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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

CENTRO DE TECNOLOGIA









APOSTILA





INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS












PROF. CLIVALDO SILVA DE ARAÚJO














Novembro/2007
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1 IMPORTÂNCIA DO PROJETO ELÉTRICO



A necessidade de garantir uma instalação elétrica correta sem problemas futuros, faz
com que antes da execução de qualquer instalação elétrica procure-se um eletrotécnico, ou
um tecnólogo ou engenheiro eletricista para elaboração de um projeto elétrico.

A elaboração de um projeto elétrico é baseada em critérios estabelecida pela norma
brasileira NBR-5410/2004, com a finalidade de garantir o funcionamento adequado da
instalação, a segurança das pessoas e animais domésticos e, inclusive a conservação dos
bens, além de se ter conhecimento de como ficará a instalação elétrica de uma residência, a
quantidade e a especificação do material a ser empregado, tendo uma visão clara de como
irá ficar a obra.

Aliado a uma elaboração correta, o projeto elétrico também deve ser executado
corretamente. Os componentes devem ser instalados conforme mostra a planta, e o material
a ser empregado deve ser adquirido seguindo as especificações técnicas dadas pelo
projetista.

Como a instalação elétrica, comumente, não fica visível, ter o projeto elétrico em
mãos, é importante em caso de uma reforma futura ou mesmo uma ampliação em uma
residência, cabendo a um outro projetista, mesmo que não tenha elaborado os projeto
original, fazer facilmente as modificações necessárias evitando assim quebrar paredes onde
não for necessário.

Vemos assim a importância do projeto elétrico, e em sua execução, da importância
do eletricista no conhecimento deste projeto, e nos componentes e materiais a serem
empregados.


















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2 APLICABILIDADE DA NORMA 5410/2004


2.1 Objetivo

2.1.1 Estabelecer as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa
tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da
instalação e a conservação dos bens.

2.1.2 Aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificações, qualquer que seja
seu uso (residencial, comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro
etc.), incluindo as pré-fabricadas.

2.1.2.1 Aplica-se também às instalações elétricas:

a) em áreas descobertas das propriedades, externas às edificações;

b) de reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento (campings),
marinas e instalações análogas; e

c) de canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias.

2.1.2.2 Aplica-se:

a) aos circuitos elétricos alimentados sob tensao nominal igual ou inferior a 1 000 V
em corrente alternada, com freqüências inferiores a 400 Hz, ou a 1 500 V em corrente
continua;

b) aos circuitos elétricos, que não os internos aos equipamentos, funcionando sob
uma tensão superior a 1 000 V e alimentados através de urna instalação de tensão igual ou
inferior a 1 000 V em corrente alternada (por exemplo, circuitos de lâmpadas a descarga,
precipitadores eletrostáticos etc.);

c) a toda fiação e a toda linha elétrica que não sejam cobertas pelas normas relativas
aos equipamentos de utilização; e

d) às linhas elétricas fixas de sinal (com exceção dos circuitos internos dos
equipamentos).

NOTA: A aplicação ás linhas de sinal concentra-se na prevenção dos riscos decorrentes das
influências mútuas entre essas linhas e as demais linhas elétricas da instalação, sobretudo
sob os pontos de vista da segurança contra choques elétricos, da segurança contra incêndios
e efeitos térmicas prejudiciais e da compatibilidade eletromagnética.

2.2.3 Aplica-se às instalações novas e a reformas em instalações existentes.

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NOTA: Modificações destinadas a, por exemplo, acomodar novos equipamentos elétricos,
inclusive de sinal, ou substituir equipamentos existentes, não caracterizam necessariamente
uma reforma geral da instalação.

2.3 Não se aplica a:

a) instalações de tração elétrica;

b) instalações elétricas de veículos automotores;

c) instalações elétricas de embarcações e aeronaves

d) equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas, na medida que não
comprometam a segurança das instalações;

e) instalações de iluminação pública;

f) redes públicas de distribuição de energia elétrica;

g) instalações de proteção contra quedas diretas de raios. No entanto, esta Norma
considera as conseqüências dos fenômenos atmosféricos sobre as instalações (por exemplo,
seleção dos dispositivos de proteção contra sobretensões);

h) instalações em minas;

i) instalações de cercas eletrificadas (ver IEC 60335-2-76).

2.4 As instalações elétricas de baixa tensão podem ser alimentadas:

2.4.1 diretamente em baixa tensão:

2.4.1.1 por rede pública de baixa tensão da concessionária, caso típico de edificações
residenciais, comerciais e industriais de pequeno porte (oficinas, por exemplo);

2.4.1.2 por transformador exclusivo da concessionária, caso típico de edificações
residenciais e comerciais de maior porte.

2.4.2 em alta tensão, através de subestação de transformação, do usuário, caso típico de
edificações de uso industrial de médio e grande porte;

2.4.3 por fonte própria em baixa tensão (gerador ou bateria), caso típico de sistema de
alimentação elétrica para serviços de segurança em edificações de qualquer natureza.




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3 INSTALAÇÃO ELÉTRICA DE BAIXA TENSÃO


3.1 DEFINIÇÕES

Instalação elétrica: conjunto de componentes elétricos associados e com
características coordenadas entre si, reunidos para uma finalidade determinada.

Instalações de baixa tensão: são instalações alimentadas com tensões não
superiores a 1000V, em CA, ou a 1500V, em CC.

Instalações de extra-baixa tensão: são instalações alimentadas com tensões não
superiores a 50V, em CA, ou a 120V, em CC.

Componentes: são os elementos que compõe uma instalação elétrica e são
necessários ao seu funcionamento:

 Linhas elétricas: são constituídas pelos condutores elétricos, seus elementos de
fixação ou suporte ou de proteção mecânica, sendo o conjunto destinado a
transportar energia elétrica.

 Equipamentos: são elementos que executam funções de alimentação da
instalação (geradores, transformadores e baterias), de comando e proteção
(chaves em geral, disjuntores, fusíveis, etc.) e de utilização transformando a
energia elétrica em uma outra forma de energia que seja utilizável
(equipamentos a motor, equipamento a resistor, equipamentos de iluminação,
etc.).

o Fixos: são equipamentos instalados permanentemente num local
determinado, como, por exemplo, um transformador num poste
(alimentação), disjuntor num quadro (proteção), aparelho de ar
condicionado (utilização).

o Estacionários: São equipamentos fixos, ou aqueles que não possuem
alça para transporte e cujo peso é tal que não possam ser movimentados
facilmente, como, por exemplo, gerador provido de rodas (alimentação),
geladeira doméstica (utilização).

o Portáteis: são equipamentos movimentados quando em funcionamento,
ou podem ser facilmente deslocados de um lugar para outro, mesmo
quando ligados à fonte de alimentação, como é o caso de certos
eletrodomésticos (enceradeira, aspirador de pó, etc.).

o Manuais: são equipamentos portáteis projetados para serem suportados
pelas mãos durante sua utilização normal, como, por exemplo, as
ferramentas elétricas portáteis.
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Manobra: mudança na configuração de um circuito (abrir ou fechar), feito manual
ou automaticamente por dispositivo adequado e destinado a essa finalidade.

Comando: ação destinada a garantir o desligamento, a ligação ou a variação da
alimentação de energia elétrica de toda ou parte de uma instalação, em condições de
funcionamento normal.

Aparelho elétrico: é geralmente usado para designar três tipos de equipamentos de
utilização, que são:

 Aparelhos eletrodomésticos: destinados à utilização residencial ou análoga
(enceradeiras, aspiradores de pó, liquidificadores, etc.).

 Aparelhos eletroprofissionais: destinados à utilização em estabelecimentos
comerciais e de prestação de serviços (máquinas de escrever, balanças,
computadores, etc.).

 Aparelhos de iluminação: conjuntos constituídos, no caso mais geral, por
lâmpadas, luminária e acessórios (reator, start, etc.).

Carga: na linguagem usual de eletrotécnica, pode ter vários significados, a saber:

 conjunto de valores das grandezas elétricas (e mecânicas no caso de máquinas)
que caracterizam as solicitações impostas a um equipamento elétrico
(transformador, máquina, etc.), em um dado instante, por um circuito elétrico
(ou dispositivo mecânico, no caso de máquinas);

 equipamento elétrico que absorve potência;

 potência (ou corrente) transferida por um equipamento elétrico;

 potência instalada.

Falta numa instalação ou num equipamento: duas ou mais partes, que estejam
sob potenciais diferentes, entram em contato acidentalmente, por falha de isolamento, entre
si ou com uma parte aterrada, por exemplo, dois condutores encostando um no outro, ou um
condutor em contato com um invólucro metálico ligado a terra.

Falta direta: quando as partes encostam efetivamente, isto é, quando há contato
físico entre elas.

Falta não direta: quando não há contato físico e sim um arco entre as partes.

Curto-circuito: é uma falta direta entre condutores vivos, isto é, fases e neutro.


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Sobrecorrente: qualquer corrente que exceda um valor nominal pré-fixado.

 Correntes de sobrecarga: são sobrecorrentes não produzidas por faltas, que
circulam nos condutores de um circuito.

 Correntes de falta: são as correntes que fluem de um condutor para outro e/ou
para a terra, no caso de uma falta.

Corrente de fuga: corrente que, por imperfeição da isolação, flui para a terra ou
para elementos condutores estranhos à instalação.


Limites de correntes de fuga de
equipamentos de utilização



APARELHO
Corrente de Fuga
admitida (mA)
Aparelho
de 220 V
Aparelho
de 110 V
Eletrodoméstico a motor
- Fixo
- Portátil

< 3,5
< 0,5

< 2,6
< 0,4
Eletrodomésticos
com aquecimento
(ferro, torradeira, etc.)

< 3

<2,3
Equipamento para
tratamento de pele
< 0,5 < 0,4
Ferramenta portátil
- Comum
- Classe II

< 0,5
< 0,1

< 0,4
< 0,08
Luminária < 0,1 < 0,08
Chuveiro, torneira
(com resistência
blindada e
isolação classe II)

< 3

-



Corrente diferencial-residual: soma algébrica dos valores instantâneos das
correntes que percorrem todos os condutores vivos de um circuito, em um dado ponto de
uma instalação elétrica.

Choque elétrico: efeito patofisiológico que resulta da passagem elétrica, a chamada
corrente de choque, através do corpo de uma pessoa ou de um animal.

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Parte viva: é a parte condutora que apresenta diferença de potencial em relação à
terra. Para as linhas elétricas falamos em condutor vivo, termo que inclui os condutores fase
e o condutor neutro.

Massa: parte condutora que pode ser tocada facilmente e que normalmente não é
viva, mas que pode tornar-se viva em condições de faltas ou defeitos.

Elemento condutor estranho à instalação: elemento condutor que não faz parte da
instalação, mas nela pode introduzir um potencial, geralmente o da terra.

Contatos diretos: são os contatos de pessoas ou animais com partes vivas sob
tensão.

Contatos indiretos: São os contatos de pessoas ou animais com massas que ficam
sob tensão devido a uma falha de isolamento.
































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4 INFLUÊNCIAS EXTERNAS



Estabelece uma classificação e uma codificação das influências externas que devem
ser consideradas na concepção e na execução das instalações elétricas. Cada condição de
influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas
letras maiúsculas e um número, como descrito a seguir:

a) a primeira letra indica a categoria geral da influência externa:

A = meio ambiente;
B = utilização;
C = construção das edificações;

b) a segunda letra (A, B, C, ...) indica a natureza da influência externa;

c) o número (1, 2, 3, ...) indica a classe de cada influência externa.

NOTA - A codificação indicada nesta subseção não é destinada à marcação dos
componentes.

Em princípio, a determinação das influências externas nos diversos locais de uma
edificação, abrangidos pela instalação elétrica, deve constituir-se em um dos primeiros
passos do projeto.

Uma vez determinadas às influências, através das tabelas 1 a 24 da Norma, devem
ser determinadas as características dos diversos componentes, com auxílio das tabelas 32
(componentes em geral) e 33 (linhas elétricas) da Norma.

A tabela abaixo serve como roteiro para a consulta das tabelas relativas às
influências externas.




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Categoria Indicação Tabela
Temperatura ambiente AA 1
Condições climáticas do ambiente AB 2
Altitude AC 3
Presença de água AD 4
Presença de corpos sólidos AE 5
Presença de substâncias corrosivas ou poluentes AF 6
Meio Ambiente Solicitações mecãnias: 7
Impactos AG
Vibrações AH
Presença de flora e mofo AK 8
Presença de fauna AL 9
Influênias eletromagnéticas, eletrostáticas ou AM 10 a 13
ionizante
Radiação solar NA 14
Descargas atmosféricas AQ 15
Movimentação do ar AR 16
Vento AS 17
Competência das pessoas BA 18
Resistência elétrica do corpo humano BB 19
Utilizações Contato das pessoas com o potencial terra BC 20
Condições de fuga das pessoas em emergência BD 21
Narureza dos materiais proessados ou armazenados BE 22
Construção das Materiais de construção CA 23
Edificações Estrutura das edifiações CB 24
Descrição
Influência externa























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EXEMPLO

















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5 PREVISÃO DE CARGA



5.1 INTRODUÇÃO

O levantamento das potências é feito mediante uma previsão das potências (cargas)
mínimas de iluminação e tomadas a serem instaladas, possibilitando, assim, determinar a
potência total prevista para a instalação elétrica residencial.


5.2 PREVISÃO DA CARGA DE ILUMINAÇÃO


5.2.1 Quantida de Mínima de Pontos de Luz

-Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um ponto de luz
fixo no teto, comandado por um interruptor.


5.2.2 Potência Mínima de Iluminação

a) As cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação da
NBR 5413.

b) Em unidades residenciais, como alternativa, para a determinação das cargas de
iluminação, pode ser adotado o seguinte critério:

- em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m
2
deve ser prevista
uma carga mínima de 100 VA.

- em cômodos ou dependências com área superior a 6m
2
deve ser prevista uma
carga mínima de 100 VA para os primeiros 6m
2
, acrescida de 60 VA para cada
aumento de 4m
2
inteiros.

NOTA: A NBR-5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas externas em
residências, ficando a decisão pôr conta do projetista e do cliente.


5.3 EXEMPLO:

A planta a seguir servirá de exemplo durante todo o nosso curso.

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Prevendo a carga de iluminação da planta residencial utilizada para o exemplo, temos:


DIMENSÕES
Área Área (VA)
SALA ESTAR 22,28 6m²+4m²+4m²+4m²+4m²+0,28m² 340
SALA JANTAR 20,63 6m²+4m²+4m²+4m²+2,63m² 280
COPA/COZINHA 13,98 6m²+4m²+3,98m² 160
QUARTO 1 13,55 6m²+4m²+3,55m² 160
QUARTO 2 12,50 6m²+4m²+2,5m² 160
SUÍTE 14,39 6m²+4m²+4m²+0,39m² 220
W.C. SUÍTE 4,85 4,85m² < 6m² 100
W.C. SOCIAL 4,99 4,99m² < 6m² 100
CIRCULAÇÃO 4,27 4,27m² < 6m² 100
VARANDA 11,52 6m² +4m² +1,52m² 160
QUARTO EMPREG. 5,94 5,94m² < 6m² 100
W.C. EMPREG. 2,60 2,60m² < 6m² 100
ÁREA DE SERVIÇO 6,86 6m² + 0,86m² 100
TOTAL 138,35 2080
DEPENDÊNCIA
POTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO
























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5.4 PREVISÃO DA CARGA DE PONTOS DE TOMADAS

5.4.1 Número de Pontos de Tomadas

Tomadas de uso geral (TUGs), não se destinam à ligação de equipamentos
específicos e nelas são sempre ligados: aparelhos portáteis, aparelhos manuais, tais como,
enceradeira, aspirador de pó, secador, furadeira, etc.

Tomadas de uso específico (TUEs) são destinadas à ligação de equipamentos fixos e
estacionários, como é caso de: chuveiro elétrico, torneira elétrica, secadora de roupa,
máquina de lavar, ar condicionado, etc.

a) Nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares, o
número de pontos de tomadas de uso geral deve ser fixado de acordo com o seguinte:

- em banheiros, pelo menos uma tomada junto ao lavatório, desde que observadas
as restrições 9.1 da Norma;

- em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-aérea de serviço,
lavanderias e locais análogos, no mínimo ponto de tomada para cada 3,5 m, ou
fração, de perímetro, sendo que acima da bancada da pia devem ser previstas no
mínimo duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos;

- em varandas deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada. Admite-se que
o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, mas próxima ao seu
acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não comportar o ponto de
tomada, quando sua área for inferior a 2 m
2
ou, ainda, quando sua profundidade
for inferior a 0,80 m.

- em salas e dormitórios devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada
para cada 5 m, ou fração, de perímetro, devendo esses pontos serem espaçados
tão uniformemente como possível;

- nos demais cômodos e dependências, se a área for igual ou inferior a 2,25 m
2
,
pelo menos um ponto de tomada. Admite-se que esse ponto seja posicionado
externamente ao cômodo ou dependência, a até 0,80 m no máximo de sua porta
de acesso; se a área for superior a 2,25 m
2
e igual ou inferior a 6 m
2
, pelo menos
um ponto de tomada; se a área for superior a 6m
2
, pelo menos um ponto de
tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, espaçadas tão uniformemente
quanto possível;

b) Quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, deve ser a ele
atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à
soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados.

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NTD003 - TABELA DE POTÊNCIA MÉDIA DE APARELHOS E EQUIPAMENTOS
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Quando valores precisos não forem conhecidos, a potência atribuída ao ponto de
tomada deve seguir a um dos seguintes critérios:

- potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto vir
a alimentar, ou
- potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito
respectivo;

c) Os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no máximo a 1,5 m
do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado;

d) Em halls de serviço, salas de manutenção e salas de equipamentos, tais como
casas de máquinas, salas de bombas, barriletes e locais análogos devem ser previsto no
mínimo um ponto de tomada de uso geral.

e) Os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento devem ser
providos com a quantidade adequada de tomadas.

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5.4.2 Potências Mínimas de Pontos de Tomada


a) Nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares, à
tomadas de uso geral devem ser atribuídas as seguintes potências:

b) em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias
e locais análogos, no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e
100 VA por ponto para os excedentes, considerando cada um desses
ambientes separadamente. Quando o total de tomadas no conjunto desses
ambientes for superior a seis pontos, admite-se que o critério de atribuição de
potências seja de no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até dois pontos, e
100 VA por ponto para os excedentes, sempre considerando cada um dos
ambientes separadamente.

c) nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de
tomada;


b) Aos circuitos terminais que sirvam às tomadas de uso geral em halls de escadaria,
salas de manutenção e salas de localização de equipamentos, tais como, casas de máquinas,
salas de bombas, barriletes e locais análogos deve ser atribuída uma potência de no mínimo
1.000 VA.



EXEMPLO:

Conforme o que foi visto, para se prever a carga de tomadas é necessário,
primeiramente, prever a sua quantidade. Essa quantidade, segundo os critérios, é
estabelecida a partir do cômodo em estudo, fazendo-se necessário ter:

.valor do perímetro
.valor da área de alguns cômodos.

Os valores das áreas dos cômodos da planta do exemplo já estão calculados,
faltando o cálculo do perímetro onde este se fizer necessário, para se prever a quantidade de
tomadas.


Estabelecendo a quantidade de tomadas de uso geral e específico:

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TUG's
Área Perímetro Qtd Aparelho Qtd
SALA ESTAR 15,65 5+5+5+0,65 = 4T
SALA JANTAR 14,45 5+5+4,45 = 3T
COPA/COZINHA 15,10 3,5+3,5+3,5+3,5+1,1= 5T
QUARTO 1 14,89 5+5+4,89 = 3T
QUARTO 2 14,40 5+5+4,4 = 3T
SUÍTE 16,00 5+5+5+1 = 4P Um Ar Condicionado 1T
W.C. SUÍTE 10,21 1T Um Chuveiro Elétrico 1T
W.C. SOCIAL 10,30 1T
CIRCULAÇÃO 4,27 11,10 1T
VARANDA 11,52 15,60 1T
QUARTO EMPREG. 9,80 5 + 4,8 = 2 T
W.C. EMPREG. 7,20 1T
ÁREA DE SERVIÇO 10,90 3,5+3,5+3,5+0,4 = 4T
TOTAL 165,58 33 2
DEPENDÊNCIA
DIMENSÕES TUE's



Observações:

1. Em todos os cômodos desta residência, o número mínimo de TUG’s recomendado pela
norma satisfez as necessidades.

2. Para as TUE’s, foi prevista a instalação de um Ar condicionado de 18.000 BTU’s e um
Chuveiro elétrico, com potências de 2600 W e 4500 W, respectivamente.



Estabelecendo a carga de tomadas de uso geral e específico:

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Qtd Potência (VA) Qtd Potência (w)
SALA ESTAR 4 x 100 400
SALA JANTAR 3 x 100 300
COPA/COZINHA 3 x 600 + 2 x 100 2000
QUARTO 1 3 x 100 300
QUARTO 2 3 x 100 300
SUÍTE 4 x 100 400 1 x 1700 2600
W.C. SUÍTE 1 x 600 600 1 x 4500 4500
W.C. SOCIAL 1 x 600 600
CIRCULAÇÃO 1 x 100 100
VARANDA 1 x 100 100
QUARTO EMPREG. 2 x 100 200
W.C. EMPREG. 1 x 600 600
ÁREA DE SERVIÇO 3 x 600 + 1 x 100 1900
TOTAL 7800 7100
TUG's TUE's
DEPENDÊNCIA



Reunidos todos os dados obtidos, tem-se o seguinte quadro:


Área Perímetro Qtd (VA) Aparelho Qtd (w)
SALA ESTAR 22,28 15,65 340 4 400
SALA JANTAR 20,63 14,45 280 3 300
COPA/COZINHA 13,98 15,10 160 5 2000
QUARTO 1 13,55 14,89 160 3 300
QUARTO 2 12,50 14,40 160 3 300
SUÍTE 14,39 16,00 220 4 400 Ar Condic. 1 2600
W.C. SUÍTE 4,85 10,21 100 1 600 Chuv. Elétrico 1 4500
W.C. SOCIAL 4,99 10,30 100 1 600
CIRCULAÇÃO 4,27 11,10 100 1 100
VARANDA 11,52 15,60 160 1 100
QUARTO EMPREG. 5,94 9,80 100 2 200
W.C. EMPREG. 2,60 7,20 100 1 600
ÁREA DE SERVIÇO 6,86 10,90 100 4 1900
TOTAL 138,35 165,58 2080 33 7800 2 7100
DEPENDÊNCIA
DIMENSÕES TUE's ILUMINAÇÃO
(VA)
TUG's