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ASSOCIAÇÃO VOLUNTÁRIOS PARA O SERVIÇO INTERNACIONAL

PROGRAMA DE REDUÇÃO DA POBREZA URBANA NA ÁREA DO RIBEIRA
AZUL

PROJETO DE APOIO TÉCNICO E SOCIAL – PATS


Parceria entre a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI) e o Governo
do Estado da Bahia/Secretaria de Desenvolvimento Urbano SEDUR/Companhia de
Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER).

Doação do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), para
financiar parte do Programa Ribeira Azul.

Entidade executora:
Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana
Plano de Monitoramento e Avaliação
do PATS e do Programa Ribeira Azul


Julho 2003



Projeto de Apoio Técnico e Social na
Área do Ribeira Azul
2
ÍNDICE
1. Introdução ............................................................................................................. pág. 4
1.1 Contexto .................................................................................................pág. 4
1.2

O Programa Ribeira Azul (PRA) e o
Projeto de Apoio Técnico e Social (PATS)..........................................pág. 6
1.3 O Plano de Monitoramento e Avaliação do PATS e do PRA............pág.10
2. Descrição dos Dados ..........................................................................................pág.14
2.1 Fontes ....................................................................................................pág.16
2.2 Preparação do Banco de Dados do IBGE .........................................pág.21
2.3 Preparação do Banco de Dados da ACC ..........................................pág.23
2.4 Informações adicionais a baseline já elaborada .............................. pág.25
2.5 Painel de famílias e histórias de vida .................................................pág.29
3. Monitoramento do PATS, instrumentos e formas de
monitoramento e avaliação .................................................................................pág.30
3.1 Relatórios de Monitoramento do PATS ..............................................pág.32
3.2 Avaliação anual do PATS ....................................................................pág.34
4. Avaliação final (de output e de efeito) do PATS ...............................................pág.35
4.1 Avaliação de output do PATS e indicadores....................................... pág.36
4.2 Avaliação de efeito do PATS e indicadores........................................pág.39
5. Avaliação de impacto do PATS e 1
a
avaliação do PRA ...................................pág.41
6. Atividades de Monitoramento e Avaliação financiadas
com recurso do PATS..........................................................................................pág.45
7. Descrição das atividades financiadas pelo PATS............................................. pág.46
8. Orçamento das atividades financiadas pelo PATS........................................... pág.47
9. Cronograma financeiro das atividades financiadas pelo PATS.......................pág.48
10. Recomendações para o monitoramento
e para as avaliações final e de impacto do PRA ............................................. pág.51
10.1 Elaboração de um logical framework do PRA .................................. pág.52
10.2 Monitoramento e avaliação de output do PRA.................................pág.52
10.3 Avaliação final do PRA........................................................................pág.53
10.4 Avaliação de impacto PRA ................................................................pág.53
10.5 Sistema de informação para as avaliações final e de
impacto do PRA ....................................................................................pág.53
11. Avaliação dos avanços do PRA no período 1991-2000 ................................pág.55
11.1 Etapas do processo de avaliação .....................................................pág.55
12. Bibliografia ..........................................................................................................pág.57
Anexo 1 ......................................................................................................................pág.58
3
GLOSSÁRIO de SIGLAS
AVSI – Associação Voluntários para o Serviço Internacional
ACC – AVSI/CDM/CONDER
CDM – Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana
CONDER – Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia
EMBASA - Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A.
FMR – Relatório Financeiro Trimestral
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IP – Plano de Implementação
IOV – Indicadores Objetivamente Verificáveis
PATS – Projeto de Apoio Técnico e Social
PM&A – Plano de Monitoramento e Avaliação
PRA – Programa Ribeira Azul
PRODUR - Programa de Administração Municipal e Desenvolvimento de Infra-
Estrutura Urbana
RMS – Região Metropolitana de Salvador
SEI – Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia
UGP – Unidade de Gestão de Projeto

4
1. Introdução
1.1 Contexto
A idéia de elaborar um plano de monitoramento e avaliação parte da
necessidade de criar instrumentos que auxiliem no acompanhamento e na
medição dos resultados de todas as atividades que acontecem no Projeto de
Apoio Técnico Social (PATS) e no Programa Ribeira Azul (PRA).
Para a execução do plano a Cooperação para o Desenvolvimento e Morada
Humana (CDM) foi contratada, através do auxílio de um consultor estatístico, com
a função de criar um banco de dados a partir de pesquisas realizadas pela
AVSI/CDM/CONDER (ACC), no ano de 1999/2000, que apesar de terem sido
elaboradas com o objetivo de se fazer uma leitura das áreas pertencentes ao PRA
- os retratos das comunidades - estes dados também permitiram a criação de um
sistema informativo.
Este sistema tem o duplo papel de conhecimento e participação, sendo uma
base sólida para a avaliação dos indicadores de monitoramento de um projeto ou
programa (a eficácia dos mesmos, a capacidade de localizá-los e a sua freqüência
no tempo). O sistema informativo constitui-se também como referência para a
definição da linha de base (baseline) do projeto/programa e a avaliação das metas
propostas. E ainda, de acordo com método de trabalho adaptado para o programa,
será necessário envolver no monitoramento as comunidades e as instituições
interessadas para poder observar e descrever não somente os aspectos
quantitativos, de input e output, de efeito e impacto, mas também os qualitativos.
Como no período em que foi realizada a pesquisa ACC o objetivo não era a
criação de um banco de dados para um projeto de monitoramento e avaliação, foi
necessário inserir neste banco de dados informações complementares. Mesmo
não estando previsto no contrato com a CDM, os dados da pesquisa do Censo
IBGE 2000 foram acrescentados com a finalidade de ampliar a baseline existente,
através da leitura e posterior redução das variáveis.
Desta forma, foi criado um set de indicadores (ver cap. 2) que podem ser
mensurados e que permitem o monitoramento e a avaliação de um
projeto/programa em andamento.
5
No entanto, nos encontros do Comitê de Direcionamento Tripartite
1
em
novembro/2002 e abril/2003 foram realizadas as discussões iniciais sobre o
monitoramento e avaliação do PRA
2
, sendo apresentadas as primeiras análises
estatísticas dos dados e da situação sócio-econômica, e leitura das principais
variáveis do patrimônio da área.
Durante os debates sobre o Programa Ribeira Azul, que contaram com a
presença de especialistas do Banco Mundial e do Comitê de Direcionamento
Tripartite, foram discutidas a possibilidade de inclusão de alguns indicadores que
não são contemplados pelas pesquisas da ACC e do IBGE, que tratam de temas
específicos como valor fundiário, transporte e segurança. Além disso, determinou-
se que na avaliação de impacto fosse criado um grupo de comparação (ver cap.4)
em que a mesma baseline do PATS/PRA fosse aplicada, o que significa que
qualquer pesquisa realizada para a área do Ribeira Azul, também deve ser
realizada na área do grupo de comparação.
O plano de monitoramento e avaliação aqui apresentado, portanto, já
possui um set de indicadores que permite o acompanhamento do mesmo, mas
também propõe a ampliação da baseline existente através dos indicadores
descritos acima (valor fundiário, transporte e segurança), e de novas pesquisas,
que certamente enriquecerão a análise dos resultados.


1
“O Comitê de Direcionamento Tripartite será composto por: 1 representante do Banco Mundial;
1 representante do MAE; 1 representante do Governo do Estado da Bahia. Este comitê terá a função de
avaliação do Projeto de Apoio Técnico e Social e do Programa Ribeira Azul. Este comitê deverá avaliar todos
os produtos criados pelo Projeto de Apoio Técnico e Social e aprovar os relatórios anuais de implementação
...........”. In: Plano de Implementação. Documento elaborado pela AVSI, 2001.
2
Os Workshops de monitoramento e avaliação do PRA foram realizados em Salvador - Ba, em 20 e 21 de
novembro de 2002, e 14, 15, e 16 de abril de 2003, com a participação da CONDER, Banco Mundial/Cities
Alliance, Ministério de Relações Exteriores da Itália, Prefeitura de Salvador, AVSI/CDM, e representantes de
outras instituições.

6
1.2 O Programa Ribeira Azul (PRA) e o Projeto de Apoio Técnico e Social
(PATS)
A área do Ribeira Azul, localizada entre as Enseadas do Tainheiros e do
Cabrito, compreende um conjunto de bairros situados no subúrbio ferroviário de
Salvador, somando 4km
2
e abrigando cerca de 40.000 famílias e
aproximadamente 134.000 habitantes.

Esta área é considerada de extrema vulnerabilidade social, e por esta
razão, é uma região prioritária para a realização de programas de recuperação e
desenvolvimento executados pelo próprio governo.
Vale lembrar que desde a década de 70 esta área é marcada por
intervenções governamentais, mas tais intervenções sempre foram pontuais e
limitadas a projetos de intervenção física, que focalizavam a retirada das palafitas,
com melhoramento da infra-estrutura. Acrescenta-se também que outras
instituições públicas e/ou privadas se mostram presentes nesta região, atuando
com diversos projetos, que vão desde o melhoramento do sistema de água e
esgoto a trabalhos na área da educação, geração de emprego e renda etc...
A idéia de transformar estas ações pontuais em integradas é que faz surgir
o Programa Ribeira Azul, que começa a ser esboçado em 1996 pela Companhia
Fonte: CONDER
7
de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER)
3
, e que tem como
principal objetivo vincular intervenções físicas a ações de desenvolvimento social
com uma visão de macro-área, partindo da experiência da metodologia aplicada
em Novos Alagados 2
a
ETAPA
4
.
Para apoiar o Governo do Estado da Bahia na implementação do Programa
Ribeira Azul, permitindo essa passagem de escala da dimensão de projeto para
programa, iniciou-se em setembro de 2001 o Projeto de Apoio Técnico e Social
(PATS), que recebeu aproximadamente US$ 5 milhões a fundo perdido, do
Ministério de Assuntos Exteriores da Itália, através de um recurso multilateral
inserido no quadro do plano de ação da Cities Alliance
5
. A Associação de
Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI) é a entidade contratada pela Cities
Alliance para administrar este contrato e para executar parte das ações que foram
definidas em um Plano de Implementação (IP).
O PATS tem como objetivo geral apoiar tecnicamente e do ponto de vista
social a realização do Programa Ribeira Azul, implementando ações de cunho
físico e social que fundamentem e reflitam a metodologia utilizada em Novos
Alagados, permitindo a passagem de escala da dimensão de projeto, como feito
em Novos Alagados, para a dimensão de programa, o Programa Ribeira Azul.
Os objetivos específicos do PATS são três: melhoramento urbano e
regularização fundiária, desenvolvimento econômico e social, e criação de
capacidade institucional para programas de larga escala de redução da pobreza e
de melhoramento urbano.

3
A CONDER tem por finalidade promover, coordenar e executar a política estadual de desenvolvimento
urbano, metropolitano e habitacional do Estado da Bahia e, dentre os seus objetivos sociais destacam-se o de
estudar, formular e implantar planos, programas e projetos para o desenvolvimento urbano e metropolitano e
de habitação de interesse social do Estado, bem como planejar, programar, coordenar e controlar a execução
de serviços de interesse urbano e metropolitano, promovendo a sua unificação, integração e operação.
(www.conder.ba.gov.br)
4
A metodologia de Novos Alagados foi elaborada pela AVSI em parceria com a CONDER, e previa a
redução da pobreza urbana através de uma visão integrada e participativa, realizando não só intervenções para
o melhoramento da infra-estrutura local, mas também um forte investimento em projetos sociais. O êxito
obtido por este projeto fez com que o Governo do Estado da Bahia decidisse aplicar essa mesma metodologia
em toda a macro-área do Ribeira Azul.
5
A Cities Alliance – Cities Alliance for Cities Without Slums – é uma aliança composta por doadores
internacionais e parceiros para o desenvolvimento das cidades. A aliança foi criada para tornar mais eficiente
a cooperação para o desenvolvimento urbano em duas áreas chaves: junto ao processo pelo qual os moradores
locais definem sua própria visão da cidade, analisando seus aspectos econômicos e estabelecendo prioridades
de ação; criando melhorias nas condições de vida dos pobres urbanos através de escalas municipais ou
nacionais de ação. In: Programa de urbanização e desenvolvimento integral de áreas carentes no Estado da
Bahia – Viver Melhor II, carta consulta. Salvador – Ba, 2002, pág 5.
8
a) Melhoramento urbano e regularização fundiária
Qualquer programa voltado para o melhoramento urbano precisa levar em
consideração uma multiplicidade de fatores que caracterizam o contexto da
pobreza urbana, devendo, portanto, oferecer um pacote de serviços – vias de
acesso, drenagem, fornecimento de água e energia elétrica, sistema de
esgotamento sanitário, pavimentação, iluminação pública, coleta eficaz de lixo,
regularização fundiária etc... – a uma comunidade alvo, determinada geralmente
por limites geográficos e/ou por relações de vizinhança.
No caso do PATS, o objetivo de “melhoramento urbano e regularização fundiária”
permitirá a implementação de atividades referentes ao fornecimento de apoio
técnico através da elaboração de planos participativos de desenvolvimento da
área para cada assentamento, da elaboração de planos arquitetônicos e de
engenharia para a infra-estrutura e desenvolvimento urbano, assim como a
execução de um plano para o melhoramento e ampliação de unidades
habitacionais e construção de novas unidades para as famílias que serão
realocadas.

b) Desenvolvimento Econômico e Social
Desenvolver social e economicamente uma comunidade situada em contexto de
pobreza urbana demandam ações que possam ir além do aumento de índices de
renda e emprego, sendo necessário investir no desenvolvimento do capital social,
fortalecendo a capacidade para organização e participação da comunidade nos
processos de planejamento e execução de projetos específicos.
Para este componente “desenvolvimento econômico e social” o PATS propõe
atividades referentes à execução de ações sociais estratégicas, como programas
e projetos na área de educação, saúde, geração de renda, lazer e esportes, além
da construção e/ou reforma de equipamentos comunitários que servirão para a
realização de programas sociais, e a criação e/ou fortalecimento de cooperativas.
Como o PATS tem uma metodologia participativa, estão previstas formas de
discussão com a comunidade das atividades do projeto.


9
c) Criação de capacidade institucional para programas de larga escala de
redução da pobreza e de melhoramento urbano
Em relação ao melhoramento urbano, a criação e/ou fortalecimento da capacidade
institucional de governos locais (capacity-building) e a passagem de escala de
projeto para programa, demandam produção e transmissão de conhecimento
acerca da área urbana na qual está ocorrendo a intervenção.
No caso do PATS, este componente “criação de capacidade institucional para
programas de larga escala de redução da pobreza e de melhoramento urbano”
inclui as seguintes atividades: criação de um Comitê de Direcionamento Tripartite,
para avaliar o PRA, garantindo sua qualidade e coerência com os princípios da
Cities Alliance; criação de um Comitê Consultivo
6
, integrando todas as atividades
envolvidas com a representação da comunidade, para revisar o processo de
implementação e dar sugestões e direcionamento à UGP; criação de uma Unidade
de Gestão de Projetos (UGP), composta por um co-diretor da AVSI e um co-diretor
da CONDER, para coordenar todas as ações propostas pelo PATS para o
Programa Ribeira Azul.
Com o amadurecimento, fortalecimento e, conseqüentemente, a consolidação
desta metodologia, que permitirá a passagem de escala de projeto para programa
(scaling-up), terá sido desenvolvido um modelo de política pública com o objetivo
de redução da pobreza urbana, que poderá ser reaplicado em outras áreas de
intervenção, como é o caso do programa Viver Melhor II, que está sendo iniciado
pelo Governo do Estado da Bahia, e que prevê intervenções físicas (infra-
estrutura) e sociais em macro-áreas que foram traçadas em Salvador e nas
principais cidades do interior do Estado.
O PATS, portanto, apesar de ser um projeto com objetivos específicos, tem uma
forte ligação com o Programa Ribeira Azul, pois todas as atividades propostas
pelo PATS são direcionadas ao PRA, através de atividades bem definidas, ou

6
“O Comitê Consultivo Geral será composto por: 1 membro da CONDER; 1 membro da PMS; 1 membro do
MAE; 1 membro do Banco Mundial; 1 membro da AVSI; 5 representantes comunitários. O Comitê
Consultivo Geral visa à criação de um fórum e de um Conselho de Ouvintes para o Programa Ribeira Azul,
que reúna, coordene e integre, de forma eficiente, as entidades governamentais e não governamentais
participantes do Programa, fornecendo orientação e subsídios para as atividades da UGP. O Comitê deverá
ter reuniões sucessivas, com o Comitê de Direcionamento Tripartite.......”. In: Plano de Implementação.
Documento elaborado pela AVSI, 2001.

10
melhor, estratégicas (por terem esta visão integrada de intervenção em macro-
áreas).

1.3 O Plano de Monitoramento e Avaliação do PATS e do PRA
A definição dos objetivos, resultados, e atividades do PATS foram descritos
em um documento denominado Plano de Implementação (IP)
7
, que propõe, entre
outras atividades, apresentadas de forma geral logo acima, a elaboração de um
Plano de Monitoramento e Avaliação (PM&A) tanto para o PATS como para o
Programa Ribeira Azul (PRA).
O objetivo de um plano de monitoramento e avaliação é obter informações
sobre a implementação de um programa/projeto, ou uma política ou estratégia de
desenvolvimento, e verificar se as ações implementadas estão de acordo com o
que foi planejado, se os objetivos previstos estão sendo alcançados, e qual o
efeito e o impacto dessas ações. Portanto, a estrutura que define as atividades de
monitoramento e avaliação está dividida em 4 níveis: input, output, efeito e
impacto.
O Monitoramento e Avaliação do PATS, pela própria natureza da estrutura
do projeto que possui um marco lógico definido com IOV (Indicadores
Objetivamente Verificáveis), são mais fáceis de serem realizados, enquanto que
para o Programa Ribeira Azul, formular um PM&A é mais complexo, por existir
nesta área inúmeros atores atuando em diversos trabalhos com diferentes
recursos, que não fazem parte de uma estratégia de ação conjunta.
É possível encontrar na área, por exemplo, organizações da sociedade civil
trabalhando com vários projetos, como de educação de base, capacitação
profissional, entre outros, ou projetos municipais que tratam do sistema de
transporte (criação do metrô de superfície) e via náutica, centros de saúde e
construção de escolas, além dos trabalhos que vem sendo desenvolvidos pela
CONDER (Ver Figura 1).

7
Ressalta-se que todos os procedimentos administrativos e de aquisição realizados pelo PATS devem
respeitar as regras do Banco Mundial.

11
Na realidade, o Plano de Monitoramento e Avaliação do Programa Ribeira
Azul não poderá ser feito nos moldes convencionais, assim como será feito no
PATS, não só pelo fato que foi colocado logo acima de que na área existem
inúmeras formas de intervenção e atores, mas também porque o PRA não possui
objetivos específicos claros e um marco lógico, sendo um programa com o
objetivo geral de redução da pobreza urbana nesta área.
No que diz respeito ao PATS, o próprio projeto definiu um conjunto de
instrumentos que permite o monitoramento do mesmo desde o início da sua
implantação até o presente momento, e a construção dos indicadores de input,
output, efeito e impacto.
Além dos indicadores que já estão determinados no IP, um outro importante
objetivo do PM&A do PATS é definir os indicadores de output, efeito e impacto
especialmente com relação aos investimentos sociais do Programa Ribeira Azul.
As atividades sociais fazem parte de um documento denominado Plano de
Desenvolvimento Social e Ambiental do Programa Ribeira Azul, que já foi
elaborado e está em fase de implementação, e que tem o objetivo de criar e
executar ações sociais estratégicas que favoreçam o processo de
desenvolvimento das comunidades do PRA.

A estrutura do Plano de Monitoramento e Avaliação do PATS e do PRA
inclui:
Ribeira
Azul
atividades diretas
atividades
•Projetos de Organizações da
Sociedade Civil Locais/Pri vadas
•Projetos Cooperação Internacional
•Projetos municipais/governamentais
•Outros Projetos da CONDER
difusão da metodologi a
e capacity building
PATS
UGP
Figura 1
12
Ø Atividades de Monitoramento do PATS
Todas as atividades do PATS são acompanhadas com o objetivo de avaliar se o
que foi planejado está sendo realizado. Esta avaliação ocorre através do
monitoramento de dois indicadores: input e output. O input inclui a medição de
todos os recursos (financeiros, materiais e humanos) alocados pelo projeto. E o
output seria a medição quantitativa dos resultados, ou melhor, de todos os
benefícios e serviços gerados pelo input.
Ø Avaliação final do PATS
Serão realizadas duas avaliações: de output e de efeito, executadas no término
das atividades do PATS (2005). A avaliação final de output irá mensurar
quantitativamente os resultados do projeto. Já a avaliação de efeito tem como
objetivo mensurar os benefícios produzidos e os serviços oferecidos, além da
satisfação dos beneficiários do projeto, através de pesquisas quantitativas e
qualitativas.
Ø Avaliação de impacto do PATS e 1
a
avaliação do PRA
Ocorrerá após 5 anos do final do PATS (2010), e avaliará se um projeto ou
programa, a longo prazo, produz um impacto positivo ou negativo na vida das
pessoas beneficiadas, ou melhor, estará medindo a redução da pobreza urbana
nesta área. Como a avaliação de impacto do PATS será aplicada em toda a área
do Ribeira Azul, esta servirá como 1
a
avaliação do PRA. A baseline formulada
para a avaliação de impacto do PATS, além de servir para a 1
a
avaliação do PRA,
será o ponto de referência para as futuras avaliações do PRA.
Ø Recomendações para o monitoramento e para as avaliações final e de
impacto do PRA
O Plano de Monitoramento e Avaliação também deverá definir a relação entre o
PATS e o PRA. O PM&A do PATS servirá como modelo para a realização da
avaliação do PRA, onde recomendações para a avaliação a longo prazo do PRA
serão feitas para a CONDER dar continuidade a este processo. Estas
recomendações sugerem:
1- Verificar como reaplicar o modelo do PATS em uma avaliação final e de
impacto do PRA;
2- Mostrar de que forma a avaliação de impacto do PATS servirá como referência
para as futuras avaliações do PRA;
13
3- Apresentar o melhor critério de escolha de indicadores, e formas para coleta de
dados a partir da experiência do PATS;
4- Apresentar um projeto de gerenciamento que capacite a CONDER monitorar e
avaliar ações e projetos específicos;
5- Indicar as formas de cooperação entre os diferentes agentes presentes na área
e de como conduzir ações metodológicas consistentes.

A figura 2 abaixo mostra a seqüência temporal das ações de avaliação do PATS e
do PRA:

Ø Avaliação dos avanços do PRA no período 1991/2000
O PRA iniciou parte de suas atividades no ano de 1996 através de ações pontuais
de desenvolvimento urbano e social. A primeira ação de recuperação integrada
ocorreu na área de Novos Alagados no ano de 1993/1994. A partir da necessidade
da CONDER de mensurar as mudanças das condições sociais e de moradia desta
área, o Plano contemplou algumas indicações para uma avaliação das ações
implementadas na área neste período.
Figura 2

Baseline
(ACC/IBGE Censo 2000)
Avaliação final PATS
2005
Avaliação final PRA
2015
Avaliação de impacto do PATS
e 1
a
avaliação do PRA
2010
Início do PRA
PATS PATS
2001 2001 - - 2004 2004
2005 2005 - - 2010 2010
2010 2010 - - 2015 2015
2015 2015 - - 2020 2020
1999 1999 - - 2002 2002
Novos Alagados Novos Alagados
Viver Melhor Viver Melhor
1994 1994 - - 1998 1998
Referências iniciais Referências iniciais
Avaliação de
impacto PRA
2020
14
2. Descrição dos Dados
O Programa Ribeira Azul (PRA) realiza intervenções sociais numa área de
133.387 habitantes, de acordo com o Censo IBGE 2000. Partes destas áreas
foram denominadas poligonais de intervenção (Ver mapa 1), que são áreas
beneficiadas por intervenções sociais e intervenções físicas realizadas pela
AVSI/CONDER, e são nelas que se encontram as comunidades atingidas
diretamente por ambas as intervenções - Alagados I, II, III, IV, V e VI, Joanes,
Caranguejo, Mangueira e Novos Alagados 1
a
ETAPA e 2
a
ETAPA -
correspondendo a 35.977 habitantes, 9.895 famílias.

A área que fica fora das poligonais de intervenção foi denominada de área
de intervenção social, que mesmo não recebendo os benefícios diretos do PRA,
Mapa 1:
Poligonais
de Intervenção
do PRA

15
será beneficiada pelas melhorias na área como um todo, principalmente através
das ações de cunho social.
As poligonais de intervenção (física e social) foram objetos de uma
pesquisa censitária realizada entre 1998 e 2000, sendo que na área de
intervenção social foi realizada uma pesquisa amostral. Tanto a pesquisa
censitária quanto a amostral estão descritas logo abaixo.




16
2.1 Fontes
Como foi colocado na Introdução, o Plano de Monitoramento e Avaliação
deverá criar um banco de dados a partir das informações da pesquisa da
AVSI/CDM/CONDER (ACC), que foi elaborada com a finalidade de realizar nas
poligonais de intervenção do Programa Ribeira Azul pesquisas sócio-econômicas,
fazendo um levantamento do número de beneficiários em cada área
8
, criando,
desta forma, um sistema de informações georreferenciado, que serviu como base
para a elaboração dos retratos das comunidades.
Portanto, a pesquisa da ACC não foi realizada com o objetivo de criar um
banco de dados para um PM&A, mas sim como um instrumento que servisse
como suporte para a elaboração de um projeto de desenvolvimento social e
urbano em áreas definidas. Pelo fato desta pesquisa fornecer dados sobre
moradia, emprego, renda, educação, saúde e relações sociais, foi possível
aproveitar tais informações para formar um banco de dados (baseline), que ainda
foi complementado com os dados censitários do IBGE Censo 2000, que tratam
dos temas moradia, renda e educação, e por uma pesquisa amostral na área de
intervenção social realizada também pela ACC.
Resumindo, duas fontes de dados foram utilizadas para a criação de
baselines para o Plano de Monitoramento e Avaliação do PATS e do PRA:
a) IBGE - Censo 2000;
b) Pesquisas – censitária e amostral - AVSI/CDM/CONDER (ACC)

a) IBGE - Censo 2000
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizou no ano
2000 o Censo Demográfico, que apresenta 527 variáveis, abrangendo as
características dos domicílios, em especial dos domicílios particulares
permanentes, bem como dos seus responsáveis, e as características das
pessoas. Os dados são agregados por setor censitário, que é a unidade mínima
criada para fins de controle cadastral, e o levantamento do Censo Demográfico é
composto por duas tipologias de questionários:

8
O levantamento do número de beneficiários é uma fase importante da pesquisa porque define quem são os
participantes do projeto, e a partir do momento em que os beneficiários são cadastrados são iniciadas
fiscalizações periódicas na área para que novas invasões sejam coibidas.
17
- Questionário Básico. É aplicado em todas as unidades domiciliares, exceto
naquelas selecionadas para a amostra, e contém perguntas pertinentes a
identificação das pessoas que respondem ao questionário; as características do
domicílio (tipologia
9
, propriedade, abastecimento de água, esgotamento sanitário,
coleta de lixo); a lista dos habitantes no domicílio; a característica dos moradores
(sexo, instrução, idade, renda bruta mensal total
10
).
- Questionário da Amostra. Este segundo questionário retoma os três blocos de
perguntas vistos anteriormente, só que mais detalhadamente, e é aplicado em
todas as unidades domiciliares selecionadas para amostra. No caso das
características do domicílio pergunta-se também: quantos cômodos compõe o
domicílio, quantos destes são quartos, se há energia elétrica, se há
eletrodomésticos (rádio, freezer, máquina de lavar roupa, telefone, computador),
número de televisores, número de carros, e número de aparelhos de ar-
condicionado. Além disso, acrescentam-se perguntas sobre a relação do morador
com o responsável do domicílio, a raça, a religião, doenças especiais ou
deficiências, informações sobre o local de nascimento, o tempo de residência no
município, escolaridade, trabalho, tipologia, renda, e sobre os filhos (mulheres com
mais de 10 anos)
11
.
As informações disponibilizadas pelo IBGE são as que derivam do
questionário básico. Seria interessante a utilização do questionário amostral por
tratar de assuntos mais específicos, mas ainda não foi disponibilizado. E ainda,
seria importante se o acesso aos microdados da pesquisa do IBGE fosse liberado,
ou melhor, os microdados do domicílio, e não somente a leitura (geral) que é feita
pelo IBGE dos microdados por setor censitário.
Mas, exatamente pelo fato dos dados do IBGE estarem divididos em
setores censitários, estes não correspondem a poligonal de intervenção na área
do Ribeira Azul definida pelo Programa, que abrange um universo de 34.000
famílias e 133.387 pessoas. Por esta razão, os resultados destes dados não são
comparáveis com os dados das pesquisas realizadas pela AVSI/CDM/CONDER
(ACC) descritos abaixo (ver mapa 2 e 3), o que não significa que ambos (IBGE e
ACC) não possam ser utilizados para uma leitura quantitativa da área.

9
Os tipos de domicílio considerados são: particulares permanente, particulares improvisados e coletivos.
10
Derivante do trabalho ou de outra fonte.
11
IBGE, Censo Demográfico 2000 (www.ibge.gov.br)
18




Mapa 2: Setores censitários do IBGE e poligonais de intervenção do PRA







Setores censitários
Poligonal RIBEIRA AZUL
Enseada do Cabrito
Enseada dos
Tainheiros
Novos Alagados I
Ribeira
Uruguai
Massaranduba
Joanes
Novos Alagados II
Baixa do
Caranguejo
Plataforma
19
b) Microdados da pesquisa da AVSI/CDM/CONDER (ACC)
A AVSI/CDM/CONDER realizaram duas pesquisas:
b1) Pesquisa Censitária nas poligonais de intervenção;
b2) Pesquisa Amostral na área de intervenção social.

b1) Pesquisa Censitária nas poligonais de intervenção
Esta pesquisa foi conduzida entre 1998 e 2000 nas poligonais de
intervenção do PRA: Alagados I, II, III, IV, V e VI, Joanes, Caranguejo, Mangueira
e Novos Alagados 2
a
ETAPA, e tratam de aproximadamente 10.000 famílias e
36.000 pessoas.
Vale ressaltar que os dados de Alagados III, IV e V devem ser considerados
separadamente, isto é, não podem fazer parte de um mesmo banco de dados
como nas outras áreas (Alagados I, II, VI, Joanes, Caranguejo, Mangueira e
Novos Alagados
Enseada
do Cabrito
Poligonais de intervenção
Setores censitários
Poligonal RIBEIRA AZUL
Mapa 3: Setores censitários do IBGE e poligonais de intervenção do PRA/Novos Alagados

20
Novos Alagados 2ª ETAPA), pois estas pesquisas foram realizadas com outra
metodologia.
b2) Pesquisa Amostral
Na área atingida apenas pela intervenção social foi realizada uma pesquisa
coletando informações sócio-econômicas de um universo de 500 famílias.
A Tabela 1 abaixo demonstra os dados que podem ser encontrados nas
pesquisas do IBGE e da ACC, e que serão utilizados pelo PM&A.
Porém, é importante observar que para alguns temas, estudos qualitativos e
quantitativos foram realizados no Plano de Desenvolvimento Social e Ambiental do
PRA:
§ Análise ambiental
§ Análise dos corpos intermediários
§ Análise das instituições e projetos que atuam na área
§ Estudo antropológico
§ Estudo dos serviços utilizados
§ Estudo da situação fundiária
§ Estudo da situação da violência
Estes estudos permitiram elaborar um diagnóstico sócio-econômico do
Ribeira Azul. No entanto, tais pesquisas não coletaram dados de alguns
fenômenos, tais como segurança, transporte e valor fundiário.
Para a formulação de um set de indicadores mais abrangente, ou seja, que
inclua os aspectos da segurança, valor fundiário e transporte, o Plano propõe
enriquecer os dados existentes com outros estudos, como reportado no capítulo
2.4, a serem contratados.

Tabela 1– Dados do IBGE e ACC
IBGE
Pesquisas
AVSI/CDM/CONDER
Pesquisa Amostral
AVSI/CDM/CONDER
Moradia * * *
Emprego * *
Renda * * *
Educação * * (*)
Saúde (*)
Relações Sociais *
21
2.2 Preparação do Banco de Dados do IBGE
Com base nos dados contidos na database IBGE 2000, foram analisados: a
composição demográfica, a habitação, a renda e a instrução dos setores
censitários que compõe a área do PRA.
Os dados foram trabalhados no Excel e depois no SPSS
12
, pacote
estatístico através do qual foi executada a maioria das elaborações apresentadas.
Para tornar os dados mais legíveis foram feitas algumas agregações parciais (por
exemplo, foi agregada a população residente por faixa de idade e sexo).
A primeira fase do trabalho consistiu na análise de todos os dados
disponíveis para escolher um grupo de variáveis que possam representar os
objetos de estudo da melhor forma: a composição demográfica das zonas
censitárias, a condição do domicílio, a renda dos responsáveis dos domicílios, a
instrução da população residente e dos responsáveis dos domicílios particulares
permanentes.
A Tabela 2 apresenta as variáveis selecionadas.


12
SPSS por Windows, versão 10.0.7.
22
Tabela 2 – As variáveis selecionadas
Descrição
Residentes (total e mulheres)
Residentes com idade de 0 a 15
Residentes com idade de 16 a 64
Residentes com idade > de 65
Mulheres residentes com idade de 0 a 15
Mulheres residentes com idade de 16 a 64
Mulheres residentes com idade > 65
Residentes não alfabetizados com idade > = 5
Mulheres residentes não alfabetizadas com idade >= 5
Residentes não alfabetizados com idade de 15 a 24
Residentes não alfabetizados com idade de 25 a 64
Mulheres residentes não alfabetizadas com idade de 15 a 24
Mulheres residentes não alfabetizadas com idade de 25 a 64
Número Domicílios
Número Domicílios Particulares Permanentes (DPP)
Residente nos DPP (total e mulheres)
DPP próprios ou em aquisição
DPP com banheiro – rede de esgoto ou fossa séptica
DPP com lixo não coletado pelo serviço de limpeza urbana
DPP com abastecimento de água da rede geral
Responsáveis DPP (RDPP) sem instrução < de 1 ano
RDPP com instrução de 9 a 17 anos ou mais
Mulheres RDPP sem instrução ou < de 1 ano
Mulheres RDPP com instrução de 9 a 17 anos ou mais
RDPP sem renda ou < de 1 salário mínimo
RDPP mais de 5 e mais de 20 salários mínimos
Mulheres RDPP sem renda ou < 1 salário mínimo
Mulheres RDPP com mais de 5 e mais de 20 salários mínimos

23
2.3 Preparação do Banco de Dados da ACC
As pesquisas realizadas em Alagados I, II, VI, Caranguejo, Joanes,
Mangueira e Novos Alagados 2
a
ETAPA, foram conduzidas utilizando os mesmos
questionários, podendo portanto, ser criado para estas áreas um banco de dados
homogêneo, que foi trabalhado através de um sistema estatístico – SPSS.
Dois diferentes bancos de dados devem ser construídos: um com variáveis
que dizem respeito à família, e outro que trata da pessoa.
Para as análises, as variáveis devem ser consideradas da seguinte forma:
§ variáveis redundantes são descartadas
§ variáveis nominais são transformadas em variáveis ordinais (por
exemplo, os diferentes materiais utilizados na construção da casa foram
numerados, obtendo uma nova variável – qualidade da casa)
§ as variáveis quantitativas foram transformadas em variáveis ordinais
(densidade e renda foram especificadas em intervalos)
§ variáveis que tratam da pessoa foram agregadas no nível da família, a
unidade escolhida para análise. Para variáveis dicotômicas ou
qualitativas, foi computada “a presença relativa na família” a
característica correspondente.
Quando necessário, as variáveis têm sido especificadas por diferentes
grupos de idade e sexo.
Depois de uma correlação preliminar e uma análise cograduada, as
variáveis relevantes são reduzidas.
A lista das variáveis escolhidas encontram-se na Tabela 3.

24
Tabela 3 – Variáveis numéricas e ordinais
Variáveis Numérica Ordinal
1 Qualidade da água þ
2 Qualidade da moradia þ
3 Densidade das pessoas por quarto þ þ
4 Participação/Conhecimento programas de saúde þ
5 Participação/Conhecimento associações de bairro þ
6 Anos de permanência no presente local þ þ
7 Trabalho permanente das mulheres jovens þ þ
8 Desemprego das mulheres jovens þ þ
9 Trabalho permanente dos homens jovens þ þ
10 Desemprego dos homens jovens þ þ
11 Trabalho permanente das mulheres adultas þ þ
12 Desemprego das mulheres adultas þ þ
13 Trabalho permanente dos homens adultos þ þ
14 Desemprego dos homens adultos þ þ
15 Nível alto de escolaridade nas mulheres jovens þ þ
16 Analfabetismo nas mulheres jovens þ þ
17 Nível alto de escolaridade nos homens adultos þ þ
18 Analfabetismo nos homens adultos þ þ
19 Nível alto de escolaridade nas mulheres adultas þ þ
20 Analfabetismo nas mulheres adultas þ þ
21 Nível alto de escolaridade em homens adultos þ þ
22 Analfabetismo em homens adultos þ þ
23 Abandono escolar nos homens jovens þ þ
24 Abandono escolar nas mulheres jovens þ þ
25 Trabalho infantil masculino þ þ
26 Trabalho infantil feminino þ þ
27 Renda per capita, mensal þ þ
28 Renda per capita das mulheres, mensal þ þ
29 Renda per capita dos homens, mensal þ þ
30 Doenças pulmonares nas crianças þ þ
31 Doenças pulmonares nos adultos þ þ

25
2.4 Informações adicionais a baseline já elaborada.
Como já foi colocado acima, o set de indicadores criado pela pesquisa da
ACC e do Censo IBGE/2000 já permite o monitoramento e avaliação do PATS e
do PRA. No entanto, esta baseline poderia ser ampliada com os microdados do
IBGE Censo 2000 e da pesquisa amostral, e também através de estudos
específicos sobre valor fundiário, transporte, e segurança, que se possível serão
coletados nas secretarias públicas municipais e estaduais. Todos estes estudos
auxiliariam na análise dos resultados do projeto/programa, principalmente no que
diz respeito ao efeito e ao impacto tanto do PATS quanto do PRA na vida dos
beneficiários, e na área do Ribeira Azul como um todo.
Os microdados do Censo 2000 e os dados da pesquisa amostral por
domicílios poderiam ser coletados, tornando esta fonte de dados comparável com
os dados da ACC. Estes dados seriam coletados também para outra área de
Salvador, que foi escolhida pelo PM&A como sendo o Bairro da Paz, para permitir
a avaliação de impacto do PRA através do método do grupo de comparação (ver
capítulo 4.5). Além disso, a pesquisa amostral do Censo 2000 e os dados das
secretarias públicas do Município e do Estado acrescentariam novas variáveis
importantes para a análise, como transporte, valor fundiário, e segurança, criando
assim um índice sintético de desenvolvimento, como o Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH), tanto para o Ribeira Azul quanto para a área de comparação.
Para permitir a coletas dos novos dados seria importante a participação de
um novo parceiro no Programa Ribeira Azul, com a função de organizar e
gerenciar um sistema de informações que melhorassem as análises e a avaliação
do PRA.
Durante a elaboração deste Plano, verificou-se a possibilidade de coletar
algumas informações para ampliar a baseline existente através da articulação da
CONDER em encontros com órgãos públicos.
Ficou evidenciado nestes encontros que o trabalho de coleta de
informações e transformação em banco de dados precisa de um
acompanhamento sistemático, por parte de uma entidade ou instituição local que
tenha acesso aos bancos de dados das secretarias públicas (municipais e
estaduais) para verificar a existência e a disponibilidade destas informações.
26
Os principais problemas que foram levantados referem-se à dificuldade em
localizar geograficamente, ou melhor, espacializar as informações na área do
PRA
13
. Além de tudo isso, existe dificuldade por parte de algumas secretarias
disponibilizar alguns dados.
Resumindo, o PM&A propõe contratar uma entidade, indicada pela
CONDER, que seja a responsável pelo gerenciamento das informações
provenientes das secretarias públicas (municipais e estaduais) e do IBGE.
Esta entidade já foi escolhida e será a Superintendência de Estudos
Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que é um órgão vinculado à Secretaria de
Planejamento do Governo do Estado, sendo um dos mais completos centros de
conhecimento socioeconômico e ambiental do estado
14
(ver Anexo 1).
A SEI será, então, responsável pelas seguintes atividades:

Ø Coleta de informações adicionais do IBGE:
Estes dados serão coletados para a área do Ribeira Azul e para a
Comunidade do Bairro da Paz.
Os dados do IBGE Censo 2000, atualmente disponíveis para o Ribeira Azul
são referentes ao questionário censitário por domicílio. Para complementar as
informações, será necessário coletar:
1. Dados do questionário censitário por domicílio da comunidade do Bairro
da Paz.
2. Dados do questionário amostral da comunidade do Ribeira Azul e do
Bairro da Paz.
3. Elaboração de um estudo de microdados da área do Programa Ribeira
Azul e das comunidades do Bairro da Paz.
Caso não seja possível o IBGE fornecer os microdados sobre os domicílios
e as pessoas das áreas específicas, o Programa sugere que o próprio IBGE

13
Está sendo elaborado um sistema de divisão de Salvador por bairros, e criação de CEP (código de
endereçamento postal) para tais bairros.
14
Integrada às principais redes nacionais e internacionais de pesquisa, a SEI oferece, de forma detalhada, um
panorama da realidade da Bahia e de seus municípios, através de pesquisas, coletas, críticas, tratamento e
análise de dados. São informações que subsidiam ações de planejamento, estudos acadêmicos, formação e
acompanhamento de políticas públicas e ainda orientam investimentos. Atualmente a SEI se constitui no
principal provedor de dados do Estado atendendo demandas provenientes do governo, dos municípios e da
sociedade civil, tendo como missão: "Informação a serviço da sociedade”. www.sei.ba.gov.br
27
elabore uma pesquisa baseada nos microdados para ser realizada nos domicílios
e nas pessoas da área do Ribeira Azul.

Ø Estudo sobre a valorização fundiária
Existe uma classificação de valores dos terrenos soteropolitanos de acordo
com a localização espacial da área, segundo a rua em que se encontra. Tal
classificação foi elaborada pela Prefeitura da cidade. Estes dados são indicadores
fundamentais para o Plano de Monitoramento e Avaliação.
Caso a Prefeitura não possua este dado atualizado, recomenda-se
contratar um consultor para a realização de uma pesquisa específica sobre este
tema, e alocar recursos, pois estes não estão disponíveis.

Ø Estudo sobre a Segurança
A fim de obter indicadores sobre a violência na área do entorno do
Programa Ribeira Azul, o seguinte esquema de atividades é recomendado:

Tabela 4
ATIVIDADE RESUMO
1 Verificar a tabulação, junto à Secretaria de Segurança, sobre a localização
das chamadas e de ocorrências a partir do banco de dados de registros da
Secretaria.
2 Separar o cadastro das ocorrências e chamadas que possuem registro de
moradia, do cadastro das que não possuem, a fim de verificar o percentual
de chamadas e de ocorrências que não são alocados, e assim ser possível
uma análise sobre a confiabilidade de um estudo a partir deste banco de
dados.
3 Realizar um estudo, partindo do cadastro das chamadas e ocorrências
alocadas, a fim de agrupar os registros dentro da área do Programa
Ribeira Azul.
4 Listar os mais recorrentes registros de chamadas e de ocorrências,
separadas por ruas dentro da área do Programa Ribeira Azul.








28
Ø Estudo sobre o transporte e mobilidade
A Secretaria Municipal de Transportes de Salvador já realizou uma
pesquisa sobre o Transporte e a mobilidade dentro da RMS.

Tabela 5
ATIVIDADE RESUMO
1 Entrar em contato com a Secretaria Municipal de Transportes, com o
objetivo de ter acesso aos dados já levantados.
2 Verificar as informações existentes sobre o trabalho na área do Ribeira
Azul.
3 Caso as informações sobre a área sejam inexistentes ou insuficientes,
realizar um estudo sobre o transporte e a mobilidade na área do PRA.


O PM&A possui alguns indicadores sobre saúde e trabalho, listados na
tabela 2, mas mesmo assim poderia ser verificada a possibilidade de ampliação da
baseline nestes dois temas.

29
2.5 Painel de Famílias e Histórias de vida
O PM&A propõe para o PATS e para o PRA pesquisas qualitativas, através
de histórias de vida, e pesquisas quantitativas, através do painel de famílias, como
forma de mensurar a satisfação dos beneficiários participantes do projeto.
O objetivo do painel de famílias é acompanhar um grupo de famílias
durante os anos de 2004, 2005, 2010 e 2015. No primeiro ano, em 2004, será
apresentado um relatório metodológico e descritivo. Em 2005, 2010 e 2020, serão
apresentados relatórios de avaliação deste grupo.
As pesquisas qualitativas serão realizadas através do método da coleta das
histórias de vida e grupos de discussão, a partir da escolha de beneficiários das
diversas instituições que estão envolvidas nas atividades em desenvolvimento na
área do PRA.
Estas pesquisas – qualitativas e quantitativas - auxiliarão na análise das
mudanças das condições de vida nas comunidades, permitindo a participação dos
beneficiários durante a execução do projeto.
30
3. Monitoramento do PATS, instrumentos e formas de monitoramento e
avaliação.
O Projeto de Apoio Técnico e Social (PATS) é descrito através do Plano de
Implementação (IP) que contém um marco lógico que define:
1- objetivo geral e os objetivos específicos;
2- resultados esperados;
3- fontes de verificação;
4- condições de realização;
5- indicadores de resultados (outputs) e alguns indicadores de impacto.
Os indicadores sociais de output, efeito e impacto serão definidos neste
plano, enquanto o Plano de Desenvolvimento Social e Ambiental foi um dos
produtos elaborados pelo PATS, que criou diretrizes de desenvolvimento para o
Programa Ribeira Azul e ações sociais a serem realizadas pelo PATS, além de
atividades que serão indicadas para serem realizadas por outras instituições tanto
públicas quanto privadas.
Para as atividades de monitoramento do PATS, o Plano de Implementação
determinou as normas de gerenciamento administrativo e de aquisições do
projeto, indicadas pelo Banco Mundial, além de criar instrumentos, relatórios, e
definir os responsáveis por cada processo de monitoramento, e formas de
avaliação.
O IP também definiu que os produtos de monitoramento serão
apresentados anualmente, juntamente com o Relatório de Avaliação Anual, ao
Comitê de Direcionamento Tripartite, órgão escolhido para a avaliação das
atividades do PATS.
31
Ø Descrição dos instrumentos utilizados para o monitoramento do PATS
1- Plano de Implementação, Plano de Desenvolvimento Social e
Ambiental e Plano Operativo Anual;
2- Plano de Aquisições Anual;
3- Termos de Referência;
4- Documentos Administrativos.
Estes instrumentos representam a base para elaboração dos relatórios
técnicos e financeiros do PATS; os relatórios de controle administrativo e de
prazos; os custos/recursos (inputs); o relatório de controle de indicadores
quantitativos dos produtos (outputs).
1- Plano de Implementação, Plano de Desenvolvimento Social e Ambiental
do PRA e Plano Operativo Anual: descrevem a estrutura lógica e os
indicadores de input e output das atividades do PATS;
2- Plano de Aquisições Anual: o PATS é implementado através de Planos
Operativos anuais. Para definir as atividades e as contratações a cada ano
inerentes ao PATS, a Unidade de Gestão do Projeto (UGP) elabora antes do
início das atividades um Plano de Aquisições, que descreve o tipo de atividade
a ser contratada, modalidade de contratação a ser utilizada, cronograma do
processo a ser desenvolvido e previsão de início do contrato. Este Plano de
Aquisições é aprovado pelo Task Manager do PATS, e pelo Comitê de
Direcionamento Tripartite.
3- Termos de Referência: qualquer contrato elaborado pela AVSI tem que ser
integrado com um Termo de Referência, definindo objetivo do contrato,
resultado e/ou produto esperado, atividades a serem desenvolvidas,
cronograma das atividades, e IOV. Os Termos de Referência são elaborados
pela UGP, e em alguns casos previstos pelo Banco Mundial são aprovados
pelo Task Manager.
4- Documentos Administrativos: a AVSI utiliza um processo de contabilidade e
de arquivação da documentação administrativa, avaliado e aprovado pelo
Banco Mundial. Além disso, uma auditoria externa é realizada por ano.
Através destes instrumentos é possível elaborar relatórios de
monitoramento que periodicamente são aprovados pelos seus responsáveis.

32
3.1 Relatórios de Monitoramento do PATS
Os relatórios de monitoramento do PATS são:
· Documentação da UGP;
· Relatório Financeiro Trimestral (FMR);
· Relatório das Atividades;
· Relatório de Auditoria.
A UGP durante o desenvolvimento do PATS realiza uma atividade contínua
de monitoramento das ações baseadas nas indicações descritas no Plano de
Implementação, no Plano de Desenvolvimento Social e Ambiental e nos Planos
Operativos Anuais. Durante o desenvolvimento do projeto são elaborados vários
Documentos da UGP de acompanhamento do PATS que são continuamente
discutidos e avaliados pelo Task Manager.
O Plano de Aquisições é o instrumento que permite a AVSI elaborar o
Relatório Financeiro Trimestral (FMR). Este relatório monitora a relação entre as
contratações planejadas e realizadas, os recursos gastos por cada contrato, o
processo de contratação utilizada, e o controle dos prazos definidos no
cronograma das contratações. O FMR é aprovado trimestralmente pelo Banco
Mundial.
Os instrumentos dos Termos de Referência elaborados para a execução de
cada serviço prestado pelo PATS permitem preparar, no final de cada ano do
PATS, o Relatório das Atividades. Este relatório avalia os avanços das
atividades, a comparação entre as atividades planejadas e as realizadas, a
relação entre os produtos elaborados e serviços prestados com os contratos
assinados, e o controle dos indicadores quantitativos de output do PATS.
Para realizar esta avaliação de output, será entregue aos responsáveis de
cada projeto do PATS, um set de indicadores de output que deverá ser alcançado.
No caso de serviços terceirizados, o set de indicadores deverá constar nos TDRs
e mensurado no Relatórios das Atividades com seus respectivos resultados
alcançados. É prevista a entrega de uma cópia deste relatório para cada
Consultor.
Uma vez por ano uma auditoria externa, controla todos os instrumentos
administrativos do PATS, avaliando se a utilização dos recursos e os processos de
33
contratação estão corretos. O resultado desta atividade consiste em um Relatório
de Auditoria.
O esquema abaixo (Figura 3) mostra como é organizado o processo de
monitoramento do PATS, definindo instrumentos, relatórios e os responsáveis pelo
processo de aprovação.




Indicadores de Indicadores de
input e output input e output
Instrumentos Instrumentos Monitoramento Monitoramento Responsavel Responsável
Plano de Aquisições de Anual Plano de Aquisições de Anual
Plano de Implementação, Plano de Implementação,
Plano Social e Planos Plano Social e Planos
Operativos anuais Operativos anuais
Termo de Referência Termo de Referência
AVSI: Financial AVSI: Financial
Management Report Management Report
(FMR) trimestral (FMR) trimestral
UGP: Relatório de UGP: Relatório de
Atividades Anual Atividades Anual
Task manager Task manager
Banco Mundial Banco Mundial
UGP: avaliação UGP: avaliação
contínua contínua
Tripartite Tripartite
Documentos Documentos
Administrativos Administrativos
Tripartite Tripartite Relatório de Auditoria Relatório de Auditoria
na AVSI na AVSI
Monitoramento do PATS
Figura 3
34
3.2 Avaliação Anual do PATS
Para avaliar o andamento das atividades da UGP e do PATS o
Task Manager, elaborará com o apoio da UGP o Relatório de Avaliação Anual
do PATS. Este relatório será o resultado de uma avaliação constante do projeto,
possibilitada através de encontros periódicos de acompanhamento realizados pela
UGP e da avaliação dos relatórios de monitoramento do PATS.
Esta documentação será apresentada uma vez por ano ao Comitê de
Direcionamento Tripartite para a sua aprovação, que será formalizada na reunião
do Comitê através de um relatório, permitindo ao mesmo avaliar os avanços do
projeto, controlar os processos internos utilizados pela AVSI, e garantir a
qualidade da implementação, avaliando as ações da UGP, o andamento do PATS
e a influência do projeto no programa Ribeira Azul.
Todos os documentos de monitoramento e avaliação do PATS serão
apresentados anualmente também ao Comitê Consultivo para mostrar e discutir a
situação do Projeto.
O processo de monitoramento e de avaliação anual do PATS teve início
com a implementação do projeto (setembro 2001), e os relatórios de
monitoramento e avaliação anuais foram apresentados e aprovados pelo Comitê
de Direcionamento Tripartite em novembro/2002. Nesta data, os relatórios foram
apresentados ao Comitê Consultivo.
Os encontros de avaliação anuais do PATS por parte do Comitê de
Direcionamento Tripartite acontecem em Salvador no período de
novembro/dezembro de cada ano.
Além da avaliação anual de input e output do PATS, a partir de 2004 serão
apresentadas também as pesquisas sobre o perfil das famílias do Ribeira Azul e
os resultados das pesquisas qualitativas realizadas através da coleta das histórias
de vida e grupos de discussão. Estas pesquisas permitirão ao Comitê de
Direcionamento Tripartite e Consultivo avaliar as mudanças das condições de vida
nas comunidades.
35
4. Avaliação Final (de output e de efeito) do PATS
A avaliação final do PATS, como já foi reportado, acontecerá no término do
projeto, previsto para agosto de 2005, onde serão medidos os indicadores de
output e efeito, sendo que o relatório desta avaliação será apresentado ao Comitê
de Direcionamento Tripartite no primeiro trimestre de 2006 .
Os objetivos do PATS a serem alcançados são três: melhoramento urbano
e regularização fundiária; desenvolvimento econômico e social; e criação de
capacidade institucional para programas de larga escala de redução da pobreza e
melhoramento urbano.
Todos estes objetivos devem incluir a participação da comunidade no
processo, e esta é uma das razões da elaboração do Plano de Desenvolvimento
Social e Ambiental do Programa Ribeira Azul, que cria ações estratégicas que
envolvem as comunidades beneficiárias, permitindo assim um processo de
desenvolvimento.
O Plano de Desenvolvimento Social e Ambiental do PRA também definiu
diretrizes de ação que são fundamentais para enfrentar o problema da pobreza
nesta região, e estas diretrizes são compostas por 4 linhas de ação: Educação,
Família, Trabalho e Habitat. Para cada uma destas dimensões foram criados
indicadores de output e efeito que serão utilizados na avaliação final do PATS.
Ambas as avaliações (final e de efeito) serão feitas por um consultor internacional
externo indicado pelo Comitê de Direcionamento Tripartite.
A avaliação final do PATS deverá medir:
§ a mudança das condições de moradia e ambientais como conseqüência das
atividades do PATS (Habitat);
§ a mudança das condições de vida das comunidades como conseqüência de
ações sociais específicas: mudança do grau de escolaridade das crianças;
mudança das condições de emprego; mudanças nas condições de saúde;
mudança nas condições gerais de vida da família (família, trabalho e
educação);
§ a mudança nos níveis de participação da população beneficiada e de parcerias
dos atores envolvidos no processo;
§ a validade da metodologia utilizada e sua divulgação entre os diversos atores
no âmbito do PRA.
36
4.1 Avaliação de output do PATS e indicadores
A avaliação de output será realizada a partir dos indicadores (de resultado)
definidos no marco lógico do Plano de Implementação, integrado a alguns
indicadores sociais derivantes do Plano de Desenvolvimento Social e Ambiental,
apresentados nas Tabelas 6, 7 e 8.

Tabela 6
Ações de capacitação institucional para Programa de Larga
escala de Redução da Pobreza e Melhoramento Urbano,
previstas no IP.
Indicadores de Resultados (Outputs)
Objetivamente Verificáveis
Instalar e fornecer suporte ao Comitê de Direcionamento Tripartite, composto
por um membro do MAE, um membro do Banco Mundial e um membro do
Governo do Estado da Bahia através da CONDER.
1. Documentação preparada para os encontros
semestrais;
2. Participação dos membros (3) integrantes do
Comitê de Direcionamento Tripartite.
Organizar o encontro anual do Comitê de Direcionamento Tripartite. 3. Documentação, organização e logística para o
encontro anual do Comitê de Direcionamento
Tripartite;
4. % da presença nos encontros.
Instalar e fornecer suporte ao Comitê Consultivo através de um membro da
PMS, um membro do Banco Mundial, um membro da CONDER, um membro do
MAE, um membro da AVSI e cinco representantes da comunidade.
5. Documentação preparada para os encontros
anuais;
6. Participação dos membros (10) integrantes do
Comitê Consultivo.
Organizar o encontro anual do Comitê Consultivo. 7. Documentação, organização e logística para o
encontro anual do Comitê Consultivo;
8. % da presença nos encontros
Instalar, dirigir e dar início a UGP, criando:
- Co-diretoria do Programa composta pelo coordenador da CONDER e um
coordenador da AVSI;
- Uma equipe de Apoio Técnico financiada através do PATS e uma equipe
técnica da CONDER;
- Definição da Coordenação CONDER para as relações com a Cities
Alliance.
9. Número de membros da AVSI e da CONDER
compondo a co-diretoria.
10. Número de membros da equipe de apoio técnico
AVSI/CONDER
11. Número de reuniões do coordenador da
CONDER/CA com a UGP e o Grant Manager.
Reunir semanalmente a equipe técnica com um mínimo de 80% de presença
dos membros.
12. Número/freqüência das reuniões;
13. % da presença nos encontros.
Elaboração de um manual de sistematização e divulgação da metodologia do
Programa, em português e inglês.
14. Manual elaborado em português e inglês;
15. Número de cópias do manual distribuídas.
Organização de um Seminário Internacional para a apresentação, discussão e
divulgação da metodologia do Ribeira Azul.
16. Seminário internacional realizado.
Criação de um vídeo de 30 minutos, elaboração de um site na Internet e um CD-
ROM (pelo menos 1000 cópias) divulgando a metodologia do Programa.
17. Vídeo, site na Internet e CD-ROM criados;
18. Número de cópias criadas do CD-ROM;
19. Número de consultas ao site e CD-ROM
distribuídos.
Formação de 50 operadores públicos locais na área de planejamento urbano
para classes pobres.
20. Número de profissionais formados;
21. Duração do curso e seu conteúdo.
Elaboração de estudos para a preparação de um programa de larga escala de
urbanização e redução da pobreza na RMS.
22. Número, características e conteúdo dos
estudos.
Desenvolver um Plano de Monitoramento e Avaliação. 23. Número e freqüência das avaliações;
24. Implementação das ações e da metodologia
proposta no Plano de Monitoramento e
Avaliação.


37
Tabela 7
Ações de Melhoramento Urbano e Regularização Fundiária,
previstas no IP.
Indicadores de Resultados (Outputs)
Objetivamente Verificáveis
Elaboração de projetos na área de desenvolvimento urbano e social



1. Projeto da via de orla elaborado;
2. Planos detalhados do desenvolvimento de
equipamentos comunitários elaborados;
3. Plano de Regularização Fundiária elaborado;
4. Plano de Melhoramento Habitacional e de
Construção de Novas Casas elaborado;
5. Plano de Monitoramento e Avaliação elaborado;
6. Plano de Desenvolvimento Social elaborado;
7. Plano de Educação Ambiental elaborado.
8. Relação entre os projetos elaborados e
planejados no Plano Operativo Anual.
Desenvolvimento das ações de Construção de Novas Casas no PRA 9. 1000 palafitas removidas;
10. Erradicação de novas invasões de palafitas nas
áreas recuperadas.
Preparação do Plano de Reassentamento. 11. 1000 famílias reassentadas que moravam em
palafitas na área do Ribeira Azul;
12. N° de famílias reassentadas que moravam em
situação de risco e reassentadas na área do
Ribeira Azul;
13. N° de famílias reassentadas que foram
removidas em função da implantação do Projeto
na área do Ribeira Azul.
Desenvolvimento de Planos Básicos Completos para o melhoramento urbano.

14. % de caminhos que podem ser considerados
adequados em cada área;
15. Número de acessos criados e/ou melhorados;
16. % das vias pavimentadas;
17. % de famílias com acesso à energia elétrica
domiciliar;
18. Número de praças criadas;
19. Número de novas ligações ao sistema de
esgoto;
20. Número de novas ligações à rede de água.
Desenvolvimento de planos de proteção ambiental relacionados ao paisagismo
na área do Ribeira Azul.
21. % da redução do número de acidentes;
22. Número de novas áreas verdes e livres;
23. Número de km de ruas arborizadas;
24. % de mangue preservado após a realização do
Projeto.
Desenvolvimento de planos de melhorias nas áreas de saúde e meio-ambiente. 25. % de coleta de lixo nas comunidades;
26. N° de beneficiários participantes em projetos de
desnutrição infantil.
Estudos para regularização fundiária das casas e dos terrenos, propostos no
Plano Global.
27. Transferência de todas as áreas de intervenção
do PRA do Governo Federal para o Governo do
Estado da Bahia.
Execução de um plano básico de via de orla, de Novos Alagados 2
a
ETAPA até
Mangueira, da Ribeira e de Plataforma, seguindo o modelo da via de orla em
Novos Alagados.
28. Execução da via de orla nas comunidades de
Novos Alagados 2
a
ETAPA, Joanes Centro
Oeste, Alagados III e Alagados IV.
Projeto de Melhoramento Habitacional e Construção de Novas Casas, não
executado pela CONDER.

29. 300 casas embriões construídas;
30. 250 casas melhoradas;
31. N° de pessoas da comunidade trabalhando na
construção e/ou ampliação de casas;
32. Cooperativas e empresas locais envolvidas no
processo de construção e/ou ampliação de
casas.

38
Tabela 8
Ações de Desenvolvimento Econômico e
Social previsto no IP e no Plano de
Desenvolvimento Social e Ambiental.
Indicadores de Resultados (Outputs) Objetivamente
Verificáveis
Preparação de um Plano de Desenvolvimento Social, com o
objetivo de fortalecer a participação, organização e autogestão
das comunidades.
1. Número de organizações comunitárias fortalecidas;
2. Número de agentes sociais capacitados.
Dentro do Plano Geral, elaborar um Plano Estratégico para a
participação da comunidade.


3. Criação do Grupo dos Representantes das Comunidades do Ribeira
Azul;
4. Encontro de apresentação e discussão dos produtos do PATS;
5. N° de encontros entre o Task Manager, a UGP e Grupo dos
Representantes das Comunidades do Ribeira Azul;
6. N° de encontros de discussão entre a UGP e os membros do Comitê
Consultivo do PATS para a discussão do programa.
Construção e/ou reforma de equipamentos comunitários. 7. Número de equipamentos construídos e/ou reformados.
8. Número de estruturas comunitárias trabalhando no setor educativo
reformadas e/ou ampliadas;
9. Número de estruturas comunitárias equipadas trabalhando no setor
educativo.
10. Construção e funcionamento do Centro de Recuperação das
Crianças e Adolescentes em situação de Risco Familiar e Social.
Gerenciamento dos novos equipamentos. 11. Número de programas sociais realizados nos novos equipamentos.
Execução de um Programa de Desenvolvimento do Patrimônio
Comunitário, beneficiando no mínimo 4300 famílias, nas área
de habitat, saúde, trabalho e renda, educação e família.
- Fortalecimento dos Corpos intermediários – formação e
acompanhamento
- Criação de co-direção social do PATS
- Constituição de equipe social de acompanhamento
- Criação de escritório de campo
- Criação de balcão de serviços para corpos intermediários
e famílias
- Contratação de 2 agentes formação educativa
- Contratação de consultoria para a realização de avaliação
de estrutura física, qualidade da atuação dos corpos
intermediários e estruturas públicas que atuam em
educação
- Contratação de consultoria para projetos de microcrédito
- Contratação de consultoria para área sanitária e
ambiental
- Realização de projeto de requalificação da área do
manguezal
- Realização de eventos para acompanhamento do
programa pela comunidade
- Equipamentos comunitários construídos, reformados ou
ampliados
- Acompanhamento dos projetos em andamento
- Criação ou reforma dos espaços comuns (praças, áreas
verdes...)
- Continuidade das estruturas criadas pelo PATS
12. Número de projetos formados
13. Número de projetos acompanhados
14. Número de projetos financiados
15. Co-direção social (CONDER/AVSI) do PATS criada
16. Equipe social constituída
17. Escritório de campo criado
18. Balcão de serviços criado
19. 2 agentes de formação educativa contratados
20. Consultor para projetos de microcrédito contratado
21. Consultor para área sanitária e ambiental contratado
22. Projeto de requalificação do manguezal executado
23. Número de eventos para acompanhamento do programa pela
comunidade realizado
24. Número de projetos acompanhados
25. Número de encontros de divulgação do PRA e dinamização social
26. Número de espaços comuns criados ou reformados
27. Convênios ou parcerias criadas entre PATS e instituições públicas


Desenvolvimento social e ambiental da comunidade de Novos
Alagados 2
a
ETAPA. Em particular:
- execução do Plano de Desenvolvimento Social de Novos
Alagados 2ª Etapa:
- formação de 120 jovens e inserção no mercado de
trabalho de 60 destes;
- criação de uma cooperativa de pescadores, tendo como
beneficiários diretos 50 moradores da área;
- instalação de uma fábrica de sabão;
- criação de um projeto de esporte e lazer para 200 jovens;
- treinamento profissional para 30 funcionárias de creche.
28. Número de jovens formados;
29. Estrutura do CEDEP ampliada;
30. Número de jovens inseridos no mercado de trabalho;
31. Cooperativa de pescadores criada;
32. Número de sócios inscritos na Cooperativa;
33. Criação de uma oficina de produção no setor de corte e costura;
34. Número de jovens beneficiados pelo programa de esporte e
recreação;
35. Número de beneficiados do programa de lota a desnutrição infantil;
36. Número de monitoras de creche beneficiadas com o curso de
extensão de educação infantil.

39
4.2 Avaliação de efeito do PATS e indicadores
A avaliação de efeito (tabela 9), que será realizada em 2005, irá mensurar
as conseqüências do PATS no desenvolvimento do PRA. O PATS implementa
ações de desenvolvimento urbano e social financiadas pelo projeto, e fornece
assistência técnica a CONDER para a elaboração do Plano Global e para a sua
realização. Portanto, o PM&A do PATS além de medir as ações executadas
diretamente pelo projeto precisa quantificar os efeitos que criou no andamento do
PRA.
Através de pesquisas qualitativas e quantitativas que serão elaboradas,
e dados oficiais do Município e do Governo do Estado será possível medir o efeito
que o PATS criou na área do Ribeira Azul.
Os indicadores criados para medir o efeito da implantação do PATS estão
na tabela abaixo, que aponta as variáveis que já podem ser medidas, pois fazem
parte da pesquisa ACC e Censo IBGE 2000 (dados censitários por domicílio), e
indicadores a serem pesquisados, primeiramente, na ampliação da baseline (valor
fundiário e transporte), para depois serem mensurados nesta avaliação.
Observa-se também que, como já foi colocado, o PATS atinge uma área de
atuação muito grande, onde as atividades e ações realizadas, de Desenvolvimento
Urbano e Regularização Fundiária e Desenvolvimento Sócio-Econômico, não são
distribuídas igualmente, ou melhor, existem atividades diferentes para as diversas
comunidades e públicos que compõe o PRA. Isto significa que a avaliação final do
PATS (de output e de efeito) se referirá à determinada ação desenvolvida em uma
área específica de atuação.
As áreas indicadas pelo Plano para a avaliação de efeito são:
Ø Desenvolvimento urbano e regularização fundiária: Novos Alagados 2
a
ETAPA,
Alagados III, Alagados IV, e área de reassentamento de Joanes Azul.
Ø Desenvolvimento sócio-econômico: Novos Alagados 2
a
ETAPA, Alagados III,
IV e V.
40
Tabela 9 - Indicadores de efeito para a avaliação do PATS
Indicadores Fontes
Melhoramento Urbano e Regularização Fundiária
1
Proporção da população com acesso ao abastecimento de água
(%)
Dados oficiais e Pesquisas
2
Proporção da população com ligação à rede de esgotamento
sanitário (%)
Dados oficiais e Pesquisas
3
% das famílias com processo de regularização da propriedade da
casa e/ou do terreno em andamento
Dados oficiais e Pesquisas
4
Grau de satisfação da população beneficiada pelo melhoramento
urbano
Pesquisas Qualitativas
5 % de famílias com acesso a coleta de lixo Dados oficiais e Pesquisas
6 Qualidade do abastecimento de água Pesquisas
7 Incremento do valor fundiário da área
15
Dados oficiais e Pesquisas
8 Incremento no transporte entre Salvador e PRA
Pesquisas Qualitativas e Dados
do Município
Desenvolvimento Econômico e Social
9
Grau de fortalecimento das organizações comunitárias
(organizações regularizadas, com incremento dos recursos, com
melhor capacidade de gestão, etc.)
Dados oficiais e Pesquisas
10 Número de novas Instituições Públicas investindo na área Dados oficiais e Pesquisas
Parceiros e participação
11
Avaliação do nível de conhecimento do PRA pelos membros do
Comitê Consultivo
Pesquisas Qualitativas
Capacidade institucional para programa de larga escala
12
Investimento de recursos pelo Governo do Estado em programas
análogos ao PRA
Pesquisas e dados do Governo
de Estado
13
Número de projetos/programas em macro-áreas do Estado da
Bahia que apliquem a metodologia do PRA
Pesquisas e dados do Governo
de Estado
14
Participação da AVSI em projetos/programas de redução da
pobreza urbana
Pesquisas e dados do Governo
de Estado
15
Utilização da equipe técnica da UGP/CONDER em outros
programas de redução da pobreza urbana
Pesquisas e dados do Governo
de Estado

15
A medição dos indicadores, valor fundiário e transporte, depende da ampliação da baseline (ver cap. 2.4).
41
5. Avaliação de impacto do PATS e 1ª avaliação do PRA
A avaliação de impacto acontecerá 5 anos após o término do PATS, ou
seja, em 2010, e servirá como 1
a
avaliação do PRA, já que medirá o impacto das
ações do projeto em toda a área do PRA.
O objetivo da avaliação de impacto é medir as conseqüências de um
programa/projeto a longo prazo, referindo-se principalmente a meta do projeto,
que no caso do PATS é a redução da pobreza urbana na área do PRA.
Segundo Baker,
... a avaliação de impacto determina de forma ampla se o programa implantado
teve o efeito desejado nos indivíduos, na família, e instituições, e se estes
efeitos podem ser atribuídos a intervenção do programa. A avaliação de
impacto pode também medir as conseqüências não intencionais, positivas ou
negativas, nos beneficiários. Isto é, entender em que proporção os benefícios
do projeto alcançaram a pobreza e qual o impacto destes benefícios no bem-
estar das pessoas. Algumas perguntas são importantes para a avaliação de
impacto: Como o projeto afetou os beneficiários? Os benefícios seriam
resultado do efeito imediato do programa ou não? As diretrizes do programa
seriam modificadas para melhorar o impacto? Os custos são justificados?
Porém estas questões não podem ser simplesmente medidas pelos
resultados do projeto. Devem existir outros fatores ou eventos que estão
correlacionados com os efeitos mas não são causados pelo projeto. Para
garantir o rigor metodológico, a avaliação de impacto deve estimar o “efeito
contrário”, isto é, o que teria acontecido se o projeto nunca tivesse existido. Por
exemplo, se um aluno de um curso de formação profissional conseguiu um
emprego foi devido a um resultado direto do programa, ou este aluno
conseguiria emprego de qualquer forma? Para determinar o “efeito contrário”, é
necessário ligar o efeito da intervenção a outros fatores. Isto pode ser
executado através de um grupo de comparação ou controle, que são os que
não participaram de um programa ou receberam benefícios, e que serão
comparados com o grupo de tratamento, ou seja, os que receberam a
intervenção. O grupo de controle é selecionado aleatoriamente na mesma
população que a participante do programa, enquanto o grupo de comparação é
simplesmente o grupo que não recebe o programa que está sendo pesquisado.
Ambos os grupos de controle e comparação devem ser parecidos ao grupo de
tratamento, a única diferença deverá ser a participação no programa
16
.

16
“… impact evaluation is intended to determine more broadly whether the program had the desired effects
on individuals, households, and institutions and whether those effects are attributable to the program
42
Para medir o impacto do PATS foi escolhido o método de comparação entre
um grupo de pessoas que mora no Bairro da Paz e na área do Ribeira Azul (grupo
de tratamento).
A avaliação de impacto do PATS será realizada no ano de 2010, depois de
cinco anos do término do projeto, utilizando o método da comparação, os dados
do censo IBGE 2010, pesquisas qualitativas e quantitativas, e dados oficiais do
Município e do Estado que poderiam ser coletados.
Na escolha dos indicadores de impacto foram considerados os indicadores
do Millennium Development Goals e da Agenda Habitat. Algum destes indicadores
foram selecionados para o Ribeira Azul e integrados com outros mais específicos
sobre a situação do Programa.
Estes indicadores medirão o impacto do PRA nas pessoas, nas famílias e
nas instituições a partir de um set sintético de indicadores divididos em três
categorias:
Ø Melhoramento urbano e regularização fundiária
Ø Desenvolvimento econômico e social
Ø Parceria local e internacional.

Os indicadores de impacto encontram-se listados na Tabela 10 abaixo.

intervention. Impact evaluations can also explore unintended consequences, whether positive or negative, on
beneficiaries. Of particular interest for this handbook is the extent to which project benefits reach the poor and
the impact that these benefits have on their welfare. Some of the questions addressed in impact evaluation
include the following: How did the project affect the beneficiaries? Were any improvements a direct result of
the project, or would they have improved anyway? Could program design be modified to improve impact?
Were the costs justified? These questions cannot, however, be simply measured by the outcome of a project.
There may be other factors or events that are correlated with the outcomes but are not caused by the project.
To ensure methodological rigor, an impact evaluation must estimate the counterfactual, that is, what would
have happened had the project never taken place or what otherwise would have been true. For example, if a
recent graduate of a labor training program becomes employed, is it a direct result of the program or would
that individual have found work anyway? To determine the counterfactual, it is necessary to net out the effect
of the interventions from other factors—a somewhat complex task. This is accomplished through the use of
comparison or control groups (those who do not participate in a program or receive benefits), which are
subsequently compared with the treatment group (individuals who do receive the intervention). Control
groups are selected randomly from the same population as the program participants, whereas the comparison
group is more simply the group that does not receive the program under investigation. Both the comparison
and control groups should resemble the treatment group in every way, the only difference between groups
being program participation”. Baker, Judy. Evaluating the impact of development projects on poverty: a
handbook for practioners. Washington, DC: World Bank, 2000.


43
Tabela 10 – Indicadores de impacto

Indicadores de impacto
Fontes

Melhoramento Urbano e Regularização Fundiária

1 Proporção da população com acesso a um saneamento melhorado Dados UGP e pesquisa
2 Proporção da população com acesso garantido à terra Dados UGP e pesquisa
3 % de famílias vivendo em estruturas habitacionais permanentes Dados UGP e pesquisa
4 % de moradias obedecendo as normas locais Dados UGP e pesquisa
5 Relação entre renda e preço da moradia Dados UGP e pesquisa
6 Acesso a água Pesquisa
7 Áreas de proteção ambiental melhoradas Pesquisa
8 Tipos de posse Dados UGP e pesquisa
9 Tempo de deslocamento entre o Ribeira Azul e Salvador Pesquisa

Desenvolvimento Econômico e Social

10 Prevalência de crianças abaixo do peso (menos de 5 anos de idade) Pesquisa
11 Proporção da quantidade de matrículas no ensino primário Pesquisa
12 Doença pulmonar infantil Pesquisa
13 Doença pulmonar no adulto Pesquisa
14 Proporção de alunos que iniciam a 1
a
série e que chegam à 5
a
série Pesquisa
15 Índice de alfabetização Pesquisa
16 Índice de desemprego Pesquisa
17 Emprego informal dos homens e das mulheres Pesquisa
18 Desemprego dos homens e das mulheres Pesquisa
19 Violência urbana Pesquisa

Parceria local e internacional

20 Parcerias dos setores público-privado Dados UGP e pesquisa
21 Engajamento na cooperação internacional Dados governamentais e
pesquisa
22 Corpos intermediários apoiados pelas instituições públicas Dados UGP


44
Ø Apresentação do Bairro da Paz
Como o Bairro da Paz será utilizado como grupo de comparação, segue
abaixo uma breve descrição desta área, acompanhada da localização da mesma
no município de Salvador.

No Bairro da Paz, no ano de 1999, foi realizada uma pesquisa pela AVSI
para dar suporte ao Projeto de Educação no Uso da Energia Elétrica. Foram
pesquisados 3.811 domicílios, sendo que deste total 2.872 são residenciais.
O Bairro da Paz é uma das macro-áreas do Viver Melhor II, com
aproximadamente 30.000 habitantes e 7.000 domicílios (AVSI/99), e está sofrendo
um processo de intervenção não integrada, financiada pelo PRODUR para a
recuperação da via principal e da rede principal de esgoto. A EMBASA também
tem realizado trabalhos nesta área.
Portanto, os critérios que levaram a escolha do Bairro da Paz foram dois:
a) o fato desta área não ser objeto de uma intervenção integrada; b) foi realizada
uma pesquisa no Bairro da Paz similar a do PRA, ou seja, já existe um banco de
dados sobre esta área.
Mapa 4
45
6. Atividades de Monitoramento e Avaliação financiadas com recurso do
PATS
O Plano de Monitoramento e Avaliação do PATS e do PRA, propõe um
conjunto de ações a serem realizadas durante um longo período (2003-2020).
Estas ações são:
Ø Informações adicionais a baseline já elaborada;
Ø Atividades de Monitoramento do PATS;
Ø Avaliação final (de output e de efeito do PATS);
Ø Avaliação de impacto do PATS (1
a
avaliação do PRA);
Ø Recomendações para a avaliação a longo prazo do PRA;
Ø Avaliação dos avanços do PRA no período 1991/2000.
Destas ações incluídas no PM&A, o PATS financiará as atividades que
acontecerão até o final do projeto, que está previsto para 2005. São elas:
Ø Informações adicionais a baseline;
Ø Atividades de Monitoramento do PATS;
Ø Avaliação final (de output e de efeito do PATS).
Para a realização destas ações o Plano propõe que a SEI seja a executora
das atividades de coleta e de gerenciamento das informações, e do painel de
famílias, histórias de vida e grupos de discussão.
Além da SEI, o Plano propõe contratar um consultor internacional que irá
elaborar a avaliação final do PATS, e também fará a supervisão científica de todo
o processo de monitoramento e avaliação. Estas atividades incluem:
1. Definir junto a SEI o sistema de coleta das informações do IBGE, do Município
e do Estado, para integrar a baseline existente;
2. Integrar a nova baseline do PRA a baseline existente;
3. Acompanhar a SEI na definição da metodologia a ser utilizada nas pesquisas
qualitativas e quantitativas (painel das famílias, histórias de vida, grupo de
discussão);
4. Elaborar o relatório sobre as mudanças das condições de vida da população a
partir das pesquisas qualitativas e quantitativas realizadas;
5. Executar a avaliação final de output e efeito do PATS e apresentá-la para o
Comitê de Direcionamento Tripartite.

46
7. Descrição do processo das atividades financiadas pelo PATS
Como colocado no capitulo 5 o PATS financiará as seguintes atividades:
Ø Informações adicionais a baseline
Ø Monitoramento do PATS
Ø Avaliação final do PATS (de output e de efeito).

Primeiramente, serão contratados um consultor estatístico internacional e a
SEI para verificar a ampliação da baseline existente, para que na ocasião do
Comitê de Direcionamento Tripartite, em dezembro de 2003, possa ser relatada a
possibilidade de ampliação da baseline.
Durante o desenvolvimento do PATS, a UGP junto ao Task Manager, fará
todo o processo de monitoramento como previsto neste plano, sendo que nos
encontros do Comitê de Direcionamento Tripartite, que ocorrem anualmente,
deverão ser apresentados os relatórios de avaliação anuais, que serão aprovados.
Nestes encontros deverão estar sempre presentes o consultor estatístico
internacional e a SEI, seja para acompanhar e para compreender os avanços do
PATS, como também para apresentar os produtos que foram elaborados por eles.
Em novembro/dezembro de 2004, será apresentado ao Comitê para a sua
aprovação o relatório metodológico das pesquisas qualitativas (histórias de vida e
discussão em grupos) e quantitativas (painel de famílias). Entre dezembro de 2004
e fevereiro de 2005, os pesquisadores serão formados e o teste piloto dos
questionários destas pesquisas qualitativas e quantitativas será executado, para
que entre junho e dezembro de 2005 as pesquisas sejam realizadas.
Para a avaliação final (de output e efeito) do PATS, além das pesquisas
qualitativas e quantitativas já descritas, serão realizadas no período entre março e
dezembro de 2005, as coletas das informações para a medição dos indicadores
reportados no Plano.
No primeiro trimestre de 2006, será reunido novamente o Comitê de
Direcionamento Tripartite para apresentação e aprovação do relatório de avaliação
final do PATS, que apresentará a baseline para as futuras avaliações do PRA.

47
8. Orçamento das atividades financiadas pelo PATS
O valor desta tabela deve ser considerado como um valor estimado para as
atividades listadas abaixo. Com relação ao item 1, o valor considerado é referente
as informações coletadas na secretarias públicas. Se houver necessidade de
realização de outros estudos mais específicos, deverá ser alocado outro recurso.
*Nota: US$1 (1 dólar) equivalente a R$ 3,00 (três reais)
ATIVIDADES RECURSOS NECESSÁRIOS R$ US$ * Total R$
1- Informações adicionais a baseline elaborada
Coleta das informações do IBGE, do Município e do Governo 1 técnico/3 meses 18.000 18.000
Preparação do Banco de Dados 1 consultor estatístico/1 mês 4.000 4.000
Leitura dos dados e integração a baseline existente e elaboração
da nova baseline
Contratação de consultor
estatístico/1 mês
2.000 6.000
Apresentação da nova baseline a UGP e Task Manager
2- Pesquisas qualitativas e quantitativas (painel das famílias,
histórias de vida, grupos de discussão)

Definição da metodologia, realização dos instrumentos
qualitativos e quantitativos e elaboração dos questionários
1 técnico/1 mês 4.000 4.000
Apresentação da Metodologia ao Comitê Tripartite 2.000 2.000
Formação dos pesquisadores
1 semana
1 técnico+2 pesquisadores
3.880 3.880
Teste piloto dos questionários
1 semana
1 técnico+2 pesquisadores
2.500 2.500
Realização da pesquisa, coleta das informações e relatórios
1 técnico /1 mês +
2 pesquisadores/2 anos
32.400 32.400
Relatório qualitativo sobre a mudança das condições de vida
das comunidades ao final do PATS
1 consultor estatístico
internacional/ 1 mês
2.000 6.000
3- Monitoramento e avaliação anual do PATS
Preparação dos relatórios de monitoramento UGP
Elaboração do relatório de avaliação final anual UGP
Elaboração dos relatórios de resultados das pesquisas
qualitativas e quantitativas e elaboração do relatório de
avaliação (painel das famílias, histórias de vidas, grupo de
discussão)
1 consultor estatístico
internacional
2.000 6.000
Apresentação da avaliação anual ao Comitê Tripartite;
2 viagens internacionais/Hospedagem
1 viagem internacional,
hospedagem de 7 dias
5.100 15.300
4- Avaliação final de output e de efeito do PATS -
Definição dos instrumentos e metodologia para as pesquisas
qualitativas e quantitativas
1 consultor estatístico
internacional

Elaboração dos questionários 1 técnico/1 mês
Formação dos pesquisadores
1 técnico/1 semana+2
pesquisadores
3.880 3.880
Teste piloto dos questionários
1 técnico/1 semana + 2
pesquisadores
2.500 2.500
Coleta das informações
1 técnico/1 mês + 2
pesquisadores/ 2 anos
21.200 21.200
Preparação dos bancos de dados 1 técnico/1 mês 4.000 4.000
Definição da nova baseline e diagnóstico da situação do Ribeira
Azul, leitura dos indicadores de output e de efeito das
comunidades, relatório de avaliação final.
1,5 mês 2.000 6.000
Apresentação do banco de dados para Task Manager
Viagem internacional/hospedagem
1 viagem internacional, 7 dias
hospedagem
2.550 7.650
Seminário de apresentação da Avaliação para o Comitê de
Direcionamento Tripartite
2.550 7.650
R$ US$ R$
TOTAL 98.360
18.200
(R$ 54.600)
152.960
Tabela 11



9. Cronograma financeiro das atividades financiadas pelo PATS

Atividades



nov
2003
dez - fev
2004
mar - mai
2004
jun - ago
2004
set - nov
2004
dez - fev
2005
Final
PATS
mar - mai
2005

jun - ago
2005

set – nov
2005
Dez
2005
TOTAL
R$
Informações adicionais a baseline elaborada
Coleta das informações do IBGE e coleta das
informações do Município e do Governo
18.000 18.000
Preparação do Banco de dados 4.000 4.000
Leitura dos dados e integração na baseline existente
e elaboração da nova baseline
3.000 3.000 6.000
Apresentação da nova baseline a UGP e Task
Manager
-
Pesquisas qualitativas e quantitativas (painel das
famílias, histórias de vidas, grupo de discussão)

Definição da metodologia, realização dos
instrumentos qualitativos e quantitativos, elaboração
dos questionários
4.000 4.000
Apresentação da Metodologia ao Comitê Tripartite 2.000 2.000
Formação dos pesquisadores 3.880 3.880
Teste piloto dos questionários 2.500 2.500
Realização da pesquisa, Coleta das informações e
Relatórios
16.200 16.200 32.400
Relatório qualitativo sobre a mudança das condições
de vida das comunidades ao final do PATS
6.000 6.000
Monitoramento e avaliação anual do PATS
Preparação dos relatórios de monitoramento -
Elaboração do relatório de avaliação final anual
Tabela 12
49
Elaboração dos relatórios das pesquisas qualitativas
e quantitativas anuais e elaboração do relatório de
avaliação (painel das famílias, histórias de vidas,
grupo de discussão)
6.000 6.000
Apresentação da avaliação anual ao Comitê de
DirecionamentoTripartite
3 Viagens internacionais hospedagem
7.650 7.650 7.650 22.950
Avaliação final de output e de efeito do PATS
Definição dos instrumentos metodológicos para as
pesquisas qualitativas e quantitativas

Elaboração dos questionários
Formação dos pesquisadores 3.880 3.880
Teste piloto dos questionários 2.500 2.500
Coleta das informações 21.200 21.200
Preparação dos bancos de dados 4.000 4.000
Definição da nova baseline do PRA , leitura dos
indicadores de output e de efeito das comunidades,
relatório de avaliação final.
6.000 6.000
Apresentação do banco de dados para o Task
Manager
Viagem internacional hospedagem
7.650 7.650
Seminário de apresentação da avaliação para o
Comitê de DirecionamentoTripartite
7.650 7.650
25.650 7.000 3.000 - 13.650 6.380 3.880 18.700 53.400 21.300 160.610






50
Para a avaliação de impacto do PATS (1
a
avaliação do PRA), do ano 2010, o Plano já
definiu as atividades que serão realizadas no capítulo 5, mas pelo fato do PATS neste
período já ter finalizado suas atividades, os custos para a execução destas atividades serão
garantidos pelo Governo do Estado.
As atividades previstas são:
1. Definição dos instrumentos para as pesquisas qualitativas e quantitativas utilizadas
para a avaliação de impacto;
2. Elaboração dos questionários para as pesquisas qualitativas e quantitativas:
3. Teste piloto dos questionários:
4. Coleta das informações;
5. Coleta dos dados IBGE 2010 e leitura das variáveis;
6. Preparação do banco de dados;
7. Diagnóstico da situação do grupo de comparação e do grupo de tratamento;
8. Relatório de avaliação de impacto;
9. Supervisão científica e verificação da avaliação.


51
10. Recomendações para o monitoramento e as avaliações final e de impacto do PRA
O Programa Ribeira Azul por contemplar diversos atores e parceiros, não poderá ser
mensurado como o PATS, mas a experiência do monitoramento do PATS servirá como
indicação para o PM&A do PRA.
O objetivo do Plano de Monitoramento e Avaliação do PATS, no que diz respeito a
avaliação a longo prazo do PRA, é indicar recomendações para a CONDER realizar neste
período ações e atividades necessárias para o monitoramento e avaliação do PRA.
A primeira sugestão é que a SEI possa continuar apoiando a CONDER também neste
processo de avaliação, principalmente na coleta e gerenciamento das informações, partindo
da experiência acumulada durante o processo de monitoramento e avaliação do PATS.
Recomenda-se também que a CONDER indique um avaliador externo para o PRA.
As indicações a seguir para o monitoramento e para as avaliações final e de impacto
do PRA, incluirão os seguintes aspectos:
Ø Processo de monitoramento e avaliações final e de impacto do PRA:
· Elaboração de um logical framework do PRA;
· Monitoramento e avaliação do PRA;
· Avaliação Final do PRA;
· Avaliação de impacto do PRA.
· Sistema de informação para suporte desta avaliação.



52
O PATS propõe que o PM&A do PRA tenha a seguinte estrutura:

10.1 Elaboração de um logical framework do PRA
Pelo fato do PRA ser um programa que inclui vários parceiros, recomenda-se que a
CONDER, junto com a SEI, crie no ano de 2005 uma equipe que tenha a finalidade de
elaborar um logical framework do PRA, e iniciar um processo de monitoramento e avaliação
de todos os programas e/ou projetos executados na área do Ribeira Azul até o término das
atividades do PRA, previstas para 2015.
A primeira ação desta equipe será cadastrar instituições e/ou entidades públicas e privadas,
ONG´s e associações, que estão implementando projetos ou programas relevantes para o
processo de redução da pobreza na área do Ribeira Azul.
Os projetos nos setores de educação, saúde, trabalho e renda, família, transporte público,
desenvolvimento urbano (esgoto, rede de abastecimento de água, energia, etc),
regularização fundiária, serão pesquisados para definir objetivos, resultados esperados,
atividades a serem realizadas, e cronograma das ações.
A CONDER, em parceria com as instituições/entidades serão responsáveis por transformar
estas informações em um logical framework com a finalidade de definir os IOV (Indicadores
Objetivamente Verificáveis), que permitirão um monitoramento periódico do andamento do
PRA.

10.2 Monitoramento e avaliação de output do PRA
Este processo tem a função de avaliar constantemente os outputs do PRA e de direcionar as
ações de redução da pobreza urbana nesta grande área através de uma articulação
coordenada.
O Plano propõe que estas avaliações sejam realizadas a cada três anos, a partir dos IOV´s
definidos no logical framework, e que sejam apresentadas em um seminário com a
participação de todos os parceiros envolvidos no desenvolvimento do PRA.
Durante o desenvolvimento do PRA poderá surgir outros parceiros importantes, e portanto, o
logical framework deverá ser atualizado no encontro trienal de avaliação, incluindo estes
novos parceiros, caso houver necessidade.





53
10.3 Avaliação Final do PRA
A avaliação final do PRA consiste, na realidade, em 2 avaliações: a avaliação de output e a
avaliação de efeito do PRA, que serão realizadas em 2015 – ano previsto para o término das
atividades. A avaliação de output irá mensurar os resultados finais do PRA, e a avaliação de
efeito irá medir o efeito do PRA nas condições de vida da comunidade. A baseline utilizada
como referência para a avaliação final será a mesma da avaliação de impacto do PATS e 1
a

avaliação do PRA utilizada no ano de 2010, sendo que, ao surgir na área novas ações ou
projetos, outros indicadores poderão ser acrescentados a esta baseline.
Na avaliação de efeito do PRA será dada continuidade à pesquisa do painel das famílias e as
pesquisas quantitativas que utilizam o método de discussão de grupos e de histórias de vida.
Estas avaliações serão realizadas, se possível, confrontando o mesmo grupo pesquisado
durante a avaliação de 2005.
Os indicadores de output do PRA serão definidos pela logical framework. E para formular os
indicadores de efeito serão utilizados como referência os mesmos indicadores da avaliação
de efeito do PATS, eventualmente integrados a outros que a CONDER determinar.

10.4 Avaliação de impacto do PRA
Esta avaliação deverá ser realizada 5 anos após o término do PRA (2020). Na avaliação de
impacto do PRA, assim como na avaliação do PATS, deverá ser dado continuidade ao
método do grupo de comparação.
A comunidade escolhida como grupo de comparação será a mesma do PATS, o Bairro da
Paz, assim como o método de avaliação e os indicadores.
A baseline definida através da avaliação de impacto do PATS deverá ser usada como
referência, e comparada a nova baseline que será definida através do Censo IBGE 2020, e
pesquisas qualitativas e quantitativas.

10.5 Sistema de Informação para as avaliações final e de impacto do PRA
O sistema de informação prevê a coleta de dados sejam quantitativos ou qualitativos. Com
relação aos dados quantitativos recomenda-se:
1. Prolongar a pesquisa do painel de famílias até 2015. Isto equivale a sugerir que a
pesquisa do painel além de ser desenvolvida em dois momentos no âmbito da
avaliação do PATS – 2005 e 2010, deverá ser realizada novamente em 2015, com
o objetivo de permitir também uma avaliação eficaz do efeito e impacto do PRA;


54
2. Utilizar e comparar os dados do Censo IBGE 2010 e 2020;
3. Coletar dados específicos do município e do Estado na área do Ribeira Azul sobre
temas como trabalho, transporte e escolaridade;
4. Basear a metodologia da coleta e elaboração dos dados na experiência
desenvolvida no PATS.

Com relação às pesquisas qualitativas (grupos de discussão e histórias de vida) serão
empregadas as mesmas técnicas do PATS, ou seja, a escolha de beneficiários das diversas
instituições que estão envolvidas nas atividades de desenvolvimento da área para a
execução das pesquisas.




55
11. Avaliação dos avanços do PRA no período 1991-2001
A avaliação da mudança urbanística e da qualidade das habitações e de algumas
dimensões sócio-econômicas da população do PRA, para o período 1991-2000, será
realizada utilizando os dados do Censo IBGE, e relatórios, documentos, entre outros,
elaborados neste período.
O PRA não dispõe de dados para o início do decênio indicado, como pesquisas sócio-
econômicas na área, ou de comunidades específicas. A primeira pesquisa nesta área com
dados disponíveis foi realizada pela AVSI/CDM/CONDER em 1998. Por esta razão, será feita
a pesquisa comparando os dados do IBGE 1991 com 2000, correspondente a área do PRA.
Também não existe a informação disponível do Município e do Governo do Estado
para este período, pois não há um detalhamento territorial suficiente para fornecer
informações específicas sobre as áreas do PRA.
A intenção deste estudo retrospectivo é fixar através de alguns indicadores do Censo
1991 e 2000 as principais mudanças ocorridas entre estes períodos.
Além disso, todos os documentos, relatórios e contratos deste período serão
verificados, sendo criados indicadores de input e output.

11.1 Etapas do processo de avaliação
Para o processo de avaliação através do Censo recomenda-se:
1. Coletar os dados do censo IBGE 1991, com relação aos setores censitários do
PRA, e verificar as variáveis que poderão ser comparadas ao Censo 2000;
2. Coletar documentos, relatórios e contratos que forneçam indicadores de input e
output deste período entre 1991 e 2000;
3. Preparar a base de dados (construção das variáveis de análise), que permitirão a
comparação com os dados de 2000;
4. Que os indicadores que serão avaliados sejam selecionados em um set de
indicadores para a avaliação de efeito e impacto do PATS;
5. Que a avaliação das mudanças durante o decênio, segundo a localização espacial
do PRA sejam definidas, para permitir uma diferente avaliação das:

Ø Áreas beneficiadas com a intervenção de desenvolvimento urbano e social
(Novos Alagados 1ª ETAPA, Alagados I, Baixa do Caranguejo, e Joanes
Centro-Oeste);


56
Ø Áreas do PRA que não sofreram intervenções, com o objetivo de evidenciar
a evolução natural da área, independentemente das intervenções e avaliar
por “contraste” os efeitos diferenciais gerados pela intervenção.


57
12. BIBLIOGRAFIA

BAKER, Judy L. Evaluating the impact of development projects on poverty: a handbook for
practitioners. Washington, DC: World Bank, 2000.

Documentos AVSI.
Plano de Desenvolvimento Social e Ambiental do Programa Ribeira Azul. Projeto de
Apoio Técnico e Social. Programa de Redução da Pobreza Urbana na Área do Ribeira Azul.
2003.
Plano de Implementação. Projeto de Apoio Técnico e Social. Programa de Redução
da Pobreza Urbana na Área do Ribeira Azul. Abril, 2001.

Documentos World Bank. (www.worldbank.org)
A simple approach for designing a poverty monitoring program. Africa Forum on
Poverty Reduction Strategy. June 5-8, 2000, Cote d’Ivoire.
International Program for Development Evaluation Training. Operations Evaluation
Department.
Poverty Monitoring and Evaluation for Poverty Reduction Strategies. Poverty
Reduction Strategy Workshop. October, 4-6 2000, Mongolia, Ulaanbaatar.

IBGE. Dados do Censo Demográfico 2000. (www.ibge.gov.br)















ANEXO 1



SEI – Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais



Governo do Estado da Bahia
Paulo Ganem Souto




Secretaria do Planejamento
Armando Avena



Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia
Cesar Vaz de Carvalho Junior














































RELATÓRIO DE ATIVIDADES




Relatório da Gestão de Estudos, Projetos e
Pesquisas Sócio-Econômicas e Ambientais da Produção de
Estatística e Informações.



A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, autarquia criada mediante
fusão da Fundação Centro de Projetos e Estudos – CPE e da autarquia Centro de Estatística e
Informações – CEI, na forma da Lei nº 6812 de 18 de janeiro de 1995, vinculada à Secretaria do
Planejamento, Ciência e Tecnologia, com personalidade jurídica de direito público, autonomia
administrativa e financeira e patrimônio próprio, com sede e foro na cidade de Salvador, Estado da
Bahia.

A SEI é um dos mais completos centros de conhecimento socioeconômicos e ambientais do estado.
Através de pesquisas, coletas, criticas, tratamento e análise de dados e de uma total integração com
as principais redes nacionais e internacionais de pesquisa, a SEI oferece um completo painel sobre a
realidade da Bahia e seus municípios.

A instituição tem a função de produzir análises econômicas, sociais e ambientais, essenciais ao
planejamento do estado.
No âmbito econômico, realiza os estudos relativos ao cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) -, que
mede a riqueza gerada -, às Finanças Públicas – que confere transparência à administração
financeira do estado, - e a análise da Conjuntura Econômica – que analisa o desenvolvimento
econômico da Bahia frente aos parâmetros nacionais.

O mercado de trabalho e a demografia são os temas privilegiados no âmbito social. Com base nos
dados gerados pelos institutos nacionais de pesquisas demográficas (IBGE e IPEA) e em estudos de
campo, a SEI produz análises sociodemográficas por região econômica do estado e calcula as
projeções populacionais para um período de até duas décadas.

A área ambiental é abordada nos textos analíticos que estudam a ocupação e o uso do solo baiano e
nos mapas temáticos, disponibilizados em meio analógico (impressos) ou digital (CDs e site).

Os dados, indicadores e análises utilizados e gerados neste processo são disponibilizados ao usuário
através de diversas publicações apresentadas no Catálogo de Publicações da SEI e constituem sua
base de dados, formada por elementos diversos, tais como: limites geográficos, solo, clima,
educação, saúde, demografia, ocupação, produção agrícola e pecuária, produção industrial, atividade
comercial, turismo, infraestrutura, finanças estaduais.

O processo de reforma por que tem passado o estado inclui a descentralização das ações
governamentais e tem exigido um detalhamento crescente das informações em suas diversas
esferas, em especial a municipal.

Atenta a essas demandas a SEI preparou um extenso banco de dados que armazena informações
básicas de cada município abrangendo os temas relevantes para o planejamento: limites geográficos,
solo, clima, educação, saúde, demografia, produção agrícola e pecuária, infra-estrutura, entre outros.

Nos últimos anos, a SEI tem também se dedicado a elaborar indicadores para acompanhar o
crescimento dos municípios baianos: o PIB municipal - que já se transformou em referência para
outros estados e está sendo cogitada pelo IBGE para servir de padrão nacional - e os Índices de
Desenvolvimento Econômico (IDE) e Desenvolvimento Social (IDS) de todos os 417 municípios do
Estado.



Tomando por base os indicadores, a SEI divulga, ainda, o ranking dos municípios, apontando os 100
mais carentes. A classificação orienta o Programa Faz Cidadão, desenvolvido pela Secretaria do
Planejamento, Ciência e Tecnologia.

A publicação Indicadores dos Municípios Baianos divulga tais dados, que servem de instrumento para
o planejamento e a avaliação de políticas públicas, para definir as prioridades nos investimentos do
estado, orientar as ações e intervenções dos governos municipais, assim como subsidiar com
informações os diversos agentes e segmentos da sociedade civil. O CD Informações dos Municípios
Baianos apresenta – para consulta em formato de banco de dados - estes indicadores, e também,
todos os dados municipais disponíveis no órgão.

A qualificação técnica do quadro funcional da SEI capacita-a não apenas a realizar o cálculo
sistemático de índices, mas também a desenvolver metodologia para a criação de novos indicadores.

Na década de 80 foram definidos, dentro da instituição, com base no Sistema de Contas Nacionais,
os critérios e parâmetros para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, e dos indicadores a
ele associados.

Os índices de desenvolvimento econômico (IDE) e social (IDS) municipal criados pela SEI em 1996,
classificam os municípios baianos e orientam programas de desenvolvimento do estado.

Em parceria com a Faculdade de Economia da UFBA, a SEI desenvolveu em 2002 a metodologia
para o cálculo mensal do Índice de Movimentação Econômica (IMEC) de Salvador, que, antecipando-
se aos indicadores tradicionais, aponta a tendência da atividade econômica.

É a relevância da utilização de indicadores para a elaboração de análises consistentes que estimula a
SEI a empreender esforços permanentes para o desenvolvimento de novos indicadores, a exemplo
dos índices de Desertificação, de Gestão Pública e do PIB trimestral.







Principais Pesquisas
e Estudos






CÁLCULO DAS CONTAS REGIONAIS E MUNICIPAIS - PIB

Em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a SEI calculou e divulgou o
Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. O PIB, que mede o tamanho da economia e sua evolução ao
longo do tempo, corresponde à soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um
determinado período e serve como principal indicador de desempenho da atividade econômica em
todo o mundo. A metodologia aplicada é a mesma em todos os estados brasileiros e se baseia no
sistema de contas nacionais utilizado pelas Nações Unidas, que permite comparações tanto no nível
estadual, quanto no internacional.

O importante trabalho, que coleta dados desde 1975, divulga informações estatísticas fundamentais à
elaboração de políticas macroeconômicas por parte dos gestores públicos.

O cálculo do PIB também serve como fonte de pesquisa para análises e definições de políticas de
desenvolvimento regional e nacional. Devido à importância do cálculo, o IBGE, a SEI e outros órgãos
de estatísticas estão estudando a implantação de um projeto para os municípios.

Os resultados do PIB são divulgados regularmente nas revistas publicadas pela SEI e encontram-se
disponíveis no site do órgão.

Em 2002 através de convênio firmada com a Fundação de Administração e Pesquisa Sócio
econômica – FAPES a SEI ampliou a proposta de trabalho do calculo das contas regionais e
municipais com a pesquisa A Inserção de Novos Segmentos Industriais no Calculo do Produto
Interno Bruto da Bahia, cujo objetivo é subsidiar o trabalho da Autarquia, no setor de contas
regionais, em relação aos novos investimentos realizados no território baiano, utilizando metodologia
disponível no projeto de contas regionais do Brasil uma parceria SEI/IBGE.

DINÂMICA DEMOGRÁFICA

Estudos demográficos


Desde 1996, em parceria com o Centro de Recursos Humanos da UFBA, a SEI realiza estudos sobre
a dinâmica demográfica da Bahia e dos seus subespaços – regiões econômicas e municípios - bem
como produz e sistematiza estatísticas populacionais, imprescindíveis para a formulação e o
monitoramento das políticas públicas.

O projeto Dinâmica Demográfica na Bahia – que incorpora a cuidadosa tarefa de operar com
microdados - divulga nas publicações da SEI trabalhos sobre as principais características e
tendências sóciodemográficas da Bahia, segundo critérios geográficos (nível estadual e regional),
conceituais (fecundidade, mortalidade e migrações), e temporais (análises históricas e projeções).


MERCADO DE TRABALHO

Trabalhando com as principais fontes de dados sobre mercado de trabalho (IBGE, DIEESE, SEADE,
UFBA, SEI, MTE), a SEI mantém atualizada uma base de informações relativas à ocupação e à renda
na Bahia, bem como produz análises sobre o tema, conforme a periodicidade e o alcance espacial de
cada fonte ou registro administrativo utilizado.

Utilizando um completo portifólio de pesquisas sobre o tema – Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios, Relação Anual de Informações, Pesquisa Mensal de Emprego, Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados e Pesquisas de Emprego e Desemprego – a SEI gera um fluxo



contínuo de informações sobre o mercado de trabalho, identifica e analisa suas características e
tendências conjunturais e estruturais, que divulga nas publicações do órgão.

PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO
Desde outubro de 1996, a Seplantec - através da SEI -, em parceria com a Secretaria do Trabalho e
Ação Social (Setras), o Dieese, a fundação Seade e a UFBA (Universidade Federal da Bahia) -
desenvolve a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), que produz informações sobre a estrutura
e a dinâmica do mercado de trabalho na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Ao privilegiar a
condição de procura por trabalho, a avançada metodologia da pesquisa permite captar tanto o
desemprego real quanto o desemprego oculto, causado pelo subemprego. A cada mês, cerca de dez
mil questionários são aplicados pela SEI em 2.500 domicílios. Esta pesquisa é realizada em mais
quatro regiões metropolitanas do país: em São Paulo, desde 1985; Porto Alegre, desde 1991; Distrito
Federal desde 1992; Belo Horizontes, desde 1994 e Recife, desde 1997.

Mobilizando recursos da ordem de aproximadamente R$ 1.200.000,00 por ano a Pesquisa de
Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador faz com que o Governo do Estado da
Bahia tenha a sua disposição um importante instrumento de definição de políticas públicas e tenha
um completo sistema de informações sobre o mercado de trabalho, contemplando não somente taxas
mensais de emprego e ocupação, mas também resultados derivados capazes de traçar um amplo
painel sobre o citado mercado, abordando-o sobre o caráter do trabalho por sexo, idade, por faixas de
rendimento, etc.



Serviços
59%
Comércio
16%
Domésticos
10%
Indústria
8%
Outros
7%
Distribuição dos Ocupados - RMS
2002






















ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR

Desde abril de 1977, a SEI pesquisa, calcula e divulga, mensalmente, o Índice de Preços ao
Consumidor (IPC/SEI), que indica a variação média dos preços praticados em Salvador no período. A
cesta pesquisada pelo IPC contempla 308 produtos e serviços e foi determinada por uma pesquisa
denominada Pesquisa de Orçamento Familiar (POF). A cada mês, 1020 informantes são
pesquisados, entre domicílios, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. Os resultados
da pesquisa, que estão disponíveis no site da SEI, além de gerar o índice de inflação na capital do
estado da Bahia, fornecem dados para o acompanhamento da economia baiana.

No exercício de 2002, preocupada com a qualidade e fidedignidade de seus levantamentos, a SEI
introduziu a um custo anual de R$ 55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais), o procedimento de
checagem da pesquisa Índice de Preço ao Consumidor, cujo objetivo principal é fazer uma avaliação
da aplicação do questionário pesquisado, de forma a garantir a qualidade dos dados coletados.


PESQUISA DE ORÇAMENTOS FAMILIARES DO ESTADO DA BAHIA


Entre julho/2002 e dezembro/2003, a SEI e o IBGE, com aporte de recursos da ordem de R$
90.000,00, realizarão em parceria, a Pesquisa de Orçamento Familiar – POF, em vários municípios
do Estado da Bahia.

A POF é uma pesquisa domiciliar que tem como objetivo principal obter informação sobre a estrutura
de orçamento familiar, ou seja, quanto ganham e qual a destinação de seu dinheiro.

As informações da POF servirão para estudar os hábitos de consumo das famílias e, sobretudo, para
atualizar os pesos e dos produtos e serviços do Índice de Preços ao Consumidor- IPC.


PESQUISA DE OCUPAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA AGRÍCOLA NA BAHIA (MOA)

Conhecer o comportamento da ocupação da mão-de-obra agrícola em relação ao nível tecnológico
de produção, ao ciclo produtivo, à conjuntura econômica, à política do setor (créditos, preços e
estoques) e à natureza (clima) é o principal objetivo da Pesquisa de Mão-de-Obra Agrícola na Bahia.
A metodologia utilizada na pesquisa consiste na definição, para cada cultura, em cada uma das
regiões produtoras, da demanda de mão-de-obra, da estimativa da área plantada ponderada segundo
os níveis tecnológicos e da distribuição das operações de cultivo, durante o calendário agrícola.
O estudo desse novo mundo rural brasileiro, e particularmente baiano, é o objetivo das pesquisas
sobre novos mundos rurais, cuja as característica são:
· Surgimento de nova atividades agrícolas;
· Expansão das atividades não-agrícola no meio rural;
· Desenvolvimento rural e a consolidação dos complexos agro-industriais locais.

A pesquisa pretende realizar uma investigação sistemática das mudanças ocorridas ao longo dos
anos no meio rural, em relação ao comportamento da ocupação da mão de obra e da geração de
renda.




NOVOS MUNDO RURAIS – RURBANO

Com a coordenação da Gerência de análise Conjuntural e fazendo parte de uma rede nacional de
pesquisas gerenciada e apoiada pela UNICAMP, a pesquisa conta com a parceria da Fundação de
Administração e Pesquisa Econômica Social – FAPES e em 2002 priorizou o estudo do perfil das
famílias agrícolas e rurais em relação a um conjunto de variáveis relativos à ocupação, emprego,
renda e condições de vida de seus membros para os últimos anos da década de 1990 e à análise dos
novos dados das tabulações especiais levantados pelo projeto RURBANO para a Bahia.

AVALIAÇÃO DO PRONAF-CRÉDITO

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) foi contratada através de
processo licitatório, pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), para
realizar a fase B, na Bahia, da pesquisa sobre o Pronaf-crédito (grupos B, C e D), atendendo às
demandas do Projeto de Cooperação Técnica firmado entre a Secretaria da Agricultura Familiar
(SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o IICA (PCT - IICA/PRONAF).
A fase B refere-se à coleta de informações em campo, crítica dos questionários, alimentação da base
de dados e elaboração do relatório regional/estadual. Todos os passos foram cumpridos, o que
permitiu elaborar um relatório final de pesquisa.
O RELATÓRIO DESTA PESQUISA estará no novo site da SEI (www.sei.ba.gov.br) em pesquisas
pontuais.

ANÁLISE REGIONAL DA BAHIA RURAL (PARA SUBSIDIAR A ELABORAÇÃO DO PLANO
ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL) – PEDRS/BA.

Num plano mais geral, o estudo enquadra-se no Projeto de Cooperação Técnica firmado entre o
Governo Brasileiro, representado pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), e o Instituto
Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), especialmente no Objetivo Imediato 2 desse
projeto, que é o de consolidar a gestão do Pronaf, mediante atividades relacionadas, quais sejam:

- Consolidar os conselhos municipais e estaduais de desenvolvimento rural;
- Fortalecer as redes das organizações dos beneficiários do Pronaf;
- Dar apoio técnico à elaboração de Planos Municipais de gestão participativa;
- Articular e integrar planos municipais de desenvolvimento rural e projetos comunitários com
outras iniciativas de desenvolvimento local; e
- Estabelecer mecanismos de monitoria, avaliação e revisão dos planos municipais de gestão
participativa.

OBJETIVO GERAL DA AVALIAÇÃO: fornecer contribuições significativas para o atendimento do
OBJETIVO IMEDIATO 2, citado acima, mediante a elaboração de um diagnóstico regional da Bahia
Rural, em conformidade com a metodologia empregada no PNDRS.







PESQUISA DE INVESTIGAÇÃO DAS CAUSAS DO ABANDONO ESCOLAR

Parceria: SEI/Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia

OBJETIVOS DA PESQUISA

O objetivo geral da pesquisa proposta é identificar as causas do abandono no ensino fundamental e
médio na rede estadual de ensino, em Salvador, a partir de informações obtidas junto aos alunos:
Propor ajustes na política estadual de ensino visando à diminuição do abandono escolar.


PESQUISA SOBRE ADOLESCENTES TRABALHADORAS DOMÉSTICAS, COMO SUPLEMENTO
DA PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO/PED, REALIZADA EM PARCERIA,
CEAO/CEAFRO E SEI

OBJETO DA PARCERIA – construção de um bloco suplementar da PED a ser aplicado a
adolescentes trabalhadoras domésticas, com idade entre 10 e 18 anos, durante 2 meses.


CLASSIFICAÇÃO DOS MUNICÍPIOS BAIANOS E PIB MUNICIPAL
Ú Informações municipais: Principal demanda encaminhada à SEI
Ú Importante instrumento de acompanhamento e de cobrança da gestão municipal
Ú “Classificação” geral de cada município segundo seu grau de desenvolvimento nas áreas:
ü Econômica
ü Social
Ú ECONÔMICA (Índice De Desenvolvimento Econômico - IDE)
ü Infra-estrutura (número de estabelecimentos comerciais, telefones, estabelecimentos
bancários, consumo total de energia)
ü Qualificação da Mão de Obra
ü PIB Municipal
Ú SOCIAL (Índice De Desenvolvimento Social - IDS)
ü nível de saúde
ü nível de educação
ü oferta de serviços básicos
ü renda familiar
Ú a CLASSIFICAÇÃO é atualizada anualmente
Ú IGD = IDE + IDS
Ú A metodologia do IGD (Índice Geral de Desenvolvimento), desenvolvida na SEI, constitui
indicador muito mais abrangente do que o IDH, tendo sido apresentado em vários fóruns de
debates nacionais.




Ú A escolha dos “100 municípios de menor desenvolvimento” seguiu critério do IGD, cuja
metodologia encontra-se disponível na publicação da “Classificação dos Municípios Baianos”.
Encontra-se ai também uma proxy do PIB municipal.

BASE CARTOGRÁFICA DIGITAL DO ESTADO DA BAHIA

Desde 2000, em parceria com o IBGE, e com a SRH – Superintendência de Recursos Hídricos -, a
SEI elabora a Base Cartográfica Digitalizada do Estado da Bahia, através da conversão raster-vetor
do mapeamento topográfico sistemático na escala 1:100.000.

Esta base única elimina problemas habituais de consistências entre bases múltiplas e maximiza
qualidade da informação, precisão e portabilidade.

Ela vem sendo disponibilizada gradualmente, com conclusão prevista para 2003. O mapa índice de
cartas já digitalizadas pode ser consultado no site da SEI www.sei.ba.gov.br

MAPEAMENTO DO VAZIO CARTOGRÁFICO

Em parceria com o IBGE, a SEI, iniciou em 2002, a execução do mapeamento planimétrico na escala
1:100.000 da área ainda não mapeada da Bahia, situada no norte do estado, e correspondente a
24.200 km
2
.

MAPEAMENTO TEMÁTICO

Há mais de duas décadas, a SEI realiza mapeamentos temáticos em diferentes escalas, como o
Mapa Político Administrativo, Mapeamento do Uso da Terra, Diagnóstico Ambiental, Regiões
Econômicas, Regiões Administrativas entre outros, e os disponibiliza em meio analógico e digital.

MAPEAMENTO DO USO DAS TERRAS

O mapeamento do Uso Atual consiste na caracterização de áreas homogêneas onde a combinação
de fatores primários – ecológicos e socioeconômicos - que variam no tempo e no espaço, refletem os
fracassos e sucessos do homem frente à exploração do espaço agrícola, evidenciando zonas
produtivas de alto potencial e zonas marginais de potencialidade limitada.

Esta linha de estudo vem sendo desenvolvida pela SEI com espacialização em escala uniforme para
todo o estado. Dada a contemporaneidade do tema, ela além de se constituir num referencial para
diversos estudos, subsidia e oferece bases fundamentais para diferentes aplicações práticas de
planejamento e desenvolvimento regional.

ANÁLISE DA CONJUNTURA BAIANA

A análise do desempenho da economia baiana foi mais uma das atividades desenvolvidas pela SEI.
Em 2002 a Superintendência atualizou e analisou, mensalmente, dados divulgados por vários
institutos de pesquisa, relativos a emprego e renda, inflação, comércio, indústria, inadimplência,
turismo, arrecadação de ICMS e comércio exterior. Para publicar estas análises, a SEI lançou, em
1994, a revista “Conjuntura e Planejamento”. Além de trazer informações sobre o desempenho
econômico, social e financeiro da Bahia no contexto da globalização, a publicação contém, ainda,
artigos sobre a conjuntura brasileira e baiana, sobre planejamento, políticas públicas e o impacto dos
investimentos públicos e privados na economia do estado. Uma excelente fonte para quem deseja
conhecer, em profundidade, o perfil da economia baiana.





ACOMPANHAMENTO DAS FINANÇAS PÚBLICAS

A SEI seleciona, consiste, trata, organiza e formata dados financeiros coletados em diversas fontes, a
exemplo da Secretaria da Fazenda, disponibilizando-os na publicação “Finanças Públicas –
Acompanhamento”. Ela oferece um panorama completo da situação financeira do Estado, tem
periodicidade trimestral e é um importante instrumento de trabalho para economistas, contadores,
técnicos em orçamento, finanças e tributos, administradores e jornalistas.

PROJEÇÕES

A geração de projeções é uma das atividades essenciais ao planejamento. De complexa execução,
esta tarefa vem sendo realizada pela SEI graças à habilitação de seu corpo técnico desde 1999
quando, em parceria com o IBGE, inaugurou essa linha de trabalho com as projeções populacionais.
Desde então elas têm sido geradas por sexo e idade para o conjunto do estado - segundo hipóteses
quanto ao comportamento das componentes demográficas (fecundidade, mortalidade e migração) – e
para os municípios.
Dando continuidade a essa nova atividade, em 2002, em parceria com a Faculdade de Economia da
Universidade Federal da Bahia, a SEI desenvolveu uma nova metodologia para as projeções de
longo prazo do PIB da Bahia. Nesta proposta, a somatória das projeções dos grandes setores da
economia estadual, gera a projeção de PIB total.


AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Respondendo à uma demanda emergente da nova gestão pública, a SEI capacitou-se para avaliar
políticas públicas – incluindo coordenação e desenho do projeto, pesquisa de campo e formulação de
análise conclusiva – tarefas que vem realizando sob encomenda para outros órgãos públicos com
freqüência crescente.


PROJETOS EM FASE DE NEGOCIAÇÃO/FUTURAS PARCERIAS


· Os possíveis impactos da ALCA na Bahia/ Faculdades Jorge amado

· Avaliação de impacto do Programa Viver Melhor da Companhia de Desenvolvimento da
Região Metropolitana de Salvador - CONDER

· Avaliação de impacto de 7 programas da Secretaria de Combate à Pobreza e às
Desigualdades Sociais – SECOMP

· Serviços estratégicos na Bahia / Universidade Federal da Bahia

· Fluxos migratórios e urbanização na Bahia

· Desigualdades regionais

























































NOVAS LINHAS DE TRABALHO







• Novas tecnologias x pesquisas
• Novas tecnologias x registros administrativos
• Atlas Ambiental
• Novas formas de divulgação dos trabalhos – CD’s interativos e dinâmicos
• Mapeamento de áreas degradadas
• Banco de Dados Espaciais
• Turismo
• Pobreza
• Melhoramento nos indicadores da conjuntura
• Modernização de IDE e IDS











































PUBLICAÇÕES





















































• Série Estudos e Pesquisas
• Revista trimestral temática – Bahia Analise & Dados
• Anuário Estatístico da Bahia
• Anuário Estatístico da Educação
• Bahia em Números
• Educação em Números
• Boletim Trimestral Finanças públicas
• Boletim anual e mensal – IPC
• Boletim Anual PMC
• Boletim mensal Conjuntura & Planejamento
• Boletim semestral MOA
• Classificação dos municípios baianos