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1930 - Banco Internacional de Compensações (BIS) - criado no pós crise de 1929, objetivo de

facilitar cooperação financeira e monetária internacional. Sede na Basileia. Mais antiga
instituição financeira internacional. Objetivo: foro de pesquisa; cooperação financeira inter-
pares; agente fiduciário internacional - Hoje em dia é mais político do que prático. Não
empresta dinheiro. Brasil é parte do BIS.
"fosters international monetary and financial cooperation and serves as a bank for central
banks”. It also provides banking services, but only to central banks, or to international
organizations like itself.

BIS seeks to make monetary policy more predictable and transparent among its 58 member
central banks.

One reason to coordinate policy closely is to ensure that monetary policy does not become too
expensive.

Monetary Policy have historically led to losses in the billions as banks try to maintain a policy
using open market methods.

The BIS provides the Basel Committee on Banking Supervision with its seventeen-member
secretariat, and with it has played a central role in establishing the Basel Capital Accords of
1988 and 2004.

1944 - Breton Woods ------ dura até 1971. Instituições:

FMI - Equilibrar balanço de Pagamento e manter câmbio fixo.

Banco de Reconstrução para o Desenvolvimento - reconstrução europeia.

Organização Internacional do Comércio - barrada pelo Congresso americano.

GATT não pode ser considerado como instituição de Bretton Woods.

Chamada Era de Ouro pelo Hobsbawn - sistema funcionou muito bem até década de 1970.
Wright, Hull e Keynes?

Objetivo era manter estabilidade do sistema financeiro/monetário internacional. Base
monetária deve ser fixa com reservas internacionais. Para aumentar um estoque, é necessário
aumentar o outro proporcionalmente.

Guerra do Vietnã aumentam demanda por moeda americana para financiá-la.

1959: BID

46 países.

Membros mutuários: podem receber financiamento. Basicamente os latino-americanos.

Não-mutuário: credores, não podem tomar empréstimos. Beneficiam-se das regras de
aquisições do BID, pois só os membros podem fornecer bens e serviços aos projetos
financiados pelos bancos.

1971: crise na economia americana

Diminuição dos estoques de ouro americana

Pressão ___

Crise gêmea: crise externa e crise interna (contas públicas).

EUA tinham déficit na balança comercial.

Diminuição na base monetária faz com que seja necessário aumentar emissão. EUA nesse
período tem uma inflação crescente.

1971: Choque Nixon: resolver déficit público (congelamento de preços e de salários) e resolver
déficit nas contas internacionais, principalmente saldo comercial. Fim da livre conversabilidade
entre o dólar e o ouro.

Depois do choque Nixon, vigora o padrão currency-currency, ou padrão cambial, que é
basicamente flexível.

Choque especulativo no ouro no mercado europeu. Preço do ouro estava aumentando na
Europa, enquanto era fixo nos EUA. Nixon desvaloriza o dólar para tornar ouro nos EUA mais
caro. O que explica aumento da demanda por ouro na Europa é especulação, além de
percepção de que o dólar está mais fraco.

Choque do Petróleo aprofunda crise no sistema financeiro internacional.

Liquidez decorrente dos petrodólares. Faz cair taxa de juros. Gera pos-fixação dos contratos.

1974: Comitê da Basiléia de Supervisão Bancária - Reação ao choque do petróleo. Administrar
sistema financeiro/monetário, principalmente bancário. Presidentes dos Bancos Centrais das
dez (G10) economias capitalistas desse momento. Normalmente se reúne no Banco de
Compensações Internacionais. Apesar de não ter autoridade para fazer cumprir suas
recomendações, a maioria dos países, membros ou não, tendem a implementar as políticas
ditadas pelo Comitê.

It provides a forum for regular cooperation on banking supervisory matters. Its objective is to
enhance understanding of key supervisory issues and improve the quality of banking
supervision worldwide. The Committee also frames guidelines and standards in different areas

Serve para controlar risco de mercado. Dar mais transparência.

Defende câmbio livre. Câmbio fixo sempre ocorre em custo social para alguém.

Receita atratividade para a economia como solução para enfrentamento de crise.

Brasil adere ao Comitê da Basileia em 1999.

1973/79: serpente monetária europeia. Câmbio dos países europeus pode variar do teto ao
piso.

1979: cesta de moedas. Ordena valorização e desvalorização cambial europeu.

1976: Conferência de Kingston: antecedentes: crise gêmeas (déficit público e déficit externo)
nos EUA. Medidas contracionistas. Crise aconteceu por causa da Guerra do Vietnã, entre outras
coisas. Conferência de Kingston pretende interromper a precificação internacional do ouro. Fim
do preço internacional do ouro. Será definido pelo mercado em cada bolsa de valores.


1979: petróleo sobe, mas isso não se traduz em maior liquidez. Aumenta demanda por
recursos das economias em desenvolvimento, que precisam financiar seus empréstimos
originais, pós-fixados. Juros sobem. Entra em um ciclo vicioso de crescimento da dívida, que faz
precisar de mais dinheiro, que faz o juros subirem.

Resultado. Crises em 1982, 84 e 87: México, Argentina e Brasil.


1985: Acordo do hotel dólar. Desvalorização do dólar e valorização do iene. Entre Japão e EUA.

1987: Acordo de Louvre. Envolve marco alemão, franco francês, Iene, Libra esterlina e dólar.
Dar maior estabilidade ao câmbio das diversas economias do mundo.

1988: Basileia I - limitar oferta de crédito, especialmente capital de curto prazo. Reação a crise
em 1987, mblack monday. Brasil adere a Basileia I em 1994.

1988: EUA entram em crise - bolha de liquidez.

1989 - Crise de poupança e empréstimo. Muito semelhante à crise de 2008.

Anos 90- EUA em crise, Japão em crise - bolha imobiliária.

Europa em crise:

1991 - ataque especulativo à libra esterlina faz com que a Libra saia do sistema monetário
europeu. Cria sistema monetário europeu - cesta de moedas. Libra não faz parte do euro por
causa disso.

México em crise em 1994 (relação com o NAFTA - efeito tequila). Percepção de que o México
não teria capacidade de arcar com seus compromissos.

Chega ao Brasil e à Argentina. Acelera assinatura de Protocolo de Ouro Preto.


Amado: a diplomacia de FHC exigiu dos dirigentes do G-7 medidas de controle de atividades
financeiras, requerendo para a arquitetura das finanças internacionais regras estáveis e justas,
similares às do sistema multilateral de comércio de matriz kantiana. Não obstante, o G7
permanecia insensível, principalmente em razão de as crises na periferia do sistema
significarem grande afluxo de capital de volta às economias centrais.

As únicas reformas que o G7 incentivou foram as referentes à abertura dos mercados
financeiros de países emergentes ao capital internacional.

Houve aumento exponencial no volume de investimento externo direto entre 1991 e 2001.

Cenário geral da economia brasileira: dívida interna passou para 53% do PIB, dívida externa
chegou à marca de 237 bilhões, comércio exterior tornou-se deficitário e, além disso, o serviço
da dívida externa consumia todo o valor das exportações brasileiras. Comércio exterior passou
a ser utilizado para prover recursos para os compromissos da dívida.

Sudeste Asiático recebe grande liquidez. Atração pelo cambio fixo e pelo modelo de IOE.

1997: percepção de que asiáticos não conseguiriam arcar com suas responsabilidades
internacionais, de que não tinham reservas susficientes.

Suspensão do cambio fixo na Malásia, na Indonésia, Tailandia, Filipinas e Coreia do Sul.

Capital volta aos EUA e favorece elevação da liquidez no país. Favorece aumento de crédito que
levará à crise de 2008.




Instituições criadas para dar estabilidade ao sistema:

1997/99: ASEAN + 3 (China, Coreia do Sul e Japão): objetivo – adicionar previsibilidade e
estabilidade ao sistema asiático.

1998: G7 vira G8. 1999: Cria Fórum de Estabilidade Financeira.

1999: criada FOCALAL – objetivo: conter instabilidade que levou às crises.

1999: G-20 financiero. Formado, nesse momento, pelos ministros da economia e pelos
presidentes dos BACENs das 19 principais (e não maiores) economias do mundo e mais a UE.
Consultivo. Orientar políticas públicas.

2004: BASILEIA II. Transparência no sistema financeiro. Reação à crises de 2001/03 nos EUA.

Brasil adere a Basileia I em 1994.

Brasil não quer aderir a Basileia II.

2005: saturação do mercado de imóveis dos EUA.

2005: G8+ 5 Processo de Heiligendamm (2007) - objetivo era a discussão de metas para
redução de emissão de carbono, propriedade intelectual, liberdade de investimentos e pela
responsabilidade conjunta pelo desenvolvimento dos menos desenvolvidos. Acabou virando
um foro para discussão de mudança climática e pouca discussão econômica. (Brasil, México,
China, Índia e África do Sul).

Primeiro semestre de 2008: São Paulo – reunião da composição original do G-20 financeiro
(ministros da economia). Governo brasileiro favorece elevação do perfil da organização para
reunião de líderes.

Segundo semestre de 2008: Cúpula do G-20 em Washington. Discussão sobre as novas funções
do G-20. Estabelecer parâmetros para nova ordem econômica financeira internacional. Bretton
Woods 2 (não se sabe o que seria)

2009: Londres e Pittsburg.

Londres: formação de 2 grupos.

a) EUA e UK: Ampliação da atividade econômica.

b) Brasil, França, Alemanha, China: ampliação da regulamentação internacional. Além
disso, defenderam políticas anticíclicas e combate aos paraísos fiscais (EUA não
concorda porque economia americana depende dos paraísos fiscais).


Nenhum dos dois grupos saiu vitorioso. Medidas adotas refletem essas duas intenções.
Liberação de trilhões de dólares pelos Estados e por OI para prover liquidez aos mercados
domésticos. Bailout (ingessão de liquidez).


Criação do Comitê de Estabilidade Financeira.

Semelhante ao Comitê do G8. Objetivo: servir de órgão consultivo para o G-20 financeiro. G-20
assume algumas funções tradicionais do G8. “Monitora e recomenda regulações para o sistema
financeiro global. Seu programa para reforçar a estabilidade é estabelecido pelo G-20, o grupo
das maiores nações desenvolvidas e emergentes, e ao qual apresenta os relatórios sobre suas
atividades” - reportagem do Valor.

2010: Toronto e Seul.

Necessidade de reformar o FMI. Agenda de desenvolvimento verde. Consenso de Seul:
associação da responsabilidade do Estado sobre a regulamentação da atividade financeira;
Reaquecimento da economia; reforma do sistema financeiro; desenvolvimento associado a
desenvolvimento sustentável.

2011: Cannes

Menos eficiente. Polarização da crise na Europa. Decisões: Europa precisa reduzir juros. Precisa
aumentar liquidez em seu sistema econômico. Precisa aumentar regulamentação,
principalmente nos PIIGS. Ampliação do papel dos países emergentes nos órgãos do sistema
financeiro internacional. Decidiu-se que será criado Comitê para estudar composição do SDL
por todas as moedas dos países do G-20.

2011: Basileia III. Reação à crise de 2008. Regulação no sistema financeiro doméstico. Não é
vinculante. Já foi assinado. Brasil é signatário original, mas ainda não implementou todas as
orientações do regime. “Emergentes pedem flexibilização de Basileia 3”.

O México propôs que o G-20 examine as consequências das novas normas globais de capital e
liquidez sobre os bancos dos países emergentes, com apoio do Brasil, China e todos os outros
emergentes do grupo. O México exemplificou no G-20 que a implementação de Basileia 3 por
bancos estrangeiros pode levar a uma distribuição assimétrica dos custos e benefícios entre os
países de origem da matriz e das subsidiárias - e pesar sobre os emergentes.”.

Acordos do Comitê da Basileia não são vinculantes, são orientações de melhores práticas
bancárias. Aplica-se aos membros do Comitê e, eventualmente, por país não membro, se assim
desejar.

Reforma do FMI: aprovada em 2010, precisa passar pela assembleia do fundo. 6% das cotas
sairiam de países desenvolvidos e passariam a países emergentes. Brasil: 1,4% das cotas (Brasil
pagou 10 bi por essas cotas) e 1,38% dos votos. Brasil passa a ser credor do FMI – 20 bilhões de
suas reservas via compra de títulos emitidos pelo Fundo.

Ampliação temporária de 20 para 24 cadeiras de diretores executivos – 4 adicionais seriam de
países em desenvolvimento. Brasil lidera grupo que tem direito a uma dessas cadeiras, grupo
reúne 8 países que juntos teriam percentagem de voto suficiente para uma cadeira.

EUA não estão dispostos a vender mais cotas, porque quer manter mais que 15% das cotas
para poder manter veto a formação de uma supermaioria. Decisao é aprovada por 85% dos
votos.

Iniciativa Xiang Mai ?

GGG - Grupo da Governança Global: Critica o G20. Indonésia ? Não é possível que apenas 20
países, em processo pouco democrático, decidam as regras do sistema financeiro internacional.

Exemplo de protecionismo no pós crise 2008: Lei de Agricultura dos EUA. Muito conservadora.
Recrudescimento da PAC europeia.

China tem aumentado seu câmbio, não é exemplo de protecionismo.

Buy American. Não é política dos EUA, é movimento social, mas aceito politicamente pelo
governo americano.

G20 hoje propõe medidas no âmbito mundial, não propõe ajustes a países em
desenvolvimento?

1969 - Direito Especial de Saque (SDR). Criação de uma cesta de moeda para indexar
transferência de recursos entre os Estados. Emprestar em SDR (unidade de conta). O meio de
pagamento pode ser Dólar, Libra, Yuan, Marco. Foi criado para resolver problemas de balanço
de pagamento. Em 2009, na Cúpula do G20 em Londres, ficou decidido colocar 250 bilhões no
sistema.

Brasil não quer ser parte da OCDE, uma das razões é porque o G-77 não permite que membro
da OCDE participe do SGP.

Notas CESPE:

- O FMI, criado na Conferência de Bretton Woods, em 1944, dispõe de um processo decisório
concentrado nos países que detêm maior número de quotas no fundo, o que acarreta
desequilíbrio entre a representaçào dos interesses desses países e a dos países em
desenvolvimento.

- Diante da crise de 2008/09, as instituições de Bretton Woods não conseguiram propor
soluções concretas por ocasião da reunião de Cúpula do G-20 realizada em Londres em 2009.

- Como membro do G20, o Brasil insistiu na necessidade de se prover a economia mundial com
créditos para o desenvolvimento, incrementar a regulação financeira, desenvolver políticas
anticíclicas e combater os paraísos fiscais.

- Apesar de discordar da resistência de países ricos em realizar reformas nos organismos
multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial, o Brasil comprou títulos emitidos pelo Fundo.