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com
Léon Denis
Espíritos e Médiuns
Traduzido do Francês
Léon Denis - Esprits et Médiums
Paris (191!
"o#n Martin - $s Plan%ces do &éu
'
Conteúdo resumido
Espíritos e Médiuns é um e(celente resumo dos estudos
)ue Léon Denis *ez so+re a mediunidade, sendo o seu uso
indicado principalmente para os iniciantes da Doutrina )ue
)ueiram dedicar-se -s ati.idades medi/nicas.
$ o+ra nos au(ilia a compreender mel#or o )ue se passa
nos momentos da pr0tica medi/nica, com orienta12es so+re
os procedimentos )ue de.em ser o+ser.ados pelos médiuns
e diretores de 3rupos e centros esp%ritas no e(erc%cio da
mediunidade.
4um0rio
Prefácio...........................................................................................4
I
O Espiritualismo Experimental...................................................6
II
Os Fenômenos Espíritas.............................................................1
III
!ature"a da #ediunidade..........................................................$%
I&
Prática da #ediunidade.............................................................'4
&
(nálise da #ediunidade.............................................................4'
&I
Prece de )erônimo de Pra*a.......................................................+4
,ndice de !omes Pr-prios..........................................................++
Prefácio
5esta o+ra 6 uma .aliosa contri+ui17o de Léon Denis para
aclarar o trato do Espiritismo e(perimental 6 temos muito )ue
apro.eitar, recon#ecendo em seu autor um #omem #a+ituado a lidar
com médiuns e esp%ritos.
De uma leitura atenta, podemos e(trair in/meras li12es, )ue nos
a8udar7o a compreender *acetas das comunica12es medi/nicas, e
)ue s9 o tempo poderia nos dar.
Todos os cap%tulos s7o importantes, mas )uem dese8ar
compreender mel#or o )ue se passa nos momentos da pr0tica
medi/nica, muito ter0 a aprender com a leitura do &ap%tulo :;,
Prática da Mediunidade. 5ele encontram-se narrados, de maneira
simples e o+8eti.a, .0rios procederes )ue, se *orem o+ser.ados,
muito a8udar7o a médiuns e diretores de 3rupos e de centros
esp%ritas no e(erc%cio da pr0tica medi/nica.
$ recomenda17o do uso da ora17o e do recol#imento, antes do
in%cio das reuni2es< a impre3na17o *lu%dica, )ue de.e acontecer
antes de todas as sess2es< as di*iculdades )ue sur3em pela
e(istência de pensamentos di.er3entes, )ue *ormam correntes
*lu%dicas desencontradas< a an0lise dos dois maiores o+st0culos )ue
o médium tem a .encer= o esp%rito de lucro e o or3ul#o< os
resultados )ue uma se3ura atitude moral proporciona< a a+sor17o
dos *luidos dos mundos superiores, e tam+ém os es*or1os )ue os
médiuns de.em empre3ar, continuadamente, para merecerem a
assistência dos +ons esp%ritos, ali est7o descritos e analisados de
maneira pr0tica e o+8eti.a.
5o &ap%tulo ;, Léon Denis, com a clareza )ue l#e é peculiar,
*az uma an0lise minuciosa da mediunidade, mostrando-nos )ue ela
é a >re.eladora das potências da alma?.
@ autor ainda nos *ala, com detal#es, do *enAmeno da
incorpora17o, contando, inclusi.e, casos ocorridos com ele pr9prio.
Dos escritores esp%ritas considerados >cl0ssicos?, Léon Denis
tal.ez se8a o /nico )ue se detém so+re este tipo de mediunidade.
Buanto ao &ap%tulo :::, ser0 interessante )ue o leitor *a1a uma
leitura do cap%tulo de No Invisível, tam+ém de autoria de Denis,
para esta+elecer uma compara17o entre os dois.
Finalizando, transcre.emos a opini7o de Caston Luce so+re a
presente o+ra, e(pressa em seu li.ro Vida e Obra de Léon Denis, -
p03ina 1DE=
>5o mesmo ano, *oi pu+licado o op/sculo de propa3anda
Espíritos e Médiuns, com FE p03inas< esse tra+al#o, assim como O
Além e a Sobrevivncia do Ser, é uma contri+ui17o ao
Espiritualismo E(perimental, enri)uecida de no.as o+ser.a12es e
de consel#os relati.os - mediunidade?.
$lti.o &arissimi Pamp#iro
I
O Espiritualismo Experimental
Em nossos dias, mais do )ue nunca, o Espiritismo c#ama a
aten17o do p/+lico. Fala-se com *re)Gência em casas mal-
assom+radas, em *enAmenos de telepatia, em apari12es e
materializa12es de esp%ritos.
$ &iência, a Literatura, o Teatro e a :mprensa deles se ocupam
constantemente, por)uanto as e(periências do :nstituto
Metaps%)uico, os testemun#os do 3rande escritor in3lês &onan
DoHle e as a.eri3ua12es *eitas por al3uns 8ornais parisienses d7o a
esta )uest7o um car0ter de atualidade permanente.
E(aminemos, pois, este pro+lema, e a.eri3Gemos por )ue o
Espiritismo, t7o *re)Gentemente sepultado, sempre reaparece,
crescendo, dia a dia, o n/mero de seus partid0rios.
57o é, por acaso, uma coisa estran#aI
Tal.ez, na Jist9ria, 8amais se ten#a produzido nada i3ual.
5unca se .iu um con8unto de *atos, considerados imposs%.eis a
princ%pio, cu8a idéia pro.oca.a, em 3eral, antipatia, receio, desdém<
*atos )ue e(cita.am a #ostilidade de .0rias institui12es seculares,
aca+arem por se impor - aten17o e até - con.ic17o de #omens
cultos, competentes, autorizados por suas *un12es e por seu car0ter.
Esses #omens, inicialmente céticos, terminaram por recon#ecer
e a*irmar a realidade dos aludidos *enAmenos, depois de os estudar,
in.esti3ar e e(perimentar.
@ ilustre s0+io in3lês Killiam &rooLes, con#ecido no mundo
inteiro pelo desco+rimento do estado radiante da matéria, e )ue
durante três anos o+te.e, em sua casa, materializa12es do esp%rito
Matie Min3, em condi12es de controle ri3oroso, *ala.a, a prop9sito
dessas mani*esta12es= >Eu n7o di3o )ue isto se8a poss%.el, eu di3o=
isto é?.
@li.er Lod3e, reitor da Nni.ersidade de Oirmin3#am, mem+ro
da 4ociedade Peal, escre.eu=
>Fui le.ado, pessoalmente, - certeza da e(istência *utura, por
pro.as )ue repousam so+re uma +ase estritamente cient%*ica?.
Frederico MHers, pro*essor de &am+rid3e 6 a )uem o &on3resso
@*icial :nternacional de Psicolo3ia de Paris, em 1D9E, ele3eu
Presidente de Jonra 6 em seu admir0.el li.ro A Personalidade
!umana, c#e3a - conclus7o de )ue .ozes e mensa3ens nos .êm do
$lém-T/mulo.
Falando da médium 4ra. T#ompson, MHers escre.e= >&reio )ue
a maioria dessas mensa3ens .êm de esp%ritos )ue se ser.em,
temporariamente, do or3anismo dos médiuns para transmiti-las a
n9s.?
@ céle+re pro*essor &ésare Lom+roso, de Turim, diz na Leitura=
>@s *atos o+ser.ados nas casas *re)Gentadas por *antasmas, nas
)uais, durante anos, se reproduzem apari12es e ru%dos, de acordo
com o relato de mortes tr03icas, e sem a presen1a de nen#um
médium, atestam em *a.or da a17o dos mortos. &om *re)Gência,
trata-se de casas desa+itadas, onde esses *enAmenos se produzem
durante .0rias 3era12es e, muitas .ezes, durante séculos.?
@ 4r. Ooutrou(, *il9so*o +em con#ecido, disserta.a, em suas
+ril#antes con*erências, acerca dos esp%ritos e as comunica12es
median%micas, asse3urando )ue= >$ porta do su+consciente é a
a+ertura por onde o di.ino pode entrar na alma #umana.?
>Qs .ezes, 6 dizia, 6 as re.ela12es esp%ritas s7o t7o estran#as
)ue parece, e*eti.amente, estar, o médium, em comunica17o com
di*erentes seres dos )ue l#e s7o acess%.eis normalmente.?
Killiam "ames, reitor da Nni.ersidade de Jar.ard, 5ew RorL,
eminente psic9lo3o *alecido #0 al3uns anos, a*irma.a a
.erossimil#an1a das comunica12es com os mortos, em seu estudo
pu+licado no ano de 19E9, no Proceedin"s, acerca de seu ami3o
Jod3son, 80 *alecido, )ue .in#a con.ersar com ele pela
mediunidade da sen#ora Piper. "ames escre.ia )ue= >Estes
*enAmenos d7o a impress7o irresist%.el de )ue é realmente a
personalidade de Jod3son, com suas caracter%sticas pr9prias? e,
mais adiante= >@ sentimento dos assistentes era de )ue
con.ersa.am com o .erdadeiro Jod3son?.
$ ori3em do Espiritismo, o Espiritualismo Moderno, est0 na
$mérica.
5a realidade, os *enAmenos do $lém-T/mulo se encontram na
+ase de todas as 3randes doutrinas do passado. Em )uase todos os
tempos, o mundo dos .i.os mante.e rela17o com o Mundo
:n.is%.el. Porém, na Sndia, no E3ito e na Crécia, esses estudos eram
pri.ilé3io de um pe)ueno n/mero de in.esti3adores e de iniciados,
e os seus resultados se oculta.am cuidadosamente.
Para )ue esse estudo *osse acess%.el a todos, e se con#ecessem
as .erdadeiras leis )ue re3em o Mundo :n.is%.el< para ensinar os
#omens a .er nesses *enAmenos, n7o uma ordem de coisas
so+renatural, mas um dom%nio i3norado da natureza e da .ida, era
necess0rio o tra+al#o enorme dos séculos, todos os desco+rimentos
da &iência, todas as con)uistas do esp%rito #umano so+re a matéria.
Era preciso )ue o #omem con#ecesse seu .erdadeiro lu3ar no
Nni.erso, )ue aprendesse a medir a de+ilidade de seus sentidos e a
sua impotência para e(plorar, por si mesmo e sem a8uda, todos os
dom%nios da natureza .i.a.
$ &iência, com seus in.entos, atenuou essa imper*ei17o de
nossos 9r37os.
@ telesc9pio a+riu aos nossos ol#os os a+ismos do espa1o, o
microsc9pio nos re.elou o in*initamente pe)ueno= assim sur3iu a
.ida, tanto no mundo dos in*us9rios
1
como na super*%cie dos 3lo+os
3i3antes )ue 3iram na pro*undidade dos céus.
$ F%sica desco+riu as leis )ue re3ulam a trans*orma17o das
*or1as e a conser.a17o da ener3ia e, tam+ém, as leis )ue mantém o
e)uil%+rio dos mundos.
$ radioati.idade dos corpos re.elou a e(istência de poderes
descon#ecidos e incalcul0.eis= raios T, ondas #ertzianas,
irradia12es de todas as classes e de todos os 3raus.
$ Bu%mica nos *ez con#ecer as com+ina12es da matéria. @
.apor e a eletricidade .ieram re.olucionar a super*%cie do 3lo+o,
*acilitando as rela12es entre os po.os e as mani*esta12es do
pensamento, para )ue as idéias resplande1am e se propa3uem a
todos os pontos da es*era terrestre.
Jo8e, o estudo do Mundo :n.is%.el .em completar essa
ma3n%*ica ascens7o do Pensamento e da &iência. @ pro+lema do
$lém-T/mulo se er3ue *rente ao esp%rito #umano com poder e
autoridade.
5os *ins do século T:T, o #omem, desen3anado de todas as
teorias contradit9rias e de todos os sistemas incompletos )ue se l#e
apresenta.am, a+andona.a-se - d/.ida< perdia, cada .ez mais, a
no17o da .ida *utura.
Foi ent7o )ue o Mundo :n.is%.el .eio até ele e o perse3uiu até
sua pr9pria morada. Por di.ersos meios, os mortos se mani*estaram
aos .i.os. $s .ozes do $lém-T/mulo *alaram. @s mistérios dos
santu0rios orientais, os *enAmenos ocultos da :dade Média, ap9s
um lar3o silêncio, reapareceram.
@ Espiritismo nasceu.
$s primeiras mani*esta12es do Espiritualismo Moderno se
produziram além dos mares, num mundo 8o.em, rico de ener3ia
.ital, de e(pans7o ardente, menos e(posto )ue a .el#a Europa ao
esp%rito de rotina e aos pre8u%zos do passado. Dali as mani*esta12es
se espal#aram por todo o 3lo+o.
Essa elei17o *oi pro*undamente sensata, pois a li.re $mérica
era, com e*eito, o am+iente mais prop%cio para uma o+ra de di*us7o
e de reno.a17o. Por isso ali se contam, #o8e, .inte mil#2es de
>espiritualistas modernos?. Mas, tanto de um lado do $tlUntico
)uando do outro, em+ora com intensidades di*erentes, as *ases de
pro3resso da idéia esp%rita têm sido idênticas.
Em am+os os continentes, o estudo do ma3netismo e dos *luidos
#a.ia preparado certos esp%ritos para a o+ser.a17o do Mundo
:n.is%.el.
$ princ%pio, se produziram *atos estran#os em todas as partes,
*atos dos )uais nin3uém se atre.ia a *alar, sen7o em .oz +ai(a, na
intimidade. Depois, pouco a pouco, se *oi ele.ando o tom. 40+ios,
#omens de talento, cu8os nomes s7o 3arantia de #onora+ilidade e de
sinceridade, se atre.eram a *alar desses *atos em .oz alta,
a*irmando-os.
Falou-se de #ipnotismo, de su3est7o< depois, .ieram a telepatia,
os casos de le.ita17o e todos os *enAmenos do Espiritismo.
$3ita.am-se mesas em louca rota17o< desloca.am-se o+8etos, sem
nen#um contato, ressoa.am 3olpes nas paredes e nos m9.eis. Todo
um con8unto de *atos se produzia< mani*esta12es, .ul3ares na
aparência, mas per*eitamente adaptadas -s e(i3ências do meio
terrestre, ao estado de esp%rito positi.o e cético das sociedades
modernas.
@ *enAmeno *ala.a aos sentidos, por)ue os sentidos s7o como
a+erturas por onde o *ato penetra até o entendimento.
$s impress2es produzidas no or3anismo despertam surpresas,
incitam - +usca, e conduzem - con.ic17o. Da% o encadeamento dos
*atos, a marc#a ascendente dos *enAmenos.
&om e*eito, depois de uma primeira *ase material e 3rosseira, as
mani*esta12es tomaram um aspecto no.o. @s 3olpes se *izeram
mais re3ulares e se con.erteram em um meio de comunica17o
inteli3ente e consciente< a escrita autom0tica se di.ul3ou.
$ possi+ilidade de esta+elecer rela17o entre o mundo .is%.el e o
in.is%.el apareceu como um *ato imenso, derru+ando as idéias
#erdadas, derru+ando os ensinamentos #a+ituais, mas a+rindo so+re
a .ida *utura uma sa%da )ue o #omem n7o se atre.ia ainda a
transpor, deslum+rado pelas perspecti.as )ue se apresenta.am a
ele.
$o mesmo tempo )ue se propa3a.a, o Espiritismo .ia
numerosas oposi12es le.antarem-se contra si. &omo todas as idéias
no.as, te.e )ue en*rentar o menosprezo, a cal/nia, a perse3ui17o
moral.
Tal )ual o &ristianismo, em seu come1o *oi so+recarre3ado de
amar3ura e de in8/rias. 4empre acontece assim. Buando no.os
aspectos da .erdade aparecem aos #omens, sempre pro.ocam
assom+ro, descon*ian1a, #ostilidade.
V *0cil compreendê-lo. $ #umanidade es3otou as .el#as *ormas
de pensamento e de cren1a< e )uando *ormas inesperadas da
.erdade se re.elam, n7o parecem corresponder muito ao anti3o
ideal, )ue est0 de+ilitado, mas n7o morto.
Por isso se necessita de um per%odo +astante lon3o de estudo, de
re*le(7o, de incu+a17o, para )ue a no.a idéia a+ra camin#o na
opini7o. Da% as lutas, as incertezas, os so*rimentos da primeira
#ora.
Piu-se muito das *ormas )ue toma.a o 5o.o Espiritualismo. @s
poderes in.is%.eis, )ue .elam so+re a #umanidade, s7o mel#ores
8u%zes )ue n9s dos meios de a17o e de adestramento )ue con.ém
adotar, se3undo os tempos e os am+ientes, para *azer com )ue o
#omem tome consciência do seu papel e do seu destino, sem, por
isso, tra.ar seu li.re-ar+%trio. Por)ue isto é o essencial= )ue a
li+erdade do #omem *i)ue intacta.
$ ;ontade 4uperior sa+e a8ustar-se -s necessidades de uma
época, de uma ra1a, e -s no.as *ormas da eterna re.ela17o.
Ela suscita, no seio das sociedades, os pensadores, os
e(perimentadores, os s0+ios )ue indicar7o o camin#o a se3uir e
colocar7o os primeiros marcos. 4ua o+ra se desenrola lentamente.
@s resultados s7o, a princ%pio, dé+eis, insens%.eis, mas a idéia
penetra pouco a pouco nas inteli3ências. @ mo.imento, por ser
impercept%.el, n7o é, por si, menos se3uro e pro*undo.
Em nossa época, a &iência se ele3eu em dona so+erana, em
diretora do mo.imento intelectual. &ansada das especula12es
meta*%sicas e dos do3mas, a #umanidade reclama.a pro.as
sens%.eis, +ases s9lidas so+re as )uais pudesse assentar suas
con.ic12es.
Fazia-se o estudo e(perimental, a o+ser.a17o dos *atos, como
uma t0+ua de sal.a17o. Da% o 3rande critério dos #omens da
&iência, na atualidade. Por isso a re.ela17o ad)uiriu um car0ter
cient%*ico. &om *atos materiais, c#amou-se a aten17o dos #omens
)ue se #a.iam materializado.
@s *enAmenos misteriosos, )ue se ac#a.am disseminados na
Jist9ria, se reno.aram e se multiplicaram ao nosso redor,
sucederam-se em ordem pro3ressi.a, )ue parece indicar um plano
preconce+ido, a e(ecu17o de um pensamento, de uma .ontade.
Q medida )ue o 5o.o Espiritualismo 3an#a.a terreno, os
*enAmenos se iam trans*ormando. $s mani*esta12es, 3rosseiras no
come1o, se aper*ei1oa.am, tomando um car0ter mais ele.ado.
&ertos médiuns rece+iam por meio da escrita, de uma *orma
mecUnica ou intuiti.a, mensa3ens, inspira12es de *onte estran#a.
:nstrumentos musicais toca.am sozin#os.
@u.iam-se .ozes e cantos= penetrantes melodias pareciam
+ai(ar do céu e tur.a.am o Unimo dos mais incrédulos. $ escrita
direta aparecia no interior de lousas 8ustapostas e lacradas.
@s *enAmenos de incorpora17o permitiam aos mortos possu%rem
o or3anismo de um médium adormecido, e con.ersar com )uem
#a.iam con#ecido na Terra.
Cradualmente, e como conse)Gência de um desen.ol.imento
calculado, apareciam os médiuns .identes, *alantes, curadores.
En*im, os #a+itantes do espa1o, re.estindo-se de en.olt9rios
tempor0rios, .in#am reunir-se com os #umanos, .i.endo, por uns
instantes, sua .ida material e terrestre, dei(ando-se .er, tocar,
*oto3ra*ar< dando impress2es de suas m7os e de seus rostos e
des.anecendo-se lo3o para prosse3uir sua .ida etérea.
$ssim é )ue se tem produzido uma série de *atos, durante mais
de meio século, desde os mais in*eriores e .ul3ares até os mais
sutis, se3undo o 3rau de ele.a17o das inteli3ências )ue inter.êm<
toda uma ordem de mani*esta12es se desenrolou so+ o ol#ar atento
de o+ser.adores.
Por isso, e apesar das di*iculdades de e(perimenta17o, apesar
dos casos de *raudes e dos modos de e(plora17o, em )ue esses *atos
ser.iram muitas .ezes de prete(to, a apreens7o e a descon*ian1a se
atenuaram paulatinamente, e o n/mero de in.esti3adores cresceu.
J0 )uase cin)Genta anos, em todos os pa%ses, o *enAmeno
esp%rita tem sido o+8eto de *re)Gentes in.esti3a12es empreendidas e
diri3idas por comiss2es cient%*icas. 40+ios céticos, pro*essores
céle+res de todas as 3randes uni.ersidades do mundo, su+meteram
esses *atos a um e(ame pro*undo e ri3oroso. 4ua inten17o primeira
*oi sempre esclarecer o )ue eles acredita.am tratar-se do resultado
de en3anos deli+erados ou de alucina12es. Mas )uase todos, depois
de anos de estudos conscienciosos e de e(perimenta12es
perse.erantes, a+andonaram suas pre.en12es e sua incredulidade, e
se inclinaram ante a realidade dos *atos.
$s mani*esta12es esp%ritas, compro.adas por mil#ares de
pessoas em todos os pontos do 3lo+o, demonstraram )ue, ao nosso
redor, se a3ita um mundo in.is%.el, um mundo onde .i.em, em
estado *lu%dico, a)ueles )ue nos precederam na Terra, )ue lutaram e
so*reram, e )ue constituem, além da morte, uma se3unda
#umanidade.
@ 5o.o Espiritualismo se apresenta #o8e com um
acompan#amento de pro.as e um con8unto de testemun#os t7o
imponentes, )ue 80 n7o é poss%.el a d/.ida para os in.esti3adores
de +oa-*é. :sto mesmo e(pressa.a o pro*essor &#allis, da
Nni.ersidade de &am+rid3e, nos se3uintes termos=
>@s atestados têm sido t7o a+undantes e t7o per*eitos, os
testemun#os têm .indo de tantas *ontes independentes entre si e de
um n/mero t7o 3rande de testemun#as, )ue se *az necess0rio ou
admitir as mani*esta12es tal como se nos apresentam, ou renunciar
- possi+ilidade de atestar, por um depoimento #umano, )ual)uer
*ato )ue se8a.?
Por essa raz7o, o mo.imento de propa3a17o se *oi acentuando
cada .ez mais.
5o momento atual, estamos assistindo a um .erdadeiro
*lorescimento das idéias esp%ritas. $ cren1a no Mundo :n.is%.el se
estendeu por so+re toda a *ace da Terra. Por toda parte, o
Espiritismo tem suas sociedades de e(perimenta17o, seus
.ul3arizadores, seus peri9dicos.
Em+ora a *iloso*ia, em suas mais atre.idas especula12es, ten#a
conse3uido ele.ar-se - concep17o de outro mundo de e(istência,
depois da morte do corpo, a ciência #umana, n7o o+stante, n7o
#a.ia lo3rado, e(perimentalmente, a certeza do *ato em si.
@ .alor do Espiritismo consiste, precisamente, em nos
proporcionar essas +ases e(perimentais, pro.ando-nos a
possi+ilidade de comunica17o entre os .i.os e as inteli3ências )ue
.i.eram entre n9s antes de transpor o um+ral da .ida in.is%.el.
Essas almas puderam dar, em certos casos, a demonstra17o de sua
identidade e de seu estado de consciência.
Para n7o citar sen7o um caso entre mil= o doutor Pic#ard
Jod3son, *alecido em dezem+ro de 19EW, comunicou-se depois
com seu ami3o ". Jislop, pro*essor da Nni.ersidade de &olum+ia,
entrando em minuciosos detal#es, acerca das e(perimenta12es e
tra+al#os realizados pela 4ociedade de :n.esti3a12es Ps%)uicas, de
cu8a se17o americana era presidente.
E(plicou como teriam )ue diri3i-los, pro.ando sua identidade
com todos esses pormenores. Essas comunica12es se transmitiram
por intermédio de di*erentes médiuns, )ue n7o se con#eciam entre
si, ser.indo de m/tua con*irma17o. 5elas se recon#ecem as
pala.ras e as *rases *amiliares do comunicante durante sua .ida.
66 E 66
Em+ora o in%cio do Espiritismo ten#a sido di*%cil e sua marc#a,
lenta e c#eia de o+st0culos, #0 )uase .inte anos ele con)uistou
direito de cidadania. &on.erteu-se em uma .erdadeira ciência e, no
tempo certo, num corpo de doutrina, uma *iloso*ia 3eral da .ida e
do destino, cimentada em um con8unto imponente de pro.as
e(perimentais -s )uais, a cada dia, se a3re3am *atos no.os.
Essa ciência, essa doutrina, nos tem demonstrado, cada .ez
mel#or, a realidade de um mundo in.is%.el, incomensur0.el,
po.oado de seres .i.entes, )ue até a3ora #a.iam passado
desperce+idos aos nossos sentidos. 5o.os #orizontes se nos
a+riram. $ perspecti.a de nossos destinos se nos ampliou.
59s mesmos pertencemos, por uma parte de nosso ser 6 a mais
importante 6 a esse Mundo :n.is%.el, )ue se re.ela cada dia mais
aos o+ser.adores atentos.
@s casos de telepatia, os *enAmenos de desdo+ramento, as
e(terioriza12es de pessoas .i.as, as apari12es - distUncia, tantas
.ezes descritas por F. MHers, &. Flammarion, &#arles Pic#et, Dr.
Darie(, Dr. Ma(well, etc., o demonstram e(perimentalmente. $s
atas da 4ociedade de :n.esti3a12es Ps%)uicas, de Londres, s7o ricas
em *atos desse 3ênero.
@s espiritistas crêem )ue essa parte in.is%.el, imponder0.el de
nosso ser, re3istro inalter0.el de nossas *aculdades, de nosso >eu?
consciente, em uma pala.ra, o )ue os crentes de todas as reli3i2es
c#amaram >alma?, so+re.i.e - morte. Prosse3ue sua e.olu17o, no
decorrer do tempo e do espa1o, até estados sempre mel#ores e mais
iluminados atra.és de raios de 8usti1a, de .erdade e de amor. Essa
alma, esse >eu? consciente, tem como in.9lucro indestrut%.el, como
.e%culo, um corpo *lu%dico, en.olt9rio do corpo #umano, *ormado
de matéria sutil, radiante, in.is%.el, so+re o )ual a morte n7o tem
a17o al3uma.
$c#amo-nos a)ui em presen1a de uma teoria, de uma concep17o
suscet%.el de reconciliar as doutrinas materialistas e espiritualistas,
)ue durante tanto tempo se com+ateram sem se poderem derru+ar,
nem destruir mutuamente.
$ alma 80 n7o seria uma .a3a a+stra17o, mas um centro de *or1a
e de .ida, insepar0.el de sua *orma sutil, imponder0.el, em+ora
ainda material.
J0 nela uma +ase positi.a para as esperan1as e as aspira12es
ele.adas da #umanidade. Tudo n7o termina com esta .ida= o ser,
inde*inidamente aper*ei1o0.el, recol#e em seu estado ps%)uico 6
)ue sem cessar se re*ina 6 o *ruto do tra+al#o, as o+ras, os
sacri*%cios de todas as suas e(istências.
$s dores, o 3rito de c#amada )ue se ele.a para o céu, desde as
pro*undezas da #umanidade, n7o *icam sem resposta.
$)ueles )ue .i.eram entre n9s, e )ue continuam no espa1o sua
e.olu17o inde*inida, so+ *ormas mais etéreas, n7o se desinteressam
de nossos sacri*%cios e de nossas l03rimas.
Desde os cumes da .ida uni.ersal caem, sem cessar, so+re a
#umanidade, correntes de *or1a e inspira17o. Dali procedem os
relUmpa3os do 3ênio< dali os sopros poderosos )ue passam so+re as
multid2es nas #oras decisi.as< dali o consolo para os )ue
sucum+em so+ a pesada car3a da e(istência.
Nm la1o misterioso une o .is%.el ao in.is%.el.
5osso destino se desen.ol.e so+re a cadeia 3randiosa dos
mundos e se traduz em aumentos 3raduais de .ida, de inteli3ência e
de sensi+ilidade.
Mas, o estudo do uni.erso oculto n7o se *az sem di*iculdades.
L0, como a)ui, o +em e o mal, a .erdade e o erro se misturam
se3undo o 3rau de e.olu17o dos esp%ritos com os )uais entramos
em rela17o.
Por isso é necess0rio a+ordar o terreno da e(perimenta17o com
uma prudência e(tremada, depois de estudos te9ricos su*icientes.
@ Espiritismo é a ciência )ue re3ula essas rela12es e nos ensina
a con#ecer, a atrair, a utilizar as *or1as +ené*icas do Mundo
:n.is%.el< a separar as m0s in*luências e, ao mesmo tempo, a
desa+roc#ar os poderes escondidos, as *aculdades i3noradas )ue
dormem no *undo de todo ser #umano.
II
Os Fenômenos Espíritas
Custa.e Le Oon tomou, em 19ED, a iniciati.a de uma
proposi17o )ue parecia perempt9ria= o*erecia um prêmio de dois
mil *rancos ao médium )ue produzisse, diante de uma comiss7o
competente, um *enAmeno de le.ita17o em plena luz.
Por )ue estipular, em plena luz, se é not9rio )ue esse *enAmeno
n7o é normalmente poss%.el sen7o com luz sua.e, .isto )ue a luz
.i.a e(erce uma a17o dissol.ente so+re a *or1a ps%)uicaI
Bue se diria de um a*icionado )ue e(i3isse, para admitir a
*oto3ra*ia, )ue esta se produzisse em plena luz, se pelo menos, até
a3ora, o *enAmeno necessita de cUmara escuraI
5otemos )ue a escurid7o completa n7o é necess0ria para )ue se
produzam as le.ita12es, e +astar0 uma luz .ermel#a, sua.e, para
eliminar )ual)uer outro procedimento ou suposi17o de *raude. Por
outra parte, )uantos *enAmenos naturais con#ecidos e(i3em uma
luz muito tênue, ou a escurid7o totalI
@ s0+io imparcial o+ser.a a lei, a norma de um *enAmeno, mas
se 3uarda, principalmente, de pretender impor a priori as condi12es
de sua produ17o.
@s casos de le.ita17o, sem nen#um contato, de m9.eis e
pessoas, e de o+ten17o de moldes de m7os e rostos, *oram
o+ser.ados em condi12es )ue desa*iam )ual)uer cr%tica, por s0+ios
*ranceses e estran3eiros.
Tiraram-se *oto3ra*ias, o )ue descarta, de um modo total, a
o+8e17o da su3est7o. $ placa *oto3r0*ica n7o é propensa a
alucina12es.
@s e(perimentos realizados de uma *orma ri3orosamente
cient%*ica s7o numerosos. &itaremos, por e(emplo, os do pro*essor
Ootazzi, diretor do :nstituto de Fisiolo3ia da Nni.ersidade de
50poles, em maio de 19EF, a8udado pelo pro*essor &ardarelli,
senador, e outros s0+ios.
&omo admitem )ue os sentidos podem e.identemente en3anar,
ser.em-se de aparel#os re3istradores )ue permitem esta+elecer n7o
somente a realidade, a o+8eti.idade do *enAmeno, como tam+ém o
3r0*ico da *or1a )ue atua.
Eis a)ui as principais medidas tomadas pelo 3rupo de s0+ios 80
citados, )ue e(perimentaram tendo Eusapia Palladino como
médium.
5o e(tremo da sala, detr0s de uma cortina, se preparam de
antem7o so+re uma mesa=
1X! Nm cilindro co+erto de papel es*umado, m9.el em torno de
um ei(o<
X! Nma +alan1a pesa-cartas<
YX Nm metrAmetro elétrico Zimmermann<
[X! Nm pulsador tele3r0*ico unido a outro sinalador elétrico<
\X! Nma pêra de +orrac#a unida por meio de um 3rande tu+o,
atra.és do muro, a um manAmetro de merc/rio situado no
cAmodo cont%3uo.
&omo se pode .er, um lu(o de precau12es tomadas pelos
indicados s0+ios in.esti3adores, precau12es )ue de.iam l#es dar,
sem d/.ida al3uma, a certeza de )ue n7o eram en3anados.
5essas condi12es, todos os aparel#os *oram controlados -
distUncia, en)uanto as m7os de Eusapia se ac#a.am presas por dois
dos e(perimentadores< os demais *orma.am c%rculo ao seu redor.
J0 trinta anos, Eusapia opera.a em Mil7o< o di0rio Itália Del
Popolo, da)uela cidade, pu+licou, com data de 1D de no.em+ro de
1D9, um suplemento especial com as atas de dezessete sess2es ali
realizadas.
Esse documento est0 *irmado, com os se3uintes nomes=
4c#iaparelli, diretor do @+ser.at9rio $stronAmico de Mil7o<
$LsaLo*, consel#eiro de Estado russo< Oro**erio e Cerosa,
pro*essores uni.ersit0rios< Erm0cora e C. Finzi, doutores em
F%sica< &#arles Pic#et, pro*essor da Faculdade de Medicina de
Paris, diretor da #evista $ientí%ica, e &ésar Lom+roso, pro*essor da
Faculdade de Medicina de Turim.
Essas atas compro.am a produ17o dos se3uintes *enAmenos,
o+tidos na escurid7o, tendo a médium os pés e m7os
constantemente presos por dois dos assistentes= transporte de
di.ersos o+8etos, sem contato< cadeiras, instrumentos de m/sica,
etc.< impress2es de dedos so+re o papel es*umado< impress2es de
dedos so+re ar3ila< apari12es de m7os so+re um *undo luminoso<
apari12es de luzes *os*orescentes< le.ita17o da médium so+re a
mesa< deslocamento de cadeiras, com as pessoas )ue as ocupa.am<
to)ues sentidos pelos assistentes.
Em suas conclus2es, os e(perimentadores nomeados dei(am
esta+elecido )ue, em raz7o das precau12es tomadas, n7o era
poss%.el *raude al3uma.
>Do con8unto de *enAmenos o+ser.ados, dizem, deduz-se o
triun*o de uma .erdade )ue se *ez in8ustamente impopular.?
Bue esplendor de lin3ua3em poderia i3ualar o .alor
compro+at9rio desse estilo claro e concisoI
$ esses testemun#os, poderiam acrescentar-se centenas de
outros de i3ual .alor.
Pesultar7o nulos, aos ol#os de nossos contraditores, e ser0
necess0rio recome1ar as e(perimenta12es a cada no.a e(i3ênciaI
$s sess2es de Eusapia incluem outros *enAmenos ainda mais
importantes.
@ pro*essor Lom+roso escre.ia na Arena, de *e.ereiro de 19ED=
>Depois do deslocamento de um o+8eto muito pesado, Eusapia,
em estado de transe, me disse= Por &ue perdes o tempo nestas
ba"atelas' Eu sou capa( de te mostrar a tua m)e* más é preciso
&ue penses nisso intensamente+
Estimulado por esta promessa, depois de meia #ora de sess7o,
senti um intenso dese8o de .er se ela se cumpria, e a mesa pareceu
dar seu assentimento a meu pensamento %ntimo, com seus #a+ituais
mo.imentos de sucessi.as ele.a12es. Lo3o, numa semi-escurid7o,
- luz .ermel#a, .i aparecer uma *orma um tanto encur.ada, como
era a de min#a m7e, co+erta com um .éu, e )ue contornou a mesa
para c#e3ar até mim, murmurando pala.ras )ue al3uns presentes
ou.iram, mas )ue min#a meia surdez n7o me permitiu entender.
Ent7o, ao suplicar-l#e )ue as repetisse, ela, presa de uma .i.a
emo17o, me disse= $ésar* %il,o meu- Depois, tirando seu .éu, me
deu um +ei8o.?
Lom+roso recorda.a a continua17o das comunica12es escritas
ou *aladas em l%n3uas estran3eiras, as re.ela12es de *atos
descon#ecidos, tanto da médium )uanto dos assistentes, e os casos
de telepatia. 5a :n3laterra, o *antasma de Matie Min3 *oi
*oto3ra*ado por Killiam &rooLes, o )ue destr9i toda #ip9tese de
su3est7o.
Em um discurso pronunciado no dia YE de 8aneiro de 19ED, na
4ociedade de :n.esti3a12es Ps%)uicas, de Londres, @li.er Lod3e,
reitor da Nni.ersidade de &iências (#o.al Societ.!, *ala de
mensa3ens o+tidas por certos médiuns mediante a escrita
autom0tica.
>@s comunicantes compreenderam, t7o +em como n9s, a
necessidade das pro.as de identidade e *izeram )uantos es*or1os
puderam, para satis*azer a esta razo0.el e(i3ência. $l3uns de n9s
pensamos )ue as conse3uimos, outros ainda du.idam.
4em dei(ar de dese8ar a o+ten17o de no.as pro.as, eu sou dos
)ue crêem )ue 80 se deu um 3rande passo e )ue é le3%timo admitir,
nesses momentos, )ue e(istem rela12es claras com pessoas
*alecidas )ue, nos mel#ores casos, .êm a nos proporcionar uma
no.a massa de ar3umentos, *azendo, dessa #ip9tese, a mel#or
#ip9tese de tra+al#o.
&om e*eito, n9s cremos )ue os malo3rados CurneH Jod3son,
MHers, e outros menos con#ecidos, tratam de pAr-se em
comunica17o constante conosco, com a inten17o +em de*inida e
e(pressa de nos demonstrarem, pacientemente, sua identidade e
dar-nos o controle rec%proco de médiuns descon#ecidos entre si.
$s correspondências cruzadas, isto é, a recep17o, por um
médium, de parte de uma comunica17o, e o resto rece+ido por outro
médium, sem )ue se possa compreender o sentido de uma dessas
partes, em separado, sem o concurso da outra, é uma +oa pro.a de
)ue uma mesma inteli3ência atua so+re os dois autAmatos.
4e, além disso, a mensa3em tem as caracter%sticas de uma
pessoa *alecida, e é rece+ida dessa *orma por o+ser.adores )ue n7o
a con#ecem intimamente, podemos .er nela a pro.a da persistência
da ati.idade intelectual dessa pessoa.
4e, *inalmente, o+temos dela um pouco de cr%tica liter0ria )ue
tem, e.identemente, seu estilo peculiar e pr9prio, sendo imposs%.el
)ue proceda de indi.%duos comuns, ent7o ten#o )ue declarar )ue
essa pro.a, a+solutamente impressionante, tende a tomar o car0ter
de crucial. E essa é a classe de pro.as )ue a 4ociedade pode
comunicar so+re esse assunto.
$s *ronteiras entre am+os os estados, o presente e o *uturo,
tendem a apa3ar-se.
$ssim como, em meio ao ressoar da 03ua e dos ru%dos di.ersos,
durante a per*ura17o de um t/nel, ou.imos, de .ez em )uando, o
ru%do dos esca.adores )ue .em para n9s pelo lado oposto, de i3ual
modo ou.imos, a inter.alos, os 3olpes de nossos camaradas
passados para o $lém-T/mulo.?
$ todos esses testemun#os eu a3re3arei o meu pessoal. Trinta
anos de e(perimenta17o ri3orosa, .eri*icada em am+ientes di.ersos
com numerosos médiuns, me demonstraram )ue, se os *enAmenos
c#amados >ps%)uicos? se e(plicam em parte pela e(terioriza17o de
*or1as )ue emanam dos .i.os, uma )uantidade importante deles s9
podem ser e(plicados com a inter.en17o de entidades in.is%.eis,
entidades estas )ue s7o os esp%ritos dos mortos, )ue su+sistem so+
*ormas sutis, imponder0.eis, cu8os elementos pertencem - matéria
re*inada.
$ e(plica17o esp%rita é, pois, a /nica )ue responde, de uma
maneira completa, - realidade dos *enAmenos considerados em seus
m/ltiplos aspectos. Eles nos proporcionam a pro.a de )ue um
oceano de .ida in.is%.el nos rodeia, nos en.ol.e, e )ue, para Mais-
$lém, o ser #umano encontra a si mesmo na plenitude de suas
*aculdades e de sua consciência.
66 E 66
Fiel ao método e(perimental, apresento al3uns *atos mais )ue
demonstram a realidade de uma inter.en17o in.is%.el e d7o
indica12es so+re sua natureza e sua identidade. @s *atos me
parecem muito mais elo)Gentes )ue todos os coment0rios.
Eis a)ui a c9pia de uma ata )ue ten#o - .ista=
>Em 1Y de 8aneiro de 1D99, doze pessoas se reuniram em casa
do sen#or Da.id, na pra1a &orps-4aints, 9, em $.i3non, para
realizar sua sess7o semanal de Espiritismo. Depois de um momento
de recol#imento, .imos a médium, 4ra. Callas, em transe, .oltar-se
para o Padre Crimaud e *alar-l#e com a lin3ua3em m%mica utilizada
por certos surdos-mudos. 4ua rapidez de mo.imento era tal )ue
ro3amos ao esp%rito )ue se comunicasse mais de.a3ar, o )ue ele *ez
em se3uida. Por precau17o, cu8a importUncia se .er0 em se3uida, o
Padre Crimaud n7o *ez sen7o enunciar as letras, - medida )ue a
médium as transmitia.
&omo cada letra isolada n7o si3ni*ica.a nada, era imposs%.el,
ainda )ue dese8asse, interpretar o pensamento do esp%rito. Pudemos
con#ecê-lo somente ao *inal da comunica17o, )uando esta *oi lida
por um dos mem+ros do 3rupo encarre3ado de transcre.er as letras.
$demais, a médium empre3ou um duplo método= o de enunciar
as letras de uma pala.ra, para indicar sua orto3ra*ia, /nica *orma
sens%.el aos ol#os, e o de enunciar a articula17o, sem ter em conta a
*orma 3r0*ica, método este )ue o sen#or Fourcade in.entou e )ue
se empre3a somente no esta+elecimento de surdos-mudos de
$.i3non. Esses detal#es *oram e(plicados pelo padre Crimaud,
diretor e *undador da dita institui17o.?
$ comunica17o, )ue se re*eria - o+ra altamente *ilantr9pica, a
)ue esta.a dedicado o Padre Crimaud, era assinada por :rm7o
Fourcade, *alecido em &aen.
5en#um dos assistentes, e(cetuando o .ener0.el sacerdote,
con#eceu, nem pAde con#ecer o autor dessa comunica17o, nem seu
método, em+ora ele ten#a passado al3um tempo em $.i3non, *az
trinta anos...?
$ssinaram a ata todos os mem+ros do 3rupo )ue assistiram
-)uela sess7o= Tournier, diretor do Oanco da Fran1a< Poussel,
diretor da +anda do \DX Pe3imento, Domenac#, tenente do \DX
Pe3imento< Da.id, comerciante, Orémond &anuel, 4ras. de
Tournier, Poussel, Da.id e Orémond.
Q dita ata se ane(a o se3uinte testemun#o=
>@ in*ra-assinado, Crimaud, pres+%tero, diretor e *undador da
institui17o para in.0lidos da pala.ra, surdos-mudos, tartamudos e
meninos anormais, de $.i3non, certi*ica a e(atid7o a+soluta de
tudo )uanto se detal#a acima. Em #onra - .erdade, de.o dizer )ue
esta.a lon3e de esperar semel#ante mani*esta17o. &ompreendo toda
a importUncia da mesma desde o ponto de .ista da realidade do
Espiritismo, do )ual sou *er.oroso adepto, n7o tendo incon.eniente
em declar0-lo pu+licamente.
$.i3non, 1F de a+ril de 1D99.
Firmado= Crimaud, pres+%tero.?
Podemos citar, ademais, a apari17o *oto3ra*ada de um colono,
relatada por K. 4tead, o 3rande pu+licit0rio in3lês desaparecido na
cat0stro*e do /itanic.
2
Este colono, c#amado Piet Oot#a, era
a+solutamente descon#ecido de 4tead, e *oi recon#ecido mais tarde
por .0rios dele3ados da ]*rica do 4ul c#e3ados - :n3laterra.
'
66 E 66
Falando das pro.as de identidade proporcionadas por mortos,
$rt#ur &onan DoHle,
4
o 3rande escritor in3lês, em seu li.ro A Nova
#evela0)o, recorda o caso de um esp%rito descon#ecido )ue dizia
c#amar-se Manton, #a.er nascido em Lawrence LHdiard, e estar
enterrado em 4toLe 4tewin3ton, desde 1WFF. Demonstrou-se
depois, per*eitamente, )ue um #omem assim c#amado .i.eu, e *oi
capel7o de @li.ier &romwell. E acrescenta.a=
>;isto )ue "ulia $mes pAde re.elar ao 4r. 4tead detal#es de sua
pr9pria e(istência nesta terra, )ue ele n7o podia suspeitar, e cu8a
e(atid7o mais tarde se compro.ou, tam+ém nos encontramos
inclinados a admitir como .erdadeiras essas re.ela12es cu8a pro.a
n7o se pAde o+ter.
E mais ainda, posto )ue PaHmond Lod3e pAde descre.er uma
*oto3ra*ia, da )ual n7o se #a.ia encontrado nen#uma c9pia na
:n3laterra, e cu8a amostra se encontrou a+solutamente de acordo
com a descri17o )ue se #a.ia *eito dela< e se pAde nos in*ormar, por
l0+ios estran#os, toda a classe de detal#es de sua .ida *amiliar, cu8a
e(atid7o compro.ou e certi*icou seu pai, o reitor @. Lod3e, n7o é
acaso razo0.el supor )ue esse PaHmond n7o é menos di3no de *é
)uando descre.e as *ases de seu pr9prio 3ênero de .ida, do )ue
)uando se comunica com seus paisI
@u )uando o 4r. $rt#ur Jill rece+e mensa3ens de pessoas, cu8a
e(istência i3nora, e compro.a )ue as ditas mensa3ens s7o
.erdadeiras em todos os detal#es, n7o é uma conse)Gência l93ica
admitir )ue os esp%ritos dizem a .erdade, )uando nos d7o a
con#ecer suas no.as condi12es de e(istênciaI?
Posteriormente, em uma con*erência pronunciada em Leicester,
$rt#ur &onan DoHle relata o se3uinte *ato=
>Dois ami3os meus, o Pe.erendo &rewe e o 4r. P#ilips,
ad.o3ado, encontraram uma noite, na Pua @(*ord, em Londres, um
8o.em in3lês em estado de em+ria3uez.
@ padre &rewe, )ue é clari.idente, .iu a *orma espiritual de
uma mul#er )ue esta.a de pé 8unto ao 8o.em e o ol#a.a
compassi.amente. $cercando-se am+os os ami3os, tra.aram
con.ersa17o com ele e sou+eram )ue este 8o.em, )ue #a.ia descido
tanto, era so+rin#o de um alto di3nit0rio da :3re8a.
@ 4r. &rewe *alou, ao 8o.em desencamin#ado, da *i3ura
espiritual )ue #a.ia .isto, acrescentando=
6 &reio )ue é sua m7e.
@ 8o.em respondeu=
6 @ sen#or a descre.eu +em, e(atamente como era min#a m7e.
@ 4r. &rewe ad8untou=
6 Buando esti.er mel#or *aremos uma pe)uena sess7o.
$ sess7o *oi realizada pelos três. @ 4r. &rewe caiu em transe e a
m7e, irm7 do alto di3nit0rio eclesi0stico, tomou posse dele e *alou a
seu *il#o.
Buando o médium .oltou a si, o 8o.em solu1a.a a um lado da
mesa e o ad.o3ado, do outro. E(plicaram ent7o )ue a m7e do
8o.em l#e repetira as /ltimas pala.ras )ue #a.ia pronunciado no
momento de sua morte, acrescentando )ue ele #a.ia c#e3ado a3ora
a uma *ase de seu camin#o, )ue no *uturo tudo l#e seria mel#or.?
@ con*erencista acrescentou )ue #a.ia rece+ido uma carta do
citado 8o.em, dando-l#e todos esses detal#es e concluindo com
estas pala.ras= >Este é meu tri+uto - causa )ue me sal.ou. ;ou
tratar de n7o recome1ar.?
$o término de sua o+ra, A Nova #evela0)o, $rt#ur &onan
DoHle se ele.a a altas considera12es, e *az o+ser.ar a in*luência
)ue e(ercem esses *enAmenos so+re o pensamento e o cora17o dos
#omens. E termina com estas +onitas pala.ras de Cérald MasseH=
>@ Espiritismo *oi para mim, como para muitos outros, o
alar3amento de meu #orizonte mental e a penetra17o do céu, a
trans*orma17o da *é em *atos reais< sem ele n7o se pode comparar a
.ida sen7o a uma .ia3em e*etuada no *undo da ade3a de um +arco,
com as escotil#as *ec#adas, em )ue o .ia8ante n7o perce+esse outra
claridade )ue a de uma .ela, e ao )ual é permitido, em uma
esplêndida noite estrelada, su+ir - ponte e contemplar, pela
primeira .ez, o prodi3ioso espet0culo do *irmamento
resplandecente da 3l9ria de Deus.?
66 E 66
Mais recentemente, o pastor KHnn, )ue 3oza de certo renome
como pre3ador na :n3laterra, pu+licou um pe)ueno .olume, muito
su+stancioso, em )ue relata toda uma série de *enAmenos
compro+at9rios da so+re.i.ência de seu *il#o Puperto.
Este 8o.em, ca%do 3loriosamente nas lin#as in3lesas, durante o
Crande &ataclismo, mani*estou-se de di*erentes maneiras, por
.0rios médiuns )ue n7o o con#eciam, nem a seu pai, em condi12es
not0.eis de autenticidade.
@ 4r. KHnn, )ue a princ%pio era cético com respeito ao
Espiritismo, c#e3ou a recon#ecer a sua .alidade, aderindo a ele
pu+licamente.
Em continua17o, reproduzimos um dos *atos assinalados em sua
o+ra #uperto Vive.
@ autor se e(pressa assim=
>Nma noite do mês de 8ul#o de 191D, su+i a um .a37o de
terceira classe, na esta17o de MarHle+ene (+airro de Londres! para
ir a &#es#am. 5o *undo do compartimento se ac#a.am sentadas
duas sen#oras, uma de *rente para outra. Pus-me a ler meu di0rio
/,e Evenin" Standard. Buando o trem se apro(ima.a de Jarrow,
ou.i )ue uma das sen#oras dizia a sua acompan#ante=
6 Permita-me, sou esp%rita e médium< supon#o )ue a sen#ora
n7o ter0 medo, mas sua m7e est0 sentada ao seu lado. Ela me disse
)ue passou para o $lém recentemente, e me ro3a )ue l#e transmita
al3o.
57o es)uecerei nunca a e(press7o da sen#ora a )uem se
diri3iam essas pala.ras in)uietantes. Ficou p0lida. 4em d/.ida
despertaram-l#e todos os seus preconceitos reli3iosos e, com uma
disposi17o de esp%rito anticient%*ica, murmurou=
6 Mas, eu n7o creio no Espiritismo. V contr0rio a meus
princ%pios. Por outra parte, eu n7o a con#e1o e a sen#ora n7o
con#ece a mim. &omo sa+e a sen#ora )ue min#a m7e morreuI
6 Eu sei )ue sua m7e passou para o $lém, por)ue ela mesma me
disse, respondeu a outra. Est0 sentada a seu lado e, além disso,
*alou )ue a sen#ora se c#ama Cracia. ($)ui a in*ormou de uma
comunica17o pessoal )ue *ez a cética sen#ora trocar imediatamente
de idéia. V-me imposs%.el, por seu car0ter particular, pu+licar essa
comunica17o, ainda )ue se8a parte dessa assom+rosa re.ela17o!.
;oltando-se para mim, a médium disse=
6 &reio con#ecê-lo. V o sen#or KHnn, de &#es#am, .erdadeI
4eu *il#o Puperto .eio outra noite a uma de min#as reuni2es e me
ro3ou )ue l#e pedisse para ter uma sess7o com meu marido e
comi3o, em sua +i+lioteca, e )ue permitisse a meu marido
*oto3ra*0-lo.
$ sen#ora me *ala.a tran)Gilamente, e de um modo muito
natural, como se esti.esse me o*erecendo uma ta1a de c#ocolate.
6 4en#ora, disse-l#e, tanto min#a esposa )uanto eu teremos
muito 3osto em rece+ê-la.
$ sen#ora Pice 6 assim se c#ama.a a médium, 6 .eio a
&#es#am com seu marido. 4entamo-nos em min#a +i+lioteca. Essa
sen#ora, )ue .i.e em 5ara, 5ort#wood, Middlese(, nunca #a.ia
estado em nossa casa. Eu n7o l#e #a.ia dito nada de Puperto, e
tin#a preparado certas per3untas para pAr - pro.a sua clari.idência.
Fazia s9 al3uns minutos )ue se #a.ia sentado )uando se
mani*estou K. T. 4tead. Era o aspecto, os tre8eitos, a .oz do 3rande
periodista, )ue me deu pro.as de sua identidade .erdadeiramente
incontest0.eis.
Depois .eio Puperto, *alando com o seu tom *amiliar #a+itual.
Pespondendo -s min#as per3untas, mostrou o lu3ar da casa onde
dormia, a 3a.eta onde coloca.a suas cartas. Falou da 3ata )ue uma
.ez trou(e do campo, pe)uenina, su8a e meio morta, disse-nos o
nome dela, a cor do pêlo, e deu uma por17o de detal#es de nossa
.ida %ntima )ue a médium n7o podia con#ecer de maneira
nen#uma.
Depois, o+ti.emos a *oto3ra*ia de Puperto, de *orma tal )ue os
peritos *ot93ra*os, a )uem ela *oi mostrada, a*irmaram-me )ue
seria imposs%.el, com todos os seus recursos, o+ter um resultado
semel#ante. Todos os mem+ros da *am%lia e ami3os de meu *il#o o
recon#eceram imediatamente.?
&omo conclus7o, o pastor KHnn declara=
>$ntes eu acredita.a na so+re.i.ência, s9 pelo ato da *é< #o8e,
creio nela por)ue sei )ue é certa.?
&om respeito -s suas con.ic12es reli3iosas, acrescenta=
>Estas in.esti3a12es ti.eram como resultado *orti*icar min#a
cren1a em &risto e nos ensinamentos do 5o.o Testamento. Jo8e
compreendo centenas de coisas da O%+lia )ue antes n7o podia
compreender.?
III
!ature"a da #ediunidade
&#ama-se mediunidade, o con8unto de *aculdades )ue permitem
ao ser #umano comunicar-se com o Mundo :n.is%.el.
@ médium des*ruta, por antecipa17o, dos meios de percep17o e
de sensa17o )ue pertencem mais - .ida do esp%rito )ue - do
#omem, por isso tem o pri.ilé3io de ser.ir de tra1o de uni7o entre
eles.
Temos )ue .er nesse estado o resultado da lei de e.olu17o e n7o
um e*eito re3ressi.o, uma tara, como crêem certos *isiolo3istas,
)ue comparam os médiuns a #istéricos e en*ermos.
Esse e)u%.oco pro.ém do *ato de a 3rande sensi+ilidade e a
impressiona+ilidade de certos médiuns pro.ocar em seu or3anismo
*%sico pertur+a12es sensoriais e ner.osas< mas esses casos s7o
e(ce12es, )ue seria errado 3eneralizar, por)ue a maioria dos
médiuns possui +oa sa/de e um per*eito e)uil%+rio mental.
Toda e(tens7o das percep12es da alma é uma prepara17o para
uma .ida mais ampla e mais ele.ada, uma sa%da a+erta a um
#orizonte mais .asto. 4o+ este ponto de .ista, as mediunidades, em
con8unto, representam uma *ase transit9ria entre a .ida terrestre e a
.ida li.re do espa1o.
@ primeiro *enAmeno desse 3ênero, )ue c#amou a aten17o dos
#omens, *oi o da .is7o. Por ela se re.elaram, desde a ori3em dos
tempos, a e(istência do mundo do $lém e a inter.en17o, entre n9s,
das almas dos mortos. Estas mani*esta12es, ao se repetirem, deram
nascimento ao culto dos esp%ritos, ponto de partida e +ase de todas
as reli3i2es. Depois, as rela12es entre os #a+itantes da Terra e do
Espa1o se esta+eleceram das mais di.ersas e .ariadas *ormas, )ue
se *oram desen.ol.endo atra.és dos tempos, so+ di*erentes nomes,
mas todas partem de um /nico princ%pio.
Por meio da mediunidade sempre e(istiu um la1o entre am+os
os mundos, uma .ia tra1ada pela )ual a alma #umana rece+ia
re.ela12es, 3radualmente mais ele.adas, acerca do +em e do de.er,
luzes cada .ez mais .i.as so+re seus destinos imortais.
@s 3randes esp%ritos, por moti.o de sua e.olu17o, ad)uirem
con#ecimentos pro3ressi.amente mais amplos e se con.ertem em
instrutores, em 3uias dos #umanos cati.os na matéria.
$ autoridade e o prest%3io de seus ensinamentos *icam real1ados
ainda mais pelas pro*ecias, pelas pre.is2es )ue os precedem ou os
acompan#am.
Em outra parte estudamos, detal#adamente, os di*erentes
3êneros de mediunidade e os *enAmenos )ue produzem.
+
Ent7o pode-se .er como se esta+eleceu a comunica17o dos .i.os
e dos mortos< como se constitui essa *ronteira ideal onde as duas
#umanidades, uma .is%.el e a outra in.is%.el, entram em contato<
como, 3ra1as a essa penetra17o, se estende e se esclarece nosso
con#ecimento da .ida *utura, a no17o )ue possu%mos das leis
morais )ue a re3em, com todas as suas conse)Gências e suas
san12es.
Por todos os procedimentos median%micos, os esp%ritos
superiores se es*or1am em trazer a alma #umana das pro*undidades
da matéria para as altas e su+limes .erdades )ue re3em o Nni.erso,
para )ue se re.istam dos altos *ins da .ida e encarem a morte sem
terror, para )ue aprendam a desprender-se dos +ens passa3eiros da
Terra e pre*iram os +ens imperec%.eis do esp%rito.
$ alma n7o pode ac#ar #armonia sen7o no con#ecimento e na
pr0tica do +em, e somente dessa #armonia é )ue *lui, para ela, a
*elicidade.
$os esp%ritos superiores se unem as almas ami3as dos parentes
mortos, cu8a solicitude continua estendendo-se so+re n9s,
assistindo-nos em nossas dolorosas lutas contra a ad.ersidade e
contra o mal.
$ssim, a mediunidade +em e(ercida se con.erte em um
manancial de luzes e consolos. Por seu intermédio, as .ozes do
$lto nos dizem=
>Escutai nossas c#amadas< .9s )ue +uscais e c#orais n7o estais
a+andonados... Temos so*rido para lo3rar esta+elecer um meio de
comunica17o entre o .osso mundo es)uecido e o nosso mundo de
recorda12es.
$ mediunidade 80 n7o se .er0 en(o.al#ada, menosprezada,
maldita, por)ue os #omens 80 n7o poder7o descon#ecê-la. Ela é o
/nico la1o poss%.el entre os .i.os e n9s, a )uem nos c#amam
mortos.
Esperai, n7o dei(aremos *ec#ar-se a porta )ue temos entrea+erta
para )ue, em meio -s .ossas d/.idas e .ossas in)uietudes, possais
entre.er as claridades celestes.?
66 E 66
Depois de #a.er mostrado o 3rande papel da mediunidade,
con.ém assinalar as di*iculdades )ue e(istem em sua aplica17o. Em
primeiro lu3ar s7o escassos os +ons médiuns, n7o por)ue l#es
*altam *aculdades not0.eis, mas por *icarem lo3o sem utilidade
pr0tica por *alta de estudos sérios e pro*undos.
Muitos médiuns se escondem nos c%rculos %ntimos, nas reuni2es
*amiliares, ao a+ri3o das e(i3ências e(a3eradas e dos contatos
desa3rad0.eis.
Buantas 8o.ens de or3anismo delicado, )uantas sen#oras )ue
con#ecemos, retra%das pelo temor - cr%tica e -s m0s l%n3uas, a*o3am
e perdem +onitas *aculdades median%micas por n7o empre30-las
+em, com uma +oa dire17o^
@s ad.ers0rios do Espiritismo sempre se dedicaram a dene3rir
médiuns, acusando-os de *raude, procurando *azê-los passar por
neur9ticos e tratando, por todos os meios, de des.i0-los de sua
miss7o< sa+endo )ue o médium é condi17o essencial dos
*enAmenos, esperam, desse modo, destruir o Espiritismo em seu
alicerce.
V importante )ue *a1amos *racassar essa t0tica e, para isso,
temos de dar Unimo e a8uda aos médiuns, rodeando o e(erc%cio de
suas *aculdades de todas as precau12es necess0rias.
$ 3uerra cei*ou mil#2es de .idas em plena 8u.entude e
.irilidade. $s epidemias, os a1oites de todas as classes, dei(aram
enormes .azios no seio das *am%lias. Todos esses esp%ritos tratam
de se mani*estar -)ueles a )uem amaram na Terra, para pro.ar-l#es
seu a*eto, sua ternura, para secar suas l03rimas, para acalmar suas
dores.
Por outra parte, as m7es, as .i/.as, as noi.as, os 9r*7os, todos
estendem suas m7os e seus pensamentos para o céu, na an3ustiosa
espera de not%cias de seus mortos, 0.idos de recol#er pro.as de sua
presen1a, testemun#os de sua so+re.i.ência.
Buase todos possuem *aculdades latentes e i3noradas )ue
poderiam permitir-l#es esta+elecer rela12es com seus mortos.
Por todas as partes e(istem possi+ilidades de se esta+elecer um
elo entre essas duas multid2es de seres )ue se +uscam, se atraem e
dese8am *undir seus sentimentos e seus cora12es em uma comum
#armonia.
@ Espiritismo e a mediunidade s7o os /nicos )ue podem realizar
essa doce e santa comun#7o e trazer, a todos, a paz, a serenidade da
alma )ue d0 *ortaleza e con.ic17o.
V so+retudo entre essas .%timas da 3uerra cruel, no seio do
po.o, entre os #umildes, os pe)uenos, os modestos, )ue se #0 de
+uscar os recursos ps%)uicos )ue permitam aos nossos ami3os do
espa1o proporcionar-nos pro.as da persistência de sua .italidade e
da nossa reuni7o *utura.
Buantas *aculdades dormem silenciosamente no *undo desses
seres, esperando a #ora de *lorescer, de produzir *rutos de .erdade e
de +eleza moral^
5este aspecto, 3rande é a tare*a )ue ca+e aos esp%ritos
esclarecidos, aos a+ne3ados crentes, aos ap9stolos da 3rande
doutrina.
4eu de.er é sacudir a indi*eren1a de uns, a apatia de outros, ir
ao encontro de todos esses a3entes o+scuros da o+ra de reno.a17o,
instru%-los, pAr em a17o os recursos escondidos, as ri)uezas
insuspeitadas )ue possuem e conduzi-los ao *im assinalado.
Para cumprir essa tare*a, #0 )ue se possuir ciência e *é. Cra1as a
esta /ltima, e por an0lo3os procedimentos, os ap9stolos dos
primeiros tempos do &ristianismo suscitaram ao seu redor >os
mila3res? e, com eles, o entusiasmo reli3ioso )ue de.ia trans*ormar
a *ace do 3lo+o.
Em nossos dias, é necess0rio n7o somente a *é ardente, mas
tam+ém o con#ecimento das leis precisas )ue re3em os mundos
.is%.el e in.is%.el com o *im de *acilitar sua #armonia, sua
rec%proca interpreta17o, separando da e(perimenta17o os elementos
de erros, de pertur+a17o e de con*us7o.
&om um adestramento 3radual, .eremos ampliar-se o c%rculo
das percep12es e das sensa12es ps%)uicas, e *icar0 e.idenciada a
mais imponente certeza da perenidade do princ%pio .ital )ue nos
anima.
$ alma #umana aprender0 a con#ecer as som+ras e os
esplendores do Mais-$lém e, neste con#ecimento, ac#ar0 uma
tré3ua para suas dores e um manancial de *or1a na des3ra1a em
*rente - morte.
I&
Prática da #ediunidade
@ estudo e aplica17o das *aculdades median%micas s7o de capital
importUncia, 80 )ue, se3undo o uso )ue se *a1a desses dons, podem
resultar em um +em ou em um mal para )uem os possua e para a
causa )ue pretenda ser.ir.
@ Espiritismo é uma arma de dois 3umes= arma poderosa 6 com
o apoio dos esp%ritos ele.ados 6 para com+ater os erros, a mentira e
todas as misérias morais da #umanidade< mas tam+ém uma arma
peri3osa pela a17o dos esp%ritos in*eriores e maus. 5esse caso, pode
.oltar-se contra os médiuns e os e(perimentadores e *erir-l#es a
sa/de e a di3nidade, causando desordens 3ra.es.
5a e(perimenta17o esp%rita, tudo depende dos in.is%.eis. $
natureza e a )ualidade de sua a17o .ariam se3undo o .alor das
entidades )ue se mani*estam.
@s esp%ritos ele.ados derramam, so+re n9s, *luidos puros e
+ené*icos, )ue recon*ortam nossas almas e acalmam nossas dores,
predispondo-nos - +ondade e - caridade. Em nosso relacionamento
com eles, o+temos as *or1as necess0rias para .encer nossos de*eitos
e nos aper*ei1oarmos.
$s mani*esta12es dos esp%ritos in*eriores podem ser /teis pelas
pro.as de identidade )ue proporcionam, mas, sem demora, seus
*luidos pesados e maus alteram o estado de sa/de dos médiuns,
tur.am seu 8u%zo e sua consciência e, em certos casos, desem+ocam
na o+sess7o e na loucura.
$s tr03icas cenas descritas pelo Dr. Paul Ci+ier em seu li.ro
Espiritismo ou 1a&uirismo Ocidental, das )uais )uase termina
.%tima, e os e(emplos )ue encontramos um pouco em todas as
partes, nos demonstram, até - e.idência, os riscos )ue se corre ao
se esta+elecer rela12es continuadas com os le.ianos do espa1o.
Praticar o Espiritismo sem rodear-se de precau12es necess0rias
e)ui.ale a a+rir a porta, de par a par, para os assaltantes de rua.
Pecordemos em )ue consistem as precau12es indispens0.eis.
$ntes de cada sess7o, #0 )ue se in.ocar os esp%ritos 3uias e
asse3urar uma prote17o e*icaz )ue, a*astando as m0s in*luências,
esta+ele1a no am+iente in.is%.el a mesma disciplina )ue o
presidente do 3rupo de.e impor aos assistentes.
&om este *im, $llan Lardec recomenda a ora17o e n9s n7o
titu+eamos em insistir nesse sentido.
4em d/.ida )ue, como a ele, nos c#amar7o de m%sticos, mas o
)ue *azemos é o+ser.ar e aplicar a lei uni.ersal das .i+ra12es, )ue
une todos os seres e todos os mundos e os li3a a Deus.
$ &iência come1a apenas a +al+uciar os primeiros elementos
dessa lei com o estudo da radioati.idade dos corpos, com a
aplica17o das ondas e correntes - lon3a distUncia. Mas, - medida
)ue prossi3a nas in.esti3a12es do :n.is%.el, compro.ar0 sua
mara.il#osa #armonia e suas .astas conse)Gências.
$ partir deste ponto de .ista, l#e est7o reser.ados esplêndidos
desco+rimentos, por)ue nisso reside todo o se3redo da .ida
superior, da .ida li.re do esp%rito no Espa1o e as re3ras de suas
mani*esta12es.
&om o pensamento e a .ontade podemos pAr em mo.imento
todas as *or1as escondidas em n9s mesmos. 5ossas irradia12es
*lu%dicas se impre3nam das )ualidades ou dos de*eitos dos
pensamentos e criam, em torno de n9s, um am+iente de
con*ormidade com nosso estado de alma.
&omo a ora17o é a e(press7o mais alta e mais pura do
pensamento, tra1a uma .ia *lu%dica )ue permite -s entidades do
Espa1o descerem até n9s e se comunicarem< nos 3rupos ela
constitui um meio *a.or0.el - produ17o de *enAmenos de ordem
ele.ada, ao mesmo tempo )ue preser.a contra os maus esp%ritos.
Para )ue se8a e*icaz e produza todo o e*eito dese8ado, a ora17o
de.e ser um c#amamento ardente, espontUneo e, por conse3uinte,
de +re.e dura17o= pelo contr0rio, as ora12es .ul3ares, recitadas da
+oca para *ora, sem calor comunicati.o, n7o produzem sen7o
irradia12es dé+eis insu*icientes.
F0cil, portanto, ser0 compreender a necessidade de )ue #a8a, nas
sess2es, uni7o de pensamentos e .ontades. De.e-se ter presente,
so+retudo, a importUncia )ue e(ercem nas emiss2es *lu%dicas os
sentimentos de *é, de con*ian1a, de desinteresse, em uma pala.ra=
todas as )ualidades morais, as *acilidades )ue elas d7o aos +ons
esp%ritos, de par com os o+st0culos )ue op2em - a17o dos esp%ritos
mal-intencionados.
E, tudo isso, sem e(cluir o li.re e(ame e as condi12es de
controle )ue nen#um o+ser.ador de.e a+andonar 8amais.
T7o pouco #0 )ue se surpreender se os resultados o+tidos s7o
relati.amente tra+al#osos e po+res em am+ientes em )ue reina uma
atmos*era de ceticismo, onde se pretende dar ordens aos *enAmenos
e aos esp%ritos, e nos )ue, sem sa+er, criam tra.as -s mani*esta12es
de ordem ele.ada.
$demais, o presidente de cada 3rupo de.e es*or1ar-se em o+ter
silêncio e recol#imento durante as sess2es, e e.itar as per3untas
inoportunas e demasiado pessoais, )ue pretendam diri3ir aos
esp%ritos, para manter, dentro do poss%.el, a uni7o dos pensamentos
e das .ontades, diri3indo-os para uma *inalidade comum.
@s pensamentos di.er3entes e as preocupa12es materiais
*ormam correntes desencontradas, uma espécie de caos *lu%dico,
)ue di*iculta a inter.en17o dos 3uias, en)uanto )ue a concordUncia
de inten12es e de sentimentos esta+elece a *us7o #armAnica dos
*luidos e cria um am+iente prop%cio - sua a17o.
$ sess7o de.e terminar com al3umas pala.ras de a3radecimento
aos esp%ritos protetores e con.idando os participantes a apro.eitar
os ensinamentos rece+idos, praticando a moral )ue deles se deri.a.
&om suas cr%ticas, nossos contraditores ine(perientes
demonstram, com *re)Gência, sua escassa competência nestes
assuntos. Mas, por outro lado, todos os ma3netizadores con#ecem a
propriedade )ue têm os *luidos de re*letir e(atamente nosso estado
de Unimo e sa+em imprimir-l#es, -s .ezes, )ualidades +ené*icas e
curati.as.
Tam+ém é poss%.el demonstrar, e(perimentalmente, a e(istência
e a .ariedade in*inita desses *luidos )ue di*erem em cada
personalidade.
Pode-se *acilmente tirar placas *oto3r0*icas com as irradia12es
)ue se desprendem de nossos cére+ros, e re3istrar os *luidos )ue
.ariam se3undo as disposi12es pessoais.
66 E 66
@ e(erc%cio da mediunidade encontra dois o+st0culos tem%.eis=
o esp%rito de lucro e o or3ul#o. (Buantos médiuns come1aram
animados de um sincero dese8o de ser.ir - nossa causa e
terminaram, por causa do or3ul#o, por cair no rid%culo,
con.ertendo-se em moti.o de zom+aria para todos^!
$ satis*a17o de si mesmo é per*eitamente le3%tima, )uando é o
resultado de )ualidades ou de méritos ad)uiridos por meio de
tra+al#o ou estudos prolon3ados. &omo sentir or3ul#o por uma
*aculdade )ue .eio do $lto e )ue n7o precisou de 3astos nem
es*or1osI
@ or3ul#o é o )ue inspira essas ri.alidades, essa in.e8a
mes)uin#a entre médiuns, causa *re)Gente de desuni7o em al3uns
3rupos. V preciso )ue cada um se contente com o )ue rece+e.
Buando o médium est0 isento de .aidade, é *ranco de cora17o,
e, com a sinceridade de sua alma, aos ol#os de Deus, o*erece seu
concurso aos +ons esp%ritos, estes se apressam em assisti-lo e o
a8udam a desen.ol.er suas *aculdades.
&edo ou tarde le.am até 8unto dele os parentes *alecidos, os
amados mortos, reatando-se uma doce intimidade, *onte de ale3rias
e consolos. Pouco a pouco o médium .ai se tornando o art%*ice
+endito da o+ra de reno.a17o. Pece+e e transmite as instru12es )ue
iluminam a .ida e tra1am a .ia de ascens7o para todos,
proporcionando, assim, a a8uda moral )ue *az mais *0cil o de.er e
mais suport0.el a pro.a.
$ssim, com os ensinamentos dos esp%ritos, a no17o de 8usti1a se
estender0 pelo mundo. $o sa+er )ue .iemos )uase todos para
e(piar *altas anteriores, o #omem n7o se mostrar0 t7o inclinado a
murmurar contra a sua sorte, e seu pensamento se ele.ar0 acima das
misérias deste mundo, e.itando )ue seus atos ou suas pala.ras
aumentem o peso das in8usti1as )ue so+re si recaem. Ent7o a .ida
social poder0 mel#orar, e a #umanidade adiantar0 um passo.
Todas essas #umildes .idas de médiuns )ue, a n7o ser por isso,
*icariam o+scuras e insi3ni*icantes, se .er7o enri)uecidas pela
miss7o rece+ida, iluminadas por um raio di.ino e se con.erter7o
em elementos de pro3resso e de re3enera17o.
@ contato com o :n.is%.el, com as almas puras e 3randes,
aumenta as *aculdades ps%)uicas e multiplica os meios de
percep17o. 5as sess2es +em diri3idas, o médium perce+e, cada .ez
mais, as irradia12es, os *luidos dos mundos superiores.
E(perimenta uma dilata17o de seu ser, uma soma de 3ozos )ue
escapam - an0lise e )ue s7o, como uma antecipa17o da .ida
espiritual, um prel/dio da .ida do espa1o. V uma compensa17o
o*erecida, 80 nesta e(istência, -s *adi3as e tra+al#os pelo e(erc%cio
da mediunidade.
66 E 66
@ médium sincero, leal, desinteressado 6 como diz%amos 6 pode
estar se3uro da assistência dos +ons esp%ritos< mas se ele se dei(ar
in.adir pelo amor ao lucro, ou pelo or3ul#o, os Esp%ritos Cuias se
a*astam e dei(am o camin#o aos esp%ritos *racos e atrasados. Ent7o,
aumentam os en3anos e as *raudes. $parecem mensa3ens *irmadas
com nomes pomposos de estadistas, reis, imperadores ou poetas
céle+res, porém, )uando se passam essas comunica12es pela
peneira da raz7o e da re*le(7o, nos damos conta de )ue somos
.%timas de uma *raude.
57o é )ue )ueiramos dizer )ue esses 3randes esp%ritos n7o se
comunicam nunca, mas aconsel#amos a maior prudência neste
ponto, pois sa+emos, por e(periência, )ue os esp%ritos ele.ados,
)ue ti.eram nomes ilustres na Terra, n7o 3ostam de .an3loriar-se
deles, pre*erindo mani*estar-se com nomes ale39ricos e
pseudAnimos. ;0rios médiuns contri+u%ram, dessa maneira, a
desnaturar o Espiritismo.
$llan Mardec, pela retid7o de seu car0ter, a di3nidade de sua
.ida e pela ele.a17o de seus pensamentos, te.e o pri.ilé3io de
atrair esp%ritos no+res e ele.ados. Leiamos e meditemos seus li.ros,
)ue s7o a e(press7o da mais pura sa+edoria e .erdade.
Por e(emplo, em suas o+ras este 3rande escritor sempre se
le.antou, com .i3or, contra o princ%pio da mediunidade assalariada,
como causa de a+usos inumer0.eis.
Pecordemos, antes de mais nada, )ue a mediunidade é .ari0.el,
inconstante e pode desaparecer tal como .eio. 57o e(i3e estudos
pré.ios, nem usa la+oriosa prepara17o como na a)uisi17o de uma
arte, de uma ciência, etc. V um dom )ue é retirado, )uando se a+usa
dele.
@s e(emplos disso s7o *re)Gentes. $ mediunidade, cu8os
resultados s7o muito di*erentes se3undo os lu3ares, o am+iente e a
prote17o oculta, e s7o com *re)Gência ne3ati.os, pouco ser.iria a
uma utiliza17o re3ular e cont%nua. @s 3uias sérios, os esp%ritos
ele.ados n7o se prestariam a isso.
$dmitimos, n7o o+stante, )ue os s0+ios e os e(perimentadores
)ue se ser.em das *aculdades de um médium e monopolizam seu
tempo, *irmem com ele um compromisso e o indenizem por suas
.ia3ens e pelas #oras perdidas. $ssim mesmo, consideramos )ue os
3rupos de.em aos médiuns, depois de prolon3ados ser.i1os,
mostras de simpatia e aten17o, com a condi17o de )ue isso n7o
atente contra o princ%pio da mediunidade 3ratuita e desinteressada.
Poder0 ale3ar-se )ue *az cin)Genta anos )ue $llan Mardec
*aleceu< )ue as circunstUncias mudaram, )ue o Espiritismo se
estendeu, e a &iência come1a a interessar-se por seus *enAmenos,
sendo, portanto, con.eniente proporcionar os meios )ue l#e
permitam compro.ar e con*irmar tais *enAmenos.
$ isto responderemos )ue os conceitos *ormulados por $llan
Lardec n7o perderam nada de sua oportunidade. E, precisamente
por)ue o Espiritismo se estende e est0 c#amado a representar um
3rande papel, por)ue le.a a si os elementos de sal.a17o e de
re3enera17o, é )ue se #0 de preser.0-lo de toda manc#a e e.itar,
)uanto possa, diminuir seu .alor e sua +eleza. Porém, o )ue é
incontest0.el é )ue todo tr0*ico inspira descon*ian1a. @ a*7 de
3an#ar le.a ao c#arlatanismo e ao en3ano. Buando o médium
ad)uire o costume de tirar pro.eito material de suas *aculdades .ai
res.alando, pouco a pouco, para a *raude por)ue, se os *enAmenos
n7o se produzem, procura imit0-los.
Em todas as partes em )ue o Espiritismo é o+8eto de comércio,
os esp%ritos sérios se a*astam e os esp%ritos in*eriores .êm ocupar
seu lu3ar.
5esses am+ientes, o Espiritismo perde toda a in*luência
+en*eitora e moralizadora para con.erter-se em um .erdadeiro
peri3o, em uma e(plora17o da dor e das recorda12es dos mortos.
Em resumo, repetimos aos espiritistas e aos médiuns em .ossas
reuni2es, prati)uem sempre o recol#imento e a ora17o< )ue esta
se8a como um *ac#o luminoso )ue alcance diretamente seu *im, e
atraia os +ons esp%ritos< se n7o *or assim, n7o .ir7o as almas )ue
dese8am, n7o .ir7o .ossos mortos )ueridos.
57o *a1ais de .ossas sess2es um o+8eto de di.ers7o, de
curiosidade, um espet0culo para +o)uia+ertos, mas um ato 3ra.e e
solene, um ato de cultura intelectual e moral. 57o atraiam os
esp%ritos de ordem in*erior, cu8os *luidos podem alterar .ossa sa/de
e pro.ocar casos de o+sess7o. 57o e.o)ueis .ossos 3uias, sen7o
com a consciência de )ue o *azeis com respeito.
Todos têm sua miss7o a cumprir no Mais-$lém< suas ocupa12es
s7o m/ltiplas e a+sor.entes. 4ua .ida est0 muito distante de ser a
+eatitude son#ada< é uma ati.idade constante, uma dedica17o
a+ne3ada para todas as 3randes causas.
4eus ensinamentos, seus consel#os os a8udar7o a suportar as
.icissitudes da e(istência terrena, eles .os dar7o a certeza de no.as
.idas *uturas, .idas de tra+al#o, de puri*ica17o, de de.er, por meio
das )uais .ossas almas, ao se *azerem mais tolerantes, su+ir7o um
dia para essas es*eras luminosas, nas )uais come1ar7o a des*rutar as
ale3rias do :n*inito.
66 E 66
5este momento, le.anta-se so+re o mundo uma 3rande
esperan1a, come1a a despontar uma no.a aurora para o Pensamento
e para a &iência. @ Espiritismo, )ue se +aseia na .erdade, é
imperec%.el, mas sua marc#a pode se .er entorpecida pelos erros e
*altas de seus pr9prios partid0rios, muito mais do )ue pela oposi17o
e mane8os de seus ad.ers0rios.
&#a3ar0 um dia em )ue tudo )uanto ensinam os esp%ritos, *az
)uase um século, so+re o perisp%rito, os *luidos, a sucess7o de
e(istências, tudo ser0 admitido como certo e con*irmado pela
&iência.
Pecon#ecer-se-0 ent7o a importUncia da ora17o na comunica17o
uni.ersal dos seres. E as ladain#as mon9tonas e intermin0.eis da
:3re8a cessar7o, para dar lu3ar ao 3rito da alma para seu Pai, ao
c#amamento ardente do ser #umano -)uele de )uem tudo emana e
para )uem tudo .olta eternamente.
Buando tal dia c#e3ar, a Peli3i7o e a &iência se *undir7o em
uma concep17o mais ampla da .ida e do destino. @ Espiritismo ser0
o culto da *am%lia< o pai, mais instru%do, mais culto, su+stituir0 o
sacerdote< a esposa e as *il#as ser7o as médiuns por cu8o intermédio
os antepassados, as almas dos a.9s se mani*estar7o e asse3urar7o
sua in*luência moral. 4er0 o retorno - reli3i7o *ranca e primiti.a,
enri)uecida pelo pro3resso e a e.olu17o dos séculos< so+re esse
culto *amiliar cimentar-se-7o as imponentes reuni2es e as mais altas
mani*esta12es da ordem estética.
Entretanto, para )ue o Espiritismo realize todo o seu pro3rama
reno.ador, ter0 )ue a*astar de seu seio os 3ermes m9r+idos e todos
os elementos maus )ue poderiam entorpecer ou deter seu impulso.
Deste modo, a responsa+ilidade dos esp%ritas é 3rande. Eles de.em
e.itar, com cuidado, tudo )uanto possa retardar o 3randioso
*lorescimento de nossas cren1as e de seus e*eitos moralizadores.
@ Espiritismo, depois de #a.er sido, tanto tempo, repudiado,
menosprezado, se imp2e de*initi.amente pelo poder de seus *atos e
pela +eleza moral de sua doutrina. &on.erteu-se numa *or1a
radiante )ue se estende pro3ressi.amente pelo mundo.
Depois das pro.as de uma 3uerra de cinco anos, depois do luto e
do .azio causado por tantas partidas, muitos ol#ares c#orosos se
.oltam para ele.
59s, )ue temos con#ecido as di*iculdades e os so*rimentos do
princ%pio, compro.amos, com ale3ria, este imenso impulso )ue
le.a as almas para nossas cren1as. &ontudo, para asse3urar a
di*us7o e o triun*o de*initi.o, para o+ter o respeito de seus
ad.ers0rios e desempen#ar o papel sal.ador )ue l#e corresponde na
o+ra de ressur3imento da p0tria, o Espiritismo de.e cumprir uma
condi17o a+soluta, sem a )ual n7o é poss%.el ê(ito al3um, e esta
condi17o n7o é outra sen7o a de ser sempre #onrado, se3uindo as
tradi12es de seu .enerado *undador.
&
(nálise da #ediunidade
@ *enAmeno da mediunidade é complicado e e(i3e certas
e(plica12es. Todos os )ue estudaram al3uma coisa das ciências
ocultas sa+em )ue o #omem tem um or3anismo *lu%dico in.is%.el,
in.9lucro insepar0.el da alma, )ue pro3ride, se aper*ei1oa e se
puri*ica com ela.
@ corpo *%sico, com seus cinco sentidos, é apenas a sua
representa17o 3rosseira, o seu prolon3amento no plano material. @s
sentidos ps%)uicos, su*ocados de+ai(o da carne na maioria dos
#omens, reco+ram uma parte de seus meios de a17o e de percep17o,
durante o sono e depois da morte.
Este in.9lucro sutil é, na realidade, nossa .erdadeira *orma
indestrut%.el, anterior ao nascimento e so+re.i.ente - morte. Ele é
o assento permanente das *aculdades do esp%rito, en)uanto )ue o
corpo material é simplesmente uma espécie de .estimenta
emprestada.
Esta *orma el0stica e comprimida e(plica o *enAmeno do
crescimento por sua a17o so+re o corpo da crian1a, )ue ele *az
desen.ol.er até )ue alcance seu taman#o normal.
$ mediunidade é o poder )ue possuem certos seres de
e(teriorizar esses sentidos pro*undos da alma )ue, na maioria de
n9s, permanecem inati.os e 3uardados durante a .ida terrestre< é
uma maneira de penetrar, por antecipa17o, no mundo dos esp%ritos.
Em muitos casos, n7o s7o os esp%ritos )ue .êm ao médium, mas
este )ue .ai até eles. $ céle+re .idente de Pre.orst
6
)uei(a.a-se,
um dia, de )ue os esp%ritos se metiam em sua .ida %ntima. E estes a
contestaram= >57o somos n9s )ue .iemos a ti< és tu )ue .ens a
n9s.?
$ mediunidade é, pois, por e(celência, a re.eladora das
potências da alma< é tam+ém, um resumo de nosso modo de .ida e
de percep17o do Mais-$lém. Desta *orma apresenta um duplo
interesse.
$ participa17o do médium em muitos *enAmenos é 3rande e n7o
se pode descon#ecer )ue, 3eralmente, sua personalidade
desempen#a neles um certo papel. Mas, - medida )ue suas
*aculdades se desen.ol.em, torna-se mais consciente da parte )ue
se l#e pode atri+uir e da )ue corresponde aos esp%ritos,
especialmente nos *enAmenos de escrita.
Entre os médiuns em desen.ol.imento, o cére+ro é compar0.el
a um teclado incompleto, ou mel#or dizendo, a uma placa
*oto3r0*ica desi3ualmente sensi+ilizada, )ue re3istra de uma *orma
imper*eita as ima3ens e os pensamentos )ue de.e reproduzir.
@ pensamento do esp%rito n7o est0 representado sen7o por
trec#os de *rases e *ra3mentos de idéias. :mp2e-se, pois, para ele, a
necessidade de enc#er as lacunas, utilizando termos e ima3ens
tomados dos costumes do médium.
Em muitos *enAmenos, dizemos, se encontra uma parte atri+u%da
ao médium, ao seu pr9prio *undo de idéias, de con#ecimentos e de
e(press2es.
&om e*eito, entre pensar e e(pressar-se com o pr9prio cére+ro e
*azê-lo por intermédio de um cére+ro estran#o, #0 uma 3rande
di*eren1a.
5osso 9r37o cere+ral est0 adaptado, por um prolon3ado e
constante adestramento, - nossa mentalidade pessoal e re.ela um
dos aspectos de nosso >eu?. 57o ocorre o mesmo com um cére+ro
estran#o, e temos )ue compreender as di*iculdades )ue
e(perimentam certos esp%ritos para se comunicarem de modo t7o
claro e preciso como )uando esta.am na Terra.
Essa di*iculdade, )ue é muito acentuada nos *enAmenos de
escrita, se encontra, tam+ém, ainda em menor 3rau, nos *enAmenos
de incorpora17o. $ssim, nosso 3uia, )ue disp2e de uma .ontade e
de uma *or1a ps%)uica e(cepcionais, e )ue sa+e tomar plena posse
dos médiuns )ue utiliza, ser.iu-se al3umas .ezes de termos
3raciosos, )ue n7o l#e eram *amiliares e )ue tira.a do .oca+ul0rio
do médium.
66 E 66
$ espessa cortina )ue nos separa do $lém-T/mulo permanece
impenetr0.el para o #omem re.estido de seu manto carnal< porém,
o esp%rito e(teriorizado do médium, assim como o esp%rito li.re do
morto, pode atra.ess0-la com a mesma *acilidade com )ue um raio
de sol atra.essa uma teia de aran#a.
V su*iciente somente a e(terioriza17o de um s9 de seus sentidos
ps%)uicos, para )ue o médium perce+a os ru%dos, as .ozes e todas
as *ormas do mundo in.is%.el.
$ inter.en17o dos esp%ritos n7o é, pois necess0ria em certos
*enAmenos, como os de .is7o e audi17o.
Porém, se o médium é capaz de penetrar no $lém-T/mulo por
suas pr9prias *aculdades, n7o seria incapaz de transmitir aos .i.os
as mensa3ens dos #a+itantes dessas re3i2es.
:nclusi.e, pode, nos casos de incorpora17o, proporcionar-l#es os
meios de se mani*estarem aos #umanos, com tanta precis7o e
intensidade como se o ti.essem *eito durante sua permanência na
Terra, com seu pr9prio or3anismo.
@ *enAmeno da incorpora17o permite aos esp%ritos dar-nos
pro.as de identidade mais a+undantes e mais con.incentes )ue
)ual)uer outro dos procedimentos de comunica17o. @s )ue
con#eceram o morto n7o podem con*undir-se= a .oz, os tre8eitos, as
idéias emitidas constituem outros tantos elementos de certeza no
)ue concerne - personalidade do mani*estante, especialmente
)uando se sa+e )ue o médium n7o pAde con#ecê-lo, nem recorrer a
nen#um in*orme so+re sua maneira de ser e seus costumes.
Eu pude dispor, durante mais de trinta anos, de uma e(celente
médium *alante, por meio da )ual podia comunicar-me com o
$lém-T/mulo e rece+er as instru12es necess0rias para prosse3uir
meus tra+al#os.
Ti.e a des3ra1a de perder esta médium nos *ins de 191F e,
desde ent7o, tornaram-se +astante limitadas as rela12es com meus
3uias.
Depois de anos de uma pri.a17o cruel, num certo dia de .er7o,
.i c#e3ar duas sen#oras, parisienses, portadoras de uma carta de
recomenda17o do sen#or LeHmarie, e )ue .in#am passar um mês de
*érias em Touraine. Eram-me completamente descon#ecidas.
Durante o transcurso de uma con.ersa17o, *alando de um ce3o,
meu ami3o, )ue #a.ia o+tido comunica12es escritas, estas sen#oras
e(pressaram o dese8o de .ê-lo tra+al#ar. @r3anizei uma pe)uena
sess7o.
:3nora.a eu, toda.ia, )ue uma delas era médium, pois n7o me
#a.ia dito nada. $ssim, min#a surpresa *oi 3rande )uando lo3o a .i
ca%da, em transe, e ou.i uma .oz *orte )ue anuncia.a a presen1a de
meu 3uia, do poderoso esp%rito cu8os s0+ios consel#os e terna
solicitude me diri3iram e sustentaram sempre em min#as tare*as de
propa3andista.
Durante a con.ersa17o )ue enta+ulamos, de )uase uma #ora,
esse esp%rito me e(pAs seus pontos de .ista acerca da situa17o do
Espiritismo, *alando-me de nossos tra+al#os comuns no passado
com detal#es minuciosos, )ue a médium n7o podia con#ecer em
a+soluto. Todos os assistentes, )ue #0 muito #a.iam participado
das sess2es )ue descre.i em meu li.ro No Invisível, recon#eceram
"erAnimo de Pra3a, en)uanto a médium i3nora.a completamente
tudo )uanto se re*eria a esse esp%rito eminente.
$p9s al3uns instantes de repouso, outra entidade, inteiramente
di*erente, se comunicou e pudemos ou.ir a doce .oz da sen#ora
For3et, )ue era a médium preciosa a )uem me re*iro mais acima, 80
li+erada ent7o de seus la1os terrestres.
&om a)uela 8o.ialidade )ue a caracteriza.a *ez com )ue, em
se3uida, seus ami3os presentes a recon#ecessem e nos disse )ue,
.endo-me pri.ado, em conse)Gência de sua partida, de toda rela17o
com o $lém-T/mulo, pAs-se em campo, >pulando como um rato?.
Q *or1a de procurar, #a.ia terminado por desco+rir uma médium
capaz de su+stitu%-la. $8udada por "erAnimo de Pra3a, #a.ia
su3erido - dita sen#ora )ue .iesse a Tours, para se pAr - min#a
disposi17o.
$m+as as sen#oras parisienses acredita.am per*eitamente, ao
.irem - min#a casa, )ue realiza.am suas pr9prias inten12es. @ )ue
demonstra, uma .ez mais, )ue os #omens cedem, mais rapidamente
do )ue 3eralmente crêem, - in*luência dos esp%ritos.
5o transcurso da mesma sess7o, um incidente .eio
proporcionar-nos uma not0.el pro.a de identidade. Nm de nossos
médiuns escre.entes re3istrou, com a8uda de um +ene.olente
esp%rito, a )uei(a de um suicida )ue implora.a a a8uda de nossas
ora12es. Esse suicida lamenta.a sua situa17o dolorosa em ternos
)ue permitiram recon#ecê-lo.
Nma sen#ora .izin#a, )ue .eio con.idada por um mem+ro do
3rupo e assistia pela primeira .ez a uma reuni7o esp%rita,
mani*estou a princ%pio seu ceticismo acerca dos *enAmenos o+tidos.
Porém, ao ler a /ltima comunica17o, empalideceu, pertur+ou-se e
declarou )ue se trata.a de seu pai, de seu pr9prio pai, )ue se #a.ia
en*orcado, #0 al3uns meses, em conse)Gência de re.eses de
*ortuna. Este *ato *oi con*irmado posteriormente por outros
#a+itantes da mesma localidade.
$*irmei )ue o Espiritismo é a reli3i7o da *am%lia. &om e*eito, as
rela12es constantes )ue ele nos permite manter com nossos
)ueridos mortos s7o, em nossa .ida, outros tantos elementos de
*or1a moral e de ele.a17o.
5ossas reuni2es %ntimas s7o sempre um doce consolo e
con*orto. Por e(emplo= em de no.em+ro passado, Dia dos
Mortos, nos reunimos em uma sess7o na )ual, por dois médiuns em
transe, nossos )ueridos in.is%.eis .ieram, uma .ez mais con.ersar
conosco.
En)uanto as multid2es in.adiam os cemitérios, em +usca de
uma *orma tan3%.el de recorda17o, n9s comun30.amos com nossos
ami3os do Espa1o, no recol#imento do pensamento e na doce
intimidade do cora17o.
Depois dos ensinamentos de "erAnimo de Pra3a e de $llan
Mardec, escutamos as narrati.as #umor%sticas de Massenet.
Lo3o presenciamos uma cena emoti.a na )ual o esp%rito da m7e
de um ami3o nosso, ce3o, .eio proporcionar, a seu *il#o e - sua
nora, ad.ertências e ternas e(orta12es )ue l#es arrancaram solu1os.
Deu-l#es consel#os preciosos acerca de uma situa17o delicada. E
tudo isso por intermédio de um médium )ue n7o #a.ia con#ecido o
dito esp%rito.
5uma pala.ra, ti.emos durante al3umas #oras toda a 3ama de
sensa12es e emo12es em uma lin3ua3em )ue ia do 3ra.e ao doce,
do 3racioso ao se.ero, e )ue no causou uma pro*unda impress7o.
$o nos separarmos, sentimos )ue os la1os )ue nos uniam - nossa
*am%lia espiritual #a.iam se estreitado ainda mais e )ue al3o da
serenidade dos 3randes espa1os #a.ia descido -s nossas almas.
66 E 66
@ *enAmeno esp%rita, diz%amos, .aria de natureza e de
intensidade se3undo as aptid2es dos médiuns. 4e, na ordem dos
*atos materiais, o esp%rito +usca so+retudo os médiuns deposit0rios
e transmissores de *or1as radiantes, na ordem intelectual dedicar0
sua aten17o, de pre*erência, aos )ue, por terem uma certa cultura,
l#e o*erecem recursos mais amplos para a eclos7o de e(press2es e
idéias.
V muito di*%cil a um esp%rito produzir mensa3ens de *orma
liter0ria ou cient%*ica por meio de um cére+ro inculto. 4e, com um
3rande es*or1o de .ontade, pode *azer e(pressar, por esse cére+ro,
nomes, pala.ras, datas )ue n7o se ac#am re3istrados de antem7o,
n7o l#e é poss%.el prolon3ar esse es*or1o por muito tempo.
>Buando se nos o*erecem uma corneta, dizia um esp%rito, n7o
podemos o+ter dela os sons de uma #arpa.?
@utro se ser.ia da se3uinte compara17o= >59s e(perimentamos,
ao nos ser.irmos de um cére+ro inculto, a mesma repu3nUncia com
)ue uma delicada m7o de mul#er se ser.e de um enorme *errol#o
en*erru8ado.?
$contece, -s .ezes, nas sess2es, )ue .0rios médiuns escre.entes
o+têm simultaneamente mensa3ens *irmadas com o mesmo nome,
e(pressando idênticas idéias, em+ora com *ormas di*erentes. Por
isso, entre os assistentes, se *azem muitos coment0rios salpicados
de suspeitas e de cr%ticas. Temos )ue colocar esses *atos entre as
*raudes e as imposturas ou .er neles a inter.en17o de esp%ritos
pouco escrupulososI
Eis a)ui o )ue nos diz, a esse respeito, um de nossos 3uias=
>$ tele3ra*ia sem *ios re.elou )ue uma *a%sca elétrica,
produzida por corrente de alta *re)Gência, en.ia ondas em todas as
dire12es. E estas ondas podem ser captadas por aparel#os
receptores dispostos i3ualmente em todas as dire12es. Portanto,
uma mesma mensa3em pode ser perce+ida, ao mesmo tempo, por
.0rios ou.intes. Este *enAmeno se +aseia numa lei )ue se aplica
tam+ém -s emiss2es *lu%dicas. Estas, no lu3ar de serem produzidas
por um d%namo, podem sê-lo por um pensamento diri3ido
.oluntariamente, de certa maneira. Nm esp%rito encarnado ou
desencarnado pode, pois, produzir, em determinadas condi12es,
uma c#ispa e(atamente i3ual - das correntes de alta *re)Gência e
en.iar ondas em todas as dire12es. Estas ondas podem ser
perce+idas por sensiti.os encarnados ou desencarnados )ue *a1am
o papel de receptores. Nm esp%rito desencarnado pode in*luir
per*eitamente, se3undo essas leis, e no mesmo instante, so+re
.0rios médiuns, sem se mo.er do plano )ue #a+itualmente ocupa.
$ssim poder0 en.iar uma mensa3em escrita, uma mensa3em .isual
(transmiss7o de ima3ens por tele.is7o!, uma mensa3em auditi.a,
etc., con*orme os médiuns )ue rece+eram a sua in*luência, e, como
as *aculdades intelectuais s7o mais sens%.eis em nosso plano do )ue
no .osso, poder0 ditar a seus médiuns .0rias mensa3ens de
di*erentes teores, sem ter necessidade de, por isso, se deslocar.?
66 E 66
Buanto ao pro+lema da su+consciência, )ue tem sido
complicado e enrolado - .ontade, ele se resume simplesmente -
a17o, em n9s e *ora de n9s, desse centro ps%)uico do )ual 80
*alamos, onde se *undem, em um /nico sentido, todos os meios de
percep17o e de sensa17o da alma. :nconsciente, su+consciente,
su+liminal, e3o superior, s7o apenas pala.ras para desi3nar um
mesmo princ%pio, o centro de nosso >eu?, de nossa inteli3ência, de
nossa consciência plena e %nte3ra.
Por seu desprendimento parcial ou total do corpo *%sico, esse
centro reco+ra seu poder de irradia17o e, ao mesmo tempo, se
despertam nele as recorda12es, os recon#ecimentos, as a)uisi12es
adormecidas em estado de .i3%lia e )ue os séculos passados *oram
acumulando no *undo do ser. 5essas condi12es, o médium pode
penetrar nos mundos .is%.el e in.is%.el e recol#er e transmitir seus
ecos, seus rumores, seus ensinamentos.
$ telepatia, a psicometria, a premoni17o, a leitura do *uturo, os
*enAmenos da intui17o e até certos *atos de ordem ma3nética se
re*erem a esta *orma de a17o. $ mediunidade constitui, pois, a
possi+ilidade de irradiar nossas *or1as e nossos sentidos ocultos.
nesse estado, o médium o*erece mais *acilidade e rapidez ao
esp%rito para mani*estar-se.
5os *enAmenos de escrita, o esp%rito pode diri3ir-se se8a ao
su+consciente, se8a - consciência normal do médium. @
su+consciente, no primeiro caso, transmite ao cére+ro as su3est2es
do mani*estante, porém, o médium n7o perce+er0 t7o .i.amente a
personalidade estran#a )ue se mani*esta nele. Ent7o, sua in*luência
pessoal ser0 preponderante e ine.it0.el.
@ médium pode, pois, entrar em rela17o com o $lém-T/mulo
de duas maneiras= por dissocia17o de seu centro ps%)uico, )ue l#e
permite e(ercitar seus sentidos no Mundo :n.is%.el e penetrar em
seus mistérios, ou pela a17o direta dos esp%ritos so+re seu
or3anismo *lu%dico, por meio de transe, da escrita, da mesa, da
pranc#eta, etc. @ primeiro procedimento é o mais e*icaz, por)ue
sua aplica17o repetida aumenta pouco a pouco o poder de
irradia17o do médium e l#e a+re o acesso aos planos superiores<
assim ad)uire a plenitude de seu >eu? pela uni7o %ntima da
consciência superior com a consciência *%sica.
Por outro lado, essa é a *inalidade 3eral da e.olu17o da alma=
ampliar incessantemente o campo de suas irradia12es e de suas
percep12es< ao mesmo tempo é uma *orma de prepara17o para a
.ida no Espa1o, a possi+ilidade de 3ozar suas pro*undas ale3rias e
sua #armonia su+lime.
66 E 66
5a realidade, pode-se dizer )ue a mediunidade preenc#e toda a
Jist9ria. Ela é um dos *ocos )ue iluminam, de século em século, a
marc#a da #umanidade.
@s in.entores, os poetas, os escritores céle+res, )uase todos
a)ueles a )uem classi*icamos de 3ênios, tin#am os sentidos
ps%)uicos mais desen.ol.idos e rece+iam as inspira12es de altas
entidades do Espa1o. Parece como se um .asto pro3rama se
desen.ol.esse atra.és do tempo. $s in.en12es, os desco+rimentos
se sucedem numa ordem pre.ista para marcar as etapas da
ci.iliza17o.
5este imponente rol, a mul#er tem uma parte consider0.el, sem
*alar de "oana d_$rc, cu8a miss7o sal.ou a Fran1a no século T;,
miss7o )ue estudamos em outra parte

, com todos os detal#es<
recordemos so+re esse ponto a opini7o de Paracelso, o 3rande
médico do Penascimento. Depois de lan1ar ao *o3o seus li.ros de
Medicina, declara= >V das +ru(as )ue aprendi tudo )uanto sei de
pr0tico e +ené*ico.? Mic#elet, em La Sorci2re, se e(prime da
mesma *orma. 4a+ido é )ue na :dade Média, e durante o
Penascimento, todos os médiuns eram considerados como +ru(os.
$inda #o8e assim é, entre as mul#eres de )uem citamos as mais
not0.eis *aculdades ps%)uicas.
Pecordemos tam+ém )ue os 3randes predestinados, os pro*etas,
os *undadores de reli3i2es, todos os mensa3eiros da .erdade e do
amor manti.eram comunica17o com o :n.is%.el. Cra1as a eles se
estendeu pelo mundo o pensamento di.ino. 4uas pala.ras e seus
ensinos +ril#am como relUmpa3os em nossa noite e *ormam outras
tantas +rec#as so+re o descon#ecido, so+re o :n*inito.
Podem comparar-se a esses clar2es )ue se produzem entre as
nu.ens )uando #0 tempestades, mostrando-nos o céu azul
pro*undo, luminoso, para ocultar-se em se3uida. Porém, esse
instante +asta para nos permitir entre.er a .ida ascensional e a
3rande #ierar)uia das almas )ue se escalonam na luz, de c%rculo em
c%rculo, de es*era em es*era, até Deus.
Em torno de n9s *lutua, na atmos*era, a multid7o de in/meras
almas in*eriores e atrasadas, presas por seus *luidos 3rosseiros -
es*era de atra17o da Terra e de cu8os .%cios n7o se li.raram com a
morte. Porém, acima dos tristes #orizontes do nosso 3lo+o, plainam
as le3i2es de esp%ritos protetores, +en*eitores, de todos a)ueles )ue
s9 esperam pelo +em, pela .erdade, pela 8usti1a. $ escala das
inteli3ências e das consciências .ai 3raduando-se até -s almas
poderosas e radiantes, deposit0rias das *or1as di.inas. Qs .ezes,
essas altas entidades inter*erem na .ida dos po.os. 57o o *azem
sempre de um modo t7o not9rio como na epopéia de "oana d_$rc.
Ceralmente, sua a17o é de menos rele.o, mais o+scura, por)ue se
as potências in.is%.eis, se Deus mesmo dese8am ser con#ecidos,
tam+ém dese8am )ue o #omem *a1a seu es*or1o e lute para
con#ecê-los.
Buanto - elei17o dos meios e *ormas )ue esses 3randes seres
utilizam, temos )ue recordar )ue nosso sa+er é muito restrito e
nossas medidas muito curtas para a+arcar os .astos planos do
:n.is%.el. porém, os *atos a% est7o incontest0.eis, ine30.eis, como
pudemos .er no transcurso da 3uerra passada.
De tempos em tempos, atra.és da o+scuridade )ue nos en.ol.e,
no *lu(o e re*lu(o dos acontecimentos, nas #oras decisi.as da
Jist9ria, )uando uma sociedade, uma na17o ou a pr9pria
#umanidade se ac#a em peri3o, uma emana17o, uma dele3a17o do
poder supremo inter*ere para rea3ir contra o mal.
;em mostrar aos #omens )ue #0, acima da Terra, in*initos
recursos e sociedades mel#ores, -s )uais podemos c#e3ar desde 80
com nossos pensamentos e c#amadas, e )ue um dia lo3raremos
alcan1ar por nosso pr9prio mérito e es*or1o.
&I
Prece de )erônimo de Pra*a
>Meu Deus, tu )ue és 3rande, tu )ue és tudo, dei(a cair so+re
mim, pe)uenino, so+re mim, )ue e(isto por)ue tu )uiseste, um raio
de tua luz. Faz )ue, penetrado por teu amor, eu ac#e o +em, *0cil, e
o mal, odioso< )ue, animado do dese8o de a3radar, meu esp%rito
.en1a os o+st0culos )ue se op2em ao triun*o da .erdade so+re o
erro, da *raternidade so+re o e3o%smo.
Faz )ue, em cada compan#eiro de pro.as, eu .e8a um irm7o,
como tu .ês um *il#o em cada um dos seres )ue emanam de ti e
de.em para ti retornar.
D0-me o amor ao tra+al#o, )ue é o de.er de todos na Terra, e,
com a a8uda da luz )ue puseste - min#a *rente, esclarece-me so+re
as imper*ei12es )ue atrasam meu pro3resso nesta .ida e na outra.?
66 E 66
,ndice de !omes Pr-prios
(.sa.of/ (lexander - 5ot0.el in.esti3ador esp%rita russo. $utor de
Animismo e Espiritismo. Pealizou e(periências com a céle+re
médium Eusapia Palladino (1DY-19EY!.
(llan .ardec - &odi*icador da Doutrina Esp%rita (Y de outu+ro de
1DE[ - Y1 de mar1o de 1DW9!.
(rt0ur 1ill - Médium.
2ota""i - Diretor do :nstituto de Fisiolo3ia da Nni.ersidade de
50poles.
2outroux/ Emile - Fil9so*o *rancês.
2r3mond - $ssina as atas dos *enAmenos, em $.i3non.
2rofferio - Pro*essor uni.ersit0rio. $ssinou atas de compro.a17o de
*enAmenos #a.idos em casa do sen#or Da.id, em 1Y de 8aneiro
de 1D99, em $.i3non.
Canuel - $ssina as atas dos *enAmenos, em $.i3non.
Cardarelli - 4enador italiano. Pealizou e(perimenta12es 8untamente
com o pro*essor Ootazzi.
C0allis - Pro*essor da Nni.ersidade de &am+rid3e, :n3laterra.
Conan 4o5le/ (rt0ur - Médico e escritor esp%rita in3lês (1D\9-
19YE!.
Cre6e/ Padre - &lari.idente e ami3o de &onan DoHle.
4ariex - Estudioso dos *enAmenos ps%)uicos (4ociedade de
:n.esti3a12es Ps%)uicas de Londres!.
4a7id/ 8r. - Pealizou reuni2es em $.i3non, com +ons resultados.
4omenac0 - Tenente *rancês. $ssina as atas dos *enAmenos de
$.i3non.
Ermácora - Doutor em F%sica.
Eusapia Palladino - Crande médium italiana desde a idade de 1[
anos. Prestou-se a in/meras e(periências com s0+ios
renomados= Lom+roso, $LsaLo*, MHers, Delanne, Oozzano, etc.
(1D\[-191D!.
Fin"i/ 9. - Doutor em F%sica.
Flammarion/ Camille - &éle+re astrAnomo *rancês. Esp%rita e
3rande cola+orador de $llan Lardec.
For*et/ 8ra. - Médium con#ecida de Léon Denis.
Fourcade - Esp%rito comunicante.
Frederico #5ers - Pro*essor da Nni.ersidade de &am+rid3e.
9allas/ 8ra. - Médium.
93rald #asse5 - @pina so+re Espiritismo.
9erosa - Pro*essor uni.ersit0rio.
9racia - Pessoa )ue a médium encontra.
9rimaud/ Padre - Fundador de uma escola para surdos-mudos, em
$.i3non.
9urne5/ Edmond - Da 4ociedade de :n.esti3a12es Ps%)uicas.
9usta7e :e 2on - Médico e soci9lo3o *rancês (1D[1-19Y1!.
1od*son/ ;ic0ard - $mi3o desencarnado de Killiam "ames.
)erônimo de Pra*a - Cuia espiritual de Léon Denis.
)oana d<(rc - Médium.
=atie =in* - Esp%rito comunicante por Florence &ooL.
:e5marie/ Pierre 9a3tan - Crande cola+orador de $llan Mardec,
na di.ul3a17o das o+ras esp%ritas.
:od*e/ Oli7er - F%sico in3lês. Pes)uisou com Eusapia Palladino.
Escre.eu #a.mond ou Vida e Morte.
:om>roso/ C3sare - &riminolo3ista, médico. Fez e(perimenta12es
com Eusapia Palladino. $utor de !ipnotismo e Espiritismo.
#anton - 5ome de um esp%rito.
#assenet/ )ules - &ompositor *rancês (1D[-191!.
#ax6ell - Estudioso dos *enAmenos ps%)uicos (4ociedade de
:n.esti3a12es Ps%)uicas!.
#ic0elet/ )ules Emile - Escritor e #istoriador *rancês (1F9D-1DF[!.
Oli7ier Crom6ell - Mem+ro do Parlamento :n3lês< um dos nomes
mais importantes da #ist9ria in3lesa (1\99-1W\D!.
Paracelso ?@0eop0rastus 2om>ast 7on 1o0en0eimA - 4u%1o,
médico, *il9so*o, #ermético e al)uimista (1[9Y-1\[1!.
Paul 9i>ier - Oi9lo3o *rancês, cola+orador de Pasteur. Esp%rita
militante (1D\1-19EE!.
P0ilips - $mi3o de &onan DoHle.
Piet 2ot0a - Esp%rito )ue se apresenta.
Piper/ :eonora - Crande médium americana do século T:T.
;a5mond :od*e - Fil#o de @li.er Lod3e. &omo esp%rito, d0
importantes re.ela12es a seu pai.
;ice - Médium.
;ic0et/ C0arles - Crande *isiolo3ista *rancês (1D\E-19Y\!.
;oussel - $ssina as atas dos *enAmenos, em $.i3non.
;uperto - Esp%rito do *il#o do pastor KHnn.
8c0iaparelli - Diretor do o+ser.at9rio astronAmico de Mil7o.
8tead/ Billiam @0omas - "ornalista in3lês.
@0ompson/ 8ra. - Médium.
@ournier - $ssina as atas dos *enAmenos de $.i3non.
Billiam Croo.es - Bu%mico e *%sico in3lês (1DY-1919! - Estudou
durante Y anos os *enAmenos do esp%rito Matie Min3. Escre.eu
1atos Espíritas.
Billiam )ames - Fil9so*o e psic9lo3o americano, um dos
*undadores do pra3matismo (1D[-191E!.
B5nn - Pastor protestante.
!otasC
1
:n*us9rio= animal unicelular, microsc9pico (protozo0rio! )ue .i.e nos
l%)uidos. (5ota da Pe.isora con*orme o Le #obert* Dictionnaire de la
Lan"ue 1ran0aise+!
$
Titanic= céle+re na.io por seu lu(o, dimens2es 6 o maior do mundo na
época em )ue *oi constru%do 6 e por sua se3uran1a= era considerado
ina*und0.el. 5o dia 1[ de a+ril de 191, )uatro dias ap9s o in%cio da sua
.ia3em inau3ural, o Titanic +ateu em um iceber", enorme massa de 3elo
*lutuante, *azendo um rom+o no casco. Em apenas #oras e [E minutos o
na.io su+mer3iu, morrendo 1\Y pessoas das D )ue se encontra.am a
+ordo. (5.P.!
'
;e8a-se a #evue Spirite de 1\ de 8aneiro de 19E9. (5ota do autor!
4
Este autor n7o é somente um escritor céle+re, é tam+ém médico e
pro*undo con#ecedor das )uest2es cient%*icas. (5ota do autor!
+
;er min#a o+ra No Invisível. (5ota do autor.!
6
$ .idente de Pre.orst= Frederica Jau**e, nascida em 1DE1 na aldeia de
Pre.orst, em Kurttem+er3, $leman#a. Médium sonam+/lica. Para
maiores detal#es .e8a-se o li.ro do Dr. "ustinus Merner, da Editora @
&larim, A Vidente de Prevorst. (5.P.!

3oana d4Arc* Médium, Editore FEO. (5.P.!

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