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FACULDADE DE TEOLOGIA UMBANDISTA

Curso Bacharelado em Teologia














Etnobotânica e os Templos Umbandistas
Marlene Cardillo Cardoso
Sélia do Nascimento


São Paulo
Abril/ 2008

ii
“Etnobotânica e os Templos Umbandistas”


Trabalho de conclusão para grau de Bacharel no curso de Teologia da
Faculdade de Teologia Umbandista




Orientador
Professor; Yuri Tavares


Realizado pelos alunos:
Marlene Cardillo Cardoso
Sélia do Nascimento





São Paulo
Abril/2008

iii
Folha de aprovação

Marlene Cardillo Cardoso
Sélia do Nascimento

Etnobotânica e os Templos Umbandistas


Este trabalho foi avaliado e aprovado.



Formaram parte da Banca:


Dr F. Rivas Neto
Dr Roger T. Soares
Professor Yuri Tavares
Professora Eliana Oltramari






São Paulo, 30 de abril de 2008.

iv









Dedicatória

Dedicamos ao nosso mestre Yamunisiddha
Arhapiagha por nos ensinar a vencer as
batalhas diárias com otimismo e alegria, sem a
sua cobertura, seria impossível a realização
desse trabalho.

















v






Agradecimento
Agradecemos aos chefes de terreiro que colaboraram
conosco respondendo as pesquisas para a
complementação desse trabalho.

Agradecemos ao Sergio Cardoso pelo apoio dado para a
estruturação deste trabalho.

vi










EPÍGRAFE
“Os selvagens do Brazil, no seio das
florestas, guardam os seus conhecimentos,
mas não chegando ainda a elles á escripta,
só na memoria esses perduram e pela
porandyba transmittem aos descendentes a
sua Mbaé Kaá”.
(Rodrigues, J . Barbosa 1905, p.4 )

vii
RESUMO
Este estudo tem por objetivo comprovar a interdependência dos terreiros de
Umbanda com a Etnobotânica.
Sendo o movimento Umbandista oriundo de um caldeamento (mistura) etno-cultural;
indígena, africano e indo-europeu, adquiriu para si, com a ajuda da espiritualidade, a
herança ancestral da medicina popular milenar, uma das suas mais importantes
vertentes do conhecimento.
Foram realizadas pesquisas em templos umbandistas brasileiros, visando notificar a
interdisciplinaridade no uso das plantas dentro de seus rituais, mostrando o valor
sagrado de cada erva e sua aplicação diversificada.
Palavras chave: Umbanda, rituais e ervas sagradas.

ABSTRACT
The main goal of this study is to prove the interdependence of the places where
Umbanda is practiced together with Ethobotany.
As the umbandist movement belongs to an ethno cultural mixture, Indian,African and
Indo-European, it has acquired for itself, together with the spiritual aid the ancestral
inheritance from the millenary popular medicine, one of its most important knowledge
overflowing.
Field researches in umbandist Brazilian temples have been carried out, aiming at
observing the religious link with Ethnobotany, where the presence and use of plants
is very important as well as the sacred value of each herb and their diversified use on
rituals.

Key words: Umbanda, rituals and sacred herbs.

viii

SUMÁRIO

ÍNDICE GERAL
1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................1
2. BASE BIBLIOGRÁFICA.......................................................................................3
2.1. Conceitos Gerais...........................................................................................3
2.1.1. A Etnobotânica.......................................................................................3
2.1.2. Etnobotânica no Brasil ...........................................................................5
2.1.3. A HISTÓRIA DAS ERVAS .....................................................................8
2.2. Conceitos de Umbanda...............................................................................11
2.2.1. Magia Vegetoastromagnética na Umbanda.........................................11
2.2.2. As Plantas e Suas Intermediações com os Orixás, Entidades e Posição
Planetária Correspondente................................................................................18
2.2.3. Vibração de Oxalá ...............................................................................22
2.2.4. Vibração de Yemanjá...........................................................................28
2.2.5. Vibração de Yori ..................................................................................32
2.2.6. Vibração de Xangô ..............................................................................37
2.2.7. Vibração de Ogum...............................................................................42
2.2.8. Vibração de Oxossi..............................................................................48
2.2.9. Vibração de Yorimá .............................................................................53
2.3. Ervas de Exu Indiferenciado.......................................................................58
2.3.1. Nome Popular: Guiné ..........................................................................58
2.3.2. Nome Popular: Brinco de Princesa......................................................58
2.3.3. Nome Popular: Pitanga........................................................................59
2.3.4. Nome Popular: Mangueira...................................................................59
2.3.5. Nome Popular: Espada-de-Ogum........................................................60
2.3.6. Nome Popular: Mamona......................................................................60
2.3.7. Nome Popular: Vassoura Preta...........................................................61
2.3.8. Ervas de Exu Que Podem Ser Substituídas ........................................62
2.4. Ervas Citadas para Defumação e Essências..............................................65
2.4.1. Nome Popular: Cravo–da–índia...........................................................65
2.4.2. Nome Popular: Canela.........................................................................65
2.4.3. Nome Popular: Anis-Estrelado.............................................................66
2.4.4. Nome Popular: Imburana.....................................................................67
2.4.5. Nome popular: Mirra............................................................................67
2.4.6. Nome popular: Benjoim.......................................................................68
2.4.7. Nome popular: Incenso........................................................................68
3. METODOLOGIA ................................................................................................70
3.1. Planejamento e Condução do Estudo.........................................................70
3.2. Método de Pesquisa...................................................................................70
3.3. Templos pesquisados .................................................................................71
3.4. Procedimentos de Coleta de Dados............................................................73
3.5. Procedimentos de Tratamento dos Dados..................................................74
4. ANÁLISE DE DADOS ........................................................................................75
4.1. Resultados Encontrados na Pesquisa........................................................75
4.2. Plantas referidas nas pesquisas e usadas nos templos..............................83
4.3. Respostas adicionais ..................................................................................92

ix
4.4. Discussões e resultados .............................................................................93
4.5. Limitação da Pesquisa................................................................................94
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................95
5.1. RECOMENDAÇÃO PARA TRABALHOS FUTUROS .................................97
6. GLOSSÁRIO E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .........................................98
6.1. Glossário.....................................................................................................98
6.2. BIBLIOGRAFIA.........................................................................................101
6.2.1. Livros .................................................................................................101
6.2.2. Coleções, Periódicos e Dicionário. ....................................................102
6.2.3. Sites Pesquisados .............................................................................102


x
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 2.1 – Acervo da FTU......................................................................................12
Figura 2.2 – Diagrama da Entrada e Saída de Força Sutil, apud Rivas Neto, 1996..13
Figura 2.3 – Acervo da FTU......................................................................................62
Figura 3.1 – Mapa e a relação das localidades dos respondentes............................72
Gráfico 4.1 – Tempo de funcionamento dos templos da pesquisa............................75
Gráfico 4.2 – Estratificação das respostas sobre linhagem.......................................76
Gráfico 4.3 – Número de filiados aos templos respondentes....................................77
Gráfico 4.4 – Número de médiuns aos templos respondentes..................................78
Gráfico 4.5 – Citações dos Orixás mais reverenciados nos templos analisados.......79
Gráfico 4.6 – Outros usos das ervas citados pelos templos......................................80
Gráfico 4.7 – Entidades citadas como solicitantes de ervas .....................................81
Gráfico 4.8 – Ervas mais utilizadas segundo resultado da pesquisa.........................86
Gráfico 4.9 – Ervas mais solicitadas, em relação às entidades solicitantes..............87
Gráfico 4.10 – Uso das ervas normalizado em relação às entidades com maior uso
de cada erva. .....................................................................................................88
Gráfico 4.11 – Ervas mais utilizadas por Caboclos. ..................................................88
Gráfico 4.12 – Ervas mais utilizadas por Pais Velhos. ..............................................89
Gráfico 4.13 – Arruda – exemplo de erva com uso bem distribuído entre as
entidades............................................................................................................89
Gráfico 4.14 – Guiné – exemplo de erva com pouca variação entre as entidades....90
Gráfico 4.15 – Alecrim – exemplo de erva de uso generalizado pelas entidades. ....90
Gráfico 4.16 – Rosa Branca – exemplo de erva sem relação com todas as entidades.
...........................................................................................................................91
Gráfico 4.17 – Abre Caminho – exemplo de erva com distribuição de uso
concentrado. ......................................................................................................91

ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 2.1 – Plantas da Vibração de Oxalá..............................................................18
Tabela 2.2 – Plantas da Vibração de Yemanjá.........................................................18
Tabela 2.3 – Plantas da Vibração de Yori .................................................................19
Tabela 2.4 – Plantas da Vibração de Xangô.............................................................19
Tabela 2.5 – Plantas da Vibração de Ogum..............................................................20
Tabela 2.6 – Plantas da Vibração de Oxossi ............................................................20
Tabela 2.7 – Plantas da Vibração de Yorimá............................................................21
Tabela 3.1 - Situações relevantes para diferentes estratégias de pesquisa. Fonte:
Cosmos Corporation in Yin, 2005. .....................................................................71
Tabela 4.1: Ervas Mais Utilizadas .............................................................................83
Tabela 4.2: Ervas Comumente Usadas.....................................................................84
Tabela 4.3: Ervas Pouco Lembradas ........................................................................86


xi
ÍNDICE DOS ANEXOS
Anexo I – Fotos de Ervas Citadas no Trabalho.......................................................104
Anexo II – Questionário Enviado.............................................................................107
Anexo III – Templos e Responsáveis pelas Respostas...........................................108

1
1. INTRODUÇÃO
Pensar na inter-relação das plantas com o ser humano é no mínimo analisar a
Etnobotânica, esta é a ciência que interpenetra a diversidade das culturas dando as
características próprias de cada uma delas.
“Etnobotânica” o termo é novo, mas a aplicação de ervas medicinais surge
juntamente com a história escrita da humanidade, achados arqueológicos de textos
da antiguidade fazem menção à botânica conhecida e praticada por povos antigos.
Após passar por várias definições ao longo do tempo, chega aos nossos dias ainda
pouco divulgada nos meios acadêmicos.
A partir do século XX, a etnobotânica foi compreendida como o estudo das inter-
relações entre os povos primitivos e as plantas. Atualmente esse conceito mudou e
foi ampliado devido ao vasto campo de pesquisas com a diversidade de objetivos e
metodologias o que a torna uma ciência interdisciplinar.
As plantas sempre foram importantes para o homem, quer em suas atividades
terapêuticas, sociais ou religiosas e um dos objetivos da etnobotânica é conhecer e
estudar o uso de plantas com fins medicinais, abrindo campo para pesquisas nas
áreas de fitoquímica e farmacologia para a descoberta de novos medicamentos
(Albuquerque, 2005).
O conhecimento popular fitoterápico no Brasil provém das relações interculturais dos
povos que deram a formação do povo brasileiro. Essa junção foi feita a partir da
integração das culturas; européia com o português colonizador, do negro africano
escravizado e do indígena dominado pela catequese. Essa integração de culturas
aconteceu também nos cultos religiosos, ocasionando o sincretismo. Desta
miscigenação, surge então os diferentes ritos, hoje adaptados ao movimento
umbandista.
A proposta desse trabalho é esclarecer como a crença e a magia das ervas se
perpetuaram por vários séculos e se encontram aplicadas dentro do movimento
umbandista da atualidade, portanto, para que o intento seja conseguido, é
necessário verificar a interdisciplinaridade da etnobotânica e sua interdependência
com a Umbanda.

2
Neste trabalho será brevemente mostrado como a etnobotânica possue relações
com as ciências, como as plantas são aplicadas na arte e como se perpetuaram nas
mais diferentes filosofias presentes no conhecimento humano. Da mesma forma
será citado as suas relações com a religião.
Para o caso específico da Umbanda, além da explicação necessária da importância
das ervas medicinais e a sua representação dentro do movimento umbandista da
atualidade, foi realizada uma pesquisa com dirigentes de templos umbandistas
visando comprovar o uso das ervas nos seus rituais. Com base em metodologia
científica, o questionário foi enviado, pretendendo responder a pergunta “como as
ervas medicinais são utilizadas nos rituais umbandistas?”.
Com o resultado deste trabalho será mostrado como a interdisciplinaridade da
etnobotânica garante a interdependência com a gnose humana (conhecimento).

















3

2. BASE BIBLIOGRÁFICA
2.1. Conceitos Gerais
2.1.1. A Etnobotânica
O uso das plantas é tão antigo quanto a própria humanidade e, no século XVIII, seu
uso chegava ser até mais comum do que o da medicina convencional. O homem
sempre dependeu do meio botânico para sua sobrevivência. Essa relação humana
com as plantas é chamada de “etnobotânica”.
A manutenção da saúde por meio do consumo de alimentos naturais tem sido objeto
de diversas pesquisas, é matéria de estudos médicos e assunto de interesses
específicos de cientistas e leigos. O ponto de partida de muitos estudos é o
conhecimento popular acerca dos potenciais das plantas e essa sabedoria, assim se
desdobra.
• Conhecimento das origens dos males que afetam o corpo humano;
• Conhecimento das funções orgânicas do corpo;
• Observação minusiosa das diferentes reações do organismo ao consumo de
cada planta;
• Técnicas de preparo e de armazenagem dos remédios naturais;
• Correlação precisa entre as necessidades do corpo e os potenciais das plantas.
A etnobotânica com sua investigação científica ajuda a valorizar o conhecimento
tradicional de vários povos antigos, compreendendo e recuperando parte da sua
história. Diversas sociedades desenvolveram conhecimento botânico aliando mitos,
cantos, danças, ritos, atribuindo divindades às árvores e poderes mágicos a plantas,
o que de certa forma colocou limites ao pesquisador, dificultando sua divulgação
justamente por considerar esses povos como de cultura primitiva, valorizando a sua
“superioridade racial“, pensamento dominante do século passado (Albuquerque,
2005).

4
Muitas informações foram desprezadas por conta de pesquisadores valorizando
seus conceitos culturais, não perceberam o verdadeiro valor da tradição oral sendo
apenas consideradas como contos, lendas e mitos.
A terapia com ervas medicinais é uma das formas mais utilizadas e antigas de cura.
Algumas ervas são usadas nas mais variadas formas é o caso do Urucum que não
apresenta propriedade toxicológica, as sementes tem propriedades expectorantes,
as folhas são usadas para enfermidades do fígado, a polpa do fruto com leite é
usado para curar amigdalites, as sementes e a polpa são usados para pintar a pele
afetada por eczemas. Os indígenas usavam para pintar a pele como adorno e como
preservativo contra insetos e odores do corpo. Usado como condimento culinário,
dentre eles, o colorau que é bem conhecido. São encontradas referencias nos rituais
afros-brasileiros da presença do urucum nas mesas de trabalhos, é planta indígena
que se incorporou ao acervo de plantas-rituais afro-brasileiros. (Camargo, 1998).
O ser humano está voltando as suas raízes, procurando seu bem estar de uma
forma mais natural, a fitoterapia continua fazendo parte medicina popular.
Há um processo de renascimento do conhecimento popular em ervas medicinais.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que 80% da população dos
países em desenvolvimento usam ervas medicinais, devido ao seu custo ser mais
baixo, portanto acessível à população de mais baixa renda. Pesquisas nas
universidades brasileiras já identificaram mais de 350 mil espécies vegetais, mas
apenas dez mil possuem algum conhecido uso medicinal.
Em 2006 foi aprovada a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos que
pretendeu garantir acesso seguro a população às plantas. O Orgão que fiscaliza os
fitoterápicos é a ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária), hoje já são muitos os
medicamentos fitoterápicos aprovados. Em muitas regiões brasileiras o SUS
(Sistema Único de Saúde) implantou tratamentos com ervas (homeopatia)
juntamente com os medicamentos alopáticos.
Atualmente a OMS incentiva todos os países a proteger e valorizar as suas próprias
tradições. (Shaw, 2000).

5
2.1.2. Etnobotânica no Brasil
Quando os portugueses chegaram aqui no Brasil, encontraram os indígenas com
seus conhecimentos em plantas nativas. Das necessidades encontradas por eles na
nova terra, inicia-se a fusão da medicina popular hoje aplicada no Brasil.
Dos indígenas, tivemos todo o conhecimento de plantas medicinais nativas do Brasil,
eles usavam remédio de ervas para seus rituais religiosos, para os indígenas as
plantas tinham alma. Os tupinambás também aplicavam a cura pela magia, era uma
das tribos principais nesta arte.
Os indígenas possuíam um rito de cura chamado “pajelança” feita pelo pajé
(sacerdote) fazendo uso de ervas e fumo, aplicavam sessões de cura com
benzedura, chupão e beberagem (garrafadas).
Nos legaram as plantas: comigo-ninguém-pode, vence-demanda e abre-caminho.
No nordeste brasileiro, aparece com influência indígena a aroeira e catinga-de-
mulata.
O português colonizador precisava para a terra conquistada trabalho braçal,
encontrando dificuldades com os nativos, começou a introduzir a mão de obra
escrava, vinda da África. A troca de exemplares botânicos apenas se iniciava.
As plantas originárias da Europa foram introduzidas no Brasil pelos portugueses,
além de aplicadas em uso terapêutico eram usadas em rituais mágicos na Europa.
Portugal recebeu influência também dos povos que ocuparam seu território.
Os negros já eram conhecedores de plantas de poderes mágicos religiosos quando
vieram como escravos para o Brasil nos séculos XVI e XVII, ficando mais fácil a
associação de rituais religiosos ao uso das plantas medicinais. Conheciam ataduras
com ervas esmagadas, cataplasmas, banhos quentes (herança moura), tônicos,
suadouros, afrodisíacos e vermífugos, os negros vulgarizaram o uso da arruda,
alecrim e manjericão.
O negro trazia remotos conhecimentos dos grandes impérios sudaneses e bantos.
As negras colocavam um galhinho de arruda atrás da orelha para “tirar o quebranto”,
um hábito que pode ser visto até hoje.

6
As fusões das culturas; indígenas, africanas e européias começaram nessa época,
com vantagens para a cultura branca, embora sendo a minoria, a cultura européia
prevaleceu, ela possuía o poder da linguagem escrita, enquanto as culturas
indígenas e negras mantinham suas filosofias pela tradição oral.
Nos séculos XVI e XVII em Portugal o ensino da medicina e os livros médicos
escritos, eram exclusividade dos mosteiros, portanto a prática da medicina era
impregnada de religiosidade da fé cristã. A igreja católica via a doença como um
castigo de Deus, portanto ninguém deveria intervir sem a permissão dos clérigos.
A igreja controlava os médicos que eram obrigados a interromper o tratamento
quando o doente não se confessasse a um padre. A igreja propagava a cura das
doenças como milagrosas sempre atribuída aos santos católicos. A ciência
confundia-se com a religião a ponto de circular em Portugal do século XVIII um
catálogo esclarecendo males do corpo e do espírito e 80 santos advogados
(Camargo apud Santos, 1992).
As terapias no Brasil empregada pelos colonos e jesuítas seguiam a prática adotada
em Portugal onde as plantas eram muito importantes na preparação dos remédios.
Os jesuítas mantinham as boticas onde atendiam os doentes e forneciam-lhes as
plantas que vinham de Portugal, porém, com a dificuldade de obtê-las, os jesuítas
começaram a substituí-las por plantas nativas brasileiras, aumentando a variedade
nas boticas.
Os jesuítas aprenderam com os índios a vasta aplicação das ervas medicinais,
repassando esses ensinamentos para outros jesuítas dos colégios e seminários
espalhados pelo mundo. Eram autores das fórmulas secretas preparadas com
produtos da terra, ficando famosa a “Coleção de receitas” e a “Teriaga Brasílica”
com 56 substâncias, as quais foram arroladas entre os bens deixados pelos jesuítas
quando foram expulsos do Brasil por marques de Pombal.
Na Idade Média a prática da fitoterapia (tratamento com ervas medicinais) era
perigosa para as mulheres, independentemente se os doentes viviam ou morriam,
seus esforços eram tidos como obras do demônio. As mulheres conheciam remédios
da medicina popular os quais usavam juntamente com rezas, os inquisidores logo
associaram à bruxaria e curandeirismo. Nos séculos XV e XVI houve a caça às

7
bruxas, justamente para reprimir essas práticas e proteger o crescimento das
corporações médicas medievais (Shaw, 2000).
Com as perseguições impostas pela inquisição muitas pessoas vieram para o Brasil,
colaborando com práticas de feitiçaria, ficando conhecidas como as práticas das
localidades onde os fugitivos passavam a residir (feitiço do Brasil). Muitas plantas já
eram conhecidas da bruxaria européia como o alecrim que contava com prestígio
segundo “Santo Ofício” (Camargo, apud Rego).
Nessa época vieram para o Brasil profissionais descendentes de judeus, os cristãos
novos, que para se protegerem da inquisição preferiram a vida religiosa dos
mosteiros. Para eles a arte de curar era um dom divino, contrariava-se assim a igreja
que os perseguia e atribuía o sucesso deles como obra do demônio.
O português levou plantas nativas brasileiras para a Europa e para a África
carregando com elas os hábitos indígenas, facilitava-se assim a troca de exemplares
botânicos. As colônias espanholas também receberam plantas brasileiras através
dos navios negreiros portugueses como a Comigo-ninguém-pode (Camargo, 1998).
Essa situação em que se encontrava o Brasil colonial favoreceu a relação da
medicina popular com várias crenças e a prática do curandeirismo com rezas,
benzimentos feitos com um ramo de arruda ou alecrim, uso de patuás e
escapulários.
No Brasil pesquisas feitas em viagens de exploração, relatam hábitos e costumes
dos povos encontrados. No século XVII, os holandeses Guilherme Piso e Georg
Marggraf coletaram plantas e registraram usos conhecidos pelos nordestinos,
especialmente de Pernambuco e Paraíba. No século XIX, os alemães Spix e Martius
fizeram anotações de plantas usadas pelos indígenas (Albuquerque, 2005). Na
época da colonização foram realizadas várias expedições e os grandes números de
manuscritos de espécies botânicas foram enviados pelo baiano Alexandre Rodrigues
Ferreira (1783 e 1792) ao museu de Ajuda em Portugal. Uma boa parte do trabalho
de Alexandre sobre a flora brasileira foi saqueada pelo exército de Napoleão, hoje
encontra - se no museu da França (Ferreira, 2002).
Um dos maiores naturalistas brasileiros, o pesquisador J oão Barbosa Rodrigues
(1842-1909) concentrou suas pesquisas na botânica, principalmente no
conhecimento indígena sobre os vegetais. Fez pesquisas de campo pelo Brasil junto

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à populações nativas, registrou nomenclaturas botânicas e a impressionante
classificação das plantas na língua que ele diz chamar “abanheenga ou nheengatu”.
Cita entre os grupos da divisão botânica por ele observado, onde em “Kaa” (ervas)
há um grande grupo “Acykaá” o das plantas medicinais, para os doentes, para os
que sentem alguma dor (Acy). Os medicamentos (poçanga) específicos, para uma
multiplicidade de molestias têm sido por eles descobertos e passados depois do
empirismo para a ciência (Rodrigues, 1905).
À sabedoria indígena juntou-se ao conhecimento africano dos segredos das ervas,
as tradições da feitiçaria européia e a imensa variedade de raízes, cascas, flores,
frutos e sementes da flora brasileira, que desde a época do curandeirismo no Brasil
colonial formado por índios, africanos e mestiços, vêm se formando um processo
sincrético de novas práticas mágicas adquirida pelo então “novo mestiço”, o
brasileiro.
2.1.3. A HISTÓRIA DAS ERVAS
Como já vimos na explicação em Etnobotânica que as ervas faziam e fazem parte da
vida humana quer em rituais religiosos ou como tratamento fitoterápico desde as
antigas civilizações.
Além das aplicações na cura do corpo físico, temos algumas formas usadas para a
terapia da alma como defumações, banhos, essências e incensos, aromas estes
provenientes da natureza, mas especificamente dos vegetais.
A defumação é a forma mais antiga de incensar, acreditava-se que a queima de
ervas harmonizava pessoas e ambientes, eram usados em oferenda aos deuses,
nas festas religiosas, como exemplo há a verbena usada na coroação de druidesas
e também para ungir sacerdotes.
A história do incenso é bastante antiga, a palavra “incensum” significa “acender”,
incendiar. Usado pelos povos em forma de rituais e invocações.
Nas dinastias chinesas o incenso era empregado para afastar maus espíritos.
Composto por sândalo, almíscar e flores (jasmim), muito usado nas cerimônias
religiosas. Confúcio recomendou o seu uso.

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Pesquisas arqueológicas encontraram vestígios do uso do incenso no reinado do
antigo Egito. São queimadores de incenso no formato de colheres grandes (400 a
500 d C.) encontrados na região de Qasr Ibrim (sul do Egito).
Essa ciência do incensamento chegou até nossos dias. Papiros dessas antigas
civilizações revelaram suas práticas rituais e religiosas como o incenso sacro
egípcio, chamado “Kyphie”, preparado por sacerdotes que cultivavam as árvores e
plantas sagradas. O uso das fragrâncias era restrito a sacerdotes e sacerdotisas.
Os Egípcios importavam incenso, sândalo, mirra e canela que ofertavam aos deuses
e deusas, eram usados nas coroações de faraós, nos enterros e em rituais e
cerimônias religiosas dos templos.
Na antiga Babilônia o incenso representava poder e riqueza. Era usado na corte e
na igreja. Nos rituais religiosos eram empregados em festas, casamentos, batizados
e funerais. Também usados para embalsamar e na medicina.
Os babilônios influenciaram os sumérios no uso do incenso, estes ofertavam bagas
de junípero (zimbro) para a deusa Inana, mais tarde os babilônios usaram esse
incenso para os altares de Ishtar. O incenso de mirra não era conhecido na época
dos sumérios, somente mais tarde foi usado pelos babilônios.
Os hebreus usavam o incenso, óleo de unção, perfume sagrado que eram
compostos de mirra, canela doce, cássia e óleo de oliva. Moisés teve orientação
divina para construir um altar (de acácia) e queimar incenso diariamente. (Êxodo,
XXX, 1,5).
Moisés, o maior mago bíblico, conhecia profundamente a força mágica das ervas,
teria aplicado o uso secreto de defumadores especiais em fogareiro de barro,
protegendo assim o seu povo dos efeitos das pragas lançadas sobre o Egito. (Matta,
1994).
Na igreja cristã o incenso em celebrações foi introduzido no século IV, seu uso foi
crescendo e sendo aceito e necessário na igreja e capelas de soberanos. No século
XVI existiam rotas entre a Europa e o Oriente que traziam incenso, mas
precisamente o sândalo, conhecidas como “trilhas do incenso”.
Os primeiros cristãos negavam oferecer incenso a Roma pagã, mas usavam às
escondidas em seus cultos, referências no apocalipse de São J oão e nas obras de

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Orígenes. No ocidente usa-se o incenso na missa solene, na ação de graças, nas
vésperas de cerimônias importantes e em funerais. O incenso é colocado em carvão
em brasa depositado no incensório enquanto o padre pronuncia uma benção
especial (Crow, 1982).
Antes da descoberta dos antibióticos era comum o uso da fumaça das ervas como
terapia acreditava-se proteger de pragas e doenças. Eram muito usados o tomilho e
o capim-limão.
As defumações com ervas brasileiras e os segredos do caá-yari vêm do
conhecimento dos antigos magos dos Tupinambás, dos Tupi-Guaranis (pajés,
caraíbas, etc) através das entidades militantes da corrente Astral da Umbanda.
Ervas queimadas na hora favorável podem isolar o local de surtos epidêmicos. O
eucalipto macho, sementes de girassol, sementes de imburana usados em
defumações nas horas favoráveis de Saturno possuem alto valor mágico-
terapêutico. (Matta, 1994).
O incenso era usado habitualmente como parte integrante de todos os cultos
religiosos não aderindo o seu uso apenas os muçulmanos e protestantes (Crow,
1982).
A palavra “perfume” lembra a origem de todos os usos dos aromas, veio do latim
“per fumum” que significa “através do fumo”.
O perfume foi usado nos templos religiosos para se perceber a presença dos deuses
e purificar o ambiente. Os gregos associavam os aromas aos imortais e
influenciaram os romanos.
Os banhos sempre foram usados com sentido religioso, povos da Índia usam o
banho no rio Ganges como parte de ritual religioso. O uso dos banhos (abluções)
fazia parte integral da Iniciação entre os Essênios, eles conheciam propriedades das
plantas para tratar corpo físico e astral, ponto básico nos rituais. (Matta, 1996).
Na Umbanda são usados todos esses conhecimentos milenares; defumações,
banhos de ervas, incenso, essências, todos com real importância, sejam para
desagregar energias negativas ou imantar energias positivas.
Atualmente a Índia é o maior produtor de incenso. Empregado em diversas
finalidades nas religiões ou simplesmente no uso caseiro.

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2.2. Conceitos de Umbanda
2.2.1. Magia Vegetoastromagnética na Umbanda
Nos rituais de Umbanda como em outros rituais religiosos já visto, também são
aplicados o uso das ervas com fins terapêuticos para a cura do ser humano em seus
corpos: denso (organismo etéreo-físico), sutil (organismo astral) e sutilíssimo
(organismo mental).
Os conceitos da Magia Vegetoastromagnética na Umbanda serão explicados
segundo a visão da Escola de Síntese da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino. Este
trabalho tem como base os livros produzidos através da mediunidade de F. Rivas
Neto
1
(mestre Arhapiagha), que com grande propriedade norteiam os caminhos para
quem deseja a evolução espiritual com seriedade e segurança.
Os vegetais, por serem encontrados em seu estado puro na natureza e sem
interferências, conseguem captar, armazenar e condensar as energias solares e
cósmicas (prana), por isso são usados na Umbanda para agilizar o processo de
harmonização do indivíduo consigo mesmo e conseqüentemente com o próximo,
com a natureza e com o sagrado.
Os vegetais captam essa energia através das Linhas de Forças ou correntes
eletromagnéticas de determinados astros e planetas os quais estão sob a influência
vibratória dos Orixás Ancestrais conhecidos como os 7 Orixás da Umbanda. Esses
corpos celestes são as concretizações das linhas de forças dos Orixás e refletem as
vibrações e intensidade em consonância com o vegetal e as particularidades afins a
cada um deles, portanto, todo vegetal tem seu “dono”.
Nas dependências da FTU (Faculdade de Teologia Umbandista) encontram-se
quadros com exsicatas de plantas que fazem intermediações das Vibrações de um
Orixá para outro. As informações desses quadros foram baseadas no livro “O Elo
Perdido”, as cores representadas são as dos Orixás segundo a Ordem Iniciática do
Cruzeiro Divino. A seguir é dado como exemplo o quadro com as plantas que
representam o Orixá Oxalá e suas intermediações com os outros Orixás.


1
* os livros “O Elo Perdido” e “Umbanda A Proto Síntese Cósmica” de F. Rivas N eto.

12

Figura 2.1 – Acervo da FTU

As cores facilitam a visualização e a identificação da Vibração dos Orixás,
lembrando que as cores são: para Oxalá amarelo forte, para Yemanjá amarelo mais
claro, para Yori o vermelho, verde para Xangô, laranja para Ogum, azul para Oxossi
lilás para Yorimá e azul escuro para Exú. A cor amarela da borda do quadro
representa o Orixá que faz a intermediação (no caso é Oxalá).

13
O ser humano precisa de elementos concretos e os vegetais são esses elementos, a
aplicação deles dentro da Magia Vegetoastromagnética promove a alteração no
campo astral do médium, facilitando a sintonia com as entidades. A função do
vegetal é transformar. Ele produz um movimento fluídico e dinâmico tentando
quebrar os reflexos condicionados.
O eletromagnetismo das Linhas de Forças manipuladas pelos Orixás forma a
entrada e saída de energias do planeta Terra é o próprio metabolismo cósmico (ver
figura 2.2), que é movimentado por Exú, para efeito de Magia Etéreo-física a posição
dos pontos cardeais servem para imantar ou desagregar energias.


Figura 2.2 – Diagrama da Entrada e Saída de Força Sutil, apud Rivas Neto, 1996.
A Magia Vegetoastromagnética também é representada na Umbanda em forma de
chás, assentamentos, banhos de ervas, defumações, perfumes das essências e
também em locais para oferendas que são os Sítios Vibratórios da Natureza. Esses
elementos bem aplicados e respeitando o momento favorável e propício dentro dos

14
rituais magísticos são uma verdadeira terapia, ativam a mediunidade e ainda servem
como escudo vibracional para os médiuns.
Na erva fresca encontramos o prana latente, sendo o banho de ervas empregado
em rituais de Umbanda como importante ajuda na manutenção energética, fazendo
com que a freqüência vibracional do indivíduo pela compensação magnética, retorne
o mais próximo possível do natural.
As ervas de agregação fazem a condensação das energias, as ervas de
desagregação puxam para elas descarregando energias nocivas. Pode ser
conflitante se usadas juntas. O que faz a diferença nas ervas é a quantidade de
prana segundo o Orixá de cada uma delas.
2.2.1.1. Banho de Ervas
O banho de ervas deve começar na mente desejando encontro com os Orixás;
possue várias profundidades; cria flexibilidade no corpo astral, aciona o córtex
cerebral (Sistema Nervoso Central), altera a freqüência vibratória produzindo
solução de continuidade, movimenta a energia sutil, reorganiza e reestrutura os
organismos mental, astral e físico. O vegetal fixando a energia magnética fixa as
Vibrações Espirituais dos Orixás, é a pura alquimia.
Serão dadas, a seguir, as “técnicas de ativações e fixações mediúnicas nos médiuns
realmente afins com a Sagrada Corrente Astral de Umbanda” segundo o livro “O Elo
Perdido” pg. 258 de F. Rivas Neto (Mestre Arhapiagha).
É real e verdadeira a função do banho de ervas na terapia vegeto-astromagnética
para a ativação e fixação mediúnica dos médiuns atuantes do Movimento
Umbandista, é importante que se tenha conhecimentos para aplicá-los com
responsabilidade.
Em primeiro lugar as ervas devem ser colhidas verdes nas Luas Nova e Crescente
(quinzena positiva) obedecendo ao ciclo da energia vital ou prana que se encontra
nas folhas. Podem ser colhidas no horário do astro ou planeta regente. As ervas
para os banhos devem ser colhidas e logo usadas. Os chás podem ser feitos com as
ervas secas, mas as verdes são mais eficientes. J á para a defumação as ervas
devem ser secas (colhidas verdes na quinzena positiva e secadas à sombra).
Os banhos de ervas são para três finalidades:

15
Banho de desimpregnação ou eliminação de cargas negativas - esse banho é mais
conhecido como banho de descarga ou defesa. Sua função é eliminar, deslocar
cargas negativas que ficam agregadas na aura do indivíduo. Sempre com
pensamentos positivos escolher 1, 3, 5 ou 7 qualidades de erva da mesma Vibração
Espiritual (signo do usuário). As ervas depois de lavadas são colocadas numa
vasilha de louça branca, sobre uma mesa, onde se acende uma vela branca dentro
de um pentagrama, despejar água fervente sobre as ervas, esperar esfriar o
suficiente para ser usado e para que haja a transmutação vibratória necessária. O
indivíduo estando de frente para o ponto cardeal Sul toma o banho do pescoço para
baixo deixando as ervas passarem pelo corpo. É bom colocar sob os pés pedaços
de carvão, os quais, devido ao elemento carbono, fixarão as cargas que as ervas
deslocarem. Passados um a dois minutos retirar os detritos das ervas do corpo e o
carvão e colocar num vidro (isolante) e despachá-los em água corrente, sem o vidro,
é claro.
Banho de fixação ou ritualístico é de caráter mediúnico – esse banho visa a
precipitação de fluidos etéreo-físicos do médium facilitando a ligação fluídico-
vibratória entre o médium e seu mentor espiritual. Esses banhos levam em sua
composição ervas da Vibração Original do médium e da Vibração Original da
Entidade atuante se forem diferentes, mas se forem iguais as ervas serão de uma só
vibração. No caso de vibrações diferentes usam-se duas ervas para o médium e
uma para a entidade. Sobre a mesa em que vai ser preparado o banho deve ficar
acesa uma vela branca dentro de um hexagrama (fixador fluídico-magnético). As
ervas lavadas devem ser colocadas numa vasilha de louça branca, onde se
acrescenta água quente ou água de cachoeira, rio, mar, chuva, fonte, etc. Se o
banho for de água quente esperar esfriar, retirar as folhas e despachar em uma
pequena mata ou rio. Se a água for de outras procedências citadas, triturar as ervas
com as mãos (lavadas e limpas com álcool),coar o sumo e os restos podem ser
encaminhados a um rio ou mata.O banho deve ser tomado do pescoço para baixo
com a pessoa de costas para o ponto cardeal Leste ou Oeste.
Banho de elevação ou Litúrgico – Deve ser usado só por médiuns considerados
prontos ou quase prontos. Esse banho movimenta energias de ordem psíquica, liga
o médium com seu interior elevando-o a níveis superiores de consciência é o elo de
ligação com os seus mentores espirituais. Escolher 3, 5 ou 7 ervas de Orixalá

16
somente . Após colhidas e lavadas, as ervas devem ser colocadas em uma vasilha
de louça branca ou ágata. Adicionar água pura de mina, cachoeira, etc. Sobre a
mesa acender uma lamparina dentro de um pentagrama. Com as mãos limpas em
álcool começar a triturar as ervas com uma corrente de pensamentos mais puros
possíveis para que as vibrações possam ser melhor catalisadas na água. Após a
trituração, coar o sumo e retirar os resíduos. A pessoa deve ficar de costas para o
ponto cardeal Leste ou Oeste e o banho tem que passar pela cabeça. Poderá ser
feito no horário ou dia de Orixalá.
2.2.1.2. Defumação
A defumação desloca certas larvas astrais através da queima dos elementos ígneo-
aéreos, atingindo o rinencéfalo retira as impurezas dos corpos mental, astral e físico.
Podem ser usadas para ambientes ou pessoas.
Para pessoas devem ser usadas 1,3,5 ou 7 ervas e misturadas com casca seca de
limão, servindo para eliminar cargas morbosas e pesadas. O indivíduo deve ficar de
frente para o ponto cardeal Sul e receber a defumação de frente e pelas costas. Esta
defumação serve também para descarregar uma gira de terreiro, o ambiente
doméstico ou qualquer local que se queira desimpregnar, principalmente formas-
pensamento ou egrégoras inferiores.
Para revitalização o indivíduo deve usar as mesmas ervas de preferência no horário
diurno e voltado para o ponto cardeal Oeste ou Leste recebendo a fumaça pela
frente e pelas costas. Temos ainda mais duas defumações citadas no livro “O Elo
Perdido”:
A primeira para desimpregnar pensamentos pesados, sexualizados ou animalizados
muito comum em ambientes onde freqüentam muitas pessoas como é o caso de
terreiros, é bom a tríade erva-doce, canela e cravo.
A segunda composta de certas resinas, tais como incenso, sândalo, alfazema, mirra,
benjoim e verbena. Essas seis podem ser misturadas ou utilizadas individualmente.
São excelentes para predispor o campo mental às coisas superiores, do espírito,
elevando o tônus mental do indivíduo e purificando certos ambientes.

17
2.2.1.3. Essências
As essências são perfumes quando aspirados atingem o rinencéfalo pelas vias
respiratórias passando pelo pulmão e coração até o físico denso. As essências
sagradas predispõem o indivíduo a níveis de consciência mais elevados renovando
a corrente de pensamentos promovendo a harmonização do indivíduo.
O ideal é usar as essências próprias da Vibração Original do indivíduo (signo). Para
o banho é usado 3 gotas de uma das essências para 1 litro de água e colocado em
vasilhame de vidro escuro, para que não haja precipitação fluídica devido a
passagem da luz no vidro claro. Pode ser usado em qualquer fase da Lua é
necessário passar o banho pela cabeça. Enxugar após 3 minutos.
Portanto a Magia Vegetoastromagnética têm fundamentos, faz o movimento das
energias vitais, que propiciam o equilíbrio, a harmonia e a estabilidade. Essas
energias são adulteradas com as condutas errôneas do próprio ser humano. Para
tentar restabelecer as energias perdidas aplica-se o uso das ervas nos seus três
estados, do denso ao mais sutil. O mais denso é a erva no banho, depois a essência
(líquido) e por último a defumação (erva em combustão).
Segundo as obras citadas de Rivas Neto (Mestre Arhapiagha) pode iniciar usando:
Banho de essência: um semanal no primeiro mês e a seguir dois mensais.
Banho de ervas: uma vez por mês na Lua crescente ou nova.
Defumações: uma vez por semana na hora da sua vibratória.
Os Orixás comandam as Forças Sutis e são elas que dão formação a tudo no Reino
Natural inclusive astros e planetas, ervas, signos relacionados a eles, etc... Essas
Linhas de Força são ondas que se casam, são freqüências que se complementam,
daí o entrecruzamento vibratório ou malha de vibrações.
A seguir serão dadas as ervas que são intermediárias de uma Vibração Espiritual a
outra com suas propriedades medicinais e a relação com os Orixás e signos
mostrando a interdisciplinaridade no conhecimento.




18
2.2.2. As Plantas e Suas Intermediações com os Orixás, Entidades
e Posição Planetária Correspondente
VIBRAÇÃO DE OXALÁ
Planta Intermedia para Orixá Posição Planetária do Sol:
Maracujá Oxalá Urubatão da Guia Leão
Erva-cidreira Yemanjá Ubirajara Câncer
J asmim Yori Ubiratan Gêmeos ou Virgem
Louro Xangô Aymoré Sagitário ou Peixes
Girassol Ogum Guaracy Áries ou Escorpião
Hortelã Oxossi Guarany Touro ou Libra
Arruda Yorimá Tupy Capricórnio ou Aquário
Tabela 2.1 – Plantas da Vibração de Oxalá
VIBRAÇÃO DE YEMANJ Á
Planta Intermedia para Orixá Posição Planetária da Lua:
Panacéia Yemanjá Yara Câncer
Pariparoba Oxalá Estrela do Mar Leão
Quitoco Yori Oxum Gêmeos ou Virgem
Folhas de Violeta Xangô Inhassã Sagitário ou Peixes
Picão-do-mato Ogum Sereia do Mar Áries ou Escorpião
Manacá Oxossi Indayá Touro ou Libra
Arruda fêmea Yorimá Nanã Burucum Capricórnio ou Aquário
Tabela 2.2 – Plantas da Vibração de Yemanjá

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VIBRAÇÃO DE YORI
Planta Intermedia para Orixá
Posição planetária de
Mercúrio:
Manjericão Yori Tupãnzinho Gêmeos ou Virgem
Capim-limão Oxalá Ori Leão
Verbena Yemanjá Yariri Câncer
Amoreira Xangô Doum Sagitário ou Peixes
Melão de S.Caetano Ogum Yari Áries ou Escorpião
Morango Oxossi Damião Touro ou Libra
Crisântemo Yorimá Cosme Capricórnio ou Aquário
Tabela 2.3 – Plantas da Vibração de Yori
VIBRAÇÃO DE XANGÔ
Planta
Intermedia
para
Orixá
Posição Planetária de
J úpiter:
Limoeiro Xangô Xangô Kaô Sagitário ou Peixes
Lírio da cachoeira Oxalá Xangô Pedra Branca Leão
Abacateiro Yemanjá Xangô Sete Pedreiras Câncer
Erva-tostão Yori Xangô Sete Cachoeiras Gêmeos ou Virgem
Alecrim-do-mato Ogum Xangô Sete Montanhas Áries ou Escorpião
Fedegoso Oxossi Xangô Agodô Touro ou Libra
Goiabeira Yorimá Xangô Pedra Preta Capricórnio ou Aquário
Tabela 2.4 – Plantas da Vibração de Xangô

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VIBRAÇÃO DE OGUM
Planta Intermedia para Orixá Posição planetária de Marte:
Romã Ogum Ogum de Lei Áries ou Escorpião
Tulipa Oxalá Ogum Matinata Leão
Losna Yemanjá Ogum Yara Câncer
Macaé Yori Ogum Megê Gêmeos ou Virgem
J urubeba Xangô Beira Mar Sagitário ou Peixes
Samambaia Oxossi Rompe Mato Touro ou Libra
Cinco folhas Yorimá Ogum de Malê Capricórnio ou Aquário
Tabela 2.5 – Plantas da Vibração de Ogum
VIBRAÇÃO DE OXOSSI
Planta Intermedia para Orixá
Posição planetária de
Vênus:
Erva-doce Oxossi Arranca Toco Touro ou Libra
Malva-cheirosa Oxalá Caboclo Arruda Leão
Malvaísco Yemanjá Pena Branca Câncer
Erva-da-jurema Yori Cabocla J urema Gêmeos ou Virgem
Parreira-do-mato Xangô Cobra Coral Sagitário ou Peixes
Dracena Ogum Araribóia Aries ou Escorpião
Sabugueiro Yorimá Tupinambá Capricórnio ou Aquário
Tabela 2.6 – Plantas da Vibração de Oxossi

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VIBRAÇÃO DE YORIMÁ
Planta Intermedia para Orixá
Posição planetária de
Saturno:
Eucalipto Yorimá Pai Guiné Capricórnio ou Aquário
Alfavaca Oxalá Pai Tomé Leão
Vassoura
Branca
Yemanjá Pai Arruda Câncer
Sete-sangrias Yori P. Congo d’ Aruanda Gêmeos ou Virgem
Tamarindo Xangô Maria Conga Sagitário ou Peixes
Trombeta Ogum Pai Benedito Áries ou Escorpião
Guiné-pipiu Oxossi Pai J oaquim Touro ou Libra
Tabela 2.7 – Plantas da Vibração de Yorimá

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2.2.3. Vibração de Oxalá
Astro Regente: Sol Signo: Leão – 22/07 à 22/08
Horário Vibratório: 09 às 12 hs Cor Vibratória: Branco/Amarelo Ouro
Dia Propício: Domingo Metal: Ouro
Essência Volátil Líquida: Sândalo Geometria Sagrada: Ponto geométrico
Flor sagrada: Maracujá e Girassol Mineral: Brilhante e cristais branco.
Erva sagrada: Oliveira Erva de Exu: Folhas de guiné
Sítio Vibratório da Natureza: Rio
Chefe de Legião: Urubatão da Guia
Exu Guardião Indiferenciado: Exu 7 Encruzilhadas
2.2.3.1. Nome Popular: Maracujá
É a erva que corresponde a vibração de Oxalá relacionada ao Caboclo Urubatão da
Guia.
Nome Científico: Passiflora alata Curtis
Família: Passifloráceas
Origem: América tropical (Brasil e Peru)
Partes usadas: folhas, flores, frutos e sementes (arilo).
Indicações Terapêuticas: Como sedativo combate à insônia, ansiedade e estados
nervosos, histeria, neurastenia, dores de cabeça de fundo nervoso, é usado também
no tratamento de asma, coqueluche, diarréia, hemorróidas, reumatismo e ainda em
inflamações cutâneas, erisipela e usado como antidepressivo em virtude do
alcoolismo (Panizza, 1997).
Informações Complementares: Foi introduzida na Europa e cultivada como planta
ornamental. Só no século XIX se descobriu o seu efeito sedativo. É contra indicado
para portadores de hipotensão (pressão baixa).
Planta medicinal aprovada pela ANVISA.
Existem vários tipos de maracujás e a composição de cada um pode ser diferente. O
P. quadrangularis é popularmente conhecido como maracujá-açú, P. edulis

23
conhecido como maracujá-mirim comum no Rio de J aneiro, o P. incarnata, o
P.corulea L., etc. são mais ou menos 600 espécies.
Modo de conservar: as folhas devem se secas ao sol, em local ventilado e sem
umidade. Guardar em sacos de papel ou de pano.
2.2.3.2. Nome Popular: Erva Cidreira
É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Yemanjá,
relacionada ao Caboclo Ubirajara.
Nome Científico: Melissa Officinalis L.
Família: Labiadas
Origem: Europa
Partes usadas: flores e folhas.
Indicações Terapêuticas: anti-séptico, antifúngica, antiespasmódica, tônica,
carminativa, combate o stress, depressão, insônia, histerismo, dores de cabeça de
origem nervosa, indigestões e prisão de ventre.
Para gestantes o uso de compressas das folhas nas mamas é descongestionante,
mas seu uso interno é contra indicado.
Informações Complementares: Erva cultivada desde a Grécia antiga, muito comum
nos monastérios, foi os carmelitas franceses que criaram a fórmula da tradicional
“água de melissa”, remédio muito conhecido contra desmaios, síncopes e crise de
nervos. As flores e folhas podem ser usadas em infusão sendo ótimo para a
memória. O extrato seco é para uso externo em compressas, banhos e fricções. A
planta toda também é empregada na fabricação de licores e em perfumarias.
Agricultores a utilizam para atrair enxames de abelhas, friccionando suas folhas
dentro de colméias vazias.
Planta medicinal aprovada pela ANVISA.
Modo de conservar: As folhas e os ramos florais devem ser secos à sombra e em
local ventilado e sem umidade. Armazenar em vidros de porcelana ou sacos de
papel.

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2.2.3.3. Nome Popular: Jasmim
É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Yori,
relacionada ao Caboclo Ubiratan.
Nome Científico: Jasminum officinale L.
Família: Oleáceas
Origem: Ásia e difundida em todo Brasil.
Partes usadas: flores e folhas.
Indicações Terapêuticas: as flores do J asmim são utilizadas como antiespasmódico,
por via oral, e contra afecções dos olhos, externamente.
2.2.3.4. Nome Popular: Louro
É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Xangô,
relacionada ao Caboclo Aymoré.
Nome Científico: Laurus nobilis L.
Família: Lauráceas
Origem: Região mediterrânea e aclimatada no Brasil.
Partes usadas: folhas, frutos, sementes e caule.
Indicações Terapêuticas: Estimula o fluxo urinário, alivia dores em geral, bronquites,
tira manchas e cicatrizes da pele, regulariza o fluxo menstrual, agiliza o parto,
aumenta a ação da insulina, diminui vertigens e tonifica o couro cabeludo.
As folhas são utilizadas para decocções, infusões e banhos. As bagas possuem óleo
denso e aromático servindo para perfumes e produtos farmacêuticos. É muito
comum o uso do óleo de loureiro para aliviar dores de contusões, hemorróidas e
reumatismo. Esse óleo e feito da maceração das bagas em azeite, só depois de
filtrado é aplicado no local dolorido.
Informações Complementares: Do tronco extrai-se um óleo volátil quase incolor que
pode substituir o querosene. As folhas do loureiro eram usadas pelos egípcios e
romanos que o associavam à sabedoria, proteção e paz.
É um dos símbolos dos videntes e profetas.Considerado pelos antigos gregos um
símbolo de glória e imortalidade. Coroavam com seus ramos e folhas os heróis das

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olimpíadas e os poetas. Na Roma antiga, foi adotado pelos césares, dando origem
ao termo “laureado” e a expressão “os louros da vitória”. Apolo, o deus da cura, era
ligado ao pé de louro também, e a palavra latina laudis, sua derivante, significa
louvor.
Modo de conservar: As folhas, sem o pecíolo e os frutos devem secar à sombra e
em local ventilado. Guardar em sacos de papel, pano ou em vidros.
2.2.3.5. Nome Popular: Girassol
É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Ogum,
relacionada ao Caboclo Guaracy.
Nome Cientifico: Helianthus annuus
Família: Compostas.
Origem: América (México e Peru), levado para Europa pelos espanhóis em 1569,
hoje cultivado quase em todo o mundo.
Partes usadas: flores, folhas, frutos (semente) e caule.
Indicações Terapêuticas: para excitação nervosa, febre, febre malárica, resfriado, é
expectorante, cicatrizante, contém vitaminas, ajuda a controlar o diabetes, melhora
afecções da pele (eczemas e furunculose) e respiratórias e ajuda a combater as
doenças do fígado. No México usam-se as flores e o caule como balsâmicos e
expectorantes.
O óleo de semente de girassol produzido industrialmente é indicado para regularizar
o colesterol, nos casos de endurecimento das artérias e na esclerose múltipla
(Panizza,1997).
A semente torrada e moída, sob a forma de farinha, é um excelente tônico, e muito
nutritiva, principalmente para as crianças.Esse pó é usado em várias regiões do país
como substituto do café.
As folhas do girassol contêm propriedades antiasmáticas, expectorantes, diuréticas
e antigripais. O chá feito das cascas do caule ajuda combater a febre e úlceras. O
chá feito das flores e folhas é importante auxiliar no tratamento contra afecções da
garganta e doenças pulmonares. Uma solução feita das sementes e folhas atua
como cicatrizante.

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Informações Complementares: Planta anual pode chegar até 2m de altura. O seu
grande disco floral é na realidade um capítulo formado por numerosas pequenas
flores (inflorescência). O seu nome científico provém de hélios (sol) e annuus (ano).
Modo de conservar: as folhas, flores e frutos (sementes) devem ser secos à sombra
e ao ar livre e guardado em sacos de pano ou papel em separado.
2.2.3.6. Nome Popular: Hortelã
É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Oxossi,
relacionada ao Caboclo Guarany.
Outros nomes populares: Hortelã-cheirosa, hortelã-da-horta, hortelã-de-tempero,
hortelã-do-brasil, hortelã-pimenta-rasteira.
Nome Científico: Mentha piperita L.
Família: Labiadas
Origem: Europa
Partes Usadas: Folhas e sumidades floridas
Indicações Terapêuticas: tônica, calmante, anti-séptica, digestiva, anti-espasmódica,
combate flatulências e cólicas intestinais, ajuda a combater o mau hálito e aumenta
a secreção láctea, também usado como: carminativo, expectorante, contra tosse,
asma, hepatite e vermes intestinais. O sumo das folhas misturada com óleo de oliva
é usado externamente em ferimentos de queimaduras.
Na medicina popular é freqüentemente usada para crianças.
Informações Complementares: Ervas conhecidas dos árabes, gregos, egípcios,
romanos, por suas propriedades curativas e aromáticas. A hortelã contém 1% de
óleo essencial sendo seu componente principal o mentol, obtido pela 1ª vez na
Holanda, no final do século XVIII.
Planta medicinal aprovada pela ANVISA.
Curiosidades: A palavra “menta” deriva de Mintha, nome de uma ninfa que a deusa
Perséfone, possuída pelo ciúme, transformou em planta.

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2.2.3.7. Nome Popular: Arruda
É a erva que representa a vibração de Oxalá com intermediação para Yorimá,
relacionada ao Caboclo Tupy.
Nome Científico: Ruta graveolens L.
Família: Rutáceas.
Origem: sul da Europa
Partes usadas: folhas, flores e raiz.
Indicações Terapêuticas: Eficiente para o tratamento de pediculose e escabiose, é
estimulante, febrífuga, emenagoga, vermífuga, calmante em cataplasma para
abscesso, seu uso externo para lavar os olhos evita a irritação. Alivia dores
intestinais e reumáticas. Seu uso interno é contra-indicado durante a gravidez, pode
provocar aborto. Os odores dos ramos frescos de arruda afastam ratos.
Informações Complementares: Os gregos e os romanos já a conheciam. Os
romanos a introduziram na Europa, usada para indigestão e outras doenças. É
usada em quase todo Brasil nos mais variados rituais religiosos.
A arruda já era usada nos ritos africanos, e a igreja católica usava-a para aspergir
água benta sobre os fiéis em missas solenes.

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2.2.4. Vibração de Yemanjá
Astro Regente: Lua Signo: Câncer – 22/06 à 21/07
Horário Vibratório: 18 às 21 hs Cor Vibratória: Amarelo Claro
Dia Propício: Segunda – feira Metal: Prata
Essência Volátil Líquida: Verbena Mineral: Ágata e cristais leitosos
Flor sagrada: Rosas Brancas Geometria Sagrada: Reta
Erva sagrada: Panacéia Erva de Exu: Brinco de Princesa.
Sítio Vibratório da Natureza: Mar
Chefe de Legião: Cabocla Yara
Exu Guardião Indiferenciado: Exu Pomba-Gira
2.2.4.1. Nome Popular: Panacéia
É a erva que corresponde à vibração de Yemanjá relacionada à Cabocla Yara.
Nome Cientifico: Solanum cernuum Vell
Família: Solanáceas.
Origem: Brasil
Partes usadas: folhas
Indicações Terapêuticas: chá feito das folhas torradas é calmante para o coração,
tem propriedades diuréticas empregadas no tratamento de cistites catarrais. Usado
contra gonorréia e outras moléstias da pele, externamente ajuda a cura das úlceras.
A raiz é depurativa.
Informações Complementares: Arbusto encontrado no Espírito Santo e Minas
Gerais. Com as folhas faz bebida que substitui o chá-da-índia.
Outra espécie e a S. Cernuum cresce desde o Espírito Santo até o Rio Grande do
Sul. Apresenta ramos grossos e fortes, com pelos pardos e folhas grandes até 45cm
de comprimento.

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2.2.4.2. Nome Popular: Pariparoba
É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Oxalá e
relacionada à Cabocla Estrela-do-Mar.
Nome Científico: Piper Umbellatum
Família: Piperáceas
Origem: Brasil
Partes usadas: folhas, frutos e sementes.
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias urinárias, escorbuto, resfriados,
leucorréia, úlceras, sífilis, doenças gástricas, afecções respiratórias, hemorróidas e
ativa a circulação hepática.
A tintura de Pariparoba é empregada em congestões e cólicas do fígado, também
em prisão de ventre.
As sementes maturam tumores e furúnculos (uso externo).
Informações Complementares: Possui várias espécies de origem nacional.
2.2.4.3. Nome Popular: Quitoco
É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Yori
relacionada à cabocla Oxum.
Nome Científico: Pluchea quitoc
Família: Compostas
Origem: Brasil
Parte Usada: Folhas e raiz
Indicação Terapêutica: As folhas em cataplasma resolvem abscessos e inflamações
purulentas. Em decocções tanto no uso interno como banho e junto com as raízes
combatem a dispepsia, anorexia, inflamações uterinas, reumatismo, artrite e
problemas respiratórios como tosses, resfriados e bronquites, ajuda a melhorar as
doenças do estômago, fígado e intestinos. Em banhos, serve para aliviar as dores
no corpo.

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Informações Complementares: Usado em decocções, existem duas espécies, a P.
quitoc e a P. suaveolens, as duas são espécies silvestres e medicinais.
Nomes populares: tabacarana (MG) e madrecravo (CE).
2.2.4.4. Nome Popular: Violeta
É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para a Xangô
relacionada a Inhassã.
Nome Científico: Viola odorata L.
Família: Violáceas
Origem: Europa e Ásia Ocidental.
Partes usadas: flores, folhas e raízes.
Indicações Terapêuticas: Antiespasmódica, emética, expectorante, diurética,
sudorífera, emoliente, descongestionante, eficaz contra inflamações das vias
respiratórias, coqueluche, artrite, conjuntivite, enxaqueca, contusões etc.
Cataplasma feita das folhas frescas (cozidas) de violeta, e aplicado ainda quente, é
ótimo para aliviar inchaços de contusões.
Informações Complementares: das suas flores extrai-se uma essência empregada
em confeitaria e indústria de perfumes. É conhecida desde a antiguidade pelas
propriedades medicinais.
2.2.4.5. Nome Popular: Picão-do-mato
É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Ogum
relacionada à Cabocla Sereia do Mar.
Nome Científico: Bidens pilosa L.
Família: Compostas.
Origem: região de clima tropical e sub tropical
Partes usadas: folhas e flores.
Indicações Terapêuticas: Planta diurética, antimicrobiana e antiparasitária. O chá
das folhas é utilizado contra leucorréia, diabetes, nas inflamações de garganta,
gripes, febres, dores estomacais e intestinais, nas afecções da bexiga e do fígado.

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Na medicina popular é empregado o picão para combater icterícia e hepatite
(conforme pesquisas em SP).
Informações Complementares: Herbácea que atinge 60 cm de altura. Conhecida
com outros nomes: Carrapicho, erva-picão, guabu, macela do campo e picão preto.
Erva muito usada por povos indígenas da Amazônia.
2.2.4.6. Nome Popular: Manacá
É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Oxossi
relacionada à Cabocla Indayá.
Nome Científico: Tibouchina mutabis
Família: Solanáceas
Origem: encontrada no Brasil e nas Antilhas.
Partes usadas: toda a planta.
Indicações Terapêuticas: Diurético, emenagoga, purgativa, anti-sifilítica e anti-
reumática.
Informações Complementares: Várias espécies com o nome de Manacá. A planta
toda tem um sabor amargo, sendo empregada na fabricação de óleos e perfumes.
Apresentam flores que nascem brancas e ficam roxas com o tempo. Nunca usar
altas doses, porque pode se tornar venenosa.
2.2.4.7. Nome Popular: Arruda fêmea
É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Yorimá
relacionada à Cabocla Nanã Burucum.
Nome Científico: Ruta chalepensis
Família: Rutáceas
Origem: Europa
Partes usadas: folhas e flores.
Indicação Terapêutica: Tem as mesmas propriedades da Ruta graveolens.
Informações Complementares: essa variedade é conhecida como arruda fêmea ou
arruda de folhas miúdas (Ruta chalepensis).

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2.2.5. Vibração de Yori
Astro Regente: Mercúrio
Signo: Gêmeos: 21/05 à 21/06
Signo: Virgem: 23/08 à 22/09
Horário Vibratório: 12 às 15 hs Cor Vibratória: Vermelho
Dia propício: Quarta–feira Metal: Mercúrio
Essência Volátil para Gêmeos: Alfazema
Essência Volátil para Virgem: Benjoim
Mineral para Gêmeos: Esmeralda Mineral para Virgem: Granada
Flor Sagrada: Crisântemo Geometria sagrada: Triângulo
Erva Sagrada: Manjericão Erva de Exu: Pitanga
Sítio Vibratório da Natureza: Montanha
Chefe de Legião: Tupãnzinho
Exu guardião Indiferenciado: Exu Tiriri
2.2.5.1. Nome Popular: Manjericão
É a erva que corresponde a vibração de Yori relacionada a Tupãnzinho.
Nome Cientifico: Ocimum basilicum L.
Família: Labiadas
Origem: Índia e aclimatado no Brasil.
Partes usadas: toda a planta.
Indicações Terapêuticas: emenagoga, galactagoga, tonificante do sistema nervoso e
cardiovascular, acalma transtornos digestivos, ajuda a combater azia, dores de
cabeça proveniente de má digestão. Facilita o funcionamento dos intestinos, é
diurética e combate a cistite.
Fazer gargarejos com chá das folhas do manjericão ajuda a combater dores de
garganta, aftas e mau hálito.

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Na família do manjericão existem muitos tipos diferentes como: alfavacão,
manjericão de folha larga, o de folha miúda e o de folhas roxas. Todos possuem os
mesmos princípios ativos, diferindo apenas no sabor mais ou menos ativo.
Informações Complementares: O manjericão grande é venerado como planta
imbuída de essência divina (consagrada a Krishna e Vishnu) por isso os indianos a
escolheram para os juramentos em tribunal. É colocado no peito dos mortos para
servir de passaporte para o paraíso.
É intenso seu uso na culinária, herdado dos italianos.
2.2.5.2. Nome Popular: Capim Limão
É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Oxalá,
relacionada a Orí.
Nome Cientifico: Cymbopogon citratus
Família: Gramíneas
Origem: Índia, trazida para o Brasil pelos colonizadores.
Partes usadas: folhas e rizoma.
Indicação Terapêutica: Antibacteriana, analgésica, sudorífera, antiespasmódica,
digestiva, hipotensora, descongestionante, depurativa, estimulante lácteo, anti-
séptica e febrífuga.
Na forma de chá combate à insônia, ansiedade, nervosismo, é digestivo estomacal e
combate gases intestinais, usada para assepsia dos dentes e gengivas.
Cataplasmas feitos com o rizoma da planta e óleo de coco, aplicados duas vezes ao
dia no local dolorido alivia dor de reumatismo, contusões e dores musculares.
Informações Complementares: herbácea perene, de cerca de 60 a 80 cm de altura,
formando várias touceiras, com rizoma curto. Suas folhas finamente estriadas são
ásperas e com margens cortantes.
Encontrado em quase em todas regiões do Brasil porque no passado foi utilizado
para combater a erosão do solo.
Possue óleo essencial (lemon grass), sendo utilizada em perfumaria e cosméticos
conhecidos internacionalmente como ”West Indian Oil”.

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Existem vários nomes populares como: erva cidreira em capim, barba de boi, capim
cidreira, capim cheiroso, capim cidrão.
2.2.5.3. Nome Popular: Verbena
É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Yemanjá
relacionada a Yariri.
Nome Cientifico: Verbena officinalis L.
Família: Verbenáceas
Origem: Proveniente da Europa e difundida por todo o Brasil.
Partes usadas: folhas e flores e raízes.
Indicações Terapêuticas: Possui qualidades sedativas, tônicas, digestivas,
adstringentes, depurativas e atua beneficamente no tratamento da excitação
nervosa, convulsões, tosse asmática, inflamações dos olhos e garganta, nevralgia,
artrite, reumatismo, anemia, cálculos hepáticos e renais, feridas e chagas.
Informações Complementares: Na Roma antiga, a verbena era chamada de “erva
santa”, era usada nos sacrifícios humanos dedicados a deuses pagãos, cingindo as
vítimas com ramos de verbena e também os sacrificadores eram ornamentados com
essa erva. Os celtas e germânicos utilizavam-nas em suas práticas de magia e
feitiçaria. Era considerada erva poderosa.
2.2.5.4. Nome Popular: Amoreira
É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Xangô
relacionada a Doum.
Nome Cientifico: Morus nigra
Família: Moráceas
Origem: Oriente e aclimatada no Brasil.
Partes usadas: frutos, folhas, raízes e cascas.
Indicações Terapêuticas: Laxante, expectorante, refrescante, emoliente, calmante e
diurética, usa-se os frutos para inflamações na boca, xarope para tosse e garganta.
Da raiz faz-se chá para dor de dente, e as folhas em infusão, para rins e afecções da
pele e hipertensão; remineralizante na fase da menopausa.

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Informações Complementares: Árvore frutífera cujas folhas é o alimento do bicho-da-
seda.
2.2.5.5. Nome Popular: Melão de São Caetano
É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Ogum
relacionada a Yarí.
Nome Cientifico: Momordica charantia L.
Família: Cucurbitáceas
Origem: Ásia e da África adaptou-se no Brasil tornando-se popular em diversos
Estados.
Partes usadas: folhas, frutos e semente.
Indicações Terapêuticas: Regula o fluxo menstrual, ajuda no tratamento da
leucorréia, dores reumáticas, sarna, escabiose, furúnculos e doenças de pele como
eczemas, acne e doenças por fungos.
O fruto maduro cura hemorróidas e as folhas ajudam eliminar vermes intestinais.
Informações Complementares: Na Europa é cultivado, pois o fruto é comestível em
estado natural ou em forma de picles. Na Índia é usado como substituto do lúpulo na
fabricação de cerveja. As folhas clareiam e tiram manchas de roupas por isso é
conhecido por muitos com o nome de Erva de Lavadeira.
2.2.5.6. Nome Popular: Morango
É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Oxossi
relacionada a Damião.
Nome Científico: Fragaria vesca
Família: Rosáceas
Origem: planta original silvestre apresentando muitas espécies e variedades em todo
o mundo.
Partes usadas: folhas, frutos e rizomas.
Indicações Terapêuticas: refrescante, adstringente, cicatrizante, diurético, facilita a
digestão, estimula as funções hepáticas e o apetite, combate a gota, reumatismo
articular, inflamações da boca e garganta, irritação da flora intestinal, irritação

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cutânea, chagas, feridas, úlceras e diarréias crônicas, ajuda a regularizar o ácido
úrico.
Por ser rico em substâncias nutritivas, o fruto do morangueiro é indicado para
pessoas anêmicas. Portanto, não são indicados para obesos e diabéticos por ser
muito doce, e para pessoas que sofrem de urticária e de erupções da pele podendo
causar sensibilidade alérgica.
Informações Complementares: A espécie de morangueiro silvestre deu origem a
todas as espécies cultivadas em hortas e jardins de todo o mundo. Essa planta já
era conhecida pela civilização grega e romana.
O nome científico Fragaria significa ”odor delicioso” e vesca significa “nutrir”. Sua
essência entra na fabricação de perfumes e batons.
2.2.5.7. Nome Popular: Crisântemo
É a erva que representa a vibração de Yori com intermediação para Yorimá
relacionada a Cosme.
Nome Cientifico: Pyrethrum parthenium
Família: Compostas
Origem: Comum na Europa, sobretudo em Portugal, é muito cultivado no Brasil.
Partes usadas: folhas e flores.
Indicações Terapêuticas: Combate a insônia e acalma os nervos, falta de apetite,
cólicas intestinais, indigestões, sinusites e males estomacais.
Informações Complementares: É a flor nacional do J apão, aparecendo no escudo
oficial.

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2.2.6. Vibração de Xangô
Astro Regente: J úpiter para o Signo: Peixes – 20/02 à 20/03
Astro Regente: Netuno para o Signo: Sagitário – 22/11 à 21/12
Horário Vibratório: 15 às 18 hs Cor Vibratória: Verde
Dia Propício: Quinta–feira Metal: Estanho
Essência para Peixes: Mirra Essência para Sagitário: Heliotrópio
Mineral para peixes: Ametista Mineral para Sagitário: Topázio
Flor sagrada: Lírio Branco Geometria Sagrada: Quadrado
Erva sagrada: Louro Erva de Exu: Mangueira
Sítio Vibratório da Natureza: Pedreira
Chefe de Legião: Xangô Kaô
Exu Guardião Indiferenciado: Exu Gira-Mundo
2.2.6.1. Nome Popular: LIMÃO
Corresponde à vibração de Xangô relacionada ao Caboclo Xangô Kaô.
Nome Cientifico: Citrus limonum
Família: Rutáceas
Origem: Ásia e famoso em todo o mundo com diversas variedades.
Partes usadas: frutos e folhas.
Indicações Terapêuticas: O suco do limão sendo anti-séptico e cicatrizante, possue
um poder terapêutico muito extenso, é usado contra a gripe, garganta e boca
inflamada, ácido úrico, gota, reumatismo, nevralgia, diabetes, hepatite, aftas, feridas,
conjuntivite, distúrbios estomacais e intestinais, obesidade e também para circulação
sangüínea, ajuda a combater a hipertensão e arteriosclerose.
Informações Complementares: Além das propriedades terapêuticas, seu fruto é
muito usado na culinária e em perfumaria. Quando o suco ou a essência da casca
entra em contato com a pele é necessário lavar com sabão imediatamente, pois no
caso de exposição ao sol, a pele pode ficar manchada e até sofrer queimaduras e
reações alérgicas (Panizza, 1997).

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2.2.6.2. Nome Popular: Lírio da Cachoeira
É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Oxalá
relacionada ao Caboclo Pedra Branca.
Nome Científico: Lilium regale
Família: Liliáceas
Origem: espécie silvestre encontrada em quase todo território nacional.
Partes usadas: bulbo, pétalas das flores.
Indicações Terapêuticas: Utilizada contra dores artríticas e reumáticas, contra
distúrbios gástricos, prisão de ventre e afecções hepáticas, propriedades
estomáquicas e expectorantes. Também usados externamente em abscessos, calos,
contusões, furúnculos e verrugas.
Conhecido também como Lírio do campo.
2.2.6.3. Nome Popular: Abacate
É a erva que representa a vibração de Xangô, com intermediação para Yemanjá
relacionada ao Caboclo 7 Pedreiras.
Nome Cientifico: Persea americana L.
Família: Lauráceas
Origem: América Central (México e Guianas).
Partes usadas: frutos, folhas e semente (caroço).
Indicações Terapêuticas: As folhas são usadas para combater males dos rins,
bexiga, febres, reumatismo, é balsâmico. O caroço é tônico capilar e eficaz contra a
enterocolite.
Para dores reumáticas e contusões usar folhas picadas ou a semente (caroço)
ralada e colocada num copo com álcool e uma pedra de cânfora. Depois de curtido
aplica-se no local dolorido.

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Informações Complementares: Trata-se de planta popular encontrada em todo
Brasil, seu fruto é comestível e nutritivo (rico em vitaminas), a polpa do fruto é usada
como creme amaciante para cabelos e mãos e também como máscara facial.
2.2.6.4. Nome Popular: Erva - tostão
É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Yori
relacionada ao Caboclo Sete Cachoeiras.
Nome Cientifico: Boerhavia hirsuta L.
Família: Nyctaginaceae
Origem: Brasil
Partes usadas: raiz e folhas
Indicações Terapêuticas: Protetor e estimulante das funções hepáticas e renais; é
depurativo do sangue; diurético; eliminador de ácido úrico e da uréia; alivia úlceras e
feridas( Panizza,1997).
Informações complementares: No Brasil aparece do Amazonas até São Paulo,
conhecido como Agarra-pinto. O seu nome popular é alusivo à propriedade dos
pêlos glandulares de aderirem ao pêlo dos animais.
2.2.6.5. Nome Popular: Alecrim do Mato
É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Ogum
relacionada ao Caboclo Sete Montanhas.
Nome Cientifico: Baccharis dracunculifolia DC.
Família: asteraceae
Origem: Brasil
Partes usadas: folhas, flores e ramos.
Indicações Terapêuticas: Distúrbios gástricos, tônico, digestivo, combate artrite e
diversos tipos de afecções do trato respiratório. É adstringente e diurética e
febrífuga.
Informações Complementares: Planta silvestre empregada na medicina caseira.
Conhecido popularmente como Alecrim de Caboclo, alecrim-de-vassoura, cilca,
vassourinha, alecrim do campo, etc.

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2.2.6.6. Nome Popular: Fedegoso
É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Oxossi
relacionada ao Caboclo Xangô Agodô.
Nome Científico: Cássia occidentalis L.
Família: Fabaceae.
Origem: América Central e América do Sul.
Partes usadas: cascas, folhas, sementes e raízes.
Indicações Terapêuticas: Em infusão é usada para transtornos da próstata e as
folhas contra inflamações, edemas e em cataplasma para contusões e furúnculos. A
raiz é vermífuga e tônica, sendo amarga e antipirética é indicada para combater
febres tíficas e congestões do fígado. Suas sementes combatem a anemia. A planta
também é indicaca para bronquite, hepatite, hemorróidas e malária.
Informações Complementares: Cresce nas margens dos caminhos em zona
temperada. Há muitas variedades no Brasil. Sua semente torrada e moída é usada
para substituir o café.
Conhecido popularmente como: café negro, folha-do-pajé, fedegoso-verdadeiro,
maioba, taracu , etc.
Os indígenas usavam o sumo das folhas do fedegoso para curar o que conhecemos
por “bicheiras” (Camargo,1998).
2.2.6.7. Nome Popular: Goiabeira
É a erva que representa a vibração de Xangô com intermediação para Yorimá
relacionada ao Caboclo Pedra Preta.
Nome Científico: Psidium guajava L.
Família: Mirtáceas
Origem: América tropical.
Partes usadas: as folhas (chá) são indicadas para uso medicinal e a madeira é
usada na carpintaria, também usada como lenha e carvão.
Indicações Terapêuticas: é usada contra diarréia, má digestão, tuberculose, afecção
da garganta, tosse e bronquite. É cicatrizante de feridas.

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Informações Complementares: cultivada desde o México até São Paulo. Seus frutos
são comestíveis crus, e industrializados em forma de doce são exportados.
O nome goiaba vem do tupi Coyhab, que significa “o que tem sementes
aglomeradas”.

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2.2.7. Vibração de Ogum
Astro Regente: Marte para o Signo: Áries – 21/03 à 20/04
Astro Regente: Plutão para o Signo: Escorpião – 23/10 à 21/11
Horário Vibratório: 03 às 06 hs Cor Vibratória: Alaranjado
Dia Propício: Terça – feira Flor sagrada Cravo Vermelho
Essência para Áries: Cravo Essência para Escorpião: Tuberosa
Mineral para Áries: Rubi Mineral para Escorpião: Água marinha
Geometria Sagrada: Heptágono ou heptagrama Metal: Ferro
Erva sagrada: J urubeba Erva de Exu: Espada-de-Ogum
Sítio Vibratório da Natureza: Praia
Chefe de Legião: Ogum de Lei
Exu Guardião Indiferenciado: Tranca-Ruas
2.2.7.1. Nome Popular: Romã
É a erva que corresponde a vibração de Ogum relacionada ao Caboclo Ogum de
Lei.
Nome Científico: Punica granatum L.
Família: Punicáceas
Origem: África
Partes usadas: frutos, folhas, cascas do tronco e da fruta, e sementes (arilo).
Indicações Terapêuticas: Tônica, diurética, antiespasmódica e tenífuga; ajudam no
tratamento de inflamações da garganta, gengivas, combate cólicas intestinais e
diarréicas.
Informações Complementares: Fruto comestível de sabor agridoce. A indústria
química utiliza as cascas do tronco na fabricação de tintas, assim como as cascas
dos frutos, que servem para preparar adubos e tinturas. A polpa entra na
composição de diversas bebidas. O suco das sementes junto com mel é máscara
facial revitalizante.

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Nos sarcófagos egípcios (2500 a.C.) foram encontrados flores e folhas de romã.
Para eles a romã representava o símbolo da ambição.
A romã era usada na Babilônia e no antigo Egito, hoje considerada inútil.
A Romã é emblema floral da Espanha.
Na crença popular, as sementes são utilizadas contra inveja, e comê-las na
passagem do ano traz prosperidade financeira no ano seguinte (Panizza1997).

2.2.7.2. Nome Popular: Tulipa
É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Oxalá
relacionada ao Caboclo Ogum Matinata.
Nome Cientifico: Tulipa gesneriana
Família: Liliáceas
Origem: Turquia
Partes usadas: flores
Indicações Terapêuticas: desconhecida
Informações Complementares: O nome veio de “Tulipan” que significa turbante.
Desenvolvida na Holanda com algumas variedades. Os bulbos são plantados no
verão para florescer na primavera. No Brasil é cultivado na cidade de Holambra
(SP).
2.2.7.3. Nome Popular: Losna
É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Xangô
relacionada ao Caboclo Ogum Beira Mar.
Nome Cientifico: Artemísia absinthium
Família: Compostas
Origem: Ásia e Europa, bem aclimatada no Brasil.
Partes usadas: folhas e flores.
Indicações Terapêuticas: Erva amarga e aromática. Estimula o apetite, facilita a
digestão para o fígado e vesícula, ajuda no tratamento da obesidade; alivia dores

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gástricas, combate anemia, cólicas menstruais, regula a menstruação, combate
febres, gases e parasitas intestinais (tênia, lombriga e oxiúros) (Panizza,1997).
Informações Complementares: As virtudes dessa planta são conhecidas desde a
antiguidade, usada como antídoto em envenenamentos por outras plantas e também
nas intoxicações.
A Losna tem uso energético desde a Antigüidade. Ela era usada para fazer limpezas
profundas em ambientes, preparando-o para trabalhos espirituais.
O nome Losna deriva do grego que significa “privado de doçura”, é empregada na
indústria de bebidas amargas, vermutes, vinhos e licores.
Curiosidades: consagrada a Diana caçadora (Ártemis), protetora das mulheres no
parto. A losna é citada em um papiro egípcio que data 2500 a.C. Os celtas e árabes
também recomendavam o seu uso.
2.2.7.4. Nome Popular: Macaé ou Rubim
É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Yori
relacionada ao Caboclo Ogum Megê.
Nome Cientifico: Leonurus sibiricus L.
Família: Herbácea
Origem: Sibéria
Partes usadas: flores e folhas.
Indicações Terapêuticas: Antiespasmódica, tônica, expectorante, cicatrizante,
emenagoga, estomáquico, diurético e vermífugo. Auxilia no tratamento de distúrbios
cardíacos. As flores são usadas na limpeza de feridas e úlceras de pele.
Alivia dores de contusões e torceduras (folhas maceradas em cataplasma). Também
auxilia no reumatismo e na artrite, usos internos, externos em forma de pomada.
É antidiarréica, abaixa a febre e aumenta o apetite e a resistência de crianças que
estão constantemente resfriadas e com bronquite.
Essa erva faz diminuir o ventre dilatado de crianças ajudando a nutrir e engordar,
combatendo a atrepsia (magreza extrema). Dose: um punhado da planta (10g) em
infusão para 1 copo de água fervente. Coar e tomar 1 colher (sopa) de 2 em 2 horas.

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Informações Complementares: Originária da Sibéria, aclimatados no Sul e Sudeste
brasileiros. Planta espontânea, aromática, que se reproduz por sementes e gosta de
solos arenosos.
Nomes populares: marroio, cordão de São Francisco mais conhecido como Rubim.
2.2.7.5. Nome Popular: Jurubeba
É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Xangô
relacionada ao Caboclo Ogum Beira Mar.
Nome Cientifico: Solanum paniculatum L.
Família: Solanáceas
Origem: Norte do Brasil.
Partes usadas: folhas, raiz e frutos.
Indicações Terapêuticas: O suco da jurubeba possui propriedades diuréticas. As
folhas são usadas para a cicatrização de feridas, atuam combatendo diabetes. O
chá da raiz também é usado como tônico do sistema digestivo, contra anemia e
febres intermitentes. Os frutos são indicados para problemas do fígado. Contra
erisipelas, tumores, abscessos internos, hepatites e obstruções hepáticas.
Recomenda-se utilizar, juntos, raiz e folhas.
Informações Complementares: Originário do Norte do Brasil aparece especialmente
no Ceará e Pernambuco de preferência em solos arenosos. Possui macho (folhas
menores) e fêmea (mais alta e espinhosa).
O nome jurubeba provém do tupy “Yu” (espinho) e “Peba” (chato). Os indígenas já
conheciam o seu uso.
2.2.7.6. Nome Popular: Samambaia
É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Oxossi
relacionada ao Caboclo Ogum Rompe Mato.
Nome Científico: Pterídium aquilínum
Família: Polipodiáceas
Origem: Brasil
Partes usadas: folhas

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Indicações Terapêuticas: Infusão das folhas: usada contra reumatismo. Os rizomas
em decocção funcionam como sedativo da tosse que acompanham a tuberculose já
em estado adiantado.
Empregada com sucesso no reumatismo gotoso (que engrossa as juntas). Pessoas
que padeciam de dores reumáticas durante anos ficaram curadas com o chá usado
persistentemente num espaço de 2 a 3 meses. As dores desaparecem logo e as
articulações voltam pouco a pouco ao normal. A samambaia indicada é a do morro,
pois as outras não produzem os mesmos resultados. Quem não gostar do chá, pode
tomar o preparado PTERIS em tintura da Flora Medicinal.
Informações Complementares: Encontrada em todo o território nacional
especialmente nas capoeiras e solos cansados. Essa planta, quando verde serve de
adubo para cafeeiros.
O nome samambaia é proveniente do tupi e significa "aquele que se torce em
espiral".
2.2.7.7. Nome Popular: Cinco Folhas
É a erva que representa a vibração de Ogum com intermediação para Yorimá
relacionada ao Caboclo Ogum de Malê.
Nome Científico: Potentilla reptans L.
Família: Rosáceas
Origem: América e Europa
Partes usadas: Rizoma (caule subterrâneo) e a raiz.
Indicações Terapêuticas: Usada para aumentar a produção de leite das cabras e
combater a hematúria (sangue na urina) do gado.
Propriedades medicinais: adstringente, hemostática, anti-séptica e cicatrizante.
Reduzem as secreções das mucosas, especialmente as digestivas e genital, usada
contra gastrenterites, diarréia infecciosa, leucorréia, hematúria (sangue na urina),
hemoptises (sangue na expectoração), inflamação da boca e faringe, furúnculos,
espinhas e frieiras.

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Informações Complementares: a pentaphyllon dos discípulos de Hipócrates e de
Dioscorides era a cinco folhas. Também conhecida como cinco-em-rama e
quinquefólio.

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2.2.8. Vibração de Oxossi
Astro Regente: Vênus
Signo: Touro – 21/04 à 20/05 e Signo: Libra – 23/09 à 22/10
Horário Vibratório: 06 às 09 hs Cor Vibratória: Azul
Dia Propício: Sexta – feira Flor sagrada: Palmas
Essência para Touro: Violeta Essência para Libra: J asmim
Geometria Sagrada: Hexágono ou hexagrama Metal: cobre
Erva sagrada: Erva doce Erva de Exu: Sabugueiro
Sítio Vibratório da Natureza: Mata
Chefe de Legião: Arranca-Toco
Exu Guardião Indiferenciado: Exu marabô
2.2.8.1. Nome Popular: Erva-doce
É a erva que corresponde à vibração de Oxossi relacionada ao Caboclo Arranca-
Toco.
Nome Cientifico: Pimpinella anisum L.
Família: Umbeliferae
Origem: Ásia e Europa.
Partes usadas: fruto-semente e folhas.
Indicações Terapêuticas: Antiespasmódico, carminativo e expectorante, consumida
na forma de chá alivia as cólicas intestinais, acalma a excitação nervosa. Melhora
enjôos e vômitos na gravidez e aumenta o leite materno, alivia enxaquecas de
origem digestiva.
Toxicologia e contra indicações: A grande incidência de luz solar transforma o anetol
(não tóxico) em ácido anetóico (tóxico).
Informações Complementares: Sua composição é rica em celulose, cálcio, fósforo e
vitamina B. A sua essência é utilizada na indústria de cosméticos, culinária e bebidas
licorosas.
Planta medicinal aprovada pela ANVISA.

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2.2.8.2. Nome Popular: Malva Cheirosa
É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Oxalá,
relacionada ao Caboclo Arruda.
Nome Cientifico: Malva sylvestris
Família: Malváceas
Origem: Europa.
Partes usadas: folhas
Indicações Terapêuticas: antiinflamatória, expectorante, diurética.
A malva é boa para tosse, asma, bronquite, aftas, artrite, prisão de ventre,
inflamações da pele, garganta e bexiga, abscessos, excitação nervosa, problemas
intestinais e renais. Ajuda a combater a obesidade.
O chá concentrado de Malva, ou a tintura mãe de malva podem ser usados em
gargarejos para quem tem faringite ou amigdalite, ou mesmo precisa falar muito.
Compressas do mesmo chá podem ser feitas nos olhos, para aliviar dores de cabeça
ou processos inflamatórios no rosto.
Informações Complementares: Nos tempos antigos (desde o século XII a.C.), a
malva era consumida como verdura comestível, utilizada como emoliente,
refrescante e laxativo. Carlos Magno a cultivava nos seus jardins imperiais.
Encontrada em estado silvestre ou cultivadas a partir de sementes ou mudas. É
contra indicada para diabéticos.
2.2.8.3. Nome Popular: Malvaísco
É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Yemanjá,
relacionada ao Caboclo Pena Branca.
Nome Científico: Althaea officinalis L.
Família: Malváceas
Origem: Ásia.
Durante a idade média as Altéias foram introduzidas na Europa.

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Partes usadas: flores e folhas e raízes.
Indicações Terapêuticas: Usadas como emolientes e refrescantes nas inflamações
cutâneas e da garganta. A raiz fresca em cataplasma é usada contra abscessos e
furúnculos.
Ajuda a combater asma, bronquite, tosse, gastrite, inflamações do aparelho urinário,
pulmonar e digestivo, prisão de ventre, úlcera e dor de garganta. Externamente em
cataplasmas para furúnculos e abcessos.
Informações complementares: O nome Althaea (do Grego – althaia = curandeira)
refere às conhecidas propriedades medicinais de algumas Malváceas, não confundir
com Malvavisco (Malvaviscus arboreus) conhecida por Malva de colibri ou Malva-da-
Índia originária da América Central e da América do Sul.
2.2.8.4. Nome Popular: Erva-da-Jurema
É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Yori,
relacionada à Cabocla J urema.
Nome Científico: Mimosa hostilis benth
Família: Mimosáceas
Origem: Nordeste do Brasil.
Partes usadas: flores e folhas.
Indicações terapêuticas: planta usada externamente para lavar feridas e úlceras.
Nas erupções da pele, tem efeito altamente benéfico.
Informações Complementares: O vinho de J urema, chamada popularmente de
J urema, é usado pelos índios do Brasil. Os efeitos do vinho são descritos por J osé
de Alencar no romance Iracema. Usado nos terreiros de Candomblé na passagem
do ano. Contém substância alucinógena.
Essa planta era considerada de bruxaria, mágica, diabólica pelos colonizadores.
Mais tarde foi tolerada e aceita quando os índios foram integrados às linhas
guerreiras entre portugueses e francesas, os índios se tornavam mais fortes e
dispostos quando ingeriam a bebida feita com a planta.(Albuquerque, 2005).


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Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas regiões
Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado de "Culto da
J urema".
Esse culto deve-se ao fato de que os nossos índios enterravam seus mortos junto à
raiz da jurema. Daí passavam a cultuar esses mortos para que eles evoluíssem
espiritualmente e habitassem o tronco da jurema ajudando a todos da tribo em suas
necessidades. No nordeste, este culto recebeu outros nomes como: Toré, Curicurí
Praiá e J uremado.
A “erva-da-jurema” é usada em forma de fumo, na defumação da casa, nos rituais de
amaci e batismo do iniciado no culto da J urema.
Existem várias espécies de jurema, como por exemplo: jureminha, jurema branca,
jurema preta, jurema da pedra e jurema mirim.
2.2.8.5. Nome Popular: Parreira–do–Mato
É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Xangô,
relacionada ao Caboclo Cobra-Coral.
Nome Científico: Cissampelos pareira L.
Família: Menispermaceae
Origem: Brasil
Partes usadas: casca, raiz e folhas.
Indicações Terapêuticas: Contra cálculos renais, cólicas uterinas, má digestão,
febre, prisão de ventre, hidropisia, reumatismo, contusões e inflamações dos olhos.
Informações Complementares: também conhecido por abutua, parreira-brava, uva
do rio e cipó-de-cabra.
2.2.8.6. Nome Popular: Dracena
É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Ogum,
relacionada ao Caboclo Araribóia.
Nome Científico: Dracaena marginata
Família: Agaveáceas
Origem: África, Madagascar.

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Partes usadas: Folhas
Informações Complementares: Seu desenvolvimento é rápido, as folhas compridas e
pontiagudas em rosa e vermelho, e provocam um efeito decorativo. Planta rústica
que suporta qualquer clima.
2.2.8.7. Nome Popular: Sabugueiro
É a erva que representa a vibração de Oxossi com intermediação para Yorimá,
relacionada ao Caboclo Tupinambá.
Nome Científico: Sambucus nigra
Família: Caprifoliáceas
Origem: Europa, aclimatado no Brasil.
Partes usadas: flores, folhas e casca (entrecasca ou casca mediana do caule).
Indicações Terapêuticas: propriedades diuréticas, depurativas, refrescantes e
laxativas. As preparações à base de sabugueiro são benéficas no tratamento de
artrite, ácido úrico, reumatismo, bronquite, hemorróidas, obesidade, dermatoses
(erisipela, eczemas, etc). Combate febres; é analgésico para dores em geral; é
estimulante da sudorese e ajuda curar sarampo e catapora.
Como uso diurético e para reumatismo fazer chá das cascas. Para dermatoses e
febres são usadas as flores (nunca usadas frescas) em infusão.
Informações Complementares: Desde a antigüidade são conhecidas suas
propriedades medicinais, o seu uso na culinária (vinho) e em cosméticos. Na Europa
é fácil de encontrar próximo aos povoados, porque eram plantados acreditando atrair
espíritos do bem.
O sabugueiro quando plantado junto a outras plantas no jardim ou em hortas, atrai
para si os pulgões, não permitindo que ataquem as outras plantas (Panizza, 1997).
A história do sabugueiro é tão antiga quanto à do homem, os arqueólogos acharam
vestígios dessa árvore em estações arqueológicas da Idade da Pedra na Suíça e no
norte da Itália.

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2.2.9. Vibração de Yorimá
Astro Regente: Saturno
Signo: Capricórnio – 22/12 à 20/01 Signo: Aquário – 21/01 à 19/02
Horário Vibratório: 21 às 24 hs Cor Vibratória: Lilás
Essências para Capricórnio: Eucalipto para Aquário: Erva Cidreira
Geometria Sagrada: Pentágono ou pentagrama Metal: Chumbo
Dia Propício: Sábado Flor sagrada: Dálias escuras
Erva sagrada: Eucalipto Erva de exu: Vassoura-preta
Sítio Vibratório da Natureza: Cachoeira
Chefe de Legião: Pai Guiné
Exu Guardião Indiferenciado: Exu Pinga Fogo
2.2.9.1. Nome Popular: Eucalipto
É a erva que corresponde a Vibração Yorimá relacionada a Pai Guiné.
Nome Científico: Eucalyptus globulus Labill.
Família: Mirtáceas
Origem: Austrália
Parte usada: Folha e fruto.
Indicações Terapêuticas: Balsâmico, expectorante, sudorífero, anti-séptico,
desinfetante, sedativo, antiespasmódico, e estomáquico. Externamente emprega-se
em fricções contra reumatismo e dores nevrálgicas e ciáticas.
Suas principais indicações compreendem inflamações das vias respiratórias - tosse,
rouquidão, gripes e resfriados e afecções catarrais.
Inalações feitas com o vapor do chá das folhas ajudam a combater a rinite e sinusite.
Informações Complementares: o óleo é absorvido e eliminado parcialmente ao nível
do pulmão, excitando as secreções e favorecendo a expectoração (Panizza,1997).


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Na Austrália existem florestas com árvores com até 100 metros de altura. No Brasil
existem 200 espécies usadas para reflorestamento.
2.2.9.2. Nome Popular: Alfavaca
É a erva que representa a vibração de Yorimá com intermediação para Oxalá,
relacionada ao Pai Tomé.
Nome Científico: Ocimum gratissimum L.
Família: Labiadas
Origem: Ásia e África.
Parte usada: Raiz, folhas e flor.
Indicações Terapêuticas: O chá feito das suas folhas é estimulante, carminativo,
sudorífero, diurético é bom para náuseas e dores abdominais provocada por gases e
disenteria. Indicada nos casos de debilidade nervosa, digestão difícil, doenças
estomacais e renais, para tosse e febre, combate dores de garganta, angina e aftas.
A raiz usada como xarope reduz a tuberculose pulmonar.
Informações Complementares: Conhecida e utilizada desde a antiguidade no uso
culinário (árabes, gregos e romanos). Provavelmente chegou à Europa vinda da
Índia passando pelo Oriente Médio. Foi introduzida no Brasil pela colônia italiana.
Prefere climas temperados.
2.2.9.3. Nome Popular: Vassoura Branca
É a erva que representa a vibração de Yorimá com intermediação para Yemanjá,
relacionada ao Pai Arruda.
Nome Científico: Baccharis aphiylla
Família: Compostas
Sinonímia: – vassourinha, alecrim do campo.
Origem: Brasil
Partes usadas: Folhas.
Indicações Terapêuticas: Planta silvestre, com muitas espécies denominadas
vassouras, as que mais se destacam por suas aplicações terapêuticas são a
B.aphylla e a B. dracunculifolia esta conhecida como alecrim-do-campo e cilca.

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Informações Complementares: Considerada erva daninha por invadir terrenos
cultivados.
2.2.9.4. Nome Popular: Sete Sangrias
É a erva que representa a vibração de Yemanjá com intermediação para Yori,
relacionada ao Pai Congo de Aruanda.
Nome Científico: Cuphea balsamona
Família: Lythraceae
Origem: Brasil ou América central e sul.
Partes usadas: toda a planta.
Indicações Terapêuticas: depurativa, digestiva e diurética.
Combate a arteriosclerose, a hipertensão arterial e as palpitações do coração; é
ativador da circulação sangüínea. Limpa o estômago e intestinos. É usada contra
doenças venéreas e afecções da pele como eczema, úlceras e furúnculos. Sendo
diurética, ajuda nas moléstias dos rins, bexiga, uretra e no edema das pernas.
Usada internamente para combater a febre, cólicas e disenterias. Quando é usada
de forma prolongada, alivia e fortalece o coração, combate o colesterol e baixa a
pressão. O pó das folhas secas tem um bom resultado usado topicamente nas
úlceras crônicas.
Informações Complementares: Erva de caules e ramos pubescentes, folhas opostas
e flores róseas.Também conhecida como perna-de- saracura.
A Sete sangrias era considerada pelos antigos como uma plantinha tão boa que
substituía sete sangrias.
2.2.9.5. Nome Popular: Tamarindo
É a erva que representa a vibração de Yorimá com intermediação para Xangô,
relacionada à Vovó Maria Conga.
Nome Científico: Tamarindus indica L.
Família: Leguminosas
Origem: África tropical e Índia.
Partes usadas: frutos e folhas

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Indicações Terapêuticas: A polpa do tamarindo combate diarréias, inflamações em
geral, distúrbios gástricos, febres biliosas e congestão hemorroidais. As folhas são
vermífugas.
Informações Complementares: Introduzida a partir da Ásia, aparece
espontaneamente em vários estados brasileiros. Cultivado em todo o Brasil os frutos
são usados em sucos e sorvetes. A madeira é usada para construção. Na Índia e
sudeste da Ásia o tamarindo tinha fama de ser morada de influências maléficas.
2.2.9.6. Nome Popular: Trombeta
É a erva que representa a vibração de Yorimá com intermediação para Ogum,
relacionada ao Pai Benedito.
Nome Científico: Datura arbórea
Família: Solanáceas
Origem: Estado do Pará.
Partes usadas: Flores e folhas.
Indicações Terapêuticas: Calmante, narcótica e antiasmática. O “óleo de trombeta” é
empregado na farmacêutica como emoliente. A tintura é empregada em uso externo
(fricções) nas dores reumáticas, nevralgias e dormências. Devem ser usadas com
controle médico para evitar doses altas, por ser uma planta tóxica.
Informações Complementares: Cultivada em todo o território nacional, desprendem
perfume à noite. Há também a D. suaveolens (México).
2.2.9.7. Nome Popular: Guiné-Pipi
É a erva que representa a vibração de Oxossi relacionada ao Pai J oaquim.
Nome Cientifico: Petiveria alliacea L.
Família: Fitolacáceas
Sinonímia: pipi, tipi, mucura-caá, tipi-verdadeiro.
Origem: América Tropical; desenvolveu-se bem em todo o Brasil.
Partes usadas: Folhas e raiz.

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Indicações Terapêuticas: Arbusto silvestre com propriedades depurativas,
emenagogas, estimulantes, espasmódicas, febrífugas e sudoríferas. É também
abortiva. Em homeopatia, indica-se no tratamento de hidropisia, sífilis e blenorragia.
Para reumatismo é usada cataplasma feita com as folhas.

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2.3. Ervas de Exu Indiferenciado
Serventia do representante da Vibração Espiritual.
2.3.1. Nome Popular: Guiné
É a erva que representa Exu 7 Encruzilhadas (serventia da vibração de Oxalá
relacionada ao Caboclo Urubatão da Guia).
Nome Científico: Petiveria tetranda
Família: Fitolacáceas
Origem: Brasil
Parte Usada: Folhas e raízes
Indicações Terapêuticas: Combate à cefaléia, enxaqueca, paralisia, reumatismo,
artrite e hidropisia. É abortiva.
Informações Complementares: Modo de usar. Para combater o reumatismo, fazer
massagens com as raízes em infusão com álcool. E o chá para o restante dos
males. Arbusto silvestre conhecido pelas escravas como “amansa-senhor”, quando
elas sofriam assedio sexual por parte dos seus senhores, usavam a raiz da erva em
pó misturado na comida, em pequenas doses e aos poucos os faziam sofrer de
insônia, alucinação, paralisia na laringe (mudo), convulsões até a morte
(reader’digest, 1999,p.24).
2.3.2. Nome Popular: Brinco de Princesa
É a erva que representa Exu Pomba-Gira (serventia da Vibração de Yemanjá,
relacionada à Cabocla yara).
Nome Científico: Fuchsia integrifólia
Família: Onagraceae
Origem: América Central e Sul, comum em serras do Brasil.
Parte Usada: Flores e folhas
Indicações Terapêuticas: Combate a ansiedade e insônia.

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Informações Complementares: Encontrada em locais com altitude superior a 2000
metros, produzem flores pendentes e podem ser cultivadas em clima frios ou
amenos. São encontradas mais de 100 espécies diferentes.
2.3.3. Nome Popular: Pitanga
É a erva que representa Exu Tiriri (serventia da vibração de Yori relacionada ao
Tupãnzinho).
Nome Científico: Eugenia uniflora L.
Família: Myrtaceae
Origem: É encontrada de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.
Partes usadas: folhas e frutos.
Indicações Terapêuticas: As folhas usadas na forma de chá, tem propriedades
digestivas, adstringente, antitérmica, calmante, vermífuga, anti-reumática,
balsâmicas, é também usadas para combater febres, hipertensão, diarréias e
amidalites.
Informações Complementares: Seu fruto é apreciado na culinária e sua madeira
serve para lenha e marcenaria. O estado de Pernambuco é o seu maior produtor.
São encontradas várias espécies. Existem vários nomes populares como:
pitangueira, pitangueira-vermelha, pitanga-roxa, pitanga-branca, pitanga-rósea,
pitanga-do-mato. O nome pitanga provém do tupi pitag, que significa vermelho.
2.3.4. Nome Popular: Mangueira
É a erva que representa Exu Gira-Mundo (serventia da vibração de Xangô
relacionada ao caboclo Xangô Kaô).
Nome Científico: Mangifera indica
Família: Anacardiáceas
Origem: Índia e foi introduzida no Brasil pelos colonizadores, trazida de Goa.
Partes usadas: frutos, folhas, cascas, resina do tronco e suco dos galhos.
Indicações Terapêuticas: A casca é empregada contra hemorragias uterinas,
leucorréia e sarna. A resina do tronco usada contra diarréia e sífilis e o suco dos
galhos também como antidiarréico. As folhas novas usadas contra asma. As

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sementes assadas e piladas usadas contra vermes e menorragia. O chá feito das
folhas é indicado para combater afecções pulmonares (bronquite asmática, bronquite
catarral e tosse). Bochechos feitos com o chá frio aliviam gengivite e feridas na boca
e no canto dos lábios.
Informações Complementares: Introduzida a partir da Ásia, em quase todas as
regiões tropicais da África e América, aportou no Brasil no séc. XVI, mas os frutos já
eram conhecidos aqui porque eram importados da Índia, seus países de origem.
2.3.5. Nome Popular: Espada-de-Ogum
É a erva que representa Exu Tranca-Ruas (serventia da vibração de Ogum,
relacionada ao Caboclo Ogum de Lei).
Nome Cientifico: Sauslvieira trifasciata
Família: Liliáceas
Origem: África
Partes usadas: Folhas
Indicações Terapêuticas: Contra energia negativa.
Informações Complementares: Herbácea rizomentosa perene da África. Estudos
realizados nos E.U.A. especialmente pela NASA, estão indicando que as plantas
realmente apresentam propriedades purificadoras de ambientes. Funciona como
purificadora, pois absorve formaldeídos liberados por madeiras, tecidos sintéticos e
carpetes. A espada de São J orge é elemento de proteção na Umbanda tida como
poderosa arma contra energias negativas. Planta indispensável no vaso de sete
ervas.
2.3.6. Nome Popular: Mamona
É a erva que representa Exu Marabô (serventia da vibração de Oxossi, relacionada
ao Caboclo Arranca Toco).
Nome Científico: Ricinus communis.
Família: Euforbiáceas
Origem: Ásia meridional e África.
Partes usadas: sementes e folhas

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Indicações Terapêuticas: Suas folhas em infusão no banho de assento alivia
hemorróidas. Suas folhas cozidas com sal são usadas para combater inchaço dos
pés. O óleo de rícino é usado como regularizador do intestino e também para
fortalecer unhas e cabelos.
Informações Complementares: Planta encontrada no antigo Egito. Suas sementes
são venenosas, delas se extrai o óleo de rícino empregada na medicina humana e
veterinária e na indústria como lubrificante, combustível, fixador de cores e
perfumes. O óleo não é venenoso, pois os resíduos tóxicos ficam durante o processo
de extração.
Conhecida pelo nome de carrapateira devido ao formato de suas sementes serem
semelhantes ao carrapato.
2.3.7. Nome Popular: Vassoura Preta
É a erva que representa Exu Pinga-Fogo (serventia da vibração de Yorimá,
relacionada ao Pai Guiné).
Nome Científico: Sida. acuta
Família: Malváceas
Sinonímia: guanxuma, tupixá.
Origem: Encontrada em todo o território brasileiro.
Partes usadas: folhas
Indicações Terapêuticas: Na medicina popular e homeopática é usada como
emoliente, tônicas, febrífugas, estomáquicas e anti-hemorroidais. As folhas em
cataplasma são usadas sobre picadas de insetos.
Informações Complementares: Nas zonas rurais fazem vassouras rústicas. As fibras
resistentes e finas são usadas no fabrico de cordão e papel.

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2.3.8. Ervas de Exu Que Podem Ser Substituídas
Na ausência de qualquer erva de Exu elas podem ser substituídas por: Mamona
Bananeira e Espada de Ogum em conjunto.
Quando necessário, na falta de qualquer das ervas citadas, pode-se substituir por
Pinhão Roxo ou pelo Comigo-Ninguém-Pode.


Figura 2.3 – Acervo da FTU


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Esse quadro que também se encontra nas dependências da FTU mostra as ervas
das substituições e também as ervas das defumações citadas. A seguir são
explicadas as ervas de Exú que faltam e as ervas para defumações que são
referidas no quadro acima.
2.3.8.1. Nome Popular: Bananeira
Nome Científico: Musa paradisíaca: M. sapientium
Família: Musáceas
Origem: Brasil e outros países
Partes usadas: folhas, flores e frutos.
Indicações Terapêuticas: Antiofídica. Combate a diarréia, gonorréia, leucorréia,
hemorragias uterinas, laringite, homeostática, tônico capilar e muscular. Emprega-se
o suco das flores em afecções respiratórios e oculares.
Informações Complementares: Grande variedade de espécies popularmente
chamada de: banana-brava, banana-maçã, banana-nanica, indígena do Brasil e
outras.
2.3.8.2. Nome Popular: Comigo-Ninguém-Pode
Nome Científico: Dieffenbachia seguine
Família: Aráceas
Origem: Encontrada no Amazonas, Pará e Maranhão.
Partes usadas: Folhas
Indicações Terapêuticas: Tem alto poder tóxico e entorpecente. A seiva desta planta
é cáustica, se colocada na boca causa dores e impossibilidade de falar.
Informações Complementares: É cultivada como planta ornamental. Gosta de
lugares úmidos e sombreados.
2.3.8.3. Nome Popular: Pinhão Roxo
Também conhecido como: pinhão-de-purga, pinhão paraguaio, pinhão-bravo,
pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo.
Nome Cientifico: Jatropha curcas L.

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Família: Euphorbiaceae
Origem: América tropical
Partes usadas: Folhas
Indicações Terapêuticas: Antiespasmódico, antieméticos, eventualmente
antidiarréico. Lesões da pele: soluções anti-sépticas, analgésicas, anti-histamínicos.
Casos graves: corticóides.
Informações Complementares: Quadro Clínico: Ingestão: ação irritativa do trato
gastrintestinal, dor abdominal, náuseas, vômitos, cólica intensa, diarréia às vezes
sanguinolenta. Hipotensão, dispnéia, arritmia, parada cardíaca. Evolução para
desidratação grave, choque, distúrbios hidroeletrolíticos, torpor, hiporreflexia, coma.
Pode ocorrer insuficiência renal.
Contato: látex, pelos e espinhos: irritante de pele e mucosas.

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2.4. Ervas Citadas para Defumação e Essências
2.4.1. Nome Popular: Cravo–da–índia
Nome científico: Eugenia caryophyllata
Família: Mirtáceas
Origem: Ilhas moluscas e Filipinas.
Partes usadas: folhas, sementes e botões florais.
Indicações terapêuticas: tônicas, excitantes, estomáquicas, carminativas,
afrodisíacas. Chá adoçado é coadjuvante no tratamento de bronquite gripe e tosse.
Usado em higiene bucal para fazer assepsia e promover um hálito agradável,
combate à acne e dores de dente. O óleo pode ser usado para massagear músculos
doloridos, mas pode causar reações alérgicas para pessoas sensíveis.
Contra-indicações: pode provocar contrações na musculatura do útero sendo,
portanto, contra-indicado para gestantes.
Informações complementares: Uma das primeiras especiarias mencionadas nos
antigos documentos chineses, o cravo-da-índia era apreciado por gregos e romanos
por suas propriedades medicinais e desde o século IV seu uso era extensivo a toda
Europa, importado do Oriente.
Usado na culinária como condimento, o azeite oriundo dos botões florais, é utilizado
na indústria de perfumes e sabonetes.
2.4.2. Nome Popular: Canela
Nome Científico: Cinnamomum zeylanicum
Família: Lauráceas
Origem: Sri Lanka (Ceilão).
Partes usadas: folhas e cascas.
Indicações Terapêuticas: indigestão, flatulência, ajuda combater gripes, resfriados,
tosses, dores de garganta, bem como febres e vômitos.
É adstringente, tônica, carminativa, estimulante, emenagoga e anti-séptica. Incluí-la
na dieta diária evita-se o stress e ajuda a combater o cansaço.

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Contra indicação: para mulheres grávidas podendo prejudicar a gestação por
estimular o útero, para quem sofre de úlcera gastroduodenal e também pode causar
alergias cutâneas em pessoas sensíveis a ela.
Informações complementares: O incenso de canela é usado como um purificador de
ambientes, é um poderoso calmante e também sintoniza bons fluidos financeiros,
sendo seu odor reputado como "chamariz" para atrair clientes a negócios. J á era
conhecida nos mercados gregos e romanos.
Era conhecida e utilizada pelos chineses em 2500 a.C.. Era muito apreciada pelo
povo de Israel. Segundo Camargo a canela teria entrado no Brasil com os
portugueses e os jesuítas já a vendiam em suas boticas.
Curiosidades: Os antigos judeus curavam febres e gota misturando a canela com
vinho de tâmaras, mas foi na China e em outros países asiáticos que ela começou a
ser usada como condimento e acabou se tornando uma planta medicinal.
Existe a canela-da-china (Cinnamomum aromaticum) que se obtém da casca de
outra árvore similar, a caneleira chinesa, cujo sabor é mais picante e menos
delicado, embora com as mesmas propriedades.
2.4.3. Nome Popular: Anis-Estrelado
Nome Científico: Illicium verum
Família: Magnoliáceas
Origem: Índia.
Partes Usadas: folhas e sementes.
Indicações Terapêuticas: é estimulante, diurético e alivia flatulências e náuseas.
É calmante e expectorante sendo muito usado no tratamento de bronquite, tosses e
dores de garganta.
Na China, recomendam-se as suas sementes contra o cansaço e no tratamento de
hérnia e doenças da bexiga.
Informações Complementares: Procedente da Índia o anis estrelado, foi introduzido
na China meridional, chegando na Europa no final do século XVII.

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Uma de suas espécies, o Illicium anicatum transplantada para o Brasil, adaptou-se
perfeitamente. Hoje empregado em culinária na composição de licores. É de uma
família botânica diferente do anis comum mas seu príncipio ativo é o mesmo
portanto as propriedades de ambos são semelhantes.
Também conhecido como badiana e anis-do-J apão.
2.4.4. Nome Popular: Imburana
Nome Científico: Torresea cearensis
Família: Leguminosas
Origem: Brasil
Partes Usadas: sementes e cascas
Indicações Terapêuticas: aromática, anticoagulante, antiinflamatória, bronco-
dilatadora, cardiotônica, diaforética, estimulante, estomáquicas, febrífuga,
expectorante. Sua tintura, cascas e semente são úteis nas moléstias da bexiga e
pulmões, ajuda a tratar bronquites, tosse, gripe e resfriados.
As sementes contêm cumarina. Acredita-se que a planta possui a propriedade de
ajudar na concentração, atrai o auxílio de entidades superiores, fazendo a limpeza
espiritual de lugares e pessoas.
2.4.5. Nome popular: Mirra
Nome científico: Commiphora molmol
Família: Burseraceae
Origem: nativa do nordeste da África (Somália e Etiópia).
Partes usadas: caule (extrai-se a resina).
Indicações terapêuticas: anti-sépticas, repelente, antiinflamatória, emoliente,
desodorante, adstringente, desinfetante, diurético e antivirótico. Usada também para
bronquite, diarréia, resfriados, dores de garganta, tosse, gengivites e úlceras bucais.
O uso deve ser moderado, pode ser abortivo.
A palavra mirra origina-se do hebraico maror ou murr, que significa “ amargo”. A
resina é obtida a partir de incisões feita no caule da planta.

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Informações complementares: Os egípcios empregavam a mirra no culto ao deus
Sol, também era usada para embalsamar e esperar a ressurreição futura, por isso
representava a morte (Crow, 1980). Até o século XV, era usada como incenso em
funerais e cremações. É também utilizada em algumas celebrações religiosas como
a missa. Antigamente era utilizada como moeda para trocas, por sedas e ouro. No
J apão, Tibet e Índia é usada como incenso, por monges para atingir um estado
meditativo claro.
2.4.6. Nome popular: Benjoim
Nome científico: Styrax benjoim
Família: Styracaceae
Origem: Ásia tropical
Partes usadas: caule, sementes e cascas.
Indicações terapêuticas: frieiras, gripe, constipações, tosse, catarro, laringite,
bronquite, artrite reumática, flatulência (gases), gota e infecções urinárias.
Informações complementares: Excelente para expulsar a energia estagnada e
cristalizada (no ambiente e no corpo), usada milenarmente no Oriente com esses
fins. Na China, durante milênios ela foi utilizada para fins medicinais (digestivo, anti-
séptico, etc.). No Ocidente, é usada em perfumaria, onde a sua tinta alcoólica ainda
é um ingrediente insubstituível.
O benjoim é obtido a partir de incisões feitas no caule do estoraque, planta nativa
cultivada em Sumatra e Sião (Crow, 1980).
Curiosidades: o benjoim e o olíbano são os principais ingredientes usados na
preparação dos incensos para os cultos religiosos.
2.4.7. Nome popular: Incenso
Nome científico: Boswellia serrata
Família: Estiráceas.
Origem: África e Ásia
Partes usadas: caule

69
Indicações terapêuticas: equilíbrio das energias, usado pela maioria dos cultos
religiosos.
Informações complementares: O Incenso ou Olíbano é uma resina extraída por
incisão do tronco de árvores da família Burseraceae, que se recolhe do tronco
depois que a resina seca e endurece. O incenso genuíno era obtido de plantas do
gênero Boswellia.

Vimos apenas uma pequena parte de ervas relacionadas à Magia
vegetoastromagnética na Umbanda. Com essa amostra percebe-se a fragmentação
que existe dentro do conhecimento ritualístico.
No livro “Umbanda a Proto-Síntese Cósmica” é explicado que o conhecimento
humano na raça lemuriana era uno, após várias deturpações desse conhecimento e
com muitas fragmentações, chega no que chamamos hoje de conhecimento
humano a Religião, a Filosofia, a Ciência e a Arte. A fragmentação não parou,
desses 4 pilares do conhecimento humano percebemos apenas fagulhas. J untar as
fagulhas para compor o todo novamente é um trabalho árduo, milênios ou mais
serão necessários para que isso ocorra, por ora, buscar o caminho já é um grande
começo. Buscar as semelhanças dentro da diversidade pode ser de grande valia.
Utilizando a abordagem feita em Etnobotânica e na explicação detalhada da Magia
Vegetoastromagnética na Umbanda, da base bibliográfica desse trabalho, fez se
necessário buscar informações que pudessem comprovar o uso das ervas
medicinais e sua aplicação nos rituais umbandistas, suas semelhanças e diferenças.
Partindo desse pressuposto, verificou-se que uma pesquisa descritiva exploratória
enquadrar-se-ia perfeitamente nesse trabalho, o qual teve por objetivo identificar as
ervas e saber como elas são utilizadas nos templos umbandistas da atualidade.




70
3. METODOLOGIA
3.1. Planejamento e Condução do Estudo
Para atingir os objetivos do trabalho e responder à pergunta: “como as ervas
medicinais são utilizadas nos rituais umbandistas?”, foi realizada uma pesquisa com
base na metodologia científica, um processo sistematizado que compreendeu as
seguintes etapas:
1- escolha do tema;
2- justificativa;
3- formulação do problema;
4- determinação dos objetivos;
5- pesquisa bibliográfica;
6- metodologia;
7- coleta de dados;
8- tabulação dos dados;
9- análise e discussão dos resultados;
10- conclusões e recomendações.
3.2. Método de Pesquisa
O trabalho seguiu uma abordagem de pesquisa descritiva. Neste tipo de pesquisa as
informações são observadas, registradas, analisadas e correlacionadas sem serem
manipuladas, envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados como, por
exemplo, questionários e assume, em geral a forma de levantamento. O
procedimento técnico de levantamento envolve a interrogação direta das pessoas
(Severino, 2007).
Conforme Yin, (2005), as três condições para a escolha da estratégia de pesquisa
consistem no tipo de questão, na extensão de controle que o pesquisador tem sobre
eventos comportamentais atuais e no grau de enfoque em acontecimentos

71
contemporâneos em oposição a acontecimentos históricos. A tabela 3.1 ilustra as
situações relevantes para as diferentes estratégias de pesquisa.
Estratégia de pesquisa
Forma de questão
pesquisada
Exige controle sobre
eventos comportamentais
Focaliza acontecimentos
contemporâneos
Experimental Como, por que Sim Sim
Levantamento
Quem, o que, onde quantos,
quando
Não Sim
Análise de Arquivos
Quem, o que , onde,
quantos, quando
Não Sim / Não
Pesquisa Histórica Como, por que Não Não
Estudo de Caso Como, por que Não Sim
Tabela 3.1 - Situações relevantes para diferentes estratégias de pesquisa. Fonte: Cosmos
Corporation in Yin, 2005.
Analisando as três condições expostas na tabela 3.1 identificou-se que a melhor
estratégia de pesquisa para a questão proposta é a de levantamento de dados.
As questões do tipo “quantos” favorece as estratégias de levantamento, atendendo
os objetivos da pesquisa, descrevendo a incidência na variabilidade das ervas, as
perguntas não exigem estudo de caso, podendo ser respondidas sem o controle dos
eventos comportamentais.
3.3. Templos pesquisados
O estudo restringe-se ao uso das ervas nos templos umbandistas. A amostragem,
portanto, foi não probabilística e intencional. Este tipo de amostra pode ser utilizado
quando se deseja um “bom julgamento” do tema e, conseqüentemente, uma boa
interpretação para a resposta da pergunta em questão.
Este trabalho foi composto por questionários respondidos pessoalmente e por outros
respondidos através de comunicação eletrônica. Os questionários de resposta
presencial contabilizaram 38 pesquisas manuscritas, sendo 10 pesquisas
respondidas durante visita dos autores aos templos e 28 pesquisas respondidas
pelos dirigentes de terreiros de vários estados brasileiros (SP, RJ e PR) que foram
abordados pessoalmente quando em visita a Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino

72
(previamente autorizada pela instituição). Outros 62 questionários foram respondidos
à distância. Os endereços eletrônicos foram obtidos de três modos: através de sítios
eletrônicos dos templos diretamente, pelos endereços eletrônicos das federações e
por citações em revistas de Umbanda. Foram enviados 480 correios eletrônicos aos
terreiros e templos umbandistas de todo Brasil, assim como para alguns templos no
exterior. A intenção visava a uma futura eventual comparação, mas como só foi
obtida uma resposta do exterior (Portugal) não foi possível o intento. As 62 respostas
ao questionário representam 13,3% dos correios eletrônicos enviados.
No mapa do Brasil Figura 3.1 foi feito uma demonstração das respostas obtidas dos
templos das seguintes unidades da federação: SP, RJ , RS, PR, SC, AM, GO, SE,
MG e DF.

Figura 3.1 – Mapa e a relação das localidades dos respondentes.
As regiões Sul e Sudeste foram os que mais responderam a pesquisa, também é a
região com muitos templos e onde a Umbanda cresceu mais rápido.

73

3.4. Procedimentos de Coleta de Dados
O instrumento de coleta de dados escolhidos foi o questionário. Uma vez
identificados os templos, foram caracterizados quanto aos seus perfis e enviado o
questionário único e definitivo (Anexo II) para coleta seletiva das ervas empregadas
sob a ótica da Umbanda.
Os critérios básicos para a elaboração dos questionários foram perguntas objetivas,
diretas, sendo limitado em extensão, no intuito de receber o maior número possível
de respondentes.
O questionário envolveu tanto questões relacionadas aos templos quanto ao modo
de trabalho que neles se realizam, foi elaborado em forma de questões abertas para
melhor conhecer a opinião dos respondentes.
Quanto às questões relacionadas ao templo, procurou-se saber a idade do da casa
com o objetivo de associar à experiência vivencial do dirigente da instituição. A
linhagem determinaria a que escola pertence o templo e a diferente aplicação das
ervas sob a ótica do segmento umbandístico em questão.
Quanto aos Orixás mais reverenciados a intenção era comprovar o respeito aos
Ancestrais ilustres, não importando a escola a que pertençam. A solicitação dos
Orixás na aplicação da erva, objetiva comprovar o resgate da sabedoria milenar por
essas entidades.
Do questionário constam 3 assertivas relacionadas ao emprego das ervas esperado
pelos autores. As assertivas foram separadas em três grupos;
1- Ervas comumente mais usadas.
2- Finalidade de uso das ervas em rituais.
3- Uso das ervas exceto para banho e defumação.
As questões foram elaboradas com o objetivo de ampliar o estudo e conhecimento
das ervas dentro dos diferentes rituais de Umbanda. Na diversidade de cada templo,
somam-se às variedades das ervas utilizadas, dando grande contribuição para a
pesquisa atual e provavelmente outras futuras.

74
As questões pretendem esclarecer que dentro da diversidade de cultos, existem a
similaridade no uso e finalidade das ervas nos trabalhos umbandistas.
3.5. Procedimentos de Tratamento dos Dados
1. Foi feita uma tabela estabelecendo códigos de agrupamentos facilitando a
contagem das respostas. Todas as questões contaram com esse código.
2. A seguir em uma tabela traduzida foram colocados os dados relativos às
pesquisas com os dados numéricos citados nos códigos. Exceto a questão relativa
às ervas usadas, as demais fizeram parte da tabela traduzida.
3. Foi criada uma tabela específica para as ervas citadas com seus nomes populares
e científicos, constando também o número de citações que cada erva recebeu. Essa
tabela foi necessária devida diversidade das ervas citadas, já que, uma mesma erva
possui vários nomes populares nas diferentes localidades brasileiras, facilita -se
desta forma a identificação de cada uma.
Os dados coletados na pesquisa foram tabulados em planilha Excel, apresentado
em forma de gráficos com o intuito de facilitar a visualização, visto que, a não
uniformidade das respostas é grande devido as perguntas não orientadas, colocadas
em questões abertas.
Espera-se que a métrica escolhida venha atender a explicação dos dados da
pesquisa e o objetivo deste estudo. Os passos para a quantificação dos resultados
estão representados nos próximos itens do capítulo a seguir.

75
4. ANÁLISE DE DADOS
4.1. Resultados Encontrados na Pesquisa
A análise gráfica das informações prestadas conta com variáveis a seguir
analisadas. Para avaliação da antiguidade do templo, foi criada a pergunta: “há
quanto tempo a casa está aberta?” Esperava-se, com isso estratificar o tempo de
funcionamento dos terreiros constantes da pesquisa. O resultado obtido pode ser
verificado no gráfico 4.1, abaixo.
Tempo de Funcionamento
47
21
18
6
6 2
0 a 10 anos
11 a 20 anos
21 a 30 anos
31 a 40 anos
maior que 40 anos
N/R

Gráfico 4.1 – Tempo de funcionamento dos templos da pesquisa
Este gráfico mostra que 6% dos templos pesquisados possuem mais de 40 anos de
funcionamento, o que denota representatividade entre os terreiros mais antigos. A
seguir, em ordem decrescente de tempo de funcionamento, a faixa de templos com
tempo de funcionamento entre 31 e 40 anos, aparece, também, com 6%, também, o
que deixa claro que a tradição religiosa é mantida.
Mostrando também segurança, estabilidade e confiança na religião, aparece uma
grande parte de templos na faixa de 21 a 30 anos de funcionamento, representando
18% dos entrevistados. Com 21% do total, em seguida vêm, os templos na faixa de
11 a 20 anos de funcionamento.
Representando a maioria dos entrevistados, estão os templos novos, ou melhor, os
que possuem até dez anos de funcionamento, correspondendo a 47 % do total das
pesquisas realizadas.

76
A estratificação pode denotar, devido ao crescimento significativo do percentual de
respostas à medida que o tempo de funcionamento diminui, de 6% para 47%, em
aproximadamente 40 anos, que foram abertos progressivamente novos templos com
o passar do tempo, mostrando que o movimento umbandista está em crescente
expansão dos primeiros momentos até a atualidade. Uma outra explicação pode
passar pelos conhecimentos em informática, privilegiando os templos mais
modernos, uma vez que contatos pela Internet são fenômenos mais recentes.
Procurou-se na pesquisa conhecer a linhagem dos terreiros respondentes. Para tal,
foi feita a pergunta: “qual é a linhagem desta casa?” O resultado esperado, através
desta questão, era avaliar a “descendência” da casa. Como resultado foi obtido o
que pode ser verificado no gráfico 4.2, abaixo.
Linhagem da Casa
45
9
46
N/R
Resposta Errada
Resposta Correta

Gráfico 4.2 – Estratificação das respostas sobre linhagem
Segundo o dicionário Aurélio, linhagem em antropologia quer dizer: unidade social
formada por indivíduos ligados a um ancestral comum por laços demonstráveis de
descendência. O que se perguntou nesta pesquisa foi justamente essa
descendência, ou seja, os pais e avós que fizeram a iniciação do médium e deram
suporte para a caminhada espiritual de cada um.
A maioria representando 46% respondeu perfeitamente a questão, citaram nomes
das pessoas e casas que representam a ancestralidade deles. Do total dos
questionários respondidos efetivamente nesta questão, as respostas consideradas
satisfatórias pelos autores, sobre a linhagem da casa, equivale a 85%. Tal

77
assertividade demonstra a seriedade com que foi respondida a questão, sendo
considerada um ótimo resultado.
Uma grande parcela dos entrevistados, representando 45% do total da pesquisa,
não entendeu a pergunta ou não quis respondê-la. É valido, que seja avaliado em
futuros trabalhos, o motivo desta “ausência de raiz”.
Na pesquisa, conhecer o quantitativo de pessoas associadas aos templos
pesquisados era de suma importância. Foi considerado, que além dos médiuns,
fazem parte das casas, outras pessoas que contribuem para o efetivo funcionamento
dos mesmos. Com essa finalidade, foi criada a pergunta: “quantas pessoas são
filiadas à casa?” Como resultado desta questão, foi obtido o que pode ser verificado
no gráfico 4.3, abaixo.
Número de Filiados
26
31
16
6
14
7
0 a 20
21 a 40
41 a 60
61 a 100
maior que 100
N/R

Gráfico 4.3 – Número de filiados aos templos respondentes
O resultado estratificado de acordo com o número de filiados, mostra uma redução
de representatividade com o crescimento do número de pessoas trabalhando nos
terreiros. Mais da metade das respostas, representando 57 % dos templos, estão os
considerados de pequeno porte, com até 40 pessoas filiadas à casa. No outro
extremo, estão os templos grandes, com mais de 100 filiados, representando 14%
do total.
Em conjunto com a questão anterior, foi buscado dentre os filiados os que são
médiuns. Esta distinção fazia-se necessário para avaliar indiretamente, além do
porte do templo e quantitativo de médiuns, quantos trabalham nos templos

78
respondentes sem o compromisso espiritual direto. Com tal propósito, perguntou-se:
“quantos são médiuns?” Aparece como resposta à esta questão, o gráfico 4.4,
abaixo.
Número de Médiuns
42
33
9
3
12
1
0 a 20
21 a 40
41 a 60
61 a 100
maior que 100
N/R

Gráfico 4.4 – Número de médiuns aos templos respondentes
A estratificação de número de médiuns é, ainda, mais intensa que o percebido como
porte dos templos na questão anterior. Neste gráfico, a maioria representando 75 %
do total de respondentes, são templos com até 40 médiuns, enquanto que os
templos que possuem mais de 100 médiuns representam 12%. Ficam na média
desta comparação os templos que possuem de 41 a 100 médiuns também
representando juntos 12%.
Os orixás reverenciados nos templos são importantes para a pesquisa, não somente
pelo “perfil” da casa, mas também para que se possa associá-los com as ervas, foco
deste trabalho. Foi feita a pergunta: “quais os orixás mais reverenciados nos rituais?”
O gráfico 4.5 mostra o resultado da questão.

79
Orixás Reverenciados
0
5
10
15
20
25
30
35
40
c
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b
o
c
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s
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m

Gráfico 4.5 – Citações dos Orixás mais reverenciados nos templos analisados
Um pouco acima de 35% das respostas relativas aos Orixás mais reverenciados
estão as caboclas aqui denominadas “mães” que compreende as caboclas de
Yemanjá, Yansã, Oxum e Nanã respectivamente nesta ordem de mais lembradas.
Os Pais Velhos são reverenciados por mais de 30% dos entrevistados, sendo que os
Caboclos conseguiram a mesma porcentagem, isto é, as linhas de caboclos de uma
forma geral, pois muitos separaram as linhas dos caboclos aparecendo nas
pesquisas como Ogum, Oxossi, Xangô, além de Oxalá e a linha de Yemanjá como já
foi citado em “mães”.
Nesta pesquisa foram reunidos no item “encantados” os baianos, boiadeiros,
marinheiros e ciganos, sendo que a maior parte citou o baiano como o mais louvado.
Exú bastante reverenciado com quase 25%, compreende aí uma pequena parcela
para Exú Sra.Pomba-Gira. No item “outros” aparecem Zambi, Ossain, os orientais e
algumas entidades (citaram os nomes delas). Quase 30% louvam as 7 linhas
enquanto só um não faz louvações.
A alta porcentagem dada às “mães” deveu-se a muitos templos louvarem os orixás
chefes dos terreiros como definiram “pai e mãe da casa”.
O objetivo desta pesquisa era conhecer a utilidade das ervas dentro do movimento
umbandista. Para tal, foi propositalmente formulada uma pergunta em duas formas
diferentes, com o intuito de se obter mais detalhes nas respostas. Com esse
propósito foram feitas as perguntas: “qual a finalidade do uso das ervas nos rituais?”

80
e a outra pergunta feita a seguir: “além de banhos e defumações, para qual uso as
ervas são indicadas?”. O resultado obtido pode ser conferido no gráfico 4.6, abaixo.
Outros Usos das Ervas
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
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Gráfico 4.6 – Outros usos das ervas citados pelos templos
Só foi encontrado um templo que não usa ervas, dois pesquisados não responderam
as questões e os outros 97% concordam que usam ervas para banhos e
defumações, além do uso das ervas para tratar as doenças. Os detalhes ficaram por
conta dos tipos de banhos realizados, como mostra o gráfico. Os tipos de banhos
foram assim denominados: banho de proteção, limpeza, amaci, sacudimento,
firmeza, equilíbrio, energização e para abrir caminhos. As ervas usadas como
remédios em sua grande maioria (37%) são aplicadas na forma de chás, para tal foi
dedicado um item em separado. Dentro do item saúde /curas foram reunidas às
citações de ervas usadas em: emplastros, inalações, ungüentos, tônico,
cataplasmas, óleos e garrafadas contando com 34% das informações obtidas. Mais
de 15% usam ervas para decorar os templos e fazer oferenda para as entidades
espirituais e também as usam como amuletos e patuás. Foi notado pelos tipos de
usos descritos que a parte do vegetal mais usada são as folhas, devido ao alto uso
das ervas para chá e banhos.
Foi citado para defumação arruda, guiné e anis estrelado juntos. Outras ervas
citadas para defumação foram: alfazema, alecrim, benjoim (resina), sementes de
erva-doce e da imburana, o cravo-da-índia, a canela (casca). A casca de alho

81
também foi lembrada. Nota-se que as ervas para defumação são as mesmas citadas
na base bibliográfica deste trabalho havendo coerência no que foi exposto.
Foi necessário saber sobre a solicitação das ervas e seu uso nos templos, sendo
muito importante esse item. Cada entidade tem sua forma de trabalho e as ervas
adequadas à sua própria vibração, algumas entidades trabalham mais com ervas do
que outras, por isso foi oportuna a pergunta feita: “quais as entidades que mais
solicitam o uso das ervas?” O resultado é mostrado no gráfico 4.7.
Entidades Solicitantes
0
10
20
30
40
50
60
70
80
c
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b
o
c
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Gráfico 4.7 – Entidades citadas como solicitantes de ervas
Nota-se que a entidade que mais solicita ervas é o Pai Velho ficando bem destacado
no gráfico acima, abrangendo 74% do total. A seguir vêm os caboclos com 60%,
compreende -se aí, todas as linhas de caboclos, embora alguns templos fizeram
questão de ressaltar qual o caboclo que solicita ervas, de certa forma justifica a alta
porcentagem que alcançaram em orixás mais reverenciados, provavelmente sendo
mais comum trabalhos com essas entidades. O mesmo não acontece com “mães”
que embora bem reverenciadas não indicam ervas. Supõem -se que são poucos os
rituais públicos com as entidades que obtiveram 1% de solicitações de ervas,
enquadrando-se aí as “mães”, as crianças e o item “outros”.
Lembrando que no item “mães” estão inclusas: as caboclas de Yemanjá, Nanã,
Oxum e Yansã.

82
Os caboclos de Ogum ficaram com 1% das ervas solicitadas enquanto os caboclos
de Oxalá e caboclos de Xangô não pontuaram, já os caboclos de Oxossi
ultrapassaram os 10%.
Foram contados 20% de solicitações feitas pelos encantados (baianos, marinheiros,
boiadeiros e ciganos), onde o baiano representa 50% deste total.
Exú solicita ervas em seus trabalhos, assim responderam 16 % dos entrevistados.
Apareceu um templo em que as entidades não trabalham com ervas.
Esperava-se uma grande diversidade nas espécies de ervas aplicadas dentro do
movimento umbandista, como já explicado na base bibliográfica deste trabalho,
devido ao processo de aculturação que a Umbanda absorveu. Visavam a detalhes
importantes e um maior conhecimento da variedade específica de ervas, para tal, foi
formulada a seguinte questão: “quais as ervas comumente usadas nos rituais?”.
Como uma mesma erva é conhecida por vários nomes populares nas diferentes
regiões do Brasil, portanto, o nome científico se torna importante para sua
identificação. Para facilitar o estudo, as 140 ervas citadas, foram divididas em três
tabelas, cada qual com o seu nome popular e científico, bem como o número de
citações que cada uma recebeu.

83
4.2. Plantas referidas nas pesquisas e usadas nos templos.
Nome Popular Nome Científico Número de Citações
Arruda Ruta graveolens 79
Guiné Petiveria tetranda 70
Alecrim Rosmarinus officinalis L. 65
Manjericão Ocimum minimum L. 53
Espada de São J orge Sanseviera zeylanica 43
Tapete de Oxalá Plectranthus barbatus Andrewss 35
Alfazema Lavandula officinalis Chaich 31
Levante Mentha viridis L. 24
Rosa Branca Rosa alba L. 16
Colônia Alpinia speciosa Schum 15
Abre Caminho Lygodium volubile Sw. 12
Capim Limão Cymbopogon citratus DC. 12
Aroeira Schinus terebinthifolius 11
Erva doce Pimpinella anisum L. 11
Espada de Inhansã Sanseviera trifasciata laurentii 11
Eucalipto Eucaliptus globulus Labill 11
Folha da Costa Kalanchoe brasiliensis 11
Manga Mangifera indica L. 11
Quebra-Demanda Piper arboreum Aubl. 10
Hortelã Mentha piperita L. 9
Tabela 4.1: Ervas Mais Utilizadas
Percebe-se que estas ervas que foram as mais citadas são ervas comuns que se
adaptam a todas as regiões do país. Enquanto que, a alta representatividade da
erva colônia atingindo 15%, pode ser devido à erva lírio-do-brejo (Hedychium
coronarium J .K.) também ser conhecida popularmente em algumas regiões do país
pelo nome de colônia. No anexo I encontram-se fotos das duas ervas, notando-se a
diferença entre elas. Como não foi especificado, foi tomado como base apenas a
erva que se reconhece cientificamente definida como a erva colônia.
A segunda tabela se refere às ervas comumente usadas, embora com um número
de citações mais reduzido, são ervas bem conhecidas. São elas:
Nome Popular Nome Científico Número de Citações
Pinhão-Roxo Jatropha gossypifolia 8
Aniz Estrelado Illicium verum Hook. 7
Camomila Matricaria chamomilla 7
Canela Cinnamomum zeylanicum Brein 7
Comigo-Ninguém-Pode Dieffembachia seguine 7
Erva da J urema Mimosa hostilis Benth 7
Girassol Helianthus annus L. 7
Louro Laurus nobilis 7
Peregum de Inhansã Dracaena deremensis 7
Pitanga Eugenia uniflora L. 7
Fumo Nicotiana tabacumn L. 6
Melissa Melissa oficinallis 6
Samambaia Dryopteris filix-mas L. 6
Alfavaca Ocimum gratissimum 5

84
Benjoim Styrax benzoin 5
Cafeeiro Coffea arabica L. 5
Cravo da Índia Caryophyllus aromaticus L. 5
Laranjeira Citrus aurantium L. 5
Mamona Ricinus communis 5
Maracujá Passiflora alata Curtis 5
Sálvia Salvia officinalis L. 5
Alho Allium sativus L. 4
Guiné Pipiu Petiveria alliacea L. 4
Macassá Tanacetum vulgaris 4
Malva Cheirosa Malva sylvestris 4
Oriri Piperonia pellucida 4
Poejo Mentha pulegium L. 4
São gonçalinho Casearia sylvestris Sw. 4
Barba de Velho Tillandsia usneioides L. 3
Capim Rosário Coix lacryma-jobi L. 3
Cavalinha Equisetum hyemale L. 3
Chapéu de Couro Echinodorum grandiflorus (cham&Scltdl) 3
Erva de Santa Maria Chenopodium ambrosioides L. 3
Folha da Fortuna Kalanchoe pinnata (Lam) Pers. 3
Pata de Vaca Bauhinia fortificata Link 3
Tabela 4.2: Ervas Comumente Usadas
As ervas desta tabela foram criadas de 3 a 8 vezes, consideramos que foi um
número reduzido, talvez esta ausência se deva as ervas mais lembradas que são
justamente as mais comuns da tabela anterior. Muitos templos não citaram muitas
ervas ficando somente com as mais conhecidas.
Aqui aparecem as ervas que são usadas em defumações como o anis estrelado, a
canela, o cravo-da-índia, a casca de alho e o benjoim na forma de resina.
A erva são gonçalinho assim citada é a erva guaçatonga, muito mais conhecida com
esse nome.
Para as ervas menos lembradas com uma ou duas citações apenas foi feita a
seguinte tabela:
Nome Popular Nome Científico Número de Citações
Amoreira Morus nigra L. 2
Arnica Solidago microgrossa DC. 2
Babosa Aloe vera L. 2
Barbatimão Stryphnodendron barbatiman Mart. 2
Calêndula Calendula officinalis L. 2
Cana de Açúcar Saccharum oficinarum L. 2
Espinheira Santa Maytenus ilicifolia Mart. 2
Guaco Mikania glomerata Spreng 2
Imburana Amburana cearensis 2
Incenso Boswellia serrata 2
Ipê-Roxo Tabebuia impetiginosa Mart. 2
Lança de Santa Bárbara Melia azeoarach 2
Limão Citrus limonum 2
Lírio da Cachoeira Lilium regale 2
Mirra Commiphora myrrha (T.Ness) Eng 2

85
Palmeira Dypsis lutescens 2
Para-Raio Melia azedarach L.. 2
Quebra-Pedra Phyllanthus niruri L. 2
Sete Sângrias Cuphea balsamona 2
Trevo Trifolium repens L. 2
Abacateiro Persea americana Mill 1
Acocô Newbouldia laevis 1
Açoita Cavalo Luehea divaricata Mart. 1
Agoniada Himanthus sucuuba 1
Alecrim do Mato Baccharis dracunculifolia 1
Alfavaca de Caboclo Hypitis brevipes Point 1
Artemísia Artemisia vulgaris 1
Assa Peixe Vernonia polyanthes Less. 1
Auasca Banisteriopsis caapi 1
Breve Cheiroso Piper cubela 1
Brilhantina Pilea microphylla 1
Brinco de Princesa Fuchsia integrifólia 1
Cabelo de Milho Zea mays L. 1
Cajá Spondias mombim L. 1
Cajueiro Anacardium occidentale L. 1
Cambuí Myrtus rubra 1
Cânfora Artemísia camphorata Vill 1
Cansanção Urtica urens 1
Carqueja Baccharis triptera Mart. 1
Catinga de Mulata Tanacetum vulgare L. 1
Cipó Caboclo Davilla rugosa 1
Cipó Mil-Homens Aristolochia zeylanica 1
Cipó Tuira Calycobolus ferrugineus 1
Cipó-d'Alho Seguiera americana L. 1
Cipó-Mari Gynostemana pentaphyllum 1
Coqueiro Cocus nucifera L. 1
Coroa de Cristo Eufhorbia millii Des Moulins. 1
Costela de Adão Monstera deliciosa 1
Dama da Noite Ipoemoea bona-nox 1
Damiana Turnera diffusa L. 1
Dandá da Costa Cyperus rotundus L. 1
Desata Nó Piper aduncum L. 1
Dracena Dracena marginata 1
Erva tostão Boerhavia diffusa L. 1
Erva-Pedra Physalis alkekengi L. 1
Feijão Guandu Cajanus cajan L. 1
Gengibre Zingiber officinalis Roscol 1
Goiabeira Psidium guajava L. 1
J ambolão Sysygium jambolanum L 1
Lança de Ogum Sanseviera cylinfera 1
Malva Branca Perlargonium sp 1
Mandacaru Cereus peruvianus 1
Manjericão Roxo Ocimum basilicum ssp. 1
Maria Preta Solanum americanum Mill 1
Maria sem Vergonha Impatiens balsamina L. 1
Melão de S. Caetano Momordica charantia L. 1
Negramina Siparuna guyanensis 1
Obi Cola nitida Vent 1
Paratudo Hortia arborea 1
Pariparoba Piper umbellatum L. 1
Penicilina Alternanthea dentata 1
Pimenta Vermelha Capsicum annuum 1
Sabugueiro Sambucus nigra 1

86
Sacaca ou cajuçara Sambucus nigra 1
Salgueiro Poir Salix alba L 1
Salsaparrilha Smilax papyracea Poir 1
Sambaicatá Hyssopus cryspapilla 1
Seringueira Hevea brasiliensis 1
Taiuiá Lobelia inflata L. 1
Tansagem Plantago lanceolata Hook 1
Umbaúba Cecropia palmata Willd 1
Unha de Gato Uncaria tomentosa DC 1
Urtiga Urtica urens L. 1
Verônica Verônica officinalis 1
Tabela 4.3: Ervas Pouco Lembradas
Aparecem as ervas almíscar (Malva moschata L.) e o sândalo (Santalum album L.)
usados na forma de essências.
Acreditamos que as ervas desta tabela foram pouco lembradas, pois, algumas delas
são ervas comuns, muito usadas na fitoterapia como é o caso do sabugueiro,
abacateiro e o guaco.
Uma dificuldade encontrada foram ervas diferentes, mas conhecidas popularmente
com o mesmo nome, é o caso da arnica que se encontra nesta tabela, só
conseguimos identificá-la porque citaram arnica ou erva lanceta. A foto desta arnica
que também é chamada de arnica brasileira está no anexo I.
Como já era esperado, foram muitas as ervas citadas nas pesquisas. Para facilitar a
visualização e o estudo das ervas informadas, foram selecionadas as 20 ervas mais
lembradas, as quais aparecem no gráfico 4.8.
Ervas Mais Utilizadas
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
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Gráfico 4.8 – Ervas mais utilizadas segundo resultado da pesquisa
No gráfico foram representadas as ervas em ordem decrescente por classificação de
número citações, sendo assim, aparecem as 20 ervas mais utilizadas e as

87
porcentagens obtidas nas pesquisas. Percebe-se que as 5 mais citadas, ou seja,
arruda, guiné, alecrim, manjericão e espada-de-são-jorge são plantas muito
conhecidas e fáceis de serem identificadas.
Com exceção da colônia e do abre-caminho que são pouco cultivadas, sendo
encontradas mais facilmente em seu habitat natural, ao contrário, as outras 18 ervas,
são plantadas e comercializadas, portanto, fáceis de serem adquiridas, colaborando
assim com o número alto de citações que tiveram.

Foi feito um entrecruzamento do gráfico das entidades solicitantes com o gráfico das
20 ervas mais lembradas, a finalidade era saber quais as ervas mais solicitadas
pelas entidades, as respostas são apresentadas no gráfico 4.9. a seguir:
Usos das Ervas Mais Solicitadas
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
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caboclos pai velho exu oxossi encantado 7 linhas

Gráfico 4.9 – Ervas mais solicitadas, em relação às entidades solicitantes.

Este gráfico mostra que Oxossi indica mais determinadas ervas que outras, a seguir,
pais velhos e os encantados.O próximo gráfico 4.10 foi feito para melhor
visualização dos resultados.

88
Normalização do Uso das Ervas
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
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pai velho caboclos encantado exu oxossi 7 linhas

Gráfico 4.10 – Uso das ervas normalizado em relação às entidades com maior uso de cada
erva.
Para esse gráfico de normalização do uso das ervas ser feito, foi tomado como
base, o maior resultado obtido e colocado como total, isto é, tomou-se como medida
o maior, equivalendo a 100%, os demais seguem a relação entre eles. Esse foi o
resultado da relação das entidades com as ervas que usam, portanto, não temos
parâmetro para comparação por desconhecer informações a esse respeito, o
resultado pode ou não corresponder à verdade.
Achamos interessante destacar as ervas mais usadas por Caboclos, segundo as
pesquisas realizadas.Verifica-se o resultado no gráfico 4.11.
Ervas Mais Utilizadas por Caboclos
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
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Gráfico 4.11 – Ervas mais utilizadas por Caboclos.


89
Os Caboclos são quem mais indicam ervas. Destacando o alecrim, arruda, guiné,
espada-de-são-jorge e tapete de Oxalá.

Foi feito também o gráfico 4.12, para associar as ervas à Pai Velho.
Ervas Mais Utilizadas por Pai Velho
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
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Gráfico 4.12 – Ervas mais utilizadas por Pais Velhos.
Este gráfico mostra que Pai Velho usa mais arruda, guiné e alecrim do que o
Caboclo.Usa bastante espada e tapete-de-Oxalá e ainda a rosa branca.
Esse gráfico 4.13 foi feito com intenção de mostrar o uso da arruda pelas entidades,
já que arruda foi bem solicitada.
Usos da Arruda
18%
17%
18%
16%
18%
13%
Pai Velho Caboclos Encantados Exu Oxossi 7 linhas

Gráfico 4.13 – Arruda – exemplo de erva com uso bem distribuído entre as entidades.

90
Este gráfico mostra que há equilíbrio no uso da arruda, ou seja a porcentagem de
solicitação é quase a mesma para todas as entidades, contanto só com uma
pequena diferença para as 7 linhas.
O guiné foi também uma erva bem solicitada por isso foi feito esse gráfico 4.14.
Usos da Guiné
18%
18%
20%
15%
21%
8%
Pai Velho Caboclos Encantados Exu Oxossi 7 linhas

Gráfico 4.14 – Guiné – exemplo de erva com pouca variação entre as entidades.
Este gráfico é interessante, dá um maior resultado de 21% para Oxossi nessa erva,
enquanto que Pai Velho e Caboclo possuem 18%. As 7 linhas ficaram com 8%.
Esse gráfico 4.15. é o que teve mais respostas em equilíbrio, quase não havendo
diferenças entre as solicitações das entidades. Foi um resultado generalizado.
Usos do Alecrim
17%
17%
17%
17%
16%
16%
Pai Velho Caboclos Encantados Exu Oxossi 7 linhas

Gráfico 4.15 – Alecrim – exemplo de erva de uso generalizado pelas entidades.

91
Ó gráfico 4.16 mostra a relação da rosa branca e o uso pelas entidades.

Usos da Rosa branca
27%
22%
23%
12%
16%
0%
Pai Velho Caboclos Encantados Exu Oxossi 7 linhas

Gráfico 4.16 – Rosa Branca – exemplo de erva sem relação com todas as entidades.
Este gráfico mostra a diferença na solicitação da rosa branca, enquanto o Pai velho
é o que mais usa rosa chegando a 27 %, aparece aí as 7 linhas com 0%.
O gráfico 4.17 mostra o uso somente por 3 entidades. O abre caminho é solicitado
apenas por Caboclos, Pai Velho e encantados.
Usos do Abre Caminho
30%
42%
28%
0% 0% 0%
Pai Velho Caboclos Encantados Exu Oxossi 7 linhas

Gráfico 4.17 – Abre Caminho – exemplo de erva com distribuição de uso concentrado.

92
4.3. Respostas adicionais
Foi deixado um espaço para que os entrevistados colocassem uma observação se
assim o desejassem.
Todos que fizeram observações têm um ponto em comum, agem com muita
responsabilidade no reconhecimento das ervas, acham importante buscar
conhecimentos, muitos ministram cursos para seus médiuns e para a comunidade
interessada no assunto.
Foi feita uma observação em relação a dificuldade de se encontrar ervas, foi citado
ainda, que é devido ao desmatamento, segundo o respondente. Essa assertiva é
esclarecida nesta pesquisa, percebendo a enorme diversidade de plantas com
somente uma citação, muitas delas sendo difíceis de ser encontradas e também
comercializadas.
Disseram que as ervas são fundamentais nos rituais de vibração dos Orixás, sendo
necessário conhecer bem as ervas para saber utilizá-las, pois são importantes na
manutenção energética das pessoas.
Um pesquisado lembrou que Ossain (Senhor das ervas) não é muito cultuado na
Umbanda, isso ficou claro no gráfico 4.5, onde Ossain aparece junto em “outros” no
item referente aos Orixás mais reverenciados.
Uma respondente fez uma observação que resume tudo que foi dito, a frase é a
seguinte:
“As ervas possuem a magia da natureza, princípio de todas as religiões”.
Mãe Creuza da T.U. Caboclo Rompe Mato.

93
4.4. Discussões e resultados
As perguntas que permitem observações são relativas às ervas empregadas na
Umbanda que foram o objetivo da pesquisa. A incidência repetitiva das ervas eram
um resultado previsível, porém, muitas ausências de ervas comuns e aplicadas
popularmente foram percebidas pelos autores, como a losna, jurubeba, erva-de-
bicho e picão preto.
Um templo de Umbanda (AM) com fortes influências indígenas, citou que usa a erva
mangarataia (gengibre) com mel, auasca, cipó-mari e cipó-tuira. Nota-se que essas
ervas são pouco usadas em outras localidades. Um templo (SE) citou ervas pouco
comuns como sambacaitá, e a erva coração-de-vidro que tivemos dificuldade em
encontrá-la quando pesquisada. Foi notada que templos umbandistas com
influências afras citaram maior quantidade de ervas, algumas comuns entre eles
como: obi, orobo, oriri e negramina. A miscigenação de culturas confirma-se na
riqueza de conhecimentos que estão sendo resgatados pela Umbanda.
As pesquisas também mostraram as entidades espirituais mais reverenciadas na
Umbanda e as que mais solicitam o uso das ervas, comprovando a existência da
similitude dentro da diversidade de seus ritos.
A expectativa esperada pelos autores da pesquisa, de uma forma geral, foi
conseguida, dado a diversidade de terreiros informantes colaborando com a grande
variedade de ervas citadas, da mesma forma aconteceu com os diferentes empregos
das ervas confirmando a assertiva que na Umbanda como em outras religiões o uso
das ervas são fundamentais, como foi explicado na base bibliográfica deste trabalho
no tópico “Magia vegetoastromagnética na Umbanda”.
O levantamento das pesquisas que objetivou o estudo específico do emprego das
ervas dentro da comunidade umbandista demonstrou que o conhecimento milenar
na aplicação das ervas se encontra presente nos rituais de Umbanda e que existe
um ponto comum entre os entrevistados, onde todos concordam que são as
entidades espirituais que direcionam os conhecimentos por eles absorvidos.

94
4.5. Limitação da Pesquisa
As limitações que os autores identificaram foram:
• O questionário permitiu respostas abertas, dificultando a análise mais detalhada
na grande variedade de ervas informadas. Elas foram analisadas pelos
respondentes sob viés próprio e citadas de acordo com o conhecimento de cada
um, pelos seus variados nomes populares.
• Na Umbanda, há poucos registros do histórico de pesquisas realizadas sobre
ervas, não foi possível por esse motivo uma comparação.
• Utilização de envio da pesquisa por meio eletrônico pode ter causado dúvidas
com relação ao entendimento dos objetivos e critérios do questionário por parte
dos respondentes.
• Devido algumas ervas possuirem nomes populares mais regionalizados, houve
dificuldade em encontrar os seus nomes científicos, dificultando assim sua
identificação. É o caso das ervas coração-de-vidro, cipó-roxo e folha de Ogum e
Oxum. Optamos por deixá-las fora da tabela.
• Com a grande variedade de ervas da flora brasileira, fica quase impossível a
identificação delas, portanto pode haver uma “limitação das entidades” por falta
de apoio humano, para os trabalhos umbandistas.


95
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso das plantas é tão antigo quanto a própria humanidade, sempre esteve ligado
a crenças e à Magia, colaborando para que sua utilidade se perpetuasse até os dias
de hoje. Foi visto, que nas civilizações antigas a religiosidade sempre esteve
intrinsecamente ligada às ervas.
Esse conhecimento milenar, por muito tempo não possuiu registros escritos ou foi
objeto de pesquisas direcionadas, devendo sua divulgação principalmente às
tradições orais populares. Seus principais objetivos sempre foram: a manutenção, a
recuperação da saúde e o bem-estar do corpo e espírito.
Hoje graças ao caráter interdisciplinar da etnobotânica, o campo de pesquisas se
expandiu, estreitando o relacionamento da população humana com seu ambiente
botânico, atuando nas áreas culturais, sociais, políticas, econômicas e religiosas,
como já visto na base bibliográfica deste trabalho onde foi explicado a atuação da
fitoterapia nos centros de saúde públicos, da mesma forma as parcerias
desenvolvidas para pesquisas com visão holística do ser humano. Embora longe do
ideal, mas já se faz algum trabalho social.
Civilizações primitivas usavam plantas na arte de pinturas corporais como é o caso
dos indígenas que faziam uso do Urucum, também eles empregavam a magia na
arte da cura através da defumação. Os europeus e africanos também nos passaram
as aplicações de ervas para cura, mas sempre ligados ao místico, com rezas e
benzimentos.
Foi explicado na base bibliográfica deste trabalho o conhecimento do emprego das
ervas para cura, banhos, incensos, essências, nas diferentes culturas ao longo da
história. Hoje, são aplicados dentro da magia vegetoastromagnética na Umbanda
com diversas finalidades. A pesquisa que fez parte complementar deste trabalho
pode confirmar a importância das ervas nos trabalhos umbandistas, provando a
interdependência da Umbanda com a Etnobotânica nessa simples relação de
pessoas e plantas que ambas possuem.
Segundo o livro “Umbanda a Proto-Síntese Cósmica” de mestre Arhapiagha o qual
nos serviu de orientação para esse trabalho, o movimento Umbandista da atualidade

96
é uma identidade em construção tentando resgatar os quatro pilares do
conhecimento humano; Religião, Filosofia, Ciência e Arte.
A fitoterapia descrita na diversidade dos ritos Umbandistas mostra a universalidade
convergente no conhecimento popular adquirido e aplicado, o que colabora com seu
caráter interdisciplinar, unindo a experiência humana com o objetivo da ciência,
restabelecendo o equilíbrio e harmonia vitais.
A proposta inicial deste trabalho como citado na introdução era demonstrar a
interdisciplinaridade da Etnobotânica com a Umbanda e sua presença nos quatro
pilares da gnose humana, o objetivo foi conseguido considerando que:
• A Arte é que guarda os segredos da humanidade, a encontramos na Magia das
ervas, a arte sacra representada;
• Na Ciência, as pesquisas e experiências deram o poder ao princípio ativo das
plantas;
• Na Filosofia, com a tradição oral o emprego das ervas se perpetuou;
• Na Religião, a encontramos na força vital do poder das ervas sagradas,
manipuladas pelos Orixás de Umbanda, conhecimento ainda tão pouco
assimilado por nós, os seres humanos.
Foi considerado que a participação dos Templos Umbandistas e a interdependência
com a botânica, ressaltados nos dados referidos das pesquisas realizadas, é de
suma importância para a população que acredita em terapia alternativa, não é pura
crendice e sim a Magia Vegetoastromagnética das plantas que está relacionada com
as Forças Cósmicas da Natureza, carreando em suas seivas o “prana vital” sob a
regência de um astro ou planeta o qual recebe as Vibrações do Poder Volitivo dos
Sete Orixás.

97
5.1. RECOMENDAÇÃO PARA TRABALHOS FUTUROS

• As questões relativas às ervas merecem um aprofundamento, com perguntas
mais direcionadas, fica aqui uma sugestão para futuras pesquisas.
• Uma boa proposta seria enviar junto com o nome das ervas uma foto, facilitando
os futuros informantes a lembrar da erva e sua utilidade, já que os nomes
populares variam muito, dificultando assim os resultados.
• Dado a diversidade dos rituais umbandistas, seria interessante para futuras
pesquisas, detalhar a linha dos caboclos, facilitando o resultado final, com menos
riscos de erros nos resultados.
Na pesquisa, todos concordaram com o uso medicinal e fitoterápico das ervas. Mas,
é importante ressaltar que para a utilização adequada das ervas medicinais, antes
de tudo é necessário conhecer um pouco o próprio organismo e principalmente ter
certeza de ser a espécie certa da erva a ser empregada. Isso porque, a flora
medicinal possui muitas ervas morfologicamente semelhantes que podem ser
confundidas. Também em relação à dose e a finalidade do uso medicinal deve-se ter
cautela, já que uma superdosagem pode ter conseqüências graves para o
organismo.

98

6. GLOSSÁRIO E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
6.1. Glossário
Amenorréia: ausência de menstruação.
Anti-histamínico: o que reduz a histamina presente nas alergias.
Antieméticos: que previne o vômito.
Antiespasmódico: remédio contra espasmos e dores agudas.
Antipirético: que cura e previne a febre.
Anti-séptico: que age contra infecções.
Blenorragia: purgação.
Carminativo: que provoca a expulsão dos gases.
Cataplasma: emplastro aplicado quente e úmido.
Colagogo: que favorece e provoca a expulsão da bílis.
Depurativo: que libera o organismo e o sangue de substâncias tóxicas.
Diaforética: Induz a transpiração.
Dispnéia: Med.Dificuldade de respirar.
Eczema: doença da pele, com avermelhamentos e prurido.
Emenagoga: que provoca a menstruação.
Emoliente: medicamento que abranda uma inflamação.
Enterite: inflamação do intestino.
Erisipela: doença infecciosa, devida a um estreptococo caracterizada por inflamação
da pele (dermatite).
Escabiose: afecção cutânea contagiosa, parasitária, causa intenso prurido (sarna).
Escorbuto doença causada pela carência de vitamina C.
Estomáquico: que é benéfico ao estômago.
Galactagogo: que promove o fluxo do leite.

99
Gonorréia: doença venérea
Hemostático: que evita a hemorragia.
Hepático: relativo ao fígado.
Hidroeletrolítico: composto farmacológico utilizado para hidratação, recuperando o
equilíbrio entre água e sais do organismo.
Hidropisia: acúmulo de serosidades nas células ou numa cavidade do corpo.
Hiporreflexia: resposta muscular débil ou ausente, quando se aplica um estímulo
normal.
Histeria: neurose caracterizada por perturbações passageiras da inteligência, da
sensibilidade e do movimento (excitação vivíssima).
Leucorréia: secreção vaginal ou uterina.
Menorragia: hemorragia uterina fora do período menstrual.
Nevralgia: dor variável em intensidade,localização e causa, e que se propaga ao
longo do trajeto de nervos.
Neurastenia: afecção mental caracterizada por enfraquecimento da força nervosa
(irritabilidade).
Pediculose: infestação por piolho
Purgativa: laxante
Óleo essencial: conjunto de substâncias voláteis produzidas por espécies vegetais,
responsáveis pelo aroma das plantas.
Prana: energia vital proviniente do Sol.
Princípio ativo: substância ou composto químico de uma planta que tem efeito
farmacológico.
Profilático: que serve para prevenir a difusão de uma doença.
Sangria: ato de provocar sangramento, muito usado na prática médica até o início do
século XX.
Sedativo: que age sobre o sistema nervoso central provocando sono.
Sialagogo: medicamento que provoca ou excita a salivação.

100
Sífilis: doença infecto contagiosa, adquirida ou congênita.
Sudorífico: que faz transpirar.
Tenífugo: remédio contra a tênia (solitária).
Tintura: medicação que tem seu agente medicinal dissolvido em álcool.
Tisana: chá ou infusão fracos.
Tônico: medicamento que excita a atividade orgânica.
Ungüento: medicação semi-sólida aplicada a pele para aliviar ou curar.
Vermífugo: agente que livra o corpo de vermes; também chamado de anti-
helmíntico.
Vulnerário: que cura feridas e chagas.


101
6.2. BIBLIOGRAFIA
6.2.1. Livros
ALBUQUERQUE, U.P. Introdução a Etnobotânica, Rio de J aneiro: Editora
Interciência, 2ª ed. 2005.
ARAUJ O, A.M. Medicina rústica, São Paulo, Editora Martins Fontes, 2004.
BALMÉ, François. Plantas Medicinais, São Paulo, Editora Hemus, 1978.
CAMARGO, M. Tereza A. Plantas Medicinais e de rituais Afro-Brasileiros II: Estudo
etnofarmacobotânico, Editora Ícone, 1998.
CARIDE, J . e CAMPOS, M.J . Ervas que Ajudam o Homem, São Paulo, Editora
Cultrix / Pensamento. 1ª ed. 1999.
CROW, W.B. Propriedades ocultas das Ervas & Plantas: São Paulo: Editora Humus,
1982.
FERREIRA, A.R. Viagem ao Brasil: Kapa editorial, 2002.(incentivo MEC).
GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa:São Paulo: Editora Atlas, 4ª ed.2002.
MACHADO, M. ELISE. Umbanda o despertar da essência: São Paulo: Editora Ícone,
1995.
PANIZZA, S. Plantas que Curam: São Paulo: Editora IBRASA 18ª ed. 2001.
RIVAS NETO, F. Umbanda A Proto Síntese Cósmica: São Paulo; Ícone, 3ª ed.1996.
RIVAS NETO, F. O Arcano dos Sete Orixás: São Paulo: Ícone, 3ª ed. 1999.
RIVAS NETO, F. Exu o Grande Arcano: São Paulo: Editora Ícone, 3ª ed. 2000.
RIVAS NETO, F. O Elo Perdido: São Paulo: Editora Ícone, 3ª ed. 1999.
RODRIGUES, J .B. A Botânica e a nomenclatura indígena: Rio de J aneiro, Imprensa
Nacional, 1905. Memória apresentada no 3º Congresso Científico latino-americano.
RODRIGUES, J . B. O Tamakoaré: Manaus, tipografia do jornal do Amazonas, 1887.
SEVERINO, A. J . Metodologia do Trabalho Científico: São Paulo: Editora Cortez, 23ª
ed. 2007.

102
SHAW, NON. Herbalismo para uma vida saudável: Portugal: Editora Könemann:
2000.
SILVA, W.W.M. Umbanda de Todos Nós: São Paulo: Editora Ìcone, 9ª ed. 1996.
SILVA, W.W.M. Mistérios e Práticas da Lei de Umbanda: São Paulo: Editora Ícone,
1999.
YIN, Robert K. Estudo de Caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman, 3ª
ed. 2005.
6.2.2. Coleções, Periódicos e Dicionário.
Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais, by Reader’s Digest Brasil Ltda, 1999.
Enciclopédia das Plantas Medicinais. Plantas Mágicas: São Paulo: Editora Planeta,
1999.
Coleção Plantas que Curam: volume I e II. Editora Três LTDA São Paulo: 1998.
Mini Aurélio Século XXI: Rio de J aneiro: Editora Nova Fronteira, 4ª ed.2002.
Dicionário Digital de Termos Médicos -2007 - organizado por Érida Maria Diniz Leite.
6.2.3. Sites Pesquisados
www.histoeplmed.2x.br
www.editoraonline.com.br
www.jardimdeflores.com.br
www.plantaservas.hpg.com.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mirra
http://www.jardimdeflores.com.br/
http://umbanda.sites.uol.com.br/frame.htm
http://www.alpha46.com.br/Arvores/Imburana.htm
http://cheirar.blogspot.com/2007/08/malvasco.html
http://www.arvores.brasil.nom.br/florin/fedegos.htm
http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/umbanda.htm
http://www.imagick.org.br/pagmag/themas2perfumes.html
http://www.terra.com.br/esoterico/monica_02_10_2002.html
http://www.comciencia.br/reportagens/farmacos/farma14.htm

103
http://www.aguaforte.com/herbarium/influenciportuguesa.html
http://www.cfh.ufsc.br/~nessi/Etnobotanica%20revisao%teorica.htm
http://paginas.terra.com.br/saude/Xamanismo/produtos/defuma.html
http://www.ivfrj.ccsdecania.ufrj.br/ivfonline/edicao_0040/reis_magos.html
http://www.portalfarmacia.com.br/farmacia/principal/conteudo.asp?id=200
http://www.geocities.com/hotsprings/sauna/8751/enr/aromater/o_benjoim.htm

104
Anexo I – Fotos de Ervas Citadas no Trabalho

abre-caminho

alecrim-do-mato

alfavaca

amora

anis-estrelado

arnica

aroeira

babosa

barba-de-velho

boldo

brinco-de-princesa

cana do brejo

capim-limão

catinga-de-mulata

colônia

cravo





105
desata-nó

dracena (tricolor)

emburana

erva-doce

erva tostão

espada-de-são-jorge

espinheira santa

fedegoso

folha-da-costa

fumo

jasmim

jurubeba

lírio-da-cachoeira

lírio do brejo

louro

malva cheirosa

malvaísco

manacá

manjericão

maria-sem-vergonha



106

melão-de-são-caetano

mirra

panacéia

pariparoba

peregum

Pimenta

pinhão-roxo

quebra-demanda

quebra-pedra

quitoco

romã

rubim

sabugueiro

samambaia

7 sangrias

trombeta

tulipa

umbauba


vassoura branca

vassoura preta



107
Anexo II – Questionário Enviado
FACULDADE DE TEOLOGIA UMBANDISTA
Avenida Santa Catarina nº 400/414, São Paulo, capital.

Nome do Templo:
Endereço:
Nome do responsável:
Há quanto tempo a casa está aberta?
Qual é a linhagem desta casa? (nome do pai e avô espiritual, se souber)
Quantas pessoas são filiadas a casa?
Quantos são médiuns?
Quais os orixás mais reverenciados nos rituais?
Quais as ervas comumente usadas nos rituais?
Qual a finalidade do uso das ervas em rituais?
Além de banhos, defumações, para qual uso as ervas são indicadas?
Quais as entidades que mais solicitam o uso das ervas?
Outras observações:


Autorizo as alunas: Marlene Cardillo Cardoso, RG nº 4.752.353 e Sélia do
Nascimento, RG nº 2.561.577-4, usar as informações prestadas sobre ervas para
fins de Tese de Conclusão de Curso da Faculdade de Teologia Umbandista.

Assinatura ............................................................................................................


108
Anexo III – Templos e Responsáveis pelas Respostas
TEMPLOS EM QUE OS DIRIGENTES COLABORARAM COM AS PESQUISAS.
AGRUPAMENTO DE UMBANDA DO CRUZEIRO DIVINO CHOUPANA DO
SR.OGUM SETE-ONDAS.
Avenida Protasio Alves, 999-Porto Alegre/RS.
Responsável: Marcos Strey.

AGRUPAMENTO DE UMBANDA DO CRUZEIRO DIVINO VOVÓ MARIA CONGA.
Rua J oe Collaço, SN-Corrego Grande - Florianópolis/Sc.
Responsável: Cyro Sidnei Andersen.

ASSOCIAÇÃO AFRO CULTURA BRASILEIRA PRETO J OÃO DE ANGOLA.
Rua Vapabussu, 302-J d. Aeroporto/SP.
Responsável: Ivan Tanchella.

ASSOCIAÇÃO ESPIRITA LUZ E VERDADE.
Rua Mendes J r. 41-Brás/SP.
Responsável: Maria Aparecida Nalessio

ASSEMA-ASSOCIAÇÃO ESPIRITUALISTA MENSAGEIROS DE ARUANDA
Rua Marcilio Dias, 433-Bairro Alto - Curitiba/PR.
Responsável: Marco Boeing.

APEU - ASSOCIAÇÃO DE PESQUISAS ESPIRITUAIS UBATUBA.
Rua Romildo Finozzi, 137 J d.Catarina - Z. Leste - São Paulo.
Responsável: Silvio Ferreira da Costa Mattos (Pai Silvio).

109
CABANA DO CABOCLO J UPE.
Rua Vital, 410, Quintino-RJ .
Responsável: Vava de Oxossi.

CABANA DO MESTRE OMULU-CAMEO
Rua Expedicionário Pavani lote 7 - São Gonçalo-RJ .
Responsável; Pedro Miranda.

CABANA DE PAI PESCADOR DAS ALMAS.
Rua Olinda Ellis, 109 – Campo Grande?RJ .
Responsável: J osé Henrique M. Oliveira (Arashakamá).

CABANA DO VELHO OBALUAE
Avenida Engenheiro Armando Arruda Pereira, 5610-SP.
Responsável: Benedita da Silva (Ya Soba).

CANTINHO ESPIRITA DE UMBANDA XANGÔ GINO E OGUM BEIRA MAR.
Rua Carijós, 612 - Parque S.Vicente - São Vicente – SP.
Responsável: Inívio da Silva Borda.

CASA DE ORAÇÃO MÃE MARIA DE CAMBINDA
Rua J osé Emiliano de Lima, 30.
Responsável: Maria Angélica.

CASA DE ORAÇÃO PAULO DE TARSO TENDA UMBANDA OGUM BEIRA MAR.
Rua Boturóca, 165 – Butantã / SP.
Responsável: Paulo Sérgio Santana.

110
CASA SENHOR DO BONFIM.
Rua Cláudio Manoel da Costa, 31 –Bairro Nacional – Contagem/MG.
Responsável: Fernando de Paula Cortezzi Filho (Tateto Oguiandê)

CADA - CENTRO ASSISTENCIAL DÁDIVAS DE AMOR
Rua dos Artistas, 238 – Vila Isabel – RJ .
Responsável: Noemia Goulart.

CENTRO ESPIRITA PAI J OSÉ DO CATIVEIRO E PEDRINHO DA PRAIA.
Rua Thiago da Fonseca, 256, Florianópolis – SC.
Responsável: Norberto Tellini J unior.

CENTRO ESPIRITA PAE J OÃO DE CARIDADE.
Avenida Libero de Almeida Silvares, 3398-Fernandópolis – SP.
Responsável: Neusa Gasparini Ciliano.

CENTRO ESPIRITA DE UMBANDA CABOCLO FLECHEIRO.
Rua Durval Martins de Siqueira, 81- Vila Petronita – Grajaú –SP.
Responsável: Babá Rosa.

CENTRO ESPIRITA DE UMBANDA CABOCLO INCO.
Rua da Várzea, 44 Barra Funda – SP.
Responsável: J orge Luiz Bargas.

CENTRO ESPIRITA DE UMBANDA CASA DE CARIDADE PAI THOMÉ.
Rua Fernando Abott, 159 – Canoas/RS.
Responsável: Everton Alfonsin.


111
CENTRO ESPIRTA DE UMBANDA PAI J OAQUIM
Rua Fausto Roncoleta, 32- J d. Santa. Adélia – J undiaí/SP.
Responsável; Abigail Alves Gonçalves.

CENTRO ESPIRITA DE UMBANDA TENDA DA CIGANA SAMARA.
Rua Engenheiro Marcelino Ramos, 111 – Bairro Cohab Tablada –Pelotas/RS.
Responsável: Babalorixá Rodrigo D’Xangô.

CENTRO ESPIRITA DE UMBANDA TENDA DA FRATERNIDADE.
Rua Francisco Talaia de Moura, 60/101 – Porto Alegre/RS.
Responsável; Alexandre Moura.

CENTRO ESPIRITUALISTA DE UMBANDA – ESPERANÇA.
Avenida Melchert, 1.000 – Vila Matilde/SP.
Responsável: Pai Géro.

CENTRO DE UMBANDA CABOCLO TUPY.
Rua 08, 126, Residencial Costa Nova II, Bairro Aruana, Aracajú/SE.
Responsável: Fábio Maurício F. Santos.

CENTRO DE UMBANDA DIVINA LUZ.
Bairro Chapada, Manaus / AM.
Ronaldo J atapequara.

CENTRO DE UMBANDA OGUM BEIRA-MAR.
gerson.floriz@gmail.com Brasília –DF.
Responsável: Romilda Melo.

112
CENTRO DE UMBANDA PAI J OÃO DE ANGOLA.
Rua Cachineses, 03 – Vila Carmosina – SP.
Responsável: Fátima Ferreira.

CUPJ A - CENTRO DE UMBANDA PAI J OAQUIM DE ARUANDA
Rua Nelson J acks Rosemberg, 286/296, – Sorocaba /SP.
Responsável; Valdinês Débora da Silva Martins.

CENTRO DE UMBANDA SOLAR DE J ANAINA.
Rua Malvaiscos QD 93 Lote05 Parque Oeste Industrial - Goiânia - GO.
Responsável: Huderson J unio da Silva.

CIRCULO RELIGIOSO OGUM HÓRUS RÁ.
Praia Seca - Araruama - RJ .
Responsável: Maria Cristina Marques.

CHOUPANA DO CABOCLO PERY.
Rua Barão de Tramandaí, 160-301 -Porto Alegre –RS.
Responsável: Norberto Peixoto

COMUNIDADE DE UMBANDA SÃO SEBASTIÃO
Rua Bonita, 252 – Bairro Botujuru – Mogi das Cruzes – SP.
Responsável: Charles de Paiva.

FRATERNIDADE ESPIRITUAL CAMINHOS DE OXALÁ.
Travessa dos Vianas, 51 – S.Bernardo do Campo – SP.
Responsável: Giancarlo Bolognese.

113
FRATERNIDADE DE UMBANDA ESOTÉRICA CONFRARIA DA LUZ.
”Confraria da Luz” info@confrariadaluz.com Mogi das Cruzes - SP.
Responsável: Hugo Moreira.

FRATERNIDADE UMBANDISTA MÃE MARIA.
Rua Erva Mularinha, 68- J d. Brasília-SP.
Responsável: J osé Palácio.

GECPA-GRUPO ESPIRITUALISTA CABOCLO PENA AZUL.
Rua J osé Palu, esquina com R. Major Pedro de Abreu Finksieper, Novo Mundo
Curitiba –PR.
Responsável: Sérgio Kunio Kawanami.

GRUPO UMBANDISTA-CRISTÃO YONUARUÊ.
Rua Coronel Fawcett, 1170/1178 – Água Funda/SP.
Responsável: Márcia Pinho Pontalti Fiúza de Andrade.

ICEU - INSTITUTO CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL.
Rua Sabor de Mim – Iguatemi –SP.
Responsável: Robson

IRMANDADE DE UMBANDA MÃE INHASÃ FORÇA DOS ORIXÁS
Rua Giovani Legrenzi, 254, Cidade AE Carvalho-SP.
Responsável: Ana Santana de J esus Miranda.

NÚCLEO ENSINO ESPIRITUAL UMBANDA NOVA ERA-CABOCLO MATA VERDE.
Rua 25 de Março, 56 – Rudge Ramos –SBC/SP.

114
Responsável: Cláudio dos Santos.

OICD - RJ - CHOUPANA DO Sr. 7 MONTANHAS.
Condomínio sítio Sta.Paula, Rua N, 74 Maricá-RJ .
Responsável: Antonio Carlos Mendonça Viana (Yamaratanan)

REINO DE ALMAS E ANGOLA XANGÔ AGODÔ E OXUM PANDÁ.
Rua Frei Gabriel, 509 - Lages/SC.
Responsável: Márcio Vieira Proença.

SEARA DE UMBANDA DO Cruzeiro Divino
Rua Iná de Nascimento e Souza, 388 Caxias-RJ .
Antonio Mendes Cordeiro

SENZALA VOVÓ J OANA DE MOÇAMBIQUE.
Rua Soldado Elias dos Santos, 23, RJ .
Responsável: Nelli dos Santos Oliveira.

SOC. ESPIRITUALISTA UNIVERSALISTA CANTINHO S. FRANCISCO DE ASSIS.
Rua Conde de Porto Alegre, 604 – Porto Alegre/RS.
Responsável: Alexandre Matias Bard.

TABA DE UMBANDA CABOCLO J ANDIRÁ
Rua Alpiste, 76ª-J d. Eliane/SP.
Responsável: Flávio Roberto Lobel Filho (Pai Flávio D’Oxum).

TEMPLO ALDEIA DE CARIDADE “IEMANJ Á E CACIQUE SULTÃO DAS MATAS”.
Rua J osé Magnani, 195, Pq.das J abuticabeiras, Diadema/SP.

115
Responsável: Mãe Cecília de Iemanjá.

TEMPLO CABOCLO FLECHEIRO BEIRA DA MATA E OGUM BEIRA MAR.
Rua Artur Alvim, 287 – Artur Alvim/SP.
Responsável: Pai Cláudio de Ogum.

TEMPLO DO CABOCLO Sr. OGUM 7 ESCUDOS.
Rua Mosela, 1056 – Petrópolis/RJ .
Responsável: Tashirenanda

TEMPLO ESPIRITUALISTA SOL E ESPERANÇA
Rua Túlio Sá Pereira de Souza, 134-fundos - Bairro Bom Vista, Curitiba/PR.
Responsável: Magali

TEMPLO ESTRELA DO ORIENTE
Rua Goiás, 548 – Piedade/RJ .
Responsável: Flávia Emilia Barros.

TEMPLO ESTUDOS E DESENV. DA UMBANDA IANSÃ E CACIQUE TUPINAMBÁ.
Rua Nicolau Tolentino, 43 – J D.Embuias /SP.
Responsável: Maria Nazareth Dória.

TEMPLO E LUZ J UPIRA FLEXEIRA.
Rua J orn. Sebastião Rodrigues, 07- Cd.Líder /SP.
Responsável: Terezinha de J esus Marcolino.

TEMPLO OMOLOKO PAI ANTONIO DA GUINÉ.
Rua Barão de Monte Mor, 80- Vila Industrial - Campinas/SP.

116
Responsável: Babalorixá Odonire

TEMPLO DE PAZ AMOR E CARIDADE DE MÃE BENEDITA DE ARUANDA.
Rua Moisés J ustino, 43- Vila Nhocuné/SP.
Responsável: Lúcia Ernesto Simões.

TEMPLO DE UMBANDA E CANDOMBLÉ PAI J OAQUIM DE ANGOLA.
Rua Benedita da Silva Pinto, 43- Campo Limpo/SP.
Responsável: Mãe Gertrudes.

TEMPLO DE UMBANDA E ESOTERISMO CABOCLO MATA VIRGEM.
Rua Paula e Silva, 15- S. Cristóvão/RJ .
Responsável: Gleyds de Oxum.

TEMPLO DE UMBANDA CABOCLO IBIRÁ.
Rua Fernando de Oliveira Guerra, 342- Mogi das Cruzes/SP.
Responsável: Sônia N. Toledo.

TEMPLO DE UMBANDA CABOCLO MATA VIRGEM.
Rua Pequeri, 191 J d. São Manoel-Guarulhos/SP.
Responsável: Regina C.C.Viana.

TEMPLO UMBANDA CABOCLO TUPY DA ALDEIA E PAI THIAGO DA SENZALA.
Rua Alto do Parnaíba, 74-J d. Guimarães-Guarulhos/SP.
Responsável: Ademir do Carmo.

TEMPLO UMBANDA CACIQUE PENA VERDE, ZÉ BAIANO E MORADA Sr. OGUM.
Rua Francisco Cardoso J unior, 26-J d. Áurea – Guaianazes /SP.

117
Responsável: Luiz Carlos Barbosa de Lima.

TEMPLO DE UMBANDA CACIQUE 7 FLECHAS E PAI J OBÁ.
Rua Rafaela, 84 fundos - J d. Mendes Gaia II /SP.
Responsável: Nair Ponquelli Fernandes.

TEMPLO DE UMBANDA O CAMINHO É A LUZ.
Rua Pedro Marigliane, 466 - Pirituba/SP.
Responsável: J osé Rogério Silva Pinho.

TEMPLO DE UMBANDA LUZ DE OGUM E CABOCLO SR.URUTÚ.
Rua Shigueo Hosozuko, 7 A - SP.
Responsável: Claudinei Alves de Araújo.

TEMPLO UMBANDA LUZ OXUM E MORADA EXU SR TRANCA RUA DAS ALMAS.
Rua Angaiara, 1 J d. das Rosas/SP.
Responsável: Maria Aparecida Gradwool Gomes.

TEMPLO DE UMBANDA LUZES DE ARUANDA
Rua Barra Funda, 628-baixos - Barra Funda/SP.
Responsável: J ulio Alexandre Sbizera Costa.

TEMPLO UMBANDA MÃE OXUM CABOCLO FOLHA VERDE MORADA XANGÔ.
Rua Bernardino Pantaleão, 202 - Vila Diva/SP.
Responsável: Maria da Penha Damas Padrão.

TEMPLO DE UMBANDA MARIA BAIANA
Rua Miguel Lopes Rodrigues, 77-J d. Camargo – Piracicaba/SP.

118
Responsável: Neli Benedita de Castro Izidoro.

TEMPLO DE UMBANDA OGUM BEIRA-MAR.
Avenida Benigno Carrera, 181-J abaquara/SP.
Responsável: J osé Celso Rocha.

TEMPLO DE UMBANDA OGUM MEGÊ.
Rua Guido Lippi, 242- J d. Santa Lídia-Mauá/SP.
Responsável: Norma Del Bianco.

TEMPLO DE UMBANDA PAI J OAQUIM D’ANGOLA.
Rua Ponte Nova, 32- Vila Ede/SP.
Responsável: Sonia Aparecida Cozzolino.

TEMPLO DE UMBANDA PAI J OAQUIM DE ANGOLA E CABOCLO TREME TERRA.
Rua Bom Pastor, 5002-J d. Bom Pastor - Sto.André/SP.
Responsável: Zilda Vieira.

TEMPLO DE UMBANDA PAI PENA BRANCA E CABOCLO VENTANIA
Rua Mario Fongaro, 155-SP.
Responsável: Aleida Bárbara.

TEMPLO DE UMBANDA PAI XANGÔ AGODÔ.
Rua Michel Alves, 855-Vila Mirim-Praia Grande/SP.
Responsável: Marcos Henrique Aldrovandi (Pai Marcos).

TEMPLO DE UMBANDA PAI XANGÔ E BAIANA MARIA DO ROSÁRIO.
Rua Sebastião Miguel da Silva, 136-Cidade líder/SP.

119
Responsável: (Mãe) Graziela Lúcia Alves.

TEMPLO DE UMBANDA “SEARA DE J ESUS”.
Rua Manuel Augusto Ferreirinha, 1045-Vila Gerty-S. C. Sul/SP.
Responsável: Apparecida Furniel de Medeiros.

TEMPLO DE UMBANDA SOL DO ORIENTE.
Rua Mario Ibarra de Almeida, 238 - Pari/SP.
Responsável: Almir Vieira.

TEMPLO DE UMBANDA VOVÓ CAMBINDA.
Rua Gonçalo Correia, 423 –J d. Paulistano-Salto de Pirapora/SP.
Responsável: Amadeu Majieri de Lima.

TEMPLO DE UMBANDA VOZES DE ARUANDA.
Rua Mario Corradi, 21fundos-Bairro S.Cristóvão - Erechim/RS.
Responsável; Leni Winck Saviscki.

TEMPLO DE UMBANDA E CANDOMBLÉ “MAMÃE OXUM”.
Rua Gov. Pedro de Toledo, 1258- Bonfim – Campinas/SP.
Responsável: Mãe Iberecy.

TEMPLO DE UMBANDA E CANDOMBLÉ OGUM DE RONDA E EXU 7 PORTAS.
Rua Tacacazeiro, 277-J d. Fernandes.
Responsável; David Pereira dos Santos.

TEMPLO ESCOLA VOVÓ CAMBINDA

120
Rua Antonio Escorsin 1770 fundos / Curitiba/ PR
Responsável: Rosangêla de Aguiar.

TEMPLO UNIVERSALISTA PENA BRANCA.
Rua Manoel Monteiro, 39 fundos – Lapa, Campo dos Goytacazes/RJ .
Responsável: Vanessa da Silva Cabral.

TAU-TENDA AMIGOS DA UMBANDA.
Rua Tomaz Liss, 389 bairro Atuba Colombo/PR.
Responsável: Nelma Regina Cangussú.

TENDA ESPIRITA IEMANJ Á.
Rua Manoel Inácio do Nascimento, 460 – Rio Tavares –Florianópolis/SC.
Responsável: (Mãe) Heloisa de Iemanjá.

TENDA FRATERNA UMBANDA “CABOCLO ESTRELA DO MAR AMIGOS DE
BENEDITO”.
Estrada de Palmas, 133-Centro - Sacra Família do Tinguá -2ºDistrito. do Município
de Eng. Paulo de Frontin/RJ .
Responsável; Luiz Motta.

TENDA PAI BENEDITO
Rua Silveiras, 53 –Vila IAPI – Taubaté/SP.
Responsável: Pai Miguel.

TENDA DE UMBANDA CABOCLO ARARIBÓIA.
Rua Paulo Virgínio, 125 - SBC/SP.

121
Responsável: Dirce Mariano dos Reis.

TENDA DE UMBANDA CABOCLO ROMPE MATO
Rua J oaquim de Lago, 15 Vila Teixeira Campinas/SP.
Responsável: Creuza dos Santos Moreira.

TENDA DE UMBANDA CABOCLOS SETE MONTANHAS, SETE CACHOEIRAS E
CABOCLA J USSARA.
Rua Edson Mendo Leitão, 35-A São Mateus/SP.
Responsável: Mães Antonia, Sandra e Pai J orge.

TENDA DE UMBANDA CABOCLO VENTANIA, 7PEDREIRA.
Rua Madeira, 15-Vila Vivaldi – SBC/SP.
Responsável: Suzy Carpighiotto.

TENDA DE UMBANDA OIÁ IANSÃ E CABOCLO PENA BRANCA.
Rua Manoel Fagundes de Souza, 89 – Piqueri/SP.
Responsável: Antonia L.Ferreira.

TENDA DE UMBANDA PAI GUINÉ DE ARUANDA.
Rua J osé Vieira Guimarães, 759 SP - Capital.
Responsável: Robson Marques dos Santos.

TENDA DE UMBANDA PAI MALAQUIAS DA BAHIA.
Rua Alzira Vargas, 61 casa 2- Fonseca – Niterói/RJ .
Responsável: Marcos Bastos.


122
TENDA DE UMBANDA PAI XANGÔ E CABOCLO SETE FLECHAS.
Rua Emilio Ayres, 87 - Itaquera/SP.
Responsável: Valderez Costa Matias.

TERREIRO DO PAI MANECO
Estrada da Uva Km. 1 Curitiba/PR.
Responsável: Fernando Macedo Guimarães

TERREIRO DE UMBANDA BAIANO ZÉ PEDRO.
Rua Eduardo Ferreira França, 1003 – Água Funda/SP.
Responsável: Pai Rafael D’Ogum.

TERREIRO DE UMBANDA REINO DE IEMANJ Á - TURI.
Rua da Praia, 50 – Tapera – Florianópolis/SC.
Responsável: Dilma Ana de Souza Luz.

TUPÃOCA DO CABOCLO ITAPUÃ.
Rua Camomila Romana, 30 Parque Savói/SP.
Responsável: Valdir S. Pereira.

TUPÃ OCA DO CABOCLO 7 PEDREIRAS.
Rua Altair, 8 /8 fundos Tatuapé/SP.
Responsável: Alfredo
A todos, nossos sinceros agradecimentos.