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DIREITO CIVIL III - DAS OBRIGAÇÕES

TURMA: 3º SEMESTRE DE DIREITO
Profª. Silmr !. "#$ro Si%&l
AULA '( - FORMAS DE PAGAMENTO INDIRETO
'- PAGAME)TO EM CO)SIG)AÇ*O +r,. 33- o 3.-/
Co01&i,o: Meio indireto de liberação do devedor mediante depósito judicial ou extrajudicial
da prestação.
Ex: Estabeleço um contrato, e quando vou pagar o credor se recusa a receber a prestação
que está sendo ofertada, se eu deixar de pagar ficarei como inadimplente. ara me liberar
dessa pend!ncia, utili"o do pagamento em consignação, que poderá ser extrajudicial ou
judicial, atrav#s da $ção de %onsignação.
&bs: $ $ção de %onsignação em agamento # regida pelo %..% 'art. ()*+, sendo exceção
se tratar de locação, que deverá ser regida pela ,ei de ,ocação.
",o2 3#& A#,ori$m Co02i4056o
a+ & credor que se recusa injustificadamente a receber ou dar a quitação-
b+ & credor que não recebe a coisa na forma e lugar estabelecido-
c+ %redor incapa", descon.ecido, declarado ausente ou que estiver em lugar incerto ou de
acesso perigoso ou dif/cil-
d+ 0e .ouver d1vida a respeito do credor-
e+ 0e pender lit/gio sobre o objeto do pagamento.
Cr1,&r72,i12 % Co02i4056o &m P4m&0,o
$ d/vida deve ser l/quida 'quantificada+ e vencida, se a prestação for em din.eiro
Exige2se a mora do credor.
L&4i,imi%%&
A,i8: do devedor ou terceiro.
P22i8: do credor
D&9:2i,o2
/ ;#%i1il: 3oro competente, em via de regra, # o local do pagamento, mas pode depender
do que foi eleito no contrato.
b+ E<,r=#%i1il: 4nstituição 3inanceira &ficial 'art. ()* %..%+
5anco do 5rasil, %aixa Econ6mica 3ederal, 7ossa %aixa 7osso 5anco.
S&3>?01i2 %& Pro1&%im&0,o2
- Efetua2se o depósito 'prestaç8es periódicas 9 at# : dias após o vencimento+
- %ientifica o credor por $; com pra"o de <* dias para manifestar sua recusa.
- & sil!ncio do credor consiste na aceitação e na liberação do devedor.
1
- 0e .ouver a recusa do credor por escrito, o devedor poderá propor a $ção de
%onsignação em =* dias, validando o depósito já feito.
- & levantamento pelo credor dos valores depositados poderá ser feito a qualquer
momento.
- $ %ontestação do credor deverá ser apresentada em <: dias 'art. ()> %..%.+ e poderá
versar sobre:
a+ inocorr!ncia de recusa-
b+ recusa justa-
c+ depósito fora do pra"o ou do lugar do pagamento-
d+ depósito insuficiente.
&bs:
<?+ 7a .ipótese de alegação de depósito insuficiente, faculta2se ao autor sua
complementação em <* dias.
@?+ 0e a sentença concluir pela insufici!ncia do depósito determinará o valor devido e valerá
como t/tulo executivo em favor do r#u 'credor+.
=?+ $ $ção de %onsignação do %..%. # considerada ação d1plice, uma ve" que o r#u
poderá contestar e cobrar eventuais diferenças na própria ação, pois com a sentença obt#m
o t/tulo executivo.
R&3#i2i,o2 %& 8li%%&.
'@/ Em r&l56o 9&22o:
Aeve ser feito pelo devedor ao verdadeiro credor, sob pena de não valer.
A@/ B#0,o o oC=&,o:
Exige2se a integralidade do depósito, porque o credor não # obrigado a receber coisa
diversa.
3@/ B#0,o o mo%o:
& modo deverá ser o convencionado 'ex: pagamento B vista+
.@/ B#0,o o ,&m9o:
& tempo deve ser o estipulado no contrato, não podendo efetuar2se o pagamento antes de
vencida a d/vida, se assim não foi convencionado.
A/ PAGAME)TO COM SUBRROGAÇ*O +r,. 3.D 3-'/
Co01&i,o: 0ubrrogação # a substituição de uma pessoa por outra pessoa 'subrrogação
pessoal+ ou de uma coisa por outra coisa 'subrrogação real+, em uma relação jur/dica.
&bs: $ coisa que toma o lugar da outra fica com os mesmos 6nus e atributos da primeira
'ex: 6nus da inalienabilidade+
$l#m da subrrogação pessoal e real, 2#Crro456o 9o%&rE 2&r:
- L&4l: quando decorre da lei ' art. =C>+
oderá ocorrer:
2 Em favor do credor que paga a d/vida do devedor comum-
2 Em favor do adquirente de imóvel .ipotecado, que paga a credor .ipotecário, bem como do
terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre o imóvel-
2 Em favor do terceiro interessado, que paga a d/vida pela qual era ou poderia ser obrigado,
no todo ou em parte.
2
- Co08&01io0l: decorre da vontade das partes 'art. =CD+
oderá ocorrer:
2 Euando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente l.e transfere todos os
seus direitos.
2 Euando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia necessária para solver a d/vida,
sob a condição expressa de ficar subrrogado nos direitos do credor satisfeito.
),#r&$ ;#r7%i1 % S#Crro456o.
Frata2se de um instituto aut6nomo, constituindo uma exceção B regra de que o
pagamento extingue a obrigação, pois o pagamento na subrrogação promove apenas uma
alteração subjetiva da obrigação, mudando o credor.
$ extinção obrigacional ocorre somente em relação ao credor satisfeito, para o
devedor nada se altera, pois o terceiro que paga a obrigação, toma o lugar do credor
primitivo e passa a ter o direito de cobrar a d/vida, se subrrogando no lugar do credor
primitivo.
Ef&i,o2 % S#Crro456o.
/ LiC&r,:rio: por exonerar o devedor ante o credor originário que sai da transação-
C/ Tr02l,i8o: por transmitir ao terceiro, que satisfe" o credor originário, os mesmos
direitos de cr#dito com todos os seus acessórios, 6nus e encargos do credor
satisfeito.
&bs:
2 $ subrrogação transfere ao novo credor todos os direito, aç8es, privil#gios e garantias do
credor primitivo, em relação a d/vida, contra o devedor principal e os fiadores 'art. =C)+-
2 7a subrrogação legal, o subrrogado não poderá reclamar do devedor a totalidade da
d/vida, somente aquilo que .ouver desembolsado 'art. =:*+-
2 & credor originário, só em parte reembolsado, terá prefer!ncia ao subrrogado, na cobrança
da d/vida restante, se os bens do devedor não forem suficientes para satisfa"er a obrigação
para com um ou outro credor 'art. =:<+.
$ subrrogação não poderá ser confundida com cessão de cr#dito, uma ve" que a cessão de
cr#dito ocorre antes do vencimento da d/vida e .á o interesse especulativo, a obtenção de
lucro, o que já não ocorre na subrrogação que # reali"ada no momento do pagamento e no
valor desembolsado.
3/ DA IMPUTAÇ*O DO PAGAME)TO +r,. 3-A 3--/
Co01&i,o: $ imputação do pagamento # a indicação da d/vida a ser quitada- ocorre quando
o devedor de várias d/vidas de uma mesma nature"a, a um mesmo credor, efetua o
pagamento insuficiente para quitar a todas.
Ex.< G Aevedor que tem C d#bitos com o mesmo credor, com vencimento para a mesma
data:
A/vida $9 ;H @:.***,**, A/vida 59 ;H @:.***,**, A/vida %9 ;H @:.***,** e A/vida A9 ;H
<@.***,**-
& devedor não pode quitar todas as d/vidas, mas tem condiç8es de pagar @ delas, então o
devedor paga ;H :*.***,**, imputando pagamento a d/vida $ e %.
&bs: 7ormalmente, quem indica quais d/vidas vai quitar # o devedor, por#m se este não
indicar # o credor que vai indicar. & devedor tem que quitar pelo menos uma d/vida
3
integralmente para imputar pagamento, a/ o credor # obrigado a aceitar, sendo que este não
será obrigado a aceitar pagamento parcial.
Ex.@ G Aevedor que ten.a uma d/vida 5 com 6nus maior que a d/vida $ que tem o mesmo
valor da d/vida 5, sendo assim, o devedor vai imputar pagamento B d/vida mais onerosa, ou
seja, a d/vida que vai l.e causar maior preju/"o após o vencimento, por exemplo, uma
pen.ora. 0e o devedor não imputar pagamento B d/vida que tem gravame maior do que a
outra, a lei presume que se impute pagamento a d/vida mais onerosa, pois beneficia o
devedor, já se as d/vidas possu/rem os mesmos 6nus, o credor poderá escol.er qual d/vida
o devedor irá quitar.
R&3#i2i,o2 9r Im9#,56o %o P4m&0,o.
/ Pl#rli%%& %& %FCi,o2.
ara que ocorra a imputação do pagamento deverá .aver várias d/vidas com o mesmo
credor.
Exceção $rt. =:C G 1nica d/vida. 0omente se pode falar em imputação do pagamento
quando .ouver uma 1nica d/vida, quando esta se desdobra, destacando2se os juros, que
são acessórios do d#bito principal, neste caso, o pagamento imputar2se2á primeiro nos juros
vencidos.
C/ I%&0,i%%& %& Pr,&2.
$ d/vida deverá ser entre mesmo devedor e mesmo credor, o que não impede que .aja
pluralidade de pessoas, como no caso de solidariedade ativa e passiva, o que não pode
ocorrer # a diversidade de credores e um 1nico devedor, pois a/ não poderá ocorrer a
imputação do pagamento.
1/ I4#l%%& % 0,#r&$ %2 %78i%2.
Ima d/vida não poderá ser de prestação de serviço, outra de entrega de coisa e outra de
pagamento em din.eiro, os d#bitos devem ser da mesma nature"a, ou seja, a d/vida deve
ter por objeto coisas fung/veis 'que pode ser substitu/da+ de id!ntica esp#cie e qualidade.
%/ P4m&0,o 2#fi1i&0,& %& #m %78i%
& pagamento deve ser suficiente para resgatar por completo uma das d/vidas ou mais, mas
insuficiente para resgatar a todas.
&bs: ara ocorrer a imputação do pagamento # preciso que as d/vidas sejam l/quidas e
vencidas 'art. @:@+
,/quida 9 certa quanto a sua exist!ncia, determinada quanto ao seu valor-
Jencida 9 se tornou exig/vel pelo advento do termo pr#2fixado.
E29F1i&2:
/ Im9#,56o 9or i0%i156o %o %&8&%or +r,. 3-A/G
b+ Im9#,56o 9or i0%i156o %o 1r&%or +r,. 3-3/-
1/ Im9#,56o &m 8ir,#%& %& l&i +r,. 3--/.
&corre quando o devedor deixa de fa"er a indicação da d/vida e a quitação for omissa
quanto B imputação.
4
%rit#rios da imputação legal:
2 Kavendo capital e juros, o pagamento imputar2se2á primeiro nos juros vencidos 'art. =:C+-
2 Entre d/vidas vencidas e não vencidas, a imputação far2se2á nas vencidas-
2 0e forem l/quidas e outras il/quidas, imputar2se2á primeiro nas l/quidas 'art. =::+
2 0e todas forem l/quidas e vencidas ao mesmo tempo, imputar2se2á o pagamento Bquela
mais onerosa.
./ DAÇ*O EM PAGAME)TO +r,. 3-D 3-H/
Co01&i,o: # um acordo de vontades entre credor e devedor, por meio do qual o
primeiro concorda em receber do segundo, para exonerá2lo da d/vida, prestação diversa da
que l.e # devida 'art. =:>+
odendo se substituir din.eiro por coisa móvel ou imóvel. %oisa por outra- din.eiro por t/tulo
de cr#dito- coisa por obrigação de fa"er, etc.
4mplica em pagar a d/vida ao credor, de forma diferente do que foi contratado, ou de valor
menor, devendo a d/vida estar vencida, ocorrendo assim, a extinção da obrigação.
&bs: L indispensável o aceite do credor, pois não pode o devedor por mera liberalidade
obrigar o credor a receber prestação adversa da avençada na relação contratual, sendo
tamb#m indispensável que a d/vida já esteja vencida, porque senão será considerada uma
retificação do que foi pactuado entre credor e devedor, tratando2se de uma renegociação e
não de uma dação em pagamento.
R&3#i2i,o2:
a+ Exist!ncia de um d#bito vencido-
b+ $nimus solvendi 'vontade de solver a d/vida+
c+ Aiversidade do objeto oferecido, em relação B d/vida originária-
d+ %onsentimento do credor na substituição.
),#r&$ ;#r7%i1.
L forma de pagamento indireto, sendo essencialmente contrato liberatório, não constituindo
novação objetiva, cujo efeito # gerar uma nova obrigação.
-/ DA )OVAÇ*O +r,. 3D( 3DI/
Co01&i,o: 7ovação # a criação de uma nova obrigação para extinguir a anterior.
$ novação implica na extinção de uma obrigação com a criação imediata de uma nova
obrigação, # diferente de renegociação ou refinanciamento.
Ex. ai preocupado com a d/vida do fil.o que não terá condiç8es de solver a d/vida, procura
o credor e l.e prop8e a substituição do devedor, emitindo novo t/tulo de cr#dito. 0e o credor
aceitar, emitindo novo t/tulo e inutili"ando o primeiro, ficará extinta a d/vida do fil.o,
substitu/da pela do pai.
),#r&$ ;#r7%i1.
$ novação não produ" como o pagamento, a satisfação imediata do cr#dito, constituindo
assim, modo extintivo não satisfatório, tem nature"a contratual, pois depende da vontade
das partes, jamais se operando por força de lei.
5
R&3#i2i,o2:
a+ Exist!ncia de uma obrigação anterior-
b+ $ criação de uma nova obrigação-
c+ $nimus novandi 'intenção de novar+.

/ J &22&01il &<i2,?01i %& oCri456o =#r7%i1 0,&riorK 9oi2 0o856o 8i2
&<,m&0,& 2# 2#C2,i,#i56o.
$ obrigação a ser novada deverá ser válida, pois não se pode novar o que não existe, nem
extinguir o que não produ" efeito jur/dico 'art.=>D+
$ obrigação anulável poderá ser confirmada pela novação, pois tem exist!ncia, enquanto
não for rescindida judicialmente 'declarada nula+, sendo assim, a nova obrigação terá que
ser válida tamb#m, pois se for nula, inefica" será a novação, subsistindo a d/vida primitiva.
C/ A 1o02,i,#i56o %& #m 0o8 oCri456o 1om fi0li%%& %& &<,i04#ir 0,&rior.
ara configurar a novação # necessário que .aja alteração substancial entre a d/vida
anterior e a nova 'troca de sujeito ou trocaMalteração de objeto+.
7ão .averá novação quando se verificar alteraç8es secundárias na d/vida 'exclusão de uma
garantia- alteração do pra"o- estipulação de juros+ que caracteri"am a renegociação.
Ex. 0ituação de refinanciamento com o banco não # novação.
Existem situaç8es, que precisam ser bem definidas para caracteri"ar a novação.
Ex: Fen.o c.eque especial .á <* anos, cansado de pagar juros, resolvo cancelar o c.eque
especial, mas naquele momento não ten.o din.eiro para quitar o d#bito do especial, o banco
me oferece um empr#stimo para eu quitar o c.eque especial, isto # uma novação.
L muito comum a obtenção, pelo devedor, de novação da d/vida contra/da junto ao banco,
mediante quitação do t/tulo primitivo e renovação do d#bito por novo pra"o, com a emissão
de outra nota promissória, nela se incluindo os juros do novo per/odo, despesas bancárias,
etc.
&bs: oderá ocorrer a vedação da novação, quando o contrato trouxer em clausula que,
mesmo que se faça alguma alteração substancial, não poderá .aver novação, neste caso,
deverá prevalecer o que ficou definido no contrato.
1/ J im9r&21i0%78&l 3#& o 1r&%or ,&0L i0,&056o %& 0o8r.
$ novação importará a ren1ncia ao cr#dito e aos direitos acessórios da d/vida anterior,
devendo tal intenção ser manifestada expressamente ou de modo claro e inequ/voco, pois a
novação não se presume, e na d1vida, a novação não ocorrerá 'art. =><+.
E29F1i&2.
- )o856o OC=&,i8.
- )o856o S#C=&,i8.
- )o856o Mi2,.
'/ )o856o OC=&,i8 9 altera2se o objeto da prestação 'art. =>* 2 4+
Ex. & devedor não está em condiç8es de saldar a d/vida em din.eiro, prop8e ao credor, que
aceite a substituição da obrigação em din.eiro por prestação de serviço, extinguindo a
primeira obrigação.
6
A/ )o856o S#C=&,i8 9 alteração dos sujeitos da relação jur/dica 'art. =>*2 44 e 444+
ode ocorrer por substituição do devedor 'quando novo devedor sucede ao antigo, ficando
este quite com o credor+ ou por substituição do credor 'quando, em virtude de obrigação
nova, outro credor # substitu/do ao antigo, ficando o devedor desobrigado com o credor
primitivo+.
$ novação subjetiva por substituição do devedor +0o856o 922i8/ poderá ocorrer sem o
consentimento deste.
Ex: ai pode substituir o fil.o na d/vida contra/da, com ou sem o seu consentimento.
$ novação subjetiva por substituição do credor +0o856o ,i8/ ocorre por um acordo de
vontades, onde o credor primitivo deixa a relação e um terceiro toma o seu lugar, ficando o
devedor desobrigado quanto ao credor primitivo, estabelecendo novo v/nculo com o segundo
credor.
Ex: $ deve para 5, que deve igual importNncia para %, por acordo entre os tr!s, $ pagará
diretamente a %, sendo que 5 se retirará da relação, ficando extinto o cr#dito de 5 em
relação a $, constituindo nova relação entre $ e %.
3/ )o856o Mi2, 9 alteração de sujeitos e de objeto
$ novação mista não está descrita juridicamente, decorre da fusão da novação objetiva e da
novação subjetiva, se configurando quando ocorre ao mesmo tempo, mudança do objeto da
prestação e de um dos sujeitos da relação jur/dica.
Ex. ai assume d/vida em din.eiro do fil.o 'novação subjetiva+, mas com a condição de
pagá2la mediante prestação de serviço 'novação objetiva+.
&bs: 7a novação a insolv!ncia do novo devedor corre por conta e risco do credor, que o
aceitou, não cabendo $ção de ;egresso contra o devedor primitivo, pois o principal efeito da
novação # extinguir a d/vida anterior 'art. =>=+.
Ef&i,o2
& principal efeito da novação # a extinção da d/vida primitiva, que foi substitu/da por outra.
$ novação tamb#m extinguirá os acessórios e garantias da d/vida primitiva, sempre que não
.ouver estipulação contratual 'art. =>C+.
D/ DA COMPE)SAÇ*O +Ar,. 3DM 3M(/
Co01&i,o: $ compensação # meio de extinção de obrigaç8es entre pessoas que são, ao
mesmo tempo, credor e devedor.
L preciso que um credor e um devedor, em um determinado momento, se tornem devedor e
credor reciprocamente.
Ex: Aevo a O$P ;H <.***,**, mas num momento posterior, eu me torno credor de O$P em ;H
<.:**,**. Então, poder/amos nos utili"ar da compensação, ficando eu credor de O$P na
importNncia de ;H :**,**, ocorrendo a compensação parcial.
$rt. =>( G O0e duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as
duas obrigaç8es extingue2se, at# onde se compensaremP.
$ compensação visa eliminar a circulação in1til da moeda, evitando duplo pagamento,
podendo ser total ou parcial.
E29F1i&2
- L&4l
- Co08&01io0l
- ;#%i1il
7
'@/ Com9&0256o L&4l 9 # a que decorre da lei, e opera2se automaticamente, de pleno
direito.
& devedor que desejar recon.ecer a compensação legal, poderá ajui"ar $ção Aeclaratória,
onde o jui", recon.ece e declara a compensação, dependendo sempre de provocação do
interessado, pois jamais poderá ser declarada de of/cio.
$ compensação poderá ser argQida em contestação, em reconvenção e nos embargos a
execução.
A@/ Com9&0256o Co08&01io0l 9 # a que resulta de um acordo de vontades entre as
partes, independente dos requisitos legais para compensação.
3@/ Com9&0256o ;#%i1il o# Pro1&22#l 9 # a determinada pelo jui", estando presentes
os pressupostos legais que autori"am a compensação, ocorre normalmente em casos de
proced!ncia da ação ou da reconvenção.
Ex: 0e O$P ajui"ar ação para cobrar de O5P a importNncia de ;H <*.***,** e O5P na
reconvenção cobra de O$P a importNncia de ;H (.***,**, sendo ao final ambas as aç8es
julgadas procedentes, o jui" condenará O5P a pagar somente ;H @.***,**, fa"endo assim, a
compensação das d/vidas.
R&3#i2i,o2 % Com9&0256o L&4l
/ R&1i9ro1i%%& %2 oCri45N&2 +r,. 3DM/
L preciso que .aja um credor e um devedor, e que em um determinado momento se tornem
credor e devedor reciprocamente.
C/ Li3#i%&$ & &<i4iCili%%& %2 %78i%2 +r,. 3DH/
$s d/vidas l/quidas são aquelas cujo valor seja certo e determinado, devendo as mesmas
estar vencidas 'exig/vel+.
&bs: 7as obrigaç8es condicionais ou a termo, a compensação só será permitida após o
implemento da condição ou depois do vencimento do termo.
1/ "#04iCili%%& %2 oCri45N&2 +r,. 3DH/
L necessário que as prestaç8es sejam fung/veis, da mesma nature"a, devendo ainda ser
.omog!neas entre si.
Ex: A/vida em din.eiro, só se compensa com d/vida em din.eiro.
A/vidas de sacas de caf#, só se compensarão com d/vidas de sacas de caf#.
&bs: & $rt. =D* restringe a compensação tamb#m quanto a qualidade da prestação, não se
compensarão as d/vidas da mesma nature"a, se estas forem diferentes na qualidade,
quando especificado no contrato.
Ex: 0e uma das d/vidas for de caf# tipo O$P 'qualidade especificada+, só se compensará com
outra d/vida tamb#m de caf# tipo O$P.
D78i%2 06o 1om9&02E8&i2:
Em alguns casos a compensação não será permitida, podendo ser a exclusão convencional
ou legal.
- E<1l#26o Co08&01io0l +r,. 3I-/
Euando as partes de comum acordo, convencionar que não .averá compensação de
d/vidas.
- E<1l#26o L&4l + r,. 3I3/
8
7ão .averá compensação se:
'@/ $s d/vidas forem provenientes de atos il/citos ' furto e roubo+-
A@/ $s d/vidas se originarem de comodato ou depósito, pois baseiam2se na confiança m1tua,
somente se admitindo o pagamento mediante a restituição da coisa emprestada ou
depositada, pois ningu#m pode apropriar2se de coisa alegando compensação, uma ve" que
a obrigação de restituir não desaparece.
3@/ $s d/vida for proveniente de $limentos, sendo estes de nature"a incompensável, porque
sua satisfação # indispensável para a subsist!ncia do alimentando.
.@/ Ima das d/vidas for impen.orável, pois a compensação pressup8e d/vida judicialmente
exig/vel 'ex. salário+
-@/ reju/"o do direito de terceiro.
OC2: Di8&r2i%%& %& C#2.
Em regra, a diversidade de causa não impede a compensação das d/vidas se ambas forem
da mesma nature"a.
Ex: A/vidas em din.eiro 'l/quidas e vencidas+ compensarão, mesmo se a causa de uma
delas for proveniente de um contrato de m1tuo e a outra for proveniente de um contrato de
compra e venda.
I/ DA CO)"US*O +r,. 3M' 3M./
Co01&i,o: # o fato jur/dico extintivo de obrigação derivada da reunião, no mesmo patrim6nio,
das posiç8es ativa e passiva da relação obrigacional, ou seja, reunem2se numa só pessoa
as duas qualidades, de credor e devedor, ocorrendo a extinção da obrigação.
Mor,i2 C#2
Ex: & fil.o deve para o pai e o pai vem a falecer, sendo o fil.o o 1nico .erdeiro, ou seja,
credor e devedor na mesma pessoa, ocorrendo assim, a confusão e a extinção da
obrigação, pois o fil.o não poderá dever para ele mesmo.
I0,&r Vi8o2
Ex: Empresa O$P deve para a empresa O5P, posteriormente, a empresa O5P adquire a
empresa O$P, tornando2se assim um só patrim6nio, ou seja, credor e devedor na mesma
pessoa, fato que ocasionará a confusão e a extinção da obrigação.

E29F1i&2 +r,. 3MA/
/ Co0f#26o To,l o# Pr:9ri
Euando a confusão se der na totalidade da d/vida, extinguindo a obrigação em sua
totalidade.
C/ Co0f#26o Pr1il o# Im9r:9ri.
Euando a confusão se efetivar apenas em relação a uma parte do d#bito ou do cr#dito.
R&3#i2i,o2
'@/ Em uma 1nica pessoa reunir as qualidades de credor e devedor-
A@/ Ima 1nica obrigação-
3@/ Eue não .aja separação de patrim6nios 'ex: pessoa f/sicaM pessoa jur/dica+
9
Ef&i,o2
- $ confusão extingue não só a obrigação principal como tamb#m os acessórios, como a
fiança, por#m, a rec/proca não # verdadeira.
Ex: $ obrigação principal 'aluguel+ contra/do pelo devedor permanece, se a confusão se deu
entre credor e fiador 'fiador que compra o imóvel+, extinguindo2se a fiança, mas não a
obrigação principal.
- %essação da %onfusão 'art. =(C+ restabelece a obrigação com todos os seus acessórios.
Ex: $nulação de testamento já cumprido e que implicou em confusão.
$nulação da incorporação da empresa credora pela devedora.
M/ DA REMISS*O DAS DOVIDAS +r,. 3M- 3MH/
R&mi226o P vem do verbo r&mi,ir P 9&r%or
R&mi56o P vem do verbo r&mir P r&24,rQ 94r
Co01&i,o: ;emissão # o perdão da d/vida. L a declaração de vontade 'liberalidade+ do
sujeito ativo no sentido de liberarM exonerar o sujeito passivo do cumprimento da obrigação.
B#l %if&r&05 &0,r& 9&r%or & r&0#01irR
R. 0e eu perdoar o d#bito do meu devedor, eu preciso que ele aceite o perdão, neste caso,
# um ato de generosidade, já na renuncia # dispensada o aceite do devedor, neste caso,
não se trata de um ato de generosidade, mas de falta de interesse de agir, eu não quero
mais receber a d/vida.
),#r&$ ;#r7%i1
$ remissão tem caráter convencional, porque # uma liberalidade do credor, mas depende de
aceitação do devedor, sendo, portanto negócio jur/dico bilateral.
&bs: & remitido poderá recusar o perdão e consignar o pagamento.
E29F1i&2
- To,l o# 9r1il
E<9r&22 P quando .á declaração do credor atrav#s de instrumento p1blico ou particular,
por ato inter vivos ou causa mortis, perdoando a d/vida.
TE1i, P decorre de comportamento incompat/vel com a qualidade do credor.
Ex: Aevolução voluntária do t/tulo ao devedor 'art. =(>+.
&bs: $ restituição voluntária do objeto empen.ado prova a renuncia do credor quanto a
garantia real, mas não a extinção da d/vida 'art. =(D+.
7as obrigaç8es solidárias, a remissão concedida a um dos co2devedores, somente
extinguirá a d/vida na parte a ele correspondente, permanecendo a solidariedade contra os
outros, sendo que o credor não poderá cobrar o d#bito sem dedu"ir a parte remitida 'art.
=((+.
0e a obrigação for indivis/vel e um dos credores remitir a sua parte na d/vida, a obrigação
não ficará extinta para com os demais credores, mas estes só poderão exigir 'cobrar+ a
d/vida com o desconto da quota do credor remitente.
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