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ANÁLISE DE IMPACTOS AMBIENTAIS

Taxonomia dos Métodos para Avaliação de
Impacto Ambiental
Profº Fernando Gurgel do Amaral
TAXONOMIA DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
ANÁLISE DE IMPACTOS AMBIENTAIS
Conteúdo Programático
 Conhecer o conceito de AIA;

 Conhecer o conceito de Método
para AIA;

 Receber informações sobre bioma e
biota brasileiros.
TAXONOMIA DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
ANÁLISE DE IMPACTOS AMBIENTAIS
INTRODUÇÃO
Avaliação de impactos ambientais é um instrumento político
formado por um conjunto de procedimentos que buscam assegurar que
seja realizado um exame detalhado dos impactos ambientais de um
projeto. Este instrumento também procura garantir que os resultados
sejam apresentados de forma adequada a fim de que sejam
devidamente considerados pelo público e pelos gestores para tomada
de decisões.
Cabe aqui lembrar que, após ter sido tomada a decisão ou de
ter sido executada a ação impactante, a utilização da técnica
de avaliação perde sua finalidade, pois seu objetivo é
fornecer alternativas para a correção de situações que
podem causar danos significativos.
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A magnitude e a importância constituem os atributos principais
dos impactos ambientais, uma vez que apresentam a dimensão do
impacto analisado.
MAGNITUDE
grandeza de um impacto
ambiental em termos
absolutos, sendo definida
como a medida de alteração
no valor de um fator ou
parâmetro ambiental, em
termos quantitativos e
qualitativos.
IMPORTÂNCIA

ponderação do grau de
significância de um
impacto em relação ao
fator ambiental afetado e
a outros impactos.
AIA
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MÉTODOS PARA REALIZAÇÃO DE AVALIAÇÕES
“São mecanismos estruturados para coletar, analisar,
comparar e organizar informações e dados sobre os impactos
ambientais de uma proposta, incluindo os meios para a
apresentação escrita e visual dessas informações”.
(Moreira, 1985)



São métodos formais pré-definidos, usados para medir
as condições ambientais futuras, podendo ser, por exemplo, os
modelos matemáticos analíticos de dispersão de poluentes, os
modelos físicos em escala reduzida, as análises estatísticas de
séries temporais, os cálculos de balanço de massa, as técnicas
de avaliação de paisagem etc.
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COLETA DE DADOS
O primeiro passo a ser dado, numa Avaliação de Impacto, é
analisar o cenário em questão, observar suas características físicas e a
vida que ali existe, fazendo um levantamento da área.
O olhar dado a este trabalho deve levar em conta o tipo de
projeto que está sendo proposto, para que se faça o levantamento
direcionado para o impacto previsto com aquele projeto em
particular naquela região específica. Cada situação tem suas próprias
características.
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Deverão ser levantadas as características ambientais e suas
interações, apresentando a situação ambiental da área antes da
implantação do empreendimento.
Entende-se por ambiente o meio natural do qual uma
comunidade extrai aquilo que é essencial para sua sobrevivência, bem
como os recursos necessários para o desenvolvimento econômico, os
chamados recursos naturais.
Este conceito evoluiu a partir do momento em que se percebeu
que ambiente também é meio de vida, isto é, da integridade do
ambiente depende a manutenção de nossa própria vida
MEIO FÍSICO MEIO BIÓTICO MEIO ANTRÓPICO
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O MEIO FÍSICO
O meio físico ou abiótico inclui fatores como solo, água,
atmosfera e radiações, que surgem pela influência dos componentes
físicos e químicos do meio.

Para a análise mínima do meio físico, além daqueles específicos
da atividade ou da área, são necessários detalhamentos sobre:

 a caracterização do clima e condições meteorológicas;
 da qualidade do ar na região;
 dos níveis de ruído na região;
 da geologia da área potencial atingida pelo empreendimento;
 dos solos da região;
 dos recursos hídricos, podendo-se abordar a hidrologia superficial, a
hidrogeologia e a qualidade das águas.
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O MEIO BIÓTICO
O meio biótico refere-se àquilo que é próprio dos seres vivos ou
a eles vinculado. Também é aquilo pertencente ou relativo à biota, isto
é, o conjunto da flora e da fauna numa determinada região. Os fatores
bióticos de um ecossistema são a flora e a fauna.

Entre os aspectos a serem considerados, incluem-se: a
caracterização e a análise dos ecossistemas terrestres e aquáticos nas
áreas do empreendimento. Esse “levantamento da flora e da fauna”
deve seguir critérios científicos de coleta de dados, principalmente se
existir alguma indicação de espécies ameaçadas.
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O MEIO BIÓTICO
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O MEIO ANTRÓPICO
O meio antrópico ou socioeconômico deve ser analisado pela
caracterização do meio socioeconômico a ser potencialmente atingido
pelo empreendimento, através das informações que levem em
consideração duas linhas de abordagem: a primeira, que considere a
população da área atingida; e a segunda, que apresente as possíveis
interrelações do meio depois das alterações consequentes do
empreendimento.

Entre os aspectos minimamente abordados, encontram-se:
 caracterização da dinâmica populacional na área;
 caracterização do uso e ocupação do solo, com informações, em
mapa, na área de influência do empreendimento;
 quadro referencial do nível de vida na região;
 dados sobre a estrutura produtiva e de serviços;
 caracterização da organização social.
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BIOMAS
Desse modo, uma coleta de dados para um estudo de impacto
estará analisando o bioma em que está inserida a área em que se
desenvolverá o empreendimento analisado. Para tanto, é preciso
informação especializada.
No caso do Brasil, por ser uma extensão considerável de terra, o
país apresenta regiões com características bem distintas e a vida que as
habita acompanha essa diversidade.
Uma unidade biológica ou um espaço geográfico
caracterizado de acordo com o clima, a vegetação, o solo e a
altitude específicos, ou um conjunto de ecossistemas que
vivem de um modo equilibrado.
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BIOMAS LITORÂNEOS
São quilômetros de costa, o que o faz um mosaico de
ecossistemas: manguezais, restingas, dunas, praias, ilhas, costões
rochosos, baías, brejos, recifes de corais e outros ambientes
importantes exemplificam a diversidade de ecossistemas que podemos
encontrar. Este bioma possui rica biodiversidade em espécies de
crustáceos, peixes e aves; o manguezal é um habitat muito procurado
pela fauna marinha, pois é utilizado para a procriação e crescimento de
filhotes de vários animais, como rota migratória de aves e alimentação
de peixes e colaboram para o enriquecimento das águas marinhas com
sais, nutrientes e matéria orgânica.
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BIOMA DA CAATINGA
Na região do sertão
nordestino (semi-árido), caracteriza-
se por vegetação de arbustos de
porte médio, secos e com galhos
retorcidos, além de ervas e cactos.
Temperaturas altas e chuvas
escassas, concentradas nos meses de
verão. Solos pedregosos e secos,
ocasionando rápida evaporação. Rios
e córregos secam por um período de
7 a 9 meses e reaparecem na época
de chuva. A diversidade de flora é
média e é adaptada à escassez
periódica da água. Fauna
relativamente pobre, se comparada à
de outros biomas.
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BIOMA DOS CAMPOS
Presente em áreas da região
Norte e nos campos sulinos. A vegetação
se caracteriza por pequenos arbustos,
gramíneas e herbáceas. O clima é
quente durante o verão, mas no inverno
as temperaturas são baixas e chove
mais. A biodiversidade concentra-se
especialmente na fauna, com espécies
raras, ameaçadas de extinção e
migratórias. A pecuária é forte, e as
queimadas nas pastagens impedem o
crescimento da vegetação. As culturas
de milho, trigo, arroz e soja crescem
rapidamente, diminuindo a fertilidade
dos solos e aumentando a erosão.
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BIOMA DO CERRADO
No Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, com áreas
em Pará, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e São Paulo, caracteriza-se pela
presença de gramíneas, arbustos e árvores retorcidas. As plantas possuem
longas raízes para retirar água e nutrientes em profundidades maiores. O
clima é tropical, de altas temperaturas, com uma forte estação seca; o
solo possui pH baixo, baixa fertilidade, alto nível de alumínio e pouca
disponibilidade de água na superfície. As queimadas são frequentes, sejam
naturais ou provocadas. A biodiversidade da flora é alta, assim como a da
fauna. A agricultura, especialmente a cultura da soja, do milho e de vários
cereais, assim como a pecuária têm sido responsáveis pela rápida
devastação desse bioma.
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BIOMA DA FLORESTA AMAZÔNICA
Presente na região norte e mais oito países. Habitat de milhares de
espécies vegetais e animais. Presença de árvores de grande porte, situadas
bem próximas umas das outras. Clima quente e úmido durante todo o ano.
A vegetação é extremamente diversificada: matas alagadas, várzeas e
igapós e florestas de terra firme. Encontramos o cipoal (vegetação com
muitos cipós) e o babaçual (local com predominância de palmeiras). A
biodiversidade é enorme, tanto da flora quanto da fauna. Até o ano de
2003, estima-se que cerca de 16% da área total da Floresta Amazônica no
Brasil já havia sido devastada. O problema na região é a falta de
fiscalização, seja pelo baixo número de fiscais ou pelo grande número de
locais de difícil acesso.
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BIOMA DA MATA DOS PINHAIS
Também conhecida como
Mata de Araucárias, em função da
grande presença da Araucária
angustifolia neste bioma.

Presente no sul do Brasil,
caracteriza-se pela presença de
pinheiros, em grande quantidade
(floresta fechada). O clima
característico é o subtropical.
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BIOMA DA MATA ATLÂNTICA
Ocupa 7% da área original. Rica
biodiversidade, com presença de diversas
espécies animais e vegetais. A floresta é
fechada com presença de árvores de porte
médio e alto. Ocupava uma faixa próxima ao
litoral, que se prolongava até o interior em
algumas regiões. Número de espécies
endêmicas é alto, especialmente em árvores e
bromélias. Existe também uma grande
biodiversidade de animais vertebrados e
invertebrados. Clima e temperatura variam de
acordo com a região. A restinga é exemplo de
vegetação típica. As taxas de desmatamento
caíram nas últimas duas décadas e a área de
florestas protegidas quintuplicou.
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BIOMA DA MATA DOS COCAIS
Presente na região norte
dos estados do Maranhão,
Tocantins e Piauí.
Por se tratar de um
bioma de transição, apresenta
características da Floresta
Amazônica, Cerrado e da
Caatinga.
Presença de palmeiras
com folhas grandes e finas. As
árvores mais comuns são:
carnaúba, babaçu e buriti.
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BIOMA DO PANTANAL
Presente nos estados de Mato-Grosso e Mato-Grosso do Sul, onde
algumas regiões do pantanal sofrem alagamentos durante os períodos de
chuvas. Presença de gramíneas, arbustos e palmeiras. Nas regiões que
sofrem inundação, há presença de árvores de floresta tropical. A região
possui chuvas abundantes no final da primavera e verão, ocasionando o
alagamento de grandes áreas e clima seco no restante do ano. No período
seco, as áreas alagadas formam lagoas, fundamentais para a flora e fauna.
Grande biodiversidade adaptada às mudanças entre os períodos alagados e
secos, com fartura de vegetação e fauna aquática. A UNESCO declarou o
Pantanal como “Reserva da Biosfera”.
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TAXONOMIA DE LINEU
Sistema de nomenclatura extensamente usado nas ciências
biológicas, desenvolvida por Carolus Linnaeus, no século XVIII.

A taxonomia de Lineu classifica as coisas vivas em uma hierarquia,
começando com os Reinos, que são divididos em Filos, que são divididos
em classes, em ordens, famílias, gêneros e espécies e, dentro de cada um,
em subdivisões.
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Grupos de organismos em qualquer uma
destas classificações são chamados taxa
(singular, taxon), ou phyla.
Quando um cientista classifica um novo
inseto, procura classificá-lo dentro de uma
categoria já existente, verificando a qual família
ele pertence e encontra o nome mais adequado
àquela espécie.
O aspecto mais importante é o uso geral
da nomenclatura binominal, a combinação de
um nome genérico e de um nome específico
para identificar a espécie.