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ESTADO DE RORAIMA

AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
CONCURSO PÚBLICO ADERR 01/2014
EDITAL Nº 01
A PRESIDENTE DA AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE
RORAIMA - ADERR, no uso de suas atribuições legais, considerando contrato celebrado e em
conformidade com a Lei nº 949 de 09 de janeiro de 2014 e suas alterações, torna público, que
estaro abertas as inscrições para o !oncurso "úblico de "ro#as e "ro#as e $%tulos, destinado a
selecionar candidatos para pro#imento de #agas para cargos da Carrera N!"e# M$%&/T$'('& e
N!"e# S)*er&r %& +)a%r& %e Pe,,&a# %a ADERR-
1- DAS DISPOSI./ES PRELIMINARES
1-1- & !oncurso "úblico ser' reali(ado sob a responsabilidade da )ni#ersidade *stadual de
+oraima , )*++, obedecendo -s normas do presente *dital.
1-2- & !oncurso "úblico dar/se/' atra#0s de1
1-2-1- "ro#a &bjeti#a de múltipla escol2a para os cargos de !ontador, 3ssistente 3dministrati#o e
3ssistente de Laborat4rio, em conformidade ao disposto no item 5.2 deste *dital.
1-2-1-1- 6a "ro#a &bjeti#a de múltipla escol2a sero a#aliados os con2ecimentos e7ou 2abilidades
dos candidatos sobre as mat0rias relacionadas a cada cargo, cuja composiço e respecti#os
programas fa(em parte do 3ne8o 999 deste *dital:
1-2-2- * de "ro#as e $%tulos para os cargos de ;iscal 3gropecu'rio7*ngen2eiro 3gr<nomo, ;iscal
3gropecu'rio =0dico >eterin'rio e $0cnico em 3gropecu'ria73gr%cola.
1-2-2-1- 6a "ro#a &bjeti#a de múltipla escol2a, em conformidade ao disposto no item 5.2 deste
*dital, sero a#aliados os con2ecimentos e7ou 2abilidades dos candidatos sobre as mat0rias
relacionadas a cada cargo, cuja composiço e respecti#os programas fa(em parte do 3ne8o 999
deste *dital e de $%tulos sero a#aliados conforme 3ne8o >.
1-0- Na, re1er2('a, a 3&r4r&,5 %e"e ,er '&(,%era%& & 3&r4r& #&'a# %& E,6a%& %e R&ra7a-
1-4- & inteiro teor do *dital, para os candidatos inscritos, estar' dispon%#el no endereço eletr<nico
???.uerr.edu.br link Concursos - Áre !o Concurso "r ADERR, sendo de responsabilidade
e8clusi#a do candidato a obtenço do *dital e a inserço de seus dados cadastrais, informados no
ato de inscriço.
1-8- $oda a Legislaço citada nos conteúdos program'ticos ser' utili(ada para elaboraço de
questões le#ando/se em consideraço as atuali(ações #igentes at0 a data de publicaço deste
*dital.
2- DOS CARGOS5 DAS 9AGAS5 DA CARGA :ORÁRIA DAS ATI9IDADES E DA
REMUNERA.;O<
2-1- & !oncurso "úblico destina/se ao pro#imento de 20@ Adu(entas e trBsC #agas para !argos da
!arreira de 6%#el =0dio, 6%#el $0cnico e 6%#el Duperior, os quais sero e8ercidos nas )nidades
de Eefesa 3gropecu'ria , )E3Fs, *scrit4rios de 3tendimento a !omunidade , *3!Fs e sede
desta 3gBncia de Eefesa 3gropecu'ria do *stado de +oraima , 3E*++, conforme disposto no
3ne8o 99.
2-1-1- 3 'ar=a 3&r4ra ,e7a(a# para os cargos deste !oncurso "úblico 0 de 40 >?)are(6a@
3&ra,.
2-2- &s cargos, os requisitos, as respecti#as #agas e remuneraço da classe inicial deste !oncurso
"úblico esto indicados no 3ne8o 99 deste *dital. &s conteúdos "rogram'ticos esto indicados no
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3ne8o 999. 3s atribuições dos cargos deste concurso esto indicadas na Lei nº. 949 de 970172014,
publicada no E&* nº. 219G de 1070172014, e suas alterações.
2-2-1- 3l0m dos #encimentos e demais #antagens pre#istas na Lei !omplementar nº. 0G@ de @1 de
de(embro de 2001, o ser#idor da 3E*++ ter' direito - =ra61'aAB& %e (6er&rCaAB&, desde que
lotados nas )nidades de Eefesa 3gropecu'ria , )E3Fs ou *scrit4rios de 3tendimento a
!omunidade , *3!Fs fora do per%metro urbano de Hoa >ista, sobre o #encimento b'sico, nos
seguintes percentuais1
9 , GI Acinco por centoC incidente sobre o #encimento da classe inicial da respecti#a carreira, para
os munic%pios de !ant' e =ucaja%:
99 , JI Asete por centoC incidente sobre o #encimento da classe inicial da respecti#a carreira, para
os munic%pios de 3lto 3legre, 3majari, Honfim e 9racema:
999 , 9I Ano#e por centoC incidente sobre o #encimento da classe inicial da respecti#a carreira,
para os munic%pios de !aracara%, 6ormandia e "acaraima:
9> , 12I Ado(e por centoC incidente sobre o #encimento da classe inicial da respecti#a carreira,
para os munic%pios de !aroebe, +orain4polis, Do Koo da Hali(a e Do Lui( do 3nau':
> , 1GI Aquin(e por centoC incidente sobre o #encimento da classe inicial da respecti#a carreira,
para o munic%pio de )iramut:
2-0- SerB& re,er"a%a, "a=a, *ara Pe,,&a, '&7 De1'2('a5 '&(1&r7e 6e7 0-1D-1-
2-0-1- !onsideram/se "essoas com EeficiBncia aquelas que se enquadrarem nas categorias
discriminadas no artigo 4º do Eecreto ;ederal nº @.29L71999, que regulamenta a Lei ;ederal nº
J.LG@719L9 e alterações posteriores.
0- DOS PROCEDIMENTOS PARA INSCRI./ES
0-1- Per!&%&< 10 %e 7a& a 2 %e E)(3& %e 2014-
0-1-1- "ara maiores informações, a )*++ conta com uma sala de 3tendimento da !omisso de
!oncursos em sua sede , C#"us Hoa >ista, locali(ada na +ua Dete de Detembro, nº. 2@1 , Hairro
!anarin2o. $el. A9GC 2121/09@1.
0-1-2- "ara se inscre#er, o candidato de#er' acessar o endereço eletr<nico ???.uerr.edu.br link
Concursos - Áre !o Concurso "r ADERR onde consta o *dital e os procedimentos
necess'rios - efeti#aço da inscriço. 3 inscriço ser' e8clusi#amente pela 9nternet e estar'
dispon%#el durante as 24 2oras do dia, ininterruptamente, considerando/se o 2or'rio local, com
2or'rio de in%cio -s 10 2oras do primeiro dia de inscriço e 2or'rio de encerramento -s 2@ 2oras do
último dia de inscriço, conforme 3ne8o 9 , !ronograma de 3ti#idades.
0-1-0- 3o reali(ar a inscriço, #ia internet, o candidato de#er' imprimir o boleto banc'rio e efetuar
o pagamento em qualquer agBncia da rede banc'ria, casas lot0ricas, entre outros estabelecimentos
credenciados para tal fim, a6$ a %a6a %& "e('7e(6&. A (,'rAB& ,F ,er4 3&7&#&=a%a 7e%a(6e
a '&(1r7aAB& %& *a=a7e(6& *e#& Ga('& E)(6& a UERR-
0-1-4- 3 reali(aço da inscriço implica o con2ecimento e a t'cita aceitaço das condições
estabelecidas no presente *dital, no podendo o candidato, sob 2ip4tese alguma, alegar
descon2ecimento das normas estabelecidas.
0-1-8- & candidato somente poder' se inscre#er uma única #e(, optando por um dos cargos
constantes no 3ne8o 99 deste *dital. De*&, %e rea#Ca%a a (,'rAB& & 'a(%%a6& (B&
'&(,e=)r4 1aCer a#6eraAHe, e/&) rea#Car (&"a (,'rAB&-
0-1-I- 6o 2or'rio comercial e dias úteis, os computadores do Laborat4rio de 9nform'tica da )*++
estaro dispon%#eis para os candidatos que no ten2am acesso a 9nternet reali(arem sua inscriço.
0-2- M #edada a inscriço condicional e7ou e8temporNnea.
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0-0- A(6e, %e e1e6)ar a (,'rAB& & 'a(%%a6& %e"er4 'er61'ar-,e %&, re?),6&, eJ=%&, *ara
a ("e,6%)ra (& 'ar=&5 &G,er"a(%& '&7 a6e(AB& a #&'a#%a%e a ?)a# ,e %e,6(a a "a=a-
0-4- 6o 2a#er' isenço total ou parcial do #alor da ta8a de inscriço, sal#o os casos pre#istos no
item @.12.
0-8- 3s inscrições somente sero 2omologadas ap4s o pagamento da respecti#a ta8a de inscriço
dentro do pra(o de #alidade de pagamento, conforme datas do !ronograma de 3ti#idades.
0-8-1- & #alor referente ao pagamento da ta8a de inscriço no ser' de#ol#ido em 2ip4tese
alguma, sal#o em caso de cancelamento do certame por con#eniBncia da 3dministraço "ública.
0-8-2- & compro#ante de inscriço de#er' ser mantido em poder do candidato pois, caso
solicitado, o mesmo de#er' ser apresentado no local e data de reali(aço das pro#as.
0-I- 6o sero aceitas inscrições #ia fa8 e7ou #ia correio eletr<nico Ae/mailC ou reali(adas fora do
pra(o estipulado.
0-D- 3s informações prestadas na solicitaço de inscriço pela 9nternet sero de inteira
responsabilidade do candidato.
0-K- 3s inscrições sero Oomologadas pelo "residente da !omisso &rgani(adora do !oncurso,
sendo publicada a relaço na 9nternet atra#0s do site ???.uerr.edu.br link Concursos - Áre !o
Concurso "r ADERR$
0-L- 3 prestaço de declaraço falsa ou ine8ata e a no apresentaço de qualquer documento
e8igido importaro em insubsistBncia de inscriço, nulidade de 2abilitaço e perda dos direitos
decorrentes, em qualquer tempo, em qualquer etapa do certame, sem preju%(o das sanções ci#is e
penais cab%#eis.
0-10- 3 qualquer tempo poder/se/' anular a inscriço e as pro#as do candidato, desde que
#erificada falsidade em qualquer declaraço e7ou qualquer irregularidade nas pro#as e respecti#as
etapas e7ou em documentos apresentados, eliminando/o do certame.
0-11- 9ALOR DA TAMA DE INSCRI.;O<
E,'&#ar%a%e 7!(7a '&rre,*&(%e(6e a& 'ar=& 9a#&r %a I(,'rAB& RN
!argos de 6%#el =0dio7$0cnico 50,00
!argos de 6%#el Duperior 90,00
0-12- DA ISEN.;O
0-12-1- & candidato doador de sangue, nos termos da Lei nº. 15J7199J, poder' requerer isenço de
pagamento da ta8a de inscriço dentro do per%odo constante no !ronograma de 3ti#idades ,
3ne8o 9, #ia internet atra#0s do site ???.uerr.edu.br link Concursos - Áre !o Concurso "r
ADERR% (& a6& %e rea#CaAB& %a (,'rAB& mediante o preenc2imento do formul'rio de inscriço
&*6a(%& *e#a ,&#'6aAB& %e ,e(AB&.
0-12-2- & candidato de#er' apresentar at0 o pra(o m'8imo constante no !ronograma de
3ti#idades , 3ne8o 9 / na Dala de 3tendimento da !omisso de !oncursos da )*++, o Pe%%&
%e I,e(AB& a,,(a%& *e#& 'a(%%a6& acompan2ado de De'#araAB& a6)a#Ca%a Aat0 @0 dias da
data da inscriçoC fornecida pelo banco de sangue compro#ando sua condiço de doador regular,
2' no m%nimo 5 AseisC meses, nos termos da Lei *stadual 15J7199J.
0-12-0- Der' publicado o resultado preliminar das solicitações de isenço de pagamento com a
relaço dos candidatos que ti#eram a solicitaço E*;*+9E3 ou 96E*;*+9E3 na data pre#ista
no !ronograma de 3ti#idades do certame , 3ne8o 9 deste *dital.
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0-12-4- 3p4s a an'lise dos recursos ser' publicado, #ia internet atra#0s do site ???.uerr.edu.br
link Concursos - Áre !o Concurso "r ADERR, o +esultado ;inal dos pedidos de isenço na
data constante no !ronograma de 3ti#idades do certame , 3ne8o 9 deste *dital.
0-12-8- &s candidatos que ti#erem seus pedidos de isenço 96E*;*+9E3, de#ero imprimir o
Holeto de "agamento da ta8a de inscriço e efetuar o pagamento at0 a data de #encimento do
mesmo para 2omologaço da inscriço.
0-10- O Pr&'e,,& %e I(,'rAB& ,&7e(6e '&7*#e6ar-,e-4 '&7<
aC & correto preenc2imento dos campos obrigat4rios estabelecidos no requerimento7formul'rio de
inscriço AonlineC conforme subitem @.1.2:
bC & pagamento da ta8a de inscriço para o cargo a que o candidato concorre conforme os itens
@.1.@ e @.11.
0-14- & candidato de#er' atender, cumulati#amente, para in#estidura no cargo, aos requisitos
constantes do item 4, bem como o pre#isto no item @.1J. e subitens, quando couber.
0-18- DA SOLICITA.;O DE ATENDIMENTO ESPECIAL
0-18-1 & candidato que necessitar de '&(%AHe, e,*e'a, *ara a rea#CaAB& %a Pr&"a OGEe6"a
de#er' requerB/lo junto - !omisso de !oncursos da )*++, *r&6&'&#a(%& re?)er7e(6& na sala
de 3tendimento at0 o t0rmino das inscrições , conforme data do !ronograma de 3ti#idades ,
3ne8o 9, indicando claramente quais os recursos especiais necess'rios.
0-18-2- 3s condições especiais solicitadas pelo candidato para o dia da "ro#a &bjeti#a sero
analisadas e atendidas segundo crit0rios de #iabilidade e ra(oabilidade, sendo comunicado o
atendimento ou no de sua solicitaço, quando da #erificaço do local da pro#a.
0-18-0- & candidato que requerer condiço especial de pro#a nos termos do item @.1G participar'
do !oncurso em igualdade de condições com os demais, no que se refere ao conteúdo, -
a#aliaço, - duraço, ao 2or'rio e - aplicaço das pro#as.
0-18-4- 3 candidata que ti#er a necessidade de amamentar no dia da pro#a de#er' le#ar um
acompan2ante que ficar' com a guarda da criança em local reser#ado e diferente da sala de pro#a
da mesma. 3 amamentaço se dar' nos momentos que se fi(erem necess'rios, no podendo ter,
neste momento, a presença do acompan2ante. 6o ser' dado nen2um tipo de compensaço em
relaço ao tempo de pro#a perdido com a amamentaço. 3 ausBncia de um acompan2ante
impossibilitar' a candidata de reali(ar a pro#a.
0-18-8- 3 no solicitaço de condições especiais no ato da inscriço implica em sua no concesso
no dia da reali(aço das pro#as.
0-18-I- & candidato "essoa com EeficiBncia que necessitar de tempo adicional para reali(aço da
pro#a de#er' solicit'/lo mediante +equerimento *special , 3ne8o 9> deste *dital
Adisponibili(ado na 'rea do !oncurso da 3E*++C, conforme pre#isto no P2º do artigo 40 do
Eecreto ;ederal no @.29L de 20 de de(embro de 1999. & referido requerimento de#er' ser
protocolado at0 a data constante no !ronograma de 3ti#idades , 3ne8o 9 deste *dital, na sala da
!omisso de !oncursos da )*++ acompan2ado de "arecer de *specialista na 'rea de deficiBncia
do candidato, especificando a necessidade e o tempo necess'rio a ser adicionado.
0-18-D- & tempo adicional no poder' ser superior a 2 AduasC 2oras.
0-18-K- & candidato de#er' protocolar o requerimento no pra(o estipulado acompan2ado do
"arecer do *specialista na 'rea especificando a necessidade e o tempo a ser adicionado sob pena
de indeferimento.
0-1I- 3s informações prestadas no ato da inscriço so de inteira responsabilidade do candidato,
dispondo - )*++ do direito de e8cluir do processo do !oncurso "úblico aquele que forneça
dados compro#adamente in#er%dicos, em qualquer tempo.
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0-1D- DAS 9AGAS DESTINADAS AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
0-1D-1- Dero destinadas 21 A#inte e umaC #agas do total de #agas oferecidas para os candidatos
"essoa com EeficiBncia conforme distribuiço do 3ne8o 99 deste *dital.
0-1D-2- & candidato que desejar concorrer as #agas reser#adas para as "essoas com EeficiBncia
de#ero fa(er a opço de concorrer como "essoa com EeficiBncia no ato de reali(aço da
inscriço mediante o preenc2imento do campo de optando pela #aga.
0-1D-2-1- O 'a(%%a6& Pe,,&a '&7 De1'2('a ?)e5 (& a6& %a (,'rAB&5 (B& %e'#arar e,6a
'&(%AB&5 (B& *&%er4 e7 &)6r& 7&7e(6&5 ou fase posterior, interpor recurso ou requerimento
#isando sua participaço nas #agas destinadas a "essoa com EeficiBncia, independentemente do
moti#o alegado.
0-1D-0- &s candidatos concorrentes as #agas destinadas a "essoa com EeficiBncia, al0m de
atenderem aos subitens @.1.2, @.1.@ e @.11, de#ero compro#ar seu enquadramento como "essoa
com EeficiBncia nos termos do subitem @.1J.4. na ocasio da "er%cia =0dica &ficial para a posse.
0-1D-4- "ara efeito de classificaço do tipo de deficiBncia apresentada pelo candidato, sero
obser#adas as categorias constantes do 3rt. 4º, 9ncisos 9 ao > do Eecreto ;ederal nº @.29L de 20
de de(embro de 1999, quais sejam1
9 , deficiBncia f%sica:
99 , deficiBncia auditi#a:
999 , deficiBncia #isual:
9> , deficiBncia múltipla.
0-1D-8- Der' garantido um local de pro#a acess%#el ao candidato com deficiBncia, com
acompan2amento de equipe respons'#el pela aplicaço das pro#as e da segurança do concurso,
de#idamente orientada sobre o tratamento a ser dispensado ao candidato, de modo a e#itar
constrangimentos.
0-1D-I- &s candidatos considerados pessoas com deficiBncia, se apro#ados e classificados, al0m de
figurarem na Lista Qeral de ampla concorrBncia, tero seus nomes publicados em Lista separada.
0-1D-D- & candidato que se declarar "essoa com EeficiBncia no ato da inscriço concorrer' em
igualdade de condições com os demais candidatos.
0-1D-K- 3s "essoas com EeficiBncia participaro do !oncurso em igualdade de condições com os
demais candidatos, no que se refere ao conteúdo das pro#as, - a#aliaço e aos crit0rios de
apro#aço, 2or'rio, local de aplicaço das pro#as, bem como a todas as *tapas deste concurso e -
pontuaço m%nima e8igida para todos os candidatos.
0-1D-L- "ara os efeitos de obser#Nncia da proporcionalidade e alternNncia no que concerne -
con#ocaço dos candidatos constantes da Lista Qeral de !lassificaço e da Lista de !andidatos
pessoas com deficiBncia, ser' obedecida a ordem de classificaço da primeira e da segunda lista,
ressaltando que no caso de um candidato pessoa com deficiBncia j' ter sido con#ocado na Lista
Qeral de !lassificaço, este no mais ser' computado na lista de deficiBncia, de#endo ser
con#ocado outro candidato da segunda lista, para a de#ida obser#Nncia da con#ocaço alternada e
proporcional.
0-1D-10- 6o caso de no 2a#er candidatos "essoa com EeficiBncia apro#ados na pro#a ou na
"er%cia =0dica &ficial ou de no 2a#er candidatos apro#ados em número suficiente para as #agas
reser#adas -s "essoas com EeficiBncia, as #agas remanescentes sero preenc2idas pelos demais
candidatos apro#ados, obser#ada a ordem de classificaço.
0-1D.11 &s candidatos sero classificados em ordem decrescente de classificaço nos cargos em
que foram inscritos, considerando o subitem 5.2.4.
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0-1D.12- "erder' o direito de concorrer -s #agas reser#adas -s "essoas com EeficiBncia o
candidato que, por ocasio da "er%cia =0dica &ficial, no for qualificado na per%cia m0dica como
"essoa com EeficiBncia ou, ainda, que no comparecer - per%cia.
0-1D.10- & candidato que no for considerado com deficiBncia na per%cia m0dica, caso seja
apro#ado no concurso, figurar' na lista de classificaço geral por cargo e localidade.
0-1D.14- 3 compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiBncia apresentada pelo
candidato ser' a#aliada pela "er%cia =0dica &ficial.
0-1D.18- & candidato com deficiBncia que, no decorrer do est'gio probat4rio, apresentar
incompatibilidade da deficiBncia com as atribuições do cargo ser' e8onerado.
0-1D.1I- & candidato que, no ato da inscriço, se declarar com deficiBncia, se for qualificado na
"er%cia =0dica &ficial e no for eliminado do concurso, ter' seu nome publicado em lista - parte
e figurar' tamb0m na lista de classificaço geral por cargo e localidade.
0-1D.1D- 3p4s a in#estidura no cargo, a deficiBncia no poder' ser arguida para justificar o direito
- concesso de readaptaço ou de aposentadoria por in#alide(.
4- DOS RE+UISITOS PARA A IN9ESTIDURA DOS CARGOS
4-1- Der apro#ado no !oncurso "úblico.
4-2- $er nacionalidade brasileira e, no caso de nacionalidade portuguesa, estar amparado pelo
*statuto de 9gualdade entre Hrasileiros e "ortugueses, com recon2ecimento do go(o dos direitos
pol%ticos, nos termos do par'grafo 1R do 3rt. 12 da !onstituiço da +epública ;ederati#a do Hrasil
e na forma do disposto no 3rt. 1@ do Eecreto nR J0.4@57J2.
4-0- "ossuir 2abilitaço profissional na 'rea correspondente ao cargo pleiteado:
4-4- $er idade m%nima de 1L Ade(oitoC anos no ato da posse:
4-8- *star quite com as obrigações militares Apara os 2omensC e eleitorais:
4-I- "ossuir a escolaridade m%nima e8igida para o cargo no ato da posse, compro#ada mediante
diploma ou certificado de#idamente registrado de concluso de curso conforme requisito do cargo
pretendido, fornecido por instituiço de ensino recon2ecida:
4-D- !arteira 6acional de Oabilitaço, categoria m%nima H, para os cargos de ;iscal 3gropecu'rio
*ngen2eiro 3gr<nomo e ;iscal 3gropecu'rio =0dico >eterin'rio:
4-K- "ossuir os pr0/requisitos e8igidos para o cargo, conforme discriminado neste *dital:
4-L- Der considerado 3"$& em todos os e8ames m0dicos pr0 admissionais, de#endo o candidato
apresentar os e8ames cl%nicos e laboratoriais solicitados em con#ocaço espec%fica, os quais
correro -s suas e8pensas. !aso o candidato seja considerado 963"$& para as ati#idades
relacionadas ao cargo, por ocasio dos e8ames m0dicos pr0 admissionais, este no poder' ser
admitido. *sta a#aliaço ter' car'ter eliminat4rio.
4-10- 6o ter sofrido, no e8erc%cio de funço pública, penalidades incompat%#eis com a in#estidura
em cargo público federal, estadual ou municipal.
4-11- 3nular/se/o sumariamente as inscrições e todos os atos dela decorrentes, inclusi#e sua
2abilitaço e a classificaço do candidato que no compro#ar, no ato da nomeaço, o
preenc2imento de todos os requisitos e8igidos neste *dital.
8- DA CONFIRMA.;O DAS INSCRI./ES5 LOCAL E :ORÁRIO DE PRO9AS<
8-1- 3 confirmaço da inscriço e dos locais de reali(aço das pro#as estar' dispon%#el no
endereço ???.uerr.edu.br link Concursos - Áre !o Concurso "r ADERR, obser#ando as
datas pre#istas no !ronograma de 3ti#idades , 3ne8o 9 deste *dital.
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8-2- 6o sero fornecidas, por telefone, informações a respeito de datas, locais e 2or'rios de
reali(aço das pro#as, de#endo o candidato obser#ar as informações constantes nos itens deste
*dital, inclusi#e os ane8os do mesmo-
8-0- 3 "ro#a &bjeti#a reali(ar/se/' no dia 22 %e E)(3& %e 2014, com duraço de 04 AquatroC 2oras,
no 2or'rio das K3107( O, 123107( A2or'rio localC, para todos os cargos pre#istos neste *dital.
8-0-1- & 3&r4r& %e e('erra7e(6& %a e(6ra%a %e 'a(%%a6&, a&, #&'a, %e *r&"a, ,er4 O, K3,
no sendo permitido o ingresso dos mesmos ap4s esse 2or'rio.
8-0-2- 3s pro#as sero reali(adas simultNnea e e8clusi#amente nas cidades de B&a 9,6a e
R&ra(F*&#,5 estado de +oraima.
8-0-2-1- 6o ato da inscriço o candidato, obrigatoriamente, de#er' optar por um dos locais de
pro#a, quais sejam, Hoa >ista ou +orain4polis.
8-0-0- !aso 2aja necessidade a )*++ poder' alterar e7ou fracionar a data de reali(aço das "ro#as
pre#istas no subitem G.@, sendo de#idamente publicado na 'rea do concurso qualquer alteraço.
8-4- M de responsabilidade e8clusi#a do candidato a identificaço correta, e com antecedBncia, de
seu local de reali(aço das pro#as e o comparecimento no 2or'rio determinado >3&r4r& #76e %e
K3@, no sendo permitido seu ingresso nos locais de pro#a ap4s -s L2, seja qual for o moti#o
alegado.
8-8- D4 ser' 2omologada a inscriço do candidato que ten2a efetuado o pagamento da ta8a de
inscriço ou ten2a tido o seu pedido de isenço E*;*+9E&.
I- DA REALIPA.;O DA PRO9A OBQETI9A
I-1- & candidato de#er' '&7*are'er a& #&'a# %a *r&"a '&75 (& 7!(7&5 00 >6r(6a@ 7()6&, %e
a(6e'e%2('a %& 3&r4r& %e e('erra7e(6& %a e(6ra%a %&, 'a(%%a6&,, munido do compro#ante
de inscriço, documento original de identificaço oficial ou carteira e8pedida por 4rgos ou
consel2os de classe que ten2am força de documento de identificaço A&3H, !&+*!&6, !+3,
!+*3, +6*, etc.C, carteira de trabal2o e pre#idBncia social, carteira nacional de 2abilitaço com
foto, passaporte brasileiro ou certificado de reser#ista com foto e portando 'a(e6a e,1er&=r41'a
6ra(,*are(6e com tinta a(ul ou preta.
I-1-1- 6o sero aceitos protocolos ou quaisquer outros documentos de identificaço Acomo
crac2's, carteira estudantil, identidade funcional, t%tulo de eleitor, carteira nacional de 2abilitaço
ou certificado de reser#ista sem fotografia, etc.C, diferentes dos estabelecidos no item 5.1.
I-1-2- 6o sero aceitas c4pias de documentos ou pap0is em substituiço aos e8igidos no item 5.1,
quer eles estejam autenticados ou no.
I-1-0- 6o 2a#er', em 2ip4tese alguma, segunda c2amada de candidatos, nem a reali(aço de
pro#a fora do 2or'rio e locais marcados neste *dital.
I-1-4- 6o ser' admitido na sala de pro#as o candidato que se apresentar ap4s o 2or'rio
estabelecido para o e('erra7e(6& %a e(6ra%a %&, 'a(%%a6&, (&, #&'a, %e *r&"a >K3@.
I-1-8- Eurante a reali(aço das pro#as 0 #edada consulta a li#ros, re#istas, fol2etos ou anotações.
I-1-I- 6o dia de reali(aço das pro#as, no ser' permitido ao candidato entrar e7ou permanecer
nos locais de pro#as com aparel2os eletr<nicos Atelefone celular, "&er, 'lk#n, agenda
eletr<nica, no(e)ook, *n!*el!, receptor, gra#ador, m'quina fotogr'fica, m'quina de calcular,
rel4gio com qualquer uma das funções anteriormente citadas, etc.C ou armas de qualquer tipo.
I-1-I-1- !aso o candidato esteja portando arma de fogo, esta de#er' ser entregue na !oordenaço
Local do !oncurso, antes do in%cio das pro#as, mediante assinatura do $ermo de Quarda de 3rma
de ;ogo e somente ser' de#ol#ida ao candidato ao final de sua pro#a.
I-1-I-2- +ecomenda/se aos candidatos que dei8em o celular em casa ou em seus #e%culos, pois
caso seja detectado, na ida ao ban2eiro ou a qualquer tempo, que o candidato est' portando
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aparel2o celular, desligado ou no, ter' o fato narrado na ata da sala e o candidato ser' eliminado
do certame.
I-1-D- & descumprimento dos itens 5.1.G ou 5.1.5 implicar' na eliminaço sum'ria do candidato,
constituindo/se em tentati#a de fraude.
I-2- DA PRO9A OBQETI9A
I-2-1- Pr&"a OGEe6"a< %a 22 %e E)(3& %e 2014, com duraço de 04 AquatroC 2oras.
I-2-2. 3 "ro#a &bjeti#a constar' de questões com G AcincoC alternati#as de resposta cada uma,
sendo 1 AumaC, e apenas uma, a correta, conforme distribuiço a seguir1
+UADRO A< PRO9A OBQETI9A >PARA CONTADOR5 ASSISTENTE
ADMINISTRATI9O E ASSISTENTE DE LABORATRRIO@
MATSRIAS Nº DE
+UEST/ES
PESO PONTOS CARÁTER
1. L%ngua "ortuguesa 10 1 10
!L3DD9;9!3$S+9& *
*L9=963$S+9&
2. 3tualidades Qerais 10 1 10
@. 9nform'tica 10 1 10
4. Legislaço Qeral 10 1 10
G. !on2ecimentos *spec%ficos. 20 @ 50
TOTAL I0 - 100
+UADRO B< PRO9A OBQETI9A >PARA FISCAL AGROPECUÁRIO/ENGEN:EIRO
AGRTNOMO5 FISCAL AGROPECUÁRIO MSDICO 9ETERINÁRIO E TSCNICO EM
AGROPECUÁRIA/AGRUCOLA@
MATSRIAS Nº DE
+UEST/ES
PESO PONTOS CARÁTER
1. L%ngua "ortuguesa 10 1 10
!L3DD9;9!3$S+9& *
*L9=963$S+9&
2. 3tualidades Qerais 10 1 10
@. 9nform'tica 10 1 10
4. Legislaço Qeral 10 1 10
G. !on2ecimentos *spec%ficos. 20 2 40
TOTAL I0 - K0
I-2-0- Na Pr&"a OGEe6"a<
I-2-0-1- "ara os cargos de 6%#el =0dio e $0cnico, com e8ceço das questões referentes a
especialidade Acon2ecimentos espec%ficosC, todas as demais sero iguais para os cargos desse
6%#el.
I-2-0-2- "ara os cargos de 6%#el Duperior, com e8ceço das questões referentes a especialidade
Acon2ecimentos espec%ficosC, todas as demais sero iguais para todos os cargos desse 6%#el.
I-2-4- 3 "ro#a &bjeti#a ser' de car'ter eliminat4rio e classificat4rio, #alendo 100 AcemC pontos
para os cargos de !ontador, 3ssistente 3dministrati#o e 3ssistente de Laborat4rio e L0 AoitentaC
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pontos para os !argos ;iscal 3gropecu'rio 7 *ngen2eiro 3gr<nomo, ;iscal 3gropecu'rio 7 =0dico
>eterin'rio e $0cnico em 3gropecu'ria73gr%cola, sendo considerados classificados somente os
candidatos que atenderem as seguintes condições1
aC ter obtido, no m%nimo, 40I Aquarenta por centoC dos pontos nas questões de !on2ecimentos
*spec%ficos:
bC ter obtido, no m%nimo, 40I Aquarenta por centoC do total de pontos:
cC *star posicionado at0 o dobro do número de #agas ofertadas por cargo e por localidade, sendo
considerado repro#ado o candidato posicionado al0m dele.
I-2-8- &s candidatos que no alcançarem a pontuaço m%nima fi8ada no subitem 5.2.4. sero
considerados repro#ados e consequentemente eliminados do certame e tero sua nota publicada,
apenas, para efeito de publicidade dos atos do certame.
I-2-I- 3 "ro#a &bjeti#a ser' confeccionada conforme distribuiço das mat0rias constantes nos
quadros 3 e H do subitem 5.2.2.
I-2-D- 3s questões da "ro#a &bjeti#a de#ero ser respondidas em carto/resposta espec%fico.
I-2-D-1- & carto/resposta 0 personali(ado e insubstitu%#el, o qual de#er' ser obrigatoriamente
assinado pelo candidato, sob pena de eliminaço do candidato no concurso.
I-2-K- 6a 2ip4tese de anulaço de questoAõesC da "ro#a &bjeti#a, quando da sua a#aliaço, aAsC
mesmaAsC ser'AoC pontuada para todos os candidatos.
I-2-K-1- Na Pr&"a OGEe6"a5 ,er4 a6rG)!%a (&6a 0 >Cer&@<
a@ TAsC questoAõesC da pro#a que conten2aAmC mais de uma opço de resposta assinalada no
carto/resposta, mesmo que apenas um pingo de tinta de caneta, sendo rejeitado pela leitora
4ptica:
G@ TAsC questoAõesC da pro#a que no esti#erAemC assinaladaAsC no carto/resposta:
'@ T "ro#a &bjeti#a e7ou questoAõesC da pro#a cujo carto/resposta for preenc2ido fora das
especificações nele contidas ou das instruções da pro#a.
I-2-L- &s candidatos somente podero se retirar do local da "ro#a &bjeti#a 1 AumaC 2ora ap4s seu
in%cio, podendo le#ar consigo o caderno de pro#as depois de decorridas 2 AduasC 2oras do seu
in%cio.
I-2-10- O 'a(%%a6& %e"er4 6ra(,'re"er *ara & ,e) 'ar6B&-re,*&,6a a 1ra,e e,*e'1'a%a (a
'a*a %e ,e) 'a%er(& %e *r&"a5 ,&G *e(a %e e#7(aAB& %& 'a(%%a6& (& C&(')r,&-
I-2-10-1 A& 6er7(ar a Pr&"a OGEe6"a5 & 'a(%%a6& e(6re=ar4 a& 1,'a# & 'ar6B&-re,*&,6a5
%e"%a7e(6e a,,(a%& e '&7 a 1ra,e 6ra(,'r6a5 ,&G *e(a %e e#7(aAB& %& 'a(%%a6& (&
C&(')r,&-
I-2-11- &s @ AtrBsC últimos candidatos de cada sala de#ero obrigatoriamente entregar os
respecti#os cartões/respostas e retirarem/se do local simultaneamente, sob pena de eliminaço.
!aso algum dos trBs candidatos se recuse a permanecer na sala e se retire, o mesmo ser'
eliminado do certame.
I-2-12- Dero de inteira responsabilidade do candidato os preju%(os ad#indos do preenc2imento
inde#ido do carto/resposta. Dero consideradas marcações inde#idas as que esti#erem em
desacordo com este edital e7ou com a fol2a de respostas, tais como marcaço rasurada ou
emendada e7ou campo de marcaço no preenc2ido integralmente, bem como aquele preenc2ido
al0m dos limites do al#0olo, dentre outras que impossibilitem a captaço da marcaço correta pela
leitora 4ptica.
I-2-10- & candidato no de#er' amassar, mol2ar, dobrar, rasgar, marcar, manc2ar e7ou fa(er
quaisquer marcaço fora do local destinado para as respostas e assinatura, que impeça a leitura do
carto/resposta pela leitora 4ptica, de qualquer modo, danificar a sua fol2a de respostas, sob pena
de arcar com os preju%(os ad#indos da impossibilidade de reali(aço da leitura 4ptica.
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I-2-14- 6o ser' permitido que as marcações no carto/resposta sejam feitas por outras pessoas,
sal#o em caso de candidato a quem ten2a sido deferido atendimento especial para esse fim. 6esse
caso, o candidato ser' acompan2ado por um fiscal da )*++ de#idamente treinado.
I-0- DA PRO9A DE TUTULOS >,&7e(6e *ara &, 'ar=&, %e F,'a# A=r&*e')4r&/E(=e(3er&
A=rV(&7&5 F,'a# A=r&*e')4r&/M$%'& 9e6er(4r& e T$'('& e7 A=r&*e')4ra/A=r!'&#a@
I-0-1- 3 "ro#a de $%tulos ser' de car'ter apenas classificat4rio e se submetero a esta etapa
,&7e(6e os candidatos a*r&"a%&, conforme no disposto nas al%neas aC, bC e cC do subitem 5.2.4.
deste *dital.
I-0-2- *sta etapa #aler' at0 20 A#inteC pontos, ainda que a soma dos #alores dos t%tulos
apresentados seja superior a esse #alor.
I-2-0- &s t%tulos contemplados no 3ne8o > deste *dital de#ero ser entregues em en#elope na
data fi8ada no *dital de con#ocaço espec%fico, na sala de 3tendimento da !omisso de
!oncursos da )*++, em dias úteis e 2or'rio de funcionamento. & candidato de#er' entregar
c4pia simples acompan2ada de original ou c4pia autenticada em cart4rio.
I-2-4- & candidato de#er', obrigatoriamente, estar de posse dos documentos originais a serem
entregues para a a#aliaço de t%tulos quando se tratar de c4pia simples no autenticada em
cart4rio, no sendo aceita a c4pia sem quaisquer uma das formas de autenticaço pre#ista no
subitem 5.2.@. deste *dital.
I-2-4- 6o momento da entrega dos t%tulos o atendente far' a conferBncia entre o número de
documentos Afol2asC entregues pelo candidato, sendo o quantitati#o assinalado no ;ormul'rio de
*ntrega de $%tulos. 3p4s a conferBncia, o candidato receber' o "rotocolo de *ntrega dos $%tulos.
I-2-8- &s documentos entregues no sero de#ol#idos e7ou emprestados em 2ip4tese alguma, da
mesma forma que no sero fornecidas c4pias dos mesmos.
I-2-I- 6o sero consideradas, em nen2uma 2ip4tese, para fins de a#aliaço, as c4pias de
documentos que no estejam autenticadas na forma pre#ista neste *dital, bem como documentos
gerados por #ia eletr<nica que no estejam acompan2ados com o respecti#o mecanismo de
autenticaço.
I-2-D- 3 entrega dos documentos referentes - a#aliaço de t%tulos no indu(, necessariamente, a
atribuiço da pontuaço pleiteada. &s documentos sero analisados pela !omisso 3#aliadora de
acordo com as normas estabelecidas neste *dital.
I-2-K- 3 no apresentaço dos t%tulos na forma, no pra(o e no local estipulado neste *dital,
importar' na atribuiço de nota 0 A(eroC ao candidato con#ocado na fase de a#aliaço de t%tulos.
I-2-L- 6o sero aceitos t%tulos encamin2ados #ia fa8, correio eletr<nico ou por qualquer outro
meio no especificado neste *dital.
I-2-10- &s t%tulos especificados neste *dital de#ero conter timbre, identificaço do 4rgo
e8pedidor, carimbo, assinatura do respons'#el e data.
I-2-11- !ada t%tulo ser' considerado uma única #e(.
I-2-12- &s t%tulos considerados neste !oncurso, suas pontuações, o limite m'8imo de pontuaço
por categoria esto contemplados no 3ne8o > deste *dital.
I-2-10- 6o receber' pontuaço o candidato que apresentar certificado que no compro#e que o
curso foi reali(ado de acordo com as normas do =inist0rio da *ducaço.
I-2-14- &s $%tulos de "4s graduaço e8pedidos por instituiço estrangeira de#ero ser re#alidados
por instituiço de ensino superior no Hrasil.
I-2-18- $odo documento e8pedido em l%ngua estrangeira somente ser' considerado para fim de
a#aliaço e pontuaço na fase de t%tulos, quando tradu(ido para a L%ngua "ortuguesa por tradutor
juramentado.
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I-2-1I- &utros compro#antes de concluso de curso ou disciplina, tais como1 compro#antes de
pagamento de ta8a para obtenço de documentaço, c4pias de requerimentos, ata de apresentaço
e defesa de $!!, ou outros documentos que no certifiquem ou diplomem o candidato no sero
considerados para efeito de pontuaço.
I-2-1D- 6o ser' considerado o t%tulo quando o mesmo for requisito e8igido para o e8erc%cio do
respecti#o cargo, bem como outros t%tulos no listados no 3ne8o > deste *dital.
D- DO RESULTADO
D-1- & Qabarito "reliminar da pro#a objeti#a ser' publicado no endereço ???.uerr.edu.br link
Concursos - Áre !o Concurso "r ADERR conforme data do !ronograma de 3ti#idades ,
3ne8o 9 deste *dital, bem como o Qabarito &ficial ap4s a an'lise de recursos, se 2ou#er.
D-2- &s +esultados "reliminar e ;inal da "ro#a &bjeti#a e $%tulos sero di#ulgados na internet, na
'rea do referido !oncurso e a 2omologaço do resultado final em *dital *spec%fico, no Ei'rio
&ficial do *stado e tornados dispon%#eis no endereço ???.uerr.edu.br link Concursos - Áre !o
Concurso "r ADERR$
K- DA :ABILITA.;O E DA CLASSIFICA.;O
K-1- & total de pontos obtidos pelos candidatos aos cargos de !ontador, 3ssistente 3dministrati#o
e 3ssistente de Laborat4rio ser' a somat4ria do resultado da "ro#a &bjeti#a , "& em
conformidade com o Uuadro 3 do subitem 5.2.2. e considerando o subitem I-2-4- deste *dital.
K-2- & total de pontos obtidos pelos candidatos aos cargos de ;iscal 3gropecu'rio 7 *ngen2eiro
3gr<nomo, ;iscal 3gropecu'rio 7 =0dico >eterin'rio e $0cnico em 3gropecu'ria73gr%cola ser' a
somat4ria do resultado da "ro#a &bjeti#a , "&, em conformidade com o Uuadro H do subitem
5.2.2., com o resultado da "ro#a de $%tulos , "$ A"&V"$C, considerando o subitem 5.2.4. deste
*dital.
K-0- 3 !lassificaço dos candidatos aos cargos descritos no 3ne8o 99 ser' feita em ordem
decrescente dos pontos obtidos, considerando o subitem I-2-4- deste *dital.
K-0-1- &correndo empate, quanto ao número de pontos obtidos na Pr&"a OGEe6"a W PO de todos
os cargos pre#istos neste *dital o desempate ocorrer' obedecendo aos crit0rios a seguir1
a@ &bti#er a maior nota nas questões de con2ecimentos espec%ficos da pro#a objeti#a:
G@ $er mais idade.
K-4- &correndo empate, quanto ao número de *&(6&, 6&6a# &G6%&, (& Re,)#6a%& F(a# %&
C&(')r,& para os cargos de ;iscal 3gropecu'rio 7 *ngen2eiro 3gr<nomo, ;iscal 3gropecu'rio 7
=0dico >eterin'rio e $0cnico em 3gropecu'ria73gr%cola o desempate ocorrer' obedecendo aos
crit0rios a seguir1
a@ &bti#er a maior nota nas questões de con2ecimentos espec%ficos da pro#a objeti#a:
G@ &bti#er a maior nota na "ro#a de $%tulos:
'@ $er mais idade.
K-8- 6o ser' permitida a reclassificaço de candidato, seja qual for o moti#o alegado.
L- DA :OMOLOGA.;O DO RESULTADO FINAL
L-1- Der' 2omologada e di#ulgada, no Ei'rio &ficial do *stado, o *dital com o +esultado ;inal
dos candidatos apro#ados no certame, posicionados no quantitati#o de 2 AduasC #e(es o número de
#agas por cargo e por localidade pre#isto neste *dital por cargo e por ordem de classificaço.
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L-1-1- &s candidatos posicionados al0m de 2 AduasC #e(es o número de #agas *&r 'ar=& e por
#&'a#%a%e, pre#isto neste *dital ser' considerado repro#ados.
L-2- & resultado final, uma #e( 2omologado pela "residente da 3gBncia de Eefesa 3gropecu'ria
do *stado de +oraima / 3E*++ ser' publicado, por meio de *dital de Oomologaço, no Ei'rio
&ficial do *stado, e tornado dispon%#el no endereço ???.uerr.edu.br link Concursos - Áre !o
Concurso "r ADERR obedecendo - classificaço final, no se admitindo recurso deste
resultado.
10- DAS EMIGÊNCIAS PARA NOMEA.;O E POSSE
10-1- &s candidatos apro#ados sero nomeados obedecendo as #agas ofertadas por cargo e
localidade e a ordem de classificaço.
10-2- 3 apro#aço no concurso al0m do número de #agas assegurar' ao candidato apenas a
e8pectati#a de direito - nomeaço, ficando a concreti(aço desse ato condicionada - obser#Nncia
das disposições legais pertinentes, do e8clusi#o interesse e con#eniBncia da 3dministraço, da
rigorosa ordem de classificaço e do pra(o de #alidade do concurso.
10-0- 3 posse dar/se/' no per%odo de @0 AtrintaC dias a partir da publicaço do ato de nomeaço no
Ei'rio &ficial do *stado, sendo tornada sem efeito a nomeaço dos candidatos no empossados no
pra(o referido.
10-4- 3 escolaridade e requisitos e8igidos para os cargos, indicados no 3ne8o 99, de#ero ser
compro#ados no ato da posse.
10-8- & candidato que no compro#ar ou no atender, no ato da posse, a escolaridade e os
requisitos elencados no item 4 e subitem @.1J Ae seus subitensC, quando couber, do presente *dital,
ser' eliminado do !oncurso.
10-I- & candidato, quando con#ocado, de#er' comparecer - "er%cia =0dica &ficial, na data e local
estipulados, apresentando os e8ames e laudos m0dicos, solicitados em *dital *spec%fico,
e8pedidos, no m'8imo 2' @0 AtrintaC dias antes da per%cia, os quais ocorrero -s suas e8pensas,
no sendo permitida a reclassificaço de candidato, seja qual for o moti#o alegado.
10-D- 3 nomeaço e posse ocorrer' no cargo e localidade a qual o candidato concorreu no sendo
permitido pedidos de remoço e7ou transferBncia no pra(o de G AcincoC anos sob qualquer
2ip4tese, sal#o nos casos de interesse da 3dministraço "ública de#idamente justificado.
11- DOS RECURSOS
11-1- S a%76%& re')r,&5 '&(1&r7e Cr&(&=ra7a %e A6"%a%e,5 '&7 *e%%& %e re",B&
?)a(6&<
a@ 3o *dital Acaso a impugnaço seja acatada o *dital ser' retificadoC:
G@ 3 Oomologaço "reliminar das inscrições:
'@ 3o +esultado preliminar dos pedidos de isenço:
%@ 3o gabarito preliminar , formulaço das questões e respostas publicadas:
e@ 3o resultado preliminar da "ro#a &bjeti#a:
1@ 3o resultado preliminar da "ro#a de $%tulos:
=@ 3o resultado ;inal "reliminar da !oncurso.
11-2- 3dmitir/se/' um único recurso por candidato para cada questo e para cada e#ento deste
*dital, de#idamente fundamentado, sendo desconsiderados recursos de igual teor.
11-2-1- & candidato de#er' protocolar todo e qualquer recurso em uma #ia original, %=6a%& &)
%a6#&=ra1a%& com as especificações contidas no ;ormul'rio "adro de +ecursos Adispon%#el na
'rea de concursos da )*++ A???.uerr.edu.br7concursoC, sob pena de ser sumariamente
indeferido.
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11-0- & pra(o para interposiço de recursos ser' de 2 AdoisC dias úteis ap4s a concreti(aço do
e#ento que l2es disser respeito Adi#ulgaço dos resultados preliminares de pedido de isenço,
gabaritos preliminares e di#ulgaço dos resultados das pro#as objeti#as, etc.C, tendo como termo
inicial o 1º dia útil subsequente - data do e#ento.
11-4- &s recursos de#ero ser dirigidos - "residBncia da !omisso &rgani(adora do !oncurso.
11-8- & recurso de#er' ser protocolado pessoalmente, ou por procuraço em cart4rio, na !omisso
"ermanente de !oncursos / !"! do C#"us ! +ERR de Hoa >ista, seguindo rigorosamente o
modelo estabelecido no F&r7)#4r& Pa%rB& %e Re')r,&, A!apa e ;ormul'rioC dispon%#el na 'rea
de concursos da )*++ A???.uerr.edu.br7concursoC.
11-I- & recurso intempesti#o no ser' apreciado, sendo considerado, para tanto, a data do
protocolo de recebimento.
11-D- 6o sero aceitos os recursos de mat0ria di#ersa da questionada, ou seja, que no seja objeto
do recurso para o qual o pra(o foi estabelecido.
11-K- 6o sero aceitos os recursos interpostos por ,--s.#ile% (ele-% in(erne(, telegrama ou outro
meio que no seja o especificado neste *dital.
11-L- Dero somente apreciados os recursos e8pressos em termos claros, que apontarem as
circunstNncias que os justifiquem e forem interpostos dentro do pra(o.
11-10- &AsC pontoAsC relati#oAsC -AsC questoAõesC e#entualmente anuladaAsC ser'AoC atribu%doAsC a
todos os candidatos presentes - pro#a, independentemente de formulaço de recurso.
11-11- & gabarito preliminar di#ulgado poder' ser alterado, com mudanças de resposta e7ou
anulaço da questo em funço de recursos impetrados e as pro#as sero corrigidas de acordo com
o Qabarito &ficial.
11-12- 6a ocorrBncia do disposto na al%nea WdX do item 11.1 poder' 2a#er, e#entualmente,
alteraço da classificaço inicial obtida para uma classificaço inferior ou superior, ou ainda
poder' ocorrer a desclassificaço do candidato que no obti#er a nota m%nima e8igida para
apro#aço.
11-10- 3s decisões dos recursos sero dadas a con2ecer, indi#idualmente aos candidatos
recorrentes, os quais de#ero retirar suaAsC repostaAsC pessoalmente, ou por procuraço em
cart4rio, uma #ia da resposta na sala de atendimento da !omisso na )*++.
12- DO FORO QUDICIAL
12-1- & foro para dirimir qualquer questo relacionada com o !oncurso "úblico de que trata este
*dital 0 o da !omarca de Hoa >ista, capital do *stado de +oraima.
10- DO PRAPO DE 9ALIDADE
10-1- & !oncurso "úblico de que trata o presente *dital ter' #alidade de 2 AdoisC anos, contados
da data da 2omologaço de seu resultado, prorrog'#el uma única #e( por igual per%odo, a crit0rio
da 3gBncia de Eefesa 3gropecu'ria do *stado de +oraima - 3E*++.
14- DISPOSI./ES GERAIS
14-1- Ser4 eJ'#)!%& %& C&(')r,& & 'a(%%a6& ?)e<
aC Eesacatar qualquer membro da equipe encarregada da reali(aço das pro#as Afiscais,
coordenadores de local, etcC.
bC "restar, em qualquer documento, declaraço falsa ou ine8ata.
cC ;or surpreendido, durante a reali(aço da pro#a, em comunicaço com outro candidato
#erbalmente, por escrito, ou por qualquer outra forma, bem como se utili(ando de li#ros, notas ou
impressos.
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
dC 3usentar/se da sala de pro#a, sem acompan2amento de fiscal.
eC +ecusar/se a proceder a identificaço pessoal bem como conferBncia dos dados do carto/
resposta e sua assinatura ou de outros documentos.
fC. Eei8ar de assinar o carto resposta.
gC Eescumprir as determinações deste edital.
2C *sti#er em desacordo com o 9tem 5.2.4 deste edital.
iC Eei8ar de assinar o carto resposta.
jC 6o fi(er a 6ra(,'rAB& %a 1ra,e %a 'a*a %& 'a%er(& %e *r&"a *ara & 'ar6B& re,*&,6a Ano
local apropriado para este fimC.
YC Eescumprir qualquer determinaço deste edital e das instruções do caderno de pro#a.
lC ;or surpreendido com aparel2o celular, mesmo que desligado, no momento de re#ista para
entrada nos ban2eiros.
mC *sti#er portando aparel2o celular, mesmo que desligado, em sala de pro#a e o mesmo #en2a
emitir qualquer sinal sonoro- SOLICITA-SE AO CANDIDATO +UE O MESMO DEIME O
CELULAR EM CASA OU EM SEU 9EUCULO5 POIS O PORTE INDE9IDO DO
APAREL:O CONFIGURA-SE EM TENTATI9A DE FRAUDE5 SOB PENA DE
ELIMINA.;O-
14-2- & no atendimento pelo candidato -s condições estabelecidas neste *dital implicar' sua
eliminaço do !oncurso "úblico, a qualquer tempo.
14-0- 3 ine8atido das afirmati#as e7ou irregularidades nos documentos, mesmo que #erificadas a
qualquer tempo, acarretaro a nulidade da inscriço com todas as suas decorrBncias, sem preju%(o
das demais medidas de ordem administrati#a, ci#il e criminal.
14-4- & candidato de#er' apresentar/se munido de documento de identidade em todas as fases do
!oncurso.
14-8- M de inteira responsabilidade do candidato acompan2ar no endereço eletr<nico da )*++ e
no Ei'rio &ficial do *stado comunicados e demais publicações referentes a este !oncurso
"úblico.
14-I- 6o ser' fornecido ao candidato qualquer documento comprobat4rio de !lassificaço no
!oncurso "úblico, #alendo para este fim o *dital de Oomologaço publicado no Ei'rio &ficial do
*stado.
14-D- &s resultados parcial e final deste !oncurso "úblico sero disponibili(ados no endereço
???.uerr.edu.br no linY do !oncurso da 3E*++.
14-K- &s itens deste *dital podero sofrer e#entuais alterações, atuali(ações ou acr0scimos,
enquanto no consumada a pro#idBncia ou e#ento que l2es disserem respeito, circunstNncia que
ser' mencionada em *dital ou 3#iso a ser publicado na p'gina ???.uerr.edu.br link Concursos -
Áre !o Concurso "r ADERR e no Ei'rio &ficial do *stado.
14-L- &s casos no pre#istos, no que tange - reali(aço deste !oncurso "úblico, sero analisados
pela !omisso &rgani(adora do !oncurso.
Hoa >ista/++, L de maio de 2014.
ROSIRAXNA MARIA RODRIGUES REMOR
"residente da 3E*++
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
CONCURSO PÚBLICO ADERR 01/2014
EDITAL Nº 01
ANEMO I
CRONOGRAMA DAS ATI9IDADES
Da6a A6"%a%e,
L70G714 "ublicaço do *dital.
L a 1270G714 "er%odo para impugnaço do *dital
1@70G a 2705714 PERUODO DAS INSCRI./ES-
1@ a 1L70G714 "er%odo das inscrições com pedidos de isenço A#ia internetC.
1@ a 1970G714
"er%odo de entrega dos documentos comprobat4rios para a isenço da ta8a
de inscriço Asomente em dias úteisC
2070G714 Ei#ulgaço preliminar dos beneficiados da isenço para a ta8a de inscriço.
21 e 2270G714 9nterposiço de recurso contra o indeferimento do pedido de isenço
2@70G714 Ei#ulgaço definiti#a dos beneficiados da isenço para a ta8a de inscriço.
0/0I/14 Zltimo dia para "agamento do Holeto Hanc'rio para efeti#aço da 9nscriço.
I/0I/14
Zltimo dia para "rotocolar requerimentos de Dolicitaço de !ondiço
especial para reali(aço da "ro#a &bjeti#a.
10705714
Oomologaço "reliminar dos 9nscritos , inclusi#e de "essoa com
EeficiBncia / a partir das 152 Adisponibili(ado no site da )*++,
???.uerr.edu.br linY !oncursosC
11 e 12705714
9nterposiço de recurso contra a Oomologaço "reliminar dos 9nscritos ,
inclusi#e de "essoa com EeficiBncia.
1@705714
Oomologaço ;inal dos 9nscritos , inclusi#e de "essoa com EeficiBncia / a
partir das 152 Adisponibili(ado no site da )*++, ???.uerr.edu.br linY
!oncursosC
1@705714 Ei#ulgaço dos Locais de pro#a.
22/0I/14 Da6a %e Rea#CaAB& %a Pr&"a >%a, K3 O, 123@
22705714 "ublicaço do Qabarito "reliminar da "ro#a &bjeti#a a partir das 122.
2@ e 24705714 9nterposiço de recurso contra o Qabarito "reliminar.
@0705714 Ei#ulgaço do Qabarito &ficial. A3p4s an'lise dos recursosC
@0705714 Ei#ulgaço do +esultado "reliminar da "ro#a &bjeti#a, a partir das 152.
1 e 270J714 9nterposiço de recurso contra o +esultado "reliminar da "ro#a &bjeti#a.
@70J714 Ei#ulgaço do +esultado ;inal da "ro#a &bjeti#a.
470J714
!on#ocaço para a entrega de $%tulos para os cargos de %e F,'a#
A=r&*e')4r&/E(=e(3er& A=rV(&7&5 F,'a# A=r&*e')4r&/M$%'&
9e6er(4r& e T$'('& e7 A=r&*e')4ra/A=r!'&#a >'&(1&r7e ,)G6e7 I-0
%e,6e E%6a#@
1570J714 +esultado "reliminar da "ro#a de $%tulos.
1J e 1L70J714 9nterposiço de recurso contra o +esultado "reliminar da "ro#a de $%tulos.
2@70J714 +esultado ;inal da "ro#a de $%tulos.
2G70J714 +esultado ;inal "reliminar do !oncurso.
2L70J714 9nterposiço de recurso contra o +esultado ;inal "reliminar da !oncurso.
2970J714 +esultado ;inal do !oncurso.
@170J714 Oomologaço do +esultado ;inal.
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
CONCURSO PÚBLICO ADERR 01/2014
EDITAL Nº 01/14
ANEMO II
+UADRO DE DISTRIBUI.;O DAS 9AGAS
Car=& L&'a#%a%e
9a=a, a7*#a
'&('&rr2('a
9a=a, a
PCDY
E,'&#ar%a%e /
Re?),6&, *ara (=re,,&
Re7)(eraAB&
>e7 RN@
!ontador Hoa >ista 1
!urso Duperior de Qraduaço em
!iBncias !ont'beis ou !ontabilidade
com registro profissional.
@.042,5J
;iscal
3gropecu'rio7
*ngen2eiro
3gr<nomo
Hoa >ista 5 2
Eiploma, de#idamente registrado, de
concluso de !urso Duperior de
Qraduaço em *ngen2aria
3gron<mica ou 3gronomia fornecido
por instituiço de *nsino Duperior
credenciada por 4rgo competente e
registro profissional.
@.L4J,04
Honfim 4
!omunidade Harro 7
Durumú A"acaraimaC
4
>ila Kundi'
A+orain4polisC
L
;iscal
3gropecu'rio7
=0dico
>eterin'rio
Hoa >ista G @
Eiploma, de#idamente registrado, de
concluso de !urso Duperior de
Qraduaço em =edicina >eterin'ria
fornecido por instituiço de *nsino
Duperior credenciada por 4rgo
competente e registro profissional.
@.L4J,04
Honfim 1
>ila Do ;rancisco
AHonfimC
1
3lto 3legre 1
Dumaúma A3lto 3legreC 1
3majar% 1
$rBs !orações A3majar%C 1
!ant' 2
;0li8 "into A!ant'C 1
!aracarai 2
!aroebe 1
*ntre +ios A!aroebeC 1
9racema 1
=ucaja% 1
3piaú A=ucaja%C 1
6ormandia 1
"acaraima 2
!omunidade Harro 7
Durumú A"acaraimaC
1
+orain4polis 1
6o#a !olina
A+orain4polisC
1
Do Koo da Hali(a 1
Do Lui( do 3nau' 1
)iramut 1 /
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
Car=& L&'a#%a%e
9a=a, a7*#a
'&('&rr2('a
9a=a, a
PCDY
E,'&#ar%a%e /
Re?),6&, *ara (=re,,&
Re7)(eraAB&
>e7 RN@
3ssistente
3dministrati#o
Hoa >ista 1G @
!ertificado, de#idamente registrado,
de concluso de curso de 6%#el =0dio
Aantigo 2º grauC, fornecido por
instituiço de ensino legalmente
autori(ada.
1.2G0,00
3lto 3legre 1 /
"aredo A3lto 3legreC 1 /
Dumaúma A3lto 3legreC 1 /
$aiano A3lto 3legreC 1 /
3majar% 2 /
$rairo A3majar%C 1 /
$rBs !orações A3majar%C 1 /
Homfim 1 1
>ila Do ;rancisco
AHonfimC
1 /
>ila >ilena AHonfimC 1 /
!ant' 1 1
;0li8 "into A!ant'C 1 /
$aboca A!ant'C 1 /
!aracarai 1 1
6o#o "ara%so A!aracaraiC 1 /
!aroebe 1 /
*ntre +ios A!aroebeC 1 /
9racema 1 1
!ampos 6o#os
A9racemaC
1 /
+o8in2o A9racemaC 1 /
=ucaja% 1 1
3piaú A=ucaja%C 1 /
6ormandia 1 /
"acaraima 1 1
!omunidade Harro 7
Durumú A"acaraimaC
1 /
+orain4polis 1 1
6o#a !olina
A+orain4polisC
1 /
Do Koo da Hali(a 1 1
Do Lui( do 3nau' 1 1
)iramut 1 /
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
Car=& L&'a#%a%e
9a=a, a7*#a
'&('&rr2('a
9a=a, a
PCDY
E,'&#ar%a%e /
Re?),6&, *ara (=re,,&
Re7)(eraAB&
>e7 RN@
3ssistente de
Laborat4rio
Hoa >ista 1 1
!ertificado, de#idamente registrado,
de concluso de curso de 6%#el =0dio
Aantigo 2º grauC, fornecido por
instituiço de ensino legalmente
autori(ada.
1.2G0,00
$0cnico em
3gropecu'ria 7
3gr%cola
Hoa >ista 10 @
!ertificado, de#idamente registrado,
de concluso de curso de 6%#el
$0cnico em 3gropecu'ria ou $0cnico
3gr%cola, fornecido por instituiço de
ensino legalmente autori(ada.
1.J01,L1
3lto 3legre 2 /
"aredo A3lto 3legreC 1 /
Dumaúma A3lto 3legreC 2 /
$aiano A3lto 3legreC 1 /
3majar% 2 /
$rairo A3majar%C 1 /
$rBs !orações A3majar%C 1 /
Homfim 10 /
>ila Do ;rancisco
AHonfimC
1 /
>ila >ilena AHonfimC 1 /
!ant' 2 /
;0li8 "into A!ant'C 1 /
$aboca A!ant'C 1 /
!aracarai 2 /
6o#o "ara%so A!aracaraiC 2 /
!aroebe 2 /
*ntre +ios A!aroebeC 2 /
9racema 2 /
!ampos 6o#os
A9racemaC
1 /
+o8in2o A9racemaC 1 /
=ucaja% @ /
3piaú A=ucaja%C 2 /
6ormandia 2 /
"acaraima 2 /
!omunidade Harro 7
Durumú A"acaraimaC
10 /
+orain4polis @ /
6o#a !olina
A+orain4polisC
2 /
>ila Kundi'
A+orain4polisC
4 /
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
Car=& L&'a#%a%e
9a=a, a7*#a
'&('&rr2('a
9a=a, a
PCDY
E,'&#ar%a%e /
Re?),6&, *ara (=re,,&
Re7)(eraAB&
>e7 RN@
Do Koo da Hali(a 2 /
Do Lui( do 3nau' 2 /
)iramut 2 /
S)G6&6a# %e "a=a, &1er6a%a, 1K2 21
TOTAL DE 9AGAS OFERTADAS 200
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
CONCURSO PÚBLICO ADERR 01/2014
EDITAL Nº 01
ANEMO III
CONTEUDOS PROGRAMÁTICOS
ATEN.;O< TODA A LEGISLA.;O CITADA NOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
SERÁ UTILIPADA PARA ELABORA.;O DE +UEST/ES LE9ANDO-SE EM
CONSIDERA.;O AS ATUALIPA./ES/ALTERA./ES 9IGENTES ATS A DATA DE
PUBLICA.;O DESTE EDITAL-
CON:ECIMENTOS COMUNS A TODOS OS CARGOS DE NU9EL MSDIO E TSCNICO-
OG,er"aAB&< NB& ,)=er7&, BG#&=ra1a
1- LUNGUA PORTUGUESA
1. !ompreenso e interpretaço de te8tos. 2. 3centuaço gr'fica. @. 3s classes gramaticais. 4.
!oncordNncia #erbal e nominal. G. "ronomes1 emprego e colocaço. 5. +egBncia nominal e #erbal.
J. 6oções da norma culta da l%ngua portuguesa na modalidade escrita. L. Ei#iso sil'bica. 9.
"ontuaço. 10. Dinta8e1 termos da oraço, per%odo composto, conceito e classificaço das orações.
2- ATUALIDADES GERAIS
;atos e not%cias locais, nacionais e internacionais #eiculados nos últimos 12 Ado(eC meses, a contar
da data de reali(aço da pro#a, em meios de comunicaço de massa, como jornais, r'dios, 9nternet
e tele#iso. *lementos de pol%tica e economia brasileira. =eio ambiente e cidadania1 problemas,
pol%ticas públicas, aspectos locais e globais.
0- INFORMÁTICA
1. 6oções de sistema operacional Aambientes Linu8 e [indo?sC. 2. *diço de te8tos, planil2as e
apresentações Aambientes =icrosoft &ffice e Hr&fficeC. @. "rogramas de na#egaço A=icrosoft
9nternet *8plorer, =o(illa ;irefo8, Qoogle !2rome e similaresC. 4. !onceitos b'sicos do 2ard?are
e perif0ricos de um microcomputador G. Degurança da informaço1 "rocedimentos de segurança.
e bacYup.
4- LEGISLA.;O GERAL
Lei !omplementar nR 0G@72001 / +egime Kur%dicos dos Der#idores "úblicos !i#is do *stado de
+oraima e suas alterações: Lei nº. 949 de 0970114, Lei nº. 544 de 0L de abril de 200L, Lei 9G0 de
09701714. Eireito !onstitucional , 3rtigo 1º ao artigo 15 / todos da !onstituiço ;ederal e suas
alterações. Eireito 3dministrati#o / 3to administrati#o1 conceito, requisitos, atributos,
classificaço, esp0cies e in#alidaço, >%cios, 3nulaço e re#ogaço. "rescriço. !ontrole da
administraço pública1 controle administrati#o: controle legislati#o, controle judici'rio. 3gentes
3dministrati#os1 in#estidura e e8erc%cio da funço pública. Eireitos e de#eres dos funcion'rios
públicos. "rinc%pios b'sicos da administraço. &rgani(aço administrati#a1 noções gerais,
administraço direta e indireta, centrali(ada e descentrali(ada.
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
CON:ECIMENTOS COMUNS A TODOS OS CARGOS DE NU9EL SUPERIOR-
OG,er"aAB&< NB& ,)=er7&, BG#&=ra1a
1- LUNGUA PORTUGUESA
1. !ompreenso e interpretaço de te8tos. 2. Eenotaço e conotaço. @. &rtografia oficial:
3centuaço gr'fica. 4. 3s classes gramaticais. G. !oncordNncia #erbal e nominal. 5. "ronomes1
emprego e colocaço. J. +egBncia nominal e #erbal. L. 6oções da norma culta da l%ngua
portuguesa na modalidade escrita. 9. "ontuaço. 10. Dignificaço das pala#ras. 11. !rase.
2- ATUALIDADES GERAIS
;atos e not%cias locais, nacionais e internacionais #eiculados nos últimos 12 Ado(eC meses, a contar
da data de reali(aço da pro#a, em meios de comunicaço de massa, como jornais, r'dios, 9nternet
e tele#iso. *lementos de pol%tica e economia brasileira. =eio ambiente e cidadania1 problemas,
pol%ticas públicas, aspectos locais e globais.
0- INFORMÁTICA
1. 6oções de sistema operacional Aambientes Linu8 e [indo?sC. 2. *diço de te8tos, planil2as e
apresentações Aambientes =icrosoft &ffice e Hr&fficeC. @. "rogramas de na#egaço A=icrosoft
9nternet *8plorer, =o(illa ;irefo8, Qoogle !2rome e similaresC. 4. "rogramas de correio
eletr<nico A&utlooY *8press, =o(illa $2underbird e similaresC. G. !onceitos de organi(aço e de
gerenciamento de informações, arqui#os, pastas e programas. 5. Degurança da informaço. 5.1
"rocedimentos de segurança. 5.2 6oções de #%rus, ?orms e pragas #irtuais. 5.@ 3plicati#os para
segurança Aanti#%rus, fire?all, antisp\?are, etc.C. 5.4. "rocedimentos de bacYup.
4- LEGISLA.;O GERAL
Lei !omplementar nR 0G@72001 / +egime Kur%dicos dos Der#idores "úblicos !i#is do *stado de
+oraima e suas alterações: Lei n 949 de 0970114, Lei 544 de 0L de abril de 200L, Lei 9G0 de
09701714. Eireito !onstitucional , 3rtigo 1º ao artigo 15/ todos da !onstituiço ;ederal e suas
alterações. Eireito 3dministrati#o/ 3to administrati#o1 conceito, requisitos, atributos,
classificaço, esp0cies e in#alidaço, >%cios, 3nulaço e re#ogaço. "rescriço. !ontrole da
administraço pública1 controle administrati#o: controle legislati#o, controle judici'rio. 3gentes
3dministrati#os1 in#estidura e e8erc%cio da funço pública. Eireitos e de#eres dos funcion'rios
públicos. "oderes da 3dministraço1 #inculado, discricion'rio, 2ier'rquico, disciplinar e
regulamentar. "oder de pol%cia1 conceito, finalidade e condições de #alidade. "rinc%pios b'sicos da
administraço. &rgani(aço administrati#a1 noções gerais, administraço direta e indireta,
centrali(ada e descentrali(ada. 3utarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de
economia mista.
8- CON:ECIMENTOS ESPECUFICOS DE CADA CARGO<
OG,er"aAB&< NB& ,)=er7&, BG#&=ra1a
ASSISTENTE ADMINISTRATI9O
1. "rotocolo7recepço de documentos. 2. !lassificaço, codificaço e catalogaço de pap0is e
documentos. @. Qesto do patrim<nio, cadastro e con#Bnios. 4. $0cnicas de arqui#amento1
classificaço, organi(aço, arqui#os correntes e protocolo. G. 6oções de procedimentos
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
administrati#os. 5. 6oções de processos licitat4rios. J. "reenc2imento, encamin2amento e controle
de documentos funcionais. L. +elações Oumanas no $rabal2o. 9. 6ormas espec%ficas para redaço
de correspondBncia oficial. 10. $0cnicas de atendimento ao público. 11. 6oções de 3dministraço
;inanceira. 12. &rgani(aço, Distemas e =0todos. 1@. Log%stica e Qesto de +ecursos =ateriais.
14. Mtica "rofissional.
ASSISTENTE DE LABORATRRIO
1. Hiossegurança1 6oções de segurança qu%mica em laborat4rio, equipamentos de proteço
indi#idual A*"9sC, equipamentos de proteço coleti#a A*"!sC e pre#enço de acidentes, manuseio,
arma(enamento e descarte de agentes qu%micos, utili(aço segura de substNncias qu%micas
Asegurança qu%mica e fatores de riscoC. 2. $0cnicas H'sicas de Laborat4rio1 *quipamentos b'sicos
e #idrarias de laborat4rio, m0todos de separaço, t0cnica de aquecimento, limpe(a de materiais de
laborat4rio, montagem de aparel2agem de laborat4rio para an'lises f%sicas e qu%micas, pesagem e
balança anal%tica, uso dos aparel2os #olum0tricos e influBncia da temperatura. @. Doluções1
"reparaço, diluiço, padroni(aço e arma(enamento de soluções. 4. =0todos 9nstrumentais1
!alibraço e funcionamento de pOmetro, conduti#%metro e turbid%metro. G. DubstNncias
9norgNnica1 !onceitos, caracter%sticas e nomenclatura. 5. DubstNncias &rgNnicas1 !onceitos,
caracter%sticas e nomenclatura.
TSCNICO EM AGROPECUÁRIA / TSCNICO AGRUCOLA
1. Eefesa Danit'ria >egetal. Lei 6º GJ072005: 2. Eefesa Danit'ria 3nimal. Lei 6º 45072004 e
Eecreto 6º G.9JL/*, de 2J de setembro de 2004: @. 9nspeço sanit'ria industrial dos produtos de
origem animal. Lei 6º L4172012: 4. 6ormas para licenciamento de estabelecimentos
processadores, registro e comerciali(aço de produtos artesanais comest%#eis de origem animal e
#egetal. Lei 6º LJ072012 e Eecreto 6º 15.@J4/*, de 20 de no#embro de 201@: G. )so e aplicaço
corretos de agrot48icos: 5. "roduço, transporte, arma(enamento, comerciali(aço, utili(aço,
destino final dos res%duos e embalagens #a(ias, controle, inspeço e fiscali(aço de agrot48icos
seus componentes e afins. Lei 6º LL172012: J. 6oções de fitossanidade: L. "rincipais pragas
agr%colas da regio: 9. 6oções de sanidade animal: 10. 9nstruço 6ormati#a nR 44, de 02 de
outubro de 200J.
CONTADOR
1. !ontabilidade "ública. 1.1. !onceito, objeto e regime. 1.2. !ampo de aplicaço. 1.@. Legislaço
b'sica ALei nº 4.@20754 e alteraçõesC. 1.4. +eceita e despesa pública1 conceito, classificaço econ</
mica e est'gios. 1.G. +eceitas e Eespesas orçament'rias e e8tra orçament'rias1 interferBncias e
mutações. 1.5. Halanços financeiro, patrimonial, orçament'rio e demonstrati#o das #ariações, de
acordo com a Lei n.º 4.@20754 e alterações. 2. !ontabilidade Qeral. 2.1. "rinc%pios !ont'beis ;un/
damentais Aapro#ados pelo !onsel2o ;ederal de !ontabilidade pela +esoluço !;! n.º JG079@,
publicada no E&) de @171279@, Deço 9, p'g. 21.GL2C. 2.2. "atrim<nio. !omponentes "atrimoni/
ais1 3ti#o, "assi#o e Dituaço L%quida Aou "atrim<nio L%quidoC. 2.@. Eiferenciaço entre !apital e
"atrim<nio. 2.4. *quaço ;undamental do "atrim<nio. 2.G. +epresentaço Qr'fica dos *stados "a/
trimoniais. 2.5 ;atos !ont'beis e +especti#as >ariações "atrimoniais. 2.J. !onta1 !onceito. E0bi/
to, !r0dito e Daldo. $eorias, ;unço e *strutura das !ontas. !ontas "atrimoniais e de +esultado. @.
=atem'tica financeira. @.1. +egra de trBs simples e composta, percentagens. @.2. Kuros simples e
compostos1 capitali(aço e desconto. @.@. $a8as de juros1 nominal, efeti#a, equi#alentes, real e
aparente.
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
FISCAL AGROPECUÁRIO MSDICO 9ETERINÁRIO
1. Eefesa Danit'ria 3nimal. Lei *stadual 6º 45072004 e Eecreto *stadual 6º G.9JL/*, de 2J de
setembro de 2004: 2. 9nspeço sanit'ria industrial dos produtos de origem animal. Lei *stadual nº
L4172012: @. 6ormas para licenciamento de estabelecimentos processadores, registro e
comerciali(aço de produtos artesanais comest%#eis de origem animal e #egetal. Lei *stadual 6º
LJ072012 e Eecreto *stadual 6º 15.@J4/*, de 20 de no#embro de 201@. 4. =anual de Legislaço
dos "rogramas 6acionais de Daúde 3nimal do Hrasil do =inist0rio da 3gricultura, "ecu'ria e
3bastecimento / 2009: G. 9nstruço 6ormati#a nR 44, de 02 de outubro de 200J A=3"3C: 5.
+egulamento de 9nspeço 9ndustrial e Danit'ria de "rodutos de &rigem 3nimal , +99D"&3: J.
=anual de "rocedimentos para 3tenço as &corrBncias de ;ebre 3ftosa e outras *nfermidades
>esiculares , "363;$&D3 , &"D7&=D , 200J: L. "ortaria nR. @5L, de 04 de setembro de 199J
A=3"3C: 9. =anual do "rograma 6acional de *rradicaço da Hrucelose e $uberculose A=3"3C:
10. "re#enço, !ontrole e Eiagn4stico !l%nico e Laboratorial das "rincipais doenças que afetam o
!om0rcio da Daúde Oumana e 3nimal: 11. !on2ecimentos H'sicos de *pidemiologia 3nimal e
3n'lise de +isco: 12. Eoenças $ransmitidas por 3nimais e por "rodutos de &rigem 3nimal.
FISCAL AGROPECUÁRIO ENGEN:EIRO AGRTNOMO
1. !ertificaço ;itossanit'ria de &rigem , !;& e !ertificaço ;itossanit'ria de &rigem
!onsolidada / !;&!, 96 nR GG de 04 de Ee(embro de 200J A=3"3C: 2. =osca da !arambola, 96
nº 0972011 A=3"3C: @. "ermisso de $ransito de >egetais / "$>, 9.6 nº G4 de 04 de Ee(embro de
200J A=3"3C: 4. Eefesa Danit'ria >egetal, Lei *stadual 6º GJ072005: G. "roduço, transporte,
arma(enamento, comerciali(aço, utili(aço, destino final dos res%duos e embalagens #a(ias,
controle, inspeço e fiscali(aço de agrot48icos seus componentes e afins, Lei *stadual 6º
LL172012: 5. !ontrole de *r#as Eanin2as1 $ipos mais comuns de *r#as Eanin2as e seu !ontrole
*con<mico: J. ;itossanidade e *ntomologia: Eoenças que atacam as "rincipais !ulturas: "ragas
que causam s0rios Eanos *con<micos: "ragas Uuarenten'rias: "ragas no Uuarenten'rias
+egulamentadas: =anejo 9ntegrado de "ragas: 6oções de Danidade >egetal: "rincipais pragas
agr%colas da regio: )so e aplicaço corretos de agrot48icos: 9nspeço de &rigem >egetal, seus
produtos, subprodutos e res%duos de #alor econ<mico: Eecreto ;ederal nR. 24.1147@4.
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
CONCURSO PÚBLICO ADERR 01/2014
EDITAL Nº 01
ANEMO I9
RE+UERIMENTO ESPECIAL PARA TEMPO ADICIONAL DE PRO9A
*u, ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]], !"; nº. ]]]]]].]]]]]].]]]]]] /
]]], inscrito no !oncurso da 3E*++ sob o número de inscriço nº. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]] /
!argo ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] solicito tempo adicional para a reali(aço
da "ro#a &bjeti#a, conforme pre#isto no P2º do 3rtigo 40 do Eecreto ;ederal nº @.29L de 20 de
de(embro de 1999, conforme parecer do especialista em ane8o.
Eeclaro sob as penas da lei que o acima declarado 0 #erdade e subscre#o abai8o.
Hoa >ista , ++, ]]]]]] de ]]]]]]]]]]]]]]]]]] de ]]]]]]]]]].
3ssinatura1 ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]
6ome por e8tenso1 ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]
ATEN.;O<
*ste requerimento s4 ter' #alidade quando protocolado na sala da !omisso de !oncursos da )*++ at0
o pra(o m'8imo de I %e E)(3& %e 2014, E)(6a7e(6e '&7 & Pare'er Aoriginal ou c4pia autenticada em cart4rio
ou c4pia simples acompan2ada do originalC emitido por especialista da 'rea de sua deficiBncia.
& resultado do deferimento7indeferimento de tempo adicional de pro#a estar' dispon%#el no s%tio
???.uer.edu.br na 'rea do !oncurso da 3E*++ no dia 10 %e E)(3& %e 2014, por ocasio da Oomologaço "re/
liminar das 9nscrições.
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
CONCURSO PÚBLICO ADERR 01/2014
EDITAL Nº 01
ANEMO 9
A9ALIA.;O DE TUTULOS
I@ TaGe#a %e T!6)#&, *ara & 'ar=& %e F,'a# A=r&*e')4r&/M$%'& 9e6er(4r&
Ca6e=&ra TUTULOS
P&(6&, *&r
'a%a T!6)#&
9a#&r M4J7&
%a 'a6e=&ra
1
*8periBncia profissional compro#ada como =0dico AaC
>eterin'rio AaC em ati#idades de Eefesa Danit'ria
3nimal ou em ati#idades de 9nspeço de "rodutos de
&rigem 3nimal Apor ano completo, sem sobreposiço
de tempoC
150 450
2
!ompro#aço de concluso de curso em
*speciali(aço apro#ado pelo =inist0rio da *ducaço,
na 'rea de Eefesa Danit'ria 3nimal ou na 'rea de
9nspeço de "rodutos de &rigem 3nimal.
250 450
@
!ompro#aço de concluso de curso de =estrado
apro#ado pelo =inist0rio da *ducaço, na 'rea de
Eefesa Danit'ria 3nimal ou na 'rea de 9nspeço de
"rodutos de &rigem 3nimal.
850 850
4
!ompro#aço de concluso de curso de Eoutorado
apro#ado pelo =inist0rio da *ducaço, na 'rea de
Eefesa Danit'ria 3nimal ou na 'rea de 9nspeço de
"rodutos de &rigem 3nimal.
D50 D50
T&6a# %e P&(6&, %a Pr&"a 20
II@ TaGe#a %e T!6)#&, *ara & 'ar=& %e F,'a# A=r&*e')4r&/E(=e(3er& A=rV(&7&
Ca6e=&ra TUTULOS P&(6&, *&r
'a%a T!6)#&
9a#&r M4J7&
%a 'a6e=&ra
1
*8periBncia profissional compro#ada como 3gr<nomo
em ati#idades relacionadas - produço de mudas e se/
mentes, identificaço e controle de pragas, fiscali(aço
de agrot48icos, fiscali(aço e7ou inspeço de produtos e
subprodutos de origem #egetal e e8periBncia em labora/
t4rio de fitossanidade Apor ano completo, sem sobrepo/
siço de tempoC
150 450
2
!ompro#aço de concluso de curso de curso em espe/
ciali(aço, apro#ado pelo =inist0rio da *ducaço, na
'rea de fitotecnia.
250 450
@
!ompro#aço de concluso de =estrado, apro#ado pelo
=inist0rio da *ducaço, na 'rea de ;itotecnia.
850 850
4
!ompro#aço de concluso de Eoutorado, apro#ado
pelo =inist0rio da *ducaço, na 'rea de ;itotecnia.
D50 D50
T&6a# %e P&(6&, %a Pr&"a
20
ESTADO DE RORAIMA
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE RORAIMA
“AMAZÔNIA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS”
III@ TaGe#a %e T!6)#&, *ara & 'ar=& %e T$'('& e7 A=r&*e')4ra/A=r!'&#a
Ca6e=&ra TUTULOS
P&(6&, *&r
'a%a T!6)#&
9a#&r M4J7&
%a 'a6e=&ra
1
*8periBncia profissional compro#ada como $0cnico
AaC em 3gropecu'ria, em ati#idades de defesa agro/
pecu'ria, classificaço #egetal, produço de mudas e
sementes, identificaço e7ou controle de pragas Apor
ano completo, sem sobreposiço de tempoC
150 450
2
!ompro#aço de cursos relacionados -
3gropecu'ria com carga 2or'ria m%nima de 20
A#inteC 2oras.
150 850
@
!ompro#aço de curso em 9nform'tica no programa
*8cel Aplanil2a eletr<nicaC, com carga 2or'ria
m%nima de 20 A#inteC 2oras.
150 050
4
!ompro#aço de curso em 9nform'tica no programa
[ord Aeditor de te8toC, com carga 2or'ria m%nima de
20 A#inteC 2oras.
150 050
G
!ompro#aço de concluso de curso de Qraduaço
apro#ado pelo =inist0rio da *ducaço na 'rea de
3gropecu'ria73gr%cola.
850 850
T&6a# %e P&(6&, %a Pr&"a
20
LEI N° 570, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2006.
Dispõe sobre a Defesa a!i"#ria $e%e"a& !o
Es"a'o 'e Rorai(a e '# o)"ras
pro*i'+!,ias.
O -O$ERN.DOR DO E/.DO DE ROR.IM.,
Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
0.12/3LO I
D. DI1OI45E 1RELIMIN.RE
.r". 1º Fica instituída no Estado de Roraima a Defesa Sanitria !egetal"
# $% & compet'ncia da Secretaria de Estado da Agricultura( Abastecimento e )ecuria * SEA)A(
plane+ar( e,ecutar( coordenar( articular com outros setores( avaliar e supervisionar as políticas de Defesa
Sanitria !egetal( através de programas gerais e especiais da fiscali-aç.o vegetal( de seus produtos e
subprodutos de origem vegetal( da comerciali-aç.o de produtos de uso vegetal e insumos agrícolas e outras
atividades que l/e forem conferidas no Estado de Roraima( visando 0 promoç.o e proteç.o da sa1de vegetal(
bem como( 0 proteç.o ambiental( ob+etivando a valori-aç.o da produç.o vegetal e da sa1de p1blica"
# 2% )ara os efeitos desta Lei( considera*se:
3 4 $E-E/.L 4 planta viva e suas partes( incluindo semente5
33 4 1ROD3/O $E-E/.L 4 material n.o manufaturado de origem vegetal 6incluindo
gr.os7( produtos manufaturados e seus resíduos que( por sua nature-a ou a de seu processamento( podem criar
um risco de dispers.o de pragas5
333 4 1R.-. 4 qualquer espécie( raça ou bi8tipo de vegetais( animais ou agentes
patog'nicos nocivos aos vegetais ou produtos vegetais5
3! 4 1R.-. 63.REN/EN7RI. .1 4 praga de import9ncia econ:mica potencial para o
Estado de Roraima e que n.o est presente nele em relaç.o 0s pragas ocorrentes no territ8rio brasileiro5
! 4 1R.-. 63.REN/EN7RI. .2 4 praga de import9ncia econ:mica potencial para o
Estado de Roraima que tem distribuiç.o limitada e é oficialmente controlada5
!3 4 0ON/ROLE O8I0I.L 4 toda medida fitossanitria efetivamente fiscali-ada e;ou
e,ecutada pela Secretaria de Estado da Agricultura * SEA)A5
!33 4 1R.-. DE 63.LID.DE O3 1R.-. N9O 63.REN/EN7RI.
RE-3L.MEN/.D. 4 praga de import9ncia econ:mica significativa e verificvel que afeta o uso proposto
dos vegetais ou produtos vegetais e encontra*se amplamente distribuído no Estado de Roraima5
!333 4 3O 1RO1O/O 4 destino final do vegetal( ou suas partes( que podem ser a
propagaç.o( o consumo ou a industriali-aç.o5
3< 4 0ON/ROLE 6de uma praga7* contenç.o( supervis.o ou erradicaç.o da populaç.o de
uma praga5
< 4 IN1E49O 4 e,ame visual oficial de vegetais( produtos vegetais e outros ob+etos de
normati-aç.o( para determinar se e,istem pragas presentes e;ou para determinar o cumprimento das
regulamentaç=es e regulaç=es fitossanitrias5
<3 4 :O1EDEIRO 4 qualquer espécie vegetal que pode ser infestada ou infectada por
uma praga específica5
<33 4 63.REN/EN. 4 confinamento oficial de vegetais ou produtos vegetais su+eitos 0
regulamentaç.o fitossanitria( para observaç.o e investigaç.o ou para futura inspeç.o( prova e;ou tratamento5
<333 4 7RE. LI$RE DE 1R.-. 4 rea na qual uma praga específica n.o ocorre como
demonstra a evid'ncia científica e na qual( quando corresponde( essa condiç.o é oficialmente mantida5
<3! 4 7RE. DE B.I;. 1RE$.L<N0I. 4 rea dentro da qual a presença de uma praga
est abai,o dos níveis de interesse econ:mico e est submetida 0 vigil9ncia efetiva e;ou medidas de controle5
<! 4 1RO1E049O 4 procedimentos met8dicos para determinar as características da
populaç.o de uma praga ou para determinar que espécie e,iste dentro de uma rea5
<!3 4 /R./.MEN/O 4 procedimento oficialmente autori-ado para e,terminar( remover ou tornar
inférteis as pragas5 e
<!33 4 MEDID. 8I/O.NI/7RI. 4 procedimento adotado oficialmente para
prevenç.o e controle de pragas de vegetais e produtos vegetais"
# >% )ara os efeitos desta Lei( a Defesa Sanitria !egetal comp=e*se de um con+unto de medidas
necessrias a prevenir e impedir a introduç.o( disseminaç.o e estabelecimento de pragas economicamente
importantes( bem como( a assegurar a produtividade agrícola e industrial no Estado de Roraima"
# ?% Entende*se por Defesa Sanitria !egetal o serviço de prevenç.o de pragas @uarentenrias A$(
de )ragas @uarentenrias A2 e de )ragas de @ualidade"
# A% A SEA)A estabelecer os procedimentos( as prticas( as proibiç=es( bem como( as fiscali-aç=es
necessrias 0 promoç.o e proteç.o da sa1de vegetal( através de medidas de controle e;ou erradicaç.o de
pragas( estando prevista a eliminaç.o ou n.o de vegetais"
# B% A SEA)A poder firmar conv'nios( com instituiç=es p1blicas ou privadas( que possibilitem
atuali-aç.o e capacitaç.o de seu quadro técnico*administrativo( a reali-aç.o de eventos culturais( a
participaç.o em pro+etos de pesquisas( o aperfeiçoamento tecnol8gico e a arrecadaç.o de fundos para a
reali-aç.o de quaisquer atividades de Defesa Sanitria !egetal"
.r". 2º A Defesa Sanitria !egetal no Estado ser desenvolvida através de programas específicos
elaborados para cada tipo ou grupo de pragas dos vegetais( em conson9ncia com as diretri-es e normas legais
instituídas pelo Cinistério da Agricultura( )ecuria e Abastecimento 4 C"A")"A"( e de acordo com os
interesses do Estado"
1ar#%rafo =!i,o. Entende*se por praga qualquer espécie( raça ou bi8tipo de vegetais( animais ou
agentes patog'nicos nocivos para os vegetais ou produtos vegetais"
0.12/3LO II
D. 8I0.LIZ.49O E D. 1ROIBI45E
.r". >º S.o de notificaç.o compuls8ria pelas autoridades fitossanitrias os casos suspeitos ou
confirmados de:
3 * pragas que impliquem a necessidade de quarentena ou destruiç.o do vegetal5 e
33 * pragas e,istentes no Estado e listadas conforme prev' o inciso 333 do artigo A% desta Lei"
1ar#%rafo =!i,o. & dever de todo cidad.o denunciar 0s autoridades fitossanitrias locais a
ocorr'ncia comprovada ou presumível de pragas nos termos deste artigo"
.r". ?º A promoç.o da política agrícola relativa ao combate das pragas que comprometem a
sanidade da populaç.o vegetal dar*se* mediante a adoç.o de aç=es e de medidas de carter técnico e
administrativo( com os seguintes ob+etivos:
3 4 preservar e assegurar a qualidade e sanidade dos vegetais5
33 4 manter serviço de vigil9ncia fitossanitria visando 0 prevenç.o( ao controle e 0
erradicaç.o de pragas dos vegetais( integrando*o no Sistema Dnificado de Atenç.o 0 Sanidade Agropecuria
de que trata o artigo 2E da Lei Federal n% F"G$2( de 2H de Iovembro de $FFE5
333 4 desenvolver sistema efica- de vigil9ncia fitossanitria5
3! 4 estimular a participaç.o da comunidade nas aç=es de Defesa Sanitria !egetal5 e
! 4 compatibili-ar as provid'ncias a serem adotadas com as normas e princípios de proteç.o
do Ceio Ambiente e da conservaç.o dos recursos naturais( bem como( de preservaç.o da sa1de /umana"
# $% J )oder E,ecutivo( para o atendimento dos ob+etivos desta Lei( definir( em regulamento
específico( a populaç.o vegetal considerada de peculiar interesse do Estado e as medidas e aç=es tendentes 0
sua proteç.o( devendo:
3 4 combater( controlar e erradicar as pragas( podendo inclusive destruir vegetais( parcial ou
totalmente5
33 4 adotar as provid'ncias necessrias para impedir a introduç.o e;ou disseminaç.o de
pragas no Estado5
333 4 garantir a sanidade dos vegetais destinados ao consumo( produç.o( arma-enamento(
preparo( manipulaç.o( industriali-aç.o( comércio e tr9nsito5
3! 4 controlar o tr9nsito de vegetais no 9mbito do Estado5 e
! 4 assegurar a idoneidade e qualidade dos produtos destinados aos consumidores( no
tocante 0 fiscali-aç.o de produtos e matérias*primas de origem vegetal( seus subprodutos( resíduos e
derivados de valor econ:mico"
# 2% As atividades a serem desenvolvidas ser.o organi-adas de modo a garantir o cumprimento da
legislaç.o referente 0 Defesa Sanitria !egetal( sendo e,ecutadas( quando for o caso( em con+unto com a
Dni.o e os Cunicípios"
.r". 5º K SEA)A compete:
3 4 coordenar( e,ecutar e fiscali-ar as aç=es de prevenç.o e controle de pragas e manutenç.o
da sa1de dos vegetais de import9ncia econ:mica para o Estado5
33 4 estabelecer os procedimentos( as prticas( as proibiç=es e as imposiç=es( nos termos da
lei( necessrios 0 Defesa Sanitria !egetal5
333 4 periodicamente( atuali-ar e publicar a lista das pragas de import9ncia econ:mica para o
Estado de Roraima( dentre essas( as quarentenrias e as n.o quarentenrias regulamentveis( informando seus
respectivos /ospedeiros e plantas potenciais que ven/am a atacar5
3! 4 implantar programas estaduais e;ou regionais para o controle das pragas5
! 4 promover( através do Serviço de E,tens.o Rural( cursos( campan/as e aç=es de
educaç.o sanitria vegetal aos produtores rurais e a todas as pessoas envolvidas em atividades industriais e
agroindustriais5
!3 4 cadastrar e fiscali-ar os estabelecimentos que produ-em e comerciali-am vegetais e
seus produtos( especialmente mudas e sementes5
!33 4 caracteri-ar e divulgar ao p1blico interessado( no Estado de Roraima( os espaços
fisiogrficos que n.o alo+em ou que alo+em( nas condiç=es de aus'ncia ou raridade( as LMreas Livres de
)ragasN e as LMreas de Oai,a )reval'ncia de )ragasN5
!333 4 interditar o tr9nsito e;ou reas p1blicas ou privadas( quando a medida +ustificar a
prevenç.o ou erradicaç.o de pragas de import9ncia econ:mica5
3< 4 fiscali-ar o tr9nsito de vegetais em todo o territ8rio roraimense5
< 4 interditar( apreender e determinar a desinfestaç.o e desinfecç.o de veículos usados no
transporte de vegetais contaminados com pragas quarentenrias e n.o quarentenrias regulamentadas5
<3 4 eliminar vegetais e seus produtos( quando contaminadas por pragas quarentenrias e
n.o quarentenrias regulamentadas5 e
<33 4 e,ercer as demais atribuiç=es desta Lei e as que vir.o a ser estabelecidas em seu
regulamento"
0.12/3LO III
D. MEDID. DE DE8E. .NI/7RI. $E-E/.L
.r". 6º Js atos de fiscali-aç.o( a inspeç.o e a e,ecuç.o das medidas e aç=es necessrias 0 Defesa
Sanitria !egetal ser.o aplicadas sobre pessoas físicas ou +urídicas( de direito p1blico ou privado( que
deten/am em seu poder vegetais ou produtos vegetais( a qualquer título( assim como( produ-am(
acondicionem( arma-enem( embalem( transportem( comerciali-em ou manipulem produtos e subprodutos de
origem vegetal destinados ao consumo /umano"
# $% J e,ercício da inspeç.o e da fiscali-aç.o que define este artigo compete a Engen/eiros
Agr:nomos e Florestais da SEA)A( nas suas respectivas reas de compet'ncia e devidamente credenciados"
# 2% Ponsidera*se Engen/eiro Agr:nomo ou Florestal Jficial( para efeito desta Lei( o profissional
integrante dos quadros da SEA)A encarregado da Defesa Sanitria !egetal"
.r". 7º A SEA)A( através de seus servidores encarregados da Defesa Sanitria !egetal( poder
requisitar força policial para o e,ercício pleno de suas funç=es( sempre que +ulgar necessrio"
.r". @º A SEA)A poder( em situaç=es emergenciais( sob sua coordenaç.o e fiscali-aç.o( e em
conson9ncia com o Cinistério da Agricultura( )ecuria e Abastecimento 4 C"A")"A"( credenciar pessoas
físicas ou +urídicas para o desempen/o das atividades previstas nesta Lei"
1ar#%rafo =!i,o. As atividades delegveis constante no Papítulo deste artigo referem*se 0s
atividades n.o privativas do Estado"
.r". Aº )ara prevenç.o e controle de pragas previstas nesta Lei( a SEA)A e,igir( na forma do
regulamento( os seguintes documentos:
3 4 Atestado de Sanidade ou de e,purgo e;ou Pertificado Fitossanitrio de Jrigem5
33 4 Quia de )ermiss.o de Rr9nsito de !egetais( emitido no Estado de origem por
profissionais credenciados5
333 4 apresentaç.o de anlise ou e,ame laboratorial( em instituiç=es credenciadas e
reali-aç.o de procedimentos de controle( inclusive adoç.o de quarentena( quando se constatar a necessidade
dessas medidas5 e(
3! 4 identificaç.o do produto por origem e lote"
1ar#%rafo =!i,o. A emiss.o dos Pertificados Fitossanitrios de Jrigem e das Quias de )ermiss.o de
Rr9nsito de !egetais previstos neste artigo( ser definida em regulamento específico( por iniciativa de
Engen/eiros Agr:nomos e Florestais dentro das suas reas de compet'ncias e credenciados +unto 0 SEA)A(
preenc/idos os requisitos estabelecidos em regulamento( em conson9ncia com a Legislaç.o Federal
pertinente"
.r". 10. As medidas gerais destinadas 0 Defesa Sanitria !egetal do Estado compreender.o:
3 4 cadastro de propriedades agrícolas no 9mbito do Estado5
33 4 cadastro de estabelecimentos produtores de sementes e mudas de peculiar interesse do
Estado5
333 4 cadastro de empresas que industriali-am( beneficiam( embalam ou comerciali-am
vegetais de peculiar interesse do Estado5
3! 4 cadastro de laborat8rios de identificaç.o e diagn8stico de pragas e,istentes no Estado5
! 4 cadastro de Engen/eiros Agr:nomos e de Engen/eiros Florestais com atuaç.o na rea
de sanidade vegetal do Estado5
!3 4 inventrio da populaç.o vegetal de peculiar interesse do Estado5
!33 4 inventrio das pragas identificadas ou diagnosticadas no 9mbito do Estado5
!333 4 controle do tr9nsito estadual de vegetais( para verificaç.o do cumprimento das
e,ig'ncias fitossanitrias5
3< 4 organi-aç.o e e,ecuç.o de campan/as de controle de pragas5
< 4 coordenaç.o e participaç.o em pro+etos de erradicaç.o de pragas5
<3 4 fiscali-aç.o sanitria vegetal de peculiar interesse do Estado5
<33 4 treinamento técnico do pessoal envolvido na fiscali-aç.o e inspeç.o5
<333 4 estabelecimento de normas técnicas para fins de Defesa Sanitria !egetal a serem
observadas pelos proprietrios de empresas referidas nos incisos 3( 33 e 333 deste artigo( bem como( de
condiç=es para a produç.o e o uso de vegetais modificados geneticamente5
<3! 4 instalaç.o de postos de emerg'ncia( articulados com 8rg.os municipais5
<! 4 eventos agropecurios5
<!3 4 interdiç.o de reas e propriedades5
<!33 4 organi-aç.o de sistema estadual de comunicaç.o e divulgaç.o de informaç=es
fitossanitrias5
<!333 4 desenvolvimento de medidas e aç=es( +unto a produtores rurais( para a prevenç.o e
o controle de pragas5
<3< 4 controle de vendas de produtos agrícolas e identificaç.o de lote ou de produto5
<< 4 suspens.o de comerciali-aç.o5
<<3 4 desinfestaç.o e desinfecç.o de veículos( mquinas e equipamentos5
<<33 4 tratamento de vegetais e produtos vegetais5
<<333 4 uso de variedade cultural recomendada oficialmente5 e
<<3! 4 outras prticas instituídas por programas de controle de pragas"
# $% Rodos os estabelecimentos referidos nos incisos 3( 33 e 333 deste artigo est.o su+eitos a cadastro
na SEA)A( observados os requisitos a serem fi,ados em regulamento( ficando criado o Padastro Estadual de
)ropriedades )rodutoras de !egetais e )rodutos !egetais e Estabelecimentos de Pomércio de !egetais
destinados 0 )ropagaç.o"
# 2% Js proprietrios( arrendatrios ou ocupantes( a qualquer título( das propriedades e
estabelecimentos referidos no inciso anterior ficam obrigados a requerer o cadastramento +unto ao Srg.o
E,ecutor"
# >% )oder ser estabelecida( nos regulamentos de que trata o artigo $%( a e,ig'ncia do certificado
fitossanitrio para as propriedades agrícolas mencionadas no inciso 3 deste artigo"
# ?% A produç.o de sementes e mudas pelos estabelecimentos referidos no inciso 33 deste artigo est
su+eita 0 obtenç.o de certificado fitossanitrio( na forma prevista nos regulamentos de que trata o artigo $%
desta Lei"
# A% )oder ser estabelecida( também( a e,ig'ncia de certificado de sanidade para os
estabelecimentos de que trata o inciso 333 deste artigo( na forma prevista nos regulamentos de que trata o
artigo $% desta Lei"
.r". 11. A manipulaç.o de agentes de doenças transmissíveis previstas nesta Lei e os seus
instrumentos legais complementares( para fins de e,perimentaç.o ou de qualquer outra nature-a( poder ser
autori-ada pela SEA)A para instituiç=es que comprovarem as necessrias condiç=es de biossegurança de suas
instalaç=es"
.r". 12. A SEA)A poder negar ou cancelar registro das pessoas físicas ou +urídicas que
descumprirem esta Lei"
.r". 1>. Js proprietrios e detentores( a qualquer título( de vegetais( produtos vegetais e
industriali-ados( ficam obrigados a adotar as medidas de sanidade estabelecidas pelos programas de controle
de pragas"
# $% Pabe aos proprietrios ou responsveis pelos organismos( produtos e materiais quaisquer
despesas ou :nus advindos da interdiç.o( suspens.o da comerciali-aç.o( desinfestaç.o e desinfecç.o( bem
como( a destruiç.o( n.o assistindo o direito de qualquer indeni-aç.o"
# 2% Sempre que as pessoas referidas neste artigo dei,arem de e,ecutar as medidas de controle( o
Estado reali-ar os procedimentos ou tratos culturais( mediante ressarcimento pleno das despesas deles
decorrentes"
.r". 1?. Em caso de suspeita ou verificada a presença de pragas durante a inspeç.o de organismos(
produtos e materiais( ser.o estes interditados( permanecendo sob acompan/amento e instruç=es( bem como(
depositados em lugar indicado pelo agente fiscali-ador"
# $% A interdiç.o ser determinada em Auto de 3nterdiç.o( lavrado em > 6tr's7 vias( contendo a
identificaç.o completa do proprietrio ou responsvel pelo organismo( produto ou material interditado( sua
quantidade ou volume( espécie e variedade( o motivo e respectivo enquadramento legal( pra-o e medidas de
regulari-aç.o"
# 2% Pomprovada a n.o*infecç.o ou n.o*infestaç.o e efetivadas as medidas sanitrias recomendadas(
proceder*se* 0 desinterdiç.o dos organismos( produtos e materiais( lavrando*se o Auto de Desinterdiç.o"
# >% A interdiç.o e conseqTentes medidas de vigil9ncia e Defesa Sanitria !egetal aplicam*se aos
organismos( produtos e materiais( quando constatados em pomares( quintais( +ardins e quaisquer outros
estabelecimentos situados em rea urbana ou rural"
.r". 15. A suspens.o da comerciali-aç.o ser determinada pela SEA)A( nos seguintes casos:
3 4 quando vegetais e parte de vegetais estiverem desacompan/ados da documentaç.o
e,igida5
33 4 quando a documentaç.o estiver incompleta ou em desacordo com o modelo aprovado
pela Secretaria5
333 4 quando as mudas e,postas 0 comerciali-aç.o estiverem desprovidas de identificaç.o ou
com a identificaç.o irregular 5 e
3! 4 quando( por qualquer outro motivo( /ouver risco de contaminaç.o ou disseminaç.o de
pragas que n.o permita imediato reparo"
.r". 16. As aç=es de vigil9ncia e Defesa Sanitria dos vegetais ser.o organi-adas e coordenadas pelo
)oder )1blico e articuladas( na forma da Lei Federal n% F"G$2( de 2H de novembro de $FFE( no que for
atinente 0 sa1de p1blica( com o Sistema Unico de Sa1de( delas participando:
3 4 os serviços e instituiç=es oficiais5
33 4 os produtores e trabal/adores rurais( suas associaç=es e técnicos que l/es prestam
assist'ncia5
333 4 os 8rg.os de fiscali-aç.o das categorias profissionais diretamente vinculadas 0
sanidade vegetal5 e
3! 4 as entidades gestoras de fundos organi-ados pelo setor privado para complementar as
aç=es p1blicas no campo da Defesa Sanitria !egetal"
.r". 17. As medidas da Defesa Sanitria !egetal cu+a adoç.o for determinada pelo Estado dever.o
ser e,ecutadas pelas pessoas físicas ou +urídicas responsveis( no pra-o fi,ado pelo )oder )1blico"
1ar#%rafo =!i,o. Em caso de omiss.o( o )oder )1blico e,ecutar ou mandar e,ecutar as medidas
necessrias( devendo os interessados ressarcir o Estado das despesas decorrentes da reali-aç.o dos
procedimentos compuls8rios indicados"
.r". 1@. )ara a verificaç.o de e,ist'ncia de praga dos vegetais( e,ecuç.o e aplicaç.o das medidas
constantes desta Lei e seu regulamento( os fiscais da SEA)A( no e,ercício de sua profiss.o( mediante
identificaç.o funcional( ter.o poder de polícia administrativa e livre acesso aos estabelecimentos p1blicos ou
privados( urbanos ou rurais( que conten/am vegetais e produtos vegetais"
.r". 1A. )ara desempen/o das atribuiç=es previstas nesta Lei( a SEA)A contar com a colaboraç.o
dos 8rg.os e entidades p1blicas estaduais( especialmente as Secretarias da Fa-enda( da Segurança )1blica e
da Sa1de"
# $% )ara emiss.o de documentos fiscais de vegetais e produtos vegetais( a Secretaria da Fa-enda
e,igir comprovantes fitossanitrios emitidos pela SEA)A( dentro do pra-o de validade"
# 2% As autoridades da rea de Sa1de )1blica dever.o comunicar 0 SEA)A( as irregularidades
constatadas na fiscali-aç.o de alimentos que indiquem a ocorr'ncia de problemas de sanidade vegetal ou de
mau uso de agrot8,ico"
# >% Sempre que /ouver dificuldade ou algum tipo de impedimento para a e,ecuç.o das aç=es(
medidas( normas e serviços de que trata esta Lei( a autoridade fitossanitria poder requisitar o au,ílio da
autoridade policial"
.r". 20. J tr9nsito estadual e interestadual de vegetais e produtos vegetais( /ospedeiros de pragas
quarentenrias A2 e n.o quarentenrias regulamentadas( com destino a reas livres de pragas( somente ser
permitido conforme o que disp=e o artigo F% desta lei"
1ar#%rafo =!i,o. Ponstatada a presença de pragas em vegetal ou produto vegetal em tr9nsito( ainda
que o seu transporte este+a acobertado de documento fitossanitrio( a Defesa Sanitria !egetal poder adotar
medidas previstas em regulamento( para se evitar a disseminaç.o da praga"
0.12/3LO I$
DO 0ONEL:O
.r". 21. Fica criado o Ponsel/o Estadual de Sanidade !egetal 4 P"E"S"!"( com carter deliberativo e
funç.o normativa( composto dos seguintes membros:
3 4 um representante indicado pela SEA)A5
33 4 um representante indicado pela Superintend'ncia Federal da Agricultura 4 SFA;RR5
333 4 um representante indicado pela Dniversidade Federal de Roraima 4 DFRR5
3! 4 um representante da Empresa Orasileira de )esquisa Agropecuria 4 ECORA)A5
! 4 um representante indicado pelo Ponsel/o Regional de Engen/aria * PREA;RR5
!3 4 um representante indicado pela Federaç.o de Agricultura do Estado de Roraima *
FAERR5 e
!33 4 representantes indicados pelas entidades de classe que representam os produtores
rurais locais"
.r". 22. Pompete ao P"E"S"!":
3 4 deliberar sobre política de Defesa Sanitria !egetal no Estado de Roraima5
33 4 +ulgar( em nível de segundo grau( os recursos interpostos pelos infratores contra a
imposiç.o de multas aplicadas pelo Departamento de )roduç.o Agropecuria 4 DE)AQ( da SEA)A( ap8s
indeferimento de recurso dirigido a esse 8rg.o5
333 4 promover( em nível consultivo( o entrosamento operacional e o aperfeiçoamento das
relaç=es do Qoverno do Estado com a sociedade civil( através das entidades e 8rg.os representativos dos
segmentos organi-ados( onde recaírem as aç=es da SEA)A5 e
3! 4 estimular a criaç.o e manutenç.o dos Ponsel/os Cunicipais de Sanidade !egetal
P"J"C"D"S"!"( com atribuiç.o de promover( plane+ar( e,ecutar( facilitar e au,iliar na e,ecuç.o das aç=es de
Defesa Sanitria !egetal nas comunidades rurais e urbanas( capacitando suas lideranças para atuarem como
multiplicadores das aç=es de sanidade vegetal( apoiando e subsidiando o P"E"S"!"
.r". 2>. Js Cembros do P"E"S"!" n.o ser.o remunerados( sob qualquer título( sendo suas funç=es
consideradas serviços relevantes prestados ao Estado"
.r". 2?. Sob a coordenaç.o da SEA)A( nos municípios( através dos )oderes E,ecutivo( Legislativo e
Vudicirio( e as entidades de classe que representam os produtores rurais locais( ser.o criados os Ponsel/os
Cunicipais de Sanidade !egetal 4 P"J"C"D"S"!"( com funç.o de apoio e subsídio ao P"E"S"!"
.r". 25. J P"E"S"!"( com composiç.o e compet'ncia definidas nos artigos 2H e 2$ desta Lei(
respectivamente( ser nomeado por ato do Qovernador do Estado( para mandato de H2 6dois7 anos( 0 vista da
indicaç.o de suas respectivas entidades( permitida uma reconduç.o"
# $% J Secretrio de Agricultura( na qualidade de presidente do P"E"S"!"( indicar o Secretrio*
E,ecutivo( dentre os servidores da autarquia"
# 2% J presidente do P"E"S"!"( em seus impedimentos e aus'ncias eventuais( ser substituído pelo
Poordenador de Defesa Sanitria !egetal da SEA)A"
0.12/3LO $
D. IN8R.45E E 1EN.LID.DE
.r". 26. Ficam os servidores do quadro da SEA)A( nos termos da presente Lei( credenciados a lavrar
o Rermo de 3nfraç.o e Culta( quando da constataç.o de qualquer aç.o ou omiss.o que importe na
inobserv9ncia dos seus preceitos( bem como( dos regulamentos e demais medidas diretivas dela decorrentes
ao n.o*cumprimento do estabelecido nesta Lei e demais normas pertinentes"
.r". 27. Sem pre+uí-o das demais cominaç=es estabelecidas em norma federal( aos infratores desta
Lei aplicam*se( isoladas ou cumulativamente( as seguintes sanç=es administrativas:
3 4 advert'ncia5
33 4 multa de até A"HHH(HH DF3RWs( aplicvel em dobro( em caso de reincid'ncia5
333 4 apreens.o de vegetais que n.o se prestarem a sua finalidade ou nos quais /a+a sido
constatada irregularidade( ou( ainda( para fins de verificaç.o de suas condiç=es sanitrias5
3! 4 destruiç.o do vegetal apreendido( no caso de ser condenado ou de n.o ser sanada a
irregularidade verificada( podendo( a critério da autoridade( ser doado 0 entidade oficial ou filantr8pica5
! 4 suspens.o de atividade que cause risco 0 populaç.o vegetal ou embaraço 0 aç.o
fiscali-adora( quando ocorrer5
!3 4 suspens.o da comerciali-aç.o5
!33 4 interdiç.o total ou parcial da propriedade agrícola ou do estabelecimento( por falta de
cumprimento das determinaç=es da fiscali-aç.o5 e
!333 4 cancelamento de registro de pessoas físicas ou +urídicas"
# $% )ara o clculo das multas( dever ser considerado o valor de DF3RWs ou unidade de valor
equivalente vigente no dia em que se lavrar o auto de infraç.o"
# 2% Ia aplicaç.o das multas( ser considerada como circunst9ncia atenuante a comunicaç.o do fato
pelo infrator 0 autoridade competente"
# >% As multas previstas neste artigo ser.o agravadas( até a metade de seu valor( nos casos de
artifício( ardil( simulaç.o( desacato( embaraço ou resist'ncia 0 aç.o fiscal"
# ?% Em caso de reincid'ncia( o valor das multas ser aplicado em dobro"
# A% Se o vegetal apreendido puder servir 0 finalidade diferente da originariamente prevista( ser
devolvido ao infrator( para o uso condicionado pela fiscali-aç.o( salvo se e,istente risco fitossanitrio"
# B% Io caso de abandono do vegetal apreendido( a SEA)A( poder do*lo a entidades p1blicas ou
filantr8picas( salvo se e,istir risco fitossanitrio"
# G% A suspens.o de que trata o inciso ! deste artigo cessar quando sanado o risco ou findo o
embaraço oposto 0 aç.o da fiscali-aç.o"
# E% A interdiç.o que trata o inciso !33 deste artigo ser levantada ap8s o atendimento das e,ig'ncias
que motivaram a sanç.o"
# F% J n.o*cumprimento das e,ig'ncias que motivaram a interdiç.o acarretar o cancelamento do
cadastro"
# $H" A ine,ist'ncia ou cancelamento do cadastro implica e,ercício ilegal da atividade( su+eitando*se
o transgressor 0s sanç=es de ordem administrativa previstas nesta Lei( sem pre+uí-o das sanç=es penais
cabíveis"
# $$" A aplicaç.o da pena de multa n.o e,clui a incid'ncia das demais sanç=es previstas neste artigo"
# $2" J rito processual administrativo ser estabelecido na forma de regulamento desta Lei"
.r". 2@. Sem pre+uí-o das penalidades previstas nesta Lei( os infratores estar.o su+eitos 0
participaç.o em programas de educaç.o sanitria estabelecidos por ato normativo do Secretrio E,ecutivo de
Agricultura( ap8s deliberaç.o do P"E"S"!"
0.12/3LO $I
DO 1RO0EO .DMINI/R./I$O
.r". 2A. A infraç.o 0s disposiç=es desta Lei e sua Regulamentaç.o ser ob+eto de formali-aç.o de
processo administrativo( que tem como fundamento o Rermo de 3nfraç.o e Culta( constante de uma 1nica
peça( lavrada por servidor da SEA)A vinculado aos programas de Defesa Sanitria Animal"
.r". >0. Ponsidera*se a infraç.o a esta Lei a inobserv9ncia a ela e sua regulamentaç.o( bem como( as
normas técnicas especiais e a quaisquer dispositivos que( por qualquer forma( se destinem 0 proteç.o da sa1de
animal( da sa1de p1blica e do meio ambiente"
1ar#%rafo =!i,o. Responde pela infraç.o referida neste artigo quem( por aç.o ou omiss.o( l/e der
causa( concorra para sua prtica ou dela se beneficie"
0.12/3LO $II
DO RE03RO .DMINI/R./I$O
.r". >1. J autuado ter o pra-o de $H 6de-7 dias para apresentar defesa( dirigida ao Departamento de
Defesa Agropecuria 4 DEDAQ"
# l% Do indeferimento do DEDAQ( caber( em 1ltima inst9ncia( recurso para o P"E"S"!"( no pra-o de
>H 6trinta7 dias( contados da intimaç.o"
# 2% Decorridos >H 6trinta7 dias do +ulgamento final do contencioso administrativo( sem cumprimento
da penalidade imposta( os autos ser.o encamin/ados para inscriç.o em Dívida Ativa do Estado"
# >% J infrator( ou quem o represente( ter $A 6quin-e7 dias para o cumprimento da decis.o( contados
do recebimento da notificaç.o que l/e noticiar o indeferimento do recurso"
# ?% @uando for declarada interdiç.o da propriedade ou do estabelecimento( os recursos porventura
interpostos ser.o recebidos sem o efeito suspensivo"
0.12/3LO $III
D. RE0EI/. E 3. .1LI0.49O
.r". >2. Js recursos pertencentes aos fundos de emerg'ncia sanitria ficar.o em contas específicas
das entidades privadas( representadas pelo setor agrícola no P"E"S"!"( devendo ser regulamentados e
movimentados de acordo com o6s7 respectivo6s7 programa6s7 de prevenç.o ou erradicaç.o"
.r". >>. Fica instituída a cobrança de ta,as e emolumentos pelos serviços relacionados 0 Defesa
Sanitria !egetal prestados pela SEA)A( consoante o disposto no Regulamento desta Lei"
1ar#%rafo =!i,o. Js recursos provenientes das cobranças de multas( ta,as e emolumentos
decorrentes da aplicaç.o desta Lei ser.o recol/idos diretamente em c8digo específico da SEFAX e destinados
especificamente ao custeio e investimentos( ao6s7 programa6s7 de Defesa Sanitria !egetal"
.r". >?. Js valores arrecadados por meio de conv'nios com entidades p1blicas ser.o recol/idos
através de c8digo específico da SEFAX( devendo ser utili-ados de acordo com o que foi a+ustado entre as
partes conveniadas"
.r". >5. A SEA)A poder( desde que autori-ada pelo Qovernador do Estado( firmar conv'nios com
entidades privadas( estipulando nos mesmos a fi,aç.o dos ob+etivos( finalidades( forma de arrecadaç.o e
gerenciamento das receitas( inclusive a responsabilidade pela movimentaç.o dos respectivos numerrios( que
dever ser atribuída 0s pr8prias entidades conveniadas"
0.12/3LO I;
D. DI1OI45E 8IN.I E /R.NI/BRI.
.r". >6. J )oder E,ecutivo regulamentar a presente Lei no pra-o de FH 6noventa7 dias( contados de
sua publicaç.o"
1ar#%rafo =!i,o. A regulamentaç.o de que trata este artigo poder( a qualquer tempo( ser alterada
no todo ou em parte( sempre que a evoluç.o das normas técnicas de combate 0s pragas de vegetais assim o
recomendar"
.r". >7. @uando da instituiç.o do 8rg.o de Defesa Agropecuria( as atribuiç=es inerentes 0 defesa
fitossanitria anteriormente destinada 0 SEA)A ser.o estabelecidas conforme o disposto na Lei de Priaç.o do
referido 8rg.o"
.r". >@. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicaç.o"
.r". >A. Revogam*se as disposiç=es em contrrio"
)alcio Senador Yélio Pampos( $% de de-embro de 2HHB"
O//OM.R DE O3. 1IN/O
Qovernador do Estado de Roraima
LEI Nº 460 DE 29 DE JULHO DE 2004
Dispõe sobre a Defesa Sanitária Ania! no Esta"o "e
#oraia e "á o$tras pro%i"&n'ias
O (O)E#NADO# DO ES*ADO DE #O#AI+A,
Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
-A./*ULO I
DAS DIS.OSI01ES .#ELI+INA#ES
Art2 3º Fica instituída no Estado de Roraima a Defesa Sanitria Animal!
" #$ % compet&ncia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ' SEAA() plane*ar) e+ecutar)
coordenar) articular com outros setores) avaliar e supervisionar as políticas de Defesa Sanitria Animal através
de programas gerais e especiais) fiscali,aç-o de animais) seus produtos e subprodutos de origem animal) da
comerciali,aç-o de produtos de uso veterinrio e insumos pecurios e outras atividades que l.e forem conferidas
no Estado de Roraima) visando / promoç-o e proteç-o da sa0de animal) bem como a proteç-o ambiental)
ob*etivando a valori,aç-o da produç-o animal e da sa0de p0blica1
" 2$ 3ara os efeitos desta Lei) entende'se por Defesa Sanitria Animal o con*unto de aç4es bsicas de
proteç-o dos reban.os contra introduç-o de doenças * erradicadas ou e+5ticas) impedindo a propagaç-o) no
Estado de Roraima) através de medidas técnicas de controle e6ou erradicaç-o1
" 7$ A Secretaria de Agricultura e Abastecimento estabelecer os procedimentos) as prticas) as
proibiç4es) bem como) as fiscali,aç4es necessrias / promoç-o e proteç-o da sa0de animal) através de medidas
de controle e6ou erradicaç-o de doenças) estando prevista a eliminaç-o ou n-o de animais1
" 8$ A Secretaria de Agricultura e Abastecimento poder firmar conv&nios com instituiç4es p0blicas
ou privadas) que possibilitem atuali,aç-o e capacitaç-o de seu quadro técnico'administrativo) a reali,aç-o de
eventos culturais) a participaç-o em pro*etos de pesquisas) o aperfeiçoamento tecnol5gico e a arrecadaç-o de
fundos para a reali,aç-o de quaisquer atividades de Defesa Sanitria Animal!
Art2 24 A Defesa Sanitria Animal no Estado ser desenvolvida através de programas específicos
elaborados para cada tipo ou grupo de doenças dos animais) em conson9ncia com as diretri,es e normas legais
instituídas pelo :inistério da Agricultura) 3ecuria e Abastecimento ' :!A!3!A!) e de acordo com os interesses
do Estado!
.ará5rafo 6ni'o2 Entende'se por doença dos animais todas as enfermidades transmissíveis e n-o
transmissíveis e as infestaç4es e infecç4es parasitrias) que pre*udiquem a produç-o e produtividade da pecuria
ou coloquem em risco a sa0de p0blica ou o meio ambiente!
-A./*ULO II
DA 7IS-ALI8A09O E DAS .#O7ISS1ES
Art2 :4 ;ompete / Secretaria de Agricultura e Abastecimento ' SEAA() apoiada em anlise da
situaç-o epidemiol5gica) apresentada pelo Departamento de Defesa Agropecuria DEDA<) estabelecer em
9mbito Estadual ou Regional) programas e normas específicas de prevenç-o) controle e6ou erradicaç-o de
doenças nos animais) que ameacem a economia do Estado) a sa0de animal e a sa0de p0blica) bem como) a
normati,aç-o) elaboraç-o) e+ecuç-o e fiscali,aç-o) observando'se as normas Federal e Estadual) sobre as
atividades relativas aos trabal.os de Defesa Sanitria Animal!
Art2 44 3ara o desempen.o das atribuiç4es conferi das na presente Lei) a Secretaria de Agricultura e
Abastecimento poder:
" #$ 3romover o controle e6ou erradicaç-o de doenças prevalentes) que ser-o efetuadas de forma
progressiva e orientadas de acordo com a situaç-o epidemiol5gica) com as prioridades para doenças
transmissíveis de maior significado econ=mico e sanitrio1
" 2$ 3oder criar outros programas de controle e erradicaç-o de doenças ou estabelecer medidas
gerais de vigil9ncia epidemiol5gica pautados em normas de sa0de animal e proteç-o do meio ambiente1
" 7$ >uando da ocorr&ncia de ,oonoses em animais de produç-o e que se*am de interesse da sa0de
p0blica) a Secretaria de Agricultura e Abastecimento colaborar) notificando'as imediatamente / Secretaria de
Sa0de) devendo) para esse caso) ambas as Secretarias estabelecer) em cooperaç-o) normas apropriadas1
" 8$ >uando da ocorr&ncia de doenças e+5ticas que ten.am sido introdu,i das no Estado de Roraima)
dever-o ser imediatamente institui das) as seguintes aç4es:
? ' interdiç-o de estabelecimentos p0blicos ou privados1
?? ' proibiç-o da movimentaç-o de animais) seus produtos e subprodutos1
???' proibiç-o da concentraç-o de animais) na ,ona de emerg&ncia) entendendo esta como
sendo as ,onas focais) perifocais e tamp-o1
?@ ' sacrifício ou abate sanitrio1
@ ' desinfecç-o de instalaç4es) veículos e equipamentos1 e
@? ' adoç-o de medidas necessrias ao controle ,oossanitrio para retomar / situaç-o sanitria
anterior!
" A$ 3ara efeito desta Lei) ser-o consideradas as seguintes medidas de Defesa Sanitria Animal:
? ' medidas gerais de proteç-o da sa0de1
?? ' medidas específicas de proteç-o da sa0de1
??? ' medidas de vigil9ncia epidemiol5gica para o diagn5stico precoce de doenças1 e
?@ ' medidas especiais de proteç-o / sa0de!
Art2 ;4 B proprietrio dos animais atingidos dever provar ter cumprido com todas as medidas de
Defesa Sanitria Animal pré'estabelecidas e instituídas dentro do Estado) consoante o disposto do Regulamento
desta Lei1
Art2 64 % obrigat5ria a aplicaç-o das medidas de Defesa Sanitria Animal previstas nesta Lei) /s
doenças passíveis de isolamento ou quarentena) nos termos do ;5digo Coossanitrio ?nternacional do Bffice
?nternational de Epi,,oties ' B ? E!
.ará5rafo 6ni'o2 A regulamentaç-o desta Lei inserir a lista provis5ria de doenças de notificaç-o
obrigat5ria no Estado de Roraima) a qual dever ser atuali,ada pela SEAA() sempre que as condiç4es sanitrias
assim o indicarem!
-A./*ULO III
DAS +EDIDAS (E#AIS E ES.E-/7I-AS DE DE7ESA SANI*<#IA ANI+AL
Art2 =4 ;onsidera'se :édico @eterinrio Bficial) para efeito desta Lei) o profissional integrante dos
quadros da SEAA() mediante concurso p0blico) encarregado da Defesa Sanitria Animal!
Art2 >4 A Secretaria de Agricultura e Abastecimento) através de seus servidores encarregados da
Defesa Sanitria Animal) poder requisitar força policial para o e+ercício pleno de suas funç4es) sempre que
*ulgar necessrio!
Art2 9º A Secretaria de Agricultura e Abastecimento poder) em situaç4es emergenciais) sob sua
coordenaç-o e fiscali,aç-o) e em conson9ncia com o :inistério da Agricultura) 3ecuria e Abastecimento '
:!A!3!A!) credenciar pessoas físicas ou *urídicas para o desempen.o das atividades previstas nesta Lei!
Art2 302 3ara efeito desta Lei) s-o consideradas as seguintes medidas gerais de Defesa Sanitria
Animal:
? ' educaç-o sanitria1
?? ' recenseamento) identificaç-o e avaliaç-o dos animais1
??? ' instalaç4es adequadas para alo*amento dos animais1
?@ ' sistema de registro de dados de sa0de e de produtividade nas propriedades1
@ ' alimentaç-o1
@? ' seleç-o genética1
@?? ' destino adequado dos de*etos) cadveres) li+o e resíduos de animais1
@??? ' limpe,a e desinfecç-o de ob*etos) instalaç4es) veículos e equipamentos1
?D ' medidas defensivas e ofensivas para o controle de artr5podes) roedores e outros vetores1 e
D ' controle de tr9nsito de animais!
Art2 332 3ara efeito desta Lei) s-o consideradas as seguintes medidas específicas de proteç-o / sa0de
animal:
? ' imuno'profila+ia1 e
?? ' quimio'profila+ia!
-A./*ULO I)
DAS +EDIDAS ES.E-IAIS DE DE7ESA SANI*<#IA ANI+AL
Art2 32! As medidas de carter especial ou e+cepcional) relativas / profila+ia de cada doença
transmissível) ser-o estabelecidas pela SEAA() inclusive no recebimento de leite e seus derivados) nos limites
da presente Lei!
Art2 3:2 @isando / salvaguarda dos reban.os no territ5rio roraimense) o Secretrio de Agricultura)
ouvindo o Departamento de Defesa Agropecuria ' DEDA<!) poder estabelecer programas específicos de
controle e6ou erradicaç-o de doenças) instituindo a obrigatoriedade de vacinaç-o) de reali,aç-o de testes para
diagn5stico e de tratamento) sempre que a situaç-o epidemiol5gica reinante assim o e+igir!
" #E As vacinaç4es) testes para diagn5stico e tratamentos previstos neste Artigo) ser-o reali,ados e
custeados pelo proprietrio dos animais e sua efetivaç-o ser registrada na SEAA() consoante o disposto no
Regulamento desta Lei!
" 2$ >uando o proprietrio dei+ar de cumprir quaisquer dos procedimentos ob*etos deste Artigo) a
Secretaria de Agricultura e Abastecimento o far compulsoriamente) arcando o proprietrio com as despesas
decorrentes de sua reali,aç-o) sem pre*uí,o das penalidades eventualmente imputadas!
-A./*ULO )
DAS +EDIDAS DE )I(IL?N-IA E.IDE+IOL@(I-A
Art2 34! Ser-o consideradas medidas de vigil9ncia epidemiol5gica para o diagn5stico precoce de
doenças) e que resultar numa pronta aç-o profiltica) consoante o disposto no Regulamento desta Lei:
? ' serviço de informaç-o1
?? ' cadastro estadual de estabelecimentos pecurios1
??? ' controle de tr9nsito de animais1
?@ ' os deveres dos proprietrios de animais1
@ ' os deveres dos transportadores de animais1
@? ' as vacinaç4es e os e+ames ou provas diagn5sticas1
@?? ' os eventos agropecurios1
@??? ' notificaç-o e o atendimento a focos1 e
?D ' a interdiç-o de reas e propriedades!
Art2 3;2 Bb*etivando redu,ir as oportunidades de propagaç-o de doenças transmissíveis ao reban.o
estadual) fica estabelecida a obrigatoriedade de documento ,oossanitrio para o tr9nsito intraestadual e
interestadual de todas as espécies animais) incluindo pei+es) seus produtos e subprodutos) se*a por via terrestre)
aérea ou fluvial) destinados a quaisquer finalidades!
.ará5rafo 6ni'o2 B Regulamento estabelecer os requisitos para e+pediç-o da competente
documentaç-o ,oossanitria para o tr9nsito de animais no Estado de Roraima!
Art2 36! A manipulaç-o de agentes de doenças transmissíveis previstas nesta Lei e os seus
instrumentos legais complementares) para fins de e+perimentaç-o ou de qualquer outra nature,a) poder ser
autori,ada pela SEAA() para instituiç4es que comprovarem as necessrias condiç4es de biossegurança de suas
instalaç4es!
Art2 3=! A SEAA( poder negar ou cancelar registro das pessoas físicas ou *urídicas que
descumprirem esta Lei!
-A./*ULO )I
DOS DE)E#ES DOS ES*AAELE-I+EN*OS DE AAA *E DE ANI+AIS E #E-EAI+EN*O DE
LEI*E
Art2 3>2 Bs estabelecimentos destinados ao abate de animais s5 poder-o receber aqueles devidamente
acompan.ados da <uia de Fr9nsito Animal ' <!FA!) ou documento equivalente que porventura ven.a a
substituí'?a!
Art2 39! Bs estabelecimentos que recebem leite Gin naturaG somente poder-o fa,&'lo de produtores que
comprovem a vacinaç-o do reban.o) ou e+ames e testes obrigat5rios dos animais) contra doenças definidas de
acordo com o disposto no Regulamento desta Lei!
-A./*ULO )II
DOS -ONSELHOS
Art2 202 Fica criado o ;onsel.o Estadual de Sa0de Animal ' ;!E!S!A!) com carter deliberativo e
funç-o normativa) composto dos seguintes membros:
? ' um representante indicado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento 'SEAA(1
?? ' um representante indicado pela Delegacia Federal da Agricultura ' DF 6RR1
??? ' um representante indicado pela Hniversidade Federal de Roraima ' HFRR1
?@ ' um representante indicado pelo ;onsel.o Regional de :edicina @eterinria de Roraima '
;R:@ 6RR1
@ ' um representante indicado pela Federaç-o de Agricultura do Estado de Roraima ' FAERR1
@? ' um representante indicado pela Associaç-o de ;riadores de <ado de Roraima I A;R?<ER1
@?? I um representante indicado pela ;BB3ER;ARD1
@??? I um representante indicado pelo FHJDE3E;1 e
?D I um representante indicado pela E:(RA3A!
.ará5rafo 6ni'o2 B ;onsel.o Estadual de Sa0de Animal reunir'se' ordinariamente em datas
previstas em regulamento e e+traordinariamente) sempre que ocorrer os fatos ocorridos nos incisos @?? a ?D do
art! 2K ou quando a maioria de seus membros entenderem que .a*a motivo suficiente de ordem p0blica) para
convocaç-o!
Art2 23! ;ompete ao ;onsel.o Estadual de Sa0de Animal' ;!E!S!A! :
? ' deliberar sobre política de defesa sanitria animal no Estado de Roraima1
?? ' *ulgar) em nível de segundo grau) os recursos interpostos pelos infratores contra a
imposiç-o de multas aplicadas pelo Departamento de Defesa Agropecuria ' DEDA<) da Secretaria de
Estado da Agricultura e Abastecimento) ap5s indeferimento de recurso dirigido a esse 5rg-o1
??? ' promover) a nível consultivo) o entrosamento operacional e o aperfeiçoamento das
relaç4es do <overno do Estado com a sociedade civil) através das entidades e 5rg-os representativos dos
segmentos organi,ados) onde recaírem as aç4es da Secretaria de Estado de Abastecimento1e
?@ ' estimular a criaç-o e manutenç-o dos ;onsel.os :unicipais de Sa0de Animal
;!B!:!H!S!A!) com atribuiç-o de promover) plane*ar) e+ecutar) facilitar e au+iliar na e+ecuç-o das aç4es
de defesa sanitria animal nas comunidades rurais e urbanas) capacitando suas lideranças para atuarem
como multiplicadores das aç4es de sanidade animal) apoiando e subsidiando o ;onsel.o Estadual de
Sa0de Animal' ;!E!S!A!
Art2 222 Bs :embros do ;onsel.o Estadual de Defesa Animal n-o ser-o remunerados) sob qualquer
título) sendo suas funç4es consideradas serviços relevantes prestados ao Estado!
Art2 2:2 Sob a coordenaç-o da Secretaria de Agricultura e Abastecimento) os municípios) através dos
poderes e+ecutivo) legislativo e *udicirio) e as entidades de classe que representam os produtores rurais locais)
ser-o criados os ;onsel.os :unicipais de Sa0de Animal ' ;!B!:!HS!A!) com funç-o de apoio e subsídio ao
;onsel.o Estadual de Sa0de Animal' ;!E!S!A!!
Art2 24! B ;onsel.o Estadual de Sa0de Animal ' ;!E!S!A!) com composiç-o e compet&ncia definidas
nos artigos 2L e 2#) respectivamente) ser nomeado por ato do <overnador do Estado para mandato de dois ML2N
anos) / vista da indicaç-o de suas respectivas entidades) permitida uma reconduç-o!
" #$ B Secretrio de Agricultura) na qualidade de presidente do ;!E!S!A!) indicar o Secretrio'
E+ecutivo) dentre os servidores da autarquia!
" 2$ B presidente do ;!E!S!A!) em seus impedimentos e aus&ncias eventuais ser substituído pelo
;oordenador de Defesa Sanitria Animal da SEAA(!
-A./*ULO )!!I
DAS IN7#A01ES E .ENALIDADES
Art2 2;2 Ficam os servidores do quadro da Secretaria de Agricultura e Abastecimento) nos termos da
presente Lei) credenciados a lavrar o Fermo de ?nflaç-o e :ulta) quando da constataç-o de qualquer aç-o ou
omiss-o que importe na inobserv9ncia dos seus preceitos) bem como) dos regulamentos e demais medidas
diretivas dela decorrentes ao n-o cumprimento do estabelecido nesta Lei e demais normas pertinentes!
Art2 26! Sem pre*uí,o das demais cominaç4es estabelecidas em norma Federal) aos infratores desta
Lei aplicam'se) isoladas ou cumulativamente) as seguintes sanç4es administrativas:
? ' advert&ncia1
?? ' multa de até ALL Mquin.entasN Hnidades Fiscais do Estado de Roraima HFERRN) na sua
falta) a critério do 3oder E+ecutivo) outro valor legal correspondente1
??? ' proibiç-o do comércio e do tr9nsito de animais) seus produtos e suprodutos de origem
animal1
?@ ' apreens-o de animais1
@ ' apreens-o de produtos e subprodutos de origem animal1
@? ' apreens-o de veículos1
@?? ' despovoamento de animais1
@??? ' abate sanitrio1
?D ' sacrifício sanitrio1
D ' interdiç-o de estabelecimentos rurais) recintos de eventos agropecurios e outros
estabelecimentos onde se registre ou reali,e aglomeraç-o de animais ou que representem riscos de
disseminaç-o de doenças dos animais1 e
D? ' cancelamento de registro de pessoas físicas ou *urídicas!
.ará5rafo 6ni'o! Em caso de reincid&ncia) as multas ser-o aplicadas em dobro!
Art2 2=! Sem pre*uí,o das penalidades previstas nesta Lei) os infratores estar-o su*eitos a participaç-o
em programas de educaç-o sanitria estabelecidos por ato normativo do Secretrio E+ecutivo de Agricultura)
ap5s deliberaç-o do ;onsel.o Estadual de Sa0de Animal' ;!E!S!A!
-A./*ULO IB
DO .#O-ESSO AD+INIS*#A*I)O
Art2 2>2 A infraç-o /s disposiç4es desta Lei e sua Regulamentaç-o) ser ob*eto de formali,aç-o de
processo administrativo) que tem como fundamento o Fermo de ?nfraç-o e :ulta) constante de uma 0nica peça)
lavrada por servidor da SEAA( vinculado aos programas de Defesa Sanitria Animal!
Art! 2O! ;onsidera'se infraç-o a esta Lei a inobserv9ncia a quaisquer de seus dispositivos e ao seu
regulamento) bem como) as normas técnicas especiais que se destinem / proteç-o da sa0de animal) da sa0de
p0blica e do meio ambiente!
.ará5rafo 6ni'o2 Responde pela infraç-o a que alude o "caput" deste artigo quem) por aç-o ou
omiss-o) l.e der causa) concorra para sua prtica ou dela se beneficie!
-A./*ULO B
DOS #E-U#SOS AD+INIS*#A*I)OS
Art2 :0! B autuado ter o pra,o de LA McincoN dias 0teis para apresentar defesa) dirigida ao
Departamento de Defesa Agropecuria ' DEDA<
" #$ Do indeferimento do Departamento de Defesa Agropecuria ' DEDA< caber) em 0ltima
inst9ncia) recurso para o ;onsel.o Estadual de Sa0de Animal' ;!E!S!A!) no pra,o de 7L MtrintaN dias) contados da
intimaç-o!
" 2$ Decorridos 7L MtrintaN dias do *ulgamento final do contencioso administrativo) sem cumprimento
da penalidade imposta) os autos ser-o encamin.ados para inscriç-o em Dívida Ativa do Estado!
" 7$ B infrator ou a quem represente) ter #A Mquin,eN dias para o cumprimento da decis-o) contados
do recebimento da notificaç-o que l.e noticiar o indeferimento do recurso!
" 8$ >uando for declarada interdiç-o da propriedade) os recursos porventura interpostos) ser-o
recebidos sem o efeito suspensivo!
-A./*ULO BI
DAS #E-EI*AS E SUA A.LI-A09O
Art2 :3! Bs recursos pertencentes aos fundos de emerg&ncia sanitria ficar-o em contas específicas
das entidades privadas) representadas pelo setor pecurio no ;onsel.o Estadual de Sa0de Animal ' ;!E!S!A!)
devendo ser regulamentados e movimentados de acordo com oMsN respectivoMsN programaMsN de prevenç-o ou
erradicaç-o!
Art2 :2! Fica instituída a cobrança de ta+as e emolumentos pelos serviços relacionados / Defesa
Sanitria Animal prestados pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento ou por 5rg-os
conveniados) consoante o disposto do Regulamento desta Lei que fi+ar anualmente os respectivos valores!
.ará5rafo 6ni'o2 )E*ADO!
Art2 ::! Bs valores arrecadados por meio de conv&nios com entidades p0blicas ser-o recol.idos
através de c5digo especifico da Secretaria de Estado da Fa,enda I SEFAC) devendo ser utili,ados de acordo com
o que foi a*ustado entre as partes conveniadas!
Art2 :42 A Secretaria de Agricultura e Abastecimento poder) desde que autori,ada pelo <overnador
do Estado) firmar conv&nios com entidades privadas) estipulando nos mesmos a fi+aç-o dos ob*etivos)
finalidades) forma de arrecadaç-o e gerenciamento das receitas) inclusive a responsabilidade pela movimentaç-o
dos respectivos numerrios) que dever ser atribuída /s pr5prias entidades conveniadas!
-A./*ULO BII
DA DE7ESA )E(E*AL
Art2 :;2 )E*ADO!
Art2 :62 )E*ADO!
Art2 :=2 )E*ADO!
Art2 :>2 )E*ADO!
Art2 :92 )E*ADO!
Art2 402 )E*ADO!
Art2 432 )E*ADO!
Art2 422 )E*ADO!
Art2 4:2 )E*ADO!
Art2 44! )E*ADO!
Art2 4;! )E*ADO!
Art2 462 )E*ADO!
Art2 4=2 )E*ADO!
Art2 4>2 )E*ADO!
Art2 492 )E*ADO!
Art2 ;0! )E*ADO!
Art2 ;3! )E*ADO!
Art2 ;2 B 3oder E+ecutivo regulamentar esta Lei no pra,o de até OL MnoventaN dias) a partir da sua
publicaç-o!
.ará5rafo 6ni'o2 )E*ADO!
-A./*ULO BII
DAS DIS.OSI01ES 7INAIS
Art2 ;:2 Esta Lei entrar em vigor na data de sua publicaç-o!
Art2 ;42 Fica revogada a Lei n$ 7#7) de #O de de,embro de 2LL# e demais disposiç4es em contrrio!
3alcio Senador Pélio ;ampos) 2O de *ul.o de 2LL8!
7#AN-IS-O 7LA+A#ION .O#*ELA
<overnador do Estado de Roraima














LEI Nº 870 DE 29 DE NOVEMBRO DE 2012
“Dispõe sobre as normas para licenciamento de
estabelecimentos processadores, registro e
comercialização de produtos artesanais comestíveis de
origem animal e vegetal no Estado de Roraima; revoga
a Lei nº 826, de 24 de novembro de 2011, e dá outras
providências.”
O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA:
Faço saber que a Assembleia Legislativa aprovou e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Ficam estabelecidas normas para licenciamento
de estabelecimentos processadores, registro e
comercialização de produtos artesanais comestíveis de
origem animal e vegetal no Estado de Roraima.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
I – elaboração de produtos artesanais comestíveis de
origem animal e vegetal: o processo utilizado na
obtenção de produtos produzidos por estabelecimentos
de microempreendedor, ou oriundos da agricultura
familiar, conforme parâmetros estabelecidos nesta
Lei;
II – produtos de origem animal: a carne de animais de
açougues, de animais silvestres originários de criação
devidamente regulamentada e seus derivados, o
pescado e seus derivados, o leite e seus derivados, o
ovo e seus derivados, os produtos das abelhas e seus
derivados;
III – produtos de origem vegetal: raízes, tubérculos,
rizomas, bulbos, flores e inflorescência e frutos pré-
processados, processados, conservados, embalados e
rotulados;
IV – produtos alimentares: são produtos próprios para
o consumo humano com todas as qualidades
organolépticas, nutricionais e inócuos dos perigos
químicos, físicos e biológicos:
a) são considerados “perigos” os fatores que podem
contaminar as matérias-primas, ingredientes e
alimentos;
b) os “perigos” químicos: toxinas naturais
(ciguatoxinas, toxinas paralisantes, neurotóxicas,
amnésicas e diarréicas, entre outras), toxinas fúngicas
(micotoxinas), metabólitos tóxicos de origem
microbiana (histamina e tetrodotoxinas), pesticidas,
herbicidas, contaminantes inorgânicos tóxicos,
antibióticos, anabolizantes, aditivos e coadjuvantes
alimentares tóxicos, lubrificantes e pinturas (tintas),
desinfetantes, detergentes, entre outros;
c) os “perigos” físicos: são materiais ou objetos que
podem causar dano ao consumidor, por exemplo:
vidros, metais, madeira, ossos, entre outros;
d) os “perigos” biológicos: bactérias patogênicas e
suas toxinas, vírus, parasitos patogênicos e
protozoários.
Parágrafo único. São consideradas passíveis de
beneficiamento e elaboração de produtos artesanais
comestíveis de origem animal e vegetal e seus
derivados:
I – carne e seus derivados;
II – leite e seus derivados;
III – ovo e seus derivados;
IV – pescado e seus derivados;
V – produtos das abelhas e seus derivados;
VI – mandioca, outros tubérculos comestíveis e seus
derivados;
VII – flores e inflorescência;
VIII – frutos in natura e seus derivados;
IX – hortaliças;
X – cereais.
Art. 3º Os produtos de que trata o artigo anterior
poderão ser comercializados em todo o Estado de
Roraima, cumpridos os requisitos desta Lei.
Art. 4º Compete à Agência de Defesa Agropecuária do
Estado de Roraima – ADERR, por meio do Serviço de
Inspeção Estadual – SIE, a inspeção e fiscalização dos
produtos artesanais comestíveis de origem animal e
vegetal, a abertura dos processos, orientação sobre
implantação e implementação dos projetos das
unidades processadoras de alimentos, emissão do
registro, orientação e treinamento de técnicos e
auxiliares do seu quadro de pessoal, e a definição de
outros mecanismos de apoio técnico, nos limites de
suas áreas de atuação.
I – para efeito de enquadramento nesta Lei, o
microempreendedor individual (MEI) deve atender as
legislações pertinentes para o seu registro e
legalização, que manipulem ou pretendam manipular
alimentos com finalidade da agregação de valor,
conservação, embalagem e rotulagem de alimentos
processados de modo artesanal para comercialização
de produtos de origem animal e vegetal.
II – para efeito desta lei considera-se por agricultor
familiar e empreendedor familiar rural (Lei Federal nº
11.326, de 24 de julho de 2006) aquele que pratica
atividades no meio rural, atendendo, simultaneamente,
aos seguintes requisitos:
a) não detenha, a qualquer título, área maior do que 4
(quatro) módulos fiscais;
b) utilize predominantemente mão-de-obra da própria
família nas atividades econômicas do seu
estabelecimento ou empreendimento;
c) tenha percentual mínimo da renda familiar
originada de atividades econômicas do seu
estabelecimento ou empreendimento, na forma
definida pelo Poder Executivo (Redação dada pela Lei
Federal Nº 12.512, de 2011);


d) dirija seu estabelecimento ou empreendimento com
sua família;
e) o disposto na alínea “a” do caput deste artigo não se
aplica quando se tratar de condomínio rural ou outras
formas coletivas de propriedade, desde que a fração
ideal por proprietário não ultrapasse 4 (quatro)
módulos fiscais.
Parágrafo único. Além dos requisitos citados no inciso
II deste artigo, o agricultor familiar deverá apresentar
a Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP).
Art. 5º Para obtenção do registro será obrigatória a
implantação do manual de Boas Práticas de Fabricação
(BPF) nos estabelecimentos de transformação e de
manipulação de alimentos para fins de verificação das
condições higiênico-sanitária de funcionamento.
Art. 6º A Agência de Defesa Agropecuária do Estado
de Roraima – ADERR e a Secretaria de Estado da
Saúde – SESAU poderão pactuar Acordos de
Cooperação Técnica com os órgãos que exercem o
controle sanitário de alimentos de origem animal e
vegetal no Estado de Roraima, de acordo com suas
competências legais e que possuam ou tenham acesso
a estrutura técnica e laboratorial, bem como, com
entidades públicas que preencham as condições
adequadas à execução das tarefas e a implantação e
funcionamento da inspeção e fiscalização dos
estabelecimentos, visando a garantia dos aspectos de
sanidade e controle de qualidade dos produtos
processados nos estabelecimentos abrangidos por esta
Lei.
Parágrafo único. Compete à Agência de Defesa
Agropecuária do Estado de Roraima – ADERR, por
meio do Serviço de Inspeção Estadual – SIE, o
acompanhamento e a fiscalização das atividades
inerentes aos convênios firmados com os municípios e
entidades públicas, podendo ser rescindidos quando
não atenderem aos requisitos desta Lei.
Art. 7º Os órgãos a que se refere o Artigo 6º são: a
Secretaria de Estado da Saúde – SESAU, por meio da
Vigilância Sanitária, a Agência de Defesa
Agropecuária do Estado de Roraima – ADERR,
Secretarias Municipais de Saúde, Secretarias
Municipais de Agricultura ou órgãos equivalentes, no
âmbito de seus serviços de inspeção e fiscalização dos
produtos de origem animal e vegetal.
Art. 8º O estabelecimento processador artesanal de
alimentos que adquirirem produtos de origem animal
e vegetal para beneficiar, manipular, industrializar ou
armazenar deverão manter livro de registro de entrada
e saída, constando, obrigatoriamente, a natureza e a
procedência das mercadorias.
Parágrafo único. Para a realização das análises
referentes aos produtos de origem animal e vegetal, a
ADERR utilizará como referência os laboratórios
especializados da rede oficial ou privados
estabelecidos no Estado, quando credenciados e
conveniados na forma da Lei. Caso essas análises não
possam ser realizadas pelos laboratórios credenciados,
a despesa de envio e realização das análises solicitadas
pelo serviço oficial serão custeadas pelo
estabelecimento processador artesanal de alimentos.
Art. 9º O estabelecimento processador artesanal de
alimentos de origem animal e vegetal manterá em
arquivo próprio sistema de controle que permita
confrontar, em quantidade e qualidade, o produto
processado com o lote que lhe deu origem. Art. 10.
Cada produto deverá ter seu rótulo aprovado e
registrado junto ao serviço oficial competente, sendo
objeto de norma específica e respeitando a legislação
vigente, indicando que é produto artesanal.
Art. 11. As instalações para estabelecimento
processador artesanal de alimentos de origem animal e
vegetal serão diferenciadas e obedecerão a preceitos
mínimos de construção, equipamentos, higiene e
escala de produção, e sua especificação será obedecida
em regulamento próprio.
Art. 12. Os produtos deverão ser transportados e
armazenados em condições adequadas para a
preservação de sua qualidade.
Art. 13. A caracterização de qualquer tipo de fraude,
infração ou descumprimento desta Lei sujeitará o
infrator às sanções previstas em Lei e regulamento
específicos, sem prejuízo às demais.
Art. 14. A habilitação é válida por 02 (dois) anos,
renováveis por períodos iguais ou sucessivos, devendo
ser requerida sua renovação trinta dias antes do
término de sua vigência.
Art. 15. O certificado de habilitação poderá ser
cancelado ou suspenso pelo Órgão competente nos
termos de regulamento específico.
Art. 16. Esta Lei entra em vigor na data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Senador Hélio Campos/RR, 29 de novembro
de 2012.
JOSÉ DE ANCHIETA JUNIOR
Governador do Estado de Roraima
1

DECRETO Nº 16.374-E DE 20 DE NOVEMBRO
DE 2013.

“Regulamenta a Lei Estadual nº 870, de 29 de
novembro de 2012, que dispõe sobre as normas para
licenciamento de estabelecimentos processadores,
registro e comercialização de produtos artesanais
comestíveis de origem animal e vegetal no Estado de
Roraima e dá outras providências.”

O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA, no
uso das atribuições que lhe confere o artigo 62, inciso
III, da Constituição do Estado de Roraima e tendo em
vista o disposto na Lei Estadual nº 870, de 29 de
novembro de 2012,

D E C R E T A:

Art. 1º Fica aprovado o regulamento para a
implantação e o funcionamento de estabelecimentos,
voltados para a produção, processamento e
comercialização de produtos artesanais comestíveis de
origem animal.

Art. 2º As normas para licenciamento de
estabelecimentos que se dedicam às atividades
artesanais de produtos comestíveis de origem animal
no Estado de Roraima serão reguladas de acordo com
o disposto na Lei Estadual nº 870, de 29 de novembro
de 2012.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor 30 (trinta) dias
após a data de sua publicação.
Palácio Senador Hélio Campos/RR, 20 de novembro
de 2013.
JOSE DE ANCHIETA JUNIOR
Governador do Estado de Roraima

REGULAMENTO DAS NORMAS PARA
LICENCIAMENTO DE ESTABELE-
CIMENTOS PROCESSADORES, REGISTRO E
COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS
ARTESANAIS COMESTÍVEIS DE ORIGEM
ANIMAL NO ESTADO DE RORAIMA
CAPÍTULO I
DAS CONCEITUAÇÕES
Art. 1º Para efeito deste Regulamento entende-se por:
I – produtos artesanais: qualquer produto comestível
de origem animal elaborado em escala não industrial,
inclusive aqueles que mantenham características
tradicionais, culturais ou regionais;
II – estabelecimento artesanal: a estrutura física ou
micro-industrial, de pessoa física ou jurídica,
destinada ao recebimento, obtenção e depósito de
matéria prima, elaboração, acondicionamento,
armazenamento e comercialização de produtos
artesanais comestíveis de origem animal em escala não
industrial, situada nas áreas urbanas e rurais do estado
de Roraima;
III – estabelecimentos: obedecem a preceitos
simplificados de construção, limpeza e higiene, além
de normas estabelecidas em lei e outros regulamentos
técnicos;
a) estabelecimento de pequenos animais - o
estabelecimento destinado ao abate e elaboração de
produtos artesanais de pequenos animais de
importância econômica;
b) estabelecimento de médios e grandes animais: o
estabelecimento destinado ao abate e elaboração de
produtos artesanais de médios e grandes animais de
importância econômica;
c) estabelecimento de produtos cárneos: o
estabelecimento destinado à elaboração de produtos
artesanais cárneos embutidos, defumados e salgados;
d) estabelecimento de pescado e seus derivados: o
estabelecimento destinado à elaboração de produtos
artesanais que tenham como matéria prima peixes,
moluscos, anfíbios e crustáceos;
e) estabelecimento de recepção e acondicionamento de
ovos: o estabelecimento destinado à recepção, ao
acondicionamento e processamento de ovos;
f) estabelecimento de produtos apícolas: o
estabelecimento destinado à recepção e elaboração de
produtos artesanais oriundos das abelhas;
g) estabelecimento de laticínios: o estabelecimento
destinado à recepção, envase e pasteurização de leite,
sendo este para elaboração de queijo, iogurte e outros
derivados;
IV – órgão executor: a Agência de Defesa
Agropecuária do Estado de Roraima – ADERR, com
atribuição de executar as atividades de fiscalização
previstas neste Regulamento, por meio do SIE/RR; a
Secretaria de Estado da Saúde – SESAU, por meio da
Vigilância Sanitária Estadual; a Secretaria Municipal
de Saúde – SMSA, por meio da Vigilância Sanitária
Municipal; a Secretaria Estadual de Agricultura,
Pecuária e Abastecimento – SEAPA; a
Superintendência Federal de Agricultura em Roraima
– SFA/RR ou órgãos equivalentes, por meio de Acordo
de Cooperação Técnica;
V – Serviço de Inspeção Estadual de Roraima –
SIE/RR: aqueles com atribuições de registrar,
inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos, as
instalações e equipamentos, o recebimento, a obtenção
2

e o depósito de matéria-prima e ingredientes,
elaboração, armazenagem, acondicionamento,
transporte e comercialização de produtos artesanais;
VI – inspeção e fiscalização: o ato de examinar a
higiene das pessoas, a construção e a higiene do
estabelecimento, das instalações e equipamentos; a
higiene, sanidade e os padrões físico-químicos e
microbiológicos no recebimento, obtenção e depósito
de matéria prima e ingredientes, assim como durante
as fases de elaboração, acondiciona- mento,
armazenagem, transporte e comercialização de
produtos artesanais, visando a qualidade do produto
final;
VII – inspetor e fiscal: o médico veterinário, em suas
respectivas áreas de competência, devidamente
capacitados e credenciados pelo SIE/RR, são
responsáveis pelo registro, inspeção e fiscalização do
estabelecimento, das instalações e equipamentos,
recebimento, obtenção e depósito de matéria prima e
ingredientes, elaboração, acondicionamento,
armazenagem, transporte e comercialização de
produtos artesanais;
VIII – auxiliar: técnico responsável por auxiliar o
Médico Veterinário nas inspeções e fiscalizações dos
estabelecimentos processadores de produtos artesanais;
IX – insumos: ingredientes, embalagens, produtos de
higienização, aditivos, conservantes e pesticidas;
X – limpeza: procedimento utilizado para remoção de
sujidades das superfícies, com auxílio de água,
abrasivos e detergentes;
XI – área suja: local ou dependência do
estabelecimento artesanal que apresente maior risco de
contaminação aos alimentos;
XII – área limpa: local ou dependência do
estabelecimento artesanal onde ocorra o
processamento e acondicionamento dos alimentos,
construído com o objetivo de reduzir a introdução e
multiplicação de agentes contaminadores;
XIII – armazenamento: conjunto de atividades e
requisitos para se obter uma correta conservação de
resíduos animais, insumos e produtos acabados;
XIV – barreira sanitária: instalação provida de lavador
de botas, lavatório com acionamento não manual da
água, detergente, sanitizante, papel toalha, coletor de
lixo com tampa de acionamento por pedal adjacente ao
acesso à área de processamento;
XV – efluentes: resíduos sólidos e líquidos oriundos
do processo de fabricação dos produtos artesanais.





CAPÍTULO II
DAS COMPETÊNCIAS E CONDIÇÕES PARA
OBTER O REGISTRO

Art. 2º Compete a Agência de Defesa Agropecuária do
Estado de Roraima – ADERR:
§ 1º Por meio do Serviço de Inspeção Estadual –
S.I.E., exercer ações pertinentes ao cumprimento das
normas de implantação, registro, funcionamento,
licenciamento, inspeção e fiscalização dos
estabelecimentos e dos produtos de processamento
artesanal de alimentos de origem animal;
§ 2º Pactuar acordo de cooperação técnica com os
órgãos que exerçam o controle sanitário de alimentos
de origem animal no estado de Roraima, de acordo
com suas competências legais, que preencham as
condições adequadas à execução das tarefas para a
implantação e funcionamento da inspeção e
fiscalização dos estabelecimentos, visando à garantia
dos aspectos de sanidade e controle de qualidade dos
produtos processados abrangidos por este decreto;
§ 3º Os órgãos a que se refere o parágrafo anterior são:
a Secretaria de Estado da Saúde – SESAU, por meio
da Vigilância Sanitária Estadual; a Secretaria
Municipal de Saúde – SMSA, por meio da Vigilância
Sanitária Municipal; a Secretaria Estadual de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento – SEAPA; a
Superintendência Federal de Agricultura em Roraima
– SFA/RR ou órgãos equivalentes;
§ 4º Firmar convênios com os municípios que
possuam ou tenham acesso à estrutura técnica e
laboratorial, bem como com entidades públicas e
privadas que preencham as condições adequadas,
visando à garantia dos padrões higiênico-sanitários,
físico- químicos e microbiológicos e ao controle de
qualidade dos produtos artesanais abrangidos por este
Regulamento.
§ 5º O acompanhamento e fiscalização das atividades
dos acordos de cooperação técnica e convênios
firmados com municípios, entidades públicas e
privadas.
§ 6º Estabelecer normas, regulamentos, portarias,
ofícios, ofícios circulares, circular e instruções
adicionais ao exercício da inspeção e fiscalização da
elaboração e comercialização em escala não industrial
de produtos artesanais comestíveis de origem animal.

Art. 3º É considerado produtor artesanal de produto de
origem animal para efeito de enquadramento neste
Regulamento:
I - o microempreendedor individual (MEI) que
manipule ou pretenda manipular alimentos com
finalidade da agregação de valor, conservação,
embalagem e rotulagem de alimentos processados de
3

modo artesanal para comercialização, atendendo as
legislações pertinentes para o seu registro e
legalização;
II - e o agricultor familiar e empreendedor familiar
rural (Lei Federal Nº 11.326, de 24 de julho de 2006)
aquele que pratica atividades no meio rural,
atendendo, simultaneamente, aos seguintes requisitos:
a) não detenha, a qualquer título, área maior do que 4
(quatro) módulos fiscais;
b) utilize predominantemente mão-de-obra da própria
família nas atividades econômicas do seu
estabelecimento ou empreendimento;
c) tenha percentual mínimo da renda familiar originada
de atividades econômicas do seu estabelecimento ou
empreendimento, na forma definida pelo Poder
Executivo (Redação dada pela Lei Federal Nº 12.512,
de 2011);
d) dirija seu estabelecimento ou empreendimento com
sua família;
e) o disposto na alínea “a” do caput deste artigo não se
aplica quando se tratar de condomínio rural ou outras
formas coletivas de propriedade, desde que a fração
ideal por proprietário não ultrapasse 4 (quatro)
módulos fiscais.
Parágrafo único. Além dos requisitos citados no inciso
II deste artigo, o agricultor familiar deverá apresentar
a Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP),
expedida por órgão competente.
Art. 4º Para funcionamento do estabelecimento
artesanal de produtos de origem animal comestível, o
produtor da agricultura familiar ou o
microempreendedor deverá ser registrado na Agência
de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima –
ADERR.
§ 1º Para obter o registro na Agência de Defesa
Agropecuária do Estado de Roraima – ADERR, o
solicitante deverá formalizar pedido instruído com os
seguintes documentos:
I – requerimento dirigido a Agência de Defesa
Agropecuária do Estado de Roraima – ADERR
solicitando o registro e a instalação do serviço de
inspeção e fiscalização;
II – registro no CNPJ ou CPF e inscrição na Secretaria
de Estado da Fazenda, como produtor rural,
microempreendedor individual ou microempresa;
III – documento de inscrição no conselho de classe
competente, com anotação do responsável técnico;
IV – documento que comprove as condições de
microempreendedor individual ou agricultor familiar,
expedida pelo órgão competente;
V – documentos de identificação pessoal ou de
constituição jurídica;
VI – carteira de saúde do (s) manipulador (es) de
alimentos emitida por instituição habilitada;
VII – exame da água de abastecimento, cujas
características devem se enquadrar no padrão físico-
químico e microbiológico conforme Legislação
Vigente;
a) Quando o resultado do exame da água estiver fora
dos padrões considerados desejáveis, impõe-se novo
exame;
VIII – licenciamento ambiental expedido por órgão
competente;
IX – documento que ateste as condições sanitárias dos
animais, sobretudo os que vão dar origem a matéria-
prima a ser utilizada no processamento artesanal de
alimentos de origem animal;
X – planta baixa e/ou croqui do estabelecimento e
memorial descritivo da área de processamento;
XI – registro de rótulo conforme estabelecido no art.
43 do presente Decreto;
XII – outros documentos, atestados ou exames
exigidos pelos órgãos competentes desde que
previstos em normas complementares.
§ 2º A concessão do registro fica condicionado ao
parecer emitido no Laudo de Vistoria do SIE/RR.
§ 3º Quando o Laudo de Vistoria, a que se refere o §
2º deste artigo, estabelecer ou determinar a
necessidade de serem feitos ajustes de qualquer
natureza nos estabeleci- mentos solicitantes de acordo
com cada caso específico à conveniência da
Administração fiscalizadora, o registro ficará
condicionado até que as recomendações ou
determinações contidas no Laudo sejam atendidas, e
que não comprometa a qualidade do produto final.
§ 4º A validade do registro do produto artesanal será
de 2 (dois) anos, quando do primeiro registro, ficando
após esse prazo a obrigatoriedade da renovação por
períodos iguais ou sucessivos, devendo ser requerida
sua renovação 30 (trinta) dias antes do término de sua
vigência.
§ 5º Não atendidos os requisitos legais e
regulamentares, o pedido definitivo será indeferido.

CAPÍTULO III
DAS ATRIBUIÇÕES DO SIE/RR

Art. 5º São atribuições do SIE/RR:
I – vistoriar o estabelecimento requerente;
II – definir os produtos passíveis de serem elaborados
artesanalmente, segundo a natureza e origem da
matéria-prima e dos ingredientes, o processo de
fabricação e o potencial de risco à saúde do
consumidor;
4

III – estabelecer em regulamento, juntamente com
órgãos de pesquisa, padrões de identidade e qualidade
de produtos de origem animal comestível que ainda
não tenham legislação específica;
IV – aprovar e expedir o registro de funcionamento do
estabelecimento;
V – analisar fórmulas, rótulos, carimbos e autorização
para utilizar embalagens, conforme processo de
rotulagem, a serem usados na elaboração de produtos
artesanais, bem como aprovar as plantas de construção
de estabelecimento requerente; VI – capacitar, treinar
e credenciar inspetores, fiscais e auxiliares;
VII – acompanhar e fiscalizar as atividades inerentes
aos convênios firmados com municípios e entidades
públicas e privadas, podendo ser rescindidos quando
não atenderem aos requisitos deste Regulamento, ou
de outras normas pertinentes;
VIII – verificar carteiras de saúde dos funcionários e
proprietários de estabelecimento, exame de água e
outros atestados e exames julgados necessários;
IX – inspecionar, reinspecionar e fiscalizar o
estabelecimento, as instalações e os equipamentos, a
matéria-prima, os ingredientes e os produtos
artesanais elaborados; X – expedir laudos de inspeção
e fiscalização pertinentes ao SIE/RR.

CAPÍTULO IV
DO ESTABELECIMENTO, DAS INSTALAÇÕES
E EQUIPAMENTOS

Art. 6º O estabelecimento deve:
I – estar situado em áreas que não apresentem níveis
indesejados de odores, fumaças, poeira e outros
contaminadores, que não estejam expostos a
inundações, e devem possuir licença ambiental junto
ao órgão competente;
II – localizar-se afastado de fontes de mau cheiro e de
contaminação, distante dos limites das vias públicas,
no mínimo, em 5 (cinco) metros, de preferência no
centro do terreno, com área disponível para circulação
interna de veículos, devidamente cercado, e projetados
de forma a permitir a separação entre áreas e setores,
pelo emprego de meios eficazes, com fluxo ordenado e
continuo desde a chegada da matéria prima, durante o
processo de produção, até a obtenção do produto
acabado, de forma a evitar as operações suscetíveis de
causar contaminação cruzada;
III – ter uma área limpa e uma área suja, devidamente
separadas;
IV – ser construído em alvenaria ou outro material
aprovado pelo SIE/RR, com área compatível com o
volume máximo da produção, tamanho das espécies
animais a serem processados;
V – dispor de depósito ou armário, em material
adequado, para os insumos a serem utilizados na
elaboração dos produtos;
VI – dispor de produto aprovado pela inspeção, para
higienizar as instalações, equipamentos e utensílios,
como vapor, água quente e soluções cloradas;
VII – aplicar as providências preconizadas pelas
normas de segurança do trabalho, segundo o porte e a
natureza do estabelecimento.
VIII – dispor de banheiro, vestiário e depósito,
separados do ambiente interno destinado ao
processamento, manipulação e estocagem;
IX – possuir piso antiderrapante, sem batentes,
impermeável, de fácil higienização e com declive
adequado para permitir o escoamento adequado de
líquidos;
X – possuir paredes lisas, de cor clara, impermeáveis e
de fácil higienização, dotadas de janelas que permitam
a perfeita aeração e luminosidade;
XI – possuir teto ou forro, de cor clara, construídos
com materiais que proporcionem facilidade de
higienização e possuir sistema de vedação contra
insetos e outras fontes de contaminação;
XII – dispor permanentemente de água potável e em
quantidade suficiente para atender à demanda do
estabelecimento, cuja fonte de canalização e
reservatório deverá ser protegida, para evitar qualquer
tipo de contaminação;
XIII – dispor de sistema de escoamento de água
servida, sangue, soro, resíduos, efluentes e rejeitos da
elaboração de produtos artesanais, de acordo com as
recomendações do órgão ambiental responsável;
XIV – dispor, quando necessário, de sistema de frio,
que poderá ser composto de freezer, geladeira
industrial ou câmara fria;
XV – dispor de fonte de energia elétrica compatível
com a necessidade do estabeleci- mento;
XVI – ter as aberturas da construção, com acesso ao
seu exterior, fechadas com telas à prova de insetos;
XVII – dispor de equipamentos e recursos essenciais
ao seu funcionamento, compostos de materiais
resistentes, impermeáveis, que permitam uma perfeita
limpeza e higienização;
XVIII – evitar o uso de madeira em esquadrias ou em
utensílios dentro da unidade de produção, excetuando-
se a condição em que a tecnologia empregada o exija.
Sob nenhum pretexto podem ser utilizados objetos tais
como latas de óleo, cuias, cabaças etc.;
Art. 7º Todos os equipamentos e utensílios utilizados
nas áreas de produção, ou que entrem em contato com
as matérias-primas ou os produtos, devem ser
construídos de materiais que não transmitam
substâncias tóxicas, odores ou sabores, e sejam
5

impermeáveis e resistentes à corrosão e capazes de
resistir a repetidas operações e higienização.
Art. 8º O estabelecimento de produtos artesanais só
pode funcionar se devidamente instalado e equipado,
devendo observar as normas técnicas expedidas pela
legislação vigente.
Parágrafo único. Sempre que o tipo e a tecnologia do
produto artesanal a ser elaborado exigir, o
estabelecimento deve possuir equipamentos e
instalações compatíveis com a sua elaboração.

CAPÍTULO V
DA HIGIENE DAS INSTALAÇÕES E DOS
EQUIPAMENTOS

Art. 9º Todas as instalações e os equipamentos devem
ser mantidos em condições de higiene antes, durante e
após a elaboração dos produtos artesanais.
Art. 10. Os pisos e paredes, bem como os
equipamentos e utensílios devem ser lavados e
adequadamente higienizados com produtos registrados
no Ministério da Saúde e aprovados pelo SIE/RR,
devendo ser mantidos limpos, organizados e em
perfeitas condições de higiene e funcionamento, antes
e após o processamento dos produtos.
Art. 11. As máquinas, tanques, caixas, recipientes,
mesas e demais materiais e utensílios serão
identificados de modo a evitar equívocos entre o
destino de produtos comestíveis e os usados no
transporte ou depósito de produtos não-comestíveis ou
ainda utilizados na alimentação animal, usando-se as
denominações “comestíveis” e “não-comestíveis”.
Art. 12. É proibido o acondicionamento de matérias-
primas, ingredientes e produtos artesanais elaborados,
em carros e recipientes que tenham servido para
produtos não- comestíveis.
Art. 13. É proibido empregar recipientes de cobre,
latão, zinco, barro, ferro estanhado com ligamento que
contenha mais de 2% (dois por cento) de chumbo ou
que apresente estanhagem defeituosa, ou ainda,
qualquer utensílio que, pela forma e composição, possa
prejudicar a matéria-prima, os ingredientes ou os
produtos elaborados.
Art. 14. Os recipientes já usados, quando se
destinarem ao acondicionamento dos produtos, devem
ser previamente inspecionados, condenando-se os que,
após terem sido lavados e higienizados, forem
julgados impróprios para uso no estabelecimento. Art.
15. O estabelecimento deve ser mantido limpo, livre
de moscas, mosquitos, ratos, camundongos ou
quaisquer outros vetores, agindo-se cautelosamente
quanto ao emprego de produtos tóxicos, mesmo que
seu uso seja aprovado pelo Ministério da Saúde,
devendo as tarefas de dedetização serem realizadas por
empresa devidamente registrada nos órgãos
competentes.
Art. 16. É proibido residir, dormir, fazer refeições,
fumar, depositar produtos, objetos e materiais
estranhos à finalidade do estabelecimento ou ainda
guardar adornos, roupas ou calçados de qualquer
natureza nas instalações de recebimento, produção,
expedição, obtenção e depósito de matéria prima e
ingredientes.
Art. 17. As instalações sanitárias, vestiários e outras
dependências, devem ser mantidas limpas,
organizadas, livres de pragas, goteiras, infiltrações,
mofo, vazamentos e estruturas quebradas ou
defeituosas.
Art. 18. As câmaras frias, freezers e refrigeradores
devem atender às mais rigorosas condições de higiene
e funcionamento, devendo ser lavadas e higienizadas
sempre que necessário, ficando seu uso exclusivo aos
produtos aos quais se destinam.
Art. 19. Os currais, bretes, mangueiras e outras
instalações próprias para a guarda, pouso e contenção
de animais vivos ou para depósito de resíduos devem
ser lavados e higienizados, sempre que necessário,
com desinfetantes aprovados pelo Ministério da Saúde
ou autorizados pelo SIE/RR.
Art. 20. No estabelecimento de laticínios é obrigatória
a limpeza e a higienização dos recipientes utilizados
na coleta, antes de seu retorno aos pontos de origem.
Art. 21. O reservatório que abastece o estabelecimento
deve ser lavado e higienizado no mínimo a cada 6
(seis) meses ou, se necessário em periodicidade
inferior a critério do órgão fiscalizador.
Art. 22. As caixas de inspeção e sedimentação de
substâncias residuais devem ser frequentemente
inspecionadas e convenientemente limpas.

CAPÍTULO VI
DA HIGIENE DOS TRABALHADORES

Art. 23. Todos os funcionários e/ou proprietários de
estabelecimento, envolvidos no processo produtivo,
deverão fazer exames de saúde a cada 6 (seis) meses.
Art. 24. Sempre que comprovada a ocorrência de
dermatose, salmonelose, doença infectocontagiosa ou
repugnante nos funcionários e proprietários do
estabelecimento, estes deverão ser imediatamente
afastados do trabalho até a cura da enfermidade, só
podendo retornar após laudo médico de liberação para
exercer a atividade em questão. Art. 25. As pessoas que
trabalham nas áreas de manipulação não podem ter
acesso a setores que são passíveis de contaminação.
Art. 26. É obrigatório o uso de paramentação, gorros,
luvas, aventais, calçados próprios, todos limpos e
6

higienizados, assim como a boa higiene dos
funcionários e proprietários do estabelecimento nas
dependências de recebimento, produção, expedição,
obtenção e depósito de matéria prima e ingredientes,
elaboração, acondicionamento e armazenagem dos
produtos, sob pena de interdição do estabelecimento.
Art. 27. É obrigatório o uso de máscaras próprias e
limpas para a cobertura da boca e nariz nas tarefas que
requerem contato direto do manipulador com o
produto, tais como: corte e mexedura de coalhada,
filetagem de pescado, corte de carnes e embalagem dos
produtos, não sendo permitida a reutilização das
mesmas em mais de um turno.
Art. 28. É obrigatório o uso de equipamentos ou
indumentárias de proteção individual, tais como: luvas
em malha de aço para a desossa e corte de carnes e
pescados; chapéu, macacão, luva e bota de apicultor
para a coleta de mel; aventais industriais e outros
relacionados com a segurança do funcionário.


CAPÍTULO VII
DAS OBRIGAÇÕES DOS ESTABELECIMENTOS

Art. 29. O produtor artesanal ou estabelecimento
processador artesanal têm as seguintes obrigações:
I – cumprir e fazer cumprir todas as exigências
contidas no presente Regulamento;
II – apresentar relatório mensal ao SIE/RR até o 5º dia
útil do mês subsequente, contendo os dados
estatísticos da produção, industrialização, do
transporte e da comercialização dos produtos de
origem animal, o não atendimento da entrega do
relatório no prazo estabelecido, culminará na aplicação
das penalidades do art. 49 deste regulamento;
III – fornecer pessoal necessário, bem como o material
necessário aos trabalhos de inspeção;
IV – manter em dia o registro do recebimento de
animais, matérias-primas, produtos elaborados,
especificando sua procedência e qualidade, saída e
destino destes;
V – possuir livro oficial de registro com termo inicial
de abertura, lavrado pela ADERR, na data do início do
funcionamento, para as informações, recomendações e
visitas da fiscalização, para o controle higiênico-
sanitário e tecnológico da produção, e ser mantido no
estabelecimento produtor, à disposição da
fiscalização.

Art. 30. O estabelecimento deverá manter um sistema
de controle que permita confrontar, em quantidade, o
volume dos produtos elaborados com a matéria-prima
e ingredientes que lhe deram origem.
Art. 31. Os estabelecimentos de beneficiamento de
leite e industrialização de seus derivados são obrigados
a fornecer ao serviço de inspeção sanitária a relação
atualizada dos fornecedores, nome da propriedade
rural e atestado sanitário do rebanho, sempre que
exigido pelo Serviço Oficial de Inspeção.

CAPÍTULO VIII
DA INSPEÇÃO E DA FISCALIZAÇÃO

Art. 32. A inspeção e fiscalização obedecerão às
normas estabelecidas neste Regulamento, bem como
em outros regulamentos específicos ao produto
elaborado e à área de atuação da empresa.
Art. 33. A inspeção e fiscalização serão exercidas pela
ADERR, por meio do SIE/RR, sobre pessoas físicas e
jurídicas de direito público e privado, por servidores
devida- mente capacitados.
Art. 34. O exercício da inspeção e fiscalização previsto
no artigo anterior caberá a médicos veterinários, nas
suas respectivas áreas de competência, podendo dispor
de auxiliares devidamente capacitados, sempre sob as
suas responsabilidades.
§ 1º Os fiscais terão carteira de identidade funcional na
qual constará a denominação do órgão emitente, o
número da matrícula, além de assinatura, fotografia e
cargo.
§ 2º Os fiscais, no exercício de suas funções, ficam
obrigados a exibir a carteira de identidade funcional
quando solicitados.
§ 3º É permitido aos fiscais, no desempenho de suas
funções, o ingresso em qualquer estabelecimento das
pessoas físicas e jurídicas relacionadas no Art. 35 deste
Regulamento.

CAPÍTULO IX
DO CONTROLE DE QUALIDADE DOS
PRODUTOS, DO TRANSPORTE, DA
EMBALAGEM E ARMAZENAGEM

Art. 35. Os produtos e matérias primas artesanais
comestíveis de origem animal, satisfeitas as
exigências legais, as reinspeções, respeitadas as
disposições no presente decreto, terão livre trânsito no
estado de Roraima.
Art. 36. Qualquer produto artesanal comestível de
origem animal, destinado a alimentação humana
deverá obrigatoriamente, para transitar no estado de
Roraima, portar rótulo registrado no S.I.E./RR ou o
carimbo de inspeção aplicado no produto (carcaças de
animais abatidos).
Art. 37. Verificando o descumprimento do artigo 38
7

deste regulamento, o produto será apreendido pelo
S.I.E./RR que lhe dará o destino conveniente, devendo
ser lavrado os respectivos termos de apreensão e auto
de infração contra o infrator.
Art. 38. Os produtos artesanais deverão obedecer aos
padrões higiênico-sanitários, físico-químicos e
microbiológicos estabelecidos pela legislação vigente.
Art. 39. O estabelecimento só poderá utilizar rótulos
devidamente aprovados e registrados no S.I.E./RR.
Art. 40. Cada tipo de produto deverá ter seu registro
de rótulo junto ao S.I.E./RR, descrevendo o processo
de produção e o registro de fórmula contendo matérias
primas e ingredientes utilizados.
Parágrafo único. Constituirá a fórmula dos produtos
artesanais:
I – matéria prima de origem animal;
II – ingredientes, condimentos, corantes, coagulantes,
conservantes, antioxidantes, fermentos e quaisquer
outras substâncias que entrem em sua elaboração; III –
tecnologia de processamento.
Art. 41. A elaboração de produtos artesanais não
padronizados só será permitida após a aprovação do
seu registro de rótulo pelo S.I.E./RR.
Art. 42. Os produtos artesanais produzidos
anteriormente à entrada em vigor deste Decreto, bem
como os futuros, deverão obter junto ao S.I.E./RR a
aprovação de sua fórmula e seu respectivo processo de
elaboração.
Art. 43. A análise qualitativa da matéria prima de
ingredientes e produtos artesanais será realizada em
laboratórios especializados da rede oficial ou privados
estabelecidos no Estado, quando credenciados e
conveniados na forma da Lei. Caso essas análises não
possam ser realizadas pelos laboratórios credenciados,
a despesa de envio para realização das análises
solicitadas pelo serviço oficial, em laboratórios
credenciados em outros estados, serão custeadas pelo
estabelecimento processador artesanal de alimentos.
Art. 44. Os produtos que não se destinarem à
comercialização imediata deverão ser armazenados
em locais próprios e em temperaturas adequadas para
a melhor conservação e preservação de sua qualidade.
Art. 45. O transporte da matéria-prima e dos produtos
finais deverá ser efetuado em veículo limpo e fechado,
dotado de proteção e de outras condições adequadas
para manter a qualidade do produto.
Parágrafo único. Os produtos transportados deverão
ser embalados atendendo o art. 44 deste Regulamento
e acondicionados em caixas fechadas.
Art. 46. O uso de aditivos será permitido desde que
sejam cumpridas as Normas do Ministério da Saúde,
com a obrigatoriedade de sua descrição nos
ingredientes contidos na rotulagem.
Parágrafo único. Fica terminantemente proibida a
utilização de produtos que contenham amido vegetal
e/ou gordura de origem vegetal em produtos lácteos.
Neste caso o produto deverá ser apreendido e
inutilizado imediatamente, não cabendo qualquer
indenização e submetendo o estabelecimento que o
produziu ao disposto no art. 49 deste Regulamento.
Art. 47. A embalagem dos produtos deverá obedecer
às condições de higiene necessárias à boa conservação
dos mesmos e a rotulagem conter todas as informações
preconizadas pelo Código de Defesa do Consumidor e
legislações específicas, a indicação de que é produto
artesanal e o número de registro na ADERR.

CAPÍTULO X
DAS PENALIDADES

Art. 48. As infrações às normas previstas neste
Regulamento serão punidas, isolada ou
cumulativamente, com as seguintes sanções, sem
prejuízo de natureza cível e penal cabível.
I – advertência – nos casos de primeira infração, em
que não se configure dolo ou má-fé e desde que não
haja risco iminente de natureza higiênico-sanitária,
devendo a situação ser regularizada no prazo
estabelecido pelo S.I.E./RR;
II – multa, até o limite de 29 UFERR’s, nos casos não
compreendidos no inciso I deste artigo;
III – apreensão e/ou inutilização de matéria-prima,
ingredientes e produtos artesanais elaborados, quando
não se apresentarem dentro dos padrões higiênico-
sanitários, físico- químicos e microbiológicos
adequados à sua finalidade ou quando forem
adulterados; IV – suspensão das atividades do
estabelecimento, nas hipóteses de risco ou ameaça de
natureza higiênico-sanitária, ou, ainda, de embaraço à
ação fiscalizadora;
V – interdição total ou parcial do estabelecimento,
quando a infração consistir na falsificação ou
adulteração de produtos artesanais ou se verificar a
inexistência de condições higiênico-sanitárias
adequadas;
VI – cancelamento da licença junto à ADERR,
respeitando o devido processo legal e os princípios da
ampla defesa e do contraditório.
§ 1º As multas de que trata o inciso II deste artigo são
aplicadas:
I – sem prejuízo das demais sanções previstas nos
incisos III, IV e V deste artigo, podendo ser elevadas
até o máximo de 10 vezes, quando o volume da
produção do infrator faça prever que a punição será
ineficaz;
II – em dobro, no caso de reincidência.
8

III – em caso de aplicação de multa, considerando a
condição econômico-financeira do infrator e os meios
ao seu alcance para se cumprir a Lei, o mesmo poderá
solicitar o parcelamento da multa junto a ADERR em
até 12 (doze) parcelas iguais.
§ 2º Caso não sejam atendidas as exigências que
motivaram a suspensão de que trata o inciso IV deste
artigo, em prazo estipulado pelo S.I.E./RR, a empresa
é interditada.
§ 3º A interdição do estabelecimento de que trata o
inciso V deste artigo pode ser revogada ou suspensa
após o atendimento das exigências que motivaram a
sanção, caso não seja revogada ou suspensa, o registro
é cancelado decorrido o prazo de seis meses. Art. 49.
O infrator, uma vez multado, e respeitado o processo
legal, tem o prazo de 30 (trinta) dias para efetuar o
pagamento da multa, por meio de guias do Documento
de Arrecadação de Receita Estadual – DARE, e
apresentar a comprovação de pagamento na ADERR.
Art. 50. O não-recolhimento da multa no prazo legal
implica a inscrição em Dívida Ativa do Estado.
Art. 53. As penalidades impostas pelo S.I.E./RR
cabem recurso junto a ADERR.

CAPÍTULO XI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 54. O estabelecimento responderá legal e
juridicamente pelas consequências à saúde pública,
caso se comprove omissão ou negligência no que se
refere à observância dos padrões higiênico-sanitários,
físico-químicos e microbiológicos, à adição indevida
de produtos químicos e biológicos, ao uso impróprio
de práticas de recebimento, obtenção e depósito de
matéria-prima e ingredientes, elaboração,
acondicionamento, armazenagem, transporte e
comercialização de produtos artesanais.
Art. 55. Qualquer ampliação, remodelação ou
construção no estabelecimento registrado só poderá ser
feita após prévia aprovação das plantas pelo S.I.E./RR.
Art. 56. O controle sanitário dos rebanhos e produtos
vegetais que geram a matéria- prima para a produção
artesanal de alimentos é obrigatório e deverá seguir
orientação do S.I.E./RR.
Art. 57. Os Municípios que possuam estrutura técnica
e laboral, bem como o Serviço de Inspeção Municipal
instalado que preencha as condições adequadas à
execução das tarefas para implementação e
funcionamento da inspeção e fiscalização dos
estabelecimentos, visando à garantia dos aspectos de
sanidade e controle de qualidade dos produtos
processados nos estabelecimentos abrangidos por este
Decreto, poderão assumir tal competência delegada
pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado de
Roraima – ADERR.
Art. 58. O estabelecimento deverá manter controle de
qualidade do produto a ser comercializado, mediante
implantação e aplicação criteriosa das Boas Práticas de
Fabricação (BPF), sendo facultada à ADERR a coleta,
acondicionamento e encaminha- mento das amostras
ao laboratório para as análises de rotina, seguindo
normas operacionais definidas para tal fim, conforme
o disposto no art. 40 deste Decreto, sem ônus para a
unidade agroindustrial artesanal.
Art. 59. A ADERR poderá estabelecer, quando for o
caso, as análises rotineiras necessárias para cada
produto beneficiado.
Parágrafo único. As amostras para as análises
especificadas no caput deste artigo deverão ser
coletadas exclusivamente nas unidades artesanais.
Art. 60. Normas operacionais complementares,
quando necessárias, serão estabelecidas em
normativas internas da ADERR.
Art. 61. Os casos omissos e dúvidas suscitadas na
execução deste Regulamento serão resolvidos pela
ADERR, com a participação direta de representante(s)
dos estabeleci- mentos artesanais.
Art. 62. Os estabelecimentos de produtos artesanais
não contemplados por este Regulamento continuarão
regidos pelo disposto nas legislações vigentes, ou
qualquer outra norma que o substitua.
Palácio Senador Hélio Campos/RR, 20 de novembro
de 2013.
JOSÉ DE ANCHIETA JÚNIOR
Governador do Estado de Roraima



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LEI Nº 881 DE 21 DE DEZEMBRO DE 2012.

Dispõe sobre a produção, o transporte, o armazenamento,
a comercialização, a utilização, o destino final dos
resíduos e embalagens vazias, o controle, a inspeção e a
fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, no
Estado de Roraima, e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço
saber que a Assembleia Legislativa do Estado aprovou e
eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O uso, a produção, o consumo, o transporte, o
armazenamento, a comercialização, o destino final dos
resíduos e embalagens vazias, o controle, a inspeção e a
fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, na
forma dos artigos 23 e 24 da Constituição Federal de 1988
e na forma do artigo 10 da Lei Federal nº. 7.802, de 11 de
julho de 1989, observarão, além do estabelecido na
Legislação Federal Específica em vigor, as normas
complementares fixadas na regulamentação desta Lei.
Art. 2º Compete à Agência de Defesa Agropecuária de
Roraima (ADERR), à Secretaria de Estado de Saúde -
SESAU e a Fundação Estadual de Meio Ambiente e
Recursos Hídricos (FEMARH), zelar pelo cumprimento
dos dispositivos estabelecidos por esta Lei e pela
Legislação Federal vigente, nos termos estabelecidos
nesta Lei.

Art. 3º Para os efeitos desta Lei entende-se por:
I - aditivo: substância ou produto adicionado à
agrotóxicos, componentes e afins, visando melhorar sua
ação, função, durabilidade, estabilidade e detecção ou
para facilitar o processo de produção;
II - adjuvante: produto utilizado em mistura com produtos
formulados para melhorar a sua aplicação;
III - adulterar: Mudar, alterar, modificar;
IV - agente biológico de controle: o organismo vivo, de
ocorrência natural ou obtida por manipulação genética,
introduzido no ambiente para o controle de uma
população ou de atividades biológicas de outro organismo
vivo considerado nocivo;
V - agrotóxicos e afins: produtos e agentes de processos
físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos
setores de produção, no armazenamento e beneficiamento
de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de
florestas, nativas ou plantadas, e em outros ecossistemas,
ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade
seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de
preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados
nocivos, assim como as substâncias e produtos
empregados como desfolhantes, dessecantes,
estimuladores e inibidores de crescimento;
VI - armazenamento: ato de armazenar, estocar ou guardar
agrotóxicos, seus componentes e afins;
VII - cadastro de agrotóxicos e afins: ato privativo da
Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR)
que permite comercializar, transportar, armazenar e
utilizar um agrotóxico e afim, no Estado de Roraima, e
para obtenção de dados sobre produtos utilizados no
Estado, o qual visa subsidiar as ações de controle e
fiscalização do uso, do comércio, do armazenamento e do
transporte de agrotóxicos e afins;
VIII - centro ou central de recebimento: estabelecimento
mantido e credenciado por um ou mais fabricantes e
registrantes, ou conjuntamente com comerciantes,
destinado à triagem, recebimento, prensagem ou
trituração e armazenamento provisório de embalagens
vazias de agrotóxicos, seus componentes e afins, dos
estabelecimentos comerciais, dos postos de recebimento
ou diretamente dos usuários;
IX - comercialização: operação de compra, venda ou
permuta dos agrotóxicos, seus componentes e afins;
X - comerciante: toda pessoa jurídica que emite nota fiscal
de agrotóxicos e afins;
XI - componentes: princípios ativos, produtos técnicos,
suas matérias-primas, ingredientes inertes e aditivos
usados na fabricação de agrotóxicos, seus componentes e
afins;
XII - controle: verificação do cumprimento dos
dispositivos legais e requisitos técnicos relativos a
agrotóxicos, seus componentes e afins;
XIII - detentor: pessoa física ou jurídica que, durante uma
ação fiscalizatória, estiver de posse ou sob sua
responsabilidade agrotóxicos e afins;
XIV - embalagem: invólucro, recipiente ou qualquer
forma de acondicionamento, removível ou não, destinado
a conter, cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter
os agrotóxicos, seus componentes e afins;
XV - empregador: empresa, individual ou coletiva, que,
assumindo os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e dirige a prestação de serviços. Equiparam-se ao
empregador, para efeitos exclusivos de emprego, os
profissionais liberais e as instituições sem fins lucrativos
que admitirem trabalhadores como empregados;
XVI - equipamento de proteção coletiva (EPC): todo
dispositivo ou produto, de uso coletivo, destinado à
proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a
saúde em ambientes de trabalho;
XVII - equipamento de proteção individual (EPI): todo
vestuário, material ou equipamento destinado a proteger
pessoa envolvida na produção, manipulação e uso de
agrotóxicos, seus componentes e afins;
XVIII - exportação: ato de saída de agrotóxicos, seus
componentes e afins, do país para o exterior;


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XIX - fabricante: pessoa física ou jurídica habilitada a
produzir componentes;
XX - falsificar: reproduzir imitando, contrafazer, dar
aparência enganosa;
XXI - fiscalização: ação direta da Agência de Defesa
Agropecuária de Roraima (ADERR), com poder de
polícia, na verificação do cumprimento da legislação
específica;
XXII - formulador: pessoa física ou jurídica habilitada a
produzir agrotóxicos, seus componentes e afins;
XXIII - formulação: produto resultante do processamento
de produto técnico, mediante adição de ingredientes
inertes, com ou sem adjuvante ou aditivo;
XXIV - importação: ato de entrada de agrotóxicos, seus
componentes e afins no Estado, provenientes de outras
Unidades da Federação;
XXV - impureza: substância diferente do ingrediente ativo
derivado do seu processo de produção;
XXVI - ingrediente ativo ou princípio ativo: agente
químico, físico ou biológico utilizado para conferir
eficácia aos agrotóxicos e afins;
XXVII - ingrediente inerte: substância ou produto não
ativo em relação à eficácia dos agrotóxicos e afins, usado
como veículo, diluente ou para conferir características
próprias às formulações;
XXVIII - inspeção: acompanhamento, por técnicos
especializados, das fases de produção, transporte,
armazenamento, manipulação, comercialização,
utilização, importação, exportação e destino final dos
agrotóxicos, seus componentes e afins, bem como de seus
resíduos e embalagens;
XXIX - intervalo de reentrada: intervalo de tempo entre a
aplicação de agrotóxicos ou afins e a entrada de pessoas
na área tratada sem a necessidade de uso do EPI;
XXX - intervalo de segurança ou período de carência, na
aplicação de agrotóxicos ou afins:
a) antes da colheita: intervalo de tempo entre a
última aplicação e a colheita;
b) pós-colheita: intervalo de tempo entre a última
aplicação e a comercialização do produto tratado;
c) em pastagens: intervalo de tempo entre a última
aplicação e o consumo do pasto;
d) em ambientes hídricos: intervalo de tempo entre
a última aplicação e o reinício das atividades de irrigação,
dessedentação de animais, balneabilidade, consumo de
alimentos provenientes do local e captação para
abastecimento público; e
e) em relação a culturas subsequentes: intervalo de
tempo transcorrido entre a última aplicação e o plantio
consecutivo de outra cultura.
XXXI - limite máximo de resíduo (LMR): quantidade
máxima de resíduo de agrotóxico ou afim oficialmente
aceita no alimento, em decorrência da aplicação adequada
numa fase específica, desde sua produção até o consumo,
expressa em partes (em peso) do agrotóxico, afim ou seus
resíduos por milhões de partes de alimento (em peso)
(ppm ou mg/kg);
XXXII - manipulador: pessoa física ou jurídica habilitada
e autorizada a fracionar e reembalar agrotóxicos, seus
componentes e afins, com o objetivo específico de
comercialização;
XXXIII - manejo integrado: conjunto de práticas
agronômicas baseadas no manejo das populações de
pragas, patógenos e plantas invasoras, visando minimizar
a utilização de agrotóxico ou afim, manter a população
dos agentes abaixo do nível de dano econômico e
viabilizar a conservação do equilíbrio do agroecossistema,
com maior produção e menor custo;
XXXIV – matéria-prima: produto ou substância utilizado
na obtenção de um ingrediente ativo ou de um produto que
o contenha por processo químico, físico ou biológico;
XXXV - mistura em tanque: associação de agrotóxicos e
afins no tanque do equipamento aplicador, momentos
antes da aplicação;
XXXVI - novo produto: produto técnico, pré-mistura ou
produto formulado, contendo ingrediente ativo ainda não
registrado no Brasil;
XXXVII - país de origem: país em que o agrotóxico,
componente ou afim é produzido;
XXXVIII - país de procedência: país exportador do
agrotóxico, componente ou afim para o Brasil;
XXXIX - pesquisa e experimentação: procedimentos
técnico-científicos que visam gerar informações e
conhecimentos a respeito da aplicabilidade de
agrotóxicos, de seus componentes e afins, da sua
eficiência e dos seus efeitos sobre a saúde humana e o
meio ambiente;
XL - posto de recebimento: estabelecimento mantido ou
credenciado por um ou mais estabelecimentos comerciais
ou conjuntamente com fabricantes, destinado a receber e
armazenar, provisoriamente, embalagens vazias de
agrotóxicos e afins devolvidas pelos usuários;
XLI - pré-mistura: produto obtido a partir do produto
técnico, por meio de processos químicos, físicos ou
biológicos, destinados exclusivamente à preparação de
produtos
XLII - prestadora de serviço: pessoa física ou jurídica
habilitada a executar trabalho de aplicação e
armazenamento de agrotóxicos, seus componentes e afins,
e ainda recebimento e armazenamento provisório de
embalagens vazias de agrotóxicos, seus componentes e
afins;
XLIII - produção: processo de natureza química, física ou
biológica para obtenção de agrotóxicos, seus componentes
e afins;
XLIV - produto de degradação: substância ou produto
resultante de processos de degradação de um agrotóxico,
componentes ou afins;


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XLV - produto formulado: agrotóxico ou afim obtido a
partir do produto técnico ou de pré-mistura, por processo
físico, ou diretamente de matérias-primas por processos
físicos, químicos ou biológicos;
XLVI - produto formulado equivalente: produto que,
comparado com produto formulado já registrado, possui a
mesma indicação de uso, produtos técnicos equivalentes
entre si, a mesma composição qualitativa e cuja variação
quantitativa dos componentes não o leva a expressar
diferença no perfil toxicológico e ecotoxicológico frente
ao produto em referência;
XLVII - produto para jardinagem amadora: produtos para
uso em jardins domésticos, tais como inseticidas para
jardim, formicidas, abrilhantadores de folha e herbicidas
pronto-uso ou em pequena embalagem;
XLVIII - produtos saneantes: produtos registrados pela
ANVISA, para uso em ambiente urbano; estes produtos
devem utilizar ingredientes ativos de toxidade oral aguda
(DL50 oral) maior que 2000 mg/kg de peso corpóreo para
produtos sob a forma líquida, ou a 500 mg/kg de peso
corpóreo para produtos sob a forma sólida;
XLIX - produto técnico: produto obtido diretamente de
matérias-primas por processo químico, físico ou
biológico, destinado à obtenção de produtos formulados
ou de prémisturas e cuja composição contenha teor
definido de ingrediente ativo e impurezas, podendo conter
estabilizante e produtos relacionados, como isômeros;
L - produto técnico equivalente: produto que tem o mesmo
ingrediente ativo de outro produto técnico já registrado,
cujo teor e conteúdo de impurezas presentes não variem a
ponto de alterar seu perfil toxicológico e ecotoxicológico;
LI - propaganda comercial: a comunicação de caráter
comercial ou técnico-comercial dirigida a público
específico;
LII - receita ou receituário agronômico: prescrição e
orientação técnica para utilização de agrotóxico ou afim,
por profissional legalmente habilitado, engenheiros
agrônomos ou florestais, em suas respectivas áreas de
competência;
LIII - registrante de produto: pessoa física ou jurídica,
legalmente habilitada, que solicita o registro de um
agrotóxico, componente ou afim;
LIV - registro de empresa e de prestadora de serviço: ato
dos órgãos competentes estaduais, municipais e do distrito
federal que autoriza o funcionamento de um
estabelecimento produtor, formulador, importador,
exportador, manipulador, comercializador, ou prestador
de serviços na aplicação de agrotóxicos e afins;
LV - registro especial temporário (RET): ato privativo de
órgão federal competente, destinado a atribuir o direito de
utilizar um agrotóxico, componente ou afim para
finalidades específicas em pesquisa e experimentação, por
tempo determinado, podendo conferir o direito de
importar ou produzir a quantidade necessária à pesquisa e
experimentação;
LVI - reincidência: quando o infrator infringe os mesmos
dispositivos legais;
LVII - resíduo: substância ou mistura de substâncias
remanescentes, ou existentes em alimentos ou no meio
ambiente, decorrentes do uso ou da presença de
agrotóxicos e afins, inclusive quaisquer derivados
específicos tais como produtos de conversão e de
degradação, metabólitos, produtos de reação e impurezas,
consideradas toxicológicas e ambientalmente
importantes;
LVIII - rotulagem: ato de identificação impressa ou
litografada, com dizeres ou figuras pintadas ou gravadas a
fogo por pressão ou decalque, aplicados sobre qualquer
tipo de embalagem unitária de agrotóxico ou afim e em
qualquer outro tipo de projeto de embalagem que vise à
complementação, sob forma de etiqueta, carimbo,
indelével, bula ou folheto contendo, inclusive, nome e
registro, no conselho de fiscalização profissional, do
responsável técnico pelo produto;
LIX - solvente: líquido no qual uma ou mais substâncias
se dissolvem para formar solução;
LX - titular de registro: pessoa física ou jurídica que detém
os direitos e as obrigações conferidas pelo registro de
agrotóxico, componente ou afim;
LXI - transporte: ato de deslocamento, em todo o território
do Estado, de agrotóxicos, seus componentes e afins;
LXII - usuário: consumidor final de agrotóxicos e afins;
LXIII - utilização: emprego de agrotóxicos e afins,
mediante sua aplicação, visando alcançar uma
determinada finalidade; e
LXIV - venda aplicada: operação de comercialização
vinculada à prestação de serviços de aplicação de
agrotóxicos e afins, indicadas em rótulo e bula.
LXV - venda direta: operação de comercialização
realizada diretamente entre o consumidor final e os
fabricantes, formuladores, registrantes, distribuidores e
revendedores de agrotóxicos, seus componentes e afins,
instalada em outros Estados.

CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA
Art. 4º À Agência de Defesa Agropecuária de Roraima
(ADERR) compete:
I - estabelecer diretrizes e exigências de dados e
informações para registro de empresa e de prestador de
serviços, cadastro de agrotóxicos e afins, destinados ao
uso nos setores de produção agropecuária, no transporte,
no armazenamento e beneficiamento de produtos
agrícolas, nas pastagens, nas agroindústrias e na proteção
de florestas plantadas;
II - conceder registro a pessoa física e jurídica que
produza, importe, exporte, manipule, embale, armazene
ou comercialize agrotóxicos, seus componentes e afins,
instalados no Estado;


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III - conceder cadastro a pessoa física e jurídica que
produza, importe, exporte, manipule, embale, armazene
ou comercialize agrotóxicos, seus componentes e afins;
IV - conceder registro a pessoa física e jurídica, que
comercialize ou preste serviços de aplicação de
agrotóxicos e afins;
V - cadastrar produtos agrotóxicos e afins, previamente
registrados no órgão federal competente, a serem
armazenados, comercializados e utilizados no Estado de
Roraima;
VI - controlar, fiscalizar e inspecionar a comercialização,
a utilização, o transporte interno de agrotóxicos e afins, a
prestação de serviços de aplicação nos setores de
produção agropecuária, no armazenamento e
beneficiamento de produtos formulados; agrícolas e
agroindustriais, nas pastagens e na proteção de florestas
plantadas;
VII - orientar e fiscalizar o destino adequado dos resíduos
e das embalagens vazias de agrotóxicos e afins;
VIII - realizar a amostragem de produtos agrícolas, de solo
e de água, para determinação dos níveis de resíduos de
agrotóxicos, seus componentes e afins;
IX - realizar a amostragem de produto agrotóxico e afim
para avaliação das especificações declaradas no registro;
X - desenvolver ações educativas de divulgação e de
esclarecimento que assegurem o uso correto de
agrotóxicos e afins e a destinação adequada de resíduos e
embalagens vazias;
XI - publicar no Diário Oficial do Estado a relação dos
agrotóxicos e afins cadastrados no Estado e os produtos
descontinuados, neste caso informando o motivo.

Art. 5º À Secretaria de Estado da Saúde compete:
I - estabelecer diretrizes e exigências de dados e
informações para registro de empresa e de prestador de
serviços, cadastro de produtos saneantes e produtos para
jardinagem amadora destinados à higienização,
desinfecção e desinfestação de ambientes domiciliares,
públicos ou coletivos, e àqueles cujo destino seja o
tratamento de água e o uso em campanhas de saúde
pública;
II - conceder registro a empresa que produza, importe,
manipule, embale, armazene e comercialize produto
saneante e produto para jardinagem amadora, destinado à
higienização, desinfecção e desinfestação de ambientes
domiciliares, públicos ou coletivos, também produtos para
o tratamento de água e o uso em campanhas de saúde
pública;
III - conceder registro a empresa prestadora de serviços de
aplicação de produtos saneantes e produtos para
jardinagem amadora, utilizados na higienização,
desinfecção ou desinfestação de ambientes domiciliares,
públicos ou coletivos, bem como de produtos destinados
ao tratamento de água e de uso em campanhas de saúde
pública;
IV - conceder cadastro a produtos saneantes e produtos
para jardinagem amadora, previamente registrados no
órgão federal competente, a serem produzidos,
manipulados, embalados, armazenados, comercializados
e utilizados na higienização, desinfecção ou desinfestação
de ambientes domiciliares, públicos ou coletivos, bem
como de produtos destinados ao tratamento de água e de
uso em campanhas de saúde pública;
V - controlar, fiscalizar e inspecionar o uso, o transporte
interno, o armazenamento, a comercialização e a
destinação de sobras, rejeitos e embalagens vazias de
produtos saneantes e produtos para jardinagem amadora,
as empresas prestadoras de serviços de aplicação dos
produtos destinados à higienização, desinfecção de
ambientes domiciliares, públicos ou coletivos, também os
produtos destinados ao tratamento de água e ao uso em
campanhas de saúde pública;
VI - desenvolver ações educativas de divulgação e de
esclarecimento, que assegurem o uso correto e seguro de
produtos saneantes e produtos para jardinagem amadora e
a destinação final das embalagens vazias;
VII - Implantar ações de atenção integral à saúde das
populações expostas laboralmente a agrotóxicos,
considerando os diferentes níveis de complexidade da
rede de atenção à saúde do SUS (atenção primária em
saúde, centros de referência em saúde do trabalhador, rede
de especialistas, urgência emergência, centros de
informações toxicológicas, rede hospitalar e vigilância em
saúde), visando a promoção, a proteção, a prevenção, a
vigilância, o diagnóstico, o tratamento, a recuperação e a
reabilitação da saúde.
VIII - publicar no Diário Oficial do Estado, listagem dos
novos produtos saneantes e produtos para jardinagem
amadora, cadastrados para uso na higienização,
desinfecção ou desinfestação de ambientes domiciliares,
públicos ou coletivos, incluídos os produtos destinados ao
tratamento de água e campanhas de saúde pública, e
relação dos produtos saneantes e produtos para
jardinagem amadora que tiverem seu cadastro cancelado,
neste caso informando o motivo;

Art. 6º À Fundação Estadual de Meio Ambiente e
Recursos Hídricos (FEMARH) compete:
I - estabelecer diretrizes e exigências para o licenciamento
ambiental (Licença Prévia,
Licença Instalação e Licença de Operação) de
estabelecimento formulador e embalador de agrotóxicos e
afins;
II - conceder licenciamento ambiental a estabelecimento
produtor;
III - fiscalizar, controlar e inspecionar:
a) a operação da indústria, da manipulação e da
embalagem;
b) o transporte e o armazenamento de agrotóxicos,
seus componentes e afins com vistas à proteção ambiental;


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c) a prestação de serviços de aplicação dos
agrotóxicos e afins, destinados ao uso em florestas
nativas, ambientes hídricos e outros ecossistemas;
IV - desenvolver ações educativas de divulgação e de
esclarecimento, que assegurem a conservação dos
recursos ambientais quando da utilização de agrotóxicos e
afins, também quando da destinação final de resíduos e
embalagens vazias de agrotóxicos e afins;
V - estabelecer exigências, normas e procedimentos para
licenciamento ambiental de unidades de recebimento de
embalagens vazias de agrotóxicos e afins;
VI - conceder licenciamento ambiental para unidades de
recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos e afins;
VII - orientar e fiscalizar o destino das embalagens vazias
de agrotóxicos e afins nas unidades de recebimento.

CAPÍTULO III
DO CADASTRAMENTO DO PRODUTO
Art. 7º O Agrotóxico, seus componentes e afins, para
serem produzidos, importados, manipulados, embalados,
armazenados, comercializados e utilizados no Estado de
Roraima terão de ser previamente registrados no órgão
federal competente e cadastrados na ADERR.

Art. 8º Para que os produtos sejam cadastrados, a indústria
importadora, produtora ou manipuladora de agrotóxicos e
afins, postulante do cadastramento do produto,
apresentará obrigatoriamente, mediante requerimento
dirigido ao Dirigente do órgão estadual competente, os
seguintes documentos:
I - requerimento firmado por representante legal da
empresa, dirigido ao dirigente do órgão estadual
competente;
II - comprovante de registro do produto no órgão federal;
III - cópia do modelo de bula aprovado pelo
MAPA/ANVISA/IBAMA;
IV - cópia do layout do rótulo aprovado pelo
MAPA/ANVISA/IBAMA;
V - cópia da monografia técnica aprovada pela ANVISA;
VI - comprovação que é associado a órgão responsável
pelo recolhimento e destinação final de agrotóxicos; e
VI - comprovante de recolhimento da taxa de cadastro.

§ 1º Atendido o disposto nesta Lei, ou em regulamento, é
fornecido ao interessado o
Certificado de Cadastro do Produto.

§ 2º O cadastramento junto à ADERR terá validade de (1)
um ano, a partir da data do cadastramento, sendo
automaticamente cancelado, quando do vencimento ou
cancelamento no órgão federal equivalente, e poderá ser
revalidado por períodos iguais e sucessivos.

§ 3º Os cadastrantes e titulares de registro fornecerão,
obrigatoriamente, ao setor do órgão competente do Estado
de Roraima, as inovações concernentes aos dados
fornecidos para o cadastro de seus produtos.

Art. 9° Em caso de dúvida sobre a nocividade ambiental e
toxicológica do produto, a ADERR, ouvidos os órgãos
competentes da Secretaria de Estado da Saúde e da
Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos
Hídricos (FEMARH), poderá requisitar dos órgãos
públicos ou privados informações ou pesquisas
adicionais, a serem custeadas pelo requerente do cadastro,
com parecer final do Conselho Estadual de Agrotóxicos.

Art. 10. Os produtos saneantes e produtos para jardinagem
amadora deverão ser regidos por normas estabelecidas
pela Secretaria de Estado da Saúde.

Art. 11. A empresa produtora, manipuladora e
importadora deverá fornecer método e padrão analítico do
produto, quando solicitada pela ADERR, que poderá
determinar exames laboratoriais às expensas do
requerente do cadastro.

Art. 12. A indústria importadora, produtora ou
manipuladora de agrotóxicos e afins, postulante do
cadastramento do produto, apresentará, obrigatoriamente,
mediante requerimento dirigido ao Dirigente da ADERR,
os seguintes documentos:
I - requerimento dirigido ao Dirigente da ADERR,
firmado pelo representante legal da empresa;
II - cópia do Certificado de Registro junto ao órgão federal
competente;
III - cópia do Relatório Técnico aprovado pelo órgão
federal competente;
IV - cópias do rótulo e bula aprovados pelos órgãos
federais competentes;
V - comprovação que é associado a órgão responsável
pelo recolhimento e destinação final de agrotóxicos; e
VI - comprovante de pagamento de taxa para fins de
cadastramento do produto.
Parágrafo único. O cancelamento do registro do produto
junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA) acarreta o cancelamento ex-
officio do cadastramento existente perante a ADERR ou o
arquivamento do pedido de cadastramento.




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Art. 13. Os usuários, para aquisição de agrotóxicos em
outros Estados da Federação, deverão solicitar autorização
de aquisição do produto na ADERR, acompanhado do
respectivo receituário agronômico.

Art. 14. O procedimento de cadastramento do produto
obedecerá a essa norma e a procedimentos específicos
estabelecidos por ato do Dirigente da ADERR.

Parágrafo único. Qualquer pessoa física ou representante
de pessoa jurídica de direito público ou privado poderá
examinar a documentação de cadastro existente e solicitar
cópias, mediante pagamento de custas.

Art. 15. Qualquer alteração no registro referente ao
produto já cadastrado deverá ser imediatamente
comunicado a ADERR, obrigando ao interessado fazer
pedido de alteração de cadastro, anexando os documentos
comprobatórios da alteração e efetuando pagamento da
taxa de alteração de cadastro, permanecendo a validade
inicial do cadastro.

Art. 16. Atendido o disposto no artigo 12 desta Lei, após
análise e parecer do setor responsável, será fornecido ao
interessado o Certificado de Cadastro do Produto.

Art. 17. Atendidas as diretrizes dos órgãos estaduais
responsáveis que atuam nas áreas de agricultura, saúde, e
meio ambiente, as pessoas físicas e jurídicas que sejam
prestadoras de serviços na aplicação de agrotóxicos, seus
componentes e afins, ou que os produzam, importem,
exportem ou comercializem, ficam obrigadas a
providenciar a sua regularização no Estado, atendidas as
diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis
que atuam nas áreas de saúde, do meio ambiente e da
agricultura.

Parágrafo único. São prestadoras de serviços as pessoas
físicas e jurídicas que executem trabalho de prevenção,
destruição e controle de seres vivos, considerados
nocivos, aplicando agrotóxicos, seus componentes e afins.

Art. 18. Qualquer pessoa física ou jurídica de direito
público ou privado poderá, em petição fundamentada,
solicitar a impugnação do cadastramento do produto,
objeto desta Lei, arguindo prejuízos ao meio ambiente, à
saúde humana e aos animais.

Art. 19. Possuem legitimidade para requerer o
cancelamento ou a impugnação, em nome próprio, do
registro de agrotóxicos e afins, em petição fundamentada,
arguindo prejuízos ao meio ambiente, à saúde humana e
aos animais:
I - a pessoa física ou jurídica beneficiária do registro ou
do ato administrativo atacado;
II - entidades de classe, representativa de profissões
ligadas ao setor, em funcionamento há pelos menos um
ano;
III - partidos políticos com representação na Assembleia
legislativa do Estado de Roraima ou com representação no
Congresso Nacional;
IV - entidades legalmente constituídas para defesa dos
interesses difusos relacionados à proteção do consumidor,
do meio ambiente e dos recursos naturais.

§ 1° A solicitação de impugnação poderá ser feita a
qualquer tempo, mesmo após o cadastramento do produto
no Estado, mediante petição escrita e dirigida ao dirigente
da ADERR que, após análise e instrução do processo, o
encaminhará ao Conselho Estadual de Agrotóxicos.

§ 2° A petição deverá ser instruída com laudo técnico,
firmado, no mínimo, por 02 (dois) profissionais
habilitados na área de biociências, e devidamente
publicada em Diário Oficial do Estado.

§ 3º A publicação a que se refere o parágrafo anterior
caberá a ADERR, assim que o Conselho Estadual de
Agrotóxicos emitir parecer conclusivo.

§ 4° Apresentado o pedido de impugnação, a empresa
cadastrante será notificada, por via postal, com aviso de
recebimento (AR), ou pessoalmente ao seu representante
legal, e terá o prazo de até 30 (trinta) dias, a contar do
efetivo recebimento da notificação para oferecer a
contradita.

Art. 20. Ao Conselho Estadual de Agrotóxicos caberá
emitir parecer final, baseado em parecer técnico, sobre o
pedido de impugnação, apresentado, conforme o artigo
anterior desta Lei.

Parágrafo único. Decidido pela impugnação ou
cancelamento do cadastro, o produto não mais poderá ser
comercializado no Estado de Roraima, tendo a empresa
responsável pelo produto, o prazo de 30 (trinta) dias para
efetuar o seu recolhimento junto aos estabelecimentos
comerciais, findo os quais, o mesmo será apreendido pela
ADERR, com lavratura de autos.

Art. 21. A relação dos produtos cadastrados no Estado de
Roraima será publicada em Diário Oficial do Estado,
anualmente, bem como toda e qualquer alteração em caso
de novos cadastros ou cancelamentos destes.



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§ 1º A ADERR caberá elaborar e disponibilizar,
mensalmente, a listagem de agrotóxicos, seus
componentes e afins, permitidos no Estado de Roraima, e
a relação dos produtos que tiveram os cadastros
cancelados no período;

§ 2º Nas listagens deverão constar, no mínimo, o nome
técnico e comercial, o fabricante, o número do registro no
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA) e a classe toxicológica;

§ 3º Em caso de cancelamento de cadastro de produto, a
ADERR publicará no Diário Oficial do Estado a relação
dos produtos, informando o motivo.

CAPÍTULO IV
DO REGISTRO DAS EMPRESAS
Art. 22. As pessoas físicas ou jurídicas que produzam,
manipulam, aplicam, embalam, armazenam, importam ou
comercializam agrotóxicos, ficam obrigadas a promover,
anualmente, o seu registro junto a ADERR, cumprindo as
seguintes exigências:
I - apresentar, obrigatoriamente, os seguintes documentos
para registro e renovação de registro:
a) requerimento dirigido ao dirigente da ADERR,
solicitando o cadastro;
b) memorial descritivo;
c) cópia do contrato social registrado e atualizado
na Junta Comercial do Estado de Roraima;
d) comprovante de pagamento da taxa anual;
e) anotação de responsabilidade técnica - ART;
f) CGC/MF, Inscrição Estadual e Alvará de
Funcionamento;
g) declaração firmada pelo profissional legalmente
habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia – CREA/ RR que presta serviço
de Assistência técnica à empresa, renovada anualmente; e
h) comprovante que é associado a Posto de
Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos.
II - manter à disposição do serviço de inspeção e
fiscalização, o sistema de controle de entrada e saída dos
produtos, contendo, no mínimo:
a) relação detalhada do estoque existente; e
b) ficha de controle de estoque contendo o nome
comercial e quantidade dos produtos vendidos e/ou
aplicados, acompanhados dos respectivos receituários e
guias de aplicação.
III - o sistema de controle exigido nesta Lei, legível e
autêntico, deverá ser apresentado, também nos locais onde
o produto for depositado ou armazenado;
IV – encaminhar mensalmente aos escritórios locais da
ADERR a relação de estoque existente; e
V – comunicar imediatamente a ADERR a entrada de
agrotóxicos no estabelecimento para fiscalização e
lançamento na ficha de controle de estoque.

§ 1° As exigências do presente artigo e seus incisos
aplicam-se também em casos de filiais e nas mudanças de
endereço.

§ 2° Qualquer alteração na documentação exigida no
artigo 22, inciso I, deverá ser comunicada no prazo
máximo de 30 (trinta) dias, a ADERR, bem como a
comunicação antecipada, em caso de encerramento de
firmas, constando como alteração de registro e
permanecendo a validade do registro.
I - as alterações solicitadas caracterizam-se como
alteração de cadastro e será cobrada taxa de alteração de
cadastro conforme estabelecido nesta Lei; e
II - as alterações serão efetuadas por averbação ou
apostilamento no Certificado de registro ou cadastro, que
manterá seu prazo de validade.

§ 3° Para os efeitos desta Lei, ficam as cooperativas e
associações equiparadas às empresas comerciais.
§ 4º O registro das empresas será critério de habilitação
para qualquer modalidade licitatória no âmbito do Estado.

Art. 23. Atendido o disposto no artigo 22 desta Lei, após
análise pelo setor competente, será fornecido ao
interessado, no caso de pessoas jurídicas, o “Certificado
de Registro de Estabelecimento Comercial”, que deverá
ser fixado em lugar de destaque.

Art. 24. Cada estabelecimento terá registro específico e
independente, ainda que exista mais de um na mesma
localidade, de propriedade da mesma pessoa, empresa,
grupo de pessoas ou de empresas.

Art. 25. Nenhum estabelecimento que opere com
agrotóxicos e afins abrangidos por esta Lei poderá
funcionar sem assistência de profissional legalmente
habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia de Roraima - CREA/RR.

Art. 26. As instalações, ampliações, operacionalização ou
manutenção de indústrias para produção, postos e centrais
de recolhimentos de embalagens vazias de agrotóxicos e
afins no Estado de Roraima, dependem de licenciamento
na FEMARH, ouvida a ADERR e a Secretaria de Estado
da Saúde.



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Art. 27. As pessoas físicas ou jurídicas que produzam,
manipulem, importem, exportem ou que sejam
prestadoras de serviços na aplicação de agrotóxicos, seus
componentes e afins, ficam obrigados a manter à
disposição do serviço de fiscalização, os livros de registro
ou outro sistema de controle, com modelos a serem
definidos pelo órgão competente.

Art. 28. As empresas produtoras terão prazo de até
noventa dias para providenciar a retirada e a destinação
final dos produtos apreendidos, interditados, vencidos
e/ou impróprios para uso.

CAPÍTULO V
DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS

Art. 29. As pessoas físicas ou jurídicas que sejam
prestadoras de serviços na aplicação de agrotóxicos e afins
ficam obrigadas a promover o seu cadastro na ADERR,
devendo apresentar, no ato do requerimento do
cadastramento, os seguintes documentos:
a) requerimento dirigido ao dirigente da ADERR,
solicitando o cadastro;
b) comprovante que a empresa está regularmente
constituída perante a junta comercial, quando for o caso,
e/ou documentos pessoais do aplicador;
c) alvará atualizado, quando for pessoa jurídica;
d) cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica
(ART) do técnico responsável no CREA/RR;
e) comprovante de recolhimento da taxa de
cadastro correspondente;
f) relação detalhada do estoque existente, quando
for o caso; e
g) nome comercial dos produtos e quantidades
aplicadas, acompanhadas dos respectivos receituários e
guia de aplicação.

§1º As pessoas físicas ou jurídicas que sejam prestadoras
de serviços na aplicação de agrotóxicos e afins equiparam-
se aos usuários quanto aos procedimentos para aquisição
e devolução de embalagens vazias de agrotóxicos
adquiridos.

§ 2º É obrigatório encaminhar mensalmente, até o quinto
dia útil do mês seguinte, ao escritório local da ADERR as
guias de aplicação, com informações detalhadas do
usuário, cultura a ser tratada, produto utilizado e forma de
aplicação, acompanhadas dos respectivos receituários.


§ 3º O cadastramento das empresas prestadoras de
serviços de aplicação de produtos domissanitários, em
ambientes domésticos e do trabalho, deverá ser efetuado
na Secretaria de Estado de Saúde.

Art. 30. Os agrotóxicos, seus componentes e afins, só
poderão ser comercializados diretamente aos usuários,
através de apresentação do Receituário Agronômico
prescrito por profissional de nível superior, engenheiro
agrônomo ou florestal no âmbito de suas competências,
legalmente habilitado no CREA/RR.

Art. 31. Os órgãos públicos, dispostos no caput do art. 2º
desta Lei, poderão celebrar convênios, parcerias, ajustes,
protocolos, acordos ou contratos com Entidades Públicas
Federal, Estadual ou Municipal, para executar as
atribuições relacionadas com a inspeção e fiscalização de
agrotóxicos e afins, e com o monitoramento e controle de
resíduos de agrotóxicos em produtos agrícolas.

Art. 32. As amostras fiscais para análise laboratorial de
resíduos químicos e biológicos de produtos vegetais, parte
de vegetais e seus subprodutos podem ser coletadas a
qualquer tempo e hora, em quaisquer estabelecimentos
submetidos ao regime desta Lei.

Parágrafo único. A análise deve ser realizada em
laboratório credenciado, a fim de impedir, de acordo com
a legislação, a comercialização de produtos agrícolas com
resíduos químicos acima dos limites oficiais permitidos, e
ainda orientar os produtores, exportadores e trabalhadores
quanto ao uso correto e seguro dos agrotóxicos e afins.

Art. 33. À ADERR é conferido o poder de polícia
administrativa, mediante identificação funcional, quando
no exercício das funções relativas às ações de inspeção e
fiscalização de produtos agrotóxicos, seus componentes e
afins.

Parágrafo único. Fica também assegurado à ADERR, em
todo o território do estado de Roraima, o livre acesso às
empresas prestadoras de serviços, aos estabelecimentos
comerciais de revenda de agrotóxicos, às empresas
industriais, às propriedades rurais, “Packing House” e às
centrais de abastecimento de produtos hortigranjeiros.

CAPITULO VI
DO ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE
Art. 34. O armazenamento de agrotóxicos e afins obedece
à legislação federal e às instruções fornecidas pelo
fabricante, no rótulo, na bula, ou juntamente com a
embalagem, incluindo as especificações e os
procedimentos a serem adotados no caso de acidente,
derramamento ou vazamento do produto.


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Art. 35. O transporte de agrotóxicos, seus componentes e
afins, deverá submeter-se às regras e procedimentos
estabelecidos para o transporte de cargas perigosas,
constantes na legislação específica em vigor.

Art. 36. Para a aquisição de agrotóxicos em outros
estados, os usuários deverão solicitar à ADERR
autorização de aquisição, e informar, na chegada, ao posto
de fiscalização de entrada e/ou ao escritório local da
ADERR, os produtos e quantidades recebidas.

§ 1º Os documentos exigidos para o trânsito de
agrotóxicos e afins são:
I – Nota Fiscal – Se o produto for destinado diretamente
ao usuário deverá constar na mesma o endereço para
devolução da embalagem vazia;
II – Receituário Agronômico – emitida por Engenheiro
Agrônomo ou Engenheiro Florestal, com registro ou visto
no CREA/RR, no caso do produto ser destinado
diretamente ao usuário;
III – Autorização de Aquisição – Fornecida pela ADERR
por produto a ser adquirido, mediante apresentação do
Receituário Agronômico, emitida por Engenheiro
Agrônomo ou florestal com registro e/ou visto no
CREA/RR, no caso do produto ser destinado diretamente
ao usuário.

§ 2º No caso de usuários adquirirem agrotóxicos e afins
em revendas estabelecidas em outras Unidades da
Federação, a devolução poderá ser realizada em Postos de
recebimento do Estado de Roraima, desde que conste o
local de devolução na nota fiscal e o termo de aceite, com
firma reconhecida do responsável pela central ou posto de
recebimento de embalagens vazias do Estado de Roraima.

§ 3º Quando os agrotóxicos e afins forem destinados à
aplicação em Unidades Demonstrativas dos comerciantes
será exigido:
I – comprovante de cadastro na ADERR, do aplicador, na
categoria de prestador de serviços fitossanitários na
aplicação de agrotóxicos;
II - nota fiscal da empresa emitida, para a própria firma,
constando o número do lote de fabricação do produto;
III - receituário agronômico, emitido por Engenheiro
Agrônomo com visto no CREA/ RR, especificando a
dosagem, cultura e a área dos experimentos em que será
utilizada. O receituário deverá ser emitido para a própria
empresa que fará a demonstração, que será responsável,
também, pela retirada das embalagens vazias de
agrotóxicos;
IV – no receituário deverão constar recomendações de
segurança a serem adotadas no transporte do produto; e
V – relação detalhada, a ser entregue no Posto fiscal e/ou
ULSAV do município, constando: nome dos
proprietários, nome das propriedades, área a ser utilizada
por propriedade, finalidade da aplicação (diagnóstico) e
quantidade de embalagens.

Art. 37. Quando em trânsito pelo estado de Roraima, com
destino à outra Unidade da Federação, agrotóxicos e afins
estarão sujeitos à comprovação de destino final, através de
Nota fiscal e Receituário Agronômico, além do
cumprimento das regras de trânsito para cargas perigosas.

Art. 38. É proibido o transporte de agrotóxicos e afins:
I - juntamente com pessoas e animais;
II - juntamente com alimentos ou medicamentos
destinados ao consumo humano ou animal, ou com
embalagens de produtos destinados a estes fins;
III - juntamente com outro tipo de carga, salvo se houver
compatibilidade entre os diferentes produtos
transportados; e
IV - sem o lacre, rótulo de identificação e demais dados
que permitam identificar os fabricantes, classe
toxicológica, número do lote e outros que, por norma
escrita, o órgão fiscalizador julgar necessário.

CAPITULO VII
DA RECEITA AGRONÔMICA
Art. 39. Os agrotóxicos e afins só poderão ser
comercializados diretamente aos usuários, através da
apresentação do receituário agronômico, prescrito por
profissional legalmente habilitado no Conselho Regional
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Roraima -
CREA/RR, Engenheiro Agrônomo ou Engenheiro
Florestal, dentro de suas respectivas áreas de competência.

§ 1° Deverão constar do receituário agronômico, no
mínimo:
I - nome do usuário, da propriedade e sua localização;
II - local de aplicação;
III - cultura;
IV - área da cultura, em hectares ou pés, ou sendo produto
armazenado, o volume a ser tratado;
V - diagnóstico;
VI - nome comercial do agrotóxico;
VII - princípio ativo do produto;
VIII - concentração;
IX - formulação;
X - classe toxicológica;
XI - intervalo de segurança;


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XII - doses de aplicação e quantidades totais a serem
adquiridas;
XIII - época de aplicação;
XIV - número de aplicações;
XV - modalidade de aplicação, sendo que, no caso de
aplicação aérea devem ser registradas as instruções
específicas;
XVI - recomendação para que o usuário leia atentamente
o rótulo e a bula do produto;
XVII - obrigatoriedade do uso de equipamentos de
proteção individual;
XVIII - grupo químico do produto;
XIX - recomendações de caráter geral aos cuidados com o
meio ambiente, à saúde do trabalhador, primeiros socorros
e precauções de uso, impressas no verso da receita;
XX - recomendações específicas com relação à proteção
do meio ambiente, quando as condições do local da
aplicação exigirem, explícitas no receituário;
XXI - data, nome, CPF, registro no Conselho de Classe e
assinatura do profissional que o emitiu e do produtor; e
XXII – número e tipos de embalagens.

§ 2º. Se o formulário usado pelo profissional não
contemplar todos os itens do § 1º, deverá ser entregue a
ADERR, relatório, em anexo, com as informações
solicitadas.

§ 3°. A receita agronômica deverá ser expedida em, no
mínimo, cinco (05) vias, todas legíveis, com a seguinte
destinação:
I - 1ª via – estabelecimento comercial;
II - 2ª via – usuário;
III - 3ª via – profissional que prescreveu;

§ 4° As receitas deverão ser mantidas no estabelecimento
comercial à disposição dos órgãos fiscalizadores por um
período de 05 (cinco) anos.

§ 5° A receita deverá ser específica para cada
produto/cultura ou problema fitossanitário;

§ 6° Só poderão ser prescritos produtos com observância
das recomendações de uso aprovadas no registro.

Art. 40. Quando a aplicação de agrotóxicos e afins for
executada por firma prestadora de serviços, esta fornecerá
receituário agronômico e guia de aplicação, sendo que a
guia de aplicação será expedida em 03 (três) vias: uma
para o usuário, outra para a ADERR, e a terceira via fica
em poder do prestador, contendo no mínimo:
I - nome e endereço do usuário;
II - cultura e área tratada por agrotóxico com finalidade
fitossanitária;
III - local da aplicação e endereço;
IV - princípio ativo do produto;
V - nome comercial do produto usado;
VI - quantidade empregada do produto comercial;
VII - forma de aplicação;
VIII - data e hora da prestação de serviço;
IX - riscos oferecidos pelo produto ao ser humano, meio
ambiente e animais;
X - cuidados necessários;
XI - identificação do aplicador e assinatura;
XII - identificação do responsável técnico e assinatura; e
XIII - assinatura do usuário.
Parágrafo único. A ADERR, com a colaboração da
FEMARH e, com apoio dos fabricantes e comerciantes de
agrotóxicos, desenvolverá ações de instrução, divulgação
e esclarecimento que estimulem o uso seguro e eficaz dos
agrotóxicos.

CAPÍTULO VIII
DA DESTINAÇÃO FINAL DE SOBRAS E
EMBALAGENS

Art. 41. O uso, a aplicação, a guarda e o destino final das
embalagens e das sobras dos produtos não poderão causar
danos à saúde pública e ao meio ambiente, devendo a
ADERR, em conjunto com a Secretaria de Estado da
Saúde e a FEMARH, tomar as medidas necessárias para
garantir a diminuição destes riscos.

Parágrafo único. De acordo com o que trata o caput deste
artigo, o fabricante, transportador, comerciante, usuário,
armazenador ou distribuidor deverão tomar as medidas
necessárias para evitar a ocorrência desses danos.

Art. 42. Os usuários, comerciantes e fabricantes de
agrotóxicos, seus componentes e afins, ficam
responsáveis pela destinação final das embalagens vazias
e suas sobras, e por produtos apreendidos pela ação
fiscalizadora e aqueles impróprios para utilização ou em
desuso.

Art. 43. É de responsabilidade da pessoa física ou jurídica
usuária ou responsável pela aplicação de agrotóxicos e
afins, a devolução em local devidamente autorizado pela


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FEMARH e deverá atender rigorosamente às
recomendações técnicas da bula ou folheto complementar,
devendo efetuar a devolução das embalagens vazias, e
respectivas tampas no prazo máximo de um (01) ano após
a aquisição do produto.

§ 1º Os usuários de que trata o caput deste artigo deverão
efetuar a devolução das embalagens vazias e respectivas
tampas, aos postos de recebimento de embalagens vazias
de agrotóxicos indicados na Nota Fiscal, ao qual o
comerciante é associado.

§ 2º Se, ao término do prazo de devolução, remanescer
produto na embalagem, ainda no seu prazo de validade,
será facultada a devolução da embalagem, em até 03 (três)
meses após o final do prazo de validade do produto.

§ 3º É facultado ao usuário a devolução das embalagens
vazias a qualquer unidade de recebimento licenciada pela
FEMARH, desde que credenciada pelo estabelecimento
comercial.

§ 4º Os usuários deverão manter à disposição dos órgãos
fiscalizadores os comprovantes de devolução de
embalagens vazias, fornecidos pelos estabelecimentos
comerciais ou pelas unidades de recebimento, pelo prazo
de, no mínimo, 01 (um) ano, após a devolução da
embalagem.

§ 5º No caso de embalagens contendo produtos impróprios
para utilização ou em desuso, o usuário observará as
orientações contidas nas respectivas bulas, cabendo às
empresas produtoras e comercializadoras promover o
recolhimento e a destinação final admitidos pelo órgão
ambiental competente.
§ 6º As embalagens rígidas, que contiverem formulações
miscíveis ou dispersíveis em água, deverão ser submetidas
pelo usuário à operação de tríplice lavagem, ou tecnologia
equivalente, conforme orientação constante de seus
rótulos, bulas ou folheto complementar.

§ 7º Os usuários de agrotóxicos e afins, quando adquirirem
produtos em outros estados, deverão incumbir-se de sua
destinação adequada, conforme indicado na Nota Fiscal.

§ 8º As embalagens usadas não poderão ser utilizadas para
outros fins e deverão ser tríplices lavadas e devolvidas aos
postos e/ou central de recebimento de embalagens vazias
de agrotóxicos e afins.

§ 9º Os fabricantes de agrotóxicos e afins são responsáveis
pelo recolhimento, armazenamento, transporte e pela
destinação final das embalagens vazias devolvidas pelos
usuários.

Art. 44. O fracionamento e a reembalagem de agrotóxicos
e de seus componentes e afins, com o objetivo de
comercialização, somente poderão ser realizados por
empresa produtora ou por manipulador, sob
responsabilidade daquela, em locais e condições
previamente autorizados pelos órgãos estaduais e
municipais competentes.

Art. 45. Os estabelecimentos comerciais deverão ser
associados às unidades de recebimento de embalagens
vazias de agrotóxicos, previamente licenciadas,
responsáveis pela destinação final destas embalagens,
rótulos, bulas ou folheto complementar.

Parágrafo único. Os estabelecimentos comerciais:
I – deverão disponibilizar unidades de recebimento,
previamente licenciadas, cujas condições de
funcionamento e acesso não venham a dificultar a
devolução pelo usuário;
II – farão constar na nota fiscal de venda do produto, o
endereço para devolução da embalagem vazia,
comunicando ao usuário, formalmente, qualquer alteração
no endereço; e
III – os postos e centrais de recebimento de embalagens
vazias de agrotóxicos e afins ficam obrigados a manter à
disposição do serviço de fiscalização o sistema de controle
das quantidades e dos tipos de embalagens adquiridas e
devolvidas pelos usuários com as respectivas datas das
ocorrências.

Art. 46. As unidades de recebimento de embalagens
vazias fornecerão, ao usuário, comprovante de
recebimento das embalagens onde deverão constar, no
mínimo:
I – nome da pessoa física ou jurídica que efetuou a
devolução;
II – data do recebimento;
III – quantidades e tipos de embalagens recebidas; e
IV – nomes das empresas responsáveis pela destinação
final das embalagens.
Parágrafo único. Os comprovantes serão emitidos, no
mínimo, em 03 (três) vias, sendo, 01 (uma) via para o
usuário, 01 (uma) via para o posto de recebimento de
embalagens vazias e uma via para a ADERR.

Art. 47. Os estabelecimentos destinados ao
desenvolvimento de atividades que envolvam embalagens
vazias de agrotóxicos, componentes ou afins, bem como
produtos em desuso ou impróprios para utilização,


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deverão obter licenciamento ambiental, junto a
FEMARH.

Art. 48. As empresas produtoras de agrotóxicos, seus
componentes e afins são responsáveis pelo recolhimento,
pelo transporte e pela destinação final das embalagens
vazias, devolvidas pelos usuários aos estabelecimentos
comerciais ou as unidades de recebimento, e dos produtos
por elas fabricados e/ou comercializados no Estado de
Roraima e, quando estes forem:
I - apreendidos e/ou interditados pela ação fiscalizatória,
no prazo de até 120 (cento e vinte) dias; e
II - impróprios para utilização ou em desuso, vencidos
com vistas à sua reciclagem ou inutilização, de acordo
com normas e instruções dos órgãos registrantes e
sanitário ambientais competentes.

§ 1º As empresas registrantes e produtoras de agrotóxicos
e afins podem instalar e manter postos ou centros de
recebimento de embalagens usadas, vazias e produtos
vencidos e/ou impróprios para consumo, atendidos o
disposto na Lei nº 9974 de 06 de junho de 2000, nesta Lei
e na legislação ambiental.

§ 2º As empresas produtoras de agrotóxicos, componentes
e afins, estabelecidas no País são responsáveis pelo
recebimento e pela destinação final adequada das
embalagens vazias que contiverem produtos por elas
produzidos.

§ 3º O prazo para recolhimento e destinação final das
embalagens pelas empresas registrantes e produtoras é de,
no máximo, 120 (cento e vinte) dias, a contar da
notificação pelo órgão fiscalizador, constatado o
preenchimento total da capacidade física do Posto ou
Central de Recebimento de Embalagens vazias de
Agrotóxicos e afins.

§ 4º Os responsáveis por postos e centros de recolhimento
de embalagens vazias deverão manter a disposição dos
órgãos de fiscalização, sistema de controle das
quantidades e dos tipos de embalagens recebidas e
encaminhadas à destinação final. Encaminhando
mensalmente à ADERR.

Art. 49. Os agrotóxicos, seus componentes e afins
apreendidos por ação fiscalizadora terão seu destino final
estabelecido, após a conclusão do processo
administrativo, a critério da autoridade competente,
cabendo à empresa produtora e comercializadora a adoção
das providências estabelecidas e, ao infrator, arcar com os
custos decorrentes.

Art. 50. Compete ao poder público fiscalizar usuários,
comerciantes e fabricantes e a devolução e destinação
adequada das embalagens de agrotóxicos, seus
componentes e afins.

CAPÍTULO IX
DA INSPEÇÃO E DA FISCALIZAÇÃO
Art. 51. A inspeção é exercida quando da solicitação de
registro de pessoa física ou prestação de serviços na
aplicação e destinação adequada das embalagens vazias de
agrotóxicos, seus componentes e afins.


Art. 52. As ações de inspeção e fiscalização efetivam-se
em caráter permanente e constituem atividades de rotina
dos órgãos estaduais dentro de suas respectivas áreas de
competência.

Parágrafo único. Quando solicitadas pelos órgãos
competentes, as empresas devem prestar informações ou
entregar documentos nos prazos estabelecidos.

Art. 53. A inspeção, o controle e a fiscalização são
realizados por agentes fiscais credenciados e legalmente
habilitados em suas atividades, com livre acesso aos locais
onde se realizem o armazenamento, o comércio, o
transporte e a aplicação de agrotóxicos e afins, e podem,
ainda:
I – inspecionar e fiscalizar a produção, o uso, a
manipulação e o consumo dos agrotóxicos e afins;
II – inspecionar e fiscalizar o estabelecimento de
comercialização, armazenamento e prestação de serviços;
III – inspecionar e fiscalizar a devolução e destinação final
de sobras, resíduos e embalagens;
IV - coletar amostras para análise fiscal;
V - fazer visitas rotineiras de fiscalização para apuração
de infrações ou eventos que tornem os produtos passíveis
de alteração, e lavrar os respectivos autos;
VI - verificar o cumprimento das condições de
preservação da qualidade ambiental;
VII - verificar a procedência e as condições dos produtos,
quando expostos à venda;
VIII - interditar, parcial ou totalmente, os
estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços;
IX - lavrar os autos de infração previstos neste
Regulamento.
X - inspecionar e fiscalizar o transporte de agrotóxicos,
seus componentes e afins, por qualquer via ou meio de
transporte em sua jurisdição;


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XI - analisar resíduos de agrotóxicos e afins em produtos
agrícolas e em seus subprodutos;
XII - inspecionar e fiscalizar o armazenamento,
transporte, reciclagem e destinação final de embalagens
vazias e dos produtos apreendidos pela ação fiscalizadora
e daqueles impróprios para utilização ou em desuso;
XIII - inspecionar e fiscalizar, Postos e Centrais de
Recebimento de Embalagens vazias de agrotóxicos e
afins.

Parágrafo único. Caberá à Secretaria de Estado da Saúde
e a FEMARH fiscalizar, e inspecionar em suas áreas de
atribuição.

Art. 54. Para efeito de análise fiscal, será realizada coleta
de amostra representativa do produto pela autoridade
fiscalizadora.

§ 1° A coleta de amostra será realizada em 03 (três) partes,
de acordo com técnica e metodologia indicadas em ato
administrativo.

§ 2° A amostra deverá ser autenticada e tornada
inviolável, na presença do interessado e, na ausência ou
recusa deste, de duas testemunhas.

§ 3° Uma parte será utilizada pelo laboratório oficial,
outra permanecerá no órgão fiscalizador e a última ficará
à disposição do interessado para perícia de contraprova,
no órgão fiscalizador.

Art. 55. A análise fiscal será realizada por laboratório
oficial, ou devidamente credenciado, com o emprego de
metodologia oficial para identificar ocorrências de
fraudes, desobediência à legislação, falsificação e
adulteração, observadas pelo Agente Fiscal, na
comercialização ou utilização.

Parágrafo único. A metodologia oficial para as análises
fiscais será determinada em ato administrativo do
dirigente da ADERR.


Art. 56. O resultado da análise fiscal deverá ser informado
ao fiscalizador e ao fiscalizado, no prazo máximo de 90
(noventa) dias, contados na data da coleta da amostra.

Art. 57. O interessado que não concordar com o resultado
da análise poderá requerer perícia de contraprova arcando
com o ônus da mesma.

§ 1° A perícia de contraprova deverá ser requerida dentro
do prazo de 10 (dez) dias, contados do recebimento do
resultado da análise fiscal.

§ 2° No requerimento de contraprova, o interessado
indicará o seu perito, que deverá satisfazer os requisitos
legais pertinentes à perícia, sob pena de recusa liminar.

Art. 58. A perícia de contraprova será realizada em
laboratório oficial, ou devidamente credenciado, com a
presença de peritos do interessado e do órgão fiscalizador,
com a assistência técnica do responsável pela análise
anterior.

§ 1° A perícia de contraprova não excederá o prazo de 60
(sessenta) dias, contados da data de seu requerimento,
salvo quando condições técnicas exigirem a sua
prorrogação.

§ 2° A parte da amostra a ser utilizada na perícia de
contraprova não poderá estar violada, o que será,
obrigatoriamente, atestada pelos peritos.

§ 3° Verificada a violação da amostra, não será realizada
a perícia de contraprova, sendo finalizado o processo de
fiscalização e instaurada sindicância para apuração de
responsabilidades.

§ 4° Ao perito interessado será dado conhecimento da
análise fiscal, prestadas as informações que solicitar e
exibidos os documentos necessários ao desempenho de
sua tarefa.

§ 5° Da perícia de contraprova, serão lavrados laudos e ata
assinados pelos peritos, sendo arquivados os originais no
laboratório oficial ou credenciado, após a entrega de
cópias a ADERR.

§ 6° Se os peritos apresentarem laudo divergente do laudo
da análise fiscal, o desempate será feito por um terceiro
perito, eleito de comum acordo ou, em caso negativo,
designado pela ADERR, realizando-se nova análise em
amostragem, em poder do órgão fiscalizador, facultada a
assistência dos peritos anteriormente nomeados,
observado o disposto nos § 1º e § 2º deste artigo.

§ 7° Qualquer que seja o resultado da perícia de
desempate, não será permitida a sua repetição, tendo o seu
resultado, prevalência sobre os demais.



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Art. 59. A ADERR comunicará ao interessado o resultado
final das análises, aplicando as penalidade cabíveis, se
verificadas irregularidades.

Art. 60. As ações de inspeção e fiscalização se efetivarão
em caráter permanente e constituirão atividade de rotina
da ADERR.

Parágrafo único. Quando solicitadas pelos órgãos
responsáveis deverão as pessoas físicas e jurídicas prestar
informações ou proceder à entrega de documentos, nos
prazos estabelecidos, a fim de não obstarem as ações de
inspeção e fiscalização e a adoção das

Art. 61. As inspeções e fiscalizações serão exercidas por
profissionais legalmente habilitados para tais atribuições
e devidamente credenciados pela ADERR.

Art. 62. A fiscalização será exercida sobre os produtos em
comercialização, no transporte, nos estabelecimentos
comerciais, nas propriedades rurais, nos depósitos ou
outros locais de propriedade dos usuários, associações
rurais e postos e centrais de recebimento de embalagens
vazias, de acordo com especificações baixadas em ato
administrativo do Dirigente da ADERR.

CAPITULO X
DAS TAXAS
Art. 63. As taxas para execução dos serviços serão
estabelecidas por meio de Lei e revertidas exclusivamente
em benefício da atividade geradora, sendo cobradas para
os respectivos serviços a serem realizados:
I - registro de estabelecimento comercial;
II - registro de empresa prestadora de serviço;
III - registro de indústria, produtora, importadora,
exportadora e manipuladora de agrotóxicos, seus
componentes e afins;
IV - cadastro da empresa produtora, importadora,
exportadora, manipuladora e comercializadora de
agrotóxicos, seus componentes e afins;
V - cadastro de agrotóxicos, seus componentes e afins;
VI - alteração de cadastro de agrotóxicos, seus
componentes e afins;
VII - renovação de cadastro de empresa produtora,
importadora, exportadora, manipuladora e
comercializadora de agrotóxicos, seus componentes e
afins.

Art. 64. As taxas serão recolhidas através de DARE ou
Boleto bancário emitido pela ADERR.
§ 1º O DARE ou boleto bancário tem a validade de 60
(sessenta) dias após o pagamento.

§ 2º Os valores das taxas de atividades de agrotóxicos são
as seguintes:
I - cadastro de produto – 3 (três) UFERRs ou a que vier a
substituí-la;
II - renovação de cadastro – 2 (duas) UFERRs ou a que
vier a substituí-la;
III - alteração de cadastro – 2 (duas) UFERRs ou a que
vier a substituí-la;
IV - registro de estabelecimento comercial – 1,5 (Uma e
meia) UFERRs ou a que vier a substituí-la;
V - renovação de registro de estabelecimento comercial –
1,5 (Uma e meia) UFERRs ou a que vier a substituí-la; e
VI - alteração de registro de estabelecimento comercial –
1,5 (Uma e meia) UFERRs ou a que vier a substituí-la.

§ 3º Os prestadores de serviços na aplicação de
agrotóxicos, postos e centrais de recolhimento de
embalagens vazias de agrotóxicos e afins, para efeito de
recolhimento de taxa de cadastro, equiparam-se aos
estabelecimentos comerciais.

CAPÍTULO XI
DAS INFRAÇÕES, SANÇÕES E PROCESSOS
Art. 65. Constitui infração, para efeito desta lei, toda ação
ou omissão que importe na inobservância de preceitos
estabelecidos na Lei Federal nº 7.802, de 11 de julho de
1989, Lei Federal nº 9.974, de 06 de junho de 2000, e nesta
Lei, ou na desobediência às determinações de caráter
normativo dos órgãos ou das autoridades administrativas
competentes.

Art. 66. As responsabilidades administrativas, civis e
penais, pelos danos causados à saúde das pessoas e ao
meio ambiente, em função do descumprimento nos casos
previstos em lei, recairão sobre:
I - o registrante que, por dolo ou por culpa, omitir
informações ou fornecê-las incorretamente e promover
propaganda indutiva;
II - o fabricante que produzir agrotóxicos e afins em
desacordo com as especificações constantes do registro;
deixar de promover o cadastro do produto antes da
comercialização; deixar de recolher, em tempo hábil,
produtos com prazo de validade vencidos, interditados,
apreendidos ou impróprios ao uso;
III - o profissional que receitar a utilização de agrotóxicos
e afins de forma errada, displicente ou indevida; receitar
agrotóxicos para produtor e cultura não existentes na
região; deixar receituários assinados sob responsabilidade
da loja agropecuária;


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IV - o comerciante que efetuar venda de agrotóxicos e
afins, em desacordo ou, sem o respectivo receituário,
venda de produtos não registrados para a cultura, deixar
de informar o local de recebimento de embalagens vazias
de agrotóxicos;
V - o empregador que não fornecer ou não fizer a
manutenção dos equipamentos destinados à produção,
distribuição e aplicação dos agrotóxicos e afins; e
VI - o usuário ou o prestador de serviços que utilizar
agrotóxicos e afins em desacordo com o receituário;
deixar de devolver as embalagens vazias dos agrotóxicos
adquiridos no local indicado na Nota Fiscal, dentro do
período estabelecido; reutilizar embalagens vazias; não
observar período de carência; não utilizarem equipamento
de proteção individual.
VII - ao proprietário da terra, pessoalmente, se agricultor
e a ele solidariamente com o meeiro ou arrendatário, em
razão do uso de área interditada para determinada
finalidade.

Parágrafo único. A autoridade que tiver ciência ou notícia
de ocorrência de infração é obrigada a promover a sua
apuração imediata, mediante processo administrativo
próprio, sob pena de responsabilidade.

Art. 67. São infrações:
I - produzir, manipular, acondicionar, transportar,
armazenar, comercializar, importar, exportar e utilizar
agrotóxicos, seus componentes e afins, em desacordo com
as disposições da legislação vigente e com o disposto na
presente Lei;
II - produzir, manipular, acondicionar e armazenar
agrotóxicos, seus componentes e afins, em
estabelecimentos que não estejam registrados nos órgãos
competentes;
III - fraudar, falsificar, adulterar e fracionar agrotóxicos,
seus componentes e afins; e violar os lacres de produtos
interditados pela fiscalização;
IV - alterar a composição ou a rotulagem dos agrotóxicos,
seus componentes e afins, sem prévia autorização do
órgão registrante e comunicação ao órgão estadual
cadastrante;
V - armazenar agrotóxico, seus componentes e afins, sem
respeitar as condições de segurança, quando houver riscos
à saúde e ao meio ambiente;
VI - comercializar agrotóxicos e afins sem receituário ou
em desacordo com a receita, bem como deixar de devolver
o produto com validade vencida; comercializar produtos
com prazo de validade vencido ou não cadastrados no
Estado;
VII - omitir ou prestar informações incorretas às
autoridades registrantes, fiscalizadoras ou inspetoras;
VIII - não utilizar equipamentos visando à proteção da
saúde do trabalhador, medidas que se fizerem necessárias
quando da manipulação de agrotóxicos;
IX - utilizar agrotóxicos e afins sem os devidos cuidados
à proteção da saúde humana e do meio ambiente;
X - utilizar agrotóxicos e afins em desacordo com o
receituário;
XI - dificultar a fiscalização ou inspeção, ou não atender
às informações em tempo hábil;
XII - concorrer de qualquer modo, para a prática de
infração ou dela obter vantagens;
XIII - dispor de forma inadequada às embalagens vazias
ou restos de agrotóxicos, seus componentes ou afins;
XIV - não fornecer ou não fazer a manutenção dos
equipamentos destinados à produção, distribuição e
aplicação dos agrotóxicos e afins;
XV - dar destinação indevida às embalagens, aos restos e
resíduos dos agrotóxicos, seus componentes e afins;
XVI - comercializar agrotóxicos e afins não registrados no
órgão competente e não cadastrados no Estado;
XVII - emitir receituário agronômico sem a assinatura do
produtor e/ou para cultura ou produtor inexistente na
região;
XVIII - deixar de proceder a tríplice lavagem da
embalagem lavável;
XIX - comercializar agrotóxicos ou afins para empresa
distribuidora comercial, associação ou qualquer pessoa
jurídica que não tenha cadastro no Estado;
XX - deixar de recolher em tempo hábil as embalagens,
produtos vencidos e não cadastrados no Estado;
XXI - utilizar produtos não registrados no órgão
competente e/ou não cadastrados no Estado;
XXII - comercializar e/ou utilizar produtos
contrabandeados e /ou falsificados; e
XXIII - transportar, comercializar ou exporem
agrotóxicos e afins sem o rótulo de identificação do
produto, sem os documentos exigidos ou em desacordo
com o transporte de cargas perigosas.
XXIV - ausência de controle do estoque de agrotóxico e
afim em livro apropriado ou em sistema informatizado nos
estabelecimentos comerciais e a não comprovação legal
da origem do produto.
XXV - não fornecimento de relatórios com informações
sobre o recebimento das embalagens vazias de
agrotóxicos e afins pelos Postos ou Centrais.

Art. 68. Aquele que concorre para a prática de infração ou
dela obtém vantagem, ou aquele que produz, embala,
comercializa, transporta, armazena, prescreve, usa, aplica
ou presta serviços de aplicação de agrotóxico ou afim,
aquele que dá destino final indevido às embalagens,
sobras e produtos vencidos, também aquele que


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comercializa produto agrícola ou agroindustrial com
níveis de resíduos acima do permitido pela legislação ou
não recomendado para a cultura e normas vigentes, fica
sujeito às penalidades previstas na Lei Federal nº 9.605,
de 12 de fevereiro de 1998 e Lei Federal nº 7.802, de 11
de julho de 1989, sem prejuízo na aplicação das sanções
previstas no artigo 65 desta Lei, além de multa.

Art. 69. O empregador, o profissional responsável ou o
prestador de serviços que deixa de promover as reais
medidas de proteção à saúde e ao meio ambiente está
sujeito às penalidades previstas na Lei Federal nº 9.605,
de 12 de fevereiro de 1998 e Lei Federal nº 7.802, de 11
de julho de 1989, sem prejuízo na aplicação das sanções
previstas no artigo 65 desta Lei, além de multa.

Art. 70. Sem prejuízo das responsabilidades, civil e penal
cabíveis, a infração de disposições legais acarretará
isolada ou cumulativamente, nos termos desta Lei e da
legislação em vigor, independentemente das medidas
cautelares de embargo de estabelecimento e apreensão do
produto ou alimentos contaminados, a aplicação das
seguintes sanções:
I – advertência, aplicada por infração leve;
II - multa de até 100 UFERRs ou outro índice que o
substitua, aplicável em dobro em caso de reincidência;
III - condenação do produto;
IV - inutilização do produto;
V - suspensão temporária do cadastro ou registro;
VI - cancelamento do cadastro ou registro;
VII - interdição temporária ou definitiva do
estabelecimento e/ou produto;
VIII - interdição temporária ou definitiva da área
agricultável;
IX - cancelamento do Registro do Estabelecimento;
X - inutilização de vegetais, parte de vegetais e alimentos
nos quais tenha havido aplicação de agrotóxicos de uso
não autorizado ou apresentarem resíduos acima dos níveis
permitidos; e
XI - recomposição da flora e/ou da fauna, com obrigações
ou custos por conta do infrator, quando decorrente do uso
indevidos de agrotóxicos e afins.

§ 1° A advertência será aplicada nas infrações leves, nos
casos de infrator primário, quando o dano possa ser
reparado e quando o infrator não tenha agido com dolo ou
má fé.

§ 2° Multa é a pena pecuniária imposta a quem infringir
as disposições legais pertinentes à inspeção e à
fiscalização da comercialização, embalagem, transporte,
armazenamento e utilização de agrotóxicos e afins, pela
notificação a parte infratora para o pagamento.

§ 3° Condenação do produto é a ação punitiva que implica
na proibição da comercialização e uso de agrotóxicos e
afins, quando estes não atenderem às condições e
especificações do seu registro e cadastro, efetivada pela
lavratura do auto de apreensão.

§ 4° A inutilização do produto será aplicada nos casos de
produto sem registro ou naqueles em que fique constatada
a impossibilidade de lhe ser dada outra destinação ou
reaproveitamento.

§ 5º A suspensão temporária de funcionamento, de
registro ou de cadastro do estabelecimento e/ou produto
será aplicada nos casos de ocorrência de irregularidade ou
prática de infrações reiteradas, passíveis, entretanto, de
serem sanadas.

§ 6° O cancelamento do cadastro estadual de agrotóxicos
e afins ou registro de estabelecimento será aplicado, nos
casos em que não comporte a suspensão de que trata o
parágrafo anterior, ou seja, nos casos de impossibilidade
de serem sanadas as irregularidades ou quando constatada
a fraude ou má fé, pela notificação a parte infratora.

§ 7° O cancelamento do registro de estabelecimento
comercial será aplicado nos casos de impossibilidade de
serem sanadas irregularidades ou quando constatadas a
fraude ou

§ 8° A interdição do estabelecimento, efetivada através de
lavratura de termo de interdição, ocorrerá sempre que
constatada irregularidade por parte de infração reiterada
ou quando verificar-se, mediante inspeção técnica, a
inexistência de condições sanitárias ou ambientais para o
funcionamento do estabelecimento, podendo a interdição
ser suspensa, assim que se sanarem as irregularidades
constatadas.

§ 9° A interdição definitiva dar-se-á quando,
comprovadamente, o estabelecimento não oferecer
condições sanitárias ou ambientais para seu
funcionamento.

§10 A inutilização de vegetais, parte de vegetais e
alimentos será determinada a critério da autoridade
sanitária competente, sempre que apresentarem resíduos
acima dos níveis permitidos, de cujo ato será lavrado
termo.



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§11 A inutilização de vegetais, parte de vegetais e
alimentos, nos quais tenha havido aplicação de
agrotóxicos e afins de uso não autorizado, será
determinada a critério da autoridade fiscalizadora
competente, de cujo ato será lavrado termo.

§ 12 Ocorrendo interdição ou apreensão, o infrator,
quando identificado, será fiel depositário, ficando
proibido a sua substituição ou comercialização até
determinação do órgão fiscalizador.

Art. 71. O Engenheiro Agrônomo ou Engenheiro Florestal
que, eventualmente, cometa alguma infração de ordem
profissional, será submetido, previamente, a julgamento
do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia de Roraima - CREA/RR, antes da aplicação
das sanções previstas no artigo 16 da Lei Federal nº 7802,
de 11 de julho de 1989.

Art. 72. No caso de aplicação das sanções previstas nesta
Lei, não caberá direito a ressarcimento ou indenizações
por eventuais prejuízos, e os custos referentes a quaisquer
procedimentos previstos nesta Lei correrão por conta do
infrator.

Art. 73. Para a imposição de pena e sua gradação, a
autoridade competente observará:
I - as circunstâncias atenuantes e agravantes;
II - a gravidade do fato, tendo em vista as suas
consequências para a saúde humana e ao meio ambiente;
e
III - os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento
das normas agrícolas, sanitárias e ambientais.

§ 1° São circunstâncias atenuantes:
I - não ter o infrator concorrido para a consecução do
evento;
II - quando o infrator por espontânea vontade, procurar
minorar ou reparar as consequências do ato lesivo que for
imputado; e
III - ser infrator primário e a falta cometida ser de pequena
monta.

§ 2° São circunstâncias agravantes:
I - ser infrator reincidente;
II - ter o infrator cometido a infração objetivando a
obtenção de qualquer tipo de vantagem;
III - ter o infrator conhecimento do ato lesivo e deixar de
tomar as providências necessárias com o fito de evitá-lo;
IV - coagir outrem para a execução material da infração;
V - ter a infração consequência danosa à agricultura, saúde
humana e ao meio ambiente; e
VI - ter o infrator agido com dolo, fraude ou má fé.

§ 3° Cometidas, concomitantemente, duas ou mais
infrações, aplicar-se-á pena correspondente a cada uma
delas.

§ 4° A aplicação de penalidade não desobriga o infrator de
reparar a falta que lhe deu origem.

§ 5° A reincidência torna o infrator passível de
enquadramento na penalidade máxima e a caracterização
da infração como gravíssima.

Art. 74. As infrações classificam-se em: leves, graves e
gravíssimas.

§ 1º São consideradas infrações leves:
I - falta de exposição, em local visível, do comprovante de
registro – 0,7 UFERRs;
II - falta de comunicação de alteração no registro de
agrotóxico e afins – 0,7 UFERR;
III - falta de identificação da área de armazenamento e de
exposição para o comércio de agrotóxico e afim – 1,0
UFERR;
IV - ausência do controle de estoque de agrotóxico e afim
em livro apropriado, ou em sistema informatizado, e a não
comprovação legal da origem do produto – 1,8 UFERRs;
V - não fornecer relação do estoque de agrotóxico e afim
no prazo previsto – 1,8 UFERRs;
VI - falta de comunicação de alteração no registro da
empresa – 1,8 UFERRs
VII - falta de renovação do registro de estabelecimento
comercial ou de empresa prestadora de serviços de
aplicação de agrotóxico e afim – 2,0 UFERR’s;
VIII - comercialização de agrotóxico e afim com validade
vencida ou identificação incompleta – 10 UFERRs;
IX - falta de registro do estabelecimento comercial ou da
empresa prestadora de serviços de aplicação de agrotóxico
e afim – 10 UFERRs;
X - falta de registro do estabelecimento comercial ou da
empresa prestadora de serviços na aplicação de
agrotóxicos e afins – 11 UFERRs;
XI - falta de responsável técnico – 12 UFERRs;
XII - comercialização de agrotóxico ou afim para
estabelecimento não registrado para esse fim – 15
UFERRs;


18

XIII - não recolhimento, pelo fabricante, de agrotóxico e
afim com validade vencida ou com cadastro cancelado –
15 UFERRs.

§ 2º São consideradas infrações graves:
I - não devolução, pelo usuário, da embalagem vazia de
agrotóxico e afim no prazo determinado – 16 UFERRs;
II - comercialização ou exposição ao comércio, de
agrotóxico e afim com embalagem danificada – 16
UFERRs;
III - não recebimento, pelo comerciante, de embalagem
vazia de agrotóxico e afim – 16 UFERR’s;
IV - falta de cadastro do produto no Estado de Roraima –
16 UFERRs;
V - utilização de equipamentos de proteção e de aplicação
de agrotóxicos e afins sem manutenção, ou de forma
inadequada ou não utilização dos mesmos – 17,5
UFERRs;
VI - receita de agrotóxico e afim em desacordo com as
especificações do produto, a legislação e as normas
vigentes – 18 UFERRs;
VII - receitar agrotóxicos ou afins para cultura ou produtor
não existentes na região – 18 UFERRs;
VIII - dispor, de forma inadequada, as embalagens ou
restos de agrotóxicos, seus componentes e má fé,
expedindo-se a notificação a parte infratora afins – 18
UFERRs;
IX - não fornecimento, pelo empregador, de equipamento
de proteção ao aplicador de agrotóxicos e afins – 19
UFERRs;
X - descarte de embalagens, sobra ou resíduo de
agrotóxicos e afins em desacordo com a legislação federal
e estadual e em desacordo com a orientação técnica – 21
UFERRs;
XI - omissão ou prestação de informação incorreta por
ocasião do cadastro de agrotóxicos e afins e registro de
estabelecimentos – 23 UFERRs;
XII - armazenamento inadequado de agrotóxico e afim –
25 UFERRs;
XIII - acondicionamento inadequado, pelo comerciante,
posto ou central de recebimento das embalagens vazias de
agrotóxicos e afins recebidas do usuário final – 25
UFERRs;
XIV - comercialização de agrotóxico e afim sem rótulo ou
bula, com rasura no rótulo ou fora de especificação – 25
UFERRs;
XV - venda e exposição de agrotóxicos, seus componentes
ou afins, ao lado de produtos alimentícios ou animais de
estimação ou guarda destinados à comercialização – 25
UFERRs;
XVI - não utilização, pelo usuário, de Equipamento de
Proteção Individual – EPI na aplicação de agrotóxicos e
afins – 25 UFERRs;
XVII - venda ou aplicação de agrotóxicos e afins sem
receituário ou em desacordo com ele – 30 UFERRs;
XVII - inobservância do período de carência após a
aplicação de agrotóxicos e afins – 30 UFERRs;
XIX - falta de cadastro de agrotóxico e afim – 30
UFERRs;
XX - comercialização de produtos e subprodutos com
resíduo de agrotóxicos e afins acima dos níveis permitidos
– 30 UFERRs;
XXI - violar lacre de produtos interditados pela
fiscalização – 30 UFERRs;
XXII - não recolhimento, pelo fabricante, das embalagens
vazias de agrotóxicos e afins, no prazo previsto em Lei –
30 UFERRs;
XXIII - não fornecimento de relatórios com informações
sobre o recebimento das embalagens vazias de
agrotóxicos e afins pelos Postos ou Centrais – 40
UFERRs;
XXIV - transporte de agrotóxicos e afins sem receituário
agronômico, Nota Fiscal, Autorização de importação e/ou
rótulo de identificação do produto – 40 UFERRs;

§ 3º São consideradas infrações gravíssimas:
I - venda, utilização ou remoção de agrotóxico e afim
interditado – 41 UFERRs;
II - comercialização de agrotóxicos e afins sem registro no
órgão federal competente; interditados para a venda por
ação fiscalizatória e sem disponibilizar local para
devolução de embalagens vazias – 46 UFERRs;
III - comercialização de produto agrícola, agroindustrial
ou florestal, proveniente de área interditada em razão do
uso inadequado de agrotóxico e afins – 46 UFERRs;
IV - aplicação de agrotóxico e afins não recomendados
para a cultura – 46 UFERRs;
V - deixar sob a guarda de outrem receituários em branco
e assinados pelo responsável técnico – 47 UFERRs;
VI - comercialização, armazenagem e utilização de
agrotóxico e afim sem registro – 51 UFERRs;
VII - criação de entrave à fiscalização ou perícia de
agrotóxicos e afins – 72 UFERRs;
VIII - falta de atendimento à intimação da fiscalização de
agrotóxico e afim – 77 UFERRs;
IX - fracionamento, fraude, falsificação ou adulteração de
agrotóxico e afim – 87 UFERRs;
X - concorrer de qualquer modo para a prática da infração
ou dela obter vantagem – 95
UFERRs;


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XI - venda fracionada, fraude, falsificação ou adulteração
de agrotóxicos e afins – 100 UFERRs;
XII - alterar a composição e/ou rotulagem de agrotóxicos,
seus componentes e afins – 100 UFERRs.

Art. 75. A multa será aplicada obedecendo a seguinte
gradação:
a) Infrações leves - até 15 UFERRs ou a que vier a
substituí-la;
b) Infrações graves - até 40 UFERRs ou a que vier
a substituí-la; e
c) Infrações gravíssimas - até 100 UFERRs, ou a
que vier a substituí-la.
I - a regulamentação para a imposição de pena e sua
gradação será feita conforme estabelecido nesta Lei.

§ 1° A multa será aplicada em dobro nos casos de
reincidência.

§ 2° As multas serão agravadas até o grau máximo em
casos de artifício ardil, simulação ou embaraço da ação
fiscalizadora.

§ 3° A multa pode constituir pena principal ou
complementar a ser aplicada de acordo com sua
gravidade.

§ 4° A multa deverá ser recolhida mediante guia de
recolhimento, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do
recebimento da notificação de sua imposição.

§ 5° Havendo defesa, o prazo para recolhimento da multa
será de 10 (dez) dias, a contar da data de notificação da
decisão.

§ 6° O valor das multas, quando não pagas, passará para a
Dívida Ativa do Estado.

§ 7° O não pagamento das multas implica na suspensão do
registro do estabelecimento.

Art. 76. Nas infrações em que se verifiquem a intoxicação
humana e a contaminação alimentar ou ambiental por
agrotóxicos e afins, compete, respectivamente, à
Secretaria de Estado da Saúde e à Secretaria de Estado do
Desenvolvimento Ambiental, adotar os procedimentos
administrativos e aplicações das penalidades cabíveis, de
acordo com a legislação vigente.

Art. 77. As infrações à legislação serão apuradas em
procedimento administrativo próprio, iniciado com
lavratura de auto de infração, observados os ritos e prazos
estabelecidos nesta Lei, na legislação federal e em atos
complementares.

§ 1° Concluída a fase de instrução do processo, será o
infrator julgado, no prazo de 60 (sessenta) dias, pelo órgão
fiscalizador competente que, motivadamente, decidirá da
admissão das provas, determinando a sua produção no
caso de deferi-las.

§ 2° Em caso de motivo relevante, o órgão fiscalizador
competente poderá ultrapassar por mais 30 (trinta) dias o
prazo estabelecido no parágrafo anterior, lavrando
despacho fundamentado no processo, ou quando
estiverem envolvidas análises de produtos.

Art. 78. Os autos de infração, interdição, apreensão e
destinação final deverão ser lavrados em 03 (três) vias, de
acordo com instruções do órgão fiscalizador, e assinados
pelo agente que verificar a infração e pelo proprietário do
estabelecimento ou seu representante legal.

Parágrafo único. Procedida à autuação, uma via do auto de
infração será entregue ao infrator, outra encaminhada à
repartição do órgão fiscalizador competente, e uma
terceira ficará de posse do autuante.

Art. 79. Os autos, anteriormente mencionados deverão
conter, no mínimo:
I - nome do infrator, seu domicílio e residência, bem como
os demais elementos necessários a sua qualificação e
identificação civil;
II - local, data e hora da infração; e
III - descrição da infração, em conformidade com o
contido no artigo 73 desta Lei, e sanção do dispositivo
legal transgredido.

§1º Sempre que o infrator se negar a assinar algum dos
autos, será o fato nele declarado remetendo-se-lhe
posteriormente uma de suas vias.

§ 2º As omissões ou incorreções na lavratura do Auto de
Infração, não acarretam a sua nulidade, desde que nele
constem os elementos necessários para a determinação da
infração e a caracterização do infrator ou do co-
responsável ou de ambos.

Art. 80. O infrator poderá apresentar a defesa ao órgão
estadual fiscalizador no prazo de 15 (quinze) dias, a contar
da data de recebimento do auto de infração.


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Art. 81. O infrator poderá recorrer das decisões
eliminatórias, em última instância, dentro de igual prazo
fixado para a defesa, ao Conselho Estadual de
Agrotóxicos.

Parágrafo único. Após a decisão final, será dada ciência
ao autuado, através de ofício, pessoalmente, por via
postal, com aviso de recebimento – AR, ou quando
necessário, por edital publicado em órgão oficial de
imprensa.

Art. 82. Acolhido no mérito a defesa do recurso, o órgão
fiscalizador competente expedirá ordem de liberação do
produto apreendido ou do estabelecimento interditado ou
embargada, quando for o caso, no prazo máximo de 15
(quinze) dias.

CAPÍTULO XI
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
Art. 83. A infração à legislação sobre agrotóxicos e afins
é apurada em procedimento administrativo próprio,
iniciado com a lavratura do auto de infração, observados
o rito e os prazos estabelecidos nesta Lei e em outras
normas legais e regulamentares aplicáveis à espécie.

CAPÍTULO XIII
DA EXECUÇÃO
Art. 84. As decisões definitivas do processo
administrativo são executadas:
I - por via administrativa;
II - judicialmente.

Art. 85. Deve ser executada por via administrativa a pena:
I - de advertência;
II - de multa;
III - de condenação do produto agrotóxico e afim, após a
interdição ou a apreensão, com a lavratura do termo de
condenação;
IV - de suspensão do registro para funcionamento da
empresa fabricante, comercializadora ou prestadora de
serviços e expedição de notificação oficial;
V - de cancelamento do registro da empresa fabricante,
comercializadora ou prestadora de serviços e expedição de
notificação oficial;
VI - de interdição da empresa fabricante,
comercializadora ou prestadora de serviços, por
notificação, determinando a suspensão imediata da
atividade, com a lavratura de termo de interdição do local.

§ 1º As medidas cautelares de embargo de
estabelecimento e apreensão de produtos agrotóxicos e
afins, ou alimentos contaminados, são executadas com a
lavratura do termo correspondente.
§ 2º Não atendida a notificação, a autoridade
administrativa pode requisitar força policial para que a
penalidade seja plenamente cumprida.

Art. 86. Depois de inscrita na dívida ativa, a pena de multa
deve ser executada por via judicial para cobrança do
débito, o qual é recolhido em nome da instituição que deu
origem ao processo.

CAPÍTULO XIV
CONSELHO ESTADUAL DE AGROTÓXICOS
Art. 87. Fica instituído o Conselho Estadual de
Agrotóxicos é composto por 09 (nove) membros e seus
suplentes, de notório saber, sob a coordenação da
ADERR, constituída de um representante indicado das
seguintes entidades:
I – Agência de Defesa Agropecuária de Roraima -
ADERR;
II – Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento – SEAPA;
III – Fundação Estadual de Meio Ambiente, Ciência e
Tecnologia - FEMARH;
IV – Secretaria de Estado da Saúde – SESAU;
V – Ministério da Agricultura, Pecuária e do
Abastecimento – MAPA;
VI – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária –
EMBRAPA;
VII – Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura –
CREA;
VIII – Universidade Federal de Roraima – UFRR; e
IX – Associação dos Engenheiros Agrônomos de Roraima
– AEA/RR.

§ 1º O Conselho Estadual de Agrotóxicos tem as seguintes
atribuições:
I - apreciar pedidos de cancelamento de registros e
encaminhá-los com parecer ao órgão federal registrante;
II - apreciar pedidos de cancelamento de autorização de
estabelecimentos com localização inadequada e
encaminhar parecer aos órgãos estaduais competentes;
III - propor à ADERR medidas de restrições de uso de
produtos, equipamentos e outros que julgar necessário;
IV - propor aos órgãos federais registrantes que
estabeleçam autorização de uso emergencial de
agrotóxicos e afins;


21

V - emitir parecer sobre a instalação de postos e centrais
de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos e
afins no Estado de Roraima, quando solicitado; e
VI – Emitir parecer em recursos de segunda instância.

§ 2º O Conselho deverá ouvir os estabelecimentos e os
órgãos envolvidos antes de elaborar parecer final.

§ 3º O Conselho ora Criado como, órgão de deliberação
coletiva, será instalado no prazo máximo de 60 dias a
contar da publicação da presente lei, ao qual incumbirá a
elaboração do Regimento Interno a ser aprovado por ato
do Poder Executivo Estadual.

§ 4º O Conselho, no desenvolvimento de suas atribuições
contará com apoio técnico e administrativo da ADERR.

§ 5º As funções e atribuições de conselheiro são
consideradas de relevante interesse público, sendo, por
conseguinte não remuneradas.

CAPÍTULO XV
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 88. São instituídas as taxas de serviços prestados pela
Agência de Defesa Agropecuária de Roraima – ADERR,
referentes a emissão de documentos em razão dos serviços
prestados pela instituição, na forma a seguir:
I – atos referentes à sanidade vegetal;
a) coleta de material vegetal – 0.055 UFERRs
(acrescido da taxa de deslocamento no valor de 0.0025
UFERRs por quilometro percorrido em veículo oficial);
b) permissão de trânsito de vegetal – PTV - 0,11
UFERRs por documento;
c) certificado de destruição e restos culturais - 0,11
UFERRs por documento;
d) atestado de tratamento de plantas e produtos
vegetais - 0,11 UFERRs por documento;
e) segunda via da carteira de habilitação de
responsável técnico – RT - 0,11 UFERRs por documento;
f) manutenção de unidade de produção – UP, e
unidade de consolidação – UC - 0,11 UFERRs por UP;
g) vistoria para emissão de documentos
fitossanitários - 0,11 UFERRs por documento acrescido
da taxa de deslocamento no valor de 0.0025 UFERRs por
quilometro percorrido em veículo oficial;
h) inscrição de UP unidade de produção – UP, e
unidade de consolidação – UC - 0,18 UFERRs por UP;
i) curso de credenciamento para emissão de CFO e
CFOC, 0.81 UFERRs por inscrição;
j) curso de extensão de praga na emissão de CFO e
CFOC, 1.08 UFERRs por inscrição; e
k) aquisição de bloco de CFO e CFOC com 50
(cinquenta) jogos 0.66 UFERRs por bloco.
II - atos referentes a serviços de classificação de produtos
de origem vegetal, seus derivados e subprodutos de valor
econômico:
a) classificação de grãos de arroz beneficiado –
0,0085 UFERR por tonelada ou fração;
b) classificação de grãos de arroz em casca –
0,0085 UFERR por tonelada ou fração;
c) classificação de fragmentos de arroz - 0,0085
UFERR por tonelada ou fração;
d) classificação de grãos de feijão - 0,0085 UFERR
por tonelada ou fração;
e) classificação de grãos de milho - 0,009 UFERR
por tonelada ou fração;
f) classificação de grãos de soja - 0,0085 UFERR
por tonelada ou fração; e
g) valor mínimo por laudo ou certificado de
classificação – 0,145 UFERR.

Art. 89. Acrescenta-se o artigo 26-A à Lei nº 570, de 1 de
dezembro de 2006.

Art. 26-A. Constitui infração, para os efeitos desta Lei,
toda a ação ou omissão que importe a inobservância ou a
desobediência das normas estabelecidas na Lei nº 570, de
01 de dezembro de 2006, nesta Lei e em atos normativos.

§1º Cometerá infração aquele que:
I - dificultar, embaraçar ou impedir a ação fiscalizadora;
II - não possuir inscrição, cadastro, registro, autorização,
licença ou credenciamento estabelecidos nesta Lei ou em
atos normativos;
III - deixar de comunicar alterações cadastrais no prazo de
30 (trinta) dias, a contar da data da ocorrência, ou no prazo
previsto em normas específicas;
IV - não comunicar a ocorrência de pragas de notificação
obrigatória;
V - não cumprir as determinações legais;
VI - produzir, transportar, armazenar ou comercializar
vegetais em desacordo com os padrões de produção e
sanidade, previstos nesta Lei e em atos normativos;
VII - não cumprir as restrições sanitárias impostas a
vegetais quanto ao transporte, à comercialização, a
condução, a transferência ou ao armazenamento;
VIII - não possuir ou portar documentação exigida pela
legislação com prazo de validade expirado, ou deixar de
apresentá-la quando solicitada;


22

IX - prestar informação falsa, alterada, inexata, enganosa
ou em desacordo com este Regulamento e atos
normativos;
X - difundir, propagar ou disseminar, por qualquer meio
ou método, culposa ou dolosamente, pragas que possam
causar danos à sanidade vegetal do Estado.

§2º Responderá pela infração quem a cometer, incentivar
ou auxiliar na sua prática ou dela se beneficiar.

§3º Na ocorrência de violação às normas contidas nesta
Lei em atividade desenvolvida em imóvel arrendado, caso
não seja identificado o proprietário arrendatário ou o
responsável, o arrendador será notificado a sanar a
irregularidade no prazo de 30 (trinta) dias, o qual vencido,
sem as providências do proprietário do imóvel, lhe será
aplicada a penalidade prevista.

§4º Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual a
infração não teria ocorrido.

§5º Exclui a imputação da infração a causa decorrente de
força maior ou de eventos naturais imprevisíveis.

Art. 90. Dá-se nova redação ao inciso II, acrescenta-se o
inciso IX, com as redações a seguir e, revoga-se o §1º,
todos do artigo 27 da Lei nº 570, de 01 de dezembro de
2006.

Art. 27. [...]

[....]
II – multa de até 206 (duzentas e seis) UFERR (Unidade
Fiscal do Estado de Roraima) ou outro índice que venha a
substituí-lo. (NR)
[...]
IX – Proibição da comercialização de vegetais ou
insumos. (AC)
§1º REVOGADO.

Art. 91. A ADERR poderá baixar normas
regulamentadoras complementares visando
aperfeiçoamento da execução das ações sobre o uso, o
comércio, o armazenamento, o transporte e a fiscalização
de agrotóxicos componentes e afins no Estado de
Roraima.

Parágrafo único. Os modelos de documentos e
formulários, destinados à execução destas atividades,
serão padronizadas e aprovadas pela ADERR.

Art. 92. A ADERR divulgará o valor dos emolumentos
dos serviços das atividades de agrotóxicos, anualmente, de
acordo com a variação dos índices da UFERR ou o que
vier a substituí-la.

Art. 93. A receita decorrente de taxas e multas prevista
nesta lei é considerada recursos próprios da ADERR que
serão cobrados e recolhidos em conta bancária própria,
devendo a receita reverter em benefício da própria
atividade.

Art. 94. Os casos omissos nesta Lei serão dirimidos pela
Diretoria de Defesa, Inspeção e Classificação Vegetal.

Art. 95. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


JOSÉ DE ANCHIETA JUNIOR
Governador do Estado de Roraima
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO


INSTRUÇÃO NORMATIVA N
o
44, DE 2 DE OUTUBRO DE 2007

(Publicado no Diário Oficial da União Nº 191, quarta-feira, 3 de outubro de 2007, seção 1, pág 2 a 10)

O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO,
no uso das atribuições que lhe confere o art. 2
o
, do Decreto n
o
5.741, de 30 de março de 2006, tendo em
vista o disposto no anexo do citado Decreto, nos arts. 10 e 71 do Regulamento do Serviço de Defesa
Sanitária Animal, aprovado pelo Decreto n
o
24.548, de 3 de julho de 1934, e o que consta do Processo n
o

21000.004530/2007-81, resolve:

Art. 1
o
Aprovar as diretrizes gerais para a Erradicação e a Prevenção da Febre Aftosa,
constante do Anexo I, e os Anexos II, III e IV, desta Instrução Normativa, a serem observados em todo o
Território Nacional, com vistas à implementação do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da
Febre Aftosa (PNEFA), conforme o estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade
Agropecuária.

Art. 2
o
Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3
o
Ficam revogadas a Portaria SDSA n
o
11, de 3 de novembro de 1983, a Portaria
Ministerial n
o
121, de 29 de março de 1993, a Portaria SDA n
o
185, de 1
o
de dezembro de 1993, as alíneas
‘a’, ‘b’, ‘c’, ‘d’, ‘e’, do inciso I, do art. 11, da Portaria n
o
162, de 18 de outubro de 1994, a Portaria n
o
82,
de 28 de junho de 1996, a Instrução Normativa SDA n
o
11, de 13 de março de 2001, a Instrução
Normativa SDA n
o
47, de 26 de setembro de 2001, a Instrução Normativa SDA n
o
5, de 17 de janeiro de
2003, a Portaria n
o
40, de 14 de julho de 2003, e a Instrução Normativa SDA n
o
82, de 20 de novembro de
2003.




REINHOLD STEPHANES
ANEXO I

DIRETRIZES GERAIS PARA A ERRADICAÇÃO E A PREVENÇÃO DA FEBRE AFTOSA

CAPÍTULO I
DEFINIÇÕES

Art. 1º O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) emprega
as definições técnicas e científicas estabelecidas por órgãos e instituições internacionais dos quais o País é
membro signatário, em especial a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Parágrafo único. Para fins desta Instrução Normativa, consideram-se as seguintes definições:

I - animais susceptíveis: bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, ruminantes silvestres e
outros nos quais a infecção foi demonstrada cientificamente;

II - área de proteção sanitária: área geográfica estabelecida em torno dos focos de febre aftosa,
de acordo com a estratégia para contenção e eliminação do agente infeccioso. A definição dos seus limites
geográficos é de responsabilidade do serviço veterinário oficial, levando em consideração as
características epidemiológicas da doença, os sistemas de produção pecuária predominantes, a estrutura
de comunicação e de rede viária disponível e a presença de barreiras naturais capazes de impedir a
disseminação da doença. Sua implantação deve ser realizada por meio de ato específico que deverá incluir
as ações sanitárias a serem executadas. A área de proteção sanitária deverá abranger:

a) área perifocal: área imediatamente circunvizinha ao foco de febre aftosa, compreendendo,
pelo menos, as propriedades rurais adjacentes ao mesmo. Como apoio à sua delimitação, pode ser
empregado um raio de três quilômetros traçado a partir dos limites geográficos do foco confirmado;

b) área de vigilância: área imediatamente circunvizinha à área perifocal. Como apoio à sua
delimitação, podem ser consideradas as propriedades rurais localizadas até sete quilômetros dos limites da
área perifocal; e

c) área tampão: área imediatamente circunvizinha à área de vigilância, representando os
limites da área de proteção sanitária. Como apoio à sua delimitação, podem ser consideradas as
propriedades rurais localizadas até quinze quilômetros dos limites da área de vigilância;

III - doença vesicular infecciosa: conjunto de doenças transmissíveis caracterizadas,
principalmente, por febre e pela síndrome de claudicação e sialorréia, decorrente de vesículas ou lesões
vesiculares nas regiões da boca, focinho ou patas, podendo também ser encontradas na região do úbere.
Nessa categoria estão a febre aftosa e a estomatite vesicular, além de outras doenças confundíveis, que
podem apresentar lesões ulcerativas ou erosivas durante sua evolução clínica;

IV - emergência veterinária: condição causada por focos de doenças com potencial epidêmico para
produzir graves conseqüências sanitárias, sociais e econômicas, que comprometem o comércio nacional e
internacional, a segurança alimentar ou a saúde pública, e que exigem ações imediatas para seu controle ou
eliminação, visando ao restabelecimento da condição sanitária anterior, dentro do menor espaço de tempo e com
o melhor custo-benefício;

V - material patogênico: material de risco biológico para febre aftosa, colhido de casos confirmados
de doença vesicular infecciosa ou de qualquer animal susceptível à febre aftosa localizado em zona infectada,
incluindo:
a) amostras de vírus da febre aftosa;

b) amostras de soro sangüíneo, de sangue total ou de qualquer material infeccioso;

c) excreta, tecido, órgão e qualquer outro material que se envie a laboratório especializado, para fins
de diagnóstico;

VI - miúdos in natura: órgãos e vísceras de animais susceptíveis, não submetidos a quaisquer
tratamentos físicos ou químicos;

VII - Plano de Contingência: documento que estabelece os princípios, estratégias,
procedimentos e responsabilidades em caso de uma emergência veterinária, com o intuito de treinar,
organizar, orientar, facilitar, agilizar e uniformizar as ações necessárias à resposta rápida para o controle e
eliminação da doença;

VIII - Plano de Ação: parte do plano de contingência que inclui os procedimentos específicos para
investigação de casos suspeitos de doença vesicular e atuação durante ocorrência de focos de febre aftosa;

IX - sacrifício sanitário: eliminação de todos os animais que representam risco para difusão ou
manutenção de agente biológico, segundo avaliação epidemiológica do serviço veterinário oficial, seguida de
destruição das carcaças por incineração, enterramento ou qualquer outro processo que garanta a eliminação do
agente infeccioso e impeça a propagação da infecção, acompanhada de limpeza e desinfecção;

X - serviço veterinário oficial: instituição pública de defesa sanitária animal;

XI - sistema de emergência veterinária: conjunto de recursos, estruturas e procedimentos,
organizado com o objetivo de desenvolver a capacidade de detecção rápida e pronta reação na ocorrência
de doenças, visando a seu controle ou erradicação. Inclui a elaboração de planos de contingência e de
ação;

XII - tipos de casos na investigação de doenças vesiculares:

a) caso suspeito de doença vesicular: notificação apresentada por terceiros ao serviço
veterinário oficial indicando a possibilidade de existência de um ou mais animais apresentando sinais
clínicos compatíveis com doença vesicular infecciosa;

b) caso confirmado de doença vesicular: constatação pelo serviço veterinário oficial de
animais apresentando sinais clínicos compatíveis com doença vesicular infecciosa, exigindo adoção
imediata de medidas de biossegurança e de providências para o diagnóstico laboratorial;

c) caso descartado de doença vesicular: todo caso suspeito de doença vesicular investigado
pelo serviço veterinário oficial cujos sinais clínicos não são compatíveis com doença vesicular infecciosa;

d) caso ou foco de febre aftosa: registro, em uma unidade epidemiológica, de pelo menos um
caso que atenda a um ou mais dos seguintes critérios:

1. isolamento e identificação do vírus da febre aftosa em amostras procedentes de animais
susceptíveis, com ou sem sinais clínicos da doença, ou em produtos obtidos desses animais;

2. detecção de antígeno viral específico do vírus da febre aftosa em amostras procedentes de
casos confirmados de doença vesicular, ou de animais que possam ter tido contato prévio, direto ou
indireto, com o agente etiológico;

3. existência de vínculo epidemiológico com outro foco de febre aftosa, constatando-se,
também, pelo menos uma das seguintes condições:

3.1. presença de um ou mais casos confirmados de doença vesicular;

3.2. detecção de anticorpos contra proteínas estruturais ou capsidais do vírus da febre aftosa
em animais não vacinados contra essa doença; ou

3.3. detecção de anticorpos contra proteínas não-estruturais ou não-capsidais do vírus da febre
aftosa, desde que a hipótese de infecção não possa ser descartada pela investigação epidemiológica;

e) caso descartado de febre aftosa: todo caso confirmado de doença vesicular que não atenda
aos critérios para confirmação de caso ou foco de febre aftosa;

XIII - unidade epidemiológica: grupo de animais com probabilidades semelhantes de
exposição ao vírus da febre aftosa. Dependendo das relações epidemiológicas estabelecidas e da extensão
da área das propriedades rurais envolvidas, pode ser formada por uma propriedade rural, por um grupo de
propriedades rurais (ex.: assentamentos rurais ou pequenos vilarejos), por parte de uma propriedade rural,
ou por qualquer outro tipo de estabelecimento onde se concentram animais susceptíveis à doença (ex.:
recintos em um parque de exposições ou leilões). A constituição de uma unidade epidemiológica é de
responsabilidade do serviço veterinário oficial, que deve se fundamentar em análises técnicas e avaliações
de campo. No caso de envolver mais de uma propriedade rural, deverá ser considerada a existência de
contigüidade geográfica;

XIV - vínculo epidemiológico: termo empregado para estabelecer a possibilidade de
transmissão do agente infeccioso entre casos confirmados da doença e animais susceptíveis, localizados
ou não em uma mesma exploração pecuária. Pode ser estabelecido pela movimentação animal, pela
proximidade geográfica que permita o contato entre doentes e susceptíveis ou pela presença de outros
elementos capazes de carrear o agente infeccioso. A caracterização do vínculo epidemiológico é de
responsabilidade do serviço veterinário oficial, fundamentando-se em análises técnicas e avaliações de
campo;

XV - zona: conceito implantado pela OIE, e adotado nas estratégias do PNEFA, para
representar uma parte de um país claramente delimitada, com uma subpopulação animal com condição
sanitária particular para determinada doença dos animais. No caso da febre aftosa, são considerados os
seguintes tipos de zona, de acordo com o Código Sanitário para os Animais Terrestres da OIE:

a) zona livre: com ou sem vacinação, representa o espaço geográfico com certificação, pelo
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do cumprimento das seguintes condições:
ausência de ocorrência de focos e de circulação viral pelos prazos estabelecidos; existência de adequado
sistema de vigilância sanitária animal; existência de marco legal compatível; e presença de uma adequada
estrutura do serviço veterinário oficial;

b) zona tampão: espaço geográfico estabelecido para proteger a condição sanitária dos
rebanhos de uma zona livre frente aos animais e seus produtos e subprodutos de risco oriundos de um país
ou de uma zona com condição sanitária distinta, mediante a aplicação de medidas baseadas na
epidemiologia da doença e destinadas a impedir a introdução do agente patogênico. Essas medidas podem
incluir, entre outras, a vacinação, o controle do movimento de animais e a intensificação da vigilância da
doença;

c) zona infectada: espaço geográfico de um país que não reúne as condições necessárias para
ser reconhecido como zona livre, com ou sem vacinação; e

d) zona de contenção: espaço geográfico estabelecido no entorno de explorações pecuárias
infectadas ou supostamente infectadas, cuja extensão é determinada levando em consideração fatores
epidemiológicos e os resultados das investigações realizadas e na qual são aplicadas medidas de controle
para impedir a propagação da infecção.

CAPÍTULO II
FUNDAMENTOS E ESTRATÉGIAS DO PNEFA

Art. 2º O PNEFA tem como objetivos a erradicação da febre aftosa em todo o Território
Nacional e a sustentação dessa condição sanitária por meio da implantação e implementação de um
sistema de vigilância sanitária apoiado na manutenção das estruturas do serviço veterinário oficial e na
participação da comunidade. Seus objetivos encontram-se inseridos no Plano Hemisférico de Erradicação
da Febre Aftosa, que busca a eliminação da doença em toda a América do Sul.

Art. 3º A execução do PNEFA fundamenta-se em critérios científicos e nas diretrizes
internacionais de luta contra a doença, com responsabilidades compartilhadas entre os setores públicos e
privados. As estratégias do Programa envolvem:

I - medidas gerais e comuns:

a) manutenção e fortalecimento das estruturas dos serviços veterinários oficiais;

b) cadastramento do setor agropecuário;

c) edição de atos para respaldar as medidas operacionais do PNEFA, incluindo ações
corretivas;

d) estabelecimento de sistemas de supervisão e auditoria do serviço veterinário oficial;

e) modernização do sistema de informação epidemiológica;

f) fortalecimento das estruturas de diagnóstico laboratorial;

g) fortalecimento dos programas de treinamento de recursos humanos;

h) controle da movimentação de animais, seus produtos e subprodutos;

i) manutenção de programas de educação sanitária e comunicação social;

j) organização e consolidação da participação comunitária por meio da implantação e
manutenção de comissões estaduais e locais de saúde animal;

k) manutenção da adequada oferta de vacina contra a febre aftosa, produzida sob controle do
MAPA;

l) controle dos procedimentos de comercialização e aplicação da vacina contra a febre aftosa; e

m) implantação e manutenção de sistema de emergência veterinária, com capacidade de
notificação imediata e pronta reação frente a suspeitas e casos confirmados de doença vesicular.

II - medidas prioritárias nas zonas livres:

a) fortalecimento do sistema de prevenção, incluindo a implantação de análises técnicas e
científicas contínuas para identificação das vulnerabilidades e para orientação das ações de vigilância e
fiscalização;

b) implantação de procedimentos normativos e técnicos considerando o sacrifício sanitário e a
destruição de produtos de origem animal de risco para febre aftosa, ingressados de forma irregular ou sem
comprovação de origem;

c) adoção de procedimentos para monitoramento da condição sanitária dos rebanhos
susceptíveis;

d) implantação e manutenção de fundos financeiros, públicos ou privados, para apoio ao
sistema de emergência veterinária; e

e) em zonas livres com vacinação, implantação de estratégias e de cronograma de trabalho
para a suspensão da obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa.

III - medidas prioritárias nas zonas infectadas:

a) fortalecimento do sistema de vigilância em saúde animal, considerando a implantação de
serviços veterinários oficiais;

b) realização de análises e avaliações técnicas para caracterização epidemiológica e
agroprodutiva das regiões envolvidas e para definição das estratégias de erradicação do agente viral; e

c) intensificação da participação de outros setores públicos e privados.

CAPÍTULO III
ATENDIMENTO ÀS SUSPEITAS DE DOENÇA VESICULAR E AOS FOCOS DE FEBRE
AFTOSA

Art. 4º As doenças vesiculares infecciosas são de notificação compulsória. Todo médico
veterinário, produtor rural, transportador de animais, profissionais que atuam em laboratórios veterinários
oficiais ou privados e em instituições de ensino e pesquisa veterinária que tenham conhecimento de casos
suspeitos de doença vesicular, ficam obrigados, em prazo não superior a 24 horas do conhecimento da
suspeita, a comunicar o fato ao serviço veterinário oficial.

§ 1º No caso de o notificante ser proprietário ou responsável pela exploração pecuária com
casos suspeitos de doença vesicular, deverá interromper a movimentação dos animais, produtos e
subprodutos de origem animal, até autorização por parte do serviço veterinário oficial.

§ 2º A notificação da suspeita poderá ser efetuada pessoalmente ou por qualquer meio de
comunicação disponível, resguardado o direito de anonimato.

§ 3º Todas as notificações de casos suspeitos de doença vesicular devem ser registradas pelo
serviço veterinário oficial, que deverá atendê-las dentro do prazo de 12 (doze) horas contadas a partir de
sua apresentação, seguindo as orientações constantes no plano de ação adotado pelo serviço veterinário
oficial.

§ 4º A infração ao disposto no caput deste artigo deverá ser devidamente apurada pelo serviço
veterinário oficial que, quando for o caso, representará contra o infrator junto ao Ministério Público.

§ 5º Caso o infrator seja médico veterinário, além do disposto no § 4º deste artigo, o serviço
veterinário oficial deverá encaminhar denúncia formal ao Conselho Regional de Medicina Veterinária.

§ 6º O serviço veterinário oficial nas unidades da Federação é responsável pela implantação de
campanhas educativas de esclarecimento, informando e preparando a comunidade para imediata
notificação de casos suspeitos de doença vesicular.

Art. 5º O desenvolvimento e a manutenção do sistema de vigilância epidemiológica da febre
aftosa envolve as seguintes ações:

I - manutenção de estrutura administrativa apropriada para os casos de emergência veterinária,
que deverá fazer parte do plano de contingência;

II - notificação imediata de casos suspeitos de doença vesicular e pronta reação nos casos
confirmados;

III - elaboração de plano de ação para atendimento e investigação epidemiológica dos casos
confirmados de doença vesicular e dos focos de febre aftosa;

IV - realização de treinamentos e simulações para execução dos planos de ação;

V - desenvolvimento de capacidade operacional adequada, destacando os laboratórios de
diagnóstico;

VI - elaboração de atos e disciplinamento de procedimentos prevendo a participação de outros
setores governamentais e privados para pronta reação; e

VII - desenvolvimento de capacidade para aplicação de todos os recursos necessários para
conter a propagação da doença, incluindo pessoal, equipamento, recursos financeiros e medidas
governamentais que amenizem os impactos econômicos e sociais decorrentes.

§ 1º O MAPA é o órgão responsável para coordenar a implantação e a gestão do sistema de
emergência veterinária.

§ 2º O serviço veterinário oficial deverá cumprir todas as recomendações determinadas pelo
plano de ação para doenças vesiculares.

Art. 6º O registro e a comunicação da ocorrência de casos suspeitos ou confirmados de doença
vesicular devem seguir criteriosamente o sistema de comunicação definido e coordenado pelo MAPA.

Art. 7º A constatação de caso confirmado de doença vesicular implica a adoção de medidas
sanitárias para identificação e contenção do agente etiológico. Nesse caso, a investigação epidemiológica
deve prosseguir para determinação de origem e abrangência do problema sanitário. As ações imediatas
envolvem:

I - registro e comunicação da ocorrência às instâncias superiores por meio do formulário de
atendimento inicial e dos fluxos definidos pelo MAPA;

II - definição e interdição da unidade epidemiológica com casos confirmados de doença
vesicular;

III - colheita de material para diagnóstico laboratorial, acompanhada de avaliação clínica e
epidemiológica;

IV - realização de investigação epidemiológica inicial, considerando análise do trânsito de
animais susceptíveis; e

V - suspensão temporária do trânsito de animais e de produtos de risco oriundos de
propriedades rurais limítrofes ou com vínculo epidemiológico com a unidade epidemiológica onde foram
confirmados os casos de doença vesicular.

Art. 8º A interdição especificada no art. 7º desta Instrução Normativa compreende:

I - lavratura de auto de interdição, dando ciência do ato aos produtores rurais ou seus
representantes que possuam explorações pecuárias na unidade epidemiológica envolvida, incluindo
orientações quanto às medidas de biossegurança necessárias; e

II - proibição de saída de animais susceptíveis ou não à doença e de quaisquer outros produtos
ou materiais que possam veicular o agente viral, assim como o trânsito de veículos e de pessoas não
autorizadas.

§ 1º No caso de impossibilidade de armazenagem do leite na unidade epidemiológica, o
serviço veterinário oficial decidirá e orientará sobre a destruição do leite no local, ou autorizará o seu
transporte, sob controle oficial e em meio de transporte apropriado, para o local mais próximo onde se
realizarão os procedimentos que assegurem a destruição do agente viral.

§ 2º As proibições contidas nos incisos deste artigo poderão ser substituídas por medidas de
biossegurança definidas pelo serviço veterinário oficial, resguardadas as garantias zoossanitárias para
impedir a difusão do agente viral.

§ 3º Para fins de investigação de casos suspeitos de doenças vesiculares, controle de focos,
realização de monitoramentos ou inquéritos para avaliação de circulação viral, ou outra atividade de
importância para a erradicação da doença, o serviço veterinário oficial poderá suspender temporariamente
a vacinação contra a febre aftosa e a movimentação de animais da exploração pecuária envolvida ou de
regiões consideradas de risco sanitário.

Art. 9º A não confirmação de foco de febre aftosa ou de outra doença exótica ou erradicada no
país permite a suspensão da interdição estabelecida nos arts. 7º e 8º desta Instrução Normativa,
resguardadas as recomendações técnicas para cada caso.

Art. 10. A confirmação de foco de febre aftosa leva à declaração de estado de emergência
veterinária, de acordo com as orientações contidas nos planos de contingência e de ação.

§ 1º O MAPA deverá definir e coordenar as ações a serem implantadas, considerando a
condição sanitária da região envolvida e fundamentando-se na avaliação do risco de difusão do agente
viral, na caracterização de vulnerabilidade e receptividade da região e na capacidade de atenção do
serviço veterinário oficial local, avaliando-se as conseqüências econômicas e sociais envolvidas. Essas
ações podem incluir sacrifício sanitário, vacinação emergencial e medidas de interdição.

§ 2º Até a definição e delimitação das áreas de proteção sanitária no entorno do(s) foco(s) de
febre aftosa registrado(s), o MAPA estabelecerá a interdição de uma área de segurança mais abrangente,
que poderá envolver municípios, Unidades da Federação ou outra divisão geográfica, necessária para
evitar a dispersão do agente infeccioso para outras regiões do País.

Art. 11. A confirmação de doença vesicular pelo serviço veterinário de inspeção em
matadouros, no exame ante-mortem ou no post-mortem, deve ser imediatamente comunicada ao serviço
veterinário oficial da Unidade da Federação envolvida.

§ 1º Independentemente do âmbito de atuação do serviço de inspeção veterinária no
abatedouro, deverão ser aplicadas as medidas sanitárias e os procedimentos técnicos estabelecidos pelo
MAPA.

§ 2º A comercialização das carnes, produtos e subprodutos obtidos no abate deverá ser
suspensa até definição pelo serviço veterinário oficial quanto à destinação.

Art. 12. No caso da confirmação de doença vesicular infecciosa no recinto de exposições,
feiras, leilões e outras aglomerações de animais, deverá ser observado, no que couber, o disposto nos arts.
7º e 8º desta Instrução Normativa.

CAPÍTULO IV
RECONHECIMENTO E MANUTENÇÃO DE ZONAS LIVRES DE FEBRE AFTOSA

Art. 13. O reconhecimento e a manutenção de zonas livres de febre aftosa no país, assim como
o restabelecimento da condição sanitária após a reintrodução do agente viral, seguem as diretrizes
preconizadas pela OIE.

§ 1º A condução do processo de reconhecimento de zona livre de febre aftosa, com ou sem
vacinação, é de responsabilidade do MAPA e apresenta as seguintes etapas:

I - avaliação do cumprimento das condições técnicas e estruturais exigidas, por meio de
supervisão e auditorias do MAPA;

II - declaração nacional, por meio de ato do MAPA, de reconhecimento da área envolvida
como livre de febre aftosa, com ou sem vacinação, com base em parecer favorável do MAPA; e

III - encaminhamento à OIE de pleito brasileiro, fundamentado tecnicamente, solicitando o
reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa, com ou sem vacinação.

§ 2º Para uma Unidade da Federação ou parte de Unidade da Federação ser reconhecida como
zona livre de febre aftosa ou como zona tampão, deverá apresentar, no mínimo, classificação BR-3 (risco
médio) para febre aftosa ou outra classificação de risco semelhante que venha a ser adotada pelo MAPA.

Art. 14. A manutenção da condição sanitária nas zonas livres de febre aftosa exige a
implementação de atividades contínuas de vigilância epidemiológica, incluindo os seguintes aspectos,
sem prejuízo de outras normas e procedimentos estabelecidos pelo MAPA:

I - controle nos pontos de ingresso representados por postos de fronteira internacional, postos
de divisa interestadual, portos, aeroportos, aduanas especiais, lojas francas ou quaisquer recintos
alfandegados, pistas de pouso, rodoviárias e collis posteaux, incluindo a inspeção de bagagens dos
passageiros;

II - permissão de ingresso de animais, produtos e subprodutos de risco para febre aftosa
somente após avaliação pelo serviço veterinário oficial;

III - proibição de manutenção e manipulação de vírus da febre aftosa íntegro, exceto naquelas
instituições com nível de biossegurança apropriado e oficialmente aprovadas pelo MAPA;

IV - proibição do ingresso e da permanência de animais em lixões ou aterros sanitários e da
retirada de restos de alimentos desses locais para a alimentação de animais;

V - proibição do uso, na alimentação de suídeos, de restos de comida, de qualquer
procedência, salvo quando submetidos a tratamento térmico que assegure a inativação do vírus da febre
aftosa;

VI - identificação e monitoramento de possíveis pontos de risco para ingresso de animais,
produtos e subprodutos em desacordo com a presente Instrução Normativa;

VII - identificação específica, no cadastro do serviço veterinário oficial, de estabelecimentos
que representem maior risco para introdução do vírus da febre aftosa;

VIII - identificação específica de produtores rurais que possuam explorações pecuárias em
outras Unidades da Federação ou países;

IX - intensificação da vigilância epidemiológica nas explorações pecuárias, com prioridade
aos estabelecimentos mencionados nos incisos VII e VIII do presente artigo; e

X - implementação e manutenção de equipes volantes de fiscalização.

§ 1º Todos os animais susceptíveis à febre aftosa, seus produtos e subprodutos, materiais,
substâncias ou qualquer produto veterinário que possa veicular o agente viral, que ingressarem em zonas
livres, com ou sem vacinação, em desacordo com esta Instrução Normativa, deverão ser enviados ao
sacrifício sanitário ou destruídos.

§ 2º A juízo do serviço veterinário oficial, os produtos e subprodutos obtidos do sacrifício
sanitário ou da apreensão de que trata o § 1º, art. 14 desta Instrução Normativa, poderão ser destinados ao
consumo desde que atendidas as garantias de saúde pública e de saúde animal.

§ 3º Os restos de alimentos transportados ou consumidos em viagens aéreas, marítimas,
fluviais ou terrestres deverão ser destruídos sob supervisão do serviço veterinário oficial, por metodologia
e em local previamente aprovado pelo MAPA.



CAPÍTULO V
VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AFTOSA

Art. 15. Somente poderão ser comercializadas e utilizadas no país vacinas contra a febre aftosa
registradas e controladas pelo MAPA.

§ 1º O registro de que trata o caput deste artigo somente será concedido para vacinas
inativadas e aprovadas pelo serviço veterinário oficial.

§ 2º As cepas virais a serem utilizadas nas vacinas serão definidas pelo serviço veterinário
oficial, com base na avaliação da situação epidemiológica prevalente.

§ 3º A critério do serviço veterinário oficial, poderão ser produzidas vacinas com
características específicas para utilização em áreas e situações de risco.

Art. 16. Cabe ao serviço veterinário oficial fiscalizar e controlar todas as etapas de produção,
comercialização, distribuição, transporte e utilização da vacina contra a febre aftosa, bem como o seu
descarte.

§ 1º Os estabelecimentos distribuidores ou revendedores cumprirão as determinações do
serviço veterinário oficial referentes à conservação, comercialização e controle de vacinas contra a febre
aftosa.

§ 2º A vacina contra a febre aftosa somente poderá sair do estabelecimento revendedor em
condições que permitam a adequada conservação de sua temperatura durante o transporte até a
propriedade rural.

Art. 17. As estratégias de vacinação contra a febre aftosa são definidas pelo serviço veterinário
oficial, de acordo com a situação epidemiológica de cada Unidade da Federação, zona ou outras áreas
geográficas, considerando os seguintes aspectos:

I - as épocas e a duração das etapas de vacinação sistemática deverão ser definidas pelo
MAPA com base em proposta técnica do serviço veterinário oficial nas Unidades da Federação, elaborada
após avaliação das características geográficas e agroprodutivas predominantes na região;

II - a vacinação sistemática e obrigatória, em áreas definidas pelo MAPA, deve ser realizada
em bovinos e bubalinos de todas as idades. É proibida a vacinação de caprinos, ovinos e suínos e de
outras espécies susceptíveis, salvo em situações especiais com aprovação do MAPA;

III - são reconhecidas as seguintes estratégias de vacinação sistemática e obrigatória de
bovinos e bubalinos:

a) vacinação semestral de todos os animais, em etapas com duração de 30 dias;

b) vacinação semestral de animais com até 24 (vinte e quatro) meses de idade e anual para
animais com mais de 24 meses de idade, com realização ou não de etapa de reforço para animais com até
12 (doze) meses de idade, em etapas com duração de 30 (trinta) dias. Essa estratégia somente poderá ser
adotada em Unidades da Federação onde o cadastro de propriedades rurais esteja consolidado e com
realização de vacinação semestral por pelo menos dois anos consecutivos, observando-se índices globais
de vacinação superiores a 80%;

c) vacinação anual de todos os animais, em etapas de 45 a 60 dias, em regiões onde as
características geográficas possibilitam o manejo das explorações pecuárias apenas durante período
limitado do ano;

d) outras estratégias de vacinação poderão ser adotadas após análise pelo MAPA;

IV - uma vez definidas as etapas de vacinação, os serviços veterinários oficiais nas Unidades
da Federação deverão regulamentar e divulgar os procedimentos estabelecidos no âmbito estadual;

V - qualquer prorrogação ou antecipação das etapas de vacinação deverá ser aprovada pelo
MAPA, mediante solicitação fundamentada em parecer técnico do serviço veterinário oficial nas
Unidades da Federação;

§ 1º A vacinação contra a febre aftosa é de responsabilidade dos produtores rurais, que
deverão comprovar a aquisição da vacina em quantidade compatível com a exploração pecuária sob a
responsabilidade dos mesmos e declarar sua aplicação dentro dos prazos estabelecidos, conforme
procedimentos definidos pelo serviço veterinário oficial.

§ 2º O serviço veterinário oficial nas Unidades da Federação poderá realizar o
acompanhamento da vacinação contra a febre aftosa em qualquer exploração pecuária localizada no
âmbito estadual, podendo também assumir a responsabilidade pela aquisição ou aplicação da vacina em
áreas de risco ou em outras explorações pecuárias consideradas de importância estratégica.

§ 3º As etapas de vacinação em execução até a data de publicação desta Instrução Normativa
permanecem em vigor, sendo que quaisquer alterações deverão ser aprovadas pelo MAPA.

§ 4º A critério do MAPA, e em caráter excepcional, poderá ser autorizada a realização da
vacinação fora das etapas previstas.

§ 5º O serviço veterinário oficial nas Unidades da Federação deverá elaborar e encaminhar
relatório ao MAPA das atividades de vacinação contra febre aftosa, de acordo com orientações
estabelecidas por aquele, dentro de 30 (trinta) dias após o término da etapa.

§ 6º O serviço veterinário oficial, sob coordenação do MAPA, desenvolverá estudos
epidemiológicos visando à supressão da vacinação sistemática contra a febre aftosa.

Art. 18. O serviço veterinário oficial nas Unidades da Federação é responsável pela
fiscalização do comércio, da distribuição e da aplicação da vacina contra a febre aftosa, podendo essa
fiscalização ser efetuada por amostragem aleatória ou dirigida às explorações pecuárias de maior risco,
utilizando parâmetros definidos pelo MAPA.

§ 1º Em zonas livres de febre aftosa sem vacinação é proibida a aplicação, manutenção e
comercialização de vacina contra a referida doença.

§ 2º Em áreas onde a vacinação é obrigatória, os estabelecimentos de leite e derivados somente
poderão receber leite in natura de explorações pecuárias cujo produtor tenha comprovado a realização de
vacinação.




CAPÍTULO VI
CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DO TRÂNSITO DE ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS À FEBRE
AFTOSA

Seção I
Aspectos gerais

Art. 19. Toda movimentação de animal susceptível à febre aftosa deve ser acompanhada da
Guia de Trânsito Animal (GTA) e de outros documentos estabelecidos pelo serviço veterinário oficial, de
acordo com as normas em vigor.

§ 1º Para a movimentação de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, a GTA somente poderá
ser expedida pelo serviço veterinário oficial.

§ 2º Toda carga de animais susceptíveis à febre aftosa em desacordo com o estabelecido na
presente Instrução Normativa deverá ser apreendida e encaminhada para sacrifício sanitário ou a outra
destinação prevista pelo serviço veterinário oficial da Unidade da Federação, após avaliação dos riscos
envolvidos, cabendo ao infrator as sanções e penalidades previstas na legislação específica da referida
Unidade da Federação.

§ 3º Toda carga de animais susceptíveis à febre aftosa, quando lacrada pelo serviço veterinário
oficial de origem, por observância a esta Instrução Normativa, somente poderá ter seu lacre rompido sob
supervisão do serviço veterinário oficial.

§ 4º Quando o trajeto for superior a doze horas em transporte rodoviário, deverá ser
estabelecido previamente um ponto intermediário para o descanso e alimentação dos animais. Nesse caso,
o lacre da carga será rompido e a carga novamente lacrada sob supervisão do serviço veterinário oficial
no local, acrescentando na GTA o número dos novos lacres.

Art. 20. A emissão de GTA para movimentação de bovinos e bubalinos oriundos de Unidade
da Federação ou região onde a vacinação contra a febre aftosa é obrigatória deve considerar os seguintes
requisitos, sem prejuízo das demais normas em vigor:

I - respeitar o cumprimento dos seguintes prazos, contados a partir da última vacinação contra
a febre aftosa:

a) quinze dias para animais com uma vacinação;

b) sete dias para animais com duas vacinações; e

c) a qualquer momento após a terceira vacinação;

II - durante as etapas de vacinação contra a febre aftosa, os animais somente poderão ser
movimentados após terem recebido a vacinação da referida etapa obedecidos os prazos de carência
previstos no inciso I do presente artigo, exceto quando destinados ao abate imediato;

III - durante a etapa de vacinação e até 60 (sessenta) dias após o seu término, os animais
destinados ao abate imediato ficam dispensados da obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa;

IV - animais acima de três meses de idade não poderão ser movimentados sem a comprovação
de no mínimo uma vacinação contra febre aftosa;

V - animais oriundos de regiões onde se pratica a estratégia de vacinação contra a febre aftosa
descrita na alínea “c”, inciso III, do art. 17 desta Instrução Normativa, para participação em exposições,
feiras, leilões e outras aglomerações de animais em regiões onde a vacinação contra a febre aftosa é
obrigatória, deverão apresentar histórico de pelo menos duas vacinações contra a doença, sendo a última
realizada no máximo até seis meses do início do evento;

VI - a critério do serviço veterinário oficial, considerando a situação epidemiológica para febre
aftosa em determinada região, a participação de animais susceptíveis à febre aftosa em exposições, feiras,
leilões e outras aglomerações de animais poderá ser suspensa temporariamente nas localidades de risco
para difusão da doença ou submetida a normas sanitárias complementares, podendo incluir o reforço da
vacinação contra a febre aftosa;

VII - a realização de exposições, feiras, leilões e outras aglomerações de animais em regiões
onde as características geográficas possibilitam o manejo das explorações pecuárias somente durante
período limitado do ano, deverá ser submetida a normas específicas definidas pelo serviço veterinário
oficial das Unidades da Federação, após aprovação do MAPA.

Art. 21. O ingresso de animais susceptíveis à febre aftosa em zonas livres, zona tampão ou
Unidades da Federação classificadas como, pelo menos, BR-3 (risco médio) para febre aftosa ou outra
classificação de risco semelhante que venha a ser adotada pelo MAPA, está condicionado ao
cumprimento de requisitos zoossanitários específicos definidos nas Seções II a IV desta Instrução
Normativa, empregando-se o seguinte fluxo de documentos e de informações:

I - o interessado pelo ingresso dos animais nas regiões em questão deverá encaminhar
requerimento ao serviço veterinário oficial na Unidade da Federação de destino, de acordo com modelo
de formulário apresentado no Anexo II;

II - o serviço veterinário oficial no destino dos animais, confirmada a congruência do pleito
apresentado quanto às normas em vigor, deverá dar ciência ao serviço veterinário oficial na origem,
solicitando a conferência das informações apresentadas e avaliação da viabilidade de execução dos
procedimentos zoossanitários necessários na origem;

III - o serviço veterinário oficial na origem dos animais deverá comunicar ao serviço
veterinário oficial no destino o resultado da avaliação realizada e o início dos procedimentos
zoossanitários necessários;

IV - cumpridos os requisitos zoossanitários estabelecidos, o serviço veterinário oficial na
origem dos animais deverá comunicar o serviço veterinário oficial no destino para que este emita a
autorização de ingresso dos animais na região em questão, conforme modelo de formulário apresentado
no Anexo III; e

V - de posse da autorização emitida pelo serviço veterinário oficial da Unidade da Federação
de destino dos animais, o serviço veterinário oficial na origem poderá autorizar a emissão da respectiva
GTA que deverá estar acompanhada de atestado zoossanitário, de acordo com modelo apresentado no
Anexo IV, e seguir com os animais envolvidos durante todo o trajeto. Cópias dos referidos documentos
deverão ser encaminhadas ao serviço veterinário oficial no destino.

§ 1º A coordenação dos procedimentos de que trata o presente artigo é de responsabilidade da
Superintendência Federal de Agricultura do MAPA localizada nas Unidades da Federação, que deverá
contar com apoio e participação dos serviços veterinários oficiais das Unidades da Federação.

§ 2º Os documentos descritos neste artigo devem ser emitidos conforme os modelos
apresentados nos Anexos II a IV, devendo conter, quando couber, o emblema do serviço veterinário
oficial da Unidade da Federação.

§ 3º O ingresso em zona livre de febre aftosa, zona tampão ou Unidade da Federação
classificada como, pelo menos, BR-3 (risco médio) para febre aftosa ou outra classificação de risco
semelhante que venha a ser adotada pelo MAPA, deverá ser limitado a rotas específicas definidas pelo
MAPA, com base em propostas fundamentadas pelo serviço veterinário oficial das Unidades da
Federação envolvidas.

Art. 22. Quando, entre os procedimentos zoossanitários descritos nas Seções II a IV desta
Instrução Normativa, for exigido o isolamento de animais, este poderá ser realizado na propriedade de
origem, desde que os animais possam permanecer agrupados e separados dos demais animais susceptíveis
à febre aftosa existentes na referida propriedade durante todo o período de avaliação.

Art. 23. O trânsito de animais susceptíveis à febre aftosa envolvendo a passagem por regiões
com diferentes condições zoossanitárias deverá ser definido pelo MAPA, considerando a adoção dos
seguintes procedimentos:

I - autorização pelo MAPA, após avaliação dos riscos sanitários envolvidos;

II - estabelecimento de fluxo de documentos e de informações, incluindo requerimento de
ingresso, atestado zoossanitário e autorização de trânsito emitidos pelos serviços veterinários oficiais das
Unidades da Federação envolvidas;

III - entre os procedimentos técnicos empregados poderão ser incluídos: lacre da carga dos
veículos transportadores; estabelecimento da rota de transporte; especificação dos postos fixos de
fiscalização para ingresso dos animais; e realização de limpeza e desinfecção dos veículos
transportadores.

Art. 24. O serviço veterinário oficial nas Unidades da Federação deverá manter, junto às
unidades veterinárias locais, cadastro dos transportadores de animais, pessoas físicas ou jurídicas.

Parágrafo único. De acordo com a situação epidemiológica, o serviço veterinário oficial
poderá exigir que os veículos transportadores de animais susceptíveis à febre aftosa sejam lavados e
desinfetados após o desembarque dos animais ou durante a passagem dos mesmos em postos fixos de
fiscalização e proibir o uso de palha, maravalha ou outro material orgânico no assoalho dos referidos
veículos transportadores.


Seção II
Ingresso de animais em zona livre de febre aftosa sem vacinação

Art. 25. É proibido o ingresso de animais vacinados contra a febre aftosa em zona livre sem
vacinação.

Art. 26. O ingresso de animais susceptíveis à febre aftosa em zona livre sem vacinação fica
autorizado para:

I - animais nascidos ou que permaneceram, imediatamente antes de seu ingresso, por um
período mínimo de 12 (doze) meses em outra zona livre de febre aftosa sem vacinação, transportados em
veículos lacrados, dispensados os demais procedimentos estabelecidos no art. 21 desta Instrução
Normativa;

II - ovinos, caprinos, suínos e outros animais susceptíveis à febre aftosa, oriundos de zona
livre de febre aftosa com vacinação, após atendimento das seguintes condições:

a) animais não vacinados contra febre aftosa, nascidos ou que permaneceram, imediatamente
antes de seu ingresso, por período mínimo de 12 (doze) meses em zona livre de febre aftosa com
vacinação, e oriundos de propriedades rurais cadastradas pelo serviço veterinário oficial;

b) transportados em veículos com carga lacrada pelo serviço veterinário oficial da Unidade da
Federação de origem;

c) quando destinados ao abate imediato, os animais deverão ser encaminhados diretamente a
estabelecimentos com serviço de inspeção veterinária oficial, estando dispensados os procedimentos
estabelecidos no art. 21 desta Instrução Normativa;

d) para outras finalidades que não o abate, o ingresso poderá ser autorizado de acordo com o
estabelecido no art. 21 desta Instrução Normativa, incluindo os seguintes procedimentos zoossanitários:

1. os animais deverão receber identificação individual, permanente ou de longa duração, e
permanecer isolados pelo período de, pelo menos, trinta dias antes do embarque, em local aprovado pelo
serviço veterinário oficial da Unidade da Federação de origem e sob sua supervisão;

2. realização de testes de diagnóstico para febre aftosa, de acordo com definições do MAPA,
em amostras colhidas após 14 (catorze) dias, no mínimo, do início da quarentena;

3. apresentação de resultados negativos para os testes de diagnóstico realizados; e

4. os animais deverão permanecer isolados no destino, sob supervisão do serviço veterinário
oficial, por período de, pelo menos, 14 (catorze) dias. Durante o período de avaliação, fica proibida a
saída de quaisquer outros animais susceptíveis à febre aftosa existentes na propriedade de destino, exceto
para abate imediato.

§ 1º Na constatação de pelo menos um resultado positivo aos testes de diagnóstico
mencionados no item “2”, alínea “d”, do inciso II do presente artigo, todo o grupo de animais deverá ser
impedido de ingressar na zona livre sem vacinação, devendo ser realizadas as seguintes ações na Unidade
da Federação de origem, com o objetivo de esclarecer as reações positivas aos testes de diagnóstico
empregados, mantendo-se a propriedade interditada até o resultado final da investigação:

I - investigação epidemiológica na propriedade rural de origem, considerando a avaliação
clínica dos animais susceptíveis;

II - ovinos e caprinos positivos deverão ser submetidos a colheita de amostras de líquido
esofágico-faríngeo para pesquisa viral ou a outros procedimentos de diagnóstico definidos pelo MAPA;

III - no caso de reações positivas em suínos, os testes sorológicos deverão ser estendidos a
outros animais da exploração pecuária, de acordo com definição do serviço veterinário oficial,
fundamentada nas indicações epidemiológicas de cada caso, ou realizados outros procedimentos de
diagnóstico definidos pelo MAPA; e

IV - o MAPA deverá ser notificado sobre a investigação epidemiológica em andamento,
podendo definir outras ações a serem aplicadas em cada caso.

§ 2º No caso de suínos oriundos de granjas certificadas como GRSC (Granjas de Reprodutores
Suídeos Certificadas) fica dispensada a realização dos testes de diagnóstico mencionados no presente
artigo.

Seção III
Ingresso de animais em zona livre de febre aftosa com vacinação

Art. 27. A permissão de ingresso de animais susceptíveis à febre aftosa em zona livre com
vacinação fica condicionada ao atendimento dos seguintes requisitos zoossanitários:

I - animais com origem em zona livre de febre aftosa sem vacinação:

a) ovinos, caprinos, suínos e outros animais susceptíveis, com exceção de bovinos e bubalinos,
estão dispensados de requisitos adicionais com referência à febre aftosa;

b) bovinos e bubalinos, com exceção daqueles destinados ao abate imediato ou de outros que o
MAPA venha a autorizar, deverão ser imediatamente vacinados contra a febre aftosa na Unidade da
Federação de destino; e

c) quando a finalidade do ingresso de bovinos e bubalinos não for o abate, o serviço
veterinário oficial da Unidade da Federação de origem deverá, com antecedência ao ingresso, encaminhar
comunicação sobre a movimentação desses animais ao serviço veterinário oficial da Unidade da
Federação de destino;

II - animais susceptíveis com origem em zona tampão, Unidade da Federação ou parte de
Unidade da Federação classificada como BR-3 (risco médio) para febre aftosa ou outra classificação de
risco semelhante que venha a ser adotada pelo MAPA:

a) proceder diretamente da referida região, onde tenham permanecido por, pelo menos, 12
meses anteriores à data de expedição da autorização ou desde o seu nascimento, no caso de animais com
menos de 12 meses de idade, e de exploração pecuária onde a febre aftosa não foi oficialmente registrada
nos 12 meses anteriores à data do embarque, e que, num raio de 25km a partir dela, a doença não foi
registrada nos seis meses anteriores. Os animais não devem apresentar sinais clínicos da doença no dia do
embarque;

b) permanecer isolados por um período mínimo de 30 dias antes do embarque, em local
oficialmente aprovado e sob supervisão do serviço veterinário oficial, sendo submetidos a provas
laboratoriais para febre aftosa definidas pelo MAPA. As amostras para diagnóstico deverão ser colhidas
após 14 dias, no mínimo, do início da quarentena e analisadas em laboratórios pertencentes à Rede
Nacional de Laboratórios Agropecuários do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária. A
critério do MAPA, as provas de diagnóstico poderão ser dispensadas quando a finalidade for o abate
imediato;

c) quando a finalidade da movimentação não for o abate, no caso de se identificar pelo menos
um animal positivo às provas laboratoriais empregadas, todo o grupo de animais deverá ser impedido de
ingressar na zona livre de febre aftosa com vacinação. Para fins de abate, nos casos em que os testes de
diagnósticos forem exigidos, somente os animais com reação positiva ficarão impedidos de ingressar na
zona livre, estando os demais liberados para o trânsito com destino direto ao abatedouro; e

d) no destino, os animais deverão ser mantidos isolados por um período não inferior a 14 dias,
em local oficialmente aprovado e sob supervisão veterinária oficial.

§ 1º Suídeos, quando oriundos de GRSC, deverão atender apenas às alíneas “a” e “b”
estabelecidas no inciso II deste artigo, excluídas as exigências de testes de diagnóstico.

§ 2º Na constatação de pelo menos um resultado positivo aos testes de diagnóstico
mencionados no inciso II do presente artigo, deverá ser realizada investigação nas propriedades de
origem, de acordo com o estabelecido no § 1º, art. 26 desta Instrução Normativa.

§ 3º Bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos com até seis meses de idade, acompanhados ou não
das respectivas mães, ficam dispensados dos testes laboratoriais mencionados no inciso II, do presente
artigo, devendo estar identificados individualmente e constarem da relação definida nos modelos de
formulários empregados.

§ 4º No caso de eventual existência de animais susceptíveis à febre aftosa no estabelecimento
aprovado para isolamento no destino, tais animais serão impedidos de ser movimentados durante o
período de isolamento, salvo se destinados diretamente ao abate.

§ 5º Em casos excepcionais, relacionados com a capacidade e disponibilidade de abate na
origem, o MAPA poderá autorizar o ingresso de suídeos destinados ao abate imediato, independente da
classificação de risco para febre aftosa na origem, para animais que atendam aos seguintes requisitos
zoossanitários:

I - procedentes de estabelecimentos cadastrados e supervisionados pelo serviço veterinário
oficial;

II - tenham permanecido no estabelecimento de origem desde seu nascimento;

III - tenham sido submetidos à quarentena na origem, sob supervisão veterinária oficial, e a
testes de diagnóstico para febre aftosa segundo definições do MAPA; e

IV - destinados diretamente a estabelecimentos de abate sob inspeção oficial, excluídos
aqueles habilitados para mercados internacionais que apresentem exigências específicas quanto à origem
dos animais.

Seção IV
Trânsito de animais envolvendo zona tampão, zona infectada e outras áreas
segundo classificação de risco para febre aftosa

Art. 28. Animais susceptíveis à febre aftosa para ingresso em zona tampão e unidades da
Federação ou regiões classificadas como, pelo menos, BR-3 (médio risco) para febre aftosa, ou outra
classificação de risco semelhante que venha a ser adotada, não reconhecidas como zona livre de febre
aftosa, quando oriundos de Unidades da Federação com classificação de risco inferior, deverão cumprir
com os requisitos estabelecidos no inciso II, art. 27 desta Instrução Normativa, exceto a exigência de
testes de diagnóstico.

Art. 29. No caso da suspensão temporária do reconhecimento de zonas livres de febre aftosa,
em função de ocorrência de focos da doença, o trânsito de animais susceptíveis à febre aftosa, assim como
de produtos e subprodutos de risco, com origem nas Unidades da Federação ou parte das Unidades da
Federação envolvidas, incluindo áreas de proteção e zonas de contenção, deverá cumprir procedimentos
específicos definidos pelo MAPA, após avaliação de cada caso.

Art. 30. O trânsito de suídeos envolvendo GRSC, ou outra classificação semelhante a ser
adotada pelo MAPA, não prevista nesta Instrução Normativa, independentemente da classificação de
risco para febre aftosa na origem, poderá ser autorizado pelo MAPA após avaliação fundamentada em
parecer técnico do serviço veterinário oficial da Unidade da Federação na origem.

Art. 31. Para o trânsito dentro da zona infectada, não envolvendo o disposto no art. 28 desta
Instrução Normativa, deverão ser observados os seguintes requisitos, independentemente da finalidade
considerada:

I - os animais devem proceder de exploração pecuária na qual, nos 60 (sessenta) dias
anteriores, não se tenha constatado nenhum foco de febre aftosa, e que, nas suas proximidades, num raio
de 25km, também não tenha ocorrido nenhum caso nos 30 (trinta) dias anteriores;

II - para bovinos e bubalinos oriundos de regiões onde a vacinação contra a febre aftosa for
obrigatória, o serviço veterinário oficial deverá comprovar a sua realização de acordo com as diretrizes
estabelecidas no Capítulo V desta Instrução Normativa;

III - bovinos e bubalinos provenientes de zona livre de febre aftosa sem vacinação deverão ser
vacinados na chegada, sendo revacinados após 30 (trinta) dias sob controle do serviço veterinário oficial,
caso a vacinação contra a febre aftosa seja obrigatória na região de destino.


CAPÍTULO VII
CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DO TRÂNSITO DE PRODUTOS E
SUBPRODUTOS OBTIDOS DE ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS À FEBRE AFTOSA

Art. 32. Todo produto ou subproduto de origem animal, para ser comercializado, deverá estar
acompanhado de certificação sanitária definida pelo serviço veterinário oficial.

Art. 33. Todo produto de origem animal procedente da zona livre de febre aftosa sem
vacinação e de estabelecimento integrante do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem
Animal terá livre trânsito em todo o território nacional.

Art. 34. É permitido o ingresso em zona livre de febre aftosa, com ou sem vacinação, dos
produtos e subprodutos abaixo relacionados oriundos de todo o Território Nacional sem prejuízo de
outros instrumentos legais em vigor:

I - carnes e miúdos destinados ao consumo humano, submetidos a tratamento térmico
suficiente para inativar o vírus da febre aftosa;

II - couros e peles em qualquer fase de sua industrialização ou curtidos;

III - leite pasteurizado ou leite longa vida, submetido a tratamento UAT (Ultra Alta
Temperatura);

IV - cascos, chifres, pêlos e crinas, submetidos a tratamento capaz de inativar o vírus da febre
aftosa, secos e devidamente acondicionados;

V - ração animal industrializada;

VI - sebo (gordura fundida) e farinha de carne e ossos;

VII - gelatina e colágeno hidrolisado, obtidos de pele bovina e suína; e

VIII - outros produtos e subprodutos obtidos de animais susceptíveis à febre aftosa,
submetidos a tratamento suficiente para inativar o agente viral, não contidos na presente Instrução
Normativa, mediante parecer e autorização do MAPA após realização de avaliação de risco específica.

Art. 35. Permite-se o ingresso dos produtos a seguir relacionados em zona livre de febre aftosa
sem vacinação, considerando a origem e o atendimento aos procedimentos zoossanitários específicos:

I - origem em zona livre de febre aftosa com vacinação:

a) carne fresca com ou sem osso obtida de bovino e bubalino que permaneceram, nos últimos
doze meses ou desde seu nascimento, em zona livre de febre aftosa com vacinação. A carne deve ser
obtida de animal que não apresentou sinais clínicos de doença vesicular infecciosa no momento do
embarque para o abate e no exame ante-mortem, nem foram identificadas lesões sugestivas de febre
aftosa durante o exame post-mortem e abatido em matadouro com inspeção veterinária oficial e
integrante do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal;

b) carne fresca com ou sem osso e miúdos in natura de ovinos, caprinos, suídeos e de outros
animais susceptíveis, que permaneceram, nos últimos doze meses ou desde seu nascimento, em zona livre
de febre aftosa com vacinação, e obtida em matadouros com inspeção veterinária oficial e integrante do
Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal;

c) leite in natura, transportado sob refrigeração em caminhões apropriados e com carga
lacrada, procedente de indústrias com inspeção veterinária oficial integrantes do Sistema Brasileiro de
Inspeção de Produtos de Origem Animal e destinado a indústrias com serviço de inspeção veterinária
oficial integrantes do mesmo Sistema, para beneficiamento imediato;

d) couros e peles em bruto, obtidos em estabelecimentos de abate com inspeção veterinária
oficial ou submetidos a salga com sal marinho contendo 2% de carbonato de sódio por período mínimo de
sete dias;

II - origem em zona tampão ou Unidade da Federação classificada como, no mínimo, BR-3
(risco médio) para febre aftosa, ou outra classificação semelhante que venha a ser adotada pelo MAPA:

a) carne bovina desossada:

1. obtida de animais que permaneceram na região de origem especificada, nos doze meses
anteriores à data de expedição da autorização, ou desde seu nascimento, no caso de animal com menos de
um ano de idade, e que não apresentaram sinais de doença vesicular infecciosa no momento do embarque
para o abate;

2. obtida em matadouro com inspeção veterinária oficial integrante do Sistema Brasileiro de
Inspeção de Produtos de Origem Animal; e

3. submetida, antes da desossa, a processo de maturação sanitária em temperatura acima de +
2º C (dois graus Celsius) durante um período mínimo de 24 horas depois do abate, não tendo o pH
alcançado valor superior a seis, verificado no centro do músculo longissimus dorsi;

b) carne fresca de caprinos, ovinos, suídeos e de outros animais susceptíveis obtida em
matadouros com inspeção veterinária oficial e integrante do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos
de Origem Animal e destinada diretamente a outro estabelecimento, com serviço de inspeção veterinária
oficial e integrante do mesmo Sistema, onde será submetida a tratamento suficiente para inativação do
vírus da febre aftosa;

c) leite in natura, transportado sob refrigeração em caminhões apropriados e com carga
lacrada, procedente de indústria com inspeção veterinária oficial integrante do Sistema Brasileiro de
Inspeção de Produtos de Origem Animal, e destinado a indústrias com serviço de inspeção veterinária
oficial e integrantes do mesmo Sistema, para beneficiamento imediato; e

d) couros e peles em bruto, submetidos a salga com sal marinho contendo 2% de carbonato de
sódio por período mínimo de 28 (vinte e oito) dias.

Parágrafo único. Os produtos deverão ser transportados em veículos com carga lacrada pelo
serviço veterinário oficial da Unidade da Federação de origem, ou outro tipo de controle autorizado pelo
serviço veterinário oficial, devendo ingressar na zona livre de febre aftosa somente por locais definidos e
aprovados previamente pelo MAPA.

Art. 36. Permite-se o ingresso dos produtos abaixo relacionados em zona livre de febre aftosa
com vacinação, oriundos de zona tampão ou Unidade da Federação ou parte de Unidade da Federação
classificada como, pelo menos, BR-3 (risco médio) para febre aftosa, ou outra classificação semelhante a
ser adotada:

I - carne de bovino desossada:

a) obtida de animais que permaneceram pelo menos durante os três meses anteriores ao abate
na região de origem especificada em propriedade onde nos 60 dias anteriores não foi registrada a
ocorrência de febre aftosa, o que também não aconteceu nos 30 dias anteriores no raio de 25 km da citada
propriedade. Referidos animais também não apresentaram sinais de doença vesicular infecciosa no
momento de embarque para o abate;

b) obtida em matadouro com inspeção veterinária oficial integrante do Sistema Brasileiro de
Inspeção de Produtos de Origem Animal; e

c) submetida, antes da desossa, a processo de maturação sanitária em temperatura acima de +
2ºC (dois graus Celsius) durante um período mínimo de 24 horas depois do abate, não tendo o pH
alcançado valor superior a seis, verificado no centro do músculo longissimus dorsi;

II - carne fresca de caprinos, ovinos, suínos e de outros animais susceptíveis que atendam às
condições definidas para carne fresca de bovinos, exceto a exigência de maturação e desossa;

III - miúdos in natura obtidos em estabelecimento de abate com inspeção veterinária oficial
integrante do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal , destinados a processamento
para fins opoterápicos ou para produção de alimento para animais, em estabelecimentos aprovados pelo
MAPA;

IV - leite in natura, transportado sob refrigeração em caminhões apropriados e com carga
lacrada, procedente de indústria com inspeção veterinária oficial integrante do Sistema Brasileiro de
Inspeção de Produtos de Origem Animal e destinado a indústrias com serviço de inspeção veterinária
oficial integrantes do mesmo Sistema;

V - peles e couros em bruto submetidos, antes do embarque, a salga com sal marinho contendo
2% (dois por cento) de carbonato de sódio, durante o período mínimo de 14 (catorze) dias.

Parágrafo único. Os produtos deverão ser transportados em veículos com carga lacrada pelo
serviço veterinário oficial da Unidade da Federação de origem, ou outro tipo de controle autorizado pelo
serviço veterinário oficial, devendo ingressar na zona livre de febre aftosa somente por locais definidos e
aprovados previamente pelo MAPA.

Art. 37. É permitido o ingresso em zona livre de febre aftosa com vacinação de peles e couros
em bruto, procedentes de Unidades da Federação classificadas como alto risco ou risco desconhecido para
febre aftosa, ou outra classificação semelhante que venha a ser adotada, submetidos, antes do embarque, a
salga com sal marinho contendo 2% (dois por cento) de carbonato de sódio durante o período mínimo de
28 (vinte e oito) dias.

Art. 38. É permitido o ingresso na zona livre de febre aftosa, com ou sem vacinação, de
sêmen, embrião ou ovócitos de animais susceptíveis à febre aftosa quando obtidos em centro registrado
pelo serviço veterinário oficial e processados de acordo com as normas técnicas internacionais, localizado
em Unidade da Federação ou parte de Unidade da Federação classificada como, pelo menos, risco médio
para febre aftosa, ou outra classificação semelhante que venha a ser adotada pelo MAPA, atendendo às
exigências contidas nas alíneas “a” e “b”, inciso II, art. 27, desta Instrução Normativa, e acompanhados
de certificado zoossanitário.

Art. 39. É permitido o ingresso na zona livre de febre aftosa, com ou sem vacinação, de carnes
e produtos cárneos, miúdos in natura devidamente embalados e acondicionados, destinados à exportação
através dos portos, aeroportos, postos de fronteira, e demais recintos alfandegados localizados nessas
áreas, e oriundos de qualquer Unidade da Federação, desde que procedam de estabelecimentos habilitados
pelo MAPA para exportação e acompanhados da documentação sanitária correspondente.

Parágrafo único. O veículo transportador deverá ser lacrado na origem e o lacre só poderá ser
rompido no destino pelo serviço veterinário oficial.

Art. 40. É proibido o ingresso na zona livre de febre aftosa, com ou sem vacinação, de material
patogênico destinado a qualquer fim, salvo quando previamente autorizado pelo MAPA.

Art. 41. O ingresso em zona livre de febre aftosa, com ou sem vacinação, de produtos e
subprodutos de animais susceptíveis à febre aftosa não especificados nestas normas, incluindo material de
interesse científico e com finalidade para uso industrial, deverá ser autorizado previamente pelo MAPA
após análise de risco.

CAPÍTULO VIII
TRÂNSITO INTERNACIONAL DE ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS À FEBRE AFTOSA E DE SEUS
PRODUTOS E SUBPRODUTOS

Art. 42. É proibida a importação de animais susceptíveis à febre aftosa e de seus produtos e
subprodutos quando procedentes de países, regiões ou zonas não incluídos na Lista de Países Livres de
Febre Aftosa publicada pela OIE, salvo exceções contidas neste Capítulo.

Art. 43. É permitida a importação de carnes frescas desossadas de carcaças de bovinos
quando:

I - obtidas de animais que permaneceram no país exportador nos últimos dois anos anteriores a
data do seu abate ou desde seu nascimento, em áreas onde se encontrem implantadas, e em execução,
medidas de controle oficiais;

II - obtidas de animais procedentes de propriedade na qual, nos 60 dias anteriores, não tenha
sido registrado nenhum foco de febre aftosa, e que, nas suas proximidades, num raio de 25km, também
não tenha ocorrido nenhum caso nos 30 dias anteriores;

III - obtidas de animais abatidos em abatedouro oficialmente habilitado para a exportação ao
Brasil;

IV - obtidas de carcaças das quais foram removidos os principais nódulos linfáticos;

V - a carne, antes da desossa, tenha sido submetida a processo de maturação sanitária em
temperatura superior a +2°C, durante um período de, pelo menos, 24 horas após o abate, e que o pH no
centro do músculo longissimus dorsi, em cada metade da carcaça, não tenha alcançado valor superior a
seis.

Art. 44. É permitida a importação de produtos que utilizem como matéria-prima carne bovina,
uma vez atendido o art. 43 desta Instrução Normativa.

Art. 45. É permitida a importação de produtos que utilizem como matéria-prima carnes,
miúdos ou vísceras que tenham sido submetidos a procedimentos de inativação do vírus da febre aftosa,
de acordo com as recomendações da OIE.

Art. 46. É permitida a importação de sêmen e embriões de bovinos, desde que atendidas as
disposições expressas nos incisos I e II do art. 43 desta Instrução Normativa, além do cumprimento das
seguintes condições:

I - tenham sido obtidos em centrais de inseminação artificial ou em outros estabelecimentos
registrados ou aprovados pelo serviço veterinário oficial do país exportador e que atendam às condições
gerais e específicas recomendadas pela OIE.

II - tenham sido colhidos, processados e armazenados segundo as orientações da OIE, no caso
de sêmen, e da Sociedade Internacional de Transferência de Embriões, no caso de embriões;

III - que o serviço veterinário oficial do país exportador certifique o cumprimento dos
requisitos zoossanitários brasileiros aplicáveis à mercadoria em questão.

Art. 47. É permitida a importação de palhas e forrageiras procedentes de países, regiões ou
zonas incluídos na Lista de Países Livres de Febre Aftosa publicada pela OIE ou desde que oriundas de
propriedades onde, nos 30 dias anteriores à colheita, bem como em um raio de 3km das referidas
propriedades, não tenha havido focos de febre aftosa, e que tenham sido submetidas a um dos seguintes
tratamentos:

I - vapor de água em recinto fechado durante, pelo menos, 10 minutos a uma temperatura de,
no mínimo, 80°C; ou

II - vapor de formol (gás formaldeído) produzido por solução a 35-40%, em recinto fechado
durante, pelo menos, 8 horas a uma temperatura de, no mínimo, 19ºC.

Art. 48. É permitida a importação de outros produtos de origem animal, submetidos aos
procedimentos de inativação do vírus da febre aftosa, recomendados pela OIE.

Art. 49. Os certificados zoossanitários que acompanham as mercadorias de que trata a presente
Instrução Normativa deverão conter as garantias específicas definidas para cada caso.

Art. 50. As condições para importação expressas nesta Instrução Normativa serão aplicadas
sem prejuízo de outras exigências sanitárias em vigor.

CAPÍTULO IX
DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 51. Os casos omissos e as dúvidas suscitadas na execução deste ato serão dirimidas pelo
MAPA.


ANEXO II
(Modelo)

REQUERIMENTO PARA INGRESSO DE ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS À
FEBRE AFTOSA EM ZONA LIVRE DE FEBRE AFTOSA, ZONA TAMPÃO OU RISCO MÉDIO

( ) SEM VACINAÇÃO ( ) COM VACINAÇÃO ( )ZONA TAMPÃO OU RISCO MÉDIO

Manifestamos interesse em ingressar com animais susceptíveis à febre aftosa na região acima caracterizada, para o que
solicitamos autorização de acordo com o que estabelece a ________________ nº _________/07, do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, e prestamos as informações que se seguem:
1. Informações sobre a procedência e caracterização dos animais
Origem dos animais:
UF Município:

Nome da propriedade:

Nome do responsável pelos animais na origem:

Endereço para contato


Tel. FAX
Endereço
eletrônico

Informações sobre os animais:
Espécie: Finalidade: Quantidade:

Informações adicionais sobre os animais (se necessário):



2. Informações sobre o destino
UF Município:

Nome da propriedade:

Nome do responsável pelos animais no destino:

Tel. FAX
Endereço
eletrônico:


Meio de transporte: Rodoviário Aéreo Marítimo Outro:

Ponto de ingresso:


_______________________________________
Local e data

________________________________________________________________
Nome e assinatura do interessado


ANEXO III
(MODELO)
AUTORIZAÇÃO PARA O INGRESSO DE ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS
À FEBRE AFTOSA EM ZONA LIVRE DE FEBRE AFTOSA, ZONA TAMPÃO OU RISCO MÉDIO

( ) SEM VACINAÇÃO ( ) COM VACINAÇÃO ( )ZONA TAMPÃO OU RISCO MÉDIO


Nº ___________/ _______

AUTORIZO a entrada dos animais abaixo identificados, de acordo com o que estabelece a ________________ nº _______/07,
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, observado o que se segue:
I. os animais deverão ser encaminhados para o estabelecimento de destino identificado nesta autorização, sob supervisão de
veterinário oficial designado para fins de:
( ) isolamento, para observação, pelo período mínimo de ______ dias;
( ) realização dos exames laboratoriais requeridos;
II. a presente autorização somente é válida para entrada pelo ponto especificado nesta autorização;
III. esta autorização poderá ser cancelada a qualquer momento, caso ocorra alteração da situação sanitária da exploração
pecuária de origem ou da unidade da Federação de procedência, a critério do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de
Defesa Agropecuária.
Informações sobre o local de destino para isolamento:
UF Município:

Nome da propriedade:

Nome do responsável pelos animais no destino:

Tel. FAX
Endereço
eletrônico:


Meio de transporte: Rodoviário Aéreo Marítimo Outro:

Ponto de ingresso:
Informações sobre os animais:
Espécie: Finalidade: Quantidade:

Informações adicionais sobre os animais (anexar relação com identificação individual):



Procedência:
UF Município:

Nome da propriedade:

Nome do responsável pelos animais na origem:

_______________________________________
Local e data da emissão

___________________________________________________________________
Carimbo e assinatura do emitente

1ª via: destinatário. 2ª via: unidade da Federação de procedência. 3ª via: ponto de ingresso. 4ª via: emitente.






ANEXO IV
(Modelo)

ATESTADO ZOOSSANITÁRIO DE ORIGEM PARA INGRESSO DE ANIMAIS SUSCEPTÍVEIS EM ZONA LIVRE
DE FEBRE AFTOSA, ZONA TAMPÃO OU RISCO MÉDIO

( ) SEM VACINAÇÃO ( ) COM VACINAÇÃO ( )ZONA TAMPÃO OU RISCO MÉDIO

ADICIONAL A GUIA DE TRÂNSITO ANIMAL (GTA) Nº ____/__________

ESPÉCIE ENVOLVIDA: bovina bubalina caprina ovina suína outras: ___________________

Atesto, para fins de ingresso em zona livre de febre aftosa, zona tampão ou risco médio de acordo com o estabelecido na
Instrução Normativa nº _____/07, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que os animais abaixo identificados
satisfazem às seguintes condições:
( ) 1. são nascidos e criados no estabelecimento de procedência ou nele permaneceram nos últimos ____ meses antes do
embarque.
( ) 2. atendem às condições definidas nos artigos ______________ da Instrução Normativa nº _______/07, do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
( ) 3. na unidade da Federação onde se situa a exploração pecuária de procedência, a vacinação de bovinos e bubalinos
contra a febre aftosa é regularmente praticada e oficialmente controlada.
( ) 4. na unidade da Federação de origem o serviço veterinário oficial está estruturado e possui os dispositivos legais
necessários para fiscalizar o trânsito de animais, exercer a vigilância epidemiológica e sanitária e a interdição de focos
da doença, bem como para aplicar as demais medidas de defesa sanitária animal.
( ) 5. foram mantidos isolados nos 30 dias anteriores ao embarque, em local oficialmente aprovado e sob supervisão
veterinária oficial, não manifestando qualquer sinal clínico de doença transmissível, ocasião em que foram submetidos
aos testes oficialmente aprovados para febre aftosa.
( ) 6. os suídeos são nascidos e criados em estabelecimento oficialmente certificado como GRANJA DE
REPRODUTORES SUÍDEOS CERTIFICADA, de acordo com as normas zoossanitárias vigentes. A certificação é
válida até _____ / _____ / ____.
( ) 7. Identificação dos animais:
Nº Identificação Raça Sexo
Idade
(meses)
Nº Identificação Raça Sexo
Idade
(meses)
1 11
2 12
3 13
4 14
5 15
6 16
7 17
8








18
9 19
10 20
Continua em folha anexa? ( ) Sim. ( ) Não.
Obs.:


Identificação e assinatura do médico veterinário do serviço veterinário oficial da unidade da Federação de origem

Carimbo Assinatura