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Sistema extrapiramidal

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Tratos nervosos da medula espinhal humana
Sistema extrapiramidal é, na neuroanatomia humana, uma rede neural localizada
no cérebro humano que faz parte dosistema motor envolvido na coordenação dos
movimentos. O sistema é chamado de "extrapiramidal" para diferenciá-lo dos tratos do
córtex motor que atingem seus destinos passando através das "pirâmides" da medula.
Índice
[esconder]
 1 Componentes
 2 Sintomas extrapiramidais
o 2.1 Distúrbios
 3 Ver também
 4 Ligações externas
Componentes[editar | editar código-fonte]
 Trato rubro-espinal
 Trato retículo-espinal
 Trato vestíbulo-espinal
 Trato teto-espinal
Sintomas extrapiramidais[editar | editar código-fonte]
O sistema extrapiramidal pode ser afetado de diversas maneiras, que podem ser
manifestados como uma série de sintomas extrapiramidais como acinesia(incapacidade de
iniciar o movimento) e acatisia (incapacidade de se manter imóvel).
O sintomas ou efeitos colaterais extrapiramidais são diversos transtornos do
movimento como discinesia tardia como resultado do consumo de antagonistas
dopaminérgicos, geralmente medicamentos antipsicóticos (neurolépticos), que são
frequentemente usados para controlar a psicose. O antipsicótico mais comum associado
com os sintomas extrapiramidais é o haloperidol, usado especialmente na esquizofrenia.
Outros medicamentos antidopaminérgicos como o antieméticometoclopramida ou
o antidepressivo tricíclico amoxapina também podem causar efeitos colaterais
extrapiramidais.
Distúrbios[editar | editar código-fonte]
O sintoma extrapiramidal mais conhecido é a discinesia tardia (movimentos musculares
irregulares e involuntários, geralmente na face). Outros sintomas extrapiramidais
incluem acatisia (incapacidade de se manter imóvel), distonia (espasmos musculares do
pescoço, olhos, língua ou mandíbula, mais frequente em crianças), parkinsonismo induzido
por drogas (rigidez muscular, bradicinesia/acinesia, tremor de repouso e instabilidade
postural; mais frequente em adultos e idosos).



Extrapiramidal (Reação, Sintoma)
Sintomas, Efeitos ou Síndromes Extrapiramidais são sinônimos. Significa um estado neurológico
normalmente produzido pela Doença de Parkinson ou, mais comumente, como efeito colateral dos
neurolépticos ou antipsicóticos; substâncias usadas no tratamento da esquizofrenia e outras psicoses.
Neste caso o quadro todo chamar-se-á de Impregnação Neuroléptica.

Entre os possíveis efeitos colaterais provocados pelos neurolépticos o mais estudado é a Impregnação
Neuroléptica ou Síndrome Extrapiramidal. É o resultado da interferência medicamentosa na via nigro-
estriatal, onde parece haver um balanço entre as atividades dopaminérgicas e colinérgicas.
1 - REAÇÃO DISTÔNICA AGUDA
2 - PARKINSONISMO MEDICAMENTOSO
3 - ACATISIA
4 - DISCINESIA TARDIA
5 - SÍNDROME NEUROLÉPTICA MALIGNA
Desta forma, o bloqueio dos receptores dopaminérgicos provocará uma supremacia da atividade
colinérgica e, conseqüentemente, uma liberação de sintomas extra-piramidais. Estes efeitos colaterais,
com origem no Sistema Nervoso Central, podem ser divididos em cinco tipos:

1 - REAÇÃO DISTÔNICA AGUDA
Ocorre com freqüência nas primeiras 48 horas de uso de antipsicóticos. Clinicamente observa-se
movimentos espasmódicos da musculatura do pescoço, boca, língua e às vezes um tipo de opistótono
com crises oculógiras. Deve-se fazer diagnóstico diferencial com a crise convulsiva parcial, tétano e
histeria. O tratamento com anticolinérgicos injetáveis (Prometazina - Fenergam® ou Biperideno -
Akineton®) no músculo é eficaz em poucos minutos para este quadro agudo.

2 - PARKINSONISMO MEDICAMENTOSO
Geralmente acontece após a primeira semana de uso dos antipsicóticos. Clinicamente há um tremor de
extremidades, hipertonia e rigidez muscular, hipercinesia e fácies inexpressiva. O tratamento com
anticolinérgicos (antiparkinsonianos) é eficaz. Para prevenir o aparecimento desses desagradáveis
efeitos colaterais usamos a Prometazina - Fenergam® ou Biperideno - Akineton® por via oral.

Muitas vezes, pode haver o desaparecimento de tais problemas após 3 meses de utilização do
neuroléptico, como se houvesse uma espécie de tolerância ao seu uso. Esse fato favorece uma possível
redução progressiva na dose do anticolinérgico que comumente associamos ao antipsicótico no início do
tratamento.
Alguns autores preferem utilizar os antiparkinsonianos apenas depois de constatados os efeitos extra-
piramidais, entretanto, não pensamos assim. Estabelecendo-se um plano de tratamento para a
esquizofrenia, sabendo antecipadamente da cronicidade desse tratamento e, principalmente, se as doses
a serem empregadas tiverem que ser um pouco mais incisivas, será quase certa a ocorrência desses
efeitos colaterais. Já que o paciente deverá utilizar esses neurolépticos por muito tempo, será sempre
desejável que tenham um bom relacionamento com eles. Ora, nenhum paciente aceitará como benvindo
um medicamento capaz de fazê-lo sentir-se mal, como é o caso dos efeitos extra-piramidais.

3 - ACATISIA
Ocorre geralmente após o terceiro dia de uso da medicação. Clinicamente é caracterizado por
inquietação psicomotora, desejo incontrolável de movimentar-se e sensação interna de tensão. O
paciente assume uma postura típica de levantar-se a cada instante, andar de um lado para outro e,
quando compelido a permanecer sentado, não para de mexer suas pernas.

A Acatisia não responde bem aos anticolinérgicos ou ansiolíticos e o clínico é obrigado a decidir entre a
manutenção do tratamento antipsicótico com aquelas doses e o desconforto da sintomatologia da
Acatisia. Com freqüência é necessário a diminuição da dose ou mudança para outro tipo de antipsicótico.
Quando isso acontece normalmente pode-se recorrer aos Antipsicóticos Atípicos.

4 - DISCINESIA TARDIA
Como o próprio nome diz, a discinesia tardia aparece após o uso crônico de antipsicóticos (geralmente
após 2 anos). Clinicamente é caracterizada por movimentos involuntários, principalmente da
musculatura oro-língua-facial, ocorrendo protrusão da língua com movimentos de varredura látero-
lateral, acompanhados de movimentos sincrônicos da mandíbula. O tronco, os ombros e os membros
também podem apresentar movimentos discinéticos.

A Discinesia Tardia não responde a nenhum tratamento conhecido, embora em alguns casos possa ser
suprimida com a readministração do antipsicótico ou, paradoxalmente, aumentando-se a dose
anteriormente utilizada. Procedimento questionável do ponto de vista médico.

É importante sublinhar que, embora alguns estudos mostrem uma correlação entre o uso de
antipsicóticos e esta síndrome, ainda não existem provas conclusivas da participação direta destes
medicamentos na etiologia do quadro discinético. Alguns autores afirmam que a discinesia tardia é
própria de alguns tipos de esquizofrenia mais deteriorantes.

Quando isso acontece normalmente pode-se recorrer aos Antipsicóticos Atípicos.

5 - SÍNDROME NEUROLÉPTICA MALIGNA
Trata-se de uma forma raríssima de toxicidade provocada pelo antipsicótico. É uma reação adversa
dependente mais do agente agredido que do agente agressor, tal como uma espécie de
hipersensibilidade à droga. Clinicamente se observa um grave distúrbio extra-piramidal acompanhado
por intensa hipertermia (de origem central) e distúrbios autonômicos. Leva a óbito numa proporção de
20 a 30% dos casos. Os elementos fisiopatológicos desta síndrome são objeto de preocupação de
pesquisadores e não há, até o momento, nenhuma conclusão sobre o assunto, nem pode-se garantir,
com certeza, ser realmente uma conseqüência dos neurolépticos.