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MEDICINA LEGAL

Considerações Iniciais
· conceito - medicina legal é a parte da medicina que trata de assuntos médicos que
haja interesse policial ou judiciário constituindo-se como arte (técnica própria) e ciência
(preceitos próprios) e está ligada tanto ao direito constituído (legislação em vigor) quando ao
direito constituendo (legislação que vai ser elaorada)!
· denominaç"es - medicina #orense$ medicina judiciária$ antropologia #orense$ medicina
criminal
· relacionamento com outras disciplinas % a medicina legal é uma ciência multidisciplinar
relacionadas com todas as matérias da área médica e da área jurídica
· import&ncia - a medicina legal é importante$ porque é através dela que se con#ecciona
a prova material de vários delitos!

1 – Acidente de Trânsito
· imperícia % desconhecimento da regra técnica para e'ercer determinada atividade(
· imprudência % conduta ativa que consiste em agir de maneira desatenta$ sem atender
aos cuidados normais e ) cautela que determinada situação e'ige(
· negligência % conduta passiva que consiste em dei'ar de agir de acordo com as regras
vigentes!
· culpa de outrem % manter-se dentro das regras de modo a prevenir acidentes(
· omissão de socorro % origação de solidariedade( e'ceto nos casos de estado de
necessidade ou ine'igiilidade de outra conduta!

2 – Infortunística
· acidente de traalho - é o que decorre do e'ercício de qualquer atividade(
· doença do traalho % é o que decorre do e'ercício de determinadas atividades!

3 – Asfiia Mecânica
· conceito - supressão de respiração$ ou seja$ ostáculo #ísico que ostrui o trajeto
respiratório acarretando o impedimento das trocas gasosas(
· sinais gerais % cianose$ hemorragia$ congestão visceral(
*lassi#icação
· en#orcamento % constrição do pescoço por um laço$ determinado pelo peso do próprio
corpo$ e'! suicídio(
· estrangulamento - constrição do pescoço por um laço$ determinado pela #orça muscular
do agente$ e'! homicídio(
· esganadura % constrição do pescoço pela mão$ pelo anteraço$ ou pelo pé do agente$
e'! homicídio(
· su#ocação - direta % determinada pela oclusão dos ori#ícios os ostrução das vias
aéreas respiratórias$ e'! homicídio$ ou acidente no caso em que uma pessoa cai de ruços e
desmaia no córrego onde lava roupa$ devido a um ataque epiléptico( indireta % resultado da
compressão do tóra' impedindo os movimentos respiratórios$ e'! acidente(
1
· a#ogamento % morte ocasionada por inspiração de água ou qualquer outro líquido$
#icando com cianose( o pseudo-a#ogamento % na hipótese de que quando o cadáver é
lançado ) água$ já estava morte$ uma ve+ que não apresenta a cianose(
· soterramento % material sólido penetra na cavidade digestiva e no trajeto respiratório!!

! – Asfiia "uí#ica ou $or Ga%es Irres$ir&'eis
· ga+es de comate % lacrimogêneos$ esternutatórios$ vesicantes$ su#ocantes e tó'icos(
· ga+es industriais % metano(
· ga+es anestésicos % cloro#órmio e éter(
· ga+es de haitação % monó'ido de carono!

( – )erícias e )eritos
· perícia % traalho técnico para elucidação de prolemas de várias nature+as(
· perito % técnico que$ designado pela justiça$ recee o encargo de prestar
esclarecimentos no processo(
· perícia médica % reali+ada gratuitamente em seres humanos por médicos legista$
decorrente de solicitação judicial ou policial!
· perito - deve recusar a perícia quando se tratar de a#inidade$ total incapacidade de
reali+á-la$ #alta de condiç"es técnicas ou motivo de doença (suspeição)$ tendo em vista que
deve ser imparcial! ,ode comparecer no inquérito sumário e julgamento e tem que ter as
seguintes qualidades - ciência$ consciência e técnica!
· identidade - caracteres que individuali+am a pessoa(
· identi#icação % emprego de meios para determinar a identidade!

* – Docu#entos M+dico,Le-ais
· conceito % instrumentos escritos ou simples e'posiç"es verais mediante os quais o
médico #ornece esclarecimentos ) justiça!
· atestado % a#irmação simples e por escrito de um #ato médico e suas conseq.ências(
· relatório % descrição minuciosa de um #ato médico e suas conseq.ências$ composto
das seguintes partes -pre&mulo$ histórico$ descrição$ discussão$ conclusão e resposta aos
quesitos! /'emplos - auto % relatório ditado ao escrivão( laudo % relatório redigido pelo
próprio perito( corpo de delito direto % e'ame reali+ado por perito para provar a materialidade
do crime( corpo de delito indireto % prova da materialidade do crime por meio de prova
testemunhal e #icha de registro médico
· consulta % pedido de esclarecimento que a autoridade #a+ sore um #ato sore o qual
paira d0vida(
· parecer % resposta$ por escrito $) consulta e é composto pelas seguintes partes -
pre&mulo$ histórico$ discussão$ conclusão e resposta aos quesitos(
· depoimento oral % esclarecimentos orais prestados pelo perito(
· declaração de óito % comprova o óito$ os #atos relacionados e susidia dados para a
sa0de p0lica!

*.1 , Auto de Cor$o de De/ito
· conceito % é o documento médico-legal que contém a descrição minuciosa de uma
perícia médica$ e assinado por dois peritos!
2
· destinação % provar a materialidade nos casos de les"es corporais$ sedução$ estupro$
ato liidinoso$ idade$ sanidade mental$ ossada humana$ emriague+$ to'icologia$ necropsia$
etc!
· relatório % descrição minuciosa de um #ato médico e suas conseq.ências$ composto
das seguintes partes -pre&mulo$ histórico$ descrição$ discussão$ conclusão e resposta aos
quesitos! /'emplos - auto % relatório ditado ao escrivão( laudo % relatório redigido pelo
próprio perito( corpo de delito direto % e'ame reali+ado por perito para provar a materialidade
do crime( corpo de delito indireto % prova da materialidade do crime por meio de prova
testemunhal e #icha de registro médico

*.2 – Docu#entos re/ati'os ao 01ito
· declaração de óito % documento e'pedido por um leigo por meio do qual se declara a
morte de uma pessoa na vista de duas testemunhas no local onde não haja médico (morte
natural sem assistência médica)! ,ode ser dada por qualquer pessoa do povo com duas
testemunhas$ e é documento essencial para se sepultar$ desde que não haja somra de
d0vida que #ora morte criminosa! 1o caso de natimorto$ haverá o registro do nascimento
morto$ sem nome$ por meio do atestado médico respectivo(
· atestado de óito % declaração especí#ica do médico que atesta o óito! 2omente pode
ser #ornecido pelo médico! 3 médico pode dar atestado de óito$ desde que tenha certe+a
da morte natural$ para evitar que o corpo seja necropsiado no 456(
· certidão de óito % documento e'pedido por che#e de órgão p0lico$ que declara que
está registrado naquele local o óito (declaração em #unção de o#ício)! 2omente pode ser
#ornecido pelo taelião do cartório de registro civil$ e após e'pede a guia de sepultamento
· seguradora % ocorrência policial$ laudo de necropsia$ certidão de óito

2 – Lesões Cor$orais
7raduaç"es
· leves % não tra+em maiores complicaç"es para a vítima$ e'! hematoma(
· graves % a vítima #ica impossiilitada de e'ercer sua atividade rotineiras por mais de
trinta dias (incapacidade para as ocupaç"es haituais por mais de trinta dias$ deilidade
permanente do memro$ sentido ou #unção$ perigo de vida e aceleração de parto(
· gravíssima % lesão corporal seguida de morte$ e'! acidente de tr&nsito (incapacidade
permanente para o traalho$ perda ou inutili+ação de memro$ sentido ou #unção$
en#ermidade ou doença incurável$ de#ormidade permanente e aorto criminoso!
4nstrumentos
· contundente - causa #erida contusa (palmatória e porrete)(
· cortante % causa #erida incisa (#aca$ navalha)(
· per#urante % causa #erida ponti#orme (agulha$ al#inete)(
· pér#uro-cortante % causa #erida pér#uro-incisa (pei'eira)(
· pér#uro-contundente % causa #erida pér#uro-contusa (projétil de arma de #ogo)(
· corto-contundente % causa #erida corto-contusa (machado$ #oice)!
8ias de #ato
· ação que não acarreta os e#eitos ojetivos das les"es corporais$ mas constitui uma
situação de ve'ame$ humilhação$ constrangimento para a vítima que deverá apresentar em
juí+o quei'a-crime contra o in#rator! /'! cuspidela na #ace$ tapa no rosto$ etc!
,erigo de 8ida
3
· atos que se caracteri+am por sinais ou sintomas clínicos alarmantes! /' hemorragia
interna e e'terna acompanhado de choque hipovolêmico (perda de sangue)!

3 – Ea#e )si4ui&trico
· anaminese % e'ame que colhe dados sore tipo de personalidade pesquisando a ra+ão
da consulta$ #atores hereditários e amientais$ características da in#&ncia e adolescência$
história$ e'periências$ #icha criminal$ etc(
· e'ame ojetivo % e'ame que colhe dados sore -
· aspecto geral % trajes$ trato$ etc(
· consciência % grau de lucide+$ etc(
· apercepção % capacidade de entendimento$ etc(
· a#etividade e humor % alegre ou triste$ etc(
· conação e aspectos motores da conduta % espontaneidade$ iniição$ etc(
· associação de idéias e processos mentais % #uga de idéias$ salada de palavras$ etc(
· conte0do e vida mental % nature+a dos pensamentos$ etc(
· percepção % alucinação$ percepção sem ojeto$ etc(
· memória % imediata$ tardia$ #atos recente e #atos antigos$ etc(
· instrução % correção da escrita$ etc(
· juí+o e autocrítica % opinião sore si$ etc(
· maturidade da personalidade % interesses da pessoa$ etc!

5 – Toico/o-ia 6orense
· conceito - ciência que estuda as into'icaç"es e os venenos que as provocam!
· medicamento % toda sust&ncia que$ introdu+ida no organismo$ tem a #inalidade de
restituir ou repor ao mesmo o equilírio anteriormente rompido!
· veneno % toda sust&ncia que introdu+ida no organismo ou mesmo assimilada produ+a
um mal ) sa0de (transtorno) podendo até mesmo acarretar a morte do indivíduo como o
veneno de cora! 3 veneno pode causar reação para uma pessoa e para outra não! ,ara
que seja veneno é preciso que haja -
· introdução no organismo(
· asolvido pelo organismo por meio de reação química ou ioquímica que
implique mal ) sa0de$ podendo chegar ) inconsciência (coma) e até a morte!
· 1o laoratório será #eita a análise da sust&ncia que pode ser ásica$ ácida ou neutra e
somente o resultado #inal (laudo de#initivo) no pra+o de 9: dias poderá atestar qual
sust&ncia seja!

17 – 8eo/o-ia 6orense
· conceito % estuda as ocorrências médico-legais atinentes )s diversas quest"es de
reprodução humana(
· gravide+ % ocorre com a nidação(
· parto % e'pulsão do tampão mucoso cervical(
· aorto - da nidação até antes da e'pulsão do tampão mucoso cervical(
· in#anticídio % a partir da e'pulsão do tampão mucoso cervical
,sicose'ualidade an;mala
· ana#rodisia % ausência de desejo se'ual do homem(
· #rigide+ % ausência de desejo se'ual na mulher(
4
· satiríase % e'cesso de desejo se'ual no homem(
· nin#omania % e'cesso de desejo se'ual na mulher(
· narcisismo % culto e'agerado ao próprio corpo(
· pedo#ilia % atração se'ual por criança(
· vampirismo % ato de sugar o sangue do parceiro se'ual(
· estialismo % ato se'ual com animais(
· necro#ilia % ato se'ual com cadáver(
· sadismo % ato de impor so#rimento ao parceiro se'ual

11 , Cri#ina/ística
· conceito % é a ciência que estuda os indícios!
· denominaç"es % polícia técnica$ polícia cientí#ica e policiologia!

12 – C9di-o de :tica M+dica
· conceito - a moral que é <um conjunto de regras e normas destinadas a disciplinar as
relaç"es do indivíduos na comunidade social= e a ética é <a teoria ou ciência do
comportamento moral dos homens na sociedade=(
· segredo médico - o médico está origado$ pela ética e pela 6ei$ a guardar segredo
sore #atos de que tenha conhecimento por ter visto ouvido ou dedu+ido no e'ercício de sua
atividade pro#issional(
· atestado médico - 3 atestado é uma a#irmação simples e por escrito de um #ato médico
e suas conseq.ências e pode apresentar particularidades$ con#orme o caso a que se
destinam(
· oletim médico - o escrito elaorado pelo pro#issional que contém dados minuciosos
que revela diagnóstico$ prognóstico ou terapêutica do paciente so seus cuidados(
· perícia médica - é o e'ame procedido por pessoa que tenha conhecimentos técnicos e
cientí#icos em medicina acerca de #atos$ circunst&ncias ou condiç"es pessoais inerentes ao
#ato$ a #im de comprová-los(
· responsailidade pro#issional médica - os médicos$ cirurgi"es$ #armacêuticos$ parteiras
e dentistas são origados a satis#a+er os danos$ sempre que da imprudência$ negligência ou
imperícia$ em atos pro#issionais$ resultar morte$ inailitação de servir$ ou #erimento(
· relacionamento médico-paciente-#amília$ devem ser levados em conta a #ormação do
médico$ que deve en#ocar ao aspectos médicos e psicológicos$ as condiç"es io-psico-
sociais do paciente e as repercuss"es que a doença tra+ no desequilírio das interaç"es do
paciente consigo mesmo e com o seu meio(
· transplante - a 6ei n > ?!@9@$ de :@A:BAC??D$ regulamentada pelo Eecreto n> B!BFG$ de
9:A:FAC??D$ trata da permissão da disposição gratuita de órgãos e partes do corpo humano
para #ins de transplante e tratamento$ em vida ou post mortem$ e'ceto de sangue$ esperma
e óvulo!
5
D;C<MENT;8 M:DIC;,LEGAI8


MEDICINA LEGAL


8<M=>I;

4 % 41HI3EJKL3 :G

44 - M42HNI4*3 :?

444 % O ,I38O 13 E4I/4H3 ,/1O6 CC

48 % E3*J5/1H32 5PE4*3-6/7O42 CB

8 % *31*6J2L3 B9

84 % Q4Q6437IOR4O B@

6
I , INT>;D<?@;

3 Eireito ,rocessual ,enal tem como meta o reconhecimento e o estaelecimento de uma
verdade jurídica e tal #im se alcança por meio das provas que se produ+em e se valoram
segundo as normas prescritas em lei! O #inalidade da prova é #ormar a convicção do Sui+
sore os elementos necessários para a decisão da causa!

,ara tanto$ o magistrado se vale dos documentos médico-legais$ que são instrumentos
escritos ou simples e'posiç"es verais mediante os quais o médico #ornece esclarecimentos
) justiça! Eentre estes cite-se - atestado$ laudo$ parecer$ auto$ relatório$ etc! e cada um deles
possui características di#erentes$ tanto do ponto de vista médico como jurídico$ e serve )
#inalidade tamém diversi#icada!

O 5edicina 6egal é uma ciência de largas proporç"es e import&ncia nos interesses da
comunidade$ porque e'iste e se e'ercita em ra+ão das necessidades de ordem p0lica e
social! P uma disciplina de amplas possiilidades e de pro#unda dimensão$ porque não se
resume ao estudo da 5edicina$ mas de se constituir na soma de todas as especialidades
médicas acrescidas de #ragmentos de outras ciências acessórias$ destacando o Eireito! P
di#ícil de#inir com precisão o a 5edicina 6egal! *ada especialista costuma de#ini-la da
maneira como entende sua prática$$ sua contriuição e import&ncia! 8ejamos a palavra de
alguns dos maiores especialistas em 5edicina 6egal- TP a 5edicina considerada com suas
relaç"es com a e'istência das leis e a administração da SustiçaT (Odelon)!
TO aplicação dos conhecimentos médicos nos casos de procedimento civil e criminal eu
possam ilustrarT(5arc)!
TP a ciência do médico aplicada aos #ins da ciência do EireitoT (Quchner)!
TO aplicação do conhecimento médico-cir0rgico ) legislaçãoT (,eUró e Iodrigo)!
TO ciência que ensina$ através dos conhecimentos naturais$ maneiras de au'iliar a Sustiça a
descorir a verdadeT (2chermeUer)!
TEisciplina que utili+a a totalidade das ciFencias médicas para dar respostas )s quest"es
judiciaisT (Qonnet)!

7
II , AI8T0>IC;

/mora seja comprovada a participação médica em processos judiciais$ os antigos não
conheciam a 5edicina 6egal como ciência! 1uma ,ompílio$ em Ioma$ ordenou o e'ame
médico na morte das grávidas!A Odriano e Sustiniano utili+aram-se dos conhecimentos
médicos para esclarecer #atos de interesse da Sustiça! 2omente com a legislação de CB:?$
por um decreto de 4nocêncio 444 iniciou-se a perícia médica!$7regório 4V$ em CB9@$ e'igia a
opinião médica para distinguir dentre os #erimentos$ aquele considerado mortal e até no
cancelamento de casamentos$ caso houvessem suspeitas comprovadas de se'o entre os
noivos antes da cerim;nia!

3 início da 5edicina 6egal prática #oi na 4tália$ em CWBW! Roi no séc! V84 que a 5edicina
6egal teve sua contriuição reconhecida$ quando começou a ser e'igida a presença dos
peritos na avaliação dos diversos tipos de delitos! /m CWBC$ quando o ,apa 6eão V morreu
com suspeita de envenenamento$ seu corpo #oi necropsiado!

Omroise ,aré é considerado o pai da 5edicina 6egal$ porque lançou o primeiro tratado de
5edicina 6egal$ em CWDW! 1os séculos seguintes$ mais avanços acontecem$ principalmente
nas áreas de to'icologia$ e psiquiatria médico-legal! /m diversas partes da /uropa$
pesquisadores na Rrança$ I0ssia$ /spanha$ 4tália avançavam nos estudos!

1o Qrasil$ a 5edicina 6egal #rancesa #oi decisiva! Moje$ a escola portuguesa tamém #ornece
importante contriuição$ através das oras de diversos autores!4n0meros são os nomes de
pesquisadores e cientistas que vFem desenvolvendo a 5edicina 6egal até nossos dias!




C/assificaçBoC

6evando-se em conta sua destinação$ a 5edicina 6egal pode ser classi#icada em histórica$
pro#issional ou didática! /sta classi#icação ou divisão é #eita para #acilitar o estudo dos
diversos ramos desta comple'a atividade!
- 5edicina 6egal Mistórica- dividida em ,ericial$ 6egislativa$ Eoutrinária e Rilosó#ica
- 5edicina 6egal ,ro#issional- ,ericial$ *riminalísticas e Ontropologia 5édico-6egal
- 5edicina 6egal Eidática- 7eral e /special

O 5edicina 6egal /special é a que apresenta uma sudivisão maior$ a saer-
-Ontropologia médico-legal- estuda a identidade e a identi#icação médico-legal e judiciária
-Hraumatologia médico-legal- trata das les"es corporais so o ponto de vista jurídico
-2e'ologia médico-legal- vê a se'ualidade do ponto de vista normal$ anormal e criminoso
-Hraumatologia médico-legal- cuida da morte e do morto
-Ho'icologia médico-legal- estuda os cáusticos e venenos
-Os#i'iologia médico-legal- detalha aspectos da as#i'ia
8
-,sicologia médico-legal- analisa o psiquismo normal e as causas que podem de#ormar a
capacidade de entendimento da testemunha$ da con#issão$ do delinq.ente e da vítima
-,siquiatria médico-legal- estuda transtornos mentais e prolemas da capacidade civil$ do
ponto de vista médico-#orense !
-*riminalísticas- investiga tecnicamente os indícios materiais do crime
-*riminologia- preocupa-se com aspectos da criminogênese$ do criminoso da vitima e do
amiente
-4n#ortunística- estuda os acidentes e doenças de traalho
-7enética médico-legal- especi#ica quest"es voltadas ao vínculo genético
-8itiologia- trata da vítima como elemento inseparável na justi#icativa dos delitos!

9
III – A )>;DA N; DI>EIT; )>;CE88<AL )ENAL

2ae-se que a #inalidade do Eireito ,rocessual ,enal é reconhecer e estaelecer uma
verdade jurídica e tal #im se alcança por meio das provas que se produ+em e se valoram
segundo as normas prescritas em lei! ,rovar signi#ica #a+er conhecer a outros uma verdade
conhecida por nós$ ou seja$ incume ao autor da tese$ prová-la!

O #inalidade da prova é #ormar a convicção do Sui+ sore os elementos necessários para a
decisão da causa! 3 ojeto da prova são todos os #atos$ principais ou secundários$ que
reclamem uma apreciação judicial e e'ijam uma comprovação! Iessalte-se que somente os
#atos que possam dar lugar a d0vida é que se constituem ojeto de prova! /'cluem-se$ pois$
os #atos notórios! *omo e'emplo cite-se o caso de homicídio$ que$ emora não se duvide$
nem se possa duvidar$ de que aquele corpo seja de uma pessoa morta$ a lei e'ige o e'ame
de corpo de delito$ não para constatar que a pessoa está morta (#ato notório)$ mas para
precisar a <causa mortis=(#ato duvidoso)!

O #onte de prova é tudo quanto possa ministrar indicaç"es 0teis$ cujas comprovaç"es sejam
necessárias! 3 meio de prova é tudo quanto se possa servir$ direta ou indiretamente$ )
comprovação da verdade que se procura no processo! O seu turno$ os elementos de prova
são todas as circunst&ncias em que repousa a convicção do Sui+!

O prova pode ser direta$ con#orme se re#ira ao próprio #ato$ ou indireta$ con#orme se re#ira a
outro #ato$ mas$ por ilação$ levam ao #ato proando! O prova pessoal advém de a#irmação$
tal como interrogatório$ e a prova real emerge do próprio #ato$ tal como a mutilação!

Os provas são regidas por princípios diversos! /m regra$ as provas são produ+idas
oralmente$ seguindo o princípio da oralidade! Odemais$ a prova produ+ida pode ser utili+ada
pelas partes e pelo Sui+$ em #orma de comunhão! 3 princípio do contraditório$ por sua ve+$
determina que produ+ida a prova$ a parte contrária tem o direito constitucional de poder
mani#estar-se sore ela! O prova emprestada é aquela colhida num processo e trasladada
para o outro$ valendo citar o testemunho$ a perícia$ a con#issão$ dentre outras!

8igorando o princípio da verdade real$ vale esclarecer que todos os meios de prova são
admissíveis! /ntretanto$ esta lierdade não é asoluta$ mesmo porque a lei penal regula a
sua licitude$ o momento oportuno de produção$ impondo ainda outras limitaç"es!

,rodu+idas as provas$ cae ao Sui+ valorá-las$ con#orme o sistema da livre convicção!
/sclareça-se que há lierdade de preceitos legais na a#erição das provas$ mas não se pode
astrair ou alhear o seu conte0do$ pois a sentença será motivada! Ossim$ todas as provas
são relativas e o magistrado #ormará honesta e lealmente sua convicção$ o que não se
con#unde com capricho de opinião ou mero arítrio!

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ID – D;C<MENT;8 M:DIC; LEGAI8

3 #ornecimento de in#ormação escrita$ por um médico$ por qualquer ra+ão$ em que matéria
médica de interesse jurídico é relatada$ trata-se de um documento médico-legal! P evidente
que se trata de pro#issional hailitado$ na #orma da legislação vigente$ e que tenha praticado
ato médico especí#ico!

2ore a matéria$ o art! 9CB do *, determina que é vedado e'ercer$ ainda que a título
gratuito$ a pro#issão de médico$ de dentista ou de #armacêutico$ sem autori+ação legal$ ou
e'cedendo-lhe os limites! Oinda$ o seu art! 9C@ prevê como prática ilícita e'ercer o
curandeirismo$ seja$ prescrevendo ou aplicando$ haitualmente$ qualquer sust&ncia$ seja
usando gestos$ palavras$ ou qualquer outro meio$ ou ainda #a+endo diagnósticos!

O 6ei 9!BFG$ de C?WD estaelece claramente em seu art! CD que os médicos só poderão
e'ercer legalmente a medicina$ em qualquer de seus ramos ou especialidades$ após o prévio
registro de seus títulos$ diplomas$ certi#icados ou cartas no 5inistério de /ducação e *ultura
e de sua inscrição no *onselho Iegional$ so cuja jurisdição se acha o local de sua
atividade!

3 documento médico-legal pode ser resultado do pedido de pessoa interessada (atestado ou
parecer) ou #ruto de cumprimento de encargo de#erido pela autoridade competente (laudos)!
3s documentos médico-legais são instrumentos escritos ou simples e'posiç"es verais
mediante os quais o médico #ornece esclarecimentos ) justiça!

O perícia em geral é o e'ame procedido por pessoa que tenha determinados conhecimentos
técnicos$ cientí#icos$ artísticos ou práticos acerca de #atos$ circunst&ncias ou condiç"es
pessoais inerentes ao #ato punível$ a #im de comprová-los! ,ode ser tamém o traalho
técnico para elucidação de prolemas de várias nature+as!

3 perito está investido do m0nus p0lico de au'iliar técnico do Sui+$ con#orme trata a
legislação pátria! O perícia não prova e sim ilumina a prova! /sta é mais que um meio de
prova pois representa um elemento susidiário para a sua valori+ação ou para a solução de
uma d0vida! /ste pro#issional é o técnico que$ designado pela justiça$ recee o encargo de
prestar esclarecimentos no processo!

C/assificaçBo e Características dos Docu#entos M+dico,/e-ais

/m medicina legal$ reconhecemos três tipos de documentos- o atestado$ os relatórios (auto e
laudo) e os pareceres! *ada um deles possui características di#erentes$ tanto do ponto de
vista médico como jurídico$ e serve ) #inalidade tamém diversi#icada!

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Atestados

3s atestados apresentam particularidades con#orme o caso a que se destinam! 3 atestado é
uma a#irmação simples e por escrito de um #ato médico e suas conseq.ências! 3 auto é o
relatório ditado ao escrivão e o laudo é o relatório redigido pelo próprio perito!

Atestado C/ínico
1ão há maior #ormalidade para sua otenção$ asta que o interessado o solicite a
pro#issional competente e que tenha praticado o correspondente procedimento médico!
Ossim$ os pré-requisitos são poucos- solicitação do interessado$ pro#issional em e'ercício
regular da pro#issão e prática do ato médico motivador do atestado! 3 documento porém$ já
apresenta maior comple'idade em sua #eitura$ sendo composto de várias partes e contendo
vários elementos- precisa ser #eito em papel timrado$ com o nome do médico$ seu
endereço pro#issional e seu n0mero de registro no *onselho( deve conter$ além da
quali#icação do atestante$ os elementos identi#icadores da pessoa$ registrar de modo sucinto
a matéria médica$ e'cluindo o diagnóstico$ por motivo de sigilo pro#issional( as
conseq.ências práticas e legais decorrentes da matéria médica( data e assinatura do
pro#issional atestante!


Atestado $ara InternaçBo Co#$u/s9ria
,or ve+es$ o atestado se destina a #ins tão especí#icos que hão de se revestir de outras
particularidades! Ossim é que$ em se tratando de doenças in#ecto-contagiosas que p"em em
risco a sa0de da população em geral$ não se pratica o sigilo pro#issional em relação aos
portadores de tais doenças! 3 médico deve denunciar a autoridade p0lica doença cuja
noti#icação é compulsória!

Atestado $ara fins )re'idenci&rios e 8i#i/ares
/m in#ortunística ocorre uma situação curiosa- o paciente solicita um atestado médico para
otenção de ene#ício securitário e o vê rejeitado pelo 4122 por não conter o diagnóstico!
Ietorna ele ao pro#issional que$ por sua ve+$ invoca o sigilo pro#issional! *omo resolver a
situaçãoX Rácil! 3 pro#issional utili+ará a *lassi#icação 4nternacional de Eoenças (*4E)
pulicada pela 352!

Atestado de 01ito
3 atestado de óito é passado por médico e em impresso especial onde #ica registrado o
nome do #alecido$ o dia$ a hora e o local do óito$ o domicílio do morto$ sua #iliação$ idade$
se'o$ estado civil$ nacionalidade$ naturalidade$ pro#issão$ em como registrará a doença ou
doenças de que era portador e a causa da morte! Eepois de datar e assinar$ registrará seu
endereço pro#issional e encaminhará$ pelos parentes do #alecido$ ao cartório civil$ para
registro! Eeve-se ressaltar que se o médico não teve oportunidade de e'aminar ou assistir
previamente ao morto não poderá atestar seu óito! O declaração de óito comprova o óito$
os #atos relacionados e susidia dados para a sa0de p0lica!

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Auto e Laudo

*onceitualmente há di#erenças entre auto e laudo$ na prática porém$ estas di#erenças
tendem a desaparecer! /'emplo típico de auto é o chamado <auto de corpo de delito=! O
vítima dirige-se ao plantão do ,ronto 2ocorro 3#icial e$ ao ser atendida$ já se are o
inquérito! Olém do médico clínico$ ali se encontra o legista$ que dita ao escrivão suas
oservaç"es médico-legais! Ra+-se$ assim$ simples relatório imediato$ ditado e sem
responder a quesitos! /ntretanto$ os <autos de e'ame necroscópico= do 4nstituto 5édico
6egal são #ornecidos a posteriori$ por escrito e respondendo a quesitos$ o que seria próprio
de laudo! 8eri#ica-se que as di#erenças estão desaparecendo e os dois termos chegam a se
con#undir no uso diário! 3 auto é ditado ao escrivão e o laudo redigido de próprio punho pelo
perito!

Laudos e# Gera/
3s laudos são relatórios escritos e pormenori+ados de tudo o quanto os peritos julgarem 0til
in#ormar ) autoridade judiciária! 3 relatório é a descrição minuciosa de um #ato médico e
suas conseq.ências$ composto das seguintes partes -pre&mulo$ histórico$ descrição$
discussão$ conclusão e resposta aos quesitos! ,ara sua elaoração em cuidada deve-se
oservar o seguinte roteiro-
- pre&mulo- no &mito do qual$ inicialmente$ o perito se quali#ica (se se tratar de repartição
o#icial$ esta medida é dispensável)! 4ndicará qual a autoridade que lhe atriuiu o encargo
pericial e$ sempre que possível$ o processo a que está vinculado!
-histórico e antecedentes
-descrição que se consustancia na parte mais importante do laudo pelas seguintes ra+"es-
pode ser que o perito esteja lidando com matéria perecível e$ por isso$ se não #i+er um
convincente registro$ depois lhe #altará outra oportunidade(
-a descrição lida com <matéria de #ato=$ isto é$ resulta do que pode ser e#etivamente
oservado e deve ser tão cuidadosa a ponto de não ensejar jamais divergências com outros
e'aminadores( este registro servirá de ase )s mais importantes conclus"es$ que certamente
implicarão conseq.ências jurídicas! O descrição é o #undamento de tudo que se analisa no
laudo!
-a discussão e a conclusão são #eitas com ase no oservado e registrado$ passa-se a uma
análise cuidadosa e pormenori+ada da matéria! P evidente que quanto mais capa+ e
e'perimentado #or o perito$ tanto mais apro#undada e pertinente a sua <discussão<! /sta parte
do laudo$ que pode conter citaç"es e transcriç"es$ serve mesmo para se avaliar o nível
cultural e cientí#ico do relator! P tamém neste capítulo do laudo que mais provavelmente
ocorrerão as divergências$ a gerar a <perícia contraditória=! O <conclusão= deve ser
decorrência lógica e inevitável do raciocínio desenvolvida na <discussão=! O ela o leitor deve
ser levado de modo imperceptível$ mas ine'orável!
-quesitos e respostas- os quesitos serão transcritos e receerão pronta e sucinta resposta!
Eevemos encontrar nesta parte do laudo uma verdadeira síntese de tudo que #icou
registrado$ analisado e concluído no te'to precedente!


13
Cor$o de De/ito

3 e'ame de corpo de delito direto é aquele reali+ado por perito para provar a materialidade
do crime! 3 e'ame de corpo de delito indireto é aquele instrumento utili+ado para provar a
materialidade do crime por meio de prova testemunhal e #icha de registro médico ! 1o Eireito
,rocessual ,enal$ os e'ames periciais são de nature+a variada $ quais sejam$ de sanidade
mental$ dos instrumentos do crime$ dentre outros! 5as de todas as perícias$ o mais
importante é o corpo de delito$ que é o conjunto de elementos sensíveis do #ato criminoso$ ou
seja$ o conjunto de vestígios materiais dei'ados pelo crime! 1as in#raç"es criminais que
dei'am vestígios$ é necessário o e'ame de corpo de delito$ isto é$ a comprovação dos
vestígios materiais por ela dei'ados torna-se indispensável$ so pena de não se receerem a
quei'a ou a den0ncia (art! CWG e art! WBW$ *,,)! 3 legislador quis ser astante prudente$ pois
mesmo com a origatoriedade deste e'ame$ ainda assim muitos erros judiciários têm sido
cometidos! 3 Sui+ poderá pro#erir sentença sem o auto de corpo de delito direto$ desde que
haja prova testemunhal a respeito da materialidade delitiva$ que se trata de prova meramente
supletiva$ uma ve+ que #oi veri#icada a impossiilidade do e'ame direto por terem
desaparecidos os vestígios!

8eri#ica-se que os e'ames de corpo de delito e as outras perícias são$ em regra$ #eitos por
peritos o#iciais$ e na sua ausência o e'ame poderá ser #eito por duas pessoas id;neas$
portadoras de diploma de curso superior$ escolhidas de pre#erência as que tiverem
hailitação técnica$ relacionada ) nature+a do e'ame! 3s peritos não o#iciais devem prestar o
compromisso de em e #ielmente desempenhar o cargo (art! CW? *,,)! 3serve-se as partes
não podem indicar perito$ sendo procedimento privativo da autoridade policial ou judicial (art!
BDG *,,)! O iniciativa da perícia cae tanto )s partes quanto )s autoridades (inciso 844 do
art! F> *,,)! 1o nosso direito prevalece o princípio lieratório$ por meio do qual o Sui+ tem
inteira lierdade de aceitar ou rejeitar o laudo pericial$ no todo ou em parte$ tendo em vista o
sistema do livre convencimento (art! CGB *,,)! Eeterminada a reali+ação da perícia$ seja a
requerimento da parte$ seja de o#ício$ quesitos deverão ser #ormulados com clare+a e nunca
articulados de #orma genérica$ nos termos do art! CDF *,,! 3s peritos nomeados estão
origados a aceitar o encargo e descreverão minuciosamente o que e'aminaram e
responderão aos quesitos$ por ocasião da lavratura do laudo pertinente!



Necro$sia

O necropsia é um e'ame interno #eito no cadáver a #im de constatar a causa mortis #eita$ pelo
menos$ seis horas após o óito$ e'ceto nos casos de morte violenta$ quando será su#iciente
um simples e'ame e'terno do cadáver$ não havendo in#ração penal a ser apurada$ ou
mesmo havendo in#ração penal a ser apurada$ se as les"es e'ternas permitirem precisar a
causa da morte e não houver necessidade de e'ame interno para veri#icação de alguma
circunst&ncia relevante (art! CFB *,,)!

14
Eu#açBo
O e'umação é o procedimento de desenterramento do cadáver para e'ame cadavérico
interno e e'terno para constatação da causa mortis! ,ara tanto$ deverá a autoridade tomar
as providências a#im de que$ em dia e hora pre#i'ados$ se reali+a a diligência $ lavrando-se$ a
respeito$ o auto consustanciado (arts! CF9ACFW *,,)! 3 administrador do cemitério deverá
indicar a sepultura$ so pena de incorrer em crime de desoediência (art! 99: *,)!

Ea#e Co#$/e#entar
3s peritos não podendo$ logo no primeiro e'ame$ classi#icar a lesão$ torna-se indispensável
o e'ame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária ou a
requerimento do 5inistério ,0lico ou das partes$ depois de trinta dias contados da data do
crime! O #alta deste e'ame poderá ser suprida por prova testemunhal (art! CFG *,,)!

Ea#es dos Escritos
3s e'ames gra#ológicos ou gra#otécnicos são reali+ados por comparação$ oportunidade em
que a autoridade encaminha aos peritos o documento tido como #alsi#icado e a lauda
contendo os escritos do punho dos suspeitos (art! CD@ *,,)!

Ea#es $or )recat9ria
3s e'ames periciais devem reali+ar-se dentro da jurisdição da autoridade perante a qual
tramita o processo$ e á autoridade processante caerá determiná-los e nomear os peritos! 1o
casos em que os e'ames devam ser #eitos em outras comarcas a autoridade que estiver
presidindo o processo$ seja policial ou judiciária$ deverá solicitar ) autoridade competente do
local onde o e'ame deva ser reali+ado$ que o determine$ devendo os quesitos da autoridade
e das partes serem transcritos na precatória$ caendo por outro lado$ a autoridade
deprecada$ a nomeação dos peritos!

)arecer M+dico,Le-a/
3 parecer é a resposta$ por escrito $) consulta e é composto pelas seguintes partes -
pre&mulo$ histórico$ discussão$ conclusão e resposta aos quesitos! 3s pareceres
constituem realmente o que se pode considerar <a consulta médico-legal=! 1ão se irá por
certo$ pedi-los a ine'perientes$ principiantes$ ou desconhecidos! P claro que valem pelo seu
conte0do cientí#ico$ pelos argumentos em postos e #undamentados$ pela clare+a de
raciocínio e pelo seu espírito jurídico! 5as pesam$ e muito$ pela assinatura que apresentam!
2ão lidos$ analisados e respeitados porque seus autores já provaram previamente sua
capacidade e tirocínio! ,or estas ra+"es$ somente os amadurecidos$ cultos e reconhecidos
são procurados para prolatá-los! *omo documento médico-legal$ em sua estrutura$ o parecer
pode seguir mutatis mutandis o roteiro indicado para os laudos! /m certos casos$ porém$
será #ruto de análise indireta de #atos já registrados em outros documentos$ cuja
autenticidade possa ou deva ser aceita!

15
Consu/ta
O consulta é o pedido de esclarecimento que a autoridade #a+ sore um #ato sore o qual
paira d0vida!

De$oi#ento ;ra/
3 depoimento oral é o esclarecimentos oral prestado pelo perito!

6oto-rafia
O #otogra#ia é e'tremamente importante na investigação de um crime! P o modo de
identi#icação de amiente e das vítimas$ além de servir como prova e o#erecer pistas que
podem levar ao criminoso e ) descoerta de como #oi cometido o crime! P um registro
minucioso de todos os detalhes da cena- poros$ indícios$ vestígios que possam ser utili+ados
no esclarecimento do crime!

*omo todo método$ a #otogra#ia apresenta vantagens e desvantagens-
-8antagens- identi#icação rápida$ cópia #iel do amiente e grande aplicação no campo
técnico!
-Eesvantagens- perda de #isionomia e nitide+$ di#ícil arquivamento$ maquiagem$ ou seja$ pode
ser manipulada com alguns e#eitos!

Ti$os de foto-rafia usadas e# cri#ina/ísticaC

,ara a #otogra#ia criminal$ pode ser usado qualquer tipo de #ilme! Eevido a variação de local$
pode ser necessário #otogra#ar apenas com tipos de #lashes$ lanternas$ so a lu+ noturna!
,ortanto$ o tipo de #ilme utili+ado é adaptado ao equipamento #otográ#ico e )s condiç"es
adversas do local a ser registrado!
Fotografia Bioquímica: #otogra#ias de pêlo e esperma no microscópio e #otogra#ias de
projéteis que serão usadas no estudo de balística!
Fotografia de Aspecto GeralC reprodu+ todo o local do crime$ com o maior n0mero possível
de elementos materiais! Hodos os aspectos da cena que couerem numa chapa de #otogra#ia
devem ser registrados!
Fotografia de Detalhe: é a min0cia de algo que se pretende evidenciar
Fotografia Métrica: é quando se utili+a de um segmento da #ita métrica para se determinar
as dimens"es das evidências
Repartimento Fotográfico: é a #otogra#ia do amiente em perspectiva! Hira-se uma em cada
canto-lados opostos (paredes$ solo e teto)
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Filmagem: é a #otogra#ia din&mica! Hrata-se de processo caríssimo e #requentemente de
resultados inesperados!
Fotografia Micro: é a #otogra#ia em que se usa o microscópio para apro'imar a imagem!
Jma máquina #otográ#ica é acoplada ao microscópio que permite a visuali+ação do ojeto a
ser investigado! Jm e'emplo disso é na #otogra#ia de projéteis$ que através da
micro#otogra#ia é possível en'ergar detalhes que não são visíveis a olho nu$ como as
arranhaduras #eitas pela arma do crime na ala!
; fot9-rafo $o/icia/
,ara ser #otógra#o policial é necessário ter$ além de conhecimento geral em #otogra#ia$ ter
conhecimento especí#ico na área criminal! P preciso ser minucioso no local$ estar atento a
pequenos detalhes que podem tornar-se importantes na investigação do crime! 3 #otógra#o
tem de ter espírito de equipe$ porque ele não traalha so+inho$ está sempre com policiais$
peritos e outros pro#issionais do ramo! 3 traalho é #acilitado porque cada um #a+ uma parte
e a equipe junta a in#ormação coletada que conseq.entemente leva ) rapide+ necessária no
esclarecimento dos crimes!

Co#o + foto-rafado o /oca/ do cri#e
Oo chegar no local do crime$ o #otógra#o policial espera que o perito #aça uma avaliação
detalhada da cena e indique o que deve ser #otogra#ado! /ssas #otogra#ias serão utili+adas
na investigação do crime! 3 perito e o #otógra#o devem se manter a#astados dos vestígios
dei'ados pelos criminosos!

1a #otogra#ia criminalística deve-se tirar uma #oto geral e outras dos detalhes! Rotogra#ias de
pegadas e rastros de pessoas$ sendo nesse caso sempre uma #otogra#ia de aspecto geral e
de detalhe$ sendo esta 0ltima com #ita métrica no sentido longitudinal da marca!

,ara identi#icar o local é necessário uma #oto de re#erência como$ placas$ algo que re#orce
mais uma característica do amiente do crime! Ear toda a in#ormação possível para que não
seja derruado o laudo da técnica!

Rotos para reconstituição são #eitas quando há d0vidas se a testemunha ou o criminoso
#alam a verdade! 1ão há limites de #otos para reconstituição$ sendo o n0mero
imprevisível!1as #otos de cadáver dever haver uma geral$ uma do jeito que o corpo se
encontra e uma que o identi#ique$ por e'emplo$ algum detalhe do corpo ou dos ojetos
encontrados com o cadáver! O identi#icação do cadáver é #eita pelas roupas e pela #otogra#ia
do cadáver! 3 corpo deve ser colocado deitado e #otogra#ado de cima para ai'o! *om a
ojetiva da c&mera$ o #otógra#o #ocali+a o mínimo possível e apro'ima-se ou a#asta-se para
conseguir o má'imo de preenchimento da chapa$ ou seja$ que o detalhe #ique em visível na
#otogra#ia! /m casos de en#orcamento$ é necessário #otogra#ar a marca da corda do pescoço
do en#orcado$ em seq.ência a própria corda! 1esses casos de en#orcamento$ é necessário
que primeiro seja #eita uma #oto geral$ mostrando características do local$ como uma árvore$
etc!
17

1o caso de corpos putre#atos- a identi#icação do rosto é quase impossível$ então é
necessário que seja encontrada e #otogra#ada marcas desse corpo$ como cicatri+es$
verrugas$ sinais de roupa$ etc! 1o caso de o cadáver estar dentro de um anheiro de CmB$
não é possível o uso de uma lente grande angular$ porque não vai conseguir #otogra#ar todo
o corpo! /ntão$ é tirada com a porta do anheiro aerta$ usando o maior &ngulo possível$
mesmo que apareça paredes$ em seguida retira o corpo e o #otogra#a novamente !2e o
cadáver estiver es#aqueado em muitas partes$ deve-se #otogra#ar uma a uma$ usando uma
#ita métrica para medir a #acada! 1esse caso$ há necessidade de pelo menos três #otos- uma
geral$ uma identi#icação e uma da corda! 3 #otógra#o deve possuir em sua mala etiquetas$
setas para indicar tamanhos de cortes$ per#uraç"es$ nas #otos! 2e não tiver$ deve usar cai'as
de #ós#oros$ palitos$ moedas$ que são padr"es de re#erências! ,ara #otos de impresso
digital deve ser usada uma régua centimétrica$ para tamém em n0meros de armas ou
chassi para avaliar se a numeração #oi alterada! 1o caso de salas$ em que não é possível
enquadrar toda ela$ deve ser tiradas duas #otos gerais! Yuando um local de crime é
#otogra#ado$ não se deve me'er em nada!

; uso das foto-rafias cri#ina/ísticas
Os #otogra#ias são primeiramente usadas na #ase de investigação do crime! 2ão #otos de-
impress!es digitais$ ojetos da cena do crime$ pegadas$ cápsulas de#lagradas para #utura
comparação de balística$ armas utili+adas pelo assassino$ etc!

,assando ) #ase do julgamento do crime$ as #otogra#ias são usadas diante do jui+! 3
promotor ou advogado de acusação utili+am essas #otos para mostrar a crueldade e a #rie+a
do criminoso para com a vítima! Hamém é utili+ada na de#esa do réu$ nos casos de legítima
de#esa

Laudos $sico/9-icos
/ste é o campo da ,sicologia que traalha os assuntos re#erentes ) Sustiça! Jma ciência
importantíssima na área de investigação criminal! 5esmo assim$ é praticamente
desconhecida nos procedimentos da polícia rasileira! 1os /stados Jnidos o RQ4 conta com
o 4nstituto do *omportamento Mumano$ voltado especialmente para pesquisas nesta área!

/m agosto #oi preso em 2ão ,aulo um assassino de série (serial Ziller) que #icou conhecido
como T3 maníaco do parqueT ou T3 caso motooUT! Jm maníaco se'ual que teve tempo de
agir o su#iciente para #a+er$ no mínimo$ seis vítimas e só #oi detido graças a uma den0ncia
an;nima! ,rovando que a investigação$ de#initivamente$ é o ponto critico para a solução de
um crime! ,ara tanto são necessários setores especiali+ados em investigação e comprovar
as den0ncias an;nimas!

Jm psicólogo #orense pode prever os passos do homicida do parque au'iliando os traalhos
da polícia! O divulgar o retrato #alado do suspeito e esperar uma den0ncia são apenas #atores
que au'iliam$ e muito$ a investigação!

18
Oqui você vai conhecer como a psicologia deci#ra crimes e descorir como se monta um
comple'o quera-caeças chamado comportamento humano!

,er#il do criminoso
3s criminosos em série geralmente são psicopatas! Jm termo usado para designar não
somente doenças mentais! TJm psicopata pode não ser e'atamente um doente mentalT$
a#irma a psicóloga 5aria de Rátima Rranco dos 2antos pro#essora de ,sicologia Rorense da
,uc de *ampinas - 2,! 2ão pessoas com personalidades de di#ícil relacionamento social! O
personalidade é uma peça que começa a ser #ormada em cedo no ser humano$ desde a
sua concepção e termina por volta dos cinco anos de idade! 1este período$ a criança recee
os elementos necessários vão servir de ase para o seu comportamento pelo resto da vida!
Eaí grande parte dos criminosos psicopatas serem #rutos de #amílias desestruturadas e de
lares violentos!

Sá os doentes mentais interagem com o mundo a partir de uma realidade que eles mesmos
criam! 3s psicopatas$ ao contrário$ inter#erem na realidade a partir de sua personalidade
desajustada aos padr"es sociais! 2ão assim alguns estupradores e assassinos de série$
sendo estes 0ltimos os casos mais graves!

DeEa a/-u#as características deste ti$o de cri#inosoC
- 2ão em grande maioria psicopatas(
- 7ostam de demonstrar poder (são narcisistas$ onipotentes$ dominadores$ machistas)(
- 2empre reincidentes$ raramente comete o crime somente uma ve+!(
- 2adismo$ sentem pra+er em assistir o so#rimento alheio(
- 1ão assumem o crime$ geralmente só con#essam por desli+es movidos pelo pra+er em
reviver o momento do crime!
-2ão levados ao crime por motivos diversos- uma homosse'ualidade latente pode levar )
violência contra a mulher$ por ser a criatura odiada$ ou ) violência contra homens$ em uma
tentativa de atacar a moridade encontrada em si mesmo!

Otenção- psicopatas não são tipos raros! /stima-se que @:[ da população seja #ormada por
psicopatas$ ou seja$ pessoas que so#rem de sérios dist0rios de personalidade a ponto de
inter#erir em seu relacionamento social!

)reste atençBo nos deta/Fes a1aio $ara se $rote-erC
*omo agemX - Modus ;$erantis
- Otacam em locais p0licos(
- /scolhem vítimas so+inhas(
- 3s ataques são$ em sua maioria$ noturnos e durante #inais de semana(- Oordam pedindo
in#ormação ou o#erecendo algo atrativo(

19
I#$ressBo di-ita/
Jm dos mais recentes métodos de detecção de impress"es digitais é o vapor de cola (ou
vapor de cianocrilato % 2uper Qonder)! O amostra a ser e'aminada é e'posta ao vapor de
cianocrilato por alguns minutos! O digital aparece em leves contornos rancos visíveis a olho
nu ou ao microscópio!

,ara quem não tem acesso a aparelhos especí#icos de detecção com vapor de cola aqui vai
uma receita caseira para #a+er o sua própria detecção! 2e você não é da #orça polícial ou não
tem um laoratório equipado ) disposição não adiantará muito o e'perimento aai'o que é
receitado pela polícia norte-americana )s delegacias que tem poucos recursos!

8ocê vai precisar de-
- cola a ase de cianocrilato (Super Bonder)(
- uma #olha de alumínio(
- uma #onte leve de calor(
- uma cai'a para servir de c&mara para os ojetos!


O cola e o papel alumínio são encontrados em qualquer supermercado! O #onte de calor pode
ser uma l&mpada de F:\ (nunca use qualquer tipo de chama$ a cola poderá desprender
vapores venenosos)! O cai'a pode ser de papelão e ter um tamanho su#iciente para conter
em seu interior os ojetos a serem e'aminados!

)rocedi#entoC
*oloque a l&mpada em um canto da cai'a! Raça um pequeno cin+eiro com um pedaço de
#olha de alumínio e coloque$ com a ajuda de um anteparo$ em um local acima da
l&mpada!Eespeje a cola no papel alumínio$ #a+endo um círculo do tamanho de uma moeda!
*oloque um pote com água no interior na cai'a para aumentar a umidade do ar! *oloque o
ojeto a ser e'aminado no interior da cai'a de maneira que #ique em e'posto aos vapores
da cola! ,ara servir de controle de tempo de e'posição$ #aça uma amostra de teste com a
sua própria digital! /s#regue o polegar no seu nari+ e o pressione em uma #olha de alumínio!
*oloque a #olha no interior da cai'a tamém! Reche a cai'a e depois de de+ minutos apague
a l&mpada e veri#ique se a sua impressão digital está visível no alumínio! 2e estiver visível a
sua amostra está pronta para ser e'aminada em laoratório! *aso contrário coloque mais um
pouco de cola e espere mais de+ minutos! (1ão repita mais o teste ou sua peça poderá #icar
coerta com uma camada ranca atrapalhando os testes)!

Cuidados i#$ortantesC
- 1ão dei'e a l&mpada encostar nos ojetos ou na cai'a$ ou você poderá provocar um
incêndio!
- Ieali+e a e'periência em um local arejado$ o vapor de cianocrilato causa irritação nos
olhos!
20
- Jm ojeto de material não poroso como metal$ plástico ou vidro$ mantém a impressão
digital em sua super#ície! 7uardá-lo em envelopes de papel$ tecido ou plástico antes de
sumetê-lo ao vapor de cola é o mesmo que limpar a sua super#ície com uma #lanela! ,or
isso todo cuidado é pouco com o manuseio!

Ga/ística
O *iência #orense é composta de diversos métodos de análise e identi#icação criminalística
dentre eles encontramos a alística que em sua primeira de#inição é a parte da #ísica
(mec&nica)$ que estuda o movimento dos projéteis (considera-se como projétil todo corpo
que se desloca livre no espaço em virtude de um impulso receido)$ justi#icada plenamente
como uma disciplina aut;noma em seus métodos de pesquisa e aplicação criminalística!
,ortanto$ alística é a ciência da velocidade dos projéteis!

Ga/ística forense é em suma Tuma disciplina$ integrante da criminalística$ que estuda as
armas de #ogo$ sua munição e os e#eitos dos disparos por elas produ+idos$ sempre que
tiverem uma relação direta ou indireta com in#raç"es penais$ visando esclarecer e provar sua
ocorrênciaT por de#inição de Eomingo Hochetto (in Tratado de Perícias Criminalísticas, Porto
Alegre: Sagra-Luzzato, 199)!
Qalística #orense é universalmente a utili+ada para análise e a identi#icação das armas de
#ogo$ dos projéteis e dos e'plosivos$ em particular para a criminalística a alística é
importante no conhecimento e reconhecimento das armas de #ogo( dos projéteis e dos
cartuchos va+ios( dos e'plosivos$ #ormadores da munição( do con#ronto do projétil com a
arma que e#etuou o disparo!
Onteriormente pertencente aos capítulos da 5edicina 6egal a Qalística Rorense era tratada
por peritos médicos$ hoje como uma matéria da criminalística e está classi#icada em-
Ga/ística Interna
Os armas de #ogo são criteriosamente analisadas nesse ramo da alística #orense$ de#inida
como alística interna ela trata do #uncionamento das armas$ da sua estrutura e
mecanismos$ descrevendo até mesmo as técnicas do tiro!
Ga/ística dos Efeitos
/ssa divisão da alística #orense usca analisar e descrever os e#eitos causados pelos
disparos com armas de #ogo $ dentre seus ojetos de análise estão os impactos dos
projeteis$ os ricochetes desse durante sua trajetória$ as les"es e danos so#ridos pelos corpos
atingidos! 8isando a partir de métodos cientí#icos identi#icar os e#eitos causados pela arma
que e#etuou os disparos para que através dela haja uma #utura identi#icação do criminoso e
sua detenção!
21
D , C;NCL<8@;

3s documentos médico-legais são #req.entemente usados na prática #orense$ pois têm um
valor proante indiscutível no au'ílio ao direito processual pela usca da sentença justa$ que
tenha como #undamento a verdade dos #atos e suas circunst&ncias!

Ossim$ a veri#icação de les"es ou a necropsia( análise do estado mental do acusado ou a
cessação da periculosidade$ a conveniência de interdição dos to'ic;manos ou a
desinterdição dos doentes mentais recuperados$ a incapacidade de alguém testar ou ser
admitido como testemunha constituem casos comuns! Hamém quando alguém$ por motivo
de sa0de$ não pode comparecer ) audiência e precisa adiá-la ou instruir uma inicial de ação
judiciária$ não #alta quem vá logo pedir um atestado médico! ,orém$ #req.entemente$ é
esquecida a utilidade do parecer! /ste se mostra astante e#ica+ quando se trata de matéria
nova ou controvertida( quando se deseja instruir recurso ) inst&ncia superior$ quando é
prudente alertar o perito o#icial a respeito de particularidades do caso em análise ou há
indicação para contrariá-lo em suas conclus"es! 3 parecer tamém pode se converter em
<consulta prévia=$ evitando-se a propositura de ação #adada ao insucesso$ por #alta de
#undamento médico$ que a perícia posteriormente apontará!

Qem utili+ados e tempestivamente ane'ados aos processos$ os documentos médico-legais
esclarecem e au'iliam e#ica+mente a distriuição da justiça!

22

DI – GIGLI;G>A6IA


5OIO1ML3$ 3don Iamos 5aranhão$ *urso ásico de medicina legal$ W] /d! 2ão ,aulo!
5alheiros /ditores! C??B!
54IOQ/H/$ Sulio Rarini$ ,rocesso penal$ ?] /d! 2ão ,aulo! /ditora Otlas! C???!
H3JI41M3 R46M3$ Rernando da *osta$ ,rocesso penal$ B:] /d! 2ão ,aulo! /ditora 2araiva!
C??G!
23