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Escola secundária de Penafiel

12º Ano Química

Aula de realização nº37
Data de realização:
Data de entrega:


A.L 1.6 – Funcionamento de
um sistema tampão


Relatório realizado por:
Ana Isabel Silva nº 2
Andreia Mota nº 6







Questão problema:
Por que motivo não sofre o pH do sangue grandes alterações depois de um grande esforço?

Objetivos:
 Observar o funcionamento de um sistema-tampão através de uma titulação ácido
forte-base fraca.
 Determinar a concentração de uma solução de Na
2
CO
3
(carbonato de sódio), sabendo
os volumes de titulante e titulado utilizados na titulação e a concentração de HCl.
 Medir o pH da solução ao longo do processo, com a construção da tabela de registo
dos valores obtidos e traçar a curva de titulação com o intuito de identificar as zonas
com efeito tampão.


Introdução Teórica
As soluções tampões são soluções que resistem a mudanças de pH quando a elas são
adicionados ácidos ou bases ou quando uma diluição ocorre. Essa resistência é resultado do
equilíbrio entre as espécies participantes do tampão. Um tampão é constituído de uma
mistura de um ácido fraco e sua base conjugada ou de uma base fraca e seu ácido conjugado.

Material e reagentes
 Bureta de 25,00 cm
3
e suporte para bureta
 Gobelé de 150 cm
3

 Pipeta volumétrica de 10,00 cm
3

 Proveta de 25 cm
3

 Agitador magnético e barra magnética
 Medidor de pH
 Solução aquosa de ácido clorídrico 0,10 mol/dm
3

 Solução aquosa de carbonato de sódio 0,10 mol/dm
3

 Água destilada



Esquema de montagem


Legenda
1 – Bureta com solução de HCl
2 – Suporte Universal
3 – Garra para buretas
4 – Gobelé com solução de Na2CO3
5 – Medidor de pH

Fig.1 Esquema da titulação base fraca/ácido forte. Adição de HCl a
Na2CO3, com o auxílio do medidor de pH.

Procedimento
1. Efetue a calibração do medidor de pH, utilizando as soluções de pH = 4,00 e pH = 7,00, de
acordo com as instruções do medidor de pH.
2. Para o gobelé, meça 10,00 cm
3
da solução de carbonato de sódio e 20 cm
3
de água
destilada.
3. Coloque o gobelé sobre a placa do agitador magnético, introduzindo a barra magnética.
4. Lave os elétrodos com água destilada e seque-os convenientemente.
5. Ligue o agitador magnético e selecione uma velocidade que permita uma homogeneização
rápida da solução.
6. Prepare a bureta com a solução de HCℓ 0,10 mol/dm
3
.
7. Proceda à titulação por adição de volumes de solução de titulante (cerca de 0,5 cm
3
),
registando o valor de pH da solução após cada adição.
8. Trace a curva de titulação e interprete-a.



Registo das observações
Volume Adicionado de HCl (cm
3
)

pH
0 10,70
0,5 10,48
1 10,36
1,5 10,26
2 10,16
2,5 10,06
3 9,96
3,5 9,86
4 9,77
4,5 9,66
5 9,56
5,5 9,46
6 9,36
6,5 9,24
7 9,10
7,5 8,96
8 8,67
8,5 8,33
9 7,52
9,5 7,17
10 6,93
10,5 6,78
11 6,66
11,5 6,53
12 6,45
12,5 6,35
13 6,25
13,5 6,16
14 6,08
14,5 6,00
15 5,92
15,5 5,86
16 5,76
16,5 5,61
17 5,43
17,5 5,23
18 4,73
18,5 3,20
19 2,72


















19,5 2,55
20 2,42
20,5 2,34
21 2,27
21,5 2,21
22 2,17
22,5 2,13
23 2,10
23,5 2,07
24 2,05
24,5 2,03
25 2,00
Tratamento de dados

Fig2-Curva da titulação de Na2CO3 e HCl
Legenda:


Conclusão e críticas
A realização do trabalho experimental foi de acordo com as regras de segurança e os
resultados obtidos confirmaram o suporte teórico acerca do funcionamento de um sistema
tampão visto que conseguimos identificar no gráfico obtido as zonas que funcionam como um
tampão. O gráfico obtido da titulação foi muito parecido ao gráfico ideal, podendo observar
muito bem os pontos de equivalência e as zonas tampão. O ião carbónico é uma base diprótica
e a sua titulação potenciométrica permite identificar os seus dois pontos de equivalência,
assim como as zonas em que a solução tem comportamento de solução tampão.

0
2
4
6
8
10
12
0 5 10 15 20 25 30
p
H

Volume de titulante adicionado (HCl)
1ª Zona Tampão
2ª Zona Tampão
- Ponto de equivalência
3ª Zona Tampão