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Laboratório e Seção Científica

UNITED NATIONS OFFICE ON DRUGS AND CRIME
Vienna
Conscientização sobre o local de crime
e as evidências materiais em especial
para pessoal não-forense
NAÇÕES UNIDAS
Nova York, 2010
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Esta publicação é uma tradução não oficial de um texto inglês que não foi formalmente editado.
Onde quer que pise, tudo que toque, tudo que deixe, até mesmo inconscientemente, servirá
como evidência silenciosa contra ele. Não só suas impressões digitais ou pegadas, mas também
o seu cabelo, as fibras das roupas, o copo que ele quebra, a marca de ferramenta que ele deixa,
a pintura que ele arranha, o sangue ou sêmen que ele deposita ou coleta - todos estes e outros
são testemunhas ocultas contra ele. Esta é a evidência que não se esquece. Não fica confusa pela
excitação do momento. Não é ausente, porque testemunhas humanas são. É a evidência efetiva.
Evidência física não pode estar equivocada; não pode se perjurar; não pode estar completamente
ausente. Só a sua interpretação poderia estar errada. Só o fracasso humano em encontrá-la, estudá-
la e entendê-la pode diminuir o seu valor.
Kirk, Paul,
Crime investigation,
John Wiley & Sons Canada, Limited, 1953
Esta edição está relacionada ao ST/NAR/39
Esta é uma edição especial do manual português adaptada para o Brasil.
A adaptação, que consiste de comentários somados como notas de rodapé,
foram preparadas pelo Ministério da Justiça de Brasil.
Coordenador responsável pelos assuntos de Perícia Forense
Edson Wagner de Sousa Barroso
Informações
Telefones: (61) 2025 – 3380 / 2025 -9602
www.justica.gov.br
Endereço
Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Edifício Sede, 5º andar, Sala 508
70064-900. Brasília - DF
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iii
Agradecimentos iv
Introdução e objetivo 1
PARTE I
O valor da evidência material e o conceito
de cadeia de custódia 4
Serviços de perícia forense e processo de investigação
do local de crime 4
Considerações legais, éticas e de respeito à dignidade humana 5
Considerações sobre saúde e segurança do trabalho 6
PARTE II
Planejamento, organização e coordenação do trabalho
no local de crime 8
Preservação do local de crime e suas evidências 10
Documentação do local de crime e de suas evidências 12
Reconhecimento, coleta e preservação da evidência material 13
Transporte, armazenamento e apresentação da evidência
material ao laboratório 15
Anexo — Tipos de evidências materiais potencialmente
presentes nos locais de crime, e seu valor probatório 17
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iv
AGRADECIMENTOS
Este manual foi preparado pelo Laboratório e Seção Científica (LSS) do Escritório das Nações
Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), com adições do Comitê Internacional da Cruz Vermelha
e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos.
O desenvolvimento desse manual não seria possível sem as contribuições valiosas, em diferentes
estágios no processo, dos seguintes especialistas. A eles, o UNODC gostaria de expressar seu
apreço e agradecimento:
Joseph ALMOG, Professor de Química Forense, Universidade Hebréia de Jerusalém, Israel
Christina BERTLER, Assessora Sênior, Laboratório Forense do Estado (SKL), Suécia
Bob BRAMLEY, Cientista-Chefe Anterior do Serviço de Ciência Forense (FSS), Reino Unido
David CLARKE, Anterior Químico de Governo, Laboratório Governamental,
Hong Kong, China
Rainer DAHLENBURG, Consultor Internacional, Escritório do País de Afeganistão,
UNODC e Químico Forense, Polícia Criminal Federal (BKA), Alemanha
Peter DE FOREST, Ex- Professor de Criminalística, Faculdade John Jay de Faculdade
de Justiça Criminal, Universidade da Cidade de Nova York, Estados Unidos da América
Jan DE KINDER, Diretor, Instituto Nacional da Ciência Forense e Criminologia
(INCC/NICC), Bélgica
Ramon DIAZ, Cientista Forense, Laboratório de Criminalística, Institutos de Ciências
Forenses, Porto Rico
Barry FISHER, Diretor, Laboratório de Crime, Departamento do Xerife do Município
de Los Angeles, Estados Unidos da América
Ute HOFMEISTER, Aconselhador Forense, Divisão de Ajuda, Comitê Internacional
do Cruz Vermelha
Max HOUCK, Diretor, Iniciativa de Ciência Forense, Universidade de West Virginia,
Estados Unidos da América
Susan JOHNS, Consultor, Susan Johns Forensic Consulting Inc, Illinois, Estados Unidos
da América
Chris LENNARD, Aconselhador Científico Externo, Polícia Federal Australiana
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v
(AFP) e Professor de Estudos Forenses, Faculdade de Ciência Aplicada, Universidade
de Canberra, Austrália
SC LEUNG, Anterior Químico Assistente de Governo, Anterior Chefe da Divisão de Ciência
Forense do Laboratório de Governo, Hong Kong, China
Adriano MALDANER, Diretor, Laboratório de Química Forense, Policia Federal, Brasil
Tofik MURSHUDLU, Coordenador do Projeto. Escritório do Projeto de Kazakhstan, UNODC
Steve NASH, Anterior Presidente, Membro da Diretoria da Certificação de Local de Crime,
Associação Internacional para Identificação
Antoanela PAVLOVA, Oficial de Direitos Humanos, Apóio para Missões de Paz e Unidade
de Resposta Rápida, Escritório do Comissário Alto para Direitos Humanos
Peter PFEFFERLI, Diretor, Divisão de Ciência Forense. Polícia do Canton de Zurich, Suíça
Flemming QUIST, Aconselhador de Aplicação da Lei para a África. Escritório Regional Para a
África Ocidental e Central (ROSEN), UNODC
Tony RAYMOND, Diretor do Programa pelo Avanço de AND e Cientista Principal Suplente
do Grupo de Serviços Forenses, Polícia de New South Wales, Austrália
Roberto RICCI, Chefe, Apóio para Missões de Paz e Unidade de Resposta Rápida,
Escritório do Comissário Alto para Direitos Humanos
James ROBERTSON, Gerente Nacional. Centro Forense e de Dados. Polícia Federal
Australiana, Austrália
Norah RUDIN, Consultor de ADN Forense, Estados Unidos da América
Morris TIDBALL-BINZ, Coordenador Forense, Divisão de Ajuda, Comitê Internacional
do Cruz Vermelha
A preparação deste manual foi coordenada por Magali Bernard e Barbara Remberg, funcionárias
do LSS do UNODC (coordenado por Justice Tettey). O LSS do UNODC agradece a todos
os outros colegas do UNODC que contribuíram para este manual.
UNODC também gostaria de expressar seu apreço e agradecimento pela tradução do texto
em português ao Ministério da Justiça do Brasil, a Secretaria Nacional de Segurança Pública
(SENASP) e as pessoas seguintes: (em ordem alfabética) Ana Paula Diniz de Mello Moreira;
Edson Wagner de Sousa Barroso; Heloisa Helena Kuser; e Roberta Silva Magalhães Redorat.
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1
Todo acontecimento, seja de natureza criminosa, acidental, de causas naturais ou um conflito militar,
deixa traços (elementos materiais) no local. O objetivo da investigação subsequente é interpretar
corretamente os fatos, reconstruir a sucessão dos fatos e entender o evento.
Devido à natureza transitória e frágil dos elementos materiais, a sua confiabilidade e a preservação da sua
integridade física dependem, em grande medida, das ações iniciais na cena do incidente. A integridade
da evidência pode ser alcançada por meios muito limitados e pela observação de um conjunto básico
de princípios orientadores. Agir com cuidado e profissionalismo ao longo de todo o processo do exame
pericial de local de crime é fundamental para a admissibilidade das evidências materiais para fins
judiciais, assim como para investigações sobre ações humanitárias e de desastres de massa.
Este manual foi preparado para preencher uma lacuna no conjunto de ferramentas disponíveis para
o Sistema de Segurança Pública e Justiça Criminal, e é o resultado de um processo consultivo que
envolveu um respeitável número de especialistas, instituições e organizações que contribuíram
com uma variedade de diferentes perspectivas para este tema transversal, todos fundamentados
nos mesmos princípios básicos comuns a todos os locais de crime.
Por razões de simplicidade, o termo ‘local de crime’ é utilizado neste manual para referir-se a qualquer
ambiente físico de incidente (usualmente relacionado à ocorrência de infração penal) que contenha
registros de atividades anteriores.
O objetivo do manual é conscientizar sobre a importância das boas práticas no exame pericial
do local de crime, bem como da natureza e relevância da evidência material. O manual abrange
questões relacionadas ao trabalho no local, desde o primeiro contato com o local até a apresentação
das evidências ao laboratório. Como tal, ele fornece uma habilitação básica, considerando
fundamentalmente a reconstrução do evento baseada nas evidências materiais.
O principal público-alvo do manual é o profissional não-pericial forense, especialmente os first
responders
1
e mesmo qualquer pessoa envolvida no processo de levantamento de um local de crime
sem treinamento pericial completo, para ajudá-los a compreender a importância de suas ações e as
conseqüências da não-aplicação dos princípios das boas práticas. O manual também é destinado
aos gestores de políticas públicas e aos profissionais do Sistema de Segurança Pública e Justiça
Criminal que necessitam avaliar e / ou tomar decisões com base nas evidências apresentadas.
Assim, como uma ferramenta de crescente conscientização para os profissionais sem formação
pericial forense, o manual fornece um esquema básico do processo de levantamento de local
de crime com foco na importância dos passos e das ações individuais. O anexo apresenta exemplos
de evidências materiais que podem ser coletadas em local de crime: de informações obtidas por
subsequentes exames periciais forenses, a exemplos de casos em que diferentes tipos de evidências
podem ser encontrados.
1
O termo first responders refere-se às primeiras pessoas (usualmente profissionais de segurança pública)
que atendem ao local de crime, podendo ser consideradas, de acordo com o ordenamento jurídico pátrio
e a organização regional, os grupos de salvamento do Corpo de Bombeiros Militares, os Policiais
Militares, os Guardas Municipais, além de membros de Conselhos Comunitários de Segurança,
investigadores independentes dos direitos humanos etc. Optou-se nesta tradução, pela manutenção do
termo original, visto a variedade de referências possíveis no Brasil.
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2
É importante ressaltar que este manual não é um protocolo para os exames periciais de um local
de crime, seja para os first responders que chegam ao local ou mesmo para os peritos de local de crime.
Listas de procedimentos e orientações detalhadas relacionadas à preservação, documentação,
processamento (e interpretação) de locais de crime estão disponíveis em outro material e devem
ser consultadas para as atividades práticas, quando a orientação de trabalho no local de crime
for requerida. Tais orientações são tipicamente utilizadas em cursos de treinamento. Orientações
adicionais devem ser sempre solicitadas às autoridades e aos peritos forenses.
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4 Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense
O valor da evidência e o conceito
de cadeia de custódia
Evidência material pode ser qualquer elemento
2
, desde objetos grandes aos itens microscópicos,
produzido durante a execução de um crime e coletado no local ou em locais relacionados.
Considerando todas as fontes de informação disponíveis em investigações (como, por exemplo,
confissões, testemunhas, vídeo-vigilância), a evidência material desempenha um papel central
e especialmente importante. Excetuando-se as provas materiais, todas as outras fontes de
informação sofrem com problemas de confiabilidade limitada. A evidência material, quando
identificada e apropriadamente tratada, oferece a melhor perspectiva para prover informações
objetivas e confiáveis envolvendo o incidente sob investigação.
No entanto, o valor da evidência, mesmo cuidadosamente coletada e preservada, pode ser perdido se
a cadeia de custódia não for adequadamente constituída. Cadeia de custódia é geralmente reconhecida
como o elo fraco em investigações criminais. Refere-se ao procedimento de documentação cuidadosa e
cronológica da evidência material para estabelecer a sua ligação à infração penal. Desde o início até o fim
do processo judicial, é fundamental ser capaz de demonstrar cada passo (todas as etapas) para assegurar
o “rastreamento” e a “continuidade” da evidência desde o local de crime até a sala do tribunal.
Serviços de perícia forense e o processo
da investigação do local de crime
O papel dos serviços de perícia forense começa no local de crime com o reconhecimento e a coleção
das evidências materiais
3
. Ele prossegue com a análise e a avaliação dos resultados obtidos em
laboratório, e apresentação de suas conclusões aos juízes, membros do Ministério Público, advogados
e pessoas que necessitam da informação factual. Desde os first responders até os usuários finais
da informação, todos os envolvidos devem ter um entendimento adequado do processo forense,
das disciplinas cientificas e dos serviços especializados prestados por laboratórios forenses.
O exame do local de crime é um processo que visa o registro da cena conforme encontrada pela
primeira vez e o reconhecimento e a coleta de todas as evidências materiais potencialmente
relevantes para a solução do caso.
Os first responders, sejam eles policiais, investigadores independentes dos direitos humanos
ou qualquer outra pessoa
4
, desempenham um papel fundamental em todo o processo de exame
do local de crime. As suas responsabilidades iniciais correspondem a preservar a integridade
do local e da evidência. Ademais, eles são responsáveis pelo primeiro registro do local do crime,
das evidências e de todas as atividades ocorridas no local. Como, na maioria dos casos, os first
responders não possuem conhecimento técnico-científico pericial; logo, oferecer treinamento
adequado para capacitar estas pessoas é uma tarefa crucial.

2
Elemento físico, ou que possa ser fisicamente (ou materialmente) considerado.

3
No Brasil, o levantamento do local, o reconhecimento e a coleta de elementos materiais que serão
encaminhados para os exames periciais laboratoriais é parte integrante do exame pericial oficial e é
realizado pelo(s) perito(s) forense(s) de local de crime, responsável(is) pela confecção do Laudo de
Exame de Local de Crime.

4
Por exemplo, delegados e agentes de polícia, policiais e bombeiros militares, guardas municipais,
socorristas, como já considerado anteriormente.
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Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense 5
Em circunstâncias ideais, os peritos forenses, que receberam o treinamento adequado, rapidamente
assumem o trabalho no local do crime. Entretanto, há situações que exigem que os first responders
(que normalmente não atuam na atividade pericial forense) realizem alguns procedimentos básicos
de reconhecimento antes da chegada dos peritos forenses responsáveis pelo exame de local de
crime – caso haja o risco das evidências materiais serem destruídas, perdidas ou contaminadas.
Em situações em que não há uma perspectiva para a realização do exame pericial no local de crime
por peritos forenses, as responsabilidades dos first responders poderão ser estendidas para além da
atividade de preservação e de documentação. Estas situações normalmente ocorrem se o local do
crime está localizado em uma área remota, se os peritos forenses qualificados não estão facilmente
disponíveis, ou se a ação do sistema de segurança pública e de justiça criminal não é a adequada.
Considerações legais, éticas e sobre
a dignidade humana
Legais
Embora existam princípios gerais relacionados ao exame de local de crime, são leis locais
5
, regras
e normas
6
que regulamentam as muitas atividades do levantamento do local de crime e do processo
pericial forense. Elas dizem respeito a questões como obter autoridade para entrar no local do crime,
como conduzir o inquérito, como tratar as evidências materiais (por exemplo, o tipo de processo
de acondicionamento requerido) e como encaminhar as evidências para o laboratório. Tais leis ou normas,
em última análise, determinam a admissibilidade da evidência coletada no local de crime.
Falhas no cumprimento das normas existentes podem resultar em uma situação em que a evidência
material não possa ser utilizada em um processo judicial. E, portanto, é importante que o pessoal
que trabalha no local de crime esteja ciente disso e assegure o cumprimento de tais normas.
Se as normas adequadas para habilitar um processo pericial forense não existem, seu estabelecimento
pode ser uma questão de necessidade
7
.

5
Apenas recentemente no Brasil, passou-se a ter uma lei federal (12.030 / 09) específica para a atividade
pericial forense — atividade até então definida e genericamente formatada no Código de Processo Penal
(CPP). Nas Unidades da Federação, tal atividade técnico-científica segue leis e decretos (entre outros
dispositivos) próprios de cada Estado e ao Distrito Federal, respectivamente.

6
Há alguns meses, foi criada, no âmbito da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
a Comissão de Estudo Especial de Ciências Forenses (CEE – 137), ambiente plural e multidisciplinar
responsável pela formulação das normas técnicas respectivas à perícia forense brasileira. Deve ser
mencionado que a ABNT é o fórum normalizador nacional.

7
No Brasil não existem, com validade em todo território nacional, tais leis, normas, regras específicas.
Seriam os procedimentos operacionais padrão, códigos de conduta, normalização, etc. Assim, deverão
ser propostas tais regras. O CPP não dá conta destas funções.
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6 Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense
Sobre a ética e a dignidade humana
Além das normas, os códigos de condutas profissionais também delineiam as obrigações éticas
do pessoal que trabalha em locais de crime. Esses códigos geralmente reforçam a importância
de atuar com precaução e profissionalismo (conforme a diligência), objetividade (“trate a evidência
considerando o que ela mostra e não o que você acha que ela mostra”), mente aberta e imparcialidade
(“você pode não ser independente da polícia, mas você é imparcial”).
Se houver algum conflito entre a preservação da evidência e a possibilidade de salvar uma vida
humana, é sempre dada prioridade aos cuidados de emergência médica.
Códigos de conduta também são direcionados para a necessidade do respeito ao indivíduo e à sua
dignidade humana na análise e no recolhimento de evidências materiais de corpos vivos ou mortos, bem
como para a privacidade da vítima. Isto inclui o controle e gestão dos meios de comunicação.
Considerações sobre saúde e segurança
As pessoas que trabalham no local do crime podem ser expostas a vários perigos à saúde e à segurança.
Nem todos os perigos são imediatamente óbvios e muitos podem surgir no decorrer do exame
de local.
Potenciais perigos que podem surgir:
• Substâncias químicas (relacionadas ao local de crime, por exemplo, no caso de laboratórios
clandestinos, ou aquelas utilizadas durante os exames periciais — como pós, solventes e gases);
• Material biológico (sangue e fuídos corporais podem apresentar riscos de contaminação por
microrganismos patogênicos, como HIV / AIDS e outras infecções);
• Artefatos explosivos não detonados (por exemplo, armadilhas);
• Armas de fogo;
• Fatores ambientais (por exemplo, calor ou frio excessivo);
• Estruturas inseguras (especialmente em locais de crime de incêndio e / ou explosão);
• Ambiente inseguro (por exemplo, locais em que o suspeito ainda está presente);
• Outros riscos: objetos pontiagudos, radiológicos, riscos nucleares e elétricos, gases, etc.
Procedimentos de saúde e segurança são os aspectos mais importantes a serem considerados quando
chegar a um local de crime, e devem permanecer como prioridade em todo o processo. Pode ser necessário,
em alguns casos, suprimir ou remover os riscos para a saúde antes de iniciar o levantamento de local
de crime. Esses procedimentos incluem o fornecimento de kits de primeiros socorros, equipamentos
de proteção individual (por exemplo, capacetes, luvas), outros equipamentos adequados; mas também
necessárias intervenções dos bombeiros, e / ou o acompanhamento psicológico depois dos exames
de local, uma vez que locais de crime podem ser complexos do ponto de vista emocional.
Além dos perigos encontrados no local de crime em si, as equipes de exames laboratoriais
e complementares podem estar expostas aos perigos quando recebem os itens coletados. A equipe
de local de crime desempenha um importante papel para minimizar os riscos da manipulação
de evidências coletadas no processo forense (por exemplo, utilizando embalagens apropriadas,
rotulando e identificando as evidências).
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8 Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense
Planejamento, organização e coordenação
do trabalho no local de crime
l O planejamento, a organização e a coordenação dos trabalhos no
local de crime visam à aplicação de recursos proporcionais ao caso a
ser investigado e o uso desses recursos de forma eficiente e eficaz.
Bom planejamento é essencial para o trabalho no local. Ele inclui a reunião do máximo de informações
disponíveis considerando questões como: O quê se acredita ter ocorrido? Qual é a magnitude
do problema? É necessária assistência médica? Há algum perigo particular no local? Que outras
intervenções podem ser requeridas? É um local em área interna ou externa? Trata-se de um local
remoto? Que recursos estarão disponíveis no local? Quem também precisa ser informado? Quais
equipamentos são necessários? Quais são as condições climáticas? Outros importantes aspectos
do planejamento são: considerar a natureza do incidente, o contexto do caso, o planejamento
da perícia e os prováveis equipamentos necessários, e gerenciar os atrasos no atendimento do local,
assegurando a sua proteção até a chegada da equipe e dos equipamentos.
No local de crime, a organização e a coordenação do trabalho são baseadas numa avaliação inicial
da situação observada. Isso ocorre antes do trabalho do exame pericial forense de local de crime,
propriamente dito. Organização e coordenação continuam durante o exame pericial, e incluem o que
necessita ser feito (por exemplo, a seqüência de ações, as prioridades etc.), quem está autorizado
a entrar no local (por exemplo, o acesso é limitado ao pessoal que desempenha um papel essencial no
levantamento do local e no atendimento médico das vítimas presentes na cena), quem é responsável
por quais tarefas (por exemplo, designação de um líder, definição de papéis e responsabilidades,
atribuição de tarefas e a necessidade de um especialista) e como as ações necessárias serão realizadas
(por exemplo, procedimentos aplicáveis, a necessidade de equipamentos especializados e instrumentos
e canais de comunicação adequados).
Porque cada local de crime é, de alguma maneira, único, o planejamento e organização exigem
adaptação e flexibilidade em cada caso. Além disso, durante o transcorrer do exame pericial,
os requisitos podem mudar à medida que novos elementos são reconhecidos e o perito forense
do local de crime pode ter que se adaptar à organização de acordo com o trabalho.
Os equipamentos básicos necessários para o trabalho no local de crime são normalmente
disponibilizados à equipe pericial em um kit e repostos regularmente, de forma a permitir uma
resposta rápida. Alguns casos podem também requerer equipamento especializado.
Orientação prática sobre os equipamentos para os exames periciais de local de crime é fornecida
no manual da UNODC “Staff Skill Requirements and Equipment Recommendations for Forensic
Science Laboratories”
8
.

8
O referido texto trata de requisitos necessários para o funcionamento de laboratórios periciais
forenses.
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Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense 9
POR QUE ISSO É IMPORTANTE?
• Chegar despreparado ao local, especialmente sem os equipamentos adequados
e especialização pode resultar em oportunidades perdidas e comprometer todo
o exame pericial.
• Uma abordagem descoordenada pode levar a mal-entendidos, a duplicação de esforços
ou pressupostos errôneos de que alguém está cuidando de uma tarefa em particular.
• Sem claras atribuições de responsabilidade, importantes elementos do local de crime podem
ser negligenciados, evidências podem passar despercebidas ou, pior, podem ser perdidas.
• Havendo muitas pessoas ou pessoal inapropriado envolvido, também se corre o risco
de comprometer ou destruir relevantes evidências.
• O estabelecimento de uma comunicação antecipada no local e entre as equipes de local
de crime e de laboratório cria uma melhor compreensão dos possíveis exames a serem
realizados nas evidências materiais, efetivando significativamente o resultado do caso.

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10 Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense
Preservação do local e suas evidências
l A preservação do local e de suas evidências objetiva a proteção adequada
e medidas para evitar a contaminação, e para que as alterações do local
e das evidências materiais sejam reduzidas ao mínimo.
A preservação do local inicia-se logo que possível após o incidente ser descoberto e denunciado
às autoridades competentes. As preocupações quanto à proteção do local encerram-se somente
quando o processo de exame pericial estiver concluído e o local for liberado.
A delimitação da área a ser preservada é uma atividade complexa e os limites do local podem
mudar de acordo com o prosseguimento da análise do local. O que parece ser evidente no início
pode mudar e precisar ser reavaliado. Uma vez definida, a área é explicitamente isolada usando-
se qualquer tipo de barreira física. Qualquer pessoa não-essencial que adentrou no local antes
do estabelecimento do cordão de isolamento deve ser retirada (e essa informação é registrada)
e quaisquer pessoas não-essenciais são impedidas de entrar no local de crime durante todo
o exame pericial.
Do início ao fim dos exames periciais do local de crime, é importante a aplicação de medidas
rígidas para evitar contaminações. Elas incluem: usar peças de vestuário protetoras (por exemplo,
luvas e capas para calçados); empregar um único caminho ao entrar no local (isso também é válido
para o pessoal médico no atendimento à vítima); evitar o uso de quaisquer recursos disponíveis
no local (ex., banheiro, água, toalhas, telefone); não comer, beber ou fumar; evitar mover algo ou
alguém, a menos que seja absolutamente necessário (se algo ou alguém for movido, a localização
inicial deve estar cuidadosamente documentada).
Quando são selecionadas as medidas para a proteção e para evitar a contaminação, é importante
garantir o respeito à privacidade da vítima e aos direitos humanos. Se necessário, o uso de telas,
cortinas ou barracas deve ser considerado.
Se, no transcorrer do inquérito, um segundo ou terceiro local relacionado ao crime for descoberto,
cada local é tratado separadamente, ou seja, são utilizadas equipes de trabalho diferentes
9
para
cada local.
Finalmente, deve-se também ser reconhecido que, a rigor, locais inalterados são raros ou nunca
foram encontrados. A descoberta do evento pode inevitavelmente alterá-lo. Em locais externos
(ao ar livre), as condições climáticas podem comprometer as evidências. Outras alterações podem
ocorrer caso seja necessário providenciar atendimento médico para uma vítima ou quando a ação
para garantir a segurança humana é necessária, como a extinção de um incêndio ou a neutralização
de um artefato explosivo. Nestas situações, indicações e orientações são dadas para o pessoal
de forma a minimizar a perturbação do local de crime e suas evidências.

9
Essa prática (conforme constante no texto original e para manter a tradução fiel a esse texto) não é
comum no conjunto dos procedimentos periciais e investigatórios no Brasil. Considerar tal
recomendação para as equipes de perícia dos Estados e do DF pode, eventualmente, ser objeto de
apreciação / reflexão em ambientes ou coletividades plurais e multidisciplinares (como, por exemplo, a
CEE – 137, da ABNT).
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Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense 11

POR QUE ISSO É IMPORTANTE?
• Um local de crime inadequadamente isolado e preservado acarretará atividades
desnecessárias, que poderão modificá-lo, contaminá-lo e comprometer irreversivelmente
o local e suas evidências.
• A falta de medidas de proteção pode resultar na destruição de evidências importantes, e deste
modo, desorientar e influenciar o resultado final da investigação. Ou pior, pode impedir
a solução do caso ou resultar em uma conclusão errônea.
• A ausência ou o uso assistemático de vestuário de proteção pelo pessoal que trabalha
no local de crime conduzirá à contaminação irreversível do local (por exemplo, cabelos,
marcas dos dedos / impressões papiloscópicas, marcas de solados de sapato / pegadas,
cigarros deixados pelo pessoal no local de crime). Essas contaminações podem impedir
a solução do caso.
• A ausência ou o uso assistemático de vestuário de proteção também exporá a equipe
a riscos desnecessários à sua segurança e à sua saúde.
• Uma vez que o local de crime é liberado, as oportunidades para corrigir erros ou coletar
evidências não reconhecidas ou ignoradas raramente permanecem.

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12 Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense
Documentação do local e de suas evidências
l A documentação visa produzir um registro objetivo e permanente
do local, das evidências materiais e de quaisquer alterações que
ocorram. A documentação no local é também o ponto de partida
para a cadeia de custódia.
A documentação inicia-se com a chegada da primeira pessoa no local de crime. Pela utilização
de meios adequados (por exemplo, anotações, fotografias, vídeos, desenhos e medições), o local
é registrado como fora encontrado pela primeira vez, incluindo, entre outras coisas, a hora da
chegada, as condições das portas, de janelas e venezianas, odores, sinais de atividades. Qualquer
pessoa presente, que entre ou deixe o local, e quaisquer alterações resultantes da atividade
desenvolvida ou observada também são registradas. Uma vez que a evidência material é reconhecida,
é realizada uma documentação detalhada antes de esta evidência ser manipulada ou coletada.
Cada item recolhido é etiquetado individualmente.
A exigência de documentação permanece durante todo o processo do exame pericial forense
de local de crime e, posteriormente, até o resultado dos exames laboratoriais estarem disponíveis.
Ela constitui a cadeia de custódia
10
.
Quando um profissional de segurança pública que trabalha no local de crime deixa o levantamento,
todas as informações (por exemplo, fotografias, registros, notas etc.) são encaminhadas para
o profissional seguinte que entrará na investigação ou no local. Instruções também devem ser
dadas nessa hora.
POR QUE ISSO É IMPORTANTE?
• A equipe que trabalha no local de crime pode ser chamada para relatar alguns detalhes
e demonstrar as ações tomadas durante o exame do local de crime. Não se deve confiar
apenas na memória para isso.
• A documentação é fundamental para lembrar e demonstrar, em uma fase posterior,
o estado inicial do local de crime, o quê foi realizado, quando, como e por quem.
• A documentação cronológica e cuidadosa é importante para assegurar “rastreabilidade”
e “continuidade” das evidências materiais em todo o processo. A cadeia de custódia
estabelece que o que é apresentado no tribunal refere-se ao item especificado coletado
do local de crime.
• Todos os exames e análises posteriores podem ser comprometidos se a cadeia de custódia
não é devidamente iniciada e mantida no local.

10
Ou, considerado de outro ângulo, parte da cadeia de custódia. Referências à importância da
documentação são verificadas em normas técnicas relacionadas à perícia forense, como as ABNT NBR
ISO / IEC 17025:2005 (aplicada a unidades laboratoriais) e 17020:2006 (a local de crime).
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Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense 13
Reconhecimento, coleta e preservação
da evidência material
l Reconhecimento, coleta e preservação da evidência material são
as partes fundamentais do trabalho no exame pericial do local
de crime. Visa localizar e identificar um número máximo de
elementos potencialmente relevantes, e selecionar métodos
apropriados de coleta e de acondicionamento para preservar
a integridade da evidência material.
Localizar e identificar evidências materiais em locais de crime, bem como identificar potenciais
evidências ausentes é muito desafiador e muito mais difícil e exigente do que possa parecer àqueles que
não estão familiarizados com o exame pericial de local de crime. A evidência material mais importante
e relevante pode não estar óbvia ou diretamente visível a olho nu. A confecção de uma lista completa
de passos para o reconhecimento de evidências materiais em locais de crime não é possível.
Tipicamente, o reconhecimento de evidências materiais inicia-se pela observação do local de crime.
Com base em observações iniciais e levando em consideração o contexto do caso, os cenários possíveis,
a natureza do incidente, bem como as características das superfícies que podem conter potenciais
evidências materiais, deve ser implementada uma estratégia de pesquisa flexível e metódica. Isto
inclui a pesquisa a olho nu e com lentes de aumento, mas também a utilização de várias fontes
portáteis de luz (ex., lanternas). Métodos de testes preliminares podem ter de ser realizados para
detectar elementos materiais, como, por exemplo, o uso de pó para ressaltar impressões papilares
no local de crime ou o uso de produtos químicos para visualizar traços de sangue.
Uma vez que a evidência é reconhecida, são utilizados métodos apropriados de coleta
(por exemplo, fitas adesivas, pinças, cotonetes) e de acondicionamento adequado (por exemplo, sacos
ou caixas de coleta, invólucros ou embalagens para objetos cortantes etc.). Cada evidência material
é etiquetada e lacrada seguindo-se requisitos determinados por regras locais. Prioridades na coleta
da evidência material devem ser requeridas para evitar perdas desnecessárias ou degradação das
evidências. A documentação é uma parte integrante do processo de coleta, incluindo a localização
precisa da evidência material antes de ser manipulada e recolhida.
Selecionar o que é relevante é o desafio das fases de reconhecimento e de coleta, e torna-se
mais eficiente e efetiva quando ocorre no local, onde as potenciais evidências estão no contexto
em que foram produzidas. No entanto, sob condições difíceis, talvez seja preferível coletar
a maior quantidade possível de evidências e selecioná-las em uma fase posterior da investigação.
Reconhecimento e coleta desses materiais exigem experiência e extenso treinamento. Também
requerem uma boa compreensão do que pode ser feito em vários tipos de evidências materiais
em um laboratório forense, bem como as informações que podem ser obtidas.
Como parte do processo de coleta, em muitos casos, como naqueles realizados em escombros de incêndio,
são necessárias amostras do solo e do subsolo. Em situações em que as evidências materiais podem ser
de grandes proporções, a coleta por amostragem pode ser realizada, como por exemplo, em grandes
apreensões de drogas. Atividades de amostragem requerem experiência e treinamento.
Finalmente, é reconhecido que, em quase todos os casos, tais elementos materiais desaparecem
e não são coletados. O devido cuidado no reconhecimento e na coleta de evidências de interesse
forense contribui para diminuir esse fator.
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14 Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense
POR QUE ISSO É IMPORTANTE?
• Evidências relevantes que estão presentes no local de crime, mas passam despercebidas,
não poderão contribuir para a solução de um caso. Podem ser irremediavelmente perdidas
ou podem conduzir uma investigação em direções dispendiosas ou improdutivas.
• A coleta apenas das evidências materiais mais óbvias e visíveis pode, eventualmente,
resultar na desconsideração de evidências mais relevantes.
• Métodos de coleção apropriados evitam a perda, a degradação ou a contaminação
da evidência.
• A coleta indiscriminada de evidências poderá sobrecarregar potencialmente
o laboratório
11
com itens irrelevantes e assim prejudicar relativamente à investigação.

11
Compreendidos aqui, no âmbito da realidade pericial brasileira, as unidades forenses internas (como
documentoscopia, contabilidade, balística etc), não consideradas necessária e formalmente como unidades
«laboratoriais».
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Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense 15
Transporte, armazenamento e apresentação
da evidência material ao laboratório
l Esta última fase do processo do exame pericial forense do local
de crime objetiva selecionar os meios de transporte e armazenamento
apropriados para o tipo de evidência material de forma a assegurar
a integridade do material enviado ao laboratório.
Uma vez que a evidência material é coletada, a decisão de realizar exames laboratoriais
complementares tem que ser tomada. Elementos mais prováveis de fornecer informações
à investigação e / ou aqueles com maior probabilidade de oferecer bons resultados analíticos
normalmente são encaminhados ao laboratório forense com prioridade. O imediato
envolvimento da equipe laboratorial facilita estas decisões.
Uma vez resolvido, o transporte para o laboratório ou para um local de armazenamento intermediário,
anteriormente à análise dos elementos materiais recolhidos, é um passo fundamental. Condições
adequadas, como, por exemplo, um local fresco e seco, munido de sistema de segurança e com
controle de acesso são características essenciais de condições de transporte e armazenamento.
Também os custos, à distância, a duração e eventual incompatibilidade entre algumas evidências
materiais e alguns meios de transporte são aspectos a serem considerados na escolha da forma
de transferência e armazenagem das evidências. A transferência de alguns tipos de evidência,
por exemplo, drogas e armas de fogo, pode também exigir procedimentos determinados
por regulamentações locais.
É importante documentar os procedimentos de transporte, de armazenamento e de transferência de
responsabilidades das evidências materiais para o laboratório. Um recibo é normalmente emitido
para todas as evidências encaminhadas ao laboratório.
As evidências forenses poderão ser mantidas sob custódia por muitos anos, por exemplo, até que
o caso seja julgado e todos os recursos processuais esgotados. Nestas situações, uma política
de armazenamento de longo prazo para as evidências materiais é importante e deve ser elaborada
e publicada, caso não exista.
POR QUE ISSO É IMPORTANTE?
• Para ser útil ao caso, a evidência material que é coletada no local de crime deve chegar
ao laboratório forense mantidas a sua integridade e identidade.
• Condições adequadas evitarão a degradação da evidência material durante o transporte
e o armazenamento.
• A aplicação de medidas de segurança durante o transporte e o armazenamento impedirá
qualquer acesso não autorizado e possível adulteração ou perda de evidências.

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17
Tipos de evidências materiais potencialmente
presentes nos locais de crime e seu valor probatório
A tabela a seguir apresenta uma compilação de evidências materiais que podem estar presentes
e serem coletadas de um local de crime, bem como das informações que podem ser obtidas a partir
delas após os exames laboratoriais. Ela também apresenta exemplos de casos em que os diferentes
tipos de evidências forenses podem ser encontrados.
Nota: Esta tabela não é nem completa nem mesmo uma lista abrangente de evidências materiais,
e deve ser usada de forma ilustrativa.
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22 Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não-forense
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