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CURSO DE DIREITO

DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO I

Princípio da anterioridade

O princípio da anterioridade exige que a lei que cria ou aumenta um tributo só
venha a incidir sobre fatos ocorridos no exercício subsecutivo ao de sua entrada em vigor.
O princípio da anterioridade tributaria, expresso no art. 150, III, alíneas “b” e “c”,
da CF, destaca-se como um postulado tipicamente tributário, cujos efeitos direcionam-se para
a seara da tributação, seja ela federal, estadual, municipal ou distrital “b” e “c”, da CF,
destaca-se como um postulado tipicamente tributário, cujos efeitos direcionam-se para a seara
da tributação, seja ela federal, estadual, municipal ou distrital. A alínea “b” sempre esteve
presente no texto constitucional, enquanto a alínea “c” teve sua inserção mobilizada pela
Emenda Constitucional nº. 42/2003. As indigitadas alíneas hospedam anterioridades com
denominações distintas. A alínea “b” atrela-se a “anterioridade anual”, também intitulada
“anterioridade de exercício”, “anterioridade comum”, ou, como preferem muitos estudiosos,
simplesmente, “anterioridade”. A alínea “c”, por sua vez, refere-se a “anterioridade
privilegiada”, também reconhecida por “anterioridade qualificada” ou “anterioridade
nonagesimal”. (SABBAG, 2012)
Ressalta-se que a anterioridade nonagesimal não se aplica ao empréstimo
compulsório, ao Imposto de Renda, aos Impostos de Importação e Exportação, ao Imposto
sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários
(IOF), ao Imposto Extraordinário e à fixação da base de cálculo do IPTU e do IPVA.


a alínea c ao art. 150, III, da Constituição Federal, estabelecendo que, sem prejuízo da
anterioridade comum (tradicional, do exercício financeiro), muitos tributos não podem ser
cobrados antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os
instituiu ou aumentou (em regra esta nova anterioridade incide cumulativamente, incide em
dupla com a anterioridade do exercício financeiro, conforme leciona Alexandre Rosato da
Silva Ávila em sua obra Curso de direito tributário, 2. ed., Verbo Jurídico, p. 47).


Prescrição e Decadência Tributária



A prescrição e a decadência são causas distintas de extinção do crédito do direito
à exigibilidade do crédito tributário.
A prescrição está prevista no art. 156, V do CTN. Define-se como fato jurídico
que determina a perda do direito subjetivo de ajuizamento da ação de execução (fiscal) do
valor do tributo. Neste prisma, a prescrição extingue o direito pertencente ao credor, da ação
de cobrança do crédito tributário, pelo decurso de 05 anos, contado da data da sua constituição
definitiva (art. 174 do CTN). Para o Código Tributário Nacional a prescrição extingue não só
a pretensão, mas o próprio crédito tributário. Portanto, havendo a prescrição, nula será a ação
executiva (art. 618, I, CPC) e extinto estará o crédito tributário (art. 156, V, CTN).
A prescrição pode ser interrompida ou suspensa. A contagem do prazo
prescricional se interrompe conforme art. 174, p. único: I - pelo despacho do juiz que ordenar
a citação em execução fiscal; II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que
constitua em mora o devedor (LC nº118/2005); IV - por qualquer ato judicial inequívoco
ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. Ainda, de
acordo com a Súmula 248 do STJ, o parcelamento é causa interruptiva de prescrição.
São alguns exemplos de suspenção da prescrição: as causas de anulação de
moratória (art. 155, paragrafo único, CTN), cujas disposições são extensíveis, igualmente, aos
institutos da isenção (art. 179, § 2o, CTN), da anistia (art. 182, paragrafo único, CTN) e da
remissão (art. 172, paragrafo único, CTN), quando concedidos em caráter individual.
A decadência, representa a perda do direito da Fazenda Pública tem para constituir
(via lançamento) o crédito tributário, em razão do decurso de 05 (cinco) anos. Conta-se o
prazo do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido
efetuado (ocorrência do fato gerador) ou da data em que se tornar definitiva a decisão que
houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado (art. 173 do CTN),
aplica-se o referido artigo para os tributos sujeitos ao lançamento por ofício e por declaração.
Outrossim, aplica-se o art. 150, § 4º para os tributos sujeitos à lançamento por homologação.

Moratória e Parcelamento

A moratória esta regulada de modo exaustivo nos artigos 152 a 155 do CTN,
consiste na prorrogação do prazo para pagamento do crédito tributário, submetendo-se ao
princípio da estrita legalidade (art. 97, VI, CTN).
É classificada (art. 152) moratória em caráter individual, não gera direito
adquirido e pode depender do oferecimento de garantias pelo beneficiário, é concedida por lei


emanada pela pessoa jurídica de direito público competente para instituir o tributo; e em
caráter geral (decorre diretamente da lei).
O benefício pode ser geral ou individual (moratória específica). Art. 152. A moratória
somente pode ser concedida: I – em caráter geral: a) pela pessoa jurídica de direito publico competente para
instituir o tributo a que se refira; b) pela União, quanto a tributos de competência dos Estados, do Distrito
Federal ou dos Municípios, quando simultaneamente concedida quanto aos tributos de competência federal e as
obrigações de direito privado; II – em caráter individual, por despacho da autoridade administrativa, desde que
autorizada por lei nas condições do inciso anterior.
A moratória, conforme o art. 154 acima reproduzido, aplica-se a créditos já
definitivamente constituídos ou, pelo menos, cujo lançamento já tenha sido iniciado.
A competência para a concessão da moratória, em regra, é da pessoa jurídica de
direito público competente para instituir o tributo a que se refira (art. 152, I, do CTN).
De acordo com o art. 155-A do Código Tributário Nacional (redação da LC n.
104/2001), o parcelamento será concedido na forma e sob as condições estabelecidas em lei
específica, aplicando-se subsidiariamente as regras pertinentes à moratória.
Salvo disposição de lei em sentido contrário, o parcelamento do crédito tributário
não exclui a incidência de juros e multas.
O parcelamento e procedimento suspensivo do credito, caracterizado pelo
comportamento comissivo do contribuinte, que se predispõe a carrear recursos para o Fisco,
mas não de uma vez, o que conduz tão somente a suspensão da exigibilidade do credito
tributário, e não a sua extinção. Extinção seria se “pagamento” o fosse.
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