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David Clifford

Educação: Oposição
pergunta sobre avaliação,
Maria de Lurdes Rodrigues
evita respostas directas
18.03.2008 - 18h21 Lusa
A ministra da Educação foi hoje insistentemente
questionada pelos deputados da oposição sobre o sistema
de avaliação dos professores, mas, durante mais de uma
hora e meia, evitou responder directamente.

No debate da interpelação do PCP sobre Educação, na


Assembleia da República, o deputado comunista António
Filipe perguntou quais eram as regras em vigor para a
avaliação dos professores - as do decreto regulamentar ou
de "um documento apócrifo" no "site" do Ministério, "mais
flexíveis".

"Não lhe vou responder aquilo que quer ouvir. Vou-lhe Para a oposição a ministra da Educação de não quis ou não
responder com factos, com resultados", respondeu Maria sabia responder às questões sobre a avaliação dos professores
de Lurdes Rodrigues, insistindo num balanço de três anos
de governação como a maior "eficiência na organização
das escolas" ou o programa escola a "tempo inteiro", com
"acesso universal e gratuito à aprendizagem de inglês,
música, actividade física e transporte escolar".

Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, perguntou por


duas vezes qual a solução para a contestada avaliação,
que originou a manifestação de 100 mil professores, ou se
a ministra achava que tinha condições para continuar "a
fingir uma política educativa".

"A minha obrigação não é dar as respostas que a senhora


deputada quer ouvir. A minha obrigação é responder com
resultados. Respondo com aquilo que faço, com a política
educativa", respondeu a ministra.
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Este tipo de resposta levou Ana Drago a dizer que a
ministra "não quer ou não sabe dar respostas" e António
Filipe, a meio do debate, dizia, com ironia, que ainda tinha
esperança de ouvir Maria de Lurdes Rodrigues responder.

António Filipe tinha, aliás, lançado uma outra pergunta


sobre quando pensava o Governo pagar aos professores as
aulas de substituição, depois de uma decisão nesse
sentido dos tribunais.
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José Paulo Carvalho, deputado CDS-PP, fez a contabilidade P
e concluiu que, das nove perguntas feitas pela sua fa
bancada, "apenas três foram respondidas". z
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Na sua intervenção inicial, a ministra disse que "o que ur
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conforta o Governo, a política educativa e as decisões dos
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três últimos anos, os resultados - mais eficiência na a
organização das escolas, funcionamento das escolas q
orientado para os alunos, mais alunos e melhores u
resultados, menos abandono e menos insucesso escolar". e
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O primeiro-ministro, José Sócrates, que "segurou" a p
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ministra depois da manifestação, dizendo que não estava
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em causa a sua continuação no executivo, assistiu, como a
habitualmente, à abertura do debate e abandonou São d
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Público, 18/03/08 o
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