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Até o início do século -VI as pessoas encaravam os fenômenos à sua volta de forma não

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metódica, assistemática e ingênua. Todos os conhecimentos necessários ao dia-a-dia eram
empíricos: as conclusões baseavam-se exclusivamente na aparência das coisas e
praticamente todas as generalizações eram apressadas e imprecisas.
A explicação da grande maioria dos fenômenos era puramente mítica. Tudo girava em torno
de poderes sobrenaturais e de divindades: as chuvas, tempestades e raios, por exemplo,
eram atribuídas a Zeus; os terremotos, a Poseídon; e a lua era, na realidade, a deusa
Selene.
Os primeiros a tentar explicar o mundo sem recorrer às ações divinas foram
os físicos, intelectuais gregos conhecidos atualmente por filósofos da natureza Os mais
antigos, que viveram nas comunidades gregas da Grécia Asiática e da Magna Grécia nos
séculos -VII e -VI, se dedicaram principalmente a explicar os fenômenos naturais em termos
racionais, sem recorrer aos mitos e à religião.
PRÉ-SOCRÁTICOS
Muitos dos filósofos que viveram antes de Sócrates (-469/-399) — por isso chamados de
"pré-socráticos" — deram grandes contribuições aos diversos ramos da Ciência, e uma das
características marcantes desses intelectuais era a grande diversidade de seus interesses. O
filósofo Pitágoras de Samos (-570/-495), por exemplo, é tradicionalmente considerado um
dos fundadores da Matemática.

Desejavam compreender os fenômenos da natureza, sem recorrer aos mitos
tradicionais. Acima de tudo, procuravam compreender os processos da natureza
através da observação da própria natureza. Isso é completamente diferente da
explicação do relâmpago e do trovão, do Inverno e da Primavera, por meio da
referência aos acontecimentos no mundo dos deuses.
Desta forma, a filosofia libertou-se da religião. Podemos afirmar que os filósofos da
natueza deram os primeiros passos em direção a um modo de pensar “científico”.
Assim, abriram caminho a toda a posterior ciência da natureza. Quase tudo o que
os filósofos da natureza disseram e escreveram perdeu-se para a posteridade. O
pouco que sabemos encontramo-lo nos escritos de Aristóteles, que viveu duzentos
anos após os primeiros filósofos. Mas Aristóteles resume apenas os resultados a
que os filósofos anteriores tinham chegado. O que significa que não podemos
saber sempre de que forma é que chegaram às suas conclusões. Mas sabemos o
suficiente para podermos afirmar que o projeto dos filósofos gregos consista nas
questões que estavam relacionadas com o elemento primordial nas
transformações da natureza.

Escolas pré-socráticas:

• Escola Jônica:
Perslã
A Escola Jônica, assim chamada por ter florescido nas colônias jônicas
da Ásia Menor, compreende os jônios antigos e os jônios posteriores
ou juniores. A escola jônica, é também a primeira do período
naturalista, preocupando-se os seus expoentes com achar a
substância única, a causa, o princípio do mundo natural vário,
múltiplo e mutável. Essa escola floresceu colônias gregas de Mileto e
Éfeso na Ásia Menor, durante todo o VI século, até a destruição da
cidade pelos persas no ano de 494 a.C., prolongando-se porém ainda
pelo V século.
Os jônicos julgaram encontrar a substância última das coisas em uma
matéria única; e pensaram que nessa matéria fosse imanente uma
força ativa, de cuja ação derivariam precisamente a variedade, a
multiplicidade, a sucessão dos fenômenos na matéria una. Daí ser
chamada esta doutrina hilozoísmo (matéria animada). Os jônios
antigos consideram o Universo do ponto de vista estático, procurando
determinar o elemento primordial, a matéria primitiva de que são
compostos todos os seres. Os mais conhecidos são: Tales de Mileto,
Anaximandro de Mileto, Anaxímenes de Mileto.






• Escola Itálica•
Jnet
A Escola Itálica se desenvolveu no sul da Itália. O filósofo principal desta escola foi Pitágoras de Samos.
Nascido na ilha de Samos, foi na península itálica, na cidade de Crotona, onde ele desenvolveu suas
ideias. Pensou serem os números as essências das coisas. Suas investigações da física e matemática
eram misturadas com misticismo. São atribuídos aos discípulos de Pitágoras, os pitagóricos, diversas
descobertas matemáticas. Foi Pitágoras o responsável pela criação da palavra filosofia (amizade pela
sabedoria) ao chamar a si mesmo de filósofo (amigo da sabedoria). Essa escola teve caráter não só
filosófico, mas também religioso e político. De maneira geral, os pitagóricos acreditavam na
existência da alma e defendiam a tese de que ela passava por um processo de
aperfeiçoamento através da reencarnação. Politicamente, eles realizaram movimentos contra
o governo aristocrático das cidades gregas localizadas na Itália Meridional. Por causa disso,
foram perseguidos, exilados e a sede da escola foi incendiada por seus opositores.


Escola Eleata:
Maycon
A Escola Eleática se desenvolveu na cidade de Eleia, ao sul da Itália. Seus principais filósofos foram
Xenófanes de Cólofon, Parmênides de Eleia e Zenão de Eleia. Apesar de não ter nascido em Eleia,
Xenófanes se estabeleceu na cidade após levar uma vida andando de povoado em povoado. A ideia
principal ensinada por Xenófanes e posteriormente trabalhada por Parmênides é a ideia de Um.
Xenófanes pensava no Um a partir de um pensamento mais voltado à religião, dizendo que Deus é Um,
não foi feito, é eterno, perfeito e não se modifica. Em oposição à Escola Jônica, Parmênides pensa que o
mundo é formado por um Ser-Absoluto, que não foi feito, é eterno, perfeito e não se modifica. Contra a
ideia de movimento, Zenão desenvolveu argumentações que foram e são muito discutidas. Entre elas
está a ideia de que uma flecha em voo sempre ocupa o seu espaço de flecha, logo a flecha está em
repouso e todo movimento é uma ilusão.

• Escola da Pluralidade:
Vitor
A Escola Atomística, ou atomismo, desenvolveu-se a partir da ideia de que são vários os elementos que
formam as coisas. A ideia de átomo (a = negação e tomos = divisão, ou seja, aquilo que não pode ser
dividido) foi desenvolvida por Leucipo de Mileto e depois trabalhada por Demócrito de Abdera e Epicuro
de Samos. Para Leucipo, o mundo é formado a partir do choque aleatório e imprevisível de infinitos
átomos.
http://pt.scribd.com/doc/14774923/Filosofos-PreSocraticos