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01/06/2014

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Grupo Educacional UNIS
Engenharia Civil
Engenharia de Transportes II
1° Semestre de 2014
Prof. Eng. Civil Armando Belato Pereira
ENGENHARIA DE TRANSPORTES II
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AULA 10
Terraplenagem II.
Cálculo de áreas e volumes.
Compensação de volumes.
Linha de Bruckner.
Distância econômica de transporte.
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INTRODUÇÃO
- Terraplenagem (movimentação de terra): operação destinada a conformar o terreno
existente aos gabaritos especificados em projeto
- Corte: escavação de materiais.
-Aterro: deposição e compactação de materiais escavados.
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CÁLCULO DAS ÁREAS
- O cálculo das áreas das seções transversais é o primeiro passo para a obtenção dos
volumes.
Área de corte
Área de aterro
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Obtenção das áreas:
a) Fórmula de Gauss;
b) Divisão em figuras geométricas conhecidas.
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CÁLCULO DOS VOLUMES
- O volume da seção é calculado de forma simplificada, multiplicando a média das
áreas de duas estacas consecutivas pela distância entre elas (10 m ou 20 m
usualmente).
- Se as seções forem mistas, multiplicando a média das áreas de corte pela distância,
obtém-se o volume de corte, e multiplicando a média das áreas de aterro pela
distância, o volume de aterro.
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COMPENSAÇÃO DE VOLUMES
- O material escavado nos cortes deve, sempre que possível, ser aproveitado nos
aterros.
- O aproveitamento do material dos cortes para a construção dos aterros é chamado de
compensação de volumes.
- Quando há seção mista em um mesmo segmento, o volume que puder ser
compensado no próprio local não deve ser transportado, ocasionando a chamada
compensação transversal.
- Quando o volume de corte for insuficiente para a construção do aterro naquele
segmento, deve permanecer todo ele no local, vindo o faltante do volume de outro
corte (gerando a chamada compensação longitudinal).
LINHADE BRUCKNER
- Curva que representa os
volumes de corte e aterro
acumulados.
- Indica o início e o fim
aproximado de cada corte
e aterro.
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Propriedades da linha de Bruckner
- Todo trecho ascendente representa corte e todo trecho descendente corresponde a
aterro.
- Todo máximo relativo corresponde a um ponto de passagem de corte para aterro e
todo mínimo relativo a um ponto de passagem de aterro para corte.
- Adiferença de ordenada entre dois pontos de um mesmo trecho representa o volume
disponível ou necessário entre esses pontos.
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EXERCÍCIO
01 – Em um pequeno trecho de
estrada, conhecemos as áreas de
corte e aterro, conforme a tabela
apresentada. Pede-se desenhar a
linha de Bruckner, sendo o
empolamento do solo de 20%.
Obs.: estaqueamento de 20,0 m.
Estaca Área de corte (m²)
Área de aterro
(m²)
0 0 0
1 16 0
2 30 0
3 32 0
4 20 0
5 12 10
6 0 14
7 0 20
8 0 28
9 0 32
10 0 24
11 0 18
12 10 14
13 46 0
14 58 0
15 24 0
16 0 0
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Área de corte x 20,0 m
Estaca
Área de corte
(m²)
Área de aterro
(m²)
Volume de corte
(m³)
Volume de aterro
(m³)
Volume de aterro
com empolamento
(m³)
Compensaç
ão
transversal
(m³)
Compensaçã
o
longitudinal
(m³)
Linha de
Bruckner
(m³)
0 0 0
1 16 0
2 30 0
3 32 0
4 20 0
5 12 10
6 0 14
7 0 20
8 0 28
9 0 32
10 0 24
11 0 18
12 10 14
13 46 0
14 58 0
15 24 0
16 0 0
Área de aterro x 20,0 m
Volume de aterro x 1,20
Estaca
Área de corte
(m²)
Área de aterro
(m²)
Volume de corte
(m³)
Volume de aterro
(m³)
Volume de aterro
com empolamento
(m³)
Compensaç
ão
transversal
(m³)
Compensaçã
o
longitudinal
(m³)
Linha de
Bruckner
(m³)
0 0 0
1 16 0
2 30 0
3 32 0
4 20 0
5 12 10
6 0 14
7 0 20
8 0 28
9 0 32
10 0 24
11 0 18
12 10 14
13 46 0
14 58 0
15 24 0
16 0 0
Menor entre o volume disponível (coluna
4) e o volume necessário para o aterro
(coluna 6).
Volumes que excedem a compensação
transversal. Coluna 4 – Coluna 6
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Estaca
Área de corte
(m²)
Área de aterro
(m²)
Volume de corte
(m³)
Volume de aterro
(m³)
Volume de aterro
com empolamento
(m³)
Compensaç
ão
transversal
(m³)
Compensaçã
o
longitudinal
(m³)
Linha de
Bruckner
(m³)
0 0 0
1 16 0
2 30 0
3 32 0
4 20 0
5 12 10
6 0 14
7 0 20
8 0 28
9 0 32
10 0 24
11 0 18
12 10 14
13 46 0
14 58 0
15 24 0
16 0 0
Linha de Bruckner = coluna 8 acumulada
-1600
-1500
-1400
-1300
-1200
-1100
-1000
-900
-800
-700
-600
-500
-400
-300
-200
-100
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
1100
1200
1300
1400
1500
1600
1700
1800
1900
2000
2100
2200
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DISTÂNCIAECONÔMICADE TRANSPORTE
- Distância crítica, para a qual o custo da compensação longitudinal é igual ao custo
do bota-fora mais o custo empréstimo.
- Para distâncias menores que a distância econômica de transporte, é mais econômico
transportar a terra dos cortes para os aterros.
- Para distâncias maiores que a distância econômica de transporte, é mais econômico
fazer bota – fora do material do corte e nova escavação para construção do aterro.
- A distância econômica de transporte (det) é função dos custos de escavação e
transporte e das distâncias médias de transporte para empréstimo e bota-fora.
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- Chamamos C1 e C2 os custos das duas alternativas, apresentadas anteriormente, então:
a) Custo para a compensação longitudinal:
a) Custo para bota-fora+empréstimo:
V = volume transportado (m³);
d = distância média de transporte (km)
dbf = distância média para bota-fora (km)
demp = distância média para empréstimo (km)
Ce = custo da escavação (R$/m³)
Ct = custo do transporte (R$/m³ x km)
t e
C d V C V C . . .
1
+ =
t emp e t bf e
C d V C V C d V C V C . . . . . .
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+ + + =
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- Igualando os custos C1 e C2, temos:
- Exemplo: Se o custo da escavação for R$ 2,60 /m³, o custo do transporte
R$1,30/m³.km e as distâncias médias de bota-fora e de empréstimo 0,2 km e 0,3
km, respectivamente, det será:
et
t
e
emp bf
d
C
C
d d d = + + =
km d d
C
C
d d d
et et
t
e
emp bf et
5 , 2
30 , 1
60 , 2
3 , 0 2 , 0 = ∴ + + = ∴ + + =
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EXERCÍCIO
01 - Calcular a distância econômica de transporte conhecendo-se:
- Custo de escavação: R$ 3,20/m³
- Custo de transporte: R$ 1,60/(m³.km)
- Distância média para bota-fora: 300 m
- Distância média para empréstimo: 400 m