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Classicismo quando surgiu? E onde?

Classicismo, ou Quinhentismo (século XV) é o nome dado ao período literário que
surgiu na época do Renascimento (Europa séc. XV a XVI). Um período de grandes
transformações culturais, políticas e econômicas.
Vários foram os fatores que levaram a tais transformações, dentre eles a crise religiosa
(era a época da Reforma Protestante, liderada por Lutero), as grandes navegações
(onde o homem foi além dos limites da sua terra) e a invenção da Imprensa que
contribuiu muito para a divulgação das obras de vários autores gregos e latinos (cultura
clássica) proporcionando mais conhecimento para todos.
Foi na arte renascentista que o antropocentrismo atingiu a sua plenitude, agora, era o
homem que passava a ser evidenciado, e não mais Deus.
A arte renascentista se inspirava no mundo greco-romano (Antiguidade Clássica) já
que estes também eram antropocêntricos.
O classicismo é um movimento cultural que valoriza e resgata elementos
artísticos da cultura clássica (greco-romana). Nas artes plásticas, teatro e
literatura, o classicismo ocorreu no período do Renascimento
Cultural (séculos XIV ao XVI). Já na música, ele apareceu na metade do
século XVIII (Neoclassicismo).
O classicismo espalhou-se rapidamente pela Europa, com a criação da imprensa as
informações eram divulgadas com maior rapidez. O classicismo ocorreu dentro de um
grandioso momento histórico social, o Renascimento. É uma literatura antiga que sofreu
várias influências principalmente greco-latinas, devido à criação das
primeiras universidades que surgiram nesta época, com isto disseminando outras
culturas.


Características do Classicismo
 Racionalismo: a razão predomina sobre o sentimento, ou seja, a expressão dos
sentimentos era controlada pela razão.
 Universalismo: os assuntos pessoais ficaram de lado e as verdades universais (de
preocupação universal) passaram a ser privilegiadas.
 Perfeição formal: métrica, rima, correção gramatical, tudo isso passa a ser
motivo de atenção e preocupação.
 Presença da mitologia greco-latina
 Humanismo: o homem dessa época se liberta dos dogmas da Igreja e passa a se
preocupar com si próprio, valorizando a sua vida aqui na Terra e cultivando a
sua capacidade de produzir e conquistar. Porém, a religiosidade não desapareceu
por completo.
 - Valorização dos aspectos culturais e filosóficos da cultura das antigas
Grécia e Roma;
 - Influência do pensamento humanista;
 - Antropocentrismo: o homem como o centro do Universo;
 - Críticas as explicações e a visão de mundo pautada pela religião;
 - Racionalismo: valorização das explicações baseadas na ciência;
 - Busca do equilíbrio, rigor e pureza formal;
 - Universalismo: abordagem de temas universais como, por exemplo, os
sentimentos humanos.
 Imitação dos autores clássicos gregos e romanos da antiguidade
 Uso da mitologia dos deuses e o uso de musas como inspiração
 Racionalismo: Predomínio da razão sobre os sentimentos
 Uso de linguagem sóbria, simples, sem excesso de figuras de linguagem
 Universalismo
 Nacionalismo
 Bem = Beleza
 Clareza e simplicidade
 Neoplatonismo amoroso
 Busca do equilíbrio formal
 Introdução de versos decassílabo (medida nova)


 Principais Autores e Obras
 - Luís Vaz de Camões
 Um dos maiores nomes da Literatura Universal, e certamente, o maior nome
da Literatura Portuguesa.
 Escreveu poesias (líricas e épicas) e peças teatrais, porém sua obra
mais conhecida e consagrada é a epopéia “Os Lusíadas” considerada uma obra-
prima.
 Essa obra é dividida em 10 partes (cantos) com 8816 versos distribuídos em
1120 estrofes e narra a viagem de Vasco da Gama às Índias enfatizando alguns
momentos importantes da história de Portugal.
 Outros escritores existiram, porém não tiveram tanto destaque quanto Camões,
são eles: Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro e Antonio Ferreira.
- Na literatura destacou-se o escritor português Camões, autor da grandiosa
obra Os Lusíadas. Podemos também destacar os escritores: Dante Alighieri,
Petrarca e Boccacio.
 - Nas artes plásticas, podemos destacar: Leonardo da
Vinci, Michelangelo, Rafael Sanzio, Andrea Mantegna, Claudio de Lorena entre
outros.


 O Classicismo terminou em 1580, com a passagem de Portugal ao domínio
espanhol e também com a morte de Camões.
 Em 1527, quando Francisco Sá de Miranda retornava a Portugal, vindo da Itália,
trazendo o doce estilo novo (soneto + medida nova).
 Clóvis Monteiro
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assinala que o Classicismo em Portugal durou três séculos de
atividades literárias: iniciado em 1527 e encerrado em 1825, quando da
publicação do poema Camões, de Almeida Garrett. Esse longo tempo pode ser
dividido em três períodos: o primeiro, encerrado em 1580, quando a literatura do
país recebeu influências da Itália e da França; o período Cultista, até 1756, data
da fundação da Arcádia Lusitana, influenciado por Petrarca e com influência
de Gôngora e Quevedo, na Espanha, e Marini, na Itália; e o último período,
encerrado com o advento do Romantismo no país.
 No Brasil Colônia, o Classicismo português do período cultista também
influenciou a literatura, como por exemplo na obra Prosopopéiade Bento
Teixeira, que imitava os versos de Camões, até meados do século XVIII, quando
surgiria uma literatura nacional ou brasileira.

Características de uma epopéia
 É escrita em versos.
 O tema é sempre grandioso e heróico e refere-se à história de um povo.
É composta de proposição, invocação, dedicatória, narração e epílogo.


Classicismo em Portugal

O marco inicial do Classicismo português é em 1527, quando se dá o retorno do escritor
Sá de Miranda de uma viagem feita à Itália, de onde trouxe as idéias de renovação
literária e as novas formas de composição poética, como o soneto. O período encerra em
1580, ano da morte de Luís Vaz de Camões e do domínio espanhol sobre Portugal.
Classicismo Literário

Os escritores classicistas retomaram a idéia de que a arte deve fundamentar-se na razão,
que controla a expressão das emoções. Por isso, buscavam o equilíbrio entre os
sentimentos e a razão, procurando assim alcançar uma representação universal da
realidade, desprezando o que fosse puramente ocasional ou particular.
Os versos deixam de ser escritos em redondilhas (cinco ou sete sílabas poéticas) – que
passa a ser chamada medida velha – e passam a ser escritos em decassílabos (dez sílabas
poéticas) – que recebeu a denominação de medida nova. Introduz-se o soneto, 14 versos
decassilábicos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.

Luís de Camões (1525?-1580): poeta soldado
Escritor de dados biográficos muito obscuros, Camões é o maior autor do período.
Sabe-se que, em 1547, embarcou como soldado para a África, onde, em combate,
perdeu o olho direito. Em 1553, voltou a embarcar, dessa vez para as Índias, onde
participou de várias expedições militares.
Em 1572, Camões publica Os Lusíadas, poema que celebrava os recentes feitos
marítimos e guerreiros de Portugal. A obra fez tanto sucesso que o escritor recebeu do
rei D. Sebastião uma pensão anual – que mesmo assim não o livrou da extrema pobreza
que vivia. Camões morreu no dia 10 de junho de 1580.

Francisco Sá de Miranda
Foi quem instroduziu os conceitos renascentistas e o soneto a Portugal. Antes os
poemas eram formados por redondilhas menores (5 sílabas poéticas) e redondilhas
maiores (7 sílabas poéticas), mas com a introdução do soneto passaram a ser versos
decassílabos.
Tudo isso foi possível porque na Itália Sá de Miranda entrou em contato com o
humanismo e pode através dele mudar a visão medieval que tinha e levar o Classicismo
à Portugal.
Luís Vaz de Camões:

É o escritor mais conhecido do Classicismo. Escrevia poesia lírica, épica e peças teatrais
e é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa. Camões gostava de relatar
as glórias do povo português como podemos em sua mais famosa obra, "Os Lusíadas".
"Os Lusíadas" é uma poesia épica com 1.102 estrofes organizadas em oitava rima
(ABABABCC) e 8.816 versos, todos decassílabos. A epopeia tinha o intuito de
engrandecer o povo português e suas grandes navegações por mares "nunca antes
navegados".
Escrevia também sobre o amor e as dúvidas da vida. Seus sonetos eram sempre muito
bem escritos e até hoje encantam a todos.
Confira um vídeo com imagens que remetem a epopeia "Os Lusíadas":
Poesia
Poesia épica
Em 1572, Camões publica Os Lusíadas, poema que celebrava feitos marítimos e
guerreiros recentes de Portugal. O livro também narra a história do país (de sua
fundação mítica até o período histórico).

O herói do poema é o próprio povo português e o enredo gira em torno da viagem de
Vasco da Gama na busca de um novo caminho para as Índias. Escrito em dez cantos, Os
Lusíadas tem 1.102 estrofes (compostas em oitava-rima e versos decassílabos) e cinco
partes.

Poesia lírica
Camões escreveu sua poesia lírica com versos na medida velha (versos redondilhos) e
na medida nova (versos decassílabos). É no soneto, contudo, que a lírica camoniana
alcança seu ponto mais alto: quer pela estrutura tipicamente silogística, quer pela
constante dualidade entre o amor material e o amor idealizado (platônico).