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Universidade Federal de Pelotas

Faculdade de Nutrição
Estágio Curricular
Coletividade Enferma
Caso Clínico II
Cirrose Hepática Alcoólica
Fabíola Goettems Santos
Pelotas !" de Novembro de #$$"
!% &ados de Identificação do 'aciente
Nome: S% (% C% C%
Estado civil: solteiro
Sexo: Masculino
Profissão: Pintor
DN: !"#"#$%%
&dade: '( anos
Data de &nterna)ão: #$"#"(*
Data do +,ito: *"##"(*
Setor de &nterna)ão: São Paulo
#% &iagn)stico
Hemorra-ia di-estiva alta.
*% +ist)ria Clínica
/ paciente 0 residente na cidade de Pelotas1 mora com a cun2ada e 3 so,rin2os1
nunca foi um 2omem violento1 mas fa4ia uso de ,e,ida alcoólica exaustivamente 5cac2a)a6
e diariamente. 7uando ,e,ia1 sempre ,e,ia at0 o seu limite.
&niciou o uso da ,e,ida na adolesc8ncia1 conse-uiu parar em (%"(! mas
voltou a ,e,er. Desde então perdeu peso rapidamente devido a in-estão de álcool e a
diminui)ão de alimentos na dieta. Se-undo a so,rin2a1 ele perdeu cerca de ! 9- em menos
de dois meses. Nessa 0poca voltou a ,e,er :uando foi tra,al2ar em Pouso Novo1 interior de
Pelotas por dois meses.
;eve :ue ser internado :uando caiu e ,ateu a ca,e)a provavelmente ,8,ado na
sua própria casa e teve 2ematomas no cr<nio. Ele foi ac2ado desmaiado no :uarto com uma
-rande :uantidade de san-ue na cama 5provavelmente vomitou san-ue6. Depois disso foi
para o Pronto Socorro por # dias com convuls=es e tremores devido a a,stin8ncia
alcoólica. >eio para a Santa Casa no dia #$"# e teve ascite uma semana depois.
?umava uma carteira de ci-arros por dia.
3
,edicamentos administrados durante a internação-
./ Neomicina- @ um anti,iótico te uso intenso. As pomadas de neomicina
devem ser aplicadas duas ou tr8s ve4es ao dia. Elas t8m sido amplamente
utili4adas para aplica)ão tópica em diversas infec)=es de pele e mucosas
por microor-anismos sensAveis B dro-a. As infec)=es incluem
:ueimaduras1 feridas1 Clceras e dermatoses infectadas. ;odavia1 este
medicamento não erradica as ,act0rias das les=es.
0/ 1actulona- a lactulose ou 4-0-beta-D-galactopiranosil-D-frotofuranose, é um
dissacarídeo comum formado por uma molécula de galactose e uma molécula
de frutose. Após ingestão, a lactulose não é absorvida pelo trato gastrintestinal
nem hidrolisvel pelas en!imas intestinais, chegando ao cólon praticamente
inalterada. "este sítio é fermentada pelas bactérias sacarolíticas, originando
cido lctico e pe#uenas #uantidades de cido acético e cido fórmico. Assim,
a degrada$ão da lactulose produ! acidifica$ão do meio intestinal e #ueda do
p%, responsveis pelo desencadeamento de mecanismos #ue e&plicam a sua
a$ão na constipa$ão intestinal e na encefalopatia porto-sist'mica. (om a
acidifica$ão do conte)do intestinal, ocorre aumento da pressão osmótica #ue
ocasiona aflu&o de lí#uidos para o interior do cólon, responsvel pelo
amolecimento do bolo fecal e acelera$ão do tr*nsito intestinal. A lactulose
redu! a concentra$ão sanguínea de am+nia pois estando a acidifica$ão do
conte)do col+nico superior , do sangue, ocorre migra$ão de am+nia do
sangue para o cólon formando ion am+nio não absorvível- esse por sua ve!, é
eliminado com as fe!es o #ue resulta em efeito la&ativo. .or ser um agente
fisiológico recondicionador da regularidade intestinal, seu efeito la&ativo pode
levar até / ou 4 dias para aparecer. A lactulose não indu! ao hbito podendo
ser usada em tratamento prolongado.
C/ 2me'ra3ol- O omeprazol é um inibidor da secreção ácida gástrica, cujo
mecanismo de ação envolve a inibição específica da bomba de ácido gástrico na
'
célula parietal. Age rapidamente e produz um controle reversível da secreção de
ácido gástrico com uma única dose diária.
/ omepra4ol 0 uma ,ase fraca1 concentrada e convertida B sua forma
ativa no meio ácido dos canalAculos intracelulares da c0lula parietal1 onde
ini,e a en4ima A;Pase HD"ED dependente 5,om,a de ácido6. Esse efeito
so,re a Cltima etapa no processo de forma)ão de ácido -ástrico depende
da dose e promove uma ini,i)ão efica4 so,re a secre)ão ácida ,asal e a
estimulada1 independente do secreta-o-o usado. / omepra4ol não exerce
nen2uma a)ão so,re o receptores de acetilcolina ou de 2istamina nem
possui outras a)=es farmacodin<micas de si-nificado clAnico1 al0m das
:ue exerce so,re a secre)ão ácida.
Efeito so,re a secre)ão -ástrica: uma Cnica dose diária de omepra4ol de
(F'm- promove uma rápida e efica4 ini,i)ão da secre)ão ácida
-ástricaG o efeito máximo 0 o,tido dentro dos :uatro primeiros dias de
tratamento. Em pacientes com Clcera duodenal conse-ueFse uma
diminui)ão m0dia de *H na acide4 intra-ástrica de (' 2oras1 com uma
diminui)ão m0dia da secre)ão ácida máxima após o estAmulo com
penta-astrina de aproximadamente !H1 (' 2oras depois da dose de
omepra4ol.
&/ Novalgina- @ um medicamento a ,ase de dipirona sódica1 utili4ado para
o tratamento de dor e fe,re 5anal-0sico e antit0rmico6.
E/ 1uftal- A dimeticona1 princApio ativo do medicamento Iuftal1 atua no
estJma-o e no intestino1 diminuindo a tensão superficial dos lA:uidos
di-estivos1 rompendo as ,ol2as :ue ret8m os -ases e :ue provocam
flatul8ncias e dores. Assim1 os -ases são eliminados mais facilmente1
diminuindo o desconforto causado por eles. Está indicado para pacientes
com excesso de -ases no aparel2o di-estivo. / acCmulo de -ases no
estJma-o e no intestino c2amaFse flatul8ncia ou aerocolia.
K
F/ .lbumina 4umana #$5- corri-e a volemia e a pressão osmótica. Está
pronta para uso intravenoso1 usado somente em 2ospitais. @ usado em
pacientes portadores de enfermidades nas :uais a so,recar-a por
aumento de volume e"ou pressão possa ser peri-osa1 tais como
insufici8ncia cardAaca descompensada1 2ipertensão -rave e vari4es do
esJfa-o. Somente pode ser administrada em 2ospitais so,re ri-orosa
monitora)ão contAnua dos par<metros clAnicos L dilui)ão #:'
6% .namnese .limentar
Antes de come)ar a ,e,er alimentavaFse ,em e comia de tudo e 2á,ito intestinal
normal.
/ 2á,ito intestinal sempre foi re-ular.
7% E8ames 1aboratoriais
001out 201out 241out
hemcias /,/3 /,// 4,44
hematócrito // //,2 43,4
hemoglobina 22,2 20,0 25,6
7(8 09 00 93
%(8 // // /0
:D; /4 23,3 2/,9

leucócitos 0.000 20./00 24.000
segmentados 5.260 9.0/4 20.660
mielócitos 0 0 0
metamielócitos 0 0 0
bastonetes 440 20/ 300
eosinófilos 0 0 0
basófilos 0 0 0
monócitos 00 /00 690
linfócitos 6./40 2.944 6.900
plasmócitos 0 0 0

pla#uetas 45.000

tempo de pró-
trombina 24,3
atividade coagulante 49<
%
tempo de
tromboplastia parcial
ativado /4s

creatinina 0,34 0,02 4,44
sódio 245 245 2/5
potssio 4,/ 4,/ 4,/
uréia 294
9% .ntro'ometria e .valiação Nutricional
• Peso usual: *1 9-
• Altura: #1!'
• &MC: 9-"mM
• Peso com edema: !! 9-
• Peso seco: !( 9-
:% Cálculo das necessidades cal)ricas
;C<= P atual 8 fator de stress 8 #7

"% Cardá'io e análise das dietas oferecidas
• ("# L Dieta ,randa pastosa L #! 9cal
• (3"# L Dieta ,randa L #! 9cal
• (!"# L NP>/ p" exames
• (*"# L Dieta IA:uida 2ipoprot0ica L K 9cal
• 3#"# L Dieta ,randa com '- de proteAna F
• Dieta Nranda: #! Ecal
!
>% ,ecanismos fisio'atol)gicos da 'erda de 'eso no c?ncer
!$% 2b@etivos do su'orte nutricional
• Preservar massa ma-ra
• Mel2orar o estado imunoló-ico
• Mel2orar toler<ncia ao tratamento
• Diminuir o risco de complica)=es cirCr-icas
• Mel2orar o estado funcional
• Mel2orar a :ualidade de vida
!!% ConseABCncias nutricionais das gastrectomias totais
!#% (elat)rio cirDrgico

!*% (eferCncia bibliográfica
NE;/1 ?austino ;eixeira. Nutri)ão ClAnica. Editora Ouana,ara
MAP;&NS1 Cristina et al. Manual de dietas 2ospitalares
PAP&N&FNEP;/ SAlvia Qustina1 NRP&N& Po,erto Carlos. Causas da desnutri)ão
pósF-astrectomia. Ar: Oastroenterol >. 3* F no. ' F out."de4. (#.
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