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Curso de Engenharia Civil

SISTEMAS PREDIAIS 2
Universidade Federal de Goiás
Departamento de Engenharia Civil
SISTEMAS PREDIAIS DE
COMBATE À INCÊNDIO
CHUVEIROS AUTOMÁTICOS
(SPRINKLERS)
Prof. Msc. Heber Martins de Paula
2012
DRENO
DRENO
Térreo
Subsolo
1
o
3
o
11
o
2
o
12
o
ESQUEMA VERTICAL DE SISTEMAS DE CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS E DE HIDRANTES
Tanque de pressão
Pressostato
Manômetro
Registro de
passeio
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Ramais
Subgeral
Geral
Subidas
Subida principal
Chuveiros automáticos
VGA
Número de chuveiros em operação - edificações altas
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Válvula de governo e alarme
Chuveiros automáticos
ramais
Subida principal
Geral

Norma Técnica n. 23 / 2007 – Lei n. 15.802 / 2006
Diretrizes de projeto para elaboração de sistemas
de chuveiros automáticos do tipo sprinkler para o
Estado de Goiás
NBR 10.897 Proteção Contra Incêndio por
Chuveiros Automáticos
NFPA 13 Standard for the Installation of Sprinkler
Systems
TIPOS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
VÁLVULA DE GOVERNO E ALARME - VGA
1. Classificação dos sistemas
sistema de tubulação molhada;
sistema de tubulação seca;
sistema de ação prévia;
sistema dilúvio;
sistema combinado de tubulação seca e ação prévia.
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
1.1 Sistema de tubulação molhada
emprega chuveiros automáticos ligados à tubulações
contendo permanentemente água sob pressão;
é controlado, na entrada, por uma válvula de alarme,
cuja função é fazer soar, automaticamente, um alarme,
quando da abertura de um ou mais chuveiros acionados
por um incêndio;
os chuveiros automáticos realizam simultaneamente a
detecção, alarme e combate ao fogo;
empregado onde não existe risco da água congelar na
tubulação.
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
1.2 Sistema de tubulação seca
emprega chuveiros automáticos ligados à tubulações
contendo ar comprimido ou nitrogênio sob pressão;
quando um chuveiro é acionado pelo calor do fogo, o
nitrogênio ou o ar comprimido é liberado, fazendo abrir,
automaticamente, uma válvula (válvula de tubo seco)
instalada na entrada do sistema, permitindo, assim a
admissão de água na tubulação;
empregado em locais de baixas temperaturas, onde a
água está sujeita a congelamento;
ocorre uma demora entre a abertura do chuveiro
automático e a descarga da água, a qual pode permitir
que o incêndio se espalhe, provocando a abertura de
mais chuveiros dispositivo de abertura rápida, que
aumenta a velocidade de descarga do ar da tubulação ou
acelera a abertura da válvula seca quando um ou mais
chuveiros entram em operação. A instalação deste
dispositivo de abertura rápida é obrigatória quando uma
válvula controla mais de 400 chuveiros automáticos ou
quando o volume de água na tubulação é superior a 2500 L.
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
1.3 Sistema de ação prévia
funciona como um sistema de tubulação seca, contendo
ar que pode estar ou não sob pressão;
quando ocorre o incêndio, um sistema de detecção (de
operação muito mais sensível), provoca, automaticamente,
a abertura de uma válvula especial, instalada na entrada
da tubulação, permitindo o escoamento da água através
dos chuveiros acionados pelo incêndio;
o sistema de detecção é instalado na mesma área
protegida pelos chuveiros automáticos;
a ação prévia do sistema de detecção faz soar,
automaticamente, um alarme de incêndio, antes da
abertura de qualquer chuveiro;
a principal diferença entre este sistema e o de tubulação
seca é que a válvula de suprimento atua, neste caso,
independentemente da abertura dos chuveiros.
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Vantagens do sistema de ação prévia sobre o
sistema de tubulação seca
a válvula é aberta com maior rapidez (o detector é mais
sensível do que o chuveiro);
o sistema de detecção também aciona automaticamente
um alarme;
os danos causados pelo fogo e pela água são menores,
uma vez que a água é lançada ao fogo assim que o
chuveiro é aberto.
1.4 Sistema Dilúvio
Semelhante ao sistema de ação prévia, exceto que todos
os chuveiros permanecem abertos o tempo todo.
Na mesma área protegida pelos chuveiros, é instalado
um sistema automático de detecção de incêndio, ligado
a uma válvula dilúvio. Caso ocorra um princípio de
incêndio, os detectores irão atuar e provocar a abertura
da válvula, permitindo a admissão da água na tubulação,
a qual descarregará através de todos os chuveiros
abertos de uma só vez.
A abertura da válvula faz soar automática e
simultaneamente um alarme de incêndio.
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
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1.5 Sistema combinado de tubulação seca e ação
prévia
Composto por uma tubulação seca, contendo ar
comprimido e um sistema de detecção de incêndio
ligado a uma válvula de tubo seco. Com a atuação de
qualquer detector, a válvula de tubo seco é aberta
juntamente com as válvulas de alívio de ar, facilitando
o enchimento com água de toda a tubulação do sistema.
2. Classificação dos riscos das ocupações
2.1 Ocupações de risco leve
Locais onde o volume e a combustibilidade do
conteúdo (carga-incêndio) são baixos:
bibliotecas;
clubes;
edifícios residenciais;
escolas (salas de aula);
escritórios (incluindo CPDs);
hotéis;
etc.
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2.2 Ocupações de risco ordinário
Locais onde o volume e a combustibilidade do
conteúdo (carga-incêndio) são médios. Estão subdivididas
em:
GRUPO I
Locais comerciais ou industriais onde a quantidade e
a combustibilidade do conteúdo são baixas, a altura
dos estoques não excede a 2,40 m e, em caso de
incêndio, seja esperada moderada liberação de calor:
garagens e estacionamentos;
lavanderias;
padarias e confeitarias;
materiais de construção (comércio);
presídios
restaurantes (áreas de serviço);
etc.
GRUPO II
Locais comerciais ou industriais onde a quantidade e
a combustibilidade do conteúdo são moderados, a altura
dos estoques não excede a 3,70 m e, em caso de
incêndio, seja esperada moderada liberação de calor:
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estúdio de rádio;
gráficas;
lojas de departamentos;
oficinas mecânicas;
shopping centers;
etc.
GRUPO III
Locais comerciais ou industriais onde a quantidade
e a combustibilidade do conteúdo são moderados,
a altura dos estoques não excede a 2,40 m e, em
caso de incêndio, seja esperada alta velocidade de
desenvolvimento de calor:
aviões (montagem, excluindo hangares);
carpintarias;
estaleiros;
móveis (fabricação);
papel (fabricação);
tinturarias;
etc.
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2.3 Ocupações de risco extraordinário
Locais onde a quantidade e a combustibilidade do
conteúdo (carga-incêndio) são altos e possibilitam
incêndio de rápido desenvolvimento e de grande
liberação de calor. Estão subdivididas em:
GRUPO I
Locais onde empregam-se líquidos inflamáveis
e/ou combustíveis em pequena quantidade ou
ambientes com presença de poeiras, vapores e
outras substâncias combustíveis em suspensão:
estofados de espuma de plástico;
fogos de artifício (fabricação);
hangares;
serralherias;
etc.
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GRUPO II
Locais onde empregam-se líquidos inflamáveis
e/ou combustíveis em moderada quantidade
a substancial quantidade:
asfalto (usina);
cosméticos (fabricação com inflamáveis);
líquidos inflamáveis;
tintas e vernizes;
etc.
2.4 Ocupações de risco pesado
Locais comerciais ou industriais, onde são
armazenados líquidos combustíveis e inflamáveis,
produtos de alta combustibilidade, como borracha,
papel e papelão, espumas celulares ou materiais
comuns em alturas superiores às previstas nas
ocupações de risco ordinário.
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AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Fonte de abastecimento de água
Sistema de alimentação
(Válvulas de Governo e Alarme)
Sistema de Distribuição -
alimentação dos sprinklers
Elementos do sistema
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
3. ELEMENTOS DO SISTEMA
fonte de abastecimento;
sistema de alimentação, onde está instalada a
Válvula de Governo e Alarme - VGA;
sistema de distribuição.
3.1 Fonte de abastecimento
O sistema de chuveiros automáticos pode ser
suprido a partir de uma ou mais fontes, tais como:
reservatório elevado;
reservatório semi-enterrado ou subterrâneo,
piscinas, açudes, represas, rios, lagos com uma
ou mais bombas de incêndio.
Composto por uma rede de tubulações que interligam
a fonte de abastecimento à VGA.
Válvula de governo para sistemas de tubulação
molhada:
é uma válvula de retenção com uma série de
orifícios dotados de rosca para a ligação
de dispositivos de controle e alarme, que são:
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AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
válvula de drenagem de 1 1/2” ou 2”, para esvaziar o
sistema e reabastecer os chuveiros atingidos pelo fogo;
manômetro a jusante e a montante do obturador;
linha de alarme, para ligar o pressostato e o alarme.
3.2 Sistema de Distribuição
Composto por uma rede de tubulações que
interligam a VGA aos chuveiros automáticos.
Componentes
RAMAL - tubulação onde estão instalados diretamente
os chuveiros e também os tubos horizontais
que abastecem os chuveiros com
comprimento máximo de 0,60m;
SUB-GERAL - tubulação que abastece os ramais;
GERAL - tubulação que alimenta os sub-gerais;
SUBIDAS OU DESCIDAS - tubulação que interliga o
sistema de alimentação aos gerais e onde estão
instaladas as VGA que controlam e indicam a
operação do sistema.
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AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
4. Grau de temperatura dos chuveiros automáticos
Com elemento termo-sensível tipo “ampola”
Com elemento termo-sensível tipo “solda eutética”
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AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
5. Fatores que influenciam a resposta do chuveiro
5.1 Altura do teto
os gases quentes sobem na forma de uma nuvem até o
teto, ativando o chuveiro;
para tetos com alturas entre 2,50 m e 4,50 m, a camada
quente possui de 0,1 a 0,3 m de espessura no momento
da operação do chuveiro, sendo que a parte mais quente
está a aproximadamente 0,15 m do teto, sendo então essa, a
altura ideal para instalação do chuveiro;
para tetos mais altos, a camada será mais espessa no momento
da operação do chuveiro, devido ao resfriamento dos gases em
seu trajeto.
5.2 Forma do teto
qualquer obstrução no teto representa uma barreira para a
camada de gases quentes subir;
tetos com vigas ou nervuras tendem a canalizar os gases
quentes entre as vigas, e somente os chuveiros entre ou junto
a estas vigas são prováveis de entrar em operação, pelo menos
inicialmente;
5.2 Forma do teto
os telhados inclinados atuam como poços invertidos, nos quais
os gases quentes sobem e podem impedir que os chuveiros
operem na base do telhado.
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
6. Diagramas básicos dos sistemas de sprinklers
6.1 Ramais laterais com alimentação lateral
6.2 Ramais laterais com alimentação central
subidas
Subida ou
descida
subgeral
geral
Subida ou descida subgeral
subidas
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
6.3 Ramais centrais com alimentação lateral
6.4 Ramais centrais com alimentação central
Subida ou
descida
Subidas
Ramais
Subgeral
Geral
Subida ou
descida
Ramais
Subidas
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
7. PROJETO
7.1 Limitação das áreas
Área máxima de um pavimento controlada por um jogo
de válvulas, para cada risco de ocupação:
Risco de ocupação Área máxima (m
2
)
Leve 5000
Ordinário 5000
Extraordinário 3000
Pesado 4000
7.2 Pressão máxima
Os sistemas de chuveiros automáticos devem ser projetados
para operar a uma pressão máxima de 1200 KPa (120mca).
7.3 Capacidade efetiva dos reservatórios
Calculada em função do tempo mínimo de funcionamento
dos chuveiros para cada classe de risco de ocupação.
Classificação
dos
Riscos
Tempo mínimo de
funcionamento do sistema
de chuveiros automáticos
Risco Leve 30 min
Risco Ordinário (Grupo I) 60 min
Risco Ordinário (Grupo II) 60 min
Risco Ordinário (Grupo III) 60 min
Extraordinário 90 min
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
7.4 Dimensionamento
7.4.1 Método de Dimensionamento por Tabela
os diâmetros das tubulações são determinados de
acordo com o número de chuveiros instalados;
considera-se que as perdas de carga são bastante
reduzidas em função da utilização de tubulações
com diâmetros relativamente elevados para o número
de chuveiros que alimentam;
a quantidade máxima de chuveiros que podem ser
alimentados por uma tubulação depende:
do material da tubulação;
da classe do risco de ocupação;
do local a ser protegido;
do posicionamento do chuveiro.
para o dimensionamento do sistema utilizando-se a
NBR 10897/07, devem ser atendidas as tabelas e
recomendações a seguir.
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Diâmetro nominal
(mm) e (“)
Quantidade máxima
de chuveiros –
Tubo de aço
Quantidade máxima
de chuveiros –
Tubo de cobre
25mm (1”) 02 02
32mm (1.1/4”) 03 03
40mm (1.1/2”) 05 05
50mm (2”) 10 12
65mm (2.1/2”) 30 40
80mm (3”) 60 65
100mm (4”) Ver NBR 10897 Ver NBR 10897

Diâmetro nominal
(mm)
Quantidade máxima
de chuveiros –
Tubo de aço
Quantidade máxima
de chuveiros –
Tubo de cobre
25mm (1”) 02 02
32mm (1.1/4”) 03 03
40mm (1.1/2”) 05 05
50mm (2”) 10 12
65mm (2.1/2”) 20 25
80mm (3”) 40 45
100mm (4”) 100 115
150mm (6”) 275 300
200mm (8”) Ver NBR 10897 Ver NBR 10897

Tabela 1 - Ocupações de risco leve
Tabela 2 - Ocupações de risco ordinário
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
7.4.2 Método de Dimensionamento por Cálculo Hidráulico
os diâmetros das tubulações são determinados de modo
a garantir uma densidade preestabelecida e distribuída
com um razoável grau de uniformidade sobre a área de
operação, na qual o conjunto de chuveiros operará
simultaneamente;
são fatores básicos a serem considerados:
• o espaçamento máximo entre os chuveiros;
• a área máxima de cobertura por chuveiro;
• o diâmetro nominal do chuveiro de acordo com a
classe de risco de ocupação da área a ser protegida.
Etapas de cálculo
a. Definição da ÁREA DE OPERAÇÃO (A)
Determinada levando-se em conta a região do sistema mais
desfavorável, do ponto de vista hidráulico, em relação à
válvula de governo e alarme - VGA do sistema.
Um dos lados da área de operação, paralelo aos ramais,
deve ter a dimensão de aproximadamente 1,2 vezes a
raiz quadrada da área de operação. Podem ser
incluídos chuveiros de ambos os lados do subgeral.
Quando a área de operação for um corredor protegido por
um único ramal, deve ser considerada uma quantidade
máxima de 5 chuveiros.
A área de operação deve ser considerada a área de projeção
horizontal.
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
b. Determinação da densidade requerida
A densidade, em mm/min, correspondente à área de
operação determinada, varia em função da classe de risco
de ocupação do local.
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
c. Definição da quantidade de chuveiros da área de operação
A área de cobertura de um chuveiro, Ac, é dada por:
Ac = a x b
m
n
b
a
C = a ou 2 x m
L = b ou 2 x n
Adota-se sempre a maior distância
a = distância entre chuveiros ao longo dos ramais, ou o dobro
da distância da parede até o último chuveiro, adotando-se
sempre a maior
b = distância entre os ramais ou o dobro da distância da parede
até o último ramal, adotando-se sempre a maior.
Quando forem instalados chuveiros acima e abaixo de um forro falso,
alimentados pelos mesmos ramais, deve ser adotada a maior área de
cobertura por chuveiro, seja ele acima ou abaixo do mesmo.
d. A quantidade de chuveiros, N, na área de operação, A,
é dada por:
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
e. Cálculo da pressão no chuveiro
• cada chuveiro de um sistema hidraulicamente calculado
deve proporcionar uma descarga de água que
corresponda, no mínimo, à densidade estipulada.
• a pressão necessária, P, para proporcionar tal descarga é
obtida em função do fator “K” do chuveiro, conforme
Tabela 3.
Ac
A
N =
2
. 10






=
K
Q
P
Diâmetro
Nominal do
Chuveiro (mm)
Tipo do
Orifício do
Chuveiro
Diâmetro Nominal
(mm) e Tipo da
Rosca
Fator “K”
10 Pequeno 10 BSPT 57 +/- 5%
15 Médio 15 BSPT 80 +/- 5%
20 Grande 20 BSPT 115 +/- 5%

Tabela 3 - Diâmetro nominal do chuveiro, fator “K” e
características das roscas.
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Notas:
A pressão mínima no chuveiro deve ser de 50 KPa (5mca);
Em edifícios de múltiplos andares, protegidos totalmente por
sistema de chuveiros automáticos, e cujas ocupações sejam
de risco leve ou risco ordinário grupo I, a prumada de
abastecimento de água do sistema de chuveiros automáticos
pode também alimentar sistemas de hidrantes ou de
mangotinhos, desde que seja dimensionada para atender à
vazão de ambos os sistemas, operando simultaneamente.
f. Cálculo da vazão dos chuveiros
Onde:
Q = vazão em l/min
K = fator de perda de carga
P = pressão em KPa
g. Cálculo da perda de carga
5
87 , 4 85 , 1
85 , 1
10 605 ⋅

⋅ =
D C
Q
J
5
87 , 4 85 , 1
85 , 1
10 605 ⋅

⋅ =
D C
Q
J
P
K
Q
10
= P
K
Q
10
=
Onde:
J = perda de carga, em KPa/m
Q = vazão, em l/min
D = diâmetro interno do tubo, em mm
C = fator de Hazen-Willians
A perda de carga nas tubulações é calculada através da
fórmula de Hazen-Willians:
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
h. Locação, espaçamento e posição dos chuveiros
Limitações da área de cobertura dos chuveiros
1. Ocupações de Risco Leve
abaixo de tetos lisos e abaixo de tetos constituídos de
vigas e nervuras, a área de cobertura por chuveiro não
deve exceder 18,6 m
2
(4,31x4,31) nos sistemas de chuveiros
dimensionados por tabelas, podendo ser aumentada até
21 m
2
(4,58x4,58) em sistemas de chuveiros hidraulicamente
calculados;
abaixo de tetos de madeira (tábuas suportadas por vigas
com espaçamento entre eixos superior a 0,90 m), a área
máxima de cobertura não deve exceder de 12 m
2
(3,46X3,46);
abaixo de tetos de telhas apoiadas em estruturas
combustíveis ou não combustíveis (telhas de barro, fibra,
cimento, metálicas etc., apoiadas em terças suportadas
por estruturas de madeira ou metálicas) e abaixo de tetos
em forma de colméia (tetos multinervurados, com vigas
transversais com espaçamento de até 1,50 m entre eixos),
a área de cobertura não deve exceder de 15,6 m
2
.
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
2. Ocupações de Risco Ordinário
para todos os tipos de construção, a área de cobertura
por chuveiro não deve exceder de 12 m
2
.
3. Ocupações de Risco Extraordinário
para todos os tipos de construção, a área de cobertura
por chuveiro não deve exceder de 8,4 m
2
;
quando o sistema de chuveiros for hidraulicamente
calculado, a área de cobertura por chuveiro pode ser
aumentada até 9,3 m
2
.
4. Ocupações de Risco Pesado
o sistema de chuveiros deve ser hidraulicamente
calculado;
a área de cobertura por chuveiro não deve exceder de
9,3 m
2
;
quando a densidade for inferior a 10,2 mm/min, a área de
cobertura por chuveiro pode ser aumentada até 12 m
2
;
i. Distâncias entre ramais e entre chuveiros nos ramais
SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
para ocupações de riscos leve e ordinário, as distâncias
entre ramais e entre chuveiros nos ramais não deve
exceder 4,60 m;
para ocupações de riscos extraordinários e pesado, as
distâncias entre ramais e entre chuveiros nos ramais
não deve exceder 3,70 m;
a distância das paredes aos chuveiros não deve exceder
da metade da distância entre os chuveiros nos ramais ou
entre ramais;
em ocupações de risco leve com dependências de no
máximo 75 m
2
de área, a distância entre a parede e o
chuveiro pode chegar até 2,70 m, desde que seja
respeitada a área máxima de cobertura permitida por
chuveiro;
a distância mínima entre chuveiros deve ser de 1,80 m,
para evitar que atuação de um chuveiro não venha a
retardar a atuação do adjacente.
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Exercício:
Dimensionar o sistema de chuveiros automáticos
para um edifício risco leve, conforme apresentado.
4,60
27,60
1. Área de operação > 140 m
2
2. Densidade = 4 mm/min
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
2
(1”)25mm (1”)25mm
25mm 25mm
25mm 25mm
(1.1/4”)
32mm
32mm
32mm
5
0
m
m
(
2

)
6
5
m
m
(
2
.
1
/
2

)
65mm (2.1/2”)
6
5
m
m
(
2
.
1
/
2

)
1
,
9
0
1
,
9
0
1
,
9
0
3
,
8
0
3
,
8
0
VGA
A
B
C

∼ ∼
(1.1/4”)
32mm
(1”)25mm
(1”)25mm
(1.1/4”)
32mm
(1”)25mm
(1”)25mm
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
3. Número de bicos
140 ÷ 17,48 = 8,0 8 bicos
4. Área de operação
8 x 17,48 = 139,8 m
2
√ √√ √ 139,8 x 1,2 = 14,19 m
14,19 ÷ 4,6 ≅ ≅≅ ≅ 3,0 bicos
5. Vazão do chuveiro 1
Densidade ≅ ≅≅ ≅ 4 mm/min
Q
1
= 17,48 x 4 Q = 69,92 l/min
P
K
Q ⋅ =
10
Para K = 80 P = 76,39 KPa
Portanto no bico 1: Q
1
= 69,92 l/min
P
1
= 76,39KPa
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
6. Trecho 1 - 2
D = 25 mm
Q = 69,92 l/min
5
87 , 4 85 , 1
85 , 1
10 605 ×
×
× =
D C
Q
J
onde:
J = perda de carga unitária, KPa/m
Q = vazão, l/min
D = mm
C = 120
J = 3,46 KPa/m
∆ ∆∆ ∆P = 3,46 x 4,6 = 15,9 KPa
Bico 2:
P
2
= 76,39 + 15,91 = 92,3 KPa
3 , 92
10
80
× = Q
Q
2
= 76,86 l/min
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
65mm (2.1/2”)
VGA1
A
B
C

SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
7. Trecho 2 - 3
D = 25 mm
Q = 69,92 + 76,84 = 146,78 l/min
J = 13,67 KPa/m
∆ ∆∆ ∆P = 13,67 x 4,7 = 64,23 KPa
Bico 3:
P
3
= 92,3 + 64,23 = 156,53 KPa
53 , 156
10
80
× = Q
Q
3
= 100,09 l/min
8. Trecho 3 - A
D = 32 mm
Q = 100,09 + 146,78 = 246,87 l/min
J = 10,75 KPa/m
∆ ∆∆ ∆P = 10,75 x 2,35 = 25,26 KPa
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
2
65mm (2.1/2”)
VGA1
A
B
C

SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Pressão em A:
P
A
= 25,26 + 156,53 = 181,79 KPa
Ponto A:
P
A
= 181,79 KPa
Q
A
= 246,87 l/min
9. Trecho AB
D = 40 mm
Q = 246,87 l/min
J = 3,63 KPa/m
∆ ∆∆ ∆P = 3,63 x 3,80 = 13,8 KPa
5
87 , 4 85 , 1
85 , 1
10
40 120
87 , 246
605 ×
×
× = J
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
65mm (2.1/2”)
VGA1
A
B
C

SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
Pressão necessária em B
P
B
= 181,8 + 13,8
P
B
= 195,6 KPa
246,8 l/min
195,6 KPa
246,8 l/min
181,8 KPa
B
C
2
1
2
*
2
P
P
Q
Q
=
8 , 181
6 , 195
8 , 246
*
2
=
Q
Q*
2
= 256,0 l/min
B
C
Q
2
Q*
2
?
P
2
Q
1
P
1
Q
1
= Q
2
P
1
> P
2
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
65mm (2.1/2”)
VGA1
A
B
C

SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
10. Trecho BC
Q = 256,0 + 246,8 l/min
Q = 502,8 l/min
Em B:
P
B
= 195,6 KPa
Q
B
= 502,8 l/min
J = 4,56 KPa/m
∆ ∆∆ ∆P = 4,56 x 3,80 = 17,32 KPa
5
87 , 4 85 , 1
85 , 1
10
50 120
8 , 502
605 ×
×
× = J
No ponto C, temos:
P
C
= 195,6 + 17,32
P
C
= 212,92 KPa
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
65mm (2.1/2”)
VGA1
A
B
C

SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
502,8 l/min
212,92 KPa
Q e P do trecho 8-C
C
11. Trecho 8 - C
Q = 146,78 l/min
P no bico 8 é equivalente à do bico 2 = 92,3 KPa
Para o cálculo 8 - C, subdivide-se em 8 - 9 e 9 - C.
12. Trecho 8 - 9
D = 25 mm
Q = 146,78 l/min
Por analogia igual ao trecho 2-3
∆ ∆∆ ∆P
2-3
= 64,25 KPa = ∆ ∆∆ ∆P
8-9
SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
No ponto 9:
Q = 146,78 l/min
P = 92,3 + 64,23 = 156,53 KPa
13. Trecho 9 - C
D = 32 mm
Q = 146,78 l/min
J = 4,11 KPa/m
∆ ∆∆ ∆P = 4,11 x 2,35 = 9,65 KPa
502,8 l/min
212,92 KPa
146,78 l/min
166,18 KPa
C
No ponto C:
Q*
2
?
Q = 146,78 l/min
P = 9,65 + 156,53
P
C
= 166,18 KPa
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
2
65mm (2.1/2”)
VGA1
A
B
C

SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
2
1
2
*
2
P
P
Q
Q
=
18 , 166
92 , 212
53 , 146
*
2
=
Q
No Ponto C:
Q*
2
= 165,86 l/min
Q = 502,8 + 165,86
Q = 668,7 l/min
P = 212,92 KPa
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
2
65mm (2.1/2”)
VGA1
A
B
C

SISTEMAS COMBATE A INCÊNDIO COM CHUVEIROS
AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS
14. Do Ponto C à VGA
Tentativa 1:
D = 65 mm
Q = 668,7 l/min
J = 2,15 KPa/m
∆ ∆∆ ∆P = 2,15 x 17,9 = 38,49 KPa
5
87 , 4 85 , 1
85 , 1
10
65 120
7 , 668
605 ×
×
× = J
P
VGA
= 212,92 + 38,49 = 251,41 KPa
P
VGA
= 251,41 KPa < 1200 KPa ∴ ∴∴ ∴ OK!
Q
sistema
= 668,7 l/min
V
R
= 668,7 x 30 min = 20,06 m
3
1
5 4
2
8 7
6
3
9
Ac = 17,48m
2
65mm (2.1/2”)
VGA1
A
B
C

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