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“Dimensionamento de Blocos de “Dimensionamento de Blocos de
Fundação com Pilares Sujeitos à Fundação com Pilares Sujeitos à
Flexão Obliqua Composta” Flexão Obliqua Composta”
Prof. Dr. Rafael Alves de Souza
Departamento de Eng. Civil
Universidade Estadual de Maringá
Concurso para Professor Titular
Maringá, Março de 2012
Introdução
• A maioria dos elementos estruturais podem ser
dimensionados utilizando a “Hipótese de Bernoulli”
(“Regiões B”);
• No entanto, tal hipótese não tem validade para
algumas regiões, denominadas de “Regiões D”;
Introdução
• Na prática profissional muitos blocos são
dimensionados utilizando a Teoria de Viga
(Hipótese de Bernoulli);
e
c
d
h
ap
a
c > 1,5.h (Bloco Flexível)
c < 1,5.h (Bloco Rígido)
h < (a-ap)/3 (Bloco Flexível)
NBR6118, Capitulo 22:
h > (a-ap)/3 (Bloco Rígido)
• Tal hipótese é válida para blocos flexíveis. Para
blocos rígidos convém aplicar o Método das Bielas
(Modelos de Escoras e Tirantes);
Introdução
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Determinação do Número de Estacas
• Depois de determinada a carga de trabalho de
projeto, o número n de estacas, necessário para
transferir a ação vertical F
k
de um pilar é dada por:
adm
k
F
F
n

=
10 , 1
• O coeficiente 1,10 leva em conta o peso do bloco;
Posicionamento das Estacas
O posicionamento das estacas deve ser feito,
sempre que possível, na direção da maior
dimensão do pilar.
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Posicionamento das Estacas
O posicionamento das estacas deve ser feito,
sempre levando em conta o centro de carga dos
pilares.
Posicionamento das Estacas
O posicionamento das estacas e pilares devem ser
alinhados, de maneira a evitar momento de torção.
Ações Atuantes nas Estacas
A força em cada estaca pode ser determinada pelo
Método da Superposição, conforme ilustrado
abaixo:


±


± =
2 2
i
i y
i
i x
i
y
y M
x
x M
n
F
F
Travamento dos Blocos
O número de estacas deve ser maior ou igual a 3,
para que o bloco tenha indeslocabilidade em
relação a dois eixos ortogonais.
Pode ser empregado um número de estacas
menor que 3, uma ou duas, desde que exista
algum elemento estrutural, como por exemplo,
viga baldrame ou viga alavanca.
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Bloco Sobre 1 Estaca Bloco Sobre 1 Estaca
¦
¹
¦
´
¦
− ⋅
− ⋅


) ( 5 , 1
) ( 5 , 1
1 , 1
0
0 0
φ
φ
φ
b
a L
Bloco Sobre 1 Estaca
yd
o d
sa
f
.
a
a a
,
F
A
1
3 3
|
¹
|

\
| −
=
yd
o d
sb
f
.
b
b b
,
F
A
1
3 3
|
¹
|

\
| −
=
Bloco Sobre 1 Estaca
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Bloco Rígido Sobre 2 Estacas Bloco Rígido Sobre 2 Estacas
|
¹
|

\
|
− ≤ ≤ |
¹
|

\
|

2
71 0
2
5 0
a
e . , d
a
e . ,
4 2
a e
d
tgθ

=
.senθ
F
C
k
k
2
=
.d
.e-a) ( F
Z
k
k
8
2
=
→Limitação da altura útil do bloco
→Força na Escora
→Força no Tirante
→Inclinação da Escora
Bloco Rígido Sobre 2 Estacas
ck
pilar
k n f
.f ,
θ .sen A
.F .γ γ
0 1
2

ck
estaca
k n f
.f ,
θ .sen .A
.F .γ γ
0 1
2
2

→Tensão na escora junto às estacas
→Tensão Limite na escora junto ao pilar
→Armadura do tirante principal
yd
k n f
s
f
.Z .γ γ
A =
¹
´
¦

s,tirante
s,topo
%.A
/m cm ,
A
10
5 1
2
face) /m (por cm , A
s,vertical
2
5 1 ≥
face) (por
%.A ,
/m cm ,
A
s,tirante
s,lateral
¹
´
¦

5 12
5 1
2
Bloco Rígido Sobre 2 Estacas
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Bloco Rígido Sobre 2 Estacas Bloco Rígido Sobre 2 Estacas
Bloco Rígido Sobre 2 Estacas Bloco Rígido Sobre 3 Estacas
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Bloco Rígido Sobre 3 Estacas
|
¹
|

\
|
− ≤ ≤ |
¹
|

\
|

2
825 0
2
58 0
a
e . , d
a
e . ,
.a ,
e
d
tgθ
3 0
3
3

=
|
¹
|

\
|
− =
2 9
a
e
.d
F
Z
k
k
.senθ
F
C
k
k
3
=
→Limitação da altura útil do bloco
→Força na Escora
→Força no Tirante
→Inclinação da Escora
→Armadura do tirante principal
yd
k n f
s
f
.Z .γ γ
A =
Bloco Rígido Sobre 3 Estacas
Deve-se ainda dispor uma de malha com pelo menos de 20% de As
em cada direção e com área superior a 1,5 cm²/m.
ck
pilar
k n f
.f ,
θ .sen A
.F .γ γ
25 1
2

ck
estaca
k n f
.f ,
θ .sen .A
.F .γ γ
25 1
3
2

→Tensão na escora junto às estacas
→Tensão Limite na escora junto ao pilar
¹
´
¦

s,tirante
s,topo
%.A
/m cm ,
A
10
5 1
2
face) /m (por cm , A
s,vertical
2
5 1 ≥
face) (por
%.A ,
/m cm ,
A
s,tirante
s,lateral
¹
´
¦

5 12
5 1
2
Bloco Rígido Sobre 3 Estacas Bloco Rígido Sobre 3 Estacas
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Bloco Rígido Sobre 4 Estacas Bloco Rígido Sobre 4 Estacas
|
¹
|

\
|
− ≤ ≤ |
¹
|

\
|

2 2
71 0
a
e d
a
e . ,
4
2
2
2 a e
d
tgθ

=
|
¹
|

\
|
− =
2 8
a
e
.d
F
Z
k
k
→Limitação da altura útil do bloco
→Inclinação das Escoras
→Força no tirante
→Armadura do tirante principal
yd
k n f
s
f
.Z .γ γ
A =
.senθ
F
C
k
k
4
= →Força na Escora
Bloco Rígido Sobre 4 Estacas
Deve-se ainda dispor uma de malha com pelo menos de 20% de As
em cada direção e com área superior a 1,5 cm²/m.
ck
pilar
k n f
.f ,
θ .sen A
.F .γ γ
5 1
2

ck
estaca
k n f
.f ,
θ .sen .A
.F .γ γ
5 1
4
2

→Tensão na escora junto às estacas
→Tensão Limite na escora junto ao pilar
¹
´
¦

s,tirante
s,topo
%.A
/m cm ,
A
10
5 1
2
face) /m (por cm , A
s,vertical
2
5 1 ≥
face) (por
%.A ,
/m cm ,
A
s,tirante
s,lateral
¹
´
¦

5 12
5 1
2
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Bloco Rígido Sobre 5 Estacas
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Bloco Rígido com Pilar Sob Flexão Obliqua
• Observa-se que a formulação existente na
literatura é muito simplória (pilares quadrados
sujeitos à força normal);
• Mesmos softwares avançados utilizam
procedimentos simplificados para o
dimensionamento de blocos suportando pilares
sujeito à flexão oblíqua;
• O procedimento simplificado ou baseado na
Teoria de Viga pode levar a soluções inseguras e
não captura com precisão o comportamento dos
blocos;
Bloco Rígido com Pilar Sob Flexão Obliqua
• Simplificação Prática: Toma-se a estaca mais
carregada e multiplica-se pelo número de estacas
para se encontrar uma força normal equivalente.
N = 300 kN, Mx = 25 kN.m, My = 50 kN.m, e = 75 cm, a = 30 cm
Simplificação
kN F F
são) kN(Compres
,
,
,
,
F
são) kN(Compres
,
,
,
,
F
são) kN(Compres
,
,
,
,
F
são) kN(Compres ,
,
,
,
,
F
, ) , ( ) , ( ) , ( ) , ( y x
y
y M
x
x M
n
F
F
e equivalent
i i
i
i y
i
i x
i
89 , 500 22 , 125 . 4 . 4
22 , 125
56 0
375 0 50
56 0
375 0 25
4
300
74 , 91
56 0
375 0 50
56 0
375 0 25
4
300
25 , 58
56 0
375 0 50
56 0
375 0 25
4
300
77 24
56 0
375 0 50
56 0
375 0 25
4
300
56 0 375 0 375 0 375 0 375 0
max
4
3
2
1
2 2 2 2 2 2
2 2
= = =
− =





=
− =



+

=
− =

+



=
− =

+

+

=
= + + + ∑ = = ∑


±


± =
• Modelo de escoras e tirantes auto-adaptável para
blocos suportando pilares retangulares sujeitos a flexão
oblíqua composta;
Modelo Proposto
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• Modelo de escoras e tirantes auto-adaptável para
blocos suportando pilares retangulares sujeitos a flexão
oblíqua composta;
Modelo Proposto
• Reações nas estacas:
Modelo Proposto – Caso de 4 Estacas
• Projeções das escoras no plano horizontal:
• Forças nas escoras e tirantes:
Modelo Proposto – Caso de 4 Estacas
• Limitação do nivel de tensão nas escoras e armaduras
nos tirantes:
Modelo Proposto – Caso de 4 Estacas
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• Antes de aplicar a análise não-linear ao modelo
desenvolvido, fez as simulações dos dados de SUZUKI
et al (1998);
Calibração do Modelo – Caso de 4 Estacas
• Os padrões de fissuração e os modos de ruína
numéricos ficaram muito próximos dos panoramas
observados experimentalmente
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
Deslocamentos (mm)
C
a
r
g
a

A
x
i
a
l

d
e

C
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
k
N
)
BPC-30-30-1,2
BP-30-30-1,2
BPC-30-25-1,2
BP-30-25-1,2
BP-20-30-1,2
BPC-20-30-1,2
• Quatro blocos de fundação sujeitos as mesmas
condições de carregamento e diferentes alturas (0,38≤
c/d ≤ 0,70) foram avaliados;
Validação do Modelo – Caso de 4 Estacas
0
200
400
600
800
1000
1200
0 0,25 0,5 0,75 1 1,25 1,5 1,75
Deslocamentos (mm)
C
a
r
g
a

A
x
i
a
l

E
x
c
ê
n
t
r
i
c
a

d
e

C
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
k
N
)



Nk = 621 kN
Modelo A
Modelo B
Modelo D
Modelo C
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
0 0,25 0,5 0,75 1
Deslocamentos (mm)
C
a
r
g
a

A
x
i
a
l

E
x
c
ê
n
t
r
i
c
a

d
e

C
o
m
p
r
e
s
s
ã
o

(
k
N
)
Nk=621 kN
h = 0,30 m
h = 0,55 m
h = 0,40 m
h = 0,50 m
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N = 300 kN, Mx = 25 kN.m, My = 50 kN.m, e = 75 cm, a = 30 cm
Comparação Comparação
Caso de Estacas Tracionadas e Comprimidas Caso de Estacas Tracionadas e Comprimidas
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• Carga axial equivalente em modelos simplificados
desenvolvidos para blocos suportando pilares
quadrados sujeitos a forças normais de compressão;
Conclusões
• Apresentado um modelo racional, facilmente
programável computacionalmente e que leva em
consideração a condição mais frequente de
carregamento dos pilares;
• Modelo de desempenho comprovado através de
análises lineares e que pode ser facilmente
desenvolvido para outras situações;
Agradecimentos
Governo Brasileiro pelo suporte financeiro Governo Brasileiro pelo suporte financeiro
Universidades de Illinois (EUA) e Maringá (Brasil) Universidades de Illinois (EUA) e Maringá (Brasil)