You are on page 1of 10

Teoria do desenvolvimento cognitivo – Jean Piaget

• A principal preocupação de Piaget ao observar uma criança era elaborar uma teoria do
conhecimento. Queria saber como o mundo é conhecido. Como as crianças pensavam para chegar
nas soluções dos problemas.
• Piaget via a criança como alguém que interage com o ambiente na tentativa de conhecê-lo.
• Percebeu que de acordo com a faixa etária, a criança possui estruturas mentais que facilitavam
a sua adaptação ao meio.
• Estudou processos cognitivos. O desenvolvimento cognitivo é um processo gradual de aquisições
de habilidades nos seres humanos, no sentido de obterem conhecimento e se aperfeiçoarem
intelectualmente. Ele sofre um processo normal de SOFISTICAÇÃO. Esta passagem de menor
complexidade para maior complexidade pode sofrer interferências ambientais.
• Para Piaget o ser humano é capaz de pensar, aprender, evoluir – é racional, ativo, toma decisões,
possui livre arbítrio, MAS tem que assumir responsabilidades.
• O indivíduo constrói seu mundo a partir de suas experiências. Ele é agente do seu
desenvolvimento (crescimento) mental. Constrói sua inteligência.
• Piaget achava difícil usar testes de inteligência, pois a cada dia a criança pode tornar-se mais
inteligente. A inteligência não pode ser medida, pois é dinâmica e está em constante evolução.
(Conflito de Piaget com a Psicologia que utilizava muitos testes na época – ele ia pesquisar o por
que do erro da criança, pois às vezes nós é que não sabemos entende-las).

Conceitos fundamentais:
- Hereditariedade – A inteligência não é herdada. Herdamos as estruturas biológicas que
favorecem o aparecimento de estruturas mentais. Nenhuma criança deve ser
considerada incapaz de fazer algo por não ter herdado isto dos pais. Ela tem toda uma
vida para aprender.
- Esquemas – Sensoriais e motores inicialmente e depois passam a ser mentais. São
disposições comportamentais específicas. Por exemplo:
1. Esquema de preensão – cada vez que colocamos algo na mão de um indivíduo, este
tentará segurá-lo. (este é um esquema inicialmente sensório motor, pois a preensão é
um reflexo. Mas, depois que a criança perde os reflexos, o esquema passa a ser
mental, pois ela aprendeu a segurar).
2. Esquema de alguém, como a mãe. O Esquema de mãe – A criança se habitua à voz, ao
cheiro e ao toque da mãe, à figura física da mãe e os sentimentos que a criança tem
por ela e cria um esquema. À medida que a criança vai crescendo, o esquema vai se
modificando.
- Adaptação – Quanto mais a criança conhece algo, mais ela acha fácil lidar com isso. Dois
processos de adaptação:
- Assimilação (Absorver um conceito transmitido num esquema) - O indivíduo
enfrenta uma nova situação usando as estruturas mentais antigas. Por exemplo: Uma
criança aprendeu a subir uma escada e quando se depara com uma escada nova, que
ela nunca experimentou antes, ela vai usar o conhecimento adquirido anteriormente
e vai subir também.
- Acomodação (fixar o que foi aprendido – modificar o esquema) – O indivíduo muda
estruturas antigas com a finalidade de enfrentar situações novas. Por exemplo: Uma
criança aprende a andar de bicicleta. Depois ela ganha uma bicicleta com marcha e
não vai saber andar. Ela tem que modificar suas aquisições antigas (esquemas)
acrescentando mais informações. (ou seja, modificou um esquema anterior em
resultado nas novas informações absorvidas pela assimilação).
- Equilíbrio – Organização mental das impressões sensoriais. A criança sempre está
lutando por coerência, visando permanecer em equilíbrio.
ESQUEMAS: AÇÕES BÁSICAS DE
CONHECIMENTO INCLUINDO
AÇÕES FÍSICAS
/SENSORIAIS/MOTORAS
(PEGAR, OLHAR) E AÇÕES
MENTAIS (CLASSIFICAR,
COMPARAR).

ASSIMILAÇÃO: PROCESSO DE
ABSORVER ALGUM EVENTO OU
EXPERIÊNCIA EM ALGUM
ESQUEMA. É UM PROCESSO
ATIVO.

ACOMODAÇÃO: PROCESSO
COMPLEMENTAR, QUE ENVOLVE
MODIFICAR O ESQUEMA EM
RESULTADO DAS NOVAS
INFORMAÇÕES ABSORVIDAS
PELA ASSIMILAÇÃO. O
PROCESSO DE ACOMODAÇÃO É A
CHAVE PARA A MUDANÇA
DESENVOLVIMENTAL.
(MUDANÇAS DE ESTRATÉGIAS)

EQUILÍBRIO: REESTRUTURAÇÃO DOS
ESQUEMAS. A CRIANÇA SEMPRE ESTÁ
LUTANDO POR COERÊNCIA, VISANDO PERMANECER
EM EQUILÍBRIO.

Características gerais dos períodos de desenvolvimento intelectual:

De acordo com Piaget, para cada faixa etária existiriam maneiras diferentes de adaptação
com o meio através da interação. Por isso Piaget chamou de Períodos desenvolvimentais, as
etapas em que novas aquisições mentais são adquiridas. Para estas aquisições novas é preciso
ter um esquema anterior.

Período sensório motor (0-2 anos)

Representa a conquista de todo o universo prático que cerca a criança. Isto é, a formação dos
esquemas sensoriais motores irá permitir ao bebê a organização inicial dos estímulos
ambientais, permitindo que ele tenha condições de lidar com as situações que lhe são
apresentadas. Evolução gradual que vai dos atos reflexos (inatos), até os comportamentos
mais variados e complexos (feitos com intenção – daí são considerados propriamente
inteligentes).
Há a exploração do mundo através do seu próprio corpo.

Estágio 1: Exercício dos reflexos (0-1 mês)

Reflexo – É considerado como a forma mais simples de comportamento. É inato ao indivíduo
com desenvolvimento típico. Apresenta variabilidade (alguns estímulos podem levar ao reflexo)
e sofre o processo de adaptação.
O processo de adaptação, nesta fase se dá através de três formas de assimilação:
Assimilação funcional ou repetição cumulativa: A própria repetição do reflexo possibilita
sua maior eficiência. Por exemplo: O reflexo de sucção presente desde o nascimento, após as
primeiras mamadas, melhora no decorrer das semanas.
Assimilação generalizadora: Incorporação e generalização de situações ou objetos variados
ao mecanismo reflexo. Por exemplo: O reflexo de sucção, utilizado inicialmente para
alimentação (a criança suga o seio, mamadeira...), mais tarde a criança o utilizará também com
o aparecimento de novos estímulos (suga ao colocar sua mão na boca, quando a fralda toca no
lábio, etc...).
Assimilação recognitiva: Início do reconhecimento prático e motor dos estímulos quando é
acionado um mecanismo reflexo. É o inverso da assimilação generalizadora. Por exemplo: O
bebê chora por estar na hora da mamada. A mãe lhe oferece a chupeta, ele suga, mas logo
larga e chora novamente. Só vai parar quando sugar o seio ou a mamadeira com o alimento.

Estágio 2 – As primeiras adaptações adquiridas
e a reação circular primária (1-4 meses)
Reação circular: Exercício funcional adquirido que prolonga o exercício reflexo. Processo que é
repetido continuamente para que haja a busca do prazer. O conteúdo dos comportamentos
está relacionado com o próprio corpo. (PRIMÁRIA)
Por exemplo – Colocar a mão na boca e sugar, pode ser um reflexo, mas a coordenação mão-
boca é obtida através da experiência. (DESENVOLVIMENTO)
A partir do momento em que os resultados prazerosos obtidos por acaso passam a ser
conservados por repetição, temos a REAÇÃO CIRCULAR. (Os reflexos que levam á
aprendizagem apresentam circularidade).

Estágio 3 – As reações secundárias e os processos destinados
a fazer durar os espetáculos interessantes (4-8 meses)
É uma fase de transição entre os atos pré-inteligentes dos propriamente inteligentes. Até os
estágios anteriores não havia intencionalidade nos atos da criança. Agora, percebemos que a
criança busca repetir resultados, obtidos por acaso, em relação ao meio exterior. (reação
circular secundária).
O número de resultados novos será infinito de acordo com a estimulação oferecida. A criança
terá que modificar os seus esquemas para enfrentar situações novas (acomodação).
Estes atos ainda não são considerados completamente inteligentes, pois o fim obtido
(resultado), não foi previamente estabelecido, tendo ocorrido pela primeira vez, por acaso. A
intenção está vinculada à ação.

Estágio 4 – A coordenação dos esquemas secundários
e sua aplicação às novas situações (8-12 meses)

Aparecimento das condutas propriamente inteligentes. A criança é capaz de variar os meios
utilizados para atingir um determinado fim. Por exemplo: Um brinquedo se encontra em cima
de alguma coisa, ela poderá puxar, empurrar, balançar, até deixar o brinquedo cair. Mas só
utilizará meios conhecidos, seu próprio repertório de esquemas anteriores. Não é capaz de
criar meios novos (adaptação através da acomodação ainda é um pouco enfraquecida).
Não existe um planejamento prévio do comportamento.
Há a mobilidade dos esquemas e nota-se claramente a intencionalidade de alguns
comportamentos. O contato com o objeto despertará um desejo inicial desencadeando um
comportamento.

Estágio 5 – A reação circular terciária e a descoberta
de novos meios por experimentação ativa (12-18 meses)

A atitude de experimentação e a busca da novidade constituem as características essenciais
das reações circulares terciárias. A criança quer buscar coisas novas.
(Uma criança deixa cair um carrinho no chão repetidas vezes e cada vez que o faz,
experimenta uma nova maneira de jogá-lo). A criança parece estudar a relação entre meio e
fins. Há a repetição dos movimentos com variações e graduação, sendo que a repetição visa
mais a uma compreensão do resultado do que apenas a chegar no mesmo fim, há a busca da
novidade, através da experimentação.
Há a questão da tentativa e erro – A criança faz, erra, tenta novamente, modifica alguns
esquemas (acomodação) até adquirir a experiência.
Nesta fase há o aparecimento de três condutas típicas (Piaget fez estas experiências com
seus filhos).
• Conduta do suporte – A criança á capaz de chegar a um objeto que esteja fora do
alcance de suas mãos, deslocando para perto de si, o suporte no qual ele repousa. (a
criança puxa a almofada para pegar o brinquedo que está em cima dela).
• Conduta do barbante – Um objeto preso a um barbante é colocado longe do alcance da
criança. Esta o deseja e não consegue pegá-lo após inúmeras tentativas. Daí descobre a
relação barbante objeto. Se puxa o barbante, terá o objeto perto dela.
• Conduta do bastão – É o mais rico dos anteriores. Uma criança utiliza um instrumento
(bastão, vassoura, cabide ou algo parecido) para deslocar um brinquedo que está fora
de seu alcance. Este instrumento varia (subir numa cadeira)

Estágio 6 – A invenção de novos meios
por combinação mental (18-24 meses)

Transição para o período pré-operatório. Nesta fase se inicia a representação mental dos
acontecimentos.
A criança continua a fazer as coisas através da tentativa e erro, porém nesta fase, ela tem o
momento da interrupção. É como se ela parasse de tentar e imaginasse mentalmente um modo
melhor de conseguir. (Experimento de Piaget: Uma caixa de fósforos com um furo foi dada
para crianças colocarem um barbante. A criança do 5º estágio tenta várias vezes através da
tentativa e erro até de repente acertar. Já a do 6º estágio, tentou uma vez, e ao ver que não
conseguiu, parou, olhou para o barbante, fez uma bolinha com o mesmo e colocou no buraco -
solução mental).
Também há o aparecimento da linguagem, confirmando a existência da capacidade de
representação mental.

Conceito e permanência de objeto:

Permanência do objeto: A criança tem condições de saber se um objeto está ali mesmo não
fazendo parte de seu campo visual?
Quais são as reações do bebê ao desaparecimento de objetos?
Com o desenvolvimento, o bebê vai adquirindo reações diferentes frente ao aparecimento e
desaparecimento do objeto.

Durante os dois primeiros substágios não há reação ativa da criança. Ela não procura o
objeto escondido, pois ainda não existe o CONCEITO de objeto. Os objetos tornam-se
importantes principalmente no segundo estágio, porém como estímulos visuais. Não há a noção
do objeto permanente.
Estágio 3 – Há uma busca ao objeto desaparecido, embora restrita à trajetória do movimento.
A procura não é ativa. (Se o bebê olha para um objeto colorido e você o tira de seu olhar, ele
pode reencontrá-lo visualmente se ele estiver em um ponto da trajetória que percorria).
Estágio 4 – A criança busca ativamente os objetos que são tirados de seu campo perceptivo e
a busca não se limita à trajetória que o objeto vinha seguindo. Por exemplo: Se você esconde
um brinquedo em baixo de uma almofada, a criança que presenciou todo o processo, vai
diretamente procurar o brinquedo neste lugar e o encontra. Mas, se você esconder novamente,
em baixo de outra almofada, a criança procurará onde encontrou o brinquedo da primeira vez.
Há a coordenação tátil com visual (O objeto perdido é o mesmo que o encontrado e que o bebê
sente com as mãos).
Estágio 5 – A criança já leva em consideração os deslocamentos sucessivos do objeto.
Procura-o ativamente num primeiro ou segundo lugar escondido. Já tem noção da permanência
deste objeto. (ele está em algum lugar, e não desapareceu).
Mas, ainda não leva em conta movimentos invisíveis, como por exemplo, quando você esconde
um objeto na mão e depois o esconde embaixo de uma almofada sem que a criança veja. Ela irá
procurar o objeto na sua mão, ou seja, procurará o objeto no ponto em que ele foi visto da
última vez.
Estágio 6 – A criança entende a existência do objeto (adquire a noção do objeto – ele existe
mesmo que não faça parte de sua percepção visual). Leva em conta os movimentos invisíveis
(há a procura mesmo que haja desaparecimentos invisíveis longe de seu campo visual).
Período Pré-operacional (2 à 6/7 anos)

Uso dos símbolos em muitos aspectos do desenvolvimento da criança
(representação de uma coisa por outra)
Aquisição da linguagem, desenvolvimento da fala.
Pensamento rígido, preso a ações (expressa o sentimento através de
brincadeiras), preso à sua própria perspectiva = EGOCENTRISMO (a criança
não está sendo egoísta, só supõe que todos vêem o mundo como ela vê).
- EGOCENTRISMO INTELECTUAL:
Justaposição: Os julgamentos são colocados lado a lado, a criança não
relaciona ainda. Exemplo: Não tem conceito de classe (inclusão de classe).
Rosas e cravos são FLORES.
Sincretismo: Generalização indevida. Ex: A laranja está verde (não está
madura) e o kiwi é verde (cor da fruta). Não distingue entre o verde da cor,
e o verde significando que não está maduro.
Irreversibilidade: O pensamento da criança não é reversível. Não consegue
fazer o caminho de volta (ex: 2+3=5, mas...5-3+?. A criança ainda não faz
inversão mental).
Neste item também entram as questões de invariância e conservação. (A
criança tem um julgamento perceptual e não conceitual). É raro, as crianças
apresentarem alguma forma de conservação antes dos cinco anos.
Centralização: Pensamento inflexível. Não faz ainda grandes operações
mentais.(ex: como vc se chama? Maria. Como chama seu irmão? João. E como
chama a irmã de João????????).
Realismo intelectual: Fase da transparência (ex: se a mãe está grávida a
criança mulher com bebê na barriga. Um desenho que está de perfil está
errado, pois só tem um olho).
Animismo: dar vida a objetos inanimados (Minha boneca está pedindo
biscoito...).
Artificialismo: Criança atribui a origem dos fenômenos da natureza a Deus
ou ao homem, de forma mágica (Ex: está chovendo por que deus está triste e
está chorando).

- EGOCENTRISMO SOCIAL:
BRINQUEDO PARALELO (A criança é capaz de estar junto, mas não de
brincar junto-Cada uma brinca com seu brinquedo. Não há planejamento de
brincadeiras).

VISÕES MAIS RECENTES DO PENSAMENTO PRÉ-ESCOLAR:
Novas pesquisas apontam que os pré-escolares são bem menos egocêntricos
quanto imaginava Piaget.
- Tomada de perspectiva: Algumas crianças adaptam o modo de falar e brincar
quando estão com crianças mais novas ou deficientes.
- Aparência e realidade: por volta dos cinco anos a criança é capaz de separar a
aparência da realidade (se vê um cachorro com máscara de gato não achará que
é um cachorro ou se vê uma esponja pintada para parecer uma pedra, se tocar
na esponja, saberá que é uma esponja e não uma pedra, mas se um colega não
tocou na esponja, pode ser que pense que é uma pedra. - FALSA CRENÇA)
- Teorias da mente: A criança desenvolve teorias sobre as idéias e desejos dos
outros e sobre como isto afeta o comportamento deles. (Ex: A criança vê um
adulto com cara de feliz após comer algo e com cara de “nojo” após comer outra
coisa. A criança vai entender que o adulto prefere comer o que lhe deu prazer).
- Metacognição e metamemória: As crianças precisam ter um conhecimento
prévio sobre algo para lembrar ou esquecer este conhecimento.
- Compreendendo e regulando emoções: Reconhecimento das expressões faciais
(por volta dos quatro anos). A criança entende que se alguém conseguiu algo
ficará feliz, e se estiver triste, talvez não tenha conseguido. Com três anos
aparece o sorriso social (diferente do sorriso espontâneo - a criança sabe que
existem momentos que ela precisa sorrir, mesmo sem estar totalmente feliz).
- Conservação – Os estudos atuais confirmam a teoria de Piaget neste aspecto.

CONCLUSÃO:

De acordo com os estudos atuais, talvez Piaget estivesse certo sobre as
seqüências básicas, mas apontou a idade errada: a transição observada por
ele aos seis ou sete anos, realmente pode acontecer por volta dos quatro ou
cinco anos de idade.
Pode ser que os estudos atuais tenham exagerado nas capacidades do pré-
escolar, mas confirmam que o desenvolvimento cognitivo é
consideravelmente favorecido pelas interações sociais. Para que eles
desempenham as tarefas, precisam ter as explicações muito simples e
claras.
Outro fator importante é que atualmente as crianças têm muitos estímulos e
também interagem com muitos adultos, aprendendo sobre sentimentos e
reações dos outros. A imitação também ocupa um lugar bastante importante
neste caso.

Período das operações concretas (6/7 – 11/12 anos)

• Entrada da criança na escola elementar (ensino fundamental), há mais estímulo.
• Novas e grandes aquisições intelectuais
• Criança desenvolve regras, começa a querer brincar de jogos que envolvem
raciocínio. (dos sete aos nove acaba de aprender regras então vai até o fim com
aquela regra. Dos 10 anos em diante muda as regras se todos os participantes
concordarem).
• As brincadeiras começam a ser cooperativas, porém há a preferência para
brincadeiras com crianças do mesmo sexo. (brinquedo coletivo)
• Diminuição do egocentrismo (começa a levar em conta a realidade do outro)
• É capaz de fazer operação mental – internalização das ações.Porém a operação
mental é feita a partir de coisas concretas. (a criança vê o brinquedo e
consegue ordená-lo crescentemente)
• O pensamento é reversível (faz inversão de operações)
• Já possui noção de invariância ou conservação. Entende que os objetos
permanecem iguais apesar das mudanças na aparência. (a conservação de
quantidade é entendida pela criança que já conta, a de peso só será entendida
aos oito anos e volume com 10).
• Há inclusão de classes (as rosas e os cravos são subclasses das flores)
• Pensamento relacional – Os termos mudam de acordo com as relações.(ex: quem
é mais alto? Ela saberá que João é mais alto do que Carlos, pois vê João e Carlos
lado a lado). É hábil com questões concretas.
• Desenvolve a capacidade de usar a LÓGICA INDUTIVA (consegue ir de sua
própria experiência para um princípio geral) EX: Acrescentar um brinquedo a
uma pilha de brinquedos e contar depois. A partir disto, a criança saberá que:
ACRESCENTAR SEMPRE RESULTA EM MAIS!

NOVOS TEMAS:
• Desenvolvimento da memória e da estratégia (decorar, agrupamento,
elaboração e busca sistemática).
• Perícia (conhecer bem um assunto determinado): “A Perícia faz qualquer um
de nós parecer muito inteligente, cognitivamente avançado; a falta de
perícia nos faz parecer muito burros” (Flavel, 1985).
• Variabilidade no pensamento das crianças (várias formas de resolver os
mesmos problemas).
Período das operações formais:
12 anos em diante (até 16 anos mais ou menos)

• Adolescência, a idade das grandes paixões (O adolescente ama tudo e odeia
tudo).
• Desequilíbrio emocional (Sou criança ou adulto?).
• A característica principal e nova habilidade mental é que este adolescente é
capaz de pensar em termos abstratos, não precisando da percepção e da
experiência imediata (não precisa ver nem vivenciar as coisas para pensar).
• Raciocina abstratamente sobre informações verdadeiras ou não – A partir
de uma situação é capaz de levantar hipóteses, testa-las e deduzir
conclusões lógicas.
• Forma conceitos abstratos (amor, solidariedade, liberdade, justiça, etc.).
• Critica o sistema social e os valores morais dos pais.
• Tem necessidade de um modelo (que não os pais, pois querem ser livres – ex:
O pai do meu amigo é super bacana, pois o deixa dirigir o carro, queria que
ele fosse o meu pai...).
• Tem necessidade de ser original como um todo, mas igual a seu grupo, pois
andam tribos, gangues (modismo).
• Tem necessidade de ser responsável (trabalho e dinheiro próprio, cuidar de
algo).
• Descoberta do tempo e da morte (NÃO são reversíveis).
• O EGOCENTRISMO reaparece, quando ele se considera o instrumento de
modificação do mundo sob o seu ponto de vista. Acha que pode resolver os
problemas do mundo (mas não os particulares, pois tem dificuldades de falar
sobre problemas pessoais).
• Desenvolve a capacidade de usar a LÓGICA DEDUTIVA (parte de algum
princípio geral e em seguida supõe algum resultado). Ir da teoria para
hipótese. (É necessário imaginar). Chamado de RACIOCÍNIO HIPOTÉTICO
DEDUTIVO.

Conceito central de Piaget: CONSTRUTIVISMO:
Desde o nascimento, a criança está ativamente envolvida no processo de construir o
entendimento do mundo externo e de suas ações.As crianças são pensadores ativos,
capazes de construir novas estratégias e entendimentos avançados para resolver um
determinado tipo de problema.

Fonte: Bee, Helen – cap 6
Teorias do desenvolvimento, volumes 1, 2, 3 e 4.