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Um dos principais temas inerentes ao processo de ensino

aprendizagem tratados atualmente diz respeito as interações que ocorrem
dentro da sala de aula e sua influência para que este sejam efetivas. Nessa
perspectiva de relação de construção do conhecimento Freire, em Pedagogia
da autonomia (1996), nos traz alguns importante considerações a respeito
desta visão educacional, apontando a educação escolar como promotora
desenvolvimento cognitivo dos indivíduo que nela está inserido, de modo a
conduzi-lo aluno à uma reflexão sobre as aplicações concretas do que está
sendo ensinado. Este objetivo educacional exige da escola uma metodologia
que proporcione aos alunos situações com uma ampla participação, onde estes
possam opinar sobre resolução de problemas e conflitos.
No processo de construção de conhecimento um fato bastante
importante refere-se ao modo como são realizadas as interações dentro da
sala de aula, esta interações para serem bem construídas e favoráveis ao
aprendizado exigem do professor uma postura que valore a participação ativa
dos alunos e originado por fatores que gerem interesses, e que supram
necessidade imperativa do saber, buscar formas que originem este interesse
demanda do docente a buscar por estratégias diversificadas de aulas, é
concebível que o diálogo existente entre docente-discente é algo complexo,
que dispõe de problemas originados em muitos casos em ideias mal formadas,
inépcia para manter a atenção dos alunos, desinteresse, desconhecimento e
pouca desenvoltura em certos conteúdos pelos alunos, mas que através de
metodologias diversificadas feitas pelo professor no sentido de melhorar a
relação entre aluno e conteúdo, pode tornar o processo construtivo da
aprendizagem mais eficaz.
Não se pode diante disso, idealizar um ensino que conceba
questionamentos pré-concebidos e com respostas acabadas. Faz-se
necessário construir um ambiente que problematize, desafie e estimule os
alunos envolvendo-os na construção da aprendizagem científica, tratando o
ensino como um processo de pesquisa, colocando os conteúdos na forma de
problemas que necessitam de soluções.
Evidenciando que para uma metodologia de ensino eficaz demanda-
se uma base teórica bem fundamentada, uma visão de diálogo que relacione o
professor e o aluno, diagnóstico, acolhimento de ideias que mesmo que se
difiram em ideologias possam ter uma coerência entre si, envolvimento, boa
preparação e atitudes sensatas. Pois o processo de aprendizagem constitui
"um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente,
articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social" (LIBÂNEO,
1994, p. 222).
Vemos assim, que a construção do conhecimento advém à partir de
uma intensa ação de interação entre as pessoas, observamos então uma
acepção de desenvolvimento humano fundamentada na imagem de um
organismo ativo, onde o conhecimento é constituído em um espaço histórico-
cultural, deste modo, é com inserção em determinada cultura que a
criança/aluno, por meio de interações sociais com as pessoas que com ela
convive desenvolve-se. Apropriando-se de novos conhecimentos, ela evolui
das formas elementares dos mesmos para formas mais complexo e ampla, que
à auxiliarão a conhecer e controlar a realidade.
Deste modo o
Assim, entende-se a escola como um ambiente lugar de intervenção
pedagógica intencional, onde ocorre a apropriação e a sistematização do
conhecimento desencadeando o processo ensino-aprendizagem. O estudo de
tais questões revela o papel explicito do professor de interferência neste
processo, assim a figura do docente é imprescindível aos avanços dos alunos e
isso se torna possível com sua interferência na zona proximal (esta definida
como distância que separa o que a criança/aluno faz por si própria e o que ela
é capaz de fazer através da intervenção de outar pessoa; ou seja, distância
entre o nível de desenvolvimento real e o potencial).
Esta concepção de aprendizagem também nos evidencia a
participação do aluno como agente de seu produtor de seu próprio
conhecimento, aprendendo interagindo com o próximo o que é produzido em
seu grupo, sendo este não somente o sujeito da aprendizagem.