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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

BACHARELADO DE ADMINISTRAÇÃO – PET POLÍTICAS
PÚBLICAS




TACIANY CAMPOS DE LIMA



FICHAMENTO




TRECHO DO LIVRO DE JOSÉ MATIAS PEREIRA “MANUAL DE
GESTÃO PÚBLICA COMTEMPORÂNEA” DO CAPÍTULO 5 AO 7.



CURITIBA
11/2011


TACIANY CAMPOS DE LIMA







TRECHO DO LIVRO DE JOSÉ MATIAS PEREIRA “MANUAL DE
GESTÃO PÚBLICA COMTEMPORÂNEA” DO CAPÍTULO 5 AO 7.




Fichamento apresentado ao PET
Políticas Públicas da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná.
Professor: Christian Silva




CURITIBA
11/2011


Mati as Perei ra, José. Manual de gestão públ i ca contemporânea. 2ª edi ção.
Capí tul o 5 ao 7. São Paul o: Sarai va, 2010.

José Matias Perei ra
Economista e advogado. Professor-pesquisador e Coordenador-adjunto do
Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade de Brasília
(2005/2007).
Coordenador Geral do Curso de Graduação em Administração a Distância da
Universidade de Brasília.
Ministra a disciplina Finanças Publicas na Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade da Universidade de Brasília desde 1995.
Doutor em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madri, Espanha.
Pós-Doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (FEA/USP).
Autor de: “Economia Brasileira”, Editora Atlas, São Paulo, 2003; e, “Finanças
Públicas: A política orçamentária no Brasil”, 3ª edição, Editora Atlas, São
Paulo, 2006.
http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/jmp-cv.htm
http://www.editoraatlas.com.br/atlas/webapp/curriculo_autor.aspx?aut_cod_id=33192
Governabilidade, governança e accountability
Esses termos como em maior parte da ciência política tem vários significados.
Governabilidade
É o exercício da autoridade política e de legitimidade do Estado e do seu
governo, a legitimidade vem da capacidade do governo de representar os
interesses de suas próprias instituições.
Governança
É a capacidade, qualificação que determinado governo tem para formular e
implementar as suas políticas, neste caso a legitimidade vem do processo do
entendimento de que grupos específicos da população, quando participam da
elaboração e implantação de uma política pública têm maior possibilidade de
obter sucesso nos seus objetivos. Do ponto do vista político, governança
implica a capacidade de resistência à captura por grupos de interesse por parte
das elites governamentais, a promoção da accountability e a defesa da
participação institucionalizada.
Prestação de contas
Accountability é um conjunto de mecanismos e procedimentos que induzem os
dirigentes governamentais a prestar contas dos resultados de suas ações à
sociedade.
Referencial teórico de governança
O tema governança tem base no estudo seminal de Ronald Coase publicado
em 1937. Nos anos 70 esse estudo foi aperfeiçoado por Oliver Wiliamson. A
governança segundo essas análises seriam dispositivos operacionalizados pela
empresa para conduzir coordenações eficazes que tangem dois registros, os
protocolos internos e os contratos e as aplicações de normas.
Governabilidade das democracias
As teorias, quando detectaram as deficiências do Estado, perceberam que os
atores não estatais estavam construindo uma legitimidade cada vez maior para
defender e promover o bem público. Buscam também definir o espaço público
no qual se concretiza a democracia da atualidade.
Para alguns autores como Mappa, o termo governança é a vitória final do
dinheiro sobre quaisquer outros valores éticos e sociais.
Distintas visões da governança
O sentido amplo de governança é o processo de tomada de decisão que
antecipa e ultrapassa o governo que tem aspectos frequentemente
evidenciados. Existem diferentes visões sobre a governança: enquanto Estado
mínimo, corporativa, “New Public Managment”, boa governança, sistema
sociocibernético e conjunto de redes organizadas.
Governança corporativa no setor público
Governança trata da aquisição e da distribuição de poder na sociedade,
enquanto a governança corporativa diz respeito à forma como as corporações
são administradas. A governança corporativa no setor público refere-se à
administração das agências do setor público, por meio dos princípios de
governança corporativa do setor privado.
O conceito de governança corporativa está relacionado com accountability,
então essa governança no setor público é composta pelos elementos:
responsabilidade em atender a sociedade, supervisão, controle e assistência
social. E nesse contexto a administração pública surge como elemento
importante.
Princípios de governança na gestão pública
O uso das práticas de governança corporativa exige que todas as organizações
do setor público sejam transparentes e responsáveis por suas atitudes. A
transparência do Estado se efetiva, por meio do acesso do cidadão à
informação governamental, que torna mais democráticas as relações entre o
Estado e sociedade civil.
Ética e moral na administração pública
A ética é a ciência do comportamento moral dos homens na sociedade. A
moral sinaliza normas e valores que balizam a vida do indivíduo na sociedade.
Teoria do estado de Maquiavel
Na Teoria do Estado de Maquiavel a ética do Estado se funda na noção do
bem comum, a ética moral se preocupa com os fins, enquanto a ética política,
com os meios.
Senso e consciência moral
São valores, sentimentos, intenções, decisões e ações que se referem ao bem
e ao mal, bem como ao desejo de felicidade.
Ponto inicial do debate sobre ética e moral
A principal questão da moral e da ética diz respeito à vida em sociedade.
Existem várias diferenças entre ética e moral.
Ética na política
A racionalidade da era moderna não se preocupa com a moralidade dos fins,
mas com a eficácia dos meios para alcança-los. A ética moral cede lugar a
ética política, que representa um aperfeiçoamento do sistema político, pois o
Estado deve existir para atender à sociedade civil.
Efeitos das novas tecnologias na ética e na moral
As mudanças no comportamento ético e moral devido ao uso intensivo das
novas tecnologias e ferramentas de comunicações, também estão impactando
no funcionamento da administração pública exigindo uma nova postura na
forma de atuar dos gestores públicos.
Ética, gestão pública e cidadania
A ética apresenta uma interligação profunda com a relação entre Estado e
sociedade, quanto ao exercício da cidadania que possuem algumas
características como a autonomia, igualdade perante a lei e independência.
Existem duas dimensões do conceito de cidade, o primeiro é a titularidade de
direitos e o segundo a preocupação com a coisa pública.
Promoção da ética nas organizações
É necessário o fortalecimento institucional e o estabelecimento de um padrão
ético efetivo, e pressupõe transparência e accountability e envolve gestão,
orientação e controle.
Característica da gestão ética
Algumas características que constituem a essência da gestão ética é o
cumprimento dos princípios da legalidade, a impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência, ou seja, valores éticos, normas de conduta e
administração.
Ética e transparência na administração pública
O objetivo da gestão da ética visa à definição de padrões éticos de conduta nas
organizações. Essa nova conduta requer o estabelecimento de padrão
transparente e previsível.
Custos da falta de ética na governança
A falta de ética compromete a capacidade de governança e representa risco à
sobrevivência das organizações, públicas e privadas. Para isso o acesso à
informação foi aumentado e democratizado. A falta de ética e corrupção
existem em grande escala e os meios convencionais de repressão legal na
maior parte do mundo têm apresentado resultados insatisfatórios, mas esta
fase está sendo superada.
Boas práticas em gestão da ética
Revelação de interesses para prevenir conflitos, ênfase nos aspectos de
comunicação, orientação e capacitação, e avaliação.
Comportamento ético no serviço público
Há uma percepção distorcida que prevalece de que a implementação de ações
de combate à corrupção e a promoção da ética, é feita apenas para
organizações e indivíduos que não têm ética.
Gestão da ética
A gestão ética engloba os valores éticos, as regras de conduta, e a
administração.
Atividade governamental e desvio ético
A ação governamental impacta fortemente sobre a vida dos cidadãos. A
dimensão do poder do órgão de governo sobre o setor privado é determinante
para elevar a possibilidade de risco da ocorrência de relacionamentos
ilegítimos entre os representantes do poder público e os do setor privado.
O desvio ético pode ser motivado pela pressão ou pela tentação, para o
servidor poder manter seu salário ou suas gratificações extras, o servidor será
mais suscetível à pressão quanto maior a perda potencial de rendimentos no
caso de ser destituído do cargo. É necessário que se busque o equilíbrio entre
a obrigação de divulgar a informação e o grau de proteção que lhe deve ser
atribuído.
Reforma do Estado e transparência no Brasil
A reforma e a modernização do Estado surgem como tema central da agenda
política mundial. A questão da transparência passa a ter lugar de destaque, já
que a corrupção é um fenômeno que enfraquece a democracia, a confiança no
Estado, a legitimidade dos governos e a moral pública, sendo no Brasil um
problema grave e estrutural de nossa sociedade e de nosso sistema político.
Antecedentes da reforma do Estado
As teorias político-econômicas modernas do Estado identificam três formas de
intervenção pública na economia: redistribuição de renda, estabilização
macroeconômica e regulação de mercados. A reforma do Estado surgiu como
uma resposta à ineficiência do velho modelo estatal e às demandas sociais
crescentes de uma emergente sociedade democrática e plural.
Evolução dos modelos de gestão pública no mundo
Na década de 80 com necessidade de se dar maior ênfase à flexibilidade da
gestão, houve a mudança de uma lógica de planejamento para uma lógica
estratégica. Logo depois veio a mudança mais significativa, a adoção de
serviços públicos voltados para os anseios dos clientes/consumidores,
acompanhada por uma busca contínua pela qualidade desses serviços. Assim
surgiu o modelo consumerism. Como esses conceitos não atendiam a
equidade surgiu o terceiro modelo, o Public Service Orientation (PSO), além da
equidade buscou incorporar a accountability.
Democracia e controle social
Eficiência administrativa e democracia são dois objetivos políticos maiores da
sociedade contemporânea, ainda que vistos como contraditórios. Na prática a
transparência ainda é distante do ideal, a busca da transparência em países
democráticos exige a criação de instituições de controle, direito e garantia do
bem público.
Políticas públicas e cidadania
A participação do cidadão nas políticas públicas em especial relacionadas às
sociais, pode possibilitar o desenvolvimento da democracia através da
ocupação de novas esferas anteriormente desocupadas, ampliando o respeito
ao pluralismo da sociedade.
Governança responsável e participação pública
Há vários elementos inovadores criados para elevar a transparência. Para o
fortalecimento de suas relações com os cidadãos, fica evidenciado que os
governos devem assegurar que: a informação seja completa, objetiva,
confiável, relevante, e de fácil acesso e compreensão.