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PMT 2200 em 2010

1
Microestrutura
Fernando JG Landgraf
PMT 2200 em 2010
2
Materiais são policristalinos

A grande maioria dos materiais são
policristalinos: contm muitos cristais !"grãos#$%

Alguns são amorfos& outros monocristalinos

Taman'o mdio de grão entre 10(m e 1mm%
)'apa de a*o usada
em motores eltricos
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+

,anomateriais são a-ueles com taman'o
mdio de grão a.ai/o de 0&1 (m

0m )%P% de tra*ão pode ter 10
10
grãos%

Propriedades dependem de carac. dos
grãos:
1
Taman'o
1
Forma
1
2rienta*ão
Materiais são policristalinos
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3
4etermina*ão de taman'o de grão

2 taman'o pode ser definido como
1
di5metro mdio& definido de diferentes formas
1
o n6mero de grãos por unidade de 7rea
1
8ntercepto mdio

8ntercepto mdio
1
)9rculos de per9metro con'ecido
1
Lin'as retas de comprimento con'ecido
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:
;/emplo de n6mero<7rea
,
A
= !,
dentro
> ,
cortado
< 2$<7rea
,
A
= !20 > 21< 2$<0&: = ?1 grãos<mm
2
)9rculo de 7rea 0&:mm
2
;/istem normas internacionais
Para a metodologia da medida
p%e/% A@TM ;112
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?
;/emplo de contagem de intercepto
;/erc%: @a.endo -ue a 7rea deste c9rculo mede 0&:mm
2
&
)alcular o taman'o de grão pelo mtodo do intercepto
P=2&:1mm
,
L
=21<P=21<2%:1=A&3mm
B1
d=1<,
L
=0&11Cmm
8ntercepto onde a lin'a
cruDa o contorno de grão
,
L
=n
o
de interceptos<per9metro
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E
e/erc9cio

4eterminar o taman'o de grão da
micrografia pelo mtodo do intercepto
linear e pelo mtodo do di5metro
e-uiFalente !segundo a norma A@TM
;112& d=√1/N
A
$%
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A
Materiais podem ser polif7sicos

)omo Fimos na aula de materiais compGsitos&
as propriedades dependem da fra*ão
Folumtrica das fases presentes%

HF = Fra*ão Folumtrica = Folume da
fase<Folume total

,uma imagem .idimensional sG podemos
determinar a fra*ão de 7rea !A
A
$
• A estereologia nos garante -ue A
A
=HF
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C
Mtodo para determinar H
H
• Para determinar H
H
& usamos a mesma lei
da estereologia -ue diD -ue
• HF=A
A
=L
L
=P
P
)alcular a fra*ão de perlita&
nesse a*o ferr9ticoBperl9tico:
Ferrita .ranca
Perlita cinDa
!se cai na interface conta 1<2
@olu*ão:
Pp =
HF= :1I
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10
1
Taman'o
1
Forma
1
Orientação
Propriedades dependem de
características dos grãos:
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Anisotropia de propriedades

2 Falor do mGdulo de elasticidade de um
monocristal Faria com a dire*ão cristalina%

,um corpo policristalino
o Falor do mGdulo numa certa dire*ão do corpo
depender7 da distri.ui*ão das orienta*Jes dos cristais
no interior do mesmo !c'amada de te/tura
cristalogr7fica$%
4ire*ão K100L K110L K111L
;
Ferro
GPa 12: 210 2E+
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Te/tura cristalogr7fica

Definição: a distri.ui*ão de orienta*Jes
cristalogr7ficas dos cristais de um
policristal em rela*ão a um sistema de
referMncia%
p.ex. Sistema
De referência
Da chapa
Como descrever a orientação?
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1+
te/tura cristalogr7fica não %%%

,em a forma dos cristais

,em a rugosidade da superf9cie do
material
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MotiFos para ocorrer te/tura

@olidifica*ão direcional: grãos crescem
mais r7pido em certas dire*Jes%

;pita/ia: grãos crescem com a orienta*ão
do su.strato%

4eforma*ão pl7stica: grãos sofrem
rota*ão durante deforma*ão !tGpico +$%

NecristaliDa*ão: noFos grãos surgem com
noFas orienta*Jes

Transforma*Jes de fase: idem
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1:
)omo descreFer a orienta*ão de
um grão

A orienta*ão sempre descrita em rela*ão ao
sistema de referMncia%

Por e/emplo& numa c'apa laminada& as
referMncias naturais são o plano da superf9cie
da c'apa& a dire*ão longitudinal& -ue a
4ire*ão de Lamina*ão !4L ou N4Brolling
direction$& a dire*ão transFersal !4T ou T4$& a
dire*ão normal !4, ou ,4$%

,um fio& a referMncia a dire*ão longitudinal do
fio
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1?
)omo descreFer a orienta*ão de
um grão numa c'apa

as dire*Jes 4,& 4T e 4L são ortogonais& mas não são
e-uiFalentes%

Poder9amos descreFer a orienta*ão de um cristal em
rela*ão Os dire*Jes 4,& 4L e 4T da c'apa& mas o padrão
usar o plano da superf9cie da c'apa e a 4L%

A orienta*ão de um cristal pode ser descrita pelo 9ndice
de Miller do plano cristalino do cristal -ue paralelo O
superf9cie e pelo 9ndice de Miller da dire*ão cristalina -ue
paralela O 4L:

2rienta*ão genrica !'Pl$QuFRS
plano!'Pl$ << superf% e dire*ão QuFRS<<4L
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1E
;/erc9cio so.re 9ndice de Miller

4esen'ar dire*ão Q12+S

4esen'ar plano

ProFar -ue numa orienta*ão genrica
!'Pl$QuFRS necessariamente !'u>PF>lR$=0
 111
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1A
)omo descreFer a orienta*ão de
um grão
Grão 1
!""1#$$s%perf
&1""' $$D(
Orientação )
!""1#&1""'
Grão *
!""1#$$s%perf
+11",$$D(
-rês pro./emas distintos
BComo determinar as orientaç0es?
BComo representar a distri.%ição das orientaç0es?
BComo 1%antificar a distri.%ição de orientaç0es?
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1C
Mtodos para determinar a
orienta*ão dos cristais

4ifra*ão de raios T

4ifra*ão de eltrons

4ifra*ão de neutrons
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20
4ifra*ão de raios /
2s picos da difra*ão de raios T se originam em grãos -ue possuem a-ueles
planos paralelos a superf9cie%
A intensidade do pico depende da -uantidade de grãos com a-uela
orienta*ão%
2 e/emplo a.ai/o refereBse a um material )))& mostrando planos !110$&
!200$& !211$& !220$& !+10$ e !222$ paralelos O superf9cie
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21
Fim da primeira parte
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Mtodos de representa*ão

Figura de pGlo inFersa

Figura de pGlo direta

;spa*o de ;uler
,este curso& Famos nos concentrar no
;spa*o de ;uler%
PMT 2210 em 200C
2+
)omo representar a orienta*ão
2m dos cristais
Do corpo de prova
O pro./ema ) esta.e/ecer %ma re/ação entre
a orientação dos eixos crista/ogr3ficos de cada crista/
e o sistema de referência do corpo de prova4 no caso4 %ma chapa.
5%/er prop6s 1%e três 7ng%/os de rotação descrevem 1%a/1%er orientação.
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TrMs 5ngulos de rota*ão na
nota*ão de Uunge
;i/os T& V e W do corpo de proFa
T = 4L& V = 4T e W = 4,
;i/os TX& VX e WX do cristal
TX = Q100S& VX = Q010S e WX = Q001S
Yngulos de rota*ão φ
1
, Φ e φ
2
4escreFem orienta*ão de -ual-uer cristal
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2:
Nota*ão φ
1
Parte8se de 9:4 ;:4 <: do crista/
Coincidente com 9 ; < da corpo de prova
=otação 1. >p/ica8se ?
1
4
%ma rotação em torno de <.
Chega8se a 9:;:<: provis@rios
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2?
=otação A >p/ica8se rotação ?
*

em torno de <: provis@rio
Chegando a 9
B
4 ;
B
e <
B
do crista/
Nota*Jes Φ e φ
2
=otação * >p/ica8se rotação C
em torno de 9: provis@rio
gerando ;: e <: provis@rios
9
B
;
B
<
B
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2E
Nesumindo
> ordem das rotaç0es
D re/evante
?
1
em torno de <
C em torno de 9:
5 ?
*
em torno de <:
1
*
A
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2A
2 espa*o de ;uler

Todas as orienta*Jes
poss9Feis estão descritas
neste cu.o%

A origem a orienta*ão
!001$Q100S %
• Por e/emplo&a lin'a φ
1
de
0 a C0
o
& para Φ=0 e φ
2
=0
co.re as orienta*Jes:
phi2
phi1
phi
(001)[100] (001)[110]
(001)[010]
phi1 0
o
90
o
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2C
)aso simples& Z
1
=0 & [=0 e Z
2
=0
@a.endo -ue
T = 4L& V = 4T e W = 4,
e TX = Q100S& VX= Q010S e WX = Q001S
\uando Z
1
=0 & [=0 e Z
2
=0
T coincide com TX& V com VX
e W com WX
2u se]a&
4L Q100S e 4, Q001S
2u se]a& !001$ o plano << superf9cie
2rienta*ão desse cristal
!001$Q100S
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+0
2 corte p'i
2
= 0
• as /inhas horiEontais
representam p/anos
para/e/os a s%perfície.
• 5m cada /inha
horiEonta/4 a variação
de phi1 ) a rotação
desse p/ano em torno
da s%a norma/. !lem.rar -ue
p'i1 uma rota*ão em torno de D$%
• 5m gera/4 /inhas
verticais não
correspondem a %ma
mesma direção de
/aminação.
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+1
e/erc9cio

4esen'ar no cu.o de
;uler o corte p'i
2
= 3:
o
phi2
phi1
phi
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+2
2 corte p'i
2
= 3:
o
O plano phi
2
= 45
o
é
muio u!a"o no! a#o!
po$ in%lui$ &'$io!
%omponene! inen!o!
"a e(u$a)
a linha phi=0 * mo!$a
o plano (100)//!upe$+,
A linha phi
1
=0 mo!$a
[110]//-.,
A linha phi
2
=55
o

mo!$a (111)//!upe$+,
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++
P'i
2
= 3:o
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+3
Mtodos de -uantifica*ão da
distri.ui*ão de orienta*Jes

Figura de pGlo inFersa

Figura do pGlo direta

Fun*ão de distri.ui*ão de orienta*Jes
cristalinas !F42)& ou 24F: orientation
distri.ution function$%
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+:
24F

24F d7 a fre-^Mncia de ocorrMncia de cada
orienta*ão _'Pl`KuFRL de uma amostra%

,uma amostra sem te/tura& ou se]a& com
cristais orientados ao acaso& todas as
orienta*Jes são igualmente proF7Feis% A
intensidade relatiFa de cada orienta*ão 1%

,uma amostra com te/tura& cada orienta*ão
ter7 intensidade T FeDes a aleatGria
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+?
@uperf9cie de isointensidade
,o ;spa*o de ;uler inconFeniente
representar graficamente mais de uma superf9cie de
isointensidade

@uperficie -ue
apresenta os pontos
do espa*o de ;uler
-ue tem a mesma
intensidade%
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+E
lin'as de isointensidade
\uando corto uma superf9cie
Fe]o lin'as de isointensidade%
0m plano do ;spa*o de ;uler
contem F7rias curFas de niFel
,um corte do espa*o de ;uler
Posso representar F7rias isolin'as
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+A
8solin'as
Mapa das posi*Jes de algumas
2rienta*Jes importantes no
)orte do espa*o de ;uler
24F mostra -ue essa amostra tem
Forte componente de te/tura !8
N
L10$
)om orienta*ão !111$Q110S
0m resultado e/perimental:
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+C
e/erc9cio

4istri.uir fol'a de e/erc9cios so.re
Te/tura%

Ga.arito estar7 no moodle%
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2rienta*ão de cada grão& por ;U@4
Atri.uo uma cor a cada orienta*ão de plano& ou
dire*ão%
,este caso& grãos com !111$<< superf são aDuis
Grãos com !001$<< superf são Fermel'os& por e/emplo%
,ão poss9Fel representar na mesma imagem a
orienta*ão do plano e dire*ão& apesar da informa*ão
ser dispon9Fel%
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Literatura

)ap9tulo "Fundamentos de metalografia
-uantitatiFa# do liFro Tcnicas de an7lise
microestrutural& de A%F% Padil'a e F% Am.roDio
Fil'o%

)ap9tulo "Te/tura )ristalogr7fica# da apostila
"4eforma*ão& NecristaliDa*ão e Te/tura# do
Prof% )arlos @) Hiana& edi*ão da AUM& 2001%

)ap9tulo 12 "Te/tura )ristalogr7fica# do liFro
";ncruamento& recristaliDa*ão& crescimento de
grão e te/tura#%%%# de A%F%Padil'a e F% @iciliano%
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@ites interessantes

'ttp:<<RRR%te/ture%de<inde/ae%'tm