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Resumo RRJORN

Teve Início na Inglaterra por.
volta do século XVIII com o segmento literário
Segmentação do Jornalismo
Jornalismo se torna um produto

Jornalismo demográfico  Envolve gênero, idade e etnia





Hoje a segmentação é muito mais aprofundada:

Revista Claudia e Nova  Feminina classe A B
Outros 5 títulos abordam os mesmo assuntos, porém com textos menores e preços mais
acessíveis para as classes C D e E.

Jornalismo Geográfico
Criado para criar identidade para com os leitores

Ex: Veja São Paulo e Veja Rio
 Daí surge o sucesso dos jornais de bairro.
EX: Jornal da Vila Prudente // Jornal da Vila Ré




Mulheres (jornalismo feminino)  Voltado ao entretenimento (moda, famosos, culinária)
Homens (jornalismo masculino)  Para conhecer o mundo, política, economia e etc
Crianças (jornalismo infantil)  Mistura brincadeira e informação. É o tipo de
jornalismo que procura INFORMAR e FORMAR um cidadão de forma mais leve e
atrativa. Ajuda a criar o hábito de leitura de periódicos e revistas. EX Recreio.

Jornalismo psicográfico (temático)
Este tipo de segmentação pode abordar vários assuntos
diferentes como comunicação, engenharia, informática, futebol, economia, música,
arquitetura, decoração.

EX: Negócios da Comunicação, Parker News, Revista Linux, Lance, Valor Econômico, Billboard,
Guia de Construção, Revista Casa.

Além desses segmentos, o tema pode ser muito mais aprofundado como, por exemplo
“REVISTA DE DECORAÇÃO PARA QUARTOS” ou até mesmo “REVISTA DE DECORAÇÃO PARA
QUARTOS DE CRIANÇA” e ainda mais “REVISTA DE DECORAÇÃO PARA QUARTO DE CRIANÇAS
DO SEXO FEMININO”.

Quanto mais restrita a segmentação, menor o público e maior o conhecimento do leitor para
quem se escreve.

O FETICHE Neste caso, a palavra caracteriza o individuo que pode ser denominado um
colecionador de exemplares. No entanto não consegue abrir nenhum.

Um exemplo seria um colecionador de jornais impressos que assina o OESP, Folha, Agora e
Diário de SP, mas não consegue de fato ler nenhum deles.

 As revistas são os veículos que já nasceram segmentados, diferentemente dos jornais.
Quando os jornais perceberam o poder de aceitação que estes veículos tinham,
passaram pelo processo de cadernização.

Os periódicos passaram a se subdividir e o público a passou a mudar de jornal a cada dia
devido aos cadernos que saem em diferentes dias em cada publicação.

Vamos supor que todos os grande jornais de São Paulo publiquem cadernos de gastronomia,
porém cada um deles é veiculado em um dia da semana e eu sou muito interessado neste
assunto.
SEGUNDA-FEIRA  Caderno de gastronomia da FSP  Neste caso este dia da
semana eu compro a FSP.
TERÇA-FEIRA  Caderno de gastronomia do Agora  Neste dia da semana eu
compro o Agora SP.







Suplementos especiais  Algumas publicações recorrem a publicações especiais, conhecidas
como suplementos. Esta é outra estratégia que busca atrair novos leitores.

Política dos anabolizantes  As coleções e prêmios são uma das táticas mais utilizadas pelas
publicações para alavancar as vendas. Diário de SP e Jornal da Tarde são duas publicações que
lançam mão constantemente deste artifício.

Criação de bônus  Você pode assinar uma única revista ou jornal, porém se assinar duas
você paga mais barato.

EX:
Assinar a Veja = 50,00

Assinar a Veja + a Super Interessante = 60,00 (ao invés de pagar 50 reais por unidade você está
pagando 30 por unidade.)

A dificuldade na segmentação de telejornais





QUARTA-FEIRA  Caderno de gastronomia do OESP  Neste dia da semana eu
comprarei o OESP.
QUINTA-FEIRA  Caderno de gastronomia do Diário de SP  Neste dia da semana
eu comprarei o Diário de SP.
SEXTA, SÁBADO E DOMINGO  Não sai nenhum caderno de gastronomia  Não
compro jornais nestes dias.

 Possibilidade frente a horários (perfil de público)
12:00  Jornais dedicados a donas de casa e jovens EX: Jornal Hoje
18:00  Jornais mais populares ou regionais (geralmente espetáculo)
EX: Brasil Urgente
20:00 Jornalismo mais geral que simplesmente
dá a notícia EX: Jornal Nacional
23:00/00:00 Jornais dedicados a classe A B.
Mais analíticos. EX: Jornal da Globo / Jornal da Band

Existe uma grande dificuldade em segmentar os telejornais, pois a TV aberta é um veículo que
atinge uma infinidade de públicos sem que a emissora consiga controlar quem está na frente
da televisão.

TV Fechada  A segmentação na TV fechado consegue ser mais efetiva, pois este realmente é
uma vertente do veículo televisão que foi criada com este intuito. Existem canais para crianças
muito pequenas, canais para crianças maiores, canais com os últimos lançamentos de filmes,
canais só para filmes antigos, canais que apresenta apenas reprises da TV aberta, canais de
esporte e canais de notícias.
Cada canal fechado tem um publico específico. A segmentação pode acontecer por faixa
etária, sexo, temas e também pela condição social (este último é feito por meio dos pacotes.
Os canais que pretendem atingir os públicos de maior condição financeira existem apenas nos
pacotes mais caros.)
Além disso, a programação dos canais a cabo são modeladas de acordo com o púbico. Se a
intensão é atingir empresários ou executivos da classe A B, a programação estará repleta de
conteúdos estrangeiros, análises sobre economia mundial, mundo dos negócios e informativos
de hora em hora.
Teorias para as mudanças e exageros no jornalismo

Teoria do espelho  A teoria acredita e defende a ideia de objetividade no jornalismo. Essa
corrente vê o jornalista como um comunicador desinteressado, e que conta a verdade sempre,
"doa a quem doer". Para o senso comum, é até hoje a concepção dominante no jornalismo
ocidental.
A teoria do espelho pressupõe que as notícias são como são porque a realidade assim as
determina.
Direciona os exageros para a própria sociedade. Se a reportagem ou notícia está muito
“pesada” é porque a sociedade é assim.
Mas essa teoria é pobre e insuficiente por natureza. A simples argumentação de que a
linguagem neutra é impossível, bastaria para refutar a teoria do espelho, pois não há como
transmitir significado direto dos acontecimentos. Uma fonte pode distorcer o que realmente
aconteceu, não é difícil encontrarmos lacunas nesta teoria. Sempre há um mediador entra o
fato e o repórter o que pode ocasionar uma distorção da realidade.

Teoria do agendamento (agenda setting)  A Teoria do Agendamento pressupõe que as
notícias são como são porque os veículos de comunicação nos dizem em que pensar, como
pensar e o que pensar sobre os fatos noticiados.
A mídia se defende dizendo que não estabelecem o que pensar e nem como pensar, mas
simplesmente indica o que os temas e assuntos que devem ser pensados.
Concluindo, a teoria do agendamento nos diz, que as notícias pautam nosso dia a dia, nossas
conversas e isso acontece com o poder da mídia de selecionar o mais importante e nos fazer
enxergar que aquilo é sim o mais importante. As vezes o poder convencimento da mídia
parece manipulação, mas não é, a mídia simplesmente expõe as notícias que julgam
importante e o público, tradicionalmente, acredita sem duvidar e repassa aquele assunto para
frente, sem questionar.
Globo, Estão e Folha são os responsáveis por definir a agenda dos brasileiros.

Direcionamento dos textos

De meramente informativo para



Jornalismo público  Transcende o simplesmente a informação. Foi um movimento que
surgiu nos EUA para recuperar a credibilidade dos jornais americanos perante os leitores. O
cidadão deixa de ser meramente o um espectador e passa a contribuir com o jornalismo. Esta
vertente trata mais de interesses do público e luta pela cidadania.

Luta pelo que é de interesse público como I- Apropriação de bem público pela Secretaria de
Educação. Programa II- Mau uso de verba que deveria ser empregada em obra que beneficiaria a população.
Jornalismo espetáculo
Jornalismo público

52Programa III- Implantação de sistema de transporte público que não atende as necessidades da população
e diante das reclamações nenhuma atitude foi tomada de maneira a corrigir as falhas. Programa IV-
Irregularidade de um depósito de produtos inflamáveis, de propriedade da prefeitura,
instalado ao lado de uma escola, sendo que para piorar a situação não há batalhão do Corpo de Bombeiros na
cidade


Jornalismo espetáculo  Foge um pouco a regra jornalística, pois se trata de um texto com
muita adjetivação e muitas vezes apresenta apenas uma ótica da história. O lado negativo dos
temas são exaustivamente enfocados e pode utilizar de fotos chocantes. Programas de TV
como Cidade Alerta e jornais como Agora SP utilizam este tipo de jornalismo.

Espaços no jornalismo para o público:
Jornalismo Open Source/ cidadão/ wiki/ participativo/aberto  O Jornalismo Cidadão
também é conhecido como Jornalismo Colaborativo, Jornalismo Democrático ou ainda
Jornalismo de Rua. Seu conceito é baseado em cidadãos comuns, sem formação jornalística,
participando de forma ativa no processo de coleta, reportagem, análise ou disseminação de
notícias e informações.
EX: Você repórter!  Espaço utilizado em muitos sites de notícia.

Geralmente este tipo de texto é adaptado para atender a linha editorial do veículo. O leitor
que forneceu o material recebe o crédito pelo material veiculado mesmo que esse tenha sido
totalmente adaptado.

Ombudsman
Ombudsman
Empresa sociedade
Newsmaking Consumidores


Adequação mercadológica
Segmentação, atendimento
aos interesses comerciais
É um profissional contratado para atender a manifestações/críticas dos clientes/público. Atua
como um crítico (controle de qualidade) interno da organização. É responsável por melhorar a
qualidade e solidificar a imagem (marca) do veículo no mercado.
As empresas passaram a investir neste cargo visando se aproximar do público de interesse e
ganhar mais credibilidade junto ao mercado editorial/comunicacional.

A função foi criada em 1809 na Sécia apenas para instituições públicas, mas despertou
interesse e foi bem aceita nas empresas privadas.

Para que o cargo seja plenamente exercido, é necessário que o profissional tenha total
independência durante o exercício do mandato. Para que isso seja garantido, o Ombudsman
não pode ser demitido.
O mandato é por um período determinado, mas pode ser prorrogado.

No jornalismo:

- Cargo criado nos EUA em 1960
-Chegou ao Brasil em 1989
-FSP foi o primeiro jornal a ter um Ombudsman
-Como era uma atividade inédita na América Latina, passou a publicar uma coluna
semanalmente onde apontava erros e falhas cometidas, além de alguns comentários
destacando acertos ou atitudes relevantes para o jornalismo.
-Na TV, o primeiro Ombudsman foi da TV Cultura em 2004.
-O papel do Ombudsman no jornalismo brasileiro vem sendo incorporada a atividade de fazer
a mediação entre o público e o corpo editorial.

- Os interesses do público são apresentados de forma a alinhar linguagem, exageros e ainda
apontar falhas (principalmente referente a conteúdo). No entanto, alguns equívocos
gramaticais também são abordados com nas reuniões com o Ombudsman.
- Existem clausulas que garantem o sigilo para a pessoa que apontou o erro.
-É necessário que haja identificação do leitor e do Ombudsman.

Problemas nos textos jornalísticos
Chavões, frases feitas e vícios de linguagem passaram a ser usados em

Features  Texto com informações que podem ser inusitadas ou pitorescas. Algumas vezes
bera o entretenimento (matéria +leve). O tema pode ser explorado de forma atemporal. Em
alguns veículos o nome pode ser substituído por sides ou janelas. Texto secundário que auxilia
no entendimento do tema.

Cacoetes:
“Muletas”. Utilizados para dar ligação aos textos, frases ou assuntos.

Chavões/Frases feitas:
Expressões coloquiais que não são adequadas ao estilo jornalístico.

Vícios de linguagem:
Expressões que tornam o texto desagradável e dificultam seu entendimento. (cacofonia,
pleonasmo vicioso, estrangeirismo, barbarismo, ambiguidade, eco, entre outros).