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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

UNIVERSIDADE FEDERALDO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ
FACULDADE DE ENGENHARIA DE MINAS E MEIO AMBIENTE





RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS DE QUÍMICA
EXPERIMENTAL















SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
UNIVERSIDADE FEDERALDO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ
FACULDADE DE ENGENHARIA DE MINAS E MEIO AMBIENTE
Discente: Priscylla Bianca Cabral Alves



Relatório- 6° Aula de laboratório
Análise de solo





Trabalho acadêmico referente á nota parcial
da disciplina de Química Experimental, núcleo
da Faculdade de Engenharia de Minas e
Meio Ambiente da Universidade Federal do
Pará. Orientado pela Prof
a
Dr
a
Renata


Marabá
Junho de 2013
Objetivo
- Fazer análise do solo
-Determinar a acidez do solo
- Interpretar os resultados obtidos
Introdução
O pH ou potencial de hidrogênio iônico, é um índice que indica a acidez,
neutralidade ou alcalinidade de um meio. Como o pH é uma forma de exprimir a
concentração do íon hidrogênio, as soluções ácidas e básicas a 25º C podem ser
identificadas através dos seus valores de pH, como se segue: Soluções ácidas: [H
+
] pH <
7,00; Soluções básicas: [H
+
] pH >7,00; Soluções neutras: [H
+
] pH = 7,00.
O pH pode ser determinado: por adição de um indicador de pH na solução em
análise. A cor do indicador varia de acordo o pH da solução.
As plantas utilizam duas formas de nitrogênio: o nítrico (NO3-)e o amoniacal
(NH4+). O nítrico é a forma mais comum de absorção. Encontramos processos de
nitrificação e denitrificação.

O nitrogênio nítrico que pode ser tóxico, para algumas plantas, existe apenas
durante um período curto de tempo. Os íons H+ contribuem para acidificar o solo
resultante da aplicação de nitrogênio amoniacal. A nitrificação tem um efeito
acidificante. Apenas o N nítrico pode ser denitrificado. O N amoniacal nunca.
A análise de solo pode ser usada para fazer a correção dos nutrientes do solo
como fósforo e o potássio.
A realização da análise de solo é importante, pois somente os dados obtidos a
campo através da observação visual não são suficientes para se determinar possíveis
problemas nutricionais das plantas. Deve-se fazer a análise de solo como parte de um
planejamento da instalação das culturas agrícolas ou florestais. Serve como prevenções
para futuros problemas nutricionais que podem facilitar o aparecimento de pragas e
doenças.

Normas de segurança
O Laboratório é um lugar de ensaios analíticos onde se tem oportunidade de
aprender determinada técnica experimental. Para atingir esses objetivos, serão
necessárias qualidades aos cuidados com que se desenvolverão as operações
laboratoriais como não fumar, não falar ou comer. Deve-se também adotar o uso de EPI
(luvas, jaleco, avental, mascara, óculos, etc.).
Parte experimental
1- Análise de solo (Extração com o reagente R-5)
• Materiais utilizados
-Tubo de ensaio T-2
-Estante de madeira
-Rolha preta
-Tubo-funil
-Papel filtro
• Substâncias utilizadas
-Amostra de solo
-Água destilada
-Reagente R-5(Solução aquosa de ácido de clorofenol vermelho)
Procedimento
Em um tubo de ensaio T-2 foi colocada uma quantidade de amostra de solo, já
elaborada, até atingir o nível da segunda marca. Foi usada a estante de madeira para
apoiar o tubo. Adicion0u-se água destilada até atingir a terceira marca do tubo,
agitando-o em seguida. Posteriormente foi adicionado o reagente R-5 ao tubo de ensaio
até atingir o nível da quinta marca. Tampou-se o tubo de ensaio com uma rolha preta,
agitando o tubo durante dois minutos e abrindo-o em pequenos intervalos, para que
escapasse os gases ali formados. Em seguida o conteúdo do tubo T-2 foi despejado em
um tubo-funil para que fosse filtrado.

1.1-Análise de Nitrogênio Nítrico
• Materiais utilizados
-Tubo de ensaio T-2
-Contas gotas
-Medida plástica
-Rolha vermelha
-Bastonete de vidro
• Substâncias utilizadas
-Parte do filtrado usado no procedimento 1
-Água destilada
-Reagente R-6 {Sulfato de bário(60%), Sulfato mangnoso(5%), ácido citríco(34%),
ácido sulfanílico(1%), alfa –naftilamina(0,02).
Procedimento
Foi transferido para o tubo de ensaio T-2 5 gotas do filtrado obtido no
procedimento anterior, usando o conta-gotas limpo. Adicionou-se água destilada ao
tubo até atingir o nível da terceira marca, tampou-se o tubo com uma rolha vermelha e
agitou-o para homogeneizar a solução. Com o uso da medida plástica pequena, de cabo
vermelho, retirou-se uma porção de R-6 e transferiu-a para o tubo de ensaio. Para isso,
encheu-se bem a medida utilizando a extremidade limpa de um bastonete de vidro.
Tampou-se o tubo com a mesma tampa vermelha, e agitou-se bem após isso deixou o
tubo em repouso por 10 minutos, nesse intervalo agitou-se o tubo por duas vezes. Após
o repouso comparou-se a cor desenvolvida pela solução contida no tubo de ensaio com
as cores da tabela de NITROGÊNIO NITRÍCO para análise de solo.

1.2- Análise de Nitrogênio Amoniacal
• Materiais utilizados
-Tubo de ensaio T-2
-Rolha branca
• Substâncias utilizadas
-Parte do filtrado usado no procedimento 1
-Reagente R-19 (Solução aquosa de iodeto de potássio a 0,3% e cloreto de mercúrio
a0,5%)
-Reagente R-20 (Solução aquosa de hidróxido de sódio a 15g/l)
Procedimento
Foi transferido para o tubo de ensaio T-2 5 uma parte do filtrado obtido no
primeiro procedimento até atingir o nível da primeira marca. Adicionou-se ao tubo até
atingir o nível da terceira marca, tampou-se o tubo com uma rolha vermelha e agitou-o
para homogeneizar a solução. Com o uso da medida plástica pequena, de cabo
vermelho, retirou-se uma porção de R-6 e transferiu-a para o tubo de ensaio. Para isso,
encheu-se bem a medida utilizando a extremidade limpa de um bastonete de vidro.
Tampou-se o tubo com a mesma tampa vermelha, e agitou-se bem após isso deixou o
tubo em repouso por 10 minutos, nesse intervalo agitou-se o tubo por duas vezes. Após
o repouso comparou-se a cor desenvolvida pela solução contida no tubo de ensaio com
as cores da tabela de NITROGÊNIO NITRÍCO para análise de solo.

1.3-Análise de Potássio
• Materiais utilizados
-Tubo de ensaio T-2
-Rolha preta
• Substâncias utilizadas
-Reagente R-13(Solução aquosa de nitrito de sódio a 1,5% e cobaltonitrito de sódio a
0,05%)
-Reagente R-14(Etanol anidro absoluto99,5%)
Procedimento
Foi transferido o filtrado para um tubo de ensaio T-2 até atingir o nível da
segunda marca. Adicionou-se o Reagente R-13 ao filtrado até completar o nível da
terceira marca do tubo agitando-o em seguida. Em seguida foi colocado o reagente R-14
atÉ completar o nível da quarta marca, agitando-o o tubo com cuidado. Fechou-se o
tubo com uma rolha preta e deixo o tubo em repouso por 10 minutos, deixando um
pouco frouxada a rolha para que escapasse ao gases formados ali. Após o repouso foi
possível comparar o resultado da solução com a TABELA DE POTÁSSIO para análise
de solo.

2-Análise de pH
• Materiais utilizados
-Tubo de ensaio T-2
-Placa de pH
-Bastonete de vidro
-Pazinha de vidro
• Substâncias utilizadas
-Amostra de solo
-Reagente R-3(Indicador de pH à base de clorefenol vermelho)
-Reagente R-4(Indicador de pH á base de bromotimol azul)
Procedimento
Para realizar o experimento a pazinha de vidro foi usada para depositar uma porção da
amostra de solo nas três cavidades da placa de pH. Adicionou-se o Reagente R-3 sobre a
amostra da primeira cavidade. Em seguida adicionou-se o Reagente R-4 sobre a amostra
da segunda cavidade. Posteriormente foi misturado cada reagente com a respectiva
amostra, deixando em repouso por alguns minutos. Após o repouso pode-se determinar
o pH das três amostras com os valores da TABELA DE VALORES DO pH.

3-Análise de fósforo
• Materiais utilizados
-Tubo de ensaio T-2
-Medida plástica grande
-Bastonete de vidro
-Conta-gota
-Rolha Branca
-Tubo-funil
-Papel de filtro
- 2 Tubo de ensaio T-3
-Medida plástica pequena branca
• Substâncias utilizadas
-Amostra de solo
-Água destilada
-Reagente R-7(Solução aquosa de fluoreto de sódio a 3%)
-Reagente R-8(Solução aquosa de ácido sulfúrico a 6%)
-Reagente R-9
-Reagente R-10
-Reagente R-12
Procedimento
Para realizar esse experimento é necessário primeiro disponibilizar um filtrado
de potássio em solo, para isso, com o uso da medida da terra (medida plástica grande)
foi transferido para o tubo de ensaio uma porção da amostra de solo. Isso foi realizado
enchendo bem a medida e rasando-a com o bastonete de vidro limpo. Adicionou-se água
destilada a amostra até o nível da terceira marca do tubo, e agitando-o. Em seguida
foram transferidas 10 gotas do Reagente R-7 para o mesmo tubo. Foi adicionado 5 gotas
do Reagente R-8 ao mesmo conteúdo. Tampou-se o tubo de ensaio com uma rolha
branca, agitando-o por 2 minutos. Depois filtrou essa solução em um tubo funil com o
papel de filtro.
Foi transferido o filtrado para um tubo T-3 até atingir o nível da primeira marca
usando um conta-gotas limpo. Adicionou-se 10 gotas do Reagente R-9 ao tubo. Depois
se juntou água destilada ao tubo até completar o nível da terceira marca, agitando-o. Foi
transferido 3 gotas do Reagente R-10 ao mesmo tubo, agitando-o. Deixando-o em
repouso, para prosseguir com a análise.
Para preparar o Reagente R-11 utilizou-se a medida plástica pequena branca
para colocou-se uma porção de R-11 em outro tubo T-3, adicionou-se 10 gotas do
Reagente R-12 ao tubo usando o conta-gotas limpo. Em seguida agitou-se o tubo até
que o pó se dissolvesse inteiramente. Foi adicionada água destilada ao tubo até atingir o
nível da quarta marca, agitando novamente o tubo pra homogeneizar a solução. Ficando
pronto assim o Reagente R-11.
Para finalizar o experimento juntou-se uma gota da solução R-11 recém
preparada ao filtrado do tubo T-3 que havia ficado em repouso. Agitou-se bem essa
solução e depois deixou em repouso po10 minutos. Enquanto isso agitou-se o tubo mais
três vezes. Após o repouso foi comparada a cor desenvolvida pela solução com as cores
da TABELA DE FÓSFORO DISPONÍVEL para análise de solo.

Resultados e Discussão
1.Análise de solo
Após o fim do experimento, a solução formada foi um filtrado incolor, que foi
utilizado para a realização dos demais experimentos.

1.1.Análise de Nitrogênio Nítrico
Como não houve reação, a solução apresentou uma cor esbranquiçada, isso significa
que o teor de Nitrogênio Nítrico é excessivamente baixo ou nulo na amostra analisada.

1.2.Análise do Nitrogênio Amoniacal
Comparando a cor desenvolvida pela solução com as cores da TABELA DE
NITROGÊNIO AMONIACAL, chegou-se ao seguinte resultado.
Interpretação da análise ppm(aproximado) Coloração Padrão
Muito baixo 25,00 Amarelo Claro

1.3.Análise de Potássio
Comparando a intensidade da turvação da solução com a Tabela de Potássio para
análise de solo, notou-se que a faixa superior da tabela ficou nitidamente visível,
portanto o resultado é o que segue abaixo.
Interpretação obtida na
análise
m.e de K disponível por
100 ml de solo
Valor a ser utilizado no
cálculo da soma das
bases(S)
Muito baixo Até 0,06 0,06

2.Análise de pH
A leitura obtida para a 1° cavidade foi de 6,4(Tabela de pH). Já a leitura obtida
para 2° análise foi de 6,0(Tabela de pH). Portanto fazendo a média desses dois
resultados o valor final é de 6,2 isso indica que:
pH Estado do Solo
5,9 a 6,4 Pouco ácido

3.Análise de fósforo
Depois de feita a leitura da tabela comparando os resultados se chegou ao seguinte
resultado:
Interpretação PPM de fósforo m.e. de PO
4
por 100m de
solo
Muito baixo 5,15 0,05


Conclusão
O pH do solo tem uma influência muito grande na absorção dos nutrientes
essenciais às plantas. Uma concentração muito grande de H+ não é prejudicial às
plantas. Entretanto, o que vai ser prejudicado é a disponibilidade dos nutrientes. Nas
faixas mais baixas de acidez do solo, os nutrientes vão estar menos disponíveis. Na
faixa de pH 6,0 a 6,5 encontra-se a maior disponibilidade dos nutrientes para absorção
pelas plantas.
Os solos ácidos se caracterizam pela presença de alumínio tóxico que é
prejudicial para as plantas, influenciando no desenvolvimento do sistema radicular.
Entretanto, a partir do pH 5,5 não existe mais alumínio tóxico devido à sua precipitação
na forma de óxido de alumínio.
Nos solos ácidos verifica-se a fixação do fósforo (P) pelo ferro (Fe) e pelo
alumínio (Al) formando compostos insolúveis não aproveitáveis para as plantas. Os
solos brasileiros, em geral, são muito ácidos. Num solo ácido, os teores de Ca, Mg e K
são baixos.
Nos solos alcalinos (pH > 7,0) há uma deficiência na disponibilidade de fósforo
por causa da formação de fosfato de cálcio que é insolúvel e não aproveitável para as
plantas. Nestes solos, há uma elevação dos teores de Ca, Mg e K, mas uma deficiência
de micronutrientes, com exceção do molibdênio (Mo). Os solos alcalinos podem ser
sódicos ou salinos.

A disponibilidade dos nutrientes sofrem influência do pH do solo. O nitrogênio
(N) é mais bem aproveitado pela planta em solo com pH acima de 5,5. A
disponibilidade máxima verifica-se na faixa de pH do solo entre 6 e 6,5 para depois
diminuir. O fósforo (P2O5) tem melhor disponibilidade para as plantas em pH 6 a 6,5. O
potássio (K2O) é mais bem aproveitado em pH do solo maior que 5,5.

As principais culturas requerem uma faixa ideal de pH do solo para crescerem
e produzirem grãos, folhas, forragens ou frutos. O algodão requer uma faixa ideal entre
5,7 a 7,0; a cana-de-açúcar entre 5,7 a 6,5; os citros, entre 6,0 a 6,5; a soja entre 5,7 a
7,0; o trigo, 5,5 a 6,7; o arroz, 4,7 a 5,2; o café, 5,2 a 6,0; o tomate, 5,5 a 6,8; o feijão,
5,5 a 6,5; o milho, 5,5 a 7,0.

Isto significa que não há vantagem em se ultrapassar o limite máximo, mas é
indispensável atingir o mínimo para uma produtividade econômica.



Referência Bibliográfica
http://agronomiacomgismonti.blogspot.com.br/2012/06/o-ph-na-analise-do-solo.html
http://agronomiacomgismonti.blogspot.com.br/2012/01/o-ph-do-solo-e-disponibilidade-
de.html
http://www.agroambiente.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=59
&Itemid=55
http://agronomiacomgismonti.blogspot.com.br/2009/06/as-formas-de-nitrogenio-nitrico-
e.html

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