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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

PR
Ministério da Educa!o
Uni"#rsidad# T#cno$%&ica F#d#ra$ do Paran'
Ca()us Curiti*a
D#)arta(#nto Acad+(ico d# Constru!o Ci"i$ , DACOC

A)osti$a d# E$#"ador#s d# O*ra
Apostila preparada pelos alunos do
Curso de Engenharia de Produção
Civil da Universidade Tecnológica
Federal do Paraná, como parte da
aula prática da disciplina de
Máuinas e Euipamentos,
ministrada pelo Pro!essor Adal"erto
Matos#i$
Curiti"a
%&&'
SUMÁRIO
1
Ca)-tu$o . / Ca*os d# Ao
1. Introdução...............................................................................................................................3
2.1 Conceito................................................................................................................................4
2. Componentes do cabo de aço..................................................................................................5
3. Construção de cabos................................................................................................................5
4. Tipos de distribuição dos fios nas pernas................................................................................6
4.1 Distribuição Seale.............................................................................................................
4.2 Distribuição !iller.............................................................................................................
4.3 Distribuição "arrin#ton...................................................................................................
5. Tipos de alma de cabos de aço................................................................................................$
a% &lmas de fibra....................................................................................................................$
b% &lmas de aço.......................................................................................................................'
c% &lma de al#odão.................................................................................................................'
d% &lma de asbesto..................................................................................................................'
6. Tipos de torção....................................................................................................................'
6.1 Torção re#ular ou em cru(................................................................................................'
6.2 Torção lan# ou em paralelo...............................................................................................'
6.3 &nti)*irat+rio..................................................................................................................1,
. -reformação dos cabos de aço..............................................................................................1,
$. !i.ação e união dos cabos de aço.........................................................................................11
$.1 /aneiras de fi.ação da ponta .........................................................................................11
'. Dimensionamento.................................................................................................................12
'.1 0specificação dos cabos..................................................................................................13
'.2 -olias e tambores para cabos..........................................................................................13
1,. Inspeção e /anutenção dos cabos de aço...........................................................................14
1,.1 Crit1rios de Substituição...............................................................................................15
1,.1.1 2edução de Di3metro.............................................................................................15
1,.1.2 Corrosão.................................................................................................................15
!i#ura 26 4 Corrosão na base dos so5uetes. ....................................................................16
1,.1.3 &rames 2ompidos..................................................................................................16
1,.1.4 Danos por Temperatura..........................................................................................1$
1,.1.5 Danos por Distorção...............................................................................................1$
1,.1.6 0.emplos de outros danos comuns .......................................................................1'
1,.2 Cuidados........................................................................................................................2,
1. Introdução ............................................................................................................................22
2. 2ecomendaç6es T1cnicas.....................................................................................................23
2.1 7ocal................................................................................................................................23
2.2 Cabos de Tração para 0le8adores...................................................................................24
2.2.1 7impe(a e 7ubrificação...........................................................................................24
2.2.2 Tensão dos Cabos.....................................................................................................25
2.2.3 Crit1rios de Condenação de Cabos de Tração ........................................................26
2.3 Torre................................................................................................................................2
2.4 Cabinas............................................................................................................................2'
2.4.1 Cabinas Semi)!ec9adas...........................................................................................2'
2.4.2 Cabinas !ec9adas.....................................................................................................3,
2.5 Terreno e :ase................................................................................................................31
2.6 *uinc9os.........................................................................................................................31
3. Tipos de 0le8adores..............................................................................................................32
2
3.1 0le8ador tipo Caçamba...................................................................................................32
3.2 0le8adores de Cremal9eira.............................................................................................33
3.2.1 0lementos.................................................................................................................34
3.3 0le8adores ; Cabo de &ço..............................................................................................36
4. Comparação 0le8adores Cremal9eira < 0le8adores a cabo de aço......................................3
5. 0le8adores de =bra e a >2)1$..............................................................................................3
6. 2efer?ncias............................................................................................................................41



Ca)-tu$o . / Ca*os d# Ao
.0 Introdu!o
3
/uitas obras não possuem um plano de plane@amento e #erenciamento de ma5uinArios
e e5uipamentosB ou se@aB não possuem um crono#rama de e5uipamentos incorporado ao
pro@eto e 5ue este@a atuali(ado constantemente com o crono#rama fCsico da obraB isso por5ue
o processo de e.ecução dos ser8iços 1 din3micoB inter)relacionadoB intera#ente e
interdependente.
-ara a criação do crono#rama de e5uipamentosB o crono#rama fCsico da obra de8e
estar definidoB assim como o m1todo e o processo de e.ecução e o pessoal de operação. São
le8antadas todas as ati8idades 5ue irão mobili(ar e5uipamentos e o tempo em 5ue cada tipo de
e5uipamento serA utili(adoB tudo em função do crono#rama fCsico da obra.
& mecani(ação tem #rande import3ncia financeira na obra por conta da redução da
mão)de)obraB do desperdCcio de materiais e de pra(o. &s 8anta#ens dessa mecani(ação
aumentam se o in8estimento e a 8iabilidade dos e5uipamentos forem pre8iamente plane@adosB
facilitando a or#ani(ação dos processos produti8os e o aumento da 5ualidade dos ser8iços.
0ssa mecani(ação do canteiro redu( custos indiretamenteB mas o custo direto dessa
mecani(ação de8e ser calculada de forma 5ue se en5uadre dentro da mar#em de custo do
ser8iço e dentro do 8alor #lobal da obra. D preciso saber 5uais e5uipamentos e onde de8em
ser empre#adosB para 5ue se ten9a uma economia de recursos.
& mecani(ação não 1 um processo #enerali(adoB ela depende do tipo de obraB da mão)
de)obra empre#ada e da tecnolo#ia aplicadaB 5uando se tem curtos pra(os e um #rande
8olume de ser8içoB a mecani(ação 1 fundamentalB em obras pesadas com estradasB pontesB
barra#ens e 9idrel1tricas 1 in8iA8el trabal9ar com muita mão)de)obra operacional.
0m 5ual5uer tipo de obra 1 preciso fa(er a relação entre a mão)de)obra e o tipo de
mecani(ação mais ade5uadaB em obras de #rande porte a mecani(ação t?m um peso maiorB
mas em obras de edificaç6es com crono#ramas apertados e com transporte 8erticalB a
mecani(ação pode ser usada em paralelo com uma demanda maior de mão)de)obra
operacionalB nesse tipo de obra 1 preciso ter um plane@amento lo#Cstico do canteiroB pre8er a
capacidade t1cnica do operador e o espaço disponC8el para a locação ou locomoção de
#randes e5uipamentosB como por e.emploB #ruas.
=utra relação 5ue de8e ser 8erificada 1 relação custo)benefCcio principalmente para
ma5uinas de transporteB onde seu custo 1 alto e fi.oB independentemente se a obra 1 de lon#o
ou curto pra(o. Euanto maior o porte da obra a possibilidade de uso intenso do e5uipamento
aumentaB al1m dissoB 1 preciso 5ue se elabore um crono#rama de ati8idades para esse
e5uipamento de transporteB e8itando 5ue ele se torne ocioso e improduti8o.
!atores 5ue determinam o uso de um e5uipamento de transporteF
• 8iabilidade t1cnica e econGmicaH
• treinamento operacionalH
• o tipo e o espaço fCsico da obraH
• o crono#ramaH
• o processo e.ecuti8oH
• a se#urançaH
• capacidade e o espaço para locomoçãoH
0sses fatores determinam tamb1m o con@unto de sistema de transportes a ser
implantado e os crit1rios de custoB se#urança e 5ualidade.
Definido o tipo de sistema de transportes para obras de edificaçãoB onde o principal
transporte 1 o 8erticalB o seu in8estimento 1 diluCdo de acordo com o 8olume de obras 5ue a
empresa ten9a no momentoB amorti(ando o os #astos iniciais.
1 , Ca*os d# Ao
%$. Conc#ito
4
Cabos são elementos de transmissão 5ue suportam car#as Iforça de
tração%Bdeslocando)as nas posiç6es 9ori(ontalB 8ertical ou inclinada.=s cabos são muito
empre#ados em e5uipamentos de transporte e na elevação de cargas, como em elevadores,
escavadeiras, pontes rolantes (Figura 1). =s cabos de aço sempre trabal9am sob tensão e
t?m a função de sustentar ou ele8ar car#as. =s cabos estão su@eitos aos se#uintes esforçosF
• Cabos de aço 5ue trabal9am como sustentação são submetidos a uma solicitação
estAticaB de8endo ser dimensionados como elementos estruturais.
• Cabos de aço 5ue se mo8imentam durante o ciclo de trabal9oB sofrem des#aste por
atrito e de8em ser dimensionados como elementos de mA5uinas submetidos ; fadi#a.
Figura ( ) E2#()$os da uti$i3a!o d# ca*os d# ao
%0 Co()on#nt#s do ca*o d# ao
= cabo de aço se constitui de alma e perna. & perna se comp6e de 8Arios arames em
torno de um arame central, conforme a figura abaixo.
!i#ura 2 4 componentes do cabo de aço
*0 Constru!o d# ca*os
Construção de um cabo de aço 1 o termo usado para indicar o nJmero de pernasB a
5uantidade de arames em cada pernaB a sua composição e o tipo de alma.
5
&s pernas dos cabos podem ser fabricadas em umaB duas ou mais operaç6esB conforme
sua composição. >os prim+rdios da fabricação de cabos de aço as composiç6es usuais dos
arames nas pernas eram as 5ue en8ol8iam 8Arias operaç6esB com arames do mesmo di3metroB
tais comoF 1 K 6L12 I2 operaç6es% ou 1 K 6L12L1$ I3 operaç6es%. &ssim eram torcidos
primeiramente 6 arames em 8olta de um arame central. -osteriormenteB em no8a passa#emB o
nJcleo 1 K 6 arames era coberto com 12 arames. 0sta no8a camada tem por força um passo
Idist3ncia em 5ue um arame dA uma 8olta completa 4 !i#ura 3% diferente do passo do nJcleoB
o 5ue ocasiona um cru(amento com arames internosB e o mesmo se repete ao se dar no8a
cobertura dos 12 arames com mais 1$B para o caso da fabricação de pernas de 3 arames.
!i#ura 3 - Esquema de um cabo formado em operaç!es (1"#$1 ou cabo de # por 1%)

Euando a perna 1 construCda em 8Arias operaç6esB os passos ficam diferentes no arame
usado em cada camada. Figura & Essa diferença causa atrito durante o uso #4
conseq'entemente, desgasta os fios.
!i#ura 4 4 conceito de passo
Com o aperfeiçoamento das t1cnicas de fabricaçãoB foram desen8ol8idas mA5uinas e
construç6es de cabos 5ue nos possibilitam a confecção das pernas em uma Jnica operaçãoB
sendo todas as camadas do mesmo passo. &ssim sur#iram as composiç6es MSealeMB M!illerM e
M"arrin#tonMB formadas de arames de diferentes di3metros. 0stas composiç6es conser8am as
8anta#ens das anteriores e eliminam sua principal des8anta#emB ou se@aB o des#aste interno
ocasionado pelo atrito no cru(amento dos arames.
4. (ipos de distribuição dos fios nas pernas
0.istem 8Arios tipos de distribuição de fios nas camadas de cada perna do cabo. )s
principais tipos de distribuição são*
6
4.1 Distribuição Seale
&s camadas são alternadas em fios #rossos e finos.
!i#ura 5 4 Constituição do cabo de aço NSealeO
>a composição MSealeM B fi#ura 5B e.istem pelo menos duas camadas ad@acentes com o
mesmo nJmero de arames. Todos os arames de uma mesma camada possuem alta resist?ncia
ao des#aste.
4.2 Distribuição Filler
&s pernas cont?m fios de di3metro pe5ueno 5ue são utili(ados como enc+imento dos
vãos dos fios grossos.
!i#ura 6 4 Constituição do cabo de aço N!illerO
& composição M!illerMB fi#ura 6B possui arames principais e arames finosB 5ue ser8em
de enc9imento para a boa acomodação dos outros arames. =s arames de enc9imento não estão
su@eitos ;s especificaç6es 5ue os arames principais de8em satisfa(er. =s cabos de aço
fabricados com essa composição possuem boa resist?ncia ao des#asteB boa resist?ncia ; fadi#a
e alta resist?ncia ao amassamento.
4.3 Distribuição Warrington
D a composição onde e.iste pelo menos uma camada constituCda de arames de dois
di3metros diferentes e alternados. =s cabos de aço fabricados com essa composição possuem
boa resist?ncia ao des#aste e boa resist?ncia ; fadi#a. !i#ura .
-or outro ladoB ainda e.istem outros tipos de composiç6es 5ue são formadas pela
a#lutinação de duas das acima citadasB como por e.emploB a composição M"arrin#ton)SealeMB
5ue possui as principais caracterCsticas de cada composiçãoB proporcionando ao cabo alta
resist?ncia ; abrasão con@u#ado com alta resist?ncia ; fadi#a de fle.ão.

Figura + )
E,emplo de outras
distri"uiç-es
5. (ipos de alma de
cabos de aço
&s almas de
cabos de aço podem
ser feitas de 8Arios materiaisB de acordo coma aplicação dese@ada. 0.istemB portantoB di8ersos
tipos de alma. Peremos os mais comuns* alma de fibra, de algodão, de asbesto, de aço.
a) Almas de fibra
D o tipo mais utili(ado para car#as não muito pesadas. &s fibras podem ser naturais
I&!% ou artificiais I&!&%.
&s almas de fibra em #eral dão maior fle.ibilidade ao cabo de aço. &s almas de fibras
naturais são normalmente de sisalB e as almas de fibras artificiais são #eralmente de
polipropileno. !i#ura $.
!i#ura $ 4 &lma do cabo de aço
Panta#ens das fibras artificiaisF
) não se deterioram em contato com agentes agressivos,
) são obtidas em maior quantidade,
) não absorvem umidade.
-esvantagens das fibras artificiais*
) são mais caras,
) são utili.adas somente em cabos especiais.
$
b) Almas de aço
&s almas de aço #arantem maior resist?ncia ao amassamento e aumentam a resist?ncia
; tração. & alma de aço pode ser formada por uma perna de cabo I&&% ou por um cabo de aço
independente I&&CI%B sendo esta ultima modalidade preferida 5uando se e.i#e do cabo maior
fle.ibilidadeB combinada com alta resist?ncia ; tração. !i#rua '.
!i#ura ' / 0lma de aço
Qm cabo de 6 pernas com alma de aço apresenta um aumento de B5R na resist?ncia ;
tração e apro.imadamente 1,R na massa em relação a um cabo com alma de fibra do mesmo
di3metro e construção.
c) Alma de algodão
Tipo de alma 5ue 1 utili(ado em cabos de pe5uenas dimens6es.
d) Alma de asbesto
Tipo de alma utili(ado em cabos especiaisB su@eitos a altas temperaturas.
6. Tios de torção
=s cabos de açoB 5uando tracionadosB apresentam torção das pernas ao redor da alma.
1as pernas tamb2m +3 torção dos fios ao redor do fio central. ) sentido dessas torç!es
pode variar, obtendo-se as situaç!es*
6.1 Torção regular ou em cru!
=s fios de cada perna são torcidos no sentido oposto ao das pernas ao redor da alma.
0s torç!es podem ser 4 esquerda ou 4 direita. Esse tipo de torção confere mais
estabilidade ao cabo. Figura 15.
!i#ura 1, / (orção do cabo de aço
0stes cabos são estA8eisB possuem boa resist?ncia ao des#aste interno e torção e são
fAceis de manusear. Tamb1m possuem considerA8el resist?ncia a amassamentos e
deformaç6es de8ido ao curto comprimento dos arames e.postos.
6.2 Torção lang ou em aralelo
=s fios de cada perna são torcidos no mesmo sentido das pernas 5ue ficam ao redor
da alma. 0s torç!es podem ser 4 esquerda ou 4 direita. Esse tipo de torção aumenta a
resist6ncia ao atrito (abrasão) e d3 mais flexibilidade. Figura 11.
'
!i#ura 11 / (orção do cabo de aço
De8ido ao fato dos arames e.ternos possuCrem maior Area e.postaB a torção 7an#
proporciona ao cabo de aço maior resist?ncia ; abrasão. São tamb1m mais fle.C8eis e possuem
maior resist?ncia ; fadi#a. 0stão mais su@eitos ao des#aste internoB distorç6es e deformaç6es e
possuem bai.a resist?ncia aos amassamentos. &l1m do maisB os cabos de aço torção 7an#
de8em ter sempre as suas e.tremidades permanentemente fi.adas para pre8enir a sua
distorção e em 8ista dissoB não são recomendados para mo8imentar car#as com apenas uma
lin9a de cabo.
>otaF & não ser em casos especiais Icomo por e.emploB cabo trator de lin9as a1reas%
não se de8e usar cabos de torção 7an# com alma de fibra por apresentarem pouca estabilidade
e pe5uena resist?ncia aos amassamentos.
6.3 Anti"#irat$rio
Cada camada de pernas tem um sentido de enrolamento in8erso ao da camada imediatamente
inferiorB conforme se 1 representa na fi#ura 12 abai.o.
!i#ura 12 / (orção do cabo de aço
. 7reformação dos cabos de aço
=s cabos de aço são fabricados por um processo especialB de modo 5ue os arames e as
pernas possam ser curvados de forma +elicoidal, sem formar tens!es internas. Figura
18.
1,
!i#ura 18 / 7ernas do cabo de aço
&s principais 8anta#ens dos cabos preformados sãoF
) manuseio mais f3cil e mais seguro,
) no caso da quebra de um arame, ele continuar3 curvado,
) não +3 necessidade de amarrar as pontas.
) Di8isão da car#a e5uilibrada entre todas as pernas
$. Fixação e união dos cabos de aço
=s cabos de aço são fi.ados em sua e.tremidade por meio de #anc9os ou laços. )s
laços são formados pelo trançamento do pr9prio cabo. )s ganc+os são acrescentados ao
cabo, conforme apresentado na figura 1&.
!i#ura 1& / Fixação do cabo de aço
%.1 &aneiras de fi'ação da onta
• -onta com so5uete c9umbador fi.ado em (inco fundidoB sendo possC8el
ainda a utili(ação de li#a de antimGnio. !i#ura 15.
!i#ura 1: / Fixação do cabo de aço
• -onta fi.ada por cun9a. -ossui a 8anta#em de ser de fAcil desmonta#em
mas de8e ser constantemente tracionado. !i#ura 16.
11
!i#ura 1# / Fixação do cabo de aço
• =l9al com sapatil9a de proteção. !i#ura 1.
!i#ura 1; / Fixação do cabo de aço

• =l9al com estribo protetor. !i#ura 1$.
!i#ura 1$ 4 !i.ação do cabo de aço
• !i.ação por presil9a ros5ueadas. >este casoB a dist3ncia S de8e ser
maior do 5ue 1B5.. . -ara cabos com di3metros Nat1 5L$O usam)se tr?s presil9asH acima
dissoB 5uatro ou mais. -ode4se usar tamb1m S T 6 . di3metro do cabo. 0.emplo
apresentados nas fi#uras 1' e 2,.

!i#ura 1% / Fixação do cabo de aço
• &marração por #rampos ou clips.
!i#ura 5 / 0lma do cabo de aço
U/edição do di3metroF o di3metro do cabo de aço 1 a5uele da sua circunfer?ncia
mA.ima. !i#ura 21.
!i#ura 1 / <edidas do cabo de aço
'. -imensionamento
12
-ara dimensionar cabosB calcula-se a resist6ncia do material de fabricação aos
esforços a serem suportados por esses cabos. = necess3rio verificar o n>vel de resist6ncia
dos materiais 4 ruptura. )s tipos, caracter>sticas e resist6ncia 4 tração dos cabos de aço
são apresentados nos cat3logos dos fabricantes.
De8e)se le8ar em consideração nesta etapa 5ueB os cAlculos te+ricos são muito
imprecisosB de8ido ao fato dos cabos estarem su@eitos a 8Arios tipos de tens6esB sendo 5ue
estas normalmente não estão i#ualmente distribuCdasB 9a8endo uma #rande discrep3ncia entre
os 8alores te+ricos e os reais. 0 solução mais adequada para tal 2 a utili.ação das normas
que facilitam a padroni.ação e mel+or aproveitamento na utili.ação dos cabos.
(.1 )secificação dos cabos
& tabela 1 apresenta 8alores referentes a resist?ncia ; tração em função do material
do fio.
Tabela 1 4 2esist?ncia do fio de aço
/aterial do fio 2esist?ncia ; tração
&ço comum Iirom% 6,, >Lmm
2
&ço para tração Itraction
Steel%
12,, a 14,, >Lmm
2
&ço /.-.S. I /ild -loV
Steel%
14,, a 16,, >Lmm
2
&ço -.S. I-loV Steel% 16,, a 1$,, >Lmm
2
&ço I.-.S. IImpro8ed -loV
Steel%
1$,, a 2,,, >Lmm
2
&ço 0.I.-.S. I0.tra IB-BS.% 2,,, a 23,, >Lmm
2
0B finalmenteB na re5uisição de8em constar o comprimentoB di3metroB nJmero de
pernas e fiosB tipo de construçãoB torceduraB lubrificaçãoB acabamentoB aplicaçãoB car#a Jtil e
resist?ncia dos arames.
(.2 *olias e tambores ara cabos
= di3metro das polias e tambores para cabos de8e ser o maior possC8elB considerando
todos os fatores en8ol8idos no ser8iço. -ara uma rApida a8aliação podem ser considerados os
di3metros indicados na tabela 2.
Tabela 2 4 especificação de polias e cabos
Tipo de ser8iço Cabos Di3metro da polia
/A5uina com acionamento manual 6 . 3 16d
Ser8iços de pe5uena intensidade $ . 1' 2,d
Ser8iços de m1dia intensidade 6 . 25 25d
Ser8iço de #rande intensidade 6 . 1' 3,d
Cabos não retroati8os 1$ . H 1' . 34d
Cabos pouco fle.C8eis 6 . 42d
d T di3metro do cabo

Euanto ; forma da canaleta Iou canal% de8em ser obser8adas as recomendaç6es do
fabricante. >a aus?ncia dessas informaç6esB podem)se considerar os se#uintes dadosF
13
• Canais redondos #uiam da mel9or maneira. !i#ura 22.
!i#ura 22 4 Canais redondos.
• Canais a 45W dão a mA.ima durabilidade. !i#ura 23
!i#ura 23 4 Canais para #uia de cabos.
• Canais a 2,W dão a mA.imo efeito de cun9a. !i#ura 24.

!i#ura 24 4 canais para #uia de cabos.
=s fios podem ser #al8ani(ados ou simplesmente lubrificados.
&tualmente estA sendo usado o nAilon estirado como re8estimento de cabosB o 5ue dA
boa proteção.
15. ?nspeção e <anutenção dos cabos de aço
/uitas 8e(es 1 entendido 5ue a NinspeçãoO 1 limitada apenas ao cabo de açoB por1m a
mesma de8e ser estendida ; todas as partes do e5uipamento 5ue ten9am contato com o cabo
ou se@aB durante a inspeção do caboB de8emos inspecionar tamb1m as partes do e5uipamento
como poliasB tamboresB etc.. onde o mesmo trabal9a.
D possC8el di8idir a inspeção do cabo em dois tiposF
1@ ?nspeção Freq'ente
0ste tipo de inspeção 8isa detectar danos comoF dobrasB amassamentoB #aiola de
passarin9oB perna fora de posiçãoB alma saltadaB #rau de corrosãoB pernas rompidasB entre
outrosB 5ue possam comprometer a se#urança do mesmo. 0ste tipo de inspeção 1 feita atra81s
de anAlise 8isual e de8e ser reali(ado pelo operador do e5uipamento ou outra pessoa
responsA8el no inCcio de cada turno de trabal9o. Caso se@a detectado al#um dano #ra8e ou
inse#urança 5uanto ;s condiç6es do caboB o mesmo de8e ser retirado e submetido ; uma
inspeção peri+dica.
@ ?nspeção 7eri9dica
0ste tipo de inspeção 8isa uma anAlise detal9ada das condiç6es do cabo de aço.
14
& fre5X?ncia desta inspeção de8e ser determinada por uma pessoa 5ualificada de8endo
estar baseada em fatores tais comoF a 8ida m1dia do cabo determinada pela e.peri?ncia
anteriorB a#ressi8idade do meio ambienteB relação entre a car#a usual de trabal9o e a
capacidade mA.ima do e5uipamentoB fre5X?ncia de operação e e.posição a trancos. &s
inspeç6es não precisam necessariamente ser reali(adas em inter8alos i#uaisB e de8em ser mais
fre5Xentes 5uando se apro.ima o final da 8ida Jtil do cabo.
D importante 5ue esta inspeção abran@a todo o comprimento do caboB dando foco nos
trec9os onde o cabo trabal9a nos pontos crCticos do e5uipamento.
1+.1 ,rit-rios de Substituição
>ão e.iste uma re#ra precisa para se determinar o momento e.ato da substituição de
um cabo de açoB uma 8e( 5ueB di8ersos fatores estão en8ol8idos.
&spectos comoF meio ambienteB condiç6es #erais de partes do e5uipamento
IpoliasLtambores%B condiç6es de uso do e5uipamentoB perCodo de uso do e5uipamentoB entre
outrosB influenciam diretamente na sua durabilidade. Desta forma a substituição do cabo de8e
ser feita baseada na inspeção do mesmo.
& inspeção peri+dicaB 1 muito importante e de8e ser baseada em al#uma norma ou
literatura 5ue apresente um crit1rio de substituição do cabo.
= primeiro passo para uma boa inspeção 1 detectar os pontos crCticos no e5uipamento.
C9ama)se de pontos críticos 5ual5uer ponto 5ue possa e.por o cabo a um esforço maior ;
des#astes ou mesmo al#um dano.
>a maior parte dos e5uipamentosB estes pontos são trec9os onde o cabo trabal9a em
contato direto com al#uma parte do e5uipamento comoF poliaB tamborB entre outros...
D importante lembrar 5ue nin#u1m mel9or do 5ue o operador do e5uipamento para
con9ecer os pontos crCticos do mesmo. = crit1rio de substituição de cabos su#erido abai.o 1
baseado na norma ASME.
& inspeção dos cabos inclui a 8erificação de 8Arios problemas descritos abai.oF
10.1.1 Redução de Diâmetro
*eralmente a redução do di3metro do cabo pode ser causado porF des#aste e.cessi8o
dos aramesB deterioração da alma ou corrosão interna ou e.terna.
-ara cabos con8encionais IClasses 6.B 6.1' e 6.3%B as normas admitem uma
redução da ordem de 5R do di3metro nominalB @A para cabos de aço ele8adores IClasse $.1'%B
1 admitido uma redução de di3metro da ordem de 6R do di3metro.
D necessArio ressaltar por1mB a correta medição do di3metro conforme @A comentado
anteriormente.
Desta formaB 5uando 8erificado uma redução menor 5ue as propostas acimaB o cabo
de8erA ser substituCdo.
10.1.2 Corrosão
&l1m de acelerar a fadi#aB a corrosão tamb1m diminui a resist?ncia ; tração do cabo
de aço atra81s da redução de Area metAlica.
& corrosão pode apresentar)se na parte interna ou e.terna do cabo. 0mbora a detecção
da corrosão interna se@a mais difCcil 8isuali(arB al#uns indCcios comoF 8ariaç6es de di3metro
ou perda de afastamentoB podem indicar sua e.ist?ncia. !i#ura 25.

15
!i#ura 25 4 Corrosão em cabos de aço
D importante tamb1m 8erificar a e.ist?ncia de corrosão na re#ião da base de so5uetes.
0sta re#ião se mostra propCcia para acJmulo de umidade. !i#ura 26.
!i#ura 26 4 Corrosão na base dos so5uetes.
10.1.3 Arames Rompidos
& ruptura de aramesB #eralmente ocorre por abrasãoB fadi#a por fle.ão ou
amassamentos #erado por uso inde8ido ou acidente durante o funcionamento do caboB
podendo ocorrer tanto nos arames internos como e.ternos. Dentro do possC8el 1 importante
5ueB durante a inspeção os arames rompidos se@am retirados do cabo com um alicateB fi#ura
2.
!i#ura 2 4 &rames rompidos
=s arames internos mant1m contato internamente na perna e na almaB @A os arames
e.ternos mant1m contato nas re#i6es de contato entre pernas ou entre a perna e a alma. Dois
tipos de 5uebras de8em ser analisadasB conforme fi#ura 2$F
Y Euebra de topoB onde as rupturas dos arames são notadas no topo da perna.
Y Euebra no 8ale, locali(ada na re#ião entre pernas.
!i#ura 2$ 4 Tipos de 5uebra
& ruptura de arames no 8ale de8e ser tratada com muito cuidadoB poisB a mesma 1
#erada atra81s do NnicZin#O formado pelo atrito entre pernas. !i#ura 2'.
16
!i#ura 2' 4 2uptura de arames
*eralmenteB 5uando detectado um rompimento de arames no 8aleB certamente outros
estarão rompidos ou na emin?ncia de se romper. &tenção especial de8e ser dada ; al#uns
pontos crCticosB como por e.emplo na base de terminais poisB 1 muito difCcil 8isuali(ar as
5uebras neste pontos.
Euando 8erificado 2 arames rompidos nesta re#ião recomenda)se a substituição do
mesmo ou 5ue se@a reso5uetado. & reso5ueta#em não de8e ser feita se o encurtamento do
cabo pre@udicar a sua operação.
*eralmente a ruptura dos arames e.ternos dA)se no topo do cabo de aço sendo #erados
por des#aste abrasi8oB fadi#a por fle.ão ou mesmo amassamentos. &l#umas normasB como
por e.emplo a >:2 IS= 43,'B apresentam f+rmulas comple.as para a determinação do
nJmero mA.imo de arames rompidosB mesmo assim podem ser usadas. & tabela 3B abai.oB
su#ere)se o crit1rio de determinação de fios rompidos se#undo normas &S/0. & 5uantidade
de arames rompidos de8e ser 8erificada no comprimento de um passo.
Tabela 3 4 Crit1rio de fios rompidos
C2ITD2I= D0 !I=S 2=/-ID=S -&2&
C&:=S C=>P0>CI=>&IS
C7&SS0
Iclassificação%
!ios rompidos
aleatoriamente
em 1 passo
!ios rompidos
na perna em 1
passo
6.1' 6 3
6.3 12 4
Tabela baseada nas normas &S/0 :3,.2 e :.3,.5
& tabela 4 apresenta o mesmo crit1rio para cabos ele8adores.
Tabela 4 4 Crit1rio de fios rompidos para cabos de ele8adores
AB?(=B?) -E F?)C B)<7?-)C 70B0
A0D)C EEEF0-)BEC
1
A0C)
<3quina de
acionamento por
(ração
<3quina de
acionamento
por tambor
A0D)C
GH1%
1 8 1:
15 G
,AS. 1 Arames rompidos a!eatoriamente dentro de
um passo.
,AS. 2 Arames rompidos predominantes em 1 ou 2
pernas.
10.1." Danos por #emperatura
Se durante a inspeçãoB for detectado al#uma e8id?ncia de dano por alta temperatura o
cabo de8erA ser substituCdo. Cabos e.postos a altas temperaturas Iacima de 3,, WCB podem
apresentar redução em sua capacidade de car#a. 0stes danos poderão ser 8erificados atra81s
da apar?ncia do lubrificante Iborra% ou mesmo pela alteração de cor dos arames na re#ião
afetada.
10.1.$ Danos por Distorção
0sses danos normalmente pro8?m do manuseio incorreto do cabo de aço. -or isso os
se#uintes cuidados com o manuseio de8em ser obser8adosF o cabo de aço de8e ser enrolado e
desenrolado corretamente Ifi#ura 3,%B a fim de não ser estra#ado facilmente por deformaç6es
permanentes e formação de n+s fec9ados Ifi#ura 31%. Se o cabo for manuseado de forma
errada Ifi#ura 3,%B ou se@aB enrolado ou desenrolado sem #irar o rolo ou o carretelB o cabo
ficarA torcido e formarA laço. Com o laço fec9ado Ifi#ura 32B posição 2%B o cabo @A estarA
estra#ado e precisarA ser substituCdo ou cortado no local.
UImportanteF mesmo 5ue um n+ este@a aparentemente endireitadoB o cabo nunca pode
render ser8iço mA.imoB conforme a capacidade #arantida. = uso de um cabo com este defeito
torna)se peri%oso& podendo causar %ra'es acidentes.
!i#ura 3, 4 Como trabal9ar com o cabo de aço
1$
!i#ura 31 4 0.emplo de defeitos pro8enientes do manuseio
10.1.6 E(emp!os de outros danos comuns
• *aiola de passarin9o 4 D pro8ocada pelo c9o5ue de alC8io de tensãoB ou se@aB
5uando a tensãoB pro8a8elmente e.cessi8aB ten9a sido ali8iada instantaneamente. !i#ura 32.
!i#ura 32 4 defeito N#aiola de passarin9oO
• Cabo amassado 4 trata)se pro8a8elmenteB de cru(amento de cabos sobre o
tambor ou de subida dos cabos sobre a 5uina da canaleta. 08ita)se esse problema mantendo o
cabo esticado e um enrolamento ordenado do cabo no tambor. !i#ura 34.
• &lma Saltada 4 *erada por alC8io repentino de pressão 4 fi#ura 33
!i#ura 33 4 alma saltada
• 2ompimento ) Cabo de aço 5ue trabal9ou fora da polia.
-ode)se perceber duas caracterCsticas de rupturas nos aramesF amassamento e sobrecar#a.
!i#ura 34 4 Cabo amassado
• 2abo de -orco 4 *erado pelo trabal9o do cabo em di3metros pe5uenos.!i#ura
35.
1'
!i#ura 35 4 2abo de porco
• -erna de Cac9orro 4 *erado durante o manuseio do cabo. !i#ura 36.
!i#ura 36 4 -erna de cac9orro
• Euebra de fios e.ternosB !i#ura 3B pode ser causado porF
) Di3metro da polia ou tambor e.cessi8amente pe5ueno ou mudança fre5Xente
de direção.
) CorrosãoH
) &brasão não uniformeH
) 0.cesso de tempo de trabal9o do cabo
!i#ura 3 4 Euebra de fios e.ternos
• =ndulação 4 Trata)se de desli(amento de uma ou mais pernas de8ido ; fi.ação
impr+pria ou de8ido a rompimento da alma.
• Deterioração da alma 4 Trata)se de falta de lubrificação. Dependendo do tipo
de almaB esta pode fra#mentar)se 5uando ressecaB ou pode apodrecer com umidade ou
penetração do lC5uidos corrosi8os.
• 2edução de secção de fios e.ternos 4 = cabo de8e ser substituCdo
5uando atin#ir a porcenta#em determinada pelo fornecedor da mA5uina.
• 0sma#amento 4 Dano #eralmente causado pelo enrolamento desordenado de
cabos no tambor ou mesmo pelo incorreto 3n#ulo formado entre a polia de
des8io e o tambor. !i#ura 3$.
!i#ura 3$ 4 enrolamento desordenado
1+.2 ,uidados
1. /ant?)loF afastado de produtos 5uCmicos noci8os IAcidos%B abrasi8os e cantos
afiados.
2. &rma(enA)loF em local secoB por meio de carretelB para fAcil manuseioB sem torção
estrutural.
3. =l9al com #ramposF os cabos de aço poderão ter ol9al confeccionado com #rampos
de aço #al8ani(ado Ifi#.%B conforme tabela abai.oF
2,
• -ara cabo de aço com di3metro de 4B$ mmB usa)se 3 #rampos 3L16O com
espaçamento entre si de 2' mm.
• -ara cabo de aço com di3metro de $ mmB usa)se 3 #rampos 5L16O com
espaçamento entre si de 4$ mm.
)mportante os #rampos de8em ser montados de maneira correta e reapertados ap+s o
inCcio de uso do cabo de aço. !i#ura 3'.
& : C
!i#ura 3' 4 colocação de #rampos
&l1m dos cuidados de instalação 5ue 8isamB principalmenteB e8itar o aparecimento
do n+B 5ue limita o apro8eitamento do caboB de8em)se ainda tomar os se#uintes cuidadosF
• >ão dei.ar 5ue o cabo se encoste ; lateral da poliaB no c9ão ou nos obstAculos ao
lon#o do seu camin9o.
• 08itar arrancadas ou mudanças bruscas de direção.
• &plicar sua8emente as forças.
• -ermitir 5ue o cabo este@a bem esticado antes de le8antar o peso.
• /anter o cabo sempre limpo. &s partCculas abrasi8as são particularmente noci8as.
• /anter o cabo sempre lubrificado. & lubrificação do cabo de8e ser incluCda na fic9a
de lubrificação da mA5uina.
• =s cabos de8em ser inspecionados periodicamenteB conforme as recomendaç6es do
fabricante da mA5uina. >essa inspeçãoB de8em ser obser8adosF
• >ão se descuidar das ar#olasB pinosB etc. em caso de des#aste acima do indicado pelo
manual de ser8içoB de8em ser trocados ou recondicionados. >a falta de indicação do
manualB considerar 1,R na perda de secção como 8alor mA.imo.
• =s canais não de8em ser lar#os demais para 5ue o cabo ten9a apoio nas laterais e não
deforme.
• = material de8e ser resistente tanto ; abrasão 5uanto ; flu?ncia Iescoamento%Ba fim de
não se des#astar nem se deformar facilmente.
21
Ca)-tu$o 1 / E$#"ador#s )ara a Constru!o Ci"i$
.0 Introdu!o
>os Jltimos de( anosB a 5ualidade dos ele8adores de obra deu um salto. Qma >2)1$
mais e.i#ente e a e8olução tecnol+#ica 5ue permitiu o sur#imento do modelo de cremal9eira
mel9oraram a se#urança nos canteiros e tornaram o transporte 8ertical mais produti8o.
&pesar de tanta e8oluçãoB ainda falta o mais importanteF a conscienti(ação do setor.
Imprud?ncia e descaso tanto do lado do fornecedor 5uanto do construtor ainda imperam em
muitos canteiros. SeB de um ladoB 9A obras modernasB em 5ue itens de se#urança são le8ados a
s1rioB ainda nos deparamos com torres de madeira o 5ueB apesar de ser aceito pela normaB 1
considerado ultrapassado.
&s responsabilidadesB se encontradas inade5uaç6esB são do construtor. -or issoB 1
importante contratar bons fornecedores e saber o 5ue e.i#ir na 9ora de locar o e5uipamento
um c9ecZ listB com 8erificação de todos os itens de se#urança 1 essencial. 0B claroB saber
comparar produtosB pois ainda e.istem empresas 5ue oferecem ele8adores sem manutenção
ouB at1 mesmoB montados com sucata.
-ara #arantir o funcionamento perfeitoB de8e)se reali(ar um plano de manutenção.
Todos os diasB antes de começarem as operaç6esB 9A uma 8erificação #eralB feita pelo
22
operador. 0B uma 8e( por semanaB o en#en9eiro da obra de8e fa(er uma inspeção mais
detal9ada.
-or issoB al1m do cuidado na especificação e locação do e5uipamentoB 1 importante
conscienti(ar os operArios por meio de treinamento e fiscali(ação. !altaB muitas 8e(esB um
controle maior da empresaB 5ue de8eria colocar re#ras a serem cumpridasB relata 2e#ina
[anellaB en#en9eira de se#urança do SindusCon)S-. =s operadoresB por e.emploB t?m de ter
re#istro em carteira como #uinc9eiro e passar por treinamento especCfico.
TradicionalmenteB o sistema a cabo 1 o mais utili(adoB o 5ue não si#nifica 5ue se@a o
mel9or. & #rande 8anta#em do ele8ador a caboB e o 5ue fa( com 5ue muitos construtores
ainda o escol9amB 1 o custo imediato menor do 5ue o de cremal9eira.
/as fa(er a escol9a com base no preço de locação ou de compra 1 uma maneira
simplista de especificar. D preciso le8ar em conta itens como produti8idadeB se#urançaB
rapide( na monta#em e fle.ibilidade do e5uipamento. & produti8idade do cremal9eiraB por
e.emploB pode ser maiorB @A 5ue o operador fica na cabina e acompan9a a car#a. &ssimB a@uda
a descarre#ar eB mais do 5ue issoB sabe onde de8e parar. \s 8e(es tem al#u1m esperando para
colocar uma car#a eB se não c9amouB o ele8ador a cabo passa direto. ]A o operador na cabina
decide onde 8ai pararB o 5ue aumenta a produti8idadeB apesar de a 8elocidadeB em #eralB ser
menorB ar#umenta 7ui(
^enri5ue CeottoB en#en9eiro de obras da In-ar.
& se#urança do ele8ador de cremal9eira tamb1m 1 maiorB #arantem al#uns
especialistas. & estrutura e.ternaB por e.emploB pode ser al8o de acidentesF se produtos
transportados na cabina se en#anc9arem na tubulaçãoB corre)se o risco de a torre tombar.
&l1m dissoB os pontos de li#ação com a fac9ada são menoresB o 5ue facilita a finali(ação do
re8estimento.
. Becomendaç!es (2cnicas
2.1 /ocal
= local de instalação do ele8ador au.ilia na produti8idade da obra. = pro@eto de
transporte de car#a tem de ser feito na implantação do canteiroB le8ando)se em contaB por
e.emploB os materiais 5ue serão mo8imentados 8erticalmente e o crono#rama de e.ecução da
fac9ada. &spectos como a pro.imidade dos esto5ues e do local de recebimento de materiais e
boa centrali(ação para a distribuição nos andares ser8idos tamb1m de8em ser obser8ados.
>a escol9a do transporteB de8e)se fa(er um cAlculo de demandaB com crono#rama
fCsico e necessidade de insumos em cada etapa. >os momentos crCticosB a8alia)se se serA
necessArio mais do 5ue um ele8ador nesses casosB o custo do cremal9eira 5uase se e5uipara ;
instalação de dois ele8adores a caboB por5ue a monta#em estrutural 1 a mesma.
Instalar os ele8adores no poço do ele8ador social 1 uma opção para não atrapal9ar a
conclusão da fac9adaB se#undo Ceotto. Euando c9e#ar a 9ora de instalar o definiti8oB monta)
se primeiro o de ser8içoB 5ue serA usado no fim da obra como transporte temporArio Icom
todas as proteç6es necessArias%B en5uanto o ele8ador social 1 montado.
>os edifCcios residenciaisB a opção usual 1 instalar o e5uipamento nas 8arandasB para
5ue permaneçam por mais tempo na fac9ada.
Depois de terminada a obraB o Jnico trabal9o 1 a instalação de #uarda)corpos. = 5ue
não se pode fa(er 1 abrir buracos na al8enariaB alerta Ceotto.
&l#umas precauç6es na 9ora de se determinar a locali(ação da torre do ele8adorF
• afastar o mA.imo possC8el de redes el1tricas ener#i(adasB ou
• isolA)las conforme normas especCficas da concessionAria localH
• afastar o mCnimo possC8el da fac9ada da edificaçãoB considerando as
peculiaridades do pro@etoB como 8arandasB sacadas e outras.
23
2.2 ,abos de Tração ara )le0adores
=s cabos de aço de tração para ele8adores são cabos especiaisB fabricados para este
fimB e são construCdos com a desi#nação 6.1' ou $.1' Seale. 0stes cabos possuemB aindaB
uma alma de fibra natural identificada pela si#la &!B ou entãoB uma alma de aço formada por
uma perna identificada como &&. = tipo mais usado 1 o com alma de fibra natural. =s
di3metros mais comuns em ele8adores são os se#uintesF 3L$O I'B5 mm%B 1L2M I13 mm%B 5L$O
I16 mm%. Di3metros maiores 5ue estes somente em aplicaç6es especiais.
2.2.1 *impe+a e *u,ri-icação
=s cabos de aço de tração de8em ser mantidos limpos e lubrificados. & alma de fibra
natural dos cabos no8os 8em impre#nada de +leoB o 5ue preser8a os mesmos durante o
perCodo de arma(ena#emB #arante a lubrificação necessAria durante certo tempo de
funcionamento do ele8ador e prote#e contra a corrosão. & manutenção pre8enti8a de8erA
8erificar 5uando a lubrificação de8erA ser reno8ada.
Cabos de tração limpos e com a lubrificação ade5uada pre8inem o des#aste prematuro
dos mesmos e dos bornes da poliaB e8itando #astos si#nificati8os com a sua substituição.
-ara 5ue a inspeção dos cabos de aço de tração possa ser feita corretamenteB 1
imprescindC8el 5ue os mesmos este@am limposB sem borra Imistura de poeira e +leo% e
incrustaç6es.
0.istem lubrificantes especialmente desen8ol8idos para cabos de tração e sua
aplicação de8erA ser superficialB e8itando o e.cesso 5ue pode causar desli(amento. =s
fabricantes dos cabos de tração poderão indicar os lubrificantes ade5uados e os m1todos para
a sua aplicação.
& primeira e mais importante consideração a fa(er 1 não utili(ar sol8entes para a
limpe(a dos cabos de aço. = sol8ente dilui o lubrificante 5ue estA dentro das pernas dos cabos
e o lubrificante diluCdo drena atra81s dos arames e pernas eB durante o funcionamentoB escorre
e pin#a incessantemente. Poc? tem dois pre@uC(osF o sol8ente destr+i o lubrificante e o Npin#a)
a5ui)pin#a)aliO dei.a a casa de mA5uina totalmente imundaB sem falar em outros e8entuais
pre@uC(os se os pin#os caCrem em rotoresB tambor de freio ou componentes el1tricos e at1 em
cima da cabina do ele8ador.
= 5ue 1 correto fa(er 1 manter um pro#rama re#ular de limpe(a. =s cabos de tração
precisam ser limpos por causa da constante formação do p+B fibrasB etc. no edifCcio 5ue são
su#ados pelo ar em ascensão na cai.a do ele8ador. 0B como os cabos normalmente estão
Jmidos de +leoB 1 @ustamente ali 5ue a su@eira 8ai #rudar)se. Euando os cabos são
re#ularmente limpos não 1 re5uerido nen9um m1todo pesado de limpe(a para tirar a poeira
5ue ti8er sido acumulada por al#uns meses. Isso tamb1m elimina a necessidade de dispor de
materiais de consumo para limpe(a 5ue são controlados e peri#osos. &o in81s dissoB uma
limpe(a le8e contCnua de8e ser feita. Qsando um lubrificador do tipo de mec9a com almofada
de feltroB colo5ue a almofada contra os cabos de tração. Euando a su@eira estA incrustada e
lubrificação não 1 necessAriaB esco8as de limpe(aB como as mostradas na fi#ura 4, abai.oB
tamb1m podem ser utili(adas. \ medida 5ue o ele8ador funcionaB os cabos são limpos. Depois
dissoB transfira o lubrificador para outra mA5uina. Qm outro m1todo tamb1m eficiente 1
comprimir um pedaço de carpete de fibra natural no topo da mA5uina eB entãoB os cabos de
tração serão limpos en5uanto se mo8imentam. >ão use carpete sint1tico por5ue as suas fibras
são não biode#radA8eis e pode piorar as coisas. >ão dei.e o carpete so(in9o em contato com
os cabosB mas retire)o ao encerrar a limpe(a dos cabos. Carpete embebido em +leo pode ser
um peri#o potencial para um inc?ndio.
24
!i#ura 4, ) 0sco8a de limpe(a utili(adas em caso de su@eira incrustada.
SeB por acasoB os cabos de tração forem e.cessi8amente lubrificadosB os m1todos
acima tamb1m podem ser usados para remo8er o e.cesso de lubrificante.
& fre5X?ncia de limpe(a dos cabos de traçãoB assim como a lubrificaçãoB de8e ser
determinada pelo pessoal da conser8adora. 0B para saber se a limpe(a estA sendo feita
re#ularmenteB ao super8isor dos ser8iços basta dar uma ol9adin9a nos cabos de tração. Se eles
esti8erem cobertos por uma poeira a8eludadaB pu.e a orel9a do pessoal da manutençãoB pois
fa( muito tempo 5ue não são limpos. SeB de outro modoB os cabos esti8erem com uma
apar?ncia de 5ue estão en8ol8idos por uma man#ueira pretaB pu.e tamb1m a orel9a do pessoal
da manutençãoB pois os cabos estão super)lubrificados e su@os I8er fi#ura 41%.
!i#ura 41 ) Cabos de aço com o con9ecido Ntubo pretoO. 0.cessi8amente lubrificados e su@os.
2.2.2 #ensão dos Ca,os
& re#ula#em da tensão dos cabos de tração 1 muito importante para 5ue se@a obtida
uma maior durabilidade dos cabos e da poliaB uma mel9ora na 5ualidade de deslocamento
I8ia#em do ele8ador%B atendendo os fatores de se#urança e redu(indo custos.
Durante a instalaçãoB os cabos de tração precisam ser a@ustados de forma 5ue a car#a
total se@a di8idida i#ualmente para cada cabo. ^a8endo 8ariação na tensão dos cabosB 1 +b8io
5ue a durabilidade ideal não serA alcançadaB assim como uns cabos irão trabal9ar mais 5ue
outrosB e 5ue os cabos sob maior car#a irão se danificar por causa do coeficiente de fadi#a e
diminuição de di3metro. -or1mB de8ido ; ação diferencial e ; patinação Idesli(amento% 5ue
ocorre durante o funcionamentoB os cabos sob a menor car#a irão se des#astar tamb1mB
ocorrendo entãoB diminuição de di3metroB esmeril9amento e 5uebra de fios.
& re#ula#em incorreta da tensãoB não s+ redu( a durabilidadeB como tamb1m causa um
des#aste desi#ual nos #ornes da polia de traçãoB implicando muitas das 8e(es em substituição
da mesma. Implica ainda no sur#imento de trepidação e 8ibração 5ue são transmitidas ;
ma5uina de tração e ; cabina do ele8ador. Se a e5uali(ação de tensão não for feita
corretamenteB o des#aste nos cabos e na polia de tração irA se a#ra8ando pro#ressi8amente. =
a@uste da tensão dos cabos somente poderA ser feitoB se os #ornes da polia ti8erem a mesma
profundidade e o mesmo perfil. Se 9ou8er des#aste nos #ornesB a colocação de no8os cabos
irA apresentar um resultado muito ruimB pois os mesmos terão uma 8ida Jtil muito menor do
5ue a pro@etada. 2ecomenda)se 5ue a re#ula#em da tensão se@a feita com o uso de uma
25
ferramentaB a c9a8e de torçãoB tamb1m con9ecida como torcCmetro. & re#ula#em de tensão 1
um processo 5ue re5uer con9ecimento e e.peri?ncia do t1cnico responsA8el pelo ser8iço.
2.2.3 Crit.rios de Condenação de Ca,os de #ração
0.istem di8ersos crit1rios para a condenação de cabos de aço de traçãoB como os
estabelecidos tanto pelos fabricantes de ele8adores 5uanto de cabos de tração e a5ueles
definidos pela norma &S/0 &1.1)1''3. 0stes Jltimos tamb1m foram adotados pela
Instrução de Inspeção emitida pela *0/ 4 +r#ão da -refeitura do 2io de ]aneiro.
=s crit1rios para a inspeção de cabos de tração recomendam 5ue a anAlise se@a feita
pelo nJmero de fios partidos no comprimento de um passo. I@A definido anteriormente%. -ara
determinar o comprimento do passo de um caboB basta multiplicar o seu di3metro por 6B5.
&ssim sendoB num cabo de 1L2MB o passo serA de $4 mmB e num de 5L$OB o passo serA de 1,4
mm.
= cabo de tração serA condenado por 5uebra de fios num passoB no seu pior trec9oF
• Euando os fios partidos esti8erem i#ualmente distribuCdos ao lon#o das pernas
Itranças% e e.cederem os 8alores mostrados na coluna & da tabela nW 5.
• Euando a distribuição dos fios partidos for desi#ual e os fios partidos
predominarem em uma ou duas pernas Itranças% e e.cederem os 8alores
mostrados na coluna : da tabela nW 1.
• Euando 5uatro ou cinco fios 8i(in9os esti8erem 5uebrados atra81s de 5ual5uer
perna Itrança% e e.cederem os 8alores mostrados na coluna C da tabela nW 1.
T&:07& 5 4 5uantidade de fios 5uebrados num passo
Tipo de Cabo & : C
6 . 1' 24 4 3, $ 4 12 12 ) 2,
$ . 1' 32 )4, 1, )16 16 ) 24
= ser8iço de inspeção poderA detectar outras anormalidades 5ue de8erão ser le8adas
em conta para se c9e#ar a um dia#n+stico de condenaçãoF
• Se o ser8iço de inspeção constatar 5ual5uer condição desfa8orA8elB tais comoB
corrosão Ipoeira 8ermel9a%B e.cessi8o des#aste Iesmeril9amento% nos fios
indi8iduais das pernasB #ornes da polia de tração com des#asteB etc...B o crit1rio
serA a redução de 5,R nos 8alores indicados na tabela nW 1.
• &parecer corrosão acentuada de dentro do cabo para fora.
• Euando o di3metro nominal dos cabos for redu(ido em mais de 5R.
• Euando aparecerem 5uais5uer distorç6es nos cabosB tais comoB dobraB
amassamento ou N#aiola de passarin9oOB dentre as no capCtulo de cabos de aço.
• Euando aparecerem 5uebras Ifios partidos% nas depress6es I8ales% entre as
pernas dos cabosB pois 1 indicação da e.ist?ncia de 5uebras internas Ianomalia
pouco fre5Xente%.
=bser8a)seB tamb1mB 5ue mesmo 9a8endo apenas um cabo danificadoB todo o con@unto
de cabos de8erA ser substituCdo. = cabo no8o sofrerA dilataçãoB ficando desi#ual em relação
aos demais 5ue @A estão des#astados e com fadi#a.
!inalmenteB c9ama)se a atenção para a correta monta#em dos cabosB citada no capitulo
1 seção B a 5ual de8e ser feita com braçadeiras IclipesB #rampos% do tipo pesado e de8em ser
aplicadas de maneira 5ue as porcas de fi.ação de8am ficar no lado da ponta do cabo não
cortado. D importante não esma#ar o cabo com a braçadeiraB mantendo um tor5ue de aperto
das porcas da mesma em 52 >.m. >a ponta do cabo cortadoB de8erA ser feita uma amarração
26
com arame reco(idoB de comprimento no mCnimo tr?s 8e(es o di3metro do cabo. 0mbora a
norma &:>T >/ 2, não aborde o tema acima mencionadoB a anti#a >:2 1'2 detal9a a
monta#em dos cabos no seu item &.5.3.
2.3 Torre
Torres de 0le8adores são estruturas 8erticais metAlicas ou de madeira Itratada%B
destinadas a sustentar a cabinaB o cabo de tração dos ele8adores de obra e ser8ir de #uia para
seu deslocamento 8ertical.
=s elementos estruturais componentes da torre 5uando o.idadosB amassadosB
empenados e deteriorados em sua forma ori#inal não podem ser utili(ados na sua monta#em.
&s torres somente de8em ser montadas ou desmontadas por trabal9adores
5ualificados. -ara monta#em do con@untoB torre e suporte da roldana li8re de8em ser atendidas
as se#uintes instruç6esF!i#ura 42
• colocar a base da torre sobre a fundaçãoB fa(er o ni8elamentoB instalar sistema de
fi.ação atra81s de c9umbadores ou parafusosH
• colocar o suporte da roldana li8re Ilouca% sobre a base estabelecidaB fa(er o
ni8elamento e fi.ar com c9umbadores ou parafusosH
• colocar o #uinc9o sobre a base ni8eladoB alin9adoB fi.ado com c9umbadores ou
parafusosH
!i#ura 42 4 monta#em do ele8ador
&s torres não de8em ultrapassar a altura de 6B,,m Iseis metros%B medida a partir da
Jltima la@e. >a Jltima parada a dist3ncia mA.ima entre 8i#a da cabina e a 8i#a superiorB de8e
ser de 4B,,m I5uatro metros%.
>as torres montadas e.ternamente a construçãoB de8em ser tomadas as se#uintes
precauç6esF
• estroncar e amarrar aos montantes anterioresB em todos os pa8imentos da estruturaB
mantendo)se sempre o prumo da torreH
2
• estaiar os montantes posteriores a estruturaB a cada 6B,,m Iseis metros% Idois
pa8imentos%B usando)se para issoB cabo de aço de di3metro ImCnimo% de 'B5 mmB com
esticadorH
&s torres de8erão estar de8idamente ancoradas e estaiadas a espaços re#ularesB de
modo 5ue fi5uem asse#uradas a ri#ide(B retilinidadeB 8erticalidade e estabilidade e.i#idas e
especificadas pelo fabricante.
>o estaiamento dos montantes posteriores o an#ulo do cabo de aço em relação a
edificação de8e ser de 45W I5uarenta e cinco #raus%. !i#ura 43.
!i#ura 43 4 fi.ação da torre
&s torres de8em ser re8estidas com telas de arame #al8ani(ado nas faces laterais e
posteriorB para proteção contra 5uedas de materiais 5uando a cabina não for fec9ada. & torre
do ele8ador de8e ser dotada de dispositi8o de se#urança tipo cancela ou barreiraB e
sinali(açãoB de forma a impedir a circulação de trabal9adores atra81s da mesma.
>as torres montadas internamente ; construçãoB normalmente entre os pa8imentos
t1rreo e pilotis ele8adoB de8em ser tomada as se#uintes precauç6esF
• prote#er o cabo de tração Ie.terno a torre% contra o contato acidental de pessoas e
materiaisH
• e8itar 5ue o cabo de tração sofra atrito com a estrutura da edificação.
2$
!i#ura 44 4 instalação de ele8adores de obra
De8e ser obri#atoriamente colocadaB em todos os acessos das entradas na torreB uma
barreira Icancela% 5ue ten9a no mCnimo 1B$,m Ium metro e oitenta de altura% da mesma para
blo5uear o acesso acidental dos trabal9adoresB fi#ura 44. & referida cancela de8e dispor de
dispositi8o de se#urança 5ue impeça a abertura da mesma 5uando o ele8ador não esti8er no
pa8imento. !i#ura 45.
!i#ura 45 4 acesso aos ele8adores
2.4 ,abinas
2.".1 Ca,inas Semi/0ec1adas
&s cabinas Semi)!ec9adasB fi#ura 46B de8em ser usadas e.clusi8amente para o
transporte de car#as. 0las de8em ter uma coberturaB basculA8el ou de encai.eB de maneira a
permitir o transporte de peças compridas. 0sta cobertura tem por finalidade prote#er os
trabal9adores 5ue este@am carre#ando e descarre#ando a pranc9aB de 5ual5uer material 5ue
possa cair sobre os mesmos.
-eças com mais de 2B,,m Idois metros% de comprimento de8em ser firmemente
fi.adas na estrutura da cabina.
2'
&s cabinas dos ele8adores de materiais de8em ser pro8idosB nas lateraisB de pain1is
fi.os de contenção com altura mCnima de 1B,,m Ium metro% eB nas demais facesB de portas ou
pain1is remo8C8eis. = assoal9o da cabina de8e ser de material 5ue resista as car#as a serem
transportadas.
=s ele8adores de materiais de8em dispor deF
a% tra8a de se#urança para mant?)lo parado em alturaB al1m do freio do motorH
b% interruptor de corrente para 5ue s+ se mo8imente com portas ou pain1is
fec9adosH
c% sistema de frena#em automAtica
d% sistema de comunicação eficiente e se#uro
!i#ura 46 4 ele8ador de obra ) cabine
2.".2 Ca,inas 0ec1adas
& cabina fec9adaB fi#ura 4B 1 utili(ada para o transporte de pessoas e materiais. & cabina
fec9ada para transporte de passa#eirosB de8e ser pro8ida deF
• cobertura resistente
• proteç6es laterais do piso ao teto da cabina
• portas frontaisB panto#rAficas ou de correr
• placas de ad8ert?ncia IpesoL5uantidade de pessoas%
• sinali(ação luminosa de indicação de pa8imentos.
=s ele8adores de passa#eiros de8em dispor deF
a% freio mec3nico Imanual% situado no interior ele8adorB con@u#ado com interruptor de
corrente.
b% interruptor nos fins de curso superior e inferiorB con@u#ado com freio eletroma#n1ticoH
c% sistema de frena#em automAticaB a ser acionado em caso de ruptura do cabo de tração.
d% sistema de se#urança eletromec3nico no limite superior a 2B,,m Idois metros% abai.o da
8i#a superior da torreH
e% interruptor de correnteB para 5ue se mo8imente apenas com as portas fec9adasH
f% cabina metAlica com porta panto#rAfica ou de correr
#% sistema de comunicação eficiente e se#uro.
3,
!i#ura 4 4 cabine fec9ada
2.1 Terreno e 2ase
= terreno para a base da torre e #uinc9oB de8e ser planoB não ala#adiço e ter resist?ncia
suficiente para absor8er os esforços solicitados ou preparado para tal fim.
& base 5uando de concretoB de8erA ter no mCnimo 15 I5uin(e% centCmetros acima do
nC8el do terrenoB dotada de drenosB a fim de permitir o escoamento da A#ua acumulada no seu
interior.
Sobre a base de8e)se colocar material para amortecer impactos impre8istos da cabina.
2.3 #uinc4os
0m 5ual5uer posição de parada do ele8adorB o cabo de tração do #uinc9o de8e ter no
mCnimo 6 I seis% 8oltas enroladas no tamborB e sua e.tremidade fi.ada por um clips tipo
pesado. !i#ura 4$.
& capacidade de tração Icar#a mA.ima% de um #uinc9o de8e constar de uma pla5uetaB
mantida permanentemente fi.ada na pranc9a ou cabina do ele8ador.
Euando o #uinc9o não for instalado sob la@eB mas pr+.imo ; edificaçãoB de8e)se
construir uma cobertura resistenteB para a proteção do operadorB contra a 5ueda de materiais.
= posto de trabal9o do operador do #uinc9o de8e ser isoladoB sinali(adoB
dispondo de e.tintor de inc?ndio de p+ 5uCmicoB e o acesso de pessoas não autori(adas de8e
ser proibido.
>ão 1 permitido usar o posto de trabal9o do #uinc9eiro como dep+sito de materiais.
31
!i#ura 4$ 4 #uinc9o para ele8adores de obra
=s #uinc9os de8em ter c9a8e de partida com dispositi8o de blo5ueioB locali(ada @unto
ao operador do #uinc9o impossibilitando o acionamento por pessoas não autori(adas. =
tambor do #uinc9oB o suporte da roldana li8re Ilouca% e a torreB de8em estar ni8eladosB
alin9ados e centrali(ados. & dist3ncia entre a roldana li8re e o tambor do #uinc9o do ele8ador
de8e estar compreendida entre 2B5,m Idois metros e cin5Xenta centCmetros% a 3B,,m Itr?s
metros%B de ei.o a ei.o. !i#ura 4'.
!i#ura 4' 4 #uinc9o para ele8adores de obra
8. (ipos de Elevadores
3.1 )le0ador tio ,açamba
=s ele8adores de caçamba basculante são utili(ados apenas para o transporte de
material a #ranelB particularmenteB concreto e ar#amassa. & caçamba basculante substitui a
32
plataforma de um ele8ador de car#aB permanecendo as demais peças da cabinaB inclusi8e o
freio automAtico. !i#ura 5,.
& caçamba basculante 1 dotada de um dispositi8o de descar#aB 5ue entra em
funcionamento automaticamenteB em altura pr1)determinadaB ao c9ocar)se contra a 8i#a de
esbarroB em torno da 5ual bascula a caçamba. 0sta 8i#a 1 fi.ada na torre do ele8ador por meio
de braçadeirasB na altura em 5ue se dese@e a bascula#em da caçamba.
& caçamba pAra em posição de descar#a eB em se#uidaB 5uando desce o ele8adorB ela
bascula ao redor da 8i#a de esbarroB em sentido contrArioB 8oltando automaticamente a sua
posição de e5uilCbrio. Qma caçamba basculante 1 composta deF uma caçambaB seu 5uadro
suporteB dispositi8o de descar#a e uma 8i#a de esbarro. >a monta#em da caçamba basculante
1 importante 8erificar se a 8i#a de esbarro foi montada na torreB na altura certa em 5ue a
caçamba de8e bascular.
= a@uste do braço de acionamento 1 feito ap+s a monta#em da 8i#a de esbarroB de
acordo com as instruç6es do fabricante. Sempre 5ue se modificar a posição da 8i#a de esbarro
de8e ser feito o a@uste do braço.
!i#ura 5, ) 0le8ador tipo caçamba com dosador e silo
3.2 )le0adores de ,remal4eira
0le8adores de car#a e passa#eiros pelo sistema de cremal9eira são destinados ao
transporte misto de car#as e passa#eirosB em compartimentos separadosB desde de 5ueB o
limite mA.imo.de peso especificado pelo fabricante se@a ri#orosamente obedecido. !i#ura 51.
!i#ura 514 Cabina do ele8ador de passa#eiros
= fabricante eLou prestador de assist?ncia t1cnica do ele8ador de8erA fornecer ao
clienteB /anual T1cnico completoB 5uanto as especificaç6es t1cnicas e de procedimentos de
se#urança sobreF a fabricaçãoB a monta#emB a desmonta#emB a manutenção e a operação do
e5uipamento.
& empresa usuAriaB de8erA obser8ar e se#uir as orientaç6es t1cnicas dadas pelos
fabricante eLou prestador de ser8iço de assist?ncia t1cnica.!i#ura 52.
& monta#emB a desmonta#em e a manutenção do ele8ador de8er ser super8isionado
por profissional le#almente 9abilitado e e.ecutado por profissional de8idamente 5ualificado.
33
= ele8ador de8e ser operado por trabal9ador compro8adamente 5ualificado para essa
função.
!i#ura 5 - Elevador de Aremal+eira
3.2.1 )lementos
Cremal9eiraF Instalada no modulo da torreB trata)se de uma peça fundamental na
estrutura do ele8adorB responsA8el pelo tracionamento da cabina @unto com a motori(ação.
!i#ura 53.
!i#ura 53 4 cremal9eira
Con@unto /otori(açãoF D instalado sobre o teto da cabinaB e responsA8el pelo
mo8imento 8ertical Idescida e subida% do ele8adorB o con@unto 1 composto por dois
/otoredutores S0" e dois freios tipo eletroma#n1tico S0" I !reio de trabal9o do ele8ador%B
fi#ura 54.
!i#ura 54 4 motori(ação do ele8ador
34
!i#ura 55 4 Euadro de comando
Euadro de ComandoF D a parte pensante do ele8adorB pois no interior do 5uadro possui
uma c1lula I/ini C7-% 5ue interpreta e reali(a todos os comandos solicitados pelo usuArio.
!i#ura 55.
!i#ura 56 4 freio de emer#?ncia
!reio de 0mer#?nciaF !reio totalmente mec3nicoB atua de forma centrCfu#a e 1
acionado 5uando o ele8ador ultrapassar a 8elocidade pr1)estabelecida para funcionamento. =s
freios de8em ser testados antes da instalação. Figura :#.
!i#ura 5 4 :otoeira da cabina
:otoeira da CabinaF &tra81s dela 1 possC8el operar a Cabina do ele8adorB se@a para
subidaB descidaB ni8elamento de andar e em caso de emer#?ncia a paralisação total da cabina.
!i#ura 5$.
CabinaF D o con@unto principal do ele8adorB 5ue nela se inclui o -isoB 7ateraisB TetoB
/otori(açãoB !reio e =utros. !i#ura 51.
&uto)TransformadorF Qtili(ado para ade5uar ; tensão da obra a tensão utili(ada pelo
ele8ador.
!i#ura 5$ 4 cancela de pa8imento
Cancela de -a8imentoF D instalada em cada pa8imento para e8itar 5ue se@a acessado o
0le8ador sem 5ue o mesmo este@a de8idamente parado no andarB possui tamb1m uma botoeira
5ue permite a c9amada do ele8ador 5uando necessArio. !i#ura 5$.
35
!i#ura 5' ) *ra8ata
*ra8ataF São utili(adas para reali(ar o tra8amento da torre do ele8ador com o pr1dioB
possui ainda a função de reali(ar o alin9amento da torre no momento de ascensão. !i#ura 5'.
!i#ura 6, 4 /+dulo da estrutura.
/oduloF 0strutura treliçada da torre 5ue permite a sustentação e ascensão do
ele8ador. !i#ura 6,.
-laca de IdentificaçãoF D fi.ada na lateral da cabinaB informa todas as especificaç6es
t1cnicas do ele8ador.
3.3 )le0adores 5 ,abo de Aço
= ele8ador a cabo consiste em uma torreB em cu@o interior se mo8e uma cabineB
tracionada por um cabo de açoB 5ue se enrola no carretel de um #uinc9oB mo8ido por um
motor el1trico. !i#ura 61.
!i#ura 61 4 0le8ador a cabo de aço.
36
!i#ura 62 4 !oto de ele8ador ; cabo de aço
^A um sistema de poliasB em 5ue uma fica na cabine e outraB no topo da torreB de
forma 5ue o peso da cabine 1 di8ido por doisB diminuindo assim a tensão no cabo e a força a
ser feita pelo #uinc9o. ^A ainda outras duas poliasB com função apenas de mudar a direção do
cabo. !i#ura 62.
= #uinc9o consiste em um carretelB em 5ue 1 enrolado o caboB e 5ue 1 acionado por
um motor el1trico. & rotação do motor se transmite ao carretel por interm1dio de um sistema
de transmissão 5ue pode ser composto por en#rena#ens e correias.
>os #uinc9os de en#rena#emB o sistema de transmissão tem uma redução tal 5ueB
@untamente com a resist?ncia do motorB se op6e ; 5ueda da cabineB de modo 5ue esta s+ desce
se o motor for acionado.
4. Comparação 0le8adores Cremal9eira < 0le8adores a cabo de aço
= 5uadro 1 a se#uir apresenta a comparação entre os dois tipos de ele8adores de obra.
Euadro 1 4 Comparaçao entre ele8adores de obra
E!e'ador de crema!1eira e pin1ão E!e'ador a ca,o de aço
&lto padrão de se#urança
-reciso sistema de frena#emH
Sem necessidade de interfer?ncias na baseH
:ai.a interfer?ncia no pro@etoH
:ai.o padrão de se#urança
Deficiente sistema de frena#emH
>ecessidade de interfer?ncia na baseH
&lta interfer?ncia no pro@etoH
:ai.os custos de instalaçãoH
0le8adores pro@etados para instalaç6es
rApidas I1 semana%H
&ltos custos de instalaçãoH
) Instalaç6es demoradas I2 semanas%H
0le8ador pro@etado para instalaç6es
se8erasH
Desen9ado para uso intensoH
0le8ador pro@etado para instalaç6es
normaisH
Desen9ado para uso moderadoH
:ai.os custos de manutençãoH &ltos custos de manutençãoH
*rande proteção contra corrosãoH
) 0strutura #al8ani(ada a 5uenteH
:ai.a proteção contra corrosãoH
) 0struturas pintadasH
:. Elevadores de )bra e a 1B-1G
&s normas re#ulamentadoras constituem um a lista de 8erificação 5ue determinam as
aç6es da fiscali(ação das leis do trabal9o. &presentam 5uais itens as empresas de8em atender
para redução dos riscos de tra,a!1o. Denomina)se >21$ como Condiç6es e /eio &mbiente
do Trabal9o na IndJstria da Construção.
Itens da >21$ 5ue re#ulamentam os e5uipamentos da construção ci8ilF
1G.1& <ovimentação e (ransporte de <ateriais e 7essoas.
1$.14.1 =s e5uipamentos de transporte 8ertical de materiais e de pessoas de8em ser
dimensionados por profissional le#almente 9abilitado.
1$.14.1.1 & monta#em e desmonta#em de8em ser reali(adas por trabal9ador
5ualificado.
1$.14.1.2 & manutenção de8e ser e.ecutada por trabal9ador 5ualificadoB sob
super8isão de profissional le#almente 9abilitado.
3
1$.14.2 Todos os e5uipamentos de mo8imentação e transporte de materiais e pessoas
s+ de8em ser operados por trabal9ador 5ualificadoB o 5ual terA sua função anotada em Carteira
de Trabal9o.
1$.14.3 >o transporte 8ertical e 9ori(ontal de concretoB ar#amassas ou outros
materiaisB 1 proibida a circulação ou perman?ncia de pessoas sob a Area de mo8imentação da
car#aB sendo a mesma isolada e sinali(ada.
1$.14.4 Euando o local de lançamento de concreto não for 8isC8el pelo operador do
e5uipamento de transporte ou bomba de concretoB de8e ser utili(ado um sistema de
sinali(açãoB sonoro ou 8isual eB 5uando isso não for possC8elB de8e 9a8er comunicação por
telefone ou rAdio para determinar o inCcio e o fim do transporte.
1$.14.5 >o transporte e descar#a dos perfisB 8i#as e elementos estruturais de8em ser
adotados medidas pre8enti8as 5uanto ; sinali(ação e isolamento da Area.
1$.14.6 =s acessos da obra de8em estar desimpedidosB possibilitando a mo8imentação
dos e5uipamentos de #uindar e transportar.
1$.14. &ntes do inCcio dos ser8içosB os e5uipamentos de #uindar e transportar de8em
ser 8istoriados por trabal9ador 5ualificadoB com relação ; capacidade de car#aB altura de
ele8ação e estado #eral do e5uipamento.
1$.14.$ 0struturas ou perfis de #rande superfCcie somente de8em ser içados com total
precaução contra ra@adas de 8ento.
1$.14.' Todas as manobras de mo8imentação de8em ser e.ecutadas por trabal9ador
5ualificado e por meio de c+di#o de sinais con8encionados.
1$.14.1, De8em ser tomadas precauç6es especiais 5uando da mo8imentação de
mA5uinas e e5uipamentos pr+.imo a redes el1tricas.
1$.14.11 = le8antamento manual ou semimecani(ado de car#as de8e ser e.ecutado de
forma 5ue o esforço fCsico reali(ado pelo trabal9ador se@a compatC8el com sua capacidade de
forçaB conforme a >2)1 ) 0r#onomia.
1$.14.12 =s #uinc9os de coluna ou similar Itipo M8elo.M% de8em ser pro8idos de
dispositi8os pr+prios para sua fi.ação.
1$.14.13 = tambor do #uinc9o de coluna de8e estar ni8elado para #arantir o
enrolamento ade5uado do cabo.
1$.14.14 & dist3ncia entre a roldana li8re e o tambor do #uinc9o do ele8ador de8e
estar compreendido entre 2B5,m Idois metros centCmetros% e 3B,,m Itr?s metros%B de ei.o a
ei.o.
1$.14.15 = cabo de aço situado entre o tambor de enrolamento e a roldana li8re de8e
ser isolado por barreira se#uraB de forma 5ue se e8item a circulação e o contato acidental de
trabal9adores com o mesmo.
1$.14.16 = #uinc9o do ele8ador de8e ser dotado de c9a8e de partida e blo5ueio 5ue
impeça o seu acionamento por pessoa não autori(ada.
1$.14.1 0m 5ual5uer posição do #uinc9o do ele8adorB o cabo de tração de8e disporB
no mCnimoB de 6 Iseis% 8oltas enroladas no tambor. 1$.14.1$ =s ele8adores de caçamba de8em
ser utili(ados apenas para o transporte de material a #ranel.
1$.14.1' D proibido o transporte de pessoas por e5uipamento de #uindar. 1$.14.2, =s
e5uipamentos de transportes de materiais de8em possuir dispositi8os 5ue impeçam a descar#a
acidental do material transportado.
1G.1&.1 (orres de Elevadores.
1$.14.21.1 &s torres de ele8adores de8em ser dimensionadas em função das car#as a
5ue estarão su@eitas.
1$.14.21.1.1 >a utili(ação de torres de madeira de8em ser atendidas as se#uintes
e.i#?ncias adicionaisF
3$
a% -erman?nciaB na obraB do pro@eto e da &notação de 2esponsabilidade T1cnica
I&2T% de pro@eto e e.ecução da torre.
b% & madeira de8e ser de boa 5ualidade e tratada.
1$.14.21.2 &s torres de8em ser montadas e desmontadas por trabal9adores
5ualificados.
1$.14.21.3 &s torres de8em estar afastadas das redes el1tricas ou estar isoladas
conforme normas especCficas da concessionAria local.
1$.14.21.4 &s torres de8e ser montada o mais possC8el da edificação.
1$.14.21.5 & base onde se instala a torre e o #uinc9o de8e ser JnicaB de concretoB
ni8elada e rC#ida.
1$.14.21.6 =s elementos estruturais Ilaterais e contra8entos% componentes da torre
de8em estar em perfeito estadoB sem deformaç6es 5ue possam comprometer sua estabilidade.
1$.14.21. &s torres para ele8adores de caçamba de8em ser dotadas de dispositi8os
5ue manten9am a caçamba em e5uilCbrio.
1$.14.21.$ =s parafusos de pressão dos pain1is de8em ser apertados e os contra8entos
contrapinados.
1$.14.21.' = estaiamento ou fi.ação das torres ; estrutura da edificaçãoB de8e ser a
cada la@e ou pa8imento.
1$.14.21.1, & dist3ncia entre a 8i#a superior da cabina e o topo da torreB ap+s a Jltima
paradaB de8e ser de 4B,,m I5uatro metros%.
1$.14.21.11 &s torres de8em ter os montantes posteriores estaiados a cada 6B,,m Iseis
metros% por meio de cabos de açoH 5uando a estrutura for tubular ou rC#idaB a fi.ação por meio
de cabo de aço 1 dispensA8el.
1$.14.21.12 = trec9o da torre acima da Jltima la@e de8e ser mantido estaiado pelos
montantes posterioresB para e8itar o tombamento da torre no sentidoB contrArio ; edificação.
1$.14.21.13 &s torres montadas e.ternamente ;s construç6es de8em ser estaiadas
atra81s dos montantes posteriores.
1$.14.21.14 & torre e o #uinc9o do ele8ador de8em ser aterrados eletricamente.
1$.14.21.15 0m todos os acessos de entrada ; torre do ele8ador de8e ser instalada uma
barreira 5ue ten9aB no mCnimo 1B$,m Ium metro e oitenta centCmetros% de alturaB impedindo
5ue pessoas e.pon9am al#uma parte de seu corpo no interior da mesma.
1$.14.21.16 & torre do ele8ador de8e ser dotada de proteção e sinali(açãoB de forma a
proibir a circulação de trabal9adores atra81s da mesma.
1$.14.21.1 &s torres de ele8adores de materiais de8em ter suas faces re8estidas com
tela de arame #al8ani(ado ou material de resist?ncia e durabilidade e5ui8alentes.
1$.14.21.1.1 >os ele8adores de materiaisB onde a cabina for fec9ada por pain1is fi.os
deB no mCnimo 2 Idois% metros de alturaB e dotada de um Jnico acessoB o entelamento da torre
1 dispensA8el.
1$.14.21.1$ &s torres do ele8ador de material e do ele8ador de passa#eiros de8em ser
e5uipadas com dispositi8o de se#urança 5ue impeça a abertura da barreira Icancela%B 5uando o
ele8ador não esti8er no nC8el do pa8imento.
1$.14.21.1' &s rampas de acesso ; torre do ele8ador de8emF
a% ser pro8idas de sistema de #uarda)corpo e rodap1B conforme subitem 1$.13.5.
b% ter pisos de material resistenteB sem apresentar aberturas.
c% ser fi.adas ; estrutura do pr1dio e da torre.
d% não ter inclinação descendente no sentido da torre.
1$.14.21.2, De8e 9a8er altura li8re de no mCnimo 2B,,m Idois metros% sobre a rampa.
3'
1G.1&. Elevadores de (ransporte de <ateriais.
1$.14.22.1 D proibido o transporte de pessoas nos ele8adores de materiais.
1$.14.22.2 De8e ser fi.ada uma placa no interior do ele8ador de materialB contendo a
indicação de car#a mA.ima e a proibição de transporte de pessoas.
1$.14.22.3 = posto de trabal9o do #uinc9eiro de8e ser isoladoB dispor de proteção
se#ura contra 5ueda de materiaisB e os assentos utili(ados de8em atender ao disposto na >2)
1 ) 0r#onomia.
1$.14.22.4 =s ele8adores de materiais de8em dispor deF
a% sistema de frena#em automAtica.
b% sistema de se#urança eletromec3nico no limite superiorB instalado a 2B,,m Idois
metros%.
c% abai.o da 8i#a superior da torre.
d% sistema de tra8a de se#urança para mant?)lo parado em altura al1m do freio do
motor.
e% interruptor de corrente para 5ue s+ se mo8imente com portas ou pain1is fec9ados.
1$.14.22.5 Euando 9ou8er irre#ularidades no ele8ador de materiais 5uanto ao
funcionamento e manutenção do mesmoB estas serão anotadas pelo operador em li8ro pr+prio
e comunicadasB por escritoB ao responsA8el pela obra.
1$.14.22.6 = ele8ador de8e contar com dispositi8o de tração na subida e descidaB de
modo a impedir a descida da cabina em 5ueda li8re Iban#uela%.
1$.14.22. =s ele8adores de materiais de8em ser dotados de botãoB em cada
pa8imentoB para acionar l3mpada ou campain9a @unto ao #uinc9eiroB a fim de #arantir
comunicação Jnica.
1$.14.22.$ =s ele8adores de materiais de8em ser pro8idosB nas lateraisB de pain1is
fi.os de contenção com altura em torno de 1B,,m Ium metro% eB nas demais facesB de portas
ou pain1is remo8C8eis.
1$.14.22.' =s ele8adores de materiais de8em ser dotados de cobertura fi.aB basculA8el
ou remo8C8eis.
1G.1&.8 Elevadores de passageiros.
1$.14.23.1 >os edifCcios em construção com 12 Ido(e% ou mais pa8imentosB ou altura
e5ui8alente 1 obri#at+ria ; instalação deB pelo menosB um ele8ador de passa#eirosB de8endo o
seu percurso alcançar toda a e.tensão 8ertical da obra.
1$.14.23.1.1 = ele8ador de passa#eiros de8e ser instaladoB aindaB a partir da _ la@e dos
edifCcios em construção com ,$ Ioito% ou mais pa8imentosB ou altura e5ui8alenteB cu@o
canteiro possuaB pelo menosB 3, Itrinta% trabal9adores.
1$.14.23.2 !ica proibido o transporte simult3neo de car#a e passa#eiros no ele8ador de
passa#eiros.
1$.14.23.2.1 Euando ocorrer o transporte de car#aB o comando do ele8ador de8e ser
e.terno.
1$.14.23.2.2 0m caso de utili(ação do ele8ador de passa#eiros para transporte de
car#as ou materiaisB não simult3neoB de8erA 9a8er sinali(ação por meio de carta(es em seu
interiorB onde conste de forma 8isC8elB os se#uintes di(eresB ou outros 5ue tradu(am a mesma
mensa#emF MD -02/ITID= QS= D0ST0 070P&D=2 -&2& T2&>S-=2T0 D0
/&T02I&7B D0SD0 EQ0 >`= 20&7I[&D= SI/Q7Ta>0= C=/ = T2&>S-=2T0
D0 -0SS=&SM.
1$.14.23.2.3 Euando o ele8ador de passa#eiros for utili(ado para o transporte de
car#as e materiaisB não simultaneamenteB e for o Jnico da obraB serA instalado a partir do
pa8imento t1rreo.
4,
1$.14.23.2.4 = transporte de passa#eiros terA prioridade sobre o de car#a ou de
materiais.
1$.14.23.3 = ele8ador de passa#eiros de8e dispor deF
a% interruptor nos fins de curso superior e inferiorB con@u#ado com freio automAtico
eletromec3nico.
b% sistema de frena#em automAticaB a ser acionado em caso de ruptura do cabo de
tração ouB em outras situaç6es 5ue possam pro8ocar a 5ueda li8re da cabina.
c% sistema de se#urança eletromec3nico situado a 2B,,m Idois metros% abai.o da 8i#a
superior da torreB ou outro sistema 5ue impeça o c9o5ue da cabina com esta 8i#a.
d% interruptor de correnteB para 5ue se mo8imente apenas com as portas fec9adas.
e% cabina metAlica com porta.
f% freio manual situado na cabinaB interli#ado ao interruptor de corrente 5ue 5uando
acionado desli#ue o motor.
1$.14.23.4 = ele8ador de passa#eiros de8e ter um li8ro de inspeçãoB no 5ual o
operador anotarAB diariamenteB as condiç6es de funcionamento e de manutenção do mesmo.
0ste li8ro de8e ser 8isto e assinadoB semanalmenteB pelo responsA8el pela obra.
1$.14.23.5 & cabina do ele8ador automAtico de passa#eiros de8e ter iluminação e
8entilação natural ou artificial durante o uso e indicação do nJmero mA.imo de passa#eiros e
peso mA.imo e5ui8alente IZ#%.
1G.1# Aabos de 0ço.
1$.16.1 D obri#at+rias a obser83ncia das condiç6es de utili(açãoB dimensionamento e
conser8ação dos cabos de aço utili(ados em obras de construçãoB conforme o disposto na
norma t1cnica 8i#enteB >:2 632L$3 ) Cabo de &ço L Qsos *erais da &:>T.
1$.16.2 =s cabos de aço de tração não podem ter emendas nem pernas 5uebradas 5ue
possam 8ir a comprometer sua se#urançaH de8em ter car#a de ruptura e5ui8alente aB no
mCnimoB a 5 Icinco% 8e(es a car#a de trabal9o a 5ue esti8er su@eitos e resist?ncia ; tração de
seus fios deB no mCnimoB 16, Z#fLmmb Icento e sessenta 5uilo#ramas)força por milCmetro
5uadrado%.
1$.16.3 =s cabos de aço de8em ser fi.ados por meio de dispositi8os 5ue impeçam
desli(amento e des#aste.
1$.16.4 =s cabos de aço de8em ser substituCdosB 5uando apresentarem condiç6es 5ue
comprometam a sua inte#ridadeB em face da utili(ação a 5ue esti8erem submetidos.
#. Befer6ncias
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