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PARQUES NACIONAIS

AUTORIA: Alzira Papadimacopoulos Nogueira

1. A REALIDADE DOS PARQUES NACIONAIS
Parques nacionais, reservas ecológicas, áreas de relevante interesse
ecológico, áreas de proteção ambiental, estações ecológicas e outras. As
pessoas muitas vezes encontram dificuldades para reconhecer os vários
tipos de unidades de conservação onde, em princípio, os ecossistemas e
suas diversidades são protegidos.
Parque nacional é um território relativamente extenso que apresenta um ou
mais ecossistemas ainda intactos ou pouco transformados pela exploração e
ocupação humanas. A variedade de espécies da fauna e flora, os sítios
arqueológicos e os habitats oferecem um interesse científico, educativo e
recreativo.
Esta definição de Parque Nacional hoje não contempla a realidade pois,
muitas áreas descaracterizadas estão sendo pleiteadas para parques
nacionais, com o intuito de recuperá-las e conservá-las.
É necessário que o governo do país impeça e/ou elimine toda exploração ou
ocupação sobre a totalidade da superfície do parque e, respeite as
entidades não governamentais que justificaram a criação do parque.
No caso do Brasil, as áreas que devem ser especialmente protegidas não
podem ser suprimidas, a não ser através de lei, mesmo que as mesmas
tenham sido criadas via decreto governamental.
2. VOLTANDO NA HISTÓRIA
Surgiram na Europa, na época da Idade Média, as primeiras iniciativas para
proteção das florestas e habitats da fauna silvestre, através da criação de
áreas protegidas pela aristocracia rural e pela realeza, no intuito de garantir
a continuidade de se usufruir dos recursos naturais, principalmente no que
tange ao exercício da caça, praticada pelos proprietários.
Com o grande interesse de preservar a tradição da caça e dos esportes, os
ingleses criavam reservas naturais, conhecidas como forest, que chegaram
a ocupar parte significativa do território inglês. Surgiram nesta época as leis
florestais, que obrigavam os camponeses a proteger a fauna nativa e seus
habitats, então propriedade privativa da coroa.
A partir da última metade do século XVII, a Revolução Industrial, foi
responsável pelos primeiros movimentos para a proteção de áreas naturais
com objetivo de servir ao uso público.
A criação do primeiro parque público para benefício e lazer da população,
deu-se nos Estados Unidos, com o estabelecimento de Yellowstone National
Park, em 1872. Esta área serviria também para a preservação, contra
qualquer interferência ou exploração de madeira, depósitos minerais e
peculiariedades naturais dentro do parque, além de garantir sua
perpetuidade em estado natural.
A atitude norte-americana em criar parques para garantir a perpetuidade de
seus recursos e beneficiar toda a população, teve reflexos concretos em
outros países. O Canadá cria seu primeiro Parque Nacional em 1885, Nova
Zelândia em 1894 e Austrália em 1898. Em todos esses países o ambiente
natural também sofria visíveis danos decorrentes da presença de empresas
de migrantes europeus.
O primeiro exemplo de criação de uma área para realmente se preservar os
recursos naturais, deu-se na África do Sul, com o estabelecimento do
Kruger National Park, em 1898.
Na América do Sul, o primeiro resultado concreto da criação de Parques
Nacionais, deu-se na Argentina, com o estabelecimento do Parque Nacional
Nahuel Huapi, em 1922.
No Brasil, a primeira idéia em se criar Parque Nacional deu-se em 1876,
quando o conhecido abolicionista André Rebouças sugeriu que se protegesse
a Ilha do Bananal e Sete Quedas.
O primeiro Parque Nacional brasileiro denominado Itatiaia, foi criado em
1937, seu Decreto de criação enfatizou a importância do caráter científico
da área e, como objetivo secundário destacou a necessidade de se
considerar a demanda turística.
Para sua criação, utilizou-se o artigo 9º do Código Florestal Brasileiro,
aprovado pelo Decreto nº 23.793 de 1934, que definiu Parque Nacional
como sendo monumentos públicos naturais, que perpetuam, em sua
composição florística primitiva, trechos do país que, por circunstâncias
peculiares o mereçam.
A convenção para proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas
Naturais dos Países da América, realizada em Washington em 1940, reuniu
membros dos países da União Pan-americana, a fim de discutir as
experiências das nações·es ali representadas, os resultados da convenção
de Londres de 1933 e, os parâmetros para os acordos internacionais que
envolvessem conservação da natureza.
Nos termos da convenção Pan-americana, estabeleceu-se que o Parque
Nacional significava: áreas estabelecidas para a proteção e a conservação
das belezas cênicas naturais e da flora e fauna de importância nacional, das
quais o público pode aproveitar-se melhor, ao serem postas sob
superintendência oficial (Cavalcanti, 1978). O Governo Brasileiro aprovou os
termos desta convenção em 1948.
Criada em 1948, como uma organização que englobava agências
governamentais e organizações não governamentais, a União Internacional
para Conservação da Natureza (IUCN), tem como objetivo a promoção de
ações em bases científicas, que possam garantir a perpetuidade dos
recursos naturais, dos quais todos os seres vivos dependem, não apenas
por seus valores culturais e científicos extrínsecos, mas também para o
bem-estar econômico e social da humanidade.
Desta forma, os movimentos conservacionistas, principalmente aqueles
ligados à criação de Parques Nacionais, cada vez mais difundiam-se pelo
mundo. Apesar de definições e conceitos estarem ainda se consolidando,
muitas das áreas criadas sob a consignação de Parque Nacional,
englobavam diferentes objetivos de manejo. Este fato causava dúvidas e
confusões sobre a forma de seleção e manejo destas áreas. Na tentativa de
aglutinar informações sobre os Parques Nacionais e, procurando uniformizar
os distintos conceitos utilizados, o Conselho Econômico e Social das
nações·es Unidas decidiu estabelecer em 1959, a lista dos Parques
Nacionais e Reservas Equivalentes. Tal lista era considerada como um
primeiro passo para o esclarecimento do significado de Parque Nacional e,
outras categorias de manejo instituídas para preservar recursos naturais.
Para essa lista, as definições usadas para Parque Nacional foram aquelas da
Convenção para Preservação da Fauna e Flora em seu Estado Natural e, da
Convenção para Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas dos
Países da América.
O termo Reservas Equivalentes foi definido como sendo outras áreas
significativas... as quais apesar de não serem especificamente designadas
como Parque Nacional...receberam igual proteção e correspondem
definição dada na convenção de !ondres (Packard, 1972).
A Comissão de Parques Nacionais e Áreas Protegidas (CNPPA) foi criada em
1960, dentro da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN),
para a promoção e monitoramento dos Parques Nacionais e outras áreas, as
quais são dedicadas proteção dos recursos naturais" bem como dar
orientação para o mane#o e manutenção de tais áreas (IUCN, 1978).
Em 1962, realizou-se em Seattle (USA), a primeira Conferência Mundial
sobre Parques Nacionais, quando entre outras recomendações·es, apelou-se
para que todos países participantes criassem parques marinhos e, quando
possível, estendessem as áreas existentes como Parques Nacionais, a fim
de incluir as áreas subaquáticas adjacentes.
Recomendou-se ainda que os governos dos países participantes dessem
atenção ao desenvolvimento de serviços de interpretação nos Parques,
como parte integral dos programas educativos de conservação; que
pesquisas nos parques deveriam ser cuidadosamente planejadas e
coordenadas, em base interdisciplinares; que o manejo e avaliação dos
resultados deveriam ser desenvolvidos por pessoas qualificadas; que
estruturas com barragens e reservatórios para hidrelétricas e outros
propósitos, são prejudiciais ao Parque e não deveriam ser permitidas; que
governos dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento deveriam incluir
em seus programas nacionais de desenvolvimentos, medidas específicas de
conservação, como a criação e a implantação de parques nacionais e
reservas equivalentes.
Dentre as recomendações apresentadas, destacou-se que, para cada
espécie animal ou vegetal ameaçados de extinção, uma área apropriada do
habitat natural deveria ser protegida, em forma de parque nacional, refúgio
de vida silvestre, área silvestre e de reserva equivalente, para manter uma
adequada população. Considerou-se que cada espécie ameaçada que não
encontrasse tal proteção, proclamava-se o fracasso do Governo envolvido
em reconhecer sua responsabilidade para com as futuras gerações·es e a
humanidade.
Seguindo essa orientação, através do novo Código Florestal, estabelecido
em 1965, o Brasil define seu novo conceito de Parque Nacional. Esta
unidade de conservação passa a ser considerada como sendo áreas criadas
com a finalidade de resguardar atributos excepcionais da natureza,
conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais,
com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos.
3. OS DIVERSOS TIPOS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
Além destas Unidades de conservação, existem outras categorias no Brasil,
muitas oficializadas através da legislação federal, através das Leis 6.938, de
31 de agosto de 1.981 e 6.902, de 27 de abril de 1.981, bem como, dos
Decretos 88.351, de 1º de junho de 1.983 e 89.336, de 31 de janeiro de
1.984 e, muitas outras criadas pelos estados brasileiros, através da criação
de sistemas de unidades propícios à suas peculiaridades, subdividindo-as
em Unidades de proteção Integral e Unidades de Manejo Sustentável,
conforme abaixo relacionadas:
3.1. Unidades de !"#e$%" In#e&!a': onde haverá proteção total dos
atributos naturais que tiverem justificado sua criação, objetivando-se a
preservação dos ecossistemas em estado natural.
3.2. Unidades de (ane)" S*s#en#+,e': onde haverá proteção parcial dos
atributos naturais, admitidas exploração de parte dos recursos disponíveis
em regime de manejo sustentado, sujeito às limitações·es legais.
3.1.1. Unidades de !"#e$%" In#e&!a' - subdividem-se em;
Parques Nacionais, Estaduais e Municipais: são áreas geográficas
extensas estabelecidas com a finalidade de resguardar atributos
excepcionais da natureza, conciliando a proteção integral da flora, da fauna
e das belezas naturais com a utilização para objetivos educacionais,
recreativos e científicos, sendo proibida qualquer forma de exploração dos
recursos naturais. Os Parques Nacionais dispostos, na Lei 4.771, de 15 de
setembro de 1.965, são considerados unidades de conservação na categoria
de sítios ecológicos de relevância cultural, pelas Resoluções·es do CONAMA
004 e 011 de 1.987 e, são regulados pelo Decreto 84.017, de 21 de
setembro de 1.979.
Áreas de Preservação Permanente ou Reservas Ecológicas: são as
florestas e demais formas de vegetação natural com a finalidade de
proteção integral, dispostas na Lei 4.771, de 15 de setembro de 1.965,
alterada pela Lei 7.803, de 18 de julho de 1.989, bem como o Decreto
89.336, de 31 de janeiro de 1.984 e resoluções·es CONAMA 004/85, 004/87
declarando estas áreas como sítios ecológicos de relevância cultural,
011/87, declarando-as como Unidades de Conservação, 011/88 e 013/90.
Estaçes Ecológicas: são áreas representativas de ecossistemas
brasileiros, destinados à realização de pesquisas básicas e aplicadas de
Ecologia, à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da
educação conservacionista, dispostas nas Lei 6.902/81 e 6.938/81, bem
como nos Decretos 88.351/83, 99.274/90 e 122/91 e, resoluções·es do
CONAMA 004/87, 011/87, 011/88 e 013/90.
Reservas !iológicas: são áreas criadas pelo Poder Público para proteção
integral da fauna e da flora, ressalvadas as atividades científicas e
educacionais, devidamente autorizadas pela autoridade competente,
dispostas na Lei 4.771/65 e Resoluções do CONAMA 004/87, 011/87,
011/88 e 013/90.
Áreas de Relevante "nteresse Ecológico: são as áreas que possuem
características naturais extraordinárias ou que abriguem exemplares raros
da biota regional, com áreas inferiores a 5000 (cinco mil) hectares, exigindo
cuidados especiais de proteção por parte do poder público, dispostas no
Decreto 89.336/84 e Resoluções do CONAMA 004/87, 011/87, 002/88,
011/88, 012/88 , 012/89 e 013/90.
Re#$gios de %ida &ilvestre: são constituídos de áreas em que a proteção
e o manejo são necessários para assegurar a existência ou reprodução de
determinadas espécies, residentes ou migratórias, comunidades da flora e
fauna de importância significativa.
Reservas ou Re#$gios Particulares de Animais Nativos: As Reservas
são áreas destinadas pelo proprietário em caráter perpétuo, pelo seu
aspecto paisagístico ou para a preservação do ciclo biológico de espécies da
fauna ou da flora nativas do Brasil, conforme dispõe o Decreto 98.914, de
31 de janeiro de 1.990 e Portaria 828, de 10 de junho de 1.990 e, os
refúgios são áreas de propriedades particulares, onde o exercício de
qualquer atividade de caça é proibida, conforme depõe·e a Portaria
327/77P, de 29 de agosto de 1.977 do IBDF (IBAMA).
'undos de %ale: são áreas protegidas com a finalidade de evitar a
degradação através do assoreamento e erosão do solo.
Estrada Parque: É um parque linear que compreende a totalidade ou parte
de rodovias e caminhos históricos, de alto valor panorâmico, cultural ou
recreativo. Os limites são estabelecidos de tal modo que incluam as terras
adjacentes a ambos os lados da rodovia, com o fim de atender a proteção
da integridade panorâmica, dos recursos conexos e das atividades de
recreação e educação.
(ona de %ida &ilvestre: são áreas onde a proteção é essencial, tanto para
a sobrevivência das espécies da fauna e flora da biota regional consideradas
vulneráveis, endêmicas ou ameaçadas de extinção, bem como para biótipos
raros de significado regional, nacional ou mundial, conforme dispõe a
Portaria Normativa 31, de 16 de julho de 1.991, do IBAMA.
Paisagens Notáveis, $eservas %col&gicas Particulares '$esolução ()N*+*
,,- e ,,./.01, 2lorestas Protetoras, 2lorestas $emanescentes e
+onumentos *rqueol&gicos e Pr34hist&ricos, conforme dispostos na !ei
5.670, de 7- de #ulho de 8.6-8.
3.1.2. As Unidades de (ane)" S*s#en#+,e' subdividem-se em:
(ona )ampão ou Encontro Protetivo: porção territorial adjacente a uma
unidade de proteção integral, submetida à restrições de uso, com o
propósito de protegê-la das alterações decorrentes da ação humana nas
áreas vizinhas.
Áreas de proteção Am*iental + APA: são porções de território nacional,
estadual ou municipal, de configuração e tamanho variável, com uso
regulamentado, submetidas as modalidades de manejo diversas, podendo
compreender ampla gama de paisagens naturais ou alteradas, com
características notáveis, que exijam proteção para assegurar o bem-estar
das populações·es humanas, conservar ou melhorar as condições ecológicas
locais, preservar paisagens e atributos naturais e/ou culturais relevantes,
respeitados os direitos de propriedade, dispostas pelas Leis 6.902/81 e
6.938/81, Decretos 88.351/83, 99.274/90 e 122/91 e resoluções·es do
CONAMA 004/87, 011/87, 010/88, 011/88 e 013/90.
'lorestas Nacionais, Estaduais e Municipais: são áreas com cobertura
florestal constituídas preferencialmente por espécies nativas, destinadas a
produção econômica sustentável de madeira e outros produtos florestais,
proteção de recursos hídricos, atividade cientifica e recreação em contato
com a natureza, conforme dispostas na Lei 4.771/65.
Reserva de Recursos: são áreas extensas não habitadas de difícil acesso
em estado natural, utilizadas para estudos que viabilizem o reconhecimento
e a tecnologia para uso racional dos recursos, com a finalidade de protegê-
los para uso futuro e impedir ou reter atividades de desenvolvimento, até
que sejam estabelecidos outros objetivos de manejo permanente.
Reservas E,trativistas: são espaços territoriais destinados à exploração
auto sustentável e conservação dos recursos naturais, por população
extrativista, dispostas na Lei 6.938/81 e 7.804/89.
&-tios Ecológicos: são aqueles especialmente protegidos, os
remanescentes primitivos ou as áreas de menor grau de antropização,
representativos dos ecossistemas típicos das diversas regiões fisiográficas
da União, dos estados ou municípios.
Rios ./nicos: são parques lineares que abarcam a totalidade ou parte de
um rio de leito com alto valor panorâmico, cultural ou recreativo, sendo,
nos limites estabelecidos, incluídos os leitos e todas as terras adjacentes,
essenciais para a integridade panorâmica do rio, com proibição de
construção de obras que alterem o curso das águas.
0ortos 'lorestais: são espaços de terreno onde se cultivam, estudam e
multiplicam espécimes florestais.
!osques: são espaços que concentram espécies arbóreas de médio porte.
Áreas Especiais de "nteresse )ur-stico: são as áreas que possuem bens
de valor histórico, artístico, arqueológico ou pré-histórico, as reservas e
estações ecológicas, as áreas destinadas à proteção de recursos naturais
renováveis; as manifestações culturais ou etnológicas e os locais onde
ocorram: as paisagens notáveis, as localidades e os acidentes naturais
adequados ao repouso e a prática de atividades recreativas, desportivas e
de lazer, as localidades que apresentam condições climáticas especiais e
outras áreas que venham a ser definidas pelo poder público na forma da lei.
Áreas %erdes: são espaços abertos, delimitados fisicamente e interados
com o meio ambiente, caracterizada pela predominância de cobertura
vegetal, que podem ser públicas ou privadas, de caráter essencial ou
especial, respectivamente.
Áreas %erdes do &etor Especial: são os terrenos cadastrados no setor
competente, que contenham áreas verdes com a finalidade de formação de
bosques destinados a conservação de águas existentes, da fauna e da flora
local, da estabilidade do solo, da proteção paisagística e da manutenção da
distribuição equilibrada dos maciços vegetais.
Reserva de 1so E,tensivo: esta unidade de conservação foi criada em
Mato Grosso definida como as áreas destinadas ao uso comum das
populações circunvizinhas, em que os recursos ambientais deverão ser
conservados.
Reservas 'lorestais: foram instituídas pelo Programa Piloto para proteção
das florestas tropicais no Brasil, com o objetivo de implementar um modelo
de desenvolvimento sustentável, através do Decreto 563/92.
Reservas 2egais: são as florestas de domínio privado sujeitas às
disposições legais dispostas nas Leis 4.771/65 e 7.803/89, reguladas pela
Portaria Normativa 302/84 do IBDF (IBAMA).
Áreas Especiais e de 2ocais de "nteresse )ur-stico: consideram-se de
interesse turístico as áreas especiais e os locais instituídos pela Lei 6.513,
de 20 de dezembro de 1.977, assim como os bens de valor cultural e
natural, protegidos por legislação específica.
A 9nion define alguns outros tipos de zonas antropológicas protegidas, que
visam manter modos de vida ameaçadas pela expansão da civilização
industrial e técnica. As paisagens cultivadas são setores onde se protege as
atividades agrícolas ou pastoris tradicionais. Outras reservas têm
finalidades históricas ou arqueológicas: protegem sítios paleontológicos ou
pré-históricos, ruínas antigas ou monumentos.
Em certos países existem os parques provinciais, ou seja, parques onde o
estatuto foi fixado por outra autoridade que não o governo central. Sua
fórmula é em geral próxima da dos parques e a UICN menciona-os em suas
listas oficiais.
Foram criados parques submarinos por vários países, para proteger a fauna
e a flora marinhas: peixes, conchas, recifes coralinos, etc. Existem tais
parques no Quênia (Blue Lagoon), em Sri Lanka (antigo Ceilão), Hikkaduwa,
nas ilhas Fidji (Tai Island), no Havaí (Hanauma Bay), etc. Certas zonas do
oceano constituem reservas para os grandes cetáceos (baleias, golfinhos).
-. A DURA REALIDADE DOS PARQUES NACIONAIS
ESTRAN.EIROS
Na França, os Parques Nacionais foram instituídos por uma lei de 22 de
julho de 1960 e, como em geral eles estão situados em terrenos
pertencentes às coletividades locais ou aos proprietários privados, o Estado
faz restrições ao Direito de Propriedade. O processo de criação de uma
Parque Nacional compreende duas fases:
1/0 Consultas à partir de um anteprojeto. Um estudo prévio é realizado sob
a responsabilidade dos Ministérios envolvidos e em ligação com os outros
Ministérios interessados.
No local, os estudos são conduzidos por um engenheiro agrônomo
destacado para as Prefeituras locais.
Baseado no anteprojeto elaborado pelo engenheiro, consulta-se Conselhos
Municipais, Conselhos Gerais, Câmaras de Comércio e de Indústria. Esses
organismos dão sua opinião sobre o princípio da criação do Parque. Em
seguida são consultados o Conselho Nacional de Proteção da Natureza e o
Comitê Interministerial dos Parques Nacionais, esses dois organismos se
pronunciam sobre o princípio e as modalidades da criação do Parque.
O anteprojeto às vezes é submetido, pelo Ministro de Meio Ambiente (ou da
Qualidade de Vida) ao Primeiro-Ministro, este decide favorável ou
desfavoravelmente sobre a deliberação do projeto apresentado.
2/0 Enquetes públicas sobre o projeto, eventualmente modificado, sobre o
território em questão. Todas as pessoas atingidas por esse projeto, mesmo
se não viveram na região podem dar sua opinião.
Torna-se então possível elaborar o texto definitivo em estreita colaboração
com os Ministérios interessados...que nunca são menos de dez! O projeto
de decreto em seguida é enviado, para exame, ao Conselho do Estado.
Finalmente, último ato, o decreto definitivo é assinado pelo Primeiro-
Ministro e pelos outros Ministros partícipes do processo e, o texto aparece
no Jornal Oficial.
A gestão de um Parque Nacional Francês é confiada a um estabelecimento
público nacional de caráter administrativo, colocado sob a tutela do Ministro
do Meio Ambiente e do Ministro da Fazenda para a questões financeiras.
O funcionamento desse estabelecimento é assegurado por um Conselho
Administrativo, onde participam as coletividades locais e os representantes
das administrações interessadas. são nomeados por decreto do Ministro.
Cada Parque dispõe de um pessoal especializado. A circulação dos
automóveis e a caça são proibidas. As construções e outros trabalhos
privados ou públicos são proibidos, salvo se correspondem à finalidade do
parque. Quanto ao turismo, deve ser disciplinado.
Vamos conhecer superficialmente alguns destes Parques e, seus problemas:
Parque Nacional de Ecrins 30antes Alpes, "s4re5
Emprega guardas-monitores cuja idade varia de 25 à 35 anos que devem
conhecer geologia, a flora e a fauna do parque, bem como serem capazes
de guiar os passeios dos visitantes. são cerca de 70, dos quais 50 são
permanentes na fiscalização efetiva.
Em 1977, a autorização dada aos caçadores para matar camurças que
estavam sobrando no Parque de Ecrins, provocou protestos.
Os Parques Nacionais Franceses suscitaram muitas críticas por parte dos
protetores da natureza. A caça persiste no Parque de Cèvennes.
Everglades National Par6
Este Parque Nacional, localizado no sul da Flórida dos Estados Unidos da
América, criado em 1947, com a idéia de proteger centenas de espécies de
animais e plantas, passou por um processo de desenvolvimento
desordenado, alterando o regime das águas, abalando todo o equilíbrio
natural do parque, acarretando um resultado desastroso, que para se ter
idéia, devemos recorrer ao passado, isto é, na década de 30 haviam
300.000 aves e hoje existem apenas cerca de 15.000. Atualmente a Flórida
está investindo milhões de dólares para recuperar a região. O Parque
Nacional de Everglades sofreu mudanças dramáticas e perdeu muitas das
suas características, principalmente porque os limites do parque, na época
de sua criação, não foram estabelecidos de maneira correta. Outra questão
que contribuiu para a degradação dos Everglades foi a drenagem de grande
parte da região para a agricultura, com a construção de mais de 2.000 Km
de diques, canais e barragens, alterando a distribuição normal das águas,
reduzindo o rio Kissimmee pela metade. O rio Kissimmee é o responsável
mela maior parte de água que abastece o parque, portanto, mais de 60%
dos alagadiços desapareceram.
Parque Nacional dos Pirineus 7cidentais
A criação, em 1967, tinha representado uma grande esperança para todos
os que lutam para salvaguardar a fauna pirinéia. Mas logo veio o
desencanto. A implantação do parque não tinha sido imaginada com o fito
de proteger a fauna. Os ursos e os abutres ficaram fora dos limites do
parque, que abriga sobretudo o isar, espécie de camurça pirinéia. Parece
evidente que os limites do parque foram impostos mais por condições
econômicas e políticas do que por reais imperativos ecológicos. Alguns
chegaram mesmo a chamá-lo de Parque Nacional para a Proteção das
2uturas :mobiliárias. O ;ignal d< )ssau, Associação Francesa de defesa
ambiental não tem poupado o Parque Nacional dos Pirineus os parques
nacionais em geral, publicando matérias para jornais, tais como:=orna4se
evidente que, se os parques nacionais protegem alguns farrapos de campo
ou de nature>a contra a construção turística particular, eles são, de modo
mais abrangente, poderosos agentes de desenvolvimento turístico de uma
>ona perif3rica muito mais vasta, onde os construtores particulares são
enormemente encora#ados.
Parques Nacionais A#ricanos
Na África, quando um deles é criado, os habitantes do local às vezes são
expulsos, o que evidentemente é pelo menos discutível.
Assim, quando da criação do parque de Kidepo, na Uganda, o povo caçador
dos IKS, foi relegado às montanhas vizinhas, mas não foram capazes de se
transformar em agricultores.
Quanto à preservação da fauna africana, não há dúvida de que existe
persistência para tal mas, muitas vezes os Parques Nacionais servem
apenas para aumentar o desequilíbrio ecológico devido a ação humana.
Enquanto que certos animais rareiam fora dos parques, eles se multiplicam
de maneira inquietante no interior desses limites. O caso dos elefantes
africanos, nessa ótica, é significativo. Pela grande demanda de elefantes
nos parques, os guardas profissionais africanos praticam operações de
dizimação, abatendo até dois mil elefantes num só parque.
1. U(A R2PIDA VIA.E( PELOS PARQUES
&189A
O célebre Parque Nacional de Engadine, no cantão dos Grisões, abriga
cervos, cabritos-monteses, marmotas.
!:2;".A
O parque Nacional de Sesse e Lhomme protege a fauna das Ardenas.
A2EMAN0A
Possui reservas na Baviera e principalmente no vale do Reno e, os grous
cinzentos pousam na reserva do Londo Müritz.
&1:."A
Parque de Sarek, no norte da Suécia, onde vivem ursos, lobos, linces.
P72<N"A
A floresta de Bialowieza abriga os últimos bis·es da Europa verdadeiramente
selvagens.
")Á2"A
Parque Nacional do Grande Paraíso.
E&PAN0A
O lugar mais famoso é a reserva do Coto Donana em Andaluzia, com duas
raridades: a águia-imperial e o lince-pardela. A Andaluzia abriga uma fauna
de alfinetes africanas, como o Mangusto, o camaleão, o anfisbena (lagarto
sem patas), etc.
;R=+!RE)AN0A
Milhares de gansos e de cisnes invernam no estuário do Severn, ao norte da
Cornualha.
"R2AN>A
Preserva a foca-cinzenta em Lambay Island, perto de Dublin.
AN)";A 1N"=7 &7%":)".A
Do Báltico ao Pacífico possui evidentemente uma natureza e uma fauna
muito diversificadas: parques e reservas protegem o castor na Bielo-Rússia,
o flamingo à beira do mar Cáspio, o Onagra na Ásia Central, a Zibelinha na
Sibéia, o ursos-branco no Ártico.
7R"EN)E M:>"7 E E?)REM7 7R"EN)E
As reservas ainda são muito raras.
8N>"A
Criou alguns santuários importantes: os últimos lê·es da Ásia sobreviveram
na floresta de GIR, o rinoceronte unicórnio da µíndia em Kaziranga e em
Assame e, o tigre em diversos parques.
&R" 2AN@A 3.eilão5
É um dos países mais ricos em setores protegidos, que ocupam 5% de seu
território. O Ceilão é um dos melhores lugares para observar a pantera.
NEPA2
O tigre e o rinoceronte da µíndia são beneficiados pelas reservas.
!AN;2A>E&0
Criou um parque nacional nos jungles de paletuviários de Sunderbans,
habitada por uma população de tigres anfíbios.
!"RMAN"A E MA2Á&"A
As reservas protegem elefantes, tigres, panteras e tapires.
"N>7N:&"A
A mais conhecida é a de Udjung Kulon, na ponta oeste de Java: é aí que
vivem os últimos rinocerontes unicórnios da Sonde.
.0"NA
Existem parques nacionais situados nas partes montanhosas do País
BAP=7
Proteger a natureza no Japão é uma tarefa difícil, em razão da densidade
populacional. No entanto esse País criou inúmeros parques nacionais, como
por exemplo o de Shkotsu-Toya, na Ilha de Hokkaido, verdadeiro museu
vulcânico que abriga, entre outros animais os ursos.
A1&)RÁ2"A
Possui mais espaço para criar parques e reservas. O Parque Nacional de
Lamington é povoado por pássaros-lira e marsuíais.
N7%A (E2AN>"A
Parques e reservas preservam as espécies mais ameaçadas, principalmente
notornis ou takahé, espécie de grande galinha-d'-água que já se pensou
que estivesse extinta.
A2A&@A
O Parque Nacional do Monte Mckinley abriga lobos, ursos, alces e caribus. A
reserva da ilha Kodiak abriga os ursos do mesmo nomes, os maiores da
Terra. Trata-se na realidade de uma variedade do urso-castanho.
.ANA>Á
Possui riquíssimas reservas e parques nacionais por vezes bastante
extensos. O do Príncipe Albert abriga cervos, alces e vários pássaros d'
água.
E&)A>7& 1N">7&
O Parque Nacional de Yellowstone abriga wapitis, alces, bis·es, antílopes-
cabra, ursos-negros, grizzlis, etc. são enúmeros os Parques Nacionais
Americanos (Kings Canion, Grand Canion, Crater Lake, Yosemite, etc). O
Parque de Everglades, no sul da Flórida é muito interessante pois, engloba
um ambiente tipo tropical muito parecido com o Pantanal Mato-Grossense.
O Everglades National Park foi criado em 1947 e sua turma compreende de
lamantins, pumas, aligatores, garças-coroadas, etc..
AM:R".A .EN)RA2
A reserva de Barro-colorado, formada por uma pequena ilha no meio do
Canal do Panamá, abriga uma única fauna de mamíferos, principalmente:
tamanduá, tatus, pecaris, gatos-do-mato e macacos-gritadores.
.1!A
Existem algumas reservas importantes para proteção, entre outros, dos
flamingos e dos crocodilos.
EC1A>7R
As Ilhas Galápagos consistem um santuário para a fauna insular muito
especial.
&1R"NAME
Uma reserva na embocadura do Coppename protege uma Colônia de
esplêndido íbis-vermelhos.
PER1
O Parque Nacional de Pacaya, na Amazônia, preserva eficazmente a fauna
silvestre e aquática: anaconda, lamantim, golfinho de água doce, etc.
AR;EN)"NA
O Parque Nacional El Rey, perto da fronteira boliviana, abriga tamanduás,
tapires e jaguares, enquanto que condores e guanaços vivem no Parque
Nacional Francisco P. Moreno.
PARC1E& NA."7NA"& A'R".AN7&
MARR7.7&
Vários parques nacionais e reservas existem no Atlas perto do litoral
atlântico.
AR;:2"A
O Parque Nacional de Afkadu, a leste de Argel, é povoado de chacais e de
macacos, a pantera talvez ainda exista neste Parque.
&1>=7
O vasto Southern National Park, na margem ocidental do Nilo, abriga lê·es,
elefantes, búfalos, girafas, etc.
C1DN"A
Os Parques são especialmente protegidos. No de Tsavo, no sul do País,
pode-se observar lê·es, rinocerontes, hipopótamos e elefantes. Perto do
Monte Quênia, o Parque de Aberdare abriga o hilóchero, o maior de todos
os javalis. Várias reservas preservam espécies raras, como a zebra de
Grévy, de listas finas. A reserva do Lago Nakuru abriga, a maior colônia de
flamingos do mundo: seus ninhos se contam por centenas de milhares.
1;AN>A
O Parque mais famoso é o das Quedas da Murchison: além dos hipopótamos
e dos crocodilos, encontra-se aí o rinoceronte-branco e o baleniceps. Outros
parques ou reservas protegem o gorila das montanhas e o chipanzé, além
da fauna da região.
)AN(AN"A
Possui um dos mais prestigiosos parques africanos: o de Serengeti. Este
engloba a cratera de Ngorongora, habitada por elefantes, rinocerontes,
girafas, búfalos, etc. Panteras e leopardos vivem também neste parque.
M79AM!"C1E
O Parque de Gorongoza abriga elefantes, hipopótamos, lê·es, crocodilos e
muitas zebras e búfalos.
Á'R".A >7 &12
O Parque Nacional Kruger fica na região nordeste da África do Sul divisa
com Moçambique, em uma área de 20.500 quilômetros quadrados,
praticamente o mesmo tamanho do Estado de Sergipe no Brasil. Dentro do
Parque Kruger há 19 acampamentos, com lanchonetes, restaurantes e
alojamentos para turistas e, o mais importante destes acampamentos
chama-se Skukuza e é aonde fica a administração e, se destaca pela
diversidade de animais nativos, tais como: lê·es, elefantes, leopardos,
panteras, avestruzes, macacos, antílopes, javalis e outros.
Aproximadamente 700.000 pessoas por ano visitam o Parque Kruger.
AN;72A
A reserva de Launda preserva o lupófrago-negro, um belo e grande antílope
de chifres harmoniosamente recurvados.
(A"RE
No sul do País, o Upenba abriga ambientes variados, principalmente lagos
cheios de papiros: encontra-se no parque elefantes, antílopes, búfalos,
pássaros-d'-água, etc. No de Nikeno, as florestas de bambus são o reino do
gorila das montanhas e as panteras também vivem aí.
&1>=7
O Parque Nacional da Garamba possui rinocerontes-brancos, que
infelizmente foram dizimados por caçadores clandestinos.
REPE!2".A >7& .AMARFE&
O Parque Nacional mais famoso é o de Waza, no norte do País. Seguindo os
47 quilômetros da pista que atravessa as planícies do parque, é possível
encontrar numa manhã até 12.000 antílopes.
;1"N:
Nos confins da Sibéria e da Costa do Marfim encontra-se o chipanzé e
diversos animais curiosos: um sapo vivíparo, o micropotamogale, etc.
3. OS PARQUES NACIONAIS 4RASILEIROS
Desde a época do descobrimento do Brasil que o processo de exploração
dos recursos naturais vêm sendo deflagrada e, estimulada através de
incentivos governamentais, visando o uso desenfreado destes recursos em
nome de um desenvolvimento sem retorno, contribuindo assim para uma
discussão e uma reavaliação de todo este processo, tendo em vista o uso
auto-sustentado destes recursos. Com isso, o Sistema Nacional de Unidades
de conservação foi implantado com o intuito de proteger áreas que tivessem
importância científica, educacional e de lazer.
No Brasil, surgiu a primeira iniciativa legal em se criar unidade de
conservação em 1937, através do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro,
que constitui o patrimônio histórico e artístico nacional, equiparando-o aos
monumentos naturais, bem como os sítios e paisagens que importe
conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pela
natureza ou agenciados pela indústria humana. E neste mesmo ano,
aproveitando a abertura deste processo, criou-se o Parque Nacional de
Itatiaia, no Estado do Rio de Janeiro, com a finalidade de resguardar
amostras de ecossistemas naturais.
Apesar de se ter iniciado a criação do primeiro parque nacional, a expansão
do Sistema Nacional de Unidades de Conservação era lenta, mesmo se
condensando maiores informações·es sobre o mesmo. Para se ter idéia
desta morosidade, voltemos ao passado para verificar quanto tempo se
gastou para se criar novos parques nacionais após a criação dos Parques
Nacionais de Itatiaia em 1937, Iguaçu e Serra dos Órgãos em 1939 e,
descobrimos que nove anos se passaram sem que houvesse pelo menos o
indício da perpetuação de alguma unidade de conservação pois, somente no
ano de 1948, foi criado o Parque Nacional de Paulo Afonso e, após longos
onze anos o fato se repete, fazendo nos crer que neste período o Brasil
passava por uma crise institucional e não havia prioridade para as questões
ambientais, portanto, em 1959 é que o Brasil retomou a criação dos
parques através dos de Ubirajara (CE), Aparados da Serra (SC/RS) e
Araguaia (TO).
Em 1961, foram criados oito Parques Nacionais: Chapada dos Veadeiros
(GO), Emas (GO), Caparão (ES/MG), Sete Cidades (PI), Tijuca (RJ), são
Joaquim (SC), Brasília (DF) e Monte Pascoal (BA). Nesta década surgiu o
projeto governamental dos Grandes Lagos Amazônicos. Na década
posterior, a preocupação era marcada pela ocupação de extensas áreas de
terra na Amazônia, até então desconhecidas pelo homem branco.
De 1971 a 1974 foram criados quatro Parques Nacionais: Serra da Bocaina
(SP/RJ), Serra da Canastra (MG), Pantanal Mato-grossense (MT) e, o
primeiro da região amazônica, denominado de Amazônia.
A criação do primeiro Parque Nacional da Amazônia seria resultado concreto
de reflexos econômicos, políticos e sociais interagindo sobre as unidades de
conservação de forma diferenciada, fomentando o desenvolvimento
econômico da região, uma vez que a Amazônia passou a ser o centro das
atenções nacionais e mundiais. Este Parque foi criado com uma área de
1.000.000 hectares, no Município de Itaituba.
A partir de 1979, foram criados 17 Parques Nacionais, sendo que, deste
total, 7 estão localizados na região Amazônica, perfazendo um total
aproximado de 7.880.000 hectares, até 1992.
O Brasil possui 35 Parques Nacionais, totalizando aproximadamente
9.705.543 hectares.
56. RELAÇÃO DOS PARQUES NACIONAIS 4RASILEIROS
7 PARQUE NACIONAL 7 U8 7 DECRETO9DATA DE :!ia$%" 7 2REA;HA0
7
| 01. ITATIAIA | RJ/MG | 1713, 14/06/37 | 30.000 |
| 02. IGUAÇU | PR | 1035, 10/01/39 | 170.000 |
| 03. SERRA DOS ÓRGÃOS| RJ | 1822, 30/11/39 | 11.000 |
| 04. UBIRAJARA | CE | 45954, 30/04/59 | 563 |
| 05. APARADOS DA SERRA | SC/RS | 47446, 07/12/59 | 10.250 |
| 06. ARAGUAIA : TO | 47570, 31/12/59 | 562.312 |
| 07. CHAPADA DOS VEADEIROS | GO | 49875, 11/01/61 | 60.000 |
| 08. EMAS | GO | 49874, 11/01/61 | 131.868 |
| 09. CAPARÃO | ES/MG | 50646, 24/05/61 | 26.000 |
| 10. SETE CIDADES | PI | 51774, 08/06/61 | 6.221 |
| 11. TIJUCA | RJ | 60923, 06/07/61 | 3.200 |
| 12. SÃO JOAQUIM | SC | 50922, 06/07/61 | 49.300 |
| 13. BRASÍLIA | DF | 241, 29/11/61 | 28.000 |
| 14. MONTE PASCOAL | BA | 242, 29/11/61 | 22.500 |
| 15. SERRA DA BOCAIANA | SP/RJ | 68172, 04/02/71 | 100.000 |
| 16. PANTANAL MATOGROSSENSE | MT | 68691, 28/05/71 | 135.000 |
| 17. SERRA DA CANASTRA | MG | 70355, 03/04/72 | 71.525 |
| 18. AMAZÔNIA | PA/AM | 73683, 19/02/74 | 994.000 |
| 19. PICO DA NEBLINA | AM | 83550, 05/06/79 | 2.200.000 |
| 20. SERRA DA CAPIVARA | PI | 83548, 05/06/79 | 97.933 |
| 21. PACAAS NOVOS | RO | 84019, 21/09/79 | 765.801 |
| 22. CABO ORANGE | AP | 84913, 17/07/80 | 619.000 |
| 23. JAÓ | AM | 85200, 24/09/80 | 2.272.000 |
| 24. LENÇÓIS MARANHENSES | MA | 86060, 02/06/81 | 155.000 |
| 25. MARINHO DOS ABROLHOS | BA | 88218, 06/04/83 | 91.300 |
| 26. SERRA DO CIPÓ | MG | 90223, 25/09/84 | 33.800 |
| 27. CHAPADA DIAMANTINA | BA | 91665, 17/09/85 | 152.000 |
| 28. LAGOA DO PEIXE | RS | 93546, 06/11/86 | 34.400 |
| 29. MARINHO DE F. NORONHA | PE | 96693, 14/09/89 | 11.270 |
| 30. GRANDE SERTÃO VEREDAS | MG/BA | 97658, 12/04/89 | 84.000 |
| 31. CHAPADA DOS GUIMARÃES | MT | 97656, 14/04/89 | 33.000 |
| 32. SUPERAGUI | PR | 97688, 25/04/89 | 21.000 |
| 33. SERRA DO DIVISOR | AC | 97839, 16/06/89 | 105.000 |
| 34. MONTE RORAIMA | RR | 97886, 26/06/89 | 116.000 |
| 35. SERRA GERAL | RS/SC | 531, 20/05/92 | 2.300 |
TOTAL 9.705.543
5<. RELAÇÃO DE 8LORESTAS NACIONAIS
8LORESTAS NACIONAIS 7 U8 7 DECRETO9DATA DE :!ia$%" 7
2REA;HA0 7
7 ORDE( DECRESCENTE DE IDADE 7
| 01. ARARIPE | CE | L926, 02/05/46 | 38.262 |
| 02. CAXIUANA | MG | DL239, 28/11/61 | 200.000 |
| 03. ACUNGUI | PR | P559, 25/10/68 | 493 |
| 04. IRATI | PR | P559, 25/10/68 | 3.495 |
| 05.SÃO FRANCISCO DE PAULA | RS | P561, 25/10/68 | 1.169 |
| 06. PASSO FUNDO : RS | P561, 25/10/68 | 1.328 |
| 07. CANELA | RS | P561, 25/10/68 | 557 |
| 08. TRÊS BARRAS | SC | P560, 25/10/68 | 4.458 |
| 09. CHAPECÓ | SC | P560, 25/10/68 | 1.686 |
| 10. CAÇADOR | SC | P560, 25/10/68 | 850 |
| 11. CAPÃO BONITO | SP | P558, 25/10/68 | 4.347 |
| 12. TAPAJÓS | PA | 73684, 19/02/74 | 600.000 |
| 13. JAMARI | RO | 90224, 05/09/84 | 225.000 |
| 14. MARIO XAVIER | RJ | 93369, 08/10/86 | 493 |
| 15. PASSA QUATRO | MG | P568, 25/10/86 | 335 |
| 16. IBIRAMA | SC | 958, 11/03/88 | 57.058 |
| 17. BOM FRUTO | RO | 96/88, 21/06/88 | 200.000 |
| 18. PURUS | AM | 96/90, 21/06/88 | 266.000 |
| 19. MARAUÁ | AC | 96/89, 21/06/88 | 173.475 |
| 20. TEFÉ | AM | 97269, 10/04/89 | 1.020.000 |
| 21. AMAPÁ | AP | 96630, 10/04/89 | 412.000 |
| 22. TAPIRAPE-AQUIRI | PA | 97220, 05/05/89 | 190.000 |
| 23. MAPIÁ-INAUINI | AM | 98051, 14/08/89 | 311.000 |
| 24. PARI-CACHOEIRA I | AM | 98440, 23/11/89 | 18.000 |
| 25. PARI-CACHOEIRA II | AM | 98440, 23/11/89 | 654.000 |
| 26. SARACÁ-TAQUERA | PA | 98704, 27/12/89 | 429.600 |
| 27. RIO PRETO | ES | 98845, 17/01/90 | 2.830,6|
| 28. IPANEMA | SP | 530, 20/05/92 | 5.179,9|
TOTAL 4.891.586, 50
5=. RELAÇÃO DE RESERVAS 4IOLÓ.ICAS
7RESERVAS 4IOLÓ.ICAS 7 U8 7 DECRETO9DATA DE CRIAÇÃO 7
2REA;HA0 7
| ORDEM DECRESCENTE DE IDADE |
| 01. POÇO DAS ANTAS | RJ | 73791, 11/03/74 | 5.000 |
| 02. ATOL DAS ROCAS | RN/MA | 83549, 05/06/79 | 39.249 |
| 03. JARU | RO | 83716, 11/07/79 | 168.150 |
| 04. RIO TROMBETAS | PA | 84008, 21/09/79 | 385.000 |
| 05. LAGO PIRATUBA | AP | 84014, 16/07/80 | 395.000 |
| 06. UNA : BA | 85463, 10/12/80 | 11.400 |
| 07. ABUFARI | AM | 87585, 20/09/82 | 288.000 |
| 08. CÓRREGO DO VEADO | ES | 87590, 20/09/82 | 2.392 |
| 09. GUAPORÉ | RO | 87587, 20/09/82 | 600.000 |
| 10. AUGUSTO RUSCHI | ES | 87689, 20/09/82 | 4.000 |
| 11. SERRA NEGRA | PE | 87591, 20/09/82 | 1.100 |
| 12. SOORETAMA | ES | 87588, 20/09/82 | 24.000 |
| 13. SALTINHO | PE | 88774, 20/09/82 | 548 |
| 14. COMBOIOS | ES | 90222, 25/09/82 | 833 |
| 15. GURUPI | AM | 95614, 12/01/88 | 341.650 |
| 16. SANTA ISABEL | SE | 96999, 20/10/88 | 2.766 |
| 17. CÓRREGO GRANDE | ES | 97657, 12/04/89 | 1.504 |
| 18. TAPIRAPE | PA | 97719, 05/05/89 | 103.000 |
| 19. TINGUÁ | RJ | 97780, 23/05/89 | 26.000 |
| 20. PEDRA TALHADA | AL/PE | 98524, 13/12/89 | 4.469 |
| 21. GUARIBAS | PB | 98889, 25/01/90 | 4.321 |
| 22. MARINHA DO ARVOREDO | SC | 99132, 12/03/90 | 17.600 |
| 23. UATUMÃ | AM | 99277, 06/06/90 | 560.000 |
TOTAL 3.085.982 |
15. RELAÇÃO DE ESTAÇ>ES ECOLÓ.ICAS
POR ORDE( DECRESCENTE DE IDADE
7 ESTAÇ>ES ECOLÓ.ICAS 7 U8 7 DECRETO9DATA DE :!ia$%" 7
2REA;HA0 7
7 O4S: DECRETADAS 7
| 01. RIO ACRE | AC | 86061, 02/06/81 | 77.000 |
| 02. ANAVILHANAS | AM | 86061, 02/06/81 | 335.000 |
| 03. MARACA-JIPIOCA | AP | 86061, 02/06/81 | 72.000 |
| 04. IQUE | MT | 86061, 02/06/81 | 200.000 |
| 05. ITAIAMA | MT | 86061, 02/06/81 | 14.325 |
| 06. URUCUI-UNA : PI | 86061, 02/06/81 | 135.000 |
| 07. MARACA | RR | 86061, 02/06/81 | 101.312 |
| 08. ARACURI-ESMERALDA | RS | 86061, 02/06/81 | 272 |
| 09. JARÍ | PA | 87092, 12/04/82 | 237.126 |
| 10. SERRA DAS ARARAS | MT | 87222, 31/05/82 | 28.700 |
| 11. GUARAQUEÇABA | PR | 87222, 31/05/82 | 13.638 |
| 12. SERIDÓ | RN | 87222, 31/05/82 | 1.116 |
| 13. CARACARAI | RR | 87222, 31/05/82 | 394.560 |
| 14. JUAMI-JAPURA | AM | 91307, 03/06/84 | 745.850 |
| 15. NIQUIA | RR | 91307, 03/06/84 | 286.600 |
| 16. TAIM | RS | 92963, 21/07/86 | 33.995 |
| 17. TUPINIQUINS | SP | 92964, 22/11/86 | 41 |
| 18. PIRAPITINGA | MG | 94656, 20/07/87 | 1.090 |
| 19. CARIJÓS | SC | 94656, 20/07/87 | 11.295 |
| 20. TUPINAMBÁS | SP | 94656, 20/07/87 | 4.628 |
| 21. TAMOIOS | RJ | 98864, 23/01/90 | 4.070 |
TOTAL 2.694.455 |
7 ESTAÇ>ES ECOLÓ.ICAS 7 U8 7 DECRETO9DATA DE CRIAÇÃO 7
2REA;HA0 7
7 O4S: NÃO DECRETADAS 7
| 01. FOZ são FRANCISCO/PEBA | AL | | 5.322 |
| 02. AIUABA | CE | | 11.525 |
| 03. COCO-JAVAES | GO | | 37.000 |
| 04. MAMANGUAPE | PB | | 2.670 |
| 05. CUNIA | RO | | 104.000 |
| 06. MAMIRAUA : AM | | 217.500 |
| 07. BABITONGA | SC | | 7.833 |
| 08. ITABAIANA | SE | | 1.100 |
| 09. JUREIA | SP | | 24.605 |
| 10. ARARIBOIA | RJ | | 44 |
TOTAL 411.669 |
11. RELAÇÃO DE RESERVAS ECOLÓ.ICAS
7 RESERVAS ECOLÓ.ICAS 7 U8 7 DECRETO9DATA DE CRIAÇÃO 7
2REA;HA0 7
7 ORDE( DECRESCENTE DE IDADE 7
| 01. SAUIM-CASTANHEIRAS | AM | 87455, 12/08/82 | 109 |
| 02. ILHA DOS LOBOS | RS | 88463, 04/07/83 | 2 |
| 03. JUTAI-SOLIMÕES | AM | 88451, 21/07/83 | 284.285 |
| 04. JUAMI-JAPURA | AM | 88542, 21/07/83 | 745.830 |
| 05. RASO DA CATARINA | BA | 86061, 03/01/83 | 99.772 |
| 06. ALCOBAÇA : RJ | 97717, 05/05/89 | 200 |
TOTAL 1.130.198 |
12. RELAÇÃO DE 2REAS DE PROTEÇÃO A(4IENTAL
7 2REA DE PROTEÇÃO 7 U8 7 DECRETO9DATA DE CRIAÇÃO 7
2REA;HA0 7
7 ORDE( DECRESCENTE DE IDADE 7
| 01. PETRÓPOLIS | RJ | 87561, 13/09/82 | 44.000 |
| 02. PIACABUCO | AL | 88421, 21/06/83 | 8.600 |
| 03. BACIA são BARTOLOMEU | DF | 88940, 07/11/83 | 84.100 |
| 04. BACIA DO DESCOBERTO | DF/GO | 88940, 07/11/83 | 32.100 |
| 05. CAIRUCU | RJ | 89242, 27/12/83 | 33.800 |
| 06. GUAPI-MIRIM : RJ | 90225, 25/09/84 | 14.340 |
| 07. JERICOAQUARA | CE | 90379, 20/10/84 | 6.800 |
| 08. CANANEIA/IGUAPE-PERUIBE| SP | 90347, 23/10/84 | 202.832 |
| 09. SERRA DA MANTIQUEIRA |MG/SP/RJ 91304, 03/06/85 | 402.517 |
| 10. GUARAQUEÇABA | PR | 91883, 31/10/85 | 291.500 |
| 11. FERNANDO DE NORONHA | PE | 92755, 05/06/86 | 1.692 |
| 12. IGARAPE GELADO | PA | 97718, 05/05/89 | 21.600 |
| 13. CAVERNAS DO PIRUAÇU | MG | 98182, 26/09/89 | 150.000 |
| 14. CARSTE DE LAGOA SATRA | MG | 98881, 25/01/90 | 35.600 |
| 15. MORRO DA PEDREIRA | MG | 91307, 26/01/90 | 66.200 |
| 16. SERRA DA TABATINGA | MA/TO | 99278, 06/06/90 | 61.000 |
| 17. ANHATOMIRIM | SC | 528, 20/05/92 | 3.000 |
| 18. IBIRAPUIT_ | RS | 529, 20/05/92 | 318.000 |
| 19. BARRA DO RIO MAMANGUAPE| SC | 924, 10/09/93 | 14.640 |
TOTAL 1.792.321 |
13. RELAÇÃO DE CRIAÇÃO DE RESERVAS 8LORESTAIS
7 RESERVAS 8LORESTAIS 7 U8 7 DECRETO9DATA DE CRIAÇÃO 7
2REA;HA0 7
7 ORDE( DECRESCENTE DE IDADE 7
| 01. JARU | RO | 51024, 25/07/61 | 10.850 |
| 02. PEDRAS NEGRAS | RO | 51025, 25/07/61 | 17.610 |
| 03. GURUPI | MA | 51026, 25/07/61 | 16.740 |
| 04. JURUENA | MT | 51027, 25.07/61 | 18.080 |
| 05. RIO NEGRO | AM | 51028, 25/07/61 | 37.900 |
| 06. GOIOTIRE : PA | 51029, 25/07/61 | 18.430 |
| 07. MUNDURUCÓNIA | PA | 51030, 25/07/61 | 13.770 |
| 08. PARINA | AC | 51042, 25/07/61 | 17.560 |
| 09. TUMUCUMAQUE | PA | 51043, 25/07/61 | 17.930 |
TOTAL 168.870 |
1-. 8LORESTAS PROTETORAS
7 8LORESTAS PROTETORAS 7 U8 7 (UNIC?PIO@PIO 7 DECRETO
CRIAÇÃO 7
| 01. MATA DO SERTÃO | SP | MATA DO SERTÃO | 32449, 19/05/53 |
| 02. BACIA HID. RIO ITATINGA| SP | SANTOS | 33491, 05/08/53 |
| 03. FAZENDA GARRAFÃO | RJ | MAJÉ | 34781, 14/12/53 |
| 04.ÁREA CUBATÃO/S.B.CAMPO | SP |CUBATÃO/SÃO B.CAMPO | 43273,
24/02/58 |
| 05. FLORESTAS NATIVAS | SP | ILHA BELA | 44890, 22/11/58 |
| 06. SERRA GERAL E DO MAR : RS/SC/PR/SP/RJ/ES| | 50813, 20/06/61 |
| 07. SERRA DOS PARECIS | MT/RO | | 51167, 09/08/61 |
| 08. CHÁCARA SANTA ROSÁLIA | MG | POÇOS DE CALDAS | 486, 05/01/62
|
| 09. SERRA DO BRIGADEIRO | MG | | 1493, 09/11/62 |
| 10. CABECEIRAS DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DOS RIOS TOCANTINS,
SÃO FRANCISCO |
| E PARANÁ | 52635, 08/10/63 |
| 11. MARIANA CASCARDO | RJ | | 6265, 07/06/44 |
| 12. ÁREA EM VOLTA PARQUE NACIONAL DE ITATIAIA | 22487, 16/12/46 |
| 13. FLORESTAS NATIVAS | SP | CAMPOS DE JORDÃO | 27314, 17/10/49 |
| 14. SERRA NEGRA | PE | FLORESTA | 91307, 07/06/50 |
| 15. MACISO URUCUM | MS | | 28444, 28/06/50 |
| 16. MORRARIA ALBUQUERQUE | MS | CORUMBÁ | 28445, 28/06/50 |
| 17. ARARAS 2.000 HA. NASCENTES DO RIO ARARAUS, AFLUENTES DO
RIO PIRANHA |
| | RJ | PETRÓPOLIS | 28879, 20/11/50 |
| 18. ENGENHO CANAVIEIRAS | PE | GLÓRIA DE GOIATÁ | 29503, 30/04/51
|
| 19. PEDRA BRANCA | RJ | TEODORO OLIVEIRA | 29544, 09/05/51 |
| 20. APARADOS DA SERRA | SC | ITAJAÍ MIRIM | 30444, 25/01/52 |
| 01. MATA DO SERTÃO | SP | MATA DO sertão | 32449, 19/05/53 |
| 02. BACIA HID. RIO ITATINGA| SP | SANTOS | 33491, 05/08/53 |
| 03. FAZENDA GARRAFÃO | RJ | MAJÉ | 34781, 14/12/53 |
| 04. ÁREA CUBATÃO/S.B.CAMPO | SP /CUBATÃO/SÃO B.CAMPO | 43273,
24/02/58 |
| 05. FLORESTAS NATIVAS | SP | ILHA BELA | 44890, 22/11/58 |
| 06. SERRA GERAL E DO MAR : RS/SC/PR/SP/RJ/ES| | 50813, 20/06/61 |
| 07. SERRA DOS PARECIS | MT/RO | | 51167, 09/08/61 |
| 08. CHÁCARA SANTA ROSÁLIA | MG | POÇOS DE CALDAS | 486, 05/01/62
|
| 09. SERRA DO BRIGADEIRO | MG | | 1493, 09/11/62 |
| 10. CABECEIRAS DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DOS RIOS TOCANTINS,
são FRANCISCO |
| E PARANÁ | | 52635, 08/10/63 |
| 11. MARIANA CASCARDO | RJ | | 6265, 07/06/44 |
| 12. ÁREA EM VOLTA PARQUE NACIONAL DE ITATIAIA | 22487, 16/12/46 |
| 13. FLORESTAS NATIVAS | SP | CAMPOS DE JORDÃO | 27314, 17/10/49 |
| 14. SERRA NEGRA | PE | FLORESTA | 91307, 07/06/50 |
| 15. MACISO URUCUM | MS | | 28444, 28/06/50 |
| 16. MORRARIA ALBUQUERQUE | MS | CORUMBÁÁ | 28445, 28/06/50 |
| 17. ARARAS 2.000 HA. NASCENTES DO RIO ARARAUS, AFLUENTES DO
RIO PIRANHA |
| RJ | PETRÓPOLIS | 28879, 20/11/50 |
| 18. ENGENHO CANAVIEIRAS | PE | GLORIA DE GOIATÁ | 29503, 30/04/51
|
| 19. PEDRA BRANCA | RJ | TEODORO OLIVEIRA | 29544, 09/05/51 |
| 20. APARADOS DA SERRA | SC | ITAJAÍ MIRIM | 30444, 25/01/52 |
11. LE.ISLAÇÃO E INSTITUCIONALIAAÇÃO
Em 1921 foi criado no Brasil o Serviço Florestal do Brasil, tendo sido
regulamentado apenas em 1925 e, mesmo assim, seu enfoque não chegou
a atingir as reais necessidades do País.
Em 1931, através de comissão criada no Ministério da Justiça foi elaborado
o anteprojeto do Código Florestal, que foi instituído em 1934, coincidindo
com a primeira Conferência para a conservação da Natureza, realizada no
Brasil.
Ainda neste ano, a Constituição Brasileira especificaria em seu artigo 10,
inciso III, que (ompete 9nião e aos %stados... proteger as bele>as
naturais e os monumentos de valor hist&rico ou artístico.
Em 1937, a Constituição Federal endossou a anterior de 1934, afirmando
em seu artigo 134, que os monumentos hist&ricos, artísticos e naturais,
go>am da proteção e cuidados especiais da Nação, dos estados e dos
municípios. )s atentados contra eles cometidos são equiparados aos
cometidos contra o patrim?nio da 9nião. Nesse mesmo ano é criado o
Parque de Itatiaia no Brasil.
Ainda neste ano, através do Decreto-Lei 25, de 30 de novembro, o
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foi organizado, determinando sua
constituição pelo conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no País e
cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos
memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor
arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico, sendo que estes bens
só serão considerados parte integrante do patrimônio histórico e artístico
nacional, depois de inscritos separada ou agrupadamente em um dos quatro
livros de Tombo. Estão sujeitos a tombamentos os monumentos naturais,
bem como os sítios e paisagens que importe conservar e proteger.
As cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-
históricos, bem como os depósitos fossilíferos, pertencem à União (artigo
20, inciso X da constituição Federal e Decreto-lei 4.146, de 4 de março de
1.942) e, como tais, a sua extração, remoção, alteração ou quaisquer ato
que incida sobre os mesmos, dependem de autorização dos órgãos
competentes, a não ser as realizadas por museus nacionais e estaduais e,
estabelecimentos oficiais congêneres desde que devidamente autorizados.
Em 1944, o Decreto nº 16.677, de 29 de setembro, atribui à Seção de
Parques Nacionais do Serviço Florestal, o encargo de orientar, fiscalizar,
coordenar, e elaborar programas de trabalho para os Parques Nacionais. O
mesmo Decreto definiu que Parques Nacionais tinham as atribuições de
conservar para fins científicos, educativos, estéticos ou recreativos as áreas
sob sua jurisdição, promover estudos da flora, fauna e geologia das
respectivas regi·es e organizar museus e herbários regionais.
Em 1946, a constituição Federal ratifica a anterior, no que concerne a
proteção governamental às paisagens de sítios de importância singular.
Em 1948, O Governo Brasileiro pelo Decreto Legislativo nº 3, de 13/02
aprovou os termos da Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das
Belezas Cênicas Naturais dos Países da América, que foi realizado em
Washington, em 1940.
Em 1.961, o Decreto 51.084, de 31 de julho, regulamenta o Decreto
50.455, de 14 de abril do mesmo ano, que criou o Parque Nacional do
Xingu.
Em 1.962, mais precisamente no dia 10 de setembro, a Lei 4.132 define os
casos de desapropriação por interesse social e depõe·e sobre a sua
aplicação, trata de interesse social a proteção do solo, dos cursos e
mananciais de água e de reservas florestais.
Em 1.964, através da Lei 4.504, de 30 de novembro, que dispõe sobre o
Estatuto da Terra, já se previa que a desapropriação por interesse social
têm por fim, dentre outros, facultar a criação de áreas de proteção à fauna,
à flora ou a outros recursos naturais, a fim de protegê-los de atividades
predatórias.
Em 1965, foi instituído o novo Código Florestal e, já haviam sido criados 15
Parques Nacionais e 4 Reservas Biológicas no Brasil, tendo como base legal
para sua criação o antigo Código Florestal, e as conceituações anteriores.
O artigo 5º do novo Código Florestal dá a mesma definição e objetivos para
os Parques Nacionais e as Reservas Biológicas; falha que foi corrigida, em
parte, através da Lei de proteção à Fauna, Lei 5.197, de 03/01/67,
declarando que Reservas Biológicas poderão ser criadas em três níveis de
governo, além de definir que nesta unidade de conservação, as atividades
de utilização, perseguição, caça, apanha ou introdução de espécies da fauna
e flora silvestres e domésticas, bem como, modificações do meio ambiente
à qualquer título, são proibidas, ressalvadas as atividades científicas
devidamente autorizadas pela autoridade competente.
Neste mesmo ano, o Decreto-Lei 289, de 28 de fevereiro, cria o Instituto
Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF, ligado ao Ministério da
Agricultura, que entre outras funções, lhe é delegado a administração dos
Parques Nacionais e Reservas Biológicas Brasileiras.
Quanto às áreas de preservação permanente, a Lei federal 4.771, de 15 de
setembro de 1.965, alterada pela Lei federal 7.803, de 18 de julho de
1.989,depõe·e que as florestas e demais formas de vegetação natural
existentes no território nacional, reconhecidas de utilidade às terras que
revestem, são bens de interesse comum a todos os brasileiros, exercendo-
se os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e
especialmente o Código Florestal estabelecem. Estas limitações subdividem-
se em: limitações legais e limitações declaradas por ato do Poder Público.
Para a limitações legais, considera-se de preservação permanente, as
florestas e demais formas de vegetação situadas:
<a1 ao longo dos rios ou de qualquer cursos d@ água desde o seu nível mais
alto em faiAa marginal cu#a largura mínima se#aB
8 4 de 5,m 'trinta metros1 para os cursos d@ água de menos de 8,m 'de>
metros1 de largura"
7 4 de C,m 'cinqDenta metros1 para os cursos d@água que tenham de 8,
'de>1 a C,m 'cinqDenta metros1 de largura"
5 4 de 8,,m 'cem metros1 para os cursos d@água que tenham de C,
'cinqDenta1 a 7,,m 'du>entos metros1 de largura"
0 4 de 7,,m 'du>entos metros1 para os cursos d@água que tenham de
7,, 'du>entos1 a -,,m 'seiscentos metros1 de largura"
C 4 de C,,m 'quinhentos metros1 para os cursos d@água que tenham
largura superior a -,,m 'seiscentos metros1.
b1 ao redor das lagoas, lagos ou reservat&rios de água naturais ou
artificiais"
c1 nas nascentes ainda que intermitentes e nos chamados <olhos4
d@água<, qualquer que se#a a sua situação topográfica, num raio mínimo de
C,m 'cinqDenta metros1 de largura"
d1 no topo dos morros, montes, montanhas e serras"
e1 nas encostas ou partes destas com declividade superior a 0Co,
equivalente a 8,,E na linha de maior declive"
f1 nas restingas, como fiAadoras de dunas ou estabili>adoras de
mangues"
g1 nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura
do relevo, em faiAa nunca inferior a 8,,m 'cem metros1 em pro#eçFes
hori>ontais"
h1 em altitude superior a 8..,,m 'mil e oitocentos metros1, qualquer
que se#a a vegetação.<
Para as limitações declaradas pelo Poder Público, considera-se as florestas e
demais formas de vegetação natural destinadas:
<a1 a eAtenuar a erosão das terras"
b1 a fiAar as dunas"
c1 a formar faiAas de proteção ao longo de rodovias e ferro4 vias"
d1 a auAiliar na defesa do territ&rio nacional, a crit3rio das autoridades
militares"
e1 a proteger sítios de eAcepcional bele>a ou de valor científico ou hist&rico"
f1 a asilar eAemplares da fauna ou flora ameaçados de eAtinção"
g1 a manter o ambiente necessário vida das populaçFesGes silvícolas"
h1 a assegurar condiçFes de bem4estar público.<
Neste caso, o Estado de Mato Grosso, através da Lei 4.894, de 25 de
setembro de 1.985, declara de preservação permanente a vegetação das
nascentes e quedas d' água, proibindo sua derrubada ou substituição dentro
de um perímetro circular com raio de 500 metros, tomando-se como
referência o local de ocorrência. Este dispositivo faz parte do artigo 33, da
referida lei que trata das áreas acidentadas ou pedregosas, impróprias para
a agricultura e pecuária.
O Código Florestal de 65, quando dispunha das áreas de preservação
permanente era omisso quanto à perenidade dos corpos d' água mas, este
lapso foi dissipado pelos dispositivos legais dispostos na Lei 7.803/89 que
alterou o supra citado Código, introduzindo as palavras "nascentes ainda
que intermitentes" em seu texto legal porém, urge a necessidade de
estudarmos esta designação através do Decreto 24.643, de 10 de julho de
1.934, que decreta o Código das Águas, para entendermos a diferença
entre rios, córregos, nascentes, lagos e lagoas, com o intuito de constatar
se corpos d' água identificados como nascentes podem ser classificados
desta forma diante dos preceitos jurídicos. Para se ter base em discussões
sobre águas é muito importante que se conheça conceitos e algumas
colocações sobre águas interiores.
"As águas interiores são, como se vê, correntes ou dormentes, assumindo
as primeiras um significado muito maior do que as segundas. As águas
correntes são as que têm um curso fixo à flor da terra e, de acordo com a
ordem decrescente de sua importância, tomam o nome de rios, córregos e
nascentes. As águas dormentes são as que, carentes de um curso fixo, se
apresentam à flor do solo com um espelho quieto, formado por afluência
natural e subseqüente acumulação do líquido em cavidade propícia, onde
tomam os nomes de lagos e lagoas.
Dentro desta categoria, rio é uma corrente caudal e perene, navegável ou
flutuável, ou que, em nenhum dos dois últimos atributos, contribua com a
sua afluência para tornar outra navegável nem flutuável; córrego ou
ribeirão, outras menos caudal, nem navegável nem flutuável; nascente,
uma pequena, oriunda de olho, mina de água ou brejo, que, com o nome de
vertente ou cabeceira, pouco corre até a sua foz em outra corrente maior. A
nascente é determinada pelo ponto em que começa a correr sobre o solo.
Na categoria das dormentes, lago é a acumulação das águas de uma
nascente na depressão do solo onde brotam, cobrindo uma cavidade
circular ou ovalada, de onde em seguida correm, ou não, conforme seja o
lago aberto ou fechado. Lagoa é a estagnação de águas resultantes de
chuvas ou de transbordamento de rios em uma cavidade semelhante,
suscetível de aumento ou diminuição, conforme a estação do ano."
Águas Interiores de Afrânio de Carvalho
As áreas de preservação permanente relacionadas no Código Florestal
foram transformadas em reservas, sob a responsabilidade do Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (artigo 18, da
Lei 6.938, de 31 de agosto de 1.981), recebendo mais tarde a denominação
de reservas ecológicas pelo Decreto Federal 89.336, de 31 de janeiro de
1.984 e, maior abrangência pela resolução do CONAMA 004, de 18 de
setembro de 1.985, determinando em seu artigo 3º e alíneas que além das
áreas de preservação permanente dispostas no Código Florestal, são
também considerados reservas ecológicas os pousos das aves de arribação
protegidos por Convênios, Acordos ou Tratados assinados pelo Brasil com
outras nações, bem como, as montanhas e as serras, quando ocorrem dois
ou mais morros cujos cumes estejam separados entre si por distâncias
inferiores a 500 (quinhentos) metros, sendo que a área total protegida pela
reserva ecológica abrangerá o conjunto de morros em tal situação e será
delimitada a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) a
altura, em relação à base do morro mais baixo do conjunto.
Mais tarde esta terminologia se enquadrou na resolução CONAMA 011, de 3
de dezembro de 1.987, que declara como Unidade de Conservação as
categorias de Sítios Ecológicos de Relevância Cultural, criadas por atos do
Poder Público, tais como as chamadas Reservas Ecológicas.
Como pode se notar a palavra "sítio" foi empregada para as áreas de
relevância ambiental, não descaracterizando a utilizada para os
monumentos arqueológicos ou paleontológicos, que possuem legislação
própria.
Em 1.979, através do Decreto 84.017, de 21 de setembro, foi instituído o
Regulamento dos Parques Nacionais do Brasil, que define claramente os
objetivos daquela unidade de conservação, tendo como referência a
definição instituída em Nova Delhi, em 1969. Regulamentada ainda todas as
ações·es básicas relativas ao planejamento, implantação e uso dos Parques
Nacionais.
Ainda neste ano, pela Lei 6.766, de 19 de dezembro, que trata do
parcelamento do solo urbano, determinou-se o não parcelamento do solo
em áreas de preservação ecológica.
Em 1.980, pelo Decreto 84.973, de 29 de julho, determinou-se que as
Usinas Nucleares deverão ser localizadas em áreas delimitadas como
estações ecológicas.
Em 1.981, a Lei 6.902, de 27 de abril, cria e define novas unidades de
conservação: Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental. A
primeira destinada à realização de pesquisas básicas e aplicadas de
ecologia, à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento de
educação conservacionista e a última (APA), para assegurar o bem-estar
das populações·es humanas e conservar ou melhorar as condições
ecológicas locais.
Neste mesmo ano, a Lei 6.938, de 31 de agosto, que dispõe sobre a Política
Nacional do Meio Ambiente, cria duas novas terminologias de Unidades de
Conservação: Reservas Ecológicas e Áreas de Relevante Interesse Ecológico
e, o Decreto 86.176, de 6 de julho, regulamenta a Lei 6.1513, de 20/12/77,
que dispõe sobre a criação de Áreas Especiais e de Locais de Interesse
Turístico.
Em 1.983, o Decreto 88.351, de 1º de junho, regulamenta a Lei 6.938, de
31.08.81 e a Lei 6.902, de 27.04.81, que dispõem respectivamente, sobre a
Política Nacional do Meio Ambiente e a criação de Estações Ecológicas e de
Proteção Ambiental.
Em 1.984, o Decreto 89.336, de 31 de janeiro, dispõe sobre as Reservas
Ecológicas e Áreas de Relevante Interesse Ecológico e, o Decreto 89.532, de
6 de abril, acrescenta incisos que tratam de danos ambientais ao artigo 37,
do Decreto 88.351, de 01/06/83.
Em 1.985, o Decreto 91.143, de 15 de março, cria o Ministério de
Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. Neste mesmo ano, em 24 de
julho, é sancionada a Lei 7.347, que depõe·e sobre a responsabilidade por
danos causados ao meio ambiente, através da ação Civil Pública.
Em 1.986, a Lei 7.511, de 7 de julho, altera dispositivos da Lei 4.771, de
15.09.65, que institui o novo Código Florestal. A dimensão das áreas de
preservação permanente com a nova denominação de reservas ecológicas
foi ampliada.
Em 1.988, muitas mudanças ocorreram na legislação ambiental brasileira,
com a promulgação da nova Carta Magna em 5 de outubro, avançando de
forma decisiva no processo global em defesa do meio ambiente. A
Constituição Federal em vigor contempla a questão ambiental em suas
diversas facetas desde os primeiros artigos até os últimos, dando especial
tratamento às unidades de conservação, no capítulo específico do Meio
Ambiente, através do seu artigo 225, § 1º, dispondo que incumbe ao Poder
Público definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e
seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo sua alteração
ou supressão permitidas somente através de lei, vedando qualquer
utilização que comprometa a integridade dos atributos que justificaram sua
proteção. Ainda neste artigo, mais precisamente em seu parágrafo 3º, o
texto constitucional criou cinco patrimônios nacionais: Floresta Amazônica,
Mata Atlântica, Serra do Mar, Pantanal Mato-grossense e a Zona Costeira.
Dispôs ainda que a sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro das
condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive
quanto ao uso dos recursos naturais.
Com o advento da Constituição Federal de 1988 os conjuntos urbanos e
sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico,
ecológico e científico passaram a constituir o patrimônio cultural brasileiro,
ficando à cargo do poder público a promoção de inventários, registros,
vigilância, tombamento e desapropriação, bem como sua proteção, com a
colaboração da comunidade. Este mesmo dispositivo constitucional declara
o tombamento de todos os documentos e sítios detentores de
reminiscências históricas dos antigos quilombos.
Neste ano, a Lei 7.804, de 18 de julho alterou as leis 6.938/81, 7.735/89,
6.803/80 e a 6.902/81, incorporando a expressão constitucional espaços
territoriais especialmente protegidos.
Em 1.989, a Secretaria Especial do Meio Ambiente (criada pelo Decreto
73.030, 30/10/73 - âmbito do Ministério do Interior), o Instituto Brasileiro
de Desenvolvimento Florestal (criado pelo Decreto Lei 289, 28/02/67) e a
Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (criada pela Lei Delegada
10, 11/10/62) foram extintos pela Lei 7.731, de 14 de fevereiro.
Através da Lei 7.735, de 22 de fevereiro foi criado o Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, vinculado ao Ministério
do Interior com a finalidade de formular, coordenar, executar e fazer
executar a Política Nacional do Meio Ambiente. O IBAMA, através da
Portaria 384, de 27 de junho, resolveu vincular tecnicamente à Diretoria de
Ecossistemas do órgão, os parques nacionais, reservas biológicas, reservas
ecológicas, estações ecológicas e áreas de preservação ambiental
administradas pelo referido Instituto.
Em 1992, a lei 8490, de 19 de novembro dispõe sobre a organização da
Presidência da República e dos Ministérios, criou o Ministério do Meio
Ambiente, assunto que constitue sua área de competência do planejamento,
coordenação, supervisão e controle das ações relativas ao meio ambiente,
formularão a execução da política nacional do meio ambiente, preservação,
conservação e uso racional dos recursos naturais renováveis e
implementação de acordos internacionais na área ambiental, com o
CONAMA e o Comitê do Fundo Nacional de Meio Ambiente como seus órgãos
específicos transformou a secretaria do Meio Ambiente em Ministério do
Meio Ambiente.
13. PRO4LE(AS QUE OS PARQUES NACIONAIS EN8RENTA(
São inúmeros os problemas que os Parques Nacionais enfrentam no Brasil.
13.1. PRI(EIRO CRIABSE DEPOIS DESAPROPRIABSE
No Brasil, em primeiro lugar cria-se o Parque Nacional, geralmente através
de decreto e, logo após as pessoas interessadas na área pr34parque, fora
do cunho legal, agem de diversas formas na espera de uma definição
correta do Governo Federal, em desapropriar as áreas para dar início aos
trabalhos de implementação efetiva.
Muitos proprietários indecisos retiram de sua área madeiras nobres e outras
espécies da flora, com receio de ver sua propriedade e suas benfeitorias se
deteriorarem com o tempo, sem que haja definição quanto à indenização. E
outras pessoas aproveitam a indefinição para tirar o máximo de proveito da
abundante fauna e flora que o Parque possui, caçando indiscriminadamente
e depredando tudo o que encontra, destruindo por completo sua beleza
natural e acarretando sérios riscos ao seu ecossistema.
Enfim, a criação de parques no Brasil sem a realização de estudos fundiários
e econômicos para se detectar os valores indenizatórios é inviável pois, o
grande perigo é de se desapropriar tarde demais!
13.2. QUEI(ADAS
Todo ano, religiosamente na época da seca, áreas imensas são consumidas
pelo fogo, matando milhares de animais, dizimando a flora e ocasionando
impactos ambientais negativos, até certo ponto irreversíveis para a
reconstituição do ambiente natural. Muitos destes incêndios são destinados
a melhorar as pastagens ou favorecer a caça, como também, por falta de
conscientização da população, que realizam o turismo jogando toco de
cigarro pelas janelas dos ônibus, latas, vidros e outros materiais que em
contato com os raios solares se tornam objetos de alta periculosidade,
ocasionando gravíssimos acidentes com fogo.
O fogo destrói especialmente os rebentos novos e as plantas nascidas
durante a estação precedente e, tem uma influência nítida nas árvores que
vão desaparecendo pouco a pouco, sem que seja possível incriminar outro
fator qualquer.
O fogo afasta toda e qualquer possibilidade de regeneração da floresta,
salvo algumas exceções devidas a condições muito peculiares.
13.3. DEPREDAÇÃO E CAÇA PREDATÓRIA
Muitas pessoas que visitam ou freqüentam parques possuem segundas
intenções e, na maioria das vezes não muito boas, isto é, vão aos parques
para pescarem em zonas proibidas, caçarem animais, retirarem madeira
nobre, praticarem atividades predatórias (garimpagem clandestina) e
muitas outras atrocidades contra a beleza natural que deveria permanecer
intacta e protegida.
Outros vão para praticar o turismo de forma desordenada que, em muitas
vez se transforma em vandalismo, causando danos à floresta, provocando
por descuido, focos de incêndio e arrancando exemplares de flores raras
para enfeitar sua moradia ou pelo sádico prazer de destruição.
13.-. OS LI(ITES DOS PARQUES DEICA( A DESEDAR
Quando da proposta da criação de um Parque Nacional, a área é na maioria
das vezes bem mais extensa do que a área criada legalmente, como
exemplo o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, no Estado de Mato
Grosso que, foi requerida pela sociedade civil com uma área de 170.000
hectares e, foi criado em 1989 com uma área de 30.00 hectares, ficando de
fora de sua jurisdição diversos recursos ambientais de vital importância
para a perpetuação de espécies da fauna e da flora, bem como de todo o
seu complexo ecossistêmico.
Parece que os limites dos parques são impostos mais por condições
econômicas e políticas do que reais imperativos ecológicos.
13.1. DESENVOLVI(ENTO TUR?STICO NAS AONAS PERI8ERICAS
Nada mais propício diagnosticar a situação do desenvolvimento turístico nas
zonas periféricas aos de parques nacionais, utilizando as palavras da
associação Ambientalista Signal d'Ossau: =orna4se evidente que, se os
parques nacionais protegem alguns farrapos de campo ou de nature>a
contra a construção turística particular, elas são, de modo mais abrangente,
poderosos agentes de desenvolvimento turístico de uma >ona perif3rica
muito mais vasta, onde os construtores particulares são enormemente
encora#ados.
13.3. Fis:a'iGa$%" PREC2RIA
A maior causa para a não fiscalização adequada é a falta de recursos
humanos e equipamentos, pois, para a eficiência da guarda florestal dentro
do parque é necessário que a dimensão do mesmo seja o ponto mais
preponderante para se criar o quadro permanente de vigilantes que
corresponda à área total a ser fiscalizada. não basta termos guardas, sem
que haja transporte, alimentação, alojamento adequado, equipamentos e
objetos específicos para coibir as ações predatórias dentro do parque.
Além da fiscalização pura e simples, o Governo que administra o Parque
Nacional deveria realizar campanhas educativas para conscientizar a
população da importância do parque no cotidiano desta comunidade, bem
como, instituir programas de vigilância voluntária.
13.6. 8ALTA DE ESTRUTURA 42SICA
Os Parques Nacionais, na maioria das vezes são criados sem que haja
condições adequadas para sua própria sobrevivência.
Lembramos que um Parque Nacional possui áreas geográficas extensas e
delimitadas, dotados de atributos naturais excepcionais e que destinam-se a
fins científicos, culturais, educativos e recreativos, portanto, o Parque
Nacional deve conter infra-estrutura para atender as suas necessidades,
tais como:
Quadro de Pessoal subordinado à administração do Parque, para além
dos trabalhos de rotina, efetuarem a fiscalização e a manutenção.
Alojamento adequado para as pessoas que trabalharão sistematicamente
no parque, contendo seus equipamentos essenciais.
Edificação para a guarda dos equipamentos científicos, culturais e
educativos.
Para se falar em uma real estrutura, temos que falar sobre recursos
financeiros necessários a concretizar o que o decreto de criação dispõe e,
seria interessante que todos os Parques Nacionais possuíssem seu Plano de
Manejo definindo assim as ações necessárias ao seu desenvolvimento.
16. CONSIDERAÇ>ES 8INAIS
A realidade das áreas consideradas como Unidades de Conservação está
estampada nos veículos de comunicação.
Em matéria publicada no Jornal 2olha de são Paulo, do dia 22 de maio de
1989, portanto à cinco anos atrás, mostrou que dos 20 milhões de hectares,
portanto 2,39% do território Nacional, protegidos pelo Instituto Brasileiro de
Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, 81% ainda não
estão regularizados. Deste total, calcula-se que 70% pertencem a
particulares.
O Governo Federal não possui recursos para fazer o levantamento destas
áreas e, nesse caso pode ser que os processos de desapropriação ainda não
tenham sido deflagrados.
O Brasil possui 132 áreas de conservação a cargo do Governo Federal,
sendo 35 parques nacionais, 23 reservas biológicas, 28 florestas nacionais,
21 estações ecológicas e 11 áreas de proteção ambiental. Há também 10
estações ecológicas que ainda não foram oficializadas.
As preocupações e pressões geradas pelo desenvolvimento desenfreado tem
contribuído para a criação de unidades de conservação. Mas, a disputa
entre a sobrevivência de áreas protegidas e a implantação de novos
projetos voltados para o setor econômico, coloca a natureza em
desvantagem e sempre acaba como perdedora.
Todo prejuízo causado no meio ambiental é justificado sempre pelas
necessidades do processo de desenvolvimento, este fato, em geral, ocorre
nos países do 3º mundo.
Como exemplo deste processo, os Parques Nacionais Paulo Afonso e Sete
Quedas deixaram de existir. O primeiro criado em 1948, com área de
17.000 hectares, foi extinto para a construção da Usina Hidrelétrica de
Paulo Afonso. O segundo, criado em 1961, desapareceu em 1982 sob as
águas do rio Paraná, para dar lugar a Hidrelétrica de Itaipu.
Nota-se com clareza que falta interesse dos diversos segmentos econômicos
e políticos com os problemas da natureza. A situação se agrava pelo fato de
não se dispor, até o presente, de indicadores quantitativos capazes de
traduzir os benefícios advindos da áreas protegidas para a linguagem
corriqueira das administrações públicas e do economês.
É premente que haja conscientização de maneira geral, de que os parques
nacionais e outras áreas protegidas, não são simples torrões de terra com
cobertura vegetal esplendorosa. É preciso ter cada vez mais claro que os
recursos naturais estão desaparecendo do planeta terra em ritmo hiper
acelerado e, que se as unidades de conservação não forem conservadas,
não teremos nem redutos onde poderiam proteger espécies da flora e
fauna.
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