ECONOMICIDADE DO PATRIMONIO DA CÉLULA SOCIAL Werno Herckert

Os cientistas da medicina estão preocupados com a qualidade de vida, vida saudável, e a longevidade das pessoas e, para isso, estão desenvolvendo várias pesquisas sobre o assunto e os cientistas da contabilidade, também, estão preocupados com a qualidade de vida e logevidade do patrimônio da célula social e, para isso, estão desenvolvendo pesquisas e gerando novos conhecimentos sobre a vida patrimonial. OCILAÇÕES PATRIMONIAIS E A ECONOMICIDADE Na vida da empresa pode-se observar período de prosperidade, estagnação e de depressão ou definhamento. Todos esses estados são verificáveis na prática e merecem atenção para o estudo contábil. Quando há prosperidade observamos que existe harmonia nos oito sistemas onde se desenvolvem as funções patrimoniais, uns ajudando os outros ensejando continuidade ao empreendimento e pleno desfrute da utilidade patrimonial. Segundo o Prof. Lopes de Sá: ¨Se uma empresa paga em dia, lucra, está estável, tem vitalidade em seus negócios, não desperdiça, está protegida contra riscos e vai sempre crescendo, acumulando lucros e aproveitando-se integralmente disso, dizemos que ela é próspera¨. ¨Isso implica que a empresa tenha sempre todos os seus oito sistemas de funções patrimoniais em regime de eficácia, ou seja, suprindo todas as diversas necessidades.¨ (Ver Prosperidade e o esforço científico do patrimônio contábil para uma nova sociedade em www.lopesdesa.com.br). Uma empresa pode tender, todavia, a um período de estagnação, isso, em virtude de influências exógenas de mercado, política de governo de restrições ao crédito, sistema cambial inadequado, de altos impostos, de juros altos e de fiscalização acentuada perturbadora; diante de tais restrições tudo coopera para um definhamento e até a falência.

Tal estado é algo indesejável por gerar prejuízos ao indivíduo e a sociedade. Como as oscilações são constantes porque o patrimônio se movimenta sempre é necessário que igualmente constate seja o estudo contábil e a orientação no sentido de que a prosperidade seja alcançada.

OBSOLENCÊNCIA E A ECONOMICIDADE A empresa pode, todavia, possuir dentro de seu próprio patrimônio os fatores que perturbam a sua continuidade. As ocorrências exógenas, em quase sua totalidade, influem tanto positivo quanto negativamente e neste caso podem trazer graves problemas ao patrimônio da empresa. A grande evolução tecnológica, a superação dos equipamentos, a concorrência, as mudanças do comportamento dos clientes são realidades atuais e que tangem o patrimônio da célula social. A obsolescência pode atingir não só o imobilizado técnico como, também, elementos do circulante como estoques que perdem seu giro por mudanças de preferência do mercado consumidor. Por exemplo, o setor de calçado e de confecção é ramo de negócio sensível a preferência da moda, e muitas vezes os meios patrimoniais são vendidos por preços com perdas. Há clientes que, tradicionalmente, compram meios patrimoniais como desatualizados, mas, a empresa não pode laborar no mesmo erro. A célula social deve procurar a eficácia vendendo sempre, e procurando aumentar espaços de mercado, aumentando suas vendas, pois, isso é uma condição de economicidade. Sobreviver no tempo é uma meta que requer atividade e atenção permanente devendo a empresa manter-se ágil em suas transações, para isto modernizando-se sempre.