrativos
intermunicipais;
A))) 1 3erir laDoratrios púDlicos de saúde e
hemocentros;
)5 1 colaDorar com a União e os 9stados na
eGecução da vi3ilTncia sanit2ria de portos,
aeroportos e fronteiras;
5 1 oDservado o disposto no art% 8; desta
?ei, celeDrar contratos e conv"nios com
entidades prestadoras de serviços privados de
saúde, Dem como controlar e avaliar sua
eGecução;
5) 1 controlar e fiscaliKar os procedimentos
dos serviços privados de saúde;
5)) 1 normatiKar complementarmente as
ações e serviços púDlicos de saúde no seu
TmDito de atuação%
'rt% $6% 'o Distrito [ederal competem as
atriDuições reservadas aos 9stados e aos
,unicípios%
.'/:*U?- A
Do &uDsistema de 'tenção M &aúde )ndí3ena
4)ncluído pela ?ei nc 6%B>;, de $666C
'rt% $61'% 's ações e serviços de saúde
voltados para o atendimento das populações
indí3enas, em todo o territrio nacional, coletiva
ou individualmente, oDedecerão ao disposto
nesta ?ei% 4)ncluído pela ?ei nc 6%B>;, de $666C
'rt% $61R% @ instituído um &uDsistema de
'tenção M &aúde )ndí3ena, componente do
&istema Enico de &aúde = &U&, criado e definido
por esta ?ei, e pela ?ei n
o
B%$!8, de 8B de
deKemDro de $66<, com o qual funcionar2 em
perfeita inte3ração% 4)ncluído pela ?ei nc 6%B>;,
de $666C
'rt% $61.% .aDer2 M União, com seus
recursos prprios, financiar o &uDsistema de
'tenção M &aúde )ndí3ena% 4)ncluído pela ?ei nc
6%B>;, de $666C
'rt% $61D% - &U& promover2 a articulação
do &uDsistema instituído por esta ?ei com os
r3ãos respons2veis pela /olítica )ndí3ena do
/aís% 4)ncluído pela ?ei nc 6%B>;, de $666C
'rt% $619% -s 9stados, ,unicípios, outras
instituições 3overnamentais e não1
3overnamentais poderão atuar
complementarmente no custeio e eGecução das
ações% 4)ncluído pela ?ei nc 6%B>;, de $666C
'rt% $61[% Dever1se12 oDri3atoriamente
levar em consideração a realidade local e as
especificidades da cultura dos povos indí3enas e
o modelo a ser adotado para a atenção M saúde
indí3ena, que se deve pautar por uma
aDorda3em diferenciada e 3loDal, contemplando
os aspectos de assist"ncia M saúde, saneamento
D2sico, nutrição, haDitação, meio amDiente,
demarcação de terras, educação sanit2ria e
inte3ração institucional% 4)ncluído pela ?ei nc
6%B>;, de $666C
'rt% $61H% - &uDsistema de 'tenção M
&aúde )ndí3ena dever2 ser, como o &U&,
descentraliKado, hierarquiKado e re3ionaliKado%
4)ncluído pela ?ei nc 6%B>;, de $666C
m $
o
- &uDsistema de que trata
o caput deste arti3o ter2 como Dase os Distritos
&anit2rios 9speciais )ndí3enas% 4)ncluído pela ?ei
nc 6%B>;, de $666C
m 8
o
- &U& servir2 de reta3uarda e
refer"ncia ao &uDsistema de 'tenção M &aúde
)ndí3ena, devendo, para isso, ocorrer adaptações
na estrutura e or3aniKação do &U& nas re3iões
onde residem as populações indí3enas, para
propiciar essa inte3ração e o atendimento
necess2rio em todos os níveis, sem
discriminações% 4)ncluído pela ?ei nc 6%B>;, de
$666C
m >
o
's populações indí3enas devem ter
acesso 3arantido ao &U&, em TmDito local,
re3ional e de centros especialiKados, de acordo
com suas necessidades, compreendendo a
atenção prim2ria, secund2ria e terci2ria M
saúde% 4)ncluído pela ?ei nc 6%B>;, de $666C
'rt% $610% 's populações indí3enas terão
direito a participar dos or3anismos cole3iados de
formulação, acompanhamento e avaliação das
políticas de saúde, tais como o .onselho
(acional de &aúde e os .onselhos 9staduais e
,unicipais de &aúde, quando for o caso% 4)ncluído
pela ?ei nc 6%B>;, de $666C
.'/:*U?- A)
D- &UR&)&*9,' D9 '*9(D),9(*- 9
)(*9+(']^- D-,).)?)'+
4)ncluído pela ?ei nc $<%!8!, de 8<<8C
'rt% $61)% &ão estaDelecidos, no TmDito do
&istema Enico de &aúde, o atendimento
domiciliar e a internação domiciliar% 4)ncluído
pela ?ei nc $<%!8!, de 8<<8C
m $
o
(a modalidade de assist"ncia de
atendimento e internação domiciliares incluem1
se, principalmente, os procedimentos médicos,
de enferma3em, fisioterap"uticos, psicol3icos e
de assist"ncia social, entre outros necess2rios ao
cuidado inte3ral dos pacientes em seu
domicílio% 4)ncluído pela ?ei nc $<%!8!, de 8<<8C
m 8
o
- atendimento e a internação
domiciliares serão realiKados por equipes
multidisciplinares que atuarão nos níveis da
medicina preventiva, terap"utica e
reaDilitadora% 4)ncluído pela ?ei nc $<%!8!, de
8<<8C
m >
o
- atendimento e a internação
domiciliares s poderão ser realiKados por
indicação médica, com eGpressa concordTncia
do paciente e de sua família% 4)ncluído pela ?ei nc
$<%!8!, de 8<<8C
.'/:*U?- A))
D- &UR&)&*9,' D9 '.-,/'(0',9(*-
DU+'(*9 - *+'R'?0- D9 /'+*-, /'+*- 9 /f&1
/'+*- ),9D)'*-
4)ncluído pela ?ei nc $$%$<B, de 8<<7C
'rt% $61I% -s serviços de saúde do &istema
Enico de &aúde 1 &U&, da rede prpria ou
conveniada, ficam oDri3ados a permitir a
presença, junto M parturiente, de $ 4umC
acompanhante durante todo o período de
traDalho de parto, parto e ps1parto
imediato% 4)ncluído pela ?ei nc $$%$<B, de 8<<7C
m $
o
- acompanhante de que trata o caput
deste arti3o ser2 indicado pela
parturiente% 4)ncluído pela ?ei nc $$%$<B, de
8<<7C
m 8
o
's ações destinadas a viaDiliKar o
pleno eGercício dos direitos de que trata este
arti3o constarão do re3ulamento da lei, a ser
elaDorado pelo r3ão competente do /oder
9Gecutivo% 4)ncluído pela ?ei nc $$%$<B, de 8<<7C
'rt% $61?% 4A9*'D-C 4)ncluído pela ?ei nc
$$%$<B, de 8<<7C
.'/:*U?- A)))
4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
D' '&&)&*`(.)' *9+'/`U*).' 9 D'
)(.-+/-+']^- D9
*9.(-?-H)' 9, &'ED9Z
'rt% $61,% ' assist"ncia terap"utica
inte3ral a que se refere a alínea d do inciso ) do
art% ;
o
consiste em# 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$,
de 8<$$C
) 1 dispensação de medicamentos e
produtos de interesse para a saúde, cuja
prescrição esteja em conformidade com as
diretriKes terap"uticas definidas em protocolo
clínico para a doença ou o a3ravo M saúde a ser
tratado ou, na falta do protocolo, em
conformidade com o disposto no art% $61
/; 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
)) 1 oferta de procedimentos terap"uticos,
em re3ime domiciliar, amDulatorial e hospitalar,
constantes de taDelas elaDoradas pelo 3estor
federal do &istema Enico de &aúde 1 &U&,
realiKados no territrio nacional por serviço
prprio, conveniado ou contratado%
'rt% $61(% /ara os efeitos do disposto no
art% $61,, são adotadas as se3uintes definições#
) 1 produtos de interesse para a saúde#
rteses, prteses, Dolsas coletoras e
equipamentos médicos;
)) 1 protocolo clínico e diretriK terap"utica#
documento que estaDelece critérios para o
dia3nstico da doença ou do a3ravo M saúde; o
tratamento preconiKado, com os medicamentos
e demais produtos apropriados, quando couDer;
as posolo3ias recomendadas; os mecanismos de
controle clínico; e o acompanhamento e a
verificação dos resultados terap"uticos, a serem
se3uidos pelos 3estores do &U&% 4)ncluído pela
?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
'rt% $61-% -s protocolos clínicos e as
diretriKes terap"uticas deverão estaDelecer os
medicamentos ou produtos necess2rios nas
diferentes fases evolutivas da doença ou do
a3ravo M saúde de que tratam, Dem como
aqueles indicados em casos de perda de efic2cia
e de sur3imento de intolerTncia ou reação
adversa relevante, provocadas pelo
medicamento, produto ou procedimento de
primeira escolha% 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$, de
8<$$C
/ar23rafo único% 9m qualquer caso, os
medicamentos ou produtos de que trata
o caput deste arti3o serão aqueles avaliados
quanto M sua efic2cia, se3urança, efetividade e
custo1efetividade para as diferentes fases
evolutivas da doença ou do a3ravo M saúde de
que trata o protocolo% 4)ncluído pela ?ei nc
$8%!<$, de 8<$$C
'rt% $61/% (a falta de protocolo clínico ou
de diretriK terap"utica, a dispensação ser2
realiKada# 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
) 1 com Dase nas relações de
medicamentos instituídas pelo 3estor federal do
&U&, oDservadas as compet"ncias estaDelecidas
nesta ?ei, e a responsaDilidade pelo
fornecimento ser2 pactuada na .omissão
)nter3estores *ripartite; 4)ncluído pela ?ei nc
$8%!<$, de 8<$$C
)) 1 no TmDito de cada 9stado e do Distrito
[ederal, de forma suplementar, com Dase nas
relações de medicamentos instituídas pelos
3estores estaduais do &U&, e a responsaDilidade
pelo fornecimento ser2 pactuada na .omissão
)nter3estores Ripartite; 4)ncluído pela ?ei nc
$8%!<$, de 8<$$C
))) 1 no TmDito de cada ,unicípio, de forma
suplementar, com Dase nas relações de
medicamentos instituídas pelos 3estores
municipais do &U&, e a responsaDilidade pelo
fornecimento ser2 pactuada no .onselho
,unicipal de &aúde% 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$,
de 8<$$C
'rt% $61\% ' incorporação, a eGclusão ou a
alteração pelo &U& de novos medicamentos,
produtos e procedimentos, Dem como a
constituição ou a alteração de protocolo clínico
ou de diretriK terap"utica, são atriDuições do
,inistério da &aúde, assessorado pela .omissão
(acional de )ncorporação de *ecnolo3ias no
&U&% 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
m $
o
' .omissão (acional de )ncorporação
de *ecnolo3ias no &U&, cuja composição e
re3imento são definidos em re3ulamento,
contar2 com a participação de $ 4umC
representante indicado pelo .onselho (acional
de &aúde e de $ 4umC representante, especialista
na 2rea, indicado pelo .onselho [ederal de
,edicina% 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
m 8
o
- relatrio da .omissão (acional de
)ncorporação de *ecnolo3ias no &U& levar2 em
consideração, necessariamente# 4)ncluído pela
?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
) 1 as evid"ncias científicas soDre a efic2cia,
a acur2cia, a efetividade e a se3urança do
medicamento, produto ou procedimento oDjeto
do processo, acatadas pelo r3ão competente
para o re3istro ou a autoriKação de uso; 4)ncluído
pela ?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
)) 1 a avaliação econômica comparativa dos
Denefícios e dos custos em relação Ms
tecnolo3ias j2 incorporadas, inclusive no que se
refere aos atendimentos domiciliar, amDulatorial
ou hospitalar, quando caDível%4)ncluído pela ?ei
nc $8%!<$, de 8<$$C
'rt% $61+% ' incorporação, a eGclusão e a
alteração a que se refere o art% $61\ serão
efetuadas mediante a instauração de processo
administrativo, a ser concluído em praKo não
superior a $B< 4cento e oitentaC dias, contado da
data em que foi protocolado o pedido, admitida a
sua prorro3ação por 6< 4noventaC dias corridos,
quando as circunstTncias eGi3irem% 4)ncluído pela
?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
m $
o
- processo de que trata o caput deste
arti3o oDservar2, no que couDer, o disposto na
?ei n
o
6%WB!, de 86 de janeiro de $666, e as
se3uintes determinações especiais# 4)ncluído
pela ?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
) 1 apresentação pelo interessado dos
documentos e, se caDível, das amostras de
produtos, na forma do re3ulamento, com
informações necess2rias para o atendimento do
disposto no m 8
o
do art% $61\; 4)ncluído pela ?ei nc
$8%!<$, de 8<$$C
)) 1 4A9*'D-C; 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$,
de 8<$$C
))) 1 realiKação de consulta púDlica que
inclua a divul3ação do parecer emitido pela
.omissão (acional de )ncorporação de
*ecnolo3ias no &U&; 4)ncluído pela ?ei nc $8%!<$,
de 8<$$C
)A 1 realiKação de audi"ncia púDlica, antes
da tomada de decisão, se a relevTncia da
matéria justificar o evento% 4)ncluído pela ?ei nc
$8%!<$, de 8<$$C
m 8
o
4A9*'D-C% 4)ncluído pela ?ei nc
$8%!<$, de 8<$$C
'rt% $61&% 4A9*'D-C% 4)ncluído pela ?ei nc
$8%!<$, de 8<$$C
'rt% $61*% &ão vedados, em todas as
esferas de 3estão do &U&# 4)ncluído pela ?ei nc
$8%!<$, de 8<$$C
) 1 o pa3amento, o ressarcimento ou o
reemDolso de medicamento, produto e
procedimento clínico ou cirúr3ico eGperimental,
ou de uso não autoriKado pela '3"ncia (acional
de Ai3ilTncia &anit2ria 1 '(A)&'; 4)ncluído pela
?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
)) 1 a dispensação, o pa3amento, o
ressarcimento ou o reemDolso de medicamento
e produto, nacional ou importado, sem re3istro
na 'nvisa%Z
'rt% $61U% ' responsaDilidade financeira
pelo fornecimento de medicamentos, produtos
de interesse para a saúde ou procedimentos de
que trata este .apítulo ser2 pactuada na
.omissão )nter3estores *ripartite% 4)ncluído pela
?ei nc $8%!<$, de 8<$$C
*:*U?- )))
D-& &9+A)]-& /+)A'D-& D9 '&&)&*`(.)' _
&'nD9
.'/:*U?- )
Do [uncionamento
'rt% 8<% -s serviços privados de assist"ncia
M saúde caracteriKam1se pela atuação, por
iniciativa prpria, de profissionais liDerais,
le3almente haDilitados, e de pessoas jurídicas de
direito privado na promoção, proteção e
recuperação da saúde%
'rt% 8$% ' assist"ncia M saúde é livre M
iniciativa privada%
'rt% 88% (a prestação de serviços privados
de assist"ncia M saúde, serão oDservados os
princípios éticos e as normas eGpedidas pelo
r3ão de direção do &istema Enico de &aúde
4&U&C quanto Ms condições para seu
funcionamento%
'rt% 8>% @ vedada a participação direta ou
indireta de empresas ou de capitais estran3eiros
na assist"ncia M saúde, salvo através de doações
de or3anismos internacionais vinculados M
-r3aniKação das (ações Unidas, de entidades de
cooperação técnica e de financiamento e
empréstimos%
m $o 9m qualquer caso é oDri3atria a
autoriKação do r3ão de direção nacional do
&istema Enico de &aúde 4&U&C, suDmetendo1se a
seu controle as atividades que forem
desenvolvidas e os instrumentos que forem
firmados%
m 8o 9Gcetuam1se do disposto neste arti3o
os serviços de saúde mantidos, sem finalidade
lucrativa, por empresas, para atendimento de
seus empre3ados e dependentes, sem qualquer
ônus para a se3uridade social%
.'/:*U?- ))
Da /articipação .omplementar
'rt% 8!% \uando as suas disponiDilidades
forem insuficientes para 3arantir a coDertura
assistencial M população de uma determinada
2rea, o &istema Enico de &aúde 4&U&C poder2
recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa
privada%
/ar23rafo único% ' participação
complementar dos serviços privados ser2
formaliKada mediante contrato ou conv"nio,
oDservadas, a respeito, as normas de direito
púDlico%
'rt% 87% (a hiptese do arti3o anterior, as
entidades filantrpicas e as sem fins lucrativos
terão prefer"ncia para participar do &istema
Enico de &aúde 4&U&C%
'rt% 8;% -s critérios e valores para a
remuneração de serviços e os parTmetros de
coDertura assistencial serão estaDelecidos pela
direção nacional do &istema Enico de &aúde
4&U&C, aprovados no .onselho (acional de
&aúde%
m $o (a fiGação dos critérios, valores,
formas de reajuste e de pa3amento da
remuneração aludida neste arti3o, a direção
nacional do &istema Enico de &aúde 4&U&C
dever2 fundamentar seu ato em demonstrativo
econômico1financeiro que 3aranta a efetiva
qualidade de eGecução dos serviços contratados%
m 8o -s serviços contratados suDmeter1se1
ão Ms normas técnicas e administrativas e aos
princípios e diretriKes do &istema Enico de &aúde
4&U&C, mantido o equilíDrio econômico e
financeiro do contrato%
m >o 4AetadoC%
m !o 'os propriet2rios, administradores e
diri3entes de entidades ou serviços contratados
é vedado eGercer car3o de chefia ou função de
confiança no &istema Enico de &aúde 4&U&C%
*:*U?- )A
D-& +9.U+&-& 0U,'(-&
'rt% 8W% ' política de recursos humanos na
2rea da saúde ser2 formaliKada e eGecutada,
articuladamente, pelas diferentes esferas de
3overno, em cumprimento dos se3uintes
oDjetivos#
) 1 or3aniKação de um sistema de formação
de recursos humanos em todos os níveis de
ensino, inclusive de ps13raduação, além da
elaDoração de pro3ramas de permanente
aperfeiçoamento de pessoal;
)) 1 4AetadoC
))) 1 4AetadoC
)A 1 valoriKação da dedicação eGclusiva aos
serviços do &istema Enico de &aúde 4&U&C%
/ar23rafo único% -s serviços púDlicos que
inte3ram o &istema Enico de &aúde 4&U&C
constituem campo de pr2tica para ensino e
pesquisa, mediante normas específicas,
elaDoradas conjuntamente com o sistema
educacional%
'rt% 8B% -s car3os e funções de chefia,
direção e assessoramento, no TmDito do &istema
Enico de &aúde 4&U&C, s poderão ser eGercidas
em re3ime de tempo inte3ral%
m $o -s servidores que le3almente
acumulam dois car3os ou empre3os poderão
eGercer suas atividades em mais de um
estaDelecimento do &istema Enico de &aúde
4&U&C%
m 8o - disposto no par23rafo anterior
aplica1se tamDém aos servidores em re3ime de
tempo inte3ral, com eGceção dos ocupantes de
car3os ou função de chefia, direção ou
assessoramento%
'rt% 86% 4AetadoC%
'rt% ><% 's especialiKações na forma de
treinamento em serviço soD supervisão serão
re3ulamentadas por .omissão (acional,
instituída de acordo com o art% $8 desta ?ei,
3arantida a participação das entidades
profissionais correspondentes%
*:*U?- A
D- [)('(.)',9(*-
.'/:*U?- )
Dos +ecursos
'rt% >$% - orçamento da se3uridade social
destinar2 ao &istema Enico de &aúde 4&U&C de
acordo com a receita estimada, os recursos
necess2rios M realiKação de suas finalidades,
previstos em proposta elaDorada pela sua
direção nacional, com a participação dos r3ãos
da /revid"ncia &ocial e da 'ssist"ncia &ocial,
tendo em vista as metas e prioridades
estaDelecidas na ?ei de DiretriKes
-rçament2rias%
'rt% >8% &ão considerados de outras fontes
os recursos provenientes de#
) 1 4AetadoC
)) 1 &erviços que possam ser prestados sem
prejuíKo da assist"ncia M saúde;
))) 1 ajuda, contriDuições, doações e
donativos;
)A 1 alienações patrimoniais e rendimentos
de capital;
A 1 taGas, multas, emolumentos e preços
púDlicos arrecadados no TmDito do &istema
Enico de &aúde 4&U&C; e
A) 1 rendas eventuais, inclusive comerciais
e industriais%
m $o 'o &istema Enico de &aúde 4&U&C
caDer2 metade da receita de que trata o inciso )
deste arti3o, apurada mensalmente, a qual ser2
destinada M recuperação de viciados%
m 8o 's receitas 3eradas no TmDito do
&istema Enico de &aúde 4&U&C serão creditadas
diretamente em contas especiais, movimentadas
pela sua direção, na esfera de poder onde forem
arrecadadas%
m >c 's ações de saneamento que venham
a ser eGecutadas supletivamente pelo &istema
Enico de &aúde 4&U&C, serão financiadas por
recursos tarif2rios específicos e outros da União,
9stados, Distrito [ederal, ,unicípios e, em
particular, do &istema [inanceiro da 0aDitação
4&[0C%
m !c 4AetadoC%
m 7c 's atividades de pesquisa e
desenvolvimento científico e tecnol3ico em
saúde serão co1financiadas pelo &istema Enico
de &aúde 4&U&C, pelas universidades e pelo
orçamento fiscal, além de recursos de
instituições de fomento e financiamento ou de
ori3em eGterna e receita prpria das instituições
eGecutoras%
m ;c 4AetadoC%
.'/:*U?- ))
Da Hestão [inanceira
'rt% >>% -s recursos financeiros do &istema
Enico de &aúde 4&U&C serão depositados em
conta especial, em cada esfera de sua atuação, e
movimentados soD fiscaliKação dos respectivos
.onselhos de &aúde%
m $c (a esfera federal, os recursos
financeiros, ori3in2rios do -rçamento da
&e3uridade &ocial, de outros -rçamentos da
União, além de outras fontes, serão
administrados pelo ,inistério da &aúde, através
do [undo (acional de &aúde%
m 8c 4AetadoC%
m >c 4AetadoC%
m !c - ,inistério da &aúde acompanhar2,
através de seu sistema de auditoria, a
conformidade M pro3ramação aprovada da
aplicação dos recursos repassados a 9stados e
,unicípios% .onstatada a malversação, desvio ou
não aplicação dos recursos, caDer2 ao ,inistério
da &aúde aplicar as medidas previstas em lei%
'rt% >!% 's autoridades respons2veis pela
distriDuição da receita efetivamente arrecadada
transferirão automaticamente ao [undo (acional
de &aúde 4[(&C, oDservado o critério do
par23rafo único deste arti3o, os recursos
financeiros correspondentes Ms dotações
consi3nadas no -rçamento da &e3uridade
&ocial, a projetos e atividades a serem
eGecutados no TmDito do &istema Enico de
&aúde 4&U&C%
/ar23rafo único% (a distriDuição dos
recursos financeiros da &e3uridade &ocial ser2
oDservada a mesma proporção da despesa
prevista de cada 2rea, no -rçamento da
&e3uridade &ocial%
'rt% >7% /ara o estaDelecimento de valores
a serem transferidos a 9stados, Distrito [ederal e
,unicípios, ser2 utiliKada a comDinação dos
se3uintes critérios, se3undo an2lise técnica de
pro3ramas e projetos#
) 1 perfil demo3r2fico da re3ião;
)) 1 perfil epidemiol3ico da população a ser
coDerta;
))) 1 características quantitativas e
qualitativas da rede de saúde na 2rea;
)A 1 desempenho técnico, econômico e
financeiro no período anterior;
A 1 níveis de participação do setor saúde
nos orçamentos estaduais e municipais;
A) 1 previsão do plano qXinqXenal de
investimentos da rede;
A)) 1 ressarcimento do atendimento a
serviços prestados para outras esferas de
3overno%
m $c ,etade dos recursos destinados a
9stados e ,unicípios ser2 distriDuída se3undo o
quociente de sua divisão pelo número de
haDitantes, independentemente de qualquer
procedimento prévio% 4+evo3ado pela ?ei
.omplementar nc $!$, de 8<$8C
m 8c (os casos de 9stados e ,unicípios
sujeitos a notrio processo de mi3ração, os
critérios demo3r2ficos mencionados nesta lei
serão ponderados por outros indicadores de
crescimento populacional, em especial o número
de eleitores re3istrados%
m >c 4AetadoC%
m !c 4AetadoC%
m 7c 4AetadoC%
m ;c - disposto no par23rafo anterior não
prejudica a atuação dos r3ãos de controle
interno e eGterno e nem a aplicação de
penalidades previstas em lei, em caso de
irre3ularidades verificadas na 3estão dos
recursos transferidos%
.'/:*U?- )))
Do /lanejamento e do -rçamento
'rt% >;% - processo de planejamento e
orçamento do &istema Enico de &aúde 4&U&C
ser2 ascendente, do nível local até o federal,
ouvidos seus r3ãos deliDerativos,
compatiDiliKando1se as necessidades da política
de saúde com a disponiDilidade de recursos em
planos de saúde dos ,unicípios, dos 9stados, do
Distrito [ederal e da União%
m $c -s planos de saúde serão a Dase das
atividades e pro3ramações de cada nível de
direção do &istema Enico de &aúde 4&U&C, e seu
financiamento ser2 previsto na respectiva
proposta orçament2ria%
m 8c @ vedada a transfer"ncia de recursos
para o financiamento de ações não previstas nos
planos de saúde, eGceto em situações
emer3enciais ou de calamidade púDlica, na 2rea
de saúde%
'rt% >W% - .onselho (acional de &aúde
estaDelecer2 as diretriKes a serem oDservadas
na elaDoração dos planos de saúde, em função
das características epidemiol3icas e da
or3aniKação dos serviços em cada jurisdição
administrativa%
'rt% >B% (ão ser2 permitida a destinação de
suDvenções e auGílios a instituições prestadoras
de serviços de saúde com finalidade lucrativa%
D'& D)&/-&)]e9& [)(')& 9 *+'(&)*f+)'&
'rt% >6% 4AetadoC%
m $c 4AetadoC%
m 8c 4AetadoC%
m >c 4AetadoC%
m !c 4AetadoC%
m 7c ' cessão de uso dos imveis de
propriedade do )namps para r3ãos inte3rantes
do &istema Enico de &aúde 4&U&C ser2 feita de
modo a preserv21los como patrimônio da
&e3uridade &ocial%
m ;c -s imveis de que trata o par23rafo
anterior serão inventariados com todos os seus
acessrios, equipamentos e outros
m Wc 4AetadoC%
m Bc - acesso aos serviços de inform2tica e
Dases de dados, mantidos pelo ,inistério da
&aúde e pelo ,inistério do *raDalho e da
/revid"ncia &ocial, ser2 asse3urado Ms
&ecretarias 9staduais e ,unicipais de &aúde ou
r3ãos con3"neres, como suporte ao processo
de 3estão, de forma a permitir a 3erencia
informatiKada das contas e a disseminação de
estatísticas sanit2rias e epidemiol3icas médico1
hospitalares%
'rt% !<% 4AetadoC
'rt% !$% 's ações desenvolvidas pela
[undação das /ioneiras &ociais e pelo )nstituto
(acional do .Tncer, supervisionadas pela
direção nacional do &istema Enico de &aúde
4&U&C, permanecerão como referencial de
prestação de serviços, formação de recursos
humanos e para transfer"ncia de tecnolo3ia%
'rt% !8% 4AetadoC%
'rt% !>% ' 3ratuidade das ações e serviços
de saúde fica preservada nos serviços púDlicos
contratados, ressalvando1se as cl2usulas dos
contratos ou conv"nios estaDelecidos com as
entidades privadas%
'rt% !!% 4AetadoC%
'rt% !7% -s serviços de saúde dos hospitais
universit2rios e de ensino inte3ram1se ao
&istema Enico de &aúde 4&U&C, mediante
conv"nio, preservada a sua autonomia
administrativa, em relação ao patrimônio, aos
recursos humanos e financeiros, ensino,
pesquisa e eGtensão nos limites conferidos pelas
instituições a que estejam vinculados%
m $c -s serviços de saúde de sistemas
estaduais e municipais de previd"ncia social
deverão inte3rar1se M direção correspondente do
&istema Enico de &aúde 4&U&C, conforme seu
TmDito de atuação, Dem como quaisquer outros
r3ãos e serviços de saúde%
m 8c 9m tempo de paK e havendo interesse
recíproco, os serviços de saúde das [orças
'rmadas poderão inte3rar1se ao &istema Enico
de &aúde 4&U&C, conforme se dispuser em
conv"nio que, para esse fim, for firmado%
'rt% !;% o &istema Enico de &aúde 4&U&C,
estaDelecer2 mecanismos de incentivos M
participação do setor privado no investimento
em ci"ncia e tecnolo3ia e estimular2 a
transfer"ncia de tecnolo3ia das universidades e
institutos de pesquisa aos serviços de saúde nos
9stados, Distrito [ederal e ,unicípios, e Ms
empresas nacionais%
'rt% !W% - ,inistério da &aúde, em
articulação com os níveis estaduais e municipais
do &istema Enico de &aúde 4&U&C, or3aniKar2, no
praKo de dois anos, um sistema nacional de
informações em saúde, inte3rado em todo o
territrio nacional, aDran3endo questões
epidemiol3icas e de prestação de serviços%
'rt% !B% 4AetadoC%
'rt% !6% 4AetadoC%
'rt% 7<% -s conv"nios entre a União, os
9stados e os ,unicípios, celeDrados para
implantação dos &istemas Unificados e
DescentraliKados de &aúde, ficarão rescindidos M
proporção que seu oDjeto for sendo aDsorvido
pelo &istema Enico de &aúde 4&U&C%
'rt% 7$% 4AetadoC%
'rt% 78% &em prejuíKo de outras sanções
caDíveis, constitui crime de empre3o irre3ular de
verDas ou rendas púDlicas 4.di3o /enal, art%
>$7C a utiliKação de recursos financeiros do
&istema Enico de &aúde 4&U&C em finalidades
diversas das previstas nesta lei%
'rt% 7>% 4AetadoC%
'rt% 7!% 9sta lei entra em vi3or na data de
sua puDlicação%
'rt% 77% &ão revo3adas a ?ei nc% 8%>$8, de >
de setemDro de $67! , a ?ei nc% ;%886, de $W de
julho de $6W7, e demais disposições em
contr2rio%
Rrasília, $6 de setemDro de $66<; $;6c da
)ndepend"ncia e $<8c da +epúDlica%
[9+('(D- .-??-+
Alceni Guerra
&resid7ncia da
'epública
8asa 8ivil
Subche$ia para
!ssuntos 9urídicos
:E) *+ ;<=2, 1E 2; 1E 1E>E0B'% 1E
<--5
Aide ?ei nc B%;B6, de
$66>
Dispõe soDre a
participação da
comunidade na 3estão do
&istema Enico de &aúde
4&U&p e soDre as
transfer"ncias
inter3overnamentais de
recursos financeiros na
2rea da saúde e d2 outras
provid"ncias%
% &'ES)1E*(E 1! 'E&ÚB:)8!, faço
saDer que o .on3resso (acional decreta e eu
sanciono a se3uinte lei#
'rt% $o - &istema Enico de &aúde 4&U&C, de
que trata a ?ei no B%<B<, de $6 de setemDro de
$66<, contar2, em cada esfera de 3overno, sem
prejuíKo das funções do /oder ?e3islativo, com
as se3uintes instTncias cole3iadas#
) 1 a .onfer"ncia de &aúde; e
)) 1 o .onselho de &aúde%
m $o ' .onfer"ncia de &aúde reunir1se12 a
cada quatro anos com a representação dos
v2rios se3mentos sociais, para avaliar a situação
de saúde e propor as diretriKes para a
formulação da política de saúde nos níveis
correspondentes, convocada pelo /oder
9Gecutivo ou, eGtraordinariamente, por esta ou
pelo .onselho de &aúde%
m 8o - .onselho de &aúde, em car2ter
permanente e deliDerativo, r3ão cole3iado
composto por representantes do 3overno,
prestadores de serviço, profissionais de saúde e
usu2rios, atua na formulação de estraté3ias e no
controle da eGecução da política de saúde na
instTncia correspondente, inclusive nos aspectos
econômicos e financeiros, cujas decisões serão
homolo3adas pelo chefe do poder le3almente
constituído em cada esfera do 3overno%
m >o - .onselho (acional de &ecret2rios de
&aúde 4.onassC e o .onselho (acional de
&ecret2rios ,unicipais de &aúde 4.onasemsC
terão representação no .onselho (acional de
&aúde%
m !o ' representação dos usu2rios nos
.onselhos de &aúde e .onfer"ncias ser2
parit2ria em relação ao conjunto dos demais
se3mentos%
m 7o 's .onfer"ncias de &aúde e os
.onselhos de &aúde terão sua or3aniKação e
normas de funcionamento definidas em
re3imento prprio, aprovadas pelo respectivo
conselho%
'rt% 8o -s recursos do [undo (acional de
&aúde 4[(&C serão alocados como#
) 1 despesas de custeio e de capital do
,inistério da &aúde, seus r3ãos e entidades, da
administração direta e indireta;
)) 1 investimentos previstos em lei
orçament2ria, de iniciativa do /oder ?e3islativo e
aprovados pelo .on3resso (acional;
))) 1 investimentos previstos no /lano
\XinqXenal do ,inistério da &aúde;
)A 1 coDertura das ações e serviços de
saúde a serem implementados pelos ,unicípios,
9stados e Distrito [ederal%
/ar23rafo único% -s recursos referidos no
inciso )A deste arti3o destinar1se1ão a
investimentos na rede de serviços, M coDertura
assistencial amDulatorial e hospitalar e Ms
demais ações de saúde%
'rt% >o -s recursos referidos no inciso )A do
art% 8o desta lei serão repassados de forma
re3ular e autom2tica para os ,unicípios, 9stados
e Distrito [ederal, de acordo com os critérios
previstos no art% >7 da ?ei no B%<B<, de $6 de
setemDro de $66<%
m $o 9nquanto não for re3ulamentada a
aplicação dos critérios previstos no art% >7 da ?ei
no B%<B<, de $6 de setemDro de $66<, ser2
utiliKado, para o repasse de recursos,
eGclusivamente o critério estaDelecido no m $o do
mesmo arti3o%
m 8o -s recursos referidos neste arti3o
serão destinados, pelo menos setenta por cento,
aos ,unicípios, afetando1se o restante aos
9stados%
m >o -s ,unicípios poderão estaDelecer
consrcio para eGecução de ações e serviços de
saúde, remanejando, entre si, parcelas de
recursos previstos no inciso )A do art% 8o desta
lei%
'rt% !o /ara receDerem os recursos, de que
trata o art% >o desta lei, os ,unicípios, os 9stados
e o Distrito [ederal deverão contar com#
) 1 [undo de &aúde;
)) 1 .onselho de &aúde, com composição
parit2ria de acordo com o Decreto no 66%!>B, de
W de a3osto de $66<;
))) 1 plano de saúde;
)A 1 relatrios de 3estão que permitam o
controle de que trata o m !o do art% >> da ?ei no
B%<B<, de $6 de setemDro de $66<;
A 1 contrapartida de recursos para a saúde
no respectivo orçamento;
A) 1 .omissão de elaDoração do /lano de
.arreira, .ar3os e &al2rios 4/..&C, previsto o
praKo de dois anos para sua implantação%
/ar23rafo único% - não atendimento pelos
,unicípios, ou pelos 9stados, ou pelo Distrito
[ederal, dos requisitos estaDelecidos neste
arti3o, implicar2 em que os recursos
concernentes sejam administrados,
respectivamente, pelos 9stados ou pela União%
'rt% 7o @ o ,inistério da &aúde, mediante
portaria do ,inistro de 9stado, autoriKado a
estaDelecer condições para aplicação desta lei%
'rt% ;o 9sta lei entra em vi3or na data de
sua puDlicação%
'rt% Wo +evo3am1se as disposições em
contr2rio%
Rrasília, 8B de deKemDro de $66<; $;6o da
)ndepend"ncia e $<8o da +epúDlica%
[9+('(D- .-??-+
Alceni Guerra
RESOLUÇÃO Nº333 DE 4 DE NOVEMBRO DE 2003
O Plenário do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em sua
Centésima Trigésima Sexta Reunião Ordinária, realiada
nos
dias ! e " de no#em$ro de %&&!, no uso de suas
com'et(ncias
regimentais e atri$ui)*es con+eridas 'ela ,ei n- ./&.&, de 01
de setem$ro de 011&, e 'ela ,ei n- ./0"%, de %. de deem$ro
de 011&, eConsiderando os de$ates ocorridos nos Conselhos
de Saúde,nas tr(s es+eras de 2o#erno, na 3 Plenária
Nacional de Conselhos de Saúde, nas Plenárias Regionais e
4staduais de Conselhos de Saúde, na 15, na 0&5 e na 005
Con+er(ncias Nacionais de Saúde, e nas Con+er(ncias
4staduais, do 6istrito 7ederal e 8unici'ais de
Saúde9Considerando a ex'eri(ncia :á acumulada do Controle
Social da saúde e reiteradas demandas de Conselhos
4staduais e 8unici'ais re+erentes ;s 'ro'ostas de
com'osi)ão, organia)ão e +uncionamento dos Conselhos de
Saúde, con+orme < =-, inciso >>, artigo 0-, da ,ei N- ./0"%,
de %. de deem$ro de 011&9 Considerando a am'la
discussão da Resolu)ão do CNS n-
!!?1% realiada nos es'a)os de Controle Social, entre os
@uais
se destacam as Plenárias de Conselhos de Saúde9
Considerando o o$:eti#o de consolidar, +ortalecer, am'liar
e acelerar o 'rocesso de Controle Social do SAS, 'or
intermédio
dos Conselhos Nacional, 4staduais,8unici'ais, das
Con+er(ncias
de Saúde e das Plenárias de Conselhos de Saúde9 e
Considerando @ue os Conselhos de Saúde, consagrados 'ela
e+eti#a 'artici'a)ão da sociedade ci#il organiada,
re'resentam
um 'Blo de @uali+ica)ão de cidadãos 'ara o Controle Social
nas
demais es+eras da a)ão do 4stado/
R 4 S O , C 4D
E'ro#ar as seguintes 6>R4TR>F4S PERE CR>EGHO,
R47OR8A,EGHO, 4STRATAREGHO 4
7ANC>ONE84NTO 6OS
CONS4,IOS 64 SEJ64D
D' D9[)()]^- D- .-(&9?0- D9 &'ED9
/rimeira DiretriK# .onselho de &aúde é r3ão
cole3iado,
deliDerativo e permanente do &istema Enico de
&aúde 4&U&C
em cada esfera de Hoverno, inte3rante da
estrutura D2sica do
,inistério da &aúde, da &ecretaria de &aúde dos
9stados, do
Distrito [ederal e dos ,unicípios, com
composição, or3aniKação
e compet"ncia fiGadas na ?ei nc B%$!8N6<% -
processo Dem1sucedido de descentraliKação tem
determinado a ampliação
dos .onselhos de &aúde que ora se estaDelecem
tamDém em
.onselhos +e3ionais, .onselhos ?ocais,
.onselhos Distritais de
&aúde, incluindo os .onselhos Distritais
&anit2rios )ndí3enas, soD
a coordenação dos .onselhos de &aúde da
esfera correspondente%
- .onselho de &aúde consuDstancia a
participação da sociedade
or3aniKada na administração da &aúde, como
&uDsistema da
&e3uridade &ocial, propiciando seu controle
social%
/ar23rafo único% 'tua na formulação e
proposição de
estraté3ias e no controle da eGecução das
/olíticas de &aúde,
inclusive em seus aspectos econômicos e
financeiros%
D' .+)']^- 9 +9[-+,U?']^- D-&
.-(&9?0-& D9 &'ED9
&e3unda DiretriK# ' criação dos .onselhos de
&aúde é
estaDelecida por lei municipal, estadual ou
federal, com Dase
na ?ei nc B%$!8N6<%
/ar23rafo único% (a criação e reformulação dos
.onselhos de
&aúde o poder eGecutivo, respeitando os
princípios da democracia,
dever2 acolher as demandas da população,
consuDstanciadas
nas confer"ncias de saúde%
D' -+H'()k']^- D-& .-(&9?0-& D9 &'ED9
*erceira DiretriK# ' participação da sociedade
or3aniKada,
3arantida na ?e3islação, torna os .onselhos de
&aúde uma instTncia
privile3iada na proposição, discussão,
acompanhamento,
deliDeração, avaliação e fiscaliKação da
implementação da /olítica
de &aúde, inclusive em seus aspectos
econômicos e financeiros% '
le3islação estaDelece, ainda, a composição
parit2ria de usu2rios,
em relação ao conjunto dos demais se3mentos
representados% -
.onselho de &aúde ser2 composto por
representantes de usu2rios,
de traDalhadores de saúde, do 3overno e de
prestadores de serviços
de saúde, sendo o seu /residente eleito entre os
memDros do
.onselho, em +eunião /len2ria%
) 1 - número de conselheiros ser2 indicado pelos
/len2rios
dos .onselhos de &aúde e das .onfer"ncias de
&aúde, devendo
ser definido em ?ei%
)) 1 ,antendo ainda o que propôs a +esolução nc
>>N68 do
.(& e consoante as recomendações da $<a e da
$$a .onfer"ncias
(acionais de &aúde, as va3as deverão ser
distriDuídas da se3uinte
forma#
aC 7<d de entidades de usu2rios;
DC 87d de entidades dos traDalhadores de
saúde;
cC 87d de representação de 3overno, de
prestadores de
serviços privados conveniados, ou sem fins
lucrativos%
))) 1 ' representação de r3ãos ou entidades ter2
como
critério a representatividade, a aDran3"ncia e a
complementaridade
do conjunto de forças sociais, no TmDito de
atuação do .onselho
de &aúde% De acordo com as especificidades
locais, aplicando o
princípio da paridade, poderão ser
contempladas, dentre outras,
as se3uintes representações#
aC de associações de portadores de patolo3ias;
DC de associações de portadores de defici"ncias;
cC de entidades indí3enas;
dC de movimentos sociais e populares
or3aniKados;
eC movimentos or3aniKados de mulheres, em
saúde;
fC de entidades de aposentados e pensionistas;
3C de entidades con3re3adas de sindicatos,
centrais
sindicais, confederações e federações de
traDalhadores urDanos
e rurais;
hC de entidades de defesa do consumidor;
iC de or3aniKações de moradores%
jC de entidades amDientalistas;
qC de or3aniKações reli3iosas;
lC de traDalhadores da 2rea de saúde#
associações, sindicatos,
federações, confederações e conselhos de
classe;
mC da comunidade científica;
nC de entidades púDlicas, de hospitais
universit2rios e
hospitais campo de est23io, de pesquisa e
desenvolvimento;
oC entidades patronais;
pC de entidades dos prestadores de serviço de
saúde;
qC de Hoverno%
)A 1 -s representantes no .onselho de &aúde
serão indicados,
por escrito, pelos seus respectivos se3mentos
entidades, de
acordo com a sua or3aniKação ou de seus fruns
prprios e
independentes%
A 1 - mandato dos conselheiros ser2 definido no
+e3imento
)nterno do .onselho, não devendo coincidir com
o mandato do
Hoverno 9stadual, ,unicipal, do Distrito [ederal
ou do Hoverno
[ederal, su3erindo1se a duração de dois anos,
podendo os
conselheiros serem reconduKidos, a critério das
respectivas
representações%
A) 1 ' ocupação de car3os de confiança ou de
chefia que
interfiram na autonomia representativa do
conselheiro, deve
ser avaliada como possível impedimento da
representação
do se3mento e, a juíKo da entidade, pode ser
indicativo de
suDstituição do conselheiro%
A)) 1 ' participação do /oder ?e3islativo e
Iudici2rio não
caDe nos .onselhos de &aúde, em face da
independ"ncia entre
os /oderes%
A))) 1 \uando não houver .onselho de &aúde em
determinado
,unicípio, caDer2 ao .onselho 9stadual de
&aúde assumir,
junto ao eGecutivo municipal, a convocação e
realiKação da
$a .onfer"ncia ,unicipal de &aúde, que ter2
como um de seus
oDjetivos a criação e a definição da composição
do .onselho
,unicipal% - mesmo ser2 atriDuído ao .(&,
quando da criação
de novo 9stado da [ederação%
)5 1 -s se3mentos que compõem o .onselho de
&aúde
são escolhidos para representar a sociedade
como um todo, no
aprimoramento do &istema Enico de &aúde
4&U&C%
5 1 ' função de .onselheiro é de relevTncia
púDlica e,
portanto, 3arante sua dispensa do traDalho sem
prejuíKo para o conselheiro, durante o período
das reuniões, capacitações e
ações específicas do .onselho de &aúde%
D' 9&*+U*U+' 9 [U(.)(',9(*-& D-&
.-(&9?0-& D9 &'ED9
\uarta DiretriK# -s Hovernos 3arantirão
autonomia para o
pleno funcionamento do .onselho de &aúde,
dotação orçament2ria,
&ecretaria 9Gecutiva e estrutura administrativa%
) 1 - .onselho de &aúde define, por deliDeração
de seu
/len2rio, sua estrutura administrativa e o quadro
de pessoal
conforme os preceitos da (-R de +ecursos
0umanos do &U&%
)) 1 's formas de estruturação interna do
.onselho de &aúde
voltadas para a coordenação e direção dos
traDalhos deverão
3arantir a funcionalidade na distriDuição de
atriDuições entre
conselheiros e servidores, fortalecendo o
processo democr2tico,
no que evitar2 qualquer procedimento que crie
hierarquia de
poder entre conselheiros ou permita medidas
tecnocr2ticas no
seu funcionamento%
))) 1 ' &ecretaria 9Gecutiva é suDordinada ao
/len2rio do
.onselho de &aúde, que definir2 sua estrutura e
dimensão%
)A 1 - orçamento do .onselho de &aúde ser2
3erenciado
pelo prprio .onselho de &aúde%
A 1 - /len2rio do .onselho de &aúde que se
reunir2, no
mínimo, a cada m"s e, eGtraordinariamente,
quando necess2rio,
funcionar2 Daseado em seu +e3imento )nterno j2
aprovado% '
pauta e o material de apoio Ms reuniões devem
ser encaminhados
aos conselheiros com anteced"ncia% 's reuniões
plen2rias são
aDertas ao púDlico%
A) 1 - .onselho de &aúde eGerce suas atriDuições
mediante o
funcionamento do /len2rio, que, além das
comissões intersetoriais,
estaDelecidas na ?ei nc B%<B<N6<, instalar2
comissões internas
eGclusivas de conselheiros, de car2ter
tempor2rio ou permanente,
Dem como outras comissões intersetoriais e
3rupos de traDalho
para ações transitrias% Hrupos de traDalho
poderão contar com
inte3rantes não conselheiros%
A)) 1 - .onselho de &aúde constituir2 uma
.oordenação
Heral ou ,esa Diretora, respeitando a paridade
eGpressa nesta
+esolução, eleita em /len2rio, inclusive o seu
/residente ou
.oordenador%
A))) 1 's decisões do .onselho de &aúde serão
adotadas
mediante qurum mínimo da metade mais um
de seus
inte3rantes%
)5 1 \ualquer alteração na or3aniKação dos
.onselhos
de &aúde preservar2 o que est2 3arantido em
?ei, e deve ser
proposta pelo prprio conselho e votada em
reunião plen2ria,
para ser alterada em seu +e3imento )nterno e
homolo3ada pelo
3estor do nível correspondente%
5 1 ' cada tr"s meses dever2 constar das pautas
e asse3urado
o pronunciamento do 3estor das respectivas
esferas de 3overno,
para que faça prestação de contas em relatrio
detalhado contendo
dentre outros, andamento da a3enda de saúde
pactuada, relatrio
de 3estão, dados soDre o montante e a forma de
aplicação dos
recursos, as auditorias iniciadas e concluídas no
período, Dem
como a produção e a oferta de serviços na rede
assistencial
prpria contratada ou conveniada, de acordo
com o arti3o $8
da ?ei n%c B%;B6N6>, destacando1se o 3rau de
con3ru"ncia com
os princípios e diretriKes do &U&%
5) 1 -s .onselhos de &aúde, desde que com a
devida
justificativa, Duscarão auditorias eGternas e
independentes, soDre
as contas e atividades do Hestor do &U&, ouvido
o ,inistério
/úDlico%
5)) 1 - /leno do .onselho dever2 manifestar1se
por meio de
resoluções, recomendações, moções e outros
atos deliDerativos%
's resoluções serão oDri3atoriamente
homolo3adas pelo chefe
do poder constituído em cada esfera de 3overno,
em um praKo
de >< 4trintaC dias, dando1se1lhes puDlicidade
oficial% Decorrido
o praKo mencionado e não sendo homolo3ada a
resolução, nem
enviada pelo 3estor ao .onselho justificativa
com proposta de
alteração ou rejeição a ser apreciada na reunião
se3uinte, as
entidades que inte3ram o .onselho de &aúde
podem Duscar a
validação das resoluções, recorrendo, quando
necess2rio, ao
,inistério /úDlico%
D' .-,/9*`(.)' D-& .-(&9?0-& D9 &'ED9
\uinta DiretriK# 'os .onselhos de &aúde
(acional,
9staduais, ,unicipais e do Distrito [ederal, que
t"m compet"ncias
definidas nas leis federais, Dem como, em
indicações advindas
das .onfer"ncias de &aúde, compete#
) 1 )mplementar a moDiliKação e articulação
contínuas
da sociedade, na defesa dos princípios
constitucionais que
fundamentam o &U&, para o controle social de
&aúde%
)) 1 9laDorar o +e3imento )nterno do .onselho e
outras
normas de funcionamento%
))) 1 Discutir, elaDorar e aprovar proposta de
operacionaliKação
das diretriKes aprovadas pelas .onfer"ncias de
&aúde%
)A = 'tuar na formulação e no controle da
eGecução da
política de saúde, incluindo os seus aspectos
econômicos e
financeiros e propor estraté3ias para a sua
aplicação aos setores
púDlico e privado%
A 1 Definir diretriKes para elaDoração dos planos
de
saúde e soDre eles deliDerar, conforme as
diversas situações
epidemiol3icas e a capacidade or3aniKacional
dos serviços%
A) 1 9staDelecer estraté3ias e procedimentos de
acompanhamento da 3estão do &U&,
articulando1se com os
demais cole3iados como os de se3uridade, meio
amDiente,
justiça, educação, traDalho, a3ricultura, idosos,
criança e
adolescente e outros%
A)) 1 /roceder M revisão peridica dos planos de
saúde%
A))) 1 DeliDerar soDre os pro3ramas de saúde e
aprovar
projetos a serem encaminhados ao /oder
?e3islativo, propor a
adoção de critérios definidores de qualidade e
resolutividade,
atualiKando1os em face do processo de
incorporação dos avanços
científicos e tecnol3icos, na 2rea da &aúde%
)5 1 9staDelecer diretriKes e critérios operacionais
relativos
M localiKação e ao tipo de unidades prestadoras
de serviços de
saúde púDlicos e privados, no TmDito do &U&,
tendo em vista o
direito ao acesso universal Ms ações de
promoção, proteção e
recuperação da saúde em todos os níveis de
compleGidade dos
serviços, soD a diretriK da
hierarquiKaçãoNre3ionaliKação da oferta
e demanda de serviços, conforme o princípio da
eqXidade
5 1 'valiar, eGplicitando os critérios utiliKados, a
or3aniKação
e o funcionamento do &istema Enico de &aúde 1
&U&%
5) 1 'valiar e deliDerar soDre contratos e
conv"nios,
conforme as diretriKes dos /lanos de &aúde
(acional, 9staduais,
do Distrito [ederal e ,unicipais%
5)) = 'provar a proposta orçament2ria anual da
saúde,
tendo em vista as metas e prioridades
estaDelecidas na ?ei
de DiretriKes -rçament2rias 4arti3o $67, m 8c da
.onstituição
[ederalC, oDservado o princípio do processo de
planejamento e
orçamentação ascendentes 4arti3o >; da ?ei nc
B%<B<N6<C%
5))) 1 /ropor critérios para pro3ramação e
eGecução
financeira e orçament2ria dos [undos de &aúde
e acompanhar
a movimentação e destinação dos recursos%
5)A 1 [iscaliKar e controlar 3astos e deliDerar
soDre critérios
de movimentação de recursos da &aúde,
incluindo o [undo de
&aúde e os transferidos e prprios do ,unicípio,
9stado, Distrito
[ederal e da União%
5A 1 'nalisar, discutir e aprovar o relatrio de
3estão, com
a prestação de contas e informações financeiras,
repassadas
em tempo h2Dil aos conselheiros, acompanhado
do devido
assessoramento%
5A) 1 [iscaliKar e acompanhar o desenvolvimento
das ações
e dos serviços de saúde e encaminhar os indícios
de denúncias
aos respectivos r3ãos, conforme le3islação
vi3ente%
5A)) 1 9Gaminar propostas e denúncias de
indícios de
irre3ularidades, responder no seu TmDito a
consultas soDre
assuntos pertinentes Ms ações e aos serviços de
saúde, Dem
como apreciar recursos a respeito de
deliDerações do .onselho,
nas suas respectivas instTncias%
5A))) 1 9staDelecer critérios para a determinação
de periodicidade das .onfer"ncias de &aúde,
propor sua
convocação, estruturar a comissão or3aniKadora,
suDmeter o
respectivo re3imento e pro3rama ao /leno do
.onselho de &aúde
correspondente, eGplicitando deveres e papéis
dos conselheiros
nas pré1confer"ncias e confer"ncias de saúde%
5)5 1 9stimular articulação e intercTmDio entre
os .onselhos
de &aúde e entidades 3overnamentais e
privadas, visando M
promoção da &aúde
55 1 9stimular, apoiar e promover estudos e
pesquisas soDre
assuntos e temas na 2rea de saúde pertinentes
ao desenvolvimento
do &istema Enico de &aúde 4&U&C%
55) 1 9staDelecer ações de informação, educação
e
comunicação em saúde e divul3ar as funções e
compet"ncias
do .onselho de &aúde, seus traDalhos e decisões
por todos os
meios de comunicação, incluindo informações
soDre as a3endas,
datas e local das reuniões%
55)) 1 'poiar e promover a educação para o
controle social%
.onstarão do conteúdo pro3ram2tico os
fundamentos tericos
da saúde, a situação epidemiol3ica, a
or3aniKação do &U&, a
situação real de funcionamento dos serviços do
&U&, as atividades
e compet"ncias do .onselho de &aúde, Dem
como a ?e3islação
do &U&, suas políticas de saúde, orçamento e
financiamento%
55))) 1 'provar, encaminhar e avaliar a política
para os
+ecursos 0umanos do &U&%
55)A 1 'companhar a implementação das
deliDerações
constantes do relatrio das plen2rias dos
conselhos de saúde%
9sta +esolução entra em vi3or na data de sua
puDlicação%
[icam revo3adas as +esoluções do .(& de nc
>>N$668 e
a de nc >$6N8<<8%
0U,R9+*- .-&*'
/residente do .onselho (acional de &aúde
0omolo3o a +esolução .(& (c >>>, de ! de
novemDro de
8<<>, nos termos do Decreto de Dele3ação de
.ompet"ncia de
$8 de novemDro de $66$%
0U,R9+*- .-&*'
,inistro de 9stado da &aúde

COST>TA>GHO
.'/:*U?- ))
D' &9HU+)D'D9 &-.)'?
&eção )
D)&/-&)]e9& H9+')&
'rt% $6!% ' se3uridade social compreende
um conjunto inte3rado de ações de iniciativa dos
/oderes /úDlicos e da sociedade, destinadas a
asse3urar os direitos relativos M saúde, M
previd"ncia e M assist"ncia social%
/ar23rafo único% .ompete ao /oder /úDlico,
nos termos da lei, or3aniKar a se3uridade social,
com Dase nos se3uintes oDjetivos#
) 1 universalidade da coDertura e do
atendimento;
)) 1 uniformidade e equival"ncia dos
Denefícios e serviços Ms populações urDanas e
rurais;
))) 1 seletividade e distriDutividade na
prestação dos Denefícios e serviços;
)A 1 irredutiDilidade do valor dos Denefícios;
A 1 eqXidade na forma de participação no
custeio;
A) 1 diversidade da Dase de financiamento;
A)) 1 car2ter democr2tico e descentraliKado
da administração, mediante 3estão
quadripartite, com participação dos
traDalhadores, dos empre3adores, dos
aposentados e do Hoverno nos r3ãos
cole3iados%4+edação dada pela 9menda
.onstitucional nc 8<, de $66BC
'rt% $67% ' se3uridade social ser2 financiada
por toda a sociedade, de forma direta e indireta,
nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos
9stados, do Distrito [ederal e dos ,unicípios, e
das se3uintes contriDuições sociais#
) 1 do empre3ador, da empresa e da
entidade a ela equiparada na forma da lei,
incidentes soDre# 4+edação dada pela 9menda
.onstitucional nc 8<, de $66BC
aC a folha de sal2rios e demais rendimentos
do traDalho pa3os ou creditados, a qualquer
título, M pessoa física que lhe preste serviço,
mesmo sem vínculo empre3atício; 4)ncluído pela
9menda .onstitucional nc 8<, de $66BC
DC a receita ou o faturamento; 4)ncluído pela
9menda .onstitucional nc 8<, de $66BC
cC o lucro; 4)ncluído pela 9menda
.onstitucional nc 8<, de $66BC
)) 1 do traDalhador e dos demais se3urados
da previd"ncia social, não incidindo contriDuição
soDre aposentadoria e pensão concedidas pelo
re3ime 3eral de previd"ncia social de que trata o
art% 8<$; 4+edação dada pela 9menda
.onstitucional nc 8<, de $66BC
))) 1 soDre a receita de concursos de
pro3nsticos%
)A 1 do importador de Dens ou serviços do
eGterior, ou de quem a lei a ele
equiparar% 4)ncluído pela 9menda .onstitucional
nc !8, de $6%$8%8<<>C
m $c 1 's receitas dos 9stados, do Distrito
[ederal e dos ,unicípios destinadas M
se3uridade social constarão dos respectivos
orçamentos, não inte3rando o orçamento da
União%
m 8c 1 ' proposta de orçamento da
se3uridade social ser2 elaDorada de forma
inte3rada pelos r3ãos respons2veis pela saúde,
previd"ncia social e assist"ncia social, tendo em
vista as metas e prioridades estaDelecidas na lei
de diretriKes orçament2rias, asse3urada a
cada 2rea a 3estão de seus recursos%
m >c 1 ' pessoa jurídica em déDito com o
sistema da se3uridade social, como estaDelecido
em lei, não poder2 contratar com o /oder /úDlico
nem dele receDer Denefícios ou incentivos fiscais
ou creditícios%
m !c 1 ' lei poder2 instituir outras fontes
destinadas a 3arantir a manutenção ou
eGpansão da se3uridade social, oDedecido o
disposto no art% $7!, )%
m 7c 1 (enhum Denefício ou serviço da
se3uridade social poder2 ser criado, majorado ou
estendido sem a correspondente fonte de
custeio total%
m ;c 1 's contriDuições sociais de que trata
este arti3o s poderão ser eGi3idas aps
decorridos noventa dias da data da puDlicação
da lei que as houver instituído ou modificado,
não se lhes aplicando o disposto no art% $7<, ))),
gDg%
m Wc 1 &ão isentas de contriDuição para a
se3uridade social as entidades Deneficentes de
assist"ncia social que atendam Ms eGi3"ncias
estaDelecidas em lei%
m Bc - produtor, o parceiro, o meeiro e o
arrendat2rio rurais e o pescador artesanal, Dem
como os respectivos cônju3es, que eGerçam suas
atividades em re3ime de economia familiar, sem
empre3ados permanentes, contriDuirão para a
se3uridade social mediante a aplicação de uma
alíquota soDre o resultado da comercialiKação da
produção e farão jus aos Denefícios nos termos
da lei% 4+edação dada pela 9menda
.onstitucional nc 8<, de $66BC
m 6c 's contriDuições sociais previstas no
inciso ) do caput deste arti3o poderão ter
alíquotas ou Dases de c2lculo diferenciadas, em
raKão da atividade econômica, da utiliKação
intensiva de mão1deoDra, do porte da empresa
ou da condição estrutural do mercado de
traDalho% 4+edação dada pela 9menda
.onstitucional nc !W, de 8<<7C
m $<% ' lei definir2 os critérios de
transfer"ncia de recursos para o sistema único
de saúde e ações de assist"ncia social da União
para os 9stados, o Distrito [ederal e os
,unicípios, e dos 9stados para os ,unicípios,
oDservada a respectiva contrapartida de
recursos% 4)ncluído pela 9menda .onstitucional
nc 8<, de $66BC
m $$% @ vedada a concessão de remissão ou
anistia das contriDuições sociais de que tratam
os incisos ), a, e )) deste arti3o, para déDitos em
montante superior ao fiGado em lei
complementar% 4)ncluído pela 9menda
.onstitucional nc 8<, de $66BC
m $8% ' lei definir2 os setores de atividade
econômica para os quais as contriDuições
incidentes na forma dos incisos ), D; e )A
do caput, serão não1cumulativas% 4)ncluído pela
9menda .onstitucional nc !8, de $6%$8%8<<>C
m $>% 'plica1se o disposto no m $8 inclusive
na hiptese de suDstituição 3radual, total ou
parcial, da contriDuição incidente na forma do
inciso ), a, pela incidente soDre a receita ou o
faturamento% 4)ncluído pela 9menda
.onstitucional nc !8, de $6%$8%8<<>C
&eção ))
D' &'ED9
'rt% $6;% ' saúde é direito de todos e dever
do 9stado, 3arantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem M redução do risco de
doença e de outros a3ravos e ao acesso
universal e i3ualit2rio Ms ações e serviços para
sua promoção, proteção e recuperação%
'rt% $6W% &ão de relevTncia púDlica as ações
e serviços de saúde, caDendo ao /oder /úDlico
dispor, nos termos da lei, soDre sua
re3ulamentação, fiscaliKação e controle,
devendo sua eGecução ser feita diretamente ou
através de terceiros e, tamDém, por pessoa física
ou jurídica de direito privado%
'rt% $6B% 's ações e serviços púDlicos de
saúde inte3ram uma rede re3ionaliKada e
hierarquiKada e constituem um sistema único,
or3aniKado de acordo com as se3uintes
diretriKes#
) 1 descentraliKação, com direção única em
cada esfera de 3overno;
)) 1 atendimento inte3ral, com prioridade
para as atividades preventivas, sem prejuíKo dos
serviços assistenciais;
))) 1 participação da comunidade%
m $c% - sistema único de saúde ser2
financiado, nos termos do art% $67, com recursos
do orçamento da se3uridade social, da União,
dos 9stados, do Distrito [ederal e dos ,unicípios,
além de outras fontes%4/ar23rafo único
renumerado para m $c pela 9menda
.onstitucional nc 86, de 8<<<C
m 8c ' União, os 9stados, o Distrito [ederal e
os ,unicípios aplicarão, anualmente, em ações e
serviços púDlicos de saúde recursos mínimos
derivados da aplicação de percentuais
calculados soDre# 4)ncluído pela 9menda
.onstitucional nc 86, de 8<<<C
) = no caso da União, na forma definida nos
termos da lei complementar prevista no m
>c; 4)ncluído pela 9menda .onstitucional nc 86,
de 8<<<C
)) = no caso dos 9stados e do Distrito
[ederal, o produto da arrecadação dos impostos
a que se refere o art% $77 e dos recursos de que
tratam os arts% $7W e $76, inciso ), alínea a, e
inciso )), deduKidas as parcelas que forem
transferidas aos respectivos ,unicípios; 4)ncluído
pela 9menda .onstitucional nc 86, de 8<<<C
))) = no caso dos ,unicípios e do Distrito
[ederal, o produto da arrecadação dos impostos
a que se refere o art% $7; e dos recursos de que
tratam os arts% $7B e $76, inciso ), alínea D e m
>c%4)ncluído pela 9menda .onstitucional nc 86,
de 8<<<C
m >c ?ei complementar, que ser2 reavaliada
pelo menos a cada cinco anos, estaDelecer2#
4)ncluído pela 9menda .onstitucional nc 86, de
8<<<C
) = os percentuais de que trata o m
8c; 4)ncluído pela 9menda .onstitucional nc 86,
de 8<<<C
)) = os critérios de rateio dos recursos da
União vinculados M saúde destinados aos
9stados, ao Distrito [ederal e aos ,unicípios, e
dos 9stados destinados a seus respectivos
,unicípios, oDjetivando a pro3ressiva redução
das disparidades re3ionais; 4)ncluído pela
9menda .onstitucional nc 86, de 8<<<C
))) = as normas de fiscaliKação, avaliação e
controle das despesas com saúde nas esferas
federal, estadual, distrital e municipal; 4)ncluído
pela 9menda .onstitucional nc 86, de 8<<<C
)A = as normas de c2lculo do montante a ser
aplicado pela União% 4)ncluído pela 9menda
.onstitucional nc 86, de 8<<<C
m !c -s 3estores locais do sistema único de
saúde poderão admitir a3entes comunit2rios de
saúde e a3entes de comDate Ms endemias por
meio de processo seletivo púDlico, de acordo
com a natureKa e compleGidade de suas
atriDuições e requisitos específicos para sua
atuação% %4)ncluído pela 9menda .onstitucional
nc 7$, de 8<<;C
m 7c ?ei federal dispor2 soDre o re3ime
jurídico e a re3ulamentação das atividades de
a3ente comunit2rio de saúde e a3ente de
comDate Ms endemias% 4)ncluído pela 9menda
.onstitucional nc 7$, de 8<<;C
m ;c 'lém das hipteses previstas no m $c do
art% !$ e no m !c do art% $;6 da .onstituição
[ederal, o servidor que eGerça funções
equivalentes Ms de a3ente comunit2rio de saúde
ou de a3ente de comDate Ms endemias poder2
perder o car3o em caso de descumprimento dos
requisitos específicos, fiGados em lei, para o seu
eGercício% 4)ncluído pela 9menda .onstitucional
nc 7$, de 8<<;C
'rt% $66% ' assist"ncia M saúde é livre M
iniciativa privada%
m $c 1 's instituições privadas poderão
participar de forma complementar do sistema
único de saúde, se3undo diretriKes deste,
mediante contrato de direito púDlico ou
conv"nio, tendo prefer"ncia as entidades
filantrpicas e as sem fins lucrativos%
m 8c 1 @ vedada a destinação de recursos
púDlicos para auGílios ou suDvenções Ms
instituições privadas com fins lucrativos%
m >c 1 @ vedada a participação direta ou
indireta de empresas ou capitais estran3eiros na
assist"ncia M saúde no /aís, salvo nos casos
previstos em lei%
m !c 1 ' lei dispor2 soDre as condições e os
requisitos que facilitem a remoção de r3ãos,
tecidos e suDstTncias humanas para fins de
transplante, pesquisa e tratamento, Dem como a
coleta, processamento e transfusão de san3ue e
seus derivados, sendo vedado todo tipo de
comercialiKação%
'rt% 8<<% 'o sistema único de saúde
compete, além de outras atriDuições, nos termos
da lei#
) 1 controlar e fiscaliKar procedimentos,
produtos e suDstTncias de interesse para a
saúde e participar da produção de
medicamentos, equipamentos, imunoDiol3icos,
hemoderivados e outros insumos;
)) 1 eGecutar as ações de vi3ilTncia sanit2ria
e epidemiol3ica, Dem como as de saúde do
traDalhador;
))) 1 ordenar a formação de recursos
humanos na 2rea de saúde;
)A 1 participar da formulação da política e da
eGecução das ações de saneamento D2sico;
A 1 incrementar em sua 2rea de atuação o
desenvolvimento científico e tecnol3ico;
A) 1 fiscaliKar e inspecionar alimentos,
compreendido o controle de seu teor nutricional,
Dem como DeDidas e 23uas para consumo
humano;
A)) 1 participar do controle e fiscaliKação da
produção, transporte, 3uarda e utiliKação de
suDstTncias e produtos psicoativos, tGicos e
radioativos;
A))) 1 colaDorar na proteção do meio
amDiente, nele compreendido o do traDalho%