You are on page 1of 22

MATERIAL COMPLEMENTAR

MATERIAL COMPLEMENTAR
PROFª. MAYLA COSTA
PROFª. MAYLA COSTA
A vocês, meus alunos,
Todo o homem recebe duas espécies de educação: a que lhe é
dada pelos outros, e, muito mais importante, a que ele dá a si
mesmo.
Autor: Edward ibbon.
1. !"#$%EE&'E&'" 'E#"&(T%A)*E( +,&A&!E,%A(
Antes de começarmos o estudo dos princ-pios contábeis relacionados . análise
das demonstraç/es 0inanceiras, precisamos veri0icar as 0erramentas e técnicas utili1adas
na análise dessas demonstraç/es.
A análise das demonstraç/es 0inanceiras tenta avaliar principalmente a
lucratividade e o risco da empresa. " administrador 0inanceiro e2amina al3umas
relaç/es entre diversos itens das demonstraç/es e2pressas sob a 0orma de -ndices
0inanceiros. Este cap-tulo descreve vários -ndices comumente utili1ados e ilustra sua
utilidade na avaliação da lucratividade e do risco da empresa.
A análise em questão permite que o administrador 0inanceiro:
 Avalie o desempenho passado e a posição 0inanceira atual da empresa 4
e2erc-cio retrospectivo5
 $ro6ete o desempenho e a posição 0inanceira 0uturos 4 e2erc-cio prospectivo.
Ao analisar um con6unto de demonstraç/es 0inanceiras, a primeira questão que o
administrador 0inanceiro deve per3untar é 7o que estou procurando89. A resposta a essa
inda3ação e2i3e entendimento de como as empresas tomam decis/es de investimento.
+atores da Economia em sua totalidade 4 in0lação, alteraç/es nas tens/es
pol-ticas internacionais 4 também provavelmente a0etarão o preço de mercados das
aç/es da $etrobrás. +atores espec-0icos do setor industrial em que a $etrobrás atua 4
escasse1 de matérias:primas, aç/es re3ulat;rias do 3overno 4 também podem vir a
in0luenciar o preço de mercado das aç/es da empresa em questão. <ma ve1 que os
indiv-duos pre0erem menor risco a maior risco, você provavelmente e2i3irá um retorno
maior para aplicar em aç/es ordinárias da $etrobrás do que aplicar em certi0icados de
dep;sito emitidos pelo banco local.
$esquisas teorias e emp-ricas têm mostrado que o retorno esperado pelo
investimento em uma empresa relaciona:se em parte com a lucratividade esperada da
mesma. " administrador 0inanceiro estuda os lucros passados da empresa, para entender
seu desempenho operacional passado e obter subs-dios para pro6etar sua lucratividade
0utura.
As decis/es de investimento também e2i3em que o administrador 0inanceiro
avalie o risco associado com o retorno esperado. A empresa pode estar com di0iculdades
de cai2a, não podendo pa3ar um empréstimo de curto pra1o prestes a vencer, por
e2emplo. "u a d-vida de lon3o pra1o em sua estrutura de capital pode ser tão 3rande,
que a empresa encontre di0iculdades em pa3ar os respectivos 6uros e amorti1ação de
principal.
As demonstraç/es 0inanceiras 0ornecem in0ormação a respeito de como esses e
outros elementos do risco a0etam o retorno esperado. A análise das demonstraç/es
0inanceiras, portanto, e2plora esses aspectos de lucratividade e=ou risco da empresa.
$orém, os usuários dessas demonstraç/es 0inanceiras podem encontrar
di0iculdade em responder a quest/es sobre a lucratividade e o risco de uma empresa,
com base nas in0ormaç/es 7brutas9 0ornecidas pelas demonstraç/es. &ão se pode avaliar
a lucratividade da empresa, por e2emplo, olhando:se apenas o lucro l-quido da
demonstração e resultado 4 é necessário que o lucro l-quido se6a comparado com o ativo
total ou com o patrim>nio l-quido.
" administrador 0inanceiro e2pressa essas e outras relaç/es entre os itens das
demonstraç/es 0inanceiras sob a 0orma de -ndices. Al3uns -ndices relacionam itens
apenas da demonstração de resultado5 outros, itens apenas do balanço5 e outros, itens
que envolvem mais de uma demonstração 0inanceira.
"s -ndices a6udam a análise das demonstraç/es 0inanceiras, porque eles
resumem os dados contidos nas demonstraç/es 4 de 0orma conveniente, 0ácil de
entender, interpretar e comparar.
!onsiderados isoladamente, 0ora de conte2to, os -ndices 0ornecem pouca
in0ormação.
$or e2emplo, um retorno sobre o patrim>nio l-quido i3ual a ?,@A indica um
desempenho satis0at;rio8 Ap;s calcular os -ndices, o administrador 0inanceiro precisa
compará:los com al3um padrão. A lista a se3uir 0ornece vários padr/es poss-veis:
 " -ndice plane6ado para o per-odo.
 " mesmo -ndice durante o per-odo anterior, da mesma empresa.
 " mesmo -ndice de uma empresa semelhante, na mesma indBstria.
 " -ndice médio de outras empresas, na mesma indBstria.
A&AC,(E DE%T,!AC E E"%,F"&TAC
2.1. ANÁLISE VERTICAL:
G a relação percentual entre uma conta, e o total onde ela está inserida.
E2emplo:

HII J
Total Ativo
Circulante
AV =
A KI HII J
III . LII . H
III . K@I
= = AV
HP12C:
1.200.000 (enter) 360.000 (%T) = 30%
$ara cada passo, di3itar novamente.
ATIVO 2008 AV%
!,%!<CA&TE K@I.III KIA
%EAC,FADEC A C $%AF" LMI.III LIA
,#"N,C,FA'" @II.III OIA
ATIVO TOTAL 1.200.000 100%
$odemos a0irmar que o ativo imobili1ado representou OIA do Ativo Total
"N(: $ara 0ins de análise, no '%E, considera:se HIIA a %eceita C-quida.
EP:
E! RES"LTAO E#ERC. 200$ AV% 2008 AV%
%E!E,TA N%<TA H.OII.III H.?II.III
Q:R 'E'<)*E( QKII.IIIR QMII.IIIR
RECEITA L%&"IA 1.200.000 100% 1.'00.000 100%
Q:R !<(T"( QM?I.IIIR MIA QSII.IIIR OIA
T C<!%" N%<T" SLI.III @IA SII.III OIA
2.2. ANÁLISE HORI(ONTAL
!ompara uma mesma conta em per-odos distintos demonstrando o crescimento
QevoluçãoR ou decréscimo QinvoluçãoR de um per-odo para outro.
E)e*+,- 1:
HII J H
H
L
− =
X
X
AH A KI HII J H
III . III . H
III . KII . H
= − = AH
E)e*+,- 2:
HII J
H
H L
X
X X
AH

= A KI HII J
III . III . H
III . III . H III . KII . H
=

= AH
"nde PL re0ere:se ao valor do ano atual e PH re0ere:se ao valor do ano anterior.
HP 12C
DAC"% 'E PH QE&TE%R
DAC"% 'E PL QU AR
H.III.III QenterR H.KII.III UA T KIA Qbase HAR
DAC"% 'E PH QE&TE%R
DAC"% 'E PL Q AT R
H.III.III QenterR H.KII.III AT T HKIA Qbase HIIAR
ATIVO #1 #2 AH% (.%) AH% (T%)
CIRC"LANTE 1.000.000 1.300.000 30 130%
REALI(AVEL L/ PRA(O 200.000 300.000 00 100%
PER!ANENTE 2.'00.000 1.200.000 100 00%
TOTAL O ATIVO 3.600.000 2.800.000 122222 $$2$8
"bs: Vuando o valor da Análise Eori1ontal apresentar:se ne3ativo, si3ni0ica que houve
um decl-nio e não um crescimento.
ANALISE HORI(ONTAL REAL
G a maneira correta de se comparar um ano se3uinte com o ano anterior, pois despre1a a
in0lação. 34r*5,6:
Índice de Análise Horizontal Nominal -1x 100
Índice da variação da inlação ! 1
Esse -ndice di1 que o aumento real da conta em PL em comparação com PH.
V789- A:*7n78tr6t7;6 (Intern6)
$or este modelo de análise, a empresa poderá visuali1ar o crescimento ou decl-nio das
contas da empresa que tomar como re0erência, tomando sempre por base o per-odo anterior.
X0 AH X1 AH X2 AH X3 AH X4 AH
2.500 100% 3.230 129,20% 3.700 114,55% 3.550 95,95% 3.100 87,32%
Visão Administrativa - Interna
0%
20%
40%
60%
80%
100%
120%
140%
160%
X0 X1 X2 X3 X4
Períodos
P
e
r
c
e
n
t
u
a
i
s
V789- E<-n=*7<6 (E)tern6)
$or este modelo de análise, a empresa poderá visuali1ar o crescimento ou decl-nio das
contas da empresa que tomar como re0erência, tomando sempre por base primeiro per-odo.
X0 AH X1 AH X2 AH X3 AH X4 AH
2.500 100% 3.230 129,20% 3.700 148,00% .3550 142,00% 3.100 124,00%
Visão Econômica - Externa
0%
20%
40%
60%
80%
100%
120%
140%
160%
X0 X1 X2 X3 X4
Períodos
P
e
r
c
e
n
t
u
a
i
s
2. ANÁLISE OS %NICES ECON>!ICO13INANCEIROS
"s -ndices são relaç/es que se estabelecem entre duas 3rande1as5 0acilitam
sensivelmente o trabalho do analista, uma ve1 que a apreciação de certas relaç/es percentuais é
mais si3ni0icativa QrelevanteR que a observação de montantes, por si s;. %essaltamos que o
analista deverá tomar uma série de precauç/es quanto . interpretação dos -ndices, pois muitas
ve1es, podem dar 0alsa ima3em de uma situação.
"s -ndices econ>mico:0inanceiros são os resultados das relaç/es estabelecidas entre os
3rupos ou contas do ?6,6n@- P6tr7*-n76, (?P) e :6 e*-n8tr6@9- :- Re85,t6:- :-
E)er<A<7- (RE).
Eles permitem, pela comparação de mais de um e2erc-cio que se6a e0etuada uma
avaliação do comportamento econ>mico 0inanceiro da empresa no per-odo analisado, bem como
o levantamento de tendências sobre seu comportamento 0uturo, que são in0ormaç/es valiosas
para o analista 0inanceiro.
"s -ndices econ>mico:0inanceiros estão a3re3ados em cinco 3randes 3rupos:
 Ciquide1 ou (olvência
 Wndices de $ra1os #édios = !iclo "peracional e +inanceiro
 Estrutura de !apital
 %entabilidade e 'esempenho "peracional
 ,ndicadores e Análise de Aç/es
2.1. %n:7<e8 :e L7B57:eC -5 S-,;Dn<76
"s -ndices de liquide1 demonstram a idéia, no momento do 0echamento do balanço, de
quais são os recursos dispon-veis para saldar os compromissos assumidos com terceiros.
'o ponto de vista do credor, a princ-pio, quanto maior 0or esta relação, maior será a
se3urança de que os novos compromissos a serem cumpridos poderão ser saldados.
"s -ndices de liquide1 são divididos em quatro sub3rupos:
2.1.1 . LI&"IE( CORRENTE :
#ostra a capacidade de a empresa saldar suas d-vidas de curto pra1o. %e0ere:se .
relação e2istente entre o ativo circulante e o passivo circulante, ou se6a, %X H,II aplicado em
haveres e direitos circulantes Qdispon-vel, valores a receber e estoques, 0undamentalmenteR, a
quanto a empresa deve a curto pra1o Qduplicatas a pa3ar, dividendos, impostos e contribuiç/es
sociais, empréstimos a curto pra1o etc.R
,C! T
Circulante "assivo
Circulante Ativo
2.1.2. LI&"IE( SECA
#ostra a capacidade da empresa saldar suas dividas de curto pra1o, independente da
venda de seus estoques e descontando:se as despesas pa3as antecipadamente, ou se6a, os ativos
de menor liquide1.
,C( T Ativo Circulante # $sto%ues # &es'esas "a(as Anteci'adamente
"assivo Circulante
2.1.3. LI&"IE( /ERAL
#ostra a capacidade de pa3amento da empresa de Con3o $ra1o
,C T
azo )on(o a $xi(*vel Circulante "assivo
azo )on(o a alizável Circulante Ativo
$r
$r %e
+
+
2.1.'. LI&"IE( I!EIATA
C, + &is'on*vel
"assivo Circulante
E)e*+,-8:
ATIVO 2002 PASSIVO 2002
!,%!<CA&TE OII.III !,%!<CA&TE LOI.III
',($"&WN,C,'A'E( KII.III %EAC,FADEC A C $F" KOI.III
%EAC,FADEC A C $F" HOI.III $AT%,#Y&," C,V<,'" MII.III
$E%#A&E&TE OI.III
TOTAL O ATIVO 1.000.000 TOTAL O PASSIVO 1.000.000
!álculos de Ciquide1
L7B57:eC <-rrente
I , L
III . LOI
III . OII
= = )C
,nterpretação:
$ara cada %X H,II de d-vida a empresa tem %X L,II em dinheiro e valores que se trans0ormarão
em dinheiro para a cobertura desta d-vida.
"ortanto, de um modo (eral %uanto maior este *ndice mel-or será a condição da em'resa em
saldar seus com'romissos de curto 'razo.
L7B57:eC I*e:76t6
LI , H
III . LOI
III . KII
= = ).
,nterpretação:
$ara cada %X H,II de d-vida a empresa tem %X H,LI em dinheiro para pa3ar.
"ortanto, de um modo (eral %uanto maior este *ndice mel-or será a condição da em'resa em
saldar seus com'romissos de curto 'razo/
L7B57:eC /er6,
I? , H
III . KOI III . LOI
III . HOI III . OII
=
+
+
= )0
,nterpretação:
$ara cada %X H,II de d-vidas de curto e lon3o pra1o, a empresa tem %X H,I? em dinheiro e em
valores que se converterão em dinheiro a curto e lon3o pra1o.
"ortanto, de um modo (eral %uanto maior este *ndice mel-or será a condição da em'resa em
saldar seus com'romissos de curto 'razo/
Ressaltamos, porém que os índices de liquidez, assim como todos os outros índices, não
devem ser analisados isoladamente, mas em conjunto com os demais índices, e sempre
ponderados de acordo com o ramo de atividade da empresa a ser analisada, comparando-os
sempre que possível aos padrões do setor.
Alem disso, cabe evidenciar que os -ndices de liquide1, não revelam a qualidade dos itens no
Ativo !irculante Qos estoques super:avaliados, obsoletos, se os t-tulos a receber são totalmente
receb-veisR, bem como não revela a sincronização dos prazos praticados para pagamento e
recebimento. $ortanto é sempre importante relacionar os -ndices de liquide1 com o ciclo
0inanceiro da empresa.
2.2. %n:7<e8 :e Pr6C-8 !E:7-8 -5 In:7<6:-re8 :e At7;7:6:e
Ao utili1ar este método, apesar de ser o mais utili1ado deve:se ter cuidado em sua
utili1ação procurando sempre que poss-vel utili1ar mais per-odos para a composição da média.
Nasicamente e2istem três -ndices de pra1os médios que podem ser encontrados a partir das
'emonstraç/es +inanceiras.
2.2.1. PRA(O !FIO E RECE?I!ENTO E VENAS
$#!% T Clientes 1ou 23dia de Clientes4 5 670
8eceita )*%uida
,nterpretação:
%epresenta o tempo decorrido entre a venda e o recebimento.
#ostra em média qual o pra1o de recebimento da empresa no per-odo analisado.
" per-odo de recebimento, ou o per-odo de espera para recebimento, tra1 um custo adicional não
demonstrado que a0eta a empresa quando da necessidade de repor os estoques, que, em 0unção
dos e0eitos in0lacionários, 6á estarão mais elevados.
Assim, quando menor o tempo de espera, menores serão os prejuízos inlacion!rios da
empresa.
2.2.2. PRA(O !FIO E PA/A!ENTO E CO!PRAS
om!ras " #V $ Esto%ue &ina' ( Esto%ue inicia'
"embre-se do que oi dito em aula que se possível utilizaremos #édia de $ornecedores%%%

K@I J
Com'ras
9ornecedor
"2"C =
,nterpretação:
#ostra em média qual o pra1o que a empresa leva para pa3ar seus 0ornecedores.
A empresa deve tentar repassar os pre6u-1os da espera aos seus 0ornecedores, procurando pa3á:
los em tempo maior poss-vel.
2.2.3. PRA(O !FIO E RENOVAGHO OS ESTO&"ES
"embre-se do que oi dito em aula que se possível utilizaremos #édia de &stoques%%%
K@I J
C2V
$sto%ues
"28$ =
,nterpretação:
%epresenta, na empresa comercial, o tempo médio de estoca3em de mercadoria e na industrial o
tempo de produção e estoca3em. #ostra em média qual o pra1o que a empresa leva para
renovar seus estoques, ou se6a, qual o tempo que a empresa leva de compra de matéria:prima,
do seu processamento até a sua venda.
&um per-odo in0lacionário, os estoques devem ser renovados mais rapidamente, pois dessa
0orma haverá 3anhos adicionais no 3iro.
O?S: As tr's (rmulas indicadas acima estão multiplicadas por )*+ ,período de um ano-.
quando o período entre as an!lises do balanço or de )+ dias a multiplicação ser! de )+ e
assim por diante.
CICLO OPERACIONAL: As atividades operacionais de uma empresa envolvem, de 0orma
seqZencial e repetitiva, a produção de bens e serviços e, em conseqZência, a reali1ação das
vendas e respectivos recebimentos. G diante desse processo natural e permanente que sobressai
o ciclo operacional da empresa. G a soma dos $#%E [ $#%D, ou se6a, é o tempo decorrido
entre a compra e o recebimento da venda da mercadoria.
" !iclo operacional mostra o pra1o de investimento. $aralelamente ao ciclo operacional
ocorre o 0inanciamento concedido pelos 0ornecedores, a partir do momento da compra. Até o
momento do pa3amento aos 0ornecedores, a empresa não precisa preocupar:se com o
0inanciamento, o qual é automático. (e o $ra1o médio de pa3amento de !ompras : $#$! :0or
superior ao $ra1o #édio de %enovação dos Estoques : $#%E, então os 0ornecedores
0inanciarão também uma parte das vendas da empresa. " tempo decorrido entre o momento em
que a empresa coloca o dinheiro Qpa3amento ao 0ornecedorR e o momento em que a empresa
recebe as vendas Qrecebimento do clienteR é o per-odo em que a empresa precisa arrumar
0inanciamento. G o ciclo de !onversão de !ai2a, também chamado !iclo +inanceiro.
Ent9- CICLO 3INANCEIRO = P!RE I P!RV J P!PC
"N(: A precisão dos Wndices de pra1os médios está diretamente li3ada . uni0ormidade
das vendas e compras. (e a empresa tem vendas e compras apro2imadamente uni0ormes durante
o ano, os -ndices de pra1os médios calculados a partir dos dados do Nalanço e da '%E re0letirão
satis0atoriamente a realidade. A3ora, se as vendas e=ou compras 0lutuarem, tiverem picos e vales
ou concentração em determinadas épocas do ano, os -ndices de pra1os médios poderão estar
completamente distorcidos.
'iante das distorç/es, é preciso muito cuidado no uso dos -ndices de pra1os médios, que
s; devem ser utili1ados, de 0ora da empresa, quando se souber que o ramo de atividade o0erece
ra1oável re3ularidade.
A in0lação provoca inevitáveis distorç/es, pois as vendas automaticamente crescem em
valor nominal, mesmo que se mantenham em valor real. $ortanto em casos de análises em
per-odos in0lacionários, 0a1 se necessário usar as demonstraç/es 0inanceiras em moeda
constante.
CICLO ECON>!ICO
En3loba 0undamentalmente toda a base de produção da empresa, ou se6a,
estoca3em de matérias:primas, 0abricação e venda.
!iclo Econ>mico T $#%E ou $#E
$#ET $ra1o #édio de Estoca3em
2.3. %n:7<e8 :e E8tr5t5r6 -5 :e En:7;7:6*ent-
$ermitem avaliar, comparativamente, como a empresa tem decidido manter os n-veis de
sua estrutura de capitais, e esta estrutura con3re3a dois tipos de alternativas para decisão:
: a de obter recursos 6unto a terceiros5
: a de obter recursos 6unto a seus s;cios e acionistas.
Esta decisão deve levar em consideração 0atores como o custo do dinheiro, o envolvimento
dos s;cios no empreendimento, a e2pectativa do retorno, o 0lu2o de 0undos, etc.
Assim, aquela empresa que melhor decidir sobre a sua estrutura de capitais, estará dando
se3urança aos seus credores e=ou investidores. 'esta 0orma, a empresa que possuir o menor 3rau
de endividamento perante terceiros é uma empresa de menor risco de crédito. A ra1ão desta
conclusão é que K/s recursos de terceiros devem ser devolvidos aos credores, nos prazos e
condições acordados independentemente da geração de recursos da empresa0.
(endo assim, os -ndices de Estruturação de !apital com a demonstração de suas 0;rmulas
são:
2.3.1. PARTICIPAGHO E CAPITAIS E TERCEIROS -5 RELAGHO CAPITAL E
TERCEIROSLCAPITAL PRMPRIO

HII
$r
×
+
)i%uido "atrim:nio
azo )on(o $xi(*vela Circulante "assivo
,nterpretação:
#ostra qual o n-vel de participação dos capitais de terceiros Qe2i3-vel totalR em relação ao
capital dos s;cios, que 0oram captados pela empresa. $ode:se por este -ndice avaliar as decis/es
sobre captação de recursos que a empresa tomou, e, a princ-pio, quanto menor 0or esta relação,
menor será o 3rau de vulnerabilidade da empresa.
2.3.2. PARTICIPAGHO O ENIVIA!ENTO ?ANCÁRIO E! RELAGHO AO
PATRI!>NIO LI&"IO

HII
R Q .
×
+
)i%uido "atrim:nio
'razo lon(o 'razo curto Cr3dito .nst
,nterpretação:
#ede quanto do capital pr;prio da empresa está comprometido com d-vidas bancárias de curto e
lon3o pra1os. 'e modo 3eral, quanto menor, melhor para a empresa.
2.3.3. PARTICIPAGHO O ENIVIA!ENTO ?ANCÁRIO E! RELAGHO AO
ENIVIA!ENTO TOTAL

HII
R Q .
×
+
Terceitos de Ca'ital
'razo lon(o 'razo curto Cr3dito .nst
,nterpretação:
#ede quanto a d-vida bancária representa, em relação ao total das d-vidas com terceiros. 'e um
modo 3eral, quanto menor melhor para a empresa.
2.3.'. CO!POSIGHO AS E#I/I?ILIAES

HII
$r
×
+ azo )on(o a $xi(*vel Circulante "assivo
Circulante "assivo
,nterpretação:
#ostra o 3rau de endividamento a curto pra1o da empresa, em relação ao total devido a
terceiros. 'o seu resultado pode:se in0erir qual 0oi a pol-tica, em termos de pra1o, de captação
dos recursos de terceiros. Ao credor que dese6ar emprestar recursos para recebimento a curto
pra1o, ou se6a, no pra1o in0erior a K@I dias, esta relação é uma in0ormação de suma import\ncia,
6á que de antemão saberá se a empresa 6á está por demais comprometida ou não, podendo
eventualmente te di0iculdades para saldar este novo compromisso que assumir. A princ-pio,
neste caso, quanto menor 0or esta relação, melhor será visto pelo credor.
2.3.0. I!O?ILI(AGHO O PATRI!>NIO LI&"IO

HII ×
)i%uido "atrim:nio
"ermanente Ativo
,nterpretação:
#ostra o quanto dos recursos pr;prios 0oram investidos no ativo permanente da empresa.
" seu resultado mostra a 0orma de compatibili1ação da empresa em termos de ori3em do capital
e sua aplicação, em 0unção de que o ativo permanente é uma aplicação de retorno lento e, por
princ-pio, deve ter como 0onte um recurso de pouca e2i3ibilidade, sendo que esse recurso deve
ser dos s;cios acionistas.
'ependendo da caracter-stica da empresa, deve ser reservada parte dos recursos pr;prios para
aplicação no ativo circulante, denotando que a empresa possui recursos para imobili1ação e 3iro
dos seus pr;prios acionistas.
2.3.6. I!O?ILI(AGHO OS REC"RSOS PER!ANENTES
Ativo "ermanente 2 HII
"$)" ! ")
,nterpretação:
%evela a porcenta3em dos recursos passivos a lon3o pra1o QpermanentesR que se encontra
imobili1ada em itens ativos, ou se6a, aplicados no ativo permanente. (e esse -ndice apresentar
resultado superior a H, tal 0ato indica que os recursos permanentes da empresa não são su0iciente
para 0inanciarem suas aplicaç/es permanentes.
2.3.$. ENIVIA!ENTO /ERAL
Qparticipação de capitais de terceiros no investimento totalR

HII
$r
×
+
Total Ativo
azo )on(o a $xi(*vel Circulante "assivo
,nterpretação:
G um dos quocientes mais utili1ados para retratar o posicionamento das empresas com relação
aos capitais de terceiros. #ede quanto dos investimentos totais da empresa estão sendo
0inanciados por capitais de terceiros, re0letindo o seu endividamento. Vuanto menor, melhor
para a empresa.
2.3.8. N%VEL E ESCONTO E "PLICATAS

HII
%e
×
ce;er a &u'licatas
s &escontada &u'licatas
,nterpretação:
#ede quanto do saldo de duplicatas a receber 0oram descontadas nos bancos. 'e um modo
3eral, quanto menor melhor para a empresa..
2.3.N. !"LTIPLICAOR O CAPITAL PRMPRIO
Ativo Total
"atrim:nio )*%uido
/ ato de que o multiplicador de capital pr(prio ser 1 mais o quociente de capital de
terceiros2capital pr(prio não é mera coincid'ncia.
2.'. INICES E RENTA?ILIAE E ESE!PENHO OPERACIONAL
"s -ndices de resultado procuram avaliar a per0ormance da empresa decorrente de sua
atividade operacional.
Co3icamente, que o resultado dos -ndices anteriores, se re0letirão nos resultados da
empresa, na medida em que tenham uma boa estrutura de capitais, boa liquide1 e um bom ciclo
0inanceiro.
"s -ndices de %entabilidade e 'esempenho "peracional podem dar ori3ens .s se3uintes
análises:
2.'.1. RENTA?ILIAE AS VENAS O" !AR/E! LI&"IA

HII ×
)i%uidas Vendas
)i%uido )ucro
,nterpretação:
" seu resultado mostra a e0iciência da empresa na administração dos seus custos para obter uma
maior mar3em l-quida sobre as vendas. A princ-pio, quanto maior 0or a relação, maior será a
capacidade de continuidade da empresa, na medida em que 3erar recursos su0icientes para
satis0a1er as e2pectativas dos investidores e dos compromissos com os credores, e ainda, 3erar
recursos adicionais para ampliação de sua capacidade produtiva.
2.'.2. !AR/E! OPERACIONAL

HII
%e
×
)i%uida ceita
l <'eraciona )ucro
,nterpretação:
" seu resultado mostra a e0iciência na administração dos seus custos e despesas operacionais
com vistas a obter mar3em sobre as vendas.
2.'.3. RENTA?ILIAE O PATRI!>NIO LI&"IO (ROE)

HII ×
)i%uido "atrim:nio
)i%uido )ucro
,nterpretação:
#ostra a e0iciência da empresa na remuneração dos investimentos dos s;cios. <ma melhor
relação deste -ndice dará maior credibilidade . empresa quanto da necessidade da chamada de
novos aportes de capital.
2.'.'. RETORNO SO?RE O ATIVO (ROA) J 3MR!"LA K" PONTO
)ucro <'eracional
Ativo Total 23dio
,nterpretação:
,ndica o retorno da atividade da empresa, lucro do e2erc-cio 0rente aos seus investimentos. <ma
melhor relação deste -ndice dará maior remuneração dos seus investimentos aplicados no Ativo
QNens e 'ireitosR. &sta medida revela o retorno produzido pelo total das aplicações realizadas
por uma empresa em seus ativos. / lucro operacional representa o resultado da empresa
antes das despesas inanceiras, determinado somente por suas decisões de investimentos.

2.'.0. RETORNO SO?RE O INVESTI!ENTO (ROI)
)ucro <'eracional
.nvestimentos 23dio
 .nvestimento + Ativo Total # "assivo de 9uncionamento ou
 .nvestimento + "assivo <neroso ! "atrim:nio )*%uido
,nterpretação:
<m -ndice alternativo ao uso do %"A para avaliar o retorno produ1ido pelo total de
recursos aplicados por acionistas e credores nos ne3;cios é a medida do %etorno sobre
,nvestimento. Enquanto os ativos incorporam todos os bens e direitos mantidos por uma
empresa, o investimento equivale aos recursos deliberadamente levantados pela empresa
e aplicados em seu ne3;cio.
2.'.6. /IRO O ATIVO
Total Ativo
)i%uidas Vendas
0A =
,nterpretação:
+ornece a e0iciência das vendas em relação aos investimentos totais aplicados. Vuanto maior,
melhor para a empresa.
E#E!PLO ANÁLISE " PONT: e<-*+-87@9- Ret-rn- S-Pre - At7;- (ROA)
ROA = !6rQe* O+er6<7-n6, ) /7r- :- At7;- T-t6,
e<-*+-87@9- :- Ret-rn- 8-Pre - P6tr7*=n7- LAB57:- (ROE)
ROE = Rent6P7,7:6:e 68 Ven:68 ) /7r- :- PL
ROE = !6rQe* :e L5<r- ) /7r- :- At7;- T-t6, # !5,t7+,7<6:-r :- C6+7t6, Pr4+r7-
2.0. INICAORES E ANÁLISE E AGRES
Estes indicadores ob6etivam avaliar os re0le2os do desempenho da empresa sobre suas aç/es.
2.0.1. L"CRO POR AGHO (LPA)
C$A T )ucro )*%uido
N= de aç>es emitidas
,nterpretação:
,lustra o bene0-cio au0erido por cada ação emitida pela empresa. A distribuição desse lucro
dependerá da pol-tica de dividendos adotada pela empresa.
L5<r- O+er6<7-n6, = L5<r- O+er6<7-n6, ) Ven:68
AT! Ven:68 AT!
AT! = At7;- T-t6, !E:7-
L5<r- LAB57:- = L5<r- LAB57:- ) Ven:68
PL Ven:68 PL
2.0.2. %NICE PREGOLL"CRO (PLL)
$=C T "reço de 2ercado 1A%uisição da ação4
)"A
,nterpretação:
G calculado pela relação entre o preço de aquisição do t-tulo Qvalor do mercado ou valor do
investimento e0etuadoR e seu lucro unitário anual Qlucro por açãoR. QJR
QJR A interpretação dos indicadores econ>micos 4 0inanceiros restrin3e:se ao comportamento de
cada um isoladamente. Assim para e0eito de avaliação do desempenho das empresas, torna:se
necessário analisá:los con6untamente, ressaltando:se que a atribuição dos conceitos baseados na
observação individual dos mesmos pode acarretar relevantes distorç/es. Além disso, a
interpretação dos indicadores econ>mico 40inanceiros deve levar em conta a peculiaridade dos
distintos ramos de atuação.
E)e*+,-8
(upondo que uma empresa possui lucro l-quido de K@K.IIII.III, KK milh/es de aç/es e
que as aç/es são ne3ociadas no mercado a ?? reais por ação.
 C$A T K@K.III.III T HH por ano
KK.III.III
 Wndice $reço:Cucro T ?? T ? anos
HH
&3&R4546/7
8R9:64A A;9"67& <&R:64A", =/R6>/;:A" & 6;?64A?/R&7
HR A (mith #anu0acturin3 tem uma mar3em de lucro de HH,OA, um 3iro do ativo total
de H,? e %"E de LK,LOA. Vual o quociente capital de terceiros=capital pr;prio da
empresa8
LR <ma empresa tem um -ndice de endividamento 3eral de I,MO. Vual é o quociente
capital de terceiros=capital pr;prio8 Vual o multiplicador do capital pr;prio8
KR <ma empresa apresentou vendas de %X H.OII, ativo total de %X ]II e um quociente
capital pr;prio=capital de terceiros de H,II. (e o retorno do capital pr;prio é de HSA,
qual o lucro l-quido8
MR E2plique a relação que e2iste entre o -ndice de endividamento 3eral, relação capital
de terceiros 4 capital pr;prio e o multiplicador capital pr;prio. (e o -ndice de
endividamento 3eral 0or I,OO, quais serão os resultados da relação capital de
terceiros : capital pr;prio e o multiplicador capital pr;prio8
OR A ^_C reali1ou vendas no valor de %X ?I milh/es no e2erc-cio de LIIS. Al3uns
-ndices da empresa são apresentados a se3uir. <se essas in0ormaç/es para
determinar os valores monetários dos diversos itens das demonstraç/es de resultado
e balanço solicitados. Ano T K@O dias
STL S.A.
E)er<A<7- en<err6:- e* 31 :e :eCe*Pr- :e 200$
Dendas ?I.III.III
#ar3em de lucro bruto SIA
#ar3em de lucro operacional KOA
#ar3em de lucro l-quido ?A
%etorno do capital pr;prio LIA
iro do ativo total L
C6,<5,e -8 ;6,-re8 :-8 8eQ57nte8 7ten8:
aR !$D:`````````````````````````````````````````
bR %esultado operacional:```````````````````````````
cR 'espesas operacionais:```````````````````````````
dR Ativo total:`````````````````````````````````````
eR $atrim>nio C-quido:``````````````````````````````
@R <ma empresa possui um capital de 3iro l-quido de %X @O.III, passivo circulante de
LOI.III, estoque de SL.III e despesas pa3as antecipadamente de ML.III. Vual o seu
-ndice de liquide1 corrente e seu -ndice de liquide1 seca8
SR Em LIIM, a empresa +^_ teve um custo de mercadoria vendida de %X KLI.III, um
estoque inicial de %X KKI.III e um estoque 0inal de %X HII.III menor que o Ei. Ao
0inal do ano, o saldo de contas a pa3ar a 0ornecedores era %X HOI.III. Vuanto tempo
levou em média para a empresa pa3ar seus 0ornecedores em LIIM e o 3iro de contas a
pa3ar8 " que um valor alto deste primeiro -ndice si3ni0icaria8 !onsidere o ano com K@I
dias.
?R !omplete o balanço para o ano de LII? utili1ando as in0ormaç/es 0ornecidas lo3o
abai2o dele:
,n Tech (.A.
Nalanço $atrimonial
KH de de1embro de LII?
Ativo $assivo
!ai2a
KI.II
I !ontas a pa3ar
HLI.II
I
T-tulos de res3ate
imediato
LO.II
I T-tulos a pa3ar
!ontas a %eceber 'espesas a pa3ar LI.III
Estoques
Total do passivo
circulante
Total ativo circulante E2i3-vel de lon3o pra1o
Ativo permanente $C
@II.II
I
Total ativo Total passivo
6:-8 U7n6n<e7r-8 re,6t7;-8 6- 6n- :e 2008:
QHR " total das receitas de vendas 0oi de %X H.?II.III
QLR A mar3em de lucro bruto 0oi de LOA
QKR " 3iro do estoque 0oi de @
QMR Eouve K@O dias no ano
QOR " pra1o de recebimento 0oi de MI dias
Q@R " -ndice de liquide1 corrente 0oi de H,@I
QSR " 3iro do ativo total alcançou H,LI
Q?R " -ndice de endividamento 3eral 0oi de ``````````````````````
ATENGHO: E#ERC%CIO E#TRA
3. A!INISTRAGHO E CONTAS A RECE?ER
A8 <-nt68 6 re<ePer :entr- :e 5*6 e*+re86 <-*+reen:e*:
aR !onta !orrente: aplica:se a clientes permanentes com pa3amentos peri;dicos. A
empresa acredita haver uma relativa const\ncia nas compras do cliente.
bR !rédito $arcelado: vendas de produtos e ou serviços com pa3amentos em diversos
planos com 0aturamento dividido em prestaç/es.
cR !ontratos de Dendas a pra1o e Dendas !ondicionais: utili1ados principalmente nas
vendas de bens e ou serviços previamente encomendados e de e2ecução ou instalação
demorada, com pa3amentos parciais que podem ocorrer antes durante e ou ap;s a
entre3a.
As duas principais causas da e2istência de contas a receber dentro de uma empresa são o crédito
0ornecido e o crédito recebido:
!rédito +ornecido ou !oncedido:
aR G um método de vendas e pa3amentos.
bR Arma da concorrência entre empresas.
!rédito %ecebido:
aR G a utili1ação dos 0atores de produção Qmatéria:prima, mão:de:obra, equipamentos,etc..R
bR (em contra partida imediata.
A administração 0inanceira dentro da empresa deve manter o seu 0oco em al3uns pontos
importantes, como:
aR !rédito a 0uncionários QadiantamentosR5
bR !oncessão de crédito aos clientes que consomem bens e ou serviços5
cR ,nteração com a área de maraetin3.
As empresas devem ter al3uns 0atores condicionantes das suas contas a receber quando se trata
de investimento dentro da pr;pria empresa. "u se6a, ela deve analisar com 3rande propriedade
al3uns pontos, como:
 Dolume de vendas a pra1o da empresa5
 $roporção entre custo direto do produto e ou serviços a vista e o valor 0aturado5
 (a1onalidade das vendas5
 %e3ras do ramo de atividade, quanto aos limites de crédito5
 $ol-ticas de pra1o de crédito da empresa5
 $ol-ticas de cobrança da empresa Qa3ressividadeR5
 $ol-ticas de desconto da empresa Qacelerar o recebimentoR5
 !ritério para aceitação de clientes QseleçãoR.
P-,At7<6 :e CrE:7t- dentro de uma empresa é a determinação do pra1o 3eral de crédito, ou se6a,
delimitar quanto tempo disporá o cliente para e0etuar seus pa3amentos, e a empresa com esses
dados criará seu 0lu2o de cai2a. " pra1o concedido determina não s; a rotação dos
investimentos em contas a receber como também o valor apro2imado do investimento. G a
aceitação ou não de um cliente em potencial, pois trata:se de avaliar o risco que este cliente
produ1.
"s analistas de crédito 0reqZentemente utili1am:se dos O !bs para orientar suas análises sobre as
dimens/es:chaves da capacidade credit-cia de um cliente. !ada uma dessas cinco dimens/es 4
caráter, capacidade, colateral, capital e condiç/es 4 será descrita a se3uir:
 !aráter: o hist;rico do solicitante quanto ao cumprimento de suas obri3aç/es
0inanceiras, contratuais e morais. "s dados hist;ricos de pa3amentos e
quaisquer causas 6udiciais pendentes ou conclu-das contra o cliente seriam
utili1ados na avaliação do seu caráter.
 !apacidade Qliquide1 e endividamentoR: o potencial do cliente para quitar o
crédito solicitado. Análises dos demonstrativos 0inanceiros, com ên0ase especial
nos -ndices de liquide1 e endividamento, são 3eralmente utili1adas para avaliar
a capacidade do solicitante de crédito.
 !apital Qsolide1 0inanceira indicada pelo patrim>nio l-quidoR: a solide1
0inanceira do solicitante, con0orme indicada pelo patrim>nio l-quido da
empresa. " total de
 e2i3-veis Qa curto e lon3o pra1osR em relação ao patrim>nio l-quido, bem como
os -ndices de lucratividade são 0reqZentemente usados para avaliar o capital do
demandante de crédito.
 !olateral Qativos dispon-veis para 3arantir o créditoR: o montante de ativos
colocados . disposição pelo solicitante para 3arantir o crédito. &aturalmente,
quanto maior esse montante, maior será a probabilidade de se recuperar o valor
creditado, no caso de inadimplência. " e2ame do balanço patrimonial e a
avaliação de ativos em con6unto com o levantamento de pendências 6udiciais
podem ser usados para estimar os colaterais.
 !ondiç/es Qin0luência da con6untura que pode a0etar as partesR: as condiç/es
econ>micas e empresariais vi3entes, bem como circunst\ncias particulares que
possam a0etar qualquer das partes envolvidas na ne3ociação. $or e2emplo, caso
a empresa tenha estoques e2cessivos de um item que o solicitante dese6e
comprar a crédito, a empresa poderá propor vendas em condiç/es mais
0avoráveis ou vender para clientes com menos condiç/es de obter crédito.
En0im, a análise das condiç/es econ>micas e empresariais, assim como as
circunst\ncias especiais que possam a0etar tanto o cliente como a empresa
vendedora, 0a1em parte da avaliação das condiç/es.
" administrador 0inanceiro 3eralmente dá maior import\ncia aos dois primeiros !bs 4caráter e
capacidade 4 uma ve1 que eles representam os requisitos 0undamentais para a concessão de
crédito a um solicitante. A consideração para os demais !bs 4 capital, colateral e condiç/es 4 é
importante para a de0inição do acordo de crédito e tomada de decisão 0inal, a qual depende da
e2periência e do 6ul3amento do administrador.
Pr7n<A+7-8 ?V87<-8 :6 P-,At7<6 :e C-Pr6n@6
"s princ-pios básicos que uma empresa deve se3uir para estabelecer uma pol-tica de cobrança
são:
 &ão se deve 3astar mais com es0orços de cobrança do que se tenha a receber.
 A atividade de cobrança não levará um cliente incapa1 de pa3ar suas d-vidas a
saldá:las.
 A a3ressividade e2cessiva de cobrança pode pre6udicar as vendas em 3eral, pois
a cobrança é vista como parte do con6unto de concessão de crédito e da pol-tica
da empresa.
 ,denti0icar o n-vel de inadimplência e a capacidade da empresa em suportar, e
se poss-vel a3re3ar ao custo do produto.
A;6,76@9- :68 P-,At7<68 :e CrE:7t- e C-Pr6n@6
&a elaboração da pol-tica de crédito e cobrança poderão ocorrer dois erros 3raves:
c Adotar uma pol-tica liberal en0ati1ando aumentar os n-veis de vendas, sem precauç/es
a0im de elevar a rentabilidade pelo volume de ne3;cios.
c "u adotar uma pol-tica de crédito muito recessiva em termos de pra1o, limite de crédito,
critério de seleção de cliente, cobrança, de0endendo os interesses de contas a receber ao
n-vel de perder em vendas.
P6:rWe8 :e CrE:7t-
(ão os requisitos m-nimos e2i3idos para a concessão de crédito a um cliente com se3urança.
$ara isso é important-ssimo que ao administrador 0inanceiro este6a sempre atento .s mudanças
nos padr/es de crédito que acarretam as variaç/es da empresa, como:
c Dolume de vendas
c ,nvestimento em duplicatas a receber
c $erdas com devedores incobráveis
c 'espesas 3erais de crédito e cobrança.
A,ter6@We8 n68 C-n:7@We8 :e CrE:7t-
As condiç/es de crédito de uma empresa especi0icam os requisitos para quitação e2i3idos de
todos os seus clientes a crédito. &ormalmente, usa:se uma 0orma abreviada para enunciar as
condiç/es de crédito, como por e2emplo, L=HI l-quido KI. ,sso quer di1er que o comprador
recebe um desconto de LA, se pa3ar sua conta dentro de de1 dias ap;s o in-cio do per-odo de
crédito5 se o cliente não aproveitar o desconto 0inanceiro, precisará pa3ar toda a import\ncia
dentro de trinta dias. As condiç/es de crédito abran3em três aspectos:
c " desconto 0inanceiro se houver Qnesse caso, LAR5
c " per-odo do desconto Qneste caso, de1 diasR5
c " per-odo de crédito Qneste caso, trinta diasR.
c #udanças em qualquer aspecto das condiç/es de crédito da empresa podem e2ercer um
e0eito sobre sua lucratividade 3lobal.
&3&R4546/7
HR A Tarads Tê2til vende atualmente o equivalente a %X K@I milh/es por ano, a pra1o, e seu
pra1o médio de recebimento é de @I dias. (uponha que preço de venda dos produtos da empresa
se6a de %X @I por unidade e que o custo variável unitário se6a i3ual a %X OO. A empresa está
analisando a possibilidade de introdu1ir uma modi0icação em sua 3estão de contas a receber que
causará aumento das vendas em LIA e a elevação do pra1o médio de recebimento em LIA. &ão
se espera a variação das perdas com clientes. " custo de oportunidade da empresa nos
investimentos em contas a receber é i3ual a HMA.
aR !alcule a contribuição ao lucro esperada com as novas vendas que a Tarads conse3uirá
se 0i1er a mudança proposta.
bR Vual será o investimento mar3inal resultante em contas a receber8
cR !alcule o custo do investimento mar3inal em contas a receber.
dR A empresa deve implantar a mudança proposta8
LR <ma empresa está analisando a possibilidade de rela2ar seus padr/es de crédito com a
intenção de aumentar vendas. Em conseqZência do rela2amento proposto, espera:se que ha6a
uma e2pansão de HIA nas vendas de HI.III para HH.III unidades, no pr;2imo ano, que o pra1o
médio de recebimento cresça de MO para @I dias e prevê que as perdas com clientes aumentarão
de HA para KA das vendas. " preço unitário é i3ual a %X MI e o custo variável é de %X KH a
unidade. " retorno e2i3ido pela Cewis em investimentos com o mesmo risco é de LOA. Avalie a
proposta e 0aça uma recomendação . empresa.
KR A ardner !ompane 0a1 atualmente todas as suas vendas a pra1o e não o0erece desconto
al3um por pa3amento rápido. A empresa está pensando em o0erecer um desconto de LA para
pa3amento em HO dias. Atualmente, o pra1o médio de recebimento é de @I dias, as vendas
totali1am MI.III unidades, o preço de venda é de %X MO a unidade e o custo variável unitário é
de %X K@. A empresa espera que a mudança dos pra1os de crédito resulte em aumento de vendas
para ML.III unidades, que SIA das vendas se6am pa3os com o desconto e que o pra1o médio de
recebimento caia para KI dias. (endo a ta2a de retorno da empresa i3ual a LOA em
investimentos com o mesmo risco, o desconto proposto deve ser o0erecido8
MR <ma empresa está pensando em encurtar seu pra1o de crédito de MI para KI dias,
acreditando que, em conseqZência dessa alteração, o pra1o médio de recebimento diminuirá de
MO para K@ dias. Espera:se que as perdas com clientes diminuam de H,OA para HA das vendas. A
empresa está atualmente vendendo HL.III unidades, mas acredita que, em ra1ão da mudança
proposta, as vendas cairão para HI.III unidades. " preço unitário de venda é de %XO@, e o custo
variável unitário é de %X MO. " retorno e2i3ido em investimentos com o mesmo risco é de LOA.
Avalie essa decisão e 0aça uma recomendação . empresa.
OR A $araer Tool está pensando em ampliar seu pra1o de crédito de KI para @I dias. Todos os
clientes continuarão a pa3ar na data 0inal do pra1o. A empresa atualmente 0atura vendas de %X
MOI.III e seus custos variáveis totais são de %X KMO.III. Espera:se que a alteração do pra1o de
crédito aumente as vendas para %X OHI.III. As perdas com clientes subirão de HA para H,OA
das vendas. A ta2a e2i3ida de retorno da empresa é i3ual a LIA, em investimentos com o
mesmo risco.
aR Vual será a contribuição das vendas adicionais ao lucro em decorrência da mudança
proposta8
bR Vual é o custo do investimento mar3inal em contas a receber8
cR Vual é o custo das perdas mar3inais com clientes8
dR Docê recomenda a mudança do pra1o de crédito8 E2plique sua resposta.