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20/5/2014 Teoria da Isostasia - Biologia e Geologia

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Biologia e Geologia
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Teoria da Isostasia
Contents
1 Movimentos verticais da litosfera. Equilíbrio isostático
1.1 Anomalias Isostáticas (Anomalias gravimétricas)
2 Ideias - Chave
3 Bibliografia



Movimentos verticais da litosfera. Equilíbrio
isostático


O estudo da atracção gravitacional da Terra pode ser
utilizado para um melhor conhecimento da estrutura da
litosfera e da sua mobilidade. Nos finais do século XIX,
muitos geólogos começaram a recolher várias evidências
de que as linhas de costa, por exemplo, numa
determinada zona costeira, tinham mudado ao longo do
tempo geológico em algumas zonas do Globo.

Geólogos como Edward Suess colocavam a hipótese que
essas alterações do nível médio das águas do mar
ocorriam caso houvesse modificações ao nível do volume
de água do oceano, por exemplo, devidas a alterações
climáticas.

No entanto, outro geólogo, Clarence Dutton, sugeriu que
as alterações das linhas de costa podiam ser o resultado
de ajustamentos dos materiais continentais, mantendo-se
constante o volume de água da hidrosfera.

Denomina-se habitualmente teoria da isostasia às hipóteses
que procuram interpretar as compensações que ocorrem
em profundidade dos relevos superficiais em função do
seu peso (densidade). A partir de determinada
profundidade (50 a 100 km), no manto superior, a
temperatura é suficiente para haver um comportamento
plástico dos materiais constituintes dessa zona e o
material crustal mais rígido (a crusta continental e a
crusta oceânica) "flutua" sobre o material plástico - nível
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Imagem
1 –
Casos
de
ajustes
isostáticos - Se um determinado bloco for suportado por
materiais mais plásticos e mais densos que ele, então,
estes blocos devem flutuar nesse substrato de acordo com
o princípio de Arquimedes, tal como acontece quando se
colocam blocos de madeira, gelo ou barcos num dado
volume de água. De um modo análogo, a crusta terrestre
poderia ser comparada a um conjunto de blocos rochosos,
"flutuando" em equilíbrio sobre a parte superior de um
substrato mais denso.











Sendo a astenosfera uma camada constituída por material
com um comportamento plástico, a litosfera, menos
densa, está em equilíbrio sobre esta zona do manto
superior, ou seja, o equilíbrio é conseguido através de um
ajustamento do tipo isostático com movimentos verticais
de ascenção e descida dos diferentes materiais. Se a
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litosfera se encontra em equilíbrio isostático com a
astenosfera, tal significa que em qualquer zona da Terra a
litosfera deve ter igual peso. Como o peso de um corpo
depende apenas do seu volume e da sua densidade,
podemos afirmar que: se uma dada zona da litosfera
contém materiais de baixa densidade, como, por exemplo,
a crusta continental, esta deve compensar a menor
densidade com um excesso de volume. Deste modo,
podemos supor que a crusta continental é mais espessa
que a crusta oceânica, uma vez que apresenta menor
densidade; quando uma determinada zona da litosfera
contém um excesso aparente de materiais (uma cadeia de
montanhas, por exemplo), esta deve compensar esse
excesso de massa com uma menor densidade dos seus
materiais constituintes. Os mecanismos de conservação
do equilíbrio designados por ajustamentos isostáticos
foram defendidos em meados do século XIX por dois
geofísi-cos britânicos, John Pratt e George Airy. As duas
hipóteses apresentavam algumas diferenças.


Imagem – Hipótese de Airy e Pratt para explicar o
ajustamento isostático ao nível da crosta terrestre.
Quando o equilíbrio isostático se rompe, produzem-se
movimentos verticais que tendem a restabelecer esse
equilíbrio. A ruptura deste equilíbrio pode ser originada
devido a processos que causem variações no peso da
litosfera. Por exemplo, a acumulação de sedimentos ou de
gelo durante uma glaciação causam sobrecargas e,
consequentemente, um afundamento da litosfera. Já no
caso de se verificar erosão, esta, ao fazer diminuir o peso
dos materiais nos continentes, ou mesmo devido à fusão
das massas de gelo, originam-se ajustamentos, ocorrendo
movimentos verticais (elevação) em função do equilíbrio
isostático. Teoricamente, após serem efectuadas certas
correcções, os valores medidos da gravidade e os
calculados num dado local deveriam ser iguais.


Anomalias Isostáticas (Anomalias gravimétricas)

É frequente encontrar em alguns pontos da superfície
terrestre anomalias isostáticas, ou seja, verifica-se uma
diferença entre o valor do peso medido (real) e o valor
calculado (teórico) para esse local após as devidas
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correcções. Dizer que num dado local existe uma anomalia
isostática negativa significa que na vertical da estação de
medida existe um défice de massa, portanto um excesso
de rocha de baixa densidade. Se, pelo contrário, se
determina a existência de uma anomalia isostática
positiva, isso significa que na vertical da estação onde foi
efectuada a medição existe um excesso de materiais de
elevada densidade.



Imagem -
Aplicando o método gravítico sobre a superfície terrestre é possível identificar a
presença de materiais mais ou menos densos (dense metallic ore) no interior da
crusta, pois eles são as causas das anomalias gravimétricas. As rochas salinas,
como têm baixa densidade e são mais deformáveis do que is rochas encaixantes,
quando sujeitas a forças tectónicas, ascendem, formando estruturas geológicas
denominadas domas salinos. A presença no subsolo de um dorna salino, que tem
densidade inferior à das rochas encaixantes, afecta localmente a força gravítica,
que começa a diminuir nas proximidades dessa região, registando, portanto, uma
anomalia negativa. Dado que os domas salinos estão muitas vezes associados a
jazigos de petróleo, este método é frequentemente utilizado na prospecção
daquele combustível fóssil. O mesmo sucede com as grutas (cave) que originam
anomalias negativas. Pelo contrário, a presença de um jazigo mineral mais denso
(dense metallic ore) do que as rochas encaixantes determina à superfície uma
anomalia gravimétrica positiva.



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Imagem - Ao nível das cadeias montanhosas (esquema A), como
não se verificam anomalias gravimétricas positivas, admite-se que,
por debaixo da montanha visível, existam profundas raízes dessas
montanhas, formadas por rochas pouco densas. Essas raízes são
muito maiores do que a zona saliente visível e mergulham no manto
mais denso.



Um dos casos que pode ser referido como exemplo de anomalia
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isostática negativa é o levantamento do bloco escandinavo. Através
de registos históricos, pôde constatar-se que durante o século XIX o
golfo de Botnia se elevou aproximadamente cerca de 9 mm/ano. Tais
observações são confirmadas através de marcas que foram sendo
colocadas nas bermas das praias e que agora se encontram
elevadas a grandes altitudes. Os geólogos constatam ainda que
antigas praias, com cerca de 12 000 anos, estão agora situadas 400
m acima do nível actual do mar. Desta forma, pode ser registada uma
correlação entre uma anomalia negativa e um levantamento da crusta
terrestre.


Segundo Niskanen, a situação particular da Escandinávia resulta do
facto de no último milhão de anos esta zona estar coberta por uma
"calote" glaciaria, o que obrigaria a um equilíbrio isostático de acordo
com essas condições.

Há cerca de 12 000 anos, no período pós-glaciário, com a fusão
dessas massas de gelo que cobriam a Escandinávia, as raízes do
bloco escandinavo tornaram-se demasiado profundas para um baixo-
relevo superficial.

Tal situação conduziu a um reequilíbrio que hoje se encontra quase
concluído. Embora à escala da duração da vida humana este
fenómeno pareça ser muito lento, ele é considerado quase
instantâneo à escala geológica.


Glacio-isostasia



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Imagem
Lado esquerdo - Durante os processos erosivos e de sedimentação,
ocorrem ajustamentos isostáticos. As rochas mantélicas (litosfera)
são "obrigadas" a subir, obrigando também a modificações a nível da
astenosfera. Podem ocorrer fenómenos de magmatismo associado a
este processo. A subida e o afundamento da litosfera só pode
ocorrer a com a movimentação da astenosfera.
Lado Direito - Início de uma fase de glaciação : aumenta a espessura
de gelo numa região continental. A crusta continental, sob a acção do
peso exercído pela espessa camada de gelo, começa a afundar-se
no manto. No período pós-glaciário, com o desaparecimento da
calote, verifica-se uma diminuição da carga, começando esta zona a
elevar-se. Com a elevação, o bloco continental readquireo equílibrio
compatível com a diferença de densidades dos materiais existentes
antes da glaciação.

A diminuição da carga, pode dar origem à formação de depressões
onde a água se acumula, dando origem a lagos.















Imagem - Esquerda - Lago glaciar na Noruega.
Direita - Lago da Sanabria (Castela-Leão, Espanha)

Ideias - Chave
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Segundo o Princípio de Arquimedes, todo o corpo emerso num
fluido recebe um impulso, de baixo para cima, igual ao peso do
fluido deslocado pelo corpo. É esta forca de impulsão que
permite, por exemplo, que um barco flutue.
À semelhança do que acontece com o equilíbrio hidrostático,
também a litosfera tende a equilibrar-se na astenosfera.
Assim, qualquer relevo da litosfera é compensado,
proporcionalmente, por uma raiz litosférica que se afunda na
astenosfera, à semelhança de um icebergue no mar. Os blocos
litosféricos que mais se elevam à superfície terrestre, como é o
caso das mon-tanhas, para se equilibrarem apresentam raízes
profundas na astenosfera.
Sempre que este equilíbrio se altera ocorrem ajustamentos
isostáticos que envolvem movimentos verticais da litosfera, de
levantamento ou de afundamento.
A erosão e o degelo são processos naturais capazes de alterar
este equilíbrio, originando anomalias isostáticas negativas que
são compensadas por levantamentos verticais da litosfera.
Por sua vez, a sedimentação e as glaciações originam
anomalias isostáticas positivas compensadas por
afundamentos verticais da litosfera.
Os ajustamentos isostáticos ocorrem em função de uma
erosão/sedimentação e de uma glaciação/degelo.
Bibliografia

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