You are on page 1of 21

1

Faculdade Anhanguera de Belo Horizonte - Unidade 01

Administração de Empresas

Teoria da Administração

ATPS TA

Professor (a) – Mônica Satolani

Tutor Presencial - Professor Gilmar Lima



Autores:

Edivaldo Padilha de Novaes – RA 6950477885

Marco Aurélio Rodrigues Pires – RA 6954455135

Geraldo Quirino da Silva – RA 1299515450

Giovane Adriano Dias dos Santos – RA 6944406226

Sheila Cristina da Silva Aquino – RA 1299504585





Belo Horizonte/Outubro de 2013
2



Sumário

1 - INTRODUÇÃO............................................................................................................... 04
2 - Surgimento das Teorias da Administração....................................................................04
2.1 - Conclusão sobre Taylor..............................................................................................07
2.2 - Conclusão sobre Fayol...............................................................................................10
2.3 - Concluindo Ambos com suas Teorias e Propósitos ................................................. 10
3 - Teoria Clássica da Administração................................................................................. 11
3.1 - Teoria da Burocracia................................................................................................. 11
3.2 - Teoria Estruturalista.................................................................................................. 11
3.3 - Teoria das Relações Humanas....................................................................................12
3.4 - Teoria Comportamental..............................................................................................12
3.5 - Organizações Mecanicistas X Organizações Flexíveis..............................................12
3.6 - A Evolução das Teorias Administrativas Conforme as Necessidades...................... 13
4 - A Evolução das Teorias da Administração....................................................................13
4.1 - Ambiente....................................................................................................................13
4.2 - Teoria de Sistemas......................................................................................................13
4.3 - Conceito de Sistema...................................................................................................13
4.3.1 - Sistemas Físicos..................................................................................................13
4.3.2 - Sistemas Abstratos.............................................................................................13
4.4 - Teoria Matemática.....................................................................................................14
4.4.1 - Objetivo............................................................................................................ 14
4.5 - Teoria da Tecnologia da Informação........................................................................ 14
4.6 - Teoria Contingencial................................................................................................ 14
4.7 - Implicações Éticas.................................................................................................... 15
3

4.8 - Liderança e Pensamento Sistêmico.......................................................................... 15

5 - Ênfases nas Competências, Competitividade, Tendência e Contextos das
Empresas................................................................................................................................16
5.1 - Ambiente....................................................................................................................16
5.2 - Tecnologia..................................................................................................................16
5.3 - Estratégia....................................................................................................................16
5.4 - APO - Administração por Objetivos..........................................................................17
5.4.1 - Estabelecimento Conjunto de Objetivo entre o Executivo e o seu
Superior...................................................................................................................................17
5.4.2 - Interligação dos Objetivos Departamentais.......................................................17
5.4.3 - Elaborar Planos Táticos e Planos Operacionais, com Ênfase na Mensuração
e no Controle...........................................................................................................................17
5.4.4 - Participação atuante da chefia............................................................................17
5.4.5 - Apoio Intenso do Staff...................................................................................... 17
6 - Quadro Comparativo entre as Teorias da Administração...........................................17

7 - Considerações Finais........................................................................................................19

8 - Referências bibliográficas................................................................................................21







4

1 - INTRODUÇÃO
Esta atividade tem como objetivo agregar conhecimento ao que se refere às teorias da
administração, perceber que a evolução natural da Teoria da Administração a partir de uma
nova visão, percorre um novo caminho, pelo qual os problemas das empresas eram mais
complexos e, portanto, exigiam quebra de paradigmas da Administração, permitindo
diferencia-las, ressaltando os principais pontos que influenciaram as proposta de
administração que se arrastaram a realidade dos dias atuais. A Teoria da Administração é
geralmente em certos aspectos, uma decorrência da Teoria das Organizações, ou seja, um
meio de por em operação conceitos e ideologias a respeito das organizações. Esta teoria trata-
se do estudo da administração das organizações em geral e das empresas em particular. Teoria
esta que engloba um conjunto integrado de teorias em crescente expansão que gradativamente
se abrange. Veremos que se trata do corpo de conhecimentos a respeito das organizações e do
processo de administrá-las. Reafirmando a ideia anterior, a Teoria Geral da Administração ou
TGA como preferirem, é composta por princípios, proposições e técnicas em permanente
elaboração.
Entre estes e outros detalhes sobre a história da teoria da administração iremos ver adiante
com prioridades sobre os fatos marcantes e diretamente ligados às mudanças, influências e
acontecimentos desta característica teoria. Assim como autores que colaboraram para tais
mudanças e seus aspectos sociais.
2 - Surgimento das Teorias da Administração
Com base na pesquisa referente ao fato de a administração ser uma habilidade humana, seus
aspectos históricos, sociais e o desenrolar do seu surgimento observamos que a partir da
instrução de mercado incluindo a economia, o trabalho humano já estava organizado de
forma mecanizada. A administração foi muito requisitada para solucionar tais dificuldades
de direção de negócios e compromissos financeiros das organizações. A abordagem
humanista da teoria da administração inclusive nas organizações contrariou vários
postulados da abordagem clássica de Fayol e da Administração Científica de Taylor. A
ênfase na estrutura e nas tarefas foi substituída pela ênfase nas pessoas.

5

Assim, junto com as necessidades e o aparecimento das organizações, cada uma com o seu
propósito, a administração começa a surgir. Sua teoria começa a se evidenciar e sua origem
também.
Relacionando os fatos com a atualidade, são citadas várias organizações nas quais o trabalho
mecanizado está em evidência, como por exemplo, as redes de Fast Food.
Isso vem sendo retratado principalmente após a revolução industrial, que se iniciou na
Inglaterra e foi difundida pela Europa e América do norte, nos quais os trabalhos
manufaturados foram substituídos pelos maquino faturados, ou seja, com essa nova medida a
produção daria um passo enorme na busca do lucro, uma vez que os produtos seriam feitos
em um menor intervalo de tempo, gerando dessa forma um grande aumento no número de
mercadoria e menores gastos com mão de obra. Muitas dessas ideias serviram e ainda
servem para solucionar problemas criados pelo desenvolvimento de algumas organizações.
Mas o problema ocorre quando um sistema monótono e despreparado para novidades bate de
frente com o que estava fora do planejado.
A administração científica teve como seu principal representante e pioneiro Frederick Taylor.
Os princípios básicos de sua fundamentação giram em torno da descentralização da gestão,
fazendo com que a responsabilidade da organização do trabalho seja transferida do
empregado para o gerente. O aumento da produtividade foi bastante evidente nessa forma de
administração. O principal problema dessas formas precursoras da gestão é que faz do
trabalhador um ser alienado e transforma o seu trabalho em algo monótono e desprazeroso, no
qual o empregado pode tirar poucos proveitos para sua vida, além de quando surgem
problemas novos, as pessoas se mostram despreparadas para enfrentá-los e podem alegar que
aquilo não faz parte da sua tarefa.

6


Temos aqui os principais precursores da administração e suas teorias de significante
influência:
Frederick Winslow Taylor, segundo Chiavenato (2003). Foi o
fundador da Administração Científica, nasceu na Filadélfia – EUA,
filho de família de princípios rígidos, foi educado com forte
disciplina e devoção ao trabalho. Iniciou sua carreira como
operário, passando a outros cargos maiores até chegar a
engenheiro. Na época vigorava um sistema de pagamento por peça
ou por tarefa. Os patrões procuravam ganhar o máximo na hora de
fixar o preço da tarefa, enquanto os operários reduziam o ritmo de produção para
contrabalançar o pagamento por peça determinado pelos patrões. Esse fato levou Taylor a
estudar o problema de produção para tentar uma solução que atendesse tanto aos patrões
como aos empregados. Na Midvale Steel Co., em 1878, a partir de suas observações, passou a
desenvolver as primeiras melhorias técnicas e, sendo brilhante no que fazia, patenteou várias
invenções, entre elas um aprimoramento no corte do aço, resultante do processo de tratamento
térmico, em parceria com J. Munsel White. Em 1895, Taylor apresentou um trabalho que
seria a base da Administração Científica, denominado A Pierce-rate sistem, um sistema de
pagamento por peça, em que propunha um estudo de quanto tempo levaria para um homem
fazer o seu melhor trabalho, completando sua tarefa, e trabalhando o suficiente, assegurando
uma remuneração razoável. Segundo Maximiano (2007), Taylor chamou posteriormente esse
trabalho de estudo sistemático e científico do tempo – dividir cada tarefa nos seus elementos
básicos, com a colaboração dos trabalhadores, cronometrá-las e registrá-las. O processo
compreendia ainda a seleção de trabalhadores e o pagamento de incentivos, permitindo o
controle de todos os aspectos da produção e a sua padronização. Em 1903, publicou “Shop
Management” – Administração de operações fabris, na qual a padronização das ferramentas e
equipamentos, sequenciamento e programação de operações e Estudo dos Movimentos, eram
a temática central.

7

Dentre os princípios que Taylor defendeu e destacou, encontram-se:
 Seleção científica do trabalhador – tarefas mais comparáveis com sua aptidão e após
muito treino.
 Tempo-padrão – trabalhador deve atingir, no mínimo, a produção- padrão exigido pela
empresa.
 Plano de incentivo salarial – remuneração proporcional ao número de peças
produzidas.
 Trabalho em conjunto – interesses dos funcionários (altos salários) e da administração
da fábrica (baixo custo de produção) podem ser conciliados.
 Gerentes planejam, operários executam – planejamento de responsabilidade da
gerência.
 Divisão do trabalho – tarefas divididas no maior número possível de subtarefas.
 Supervisão – deve ser funcional, especializada por áreas.
 Ênfase na eficiência – uma única maneira certa de executar uma tarefa (tempos e
movimentos), (FERREIRA et al, 2002, p.16).
2.1 - Conclusão sobre Taylor
No início sua preocupação era tentar eliminar o desperdício e das perdas sofridas pelas
indústrias americanas e elevar os níveis de produtividade através de métodos e técnicas de
engenharia. Após perceber que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se a alta
chefia continuava a trabalhar da forma antiga o mesmo se afastou da sofisticação de técnicas
pertinentes à “administração moderna” como chamara anteriormente. Contudo a
Administração Científica possua alguns defeitos como a robotização dos funcionários, a visão
microscópica do homem como única parte da maquina industrial. Esta atitude prejudicou
tanto a sociedade quanto a imagem humana na administração. Fizeram-se então muitas
organizações a adotar preceitos de Taylor a fim de minimizar tais impactos desta mudança
repentina.
8


Henri Fayol, Maximiano, (2007). Foi outro grande pensador e autor, e
um dos fundadores da Teoria Clássica, de (1841-1925), engenheiro
francês, nascido em Constantinopla, e radicado em Paris – França,
formado em engenharia de minas, foi contratado para trabalhar na
empresa mineradora e metalúrgica francesa Comambault. Passou toda a
sua vida nesta corporação, aposentando-se como Diretor Geral, aos 77
anos. Em 1916, Fayol publicou o livro “Administração Geral e
industrial” (Administration Industrialle et Générale) divulgando suas ideias, que estavam
voltadas, ao contrário de Taylor (chão da fábrica), para a alta administração da empresa
exigindo de quem a comandasse conhecimentos gerenciais. Segundo Chiavenato (2003),
Fayol, em seu livro “Administração Geral e Industrial”, apresenta seis funções básicas que
considera essencial a toda empresa, que são as funções:
 Técnicas – produção de bens ou serviços da empresa;
 Comerciais – compra, venda e troca de bens;
 Financeiras – procura e gerenciamento de capitais;
 Segurança – proteção e preservação de bens;
 Contábeis – inventários, registros, balanços, custos e estatísticas;
 Administrativas – coordenam e comandam as outras cinco, constituindo-se na mais
importante.
Ainda segundo Maximiano (2003), Fayol definiu ainda que, o ato de administrar é composto
de cinco atos ou funções administrativas, que devem ter uma sequência lógica, porque o
trabalho do dirigente consiste em tomar decisões, estabelecer metas, definir diretrizes e
atribuir responsabilidades aos integrantes da organização, e desse modo, as funções
administrativas de planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar faz parte
exclusivamente da sua função.

9

Propôs ainda que as funções administrativas devessem estar separadas das funções
operacionais (citadas), porque os dirigentes costumam negligenciar a administração,
preocupados com os detalhes da produção em geral, e tornam-se incompetentes, pois pensam
e agem como especialistas e não dão conta de suas responsabilidades de bem administrar o
todo, que é a organização. A Administração como as demais ciências, deve se basear em leis
ou princípios. Fayol (1975) apud Ferreira et al (2002), definiu os “Princípios Gerais da
administração” em:
1. Divisão do trabalho – especialização das tarefas e das pessoas para aumento da eficiência.
2. Autoridade e Responsabilidade – autoridade é direito de dar ordens e o poder de esperar
obediência e responsabilidade é a contrapartida, devendo haver equilíbrio.
3. Disciplina – estabelecimento das normas de conduta e de trabalho (obediência,
comportamento e respeito).
4. Unidade de comando – cada funcionário recebendo ordens de um superior apenas.
Princípio de autoridade única.
5. Unidade de direção – controle único com objetivo de aplicação de um mesmo plano para
um grupo de atividades de mesmo objetivo.
6. Prevalência de interesses gerais – os interesses gerais devem prevalecer aos interesses
individuais.
7. Remuneração – deve ser eficiente para garantir a satisfação dos funcionários e para a
organização em termos de retribuição.
8. Centralização – as atividades cruciais da organização e a autoridade para a sua adoção
devem ser centralizadas.
9. Hierarquia (cadeia escolar) – prioridade para a estrutura hierárquica (escalão mais alto ao
mais baixo).
10. Ordem – mantida a organização, preservar cada pessoa e objeto em seu lugar.
11. Equidade – tratamento das pessoas com benevolência e justiça, não excluindo o rigor,
justificando a lealdade e a devoção dos funcionários à empresa.
10

12. Estabilidade dos funcionários – a rotatividade excessiva é prejudicial para a eficiência da
organização e tem consequências negativas sobre o desempenho dos trabalhadores.
13. Iniciativa – capacidade de estabelecer um plano e assegurar seu cumprimento e seu
sucesso.
14. Espírito de equipe – trabalho conjunto facilitado pela união entre equipes, gerando
consciência de classes e defesa de seus propósitos.
2.2 - Conclusão sobre Fayol
Para Fayol a empresa é analisada em uma estrutura de cima para baixo. As funções da
empresa são repartidas em seis nas quais a Administrativas engloba as funções universais da
Administração que são: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. Essas funções
também se estendem nas outras cinco esferas como uma técnica para estruturar a empresa.
Sua visão é mais gerencial com resultados finais na produção enquanto que a visão de Taylor
é na produção e no operário para resultados na quantidade produtiva.
Fayol complementa a Administração Científica com a Teoria Clássica.
2.3 - Concluindo Ambos com suas Teorias e Propósitos
Taylor preocupou-se com a produtividade das fábricas, maximizando a produção e com a
organização dos recursos materiais e de mão de obra, para uma melhor utilização dos mesmos
e para uma melhor obtenção de lucros, sua teoria tinha uma ênfase nas tarefas.
Fayol por sua vez dizia que as empresas ou organizações possuíam seis funções sendo que
elas são: Funções técnicas, comerciais, financeiras, de segurança, contábeis e funções
administrativas, sendo a administrativa a mais importante.
A teoria de Fayol era estruturalista.
O que separa Taylor de Fayol é que Taylor preocupou-se com o chão de fábrica e Fayol
preocupou-se com os níveis mais altos das organizações, ou seja, com a gerência das
empresas.

11

3 - Teoria Clássica da Administração
A Teoria Clássica da Administração foi idealizada por Henri Fayol. Caracteriza-se pela ênfase
na estrutura organizacional, pela visão do Homem Econômico e pela busca da máxima
eficiência. Sofreu críticas como a manipulação dos trabalhadores através dos incentivos
materiais e salariais e a excessiva unidade de comando e responsabilidade.
Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos
de Taylor: Divisão do trabalho, Autoridade e responsabilidade, Unidade de comando,
Unidade de direção, Disciplina, Remuneração, Centralização, Hierarquia, Ordem, Equidade,
Estabilidade dos funcionários, Iniciativa e Espírito de equipe.Tendo como ótica a visão da
empresa a partir da gerência administrativa, Fayol focou seus estudos na unidade do comando,
autoridade e na responsabilidade.
3.1 - Teoria da Burocracia
Não havia regras específicas e definição dos Objetivos para com os colaboradores. Existia
apenas a lei de: "fazer seu serviço, ganhar seu dinheiro e continuar trabalhando." As empresas
precisavam ser geridas de forma impessoal e Racional, com isso, origina-se a Teoria da
Burocracia. A Teoria da Burocracia vem da premissa de que a burocracia é a organização
eficiente por excelência. Atualmente Burocracia representa uma empresa lenta, com muitos
processos, ineficiente e uma grande Rotina, quando na verdade deveria ser totalmente o
contrário.
3.2 - Teoria Estruturalista
A Teoria Estruturalista inaugura os estudos acerca dos ambientes dentro do conceito de que a
organização é um sistema aberto e em constante interação com o seu meio ambiente. Até
agora, a teoria administrativa havia se confinado aos estudos dos aspectos internos da
organização dentro de uma concepção de sistema fechado.
Sua ênfase é na estrutura e seus principais enfoques são múltipla abordagem: organização
formal e informal, análise infraorganizacional e análise interorganizacional.

12

3.3 - Teoria das Relações Humanas
A proposta principal desta teoria circula ao redor do reconhecimento humano. Até então, visto
como apenas um instrumento de produção, o homem passa a ter o seu lado pessoal
contemplado como importante para o desenvolvimento organizacional (D.O.).
O produto era o bem mais valioso da empresa. Neste novo contexto, o homem é visto como
elemento chave de todo o processo organizacional. Portanto, as ações dentro das fábricas
passam a ser voltadas para a satisfação dos operários.
3.4 - Teoria Comportamental
A Teoria Comportamental da Administração trouxe uma nova direção e um enfoque dentro da
teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento o abandono das posições
normativas e prescritas das teorias anteriores, e a adoção de posições explicativas e
descritivas. A ênfase permanece nas pessoas, mas dentro do contexto organizacional mais
amplo. Marca a mais profunda influência das ciências do comportamento na administração.
Todo indivíduo é um tomador de decisão, baseando-se nas informações que recebe do seu
ambiente, processando-as de acordo com suas convicções e assumindo atitudes, opiniões e
pontos de vista em todas as circunstâncias. A organização neste sentido é vista como um
sistema de decisões.
3.5 - Organizações Mecanicistas X Organizações Flexíveis
De imediato é importante deixar claro o conceito sobre o que é Organização Mecanicista e o
que é Organização Flexível.
Organizações mecanicistas são organizações burocráticas, permanentes, rígidas, definitivas e
baseadas na hierarquia e no comando. Organizações flexíveis são organizações mutáveis,
adaptativas, transitórias e baseadas no conhecimento e na consulta.
O que é certo se dizer é que a organização mecanicista é uma organização extremamente
fechada que não leva em conta o indivíduo dentro dela, pois o indivíduo como já foi dito na
referência à Teoria das Relações Humanas é dotado de sentimentos, pessoas são mutáveis nas
suas escolhas, então neste caso é interessante ressaltar que a organização Flexível conta com
essa mudança e traça estratégias administrativas á partir disto.
13

3.6 - A Evolução das Teorias Administrativas conforme as necessidades
As Teorias administrativas foram um marco importante para a evolução, desenvolvimento e
crescimento industrial e humano. A Teoria Clássica foi a primeira e a mais principal de todas
as teorias e também serviu de referência para a criação das demais e seus fundamentos são
aplicados até hoje. Taylor e Ford ao desenvolverem os fundamentos clássicos, ambos
individualmente, tinham como meta resolver os problemas mais importantes sofridos na
época e, por este motivo, tornaram o homem como parte da produção, um item a mais no
processo produtivo e não o elemento mais importante para a realização das tarefas, não
permitindo que ele usasse o poder da criatividade, do raciocínio para aprimorar o processo
produtivo, obrigando-o a apenas fazer sem questionar.
4 - A Evolução das Teorias da Administração
4.1 - Ambiente: Ambiente é tudo o que acontece externamente, mas influenciando
internamente uma organização. A análise do Ambiente foi iniciada pelos estruturalistas, como
a análise tinha abordagem de sistemas abertos aumentou o estudo do meio ambiente como
base para verificar a eficácia das organizações, mas nem toda a preocupação foi capaz de
produzir total entendimento do meio ambiente. Não se enquadra a organizações mecanicistas
e tradicionais.
4.2 - Teoria de Sistemas: Essa teoria aborda de maneira interdisciplinar a organização
abstrata de fenômenos independente de sua formação e configuração presente. Investiga todos
os princípios comuns a todas as entidades complexas, e modelos que podem ser utilizados
para a sua descrição.
Surgiu com os trabalhos do biólogo Ludwig Von Bertalanffy, este que criticava a visão que se
tem do mundo dividido em áreas diferentes. Afirmava que os sistemas devem ser estudados
como um todo.
4.3 - Conceito de Sistema: É um conjunto ou combinações de coisas ou partes formando um
todo unitário, e se constituem das seguintes classificações: Sistemas físicos ou abstratos.
4.3.1 - Sistemas Físicos: São compostos de equipamentos, máquinas, objetos e coisas reais.
14

4.3.2 - Sistemas Abstratos: São compostos de conceitos, filosofias, planos, hipóteses e
ideias.
4.4 - Teoria Matemática: Surgiu com a utilização da pesquisa operacional (PO) durante a
segunda guerra mundial. A eficiência do método no campo da estratégia militar fez com que a
PO migrasse para dentro das organizações. Com bases lógicas e matemáticas foi criada essa
ciência na administração e que acabou produzindo a chamada Administração de Operações,
focada na administração de manufatura e serviços.
4.4.1 - Objetivo: Concentra-se na tomada de decisão, selecionando a melhor alternativa com
base nos dados obtidos através da pesquisa operacional, visando sempre à solução final do
problema.
O ramo da pesquisa operacional descende de vários aspectos da administração científica, à
qual acrescentou métodos matemáticos refinados, como a tecnologia computacional. Os
autores da escola matemática vieram da matemática, estatística, engenharia e economia, e
possuem uma orientação técnico-econômica, racional e lógica.
4.5 - Teoria da Tecnologia da Informação: É a área de conhecimento responsável por criar,
administrar e manter a gestão da informação através de dispositivos e equipamentos para
acesso, operação e armazenamento dos dados, de forma a gerar informações para tomada de
decisão. A tecnologia sempre influenciou o funcionamento das organizações a partir da
revolução industrial, mas foi a invenção do computador que permitiu as atuais características
de automatização e automação das organizações. Sem o computador, não haveria a
possibilidade de administrar grandes organizações com uma variedade incrível de produtos,
processos, materiais, clientes, fornecedores, e pessoas envolvidas.
A tecnologia da informação possibilita a conexão entre várias pessoas e dispositivos em
localidades diferentes, facilitando e ampliando a abordagem sistêmica nas organizações.
4.6 - Teoria Contingencial: A teoria contingencial enfatiza que não há nada de absoluto nas
organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende. A abordagem
contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as
técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização.

15

As variáveis ambientais são variáveis independentes, enquanto as técnicas administrativas são
variáveis dependentes dentro de uma relação funcional. Essa teoria representa um passo além
da teoria de sistemas em administração, e enfatiza a natureza multivariada das organizações e
procura verificar como as organizações operam sob condições variáveis e em circunstâncias
específicas.
4.7 – Implicações Éticas - Ao abordar esta etapa acima, tivemos uma percepção do quanto a
Teoria da Administração é importante, e o melhor fator nesta ocasião é estar preparado para o
mercado e, contudo respeitando a postura ética, social e ambiental, onde se pode resultar em
importantes vantagens competitivas. Portanto, mais do que nunca, a compreensão destes
fatores representa um instrumento essencial de construção de uma cultura favorável ao
desenvolvimento ético e humano, a partir da consideração de que devemos trabalhar o
crescimento do indivíduo e suas habilidades. Sempre buscando o inter-relacionamento do
homem x máquina, de forma que possibilite o desenvolvimento de ambos.
4.8 - Liderança e Pensamento Sistêmico - É necessário ter um ou mais lideres em todas as
organizações, principalmente nas empresas e em cada um de seus setores. É primordial em
todas as demais funções da Administração, é preciso que o administrador conheça a
motivação humana e saiba conduzi-las passando esta imagem para as pessoas, isto é, liderar.
E o líder é quem conduz determinadas situações transmitindo confiança, honestidade e
humildade ao desempenhar o seu papel para os funcionários da organização. A
responsabilidade de acompanhar, fornecer ferramentas, mostrar o melhor caminho para
chegar ao objetivo final, é do líder. Abordagem sistêmica é uma metodologia que busca
conjugar conceitos de diversas ciências a respeito de determinado objeto de pesquisa. É
baseada na ideia de que um determinado objeto de estudo possui diversas dimensões e facetas
que podem ser estudadas e entendidas por diversas ciências. O pensamento sistêmico
contrapõe o cartesianismo é uma forma de abordagem da realidade que surgiu no século XX,
em contraposição ao pensamento reducionista, ou cartesiano, que visava a fragmentação. É
visto como componente do paradigma emergente, que tem como representantes cientistas,
pesquisadores, filósofos e intelectuais de vários campos.

16

5 - Ênfases nas Competências, Competitividade, Tendência e Contextos das Empresas.
5.1 - Ambiente: Como as Empresas afetam o Meio Ambiente? Pelo uso de matérias-primas e
combustível, Com a movimentação de cargas e pessoas da empresa e para a empresa. Através
insumos de produção; Pelo consumo de água, energia, do uso dos seus produtos ou serviços;
Na prestação de assistência técnica (óleos, graxas, peças velhas); Pelo uso físico de áreas onde
se instalam; Com a emissão de poluentes (partículas, gases, odores, barulho); Através de
testes e pesquisas de processos industriais e produtos; Com o descarte dos produtos colocados
à disposição dos consumidores. Por emissores da própria indústria ou de terceiros (partículas,
gases, odores, barulho);
5.2 - Tecnologia: Apresentando dados sobre a penetração e uso da Internet em empresas, com
números levantados em 2,3 mil companhias brasileiras de sete diferentes setores, incluindo
construção, comércio e transporte. Os computadores estão presentes em 95% das empresas
avaliadas. Segundo a pesquisa, a informatização aumenta proporcionalmente ao porte da
companhia. Entre as empresas informatizadas, 97% têm acesso à Internet. O crescimento do
uso de redes Wi-Fi e outros indicadores mostram uma evolução no uso das tecnologias mais
sofisticadas. O uso de serviços de governo eletrônico e compras pela Internet acontecem na
maioria das empresas de maior porte (97% e 78%, respectivamente). A pesquisa também
indica o aumento da demanda por profissionais especializados, na área de TI, ou que saibam
usar o computador, para funções gerais.
5.3 - Estratégia: As organizações precisam de estratégias para orientar-se sobre como atingir
os objetivos e como seguir a missão da organização. A estratégia é necessária para a empresa
como um todo, para cada negócio em que a empresa está, e para cada parte funcional de cada
negócio, compras, produção, vendas e marketing, finanças, recursos humanos. Uma estratégia
bem concebida destina-se a captar as melhores oportunidades de crescimento da empresa e
promover a defesa do desempenho futuro contra ameaças externas.

17

5.4 - APO - Administração por Objetivos: É uma técnica de direção de esforços através do
planejamento e controle administrativo. Para a organização atingir resultados é preciso definir
em que negócio está atuando e aonde pretende chegar. É um sistema dinâmico que integra a
necessidade da companhia de alcançar os seus objetivos de lucro e crescimento. É um estilo
exigente e compensador de administração de empresas.
É um método no qual as metas são definidas em conjunto entre administrador e seu superior,
as responsabilidades são especificadas para cada posição em função dos resultados esperados,
que passam a integrar os padrões de desempenho sob os quais os gerentes são avaliados.
5.4.1 - Estabelecimento Conjunto de Objetivo entre o Executivo e o seu Superior:
A maior parte da APO utiliza o estabelecimento conjunto de objetivos. O Executivo e seu
superior participam do processo de estabelecimento e fixação de objetivos.
5.4.2 - Interligação dos Objetivos Departamentais: Correlacionar os objetivos dos vários
órgãos ou gerentes envolvidos, mesmo quando os objetivos não se apoiam nos mesmos
princípios básicos.
5.4.3 - Elaborar Planos Táticos e Planos Operacionais, com Ênfase na Mensuração e no
Controle: Após a definição dos objetivos departamentais, elaboram-se os planos táticos e os
planos operacionais para alcançá-los. Como a APO enfatiza a quantificação a mensuração e o
controle, torna-se necessário mensurar os resultados atingidos e compará-lo com os resultados
planejados. Somente os resultados que podem ser mensurados podem ser aplicados a APO.
5.4.4 - Participação atuante da chefia: Há uma grande participação do superior, é
centralizado.
5.4.5 - Apoio Intenso do Staff: A implantação da APO requer o apoio intenso de um staff
previamente treinado e preparado. A abordagem do tipo “faça você mesmo” não é
aconselhável em APO. Pois exige integração e coordenação de esforços. Contínua Avaliação,
Revisão e Reciclagem dos Planos.
6 - Quadro Comparativo entre as Teorias da Administração


18

Quadro Comparativo entre as Teorias da Administração
Ênfase
Abordagem da
organização
Conceito de organização Principais figuras
Características básicas da
Administração
Concepção de homem
Comportamento Organizacional
do indivíduo
Administração
Científica Tarefas Organização formal
Estrutura formal com conjunto
de órgãos cargos e tarefas
Frederick Taylor
(Ford) Engenharia da Produção Homem econômico
Ser isolado que reage
como indivíduo
Teoria Clássica Estrutura Organização formal
Estrutura formal com conjunto
de órgãos cargos e tarefas Henri fayol
Engenharia da Produção e
engenharia humana Homem econômico
Ser isolado que reage
como indivíduo
Teoria das Relações
Humanas Pessoas Organização informal
Sistema social como
conjunto de papéis Elton Mayo Ciência Social - Psicologia Homem social
Ser social que reage como
membro de grupo social
Teoria Neoclássica da
Administração
Tarefas,
estrutura e
pessoas
Organização formal e
informal
Sistema social com
objetivos a alcançar Peter Drucker
Técnica Social básica e
administrativa por objetivos
Homem organizacional
administrativo Ser racional e social
19

7 - Considerações Finais
Ao refletir sobre cada “modalidade” da administração e suas propostas, fica claro quais os
focos foram prioridade nas teorias desenvolvidas. Enquanto ocorria a defesa da eficiência
como prática lucrativa, existiam pessoas que refletiam um pouco além de máquinas,
quantidades e lucros. Surgiram novas propostas que lutavam pela valorização emocional de
quem fazia parte de uma organização. Se naquele período histórico aconteceu criticas e
oposição. Dá para imaginar nos dias atuais a proporção tomaria as simples propostas
idealizadas pela Escola das Relações Humanas.
Entristece-nos saber que dentro de tantas opções, os seres humanos sempre estiveram na
última fila. Surgiram novos termos que impressionaram, mas não solucionaram. A burocracia
trouxe ordem e com ela lucro e direitos limitados para quem presta serviços as organizações, é
claro, que não podemos generalizar, mas com certeza muitos já ouviram ouviu a famosa frase:
- São normas da empresa. Temos que escutar essa frase sem o direito de perguntar qual foi a
base para que se crie tal norma.
Não fica difícil confrontar informações que compõem ainda hoje nosso cotidiano de forma
aparentemente ajustáveis a nossa vida. Tornando-se mais do que possível afirmar que a
evolução ocorreu por conta da necessidade, a capacidade de escolha alcançou maior número
de pessoas do que poderíamos imaginar. Será que alguém iria pensar sem a tal necessidade
em: motivação, reconhecimento, regras , estímulos se não se sentissem ameaçadas de alguma
forma, sendo que ainda hoje convivemos com ameaças vindas da parte operacional. Quem
ainda não enfrentou dificuldades em chegar ao trabalho por conta de uma greve de ônibus?
Novas teorias foram criadas e não foram aplicadas simultaneamente, sem dúvida,
considerando essa questão podemos afirmar que aqueles que se interessaram por uma teoria
comportamental, estruturalista, das relações humanas, certamente confessaram que esse é o
caminho para o desenvolvimento de uma organização. Quem tenta usufruir dessas teorias,
aguarda por resultados de uma necessária Revolução Emocional no mundo das organizações,
regada de bom censo e muitas atitudes que realmente possam realmente valer a pena para o
progresso significativo daquele que é peça essencial para operar uma máquina.

20

Analisando as teorias abordadas acima, podemos compreender melhor a visão sistêmica nas
organizações, pois todas as partes são de grande importância para uma empresa, e que não
podemos julgar uma parte mais importante que outra por cada uma ter sua finalidade no
funcionamento do sistema. Também concluímos que a tecnologia é fundamental para a vida
útil de qualquer organização, pois através dela que produzimos, administramos, vendemos,
compramos etc.
A teoria da contingência nos mostra a importância do ambiente, também a importância de
estar atualizado em relação às técnicas administrativas. Com a teoria matemática podemos ter
dados eficientes para agir de maneira eficaz em qualquer tomada de decisão.
As Teorias também abrem oportunidades de adquirir um ponto de vista diferente com relação
ás situações do cotidiano, elas podem coexistir conforme a necessidade e a partir delas
abrirem novos enfoques. Aonde, devemos estar preparado para o cenário do mercado atual e
futuro, é quando surgem as inovações e as melhores formas de liderar determinadas situações
na área em que atuamos ou pretendemos atuar.
Portanto, a Teoria Geral da Administração é de grande importância para ganhar
conhecimentos e exemplos clássicos possibilitando a abertura de novos horizontes através de
uma consistente liderança. Esta liderança parte de princípios éticos que implicam a sociedade
como um todo, o ambiente e individualmente o ser humano envolvido na organização. Assim
como, o pensamento sistêmico compartilhado com todos os colaboradores traz a padronização
e soluções mais apropriadas para cada situação adversa.

21

8 - Referências bibliográficas
__________________________________________________________________________
- Editora Saraiva 2003, São Paulo, Cyro Bernardes & Reynaldo Cavalheiro Marcondes,
Título: Teoria Geral da Administração – Gerenciando organizações, 3ª edição
-MAXIMIANO, Antonio César A. Teoria geral da administração: da escola científica à
competitividade na economia globalizada. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2000.
-Livro de Gareth Morgan - “Imagens da Organização”
- PLT n 302 autor Idalberto editora Campus – Elsevier capitulo 1
-Teoria Geral da Administração - Da Revolução Urbana À Revolução Digital
- Editora: Atlas,Autor: ANTONIO CESAR AMARU MAXIMIANO,Ano: 2006,Edição: 6.
Web: http://rodrigomiorcorrea.blogspot.com.br/2012/09/quadro-comparativo-entre-as-teorias-
da.html