You are on page 1of 1

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA - NULIDADE POR NEGATIVA DE

PRESTAÇÃO JURISDICIONAL - CONTRATO DE FRANQUIA -
SOLIDARIEDADE ENTRE FRANQUEADOR E FRANQUEADO - RESPONSABILIDADE PELA
SATISFAÇÃO DE DÉBITOS TRABALHISTAS RECONHECIDOS EM FAVOR DA
RECLAMANTE - IMPOSSIBILIDADE - INGERÊNCIA DA FRANQUEADORA NA GESTÃO
DOS NEGÓCIOS DAFRANQUEADA NÃO COMPROVADA. Atende plenamente às exigências
dos arts. 93 , IX , da Constituição Federal e 832 da CLT o acórdão regional que justifica a
impossibilidade de reconhecimento da solidariedade entre o franqueador e ofranqueado no
pagamento dos créditos trabalhistas reconhecidos em favor da reclamante e por esta
postulados, mediante a assertiva de que não se comprovou nos autos nenhuma ingerência
do franqueador na gestão do negócio. O julgado também não comporta reexame, mediante
recurso de revista, por força da Súmula nº 126, que impede o reexame de fatos e provas em
sede extraordinária. Agravo de instrumento desprovido.

APELAÇÃO CÍVEL - PRELIMINAR - ILEGITIMIDADE DE PARTE - CONTRATO DE
FRANQUIA - AUSÊNCIA DE INGERÊNCIA DO FRANQUEADORSOBRE A ADMINISTRAÇÃO
DA EMPRESA FRANQUEADA - INEXISTENCIA DESOLIDARIEDADE - INDENIZAÇÃO -
DANOS MATERIAIS E MORAIS - NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. Não provado que
o franqueador detinha poder sobre a administração da empresa franqueada, não há que se
falar em formação de grupo econômico, e conseqüentemente, em responsabilidade solidária
entre as partes.São devidos os danos materiais, inclusive lucros cessantes, desde que
devidamente comprovados, principalmente quando houve reparação do dano.Em ação de
indenização por ato ilícito, a correção monetária deve incidir desde a data do evento danoso,
por configurar mera correção da moeda e por aplicação da Súmula 43, STJ.Apreciação
eqüitativa do juiz em arbitrar honorários advocatícios. A fixação dos honorários deve atender
aos parâmetros legais ditados pelo artigo 20 do CPC.

O juízo de origem admitiu que, excepcionalmente, o contrato de
franquia pode comportar a medida, quando comprovada a ingerência
da franqueada na gestão dos negócios da franqueadora para além
dos limites da lei, de forma a configurar ou sugerir a formação
de grupo econômico. Mas asseverou não ser esta a hipótese dos
autos, ressaltando não haver sido produzida nenhuma prova que
indicasse o desvirtuamento do contrato pelas reclamadas,
franqueada e franqueadora. Sendo assim, a Súmula nº 126 da
jurisprudência desta Corte incide à espécie, porque não é
possível reexaminar o conjunto probatório para aferir conclusão
em sentido contrário, sendo certo, ainda, que o mesmo verbete
sumular impede que se reconheça o atrito entre o entendimento
expresso no julgado regional e aquele que se traduz no item IV
da Súmula nº 331 desta Corte, porque também não há registro de
que se haja positivado a prestação de serviços diretamente à
franqueadora. De forma que não comporta reforma da decisão
agravada, também quanto ao ponto. Nego provimento ao agravo.

A empresa franqueadora não respondesolidária, nem subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas
contraídas pela empresa franqueada.