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com
Léon Denis
Síntese Doutrinária
Prática do Espiritismo
Traduzido do Francês
Léon Denis - Synthèse doctrinale et pratique du Spiritualisme
Paris (1!1"
Tradutor #osé #or$e
Rembrandt - O Moinho

Conteúdo resumido
Nesta obra Léon Denis enfoca, em forma dialogada
perguntas e respostas!, temas essenciais referentes ao
"spiritismo.
Logo adiante, na #ntrodu$%o, o pr&prio autor esclarece mais
detalhadamente o conte'do da obra e o p'blico a (ue se destina.
Sumário
#ntrodu$%o.................................................................................)
#
Do *omem................................................................................+
##
Da Reencarna$%o......................................................................,
###
O Lugar da Reencarna$%o.......................................................--
#.
Origem da .ida sobre a /erra................................................-0
.
Os "sp1ritos2 Deus..................................................................-,
.#
3 Doutrina do "spiritismo......................................................44
.##
5r6tica "7perimental...............................................................48
.###
9onsola$:es2 "stética; o <elo, o .erdadeiro, o <em............)0
#=
5reces e ">oca$:es.................................................................??
@ 5ara uso dos Arupos "sp1ritas...............................??
@ 5ara a Bran$a, durante a Auerra............................?,
@ 5ara um 9asamento...............................................?C
@ 5ara um Nascimento..............................................+-
@ 5ara um Buneral, sa1da do 9orpo..........................+4
@ Na Depultura de um "sp1rita..................................+)
@ 5ara a Besta dos Mortos.........................................++
Introdução
"sta s1ntese, ou melhor este catecismo espiritualista, tem
apenas um mérito; o de ser idealiEado e organiEado segundo a
ordem natural das idéias. O esp1rito humano, com efeito, de>e
submeter a certas regras sua marcha e>oluti>a e seus
procedimentos l&gicos. "st6 na sua natureEa n%o passar a uma
segunda >erdade sen%o (uando F6 tenha assimilado a primeira e
de percorrer, assim, toda a série de princ1pios, sem omitir um s&
de seus elos.
Desse modo, as primeiras >erdades n%o tGm necessidade
das (ue a seguem, para (ue seFam compreendidas. " o erro
cometido pela maior parte dos homens superiores, autores de
li>ros elementares, é (uerer lhes aplicar o método cient1fico, (ue
preside suas concep$:es e seus estudos pessoais. Na opini%o
deles, como as >erdades mais comple7as abrangem todas as
outras, é por a(uelas (ue se de>e come$ar. "ste processo é
e>identemente cient1fico, por(ue a ciGncia consiste em se partir
de uma >erdade composta para se chegar a uma >erdade mais
simples e mais elementar. /oda>ia, n%o é esse o processo
natural, nem a marcha instinti>a da raE%o.
H por isso (ue, destinando esta modesta obra aos Fo>ens ou
aos adultos ainda n%o iniciados no espiritualismo doutrin6rio e
e7perimental, preferimos come$ar por este problema obFeti>o,
(ue se toca, por assim diEer, com o dedo; Iue é o homemJ
Os outros catecismos, feitos por te&logos ou por fil&sofos,
come$am ordinariamente por esta (uest%o; Iue é DeusJ H mais
solene, porém muito menos pr6tico.
H infinitamente mais l&gico come$ar pelas >erdades
elementares, as (ue se acham ao n1>el das mais modestas
inteligGncias, para se subir gradualmente até K no$%o de Deus e
Ks >erdades superiores, (ue s%o como um refle7o da 5otGncia
suprema. 3ssim, o alpinista come$a seu traFeto ao pé da
montanha, interrogando as flores e os musgos (ue re>estem os
primeiros decli>es2 depois, K medida (ue sobe, >G o céu se
apro7imar, o horiEonte se alargar, e termina por atingir os cimos
(ue a ne>e cobre com sua brancura imaculada. 3ssim, os (ue
lerem este li>ro, cuFas linhas iniciais s%o simples, K medida (ue
manusearem suas p6ginas, chegar%o, eles também, Ks regi:es
mais altas e acabar%o por atingir os transcendentes cimos da
eterna metaf1sica.
Iuisemos compor esta obra segundo o >elho método
dialogado, com perguntas e respostas. H a mais popular forma e
a mais apropriada ao esp1rito das crian$as, embora este li>ro, F6 o
dissemos, destine-se também Ks pessoas de todas as idades, pois
o homem fica sempre crian$a, isto é, ignorante em face dos
grandes problemas.
Os catecismos tGm uma >antagem; permitem reunir a
simplicidade da forma K maFestade das doutrinas. D%o ao mesmo
tempo o humilde regato aonde >em se abeberar a pomba e o lago
profundo onde a 6guia das grandes altitudes se dessedenta e >em
proFetar nas 6guas um olhar (ue fi7a o sol, sem pestaneFar.
"m nossa opini%o, falta>a um tal li>ro. 3 doutrina esparsa
nos grupos, difusa nas re>ela$:es medi'nicas de todos os graus e
de toda a natureEa, tinha necessidade de ser, de alguma forma,
reunida, recapitulada com simplicidade, concis%o e clareEa.
O "sp1rito sopra onde (uer, (uando (uer, segundo correntes
di>inas da inspira$%o; é a lei de todas as re>ela$:es superiores @
feitas aos homens. 9abe a estes reunir, condensar essas >erdades
fragment6rias, esses raios dispersos e disso compor a s1ntese
luminosa, o encadeamento harmonioso.
Dignem-se os "sp1ritos mais >elhos e benfeitores (ue
inspiraram esta obra iluminar a inteligGncia dos (ue a lerem.
Dela possa Deus tirar alguma gl&ria e as almas retas,
in>estigadoras da >erdade, nela encontrar um pouco dessas luEes
(ue esclarecem o grande mistério do destino e nos tornam mais
aptos a cumpri-los, tornando-nos mais resignados e melhores.
I
Do Homem
1. Iue somos n&s, >ocG, eu e nossos semelhantesJ
r. Domos seres humanos.
2. Iue é um ser humanoJ
r. Lm ser composto de uma alma e de um corpo, isto é, de
esp1rito e carne.
. Iue é, ent%o, a almaJ
r. H o princ1pio de >ida em n&s. 3 alma do homem é um
"sp1rito encarnado2 é o princ1pio da inteligGncia, da >ontade, do
amor, a sede da consciGncia e da personalidade.
!. Iue é o corpoJ
r. O corpo é um en>olt&rio de carne, composto de
elementos materiais, suFeitos K mudan$a, K dissolu$%o e K morte.
". O corpo é, ent%o, inferior K almaJ
r. Dim, por(ue ele é apenas sua >estimenta.
#. H necess6rio ent%o despreEar o corpo, F6 (ue ele é inferior K
almaJ
r. De maneira alguma; nada é despreE1>el. O corpo é o
instrumento de (ue a alma tem necessidade para realiEar seu
destino2 o oper6rio n%o de>e despreEar o instrumento com o (ual
ganha seu sustento.
$. 9omo est6 unida a alma ao corpo, o esp1rito K carneJ
r. 5or meio de um elemento intermedi6rio, chamado corpo
flu1dico ou perisp1rito, (ue participa, ao mesmo tempo, da alma e
do corpo, do esp1rito e da carne e os >incula, de alguma forma,
um ao outro.
%. Iue (uer diEer a pala>ra perisp1ritoJ
r. "sta pala>ra (uer diEer; o (ue est6 em torno do "sp1rito.
Da mesma forma (ue o fruto est6 contido num en>olt&rio muito
delgado chamado perisperma, o "sp1rito est6 en>ol>ido por um
corpo muito sutil denominado perisp1rito.
&. 9omo o perisp1rito pode unir a carne ao "sp1ritoJ
r. 5enetrando-os e permitindo se interpenetrarem. O
perisp1rito comunica-se com a alma atra>és de correntes
magnéticas e com o corpo por meio do fluido >ital e do sistema
ner>oso, (ue lhe ser>e, de certa forma, de transmissor.
1'. "nt%o, o homem é, na realidade, composto de trGs
elementos constituti>osJ
r. Dim, esses trGs elementos s%o; o corpo, o esp1rito e o
perisp1rito.
11. Iuando e onde come$a essa uni%o da alma e do corpoJ
r. No momento da concep$%o, e se torna definiti>a e
completa por ocasi%o do nascimento.
12. 3 alma est6 encerrada no corpo ou é o corpo (ue est6
contido na almaJ
r. Nem uma nem outra coisa. 3 alma, (ue é esp1rito, n%o
pode ficar encerrada num corpo2 ela irradia por fora, como a luE
atra>és do cristal da lMmpada. Nenhum corpo pode mantG-la
materialmente cati>o2 ela pode e7terioriEar-se.
1. "ntretanto, n%o h6 um ponto preciso do corpo onde a alma
pare$a mais particularmente ligadaJ
r. 3lguns s6bios assim acreditaram, por(ue confundiram a
alma com o fluido >ital. 3 alma é indi>is1>el e est6, portanto,
toda inteira, por todo o nosso corpo, mas sua a$%o se faE mais
particularmente sentir no cérebro, (uando se pensa, e no cora$%o,
(uando se sofre e se ama.
1!. 3 alma se separa do perisp1rito, (uando se separa do corpoJ
r. Nunca. O perisp1rito é sua >estimenta flu1dica
indispens6>el. O perisp1rito precede a >ida presente e sobre>i>e K
morte. H ele (ue permite aos "sp1ritos desencarnados
materialiEar-se, isto é, aparecer aos >i>os, falar-lhes, como
acontece por >eEes nas reuni:es esp1ritas.
1". O perisp1rito é ent%o um corpo flu1dico semelhante a nosso
corpo materialJ
r. Dim. H um organismo flu1dico completo2 é o >erdadeiro
corpo, as >erdadeiras formas humanas, a (ue n%o muda em sua
essGncia. Nosso corpo material se reno>a a cada instante2 seus
6tomos se sucedem e se reformam2 nosso rosto se transforma
com a idade2 o corpo flu1dico propriamente dito n%o se modifica
materialmente2 ele é nossa >erdadeira fisionomia espiritual, o
princ1pio permanente de nossa identidade e de nossa estabilidade
pessoal.
1#. Onde esta>a a alma, antes de encarnar num corpoJ
r. No espa$o. O espa$o é o lugar dos "sp1ritos, como o
mundo terrestre é o lugar dos corpos.
1$. Onde, ent%o, o perisp1rito encontrou seu fluidoJ
r. No fluido uni>ersal, isto é, na for$a primordial, etérea.
9ada mundo tem seus fluidos especiais, tomados ao fluido
uni>ersal2 cada "sp1rito tem seu fluido pessoal, em harmonia
com o do mundo (ue ele habita e seu pr&prio estado de
adiantamento.
1%. Iue é o espa$oJ
r. H a imensidade, isto é, o infinito onde se mo>em os
mundos, a esfera sem limites, (ue nosso limitado pensamento
n%o pode conceber nem definir.
II
Da (eencarnação
1&. 5or (ue o "sp1rito (ue est6 no espa$o encarna em um
corpoJ
r. 5or(ue é a lei de sua natureEa, a condi$%o necess6ria de
seus progressos e de seu destino. 3 >ida material, com suas
dificuldades, precisa do esfor$o e o esfor$o desen>ol>e nossos
poderes latentes e nossas faculdades em germe.
2'. O "sp1rito s& encarna uma >eEJ
r. N%o. "le reencarna tantas >eEes (uantas seFam
necess6rias para atingir a plenitude de seu ser e de sua felicidade.
21. Mas, para atingir esse fim, a pluralidade das e7istGncias é
ent%o necess6riaJ
r. Dim, por(ue a >ida do "sp1rito é uma educa$%o
progressi>a, (ue pressup:e uma longa série de trabalhos a
realiEar e de etapas a percorrer.
22. Lma s& e7istGncia humana, (uando é muito boa e muito
longa, n%o poderia bastar ao destino de um "sp1ritoJ
r. N%o. O "sp1rito s& pode progredir, reparar, reno>ando
>6rias >eEes suas e7istGncias em condi$:es diferentes, em épocas
>ariadas, em meios di>ersos. 9ada uma de suas reencarna$:es
lhe permite apurar sua sensibilidade, aperfei$oar suas faculdades
intelectuais e morais.
2. Dissestes (ue o "sp1rito reencarna para reparar2 ent%o, ele
praticou o mal em suas >idas precedentesJ
r. Dim. O "sp1rito praticou o mal, F6 (ue n%o feE todo o
bem (ue de>ia ter feito. "7iste a1 uma lacuna (ue é necess6rio
preencher.
2!. Iue é o malJ
r. H a ausGncia do bem, como o falso é a nega$%o do
>erdadeiro e a noite a ausGncia da luE. O mal n%o tem e7istGncia
positi>a2 ele é negati>o por natureEa. 3 pr6tica do bem
engrandece o nosso Der2 a sua omiss%o o diminui.
2". 9omo as reencarna$:es nos permitem reparar as e7istGncias
falhasJ
r. Da mesma forma como o oper6rio recome$a a tarefa (ue
feE mal, assim o "sp1rito refaE a >ida em (ue falhou.
2#. /emos pro>as da reencarna$%o dos "sp1ritosJ
r. Dim, primeiramente as (ue os pr&prios "sp1ritos nos
traEem em suas re>ela$:es2 em seguida, as aptid:es inatas de
cada indi>1duo, (ue determinam sua >oca$%o e lhe tra$am neste
mundo as grandes linhas de sua >ida. Da1, as diferen$as
materiais, intelectuais e morais (ue distinguem entre si os
homens na /erra e e7plicam as desigualdades sociais.
2$. 3 doutrina da reencarna$%o é uma descoberta recente do
esp1rito humanoJ
r. De forma alguma; a humanidade sempre acreditou nela2
toda a 3ntigNidade a professou2 os grandes iniciados a ensinaram
ao mundo e Oesus mesmo a ela se referiu em seu ">angelho.
2%. O6 (ue >i>emos >6rias >eEes, como se e7plica (ue n%o
guardamos nenhuma lembran$a de nossas >idas passadasJ
r. Deus n%o o permite, por(ue nossa liberdade ficaria
diminu1da pela influGncia da lembran$a do nosso passado. PO
(ue p:e a m%o na charrua, se (uer faEer bem seu trabalho, n%o
de>e olhar para tr6s.Q
2&. 5or (ual fenRmeno o es(uecimento de nossas >idas
anteriores se produE assim entre n&sJ
r. No momento em (ue o "sp1rito reencarna, isto é, toma
um corpo, K medida (ue nele penetra, suas faculdades
adormecem, uma ap&s outra2 a mem&ria se apaga e a consciGncia
adormece. No momento da morte se produE o fenRmeno
contr6rio; K medida (ue o "sp1rito desencarna, as faculdades se
desprendem, uma ap&s outra, a mem&ria se liberta, a consciGncia
desperta. /odas as >idas anteriores >Gm, pouco a pouco, ligar-se
K >ida (ue o "sp1rito acaba de dei7ar.
'. N%o e7iste algum meio de pro>ocar momentaneamente a
lembran$a das >idas passadasJ
r. Dim. 5ela hipnose ou sono artificial em di>ersos graus.
D6bios contemporMneos fiEeram e ainda faEem em nossos dias
e7periGncias concludentes, (ue compro>am a realidade das
e7istGncias anteriores.
1. 9omo se faEem essas e7periGnciasJ
r. Iuando um e7perimentador consciencioso e competente
encontra um indi>1duo apto a suportar sua influGncia magnética,
ele o adormece. Ara$as a esse sono, a >ida presente é
momentaneamente suspensa; ent%o, a lembran$a das >idas
anteriores, adormecida nas profundeEas da consciGncia, desperta
e o indi>1duo hipnotiEado re>G e narra todo o seu passado. Boram
escritos li>ros inteiros sobre essas re>ela$:es preciosas, (ue nos
faEem conhecer as leis do destino.
2. H necess6rio (ue a >ida atual seFa suspensa, adormecida,
para (ue as >idas anteriores se re>elemJ
r. Dim, como é necess6rio (ue o sol se deite para (ue as
estrelas, ocultas nas profundeEas da noite, apare$am a nossos
olhos.
III
) Lu*ar da (eencarnação
. Onde o "sp1rito reencarnaJ
r. 5or toda parte no uni>erso. /odos os mundos s%o
destinados a receber a >ida sob suas formas >ariadas e em todos
os graus.
!. 5or (ue reencarnamos na /erraJ
r. 5or(ue a /erra, sendo um mundo regido pela lei do
trabalho e do sofrimento, é um lugar prop1cio ao adiantamento e
ao progresso do "sp1rito em estado inferior.
". Iue é a /erraJ
r. H um dos in'meros mundos (ue po>oam o espa$o2 um
dos menores pelo >olume, por(ue s& tem -S.SSS léguas de
circunferGncia, porém grande (uanto aos destinos (ue nela se
cumprem.
1
#. 3 /erra est6 im&>el no espa$oJ
r. 3creditou-se nisso por muito tempo, mas o s6bio e
infortunado Aalileu pro>ou (ue ela gira em torno do sol. O sol é
-.?SS.SSS >eEes maior (ue a /erra e é dela separado por )8
milh:es de léguas.
$. 9omo a /erra completa sua re>olu$%o em torno do solJ
r. "m um per1odo de )0+ dias e 0 horas o (ue constitui um
ano!, com uma >elocidade de 8 léguas por segundo, ou cerca de
00S.SSS léguas por dia. 3o mesmo tempo em (ue se mo>e em
redor do sol, a /erra gira sobre si mesma em 4? horas o (ue
constitui um dia!, com uma >elocidade de 0 léguas por minuto.
%. 9omo a /erra e os outros globos se mantGm assim no
espa$o, isto é, no >6cuo, sem sa1rem da &rbita (ue percorremJ
r. 5or uma for$a irresist1>el, (ue se chama for$a de
atra$%o. O Dol atrai a /erra e os outros planetas; Merc'rio,
.Gnus, Marte, O'piter, Daturno, Lrano, Netuno, etc., como o 1m%
atrai o ferro. /odos os globos se atraem uns aos outros e se
mantGm no espa$o, em raE%o de seu >olume e da distMncia (ue os
separa. Os maiores atraem os menores. 9ada estrela é um sol2 os
s&is, por sua >eE, s%o atra1dos por outros mais poderosos e
arrastados, assim como seus planetas e seus satélites, na
imensid%o sem limites. H o mo>imento perpétuo na eterna
harmonia (ue constitui o e(uil1brio uni>ersal.
&. "sses milh:es de globos, (ue gra>itam assim na imensid%o,
s%o habitadosJ
r. Lns o s%o, outros o foram no passado ou sG-lo-%o um
dia; é o (ue se chama a >ida uni>ersal.
!'. "sses mundos s%o habitados por seres superiores, iguais ou
inferiores aos homensJ
r. 3 ciGncia atual n%o pode ainda responder a esta
pergunta2 mas, segundo as re>ela$:es dos "sp1ritos, sabemos (ue
os planetas >iEinhos da /erra s%o habitados; Marte, por e7emplo,
por seres um pouco superiores a n&s2 .Gnus, ao contr6rio, por
seres inferiores. O Dol é a morada de "sp1ritos sublimes, (ue
atingiram os mais altos graus da e>olu$%o e, do alto desse astro,
como de um trono de luE, faEem irradiar seu pensamento e sua
a$%o sobre os outros mundos, por meio das transmiss:es
flu1dicas e magnéticas.
!1. "ntretanto, certos s6bios pretendem (ue a /erra é o 'nico
globo (ue re'ne as condi$:es f1sicas necess6rias K >ida e, por
conse(NGncia, o 'nico habitado. #sto é corretoJ
r. /odos os globos (ue rolam no espa$o tGm sua estrutura
particular, suas condi$:es f1sicas diferentes, uns dos outros. 3
>ida em cada um desses mundos se adapta a essas condi$:es.
9alculando as distMncias dos planetas entre si, sua massa e sua
for$a de atra$%o, demonstrou-se (ue suas condi$:es f1sicas
>ariam segundo sua posi$%o no sistema solar e segundo sua
inclina$%o sobre seus respecti>os ei7os. Dendo assim, pode-se
calcular (ue Daturno, por e7emplo, tem a mesma densidade (ue a
madeira de era%le2 (ue O'piter tem (uase a da 6gua2 (ue em
Marte o peso dos corpos é menos da metade (ue sobre a /erra,
etc. 9onclus%o; as leis f1sicas >ariam em cada um desses globos
e as leis da >ida neles est%o em rela$%o com as de sua natureEa
1ntima.
!2. Iue se entende por mundos rudimentares ou primiti>osJ
r. 3s moradas das almas no>as. 3 >ida ali é simplesmente
inicial. D%o esses mundos inferiores (ue as antigas religi:es
chamam &n'eri inferior, os infernos!.
!. 5oder-se-ia classificar esses diferentes planetas e distinguir
os mundos segundo o grau de >ida (ue neles se manifesta e
segundo o >alor dos seres (ue os habitamJ
r. Dim. Os "sp1ritos nos tGm re>elado (ue h6 cinco classes
entre os mundos habitados ou habit6>eis, (ue giram no espa$o,
s%o; -T! os mundos rudimentares ou primiti>os2 4T! os mundos
e7piat&rios2 )T! os mundos regeneradores2 ?T! os mundos feliEes2
+T! os mundos celestes ou di>inos.
!!. Iue s%o os mundos e7piat&riosJ
r. 3(ueles onde o bem e o mal est%o em luta perpétua,
onde a >erdade e o erro est%o sem cessar em conflito, mas onde,
na realidade, a soma do mal sobrepuFa a do bem, esperando (ue
este diga a 'ltima pala>ra na luta.
!". Iue se entende por mundos regeneradoresJ
r. D%o mundos de regenera$%o pela >erdade e pela Fusti$a;
assim ser6 a /erra, (uando os homens forem mais esclarecidos,
mais Fustos e melhores.
!#. Iuem habita os mundos feliEesJ
r. "sp1ritos (ue F6 realiEaram uma grande parte de sua
e>olu$%o e (ue >i>em entre si na harmonia da fraternidade e do
amor.
!$. Iue s%o, enfim, os mundos celestes ou di>inosJ
r. 3 morada dos "sp1ritos mais ele>ados e mais puros. Dali
partem os mission6rios espirituais, (ue Deus en>ia para le>ar
suas mensagens e sua >ontade por todo o uni>erso. "sses
mundos sublimes representam os para1sos ou "l1seos de (ue
falam as religi:es e (ue todos os poetas da humanidade cantam.
!%. 3 (ue classe desses mundos pertence nossa /erraJ
r. 3os mundos e7piat&rios.
!&. Iual a pro>aJ
r. 3s leis f1sicas (ue a regem e as condi$:es de >ida dos
seres (ue a habitam.
"'. 9omo assimJ
r. 3 /erra est6 inclinada profundamente sobre seu ei7o,
por isso est6 suFeita a >aria$:es perpétuas, (ue traEem bruscas
mudan$as de temperatura. 3 diferen$a das esta$:es e dos climas
e as perturba$:es atmosféricas faEem da >ida humana um
combate permanente contra a natureEa, a doen$a e a morte. /udo
isso indica (ue a /erra é por e7celGncia o planeta da e7pia$%o,
do trabalho e da dor.
"1. Mas os outros globos n%o est%o nas mesmas condi$:es
f1sicas e seu lugar n%o é o mesmo no mundo sideralJ
r. De maneira alguma. Nenhum desses globos tem o
mesmo peso, nem o mesmo >olume e n%o est6 colocado K mesma
distMncia do sol (ue o a(uece e ilumina. Nenhum tem a mesma
inclina$%o sobre seu ei7o2 O'piter, por e7emplo, é de uma fi7ideE
e de um e(uil1brio inalter6>eis2 reina em sua superf1cie uma
temperatura sempre igual.
"2. 5ode-se diEer (ue na /erra, como em todo mundo
e7piat&rio, a soma do mal sobrepuFa a do bemJ
r. N%o se pode du>idar disso. 3 mais simples e7periGncia
da >ida basta para compro>6-lo. 3 hist&ria nos mostra (uantos
séculos foram precisos para a humanidade atingir o grau de
ci>iliEa$%o relati>a a (ue ela chegou. 3pesar disso, n%o se pode
negar (ue o erro ainda obscure$a a1 muitas inteligGncias, o >1cio
ali oprima a >irtude2 a for$a oprima o direito2 o ego1smo sufo(ue
o amor. 5articipar dessa luta, >i>er nessa sociedade perturbada,
sendo muitas >eEes a >1tima e o m6rtir2 é nisso (ue consiste o
mérito e o progresso para os "sp1ritos encarnados na /erra.
". Iue faEer, ent%o, e como utiliEar nossa >ida neste mundo,
para ser um dia mais feliEJ
r. BaEer o bem e apro>eitar nossa >ida na /erra para
progredir, faEendo progredir os outros, de tal maneira (ue n%o
seFamos mais obrigados a retornar, a n%o ser como mission6rio,
como guia da humanidade.
I+
)ri*em da +ida so,re a -erra
"!. 3 /erra foi sempre morada dos "sp1ritos encarnados, isto é,
dos homensJ
r. N%o. 3 /erra foi, a princ1pio, massa de fogo, flutuando
no espa$o. Depois de se ter resfriado, tornou-se habit6>el2 a >ida
apareceu nela por etapas. Os trGs reinos da natureEa @ minerais,
>egetais e animais @ a1 se manifestaram em muitos longos
per1odos de distMncia, em inter>alos de muitas centenas de
séculos2 depois o "sp1rito desceu na carne e o homem apareceu,
resumindo em seu ser todas as >idas gradati>as da cria$%o,
reunindo em sua pessoa, por uma uni%o admir6>el, a alma,
centelha di>ina, com o corpo, (ue >em do animal.
"". 5ode-se crer (ue o homem te>e por antepassado o animalJ
r. Nosso orgulho repugna crer nisso. 3 origem do homem
permanece ainda misteriosa2 tal>eE n%o seFa bom (ue esse
mistério se esclare$a. "m todo caso, n%o é proibido pensar (ue
nosso esp1rito, antes de chegar ao grau de e>olu$%o do per1odo
humano, tenha, de alguma forma, ensaiado a >ida nas regi:es
inferiores da cria$%o. #sso est6 de acordo com as leis de
progresso da natureEa. De outro lado, é certo (ue, >endo o estado
rudimentar de certas ra$as sel>agens, e mesmo tal retorno de
bestialidade no homem ci>iliEado, ter-se-ia o direito de crer (ue
o animal foi o pref6cio >i>o do gGnero humano.
"#. O homem constitui um reino K parte, na cria$%oJ
r. Dem d'>ida. De, por seu corpo, o homem guarda uma
espécie de parentesco com o animal, pela >incula$%o de um
esp1rito consciente K sua carne o homem constitui um reino
particular na /erra. "le é o resumo >i>o dos reinos (ue o
precederam2 'nico, na natureEa, ele é capaE de conhecer Deus, de
ter a no$%o do infinito e a intui$%o da imortalidade, pro>a de sua
aptid%o K sobre>i>Gncia.
"$. 3 espécie humana come$ou na /erra por um s& casal, como
diEem as religi:es e a mitologiaJ
r. N%o. 3s ra$as humanas nasceram em di>ersos pontos do
globo terrestre, simultaneamente ou sucessi>amente, da1 sua
di>ersidade.
"%. 3d%o n%o foi, ent%o, o 'nico antepassado do gGnero
humanoJ
r. 3d%o é o nome de um homem (ue sobre>i>eu aos
cataclismos (ue re>olucionaram a infMncia do mundo2 ele
tornou-se a origem de uma das ra$as (ue o po>oam hoFe. 3
b1blia conser>ou sua hist&ria e a ele seus descendentes2 tal>eE
mesmo um mito, isto é, uma alegoria (ue simboliEa as primeiras
idades da hist&ria.
"&. H certo (ue e7istem muitas ra$as de homensJ 3s diferen$as
(ue as separam n%o s%o simplesmente de>idas a influGncias
superficiais, tais como o clima, a hereditariedade, etc.J
r. N%o se pode negar (ue e7istem entre as ra$as humanas
diferen$as constitucionais profundas; as do cérebro e do Mngulo
facial, por e7emplo, (ue s%o como as medidas de sua e>olu$%o.
De outra parte, e7istem tipos intermedi6rios (ue sup:em
cruEamentos de ra$as; e esses cruEamentos de ra$as implicam
necessariamente em sua di>ersidade.
#'. Mas, ent%o, se os homens n%o descendem todos de um
primeiro casal, n%o s%o todos irm%osJ
r. /odos os homens s%o irm%os perante Deus, o (ue é uma
fraternidade infinitamente superior. Demais, todos s%o parentes,
no sentido de (ue todos tGm a unidade de natureEa e os destinos
comuns. /odos s%o um pelo "sp1rito (ue encarna em cada um
deles e procede de Deus.
+
)s Espíritos. Deus
#1. O (ue é o "sp1ritoJ
r. " uma substMncia imaterial, indi>is1>el, imortal,
princ1pio inteligente do uni>erso.
#2. 5odemos n&s >er e compreender o "sp1ritoJ
r. N%o. Dua natureEa 1ntima nos é desconhecida2 n%o
conhecemos ainda a essGncia dos seres nem das coisas2 mas n&s
a chamamos esp1rito por oposi$%o K matéria.
#. Iue s%o os "sp1ritosJ
r. D%o os seres inteligentes, >i>endo de uma >ida pessoal e
consciente, destinados a progredir indefinidamente para a
.erdade, o <elo, o <em eternos.
#!. *6 muitas classes de "sp1ritosJ
r. Dim. *6 inicialmente, o "sp1rito puro, (ue é Deus2 h6 os
"sp1ritos (ue >i>em li>res no espa$o2 e, afinal, os "sp1ritos
encarnados, isto é, as almas re>estidas de um corpo material,
habitando a /erra e os outros mundos.
#". Iue é DeusJ
r. H o "sp1rito puro, incriado, eterno, causa inicial e
ordenadora do uni>erso.
##. 5ode-se definir DeusJ
r. Deus é indefin1>el. Definir é limitar2 ora, Deus é infinito2
ele é o c1rculo eterno cuFo centro est6 por toda parte e a
circunferGncia em parte alguma.
#$. N%o se pode, pois, penetrar nunca a natureEa 1ntima de
DeusJ
r. Nunca. Deus é como o sol2 se o olharmos em seus raios,
ele nos ilumina.
#%. 5ode-se pro>ar a e7istGncia de DeusJ
r. De uma forma direta e sens1>el, n%o2 por(ue ele n%o est6
sob nossos sentidos.
#&. O uni>erso, entretanto, n%o pro>a a e7istGncia de DeusJ
r. Dim. Mas n%o o mostra. Deus se oculta sob o >éu
transparente das coisas, como para nos for$ar a procur6-lo e nos
proporcionar o goEo de descobri-lo.
$'. Onde est6 DeusJ
r. "m toda parte, por(ue seu Der infinito n%o pode estar
circunscrito em nenhum lugar
$1. O homem n%o traE consigo a idéia de DeusJ
r. Dim. 3 idéia de Deus est6 no fundo da consciGncia
humana, como as estrelas no fundo da noite. De todas as pro>as
de sua e7istGncia esta é a mais segura e a melhor, por(ue é inata
na alma, como um refle7o da >erdade eterna.
$2. Deus é 'nico no infinitoJ
r. Dim. Deus é 'nico, por(ue n%o h6 sen%o um 'nico Deus2
porém ele n%o est6 solit6rio, por(ue a >ida uni>ersal e>olui nele,
por ele e em torno dele.
$. Os "sp1ritos est%o, portanto, em torno de DeusJ
r. Dim. Deus é o lugar dos "sp1ritos, isto é, o foco eterno
de luE e de amor, no (ual >Gm se iluminar todas as inteligGncias.
$!. 9omo >i>em os "sp1ritos no espa$oJ
r. Os "sp1ritos superiores >i>em de uma >ida puramente
flu1dica, isto é, desprendida da matéria, na propor$%o de seu grau
de adiantamento espiritual2 os "sp1ritos inferiores, ainda
entorpecidos pelo peso da materialidade, erram nas esferas mais
bai7as, esperando (ue seu desprendimento completo se realiEe.
$". Lm esp1rito desencarnado pode, ent%o, estar ainda ligado K
matériaJ
r. Dim. 5or(ue o perisp1rito permanece impregnado dos
fluidos pesados, (ue o impedem de deslocar-se no espa$o, como
a asa de um p6ssaro, (ue se arrastou na lama, o impede de se
ele>ar para o céu.
$#. 9omo >i>em os "sp1ritos inferioresJ
r. Numa >ida in(uieta e atormentada2 eles percorrem, sem
destino certo, as regi:es crepusculares da erraticidade, sem
poderem compreender seu estado, nem achar seu caminho; é o
(ue se chama de almas penadas.
$$. Os "sp1ritos inferiores s%o noci>osJ
r. 3lguns o s%o2 e sua m6 influGncia sobre os homens deu
lugar K cren$a nos demRnios.
$%. Os demRnios, ent%o, n%o e7istemJ
r. N%o2 h6 maus "sp1ritos, porém os (ue s%o chamados de
demRnios, ou esp1ritos eternamente maus, n%o e7istem2 nem o
mal, nem os maus podem ser eternos.
$&. Os maus "sp1ritos podem, ent%o, e7ercer influGncia sobre
os homensJ
r. Dim. Dobre os homens maus, (ue os in>ocam, ou sobre
os homens fracos, (ue se entregam a eles2 da1 os fre(Nentes
fenRmenos da possess%o e da obsess%o.
%'. 9omo os homens podem entrar em rela$%o com os maus
"sp1ritosJ
r. 5or meio dos fluidos e em >irtude da lei de afinidade
espiritual; PIuem se assemelha, se aFunta.Q
%1. *6 muitas classes de "sp1ritos mausJ
r. *6 os "sp1ritos simplesmente inferiores, tais como os
"sp1ritos le>ianos, imperfeitos, Eombeteiros, (ue nossos pais
chama>am de duendes, os brincalh:es, e (ue gostam de
tra>essuras de toda espécie2 depois h6 os "sp1ritos per>ersos, (ue
induEem os homens ao mal, pelo praEer de faEer o mal, e os (ue,
como os "sp1ritos batedores, habitam as casas mal-assombradas.
%2. Mas h6 também bons "sp1ritosJ
r. Dim, e é o maior n'mero. 3 3ntigNidade os denomina>a
bons gGnios2 a religi%o os chama anFos da guarda2 os esp1ritas os
conhecem pelo nome de "sp1ritos familiares ou "sp1ritos
protetores.
%. 9ada homem tem um "sp1rito protetor ligado K sua pessoaJ
r. Ordinariamente, temos muitos. D%o parentes, amigos (ue
nos conheceram ou amaram2 ou ainda "sp1ritos cuFa miss%o
consiste em proteger os homens, gui6-los na senda do bem, e (ue
progridem, eles pr&prios, trabalhando pelo adiantamento dos
outros.
%!. Os homens, neste mundo, e os "sp1ritos, no outro,
trabalham de comum acordoJ
r. 9ertamente. /udo se liga e se encadeia no uni>erso; os
corpos, por suas irradia$:es, atuam uns sobre os outros2 o mesmo
acontece no dom1nio dos "sp1ritos. /udo (ue os homens faEem
de bem, de belo, de grande na /erra lhes é inspirado, muitas
>eEes, por influGncias in>is1>eis; é por essa lei de solidariedade
moral (ue Deus go>erna o uni>erso.
%". 3ssim, a hist&ria humana é ditada pelo mundo in>is1>elJ
r. Dim. Deus a dita, os "sp1ritos a traduEem e os homens a
cumprem. /oda a filosofia dos séculos est6 encerrada nesses trGs
termos. Mas é preciso le>ar em conta a liberdade humana (ue,
muitas >eEes, entra>a as >istas de mais alto. Da1 >Gm as
contradi$:es aparentes da hist&ria.
+I
/ Doutrina do Espiritismo
%#. 9omo se chama o conFunto dos ensinos (ue acabamos de
e7porJ
r. O conFunto desses ensinamentos chama-se "spiritismo
ou "spiritualismo e7perimental.
%$. Iue significa esta pala>ra; "spiritismoJ
r. Dignifica; 9iGncia do "sp1rito ou ensino dos "sp1ritos,
por(ue s%o os pr&prios "sp1ritos (ue no-lo re>elaram.
%%. 5or (ue espiritualismo e7perimentalJ
r. 5or(ue essa doutrina repousa sobre fatos positi>os,
controlados pela e7perimenta$%o cient1fica.
%&. O "spiritismo é uma ciGncia ou uma cren$aJ
r. O "spiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciGncia positi>a,
uma filosofia, uma doutrina social2 é também uma cren$a,
porém, baseada na ciGncia e7perimental.
&'. H uma ciGncia, uma filosofia, uma doutrina, uma cren$a
no>aJ
r. De modo algum2 é a ciGncia integral, a filosofia humana,
a doutrina uni>ersal. "le é o antigo e no>o, como a .erdade, (ue
é eterna.
&1. 5ro>e (ue o "spiritismo é uma ciGncia.
r. O "spiritismo é uma ciGncia por(ue repousa em
princ1pios positi>os de onde se podem tirar dedu$:es cient1ficas
incontest6>eis. 3lém disso, ele é a pr&pria raE%o da ciGncia,
por(ue a ciGncia (ue n%o esclarece o homem sobre sua natureEa
1ntima e sobre seu destino é uma ciGncia incompleta e estéril,
como o positi>ismo. Ora, o "spiritismo é a ciGncia completa do
homem2 ela lhe indica sua >erdadeira natureEa, seu princ1pio
fundamental, seu destino final e, por conse(NGncia, se esfor$a,
dando-lhe toda a luE sobre sua >ida para torn6-la mais feliE e
melhor.
&2. Iuais s%o as pro>as cient1ficas atuais do "spiritismoJ
r. 3s pro>as atuais do "spiritismo s%o as descobertas
recentes da radioati>idade de todos os corpos e de todos os seres,
a hipnose, o magnetismo, os fenRmenos m'ltiplos da telepatia,
do desdobramento, os fantasmas dos >i>os e dos mortos, em uma
pala>ra, todo o conFunto dos fenRmenos de ordem ps1(uica. 3s
descobertas futuras, das (uais estas s%o apenas o pref6cio, dar%o
ao "spiritismo e7perimental uma consagra$%o definiti>a.
&. De o "spiritismo é uma ciGncia positi>a, por (ue encontra
tanta oposi$%o, hostilidade mesmo, entre os s6biosJ
r. O "spiritismo s& é combatido, geralmente, pelos s6bios
oficiais, precisamente por(ue ele é uma re>olu$%o na ciGncia
oficial. 3 maioria dos s6bios li>res e independentes é, ao
contr6rio, fa>or6>el ao "spiritismo e >em engrossar nossas
fileiras.
&!. 9omo o "spiritismo, (ue é uma ciGncia, é, ao mesmo
tempo, uma filosofia e uma moralJ
r. 5or(ue o "spiritismo é uma ciGncia eminentemente
pr6tica, (ue ensina aos homens as duas grandes >irtudes sobre as
(uais repousa toda a moral humana; a Fusti$a e a solidariedade,
isto é, o progresso na ordem e o amor.
&". O 9ristianismo n%o e7plica essa moralJ
r. Dim, é a moral uni>ersal escrita, em todos os tempos, na
consciGncia humana. Oesus a ensinou ao mundo, h6 >inte séculos,
mas os sacerd&cios e as teologias a desnaturaram e alteraram por
meio de acréscimos interesseiros ou de interpreta$:es sutis. O
"spiritismo lhe restitui sua pureEa primiti>a, a ap&ia em pro>as
sens1>eis e a apresenta ao gGnero humano com toda a amplitude
(ue con>ém K sua e>olu$%o atual e a seus progressos futuros.
&#. "ntretanto, toda moral pede uma san$%o, isto é, uma
recompensa para o bem, um castigo para o malJ
r. 3 recompensa do bem cumprido é o pr&prio bem, como
o castigo do mal cometido é a consciGncia de o ter praticado com
premedita$%o2 da1 o remorso. O esp1rito humano é para consigo
mesmo seu pr&prio recompensador ou seu algoE. Deus n%o pune
nem recompensa ninguém. Lma lei imut6>el, uma Fusti$a
imanente presidem a ordem do uni>erso e as a$:es dos homens.
/odo ato cumprido encerra suas conse(NGncias. Deus dei7a ao
tempo o cuidado de realiE6-las.
&$. N%o h6, portanto, céu nem infernoJ
r. O céu ou o inferno est%o na consciGncia de cada um de
n&s2 toda alma traE em si e consigo sua alegria ou seu
sofrimento, sua gl&ria ou sua miséria, conforme seus méritos ou
seus deméritos.
&%. "nt%o, por (ue faEer o bem e e>itar o mal, se n%o se é
recompensado pelo céu, nem punido pelo infernoJ
r. H necess6rio faEer o bem e e>itar o mal, n%o com o fim
ego1stico de uma recompensa, nem pelo temor ser>il de um
castigo, mas unicamente por(ue é a lei de nosso adiantamento. O
progresso dos seres é o resultado de seu esfor$o indi>idual2
assim se anulam o dogma inFurioso da gra$a e a teoria fatalista
da predestina$%o.
&&. 9omo é formulada a lei do destinoJ
r. 9ada um de nossos atos, bom ou mau, temos dito, recai
sobre n&s. 3 >ida presente, feliE ou infeliE, é o resultado de
nossos atos passados e a prepara$%o de nossas >idas futuras.
9olhemos, matematicamente, atra>és dos séculos o (ue
semeamos. 3 lembran$a de nossas >idas anteriores se apaga por
ocasi%o da >olta da alma K carne2 mas o passado subsiste nas
profundeEas do ser. "ssa lembran$a se recobra na morte e até
durante a >ida, (uando a alma se desprende do corpo material,
nos diferentes estados do sono. "nt%o, o encadeamento de nossas
>idas e, por conseguinte, o das causas e dos efeitos (ue as rege
se reconstituem. 3 realiEa$%o nelas de uma lei soberana de
Fusti$a torna-se e>idente para n&s.
1''. 3cabamos de >er (ue o "spiritismo é uma ciGncia positi>a
e uma filosofia moral; como, além disso, é uma doutrina socialJ
r. 5or(ue o "spiritismo bem compreendido e bem
praticado torna o indi>1duo melhor e (ue é somente pela
melhoria do indi>1duo (ue se pode obter a da sociedade.
1'1. 9omo o "spiritismo torna o indi>1duo melhorJ
r. Dando-lhe a >erdadeira no$%o da >ida e, portanto, a do
seu destino, isto é, realiEando a educa$%o moral do homem
indi>idual e do homem social.
1'2. Mas a sociologia e o socialismo modernos n%o faEem a
mesma coisaJ
r. "les faEem, infeliEmente, o contr6rio. O socialismo atual
s& >G na e7istGncia presente o (ue ele denomina PconcorrGncia
>italQ, isto é, a luta pela >ida. "ssa teoria é perigosa por(ue
consagra o materialismo, e7cita os apetites, desencadeia as
ambi$:es, apro>a todos os atentados e conduE K anar(uia. "la
>isa somente o bem estar material, isto é, a >ida do corpo, e n%o
le>a absolutamente em conta o destino imortal do "sp1rito.
1'. 9omo a doutrina esp1rita corrige esse erro do socialismoJ
r. O "spiritismo demonstra ao homem (ue sua >ida
presente n%o é sen%o um elo da longa cadeia de suas e7istGncias.
5or conse(NGncia, ele de>e consider6-la, principalmente, sob seu
ponto de >ista real, o da educa$%o da alma, e n%o pelas >antagens
materiais (ue nos oferece, n%o podendo estas, se delas
abusarmos, sen%o retardar nosso adiantamento e nossa
>erdadeira felicidade.
1'!. 9omo o "spiritismo compreende a solidariedade humanaJ
r. "m seu mais alto e mais amplo sentido. 9ada homem,
de>endo renascer um dia para reparar suas faltas ou aperfei$oar
sua >ida nesta mesma /erra, (ue é o campo de batalha de suas
lutas e o terreno de seus labores, n%o tem ele todo o interesse de
a1 faEer o bem em torno de si, de amar seus semelhantes, lhes
prestar ser>i$o, a fim de preparar para si pr&prio um retorno feliE
neste mundo de pro>asJ
1'". N%o é isso um sonho, uma dessas utopias acariciadas pelos
esp1ritos (uiméricos, porém, imposs1>eis de realiEarJ
r. Os fatos a1 est%o para pro>ar a possibilidade de realiEar
essa doutrina social. "7istem na <élgica e na Bran$a grupos
esp1ritas de oper6rios, e sobretudo de mineiros, (ue funcionam
h6 (uinEe ou >inte anos. /odos os domingos eles se re'nem para
ou>ir os ensinamentos dos "sp1ritos protetores e as
comunica$:es do além. 9ada um desses humildes trabalhadores
toma para si as li$:es do ">angelho dos in>is1>eis. 3lguns se
tGm corrigido de suas pai7:es e se curado de seus >1cios2 todos
s%o consolados, instru1dos, reconfortados e se tornam melhores.
"sses homens, antes incultos e grosseiros, s%o agora esclarecidos
sobre os problemas do destino e da >ida eterna. 3s >oEes do
além, as de seus amigos, de seus parentes, lhes tGm ensinado
mais do (ue os serm:es do padre ou as declama$:es do sofista
ou do reitor. Lm dia, e esse dia n%o tardar6 em >ir, essas
comunica$:es do mundo in>is1>el se tornar%o a religi%o dos
po>os e a da humanidade2 um no>o princ1pio de educa$%o social
ser6 re>elado ao mundo e a paE, a Fusti$a, a fraternidade reinar%o
entre os homens.
+II
Prática E0perimenta1
1'#. Iue é praticar o "spiritismoJ
r. 5raticar o "spiritismo é;
-! in>ocar os "sp1ritos e se pRr em comunica$%o com o
mundo in>is1>el2
4! fre(Nentar assiduamente as reuni:es esp1ritas2
)! desen>ol>er os dons de mediunidade (ue est%o em germe
em cada um de n&s.
1'$. Iue é in>ocar os "sp1ritosJ
r. " dirigir-lhes preces e lhes pedir luE, inspira$%o, aFuda e
prote$%o.
1'%. 3 prece é ent%o ou>ida no mundo in>is1>elJ
r. 3 prece é um transporte da alma, (ue abre um caminho
flu1dico no espa$o2 ela pode atingir os mais ele>ados "sp1ritos e
chegar até Deus.
1'&. Iual é a melhor das ora$:esJ
r. /oda ora$%o é boa (uando é uma ele>a$%o da alma e um
apelo sincero do cora$%o.
11'. Iue é uma reuni%o esp1ritaJ
r. H um grupo composto de di>ersas pessoas unidas pela
comunh%o dos pensamentos, a afinidade dos fluidos e a
concordMncia das >ontades.
111. 9omo de>e ser organiEada uma reuni%o esp1ritaJ
r. De um grupo de pes(uisadores esclarecidos, de um
presidente, de um ou >6rios médiuns, sob a prote$%o dos bons
"sp1ritos.
112. Onde de>em realiEar-se essas reuni:esJ
r. N%o importa onde, por(ue o "sp1rito se manifesta onde
(uer, mas de preferGncia em lugar reser>ado, pois os bons
"sp1ritos n%o gostam de se manifestar na confus%o.
11. De>e-se reunir de dia ou de noiteJ
r. /anto de dia, como de noite, conforme os "sp1ritos
decidirem2 entretanto a noite é mais prop1cia Ks comunica$:es
com o mundo in>is1>el.
11!. 5or (ueJ
r. 5or(ue a atmosfera noturna é mais calma2 a ati>idade do
dia n%o interfere mais nas correntes das ondas magnéticas2
nessas condi$:es, é mais f6cil estabelecer o caminho flu1dico
entre este mundo e o além. H, ali6s, o (ue significa o pro>érbio
antigo; PO dia é dos homens, a noite é dos deusesQ, isto é, dos
"sp1ritos.
11". /odas as reuni:es esp1ritas produEem as mesmas re>ela$:es
e os mesmos fenRmenosJ
r. N%o. 9ada reuni%o tem sua caracter1stica, cada grupo sua
fisionomia. /udo depende da ele>a$%o dos "sp1ritos (ue se
comunicam, das disposi$:es 1ntimas dos assistentes e, sobretudo,
do >alor dos médiuns.
11#. Iue (uer diEer a pala>ra médiumJ
r. Dignifica intermedi6rio, isto é, (ue ocupa a posi$%o de
mediador entre os membros do grupo e os "sp1ritos (ue se
comunicam.
11$. Iue é preciso para ser um bom médiumJ
r. H preciso reunir certas condi$:es ou (ualidades
ps1(uicas, intelectuais e morais.
11%. Iuais s%o as (ualidades ps1(uicas de um bom médiumJ
r. 5rimeiramente e antes de tudo, o e(uil1brio ps1(uico e
moral2 em seguida, uma (uantidade de fluido magnético
suficiente para permitir aos "sp1ritos se manifestarem.
11&. Iuais s%o as (ualidades intelectuais de um bom médiumJ
r. H deseF6>el (ue o médium seFa inteligente e instru1do. O
>alor das comunica$:es est6 relacionado com o >alor intelectual
do médium. Da mesma forma (ue um artista gosta de se ser>ir de
um bom instrumento, assim um "sp1rito superior escolhe de
preferGncia um médium digno e apto a ser>i-lo.
12'. Lm "sp1rito superior n%o pode suprir a incapacidade de um
médiumJ
r. #sso acontece algumas >eEes2 mas n%o é a regra geral. O
médium (ue empresta suas faculdades ao "sp1rito, para lhe
permitir a comunica$%o de seu pensamento e de seus ensinos,
facilmente compreende (ue (uanto mais suas faculdades forem
aperfei$oadas, melhor o "sp1rito poder6 ser>ir-se delas.
121. 5or (ue o médium de>e ter (ualidades moraisJ
r. 5or(ue um médium-imoral ou >iciado s& pode atrair
maus "sp1ritos, o (ue é sempre perigoso.
122. Mas, ent%o, como se poder6 distinguir a parte do médium e
a parte do "sp1rito nas comunica$:esJ
r. #sso e7ige, com efeito, uma grande e7periGncia dos
fenRmenos ps1(uicos2 entretanto, chega sempre um momento em
(ue a comunica$%o atinge uma amplitude e re>este um car6ter
(ue e7cedem os meios pessoais e as possibilidades do médium2 é
por esse ind1cio (ue se reconhece a a$%o direta do "sp1rito.
12. H no estado de >ig1lia (ue o médium pode ser>ir de
intermedi6rio com o mundo in>is1>elJ
r. Os fenRmenos de primeira ordem, as comunica$:es
superiores e7igem ordinariamente o estado de sonambulismo ou
de hipnose em todos os seus graus, isto é, desde a e7terioriEa$%o
parcial ao desprendimento completo. "sse estado facilita o transe
e torna poss1>el o fenRmeno t%o not6>el da incorpora$%o, pela
(ual o "sp1rito entra momentaneamente na personalidade do
médium, psi(uicamente ausente, como um estranho numa casa
desabitada.
12!. 3 (ue ordem pertencem esses fenRmenos de mediunidadeJ
r. 3 ordem chamada ps1(uica, isto é, espiritual. 9on>ém
n%o es(uecer (ue as leis do uni>erso est%o em total harmonia e
(ue, conse(Nentemente, n&s, (ue somos esp1ritos, s& nos
podemos comunicar com o mundo dos esp1ritos pelos sentidos
do esp1rito. "sse se7to sentido, (ue completa a natureEa humana,
é a percep$%o espiritual, isto é, a mediunidade.
12". 3 mediunidade n%o é, ent%o, uma descoberta recenteJ
r. N%o mais do (ue a alma, da (ual ela é uma
manifesta$%o2 ela faE parte integrante da natureEa humana, pro>a
nossa afinidade com o mundo in>is1>el e di>ino.
12#. 3 mediunidade foi praticada no passadoJ
r. Dim. Ara$as a ela a 3ntigNidade, muito mais (ue os
tempos modernos, este>e em comunh%o com o mundo in>is1>el2
o "gito, a A6lia, a Arécia, Roma e o po>o Fudeu conheceram a
mediunidade. 3s pitonisas, as sibilas, as druidesas da ilha de
Dein, os profetas hebreus, os grandes teurgos de 3le7andria,
como 3polRnio de /iana, foram médiuns célebres. O pr&prio
9risto foi o médium de Deus, intermedi6rio entre o 9éu e a
/erra2 ainda o chamam hoFe Po mediadorQ.
12$. "ntretanto, a #greFa 9at&lica n%o repudia >iolentamente essa
e7plica$%o da miss%o de OesusJ
r. Dim, por(ue ela perdeu o sentido de sua primiti>a
inicia$%o. /oda>ia, é do fato esp1rita do 5entecostes (ue surgiu a
primiti>a #greFa, pela efus%o do "sp1rito de Oesus sobre os
ap&stolos. Os primeiros crist%os forma>am grupos esp1ritas, dos
(uais D%o 5aulo foi o legislador. <asta ler algumas passagens de
suas ep1stolas, principalmente a dirigida aos 9or1ntios, para >er
como funciona>am esses grupos e (uais eram as diferentes
espécies de mediunidade dos crist%os desse tempo. Nem o
">angelho de Oesus, nem o come$o da #greFa podem ser
compreendidos sem os dados do "spiritismo.
12%. Dissestes (ue era preciso culti>ar a mediunidade; como se
pode faEer issoJ
r. 9omo todas as faculdades da alma, a mediunidade é
perfect1>el. "la é desen>ol>ida pelo e7erc1cio, pelo treinamento,
pela e7perimenta$%o. Mas é preciso para isso dei7ar-se dirigir
pelos pr&prios "sp1ritos2 por(ue s%o eles (ue preparam e formam
seus médiuns, como um mestre s6bio forma o oper6rio (ue o
de>e aFudar e ser>ir.
12&. O e7erc1cio da mediunidade é perigosoJ
r. 9omo todas as coisas, (uando se abusa ou n%o se sabe
ser>ir bem delas.
1'. 9omo se pode abusar da mediunidadeJ
r. #sso pode acontecer nas seguintes situa$:es;
-! Iuando se utiliEa dela muito fre(Nentemente, o (ue pode
ser noci>o K sa'de. Lm médium é um >i>o e precioso
reser>at&rio de for$as ps1(uicas2 porém, essas for$as n%o
s%o inesgot6>eis. H preciso, portanto, cessar as
e7periGncias desde os primeiros sintomas de fadiga e
espa$ar as reuni:es, de forma a dei7ar ao médium tempo
para reconstituir sua pro>is%o flu1dica. Os pr&prios
esp1ritos s%o os primeiros a poupar seu médium e a
ad>erti-lo, desde (ue a for$a ps1(uica comece a se
esgotar.
4! 3busa-se igualmente da mediunidade (uando ela é
e7ercida para di>ers:es fr1>olas ou pura curiosidade do
esp1rito humano.
O médium paga, muitas >eEes, bem caro essa fantasia
temer6ria2 ele se e7p:e K obsess%o e K possess%o dos maus
"sp1ritos. N%o con>ém abusar dos dons de Deus, sem (ue
seFa se>eramente punido. O médium, >ia de regra, nunca
de>e e7perimentar soEinho.
11. 9omo os médiuns podem pre>enir esses perigosJ
r. 5reparando-se para suas fun$:es, como para um
ministério sagrado, pela in>oca$%o, pelo recolhimento e pela
prece. O iniciado nos mistérios antigos tinha um ritual2 s& se
entrega>a K e>oca$%o ap&s se ter preparado pela abstinGncia e
medita$%o, no isolamento. 3 lei n%o mudou. Iuem (uer (ue
passar além, se e7p:e a reais incon>enientes.
12. Num grupo esp1rita, os membros assistentes tGm igualmente
certos de>eres a cumprirJ
r. Dim, e o primeiro de todos é de se unirem pela afinidade
simp6tica dos fluidos e a concordMncia unMnime das >ontades.
Lma 'nica >ontade discordante ou hostil neutraliEa o fluido
coleti>o e pode impedir a comunica$%o. N%o se de>e Famais
introduEir numa reuni%o um elemento no>o, sem ter pedido antes
a opini%o do "sp1rito protetor do grupo, por(ue s& ele Fulgar6 das
afinidades flu1dicas do recém->indo.
1. De os assistentes s%o mo>idos por simples sentimento de
curiosidade ou de ceticismo, o (ue suceder6J
r. Os assistentes tGm a companhia dos "sp1ritos (ue
merecem. De eles s%o le>ianos, ter%o "sp1ritos le>ianos e
mistificadores2 se s%o corrompidos ter%o esp1ritos impuros e
per>ersos, cuFo contato, embora momentMneo, nunca é
inofensi>o.
1!. Os grupos esp1ritas de>em ser limitados (uanto ao n'mero
de pessoas (ue os comp:emJ
r. N%o de uma forma absolutamente matem6tica2 mas,
como regra geral, os grupos menos numerosos s%o os mais
unidos e, por conse(NGncia, os melhores.
1". 5or (ueJ
r. De F6 é dif1cil harmoniEar os fluidos de cinco ou seis
pessoas com os do "sp1rito, torna-se mais dif1cil ainda, (uando
os membros s%o mais numerosos. H bom n%o ser menos de trGs,
nem mais de doEe. 3crescentemos (ue é prefer1>el reunir-se,
tanto (uanto poss1>el, no mesmo local, nos mesmos dias e K
mesma hora. "sses h6bitos regulares fa>orecem sensi>elmente a
influGncia e a a$%o dos "sp1ritos.
1#. Iuantas espécies de mediunidade h6J
r. " dif1cil classific6-las, por(ue é imposs1>el limitar os
dons do 3lto. PO "sp1rito sopra onde (uer, (uando e como
(uer.Q "ntretanto, distinguem-se assim as formas ou
manifesta$:es da mediunidade; a tiptologia, isto é, as pancadas,
as mesas falantes2 os fenRmenos de le>ita$%o, (ue s%o como o
PabcQ do "spiritismo e7perimental. 3 maioria das mediunidades
come$a por a1.
3 escrita autom6tica ou direta, isto é, os caracteres tra$ados
por m%os in>is1>eis ou pelos médiuns, sob o impulso dos
"sp1ritos2 o fenRmeno de incorpora$%o, (ue se d6 (uando um
"sp1rito >em momentaneamente se apoderar do organismo do
médium adormecido e, de alguma forma, se substituir K sua
personalidade2 isso pressup:e o sono magnético profundo. *6,
enfim, as apari$:es ou materialiEa$:es de "sp1ritos de todos os
graus; algumas podem ser fotografadas no momento.
*6 outras formas de mediunidade; por e7emplo, a
mediunidade >idente ou auditi>a, (ue percebe os seres, os ru1dos
e as harmonias do mundo in>is1>el2 a mediunidade curadora, (ue
cura por simples to(ue as doen$as, ou as diagnostica no interior
do corpo pela dupla >ista. *6 ainda a glossolalia,
2
ou dom das
l1nguas2 ela permite ao médium, em estado de sonambulismo,
falar, escre>er, compreender l1nguas mortas ou >i>as, (ue ele
ignora no estado de >ig1lia, etc.
1$. Mas o charlatanismo, a simula$%o, o embuste n%o
representam papel consider6>el na pr6tica do "spiritismoJ
r. Dim, sem d'>ida, isso acontece por >eEes. Iual a ciGncia
(ue n%o tem seus charlat%es e seus e7ploradoresJ Iual a religi%o
(ue n%o é corrompida e desonrada por seus falsos milagres, seus
falsos profetas, seus maus padres ou suas supersti$:esJ #sso
pro>a (ue é pr&prio da natureEa humana e um dos sinais de sua
fra(ueEa abusar de tudo, até das coisas mais sagradas, e profanar
tudo, até os mais nobres dons (ue recebeu de Deus.
1%. 3 pr6tica do "spiritismo n%o le>a também algumas >eEes
ao suic1dio ou K loucuraJ
r. De maneira alguma. De alguns casos de e7alta$%o foram
produEidos, é preciso obser>ar (ue a ciGncia e a religi%o, (ue s%o
duas coisas necess6rias e muito ele>adas, tGm também, no curso
dos séculos, uma, arruinado muitos cérebros2 outra, produEido
casos de loucura religiosa e cometido crimes odiosos. N%o é, no
entanto, uma raE%o para renunciar K religi%o (ue tem feito
grandes almas, nem a ciGncia, (ue tem produEido grandes
esp1ritos. Deria il&gico e inFusto >er as coisas ele>adas somente
por seus pe(uenos e maus aspectos. 5elo fato de o cérebro
humano n%o poder suportar o peso de certas re>ela$:es, s& se
pode concluir uma coisa; é (ue o in>is1>el n%o tem limites e o
homem é bem limitado diante do infinito.
1&. Iue pensar do papel do demRnio nas manifesta$:es
esp1ritasJ
r. O demRnio n%o e7iste e n%o pode e7istir, por(ue, se ele
e7istisse, Deus n%o e7istiria2 um e7clui necessariamente o outro.
1!'. 9omo assimJ
r. De o demRnio é eterno como Deus, h6 dois seres eternos.
Ora a coe7istGncia de duas eternidades é imposs1>el2 ela seria
uma contradi$%o na ordem metaf1sica. "sses dois deuses, um do
bem, outro do mal, lembram a teoria oriental dos dois princ1pios;
é uma reminiscGncia do dualismo dos mani(ueus. De, ao
contr6rio, o demRnio é uma criatura de Deus, Deus se torna
respons6>el diante da humanidade de todo o mal (ue o demRnio
tem feito e far6 ainda, eternamente. H a mais clamorosa inF'ria
(ue se possa faEer a Deus, pois (ue é negar sua Fusti$a e sua
bondade. *6 maus "sp1ritos, F6 o dissemos acima, (ue impelem
ao mal o homem (ue a ele é propenso2 mas o demRnio,
considerado como a personifica$%o indi>idual do mal, n%o e7iste.
1!1. "ntretanto, a #greFa n%o ensina e afirma o car6ter satMnico
de certas manifesta$:es esp1ritasJ
r. 3 #greFa tem uma 'nica pala>ra para e7plicar o (ue n%o
compreende; Dat%. No decorrer dos séculos, a #greFa sempre
atribui a Dat% todas as in>en$:es do gGnio, desde a do >apor Ks
da estrada de ferro e da eletricidade. "st6 em sua l&gica habitual
e em sua caracter1stica diEer (ue os fenRmenos do magnetismo e
as re>ela$:es esp1ritas s%o obra de Dat%. /oda>ia, apesar dos
an6temas da #greFa, a ciGncia progride, o gGnio do homem e>olui
e o "spiritismo se tornar6 K fé uni>ersal do futuro.
1!2. "nt%o, o "spiritismo é a religi%o do futuroJ
r. "le é, antes de tudo, o futuro da religi%o. O "spiritismo,
como seu nome indica, é a mais alta e a mais cient1fica forma do
espiritualismo. "le é, ao mesmo tempo, F6 o dissemos, uma
ciGncia positi>a, uma filosofia moral, uma solu$%o social. Dob
todos esses t1tulos, ele responde admira>elmente Ks e7igGncias
do pensamento moderno, Ks necessidades do cora$%o humano, Ks
aspira$:es ele>adas da alma. Os progressos do futuro
confirmar%o cada dia mais seus ensinamentos e sua doutrina.
5odemos, pois, afirmar (ue o "spiritismo é o 9redo futuro da
humanidade.
+III
Conso1aç2es. Estética3 o 4e1o5 o +erdadeiro5 o
4em
1!. 9omo ciGncia, o "spiritismo se dirige K raE%o2 mas como se
dirige ao cora$%o humanoJ
r. -! 9onsolando-o na pro>a$%o2 4! faEendo-o amar a >ida,
a natureEa, o uni>erso, como uma obra solid6ria e harmoniosa,
toda impregnada de amor, de poesia, de beleEa.
1!!. 9omo o "spiritismo consola o homem em suas pro>asJ
r. BaEendo-o compreender (ue o sofrimento é uma
educa$%o necess6ria ao seu destino2 (ue ele engrandece a alma,
forma o Fu1Eo, tempera o car6ter, apura as sensa$:es e inspira o
nobre sentimento da piedade, pelo (ual nos assemelhamos mais a
Deus.
1!". #sso s%o consola$:es (ue se dirigem mais K raE%o2 mas as
>erdadeiras penas do cora$%o, tais como a perda da(ueles (ue
amamos, de uma m%e, de um filho, de um amigo, etc. n%o s%o
apenas inconsol6>eisJ
r. N%o h6 penas inconsol6>eis. D%o precisamente essas (ue
o "spiritismo consola melhor, por(ue gra$as a seu ensino e a
suas pr6ticas, sentimos em torno de n&s a presen$a de nossos
mortos bem amados. Deu fluido nos en>ol>e2 eles nos falam, por
>eEes se dei7am >er e até fotografar. 3 fé religiosa d6 somente a
esperan$a2 o "spiritismo d6 a certeEa e faE tocar a realidade.
1!#. O "spiritismo nega ent%o a morteJ
r. N%o, mas a li>ra dos terrores e dos temores cuFos
preFu1Eos a cercam. O "spiritismo nos faE amar a >ida e nos
ensina a n%o temer a morte.
1!$. 9omo o "spiritismo nos faE amar a >idaJ
r. 3presentando-a como uma das etapas necess6rias de
nosso destino. 3lém disso, ele nos faE compreender como a
e7istGncia humana, apesar de sua dura$%o e suas aparGncias
efGmeras, se liga ao plano geral da e>olu$%o, do amor e da
beleEa, (ue constitui o uni>erso.
1!%. 9omo a >ida humana se >incula ao plano geral do
uni>ersoJ
r. 9omo a parte se liga ao todo2 como o pormenor se liga
ao conFunto. O uni>erso é o oceano eterno da >ida; a e7istGncia
humana dele procede, como de seu princ1pio e a ele retorna
como a seu fim.
1!&. N%o é isso (ue se chama pante1smoJ
r. De forma alguma, por(ue o ser humano, isto é, o
"sp1rito encarnado ou desencarnado, guarda sua personalidade e
sua identidade na >ida uni>ersal, como certas correntes (ue
circulam no oceano, sem se misturar com suas 6guas.
1"'. De a >ida humana n%o e7istisse, faltaria ent%o alguma coisa
no uni>ersoJ
r. 9ertamente, por(ue o homem resume em si todas as
>idas dos di>ersos reinos da natureEa @ do mineral, do >egetal e
do animal @ e as completa pela consciGncia e pela liberdade. 3
>ida humana é o fenRmeno consciente da natureEa.
1"1. 3 natureEa é, ent%o, eternaJ
r. 3 natureEa é o efeito2 somente a causa é eterna; é Deus.
1"2. Deus é, pois, o autor da natureEaJ
r. Dim2 por toda parte encontramos seu poder, sua
inteligGncia, seu amor e o refle7o de sua beleEa.
1". 3 natureEa é, ent%o, o refle7o de DeusJ
r. Dim, é um transparente sob o (ual se descobre Deus2
cada um dos fenRmenos da natureEa é o s1mbolo de um
pensamento di>ino.
1"!. 9omo acontece (ue t%o poucos homens >eFam a natureEa
dessa maneiraJ
r. 5or(ue o maior n'mero dos homens olha essas coisas
com a >is%o fatigada pelo h6bito ou falseada pela pai7%o. O
homem (ue guardou a mocidade do cora$%o e a pureEa do olhar
>G a natureEa e a >ida na >erdadeira luE. Boi nesse sentido (ue
Oesus disse; PBeliEes os cora$:es puros, por(ue >er%o a Deus.Q e
ainda; PDe >osso olhar é simples, todo o >osso corpo ser6
iluminado.Q
1"". Mas essa maneira de compreender a natureEa n%o é
e7clusi>amente m1stica, pois (ue a ciGncia moderna s& >G nela
um fenRmeno puramente materialJ
r. H precisamente o erro da ciGncia contemporMnea n%o >er
na natureEa sen%o o fenRmeno material2 e é também sua puni$%o
n%o poder, por causa disso, apreciar nem a lei da natureEa, nem a
>ida profunda dos seres (ue ela encerra. O esp1rita, como seu
nome o indica, interroga em tudo e por toda parte o Pesp1ritoQ
das coisas2 e é o "sp1rito (ue lhe responde e instrui.
1"#. 3ssim, o esp1rita est6 em comunh%o mais 1ntima com a
natureEaJ
r. 9ertamente2 est6 a1 a >erdadeira comunh%o uni>ersal. No
meio da natureEa o esp1rita nunca est6 soEinho. O mundo dos
"sp1ritos o cerca, uma prote$%o di>ina o en>ol>e2 por toda parte
descobre um mistério e escuta >oEes. Dente (ue um imenso amor
reside no fundo de toda >ida2 (ue cada ser repete um canto do
grande poema e traE sua nota particular ao concerto uni>ersal.
1"$. Dissestes (ue o "spiritismo tinha também uma estética
especial, isto é, uma concep$%o de beleEaJ
r. H a estética 'nica, especialmente ade(uada K raE%o
uni>ersal; a estética espiritualista.
1"%. Iue é a estéticaJ
r. H a ciGncia das leis da beleEa.
1"&. Iue é a beleEaJ
r. H o (ue agrada ao esp1rito e encanta os olhos.
1#'. 5or (ue o (ue é belo é o (ue agrada ao esp1rito e aos olhosJ
r. 5or(ue o belo é conforme a natureEa, como a natureEa, a
seu turno, é conforme a idéia di>ina, (ue é seu modelo eterno.
1#1. 3 natureEa é, ent%o, a e7press%o da beleEaJ
r. Dim, a natureEa é o primeiro fato estético (ue se imp:e
ao nosso pensamento e aos nossos olhares. H a regra impec6>el,
o modelo onde as artes encontrar%o sempre a medida de sua
inspira$%o.
1#2. 9omo o homem e7prime a beleEa da natureEaJ
r. 5elas artes.
1#. Iue s%o as artesJ
r. 3s artes s%o a e7press%o material dos trGs elementos (ue
constituem a beleEa; isto é, a idéia, a forma e a >ida.
1#!. Onde busca o artista a idéia ou, antes, o ideal de suas obrasJ
r. Na contempla$%o interior de uma beleEa incriada,
entre>ista como uma miragem da beleEa eterna, (ue é Deus >isto
em suas obras. H essa >is%o interna (ue se chama; concep$%o do
gGnio e inspira$%o.
1#". O artista n%o de>e, ent%o, imitar simplesmente a natureEaJ
r. Dim, mas n%o de>e ser copista ser>il, como o pretende a
escola dita realista. De>e somente emprestar-lhe as formas
sens1>eis, os sinais materiais necess6rios para dar corpo ao ideal
(ue est6 nele. Iuanto mais um artista se apro7ima do ideal, mais
e7prime a realidade2 da mesma forma (ue, (uanto mais se
apro7ima de uma alma, melhor se possui e se conhece o homem
por completo.
1##. Iue diferen$a h6 entre as 3rtes, as 9iGncias e a #nd'striaJ
r. D%o trGs formas da ati>idade humana, (ue tem, cada
uma, seu obFeto particular, mas (ue se solidariEam pela unidade
do termo (ue de>em atingir. 3 ind'stria tem por obFeto o 'til sob
todas as suas formas; of1cios, in>en$:es, descobertas, etc2 a
ciGncia tem por obFeto as leis (ue regem a essGncia das coisas e
dos seres, isto é, o >erdadeiro2 as artes tGm por obFeto o belo, (ue
é o esplendor do >erdadeiro, isto é, a irradia$%o do Der no
uni>erso2
1#$. O >erdadeiro e o belo n%o de>em unir-se para constituir o
bemJ
r. ">identemente, o >erdadeiro, o belo, o bem s%o uma s& e
mesma coisa; s%o as trGs facetas de um s& e mesmo diamante; o
>erdadeiro, (ue é a ciGncia, o belo, (ue é a arte, de>em resumir-
se no bem, (ue é o amor.
P/oda ciGncia, disse um pensador, (ue n%o nos le>a a amar
é uma ciGncia estéril, traindo-se a si mesma.Q
1#%. /udo de>e, ent%o, se resumir no amorJ
r. Dim, o amor é o princ1pio e o fim das coisas2 tudo
procede dele2 tudo de>e a ele retornar. H a lei do progresso para
os po>os2 é a condi$%o do adiantamento para o indi>1duo. /oda a
lei do destino est6 contida nesta pala>ra.
1#&. 9omo o amor é a lei do progresso para os po>osJ
r. Da mesma forma como Deus feE os gr%os de areia para
>i>erem unidos na mesma praia, os gr%os de trigo para se
abra$arem na mesma espiga e os bagos de u>a no mesmo cacho,
assim ele feE os homens para >i>erem unidos na fam1lia, depois
na cidade, na p6tria e, finalmente, na humanidade. H a condi$%o
essencial da ci>iliEa$%o.
1$'. "ntra, ent%o, no plano do amor, isto é, no plano de Deus,
(ue todos os homens seFam irm%os e todos os po>os se unam um
dia pela fraternidade uni>ersalJ
r. Dim, é a lei do amor a le>ar K unidade, isto é, K imagem e
K semelhan$a de Deus, (ue é um.
1$1. "ssa no$%o de amor humanit6rio n%o destr&i a no$%o de
patriotismoJ
r. De forma alguma, mas a e7plica e a modifica segundo a
pr&pria lei da natureEa e dos progressos da hist&ria.
1$2. 9omo se d6 issoJ
r. 3 lei da natureEa e a da hist&ria e7igem (ue o c1rculo do
amor se amplie progressi>amente no curso dos séculos. 3
humanidade, em cada uma de suas etapas, e o homem, em cada
uma de suas e7istGncias, aperfei$oam-se e se dilatam
incessantemente. H para amar cada >eE mais (ue os homens e os
po>os s%o submetidos K lei inelut6>el das reencarna$:es, neste e
nos outros mundos do espa$o. 3 >ida indi>idual e a >ida coleti>a
e>oluem por ciclos2 o primeiro é a fam1lia2 o segundo, a cidade2
o terceiro, a p6tria2 o (uarto, a humanidade2 o 'ltimo, o uni>erso.
1$. 3 (ual ciclo da hist&ria humana chegamos atualmenteJ
r. 3o ciclo de transi$%o entre o amor da p6tria e do gGnero
humano.
1$!. 3ssim, o patriotismo est6 fadado a desaparecerJ
r. "m sua no$%o e7clusi>a e de ri>alidade, sim2 em sua
no$%o hist&rica e 1ntima, n%o.
1$". Iue entendeis por issoJ
r. *6 um patriotismo estreito e feroE (ue é o ego1smo dos
po>os. "sse de>e perecer. 5or(ue um homem >i>e a(uém da
fronteira e um outro além, n%o se segue (ue se de>am odiar,
combater-se, matar-se. Mas h6 um patriotismo (ue cada homem
traE em seu cora$%o, (ue é feito de emo$:es 1ntimas, de alegrias
e de dores comuns, de lembran$as sagradas2 isso n%o morrer6,
Famais2 faE parte integrante da consciGncia humana. /oda>ia,
essa no$%o 1ntima se dilata e se engrandece com o progresso da
>ida, a supress%o das distMncias (ue separam os po>os, o car6ter
internacional das rela$:es (ue os re'nem. Lm dia esse
patriotismo ser6 absor>ido pela humanidade inteira e a
>erdadeira p6tria ser6 em toda parte onde o homem nascer, amar
e morrer. 3 difus%o do "spiritismo aFudar6 a essa transforma$%o.
1$#. " ap&s o amor da humanidade, >ir6 o amor uni>ersalJ
r. Dim. O pensamento e o amor seguem a mesma lei. Da
mesma forma (ue o progresso do pensamento humano consiste
em abarcar horiEontes cada >eE mais amplos e o gGnio do
homem pode ser ade(uado ao uni>erso, assim o cora$%o humano
também de>e se dilatar, alargar-se indefinidamente pelo
crescimento do amor. H por essa lei (ue o homem se apro7ima
de Deus. N%o somos feitos PK sua imagem e semelhan$aQ sen%o
pela faculdade (ue nosso esp1rito possui de abra$ar todo o
uni>erso num s& e mesmo amor.
1$$. N%o estamos ainda muito longe de realiEar esse ideal de
amor e de bondade uni>ersaisJ
r. 9oleti>amente, sim2 indi>idualmente, n%oU "7istem
atualmente na terra almas chegadas a um tal grau de e>olu$%o
(ue suas aspira$:es s%o mais >astas e maiores (ue o mundo onde
elas >i>em. Deus sacrif1cios, seus e7emplos, seus atos de amor
s%o a maior for$a do gGnero humano. H por essas almas sublimes
(ue Deus prepara as grandes transforma$:es morais do futuro.
1$%. 5odemos esperar (ue um dia a humanidade coleti>a atinFa
esse ideal de amor e de bondade, (ue é somente o patrimRnio de
algumas almas de escolJ
r. Dim, seFa neste mundo, seFa em outros. H a lei dos
mundos, (ue eles mesmos de>em alcan$ar, na luE e no amor, da
mesma forma (ue os esp1ritos encarnados em sua superf1cie.
1$&. 3ssim, os mundos habitados e>oluem também no amor
uni>ersalJ
r. Dim. Da mesma forma (ue os in'meros s&is s%o
arrastados com seus corteFos de planetas para um centro
irresist1>el (ue os atrai, assim as almas e os mundos gra>itam em
torno do Dol eterno, da #nteligGncia suprema; Deus.
"ssa ascens%o, essa subida do uni>erso para os cumes
constitui o progresso ilimitado na luE, o mo>imento, a ati>idade,
a alegria serena. H a >ida eterna, na plena acep$%o desse termo,
(ue resume todo o destino dos seres, toda a hist&ria dos po>os,
toda a e>olu$%o uni>ersal.
@ S @
I6
Preces e E7ocaç2es
8 Para uso dos 9rupos Espíritas
O DeusU 5ai de todos os seres e de todos os mundos, n&s,
débeis criaturas, do seio da imensid%o ele>amos nossos
pensamentos e nossos cora$:es para ti, fonte inesgot6>el, foco
sublime de >ida, de luE e de amor.
/u permites (ue seFamos iniciados no conhecimento da
>ida futura2 tu permites (ue rela$:es se estabele$am entre n&s e
nossos irm%os do espa$o, com os (ue amamos na terra e (ue nos
antecederam na >ida espiritual. 5or isso n&s te agradecemos, do
fundo do cora$%o.
BaE (ue essa intimidade se torne mais estreita e essa
comunica$%o mais profunda, a fim de (ue obtenhamos a for$a
moral, a coragem necess6ria para suportar dignamente nossas
pro>as, para >encer nossos defeitos e a>an$ar na senda do bem,
praticar com todos e sempre a bene>olGncia, a indulgGncia, a
bondade e a caridade.
" >&s, caros guias e protetores in>is1>eis diEer os nomes
dos esp1ritos diretores do grupo! >inde nos faEer ou>ir >ossos
conselhos, >ossas instru$:es. 3fastai de n&s as m6s influGncias e
desen>ol>ei em nossos médiuns essas faculdades preciosas (ue
nos permitem recolher seus ensinamentos.
:
O DeusU nosso 9riador e nosso 5ai, estamos reunidos a(ui
para honrar teu santo nome e trabalhar no cumprimento de tua
>ontade e de tua lei, de tua lei de progresso e de trabalho, (ue é
também uma lei de amor.
Neste lunar de nossos estudos, (ueremos estar recolhidos
como em um templo, abandonando todos os pensamentos
materiais, todas as preocupa$:es ego1sticas (ue nos afastam de
nosso caminho, para sonhar somente em ele>ar nossas almas até
ti e, sob a influGncia e a dire$%o de nossos guias, trabalhar por
nossa melhoria, por nosso aperfei$oamento moral.
O DeusU faE penetrar em n&s o sentimento de nossos
de>eres e de nossas responsabilidades, essas responsabilidades
(ue tu proporcionas aos fa>ores, aos benef1cios, Ks re>ela$:es,
das (uais teus filhos s%o obFeto e (ue temos recebido em
abundMncia. "n>ia-nos teus "sp1ritos de luE, a fim de aclarar
nosso caminho.
:
Meu Deus, é para ti (ue >%o nossos lou>ores e nossas
preces, para ti, (ue és nosso 5ai, como tu és o 5ai dos s&is (ue
brilham sobre nossas cabe$as2 para ti, (ue és nosso FuiE, nosso
consolador, nosso amigo2 para ti, (ue tudo sobe e se ele>a, para
(ue, enfim, tudo >i>a, prospere e engrande$a.
Dabemos, com efeito, (ue é nos reapro7imando de ti (ue
nos tornaremos melhores e mais feliEes; por(ue tu és a bondade
e a Fusti$a imensas; ele>amos para ti nossas almas reconhecidas,
para te pedir aFuda, prote$%o, a fim de penetrar mais depressa nas
sendas da >erdade.
:
V Deus, (ue nossa prece suba até ti, na calma da noiteU Iue
ela suba, atra>és dos orbes das esferas, entre os astros e os
mundos (ue cintilam sobre nossas cabe$asU N&s te glorificamos e
te amamos. & nosso 5ai, tu cuFa bondade espalhou sobre n&s
tantos dons preciosos; a inteligGncia, a raE%o, a consciGncia e a
faculdade de amar, (ue é a fonte e o segredo da felicidade eterna.
"sclarece-nos, sustenta nossos passos >acilantes em nossa
caminhada, para nos apro7imarmos de ti.
Nossos pensamentos se ele>am para ti na asa da prece, para
ti, soberano ordenador do uni>erso, para ti, de (uem >em a >ida
e (ue dispuseste todas as coisas com sabedoria, poder e
harmonia. "les sobem a ti para buscar for$a, socorro e luE.
:
V Deus do uni>erso, Deus da humanidade, 5ai de toda a
sabedoria e de todo amor, n&s te oferecemos nossos lou>ores e
nossas aspira$:es. Nossos cora$:es est%o abertos para ti, nossas
>idas est%o e7postas ao teu olhar. /u conheces nossos secretos
pensamentos. N&s te lou>amos pela >ida (ue nos deste, a >ida
material e a >ida espiritual. Domos por ti e estamos em ti. Iue
nossos pensamentos subam para ti, como o perfume das flores
sobe para o céu, como o aroma dos prados e dos bos(ues se
ele>am na calmaria da tarde, no silGncio da noite2 (ue nossa alma
se una K tua para conseguir for$a, coragem, consola$%oU
BaE-nos entrar em comunh%o com os "sp1ritos bons e
ele>ados das esferas celestes, a fim de (ue cheguemos a um
conhecimento mais alto da >erdade e de tua lei, a fim de (ue
desen>ol>a em n&s mais simpatia, mais amor por nossos
semelhantes, por todos os membros da grande fam1lia humana.
5ossamos n&s, com tua aFuda, desprendermo-nos algumas
>eEes da >ida material, compreender e sentir o (ue é a >ida
superior, a >ida do infinitoU
" (ue teus "sp1ritos benfeitores, nossos guias, nossos
protetores, continuem a nos assistir, a nos sustentar no meio das
pro>as e das dificuldades de nossa tarefa, a fim de (ue todos n&s
saibamos (ue, se a >ida terrestre oferece ao homem decep$%o,
tristeEa e dor, a >ida espiritual é luE, triunfo, paE, amor.
:
N&s te saudamos, & Deus, 5oder infinito, (ue plainas sobre
os mundos, (ue iluminas os espa$os e fecundas os uni>ersos. Hs
tu (ue ligas a /erra aos 9éus, (ue ligas o >is1>el ao in>is1>el, os
homens aos "sp1ritos. 5ensamento di>ino, é de ti (ue procedem
toda a for$a, todo o socorro, toda a luE.
5ensamento di>ino, pensamento profundo, és tu (ue ele>as,
(ue fortificas, (ue encoraFas2 és o apoio dos fortes, a esperan$a
dos aflitos, a consola$%o dos infeliEes.
H para ti (ue se dirigem os olhares das multid:es (ue se
agitam no campo das e7istGncias. H para ti (ue se ele>am o
balbucio da crian$a em seu sonho, o suspiro da >irgem, a
lamenta$%o dos (ue sofrem, o grito de apelo do desesperado.
5ensamento de Deus, desce sobre n&s, >em enternecer
nossos cora$:es, esclarecer nossas inteligGncias e, contigo, (ue
os ensinamentos de nossos guias nos conduEam para a sabedoria
e para a >erdade. N&s nos confiamos K sua solicitude.
:
N&s, 6tomos >i>entes, perdidos no infinito do espa$o e do
tempo, ele>amos nossos pensamentos até ti, fonte de >ida, de
amor, de luE, poder eterno, (ue tudo engendraste, tudo criaste,
tudo dispuseste com sabedoria e genialidade. H teu sopro di>ino
(ue nos feE sair do nada. 3 todos n&s tu prometeste a felicidade
de entrar na fam1lia di>ina, ap&s inumer6>eis etapas terrestres,
por(ue somos todos teus filhos. N%o ha>er6 deserdados, nem
reFeitados2 os culpados aprender%o a te amar, todos saber%o
encontrar em tuas leis e(Nitati>as os meios de se reerguerem, de
se reabilitarem.
D6-nos a for$a de >ontade (ue nos faE destemer as pro>as,
os grandes sacrif1cios e mesmo a morte, (uando se trata do
progresso humano, da cura das misérias sociais e morais, a fim
de implantar sobre a terra o reino de tua >ontade e de tua Fusti$a.
Iue todos os seres, (ue todos os mundos unam seus
cMnticos para te glorificar, te adorar, te lou>ar, & nosso 5ai dos
céus estreladosU
Iue todas as >oEes se ele>em de c1rculo em c1rculo, de
esfera em esfera, para o poder infinito e di>ino.
:
5r1ncipe eterno de luE e de >ida, Deus 9riador, 5ai
uni>ersal, ele>amos para ti nossos pensamentos submissos e
recolhidos.
D6-nos os meios de faEer penetrar no fundo das almas o
sentimento da grandeEa, da beleEa e do poder dessa re>ela$%o
(ue tu dispensas pela >oE de teus bons "sp1ritos, a fim de nutrir
as inteligGncias e os cora$:es, utiliEar-se dos preceitos para
melhoria e progresso de todos.
Al&ria a essas grandes almas (ue passaram pela /erra
difundindo a luE da >erdadeU Al&ria aos nobres m6rtires de todos
os temposU Iue seus e7emplos her&icos nos inflamem para o
bem e nos ensinem a imit6-losU
" >&s, enfim, nossos guias bem amados, mais pr&7imos de
n&s, nossos protetores do espa$o, >inde ao nosso apelo e
continuai a dirigir nossos passos nas sendas do conhecimento.
:
N&s te in>ocamos, & 5otGncia criadora e soberana (ue
go>ernas os seres e os mundos. Iue teu sopro passe sobre nossas
frontes, (ue fortifi(ue a fé dos crentes, (ue dissipe as d'>idas e
as incerteEas dos (ue buscam a >erdade.
BaE-nos conhecer tuas leis sublimes, as leis de nossos
destinos, o segredo desse futuro (ue tu reser>as a todas as almas
coraFosas, a todos os (ue souberam comprimir a matéria,
dominar suas atra$:es, >encer as pai7:es, os apetites inferiores.
"nsina-nos a te ser>ir, a cooperar em tua obra, a faEer
apreciar em nosso derredor o esp1rito de Fusti$a, a beleEa moral,
a bondade (ue procede de ti. "n>ia-nos os "sp1ritos de luE, a fim
de (ue eles nos guiem nas sendas da >erdade, a fim de (ue eles
fecundem nossas inteligGncias, rea(ue$am nossos cora$:es e
desen>ol>am em n&s essas (ualidades, esses poderes ocultos,
(ue dormitam em todo ser >i>o. 3ssim, n&s nos ele>aremos de
grau em grau, até essas alturas onde planam as almas radiosas, os
mensageiros de tua >ontade.
8 Para a ;rança5 durante a 9uerra
Deus poderoso, escuta os gritos de apelo, os gritos de
ang'stia (ue se ele>am de todos os pontos da /erra de Bran$a,
essa terra banhada de tanto sangue e l6grimas2 escuta a prece dos
soldados nas trincheiras, a prece das m%es cuFos filhos foram
ceifados pela metralha, a prece das >i'>as e dos &rf%os, a prece
dos (ue, como n&s, te pedem sal>ar nossa pobre p6tria da (ueda,
da ru1na, da destrui$%o.
D6 a nossos defensores a energia, a for$a da alma, a
perse>eran$a no esfor$o, todos os meios necess6rios para
e7pulsar para fora das fronteiras esses inimigos cruéis, (ue n%o
recuam diante dos mais odiosos meios, a fim de nos esmagar,
nos escra>iEar. "les ousaram inscre>er em seus estandartes esta
di>isa; (ot mit und Deus conosco!. 5ermitir6s, Denhor, (ue teu
nome augusto e sagrado esteFa associado K obra desses homens
(ue est%o cobertos de crimes e de mentiras e (ue consideram
como regras correntes de guerra a >iola$%o das >irgens, a
mutila$%o das crian$as, a pilhagem e o incGndio das cidades, a
destrui$%o dos templos e das catedraisJ Dei7ar6s impune o
ani(uilamento desse santu6rio de Reims, onde aconteceram as
maiores cenas da hist&ria, onde Ooana, tua filha sublime, assistiu
K consagra$%o da miss%o gloriosa (ue lhe ha>ias confiadoJ
N%o, Denhor, tu n%o permitir6s o triunfo de nossos
inimigos2 por(ue, de outra forma, a Fusti$a, a liberdade, a
>erdade, a bondade, todos esses princ1pios eternos (ue deri>am
de ti, desapareceriam para sempre e a consciGncia da
humanidade seria profundamente abalada.
Mas n%o, Denhor, tu descer6s sobre esta terra de desola$%o
um olhar de piedade, tu atender6s a prece de todos os (ue, na
hora presente, imploram socorro e te gritam; Dal>a a Bran$a de
Ooana DW3rc, de D%o LuiE, de 9arlos MagnoU
8 Para um Casamento
3ben$oa esta uni%o, Denhor2 torna-a feliE e fecunda e (ue
dela resulte uma linhagem de seres (ue seFam, em nossa época
per>ertida e perturbada, e7emplos de sabedoria e de >irtude.
O amor é um raio di>ino (ue en>ol>e todos os seres. 5or
toda parte onde penetra ele ilumina a >ida e tra$a para as almas o
caminho das celestes moradas.
O amor conFugal é um refle7o do 3lto, por(ue é dele (ue
pro>ém a fam1lia, princ1pio de toda a ci>iliEa$%o. 9om efeito,
sem a fam1lia humana o homem n%o teria podido sair do estado
de barb6rie. Boi para abrigar sua mulher e seus filhos (ue ele
construiu cabanas, tendas e, afinal, >ilas. Boi para defendG-los
(ue ele criou a cidade e da cidade nasceu a idéia da p6tria, depois
a no$%o da humanidade.
Boi para assegurar seu bem-estar (ue ele dominou a matéria
e con(uistou o mundo. 3 fam1lia humana é, por si mesma,
apenas um diminuti>o da fam1lia espiritual, (ue é mais ampla e
mais numerosa e cuFos membros se sucedem ou se assistem
alternadamente, atra>és de suas e7istGncias2 uns encarnam na
/erra para enfrentar as lutas e as pro>as da >ida, para perpetuar a
espécie2 outros ficam no espa$o, para proteger e sustentar os
primeiros. H para tornar a uni%o humana mais estreita e mais
profunda (ue Deus criou o homem e a mulher. O "sp1rito (ue os
anima é da mesma natureEa, mas a forma é diferente2 ao homem
foram dadas as for$as, os grandes pensamentos, (ue o aFudam a
aplainar o caminho2 para a mulher, as doces >irtudes, (ue faEem
o encanto do lar.
*oFe, >ocGs >%o se unir perante Deus2 esta uni%o é sagrada
e >ocGs de>em cumpri-ia com um cora$%o puro e recolhido. 9om
este grande ato, >ocGs asseguram o futuro, atraindo almas F6
conhecidas e (ue deseFam recome$ar, com a aFuda de >ocGs, a
peregrina$%o terrena. 5ara essas almas, transformadas em
crian$as, >ocGs de>em a doce prote$%o familiar, o lar digno e
respeitado. Deus (uer (ue >ocGs seFam unidos pelo cora$%o e
pelo esp1rito, a fim de (ue s& tenham um 'nico e mesmo
pensamento. 5artilhem, em comum, seus sofrimentos e suas
alegrias, seus risos e suas l6grimas2 ap&iem-se um no outro, para
percorrer o caminho dif1cil da e7istGncia. Dua confian$a e sua
ternura m'tuas ha>er%o de consol6-los nas pro>as e
preocupa$:es.
O homem n%o de>e ocultar nenhum recRndito de sua alma
para sua esposa, nem ela a seu marido. H, pois, necess6rio (ue o
casamento seFa o ato mais gra>e da >ida de >ocGs. Iue Deus os
proteFa e os sustente, a fim de manter um lar puro e santo.
8 Para um <ascimento
Meu Deus, tu en>iaste entre n&s este "sp1rito, para (ue ele
cumprisse numa e7istGncia no>a tua lei de trabalho e de
progresso.
"le acaba de reencarnar na /erra, para desen>ol>er nela
suas faculdades e suas (ualidades morais, a fim de se ele>ar mais
alto na hierar(uia das almas e se reapro7imar de ti, por(ue este é
o obFeti>o da >ida, de todas as >idas.
5ermitiste, & Deus, (ue ele escolhesse esta fam1lia para a1
reencontrar a forma, o corpo material, o instrumento necess6rio K
realiEa$%o desse fim. BaE (ue ele se torne para seus ascendentes
um moti>o constante de alegria, de satisfa$%o moral e, mais
tarde, um sustento, um apoio. D6 a seus pais o sentimento de
seus de>eres e de suas responsabilidades para com esta crian$a,
da (ual eles de>em ser os protetores, os educadores.
"m tua Fusti$a e bondade, tu (ueres (ue cada "sp1rito seFa o
art1fice de sua pr&pria felicidade, (ue ele construa, com suas
pr&prias m%os, sua coroa de luE e tu lhe deste para isso todos os
recursos; a inteligGncia, a consciGncia e com elas as for$as
latentes (ue sua tarefa precisa para ser posta em a$%o, em seu
pr&prio bem e no de seus semelhantes. /u (ueres, meu Deus,
(ue, nas etapas inferiores de sua e>olu$%o, o "sp1rito suporte a
lei da necessidade, isto é, as pri>a$:es e as dificuldades da >ida
material2 s%o os muitos estimulantes para sua iniciati>a e sua
energia, muitos meios para formar seu car6ter e seu racioc1nio, a
fim de (ue, pelo trabalho, estudo e pro>as, saia de cada >ida
maior e melhor do (ue (uando ali entrou.
5ela encarna$%o, reuniste a forma K idéia, para (ue a idéia
espiritualista a forme e (ue o ser humano participe, por seus
esfor$os, do progresso e da harmonia uni>ersais.
V Deus, n&s te agradecemos por tua bondade, (ue en>ia
para n&s este "sp1ritoU Iue seu guia celeste o proteFa, (ue nossa
solicitude o en>ol>a. Deus irm%os o recebem com afei$%o e
ternura2 eles se esfor$ar%o em aplainar seu caminho, a fim de (ue
siga sempre a senda da Fusti$a e do amor (ue conduE para essa
>ida superior (ue tu reser>as aos (ue lutaram, penaram e
sofreramU
8 Para um ;unera15 saída do Corpo
.osso irm%o dei7ou esta /erra de e71lio, este mundo de
sofrimento e de l6grimas, para retornar K >erdadeira p6tria, (ue é
a >ida espiritual.
V Deus, 5ai de todas as almas, recebe-o em tua luE e (ue
suas boas a$:es compensem e apaguem os erros e as faltas (ue
ele tenha cometido. N%o, a morte n%o é o nada. 3 morte é a
libera$%o suprema. "la arranca o "sp1rito de sua pris%o de carne
para le>6-lo K >ida do espa$o. O "sp1rito se encontra diante de
todo o seu passado; sucessos e re>eEes, faltas e desgostos,
entusiasmos e desilus:es, alegrias efGmeras e dores atroEes, tudo
se desenrola diante dele, como um (uadro >i>o.
", nesse espet6culo, no Fulgamento (ue ele imp:e K sua
consciGncia, ele retira seu castigo ou sua recompensa, seus
remorsos ou sua felicidade. 3 e7periGncia (ue ele feE de seu
poder de irradia$%o e de percep$%o, o aspecto brilhante ou tur>o
de seu en>olt&rio flu1dico, a compara$%o (ue da1 resulta com a
situa$%o dos outros esp1ritos, lhe d%o a Fusta medida do caminho
percorrido e dos progressos realiEados.
", mais tarde, ap&s um e7ame atento, com um
conhecimento aprofundado de si mesmo, >er6 abrir-se a
perspecti>a, distante porém certa, dos renascimentos terrestres,
dos retornos K carne, seFa para resgatar, seFa para progredir mais
ainda, segundo seu grau de adiantamento.
/oda>ia, (ual(uer (ue seFa seu estado, o (ue alegra e
consola o "sp1rito na partida da /erra é reencontrar todos os (ue
ele amou, todos os (ue ele perdeu na estrada da >ida, de >G-los
reunidos para recebG-lo e festeFar seu regresso K p6tria celeste.
"is por(ue n&s te suplicamos, & DeusU, pai de todas as almas,
para permitir (ue os esp1ritos amigos do desencarnado, todos os
membros de sua fam1lia espiritual se re'nam, para acolhG-lo no
seio dos espa$os.
Iue nossos pensamentos cheguem até ele, para dominar a
perturba$%o e a obscuridade (ue ele possa ainda sofrer. Iue
nossos fluidos o penetrem e o aFudem a se desembara$ar dos
derradeiros liames materiais e a conduEir-se em sua >olta para o
infinitoU
8 <a Sepu1tura de um Espírita
X beira dessa tumba, antes de de>ol>er K terra os despoFos
de nosso irm%o, antes de de>ol>er a poeira K poeira, saudemos o
"sp1rito, em sua >olta ao mundo in>is1>el.
*oFe, liberto da escra>id%o da matéria, ele >ai reencontrar
os seus bem-amados (ue o precederam na >ida superior, >ai
recolher na paE serena dos espa$os os frutos de uma e7istGncia
de labores e de pro>a$:es.
Deus poderoso, sG misericordioso para com ele. 3bre-lhe
teus >astos horiEontes luminosos2 permite (ue ele goEe dos
esplendores e das harmonias de teu uni>erso infinito.
BaE, Denhor, (ue, nesse espet6culo grandioso, no estudo
(ue >ai faEer do uni>erso, ele obtenha, com uma compreens%o
mais ampla de tua lei, um deseFo ardente de trabalhar em sua
e>olu$%o e na de seus semelhantes.
Daibam, todos os (ue me escutam, (ue s%o mentirosas as
inscri$:es das (uais estamos rodeados; P3(ui FaE um talQ2 P3(ui
repousa alguémQ. N%o h6 mais nada sob o solo, a n%o ser os
restos de >estimentas usadas.
3 >ida li>re do "sp1rito no espa$o é uma >ida de ati>idade
e de 'til labor2 segundo suas capacidades e seu grau de
adiantamento, o "sp1rito recebe miss:es, (ue contribuem para
ele>6-lo mais alto, na escala infinita; miss:es de prote$%o para
com os (ue ele dei7ou na /erra, atendendo (ue eles >%o
reencontr6-lo no 3lém falar a(ui da >i'>a, dos filhos, se for
necess6rio!, miss:es de ensino e de educa$%o em pro>eito dos
"sp1ritos inferiores2 miss:es de inspira$%o e de assistGncia para
com os humanos (ue desen>ol>em uma nobre tarefa ou (ue
sofrem o peso de pro>as cruéis.
3 >ida do "sp1rito n%o é uma bela contempla$%o, porém
uma a$%o constante, em >ista de sua ele>a$%o e a de todos.
Lembremos a(ui o (ue foi a >ida de nosso irm%o, isto é,
uma >ida de labores e de abnega$%o enumerar as (ualidades do
desencarnado!. Lma for$a sempre o assistiu, no meio de suas
pro>as; foi sua fé profunda na >ida futura, sua cren$a no mundo
in>is1>el, na Fusti$a eterna, sua cren$a nas >idas renascentes
pelas (uais o ser se ele>a de grau em grau na escalada dos
mundos. Numa pala>ra, foi o "spiritismo (ue o sustentou e
consolou, fortificou em suas lutas e em seus males.
"ssa grande doutrina é, ao mesmo tempo, antiga e no>a,
por(ue a >erdade é de todos os tempos. 3p&s ter sido es(uecida,
ela se reanima hoFe2 ela se e7pande com um poder e uma rapideE
mara>ilhosa, atrai para si a elite dos pensadores e dos s6bios do
mundo inteiro. /raE-nos dados precisos, certeEas sobre nossa
>erdadeira natureEa, sobre nosso futuro além-t'mulo, sobre
nossos destinos imortais.
Obser>em, essa doutrina se ap&ia em um conFunto
imponente de fatos, de pro>as e7perimentais, (ue constituem
uma ciGncia >asta e profunda.
De hoFe em diante, est6 feita a pro>a de (ue a morte é
apenas uma aparGncia. Os (ue acreditamos perdidos re>i>em de
uma >ida mais alta e est%o, muitas >eEes, perto de n&s.
9omunica$:es s%o estabelecidas entre os >i>os e os mortos e
logo eles se sentir%o unidos em uma obra comum de
solidariedade e de progresso.
" essa ciGncia, essa doutrina se manifesta em uma época em
(ue as pro>as se multiplicam, onde a e7istGncia se torna 6spera,
mais dif1cil, onde conflitos surgem a cada instante entre as ra$as,
entre os po>os, entre as classes sociais.
3s li$:es de guerra, embora t%o brilhantes, n%o nos
apro>eitaram e uma onda de &dio, de ardentes cobi$as, de
imoralidade passa pelo mundo2 no>os males nos amea$am.
H nessa hora (ue a >oE dos "sp1ritos se ele>a para nos
lembrar (ue h6, acima de n&s, leis eternas (ue n%o se >iolam
impunemente e cuFa aplica$%o pode, por si s&, traEer entre n&s a
paE, a seguran$a, a harmonia social.
"ssa >oE >em despertar em nossas consciGncias perturbadas
a no$%o dos de>eres e das responsabilidades, lembrar a todos (ue
o bem, como o mal recaem sobre seus autores e (ue a alma colhe
infali>elmente, em suas >idas sucessi>as, tudo o (ue semeou.
"ssa >oE, = o desencarnado! a ou>iu2 esses ensinamentos,
ele os compreendeu. /oda a sua >ida foi também boa e e7emplar.
" eis por(ue n&s, (ue partilhamos de suas cren$as, n&s (ue
temos fé na sobre>i>Gncia e imortalidade, estamos nesta
sepultura para diEer ao "sp1rito in>is1>el, mas n%o ausente, n%o
esse adeus final, (ue se ou>e t%o fre(Nentemente retumbar sobre
as campas, porém um cordial até logoU 3té logo, nessa >ida no>a
(ue se abre diante dele, nessa >ida superior, onde n&s nos
reencontraremos todos.
8 Para a ;esta dos =ortos
/emos (ue cumprir neste dia um de>er sagrado; honrar a
mem&ria de nossos mortos bem amados, os (ue conhecemos na
/erra e (ue nos precederam na >ida do espa$o. "le>emos
também nosso pensamento para as almas sofredoras, para os
humildes e os ignorados, para os pobres esp1ritos abandonados,
es(uecidos de todos, (ue est%o mergulhados na perturba$%o e na
sombra, para os (ue >agam, sem amigos, sem apoio, na
imensid%o sem limites, para os criminosos e os suicidas, (ue s%o,
como n&s, filhos de Deus.
5ossa nossa >oE chegar até eles e lhes diEer (ue n%o est%o
s&s no >asto uni>erso2 (ue h6 na /erra pessoas (ue simpatiEam
com seus males, (ue (uerem seu bem, seu al1>io. Iue nosso
pensamento, como um fluido benfeitor, possa penetr6-los,
consol6-los, encoraF6-los, dando-lhes a for$a de reparar suas
faltas, de trabalhar por sua melhoria, por sua ele>a$%o moral.
Iue Deus, em sua infinita bondade, os esclare$a e lhes fa$a
miseric&rdia.
3 festa dos mortos é a festa dos "sp1ritos e também, por
e7celGncia, a da solidariedade uni>ersal. 9om efeito, "sp1ritos
encarnados na /erra, prosseguindo no seio da matéria a tarefa a
todos imposta, ou ent%o "sp1ritos desligados dos liames carnais e
planando no espa$o, todos n&s formamos uma 'nica e mesma
fam1lia2 a imensa fam1lia das almas, oriundas de Deus e
destinadas a nele se unirem.
5ela grande lei da reencarna$%o, os dois mundos se
apro7imam e se misturam sem cessar. 3manh% estaremos entre
os (ue chamamos de mortos e (ue est%o mais >i>os do (ue n&s.
", (uanto a eles, retomando um no>o corpo, uma no>a >ida,
retornar%o ao seio desta humanidade K (ual F6 pertenceram, a fim
de prosseguirem em suas fileiras o cumprimento da lei di>ina do
trabalho e do progresso.
N%o es(ue$amos (ue um la$o de reconhecimento e de amor
nos liga aos "sp1ritos dos mortos. N%o é a eles, a seus esfor$os,
(ue de>emos essa gloriosa marcha progressista, essa ascens%o da
humanidade para a luEJ N%o foi ao pre$o de suas lutas, de seus
sofrimentos, muitas >eEes de seu mart1rio, (ue foram edificados,
atra>és dos séculos, estes bens intelectuais, esta ci>iliEa$%o da
(ual usufru1mos hoFeJ
N%o h6 uma 'nica descoberta, uma grande e generosa idéia,
uma 'nica liberdade (ue n%o de>amos aos (ue passaram pela
/erra antes de n&s e (ue comp:em, na hora presente, o mundo
espiritual.
H deles (ue nos >em essa heran$a sagrada, esses tesouros
do pensamento e do cora$%o, (ue temos o de>er de engrandecer,
de aumentar, de transmitir Ks gera$:es de almas (ue >ir%o depois
de n&s, assegurar a marcha dos po>os para o eterno ideal da
perfei$%o.
O "spiritismo é a afirma$%o dessa poderosa solidariedade, é
ele (ue nos mostra essa cadeia infinita, desenrolando-se atra>és
do passado e do futuro, antes de nosso nascimento e além de
nossa morte, e nos ligando a todos os seres (ue po>oam a
imensidade. 3firmamos K face do mundo essa santa comunh%o
dos >i>os e dos mortos, pela (ual encarnados e desencarnados,
atra>és de suas >idas renascentes, trabalham uns pelos outros e
preparam os destinos da humanidade futura. N&s nos achamos
em presen$a de uma re>ela$%o no>a, de uma grande >erdade (ue
raia no mundo, ilumina nossos horiEontes e fi7a nosso fim. 9om
ela, no lugar do nada, perspecti>as sem limites se desenrolam aos
nossos olhares, um campo sem limites se abre para nossa
ati>idade. O prodigioso encadeamento dos princ1pios e dos seres
se re>ela. Mostra-nos em uma reno>a$%o eterna a >ida
sucedendo a morte, a morte coroando a >ida. ", longe de nos
apa>orar com essas mudan$as, sabemos agora (ue est%o a1 as
alternati>as necess6rias, as fases sucessi>as da dura$%o de nosso
ser indissol'>el, dessa alma (ue, gra>itando de >ida em >ida com
suas irm%s os degraus da escala suprema, crescer6 sem cessar em
poder, em sabedoria, em >irtude.
" n&s de>emos constat6-lo com um profundo sentimento de
gratid%o, de todos os bens (ue de>emos aos mortos, eis o mais
precioso, a(uele (ue somente n&s, esp1ritas, goEamos neste
mundoU "ssa re>ela$%o de nossos destinos, esse conhecimento
das leis di>inas, leis de Fusti$a e de amor (ue regem o uni>erso, é
aos "sp1ritos (ue o de>emos. H deles (ue temos essa luE (ue
dissipa toda incerteEa e nos mostra no lugar da incoerGncia, do
caos, a santa harmonia dos seres e das coisas.
Dim, é aos mortos (ue de>emos esse ensino sublime (ue
consola nas pro>as, (ue d6 a for$a de suportar os males de (ue
toda >ida est6 repleta.
Lma a$%o rec1proca, incessante, se opera entre os mortos e
n&s. Os "sp1ritos nos inspiram, nos guiam, nos protegem. Os (ue
n&s amamos na /erra e (ue acredit6>amos perdidos est%o muitas
>eEes ao nosso lado2 eles >i>em de nossas >idas, sorriem com
nossas alegrias, se entristecem com nossas fra(ueEas e com
nossas (uedas, combatem e sofrem moralmente conosco.
Oh, como esse pensamento nos encoraFa a todosU Iue o
deseFo de re>G-los, de >i>er com eles na paE, na felicidade,
sustente nossos passos, facilite nossos progressos e nos torne
melhoresU 3 certeEa de (ue eles s%o testemunhas de nossos atos,
conhecem nossos deseFos, nossas aspira$:es nos fa$a e>itar tudo
o (ue poderia afligi-los e nos faEer enrubescer em sua presen$a.
3 con>ic$%o de (ue eles participam de nossa >ida ser6 para n&s
como uma fonte de onde fluir%o as resolu$:es salutares, a
>ontade enérgica de agir melhor e, por isso, torn6-los-6 feliEes e
orgulhosos de n&s.
/rabalhemos, pois, por tornar mais estreita e mais >i>a essa
grande lei de solidariedade na >ida e na morte.
"nsinemo-la a todos, por(ue ela contribuir6 para
restabelecer a fraternidade entre os homens.
*onremos nossos mortos (ueridos. .eneremos esses
"sp1ritos gloriosos a (uem de>emos as con(uistas da ciGncia e da
>erdade, todos os (ue, nas sombrias épocas da hist&ria,
prepararam com sofrimento e l6grimas os benef1cios dos (uais
nos apro>eitamos atualmente. *onremos os pensadores, os
lutadores austeros (ue tombaram combatendo pela causa do bem,
todos os ap&stolos da luE, todos os nobres "sp1ritos (ue planam
nas regi:es feliEes, (ue guiam os po>os em sua marcha para
frente, e todos os (ue, no curso da 'ltima guerra, ofereceram sua
>ida em holocausto para nos conser>ar uma p6tria grande, li>re e
respeitada.
*onra, pois, a >&s, m6rtires ilustres ou obscuros, a >&s
todos (ue consagrastes >ossas >ig1lias, >ossa sa'de, >ossa
e7istGncia na defesa das grandes >erdades, pelas (uais o mundo é
regido2 a >&s todos (ue, pelo bem das ra$as humanas fostes
perseguidos, torturados e mortos nos calabou$os e nos pat1bulos.
*onra a >&s também, "sp1ritos simples e bons, cuFa e7istGncia
foi toda de sacrif1cios, de de>otamento a >ossos semelhantes.
#rm%os mais >elhos, (ue abristes, antes de n&s, a trilha do
progresso e nos ser>is de e7emplo, >inde até n&s, neste dia (ue
consagramos K >ossa mem&ria, >inde rea(uecer nossas almas e
faEer reinar entre n&s a paE do cora$%o, a caridade, a santa
fraternidade. #nspirai-nos a sabedoria e o amor ao bem. Auiai
nossos passos nas sendas da luE, da "terna .ida.
;I=
<otas3
1
9om rela$%o Ks dimens:es e distMncias e7pressas em léguas nas (uest:es
)+, )0 e )8, lembramos (ue esses (uantitati>os s%o apro7imados e se
referem ao conhecimento da 3stronomia no século =#=. *oFe, com
instrumentos astronRmicos mais modernos, essas grandeEas também s%o
conhecidas com maior precis%o Nota do re>isor!.
2
O professor 9harles Richet propRs o termo )eno$lossia, com o intuito de
distinguir, de modo preciso, a mediunidade poliglota propriamente dita,
pela (ual os médiuns falam ou escre>em em l1nguas (ue eles ignoram
totalmente. Diferentemente, na $lossolalia, os médiuns sonamb'licos
falam ou escre>em em pseudol1nguas ine7istentes, elaboradas nos
recessos de suas subconsciGncias >ide "rnesto <oEEano, *eno$lossia,
#ntrodu$%o!.