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U3 – OCUPAÇÃO ANTRÓPICA E PROBLEMAS DE ORDENAMENTO

ES JOSÉ AFONSO 09/10 PROFª SANDRA NASCIMENTO
Sempre que se fala em riscos naturais, associados a fenómenos de
cariz geológico – o risco geológico – qualquer um de nós pensa, em
primeiro lugar, nos sismos e vulcões. Contudo, não são apenas estes os
fenómenos geológicos capazes de causar avultados prejuízos materiais e
mesmo perdas de vidas humanas.
Variando de região para região, em função das características
geológicas e climáticas de cada local, as situações de risco
geomorfológico podem ser agrupadas da seguinte forma:
Bacias hidrográficas – erosão fluvial, cheias, exploração de inertes, …
Zonas costeiras – erosão costeira, pressão urbanística, … Zonas costeiras – erosão costeira, pressão urbanística, …
Zonas de vertente – erosão das vertentes, movimentos de massa, …
A ocupação antrópica destas zonas depara-se com problemas de
ordem geológica
Ocupação de grandes zonas da superfície terrestre pelo Homem com
consequente modificação das paisagens naturais.
A ocupação da Terra pelo Homem levou a várias alterações no meio
ambiente.
maiores necessidades em termos de superfícies agrícolas, acarretando
por sua vez, problemas de desflorestação e exploração exaustiva dos solos;
crescimento das superfícies ocupadas por zonas urbanas e vias de
comunicação (impermeabilização destas zonas por camadas de betume e
cimento, o que dificulta as interacções entre o subsolo, a hidrosfera e a
atmosfera, aumentando o risco de inundações); atmosfera, aumentando o risco de inundações);
exploração acelerada de recursos naturais e fontes de energia não
renováveis;
poluição do ambiente com construção de novas fábricas;
ocupação de zonas de risco (aumenta a vulnerabilidade das populações
aos riscos naturais, causando desastres).
Para evitar que a ocupação antrópica crie cada vez mais problemas é
necessário definir regras de ordenamento do território.
É preciso assegurar que a ocupação do espaço físico segue um processo É preciso assegurar que a ocupação do espaço físico segue um processo
de organização, utilização e transformação de acordo com as
capacidades do referido espaço.
São cursos de água, mais
ou menos contínuos, que
correm em leito próprio, correm em leito próprio,
transportando partículas de
rochas de várias dimensões e
substâncias em solução.
É formada por todos os cursos de água, mais ou menos organizados, de
uma determinada região.
É constituída pelos cursos de
água que têm o mesmo sentido
de drenagem e uma única de drenagem e uma única
saída.
Espaço que pode ser ocupado pelas águas e sedimentos em situações
normais. É frequente ser designado por leito aparente.
O Leito pode ser:
Ordinário / aparente
Cheia (todo o espaço do vale inundável em ocasiões de cheia.
Estiagem / seca / menor (zona ocupada pelas águas, quando a quantidade Estiagem / seca / menor (zona ocupada pelas águas, quando a quantidade
destas diminui, tornando-se a área do leito do rio mais pequena).
Todos os troços dos rios têm actividade geológica de erosão, transporte
e sedimentação.
Erosão – desgaste e remoção dos materiais rochosos que constituem o
leito de um rio.
Transporte – a água transporta os detritos rochosos erodidos (carga).
A deslocação da carga sólida pode ser feita por:
saltação, rolamento ou arrastamento (detritos grosseiros)
suspensão na água (detritos finos).
Carga: Carga:
materiais dissolvidos
materiais em suspensão
materiais que se deslocam
por tracção no fundo
Sedimentação – deposição dos materiais quer ao longo do leito quer nas
margens, quando diminui a capacidade de transporte de um rio. É
influenciada pelas:
pelas dimensões e peso dos detritos
pela velocidade da corrente.
Os materiais maiores e mais pesados, normalmente depositam-se mais Os materiais maiores e mais pesados, normalmente depositam-se mais
perto da nascente (montante);
Os de pequenas dimensões, e mais finos, depositam-se mais próximo da
foz (jusante) ou podem mesmo ser transportados até ao mar.
Conhecimento adequado dos processos geológicos e
dos materiais rochosos que constituem as áreas de
intervenção humana
REDUÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS DO RISCO
GEOLÓGICO
CHEIAS
CONSTRUÇÃO DE BARRAGENS CONSTRUÇÃO DE BARRAGENS
EXTRACÇÃO DE INERTES
Precipitações moderadas e prolongadas
Precipitações repentinas e de elevada intensidade
Fusão de grandes massas de gelo
Rotura de barragens e de diques
O excesso de água aumenta o caudal dos cursos e o leito normal
extravasa, provocando a inundação das zonas mais próximas
A elevação do leito normal e consequente inundação das margens
pode acarretar elevados prejuízos materiais e humanos.
Boas ou más? Depende do ponto de vista!!
Ordenar e controlar as acções humanas nos leitos de cheias;
Impedir a construção e a urbanização de possíveis zonas de cheias;
Construir sistemas integrados de regularização dos cursos de água
(barragens e canais) - alargamento, aprofundamento e remoção de
obstáculos nos leitos dos rios. obstáculos nos leitos dos rios.
Algumas soluções também podem acarretar consequências negativas, se
forem feitas desregradamente
Permite regular o caudal dos rios.
A retenção de água na albufeira evita inundações a jusante.
As barragens permitem ainda outras utilizações da água:
produção de energia hidroeléctrica
o abastecimento das populações
as actividades de recreio
a irrigação de terrenos agrícolas. a irrigação de terrenos agrícolas.
Barragem do Alqueva
Ao longo do tempo vão-se acumulando, no fundo, os sedimentos
transportados pelo rio. Esta situação diminui a capacidade de
armazenamento de água da barragem e reduza quantidade de detritos
debitados no mar, funcionando como barreiras artificiais ao trânsito de
sedimentos.
Têm um determinado tempo de vida útil - quando este finda podem
criar-se problemas de segurança.
Têm um impacte negativo nos ecossistemas aquáticos e terrestres da
zona, provocando a destruição de habitats.
Intervenção antrópica que ocorre ao nível dos rios, que consiste na
exploração de areias e outros inertes do leito ou das margens do rio.
Fornece matérias-primas muito importantes, principalmente para a
construção civil.
Faz desaparecer as praias fluviais;
Descalça as construções cujos pilares assentam sobre o leito dos rios;
Altera correntes e outros aspectos hidráulicos;
Reduza quantidade de sedimentos que chegam à foz; Reduza quantidade de sedimentos que chegam à foz;
Destrói aluviões e terrenos cultiváveis circundantes;
Causa modificações irreversíveis ao nível dos ecossistemas
FIM FIM
Adaptado de:
Profº Nuno Correia