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DIREITO CIVIL.

AULA – PESSOA JURÍDICA
01 – FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA
.
• A pessoa natural já não pode ser tratada como um ente biologicamente
criado porque ele pode se originar de fertilização assistida.
• Já dá para pontuar que a pessoa natural é o ente provido de estrutura
biopsicológica, mas, ao mesmo tempo, devese salientar que a origem
pode ser se!ual ou artificial.
• A t"tulo de curiosidade que o #nunciado n$ % da Jornada &ivil recomendou
que estas não fossem disciplinadas no &ódigo &ivil, sendo criada
posteriormente a 'ei de (iossegurança )'ei n$. **.*+,-%++,..
Art. 1.597. /resumemse concebidos na const0ncia do casamento os
fil1os2
I nascidos cento e oitenta dias, pelo menos, depois de estabelecida a
conviv3ncia conjugal4
II nascidos nos trezentos dias subsequentes 5 dissolução da sociedade
conjugal, por morte, separação judicial, nulidade e anulação do
casamento4
III 1avidos por fecundação artificial 1omóloga, mesmo que falecido o
marido4
IV 1avidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embri6es
e!cedentários, decorrentes de concepção artificial 1omóloga4
V 1avidos por inseminação artificial 1eteróloga, desde que ten1a prévia
autorização do marido.
02 – INÍCIO DA PESSOA NATURAL
Art. 2 A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida4
mas a lei p6e a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
7 direito recon1ece em varias partes o direito do nascituro. #!istem +8 )tr3s.
teorias e!plicativas para e!plicar a natureza jur"dica do nascituro, vejamos2
• T!"r#$ %$t$&#'t$( A personalidade só é adquirida pelo nascimento com
vida )/rofessor 9ilvio :odrigues.. /ara esta teoria o nascituro não tem
direitos, tão somente e!pectativa de direitos.
• T!"r#$ )"%)!*)#"%#'t$( A personalidade é adquirida pela concepção
uterina. &om isso, o nascituro já titularizam direitos de personalidade,
embora os direitos patrimoniais estejam condicionados ao nascimento com
vida. )/ablo 9tolze, ;lávio <artuce e &ristiano &1aves..
• T!"r#$ )"%+#)#"%$&#'t$( A personalidade do nascituro é meramente formal
e condicionada ao nascimento com vida. /or esta teoria, os direitos
patrimoniais do nascituro estão condicionados ao nascimento com vida,
malgrado já dispon1a de direitos da personalidade. )=aria >elena ?iniz.
• 7bs.2 7 médico guardará o embrião de laboratório pelo prazo de +8 )tr3s.
anos, descartando posteriormente para pesquisas com células tronco.
7 embrião de laboratório não disp6e dos direitos da personalidade, pois, se
dispusesse ele não poderia ser descartado.
• A autorização do aborto anencefálico relativiza o direito do nascituro.
• 7 9<J recon1ece a possibilidade de indenização aos pais pela morte do
nascituro.
• A possibilidade de responsabilidade civil da gestante por condutas
prejudiciais ao nascituro durante a gestação. 9e o nascituro já disp6e dos
direitos da personalidade, eventuais condutas prejudiciais culposas pela
gestante podem ser cobrados e ressarcidos. Ainda não 1á nen1um
precedente.
0, – CAPACIDADE CIVIL
&apacidade é a aptidão de alguém para prática de atos da vida civil )atos
jur"dicos.. #ste atributo c1amase @capacidade jur"dicaA.
• Buem tem personalidade tem capacidade. 7s entes despersonalizados
não tem personalidade, mas tem capacidade.
• ?outrinariamente se divide a capacidade em duas diferentes dimens6es2 a.
capacidade de direito4 b. capacidade de fato.
• A )$*$)#+$+! +! +#r!#t" é a própria aptidão. 'ogo, a capacidade de direito
é con1ecida a todas as pessoas e entes despersonalizados.
• A )$*$)#+$+! +! -$t" ou de e!erc"cio é a possibilidade de praticar estes
atos pessoalmente.
• A capacidade plena ou geral é a soma da capacidade de direito e a
capacidade de fato.
7 sistema jur"dico recon1eceu um sistema correlato ao conceito de capacidade
o de &!.#t#/$01". 9eria um requisito especifico para pratica de um ato também
espec"fico.
• A legitimação e um *&2' na capacidade, um algo mais que e!ige das
pessoas plenamente capazes )7utorga u!ória.
8.*– <eoria das incapacidades2
Cncide sobre a capacidade de fato.
Art. , S1" $3'"&2t$/!%t! #%)$*$4!' de e!ercer pessoalmente os atos
da vida civil2
I os menores de dezesseis anos4
II os que, por enfermidade ou defici3ncia mental, não tiverem o
necessário discernimento para a prática desses atos4
III os que, mesmo por causa transitória, não puderem e!primir sua
vontade.
Art. 5 S1" #%)$*$4!'6 r!&$t#7$/!%t! $ )!rt"' $t"', ou 5 maneira de
os e!ercer2
I os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos4
II os ébrios 1abituais, os viciados em tó!icos, e os que, por defici3ncia
mental, ten1am o discernimento reduzido4
III os e!cepcionais, sem desenvolvimento mental completo4
IV os pródigos.
7 incapaz responde pelos preju"zos que causar, conforme determina o art. D%E
do &ódigo &ivil.
Art. 928. 7 incapaz responde pelos preju"zos que causar, se as pessoas
por ele responsáveis não tiverem obrigação de faz3lo ou não
dispuserem de meios suficientes.
P$r9.r$-" :%#)". A indenização prevista neste artigo, que deverá ser
eqFitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as
pessoas que dele dependem.
• Buando a obrigação advier de um ato personal"ssimo o representante ou
assistente não tem obrigação )#!.2 Ato Cnfracional.
• A simples aquisição da maioridade não conduz a e!oneração automática
da pensão aliment"cia.
8.%– #spécies de incapacidade2
• I%)$*$)#+$+! Et9r#$( 9ubmetese a um critério objetivo, tendo como
referencia a idade. Go nosso ordenamento a idade se dá a zero 1ora do
dia do aniversário.
• I%)$*$)#+$+! *';<2#)$( 9ubmetese a um laudo médico obrigatório e
decisão judicial.
• Go &ódigo de /rocesso &ivil essa decisão se dá através da curatela dos
interditos e está no art. **HH e seguintes do &ódigo de /rocesso &ivil.
• <ratase de um procedimento especial de jurisdição voluntária, podendo
ser decidido por equidade.
• #m lin1a de principio os atos praticados pelo incapaz seriam nulos ou
anuláveis a depender do grau da incapacidade. 7 9<J vem entendendo
que se esse ato praticado anteriormente em face de terceiro de boafé
deve ser preservado.
• &essa a incapacidade pela cessação do ato que originou.
• 7 &ódigo &ivil estabeleceu outra 1ipótese de cessação da incapacidade,
ou seja, a antecipação. A isso se deu o nome de !/$%)#*$01".
• E/$%)#*$01" V"&2%t9r#$2 7correrá quando a emancipação é pratica pelo
pai e pela mãe por escritura pIblica, sob pena de nulidade e registrada no
cartório. 9ó e poss"vel para incapazes que já ten1am *J anos de idade.
• E/$%)#*$01" J2+#)#$&( /or ato do juiz e esta se dará quando 1ouver
conflito entre o pai e a mãe. /ode 1aver também quando o menor estiver
sob tutela.
• E/$%)#*$01" L!.$&( K aquela que decorre de uma prática prevista em lei
como incompat"vel com a condição de incapaz. Csso se da porque o
legislador considera que alguns atos são incompat"veis com certas
condiç6es )casamento, e!erc"cio de emprego pIblico efetivo, colação de
grau em curso de ensino superior, estabelecimento civil ou comercial..
• A emancipação não é intermitente.
• ?ependendo do tipo de emancipação )voluntária ou judicial. não e!onera a
responsabilidade dos pais, pois, todo pai emanciparia seus fil1os. <odavia,
a emancipação legal e!onerase a responsabilidade dos pais.
05 – FIM DA PESSOA NATURAL
7 fim da pessoa natural se dá pela morte. #sta está regulamentada pela 'ei n$.
D.L8L-DH )morte encefálica..
• :econ1ecida a morte encefálica estará decretada o fim da pessoa natural.
• A morte civil admitese varias possibilidades como a /"rt! r!$& )e!igese
declaração médica a luz do cadáver., *r!'2/#+$ '!/ $2'=%)#$ )quando
não se tem o cadáver. e *r!'2/#+$ *"r $2'=%)#$ )1ipótese de morte
através de um procedimento especial de aus3ncia..
• C"/"r#=%)#$ e a presunção de simultaneidade de óbitos, ou seja,
concomitantemente. Geste caso, não 1á transmissão de direitos pois cessa
toda e qualquer transmissão entre os comorientes.