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ALEXiS

LEÕNTIEV
O DESENVOI-UIMENTO
DO
PSIOUISMO
I
Capt: l\nht
(ìaitt
I)igilrçaor 1ìí).Ji1?xe d Rogérit Boluttlto
lÌlitorâçio: Cotuxão Ltlìtorkl
I ()lolitos
dc Capa: SM lìotolito
Inrfrcssaio c Aciìbâmcúot Proro DísÍrÌbüídorú e Gftí/ìc(1 l.ttId
Títuìo Oliginaì: Le tlévektppnent du psl-t:hiunc
1 ftd\ttot,r: H e I I e n R o baLk)
2" Dtliçiro: Outubro tle 2001
Dados Intemacionais de Catalogação na Publicação (CÌP)
(Câmara Brasileira do LivÌo, SP, Brasil)
Leonticv, Alexis, 1904-1979
O dcsenvolvimcnto do psiquismo / Âlex is
Lcontiev
; Itr-adrÌtor
Rubcns ljdiìar.clo Frias]. -,
2- ed. -- São Paulo : Centauro,2004.
Titulo Original crr fLancês: Lc dé\'eloppcmcnt
dLì psychjsnrc
Bibljografia
ì.
(-on.cìrr
ci.t 2 l(.out.r
f"i(ologt:r
I
l.icolôgir Ili.,ó iJ
a
P. cuìu-i.Ì- lcôr r,
rÌ1ótodos ctc. L Titulo
0.1 2408
CDD-150
Índices para catálogo sistcmático;
l. Psiquisrno hrrrrrrrrro I I)sicoiogia 150
o cuN fAU Iì() Iit ) t'lÌ )Ìì^
'lì-avcssa
Roberto Salì1â lìosiì. .Ì0
01304-010
-
São Paulo
-
SI'
'Itl
ll
.1976-2399
Tet./Fxx ll_3975,2203
E tDiÌil: rLirt{rlcrììtiluÍo@tcÍa.coÌìl.br
\!\t \!.fr tÌ1l LI I Ì.(lil()ril,con].br
Un vefsidad) EstadLral de l\,,lafingá
S stema (le Bibliotecas - BCE
1ililIilltIililIililIilt]l]
0 0000 0 806 2
Introdução.07
l)reÍácio da Pr-iIrreira Edição ( 1959).
PleÍácio da Sc-sunda Edição ( 1964).
IiNSAIO SOBiìE O Dl-.SÌr.NVOI-VIMljN1'O DO PSìQUISMO
| -
(J
deserrvoìvirrento clo psiquisrììo animaÌ
1. EstLi:1ìa do p.sìtluisttto \entot.íel elementdr,21
2. t slágìo do psìqLtìsno penepti,o,43
3. [i.sttígio do intcl(.c1.), 53
4.
('ar.rctcres
aerdi.t.la
bÌquìsna
(1 inal,64
II - Aparecimento da coÌ1scìência humana
1. ,1,s u;ndições tle ttpdrecínento .la t:ot,tscìênci.t,
j5
2. O c \luhe lcc iüÌcuÍ o do pensanento e do linguugen, ST
Sobre o dcsenvoÌvirìtento da llistóriiÌ di! consciênciâ
L I
1tsìcologfu
da tt)nscien.Ìa 95
2. tl constìêntìa prinìtiut 107
3- A cott.stìéncitt hunat at e Lt socicdatd( de cld.';ses,
Cics
i 5/ r.q3
Nt
.1
l7q2-A
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R5
;;t. LËi;'u,"*'ÍiVÍ
A DI:,MAIìC]IItJ IIIS T(iRICA NO ES'I'(JDO DO PSIQUISMO TITJMANO
|. /'l\ la,,ri.)\ nalttratli\t.t\ int
l'\t(trlúltJ
hrtnrttt t l55
2.
',1
correníe socirtlógìca em psicologìa' 159
3. O tlesenvolvímenlo do dénurche" histt)tìtu ttu
1t;ìcologìtt
vniélk:a. 162
4.O individuo e o nlcio o honten r 4 sot ìctttrtle l69
5. O tlesenvrtlvìtttcttto hidógitrt c \ó(:to-hislóri(:a do hontent ll I
6. A apropríu1:ãtt ltclrt
httnen tla expert'nci't tócìo-hí\l(itìcu l16
7. Os mccanìsntos lúnclontnt'ttt
d't tr'tnp"t l'ttn'nr't n't
"nlo{Lnesc
Ltnünal
c humarut 186
3.ls purl ìculdr idatles duJòtmttção dtts ttÇõcs íntelecludìs 195
9. O cérchra c 4.tíi\)ídade psíqttìca do ltoment,20l
O MI]CANISMO DO REFLEXO SENSORIAL' 2]5
o Btor-oclco E o socÌAL NO PSIQUISMO DO ìlOMllM, 2'19
O I IOMEM E A CT-ÌL]'IJRA, 277
O DI'SENVOLVIMENTO
DO PSIQUISMO NA CRIANÇA.30]
OS PIìINCiPIOS DO DESENVOT,VIMENTO
PSÍQUICO NA CRIANÇA E O
PROI]LEMA DOS DEFICIF]NTES MENTAIS, 3JJ
L O desenvolvimenlo mental dd crianç'! enqMlnlo
Proce\so
de
aproPrì11Ção da experiência humana' 339
2. O tlesenvttlvimento de Ltmd aptídão cotna proce!;\o de
fòrnução
de
s is te nt as ce reb ra i s
Ji.t
nc i ona ìs, 3 4 I
3. O tlesenvolvimanlo inteleclual da citinç'1 enqttanla pracesst) de
forttação
das uç:ões menldís 348
Índices dos autores citados. 353
A obra psicológica de Alexis Leorrlicr' é clas ttrais nolÍivois da
nossâ época, c, tàdavia pouco conhecida nos paises de lirrgr'ra lìanccsa As
iroJuç0", de alguns trabalhos seus^ dispersas por órgàos cspcciâlizados
conto o Buttetíi tle psvchologie oLt tlLLs llcchercha\ inlernQtbndle\
ì1 la
lumÌère th.r nurxisttlc e a sua participação constaltc em encontros
ínternacionais
valeram ao atltor tlnla âtltÔridâde incontesÌável
Faltava a
obra furìdamer'ìtâl
que aqui apreselltamos'
Trata-se rios eletlentos dc uma teoria do psiquist.no
humano
l,eonticv rccusa, l'ìo crtalìto, a qualificação de "teórico" Cont eÍèito' no
decurso de nleio século de atividade ciel'ìtíÍlca' c1'etuou e dirigiu un.t
nú*"ro"nnri,l"ravcldctraballìosexperimentais'Foiapartirdelesepara
,r,"tho, o. interpretar
que se iÍÌteressou
pclos problemâs mctodológicos
c
lu"
"ft"gou
a uma conccpção de oonjtrnto Seria simplista dcmais afirmar
lu"
o
'r,,u
teoria cleve bastaÍìtc aÕ marxisnro enriquecendo-o'
en
Jo"traparti.la,
pelo simples 1àto clc Leontiev trabalhar na lJnião Soviética'
Foram as suas investigações
qlÌe o icvaralìl a ilefender a natureza sócio-
histórica clo psiqtrisrno humano c' a
Paftir
claí' a teoril tnarxista do
desenvolvimetrto
social tornavâ-se-lhe
indispensável
lìxperintentaclor.
Alexis ['eoutiev não limita o seu horizortc ao
laboratório. Preocupa-se cotn os problemas da vidâ hunrana cm que o
psiquismo intervétn. O seu campo de estudos comgrlcn!9
â pedagogiâ' a
c.rltìt.a no seu corljunto, o p!-obleìlìa da personalidadc
Mais diretanente
ensina, dirige e org;niza a irlvestigação' criou a Faculdade.de
Psicologia da
Universidaãe
de úos",,,,. clc quc é decano, itttcrvém c é consellìeiro em
numerosos órgãos e olganisrrros da vida científicâ' filosófica e polílica
INTRODUÇAO
1) 1t \t t1r, lvtjt ttttt tt l \rrttti tir ,
Ap<is ns srlrs plinrcilas investigaçòcs sobrc as lclçircs lrÍclivas,
cnrprccnclcu. sob l rlilcçlìo de Vygotskì, r'ários lrabltllros soblc cr
ilcscrrvolvirrrcn{o oltogônico clo psiquisnto, cspccialnrcnlc soblc a
rucnrurizaçào. I'lnr 19i2. cslucia. ern Klrarl<or'. o clcscnr,oÌvinrcnlo dir
rutividadc intclcctual prática e da consciôncia na criarça c clcclrc.r se ut.'s
ploblctlas te(rrioos das rcìações cn1Íc a cstrututl da atividaclc c us lìrlltas
clo rcllcxo psíc1uico. Isso concluz a invcsliguçrìcs nos clontinios da
Psicolrsiologia
e da zoopsicologia. ao nlcsnlo lcn1po cÌLìc dilige Lrnt gl.Lrpo
tìc pesquisas corr lins priilicos sobrc u pclccpção das ilustr.rçires nas
u ialças.
De regtcsso a Moscou cnr 1935. l-conlicy consagrâ sc aos
ploblcrnas da gêncsc da scnsibilidadc c da teoria gelal t1o tlesenvolvimerrto
;rsirlrrico.
[)uraÌìte a gucrra cslucla o reslaÌre]ecimento das Íìlnções rn(ìtrizcs
rlrrs lclirìos c orgarriza Lrnr hospitaì especializaclo. As obsclraçòcs c
IllrLrallros lcik)s nesta ocasião condLrziram. após algLins aros" à hipótcsc da
eslrulura (lo
sistcnla das 1unções psíclLricas (1954). Iìegressa cntão aos
ploÌrÌernas cìa psioologia da criança e zì peclagogia e à psicologia gcral. E,
ncslc rìl()lrerìto que iÌparecc a prirrcila ediçào da plcsentc obra.
Desde então. paraleÌarrente às suas pr.rlrlicações c ao scLl lrlct]so
tr:ri'.rllr,' Je,'rÈ'lìtti/açao c
'lc
crìçitìo. o iìì ut colìlitì .lt J\ \Lti]\ pc\qUiìJs.
Iulclcssou se pelos problemas da crgtrrrorrria.
f,ìr
ccrtr5 qLlestões
lcvunt:rclas pcla aLriornatìzação. l)rossegLrindo os seus trabalhos sobre a
pcrccpção e ar irnagenr descobriLr. r'ecentenìerì1e, Llnì cLrirìso 1ènômeno
batizaclo por ele de "efèito de lobo", nas conìrecido hoje sob o norre de
"c1èilo
l-co!ìtic\," (prinrcira publicação cnr lc)74) c quc lornccc rrovos
drdo. rubrc r íorrrtirr'rr,.rl;r. irttaS.rt: r isrni, rt,r ...rì\ai( rìcit.
Fiualnìcn1c, urÌr pcquerìo livlo nruilo inporla,rtc, aplcciado cm
Moscou cllr Íìns clc I975. [cirrc os lrabalhos c rcflcxõcs dos irltirnos rnos
sob o tílulo: Álit)idudc. cortstíintir.r. persorrulitlutÌe ("Atividadc" ó lonrada
cxplicitarnenlc aquì no sentido corìcreto do âlcmão Tãtigl(ei1). IJm
prclãcio-llro1ìssão de lé inlr-oduz este livro e não poderiarros Íàzel nrelhor
cìo clire clar dele alguns breves extratos.
O l)t,trtì\,)l\t,ú iÌ,',t,' l ,t,1ttr.ttt,'
(J
autol alltlna irliciitìtllenlc clitc estc livttl tcriticrr ttito liri csctiÍrr
pelo gosto cle lcorizar: "Os csÍìi'çtls pittil csclatcccr os ptoblcttllts
rnetodológicos cta ciência psicológica loranr sctrpre tllotivarlos
llot
ttrlta
necessiclacle colÌstiuì1c de rclerêtlcias letiricas, rcfetêtlcias scnl as tltt;ti' rts
invcstiglções concrclas pcrmaneccriatl inevitavcltllcnlc alirrgitllts clc
nriopia
-.
E cotÌtilltÌ?Ì:

lá clLrase ttrtl seculo a psicologia vive tlma crisc tlc tncÍotlologia
O sistelna clos conhecitnentos psicoltig!cos' par-lilha no scLl tcnlpo elì1Íc 2ìs
ciêrrcias hLrnanas e as ciêtlcias lliÌtLlrais, cilìdido nulìriÌ parlc tlcsetìliirL e
rìulna piìÌ'fe e\plicativa, abrc oada vez nrais brcchas por onclc o pr'(lplio
ob.jeto cla psioologia parecc desapatecer' Ì-lste ob-ieto redttz-se' e ttrrtit'ts
vezes sob o pretc\to do ncccssaÌÌio dcscnvolv imetlto das pesquisils
irrterclìsciplinalcs. Ouvettl-se nlcslllo vozcs que claÌì'ìaln: "Vinde a
psicolo-eia c rcirrai sobre Ììós " O parâdoxo c qtle. nlau grado todas as
cliÍìcLrlclaclcs teciticas. se tlbserva atttaltnelì1e no nlulìdo itrtcito tttrla
cxtlaorclinária âceleÌação clo descnvolvitrellto das pcsquisas psicológicas
sob a prcssão dìreta clas cxigências da vida Doncle unra contradição
cresccllte enlì'c â ellortÌÌe qtlâllti{ladc de fììtos actltrulados
cscrup Lrìosalìre!'r1c pela psicologia ctn laboratcirios
Pcrfeitalììentc
equipados
c o estado lanreutávcl clo scLt 1ìlrdamcl'ìto tcórico e Inctodológico A
negligência c o ccticisrllo em relação iì tcoria geral do psiqtrisnro c a
.ata'r.i,. t.,,n,',1,r
llcìü
lhl,,l,ìli5lìl,r u u ciclìli\lììu qllc eariÌ\'lcri'/illìl il
psìcologia nncricatta coÌìtc llì porâ ncâ 1e não sti eìa)' sno crigidos oolÌìo unìa
barleila no catrtinho clo cstttclo clos problenlas psicológicos oâpitais'
Ircrcebc-se scnt dilìcLrldaclc
(ì ('lu elìtrr' !'\Ìcs lclìolìletlos e a
clccepçirr:r cluc srtscitli o 1Ìacetsso das prinleìras tondências eulopói:rs
ociclentais e iìlìlericiìl]as que prctcndiarll reiìlizar em psicologia^ a levoltìção
lcó[iça 1ão cspcracla. Quanclo
o bcÌtaviitt'isttto ÍÌparccctl' lalott-sc de utlt
lósÍìrlo
junio
de unr barril cle pólvola: <ìepois ncrcditoLr-sc qtte cnÌ vez do
lrehaviolisrno. selia a psicoìogia da ticstalt clue leria clcscobcrto o prirìcípio
ger'âì que scria capaz cle fitzer slil a
Psicologia
'lo
ilìlpasse a que a titlha
JoncìLrzìclo a arálisc cÌcllìcìl1ilristll.
"atottrizada"; por 1ìm' bastarrtes l'otanl
aclucÌes a
(lLtc|n o
fict.tdÌ\ÌtÌrr
lèz virar a cabcça cllcontrando' diganìos
,) Dt ït1tõlünìLnt,,,l , Ì it,ttr,tr t
iìssirìì. r1o inconscienle o porto de apoio qLlc pcrnitiria rccolociìr a
psicologia sobre os scus pés e dar-llìe vc rdadc iranl elìte vi{la. Outras
tcndôncia psicológicas burguesas tiveran'ì selÌr dúvida menores plctclsões,
nlas a mesma sorte as espeÍava; encontrâmo-las todas na caldcirada que
coz'nlrarn hoje, cada utn a sua mâneirâ os psicólogos paltcnì eln busca de
urna [eputação de "grande espírito".
l,eoÍìtiev fala ern seguida da psicologia soviética. O esscncial no
carninho que r:lâ percorreu, escrevc l,conticv é clue "Íoi o carninho dc urna
Iuta inccssalrte orientada para a assimilação criadora clo nrlrrislro
leninismo e coÍìtra as conccfções idealistas c lììccanìs{as biologizantes, que
l()nìlìva ora Lnn rosto ora ou1[o. Scgrtinclo ul]la ìinha oposta a cstas
cotìccpçõcs havia quc prcservar-se qLrer clo isolacionisno cientí1ìco qucr da
rrloçiìo rlc posições durra das cscolas psicológicas cm presença.
(
ortt prourd íarrros lodos que â psisologia nafxista l']ão é urra tendência
plrlticLrlar, não é uma esoola, rnas uma r'loviì etaptÌ hìsla)[ìca qrÌe represcnta
o princípio de uÌÌÌa psicoìogia autclllicaulente cieutífica e
coIscq iìcrìtcmcntc mâterialista".
Na opinião ilo autor, "há que reconhcccl qLtc uestes [rltimos anos a
rtcnção pclos problernas metodológicos da psicologia dimiruiu urn pouco.
Isso não qucr dizer evidentemente quc sc discuta rrenos sobÍe questões
tctiricas ou que sobre elas se cscrcva menos. Tellho para rrinr outÍa razão:
Lìrìriì ccrta negligência netodológica ent nuìtas pesquisas
trrsicológicas
concrctas, inclusive em pesquisas aplicadas (...). CrioLr-se col'ììo que umâ
itnplcss:ro cle dicotonia: de urn lado, o donrínio da problcnrática filosó1ìsa
psicoìógica, do outro o das cÌuestõcs rrctodológicas cspccialnrente
l.rsicológicas
sLrrgidas dc pestluisas e:rlelirtrt'rrrrLis coììcrcti!s (...). Mas é
rcccssár'io que os ploblcnras parciais não esconclarn os problertrus rnais
ilerais c que os rrélodos rla invcstigaçào não dissintulcrr a sua
mctodologia. Com eíèito, o psicólogo cxpelimeltador preocupado com o
cstudo de questões cor-ìcrctas contilua inevitavelmerrte a collfiortiÌr se cot'ì'ì
os problenras metodológicos fundameutais da psicologia. Só qLre eles sc
lhe apreserrlarr sob ulna Í'olrra disfarçada pois a solLlção das
(Ìucslõcs
concrclas parccc não depender delcs c cxigil iìpeuiÌs iÌ multiplicaçào de
dados empíricos cadiÌ vc;1 lllais
Prcci()sos.
(tiott-se tttttlt iltlsiìo tlc
"desmetodologização" clo donrírlio das pesquisas concrctasi o t;rtt tn:tis
reforça a irr.rpicssão de desconexão das ligações internas entrc 2ìs bascs
gerai; teóric;s marxistâs da psìcologia cienlifica e o seu nÌatcriaì
(le
Iììl()s
ìÌesulta claqui uma espécie de vazio no sistema dos conccitos psiookigioos'
vazio no q;al se infiltram concepções engendradas por opiniõos cslrlìnlìas'
no seu fundo. ao marxismo
O autor indica en seguida que os tÍabâlhos que conduziram âo setl
novo livro resuhâm sinÌLlltaneaÍÌentc
da tomada de consqiôncia das
dificulclailcs clescritas e dos resultados das pcsquisas concretas
oontemporâl'Ìeas.
Ele qualiÍ'ìca-as como "um ensaio de comprecnsio
psicológica das categorias nìais impoíantes para a construção de um
r;i.t"tl.tu- nan contraditório da psicologia eÌ'ìquanto ciência da gênese do
l'uncionatnerto
e da estrutura do reflexo psíquico da realidade que
mediâtìza a vida clos inclivíduos. E explica-se sobre as três categorias assirn
cncâradas: a atividacle concreta, a consciêncìa hunrana' a personalidade
"A análise psioológica
(..
)
não consiste em extràir clesta os
clementos psíquicos parâ os estudaÍ a pâfie; ÍÌìas em introduzir na
psicologia uniàades dc anális< que
loÌ'tern
em si mesmas o reflexo
psíqLricã na sua indissociabiliclade
com os elenìeÍìtos da atividade humana
qr"'o
"ng"ndrulì
e são medìatizados por ele A posição que defendo exige
n reorgar',i.ação de todo o apârclho conccitual da psicologia' o que apenas
lbi esboçaclo neste livro e represcntâ
''ìa
süa maior parte tarefa do futuro"'
No que concerne a cottsciência
"ela deve scr considcrada nào como
um canpo oontemplado
pelo suieito c sobre o qual se projetam as suas
imagcns e os seìJs;onceitos. mas conìo üm lrovimenlo interno particuìar
cngJrrdratlo pelo rìlovincrìto cìa atividade lrunrara" lìá que
"pôr etn
cv;dência a categoria cìe cotrsciêucia
psicológicu' o que sigtlifioa
comprecnder as passagens Íeâis quc ligarr o psiquisrno dos indivídrtos
co,,cretc,s e a co;sciêllcia social e as lortnas destit lsto não pode porém'
fazer-se senr a análise ptévia dos componentes
da consciência
individual
cujo movitnenlo car:rctel iziì a sLla eslruttlrzì ìnteÌÍìa"'
O Iteçrnt'th utt' tttt"!" l','1't!\ttt,'
O !)esental\,Ìttrct1to (/o l): ìq t t t.\ 1ìtr )
QLranto à personalidade,
Alexis Leontiel,consjdcra
qLrc conccbê-la
corno o[r.jcto de csÍLrdo psicológico
é absoÌutanÌente
ìnconrpatÍvcl conr as
conccpçõcs
antropoltigico-cultUrais
e coÌÌì âs cot.Ìcepções da sua clupla
tlotcrntinação
biologica e sociaì. lsso parecc_lhe
sobressair par.ticrrlrr.mcnte
tlo cxarne dos "lìlotores
interrros cla pcrsonaliclatle
e da Iigaçlìo da
pcrsolalidade
do honrem com os seus caracteres sornáticos,,.
"A concepção largantenle cspalhada das nccessiclades
e inclinações
ckr honrent pretencle qLrc sejam elas qLrc clclcr.milant
a ativiclacle cla pcsca e
a oriclÍatr; a tarefa plincipal ila psicolitgia
ó. portaìltil. esludaÌ quiìis as
rrcccssidadcs
que são ìrÌerctìtcs ao lrontcnr c qL,ais as enoçôcs pslcìLucas
linclinaçires, dcsejos. scrrlirlcntos) clrrc clas sirscitalt.r. A ou1r.a corrcepção,
pol sctr lado, cot.ìsistc cl.tì cornprecnder
colìo c qrrc o dese nvolyirlerrto da
rrlilirlrrrlc Itrrrrrana, dos scLrs n.rotivos
"
dos s",rs meios. transt.orrra
as
rr ccess itllrcics lruntanas e cngcldra novas, na seqiiôncia c1a qual a sua
lricllrlilrria sc rnodilÌca. pois a salisfação clc algunas delas reciuz_se ao
sirnplcs oslalulo dc conciições ncoessárias
da atividacle hurrana e da
cr islóncia do hontent con.ro pessoa,..
Opondo ao ponto de vista IlalLrralista
o seu ponto cle vista
psicol(rgico,
o autor precisa que. para Mar.x, "a perso rr aricra<i e é Lrnra
qLralidrde particular que o individuo latLrral adquire no sistcnra das
rclaçtìcs sociais. O problclrra torna-sc então incvitável. as pr-opriedades
an{ropol(rgìcas
do indivíduo não se manifeslant corro detcrnrìnando
a
pusonalìcladc
ou crìtraììdo rìa sua eslrlrtura. tras coll.to cctnilições dadas
gcnclicanÌentc
da 1òr.rlação da personaliciade
c. iìo rììesÌllo lcrrpo. cotìlo
aclirilo quc dctcnììina, nào os seus traços psicológicos,
lììas iÌpcníÌs as
Iìrrnrls c os moclos das sLras nt an iÍèstações...
,,._^
-,.
n obra quc íÌproscrÌtaÌll os lqui rtlt.Llrer.rr
1tel.r
ptirneila vcz ent
1959. ll uma recollra dc tfabalhos qrrc o aLltot. consiclcra csscnciais. Una
sceLrnda cdiçào, revista c a.'cr1acla. aparccctr enr ì964 e uma tercerraÌ erÌl
I972. l.'oi csta últinìa quc tracìuzinros paroialnrcnte para evitar.climcnsões
cxcessivas.
O própr.io Âlcxis Lcontjev quis proceder à escolha dos
capítul's quc 1Ìgu.anr nesta traduçào. assim c.nro aconserhou crÌcaznrcnte
0s tradutorcs.
()
l)L v|r t ittt|,,t,,,!,t 1',ttt,t\t)ir,
A vclsiio inicilì rkr l)lLtio *tltrL' () (lt.\(uyt)lrìutt
ltt) tI|)
I)\tt!ttì\tttt)
tlata dc lt).17. Iroi adaptacla pclo arÌtor crl lìrnçr-ro (le
r)utlrs sÌtiÌs
publicações c dos debatcs sLrscitaclos por cste trabalho.
()
Pr.iIrcir.o
parágralo resLlme a segunda partc da lese clc dou tor.alìì cìl1o clc A. Lconlicv
("O desenvolvimento do psicluisrlo". I940): os clois oullos cor)stituenÌ its
lcses gcrais de Lrnta monogralìa prepalada pelo aLrtor.. nrits crrjlr bibljograÍìa
c docurÌlertaçào plevia sc pelclerant <Jurantc a gucr.tlr.
L) rcsto dcsta lecolha é l'orrrado por un conjunto tlc cstrrclos erl
que Alcxis Leontiet, desenvolve certos aspectos das suiÌs lcscs geluis ou
cxpõe os Ícslrltados dâs ilÌvestigações c das experiências clue o conduziranr
iì elaboração dcssas teses. E parliculalntente o caso ilos trabalhos sobr.e o
lrsiqrrisnro
inlàrrtìÌ e sobrc a perccpção. 0 capítulo sobr.c O homen c tr
tuÌ1w'u reÍonta uma rcl-lexão gcraì de grarrde an.rplitude publicada pcla
prinreira vcz por ocasiào clo colóquio ilìtcrnacional da Tachkent em 1967.
A c rescerì laìÌì os clue a obla qLlc apreselltanlos collhecerr ÍÌun]cfosas
(raduçõcs..
Ao colocá-la rì clisposição dc unr vasto público 1ìancófono de
psicólogos. clc pcda-uogos, clc Í'ilósof'os, dc nroralistas e. nrais gcralntente,
de honrens e nrLrìhcres prcocupatlos cnt compreendcr o tlestino dos homens
para agir sobrc ele. tentos oonsciôncia cle prccncher unla laculla b:Ìslante
trclasta na forrlação do pensarncltto corÌtelìl poÌiirÌeo lleste vaslo e clecisivo
tlorr ín io.
PREFÁCIO
DA PRIMEiRA
EDIÇÃo
(l9se)
Exlrotus
O probìema do desenvolvimento
do psiqüismo é unl dos problcmas
centrais da psicologia soviética lsto deve-se ao fâto de a teoria do
desenv olv itn ento do psìquismo não estâl'âpenas
na base da solução das
n*i, inrpononr",
questões da psicoÌogia, mas também da pedagogia A
i,r.rfottan"i"
destcs problemas aumentou
urttito pat-ticu Iartìì cnl e lìeste
lnomento,
âo passo que as queslões do desenvolvimento
psíquico e dâ
persotralidade
tonram uma graude atualiclade
Cono o problema tenr miìltiplos âspectos e se.reveste
dc uÌÌ'Ìa
grande complexiiade'
o seu estudo deve fazer-se em várias direções' sob
diferentes
planos e por meto de métodos iliversificados
Os trabalhos
;;;;;t;#i;
e teóricos reunidos neste livro são apenas uÍìa das muitas
tentativas
en.rpreendirlas
para o resolver' Razão porque esta obra não
Or"r""a"
a". um apanhado
geral ou uma síntese dos trabalhos
psicológicos
ioviéticos
"
*u'.tàiui. sobre o probìema do desenvolvimento
psíquico'
afirmação
quc se aplica pafliculartnente
às
.numelosas
pesqulsas
consagradas
ao desenvolv itnetrto do psiquisnro lìa crlâÌÌça'
Se bem que cligarn respeito a aspectos diÍèreltes doprobletna'
os
trabalhos
ptrblicados aq-ui obedecem uma intetrção itnica e estão unìdos
por
|lmadëmarchecol-ìlulÌÌlìoestudodosfenômenospsíquicos'Cornodatam
ã.'ììt"t"""t
perÍodos. podem conter idéias qtre o autor modificott
posterioÍlÌellte
Razão por que a escoìha colnpoílÌ artigos reccttÍes'
PIÌEF'ACIO DA SEGUNI}A EDIçÃO (I961)
A scgunda cdição deste livr.o difèr.c cla pr.irncira pcla arljurrção cìe
rrrivos traballros: "O biológicq e o social no psiqLrismo hLrnrann,' c
..C)
lromern e srra cultuta", não obstanlc ceftos arljgos psicopcdagirgicos rnlis
cspecializtdos tclcnr siclo relir.ados e oLltros de ccrto nlodo r.csLrrniclos.
Eslas ntodiÍìcações tênr por causa o dcse-jo do autor cle ntelhor
rcalçar a ideia cerrtral do lìvro. a sabcr a da natureza sócio histórica do
D.iqLrisrno
lrrrnrarro. l.trr icìcil qtrc .c crIrinritr. pclr prirlcira rez. rra
psicologia de L. S. Vygotski. conservoLr toda sua alualidaile. Encontrarnos
lioqiieutenlente hoje ailda concepções segurtrÌo as qutÌs os proçessos
psíquicos superiorcs e as aptidões hu:ranas depeldcr.ianr diretatnente e
ÍÌrlalÍÌ'ìcnte dos caractclcs bioìcigicos hercditários.
Estas coucepçõcs ltão são âpenas propagadas ativantcntc pol certas
escolas psicolcigicas estrangciras. ManiÍèstam-sc tanrbcnt sob Íornras
ircorrscientcs e invisíveis. nos prcconceitr.rs pedagógicos oLl oLltros,
rcslrìtâltes cla dcsiqualdadc secula;. clas concliçõcs sociais do
rlcsenvolvinrcn to das pessoas.
Sc este lit,r'o colÌltitlLtir parâ a Iutiì contra estas opinicìes
lrioìogizanles soLlle a tìatLlrcza e o clcsenvolvinteulo cle psìquisnro hLrntano.
()
Íìutor 1er1ì atiugido o scu objetivo prirrcipal.
oxôrslr|rõrsd oü
OJ,illflr{rilroÁ"ürflsil(I
o trusos
orvsNfl
O DESENVOLVIMENTT)
I
DO PSIQUISMO
ANIMAL
l. Dstágio do psiquismo sensot'ial
elcm€ntar
O aparccimento
de orgauistr.tos vivos dotados de sensibilidade
está
figoao a
"o,i
pf"*iclade cla suJatividâde
vital Esla complexidadc
reside na
;ìï;;ç;; ;"'pr""essos
cla atividrde
exterior que mediatizam as rclações
crÌlre os orgauismos
c as pr-oprieclatìcs do nreio dorde dependc a
",t"*.""nu"
-"
o dcsenvolvinrento
da stlâ vida A lorrnação destes
;ì;;;;;t
é ,lcter'''.,inada
pelÒ iÌparecìr'Ìrcnto
cle ttna irritabilidade
cm
i"fuç* *r, âgelìtes exlerio[e'
qt't
1""tncht'"'.a
1unçào cìe sitral Assim
,*,r." u .p,iifao clos organistros
plle lellctir âç rçòc\ tla realidade
r.:ircundantenassLlasligaçõeserclaçõcsobielir'as:éoreflexopsíqtti..''
lrstas tbrrlas cle lelìexo psíquiccl dcsenvolvenl
se colì'l a
ç(n plexidade cstrtltural dos organisnos e enl ltltlção do descnvolvitncnto
,f,, ,,ii"ii"J"
quc elas acompanhau
t'or esta razão' é irnpossível
arralisá-las
e iclrtificamcnic senl exatlinar a
lìlÚpriiì
ativitlaclc do* rninrais
A que alil'itlade
allimal sc ìigu ir tìrlnrr dc pstqrttsnlo nrats
t:lunentar? A sua particularidacle
esselcial é set suscitacla
por tal e tal
t,,.rf.i"aoa"
que age sobre o animal' proplieclaclc
para a
.qual
sc oriellta'
,,,u, qu" ,,ão .oinai.:l"
"u''t.t
as ptoplietlacles
tlc...1Lrc tlcpcnde,'/trel(tfilenle
a
vida do anirrral. Assitn. csta atir'idatle c detçrntiuada
rrão pelas
rrftrnriedadesatllantlJsdotttcit'.ttlaspol-cstaslllesmâsproptiedadcs'
'
''
REG-: Ji;i 6a:èraí
O t)cscntrtlttrn, ttt,,
'1,'
l''t,1ttr',rtt"
.?-j
Ò Desentaltìnrnlo
da I'sitlutstìtt)
Sabe-se
que quando o inseto se deir'a
prender nutna tciir de aranha'
.'sliÌ so
(lilige imediatamente
para ele e oomeça
a envolvê-lo
com seus fios'
O que suscita
tttu uttu'àuA"
"
o qu" lh" determina
a orientação?
|,itl'iì l.cspondeÌ.
a estâ questào .onvén]
"liminur,
uns após oulros' diversos
clerrictrtos
suscetiveis
a" ug't-toút"
a aranha
Várias experiências
ì,.,,'
; i ; ;," J.",ob" r".",
t
:: .:-."
"
ï:,'ffiï
T:,11ï'."*",ï::ïr::il:
I r.rr rsttr itit e m-se à teia. suscìtan
,;;;;,' ;;;;;;;"'
*";
g.
ï:::,:11;:.1;ïl'ì11",,1ïïï;i5;.|
:S;
ïf
:
sr lr vititrla.
Ilìvcrsamelltc'
tÌovâ
irrrrrltit sc clirija pata o insçto lioclcr sc-i concltrir
daqui
que e a vibração
rlrre crtgcnclra
a ativiclaclç
a'u'nniu-"-o
orieÍì14.
Ulna seguntla
experiência
"""" "
iX'ì:;:l;,'i'arr'os
tla teia urn diapasào,
"' ]'::T::'
a aranha
,r i,.i
r,"-,.'ì,,'"',iinin,ì'"n'"
p-o
"Ï;ï:l:,,:1;lilJi.t'ltï'JJ;iltï:Ï
:
srrt leirl c lcntâ lnordê-lo
coln s
li,rriìnre
uo vibratório
u tuu'u,
poit o diapasào-
c
:
'll::,t":-:0"ïnudo
n"t"o
t( rir
(le ;rlilnlìil nào lëln oÌllro pollto co'nuln
I Iìâo
\cr a vthÍaçao'
'' "' ''' "ii;;;.,;
é que a ativiàade
da aranha esta ligada a uma vibração
que
r1,.r: solttu cla' mas
uu"
nto ì"J"'"penha Qtralguer
p"p:]-l:
sua vida?
|,()I(lllc íÌ iìção da vibração..
"n"on*u'
rras condições
normais.
em relação
estirvcl c tlclcrminacla
"ol'.t
u'tuú"an"io
nutritiva'
o inseto
^capturado
na
lr..ilt'
(
.lt
ltttr arctno, u
".tu
,"tuçao
que existe
entre l propriedade
atuânte
(irJletl(. cslirnrrlot
c a
'atistac'io"
ii-u'nu
"ttttt;dtdc
biológica-
sentido
I'i,'li,!.rir'
da açào cottsideraoll
Oi*'"tl' PÔis
quc a atir idadc
'la
aratlha é
ilirigitla
para utr corpo
""t
u'U'u.-"o
tn' i:l:O:.];.,?r:'l:çio
t.:r tomado
r ).rrrr \'lir no ctecu riÔ da stta er oluçio
1\pcc ì Íì\ it o ictltid.'
fc
a ltt ncttto'
"''
''"',,t
,."i,n"
hi.ló[ico
't"-t'ut "y"'tt"
crlcriur
ttà.'i ittrariárcl
para o
irrrinral.
[]le clesenvolve-sc
"
ntnJifttï-'"
no dccurso
da sua
atividade
enr
lttttçito clos elos objetivos
que existet'ìl
entre
as
propriedades
(.L
'l
I
(\ììtìtìLlclìt!-s do tneio'
'' " ';'ì;ìì.
aì*'tdn
t"
"li''t.t"ntu
sisternaticanìente
de vermes
Lrm sapo
(,,1i,'ìciì(lo e crtt scgttida lh" ;;;;;;t;;;"t
um
]ósloLo-e^ul11.pequcrra
boÌa
ì'.. ì;;,';ìì,.
,ì1" ,'t i,,'1,.-' a" Íii'iito
que e along.do
corno o verme
e não toca
no Írìusgo: a fornra zrlongatlâ tolroll para elc o sctltitlo biokigico de
uli,r.,"ntol Fìn coltrapartida se fotttecertlos inicialnrcnlc
ao sitpo aranhas'
cle âtira-se ao musgo que se assemclha pela sua forlrla a tttrll allttlha c não
rcage de maneira ulgu,rtu uo fósforo: agora' os objetos cslóricos lollìâranl'
para ele, o sentido dc alimento.
Devemos notar que os elos tlo sentido aparecidos
rra atividade
arrimal são liP.açòes condiciouais que aprcsentám un cariiter pafticLrlar')
podemos tneJmo dizcr extraordiirário
Èles distitrguerrr-se
ttilidatncttte
clas ligaçOes condicionais
que formam o mecanisnro do próprio
,o-poïro.nnro,
isto é, das ligações com a aiuda das quais se rcaliza o
compoíamento.
QLrando
o animal ao ver o aliuento se dirige para ele' isto é'
(luando estamos a traiar com uua ligação de sentido "vista do alimetrto-
alimento", esta ligação aParece e:noclifica-se
âbsolutamente
de tnatleira
difèrente das que sutgenr no processo pelo qual se Ibrtna nele o hábìto de
contoruar um obstáculo cncontrado no catninho
(ligação "obstáculo
contorno").
Várias pesquisas rrlostrararr que as ligações do primeìro tipo se
lormanr rnuilo rapidamente
"em oampo" e quc de igual maneira se
dcstroenì, basta para isso urta ou duas cornbirlações
Irm contrapadida, as ligações do segundo tipo nascem e
çxtir'ìguem-sc lentanlente,
progressivamellte
Por.exetnplo'
os pitltos
".,tnio,r.t
a bicar efetivamente a gcrra do ovo partido com sucesso logo à
prim"ira; basta então a um pinto de dois dias bicar rttna ou duas vezes urna
casca dc laranja amarga para qlÌe o seu compoftâmento
alimentar lace à
gcma do ovo se
"xtinga
lMo,gan
e outros) Por outro lado' os pintos devem
ììrr". uáriu. d"rena, ãe ensaios para que Òs seus movimentos de bicagetn
se adaptem perfeitarnente às corldiçõcs exteriores em que recebenl o
lu lime n1o.
Pala estudâr a formação dos hábitos no sapo' lìujtendijk (1930) fez
rttttil sirie dc expeticncil' clìì
(ìllc tìiÌ\'l:Ì L\ìln(t rrrr\;ttritttuis ittselos
''ttjl
srtlrstância provocava tlelcs tttna lcação nruitcl tlcgativa Baslâva uÍìl ensalo
para que o'sapo recusasse dLtrantc vária horas engolir todo o inseto deste
(
) l)eset.],ol \,ì tlte nl a dt) P tiiq 11 t \ ltt t )
liÌ)o ou rìrestrro qualqLLer oLltro itlseto clue se assçtrcìllassc Notttras
cxperiôncias Bujtcndijk colocou tlttt viclro entre o sapo c lt sLra presa (no
ciÌso uurâ Iombliga); ncstas condições, o sapo nanilestava uttta gratlde
pcrseverarÌça se bem quc lodas as Yezes chocassc contra o vidro;1'oí
nccessário utn grandc nútllcro de tcntativas ântes que a reação sc
cxlinguisse. Mcstno o eslorço do eletlento de
"purrição" (re1òrço negativo)
lìão provoca tÌestcs casos a cessaçào dos l'novitttclltos do sapo A rã das
cxperiêrrcias de Abbot estcvc dLlriìlltc 72 horas a lançar-sc a uÌna presa
envolvìcla enr agulhas. cr'ìqtriìr11o a cpiilct mc cla stta uandíbultr sttpcrior não
Iìcou seriamente I'erìda. O signifìcatlo biolcigico das dilercnças cntrc as
velocidades de lbrrraçâo dcstes dois tipos dc ligações conprecnde-se betn
sc sc corrsidcrar as corrdiçõcs de vida da espécie "Sc durallte as sìias
caçadas vesperais o sapo cltega à vizirrlrança de utn lbrmiguciro e caçÍì
Lrnra I'or-miga. a Íblnração r/rpida de um hhbito protege-o então corllra a
irrgestão doutros insctos serllclharles prejudiciais pelo serr ácido fórnico'
Ilìversanerìtc. quatrdo utl sapo apanlta unla lombriga e a perde
LuÌra repetição cle nrovitlcntos poderá ainda proporcionar-lhe o alimenlo
csperadoì .
As ligaçc-ies clc senlido tênr tanlbém outro caráter. o de serenl
''bilaterais";
conr eÍèito. a sua lornlação Ilão telìl apellas como t'csultado
que :ì ação do cxcitaÌ1tc provoca Lìlìllì reação detelminirtla, um
comportanlcÍìto detcrnrinado. lllâs tanrbém que a nccessidade
corrcspondenle "sc reoonhcça" desdc logo dc certa nraneila no ob.ieto
excilantc consìderado, se collcretìze nele c provoque uln colnpoÍtameÍìto
ativo de procura ent Ielação a ele.
A originalidade destas liSaçõcs f'oi sLrblinhada por Darwirt. que
relata cspccialtnente as segttil'ìtcs obselvações:
"E nruito rlais l'ácil
aìimerlar arliiioiallltentc um vitclo ort tttlla oriatlça se trtttlca loram
alinrcntaclos pcla nìãe clit clttc se o lbratrr tretn qLle tìlniì vez apetras " As
ìalvas "que se â lirÌt cl'Ìtararìì clurante algLtnl tetllpo dc urna dada planta,
L t
I t' t, ttr, lrttt, Ir,
'
,lt t",tr,\1tt,j .ti
plelererl rìrorrer a cotììcr orìtriÌ tlttc sctia pct lcitatttctt{c itecillivel
ltrlt
clas
Ììo pouco quc telharn sido habitLradas.tlcscle o rltscintctrlo
Os trabalhos clássictts tie Pavlov e clos sctts colitlrotittlotcs
dcrronstrararn igrralnrcnlc a Íortnação destas ligaçõcs clc scttlickr
"r'iipiclas".
rrrcsrno quando não sublinltaranr particulârnlcntc tt sctt prtpcl lÌttttlatrrctrtaì
r'Ìo conr portarìr erìto (cl. os plinrciros ttabalhos cìe I. S. Isitor,ìtcìr c. nlais
tarde. as expcriôncias dc L 0. NatbLrtoviclh e oultos).
O rellcxo do rreio pclos attimais errcotrtra se ertt ltrriclaclc cotn it
sua atividade. Isto sigrrilìca t1uc. sc bettt qtre se.ian clilèrcn1cs. riro rto
nìcsmo terìrpo insepatávcis. IIh "passagens" clltrc cles.
Ì:.lstas passiÌgcns cor'ìsislcrÌl cnì
(ÌLrc.
poÍ unt laclo, o reflexo l'orma-se
scrìrprÇ no dccurso da ativicladç do anitnal; assiu. a exislôncia e a exatidão
do relìcxo, uiìs scnsações de Lttr anirnal. de um objeto qLte agc sobte eÌe.
são dctcrnrinadas pela cxistência oLt não de Ltnta ligação real etttre o atlitrraì
c o objelo considerado. Ìro pÍoccsso de adaptação cio anintal ao lltËiu c tlx
sua atlvidaclc. assim corno da naturcza desta ligação. Po[ otltlo lado, tocla a
atividade animal rr.rediatizada pclas açõcs sol'ridas realiza-sc em função da
maneira colto cstas ações se tel'letem nas seltsações tlo atlirllal. E cvidentc
que o que é essencial nesta Lrnidade complexa do reÍlexo e da atìvicladc e a
atividatle do anìnral, quc t't liga prulícaare/rte zì realidadc ob.jetiv:r, o lelìexo
psíquico das proprietìatlcs agcl'ì1cs dcstas realiclacles é intediato, derivado.
A ativiclacle anirraÌ ro plinreiro estágio tlo clesenvolv imento cior/ì
psiquismo, caracteriza-se pelo lato cle que ela corlesporcle a lal agcrìtc
particular-(orr a um grupo cìe agentes) enr lazão da ligação esseroial destes
agertes com as açõcs de que depende a realização das furrções biológicas
cssenciais dos auimais. Por cste làto. o reÍlexo da rcalidadc, ligado a esta
estrutura da alividadc, tcrr a lìrma cle uma serrsibiliclaclc aos agentes
partioulares (oU a um grupo de iìgentes), islo e, dc LlrÌìa sellsaçào eleltìentar.
Chanrarcnos a esle eslágio do dcsenvolvinento do psiquismo "cstágio do
p"siqrrisnro scnsorial elenenlcu:'. E o csla.lio dr- tttrrr lutrL,rL sriric de anitrais.
'l'.Ì .Ì llLrllcndi.jk: t ut nrt lu ps.tclnlogic arrlrrrdlr'. l)arìs. 1930
?
Ch-Darrvin. Ocrrrcs 1. ltl. r"Ll-I.. 1919. p. ? l5 (otÌ lingud russir)
O l)es.!nyoltinknto do l,siq t\ ìt)
c
lx)ssÍvel
que ccrlos infusórios sUpetiores possuam Ultìa scrìsibilidade
c lçnr cltar.
Podenos ser Ìnllito ìl1ais aÍÌrnlativos no caso de ceftos vorÌnes.
cIust/rccos. insetos c naturalntente todos os vertebrados.
Numerosos investigadorcs puscratn em evidência a variação do
c{)rìÌ porfam eÌ'ìto dos Vermes, qurric]o se crjarn ltovas ligações. As
cxpcliências de Copelad e Brown (Ì934) provararn que os Anelídeos não
rciì$cnÌ ou rcagem negativarììentc ao conlato dc Uma vareta de vidro.
lÌrdavia. se ligarntos o cotÌ1ato cla varcta ao alinrento, a reação do vennc
rroclilìca-se: doravantc o colllalo provi.rca rrcle um ntovirnento posirivo err
clilcçiio ao alimerrtol .
Nos Crustáccos. cstc géllero cle variação pode tomar um caráter
rrriris cornplexo. (lorìlo
tìlostraram as experiôncias cle B.
.l.en
Catc
l..irzc'lr:r.vir ( 1934), urna ligeira cxcitação rnccânica do abdôncn de um
lrc|rritrrlo-crcntiÍa que en1[oLl na sua cclnclta provoca um certo movrmento
rìestc
(rl1ilìto.
Se prolongar.ntos
a excìtação, ele sai da concha e afasta_se4 .
Ìrste fato apreselìta pouco inlcresse crn si; o que é interessante são
as lrociificações ulteriores do colìpoftamento do crustáceo. Com efeito, se
reÌl)ctilmos sistematicanìente estas experiências o coÌÌtportamenlo do
itrtimal nrodifica-se. Neste caso, o bernartlo-e renì itâ rctira o abdômerr da
concha logo ao prinreiro contato, lnas não se afasta c retotna quase
irnccliatamcnte
a sua posição inicial. O contato tonlou para ele doravante
Urì) icrìtido dilcrerrte: loíìoU-se si a l d,..saida iio abclórrren.
Conrpreende-se que o dcsenvolvinrento da atividacle e da
scnsibilidade aninrais tenha por base nrateriaì o tjesenvolvinrento
da sua
olganização anatômica. No estágio do psiquisrno sensorial elementar. a via
gcral. r1;r5
modificaçõcs dos organisnos passa prinreiro pela tliferenciação e
ntultiplicação tìos órgãos da sensibiìidade; âs sensações diÍèrenciam_se
c()rre IativanìetÌte.
' M {lopclacl. Iì. lllow n:
..Moclifìcaça)cs
clo compoÍtarìllcnto ÌÌo Ncreis Vtrcns... /i?
l't..1,.\:,,,tl lthtt. tt,, r,, h{,türrr,.hr,rlc!r(1,J.
I XV . lqì4. \ ì.
'
It Lrlì
(
,llr K.rrclerrrL l/g,rrar.ô nhseryações
.rohre os bernurdo.r-sr?ltdr
..^rqujvos
ll(ìlrÌÌì(lcscs dc lri\ìologil do llomcnr c dos Aninìais... XIX- l914 n"4
()
l\\, t'1,'l\!|r,,t, ,1, I tt,1ttr,,u,,
Irl(i. I llsquctna dos (lilcrentcs
tipos de cstflxura da lì)tosscnsibìlidadc (sctLrndo
lluddcnhr ock )
Nos aninrajs iníèriot'cs. por.cxemplo, as ceìuìas sensíveis à luz
estão repartidas por toda a superfície do corpo, de modo que a
íòtossensibilidade destes aninrais é muito dilìrsa. Os prineiros animais quc
apreseÍìlatn células l'otossensíveis que se flecharr.r junto
da extrcrnidacle
cefálica (Fig. l, Â) são os Vermcs. Ao conce:ttrarem-se. as células tonram
a forma dc plaoas (B); estes órgãos perntitem já
uma orientação bastanle
precisa para a luz. Por flm, nunr cstágio ainda nais evoluído d<r
desenvolvimento (Moluscos)
estas placas invagilarr e l'orntam uma
cavidade interna lotossensír,cÌ de 1'ornta esférica. quc âge colìto rlna
"câmara
clara" (C)que permite perccber o nrovimento dos objetos.
Irig. 2. O sislcma ncrvoso rcticLllar da nlcdus2l
t) Dr\ttìt,'li ìtit, tì J,' l'\t,tLt\ t,t
I)or outro laclo. deserrvolven-se os órgãos tnotolcs, órgãos de
irtivirlirtlc extcrior dos aninrais; o seu desenvolr' ìmento é particulâÍmente
rriliilo err [elação com duas mudanças principais: a passagerr à vida
lcrrcslrc e, nos hidr-obióticos (anirrrais qLre vivern enr meio aquático), a
l)iìssiì!ìcr'ìr
rì perscguiçâo ativa dc presas.
"
lilg. l. Sistcnlâ ncrvoso ci! estrcla-do,ÌÌlar
Com o desenvolvimento dos órgãos da sensibilidade c dos órgãos
tlo rnovitlento" veÍnos desenvolver-sc o cirgão de ligação e dc coordeÌ.Ìação
il0s ptitccssos: o sisteÌnâ ncrvoso.
O ltt':tttt llt rn ntt' ,1,, !
.
tttut\ttÌ,, .19
Na ot igem. o sistenìrÌ nclvoso ó Lrnlr sirtrplcs lcrlc t rrjirs Iilrlrrs rlLrc
parterÌì etìl todas as dircçõcs ligam diretanrerrlc cólrrlirs serrsivris rlispostas
na supcrlÍcie ao tecido contrá1ìl clo al'ìilìtal. Estc lipo rlc sisleln rrclvoso
ìtão se erìcontra nas cspócics atuâis. Na medusat. a rcrlc lcrtilslr
(luc piÌrtl:
tlas células scl'ìsívcis es1á
-iá
lìgada ao tecido rlt.rsculur pol inlclrrrctlio dc
cóìuìas nervosas rnotrizes.
Ilste sisten'Ìa ncívoso reticular trârìsnrite a cxcitiÌção pol dilìrsão, as
íÌbras nervosas que â cornpõe aprcscntâm urna condutibilidadc bilatcraÌ;
cviclentenrente. Íaltanr os processos cle inibìção. A etapâ seguille do
descnvolvimento do sistena rrcrvoso é narcada pcla individLralização dos
rteurônios qLre 1'ornranr os gânglios centrais. Nunra das raniÍìcações da
cvolução (nos Equinoclernres), os gânglios nervosos tbrntatn urr :rnel
pcriglótico mLrnido de circuilos nervosos ccnlÍíhìgos. Esle centro nervoso
l)crmite -iá
nrovit'Ì1clìtos relativametìtc cotllplexos e coordenados, coltìo os
clle efetua a eslrela-do-rnar para ablir a colcha cle urr bivalve. Nas dLras
oLrtras gralcles ranrifìcaçõcs da evolução (dos Verrrres iufèri.rres .ros
Crustáccos e Aracnicleos. dos Verrnes inferjorcs aos illsetos), vetlros
Íìparecer unr gânglio anterior (cefálico) nrais nraoiço. ao quaì se subordina
o trabalho dos gânglios irrÍèrjorcs (Figs. 2, 4).
A formação dcste tipo de sistetììa ncrvoso é corrdicionzrcla pela
indivìclualizaçào. ao latio dos oLrtlos ór'gãos clos serrtidos, dc Lrrn orgào
diretor. que se torna o órgão ftrnrlarr- ental que rrcdìatiza â atividadc vital
do orgal ismo.
A evolução dcsle sistenra ncrvoso ganglionar conduz a uma
cliÍèrenciação posterior, Ìigada à scgntentação c{o corpo do anintal.
As nrodiÍìcaçõcs da atividade, neste estágio de desenvolvimento,
consiste rrunra complcxidade clescclltc, parâlelarnente ao descnvolvimento
dos órgãos dc percepção e Ce ação e do sistel'Ìla nclvoso dos anirnais.
'Iodavia
o tipo geraÌ de estruturâ da atividade c o lillo geral tle reÍìexo do
nlcio lâo se nodificam radicalnentc no dccurso clcste estágio. A atividade
ú excitacla c rcgirlada pclo lclìcxo de Lrnta sér'ic {ic agcntes isolados: a
conseqiiôncia disto e que a pcrccpção da realidadc.jarnais é a
lìercepçàL)
t1rls objctos em sLra totaliclaclc. Assilt" nns aninais rnenos organizados
-
I:ig
,1.
Sistcma nervoso.lo ìnsolo
()s
Vcnììcs tlotoriâu.l etÌtc - a atividade c engendrada pela ação dc urn só
iìltçntc: tÌa sua basc de aìinento. estes lnirnlis trtiìrzurn serlpre
.,uln

r!rgào dos sentidos, não participanclo
os outros (ór-gãos
dos senfidos); c
tttLtilas vezes o tato. mais râÍânìellte
o olfato orr a uisìa. rrar., 3enry)re uDt'o
t tÌlt t' t lt)" tWlgrre|t' .
A cornplexidadc da atividade 1àz_se em duas direçõcs principais. A
plirrrcira ó particulanìlente
rnaniÍèsta na Iinha de evolução que vai clos
vcrtnes aos lllsetos e aos Aracnítlcos. A ativiclaclc arrintal tenr por vezes aí
a;rnrplitude
de cadeias nrrilo conrpridas, corÌs1i1uÍdas por um grande
nírrncro de reaçõcs quc rcspoldem a dilèrcntes agenles succssivos. O
colrllodalnenlo da ìarva da í'orrriga lcâo ó un.ì cxcelente exenrplo.
A lbrmiga lcão esconde-se na areia; quando eslá bâstanle cnter_
lrrrll pura quc os grãos cle arcia lhe toqlÌenl a cabeça, isso provoca-lhc
O De)^entoltìmenlo
do Psìquìsnt0
Iig. 5 l.unil da íonr]iga-lcào (scgundo Doflciì1)
t
W. Á. Wagucr': N($.ínlento e desejltol\,i 1ent() tlas
./ucuLlucles
psíquìccrs
nrssl). lìrs. lì l92ll.
O l)c.';t:nvlt inr'utr rl,t l':tt1t Itt,,
I
sacudidelas da cabeça e da parte anterior do cot.po
(lìtc
plojcllrrrr os gr.àrts
tle areìa para cima. Assim se forma urn íìnil regular no crrìlr() rlo tlual sc
crìcontra a cabeça da forniga-leão. Ao cair lestc l-unil. as lìrr.rrrigirs dcixant
inevilavelmente cair alguns grãos de areiâ. Istcs últirnos ao rrlirrgil a
cabeça da formiga-leão provocanì nela os reÍlexos ilc '.pr.oicção" já
dcscritos. UÍÌìâ parle dos grãos de areia pro-jetados atirge a lìrr.nriga que é
ârrastadâ com a areia para o fundo do lLrnii.
Quando
a fonlìga sc rproxima
das mandíbuÌas da formiga-leão. estâs feclÌaÌn-sc e a vítinra é aspirada
( Fig. 5. segundo Doflein. simplificada).
O mecanisrno desta atividade é um rnecanismo dc reÍìexos
clementares, itratos. incondiçionais e corrdìcionais.
Este tìpo de atividade e caraclerístico dos Insetos, onde atinge os
nrais altos graus de desenvoIv imento. Esta linha de corrplexidade da
alividade não é progrcssiva e não conduz a rr.rodificações qualitativâs
tu lterioles.
A outra direção da cornplexidade da atividade e da sensibilidade é,
l:nì contrapartida, progressiva. Ela conduz à nudança da própria estÍutura
da atividade e cria uma fotma nova de reflcxo do meio exterior; esta forma
caracteriza o segundo estágio. já
ntais elaborâdo, do desenvolvimento do
psiquisrno animal. o estágio do psiquismo perceptivo. Esta orientação
progressiva pâra üna atividade complexa está ligada à linha progressiva da
cvolução biológica (dos Velmídeos aos Protocordados inÍeriores e depois
âos Veltl3brados).
A cornplexidade da atividade c da sensibilidade nos animais
rnanifesta-se aqui peìo fato de que o seu comportanrento e comândado pela
combiração de vários agentes sintultâneos. Este tipo de compodamcnto
encontra-se nos peixes. Obselva-se treÌes cont particular nitidez a
contradição entre unt conteÍrdojá relativanente contplexo dos processos de
atividade e un alto desenvolvimento das diver.sas funções, por Ltrr lado. e
de unlâ estrutura ainda prirnitiva, por olllro.
Esludenros agora experiências parlìculares sobrc os Peixes.
Nunr aquário. onde vivcm jovens
silúriformes da Arnérica,
dispolros de unra divisória transvcrsal, rnais estreita que o aquário, para
(em línguâ
O I )ts.n|olt,ìnr
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e\1ão a iÌlsurìs
rr' lorìg(Ì
,r" ai.,,;.,rìi,,.',,,,.r,i;i]
:"t'"n'"
colrìo
Par'ì a obsetvar'
'lepois
naclanr
u,ìco,,rfiì,Ìì
a passâlrc,ìì.
,,,,;l ;, :l:",;ì,1;l:';j$::lï:,:::,J::
que por
acaso
lista
atividrrcic
cstirltclc
rrír1.,
lllir rl (.r!(.r(lr,rLljr
r)c'r
\'llì lllllçio
dc dnit aucttte'
dclcrrtii-
'{lLir(
,r-r'rr(
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'ìdor
(h.(ar'c
c rrrarri'c't'ì-'c
rta rJite1i.,
rrr, r,Ír'r'rr;r
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rr ig. (,
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I 1ç2ç11y ì"1ïi:'i:jlÏi::-rno\irr)(rrru\:
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aLliça,,
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Ir,rr:r s.. rtr' ,,',, ,,ìiìì:;;;:
Pr!v(ìciÌrrdo o tnori11lç1116
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rr,riçrrr',,.bjclivanenre,,.,,,n,.,,ll'l"ll '-11 ,de,
mrncira
corrrplera
da qLrar
, i,,,,crì,i;çiì,,
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'('rìt()ftìo
proprianÌente
ditos:
cste outro contcúclo
da ativiciade
está
c
lt
Iìig. 6. lìsqucrras das crpcriôncìas
sobrc pei\cs (.,\ V. Zaporojcts c L DiIìanstcjn)
O Desen\)alfìnìento
lo l)rkluì.v)t()
ligirrlo a unt agentc dcteÍnrjnaclo (o
obstáculo). clistinto do oclor cio
rrlirrrcrr.. Ì'o. si prrip.io não potìe clese.cacrear
n átiui.ru,l. dos aninrais: a
lirlc cln sl lltcslìì:ì nào provocl qualquer rcação nos peixes.
O agente não
cstii. p()rtanto,
ligado ao ob-jcto que clesencaileia
o utiuiloa.
"
prru quot .rto
sc.oricnta.
rras às conclições nas quais.c
clado este otrjctã; taÍs sao a
tlilcrcnça
c a r.elação ob-jetìvas clus L-\isrcln enrr.e os dois agentes. Esta
le lirçrìo ob.jetiva reflete-se na atiliciacle dos peixes
".tra"A"rf
ü1,,;f*J_."
t;llbim para o peixe conro dir idida cnì ciLras,?
prìmeiramenle.
cotìro
cstlnclo ligada ao ob.jclo. isto é. ao gcraclor de ativiclade;
",,,
."gun.lo,
corto lclacionando-sc
cont as concliçõcs
dc atividacie e, em geral, como
Só o pr.ossegu irncnlo cla cxperiência pode dar a rcsposta.
Sç pr.sscgLrirrr.s
as cxpcriências crc nurrição cros peixes corocanclo
lixlrts its r,czcs Lrnt obslácLtlo no scrr carninhcl. u"n.ro:; op"roa_r" ,,nra especie
tlc rcabsor'çlìo"
dos llovilllcrllos
inúteis c os pa;r"a,,"utunl
lrnr
se ciirigir
irrcLliutanrcnlc
para â passagcll qLle c\iste cntre a divisória clc gaze e a
palcdc tìo aqLrário e enr segrricla para o alinrcnto (ìrig.
6 B).
I)asscrnos :ìgora áì rìnliÌ segLrncla íàse da cipcriência
Retilentos a
tlivistir-ia anles de alincntar os peixcs. A gazc linha sido colocacla bastanle
l)crl()
do polllo cle particìa dos pcixes par,r quc elcs nàu p,,.lcrrc,l,
<jeixar clc
rìolaÍ a sua ausência nrau grado a sua visão rclativantente
aperÍèiçoatìa;
contrnLlaranl
a repetir os ntovitlentos
dc contorno no, ,]ouu, conclições,
islo c. dcslocar-se
cor.ìlo se l.Ìouvesse clivisória (Fig. 6. C).
Como indica a F ig. 6- D, a tr.a jetória
clos pcixes acaba natural!ì.ìertc
por se r-etiÍicar; bdavia- trala-sc dc rrn proccsso lento (A. V. Zaporo-ieÌs e
L l)irrIrrrr.iIt irr).
Âssirn. o agenle qrrc dcrerrrina
o rlovirrelllo
cro co.torro rros
ltcixcs
cstuclacJos es1á lorçosarncntc
ligatìo iì ação clo próprio alrnlcnto. ao
sctr odor. Isto significa cÌLrc os pL.i\e5 0 pc.cebcrr
.lesc.le irrrci.r como Lrnitlo
ir() odor e lão corno làzcndo paftc clc Lrnr oLrtro..nci..clc
propriecJatlcs
ligirclas cllre si. isto ó. de ulllíì oLttra (,.rôíl.
Obscrvanros,
porlanlo na scqiiôlcia desta pr.ogressiva
cclmplexì_
rlrrrlc iir rrtiviclade c da sensibjljdadc
aninrais. n upnrl.inr.rì,u
,1. unl,
O | )r\t ut t,lytrt, tjt,),1,,
discoldância cie unta conlrailição no scrÌ conìllorlatììctÌt(ì.
A rrtir itlltlc tlos
peixes (e evidenteulenle de outros Vcrlebr.arios) lìllrcscltlit jii
rrnt corrtc(rdo
que rcspolde objetivanlenlc t'rs corrdiçõcs iÌgcrllcsi
I)tìriì
o
ltlriprio
lnirrral.
csÌe contcúldo cstá ligado iÌos iÌgcrtes. para os rluiris sc tliris,: ,r srra
ativiriaclc no seu conjLrnto. Dito por outr.lrs plrlavlrs. ir trtit,icltrclc dos
anìmais é, nos fìrtos. cletcrntinacla pela açiiil clas c.or.ra.ç lirrticrrlarcs
(alimento.
obstácrrio). ellquatìto o reflexo cla realicladc
1,"r,,,,,,,...
,,o
rellexo do coniLÌnto das suas proltrícdotle:
i.listiltas.
Esta ciiscordância rcsolvc-se no dccurso cla cvolLrçiìo pcla rnLrclança
da fornta donrìnante do reflero e pcla rcorganizaçâo do iipo ger.al cla
atividade aninral; hil â passascnr a unr estágio mais clevado do desen-
volvinlento do relìexo.
Antes de abordar o cslrÌdo dcsle novo cstágio. dcverros clebruçar_
nos sobre um pro[rlerra parlicular. ]igâdo a estc. mais geral, cla variação cJa
atir idade e drr serrsihiliil;rdc
lrrirrrrris.
lìata-se do problenta clilo instinfiyo- isto c. ina1o. ou ainda
.,conr_
porlâttrctìto lellexo incondicjonal,'.
c do co lÌ1pofiatÌì elllo que se modilìca
sob a ação das coldiçôes exteriores de existêlçia do animaì e sob a
irrfluêrrcja da sua expcr.iêlcia inciividual.
As conccpçõcs qLrc liganr os graus sucessivos do desenvolvimento
do psicluisrno a cstcs cliltrerrlcs rnecanisnos
dc atlaptação do anintal ao
nrcio cs1ão Iârgarr.rcnlc cspalhaclos crn psicologia.
Assinl, lessâ ó1jcâ. o
conlportanìcnto l]a base do q0iìl sc
(jt.tcollttallt
os
,.tr.opisntos,.
oU ilìstitìtos
dos anin.rais seria o iÌrau inleriol clo clescnvolvinrento psíquico. unr grau
superior caracteriza r.-se- ia por uìl colnportan.t etìto lìnclado sobre reÍlcxos
condicionados, isto é, susoetíveis de se rrodiÍìcar indiviclualntentc.
Estas cot'Ìcepções apoiant-sc no làto incontestável cìe que quanto
mais se sobe rra escaja biológica. nrais se aperleiçoa a aclaptação tlos
aninrais às'ariações do nreio. nrais dinârrica é a sua atividade. mais lâcil_
nìentc se tàz a sua
"aprcncÌizagent,'.'fodavia.
cste ponto de vìs1â concreto
lespeitante ao processo da ativitlacjc anintal é extr.elrantente sirìplista c
funcionalntente errailo.
t t
Dc!Luri.lvn'nlo d., !'!nu^|t1)
Primeiro, nada nos perrlitc opor conìo gralÌs geneticos diferentes o
c o rÌì po rtalnerìto herdado, dito invariável sob a ação dos agelìtes e\teriores
c o cor'ìlpoÌtamento que se lorma no decurso do desenvolvimento
irrtiivicÌual do animal, da sua adaptâção individual. "A adaptação individual
cscreve I. Pavìov
-
existc em todâ â extensão clo mundo animal"ô.
A oposição entre o oompofialnento inato e o compodalnento adap-
lÍì1ivo rÌasceu da redução faìaciosa dos mecanismos cle atividade atrirraì a
sirnplcs rrecanismos inatos c da velha concepção idealista do terrno
"
irstinto".
Clonsjdera-sc geraltnerrtc os tropisnìos cotno el lortna mais simples
(l(Ì
Çorìr portarÌ'Ì ento inato. Scgundo o autor da teoria clos ttopismos anitnlis.
.l|cclucs l,oeb. o tropisnto é un movitlento autolnático inlposto. deter-
rrrirlrtlo pclo fato dc quc os processos físico-quírnioos que se tlesenrolant
rìirs plrtcs sinrctricas do organismo não são idênlicos devido às difèrelças
(rìtrc
iìi irìllucrìcias que e\erce'ìì sohrc elc
L) renovo das raízes dos vegetâis ol'crece um bonl exemplo destes
nrovimentos impostos e ooustantes: com cfeito. qualquer qtre se-ia a
1.rosição
que se dê a uma
Plâlta.
as sttas taízes ilirigem-se para baixo
licnômenos auálogos podcnr ser observados nos animais, mas a atividade
animal não se reduz apenas ao tnecanisnlo dos tropismos; ela é plástica,
isto é. variável sob a inÍ'luênoia da experiência.
Assim. sabc-se que a tnaior pârte das dá1ìias apresentanl unr
I'ol(ìtropisn'ìo positivo, isto é, efetuam movitnetlÌos forçados em direção à
Irrz. lodavia. G. Blees e algul'ìs autores soviéticos (A. N. Leontiev e F. I
Iìassìnc) delìlonstraran experimcÍÌtaltnellte que o colllportâmento das
rliÍìrias não se assenrclha de nodo algunr ao "comporlantento" das raizes
vcgctais8 .
I-ìis a descrição destas expcriências.
'' L I'avlov: Ocuvrcs CoDlplòtcs. I II. N4oscou. Lenìngrado: 1949; pág'115 (,rnì linguâ
rÌrssa )
' { 1 .1 Ì.ocb
()!
to\'ìrt,tìlo:.rtr'çodas e aI lrcpí!ntas \4oscou. 1924 (cnl lingtriì russa)
(
) I)r:trt)\ r t!\\ rt' ìttt' tl,t I't rr
Itt
t .trt,
'
.t-
Ârranja-se LLm pequeno aqtlltrio raso' i I t t t t I i t I I t r I t I ltpcttits tlc ttttt
lado. No centro, lìxa-se um tubo tle vìdlo curvaclo ctll llllgttlt' tclo. tle tllocltr
que um clos braços Íiquc debaixo cle ágtta cn
;losìçìo
ltotizotltltl c o
segundo <ìc pé na vertical, com a extremidade fora da irgrrrr (l ìg 7)
No princípio das experiêtrcias. a partc hotizotttrtl tlo lrrtro cstá
dirigida para a parede iluminada tlo aquárìo' isto c' ao cttcortlro clit lonte
lunrì,rnro (posição lepr-esentada na Fig.7). Coloca-se utna tlltlìria tro tubo
por meio de ulra pipeta; ela desce rapiclamelìÌe ao longt-r da partc vcrtical
do tubo e conÌeçâ a cleslocar-sc no braço lrorizclntal, dirigitlo para a lttz
Depois sai do tr-rbo e nacla livrerncnte para a parede ilLrminada clo aqr-rário'
O seu comportamelìto pertÌ'ìanece, assim' estritanretlte sLìbnlctido à ação da
Itz..
As experiôncias segtlinics consisteln etl l'azer gìr'ar o tubo 45o ern
relação :ì linha de propagação da luz (posição represcutada a ponteado na
Fig.7).
NestiÌs conclições a dáfilia sai do tubo cono anteriorlìlente, elìlbora
mais leltanentc.
Este lâto explicà-se perfeital'ì.ìcnte cotn a teoria dos tropisnlos
Poclemos admitir estarmos perante a adição tlc duas in1ìuências: a influêr-
cia tla Iuz e a da parecle do tubo ligeiraneÌ'Ìte orientâdo de lado' que impede
o movimenlo direlo. A adição destes dois l.Ì1olìlctllos erptinrc-se pelo
movilnento retardado cla dáfnia artravés do tubo Torlavia, a rcpetiçàrì
clestas experiências l'ÌÌostrou que a dáfnia atravessava o ttlbo cada r cz tnaìs
deprcssa ate cluc sua veìocidacìe se avizinhava da que ela necessár'ia para
eìtravessar o tubo quatldo este estâva virado para a lLtz Por conscqtiêtlcia'
observa-se na dhhlia ulìì certo exercício, ou scja. qtle o seu
corr po rtanÌ elìto se adaPla pÍogrcssivanretlte às condiçõtes dadas.
r.)I\.\'rt',1\i t"1tt,tl
,l':r
1tt'
trt" .1,
O I)í.sental\,i11enÍa do I'sìqtti' !t)
I1 ,,_
Ìrig. 7 l)isÌìositivo pltra iìs c\pcrlôncias sobrc as alí1niiÌs (scglrlìdo IlÌccs)
Nas cxpctiências seguintes, vira-se o ttrbo a 90", 130' e ÍinalrÌentc
l ltì0''. I)ara cada unìa destas posições do tubo a dáfiria aplerldc a sair clclc
rclalivanrerrte deprcssa. se bcnì que deva, nos dois írltinlos casos. iÌYiuìçiìl'
rìo serìtido oposto ao siual do seu tropisrro (Fig. 8).
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Ì'ig lÌ VlLriLrçiro ckr ct)nlponânìcnlo dâ diilìÌia: l- cxperiôocias dc l:Ìlccs (1919ì ll'
cxpcriôncias Llc l,conliev- Ìlâssinc c Solomakh ( l9ì l Ì91-1)
 prirlcira Yista. estc fato pode não parecel cotllraclitório conl a
"coaÇão" do Í'ottlttopismo positivo da dáf'nia; podc-se supor cltÌe o l'ototro-
pisnro positivo cja dáfìtia se trânsÍbrÌÌla nunì lotolrollisÌÌì(l llegativo- sob a
influência cle corrclições desconhecidas
pala nós Mas clc iltto' esta
suposição é clesnrerrtida pelo Íato dc que rÌtra vez saída do tLrbo' a <lrihria sc
dirige de rov,l para a lttz.
Assim. ressalta dos 1àtos allteíiortlìclÌ1c cxpostos qtle o colìlporta-
mcnto da cláfrria rrão se rcclLlz aos ttlovitrcnlos automáticos Í-olçados clttc
são os tropislllos. Os tropisnlos tjos arrìnraìs não são os cìetlclllos clc tlnr
cor'ìì poÌ tanr en to globaltnenlc trlcçâtrictl. uras os lrlecatlistllos dos proccssos
ll
_l_
l
tl
tl
tìt
lttÌ
ttllll
O I )1,.*,tn,lt rn, ttt,',1,, I'tttlut:rtt',
O Dcs.nvol\,i ìenla do I'sìLluìs1)ìt)
elerÌìclìtiìrcs de um collì po rta Il.ìe lÌ1o scllìprc plástico c capâl de se Ìeor-
liuÌi/iìr crÌl função das ttansÍbrnlações do tneio
O outro conceito. ligado err psioologia à idéia de Lrrrl corÌÌpor'-
l;ìrÌìcrìto alìimal illato estritânlente 1ìxado. e o instillto tìxistell.ì diversas
c(Jrìccpçõcs do instirrto. A rnais dilìrrrdjda é a que vê lìo compoltamento
rìs{i!Ìtivo un.ì collìpoftanlcnto hcrcditário que não exige qualquer apren-
rlizlgcrr, quc se folttta sob a ação dc estínlLllos dcternlinaclos, sc realiza de
urììrì ccÍta lìancira. delcrlnittacla ulrla vez por tocias c irrleirarnerllc ìdêntìca
|)rr|u
todos os represcl'ìtíìlÌlos dc ltnllt nlesnla cspócic aninral l{azào
ltrr
qtle
o irrstinlo c "ccgo". trÀo ìcvit ctll lirtlla cic conta as particularidades das
errrrliçircs cxlctiotes rlc vitllr clc Ltnr dado atlitrraì e não pr:de rlroclificar se a
rìir(ì scr no clccurso ria lcttta cvolução bioìógrca Esla conccpção do itlstinto
lì)i \Lrstcnliì(ia cm espccial por J. Il. Fabree.
lrlctivanìcntc na tnaior parte dos anitnais allanlcttte organizaclos.
pLrrlcrrrirs distinguir bastante niliclarneììte. por tlnl lado. os processos qtte
siro lr rranilìstação cle ullt ctltnportalìlcnto qtlc se lbrtlott ucl clecttrso da
cvoìtrçrìo histórica de uua cspécie e qLre são Íixados h cred ita riarrl crìte (por
crcnrplo. ccftos insclos
"sabcnl" construir l'avos) e. por, outro' os proces-
stls tìc cotttpottatrerìto qLle:Ìparcoelll tlo decurso da
"aplerrd ìzagenl" dos
rrninrris (pol cxcnrplo. as abelhas aprendcnr a escolhet'os rccipicntes qrre
coltélÌÌ xiìropc uarcado por um sinal figurado particular).
Os dados experinlentâis denrollstratn lodavia qLle llão é possível a
oposiçào entrc o corìlpotlamelìto do espécie e colnpoftanÌellto
claborado
inrlìviclualueltc, nlesmo enÌ gratls inleriorcs do dcsenvolv imetìto aÍìilnal
O corìrportamcnto anirrtal é cvidetllenÌente ulÌ colllpoÍlallìellto especifico.
rurs ó igualrrente mLtito plásTicit.
r\ssit'tt o conpol'tiìlìlento inslintivo cstÍi1iìlìlclìte lìxado não é o grau
irrleliol do tlescttvolvitnetrlo cla atividade tlos atlitnais Eslc é o plinlcilo
l)(
ì tl l()
Scgunclo, rllcsrrìos nos graus tnais elevados do desenvolvitrento da
rrliVitlrrilc artinral. não há tipo dc colnpol'talnenlo irlstintivo qLlc lrào sc
nodilìqLre sob a ação das condições dc vicla intlivitlLritÌ
tIr itttitttitl lsttr
;';i;;;';;;-;"
L.ristc. cstt'ito'r"nte
falatrdo' cotrrlrtrtrrttrtctrlo
tlclìtriti-
vamente Ílxaclo, que segtllrla sÌÍÌÌplejllìcnte
unì cslele(ì1il)(' l)ì(L\i!tclìtc
no
oróuri., ltlirn;tl. lstl c,rrliepçio Jo cotnpotlattlcttt"
ittrittt'tl Ie'rtÌl t
'lt
ttttln
nriìi.e h,r.trrrtc pullcô pr"ltìlÌJa tl"s fato'
Eis o cxetnplo de uma clas expeliências
dc l"abrc qLrc lìri apcrfci-
çoada
posterionrente.
Para proviu qüe o collÌportatrento
instintivo só r'cspondc
às condi-
ções
cle vida csrritamente {letcr-ln irl ada s dc uma datìa espéoic c que não é
:;;;t.;" sc adaptar a cortligões
não lrabituais' Fabre lez uua cxperiência
.oi',, nt
"ltlo,
.rrlitário,
No clìa eur qtrc essas abelhas saenr do nirllro
pela
plilncira vez, clas ténl que foer â ì'ìliÌssa conÌpac1a
que o ot]tura
trabr.edivìcliLlentãooninlroemcloisgrupcls'Recobritlaetltradir
,1,,. nri,reir.os ninh,,rs cortr uma lolha clc papel. dc tllatlcira
que csla adetisse
;
'i;,;",
;,;"
'..'g,,n.l"
g'upo" utilizou um corre do mesmo
papel qtte
"olo"nu
iia nlun"ira a clcixar tÌnì cello ilìtelvalo elltre as
çraredcs
do cone c
;; ;''ìr. l) prinreiro grLrpo cìe abelhas roeu a patccle do uitrho
qLte as
aprisionave.
bcrì1 corno o papcl c lihsthrtr-,sc a""Ìto
ï,..:n:-ll^,.1:
-^,,,,','1,, nr,,,1,, ell. latnhcttt
ltrCliÌlìì it parede tlttIa Lìr' lìllìlÌu lììJ\ lìiìo
,.i-"ì.,iàì" t."':.
p.ttedc dc vorrc dc papel scparado do ni'ho c acharau-
s". pn.-,runln, votadiìs à nÌorte'
Fabrc conclui claqui que o inseto porlia prolongar ulÌÌ pouco o ato
it-tstintivtlderocrparadcìxlronìnho.tlasqucttãoelâcâpaZdcorenovar
quando se apreselÌtaYa
unr segundo obstáculo'
por nlínimo
que 1ìssc: isto
significaria,
poúatÌto clue o colll podâmel'Ìto
clo. itlseto ó ccgo e qtre so se
efïtua pcrante uma otclem estcÍeotipada
e prcexìstentc
Todavia a cxperiêrrcia
de Fabrc não c convincente
Não aprol'url
dou stt lìc icnte nl e ntc o seu çs1udo das condiçõcs
artiÍlclâls
ìliìs qLlâls
oolocott as abelilas. Posteriormcnte'
deÌÌìÒllstroLl-sc
clLle as abelhas dcr
segundo
gtttpo lìcar,'au plcsas tla arnladilha
não porlltlc 1ìlssclll illciÌpiLzcs
de aalaprar o scu collìpollanìclìto
às ÌÌoviìs condiçilcs
cliacltrs pela
llrescllçiÌ
de unt obstáculo insLiìito
(a scgtttrcìa
parcilc clc papel que etrvolvia o tlinlto)'
rnas trtrrilo silììplcslÌ1cll1c Plrlcltlc
!Ì próplil coniòrnlaçào
das suas
I'eris. l9l0
O l)t;r'ttvtlttn' ntl tl" l'\ìtlttt\ìtt"
( t
l)!.\cn\ulrII.tltì J', l ttttulrttt )
rìrirr(lil)lrliìs não lhcs pcrnrilia agarriìr a stlperllcic ìisa clo
Papeì.
sc bclìì qLle
tIrìlr;uìr tcrìlaclo íàzô-lo. Outfas expcriôl]cìas provlrallì que o insclo podia
rr.ll{)\iìr () ato de roer- sc losse necessaìrio: conl elèilo. s(] se coloca à saída
rlo rrirrlro ìrìÌ tubo de vidÍo obturado nur'ììa extrerrìidacle por argiìa, a abelha
nr ir pirrcclc do ninho. pcrcorÍc o tirbo c tói o segLtnclo obstáctìlo ( o pcclaço
rlL rr|lila). Isto prova que o collìportzìlÌìeuto institltil,il
(liìs
abclhas não cslá
l()lirlrììcrì1c subnrctido a Lrnla sLìcessão clc atos pteestabelecìdos.
O cstrìdo detalhado do cofÌlllollanÌellto ìnalo de Ltnla espócic (as
!cslrirs solitárias. as ararlltas. rts carattgttc-jos. os
1lcìxcs
c oLtttos aninlais)
rìì(ìslriì. por-tíÌrìto. qÌìc cslc itltinto dc tttoclo algtttlr e corslittlído por
r'rrelrrlclrncnlos de rrovinrctrlos inrtrlávcis. fÌxados pcla hereditariedadc c
crrjrrs rliÍclcntes elos sc strccdcriatn autolÌlaticametÌ1e; bctl pelo contrário,
crrrl;r rrrr
(los
clos ó cxcilado por sinais scnsoriais dclcrtrinados, etn
torrserliiôrcia clo quc o conl portaìn c rrto globirl dtr ert itn al e senlprc rcgulaclo
lrclirs
condições ilarjas c pode poúJnto \rriar cotrsiclctareltttctttc
'r.
Ìr:rindir tlais cvidente clue aqtrilo a que se cl'ìal'1.ìa o colllPorl.ìlììento
;inirrrl individLral se lonna scrÌrpre. por sLlâ vcz, a partir do cotììportiìlreIìto
inslinlivo da especie; não poderia ser. àliás, de oLttto nodo. Assinr. tal
c()ìììo lìiìo existe corÌlporlar'ìrcnto integraìntctìtc rcaìizado pclos nìLl\ ilÌìcll
tos iìratos. insensíveis aos agcntes exteriores. 1ânìllélìl não cxistcrtr hábitos
rrrr rclìcxos condicionais qLlc scjanr inclependcntcs dos eletleutos ittlttos.
Iìaziro pol qLìe rìão podcn'ìos opor esles dois tipos de c o nl pot'talìì clìto.
l)trdcnr,ts cllranto rluilo alìfnìar que os mecaristrros itratos clesetlpctthattr
rr!Ìr plpcl bastante grarcle erìì ccrtos anìnrais. etrqttatllu uoLltlos o sào os
nrccanistttos da experiência irclividual. Mas tnestno csla {li1èlençiì nÌ('
rcllclc os vcrdadciros estágios tio dcsenvolvitncnlo tlo psiqitisnto n..r
nrrrnclo anìrrll. Ela põc antes etn cvidôncia as paltictrlaridadcs cpre
clìractcriz:ìm as di1'clcntcs lirrhas cle evolttção dos anintais. E assinr qrrc ,r
rìonìportiÌrÌìcìllo irlalo cncor'ìtra a sLta ntanifcstlção ntais níticla tÌr)s itìscÌo5
(ìuc
rcpresentârr trrn dos lantos latcrais da evolttção.
Assim. a di1èrença entre os tiPos dc tlrccatlistllt's
(lllc iìs:Çlltll-âllì a
adaptação dos atliurais às tnudanças do meio não prxlctiit scl o ítnico
critàrio do clesenvo lv iln ento tìo seu psiclttisrto O csscttciitì ttlto ú allctlas de
qu" ,rtott"iru sc moclifica prirrcipalmente a atividatlc rttlittrltl' ttras é
sobretudo o conteúdo e a estrutura interlla dcsta alividatlc c as Íìrttttas cle
reflexo da realidade qtte a ela se ligam'
2. Es1ágio do psiquismo perceptivo
C) segLrrrdo cstágio do dcsenvolvitnettto
do psiquismo" que stlcede
"o
,in
friq,iir,rlo
serrslriaì elcmerltaÍ' pode scr chamaclo estágio do
frlquirnìn
perocptivo tìlc catacteriza-se
pela atitude pnra reÍÌetir a
t."utìaoa" oújctiva exterior'. não sob a lorma de sensâções elenÌel'ìtarcs
isoladas (provocadas por propriccladcs isolaclas ou grupos de propric-
dades). rr.ras sob a lorma dc rellexo clas coirzts
A passagem a estc novo estirgio cle clesenvolvimento
psíquico está
ligacta à nìoclihcação dâ cstrÌÌttrrâ da atividade anirnal'
já preparada no
estágio antcriol.
lrstâ nluclança cle cstrutura consistc en que tcmos agora cìilelen-
ciadooconteitdodoatividarjequcâlltessedesenhava,contcúdoqì.lese
relaciona otr.ietivaìnelÌre
com as condições do meio ell qtle é datlo o objeto'
c não corn o próprio obicto para o qual está orìentadâ a.atividarde do
ani'ral. Neste scgirnclo cstágio. . c.ntcítdo
'ão
está.iá ligado iìqiriìo quc
cxoita a atividatlc. tontado !Ìo seu cou.ìunto- mas responclc as açi'es
particularcs cltle o
PlovocalÌÌ.
Assirtr rttl ttlatllífettl contol11a IÌatulâltrrcllte Llnl obsláctl1o
colocaclo
entre cÌc c o âlilìlclìlo lsro sigrliÌica quc lll ctrtn'r t's peires do atltrário
clir,ìclitlo clcscrito antcriormetÍc.
poclcmos distinguir na aliviclaclc tlo
rnanríÍòro Lrrr celto colltcíl{lo obictivatllcute
ìigadci atl obstltcLtlo'
que
coustitui utra clas corldiçõcs cxteriotçs t1a ativiclaclc' e não lo prôprìo
alinrcnto que c o objelo cla ltivicladc lÌír. tocln'ia' rtua gratrde clilìrclça
ent|e a atividacie clos pcixes c a tlos tllatnílcros. Conl eièito' eììqtliìnto o
lì;rlrLrrl /.rrl,ralir1r,,rfuyrr.rr,rts.Í. 1l l:ttbtc .Jtnnnl tlc /'.r'r i /rolr.,3rr'. 1921.n"1{
O Dexenwhìaento da Psìqrtsuto
'','rìlrÌr(l()
da atividade dos peixes (o contornar) sc conscrva depois de
r clrr irlo o obstáculo c só dcsaparcce ptogr.ess
jvamcnte.
os anitlais superio_
rcs. ciilocados llulì câso análogo, dirigenr-se ent geral diretamenlc para o
,ritrrrttrlr'.
^ssinì,
restes últirnos, o estímulo para o qual está orictllâda â
rrtivjrltrtlc não se coníunde conr a ação do obstácuìo: eles attetlr indenen_
(lcrìlcnrcntc
uur do outro pala o arrinral. Do
;,rinreiro.
.1.p",ì.,ll u n,:i"n-
trçiìr) c o rcsultado final da atividade, da segLrncla as nrodalidaclcs tla sua
rellizlrçlìo, por cxemplo. os lnov
jrrrcltos
clc rocleio.
(lhi:rtrarentos
opcrttção csliì conìposição, este :Ìspecto ila atividade
r
Jrrc
lcspontìe às condições nas quais se ctlcotìtra o objeto que a suscita.
lÌ prccisanrcntc a cxistôncia dc operaçôes distirrtas na ativicìade que
rrrtlicrr tlrrc os cstíntulos (1lc
agen.ì sobre o anintal, quc até Iá se succiliant
rrìs iì()s ollfos. cot'ììcçalÌl iì feagrupar_se: de url ]ado, as propriedades qtte
rlìr'iìclcrirarr o objeto, visado pela atividadc e suas interações, do outl.o
lirltr. irs propriedadcs tlos ob-jetos quc deternrinarr o ntocìo cla alivitlaclc,
islo c'. a operâção. Se no estágio do psiquismo sensorial elerrcntat.a
rlilclcrciação dos es1ímLrlos estava ìigada à sua simplcs r-eurrião à volta dc
irnr cxcilalte predominante, agora apalceetn os plirneilos processos clc
iutculação dos estírrulos nurla imagent única e acabadal eles reunclll_se
crì(lLÌarìto plopricdadcs de rrrrta só e mcsÌtÌâ coisa. lJoravantc o animaì
rcllctc a rcalialade cjrcundarrte sob a fotnta dc intagens rrais ou menos
scgrÌÌcr'r1iÌres dc coisas individualizadas.
EtÌcol'ìtramos a ntaior parte clos Vertcbrados atuais nos diversos
rivcis clo estágio do psiquisnro perceptivo. A passagcnr a este estágio está
rrl)lìrcnlcnlente ligada à passagol dos vertcbrados a unt rnocio cle vida
l ctrcstÍc.
O lascìlìlento e o dese|volvimcnto do psiquistìto percepti\o nÒs
irrrirrais sào condiciolados por nrudanças anâtômicas e fisiológicas
lrlrlìurrlirs. A pr-incipal dcntre clas é o desenvolvincnto e a transfonnaÇão
rl,r pr1-rcÌ .1,;s tirgõcs dos senlidos que agent à clistância. ern prinrcir.o Iugar
rlir lislìo. O scit cicsenvo lv ill ìclio t!-:Ìduz-se por unra nodificação tanto da
itnpollincia rltre clcs tônt llo sistenla geral da atividaclc conto da l'or.nra clas
O I)e v nLoh ì nt
p
n t o à t I'rt, t r r t : rt,'
suâs correÌações ânâtônlicas com o apatellro ne[\'oso ccr]trìì. Sc. rì() csliigio
precedente, a diÍèrencìação dos ót'gãos clos seuticlos corcluzirt r sc ìsolar
dcrÌtre clcs os órgãos doninitntes. rìos Vertebtados os órgãos rlitctorcs sào
cada Vcz mais ór'gãos que irlegram os cstimuios exteriores. lista inlcgiìção
c possivcl graças a Lltìrâ reorgalìização do sistena nervoso ccrrtral cttt'n a
Íòrrlação do córebro anterior, clepois do córtcx cerebral (eÌn prinreito lugar
nos Répteis).
Inicialrrente (nos pcixes nos anfíbios e nos réptcis), o cércbro arìte-
rior ó Lrnra 1'olnração puÌâlìer'rlc ollatì\,a. espeoìe de plolongantcnto do
âpiìrclho olfativo ccntral. À inportância rclativa clos oenlios ol1ì1ir L,s no
Irig. 9 Crirtcx oÌiàtivo do oüriço-oilchciro
córlex ccrebral dirrirrui considcravclnrente tro decurso do clesenvolvimcuto
nos nranríleros) eur plovoito da rcpresentação cÌe órgãos dos setttidos. lsto
vê-sc niticlanente se se cor'Ì1piÌra o lLtgar ocupatlo pelo córtex ollttlivo no
ouriço-cachciro (l:ig. 9) e uo simio (Fig. I 0).
.
I
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5*7
"qi:?;:',:n
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ã.'"
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I
ti
"r-L-
í1
O I)esenrtli'ìneüto da P.\ìLt ìst a
I ig. 10. C(i{c\ oÌlatìvo do sinìio inlcrioì'
I)clo contrário, a visão, cujo prooesso de "oorticalização" cot.neça
no lcptil, ocupa Lnn lugal cada vez nrais inpoftante (Fig 12). Nas aves, os
ollros são o receptor principal (Fig. 1 l). A visão desempenha igualtncnte o
papcl prircipal enr uuitos manríleros sttpetiores.
Ao mesmo tenrpo, desenvolvcÍl'ì-se os órgãos cla motrisidade
c\lcrior. esses "instrunrenlos traturais" dos anitnais que permitcrn realizar
ls opclações conrplexas cluc exige a vida no lneio tc!'reslre (oorreÍ. tlepal.
pclscguiI Lìrìrâ presa. transpor obstlìcLllos etc.). As futlções tllotrizes dos
rrninrais corlicalizarm-sc cada vez t'tlais (islo c passân] para o córtcx
cclcbral). de nodo qlte o pleno desenvolvitnerrto das operaçòes nos
lrinrais prodLtz-se ettt rcìação cotrt o dcsettvolvilrento do córtex
Assinr- se a atividacic dos Vc!'tebrados inferiores está
principalnrcnte ìigada aos centros infcriores (gânglìos subcorticais). ela
rlcpcndc posteric)l-lllcììtc uÌLtito nais do cór'tex. cujas translormaçõcs
cslrutLrrâis rcÍletem todo o desenvolvintento ultcrior.
A dilereroiação das opctiìçòcs tlttc carretctiza o estágio do
lrsiqrrisnro
dá origelr a Lln'ìa Iìova lottrra de fixação da expcriêtloia anitnal.
r lìruçrìo sob Íòr'ma de hábitos lnotrizcs. no senlido lestrjlo clo ternlo
O l )esaì
^,alt1
t)ìen t o (l, t l' tu
1
t t t:,tt t,'
,l
cérebro onterior
Fi!1. ll. Cércbro clc alc
I)or vezes. chama-se hábilo a todâ a ligação que aparece na
experiência irrdividual. Mas cottt tÌnìa acepção tão siÌ'ìrples do tetlro
"hàbito" esfc cottceito torra-sc muito vago e errgloba ulll vasto con-junto dc
processos totalllìetrte cliferenïes, dcstle rnodificações nas reaçõcs dos
àrhrsór'ios iìs agiies hutnanas tlais conrptcxas Ao contrário desta extensão
injustilìcacla do conrplexo hábito" designâremos apenas por
"lrábìtos" as
operações ÍÌxadas.
Esta definição clo hábiro coincide cotn a percepção proposta pela
prirle ira vez rla U.R.S.S. por V P. I'r'oiopor LlLlc
Pro\
oLr expclìtncntalnlente
que os hábìtos nottizes dos alninrais se lbrtrlatn a partir dos cìetnctrtos
li-q. ll. O dcslocenìcnlo lfrglcssiuo
rÌos ccnlros {iticos no c'ìrlc\ dos \'crlcLìrâclos (scgundo
úonakou): a) rs Vias c {ls oonlìos olicos no cÚrcbÌr) dr ìii: b) no róplil: c) lìo nìanìílèÍo: ì
Ccrcbro anrerior'.2 alercbro inlcnÌediár'ìol 3.
(iér'cbr''1
nócl io:
'l
Celcbclo; 5 ï}rlho-
&,
9:
*i
ë
I
I
í
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{
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ll
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il
{}
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Olhô
raquirliano
O Desen|olvin?nto da Psnutvilo
tìr(ì{rìrcs (11ì transposição dc utl obstácLrlo, que é o oarátcr do pr'óprio
olrstricrrlo (lLle cleten'ÌÌina o conle(ldo dos hábitos e clue o pr'óprio estímulo
(islo
i. o iÌgcntc cxcitantc principâl) tem apcnas urna inÍluôncia dinânica
{rllrrc
,r r.rDiclcz c.r estrbilid.Ìde do hábito). rniìs qLre não sc reflete sobre o
, ,rtrlL ir,i,,,l',, h,ibi1,
r
.
Os clenertos nìotores que cntrall Ìliì conrposição dos hhbitos dos
Itrirriris
podcm ter difel.errtes caracteres; tanto podcm ser nìo\ilììetìtos
us|cciÍlcos, inatos, corÌìo rÌrovilÌ'ìcn1os aclqtriridos qualtdo de uma
t rpcliôncia ânterior; por' Ílrn. Íìrrtuitos qLre o animiÌl faz quando contrai utÌì
lr ri b ito.
I,lnconlrarììos pcla prinleirâ vcz hábitos bem marcados, no sentido
lrlilrrio do ternto. iÌperas ros anirnais qLlc possuenì oórtex cercbral. Razão
l)or !llc (icvetros consiclelar o mecanismo da 1òrmação e dc fixação clos
rislurlls
clc Iigaçõcs ncrvosas coÌrdicionais corlicais, a basc lìsiológica cla
lìtlttuçrìo
dos hábitos.
A passagcm ao cstágio do psiquismo pcrccplivo acarreta igual-
rÌìcrìle
ün'ìiì transfornração qualilaliva cla Íbrna sensorial da fixação da
cxpcriôncia.
Pela prirreira vez âpiìrecelìl no alimal as represertações
scnsilivas.
A qucstão da presença dc represertáções no ani:lal ainda ho.je é
objclo
tlc debates. Os latos são lodavia runrerosos para testenlrìrìhar dc
ttl odLr convilrÇcntc csta prescnça-
Âs experiências de l'inklcpaughl2 estiveranr na origcrn do esluclo
crpcrintcntal
sistenìático destc problerna. TinklepaLrgh dissinulava fr-utos
it{r1ìs
dc LrÌla divisória opaca, sob os olhos de um aninraÍ (rrm sírrio). [irr.r
sc!lLlidiì.
substituía-os, scrìì o seu corhecirnento, poI urì.Ìâ couve, objeto
cvidcntenrcnte
nìenos atr:Ìente paia o sínrio. O simio di|igia-se então atrás
tll clivisór-ial dcscobria â couvej rras couiinuavtr não obstallte a plocuÍar os
lìulos
vìstos aÌrteriornlcnte.
(
l V I) lr )lopofor:
(ondiçôcs
clc lÌrÍnrüçào dos hábilos nlolÌircs c sLra caraolcristica
lr:i,rlL
'r'rt,r.
l.lr.rrl,,,r l\iL r. l'tli

I lrìL (lì LUÈh | .tuJ,' t\lrrrìrrrììliìl (los 1ìlorcs reprcsontali!os nos sirrios
.iou|nal
,ll (
r)rììtril|irll\! 1,\\!hol(ì!Ìir
(lornrìl dc Í'srcologia corìrpâr?Ìdâ)1. Vlll. Ì1)21Ì. N" l
O l)cttn* lytnttrtr tÌo I'rtiytttuo J9
( ) \,.\ i.ilic,' \ I \ oitoni. lcz currr rrrrrlr rrrlr,s;1 11|1.1i..11. i2
rrttálogl. qrrc llro\lrilrilr)r o\ rÌre5rnos rcsrrlÌtdo5''.
estc pr,rpósito. as obsclvações sobre cães descrilas por Ilcritov
' lpresentanr grande irrtcressc.
Colocava o cão nu!r'ì dclclnt iirado lugar. aprescntava-lltc enr
seguida um sinal convenientc ao qual ele rcspondia colrcudo para Lllïa
nranjedoula que se abria nessc ÌìÌcslllo ulonìellto. Na seqtiêrrcia da
experiência, antes de fazel o cão entrar no laboratório, condLlzia-o até o
{ìm de um correcior orrde se cncorltravâ âìime!ìto. mostrava-lhe o alimento
senì no entanto o autorizar a abocanhá-lo. Após o que o reconduzia ao
labolatório; ao sinal conrbinado, clc corria palzr o conedouro, mas nada
lecebia. Ncstas condiçõcs, o cão não vollava ao seu lugar como era hálrito,
lnas corria pclo corredor e dirigìa-se para o looal onde anteriorlnente r, ira o
aÌìrrento.
As experìências corr cães cle tìLritendijk c dc Fichcl são nais
especializadas. Os dois aLìtores di:monstraran.ì cxpcrin.ìcÍÌtalrncntc que,
contrariarneule aos vertebrados rnenos organizacios (os peìxes), os càes, rìa
sua reação a urla situação antcrionneÌìte perccbida (o cngodo cscorrdido
sob os seus olhos), or ientaur-se para a próplia coisa quc lhcs foi mostlada.
Assilr, como a rnodifìcação da estrulura da atividade dos animais c
con a correspondcntc nodificação da forrra do reflexo da realidade por
eles realizada, produz-se igualurertc uma rcorgarização da lìnção
memória. No estágio do psiquismo scnsorial elcmcntar, csta função
cxplirnia-se na csfera motriz dos anìrnais sob a forÌÌìa dc tra'Ìsfolmação
sob a ação clos agentes exteriores dos rnovinrcntos ligados ao agcnte que
excitava o anirnal c. na csl'cra scrìsorial, sob a lorÌììa dc fixação crtle os
diversos agentcs. Ai:ora ncstc es1áiÌio ì1ìuito nrâis elevado. a função
rr
(11ì
N. Ì \toiLonis. A. V. Krcknina: llnterìljìs
!)turt
un t,.;nttlo dt: p.;ìcologìLt trnlxtrctlu
íla ìÌent(iriú.Iìccolha
'instinLti
i navvki (-instiotLrs e hiihitos
).
N4oscou. 19i5.
'{
L S. Bc,ìtr,": ÌÌc/le.ro L,Ltnnprtrtitncrtn llrLrrir biologuitchcskogo scLloÍâ Akadcnrii
naoük CICCP (l-rabaÌhos do sc()r .Ìc tìiologiiì da .\cadcmia dc
(liôncirs
.la lJ Ìì S.S.)
Dcparlanìcrlo dc Gcorgìa. t Ì. l9lil.
Ò I t, t, nt olvun, iÌt,
'
J
'
I'strlLu.\ìtl ì
nrr( rììiirìica nlanifèsta-se na eslera nÌotriz sob forma de hábitos nlotrizcs e
rrr rs lcm scnsotial sob folma {[e tttenlória figurada plinitiva
(.)Lranclo
da passagem ao psiqlistno perceptivo. os processos de
;rruilisc c tlc generalização do rrreio cxterioi que âgeÍÌl sobre o âllilÌlal
.roli
cnr lrarrsÍbrmações ainda maìs inlpoftalÌtes.
I)oclemos observar processos de diferenciação e de associação dos
rliversos cstírnulos desde as prìmeiras etapas do desenvoìvitlento do
;lsitlrisnro
animal. Se colocarnos, por excmplo, unr atlirnal que Íìa sua
oligcnr rcage de ltraneila iclôntica a dois sotls diiererltes. etr condìções tais
rlrrc rrrr sri dcstes dois sons se.ia ligado a urn estílrulo biologicamerrte
irìrl)r)rliìnlc. tt scgttntlo sonl ccssará gradualtnente de provocar qualquer'
rerrçrìo. tlttra cìilìrcrrciação apiìrecc. portanto, eÍìtre os dois sotts; o aninral
rr:l1.ic rlolavartc tlc ttlttlt tttarneira seletiva Se, pelo contrário. se liga toda
rrrrrir sclie ilç sotts a cstc lÌìesÌno estírnulo biologicatrrelÌte importaÌ1te, o
rrrrirrrirl rcirgirlt idcl'ìticatllcnte a cada unt dcsses sons: elcs adquirirão para
r.lç o rrrcsttto sentido biológico. É a generalização prìnitiva. No estágìo do
psirlrrisnro sensorial clemetttar observatli-se portaììto. processos cle
Llilçrcrrciução e cle getteralização dos diversos estílllulos' das diversas
prrrlrlictludcs agentes. É ilÌlporlante lÌotaÍ que estes processos nào sào
riclcIrniìatlos por ì-ÌÍìa correlação dos estímulos tomada âbstratâmente,
urits rlcpcrtlcltt do scu papcl na atividade do aninral. Razão por que o làto
tIrs lrrrirtrais cliÍèrenciarem facilrnente ou não, gereralizarem ou ltão
rlilcrcrtcs cstíllrulos, depelde nrenos do seu gratt de semeìhança ob-ieliva
rlrrc rio seu papel biológico concreto. Assim as abellras diferenciam
lìrçilnrcnte as lormas vizirrhas das flores; em cÒntrapartida' têm dificul-
,llrlcs cm ciistinguir lormas abstratas, l'ììas peÍfcitamerrte nítìdas (triângulo,
q Lra(lrrdo etc.).
Lstâ sittlrÌção e!Ìcoììtra-se igLtalmentc nas etapas ttlteriores do
tlcscnvolvirnento do tttundo arritnal. Os cães, por exemplo, reagelÌl aos
nuris lì ucos ocÌorcs de orìgem anìnral. mas não tnaniÍèstant qualqttcr reaçào
rro
llcllirrtc
das llores, aos produtos de pcrlìrrniu ia elc (l'assy e Bìnct)'
//Íril (c\l)eriôncias sobrc o ollìto clo cÀo) Zcilschrilì
N'70. 1921.
O Desenwlvínttnto tLt Ì's t,1t rt n t,
'
5t
Orn geral o cão é capaz de distinguir com grande 1ìnuta utrl oclor tlttc lcnhet
urn seltido biológico para eÌe: segundo dados expcritrctltrtis. tlils
condições da experiência. um cão distingue o odor de ácidos orgánic,,: cnr
solrrçòc. atc J rniìiurìi.lrna
Parlc.
A passagenr ao psiquisttl,r pcrceptiro d!aìrc1íì corno nlodificação
principal dos prooessos de di1èrenciaçào c de genelalização o itpittcciuetrto
nos animais da diÍèrenoiação c da generalização das inragcns das coisas
O aparccinrento e o desenvoÌvimento do reflexo gcneralizado clas
coisas é un problena nruito tnais complexo sobre o qual convém determo-
rros mais particu larnlente.
A irnagerr dc um objcto não é a simples soma de diversas
sensações, o produto mecânico de diversas propriedadcs que pertencem
objetivamenle a diferentes ob-jctos e agcnr simttltaneamente Assim,
tomenlos dois objetos quaìsquer A e Iì^ possuirrdo as propriedades a, ó, c,
d, e n, n, o, p, pa'a que se forme uma imagem é necessário que estas
diversas propriedades agerrtes se nranifestenr cotlo formando duas
unidades distintas (Â e B), isto ó. que a dilcrenciação cntre elas deva
precisamente íazer-se sob esta rclação. lsto significa tambóm que. se os
cstímulos correspoDdentes se rcpetem cntre outros. a uniclade
aÍrtel iornrcntc dislinguida cleve ser pcrcebida cotno setrdo o mesnlo objeto
Mas con a valiação incvitável do tneio e das concliçõcs da pr'ópria
percepção. isso sti é possivel rlo ciìso em qLle a inragetll I'ornrada lbr utra
imagem genetalizada.
Nos casos descritos, trós observamos processos correlatìvos
duplos: de unr tado, processos de trattsfcrêtrcia de unra operação dc urra
situação coÌlcrcta IìUma oLltra objetivamcnte semelhante; por outlo laclo.
plocessos de forntação generalizada cle tim objeto A imagem gcneralizada
deste objeto, que âparece couo a fortnação da operação respeitante a este
ob.jelo c soble a basc deste, per-mite eÍètuar posterionrcnte a lransferência
{a
operação numa siluação nova: dada â trallsíorrÌrâções das cordiçõcs
objetuais da atividacle, a operação prccedentc clÌcontrtì-sc enl dcsacorclo
com estas: cla deve. portallto, ser rclocada. Il reloca-se collseqtieÌltclnellte'
lorna-se nlâis exata, piìfccc "absotvcr" o conlcÍido tlovo e utllt itllagem
' ll llcnrrirrg:
(;(nt.l^(t:u(lte M1
lilr llrLjloir. ( l{r\ lslrr (lc lìrologia).
O Descn|obimenÍo da Psì.luìsno
1'{
.rirli/.iìda do objcto cotrsideraclo. o que por sua vez pode acârrctar Llma
rrov;r llrrnsÍèlônoìa cla operação lìas llovas oondições do objelo. ls qLrlis
r'\iiicrìì erìtaÌo urn te1ìexo generalizado ainda nraisjusto e tnais conlplcto da
prrr le rltt anirtal.
l'i! l.ì.
()c(i11c\
cc|cbral clo coclllo. do sinio inlcrior c do honenl Os sonlhrclrdos
lr(ì1i/{rÌìriìis ÌcfrcscnLurrt o canrpo dc projcção; os sombrcados !crlicais. os caìÌpos c1e
irìlc!.11ìçio Vcrilìc^ sc o aLrnÌcnto rclalivatìcntc Ibrte dâ sLìpcrlicie dos canìlo\ nìo
sl)rììbrcâdos (a itì1cgraçào) quando sc passã
llala
nivcis supcriorcs cle dcscnvol\'iÌncnlo
(\LigÌIìLlo Vo1ì l'lcononìoì a cscala c1c solìjulllo dcstas rcprcsenLaçõcs dos córcbn'\ nào e
rcsPcì1âcla ncslc csqucnla)
Assirt. ncste estágio, a pcrcepção esïii airrcla totaìmente inclttsa Ilas
opel1rções r]rotrizes cxternas do atlimaì. A gener-alìzação e a difcrenciação'
iì \r l(.\' r;r lrláìisc- dctctttolatn
\e iÔllì(r lllìì pÌL'.c"'ì illìico
O dcsenvolvinento {las opcrações e da pcrcepção gencralizada da
ativicladc cxlerior cncortra a stla cxprcssão llLtlììa lìovâ colrple\idadc do
s(irtc\ ccrebral. Intcrvénl unla clilcrerrciação urais aqet'ìtuada dos catrpos
dc inlcglação, que ocupalÌ1 tttr lugar rclativametlte cada vez nrais
inìpodâr'ìte no cór1ex (Fig. 13)
Estcs câlrpos sttpcriores de inlegraçãÒ tôln por Íunção, coÌÌìo o sell
nonrc indica, intcgrar os diversos estínltrlos
O Des(n|oÌvinìenta do l'sitttlÌtt)tt )
3. Estágio do intelecto
O psiquisnro da maior patte dos nramíferos pennârece no cslaÌgio
do psiquisrlo perceptivo, rrras os rnais altameÍrte olgarizados cntr'o clcs
elevanr-se a um grâu superior dc dcscnvolvimcnto.
Este grau superior é coÌì1ulÌcllte chaÌÌrado cslado clo inlelecto.
Naturah'ÌÌerìte, o inteÌecto zurinral é algo âbsolutaÌrlcntc dìlererrte da
razão humana; vercÌÌos que há entre eles unta enoltne difererrça
qualitaliva.
C) estágio do irrtelecto caractcriza-sc por Lrrna atividade
extrerliìllc[tc complexa c por lormas de reí]exo da realidaclc tarrrbérrr
complexas. Razão por que não podcnos tratar das condições da passagenr
âo intclccto antes de descreveÍ nâ süa cxpÍessão exlerior a atividade dos
animais quc se encoÍÌtrarn leste esli:ìgio.
W. I(iihler loi o prirneiro a {àzer um estudo experinental sisterná-
tico do coÌrportame nto inteleclual l]os atrimais mais altamente otgalìiza-
dos, nos sim ios antropóides.
Eis o esquetna dessas experiêucias.
Coloca-se unr sírrio (um chinpanzó) nunra gaiola. NÒ e\terior.
coloca-se um engodo (bartana, laranja etc.) a ulìa distância suí'icìente pata
quc o chimpanzé não possa apauhá-lo diretamente colì â mão. Há um pau
na gaiola. O sírrio, atraído pelo cngodo só pode âÌcançar o frtÌto ntrrrriÌ
condição: utilizar o pau. Como se conlpofia o símio ttestas condìções?
Num prirneiro tcmpo, terta apoderar-se do cngodo com a a.luda apenas da
mão; colr'ìo os esforços são vãos, a sla atividade extingue-se após algum
tempo. AÍàsta-se do cngodo c abandona toda a telìtativa. Ern se-quida, a sua
atividadc ícapaÌlece, !nâs csta vcz por oLltra via. Sem tentar apatrhâr
diretaÌÌeÌì{e o liuto à rì]ão. pega no pau, estende-o crr direção ao frltto,
tooa-o, plÌxa o pau pâra trás, cstcnde-o de novo. depois prrxa-o para trás,
numa seqiiência etr.t qLìe o fiu'.o se aproxinra catla vez rnais até o poder'
apanhar. O problerna está resoh ìclo.
Corl base ncstc prirrcípio, irìventirnuìr-sc nLlnìer(ìsos ploblemas"
que foran proposlos aos sínrios antropóidcs, para os resolver, cra prcciso
O De sí, ntal| i n?nlÕ Llô Ps ìqIt ì ;ttlo
O l)esrn\ oÌtinìtnto tlo l':ii4rt\ttu
latos quc apresctìtiìlu tìlra certa oÌigjnalìdadc qtltÌlilativa. e\1(s lìrtos
testelìlun'ìatrr a aptidão dos sínlios antlopóìdes para reutlit.drtas
"pur't\òcs
distintas nuura úttica e tresttia atil'ìdade
oooooooooooooooooo
a--n
rirrrrlrúIr usar de umurodo de atividacle quc só podia criar tlo dccul'so da
i,.,ï,,çi,,
,lu problel.ìla co.sìdcraclo.
Eis eor.ìt) se pr.ocedìa. Snspcncliam-se
as
fìrrr,,,ì,,s
'r"'U"*"
superior da gâiola dos simìos: cra portarìto i!ìrpossiveì ?ìo
rrnìrrrl apoclerar-se delas direlamcnte
Não longe dali' coloca-sc unr
.,rir,,rç Ncsras cor.rdições' o úttico tleio cle alcançar os frutos' consistia ctn
colrrcut o caixote exatameÌlte debaixo das batlanas e utilizh-lo como
csclckrtc. As observações
mostrâÌn que os símios resolvcm estc segundo
qrroblcnra sern aprendizagem
prévia notávcl'
'
Vinro, que a trm nír'el irllclior ilo dcscrvolvilllento'
â operação sc
lìrtttava lentanrerlte.
lla seqiiêl'Ìciâ
clc Lttla lottga serie
-de
tcntatì\as' lìo
rlccrrrso tlas quais cls I'ÌlovillÌcntos
conseguidos
se llxavam
proSles-
sivolììclìtc. cnqllanto os tlovimentos
inútcis eran ilrìbidos tanbém
,rì;;;;".rri";'tt"";"
âte aoabar por se extitrguirem'
em cont'opartida'
no
sirrrìos obscrvatt-tcls
unl prttneit'o
periodcl de frâcasso total.' com uÍÌa
rrr u llìplicidade
de terìtativas
que uio corduzcu
à rcalìzação de atividade;
n,,n,r.g,,,,d,,tempo.hácotnoadescobertasúbitadaoperaçãoqueconduz
rlrrasc itlcdiatamellte
ao stlcesso
lll csta a prirlcira pafiicularìdade
da
nii"iAu,f"
irtclectuaÌ clo aninal se sr repete a experiência' a operaçìo tltte
ììri
"1r"ìl^t
elòtttircla utla itnica vcz rcprocluz-sc'
isto e' o
'sitrrio.
resolvc um
uoblerla analogo seÍÌl ÌeÇorrcr â ensaios prelìmirlarcs
llstc c o segutldo
tr,,r,' errr,. let t'ti.:o da ltir icla..lc ilìlclcclÌriÌl
A sua terceira particu lar itlaclc resìde no tàto de que o símio e capaz
tjc lransÍèriI rapidatletlte
a solução cncontÍada
anleriorme]ìte.pâra
outras
""r.aiiu".
siuplesmenle
anáìogas às quc sLtscitatatlr
a plinreira solução
Assim, urr síntin que tesolvctt o problenla qtle collsiste.clr aproxllllâr
ulÌ
1ìuto cot'u a a-iuda de Lm pau. trtilìtorá làcilrncrrtc
qttalquer outro objeto
aclecluado, sc iilc tirar-cnt o patl se se nlLrcla a posição do
llto 1
rclação à
goioro.."'a" uma maneittr gerat sc nloclilìca tllìl
llotlco
a sittlação' o atlitnal
crìoorìtra ilnedi:ìtalrclìte
a solução convetlicnte
A solução' isto é' â
opcraçào e transfericla pâra utrla otltrâ sitì'lâção
e adâptâda à tlova situaçãcr
.i,,l', ,.' ,rtr
1',,rtc.,
dilctettte Ja
1'r'irncirl'
!.nlrc
()s ntlmeÍosos ciaclos aeutttltlaclos
tro dccrttto de cxperiôncias
platiclttllts ctrtlt sittrios anttopoicles,
clelctttos
tttctlciotlar Llnl colÌiLlnlo dc
Errgocl
C
Ìrie. l'1 IisqLrcnra dc unì
PÌobÌcrrrt!
hi1Ììsico'
Por exerlltlo- coloca-se utn etlgodo Í'ora da gaiola onde sc cllcoÌltra
o animal. a uma ccrtâ distância das barlas. lJm pouco mais perto da gaiola'
nìas serÌìpl'c iora do alcance pârâ o sílÌlio, encoÍìtra-sc utr patt oonlprido'
Na gaiota. polros otttro pau, muito nlais cutlo qLlc o plimeiro, quc pct rll ite
alcançar o pau corrpr-ìcio, u:ts não o ellgocio. Para rcsolver este problenla o
sírrrio tlcve primeiro apodet-ar-se clo pau pequeno para alcançar o gratlcle.
que dcverá scr utilizado pata sc apocletar do engodo (Fig. la)'
F.rrr gcral, os símios chcgattr ao fìrn destc tipo de problenras
"bifásicos" seÌÌ.Ì cus1o. A {luarta parlicularitladc da atividade iÌìtclectual
consistc. portanto. ua apticlão do anina! para rcsolvcr problenlas bilásìcos'
i'
!
,j
ì
;
.'
0 Destn\,'lrtntal,'
da Prtqttìt t't
()utras
cxperiências
mostraram
que estes traços caÍacterísticos
se
f{)tìricrvatìì nìesnìo nunì colÌìLtoltamento
nìâis complexo dos sítr-rios
rrrrtlolxiidcs (ct E. G. Vatsouro e N N Ladyguina- Kots)ì6
,
lìis um dos problemas maìs colnplexos
que um sírrio antropóide
prrìe, r'esolver (F'ig. l5): coloca-se uma caixa na gaiola dos símios; uma das
irì,r.ì"r;
a"r*'.4"*a
está munjda de barras' a outra apresentâ uma fenda
l,r,rgilrrclinal estreilâ Col'ìtra a parede posterior da caixa.coloca-se
um lruto
,1,,.:,, sítlin tanlo pode ver através das barras como pcla fenda O engodo
cslli ir unra rlistância tal clas batras
(ltre ll nìàu clo sirnio nào pode alcançá-lo'
lurtrltén.r não é acessívcl da p:rr:c''lc poste lior pois a mào
.do
sín.rio e
l)irslarìtc grossa para passzÌr tra fstldJ l;erlo da parede postcrior da caìxa
(ì ìviì-ric L ìtíÌ sólicla cstaca, à qual se prende um pau por uma cadeiazinha
rlc lct trt-
I'ara rcsolvcr estc problema' ó preciso deslizar o pau peÌa Íènda
postcÌior da caixa e aproximar'
por este meio o Íìuto das barras dar parede
arÌtcrior; eÍìr seguida. basta âgarrar o fìuto à mão
'1
:
tt-
.....ljrúroìÍtlì
Fig. Ì5 tisqlìcìnâ dc tln problcìna conÌplÊxo
O Desenol|inlenl ô tlo P t ìt1 uì t tttrt
Como se compoda o animat rlesta situação? Ao repalar no lruto,
tel'ìta primeirâmcnte aparhá-lo através das barras llm seguida' contortra a
caixa. obsérva o früto através da fenda. tenta apanhá-lo coln o pâtl' lnas ctrr
vão; finâlmente cmpuÍra o frÌÌto com o pau através das fenda e depois
contornâ para Ò apanhar do lado das barras.
Como se formam as opeÍações complexas que podemos observar
no decurso das experiêncìas descritas? Aparecetn elas verdadeiramentc de
sirbito, senr qualquer prepârâção como estaríâmos tentados a erer à
primeira vista, ou aÌlles se irrstauram coÌÌÌo llllr estágio precederrlc do
desenvo lv intento, ísto e, pelâ via de seleção e fìxação progressivas clos
movitncntos conseguìdos só oom a dilèrença de que o processo é neste
caso rn u ilo mai' ráp idol
As experiências dos investigaclores lìanceses dão umâ resposta
clâra a esta questão. Eis como el,ls procederam: colocaranr tttr síntio
antropóide numa gaiola; no exterior, contra âs barras, uma peqrrena caixa
munida de uma entrada na parede oposta à das barras Colocaram uma
laranja na caixa, perto da parede mais pr'óxirna. Para alcançar o frrrto nestas
condìções, o animal devia fazê-lo rolar para fora da caixa dando-lhe urna
sacudidela. Mas esta sacudidela podia ser um acâso Para suprimir esta
eventualidade, os invostigadoles empregaram um meio deveras
jttdicioso;
recobrìrarr a caixa com uma rede apeÌtada. A grossura dzis lnalhas era tal
que o sÍr.rio não podia aí passar senão um dedo e a altura da caixa cra
calculada para que o sírnio pudesse, após ter intr-oduzido o dedo, tocar a
laranja, mas r'Ìão fortemente. Assinr cada contato âpenas iazia avarçar o
fruto alguns cenlímetlos. isto eliminiÌva todo o acaso na solução do
problema. Por outro lailo, tanrbé:r permitia seguir com tnaior precisào o
trajeto do fruto. Iria o ÌÌÌacaco empurraÍ o lìuto em qualquer direção, de
modo que a sua trajetória seria a soma clos deslocamentos
que o conduziam
pelo caminho mais culto, isto é, que as suas ações não serianr a soma dos
seus movimentos fortuitos, mas de movimentos diligidos cotr pt'ecisão? A
rneìhor resposta é nos dada pelo próprio símio Sendo o processo de
deslocauento progressivo da laran-ja longo e evidentelnente fâtigante' a
rneio canrinho, o animal, impaciente, esboça um movimenlo de avalìação
l,|,.1]L'ìlll|'t1'|'n|.'1.:il1llt.).ll]sl.ttLtldtldcs.lecogniçãa(locll4orrn:cj.Ìr4oscou.1928'
.,rìì iì rrtiìo. isto é. tellta apoderar se do frtlto' mas pelccbendo clue é
rrrrlr,rssivcl. rccorreça a etnptlrrá-lo lelllaÍÌlente aló quc a laratlia csttjl ao
rrlt rrrtcc rlc suâ lììào
(P. Griillaunie c.l Meyetson)17 '
l(ailÌler pellsava que o qtìe iiistingue o colÌÌportalncllto dos síntios
rlo rlos orttros ÌcPrescntâlìtes do tlruncltl animal e tlue cl aproxitlra dil
I (llìÌll(ìtlanÌelìto lrunrano, ó quc. ncles. as opelações tlão se lottlanl
Prrrgtcssivatncnte.
por tentativa e cìÍo: o scu aparecilnetlto é súbito e
irrrlclrcncicnle cla expcliôncia passacla; clas sno uma espécie clc intLrìçito!8
(
) \ot.lull(lo carlttcl clo colll po rltìlìl cll lo ìtllcleclultì' delivado do prittteirt'
'r'
segirnrlo l(iiìtlcr. I âpti(lão
llala
t'nctnorizat a solttção elìcontradíì
"tltrra
vez
|),rÌ
tixlas" c pata translìtí-la trlLtito latgauelìte pariì otllrâs oondiçõcs
,,,,,,1,,g"r,t, y,iint.iru..
(Jttanclo
a solLlção aprcsenlada pclos sinrios aos
1,,,,1,1",,1,s
bilásìcos. Kiihlcr e os autolcs qLle o segtlelÌì pcnsatll clttc ela
l,irrlc
tlrr cotrtbinação de dois elenletllos:
"a intLrição" do aninlal e a
tlirrrslcrôrtcia cla solnção encontracla anteriortllclìte
lÌsle fã1() não é'
l)()rtiìrìlo.
lìrndanental para eles.
Para comprcender toda â sua originalidade da atividadc irrlcleotual
rros sírnios basla nesfa citica explical o làto principal, a saber: a clescoberta
siìl)itiÌ de um meio que pernrita resolver o problenla.
Kijhler lcrìtotÌ explicar este lato pela apÍidão dos sírnios
runtropiiicles para relacionar nâ sua pcrceìlção coisas dislirrtas de lal lnaneira
qLrc cÌas sc-iam pelcebicìas como fornlando Ltma
"siluação global" única'
'
Lsia proptieclacìe cla percepção. a stra estruttrrtì' seria para Kôhler
iìt)cniìs uul caso particular. cxprcssão rio
"princípio geral de estrtttura" qLte
cstaria oliginarìamelllc lìâ lrase não só clo psitlLlisrrro dos anirrais e do
Ìrorncnr e ila sua atividade vital. nlas tanlbdttl tla base dc todo o t'nundo
lisico.
Nesta ótica. o
"princípio dc cslrlrlLrra" ptlde ser ttm principio cxpìi-
cirtìr,o. rras e crn si irrexplichvcl e nãit cxige qLtalcluer cxplìcação Nalural-
rììrììto. csla telltativa pala clescobrir a essôncia do psiclttistno apoiancio-se
(
) l)csa n|ah,ìncn I t) da l' ! t ql t ì t tlìt)
' l' l;rrillirrrrrrc. .l. Mcrcrs(Ìl: lÌecherchL:s sur Iusttgc t{t:
'
ldrrnrrl rlc l'\) chol(ì8i! . 1930. n" l-.4..
I tnslrut])enl thr let :ìttgL'ti
'
i l \\ l\iilÌ1.r. Ì:.tttklo lò ìnttletta los !í ta! ürol)óìl(s MoscoLr. l9i0
O Desen|al|in ta ílo I'st4ttrttttrt
ra teoria iclealisra cla
''Gestalt"
revcla-se tnuito lraca lì' absolì11lìnlcnte
claro cFrc não llasta evocar a cstrtltüra da perccpçaìo pata cxplicar a
orìginalidacle do cotnporliÌlì1e lìto dos anítnaìs sLtperiores Conl el'cìto' paia
os particlários clo
"principio cle csttrtlura". a percepção cstruturada tlÀo é
atributo aperas clos sinios superiorcs; scgttndo eles. vale;'ia tanlbénl pala
animais para auiirais lllrtito metlos de setlt'o lv idos; nlas estcs iìlrirn'ìis lìào
mani1ìstam colìlportalllclìto intelectuaì.
I',sia cxpìicaçào revela-se insatìslatórla por tllìa outra razão aitrda
Ao ìnsistir sollre a ilìsl alltalÌe idacìe da solução ilÌtelectLlal c ao isolar este
lato do conteirdo da cxpeliência anirral' l(óhler ncgligcnciotl toda ttrna
serie clc çircurstâtrcias caracterislicas do comportametìto síÍìlio llâs
corrJ içi'c. ttatttrli' dc cri.ti'ttei;-r'
l(. Uiihler foi, segundo parece' o primeiro a ohatnar a ateução prrrt
a sernclhattça que há entre o ato dc atrair um fruto a si com a a-irrrla de utn
pau e o de apanhal urn lrrtto na atvore utilizando um ranìo'
Clharlou sc a ?Íclìção, enl seguicla, pala o fato dc que os rodeios
clctuacÌos pclos sírnios antropóìcles poclenl lanrbétl ser explicados pclo làto
dc eslcs iurimais. vìvenclo nas Ílorcstas e passando sem cessar dc utÌa
árvore para a outra tereÌn co lì statìten'Ì ellte de "calcular" o seu catnitlho' sc
não arrìscatr-se â c!ìoolìtrarelìr-se tlum dos impasses do labirinto rlattrlal
cluc são as árvotes. ììazào por que l1ão é por acaso qtrc os símios lÌìoslratll
âptidão tão tlcsenvolvida pura rc.nì.'er os problcmas dos "rocleios"Ì"
'
L'lsta conccpção alo oonìportalnento itltelectual tlo sínlio cottcordit
perleitarlenle con] certos ÍÌrlos: lerl o rnérito dc não opor o intelecto dcr
animal à experiência individual ou espccifica; tambénl não separa o
irltcleoto dos hábitos. lììâ clroca lodavìa cour serìas dificuldades'
Primçiro é çr'iclentc que neu a lbrrnação de uma operaçào nem a
sua transferência ern ootrdições de ativirlade novas podem ser irldícios
distintos do coll.ÌpoÍtanlellto dos sírlios superiores' pois os encotllranros
iguahnente tros attitrais mcnos evoluídos. Encotltratlos
estes dois
,nomentos. cmbora sob utrla 1Ìlrttla tnetlos tlarcada' cm nluì1os otltros
"
(
l K l'lilhlcr lìases tlo deçent'olvintcnlo lsiquiLo-
ÌvÍoscotl l924'
O Dese fi\,olttncnlo tlo lt: tq ìLt süu)
ól
O De se nv o l vìnte nta do I) s t(l u ís nl o
rilÌiris. ç!ìì cspecial os Manriíeros e as Aves Daqui resulta que as
t.,:.,,çu, nu atividade e llo psiquismo que existenl eltre estes anirnais e
l sirrri.,s arltr.opóides se recluzem a uma difefença
pulanlente quantitativa:
rrir {ìrltnação àas operaçõcs nlais ou ntenos rápida' transíerências
mais ou
.i,r,,'' uur,or. Todavia a diferença entre o compofiamento
dos símios
,r,,,1uii,1", e o dos mamí1èros inferiore s é igualmente
quâlitativâ C) uso
..itrstrLrrrtcrltoscocaráterparticulardasoperaçõesqueelesefetuam
rsllìrìt
I)iì
l'iì o
Provar'
l)ot otrtto lacÌo, a oonccpçito tlo intelecto animal que acabamos de
rp,rl tlcit'rr o mais inlporlatltc tla sombrtt' a saber' a vercladeira natureza
"11',
lr,,gn lransÍcr0ncia
dc ação c a sr'la cxplicação'
-
;;r problcntas
"bilTrsicos" mostram
particularmente
bem qle toda a
trvirllil( in{clççturtl animal con]pofta cluas fases Ele dcve primeiro pegar
ì;
,;;'r.
"',,
scgLti<Ja no frrrto ElL deve prìrneiro afastar o fruto de si' em
.pl,ri,lir c,,trlotiar a gaiola e agarrar o íruto no lado oposto Em' si' o fato
,l
'r*.,,r',l',,
lìrlt
significa para o sitnio quc elc posstti o pall'.mas lìão o
,',,,,1 ..,ttir,,,io. I- i primeira fase Destacada da íase seguinte' ela é
l,irl,,,,r,i,la'tl" sentido tiológico É uma fase preparatória A segunda fase'
, ,,1,,,lu p,,,,. ó a lase de reaìização da atividade no seu conjunto'
orientada
rrrur ir srLlisÍàção de unra necessiclade
biológica do animal Assim' se se
.slttrllt.segLlntloestaóticaarespostatlossírniosaqualquerdosproblemas
,,,r1,,u p,,r l(ithler. veriÍica-se que ela exige todas as vezes uma atividade
'lrilìiricit':
âgârrar o pau - aproximar o fruto de si - aÍàstar-se do engodo -
'orÌl(jr-ìÌiìr a caixa - agarrar o fruto etc'
QLral
ó o
"ont"údo
das duas fases da atividade do símìo? A fase
,rel,alatiìria rrão é evidcntemente
estinlulada
pelo obieto para a qual é
.'ri.,rt",lu. o patr por cxctrplo Se Llm simio percebc um pau numa situação
L.rr rlrc rtão llte ó dc nenllunra ufilidade' mas que cln contrapaúida
exige
tttttlttttvitl]{]t]todecontorllo,osínrionãoprocuraráapoderar-sedele'
^,sirrr'estalaser-tãocstáligadaaopau,masàrelaçãoobjctivaqueexiste
{ lr!: i)
l)iìtt
ç o fiuto A reâção a esta rclação não é outra coisa
qtte a
1,,.;,,rr,,ç,ì,,
cllt scgutrcla lase de atividade, a lase de realização'
l:rt tlrtc cottsislc esta segunda fase?
Ela está. tatnbeu' oricntada
para o objeto
qtte cslitrula
ir.Ìledia1âlreÍìte
o anirnal e ela constrói-sc
em fuução de condiçòcs obietivas
"on,".''..nt".
ao objeto' lrlclr.ri por conseqiìêì]cia
tal ou tal operaçào tlttc sc
torïla ut'ìr lrábito sufìcierlterr-renlc
estável'
Assinr, a passagem ao teroeiÍo estágio dc desenvolv.inrento
animal
manifesta
uma nova compÌexidacle
lìa estrutLÌÍâ
da atividacle
Anles' a
atividacleassentavanurÌ'ìprosessoírnico;agora'iliferencia-seemduas
;;;;r,;i"t;
pruparatória e a fase da realização É a existência de uma lase
a" pt=p"ruçin ,t4 ue
:lconstitu
i o trâço característico
do colnportalreÍì1o
inteiectLral. f) intelecto aparcce,
poftanto. pela prinìcifâ vez, onde aparece
Llm processo que prepara a possibilidade
de realizar tâl ou tal operação ou
hábito.
O signo essencial da atividade bifásica e que lrovas condições
não
provooam nJ anirral sitnples movimentos
de exploração'
mas lentativas de
diferentcs
ptocedimetltos' operações elaboradas
alÌÍeriormente
Cotlo sç
"on.,porta
uma galinha que prencleranl atrás de tllìla vedação? Lança-se às
cegas cle unt IaJo para o ouiro, isto é. não lãz selì ão. att tÌ'Ì entar sua atividade
rìolriz. ate cÌüe, pol- um nrovimcntcl fbrlttito' corlsiga
sair' O
fo,rlponom"n,o
dos animais superiores diante de uma diÍiculdade
é
absolutamente
diferente. Por ceío' Í-azem válias telìtativiÌs' Ì'nas
'ìào
são
teltativasdenrovitnentos,sãotentâtivasdeoperações.derrroclosde
atividacle. Observemos
ulÌì lnacaco diante cle unra caixa fechada Ele tenta
;;i'";i;
umâ opcÍação habittral' agarranilo-a
pelo puxador;.
qrra'do isso
ruão lesulta, tenta roeÌ um ângttio da caixa; recorre em seguicla a ulrr l'ìovo
processo: teÍÌtâ penctrar tla caìxa atlavés da fenda da porta
'feÍÌÍâ
cm
I"griao orrun"u, o puxador com os cÌelltes' depois com rs màos
l]racassatlo tudo isto' empregâ uÌn irltimo rrretoclo: tcnta derrubar a caixa
(Buitendrjk). RË(}.: l5J sgêlo5
'
Ett" particularitlade do cornportameÌlto
dos síl'Ììios' a.stra aptìdão
para resolverenr o lrÌeslÌo probìetlra dc várias matleìras' constLtul
pariì lìos
,, ,nelho, prova cle que. crtrc elcs e lìos oLltÌos aninlais qttc se encolÌltaln !ìo
,u"rrl.,u
"r,ágiu
cìe desenvolvitllctÌto'
tllì'ìa operação deixa de estal ligada de
n.raneira es1ãvel a trua atividade cluc rcsponde a unr problema de1ìnido e
()
I)r\tü\'t)ltttìt.
ttlo tlÒ [)sì(!tList)ta
6J
O D!sa]t|ol].mct1lo
do I'sìt1Ltìttntt
lliì{J c\igc.
pala ser 1râlÌsièridiÌ'
nllììç qLle Lllììlì
'!ììlÌ1(ìgia
íìpr(ì\illÌadâ
com o
1't"l'lcrrr'l
l.rteee'lente
.
^.,.idacle ìntelectrral
tlos aniulais
clo
Pol'ìto
de
l.\tlìrì(jllì'ì5
iì1(ìÌA d Jtl\ I
r r:,1rr rltr rellcxo da realicladc
circttndatlte
Na sLtn crpressão
o"t"r.'o''
"
f
i'tttirrr
1ìse dr atir iclLìc intelecltral'
lrr:c
rìc btse. estlÌ oricrìtada
pâra rr
PrcprÌirçìr'
'f1 1t'.st1"''ll.
til*' islo
qtrcr
rlizr:r rtttc clit é ob.jelivarlcn"
l"ì"ìttiinntfu
pela ativiclaclc
ltttrtra-do
animal
tì1;,';.;';,'";ta;'q,,.
" "nin'"1
i"'ì' t'tt t iti^ a ol.rctação
seguinte'
quc ele é
:,,i,:l) iìJ',:J'ì:.,.ì't,iìl'ì
t
"
'
I'ip"t"'" nã. sc apiiia cur qLtalqttcr
1ìndamento'
à .... i" t
'-
rlsrr,,rt.l;;r rel:r',;ì"
"lri'lirirttrctrle
eritletllc
clllrc iì\ colìls'
;'].',,"*iì'.;;'':',,:''l':r,.l
ttr r' lì,'ti,.ìrr lÌelL'
.rìirììirl
As'ittr
euttt rì pas\r'r(rrì
r
rrltvi,littlc
intclccttral
"
tt""t""'tlt'
iclìexo
psiquico
da r-ealidadc
pelos
iìrÌilriìis
irllclìlìs
sc tttoiliílclt
nn ttt"aiao c qtle não Ilá aperlas
rcllcxo dc
.,'r.,r-
r',,l.rrìltt. tttits'le
teì;troi-
í\lÌllaçLrcs)
(
) ca[álcr
cÌa tlansièt'éncta'
"
po' cortseqitcttcia'
o das
1r'rtctrrlizirc.:tìcs
ttausllrttrra-se
tt'ì-li"ii"'""it"
Doravante"a
trausfèrência
,ì, ìrr,r .rl'rtrr\"iô ìrá"
'..
Iiìl lrf"'o"tgtrr'.'i.'
'r
plin' rpi^ Ol t.""t':tli

olrictrrs {obstiroulor.
por.xentpìt'.1
'Ìos
tluxis se ìiËar'r
:tt":
tiolu operaçao'
rrrts lrttttbútl
scgLtttclo
o p''ntifio
de analogia,.das
rela.ll;1,..das
lisaroes
ertltc
os objclos
aos clttais ela respottde
(ranÌo-tru1Ò'
por erenrplo)
Agora'
ì,':;,,;,''ìi
.,*;,ì"'alìza
as ligaçeics
e as, relaçòc-s
-L1:.,..::]"u
uttu'
ì::ïi:i I l* i:l *nlï*ll:Jï
j::::,:ï
: i".ïl;;:oï';":"""^'i:*
'"''
"
,t'ì0,l,:, lrrirrt''
'
o Jcicttruìritttctlln
rlo ilrteleclo
lttlittlal
tétn por
l,rtsc ltttiittltrlil-tìsiol(tgica
o destnuoluin.tcntn
do ctirtex
cerebral
a das suas
lrtttçtlcs.
(]uc tralìsloÌ!naçocs
ltttlcianrctltltìs
obsctvamos
uo córtex nos
gtìtirs sttpctiotcs
clo ttrtltrdo aninal?
0 clclì1i]nlo
novo
que clilerencìa
o
c('r'cbto
dos trtauílcltls
tt'p"'in"'
cìo dos animais
mcuos
evoluídos
é o
lri'.rì
r' ìirli\irrììLt'r"
rr''''' rr"p"'ì"'u"
qt't.
.,trrp" o
1111c1,
lrorrtal
cttto
,i.'.,.ì,,, ,,tr i,,,, tr',, sc trtz
1,tlr
J ilerettciaçao
drt rrtert'
nre-lli'lrlJ
ls
()s
cslttclos
"*p"'int"tttoi'dc
Jackobsetl
lììostraì'Ìl
qtle a ablação
da
l)lll.
rllìltll1)r tìos lob''rs fitltltais nos anitrlais
silpetitlrcs
que antes da
ol)(rirçrl{) cliìlll L'll)'l'l'r:s tr"
'"'oru"t
Lllìì cert(l tríttlcto
clt:
ptobietrtas
cornolelos,
os torna inclpazes
cle resolver
probÌemas
"bilásicos"'
lto passo
;ï:
ï:;"Ì;;;";;'"ì'"n'i"..a"
de apaubar um cugodo
com a aiurla tlc trnr
iì,
e *,,,."' oà o: u',,
11L.-0.''
""rl
il:' ïïï
"i:,:
::li:;, :,"'JIi: iï
J ::::ì
ccrebral
tlão prodttz o ttrcsllo
t
r'Ìovos carìpos
estão cspccilìcÃcrrte
'ligatìos
I realizrção
da alivicladc
"b ìÍás ica"
i,"uuaodoinlclectoclossinrjosstlpericrresnostraqtleo
,..,,ì.â,ìr.'Ì11rì Irrrmauo é realn-ìeìltc
preparailo tro tntludo atlimal
e qtte a eslc
respeito
tlào há losso rnlratlspolìivcl
entlt: o ltotlent
e os sctts.lscetlclctltes
animais. l'oclavia.
accìtandÚ
"
tut""an
nlttttll
no desctrvo
lv itrl c trto do
;;'il;J,"ì',*r
;
ai1:11:ï;_ï
*-lïì11,,:uì,':::'il,:
;:':;ï1i1,ïlï:ï
couro o Iazem certos zoofslc(ìl
DÌovar com expetietlctas
t"t- ttto"o"o'
que este
"coll'l1-lortatlento
ï;;ì":t-;ì
l';
",",i"o "
ton'o''ne
conì.a natÌìr'eza
ta! como o trabalho
ctn
troca de um salário ou as trocas
lnonetat'lils
Seria absolutanìente
errôneo
queler opoÍ lotalnlcntc
o
corÌìDortâlìlento
intelcctrtal
clos sittrios
arÍropóicìes
ao dos
rranliÍèros
:ËÏLÏ:iïì;t;;ì;;-ìì;*
i" nun'"'n'u'
darros
que lestetrttnhattr
a
presença, elÌl baslallte attttlats'
cie ativiclaclcs
bìlásicas
Ìl o caso dos cães'
(los hâmstcrs
e rìcsrÌo dos gatos
(rra verdaile'
nestes itltimos'
1""
l"i::11
oìn"
-i.r.-
""'*"is
rigillntes"'
isso exprinre-sc
dc lììancita
ììrtìlto
-^'-ri-',ì.r\
(l
côlnDoúamento
iÌìtelectual
que se enconlra
tlos ttlanrileros
ll:^::;':: ;;" uiinn",'n,
d cser'ìv o lv iìì.erìto rruito particular'os
srrÌ'Ìros
ììilr'";ï aìl ,l;;".",,,i
"
ii,"i,. .,.p(rior do dc'i'\ot\
irrìcnrô p.iqrric.'
p:tra
,iïÏ; .ï.
;,;ìï"'n..çì
"
I'i''o'o d( rrnr p-iLIrri'ìììÔ
dii'lr'erìrc
o:."']]
].I:
I'r rndâmelltalnentc
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qtlc é exclrtsivo
do ltoneur'
tÌ coÌlsclencla
h nìan a.
ì
1,
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ta.
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Ì. ll \\toilc: Ì'llìtiLìti l" ltt rattttttpt:nst
l'\)cholog\
N{onographs--
(ÌvÌono11rlllìas
rlr'
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t.t. t 't,rt,
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J-:
( i
":rl
\''
tì.r(',1,r!rJ
tLrnìlì.rr'r!l'rì1
\ll l')ì6 rr
ì
O Desenyalvinenta da lr t ì(l ultttìtj
O Dcs e nrol \' I n] e n ! o í1 o I's t Ll u ì \ ttk)
-1. ('iìr'iìctcrcs
gerais do
Psiquismo
animal
A pré-história da consoiência humana é. cotno vitnos' ooÌlstittiída
1l,rl
rrrr longo e complcxcl prooesso de desettvolvimento
do psiqtrisnto
:rrirrirl.
Sc se percorre cont o olhar o úajeto seguido por esle
,le scnvolvimento, <listinguctr-sc nitidametltc os estágios prirrcipeis c as
tlilcçõcs fundamentais da sua lógica intcrna
O psiquisrro animal dcsenvolve-sc no seio do processo de
cvolução biológica e obctlccc its suas lcis gerais Cada grau do deservol-
virnclto psicológico correspotlclc à passagem a novas condiçõcs extctiorcs
rlc cxistôrrcia para os arliuais e iì um pâsso adiante na complexìclarÌe da sua
r'f!,rììi/iÌçllo I iiiCiì.
Assint, I adâptação ao tneio mais cotllplexo, otldc as cotsas
lorÌìiÌliìnÌ l'olnta, acurela a cliferenciação do sistema Ì]crvoso eìenìentar e
clrrs rirgãos da sensibilidade. É sobre csta base qtte nasce o psiquistno
l;.,,.uràl elcrnentar. isto é, a lacuìdade clc refletir as ploprìedades isoladas
rlo mcio. Seguidamente, conì a pâssagenl dos anirlaìs ao nrodo de vida
lcrrcstre e o desenvolvimento do cóftex cerebral que eìe acârreta, âparece o
rcÍìexo psíquico de coìsas inteiras, o psiquismo perceptivo'
Po,l fim, u,ua cornplexitlacle acrcscida das condições de existêrrcia
tluc cortiluz ao aperleiçoamento dos i)rgãos dc percepção e de ação' benr
conro clo cérebro. cria nos anitnais â possibilidade de uma perccpção
scrsível das correlações otrjetivas elltre as coisas' sob forura de "situações"
lclativas aos objetos.
Vemos assim que o dcsenvolvimento do psiquisrllo é detelminado
pcla nccessidacle para os animais cle sc adaptatem ao ttlcio c que o reflexo
priquico e lìnção dos órgãos corresponclentcs lormados no decurso da
lrlaptação. Convcm sLtblinhar que o rcÍìexo psíquico não e de rnodo algurn
rrrtt Ícnirtrtctro "purameutc" subjetivo. acessório, sern real signilìcação na
vìrll rlos anitnais c pâÍâ a sua luta pela existência. Pelo conlrário' o
psitlristtto anitnarl nasce e desenr'olrc-se, colnLì \ilÌlos' ptecisanrente
lrìr(llr(
\(rìì elt ,,s itttittlais tlào poderiattt orietlllr-'c tlo mcio
Assirn, a evolução cla vida provoca uua 1ra tls lìrt ttr açlio da
orgarização física dos aninrais e o âpareciÌïer'ìto
de órgãos (tirurìos clos
,"itiao r,'O.geo. da ação e clo sistem:r rretvoso) que têm por' 1ìrnçirr rclìctir
arealidadccir.cur]dalìte'Dequedependeocaráterdestal.trnção?()t1uca
ì"tar*;nuf l)otque se tracluz cla clìì cerlas cìtctttlstâncias
pelo rc1ìcxo dc
propriedacìes isola,las c em outras pelo rc'{ìcxo de coisas.intcilas':'
Vimos que isso clepentlc t1a estlLrtura
otjetìr'a da ativìdadc animal
clue liga. na pútica. o atrinral oo n-'i'ndo
(itc t' t"r.ca L'rr resposta à
transdLnação'
clas conclições de cxjstência' a aljvidade aniual uucla a sua
cstrutura,oLìenloutraspalavras.asua'l-{q4rorl!q-"Eistoquccrtaa
necessidáde cle uma tr.tnslìrmação dos órgãos e das suas hrnções. qLre dá
lrig". n uura f'orma supcrior tlo relìexo psíquico Enr resumo' poderiatnos
airã, o ."guint", tal estiutura objetiva cla ativiilade de urr animal' tal forrna
de reflexo da realidadc.
'l'oclavia,
o dçsenr' o lv ine nto do reflexo psíquico do meio exterior
circuldante
peìos aninlais parece retardal-se soble o deseuvolvimcnlo
da
srLaatividade'Assin.aatividacÌernaìssin-rplcs,qtreédeterrrrinadapelas
IigacOes objerivas qLle cxislelll etÌtre os agcntes de estimuìação e qttc põc o
unin'tol
"n,
relação corl unr nreio collplexo' em que as colsas tol'ìliìram
lurtrru, d"t"r,ni,io o dcsetrvolv ime nto das selìsações elenlelìtales
que não
,"fl"t"- ."nan estimulos isolados A ativiilade muito rìais complcxa dos
u"rt"bro.lor, deternrillada
pelas reìações entïe as coisas' por situações' está
tiguau uu ,.Íl"to r:1" coisas inteilas Por fi'-' tro estágio do intelecto' em
fr'r"
," ai.tingu"
rro auittral uma 'fasc pteparatória"'
obietivameute
i"t nrr;nuan p"ela possibiliclacic de uma atividade ulterior do próprio
animal. a lornta clo psiquisrllo oaractcriza-se
pelo lcÍìexo de relações elltre
as coisas. tle situaçõcs conccrrìentes
às coisas
Assim. o clesenvo lv imento ilas fornlzrs do reflexo psíquico parecc
oolocâdo um glau abaixo em relação à estrutura da atividade clo alimal' de
nodo que.jamaìs há correspondêtrcia
entre eles
'Pn.u
,., n.rais preciso. csta correspondôtlcia
só pode existir como
momento que signilìca a passage'n ao grau superior de desenvolvimcnto
,n
"fi.inoçto
da- discordância f,elo
aparecinento
cle uma lorma nova de
ri
i!
i
,i
()
De scn'r olN i me nla do P s iLl üistlu)
r'çlìcxo itbrc lìovas possibilidades de atividade; esta Írltitna adquire uma
cslrrrlrrra ainda mais evoluída e daí resulta unÌa nova discordàtcia' trma
lr(iviì contradição entre elas. mas a um outro nível
O fundamento material do desenvolvimento
complexo do
psiqrrismo dos animais é, poftanto, constituído pela forrnação de "instru-
,r,",ìtus naturais" da sua atividade, os órgãos e âs suas funções A evolução
rlos tlrgãos tlo cerebro e das íunções que lhe corresponden.r'
que se produz
,,u r"ià d" oada estágio do desenvoÌvimento
da atividade e do psiquismo
rlos anitnais. prepara progressivâmelìte
as condições de passagem a uma
cslrÌrt'fa de ativiclade rnais elcvacla; a modificação
da estrutüra
geral da
rrtividatìc animal que daí resulta' cria por sua vez a necessidade de uma
rrrva cvolução dos órgãos c funções que parece dirigir-se agora a uma nova
rlileçrìo. Iìsta rroclilìcação nranifesta-se nruito cla;'anlente
Assitl, lo estágio do psiquismo sensorial elementar' a função
rrrrçrrôrtica fonna-se, pã, u- loao' no setrtiilo da fixação das ligações de
ccrtos cstímulos e, por otÌtro ìado' enquanto a tìnção de fìxação das
lìgações motrizes elementares. Esta mesma função do cérebro manifesta-se
nã estágio clo psiquisrro perceptivo sob a forma de memória das coisas e'
p,,, o.tõ,t lado, sob a foima de desenvolvimento
da aptidão para formar
hhbitos rtotrizes. Por fim' no estágio do intelecto, a sua evoÌução vai ainda
llurììiì rlova clireção, o desenvolvimerto
da memória das situações'
Observam-se transforlìações
qualitativas atlálogas no desenvolvi-
nrcnto das outras luÍìções.
No decurso do nosso estudo do ciescnvolvimento
psíquico dos
animais. sublirlhamos sobretuclo as diferenças qrte existem entre as suas
rtivcrsas Íòrmas. Agora, devemos realçar o quc é comum a estas diferentes
lì,rn,^,
"
o que clisìirrgtre qualitativanentc a atividadc e o psiquismo dos
aninrais da ativiilade e da cotlsciência humatras'
A nritncirl ciilcrelrça \otÌsisle clìì qtre a atiridade dos anirnris é
hiot(igica e instirrtivr2r . PÁr outras palavras, a atividade do animal não
potlcïxercer-se senão em relação ao objeto de uma necessidade biológica
'''
AqLrì c nlrs pílliniÌs scguintes o termo
"instinlilo" ó üsado poÍ nós na sua accÈçàt' mais
rrllrPlrr. crtnlo iìncrlintanìcn1c niltural (A L
)'
6i
O Deseì1')ol\
Lmenlo do I's
(luisÌtlt )
rital oLt cm rclaçào r c-timlll()5
objeto'
c suas colr\.lxçi'c.
('lc
'ilrliìçò(s)'
;,;';;.r;;';o;,a
o attintal o:crrriio
daquilo
quc csrr ligad.' li
';11ltl:tçãtr
de una delerlninodu
n"t""toni"'f
iofOgi"u
Razão.por
quc toda nroditì-
lì.r^ ì" ii"ia^ae aninral exprime
a transÍbrmação
do agente concreto
que
:ï:ï:;'"':';i;il'''"'.,'ã"i"'l^
e nao a da relação
vitâl quc ela rcalìza
ï;;..';.;to;'ie
'cias
classicas
de lòrrnação
do rcflexo condicional
no
atrimalt.tãoapafecelìaturaÌm"nt"quulqu".relaçãonova.o^anirr-ralnão
manifesta
necessìdades
norua,-
"'
se responcle
doravante
ao sirral
{rondicional
e simplesmetrte
porque este sinaì
.agc
tobt",:l
como um
;i;;i;
inconclicional
F'm gt'ut' se sc aralìsa
Ltrna
'das
rumerosas
atividades
animais'
pode-se ïttp'"
"ttutttttcer
a relaçào
biológica
determinada
que a atividade
'"ulJ-u'"
"ntnnt'ur
assirn
qLtaì e e necessidade
biolóÍlica ern
quc rcPousa
-
-
l..itt.,- iì ali\ idadc d(ì5 anill)ais
perlniltìcce
lirr.rites das suas relações
biológicas'
irstintivas'
com
sctnPre
dentro
dos
â natLrreza. E unll lci
geral da atividadc
animal
-- -^-ribilidades cle reflexo
psíq,ico dos a'imais
Correlativamenlc
as
Poss
da realiclade
circundarte
'ao
lguul"'"nt"
rrluito limitadas
luuclarnental-
nÌente.
Na medida
enr que o iuinral
entra em ilteÍação
com diversos
obictos do meio que age sobre elc e tt'ansfere sobre eles as suas relações
;ïl.tàïil; ;;. lrr:"À-t
""
r.efletidos
por ele apenas
pelas propriedades
e
aspecìos.r
i gad os
" l"-" l li:i:::',
ri Jiilllï;"
rri â. gu r o é i'dependente
da
Assin.r, se na consclencl
relacão efetiva
que ele pocle t"' to*
"lu
e se caracteriza
antes
de tudo'
"ïLìï;,,;,";;';';ìo'
'u"n"'o'
do'
scu' á'gLrlos crc
'.pariì
um anìtnal
capaz
;Ï;.ì;ì'f;;iìi,ïnu'
n r'i.'"euto
só :erá disringuìdo
na ntedida
em que
i*rr"
",f
.",],;a"
biológico
par.a ele. Razao
porque uma coisa
é como se
não exista
para o atrimtrl se não existìr relação instintiva
"."ï"
:1"
'"::11
coìsa ou um dado agelte a quc ele respeite e se esta coisa não estlver
ìü"ãï
*rit."*
d'esta tcleçao o anirnal
manifesta'
'a
sua atividade'
umainrliferençatotâlpclosestín.ìulosque.sebeilqJepo.SsamSerobietos
ã" *ì
o"t""onão'
jamâis sc lorne'l es1írrrulos
nessas condições
O Desenvolvìtnenío do Psiquìsnut
lì isto que explica porque o rrrullclo percebido pclo ânimal se limitâ
rrri,-'rrrnente ao quâdro estrito de suas lelações instirrtivas Assitn, cclntl'a-
ri;rrrrerrlc ao hometn. ttão há no arlirnal o leflexo objetivanerte
concreto
cslrivcl cìa rcaÌidade.
lJnr eretnplo ilusilará nossa afimação (cÍ Fig l6)'
O [-)escn|olvimenlo Ia PsÌ4 ìr]ìtI)
íìrn, se o bcruardo-cretn
ita leÍìl fonìe, a actílria mudar'á oltlrll
,"nii.lo binlógi.o para elc e corrê-la-á
(desenlro de baixo)"
vcz linda de
Ììig. 16. BcÍnârclo-crcÌni1â c actínia (scgundo tJc\ktilÌ c Kriszal)
Se sc a1àsta cle Ltm bernarclo-cretlr ita a actínia que ele traz
!,crallnerÌte
sobre a cotlcha. eìe :ri reìtlstalará otttra logo que a eÌlcoÍltrc
(,lcsenho de cit.na da figura 16). Se cstiver privado da concha, rcceberá a
rìclinia cot]lo utÌÌa proteção pârâ o seu abdotne que' sabemo-lo, não tem
caralliÌça e telltará pcnetrâr na actínia (segulda scrie dos desenhos) Por
Por outro laclo, se pala o atrimal todo objeto da rcalìcìade
circunclante é sctnpre inseparável das suas necessidades
irrslitrtires-
comprcende sc que a ptóplia relação do animal com o ob.ieto
-iattrais
p.'sse
cxistiÌ ellquatlto tâ1, indcpelldertelrente
do ob-ieto Passa-se o oposlo colìl a
"onsciôncia
humana. Quantìo
o homem entra em relação oonl trrtrrt coislì'
ele tlistiugue, por unl lado, o ob.ieto objelivo da sua relação' por ottlro â
plóprìa rc'iaçãir. Esta disiinção làlta no anirr.ral "O animal - c)'iz Matx - não
e,sta ent raluçãooom llada. não corhcce enì sümâ qualqtter relaçã""21
Pot 1ìnr. develnos evocar aincla ulÌ traço essencial do psiquìsrno
animal quc o distingue q uâljtat;vafiì ente da corrsciência
lrunrana As
relaçõcs t1e um ani,,ral colll os seus semelhantcs são fundâl'Ì'Ìelltalmcnte
ìdênìicas às relações que ele terì com os objetos exter;ores, isto qucr dizer
que clas pertenccn.ì igualrrretlte à única esíera das reìações biológicas
i,rrtintiuor. Isto liga-se âo Íàto de que há socieclade cntrc os rrri'ììais
Podemos por certo observar a atividade de vários arlitnais' por vezes dc
rnuitos animais en cotljutlto. mas
jamzris observamos
etttre eles qualquer
atividadc coletiva, no sentì<lo err qtte a entendemos
quando utìlizamos esla
fulouru
porn q.,aìifica, a ativiclacle humana Estudaram-se'
por excmplo' as
iorrr'tig", trânsportarrdo
utr lardo baslarte pesado' quaÌquer haste otl
quulqi,.r. grande irseto. Constatou-se clttc o caminho Ílnalmcnte conrum
;;;
t;gr;1àr'do
não tesulta de âções comuns organizadas'
rras da atliçãcr
"rr.ituí.nt"
mecânìca dos eslorços fonrecidos pelas dìíerentes lormigas,
cada qual agindo como se estivesse sozinha a tlabalhar' O mesmo é
tambérn claÀmcnte visível nos aninrais mais altamente organìzerdos, a
saber: nos sírnios antropóides Corn efcito. se puserlÌìos sil'nuìtaneaÌneÌlte
â
vár'ios símios um probìetra que exi.ia cleies empilhar caixas' para sobrc eìas
trepârem e alcançarem unla banana' observa-se clue cada macaco age senì
ter conta os outros. Razão por quc não é raro que uma âção "comunl" dcste
22
Y. fJcxkiill- C Kriszat: SÍt'cÌlzüge dutch dic Ljnlwellen van
íllxcursòcs clo m,3io circun.Ìan1c dos aniniìis c dos hornens)' Bcrlim'
it
Mu.*: .,1 ideologìu aletnã. feuerbach" p 59 1ì1 Sociàles l975
T ieren und Menschen
1914. p.35.
O Desenvobìnenb
da
psìquìsno
í1
()
Desenyalvimento do Ps klu ì!nÌt)
tleterminaclo tènômeno. A contunicação vocaÌ nos animuis ç tlilcr.cnrr:. É
l'hcil derronslrar que um animal. ao reagir à voz de urn corrgôrrolc. r.rão
responde àquilo quc o sinal vocal relìete objetivamente, ÌÌìíìs a() pri)prio
sinal, que tomou para ele um sentido biológico determinado.
lrpo tç1111i;1ç ent luta pelas caixas, gritos e zaragatas entre os sítììios e que â
'c()lìslllrção"
scja abandorada, se benr que cada sínio sozinìro seja capaz
rlc. rcsolver cste problema,
mesmo quancJo não Ìnanifestc grande
lrrrbilidade.
Mau grado estes fatos, há autores que pensam que existe em ceÌtos
lrrirrrais uma divisão do trabalho.
Geralrncnte invocam o caso bem
çonhccido da vida das abclhas, das fonnigas c de outros animais..sociais,,.
Nrr lcalidade, tal como não há verdadciro trabalho, processo que é social na
sulr cssência.
Sc bern quc. cnì ocrlos anìntais, dilereutes indivíduos
rlcscrrrpenharn
funções diiòr-entes na colcÍividade,
são fatoÍes cliretamerrte
lriolrigicos que detcr-nrinarn estas dilèrcnças de funções. A prova nos é
rl;rrlrr rlucr pelo carátcr estritaÌneÍìte
deterrnirrado e fixatlo das ploprras
IirÌçòcs (nas abcÌhas, por exemplo, as
.,operárias,,
fabricarn células, a
"r'irirrlra"
aí deposita os ovos), quer pelo caiáter fixo da sua sucessão (as
rcntliçõcs sucessivas das furrções nas
..operárias,',
por exenrplo). A divisão
das lunções tem um carátcr mais comprexo nas sociedades cie anirrais
supcriores, numa horda de símios. por exelnplo; mas também ai a divisão
decon-e diretamente de causas biológicas e não ilas condições objetivas que
sc lormam no decurso do desenvolvimento
da própria atividade da
associação an intal considerada.
As particularidades
das rclações entre animais determinâm tambem
a s
.
padicu laridades da sua
,,linguagem".
Sabe-sc que a comunicação
dos
aninrais entre si se faz muitas vezes pela ação exercida por um sobre os
outÌos por nreio de sons vocais. Foi isto quc levoi a falar_se de
"linguagem"
aninral. Referirno-nos, por exenrplo, aos sinais clirigidos pelas
rìvcs que vão à freÍìte aos outros meÍÌ.Ìbros do banclo.
.
^Mjr
será um processo senrelhante ao cla comunicação verbal do
lr('nìcrne E inegável quc eriste uma certa analogia exterior, mas os dois
l)r'occssos são fundarne ntalmente difèrenÍes interiormerte.
O homenr
cxptirnc pela sua linguageni um ceÍo conteírdo objetìvo; alem disso.
tcspontle ao discurso que Ihe dirigern, corno à realidade refletida pela
littgLragcm,
e não corììo a um simples som ligado pernlârenter.Ì.Ìente
a um
r.ry'/,Y.i2È*7
', í'/-
'='
: --. .. f
,'
2 íí
\\:
íÉw
Fig. I7. Calinlìa e piülainlìo (scgündo Ucxküll)
O Desennlt ìmento tla Psiqlttsttlo
O De s e n\,ÒlN i ne n I o d o I's Lcl uì s n1o
Assinr se apanlìarlros uln pilìtainllo e o retivelll.ìos à força' este
rlebale sc c pia: o seu pio atrai a n'ìãe qüe se precipita na dircção desse som
r' rcsl)or]de com um cacàÍeja[ particulaÌ O colrpofiamcnto
vocâl do
lrirlainho
e da galinha é, exteriornente' sernelhante à comuricação pela
li,,g,,,rg",,t. Coni efcito, a nâturezâ e totalmelìte diferente O grito do pirìto
e rrrrir rcação inata. instintivâ
(reflexo incondicional)
que não pertencc ao
rrúrtte|o dos nrovimentos ditos exprcssivos.
que não dcsigllarn qualqucr
oirjcto clcterntinado.
qLlalqLrer' Íìttôtretto' clualcluct' ação; estão apenas
ligltkrs a Lttr daclo eslaclo clo animal cngctrcìritcltl pot estímulos e\ieriures
oLr irtlcrìoles. O co nÌ portânì ellto da galinha é iguallncnte uma respostiÌ
pr.rrilìììcntc instiìÌtiva ao grito do pinto. qrre age soble.ela.cnquauto
taì'
conrc cstít'nttlo quc provociÌ uma rcação irlstirrtiva deternlinatla' e nào cotììo
rig.rilicando,lualq,icr.
ooisa, islo c, refletindo tal ou tal fato da realidade
,,lrjctivir. A cxpcriôncia scgrtinte pertlite convclìcermo-!'ìos
disto Encer-
rurros o
1'tinlaitllto
prcso, sempre piando. ruma campânula de
'ridro
grosso
qrre isolc o som; a galirrlta que vê muito bcn.r o seu pintainho' nles nào
,,,,u" ,,:i ,",,, gritos, não rlanifesta a uenol atividade em relação a cle; a
vista clo pinto debatenclo-se deixa-a indiferente Vemos' portanto' que a
galinha nào reage de tnoclo algum à significação objeriva do grito' no caso
i pr"."nço dJurn perigo para o pinto, lÌìas apenas ao som do gtito
(lìig. l7).
()
compoÌlamento
vocal dos anirnaìs superiores' dos sinrios
antropóiclcs especialnrente, é fttndamentalnretlte
do mest'tto caráter
que c>
da galinha. As experiências de Yerkes e de l'earnedza
'
por exenplo'
nrr,rlrrurr, .1t.," é in.rpossível ensinaL uma verdadcira linguagern aos símios
antropóides.
lbdavia, o làto do colrlponanìollto vocal dos atritlais ser instirltivo
nào significa
que não este-ia ligado de qttalquer- nrodo a um reflexo
psíquià da realidade exterior obietiva Coutudo, o corrpoìlamelto
""pr".riuo
do animal
jamais se rclaciotrâ com o próprio objekì' poìs os
,rìjctos rla realidade circundante são para ele indissociáveis
da relação que
lna!Ìtém com eles Este 1ènônreuo
manifesta-se
'nuito
uitidíìtììontc.
na
'
or"pìì"
"rirtU"O"
do arrirnal. com efeito' ele terá a mesma rcação vocal se
ia
"f-li",".
qllc rFcm
'obrc
elc lorettt de caraler idetìtico- mls
sc li\cÌcln o
mesmo senticìo biológico'
tlesmo
quando totaÌmente
diferentcs
Assim'
"rirt"
noa aves que vivem enr baudos
gt-itos específicos
pata prevctìlr o
".,-"
a" ,t* o"rìno
ctnitlcnte
Estes gritos reproduzem-sc
todas as vezes
ilÏï"* t"
"1""0;"'u"'
t"a^it elas aisinalam
indife'entenìentc
a chegada
:1"ït ;il ;.t-. u,... t"'n'' o'o ou a presença cle um ruíclo
'l::l']:'
l::
i",*"oiiàn"io. estes
gritos relacionam-sc
com certos fatos da realidade'
não
o"rq"l'"pr"..
t,"'n rt"rna
'crncllrartça.objetira
dc carlclcrcs
lna5 porque
qe
L,,aontrurn
Iìullìa mc\lìliì rclaçào insrìrrtira
colìì â avc Ì:lcs não se
relacionam
com os objetos cÌa realidacle'
nlas com os estados sub-ietivos
do
;;;;;ì ;";
;t ob1"to'
'ng'nd'um
Por outras
paìavras' os gritos dos
;;;ì,';,, ì;0"; o"uborrro.
,tì falar não têm qualquer significação
obictiva
estável.
Assirn, a comunicação
tros animais Pernlallece
nos litlites da
ativiOacte
estLiiamente
irstitrtiva, tanto pelÕ seu souteitdo
como pelo oatáter
dos plocessos cÒtìcrelos
que a lealizanr'
O psiquismo
humatlo, it cousciêtrcia
n1*:ltn
^L -ttma
ltrrma
absolutamcnte
clilerentc
t1e psicluisrrto,
que se caraclcriza
po| propliedadcs
frrncirtnallnctlte
di lercntes
A passageÌn à cotlsciência
lÌtllì.Ìana' asselìte na passagem
"
t:":::
I
t un,ronrr-aïuiaã-
e na atividade do traballro
que é social
pol natureza'
nâo
i
esta ligada apcras à lt'anslbrtraçao
Aa esÍutura funclanrentaì
da atividade
e
'
;;o;ï;i;'u"
cle uma trova fo'''ln tì" reflexo cla realidade ;
o psiquisrno l
hurtatlo não sc ìiberta apenas dos trâçÔs comuns aos diversos estágios
do i
;;ü;;ì,.,;';'"."1,
que acabanros
de analisar; não reveste aperras trâços
qttalillrtìrartlcttte
nÚ\lìS: o c\\cllciaI.
qulndo de prs'agctn
l ]ttttnani.Iadc.
g'1inx1nodificlçà.-rdltsIct-qttcl'rcsidetnaodescttro|ritn..ttioclo
;:;;,,';;
ï; ;;:y:
:::::';,":"';;"ffi ,ïJ,ï-ïiJi;i:ï,ï.Jï;:
desctrr.rlr
itttcttlo p'l(llllco sa'r il\
(rr r!urrr\í'u
".' '",-''''
'; ,
;;ìì;";;;'
o p,iqui'n.to
subr'ìlete-se
às leis tlo tlesettvrtlvìmento
sttcto-
histrirìctt. 'rÌ{
Ycrlcs. l]. w
t1l:Ì5
Ì.cillncd. / l]ltelig.nciã clo chìpan:é e stj.s nttnìfestações Baìtilìore'
II
APARECIMENTO DA CONSCIÊNCIA HUMANA
1. As condições de âpàrecimento da consciência
A passagem à consciência é o início de uma etapa superior ao
desenvolvimento psíquico. O
1eflexo
consciente, diferentemente do reflexo
psíquico próprio do animal, é o ieflexo da reãìidade concreta destacada das
relações que existem entre ela e o sdçito, ou seja um reflexo que distingue
as propriedades objetivas estáveis da realidade.
Na consciência, a imagem da realidade não se confunde com a do
vivido do sujeito: o reflexo é como "ptesente" ao sujeito. lsto significa que
quarrdo tenlro consciêtrcia de um livro, por exemplo, ou muito
simplesmente consciência do meu próprio pensamento a ele respeitante. o
livro lão se confunde na minha consciência com o sentimento que teÍÌho
dele, tal corno o pensamento deste livro Íìão se confunde com o sentimento
que tenlro dele.
A consciência lrumana distingue a realidade objetiva do seu
reflexo, o que leva a distinguir o mundo das itrpressões interiores e torna
possivel com isso o desenvolvimento da observação de si mesmo.
O problema que se nos põe corrsiste em estudar as diversas
condições que engendram esta forma superior do psiquismo que e a
consciência humara.
O De se nt,al\)ìnrcnta do Ì'si .tít"ú)
Sabe-se que a horrìrrização dos antepassados animais do l'romem sc
,1,. r'e ao aparecimerrto do tlaballto e, sobíe esta base. da sooiedade. "C)
tr:rbirllro. cscreve Iìngels, oriou o próprio ì,o,,r",,,2t." Ele criou tambónr a
eorrsçicncia do hontent.
O aparecimento e o deseÌrvolvinrento do trabalho. condição
lttinrcira
e lundamental da existência do lrontcm, :Ìcarfetaran] a trans-
lìrlrnaçiìo c a honrinização do cereblo, dos órgãos de atividade extenìa e
rlrs rilgãos dos sentidos. "Prinreiro o trabalho, cscreve Engels, depois dele,
c iìo lr'ÌcsÌlìo telÌ.ìpo quc cìc. a Iinguagcnt: lais são os dois cstímulos
csscnciais sob a influôncia tlos quais o cctebro de urn nacaco se trans-
Íìrr.rrotr pclrco a pouco rÌurìr cércbro humano, que n'Ìau grado toda a
scrrclharça o supcrâ dc Iongc cnt larlanho e err perfciçãorô."
O órgão principal da atividade do trabalho do honrem, a sul rlìo.
rir
lxrilc
ulingir a sLra pclleição graças ao próprio trâbalho. "só graçâs a ele,
grirçirs a adírptação a opetações setÌÌpre lìovas... c que a rrão do horlent
irlìrrgiu cstc allo grau de pcrfeição que podc fazcr sulgir o rnilagre dos
rlrndros de Ralael. as estátuas <.le Thorrvalciscn, a ntúsica cle Íragarrini2T."
Sc sc compara o volul)e ltáximo do ctânio nos símios antlopóìdes
c no hourcnr prirritivo. apercebemo-rros de que o cérebro desle úìtimo
Lrllraplssa mais de dtias vezes o dos sínlios rrais evoluídos clas espécics
rrr,',lcr rlr' ( 140{} côntra 600 cl t'1.
A diÍèrença de tananho entrc os cérebros sínio e hurrano é ainda
rìrais nitida se o colltpâramos quanlo ao peso: o cérebro do orangotango
pcsa 350 glamas, o do hontem 1400 grarrras, ou scja, quatro vezes rnais.
Além disto. a estrutura do cérebro humano é nruito nais complexa
c nrais cvoluída que a do cérebro sínio.
No honrem dc Ncandelthal distingLrcm-sc.já nruìto nitidamente as
IÌtrvas ár'eas (ou cartrpo) corticais. colÌto o nÌostralÌt as moldagens da
strpcrl'ície ilìten'ìa do seu crânio. Nos sÍrrios altropóides. cstâs áreas estão
rrintlu inrperícitantente difcrcnciadas: elas atingcnt o seu pleno
'
| . lrnucls. l)ìdlcLtd d Nrtut c:d. lÌl Socìales.
"
ll,irl
1r
175
ll) r( I .

I7l
! )
Ì)crcìtrrltt'n.n1,t lo l':t4ttttnt,'
desen vo lv irrento no honlem atual. é o caso especialmcrtlc clas átcas
designadas pelos nílnìeros 44, 45 e 46 (segundo a classillcação de
Brodman) do lobo lrontal, das áreas 30 e 40 do lobo parietal, das áreas 4I e
42 do lobo tcr'ÌÌporal (Fig. 18).
Ventos bem como os rlovos tlaços especificanlellte hunlatros sc
refleleln na est[ltura do córtcx cerebral qltanclo se estuda a área de
pro-jeção trotliz (dcsignada pelo n" 4 nâ lìgura l8) Se excitarrnos
cletrioarreÌìlc, conÌ precaução. dilèlcntes poÌllos desta árca, podemos com
Irig. l8 CâÍta .lâs árcâs ccr.büis (scgundo BrodnÌall)
precisão detcrmir'ìar o ltrgar quc aí ocupa a pro.ieção de tal ou tâl órgão,
graças à oontì'ação alos grupos t'ltuscrtlares provocada pela excitação'
Penfield resutniu eslas experiêtrcias I'ìLllìì desenlro esqltemiitico^
evidcrìterrentc cor'ìvellc ion a l. clue rcproduzinlos aqui (Fig l9) Reaìizado a
urìrâ cscala definida, nostta a supcÍfície quc ooupa. re lâtivaln elllc, a
pro.jeção de órgãos trtotores (corno a tnão) e sobretudo a dos órgãos da
lìnguagem sonora (mÍtscrtlos da boca, da língua. laringe) cujas Íìrrrções
cstão rrruito mais desenvolvidas nas condições da sociedade htrurana
(trabalho, comun icação velbal).
'l
I
lqTi

lrl
O Desent'oh,ìnento da Psiqutst)to
79
O l)esenvol\,ìmento
da Psìquísn1o
sentidos estão igualmente aperfeiçoados
sob a
e em ligação com o desenvolvimento
do cérebro
atividade exterior, também eles adquiriram traços
peÍscrutante, o ouvido torlìou-se oapaz de perceber as dilèr-cnças e as
!",r'r"tt',unço, nrais ligeiras eÍìtre os sons da linguagern alticrrlada do
ho,.,.,",r]. ó desenvolvimento
do cérebro e 6os órgãos dos se'tidos agi' ern
contrapãÌtida sobre o traball.ro c sobre a Iinetragenl para Ihcs
"dar'
a um e a
oulro, itnpulsòc' selnpre lìo\iÌs
Pala
culllilÌuar a âperlclçoar-5e
-
As modificações anatômicas e fisiológicas devidas ao trabalho
acârretâram Íìecessariâmente
uma transformação
global do otganistno'
dada a interdcpenc{êtrcia
natural clos órgãos Assinr' o apaÍecimeÍìto
e o
desetrvolvirlentodotrabalìro.modificar.amaaparênciafísicadohomem
bern como a sua orgânização anatômica e fisiológica'
Um outro eì"mento dcveria iguaìment€
preparâÍ o aparecimento
do
tlabalho. Corn cfeito, o traballro só poderia nâscer entre os.animais
que
vivessent em grupo e apresentassem
tonnas suficientelnente
desenvolviclas
de vida em coÍìum. fiìesmo se estivessetn
ainda bastante alasladas das
ìornrutrr-lui,
primitivas da vida social ìrumana As experiências
deverâs
in,"r"..un,"rdeN.lVoitonisedeNATikhpraticadascomsímiosda
criação de Soukhoumi
testemunhâlÌ
o alto nível de desenvolvimento
que
p"ãlì
"lttttt
as lbrmas de vida comum entre os animais Estas
ãr,p"rie""i"t"t"o.tram
a existôtrcia, nas hordas de sinrios' de trm sistcma
constituido
de inter-reìações
c de uma hierarquia e cle um sistema de
"oauni"oçao
correspondente
muito complexo Além disso' essas pesqttisas
nernritenrconvel]cef-nostl[tavezmaisquemaugradoasuacomple-
iìi^oà.
"tìr"ru"s
no interior de uma horda de símios estão linritadas
;;;;;
,"-ruçà", rriorogi"us diretas e que
jamais são determinadas
pelo
"ont"ú,io
objetivo concreto cla atividade animal'
Por fim. ulna outra condição neccssária
ao aparecinrento
do
trabalho é a existêrciâ de formas rnuito desenvolvidas
de reflexo psíquico
da realicÌade llos Íeplesentantcs
stlperiores do mundo animal' como vimos
Todos estes elemerÌ1os cànjutrtanrente
constituíram
as condìções
principais quc permitiram o
"patecitn""to'
no..decurso da evolttção' do
iruUutito
"
da sociedade
humana assente no traballro'
Os órgãos dos
irrIlrrôncia do trabalho
lll c;orno os órgãos da
rlrral itativamente novos.
hrrrnanizado vê nruito
O senrido do tato tornou-se mais preciso, o olho
mais nas coisas do que o olho da ave mais
Fig. I9- 'O lÌomen1-cércbro
dc I'cnficld
ts
F'. Engcls: DÌdlecticd cld NLllLu-et'r' Iid Socialcs' f
l75
a) Dercn|olrirtenta do I's lLtu ís D1o
Que
atividade ó esla, especificamcnte ltumana. a que chamamos
lrrrlrlllro'?
O trabalho é unr proccsso quc iiga o hotlerr à naturezâ' o processo
rlc rrçlìo do ltomem sobre a llatuÍezâ Marx escrcve: "O trabalho é
pr irrcìr'ltnrente um ato que sc passa cl'ìtre o hollÌenÌ e a nattlreza O homem
rlcscrrperha aí para cotn a natureziÌ o pâpcl de uma potênciâ n'ìlrlfal As
lìrrças de que o scu corpo é dotado. braços c pertlas' cabcças e mãos, cìe as
poç cnr movimcnto a ftrr dc assitljlar as nlatérias dando-lhcs ttma Íòrna
úlit lì sua vida. Ao rnestrro tenìpo que lge por eslc rno\ilnetìto sobre a
rìiìlrìrczâ exte[ior e a nroclifica. elc rnodilica a sua própria natureza tatnbém
c tlcscrrvolve as l'actrldades qtle llelc estão adormecidas"''
O trabalho é attlcs dc trrais nada caractcrizâdo por dois clcuentos
ìrrlcltlcpcucìentcs. Ulr clcles e o rrsô e o Ízrbrico
'lc
instrunìentos
"C)
llubalho. cliz Engeìs, colìleça conÌ a labricação clos itrstrunentos
"-10
O segutüo é que o tr-abalho sc elètua enr cotldições de atividadc
conrurl coletiva, tjc modo quc o honlem. no seio clestc processo! não c!ìtra
iìl)cnlìs tìLrT1a relação determinaila conl a llatllleza. lllas coÌì olltros
horncns. nrcmbros de unla dada sociedadc E apenas por interméclio clesta
lclaçiro a otltros holncns qrte o hotnetl se cllcolltra em telação com a
rìat Utela-
O trabalho. é
PofiaÌìto.
clesde a origem rnediatizado sitrrttllanea-
rrcnte pclo ir'ìstrtrrnel'Ìto
(cnr scntìdo lato) c pela sociedade
A preparação dos insttLllìlelltos pelo houenl teln tâlììhém srrâ
histór'iâ ratural. Conrc]) sabetnos, certos auimais telìl Lllra atìr'iclacle
instruncntaI rucliutctltar
que se nlanitèsta pela utilìzação de nleios
cxtcriorcs que lhes pettllitetl realizar opcraçõcs
(cf o uso do par"r nos
sinrios antropóicles). Estes meios exteriores. os "itlstt'umentos" dos aninlais
srìo todavia rruito cliÍèrentes, qtlalitativanlente, clos do hotnenr qLle são os
iu\t r't lrìrclll05 do I raba lì1.,
A clilercnça não cstá apenâs cln qLle os animais utilizem os seus
"irÌslnllÌÌclltos''
ntais tatantcnte que os hotncns prìrnitivos Mttito nrenos a
'
li Nlrrrr O í ìrTritrri. Ì i!r'o I. r I. lricl. Socialcs. p IÍÌ0
'
Ì lrrrcls: lttrtluttrrt,ht
'\irlrrl1':í.
Ììd S(ìciâlcs.p 176
O De saNolvinìe nto.lo I'slLltLtrlìtt) 8/
podcmos limitar às dìssenrelhanças de l'ornra extct'ior' Para dcscobtir a
verdadeira diferença entre os ilÌstrumentos hulnanos e os "instrLttllcntos"
arimais, devcmos exarninar objetil'amente a atividadc etn que eles totnatl't
parte.
Por maìs complexa que seja a alividade " itrstrttuentaì" cl's an ìma is
jarrrais
tem o caráter de ttttl processo social. rtào é rcalizada colelivamente
e não dcter-tnina as reìações de comunicação cntre os seres que a efettlanl'
Por outro lado, por complexa qLre seia, a conrunicação instintiviì e'Ìtre os
membros de uma associação atlitnaì
jamais
se confunde conl a atividade
"produtiva" clos animajs. não depeucÌe dela. não é rnccliatizacla por ela
,:' O trabâllÌo hutratro é ctn ootttrapattida, trma atividade originarìr-
mente social, âssetìte na cooperâção etltlc indir'ídLttls qLle sLlpòe tllna
divisão tecnica. cnrblionár-ia quc se.ia, das ftrnções do trabalho: rssirn, o
trabalho é unla ação sobrc iì liÌlurezâ, ligarrdo cntre si os participantes'
rneclializarrdo a sua comutlicação. iVlarx escreve:
''Na prodr'lçiro os honrens
não agen.ì apenas sobrc a natureza flles só produzcnr colaborando dc uma
tleterminacla tttaneira c tlocattdo enlì'c si âs suas atìvidades Para produzir'
entram erìr li-eações e telações cletelulinadas uns colll os outros c Ilão é
scÍÌão nos linrìles desliìs relaçõcs c ticstas Iigações sociais qLte se estabelcce
â sua ação sobre a tratutczit. a procltlçitolÌ .
Para conrprecnder o signiiìcado coÌlcreto destc Íato paliì o
dcsenvolv imettlo clo psiquistlo irunrano. basta analisar as Íornlas qrte
revcste iì cstluttlra da alividadc ao rnocliÍìcar-sc, cluando eia se rcaliza nas
condições clo trabalho coletivo !.ogo no início do desenvolvirlcnto cla
sociedaclc hunzrtra sutge ìnevilavcltnentc a patliìha' entre os divcrsos
paúiciplrrtes da prodrrção. c1o ploccsso de atividade alltcrioÌlììcnte ilnico
Inicialnrentc. esta ciivisào é r'crossinrilmente lorluita e instável No clccLrrso
clo desenvoìvinrento
r:la tonra
-iii
a lorrra prirniLiva da divisão lecnica do
trabalho.
A cer-los intlivídrros, pot excmplo. itlcLttnbe a conservação do fogo
e a píeparação das ref'eições, a cutros â procula de âlilnel'ìto Elltre as
"
K. NIrtrr: .1.\rrt', Ga.rtd Ilen nd. t llÌ. Ììcl Socialcs. p 217
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O Dcl. n\'Õl\ ntLüta dr' I'sLqttt:tn"
()
Desen|olYiütenlo
da Psiquisn1o
l)çss()as
er'ìcarÌegadas
de caça coletiva' umas têm por Íìrnção hater a ceça,
oLrltas cspreitá-la
e aparìrá-la'
;i; ïilil;"
ìocliticaçào
proÍìrrda
e radical da
ltón11
lst(t i1'. dr r ud
e\lllìlìI13daatiriJldedosinJirrduo.qucpartl(l[ìâmdopr(ìCç55Uul
Con.ro pode nasccr uma ação, isto é' a separação.
do obieto da
atividadeedoseunrolivo?Visivelmenteaaçãosóépossivelnoseiode
;;';;;"t."
coletivo agindo sobre a natureza o produto do processo
slobal"
quc responde a uma lrecessidade
da coletividade'
acârreta
i;ilitì.'il',
.JJça.
th necessidacle
que experimenta
u'i inclividuo
pïir"rf-, se benl que ele possa não efetuar as operações finais.
( o ataque
direto ao animal e a sua matança, por exernplo )
que conduzem
diretalnente
à porr" do objeto desta
""t""idud"
Geneticarnente
(isto e' pela sua
origcm), a separação
entre o n.Ìotivo e o objeto da atividade individual
é o
resultado
do paÍcelaìneÍìto em diferentes operações
de ur.ìÌa atividade
"".pi"*,
i"i"i"lmeltc
"polifásica"'
nras itnica Essas diversas opcrf,ções'
uàrá"nio
doravante
todo o conteúdo
de uma clada atividade
do
indivíduo.
transloÍma-se
para elc en ações indeperrrlerrtes'
continuando
lem entendido a não ser senão unr só dos numerosos
elos do processo
global do trabalho coletivo
Dois clos elementos
principais
(mas nào irnicos)
constituem
precuÍsoÍes
rìaturais desta seprraçào
d,:
".p"*'::,: ,l^"lcularcs
e da
lquisiçao
por elas dc uma certl irrdepcndôlcia
na atiridade.individual
C)
"lir].r"iro
é o caráter nruitas vezes coletivo da atividade
instintiva e â
;;;.:ì,;;
;.
-"';;
:i
i"'u'quio"
primitiva nas relaeões tutre os
ìndividuos'
que se observâ
nas assoclaçòes
dc errintais sttpcriore.s'
nos sítnios
Itf*ì"f
"*,u"
O segundo é a drr isào da atir' idade anitral'
que colìseÍva
toiu',,iu u sua globalidade em duas fases distirrtas: a fasc preparatória c a
iã." i"
"*".unï".
quc potlem ser muito.fasladas
uma da outra tìo tc'.''po
Á.rit'tt, o, cxperiências
rnostram
qtle a interrupção
lorçada de uma
;,;;;;;"
numa das duas fases apenas pernite retardar lììediocrenìente
a
iàuçao ,,r,"rio, dos auimais, oo pu"o qu" a inten upção el'ÌÌre
-as
duas fases
deixa lhes um retardamento
dez a ccm vezes mais comprido
que no
pritncirn caso rA \'. ZaPorojetsì'
l'odavia.
mau grado á existência
incìubitávcl
de uma relação
g"neri"u
"nìr"
u utivicìadã inlelectual
"bifásica" clos animais supcriores
a de
um indivíduo
humalo
que participa rrurn processu tìc trabaìlro
colctivo na
;;;ld*l";;;,
há urna cliÍèrcnça tnuito grandc e'tte chs Esta diferença
t rabalho.
Vimos anteriot'mellte
quc toda alividade
animal' realizando^
as
lclaçõcs
ìì""ii","rrr"*"
bioìógicas'
instinlivas'
entre os arllmals
e a
natrrreza
citcutìdante,
tinha por característica
ser senìpÍe
orientada
para
,rìrìrrrï ìt" t"acriatn
'atislazcr
unra üesessidade
bioìógica
e ser
;ì-"';;' J;;"i ;,,"t uttl"to' Não há atividade
animal
que não.responda
a
;,,:i;,;;;":;"rd"o.
::,,:ll:::ï,i,';1",.ïï;ïïÌ"'11,,ì,ïl
iïJ:ït*,:ï
rllì irLrclìte com tlnla 5l8lìlllciìçâl
:ìlll ::;ì';Jì;ì
nuì'tï'""''auaer
e cuio ttlrittto elo da ca''leia rìào csrcrr
tlil.r: l irtlt ctlte oricntado
pu,u ..* objeto'
Corno clissetnos,
o obIeto da
;rl iviclacle dos animais
oonfunde-se
,.'p," .on. seu nlotìvo lrioìógico;
estes
clois cletnentos
coincidenr
senrpre
Ilstudemos
agora' sob este ângulo'
a estrutura
fundanrental
da
,ni" id"d;"d"';;-
inaiïiat'o
"oto"uao
nà condições
do trabalho
coletivo'
()rrando um nlembro
da
"ot"tJid"d"
realiza
a atividade
de trahalho'
;ffi;ï:;
H-'ue,ï';;
n r'- a" satisfazer
utna neccssidade
sua
Assirn' a
atividaile
do batedor
qu" purii"iou
na caçada
coletiva
primiliva
ó
.'ììì,,inì"ì"',
rìeces\idadc
de se alirnenlar
orr lalvez dc se vc'lir com a
pclc clo arrirnal
Mas para qu"
"'tu
di'"tot"nte
orientada.a
sua atividade?
|,.'dcser.porexentplo.as\lI5lariìcaçacorientd-la.nadireçàodeoutt.os
çrrÇadotes
quc c(tâo à ciprcrlíì
l
Propriamellle
isso
9rte,
Jere
ser o
,.1"u"àìnì
"ì,tì,ìad.
rtn coçndor'
Fìa páia ai: os oulrus caçaJores
lazern
o
Ícsto. Fl evidelltc
que estc resultado
(âsstìstar a caça) r.rão acaì'reta
por sl
rÌÌcsrÌìo a não poderia o"ot'"tu'
o-'uiiìfução
da necessidade
de-alirnento'
de
vcsluário
etc., que o t'ut"on'
'"ni"
Àt'irn' aquilo
p*" q'-"-:,:11"
orienlados
;;ì;;.;;;Jt
de atividade.ão
coincide
com o seu nÌotivo'
os dois são
.r'l'rr|ìt,ì,':
(
lìalìlarctnos
qt"t' t"'
Procec\os
e]n quc o ohjeto
c ,.-r tnoliro
r:r,,..
',itr,
irletn.
p!,dclìr05 tr'"'- pot' it"'npln'
qtte a clçadl e I atir idadc do
l''rt,,,,1,,r.
"
o lìrto tle levantar
a caqa é a sua ação
t ) l\'\tür lt|rìt !, J,' l''qtu\t1t,t
\l'1Ìe iro rìivel das ligações e relações objetivas que estão na bâse destas
,lrrrs irlividacles. às quais elas lesponclcm. e que se rcÍletelll no psiquìsnlo
,l,rs ìntlivítluos agetttcs.
A atividacle intclecttral biÍásica clos aninrais caracteriza-se conro
rirros. pclo fato dc que a lìgação cntle duas (ou várìas) Íàses é deter'-
rrrirutlu por ligações c telações Íìsicas. natcriais, espacjais' tetnporris.
rrrccârrìcas. Nas corrdiçõcs nattlrais da existêr'rcia huÌìla'.ìa, estas relações e
liglrçtìcs são forçosâlnente nattttais. O psiqLrismo dos animais superiotes
lcrn. por conseqtiência. a propliedacle dc reÍlçtir estas relaçõcs e ìigações
rr:rlulais. atettdo-se às coisas. Qttandtl
tttn animll cÍètua um nrovimento de
rotlcio c se alasta cla sÌriÌ presâ para só a apanhar em seguida, esta atividade
conrplcxa cst/r sttborclinada às rclações espaciais da situação çonsidelada^
lclrrçrìcs pctccbiclas pcìo animat; a prinleira pâÍte do tra.ieto. prirneira tàse
rlr rrtivitlacle. corrtiuz o animaì. cotl uma recessidade natural, à
possibììidade dc realizar a segunda lìse
A base objetiva da torn.ra de atividade huntatra que aclui estudamos
c oLrtÍa.
Bater a caça corttluz à satisfàção de unra nccessidade, mas de nrodo
aìgum porcluc se.janr essas as relações naturais da sìtuação materìal dada; é
illÌle5
(' (olìlliÌi,,r; ttotmalnrettlc c'tJs relaçòe' natllrai' 5itu lai' que
arìÌcdÌorìtiìr a caça retira toda a possibilidade de a aparlhar' O clue então'
rìcs1c ciìso. reìiga o resultado ilnccliato desta atividade ao seu resrthado
!lnrl'/ llyidentemente nào é outra coisa scnão a relâção clo indivíduo aos
oulr'os trertbros da coletiviciarlc. graçâs ao clual cle tcccbe a sua pâlte da
prcsa- parte clo produto cla ativicladc do trabalho colctivo Esta relação' esta
ìigação. realiza-se glaças às atividadcs dos orttros indivíduos lsso sigrrifica
qu. c precis",uetrte a atividade dos oulros hotretls que constitui a base
rratclial objctiva da eslrirtura cspecílìca tla alividade do inclivídtto hrrmano:
ììisl()ricâtrerltc. peio sett urodo cle aparição. a lìgação clìtÌe o
'l()tivt)
e o
objclo clc u a ação não rellcte telaçòes c ìiglçòes rraturais. rles ligações e
r clrrçircs ob
jetivas sociais.
Assitn. a ativìclacle cotlplexa cÌos aninrais superiores' subnetida a
r,. lrrçrrcs nlrlrtltis crrtrc coisas, ttittlslortla-se. no hotnenl' nunìa atividadc
()
Dcsenvoh'ìncnto do ]jsíquij to ,3i
subrnctida a relações socìais desde a sua origenr. Esta é a caLrsa irnediata
que dá origem à lorma especificarnente lrurrana do reÍlexo da realicladc. a
consciência huntana.
A decomposição dc urna ação supõe que o su.jeito que âge tcnl a
possibiÌidade de reflctir psiquicantente a relação qìle cxiste entre o tììoti\o
objetivo da relação e o seu objeto. Senão, a âção é irnpossível, ó vazia de
sentido para o su-jeito. Assint, se retonìarmos o nosso exemplo do batedor,
é evidente que â sua ação só é possível desde que leflita as ligeçòes quc
cxisterÌr entrc o resultado clue ele goza antec ipadanr ente da ação que realiza
pessoalmcntc e o resultado final do processo da caçada cornplcta, isto é, o
alaque do anìrral em fuga, a sua nÌatânça. e por filr o seu colrsunro. Na
or igem, csta ligação é percebida pclo honrern sob a sua for.nta sensível, sob
a fornra dc agões reais e1ètirados pelos outros padicipantcs no trabalho. As
suas açõcs comunicam um sentìdo ao objeto dâ ação ao batedor. O inver.so
é igualmente verdadciro: só as ações do batedor.justificaln as ações do
homern que esprcila o aninal c lhe dão urr scltido; scm a ação do batcdor..
a espera seria despr-ovida de sertido c injustilìcada.
Assim, estanros aintla pcrante uma rclação, urra Iiglç.ìo qLre
condiciona a orieÍìtação da atividade. Esta r.elação é, todavia, fundamen-
talmer'Ìte diferente das relaçõcs que govcrnam a ativjdade do anirnal. EIa
cria-se no seio de uma atividadc huntana colctiva e lão poder.ia existir fora
dela. Aquiìo para que é orientada a ação governada por esla nova rclação
pode em si não ter sentido biológico imedìato para o lronenr e ÍÌlesrno
contrâdizê-lo. Por exenplo, asslrstaÍ a caça é em si desprovido dc sentido
triológico. Isso só toma urn sisnificado nas condições do trabalho coletivo.
São clas que conferem a esta ação o seu sentido lrumano c racional. Clom a
ação, "esta urridade" principal da atividade hunrana, surge assìm "a
rrnidade" Íìndarnental, socìal por naturczâ. do psiqLrisrno hurnano. o
scntitlo racionaÌ para o lronem daqLtilo para que a sua aliviclade se oÍien1a.
Devernos dclcr-nos espcciallììetìte aquì, pois é extrcÌÌÌaÌrente
impoftar'Ìte para contpreender a
qônese
cla consciêucia nLrnta ó1ica cie
psicologia concreta. Precisemos rrma vcz ntlis ô noss()
lensarnento.
O Dese Nol\'ì nlenb d a P s ì q I ! i s t]tt)
E;
O DesenYolt'imento
do lsiquìsmo
OuandoumaaÍal,ìhasedirigeparaumobjeto,enrvibração,esta
,,r i" i,tuoJ ïú"a""e
a reração
I'i;-i':
-l'l::'
#ï,ï1i: ;,ìit::'t"1ï"t;
u',ì'riedades
nurriÌi\ as do ;nse'l,llìiï"ïX'ï'ï'*ì."'à.,ì'Ã"ì'.
t" 0..
r iÌrr';rçàu toma
para a .Íarìha
"
';il;ìJ#
;"'.ïi,.,,",o
.'",.'..
de pror ocar
tlrre a ligaçào
que cxi'te
l.ll'l"i"ri.auo. cle ser alitnento
derermina
de Í-ato
rrnlt vibração
na teia e a sua
Pro
;r atiridade
da aranha'
"tu
ptit'ntt"
dis'imrrlada
à arrnha
enquanlo
ì',*ì"1
*0"*.
relaçào;
ele, "rão
existe
para ela" Razão
por que a
rranha se dirige
para tooo o ooi"tl-",t.,
vìbráção
que se aproxime
da sua
lcìa' seia ele um diapasão
usia o animal'
subn.retc
iguaìmente
a sua
,,uu,,,,:":ï:1""'ì:;;niiï#.ïlïï",*'"""',",ï:ï*rlÍ:"":nïË:ri:
pre\it ir sua caplura,ulrerror:
rÌ"'ì.,ft;
ì;:ì;i o r.luçoo
dc traballio
do
rrntlt rclrçào
naturcì'
mas. uml
batetlor
ctlm os outros
pârtlclpantes
na caçada
coletiva
Como
dissemos,
"
ïììu"
ì"
-""imal
só por si
-
não incita
rì atu raìr.ìrcnte
âssustá-lo.
eoau
qu"*ìu,
hornem
se encarreg^ue
da sua função
dc bate<1ot'é
necessário
qu" * t*t açòes
estejarn
nutna correlação
para
ì,ì"
"ì"
:i'.ì,,"
ot
"1" r ::,!Ìïliil*::,;*::n
ï"":"::ï:iiï^t:
srras uçüeq se descubra- o,'.
ì;'^:;:";;
; i"rì".
o" rcflexo
d.,
\eu obìcro
significado
de ttma ação Ícall
clìqtralìÌo
finr consctenle
.--^-?nte
âo strjeito
a ligação
que existe
entre o
,,n'"," o?ïïïìÏii.
Ï':.iïì:ì;";"ão'
ao u'iuiaua"
(o-'etr tn'rtivor
rra
.rrroe-llre tta
sua fortna
irrrtoil**!"tt
scttsir cl sob a lorma
da atividadc
Jc ïraballro
dr coletiriaua'
ìì*non'
tlli,f
iioil";'llï:;:ïXï::i:
r:abeca do homem
trão
ju
"1,,ïì,ï
il:j':'"rì;;
Eiii"nt"n.,"nt",
nu.
'clagão
prático-o9j"1"i--d:^
."-pr"
,i" um sujeito
coletiro;
pot'este
fato'
conclições
estudadas,
trata-se
sellrPr
s.'"
^ll'
,]--i. rr,." são inicialmente
:,' ì";ìril
dos prrticipanres
indiririuais
dÔ lriìballìo
são
't'llcliclas
por eìes' ttu *"o''o'u
"'ì"0.'"
to**
as suas
próprias
relações
:,;;ì:ììì.'"'ï'
'
as r'.la colclivioade
de trabalho'
Todavia, o passo decisivo
já está clado A corlsciência
htturana fará
doravante a distinção enLre a atividade e os objetos Elcs cotreçaur a totnar
"o*"ien"io
tambim destcs pela sua relação. Isto significa
que a própria
nui,o"ru
(o. obietos <lo.murrclo cirourrclante) se destaca tan.rbéln para eles e
qu"
"f"
uòor""" t.ra sua relação estável com ai necessidades
da soletividade
" "o,l.,
o,uu atividade Assim, o honrem recebe o alimento'
por exemplo'
comoobjetodeurnaalividadeparticular-procura'caça'preparaçâo-e
uá *arnlo tempo, como objeto que satisfaz determinadas
necessidades
;;*;;;t, indepentlenternente
do fato do lromem considerado sentir ou Íìão
o-n"""rriau,f"'i,r.tediala
ou cle ela ser otÌ não âtuâlmente o objeto da sua
atividade
própria. Conseqiierìterìentc
o alìmento
pode sel distinguido'
"",." "-i.*
oietos de ativiclacle. tìão apenas
"praticamente" mas também
;t"ori"ont"nt"",
isto quer dizer que ele pode ser conservado
na cotlsciência
e tornar-se
"idéia".
2. O estabclecimento
do pcnsamento e da linguagem
Acabamos
de analisar as condiçires
gerais que tornam possível o
upur""i-"ntu
da consciêllcia
Encontramo-las
nas atividade
de trabalho
comumaoshoncns.Vitrrosquesótlestasconcliçõesé.queoconteirdo
ãuluilo pu* que se orienla uma ação humana se desloca da sua fusão com
as relações biológicas
ljÍìcoÌ'Ìtranìo-nos
agora diante de outro problema' o da formação
dos processos especiais aoi.quais se liga o reflexo coÌìsciente da realìdade'
Vimos que a cottsctencia
clo fim de umâ ação de trabalho supõe o
reflexo tlos obietos
Para
os quaìs ela se orienta' independentemerlte
da
relação que existe entre eÌes e o sujeito'
Oncle eÍÌcontraÍÌ.Ìos
nós ãs condições
especìaìs deste reflexo?
Encontramo-las
de novo ro pr'óprio processo do trabalho O trabalho não
rnodifica apenâs â estrutura
geral ãa atividade lrunrana, não engendra
L,nicun',"nt"
ações ot-ietltacìas;
o conteirdo da atividade a que chatnamos
,:
il
O Descnvolvunento
do Psiquísmo
0l)criÌça)cs sofre tambéln
Ilirbit lho.
uma trânsformação
qualìtativa no processo de
[-sta transfortÌ1ação das operações efetua-se com o aparecimento e
r, tlcsctrvolvimento dos il'ÌstrLlmentos de trabalho. As operações de trabalho
tlos ltorrct'rs têrn isto de r.rotável; são realizadas com a ajuda cle
rì\lrìrìrcrtos, de tncio. de trahirllro
O que é um irstrumenlo? "O meio de trabalho' diz Marr' e ttma
.,,i.".r,, ,t,t, conjurlto cle coisas
(lue o honletlt inlcrpòe clìtÍe ele.e o objeto
tl() scLr tlabalho col.Ììo condutof tle su:r rçào'' .'
()
instrutììento é, poÍaÍÌto,
rrnr objcto co:r o qual sc realiza tln'ìa âção de trabalho' operações de
lrirbalho.
o l'ablico e o uso c]c irstrumelìtos só e possível enì ligâção com a
colsciôr'tcitt cìo fì rrl tia ação de trabaÌho Mas a utilização de um
i sln|tÌìclÌ{o ?Ìoiìrretâ que se tenha consciência do objeto da ação nas suas
pnrplicclades ob.jetivas. O uso do machaclo, por exemplo' não rcsponde ao
írnico lìn.r clc uma ação concreta; eÌe r-ellete objetivamente
as propricdadcs
clo otricto de tr-abalho para o qual se orienta a ação O golpc do machado
subnrotc as proprieda<1es do tnaterial de quc é feito este objeto a.uÍììa ptova
irrlÌrìível; assi''... se realiza uma análise prática e uma generalização das
plopliccladcs objctivas dos ob.jetos segunclo unl índicc deterrninado'
objctivacÌo no prlprio instrulrento Assin' é o instl'ttrÌlento quc e de ceía
nrancira portaáol da primeira l'etclacleira abstração colìscicnte
e lacional'
ila prinreira gcrreralização cotrsciente
c rirciotlal
[)cvetll,.ls agora tonìaÌ'etl.t cottsidetação
Ltfi] outro elemento
que
caractelizlt o instruttlento O instlumelìto não ó apetlas um objelo de forma
rrì'ì"r.,ft.
clc proprìeclacles físicas cleteruinadas;
é tambénl trrn obieto
social, isto é, tendo r.ttl.t ceúo nlodo cÌe cmptego' elaborado socialmetrte no
,l.curso clo trabalho coletìvo e atribuíclo a ele Assinr'
quarrdo
con s itÌerarnos o rnachado cnqualìto instrumento
e não enquanto simples
corpo Íísictl. ele não e apenas a reunião de duas partes collurìtas' LIIììa a
rlrrc clutntatros cabo e a outra que é a paíc verdadeiramente
eficaz: é
t) It,tttn, h untnn'J,, I' .tuj\tt,t u9
tanrbcnÌ cstc mcio de ação, elaborado socialnienle. estas opclaçõcs de
trlbalho realìzadas nlalcrialr.Ììcrì1c c cotlo eristalizads5 1elç ft22à,r
ltot
que
dispor de um instrumerìto nào significa simplcsmcntc possui lo. uras
dominar o rreio de ação dc que elc c o ob-jcto material cle reaìização. O
"instrunenlo dos aniIÌais r-ealiza igualracntc uma ccrta operação, rÌìâs estâ
úrltin.ra não sc fìxa para ele. Logo qì.re o pau dcsctnpcnhou a sua Íìnção nas
mãos do macaco, ela torna-se para o aninral um objcto qualquer, sent
ilìleresse. Não sc tornou suporte permiìÌrente da operação consìcleracla.
Razão porquc os aninrais não fablicarr iustrumerìlos e nâo os corlscÍvarÌì.
O instrunento do homcm, cnl cor'ìtrapartida. é Íàblicaclo e é procu;'ado. é
conscrvado pclo lromcnr e ele pr'óplio conserva o nreio cle ação tlue realiza.
Só considerando, portarto, os irlstrulÌ1q'ì1os hunranos conro
instrurìcrìlos da atividade de trabalho do ltomcm ó quc dcscobtirenros.r
verdadcjr-a difcrcnça qLÌ.: os separa dos "irlstl'umentos" dos aninais. No seLt
"irsllurncrìto". o animal só encoltra urÌrâ possibilidade natural de realizar a
sua atividadc iustintiva. por exerrplo, aproximar o fi uto cle si. O homem vê
no instruurellto uma coisa qlre elìcerre ent si utn meio dc ação dctermilado,
clabora socialrnentc.
Iìazão por que, nìesmo quando utiliza unr instrumenlo humano
especializado c artificial. unr símio só agc nos linites orgânicos dos seus
rnodos inslintjvos de atividade. Em contrapadida, nas mãos do hourctn, o
rnais sirnplcs objcto natulal tonì3-se Inuilas vczcs Llln verdadeiro
instrumerìto, quer isto dizer que ele eletua unìa opcração verdade irarr ell le
instrulental. elaborada socialmente.
Nos anirrais, o "insÍrumento" não cria nova opcração, está
submetida aos seLrs movimenÍos r'Ìâturais no sistema dos quais sc incJuì. No
homcm, é o cortrário que se vcrifica: a sua própria Ììão está incluída trum
sistema de opcraÇões eìaborado socialmente e fixado rro próprio
instrumcnto e es1á submctida a ele. As investigações atuais demottstram
com bastantc precisão estcs dois iatos. R.azão por que se
Pode
dizer, â
propósito clo símio, que o desenvolvitnento natural da sua ntão detertniua
nele o uso do pau cnquanto "inslrutnento", tenìos as rìossâs razòes pariÌ
' I. Nl,',r,
( ) (
tìt:ttttl I i\tt) I- I I. p' lnr Ed Socìalcs Ì'aÍis
O De s e nv ol vì nent o tl o P s it1 t r i t tn c t
9I
irlirtìÌrÌl'que
Íìo homem
foi a sua atividade
instrumental
que cÍlou as
lì:
r r I i! lr lirriJadcq
cip(c iÍìcas da, nÌão'
Assìm o instrumenlo
e u; ohjeto socirl'
o produto
91.-t1t''.tu
Otát'"u
irclivìcltral.
Pol estc Íato' o conhecilrento
ltunrutto
tnlis sirnples'
que se
rcaliza diretament"
nu*u oçao
"oncteta
dc tt'abalÌro
com-.a
'ajuda
tle um
irìs1nÌrÌ1eÌ]to,
não se ìimita ir experiência
pessoal cle um indivíduo'
antcs se
rcaliza na base da aqLrisição
po'
"1"
du experiência
e da.prática
sociaÌ
Por fìm. o
"onh""in.t"ntJ
ltt'mono'
assente
inicialmente
na ativida-
cls ìnstrumental
de trabalho'
t tultut' ãit"o'"trrtc.da,a^trr'idade
intelectual
irrstitttiva
dos attitnais-
dc pltsltt arr pcll5lllììclÌlo
iìtÌÌclìllcu
Chamamosp"ntnnt"ntn'"-senticlopróprio'oprocessodereflexo
conssicttte
tla realiclade,
nn''
'uut
proprieclades'
ligações
e relações
oblctivas,
incltrindo
os rÌestrros
ãt'i"to'
i'ìut"ttiutis'.à
percepção
sensívcì
itllctliala'
O homenr,
por exenplo'
llào percebc
os t.aios
'
Ltltra v ioletas'
tnas
,''.,,, n,rl isso descotthece
a
'tla
e\istincì;
e a'
\rra\
Ptopriedades
Que
lornr
rrl.r
r" '
iJ
--
lc e Do-.r\cl lìr'r
\ic dc rncdiaçòe'
F csla
fô\:ivcl
c\lc conhccrrnerllo El:.' t"_,1.l^,-1.'.
,,^,.ì, o
",,.
srrhmercrno,
a.
r ir .1tte i a r irr do pett'atnen'o19
tet' principi'-r *"''al,t-O]l:
tï:
.:Lrirlt: à
prora de outras
(ol5as c lolnalìdo
cÚlÌscicncil
das rclaçõe'
c
ì;ïJ#J';;"ì"'
l'o*r"'"'-
etrlte elas'
julgamos a parlir das
:,ì,ììì;ì.ìr".J u""
u' pt"tl"'nn''
ai propriedrdcì
qrre tìos rìào :ão
O [)es envob ime nl o cla I's ìq uì sì)la
cl ircl.atlente
acesslvels
ssália do apaÌecilÌìelìto
do pensa-
Razão
Por
que é condição
n"::
,
",""," "Ï:l;nu.ï
J;;;;;;;;'rsciência
i* l""i1nï,ï?',ï ,""1ì;#lì
:ìïl:'ïiï::::#';;;;;
;ìt*'ir
er nos rinrires
tl
i:'lY:i:*ï:lÏ':ï ostiì torìra.a uts çurrrvtltrwrg "
i;;r" realiza
no proccsso
de trabalho'
da
clos auimais
Uma vez ainda'
eìi
---^ ^.,^-
"^hrê
,
:Ïì;ïïÏ'il
;','ì;;;
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:ì1:11ì:::"iïi'ï,.:ïï:: :
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" " ^'1':1^Ì:1:,r'::'
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ìlll'1, li;
",ï)ï
itil. .,
il;'
;" ;i o rundo'n'n'o,'n"':
:::":1.1:":^llii;
:ìì;.;;;
pensamento
hunrano
c r inteligència
dl^LoTt*
attmentou
na
lltcl!)
(lo pcllsall,crrtu

--
rr.,lirlrt ertl qtte elc aprendeu
a lrrtltslormar
â nalllre'/a
I rt'r1... t )tt1t,, tt< t1 út ttttlttlc:ú
l:'d sociales'
p 233'
'
O pensalnetrto
clo homeu distingue-sc'
por ìsso ladicalmente
da
inteligência
dos animais,
que, como o mãstram
experiêtrcias
cspcciais'

se realizam r-rma aclaptação
às condiçòes
de urna dada situitçào e não pode
traÍÌSforl]ìarestasúltimasal,ìãorerpeloacuso.poisaatìvidade'animalno
seu conjnnto
pcrll'ìanecc scmplc orivnladJ
llào para estas condtções'
nas
;;;"
;"i
",
tàl ob.leto das suas necessidtrdes
biológicas
No
honrem' é
difcrente.
4 "1ãse cÌe preparâção" donde surge o pensamento
humano
i"r""-r"
""tu"Oa"
a" uç0"' indcpcndentes 'ìrìenÌadas
plra trm fim e pode'
ìori"rinrnt.n,",
lonÌar-5e atir itladc indcpcndctrle-
capaz de se lrarìsÍbrmar
irumu arit l,laAc lotalrììcnl(
ilÌlcrlÌa islo e tncttlal'
Por fim, o pelìsailgnlo,
como o conhecìtnento
humano etn geral'
distingue-se
fundamentalmeÌ1te
do irrtQlcclLr
dos aniulais porque só ele
node aoarecer e desenvoì'vel
se etn união corl o desenvolvimento
da
Ii"*i.1,.i" t".i"l os firrs d:ì açào irrlclectual
tto ltotnetn rìáo
sãÔ apcrìíìç
;;;;;
p", r'ìatureza,
vimos que os tnodos e os tncios desta âÇão são
;;;;j.";;;
"tuuor-uaát
socialtrrentc
Pol conseqüência'
quando âparecc o
p""ll*nl"n,o
verbal abstrato,
elc nao pode efctuar-se a lão ser pcla
;;;i*t"
pclo homcnt dc gcnctalizações
elaboradas
socialtnente'
a saber
os conccitos verbais
e as operaçõcs
lógicas, igtraimerrte
elaboradas
socialmente .-'''.'
ô i,trl,r.tn problerna sobre o qtral nos devetnos
deter pafticularmente
é o da lorma enÌ qlÌe se produz o reflexo conscierte
pelo homem da
real idade circundante' *
-''
A inragern cotlsciente,
a representação'
: :o,n""i:o
tem um base
s"nrín"I.
Todi'iu,
o reflexo consciente
da realidade trão se lirnita ao
,ã"ri"*",.
scnsível
que clele se tem Já a simpÌes
percepção de um obieto
não o rellete apelìas somo pt'ssuindo
uttra
.forma'
ulna, cor etc
'
mas
,^,"f,,i"l ."t"" t"t'tdo utttu significado
ob'ietìvo e cstavel determinado'
;;;;,
p.r exemplo,
alimenrol instrutncuto
etc Por conseqüência'
cleve
;;;;ìt; ;;^ loma particular de reflero consciente
da realidade'
qualitati-
vatrente
diferente tla Íbrma seusível
imediata do reflexo psíquico
próprio
dos animais.
':
1
i.
il
!
lc
O I)e t L nvo lr i u1c nl o Ll o P s íq ü tsnu )
J
Mas cntão, sob qLÌe fortna cÕncrela opcra realnìentc a conscièlìcia
r{riìti(lade circundante? Esta fortna é a lirrguagerr
que' scgundo Marx é
rì c()lÌsciêlìcia
pÍá1ica" dos Ìromens lìazão por que a consciênsia é
(Marx): c apenâs por isso qtte existc igllalnrente para o honlem tonlado
ea
que
inrliv iciiralrlcnte.
"A linguagem é tão velha cotno a cottsciência' a lingLragem
consciôncia rcal, prática, que existc tarnbénl para outros homens'
cxis(o. portarlto, então. apcnas para mim tambem
34
"
O nasçinrento clir ìitrguagem só pode ser comprecndido
em relação
çon a rtcccssidade, nascicla do trabalho, que os hornens sent,:lll de dizer
irlgLrmrt coisa.
Cotno se formaram a palavra e a linguagem? No trabalho os
h()rììcns entram forçosamente en.r relação' em comunlcação uns colÌì os
oLrtros. Originariamente,
as suas ações' o trabalho propriamente' e a sua
oonrrrnicação
formatn um processo único Agindo sobre a Ì'Ìatureza' os
novintcnlos cle trabalho dos lromcns agenr igualmente sobre os outros
parliciparì1cs lla produção. lsto significa que as açõres do lìomem tênl nestas
corclições ut,.ta àuplu função: urna função imediatamente
produtiva e uma
lìrnçlo cle ação soúrc os outros homens. uma frrnção de conrunicaçào
I)osteriotnlente. cstâs duas funções separam-se
Para isso' basta
r;uc a própria experiência sugìra aos honrens que se em ceÌtas condições
urrr movimento de trabalho não conduz, por umâ razão ou outra' ao
,.r,,ltu,lo prático espcrarrlo. ele está, mau grado tudo' apto para agir sobre
,,s oLtttos participal'ìtes, por excmplo, levá-los a efetuar essa âção
,,,|i:livanrcnie. Nascem assinr os ntovintetltos
que conservam a sua forma
<lc rrovirncntos de trabalho, mas que perdem o coÍìtâto prático coln o
objcto r,: t1uc, por conseqüência perdem assim o esforço que os fransforma
r t l'tttcrttn^ttuLntl J,' I'st,1ttt't,t't 93
verdadeirarrente em ntovinrenlos dc trabalho. Estcs moviucntos, bem
corÌo os solrs vocais que os rcompanhâm. separaut-se da tarelìr dc agir
sobre o objeto. sepâram-se da ação dc trabalho c só cotlservanl a lunção
que colsistc cnr agir sotrre os hot'nens. a Íìrnção de comunicação verbal.
PÒr outras palavras, transforntatl-se en1 gcsto. O gesto nada n.tâis é que tllì
movimento scparatlo do seu resultado, isto é, ttm nrovimento cltre lÌìo se
aplica ao objelo para o qual cstá orientado.
Ao mesmo telnpo. o papcl principaì na comunicação passa dos
gestos ao som da voz; assitn aparece a lingtlagem sonola articulada.
Tal oLr tal conteÍtdo, significado na palavla. 1'ìxa-se na lingLragem
Mas para que um lenômeno possa ser- significzrdo e relletir'-se tta
linguagerl, cleve ser destacado. toÍrat-se fato de consciênoia. o que, conlo
vimos^ se laz inicialrnente na atividade prática dos hot.ttctrs, tra produção.
"Os homcns, escteve Marx, conìeçârâll1 cÍètivamente por sc aplopriar etc.
etc.. de ccrtas coisas clo mundo exteÌior como mcios de satìsfazer as suas
próprias neccssiclades; nais larde conreçarâm a designar igualrnentc pela
linguagcrrr o quc elas são para elcs nr erperióncia pritica.:r saber tneios de
Satiçlazer t\ \ltiì\ lCCe\\i(l.ldC\. c,ìi.its qUc o' \;ìtiSl:l/<ln
* A produção cla lingLragcrr como da cotlsciôtlcia e do pelìsamento,
cstá dirclarlìcl'ìtc nristutacia na ,ltigem, rì atividade plodLrliva, à
oornun icação materiâl dos holrlclls.
O elo dircto qtie cxiste etltrc a palarrra e a litlguagem' de urr lado, e
a atividadc cle trabatho dos honens. do outro, e a condição plimordial sob
a influência da quaì eles se desenvolveran enquanto poltadores do reflexo
conscicnte e "objetivado" da reaìidade. Significando no proccsso de
trabalho, um objeto. a palavra distingtte-o e generaliza-o parâ â consciêllcia
indiviclual, precisaÌÌente na sua relação objetiva e social, isto é, como
objeto social.
Assim, a linguagen.r não desempetlha apenas o papel de mcio de
comunicação cnlre os ìromens. ela e tarnbénr utn nleio' uma lortla da
consciôncia e do pettsamento humattos. tlãô dcstacado airrda da prodtrção
" K. Ìvlr.r, Noías atgìnois
"^obl'e
a li'dktdo d c(onoÌt1ìo polilica dc Adolphc wagner
tt O
(dpít.t
l. Bcl. Socialcs. ccliça)es dc bolso. I 976. Ìivrc Ì1.
irrscpalrivcl da lir.tgtragern Couo a oonsciôrrcia humana' a
'li.ng!3gçln
so
iìl)iìrlcc llo pro""aro J" trabalho, âo lllcslÌo tenlPo quc elc Taì como a
r:onsciúcj.a*a linguaget! e o prodtrto da coletividade' o produto da
;ìfi" lruìãiln*u..', c igLtalrnente
"o scr l'alaute da coletividade"
.ì.
li
"
l. lul,',r .1 irh,logìa utnttí l'eterbach"'p 159
'
Ed' Socialcs' 1975
O Des e nval\, út1a üla d o P s í quisìlu)
llliìlcIial.Tornâ-Seâlbrnìaeostlpoftcdageneralizaçàocotlscienteda
;;'ìiil"
Por iss., quando,
poste riot rnerÌtc'
3 prlar ra e a lrrìguaqerÌ.
sc
-*r^ììì
a" uiiu io"it
p.rti':r imeclìata'
as significações
'erbais
são
lbstlaíclas
do objero teal e sti podern poftanto exislir como lato de
consciêuoia,
isto é, como pellsatllcnto
Aoestudarascolldiçõesclepassagenldopsiquisrllopró-cotlsciente
4,,, onittìoi,t
à consciêrlcia
clo hotnern'
encontramos
certos trâços
."roct"rirtì.o,
desta Íòrma sLtperior
ilo reflexo
psíquico'
Vimos igualtltcnte
tlttc it consciência
rrão podia aparccer
a não scr
nas oondições
elr que a relação
do hotrtetl cotn a Ììatureza
era nrediatizada
;r";"; ;ì;: ,eluçoc,
'lc
lraballro
conr outros
honrctts
Por corÌseguintc'
a
.:,;'..
'a;t:;.
a ;.;t
""'
p'u'1"'" lristÜr'ieo clestlc t' inici'i'rMrrx\'
'""
- -
Viao:;
enr seguicla
que a consciêtlcia
só podia. apareoer
rìas
.un.fiço.t'aJ"unta
açã-o el'etiva sobre a rìatureziÌ'
nas condições
de uma
ativiclade
de trabalìro
pol llelo de iustrunrentos,
a qual é ao Ineslno tcìÌ1po
l lbnla prática do conlrecimento
ìlrtmano
Nestes lermos' a conscìêtrcia
e a
tbrma dil reflexo
que conhece ativanrente
Vìmos
que o tun"ienllo
só podia existir nas condições
da
cxistênciaclalinguagenl,queaparcoeâomcslnotelÌlpoqueelanoproccsso
Lle I ralìalho.
"" "-'-0,:r.
f ,*. vimos
-
e devemo-lo
srrblinhar
pâfiiculâÍmente -
que a
"on."iên"io
individual
do honeln so podia cxistìr nas condições
em que
existe a consciência
social
'i
co't'ciô
tcir t
, " i:l:Ï^-d^
realidacle'
refratada
através
do prisma das significações
e dos conceitos
lingüísticos'
elaborados
socialmcnte'
''"""'-ìr,",
,."nos catactcl
isiicos da cotlsciêtrcia
são. todavia apetlas os
n o i, g"'"n i.
"
""
o,':
^'' ": :i:ï':ï,
i rï:
"^ïï1,ïï
i;, JlïÏ :,ilr: ï' i:ii:ï
hisltirica
cotlcreta
do seu
Pslq
.;;;'.;; ;; contliçòes
sociais
da vicla dos hourens
c transÍìrrma-se
na
ì.t,,.1"ì," o" o'.t.n'oì'itnt"ro
da:
çrta' tclrçje'
ccorì\'rìÌica\'
Iï1
SOBRE O DESENVOLVTMENTO
TIISTÓRICO DA
CONSCIENCIA
I
I
l. A psicolr-rgia da consciência
A consciôtrcia hrtnratla tlão é u*ra coisa ilntrtáveì AlgLtns tlos seus
traços caracteristicos são. cnr iiaclas crltlclições hìsltiricas coìlcÍetâs'
progressivos, cotrr petspectivars rie dcsctlloìr'inletÌlo'
otllros são soblcvi-
vên-cias conclcnacias a desapateccí Portanto. devcnlos consiclcrar a
conscìôncia
(o psiclLlisrrro) no sctt ticvir c tlo scu tlcsetl vtl lv itlento' na stla
rJependêrcia essenciaì do mocio dc r'icla" quc é dcterrrinado
pelas rclações
sociais cxistcrrtcs e pclo lugal que o individuo considerado.octìpa
Íìestas
reiações. Assirn. devcttttls consiclerar o desenvolvinento
do psitlui\lno
ii,iniuno aott,u Llttl processo cle l rails i'ortn ações qtlarlitativas Clorlo e[cito'
visto que as contlições sociais da eristência dos homens se desetlvolvem
por modiÍìcaçõcs
qualitativas e Ììão apenas quantitativas' o psiqttistno
humzrro. a consciência hLtnlatla. lratrslorma-se igualnretlte dc tllaneir:t
qualitativa no dccurso do rlesenvolvitnento
histórico e sociaì
Em que consistetl cstas transÍbttnações
clualitativas?
Podetr oonsistir apcnas nunra rnodiÍìcação do contcítdo que os
homens percebcrì, senlem' pcllsiìlr'Ì Este ponto de vista foi sttslcntâdo na
psicologia tratlicional especialmente
por W Wundt' quc considcrava irs
proprieãades do psiquismo humatlo "são ctrr toda a paíc e sempre
.
--;-
t) Dr\tn\'òl\t Ent') l" I t4t'itttut
O I)rse,''alIin?nlo lo lsìqti5t)tt)
loalizava cotìsecutivalÌÌellt(] ao apíÌrecilÌ'ìclìto das teìaçõcs
(lc p[odução
eutrc os hotrrens. As-farllculalidades do psiqtrisrllo llutttatto são
,tetcrntirta..las oclls
pilticLrlrrldlcÌes dcstas rclaçõcs. dependenl
dclas Por
,*r'ì f;"-.1t.-.c .1t,c ;ì. r(ldç"L'
(lc
I\lir(llrçi"
:c lfiìrr'lorlrriìrll
(lrl( iì5
relações dc
Ìlrodtlção
lliìs colÌìrllìi{!a(lcs ptinlilivas slìo urrla coisit c tlue as
cla socieclltlc capitalista. pot ercrttplo são otllriì. Razão por qLte pocìetnos
pensar qLìc tìr'ìliì tratlsÍorÌìÌação radical das relaçòes tlc ptodLtção acalreta
urìra il arì s lòrtì]aÇào ll!ìo nlclì(ìs radical cla consciência hrttnana' qttc se torlla
diÍèrentc qual ilativarrcnle.
I'ara rcsolvcr estc problclna cotlr'étll lazer unla abordagelr da
consciência. raclicalnlerìte clilèrerltc da quc 1ìli fixada pelas tradições da
psicologia burgucsa.
^o
postttlar a cotlsciêtlcia c1o honenl da socicdadc de classes conlo
cterna c pr(rpria de lodos os houcns, lt psicologia burguesa aprescnta colììo
clualcluct coisa cle absoltlttl. senr clrtalitlades e "indeternritlável" Scria ntr
cspaço pskluico patticttlar
("a octa" tle .laspers); por esle fàlo, ela seria
apenas
"a condição cla psicrllogia c uão o seu obicto" (P Nalorp)
"4
cousciôttcia. cscrcvia wundl- consiste sirlplesrrlcnte cll-ì poclertllos ctloot't-
trar seuÌpt'c eu nós eslados
1lsícltttcos
Dcste ponto dc visla^ a collssiôtlcia, psicologicatnentc
apreselÌtâ sc corllo tltÌìâ csllecic de
'-illtminação" intelior, qttc
rnaii otr rncrtrrs lt-rttc. qrt.
lr,rclc
ttre.ttto !\lilrcllir-5c.
(ulÌìrì c o
irìôrticas". e que apel'las o coÌÌteúdo da cxpcriêucia
e dos conhecinlentos
lrr arr(i)s sc ntodiÍìca. Mas esla conccpção foi abandonacla

-iá
nrLritcr
1enr1-lo. IIttie podctetlos cotlsìcìctat çolllo iÌssente cÌLle a evoluçãÔ acalrcta
,,,,,,1,"n, ,,,,,u ,,r.rcli1ìcação clls patticirÌalidacles
qtlalitativas do
iisi!ìtlisìll'ì
Irrrtnâno.
Fstas rrrociilìcaçòcs
tlão clevcttt redttzir-se às dos clilerctllcs
l)roccssos
c futlçircs psirltricas. se bcm tlue a tllaitlr parte dos aLtlolcs ttìrtllc
11,," n .:t"r"nunlvirllcnro histiilico clo psiclLlistno lìtllllano !trlì\i\l!
prccisatttetttc tltl tllanc'io cios clililcntcs
l-lroccssos: l)elccpçiìo'
lìlclìl(lrla c
sobrclucÌo perìsiììlclllo o pllltvta. o tltlc lìtlaltttente modilìca o sctl papcì'
pois o papcl plinciprl selia .lcsctltpenhado
qtler pol tlns qtlcr por otÌtlo\
(l.cvy-BrLrhl. f hurnr'" ald. l)antzel)
^1ualrrcn1e.
cstá provado que os dilìrerlles
prÒccssos sc reâJtlstatÌl
clctivârììcnte uo clccttrso clo clescnvolvitncrlto
histórico Sabcmos clLtc a
rncnr(rria de houclls qìle pertcllccllÌ a certos gruPos atrasados nos.pìanos
cconôurico e cuìtulal tenì tlaçÒs carâcterislicos
lnulto orlgltìals'
cspccialmcnte a âptidào para fìxar conì LIIììa precisão surpreetldenle
as
parliculari<lacles
dos lugalcs
(nrerlória dila lopográ1ìca) Sabetnos clue o
f"'tru,r't"nto
destes lrolncrrs tatr.tbétll e extleD'ìanlentc
original' telirr rrlc'snlo
uìììíì r'sPccic Je lógi;ll
lalli'rrlar'
l'odavia se noi liniitarmos ao estuclo destas transfbrmações
clestes
processos psiquicos. não pocleuros comprcetlder a história real tio
.l"a.nunlui',.t"nio
do psiqtlisnlo humano Evide ntelÌel'ìte que lÌonlells
uiu"nao
"n,
epocas dileretrtcs da ltistór'ia. etr condiçires sociais dìlerentes'
clistirgueur-se
tanrbént por acluilo clLrc'l9l9t são os proccssos de percepçãt''
tlc nrernória. cìe pettsalnetrlrl etc. Mas Ãa dìlelcnça nos ptocessos cxplica
p;-i ;; àiÍèicrrça clos scLrs psiclLrisnlos. cla stta consciência?
,Adrn
itimos
qLrc não é assiu qLte se ptodttzcln igLlaln.ìelìte' no, decurso do
rlcscrrvolvintcnlo
hislórictt. rrtodilìcações
cle carálet geral da consciêrlcia
Irrrnrana. etrgctrdtadas pelas tlansfornações
do trrodo de vida.
.
Vintos qitc a passagelì1 à hurlanidadc
era acompanltarla
de una
rrrrrrllnça tlo ripcl gerai .lc tefl"to psíqtliccl c do aparecitnento de Ltrll tipo
srrpcr ìor clc psiqtrismo: tÌ--9alìsg.eL9ii-
Vinos que cstâ passagern se
tlesmaio prolundo (l.edd). Ill pot' isso que a coirsciôncia apenas
proplicdadcs puralìl(lÌte li'tttt.ri-: :i" a5
(lllc e\pril)lelÌl J'
psicológicas cla cotrsciência: urlidadc, oontinLridadc. linlitação
l'a la r clo,
podc scr
caso rìo
podc 1eÌ'
leis ditas
'
Nìo itá uucÌançl qtliìl'Ìto l1o futldo^ tnestlro quando se oottsidera a
sorrsciência como "sLrieiLo
çrsíc1Lrico"
ort segutldo a expressão dc latllcs'
como o "seuhor" das lìnçtìes psícluicas. Mistilìcal assint o suieito real
identificando-o com a consciência não coulere a esta conteÍldo psicológico:
finalrnente a consciôucia. e!Ìquanto su.jcito, e igualnletrte
"rnctaí'ísica"' isto
e, sai dos lirnites da
Psicoìogia.
Assim conr a aborclagern traclìcional da consciência da psicologia
burgucsa não podenos estucìar aqrrìlLl cluc
"se encontttr" na consr:iêtrcia ou
iìouilo
que "lhe pettenr.lc ,
rsto é^ os ienôtnenos
e proccssos
psìcológicos
t,i,'a6,-'' a
niìrlc
c a\ \ììiÌ\ rclaçòe\ lìalrlriìi\'
Delàto.clestuclodacotlsciêtlciaÍìiprincipalrrrerltcoestudodo
,.r",'rrarr'rer',l,-r. Daqui resrrlta quc. falarldo cle consciência'
apctlas se tinha em
i:Jì";;:;.'ï;;'...ì't'"
'r.,'
rcfre\crìrr\ne\'
cl''s eorrccit.'s
l"o e irr't.'
,'
.errrolrirrtcrtt,,do;oIlìrccitncnt,ìììrtlllallô.
(lLlJtìdu se tl.Ìla de eqtLldLìr
() ou
üìr. p.i*tngi"^*etltc.
o desettvolviuento
cla oousciôucia
não se reduz ao
cle senvolvimctlto
do pcnsatlentct
A cotrsciôncìa
tem as sttas
próprias
calaclct ísticas dc colìteildo
psicolóo
ico
para
rlcscobrir
cstas câr-alteríslicas
psìoológi-cas
da consciência.
.1"u",''-'o, ob,ulut"nrctrtc
re.icì1at. :ìS concepçõeS
tletal.ísioas
quc isolanr a
;;;;;ii,ì.i;
tla vick real l)cvemos'
pelo contrár'io'
esludar conro a
:;,,;;i;;r;itt
.i" homeur
depende do scr'r *oclo cle v ida httmano' da 'suit
"ïit;ì;.
ìtì; tìinint"
qt'" devenros
cst.ttlar couro se lornam as re Ìações
;i-,;;;, ì.t;'" J,n tui"'u tais conclições
sociais lrislór'icas
e qlrc estrLrturâ
""ììi""'",
ettg.ctrdra
dlcles releções'
Devetnos
cm scgtticla csludrr cotno a
it,,:.;;; ;':;;r;'ié,'"ia
.lo Ito,''te"'
'c
translornra
oo''' a eslruttrr!Ì da sua
aÌividadc.
l)eternlinar
(" tu'o"'"'"'
da estrtllurâ
intcrtla da cousciência
ó
. it tir(l Cri./a- lJ
P\icol,)giCalìlelìlc
Já nos esÍorçatros
por n]ostrar
quc a um dado-tipo
de tstluttlra de
atividacle
corlespnntìiu
tttt.t cleterminado
tipo cle reflexo psíqttict'
cssl
clependellcia
consur\a-sc
.
pu't"'io'nt"nt"
nas clilèrentes
etapas da
.rrn:eiincir
lÌlllnJlìJ
A prrtleip;rl JifierrldlJr"
cItlsi:1t
clìi cncrrlìlrílt
\\5
:.,,,ìì;;;;";,..
'
,..a i, da ç,,..ciÉrrcir.:r..ttr'
rctditJ.itas
r(laçòci iììrcrìras
,,ì,., ,i,,o 4o se esct'tldçtlt
da tlosstt introspecção'
colno contradizenÌ
por
\ (,,ü . .ì (lllc <l t Ito' dc'eobt e
Pala preparar
a artálisc
das tratls lo rnl lçilcs
prtnclpltts
tru
corsciêttci:t
que se prorluzetr't
ttt' pt.ot""o cle descnvolvin.rerto-.-da
_ì,;t;.il; 1,r,,.,o,.,o. d.r"n.,u,
dcter-r'ìos
primeìro
ern ccrtos cirracteres
gct iÌ!s
plitprios clo de scnvolvimerrlo
da sua csttLlttlra
Fizenlos 1ll
lìolar qlìe I pritrcrpll rnoclilìe:tçlìo
de lortna do reflexo
psír1uìco tluatttlo da passagent a'hLtntatlidacle
resitìia tlo ínto de a realidade
\r'rn()strar ao hotlem na estabiliclade
objetiva
das suas proprieclades'
tta
sua artotromia.
tta sua ìncicpctldêtrcia
para com a relaçào sttbiclirrr tlt-tl.- o
homctn trilntétn cotti ola c pâra ccllll as tleccssidacles
c1ètivas tlcstç irìtinto:
ã"
lu"tqu.l
tlntlcit:i. cla
'aprcse
lÌta-se'' a cle couo se diz cotrctíÌÌr.ìcllte
irr" ll.r",-"
"apÀlsflúl4âo"
é tonrada clc consciência
proptiatncnlc
dita' e a
n"ìì iirr"l
^ça"
'a"
r'cÍìcro psíqrrico
itrconsciente
etn tc1'lcro cotrscicnte
Tott'tctttrts utl exettlpìo pata ilLrslrar as llosslÌs paìavras'
- Sttpotllran,,,s
Lutl llnn''"tlt
canitlhanclo
tla rlta' absotvìcÌo
ua
au,,u"rrn
Jo,,, ,tt't, au,,'potthcirtl.
Nos casos tlott'nais toclo sctt colìlporta-
rrento corrcspottcle
pgrlèitanenlc
ao cÌus se passa à sua I'olta: r'etarda o
njrssr, Utìt LIU/iìlìì(lrlÔ.
C\lllì,'. Ir.Ô(]'
rlllc <ìl'rrlìlla
pclf ltctltc
'lìta
dtr
Ïrìì.'"ì'',,.'.
"..
",'n..1",','t.'
p"'"
"
pa'''ei" !lc l c\iJetttc
qLtc cle
;";..;"';';..ì
,i"i"'.i""ntr''n"
Mas terá una i1ai11
.cottsciente
da
ilt.*çao au rtta'Ì Se eslivcr nruito absorviclo
rìa collversâ é possível
que
rrão. I)odemos,
reste caso. dizct qtlc a sitr:ação da rLtl não eslá "ptesctlte" à
,uo"nn,"ien"lol]cslcilìStiìl'Ìlcpi.cciso.Maseis.clue'tentlìlidatncntc
consciêucia
dc qüe a casa para que dirige collì o seu interloctttor
está diantc
;ì;- õ
;;Jt;
cla
'ua
c tjos eclil'ísios acaba dc certa maneira
cle se
ã"t""Ot tr ttu r"t't a","l"o: cstii-lhe cìoravantc
"presetlte"'
Ev idenletrl etttc. este cxctlplo
t'cllrçsenta ttnl 1cnômcno
psicológioo
.,,,' nio é setrão atrálogo ao qrtc rcaltnente cstuclanios
lìlc podL: todavìa
ì'"]'",1 ìu,n',r."n.ts1
3'r-leitot etr clue sentido lìós enìpregarì1os
o teímo
O DL'.çent;lYìnetta
dô P!iq Ìstìta
99
"apresenl4ão'
Ãìãiaoa"
está, pofiallto" pfcserìte âo l.ÌorÌlerl ra sua collsclellcla
Corno é iltre cstc lìrto é psìcologicatlcutc
possiveì'Ì
.^'- -lludu
o telìexo
psíquico tesulta clc uura relação âçtro' de uma
int"ruçau
,"ot eÌltre uuÌ suicito materìaì vlvo, alt1mefl.:tl:i:':1L"
":'":
l"::ï:::"
';ï':;;;';,,;;
""i"ì
tluu"' aos órgãos do renexo pìíq'i:";i]::
;ïï.";;.;ì:;;,ìp"
"'ì.gtÀ
dcsta irrteLãção'
os órsãos da ativid.de
0 Dtft tt\,ol\' Ìme nlo lo ['s tqu isnla
i
v ital.
O leflexo
psíquico
rlão
f(ìdr-
3paÌccel
ÌoIa d
,
ricìe'
atividacle
cto sLleito
Depencle
da atir idade du sLtjeittr' nOto*",1:-
uìiul. ,1,," ela realiza. não poclc ser do palcial' colìro
Parcìars
próprias I elações
1'ora da
rclaçõcs
são as
À t)ito por outras palavras o rel-lexo psíquico depende lorçosânìeÌltc
rlir lclaçãro do suieito cÁn o objeto reiletido' clo seLt serrticìo vital para o
ìì,1"n".'fta é vcrdadciro ta:rbérn parra o homcm l'odavia a passrgem à
ctìnsciôrrcia huurana tàz surgir um Íàto novo. Saberlos
qLte qualdo o
tunimal senle necessidacle de se alilìlcntar e estitlluìado pof unl agente
ìig,li" a" matreita firme ao aìirrcntol para ele' cste agente revestc a virtttdc
,li unr estírluÌo tlutritivo apcnas praticanìentc Para o hrlrnenl é
absolutallente
ìnclilercnte. o bafccìot dc caça prilnilivo que cspântâ Lrrll
,,nin]ot
- "rt.
ó o ob-jelivo inlcclirrto tlc striì irç'tr
-
lr'tll cotlsciÉncia do scu
objclivo. isto qrrer clizcr qüe cstctsc Ícflcle nâs suas rclações ob'jctivas
(no
caso. trata-sc clc reì:tçircs clc tlabalho) na sLra llprlliclttâtl'
-' '
A-:tgtlliSaçào
c aquilo que ntrnÌ objeto ott lcttônretto sc descobre
ob+r:ú-iu:re.rtfe
n,',r, ,irt"'''.to de ligaçdres' de intcraçòes
e de relações
tú;;;-
A signilìcação
e rellelicla e lìxada na ìirrgLragcrn'
o que lhe
íï-iLl." n srra ìstabilidade.
Sob a lomra dc sìgniÍìoaçircs
lir.rgiì ísticas,
"u,,.tilr,i
o conteúdo cla
çgrsciência
social: etltratlclo no conteírdo cla
consciêucia social. torna-se ot"- o 'iútòìencia rcal" dos indìvíduos'
ut.,i.rluunao en si o sentido subjetivo tltre o rcÍìetido teÌ'Ìr para eles
Assitn. o reflcxo cotlscientc
é psicotogicanlente
caractcl izado peÌa
pr"r.nç" d" uma relação interua espccifica'
a relação cnlrc scntido
sLrt.rjetivo c si gnifi oação.
'
SenciJ esta relação fìtttdamenlal'
dcvemos estLrclá ìa especialmcntc
(..tltloocottccilociesignìfìcaçãoecosnraisclaboradosttaltsicologia
rÌ1,
'rlcrtriì.
LtìlÌl\çilrclnô\
pol cl(
$igrq[-cqção
é a gcnelalização cla realidadc tluc é cristalizada
e
tìroao ,ìr,'r.,ì"t* i"niiu"l. ntãinotialÌìentc
a paìavra ott a locirção tr a
ìf,ììì fa;"i, espirin'al rla cristrlização cla expcrìêrrcia e cla prática sociais
rlahttrnanidadc'Âstlaesleraclasrcpresetltaçõesdeunrasociedadc,asua
.ier.r.i". o sua lingtra existetÌ enquanto sistc'nas de signilìcação
ant r"apon.l"nt",
A silnificação
pe!-tct.tcc'
lorlallto'
antes dentais aolr-tlndo
,lu. f"uôn.t"no, obietivarnente
históricos Íì dcstc lìrto clue devcrtos
parttr'
Mas a sigrlitrcação
e\istc lanrbótl't cotlto làto da coltsciência
irrrliVidLral. 0 hontenr que percebc e pensa o Inlttl<lo ctltluanto
sct sôcitr-
histórico. cstá ao trtcstllo tetltpo arnlaclo e lifritaclo pelas rcprcsclÌÌaçõcs c
couhecinentos
cla sLta ópoca c da sua sociedaclc A rirlucza tla stta
consciêttcia uão se tcclttz à [lnica licltteza da sua cxperiência irrtlìvitlrraì O
Ironrcnr não cotrhccc o tllrttldo cott-to rl Robinson da ilha dcserta' l'azctlcltl as
próprias tlcscobeltas. No dccLlrso tia stta vicia' o ltotncnr assinrila as
cxperiôrtcias das gclações prc':ccìen1cs; cstc
Processo
rcaliza-se
precisanrcnte sob a tbtnra cla aclLrisição clas signilìcaçòcs c rra mccliila desta
aquisiçio. A sigrrilìcação é. poÍanto. a 1ìrrnra sob a qrtal rttl hotrlctn
assimila a experiôncìa hLtnlana gcneralizadir e reflctida.
A sigrrificaçìo. crr(Ìuant() tÌr1o cla consciôncia irrcljvidtral não perde
por isso o seu corrtc(rcltl obietivo: l1ão sc torlÌíÌ de tnodo algttm rttrlit
'-oìsl
irur,,rt.t"',,"
'psicolrigica".
NiìtLlÍaìlììclìte.
o qlÌe eLl pcltso' cottlpreetlcltl e
sei do trìângulo, pocic rrâo coincìclìr' pcrfeitanrentc con a significação
"triârrgulo" aclrnitida tra geometria tnoclenla Mas não ó ttnra tlposição
Íìndaircntal. As sìgni1ìcações não têln exislência l'ora dos cótcbros
lrurnanos colìcrctos: não e\iste qLlalquer reino de sìgnificaçiìes
indepcrrdenle c cotrparávet ao tnundo platônioo das ideias Por consc-
qiiência. rìào podcnros opor uìr1a signilìcaçãro
"geornél'ica"'.1ógicn c cnt
gcral. objetìva. a esta llrcsln:ì signilìcação cle rrm ittclivíclLto cll'ltÌallto
ilgrilìcaçno
psicoltigica parlìcular. A dilèr'cnça não é entrc o lógico e o
psìcolcigico. rÌas erl1rc o gcral c o partic,ular. o individtral tJm conceito não
,l"i^n d. .", conceilo quittrcio se tornaió corceito de u11 i1d!yj{qg\ Poderia
cxistìl urr conccìto qLte não lbsse o de ttnla pcssoa?
O plincipaì problema psicoltlgico quc a signilìcação pirc é o do
lugar c clo papel reais clttc cla tcnÌ rla vitla psíquica do honlem'
A rcaliclade apzÌrece ao ìrotlretl rla stla sigtliÍìcação'
nlas dc
rrrancira partìcular. A signìiìcação nrcdiatiza o rellcxo do nlutldo pelo
honenr tta ucdicla etll qÌle eìc lefi cotlsciência deslc. isltt é' na rrredida en.t
que o seu rc1'lexo tlo mutrdo se apÓia tla experiôrrcia da prátìca social e a
()
Driüroivnknlo lo Itsitlut:ttto
ninha consciência não rcfletc urna fblha dc papel apeuas como
reta gulat. branco. qrradr'ìculâdo ou colÌ]o LllÌìâ celta estruttlra'
Íbrna-acabada. A nrinìta cottsciôtrcia reflete-a cono utna lblha
o ! )esc üt,olvitnento da P s Ìqulsttu)
iÌìtegra.
Lrm objeto
utì'Ìa cc'Ía
t03
(
) I ).sa nrrlrúnetÌlo tla I's tt! u isrìo
(lc piÌpcl, como papcl. As irr.rpressões
sensíveis clLre petccbo da toìha de
ìr"r*i'r"ir"t.-
t" á" n,otl"ita dctertniuacla
nalrinha consciéncirr'
polqtte
ll()sslìo
iìs signiticaçõcs
corrcsponclctltes:
se lÌão as possuísse' a lolha dc
i.,,,ncl r,ào ouìa^rio
por" urirrr dc uur objcto branco. retangular
elc.'foclavia.
."1ì,, ;,,"ì;; i',ìpnrr.,,,.i.
lìrndanrerrtal'
qrtando eu percetro urn papel
i"ì:."t.,,u
*t. papcl lerl e trãro a signilìcação
clo
"papei"'
i,ìi,,rrp""tiuurrtcr,tc.
tr signiÍìcaçao
Çst/ì gclalìììerìtc auscrrtc.tla
nriuha
corsciôtrcia: ela tclÌa1a ,,
1,c"el.'itlt'
ort tr pctlsaclontas
ela próplìa não e
corscìctrlizacìa.
nlìil ó pcrtsarlll iìstc lato psicológico c lìtnclanlcut'rltt'
Assinr. psicologiolìlÌìclllc
a sigrlil'ìcação
ó' cntracla
tra tllitlha
r:onsciôtrcia
(nt"is u,, ,,t.'',o,
1''l"n"nt"ntc
c sob todos os setls iìsPectos)' o
r"it.r,, g.,,","li,,,rtlo cla rcalicìadc claboracla
pela httntanitlatìc
e lìxatlo sob
,r iì,r',lnic conccilos. tle tttn sabcr ou nìesìllo cle tltlt sabcl làzer
(.'rnodo cle
irçrìo 9erlcliilizaclo.
tlclrtua dc co'lÌporlamçlìto
etc
)
A sìgnilrcação
c o rcflexo da realidacle
itlclcpencle tlÏenetlte cla
rclaçao ìndiìidual ott pcssoal ilo hotlrctn a csta C) hontent cncontta ttltt
sìsletna de sìgniÍìcaçõcs
protrto, elaboratli) historicalnclì1e'
e aploptia sc
,t"1" tol aonto.-." apropria de Lllll illstrunellto'
esse precLlrsor nalcrial da
silnitìcaçao.
O íato prnpliamcnte
psicológico' o lato da mirrha vida' e tluc
eu lnc âprorie ou lìão' que ctl assimilc ort tlão utrla cìada signilìcaçào'
cm
;,ì.
g;"ì1",., a assinlilo e também o qrte ela sc lorrra para urim' para a mittha
n"rrl,."iia"a"'
este Írltimo elcuetrto clcpettcle clo scrrticlo strbielivo
e
1,"rro"l
,1u. csta siglìificação tetrìla para mim'
'
ò
",,n"ciru
.le serìtìdo loi cstuclado na psicologia burgucsa con]
or i(jutac(ìcs nluilo divcrsas:
Mtiller chamou
"sentido"
à irnag'etn
errtbrionária:
lJincl. ntais pelìclralìtc' à açlìo cntbrionária:
Van cler Weldt
t",Ìtou,,turtto.
cxpcrirlÌcììtiÌllììcl]1e
a Íonlração do scntido conro rcsltltatlo
,ü'.q,,i.iç*
po, L,t,l l;iu"l cr'teriorlììerìte
irldilèrerrtc ao sujcito da
"tp"rlen.lo.
significação
clc uula açrxr condiciotraltretrtc
ligada a cste sinal'
A naior parte dos autores coÌìtel.ÌÌ porâncos vão ttLtma dilcçào tnLritLt
t ) I
1c
\. 1 t\,'l|t nt' nt",l,' I's ì t1 tt itnn
' \ .LIrìilicitçiìo
/od!
loclllvia scr conscicntìzldrl trata-se cnt'io dc unr lìrlôntcno
,,,,,',1., i,, ,11rr'ri, \c pr-oduz quanLÌo c a própria signilìcação e nào o sienilìcadfo o obloÍr
1,,, rL , r, r, ,,ìrÌìr,,'r) rilso pilrao csLudo dc üÌÌla líÌ1.quil
dilèrcntc e só consiclefarr o sctitido cm ligação ctttll a lingLta l'attlìlan
a"r,n;u o senticlo corI0 it cottiut.ito tlos lctlôtrrentls
psicltricos
crrscilaclos
p"i" p"f"t'a na cotlsciêncìal
-llilchtttct.
LUtlìo LllÌ1iÌ conccpç'ìt'
cotltcxtual
io,"pf.t^ e llartlel. nais rig''rtt)sarnerrlc'
cotÌ'Ìo a sìgrrilìcação
cli cla pela
'rf,rl^f iarA;' cle Lrnla si1,'rlçào. oittro-'r' ajtrcÌâ' conro a concretizaçao
cla
signi lìcação. conro prodtttct cla si gn i1ìcância'
--'--
úlo,t gtacìo as sLtas drvcrgências'
essas dilcrentes concepções
do
sclÌtido têfi lodas r'tlll poÌì1o cnì colìltllll: coln cÍèito' os scus autores tolììall]
todos corDo f'cllôlltcrro t1c parlicla p,ara a atlálise. Íènôtllcllos
qtle peltcllccm
à estèr'a da cotlscicttcia:
r'azlio por tlue totlos elcs pctmanccenl
cnccrtados
,r".iu
".tlr".'fodavia'
a consciôtrcia
não podc ser comprcetrdicla
a partir de
si própr'ìa.
C) estudo genctico. histórico da consciêncil
colÌ.ìportâ toda urÌìâ
oulra dénru'thc
tlÌa não parlc da análise dos lenômcnos
da lomada de
consciôrrcia.
mas dos 1çtliìtlcnos cla vida' caractcríslicos
da itltetação real
qra- al<;"" entre o suieito teal e o tllutrdo que o cctca' cu tilda a
Jui"ritij"a"
e inclependc nlr:rr etrtc dc suas relaçõcs'
ligações e
proprìeclades.
lÌazão por qllc lìulì esttldo lrist(irico da consqìôtlcia'
o
!"nìian I antcs cle lrais tracla uma relação que sc ctia na vida' na atividade
do sr.rjcito.
F'.sta rclação cspecilìca
estabelece-se
tlo decttrso tlo
desenvo lv itl cnlo da ativjclaclc
qLle telìga concrctiÌìllelìte
os otganistros
"ninìoi.
o scLr rneio; e inicialmenìc
biológica e o rctlcxo psiquico tlo meio
.*,.rinl. p"tu, anirrais c irrdispcnsável
clcita relação PosleriornÌ çlì1e' e pela
;;;t,'.;rr'""t
tto hotuctn' o sujeito tlisLinguc esta lclação cor'ì'ìo serrdt)
(/ !'/úr'
etc,n-."c.lnsciêl,.iaclisso'DeuffponÍocìevistapsicrrlógìc0concrcto.csle
scnlido cotlsciente ó criaclo pcla relaçdo obictiva
qtlc sc rctletc tro cércbrcr
do hotnetìl, enr|c aqLrilo quc o incila a agir e atluilo para o qual a sua itçãto
,. ori"n,o ..,n,o ì":ìul1ado inlediato Por outras palavras' o selllido
"ona"ian,"
tradrtz a rclação clo inotivo ao fitn Dcvernos apenas sublinlrar
que nau Ltilitan,os o tcrllìo
"nln1ivct" para desigrlar o sentimento
de tllna
necessidacle. ele designa aqrilo cm qìre a necessidade
se cottctetizl
cle
O I )tsanvoh'Ìnenro do Psiqütsnt.)
oìrjeÌivo nas condiçõcs considcradas e pala iÌs cÌuais a alividâdc sc orielìta.
o qrre a estirl u la.
Inragincmos unl aìluuo lenclo rrrra obra cicnlilìca que lhe loi
recorrrerdada. Eis um processo conscicrtc clLrc visa urn objetivo prcciso. O
scrr finr consciente ó assinrilar o contcúdo tla obra. Mas clual c o scntido
pirr'licLrlar qLlc tonla pâla o aluno csle Íìrr c por corrscqtiônciâ a.rçiìo,-1ue
ìhc corrcspondc'? lsso clcpencìe do motivo qLìc cstimula a atividadc
lcalizacla na ação da leilura. Se o nrotiro consislc crrr
lìrrpiìtlr
o ìeitol para
a suíÌ l'rìlLlrâ p[olìssão, a ìeitula terá um scrrtido. Sc crl contrapartida. sc
triÌta pafa o lcitol tle pâssiÌÌ rÌos cxarres. quc não passam de uma sintples
lìrrrralidadc. o sentido cia sua leitLrla scrá oLtlro. ele lerá â obla con oLrtros
ollros: assinrilh la-á dc rnancira dilctcnle.
Dito d(] outro modo. para cncontrar o scntido pcssoal clcycntos
rlcscoÌrril o ulotivo clue lhc corlesponcle.
'Ibclo
o sentido é sentido de qualqLrcr coisa. Não hh scnlidos
"pulos".
Iìazão por que, subjet ivalr cntc. o scnliclo laz cle cer'1a llrncilu
partc integrarÌtc do contcúclo da cotÌsciL'tìciiì c
lìlrec(r
cntrilr IJ siunitìcação
otrjetiva. Iroi cste fhto que errgcltlrou rra psicologia e na lingiiística
psicologizanle um grave mal entcndjdo quc sc l[aduz quer por unra lotal
indil.rlcnciação destes conccitos. quer pelo lÌrto do seltido scr considerldir
conro a sigrificação cm lunçÀo do contexto ou da situação. Na verdade. se
bcrr quc o scntido ("sentido pessoal") e a sigrrificrçio ptÌr'eçiÌu. na
irtrospccção. Íìrndidos conr a consciência, clcvcntos distìngLrir esses dois
conccilos. Eles estão intrinsccamcntc ligados um ao oLì1ro. lras apenas por
tttnli lcìação inversa da assinalacll precedetÌlerrelìte; oLr scja, c o scntido
clttc sc explinre nas significaçõcs (oorro
o motivo llos lìns) e nìo a
s ign il'icação no sentido.
E,rl certos casos, a dissociação etìlre o sentido e a significação ao
nivcÌ da consciôncia aparece nrLrito uitidarnente. Podcmos, por exemplo,
lcl a consciôncia perleìta de unì acontccintenlo histórico, cot'Ììprccllder â
sigrrilìcação de unra data: isso não exclui o 1àto dc que a datâ eÌn questão
I)r)ssr
tcr vár-ios scnticlos para o lronrcm. [Jnt seltic]o para o
jovent
aiuda
rros blrcos tla csqola, utìì outfo sentido para o lììesmo
-jovcnt
tlLre plrltiLr
I )
DL\L nNol\ tn. tin Jo l':ì4uì.tnt' 105
para o çampo de batalha a defeudcÍ a sua pátria e dar a vida pol ela. Os
seus conhecimentos do acoÌllecimento, da data história, nrodillerranr-se,
aumentaram? Não. Pode mesmo acontecer serem lnenos precisos. que
certos elemcíìtos tenham sido esquecidos. Mas eis que por utÌa riÌzào
quaìquer esle âcontccirìlcr'ìto lhc venr de sirbito ao espírito; elc aparece à
coììsciôncia nurna ilurrinação totalnlente nova, de certo modo ntÌnl
conteúldo rnais completo. Tornou-sc outro. não conlo signilricâção e sob o
aspecto do co hecínenlo que tem d(]le, mas sob o aspecto do sentido que
ele revcste para ele; lorrou urÌ1 novo scntido para ele mais prol'undo. K. D.
Ouchinsky registlou oulras tralìstbr'Ì'ÌÌações deste tipo.
Quando
se distingue ser{ìdo pcssoal e significação pÍoprian'ìente
dita, é indispcnsávcl sutrlirìllar qLre esta definição Ììão corÌcenÌe a totalidadc
do contcúrdo reÍletido, mas uricamentc conr aclLtilo para quc cs1á orietrtada
a atividacle do sujcito. Com efèìto. o sel'ì do pcssoal tladuz prccisarrìcrìte a
relação do sujeito conr os lcnôtrenos objetivos cott scient izados.
lstLrdânìos cnr dctalhe a questão do
Sg4!&-
e da
.significaçã-o
porque a sua relação c a dos prj.rlglp4iS "conlponcntes" da estrutura intcrna
da corr.scifrlcin.LqIBl1"; daqui não decorre, poróm, que seiam clas as
únicas. tóìr eleik). nresulo i:squenÌatizando as relações conìplcxâs
inerentes à corsciência desenvolvida, não podemos abstrair-nos dr: um
outro cle scu
"com porÌelÌtes"- a sntrcr: o seu conteítdo scrlsívcl.
Iì o c:onlcírc1o sensível
(scnsações, irnagcns dc pcrccFçìrì.
reprcscntações) clLte crìa a base e as ,-
ll']94!$
39 todit I eonscìôtrcia [)e
cefto lrodn. c o tecido nrateriltl dr cottsciéne il qtrc clia a titluezl c as cotes
do rcÍlexo coÌ.ìscicrìte ckr urutrrlo. Por outro laclo. cstcicontqldo c intcdiato
na consciéncia: clc c acluilo cluc clia diretatnentc
"a tlansl'oÍl'Ììação dâ
cnergia do cs1írÌluÌo exteri()r cnr lì1o de çottsqiôncia". Mas tlit tredida etn
que este
"coÌlÌponcnlc' é a biìsc c â condição de loda a consciência. ele llão
exprirrc cm si tocla a cspccificidade da eoirsciêncirl.
l'onrcntos o caso dc uttt honem qtrc pcrde subitamenle u I istal o
nundo obscurece-se dc ccrla tnatreitl tta stla erìnsciclìciil, lnas pode dizer-
se qlle iÌ sLliÌ cotlsciênçia do tnrtltclo nìlldâ'/ Não. por cefto. Mas a coisa é
absolutarìentc clilerente sc os processos ccrebÍais superiores deste lrotlrctll
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107
O DesenNolrÌÌt1e
to Lit) PsiqLLisnn
0 Duse tìvoh'úììenÍo do P s iq lis n|í)
Íicarcnt pcrturbacìos. Neste caso a consr:iôncia trâllsforma-se' se bem que
pe nììarÌeçall'l todas as possibiliclades cle
llercepção
sensível irrcdiata clo
rnrrrdo. Isto é bem conlrecido.
denois. a
paftir desta esLrutura,
pôr em evidência
as particrrlaridades
psicolngi.rs da c.lrutttra
tla con'ciéncia
dos
Itometts
2. A consciência Primitiva
Demaneirainjustificada.aliteraturapsicológicaburguesadáao
conceilo
dc conssiôrcia
prirrritiVa
(diz-se mais freqüentcmerte
mentalidade
r.rrirr.ritiva) LÌma sigr.ìihcaçào
tnuito ampla e muito imprecisa
'tétt
l:i.l],:
:,;;;;; ;;J;.";"d.
prir'iti' a toda a consciôncia
quc difere da consctencta
;;;;;;'';t.
q-" p"'à"t"'tt às sociedades
ditas civilizadas
lsto cria utra
"""r
i.r"-f"
".
t""almcu te erracla enlrc tlois tipos de psiquìsmo'
"inferior" e
:lï;:ì;;:""'
"--ooo'iruo
fttrtt'lrrttcnra
rs
"dourrittr""
reaciottrrirs
e
":ïÏi;ï't,;t;
;in"in,unt
ien'iu
psíquica de povos.inteiros
.
Quando
nós falanros cle consciência
primitiva'
entelldellìos
unra
coisa absoìutamentc
diltrcnle:
a consoiêrlcia
htlmana
nos
prittlciros
"ï,r*r"ï.-À
iàì.'*olvincnto
cla socieclade'
qttauclo os homens' iá
tnuttidos
a" li"*u,tr"n,na
prirlitivtls'
trâvavam
ut'tla luta coletiva
oortra a l'Ìaturczal
^,,anrlo
e1ètuavam o trabalho cm comtilll c a propriedarlc
dos meios da
era collÌltlì11
quandtl'
por cottseqüência'
a
produçào L' dos srtls lrtltns
ãìtiài" *r"'.' dcr tlabaìho'
as telagões
de propriccladc
privada e a
".Oa*tt"-d"
honletn
pelo ltotrem
não existiam
l'ìtn testttt'to'
qtleÍelnos
lalar da consciêrrcia
hutnatla,]u,
p,in-,"i.u,
etapas do desellvolvitrrcnto
das
É absolutamente claro tambóm quc a modilìcaçi() c o
dcscnvolvitrteuto
clo cotlteittlo scrlsível irncdiato da consciôncia se
plocluzetl apenas no clccLtrstl clo desctlvolv imento clas lolmas hutraras da
aliviclacle. Àssim o ouvido lonético criott-se tlo homent devido aos lrotnens
empregareìTì a palavra sonora' tatl como o olho hutnano sir começa a ver de
nìo:o;iftrente do oltro grosseiro clo aninral na nredida eìn qLÌe o objeto se
tonÌa para o hometr um ob-ieto social'
Por'finr. o ílltirno probtema que clevemos tratar brevct.nentc diz
rcspcilo ao métoclo geral Jo estLrilo psicológico do desenvolvitrrento
da
cousc iôncia.
Sabe-se que o desenvotv imetlto cla consciônoia não tenì história
intlcpcndente,
qLre cle é deteruinado uo finl das ootltas pela evoltlção tla
cxisiôncia. llsta concepção nlarxista gelat conscrva l'ìaiuíallÌcnte todo o
scu valor em relação ao de senvolvitncllto da consciêtlcia individual
lìlì1 quc consiste a tigrçio cotlcrelr
qtÌe cxislc entÍe as
prrticularidacles
psicológicas da consciêncìa individLral do hotnctr e o seu
ser social? pol outras palavras, collìo passar da atlálisc das condiçõcs da
vidaclasocicdadcàarlaliseilaconsciôrlciaindividual?lìstapi.rssagenré
alìás, possível?
A rcsposta decorre do ía1o psicologicatnente
fundamenlal de qtte a
rstrLrtrrra cla ionsciência humatta está rcgulaltÌìctìte
ligada a cstrutura da
ativ iclade humana.
A ativiclacle hutnana tlão podcria. aliás' ter outra cstrtltura que a
criatia pelas cottdiçõcs sociais e as relações humanas que dclas decorrem
Srrblinlrcnos. todavia' ao lÌlesnìo lclllpo' que quatldo se trata da
r.:orrsciência dc urn indivícluo isolaclo deverÌtos tcl plcselìte, tlo espírito' as
concìições concÍetâs eÍÌ'ì que o ltomenl se encontra colocado pelas
clrcunstâucias e que esta rclação está longe de scr direta
O rtosso rnétodo
geraì consiste, portallto, em elÌcontÌaì'a cstruturâ
ila ativiilade hrttltara erlgcnclrada
por condições
históricas corcrctas'
sor'Ììutridades Prirnitivas
P s icologicamente.
colllo se câracteÍiza
a cstrutura
da cotlsciôncia
destes lrouens
no início da hist(rria'l

"il'il;f""i"-
a.'t patlìc'laridacles
essenciais
" lÏ1"^:-1 [5ld çòtr rrLLrr r! u'í-"'_-
ativiauO"ìo
ì,o',,"nt
no, concliçòes
cncaradas'
ç^**:li,"i-l*1.:i]::.'l:]::
iiljÏ;"
Ï;;:
" 'ì'^ " "'"""''"
d'
",'ì'ìdil" ,..'llì:r
pot ttarrrreza'
ttào
"'.ïi""t
i"'"i"r.etltc
ïo(los os asPcslos
ett"
^i*ld:d.::
do indiv idLro
"A produção
cj;;"ì;''.i"
do cotrscicnte
lir.ira-sc
às únicas relações
qr" r"ri'oï..t'..iir",t,,"'.'"
ao pÍoccsso n"
"n]:1ï1ï
"l,,tLÏï]:
diretamente
t
;;.
'ì.;:
;'''
'"f,"'",,,n.n.-
..
'la
c"*" ittr'ia cstá prittteiru'
O l)esctÌnl\'ìÌ cnto lo Ì':ìtltrttnnt
t09
t) Dc:t nt olvtütcn t
".1,'
I s tqr t t : tn,'
c irÌtirìramente, ligada à atividade Ínateriaì e âo comórcio matcÍial dos
Ironrcrrs..."
lt,
"r".""i,
Malx. Razão poÍ qnej por exemplo, a esfera das
lclrçõcs sexuais lìão eslil Ììur]ca rcpresentadiÌ nâs significaçõcs lingiiísticas
plirritivas; a prova é-nos dada pclo lato de que todos os tcrmos quc sc
reIclcnr à scxüalidade serem na oligern tcrmos assexuâis. Pot esla mcsnìa
r:ì:/iìo. os termos qLrc scrvem parâ designar os aninais donéslicos
apaÍccem antes dos que designalr os anilrais selvagcns: o mesrÌìo se piìssiÌ
para iÌs plantas.
I)or outras palavras. rìa aLrror-a do dcscnvoìvirnerìto lìulÌìâuo, a
cslua das sigíliÍìcaçires lingiiísticas coexiste conì a esÍera, tttttit() tttuis
vusta. dos scntidos biol(')gicos iÌ1stitìtivos, tâl cot'ìlo coeristent aittcla as
lcluçõcs socialmclìlc rÌlediatizâdas do horrenr na natlrÍcza corÌì as
nluììerosas ligaçi-res instintivas que ele nlatìtclÌ'ì cotÌì esta. Este ó o primeilo
por ) lo.
Ulr tlgçg que caractcriza a consoiêttcia nesta fase precoce do sctt
clcse nvolv imento é que, mesnro nos seus Iiurites estreitos, o consciente não
cstá ainda na sua plcnitucle. assint, o catnpo itrterior da pcrcepçào.
inicialmcrrtc sonbrio. não sc ilumina de sÍrbito regularrrerlte da "luz da
conscìôncia", íraca e vacilantc à pafticìa, dcpois cada vez nlais fot'te e
lìraìnrentc bastante intensa para pcrrnitir distinguir cotl
.jttsteza
e precisãct
cltla vcz nraior o corteírdo que nela se naniltsta. Na origcrn, o cor)sciclìte
está 0strcilaÍì'ìente lim itado.
Eis por finr o terceiro traço da cousciôrrcia primitiva qrrc lhc
dclcrn ina a estrutura geral, corno a lorntação geral. c que se conserr ará lo
longo da cxistência da cotnunidade prinritiva.
Na origem. os horncns não têrÌl !llralqLlcr consciência da sLta
relação corn a coletividadc. Não surgc scrlào tlrÌr plincípio dc cotlsciénei.r
cìc que o horncm vive enr sociccladc.
"...Lste
início. diz Marx, é tão arrirnal
corlro o é a próplia vicia social ncste estágio; ó unra sitlples cousciência
grcgária o horncnr distingue-se aqui do carneiro pclo úlico 1ìto dc a sua
consciêlcia lolrar ììcle o lLrgar do instinto oLl do seu itlstinto sc torna[ un.Ì
instinto consciettte."
i8
Nas ctapas ulteri':rcs. qrtallclo a conscìência hulratla realizztl os
grandcs ptogressos qLle veretnos. as sigiliÍìcaçõcs lingiìisticas cltte sc ctianr
ia ativiáa.le colctiva de trabalho não tc11e1etn apcnas as rclações dos
Iromens cott.t â lìaturezà. lnas talnbéln as relações do hometls enÍre si Mas
as relações que tôlìr os dilcrerrtes pârticipalìtes do trabalho coletivo conr as
condições e os meios cle plodLrção
irerlrranecerÌl'
r1o corìjtnìto' idênticos;
po,
"rt"
forn. o tnuntlo c relìctickr cla mestna tlatreira sob a forrra das
rnesrnas sigrrilìcaçõcs, taÌ'Ìto na consciôncia indivitltral comrl tro sislcura de
signiÍìcações lirrgüísticas que lottnattt a conscìênoia tla coletividatle
"
IjsicoìogicalÌ1cnte.
isto dcve-se a qLle o selltido qttc um íètltìmetlo
sonscieÌlte tcm pal-a ttt.ti irldir'ídLro coincìdc sont o scrltìdo qtÌc elc tenì pâla
a coletivìcla<ic e que se 1ìxa rras significaçõcs Iingiìisticas Esta inseprttação
clos serrtidos e cìas signilìcações
tra consciôtrçia é possíveì neste es1ágio'
porqüe o clorrÍrlio do conscicnte
llcrlllalÌecc
dLtranle nluilo telìllìÒ ìinìi1ado
às ,"laçO"s dirclas cle totio o grirpo' e lambém porclue as prtiprias
significações
lingtìislicas rìão es1ão aincla su1ìcicntcnrenle
clil'erenciadas
A coinciclôn,::ia dos serrticlos c clas siguitìcaçircs
constittri a
principal caracteÍístìca da consciôncia
prinritiva Se bem clue a
d""onìporiçao dcsta coilrciclêroia se plepate tro seio do. rcgitr.rc das
"orr.ru,rldod".
prinritivas. ela só se elì1ua cotr a desagregação dcste lcgintc'
Do ponto de vista tio clesenvolvinlento
dâ ool'Ìsciôncia' é o
alargantettto do clotnítlio tlo collscientc. ao quttl conduz necessitriamettte
o
desc;volvimelto
do trabalho, clos instrumenlos. das lorntas e relações de
trabalho. clue prepar':ì a separaçalo clo scntido da signiÍìcação'
A' pl:irncìra 1r'anslolnìâção
ilÌportante' no setllido de utlt
alargan.rento clo dorrrirlio clo cotlscìetttc. é realizada pela corr.rplexicladc cìas
,,per-açò"s cle trabalho c dos iltstrullrelttos À prodÌrçâo exìge cacÌa vez trrarìs'
cle cacla trabalhacjoì. Lllll sistctìla de ações subordirladas
rttnas 2\s Ôìr1las e^
por colseqtìêlìcia. utn sistetlla clc Íìns conscictttcs
qtlc
Poì'
r'rrrfro !ado'
"- Ir Ìt1,rr. .1 rth oltlltrt rtluni Ìtcutrhach '. I-,c1. SociaÌcs. paris. p 50
ÌNKarl
Marx: .'l iclertlogìa ttlentã l:etrt:rhrtih
'lìcl
Socialcs l']aris p
(íì
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O DesetlN.)lrinenlo do ['51tltt ìs ntô O I )e\. nvol|i nt ]1ta Ao P s i qu t tDÌ. )
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c
erìtrâm num processo íÌnico, lltll'ìla âção colÌÌplcxa útnica Ps ìco log ican rente'
â fusão de difercutes açõcs palciais llLltrâ ação
(tnica
constitui a sua
transfolmação euì opelâções. Por este fato' o conteitdo qtre outrora
ocupâva, na estrutura, o lugar de.fns conscientes de ações parcìlis' octtprt
,toráuuni., na estrutura da ação cornplexa, lLlgar de condições de
realização da ação. Isto sigrriÍìca que doravanlc as operações e oondições
de ação tarnbúnr elas poclenr entrar no dorllínìo do cotrscienle Em
contrapartida. lìão eÌl1ram aí cla tnesnra tlatreira clue as ações e os seus fitrs'
Estâ lnetamorfose das açõcs, a sabcr: a stla translortnaçìo
ellr
operâções, e. por cottsecltiência' o nascimento de opcrações de tttll tipo
novo (chamar- lhe-errros operações cotrscientes) foi muitíssirro bem
estudaia, nas oonclições atuais' bem entenclido Razão por que nos c Íãcil
dcscr evê-la.
'fomenos
o caso de unl atiracÌor: cluarrclo ele atingc o alvo' e1ètua
urra ação bent clcternlinada Como caractelizíÌ csta ação? lìtn prinleiro
Iugar. Ëvicìentemente,
pcla atividacle cm qLle sc iuscre, pelo seu nrtrtivo e'
pJnun,n, pelo scnlido que elâ teÌÌ1 para o indivíduo que a elctua Mas elâ
caraotcrizâ-se tambélr pclos proccssos e operações através dos quaìs se
realìza. Llnr tiro
justado rcqLler llLllllcrosas olcrlçòes' cada unla
rcspondendo às condÌções deletminaclas cla ação dada: é rccessári() rlsstllÌì ir
ulna certa pose, apontar. dctertlinar corlctalììcìì1c a tlìlra' cncostar ao
orììbro, lelcr a respiração e
Prclril'corrctlÌlì)cn1c
o galilho
Para o atirador cxperinlentado.
esLcs diferentes
Proccssos
ììào sòo
ações ciiÍèr'crrtes. Os fins correspolìdcntes
nào se distinguctll tla sua
oonsciêucia. O nliraclot não ciiz: "Agora devo por a arnìa llo otlbro' agora
relenlro a minlta respiraçào ctc " Na sua consciência só há unl íttrico lìm:
atin.qit o alvo. Isto sigrifica quc ele ciomirla as operaçòcs tnottizcs tlrt':
"
tiro exigc.
A coisa é abso lLltalÌìentc clilcrerlte ttaqttelc que se iuiqia tlo tirÒ'
Deve plineiro ter por fin agÍÌl'raÍ â cspingarda; ó nisso quc resitle I sLta
ação; enÌ sequìda, a sua açiro couscientc consislc elì \'isâr eto
iAo
estuclar a
aprenclizagcm dLì til'o otl quâlquer oulra ação complcxa' vellÌos
Pofianto^
que os clos que â colÌÌPõcn'l se fòrnatn iricialnlentc colìlo aç')cs scllaradas
e só se trattsl'ormatn clÌÌ opcr:ìçõcs tlltel ìorlìlente.
Eslas opelações dislingucnl-se todavia. das quc aparccelÌÌ por
sinrples aclaptação da açãro às corlcliçtìes cla sua realização As crpeliêncìas
-oatront
,1r" estas operações se caractetizatll sobleluclo objctivamerrte pela
sua Ílcxibiliclacle e âptidão para sclerlì diligidas' [ìlas distingLrcnt-sc
ìguatmentc por todâ umâ outra realìzação con a consciência
A ação c o sctì 1ìrn. quandci enlraÌr ÍÌa composição de outra iìção'
não se "aprcsetltam" clirelatncnLe na ci:rnsciôncia lsto não significa qtle
deixem cle scr collsoic!ìtes. Octtpanr apenas outro lugar na cotlsciêncial são
igualncnte, por assiut dizer. contlolados. coÌìscielìtenÌeÌìte' o qLre sigrlifica
q-u". .,tt
"..toa
contlições ytotícn ser collscielltcs Na consciôtlcia do
atiraclol cxpelientc. por exentplo âs operações que cotlsisten ctrl ajttslar o
tiro ou apontar ao alvtl podenl não cslar presentes Basla todar irr Ll trletlot
desvio err rclação à execllção nortllal cla operação pala que esta Ílltima'
benr cottto as sttas concliçòcs nlaterìais, apârcçaln nitidatncrlte à
consciência.
Esta traÌìsforlÌ1ação
clo contcúclo inconscienle etl't cotlteítdo
conscìcrÌlc e irlvelsamentc cluc se proelttz cnl ligação corl a rnodilìcação
com o lugar ocLlparlo por esÌc cotlteitdo tìâ estrutLtla da atividade' poclc
a1lìalnrcr'ìtc sct expìicada pcìa netlrofi sioÌogia'
As invcsïigaça)es atuais mostram que toda a atividadc e' cle unt
ponto cle vìstn fisiológico, rtrr sistetna funcioual dinâmico' regido pot'
sinais con,plcxos . t'ari"tlos. provenienlcs quer do nrcio exterior quer do
pr'óprio organisrlto listes sìnais pellctram nos divcrsos centros nervosos
iq,ri
"stau
lìgados ctrtre si). erìtre otrtl'os os centros proprroceptlvos' e sao
.int"tira.l,rr.ì1
prcqisalllet'ìte o fÌrto de tal or tal celìtro lìcrvoso intervir otl
não {ìue carâcteriziì a estrütula cÌa ativìdaclc sob o aspecto neLrlolirgico A
ativiJaclc;rocle
clcsetllolar-se clrr dil'cretltes ctapas do sistettra nervoso' com
o concurso de cliÍèrentes
"rriycis" lbrlavia cstes íl11inìos nãtl fêtn todos os
nresn.ros poclcres tJln ó clonlinantc. eÌìqÌlâtÌto os oLìtlos clcsempetlham o
papel tic ftrr.rclo
(os "níveis dç Íìrldo'' segundo a termitrologia de
'Belnstei,r;.
O qrte clevcntos rcter ó quc N A) Bcrnstein subljnhotr
t:
t) Ltet,
jt\,
'lt
tnlctìt') J t l'\ttlu t\nìt,
parl icu larmetrte, c que os sìnais sensiveis conscientizados são sempre os do
nivcl nais elevado. o nível dominunte. [r L-stc col]tcúdo coltsciente qtle rcge
a atividacle cria estrutura podc variar.
Quanto
ao seu tlivel dominallte' elc
prtlprio foi dcterminado por aquilo a que Bernstein chama a tarela' ou se-ia
aqLrìlo que nós clesignanros pelo tcrmo dc "finl" na nossa própria
tcrnrinologia. (Nós charlamos talefa a uma coisa urn pouco difcrente. um
dado fim em detcrminaclas condições).
Sc beu que as rclações dcscritas eslejarn estabclecidas píÌra ülna
cr>rscìôrcia intcirarnetrtc clesenvolvida. elas pcrtnitcm conpreerrder a
origenr histórica da possibiìidadc de uma tomada dc cottscióncia ttào
apcnas do conteútlo que ocupa o lugar dc fim Íla estrutura da atividade'
rrras lambém una tomatla dc cotlsciência dos modos tlc atividade das
conclições cm quc se elètua a ativjdade.
A necessidade da tomada de cotlsciêllcia das operações tem a sua
clÌusrì rìa passâgent à Íabricação de Lrlerlsílios dilercnciaclos' cm paúicttlar
dc instrulllelìtos colnpostos. Os itlsttutllentos tltais antigcls. colno
testcnlLrnllaÌÌr as descobeúas arqucológicas. podianl ainda resultar dc utna
sinìplcs "adaptação" clos objctos traturais às corldições cla ação de trabalho
( c1. "o retocluc natural" dos ilìstlLÌlìlelìtos dc pedla, Íèito no deculso da stla
tut ìlização).
O labrjco cle instrtttretrtos especializados ó diÍèrcnte A sua
proclução exige a distinção c a consciêuoia das operaçõcs  proclução de
unì instrumento cleste tipo lcl'ì'Ì colÌl elèito cotllo 1ìm una opelação de
1 rabalho. material izaclo no ìlìstrLìmelìto
Âssin. as opelações de lrabalho que sc 1ìrtraratll inicialnlente no
ticcutso cie unta sinples adaPtação às corrdiçõcs e\lcriores cotrlrecctn uma
nova gêresc: cluanclo o fitn clc uula açào enlra nrttla segunda ação'
"n.1uontu
corrcìição cla sua reaìização. ela trattsf'ortlta-sc enr nleicl dc
rcalizaÇão cla segutrcla ação. por outla palavras' toÌna-se operaçìo
colrscierltc. Isso íÌcarlcta ulrr alargamellto consiclerável da espera do
conscielìte. Cottlpteendcr-se-á facilrnctlte tocla a inportânoia desle fato
pala o desenvolvimeuto ultcrior da atividade hurrarla'
(
) Ì )et e nto I \) i n1 t n t ô d o 1) : Lt1 u ì:; ttt t t 3
Sobrc o plano dâ cstrtÌtura da consciência hutrlalla' a lorrllação de
operaçõcs col]scielltcs ÍepresclÌta ulll novo passo llo desenvolvincnlo da
consciência hunratta. Este pâsso consiste no aparecimento dc Ll conleíldo
"controlaclo collscientementc" ao laclo do conteúdo apÍesclìtado Íìa
consciência e nas passageÌìs de unt ao outro. Para evitar todo o mal
entendido convéu notar que a reiaçãti da cotrsciência que nós descrevetlos
subsiste nrcsmo nas lormas deserrvolvidas dcsta ílltinrâ; todavia' rrão é
imediatarrente apreeldida pela nossa introspccção. QLtatrdo
unr homem lê,
por excmplo. ele tenr zt inlptessão de qtle as ideias expressas no livro e a
lbrma cxterior gráfica c1a sLra cxpressão, o 1cx1o propr ialìlcnte dito' são
consciellìzados de nrodo scntelhante. Corn el'cito não é bcm assitll; tla
rcalidacle. só as ideias estào
llresclÌtes
na consciência; quanfo à sttit
uxDrcssà(). u latlo extcriot do texto, ela podc ser cotìsciclltc. mas
,,rjott trrltttcttt, . E o clso qLrundo Ilá ouissõcs- gralhas ctc
-fodavia
sc o
lcitor pergutìtar sc tettl igr.lalnlcnte cotlsciôncia do aspccto extetiol do
tcxto. o scu lìur dcstoca-se cÌo contçtrdo
liìla
o aspccto e\teriLìr do texto e
lica en1ão. por ccrto. cotrscìcnle dcste âspecto [1stâs translorlrações
inapercebiclas clas opcraçõcs etr ação (uo ciìso. o tetto perccbiclu prinlcìr'rr
como meio de lcitura é agora pelcebido corÌìo âção irrtcrior'. indepcnderrlc e
orientada) criatrt a ilusão dc que "o catrpo cja cottsciôncia não c
estrutLlÍado.
Irrlcgranilo as contliçõcs concretiÌs. os ttlcìos c niodos cÌe ação, o
conscicnte alatga sLta cstìra: tlr-t cntalìto isso não collstitüi toclo o ploccsso
Conr cïeilct. a trlivicladc soÍìe uttta otttta translbt nlaçito cssetlcial; a
plocluçiro imcdiala não e a itnica a scr cottscietlle. a das oulras relaçiles
lr,,lnunn, tatìtbéln sc toÌlìâlì1 iguiìllÌÌeillc ctlltscietrtcs Esta transft)rnÌaçã')
lonlou-sl; treccssát iit pelo apareciucnlo clc trma tlivisão téctlica clo trabalho
r.clatiVantcnlc cstlÌ\,cì-
(Ìür
sc tradLlz no lìr1o de ceflos Ilolì1clìs tcrellì
rloravante 1Ìrnções cle ptodLrçào fixaclas. rlLtcr dizer' cièlttarenl
pcrrìaÍìcntcr'ìletltc açòcs qtic pertclìça â Lttrl tlotrlitlio bcm ptcciso Â
conseqiiência rraluraì (á exposla pcla psicologìa antiga) é Lrtra cspécic de
rlcsloçatrrentit clo irrotir,tl dcstas lÌç(ìcs para o fitll A ação tânlbenl se
lransl'ornla. lÌã(t' cllÌ
(Ìleraçào. conlo vitlltls atrtct iortlente' lDas cììì
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O t)rvnv)lúìti€nk) da PruuístììÕ
atìvjdade, 1cÍÌdo Urlì motivo próprio lsto permitc então aos rìrotivos
r'lllIiìr'iÌn larììhërìì tìa c'lcri1 d{'
(olìçcictllc
Nos eslágios sLtperiorcs clo clese nvolvimclìto obser\:ìlì1-se
constantemclìte cieslocatttctlltls de nloliYos atlálogos. SÀo Lrs casos habì-
tuais clo hontcnt qtle colÌìcçâ a eÍèttlar certas opclações solr a irlflLrôrrcia dc
urìl Drìtivo prcciso e quc acaba por clctLrá-los para si Ilesllos. lcncio se o
nrotìvo cle certo ntoclo deslocado pâlâ o scLl Ílrn. Isto significa que estas
açòes se tornarâÌÌl ativiclacle. Os nìotì\'os de atividades colÌì csta
(rrigenl çìtì
1n61i11,' çottr.ietttc.. Va. lìiô \e l'ìllÌiltn cottsii.'ttlL' por sì ttlestttc'
arÌtoulaticamente. Este ptocesso cxige unra atividade espccial, um âto
cspccial. Este ato é aqucle tltlc relìctc a relaçiro qLte existe elltre
() ìnoti\Lì
cle uma ativitlacle col'ìcreta e o c1c tltnit atividacle tllttito mais ampla que cria
runa rnaoir relação vital, mais gclal cnl qüc enlra a atividaclc concrcta
crìì questão.
Surgindo itricialtnctrte do desìocatrcnto el'ctivo dos moti\
(ìs
nara
os firs cottscicntes, o plocesso cla tomada cle cousciêtlcia dos lnotivos
tonla-se. postcrjorltlcnte, dc ccrto nlodo. o mccatlismo geraì da
c,:nsciôncia. Ììazão por qLte ptlcìctn igtteltllctlte lornür-se c()Ìlscientcs' elìtl'ar
no ciouríttio ilo cotlscientc. os motivos clue cortespondeul às lelações
biológicas origirtais.
[,s1c tìrto tcnr rinr cluplo sìgni1ìcado
Pritreiro. pelnlite comprecrlcler psicoìogicanlelÌte colìlo t'ttttna claclit
ctapl cla evoìução sticio histórica. ascetlcletll à consciência o rcflexo ttãtr
ap"nas do cslera da procitlçâo ntatcrial imetliata. tllas 1al.nbótr o da cs1èta
das outras t clações ltumanas
Assìtr. na aut-ora clo clcsetlvo ìv inr etlto da sociedades as relações
scxuais. que nacla ainda ìiuitavam. pcrtetlciant à eslera das relações
eslritamellte ilìstilìtivas. Quaudo
o círcttlo dos laços matrimoniais possíveis
cntÌe os sexos colììeça a aperlar. é prova de qLte as relações se
'Ltllis
cntraralì'r na csÍèr'a clas relações collscicntes O próprio lato de ceÌ1âs
ruriões screu obieto cle intertlição irnplica que os laços de parelrtesco
ll()dcrt
lol lÌar-sc coììscielltcs
O D€:? ntoltì t)rc nl a Llo l' \ 1.l1Li t tììt) u5
Em segundo lugar, o deslocamellto dos nlotivos para os firrs das
ações perrnite comprcerder psicologicatnente conìo novas uccessidades
podem aparccer e como se tratlslorma o seu tipo cle desenvolv itlcnto'
A prirleira conclição cie toda a atividadc é unra nccessidade
Todavia, em si, a necessidade não pode detctminar a oricÍÌtação collcreta
cie uma atividade pois é apcrras no objcto cla atividaclc quc eliì eÌÌcorltra a
sua detertninação: dcve, por assim dizer' enconttar-sc nele Unla vez que â
rrecessidade eÌìconlra â sua detenlinação no objeto (sc "objetiva" nele), o
dito obielo torna-se nrotivo da atividade, aquìlo qLre o estitlula Na
al ìviclade anitnal.
O dorrínio dos trotivos possíveis está estritarnente lirrlitado aos
objetos nduraìs corÌcrelos quc responclenr às rlççessidarlss-hlulógicas
do
",,imul.
. toda a evolLlção cltts neccssidades eslá condicionada por ulniì
nrudança cla organização fisica dos anirr.rais.
A coisa é absolÌltarleÌlte dilerentc nas condições da produção
social pclos hotnens dos ob-ietos quc são utl tlcio de satisÍazct as suas
nccessidacles.
A proclução, cliz Marr. tlÌo propotcìorl apettas ttm nralerial
para a rccessiclacle, proporcioua igLtaltncnte urna nccessidade para uttt
nìaterial.
O quc isso signiÍìoa llo plano psicológico? Ilm si' a satislação de
rurna neccssiclacle por itltermedio clc objctos novos ob-jetos de consunÌo
'' só pocle conduzir a dar unt sentido biológico zrdcqttaclo a cstes objetos e
laz,cr cle rrodo que futuranelÌtc a sua pcrcepção sttscite uu:t atividade qtte
visa ar sua posse. 1ì.ata-se tla
l'r",luç,'ì"
qLle scr\crn plra sltisïÌrzcr Ltma
necessiclaclc. Para o 1ìzcr. o collsLìÍrìo sob qLtalquer lormar que se
produza devc conduzír ao ieflexo cltls tleios dc {rolìsllÌ1lo como scnclo o
que cleve scr produzido. Fsicotogicamentc'
isso sigrrifica qrre os objctos
rneio de satislazer as ttcccssidacles dcvem aparccet à cotlsciêllcia na
qualiclacle dc tttotivos. ott scja tlctent tllrttrifesrlr-se nit cLìlìseiôllsia coÌìÌo
inragetn inlcrior. como ueocssiclatlc. conlo estimulação e cot'llo firrr
Flv idcìltemclì1e. a consciôncia dos tllotivos cluc respotlcle às
rrccessicìades l.Ìatufaìs não constitLli, cla sii. a rcliìçào qtle exisTe elltle a
collsciênçia clos rnolìvos c a cvoìução dls neccssidades. o lato psicológictr
':
,t
I
O I )t\?nvoÌr1t1ìenLt) la l'tiì.lut:,rü)
|) !1t\rnrnli tnt, nta JÕ I'\tqtti\nt"
conlÌecilÌìento.
O lìascìlnculo
neccssidades
l'ìovas.
cotrsl ittri tttl
Processtl
produz sob a 1òrrna dc
decisivtl cotlsistc llo clesìociÌl'ì'ìellto
clos niotivos de unla açào para os fins
Ur" fr."it"t,l"tl,"
não tcslloudeu't
ditetamente
às uecessicÌades
biológicas
n^urti, o especialnretlte
clo caso clos lttotivos de cognição
quc iìpaÌccenl
Lr lter'ìormcntc.
O cotlhecinlcttto.
cotrl'l fitn collscìente
de uma açào' pode
ì.,1 .r,i*utoao
pot ttm tnolivo tltte responde à necessidade.
natural dc
qì,"fi,,.',: ..riro
'Mas
a tlansÍbrnração
deste fit'n cnr motivo é tanbótn a
ltì"*.:l a" uttla tteocssitlacìe
nova' neste caso tle tlma necessiclade
dc
seu aspccto tunciorlal, sob a lelaçiro do desetlvolvinretlto
do ploccsso da
tornada dc cottsciôt.tsia. Itstzìs etapas sobrepõem-se e follranl 1ìnallllcnte a
cstrutur-l funcionaì cla corrsciôncia O que caraclcriza csta estftltura é que o
proccsso cle totrada clc cousciência do conteúdo cìue ocupa tttn lugar
cliÍèr-ente r'ìa estrurura cla atividacle. sc elctLta sob utna fortra oot.ìcrela
psicologicanreulc
dilcreltc.
O conteitdo. que octlPa nâ estruturiì da ação o lLrgal de fir'r'r' cstá
serrpre presente. quer clizcr' cslaì sellìpre conscictttizado como atttal'
quanto ao conte[ldo
qrlc elltra Ìla estrutura de atividade na qr'lalidatle de
contìiçòes de ação c cle opclações cotltormes coln cstas condiçôcs' r inlos
quc err concientizaclo de rllarreira dìÍèretrte Os nrotivos da atividade'
cnfìn. tarnbcrrr chegatll aitlcla clifereutetncnte à oonssiôncìa Assìtn' sob
cste aspcclo funciorral e tlcscl itivo. a collsciêtrcia nito nos parcce de nlodo
algun ooltto urn
''esPaço
psiquico'' homogêneo e sem qualidades' liniitado
pcìo s.,, i,t'tico volLtme e pcla clalidade apenas da sua "iluntinaçìo" nras
caracterizada
pelas inter-rclações
detcrmitradas e por tltÍa estttllüra
clel'inida, histoiicatncnte íòrtrada' é a Fortlação dcstâ estrutLrrâ Íìrncional
rla consciônçia
que se opera tlo quadlo geraì do tipo prirnitivo da
humaniclacìc,
qlÌe colìstitrji o contcúdo essensial do desetìvolYimellto
da
consciência Irunrana
Este tipo geral da consciêttcia caracteriza-se'
como vimQus' pell
coincidêttcin
clos senticlos e tìas sigrritìcações
Iuiciaìmertte' estiì
coincidencio cxprirnc psicologicâm e!ìte a iclentidade da relação que liga os
homers aos n,"in,
" "à.
produtos cio lrabalho' prinleilo os objetos a entrar
no clotn in io tlo cotlsciente.
'IÌr,:lavi:r
o desenvolvilllclÌto
dos tllcìos c relaçõcs de plodução e'
dcpois, o iìláÌrgiu'Ììelìto cll esi'cra elos Ietlirtletlos cottscietlÌcs
que ilaí testtlta'
rlcviam irrevitavcllììclìte
lazcr ciivergil a naneira como estcs lenònlenos
siro relleticlos tlos cércbros cìc's hometls lonlados à pafte c a nratrcirl cottto
.in g"n"rnlir.^do, nas signilìcaçÕes
lingiìísticas' as únioas quc.pcrntitenr a
inn,ido ,1" consciência dos Íènô'renos. Na ép.c. da s.cicclade 1'rinritìra.
csta ciivelgência tradnzia-se no fato clo hotnctn conscietltizar
o serticlo dos
l"non]"n,i,,i rcais nu*r círorlo rcslrit' cle sìgr.rificações.
[,stes irllinros
cle novos ttrrltivos superiot'es
e a lolmação de
cspcc i lìcad a nr etlte lt u rn art as, corrcspon delìtes'
e xlrelllanlellte
complexo
E csle proccsso
qtte sc
tleslocanrctrto
dos motivos
para os fins e pela sua
((
'Ìr 'r
ì- tÌl i/Jçìô
Assirn, ainda nas conclições
da sociedade
pt imiliva' o
clcse n volv itlento cla proclttção material e a corstiluição
das relaçòes ìntcr-
;;;',;,,;;
crianr

a neqcssidacle
de uua plcna extensão da csfcra dtr
a"ttt.i"'r,a
A medicla que os aspcctos c tclaçòcs da r ìda httrnatla' sctllprc
niuir,,unt"roaor'
colììcça,.,.' a tlctcttltittat-sc
sttcilltlletrle''
isto e' a lorlìarem-
sc sociais por llatllreza'
a consoiência
vaì rcvcsLindo
cada vez uais o
;;.;;.' ;" 1...,r" ,,',i,r"rral
rlc rc1'lcxil psitluico da rcalidade
pelo homem
Nìiììr","t"'l",
isso não signiiìca
quc toda a realidade cntre cle lato tra
"rlJ"
,i,,..n..i",rte;
quer sirrplcsurente
dizcr quc tudo para ti potle enrrar.
Num brcvc esboço cotno este Íì'lo podcmos estuclar os fetlôtltctros
da interdeperldêtrc
ia coltcLeta
que clisrc cnÌrc as suc-essiU\ €1âpas do
"ìarra',t.',in
,ìll cslcra J'\
'ull:ci(ìì1c
c.
r'' glittl\
.Ìì1.-l
rlcÔs
(r(r
;;;;;;,ir';;""u,
da socicclacle
prinritiva
lsso exigc cxatnc espccial
aprol-unclatlo.
(lontelìtar-nos-elììos, portanto' cttl assinalar
qLIe os tàlos quc
.lro.,"rirunl
o nível dc clcsenvolvimcnto
da pr.odução dâs relâções enlre os
Ìromens e a sua litlguagetn
testenlunham
irldiscutivclmente
qtle o processo
;;';ü;';;; du--dqfii'1io-da-corlsciência

está acabado
'o
estágio do
rcgitnc da cott'tttttidüe
prirr itiva
'-
Aa ctapas cìo clesetlvolvimettto
da cs{ìra do conscicnte'
a quc
rìes,.:t evctttos. apctlas tracluzetl
o dcsettvo lv itn cnlo da consciêrrciit
sob tl
aclquirirarr, em conlraPâfiida,
a aptidão paÍâ p?rssar de unl dornínio dos
1tnômenos da realidade'
que reÍìetem,
Para
ottlro'
Podel.nos. eÌì certas con<liçõcs
detectar sobrevivências
desta
clivergôncia muito após a desagrcgação
da comlnidade
primitiva E o quc
t"rt"riunh"nt o, ,.tu,rt"roro, dadÀs que constituem o aspecto fatual da
celcbre concepção de L.évy-Bruhl
Mas esta mesma divergência
fornece-
nos a chavc de uma nrelhor con'ìprcensão
dos fenômenos desct itos por
Lévy-Íìruhl sob o nome de ''pré-lógicos"'
Irtdica o autor que os membros da tribo dos Huichols identificam o
veado cotl as penas de aves, o trigo com o veado etc Segundo ele' a
ir'r'rog"tt qu" se apresentâ
à consciência
deles' nestes casos' catactcrizaril
;;;.Ì;;.J;t"
a sua mcnlalidade
Esta imagem
genérica' isto é'
l"ì**i.^a".
escreve Lévy-Bruhl.
"inplica algo de diferente da inragem
biÌstânte anáÌogâ
quc, nas mesmas cìrcunstâtrcias'
ocorre no cspírito de unl
;;;;;"1t . Nït"rol-"nt"'
isto não e possívcl A rnentalidade
rìesta tribo
;;;-;;J" ser tâl colno ele a clescteveu
EÌa caractet'iza-se
justarììerÌte nãÒ
f"il:i"i
a" participação",
que conÍìnde o trigo com o veado numa única c
ir.,arnto ln,og.tt.t
generalizatla,
mas sobrctudo o fato dos tnembros tlcsta
irit.,u ,"n]"Ãm
iacionalnrente
o trigo e oaçarem o veado.cotn a plcna
consciôncia clo fìmdas suas ações. Na prática agem de maneira totalnìeÍìte
ãiú"na" r.ros cloìs casos: ó evitlcnrc que as rcpÍesentâçòes.que
tcm destes
of,;"*ur aao colÌìpletamclte
difercntes e que sc lìão confundem
uma conì a
ouia" o p"naun.tento deles quanclo se cultivam o cereal ou quando
;;;g;""1
a caga. Os críticos de l-évy-tllLrhl
fizeram-lho'
âliás rìotaÌ
ntu ilas vezes-
(lt-ttra
coisa ó saber sob quc lorna o sentido daquilo
que e
,"p."r"ntudo se trlanilcsta à sua consciência'
ou por ou1Ías palavras' quats
,ã'.
"r-rlgniti*çUes
lirrgtiisticas
que objetìvam
aincla diretamente
o reflextr
.i"-*,a"r'objetos
na colrsciência'
sob o ângulo cìas relagões
que cxistetr
"nt,"l
o .of"r;'ria"de
e estcs objctos. Sob o ângulo clestas relações. o veado c
O Desenralvímenlo do P s itltr i; nto
O L)esen|altì mc nÍa do I's ìq11 ìs t)Lo ÌÌ9
o trigo tôrìr elelivalnenle unì ponto cotllum: são os clois tlt.rie'tos cÌe que
depende a cxistência da tlibo.
(Js
mcmbros desta tribo afirmam qLtc o trigo cra outrora unl veado
'['êrl
urra ccrìnrônia parlicular. cn que colocam ttm veaclo cm cìtrla do
lrigo e se dirigen] a clc corro sc cle lbssc urrr Íèixc deste ccreal Lévy-
Iìrulrl e L,unrgoltz consideram qLle isto provénl tlo lato que, "na
rcprescntação dos índios o trigo é unr veado".
Se sc paÌ1c clo fato dc que â eslrtltLlriÌ cla corrsc iência prirn itiva e da
consciênoia clo hotncm modcrno são idênticas, a hipótese clc Lév)'Bruhl é
conccbível, sc lrenr que esleja em conttadição gritante corn os Íàtos da vida
prátioâ dcsta tribo. Se" pelo colltrár'io, se acìrrilc que a consciência
prirritiva tcnÌ uÌra estrutura interna totaìttrcnte dil'ercnte da nossa. carac-
lerizando-sc precisatlrente pela não dil'erenciação dos senticlos c clas
significações, os fenômenos dcscritos têir enlão todo um outto valor'
Nesta ótica, a aprr-rximação das significações "veado"- "tÍigo" não
passa cvidentemente da Íbrtna da colìscientização de unla transferêrrcia dos
sentitlos, isto quer d:zer qLre as relaçõcs práticas da coletividade co:n o
veado, são transfericlas para o lrigo. Ilsta translerôncia teflete o fato de a
agricullura ter substituído a caça pela criagão inioialnrente prcdominautes,
o que Íìcarretâ utrra transfortnação itrlpotlatlte do seio de utna sot:icdade
agora dc clãs. A cerimôr.ria dcscrita pol l-évy-Bruhl fixa idcologicut etttc
csta translerêrcia.
l-lncontramos cstes fctlômeno elÌÌ otltÍos casos: a
"p?Ìrtir.:ipaçào'
ainda nrais tnìsteriosa das significações
''veado"
e "pcna'' exprime
urÌicamenlc a conscientização do ialo de que a flcclla dcve ser faht icada de
rnaneira a âtirìgir o veado: teslelnunhos. os pêìos de veaclo fixados à
extrenridacle cnrplumada da llccha.
C)s Bantos considerarr a eslcrilidade da esposa unra calamidadc'
Lévy-tìruhl explica eslc fenôtrcno aÍirnrauclo que a sua rrentalidadc
irìentifica a esterilidade da rntrlher conì urÌÌâ rrriir colheita Frascr até
construiu ulta leoria a pâdir daqtli, segLtndo o c1ual. no nlais baixo nível do
scu descnvolv imento, os lÌou.ìens ignorarianr de lato as causas nattlrais da
Íccundação (e isto maLr grado a expcriência sociaì da criação de gado!)'

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nLnktles LleLtn\ ltt to(iólttt iúiriclr/c'ç l'aris t95l
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O Desent,ol|tmenla Llo P s iLlt.t ts nl o
O Dc!cìtilllrÌ 1cn1o lo l':;ìrrut:nt,t t2!
corrsciôncia. corìtcntar-nos-clllos ettr eslrtdar a caracletistica gcraì cla sua
osLrutìlra lrais plirlitiva. iì clual lìzenos alusão anteriortllenlc.
A deconposiçãc) dâ cstl LttLiriÌ primitiva da cotlsciôtteiiLs Illts
colcliçòcs clo ,:Ìcscnvolvintcnto ptogressivo clctua-se no próprio scitl cla
socieclacle dc clãs. Enr cottlt aparlicla. a sLÌa llova cstluttlrlì só st crpt itllc
plerrancnle niìs ctapíÌs tarclìas da socicdadc tlc classcsl
llropolllo-ìÌos
agoriì
descrcr,cr os seus prircìpais caracteres Ilcstas etapas.
3- A consciência hunìânâ na sociedadc de classcs
Âclbatlos dc ver a cstrutura illlci'tla elencntat da cotlsctcucta
Itrrlnana clrrc fcflcte a rclação do horlretl collì a nattlrezâ c colÌì os olltros
homens. nas conclições da corrrunidadc pr-inlitiva. Bsta esLrutìiÌa illtÈIlì3
clenentar caractcriza-se pclo {'ato do serrtido dos fenôtrenos reais coincidir
linda totalmcrte para o hotretll cotn as significações claborad:rs
\r\ciaìtÌl. lc e firld:r. rrr litlr:tt;rgclrr. lorttlrt ..rb a qttal ot fctlotltett,''
L:lr"lnn, ,, conseictrcia. Â pr.,pr-ieclade coletivâ coloca os ltomens cltt
rclaf,õres ii1ônticas cnr telaçãct aos ueios c frLrlos cla proclução. sclìdo estes
últimos, portanttt. rcileticlos dc maueira idêr'rtica na consciêtrcia indìvìdrral
c ua conscìênciit coletiva. O prodLtto clo trabalho colctivo tinha o seuticlo
colnurn clc
''beu".
por exetttplo ltitr scnticlo social ob-ietivo tla vida cla
conrunitlade c LLn senticlo subietilo para cada ltm dos setts tnetltbros. Pol'
cste lato, as sigrrilìcaçõcs lingiÌisticas elaboradas socialtnetrtc qLte
cristalizâyar'Ìì o sentitlo social obictivo dos lenômetros podìa igualmcnte
constitriir a lornta inrecÌiala da cousciênoia indiviciual dcstes tnesmos
lcnôtnenos. RË{5":
jç;J
gg.3
A ciccorrposição clcsta Íbitlação da corrsoiêtlcia
-
podcriatnos
qualiÍrcá-la c1c 1òr'mação primitiva inLcgrada ioi preparada no plciprio
scio da sosicdade prirrìtiva. Como dissenos. 1ìri prepar-ada (sc
considcralrnos as traustbrnlçõcs quc sc produzem de nlaneila rcflctida rlo
scio da consciência) pelo alarganletlto cla esÍ'era dos Íìrrôrneuos cotrscicutes
r-: pela clelàsagerr consecutiva e trc a riqucza do col]scielltc e a rclativa
l)everros, todavia. re-ieitar a ìdéia pré-conccbida de que a consciência seia
dcterminada pelo pcnsanlento, pelo conheoinretlto Assin' por dctrás dcstâ
"participação das representações" ou dcsta ignorâtrcia surge algo de muito
clifelente. a saber: uma fornra original cle expressão, ua consciência' da
iilentidade do senlido social (da signilicação) destes dois fcnômenos' cottt
cÍèito. uma Íamília composta <1e pottcos netnbros' recolhe uma qLrantidaclc
insulìciente de grãos, o que equivale a uma rlrá colheita'
Os investigadores dcscreverat'l'l grandc rlitmero de fatos bastante
notáveis de "participação mís1ica" das proprieclades dos ob.ietos e das
ações ou relações hulranas. Nos primórdios do desenvolvirncnto
da
divisão social do tr-abalho c da propriedade privada' os objetos revesterl-se
clèlivamcnle para o hotncm dc propriedadcs "supra-sensiveis"
que não
cJcpcnclerl dos pr-óprios objetos netl da sua natureza' mas tlas relações
huìr,,.nn, criaclas na produção São estas reÌaçõcs clttc dcternlinatn
realnreutc a tnaleira como o obicto sc nrauitèstit rcalnlcnte ao homen Sc a
corscìentização
revcste follìas partictllarcs' diÍèrerrtes das nossas' isto sc
deve, uma uat,noir, não ao "nislicislllo" da nreutalidade rnas ao làto clc
r'ìesta época as relaçõcs sociais estarenr
.iá
objetivarnente
.diÍèrcttciadas'
entboLa a sua cotlsciôncia conserve ainda a sua estrLllura alìt'gâ' o sctl tlpo
anligo de conscicntização.
por integrâçãÒ clireta do sentido cotlscientizado
rras signiÍìcações sociallìlente elaboradas
A clificuldacle
quc há para distilguir as tbrrnações psicológioas e
lìngiiisticas clas formações
Purarìlcrìtc
itleol(rgicas
cornplica consideravcl
,r.rJnt",, q,,u.lro clc coniutllo qLle sol'ìstituel'ìì as difcrenles formas descritas
r',a
"ottsciên.ia.
 análise deste quadro apela evidentenlentc
p:Ìra LlÌl'ì
cstudo prelirrinar cuiclatloso clas ligações qttc existenr elltre os lenômcnos
que caractelizaln a consciência e as conclições sóc io-ccotlôm ica s concretiìs
.1,,. oa
",'tg.n,lru,n
Estando este traballro itlsLl ficietltcmente lcalizaclo Ila
psicologia
"ettlica" r'ioclerna. o próprio conceito dc consciência
prirritir'a
Jr'llìilìtla c\ÌreÌllAlÌÌ(lìlc
\a-:o. LUlnrì \ illlo\'
l.lstc estìldo não se
Propõe
segttir o curso clo tlesetrvolvitnetlto
hìs1órico cla consciôtlcia;
llo que collccrìÌe i'is 1ìrmas iniciais da li,
',
l1
123
O Desenvotvintento
do Psíq isnlo
(
) I )e se n, o h' Ì me nto lo P s ì q LLìsnÌo
t)ol)rcza
da linguagen,
o que
'se
traduziu
ll-,i-iii":llt
'*"
cttcilr a: sigrr ilìcrrçòcs'
,l:r ,rlrtrrllt,7'.ri,''l';!i,
'/
Parr
drler
lo l)\r'írli'xiLLí
rnv;lvimeuto
da divisão social
do
Mls s..i o aparccilnclìlo
e o desr
..-- r^ ,..,\,ì,\ ,
,r,,r'orlo'ïïoi"ri"iJ"t
ï"
o'"nti"oacle
prirada
lodcriim :t]Ì1:1: :::i:i
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;;;';,"^
initiat
cta cotrsciêttcia
"*:'::.1',',*:ï.,i-,Ta
novâ rcspon-
.i.;.; ;'';;.,;
."nrì içòcs soc io cco"uln
iç3s. cla
'
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itil'ï"*
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"ont"ien"ia
caractcriza-se
ï11,::,',^ti:
,,','d","i;',ï,"::,";
ï:l:;"';.,;-lifa
.s principa"
'""-*:^"1::l::',,,.1:
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;lntidos
e as signilìcações'
V.ere*os ti:..;:
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rclação clc exterioridade'
Por
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qtralilicaretnos
esla cçlrttlttra dc
".lc: irt t cgla d.t"
HI"r'r
J caÍâctcrizâ
a cottsciência
nas
A trJtlsfurltlaçào
c5sclìL Ial qut
conclições
do dcseuvolvimcnto
da sociedade
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rital cliz rcspeito
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que sc
A segunda
translorÍnação
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a" cot.tsciência'
esta trânsrormaçã:.:ï]:::,]l:
i:il|ïl
il;"."tt"' nt'0"'t"t
proprìamente
interros
Primeiramentc
conrlitiri
dirclarnenle
a reali/iìçào l)r'ìlira..d(çla
t"t'1i::
l..c'l
''íiì'c
preparaloria
da atiridldc
prattcl rlc tr brììho
qtlÉ colrslitlli
o sctt usftcct'r
teórìco.
I ste irllitno dcçtaca
sc
Oo'tun'o
do proc<"
'
O::"':"1t"'t qti'l::
do trabaÌho,
cmbora
petntaneça
ainda corfirnJido
cülÌì a comLll'llcaÇao
verbal
o separação
da função
teórica'
cognitivâ'
da palavra e a sua lunção
de cotnunicação
p'op'iu"t"ntJ
Jitu' t-onttiltti
uÍì novo
passo
lìsta
::;;;;ilt"'uo'"t"0"
l'ittó.ito
"guinte
Tem
por prelimi'ar
o
isolanlento
da tunção cle organizagão
cla p-l'odtrção
,t
di t]":1^
"' ry ]:::
'"":ï;,^;;
ì""çã"
a" ação
Es1c fato confere à palavra a sua rnotrvaçao
independer.rtc,
ou seja' a''"t- otì"
elc a transíòrrr.ra
em atividade
relativanlente
alltônoma
Gracas ao desetrvolvimento
da clivisão
do trabalho
e
-cle
uma cetta
i,'di"id;i;;;;;'iììiì'iim"
intelectuâl'
as ações verbais
não assegurârn
unicamellteaconrutlicação,,..u,o,'",..u*-'"agotaigualnrentepalafins
teóricos.
o que torna o
'uu
to''ì*
"*t"'ior
laculiativa
e reslÌo supérflua:
razão
por que eÌas reveslem
posteriormcnte
o câráteí
dc
processos
0""'""'ilì,.ll*'i'ilc.s'o'
int"ri"r"s
(ações verbais
1"1:l]]::'depois'
eur
conlormiclade
com a lei g"'ot àt' tlt'lotontento
dos ìrotivos"
*t11:i:*
i'ïï"^ïììã"i"
'ingüisriãa'
intt-t ior peìa
'"u.
f:l'L1,.:."tìe
operaçocs
interiores)
n.ìâniÍêstam-se
ugo'o
"o*o'pu'onÌente
coglÌitivxs;
proccssos
de
oensar.ì.ìento
verbal ou tutu", ì" *",l-rurizzrção
ativa
",.t.""]"i,lilili:;
ï;;lìï';ì,ì;
;;';;"'"
panicular
''lc
procc-''r<
irrterrros
inlelecltrarì
quc so
são verbais
tra mcdida
"nt
quì o' sào trs significaçòes
lirlgüisticas
aptas
pïï"' ri'd".f.""*m
da ação clireta
do signilicarlo
clue cot'tstituem
o sett
tecido
o Íbrma
subjetiva
destas
significações'.
isto é' a-maneira
sensível
como são representadas
""
i"'ìt"ieï"i"
intlividuaì
-
imagem
sonora
cla
f,ïffiï';ï;;;n'ìi"'ut
it,'tt"io'
-
não é futrtlameutal
Ncm é mesmo
obrigatório
que a sua
'"rl"'"'"i"
totaÌrnente
:t"tl"::.9:
processos
do
f
l,''-u n,
",',u
pnd:,
" l
t.'
l:,i:
jÌ.
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*,; :: :ff :: .::
;ï:ï
"
li
i:::
".1ïì
palavras.
sobre fórmulas
tna
insuficiência
:
9
i
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1
ï
ci
*l
1,
estudaremos
esta transforlração
Estando
o desenvolvimento
de lingtrrgern
e da.fr{111a
na b
desta transfornração
devemos
regrcssar
às folltes destes dois Íettomeros
O desenvolvimento
Oo tì'"tuti"oçao
verbal
Í'zz aparec-er
ações dc
Dalâvra.
isto é' açÒcs tendo
-rltl
fim especial:
tlansmissão
verbal'
cotnrtttitlrç1,'
dc uttr cerlo cottlcirdo
Eslc cor'Ì1cÍrdo
e cstritanìentc
cleÍìnido
O desenvolümerto
da
nalavra trão comcça
pelatolìu""oçao
sobre umtema
qualquer'
:'
unr fato a
::ìil
";;;;ill'ìnttu'o
no otiuiJoa"
coletiva
dos homens
que determina
:":ïï;;":
il; ;;;ú'^'
pnnonto u".' ceúo conteúdo Qual
é' pois' o
conteúclo
<le atividacte
q*t ooà"
ser realizado
nas açòes
verbais?
Eviclenteurente,
só pode ser uJì-"onr.udo
que respeite
a planificação,
à
;;;;;';;;;;;;
direção
tle t"'a atividad''
isto é' urn conteúdo
que nãtr
0 Dtk nt.)lyit1lcì1to da l'siquis,'tt)
t)5
O Desen\Òl\,ìttì(nto
la Ps ìLlrtsnto
i
s()b ir li)nna de pensanÌento cm voz altâ otl pelìsanìcnto
''escÍito"
Sob o
iìrrgLrlo dc desertvolvirnerlto
clas lortnas tlc vida lrumana' o esscncial é qLle
"r,1",
prua.rroa não transfornram
inrecliatarnente o lnul'ìdo matetial c o sett
prrrcluto e teórico qualquer qtte se.ia a sua forma col.ìcreta exterlor'
'
,',,t.
"nnr"qtiê,,aio,
,lt" ho"lcttt qllc cxerça uma ativìcl:rdc
quc tenha
pol conleúclo princìpal estes ptocessos interiores' só pode existir elll troca
.ìu pt.oduto clesto atiuicloclc se recebcr Uma partc dos lruttls cia prodr.rção
,,rai"rial .ta sociedacle. os pr-oclutos ideais da sua atir,ìdade próplia dcvem
scr triÌnslormados
para elc cm ob-ietos clue nada têm dc ideal Assinr' a
ativiclacle tcórica tolna-sc para o próprìo hottlcnl Ltm meio de rcalizar a sua
vitla prática. Natttlaltrcutc.
isso só itrrplica que a suiì atividailc teórioa
",,incida
runt o proocsso nratcrial da stta vicla Mesnlo sttbictivanrente-
ur.r,uo pri"ologi.aurcnte,
ela dìstilgue-sc da prática autêntica Não ó isso'
f,r:c,"
u inlpoìiont.
para nós treste nìorrlerìto' rÌlas outra coisa: o làto dc
runla oriui,laà" hurnarra itlcal tla sua lbrnla tlc poder' tras condições de
,"f,,ruçao entre trabatlro ìntelectttal c trabalho lísico' ser ctrpaz tlc rcalizar a
vida clc utn homenr
'
Assim apareoc a Íbrma tle alividacle
que a vellra psioologia
idealistaconsiclcrâvacolÌoexcltlsivantclte..psioológica...comorclel'ando
apenas da psicologia Sob este ânguto a sua análisc apresellta utn itltcrc<se
particular.
Vinos que a divisão social do trabalho leva a que a atividacle
espilitual e a atividadc material incttmbarn a pessoas dilerentes
Ao mesmo
i",ïp,r.
"rru
Íbrl.ra de atividade é isolada da qlru{adelaterìql
pr'ática' na
.;u,*"i; Jo isolanento das ligações t relttiões pessoais dos indivíduos
por:r, q,,",,.t ela coirstitui a ocupâção cxcltlsiva'
F]steisolanlcntoclaativìcladeirlteleclualref]ete'seigualnletltcna
cabeça clos honens clue colncçâÌll a ver tleìa trão tlma das lormas sugeridas
histoiicamentc
do prooesso irrrico da vida real do homenl' mas na
rÌÌânifestação de urr princípio cspiritual
patticular
-
o mundo da
cor.rsciôtrcia, oposto ao nrtttldo da rnatéria e da cxtensão'
[-,sta concepção iclealista errada' que opõe espírito.e rnatÓria levoLt
a
(luc sc iÌprcselltasse o pensalnel'Ìto e todâ ativìdade espiritual
irÌterior em
geral por atluilo que cles trào sào na rcaliclade Esta atividacle Íìi
lonrid"rud^ na psìcologia 11ão coìlìo utra das lonras' hìstorìcâlìrelÌte
,urglan.,
dc rcaiização de vicla huulana' rcal (constituindo aPelìiìs' em
cerãs c,rncìições
hiskiricas
precisas' o cotlteitdo essencial da vicla de Lrnra
oarlc cÌas
pcssoas), tlìas cofÌlo ulna alividadc particrrlar" como um tipo dc
il..t;;. ;;'a;,'lares,
ÍìLl.lrnretrtalnìerrte
opostos aos da aliviclatlc exterior'
pr,rti.,r
"
tut,,l,,,ct,lc
ilìJcPcll(l( lìlc Ll('lü ull irìrü
I--videtltenrente.aatlvldadeidcaliltcriot.éproítlndanrenteorigirral
e qualitativarnente
particular' Nem por isso deixa de..ser utna verdadcira
otiuia.A".
O traballio intctectuaÌ
é porlanlo' tttr trabalho
sc benl que a
srra lotttrt
.ciJ
t'ârlicllì3r'
Conro cltralqLrer outro trabllho' está srÌblrìetido
às cotlclìções
gcrats
cia plotìLrção: devcnos.
por exclnpìo' levat cnt conta o tetrpo,lreccssário
à
ar"r."fir^tu"
"De otttrlo modo' exponho-rrc'
dizia Ì\larx' pclo ucttos' ao
p"ti*. l:f" ìneu obicto
.ianraìs
rìeixar o cloininio cia icleia para erltriìr rlo
objeto cla realiciade;
que lliio po\s'ì' poÌt'rnto adqLllril otllro valor
que o de
trm
(,bjeto inragirririo
isl'"'i ti'it r''tlt)t'ttltttËtttttl
t(l
í. Sri a iivisào sociaì clo traballro
pocleria crial colldiçòes
teìs qttc
viesseut a pelnrilir ao itottrct't'l tltte cslc reprcserltasse't:'l:
q""ll::,1
-t"i::
de absolLrtarncntc
ditèr.erlle dos processos rlc atividadc
cxtcrlot' os
proa"r,n, clc arìviclaile interior exìstindo cntre estes dois processos tttna
contradição
origirral e eterna'
A análisc tlo processo de clesetlvolv im ento histórico
do honenl
mostra que a vida hunlana pode ter pol conteirdo
principnl' e mcsl'noì
t:lÌÌ
""*u.-
.fna içfr"., por conteúdo ítnito' tt'''.ta ativiclade
ideal' teórìca L)
f,",ìt"
"tl^
neste caso ptodr:tos ideais teóricos
quc se transformanl
pala
lf"'"n'l orrj.to,
que satisfazcnl
as sttas necessidacles
pr'áticas: alìrncnto'
u"a,rurio.
nloi",n"n,o
clc As rcìacões sociais' tlo scio das cltt'ris se opcta
csta rrlctaììlo11bse.
scpâra11ì a stra atividaclc
ideal da arividadc
nlalcrial
prática qtlc ittetttnLrcnt
itos outl.os hotnctts Se' atl tìrzê lo' a sua ativiclade
i"àri." 1r"r.1",
o scrt setrli''lo próprio e rcvestir o scntido vrrìgar
de salário' o
"'
K. N4rr\. Iu \ttintr l tütttÌlt licl' SocÌrlc\' I'rris' l')72' p' 62
1:(, O [ )(senrol|in1enIo do Ps íluis]]to
O Dasen|al\'t tìit tú a i:lo l)\ Lq Ìt I s t)Ì.
::
il
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il
ìrorrern procurará afiLnar-se ainda rnais lìulÌa outla ativicladc intelcctuaì'
A ,ua,ìova atividacle rr.rais lhe parecetá agora peftellcer a un tlrrtnclo
pallicular. nrrtndo qtte po<1e sel cotlsidcraclo o Útnico rcal Qurtrttr
tltais
iápiclo o trabalho irrtelcctual se scpara do lraballro lísico, a alividade
csfiritull cla ativiclaclc trtatcrial, tnetlos capaz é o hotnctn dc reconìleccr' Ilil
prin,"iao. a matca cio segttttclti c pelccbcr a cotllunidadc diÌs eslrtltìlrâs c diÌs
lcis psicolôgicas das duas atividacles
F,ste lato nlarcou a psioologia quc duratlte tnuito tenlpo sc
tlcsertvolveu estudanclo apenas a ativiclade psíquica interior conìo atividacle
totalnÌente irtcìeperlclente da ativitìade extcrior' Razão poÍ quc os pÍocessos
psicoìógicos eranr ctinsìclcraclos unilateralnretlte. unioanrctlte na qualìcladc
tlc detJ-rrinanles da ativicladc extct'ior' Quc
a Í'olrnação cla atividade
intcÍioÍ dcpencle cla atividadc exterìot. isso pet-nlanecia à sombra Qtran1(''
a
lìrruração dos processos intelccttrais na ct'iatlça. considerava-se'
tto nlclhol
do,
"u.roa,
quc a sua origem se clcvìa procurar Ì1as pcrcepções setrsiveis: o
desenvolv inretlto das açõcs intelectuais cra aprescntado col'ì1o um processo
autônonro de que deperrclia o desetlvolvitrento
das próprias açi'es
exterioles. Negligenciava-se
o [ato de qllc os plocessos inlcriorcs teóricos
se clestacarn iniclaì,.,.,ent" do scio cla atìvidacle exterior. e só clcpois são
trarslorntados
trum tipo particular de atividade
Digarlos a propósiro qtlc a qucstão de saber se devemos considerar
o pelsalìlellto c os outros 1ìpos cle proccssos interiores
"ìdeais" cotno
L,rlmas cla ntividacle hutlana ott d i l'cretlte m cl]te' colìstittÌi' verdadeiratlcntc
o probÌerna cssetlcial do método psicológico, cla abordagem
cierrtífica
.oIcrcla Jo
ls
iq u i.lno
,f ottatit" psicoltigica nÌostrl qtrc a ativiclacle iuteriol tcórica possut
a r'ÌleslÌÌrì cstrtrttlla qLre a aliviclade prática l'or conseqiiência' devemos'
tarnbém no peìsamerlto. cìistinguir crrtre a atividade pÍopriamente dita' as
açoes e as operações e as lunçõcs oerebrais qr're as possibìlitan
'
Fì precisamente a conluttidade de estrutlÌra da atividade intelior
tcórica e àa atividatle extctior pr'áticl qLte pettnite iìos seus dilèrerltcs
elcmcntos cstruturais passaÌ e cles passanr reâllnente
dc uns para os
oulros: iÌssinì. a ativiclade extelior irlclui setnpre ações c
('periìÇòes
oxteriorcs, âo passo que a atividade cxterior incìuì ações c operaçocs
interiot es dc pensa!nclìto
Quarrclo
elctuo um trabalho cicntífico onde a mitlha atividlclc é
evidenteurcnte nìen1al. tcórica Todavìa no decurso do rleu tratralho
apreserta-se unta sót-ic de 1ìns cLria lcalizaçãr: ncccssita de ações e\t!-riores
práticas. Suponhanlos
que telll'Ìo quc nlont:ÌÌ (montar c niìo llÌÌaÍllllar otl
projelar) tirra inslalaçào iaboratorial: colrÌeço a cstendet os fios' a
parahrsar, serrar. soìclar ctc : ao ÌìloÌÌtiìt csta instalação, cÍètuo opcraçòes sc
t"r',, .1,," práticas, não clÌtriìnÌ menos no conteÍrdo da rninha atividade
teóÍicâ c quc fora delas estariam desligacias de sentido'
Sttponharlos agora que, para
çltìt'etl
oìrcLtito Ltnr dos aparclhos da
instalação. devo ter cm conta a gtatlcleza cla rcsistôncia cletrica do cotljttnto
clo cirsLlìto elitrico: ao colocar o Íìo tro borne' calctlìo mcnlaì1ìlcllte esta
grantlcza: lìestc ciìso é a mirrha açào prática que incìui Lllra olìcrJçàrì
inteleclual.
O quc hlir de conrultl errlrc a ativiclacle prática exteriot'e a atividadc
interior tcórica não se linrita utlicanlente à slta comunidade de estrutura E
psicologicalnenlc essencial. igualtncnle qtte clas retigLtell' as duas^ se betn
que cleìrancira di1èrcnte, o homeln ao seu meio circundante' o qual' por
este fato. se reílete tto cércbro hunrano; quc ulÌìa e a oLttra
Íìrrnras de
rlividades sc'iarn nediatizadas pelo reflexo psíqLrico da rcalidade; quc
sejam a títulil igual processos dotados dc sentido e lormadolcs
ile setltido
Os seLrs pontos colnulìs tcstemu hatl a L:nidatlc da vida hunratla
Occ,rlida nul'Ì1a etapiì histólica precisa' a "desintegração"
da vida
huntanet acerrrctotl ttma oposição elltre âtividade metltal interior e atividade
frâtica,
.lepnis de urna relação de ruptura entre clas Por conseqiiência'
osta relação trão é netn tlllivcrsal llerr eterna O horncrn cu.ia vidn não se
limita ao trabalho irrtclecrttal tras que tcnr diversos tipos de atividade'
física entre otÌtrâs, tenì lambénl itnl pellsanlellto de aspcctcls diversos Este
pensalrettto ttão sc 1ìxa. portallto. em pensalìento abslrato e a.passagcnr cio
p"rtrut,-,"t,1o rì atiridadc prática e1ètLla se collìo tlllÌ íÌto absolutalìlcnte
natulal. Llste pel'Ìsanlcllto
"ó senlprc tlllì lÌ1olÌìclìlo da vìcla total do
ì
I
I
i
l;
i
I
i
ii
t.
ll
Ì;
:!
t:
I,
i
1
l.
i
i
I
O Dcsenvolvìnento clo I'silutsnto
t29
O I)e sc n|ol\'ìn1cnl a do l's itlu6nlíJ
intiil,íiluo que sc clesvanecc e se reproduz Consoan[e u tlt:ces'sìdatÌe se
fu:
F, psicologicanletlte
tnttilo illlportal'ìte
pôr enr cvidôrrcia a
comLtliclaile
de estÍtìllìra erllre atir' iclade ìrrtelectttal etl prática e a
connnidacle
de seu clo ilìterno collì o rcflexo cla realidadc Ela pclulitc' ctn
particLìlar. cLllrpreellder
oollìo. lìâs concliçircs de tlnÌ descnvol\'in'lelllo
ir,,"pf"u, cla personalìdacle hLttlatra' é psicologicanrente
possÍvel chegar a
unra uniàro equilibracla dcslas ilLtas tbrmas dc atividade quc a história
isolala.
A printeira 1ÍatÌsforllìâção
t1a consciênoia'
.
cngendrada
pelo
clcsenvolv itnenlo da divisão social do tr-i'rbalho'
cotlsistiu' portalto' rlo
ìsolanrento cla ativìdade intclecttral teórica.
Isso é acotnpatlhado
de utna tratlsÍbrtnação
lìa estrutuì'a lìtnciorlal
cla consciêtlcia.
no sentido elì.ì cìue o lìotnelÌÌ toìlla cotlsciôllcia tamlrétl dos
cucacìeamentos
intcriores cla sua ativiclacle. o qLre lhc permilc atingiIo setr
pleno dcsenvolr itllelrtr:r' l-lcs aclquirenr rcìatìva autotromia e torlìuÌllì-sc
ãrÌa,t,"4"t,
gorcrtrarcis c ntotivados conscierìtcllerìlc'
isto quer dizct'
qtte
.1".."li"o.]I'.onlnLtnltipoclcatir'idadcprecìso'Subjetivalncnte'o
psiqirismo hutrratro, tnan i lcstar- sc-á doravante
ootrr o pensamento' oolno
ativ,ìdadeillteleçttlalenrget.al.cotnolugarousujeiLodosprocessos
"ì,",ì"*,
psiquicos lal fbi a descrição
que clele fez a psicologin
trad iciorral.
i\ scgttnda translotmação
da conscìência'
a maìs importattte'
é'
"o,,t..
uì,,,oa,- a ntudarça de cstrutura
irlterna Flla revela-se
cle tlatrcira
cvidente nas ooncliçircs da stlcieclade
clc classcs desetrvolvidas
A grande
nrassa clos produtorcs scPafou-sc
dos nleios de ploclução e as relações entre
oshottlelstralìst0f[âtaÌì'ì-sccadaveznraisetl,tpuÍasfclaçõesentÍeaS
""i.".
U.'.
t" ."p"raul
("se alienanr")
do próprio homern O resultado é quc
""
rì"
-f-oti"
ativiclade
clcixa de
'"i
po'u o hotnetn o que ela c
verdadeiratletltc.
Esta "alìerração" é criacìa pelo desenvo lv inr etlto das f<rrmas de
propriedadc e tlas lelações de troca. Na origetr, o Lrabalh'l tlo hotrcn nàtr
estava sepalado clas suas corrdições tnateriais O honleu cllool'ìtrava-se em
pcrÍèita relação cle unìcladc tratutal cotn as condiçõcs objetivanrente neces-
sárias rì vida. Mas o clesc nvo lv itrcnto das forças prodtLlivas dcsagrega
inevitavcìntcnte csta rclaçào. o que se lracltrz pelo descnvolvitlrcltto das
Íoruas tlc propriedadc A ligação inicial do trabalhaclor à tcrra' aos
inslrurÌlcrltos tle trabtrìho. ao prOpt'io lrabalho encontla-se clestrtlídaa: '
F-in;ilnrentc, a gr-anc1e tnassa dos procltlttltcs trallslòÍnlâ-se eu operátios
assalariados cúa única propriccladc e a capacidade de tlabalho As
corrdições objctivas da produção opõetn-se-lhes doriÌvallc enqual'Ìto
propricdadc
"str'"nha.
Para vivel', para satislàzcr as suas nccessidades
vitais, véetll-se, porlatlto coagicìos r rcttclel I stta lorça de,ttaballlo' a
alienar o seu tr.abilho Sendo o lrabllho o tottteú<i'r nrais csscncial da vida'
cievem alienar o conleúldo da sua própria vida'
lsolatrclo os produtores. este
Proc,:sso
ìsola na mesma ca.iadacla as
próprias conclições
quc, sob I íorna dc capitiìl, são a propliedtrde dos
"upìroii.r"r.
['ara o trabalhaclor. o capitarlista e a ercarnação das condições
que se opõerrr a cìe.'l'oclavia o capital tcm tantbótrt a.sua própria cxistôncia'
iistinta do câpitalistâ c quc donrina a sua vicla e a sttbmetc'
Estas relações objetivas engetrdradas
pclo clesenvolvime
nto da
propriedade privada clcternrinam as propriedatles da consciência hut.lìana
nas condições da socìcdadc de cìasscs'
NaturalrncÍìte, o psicóÍogo tladiciorlai recusâ-se â estLldar âs
relagões nas qrtais tlão vê scnão relaçÕes eotre coisas Exige qtte a
pri"ltogio pcrllrancça absolLttatnentc
nos linrites clo "psicoìógico" qtre elc
aon"abJ
"o,l,u
pltrâlììente objetivo Mesmo o csttrclo da ativiclade industrial
do horletn se retlttz, para ele. arl sinples esttldo dos sctl
"compollcntes
psíquicos", isto é. clas apticÌões psíqLricas cltle as técnioâs teqLter':rn Nem vê
i.qu"I.
q,,. a atividaáe industrial ó inseparável tlas rclaçòes sociais
12
K. N4arr. -I'rrrrrlane ntos iQ ctílí(':l cla ccónatitid palítictt l l págs l2-42 lld ÀnlÌopos
't'
K. Ìtlrrt, 1 ìtlroloFìu.1lcu1íí
O concílio dc I ery-ig p 296'Ed Socr.Lles. I'trrrs l91j
O Descwolvitì1r nta do ÌjsìLluì\nta
hunranas. que ela cria ao deserrvolver-se e que deternr ina a oonsciôncia dos
home n s.
Voltemos à analise destas reìaçõcs.
À "alicrração" da vida do horncn tem por conseqiiêncìa a
discordârrcia entre o resultado ob.jetivo da atjvidade hunana c o seu
nrolivo. Dito por outrâs palavras, o contc[ldo objetivo da atividade não
concorda agor:r corÌ o scr.t conteúdo objetivo. isto e. corn aquilo que ela c
para o pr-óprio honrem. Isto confcre trâços psicol(rgicos particulares à
t;onsciência.
A atividade clo balcclor prirritivo ó subjetivanrente n'Ìolivada pelâ
partc da presa que lhe caberá e quc correspoÌìde às suas necessidades; por
outro lado, a presa é o rcsultado objetivo da sua atividade, no quadro da
atividade coleliva. Na produção oapitalista, o operário assalariado procura,
cle tarnbém. sub.jetivanrente, a sa1is1àção clas suas ncccssiclacles de
alin'ìeÌìto, vestuário. habitação etc., peìa sua atividadc. Mas o seu produto
objetivo é diferente: este pode scr o nliÌìério de oLrro que extrai. o palácio
quc constrói. "O quc clc produz poro ,si ntesmct não é a scda que tece, não é
o our-o que extrai dl mina, não é o palácio quc constrói. O que produz para
si próprio ó o sultírio
--
e a secla. o ouro! o palácio redrrzerr-se para clc a
uma quantidacie deterniÍÌada dc nreios de subsistência. talvez a umâ
car'Ì'ìisola de algoclão. ao papcl de crét{ito e a Lrn aìo.jamento numa cave".4l
A sua atividadc de trabalho tralslòrnra-se. para clc cnt qualquer
coisa de diiclente daquìlo qLte cla c. Doravâlìle. o seu sentido para o
operár-io não coincide com a sua sigrifìcação objetiva.
Nas condições da socicdadc capitalisla. o opcrário sabe o que é a
firção ou a tecelagcm? Possui ele os oonhecirnentos e as significações
correspondcr'ìlcs? Naturaìnerrte quc possui cstas significações; em todo o
caso só na n'ìedidzì em que isso c l'Ìccessário para tecer, liar. furar'
racionalmerte
*
nun'ìa palavra. parâ el'etuâr as opetâções de trabalho que
constituenÌ o corìteíldo do seu trabalìro. Todavia. nas condicões
:
I
(
) l)r\eü\,olIitrlento Llo Pstqul\r1o t3l
colìsidcradas e tecelageln não telìl paÌ'â cle o scÌìlido srrbjctivo de
le,-clrrr:ern- filrçrto ort dc lttrrcão...
"As doze holas dc lrabalho não têtn, de modo algum. para clc, o
sentido cle tccl:r. de lìar'. dç lìrrar etc., r]ìas o rle gunhur aqtrilo cluc lhe
pcrnrita scntzìr-se íÌ rÌìesiì. dr)rìì1iÌ 11a carnal-l ."
A tccelagenr tcrr- poÍanto. para o operár'io a sìgnificação ob-jetiva
dc tccclalrcnr. a fìação dc lìlçìo. l-oclavia não é por ai que sc carxctctiza a
sua consciôÌlcia. nras pcla rclação quc cxiste erìtre estas sigrilìcaçòcs e o
senlicio pcssoal qrìc terÌÌ pl'ìriì elc âs ações cle trabalho. Sabctrros qtte o
senliclo dcpcnde do motivo. Pol corscqüência. o senticlo da tccclagettl oLl
da fiação pariì o ollcrárìo é cletetnrinlclo
;rol
atlttiìo qtle o illcila a tccer ott â
fiar. Mas são tiìis as suas corcliçircs dc cxistência cltte clc não fle ott tlJtr
tccc para corlespondcr'às necessitlacles dt sociedade ent Íìo ott cnl lecido,
mas LlniciÌlÌlente pelo salário: e o sallttict quc conÍ'cre ao Iìo e ao tccido o
seu scnlido para o opcrário qLtc o produzìu.
Cerlarìrelle quc a sigrritÌcação social do prodtrto do scu trabalìro
não cstá cscondida ao opcÌ'íÌrio^ mas ela é estranha ao setttido quc cste
produlo tclì'ì para ele. Sc tivessc a possibilìdade dc cscolher o seu trabalho.
ser-ia coagido a escolhel antes dc n.ìais entre dois salários e lìão clìtre a
tecelagerr e â lìação.
O operário cxperinìelta o sentimento da sua dcpendêtlcia cnr lace
de condições que nada tem de conìutll corrì o colllcúdo do seu traballro,
corn ulÌì ser'Ìtirnerto cÌ'cscente de insegurança fÌrce ao í'utLrlo Ccdas
investigtrçõcs psioológicas recentes revelam que, na Inglaterra. os
operários tìe unra 1àblicit procuraÍìl arrtes dc tnais nada a seguratlça do
enìprego. Orrtros t'ittos vãro no nresmo selltido. Por exetnplo. a reciclagcm
profissional, organizada pelâs sociedades induslrial é em gcral nral aceita
pclos operários. precisatlctttc porque
"nt
ina o sentimelllo de segul ança que
lhes ploporcionava o seu antigo crì'rprego."
E,stas sìenilìcações cstratthas ao sentido que se escolìde pol detrás
delas cncorLranr-se lìaturáì ltr clìlc tto outro poìo cla socieciadc Corr e1èito,
"
K. N,lr.t. tbi,:1, p.229
l) l)crttì ìh lntLttli J" Irtr/rrirat'
t
I ìl
Ò D.s?n\)ol\)inenb
do PsìLltLìsttu
pa, a o c,Ìpiraris,a
" :"'lll." 1i,]iïiï;
;"rï:rï::'jf"ïi:ï;fi
'::"
ïiï:#:
,lcla tile. isto e. nlttnit col\iì csllz
c à sua significação
objetiva
'-
'"-
ï uii",.,ução
cias rclaçôes |essoais
dos^ honren-s
,"
" ::11
t.nnrlorlnoçeo
cm puras relaçõcs clìtre coisas Inltnilcslatìì-\e
de lÌlaÌìelra
;il;;
ìà*;J;' iu"
o alnt't"i'o
u.iodo clc lroca utrivcrsal'
totìlou sobre a
vida do homerr.
"Quanto uetlils
cacln unr ctttltet' beber' cotlprar
livros'
for ao
1ciìtÍooLtaobaile.aobar.qtlantotrrctroscaclaLtl]ì.pclìSâr.antar.tcorizlr.
carìtar-.
falat. 1àzer csgtiuir
etc
'
tanlo tt'tttis
ltoupurti'
tâlìto mâior
será o sett
tcsouro.
que ncm iÌ 1raça uetrt a Íèrrugem
roerão o setl capìlal QLtàrlo
rnenos cada lrn lbr.. quluto,.r.,"r',o,
arão
Li'lÌ expfessar
a sua vida. tanto
ìì.;ìì;;;;;';,
,"'ìlo nìâìor
'"tá
o tuo vicla ulienttcltr'
tnais acunruÌará
do sett
scr alietrado".
Mas
"tudo n qto
'tàn
podcs por ti rn!-slÌ'ì'-o
tcu dinheiro
consegui-lo-á:
cle potìe con.te'' útbt'' i'
"u
briìc' ao tcatro Poclc adquirir
a
:ilìï
"'',J;.;;-"i-.ì
,otia"a*
ttittó'i..ot'
o po<1er político;
podc vialar'
apropliar
todüs estas
"t"'o''
"oìttp'u'
todas as coisas. [:'lc c a verdadeira
capec itÌadeu"'.
Sob o reino da proprlcdade
plirld'r dos nreios cle
Prodtrção
tudo
lorììa trlÌÌ aspecto drtplo' t,uer t"ìì* tro ptoprtll rtir iihcle do ltonrem ou clo
nrundo
dos objetos
elll qLlc vl\e
O clttltcìto clÌl qttc o pìrlrtlr
pOc toda a stlíÌ lLtlc l:lc c obrigaclo
a
l"rô-1,, ;;;ì;;';to'"."t'
""t
clirrhciro
(oisi (lLrc nrdrr let' de comum con.r'a
pjntura.
() quaelro cotlsctra
lotlavia
o scLt vcrdadeiro
sentido
pa!a o rlco
ìrrclrrtrlial
qllc
'r
(onìpríì llltc) t'-'rllc prtr cslc ttltiln., L'
'clrliJo
d<
"l'ictu
no qual cle entende
colocat
un'titln'"utt'tt"
Ìllììl palte do-seu dinheiro'
{alvez^ o tle tlrrl objcto tcstcrÌìLrnlro
ãa prospeliclacle
do seu proprieiário'
C) mcdico
qtlc col'ìlprâ
a crédito
urna olientela
para exercer''a
rncclicìna
numa
pcqLÌella
aldeia
clc provincia
podc qrrcreÍ mLÌl1o
li'"""r",""","
"'itiar
os sofrinrentos
clos seus doentes'
talvez scia essa a sua
vocação.
Mas si'nultan"ameT
te é coagiilo
a clesejal ver âumenlar
o trúmero
<los doctltes,
porque a sua pltiplia
vi<1a dependc
disso' tlnla vcz cÌtlc os
::il;;:il
"ü;l''"^i"'l"r indisf cnsn' et r'r ere rc iu i'r,cla-sttrprt'1ìssão
llstc clualisrno
cìesrlalrrra
Òs scntirnelltos
nlris elelrcntatcs
no
tlo,r.t.n,.'õ"uiir.o"ti'o.
ttoluuo
liouticr'
aÌegra-se
con o granizo
quc partc
todos os vitlros
N4csrììo
o
"rr'"ilo..i.
rc'-'e'tir
es
'"ilt1:.Ïì:
objetivas;
scm lalar tlo amot
pclo clinìrcilo
tlttc pod€ turlìrr-se
tlllÌll \"I(ìíìdeìÍa
paixão'
'
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l:l;il:ll::'
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ii"ì. .Ì:ìil ,.
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ô:
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idü' c
as significaçõcs.
nas quais u
"t'
ntunio
c ir \tra
Ììroprìx
r idrt sc rcÍìatanr
n"t""'';lìì:":'
r'cirro d'r p''pric'ladc
p'i'rtìa'
tlrtrlqrtcr
qttc sLlr o lraço
histórict'r
concrclo
ao p' iqu
'''t-'ì'ìì'ìtn
nlto qu" no' c.nsiderelros
(quer ele
se relaciotre
oorìì o peìrsarncrìt"l
"tì'ì-ttt-i'tl*t*:
"- ::^::':1]it"ntos)'
ele
compoúa
Í'orçosamenlc
u
"tu""ì"**u
estrtrtura
da consciôncja
e só çrodc
sef oorfclírmente
.o*or""noiiu'
ì,ì L,nçao
clas caracleristicas
desta
estrlÌtltrâ
Razão
por
u'"
"t
i;i;";tt"s
cle laclo cstas
par-ticularidacles
de
eslrutura
tla consciência
n*"n'*'
"
fn-t'"'.:'ll.ll"ïltiìi;":,:.ï':ïïi.i:::
psicoÌógica.
privan,os
i
l:::;,ï';::ì:,ì;ì;;;;
;.,
:.hon,e,,,
en, g",.ai"
dela uma ciência
do pt'0"'Ì'"i1,ï,ïl"tt'ã"'""t""*
o^ cousciência
hunraua'
O qLrc clissetnos
altcrt
nas contliçõcs
da procìução
""fit"l'"o'
c aincla
rrLtito
rrì\trÍlcicrrte
para
''''...r.,izrr..lcttllncttap,...i...',opì:rrrop'ic.,l"5ic.''Pat'llarlttç:ttttln
:ï;:;:;:':
ì;'
t;ì..ti"' ..i"'i" cìtt;t'
cir'ttrt'rjtt'ia\
pel'ì rÌì(rìo-
l TÌÌ1,ì delas dccotte
tl;;;;;;
;;"'"za
da alìenação
da atividadc
humana.
A "alienaçãr'r"
nãto st1-rnifica
mttito
sinrplesmcute
que
qualquer
coisa
deixou
de exislir o"*
'";;;
ò^t;alho
alienaclo
não é cle tuodo
alsrrrÌì tttn ttrbrrllto
ittcrirtcttÌe la'n
n
"l'erá'io
Ixi'lc
?:,1: :l:
l)or
(crt''' c
li.,.l'"iiì'
;;;';rn(rìtú
Ir'ì
'"'
-'ittt'
r1c tnattcit:t
ttcgrtirr
c dc tttrttetra
positiva.
I
I
I
ii
'i
k \4
"\..\/,/rr'!
JA /, /\Jl I
lr'i l d
\L'\ìJl( ìor'q l"r:'
t t l).\rtì\ ]l\tn,ut
'Jn
l
',t'1ttt.rnt',
Ì\cgati\'.t ÌeItle, porquc o traballlo lhe tollla unìa parte da vi{la pois
lazcl pela vida não c viver. A vicìa cotlcça
llara
cle ontìe aciìlla esta
atir, iclacle. à rresa. crn câsa. Ira catÌla46 .
Po.\ili\,(ncnlc, sob tluas rclaçÕes. Prilneiro. cíìquallto urcio cle
atividade. Elc constitui a riqLrcza real cio aspeclo "técuico" da sua vida' a
riqueza en conhecinlcl'ìtos. ctll lrábi1os, ern saber-larzet qLre lhc ó
necessário possuil pata elìtuar seLt tlabaìho.
Scguncìo. erìqtìatÌto cotlcÌição cle enliqttecinlctlto dar sua vida por
unÌ ooÌ1tcíìdo ttor,o. tlritilo clifètentc do cla srta ativiclade alìenada. nlas
toclavia criada por cla. O opetltrio cle Llllla cnÌPrcsa capitalista não aliclta
aperìas o sctt trabalho. clìlra taììlbcn'Ì por cstc lâto ctl relação colll otltros
Irorncrrs: cortt o cxplorador do scLt trabalho. pol Lrm lado, e co,'Ì'ì os seus
corrpnnlteiros tlc trabalho, por outlo NaturalnÌelltc' não sìu lrpL'llils
lclaçires "tctiricas". Para o honrent. elas clìcarnalll-se anles de trtrlo na llttit
clc classes qLlc tcm clLrc tlzlviìr ctìl todas as ctapas do desetrvolvitnetllo da
sooieclacle dc classes. como cscravo. coll-Ìo scrvo otl colllo ploletár'io' F'sta
luta colrprorììcte os dois pólos cla socicdade, tanlo o da dolìlillaçàtì eolììo o
da exploração.
Do latlo da dontinação, a luta desenvolve o âspecto itlunratlo do
homem e sabernos hoje ate ondc esta itlttnlallidade pode ir no horror'
No pólo oposto, a luta desetlvolve o aspecto auteì11 ican.ìelì te
lrumano do lrometn. Assim. na sociecladc câpitalista, "unla r'ez tnais o
trabalhaclor só tetrr esta atternativâ: aceitar a sua softe. torlÌiìl'-se ttln 'bom
operálio'. servir 'Íìelnrcnte' os itlteresscs da burguesia e, Ìleste cüso' cai
de certo ao rível clo anirlal
-
otl então rcsistir. ltltar quanto possa pela sua
dignicla<1c cle hontetr. c islo só ìhc e possível lutando contra a
burguesiaaT ".
O lnovirìlento prático clue esta irldignação expritne ctia tltltlt
vcrdacleila união etì1tc irrcìivídLros: clcs recobrem a sua essência Iluinana e
"' K M"tt, [,a Noutvllt
(ìa:ellc
t-henã]1e,I lll.f) 229 |rd. Socialcs. Iraris
':' I' Ilngcls, !.Lr Síl t:úÌan de !o classe Ìuhoriause en )ttql?lel'r?. p l66 Èd Socialos l'arís'
t97i
na sua boca a fìaternidade clos homens torna-se realidaclc c a tlobtcza da
humanidade brilha sobre estas 1ìgttras endLtteciclas pelo trabalhoas
"
As relações ilos operários cntlc si criaÌlì uelcs "o seuticlo
(Sinn) da
coletividaclc". Este serriido penetla lanrbétrl a sua telação con o trabalho' o
seu trabalho
jauais sc tratlslbrtlra para clc Illttrrzr simplcs tlrcrcadoli r'
A segunda circunstância convét'ìl llotal' aplesctltiì-se assinr: sc a
alienação prá-tica do tlabaìho do opcrário se acotttpituha cla alicnação de
tunra parte cia sua vicla c se isso ellcontra expressito nr consciôncia'
por
outro lado. as relações rcais collscrvam os setl senliclo huurano pata ele'
Este sentido não lhe cscapa e l'ìão esta dc rlodo alguul euvolvido pclo vóu
místico <ja religião. llstcs idcaìs espiriluais' a sua motal' são hLll'Ììanos; â
suacolsciêncianãotenrnecessidadcderepresetttaçõesrcligiosasquese
revelanr ocas. vazias de sentido para cle " E se tem por acaso quaìquer
religião ela não é senão formal. nras neÍì sequer teórica; praticameÌrle' cle
rão vive scllão para cste mttrdo e tlele procura ter dircito áe cidatle'le
"
flomo na sua atividade tlão há nrotivos para que outro honlem
possa perder o seu sentido pala ele e possa tel a significação de
.lttla
coisa'
o op"rá.io ó tnttito mais humano que o bLrrguês na vida cotidiana
"Para
eles (os opcrários
- A L.) todo o homent é um ser lrumano' âo pâsso qrìe
puru à bugr".i" o opcrário é Ìreros que ut'n hom""t5" "'
'
O; operários sentcn.r ódio e cólera pelos exploradores'
mas estes
Sentiì-ì]entosnãotestemullramumaperdadehunranidade...Estallaixào.
esta cólcra são peÌo contrátio a pt'ova de que os traballradores sc resse'lteln
do caríìter inttmano tla sua siluação' rie clue não querenl deixar-se resvalar
ao nível do aninal5ì ".
"A religião do capital" é utn sentilnerto
que os trabalhadores
ignoram totalrÌ"ellte. Para elcs, o dinheiro trão telÌl sentìdo próprio' e se
bï,ll qu" sejant obrigados a trabalhar
por dinheiro,
"aos seus olhos' o
O De:;en\,.)lrihìanl) do Psiqìtisn )
/,lJ
'" K. Nla'*, ldanuscrits.le /,!l'1. p l0iÌ [-]d Socìalcs' I'arís'
"t fi.
g,ìS"f.r.
1,, tr.tron tle lcr tllusst: l':thotieuse tn Á)lglcttrre pp !12-lr'3 Fd sociules
Pctrí.t, l9r5
!oÌ..
íìngcls. /ói.1, p. 172.
''
f. lrnrcls. Ihid. p. 165
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Desent,olvünento do Psìqtisnrt
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137
O Desenvol\,inenlo do PsÌqüísna
tlinheiro só teìrì valor considerando aquilo que lhes perrrrite cornprar, ao
passo qlÌc para o burguês ele têm uu valor patlicular. intrinseco, o vaÌor de
runr benr... Razão por que o opcrátio tent lalnbélr mttìto ntetlcls opitriões
Íèitas, está rnais aber-to à realidadc que o but'guês e lìão vê tudo atravcs clo
prisma cìo intcrcsse5z ".
Assìnr, quarrdo sc cxanrina lììais de pcrto o quadlo cle conjttnto
corrstiLuido peÌa vida do homcm na sociccìade capitalista, imedi:Í itttrcnte
clescobte não apcnas a stra dualidade, nras tanl[rétn a sua contradiçãtl
interrra. Ncstas condições. a vida drl hotnetrr uão se partilìra ptlra e
sinrplesmcnte erìtle o sl:Lt próprio corlte(rdo e o scu conteútdo aìienado. Pala
o próprio l]onretn, a sua vida ó
"una" rra sua tottrlidade Razão por que cla
revr:stc tanlbénÌ a 1òrnta de uma luta ìnlelior que traduz a rcsistênoia do
honenr à prcipria lelação que o subtnetc. O Í'ato do scntido e as
signilìcaçõcs selelll cstranhas uma às outrlÌs c dissirnr:lado ao honletl tla
srrir consciôncia, lÌãìo c\iste para a suiÌ introspecção Revcla-se-lhe toclavia.
mas sob a fortna dc proocsso cle luta interior aquilo a que sc chama
coì'rentetrrerìtc as oolttaclições da cotlsciência, ou nrelhor, os ploblcnras dc
oonsciênoia. São etes os processos de toÌnada dc cotlsciôncia do sentido da
reaìiclade, os processos de eslatrelecinlctÌto do sentido pessoal nas
sign ificações.
Ìlstuderììos princiro estcs processos sob sua lornra mais sirnples
C) processo de tomada de consciôrrcia complica-se por unr lado'
pcla divergência inicial que e\istc eltre as relações da coletividade e a
realidacle circundarttc, r'elações generalizaclas no sistema das significações
lingüísticas; por otrtro lado, pelas rclações pessoais dos indivícltros'
rclações que constituetn para cstes úìlirros o sentido clo refletido lìm
certas conCiçõcs, este pfocesso pode lolììar, cott'lo vitllos, as lorlllas t-nais
cstranhas. cono as "participações".
Todavia- a corrsciôtrcia não pode dcsenvolvel-sc sob estas fortrras,
elquanto lbrnras univcrsais, pala lá dc rrrn cefto limite A corrplexidade da
prodLrção e a extcnsão consecutiva clos conltecimentos positivos sohre a
"
ì.. Ì,ngcls. lhìcí, p. 112.
natulezaacalretamfolçosamenteodesetrvoÌvinrentoeadilèI.cnciaçãodas
sign;ficaçOes.
Esta precisão faz com que as signiÍìcações
reflìtam cada vez
*ãi,
"r-
relagõcs objetivas entre os objetos, relações às qLrais sào
submetitìos
os meios e processos técnicos- socialmente
elaborados
-
da
atividadc lturr.rana.
S imultaneamente.
clas libeúam-se
cíìda vez mais da relação social'
nelas cristalizada,
que elas têu com os fenôtnenos significados
Agora, estas relações são parcialmente refletidas lras significações
partìcularJs.
"
por unl ìâdo, ests conteúdo é refletido não Iras próprias
iü"if."nu"t
,""t por itrternléclio
das sigrificações
Para betn
"oïrlpr""nd"t
,,., oa isto, clevernos igualrnente
ter presentes no espírito as
transforrnaçõcs
que as formas claìinguage-
e as fotuas da consciência
social sofrem
liga-se à
Do poÌìto de vista da história da linguagem'
tsto
"tecnização"
da língua (V. Abaev) lsto significa
que' decorrente da
"toLrçat
cla língua às palatras deixarn de ser diretaÌÌente
portadoras de
""","ttd.
refletião: elas transformam-no
indiretamente
Do ponto de vista
au ltir,Oriu da consciêrrcia social, descobre-se
que isto está ligado com o
iuto a" qu"
"a
urna idcologia expressa na língua se substitui ulnâ ideologia
expressu pela lrngua
-'"
ljnt n,"Ão sisteua de significações
verbais está' portanto' apto
p-u
"tfrì,tti,
contcírdos dilerenrÃ, até opostos Razão por que nâo lrá
i,"""rriJroa"
dc iínguas clilcrentes'
de sistemas clifcrentes'
dc significaçõcs
furo
.tpriti, as d-ilerenças raclicais cle represcnlaçõcs
c {lc
Pcnsamenlos
;;" ;ri*."'"
ìnev itave lrrrente na socieclade de classes Naturalmente'
o
lr"r"uo
"
o proprictário de esc'ravos' o camponês e o scnhor' o operário e o
""pii^fi"^
têrr.r maneiras
clìÍèrerrtcs
e mesÌÌìo conlraditórias
de
,"ir"r.n,ur"nt
o tllundo, lÌÌâs estâs dìferetrças não exigem de tlodo algum
uÌÌìa mesnÌâ ditêrença tla stta lítlgua, nas sigrrificações
vetbais
qne eles
possteor c tlão se rccluzent a clas'
t'
V. ,\bu"u,
'A lillgua cnquanto idcol(igicil c tÚcnica'
pcnsanìenl{i'). 1 2. LcniÌìgrâdo 1914 (ollì lingua russa)
tu:yk t ntchlénìë
("4 ìíngua c o
. -.*- --*
.-*.'
*-*
I
ll
ll
ii
ïì
't1
r t
Dttnt,,lt tn, nr', J,, I'tt4u t:nt, t
Do ponto de visla psìcológico, isto é, dos processos da consciêncja.
isto liga-se ao lato de quc este plocesso ten'ì do[avâl]tc un carálet
deservolviclo. Com cleito, a revelação do sentido de un lènômeno à
corìsciênoia só pode realizar-se sob a l'orma de uma desigrlâção desle
lènômeno: cotno vitlros r,árias vezcs, utn sclltido não etrcarrlado nas
sigrrilìcaçõcs não ó ainda cotlscicnte para o homem. não é airrcìa "sentido''
pai'a ele. Estc esrabelccinrelto do selltido nas siglificaçõcs passa do
simplcs proccsso de concretização do scrrtido nas significações I unt
processo bâstaÍìte complexo. que é dc celto lì.ìodo a solLtção dc tttll
proble ma psicológico particular.
lìste problerna psicológico é, por vezes, loúuraÌlte A literatura
cierrtílÌca c a literâtura esté1ica descreveralll várias vczcs "os tormelì1os da
palavra", isto ó, os tonlÌcntos da obietivação do sentido nas significações.
os lonnctìtos da consoientização do sentido. quando para retolrar ulna
explessão cle Dostoievski. "a icleia não el'ìtra lìas palavras". A ooisa não é iÌ
tr'lesnla cm relação aos tornìelÌ1os criadorcs do pensanlentol esles são os
tornìerìtos da consciência. da totnada de consc*iência. Por tal trolir o. set ir
vão proctìrar a sua ltatLlrezâ I'ìa naturcza da atividade proprialrentc
cogrr it ir r .
A sua râtureza não reside unioantclrte no lato do processo pelo
qüal o selltido se cstabelccc rras sigrlilìcações revestir doriìvâllte unÌ
aspecto n.Ìu;to cotnplexo; cour cfeito, a conlplcxidadc deste processo abre'
pclo contrário imensas possibilidades À sua verdadeira nattrreza encolltra-
se nas contradições do conteírdo da próprìa vida hLttllana; ela cstá, por
oLltro lado, ligacla à estleitcza cla consciôtrcia socìal, lorrrada doravante
consc iência dc classe.
Vinros qttc o hotlcnr não está sozinho ent lacc do problema da
conscientização do scu meio cilcttndante, da sua vida e de si nlestrlo A sua
consciência incliviilLral só poclc existir nas concliçõcs de uma couscièntir
social: ó aplopliattdo sc cla realidade quc o honreu a rellete como através
ilo prisrra das sigrrilìcações, dos conhccitllcntos e das reprcsenlâções
elrrbLrraclus socialnct'ttc. Assitrr, nls conclições clc ttnta língua clcscnvolvida
c
"lccnicizatla".
o ltometl lìão colìtrola apcnas o cionlinio clas signìÍìcações
lingtiísticas.
llla tìomina-as,
tnas aptopriando-se
cìo. sistcttr;r
-tl..--.kléias
c de
"oi"ìoït-
or"
elas expt'inrerr'
I'sicoloiicanrcnte't
lntltlttï^tl-'::sirrilá-las
dc oÌÌtro ntodo.
por
outras palavàs, a tplopriaçào
do sistenra das
sistrifioaçòcslingüisticaséaon'ìes]'ì]olempoaapropriagãodettmcontcúdo
;:;ì:';,;:1'';i';
Ìì1ai\ Ècral,
isro c Íì iìpÍ"rri:Ìçì.'
da'
'ignific'rçocs
tt't
setttido tnais rtnplo dLr tertllo
"""'"-
'irt
"t""t
que a idcologia clominante'
na socieclade
dc classes' é a
du
"to.."
ãon,inn,,t"
q,," r"fl"r" e reforça as relações socìais
cxistentcs.
Vimos, alctn disto, quç essas relaçòcs çsctarizam
o honren' slrblÌ'Ìetcm
a
,,,u u,a"
"
ttcll ctiattt colltlJdiç'\<'
irrterrrut
lal cuttto a ridl ltrttnlna ltào
,"ì,'""r"^
i",or,"e rÌtc ncstas L"laçoËlãi',r
os sentirlos
engendrados
pela
atividadc
hrtt'nana t'tão se ercârnaln
totalmcntc
nem de tnancira rutôn1ìca
"^,
,irìrin*uu".
qüe refletern estas rclações
esttâlÌlìas
à vida E esta a
causa da ìrnperÍèição
e cla inadequação
da corlsciência
e da
consciet.ttização.
Devemos sLrblinhar
que, se betn que se trate de urna inadequação
cla corrsciência
intcrtla, cla não pode ser elirninada
de outro tnorlo a não ser
nela transl'ornraçào
pratica .ias conclìções
objetivas
que.a criaram Mais
ï":
:"Ï",';:''Ïì'i'ìàììa'iÀ"'
'" "on"'uon''
esta i*adequaçã.
só pode
ser eliminada
à custiì cle unr repitclio
pela consciência
da vida real oLt num
processo cìe ltlta at;va contra as dìtas condições'
o homem eslorça-se
por por 1ìnl i desintegllçiro
da sua
consciêtlcia'MassebLtscaaadeqtraçàoeirlLttenticitla<lcdastta
consciêtrcia,
não e poÍ â1,Ììor abstlâto à
''erclade.
Ìsso apenas
tla.lì.lz a SLla
;;iì;r;;
;',tt"" r c'chdcir't
r icla; e por tal razão
quc esta aspiração
c tão
intensa c os processos da totnada
'le
consciência
-- os tnais seclctos'
da
,,vicla
irrterior,'
clo holnc|r]
loma!11
pol vezes tÌlll curso realtlenle
dramático
O De.\untolND enIa do PsitllLIsn1()
t39
G;."",
*r'ç,"-rrr," n,,*-,
u"n," senti!Ìo
quc clamos clo tcrrro si.enilìcaçào-:
om ccÍlosaasos
clc dcsigna a signillcilç'ro'lt
u'n" ptr1"t"'
('iËnrlic'lçìo'\crhLlJÌloulrosos
."',;:.";
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ú !)^tn\ dl\ìttinl ),1,, l'\t41ti\ttü'
NJ
I
r
d
O l)tt" n1,.)lNi ki' nt ô th) l': ìiui.t nt o
EsIa aspiração é evidentemente difcrcnte segundo se corìsidera um
ou outro póìo da socicdadc; cla reveste fortnls contrárias e o sett clestiuo é
clifer-ente.
Nos hornçns das classes dontitrantcs. cla apresenta-se cotno a
negação de si, a negação de sua pr'ópria vida; não pode ser, portanto,
clualquer coisa dur'ável, de sóiidol a sua caracterizâção csscnciaì é a sua
irnpotêrcia; ela não pode |eaìizar-se senão ficticiatnettte nos scÍìtiÍì'ì cntos.
Máxinro
(ìorki
gravou a 1òrma ncgativa destâ aspiração c a sua
inrpotêrrcia no ronìiÌnce Thonos
(:iortleiet'c
Ìla pelsorìageÍn de Bougrov.
A vida rle Ignácio Gordeiev é inteirarnente consagrada à
acurnulação do clpital e Ìlis1o a sLta avidez e a sua severidadc não
conhecenr lirrites.
"Nos
seLt períodos de entusiasnlo no tralraìho, tratava as
pessons c[ramerrte e sem piedade... Não dava tréguas a sì tnesmo na caça
aos rublos." Iìstes períodos eranr seguidos de installtes dutaute os qttitis
a1Ìrstava da procula do clinheiro e o rtundo lhe aparecìa de súbito dilèrentc
"lgnácio
Gordciev sentià quc Íìão ela o scnhor do seu bcm, trìas o seLl
htrmilcle escravo. lìÌtão âcoÌdava nele outra alma..." "Cotl raìva atirat a se
às pr-óprias cadeias que lbrjara e con que se tinlìa carregado, atirava se a
elas c rrào tinìra lor'ça para as quebrâr." Vinha eÌ1tio trrr terìpo de pândega.
seguido de vários tlias dc arrependimento e de oração. "Serrhorl Tu vês! ..",
sLrssul rava surdarncnle Ignácio.
Goïki rcgistra estas palavrâs de Bougrov: "Urr dia, cai em si,
acalnra-se e, de súbito a alma estremecida pettsa rcsignado: Senhor! [
possír,eì que todos os homens oLt quase todos lrabitem trcvas tão cegas
como as tuas?"
"É muito estrat'tlto, nota Gorky saber que cste lrolllem que vive do
trabalho dc algurs utillrares de honrens é capaz de dizcr que, na sua
opirião. cstc trabalho é inÍÌtile não leva a nacla."
A impotêrcia desta aspiração a adequação da consciôncia rpenas
triìduz a inadcqLriLção objetiva das relações vitais reais do homem.
l'sicologicarrente, cla é tluplantcnte condìcìonada' prinreiro. pela desna
Iuração dos senticlos quc criaratl as relaçõcs cle coisas às cluais cstá
srrlrruetirlit a vida humana. enr seguida. peÌo sislcnra de signiÍìcações. pela
icleologia quc prccisanerrte
[eflele eslas rclaçrìes cìc coisas
'ìÌ]aLrlôlìticiìs"'
co,ìì
"r"itli).
a vicla tlc Igrláci.l Gor'cìciev ntìo é setlão acunlulação
d0 câpit.rl.
"lo
ntat"rinlir"-s"
,,1.,"trn:; tìisto NiÌ sua tlalerìaìização'
ela strbotdina
r"rn.u .r:; serltìrnerltos
c tts clesc-ios tllais íntinlos clc Gordcjev Ele clescia
arcleltetrtetltc
trur lllho. ,tto'
'tt"'ìt.ttt
cslc scrìtinìell1rl
- todaria tão hLlrìano!
- rcn, n"la unt scrtido totâìlllelìtc dcsnatutâclo
pLlralllclìtc llìatcri'ìì
"[-' tlllì
fili,-r,1,;,r;
laìta! Conlprecnclcs?
Urrl fllho' um herclcit'o! A qtrenr deixarci
o n,"u aupltot quanrlo nrorlcr'? ll urna angústìa implacáve1 se apocìerava
ã.ú." Nn poto clo trabalho. a aspiração a uma consciéncia adcquada
é' pelo
i",ureri". o.*1rr"rrão
psicoliigica cle uma aspiração vctclade ira ttr errte vital'
Ela não se collttadiz.
uão nega o conteítcÌo real ila victa hutlana' Flla alirnra'
Lrelo c,rltlIilto,
o .cÌl dc\\'ll\ ol\ ittlcnll| ttl tts iottrpleto
""'"
"
i,,Lt. ,. qtlc' coÌ11
'r
clcscnvolvinlctlto
cla plodução caPiïalista'
o
trallalho tolra tttn caláter cacla vez lnais colctivista:
etlorncs
nlassas clc
,marorit, st: unenì c sc tÌpro\ilìlllìÌ
na luta
llrlÌtica
ootltra a butgrtesia
nì"ìt,". ."'rJ'*.t^
qrte sà'r'as da vida clos trabalhatlores'
uão hít traco das
coucliçõcs cluc 1ìxam tlal sua cot'tsciêlcia
as tcllções clotrinantes
Mesuro os
,ifii-t",
t"r"t c1o patriarcaclo
qtìe lììiÌsciìr?Ì\a otltlora o verdadeiro caráter
cìestas rclações estão dc filìitivâI-Ìlerltc
qttcbraclos
- -"--'
segtrcn-sc
qrte as rclaçõcs pretlotrl itr ante s' bcnr col'tto
"t "li:l"t::::
,,1" r"ìnçÁ.i nou"t qLre clas clissimLrlanì
clltre si' totnatll cacla vez lllals para
os opcritrios
o seu senlitlo real. arttêtltico'
Mas este scntido
não é inletliatamentc
cottscicnlc
dc mlneira
adeouacla. l'a[a se Loll]ar uutlscìetlte'
dcve encatnar'
elìtrar
para a
..ìï.i"ìì.'"''."t
ti",iìtitl.nçot'.
claboraclas
socialmcntc
que refletetrl a .eal
natureza destas relações
()ra'
nas contlições
históricas consiclcradas'
as
significaçOes
dolÌ1inaìrtes
são as Ícl.)l eselrtações'
.
as ideias que-.traduzenì
a
ü?"'"ti,ià,
u"t*ucsìa
Elas são'
lorlârrto
csttatrìras o
ït',::''ll:" "
o t"tl
enraizamenlo
tÌa collsclellçla
tlas itlassa a c'rrtsa da irlaclecluação
psicoì,,3icrr...ìa
-
ittrttterrticidrdc
-'ìr
iort:cièlrcilt
Vinos.ia
que rìào c ttldil'ercnlc'
betì peÌo cotrlrltrio'
clualqucr
inaclequação
Ja consciência
c da lotttacla cle consciêucia:
e cotr.r eÍèito'
por
;;il;;i"
clissinrLrla_sc
a inaclecluaçào
d. pr.ópria vida. pois a c.nsciência
O Deseüt,(lti nk n! a do P s ìqI1ìs 1)ìo
I
.l: O /)c.\ütalt i tÌ1uÌta (lo P s ì.t11 ì s tìl o
lÀo é âpcnas uÌn "epifenôrneno" ou "unr Í'enômeno anexo": a consclêrctiì é
tarnbern condição ncccssária da vìda. Isto explìca a aspiração ìrrevitáveì
parâ superar esta inadequaçào.
A aspiração à adequação cla consciência reveste, no
Pólo
do
trabalho, nas cot'tclições históricas consideradas, trua lornra particular,
radicalnrente dilèrentes das foruas que podetnos observar no pólo do
capital. Não cria nern a negação lleln o abandono da vida real, ncnl a perda
ou a desnaluração do seu sentido para o homem; clia sim a ncgaçào s L)
abandono das significações inadequadas. quc reftatân.ì lalsatllcutc a vicla tra
consciôncia. Esta iìspirâção cria, pot otrlro laclo. Llm terrello psicoìógico
lÌrvorável à assirrilação de sigrrificações adequadas, de uma ideologia
atìcquacla: crìa aqLrilo que sç rìanilestâ objctivarrentc por ulna atração pcla
iilcologia sooial ista. pela consciência social ista cientifi ca
lsto dcvc-se a qlre. por um lado. o sentitlci das reìaçõcs ob.jetivas
r;xistentes não pocle aiuda t'ealizar-se dc tratreila adecluada Íìa collsclencla
dos operários, c conservando aitrda a sua lornta de sentìdo incousciente. dc
iÌrslinto, por outro, nem por isso deixa de sc realizar na vida prática. na luta
cspontârrca, ra uirião prática, Ilos sclls colltalos. Sendo o senlido vcrdadeiro
das relações cxistenles, clc é e.fìtíente. Iìazão pcla qLral as tìi1ìculclades e as
contradições da corsciêlcia ïìão totrrarn a fornra de utlla rcvolta ilnpotelìte
contra si rresma. de unì sentimetrto incficaz. tlas de uma revolta contra a
idcolog.ia tqrrc cscrar iza :ì côl\( iiìtcia e pot lllnJ l5piraçào I lllììil
cornpressão e a uln saber autênticos. A revolia dos opcrários contra iìs
gr-ilhctas da idcologia burgucsa e o seu
Eosto
por uma oolllpressã!)
autêntica são sufìcicntemettte cottheciclos para qLle seja nccessairio dar'
cxemplo.
Do ponto de visla psicoiógico, 1ctÌÌos aqui no Íìtndo ull1iÌ novâ
relação entre os con'ìpolleÌìtes prirrcipaìs dâ cstttltura ilìterl'ìa da c,rtrscitittcia
quc nós ciistinguitttos, se betn quc isso seja ainda tlo quacìro i1a stta
cstr.Lrtula gcral anteliot. I'ista lelação exptinre se no novo papel quc as
signiÍìcaçòcs e as icleias adqLriridas clesempcnhau na Íbrça tnaiol cluc clas
porlcrn rrrìcluirir lefletindo as relaçõcs reais dc tnaneira adequada.
As icléias qtre cxpritttem estns relações vcrdadcitas' as icléias do
soci:tlislto cicntílico,
quc ctiatn ulìÌa Íìova idcologia socirlista nas
condições do capilalisur,.r. são o lcito de hotnells quc dotninanclo a ciência
estão ao ll.ìesmo tellìpo penctrados pela comptcensão do serltido do tlovi-
rncììl Lìpcrá1i,,.
O papel inpo antc das icléias do socìalismo cicntííico lbi posto em
eviclência p"ìo t.o,:iu Marxista da penetlação da consciêrtcia.socialista
no
rrovirncnto operário esponlâtteo Nós só quercuos aqLri sublìnlrar airlda
uma vcz urì1 tÌos elententos
l.rsicoìiigicos
nais inportantes da consciêrrcia
ÍÌesta etapa i1a sua história: a nova colrelação
que âpalece entre os seutidos
e as significações.
as ideias qLìe as ellcarÌlatrr dorâvallte' correlação
quc
noton,o--, ,noir'a1r'ás e que corfere às signifioaçòes c às ideias unr papel
prlticrtìrt tll I ida.
l.stâ uova corlelação é tal qtie a cotrscicrrlização
dos sentidos
quc o
l'rolncln opera rro sistctr.ia destas significaçõcs' conlere às suas ações traços
psicológicos novos As ações hunlanas recobLent toda a força e toda a
natr.rlalìdade do instilìto. conservanclo a racionalidade e a clareza dos fins
próprios clu ativiclacle ìlunratra tlcseuvolvida'
A stta lorça crcscenle ó para os icìeólogos burgueses um
"ctrigtlrtr
psicol(rgico". L-,les estão todavia couscientcs dc que este fellôÍììcl'ìo cstá
iigodn ã pl.opngução das idéias cio socialisno
cientifico' o bastarrlc para
intensificar a stla luta colÌ1ra estas idcias
Firì certas circunstâncias.
esta força translìrma-se
Íìrlaìnlcnte
numa Íbrça de ação histirrica. quc abole o domínio das rclações de
fr"iri"a",ì"
priuaú e libcfia o tratralho do homen Esta supressão
prirlica
ãu.'r"tuç0".'a"
proprieclailc privaria e csta libeftâção prátiotr rlo trabalho
hun,unn'qrc
con,lr.ìt"n, iì
"rcintegração" (Marx) do. próprio homem'
conclrrzett'r ao lllcsllìo tclrpo à reintegração i1a consciência
lrtinratla E
assirr clue se e1ètua a
Passâgem
a unla nova estruttx-a
inlerlìa da
consciência.aunÌâllova"forrnação"daconsciência'àpassa{ctnì
consciêtrcia
do ltotrretn socialista'
A trarrstòrmação
psicológica çssencial é errtão a da relação
princìpal da consciência. a lclação crìlre o serìtido c a sigtrificação
Como
I
j
i
r
i
I
I
ffi.
u5
O De sent' olv i nc nlrt do I's iq tt tsnlo
O DeseNotYimenlo
'lo
Psiqtüstì1o
il
t;
ì
]f
{
toda a relação do conteúclo'
cste último
nào pode trlnst'ortnar-se
sem uÍìa
rrrodillcaÇàodc.rc'doi.elelìÌClìlÔ5qll(Úcolnpocln'Nlocolròttcia.esta
Lrltitna tlào c idérrrica
para r' duas conlPollclrte\'
A sua basc t n
'"to'no
pïíticn cn"sect'tir'o'
â aboìição
da
p-p,i.a"a"
'p,-r'
J
I
.,.:_:l:::.:"ji
j:Jnlì:'ï;,,l.'Jï":"i:
;:li: lÏ,::
atìr idrde.
isto é. do senÌroo
rl
contcúdo
objetivo,
a sua nau-toi'ì"idência
e a sua contradição
são
""'t
"tutïtoo"rurio
sociaìis1a
tal corÌo o opcrárìo
da crrlpresa
câpitalista
icce, íla etc Mas para
"i"
o
'"u-t'ut'uibo
telÌ] realtllentc
o sentido de
lecelagenr.
t'iação etc
pu'o
"t""n ".to'ìuo
e o produto
objetivo
do trabalho
lìão são estranhos
tlnl ao otrtro
porqtlc clc rtìo
^trabalha
Para
os
.ìn'rr"ã"*'.
ììlJ\
fal
elc prta a
'11
çllssr' faríì
ir soLIcoaoc
"t'"
";
;;";;;iu''o"iuti't
'"""t"
u'tt saláiio
tm troca do serr lrabalho;
tanrbém
pala els o trabalho
tem' onn"nto
tttltu signifieaçào
dc salário'
tlas
r)ala esl.' últitlto
rtào t t""itt
""t' "'"io
p"'o eie ãc rellizur
utna
plnc do'
Hìl''ì:";:;i;ta.,
'".int
l'.';;
;
';"'Lorììrrrnô
pc',s''ral
o
'crrtido
do
trabalho
niodiÍìca-se
polqtle os seus motivos sãro tlovos
A nova motivaçàn
ao t'luiuttto
é tanrbér.n
uma atitude
rrova lace ao
p,ob r"',,ì
o,
"-
o?:
" l*: :,llj;:ï"oij'llïi]1,^1"
n'::i:"Ï.: Í,1:
oDcraÇl-rL'5
ploLltlti\ iìs L lì(ltlalì
:iì.'::;'tJ
^ '."'i'r''
do riahallro c o totrìrtrtt.'
'la'
-iËnilriaçò.-
cLJrr'rclrs
cctlnhecinrentosquecomclassetcletcìot]an.ì'Estassigrrilìcaçõescol]cretas
-
conhccimentos.
'al'e'-fatc'
I
ati*unl
Ot set esttanhas'ao
senticlo
do
trabalho.
O seu cloïttitrio
uão Ó apeuas
1.
conclllio
O"
:-1it't
ou' se se
considera
o empresátio
capitalista
a corrdição
cle lLtcto: nos dois casos a
cortclição
cic obtenção
tl" r."tultodu
nacla tem cle cotnun
conr a essêtlcia
da
;;;";;"
"
..lu""u'
1rtlkrs
Estiìs sìgnilìcaçõcs
coììoretas
âparcccrll
ao
Ir"',"t",,, ,to sua realidac["
"u 'ert
tonttíau
prilprio'
coutl contlìçàtl
tle Ltnra
t',"r.. nrocltttiviclade
Act rraìallto
Conrpreendc-se..
tl't"
o scile de
:l]'ìì'..ï;ìì.;ì;;i
ìiì po"it''1"'"'""'t
gtíÌttr:le ttcsrrts
(nrÌ(liLòcs'
É nnra conclição
irt''fitp""tìì"f
i eroltrçio
cll-.consciência
do
houtctrt novo: o senticlo
nnut"i"'"
çonl e[cito rcaìizar-se
ps icologicameutc
nas significaçòes,
pois urn sctlticlo
rrão objetivado
e não cotlcrclizado
nas
[ì'ìiil:::
;i i ] il'
": tll' ::iï
: ìl':'"ì':l]l
t ï':'ii i:,ilï'
:ï' ]:il il:
r'ìão existe
ainda totalmente Pat
ü';;-;";
;tJ''t.tiluçao
tloqt'ilu a que se chatna a cultrtra clo trabalho'
cluc
constitui
nele o aspecto irrteÌccluaì
.-^-:.^.1a .^ â,,ôr.â ao hornen
de
LJ tlltllì(lu
da'
'iglrilìcaçr'cs
lnalÌli(\rir-:(
'l-( "'
rv
"*
I *- aìi.."
"
ie o bi ;
"
a1i;it
;ï'" lh,,ï;,,
i",1Ì;" i u' ÏJïÍ,i',
"lï
expcrièrrcia
praricrt lrtttnatta
':l'ì:ií..::
:
',ìq'u.rï
,nou it",,"-.c
cto'ararrre
nìuito il11('lìsalnclì[e.
por otltro
Ë;
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i ;;.
^':;.':
:::i:1"ì:':i:'"ïïïï'Iif
: ;":ï,""iìï'J,:
Lrutêtrtico
se aPresenta
a oollsc
;';;;;ì;'.'ì:,1;;;l
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i
:.: l:l'',ïli:i:" ìïi'':lìì::.:
:ï;:'ï"',ì,n,,o,
u
A estlrÌtlìríì
llìTcrra
;;;"' por estâ rìova relâção crìtrc senlido
e
i
il:llh,
15; T :ì :* ;Ëit;:''t*m:r
:ïï::ï:"'
i' ;:ïlï:
à sLrc fitsào Ptlrâ
e slllìPlc
tlesenvolvida
cle passagens
ootnplcr.a<
dc tt.nra
|ara
'"lit'-ï^ l1O
como cÌut:
Lllna rotação
do plarro rJos
'"ntijt"'
qut lbolc o tettottleno,dc.tlesintegração
tla conscìôtrcia
Agota' a corlsciôrrcia
lìumâniì
iìpresenta
tÌlì1â
cslrutllriì
irtlcgr adl
r-:r r er.l.dci
.
| \l'
('I,ìelcriclicl L-llrltllìiÌl
'ìa
c"ll-'iclÌ(iiì
iaìacl(r17l
tâ$el'ìtc /).!i.rolírg
ícutttcttle'Ì
t,sta qucsfão tclì] razão
enl se pôr na medida
crÌ que a cotrsciência
'" ""*"i*')"'
"ttire
outras'
pela relação
que a liga rì
cot.tsciôtrcia
sociaì'
ao ttu
"toni"itOo
icleológico'
quc enr si não é
nâturahìrerlte
objeto
de ttt'n estutìo
psicológico
,O., -1.']'ì::unt"nto'
Oot
L'\cnìpt,\.
tt;., s dq rnodr'algrtttt
ettt si urir
''hjeto
P\icLilú!icÚ'-:
loJa\ia
a
:ilrH
'i"1","
a'r atii iiade irrteÌcctual
ligada
ao irìstLumerlto
c ao
nroccsso
de dotntnìo
do t"*'"*"ììto-t"'"
indirbitavehncrrte
ttttr cotrtcítdo
ilïÏ,Ë
;.
Gü'd"
1..:ïl
:
^::
i
:i:'Sru
:" :llï,llïìlï;':ïï^;
niza-a de tal lìlâneiÌa
que ll
conslitueln
se lransfoLnran
:s, práticas ou
As dilèrentes
açties uoiìilìcatn-sc
seiam
elas extcrtort
interiotes.teór'icas'a'uoo.ontit"nt"çincliaocicscnvolvitììentodoslìelos
.
1"
--,...----""*'wç.*-**-----*-'---
-

a
:
I
I
f
F
i
r
I
i
È
O l)!tiL nroÌ\,ìnt tola P:iqtì;]tÌa
dc ação. clas operações e' por conseqüôtroia^
o clas significações'
tras qtliÌrs
cstas ações se cristalizatn
pala a consciência
Por fim' colÌìo nlostranì
."ììor'l p"tq"it"t experìnreniais
âttrais' âs próprias iìnções elernentârcs
rluclarl segundo âs operaçõcs
qtte realizam: utn só exetnpio bâstará: os
lirrìalcs clas sensações são srtscctívcis de variações sensíveis'
enr lunção
tlo papcl que desenlpenha
rra atividade da 1òrr'na de scnsìbilidade
c cla
n,,",'"ii".oì',.,n
c.lra rrcsta ativi6acie a operação setrsotial cortcspoudetrte
E csla rlcpendêrìcia
estritalììc!Ìtc
obictiva cntre os processos
oarsiais e a cstlulura
gloLral cla atìviclacle
e da consciôncia
dos hotlletrs
i.i.tìtrì'r"a.
p,--ìa, coìrdiç.'e-s histtiricas concrctâs
dn 5113 vids
-''
tltrc
cxplica psicologicar'ÌÌclrte
a translorn'ìação
das pr-opriedades
e forças
lltttttltla..
llali5l(ìlììllìç;i(
(lllc sc
frodtl/
sob tìS Iì()\\(')-\
'rllttrr.c.tria
I tlorl'
ì:ì."'p.ì." Logl.. clo honreln Não se pocle por eremplo nào dciral de ver a
,"1,*1" i","tt" elìtrc o fato dos horrrcns clescobrirem
a sua verdadeita
comuricladc. cotrluniclade
que não irltela doÏavallte
a lolura das coicrls
qttt'
alìtavatn as suas rclações tl'tiltttas e' o Í-âto dos sentilnenÍos
otltroliÌ
.l{)millarìtes daletl lugar cada vez lÌiÌis â otltros sel'ìtimentos
vcrdaclei-
ratnettte htltnatltls.
Distinguir os setlticÌos c os lllotivos é scmpre tarnbérl distirlguir
runra Votrtade. scntìmel]tos.
O atcl cle corâgclr
qLlc tclll por lnoli\Ô ii
0 t),tr /\.1)tt) nt', J,' t)\ryuì!t11,'
sujeição
cÌe outro iìonìetn. a trstrlpação clo be
"]
tl"
"ittÌ']::li.-']-.1t::::T.l]:l
iïiì"ìiììr"-'".ni
tcm qualidaclcs
psicoìógicas bastante difc'erìte::1i.:.i:'1l:ì
"rcrd'\lu'q
t tt'nt
"ìun
ajucla para a cattsa cotlltttn lì11
corajoso ctt.jo nlotivo Ó contribttil
. ì-- .,^.,ì:-^.r,, nr.
t"ïïu"ì'ì"1,"
i'ì"*',ç^
p'itotógica
entre ttrntr làçanha rcalizada.
trns
as parlictrlariclades
do
cotrsciôncia.
ele
PróPritr
do hottletrl.
acabarìli
dos traços Psicológicos
:;;;i;;"t ;. ,'",a vida c.ntraditãria
no seu corr'ittrrlo
(portanto' tro
(tnicir
;;;ì,i;;; n".t.,a)
c a tre st.a Íàçarrha
quanclo a.pe'sonaÌidade
do ltot'nenr
,"
"tprint"
ctn totla a stta uuidatlc c totalidaclc
l'Ìaturlis:
só rlcslas
"on.fìçocr.
con cfeittl. e qLtc a lbrça nrotal c a bcleza intcrior tlo gestir
po<1cur se rrranil'estar
p le rl iÌ lÌ'Ì e Iìt e
Uuta
;lsicologia
qtte ignorasse
qrte
psicluistr.to humano cleperlclerrt
clo caráter
gcral i1a
,l.t.rn,ino,lo
pelas oorldições
cla vida rcal
irt r ilrwcltrrctlte
poI ncgal a rratureza históticlt
Intercssada ctr reiluzir a lace psicológica clo lronretr às suas dilerctltes
apticlões c propr;edâdes. ela tendc a condrizir as suas investigrçòes
rto
sentido oposto ao qlìe o
Processo
real da sua tratlsfornração seguc Por este
íãto, irÌvertc todos os clemcntos: para eìa, ci cleternrinado
é o deÌctmitlante'
n aonr"qten"iu
é a oausa Acaba nesmo por encotllral os tlotivos da
ativictai:lc humalla nos sentinlelltos sLrb.ietivos' llos sclìtìlÌlertos ç sllìoçôcs
clo ilìtelesse or.r do <lcsejo. Prossegttindo a sua anáìisc nesta direção' acaba
por encontrar a lolìtc cleste sentinrenlos nas clìloções e desejos inalos do
ironrem, isto c, rras pâl'ticuìaridatlcs dos sctts iustintos'
s
A via aberia pela anátisc ltistórica nostra' pelo contrâ'io'
qtte as
prop.ildo.:l", do psiqiisnlo I'tuurano são cletertnitladas
pclas relaçòes teris
ão lton,",u c,t,,r o n,,,ndo1 as lclaçilcs qLre clcpencìenl clas rclações históriças
"úl"ii""t
cla sua vicla. Sãô estas rclações quc cria'. as palticrrlaridades
cstrutulais da consciônoia hunlana' c quc pot ela são rcfletida-s
Assim sc
caractcriza
o psiquisrno hutrano lla sua vcrcladeira essêtlcia sociaÌ
Clonìo o nosso fil'll não é cstudar a história cotrcreta do
cleser v o lv itncnto do psitltlislno hltnano' linr itar- nos-ell.ìos a uma er po'içìo
nlulro t,r"u" d"s ,,ias "fbrmações" hisr(rrìcas mais gerais Aliás este
,;;;;th"J"
basta pâra provar que o cÌuc parece à prirreita vista ìtn.lávcl ntr
ììã"r"llr.
"uo
pu.ro,1" lato tls un'ìa etapâ traflsitória tro scìo clo sert
tlesenvc,lvimcrtohislórico.lvíostra'Ì:)oÌottttolado'c1ucsócotla
]ir";rri"g*çao'
da consôiência hutnana quc illlervétl cott.t a rcolgrnìz-açào
radical cia sociecÌade
é qtlc colÌÌcça tl scl clcsetrvolvitncnlo
reâllìlen1c livre e
complcto.
Nâ1tllâlmeììte.
iÌ lìovlÌ cslrtlttlrâ psicolóeica da cotlsciônciil
trão
apalcce
in stârltancatr cn lc ìtlgo apits a trausformação
das condiçõcs de
vida. flla não lìasce
1-ro.
.t nt"'"tu' espolÌ1alÌcanlclìte'
setl luta' fora do
prol.rro,:l" eclttoação clos houretls, c dâ pel'ìc1ração cla sua consciêtlcia
peìa
iìeulogia socialista Pelo cotttrário. a tìrrnração ativa das tlovas
qualicìadcs
psicolÀgicas ó cotrcliçno ìnclispcns/rvel c1a stta coustitLtìção'
A trretanrotlòsc
tla consciôttcia
não toca inlcdiâtatlretllc
toclos os
aspectos tla vicla. totlas as ligaçõcs do honlcnl ao nlttnclo Quanclo
da
irtït""ir"
^p^tiçe.
c1a cLrnscìêtrcia'
a tcitliciaclc rìão aPiÌrecelr cle sírhito na sLra
I
i
i
i
i
1
-
i
EA
ffi'-'
O L)est n|ol.,,ì kìeììI a Io P s ìtt u ìstì1a
O l)rtenrolrtncnlo
Llt ) P\iqìL$nto
'.
.:
It
{
l
totaìiclacle
sob tttlla ilttmiuação
l'lova: rlo prirrcípio' uma gratlde
parte da
;:;ì;;;
g"n,ao
"
sua ilurninação
anter.ior
pofque as significaçõcs,
as
;;;;;.;o"t
e as ideias não sc nrodilìcam
autorratioamctlte '
desdc
que
percleratrr o setr 1c[terìo tras cortdiçõcs
objet]]a.s
11^-"1L".,-U]*
O"O"*
colìserval
a sua tbrça ttlttto
pt"tuttttitos
c nrttitas vezes só apiis una luta
;.;;;;.;
q,,"'clas a"abot'''
por percler o scu prestígio
aos olhos dos
Ìrornens.
Por outro lado' a "reitltegrlrçìo
cll cotrsciètìcia
nì{ì,conslitui
dc
modo algtttll. cotro vitttos
"
p""'ìgtut
a coineiclôtlcìa'
i sirnples l'ttsão' na
.",,*là"-"ì"'
a" sistctna das
'ìgnit'i""çt'"t
O. trabalho
ìnterl:.i d: cotrscietr-
tizaÇão
e dc ob.ictivação
cìas lclaçòcs srrbjetiras
pcsso:tis ctrtn I r.eaìicladc'
oí,.t-,"'.'.ì.
,u'
'i.,tì't"
cìtr' tig'rificaçòt'
cl;rìrorucìrr'
5o'iirlrÌÌcrìÌc
rìiìo
t(
,i.t-,ru nt"noa cotllplcxo
ou
"tttto'
tctlso VetiÌìc'r-s..
sitrt como-que
tttll
;ï;i;.;;,;;ì,,
;"'i" oot.'"ttto
ìnrer ior
lìrrir
ttnrr estcta de--rclações
nars
variadas. trrais
profundas
e tllais stttis
qttc o honretn
dcve totrttt'
cousciência
para si. pata
"se
cllcolltrar"
tlc certa nlatlcita nelas
I)sicologicatllcnlcacotrsciênciahtlnratladesenvolve-se.poftal'Ìto.
il. \rl:r' lììÌlJalìçl\
(
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I I i I I i I i I I ì \
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'lclitllt:tttt(ttltì
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t','tt'tt ìr;tt
li' rtllrti l'rd'' -
^,rr"rì.""a
o,,"
ai'oclì o scLì ltig't'l tt tlLtttlt Na lrtrota
^cll
çucictladc hrtlrlanlt'
a cotrsciência
passa pelas clìlerlentcs
ctapas cla srta fornlação
inìcial: sti tr
c{esenvolv
ìmento ultclior
cìa ciiuisau
"'ciaÌ
cìo tlabalho'.
cÌa ttoca c das
lìrrtnas
clc propriedade
acarrcta
uln clcsctrvtl
lv ìtn euto
.da
stra eslrtttuta
,;i.;;. ì;r;^,,à,,-a.
por'érr'
lirritada
e colÌtraditória:
depois'
chcga trtrr
telìrpo llovo. o tcmpo
(lc
"n'ut
'"tn"Ott'
cluc cria ulna nova consciêncìa
clo
ìr",li"t"
'qi".f"
nos e difiçil irrraginar
as itrensas
perspcctivas
do scLt
tlcsabt ochar fìtLtro
lìste cstuclo não telìl. pofianto a p!etcllsão dc ser um restttno da históriu do
psiquisuro: elc rcplescnta alllcs tll.Ìl aparlhado da tcot ia cìo descnvolvitlento
tlo psiquisno; mais exataÍììente.
propôs-sc estudar o pr'óprio princípio da
concepção histórica clo psiqu isnro
Quais
são as conolusircs
gcrâis a que clleganros?
À .un""pçãn nadicional
clo psiquisl.no clistinguc dois tipos dc
tènôr'reno c clc processos. Os ptitrleiros são os lènônlcnos c
llroccssos
irtteriorcs, qtlc eÌlcotìÌralìÌos
ctl ir(ls: as ìmagetls scnsíl'cis' os cotrccil0s'
'ts
seÌrsações
e tatr.tbénl os
Processos
do pettsanlento' da imaginação' da
neuorização
voìì.lllt1ìria ctc.
-Ì'odos
cÌcs
PcrtellcenÌ
ao donlínio cltl
priquirnlu. l1ì o sett conjLttllo qtrc cr)rlstìlui o Íãnoso cct14íto de l)escârtes
::e"ì,
fur""*
p,,rya- eu etltenclo tLtdo o que sc passiì crn ntis de lal mancira
qu" ná:i o pcr..bc,,ro, inrediataneute
pot llós tnestnos; é por issn qtte tlãtr
lo"'r,,ì
",
i
".
q,,.r.-r. intogi,'"' rlras lârìrbcm sentir' é a nresnra coisa aclt'ri
(ll le pclì.J l'.'
Os otltros fenôtnctlos c processos são os que colltlarlalììelìtc
aos
plirncilos. constituctrì o l.tttttldo rrratcria] exlet iot' São a tealidade cotlcreta
que cir"u,,da o ltoltlcnl. o prirprio corpo clestc' os tìnômenos c
Plocessos
lrsiológicos
cluc se realizan neìc'
Llstc conitttlto constittli o clonlinio do l'ísiso' o trlrttldo da
"cxtensãro".
Nesta ótica. opõen'ì-se
dois tipos de fenônrcnos
e processos' de que
só os pritrreiros relevatn do esruclo psicoìtigico l-ìm que estes sc distinguem
"rp."itt"ot,.,"n,"
dos tèuôtreuos e processos físicos? A d-i1èrcnça está na
.uo,,otrr"tu
ptlramenle subieLiva'
istíl e' no tàto dcles não erislitenr for
u.rin, ,:llt.r. serìão cnqLrâlìto daclos do vivido irrterior' inediato' clo sLr'ieito c
l1ão tcreìì orttra existêrrcia; corì] ct'cìto' qttalquet otttta forma de existôncia
signitìoaria
qtte eìes existctn tto munclo 1'ísico' nunt mundo da extctlsão c
Iìno ll,-r do
Il(
tì 5ll lìì f l) to.
l.)ma concepção
clo psiquismo que paíe dcsta distjnção' sela que
lìgura ric estiìo r;"
"ìrtp."gu".
íìcha ìrrcv ilavc lrrrerrte à psicologia o livro da
*
Para terrÌrìnar
esta breve
exposição'
resta-ììos
,ti*1, 11ï:']l]"t I iìId rçrrrrrrr('r
!
conclusões
tc(rricas
concerrìcrÌtes
à aì'otdrgertt
u"
ot"l:'n':
e.lïqïlïli].
tbordanlos
iÌté aqui lìão esgotaììl
PoÍ certo. os problctnas
quc :
,
-.--.:.,,,;-,,
:
,i
rl
lÌì c\llì
t) o cssencial
tlo conteítclo
do processo
de deselvolvimenlo
psíc1uìco
" Iì Dcsoarlcs: I'at; l'rìntipes tlt !(1
ÌllilosaPh
ll:'tl Vrin l967) p 56
U Lt!:cn\ t)lrt trttl"J
'
/'trq'tiittt''
(.)
I)escü\,olIitì1anta do I't rcl u ís tt tt t
ideal; não deixa cle ser' [Ìel]os ulll processo realizalldo a vida lcal cle uÌn
srúeito leal e não se torna "puratnente" espiritüal' oposta
íìnclamcntalrrcnte à ativitlade e\terior, irncdiâtamente ptática Elisir cotno
o faz a psicologia idealista tradicional. esta oPosição cnr absolttto' traduz
iclcologicamentc â scParação quc de íalo sc criou. no decttrso do
deselvolvitrento tla socieclacle. el'ltre traballìo intelcctLlal c trabalho
rnanual. Esta separíìção tettl na realidade rttn carátcr tão potlco absoluto'
1ão lr'ansitirrio cotlo as rcìações ccotrôt'nìcas que a engencltanl
A seguuda concepção do psiqLlisrro lr:icitiÌ. portalllo' a oposiçào e
â scparâção clualista cntre a atividade itrtcrior 1córica e a atividailc exterior
prátìca. Alónr disso. exigc urla nílida distirrção eutrc o reflero
proprialììentc clito cttttto itrragetll cla rcalidade (apareça cle sob quc fbrrla
i'or-- sob forua de sclìsaçõcs' de conceitos ctc
)
e os processos dc
atividailc proprianrcnte dita. irrclttsive de alividade ìrrterior'
Rccusando csta rüptura e esla collflìsão recusalììos ao fiÌesmo
lempo â conocpção iclealista tlo psiquismo que as cxprime Tornrt-sc assitn
possível superar a collcepçào de Lrtl psicluismo como essência cotn
çxistência própria, o quc lhe pcrmitia elrÌÌar na cornposição clos proccssos
rraleriais. interagir co't, elcs, conter qttalquet coisa etc Devemos ilìsistil
ncste potìto pois o pr'óplio tnoclo dc exptcssão dos conceitos e das rclaçõcs
psicoltigioas a qtrc astalìlos habituados. traz em si a marca desta conccpçdo
crrar:la.
-Assinr,
por exetrrpÌo^ qttando dissertlos o que é habitual' quc "aìgo
sc passiÌ uiì Irossa consciência, cÌevctntls veÍ nislo âperÌas o plcço incl'ilável
rla tradição lineiiislica
Na nossa coìlcePção. a história rcal do desenvolvirrrctlto do
psiquisrlo não é a hislória tlo dese trvo lv itn el'ìto do "desdobrarnento" da
vida. inicialntcnte lì11zì; cste dcsclobramento cÌeLt origem ao psiqttisrtro
p|irnitivo do atlitnal e cncolltra a sua plctra cxp'essão na l'icia conscietltc clo
hon.Ìelìì. ìlsta história ó. conto virnos, o fcllexo da histciria tla evolirção da
própria licla c obedccc às sLtas lcis gerais: rro cst/rgio do clesctlvolr,itnenÌo
i,lniOgi.o obcclccc às Icis da cvolução bioliigica' nas etapas do
Llcsenvolvintento
histórica às leis sóc io-h ìst(irìcas
aliviclade
pr'ática e sensivel
clo houretl' sctl a qual a psicologia'
cono dissc
t"t:..'ìi.inìro"
ter utrr ciência rcal e verdadeiratrente
rica dc conteúdo'
lìxiste tlrna outra collccpçào
do psiqLrisrlro
Cottstiltti
sua [':asc
Íìlosóficaaleoriadoreflexo'.l.atttbcmelaseapóilrlurnedistirrçãoinicial.
"'ììï" "
tì"ti" t"terial cla vida e a realidade
objetiva corcreta
cm clrte vivc
;;;.'*;i;,
rsto é, segundo utna lotma paíicular
de interação
materiaì
Dito por outras palavtas' nesta óticâ' o sujeito
não se opõ€ ao tnundo'
"o*o'o
""u" de Fichtel pelo contrárìo'
estão originalrnente
Ìigados um atr
;;;;,; t;; uì,lu' u
'uu
alividacle
vital ligam realmente
o sujeito ao obieto
"i"ir"'ta"
as passagens nútuas
qttc' na otigenr' se traduzem simplesmentc
ncla trocâ dc strbstãttcias'
t'"'"ï";;
;;ì;o ,t't'"t a" tlcsenvolvimento
da vicla do sujeito rraterial
lrnor"."t,., ìt"a"rsariatnentc
lenônlenos
especí1ìcos
quc ret'leteln
iìs
:Ï:;;;;":';;
,""iiã"a"
objctiva
nas sttas relações.
e ligações' isto quer
:ï;Ï;;"ì:ilil;*"tú"d.
'a
sua nalerialii:larlc
E a .o..a psíq.ica tlo
reflexo. ,.
CorrsideratlonosiStcl,ììatlasrelaçõeseligaçõesdanraÌeriaclcl
nr.,nr i{, \rricito. o reílero
p'lqrlì(o Iìà\' pilJ-a Je Ìllìì csliìdrì p'lrlicular
dc\lil
lìl;'ï";.';'|ì;;;,',t,"
..1"
".,
cctcÌ'to cotr''idcríìllô
rÌo si:rcrìra
'ìas
relaçÓe' e
ligaçõcs
clo suieito com o tnttntlo citcttndante'
o reflexo psíquico
é a
irlagetn deste uundo
Assitn' existe ulll
Processo
real no qual o refleticlo.
qria o rel'lexo' cr
id""l
(.;;r;,;; u
""p'"ttão
de Marx
"ele e transpoúado"
no. icleall) liste
nloccsso é
pt-ecisametlte o processo rnatcrial cla vida cìo suieito F'xprin.rc
:";;;t;;;t'Ja
'ua
uti' ìctadt que o ligam ao.rundo
ooi"t],uo
Ildevidoaofatodaativiiladccriruurrrelopráticocntreosujeitoc
o rnLtudo circundatlte
aginclo sobte elc' e se subtneler
às suas propriedades
objetivas,
que aparccenl
rr''' sttieito os lenômenos
,qLle
cotìstituclÌt
tÌllì
lcÍlcxo do nluudo. cada vez n''oi' utl"quudo
Na rneclicla
l:lÌì qtìe a atividatlc
c mctiilttizacl4
por estes Ictronrenos
paíiculares
e.os collÌPoÌ1a
de ccrtiÌ
'rr,,il;;;í+
elr lottra-ce
Ìrrna ali\ idade rttcttlaìizada
Ntrììrâ etapa relativarr.rente
tiudia cla evolLtção
O^
liUl
",1t11;11;1;
potle sct ittlcriorizada.
isto ó' fevestil'a
tbrna cle ulra altvl{ladc
ìììlerrt'1
:
I
{
ti
1l
$
{
I
i
t52
O Desenl)olvimenlo
do Psiquísnto
Pensamos
que esta concepção histórica
pode fazer.da psicologia
u*u
"ien"iu
lu"
não s" ,"put" dos grandes problemas da vida' antes ajude
u".dud"i.ut
r"nt" a resolvê-los, a coistruir uma vida nova' a de um homem
iiberto até ao desenvolvimento
completo e harmonioso de todas as suas
aptidões e propriedades.
a
"nÉlrilR.Úrm"
HISf,óR'ICA
NO ESTTil)O
DO PsrQrnsllo
Irìu[raNO
t) l.)'.,t'r\ l\ tnt.nt
, I I'st'1t,tttn
'
ú
\.
r
I
,l
í
i
1. As teoriãs n:lturâlistâs cnì
Psicologia
humana
Í1o-jc cilar'-se-iam corn diliculclade investigações
psicoìcigicas qtre
não tenha;ll erìÌ cotlta. clc tttna trratlcira ou outra' o 1ì1o cÌe qtlc a
../conscicncia
e o co llÌ porliÌ llì ento humanos sào
'sensíveis às concliçõcs
históricas c sociais c clue cles se modificltlem oonì âs sLlas tllrtdatlç:rs'
Mestno os csttldos ctxsagt ados a questõcs
PtlÍan'ìelllc
psicoÍìsiológicas
sito obrigaclos a levar orr consiclcração a ìu1ìrrência dos
ìatores sociais instrução verbal- aprecìação pelo expet int errtadot dos
resLrltados obliclos pclo suicito tla expetiôtrcia etc O cstudo cla dcternri
nação do psitluisnio pelas corldiçtìes sociais collstitui tttcstno a tarcl'a
esscncial ilc celtos tanos cla psicologia É o caso clas invcstigaçôcs sobre o
clesenvolvintcnto
histórico clo psiqtlisrlro l'tutllano e sobre o dcsenvolvi-
nìel'ìto do psiclttisnro da criauqa: o nìeslììo se vcllllca para a pslctì-
peclagogia. a psicologia cia linguagctn c das relações enlre os ittrlivitÌrtos- a
psicologia da
Personalidade
'
i imiortância lcórica gcral do problcma do deteruinisuro
social
clo psiquismo e tatrbem absolutanlente
evidente' Outra coisa ó a nlatrcjra
,:l" ,"r.tlu". estc ptoblema e a imponância de princípio que Ihc é atribuida
nas dilìr'entcs correutes iìa psicoiogia cientiÍica As diÍelcnças de opinião
sãÒ corn e1èito cxtrel]ì afil cnte grancles e traduzellì-se clÌl colÌ[lrìl]liìçòr's 3
Parl
iì Jc
ìitì-rçòL'-
lcori(a'
I
t.6 O I )esentnlyìntet*t do Psiqtlìst1k)
lJrna dcssas posiçõcs exprinre â linha teórioa derivada do
e voìucionisr'ÌÌo positivista de Spencer-'r'. cujas idéias tiverarrr influôncia
dirclil rì,,1iÌ\cl -obrr ,r p-ie,'1,'Si.r
l)r.rgrììiÌliciÌ
irrncricrIrì f\liì c( rì(cp\ì,r
paúe do pl incípio de qrìe o lÌi)uÌerrr. difèrcnterrrente clos animais, não vive
apcras lLÌm rneio exc lus ivarÌl cntc l'tatural, lr'Ìas nunl nlcio iguallì1eute
''supra
orgânico". isto é. social: scnlc-llìc coustailtcÌ'Ì'ìcntc os e[eitos e é
coagido a adaptar-sc: admilc-sc. por isso, quc as lcis c os rlecanisrlos de
aquisição da expcriôncia individuaÌ uão se lìlodifìcam lìnclamentalnente
qLranclo da
llassagelì'ì
ao holr.ìcr'ìì. Illcs conrplicanr-sc apcnas. daclo o
aparecimento dc làtorcs novos como a linguagcrn a as diversâs instituiçires
sociais. Por conscqiiôncil, piìrÌ cslLldar o honrerr, convém colservar lodas
as roções 1ìrncianrentais relativas à evolução biológica: o cor'ìccito dc
âdâptação ao nrcio c dc sobrcvivôucia, o coÌÌccito da integração e tìe
clìlèr'cnciação tlos rirgãos e dâs suas firnções e o das cluas f'ornas clc
expcliência hereclitária (específica) e indiviclual. Numa palavra, a
passagen.ì clo animaì ao lìomern provoca silì'ìplesÍncrÌtc Lrnìa cornplexidade
quantitativa dos proccssos dc adaptação tanlo específicâ corno individuzrl.
Assim, a maioria dos investigaclores que proÍèssam esta tese apóia-sc
habitualmente e seuì reselvas nos dados clas experiências praticadas por
aninrais: por exenplo. tratat dos nccanjsmos de aquisição da cxpcriôncia
indiviclual no honern (aprerdizagerr ìcarning. Os pontos de vista dos
autorcs divcrgcm cvidcntcrìlcntc urÌr pouco sotrrc a inrportânciâ dcstes
dados. nras cslas dilèrclças nâo iìletâm â essôncia desta concepção. Assinr.
se ccrtos:rutores aÍlrrnaìÌ ciìtcgoricarììerìte tlue a aqirisição cla erperiénciJ
individual é iclêntica no alirnal e no homenr "lì. R. CìLrthrie)5Í, outros vêcrìì
a especificiciade da aplendizagenr humana rrit lato dcla podcr rcalizar-sc no
plano da palavra (F. Skinner5e: erÌÌ certos casos. adrrite-se em rigor quc I
"'Cl
lÌ.Spcfccr: ìilclÌcntos clc basc. 1861: Os
fltndúü?t1tos
tLt psÌtologiu, L\9E
"1. Ìr
'l'hcÌpc.
A. M. Schmullcr: /eôn.t\ tt,ntc,tt,orL)n,,t,
'lo
apr.nJì-,u,nt Nova IorqLÌc.
t954
"Ìi ìÌ
(
irÌhric: ,'í pr icctlogìtt tlo en.tìno.Nova Iorque. 1953.
''lt. Skiun"r,
()
totltp(r't(tnÌet1ta tetúal. Nova lorquc. 1957
O l]lttt*th ìn*nto lo PsÌrntÌ:rto
aprendizagerr lrumana faz intcrvil tàtores partìcLrlares. corto lt
"vontaclc
de
iÌprerìoer
J
Na maioria das vezes. para os invcstigadores. o principal làlol cluc
"hunraniz:f' o colìlpoltanÌelìto é corrsliluíclo pelâ pâlavra. A adiçãÒ âo
eslágio do lronrern, cla pâlâvra (e, por corscqiìênciiì. dos sistctttas ctÌerior
e inlerior de comportamento verbal) é considcrado como satìslatórìa clas
aptidòcs especitÌcârnente l'rumanas: a apticlão para distingttir os íìns, para
planificar as ações. pÍrra govcl'lìâÌ os n.Ìovimentos. E veldadc, cor'ìlo cot.ìl
bastnnte
.jrrstiça
lcmbrou L Nulinu', que desde a aurota das idéias do
behaviorisrno
'fhorndik
sc preciìverâ colllra a adj nção necânjca da
palavra ao colÌlpoÍanl(]rìto arìiiral para explìcar as particLllaridadcs
espccificiÌDlente humanas.
(J
hornenr. cscrcvia ele na sua prinleirl
r'ìÌonograÍìa. lìão é url arimal nuuido de paìavra tal cotro o eÌelantc não é
riÍìla vaca mrrnida de trontba. lsso não o inìPediLI. lodavia. de alìrnar que o
homenr se caraclcriza pelo aperlèiçoame lìto das iìptidõcs psiclttiulls tlLIe
possui
-jii
o aninral c cluc a evolLrçào do cornportamerrto çollsiste sr:nlllrc
"uunra conrplicaçào qLìantitâtìva do processo de ligaçào instattrado entre a
situação e â rcâção de respostâ. pr(Ìccsso qtte se el'ìcol'ìtra elll todos os
vertebrados e lnssnlo os auiniais ìnlèriolcs. da lanpreia ao honretr" "r .
Esla dérnalchc, não slÌpi:Ía o quâdro do problema da adaptação do
orgarismo ao rreiil- Ììlaììtón'ì-sc tto eslrangciro nurr glandc nÍltnero de
trabalìros coÌìlclì'ìporârìeos, lresn.ìo
Ìlara
tln.ì probletlra tão espccificatretlle
hurnano colno o da pcrsonalidadc. A pcrsonalidadc hurrratla é neìes
consiclerada como Llrl organisÍÌto. c(lrrro o
Produlo
da irttegração cìe todos
os alos de âdaptação ao treio l'ísico c sobreludo ao meìo social. colllo o
prodLrto de ligaçõcs
"ìntercouelativas" que corìstituen rrn sistenla globaì
que se ibrrna na ìì.rta pela sobrevivôt'tcia. lìtn resutno, esta corcepção da
"" IÌcsurrlo clos rcccnlcs 1raÌralhos anrcrrcanos soh|e os problcnas do cnsino (cl. Il. R.
llilgarcl. /ioIrrr r/0 rrl?r//ro. No!a ì,rrquc. l9,llÌ) t- l'. lhoqrc.
^.
Ní SchnìuÌÌer: 7.'í)r'l.rr-
t otllp.tt atìtLts tlo tn:tìtto. No\ iÌ I{)rrlLtc. ì9'15. S S Slclcns: ,l/rt;ttta1 .t( psì(ologii
i,.yrcrirrrntal. Norr Ìoftluc. l9-15.
',1 L r.-ultirr:
'lot.t:/1,
i\ìta ?./tt1,.us\r) l.(ì\ ainiL 1!)51.
": ll.'1'1ìorn,iikc O ensino no honen. MoscoLr. I9-15
(cnì 1íÌrgu1ì r'ussa)
i
t
t
t
{
t,
x
O l)tsetì\nl\,ittìcnla
lí) l)\tquisrìt()
principal tesc tlc toilo o pÌagn.Ìiìtlsl'ìlo'
à',-ï;;;;;-"';-i,ofn.'oti'"'o
são a conseqiiôr1cia
ncsessária.da
1rçr'-,'rr.rli,l.r,l'
1ro'lt '<t
lì IIììllìil'l:r
llc5l<' lcllìr"5:
;r
1"i"'lt":irr 'ìl
O"rr..,,r,,ii,rn.t.
tenr pol tlbleto tlc cslucìo o otgattistllo
htinlano indivicltral:
!r,",u.g"nirntu
nacla ,rrais ó clLre a hislóril clas sLtas adaptaçcìcs
Ilslil çolìcePçiio
(ltlc ellcara as relações
lrú{tlas existclltcs
clltle o
ltun.r"n, ì
"
,o.ic.ln.j.
dc ulatlcirit natLllaìistlì'
isto é' por aualogi't
totll rlt
r.llei,c. tttttltlll-
qllc.\ì5ì(llì
(lìll( rì
'llìilììal
c o ln(lri c dlt eotl'tfç"'-
;ì,.ì.ì,t,
ì;.; i';..'..1"1",'"
1ì'' \r''ir nriìr-rrì:rri'"crrr
ìcor';'rd"c'rrÌìr('rrrìLrrl'
Sl t;llltcrrte
I r tJ;r -c ,.,1,,r.
ltn'"
o ìl^tltitlt cttt <lcltt tt illr'' rllì"
ir,,i.o tìnì t a soirÍc\i!çììcia'
clcvcnlos acltnitit cltre o lìtndamento
sttprctntr
ì,, .o,ltf",1"nl"n,o
c do cotrlrccitlcrìto
é a suiÌ Lrtilidade
(l
êxito' o etèito
nnririu,r,.f.
a'le i (lo cigitr)') e ncsta i)tìca' o irnico critério de adcqrração
c
ll""irrï"ì
t., .'ìuìn t t
"'''"''ltito
o que c.nclrtz ao slrcesso
Aquì r'cside a
2. A corrcnte sociológica
ern psicologia
Os trabalhos da psicologia em qtle o honletl é consicleÌacìo
alltcs
:
de rnais lacla como ,t"t
"' "t"iul
e que proclÌrânl rcYclal as
purtl"utu rlaoa", qtre ìhc são itrerelrles' rla ìlistória da sociedade'
triìdtrzellì
i,',.,u.nn""pção
tÁtalmente difetcntc Elas constituenr a terldêrrcir
histirrioa
i.*i"iog;i.
da psicoÌogia..clistinta
da corrcnÌe ìraltrrâlista e bioltigica'
Fstiì corÌente socrológica
eì'ÌcoÍìtÌa-se
sobretuclo
Ììa litcraturâ
científica Íìanccsa A tesc da particla é cltle a socicdâde
tbrrÌrâ rÌ nattlreza
hutrrana.istoquertlizerque..asocieclacleé.poftaì]to,opl.incipioda
t) l\\t n\,,1|tt
'nì"
lrr I'r./trtittt'r
i""ru,"",'rro
lógico em ligação do descnvolvimcnlo
da linguagetn'
da
,t
!
I
,
i
,l
ìl
I
explicação clo ind ivídtront "'
Aqtri as tlivergências
conccrrcm
ctn primciro lirgar'à conccpção do
' descnvoIv
itncnto ila sociccìade
que pernìânece idealista na nlaior parte clos
ì autorcs cslrarìgeiros
A segunda ilirergôttcia
de opiniões'
lue
a-llâs d::oÏ:
,tu print"iro, ielèrc-se à conprcerrsãì'
iìo plocesso de
.''socialização
do
ildìvícluo.
AÌgurls atttores corrro E DLlrliheìrr"''
M llalbrvachs"ic
ottttos
aolesentam
"ìr"
prt,a.rrn dc acortlo coÌ.Ìl â sltâ olielìtaÇão
sociológica'
aã'4.
"
t"t"f"a" tla c'rtlrtttricação
irtelectLral'
verbal etltre os honlens e os
i"u. ,"n.,"lhunt.r.
c0r.r]o o r.esultado rla apropriação
dos "corceitos".sociais
,,, "r"pr"r"nrrço"s
coletivas": assitl, a sociedade
aparccerla
prlmelro' llos
,*toLn.s;
clestes autores c dc outros da trtesmit escoìa' cono:""ï1:","i"
tl1
,ocl"aua"
e do individuo hu:rano nlais colÌìo Llllr scr
"de reìaçito" clo que
;;;;t;. social aginiìo pralicalÌìente
fodavia os trabalhos dcslâ corrcntc
i-ut"rrt,t
uma
-oontribuição
pteciosa' tnrtitas vezes
,sttbestinlada'
à
'
f.i"otogio.
lloloriamcrrtc
tro tlrrc lespeita ao probletra do desenvolvimcnto
das lòrntas sociais da nrcmória ht'mana'
tla noção de t"tpol
1:
,,",,rrèrài,.:;"ìì;;ã"iir.
pìi",r'r,.,"err.
clas relações bìológìcas.
c.' c1èit..
".'
,u,tia"i, são realllleÍìtc
"pragnráticos
praiticos"'
no senticlo elr.t quc l
,.jr,'taçeo
do seLl colììpoúallletllo
não Lclì1 outro Íìndalnellto
a rlão set â
,,rirì.ììi"
ni",u*i.a.
Mas eles ,ão rênr quc rcsolvcr os problemas
clue sc
nircttr ro ltotttettl c i lttrttl'rltidlt'le
''"
"';;";;;j,"
,r"1","rir,.
torra i'rpossível
a explicação
científica
cla
u"raua"i,:o-".f".i1ìciclade
da atividacle
e da cotrsciêtrcia
httmana: t'nas' pot
outro laclo. reforça I etrosllccti\
allì elìte as colìcepçõcs
r:traclas enl biologia
;';
',"r;::."
,ì,1 ,,i,',t,t" ..'ìi""'l
'l
nartìr
dü corììlìorlarììcÌrl('
ìtrttttarr.'
crti;t
nurticrtlltlclatlc'
íìP:Ìl\'L(lÌÌ
(rrllì (:lil dctttar''ltc
.'')lÌìo lìllìJlllìl(
ììl'rllllelìl
lÌiìrlll:"'ï"*ì',"1.ì,f
in.uit'u;'in'"'rte'
rra próptia bìologia
a idéìa-11Lr
;;ì;;ã;;i"
clc urn prirrcipio
ìncognoscivcl
l"sta tl cm at chc-str sterìta na leorrrì
da evolução.
nìas dcsla
,,,"Z'
Ìld"
ain,u'" as coucepções
metafísicas
c
ideaÌistas
qtìc postulalìì tarlo LltÌl nisleliostl
tltovilnento
"instintivo" do:
;;i.;;;;rì,;"1
rì(trrorril
'ì5
in. t' J eÀi\tcrÌcir..dc
utrtr
^cttlclcqrti't
;otrt'
rrnta tenciência
univcrsal ç.rara
a "Í'olnla pe|feita",
ou seja' a cxistência
cl|'-
inclinações
proÍìnilas agilìclo eterllanlente
etc
{
I
I
ì
{
i
I
"' G. I),,nra,r, l ruìtt tlt
ltst'ttnlrtgìe
1 Ìl Ì'''iri\- l()2'1- p' 766
't È. ól.r,,r.r't"it, Ás regrrts do ntétorlrt sattoÌogtLtt
l'arìs l895-
''' n'r.l initt.'
^.1
,, Osìltndros tocì,. is (Ìtr ttlrì,tót ttt' I'rÌis l925
--..-.
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.tos sc,,rido*up.ri.':'-:..11:'.-::']ìl"i:ï:,,," lrab,rth.s
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r,ábi,.rr..;ì,;;:...""ì,-'.,,,ì""1"
(l; Jo'':il:is
irrvesrigações
de.r ' h;;.
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mccanicista nelÌl o idcalismo estão enÌ cstado de olielltar a pes(ltlisl
psicológica de rnaueira a criar urr.riÌ ciência irnica da vida psíquica do
hoÌllen. Estc pÍobleÌÌ.Ìâ só pode ser resolvido sobre a basc de uma
consepção do nrundo filosófico q e estenda a explicação cil]ntífica e
materialista tanto aos Íènôtnettos naturais oomo aos fenôrnenos sociais.
Existe uma írnica corcepção do mundo quc responde a cstc ob-ietivo: a
fi losofia do matcrialisrno dialético.
3. O desenvolvimcnto da
"dómarche"
histôrica na psicologia soviética
Dcsde a sua origenr. a psicologia sovié1ica eÍìtregou-se â tarefa de
elaborar urra ciência psicológica ra basc do rnateria listl.lo dialetico, do
Malxisrro. To'.Ì]ou. portânto, intediatauctltc consciêtlcia da importância
dccisiva do probleura da dctcruinaçãro sócio-histirrica do psiqtrisnto
hurl ano.
Por essa razão. os prineiros traballros de psicologia soviética
avaÌÌçaram, por um lado, coÌÌr â tese do psiquisrro corto função de unl
órgão material. o cérebro que se exprinre no reflcxo da realidade ob.ietival
e por outro lâdo, estes primeiros trabalhos avâÌìçaram Í'ofiemente a tese dct
papel rìo rrcio sooial c da deterrrinação histórica concteta dc cìasse do
psiqu isno humanot' .
Não há neccssidade de ntostrar em dctallre quanto esta tarefa dos
psicólogos soviétioos é conplexa ou dc falar clo longo trabalho sisÍerráÍico
ncccssario pala a lcrar â bom lerlììu- lÌ1c5lno lìrllììl pritlteira aproxinlaçào.
E muito naturaì. poúanto que as primeiras tentâtivas dos investigadores
para elaborar ulra psicotogia Marxista se tenhanl limitado acr
estabclecilnerìto dos princípios extremalncnte gerais respeitartes à
conccpção nraterialista do psiquismo e à crítica do idcalìsrro militante enr
psicologiatr. Os lrabalhos tlcsta cpoca trataram igualnlcrrte do prohlcma da
cletclnritraçào social clo colllpollalrellto hrttlatro' Fltn 1924' K N I(olrrilov'
quc delìncìia airrcla posições "reatológicas", cscrevia a este proPós;1Ô
"Não
devernos ir tla psicologia indivitiiral à psicologia social, uras ao
contlririo...". e
"só
a par'lir da lrase dos latoles sociais n]olorcs cotììpre-
endelenros a psicologia indiviclual dc cÌLìc tratâ a psic'llogia ctnpír'ica" Ao
dizer isto. coloca-se resolLltamente enl gLtarcla çt-rtttta o t-ccotlhcc in'ì e nto clâ
"onipotêrcia clo nctodo nalttralista" enl psicologiatt
-lodavia'
o ptoblenra
,net,,.:1ol,i-qicn maiol. a saber o de una tlémalchc úrrica para o eslrdo do
psiquisrro hutttatltl. tlão cstava resolvido C) {ìto era ntanilèsto tro nanttal
pubìicacìo pol K. N. Kornilov tresta épocat'. etn que eìe defendia a tese dos
.ìoi, lìtnr"-s
(bìolóeico e social) quc dclerrritram o comportarÌìcnÍo
lrumarìo
c citava iugenuanìeÍlte. ao lado cla sLra descrição das relações elcmentares
as caraclciisticas
psicológicas clos rcprescnlântes
das divcrsas classes
sociais no espírito de Somba .
Utla trova etapa no cstudo do ptoblerla do delertllinismo sóoio-
histórico clo psiqLrismo huuano l-oi marcada pelos trabalhos de L S
Vygotski. Foi cle o prineiro erLre nós (em 1927) a expt'imir a te-se de que a
dóÀarct.,e histórica devia torniìr_se o princípio cliretor da ediÍìcação cla
psicologiâ do hotnem. Eletuou a crítica leórica das ooncepções biológicas
nuturolãto, do hotlrenl e opôs-lhe a sLta teoria do desetlvolv imcnto
hist(rrico c cultural. o rrrais impoflalte e clttc introduzitt na irrvesligação
psi.otOgica eorrorcta â idéia rla historicidade da nattrrcza do psicluisnto
h,,,,,anJ e a da rcolganização dos urecanismos tlaturais dos processos
;;i;;i."t
,,., dect,rsoia evolução sócio-hislórioa
e ontogênica Vvgotski
ï,tt"rpr"t"uu
"rtu
rcot-tanizaçiro cotno o lesuìtado tlecessário cla aplopriaçào
t) D!s' n\Òlrtttt'nto tl" t):t,tut:nt'
Ìó3
ttCf.
P P. lllotrsk,,': lirrrírr; cfu
Ptì(ôlogítl
cl"'lficd' MoscolÌ'
ItsLcolcryta cttníttt4tot ttnctt e
'\lartìçna.
Leninglado
.1924
l9ll. K. N l(or rrl'n:
i";"ni:
i;;,,iiì'; isì,olos,a e rúrrtisrro Rer:olhr
"psìcoloeia c ìÌriuxisrüo Moscou'
l9r5; L.S v)'golsk)':
'l,xíro/og
iü !
't
l(otiLldd lot:últ:dçiÌ'
"Ì csos do prinìciro congrcsso
lìcraniano dc ner.lropsicologiir".
KÌra|kor' I934
Cl. f. N. Korniìov: i,Lr?llírl t|t pttt,tlotil'.l.llposto do ponto dc vista do nlatcrìalisnìo
(lialótico. Lcnìngrado. 1926.
ìr
Ì \ \ \nrr|nr.,r: J0 Ltttu: J.
1':tcologtu
ioì,i.jlrcd
'Vofirl)ssy psikhoÌogLrìi lq57 N'5
t.
a
O Desttìrobt ìttúa do lts4üì:lttt)
165
I
()4 O Des,it:lil\ inlLllla lo lJst(luìsnlo
pelo l]olnellì dos ptocltttos da cullura hrttrana uo dccurso dos seus oolìtatos
com os seus senlellìalìtes.
Cotno se sabe. Vvgotski ton'ìoll colllo base das suas irlvestigaçõcs
as duas hip(rtescs seglÌinles: as funçi)cs psíqr'rioas do honenl são dc câráter
llrediatizâdo; os processos interiorcs iutcleotuais pì'ovêlÌì de uma atividadc
in ic ialrrente erterior.
"inlcrpsìcológica"
Segunclo a
Prineila
destas dLr35 hilìotcses' as parti';rrìaridades
espccificanrentc huttlanas do psiqLtisrrlo nascellr cla translbrmação dos
1,,ru."..or.
arÌteriorrrlcnte cliretos. "natLtrais''. etr processos mccliatizados'
graças à intloclução, 1ìo coll'ì porlanl cl.tto. cle rttn nó interrncdiário
i"e itinu lo-méclio"). Daqtri resulta a teunjão no cclebto de eìerìlcrlos
simples nunra "rtnicladc" nova Assitl se cria unr processo global qLte sc
lìo(lc
r cpre.(ltlar p\'1,' c5qrl(lìÌa
\egtlìlrlc:
nreio c]e unr sigtttl tt,t tletl-totcc tr ico X: cnr oLItIoS casos cslc
l]al]cl
Volta à
pallr ll"' .
'
A..ittt. Vvg,.rLsì'i trirt' ria a origìnalidaclc
da atìr'iclaclc psíclLticir tlo
ho*"nt
",tt
,"t"çau-à tlo ariinlal iÌpenâs lìa sua cotnplcxidaclc
cÌtrarÌlrtirli\ a c
,to *rdonço cÌo pl óprio cotlte itclo objctil'o que cla reflcte' t'nas ltt'tlcs dc
tudo na tratr s lortllaçào da sua esirtlttrla
A segLtnclit hipótese cle L Vygotski não era lìlenos lrììportante:
a
gstnittìrâ ,ff
ú-lallzrteto
do processo psiqttico l'ortna-sc ìnìcialurcutc
nas
";ììàiiu1t;;

lti meiiatizalte
tcrn a l'ornra tìc cstítrtLtlo cx{ct ior (enr
quc, por collseqiiência.
o processo corlespolìdellte
tem' tau'ibélrr cle' una
t*mo e*tcrio$. Isto pcrlnitiu comprcencler
a ot igenl social tla nova
"riru,,,ro
qu" ,tio surye clo interior'' não sc illventa' tlas se Í'orma
n"a"rauriu,.tt"nt"
r'ra comr.rnicação
que no homeur ó scmpte uredializada'
Âssin.r. por cxetnplo. o processo volLrntário cla "eielLtação de Lrnra açào" é
inicialnìerte
nrecliatìzada
por unr sìnal exterior. peJq clual ttnt outro hotrett.t
;;; ;;;;"'; ;";"Pofianìerì1o
do sujcìto que cfetua.â ação considerada
Nestc estágio cìe fornração a esttutura rlgdiatizada
lìão carlctcri/-a
o
n;;;t*
r"ìtiroao pclo sr.ricìto agente' mas o prooesso "interpsicológico"
correspontìente.
ìsto e. o ptocesso tto sctt cotljtttllo'
l'Ìo qtlal iì]tervêlrl tanlo
à pessoa quc reage ao sitlal realizanclo a açào colro a outrâs pessoas
qrìe
dao o rinut. Sci posleriorrnente.
quzrrdo Iruttla estrLtlura
.
an áloga o sirlal de
p"nia"
".rt""ç"
a scr datìo pelo piírprio sujeito agerrte
("auto-conr ando")' é
qu" o prn."..o adquirc Lttrr carátcr mediaiizado
"intrapsicológico"'
isto é'
in,"grolt't.,.n,.
realizaclo
por uln só ltottlent; tlasoe assim a cstl tìttlra
clerierrtar dà ação vÒlun1ária. o ato
'le
vorÌtadc'
Por outÍas
palavras. a êstrlltllra
rrediatìzadzr
dos pt'ooessos
psicoltigicos apârecc sctÌìpre a pattir cla aproPriação.por
Lrrrr itrdividuo das
lortnas cle cotllportalre
nto quc loram iniciaÌnlente
lortrlas e
colìlport?Ìlìlellto
inrecliatarnerltc
social Ao Íazê lo' o irldivicluo
assimila il
nó (:'estirrulo-medio"l
que rrccliatiza o processo consideraclo'
cste pode
*"r'u,r', ta.io nraterial furn
inst[Llme1'Ìto)'
cotlceitos
vcrbais socialmente
X
/\
/\
B
AB
lepresentaln
dos retlexos
as ligaçõcs
lìig 20. Ìlloco-csqucììa dl instal:lçào c:lpcrììÌìenlal
simboliza o rìovo pl'ocesso mediatizado, A-X e X-B
as Ììgações eìemelltÍÌres que sc criatn a títttlo de illstaulação
condiciorais. Nutrra tnemorização ncdìatizada' por exernpÌo'
elct'Ì]ertares qtte sc irlstauranl LlnelÌÌ-se estfuturalmcnte
por
/t
1,. S V,.gotski: I'roblona do dcscl-ì\'olvìnlcnto
cullurlìl
/,,,.r,,chr-,1r-,8-rì
(.lo nr al tlc psicologìâ 8erléticiÌ)
1929 n'' l'
. tl
i it
',:
â
clrì criiìnçâ." Journttl ttl Genetìc
:
a-:)
t'
!l
t6ó
(
) Ì ).:p n\alti nú' nt ô lt) l) t íli! ì \ tìh)
claborâdos ou qualquer outlo sitral. Assim se i]ìtrodLtz crn psicologiâ utna
rÌovâ idéia capital, a tese de que o principal lliccal'ìisl1ìo do
deserrvolvinrento psíquico no ìromern c o nrecarrismo da aplo;tliação clas
dìÍèrentes espécies e lornras sociais dc atividadc, hislorìc:rnentc
constituídas. Uma vcz quc a atividadc só podc cl'ctuar-sc 11â sua c\pressar)
cxtcrior admitirFsc que os proccssos âpropriâdos sob â suâ lorlìl erteriol
sc translorrravam postlJriorr'Ììcnte cnì processos intcn.ros, inlelcctuiris.
l)cvcmos. porónr. dizcr quc as idóias avançadas na cpoca por' [.. S.
V-v-gotslii r'ìão constitììcu.ì uu.ì sislenìa psicológico acabado. EIas c\lìrirìcrìì
niais a abordagern clo problema quc a suíÌ soluçãot''.
O estudo do protrlema da corsciência e cla atividade humanas
corìstitui urÌl outro aspccto do princípio da historicidade do psiqLrisnro
hLrnaro. É a teoÌiâ de Marx sobre a transfornìação da natureza hurrana no
decurso do processo de desenvolvirnento da atividadc material c intclcctual
da socictladc, a fonte direta do aparecinento clesle problena. O altigo dc S.
ì,. Rubirrstcìrr, consagrado aos problenras de psicologia nas obras dc
MantT c aparecido e nr 1934, Íìri urn nlLlco irnpor lrntc n(ì cstudo dcstc
problcma. Infeliznrente, r'rão suscitou toda ir atcnçào qrre rttcrccilì8.
Mais tarde, apoiando-se na íórmula célebre de Mârx a propósìto da
ìndústria, "esta psicologia concretarrrerÌte presellleiJ, S. L. Rubinstcin.
propôs ros Fundamerìtos da Psic,llogia (1935), a tese segundo a clual a
psicologia estuda as pa rt ic u laridades psicológioas tla atividade quc inclui
nas suas investigações também a atividade otì o oorrpÒltamenlo
ì".
Esla
l-ormulação foi errr seguida modificada pelo autor. Nunì âúigo tcórico
aparccido crn 1940, Rubinsteil ìnsisliu sobre a idéia cle que a psicologia
estuda "não o psiquisnro e a ativiclade, rnas o psitluisno na atìvìdadc" c

i'ocicr sc-á encontrar urna anáÌisc c Lrna aprcciaçiÌo lÌais corìlplcla dos trabaÌhos,:le L. S
VYgotski na introduçào dc A. LN. l-eontiev - À. Iì. L,ouria à ullìÌna cclição da obra.,l/-qr/rrd'
expeticnLìds psi&lógrctr.r. 1,. S. Vygolski. Moscou 1956 Vcr rgLralnìentc
^.
N LconticV c
1.. S V)gotskì. .4 n?rü'ofsiolagta canlenpor(iüed, 1934. D'' 6.
rrLlll
S. l- IìubiÌrstein-. Problenas de psicologì,:1 ndsobrdscle ì74u, Psicotécnica,l9l'1.
r$
t) significaclo osscllciâl clcstc aíigo loi apcnas nolado. lanto clLlanlo sei. na obra dc Ì1. Ì\4
')
üi\llo!: Trìntu .rno:i de cìêncÌ11 psìLalógicd so|iëÍtco, l.loscou. 191ì.
r":i
1,. ÌìÌrbinstcin: Os
ftndamentos
da PsÍcologio. Moscou. 1915. (enì líÌrgue russa).
O Dtsc nvolv ìmenío do Ì's Ltl;rtsnt rt tó7
que "toda a psicologia qLtc comprcencle o que íìÌz cstLlcllt o psiqttistno e
apenas o psiquisnrott'. Mas se benl que o atltor, lÌos scr'ls Írrrbalhos
rrlteriores. tenha várias vezes fornecido csclarecìmetrtos
quc o
salvaguarclavant colitrâ ì.lt'ì'ì2ì eventuaì interpretação sirrrplista clas suas
teses8L . estas lorant Ittttitas vezes comprcetldidas de tal tnatlcirrt quc
percliam praticamerìte o seu scnÍido íìttdatnental Eìas foram clc làto
suplantadas por ulrra coì'ìcepção cssetlcialmentc difèr'ente, segunclo a qual
os processos psíquicos se uanifestam na atividadc e dcpcndeu da
atividade; loi notoriamentc a posição caíacteríslica adotada nos tnunuais
universitários dessa época.
A esta posição ctpuuha-se principalmente a coÍìccpção gcnÉtica'
histór ica. do problerrra da atividade psíquica quc prosscguia a invesrigaçào
lìo sentido inclicado por Vygotsky Esta coÌ'ìcepção considerava a atividade
psíquica como unra 1ònra pârticular dc atividade
-
pÍoduto e derivaclo do
desenvo lv inr ento da viila naterial, cla atividadc exlerior lnaterial. qtle se
trarslbrtra no decurso do desenvolvirl.tcnto socio-histórico err atìvidade
interna. erl atividacle da consciência; assim, o problema cssencial
continuava â ser o clo esttrdo da estruturâ da atividade
.e
da sua
interiorização.
Cottvém noÌar que sr: concedia muito trrenos atellção aos
mecartislnos fisiológicos nas investigações orientadas para a análise do
problerra da arividade, cotllo alihs na maioria dos traballros psicológicos
àos anos 40, por cxemplo. clo que nas plimeiras obras "lr istórico-cu ltr'rra is"
de l-. S. Vygotski. Razào pela qual a importância que tonrou posteri-
onÌrente, em psioologia, a fisiologia da atividade nervosa srtperior'
elaboracla pol L. Pavlov, veio a ctilocar o estudo do problema da rraluteza
socio-histórica do psiquisrrro ltumatlo eu lace dc dificuldadcs nruito sérias
que não ela possívcl evidentemcnte superar de irncdiato
Por outro lado, estc probletna Íìndanrental da psicologia Marxista
encor'ìtrâva-se de certo moclo relcgzrdo para segttndo plano Ì'irriteva-sc
*"S.L.
Rubinstcin: Reflctões soÌttc tt
lsl.t)logì'r-
Mcnìi)rilìs
(io lnsliìrÌto ltcdagógic'r
llcÍzen- de l-c0ingrado
'.
L XXXIV. Lcningrado. l9'10icnì linguaÌussa)
*'
CL S. L. Rutrinstein: Os Í:lnclanenlos dtt pr^i(ologiu getal, Moscou' l9'18'
A.J
O De:ic n|oÌ,-ì ut?hl o da P s ìq ìttsttu)
O l )r se n|ol\,inrcnb lt) t)!ìq isntt)
i
lr sseÌÌcialrrerllc ao estudo do papcl da palavra (segundo sislcma de
sirralizâçio) rÌo colrPoì'tanellto. Natttralmentc qLle contilluâva etn r igor I
tcsc clo carlúer hisliirico e cla çssência sociaì do honlcm e cÌa srtat cssótluilt'
nras unicarncnte nas declataçircs c pritlcipaìnlctlte cnr lelaçào a ptoblcmas
psicoÌógicos cotno os clos traços sociais da pcrsorlalidade. do setrlitnetrlos
.llP(r iulci. Jl r,'ttlit.lc ln,rriìl cl(.
Assint reapateceLl ltlra nova alternltiva qLlc. não ollstiìnti:. sc
verilìcoLt Íalsa. conto o testemLlllha o conjtllllo da cxperiêtlcia acumulada
pela psìccilogia cicntí1ica. I)uas possibilidadcs sc olereciam: ctr pritleito
ì,rgor, ,,t.,t estucio psicoìrigico
"â padir clc cinra"' o cstuclo dos problernas
,,,ais
"ontpl"tlls.
espccilÌcamctltc lrttttlltttos. Miìs clìtàt) I investigação
entrava latalnrerlc, enl scgtlida. no clonlítlio das concepçõcs ptlÍanlelìtc
ilcscrilir,as qttc sti poclianl pôr-sc enl liglçio corn culÌccitrìs crplicativos
reÌativos aos trrcsarìistros de processos Inais elenletltares à cllsla de
irrtct ptetaçoe: tolaìtncttlc arì'ittllir'
A segunda possibilicìadc cottsistia enr partir "dc baixo"- isto c' do
estuclo analítico ou genetico das relaçtìcs c
Ptocessos
rnlis sirrplcs Sc
paltjnros cla doutrina pavloviatla. tratall.ìos de relações de sinalização e cle
proccssos cortcspottclcntes cle Íòrrrlação de ligações oLt associações
conrlicionais. EviderrtemenLc, poder-se-ia exigir do invcstigadol qtrc nÌo
periìesse cle vista que o honlem é utn scr iÌlìtes dc lnaìs tlada sooial etc"
mas eslzr exigôrrcia rrão poclia ser realnrctlte lcspeitada. pcla sirrrples tazão
de quc os col,."il.-,s dc basc são tirados de tllìl sistcma de relações
1ìrclanrentaìnrcnte diÍèrerrtes do sistclÌla clas lclaçõcs hotnent-socìcda<1e
I)or taì razão. não se pôtlc resolver, radioalnente,
r-r problcma c sLlpcral iÌ
dualidacle da psicologia tentando cotrlplexifioar
e enriqttccer cstes
conccitos para os aplìcar ao lrotletll. ilìtegrando' por exenrplo' o ítldice tlc
atividade tto cottc"ito de adaptação ou a qrralitlade da socialidade' dc
caráter de classe c atividadc
(aqui, ações educativas orientadas para os
inclivíduos) tro conceito dc mcio etc Esta dLralidade lornou-se rrm hilbito
tll que, ent arligo relativanlente deccÍìte, consagrado às cliscussòcs cnt
psicàlogia. se tentou
.iustiÍìcar
teoriÇalÌlente a divisão dos problcrnas
psicoló!icos etr duas especies: os probletnas estudailos na base da doutritra
navloviana e os
problcmas estudados
na base do tllatcrialistlto
ìlislriricosr '
fi;;;t;';;;" 1,,.
"
u"'aua"i'a
tarela cia psicologia consistc'
pelo
;;'.;Lr;".
",'t
npli.u, ttma démarche
[tnica a toclos
's
protrlcutas cla
nri"otns;u hunlana c itlseri-lt,,s assitn nunl sistetna unificado cla ciôncia.
"'''
'',
:'."';;.ì"
c I'n1' de grrrrtdc irtttrìidarlc'
scBrrrìdo
pctt\('
loi5
se
renutrciássemosaelacriat.íatrroscrnpsìcologiaascondições|avorávcisao
ã"s".,,,ol'
i,,r
"nto
de toclas as terdências
clue apoìarn objetivarrrcntc
as
concepçõcs
naluraìistas
positivistas
4. O indivÍduo
c o meio,o homenr e asociedadc
Não há rrecessjcla'le
cle ìnLlstríÌr as \irlltagens rcais qtte apresenta
a
dérnarchc
':a parlir de baixo", istct é que parte dos mccanismos
clemen-
i"r"r. 1.a""1". esta clélnarchc'
"o"to
uit"os' choca cotn sérias contradições
A prinrcira surge
quanclo nos esÍ'olçamos
por esÍudar o
comportarnento
hrttnano lto qttadro cio problenra clássico da adaptação ao
n.,"iJ
"r,"rio,
e tìo equilíbrio conr ele. A cçlt1-fadiçãÒ
reside eur qì!ìe! por um
ì;ã; ;;; invcsrigação
psicológica
ïèita no quacìro. do problerna da
int"roçao
enlre o rìeio
"
o o'go"i'".t'"
dá resullados
rnLrito lirlritados e' por
estefato.inadeqtlnrcios:poroutrolado.nãopocìemosrrcgligenciareste
nrohlenra c1a irlteraçào.
pots o honreil
é um ser natural
e tlão está
:;"'il;.ìì,;"
';"nio
a" int"'oçao cou o meio Não podemos'
portanto'
nÂr o nroblcma llestes ternìos: devetlos
ou llão estuclar este problctlla enr
lÏ.,"';;':
'i,;;;;,",ì-n
'i""''"'
d(\ J sjr lôrìnrrladr rq'ittt:
qrre to'tcitdo
it;ì; oï';,,ì; n p,''l'1",''"
'rrg'riristtro
ntei'.'' quattdtr
'r,rPìicrttno'
ro
lrornem, isto ó, quatldo a questno lìrdanlcntal
se tullì3 iÌ tclaçào
"honletl-
socicciacle"?
.fodaviaconlootestemLilì1,]alì]oseslorçosclesctlvolvidospala
crìcontrar
no pr'':blctla
"orgatlìsnct-tncio" tÌtlt novo contcitdo
acleqLtado
ao
ulu"L an t.,o,.,.r"nì" C irrPossivcl
chcgar a uma soluçuo sc pe[nìanccclnlos
t.
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I
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',.
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i,
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'r Cl.
*Qucstòcs
lilosiificas

fsicoÌr)giâ
. Vopross) lìlosolji. 195-1. n" 4 (crD línerta
rttssaì
O Dese nvolt inenl o do I's tq tttsÌt'l)
O D?sent,ohímenlo lo Psìquisnto
nos limitcs rlo problcma collsiderado Para o tÍatal a este lìovo nível,
dcvenìos previanÌcnte estudar â questão da relaÇão LÌtÌc existc entre as
propriccladcs da espécie e as dos indivíduos que a corììpõen'ì
Sabendo como a psicologia etn geral ignora o problerra da cspecic
e do indivícluo, c irtrlispensáveì que nos denorentos ttl'tt poLìco sohre o
corteirdo deste ptoblema enquanLo problcna geral da biologia'
A definição rnais simples da espécie (definição descritiva) é a
seguinte: a espécie ó o conjunto dos seres mais próxìmos uns dos outros A
teJria cla evolução lorneccu à noçãro cle espécic Ltn scrrtìdo Íìlogenetico: a
espécie é uma etapâ do de seuvolv imerìto e o refìe:io de toda a evolução
anteLior*'
A realidacle da cxistência da espécie enquanto fetrômeno
filogenético reside enl que as propriedades desla se trarÌsmitern por
herúitariedade de geração eÍìr geração c são reproduzidas pelos di1èrcntes
organisntos que â compõerrr "Sc não lrouvesse hcreditariedade'
não
halveria espécic.
-fodos
os indivíduos quc colocamos t'tuma nrestra espécic
pertellcelìl a esta, precisanìeÌltc porqLlc tclÌì clìl
(onìtllÌÌ tllr certo núneÌo
dc proplicdades que ltcrrhram dc tttn parettle cotntttrt
Por outro larlo, no plano do organistl.to, os dilc|entcs orgalìisrlÌt)s'
(indivicluos) são ern relação à sua espécie a reprodução das sttas
proplieclatles. Esta reproclução é unì traço necessário e colllìim a todos os
orgalismos; e este meslÌlo fato clue exprime a stlâ l'latllrcziÌ Assìnr' o
prãbl"r.,.to da uatureza de toclo o ser vivo é o das sttits proprieclacles
ìrtrírrsecas que expritnenr as particularidades tlit sua espécie Dito por'
oulras palavras, a naturcza do indivíduo é cletenninada
pcla sua pertetlça à
especie e é o reflexo do estâdo atingido ncsta época pcla cvolução
fi logetret ica.
l)este ponto r:lc vista, o desenvolvinrellto
oÍÌtogênioo do organtsmo
que se realiza num processo dc inlcr-relaçòes cotn o meio' é afinaì a
realização clas suas propriedades cspecíficas Razão por que (e quarrdo se
conhecem as posições simplistas dc certos autores, ó inlportante notá-lo)
um estudo da interação do mcio extcrior e dos diferentcs
orgiÌlllslììos
quc
;;; ì;;;
",,'t
conta a própria natureza destes organismos'
é u'"a
'Ibsï:::::
ïir"ì",r"*,"
ilegítinra.
com elèito. o que é o seu rreio para o.organrsmo
"
*nlo.*"
nreiJse
marrilcsta
para ele' isso depende
da própria naturcza
;"*;;;;t;;;
.m questãol desta nâtttreza
depe'den.r
igu.lmcntc
as
iànrfJ.,nuç0".
que elt pod" sofrer ontogen icamente'
sob a ìn-tluência
do
rneio. I isto que assegura
a sucessãÔ
das gerações' o movinìento
da
evolução fiìogenetica. _,oinãivíduolrutnatltl'comoqualquerservivo'refletetrassuas
partictr lar iclacles
ploprias os caracteres
cla sua espécic
-
os aclquiriclos
cìrtraÌìl(
ô Je.ctrr
olr itt lcrtlo Jat gerac.'cs iìlÌlcrlor(s'
Qttaudo
dizcnlos
que certt.rs lolmls de cornpofiarncnto'
collìo a
putunru.-o
--.on."iência
eti' são espeoificatnente
inerentes
ao homem'
pqnsarÌìos preuisatnctltc
tlas partìcularidades
lonnadas
fi logeneticatn
ente
irá ã""ur.o'.tu
c!oluçào
<1o hotnem enquanto
cspecie
"homem"' eÌìquanto
gêrrero hlttnano
(a Mensclrengattur.rg
em Marx)'
Assinr.
o protrlema cnltsìste
em explicar
as particr'rÌalidades
crp"cific"'
do irrLlirr'ìtrt'
lttttttatto a
'uiì
ali\idadc
"
n t:u.
p\iqrri'tno'
arrali.atrcirr
a relaçio c ir lrFircao
(luc e\islenì enìrc cslaq
Oi"':i
lt
tln::^t:i
",
-0"ìi.
"
f^.tOraes
adquirìclas
clurrtttc
o ilcsettvolvitnento
das geraçoes
on,Jrior".
clo homem.
do dcsenvoìv
inr etrto da sociedade'
"""'
'-
ôo,,lo sc sabc, N{arx foi o prìmeiro a dar a este ponto de vista uma
análise científica
da natuÌcza tlo l'cl'''.t"t.t.'t'
ser ao llÌcsÍrìo
telnpo lâtural e
;;;1. A sLra clescobcrta
Íòi rla maior irnpodância
parra a psicologia.
1
5. O tlescnvolvimento
biológico
e sócio-histórico
do homem
Encolìtralnos
ainda, bastanle
freqúelltcllleÌlte'
a conocpção
do
,l"a"nun-luint"nrn
filogenetico
do hotlrem cofilo ul]l proocsso ilì il'Ìterrupto
'
;õ;';;il
i;ì; ;
I :; l::::":
lli:: ::",1*f
ì:
ïÌ
lìl.lï
;:ï ïï
ï:::l:
,.los trÍti- atttig,
. a.r- Iììiìli lcCC
;;;,;;;" .onu-ln."n,t
clas vatìações
nrorlológic:rs
progresstvas
quc se
*'('lì
l)a|rrin:
''l
orìgcm.lLts csPécLes. Moscou. 1952
1Ìlxiste
eclição portuBucsa l
t'V
l. Konranru:.1 noçãotlc espëttt:s vegeldi\. N4oscou l9'14
t73
()
Desen|ol\,inento
tÌa l'\iqtLis ìa
17) O l)est n|ah)irì( nta do l) s iq u í\ nlo
opeì'avâm até o llorÌÌeln lnQdcrno c se prolongarão no Íìlturo. talvez tlcsmo
com a perspectiva clo aparccintetlto de Lllna nova espécie dc hotllcns'
tlualquer I ktnt.t
fulurus.
Esta coÌìccpção eslá ligada à cotlvicção de que a cvolução hunrana'
obeclccen<ìo às lcis bioltigicas, se estelìcle a todas âs etâpas do setr
tlcsenvoìvirncnto no seio da sociedadc. Supòe que a selcção e a
hercclitalicclade dos caracteres biológicos' qLre assegLrriÌrì1 a adaptação
conslante do homerr às exigôncias da socicdaclc, prossigam ÍÌÌesn.Ìo elÌì
corrd içòes ttovas.
A palcaltl opo logia nroclcrtra proglcssista está ern contradição
í'lagrantc conì esla concepção da alltropogêlÌese e suâs conclttsões
grosseit atletrte bioìogizatltcs
A teoria segunclo a qual o clesetlvo lv inl ento filogenetico do honrenl
é lìrrraclo por ulllâ série dc .estágios
sucessivos., fundanrenlalnrentc
diÍèrcntes.l ,oble os quais agem leis ditèrentes*', fortleceu uma
contribuição bâstarrte importa!r1e à teoria científica da atltropogônese
O printeito clestcs estágios é o tlue prepara a passagem ilo hotnenr'
Cort't"çn ná fitu da cra telciária e prossegue artc ao princípio dir tìtt'ttcl ttltr'ìo'
quuncl,, opar.cc o pitecalìtlopo Os represe l'ìtante s dcste cstágio os
aLrslralopitccos
-
eraln sítnios que vìviam sobre a tetta em hotdas:
caracterizavâlì.ì-se
pela posição vefiicâl e pela sua aptidão para cletuat'
operações manuais conlplexas, o que torllava possível o uso clc
irrsllumentos ruclilnentares.
nruìto pottco elaborados As reìaçõcs
cornptcxas qur: existem no seio cla lrorcla obrigatl-uos a adnlitir a
exislêrcia elìtÍe elcs de meios elemetrtales de comunicação
O segundo estágio, estágio do pitecantropo
( protoantropiâno)' e o
tcrceiro. o ão l,n,,rettt cle Nearrdcrthal
(paleantropiano) poderian sot
qualilìcaclos de estágiils cle 1r'ansição para o cìo hot'nenr modettto
(Ìcarì1rop iâl'ìo).
'
A l'ronleira qualìtativa que separa estcs cstágios do estágio
prcparatório antetior colrsiste Iìtì aparecilnerìto'
n'rs pitecatllropos' da
"
(
l Ì I lìoguiììski. N'Í.
(l
Ì.óvìnc:
'1s
ôrrs?r da d/?/r'rPok)gi/ N4oscou'
|lrrslr )
confecção
de ìnstruuentos
e cle utna atividadc coletiva prinritivl
trtilizando
i, i,.,ar, un
"nura,
isso significa
Lìue neste estágio e-stlrlrn
etrr vias clc se
".i"r
-",
f"*l", embrionária
do tlaheìho c da socicditr'le Lstc lato
modificou
1ìnclatrentaÌtlente
o cltrso da evolução
'"'--
L, íruicas leis da cvolrição no eslágio clos auslra Iop itccr)s cr.âlìì as
l"is.ta evolr,çau biolirgica
l"las conservanr
toda â stra lttttna nos cslágios
,-l^ nrnloânttoDiaro e clo palcalllropiano
Nestcs çstíìgios'
talì.ìbclìì' o'
::'J';:ì'';;;;
c .",,',i',u4" tìôr
rrrna serrc cle r'rtirtç'i''s ttr.r'l,loj:i'as
bem cotlhecidas'
colìlo as irnforLallte\
nloditìcrçòc'
clo endocrânìo'
,"f"tfl";.
intcriot- cla cavidade
craniatrat"
As translbrl
ações rrrorlìlógicas
fixadas
pcla hcredilaricdade'
que
se opcravaÍÌr
enl ligação corrr o desÀvolv
inretlto cla atividacle
do trabalho
e
da comuuicação
vcrbal' isttl é' sob a ìrr[lirência
tle latores iá
sociais-
;;J;;;^'r-'
tatnbem.
ev iclentemerìtc'
rÌs teis cslritarrrcrte
biológicas
o
problcma r: coìlì p letânìcn lc
('tÌtrc) llo tlue concertle
ao de-scnvolv
imento da
.1 ;;;;tì;
pro,lrrçào social c dc todos os fenônretros
qtte ela eugendra
cour
oÍèito. este dcscnvoìv
inr etlto
'úo "
ngt"o regiclo senão pcla-s leis sooiais'
leis socio-históricas,
leis funclatletltallììclltc
Ìlovas'
'"
- ""
'ò, ìrrclivicluos,
torrìados sLUeilo:'
dc Lrnì proccsso soc.ial' obedeccm'
po,aun,ol dnrouont",
'ittt'lru't"nnt"'lte
i açào de leis biológìcas
(graças às
quais se p|oduzenì as t[ansÍolmações
rnorfológìcas
ulteriores'
tonladas
necessarias
pelo cìesvnvoll
ttlento
cla produção e cla comunicação)
e à ação
ilas leis sociais
(qlre rcgem o-tltt"nuniu
i"t
"'tto
cla própria proclução social)
I'ode-se
clizer quc ïìesÌes cstilgios
inlertnrclilrit-rs
as noras leis sociais se
,t*.til'"a,uuont
ielativamentc
nouco' linlitldrs
(luc elanÌ pelos progressos
il;;i;;a;
bioltigica
no d!'cLIrso
cla qurtl se cstrr a fott.antlo
o hotnem
;;r;;i",;;*"
dito'-
o ìÌo'ro sapicns
'\
r'cdida
qrte sc desentola
este
Processo,
as leis lotlrittlt
tnaio| inlpt'ftàttcia
e t) rillììÔ do dcsenvolvimento
I
, il
L i.l
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I
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(, !h,,..r',
Ì:" l:l ill.:llll.::"'l
I 2 re28: M
, n..,,r,||f '.
t r'"J.:"tt"
l' lL \1"* r'(rÌr
rir|
l rIirrr'-'\'rl
-----++
1955 (cm lingìrr
O l)esen )oLritn?nb do Psìquisn1o
sooial do honem depende cada vez mclÌos do seu deservolv itllento
lì t(ì ìog tc
()
O segundo momcnto crítico tla filogênese do lìoìÌìenr sltua-se
quaudo da p""raug"ttt ao estado neantropiano' isto é' ao estágio do honlem
intcirarnente formatìo biologicamente.
o lromenr tloderuo Esta v iregent
rnanìfesta-se no fato tlc o clesenvolv imento socio-histórico
do honìem estar
dorâvante totalmel'ìte liberlo da sua antiga dcpendência em relação ao sett
tlesenvolvimento morlológico: é a novit cra da clominagão das leis sociais
âpeÌlas.
"Do outro lado da 1Ìonteira. isto é' uo hotnem
âtividade tle trabalho cst.ìva enì rclâção estreita corn
morlìlógioa. Dcste lacio da íì-otrteira, isto é. no homem
ativiclatli de trabalho clesenrola-se iudependentemente
do
nrorlológìco"'*
(lìoginski).
Ãssit',.t, a poitir,in honrem dc Cro-Magnon' isto c' do homenr enr
senticio própr-io, os indivíduos
possüctn todâs as propriedades [norlblógicas
inctìspensáveis ao descnvolvimento
socìo-histórico
ilinritâdo d: l]?-ï]:
Significaria
isto que cessa toclo o desenvo lv inlento Íìlogenctico
tlo
estágio do"honelr? Qtte
tlaturcza do honrem' enqualìto
cxpressãtl cltt sua
espé"cie. não se trttnslorltla.
tlma vez formada'/
Se o aclmitinltls.
teillos qüc admitir iguaìrlrcntc
tluc as lacrrìdades e
as tunçõcs próprias clo hotrlctl nodertro' col'no um ouviclo lbnômico
muito
fìno, ou â aptidão
Para
o pelìsâmento
ltigico' são
.o
produto de
rrrojil"oçu",
Íìncionais ontogêrìicas
(A N Sevcntsov)'
indcperrdcntes
das
"àr""ì"tìr,i*t
adquiridas
cltlrante
'r
de senvolvitnento
especiÍìco' das
iro u i:içic
i da. geraçòct attlctiorec
Lnanii.srl I atlqincil de lìlnLlatnclìÌLl
desla ltip'ite'c'
fn
"
."ttt"";."ç,.
pcll liuguagcm
ou a aptidão
para utilizar
instluníerrtos
e ulensílios tÍansllìite-se
evidcntcmente
de geração
'em
g"r"ir",
""""
setrtitlo^ clas sào propriedadcs
da
-e:lÏ
ie,.^:umanâi
O
irrdivícluo
clì qLìen-ì. pof uI,Ì]â lazào qualqLter, Se I]ào.lolmarâm
l.ìa
;;ì";;;;."
propri".lu,ì"t
deste tipo (casos análogos
ao do I'amoso Kaspar
llauscr.descritospo].Vezcsnaliterattrra)'nãopodeserconsideradoutì-ì
u"rAua"i-
rcpreseutante
clas c:ìracteíísticas
do homem moderno'
poÍ poLlco
cue delc
'c
di.rirrga p.l"'
\etl\ caracl(re\
rrrorlnìogico'
'"'
""
;;,;,'; ;f *t.t"n clo seu clesenvolvirreÍìto
orìtogênico'
o honrem
reaìizanecessarianìellteasaquisiçõesda-suaespecie'cntleoutfasâS
acurnulaclas
ao ìongo cla era socio-histórica
fodavia as aquisições
do
a"a"nunf u i,tta*o so"oio histórico da humatlidacle
acutnulam-se
c lixan.r-se
sob uua forma radicaltretrte
dì{èrente da tìrrma biológica sob a qual se
acumuÍattt
c Ílxanr as propriedac!cs
lormadas filogeneticalnente
Por
"""r"q,teìl"i.,
a tratrsuissão
clas aqLrisições cìo desenvolvimento
histórico
a" ftï-"'ria"i"
podc tourar forrnas muito difr:rentes
scgundo os indivíduos'
O prnbì"ntu da relação
que existe entre as. propriedades
do
indivíduo e as cìa cspócie conSel.va.Se,
pofialìto, no ìronrenr:
ele tottra
i,rá^uiu u,n coltcúdo tolalnlclrte
novo São as parlìcLrìaridades
dcsta
rclação no honen qtte Yamos estudâr agora'
()
De*üvalIin? ïo Lla I'síquìsntrt
Ìi5
:,;"*t' ,-.r^r.
'l*iliazer':
trcchos cscolhidos-
cnì clÌri11ro toìnos t' III Moscou l9'1c)'
em formação, a
a sua evolução
"tcrminaclo". a
scu progfesso
tl
ll
L
á
t
ï
(
!
{
i
proccsso qLÌe não cxigc doravante nloclificação cla tlattircza hereditária Eis
couro se âprescnta vercladeir amente o curso real cio desenvolvjtrrento
clo
honretlldttranteasclezenasderrrilêniosquenosscpâra]ndoprimeit.ls
representantes clo tipo Horno sapiens: por um lado' tlânsÍòítrrações
cxìraorriilárias de urna irnportância settt ptececlentes e 1èitas segurrdo
rilnros cada vez rnais rápidos' das corrcliçõcs e do modo de vida hunanos:
por oÌìtro lado, â cstâbiiidâtle das particu la ridades morfológicas ltunranas'
cuja variação não ttltrapassa as sinrples variâl'Ìtes quc não têl'ì'Ì qualqtler
signifi cado adaplador socialncnte cssetlcialtn'
s7
(lomo
sublinha L L Iìoguilìski trala_sc aqLri dc dilìrenlcs 1cìs agìnclo cm dilcn:rì1es csl'riìs
c nâo dc lcis biossociais irrtcnlrcclìiirias ou nìislas.
(Iìoguinski. N4, Lóvirrc: ]:undaìne]]!os dL1
a ttt roltol ogía. Nloscou. I 955)
*'ttuguin.ii.
M. G. I-óvine: ['ìLtìl(tnrcnto\ da anü'ol)oloqìd \'n1língLÌâ
ÍrÌssa)
t'iiI.:ì;.:..;
diì ÌìrorlògêÌìcsc no hoìrìc'Ìì ccssa. não bcnl cnlcndido-
porcÌüe a iìçiio da lci diì
r ar'iriçio c cìu helcclitarLclacle bìoÌógìcas ccsSc nlas porquc d seleçlìo niÌ Ìuta p':la cxislônciir
p,,r.r
'*rr
'",,rlu
(la lula pcle cxistôrrcìa cscrcvc l( A liÌììiriazev dclcrlì-se rìo lilìliaÌ dil
hist(iìir cLrlLltrlìl foda a alividiìde raciotrdÌ c1o hoÌÌcnì ó unìiì lutiÌ co1ìtra a lute pçliì
,
|:
"
i,l
,.1
cìÌì lingua Nssa)
t76
O I)e:e
yal|ineìúo da l)slqtLIsula
I
I
11
ìì'
'll
il
I
1.
I
t77
O I )e scnxtl'-ìntnto
cla !'sìqutttnrt
6. A apropriação
pelo homenì cla expcriência
socio-histórica
No decurso da sua l.risttil ia' a hutllatlidade
empregou
lorças e
faculdades
euormcs.
4
"r1"
''-",*'l',,
milenìos
de história
social
co'lribuirarr
infinitamelìte
n riro'ìr,t"ir'q""
rnilhòes
de anos.cìe
evolução
biológica.
(Js
conhecimcntos
aà,.1ui'ìdo'
clurante o O":"ll-t^:-l:]"t"nto
Oo'
lasuldades
e pt'opricdades
h''";i;
acumrthranr'se
t tl.:'],ï]l'i't^nt-tt
d"
g\'raçôcs crn Êeraçó('
Por corl'c'liièrrcia
c\ta{
aqtli\içòcs
dcr ettt
rÌccessíìriatneììl<
slJr firatlat
t
''"'
lìu' tì't"'' qllc Iìl rla rlo d..'rnirrio
dat leis
;ffi;";;
;; ,. fi*ouon, sot.r a lbnna r:le par-ticularidadcs
.morfológicas,
cle variações
fixadas
pcìa he reclitariecladc
Fixavatn-sc
sob tttra fornrit
"''*' '''';ìÏìl:ìl:
;:;iï:ï:
rcumuração
da cxperiêIcia
1ìrogênica
pôde
oo"r""",l
ììl t,u'n"nt.
nn ntedida
en.r que a atividade
espec iÍìçam erlte
lìLlnatla telì] ulll oaÌ'aler plodLltlvo'
cor]trariallìenlc
à atividade
arrimal l:lsta
atividade
proclutiva
cìos homens'
Í'unclametìtâl
errlre todas' ó â atividacle
ilo
t ra ba Ilr.r
'
orrabaiho,realizatlclooplocessodeprodução(soLrasdttasfornlas.
ntalc|ial
e intelcclLral)
irllprime-se
no seu procluto
"o que cra tnovitrretlto
(L lrluÌìcl Iìo ÌrrballÌador'
oU'lItt"
"*o'"
lìo prodlllL' iolno
yrna
proprictladc
:;' ;.;;;,;.r;,.rtdc
Ligcri'clrrtrr'
corìro trrn
.\f
'rblerr\Ô
I \riìr'\)'
'"' ^'""ô;ì;;"r,o
qut't'on'lo'í*
o trabalho'
de lòrma dc ativìdade
enr
forma de scr
(ou de objerividade.
legensLândlichkcit),
pode estudar-sc
sob
,ra"""ì.
ì.*.u"
dir crtr' PiJ"
tt
"'t"cln-l''
'oh
n atrgrrlo dr Llttrrttida''lt
clc lurça Je tlrbaìlr'.l
e
"'n '"'"'O''
á qrrarrtiJaJc
proJrr'' id't' ah'lrnirìdo
Jo
contcirdo
corcreto cro tr^t
"tl
n.
jl.,.t"
se ig'.ralnrcntc
"ttltl:-]:,-t"n
o âtrgttlLr
cìï
ì,lun,
'',..,,,i"",:tn
J'r rtir idaJe
(1( lriìhiììh"
( rra
'trâ
rcllçõ''' c''trt o'
irdivtclnos
prodLltorcs. abstlaindo
cle todos os outros
aspectos
e telações'
i,,ì,i.,. u unn.iunnaçào
dc qrtc acabauos
de lalar tnanifesta-se
coìl'ro unì
111i1;1s-o rìc clì(.ltlìiÌcac
''lt "hicri'iÌç"o
lÌoq pl'rtìtllos.
dl lrtiritl:rJc
'1.''
Ï;';ìì ;.
ì,ì;ì
";',.''
'
l'r.r'ì't'lc'
itttilccrttnis
''
;r ìri'tór'ir Jrr ittltttt;r
rlaterial
c intclcctual
da hrttlranicltrde
nlaniíesta-sc
cotÌÌo tìlÌl
llroccsso'
qtlc
cxoritnc
sob uma ibrtrra
exteriot
c obietiva^
as lqrrisiçtìcs
cìo
iìi"itt"'"
iì"t","
aì' opt''ttlt'
ti' gôn"'o
ì'i',non"
Ncllrr
ó1ìca' 1.rocÌe
çoltsiclcrar
se catla etapa dn op"'È içoin.t"nlo
dos itlsltLtmcn(os.c
rrlcnsílios'
;:ï
.*-;i,.
;;
:i1':::1ï,;.,j;";lï:1,ì1,,ï:ìi::':.ïïì.iï,'l::ï;
volv itlellto das tìtnções
pslcotll
í'onética
cla lítlgltas
cotlo
" "t'ut"tt'
clo clcscnvolvirÌlctlto
tlas {ìrculciadcs
oï'".ìì""ìììrt
-"
do ouviclo
vetbaì' o process()
nas obras clc iìr1c colìro a
,"""iiitilià"-ot
desenvolvimento
e't"ii"o
cla hunranidadc
",t-t..-
t
"t
nt o
"o
ì,roirìri"
,lr^"t'"t
ordinár'ia'
sob o aspeoto
clc objetos
exLeriores'.estd]n::
oerarrtefaculdadcshutrlatlasob.jctivaclas-osdas.'.l.orçasessenolalS''
ü;;:ì'^,i;:;i;
lÌorìì..t)ì
(wc-crìkrãlic tìc: Mirrrclten)'
lìecotdemos
Lrlì]a ver ;ì;it
;""
nós não lalanlos
aclr"ri scnão de
m"urau.i",
p,iqui*: -
l,"f::'-",,,:*ìÏlìï:':,ï:: lrïïïlï:J:Ï::ïi;
trabalho
o ìlotnenr
Íâz lntervtr
ruo ttodttto
e <ìe qtre
^lgu"t"' 'ão
uecessarìatnente
fisicas
fodavia'
as
lÏ.ï.
'."',..,,ii"'lì'
t''i..o' tf",'t'
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iÌ Ìbrrìra
.l:.ll':.'
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ii"t1ì,'.','"ìì"
nì' ,.,rit io"..i" ìrrtrnrtt .Io irrl'rllro
aclrtil'r
qrr\ coìr\trlur
o \crr
::ï::,;,;.iïi.,,il;ìtu
n"'ro
p"''o''" *"'
'
fala tlo ser objetivo
da inilústr ia
conro
de Ltma psicolo[ia
colìoretall]enlc Preselìtc'
e' escreve:
"tllìla
;:i:;.;
il
"lt:iil :;:i:ï:,,1::Tiïï:'"1::ì::'':ï
i;,llïi'ïï1."''i,"'.,1
r)anc rl:ris c
'lÌclclalìì(lìlc
preiL-lrr(-
t'
"""'"'ì'-
'
...,^ , .
ï"r,tìr'."'tì,,,"a'ttrcia
real r: retJr'liirrtrtcrtle
tiç:t i1..
'ottlcttd''
-"'- "ìr.ì"
-
0""samcnto
de lVlarr Ibi nrititas
vezes citado
tra trossa
literatura
psicológica'
mas clrtva-sc-lhc
getalrrlelìlc
Ltm seutido
rcslrìto'
cssencìalnrctlte
gerlético'
rti'tOìitu
Nu r-"n]id^d"'
ele lcnr uura signilìcação
geral e decisiva
para a psrcologia
cicntifÌca
'Esta
:lïl]l''^:"uto
on"*t"
nleltttt'ctttc
qttltlcler sc t""-"ì"""
prr'((ì:Ô
sLrh rllìì ÔÌlllo iìtn(!tr'
i\lo c'
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.. àrtgttìo
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i''iìoçil'
lv"'l*ti"'''':i"aiurrÌìur'rì'ì\
lrt\rrl(líÌJc5
humanas.
rnas sob o a^ .uu op-priuçao 1Àneignung)
pclos incliviclLros'
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(irplldl. ob cit-t l
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dt /ò-ff Ild' socirÌì..s l96l l'rìriJ lì
95
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O !)e tt
,]'altìt)tcüla
Lo Psìqtrrsnto
No clecurso do scu clesetlvolvilìlerto
otltogênico" o honretrr entra
ern reìações particulares- específioas, com o tnundo que
':r
ccrca' mrttldir
feito de obietos e de lettôuctros criaiios pclas gcrações humanas antet ìorcq
lìsta espccificidade é arìtcs dc tutlo determinada
pcla l'ìatureT'ì destes
objetos e lctrômeuos Por otttro lado e dctertrinada
pclas cotrdições enr
que se ittstartratll as relaçõcs em qLlestão
O tluudo teal. imc{liato. do lromenr' qLte mais do qtte tudo
detenlinaasLlavicla.éLttlltt,ittndotransl.ortlladoccriaclopelaatividade
lltlnatla.
,loclar'ia.
ele nã,1 c claclcl itlcclialatrtctrtc
ao irrdivíduo. e!ìqLlânto
nruntlo de objetos sociais. cle r'rlr-ictos ctrcartlando
aplidões hrrnrattas
lbnnadas ,.tu ìì".urr,-, tlo clcse nvolvimento da pr'ática sócio-h istórica:
",',qunnt,,
lal. âpresclltr-se a cacla inclivícjuo colllo LlÌÌl problcma a resolvcr'
Mesmo os
'llstrLlnìelltos
ort utensitios da vida cotiiliana nrais
clenrcnlares tônl cle scr clcscolrerlos âtivânìentc tla sua qualidade cspecí{ìca
pcla criança qttanclo esta os encolltriÌ pela prinlcira \'-ez Por otltriìs
iotouror.
a criança terll de ctbtuar a scu respeìto una ativicladc
prática ott
logn;ti,,',, quc r-esponda de tnatteita aclcclLracla
(o que não quo'clìzer cìc
,nir.iro lo,:ço."rrrentc
irÌôntica) à atividade hutnana que cles etrcar:ratr' Fltrr
l,o
nr"Aiau'u ativitladc cla criança será adetluada c' por conseqi'rência'
cnr
ì;;;r""
a signiÍìcaç-ão
cìc trn objeto ou de utn Íènôrnerro lhe nparccet:'
irto ã.-,ut.o pÃbl"n.tu' mas esta ativitlade deve senrpre produzir-sc'
Í, iatc, qu" explica cptc qttatrcio se colocanl objetos da cLtltLrra
nraterialhunrananagaioladeunratlitla].sebetlqueclesnàopcreattl
evidentenelltc
qualquer das suas ploprieclaclcs físicas' toltla-se ill.lpossível
o rt.t an if"sr aç,:,cs'.1as
proplieclac{es csllccificas
qtlc estcs tôm pata o lromcnll
ìl"r-unn."""-
cotrlo sitnpìcs olr-ietos clc adaPtação ou de equilíhrio' ist" e'
como eletlcnlo do nteio nalLlral rÌtl atlìlnal'
Attir,idarlccltlaninlalcrltrrprectldcatos<lcadaptaçãoaotttcio.ntas
nuirca âtos de apropriação das aqtrìsições do descnvo lv inr ento. lììogônico
Estas aqLrisiçõei são daclas ao anitral nas suas particularidades
natLttats
hcreclitáriast ao homctll, são proÌlostas nos lenônenos ob-ictivos tlo tltutltltr
que o ro<ìcìa'r. Para as rcaìizar no sert próplio dcsottvtrlviucuto
ontogênico. o l'tomctn tcm quc aproprìar-se delas; só rra sccliiôncia deste
procãsso --serlipre
ativo e que o inclivícluo Íìcâ apto para exprirlir enr si
a velclatleira naturcza hunrana. estas plopliedâcles c aptidões quc
corlstituclÌÌ o prodttto do descnvolyimento
sócio-histórico
tlo homem L)
que sci é pussíuel purq,," cstas ptopriedaclcs e aplitlõcs adquit it'rtn tttnr
Í'ornra naleriaì obietiva
-:
Só através da riqueza ob.ictivanrente desenvolvicla do ser hutnano'
escrcvia Marx, é quc enl parte sc cuìtiva elll partc se cria a riqucza da
sensibilidade
subjetiva hunana
1t1Lte
utll ottr ido sc tullÌa nìtlsicaì' que unl
olho pelcebe a belcza cla lbrtna, enl sìÌlÌÌa' qlle os sentidos se tornam
s",rridusescafittrrallcomolaclldarlesessctloiaistiohonretl-t).Defato.não
são apenas os citlco serltidos, nras tatlbétn os scntidos ditos espiliitrais' os
senticlos práticos (vontadc" anl(ìr etc
)'
ttuma palavra' a sensibìlidade
hunrana e o carátcr lrunlano tlos setltidos,
que se lortnam graças à
existência clo scu oL.rieto' através da naturcza humatlizada  Í-ortl.raçã'l dos
cilco senlìtìos c nbra ,1. todâ história passacla'" "'
Assirtt, o clescnvolvitttento
cspiritLral' psíqtrico clos indivídtros e o
produlo dc tllì] processo ântes cle Íllais nacla par.ticLllar' o proccsso cle
lpr"pti*t,r.
quc Ialta no atlituaì' tal conro' aliás, o processo ìnverso de
olj"ttunçan das suas Íaculdadcs ros produtos objetivils da sua.atividacle"''
"
Couvén sutrlilhar que cstt; processo de adaptâção individual acr
nreio natural. pois a exlenslto selìì reselvas do conceito clc equilíbrio otl de
adaplação ao tucirl ao dcsetlvolv imeuto onlogênico do hotnetll e qrtasc
universalmcnte
atinriticlo. Sc se aplica este conccito ao hotlcm seln atlálisc
conveuicnte,
âpelìas cstal'ìlos a csooncler o vcrdadeiro
quadro do
deseuvolvitlcnto
hltttlatlo.
(
) I )!:c Nolr i ntcn t a do I's i4 ìtis tìto
!19
',,..Ne
nt a natrrrcz:r - cm scntido obìcti\,o - Ììcnl iÌ nirl0r'or| clll scnlì(ìo sllbictivo c\lstcnl
inì.(l.tonì"nt.
(l" unta mancìra adcqrtacla a':r scr'/rrrrlrrrrrr
'
1lütìtt'(til!dr
l31l ôh (11
''oK
Ìt4lrr., l/dnüt.tits lc /tlí. í)ó .rl p 94
"t Nrtural,,'cnlc. crcluo arlLri o ciìso tnì qLr': os anirrlais nìiìlììlcslânì
instintl)s dc
conslÌ tiçlì() . pois a suiì 1ìlÌluacl'lÌ c
'\
i(lcnltnìcnlc Llilorcnlc
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I
''rIrrnsirlcroaqui
e l]ìais a(liiìilc rpsnas o
fcríodo
clc (lcscnlolvimcÌìto
llós-1ìetal
(^ 1,')
/3()
O l)ilJ1'n|oÌt,iDtc tÌto .la lrsì4tti\n1o
"" .. Â uprrrpriaçào dc rÌnìa lotalidrì(Ìc dc instrÌlllìcn11)s dc
ììrodLrçào
c
lii
o dcscr!olvìnìcnt('
,1. ,,n." r.ìtuli,lu.l" das lìcrrlclalcs nos pr(iÌrrios i.cli!ídtÌos lNlno
) lJcola.qtu 1!rn1ã
'h
O Desenvolvíntcnto
lo l'!iqttÌs Ìo
encanração nas propriedadcs do indivídLro das aquisìçõcs ilo dcscnvolvi-
meÌlto da esPéoie.
As aptiilõcs e fìnçõcs fornradas llo lìoìnenì no decurso deste
processo sã; ncoÍbrmações psjcoìógicas. retalivanrelltc às tltrrtis os
mecanismos e os proccssos hcrecl itát'itts. inatos' llão passaln dc colldições
interiorcs (subjetivas) necessárias quc tornalÌÌ o scu aparecinletrto possível;
em nenl'ÌLlm caso cletermirram a sua colnposição ou a sLìa qtralidacle
especíÍìca.
Assim, são por exemplo as paÌticülaridades rnorÍblógicas do
homem que permitem a 1òrlì'ìação das lacuìdades auditìvas; mas c apel'las â
existêlcia oújetiva da linguagem quc explicâ o deseÍÌvolvirììel'ìto
do ouvido
verbal, tâl como só as padiculâriilâdcs lonéticas de uma ìíngua explicam o
desenvolvimenlo das qualidatles cspecificas clestc ouvido'
"l-arlbérl
o pensâmelì1o lógìco se não se pode absolLttametltc
deduzir dos pÍoccssos inatos do cérebro humauo e das leis internas que os
reagem. A ipti<ião para o pensarÌÌeÍìto lógico só pode ser o resrrltado da
apÃpriação da ìógiia, prodtrto o$ctivo da prátioa social da htrrranidade'
Irio hon]"* que sempre viveu isolaclo, sern contato conÌ as Íbflnas objetivas
que erìcarÌlam a lógica hunrana, sctn o lrìenol contato ltutnatro' nào
puderanr Ítlrrlar-sc os processos Co pcnsÍrmenlo lógico nlesmo quatrclo se
encontrou r.rm número incalculár'et clc vezes em situaçõcs qtle pòenl
problernas que exigem. precisanlcrte pata a elas se adaptar, a lortlação
desta aptidão.
Aliás a replesentação de ulr homem sozitlho etn face do mrtldo de
objetos que o ,odeia é, evidentetnente, urna hipótese puramenle artificial
NJs circunstâncias normais, as Íelâções clo hometn ao mundo matcrial que
o cerca, são sernprc mcdiatizadas pela relação a outros homctrs' à
sociedade. Elas estão incluídas tla cotllttnicação' nesnro quardo o homem
eslá exterionncnte sozinlro, quantlo se entrega â uÍììa tarelâ científìca' por
cxemploot.
"1
('.1.
ManLLscrits dt ltll ob cÌ1 , Ìr'
117 0 scguirìLes
:
i
Poclerenlos. pot cxetllplo, lratâr elll termos dc adaptação otl dc
equiìíbrio a atividade clo honrctrl que corresporilc à sua rccessicladc dc
conhcciltcntos
em relação a utn sabcr ob]etivo existindo sob a lorma
vclbal e cluc se torlìa parâ ele cstirlulação, finl, ott sit.nplesurente conclição
para atingil Ltm fitn? Ao satislazer a nccessidade dc colthecimetltos' Ll
homcm pocÌe lazer cle un conceito o seu cotrccito, isto é' apropriar-se da
sua sigrilìcação;
tras estc pÍocesso não se assemellra de uodo algunr ao
p.oc"io .le aclaptação ou de equilíbrio propliamente dito "A âdaptação ao
corrceito". "o equitíblio clìtre o holÌlenl e o conceito" são e\Pressõcs
lotiÌ,nÌente desplovidas dc scrrtido
A situação
-jh
c clilòrcntc tros crìsos elì.ì que os objetos ern relação
com o hotnetn são otl-ietos nlatcliais' coisas criacias pela atividade htrtttatla'
conto os illslmÌÌtcutos de tfallalho. o instrumento rlão é para o honenr tltrl
simples ob-ieto c1c íòrma cxterioÌ determìnacla c possuindo propriedades
nlecâtricasdçfiniilas:cletrranifcsla-se-lhecotrltltttllobjetoncrqrtalsc'
gravanr urodos de ação. opcraçõcs cle traballro socialtllente
elatroradas' Por
t-al motìvo. a Iclação adequacla do homenl ao ins{rtìlrenlo Ìrâduz-se alÌtes
de tLrclo. ro Íàto do lìolnem se aproxiuar' na prá1ìca ou em teoria (isto e'
apcras. utì sua significaçãtt). clas opelaçõcs flxadas no ircfÍrrr'ìrelìto'
clesenvoìvendo assim as suzrs capacidacles ltttttlanas"" '
Não vá se r:lizel qtre o
Processo
c iclêntico pâra todos os otìtros
ob.jetos humanos
A diferença iundanetrtal ctrtrc os processos de adaptação em
serrtido próprio e os de apropriação resicle no fato do processo dc
a<1aptação biológica tlanslbrmar as proprietìades c laculdades específicas
do organisno bctn corno o scLl colll porta l1Ì en to dc espccie O proccsso clc
assinrìlação ou de apropriação ó diÍçrentc: o seu resultado é a reproduçào
pelo inclir'íclLro, das apticlões e lìrnçires hrilratlas' histoÍioaÌÌ'ìeÌrte
fornaclas
I'orle se cìizcl que, e o processo pclo qual o hollenl atilìge no sctl
clescnvolviulcnto
o cÌue é atingiclo, no auimaì' pcta hereditaricdade'
isto é' I
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O l)esantolvlnpnto
da I's ìLl l t is Ltl o
O t )ese':Ìolr inenta Llo I'sitl ui \ tìIa
a isto rniìhares
de páginas)'
gostana
psíquico
(cstão consagradas
I
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.ì-"-,-ìna,1hê ììn.ì
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um a'ez tn aj s q
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a liuguagem
nerr por rsso e o
dcmitrrg.,
do ìtrtlnatto tlrì ììom(nì
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K. K^uc,ina, o.lese)1'\)l\'ìmenít)
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ling'ÌldgeuÌ na: crìa çr$
clutanle as ck)tt prìÌìrcLros
ír?or- lvloscLìrì. I 950.
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à
comunrcaç.o
1ìo lâolcnle' /'tr'trt'i''{isrirtl
l'ot\'lÚtigtn
(llìvcsliglìç(ìcs Ìrsiooì(igicas)
t
r Àpr'cndizirgcnr
cottto pLohlcmlL dc psicologia
l'oPrírt\"]'
12 1.m
lingLla Íussâ)
A comutlicação'
tla sua Í'orna extelior inicial' enquanto aspecto dâ
ativicladc
coLetiva clos homens'
isto é' sob f'ornra cle "coletividade dircta"
;;; ,.',;
",""
forma itlterior' intet iorizatla' constittii
a segurrda
condição
;;;;ífi; indispcnsável
do processo cle apropriação
pelos individuos
clos
conlrecimelttos
adquiriclos
no clecurso do dàscnvoÌvimento
lristót'ico da
hunranidade.
"'""-"
õ-pop"f desempenhado
pela comuricâção
na- antogêncse
do
homern foi bastânte
bem analisado
nas irlvestigações
psicológicas
:Ï;;"i;;
i;;ã,;i"';
Do ponto cle vista que uos interessa o saldcr
destas investigagões
pocle assim ser formulado:
-'"'-"
1".a"'u
prinieira inlância' as relaçòes
práticas da cri:ltça com os
ot,j"ur, ïu*uno,
que a rc<leiant
estào necessaÍiamente
inseridos na sua
comuricação
com aduìtos
--
comunicação
evidentetnente
inicialmentc
''nratica".
u'"'''
"n
upur".,,,.,ento
deslas ptinreitas colì-'tÌlìicações
tenì como
ponto dc
.qrti,1a sr.rbietivo. na criança' o despertar
de uma rcação específica'
::"ï:.";;;;i;;à,,ià,
'r',^nì"au
"oornplexo rie animação"
po. Figurine
c
ïr""ot"ì"
f.
t a plrlil clela qtle se cliferencia, Posteriortrrente
a
"",t,tì,"ì"^çu"
prática da ctiança con o scu mcio circundante'
Desde o princípio,
esta conluìicação
tem a estrutLlra
do processo
mediatizado
que câracteriza
locla a alividade
hunlatla; mas ttas suas formas
;;ì,;;it;
"
rucli,n"nturts.ào
é mecliatizada
peìa palavra rnas pelo objeto
lla aprrec<
Braç05
aLì lalL) Llc qtlc ulnil Il:Ì íìuroÍ:ì do de:cttrolvinlenlo
rl;r
crìança as suas relaçõcs
corì os t'b'ietos
circtttldatltes.
sc realizatrl
lìecessaIiânente
com a a.juda ilo adulto; cste aproxinra
cla criarlça o objettl
;;;;;";
upunhu', álint""ta-a
à collìer' agita o brinquedo
que faz
"o<:i.
f. t. I"raclkina:
''l Psicololid
íl')
iÔgo
t1ã
rimeitd.lt?'i"id'
-Ììse.ie
doutoÌanÌctÌto'
Ír4oscou.
1950. Do nlcsrllo
"uuu'
_tj
ìpu'"t"n"nt()
dlr llnguaËcm
lÌu rÍiança': Nolâs
cientíilcas clo lnsritulo l'cdag')gico
dc l-cnin'1rr3!l'ì
t Xll lqji I L,KonrÌikova: '4
dkíÌ'
ìniLidl tlt) dttientoÌtu'on'n
'tn
ti'g'nin';';'ji'rit
f"s" dc caÌìdidalo'
Lcnilìgrâdo
19'17' Iì
Lckhtnìan-^branìovitcft
c l f It*Ario'
'l"e/11/)d'r
/') dcscn!olviÌncnlo
d')
/í)go
c
''l'rs
dçôr'\
uii,:, t,u,i" c!u p,i'"i'tt infíLncia
Mosnrrr 19'19
"c i x t. lrigLìrine È M Ì' Delllssova:
At cíttpas tlo tlesenttolvìnenlrt
Lla coÌ11pí)t1Ltüenlt)
,,,ì;,',,,,ti ),',,"i,,^""o
ìt ictrtctu ttu un ano N4oscou l949
barulho ctc. Por Òutras palavras' as relações cla criança cttttt o. tnttndo dos
nii"t,r. reo sernpre inicialmente
n.rediarizadas
pelas açõcs clo adulto.
""'''
"
n ,"gu',aa caractcrislica
tte'ta' rclaçòcs c'rtl'i'lc ettt
(lllc a5 rções
realizadas
pJla própria criança não se clirigem âpenas lo obleto' mas
ig""i'""*"'
-
uàutio. St cle nartipLtlr trm^ o[rjcto. c
:'
d;.lì-i
.Ïtt':']i.-1
"ïiunru
og" sobre o aciulto preselìle: cstc 1crìülììclìo i
l"'r
Iczct dcscrlto enl
nsicolosia collto
"ttltl apelo da conlttnìcação
larlça<lo ao adultor0')"
O
;;;;J;:'';',;
;. ,,,o,i"" a' contttricação
""
-'"!:'-ï'lt:lto
infantil
traduz-se
pelo fato de qtlc ccllâs ações da criançzr comeÇa|1l
a não ser agora
,"f"rç"Om
pclo seu efàito
"o""'"to "p""u''
lnas pela relação do aduìto a
"ìt"
if"u'' l\lc Icnorììelìo loi po<to cttr cridittcia.
por S
.Iriarts'
quc
a.ìra".,
"
manipuìação
clos objcttts
tras criatrçls da prirneira ìdacle; a
criança itttelronrpc
â sua ação quontlo o aclulto <lcsaparecc
do sett catnpo de
Ë;;;;;"
,"tontu-u quundn À adulto reaparcce'n'
Dcstlc as primeiras ctapas cìo desenvolvimento
do individuo
qLte a
realidade
"un"r",o
," lhc manifesta atraves da relação
que ele tem coÌn o
,""i.t .-- por que elc a pcrcctre não aPenas sob o
.ângulo
das suas
i-p.i"J"a"t
l,.,rt"rioi.
e clo seu sentido biológico'
mas igualtr.rente
conro
um mundo cle objetos
que sc clescobrem
progressivanente
a ele tla sua
significaçao
sociai, por intertnédio
da atividade hunrana'
Isto constittÌi a base inicial sobte a qual se dá aquisição
da
linguagem,
a apropriação
da comunicação
verbal
Sem querer traÌar âqur do que a paÌavra trás
-
.d:ttll"ltl11r"^'ll:
I
ì
ÍÍ
l;,
li\
Í;
( ..
t1
;:l
Ì'
t"
il
{
x I. 19.13.
r"'cf.
^.
N. l-contic.',
!,síkhologuìì,
/9i' n" l.
P
L
t
:-fl
/,1-)
0 D.\un\tdt ììtÌeulo do J)sI(luísnìt)
()
Dcrcnt,ol|L
t nlo do PsiqLttsnÔ
ç
I
ii
I
I
I
:
.
:
i
:
i,
tiÍ
t,,
r!i
ì''
i
,',ï
t)
{ A lit.tguagen
c aquilo atravcs clo qual se generaliza
e sc LrzÌnsììl itc a
cxpetiénoia
da práLìca so"ro-hrsrãrica
cla hunianiãade;
por conseqúência'
c
i^''âlnÉ'ntí1lll]ìtDeiod".o,'-'uni"oçao.acorrdiçãoclaapropriaçãoclos
iiìlïìàì'tìu"t'"
crpe'ièrrcia
c I forma cla sua existêuoia
na conscrerrcrâ.
Por outras
palavras' o
-n'ntt"o
olìtogènico
tJc tbnnação
do
nsiouiqtrto
ìÌulììirlì'r Iìâo e cliaclt'
'pcle
JçiÔ dos c\cilanlec
-1'c1hai'
cnr si
Ì,ì":;ì;.,". ; ;.ìt,oau
oo processo
especiÍico
de apropriação
que sl
clescLeveu.
o qual e ti"t"'n"tinutlo
pt" tutln'
as circunstâncias
dil
;;;;';;ì,-'."*.i
da vida tlos rrrclivícì.os
na socieclade
"'"""'"ò
pr;;;,'o d' op'oprioçno
tcalizr
t
"."..':l1l.tt:
'::,l""ipnl
" "
'ìr',ì.rrìr.ì
t',rrrclntnctrtll
il" clerettt
"lr
itnettlo otttogenilico
lttttltatto 'ì
I'r
r"ç'v'\ r!
-
-
u:.'pr,.,la.la.
lttslot icltnctttc
li-rrttlrtdirs
Jir
I(fro(lÌrçau
tìíì- aPlr(lõc\
c pr(\lrrioirtrç\.
"'.::,,;"",;;.,
"
,,ril'r,,,
"
..\l)c(içlìlllììílltiì.lllLlttsl\ËilalìtiJàofìllllÌcolììPrcclldere
substâncias
entrc eles. Es1â irrterâção execula o pt'ocesso dc *'itl'":i"..1.:
ft,ra"t.l a natureza
cilcttndantc
tìão é scnão produzit os lììclo5 lll stll
;;;t;
;';.;u;;.t"
Craçr:
a isto' o homer'' clifereute trr ente clo auiuaì'
rnediatiza,
rr:lauliÌ e c()lìtlLrlLÌ
Èste
ilrocesso
peìa sua iúìviclade'
elc.PniPlio
ia."ìnp"ttft"-
",,t
Ilìcc diÌ lìJlrltc/íì'
"
luIcl
Lic lìlììíÌ
Pulilìcit
IìíÌlrrriìl
O lrotlenl etlcolltliÌ
!Ìa societìadu
e tto tttLtnclo translt'tntado
pclo
o,.)."..o,.,.iu-lìist.lriuo
os rneios. aptìciões c slbcr-lazcr
neccssários
para
i"i'il)ìï;ï;ìil; lu"
'"".li"ri'o
a iua ligação corìì a tratureza
Para lazer
.ì-."r.,, nr"iur. as sLras apticlõcs' o sctl saber-1àzer
o hot'nctn deve erltrâr em
,"f"io"a a"* os outros homcns e cotll a tcaliclacle
hutnaner material ll no
;;;J;;; J. clescnvolvinreuto
clcst.s relaçiìes
que se realiza:
p'n*:::l^tl:
;;i;*a;,.r"
hutnatra.
tal cottt. o cÌcseuvolvi'lento
do attinral no seu nìero
;;;;;;,;
dcsenvolv
itletrto clo hotrrcm tem utn carátet ecológictt
(clttcr'
;ï;;-;ì,;
j"f"na"
ao, co'diç'cs
c\tcriotes)'
mas rrão é- Lrtrì pìoccs\o de
,J"Or"oo"
ctl sentido
próplio' bìológico do lermo' colno é o caso
piÌra a
cr oluçao an itna ì
"'' -'-i;,
nas coudições
cla sociecladc
de classes ântagonistas'
â rÌarorra
dos homcns,
qrìe pertencc às classes expìoraclas
e aos povos oprirnidos'
ó
"Urig"al " "ìt,""r
quase exclusivarlcntc
os trabalhos
físicos gtosstiros'
ns
dificuldadescorretatìvasclestcshotnetlsparadesenvcrlverâs.suâSâptidõcs
irlteleotuajssuperioresnãoseexplicapela..sua'irlcapacidadeparase
uoìpi".",rt"
às exigôncìas
supcriores'
mas peìo lugar
quc ocupa$
-
ilìdeDcììdslìlcln(
nlc cla
'ul
rutlladc
lìÔ
'isìelna
<Jl< rclaçoe' toiiai''
il",Jtì;;;;
"'
0.'-,iniriouot'
i'le're' Irorttctt'
parr r\\irììilar
a ari\ ida(lc
lrumana^ este fato cletelu.ìina'
ao mcslÌìo teìnpo' a sua possibilidade
de
:'rd"f,"ia,i''
isto é, a possibilìdacle
tlc clescnvolver
a sua tratriteza hutratla'
as suas aptidõcs e propriedades
humanats'
Nasociedadecleclasses..ìel]cafnaçãonodesenv()lrilììrìlt0dlìS
i,rdiuid.to:;
dos resultados
adqLriridos
pela ìrLtntirrridail'-'
na
,scqiirência
do
A"ì"ttt.f.'in
etno cla sua ativicl'rde
globirl' Y a clc ttrdrs rs aptirlòes
hutnanas'
i"rna"tt"a"m
scmptc ttltilalerais
c parcìais S(r a sttplcssão
do Icino da
lirrguagcm
ocial cm tltte vive o bonretll
Quancìo
Íàìamos
do mcio s'
..
^ ^-.
,.;^r^oir
i.u'.arrï,ì1.'iïr,"
."'ì'i""
"*
scntido dilercnte
*'
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tïl
-"1:n'.-"t::ïlì
tlìlfocltlzllllos
lrrr5rç LU"r!r!\' e
"
: Ë;.',d;;;;,
quuit t" adapta o organist.o
**
:]l::L:Ï'':,]::l:l
I'n iïì:ï:Ï
;:
ï,;;"";";;ì"o
q .'" plu'n'"
"
qu'
"on:t',ï
i.
:1^:-" lllïll socla! rrrrrrur'rru "'-
--
tcll'Ì evidentcnreute
ttma in1'l':ôncia
sobtc
da sLtat coulttnicacão
direta
lllc
ele. ,
'
A despeito
das tescs tlue a psicologia
bttrgrtes:'
:":i"]]: 1ï:Ì:t-::ì
,,. d.."1'":;i;::,ì;;;;;'ì:ì;;'h''
nra'rà'
qtte c1r considc*l
:ï'l:-"ï:::
(lo
oescLrvl,ì!ì"Ie -J
ConstìttÌi
aclaptação
clo homeu ro seu rleio"' *i"."d1f:1:1.:',::.]lll"ll1".
",,"..
,l
::ï'ï:ï"üì
ii;'0,*iìn'"
o" J"*nvorvimerrto
do n.,ll":l-.
t:l:,:Ï"ï;:l
ïJ:::ï ;,'" ,ï ;!'""lliu
l't"nt"
potle ctrtrsi st i t'
P""
:''
l]:,"]"ll:
":;l
os lilnites do sctt tleio imediato
que' nir
Ì1umâ adaptação
tlas em salit.d
...-^
^w,ìrêLeiiíj
llLlrrl.r dudPraYqv
lìr,,.
"."r,it";tia
sirlrÌrìesrììerlte
utn rrbstltcttlo
1t Ïil1.. ::ï::::ïl
lïlï;,,"ìÏ;ìì,"'"rïi.
.".püì
a,, riclLrcza das sLras propriedarlcs-"*^lt]o:::
t".i"ì"ìr""r"""
l,..tn'nt'tns
O corrceito cle atlapt:rção
do homent
ao sett
rureio social e.
Portalìto.
pelo tltctlcts' anbíguo
Ìânto no platlo sclciitl cottltr
no ullntr dr,'1tic.t
""'
''
, il..",ttnlr itttettt''
'lo
ltotttettt
rla
'Lra
ridl tr'ige
,,,,," in*oìì,.'
anllsÌ:ìl'ÌÌe
do hottlent cotro tneio nntural'
""K.
Mur*, o
(.)pitt:tL. ob cil l' l l-ivro 1- p l80'
ev identenr
cnlt'
runta troca tlt
, i,l
il
1
i
I
,l
O Drt"nNÒlúr1PnÍÕ do Psi0Ltìstna
propriedade privada c das relações aÍìtagonistas que ela cngendra pode pôr'
lìnr à rrecessidade dc un desettvolv
jncnto
parcial c unilateral dos
indivíduos'n'. Só ela clia, com efleito, as condições cm que o princípitr
fundamental da ontogênese humana
-
a sabcr, a reprodução nas aptidões c
propr-iedades rnÍrltiplas Íormadas durante o proccsso socio-ìristót'ico s!:
pode plcnanrerle exerccr.
Isto significa quc, Ììestas condições. o holl'ìcn'ì não está âgora
''aÌierrado" pÍaticamente rclativameute às rcalizações hunlanas e que, por
corrseqtìência, o prirrcipio dâ oÌltogênese llão ó ago[a litlitado no sctt
excrcício. O honrerl pode enlìm rcalizar a sua vocação, levar a cabo it
târela cssenciaì pâra quc cstÍt dcslinado. isto é, desenvolver íìs sLlas
capacidades.
O estudo das leis concretas do ptocesso de realização desta
vocação e destc destiro-missão corstitui a tarcfa principal da psicologirr
cierrtífica modcrna.
QLrais
são as condições imcdiatas deste processo?
Qual
o sctr
conteúdo?
|
)
|
tL\.ntòl|tttlt
utt, J' I sr4t,t:nt'
pequeÌìas variações: c Lltìl proçcsso IÌÌtlito ìcnto corlesponclcnclo rì ìcnliclãtl
das rrodilìcações do treio extctìor: estas tnodificações 1ôrlì lÌo lllçslì1o
tclì-ìpo Llrìì alcance íìdaptativo lìtrclametttet ì"'i .
Os uecalisrrros do c o trr porlantc:rto inclividual são dil'crcrrtes.
Distingucnr-se principalnretttc clos ltlcclttlistnos dc cotll porlâlll cnto
espccilìco porque sti lìxaln a apliclão ou c(lll1porlíÌlÌlcllto qLrc a adaplação
incliviilual realìza, cnqLlânto os nrecanisnlos dc collì po rtalìlento cspecílÌco
fixaur o próprio colÌ portâlrl cllto. Se beni qLre rcspondatn a varìaçòes
rápidas clo |neio, a srta cvoluçào cstlì igualrÌrentc ligada às vrriaçòes
hereclilhrias nìuito lcntas entbora diletanreute só às translonnações do
cérebro, ót'gão que possui o nlaior polinlorfistro dc ltlnções. A questão
essencial quc se põc é saber qual é a correlação entre estcs dois
mccanisnos r'ìo compoÍanlerìto do irrdivídLto aninal.
As mírltiplas invcstigações âtuais sobrc o colnportamento animal
revelan que não existc ptaticalrcnte manilestação do comporl?rmcÍÌto
específico totaln'ìcnte ittdcpcndente da experiência intlividial Mesmo os
animais conhecidos pelo caráter 1òÌ1cnìerte mccânico dos scus institrtos,
conro os inselos. contrariâÌìlcÍìte às velhas ideias ilc J. H. Fabreru6 adaptalrr
o seu cor.ÌìportiìmcÌlto aos elemcntos variávcis cÌo nrcio exterior'
O rnesnto ocorre para os atos inatos. cotìlo os movimentos dc
bicagem nos pintairrhos; as cxpcriências de autorçs que rrtilizanr
especialrnente o método da "espera" cle aparição dos nlovimetrlos dc
bicagcln mostÌ'aranr que o pinto devia lazer a aplendìzagenl destes atos
iìntes dc se tornârem eíÌoazes c coordeuados't't.
"'tC1ì
^.
N. Sóvcnlsov: Ew tção c psíquisnut Obras complctas. l. III. Moscou. 1947 (em
língua.ussa).
r''uD.
Rabaud: I btrTogía dos tnsetoscl.Il.ltthte: JaLirnLll de
b)r'holaglc.
1924. o"2 A
Molitor: "Novas expcriôncias e obscrvaçòcs sobrc as vespas . I]ìalogistlte\ 7'nttnlhl/1tl
{Jornal dc bìologia). t. I X. lgil-l9llì. K. von lrrisch 1ç tthtlhat.
(
orncll Llnivcrsit}
lÌ'css. 1950.
l"tlt.
Sh"f"t.l. Il lIÍeed: N4aluraçào c hábilo lÌo (lesclì\'olvinìcnlo do inslintd'
'/'rrr'dl
o/
dt1íìt1,.tl llehãviot \.íornal
do conÌpo11iÌlllcnlo iìÌlilì)iìl) l. lll. l9ll. W W ClrtÌzc: 'Maturaçào
L; aprenclizagenr llos pilÌtos-. ./ounttl oJ'
(
onl)L ttlítc ps,ttt'lrtlogl' (.lornal dc Psicoìogia
7. Os mecanismos fundamentais do
animal e humana
comportâmento na ontogênesc
Conhecem-se nos animais. mecanismos de oompodaÌnento de dttas
ordens agindo sonjurtânìente: os nrecanismos inatos, hereditários (reflcxos
incorrdicior.rais, instintos) e os mecanisnros de adaptação inclividual.
Urna importante ptrrticularidadc do cornportamcnto inato especí
fico é que o seu desenvolvimento cstá intirnatrente ligado ao desettvolvi
lììcnto dos órgãos exossolìlarlicos (cirgãos quc asseguram as relaçòes cont ,,
rncio cxtcrior) e constitui de cefto rrodo funcional da sua evolução.
As rnodificaçõcsìo conlportânento de espécie operam-se! corÌì(J
todas âs modificações hercditárias. peìa via de scleção e adição rlc
a
a
I
t
,
J
Ì!
""
1(. N4r..,
j\ldnusctìts
de /,!l/. ob. cit.. p. 92
i,
t:
, l.l
Ilnfitr, sabenros qLte a tllanilestação tlntogênica da atividade
"rcÍlexa
condioional" t'ttls tlauilcros superiotes que não dependelll apeÌlas
rlo urotlcnto enr qtte clregam a tllltttlidade t's tncclnisnlos netvosos
corrcsponcleltcs. ilas igualtllcnte das irrlltrêtrcias excrciclas peìas condiçõcs
exterióres. as quais lazetn Íìualnrentc iìpareccr bastânte rapidamerte'
relìexos condìcionais
que se rétn cnxertlr nos tnccatlistlos
inalos do
comportanentol"*
.
Âssim, o compoÍtamerrto
hcreditário do alimal adâpta-se'
acornocla-sc. cle certa tlirncirl' aos cìetl'tcntos variáveis do
''ì'ìeiÔ
exterior-
no clecLrrso da sua ontogênese Na nreclida enr que há sempre clemetltos
variáveis clo tneio exlcriot. o colllportamento específico do animal ó
scnlpre sLlscetiveì dc nlotliÍìcaçtìcs inclivicluais't")'
Por
()tltl.o laclo. sabcmos cÌLlc o colÌìportân.rento
individual do
aninral cìcpendc do collìportal'ìlellto
irlato próprio da sua cspéoic Qucr
se
rrâ1c dc utrr rellcxo condiciotlal
qualqtter. cle uur compofiatnento em cadcia
cstercotipacìo ou tle ut.tt colllportalllcnto inteìectual. é tlccessário tro atrinlal
que ha.ja uua base ir'lstintiva irata
Assit.n se qllerclÌlos cotttpreetlcler o colìlpoÍamento individual do
aninral c as rnoclificações que cle pode solrct sob a inflrrôncil das
contlições extcÍiores, é preciso setnpre 1cr efl contâ o frrndo do
c,lmportatlento iuato específico. A este respeito cssrcve I I) Pavlov:
"Ìlstabeleccr a lista corrpleta cle todos estes rellexos
(reÍìexos incondi-
ciorais. irrstitttos - Â. 1,.), fazer una descrição dctalhada deles cxpor o scrt
sislerra natural constitui utna das iarcfàs Íìrais urgentes da fisiologia tltr
sistema netvoso'r0".
"Repito quc é extremamente inÌpofiante ter a lista
complcta destes reflexos e procecler à sua sistcnatizttção'
pois todo o rcslo
conrparacla). 1935: V. VÍ Iloro!sk):
(
o,?pol-íir ncnla doo'pinlos' crìados em thoendetnt
tìlltkt.t ínslinkly i ndì,vl-1, (lìcllc\os iÌÌsliììtos c Irábìtos)
(cm ìíngua Íussa)'
"i'C t i. ll. Sìot1ifi: O
PinLíPta
etctlridut em
fìsiologia
e t) eshklo dd (!tivid(lLle Ìnsíínll\t
}]a5.1n101aì'\
''Matl3liaiS.leconf.crôncìasobrcpsicoÌogia.MoScou.ì957(cnìlínguarussiL)
L.r('l
l. Ì) Pa\ilov. C)bras conrplclas. t Ìll. l-ivro I MoscotÌ Ì'eningrado l95l (em língLrr
r"
klcnr. p. 3í'2.
da atìvidaclc rÌcfvosiì se cclifica. conro vcretlos posterio rtl c trlc. sobrc tl
fundatleulo desLes t cÍlexos'r'
"
Os tlatlos da zoopsicologìa
e cla fìsiologia courparacla
cottcorclâttt
para tcslell.ìunlìâr
quc a Íbrrrraçãìl
(lo conlportalncntrt
incliviclual
tro iltrirrirl
ã"p"tì1" air","n,r",,ì.
,lo:i ,"ttt iÌrstintosi ttrl auitnal ó capaz cìc lcvai a cabo
ta:le1ìrs cìiÍìccis se são clos clonríuios das possibilidaclcs
tlo pLóprio
"orr'tpur,^nl"nto
da especie; cnl colìtrapal t i'la- n'lo chcgiÌ ao Íìnr clns nlais
simulcs tatctas sc sào ina,'leqrraclas'
ìstr:l c' se são cslrâllhas às contlições
,,otLtt.,i.,lc r icla dc .tta \'\f'cci('
Os atlirllais ptltlctll. naturaìmcnte'
lranil'cs1âl ìÌlì.ì corlllortaÌì'ìento
quc exteriotÌÌelltc
parcce Íìão ter relação colÍ os scLls instintos Sc
estudamros
o proce'sso tle lorrlação clc um tal conlpoÌtalìlento'
a stta
,"ioçAo
"n-
o lLrnclo hcreciitário irato clcixa clc ter cÌualqÚcr sombra de
aiuiao. fnn,.n ns o cxemplo dos animais adestraclos e aralisenros
o seu
compol1amcnto.
A loca qttc segtlra tllìlâ bola erl eqLrilíbrio' â lâllosa qì'le
desetllolaLttlapassacleira.efetuanlàçõesqucpârecelnlotallllellte
estranl'ìas lo scu conÌpoÌ'talÌrcrtro
de espécic Todaviâ estas ações lornlam-
.ã'^ ptìi, cÌe reações institltivasrrr'
Suscita-sc ptiuciro' uo anilnal' utr
.o,"pori","crru,
instinrivc'. habitual para sua espécie' quc. comprecndc
os
movitretttos
neccssários âo seLÌ adestranlclìto
(1ìse da "estirrulação''
direta
ou inclireta). F,tr segliida. estes nrovitnctrtos
são fixaclos cotn a a-iLtcla cle utr
refòrço incondicional,
enquanto os tltovitnentos inirtcis para o adestrador
são inibiclos
(làse do "relbtço" e clo "polinretlto") O 1âto de cstas cluas
làses scret't.t obrigakirias
lnostra que o lìovo colllportamettto
criatlo pclo
aclestraclor c urrr àcrivado dirct. do collìllortalìlelÌto
especí1ìco
clo aniual e
cue c o rcsrtllltdo dr l11:r1'tlrçro clt':ttritttlrl a5 tolìdiçôc' clÍ'"riorc'
lt iuiì
iir,rru inrnlito cxplicu-se
nrLrito sitnplestnelìte
pelo câráter exlrclnatrr.:nte
a,rittcinl
.l"s conclições criadas pelo adestraclor' O uesnro. fènômeuo sc
produz quantìo dc ceÍâs experiôrlcìas
visando o clcito cxtctior' clll qtlc se
O I).isc nNol|iìtÌctúo la I'sÌqtrìsnto
t3t
llrldcnr.
1. lV. \4oscou-l-cningÍallo f
2lì (cÌlì lilìIlLìN rllssa)
rPIì.
J.lluìtcndìjkr
I'stt:olo,tìu &ts útÌntis lt)2?'
"tCl.
t't..1. IIcrdc:
^nálisc
dos
lroccssos
(lc lìr1'sl'illll{intr)
Martriais da conícrência dc
psìcoÌogì4. Moscou. I95J
O Dc tenrolríhlenlo do PsìílttÌs nì o
a
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O [,)cse nr.)lrincn tô do Ì's r t1 tt ìs nut
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O l)ts!n|al\,Ììt1t.ìt!o da I'siq uitnta
olìcgr a criar um conrPortâllÌelrlo âlìilnâl bastantc cotnplcxo
(cÍ ls
e xp-eriôncias cÌc J. B. WolÍè sotlre os síl11ios )r
r r
'
N ão é cste o lugar p:rra lìo\
,lcr'rrurortt,.,s sobrc o estrtdo c1a aquisìção cla experiôlìcia individrtal nrr
arrinal. rtts cortdições lìllìis IlolllìiÌis sabe-se pcrlèilarllcrlte qtìc lÌs
clií'crenças clue o cxpcr itll ctttacltrr dcscobte dizetll tespcito aos lììe. ìrìi5llr(r\
concÍetos e à estÍtltllra cìos próprios
Processos
do colÌìpoÍtallÌclìto
e' poÌ
colìscqüôl'rcia.
ao rellcxo clo tllcio clte se Í'ortnl e que nlecliatizit a sttrr
rcalização. Toclavia. a colÌlplcxida{lc crescclltc tlos tlecatlistlos dt'
a,rn,pn,tuntan,r.,
irldivicltral clos t ct'lexlls concliciotlais
clctrrcntiÌrcs iì5 irçtìt\
intelcctLrais cotrrpìcxas dos sínliils llão traduz tllll proglesso senão urrtll sir
scrrtiilo. o c!o clescnvttlvìr]lcnto.
lìo anitlral. da apridão píìfiÌ r.eâlìzaI

corÌl poÍtanl cn to p|irprio cla sua cspécic cn condições colìcretâs oiÌda vc/
mài; alastadas cias corrtliçircs
gerais de vicla clesla Assiul' o corÌrportrì
rnento incliviclLral clo animal clcpcncle scntpre clc tlma ciupla cxP!riLrlìaiiì:
1
expcriêncìa cspecífica, 1ìxada ttos lrecalÌisììlos do colìlporlalnelrltl
tcflert'
inoondiçional instìntivo c a cxperiôncia inclividLral' tblrìladiì otÌ1tì€!er]çti(ir
nìentc: â tìttção fitndatncniaì
qtle asscgtlralll cls tlccatlistllcls de l'ornlaça('
cla expeliôncia irlcliviilLral coìlsistc lÌLlnìa adaptaçào do oolììportíÌlì1clìt('
especilìco aos clelÌÌclltos ttlutár'eis do nreio exterior'
O problcnra é clitèrcnte no hotncm Con.r elcilo' existe nele Lttlt
tercciro tìPo de cxperiôncìa.
ur expet iôtlcia sircio-histórica clc clltc o ltotucnt
se apropria tlo cìecutso ilo seu descnvolv ilÌento ontogênico'
Esta cxperiêrlcia é específìca tto sentido enÌ qtle não se iottrla trir
vida dos di1èrentes inclivíduos. uas ó procluto clo desenvolvinrcnlo
dc
lìLllÌìerosas gelações e t)'an st.ÌÌ ite- se de tlnra geração a oLttra [.ot]avia nào ,.
n*"ao p"tu ïl"r.Aitaricdatle
e ó nisso clue rcsiclc a sLta di1èrenga racìical cottr
u.tp",:iên.i"
"rpccí1ìca
tlos aninlais Se bcnr clue cla sc adcluira no clectlts.'
clo clescrvoìvinlellto
ontogôniccl clcl ltottlctrl' ttão podcmos idcntificii-la cottr
a expenêrcia inclividual proprianleltc dita Ela dìstingtre-se'
pí)r tttrr latì"
pelo seu conteírdo o quc é evidente, e por oulro' pelo prilcípio do scrr
ÌncLalliçl o Jc aqrrisiçio v dc rtproptiaçilo
A apropriação
da expct-iêlcia sócio-histtirica
rìcarrcla Llnla
moclificaçào cla cstrutura
gcral dos processos clo colrll.rot llttlt:rrl o c do
t=fi"tu. fun]ìa novos modos tlc oolì'ì portâln cnto e etlge:tlcìra lìlrntlts e tipos
d"
"o*port"nt"nto
vercladeiranenlc
ttilvtls'
-Ritzãtl
por qtlc
()s ntccrrnistttos
ao pro.arra, de apropriação têrn a pallictllaricladc dc scl
.trtccatrisnros
cìe
folração do, n,ecat,ist,tos
O seu csltldo eÌprcsclìliì scrias dilrcLrldadcs'
pois
,ão ,t,to..uroAu,
pelos nlecanisntos
gerais de lortlação c de cxpcliência
irrd ìr i.lrr:rì.
Quattdo
unl aclulto procttra que una criattçl beba pela pritrletra vez
pot. r.,,,, ìop,,. o colÌtâto tlo líquiclo ptovoca ncla tllovimctltos
reflexos
ìncondicioriais. cstritânìente coni'ot'tltcs lrs coucligões naturais do ato dc
bebcr (a concha da não lbrnra tlrr tccipictrlc natural) C)s ìábios cla criança
esticatn-se em lornla dc tubo. a litlgua avança' as tlalinas colltraem-se
e
proa,naon, rrlovilre!ìtos c{c stlcçao O copo não é percebido aitlda cottlo
It1",n.1u" detcrnlina o ttroclo cle realização {lo ato de beber"fodavia
a
"ri'unço'opr"nd"
rapidâlneiltc a bebcr cottl correção
pclo copo'
oLt seia'
tlizer'' que os trtovimetltos se reotgalizatll
e ela Lrliliza o copo de
cor rfortrr idacl" com a fitnção clestc O bolclo é pressionado corlra o lábio
inferior.abilcaeslende-sc.alingrrapõe-seetrrtalposiçâoqueâpontalooa
a lace irtcrna cla tranclÍbula i'ilè'iur. as natinas dilatau-sc e o líquido
cscorre do copo inclitlado pata a boca llá pottarrto' vercladc ira nr ente- o
aparcciÌnellto
dc uu sistetna nrotor luncional absoìì"ltamentc
llovo que
realiza o ato de beber irrtcgrarrclo t'lovos elctlletltos
(observações do âutor)'
A {ormação deste rìovo sistenra l'tlncioual depenclc das
propriedatìcs objeú.'as do próprio ob.'eto quc o coPo e' qr're. se distirrgrte de
lodo o "rc"ipi",rte nattlral" não só porcitlc pode scr dcslocado' tlas lambétn
{]cui.lo ou serr bor.clo fino; a trtilização pela criança clestas proPrìedadcs não
e detertninada
pcla sua própria existência. nas pelas açiìes clo adttlto cluc a
obriga a bcber; o aclulto lcva corrctânlentc
o copo ilos lábios c incìirla-o
irrogì.rriu^n.,"n,",
ctn scgLricla. cìepois cle lhc ensinar â segLrrar sozitlha o
iupï, airig" c rctifica ativanrertte os Ìrrovilrerrtos cla criança Assìtn' o
ntlirlto constróì na criança tlln o!o sistcllllì lìlotor lÌlncioual' elì1 paÍte
ì Ouloando-lhc
dirctalncnte nìovinlclì1os
(scgurar o collo clÌtre os lábios e
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iÌ. lvollì:
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4c,Ícra
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tld r,:conltenstt sìDtbóltca l)ttd
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(lolÌÌriÌriì1r\'
(\4onogra1ìiÌs
(lc psic(togia conlpiìriÌd ).
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)
l),\L|\ ôh r)t, it Ja Ì.trt1ttt:nt,t
irrclirá-lo progressivanentc), cnl parte dcspel'tando trela com isso relìcros
cxistentes. nras pertencellles a oìltros "colìjulltos lcflexos'' lìaturais
O proccsso cle apr-opriação pela criatlça de ações espcciÍìcatretllc
humanas. conro o Lìso da colllct. da pá c1c, clescnrola-sc dc trlrttlcir'r
iclêntìca. No plincí1tio o objcto clLte a criança agal rlì ol'ìlra tlo seu sistetrll dc
nrovinrcnlos natLlais: ela lcva a oolhcr à boca cotltendo alilr':trlo cotltcl sc
sc tratassc clc Ltrr ot.r-jcto ttitlLtral
"trito ilìslrLllììcntiìl" qLtalqtlet. isto é. nlì()
lcva err couta. por cxctrpìo. a ttccessidade dc lìlanter I colhet tla hot-ìzon-
tal. I)osl cfioÍm eltc.
llcla
intcÍ\'cllçào direta do acltrlto' os nrovinrentos tlil
rlão reolganizant-sc: corlcçarrr a obcdecer a lógica ob-jetiva da Lltilìzação
cla colher.
(J
carátet
-licral
dsstcs lÌÌovìnlclìtos nluda; eslcs Ítltinlr's atingcnr
urr nívcl superior. nír,cl "objctLral"
t;
fortrla-sc ner oriança utn sistetrl't
nrotor 1ìrncioual. o sistema dc açi-ies cle tipo inslrunlclllal.
À plinrcira vista. podc-se obscrt'at a reorgatlização análoga à clos
movirììcutos cÌr certos auiuais stlpctiorcs; de l'ato. esta sitnilitrtde não ci
serrão cxterior. Podemos. por cremplo, elaborar tlcls sínrios, açòes tltre
cnìpreguerÌì ulìì patl pâra aprctxinrar tlnl engodo clLlalqucr; as erpct ièncirr'
ineditâs cle S. r\. Novosselova nlosllâlì1 qtte sc ptodttz aliás urn cleslo-
calìÌerìto característico de nrotric idade.
Toclavia ações dcste tipo são o prodì'rto dc Ltma adaplaçÌo
elaboratla unìa pol Lìlra. dc ltnra acotnodação dos nlovilìÌcntos llaturais iìt'
aninal às relaçòes nlctricas c trecânicas cxtel.iorcs e. cotlìo lìlostroLl W
l(ôhlcr'"". trão lìrrtnatr qLialqucr tipcl particLrlal cic co tlr polta ll ento Pot
or-rtras palavras. sc bettr tlue o sínrio seja capaz cìe elabol-al dìversrs rç'e:
oonr a ajuda de ìnstrumentos tnuito sitnples. o prciprio principio da açàr'
instÍur'Ììental pcrmancce-ìhc inacessivcl. colno o tcstellltlnlra uitidatneutc o
carátcr das làltas quc ele conlcte cluando Lrliliza
''inslruucntos"
Por outro- laclo. as açõcs
"instrutrentais dos anirnais distirtgttent-st
das ações vcrdacìeiranretltc instrtllììct'ìtais pelo lato delas se formaretr sob rt
inflLrência clas própr-ias contliçõcs rnatcriais (obslácLrìo, pau no canrpo tle
visão do aninral) e clc as ações dos outros animais ott do hotrletl nit"
''tlt
t*. rf. Ilerncstcin: Dolòrnaçãotlo; novirerlot ÌvloscoÌr. l9'[7 (cn] línguiì russiì)
"t'(11.W
Ì<iilrìc.: :'..\ütlo do intclettolos sintias dnlrôPói.l(t N4oscoLì 19-10'
.lc:ctltLlcttltu'ettl fíìì)cl
J(ci'l\u
Iìil 'lliì
l' tttt;tç;ì., 1 lr '
lr:r"
't
-\rÌì-lri'clìÌ

::ì',1 5" ;;;;';;.
lai,-,'. pt"-*ion,,
trào poclcnr scr- c\ccLrliì(lìs
'scgtrtrclo
ttu't
r,rocl.l,,""-.
Os anìnlais
são cvìdcntcllìente
caÌPazes
clc irtlitaçocs
lÌìlÌs não'sc
lornrarl
tlelcs açõcs cìc tipo llovo lJevemos
dizer cptc sc c\iì!Ìcrâ
lìÌtlllâs
vczcs e etradatrrcnte
o pâpcl da ilniLaçào
Ì.ìo colìlprrrtlrrì1r-n{'ìl'rrtimalNa
realidacle^
[ìLlmerosas
ttoç0"'
qut sc etrifltre'rl
à inlitltç'ìo
tr;ttlrt
lôtrr dcste
necanistrlo.
Âs reações
vocats clas aves) pol exemplo'
podctrl aparecer
scm
qttalrlttcr irtrititçio
Jo t,ttt
',t'" ''i't
'"1"
1 .'" loro iirrlrrr ii'
ti'l'' 111' 111 i"ttlílo
tte stta ip.'ca 1's1
\\
'
\' U''l;'ì"t:
'1"'
:c irlìoi'r\ir
lra\ uh\cl\ircôc-
Jc I c
Dântcç
relativas
ao colìlpoftalÌlclì1o
cie nes lìo\'íIsrrÁ: lìosLeriollnelìtc
este
í;';;
;ü;ì;.iio
dc rraneira
tigor.sa
cot. cxneriônoias
llllicadas
cott.t
pilltos cliados
tto isol'rtrlerto
'tt"iï
ct'ntplett':
cstcs ítltimos
tììanifcslaratrr
re:Ìcôc5
\,'cllis idórr c"' i"rrr"
""
ptt"t' qrtlttlillt,iro
ct'lìro
llo
Illatlo
qurrìliliìli\,r
rr' d.,:
lirlt.,'
tcsl' rlrrrrrìr'r-
"
Lt probìcrn:r
c 5cn(i\cllnclìlc
clilcrcttle
lìâs aves lìldltug'Ìs'
lììas lÌestcs câsos' trtìtiÌ-sc
igualtnctlte
apeuas
O l)rsrn\otIint
tÌto lltt I'.lrtluttttttt
t93
cle un rel-lexo
irrato de irnitação
i'ï:;i:lï
;.
'i;i:Ï
"'"
n'oblema
urais cotnpìe'ro
^c1ue
1en. sido
r\ rrrrrLdçd('
-.l,ju.
.t.,r6nut^,
a principal
lorte dc
obictos
de trutrctosos
debat'
-.-,....,ri,-Ãè.
.1,ìc Íì1.ìc nras aos
JDlcr'Lr:
('!
cicvc às contradições
dos tàtos' mas aos
dìr,crgénei.rs
de trpirliircs
rlÌo se
,r-;-.;t"";oi2r
p.cle-
iï;"ï:i:ï
:il;,:Ï" :'
*
"'^.*,;,
ao.', oo .on." rin t:
lli:tï.],; iilil,
:lï::i::::ïïi::;ì::',-
.."1o
;,.''lì'"''"o
os a rirtrtis tritos
rmitadores"
Ç*ir',r.-,*"
.*.
-,-*iÌn0ìs
Ìieâçòcs.-1cÌÌrfj]::':',:.,ì:::l"ll:.;;,,iï,::t:','i::
1.",1",ïï;ììili'ixl:'i: :lÏl
'llïì',ì:i
il;;;:,,,;,'ì-,,'u,'"
..
::ì::. i,:";'lì:^:;;iilliìì ' o\'llìlcnlos
pilssÌ\r(r5
'rdu
"""""
'
"ai"ra",,"r"a
rpan"t lìt' suttilat
Lìma ligeçiìo cnlÍo o
antrop(iidcs.
a iÌÌlcrvcnçÀo
dircla do cxf
...ì,-.
-r
rscrrla- clos sítìios
lli,llïìïiìì,*ìii'lìiïì:ï;ìi"i;Ïiffiil.il:: Ìï*:: iììï' ;^,ì:lï,lì:ì"ï::
pesro do aÌrrrÌ1iÌ] c o rcroÌç(' drrrl1!rr(!
"';r,;;.',1-.|
crìì Íoleçào conr o rclorço lolos
scus
io qr,"cl,n. oblida scgÚìÌdo este ìllet
....,..,., /,r- \/.11ô,ÌÍô. l.:shtda:iahtc,
utìt'Ìriatte r1o
qlradro. oblida scgúndo eslt rrìclrrrrr'
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Lcnìns.ado.
ì9'i8 (cnl ÌingLìa 11Ìssit)
ltÏ;1ìlï-ì';,-;
'
.-
)
1tìi
hisrr)tiu tto r/.r/(,1r../.).
MoscoLr. 1919(cÌì
ÌiÌrgue rLÌssiÌ).
í
i
I
ì
(
) l.)6( n\\lI inì t t tt o (la I's ìLtu ì sDl t)
possueì'ìì ccrliÌs làculdatles de itnitação bastante ìinitadas. crria incidência
sobre o courportamcnto geral é mttito tì-aco. Para clìsso ttos pcrsuaclirtttos
basta reÍèril os cstuclos consagrados à lirnitação dos sítrios inlctiotes'tt e
los sínr ios superiores antlopóides'tt.
C)s fcntimenos de imitação observados no.jovcm chirrpatlzc por N
N. l,acìygu in a- Kots são a cste respcito ricos de ensinametrtos: Johnny
imilava muitas vczcs as açõcs do ltolt'lcnr, enl palticttlar as iìçòcs
instrLrrrentais cotrro prcgar tìln prcgo coll'ì Lllll rnartclo. Todavia, rlão
aprcrrdia a lógica ob-ietiva da ação. ora rrão aplicava lorça sLtÍìeicntc. ot.r
não nrantlnha o prcgo nâ posiçao vclticaì. ora batia ao lado do prcgo
"Âssinr
csct-eve o iìLltor. ItriìLl
qrado a sua longa pt.ática Johrlnl
.jlmai*
pregou Lul sti plego"
'r'
-
Na criança a inritação tcnÌ Lllll cíìrátcr ÍììndanÌcntaÌlnentc diÍèr'etltc
Sc berr qrrc sc observant. nela tambóm, lìtlôntetlos tlc irrit:rçào reÍìexa
corno a ccocluirésia. a econinrica e a ecolalia. cslas tìl an i l'cstações peldetll
tolalrì'ìcrìtc a sua impottância quando a criança atinge os dois ltlos; rr
criança maniÍesta sitlultaneatretllc reaçõcs cle inlitação espcciÍìcarlcntc
humanas: esta imitação c dita "irrteiectual" oLt irnitação
''segundo o nodeltr
apresenla<Jo". As tìrrnas cle inritação superiores quc sc eslabclecenr no
deculso da vida da criança loratn estttdaclas por P Guillatlrne 'tj
e .leat'l
Í'iagct'tu.
As experiências de A. V. Zapotojets' A. Cì. Poliakova c S Â
Kirillova nrostraralÌì qLrc. na l'ornlação das ações dc irritação segut'tdo tr
"modelo
aprcscrtado". o papel clo rel'otçador é desempcnlrado, não
lol
trrìì
tt.ì
w11.nn,
^
iÌìilrçrìo nos síÌnios: l':1'thologìcal /irrl1.'/rr (Ìlolctirì dc psicoÌ08ia)
l90lÌ. Ìì"5: N. N Led)gtÌina Kot/:
(.)s
ltohìto\ ott ì.t't .lLt u,:ldPkt\ãt) no
'rd.d'o
Moscou
1929ì
(ì.
Arenovilchi. L I(lolin: ,,\ iürilrçÀo nos simios l.lcrrrrrlos ttot'os tn rella.rologirt
c en
Jìsìologit
tlct :;ìslcrrra rr?rÌd.ro, 1t)29. n" i.
t'lì.
Ye|kcs. Â. Ycrkcs: O"- gtrtntleo^:;ínios l92t). N. N LaclcllgLLine kols:
'1
Ltidn\a Lk)
(hìni)Ltn,ë ( a (rìa
\a
út hanrcnt, Mosoou. 1915 (cnÌ língLla rtrssn)
r:nN
N. l-ncÌdygrrina kols: /l rrirrnÇrr tlo thintpart-t c a (] itttìt,!1rlr.' lr.'rrrcn Moscou l9J5
(cnr lirìgua rüssa).
t'P.
(;uillrun,".
l-'imitâtìon chcz I cnlìrnl. Ì'aris 1925.
't".Ì l'iagct: La 1òrmatiorì clu s)Ìnbolc chcz Ì enlanl. N'cuchâ1cl-l)aris l945.
(
) I ),:tc ü\\)h,i,trtti
t) ú t Ì
)
s tr1 tr t : tttr t
cstírnLrlo clualclucr qtlc agc cotllo rcsrtllrcltl cla sttlt tcltlizltçlìtl' ttllts
1lcìit
coincitlôncia cla ação conl a reprcselllação do tlroclcìo oictccitlor"
I)or cstc lÌito. a inlitação rcvcste Llllliì Íìttlçl'ttl tltrva: ctÌqtliìlllo no
animal pettranece lirrlìtacìa às possibilìdadcs
(lc colÌìllorliìlììcrtl()
c\istcÌltc\'
na cri,r,,ç" cla pocìe sLlllcrltr cslc ilLtaclttl. criar tlovlts possitrilirladcs c
torrtrat tilr,,:
.ìc rt,-or- .rlt.,
"rt.rlìr\'llÌe
!ì'ì\il\ \'tittt. rt ìtttit tt:t'' tt;r
'
ti;ttr'rr
aproxitnrt-se cla aprendizagcm nas stlas [btntas cspcciÍiclts a clttal se
clislinguc qualilalivlìÌììct.ì1c clo
"lear-nitlq"
atlitral
ll. As palticularitlatlcs da fornraçiro ttas açõcs intclecluais
A aptopriação pcla criança cle açõcs espccifìcalncnle
lllttrlatras'
nranilìsla ìctgo dc orìgenr a sua propricdaclc plincipal, a tle sc íàzcr rra
colrunicrção. Nas prinrcitas elapas do clcsetlvolvitlletlto'
a comunicação Ó
co,,runicaçã.,
ptíttica. o clLrc limiTa n sua flnção c as suas possìbilidades'
lìsta linriiaçiro tlcve-sc no íã1o do conleÍtdo da expetiôucia lrumaua'
lbmracla historicanìeìì1e. ser gcnclaÌiz-aclo e lìxaclo sob forna vcrbal; para
que a criattça a assirllilc. cle lelr cle scr translrriliclo Ilo sistelllâ das
signiÍìcaçoes verbais. o cltre irrrplica â particiPação clos ttrccauìstnos verbais
de.-scguncìa sittaìização. A srta lìrnllção na criatlça devc lìccessariiÌl1letrlc
1,,"""ã",
"
aprettdizagctn etll setltido rcstrito, isto c. o proocsso que produz
a aplopriação clo sabct actltttLtlado sociallrtetltc sob a lìrma do seLl rcÍlexo
s()llscielltc.
Nas prineìras etapas c1a aqLrisição da linguagerrr' a paìar ra é par'r a
t:r'ia,,ça
^pe,,u,
tiln sinal clLle coirancìa a sua atividatle de orientação enl
relação aos objetos qLre cta pclcebe pclos senlidos e qLre Ihc pelrnitc
apanhá-1os. coripará-bs
c clistirr{tri-ìos de outros objetos c\lcriornrerì1c
sernelhatrtcs. I)oroLìtl'as palavras. eìa gcneraliza-os e analisa-os
a tttrl nível
.iá
superìor, isto c. sob a stta tbrnla reír'ataila atravÓs tlo
llristra
cìa
cxperiôncia social. lì\ada na sig.rrilicaç:ro cla palavra
l
í
i
;
I
L:
Ì
J:
i.l
:t
't'Cl.
A V liÌÌroÌojÈls:
()
tlt!ttì\'t)l\it)ìt11lt) Llt)s ÌtIÕ\'ìnetìlos t'tl1!11!ti'ror_ MoscoLÌ 11)_iii
.'=.-.----._.-!*__
O De.çtnvolt'ìntento do l';rtluisnto
Nos estágios uìteriorcs do desenvolvinetÌlo dâ palavra. quando a
criança.iá adquiritì iì lacLrldacle dc cotrrpreeudcr c de Lrlilizar a litrgtrrgenr
scguida. os proccssos de aprcndizagern rcvestelr uma lorma muiLo ntais
evoluída e a sua iulção contplica se. "cleva-se" dc cefta mâncira A
aqLrisição de conhecjmentos totna-sc Lrrrì pruccsstì qtle proroca igualtrlenlc
a trrnração na criarça de açires interiorcs cognìtivas. isto e, dc açiìes e de
opcraça)es intclcctuais. lsso scrve de ponto de paltida para a aqLrisição clos
(LìrìC( ilô\- 111.
.1t1. liga,.i'e: e tto sett tn,'r itttctll,'.
O estutio deste ploccsso de lào cxtrclÌÌiì conlplcxicladc rcvcla ir
rÌÌecanisrììo específìco. isto ó. o tnecanisnìo de ìn1cÍiorização das ações
cxteliolcs.
Nuncrosos psictilogos clesctcvcrattt o lìnôlnello da irrteriorizaçìo
1.. S. VygotskÌ sLrblinhou etrt pat-ticular a sua ìtnportâtrcia lìttrdanrctrtal pala
o clesenvolvirrcnto. Tcnr sido sislcmaticanlcntc estLtclado cÌltre lìós l'lcstes
úllinros tenpos por P. I. Galperini't*. V. V. Davydov
t'.
N. S lratrtiuit'tt'.
N. Iì. Ì'alyzinart'. D. B. lììkoninc'ì: e oLrtros: entre os trabalhos
estrallgeiros dcvcnros tlistinguir as nLìlllcrosas inYcstigaçtìes dc .l t)iaget c
dos scrrs coìabot adores.
Não tendo por finaìidacle expor aqui o contcitdo destas
iuvcstignçõcs oLl trâtar das divelgôlrcias dc cotlcepçãtt do processo de
intcr-iorização. liurilar-nrc-ei â estudar o problema cla rtccessicÌaclc clcste
proccsso.
rtC,l.
Ì,. Ì í;aÌpcr.ini Irì\pcriônciits sobrc o cslr.rclo (liì 1ììÌììaçao dâs aç(_)cs
jnlcÌ{i(itrL,ì1s'
tt,loçi/|s pdta a ronftrìtttia sohrc o p.;ìttittgio. \'ÍoscoLl. 19j'll lJo nlcsrÌìo au1(Jr
"A
açào
ìnlelccÌuiÌl- Lì[ic prrriì iì !ì)rnìaçio do
Ì]crìsrnlcnlo
c (le inllìgcnì li4tto's,- ptiÌilolttguit
1957. Ìr" 6 (elì lingLuÌ russa).
t"C1.
tt. V I)av\do!: I:oi1niìçiìo na criarìça c1a prirncìr'a noçiìo dc qLÌanLidildc"- l'opross.t
l:ikholagìtìì.
ì 957. n" 2 (cm lingLrlì Ì LrssiÌ).
""Ct
t"t. s. l'antina: ,\ lì)üÌação do hhhilo nrolor diì cscrila
oricnlaçaÌo no lrabrÌlì(t" . I o
sttt:n
s|, p.r ì kln l o.qrrll. I 957. n"'1.
't't'i.
N. I Ì_nl)zina: l)a âqLrisrçìo dos conccjlos gtonlólricos
r on/t,rêru:ìa sohrc uprl.ïr1.rglr?. N4oscorr. 1957.
't<:tì ll. tl. Í:llkonino:
"Cc(as quest(ìcs dc psicologiiì rcsfcitiìnlcs à cscfilit l/r/,Ìrr\r
1,:rLltolrrytrìi.
1957. n" i (crrì ÌíngÌra rLrssâ)
(
) I)?srt1\11 rÌ nnt t t) th t l's tq u t t tttr t lq-
A ìnleliorìzação
'las
açõcs' isto c a tralìslì)rìtlrtçiìt' trarlttrtl das
açõcs extcriolçs en.Ì ações interiolcs. ìnTclectttais. tcltlizrt sc nt:cc:srttiit
n-Ìelttc nâ olltogôlìese lrtlntana  sua ncccssidaclc tlcctttrc clc tltlc o
corrleirckr ccnlrll do clcscnvolvintento cla criatlça collsisÌc tlll iÌì)rtrlìl i'lçÌrr
por ela dâs aquisições do clesctrvoìvimcnto histrir'ìco tllt lrtttttatlirladc' ctll
palticular das do
;lensametlto
e do conhccittlcnlil htttrratlos listas
âquisiçòcs tr.tan iÍèstan-se-ll'le sob a iirttlit clc l'cnônlctlos c\tLrli('rr-s
objetos. conceitos verbais. sabcres A sua ação stlscita rcâções tla clìilttça e
ap^."cc, n.Ìa, uttt tcÍ'lexo destes fetlôlncnos: todavia. as rcações plinrilias
da crìança à ação destes lenônrctlos só
qorrespolldeln ao seLr aspccto
mâtcrial c nãtt às sttas qLralidades específicâs; col)scctltivaÍìlelltc, o seu
reflexo. tro cércbro cla criança, pcttnancce uln re[lexo dc plinreirl
siÍìaìizaÇão. rìào re atado llas significações' isto e. não refiatado atrlvcs
(lo
prisna da exper-iêrtcìa
-qelÌeralizada
da prática socìal Para cluc a ctirtrçrt
retlìta os icnôntctros na sul qualidade espccí1ìca
-
Ila str?ì sillrrificaçào
-
cleve cfèrLrar ert relação a eÌa unÌa atividade collfbrlnc à atividadc htlrllana'
que elcs concrclizanl, qLle elcs
"objetivatl" En.r relação aos Íìnôucttos
espirituais. lt tttlr cotrceìttl. por exenrplo. qrte ela encontra pel'r prinleira
vez. a cliança cleve matlilìs1ar urna ativicìade intelcctr'ral. uma alivìdacìe do
persaflerÌlo que lhe cortespotrda C'onro é quc esta fornla de atividade se
coÍÌstitui na ctiattça peìa prinrcira vez'Ì
lìrn ptimcìro lugal clevemos rcjeilar a c'lnvicção itlSt'ntta c
tlesprovicla de tlualquer lundantento cluc caracteriza a vclha psicologia
idealista- segundo a qual a criança possuiria por rìaturczíì a Íàcrrlclaclc de
cletuar processos mcntais interiorcs, quc os l'cttônlcnos qtte agetr sobre a
criança apenas íàriatn provocar estes processos e cnriclttecê-los oom tlm
conteúclo cada vez mais ooinptexo, e que o seu desenvolvitretlto
se
reduziria a isso.
A outra sr-rlução possívcl do probteua do desenvolvinrcnto cla
alividacle lreltlal iiltcrior na criança pâne
.iustalnente
(lc (ÌLlc csta alividade
rião c irata. Âdmite-sc. pol'olllro lado quc os pÍoccssos rlc pcttslttllcnto e os
i '
proccssos lógicos. são. na criançlt.
1lro,lut,'.1,i
stla cxpctiôncia
Pcss('ill
LlLl(
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çlcs sc lìtrmam, ponanlo. da nrcsnra tttancira ctlnto sc constlttlctn llt'
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3 cÌn lunçào do lipo dc
.ìc basc . ,!L//!, /.rlr ,///
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anirlal os processos cluc pernitem abrir as "caìxas experitnctrl
ais" ort
cr',",-,tr1.a, o'nrais culto cauinho nunl labirinto A irnica dilcrença cllllc este
ã,,ì, pro."ttna deve-se ao lato de quc eles se lornlatl tla ctiatlça cttl
relação ccttll a ação cìue cxelcetl sobte cla os fctlôtnetltls cle llaturcziÌ sorio
i iriiri"". os l.cnônrcnos
verlrais especialn.Ìerìte.
Durarìtc os ploccssos de
,ptìrlAi.àg"'"
a criauça c confi'ontada
coln cstes Íènôtrletros
qLre lhe são
npr.r",,t"à,,,
cr.n ligações adcquaclas
c selccionadas
clc trllucit rt
,i.t.,rteli"u,
à loLça tlc rcpetir e dc rcÍbr'çar eslas ligações' lìrrtletn-se
frìgr"a.it,^,t,"nt"
na oriança associaçõcs
e uliões etll cadeias.cotnplexas
lntãcru.adas
ouia atualização
uão e mais do qr're o cÌcserrolar do proocsso
ntcrlaI eorrc.lottdetllc
Esla concepção cìo desenvolvimento
do pensânlelìto
''ìa
crlâI.ìça'
orrc se imDirc oela
sua sinlplici.ìade'
choca todavia conr sclias dificrrldades
ìrlt"'''rr l","J"uiçao
corn o rittno reaì da aquisição das açõcs inielectuais
,.,"iu .,lunau. Corn cleito. a fortlação dos plocessos mcnlais
.pot
via de
.irllr,'f"tr'" tt"gÍcisi\a
das lìl'::ìcÜc*rr'cilâdrs
pelr rçio ..lo tnattrial
cducativo.
por t]aturczâ, só poderia ser ttrttit..r l!'nto pol\ d|J\la apolal-sc
nLm ,,iuterial
qual'ìtitâtivâlneììte
considerável
Mas' na realidlde' os
fa.""rroa
mentais
fortnam-sc rapidatllentc
a partir. de um nlaterial
[clativamente
pouco impoÍante;
muito lnais lin]itâdo quc. o trlítrìt.:to
;;;;"ti;"
pata'a I'ortnação,
pela criança' das ligações adequadas
para sua
ditèr"nciuçan
c generalização
llasta menoiouar
paÍa estc r-cspeito o lìrto-
;;;;i;.i;"
por'A. G. Roitzskaïa'
clc t.cstno u'na criança enr icladc pre
"a.ofur
a", caPaz, na prática' cle aprcnder"'imediatamente"
e literaltncrltc
a
iurti,:
a"
"fgu". "*entplos
isolados, a analisar e a gctretalizat corretarrìente
ïìguras geortlétricas, por potìco que nela sc crie o proccsso cle orientaçãtr
enr relação às suas lornras. graçiÌs aos sinais,que.o e:'pcrinlcnlador
coloca
tle certa mancira dilelânlente
clÌlrc as suas aos
A segurrda di1ìculclade.
tnuito tnaior e fìndamental
qttc pritrcirrr'
corn q.,c
"hola
esla corcepçào do cleselvolvimetrto
dos processos ntentai''
t93
O t)escnt,olvúnento
do I'siquÌ!;rìÌa
'tt
Cll. A. C. RouzskaÌa:
',^
ati\'iclade de pcsquisa-(Ì'ìentaçào
na 1brn1llçào d1{
gcnìeral,zoçôes clemunlare:, nas úrrarçi:" R ccolha I'robletnas tla t eJle\a
(le arìenldÇãa e la
'r,w
1'd, ,1. ttrtcnldÇrL\'1. M'rrcrru lq5iÌ
deve-se it cÌLÌe o processo de atuaiização
clurs asstlciitçtìcs
ttlto c llc nodo
oü*ll i.fe",i". ao proccsso dc atividadc intelccttrlll
qtle lÌ'ìo c-sclÌlìo trnìa
ãu-s
"on,liçoc,
e um clos mecanistnos
da stta lcalizaçr'ro'
li lìicil clc ver
liál:À;;
lalos muito simplcs e beur conhcoiclos
Nào c tlilìcil'
por
exernDlo. criar trutna úlliÌnça íìs ligaçõcs associativlls
ostitvcis tlo tipo
;ìl:;, i;:t,
f'5:o ttt se benr quc cstâs lìgaç')cs
possanr lÌrciìnrerrte
1", o*uiirnaur,
a criança
poclc todavia não sabcr acliciotrar as gtatrdezas
""r*tp""a"""a.
indepcndentcrllenle
do lato dos elcttlctltos deslas ligações
estaretnassociaclos()Unãonclaàsquanlicladcsdiscrelasvisíveis
i.rì=.i."1e"a..
A ação aritrrélica
cla adição não c criada
poí cstas
i;nu.olr.
"ro
precedc a stta lbrtrraçào
Razão por que' pâra apretrcler a
iil;. ;ì";.; ;;;;,;;t;
"
tabLrada cla atlição de oor' Antes de dar a tabrtiÌda
;'"'i;;t",
ensina-se-llre
obrigatoriatrlcutc
como c1è1uar a ação de adição
co,,, a aj,-tcla cle objetos collcrctos; etn seguida'
tratrsforma-se
progres-
,*ont"n,"
esla ação da criarlça reclttzitrdo-a
à sua lornra contrata' sob a
aual e lìxatla lÌas e)ipressòcs
aritrréticas do tipo 2+3=5 etc ApeniÌs neste
;ì;;,.',';''ì
:;';,,ç,, ï.rq"i'" a pos:ihilidacle
clc rrtilizar r'nir LìhrratìiÌ dJ
"Jiot.
n^t"
contat: isso sigtliiìca
quc rts associaçòes
de
.,qrre
estiÌuìos
tãlando llrc pcrmitem doravalÌtç
el-etuar o proocsst) de ldiçào
'dc cabcça"'
As ìtlgêruas
collcepçòes
associrtiv
islas <Ja nprendizagem
manifèstau.t
utt,ã tul," total de fundanrerÌto
rìos planos teórico e prático' tra
medicla em que orìitelÌ o encâdeamento
principal c a condição esscncial
;;;p;;""rt";
de apropr iação^
a saber a foruaÇão
na criança das aç.-tes que
"onJri,u"tn
a base',rcal
destes pr,rccssos. l:stas lçtìcs deverl scr sempre
constrtìídas
at;vâíÌÌellle
p"lu
"t"in
circultlante
da criarlça'
pois esla irltinra c
incapaz clc sclzilha as elaborar'
Vimos
já isto a propósito das lçilcs exteriorcs
lÌìateÍlâls
nìals
sinples. No ao,-tl"çr.,,
u cria'lça rcalì;ra-as sclÌ1prc
qLÌer oorn a a!uda direta
i" ia.,fa
(aplendizagenr
clo uso da colher' clo copo ctc
)'
quer quando o
aclulto mostra colno lazer
("4ção segundo tttr nrodclo")'
qLtcr cnfinr por
interrnétlio
de unla instrução
verbal
Posterìorlrrente.
iì l'tlt
ça
dc se repctir' clas elabtlratrr-se
'.ìa
crlzìlìça c
adquilem a propricdacle clc sc adaptar às nrocìilìcaçõcs
nresmo
pt'ol'ttttdas
l,
il
Lt
a
I
:l
O !)cscnyoh,ìnrcnto da lrsìquìsmo
das condições concretas. Estc processo dc adaptação das ações rcalizâ-se-já
segunclo lìì ccar'ì isÍì'ì os gerais dc fornraçâo ala cxpcriência individLral, nras
agor.a estes mecauisr.ìlos assegllranl a adaptação à variação das condiçõcs
concretas dc açõcs historicanrcntc elaboÍadas assirriladas pela criança. c
nào as variaçõcs das condiçõcs concrctas do conportâlÌrento hereditário
cspecí1ìco, colllo é o câso rÌo alrinlal.
Quando
se lrata da lòrrnaçãt) de âções interiores intelectuais
ações que se reìacioran conr 1èniirnenos icleaìs
--
este processo ó l'rluilo
nrais corrrplexo. Ial conro a inllLrência dos objetos hunraros, a ìnfluêrrcia
dos conceitos. dos conhecirncntos ern si nãcl é suscetír,el de provocar na
cr-iarça leações acletluatlas: com cl'oito. a cliarça deve antes apr'.rpr ial se
clelas. Para o Íãzer. o adulto ten de construir ativanlente estiìs açòes niÌ
criançzr; rras. corìtrÍÌriarÌlerte às ações exteriores, âs ações iuteriores não
podcÍn scr cfiadas dirctamente do exterior.
Quancìo
se constrti! Lrnra açào
exlelior. podÒ-se lrostfá-la à criança. podc-sc assirn irrtcrvir
rrìeca rr ionnr ente rÌa sua execução. pol exenÌplo. rlanlcndo a nìão da criança
rìa posìçâìo correla, retifictrndo a lraj€tória tlo scu gcsto ctc. Para iì rçàrì
inlelior. l ação "de ci,Ìbcçâ". é dìlìren1e. Nào poclcmos neÍÌr rììostrá-la. neÍÌÌ
vô-la. ncm intcrvir dìretarncnlc niÌ sua rcrlização. Assinr. se sc qucr
colìstmiì' na cliança urra !]ova ação ilrteleclual. conlo a ação da adição, é
prcciso aprcscrÌtar-lha inicialnrcntc corìr(ì LIna ação exterior', é preoiso
cxteriorizá-la. A ação interior, constitui-se, p()rtanto, prinlciro, sob a 1òrma
dc rrma ação exterior desenvolvida. Postcliornrente, após Lrrna trârslor-
Ìração progressìva
-
generalização, retìuçào cspccifica dos seus encadea-
rrertos, rnotlificação do níveì errr que se e1ètua cla interioriza-se, isto é
trarsÍbrnra-se em ação ìnterior. dcsenrolardo-se irìteiÌaÍÌìcrìte rro espíri1o
da criança.
Âssim. a aquisição das ações lììentais, qììe estão niì basc cla
apropriâção pelo irrdir'íduo cla "herança" dos conhecinrentos e conccitos
elaborâdos pelo homerr. supõe necessariarnente quc o sujeito pâsse das
âções ïealizadas Íìo cxtcrior às ações situadas no plauo velbal. clepois a
umâ inler;orizâção pr-ogr-essiva destas ílltilnâs; o resuìtados é que estas
ações adquircm o carátei-de âções intelecluais estreìtas de atos intelectuais.
Naturalmerte
que este processo n'ìo
Píìsslì
sclìlì)l:c oÌrligatoria-
mellte por todas estas etapas c não engloba ncccssatiiìlÌìctrlc
todos os
"n"od"ut"ntoa
da ação inteÌectual llovanlellte adquilitla lr cvirlcnlc clLte as
ufõ". i"af..utui.
-iá
lormadas se
''ìraniÍêstanì
quatrtlo tla acltrìsição dc unla
"lt, "çu",
como laculclades
merrtais.já Íòrmaclas cltte srìo situplcsmetrte
:;;";;.';;'r
ação". A este propósito, e impoúantc notiÌr qttc esl: l'ato oria
p:;ì;;"t a ilusão de que a intcriorização
das ações cxtcriorcs trão e senão
l..o.o
pu.ti.ulor, quà se obsc'ua principatmelle
nas pritleiras etapas do
de.cttr olr imcrtt.l illtclectual
I)e fato, este processo é obrigatório
tra outogênese
do ltotnenr' E cle
uma importância
.upitul ,"'" qu"'
"otttp'"""r1er
a 1'ormação do psiqLrisrno
humat'to, na medida enr que a caraoterística
prinoipaì deste írltìrno é
fr"lir",""*"
desenvolver-se
não a tí1Lllo de aptidões irratas' não a tilLllo de
adaptaçao de comportainento
especttìeo aos elemetrlos
v,arrá]e;s
do nreio'
mas seì' o produto da transnrssào
c da cpropriaçào
pelos ìndivíduos do
i.r"nuolui."nto
sócio-históric.
e da experiêttcia
tlas
-uerações
atrterjores
ioao u progr"rrao criaclora ulterìor do pellsâmento
que o honrcrn faz só é
nnrsu.l ,,0 ba.c .ìa asrìrnilaçàt' de'la
(\P(r iÈtìciil
*'- ''
o-
".i"
tjLo.
"
t.o,i" an descnvãlvimento
intelectr'ral
e a psicoìogia
da aplenclizagem
não podenr negligenciar
a prolìnda
,origin"'"li:|:-,1::l:
nrn"lr.o, ela-s nào clevcrn lirÌitar_sc apenas à coucepção dos nrecanrslros
;;';";;
torn,"çio da erpericrcia
indivicluaì que' se bctti que estaudo na
tur" à"*" proc,:sso, não podc expÌicar-lhe as partictrlal idacles cspccílìcas'
9. O cérebro c a ativiclade
psíquica do homem
A análise preccdetrte apoìara-sc
enl dtras tescs:
lrime
iralrellte' no
decurso do desenvolvìmen1o
'ót
io-lt itróti"o' novas tìtrções psíqLricas se
ionnunt nu homem; segundo' ua era da predotninârcia
das lcis sociais' o
.e,-Urn ttunlonu não solìc. filogeÌìcticanìcrte
íìlrndo' nrodificações
morÍòlógicas
essenciais:
ns
"qL'i'içirc'
clo clesctr,volvimenlo
histil'ico
i;;""t ,; nos produtos oblcrivos
.--
matcriais c itlcais cla ativiclade
O I )escn\,olIu1|(tttt t' lo I' t r,1 tt i tnt rt
i
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t:
li
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,1
t
I
)a3
:0) O l)csenralrìxrcnto da Psìqutsna
hurnana, e trânsmitcm-se de unra gelação a outra sob esta forma; por
corrseqüência, as neolormações psicológìcas aparccidas no decurso do
processo histórico são reproduzidas pelos indivíduos não cm virtude da
açào cla hereditariedade biológica, mas em virtude das aquisiçõcs leitas no
tlecurso da vida.
A corrírontação destas duas teses põe um probìena rnuito
inlportante, o dos mecanismo cerebraìs, das aptidões e fìrnções psícluicas
que se fornraran historicamellte lo honcrn. Este problerla constitui o
ponto crilico diarrtc do qual a investigação da rnaioria dos psicóloeos de
orientação sociológica se detélr. Ainda pot cinra. tern uma impoftância
1ìrndamental. Ij conr elèit0 por cla se i:lesviar da sua soluçàrr qLrc a
psicologia se cindc em psicologia social (histórica) e psicologia
cxperinental (subsidiária das ciôncias da natLrreza).
A difisuldadc deste problerra tesidc no iato do reconlrecimento da
natrrleza sócio-h istór-ica clas aptìdões psícluicas hurnanas corrduzil a urna
a1ìrlnação paradoxal à prirncira vista; elas são relativalnente indepcn-
dentes das particularidades ntorfolrigicas do cércbro. Por outras palavrâs,
isto põe o problema da existêncja possívcl de aptidões ou dc fr-rnções
psíquicas sem órgãos especiais. no scntido próprio, rnorÍblógico do ler.mo.
Esta qucstão não é absolutamente nova para a psìcologia. llá
.já
mLrito que ela sc pôs aos psicólogos científicos, sob a seguintc lorna: o
que é que engendra tal ou tal processo psíquico?
Quando,
por analogia com
o oonceito de firnção biológìca dc urn órgão, se introduziu cm psicologia o
conccito de lunção, o problema tornou LllÌla forrla muito nítìda. Foi
preciso encontrar os órgãos corrcspondentes às diversas hrnções psiquicas
conc!'etas. Como a sinrples rcfcrênciâ ao cérebro corno órgão do psiquisnro
se verilìcava insuficientc, os csÍ'orços dos invcstigadoles lenderarn para
Iigar o mais precisanrel'ìtc possível as diferentes funções às ditèrcntes
estruturas cerebrais. Sabc-se lodavia que estas tcntativas para locaÌizar
dirctamente as funções psicológicas supcriores, nurr espírito de psicornor
1'ologia ingênuo, se revelaram lalsas,;to plano dos fatos.
Tentativas ulteriores, visarrdo ligar diretan.ìeÌìte as lunções
psíquicas a tal processo fisiológico do cór1ex dos grandes hemislérios não
l'or anr urais salisfatórios;
devc-sc clizcr qtlc cssiìs tentâtivils sito o rcstlltâdo
,le uma complee tlsào funcionalmelìtc
erra(ia cìo plirrcípio pavloviano da
ì;pll:;;à"
;; bordaiìo psicológico rra lalagârÇa lìsioliigica"
(lonr
cícito' é
bem evidente que nào existenl e que não podenì cxislir
PK)cossos
psícltticos
ã. qu" u,lr r.ti"tÌ, diganlos, a lunção cspccial cla inibiçiro c os orttLos da
excitaçalo; em que uns serlam o procluto de tlnra itradiaçãt) goral' os outros
;';;;ã;;; ,1c ,rr',ta irradiação
"efetiva" Mestro um corÌccito Íìsiológico
conro o conceito cle processo no segundo sistenìa de sinâlizâção
não se
relaciona cotÌì â ítrica função da linguagem mas com todas âs l'urìções
p;;;";; uo níveÌ cla consciência,
isto e, tanto do pensamcnlo conìo da
lrr",r.rorLução
lógica, cla percepção cotlsciente'
da atenção voluntária etc
Nesta
"io"u
ut descobertas da psicologia experimental
e' em
paíicular. os re;ultados do desenvolvirnento
da teoriâ da atividade nervosa
superior consLituíant
uma excelents
pÍeparação para â ílnicâ solução
po;itivâ possível dcste problel'Ìrâ tão complexo
'
No princípio do século
XX aculnulavam-se
Íìumerosas experle-
ncias e observações
clinìcas
que testelnunhâm
que nìesmo.as
ÍinÇões
nsicuicassensoriaislelati\,anìclìtesirrrplessãooprodUtodaatìvidade
;;,ìì;ì;; tlc diÈrcrrte' aparclltoi re(cplLlles
c electorcs
tslo
Pcrrniliu
;;;i;
"
idéia gcral segundo a qual "oude as Íìnções
.fisiológicas
udqui."t,t urna sigìificação
específica que se exprime psicoÌogicamente
;;;
;;"; qualìdade original clas seÌrsâções
. o oaráter especítìco de unta
atividacle asselltâ na união clos
"l"n "nio,
e não tros próprios elementos'r''
í r,,tiinft"-."
que esla união dos elelnerìtos fisiológicos
cria uma qualidade
novâ. não inerente aos próprios elementos
Alérn disto, t,túltiplo, dados permitiram chegar'à colclLrsão
geral'
não rreros inÌporlarte,
dc que a união dos elemcntos lisiológicos
elementates,
ut.tião que está lla base das funçõcs psíqtticas' se constlttll no
decurso da vida, e que, por con-seqtiência'
"a formação dcstas lttnções
0 I )t:t tpolvunt nt,t rl" l' : tr1 u ì s ttto
: ,'í
b, ,., I
Í
l
b
Í
r
a
t
t
Ìr.rgi.
W. Wuncìt: Os prircipias Ja
7tsÌtologìa lìstoliryittt.
I l. I906. p
rLìssa).
ì,1
i,l
:l
458 (crÌr lí0gua
ìl
I
I
:
)0.1 O Descntaltìtnenta da l':iitltLis to
(psíquicas) deve ser inteiramcnte atribuída às condições irnediatas de vida.
qu.
"g"rn
durâlltc o clesc:rvolv incttto ìndividual" (W. Wundt)rr:
Como sc sabe, L M. Setcllcl'ìov loi o prirneiro a clescnvolver, a
partir de uma conccpção ntaterialista reflexa do trabalho do cercbro, a idcia
scguncÌo a qual as ligações cotnplexas enl qLlc o fìlncionatnento realizl as
lìrnções oognitìvas sc fòttlatn e se l'ortiticatn tlo decurso da vìda A este
propósito. avalìçou a tese lundamerltal de que eslas ligaçôes se-ianr
lormadas prirrcipalrlenlc pclos ettcadeatnerltos lÌlotores dos rcflexos, isto é.
não pelas scrsações c itragetrs. tras pclas suas consealiiôlìcias nlolrizes"rìr''
l'oclavia, a explicação fisiológica concrela da ÍÌrlnlação das
ligações enlrc os cliversos clctnetllos clo sistcma tcflexo só 1ìi errcontrada
rruilo rnais tarcle. Pcnso nas descobcfias dc I. Ì. Pavlov rcspcitiÌntes :Ìo
nrecanist.tto de lorilação dos sistetnas lìncionais celcbrais
No scu arligo itìtittrlado "Análise dc cet'tos te1ìexos
no cão"
( l9l6). Pavlov cscreviajá que não bastava tcr Lrr'Ìra noção da alivitiacle dos
difeleltes celìtros nervosos para cotllpreendcl a basc 1ìsiológica do
conlporlamento complexo e que era preoiso para isso sttpor a exislência de
uma "unjão lìrrciorral das diferentes partes do sistetlla nervoso cenlral'
reaìizada por utra "traçageur" particular (Bahrrtrng) dc associaçõres. qttanclo
<Ja realização de Llr'ìr ato rcÍ'lexo dcterminado'tt.
Posteriol me rr1c. a experin'ìentâção destc pr-incípio rìe fornação de
Lrníõa,s
firnciortuì,v
Íèz-sc essencialmente com irlvestigaçõcs sohtc a
dinâmica clos ptocessos de t'ornração c de cxtinção dos sistemas dc
ligações. a partir de conjuntos de excitartes artificiais sttscessivos' Apetras
en algunras invesíigações sobre o hotren é tlue se partìtr dcsta ideia para
cstutlar a esttutura das iunções que cott'tptinrem aplidõcs psíquicas gcrais
sinrpìes e ncste seÌìtido utliversais. cornÒ a aptidão para a percepção visual
clos obje1os ori aptidão para a localização espaciâl de excitantes
r''
w. wundt: ob cìt.. p. l. p.4í .
t"l.NÍ
S"t"henou, Ohrot escolhÌrltts t1c
l4losclìa
e dc prìtologì.r, N4oscolì. l9'17 (cÌn lingua
russlì).
"'l.
Ì' I'avlor: ohras con4tletas 1. Ìll. livrc I. Moscou-l-cninsrado. l95l
acirstioosÌrs.
Estas
pesquisas
nìoslrarauì
qtre titi.s. lì)rlììiÌç"..s
\itr
ì,*^'t*r"","ï"-nat'ìrcta
rcflcra son'licional
e pclrrrìtitrtttt
cotÌtptcctrdcr
um lequc de latos mutto maior' cuja arthlisc criilctlcirt
unÌa outra
narticu lariclatle
importalìte
clestas l'or-nraiõcs'
a sabct: il sttit cslltbilidacìc'
a
iü' ::ìil.":
ui"t .,"ìtr'"iu"'
pot excntplo'
cluc as ligaçõcs
iiptico
;t ìt;;, ìort.r,ju,
na onlogênes"'
uã. sc cxtit'tgttctrr
rtrcsttr. clttatldo
nãcl
sofiem durante muito lcllìpo qttalqLre't
relorço: pltt'r illlslr'rì !sLL lato basta
;;;;';;;;,"
as inregens vìsuais
íì\\(ìcìadas
"' "')'ltÌ:-:-:lt^Ïls
subsistctr
r ária,
,1ezcr'.rt .lc lrto' seia elìì qìlcln l'or qrlc ccgtte lrìlJlnìçlll(-
'""""
"i,'tt;;tr:r
particularìclatlc
cspecifica
dc\txs lbrlììrçòes
e cluc' urna
""t."";i,;,1^.
oorrtinuam
a 1ìnciorrar
conlo LrrÌÌ todo senr nranil'estar
en.t
;;""; ;;;"i,',",a
"comPosla"I
poi cste lato os proccqsos n!rquicos
corre-
spotldeltle'
aplc\clrliìlÌì '(Ìnllì
o
'lriler 'lc
lto"'irrrnlc-
c itrtcJìat..r'
c"lno
os âtos de pcrccPçào tla tl-''tancia
clos objetos' de avaliação
de pcso (lenô-
;;;;;ôit"to"ìtticr).
clc'-intuição
(irrsígÌrt) das relâções colrcretas
etc
"'" '-
grr",
particuiaridades
petrnitetn considetat.as
Ìorrnlções
quc sc
colìstituÍralìl
lo decrtrso
tl' uitlo tottto ór'gàos originlis'
ctrias funções
elemcntatcs
espccíilcas
'"
t't.tn"iftu"t'
sob a fornra de aptidões
ou de
funções
psíquicasl"'
rle órgao se
'
ô.t.,
'tlhlìtrÌlrtt '1tte
r) clìrlìrLËrt
aqtri lcit.' do tottcctlo
i,,qritjia totaìrttcrlrc
llrr rirai' tl"
''iIìtiÌ
o"t.5 qtrc A A
(ìrtktolrt'ki araltÇ''tt
Ï ì::l:"Ë';:;ì'i'
J,,
::ã'g-.
tìsiológicos
do sisteura
ncr'oso"
A este
nriìuì'a
"..r"u,o,
"uut,i"àlmente o
'-tosso
pe"samtnto
liga à
'oção
dc
"ór'gào" a qttalqLtcr colsa o" ntn'ft'ìngitut']"nte
distinlo c estávcl
possuindo
câracteres
estâtístìcos
ton'tunt"'
l'a'"ec"-"tc
que isto lào e de tnodo algum
()
I )rtL tl\\rí \'í t ttt't tt I) t lt' I' \ t tl ìt tst)ìt)
205
"'Cl.
1,. N Soliolor':
/'elr cpçlìrr e reileto r:rttttlit:ìonuL
NIoscou
l95lÌ: I N
"t;^;^; l. ;r;ìì,ì,,, .rpcIrnrentat
dr perrcpçào
(t1 dìrcçào clc Lrm obl,cLtr sonour
p:iklnlog.uit,1956-n"6
,t trç,t,tl.ü tìtt üti\idltl( le
Lr''
M. L Zcntsova:
O.ç ttLe tos utttt:'ttlo:; lì.'ì
L:.
:t.)ìttl\t,t.1çttt ..t:..:':.:,""'"
""
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*,ii.,i, i-0" ì"rvio'r l\loscou
l{)56
Ìr
li)i-l(i1
("'1."'l*'.:'-'.1'ì::]
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,' ,,ìu,ru dc triüs1ìrn'rtçà(ì.ix:.:i:''..l:"ì,,:
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L\attrìç/d
L
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ller...' rìu. ,"lrt,irin,
dr |rculdad: clc
psíquicos no hoincnl
Ì:í?rí)\11'
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L1u"e11;1 ç1ç 1i,lu- rrrrr. l
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401
1
l
I
o lhçcnt olt'inL: o lrt l'tirltrtsnt't
O De:t ttrt'l t untttr",lo lstqrti nta
obrisatório e que f, cicncia noderlÌa' em particular' não deveria ver lìlsso
(rraúuer coiia dc
('brigalúrio '
-'
''-
n" órgàos úcionais.
cle que estanos ÍaÌando' distitlgucn-se
r.ììtidamentc
tlas lormações,
como pol exempìo' os reflexos condicionais
.r ."J"i" que cstão na base dos hábitos ditos mecânicos l)istinguem-sc
taÌlto pela sua lormação c a sua cìinârnica como pclo carâter
das suas
funçòes elcm,. ttlare..
ules não se lormant na otdent de aparecimento
das assooiaçõcs
que
"decalcam"
pura e simplesmente
a ordenì dos excitantes exteriores' nras
.áo u,t,", o produto da lìgação dos rcflexos nuur sistema gìobal possuidor
dc uma função altamente
generalizada,
qualitâtivanìente
original. Os
reflexos
que entraÌÌ lìulnâ nova ligação mútua representam
inicìalmentc
,"uç0":i t"totiuunìcntc
âutônolìlas Quando
se efelua a sua uuião' os
encadeamentos
são inibiclos' recluzent-se
e os leflexos tomaÌn aspecto {le
ìrÌocessos cetebrais
interiores illtracentrais
se benr qrte os efeitos
:;;;;",t,;
ptrifericos nào dcsapareçam
totalm€nte
tro decttrso deste
nro""ra.,
(unr estudo srrlic icrt tcrn enìe prolttndo pode sempre descobr'ì-los)'
:i;t
il;
;"d"t ia o seu elcito adapladot
autôrìo'''o e' por coíÌscqiiôncia'
o
ìo'rriúiriaoa"
de unr teforço clìreto, pois apreserìtanÌ-se
doravante sob
.,'.'-ì"ton]]urecluzida.ot.eforçotluonão-reforçosópodenragor.alclacio.
nar se diretancutc
colÌì o enqadeamento
terminal do sistema
fornlado:
assim. uma vcz constituíclos,
estes sisten'ìas t'egulam-se
como t'ttt't todo
O ouvido tonal é um bou exemplo deslcs sister'Ìras
globais qLrc
estão ra base das fulções
que têr] o aspecto cle apticìões psiquicas
elerlcntares.
O ouvitlo loral é uma tàculdadc própria do ltonetn' na rrcdida em
que é condição necessária para ulìliì perccpção aclequacia tla mtlsica'
que c
como a linguagerì.ì sorora' produt; do deseuvolvimcnto
da sosicdade
hurnatta.
O que dilerencia
do ouviclo no senticlo
gerrcrico do ternio e qLte lhe
permite peicebcr as nuâlìces mais tênues entrc os lonemiÌs das linguas
ìr
,\
^
orìÌhofurr-Ìski: Ohrcrs contplcLtrs L' l' Lcningrado-
1950
f
299 (cm ÌíngrrrÌ russlÌ)
Itumanas
e que ele clistirrguc'
lìcstcs c()triLltìlos
tl"
:t'ntl,
o parârretro
da
altì.rra.
isto é, precisaÌlÌen1c
aquilo tlLrc rtrt trrai"till.1iì']]if.:llì
rtrodcrnas
ïË'i"';;;i;"
desenpenha
o papeÌ tic clcnretrt() lìtrlirìcntcr.po'
outro
lado. ele pernrite
itlversanrente
:üsirair
clos L(Jrnlìrìlìeììtes
Lle tilìlbres
que
;;;;;'ti;"t
cena\ qtralìdíìdc'c:nc(
rfita' d\'i *rrr' \ctlìiìi\'
Os estuclos
"*p"'i't"nr"i'
dtì auLol e tlos
sr:tts colahoradores
Cuip"trãit",
"
Ovtchinrìikova
sobre a tratuteza
do ouvitlo lolliìl
ììrostraranì
oue esta funçãto se lbttnava
ontogen
icamelÌtc
lìle podc cncoÌÍrar-sc
cn'ì
ïïil'"t'rtü;
t ,ì""t;t
'"g''.'tão
u' pessoas;
pode tÌÌesrì'ìo
não se
desenvolverdetodo]nestc"o,..,'..n''p"n,udopeìooLrridotin-rbral'As
ï'ï"Ï;õt;"ìut"*
igu"r'""ìttt
qut n crìcaclearncnto
dccisivo
da
estÌutura clo ouviclo
lotlal era ttln'iittutfo
pell reaçào de resposta'
adequada
ao oallttnclto
percebid"
O"
'"nt
itt" c pcla reaçào Je ctttotllçào
l:"J^il";;
iì ìjt"t"
do..som
l'icialmerrte'
este erczÌdearììer'ìto
ânrescnta-se
colÌìo tÌtrla uo"o")ofuo
exterior
que t" ictl"ll:i

altr'rra do
:ï:ì"::;tìr:Ï'
ì"i''0"'
"du'in'lu-'"'
transforma-se
numa vocalização
interior. não inlervindo
na análise
da aìtura
a não ser
pelas suas
:iïil::i::Ë:ïìr*
i;x1*,1ïìJ",ï::ï:ï""li*"',1:,ï".:'
lï";:
lll,"rl,ïlll:'1',Ï' l..]''*''"ì"'in
'1ut "
desenrola
no catnpo
ittrcri'rt'
Fstc tnccíìrÌi'rÌÌo.
lortnrdo
tto;;t;;'"d"
ricla' quc s;ì urìÌ eslrìdo ohicli\o
ioàì,'.'.ru,.
c cqir açà'-.'caï:
::llï;
ì';J lï'iiï'lï
:T::ì:''iï;
proptiatnctttc
lãlando
o
'l*:"";,",;:ì,ì:'o';ì;ì;
.-.,,.
torrnaçio.
co,rro
iji,t'-"",'ï."','ïï1,';"^r::::""
ï;';;;;;"
naã s" distingu"
em nada' à
priireirâ vista' da nt"n ir"staçao-ias
aptidoes
inatas
eletnenlares
Mas e
apenas i
Prìrrleitr
I ìstn
Unra
anáÌisc
rnars ciçtallrada
põe {àcilureDtc
enl evidência
ars
oanictrlltidacli-
,.lç'1ç 1i1ro de í'rrtt
Ãc-'
u""''
"'i
'i"ìtltu
ru'laoa"
".'ui''
mtlt de estabclcccr'
destas
l'trnções
psiquicas
sistenriiticas
e qut^o
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alì1igâ cslrutuÍa
illtciralncnlc
reÍìcxa
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.", ."n'p'"
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) I )tsl nwtlv ì nt ttt o r !a l' I t tl ìt ttttì t )
O Desen|al|imenta do Psìquis ntct
rììeì]os. a süa estrulLlriÌ
pode ser
sLrbstituição
de um elo por outro'
'lìrclo
isto. evidentenÌerlte,
cstá totalÌ1ìentc
funções, tra base das quais se encolltratl'l eslrLltlllas
perfeitamcnte
cottr os dados atLrais obtitlos lt pltllil clc ulll lrâterial
palologicn
.. . , .., .,,,,,,,t,,,r
Estou
pcnsando lìos lÌtllì1cÌosos
clados cltte teslettttttthatrl
cle Íàto
que a perlurbaçào
destes proccssos^ lltovtlcarla
llol
Lltìlâ lcslìo l'ìtlÌÌÌiÌ
parte
cletern.rinada
cÌo oerebto' cle\e sur colnprcetìdi(la
nio conìo a
Ìlcr(lâ
dc ulna
lurcão. lnas corro a clcstrurçao.
a àcsintcgraçaÌo
do sistcn'ra
lìrncional
:;;ì;;"";;',';.
;. q'c c ..le .r.rrtlo tttn
'los

's
'
""" "-"'ô
;;"úi"'ìra
cla localiziìção
clas funções
psiqtricas cncotìtra-sc
iÌssrrìr
resolvido
no senLiclo
dc que llão c x lunçà1, de unl grttpo isoìltlo cle cé]ulas
;;;"i.
cluc cstá na su; basc' nirs Lìtn sistcmiÌ tctebteì^cotnllexo'
culos
l
;i;;;;".:
dispostos
em diversas zonas cìo ccrebro' nruitas vezes bastaÌrte
;;;;;;;
;'.. tlos ottttos, lotrrram
tocla'ia uma constelação
única
Osfatosquecolocamcrncvidênciaopr.irlcípiogencticoda
to.uti."iao
do. ,l,t"n''o'
lutrcionais'
ìsto é' a clepenciêtrcia
entre o elcito
oatologico
e a idadc da criança'
na qual apateceu
a lesão' são
:"';:;ï;:'ti"
i;ììpurtarrrc\
dc tttn pot'i" dc \ ìstJ rrrÌtoscrÌicu
rcte nrircíoìo
genetico cle localização'
cuja inrpoftància
..Ìrr
psicôlógica L. S. Vygotst'r
'uL.'tinttou
é tnais tttlt argtìlììelrto
em Íãvor da
lese
quc oolìsldera
csles slstelÌìzÌs
lullciorais
conro formações
que
,"-":ï;; ;" ;;;tt'
cla r ida' possuindo
estrtÌtlÌra
irrlcrna
diÍìreulc
a.",'nJo
n- c.lá!iÔs
Llc J('clì\ \'l\ ilÌÌcrìio
ì,tìiì"- o''t"'t*'ca
sìstctnática
clas lunçcìes a1ètaclas
pelcr
aoatecimenlo
cle zotlas lesatlas
no cérebro
não tem apellas ìrnpoftância
Ï;a;, ;"ì; .ìi,.. .
"
'
pl
'''n
l':"ti..'
cìr oferece
ìrrìì rÌrcr'JJr'
'
ficaz de
i"li"ii
"n5.,
A".t^s'fttrrçõcs
Estc lììétodo
cottsistc
ettt stlb5littrir
o elo
destluíckr
por outro cìo indcrrc' após se tcr plc:i1menl:
''Íèito abrir' a
il;;;;
ãn n,nçao
âringida;
cü1 seguida
,'fecÌra-se"
esla cslrtÌturâ
'.,cll,.K.r\nokhinçlosplincíplosgerrrrLlrturrìpcnsxçiorì'L\lrLr\i(\lcsatlIsclL:tta
basc fisioìógica
'Reloti"iu
it
"""ru
o" ì'ì"ìuuu' lu r"''tt,iog'
'
L[ \t rtlrr'nir rlas
(
iôncìas
l,cdagógìcils
da Iì.S t,R Ìu'",."".'"i
;,5ï,
'
N I
(ìratchlclicrrlior'
^
Iì l'orlrii' I)a
localizaçâo
sislcnìá1icd
diÌs funçt't"tn
tl"i"t tt'ebtel
\r'raa1'rgrrr r /'Ík/Ìr'1l/' i'r' 19_15 n"
l'l"ai'i""1"
\ÏliÏ,* r-:
rstuo!í)ui(r
tj korìd ln lotatì.ttçitt'lcscs
clo ptitrciro conrrcsso
,,., anìntto cl",'t.,.i .'l-'sicologil
Kllr'!rko\'
l
t)l
1'
rcoldenada,
esPecia)mente Pela
exolrtído se se trata dc
inatas, fìxadas uorlolo-
il
t.
il
t:
{"
il
ti
t
t
i
,,1
il.t
d

,r
ii
gicatnentc.
"----
--
n. 1ìnçõcs psíquicas sistcmáticâs
têm iguaìrlertc
uma ditlâmica
particular, que se tracllz
Pol
umiì ação de relorço especìaì: erquanto o
l"forço poritiuo do efcito terminal conduz tlc cerlo noclo a utr sistetrla
ir""fl"i mais apertatlo. isto c, à inibição tlc utn nÍttrcro sempre maior de
eletnelìtos. u a.,sê,lcio de rcÍbrço pr(ìvoca. pclu contrário. paradoxalnrente
a
,*" *""if"t"ou".
a sua clesinibiçìo
Esta dinrrnicr é.
f:ltliculaÍlrrente
tnìr1i".," t.tu puiuur". quarrdo dc uma cotlversação
te telônica' por exemplo'
ôr""a"
"
or,,libili,:to,l"
se detcÍiora e por. cstr: fato o interlocutor
não
ir,tff.t
"
a rcoepção da irrformação
ou dá uma resposta
.inadeqrratla
à
i'ìtii-oçao
transniitida. o locutor põe-se imediâtamentc
a arliculal
melhor:
quarclo a audição se torna normal' ele rctolra utn rittno de loctlção
nornraì'
isto é. redLrzicìo para um ccrto núnlero de elemcntos articulatórios
Esta clitrânica
foi detnotlstrada cxpcrilì]elìtalnelìte
soblc o modelo
de lolmação das reâçocs em cadeias múltiplas por A' V Napalkov e M I
Bobueva. Evidenlerìcnte
que esta clinâmìca sc explica pelo Íàto t1a inìbição
on,ittilnoelodecxecuçãoclosislcnlaplovocar'ptlt.induçãoaexcitaçãtl
Jo,
"n.u,l"un].ntos
Previamente
inibidos' segurrdo o prirrcípio da
g;n"rutiroçao
,cflexa iÌ-.
G Voroline)' Pocìer-se-ia
perlsaÌ quc esta dinâ-
,-ria"
"rta
igualrlerlte na base cla f'ornlação dos sistclnas l'utlciotlais enr
duestào: os;los euja inibiçào rlão tnoclifica o eleito final redLlzem-se e o
ì"ì"'""
"",li*i-r";'to,lu.
ì" dcsdc que a inibição respeite a um elo cuia
..ìiroà" *.J'nqrle o efeilo Íìnal I ponto
'l':stc
trào scr tnais relorçaclo' cr
"lu
ou"
oaobn de ser inibido restabelccc-se
Assirn o processo atttôuonro
i:.
roì, -r0""":;l dc torrnaçào dcstes sistemas funcionais é dirigido ptla açào
cle uma
''seleção
natural" origirlal dos elemenlos lì'Ì Ilìllllos llccessaÌlos
Os fatos cstabelecidos
pela análise sistenlática
das ativìdades'
1ìruções c aptidões psíquicas clo hotltctll fornladas olltogen i(:â rìr cllte' lal
colllo os falos clue caractcrizam
o selì proccsso cìc lolrnação'
cotlcordanl
',1
:l
ltl
O |),:rtn\dt
itìtt tìtt),l,t l'*|Ltr:nt't
()
I)psanrí)lNúftnla do Ì'sitlutsnÒ
autonatizando
progressivamelìte
o proccsso correspolìdelìtc
fotncmos
t"ttlt
exernplo: a lesão das partes anteriorcs
do lolro o':cìpital
do córtcx pode
ã"i-"i it,ta",,t", as funções visuais clementates'
lìas
Provocar
rrrrra total
incapactdade
pata ler'; lleste caso' sinrples
exercícios
não
.colìscguctrl
elintinar sensìvellìente
esta pertLrrbaçàotste
tìcfeito poJe du|ar vários
auos se não empregarcnl
meios apropriatlos
E lo''ìar ia possível
,=""U"i".",
rapiclarncrrìe
a tãculdade
p"itliti" do leilura Para ïal' substitlìi
,"
" "i"
Op,i"à,"otoí
do sistcnìâ corìsiderado
por um cìo motor-manual:
."i".-r"l
i"i,r* ao clocnte obrigando-o
a oorìtorrìar as ielras com a ponla
ãl ,u-r', iapi.' depois.
pratica-se o "corìtorno visual"; após algum tempo' tr
,i.rr",r.tu
"rrá.ina"riotizaclo
conr o scu elo restabelecido
e a süa lunÇão tol'Ì]â
; ;;;,;;;
leitura orclirrária
atÍomatizada'14
Mau grado tudo o que dìsringue o restabelcciÌnellto
das furrções dtr
sc. desc'vohì'imento,
os dois processos tradltzetl,
tanlo um *,l1:-
^:-:^1ï:l'
u.*"*,.n,'uemSiStctl,ìa'F]estaquetornapossívcl.acolìpensaçao.
;t;;;. t;;t; urÌr eleÍìrento
da lìnção d i.etarn ente
.
lesada
G.mpcnsaçã()
ditaintra-SiStemâtiZaÌìteeXte!1So)eaadaptaçãodaslunçõesetarefas
novas; não c, portanto, pot acaso que atml lcntc se dá um sefiido lalo ao
"""".ir"
J. a,rn',p"n,oção.
pois o estudo dos scus ntccttrismos
lllostÍou
quc
"ã"- "lrì.t;"
quaìquer di1èrença
Íìrnclarnental
entre a reorganização
nas
ï"ïou"tï^ì
*,taiç0",
patológìcas
e nas coudições
nortnaìs'"
As grandcs clilerenças
lìaclâ têln cotn as condições
normals otì
natolóqicas da reclrganizaçào,
mas antes com o nívcl em que se situatl as
iÍ;;".ï'ï:":. ì"iì
lri"ï de rttn pr"ce'so
ir.Ì5rrrÌ1iìrìco
a prupó'it't dr'
iì,,|ã"t t"*"r"r'tas
ou das Íìnçòes aninrais
r'ai* elcrne rtllf
]^9*1-::.:
,,,a rcnlgat]iração
atltolraticâ!]Ìcnte
à cttstu drs
'reser\as do orgalllslììo'
;; ;
";;"
de Lrma irnpLrlsão
perìférica' a coisa
já é dilerentc
para rt
'ttCt.
A. tt l o,Jria O rcstLtbe!ttittlct''lÒ
Llas
ftrnções
cercbrttLs Lt{xis Ltn ttttu lútisna d(
prrer|a. N,loscou. l9'18: rlo nresmo ìLrLor: Psicologia c p|oblcmas da rcorganiTaÇào
das
i::::-.
":,;;;'i
u)'t't'
'tn
't'na""'u'
ttcrs
(Ìênìns dtt tÌepirhtrctt tte [ììctorrtLçsÌo'
195r)'
ru' 1.
ì:t;l
P K Ànokhiner
'os
PÍirìcipios
gcreis ch oonlpcnsação
das lìnções lcsadas c a sìrrì
birsc llsioÌ(igìciì
lìclatorìo rì cessao ào instittrto rle Dclcclologìa
cltì Âcadcrria c]as Cliirrcìrtr
I'cdegógiiJxs
da Iì S l R N'loscolì 1951
teoruatlizaçào
cìas firnçòes PSlLlLliÇas
clttc sc lilttttitttt tro tlccttt-str
cla vida'
'J:::J';::l
;-;;;";*"
''
rcnt" c rrz-sc
pitt crapas: ittcìLti
uma
::*";;;;;";
,i,.'o 'ou"'n''u"-ãas
f''r.'çò"s'
dcfois a lirb'iuação
espccial
de um ttovo elo quc se lnserc elll scgtritla
na cstrlltlÌla
c ctrt lttl a
interiorização
do dito elo l'or outrâs
palavras' cstc ptocosso r."^1''.1-::,1::
,';;:;;';ü;;,--;r'rìrtri
t' rc\rrlrad('
cilc(iiìì
li'rttt;tÌ rcli.rr:ì
ulìo-ìçao
ao
\crr rc\Ulliìdo
dito rrratr:flirl.
qìo.a,r"ar,,
pulr iìlìr,'frriìir"
'ìo
tttrtterial
;" ì;**oi;;;;";
'ub
"
fo'i'.t*
cle conlrc.-
irncrrt..'s
'rLr
dc hábitos
[J*'r";rr"'"",
ao problenra
mais ge rl
ut't
" liÌ.lut:l]ì
"";,)llllì
Kegressçrrrur
"''
"''";t; J" it"*",""
no decrtrso
da sua história
que o clescnvo lv imento
psíq,.-
^
.--^-r^ÌÁ,,i-a. À" ,reoformações
ï:: iì :ìì: ;ïl;;,"ü'ì
1""irr"^nòes
nrot rorógica',,o:,"1':":::':,:t:::
soclal
lìaQ dsdrrul4'a
|ervosas"
trf."iO*ì.^.
têm
por órgãos
ccrebrais^
-:":i:'",,t'Ïït"srâs
*iões
pslcrìloglcas t(ììt Pt
r
!,
- -:^..r.."
^ ^-r
il;;';ì;;;;","
rortnadas
pÀr uma "traçagen"
pllicula:
:,1::lï.::':ï funcloÌrarrrrttrrle
""'
-tt
toau tioio g"tuçeo'
na sccliiência
dc um
reproduzem-se
todas as vezes et
-
,- :-r:.,i,.rìì^ ,ìo reali.acle e da
;:::ï:::"
::
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lï:ï :"
";
;;; ;ì
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o.t:
:;: :,,ï. i:"":i :::i: .l.l:
Droccq\o
eslì\i rrr\\' v! ur''' ,
:'Ï';ììur'ui
:i";.'
n'ti''' 5c pr('Jrr/iri1rìì
a' m',rl1ficrcôc-
oi
::n';1^;;1u
ilï:':ï'r'j"ffi;"'"'iï
l,u"""".'
as suas aptidões
e as srtas rorças
intclcctuai:
"A trossa natureza
é moìdável",
isto rclaciotla-se
anles dc ì'ìlals
nada com â l'ìatLireza
espititual
do homen'
com a natuLcza
do seu
deterninados
pslqu l slll()
O
Progrcsso
cercbro hutlano'
dc quc hlrtrr'''
lt'i
lìr([ìirrjrtl('
lÜr
prliod".ìr,tltrt|'
r' Lltt;tì :t' ltttt*'"
toda a
Pré-h
istória
das suiìs cstrutlll
tÌs
,.]
;1
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pcì ruu(' I'rr
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tttrtna corticalizitçio
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io''':'i:l:l
li"ïï:l; subco rciÌr5 srrr rórL us
"-"
"
ï"itet descrevi
como a lacLrlchde
própria
lsio tÍâduz fìsiologicametrtc
o qu
,
-._:^.-..i^
,.
^"n,i.i,-
iìâç
:ïï:ï""''ï:::ïi';;l;;;;;*
J"
"r"
uidu a cxperiôncin
cra cspecic'
das
gerações hutuanas
.1
r/ì
(./ 1\.\./Ì, r/,r/'1 ,tt l" l'\t
lttt\r)úl
:l)
lìxadas tnorlÌrìogicatl'lellte
e diìs suas estrlÌtufas íìrncionais se aPro\ìl]lâvalìl
""a"
u", toi.. i P. Pavlov laìava destc fato cott'ro cle utn ponto cle vista
]üor,o,r*
pouco espalhado"
tnas tlue cle tirrha
''todavia
enì nlerlte"
"Para
rnin. prossegtlia Pâvlov. a colìstlução c a dirtânlica não se opõem couo sc
f",r."'l
^Ui,"'.f
-"ntc
Ett
.iurrto-as.
iclerrtiÍìco-as'
para.mitl rúo há qttasc
iuolqu"r
clilerenga... Razão pol qLre pcrìs, quc o qLtc ptinrci.ro etl dinâmiço
sc ttÌtÌa cnl seguicla construtivlì
polqtlc é I tnesnrit coislt fenho esta
"plìi4". """.i,i"ro
qLre a clistinção entrc nlatéria c lìurçào c cottvcttciorral
"'-,l"totiuo.
tJrna alálìsç nrais pcscltrisacla clcstltii a dìtèr'cnça entìe elas c
acho estlanìro
qlle sc p(lssa opol csllitanÌenle
a dinânrìel c rt
con sltrtção'
tt"'.
Se atl nivel anitllal sc devc tratâr sobreluclo
da lblrnação clc
O I)cscnvoltinttnto
tlo Ps .llLÌst)ìo
""1'allo.':
'ls
Llunrttlvlait':ìs clínicus tlc /Ìn'1or' t l N4oscotr-Ì'cningÍaclo
l954 p 619 (L:trt
lrngu:ì I Lrssa)
ou1Íos e sc betl
qrte sc-jatl o pttldLttrl tlo ltitllltlllo cctclltal as
nl.rirì,lnriclo.l",
qualrtarira, da s.a Ílnção rio
'.4c.r
torlavia ser
l1ï;;;;;";;."'ì."ì,"'
titi.,r"gl""s
o quc clas rcllçtcnt trrì. sc tcproduz'
ì,u ,uo r."pr"."nr"ção
grá1ìca rro papel Na.sua qLralidlclc.cspecilìca'
isto é'
;;0r.^l;;'
sistemas
q.-Lte rcalizan o rc1'lcxo' clas sti sc nrarrilèslaur
atu alizanclo- se, cluer dizel. Ieproduzindo
sc sob rtnra. ottita lìlrnla a
n,iuil:lu,l. i1o sLrjeito relativanrcntc
rì realidade rcl'lcticÌa.
pois ó ptecisâmen1c
a âtivi{ìadc
que é o proccsso real, no decttrso clo qual o rcÍlclitlo
passa ("é
lranslerìclo")
para o ideal, no reflcxo.
"* "';
À;tí"r o psiclttistno do honictrt é a lttnção daquclas
das suas
cstrlllurâs
ccaebraìs supcriores
que se totltlatn na onlogòtlese, dttratllc o
;;;;.|"
;';pr-iação
das fo'r.as hist'r'icanìcrÌte
loÌìsÌìltrrdas
da slra
alividacle rcliìtivanlenle
ao tttundo hutnano tluc o t.odeial r\tc aspecto do
cleselvolvinrentodoslronrcns.qttesetratluzpsicologicanletrtepcla
rcpro,lrrçà',-
rnoclilìtlçàt'
( iolììpl(\iJr'le
dc\lil\ e'ltlllrlrir'
lÌiì\ '-:cr:ìçr-'c'
sucessìvas.
rcplcsenÌâ
o
Proccsso
clo tlcscnr olr itnento históriso clo
psiqttismo.
tl cstLldo cxpelittlctrtal
tìa gôrrcse e diÌ estruttÌlâ das aptìdtlcs e
lunçòes psíquicas 11o hotlctll qttc sc lbrtnaratn lÌo processo de aplopr i'rçJo
aït''"o,iit'iu..
clo desenvolvimento
socio-histórico
da ìumanidaclc'
associado
ao estttclo da gêncse e ciâ estrutLÌriì dos trrecartlìstlos
cereblais
correspondentes.
rcplesellta
Llnlâ cxtellsão cla dénrarche histririca
ao
clomíriio
limítrolc das invcstigaçòes
psìcológicas
Estc cstuclo está hqe
"p"tto'
t'n' seus collleços
Mas
já a
cxoeriètrcia cla análise
..la eslrutura
sistêmica cle aptidões
oomo as dir
.ìïìàr.' ì,ì"i,"0" f.la
cttis"ncia
objetiva ria realiclade
-
da c.iação
lrr*ut,o
.lo. sons urttsicais e da reaìidade da linguagem
sono'a oLl a
rptidão
para a percepção especitìcarnente
hltmana das coLes
-
é rrnìa llova
fiouu
"*p"ritt-r"ntal
-
dc clre as propriedadcs
psiquicas dolrorìetn-
tanto
["rui,
..rì,to espcoializadas'
não reprcsenta]n
a maniÍèstação
tl"
"l*"':::
irofti"a"a",
particularcs
postas t.riologicarììcntc
rlclc' cle. quc se nao
podelia collstatar sellão a
Plesclìça
ou I artsôtlcia' uas tlue clas sc ÍòttllalÌt
tlr,ru,,la o ptoocsso de dese!1volvìrlicttt0
c rÌc cclucaçào
collstruções
fìxailas ptrla helcclitariedade'
a nível clo holìlcm estas
m"niÍèslço.s
rrão sc rcproduzerr
por hcred itarieclailc biológica nlas pelt-r
;;;a;
à" apropriação
atrlts cìcscrito c que constitLtì o tttccerrismo
dl
"hcrcditariedadc"
social.
Rcsla uma ultillìa questão a tratar' a cla relaçào l'unclanlctllal
cxistelìte entle a dinâmica
fisioló-qica do cereblo c o descnvolvinrcnto
dos
nrln."r..,,
psittuioos. Sc plescirltLirrllos clas patticu laridade s illclividuais
quc
:rì;,;;; ãi,ì",ni." cla arir idarlc nervosa supcrior
pode-se co'sidcrar
quc
"rin
tttaln.tu não conÌlecc lttudanças essetlcìais' cl'ìì todo ctìso no ilccurso dr
tìiriOrio ao dcsetrvolvitnetrttt
clo hotrcnl As leis gcrais que regcm a
arividatlecer.eblalnãonudanl,quaisqLlcrqltcsejatllospontosrlocót1ex
ìr"
ì" r"rig""rrt cr.ìlrc si e q''aisi1u"' qLrc se-ianr os "bordaclos" clinâmicos
q,,.
"ntau'r"
f'ormenl. Estes 'iborclaclcls" depetldem do conÍcitclo
cla
^t;"ia"a"
do sLrieiro qLte realiza a relação desle irltirlo conr a realìdaclc'
ot,.d".cn.lo
iìs sLras prrlpriecladcs objetivas O dcsenvolviuenlo'
x viìrì'rçìt'
. a cli.,ersi,la,t"
desia ativitlacle ctianr o descnvolvimellto'
a vari:tçìtì
( iì
diversiclaclc
dos
''borclaclos".
Se bcnt que cles lepleseÌltelÌì
sistclììiÌ\
.nn.titui.lo. cìe clenetrtos
fisìológicos etltratlclo etl,t rclação unS col].Ì 0S
,]
lr
O Desentolvimento do Psíquismo
Esta experiência mostra que o conhecimento das Ìeis e do seu
processo de formação permite orientar conscientemente este processo e
caminhar com maior segurança em direção ao fim em vista: o
desenvolvimento mais completo possível das aptidões de todos os homens.
ii
I
tl
JJ
ll
lI
O IIÉCÃNISMO
DO RDFLEXO
SDNSORIÃL
'
I A evolução
das conceptòes.r::]]t'::ï',ï;Ï,r:,:rìì'ïï;1ìËï
;
concreros
da cogniçÀo
*::]]"1,,;J;ìï:ïï*i""t,.p",r""ï.
parlicular
ao
psicológica
e llsioloÈicrr'
.-oltl,,,;i,';"';,'; ãu
"r,odo
dâ questão,
tânto do
problcrna JìL,qto
c irnpúe
""''
tì;."ì,;;,,
poììro dc \ i.ra g.no.ioìúgìc.r.
ponr., cìc , i.ra cicutifico
conctetu
lïi.',
iìui.,.,
do., orgá.,..
ì,,.
-,cnrirlos
No século
\lX' a I t:
rerc o, ."':r
i:ll':: lil:::i:.1;.Íl;:mt:ï::lÏ"ì:ï
i:Ï#;:
Ao tnestno
temP(ì'
uriL""' '''
teóIicr
qrr< i por rezc' u"'""itoi.'ìt'tìt'
::"::] 1ÏïlïrË',:ti:ï'
.ou."pçàu
rtllitol'iiit''t
dls :cttslt\ocç'
d55ç'r'\
rr'
" ' -
"
eccpli\i'lrì-
;:ïi:ì"ì
"'i.
r ri'.1,":,.ìlli,"..l;1,::ï
;ïï:llïfu'no,,,,,,",
corre.putìdia
a lìlo:oti1
do..1d"oÇào
para dclcrr.ler
as
.uâs
l)osrcòe'.
utilizava
ìargarnerlte
esta colìc
i
, ,, .r-.r:^-Á^
^,rê
â oualldade
especíhca
de
A c.rrrtcpçào
rccelìlr\
rslaa5oe
ì
ïïil"ì":
ào-r.."p,o'.
e dr.
r ias
umâ serrsâção
ó determirada
p'"rïJï;',;;;;o"r
J. Mtiilcr
que dela laz
nervosas
conduloras
bsta posrça(ì
r::;,];;;;ì;,;,,tidos..
F.ste
ptlll."^ip,=Ì
o princípio
da "erergia
".:1::"
t"r., aprese'taclo
como
a stuples
expressão
::: ?"ì::
ïlï:ïã:ï;J.'ï",,"1;;;i''
que o orho'
por exempro'
peìa sua
il;;;,
só podc dar _"{*Jj*:li,ïl^:l:i:i
;:ï':ìnì,ï:.üff:;
não é cle todo inútì1' PortaÌrto
l,iïììtì'ì'"'..
ini'
".'
t'"
(i"''o d.. lì'iologia
do lr.'tncttt'
217
O t )ctctrtltìnanta
rlo f '\tqY!:o
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i
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O l)cscttvolvntento
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il
1,
r{
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il
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"Causas extctiores
lìão pLìclcìn plo\ocllr
(ÌLtalqucl \clìsaçJo
qLle nao
possa ser provocâda
.
igu a lììlelÌtc
scln csslls clìLls'ts' lelo
estüclo d{)s nossos
nctvos sensltlvos
dilèrentes
"Uma itnica c Ìì1esÌÌÌa causa exteriof Provoca
selìsaçoes
rìos diferentes
órgãos dos scntidos'
crr 1ìrnção da sua rìâturcziì '
"'"'
-;.
seltiaçots
próprias ile cada nervo scrÌsitivo
podcrÌl sL-l
lì.orocaJa'
por,lif"r.lìt.'
e\cilaçôci
itttcrttr' ott
lttt'"1ì
--,
.r.
"A sensação
transÌl.ìlte
a consciéncix
nàu as profricdades
ott tr
cstado cìos corpos cxteliorcs'
lÌlíÌs a\ proPricLìaclcs
ott
''t
cstado
do nervo
,"ìrì,i"".
detenninaclas
pela eltsa c\lcrrÌa'
e cslas
qtìalidades sã()
.fiff,=nt..
para os clilèr'cntes
trcrvos scnsitivos"
Destas tcses. Miìllcl tirava Lttna conclusão
gnosiológioa
muito
pr".iro,"",
,.,r.uiu"t
nlo tlo: fornecem o conhecimento
das clualidircles
das
coisas
qttc agcttt sobLe tlos' puìs elas responclcm
ent lìtnçito da qualidadc
do órgão seusitivo
(cla sua cncrgia
cspccttica)
llsta c(ìnchrsio
idealisÌa
subjctiva
foi Iatgamctlte
sttst"ntaão
posteriorments'
pcla hoa razão dc quc
"i"'-"rr-
p".rt"ãl refutá-la apoio'.ttlt'
se tto conhecimel'ìto
concreto dos
ììr()cessosclasetlsaçào.EevcrcladeCÌuenãosepoderìafazêloapartirdas
;.Ï;,il":ì;;i.'"'it
'"ttt'''ti'"''
pois rtào se pode ttegat,a.rc:rlithJc
'ìo-
latos ootn a ajuda dos qtìals se
Procura Pro\
aÌ qtle a espccilìcidade
de uml
scnsação
depende da estruttltâ
àos óLgàos dos sentidos
Nào c verclade' por
exernplo,
que unr sÓ e trìeslÌ1o exãitu'lt"'
cligamos
mecâlico'
provocll
eletivametlteSeÌ]Saçõesclilerentesemiunçãodoórgãodosentidosobt.c
.ì," *. ,"rn",
orelha, supcrfície
da pele) ou qLÌe excita.tcs
dilercntcs
ìlìtr";ì"
'",;t;";
pl""'n''t''''
agirrd.,
'ohrc
tttn uttico e tncsttto órpào
"
:i;;.;;;
exer't.,p1,,.
ptotltt""t
'"'-ttuções
da mcsma
qualidade'
luminosas
ìleste ciÌso'7
As ootlclusões
itlcalistas subictivas
clecorrem
.-dirctânìente
d{ì
lrri''r.ip
io' au.
"n"rgias
especilìcas;
elas têrn todavia t"",
-ll:"""ltl:
']t^"]ì
ptotìndo^ a saber: a posição de partida geral quc caraclerrza
â corìcepçiÌ()
consicreracra
oomo
teccptivistit-,1;:i,'ïììlÏ1,:,:,,;
ììì llli ,l'
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ì'npi'icn
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c da: 5ua
enosiológicas.
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liÌrcÌ- NlxssóliÌe!anr
paÍicipaçiìo
clos nìoviÌÌleÌllos
cìa nlâo ìÌ(
!
la
r
t) [r.\,ü\t)hrltirt
'
l,' I'st
lttsnt',
tìsta ó a razão por que. cnìbora a colìccpção pcritèrica colìiilÌLìíÌssc
aincja domilantc. se colreçaralr a cmitir oittras hipórcses cientítìcas soblc
a natuÌeza cia senslção, na seqiìência da acumttlação de un ct'tt.itltlL"
seÍnpre IÌlâis vasto de dados científicos, eln particular graças ao
dcsenvolvintento cle uma trborclagcm anatômica ootlparativa, evoÌLlcio
nista. dos irrgãos dos serlliclos.
Foi sobretutlo o tlesctrvolvimenlo do ponto dc vista cvolucionista
quc srìbverteu as ideias sobre a
'raturcza
da especiÍìcidaclc dos órgãos dos
serrlidos. Os daclos folnecidos pclo csttldo da evolução confirnravan conl
eÍèito a tese nluito irlìporlallte scgLlndo a qtlal totlos rls cirgãos çlss scrrti!Ìo5
sào procluttt clc Ltnla aclaplação às irlÍ'lLrêncìas do ìncio extcrioì c cstão-
p0r'turto. pe lir sLlil
(j\ll tltLllJ c plopriedacìes, aclccluaclos a cstas
irtluÉrelLs
"
P,'r,,,,trn lrdo, rtpcrcebeu-se quc, servindo os proccssos clc
adaptação clo orgatrisnlo ito t'neio. os órgãos dos sentitlos apenas poclianl
realizat as suas luncões cou a concìição de que teflctissetn llclmetrle as
proprìeclacles objetivas cio trlclo. Assilrr. o prinr:ipìo da
''encrgia
especí1ìcii
rlos órgãos dos senticlos" ttilnsl'orttlrra-sc
lìtìtlco

ìlotlco
no prir.rcipio dos
"órgãos das cnergias especítìcas". segundo o quaì e inversânìclìte iÌs
proprìedades dos ór'gÍos tlos setrtidos dependem de particrrlaliclades
espccí1ìcas das encrgias das lorltcs exleriores qiÌe agcln sobre o orgltlistlro
NoÌelnos clue esta posìção desenlpenltou um papel eììlillelÌtc na crí1ìca das
conclusões gnosiológicas tiradas da conccpção per i1ër'ica cla scnslçìo
No quc toca ao tlesenvolvintetllo da abordagctll getlótica. evolLr-
ciolista, clevcnros igualmentc assinalar o papel do esludo da cvolLlçãttr
funcioncrl
das scnsações. Quero
Íalal dos trat.ralhos consagraclos iro cstu{lo
do clesìocatnento dos liltìarcs de scrrsìbilidade sob a ìnl-lrôrrcia tlc divelsos
distoconclLls.)cS1ìegaLivlsÌÌ)ilssinìqueì]rc)'jLrlgouporbcnr'palaobÌct'tllcrlirlasnlets
pures clos lirria|es dc sc1ìsibìlida(lc lalctil
jÌììobilizer
n llliìo do pacicnla dontro cìc gcsso a lrnr
c1e c\cluÌr tocla a possibilìdaclc .lc moYilìlenLo dâ Ìììato: cíclivrÌìurìlc. Shildcì nloslÌ1)Ll qtìr
nos ÌiÌÌliilrcs dc scnsibilidrìdc da pclc se re(lu7cÌ1ì de cjÌìco a salc !c7es pcÌo.lo\ìnrcìlt0 diL
nìào
't"t t. s t. Va\ilovr a) olho c o sol Moscou. 1950' S V. Kra\'kov /'l'v'h //.'
t,!kt)lìtit,logÌd
gerLtl dos órgãas dos senfidor. N4oscoLr' 1956
lìrtores cxteriores
eÌn pârtiurrÌrìÍ
tì'r\ !{rrìrli\'ìc\
''t
l'l'l:l:l:1:
'll
''tssiotraì
ott
j..t"r.
, io. <'1r'tiri-
"tsattiz
t'l'''
I'ltt''
litt'' rl'' r itrrcrrt tt'
llììtle estes
trabaÌhos
rrplt'serrtrrrrr
inlete:se
- l;lll't:1'1
"-::
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"ür,,.ìas
st,b,.eo.ï;;:ì,,ìi[:i,l,l"lli,::;i.i
,':ì ìïll:ì:ïï
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grDerietrcias qLÌt cllallÌ cc
;:",,ì";;*''
,ìr*uu]
tlot
'entidus
lrstas c:r'c'iôncirìs
(striìtlcrì c ì''urto
rccclìtelllclltc.
l Kóhler)
'on*'u'o'tt
lLLc
a'r''r''rgtrrri:'rç't"
elttu sc
ptocluz
tÌcsla.
c\,lìLliçt'c'
tn'
""'p'" 'iu
'crrli11',
rle tttttlt trolttt:rltu
t'i''
'lit'
::ì:;".,
;.i, .,,,,
-.'' ic1.,,rc.;;,,1:ì:lììi:ì::ïìiììì,ì]l
ìI :li:lï:ì::'
cxl,criirtii.-r 'lo\
jollliìlir\ prllìc'
.-rrt.rrrrtcltc
I ttgar trnt
follc.,
\llÌrllìi1r ocÌlpant
n\ pes(ltlisa' Prrrll
deservol'icìas.
no. onnr ,rin,n.
p.rï s ii.'üro.
ftt c a rur ttc''laìil
s'lbre a
iìÌteÌ?ção
dasassr:,1:L";ti
..lì1,ibuiç-,ìo
pa|a a superuçio
dr reìha ieoria
da
serìsâção
foi mostrat
"tp"t-t
nt"
't'"
fnlc ntc a c-ristÈrlcilt
tìe tttlla itlteração
colstaüte
ckrs ótgãos
aot t"ìttiiút'
rn arr ifèstauclo-
sc eur particttlat
uos
niveìs
ncurolirgico'
lntt'io""
ìitì
"ssim
dcstrtrida
i
t:::
:::1rto"
a qttai as
sensaçõcs
sctian
eien'tctllos
âLI1olìouÌos
c-t srta assoeiaçào
Ltma futlçàtl
"^.'Ïlì"rt
u"
t"'ìtartrcnro'
da tì-,'t"'"nt't
RËG': J5'j953
lìì1lallììcllte.
contl'Ìbuiçãt'
ti-\tl(nì3lrì(lÌtc
ilìrPtìrldntc fala-a
ao,,."pçi,:
,"
"t'illi'tl
cl:t.t'r't'ttr:z
r d'ì -cìlsircil'
\(iô tlJ\ ìlì\\''ll-:il\Lìc'
consaqracìas
iÌo estlrdo
dtt particjprção
dos pttlcc'sscx^,ei""".::'
]l:
;:::ffi;
a"''.",ì.,,ia"
No p'incrpio.
estrrs inr,.stìgrçòcs.
respcrtavanì
ctt:t>c r'rcltt-ivrrtt't"'"
no Jn"ti"i''
cl"'
""''t';c'
litltl:r'
i rrtiridrrdc
d.s
'tt"'*,
t't-'
,'rìri."'
at t^u't"''
'l"p''it
t..rn a ,.ìc'c..'l-ctta
dr' llìrrr-
:::.i;ì;ì
,'nl i"""
"'''iri''l'
clos rccil'r.,r'.,
ri'rrrl
rt"'lttir.'
e orrlrut'
eÌas l'oratl.l
oxtelÌsivas
it o"eiit"
tlo' nt"tonìttttot
das settsaçòes
ligadas
a
O l)rs.]^t)l\i,Itn!t)ltJ
i'tttlttt:'itt'
--
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^,,uni.",
"O lrabaìho
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r:rscncirl rìo clcscnr'oìr'imculo
da
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t)ir i\'Íctlìadt
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.t.\tì(.1
rcrjt\
$r1lì I'Ìolongcd
Dentr,tkugen.
ltu ton dtr'ldúl'kt.lÌo],,,.,...,-.r;,,,..Ììr,,,n"r,,sso1
ì,svchology
1955.
lïi:lii';i:íi:Ì"i'#:::ïliiiiil::1ïï':ri:ï'j.1"ilì)iil'ììilllÌiì'Lïl;l
ricxl Disrcrsions
l'11)ccorÌìg
(i1
"l'I
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Nlosco,.Ì'l.cningrado.
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r.cccptores à dislância. a Ícceptoles "cctlltempladores". Irlstas investigaçôes.
hoje nruito nLìllterosas c valiaclas. colldLlzirant a ulra collclusão {lc rLrll'rrnL,}
que pode llacluzir-sc por esta ïbnla ìapidar: a selsação eìlqLtalìto 1ènôrreno
psíqujco c impossiveì na ausôncia cìe una lcação de rcsposta oLr lto caso clc
rcação inaclcquada: unt olho inrót,cl ó tão cego conlo uma ntão imóvcl c
astereognóslical5i .
Estas invcslirações clcslàriram" po anto. um golpe là1al ao
/útttlorncrtto
{la lcoria receplivista. qLrc fuzia cla scnsação Llnrt Ie.ìçiì()
passiVa resultanlc de rrnt prooesso cxclusiviìtÌÌell1c centríllcto. [:las
lundarrrcntarant solidantenle a idcia de cluc o rrascirrento de urtra scls.içi-lLr
e\igc igrralrÌren1c a cxistência dc ligações dc rclorno clo ccltr.o à pcrilcria.
O clescnvolr intento dcslas itìvestigações. de qrrc sci ci1e.r .rs r;rru
versavarÌì soble ponlos csscnciais. pcrnlìtiu. poÍarì1ct. r.edLrzir a nada o
llndanrento crnpiricit tla conccpçào lcceptivisla cla sensaçào. peìo mcrros
lal corlo fora lolmulacla por Miilìe[ c I lclnrhoìz e pclos
ltsicof
isicos.
Toclavia a plilcipaÌ coltribuição
losítit,u
pala a elabor.ação tle urtra tcorir
da scnsação a parlìr dc pitsições novas, fundantcrrtalnentc dilèreltcs.
scguiu un outro cLlt'so
-
i) clas idcils de Setchcllov e de l)avlov.
2. As concepçõcs psicológicas c gnosioìógicas de Setchcnov sào
bcn colhecidas c loram expostas cììl rìLnlerosas pLrblicaçõesr5a; riÌ./-:ro
llrl
clue ìlão é neccssário lÌrzer aqLri a sua exposição conìpletzÌ. I)etcr-nos-ernos
aperìas nas tcscs propostas por Selohenov sobrc a Ialureza da scnsação e dlr
pcrccpção. Sabe-sc quc a dénorchc gertl seguida por Sclchenov no csluckr
da sensação é iundarnentalntclte diÍèrerrtc dr altiga baseada nu
'ttCf
p
t. linLchcnko: 1ôln.t.\\,
I'tìklìt)logil.
l{)5IJ.
jt
L
(i
lch.nov.
^
S ÌorsIair: ,\
pâtologjr ilo Lel(i ArqLrj!o das ciôncies biol(igìclìs (cul rüsso).40.1. Mo\coLr ì91(r: Ì)
Ì)clxllrc: a)s iÌldiccs rcú!licos rh palet,r'a /'/?o/??/i.d. Ilâsilcia No\,iì lorquc. \, 2. lt-ill. n
t).
't'ai. Il. r\ Ì:ÌÌrdilovâr .1 turir le I tl \rtLÌrcnü sohre r:;ent;Lt1ão c o
l)ensLtnl.ntt.
N4oscou. l95.lt
(l
S. KostirÌk: O prpcl dos trabalhos dc Sclchcno\ para o rlcscnvol!intcnt('
dc Ìrnla psicologia malcrialrstiL . lrabalhos (1a
tjì \ersidadc dc Odcssâ. t CXLVIÌ. lg57t S
Ì,. Iìubinteìn: I oprossy psikhologtul. Ì95j. n' 5t Sctclìenov c a psicologia Ìl];ìtcrialistlì
IìccoÌha sob a dircção de S l. Rubinslein. N,Íoscou. 1957
compâração direra clas prtlpliedarlcs clo cxcitlltlle c iIr clcilo \Lll)ictivo qtle
"le
prouoca sotl a 1ì)rnliÌ tlc sensação Os eíeitt's
(lc SçlclìelÌo\ \ i\rr\ilrÌl
sobÍellldo explicar a prodtìção {la scnsação colll() lì'lìôlÌ1clìo
lì\iLlLliro
tletcrntinotlo
ltelcr
rculítlotle n(rlaríul tlnta vez t1ttc. segtttttlo il
Principâl
tese de Sctchenov. todas âs atividades proceclctll tlo lcllcro c colrscrvanì-
lhe a cstrLrtura fundatllcntal. a sensaçaìo tlevia scr
l)(rrliÌìlto
igtlallÌlclì1c
consicleraala coÌììo Lln tenôtneno quc sti
llotle
sttrgit na cotllPosiçlio cìc um
ato leflexo cotìì as süas
"consl:qiiências nìotrizcs". clLrcl ntanilèsladas
exterioÌ ÌÌì ente, qtrer cscondidas. inibidas. Considelav:t aclui cotrlo plitllcilos
atos pelos quâis tlm encadeanlellto lÌlotol ?Ì1crlro reâliza tìlll colì1ato dircto
con.r os ob-ietos circundatltes. un.ìa adiÌptação práticâ à realidade'
Surgindo no seio dc unt ato rcflexo de adaptação. â scnsaçio
pa,licipa âo llìesnlo 1eÌÌlpo lìa sua rcalizâção e n'ìcdiatiza-o A serlsaçào
podc realizar esta lìnção porque é naíerittl. rr:flctildo as proplicdacles da
realidâdc Inaterial. tilâ é corrl elèì1o {letcrlninâda peìo lato cle qLre cla
própria sc forlna â partir de processos qtìc. lìo 1ì lll de colìtils. sìo -clììPr!-
processos lnotores e\terllos, esiabclecenclo o colÌtiÌto corll o pr'óprio objeto'
Pata cotlpreender toclo o alcancc dcsta posição devctnos ver que a
idéia- cssencìal do potlto de vista do princípio. cìa sc iìga" a sabet: à
realirladc
-
cria a sensação eÌrcluarÌto Íètrôtrlcno psiquit:o Esta idcia dc
Setohcnov pòe o problcna cle ttttt;l tliatlcira illleiramellte tlo\'a: em I'ez de
colneçar por perguntar o clue pode cscondcÍ-se por cletrhs da sellssçiu rìtì
nundo cxtcrìor
(isto c. ir da sellsaÇão às cciisas concretas), deve partir clo
modo conlo a reâlidade trraterial etrgcntlla o 1ènôtrieno das setlslçÌo- ort
se.ia. proccder. na análise cientítica cla lealidade' das coìsas rclis' à
seirsação. Sc a prirrreira tlénttrthe' conlo rÌostrava Lenine' é a do
iclcalisrlo, a scgttttda. pelo contrário, ttaduz uma atittlcle nìaterialistrÌrìì
'tt
Sc qu.rcis veÌdadcìranìcntc rcsglriìrdru nos' do sLr[rictilisrrlo c
'l1lr
solip:ìsnro dcrcis
ânlcs cle nìiìis ebslcr !os tlos
ììrincìpais
i(Ìciìlislxs diì \ossll lìlosolìrr: Llc\c-\c \rìhslltuil a
t(jndêncir idcaÌis1a cla rossa {ìlosoÍia (qur LoÌr. r.L_ !rrr r l:rsscrr"rSntr'r.rLrrr\trsoc\tcrior)
pcla tcnciôiìcìiì nlôtcriâlìsl3
(qLrc consislc cÌll ìr do ulìi\'crso c\loÌior ìs sclìsNçõcs )
(l-cìììne:
14uletid!ìstl1o c í|tttptracritl(1\tì|tr. Ohra\. NloscoLr. I'rris t' XIV
P
56)' |\ìsÌcnì lÌaduç(ìcs
porlogLlcsas.
'1,]-
'
O l)t)!ttì\ilrtlììr ta tlÕ l)st(lìti\nt''
Autes clc "sct cìada" na setlsaçiio' a reiìlìdlde concÍeta nlâlìiícs1â-se
colìl0c0ndìçiìoclecristônciapl.)]]riâ.c01ì]Òob.ielodc..adaptaçãod0
nrg"nlrnta,. cpte se tcaliza lÌos seLls coììtiÌtos rcais coirr cla [)aqtìi rcsulta o
,"!onl c.i,n.ntn clo pallcl ciccisir'o dos tnovintelllos
ìr'lLlscLllares rìlì
'ìr'ìSenl
clas scnsacõcs.
Scnl a palticipaç:-itr cltr rrlilvitllcntrl'
as llossas sellsaçòcs c tls
,].r.rra, p"rr"pç,ì"s rlão tcrianl l qLralìclatlc clc ohjclitiduda
isto ç' clc
novo ela irlclispcnsávcl
pilttlLic^
tlilct-crtlcrÌìrlì{c
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l)l{)ccss{)
(le rceeÌìçir)
Ìror colltâto
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tla dttltetlsão
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segLrnclo.
da qtlcsl-o
{lc sabct
porcluc se cxpnmr
realìza
a participaçãro
tr"' ttoì''
"ii'"tt"s
iìs sensaçòcs
que iìào estão
ílirctalììctÌ1c
ìigaclas
aos ntntli"ìtntnt
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os obietos
oll iìos sctrs
",,;;';,:,,ì,"'
i"tt rÌ1"'
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o rlesenvolvimctlto
in iont"pçrn
tcÍìu:'iologica
tla scrrsação
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Í:Ï,ï:,Lïiil
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pàra iÌ c\pIi'L1ìçÌ(:.,.,.:,.'.ì'l'u'"'"
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leÌlção cotl os olìjctos do tllrtttcio c\tcrlor'
F. csÌe o ponto nrais imporlantc cilts
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teses clc Sctche-not'sobrc
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nerlurcza dit crltlhccimctrto
setlsir çl
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Ììlclas as nossas iclóils sobtc o tlrtltlclo citcrtttclatrle' tão colÌrplexas
c tão rìcas. asselllanr^ cnt irltinla ìnstirncia sobtc os elctncntc)s qtrc llo\ \ìrr
i,lu'',"c;.1os cotrl os tuitscrtkrs'
assitlr resutllìa A S. SanloÌìor eslc
Ìlolllo
lì,,r,lnn',"ntnì
das tescs alc SctcllenoY llo scr't clìscttrso
"l M Sctchctlov
c as
a,,a, iaCi", sotrtc o papel clos ur[tsctl]os Ììo llosso collhccitlletllo
tla
..lrl
llJtlìtc7iì
flotllil sc clcvc represctltar a partìcipação dos movilllcntos lìo lrascr-
rììerto diìs sclìsaçõcs
c da pclccpção'Ì Sctchcnov crptitltc-o cle tnrrncita
nrais clata tta sLta análisc clas scnsaçõcs táteis
f)tllor,itlcntoqueproporciotlaOcolìtiÌlo1á1il'o''cncontlorcal..cÌlt
nlão coÌìr Lrn.r ob.jcto cxlcriot. acottl'lcla-sc
incvilavclnrcntc
às sLlirs
pr'rpr ie
r1u.1"r, tot"unr:tu n objelo. seguirldo os seLls contolllos' a lllão reprotlrtz as
s'as clìnte:tsircs c a srìa lbrnra c por inte.nlódìo
dc sinais cluc p'illc!Ìl do sÇu
apatclho tnotot l'ortrlt it stltt
"tnoldagctlt" no cétcbro'
'
S",al,"nu.'
corccbia dc rtìatlcira attáÌtlga o lÌìlÌcionllmenlo
do
aparelho visual. Sabo-se cltlc elc consicicrava
o proccsso cic erploraçio
.l,r',o "nbrolut"n,etltc
análogo peìo scLl setlticìo" ao processo tlc apalpaçà':l
ãu ,rt.,;",n pelas mãos. AqLri. toclavia' Sctchcnov
introdLrzìtr
LrÌl r.ìo\r!ì
.t'l,"n,o, o cla associação tìa expcliência
lisltal ctli í'onnaçãcl à erpcr icrreil
rrrotriz táril.
,.4
reliììa cìo olho educaclo" c. propriatllente
falânclo' a rcltna
de uut olho iuicialnrc|te
instrLrído peìa mão. A ìntroclução dcslc elcnrcnto
'tn{'1
1 rl Sclchcnov: obftts.sL')lllìLlds'cllì
doi\ 1oÌìlos (olÌì ltÌsso) l l i\4os'rJrr 1951: do
u]",tn]n
"a,1,]r,
Fìsia!t)gía t:!o! cen!t01
'?crìi')lil)\'
Moscou l952
It'r\
Ì,. Sanoïlor'
lasLt)lh,:t.le.ttltgos
€ t/r.Í.rrr'\'J Nlo\coLl L-c1ìiÌlgrado l9'16 1
64 65
(
) ! \' \t t Ì\1,1 | i Ììtt ttt t,, I I) l'ì \ il tt i ! t)1o
.1:()
O ! )e se nv rt lv ì ne nto do P s iLl u t snu)
introduzir rìa psieol(ìgia r idéia de utr.ra fuÍìção dc sinaìização' de
oricntaçào.
dc scllsaçao
O aspecto psicológiso destâ tesc 1òi aprescntado sob a l'orma dc
urna hipótcse sobie a gêlcse cla sensação' enuuciada na psìcologia
soviétioanosfinsdosalos30(Leorrtiev'Zaporojcls)'listahiprileseéa
\eguilìlc:
-- ^-^.^.
,r- l,,ro
Para os seres vlvos Inals prirlitivos, os processos de interação cont
o meio são deterntirados
pela sua ìrrìtabilidade
relativamclrte
as
ploprieclades clo meio que asseguram
dìretameutc
a assirnilação e
prouu.ont diretamente reações tlc dc1èsa, isto e' que nos dois casos
determirran
diletâmente c por sí próplias a mânLltellção
ou o desenvol-
virnento da vida do corpo proteico lì clc exclr-rir a idéia de orgatlistttos
primitivos reagindo assim a propriedaiìes do nreio não vitais para eles' pela
Ii'"pr"t t^tu"ã" que reaçõe; de'ste tìpo pt'ovocariam unra decornposição
cla
sua'substância
qu" r.tuda viria compcnsar
(pois elas tradlzir-se-ianr
pot
uma despesa de energia sem a qual não pocìe lraver reação do organisrno)'
Pelo contrário' tlos animais lelativameìlte
nrais organizados
observavam-se
igualmenle
reações nitidamerte
lÌlârcadas
por estínrulos
1"",J""i"
não têm por sí ntestltos, scgundo a expressão
de Pavlov^
lr"fq""t
t"f*- de "couverriência"
com o orgânisuo.
Por oLLtras palavras'
Ji". ìu. ig"^l-""te dotados de irrltabilidade
relativarrlenle às ploprieclades
neutras dã rneio. Todavia, a rranifestação
destc lipo de irritabilidade.
nos
u"iltrni.
qu" a possì.Ìem bíologicarnente'
alige urn.fim' pois as rcaçòcs
clestes aniìnais aos estímulos neutros do mcio circttndatrte'
mediatiza:rdo
as
,,u, funç0", vilaiS luÍìdatììcntais.
orientarl-ttos
enr relação às propr.icdades
tiÀti"^ ao nreìo, qrÌer isto dizer que cìesempenham
um papel biológico
direto para eles.
A idéia lundamental
da hipótese cotlsiclerada
era que a função
realizada
pela irritabilidade
dos estímulos
que são diretarrente
neutros c
desernpenham
apenas ui1ì papel de orientação
no nleio' é uma lunção dc
,"r'rribilido,t",
uÌna adaptação à sensação, colìseqüentemente'
os orgãos cluc
clètuatlr I translol llìação dcslcs cslilÌtlìl{)s ilitclltttlctltc
ttcltlltls :irr' tts
olgãos dos senticlos. tls Ìçcep1oÌcsi
pril lìttr os lcltôtltcttos. cspccílìcos
,nìr-eciclos na seqiièrrcia
cla uranilcstlção
clcsle tipo dc irlitrrbilidadc são
ii-nt",,u.
quL', soh a sua loÌlÌÌâ dcsenvolvicÌa'
sc nlaltilòstltnr
cotrto
l.cnômenosdeSel,ìSação'Porot]t].oìaclo^lpl.incipalcolì(liçí.io.d(liÌPxleci-
,Ì]"nto ,tu sensibilidade
cicvia scr â passagcnì cios organistltos
clc vida tlttttl
,ì.,"lo n]utau"t. tÌlas homogênc0.
a unla viila tlttttl tncio ilc obiclos
lroi cste
...,ú;;;il úou n n".",'foutlc cìo nttscitnettto' n.s orgatristtt.s'
tlc rclações
ì""Jà,lr"arr,
de rclaçõcs dc sinalização.
ctor.r.r cleito. LrÌr corpo agc sobre o
;L*,;;;,ìì;"
apenas enr virtud... por exenrplo' tlas suas pr.pricdadcs
nrïrit;urr.
rras soirr-eludo
por urr volunrc. unra lbrma etc., que cs1ão iìÌ)e!ìas
li;;;;r,, ;" ntttteirtt csttit'el à aptidão tlo corpo consicierado
pata servir cle
alimeulo.
Àssinr. nrtma dacia ctapa ila evolttção biológica'
pode-se dizer qLte
os proccssos de itltcraçáo
qLtc rcalizam a vicla.sc clcsdobranl:
a inlluêrtcia
ãor' pr,rpri"aoa",
do tlleio clttc <letcrminau
diretalÌ1er1e
a exìs1ência do
orgu,tirntn
provoca leações
qlle constituelr
os proccssos
r itais
iuiãu,rt"n,oir,
n
ftrnçõet
vitais l'undarììcnlais'
por oLrtro lado' etn rcsl.rosta
J açao .1",
1,ropiì"do.i",
llculras' cìcsetlvolvem-si:
processos
quc nedìa-
tizam apcnas extsriormerrte
a possibiliclaclc
dc realização destas Íìnções
fttttdltnctttai'door!alìi'lÌìo:o-Ììrr\c:5l]:diìiLtntltttt.t'rt.tt.nlr',.
(lomo os iaços obietirus entrc iìs proprìeLlíìdes
tllrÍlcas e âs
nronttcdacle' ttcttlar cllt'
(Ji'r' lìào
'áo
'ctlio
rclalitantttl'
c-tircì: c
i;,;;;;'t;ì;. ;;,'àar. a. Iorntas cottespondentes
de atividade
vital rìÌarìtêm
,"üJ"rìì,ru-ti*s
erltrc si. se treu qtte possa surgir ttnra nào-coincidência'
.u'.-.o
"ont'.oa;.ao
entrc elas' Ì,]Sla colltíadiçiÌo
tlova é uma das cotltraclições
"^ro.i"rir,;.u,
do descnvolvir|crìlo
do colnpoftalltento
dos aninrais e das
i,r,,,t"a
qu" ucles poclc totliar o reflexo clas propriedadcs
clo trrcio
circurdantc.
De ulìr polrto cìe vista iìlosólico
psicológico'
esta hipótcse
constituia
uì]'ìâ telìtâtiYâ
para exclttit toda a possibilidnde de conccpção
,-úi.ti.,iu^ da naturoza
tla scnsação
pcla n'ìarìcira cotrlo o probìeua era
posto tro próprio limial da irìvestig;Ìçiio
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Conr efeìto. não se pode cottlpreetldet os fetlômetlos da setlsação'
.strbjctÌt,os por l'laturcziì, cotlo reflelittclo llccessariamentc
as pronriedades
objctivas
-
a tlão scr qLÌe se aclmita quc a sensação e o prodrtto do
de.senvolvinrcnto
dc relaçoes rllcdializaclls tlo otganisnro oom o meio. IJnra
propriedadc não poclc receber a sua caraotcrist;ca objeliva a não set pela
sua relação com utÌÌil outra proprieclaclc objetiva e não direlamente do
sujeito. itor conseqliêtrcia.
para que se lorrle o reÍìexo subjetivo desta
proprieciacle corno propriedade obictiva, é necessário que cstas duas
r-claçõcs
-
ao otltro objcto c ao sLtieito sc nlatlilestetr em Llnidacle Não
,c
",,contra
a ttniclarie dcstâs relaç')cs íÌ não scl tlas lormas stlpcriorcs da
vida. as quais se rcalizam nurìra atividâde n.rediatizada
pelas relações
objetivas clas propriedades do,reir'15"
Foi igLratrnente atrunciada ern 1ìsiolo-lia da atividadc lcrvclsa
superior. ctn particular por K. M Bykov e A T Pchonik' a hipótcse
que
upro*itnouo o nascimento de Iignções cle sinalização do aperecimento da
s"nração.
"O momerlo da Íbrmação do rellcxo condicional como ligação
tcnrporária tlo tipo cortictl sttperior
--
escreviatn cstes atìtore\ ti ao
mesnto lclnpo o do aparecìrrcnto do ato psiquico eletnenlal
(ltre é a
scr'Ìsaç4()
tl3
O Descntolwnenlo tlo I'sLLluitnlo
(-/ I [ \, /r i r /,],, 1ìt
'
,1" l'\1
lttt\ttt'l
Notcmos todavia qr're. tllart gtadil cctlll scrttclll;tttçlt e\tcl l{)r cìì1lc iÌ
hipótese c a cxposta rlais acitna. há çtllrc clas tttttrt tlilet'tttçll ilìrl)orlirìì1c
I)ois a identiÍìcação direta do ll.ìolllellto
'lo
aParccìnìerrtl' tLt settsitçrrt' ct'tn rt
lbrrração ilo reflexo corrilicionaì negligcrrcil o iìsl)cc{() gctt':Íico cltr
problerla; por este lato, ao problema do aparccìtllcttto tlttc
llotlc
ser
caracterizado objetivar.ncnte. substìttli-se o ptoblctlrlt dlts contliçtìcs clc
lrans1-onnação de excitaçõcs exteroeceplivas adcqLtltclrls' tlils strb littliatcs'
onr excitzrçõcs limiarcs. f)s 1Ìitos enl cÌLÌc asscnla cslc
Polltl)
(lc
visla
lostemLÌrhiÌnì-no colll biìstaDte er'lciência A expcriêrlcìa clc bast t:t'tt:istc
cm lollrar uììì cxcìtallte qtrc tlãil produz.
lliÌra
Llma clada irllensicladc' a
irnpressão subjetìva tle sensaçãtt
(ou a itrpressão de rrnra diÍèrcnça nas
serisações). Llsie cxcitante provoca lodavia reações objetìr'as detcrnritracìas'
Lrrna constt-ução tlc vasos. por ercnplo (o qLre ó aìiás tttll cotllponetlte
oâracteÍístico clo reflcxo cìe orientação)l depois a ação clo prirrreiro
cxcitanle ó coniugatla com a dc tÌln otltro excitante' o qtle tellì poÌ
rcsultado que o prìmelro começâ a scr distirrgLritlo subjetivatnente
pclo
sujeito, isto ó. a set conoientizado.
Assitl, este tipo dc expcriêucias aplescntâ na vcrdadc uur glande
inÍeressc. rnas a otllro nÍvcì: o da possibilirlade de cot.tsoicntização de
cstílnulos rra sequônciâ da Í'orrnaçrìo de associaçòcs âLì lìlveì cortical
superior. er i(ìelltclììcrìlË o do
tcgtttrdo si'tetnl d< tirlalizaçào
.'. .
'
A hipótese acjna exposlâ sobtc a gôrrese da selsibilidadc
põc o
problcn.ra deferentcmel'ìte.
Não sc triÌta. na espócie, da lranslornação de
cxcitântessublinrinaleselnc\Citalìteslitnìares.nrasnaaquisìçâopcltrs
cxcitantes de uma 1ìução de sinalização, de otientação lìazão por cluc ela
deu lugar a experiêucias de rìatlrreza ditèrente
(A N l-eontìcv' cotn a
colaboiação clc N. u. Poznankâïa. V' ì Asninc' V l Drobarrtscva c S L
'toCl
r\. N. Lconlic\': O fuscnvolvìttte nh rlo ptìt1tri:no (tesc) 19;10: do n'ì\nìo aulor
-Sobrc
a gôncsc cia scnsibili,-larlc . .\rlolo!.ìn I'sicolosìa consagriìdlÌ ao l5'iÌnivcÍsário da
eti!i.ladc cienlilicâ d. I) N OLrzne(l/ó. lbìÌìssi l9:15
iil;
K tut tlltnt' Â l' l'chonik: Sobrc a ÌìiìlLlrcziÌ do rcílcxo condicionado
Psì.tìologuítclitskt JouttttÌ -S SSIì t XXXV lg'19 n"
j;
K Nl lllro\'',^ sirlltlirrìçiìo
dos rcc;pLorcs ìlllcrnosc e\lcrnos rìo c(ì11c\ ccrclìriìì ObrlÌs cscolltidas tIMoscou l9:l:
Â. A- Crrìurcliiam N4o(lilìcação cllr scnsibilìclarlc do anaÌisedol â r'lnl c\cilanlc clrrrnrlo eslc
se toÌììâ ullì icllcr. conclici.naÌ Â l-. Kniazcva
^
tornìaçào dc ligaçòcs tctìporárias aos
c\cilantcs niìo scnlidos âginLlo sobÌc os oì{ãos clos scnlidos' I'tahalln: clo ìn!liütlo dt
iì,.tla*'"
'
P. I'at,lt.tv. t. i't. tS+S; e I-. Kniaz*a. Ì L: llarbcl:
^lbÍÌìNç'x)
rlos rotlcxos
.unai.ion"is com ilìlcnsiclacìc nlínimais tlc clcitrntes lunliDosos" l't
')blafitt1t
d? ólìut
Jir,i"tuf,rtt.
l.X. 1952; I L Koxrlkine: Corrclaçrìo cììt|c o subictivo c o obictìvo nr
iì;r;la;;,1. Lrnivc.so condiciorral clo homcm !'t obolhos tlos Ìdhardtótia\ tlc
lìsio!ogia
I
I l'drl(^'. L XVI. l9'19:
^
l I'chonik. R
"\
(iclhorbauÌì: "Dados sobrc a lci dr Iìrça
Ìi 1rÌri\â (1os cxoitantcs condicionats" l'hì\Ìala:111ildr!Lì
lcnu-nal Sl 5 S 11 1955 n" I l
^.
fclìislovìch
.{)
dcsìocrmcnto do liniar de discrìÌÌììnaçÀo do excil,Ìrltc sonoro qttando tla
lìlucìal'lça do scu paleì dc sinalÌrâÇào . i/ri'J"1' 1955 n"1
ì''
Cr' i. r'. N{arorirv: o prrtblcma rlas reluç')cs rccírì!ociìs do sLrlìjcLivo e do obiclilo no
csllìdo da atì\iclirdo nc|rostr sLrpcrior.' I'lttsìologtitthttkì
htrr|rrrrl S S S 1l I XXXVÌl'
f9if.,f':, v. Cì. SaÌÌìsonova: Àlgtrnlas prnicLrlarrcìiÌ(lcs
(liì irÌtcrlìç'Io do prìnìciro c do
t"guna,, ti,,*1" da sinalì/açào qtrrrldo Ll't lìrrturçl_ro dc rcxçòcs eondicioÌÌais a e\cìliÌnlcs
lrririnosas clc lraclr lnlclìlii(iiulc -.lornill
(liì a1i\'idildc ìlcrvosa sLrpcrìor" 5 Ì953
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:.ìt ì O I )6. nNoÌú ]lcn lo.lo P s iquìstttt)
Rubinstein). lllas ttlilizavanr excitantes lumittosos itlteusos agindo sotrtc a
peìe rìa nrão. I)arlia-se dc utll raciocítlio sinpìes: sabc-se quc a pelc reagc
aos ,oios clo espectro visír'cl. qucr clizel isttl que a ação da luz sobre a pele
dos ariuais e dos homct'ts produz ccrlos eleìtos [ìsiológioos ditctos
'fodavia
a pele uão é LÌnl orgão scrrsivcl à luz: nlcsmo para Lltna grande
irtensidade, a ação sobrc a pelc de excitalltes llLnlittosos não sttscita reaçã':l
cle oricntação. Nestc senticlo, a ìuz é tttlt excitante irlacleqtrado ìlo clue toca à
pele, isto é, cla não aPenas perlììalìecc tlttt'tl registro "sLltrsettsorial" ou
"prc-
icnsorial". tnas é ntcsmo inapta para crtnlprir uma lLltlção de sinalizaçãro c
crìtrâr crìr ìigação condicionaì colìl outros agelltcs'
Ilsta lese lìri de imeclialo ob.jeto de uua verificação cxperintcntal'
Llrr leixe luninoso cuiclatlosamcnte 1ìltlaclo pala llte clininar os reios
inÍìa-vcrrrrelhos era clirigido sobre a palnra da rnão do pacierrtc (c1ttc o
ìgnorava ao longo cle toda a expcriêncìa). dcpois apresclÌtavâ-se uÍlìa
e-rcitação eìétlica à pelc, o qrre
ProvoctÌva
um rellcxo dc elcvação dc
"contrâção" cla mão da srrpelfície da irrstalação coucetrida
çrata
os fìns da
erperiência. As experiôtrcias desla serie dcseulolavzrtll-se,
portanlo'
segunclo o esqucrìrâ habitual clo mé1odo dito rrotriz dc lortrtação dc uur
rellcxo oottdiciotral com esta dilcrerlça:
(ltlc a ação do agente nelltro efa
nrtrito nrais prolongacla qtrc habìtuaìrncrtte e os itrtcrvalos elìllc as sLlas
apli\ rçòcs pr.rporeionaltllcrttc tltaiores
'
Estas experiências deranr resultados negativos Mesmo aptis 350 a
400 corrrbinaçõcs
"luz-corrcnte" cnt qualqucr dos quâtro sujcitos não sc
lbrmou reflexo cond icionzrl algurn.
As séries seguitltes clistingttirarrr-se da primcira antcs de tlrdo' pelo
lato clo suieito receber a indicação dc Ietirar a mão pai-a t'rìlrtr o'
cìesagra<lávàis choques elctrioos oricntantlo-se sobre utna ação dc "aviso"
quc eìe próprio devia descobrir. Por oLltro lado, a experiêrrcia cotllplicott-sc
um pouco: llo caso em qrrc o sujeito retirasse a tlÌão alÌ1cs da ação do
"aviso" (isto ó, eu caso cìe reação "ialsa"). urr sinal óptico indìcava-lhe o
eno. e ele devia aplicar cle novo a palma da mão à superficie do aparelho'
ap(rs o que era imediatameute dado um "avìso" segiriclo dc ohoque eletrico
Por lìni, as cxperiôncias clesta seric ulilizerant tttna instllação trais
O !)t:Lnt',th tntnto rio I'.;tltrtttttrt
)
aperfeiçoada, excluindo
i:)laticâtrcn]r:
klda lr possibilìrll(lc
(le
rtirçi-rr I l LllÌ1
lenômeno palasita (térrnico. iìoústioo c1c.) ucolltlrirrrìLrrttlrr tlç rttllrr tllrtncir:t
ou de outra o ligar da lLrz.
Este metodo fez nasoer no pacieirte uttta itllcttsit ltliviillrllc rlc ìlttsoa
e de orientaÇão visarrclo à clescoberta cltl 'avistt" litl ctittto clir
Pt
itneitn
série elc igroraviì a nalureza do agentc quc precrtcltia csta lttttçìrr c a
existência da luz caindo sobre a paìma da mào.
C) resultado destas cxperiôrrcias loi qtrc os pacictltcs (erìr !ìLllnero
tle dezesseis oontando to{las as sérics destc tiPo) uranilcslaram a aptidão
para evitar a ação da corrente retirando a mão algltns segutldos :tpris o
início da ação da luz. lndicaram que se oricntavam sobrc a nanifèstação de
fracos 1èttômenos subjetivos. despr-ovidos dc qtralidacic especíÍìca' que
precediam o clroque eìétrico
Falo ainda mais interessante' aparcceraln lases tla lbrnlação desta
faculdadc. Tanto dos dados ob.jetivos conro das relações dos strjeitos
sobressaía que, nunì primeiro período' a "boa" contração da rrão só se
produzia no caso de proctrra ativa. No princípio' as reações ajusladas erant
visivelmellte fofiuitas, depois o nirnrero de erros caiu a 107o e mesmo a 40Á
em certos casos, mâs seln que jamais desaparecessem totalrnente A paíir
do momento erÌì que a percentagen'Ì de reações Íàlsas se estabilizava' a
contração cla mão podia tornar-se
"maquilÌai"' EÌ11ão, â evolttção do
processo estudado entrava na stta segunda fase caracterizada pela
possibilicladc de fornar leflexos condicionais orclinários ilurrinando a
palrna da mão.
A nossa tese 1ìri igualinerrte vcriticada e confirmada por ulÌÌa sérlc
de experiências comportando o elìprego paralelo dc dois lnétodos: o cla
"procura ativa". que punha ao sujeilo a tarefa de descobrir o ageltc atì\ o e
o da formação de um rel'lexo condicional propriamente dito
llsta investigação lì1ostrou, pollanto. plimeiramentc!
qLre uÍÌ
âgente cda ação sobre um órgão não específico Ììão provoca hahitrralmcnte
pio""rro, clc orientação ern relação iì outrâs açõcs' pocle transformar-se
rum agente provocador dos processos destc tipo
1
i
1
l.l ì
t) Itt\, tt\' )!\ttìr ttttt tltt l'\t'tttt\tt1'ì
t) !),s\ )N
'h
tt))' nt" J
'
I'ttqtìs'tt"
I
i
I
É
I
I
(
p
t
Errr seguida. cla cl'ìamotl a atelìção para a lìeccssidadc
dc'
realrreÍÌ;, distinguiL, pot um laclo, o pr-ocesso' na seqiiência do qual unr
";;";;
q;" nãn
lrroun.a
gctaìuente reação de oricutação adq.ire csta
lunçao. e. por ou1lo. o proccsso dc lratlsforrração
deste a!{ellte eììl
c*"itantccor.rdicional.iStOc'opt.occssoclcelaboraçãocleunlreílexo
condìcional.
Daquì lesulta unta conclrtsão sobrc a tratLtrcza.particular
de uma
reação propriamente sensorial.
quc pode pa|ecer prinrelr'r utn pouco
ìnespcrada.-até
[ìestrÌo enì contrrdiçào
colrl ir leol ia da rÌi\ìdade ncrvosa
;"Ëi.r;;
Pavlov. Mas en ítltinra alálise ela está plerancute
cotrÍòrme
ao* u, ideiu, cle Pavlov sobre o tnccanistno clo rcflcxo corldiciorlal
-'
..
; fisiologia da aliviclacle rtctvosa superior
parte conro de Lrm clado
cll aptìclão tio organismo
para constatar as rrrodilìcações
clo nleio crtcl ir'rr c
u-"i", r..ogi. corrì rcÍlcxos cic orieltação Sabc-sc clue a existência de unra
,""uì"'aË
"ti"turçào
irlcondicional
a ìrrì1 agente cxterior é a conclição
Drrlirr obriÈ.atoria
da lorrnação de urrla Iigação tclnporhria
con.l
ï"ìrììrlrii,,al
o" untu tlilc'etrcilção
trlterior clo agente ao cLtt-so do relbrço
:;
';;;t
;;;t*t c do nào-relotço
de oütrâs A unra atividade cssencial
"entre a sinples cÒnstatação
pelo sistema nervoso dc uma difeletlça entre
";;g;;; "t
L"rior". e a cliscrìrninação
destes trest't'ros agentes conì a a'ìuda
J" iìn"ro, condicionados.
A primeira üprreLc
por.,unì processo de
<rcit.tçlt.r. 5tllì I lullììa tle lrttta rc'rçio de ollelrlaçao
A natutezâ deste
"pÌ'ocesso de excitação sob forma dc utla teaçào
cìe olientação"
colstittti,
portallto' uma qucstão paúicuÌar que não coitlcide
Jir.ront"ni"
con a tla lorrnação dos reflexos cotrdiciouais
Poì outras
;;;;r;t,
a primeira questão c a dâ nat$reza da sensibiliclade
(esla irltirna
.ìesignando' utna fuução especifica ob.ictiva de o! icntação
c rìão s!-
ii,ì_,iirnau
cle nroclo aìgunr à sua rnaniÍèstação
superior, sob Íìrrrra de
sensações colìscientes)'
Sc bern clue Pavlov tcnha muitas vczes sublìuhaclt) a
'ìão-
coincidêicia
cios processos de diterenciação
dos cxcitantes
e da sua
iriscriminação
peìa rormaçào-tre
;: Ïì'ì,:il'llÏl
llïì JìiÌ.:;.1]Ï,,.::.,:
tcr sempte
em conta lìa exposÍç
dos anaÌisadores
"""
-'-'i,ì'1,"-r"
que um analisaclor'
segtrndo
l)avlov'.rcl)rcscrìta
tttrr sistcnla
complexo
estrutural
constitujdo fu':
tít
''"giu
pcIilulicr' lì(rt
Ìtrìr aparcllro
condutor
e por cetrtros n"'uo'u'''A
tt"tçàt' iìcstc titlettllr e"ttsiste
stlbretrtdo
isolar dc um nreio contplexo
o seus clivcrsils
clstìlçntos
r8'erÌlcs
lrsliÌ
distinção
ou aráìise
passa-se a ioit nit"i'
No prinrcilo
rrívcl' i: clìtuacla
oelos rcccplores
O scPrllÌdo
"'t
J ot'
"'u'l
srrperioI
dl rrrràli'c
c a'serttfrtdo
nela atir ìdlde
r'lo córtcr: ele clcrL'a-'c
Iìllln proce:'5o
Je di'crirnirraç'rt'
do>
:::1#;;;;ìì"'tc
cle proprio cla inibìção
co'clicio'al
e da indução
que
ïJì;;
"*iit"
erÌt'e exc;tantes
re t'orçados
e rrão rc1'orçados
lì asstm
a e sobre totla a massa clos excitantes
homogêneos
apenas algLrtìs
tonram
ïïrì'*'ìn.ìr""
cle
'inatiz'rçio'
ott
icj:t
'ào 'irrlelizado--'
Cotno o estudo
do tuncio"a'n"nto
clos analisadores
se 1ìzeta
sobretttdo sobte
o processo
tl" io'-úçao
clas diièrerciações'
isto e' sobre a
sua alivitlade
de análise,
r"u"-u"'t"nàen"lu
para identifrcar
o proccsso
de
ffi;;";;;
"'.J"iu".
i"
':j:ãj,ï:'ï::ï:::
:ï,Ï:i:i,ff: ï"ì:ï
papel de
'rn'i/l-'.it
t:'
'
ltt'-1'."'..*""ì.
"ì".,"0"
unico e uttircr'al
plra
'""::ì;:ï;:iìi:':i,:,ïi;i":'*iï"iã
i"a^"'"
pavrov rão era de tocro
desla opiniào
Notando
qLrc u Jif"'"ntioçtto
pode uem setrprc
"chegar à
oì""ï
ïï' i',",,.
."'
:::l :",-ï.:;
:tlff
ï:ï ïïi^lïlìïï,iii'ìlïiil
ittdic.rt a tttc'tn.'
quc lìC\tc
rellero.
c"nrliciotrai'
leliii
'ì'
\ru tlclcllLrs
Ç;lã;,.a"rr*.i*i.".gcr
aL-. : panitLrlar cs d.ì .Lti \ Ìrl. dt 1rr l r! I dos sre.dcs
'.,Ì-r,riro".tr'rl
'o'r:rrÌ" '
'"
'
i" t",j'"
t:
,,.',;;ìtj,:.'ti'""'l rcmislÚtios scgr.rndo
o c\oÌìÌÌrr('
" "' "'iì,
i,ì,r,*U,
i/rx or..qrìr,r í/í).r s./,ri./í)1
MoscoLr.
X1,ÌX. 3" ccliçiro.
lglB: do Ììcsrììo iìÌìr
":'l'av1or': Obr-as rorrr|1c1./s. 2" edìç'ìo t lV Moscou-l-eningrado
l95l p l'12
Ì'31,t;.,,"r, -aur,,, soirLc o lìrncionuronro
tlos glrncìcs hcrÌrrslÚÍios
ccrcbrâis l
ì42-l'11'
Ohras escolhìrlos
2" ediçào' I lV
'.
-
- -
"
*':-"=*5*''.*-'-'--
*-* *- --';-"-
- -* -'-'-" - '- "'*
è"-----^
''
3. O estucìo geral da atividade de análise e de sinlcse do córtex dos
gr.uncl"slrc'.'..is1trio-scercbraistlollxcumacorrtribuiçãocapitalao
ãese,,uolv im"nto cle conccpções
materialistas
cierltí1ìcas
cotroreías Fez
;;;;;"; ; lrabalho do cérebro' este órgão do psiquistr.'
couo
"liritun,"nt"
determi'ado
pelas relaçõcs obicti'as das propriedades
agentes
;; u'.;;" exterior c refletlndo de tnancira adequada estas relações'
l.odavia'senoslinlitartlosàsúlllicascolìcepçõesclostllccatlisttltls
"on.r"to,
que lolam estabclecìdos
nas cxperiências
clássicas cotr.t
"iubnruçao
dc diferenciações
e nos esforçartnos
por fazer entrar totalmente
;;;"";'rr" do tcïìcxu scustr el trtt atil'icladc
cÌcstcs trecatrisnos'
chocatr.tos
ï5"',*
"*"ì-"
.o,rr umr .'iitleuìdade teórica seria' a qual pt'ovem do fato
il';*"' ;; il;detisiuo.
ticterminando
a atividaclc dc anírlìse e de
ìi,,,er.. ,"gr".r., ao reforço ou ao não-tcïìrrço
de reações qtìc apellas
trot"n, à l,L o papel de sinalìzação
dos excitantcs c lÌão iÌ stla llatrrreza
Suponhamos'
por exemplo'
quc um cxcitante sonoro ou ltttnitlostl
na scqtiência da ação cle utl.t tctòrço alìnlentar colÌ1eçe a provoçal lìo
oii']J ,u"o salìvlçiro
concliçionada
lsro signilrca
que o retìexo
"",rJìll"'r"1
q"" se lbrmott rellcte de uraneira adcquada a relação obicÌiva
irora-"li,,.,"nio"
otl "luz-alilnctlto";
natttraltlente
produz-se igualnlente utll
reí'lexo tlo excitante correspondentc'
nas pLecisanretlte
na relação dada'
i.á-i,
",.quunro
sinal do alinlento Quando
da elaboração
de Lttn só c
,r'ì".-o ,"ïf"*n corldìciol']al,
ntltritivo
por excmplo'
ao som e à luz'
n|oduzir-se-á ÌloÌtallto
ulÌa aproximação
destes dois agentcs hetcrogêlìeos'
H;; ;; ìi"
o"o"r
Je sirralização
cotnttnr' in'ersat'ente'
se dois
",,aii^r",
sìmilares
tiverem lunçõcs opostas
urr cle relbrço
orrlro de
"a"-,ìtirtn"
--
eÌcs serão clilèrenciados
pclo animal' mâs dcsta vcz aincla
,.*"tra"
"
papel dc sirralìzação
difererrtc
que cles adqrririrarn'
Asrir't.,. as irrvestigaçõcs
sobre a elaboração
da diferencilçào
ndo
aborclam cliretametlte
c deixanl no fitntlo atlelta â queslão da adequação
do
r"n"tìl a, qualiclaile cspccífica,
isto é' da nâturezâ dos próprìos agentes'
convcrn insistir especiallnenle
llestc pollLo pois alargar considcraveltnente
o scnlido cla teoria dos processos cla análise e r:la síl'ìtesc cortical conduziria
a idçntillcar o rellexo c1o papeì de sinalizaçào'
conclicioual'
cÌos agctrtes'
corn o reÍlcxo da sLta uaturcza'
islo Ú' a tttlllt ilìlcllllcllÌç'Ìo
grosst:iratltentc
:ì;; ;";;';.;it
pr':tgtttiti'r
dn !"-rìi\rr" '(Ìr ''Ìr;rl
À..ittalattdo
utn lupar
po'ìitt'1"'
I Llrr!-lirri
'1"\
trt\'(jÌlÌi'rrì"'
rlc
rcccpçro
dos cx(irÍÌrìrc* Ìoìc. 'e'"::::l,l'
:lll:;,
,'l'ì:ì,,ï]lì,ìì.1ì:"::ìllÏ,iì
rrnàtiq.e da Iorrrraçõ"
. 0""t""',1:::::,ì.",ì,,;:
;;.;,,,,
(.r(r.irÌr,, rrrrrrr,.rr..rrr,,
:il:iï'iiï]ïi!iïi:ï:{"""ï.J*""ÌulÌ;"ilì'll::'::'i:*;
::ï;,i:ï.Ì::"':::illïl
j'Ïil
;;;"n'"iueao
*n't^"rc'lr':cnte
roìtcracra
e
setnDte
tnait rlrrllda-
tlc it!ú(5 upo:la'
segulldo
csìa\aln
ou IìJr\ a--u!iaJa\
o or'rrra.
con.liçòc\
rrerìtci
J';';:;
-v?--"
r'"'n luclaria
qtrc tttna tal
suposição
não resolve
o q*ttao
ôoto e1ìito'
a riistinção
dos
excilantes
nela irribìçào
de dilcrcrtctrtll..r u"
*-0"a"'
tto iórtcr
t'11]]'-ìi
5cPrrt)do
o
ï;ï.ì;;';";i
ão u',oti'"
'riìi*
"':
quc resrrlra
cìe tttn ettcurtatnettro
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I
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;lXì
".'?:"ïï:
ora' os esquctnas-
destü tiPo
ltlrï,"ïir".
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iniçiai.
Mas o qtte é etr
nào dào I reProduçào
dos Prr
nrincioio
irnpossivel
funt'otlalm"T
tc llão poderia
evidentetnente
ser
ï'';: i Ï:
s"..ì.""'""''
n'':l
iÍ:: ::.' l:i:
ï :iìïl:lll
lì':5Jiì:ì:ìl
pritr'rPio
I,filogcrre'c
"']l'
.:ì,ì';ì,,;::
'1u,.'n,*,
:.rlrrçao
i que'rio
dr
espcc
rl ica dos leccPlor"s
tla
nutur"ru
do
'"""pção
propriamente
clìta
t*-'"-Er"
;';:trãu
'"tolu"-t"
mttìto mais diretalne.te
cotlt itrvesttgaçoes
sobre
os mecarisnto'
"tp"t'oi'
clo reflero.dc
"rit
rt\ll
elas totraram
entre l'Ìós unìa exterlsão
parti"ular
rìeslcs
t!itrrnos
3tt..s'"
c
O':tll:Ï::
"1
:ïï",
;;;
l'"nd"
ni'-"to
o" ttotlo'
expet itnctrtais
que caríÌcterrziìrn
o
nrocesso
cle reccllção
tl" ttti'tt"
conlo
tltÌÌ siste'tla
conplcxo
dc
:: ï;:,:",,ì;.'
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qrrc rc';n Ittl:rt Iìo5 ÌeccPìÔte5
.tJl
() ì )t's(tÌroltittt(ttto
tIo I'rr'1ttrttrt
{r,,*l*or"a,(üta\ão.r:,,'t,lr.iu.,^,,;,iiil1l,:il
]'\::i]lllìill:.,:illl,i1ilrrï,
Vorouinc.
\. N. Ì'contic!-
^

'-olÌr1lì
,, ,.....,/ N,r,\-,,,1 l95lt
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Dest tt, olvíncnla do Irsiqìttenlo
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t ) L\rLi\trl\rtt !tit
'J'l
:tcluttttt,'
lììas Ìnâis largamentc tlnla série de ícnôntenos pelilér'icos (leações vaso-
rÌroloras e tnotoriìs).
I-,stas investigações lìzcratr iÌìlaÍcceI o "regitne" do tel]cxo de
orientação. conro ulra lcaçào espccíÍìca à cstirrrrìação dc tìtrl reccptor.
cotno Lulì reginte paúicular no sislcma geral cla ltiviclade tlcrvosa sttperiot
distìnto do regirne de di1èrcnciação cortical dos excitantes. Por oLttro lado.
nìostravar'Ì1, sob um âtrgulo dìferenlc. qtle a sensação é o proditto dc Llnla
atividacle de resposta couplexa do sistctra da qttal o prooesso celltÌipeto
inicial de excilação nasccttdo llo ôxtero tcccptor desetlcaclcia esta ativiclndc
rcÍìexa conrplexir c rão sc ttattsÍìlrtua clitctatlenlc. tlãto sc sabe por clue
cnignlaÌ1jco procedimcnlo. trutn Íètlônreno psítluico' ctn reflcxo sensíveì cle
propliecladc objetiva cstirnulaclora tla sLla clualidacle cspecilìca.
Esta 1ese. doravalÌ1e abso ìLltan] cllte indiscLrtívcl, conslìttti tlma das
principais prenri.ssas científicas na investìgação da soltrção positìr'a à
questão do mccanismo fundanlerrtal clo rellcxo sensível irllcdiato da
realidacle coÌìcrcta.
Assitl, os resultados clas invesligaçires cienlíficas sobrc a traturcza
cla sensação resun'ìeln se. na nlitlha opinião, erll trôs
Polìtos
essetlciais
Primeiraurente, o processo da serlsação telìì tlllì:Ì cstruttlra retlexâ:
a scnsação não é apenas o resultado de unr processo cenlrípcto. do rinictr
elo inicial do rcflexo. l'ììas assenta !lulr ato rellcxo collìpleto e couplexo.
cuja l'olrrração e desenrolar obedeccm às leis gerais cla alividade rcflera
Segundo, a scnsaçào trão é Ltm cpilènónlcno quc strtjir
p:ìr,llclarììcDlc a eleitlçâo do. .ctttr,rs lìclv('i!)'.
'ettsorilit.
( colìilillli
apenas umâ ìrragern rcfletida sub-ietivâ. tlão dcsetrpenhatlclo qualquel
papel. A serlsação, como itllagcm settsír'eì tlc ulr agcnte objctivo.
preenchc. cotÌto lel- utna lutlção especifica dc ilrientação e igualmetllc. tllits
upenos cort a pritttL iro, tttttu
ftotção
tle sìnuli:ução
Pcla sLÌa lìatlt[eza. os prooessos cìe scnsação pellel]ccn.
Pollallto'
àquela ativiclacle pr'ópria clos aninais que sc exptìtrlc da urancita Illlis
incdiata nos processos de " irr vcstigação". das rcações dc 'tcnlâtiva" qtÌc
ttlolcu se obsewam no tnundo vegetal (rlâo c esla aliás a razão por que sc
(
) l )t :it tj\\'l\ ì tL ttttJ tl't l'\itlttt\)ìttl
rcpÍescntâ o vce.etal ctltrril ittrt'lvcì^ tttrtlt gt-ltrltl lt
plantas de ììlovinìetìlos tliticlanlcrttr
ntercittios'/)
t r islettc irt ctÌl ccltas
l-ctceilo e itÌlirltl
llclnto.
tl sistcttrlt dos
lltocessrrs
constitLli o tnccatristltl cla sctlsação ó tttlr sislcttllt r:sllcciltÌ'
rclìcros tlttc
(ìc cslrttlttÌâ
i
Ì
I
ü
I
{
a
i
íi
partìcular.
Tudo isto abre o catltinho tt Lttla atlitlisc tlos proccssos tlrt pcrccp-
ção
que pelrnitirá 1àzô-los aparccei colÌ1o proccssos rcalizittltkr ll lìlnção clc
,"n"*n ào. qualidacìes ob.ietivas espccíficas das proplicdrrcles âgcrrtcs da
realidade.
Por ceÌ1o qLle o estudo das leações próprio-nlotolas clos tcocptotes
bem como cle outros
Pl-ocessos
pcrtelìcelldo ao sisleua do rel'lcxo cle
Òricntâção põc lorçosamellte enl evidência as srras próprias lìrnçõcs Foi
assim quc se pôcle descrevel a 1ìrtrção adaptativo-trófica' a lutrção tônica' a
lìrnção de delèsa. Mas llão é destas lìnçõcs quc se trata âqtrì Qualqucr
que
scja a sua impoftância' nem sepa t adanrct'ìte Ì1elr no seu cottjrtulo elas
podem ser corrccbidas colno reaÌizanijo o próprio rcflexo clas plopriedades
cspecíficas de uttra agellle. lJlas aparcceram,
por um lado' cotno í'unçòes
mais particuÌares qLle o processo do rctlexo, e' por oLltro' cono Íìtnções
co,,, ú,,, papel de acìaptação mais vasto
'l'al
ó' por erernplo a lunçãto de
tlelesa: ela ó ao tnesmo tellÌpo
PalticLlìar.
constituindo' por assim dizer' a
cotrdição técnica do rellcxo. e ao inesnlo telÌpo absolutallìente
geral
quanto ao seu sentido bioliigictl. lìazão por clue para cxpiicar o Ieflexo das
qLralidacles especificas dos elslítnLtìos ó preciso collìo antcs lìmitaltlLr-tros
à
cstrLrtLtra dos aparclhos leceptivos periléricos clue sc tbrmaratn.no
dcctlt'so
,l,r euolução biotógica sob n inlltrência das cnergias correspondcn1cs
Esta
Lcse,
já o clisse, é ìncontestave lnr etltc
.itlstâ.
mas não supritrtc o problenra'
t orìr e1èito, o desenvolvinrento
Íìlogenerico dc urrr órgão' qualclttct cluc ele
scla, r'rão pode cxplicar-se a lÌào ser enl relação com o descnvolvitl'lcnto
da
{irnção corresponilellle,
o que sìgnitìca
que, parâ con'ìprccntlc! o processo
,f. firt-^t* ie órgaos qLre re{litam tle maneira aclcclttacla rs qLralitlatlcs dos
,,g",,i"t
"*"r1"*"
ij nccessáli. dâr a caÌacteristica tl. íÌrnçào clo próprio
."i]"'o.n'yezdetloslinlitarnlosaindicarSin]plqslnclìtcolcnôntetlotlai
lesullante
-
o tìnôtrretlo clo rellcxo
I.
r
I
!r
t'
ì,
: ì,r O l)esen:,alvÌntenLo tta Psi.lutrklt)
Aqui está a qul]stão do problcrra. Muito dilìcil, poderir
Ìrilrccer
insoìúvel senão se tivesse encontraclo.já, nas investigaÇões sobrc a natureza
da sensação, a dénurc'he lundamerrtal quc coìÌdtìzirá iì sua soìuçào. E I r il
que seguiu Ì. M. Sctcllcnov nos seus traballros sobre o lalo e a visão. O quc
há de notável Íìestes trabalhos é
jrìstaÌÌ1cntc
o problerna da adequação do
rcflcxo das propriedades espaciais de ulr objeto ser aí resoìvido a partir dâ
análise dos próprios proce,rsos da apalpação ou de explolação processos
que produzenl o contorno do objeto, o seu graLl {lc alastameÌlto e a
clisposição relativa dos seus elerrentos.
O lÌabâlho cognitivo da ntão ou do olho pode ser doravaute
dcscrito. de confbrmidade cofiì as represetìtâções de SetchenovJ cotl'ìo Llr
processo âulo-alèren1e. orio mccanisrìo
"cola"
ao ob-jeto: graças a islo iÌ
r'Ì'ìão que pcrcorrc o contortro de urn objcto não sc desco]a deìe e o olho não
sc pcrdc nos seus diÍèrertes eleÍì'ìcntos. O colltato da rrão coltr o ott-icto da
o ponlo dc paÌ'tidâ e a direção do scu movimello que deternina por sua
ycz
os sirlais ulteriores que partcnì do objcto: portaÌlto, o processo elobal
de apalpação ou de exploração ó rigtilosanrente cleterminado pclas propr ic-
dades do objeto.
Assim, quanlo à estrutura, cste processo apreseÌÌta-se colÌlo L ìì
anel rcflcxo, ÌÌÌâs este arrel não ó lìchado a não ser do ponto de visla
nìorlofisiológico; clo por'rto de vista da delernrinação do reÍlexo, abrc-sc
nos
"ponlos
dc encorrtro" con uu.r objelo. Unt lèlônteno serrelharrte sç-
produz quando utna câmara dc ar rola livrerrente no meio dc otr-iclos
duros: ela conserva a sua cslruturâ anelat e o seu tìpo dc t'ttor irnentu
próprio, mas se entra cn.ì contâto corìl os objetos a sua configurâção I]ìuda
err Ílnção clo relcvo dcstes objetos lorrrando-sc urna ntoldagelt dinântìca
adequada.
No processo dc recepção tátil produz-se ìgualtncnlc urla
"lrrolcla-qerr" do o[r-jcto; todavia, tlifèrentemente do Íèrônrero dcscrito
iìtriis. rão se realiza por urla rnudalça cle íìtrnta do.yubstrutunt
'moldávcl".
nìas por u[ìa mudarrça do processo: não é a n]ão qLrc apalpa clÌì çonlato
conr o ob.jeto que rcproduz o seLt contofllo. Ìlas o lotit enl(., da nio.
linlão. é eviderrte que quanlo mais isorrolÍo lbr o nlovilì.ìcrlto âo objeto.
()
l)t\ür\\)h ir)' tú t) .1,) I'ttrttt\1ìì,)
rììais peÍÍèito será o rcf-lcxo da stta lìxtnit c uìiìi()r iì
;rtccisrìr,
cotn rt c;ttal
uma dada íonna pode scr distirìgtìidiì dc orttra. lìttlo islo i' hcttt cotthccido
s a experimentação perÌritiu descrever tnuitos dctalhcs <leslc
1.rtt,ccssol"r'.
A análise do tato âpresenta a vantagelÌt clc sc lralrtr tìc ttttr
lltoccsso
cm que o conteúldo essetrcìal se nìaniicsta sob lì)rlìÌa tlc tttolitne'trto
cxterior. Íàcilnrenle âcessível ao cstudo.
TelìtcnÌos anaìisiir-lo lniìis de
Iìcrtr,.
E trnl
PÌ,ìcc\\()
tlc atllptação
que não realiza ncm a Íulção de assirlilação nerÌì tlllla lìtrtçào clc tiolòsa; ao
rnesmo tenrpo não traz rnudança aliva do próprio objcto. A írtrica lìtnçãcr
que desempcnha é reproduzir. pcla suâ dinâmica, a proplieclaclc do obieto
para se Ìefletir. a sua dimensào e lorma; âs
Pl'opriedades
do objcto são
conveúidas por cle nlìnÌ desenho sucessivo tltte é ent seguida
"desenvolvido" urÌ1 iènôtrrerÌo de rcflexo serrsível simultâneo. O nleca-
nismo do tato caractcl-iza-se. porlanto. por identilìcar
(1
din(ìnÌìco do
proces,\o no si,tlefin recephr às proprieducles tlu ação exlerittr.
No que cottcerne âo tato, esta co!ìcepção do tneoanismo do rellcxo
não tl:nì quase ncccssidade dc sct- llundatnctìtada, colÌl ctìito, o tato
nrauifesta-se clarâÌÌìcl'ìte colìlo o processo pelo qtlal o órgão do tato
cstabelecc conl o objcto ulll Çolttato tal que os scus movimeÍì1os repetem.
pela sua l'orma, os contortìos do objcto dado; por outras palâvras protluz-se
na dinârrica deste processo nma identitìcação com as plopricdades do
objeto que se trata de reflet;r. O tâto Ì1ào é. portal'ìto, nacla trais qrte tttrt
't"'Cf.
l. Ìví Weckcr: i\ dinâmica da ìÌìagcnì tátìl È1Ì lìllçiìo do ceráter do nì(ì!irì'nlrj
(líi
Jlcslo.'-
l'í?roç.!. psiLhotaguìi.l-cnilr!riìdo. l9'tfì; do nìijstllo lìtì1or:
"^lgtlnìas qÌrcs1{ìcs clâ
looria dâ inìagcü látil
_
I/dl.ri.7rr dtt tonJtrant:ia xobrc
Psicologìt.
i\Íoscotr. 1957r L Ì
KotÌiârova:
(ondìlitcs
tle
/òrnuçõrt
la tnttgcnt dc
1'ercepção
Ìcscs dils scssiìo cicntíIìca
do Irslilulo Pcdagógìco dc Kharkov . l9i6; L A. SchiÍlìrann: ,^ qucslaro (ì1ì l'erccpçào liÍi1
(la I-ornìa: l r0biÌlho do llìslilLìlo dc lrsludo do
(le|cbro
Ilt N4 I:ìckhcrov. I XÌll.
l.cnin-p.aclo- 1940: Ì..
^.
SÈhillìlann: l'roblcrrr da
lcrccÌìçaìt)
tliliÌ (lrì lìÌrìa Ììrh'ìlho
'1o
lnsliluto dc lrlstui.lo do Lercbro Il. N.'1. Ì]ckhorc\j. l XIIl. I cniììgrirdo. lt)'10ì I) Kalz:
'cr
utrlbcnr der lirslr|r:/t. l-cipzig.. Ì925:
(ì.
Iìcrcsz: Ì)ì,: I rtnncnwtlt tl^ 7jd!!lnntt \' l-ll'
Maia. 1938-39
ì
1
i'
I
),
ìl
o D?r(nt,alritìtenta da lJst.luì\ìttt)
t) ttt\tj ì ltjttt ttt,
'l
l'\t
lttt\t|t
)
r"t
W Kôhlcr
"AkusLiscIc l-]nlcrsÌrcÌrr.rrìgcrr'-.
IÌ1. l.cilsclÌrilì lìir l)s!chologic I l-XXil'
Ì.ciprig. I9l 5
i;'iil:ìt.
vr. r'"prnr, I'sicolo!ttt lt1\
'tl'ti!õcr
rrrrrs/'rrrs \4oscorr Ì cningrrÌdo
ì9'17
''"iil
L rr.
(ìrrìpp,cnlciter': ,'\nirlisc tìrl !:slr1rtuÌl sislcrìrálicir LliÌ
Pcrccllçìo
clonìLrnicxçìo
L
Vóroc1o ac r,rc.liçao .lâ sc1ìsibilidrdc lorìiìl dì1ìloÌìcÌ01
Iìtìiìt{ll ios da Àcarlcnria das Ciôncias
Saber-fazer: o clol]]ínio clos proccditnentos otl opCIaçõcS especificas desta
- lt,1
lLlçrìtrl lcaçao
Que
se trata aqt!i cle identitìcação c não de qualquer outro aspecto
r:lo pro"àarn. tttra série de fatos o testclÌÌtlnhan ell.ì parlicular a
pnrrìbitiduA. quosc ilimitada cle intlocltrzir.rrcsÌe
pÍoccsso loda â espccie de
ìreios internrcdiários c cle
"ootliÍìcaçires" artiflciais de sinaìs prt)\crìicrtes
clo n.ìovimerto {a
mão sem qür: isso pre.iudique a adecÌuação do lato Se a
apalpaÇão se etètuâ, por exerÌ.ÌplÕ. por intcrmcdio de utna sonda' a
con;tituição de sinais que paÍe cla urão que segura â sonda nuda
abSolutalnel,ìte:érnotlificadaigualn]elltcaÍìrrnraconcretacloprópricl
llrovimento. t.Ìm írnico elenÌellto pcrmauece inutável: a relação cle
scmellrança clo dcsenho clo tnoviuento
"registrador" cot'n a Íbrnla do
objelo. Basta, pelo cor.rtrário, que esla relação seja pcÍturbada por uma
razão qualqucr pala que a soncla se torlc "ccga" e que a sensação tá1ìl
dcsapareça; a uão não seÍìte scnão a sonda qtte segura'
'
Nan e necessário nlultiplical os fatos cltlc ilustralll esta colìc!'pçãtì
donecanisrnolttltlanentalclolcflexoaplicadoiroprocessodotiÌtoe.nos
lirnites cla analogia revelada por Sctchcnov, à r'ista Ela não pode ser
serianrettte contestada âqui. A queslão dc Íìndo residc noLttro porìto: tÌatiÌ-
sc cìc sabet sc esta exlllicaçào se podc estenilcr igrtalnìentc aos órgãos dos
selìtidos cuja ativiclade llão cotllportd constitttoionaÌtnctÌtc
plocessos
,ro{ores que estabelcçaÍrÌ colÌÌ o ob.ielo l)or outlas palavtas' podelct.ttos
consiclerar a idcnlifìcação
dos ptocesstts tto sìstema reoeìltor coìììo o
mecalistno gerrrl lttn<lameutal do reflexo seusivel inledialo da lÌrìttÌreza
.los accntes ativos da realidade?
r67
Sobrc estt assLÌÌlto. os dl.los ohli(los fcl{)
cslu'lo do
(lcscnvolvinìeìì1o o1ìt(ìgôrìico Lìo lxl(ì
1f_
-tl
tll,i,ti""af.uiu O cl, sa nv0lvìnt ttt o lafitorì1)ìentÒ clu não tto ldlr' )
'Í7\'c\1ìâ (lir
ìcaclcnia clls Ciôncilìs l'cdagiÌgicas cla Iì'S Ír'S lÌ 14" ccÌ
'
1948: l: S Iìoscnlcld:
ìr,',ìlrutorid*lrr
rlu
1,orco1tçàn"
Íltteìs elu crìL1tìçLt en rdotle ptë csrofuu-" Ìzlcslìa cln
,t.,,,t"nri^,t^. Ciônciâ; PcdagógicrÌs da Iì S f S R" ì7 od' 19'18 e os datlos Lla
Putolagid
(l N. t-eontiet,. I O CÌìì;ic!skaÏa) 1 sunsihìlìdtttlL:
gnóstìcd ltt
'?'Ìo 'loc'lc
"Nolas
.icnLilicl,s cla Llnivcrsicladc tlc Moscorr'- 3'ccl 1919: l-

l'chcnov A' SorÌ1o!skaia
'\
1,i,r,ìf,,giu
Au lalo..1,-./r/rr.,r
dtts
'iiüct.ts
blológÌLas' 1 XL l" ed 193ír; Ì I)cla-r: /'rs
,,rr,,,,,,,c,,uru,, I'aúol(),!Ìe du loLtLltt'r { l9l5) iìplescllla unl grândc inlcrcssd
4. Ljrn dos órgãos clos selltidos
"lì'ÌeÌlos' nìo1(rt.cs [" scrttt clitvìcla' o
órBão auditivo. A orelha eslá se se pocle ciizer' isoÌirtlit o rììii\iltÌ() tla práxis'
clciaparelho clos movinrenlos n-rusculares cxlcrììosl ó o çrcltlpltr vivo tlc tttlt
órgão "conlernplador", responclcndo :r utrr llrtxo clc sotls
llclrrs
pl{)ccssos
qLË sc.ìesen,oionl
nutl aplrellti:r sctlsível etrtcttadt) Ila Ìlliìsslì tlo osso [-]sta
impressão de intobilidacle tlo iit'gno clo otrvit{o conscrviì-sc tttatt grado a
existência cle um aparelho próprio-iìlo1or illtctuo; tto qLlc colÌcclllc a
leações nlotrizcs tlo ouvido extcrlìo, a sLla iìusêrcia tra tlraiotia das pessoiÌs
é tcstemurha sullciclÌtc cla sua lraca impotlância'
E por isso cÌuc a qtlestão <ìo papcì cÌos procçsso rllo1ofes no rellexo
da qualidacle
"rp."ílì.u
tlo som se
Põe
colÌÌ ulna acuidadc par'Íiculat tro
tlotnrrti,' drr or tr id'
'
Toclavia. fòi
juslamellte o esïuclo do ouvido que pcrlllltltì avallçar
na explicação clo tnecanistno do leflexo selìsívcl atrás cxposto'
l1á algurrr telrpo' lìulì'ì
qolìtexto pouco diÍèrcnte' relivelÌ1os pala
cstudo experirrrental a qucslão dâ estrtltuÍa clo sistetra 1ìrncional sobrc o
,.1uut
".r"tìtu
a audição da altuta clos sons' LJula prirrreira análise conduzira-
rrosànecessitladedelcvarelÌlcontiìapaÌÌicipâçãodaativitladedo
opur"tttu vuaot llo proçcsso cle tlifèr'cnciação
dos sotls en luttção da sua
altura, 1ìto cuja ir.r'iportância

linha sitlo sublinhacla por W KiihlcrÌt'8 e
runa séric cle otttt'os aLrtorcs (crÌÌ
fu't;tuio'.
entre nós' B M T"ploulrt"
Aplicarldo
utt't tlrétoclo especial dc pescluisa dos limiares
diíêrenciais
cle sensibilitlacle
tor'ìal, asscrìlc lìa utilização clc sons dc tiubres
dilererì1cs clLtc se cìcvianr compiÌríìr segurlclo a sua.. altura' poiletllos
demolìsttar
experin enta ìtn elte qLle existe nestas colldições.
tttll:r estrita
A"f"nten.i.
entre os liniarcs cli1'ercnciais
cle serlsibilitlade
1o1al c a
orecisito cla voualizaga., dl eìtttra iruposta' isto é' a p:-ecìsão {la elltonaÇão
.l.rt aun,
-'.
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t) I)estttvtlvìttr,
ttt,' lt: I
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O l)ëseLúolyi cnb do PsíLlIListllo
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*
Lstas cxpcriências
lÌìost!-aram âlenl do lììais quc o pì'ooesso de
crìtonâção
e detctmirrante
nâ alìálise dos sons etn ftrtlçãcl cia sua âlttlla Por
;ììì;;.-l;;l^
r^t, o.ívçl clos lirriares dcpende da fac.ìdadc dc erniti' os
;;;tlr:i;..
e os linriares ditèrcnciais
de sensibilidadc
tonal só se abaixam
uarris
"afitraÇào" cle uma ctrloltação adcquacialTl
Assitrr' a análisc da altura
'" "fr
ìrln" l"t" ttt'a fttttçào baseada nun sistc'la de proccssos rclìcxcts
tcndo por compollclÌlc
neccssát'ia
e decisiva as reaçõcs mott-izes do
^ï"r"t'f
""""f
sob I'ornra de "etlsaio vocal" exterior' emitido ern voz alta'
ou interior. ilaudível. da altura clo sou perccbido'
O significaclo
tnais geraì destc lato pôde ser compreendido
porcluc
u inu"rrigofãì
em qtrestão lìnltt' pt" oh.icto nrostmr a estrLrtLrr? do ouvidrr
ìnn"t
"niuonr.l
ftutção purtìcul't'' clisiilta do ottritlo rclbrì A análisc
";"ìp",.á^
dâ eslruttrra àestes dois sistemas fuuciouais do ouviclo
pcrnt itiLr
precisar o papel dos seus clos tlotoles
Oújetivamelìte.
o solr
(conlo' aliás' os ouÍos agcrlcs)
caraolcrlza
a" por unt'certo nilmet'o de quaìidacles concrelas delìnidas cm partioular' a
altura e o lirnbre A percepção de um sonl l1ão ó' portallto' outra coisa
qLtc
o'r", I:"n""u nas qtralidacìes clLte lhe são próprias: pois tlão se potleria
ìlll;;ìll"; ,"fl"ro
"r"nt qualitÌade" otttra coisa ó saber em quc qualidaclc
"i.'1"
ú"r.rn.
particuiariclarìes
da "reunião" das c*raliclades
ret'letidas na
.""."gr- liLt",t"iam
corn etèi1o dois sistemas
t-eceptivos' dois sistemas dc
oualçan a,.tinLo.:
a audição da altura tonal e a audição especificamerrtc
absolutaurente
nítida. AclLli, o ptlttto ftttlrianlc tr ll I ó qrrc rttn srricilo' uo qual
o sistclrla luncional catacterizado
pela
llarticillaçlìo
tlrr cletlrçtrto tnolor
uoaol nao se !'ormou, não diferenoiará tÌs colnp(ìlÌclìlcs
sotttrtos ctn Iìnção
da sua altttralT2. Evidcntcmelìte
paladoral' cslc lììt()
l)o(le
lì() otllarlo'
considcrar-se cstabelecido
;ìsteara rÌo
tìste princípio aplica-se ig alnìentc' lìssllìl pâtccc' ao !
ouviclo verbart que âssegtrra t'
'"{l"to
aclcqLraclo cla qLralidacle cspccífìca
finuarlantel
dos sons da lirguagem
(não se fâla' aqrri'.das 1íngtras dc tom)
ao,t,
"rru
aif"."nça.
todavia. de qtrc o elL-rììsllto Iììotor c clllì'
'
u lÌìovi!ììento
tlos órgãos <1a arliculação
propriatrtetlte
"ltt't'"
'
Sabc sc' pt'r' cretlrplo'
que
l"u,,tJã
p"t."fr"nos
um disctltsc) numa lirgua cie fonéLìca totalnlentc
cstranlra, não tiistingr.rirllos'
ctlt prinleiro lugar' a cafacterística
dos sous da
ilrg,;^g""úì
o pãpcl clos movinlenlos arlicLrlatórios
na percepção da
p^Ë"rÏ e, aliás, ì iretamente confirmado
peìos rcsultailos das inr r:stìgaçòes
e\Perltnelìla ls
As coisas iÌpresetìtaln-se.
poftaÌlto' da seguinte [talìclra: a
irritabilidade
do órgao atrclitivo
periÍéLico só cria' para lalar com
proprieclacle, a cotttlìção rreccssária ao Icflexo do son nas suas
qualidades
iroã.ìi."t,
q"^*to às qualidadcs nas quais se rcaliza o rctlexo' elas são
ã"1".,r,in",t.t
pclâ participação tle taÌ ou tâl rró nÌolor tìo sistctra de
;;;;t;; r'cflexo Sublinhcmos
tnais ur1laì vez que estes elos nrotorcs do
sist#a receptivo não têln âpellas pol trtissão complelar ou c(ltttplicar
o
ìt:
Nas con.liçtìcs hahituâis c quando sc utilize o lìlótülo clássico dc rnctliçlìo
rlos limiarcs
rla sensìbilirìeclc lollrl. cstc iaÌo c nlasciÌralalo pch aliscriminâção
dos soÌÌs scgLìnrlo outlos
;ìr.r,.';,
,t..
',,',
r:rr"r'L"rì:r
'\'rr"rr"Ìt
rìrr r'r"i'l
Iti.A
,,,1,,',, tla palirrrr nJr, ! rlrnas eu(ìiçiìo: nün1a ccrla nìcdida lalarnos por asstnr
tìir"'. ;ar;',, locLrtir" lt'
I' llloiìskl: I tnenótia e ()
lenstlntcn!o
\'loscorÌ l-cnrrìgrado'
ìõlt. p iïa.1 x"","
"bla
lcccntc dc Iilgrrislica l' De lattrc subìinhr csla ììoç'ìo qrrc lì)rnlLrlô
!olìlo sc següc: À ontla sotlora nllr t pclcebirla ililctancnlc
Ìlìâs ìn(lirc1a1Ìlcìlts
p(n'
rclìrêncìa
ao gcsto articuÌrtóno ll
[)"tiÌrrt': Os rrlclicios ircírstÌcos
'ìa
pal'ì!ra"
ljhone ticn. v 2. rr" l-2. lla-'ilcìa-NovtÌ
IorquÈ 1951Ì p 211Ì )
itl;:|N-ì
Scrnstcrn: /1.o1,/crras le t')tsitìn tl.t
Ì.t1','nlit1,
ìil. i\4oscoLr' 1917.-
'r.Ct
,t N. Sokoìor: aJ.lir.r,ro ,1t(t.tot t. t! ..)rtl)ttttt.tã():
Norlrs cla0lífi'rs do l1ìslilult)
Llc Inrcsligaçiro Cicntí1ìca de l'sicoìogil l Il lUoscou' ll)'+l
verbal.
Scndo o iirgão periferico
-
o rccePtor
coÌìltlll'ì a estes dois
sistemas, o problenr-a cla clistinção
do seu elo ìnicirl é complexo
'Iìrdavia'
do ponto clc vìsta tìos setls colÌlponenles
lllotores' a stta lão coincidência
ó
l'cdâP.a)sicâs da R.S F s.R- 195r'n"4:I
ll
'ìurnP!rìrrrt:'l
)""11-:'ll::']:l\rrrsistcnìáririì
;;;il:n;;;
ì,,';",ricaçào
Il' Análìse
'l'r"'n'"'ì'''t '': l'"'.,,i*]11:.ill,1: l::.*::::;::l:
ï:.H""#ï
;'ïrï;';;ï;
"''
l:n'rout'i"'
da Àcrdcnria clas Ciências l)cdagtigìcas cl.
Iì.S.!).S.1ì
".
1958. n" I
"
('i (l V. O\'lchin1ìiliovlì:
AnzilÌsc da pcrccpçào sislclìláticiì
CoìÌulìicação
VlÌ
'
''lìcìirli)rios.la
^crdeÌììì:ì.les
('iôncias I'cdN!l(igicas
dil IìSl: S I{-Ì95t)n"2
O t)6e roltintuto lo Pstquì:;t)ìo
O I)t.\rtì\\)lú trnto tlt, l'\t(ttt|\ÌìtI) lt-t
Para a percepção do som a ooisa é
(lilcrclìlc Sc trcttl cluc lá
também, a ìdentificação se produza igualtltcntc. trlt ot igctll. sob a lìlt nla cle
nìovimerÌto cxpresso cxteriorntcnte (vocalizitção crtetiot). cste irllirro é,
todavia. suscetível dc ser irrleliorizaclo postctitlrttlctlle. isl() e. tlc totrar a
forma cle unra vocalização irrtcriot, clc tttna "rclltcsctltltçtìo" (lÌ N4
'l
eplov)
interior. lsto é possível porque o aparclho scnsorial pcriÍórico c o ctttissor
clo sisterra de recepção corlsicierado nào sc coníìndcnt ntttll s'i t'tgào.
como no sislcma de tato. Se o moyimerto exterìol sl: rcdLtzissc os sinais
cxtero-sensívcl agindo sobre a tlrão sct iam inlcrrornpidos e a rccepção tátil
da ï'orrrra clo objeto tortÌar-se-iiì rigorosanletrte inrpossír'cl Para a
percepção aurlitiva. pelo coÌ1tráÍio. a reclução da Íbrna rnotril exterior do
processo cte icientilìoação (is1o c. a piÌssagelìl da vocalização enr voz alta à
"representação" inlerior da altura) nào sttprìme tletl trltlda a ação dos
cxcitarlcs êxteros-sensoriais sobre o órgão atrditivo perilérico c rìào píra â
recepção auditiva.
Os dados que dispomos sobte o papcl e as particularidadcs do elo
efector no sistema reflexo do ouvido tonal pcrnritem propor este esquena
geral dc análise dos sorts clr Íìrrção da altura
O excitanlc sottoro agindo sotrrc o órgão periÍ'óriccl provoca tltrra
série cle reações dc resposta, em patlicular a rcaçâo nlotriz cspecílìca da
cntonação. coln a sua sinalização proprioceptiva. Esta reação não rcproduz
irncdiatarncnle â altura exiìta do sonl. flas represelìta Llllì plocesso
particular cle
"proctira" de olieulação àtiva, quc prosscgue até clue tro
interior do sistelìa receptor. c]a altura entonada se aptoxitnartl da altura
Íìndamcntal clo sonr-cstímulo. Depois. cstabeìecc-se uÌìla "rcssottância"
particular errtt'e os sinais qrte paderl do apalelho da vocalização
c os sitlais
provcrientes rlo reccptor acílsticos
(ou rctidos pela "mctnót-ia
operacional") e estc proccsso dinârnico estâbiliza-sc. o qLlc perrnìte então a
rliscriminação cla aìtura clo sou. ìsto e, da qualidadc a reÍlctir'
eleito sensorial
fiual, rnas que são el.Ì'Ì uitnlero dos colÌpolìelìtes
ii,ìJ"'rl"ìnri,
do sistctra cotlsitlctado
Basta indicar quc' se o elo rÌotor
vocaltlãocsliverincìr-tjclonopÍ()cesSocepercepçàodaaltttlatollal.sc
;;J;" ; utn verdacleiro
fetrtituerro cie "sttlcicz lonal" A artsôtrcia'
trcr
:;irìnt" ,.."p,or. do elo motor adcqtracìo à qualiclade do sont a refletir
;';ì;i;;"
,, i'mpossibiliclade
cle distingtrir csta qualìdade' I nversiÌ rììer'ìte'
,t;.i;
ìr;
,"
'p,o.lu,,o
a oolocação
ìro do'iclo ponto do
-processo
dc
;;;;;"rã"
do sorr de alrLrra áesejacla' os lir'riares diferenciais
dc
,"*ìuìii"a"
tonâl caen.ì brutallnenle
(por vezes de seìs, oito ou r]resmo
cÌez vczes).
Enr que sctlticlo o
Proccsso
de cntotração
é adeqLrado.à-qLralidacle
a.:
r.
t
clo sot'n it rcflctir'? No tlrestno se ntido' evidcr'Ìtcnìe
rrle qle
'
rlo tat:l o. g.:;sl:]
::
ilË;;;;."qr"c"
n" t""tt'ro clo obieto: o'""':''',':':,".'
.',::.:' ,'.:::,::,'':
t,ctcttis reltrtttltr:an1
.t nolLtreztt ohjelit'u dtt prt4trietlcttle
dtt c\cilGnlc
tt
Pouco importa,
para a explicaçào do mccanistno
de t'lltltli:i:.1:::
'
'ìt"'
du teoria do lrovinìellto
oscilaltór'itr
ros apoienros nas posições clás
n rr,.-"^,.r/i .,,n
rìô. 2nolcÌnos lìas I'L)\l\uç\
ìote o poÌ.Ìto de vista de R' I lussotl
-
qtrc
plssiro das eotdls ott que 5e {ìd
"-,,,,ri.ã,ì
.l^
Ï:ì"ììr,,;:.ì
';
;;i.":i.,';,'"
I ibração arivar nos dois.casos'
" '"*tll'l:i:"t:
rrrelro lisieo
;c::t;udo 1,'l':'^:.::]Ì' :l
iïtHil
;;;'.;;;-il';as'
o nrccanismo ftrntttrmentot
o"
'"=""ryi: 1:l
altulâ tonal é absolutarlellle
análogo ao nrccanismo
da reccpção
tiitil da
"tt.,ru
An el'ìtotliìção
sobrc a altura clo sorrl a ditelcnciar
rclresclìta
ir
icleltiÍÌcação
clo processo
que constittlì
o nti funclatlletltal
do tllovinlctllo
il;;ril
r,ocais. a saber.: a frcqiìôncia
das suas vibraçires
é absolutarlerlc
folm a.
l,tltre estes dois
pelcepção thtil a tr.tito
Ìì)ovitìlelltcl.
"lotlatldo"
c\tctior.
""ìì
lìr,s.on: Ilstudo tlos lLnònìcllos
tt t' tìttlì!Itt(.Iì1ì. Pâris l950
pl'occssos
há. toclavia. ttma tlilerenca
No caso tll
cutra crÌ1 contato colll o próprio objeto e o sctt
o seLl colìtolllo
desellrola-se
sclììple
lìo calllp(ì
'I
j
,l
lìsiológicos c aciìslicos rl1ì \o/ ciìnllÌ'l!
_
/?L'\ rrr
O I)esrürolNtìne
lo do I'tìquistno
()
Ì)t:irÌ |nlrirìt ])tI) lo I'Jl,1trt:;nrt
21'
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Esta concepção
do proce\so
clr p<rcepçào,ìa
alturiì tonal loi
c''ììfirrniÌda
pclo\ dadns
(\pcritìlclÌÌai:
que obll\cln05
Tenclo enl coÌlta estes ãudo''
potì""'ot
dcscrever
o processo de
""afir"
á"r-r",*
ern fìrnçao da sua altura.corno
uìn. pro::ss-::
de ànálisc
ï:;i,i;;;,:;;,itï"
i;'"'"olonao-"
cla seguirrte
maneira:
o prirr.reiro dos
excital,ìtessonolosacolÌìpafafódeterrninadopelo..ensaio,,dasua
ticcüéncia
corn a iìjtrda tlo
f'ott-'o
de cncoìttro
de, rcgtrluçào
do'
l"ì,1ìì';'ì".
; .p."ir'n
'otot''
..lcpoi' a rçio clo -cgtttrdo
errirantc
(qrrL
," t1""" ìi"'"*"'r
clo prirneiro')
p""'"t untu-ntndìficaçào
do eìo motor
vocal do sistenla
- tlcsta vez' atc a çoirrcidència
corn a freqiìência
do
sesutrdocxcitat]te'hstcplocessoé.poúânto.tlmplocessodeavaliação
::i"ì;iï'."ì ;;;;,;;.ì;n';.,
da sua altura Se o movimento
tem lusiìr rrurÌr
,";;; Gj.;;"
da lì.eqüôncia)'
o cxcitante
e avaliado
cotlo tnais alto' c
se o novilnento
se 1àz uo sentidô
op(ìsto. cotìo tÌais ol]^11
:1,,"t^*:tl:]
;ì*.;'" llrt,,ìtt
'n"tli'
o itlastttìrettl'
crrlrc
rr \orn I Jisltttttttr
c ttt'r
l;H:Ì"''i;
:l ;ìuiiii
i"'"""to'
(i:oncebe-sc
quc
'ão
e dc modo algutrr
necessário
para isto qrte o regislro
tlos sol.ts pcrcebidos
coitlcida
com o
rcgistro
vocal do su.icito)'
O estuclo
do ottvtclo
tonal lbrucccu-tìos'
.portaÍìto'
Lllriì
,apa"r"trlçao
clo mc{rarìisuro
frrnçional da reccpção
arìálogâ'
quânto ao
Íundo, à quc dizia respetto
uo toio tun' tlois casos' o elcmcnto
decisivo'
de
,rrA.
N. l.coÌÌticu.
O. v O!tchinniko\'a:
r\náììsc c1a cstìtÌlura sìslcmá1ica
da pcrcepçìo
(lonìunicaçâo V O necenisìno
a"
^ììiiìit"
t"'t"' dos c\cilarrtcs acústicos
" "lìclalórios (lii
ì.^lïllìì"'tì"t,,iO't"'^s
Pcdagrigicas
rh Iì S lì S R I958' n' J
''-^
Ao ìnt'ocluzir csles tcnìlos'
'"l"tt-''ìtt'^ì"
tiittcItlcs
cslltÌcÌlìas dc disposilìvos
dc iìnálitr
quc clistinguc lL lcoria n1o(ìeÌn1l tlt't
"utônt"lt's
ÌJnì rlclcs
(Mac Kcllog c l'llts)
'
caÌâcL.rir:ìdo
pclo l'alo cìrì
""t"'^tì'iì'tìi
uu siniìl dc cntra'la clc scl apcnas o simpìtr
ljlLll.ìol- rcslìllânlc Clc.'n' 1,,,'u."..u.1u...j.cguc
Lìnìa CÌir.ç.o: a pâÌ.tir.liÌ cì1i.,ìda. No ülll(,.
,i",;;ì,;; ;,
t ; r"r
-,,:
.1
11 ;f 1, 1ili
i::i:l** :llll l:,:ï,;ìï:ïì:i:i:1i
ì:,ì:1.: :
rt srrltirrl,r cl; unr fìlIr(Lr\\rJ
rÌììlIiiÌ\o
.ìiì,ì,ìi",:"..i,"'a'."r
o ensaio conlírìuo i,:':#:ïïlï":::1líïlïï:.,,,:ìi:ìïì::il1;l;
"r':"rrau'ìr'
ìLr'Ìr\ì"'
lll.:.;"-;
\lclrì!ìlricillìÌ0ntc.
d1z o iÌLlloí eslt Li\llLlclLì'Ì
'1\\(lrt(
nu. prrntrp t'
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L solìparilçilo
.,. r,.r... ..-+
.r..r,riÌ ,ci",
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l Ir\'r r\ lÌ( \' r'r""ì
que dcpencle o reflexo acÌcqttado iia
çrloprir:tlatlc
pltir tellclit ú bcnt a
itlentilrcaçao do processo quc corlslitui c-r cìo clcclor
(lo sislçlììiì rcceptol-
,um o prÁpti".laie dc refletir. Ao nrestllo lcllÌpo estc cs{Lttl<i pctntilirt nos
dcscrcver estc nlecanistÌìo cont totla a prccisão
(ÌLlti iì slriì cotnplcxiclade
cxigia. deviclo ao Íato do proccsso dc iclcntilìclção' lìrra tlc: loda a
pnrlribilid",l" de coÌrÍato cxterior prático do irrgão nÌolor corìr o obieto' se
froduzi. 1ro,
"couparação" dos sittais ro ültcriot do \i\l(:tÌQ' isto c' no
tampo itttcri.rr.
À hipótese proposta tenta l'otnccer utna resposta iì qllestão mâls
tlifícil da teorja da sensação: como e possír'el a detecção de sinais
provenicntcs dc aparellros sensoriais éxtcro-rcccptir' os c tendo por
icsultado a prorlução da qualidadc específica do exoitarrlc'J Corr cfeilo' a
orimeira trausfotrttaçào
clas aç')es exteriores nos Ícceptoles
é a sua
rtt
codtÍtcaç3Ò
:onservado
Ola o "código de freqüência" dos ptocessos Ìlervosos e
(
oÌn todo o scu percurso, o qtlc constitui a condição necessoriu cla atil'ìdade
cortical'Casocontrárioseliainlpossivclaaçãol.eoiprocatloprocesso
u"ruorn
"orr"apnndelìte
â excitantes dc tipos difelerltes
Nestas corldiçõcs'
{) mecatìisuìo da rcptocluçito da qttuliclotle tspecifìcu c1a trção cleve
compodaI
igualtllcntc
Processos
suscetíveis
de tlacltlzir a tralttteza do
;;;";;. a o"qu" fo."nì os processos tlc apalpação de trnì obìelo' dc
ciploraçao
pelo olhar. dc elìtorlação clos sotts' pÍoccssos elÌ cÌLre parlicilìrnì
os mítsculos.
A detcoção da qualidatle i1a açàro produz-se tlccessariaurcrte'
lodavia,
com a participaçao da mttsculatttra
periíërica ou devemos lalar da
participâção t]".1" pro""rr,, de tais oit tais eÍèrentcs? llsta questão requer
u,r'r
".iuào
parrìcJlar. tal conro a questão' ainda rnais. itnportanle- do
scntido biolisico geral e da origetrr cla pr'ópria função de identiÍìcaçìo
r,,,.1.
R. Crarrit: Sstutlct etctrtlì:ìrlrjgìto lu r&ulr\Lìt). lvÍoscoLr. lr)57: l; Ì). Iìdrian: Os
linlanrenlos
tlo scllsrtção
'1
ttlìvirlctle t!o'' t'-.qlìor
'/'\
r?'rlrr')\' N4oscou 1931ìCl Nloreanl
I'ltytiotagical
I'sttholo-!1. Novr I(ÌrLÌLÌc l94I
218
O Desenyolvimento
do Psiq ísmo
A nossa hipótese
deixa ainda abefto um grande nírmero de
questões importantes.
Ela constitui a meus olhos apenas uma tlémarche
pré-limiar para transpor
uÍna novâ etapa na elaboração
de uma teoria
que
considera as sensações
como
processos
que' servindo de mediadores
às
;d;-;;;;i'o
material,
preenchem
por este fato uma função de
"rì""*ça.,
de sinalização
e, ao mesmo temp o' de reflexo'
O BIOIóGICO
D O SOCIAL
NO PsrQrnsnlo
DO IIONMM
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r,t l':'tt1ut'ntrt
1. O problema do hiológico c do sociâl clescmpetlha
trrìì papel
deoisivo na psicolotsia cierìlifica
il cviclentc-qLre
rão trre cntÍegarci
aclLtì a utlt exaltle de todos os
trabalhos
elìtuados
ncstc ilotnítlio
dtÌrante lÌLllllclosos
anos
peÌos
investigadores
sovicticos
Llolìlcntar-'ìls-ei
elr expor
qcrtos restrllados
das
[rttimas
investigações
rÌue os l'ì]eus colaboradores
(err partictllal
c"ipp",tr",,",
"
?lur"ttinn ikuuu) e cu pr'óprio tcalizauros na Utrìversidade
de Mosctttt.
L-,stas irvlrstigaçõcs
ftrratl cotlsagtaclas
às partìcul:rridades
clo
ouvìdo huuano.
""
..-
ôotrlo c quc o probìcma do biológico
e do social nos levou a
"rtudu,
urrr Jontíttio
tao^p"'ticulat
colrro i das sensações
auclitivas'Ì Que
ir"i"naiu*ot
cstahelecer
cont as lìossas investigações?
Para respotrder
a cstas questões devo cleter-mc uas idcils c
hìpót(srs
qlrc lÌo5 scr\ iriìrn dc lì' ì colÌdirl\'r '
TraLava-sc antes de tnais nada cla icleia segtlndo
a qual o
desenvoìvimcllto
das llnções e laculclades
psiquicas específtcas
do itomettt
constituía
um processo abso ltltalì.ì eiìte parlicular '
Conl eÍèitcl. é 1ìrtdancntaltnentc
distilÌto lallto do prtlcessu de
clesenvolv
imçt]to do col'Ììpoftalncnto
trânslnitido
pela herança bioìógica
Iã'". 0,, p
",,"ss.'
cie rqr'i-içá"
íi:r c\ncricÌÌ'
ir irr'lir idir'rl
odesenvolvitlento,alt'rnlaçà"dlslr'rnçòcse1ìcLrltledcspsiquicas
própr-ias clo hoilem
et'iquatrlo scr
'sociaì'
prodLlzctll-sc
sob ttura lìrtlla
(
) I ), .\t t\ oi\ Iììì' )ÌÍ,) ,Ìt) It\ttIIt) t]ìttt
I
j-ì
t) l\Jir\ )11ìtÌt'rt,' J't lttqt'i:ttrtt
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â[]solutanìcnle
específica
sob a l-ortlra de uu processo da iÌproprlaç'o'
dc acluisição.
-
Vott esforçar-trc
pot-cxplicat o qttc enteudo pot'isso.
No decLriso da história cla s'lcieclade
huntana' os homctls
pcrcorrgralÌ1 tttl caminhcl considerável
rlo clescnvolviurcnlo
das suas
ïacLrÌdades
psiclLricas Algr-rns nrilênios clc hist(rria soçial fizeratr
rnais neslc
.f."ìli,'ri.l ao.f"" as ccntcìtas clc rlìlìròes de atros de cvolLtção bioÌógica dos
an im ais.
Benl entendido. os progrcssos tcalìzaclos
llo dcsetì\'olvirlclÌto
das
1ìrnçõcs c lacitlclaclcs
psíqLlicas acLtntrtlittattt-sc
pouco a potìco'
trausnititrdo-sc
tlc gcração cììì gcrlrçã(ì 0 qtlo ó qLleto dizcr
(Ìtle cstiìs
aquisiçircs se ílratattl cle tlnl tlrodo ott cle orttro' sclìl o qtlc o sctl
clcserrvolvittretrto llogresslvo.
çada vcz tuais r'ápido' lctia siclo itrtpossívcl
Mlts cotllti ó quc estes
Progrcssos
se
llodiatrr
Iìxat c transnritit às
gcraçòes scgLrìntcs?
Podiarll 1ìxar-se soLr a Íbttna cle lratlstnissòes
inollolirgicas,
biologìcanrente
transrr issiveis'l
iao. S" borl que cxista igualncntc'
a hcrança biológica'
isso c
eviclerrte,
ao nívcl do hometn a sua ação llão sc estende lodavia clü'elantt:ttít'
;;;;;;;;;;."t
rcalizados
pela humarridade
tta es1èra do descnvolv it'errto
n.iuui.ì no dcuur.so clos [rltinros
qüarcnta oü oìnqiìerì1a
rrilênios isto é.
I,',ì,.,-i",:,",rrr',
hiolocicrr,lelirritirr
do tipo d" Itotnctrt totrletnpor'átrc.'
c I
;:,;;.;"',,
cÌa sociedailì htrnatra clo es11Ìgio da pró-história
ao cstágio do
It"r"''-.,u t, i,.,.,.ntn histririco, llortar.rto
a uln proecsso clepc.ilc.lc
inIerrrtttirrtc
,lc ìe is
' 'ii
ri'
' 'hjctir
r'
A partir cleste nìolÌìento. os plogrcssos
uo dcserlvolvinrcnlo
cllts
aptidõcs psíquicas clos hotnetls
1ìxaritm-se c tran str it ìratl-se cle getrrçìo ctrr
gcraç,,o ,ul., unt" lbrnla particular' a sabcr: unra Íòrnla uaterial cxlerior''
exotérica.
[Stalìovalìll.nlaclcacutnulirçãoedetritnst,tlissãoclacxpertcncta
tìlogêrtìca
(ott, tr]ais c\atalììclllc
lristtitica) deve o seu aParecimcnto
íÌo tìÌto
rla ïtividacle
caraclcrÍstica
clos lrotnens ser urra atividade
produliva'
cr-iadora. Tal c sobretuclo a atir idade htttnatla 1'uncianlct'rtttl
o trahctlho'
O rrabalho ltl tcalìzat sc
()
Ìlr(ìcrs5o 'le
ItoLlrtçlt'r
(sr'Ìr rts ilrtas
lbt.rnas nlaterìal c irllcÌectLra!ì. clistltlita sc ìl(ì \cìr
It'orlttlo
()
tlitc tll
parle tlo sLrieiLo se lnatlitè"1a sob a i'orma dc n;oi'itrtcttlo
(í'ii / ///7{')' apiÌrccç
no prodrrtcr'sob a íòrnla clc ploplieclarìc enl rcpolìso
(t trltttttk l iyt'rtv /tttfi)'
solr a 1'ot rna cle sel ob-ic1ìva otr da irtútrialiiladc
(N'lalr)
O pt'ocesso cÌes1a 1r'arlsíbrrllaçãtl
pocle sct ctrtlsitletitclo
sob r'/tritls
aspeotos c relações clilèrerltcs Pode-se cotlsiclcfli-ìo titl
llotllo
tlt: vista cla
l,ãnria".:f"
de fòrça dispcnsacla ctr relação iì qtrarrlidade
;rrorluzicla
conro iìz a ecotlonriat política Mas pode-sc tautbÓtn considctar
cstc
ir"..rt.
A. ponb tlc \ista {lo conlcirdo rÌa própria alividade do sujcìto'
abstrainclo clos sctts ou1Íos asPcctos I di1;i tratlshlrntação
da :rlivitiadc
lrunatt:r tto seLl prodtìto sLìr-qc cÌlt'lo c(ìÌ]ì(ì ulÌl ptoccsso de crltlcretiz:tçìo'
,r.r
f,.lar.'r"t
cla ativiclacÌc clos ho'riens. das sLras pat'tictrleritlaclcs
psícluicas
f ,.ilirtor;" cla cLtltuta rllatcrìal e cspilirtral conlo tlnì proccsso. clttc' sob a
sua lbrnta sxtelior. llìateriiìI. ìladtlz as acltrisições clo desctivoìr'imctito
clas
capacicìades do gôtlcro hntllarro
('Vclr'rr'Íet?,r'uÍ I t, l'Ã)'
'
,Ar,it,t. l, pr,ta..ao clc clcsctlvoìr'itttctrto
hisl(llico clos itrstrtttnetltos
c lerrirnetrtas n'Ìiìlìtlais, por exemplo. pocie sct crlnsiclerado'
r/ei1(' ponlo de
ulr/../- corrlo tratltlzinclo c llxanijr' o progrcsso cÌo tlcsetlvolr'ìrlletlto
das
lrrlfò". n,utrir."a da tllão c o clcscnlolvitllctlto
cla í'onética clas littguas llo
."ntid...l"ttnltrconlpìericlaiìccrcscciltcc()moiìe\Pl.eSSãodcutn
aperÍììçoatllctlto
tìa articLrlação
c dil ottviclo vetbal' ao piìssrl que o
progr"rro das obras dc arlc sc tt)rììe a erpressão clc itllr cicsctlr' o lv itlr entcr
clas aptidões cstcticas.
Mcstllo tra inclilstl ia nÌâterial corrclllc encolìlran'ìos'
sob a Íìrrma de
objetos cottclctos
e e\tcÍiorcs, as.forçu'; ttst:ttcitrìt clo houlctrl otrietivadas
(íícscnkt Liíl( de s !,1antt:ltn
MarxJ'
'
t,ria ideia e cle utirl imporiâncìa
.ìbsolutalììr: lÌtc univcrsal
para a
psicologia cicutilìca.
Toclavia i sua iulportâncìa só strr.ge
plcrìiìrì.ìr:nte
qLranclo-cìa aniilise clo olltro ilspccto clo proccsso' não apcl'las tlo ponto cle
vista da objctivação
(Vtrgcgett slondígtutg)
tlas capacitÌatlcs
hutratras' tnas
;;;";ì";;
vista cia sua iìssì'rilação'
r'la sua rproçrti.rçio
(:1nt:igttung) pclos
ind iv iduos.
i
I
lr
1
I
I
4
:
À
4
i
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I
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t! ..
!
Ìl
Ë:
.l
:!
(
) t )c]cn|ol\,1)ìL'nto lo IJsì.1tti\ttx)
Qrratrclo
nascc. o inclirícluo Ììão ellcolltra o "nacla" clc Heidcggel'
rlas dc utt't rrroilo obietivo. tratls{orntado pela atìr'idacle dc gerações
'Ibdavìa
cste ttlLttrclo cle oL.rjetos' ctloitt'rlatldo as làculclacies
httttt;rtrls
qLre sc lortnararll llo
llÌocesso
cle desettvolvitlletrto
da
1lrá1iel
sotit'
liist,iric". nào e dc inrctliato pelccbido conto tal pclo individLro Ì)ara qtte a
natureza do rnrttrclo citcutrclltttle. estc aspccto htttrlittl':r tlos objclos' srlIja l"
inclivícluo cle tcrìì quc c\cÍcer Lìlna alividade elctivlt ctll relação a eÌes ttnta
alividade adeclLtacla (sc bctll cluc não iclên1ica. cv iclctrtenl cnte) à clttc clcs
cr'ìstalizaratn para si.
Bcrn entcnclìdo. isttl ltpìica sc igualmentc aos letlônletlos objctivos
ideais cliaclos pelo hotnctll tì lirlgua. aos cotlceitos e às idéias' às
criaçõcs da tnúsica c clas artcs plhslicas'
Assin./o irrdivíclLro. a criança. não é apcnas
''colocada"
ciiantc clo
nrundo dos oLrjetos hunlatlos Para vivct tlcve agir (llivanlclìtc c) ailcqtra
dancnte Ìlcsle rnundo. i
Mas isto é apetlas unla cottdição dcste pr'lcesso cspecílìco a qttc
chalrartos proccsso de assitllìlaçào. de apropriaçãro ou dc aquisiçÌ"
A outta contlição c tluc as telaçircs clo irrdividtro cort o trtttldo clos
objctos lìulììalìos seiam tnccliatìzacllts peìas suas relaçcìcs cotll os ltotnetls'
qur: se.iarrr ittseridas no pttlcesso da cotlttttlicação, csra condição é scnrpr.'
rcalizada, pois a idéiâ cio irlcÌivicluo. cla ctiança a stis cotlr o nlundo
objctivo. c urìa absttação totalrlcrrle artilìcial'
O irrclivídtro. a criatlça, não é pLlra e situplcstllcntc lançacla tlo
nrundo dos lroucns, ó aí introcluzicla pelos homens clttc a rodeilnl c guiittlr
este muudo. A rlccessiclatlc objetiva e o papel cla cotttttnielçÌtr tl"
desenvcllvitlento
do hotletrl Íìrranl suÍìc icntct'ìl elllc bellì esltt'iâclos etll
psiootogia pzrra clue seia ncccssário voltar a isso'
A c'rtttturticuçãrt sob a slta lblnta pritlcira,
dc reìação verbal. corrstittri portalrto a scguBda
processo dc assinrilação pelos individuos dos
volvinrento sócio-histórico da hurrarridade'
Para conrpletar a explicação dc sentitlo deste pÍoocsso' Íesta-ììlc
tiizel clLte ele se aprescnta conlo tllll processo de rcproclLtção peìo indivíclrrL'
O l)cs, nol:inutr,t rlo l':irltrtttttrt
das faculclades adclLririclas pclo liitirlri sltpictts ttr' pet iotìo rlo sctt
rlL \(lìvôì\ itnclrl\'
.ociI Iri'tnri-,'
Con scq iientetn e n tc. o que ilos atritrtais rcsrtlllt rlrt llclltltça bioltigica
rcsulta no honrcm cle unra assimiìaçào, islo é. tlc Ltttt
lttoccsso
de
honlinização do psiquistlltl da crìança E tlão posso tlcixar tlc lllr: irssociar
ao prolessor Ì1. Piéron. que dizia llo sçu ctlrso sobre a hottlirlizaçito: "A
criança- no nìontellto clo scu trascìnetlto. llão
PlÌssa
dc Lrrtl clrrtcliclalo à
hrrmanidadc. tnas tlão t pocle alcatlç:lt llo i\()lJl,Ìlrlìl11 : Llr:\c t//r/ L'/?'/'' a ser
rtttt lìorttsttr ttl tcluça,, !olìì ,r' olÌllo\ ll.rrtrctl.
Com eÍeito, tudo q e há de cspec i !ì carnertc IìtllraÌlo llo
PsirlLlisrllo
lbrma-se uo decr.rrso da vida.
Mesmo las esÍèras das sttas [unções sctlsoriais (todavia lão
clctncttlarcç.
Pud\'r-ìc-lr
crcl ) plutlll,/
'c
ulììd !olì\lalllc rcotglnizlçuo quc
clá origcrn a Íàculdadcs sensoriais absolulâmcnte //ori.Ì.Í. pol-assiu dizer,
prriprias exclusivamente do hometr.
Foì
juslaIncntc a Í'onnação de trovas aptidões especìficamente
humanas no clontínio rJa pelcepção acitsÌica quc tolììâìllos colìlo ob-ieto de
um estudo experinretltal detalhado.
2. Os anirnais não tôtÌ'Ì linguagelr sotlora articulacÌa e não
conhecem a mítsica. C) muncio dos sons da linguagenl. tal conlo o da
música, são Ltt.na criação da hLtnatlidadc
Diferentemelìte dos sons ttaturais. os sons verbaìs e mttsicais
constituem sistentas tìefittidos, co!Ìl colÌìpolielltcs e constantes próprirLs'
que só a elcs pertctcellì. Pol oÌtro laclo' eslcs col.Ì.ìpolÌel'ltcs. cstas
conslaÌìtes devc ser tais que o ouvido humano as discirna
Para os sotrs da linguagerr (à excepção das língtras de torrì), os
scus plirrcipais cotÌlpolÌeÌìtos c corstalìtcs são, sabemo-lo' ti!ììbres
cspeoificos, ou. por otttt'as paìlvras. as caracteristìcas do seu
(q'(Ì'Ío Pelo
contrário. a sua fr-cqtìêlcia fìrndarncntal não está catregada cìc unra funçãcr
de atividacle colììlltÌl 0iì
condição irrevitávcl ci rr
progress0s do desctl-
ln"ll.
l'icr-t,n:
'O
que óa lìonìini/ação'l-" Lc (ourricr râ1ionrìÌistc. 1959 n" l0 Ì'2ll
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) De sc nvtlvì ,te nr o do /) s itl Ìt r !ìn o
dc discrinìinrção scnìânlica c ììào iìrlcrvénr gorâìnlcute na pelcepçào {lr
lirgLragcrn.
t )
1 t, \, ,t li |,r trr, ,1, Ì':t,1,,t',r,'
lçlcs (coltstante) cra
lttiixittlo. l)cl(ì
scLl cslìccll(). tllt ltrgitl tttssa í)l/ o outlo
(variável) do I dLtrti.
A drrração dos st)l-ìs cra tlc utl scgrttldil. il irttctvltlo clllrc os sons a
colìlparar de 0.5 scgtllldo. O rrivcÌ dc intctlsidatlc. clc
(r0
tìlr' As cxpcliêtl
cias clcsetrrolattt sc scgtlrldo o
"tllcltocltl
tltls cxcilanlcs collstiìlì1t:s" nas
barilas clc fìe.liiôncir dc 100 a'1110 hz
I'lstc ntctoclo (qtte cltantarci clc rrótodo cotlrllrrllttivo") ptìc acr
sLrleito um prttbìettta Iììtìito paÍìcuÌar: elc clevc cotlrlllttitr os sotts tlo tiprr
i)r/ ou do tipo I cxcìLrsìvartrclìte cnl lìllìçào cla stra Íì-cc1iiôncill lìtlclanrcntal.
;rtrslraindo da sLla colìstì(!riçào çsllc'ctral
[,slc ploblcnla. cataoterislico do oLtvìdo nrusicaì' é lrrrtÌ] ceflo
scntido. oposto ao que c cspecilìcatlicntc clo oLtviclo vclbal. linbral
Aplicanos csle nrétoclo após uma rÌìcdição clos lirrriarcs pelo
rrrétoclo clássico, isto é. pela conlpalaçào dos scLìs lnonotinllrrcs
()l]live-
rììos, pofia'ìto, clois tinlia|es par.a o sr.rieito: Lttn segutldo o netoclo c()rrclìte'
o outro scgutÌlio o lnólodo por tlós prolrcsto.
Mantelci a ticsigntrção habitLral para o plirreiro: "linial diíèrcn
cial"; e chamarci ao segutrdo "lirniar dc scpalação"
Mcditros priurcirantcttic estos dois litnìarcs enr 93 acìultos dos 20
iìos 35 iìrlos.
Eis alguns dos tesLtltacÌos obtidos nesta prìrrreita serie de
experiências.
Todos tts lìossos pacicntes sc reparlilalìì scgundo os 1rés grttpos
\cÈlriììlci.
llnlrc os clo ptitllciro gttlllo (13%,). a passagcuì as cxperrclìclas conÌ
sons tlc tintbtcs clìiìrenlcs Ìlão
PÍovocou
alleraçào cios ìitlliares
Nos scguntlo grttpo, o Illais llLlnleloso (57%)' o ìirniar dc \cpiìrilçÌt)
cra mais elcvado cluc o linriar clilèrencial.
Iìn1ìnt, no tcrceiro grupLr (309/o). r'evclarlnl-se lotallllclÌtc ittcrtpazes
ilc comparat os sons .)?1 c I erll 1ìlnção cla srta lìcc1iiência lìrtlcllrrcntal: o
nonr i cì-a .tcrryrrc pcrccllido por clcs colìlo nÌais clcva'lo' tllcslno quatldo
cla ob-ietivanrettte ulais baixo quc o solrl oti clc tnaìs clc Ltnla oilava E isto
,rpós lriuuciosas cxplicações clo probìenta e dc trtttì.ìcrosits d cnl olì straçõcs I
l)s sons mLrsicais. pelo contrário. tL:rìì
Ìlor
colllpor'rcÌ'ìlc
ttl/ttru, e as sLlas corìstantes sno clo clornínio das relaçõcs tonaìs.
O orn,ido vcrbal cstá. pofiarto. bascaclo no tinrbrc^ ao'
ouvido nLrsical é unr orrvido tonal. bascaclo na capacidaclc clc
altrrrr dc unr conrplcxo sonoro c clc ciistirrgrrir as rclaçõcs torrais
Precìsanrcnlc csla aptidào auclilira c qLrc loi ob-jcto clos nrlssos
trabalhos crr laboraÍório.
Lìorneçanros por trrl plclblcnra nruilo sinrples: qrrer'íarnos mi:dil las
pessoas subnretìclas à cxpcliôncia os linriares de discliminaçào da altrrra dc
dois sons enritidos sLrccssivamerte. Erubalcmos cìrtão conr rrnra clificul-
dadc corsiderár'eì. Clonr eíèito. é necessririo. parâ qrÌe tâis condições sc
consiganr qLlc os sorls selanr comparados exclusivarlente eu Íìrnção clo
par'âmctlo clcsconhccido. isto ó, crr 1ìrnção cla sua lìcqiiêrcia Íìrrclarncntaì.
Mas loi pol nrais de uma vez delrorslrado que por certrs razircs Í'ísico
íìsiológìcas. 1orlr., ri sorr. mesrro sirrusoidal. c obtido conr a a-jucla dc Lrnr
gcrador clétrico, é percebido corno possuìnclo lrìrìaì nuâlce dc limblc quc
rttrrda lqttand,-t de tttt':t tr',,lilì.rt.iìu d.r iÌlÌura. I l.-irrl qtrc
".
çott. tttai.
clclados são pelcebidos corro rlnis "cìatos" c os sotts ntais bairos e otnrr
nrais "sornbrios" ori rrais "pesatìos"l*l . Razã., por que lão potlíatnos. nlt
nossa experiênoia, linitarnro-nos a uttt ntctoclo clássico cle rnedição dos
limiares dc acuidade audiliva touaì. IIaviu qr"rc cncortrar unr tnétocict rovo.
excluído toda possibilidade de inlluôncia, para a avaliaçào clos sotts u
colì'ìparar ern Íunção da sua altura fìrndanental. dos scrts corÌlporÌelÌ1e5
microtimblais que introduzcnr irrcvitavelmente nrodilicaçtìcs.
Conseguirnos aperfciçOar tal nìétodols:. Clorsistin cm submeter it
cornparação dois sons succssivos dc constiltÌição cspcctÍal di/ëranle. Uttt
plincipal a
passo qrÌc o
clisccrn ir a
t'
C Slunrpt: Iì)nps)'choÌogic. Bd. Ì. Ì81ì1.
Ì lnlersuchLrneen . ZcitschrilÌl 1ür ì)slchologic. Iìd.
" c 1 1. Ìl tìuippcntcilcr: lVótodo dr Ìì1cdiçio de
Arirlrnrjr (lâs Ciências pe.iaga)gicas dr iì S.Ìì S ÍÌ
'
U Ki;hlcr:,\l(ustrschr
ton|ìÌ diltrcÌ]cial Alxs rli
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72. t9l5
scnsìbilicluclc
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I)tljaü\'ol\,t ì,.nta
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PsitlÌtÌtt)ìo
Os pacìerltcs do terceiro grullo trl atl i l'cstavalll
'
portarto' Lt.trra stlttlcz
torral pafticttlar l'etrôtreno
(Ìuc é 1o1alìì'rentc velacìo pela Lrtìlização do
rr.rétoclo çlássico de rucclição dos limiarcs. tl cltlc a atlsêtlcizr dc correlação
entre os valores obticlos pelos dois mctodos ltacitlz clarauente'
Visivelmentc'
qttanclo e o rnctodo clássico trtilizado' os pacientes
pcrtencentes a estc grtlpo colììpâralÌl os sons' lìào em lìtnção da sua
iicqtiência firrclamenúl iirto
".
cla sua altura rnusical)' nas cm 1ìnção da
sua caracteríslica
glotral, cotlportatlclo etll pat'ticLllat os setls colÌÌpolÌelìtcs
rnicrotimbrais
qrte. ev idc trlctll ente. são pala cìes doll'tinantes
Consiclcremos ag(ìra os piìcielìtcs d'l primeiro grtlpo' el'Ì'Ì qtlctr.t a
pzÌssagenr à avaliaçlio ,1r,. ,r,n, r'rlt c i ttão produz clualqLlet clevaçào do
]ir',.,ior.
gr.",
têlÌÌ Lrrr borlì ouvido tonal Corrr cíèì1o' recoìhendo
i,rÍbrrttoç0", suplelììelltarcs
sobre as pcssoas subnrcticlas à expcriôncia'
.unaa",o,t,n, qLtc as do prinleiro grupo titlhatll tttn ccrlo seulido urrrsical'
O scgtlnclo grtlpo ocupa ttm tugalr internléclio euttc o prinr':ito c .'
terccìro. I'aà trma parlc cios pacientes desto grLlìlo os lirltìarcs dc
sepâraçaÌo pernanccian itlleriorcs ao tlobro clos limiares dilercnciais'
'-'
..1Ltc
tcstemunha utn clcsetlvolvimcnto
salistà1ól io do seu oLrvitlo tolìal: lì(ìtttros'
pclo oontrário. os linliarcs dc separação cranl vátias vezcs stlÌlcri(Jtes íì'rs
ìirniares clilcrerciais. orr se-ia cluc ctes se aproxi'na\'arr
clo grupo dLrs
1orìalllcÍìte srlrdos.
.^ Ì8.J
Tais foram os resultados das tlossas prlllleìras experlelÌcras
llìes levalìtavam tlma sórie dc questões' às qLteis consagranlos a
conlin uação das nossas irìvcstigaçõcs
J. Tratava-se soblctuclo de cslabelccer â [azão por que' nutr grattclc
ruúrncro de pacientes. o ouvido tonal trão sc fcrrtnara'
Pa.tin.in,la icìcia dc qLrc o ottvido tiubraì sc lòrma clo dcctrrso cltr
processo clc aqr-risição da língtra' e o ot-tviclo totlaì tro dectlrso do processtr
ãe aquisição cla rnúsica.
"n'titi,nnt
a seguitlte hipótcse: se rttnr erirtrç r
aclquirir ntuittl cedo ttma lingLra 1Ìlnrlantcntaltnente
dc tìnbrc^ o qtte condtlz
incv itlve ltnentc a LllÌ clcsctlvillr'ìttlettlir
llillirl"
rio seLI ottviclo
"rO"a't,a",,t't"tlr"
lirrrbral.
podc scÍ reliciì(l().
o tlescttt'olr
ittt..ttlo
(lo setl
ouvido totlal. Isto c tanlo tlais I'cttissilnìl
qtlillì11) lllìì r'ttritlo lctbltl
,lLnnt"nr"
dcscnvolviclo
ó sLtscctivel ntrrn ccÌto sctrlitlo tle c(Ì1ìll)eìstìì
tllll
,l"a"nr'l.,luinr"ntl.t
insttlìcìctltc
tìo tluviclo totraì Ì'ot c()ììsc(liicllcllÌ'
ntÌnl
inclivídLro cììl qtlclÌl nLìllca \clìlìanl a ltltltat itnllotlittcilt
tc:tl ccttos
lroblctntts altlc e\llalìì scparil!' cllÌ ctlttrplcxtls
sollolos' it stta llecliìôncia
ïï,"U,"rt.,lt"i.
'tr",.'"
o
",,ti'lo
totral sc lbrurarrt c cle licar'1t
l{ílrlnrcntc
sr.rlclo.
fr possiveì vcIi1tcat llrcstn''r itrclitctaurentc
csta hiptilcsc'?
.[.cntanltlslazô-lo'()tltlssotirciocítlitl{Ìlictscgtrintc:scalÌoSsa
hiptitcsc lbr.
.itìsta
l1ão podcria havet' clllrc possoas cuja..lítl-qua
nlatct'tla
1.,"1'i.nçn
e. Iín.u,uas t/c ioat
(is1o c' lirrguas tras clttitìs a lirnção cle
Itir.ri,rinuçen
serrrânlicl
é prriplia tios clctnctrlos
pLtratlctrtc tonais)'
ocssoas
to'al'c.lc
su.das. ,,,,," ,;.r.1u" a aquisição cla sLra lingua.raternal
.ttpn" ,,.11- a l,lrtttlç:r"
rl'r
'rttr
irl" lotrll
U corrr cltitci^ as cxperiências
rcalizadas
cotrl villte victtlatnitas
tutititnllt
,ut," flngtra cle ttlnl).rictarl
tls scgLtitltcs rcsultados:
ent cptinze de
vinte piÌctclìtcs. a passagclìì a oolììpalaÇão
dc sotls dc tìrnbres
rlifèrcutes
;;,;
J;;;.t.;.'
quntqu"' clevação do Iimiar oLt apcrras u,,a clevação
insignilìcantcl
apelìâs e1ÌÌ ctllÇo pacientcs o linliar sotìcLr ttnla elevação
,t,uil in.,porro,,,",
ora. ve'tillcou-sc
qüc qiÌiìtro clclcs ptovitrharr de regiões
ccutrais do Victrlã. orlcÌc a popLrlação Íâla utna lítlgtla enì qrlc os cletretltos
lonais <lescnrpeniratlt
urr papel tllenos protlutrciado
N'io
.cn(:onlrd
los
,,o,rr" frr,ru
tun rt) c:ttlo rÌc sttnla: írtrurl rttr tlc clct'uçtltt hrLtlul do linìtn dc
-
1ll'1
'"'"" "-ì,'r"t
rcsrtìla'.los.
aliirs ctltlctltdlvitllì
plclìaììlellte
crlm o 1ìtto
levelaclo
pelo ptolìssot J Tavlor
(CapctowrÌ) t-"-*tl:dn
cstc iìLr[or' a
l'rur,l",
ton"l"
(lrtrre tlattfncts) tra itt'tsêtrcia dc clctjciôrrcias
lìsìolcigicas
cotrslittti
trtrl
ltnirtnerro
cor'fcttte tta Inglatcrra
ilrt tra Àtrlórica' ó
t) lt,\, rt,'l\rrt ru, , I , , I ' , t
'
t
r t t : t t t
'
t
ti,
'*'t:t.
,t. N l.contic! c Ì' Ìl
(irrlfrpcnr'iterl
'^
lnllu'nciil Llil línglÌll nlillclrìiÌ nil 1ììrmlç'lo do
uuu'i1.in.'l,t,n..t",t.rrìcmiatìrs
Ciièncìas pcrlâg(igi!as diì lì S'Ì''S Iì 19j7 rì"1
'''{lt.
I ll {ìuipp"nt"itcÌ. ob cìl
.:
2
()0 O l)asenrôlvt knla do PsÌqLtit11ìt)
ìrì aticLl|tÌcrìte tlcseonhecida sntÍe âs trìbos alricaras cuia iíngLra colÌ.Ìpol1iì a
. Llli
(tllttlltt\útt da\ \ L)gdls
Cet'to que os t'csLtìlaclos das expeliêtlcias conr vietnanlitas nào
lirrneceram aincla cliretatncnle a prova da nossa lÌip(rtcse Mas cotllo provar
(lit'cl(.rnieLtle que as aptitlõcs sensoriais qttc corrcspotlclcnl lo tnttttdo tlos
lenômenos crìaclo pela socicdacle llão são inatas tlo holnctll' ntas sc
Íbrrlam a partir de utla aprenilizagenr clcstcs lenômetlos'? C) íttlico tncio tì
terÌtal lonÌliÌr urrl tal aptidão cm labotattirio
Foi o clrre tetltanos Íàzer.
4. Para foltllar ulll ptoccsso. c pteciso lcr Lrnla idéia ptér'ìa da sLta
eslrLrlLlra. o scLt tnccatlistno Iìsiológico
Sabe sc qtre existeln atuaìnlclÌte dLlas collccpç')es de trrcuatlistll''
Èe[ill d,,
flLJc(.\Os
.Cn\,ìriai' l tllrr ,1.ì1,'. .ì lìliìl' illlli!a \C Iìiì
'!l]'
l'i'r
"
ics.lrado cia lransmissão às zoras serso.iais dc uttit excitaçào ttascicla tlut.,l
rilgão teccptor. Oposta a esta. a concePçÀo elabotada no século XIX peìo
c'ìinent" fisiólogo russo Sctchcl'lov considcla qLle os proccssos \elìstrl iíìis
irclLtctl necessarianletltc
tla sLliì eslftÌttlríì atos lrotores conì a sua
siraìização proprioceptivas l.oi a que aclcÍatros' Razão lanrbóur pol quc a
icleia. Íòr'tluÌada por'\V. Ki)hlcr errr 1915. dc trnla ligação íììtirll crÌtr!
cxcilação do nervo aLlclì1ìr'o e inetr'açl-to dos ótgiìrìs tla tìrnaçào
(vocalizaçào). chatnou a llossa atctlção.If('
A parlir tlcsta icléia. dos claclos tÌc tttrrrt sótic clc irrveslìgaçtìcs
corìtenìpoìâlìeas c tìc aìgumas obserractìcs pcssoais clcciclinlos cstLìclar
()
papeì dos tnovitrrctllos vocais tra clìsclitr.iinação da fìeqiìêncìa ÍìrnclauculaÌ
dos st-llts
cs.
'necliaclLr
Prosscgitimos as erpcriêtlcias colÌl os lllcslllos paclclìtl
os seLts linriare.s clc
"prccìsào de vocalização"
(dc erìtonação) cle ttua clacla
-
'altura
nuttt tegistto convcniclìtc â cadâ rttll' Não me dclerci tta tésniclì
utiliza<1a para estas experìêtlciasi obscrvatcì aPcnas que as treclições cratll
contloladas conr a ajuda tle unr oscilógral'o
't'.Ì.
f,ty lur:
'lo\!ardsascicrlccol-VÍincl .l\'{incl v l'XVI l957 n":6'l
"'n'.
tit,ht"Ì'
'^ktÌsLiclìe LJnlcrsLrcÌrungcÌì lcilschrìÍ! lìr l)slchologie [':1 l2 l9lii
()
ItL':, ttt oÌrt ra'ttr,t ,ltt l'ttt1rrtttttrt
Estas nreiìiçilcs lÌìosltallnì
tlllÌl csllciliÌ ctrttclltç:irr cttll-L'tl valot
tlos lirnialcs cle separação
cÌl allLttlt lìtttdllltictttitl
c r' çtro ttri'tlio tla stta
vocarlizacão:
p:
0.gl conrp
r o.oi
Qttc
ltaduz esla rclaçào') i' t' gt"t' dc ptccisìo.(la
clltolÌrçlìo
tlcpendc da plccisão cla separâção dn 1ìcqiiôncia Íìrttddtlental
oLr'
,:ìuc
pe lo
.,:,,l,ráriu, a precisão cla separaçãtt qLlc dcpellde da clìtolìação'l
A tcsposta a csta clrlcstão ÍÌri-llos Íòrlecitìa
pclas cxpcrìôncias
scguiltcs:
conl os pacientes clue posstliatll
t'tnr otlvido lollal lìão
dcìcnvol'ido
rcpclinr.s as cxpcriôncias
pclo rllétodo c.mpatatir..'
trl:rs
acr.csccntartdo
ullt lìoyo clellletllo. Exigia-sc
quc eìcs cllloassclìì
clÌÌ voz
irlla a aìtttra dr:s sotls clue lìlcs cratll aptescntados
Ora cm toclas iÌs
Pcssoas
sttbnlelidas
a cstáÌ cxpcrlcìlcliì'
â
introduçào da vocalìzação
plodtrziu todas as vezes Lrnra baixa dos limiarcs
de separaçào.
Citarei os dois exeuplos mais clucidativos
Illis os resultaclos obtidos no pacicntc 59' perlcnccntc ao scgtlndo
gl'upo otl grttptl itltetnecliário
lrldicarcì
o valor clos ìilììiJrcs clll
l"',leri*o, ii,niO"a.
l^ cscaìa Ìogatitrnìcrt
musical' igual a 1/200 cle lotrr)
I'r'irrrci:.a cxllctiôrlcia iscrll
a voz); o litlliar de sepataçào c de itì5
cijntésiltlos.
Na scgLtncla expcliôncia
(o
Paciclì1e
crttt-ra) o lirlrìar c qtlatro vczss
nrais baixo: 90 ccttlésitllos.
'Ierceira
cxpcriência
(sctn a voz): lirrrial de 3Íì5'
Qtrarta
experiôncia
(cotl a voz): clc tttlvo 90'
Iìinrlnl.ni".
qLritlta cxpcriência
(scm a voz): o lìmiar sobc a ll5
cclì1esiÌlì()s.
Passetlos ao scgutrdo cxctnp lil
Paoicntc 82 lraz parte ckl girttpo dos lollallììclìlc
stlrdos'
t
I
I
I
I
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J
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)6)
O l)t:irtÌ\ ol\\n.ttt) do PsiqtlÌ\"1t,
Na p[inlei|a. lerccira e cltlirlLa cxpcriéncias.
(ìtlc
sc dcsclÌroliìl'Ìl sclì]
a voz. tt yrrcietrtc llão cotlscgue clar a avaliação.justa da altLlra teìativa clc
sons dc tinrbtcs ililìrentes. lÌ.Ìcslìlo pariÌ r:tna ciiÍèr'cnça dc 1200 ccrrfésinos'
Quando
ìnlcrvctn a voz (scguncÌa e qLrarla c\pcriôlìcìas)' colìscgLlc
c(lnlpalar os sons cl1l Íìrnçào ila stta ft-ec1iìÓttciâ Íunclanenlal e os sctis
linrialcs atittgcnr ll5 ccntésirrros
(o c1uc. na banda cle 300 hz' reptcscntlt
ccrca dc 22 hz.
Assirrt, a illtroaitlção cla ativicladc vocal (cattto' lto processo dc
P(r-ccpçòo
drt lrc'qiìirlcir ltttltlrlutental clos sotls. prodrtz utÌlit reclr-rção nítida
clos linriltrs dc sclìiìtrìçiL)
'
A lìm clc vclilÌcat cstlt tcse. c1ètttatnos aìguns controlcs conlplc
nlcnlalcs. os clttais cotlíìtnlataììì plolìlÌlllclltc a uiissit ctltlclttsào sobrc o
p,rp.l .1.. itrr., Lll .rtrr itl;rde do aparclho vocal Iìo clisccrtlitllctrttl cla
1r eqiìcnc i.t ltrnrl.rtììetÌtiìl
Passatros cntão às cxperiôrl cias de
fcLrnuçtitt
ativa dc rrrrl tlLlviclo
propriarrentc tonal dos paoicntcs dcsptovitlos desla aptìdíìo'
Iletl cntendiclo, as pcssoas submelidas a cslas cxpcriências tinhânl
particulârìcladcs tlitìreltes c' sobrctudo. partiarn de níveis clilerentcs Em
particular'. aìgumas cratr incapazes de "regular" a sllâ voz sobre o sotlt-
padrão. clado por um elctrogcrador' Foi prcciso coucçar" rleles' pela
:'atìnação"
clestc processo O cxperirrentador indicavtr ao stlieilo l.
eutollaçÕes rras, ajirclando-o a tnocliÍìcar a altura do sonr tro botr setrlido e
anotava ev iclente m elltc, o lÌolllcllto em qì.Ìc â altura do sonr vocalizatlo
coincitlia conr a do padrão. Este "ajuste" ocupava geralmetltc dttas a scis
sessões. Ottze pcssoâs ao todo passaranl por cstc
"treillo"'
'*tCt.
t tl. Ciuìlpcnrtìtcr: Análisc crpclincntal clo lìrndancnlo moLol clo
lroccsso
dc
lìcrccpçiìo
clN altura lonal Atas da
^cadcrÌia
cìas Cliôncìas pcclag<igicas dl R S Ì: S Iì
'
1958. n" L
tnCt
O v Ovlchilrnikova: A ìn1ìucLrcia de alilidiìdc cias coldas vocaìs sobrc a avalilçìrr
,1,ì r11rÌÍa lonal
-^1as
da.'\cacÌcnìia das Ciôrrcias pccìagtigicas da Ìì S'lr'S Iì l95lJ n" 2
ltstas experiôrlcias lit'craur cotllo rcsttllitrìo ttttlit lìrrlc baixa dos
linriares de separação.
ense[]attictÌlar
traquclcs clttc lìttltitttr itPrctrtlitlo a
regula'' cofl etalllcntc iÌ \'oz
Ììis algtrns exctttP Ios:
Ì'acierìte 2: atrtcs das expeliôtlcias'
linlìlI tlc scIlttaçito: 690
centésinos;
dcPois. 60.
Pacierrte 7: an1es. ìl0i: dcpois 172.
C) caso clo paciclìtc lÌove ó intercssatltc O sctr linliar iniciaì ela
igualmc,,tc tluito nlais eìevaclo: ll8[J cetltesiltttls Sc bcttl clLlc tetlha
aï,r*g"ii"
a-iustal' a voz rlo deviclo potrto' o linlial petmallccctt lodavia
pro,i.àn,"n,"
-innlteracìo
apiis as cx;rcriôncias:
superior a 1000 centésimos
Só quon.lo o operaclot lhc plopôs Íãzcr uso da sLra capacicìac1e Pâriì
ellloar
enr voz alta a ahura clos solls para os colllpar:tr é quc o sett limiar de
separâção se tortloll dc repetltc cittco vezes e meia tnais irairo
-l
ais c:tsos apresentallì tlrì ilÌleresse particular' poìs eìes pettllitenl
tlistinguìr ttm elentcntt-r a tnais na lorlnação do ouviclo tonaì Constatamos
1.,e,ão
basta que u!Ì piÌcientc possa regLtlar â sua voz sobtc o sont
;;;.";i;",
ó
'ecessário'
alérr dìsso. qlre cssc process. paÍìcipe do ato dc
i"l.".pçao
tla altura do som. A itlciLação diÍcta a entoar enr I'oz alta os sous
p"r."l,Ao. quc são emìtidos llLllr registro acessível ao pâciellte
pertnìte-o
sen
Pre.
A etapa seglrinte na l'ormação clo oLtr'ìdo tonal ó corrstituída
pela
porrog.,,l nn àia""n-',int"nto cla altttra setr o elìtoaí erì voz alta e quando os
sons p-cr"cbi.lo, cstão foÍa clo rcgistro vocal do pacìerlte'
Tontalei aitlcla c,,t,,o t"ctttplo o pacierlte 9' em cluetn o linlial de
separação stí caia na condição de que ele oantasse eln voz ahâ Ol.a nestc
õ;;,
cuio liniar inicial ela superior a 1000 centésinros'
obtivemos
lnra Íbne rlirrinuição.
tlicsuro quatldo llre era interdito etltrlar a aÌtura etlr
vclz alta.
O tL:tttwl: tnttttrt ,l't l':trltttstttl
)ó l
''O
tÌciÌro do ouriclo sc!unc1o o lìótodo nì01rir" Ì)okla(l'\' A
''^1n\ dr Acâd.mia clas Ciôncias pcdagógìcas da I{'S Ìr'S lì
'
'3"
Vcr O V. O\tchinnrko\'â:
K. Pccl. Naük Iì S F S Iì .
ì958. n" 2
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C) proccsso utìlizado para íazer passar os pacicnlcs a l:sla ctaPr tr)i
o scguintc: tllra vez trallspostas as dtlas c1âpas
Prcccdentes
("rcgLrlação'- da
\n,,'rot.,r" a aìtura do paclr'ão e inlioclução cla t'oz tlo proccss'l clc
anntp^a"çao
clos sotts etl ltttlçãil cll sLta altuta)' plopLlsclllos ao
Irrleie'tl1c
;;;:;'";n.'
a vocalizar a allu'a a rìão scr ap(is a ct.issii. clo sorrr-padtão
ì'análisc,.,,or1ro,,
c.u" assirr nirs nlìo cxclrriarnos
plìrr c sinìplcsrììerìtc
to(1a
a atìvidatlc
vocal no tllonctlltl cla petccpçào cltl sonl' tnas tì.lclreíì\illììo\
apcras. lratlsÍbrtrlatlcÌo-a
etll ato clc afitlaçãio' lltcvil'
silenciosa'
cltr
nlllülììclll(
'ClÌ\'ri
ìì \Cflll
'ill ''
(llÌe \r'l( \'llì
'
r'l't tr"r'" r'l'\'- lliLì
i,ììl'^lï'"ïr"',i","",,t"
,,.,ua".t..
. .1,," ìr. 4,,i,
()ttro\ crrsos lirthrr'r
s.Íì.iclo
"t"
o"'Xllì:ï'llJïitìt'r'"t't"
se: sctn apcrlciç.atrrcttr..tlit
.livitlatlc
vooal
"
r"',t J'r:;;'
;ì;;;ìt'qrJ
no
'itt"'';""J"ptt"
nt'u sc íìrrtrtit .uvitl.
tttrral
príìprialncntc
dlto
5. Estas
ilìveslìgações
Í'ortleccriun-tros' Poúanlo
tlma
rcDr'(-Llìta\'aÔ
ln.ìi' pl\ci\íì
'tt'
p'tp' it lììc\atÌi'lno'drì
t'Ì \ id I\ ìr rl
Pat,t
qrr\'\c plrtJrl'/a
t Ji-l""ti"'"""'
ila aÌtuta
r açiìo
(lu t
l]tl]"^:'
.nnor., ,J,1" l, orgào do otrr id. dcvc trão apenas
scr provocarlo
pol l.oaçocs
ìï:r;r';::;aì.i.,ìu.iu,
.r. udaiuç,,o
c dc oricnração.
mas é istralt,'..cnte
ì"oito",rtu""'
a atiliclacle
do aparelho
vooal
Pode-se
tociavia
"'g''
"'ìo "tiuiaudc
segtrndo
o mecanismo
cle ut'tt
ato sensìtivo-mo1or
simPles'Ì
Não sc podcr ia admiti-lc.'
pois r tnros
qu"
:ntt:.d1'l't-ltodtrçào
da
entorìação
extcrioÌ'
olr intc'inr
tììn'e disrcrnida
a licqüencia
tìrndarneutal
o" *''o,l:;ì".:,ï;ïïi'ïlil'
a entonaçà.
Ìrão se c.nteÌìtâ
em reprocluzir
o
crue é perccbiclo,
üas erìÌra
"""t"i^"ttrn"
intcmo'
íntirno
do prirprio
pro.'c\\Ô dc p(r'cpçìo
f'" L'-""'pt''f"'
etlt rclaçáo
à
'aìtttrrt
tntl-iitl
I
ï.'"""
o'
o'|ic'raçao
llr)I
j,:ì:ï:';'::::j:"::::'j'1,ï:i,ïf'1",,'.n'"" .,.''
',".,",=,to'.1'ÏììÌi;'"rï
:': :ï:Ï::i"*ï;;i;;
oscirógraro
a rreqiiêrrcìa
clo sour-padt
ão e sobrc
uu Õutrc a lìeqilênciâ
entoada
pelo pac.ìcnte
(J
desenrolaucnt"
'"ìì'u'
'lp'4"
cì'r
'Lrunil'r
,-"-':..t1:ï:
tt to''o
t'
'.,,i.rro
ttettltiti:t
'""ti'
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t"ltìilt"tia
.-rlto'rdl
ctlt
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tttrtil" bL<r"':
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ìrì ìììclr('\'cgulÌ(l(''
t) lt \tr)ttl\tt1ì'nr,
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lót
r:rlsLrrilrì cìo oLrl'lrlo tonal
Ltr
Ci O V O\r!ììirìrìiko\ir
OtÌcirìo
:,,.
,,,
''.^llìs
da AcaLlelÌriiì
dlìs
";",'','
i r.,ì,".'
r' ..
'i 'r
l ]l ;:,1f,
rrllrrra.' ).
I,rr" prua.arn de nlttdança dc fitnção dos Ìnovinlcl11os
vocaÌs
constìtui o cletretlto
principal cla tblrrlação tlo tlLtvido totral l''.ao nlestlrtr
,"r.r'tf.tt,
^tu
cle nascimento da capre idatle
lìariì
su r(prc\errlill.ltl.u^nt"nt"
"
^trrr".
"atundu
esta rcpÌcscntação
s(rnfrc ligiìtl
'
uorno o indicava Il lr4 '
ìl"ntu" nunt erueletlte cstudo tlas apticlões
rrrrrsicais' aos nlovimelltos
jqlr
\ (](al5 ltlÌcrllos
I,odemos.p0úalllo.dizerqueâcXpcrin]el]taçã(lqLtclínhltlltls
conccbiclo
tr-iunlou: enl pacicntcs qtte nào cranl capazcs dc dìsccrnil.a
"ìt"r"
,rl"ti."f pro1.,rio,tt",,t"
dita' nrír corr'icgttl rttrtt
fòrntttr
csltt ttlttitl[rrt
Mas estaríatnos
nós irLttorizaclos
a atrìbuir setl tcsct.vts o elèito
obtido à irrLrodução na percePção clos sotrs ua atividade
vocal? Com cieilo'
;;; t"'
;;;
os limiares' de cliscrimirração
da altuta
trelltotatu
corsiclclaveÌrlerlte
igutrlnrcntc
pelo sirllpÌcs tleillo colll sotls tnctnolìtnbres'
I.evanclo etlt col11iÌ este lato' enlplcenderììos
LlfÌÌa scrie clc
Jp.rr\ llrL, \
',cal
i rltrrrrr J" p'r11rr''
Foi assinl qttc dc tttll
Prtlccsso
("cantaÍ tttlliì dada alttrra") sc dcstacala
conr carátet cle ato clc creciÌção
x \rr.r flllrçdu d(
"fl(
lll:ìç:r"
(-tlllt'
de pacietltes Para
a
couto os oiltlos autoles
estcs sotÌs. Mas tlo qtte
antes e aPós estc treil.Ìo
cxpcrìôucias
sLrpÌelìlçÍÌtarcs
'I
tcilatnos illlclìsalÌlclltc
tllÌì grilpc)
cliscrimìtração
da altura dc sorrs sirlples
-Ì'aì
obtivcutos assitn una baixa corrsìclcrhvel
para
couceÌne aos liniares dc scparação
rllcdidos
""<ttl;r,{
Ìeplov: Psicologia das [:acultlaclcs Musicais'
l\{oscou Lcninprado
l9'17'
I
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osestttdosd,:scìadostlbticìosconrqtlarcíÌlapacielìtes.l]lostrouCÌue
a lì'ec1tiôncìa
cntoacla só se apro\llrÌl 1"og"'sit
ontt"rt clrr Ìietliiéncia
dcr
sonr erlitido
Revelar'a-se
cm celtos !asos lìnl itlletrrtl'r cotrsitlerár'cl:
100
hz c ntais: clll outros.
cstc intcrvalo
era nlais tccluzido'
dç 40 oLr nresnlo clc
10 hz. por exenrplo O teu.rpo passaclo ua
"regr-riação" sobrc a 1ìcc1iiência
iìo
sonr ctrtiliclo era igLtaltltetlte
variáveì: I s 0'l s'
[)evetrlossobrettidolìotal!ltlUìogLlqtleíÌfreqr'iÉrlcral]nt(,adacStâ]â
,ufi"i"nt.*.nt.
prtixinla cia íìeqüén'ia
clo s'rtlt ctllititlt' se riliÌ[ìllr7ava.
Para cluciclar
o clesetrvolvimento
dcsle processo'
propLlselÌos
i:tos
pu.ianL.r
a,r] qr"nr tr.uLl\ido
torlal
ja eIa sr'rlìcicrlterllerlte
perlìi1o
qLte
entoasscnl os solìs avalraoos
scgtttldil-a
sua aÌtrtta c cÌue craÌll trânsnliticlos
pol unr elettogctador'
lnstrcr cnlos tlum catlaì de Lrnr oscilógralb
catóclico a
Iì'ecliicrlcia
d() súrìì crÌlrtlclo
e troutro catlal a tìetliiência
do sotll etrloaclo: tttlr
registraclor
lumit'toso
rlal.cava
o tenrpo sobrc a trìcsma balda
l:stas
erlrcriôrrcias
1ìzetau-se
enl quarclìta
pacielltes
C ott'to o desetrroìar
liipiclo cla pelicula-lòto
pennìtia ìcr'ar erìì corla
t,,dn o
',,r.,J^nçu
que ìtrterviessc
n''' lapsu do lcrnpo dc. O n]-l--?^"1']illl"t
,"gì,1, u prna"tan esttrclaclo
collì tìnìâ precisâo pratioatlrellte
lÌÌlcruseopÌcü
ò, t."r,,lto.lo,
clcsta er'periineia
nÌo\lriÌÌânì
qLI,:
,rÌìeslÌlo
nos
pa.i.lrt.' .1rre goz:rltlt dc tttll
"ttrirl''
Ìulìdl r(ldÍi\'ll'Ìeììl(
l\"lll
.' 5Ôlìì
:;';.r;lr;
''"i
t ,.',ttp'"
'"
eslabcìccia
irììecliatalÌr e !r1c à altLr.a datla' trrs cleÌtr
sc nltroxitrrava
pÌ ogressivalrenle
Nos pacicltes
ootrl utrì tlivcl clc clcsetll'olv
imcnlo llìel]os elcvacÌo' a
clltoltação.
o processo de regulação
cla voz' octtpit tlllì lellìlìo bastallte
itì*" ià"
"tai-
de Ì ou 2 ì"gLnclus)
Alelr clislo' tcrn Lìrì carátcr de
::.,tiri.'.
quter clizer, ir allura entoacla se dcslocr tiÌnto paraì cilÌìa colllo lliìriì
baìxo ate que coirtoidc çotr a aÌtttra cladar c cotll a qttal se estabilizn'
ô,,""0"
"
nìucl cl..'s pacietlles
ó lrtais clcvacìo'
este prtlocsso tclìr tllì.ì carátcr
de cttflo
"alaqr:e". oLr se-ia' qrtc vai tltittla iLnica clireçào'
uos litlìtes cle tttll
intcrvaÌodcl0a40hzcnáorequcrsenãoa]gunscel,ìtésinosdcsegundo'
Enlitl,
devctlos
llotiìr
qrlc esLJ ln\ç\liÉrç'rLr
\('Jììu
(lrlir\c scnìlll-c'
,. ,,i.
..n,p,..
''r.uror.i',errro
i,-;:;:,:,ï.:li;,1ï;i:'lì,:lì,ii,,ì'
,,.ìilì iì,Lïl
ticrriìèrrcirs
rnris alta.
\o qttat"-ltt
"
-'
"
1,,.
,,a, ir,,,,r,,,.rÌt(,\lì\er'\rlìr,,\
.rue o rcgistro
conlottável
para
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,j" algrns
outros,
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sugutlJo
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da iìllar'ì(
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cle urn ptocesso
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n.rocìitìcaçào'
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expor
as noss'ìs
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e\lì\'ilÌlì(lÌlal
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dois un"''t
ïìu" o tnecattistn.
do or'rviclo
1!na1'
o
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o prirneiro
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expertcncias'
o citgãcr
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aptrrcrìro
de
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clcvill
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O I )ast ntol t t ìtrcnto do lJ ! I q ìt i \ìttt)
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ÌlìccrÌìisÌrìo
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Que
teceptor
podìa stlbstituìr
collvc lì ie!ltelÌl e ll1e o tirgão do
o uv ialo?
Só podia cv identelììeÌlte
desenlpcnhar
cíe papc'l ulìì
^rcceptor
qLìe
r(ilJôlÌdc5se

(x(ilalllc' Lolnpr'rllÌlìrlrr
ìlllr p'ìlíìl)''lÌ1t
'lc
frc'liiirlci
r'
L o caso dor
otqaos J;t'
''
//''/\"' \ tthr'tt
'rì
t:
A per.epçãu-
dos viblaçõcs
nìecânìoas
aplcsetlta
tlnla
lla11icularidade
llluito illrpollatlte
para n(is: a
Pcrccpção
cla lieqiiôrroia
de
i;;ì,,ìi;;.;;;:
';,n,,.n.iua"
pelas variaçõcs de oulrrr dos sctts. parât'etros
l intensidadc
(a ar'Ììplitudc)
(Jrranto rrrais elcvâcla e a anrplitude'
trais
b"iì";;,";.
"
ir"qüenti^'
c iuvcrsatnctrle
Di
tì por isso que a crrrÌÌp3riìçào
decxcitallll3s.vìbratórìos.segtttldoasrraÍr'ec1iiérlcia.Iìão\eolicnta
i"f.,i,,,"trn
"n,"
p"la srra lr-eqiiônc i'r ptoprilttrlctlt<
,.lit:r' rras soblÈ dìfclcnças
Ïï.,,ï
;,,;ii^,t
;lobaì'
"geral" PLtdenros'
portanto apli!iìr igualue'te às
rrcdidas clos titrriares e sensibiiidaclc
vibralória ct ttosso tlétodcr
:';;'rt;"tit'"".
As cor.rdìções
cla experiÊncia
erar' âs seirttintes:
as
"tOr.io".
a" haste dc um r ibrador silencioso
trarÌ sm it ia''ìr-se à extrernidade
clo index: o diámetro
da srrpcrtìcie
de contato era de cerca dc l'5 n.rrr' As
rurcdições eram efctua<ìas
entre ticqiièncias
clc Ì00 a lb0 hz' a rclação das
""ì0,i,.J",
o"""ao
da rrerlição
(los e\citiÌntcs
crr tìc ì plra l A lreqiiência
a ,i
""-rpfi"ta"
dos cxcitantes
eraltr contloladas
pel'nlallelìtclllclìte
por
lóf
o Desrütolrineülo
da l'\Ì(t istì1')
aparc lh r: s.
il",i
j,,.,o.
primciratrettte
os lin.riares
diÍerenciais
para
"t:l:i']:: 1:
n,",'""
"',fiiï";:.";;;;,;
;;;
;",''pa.açio
tla-rreqiic"'''
:l::"-Ì:tï]t^":,:.'
,,ìri'ì,'ã"
iri";;rrcs,'os
lirniarcs da seParaÇã1.
t:'lll^:]:,.1:
sc espcrâr'
esles crâtìì duas â quatro vezes:uperior
aos linitcs dilcrenciais
Itììl".'u".i^t
que se seguiratl
tinhanr
por lìnr
l^^r..:ll:Ï:.i":
t':oitetrii.r
'ìc
rttnt tiÁrilt'j''
ttt'"ìtti
''t :t
fìn(c\\(ì-
du pcr(cpçilo oir rr(
,;.
".
irrre rl:r
ï;':::Ï d"
^;"';.'ì,ïì:..;i
*g.'"ao o esquenra
descriro tnaìs acima da
"solììpalaçao
Todas as pessoas que partioipavau
ncstas experiências
titlllatll tllll
ouv ido tonal suÍlcientemcnLc
botlr'
'"{;.
ll.k"s), Sinìilarilies
bcÌwccn IieiÌring nnd
r
(r6. l()i9. n" I
As expel-iêrrcias
srtceclet'rttl
sÜ 5u!ltìlì(ìrr 'r
llle\lrr'r
\ìl!(j\\iìo
(lLl(] as
(ìLt( sc lìleÍalìì
'obte
o ortritl" ì.'
"t'
'lÌ"'
ltlìrlì" 'r l\Ìrìr
'
" 'l'
l"tttt;lçi.'
:1.:,;',,'j:,;-,i.,.,,
a rìÌ,ì(iL
Ìrr
ïi;:ì:]ì
.;l'ìl
lì'ììl:ì.
',,,';:
;ilil,:ì:
i;ì.,'l;ì
scrie
de traÇos
paúicuìarcs
t]
i::i:::ì,;;,;;
i,, i,.qir.,,.i.,
,.l.rs
'i[.rraçires
rla
"aÍillação
cla vocalização
n.irrcitatrtet'ttc'
tncsPctittlir 't('s
Paciclltcs'
:1::lìl:ì
,,:ìlï.1:';:
,:::ì::'ì,'i;::-ïl'.i
ì ;,i'""r"
''
i r.'li
'rì"
d:':
.
^c,'liuaeàn
lra colììpiìrJ\'Ô
n
'l
't"tit""t"'
r il'r rtoli"'
l"i rrr:ri' Jitìiiì
c
.ìì-''r'',ì"
',.'"',.r',
e ,,'"ide'ar
cl,cl'
,ï,ìïiïÏi'ï',ì"..0,rìì(rro.
-rlìì(rÌ,(rÌríìr'(s
\ rttììizaeao
ot
"']' "'ìì;:l;ì;ì.r"'
'
i i"tt'lì""'" ' '
lirrrir|c'
dc
perrniriu
rr''s,.,,0:i:l,,:::i:
ï"""ì*;;..:
urecànicas
reduziraur-se
sepat açiLo
ih
trc,(lLlcncla
,r,rtt.idcrar
(lln. lll(
f;t"i:ïi"ï"it:tt'
lirniar
de scpaíação
inicial
(crr ccntésirnos)
-
? 00,
"pó,
;.';,;;
iu1
I
I
:,
-,1ï.ï'.,ïi;
lliï,rj.'iìïli,'uïïi"ll
roo. *:
"
l)acicntc
l: litltar
ttrtc
(ìLlâtro \czes lìlr'llos
ial
_
I Ìg0, apirs
as experiências
-
2'tr6, ott
l)ac ietrtc
J: lirni'rr
tntc
scja' peú. d"
"'"tt'.]-ÌLï.ì Ïtl]'ll,''r.r"uo a ''tuucionat"
esle rìovo
sisterna
Assitl se Ìollllâvâ
e
lìrncionaì!
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':.'Jll
1.,ïi''1,ï;,liïl
mudar
o rcseploÌ'
tìlìì outr(
l*'*.,.'t'Jìt
!tt"rço
tônico
dos urÍtsculos
cla trão
A tlt e l:r rcr ilort-'c
tnttil., cotttPlcrl
Exigia
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^c0d!Ìrìia
dis Ciônciiìs P'r(l1ìgo
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t )r:rtttr,!trtttcttrrt'1"
l':trltrtsttt"
(
) 1)t:rü\\)l\ in?.ntt) Llt) l':;ìqìLi:iDÌ()
Estas
expeliências
1òratll realizaclas
colll pess(las collì Llura stìrde/
t.,lìalliti(laììtclÌl(
lll'll(adJ
.^. ,i1lì.
I rrrrr
" ' " "'ì'i,t',"t"rJo
colrìPorla\a
rlllr apitr<ììtLì
dc corrtepçito
ortg
r' ".',:
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!ìì {*i *;:;'l,l::l'"
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"lìì;,0";ï''i:;ï.
Iïl'il:lï
itnorcl
provtrt"
'.
urìÌ ú.cilutriìlir
c Ielcl'rrr<' tcl l i': ì()t
triìnsnìitid'ì.4-urÌ1
ï::::i;';ì:l:. exercida
sobre a pìaca e a lreqiiência
"
'l:::-ì'::-";,.,"'rr
lir'a'ìa' 1<ttt
ììtrtitc' dq1ç1111111;1'lo:')
p.'t tttttrt
,'rldl' Llcl()
:r|irrLrr" "- '-
nrrrrritra tradrrzir l irrten,i,lrdc
da
Pr',..sà,'
e.,trtlaçi"
litrerr 1'ositira:
'ìlì:,ìl::"'.i.':ì;ì:,,.1.
l,ìr.',,'
por
.cs,rììdL, i\r,
crcrcrd.r strhtc
rì disc(ì Pclo
ntln
é' eu hz
slia eul lbrnlar tlos pacictltes tttrra relaçãrr
. l.'ï: ::ii:;lï:1",ïìÏ:
;.';;;'';
"
ììg'n" a" cslbrço cstátìco
::l.] 1,ìì.. ;;;'
;i" n r." ries
pcssoas pat ticipaviìm
estas exPerrcììc
ìas'
" "'
"
ìi'''1
1" 1::.:fl I ; ::'r: x;l'j,.jlï"1,ìl'l"ií'.
ï,: ïÏlì
j',ï
l:
feiÌgìt DOt
ì.l rir
P'L'r-'
- '
,l
os casos elìl qrre iÌ ìntcnsidadc
cla pr.cssão
cacln reaçào
,"fl:t"
]': l:i:',1'^t1,,,,.,
cu',,ii.iuruh.rrcnrc
ligad. a csta lbrça o
it,inci.lirt
(,'lìì a llcqilcllLlil 'lo'
oìïoì," n*,t"'"
ni.'
orrr ia o
'{ìììì
criado
por clc
Na setlltêncta
clesLas
uxperiênciai
(que cxigiarn
tt-1.:l:
t"ttõtt U"
ouaíenta
l1ìillLltos;
fcrrnrou
sc
(]tr todos os pacictlles a associação
rcfìcxa
:1";ì;;';.
';;,,
!:ratr
Jc
('rorçu
lìïìì"'1,,
,..r.',, ìì,,,\.rìiìr
ap,ls a
.rì,\'ir''
^
conìPalaçào
LIo erro
sessão c lÌo firl
das
cxpcriências
'lá
os seguilltes
ttitrncros
(cttt
utlicÌadcsconvetrcionais):pacìentcK:65cìpacicntcB:(15c5
'',".':",",
'_,;t";e.11,.n..
",.,n
disro.
quc aqfoìpJt- EN-tF.tÌ
I.ANCìtJAGÌl'
l'( L
Ftli
pala tesp':rtlcìeÍ
iì cslil
'lllesllìo
rlitc clc{tllltllos
tlreiliçìo
llo Iirliial
clc scpatrçào
liiq
":
trtttttcro-
ubtt'l'
:
paciente K: limiar c.le
'r"j"*çi"
anlcs cltrs crl)ct ìcrlcirrs:
1994
senlósimos
- após as experiêrrcìas:
700'
"""''-
-Prrcie
trt" B: antcs das cxpel iôlcias:
i6 Ì !
clas exPeliências:
821Ì
cÀpcl lcnc lJs: -+ô
I)acientc
l-ì âilles
ccìì1úsiìììos
aPos
cclìlósilììos
aPós
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4
e'rper ieneias:
1Jl
-' ^'^'t iências'
o lilniar
da scparaçã.
tinha
Assint,
ltPos
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dimirrtrido,
sc ltcnt t1nc o\ pucrc'n-lat
não lì\r(s\(tl:
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ntt tlccursn
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lirrrirrc'
"l'rid.'
1'cl"
Ilìì.' d(- lìL)
mecanistllo
clc pclcepçào
tf"' p'"i"nt"t'
elltrar iì associ?Ìçào
clÌlrc a altllra
ã" ut,t ronl c grau clo eshrtç''l
mttscular'
AonrestuotetÌlìlo'4,'o"'u'"nç'oÍbiatraiclapllaotìtodeset'
irrs.rncienrc
pa,.â
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u,,a r,:ïi11,,,ï\ïi3i"Jï:or::i:ti:,,':i,ï:ì:ï:::
rondi(i,'ììiì,ìd
"
ltlrlttllrttt'ttt.'
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oacielÌtcs
(K e L). pLrrs perutatrcciatn
tiuplos clo clttc derctiatll
scr'
A tlossa
itlpressãt'
"'u
Ou"'
tÌcstcs Lioi5
pacietrtrs'
a
Piì\sai-Ìclll
â Lllìì
p,or,r"n,"
"ì,i,'."",pr"'"
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r;::..ï,,ì:ï:1
j,: jï'
ïï.i' i,ìl: ïi:
tinha dcst cguìado
o tLlÌÌclolìal1-
nrossijp.Llilììos
as er'peLietlctits
tnn'
"1"t
0 rcsultado
lbì quc sc a pleclsao
,1,, eslorço
rtrttscrtìaL
ttall
'ni'"t'';;;^"n"
cousiclctável"
os
lintiales
dc
.fï.ì.tr.'"tt"
Jcrliiìfíìllr
l
'ci:tr
i;t tltrr'r ti'ttc
lrrir'r'
Assilìr.
no p^ri.nt"
f.'. i',ììt,":l:1"
,.p",.çà,'
tudttzitt-se
cle seis
vezes c lì pacietltc
L' dc
Pcrto
de lÌove vczcs.
l)l.ltt a çs1c fato rttrra gratlclc importâtlcia
L-orll
e1èittl'
n
'u"
tt"/ìli'"
moslrâ
qtle' logo cluc se collstrtla
o
..".qu"rì,ì:".r"
ìuìì
::*. ::
;* ll:i:l::lilu,l,l:,
:ï'::::ïlï:ï'ï:ï:
cl*'c
itrtcrvir'
N" *q"t]]tli'
t';*ìutt'"
i"ì"i'tt"'tt"
cnr lLirrçzt.
de orierìlação'
trlrìcÌô lÌììtcril)l'
ç\ cc tltÌ \ il
'
;;'i;.,'".
c rL'Jo
n
'i\tcrrr:t
tl itrtct i
'riz'td'r'
.l-J
t) l\ ,,1\ l\tt1), t't1' I I t
l'
1\1't1r
'
l:
I
I Iìesta-nrc abordar a
tenha cletivarntetllc
Íìlt mmdo
cle our,ìdo totral, no qual os
apareìho vocal'Ì
ResPonderei a esta
O Dest! nrol\)i"rcnto lo I'trtlut:nto
seguttda qLtestão: podenlos a1ìrnlar
qtlc sc
llos tÌossos pacicrtes tlt'ti ttlccatlisrlo
aúifìciaÌ
nritsoulos cla nlãrl desenlpetlhatanl
o papel dc
queslào pclos resultaclos clas experiôncìas de
corrtro le.
Nas nossas rlecliÇõcs clos liniares de separação ttos írltitlltls
pacientes puselros o aocnto. lltllll oaso. no aparclho nlttscular Ou'"t:'";-tl:
o,rtro" no aparelilo vocal AconÍecctt
quc sc' llo
Prllnclro
caso' lsso
pcrturbava inclubitave lmcnte a sua capacidacle
de separação da altura' o
s"gr,,tclo
"aso,
não provocâva qualquer nudança notável nestc processo'
Pode-se, portanto' constderar qLte..conscgu
intos igttrìmctltc fotmat
.r," ..*,',ìJn si'l.lttra rccepliro ftrtrciorral''
l]videl]te]nente'esteSiStelì]a]ìncional.talcolìlooqrrefoidescrito
rrais atrás. é upettas utn produlo laboratorial Parece que só pocle lutlciotlltr'
luas condigõc; de problernas rclativamente
sirrples lìsta limitação clos
sistenas artificiais explica-se pclo lato cle que sejarn formados. na base dc
elernctrtos rrrorfoìógicos
inadequados Mas as tlossas exp€llcnclas
nao
tìnhatr pot flrr nrostrat a possibiliclade cle cliar aptidões não próprias
ÌrabitLtalmentc
clo hotncm ftatal'a-sc Ltnicatllctltc
dc I'o iÍìcar'
l^f .,:int"nor,n"nlc
o mecatrìstno cle tbrmação clos sistenas
tìrncion:ris
perceptivos.
7 Não lesulrirei os restlltados destas invcsligaçõcs c passalcl
alitelarìelite às conolLtsõcs.
As vclhas teorias cicntílìcas associavatrl dc tlatreira intrlá\'el tais
orr tais capacicÌacles
ou tunçcìes psíqLrioas iì existêrlcia dc, eslruttlras
cercbrais col responcletltc
s. espccializadas'
pertencclìtcs à llerlttça
;i"i;g;;; Illas consicìeravattr
tla ncstna mzrneira as apticlões nasciclas dcr
desenvo lv itnento sócio-histórico
do homctr'
Ì'r certo que unla iìlitLldc ciçntillca tlos lclit tlcccssltlliìllìclì1c
a vcÍ
cll1 lo(lu a fLrnçãtl psiquica o t osLt ltado clc rttrt tit glìrl ott tlc r ltt itls t'lt gltos'
po,
áutro iaclo-
-iá
clissc cpre as rtplit[rcs
c as ltrtrçõcs
ooríespolìdelìtes
à aquisição especificanicnie
hltttlatllts ttiìo
lltltlctll
lìxar-se
morÍìrlogicanrente.
iroi esta controvérsia
clrLc rros conduziu a cutìtir a ideia rle clLrc as
anticlòes e funçocs cspce ificaln cnle lrunatlas se Iìrrtllatrl tlo ptttccsso dc
"lr""ri"tU"
t-.,.1o
inclit,l.1l."-ì dtì nìLllì{ìo dcis obietos c lttrtìnrctlos
hutnltros e
;i;';
-tï.L'hrrr"t',
nrltt'rieì e coìrstittlído
por sistenìas
dc rellcros
sensíveis lornraclos Pcla
v ida'
Sc bcnl quc a 1òrlìlaçào clç sistenras rellcxos fitncìonais
cotllplexos
se encolìtrc ìgualtlenle
ntls atlitlais' e só tlo hotnctu elcs se lornen-t
""ti"a"irtt
órïãos ltrlcic'nais
do cerebro lormado
pol onlogÔnese
[ìata-
se de tìln Íàto clc extrclla inlpoltância'
As itrvestigações
acliri relatadas
ittcidianr sobre a 1'ortrtação de um
lloo Dâfticì.llar.
reliúivatnçutc
elcurcrìtar-. de órgÀos Íirncionais
ìl' cr'ìderlte
.;;,1 ;";;;;
Jc sisre rnrs lunciouais corÌìo os que eietLraur,
por exe r'plo,
l:,."1, ar.
i'rcJiatr"
(lirrrthr) dc
rclrçirc- l,,r'ic.rs orl ln J lcln3lica
*cJlÌle
;.-;;;:.;.;
tliÍèrcnte. loclavia. o couiunto dos clados oicntiÍìcos cle qLte
ìì.ul,"r."u.r',,i,"
rro5 Ic\cìar.
'rlltrrrs
lr'rrt't
'(rrììtrrÌ\
3 tod'r: .''
"rPìo'
litttci,'rrli- i'rllìiÌdos lì\tr
olì1(tgelrc-L
.'
-
A,tu pritt,eit.a patticuÌaridade
é quc unla vez constituidos'
eìes
ft",naiununt
aonìo ,,t,., iitgão único [)cstc ttlodo' os plocessos quc exeçutâlìì
trr*"t"- a" trtl.l ponio de vistiì stllr-icti\o-l'cnontcnoltigico
colllo Llllìa
;;t;d;"
clc aptidões elc.ìentiÌros
rìatâs lais são' pot crctnlllo' os
;;;;;;;'cle
apreensào ciircta clc estltrluÌas
(Ga\tultan) dir.errsttrtr'tis'
rlttanlitalir.rr
ou I' rgìear'
A sutÌ scsLllìclâ PalliLtllaridade
e a srra cstabilitladc
Sc bcm cltte a
sua lor.mação
r"rì,1t. do l.echo dc ligações cervicais.
estas lig.açõcs toclavìtr
,lì-."
"tiingu.n
oonlo os tcllcxos conclicionais
correntcs
llastará clizcr'
p.,
"*"",pfo
q"" a apticlão para I ìsitlÌìzar torlras
lcr;;.lic]1;.fclo
tato
que
l" ,j"r"nyntni".
sabepo-lo. Ptìl
ontoiÌôrcsc.
não sc e\lillgtlc apiis clcz atros
;;;;r;"i,^.
se betr clue nenhrtn rclìrtç. tlas ligaçtìcs c'rre spon dctrl c s seia
I
I
t,
i
I
ì
+t
l
a
a'
'''t
t o v. ovLchirìÌliko\e:
ìlxpcrìôncìa(lc sÌlbstÌluiçào do elo motor'tlo
r,rrrrrL Àtas clit AcacÌenia c{iìs Ciôncies pccìrìgógicas d'ì I{ s l: S lì
-
19'í)'
sistcìììa dLì or.t\ ìLlo
O Dt .';rìt\olrinrcrÌ!a da PsÌquìsuto
1
I
I
I
t
I
,l
I
Ìlossivcl.
evidenternerte. rìestas condiçôes. Estc fato l'oi dcnrorrstrado. h1r
porÌco teÌnpo, por M. I. Zerrtsova e L. Â. Novikova, talìto cìiniciìnìL-rtu
como pelo Ìïótodo e letrofisiotógicor"l .
A terccira particuìaridade dos cirgãos funcionais consiclcrados ó
que eles se Íìrrtr- arn tle nroclo diÍòr'cntc das sìnrples cadeias reflcxas oLr
daquilo qirc sc charna os esleÌeólipos dinâtrticos. As ìigações que os
conslituerr nâo clccalcam sinrplesrnente a disposição dos ercitantcs
cxteriores. rnas associitt.r.r proccssos rcflexos irclependctlles a/(rJ seus e/èi1rt.s
tÌtotot'c.\ para Íìrnrar unr ato reflexo conrplcxo irnico. Tais atos
"conÌpostos"
corrpalrlârìl scrììpre. llo principìo. colllpolìclltes e\teti,.rtcs-
rnotrizes desenvolvitlos cluc são cm seguida inibidos. ao passo qtle o ato do
seu con-jun1o nrotliiica iì sua cslrlrtLlra iuicial quc sc abrcvia e se aLltotÌìijtir.r
progrcssivarrrenle. llslas transfonlÌações corsccLltivas dão origc'nt .r
constelação cstár,el que 1ìnciona como órgão irnico e dá a irlpressão de
uma aptidão irata.
A sua quaÌ'ta particulariclade lenl. por finÌ. qLte ressalta claranletltc
rossas irltinras series clc cxperiêucias é c1uc. tcsponcìetrclo a ttttta so t
nresnra exigôncia. tôrÌr Llrla cstrutlÌra varilìvcl. l, o qLre cxplica lr
possibilicìade quasc ilinrìtacla cle cotttpcnsações quc sc obselva no clourínirr
do desenvolvimeuto das Íunçtìcs espccifi catrente lrumaltas.
I)crrso quc a intlodução da noção clc órgãos 1ìtncionais tro senliclo
clcfinido nrais acitla ros permile colocar o problenta do bioìiigico c ikr
social uos plocessos psíquicos clo honrctn sobtc o tcrrctlr.l dos iìttos
grlecisos da irìvesti!lâção ctn Iaborattitiit. Pcttso. aìém dis1o. que estc
plincípio clc cstudo sisleurilico da lbrnração dcslcs ótgãos e das aptidires
qLrc Ìhe concspondeur ros pcrtnilc tirat algttnt:rs cotrclusòe: gcrrli.
r nr
!)ortlìntcs.
A principaì é qitc as biologicatnenlc hertlatìas clo ìrorttetn trri,r
clcter-rninanr as suas aptidòcs psiclLrìcas. Âs laçrrldades cìo ìrotltçtlt tÌào estaì(l
viltualnlertc colrticlas tro celcbro. O qtte o cclcbro etrcetra virtrtaltnetlìc
O I)t.\t ttIr)I\ irr,])k) tlt) l'!rtt!tsní) ?-t
rrão são tais oLr tais aptidòcs espccilìc:ttttctllc lttttttlttrlts. nÌas apellâs a
t.tplitlão puru u
fitr
rclção d5íus trlttitlõcs.
Por outras palavras. as propricdades Ìtioìogicltntcrllc llcrcladas do
lrorrrern constituerl apcÍÌas rtttta clas cottdiçitt'.r tlir Íìlrlllaçào das srtas
funções c facLrldacìes psíc1uicas. condição clttc cìcsctrtpctrlta
l)or
ccrto tllìl
papel inrportante. ConscqiìctlteÍìÌelltc. sc betrl cltlil cr'ilcs sislemas trão se-jam
deterurilados por propricdacles biológicas. clcpendcnr todar ia destas
ú lt i r.r.r as .
A oulra condição. é o tnttttdo de 1ènôrrctlos e de oll.ictos que
rodeianr o lrornern. ctiaclo peìo trabalho e pcla ltrta dc inLtnerávcis
qcrações htrntanas. É cstc nrttnclo clrtc litrttcce ao hotretll o qLtc ele lenl cle
verdadeilarrcnte hutlatto. Se. portanto. tlistìngLrirros Ilos proçessos
psíquicos supcriotes tlo hotretr. pol Lttn lado. a slta lìrtna. isto c. as
paúicuìariclades pLlrantellÍc dirrârricas ciue depcndetr da srta "fa1rtra"
morlológioa e, por oulr'o, o scu coutcildo, isto é^ a função quc eles exercen.t
c a sLla estlutura. então podemos afirttla[ quc o pritllciro elelnento é
cleternrinado biologicarncrrtc e o scgurdo socialuerrte. Será preciso
sublinltar qLre o âspecto clccisivo é o trttrlctitlo?
O proccsso cte apltlpriaçãtl rlo tnutrclo tlos íenôuctlos e dos obietos
criados peltts ìtomens tto dcculso do dcscttvoìvìnlcnto hislririco da
soçìcdade é o proocsso dLlratlte o qtral teve Iugar a 1ìrlrnação. no inclivíclLrtr
clc facLrldadcs c dc lìrnções espccilìcatrlctltc hutllanas Selia proÍLl ntìanl cnte
crrôneo toclavia rcprcselÌtiìr-sc estc
Proccsso
cotlo o rcsultado clc ttmil
atividacle cla consciôncìa oLr cla ação da
'rntcncionalitlade" tro scnlìclo etn
(llIc ,ì crìlctì(ì(lì] Htt.'ct l c nrttr,
'
O pt'occsso dc allropriaçàtt efetua-sc no decttt so do
dcscrrr'olr,ìnrcrto dc tclaçòcs lcais do,rrlctkr cottr o ntuncÌo lìelaçõcs qtle
não cìcpendenr nenr clo sLticìto tletl da sua consciôncia. urls sito
ilctcrnrinaclas pclas condiçòes hislóricas colÌcretas. stlcittis. tras cprais elc
vìve- c pela rrttrcira cotìto a sua vida ss 1òrllla nesliìs condiçòes
il por isso qtlc a qttcstà() clas pctspcclivas dc clcsenvolvitnetlto
psíqLrico do lrottretn e cla hLttranìdadc ptìc arrles dc tnais tlacìa o problema
tlc rrnra organìzação ecìiiitativa c sctÌsata da vicÌa crr socicdade hunlatra
:
È "'ct
v
r( )qn i11\ il
I ZcnìLsova: lll{)rl{ìs Llc corìrfcnsiìçaÌo da ccguciÌi1 ììo
.: llhorìosa \4oscoLl- 1956.
tìrurc\n
il.L JLi\ iü.i lr
27ó
O Desenolvínlento
íla Psiqnìsna
ili
I
"t
!
li
,i
de uma organização
que dê a cada um a possibilì6u6"
pratir:a
de 3s
upropriu. dãs ,ealirações do progresso histórico e de
p2rticipar enqual'ìto
ciiador r.ro crescimento
destâs realizações
- "--'
e,scollri o problema do biotógico e do social
porque
hoje
ainda
muitos sustentam
a tese fatalista de trnra deternrinaÇào
do psiquismo
do
hornern pela herança biológica.
Esta tese vem alimentql,
em psicologta.
as
ìaìi"r aã discrirninação
rãcial e nacional, do direito
ao genocídio
e às
;;;;t
;" extermi.ação.
Ela a'reaça a pa.z
?
a tlgulunçu
da htrrnanidade
Ëìu
"rta ",r,
contradição
flagrarrte co'r os dados objetivo,
das iuvestigações
psicológicas científi cas'
li
O IIOI}IDM
DA CUI,IImA
O l)t s L'nr o l\'íÌtlr tt to it) lsitluì\"tí)
2r9
i
I
ì

I
í
i
!
,
.:
L De lorga data. o lrotllenl e considerado
colì.ìo Lttll ser à pane'
q ualitativa ut ente Jifer"nt" rlos aninrais A acumulação
dc couhccit'netrtos
trioìógicos colìcretos
perllitlu a l)anvin elaborar a sua ccìebte teoria da
;";;-0t".
seguttclo a qLtal o houcm e o procluto da evolLrção
gracluaì do
mundo animal e telÌ1 ulra rtrigem atlitnal'
Depois a anatolÌ'Ìia conlparada,
â paleontologiâ'
a embriologia
e a
antropoúgl
ofereccratu
cliversas provas novas dcsla teoriâ Todaviâ a
;à;i;'J. ;-"
o homeu.t se distingue radicalmente,das
espécies
'rnit..ais'
r',.,"a,',.,o o, tnaìs desenvolvitlas.
Ãrltinuou a scr Íìrntemcnte
srrstel'Ìtada
õuuna
o saber otlde c quc divetsos autores vialn estas di1èrenças c cotro a
cxplicavltrr.
i<io. i ottltu lti<toti:r'
Não é tlcocssário detcrllìo-llos
ctÌÌ todas as considerações
euritidas
neste dotnínio, Não concederetlìos
clualquer. atcnção àS que' partcrrr da idéia
de urììa origelìl cspirilrral. divirra do honrem'
qtte colìstittliria
a sua essellclâ
iurii.,,rut,
ãa-iti'l rrna tal teoria e colocart'l.to-tros
Íbra cla ciêrrcia'
(l
essencial clàs discussões cierltificas
irtcidiu antes sobre o papel
dos caractercs c clas dillculclacles biológicas
inatas do hotncm tJma
urosseiro
cxagero Jo seu papel serviu dc 1ìndatllcnto
lcórico às teses
pseud,rlriologica:
lnai\ rciÌ! iolririü'
( rììais r'rci'liì'
A orielìtação
oposta. clesetrvolvida
pela ciência progrcssistâ'
partc'
p"lo .otltrát.io. da idéìa de que o honrem é utll ser dc tlatureza ;otiul' 1ue,
lrtdo o qtte tetl de lrunrano uelc plor'étrl da sua vicla cu l r'rc lcrlarlc' no seio
dt cullura criada peÌa hutranidade ,1
.
:
ì
I,
,l
I
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... :
rl
_.,tr)
,1i(\./,i,'/ì,rr,
nt )Jr l\rq t\ttttt
(
) I )( í nrrh, t tì1t'11 1 t ) t lt ) I' t !t
|
1t t\ )tt t'
i"'ì
L IìoS.uinski- Ì\4 C Ì''!ino: /ìr'l'/'ri'1tas
(1tt
'tì1tt-opologÌ(
tvloscoLì 195i
No sÓculo passado' poLloo após o apârecilrellto
do livro de Datwirl'
,l tlrige:,nu ri,s Especítts.l'ngels.
sustenrarláo
a idóia cle unìa origctìr anirlal
clo homenr, lllosllava ao nÌcsn1o tenlpo
que o honìell-ì. c plofrtndatnenlc
air,i,ìt" a", seus antepassado'
anitttai'
e qttc a h.nìnização.esultou
drr
;;,,;;;
;
"'.1u 'urna
socieciadc
organizada
na base doJrabtrlhol
que esliÌ
Ìì,ìss.ìselll rrroclilicou
a sua uitttlrcza
e lllarcou o inicitl de urtl
:i:ììì'::i'i,';.;ì;';;;
Jilc;'JrrrcrÌrcrìrc
J"
(lcì\'rr\ôl\irÌìcttro
d''' rtttittt:tt-
]
"ì"t". "t,"l,ll,,ttiioo
n'in as leis bìológicas
ttras a /cis sócitrhisltiric:tr't'
Aluzdosclaclosatttirisclapalcarrrropologia.opt.ocessodlr
poaaug.,t dos animais ao hourcm poclc rapicÌatrente
traçar-sc da scglrllì1c
mtneira:
lìata-se de Lllll longo
Pr(ìct'sso
tlLIc cotnprccntle
foda ttnra scric dc
estagios.
ii primeiro estágio é o clit
1r'7"rrirqrì".biológicl
do homem
i:o'i"in
'ro
1ìn do telciár'io e
lro\\eÉue
rtu itricio do qurtclnário
L)s setts
i"pr"at,tt"nt"r'
chamados
âust fJttìp itec os' crarn anitn'ris-qttc
lcvav!Ìll.ì tllra
vida gregária: conheciam
a posição vcrlical
c s"tuiut"-;tf
.dt
""":tll::
,uãittll",.tai,'"r'
não trlbalhaclosì
é vctossímil
qtìc posstrisscrrl
rrrero\
exlrclÌ1alìlellte
primitivos
pata cotltttlticarr
elìtle si Neste cstágio
lcirtlrvlnl
;ììì;; ;;,
f^.,ilttu
t' leis da biologia
o seguudo
estágio
qtrc cornporlrr
L,ma séric de grandes etapas p'rtle cìcsign'rr-te
qeììì(ì o d3
"Ìs!'lg(7?l
ao
hometn Vai descìe o aparccirne tttt'
''ìo
pìucirtrtr
ory
:' :lntl
clo hotnem clt
Neanclefihal
inolusìve
Ìrstc estigio
'r
nrarc:r..lt lelo
irricio dir tàbricação
cic
irìstrunrcntos
e pelas primeiras
ii"'ttu'
"intl"
ctnbt i"rrárias'
dc lrubulhrt
t
cle .sttcittlutlt'.
A Íìllnlação
cÌo hotletrr
estaviì 1Ìinda stlbtrretiila
ticsst
"rtlgin',i,
leis L.riol(rgicas'
qrrer cìizel tltle ela coutitrtlava
a lracluuir-se
pot
allcraçõcs
atnatôuicas-
trarstrtititlas
<1c gcraçào t"l
^i::ttn.Ìo,,,0.:l::
hcrecÌitaricclaclc
Mâs iÌo ìlìeslÌlo telì11ìtÌ
clcìììslìto\
lìr\\
('\ iìlìilÍcclarl
IÌo scll
clesetrvolvitlento.
Conlcçaratlt'r
prodtrzir-sc'
soh..a
irrlìuêllcia
drr
deservolvitnetltcl
do tt-abalho
e tla contrnicação
pela litlguaucnl
clLte cle
;;;;ii^;".
rnodificações
cla constituição
auatôtrioa
do hotncnr' do scrt
cérebro. clos setls tirgãos ao'
'"ntiiot'
cla stta tlrão c dos tir'sãos
(lc
linguagertt;
eììì ÌesLllllo" o sett clesetlvolvimento
biológico
tornava
sl
.l{ìneììdclìlc do clesetrvolvitlcnto
da produção'
Mas a prodrrção
é clesclc
"
inicio url processo social clttc sc cicsctlvolvc
scgtttrrl" rrs tt'"1
ltit
uf
i"tl.vul
próprias. lcìs sirc io-il istór'icas A biologia
Pôs-sc'
p()r{ilrì(() lt
"lnscrcvcr ììa
estrlutula auattìrlìca
clo hotllctlr l
''ilistóril"
lliìscentc
(lil socicrllttlc hrttllana
Assinlseclcsctrvolvtatrhotlletrr.tortlarlLlsrtjcilrl(l()I)1.(ì(:cSSoSociiÌl
clo trabalho- sob a açào de cltias e:pecies tlr: lçis: e tll
1't
irrterr'" lttgar' as icis
trioii,,*i"n..
cm virlLrdc das qurris o's iirgiìos sc adapliìr'anì
às conrlìçõcs
e às
necessicltclcs
tla procìução: etrl scstttrcltl lugar'às lcis sticio Ilisltiticas clue
.ü*,ìï-,ì a"t"''.t'" lv itrr cnto dn p'àpria p'oilução, e os lcnôt.cnos
quc cla
ctrgendta. Nolclllos
qtt" tt''n'"'utut
autìlres nloclertltls cotrsidcraln
/r''rlcr ll
lristór'ìa do hotnctrl cotno tlllÌ
llroccsso
quc colls(jrva esla clttpla
dctermìiìâção
flotlsidcretllos'
tal c0rllo Spctlccr' cluc o clcscnvolr
iuctlto da
socicdlclc
oll. conlo eìcs ptclèletn dizst" o clcsctlvolvimcttlo
clo trrcitr
::ruprr-nrge
n i.o''
(is1o c' social)'
não 1ìz seuão coÌoqar" t) hotncn cttt
.oJiio.."a.
cxistência
particLrlàr rlcrrtc cotrrplcxas
iìs qLraìs cle se aciapta
ttiofogi..,,r"n,".
Ì'lsta hipótese não teÌì1 Íìtrclanrento
Na
reelidadc' a
lbnnação do htinlem nassa aitlcla
por irln terceiro cstágio',onde
o papcl
,".o".ìiu..l cl., biologic'r ç LIL) sociiìl na lliìttileza clo hotncln sofictt tlttta nola
;t,ïàìì;;. ;; ;;úìo dtr rp'rrccitttcnt.
clo 1ìpo do honret, atual o Hcttttrt
l"prr. f,t" .ourfitui o etapl csse rt rlì. a r illgcnr l u tnontctllo cotli
;;:i; q,," a evolução
clo ho'rern sc libcrla Lorrlt,cuLc
tla sLra clcpc.dônoia
i"i"i"r p"* cotn as tnudanças biológìcaS
inevitavelmcntc
lcrìtas' que se
ir""r,"lit"
por helcditaliecìa
de Apinus as lcis sócio-h istóticas
regerão
doravaulc
a evolução do houem ò antlopólogo
soviético
l l Roguìnsl<
clescrcve
assitll esta v'rageln:
'"Do outro lacio t1a fiorlteira'
ìstcl é no honretn
.nt
"i",
a" se foruar, a aliviciade do trabaÌlto estava estleitalllente
ligada à
cvolução
niorl'ológica
l)este lado cla iiotlteira isto ó' no horlrerrr atual'
"acat.rado".
a ati;idade
do lraballro
não terrr cÌttalqLrcr tcìação cour a
lrtoBIc.'i,r,t.,or;glÁgicll''
Isto signilìca
qLtc o hctletl c1cÍltl itiv amt: nlç 1ìt-nlado
possrtt
1a
roclas as pr.,pii"datl"s
biológicas
neccssárias
ao sctl clcsctlvolvitlrento
tiO"lo-f'tia,irri.o
ilirnitaclil
Por otllras paìavras' iì
ìliìssiìgclll
do hotltcttl a
ìj
I
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ti

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t ) Ì\ tr)^ t )l\ t))tt ìtt1) tit) l):ttlttttììt)
lr:
LltÌra vida cIn que stla cnitora é câd'ì \cz lì]ais elevada não exigc lntldallça\
biolirgicas
hereditirrias
O hotnctlr e a hLtmanìdacle
libeúaram-sc
sc-iÌtltrdo
rt
^:::
:--,: a.i- v,r,rl.r. ,lo r'lc.lr"titrrro
da ltctcJitati<'l;r'le
c podctrr
:ì:::ììì,
'",
'0"ìì''''ì""""'n
""','
tittn"
'ìcsc'rttìr'''iclo
tro tntttt'l
f'',""È:ii'
Èì'"0'ì'ììtt''ttt'
tto dçcurso
clas clLratro .t't citrco dczeras tlc
;.'i'i;;ì", o;'""t
separarrr
clos primeitos represetltarìtcs
do Itottttt \ttlíLt1\'
as condições
históricas
c o tlloclo de vicla do hotlenl sofreratl.t'
etrl riltlr"'
ï",ì",f
'"r"tt
rapi..l''-rs'
tuudanças
setrr
precedenles
fodavia'
as
ì"rti.
ì'"',0"i..
iì.il.,git""
cìr' especic nã. trl udaram, ou' rììai-s-cxatanÌcr1c'
as suas tltocliflcações
ntÌo sairarr clos limites de r'atiaçõcs
bastantc
,.,f
-la"t.
t""t alcaucc csit:rrt lrrl tlas contìições
da v ìda social
Não querctltos colìl rssr) clizer clue a passagelÌÌ ao houcnl
pôs finl à
rriotlaslcisclavat.taçàocclahereclitaricclatlcoLtclttcanâlLllczad()
ilìlì"ìï.',.,'ìì
ì'.)
'"'ì'ììt.''u"'
nir. titrha solì'icì'r
qLralcprcr mLrdança
o
lìolnerÌt
llão eslá ev idctl tclÌ.Ì cllte strbtraíclo
iÌo calllllo cìe ação tlas lcis
oì.ìlì."..
n clite c verdacle
c qLte rts mt'dificaçtìcs
bi.logicas
hclcilitárias
;;ìr';;,r''i'r;'.t
o cìes"'rt'ttln
inttnto st.'cit'-Ìristot
ico do hotrenr
e cìrr
h r:rt atr iclacle: este é cìoravante
movido por outras tbrças quc não as lctr rl'r
;;;ì;;;;^
herccl ita r iedaclc biológioa-s'
Na obra quc corsag'otr
a teorrlì
cla evolLrção.
fitniriazev
etp'in''t
"stu
idéia clc trrrra tlancila
rlotável:

teolia da luta
Pelâ
existêrrcia
dctétr se no lirritt da histór'ia crrltural
locla
atividade
racìotlal do hotnetl nârl é scnãtt uttttt lttÍtt' tt lnltt t:ttnírtt tt lultt
,,, ,, ,'ì,ìr.l,,,,,, I tttn cotrthatc fJrir
qrlc lorll5 iìs pc\\oasrlü
Icrrl
l'".'rt't
i;".'l';;;';'
',
";,,..."1'1"6"..
pa'â qrre tìro lcttlta ttettt a itt'lir:étrcin
trett
I lolìlc. lìellì a tttonc ì<ttta
'
2 Â ltÚtnirtrzaçitì
elì(ltliìlìlo
tnrtdattças
csictteiais
tla orr:attizlçi'
fisica do lìolìrem. tcfll.ìirìa
Jonì o sLrrgirìclìlo
Ll.r hiçloria socìaì clir
hrrnarìdadc.
tisra icléìa llão lìos palece' llos lìossos dias paladrlxal'
Ntr
(
) I )r srttIa!\' i tttc ttt o lo I's ì L1 u ìsnto
tr'li,fltrir
.letrìllir' '"htc
a ll"trtittiz'rÇì '
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peì:r ttt'ri"t i:t
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I1' 11' 1I11' '
Mas então comtl Ó quc a croltrçit'
tìt's lt"rrrtt't
tt
t' 'U''1"l-.(Ì::],:
"n,".^nisnu"'t Pois. clcscle
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plirre ípi" tlrr hist"ri'r
lt'ttlt:rtrrr'
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lrropttos
""ì;";;;';:
sr''s conclições
cle r rJr nào ,.le trrttrrtr'
'''''
".]]l:'..l"tt"' " "t
"ì"'ìita*
cla uroÌttçritl
tle se tt Ltlstlitir dc gclação
cnr
gcritçito'
() LlLlc erlt a
iolltilìrri(liìdc.l' 1rr'.'çr''rr"
ltt'1"t t'""
I'ìra prcciso poltiìIllo
qtle estas acluisiçõcs
sc Íllasscnr'
Mirs cotllo'

'
irrr'r- cllt tli
'
1'oüetll
lirar'\(
-' h
"
'l(llr
dj ìì(ÌJIìçiÌ
s( r(r
Yri"!
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ab'oìut'trltcttt,:
pllttiirtl'tt
lì'ttlta
qttc
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biológica?
Foi sob itula lbrnrr
;;;,;:;.";
"
sociccladc
l""ttn"n'
^
dos ferôt'cnos
extçrtros
cla ctillrt't
tlt(11criL
( inIaIcLtut!I
"""'"
ì*io tu'ttta patlicular
c1e fìxação
c dc tratrsmissão.-as
geraçoes
,"eu i n,*',i"'
ìq,r i s i
çocs
cra
::Ïn.'ff :"'ï;;,ïï:;::::'1,
1ï;ï";
d il'erctltcnlcnte
dos atlitnats'
tit
orocÌrttrva
[', aìias. o to"' ttu ur'uitloti"
Ìlltmatrar
lrttlclanlct'"ultt
"
'':'hu'll:':'' -
''
'"''''';"i;;;;
atiriel,clç'
os honctrs
ttão fazenr serrão
acÌaptar se â
naltlrcza.
Ulcs rrlocli{icarll-tta
ua fittrçiro clo clesenvolvinletrlo
cle suas
necessidacles
Criatn os t'f''.j"tot
tp" clevenr \atislazer
iìs suas necessidades
;;;
i ;ì ;, ; o s nr c i o s o.
t'".ïï,iï
:;i':ï,1],"r'.ï,
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;:J;::ïÏ
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lnarìu illas tnlis eotlrpler'lr'
'
lrrlloA\\'(tshclì-tÌrâlcriill-t''1''''t'tt*'t'rtlizltlotlì31\Io(lllçJudjl'cll'
ì;;i"tì"ì.';"';:"'n f'"ttntt ''
p'l..'
'l"-"""'ì'
i'nc.ro JJ crrlrtrriì
'ìo'
ìtottr'tt':
o seu conhccitnctlto
do muttJo
circurdante
deles
mcsuos
etrriclrtece-sc'
clevoìvem-se
a ciência c a attc
c,rs, us suar)
Ao n.rest't.to
telrpo
uo decurso
da atividade
clos hom
aoticlõcs^
os serts sot'ìhccitr""t;ï;
;';;tr-fazcr
cristalizant-se
cìe certal
ììi;ï; ;;. ,",.ì,-ptoouto'
(rnateriais'
i'telectuais'
itleais)
Razão
por que
todo o pr'ogrcsso
no up"'l"içoìuì.t"nìcl' 1tot.
"*"ntpln'
tlos itrsttttrlertos
de
trabalho
pocle cottsidet;tt-sc'
destc
ponto dc vista' conlo rltrrllnao
Ltrìì rìovo
*rì,ì"0ì'ì."."nott
i'tt"nu,
t'i'to'itu
n"t apti'locs
r'ììotorâs
do hotneml
:
ta,
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'a.a
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L
''
l) tdt tsnttt pet ttnte Lt ctttìtitl llNIiS(lO
6
(;aìlirììard l960'
t"'
r' ,q. llinli.i"r"u, Ohrot c:talhìdas
cm 4 r'olumcs l lll' NÍ ì949 p 19ít
l"t
[,es processus clc Ì hon]ì1ìisiìlìoÌì
l)â'is 1958
() l),";ttn,tlt rttt, t.irr'
'lt' ll:::.t:::.':::"
O Dcst t],olt' t ncnt o tl a l' \ ìt! 1u\Ì)1o
{l
t
lanrbéln
a cotllplexiclacle
da lonótica
das IírlgLras cllcarna os progrcssos
rcalizados
na tt-ticulaçào
tlos sons c tlo ouvitlo verbal' os progressos clas
obras de arte. tttll clesetlvo lv ittl clìto cstótico ctc'
Cacla geração colÌÌcçlì'
portatÌto' a sua !icla tlttrrl tnutrtlo dc 0bictos
edefènônrenoscriaclospclirsgeraçõesprecetlentes'E'la.aplopt-ìir-sccìas
ricrrczas dcstc IìltìlìLlo
parl ic lllalìi t"in t'"b"ìhn'
tla procÌLtçiìo c tlas clivcrsls
lïl;ìì;'' ;
'j,,'
iaìii
'o'ì"r
e cleserrvol'crìclo
assirrr as apticlõcs
especitìcanrcntc
hunlzttlas
qtte se ct isttlizarânl'
ct'Ìcarllarâlìl
nessc tìlLllldo
(
onr clìito. l1ìesnìo a aptlclào
para Ltsat a littgLlagcn arlicttlatla
só sc lòrtla'
;;":;;;;.'";;.
pcì"'op'"nili'ogctn
cla lingLra cluc se clesctrvoÌvett
nttnr
^"^"oçqo
histrir.rco. cm tuuçiì0 clas oalacteristicas
ob-ielivas dcsta lingtla o
l]]i'i,ï..Ì;. ;ì,t'"ì',
ì
''
a"t"t or"i-crÌto
do
PensarìrcrÌ1.
ou da aqtrisiçào
do
saber. Ilslá Í'ora de qucstão
que a cxperiêucìa
irrclividLral
do honetrr'
por
u^is t-i"" qr-re seja. llastc
llariì
ptoduzil I lbrnlação
dc LltìÌ pensalìlclìtrì
ì;;ì:" ;", ,',nr.nìáti"o
âbstrato
c sistcuras
ctruceilttais
corrcspotrclcutes
ì"ì;"
Or".tr"
lìão ulÌla vida' tnas nlil Dc fato' o lììestÌÌo
pclìsaDcÌìto
c o
saber dc unta gcração lòrmanl-se
a partil dir apropriação
clos rcsttltados
dlt
aLjvicladc
cognitiva
clas gerações precedcntes'
"""
"--'i',rr;-ftq"
estab-clecido
com toda certcza
qLrc sc Íìs cÌranças sc
a"r"nuoìu"r"tl.,
"d",tl"
o nrais lenra idacle' Íbra cla socicdadc
c dos
ièrôrnçnos
por cla criados, t'
'";';t"i;
o clos arrinrais
(Zinggtr't Nt"
nosslìcr1ì nenì Iillguagen
nglll pensalììctlto
c os scus ptóptios ttlovirnctltos
:;';;"1,, t" arr",tì"ììt-"'n
ros tl'rs Ìrtttnatr.sl
não adquirct.
rììestÌÌo a posrçao
vct'{ical.
(lonhcccnr-sc pclo cotltrário'
cascts itlverstls en qtlc ll: uliltlçrrs'
olìLtndas
ilc povos qLIc sc cllcontlalìì
tlull llivcl dc <icsctlvoìvitttctllo
;;:ì,,.;,.'.;";
"
cLrlrural muito baixLr' srto coìocaclas
tnuito cedo cnr corrcÌicòcs
cultttrais
clcvaclas:
Íortnatl-sc
"tttãu
n"l"' loclas as aptidões
ttcocssárilrs
para a sua plena itrTcgração
""""
ttììu't" ó caso citado por Iì Pictotrr('a Ú
trur exctnPlo
Alriboclos(jLrarlkils.tttll'aragrtlli.Útìltsttt:tì:prìtttitir,ltsclrtcsc
ccltthccctrtatuíÌllììelltc'AsLracir'ilizaçarlcclllttllirilltcit'ilìzltçiìtldotttcl
;ì;;;;;ìì;ìt;;t
t"tts t'ci.s de sob'*'ivêncìrr
ç 11çcrrllt.
tl.
'rcl
rlc abclltas
sclvagetts.
L:. rìilicil erltral- clÌì cl)ll1iìto cotlt clcs'
llois
ttl-to letll ÌLtgat dc
habitaçÀo
llra Assinr qLlc os estrâlìgciìt-ts
sc ltl.rtox itlllttll
'lìrgcttr
prtt't os
hosortcs. l\1as crltl scgn it't- sc t'rl clia allanhal
rtnllt c.tilttlçlt clcslit
ltibo ctlttt
ï,,ì:'ï:t ïil"'iit*
"t''t
tu,.hctt' se rt srtrt litrgttrt iirtc sc rcrìlìc.rt
ser cxlrclììlÌllìcllle
prirlrilìva
Nottlra
vcz' o etinólogti
1Ìarlcôs
Vellard
clìcolrttoLì
tttlllt tttcttitllt cle cÌois anos lìtllì1 acatrrìlanìclìto
abatltllnado
pela
tribo. l'ilrlfìoir t sttn ecitlcação
a mãc clelc Villtc alìos nrais latclc
(cnl ì958)
ela ettt tlacla sc tlistirlgLlia
uo selt deseÍÌ\olvitltctlto
cllts irltelccttrais
",,-out".
it.ot."-sc
rì ctiogL:rlÌa
e faìa tÌancts'
espanhol
c poÌ'ÌLrrrtrc\'
Ì:stcs clatkls c nìLllltJs
oiÌtros
llro\iÌnì
qlle iÌs lìP1i(locs
c côÌlìclcl-es
".p".
i lì;;;ìì;" i; humattos
rìão sç lrrrìsììritetrt
dc trrotì. rtlgttt.
p't
hcrctiitaricclatlc
bioltigica'
tras acltlttitctrl-sc
tlo.tlccrttso
11a r,it1a pot tlnl
;r;;;':;,
ìi. ,,n,..'prrirr.
rl'r cLrllLr;iì crio':liì
pclas gcraçiìes
ptcccdctrtcs'
l{.17X,, 1,.tç
(lll- /'./"\
"s
lr"lrr'ìr'
rìlliìr\ rì\'l(t llrclÌtt\ I'o \ììr(l-'l\
iliì ir'\
casos trotrrrais).
clttalclttcr
cluc scja a sLta pcÍtctìça
é1rìica",. Puttu:'l]
..:t-'
ìtìro.'''rn..
"i"i,."'rtì'r'
r"'
Itct
iodo dc lb'rnação
do htrtrrct'
c tÌtrc
pc'ìrrtcrÌr'
rrrranckr teutlitìas
as c1ìlÌtllçocs
retltlcrìdas
a tcalizaçào
dcslc Illoccsso
,ì.,,.,',t1,..i'ì'
lr" IlìlllìLlI d
's
'rrirrt'lt'
Pocletrlos
clizct cltlc tntú i'tc1it'ittut'
trprcrrlt'
t sct rttn hr-'ttlctn'
o
que a lìaltllc/-il
lhe da qttittltlt-' tlascc tlâto lhc bastl para \ivct ctrt stlcicdacìc
ír-lhc aintìa 1,'"ti'tt
"at1u''ìì:
tt qL'e lòi rtlcançaclo
tro tlccrttso cÌo
tlcscrrvolvinlerltc'
hisliilico
cla socictlaclc
htttllltna'
O irlclivícliro
c coÌocaclo
diante cle Ltrrla itllcusidltcle
tlc ticlLtczas
acLtntulatlas
ao lorrgo cïos sicLrlos
pot ìnttnrc'rár'eis St:"no::
tl" hotlctrs'
os
irnicos
scrcs. no lloss()
pÌrncta' cltte são c'rltrrlr'rrcs
'1t
g"'1:Ott ht'tnratras
nìorrclr
c srrcedcur-se.
n,"a rq,,'r,." .1Ua
(JriiLr.ÌrÌl
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l' getllçõcs segtlintcs
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lì. Zingg:
'l.cral N4rn ancl IlxlrcììÌc câscs o1'lsolation
1940. rÍ'5L
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lì't'iór'oìì Dr I
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o t)tsttt,,,Itrt,t,
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( ) I )c tt t1\ t )lri ttk' nto lí) lJ s ìq I t i t nìo
Foi l(arl Nlarx. o ÍìrndadoÍ cìo socialismo cicrì1ílìco' o prinrciro cltÌc
lbrneccLr a análisc tei)rica diì lìiìttlÌcza social clo ìl''rtttetrl e clil sctt
dcsetlvolvinlcnlosilcìohistririco:''lìlrlasassLllì5(tIiìtascclohtltrlcttrA'
L.) reliìções ltttrrttrrttts conl o llìLllÌdo^ a visão. ii audiçiro' o ollÌúo' o
gosltl' tr
talo. o
llensânlento.
tr crltl tctrl
ll
laçr'ìo. o sclÌlilììell1o' lt Vtltllaclc' â ati\'ìdadc' o
anlor.. c'ìl tcsrttuo. toclos os ótgãos cla sua inclividLraìidncle
qLtc tla sLta
Íìr'rna. são inledialatnenlc
(rlgãos
sclciais são ÌÌo setl co nl
lll)rtam
ctllo
,)hi,tt\,) \'tt rÌir \tta /i 14,/
"
tt1
' "11;1'
a llrr"ptilr':rn
'l"lc
:l irl)li'lìl iilçij"
rl,r rerrlielatlt htturr,,t.,)" . Mlrr. clc cr:nl anos sc
llassaliÌlll
clepois que Matx
osçrcvçLl estâs linhas. Irlas as icie ias clttc elas etlceltatll pcrlll'ìlÌeculìl iìtu o\
nossos dias â exprcssào tllais plolìncla cla verdacieira lìâtureza das aptidões
hrrnranas oLI. cotllo dizil Marx. "das lbrças esscttciitis clo honrcnr"
(
l4/a.tanskrtifta lar trL:tt tt hcn1.
i. A. qLIcstão cio tlesetlroìrttlrclllo
rlo holìì,:nì c'rtlsidctado ctu
1ìgaçào cttm o tlcsetrvoìvinrçtlto
ala cLÌltura e da socicdaclc' levallta Llll):ì
sc;ric clc ìntelrogaçõcs Erll parlicular, Ieva a petgt'ttltar-se clìì cÌLlc e(ìl)sì\te
ocolìl()serlcsenrola(lproccss()clescrito]naiSacinacleapropr.iaçãopclos
irtÌiviclLros das aquisiçõcs clo ciesctlvolvitnctrto
histórico da socicdatlc
.lá vitnos qLtc a cxpcliôncia socio-hislórica
cla Hutllarridaclc
se
acutrrrtìasobal.ot-tlerclcletlrlnretrodtltlrulldocxteli0Iobjctivo'Estc
nundo. o ila ildirstria. clas ciô cias e cla arte ó a cxpressão da hìstrilia
vcrcladeira da lÌatLlreza hrttll:rtra; é o salclo cla sÌra ll alìs Í'orlÌ1açã(l hisfiirìca
Mas cn qrte cotlsistc o ptocesso clc apropliaçio dcstc trlunclo tlttu É it,'
,,r"rnro l"ntpo o proccs;o de I'ortlação das laculcladcs cspccítÌcas do
'tt"tt"'tt?tr"u"'rr,a sublinìrar quc csle proccsso e selììpte ati!o do ponto dc
vista do hontem. Para se apropriar clos objctos ou clos lctlôlnellos qLIc ção
"
procluto do desenvoìviucnto
histórico' c nccessário dcsenvolver
etll
reìaçao a cles uma ativiclade qLte se tcproduza'
pela sua tòlma' os tritços
essenciais tla atividade encartracla' acuuulada rlo objelo
l-ìsclarcçanros
csta ìdéia cotrt a ltiirtìl clc tttrl
,.xctttpìo sìtnplcs: a
.ìrttli\iciì,r de uttl itl'/t ulll' rtl
i,'.,ru,,'"ttto i Pl'dLrt'r
dl
'ttltttr;l
lììirl(l i'll Llll( l(\iì
'llr
\l üíÌ
atetial' os 1raços caractctisticos
tla ctiação
nraneira mais cvidente
e t]lats tttr
lruttratta. Não c apcllas
urn objcto clc lìllnla clclcrtrtitlirtlit'
possrtìtrdo
Lletcr$ i naclas
ProPlictlades'
O instlttlllcnto
c lìo ÌìleslÌlo lempo tlllì otl-icto iocirrl na llttal estãto
irrcornotaclls c 1ìxaclas as opetaçòes
clc trabitlho llisloticalltcltlc
clabotadas
"''
"'
i,
';^;
i".,.
.-nnt..'uan s irÌ1Lr ltarÌcarÌ rcrrle social c idertl' cstar
cristalizaclo
llos illslrttnetllos
hutlatros'
isso tiistingue
os clos
:l;.ìr.',;ì;'ì,.,."
dos atriuais
Dsles itl{ìnr.s clevcu igiialurente
realizat
ücltl5
('Ìlclt\,rci S'll'L-s( lì.'1
c\clìÌll"
qllc tlllì
'ilììi!'
ltptetldc a
'ctrir
tc
u:;.'oïì; ;;r: 1tut.,'
unt tìt'i" para si ì\{as cstâs ope'açõcs rìã(J se Íixanl
nos "instrutlìentos"
dos anitnais c cstcs
''ìllstrunÌentos" lìão sc iorllâlll os
;;;.';;;"';;;'.,;'rcrrtcs
clcstas opciaç(ìes.
Ì'ogo que o patt lctrltr
,f.!""ìp""f'l"4"
a sua
.fttução
nlìs rrãos rlo sinrio' tolna-se urn objeto
ì,rãii"r"""
para clc Í' pot isso cltrc os anitnais não guardanr os seus
" iustru t.ne ntos" c llão os transllliteill
dc gcrâção enì geração lllcs não
,,"n"ì,,-
0"n",t,.ì
ptecttelret
cstr lìrrrçr'ro dr
'actttllttlaçào-
'(Ptllì(l'\
r
I.ipt"rto,,
tlc.l lÌcrirrl-
qrrc c propri:t Jr tttltttt t li islc Lìtre
(\l)li'iì !lrrc rìãÔ
cxìstâm nos atlit.nais
processos
cle aquìsição
do ìnstrtìnrento:
":"lPt-ï-1:
"i;;;;;;'";";""
'.a,n
lnr"ta nelcs novas opcriìç'res
nrotoras:
e o proprro
ìnstrumenlo
que es1á sllbordinado
iìos tnovit'nentos
nrlttrais'
iiììri",r,r.,l,"f
."",e instinlivos'
tro sislenta das qLrris se intcgta'
Ilsta relaçào é irrversa no caso cio ilt'nletl íl a sLta tlão' pclo
contrálìo
qtlc sc intcgra
tlo sistcnra
s(tcio-histot
icltnctltc elabolado
clas
"ï"*0",
i"."to"r'adri
no inslrtrnienlo
e c a rrìão que a cle se srrbordina
A
apropliirçào
Jos itlsltttnrctrtos
irnpiìca^
portanto' Ltnla reor'llanização
dos
rÌìovirÌentos
naturais
ÌlÌslÌlÌtl\os
do hottrcm e a lìrrnlaçàtl
cÌas flrcLlìdades
tnotoras sttPerìotes'
.t áqui,ição
do instrtrrncnlo
cot'tsisle'
lt*l:t" ll"i.-l-tl.
lì onr crìì
'
enr
u"
"prop.in.
das opctaçõcs
llloloras
qLlc nelc eslão itlcotpoladas
E atr
''',\lartt.':ttttstlc
l8lJ. ob cit .
P.
9l
)39
l,t,r
()
I)',.ttnt oÌytrtcnto tlo l';ìr1utsnto
Ììlcsnlo torlpo Lìln proccsso dc lìrrnlaçio ativa dc apTidòcs no\'Íìs.
(lr'
lìrnçtìcs supcriorcs.
"l)siconlil1oras".
qrìc 'horlììlìzarÌr" iÌ siril cslil.r rììotli,/.
Isto aplica-sc igLralnrentc aos lèrìa)uÌcnos
(la
cLrÌ1uriì inlclcclrnl
Assinr. a aquisiçào da lingtragcnr nìtì L: ,,Lrtr'.r e,riru sett.ì,,,' pt'occsso cÌr
apropriação das opcraça)çs dc paliì\lns alLìc são llxaclas histoIicanrentc nr'
stras signilìcaçôcs: ó igurlrììcrìTc a aqLìisiçào cla Íonética da IingLra que se
cÍètua no dccurso cll aproplirrçào das opcraçõcs cluc reaìizaur a conslânci;r
do scu sisterla lblolcigico objctivo. E rìo dccLrÍso {lcstcs processos qLle \(
lìrrn'r:ulr r,.r honrcrn as Íunçiìes clc alticrrlaçiìo c dc auclição cla palarlr.
assiìr conro csla alividaclc cctcblal a qttc os íìsiiilogrts clìatÌlalìì o "segutttìt,
,i.tçrrr,r rl. s i r ,, r I i u: r,, ; r,
'
rl'rrr l'.r r .
t cvitlcntc qLrc tLrclas estas oaliìc1crísticas psicolìsiolt\gieus sir,,
lòr'nraclas pcla língLriì tlue o hotretn lìtlii c não itratas. ao
Porrlo
(l(ì
conìreçìrncnto clas característÌcas tle urrit lÍrrgur clacla petmilir clcsctcvcr'
oLrtras corr a nrrior vctosirìlilhatrça. setn qualclLrcl cstLrdo partictllar. Assinl.
sabendo que iì línguiÌ nlatcrna dc um dacÌo gÌLrpo lìLrr'ììarìo laz parte clas
linguas de lorn. podclÌì0s estar absolulaììoDte ccnos quc todos os seLts
lncrnbros têm orìvìdo tonal clcscnvolvicÌor')".
A principal caractolislica do ptocesso clc tpr.rpriaçãrt oLt clc
"aclrrisição"
que descrcverlos c,
Ìlo11ân1o.
crial no horncnt aplidòcs n()\iÌ\.
lìrnçòcs psíqLricas rovas. é nirto qLrc se di1èr'enoìa c1o processo dc
aprendizagenr dos aninruis. lìnclr.rarrto cslc irltìnro c o rcsltltaclo de utttlt
uclultloçtío individual clo complrrtauento gcnérictt a cortdìçõcs tìc
cxislôncia cornplexas c ìlìularltcs. a assinrilação l1o IìolÌtelìl é ultt ptoccsstr
tle reprotluçtio. nas propriedades clo indir'íduo. das propricdades e aptitlõcs
h istÒricâlì1clìtc lornradas na espécie ìrurratra.
Fallndo do
ìrape
I clc aqLrisiçào da cultllra ucl clcscttvolvitrento dtr
horrrern. o autor dc ÌlnÌa ol)ra recantc corsaglada a cstc ptobletna trotll
nlrìito.irÌstalÌìerìte que sc o anirral sr: colÌtenta cottt o clesettvolvitltcttto cla
llatrìrcza. o horÌcnì (onsrrói iL sua rìrtLÌrezal07.
:0"Vcr'r\.
N t.coÌrlicv. I fl
(ìLlìppcnrcìtcr:
Influcrcilì â(lxpraçào
liÌnìirciìo do oLrvi.lo--. l)oIl .11, l'ltl ìaorrl /?..\ / /?.1959.n"
t"'.1.
(
h,rtcaL' ft rulnrc glncrúlt. PrÌris. 1960.p -18
c1a 1íngua nralcrna sobtc ir
Mas cotno é clue cste ploccsso e
lltrssivel
tti'
lllarlo
lisioì(tgico
c
corno sc pr:occssa'l'l
rara-se dc trllìa tlllcstíìo rtlirilo tlilicil
(
orrt clcilo'
por
uln lado. os 1ìrtos i'ilicant quc as apiidajcs c lirtçtìcs
qttc sc tìcsctlvolvcm
",,
a.a"tt" da histórìa so"iil d" hunraniiladc
trão sc ílrrttll lì()
(ìercblo do
Irorneut e lìão sc tralÌslllitcìr
cotrÍot.lre as lcis da ìlclctlilltlictìadc
PoÌ otltro
ìoJl,
j
nf.otut"n,erlte
cvicleÌlte
quc itnta aplitlão ou Lrnìa. iììnçiì() nrìo pode
,",
'r"nao
â fullção de Lrn óLgiìo otÌ clc tlnl cotljtlnto clc titgãos
tlctern inados
-".'"-
,q Àofução
cla corltr:rcliçn'r
clìtrc csta\ dttls
l.t'rsiç'res
igttalnlcntc
intliscr.rtiveìs
cotrstitui rtlll dos sLìcc55L)5 llì'ìls inìÌlrìrtlÌlìle\
tltre rr tìsiologia c
a psicollsiologia
do nosso sécitlo oblivsrallr'
[ìrrrW'Wrrncltct]c(]ììttiìl]losjáaitìóiacicqrreocal.áÏÈ.|'C'\|cC'ífì(:o
do utiuiJ"a" se devc ao lÌrto dcla asscntar nio sobrc as lLtnçòcs lìsiológicas
elen]elìtiÌrcs
do céreb[o. lÌÌas sobrc as associações
qtl13 clas l'orlÌìiìl]'l
lìo
decurso
clo clcscnvolvitnento
individual
tjtr novt-r passo decisivo loi
urtlúu"
neste senticlo col'Ìl a dcscobcrta'
por Pavlov' do trabalho
por
sistcma dos gralrtlcs henr isÍérios cr;t ebrais
I)(}l.SculuIlì().rttldostlaisemitlctrlcscontenìpolâtÌçosde[,avlcrv.
A. A. Orkhtonski.
curititt a ideia tlc qLrc exislcm.órtgãos Parliculalcs
do
sistcltla llcrvoso, tls ór-liãos lìsiolt!giccls
oLl lulìclolìiìls
.- ..-
-"'.----'ii,l,,"
são estJs irlgãos
"1ìsiológioos'- do cerebro'? São órgàos qLte
lìncìouatr
cia nresnta
nÌâiìerra qtre oì ór'gaos habituais"
de nrorlblogia
decurso do descttvoh'inento
irldividLraÌ
(orltogêrlico) l"lcs
constituctlì'
""''",,u).
o subsirato das apLitlòes c tìrrlçõcs especí{ìcas
que se 1ìlrtrratl tto
ã""ìïr"ì u" ìn,,t'lirt"
''
pcl" homcnr clo mrtnclo dos objetos c lcnôurcuos
criados pcla hunranidatlc.
ìs1o é' da ciLItLrra
As propricdacles
t: os tnccanistnos
cle íorrnaçào destes órg'os,são
suficientelÌÌcntc
conhcciclos
ho-ie rto
ILrntu
r'ìr" sel prì\\r\cl cor.ìstrLlrr
ilt-l,ra.f"r"
clelcs eur Iaboralorios
"\ìérn
di'to'
potìcnros doriì\'rìntc
."pì"-*"r"r
cotn trtaiot clarcztt ctlttto sc cletlìotl à hotuinizaçãt'
tl"
'içlcLrlLì'
r) tt. r'trt ,lt tt,t' ttt,'
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l'ti'1ttt tttt'
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1 :0s
V,:r' À. 4 OLrLIìtr)Ììskir
Ob;rrs t I ì'encnrgr rrdo 1950
f
290
(
)
I
:
O De!tn|olrìnento do I)si.tìt^nk)
aquilo quc pe.uitiu ao.leserì\,oì\,inrento
do hontcrr obeclccer às lcis sócio_
hist(rricas e acelcrar-se assinl cle rnaneira çonsitlerável: essa horninizaçào
tracìuz-se pelo lato de que o criÍcx do cércbro hLrnrano, colt os scus l5
bilhòes dc céìulas ner.vosas. sc ton.ìou, lìurn grâLl bul ntais clevado quc nos
aninrais srrpcr-iores. utn rirgão cultttz tle.fòrnur órgão,t
funcìrttuis.
4. Considcrarnos âté agora que o processo cle apropriaçào conro o
resultado de uma atividlde cletìva tlo indivídtro cnt relação aos objetos e
íenônrcnos do nrtrndo circunilaltc criados pclo descnvolvjrrcnto
da cullura
hurnarra. Sublinharros qire eslil atividade c{evc ser.adequacla, alihs qLre deve
reproduzìr os traços da atividadc crislalizada (acr:rlLrlaiìa)
no ob-jeto ou nu
fi:nôneno oll nlais cxalarìlcntc lìos sistemas quc Í'orrlarant. Mls porle_sc
supor que esta ntividadc adequada aparcça llo lromcrn, na criança, sob a
inÍluôncia dos próprios objelos c lìrrôrnerros? A lalsidadc de urÌra tal
sLrposição é evidente.
A criarrça não está dc noclo algunt sozinlra ent face tìo mLrnclo quc
a rodeia. As suas lcllçtìes corn o rnur.:do tôlu senlpre por irrtcrnrcdiário a
rclação do homenr aos oÌrlros scres lrurnanos; a sua atjvicladc está senrpre
inserida na tontunictrção. A comunicaçào, quer esta se efclue sob a sua
lor-ma extcrior. inicial. tle atividade cnl collluìÌì, quer sob a lorma cle
cornunicação vcr-bal ou lllcst.llo aperÌas ntental, e a condição lccçssárìa c
espccífica do dcsenvolvimenlo do homcll na sociedacle.
As aquisições do desenr,oìvintcnto hìslcirjco das apticlões huntalas
não são sintpleslttenÍc tlutlcts aos lrontcns nos lenômenos objetivos da
cultura material e cspiritual que os enciìnlatn. tììas sìo u, op.,,or
7rrrro".
Para se apropliar destes resultaclos, para fazcr tlelcs as.laal aptidões,,,os
olgãos cìa sua indiviclualidaclc"" a crialça. o sl:r humano. clevc ctrtrar erlt
relação conr os 1ènôntenos ckr ntundo circunclalte alra\,ós de orìtros
honrcls. islo é. nrrnr processo de comLrnicação cont elcs. Assirr, a criança
tuprentle a atividade adequada. PcJa sua lunção este processo é. porranlo.
utrr processo de cducução.
E evidentc qLre a ecÌucaçãn pode ter e tern elètivamentc fòrrlas
rlLrito diversas. Na sua origent. rrls pr irnciras etlpas tlo dcsetìvolvilÌìeoto
O l)L'.trn\t)l\ir!11)/t) tl.' I,tnt Ì\tìt.r )9t
c{a sociecìacle hultana. corno nlts criançlrs pc(lucniìs. c irrnlt silnpìes
irnitação c{os alos clo lltcio. quc sc
(ìpera:oLr
o sctr conlrolc c cotÌì a sutÌ
intervenção; depois contplica-sc c cs1-rccializlr-sc. l()rìliìn(lr) li)nìlirs tilis
corrto o cltsino e a cduczrção t:,st:oltttr:.y. dilcrcnlcs lìrrltirs rle ctlLrcação
super-ior c âte lòlnação aLrtodidala.
Miìs o porìto plincipll qLtc drt,ç scr.bcl]r srrblirrlrirdri (.
qLtr (.stc
proccsso cleve.\rrl4r,e ocoÌ-fcr sclì qltc tì 1tzìnsrììissiìo ilos rcsLrllaclos clo
tlcscnvolvirnento sócio-histiirico cla hunranidadc tÌiìs gcr:Ìçòcs seguitìtr-s
scria impossívcl. c impossírel. colÌscqtìelìtcrÌtclle a continuiclaclc cict
pt occsso h istórico.
ìrara ilustÌar esta idóin, vollarci a unta intagem dc
piér.on
na obra.já
citadzr. Sc o uosso plancla 1àssc r,ítilta dc ul'tìt catástrolè que so ptruplria
as criança5 pequcnas e na qiral percceria toda a população adulta, isso trão
sigrilÌcaria o tìm do gêncro Irurnalo. ntas a histór.ia seria incvitavelnrentc
ìnterlonrçricla. Os lesouros da cultura cotrtinuarjant a existìr. lìsicanrentc,
mas rrão cxisliria ninguóm capaz dc levelar às novas gerações o seu uso.
As máqrrinas dcixariant dc 1ìrncìonal. os Iivros Íìcariam scm lcitolcs. rs
obras dc a ç pertleliarr a sua 1ìrlçàti estetica. Â história da hunanicjade
teria d(] Íccolnc'ça[.
L) lrovìlÌÌellto da histiirìa só r:. portalìto. possír,el cont a
transrrissão, às novas gctaçales. das aquisiçõcs da cultura hrrrrana, isto e.
conr eclucação.
Quanto
nais plogridc a ltuntalicìadc. ruais rica ó a prátie.L socio-
hisltirica acurrulada pol ela. ntais crcsce o papeì especílìco da ecluoação c
tnais oonplexa ó a sua tarclà. Iìazão por que loda ctapâ uova t.ìo
desenvoIv inrorlo da hLrmanidade, bent corrro dos ditòlcnlcs povos, apcla
lorçosanrerrte pâra LlrÌta nova etâpa no dcsenvolvirnelìto da edLleaçào: o
lcmpo que a sociedaclc consagriì à edLrcaçãit das geraçõcs aurnelta; criant-
se cstabelecimenlos dc ensino. a insttução tonta 1'orrnas especializadas,
diferencia-sc o trabalho tlo cducldor do prolcssoll os plognÌrras dc cstudo
cnrìquecem-se, os mótodos peclagógicos apcrlèìçoam-sc, dcscnvolve-se a
ciência pedagcigica. []sta relação cntrc o
]rrogrcsso
hislcitico c o pÌogresso
da educacão e tão cs(rcita que se pocle scnr risco dc clrar'-julgar o nível
.,
1
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a.
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.lt tttt ) tlt) 1'\tttttt\rtìt)
)t).1
292 O I)escn|alrì nie nIo da Pt ìLÌüt suro
geral do desenvolvintctrto histórico da socicdacle pelo nír'el de
dcscnvolv imcttto do sctl sisten.ìa educativo e itlvcrsatnetltc
5. Àté agora considct atl.tos o desenvolvilrelllr-r cìo honre tr
inclivitlual. que velìÌ iìo rttundo sem clefesa c desartnado e cluc posstti lto
nasccr unìa aptidão que aPeniìs o cìistinglue lìndamenlaltnentc dos seus
âl'ìtcpassailos anitnais: a apticliro para lolmar apticlões especilìcamente
Irurlanas. Sc não cstá desprovido dc utr ccúo núueto de disposições irratars
que o incliviclLraìizarrt c cleixanl lÌìaroâ no setl dcsenvolr'imento, isso tlào sc
lraclirz toclaviit direliÌllìcnte tlo c<ttltc(tdo ou na qLralidade das suas
possibilicladcs de clcsenvolr'ìtnento illtelcctìlal. lìÌas apellas etlt algrttrs
tÍacos particulaÍes. sobreltttlo dirlânricos, da sLra atividaclc; tal c a
irrflLrência clos tiÌlos congônitos clc atividade tletvosit stlpcrior'
Por outlci laclo. vimos qLlal cra a itttica lìtllc c a otigctll vc|dadeira
do descrrvolv im ctrto do hotnctrt das lbrças e clas apticlòcs clLte são o prodLtto
da evolução scicio-histót ica. Slìo os obicrcs e os lcnôtl.tcltos cÌLlc clìcerraÌlr
err. si a atividacle clas get-açòcs plecedcntes c rcsLlltanl de todo o inlelcctual
do gêrero humano. do dcscttvolv inetlttl do honleu cnqLliìnto 51'1
91711;t'lqir
(Nlarx). Mas estâ lloção colìlPorta umâ ccrta abslração cicrltílìca tal col1lo
as tlc
"lrutnanidaclc".
de
"cLtllLtra htttltatra". dc "gênio llrttlatlcl'"
Cedatllentc cluc podetllos lEPle\r-lìt.lr Js
(Jolìrltli\tas incsgolllvoìs do
dcscnvolvimentt-r huuittto qtte rlultiplicararll por dezctlars cle urilhares dc
vezcs as lotças tìsicas e inlclectLtais ctos hometls; os setts collhecimentos
penelrân'ì os segrcdos t'natis betl escondidos do t;niverso. as obras cle atlc
dão uma outra dilrcnsão aos setts sctltitÌtclìtos Mas todos tênl lccsso a
estas aquisições'Ì Satremos nlLtittl benl qtle l1ào e essc o caso o quc as
aquisições clo seu ricserrvolvillìellto cstaÌo colno qtlc scparadas dos honlcns'
^
cste propósito, qucretilt voìtar à cotnparação clìtre cYolrtçãtl
bioliigica e progrçsso histtirico. elltrc a llatureza anintal c a tlatuÌ'cziÌ
h r rrn ana.
A pcrlèição cÌa laculdade cle adaptação rlos anìuais 3..1 n1qio, â
"sagacidade", a liclueza e a contpÍexidacÌc dos setls instintos' do sett
compo anlento. são esltrpclÌdas. Tudo isso rcslllta do sert dcsetrvo lv itll etlltl
crìquarìto especie. cia cxpet iúrlcia adqLtilitLr
pclit cspeeit litrt cet-(tr
(lrlc ltl(lo
isso replesclìta basttìnlc iloLico
cllì tclitçiLr ìs ;rt1Lrìsìçilcs
(lo
,l"r.n,,niuinr"nn,
histórico cìa h tttlt an iilaiìc' nìas se sc itlrsltlli ile trclllrtrti:
clcsvios inclìvidLiais. tuclo isstl ctlttstittti apartltgio tlc /rrrlrri
()s |lJl)rcscrìlârìtcs
cla cspccic consiclcradL
lJasta. poflanto' lto nattttltìisllt
csltttlltt ttttr sr"'tt
algLrns pata 1cr tllila ìrieia-ius1a da cspóoic llo sctl colllÌìrìl(r
Piuaohtltttettlocasoéciilèretrte'ALtttitlatlcdacsllÚcit:llrttllitttlt
parece scÍ praticanÌente ilÌexìslcrlc
rìão enl I'ittLtclc tlas rlilcrclças
tt:
:tt ,1-1
pcic. da lbinra tlos oÌhos oLt de clttaisqtter olLtros tl.lìços c\lcllores-
lÌlas sllìl
iias cnotnrcs cliicrenças
"
anntlit'tt' do utodo clc vida' cla riclLtcza da
,,tivia"d" nalcriltl e ttteulal. do tlír'el cle clesenvolvitllento
clas lìrrtlras e
aptidões intclectLrais.
: n
.lcrra
e
Se t-tn set intcligcllte villdtl clc otltro plalìeta vlsllass(
dcscrcvcsse
aptitlòcs lisicas. Ìnclllais e cstclioas' as cluaìidades
ììÌL)riììs e os
ì;;o,r; J"
"ot
tt pr',rt,, n t"ntu de ltot'ens pcrtelrcerrtes :ìs classcs
e cautadas
sociais clifèrcnics orr habitauclo regi(ìes e países diferentes' tliUcìlrrleutc
sc
admitiria tliÌtal-sc dc rcpresclÌlarLcs
da tllcsttla cspectc'
Mas csliì clcsigualcladc
clìtlc os hotrrelÌs não provéttl clas srtas
tlilèrenças
biologicas rianrlais i:la e ptotiulo cla dcsigualclade
ccottôtlica'
iu J".iguotaud"ìe
classes e cla divcrsicladc
corrsÈctrtiva
tlas suas relações
com as aqttisições clLÌe cllciÌrnalÌl totias as aptidões e factrldacles
cla tratrttcza
hurnaua. loruaclas l'lo tlecutso de unr ptoccsstl sticio-histórico
0 lato destas acltri-sições
sc lìxaretn nos ptodutos objetivos da
atividatlc humana modiÍìciÌ totíìlrÌ1crìtc'
r'in'to-lo' o prtiprìo tipo de
deseuvolvimcnto.
Este Iibcrla-se cla stra srrjeição rìs lcis da cvolução'
o."l"ro-r"
e novas pcrspccliviÌs apalecellì' inlpcnsávcis
nas corrcliçõcs dc
r.ìnr d"..nuo tu lntcnlo tltovido
pelas leis cla hereditarieclade
Mas cstc
rnesnro üto tctll igLliìlnlclìle
pol conseqiìêrlcia
qtle as acluìsiçôcs
cltr
clescur, olv itn ctrlo hiitór'ico
llossanl
separar-sc
daquclcs
que criiittt cste
clcserrvolv intetrlo
Ilsla scpâração tollra utltl lìrrtla pi'htica' a alienaçirtl ccorrdattrtr
ckls
nìeios e pÍodtÌtos clo tr.ahailro cnl làcc tjtls ptodutorcs dirctrls llla apareoc
"nrr't
u a*iaeo social tlo lrabalho' cottr as 1òrtlas da
çrloplicclacle
pr'ìrada e
l
.t9J
(
) t )t:;ttt.l t; i ntc n I tt t !o l' t tr
1
rr t ;nt rt
O l)estnvolvìncnto
lo PsiquÌs1tìo
cla iuta de clâsses. Ela e portanto'
.:ngcndrada pela ação de lcis^obictivas
do
à"."n"otui-"nto
da soc'icdade
qucìrão clependem
da consciência
ou da
vontade dos honrens
Aclivisãosocialclotrabalhott'anslornraoprodutodotraba]honunl
ob.ieto destinado à troca. o que mocììfìca radicalmente
rl
ll;: 1:^L':,l,t"t":
ãiior"a,t. 0""
elc fabrica' Se estc itltimo coutinua
a sct' cv ide']tiltlliÏ;j
;":ffi;;;tàua"
ao homem' ttão é nrcttos verdadc
q,e o caráLet
Irortrenr e à socicclaclc'
lì stlit ttitlltlçza
c essineilt
rì: lìrt\:its tlilc
os lltzcnl
,,;;;;;;
"'";;",,
1ì"u'n'
"u'
cl'triitiì.s
i1t's irlcrris ttrt'trtis c cslt'lictrs
tr
ìì.,-"ìì.1" i,""tu. segiic cluas vils radicnltttctttc
iìilclcrrtcs
[ ]rììir {ctì(lc
l)iÌra
::ìï;ì;ï;;ì;;c;
il'ìt"l""tunit'
as irleias' os cotrltccitttettlos
c
'rs
ìtlcais
:;ì;';;ì,;"",'
o clrc ha tlc I etclrdeiramcntc
hum.no no httrttctn c iltttrritrat.
:iiÏ;ìì'ì;'ì',
"
Jro,r,"t'"
1'i''n'i"':
clr t(l-lcrr
r'' irtre tt
"ir
( it\ ir\r)rr.'\r\(ì
ìir ,""ì"ti"
A otruã tende
Pa'a
a criação
de operaçircs
t"i.t tllïll"]t.1:
ntorais
e cstéticas
tÌlÌc selvclìl
tls iirlcrcsscs
cìas classcs
cliltrlinatllcs
c sao
tlcsLinacÌos
a
jLrstilìcal e perPcttlar
a orclcm social c\ìstclìtc'
cllr tlcsvìat as
Hil;
ti; lu'o po':
.1t'"iço'
igtraldacìc
e libcrdadc'
attcslcsiatrclo
e
;,fi;;Ji:or,,o'onr"dt
t' tttt'qu"' a"tut rluas teudências
provoca
aqttiìo
ir Lltlc
\j clì.rllìi'
:t lttr't t'l'"li'lt"t
(J plocesso dc ttltctraçao
cconôtlica'
produto do dcsenvo lv inentcl
cla divisão'social
dc tlabalho
c das rclações
cle proprictladc
privada' tlãtr
trr,r l.otlrlttl', P"l
tllll(íì
iUtr'C'ìiiitlcia
'ìla{tiìr
iì\ tnlt'-lts
'ìl
'rtlltttl
ììt,.'.iì',,U.
"'.1
Iiìrìrhcììì
'lividir
('i:r (rìì clcrììcnr'''
rì.'.lttrt' L'rÌ(r\'riir''
,ì,.-'"."'nì"*t"t-.ttto'"
d"*ot"itìtos'
set'uintlo
o cìesenvolv
irneuto cla
Irumanidade.
c as otllÍiìs cltte lcvatllan
obstácttlos
a este
Proll!:csso'
se
;"'il;ì;t
n"o'"''
t qu' tt""tu"t o cotttcittlo
cla cultttra declinarrtc
clas
classes reatcionárint
Ao
'ut'"ontt"
A clrrlcenllaçãi'
c a cstratilìcação
da
cultura
tlão sc prodttzcttr
"p"ttì'
nu ìntcritlr
clas ttaçilcs
ott dos
paíscs A
dcsigualdacle
.le tl"'"ttt't'1"
ittt""to tuttttt"t
dos hot'nelts lnatlilcsla-sc
aìnda
ì."*".ru",rrcrlt"
à cscala tio lp11dg' da hunranidadc
ìntcila.
iì csta rÌesigtraltlade
clttc setve o tlrais clas vczcs pirrajLtstì1ìcal
Lltna
tìistinção
entre os reprcscnto"i"t
at't ragzts
"superiores"
e "iní'criorcs'^
Os
países ontle se lazem os matorcs eslorços
lleste sclìtido são acluclcs
ctn que
as classes
clirigentcs
estao particuìarlneÍì1e
interessâdzÌs
-ern
dar tlma
ìu.tir-,*çau
ideìtOglta
ao seu cliteito
tt sttbmeler
os povos lìrcììos
Ïì;;:l
,,..,--'"t'-
.'l""ntuiui"t"'tt
"tonont':"
" "tlt-tl'i'
Não Íbi'
portaÌìto, tllÌl âcâso
'"."
1""tn"i'"t
tcntativas
l'eitas pala impor a iclcia dc
que estes povos se stlLlirlìÌ
lìolltro nivel biológioo
e pcrlcnceln
zÌ tllna
r,,r.iedlcle
(sltbe\Pccicr l',t,,i,,tt,, 1'lrtitLtlar'
rìlatn a lttz tlo di;r tlll lttpìiltertrt
{l.awrence.
G. Smith c na scgttn'lr
rìreliÌ{ic do séctrlo XIX'

l(ent c os
concreto desta atividacle
se alü{a tlelc: o protìrtto toìììa Llnì caráter
toÌaììrìcììte
iupcssoal cotneça a sLtl r itle próprie' rrl'ìcpcn..ìetltc
cltr hotncnl'
ir srra vida de nercotloriu
A clivisào social clo trabalho terr iguallnente
como colìscquelÌcl?Ì
q""
"
nti"iJoa" t"âtcrial c intelcctüal'
o ptazer e o tlabalho' a ptodução e o
corÌsunÌo se separel'Ìl c peúença a ltotnclrs diferentes
AssilÌì' eÌìqtlanto
;;;;;;i;;",,t"
a atividade
do hotrtem se eut iquecc e se divcrsìflca'
a clc cada
indivírluo lo l.ttlo à
/arll:
cstreita-sc
e elnpobrecc.
I--sta Iirrritação'
este
cmoobrecitnetìto
podeln 1olnal-se cxtÍel'ììos'
sabctlo 1o bctll' qrtândo tllrt
;#';. ;;tì;';"i;.;';;
t""t lorças p:ua rcalizat uma operação
que tem clc
rcpctir rnilhrres dc r czes
\ colìcelìlriìçào
dl' rtquezas
tttltcriitit
tt;t Inio dt ttttll claqtc
clotninante
é acompanhacla
de ulÍa colìcelìtrilç'-to
tla culttrrl inlclectual
nas
trrcsnrastrlãos.sebencltteassuascriaçõespat.eçanrcxistir-palatodos.Só
rurna infittta tninoria tem o vâgâr e as possibilidacles
tllaleriais dc reocber a
;;ì;";;;
reque'ida. de enricprece' sisren'ratìcâr'ììcnte
os seus cotrlrccitrer
t;;-;;; t"
",ìtr"g^,.
à ârte: dura''ìte cste tcrìlpo' os l'tontctts
que cr)ÌìslitLr..ln
ir
'"" -
"
a, p"prf"ção,
eur partictrlar da poptrlação
trtral'
.tôtt.t
de corltentar-sc
cont o míttiuo clc clcscnvolvitllcrllo
cLrltural uccessário
à procltrção de
rior,"ra. tr,"tarioi'
rìt' ìiìnil! d'rs lttttçi't-
(ltle llì(ì
'io
de'titradr''
"'""ì;;;;';
'ì'ni"'it
't""'i''"'it"
p''""i rritì rlì(Ìì'15
os rnci.'..
'1"
nroclucão matcrial. lnirs tâlÌìbelì1 a rrraìor parLc clos nreios de produção c clc
iìil;;".ì,u;;;
intelccttrrl
e sc es1òrça
por os colocar.a serr'ìço dos sctts
interesses.
pt'ocluz-se utna estratiÍìclção
dcsta nresma ctllttlÍa l-lllqtìalìfo no
cltltnínio
clas ciêllcias
que aSS(1.:LìriÌl]]
o pro!Ie\5o tectlico,sc
verifica uma
a.,,'.lt,tjaç*
rápida <1e conhecitnerrtos
ptr:iti!os'
llo dornirìi'ì
qtlc toca iì(ì
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.
.19
-
(
) I )tstì
^'olrt
tttL tÌt' ) tl1) l' \t'
ltt
I't"t t )
296
O Dcçt nt'ol v t nt'nto rl o l)t iq u i \nI')
seus cliscípulos).
Nada hoLrvc de iortuito no lornidávcì
eslbrço cla
*;;;";;;;";t;ia
rlos Ì'slados uniclos' nos prir'ìreiros anos de libe.tação
cios Negtos. O cÌcmocrata
revolLtc iotlát io rttsso Tchernycìrcvski
(lll28-
Ì 8ll9) escrcvia sobrc este asst'ttlto:
"Qtlatlclo os plarttadorcs
clos Fstados dtl
Sul viram o esclavairisnlo
neaçado'
as considerações
enr tàvot :r
Irlro"n*r"
atingiratrl
Ãpidamente
o gtau cìc claboração
uecessát
io tra srtrt
i,to .ontr^ as icléias clo particlo quc se torrrava.
pcrigoso
para os
escravagistas...c
allcontrou-sc
nclcs Iìrr'ças tão considcr'á'rçis
,para
a lttta
"t",Uta,
iït"",tt,ica
otr cicntitìca' colno devia eììcolltì'ar
mais tatde
para I
Irrta artlacla'"".
Po.,,.lo, utna apatêtlcia
cicntillca à pretclÌsa clellciênoia
nalurarl dts
,"ços
"inf"rì,rrcr". apcloit-sc
corlo Lodos sabenl
para dois tipos dc
urg,"tl"nurr,
norlblógioos
(rlor1'ologia comparacìa)
c gcneticos
ao. pritt,eiios t1r'rc pertcrr"cerl as tclÌtativas
rcpetidanrerte
leilas
our" n'oloì-u
JtistÉntia
'lìt'
jil"'"nçot
anatôtrÌicas
no cér'ebro tlos hotrretrs
que pcíc!Ìuem
à raças dllcrlelìtes
Éstas terltalivas
tlão podiatlr clcìxar cle
lì'acassar.
Foi assiu.t. por exemplo'
que o volttt'ne médio do úrcbro de
""ri"tït
"t
negras se revelott' i'rctnto upós tlln cstudo escrupuloso'
rnats
;i;;;
;;
"
Jï, B'on"n'
(clos Dscoceses)
c) mest'o
parâ a cslrlrtura
ÍlÌriì
rlrlcét.ebro'tl.Klineberg(jltanosetllivrosobreapsicologiasocia]dados
::"'ï';;;;,';,^,"ri;]
u"' colaboraclor
clo irrstituto de anatonìa da
:l'lì'";'fi."
"ì;;;..n"
t'ì'n Ilopkins' Ilean' publicoLr rro sett tettrpo clarlos
;;;;;;;ì;;,
;Lre
a parle ÍÌon1al clo córtcx ccrebr:rl era relativanretttc
nì",,or,l"r"nunluicla
ttos horlletls cle raça negra que nos brancos
e quc sctl
.er"úr,, .unlponuva
igttalnreute
algrtnas
outras parliculatidades.
e:ï:l'L'ttì:
.,,ntlrn,an,t. o
"1lto estabelccìclo"
scgulrcio
a cxllressilo
-o'
Ltcxrì^
(rir
urrtlinr'a"a.
dos Negtos
Llotno os clados sobre o quc sc futrdzrnrentar'a
llcan parecessem
pottco or-rtlvitlccntos
ao cliretor clesle instituto' N'lalÌ' çlc
rctorrìolì
as invcstigaçõcs
sobtc a tncsna colcção de
"é*tttu-t-l
']l:'-:
d i lere trtclletlte dç tlcan' setll sabet-anLccìpedamcnlc
ciuais que pcÍtelìclanr
a bLatrcos c quais os qrte penetroiatn
a negros
'
Ì!1all e os sett colaboradorcs
clirssiÍìcaranloscéI.cbrosetrltlilisgrul.lllsetrtlìrttçltt'tl.lsct.ilÚtt.'sitttlìcacltls
por Beau. c qr'tantlo colltâlaÌìì
"utt"
giupn' rls tIrs tellttsettlltl]l..s
(liìs liìças
negras e blanca.
verillcaran'
tl'''"
""'t"v"nt
tltltis ott tttcttos igttltltnctttc
"ì'::;'.t;"
^.
conclusòes dc Bean 1òranr ittllrtrrltìls
ll cvìtlcrrte^
rrola
'J[;lliïïì
:'
":;'
u'';
'u'
(lus cqfcríìÌrrrr"('
r' ..'rr r irr
'
'irr'rtt
'ì'"
subdeservolvimento
llos ncglos c cotlhctetlrlt'
irlìleell)ir(l:ìrì1(:n1(]

ilIir-ú;;'"
d"
"atla
u"t cios cérebros'
Bcan
"clcscobtiLt
'
ctrlrc e lcs ars
clitìrenças
que de fato lìão cxlsllaÌ1l'
Voltcnlos
?Ìgora aos argtÍììelltos
genétictls A stta atllilisc rproscnta
u,',.r in,"'"ir" 1.,,,,ìi.íl^'
no n'"ãido
"n'
qic lota"t dirclamcntc
tr ptotrlcna
l.' a"r"-t fti*.nto
cLrlturaì
clcsigtlaì
etrtre povos ditèrentcs
(J
seu
lìndamento
e a hipirtese
an p'til'oì:'ti"'u
EsLa hipótcse
rcsumc
se à ideia
de que as raças hutltanas
Ltnt l"ig"n'
inciependcntes
c qtte provôm cle
arìtepassados
eÌiÍèrcntcs
Assllìl se Jrplicariarn
as clifcrcrlças
prtìt icalìì elÌte
inu ìt|apassáve
is elìtrc clas' tu'lto no que loca ao nivcl aLìngirlo
corro às
:.::ï;;iì;;;' ;; .ie.enuoluimento
trltcrit'r''ÌÌrdavia
o ptogresso
dos
::il:iiÏ::;' ïl'ìi'"nài"*i.us
lorrìolr esta hip(Íesc
menos
plausível e
a maioria ckrs investìgaclorct
tonr"tpt"ân"t"
cìc1èncle
-posiçõcs
contrárials;
eÌcsadmiteniÌoÍigclÌlcolÌÌtlÌ]ìdetoi]asasraçascÌtlel]àopassaln.dopolìto
rle vista biológico
de ua'iaçoesìe
t'ntt t'p"ii" ítrica: o "llouo sapiens'"
'Iestemultha'oofatodeqtrclscaractçrísticastaciaissãopottccltnarcadase
;.,tJ;ì;;
t'a'i^çõ"s
cousicìetáveis'
o clttc explioa cluc os linites cntte
as raças sej at.tr ilutÌitlos c qu" t*i'iun.t
entre aìas uma gtaclação
insensÍvcl
Osdailosnttldertlcls,,.*,.on.q.."algLtnlasclcstascafiÌctelíSticas
sãosuscetír'eis,emcefiascotrtlições.comoporcxctlploa.nigraçàopara
outras
legiões
geográ1ìcas'
de se moclificareln
bastalllc
nitidanetlte
no
d;
;"" ;;..rïni..a
g"'ação outra
pmva.cle nlis"l"'
::']l:""
clas raças
ìrunranas
e
(Ìüc certos caractercs'
lonttlos
à pt:!:'lc' c\'ia rcttrião ÍìrÌ tlla a
espccificidacle
de tttna taça sc cncÔìllranl
em comlrinaçircs
difcrentes
nos
;;;;.",ì;,,"'
."
l :lÌiì . .li'::ïll., lìil"ïï'i;,,1":;"''l:ì,"::',l::;ï::
sublirlhar
que as
PrtllclPall
f;;;;"
-i^
.orr".
utrr ccrclrro
a]ta*rcnte
dcscnvolvidct
c a proporçao
corresponclente
""t'"
n' pu't"'
"'lcclálica
e Íacial do crânii-r' a confbttnação
l.lr.rr.rcl|t'k:
tttt'ì\
"t'.
/rr .'l ìlur''rrrr
.' l'\1"'
, iLii,. .'r
i /r//\"'/J
Jr \''r''1"qr' ìq\l
I
195 ì. pf. tj09'81(l
:
ï
t
t
't
I
:
O l)csc tti,olt\ t)itn t a lo I's ìq t ì :; tno
caracterís1ica da mão, as particuìaridadcs clo esqLtclcto. adaptatlo à posição
vcrtioal. o í'raco dcscnvillvitnenlo lelì1o cla cotreltura pilosa do c()rpo ctc.)
r \rìlLrl ! /tl /,,Jr.r .l.r rirr,tr httnt,tttttt
''
rrt
'
t'
'
,.ì"
lr possível adlnitir qLlc as clilclenças raciais provcnhanl
do iìr1o dc
clLre a hLtnanicladc, espâllìalì,:lo-se câda vcz uais sobte a IclÌa se tcnìliì
íì-acionaclo en'ì gÌtlpos scparados cluc prosscgttinclo setl clesenvolvimctlltl
sob tr influência tle condições natutais clesigLtais lcltham acìcluiricìo ucrtas
particLrlaricìatlcs. Nlas estas rlão têrl signifìcação adalllati\'â x llÌtì scl
rcìatìvanrcnte a lÌìtores natLttais aginclo
(/ircldtÌÌertl( pot cxctnplLl' a
pigmenlação da pete corrcspondc íì ttllla ação illtcnsa clos raios solarcs)
(l
ì.ulun,",tto clestcs grupos rcii)rçotl nattlrallllcnte a actllnLlliìção hcreclitária
cle lais c;rractct'ísticas bìológicas: vitr.tos que o ef!'i1o das leis da
heleclitarieclade rtão ccssa totallnentc, lÌlas apeÌ1as lÌo qLle toca iì lìração c à
trausrììissão das aquisições sócio-histórìcas
cla hutnanidacle Ora ..l
jüstatÌleiÌte a cste nível que se observatn as nraiores clilìrerlças
Íl scÌto quc estc t'elativLr isolamoÌlto e clcsigualdade das concìiçõcs e
clas circurstâncias do progrcsstt econôtnico e social pôde criat' ctn povos
hrrrlanos estalreleciclos eur regiõcs dilcrenles do nrlttlclo' Llì]la ccÍíì
clcsigLraldacle de dcsettvolvitncnto.
-fodavia.
as diÍèr'crlças cllorlllcs qLlc sc
criararr cntre os rívcis dc cltltura tllaterial c irltclectLral dos paises c povos
diíçrcrÌtcs não podenl explicar sc utricametltc pelo c1'cittl clestcs í'alorcs Dc
íàto. ro cleourso do clcsenvolvinlento da lltltrranidade' dos nlcios clc
(lcstes países, ttlclo isto é que itrterrompctl
o sctr tlcscttvolvittrcnto
c
;;,;";;
,,nta ,egres,ão cla sua cultura lìegtcssiìo rlcvitlrt ttrt..rtpctras
acr
llto dos povos su-ieitos, tla sua Èratlcle
tnltiotia'
sc retetll pr,tvlltlos tlos
,ì,"in, n.ut"rioi,
rrais inctispenúreis
.,o seu prr,-rc\\(,
crrltrr'.1. rras
t^*üUtll

tnt" r:lc tcr-er.n siti'-r levautardas
barreiras artilìciitis
crìtrc elcs c a
cultura rnulldial. Se benl quc os colouizadores
letlhatll
sentllte,tlissintLtlado
.r r"t.t,
"t1",it",
interesseiros
sob ltascs cxallatldo
lt sua tnissão
culttttal e
;lilir;i"'::t,
de fato rcclLtziranr
paíscs irrtcilos iì urisclia ctttttrral
(luatrclo
ì
'ì;;;;ì;,ìì
,ìqu..",
..ulLu'"ì' destinadas às massas' tr'Ìtava-se
. mais das
u"r"r-riqu"r-"r'Íiellci.Ls.
leverrclo-lhc
metlos cr'rlttrra vcrdadsira
do qttc a
! sptllnl qrl\ soht'.tladl;t
rttletlicie la'agttls'
- .-
-
Àrrin] se !lltr.t,,luziIarn
a concentração
c a alielação da crrltura não
sij das histórias
dos dilerenlcs
p"ís"s
"ta'"
tambéu c sob Íbrrrras aiuda
rrenos disÍìrrçaclas
na histiiria cla htrmanidade
Estâ aliellação
provocotl
Ltllìâ l-tlpturâ elltle' por tlnr lado' as
,'i.â111êc.9ç nossibiliclaclgs Lleseì\olvidas
pclo Ilotnenr c,
Pof
olltro. íì
ï,,"i'. r,t
-.
"'."tcitçzr
dc clcscnvolvinleuto
clue' sc betn quc em graus
lìì;ïí,ïi
. ì"0ì," ìt'"'t"ne
a's hor'eus concrctos
ltsta ruptura
não é
todavia clerlìâ' colìlo não stio clçrlÌas as relações sitcio econômicas
que lhe
;;;;ì;;'ìì
É o p,oble"ta do sctt desaparccirnc'to
comPleto
quc está tttr
çentto dos clcbates sobt'e ts
|)er:;Peclilus
de clesenvolvinento
d<t hontent
6. A qtlesLão do dese ttvoìv imento fiìturo do homcltl
preooLlplì
antlopologos-
psicologos
e sociólogcls
Como sempte'
qualÌdo
se trata da
;,ffi"i,!ì;
ri,rio,'.^'
.r dir crgôricias
devet.n-se.
a concepçõcs
opostas
sobre a nzrtuLeza do honetr'
qLrer-clo ponto de vista biológico
qucr clo ponto
de v ista sócio-lìistórico'
E evìclcntc
quc cstcs potrlos tle rista nlo se enciìÌarn
lttlll-,ll:":
t)LIriltìì(ììl,
Jh\lìalÔ:
lllli r
'rllh'ì\
lr\cJlìl itttpotllttltc'
ptobÌcttt:ls
so\'lJls_ \-
l";;;", ;; i,,,.t"n'"n"'
.' tctrdêncitts
1ìncionalmctrte
diletcutes
p^r'iÌ eì sua
t) lt':,ttt
'lvtnt'ttt,' 'lt'
l':i4ttt:ttt
'
solrição Prtitica.
"--'''-
òt replcscrìtânles
cla ptimcira terrdôncia'
consiclctando
o desen vo lv iillctlto
clo hotlrctl
cclttttl o
corlrrnicação, dos laços ccolrôtliccls c cLllturais clìtre os paiscs' apareceriìì-Ìl
e dcsen vo lveram - se rapidametltc lllçs clevcrianl tcr o clcito irtverso' ìsto ó'
provocar uma igualização clo nível de tlcsetlvolvitnctlto clos difèrerltcs
países e clevar os paises rctarciatários ao nível dos paíscs trlais avatlçaclos.
Sc, pelo contrário, a conceììlração cla cr-rltura mutldial tlìo c"ssort
de se reforçar, a pollLo de algLltls países sc tol na[elr cls portadores
principais cÍìqtlanto noutlos estíÌ abalada' é porquc a relação ctrlre os p'risc'
não asscntaÌn na ìgualilade dc direitos, da cooperação e entt-ea-jlda, mas tlcr
princípio de clonlinação clìtre o lode sobre o tì-aco'
A usurPação de telritórios dos países nretros avauçaclos' a pillrngcnr
cle populações indígenas e a sua redução à escravalttra, a colonizaçrì"
puriìrÌ'ìcntc
biol<igicn,
prolougatlletlto
tlireto
*-
---À*.
..
-
*.
-*t
-
,"t4t
1"
lt
()
Des?ü\,ol\,ìn1cnb
do Psl4ut\mo
diì r:volução biológica.
lìão queÌeln ver as moclificagões
qtlc sc pt oduziritlll
n"ri",tt"rt,.,.,
tipo-<1e descnvolv itl ento do honlet'n tla ílltirna etapa da sria
tbmação. At'quitetanr
as sLlas lcorias sobre o futut o do
lrotnenl
;lr'-"f'"i"".rt
pura e sirnplcstÌlcrìtc
as tnudittrças mo'loltigicas
qttc
ocorteì'an
no períoclo cle preparação e dc fot'tnação ìtlicial do hotnetll:
lecorrem,,-'.r,'t,,rorobscrvaçôcssobreavatiaçãodosc'Ìfaçtcles
palticulares do hotnem conlctnporltneo'
cotlsitlcrlndo
t"tt:,)."'l leservas'
conroatávicoseosoutrosconr..tllrcgressistase-llroletic.ls'istoó.
indìcauclo a via do desetlvo lv irn ctlto 1ìturo'
Foi assim cÌLre aparcceríÌnì
as teolias sobre a tratl s lbrtlração
Droutcssivrl L[) ]ìünìsln atttll tlrttn scr hrttlatlo de tipo novo' Ilste ser' cl
'1t,,ìt,,.r.rpittttrtstrriutr.
e clescrito d iÍèrente rlr ente segtlntlo os âLÌtotes' lìlas
t"á", riìJ uu.ibu"n]
qancterísticas biológicas
uovas. []m geral, vêem-no
;ì'.;;r.
"tnt
ttm crâtrio Irais reclorlclo e niìis volurnoso
qrtc o cl. hotnel't
;i;^1. ì'," pequcrìo rosto chato, mctror Ilirtrelo dc clcntes e qtrallo dedos tros
pJr. Quu,ìto
ìo, ,".', carâclercs
psíqLticos' o prìncipaì^seria
":
"']t:tlii,t"
fn,t"r,,a,l
c stttil; os setts sertitltcntos'
pelo contrlu io' enfiaqttecel-se-ao
Claro
que o IÌÌals IrÌÌpoltalìlc
não está nas dcsct'içõcs
mrrìs oLt
rrenos làtrtáslicas
sobre o Ìlotnctlt fLlttlro' lììas siu na concepçào
das lcis
rnoloras do clesenvolv
imctlto dos clttactercs
ttltlstllissívcìs-
clar especie
hrlnana não podctnos
intcrvit-no crtrscl deste pÌoccsso,,a
não scr conlo
,rì..:iiAm a" mclhoranrct.tto
dostes saractercs
hercditár'ios
ll sobrc .:sta ideia
nì!c asselìtâ a eugeniu (isto e. a teoria do lììelììoramellto
da especie
ìi:,;,;ì;ì. ìì,';J.'no
p'intip;o clo século
pot rrancis cahon' autor cla
1ànrosa obra 0 gênio heretlíttirio'
strus leìs
(
d\
'\uds
can\cq ettctu\'
Para que se possiÌIl1 Iìlatlter e clescnvolvel
as ÍìrculdatÌcs
httnlatlas'
os eugcnistas
exìgcnl qttc sc ÌollÌe Llna série cle rneclìclas vislncìo inrpedir a
,.ot"l"t-
d"s rãç"s e dos hotnctls
"itllttioles" e o setl cl Lrzâìììento
colrÌ
,"or"r",ì,on,",
supetiotcs
d(l' gêlìelo htttratro' os
"sanguc aztrl'' Ao lailo
;.;;.",ìïi;;,
cncor''rlancl'''-
a reproduçào
dos trcnrbros
das classcs
;ili;*i;",
da socieclacìe
c.las ,.aça".' superiores.
li*ita'do. pclo cotrtrár'i.'
r cprodL,çào
das ca,".!crâs.x,rcú:ï:
ï:ïiï:':iì:".:;:ìllì"*:ì:;li
:ïir;:i
r'rÈ\'rìisla- lr(uiìrìì
3
']:'"']'1.t"ì,"ì",,,.,ìï..ì',,, ,'. ,,,,,,' , ,.., ,l, rrrtittrrrt'
(()rìro a
que sc
Prâtìca
o^ttt
ì1,"1''ìr,"r'ïì,.,
,r"1,
t,,nì..
e
Ìr'cgârìì

ilomésticos.
Os eugcnistas
l!-aclonalos-t!dt'.,1";,,
,;,,. rcss.irs
I-ísictts
";ï";,i;;n;"
,b,'i*r:,-i:..:..^i,;ï;il,;];:'jiìL'ijì,,11'l\Jlììì'1,,,,
*,,"'.,,,,
'lrr:r<,lir:rlirrrttctrtc de ltctcltle-'
t,ììì,..],,..,r,.
!ì(. ,rcllì,.rr
:r rrçrr lrrrrr:ìrrir.
rlc cxtertlinação
rtttl dos tncttls
'r:o;
;,,;:.,",.,:::ì":,,)l::ï,,":ï,:,1ììlilïìì;l;ï'.!:l:iì: iïl:ìÏJ:
tì't.'l;-l
;l ii,ï.ì :
:
j:rï
riì:ììi:;r:i:Ulll' l lt;iïìlìlli.'',ìì,
1 ì.ì;
ir tlenirncia
da stra cssencr"ì-,.^'"rr'rul^o,
ela e i.dispensávcl
para ablir'
::llÏliÏ:Ïììlllï"^
l[:"i;i
j:ïïï1",."ïï''"
'o^
o^z
c cro prosresso
da
"t"to't't5ï;r,,ro
cla httmanicitdc
é vcrclaileitaurent" *t"il'^:t-:-
"
está rÌLrito
,,,ui. ,,r..,,,1ìì.'i.ì"'o;,:',;',;""ì.,;;,,:,
,.r.. q ,* , esperatn
rrrari'
<ìr ttttt.bttçrt
.rc Llrna rrlrrrczrr
hi,,ru.:rc.r
U"i.:"
;;;r:l
.*r,i i t i'"" c l
lr.'\iìììr
clirpir
(lir
histót
ia ìru'ratta
rce dotado
clas acluisições
históricas
cla
,,,,,,.^,,ì..Ïdll"i::'J,"1:ì:
"ÏïÏ"
:i:::i:XÍli:ïïJ.ï;
il'iìïiï':
,ì.,o siu irÌcorfora,h'
ilettt
trcI'' rt'trì,i:"J.t:'iì;,;,,ïì,,ììllf"
5,,,,pn'1,'i."',ìn-
uruudo
c1t'tc o rodcia'
nas
*'"t'l'ì,"'",ï
ìììU,,'r" O-Ot,.Oacies
e laculcl.dcs
ì:,i::':ì,i:ì
"1::"ii:iïJirlïïtï;ìïï*':*r
Jïi,ïïl
J" iÍ:i;,i"
"*o'o'
iil.*:Ï:lii"*ï
iìi";';;"''
n'"'"'u
para o peqlrcno
"ú''l-..lfl^X:':
rrsulìLri
its acltrisiç..rcs
tl" t't''t'uniana"'
estas
nlesÌìas
ilclLllslçoes
maniÍ'cstarr-se
n"
'u"
t' n.t nt"çatt '"ti"t"rlì
ìtt"o^t
pclt €streiloza
de carálet
obrigâtoriamente
"*'ito
i]"-tu"
própria
atividacle
:
-
parlì 2ì r'ììiÌrorriì
cstnarladora
clas pcssoas'
tt ïn'ìntttt*
dcstas
aquisiçõos
só c possível
u"*"'

lli::iu ìiì:'lìï
: !( Ììì seq úcnc i r u
" I' l':ì:l:'l:.:' ::iï:;ìï\::
i,,t"'.",,"'"'t.,
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Shapiro:
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norr". ./rrrrrrol ol thc
'lnirxttn
tlus ol \unt'tl
1
t
.t0)
(
) I )escNoltì nant o dí, P s iq Lt is t)ìa
sociais âsscntcs lì:ì expìoração do honletn pclo houetrl. que engcndranl
cs{c processo. sti ela pode pôr firn e restittlil a todos os homelrs a sua
rÌatureza humarìâ, em toda a sua sirnplicidade e divcrsidade
Mas é um ideal acessivel o do desetlvolvinlelÌto llo Ìrotllcln cle
todas as suas aptidões hunlanas? Â for'ça dcste preconceito prolttndatrcnte
euraizaclo nos cspíritos. segLtndo o qual o tlcsenvolvirrento espiritual dcl
holìlelÌl tem a sua origcln etn si nrestno. e tão grandc que le\iì r p''r o
problerna ao contrário: não seria a acluisição dos progressos da ciôncia a
condição da Íbrmação das aptidões científicas, nìas as aptidões científicas
clue serianr a condição desta aquisiçiro: rão scrá a apropriaçãro da arte â
conclição do tlescnvo lv inr ento do laletr1o at1ístico, mas o talento artístico
que oordicionará a apropÍiação da aúe Citatl-sc em apoio dc\la teoriir
latos qLre tcstetnunlratn â aptidão de ltns e da incapacicìadc totaì dc outros
pala tal ou tal atividade, sclÌ meslÌìo se interrogiìl'clll dotldc vêtn cstas
aptidõcs; tenr-sc gelâtnlellte a cspontancidade da stta primeìra apariçÌo por
prova dc sua idoneidade.
O verdadeiro problcua não está. portanlo. ua aptidão orr na
inapticlão das pessoas pareÌ se toríÌarenì senholes clas aquisiçõcs da cuÌtura
hurrana. fâzer delas aquisiçõcs da sua pcrsonalidade e dar-llres I sua
contribuição. C) ftrndo clo problerna é que cada homcm, catÌa povo lcnlìa a
possibilìdade prática cle tonìar o camitlho de tru deseuvolvitnelìto qtre nada
entrave. Tal é o firn para o qr.ral deve teuder agora a hunlanidade virada
para o progrcsso.
Dste fim e acessível. Mas só enr condiçõcs que permilam liberlar
lealmentc os honrens do lardo cla nccessidade matctial, de sttptirnir
'r
clivisão rr.rutiladora entrc trabâlho ilrtclecttral e traballro 1ìsico. erier ttnr
sistema de educação qltc Ihes âssegurc Lttn dcsetrvolvinletlto trtrltìlalcral e
harntonioso e que dô a cada utr a possibiliclade de partìcipar el'lqtìiÌnto
criador de todas as tlaniÍèstações da vida hunlana.
O DESE$r'SOLVIMDNüTO
I}O PsrQfirsMo
Nr{ CIaIANÇA
O Desenvolvinënlo do PsquBmo 345
I
l. Antes de tratar a questão teórica das forças motoras do
.
t. .l1lllçi us u4br a
YuvÒt4w
rvvrrw4 sqo rvrYs' l
, desenvolvirnento do psiquismo na criança, precisaremos o que constìtui a
'característica
psicológica da sua personalidade nas diversas etapas do seu
, ãacanvnlvimentn ,
desenvolvimento.
,t,
Devemos, em primeiro lugar, notar que no decurso do desenvol-
f'
,
,rçvçrrruò' !trr
Pr
trrtwtr \
, virnento da criança, sob a influência das circunstâncias concretas da suâ
I
vida, o lugar que ela ocupa objetivamente no papel das relações humanas
í
muda.
É o que uamos tentar mostrar definindo alguns estágios reais por
que passa o desenvolvimento da criança
:
^ -^-í^r^
,r^ ,,:,1^
--
^"- "-
.h".
^^rrnn
À l
A idade pré-escolar é o período da vida em que se abre pouco à
I ,,
criança o mundo da atividade hurrana que a rodeia
'
'i;
Pela sua atividade e sobretudo pelos seus
jogos, que ultrapassaram
I
pouco à criança o mundo da atividade hurrana que a rodeia
pouco à criança o mundo da atlvldade humana que â rodelâ
r
Pela sua atividade e sobretudo pelos seus
jogos, que ultrapassaram
o quadro estreito da manipulação-dos objeioi cirtundantes e da
ìÌ
comunicagão com os pais, a criança penetra num mundo mais vasto de que
se aproprìa de forma ativa. Toma posse do mundo concteto enquanto
-
mundo de objetòs humanos com o qual reproduz as ações humanas
l'
mundo de objetòs humanos com o qual reproduz as açoes numanas
i
Conduz um "automóvel", dispara com a "espingarda'", se bem que o seu
carro não possa ainda rolar nem a sua espingarda disparar' Mas a crianqa
)
não tem nàcessidacìe disso neste estágio do seu desenvolvimento,
pois as
1
suas necessidades vitais fundamentais são satisfeitas pelos adultos,
'indepenclentemente
da produtividade objetiva da sua atividade
i
A criança sente a sua dependència para com as pess'oas com quem
está diretameÍìte em contato; deve contar com as exigências que aqueles
O l\'\.|\,trl\ iM rìttj tltr l'\i'lìtt\ttìt)
-lt)6
()
D?s(ntol|tntenta do lJskluÌsn..
que a rodeiaÌlÌ irlpõen il sLla colldutiì.
llois
c isso o qLle detcrllìina' dc Ítìto'
as suas rclaçõcs irltirrrns. pcssoais. çoln clas Destas relaçõcs depctrdettl tliro
aperas os seus sllcessos e os scLls l'l-acasscls' trlas são elits qtlc etìccrrlìll1
iiuolnl"nt" as suas alegrias e as sLlas pelìas' são clas que iênì \'iìlor de
nì ol ivo.
Neste pcríoilo da vicla. o t'ttLttltlo clos llorretls qtte roclciatn I crilrtçl
dir,ìde sc. por assìm iiizer.. os tlois círoLrlos. o pt itneito cotlrprccnrle os sctts
íntinos: aìrãc, o pai ou aqueles qLle ocupanl o scu lugat
jLtnto da cliança:
as suas telaçõcs cotn cles clelettrritram as suas rcìações collì o resto do
rlLrntlo. O scgtttlclo cítcrtlo. nais largo. é corrstitrriclo por todas as oLltr:ls
pessoâs: as rclações cla criattça slto llediatizaclas
pelas. rclaçtìcs
estabelcciclastloprinloirocircltlo.t,netror.qLlgracfliìlìçaScJaoull:Ìo
cclucacla nit sLra l.arnília.'l'orncrrros
o caso de ttma ctiitttça eclLtcada ptinteìltl
rra l'aurília e qtte vai clepois para ttn
-iatclitn
de ìn1ìncia ltv i'lentenì enlc quc
o seu uodo ile vicla se modifioa proftttldametlte' o clttc é verdacie dc um
certo polrto cle vista Mas psìcologicarrìente,
a ativitlade da criança
peüììallcce, llos scus traços princillais a 1ìlcsllìl qLlc íìlÌtcs
Sabe-sc
qllão paltictllares são lìes1a idacle' as lclações da criança
conì â sLìa cdLrcaclora, corÌlo telì-ì neccssidaclc quc iì stlrÌ âtclìçiìo sÜ r ite
Prttlt
ell pessoaìnletlte e cottto é tieqiìclltc
(ÌLlc lccorra à sua mccliação nas srtas
relaçõcs cr-rnr os cla stta idatlc. Pocle clizet-se quc as suas lclações para colìl
a cclucatlora cììtre l'ì(l pcqtÌcllo çirculo intitllo dls suas relaçõcs'
As lclaçõcs cla ct iança trutrla ctcchc sito igLraltllcntc partictrlares' o
que ìiga crrlre elas cle nraneila estável ctìauças tlos trôs atls citrc't lìtl..rs c
ainda,- ntrtla grzrtlclc patte. o qlte lrlt de pessoal' de
"pliva<lo" tlo seu
cÌescnvo lv itÌ] etltO quc sc tol'lla, poÍanto. cada vez nlíìis aLÌtÊnticalìlctltc
colctivo. Airtcla aqui o cclucaclor clcscttrpcnha ttnr papel fLltldatuclttal
ctll
vìrtucle. uma r'.r,t,r,is. clas rclaçtìcs pcssoais clLte se estabelcccralì1
cntrc cle
e as criauças.
Scexaminartl-toscolìvclÌie]ltel,Ì1elÌletodasestâsparticr-rlar.idadescla
criança clc itlacle pté-escolar'. clescobrimos
laciltletltc o sert fttrrclurtllctllcr
g"r"t; e o posiçao rcal cla ct iatlça a ptrrtìr da clual ela cìcscobre o nrtiudo das
rclaçõcs hunrailits
posiçlìo cotttlici'rtl;ttl:r
pclo lrtgltl olrietir"r rlrrc cla oottpa
ncslas relaça)cs.
A crìança de scis ilttos
llotÌc
pcrlcilarlrcntc
sitbet lcl c cÌìì ccrtas
ci|cunstâtlcias
os seus cotlhcciltlçlltos
po(lçlÌì sct tclitlìr'lttttetttc
o\lcnsos
i"a".,i", ;r." podc não bastar para o1"tg"""1ut
ncla hri tlc ìnlìrntil c dc
u"Joa"irnnt"nì"
pté-cscolar: 1o{ios os scus conllccitttctlt()s
1onÌlìnì ulÌla
""ì"t"UU"
inlantil. lÌrdavia. se as reiitçõcs vitais lìrn(ìiìrÌrcrÌ1itis
tla criança
sofrercm utttlt reorgâlÌização.
se li\cr tÌÌìla ilnlãzinha'
por cxctrlplo' c a tllãc
se lhe diligissc como a urla auxiliar'
parliciparrdo
na vida adtrlta- crìtão o
,"*jo
"Ui-r"-ff.te
clc tlancira tìnçiorraltneulc
difèrerrle Quc
irnpot'ta
qLre
;;ï;'"; o;;
corrpreeucla
aiucìa poLtcas ooisas:.. ser-lhc-.ii precìso trÌrìto
rnerlos telì1po palâ repel]s?Ìr o qrrc satre
jh' c a stla Í'isiollotllilt
psíqrrìca
gcral
nruclar'-se-á
tatlto tlat is dcpressit'
Nos catstls trortnais. :t pâssageln
segtiilite clo deseul'o lv ìnlen ltl rla vida
cla iuíâucia
pré-cscolar iìo cstiigio
psíquica estz'r ligada rì entrada
rla
oriatrça na escola
-""
-'-
Nro poderctttos cleixal de tlão clal a uai''lt itl.lportâtlcìa
a este
acontcciurento
ua vida clr criança
'l'''-rcìo
o sistellla das suas relaçòes
vilais
;;;;;;it;.
O essencjal
n.o ó eviclcntentcntc
o làto dela se' obrigacÌa a
;;;;ì;,',;i;,'";
coisa; ela.jí rinha obrigtrções
arl1cs dc cntrar para íì csLrìliÌ
o essenciai ó que cloravalte
as suas obrigaçòcs
rìào são apcnàs
Pafâ
çolll os
p"i.'" ,r-"ã,t.o.f,rr,
sào objetiverr.ncuto
obri-taçircs
rclrtivas à sociedadc
Da
sua realização
dcpenclcrào
o sett lugat nn uitlu'
"
stla lìllção e o seu papel
social e. pot'tauto' cot,,.l'
"ottsctltiê"cit'
toclo o cotlteilcìo
cla sLta vida 1ìttula
Tcm a ctiauça consciôncìa
disto'1 Sabe-o' ó ccrto' e nresnl() lÌÌtlìtlrs
u"r"a nlr-,ir.:, a"n',po tntcs de ir piua a cscola fociavia'^cslas
cxigôrtcias
sir
;;;.'i':"r
para ela scnticlo teal e psìcologicanetlte
eficicutc..l
pat'tir clo
lììol1-ìelìto
elr qtlc colìlcçâ u
"1""ntlt'
e clas telìì aiucla' Ilo principitl' rttlra
ìlr.u ,"ult.l concrcla. a cle exigôrrcia do lrestlc' clo ciirctor cla cscola
Ao tàzetos serts devercs'
a criança tcnÌ' pclâ prinlcira vcz' sctrl
clúvida.
a itl.tpt'essão
clc lazer cluaìclLtcr coìsa cìc vcrdlcleiratncntc
ilìlpoflaLÌte.Proíbcostnctr.:lesclcapcrtul.barcospr(lpt.iosadttltos
sacriÍìcatlr Por
vezes as stias ativitladcs
pata cltre cla possa trabalhat Qtle
l
::
()
l)cseNolvinenlo tlo Psiquisma
diferença das suas ocupaçõcs c dos scus-iogos precedeììtes! f) própr-io lugar'
da sLra aliyidadc na vida adultr. a vida "para a verdade" que a rodcia, sc
tornou cl i1èrentc.
l)odeuos âceitâr ou rectrsaÌ conprar utn btitlquedo à criatlça, nras
rão podemos tccusar cclmprat-lltc Llm ntatluaì, ttm cadcrno lÌazâ'ì p(ìr qtlL
a criança não pcde da tnestra uaneira sc se trata de collprar unr livro ott
unr brinquedo. Os seus pcdidos têtn ttm senlido dilèrerrte não apcnas para
os pais mas soblctudo para cla.
Finaltrcnte, e sobrctttdo. as relaçõcs intinas da criança perdem o
seu papel cleternrinante no círculo nais largo da sua corrutricação: clas
pr-ópr'ìas são dÒÌavtÌllc deternrinadas poÍ estas lelaçõcs nrais viìslas PoÍ
agratìár'eis que possârtl scr. por exetnplo, as reìações íntinlas que I eriatlc;r
serttc "err casa". o "dois" que o proÍbssor ìhe cletl assorrrhr/r-la-:i
inevitavelnrente. Tudo tnttdou. portanto. a parlir do nlolrelÌ1o cm qrre Íbi à
cscola. lJm dois é algo cle mttito tlil'crente dc unra rectimìtlação da
ecìucadora cìo.jaldirrr de intància. À nota cristaliza ern si. por assitr dizer.
as novils rclações. una trova 1òrtna de conrunicaçào et'n qtte :t cri:tnçrL
crltrou iìgor'â.
E,la pode ter tllÌl conÌ portal'n etrto acitla dc toda a censutr.
jrttlllti'
cleixar bater:ì tantpa da carteira. tlão conversar conl o viziuho durallte a
auìa. aplical-sc con todas as íòr'ças c ganliar as boas gtaças do prolèssor';
isso não irrpedirá qLre estc úìtirro llre dê Lrnra uá ttota só porcluc ela pirs
maiúscLtla nos llollìcs das flores e clas avcs' tlttnca tlais poclerá invoclt o
argllrnento quc antiganlcÍìte toda â gentc lcvava em consitlcração tlttet ctll
casa qLrcr rro jardinr cle in1ìncia: "Não íìz dc propósito. ttão sabia, pensava
qr-Lc lão cstava a I'azel trtal''. l-, aqtlilo qLte os adultos clramatrl I
obj etiv icladc de aptcciaçâo escolat.
Além clisso. rl'tesnìo sc a crìança venlla cotrpleellcler
fosterit'r
lrerìtc que ncm "rosa" trent
"sol" levanl nraiítscLllas e que teln "qttatro
"tt
"cirrco" tto tlitaclo seguirrte, mcslllo sc o prol'essor a lclicita pelos seLts
rcsultados. o
"dois" nào desaparccer/l das páginas do caderno' da sttlt
clclcrnell: Llt'Ìra nova notl aparecelá ao lado dcsta tììas llão no lugar dcla'
(
) I )esenvoh,r ntenirt rlo P s iq tt i : tt t r t
A nìesma ltigica ìllerna nìarca a passiìllelìr lto cslrigio scgttinlc do
tlcsenvolvimelto da vida c da cotlscqiiêncit da ctiattçit N(r csltttlalìtc
adolescelte csta passagerÌÌ está ligada à stta inscrçito tlits lt'r'rttrrs tlc vicla
social que lhe são acessíveìs (partrcipação ellì certiÌs tllattilcslitçirc: srrcilris
que não apresetttatì ulÌì caráter cspeoialmettte inlìltlil. orgatrizltçiìo de
escoteiros. novo conleÍlclo da ativitladc peliscolar) Ao ntcsttto lclììp() lÌìtlda
lambóm o lugar real qLte a ct iança octl[]lì lliì r'icla cotìtliirrta cl'rs arìttltos que
a roclcian, na vida ettt farnília As sLtas Íìrtçlts lisicas. os sctts
corÌlìccinìentos e as sLliÌs capacicladcs co locit ttt- ttlt.
(l()Íâvalltc. (lrìì ccrtos
oâsos! erÌì pó cle igualdade cotn os adultos c sclìte-sc tnesuo st'tpct i"t pot
vezes crìl dado dornínio parlicular: podc ser ulll ntesâlìico recotlhr:':ido oti tr
rnais lo c da 1àrrília, ntais forlc que a nlãe ou a irtnã c apcla-sc para iÌ stla
ajuda onclc seja preciso rtnr hotretlr; otl ainda, potle ser o principal
correntador. clrl sLÌâ casa. dos acoutecitrentos da vida púbìica
r L)o ponto clc vista cla consciência, csta piÌssagenl à úllinla icladc
cscoìar ó nr:ucacla pelo descnvoli, inrenlo dc unla atitude críticlr lace às
cxigências, iìs maneiras cle agit. rìs qualidadcs pessoais dos adultos c pelo
aparccilìrento dc ìrltcrcsses novos pcla prìnrcira vcz vet dade it atletlte
teóricos. Nos alunos tttaiores. aìlarecc a neccssitladc de conltecer nãcr
âpenâs a realìclade que os lodeia lììas igtlallnenle o saber que existe sobre
csta reaìidadc.
À ptirreira visla e supclfìcialmenlc. pode pareoer qne tlão oeortc'
no finr do pcríoclo cìa ìnlârrcia c da aclolcscôucia e cou a passagenr à vida
proÍrssioral. clualqucr nrltdatrça no ìugal qite octlpa o csttìdalllc tto sisteua
clas relaçõcs hunriitras. Mâs tlào passa cle tltna aparônoi:t O aclolcscetlte qtle
ainda hqc não passa c{e utl debulante zeloso tlLte a corlsciência da stla
sitLÌaçaro o lolrra lcliz c orguìhoso. cstalrlt atlrallhã nas lìleitas dos
eutrÌsiiÌstas da protlução de vattgttalda Tot'nando-se Ltnl ltabaìhaclor'' ocLtpa
agoraÌ um novo lttgar, a sua vicla aclquìre tttn cotlteitdo tlovo e isto sìgnifica
que vê doravante o tnttndo sob rttna nol a Ìuz
A plinreira coisa clLte rlcvetrlos notar. clttttttcio ttos cslÌlrçatrros por
rcsolver a questão clas tbtças notilras tro desctlvo lv ìtt'l ctr lo do psiclrtisnlo' ó
l)ortanto
â moclifioaçào tio lttg.rr qtte rr cIiltnçiL
(rclllìr ll(' sislcnla das
n 1ì icrrrr

rart rtr
'
J', l't'ltLrtttt',
lla
O l)escnttlvinento
da PsÌquìst)u)
rclações sociais, é. porónr. evideÌÌte que este lLrgar não deteÌn'ìinâ por sl s')
o clesenvo lv imento. Ele caracteriza sinìplesnellte o lìível atilÌgido lìulll
ciatlo tnomento. C) qLte clcterlnina diretamcllte o desenvo lv irìr ento do
psiquislno da crìança c a stta própria vida, o desenvolvinrerrlo
dos
proccssos reais desta virla. po| outras palâvras' o desenvoìv itnento desta
atividade. tâl'Ìto cxterior como inteliot l-l o de sertvolvìrneììto
desta
ativi<1ade'depende
por sua vcz das condições em que ela vive O tnestno s
cìizer que, no
"rn
do clo desenvolvimeuto
do psiquisrro da cria4ça devemos
partìr cla análisc do desenvo lv itn ento cla sua atìvidade tal conìo ela se
orguniro no, condições col'ìcretas da sua vida Só unla tal r{étnorchc
fcïrlrite
det"rnlinar a partc das oondições cle vida exteriores da criançe e
àas disposições
clue ela posstti Partindo da análisc do conteÍtdo da
atiuidade qne se desenvolve na própria criança' só csta.dénarche
pern\Íe
.onlpr""nj". o papel prirrordial cla educação quc age
justatnetrtc sobre a
ativìdacle da criança. sobrc as suas relações cotn a rcalidade e dcternrilla
tânrbém o sett psiquistl.to. a sua consciência'
Mas a vida oLt a ativiclatle de cotljutllo tlão é sitllplesmet'ìte
â soma
cle clilèrerrlcs espécies de ativicla<ie Algurrs tipos de atividade são' t'ruttra
dada época, dominantes
e tênr uma itnpoftârrcia
nlaior para tr
Jcs.nunivi,trct,to
trlterior da persorlalidade'
outros têrn metros tJtrs
;;;;,;p;,rh"',''.
papcl esscnciál
uo desenvo lv itttento' outros
papel
,""uniário.
Razão-pol
que clevernos clizer que o desenvolvinrctrto
do
;.il;;
depende ìrão ila ativida<lc do seu conjunto mas da atividadc
dom inante.
Podemos dizer igualrncnLe
que cada estágio do tlesenvolvitrento
psíquico é câractcrizado
por ur'Ì1 certo tipo de reìações da criança com a
r.ealidacle.dominanlcsnumadadaetaPaeCletelmi!-radaspelotipode
atividade
que é então dominante
para ela'
Recotlhecc-se
justalÌlellte a passãgen de urn estágio a outío na
mudança do tipo clc atividacle dominartc e, portarìto' da rclação
dotriuatlte
cla criança com a realidade
A que é que chamamos
"atìvidade douinarrtc"?
A característica da atividadc dominantc triìo sc tctlttz ilc ltlodo
algutr a índices puralrente quantitativos. A atividadc t I t I t I t ì t t i t r I 1 r: trão é
aquela que se encoÍìtra o mais das vezes lìunÌr clacla clapa do
clescnvolviurerto. aquela à qual a criança consagra a nlltiilt
Plttlc
(lo
lc!1'ìpo
Chamatlos ativiclacÌe dominante da criança a qtlç colÌÌlx)tlr iìs trôs
caractcrísticas seguintes.
l)rimciraurente, c aqtlcla sob a lornra da clrtltl itplttccctll c tlo
interior da qtral se clìÍèrencianl tipos trovos clc alividatlc A''sint' pr'rr
exenplo, o ensitto, Ì1o senticlo mais restrjto do tcrmo' cluc aparcoc pcla
primei.o vcr tra idade pre-escolar, ocorrc antes de nrais nada no
jogo qttc
''j
a ativiclade dominattte neste estágiÒ do desenvolvimento
A oriança
começa a aprender
jogarldo
Segundo, a atir'idade dominanle é aqucla rra qual sc fortram ou se
rcorganizant os setls plocessos psíqrricos paÍictllares E no
-iogo'
por
exeÀplo, quc se fotmant inicialmente os pr-occssos de imaginação aliva' e
no
"rtudu
os processos cle raciocinio abstrato Não poder'íamos daqui
concluir que a fol rnação ou a reorganização dc todos os processos
psíquicos só se faz no interior da atividacle domitrante Ceftos proccssos
psíquicos formam-se e reorganizarn-se não diretamente na atividade
ào,r'rinon,". mas notìtÍos tipos de ativiciade geÌìeticâmeÍìte ligados a cla'
Assinr. por cxetnplo. os processos de abstração e de gerreralização da cor
l'ornta-se tta idacle ple-escolar. não rlo próplio
jogo, mas no desenho' na
aplicação de oores etc., isto é' em diversos tipos de atividade em que
apenas a sua origem está ligada à atividade lírclica
l'ercciro. a ativiciadc dominantc é aqLrela cle que dependc o nlais
cstreilaÌnen1e as uruclanças psicológicas lundamentais da pe rsorra I iclaclc da
criança observacìas numa dada etapa do seu clesenvolvinlento
lJ no
-iogo'
por exemplo. que a criatlça ile iclade pr'ó-escolar se aproxiua das lunções
sociais e das trotmas de colìl poÌtatrrellto que correspondenì a ccdas pessoas
(que laz de "soldado cìo Flxército Vertrclho". quc Íaz de "diretor"' de
ì"ng"nh"iro",
cle "operário da lãbrica"' e isto\ colrstitui utn elenreuto tnrtilo
irnportrtttc da lortnaçiu dr cua pcrsolìrlidrìdc,l
113
(
) t )t'r,' t1\'ol ti tì ! ìtt t) I t) l' \t'
I
ttt\tìtt )
t
.':
A ntir. iciaclc donÌinânte
ú' pottanl'r'
aqtrelx ctrirì t'tìt"":ll-ll]ï::l
.unai"i.,n.n.l;
principais
tllttdatlç:ts
lÌos pro!esso5 llsiquic.ls
tll cttança
e as
;::tï:ì;;';;Jt
;'il"Logi..ot
cla sur p''rs"naìi'uclc
trtttn drtlo esthgio tio
(
) t I'san|oIt it1Ìc.1to Io I's ic1 ui snto
cotlteitc]o
clo estágio
cìc desenvo]v
irrr cr.tn. *n,' peÌo contrário,
a i.lade
pâssagenÌ de unì estágio a clrtlro rlcllcrrle r[r stjtt cottlcitdtr c qttc nlttcla com
as condiçõcs
sóoio-h istóricas'
Estas nìesmas
cilltliçõcs
dclcllrlitlittlt' ìlor
()Ìllr(ì littltl' clLtltl a
atividacle
qtlc sc tonla clotninante PiÌliì
lì clliloç:ì lntlt 1ì'trlr,r es1;r'qio do setl
.f".""ì,"f"i1"""a
A aproplilçrì''
''la
Icali'iittlc
nrrLtetritl
rlttt t:irctrtrcla
*"áiuànl"n,"
a criança. o
jogo alravós tlo clLral it çriaììçiì t{)rììiÌ llossc
de
;';;tÌ;t"
nlais larga dc Íìtr''irtrett.s
c rclaçõcs hunranits'
rì lì)ÍrÌìação
;;;".;t;"
,ta es"olã, finaltrretrlc
a sua fbttÌìiìçiìo
especializada
otr a
divìclade
tle trabaìho,
1âl ó â sucessão clas ativiclacles
tloutitratttcs'
das
ìììuçì"., au,'.,lnunÍes
que potìetros ço'stiÌtar l'Ìa nossa ép'ca c nas trosssit
condições.
Quais
são, portârrto, as relaçõcs crtre o tipÒ de
.ativid,ade
dominante
tla criarlça e o lLrgar reaÌ qrtc elr dciìPir no sistcrna cìas le ì:rçf t":':::1::
Quc
rcìiìÇìo ltá etrlrc I ntttdaltÇa
dt lrrgal c a lììlldiÌlìÇiì
o( ;rrrvruduç
<lorrinantc
da criança'Ì
L)c uma nlatleiLa
gelal' pt'tlenlus tcsponcle't
tlue no dccttrso tlo seu
desenvolvinrctllo'
o lugar anter'iorrlrclìtc
octlpxdo
pela criença
t,tt.t ttttlndo
das relaçõcs
hunlarlas
que a i-odeia
.é.conscìentizado
p-or. cla como
não correspotrcicrido
às suas possibiiiclacles
ll dai qtrc se esforce
por
rnodifi;i
lo
"'""--
-iurg"
unra contl-acìiçãlo
abeÍa clltre cl nrodo de vida.da crlança c as
.uu, pnrrltïìiaoa"s
quc-iá sLtpctaratl
csle tnoclo de vida ìl poÌ ìsc(Ì qLre lr
sua atividade se reorgatriza'
Assitll sc el'etua a passagetl
a Ltm lovo estáqìcr
cle de sctrvoìv inetlto da virla psíquica'
Pocleuros cital. collÌt) pt" tttn'plu'
os elsos de
"strpcraçlLo"' pela
criarça, tìa stta inlância
pré-escolar'
No principio'
"" ï:llp:
do^s pcquenos e
ãlr',ïeai"r.
ro
jarclini tla irtâ'cia.
a criança
participa cou prazcr e
ìnteresse na viila do grupo^ sctts
.jogos
e octlpações
são,plellos
clc serrtido
;;;,
i"t .le boo
-"urttacl"
iroticìa aos tnais vellros dos seus sttcessos;
nlostra os seus dcsctthos.
rectta canlilcnas'
colìta o qLlc se passoll dutaÌìte o
,ì"t"ìì. Nu" a intimida o lato dos adttltos a csculâteìl
col'n rtrtr strtt ist"
il;;;',i^'";ìt,;,
sem c'nccrìci
senìpíe a alcnção
requcrida a todas estas
coisas inlpoflÍìltes
pâra a crlatÌçzì
Para clà' tên] tlttl sclltido
e isso basta
seu clesenvolviuento'
I
'1tl
ositlttistno
drt trilttlçe nào sc
Os estágios
dc dcsctlvillv
jtnctltc
: ,,i;.,ì.1a1Ì.
."..^.,",;:';':,ii:ïì""';";;;
;'; ;"'rteúdo
ìcterminado.,1^..::'::,:.t'.';uL1:
:::ï::::Ï:
;,.,i,
Ë;;ì;"-";;;'ì;..''""
s'lrcessão
rrclermi."*
l: :'llf,:,,:Ï:l
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"."^ïJ
i:
ej por uÌlr. Irr'rvd(' u!!!r'r" ":,
,ìn r"n,pn são toclavia
irrtttár'eis
daclos de
cÌos estágios
neìÍì a slla soccssiÌo
ncste tocante. iarrls.
rsenvolvinento
telham urn lugar
Sc betlt tlue os estágios
cle dc
---.....+,- ,ì.\ .Ê..
,l*"'",i,ì';,:'"i
,,
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linrites dependernl
.T::1::"ì.,1"^''::'ï
:::'i:::::": ;Ïl.,'r';';ï
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históricas
::'ìËJ;ì,ì';
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9" illllti,
i:lil :l.ïì;
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geração !Ìova' tal como cada iucìivícl-uo
cle unra
daila
geração. enconlra lá
prortas oertas corrdiçõcs
de vìda São elas
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ar*",t-,t-ooraiu"t
tal ou taì conteúdo
da sua atividadc
Conseqtie
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os estásios
do. clesenvolvinrento
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psiquistno da criança- o t"u
"ont"Útào
não È de modo algum
indepcndetrte
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jôlì(1iç,'c'IristOri''l-C''ll!lela\(lììqllL
\c'-lesctttOllo'lC-Ctlrt'llitncttt'':
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gs11o :iobre o curso clo
orocesso dc desetìvolvrrr'ìento
ptìqui"o no scu conjunto
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a prrticipltçi''
tt'r. vid:r socirl tl..t
trabalho,
a duração
e o collte[ldo
Ja c''lucaçào
e tlo ctìsitro' lìelÌì sel.Ììpre
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,-.r. rlesmos
hìstoricatnenle
A cìuração
nlutlou
de época
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o nt"aiou
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as necessiclacles
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as suas caPaci'ladcs
naiores'
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de inÍâricia
percle para ela o sert senlido'
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Cada vez tnais a afirmação
de si nlesma toma na orlâl'ìçir
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cnntra a di'ciplinu'
L aquilo ar que se chatra a crisc dos
rçli lltt'
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Se a criatlça
perllìíÌl'lece todo ttm ano fora da escola e se cotltlnua a
considerá-la,
elì1 casÍÌi como algo esporáclìco'
sc cla não se enllcga
seriamelttc
ao trabalho
"'"olo''
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1'ntl"
lolnar 1'ortìlas agudas
A
.r'"ìi" Ort"^a"
de obLigações
escolatcs
inventlt-las-á'
srlb lbrmas
por
vczcs attormais.
llstas cl ises. a crise tìos tlês íìllos' dos sete' a crise da aclolescôncia"
cla
juveutt'tclc. cstão scmprc
iig"ao' o ntra tnuclança
de
.estágìo
lllas
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evidéncia
a ncc-essìclaclc