You are on page 1of 35

APRESENTAÇÃO

DISCIPLINA: Termodinâmica
NOME: Carlos Alberto de Almeida Vilela
AULA: 1ª Lei da Termodinâmica
OBJETIVOS: Apresentar ao aluno os conceitos básicos referentes à 1ª Lei da Termodinâmica
O aluno ao finalizar o curso deverá ser capaz de:
Compreender o conceito da conservação da energia
Aplicar a 1ª lei da Termodinâmica em sistemas e volumes de controle
METODOLOGIA: aula expositiva
solução de exercícios em sala
distribuição de tarefas a serem realizadas em casa pelo aluno
Termodinâmica Prof. Dr. Carlos Alberto de Almeida Vilela 1ª Lei da Termodinâmica
TÓPICOS ABORDADOS
1. FORMULAÇÃO PARA SISTEMAS E VOLUME DE CONTROLE
2. EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE (CONSERVAÇÃO DE MASSA)
3. ENERGIA INTERNA
4. ENERGIA CINÉTICA
5. ENERGIA POTENCIAL
6. ENTALPIA
7. CALOR ESPECÍFICO
8. DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
9. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
10. DIFICULDADES ENCONTRADAS NAS APLICAÇÕES DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA 10. DIFICULDADES ENCONTRADAS NAS APLICAÇÕES DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
11. BIBLIOGRAFIA UTILIZADA
Termodinâmica Prof. Dr. Carlos Alberto de Almeida Vilela 1ª Lei da Termodinâmica
FORMULAÇÃO PARA SISTEMA E VOLUME DE CONTROLE
Diferença entre as duas formulações
Termodinâmica Prof. Dr. Carlos Alberto de Almeida Vilela 1ª Lei da Termodinâmica
TEOREMA DE TRANSPORTE DE REYNOLDS
Fluxo da propriedade B entrando
no volume de controle
Taxa de variação da propriedade
B no volume de controle
Fluxo da propriedade B saindo do
volume de controle
Considerando uma propriedade B do fluido tal como energia, quantidade de movimento, massa, etc,
como é feita a relação entre a variação desta propriedade no sistema e o balanço em um volume de
controle?
Taxa de variação da
propriedade B no
sistema
SUPERFÍCIE DE CONTROLE VOLUME DE CONTROLE
Para volume de controle fixo
Onde os termos de fluxo
podem ser escritos como
β é a propriedade
intensiva de B
Logo a forma geral para
volume de controle fixo será
TEOREMA DE TRANSPORTE DE REYNOLDS
A forma compacta do TTR
pode ser escrita como
Para um volume de controle com
velocidade constante, tem-se que
os termos de fluxo ficarão
proporcionais à velocidade relativa
entre o sistema e o fluxo entre o sistema e o fluxo
Vr=V-Vs
Para volume de controle com
velocidade não uniforme e
deformável
EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE
Considerando B a massa do sistema, então
1
B
= = =
dm
dm
dm
d
β
Pela lei da conservação da
massa, então a equação do
TTR fica
Para o caso de regime permanente
0 =


t
Escrita na forma de somatório
EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE
EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE
Taxa de variação
da massa dentro
do volume de
controle
Taxa de entrada
de massa no
volume de
controle
Taxa de saída de
massa do volume
de controle
=
-
DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
TEOREMA DE POINCARE
Considere um sistema adiabático contendo água e um dispositivo mecânico de agitação.
O trabalho transferido por este dispositivo é utilizado para aumentar a temperatura de um estado
1 para um estado 2. Desde que
1
Q
2
=0 a mudança na energia interna pode ser obtida aplicando
a 1ª Lei da Termodinâmica como U
2
-U
1
=|
1
W
2
|.
Considere agora que o isolamento deste sistema seja removido de tal forma que a água possa
ser resfriada até o seu estado inicial. Neste caso como conseqüência do Teorema de Poincare
pode-se determinar que
2
Q
1
=|U
2
-U
1
|+|
2
W
1
|, que estabelece que durante um processo cíclico as
interações líquidas de calor são iguais as interações líquidas de trabalho.
∫ ∫
= W Q J δ δ
1ª LEI PARA SISTEMAS PERCORRENDO UM CICLO TERMODINÂMICO
DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
∫ ∫
= W Q J δ δ
∫ ∫ ∫ ∫
+ = +
2 1 2 1
W W Q Q δ δ δ δ
∫ ∫ ∫ ∫
+ = +
1
2
2
1
1
2
2
1
B C B C
W W Q Q δ δ δ δ
∫ ∫ ∫ ∫
+ = +
1 2 1 2
B A B A
W W Q Q δ δ δ δ
( ) ( )
∫ ∫
− = −
2
1
2
1
C A
W Q W Q δ δ δ δ Independente do caminho
Função apenas dos estados inicial e final
W Q dE δ δ − =
2 1 2 1 1 2
W Q E E − = −
DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
Função apenas dos estados inicial e final
W Q dE δ δ − =
2 1 2 1 1 2
W Q E E − = −
E
Energia Cinética Energia Potencial Energia Molecular Energia Atômica Energia Química
Energia Interna
ENERGIA INTERNA
Do ponto de vista microscópico a energia interna é função da energia molecular que por sua vez é
uma composição entre as energias:
De translação, vibração e rotação moleculares (também chamada de energia térmica)
De ligação (também chamada de energia química)
Potenciais intermoleculares
Em uma dada temperatura a energia depende da natureza da substância, que também é
chamada de energia intrínseca.
ENERGIA CINÉTICA
Energia cinética por unidade de massa
Energia cinética do sistema
Variação de energia cinética do sistema
2
2
V
ke =
2
2
mV
KE =
( )
2
1
2
2 1 2
2
V V
m
KE KE KE − = − = ∆ ( )
1 2 1 2
2
V V KE KE KE − = − = ∆
Onde
V é a velocidade
m é a massa
ENERGIA POTENCIAL
Energia potencial por unidade de massa
Energia potencial do sistema
Variação de energia cinética do sistema
gz pe =
mgz PE =
( )
1 2 1 2
z z mg PE PE PE − = − = ∆
Onde
g é a aceleração da gravidade
m é a massa
ENTALPIA
W U U Q + − =

=
2
1
2 1
PdV W
( )
1 2 2 1
V V P W − =
Entalpia é uma propriedade da substância em um
certo estado e não depende de nenhum processo
termodinâmico.
Considere o processo quase estático da figura.
2 1 1 2 2 1
W U U Q + − =
1 1 2 2 1 2 2 1
V P V P U U Q − + − =
( ) ( )
1 1 1 2 2 2 2 1
V P U V P U Q + − + =
Entalpia
Quando esta relação é válida?
Quando o trabalho for resultado da diferença entre o
produto PV nos estados final e inicial.
2 2 2 1
H H Q − =
CALOR ESPECÍFICO
Tem-se por definição que o calor específico é a medida da quantidade de calor necessária para aumentar a
temperatura de um sistema em um certo valor. Isto pode ser escrito como







=
→ ∆
T
Q
C
T
lim
0
Quando um sistema absorve calor o seu estado muda para acomodar o aumento da energia interna.
Entretanto devemos considerar a forma como o calor específico se comporta quando há restrições aplicadas
sobre o sistema.
Em geral considera-se duas condições impostas: o sistema se mantém com volume constante e o sistema se
mantém com pressão constante.
W Q dE δ δ − =
Calor específico a volume constante Calor específico a pressão constante
v v v
v
T
u
T
U
m T
Q
m
c








=








=






=
1 1
δ
δ
Como o volume é constante, então
W Q dE δ δ − =
PdV dU W dU Q + = + = δ δ
p p p
p
T
h
T
H
m T
Q
m
c








=








=






=
1 1
δ
δ
PdV dU W dU Q + = + = δ δ
2 2 2 1
H H Q − =
CALOR ESPECÍFICO
Caso específico dos sólidos e líquidos
Pv u h + =
( ) Pv d du dh + =
Como o volume específico para estes casos é muito pequeno, tem-se a aproximação
cdT du dh ≈ ≈
CALOR ESPECÍFICO
CALOR ESPECÍFICO
ENERGIA INTERNA, ENTALPIA E CALOR ESPECÍFICO
GASES PERFEITOS
RT Pv =
( ) T f u =
Das relações de calor específico
dT c du
v
=
dT mc dU
v
=
dT c dh
p
=
dT mc dH
p
=
DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
FORMULAÇÃO PARA SISTEMAS
ESTADO INICIAL E FINAL
Na discussão anterior vimos que as únicas maneiras de a energia em um sistema fechado ser alterada é através da
transferência de calor ou trabalho. Além disso vimos também que um aspecto fundamental da energia é a sua
conservatividade. Isto significa que a energia apenas se transforma. Esta é a definição da 1ª Lei da Termodinâmica e
pode ser resumidamente escrita como:
Variação de
energia do
sistema
Quantidade líquida de
energia na forma de
calor atravessando a
fronteira do sistema
Quantidade líquida de
energia na forma de
trabalho
atravessando a =
-
sistema
fronteira do sistema
atravessando a
fronteira do sistema
=
-
DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
FORMULAÇÃO PARA SISTEMAS
EM TERMOS DE FLUXO
Taxa de variação
de energia do
sistema
Taxa da quantidade
líquida de energia na
forma de calor
atravessando a
fronteira do sistema
Taxa da quantidade
líquida de energia na
forma de trabalho
atravessando a
fronteira do sistema
=
-
DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
FORMULAÇÃO PARA VOLUME DE CONTROLE
Como o trabalho será sempre realizado ou aplicado no volume de controle, não importando se há fluxo de massa
nas fronteiras, é conveniente separar o trabalho em duas contribuições.
1) Trabalho associado à pressão do fluido no fluxo de massa.
2) Trabalho associado à qualquer outro tipo de contribuição.
DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
FORMULAÇÃO PARA VOLUME DE CONTROLE
transiente
permanente
DEFINIÇÃO GERAL DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
FORMULAÇÃO PARA VOLUME DE CONTROLE
Variação de
energia dentro
do volume de
controle
Liquidez de
energia na forma
de calor
atravessando o
volume de
controle
Liquidez de
energia na forma
de trabalho
atravessando o
volume de
controle
Energia associada a entrada
de massa
Energia associada a saída de
massa
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
DIFUSOR
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
TURBINAS
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
COMPRESSORES
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
TROCADORES DE CALOR
DIFICULDADES ENCONTRADAS NAS APLICAÇÕES DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
Observando os termos da 1ª Lei da Termodinâmica e lembrando
do significado físico de cada um deles, nos deparamos
basicamente com duas dificuldades em avaliá-los.
1. A dificuldade matemática em avaliar analiticamente os
termos.
2. A dificuldade prática em instrumentação técnica para
medição das grandezas.
Para o caso de análise de uma caldeira pela 1ª Lei da Termodinâmica
algumas hipóteses comuns de serem consideradas são:
1.Calor trocado entre a caldeira e a vizinhança é muito pequeno em
comparação ao calor gerado pelo equipamento.
2.Velocidades médias do vapor na tubulação de entrada e saída são
baixas e por isso envolvem baixas quantidades de energia.
3.Fluxo de massa de entrada é igual ao de saída.
4.A diferença de altura entre a seção de entrada e de saída é
pequena.
DIFICULDADES ENCONTRADAS NAS APLICAÇÕES DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
pequena.
( )
i e
h h m Q − =
&
&
DIFICULDADES ENCONTRADAS NAS APLICAÇÕES DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
DIFICULDADES ENCONTRADAS NAS APLICAÇÕES DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
DIFICULDADES ENCONTRADAS NAS APLICAÇÕES DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA
BIBLIOGRAFIA
•Van Wylen, G. J., Sonntag, R. E., Fundamentos da Termodinâmica
Clássica, Edgard Blucher.
•Çengel, Y. A., Cimbala, J. M.; Mecânica dos Fluidos, Mc Graw Hill, 1ª
edição, São Paulo, 2007.
•Moran, M. J., Shapiro, H. N., Munson, B. R., DeWitt, D. P., Introduction to
Thermal Systems Engineering: Thermodynamics, Fluid Mechanics and Heat
Transfer. Transfer.
•Annamalai, K., Puri, I. K., Advanced Thermodynamics Engineering, CRC
Series in Computational Mechanics and Applied Analysis.