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A História da Salvação

A Sacrosanctum Concilium começa a tratar da natureza da Liturgia lembrando em grandes linhas, em
seu artigo n. 5, a história da salvação. No início desta história está, para o oncílio !aticano "", a
vontade de #eus de $salvar e %azer chegar ao conhecimento da verdade todas as pessoas humanas& '(
)im *,+,. -ara conseguir isso, #eus acompanha toda a história, particularmente a do seu povo eleito,
comunicando.se com ele sobretudo pelos pro%etas, mas %inalmente por seu próprio /ilho. 0esus
completou a obra da redenção da humanidade e da glori%icação de #eus principalmente pela sua morte
e ressurreição. 0á neste primeiro artigo do item sobre $A natureza da Liturgia&, o oncílio como 1ue
prolonga esta história de #eus com a humanidade, dizendo 1ue por 0esus risto $nos %oi comunicado a
plenitude do culto divino& e 1ue $do lado de risto dormindo na cruz nasceu o admirável sacramento
de toda a "gre2a&. Nem devemos es1uecer 1ue o oncílio v3, no mesmo conte4to, nas $maravilhas
divinas operadas no povo do Antigo )estamento& um $prel5dio& da $obra da redenção humana e da
per%eita glori%icação de #eus& 1ue 0esus risto realizou em sua páscoa.
#e %ato, 2á antes de serem criados o c6u e a terra, o 7spírito do 8enhor pairava sobre as águas 'c%. 9n
(,*, e, 2á $antes da %undação do mundo& e4istia o plano de #eus, $o mist6rio da sua vontade& :...; $de
levar o tempo < sua plenitude e de em risto encabeçar todas as coisas& '7% (,+.=.(>,.
No evento histórico 0esus risto, mais precisamente, na sua morte e ressureição, a história da salvação
chegou a seu ponto culminante, mas não a seu %im. )amb6m no tempo da "gre2a e at6 o %im dos
tempos, #eus acompanha a nossa história, at6 1ue ele, #eus, $se2a tudo em todos& '( or (5,*?,.
@uem e4plica esta verdade do prolongamento da história da salvação com uma clareza sem par 6 o
documento de Aedellin. Na eu%oria do seu tempo, mas não sem razão, os bispos latino.americanos
e4pressaram assim a sua convicção sobre a história 1ue viviamB $No umbral de uma nova 6poca da
história do nosso continente :...; não podemos dei4ar de interpretar este gigantesco es%orço para uma
rápida trans%ormação e desenvolvimento como evidente sinal da presença do espírito 1ue conduz a
história dos homens e dos povos. :...; No dia de%initivo da salvação #eus ressuscitará tamb6m nossos
corpos, por cu2a redenção gememos agora :...;. risto, ativamente presente em nossa história, antecipa
o seu gesto escatológico não só no dese2o impaciente do homem para alcançar sua total redenção, mas
tamb6m na1uelas con1uistas 1ue, como sinais indicadores do %uturo, o homem vai %azendo, atrav6s de
uma atividade realizada no amor '% . 98 C?,& '#oc. de Aed., "ntrodução, 5,.
D 1ue os bispos latino.americanos declararam assim no ano de (=E? em Aedellin sobre a história da
salvação, vale tamb6m ho2e e vale no mundo inteiroB #eus continua guiando o seu povo pela história
at6 a sua consumação no %im dos tempos.
7 6 esta história 1ue celebramos na Liturgia. -ortanto, não somente a1uela de 0esus de Nazar6, 1ue o
0esus histórico viveu durante trinte e tr3s anos a1ui na terra, mas tamb6m os prel5dios dela no Antigo
)estamento e a continuidade dela no so%rer e ressuscitar dos membros do seu corpo, en1uanto
caminham nesta terra, a história de todos os povos e da criação inteira, pois, pelo seu 7spírito, 0esus
está presente e ativo em tudo e levará, um dia, tudo ao -ai. Assim celebramos com a páscoa de risto
a páscoa do povo, e, com a nossa páscoa a páscoa do 8enhor, do ordeiro imolado na cruz e e4altado
< direita do -ai.
Perguntas para Reflexão individual ou em grupo:
(. -or 1ue o oncílio !aticano "" trata em seu documento sobre a Liturgia tamb6m da história da
salvaçãoF
*. A história da salvação abrange 1ue espaço de tempoF )odo este tempo 6 salví%icoF -or 1ueF
C. 7m 1ue consiste o caráter salví%ico de cada uma destas 6pocasF
+. omo entram as diversas 6pocas da história da salvação em nossas celebraçGes dominicaisF