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Estrutura

Parte integrante do curso de Conhecimentos Técnicos AirAndinas! Por João Marinheiro

Capítulo 2

Estrutura
Esforços
Para entender a estrutura, antes temos que conhecer alguns esforços que estas partes estão sujeitas
durante a operação do avião. Assim poderemos entender melhor a função de cada uma.

Tração, Compressão, Flexão, Cisalhamento e Torção

Partes Principais
Asas
Fuselagem
Empenagem
Superfícies de Controle

A seguir estudaremos cada parte em separado:
Asas
“Tem a finalidade de produzir a sustentação necessária ao vôo”

Nomenclatura: Bordo de Ataque, Bordo de Fuga, Ponta da Asa, Raiz da Asa, Extradorso ou Dorso,
Intradorso ou Ventre

Partes das Asas: (nem todas as asas tem todas estas partes, no próximo item conheceremos cada
estrutura e de que partes é composta)

Suportes: membros estruturais que dão apoio as asas. (semi cantilever)
Longarinas: principais elementos estruturais das asas.
Nervuras: Dão o formato aerodinâmico à asa. Transmitem os esforços aerodinâmicos do revestimento
para a longarina.
Montantes: suportam o efeito de compressão.
Tirantes: cabos de aço esticados em diagonal, que suportam os esforços de tração.
Revestimento: pode ser resistente ou não a pressão aerodinâmica.

Classificação:
Quanto a localização da asa na Fuselagem:
Asa Baixa
Asa Média

Asa Alta Asa Parassol

Quanto a fixação:
Semi Cantilever (possui suportes)
Cantilever

Quanto ao número de asas:
Monoplano
Biplano

Triplano

Quanto ao formato da asa:
Trapezoidal
Retangular

Elíptica
Delta

Fuselagem
“Parte onde estão fixadas as asa e a empenagem. Aloja os tripulantes, passageiros e carga, contém
os sistemas do avião e pode, em muitos casos, alojar o motor e trem de pouso.”
Tipos

Estrutura Tubular: Formada de tubos de aço soldados. Pode conter cabos de aço esticados para
suportar o esforço de tração. É recoberto por tela, com função de revestimento, que não suporta
os esforços aerodinâmicos.

Estrutura Monocoque: Formado por cavernas, que dão o formato aerodinâmico. Os esforços são
suportados pelas cavernas e pelo revestimento, geralmente metálico, plástico reforçado ou
contraplacado de madeira.

Estrutura Semi-Monocoque: Formado por cavernas, revestimentos e longarinas. Todos resistem
aos esforços aerodinâmicos. Os materiais são os mesmos da estrutura monocoque.
Empenagem
“Conjunto de partes destinadas a estabilizar o vôo do avião”
Superfície Horizontal: Formada pelo Estabilizador Horizontal e o Profundor.
Superfície Vertical: Formada pelo Estabilizador Vertical (ou Deriva) e o Leme de Direção.

Superfícies de Controle ou de Comando
“Partes móveis da asa e empenagem, geralmente localizadas nos bordos de fuga, e fixadas por
dobradiças, tem a função de controlar o vôo do avião. ”

Superfícies Primárias: Aileron, Leme de Direção e Profundor.
Superfície Secundárias: Compensadores das superfícies primárias.
Flapes ou Slats: São dispositivos hipersustentadores pois aumentam a sustentação das asas. Úteis
nos pousos e decolagens, pois permitem realizar estas operações com velocidades menores.
Spoilers: Função de impedir que a velocidade do avião aumente excessivamente durante as
descidas. Também conhecidos como freios aerodinâmicos. Além desta função podem também exercer
a função de auxílio ao aileron.

Controles de Vôo
“Mecanismo que movimenta as superfícies de controle do avião"

Manche: Possui duas funções:

1) Função de Cabrar (erguer o nariz do avião) ou Picar (baixar o nariz do avião) o avião. Estes
movimentos são denominados de Arfagem.

2) Função de Rolar ou Inclinar o avião. Estes movimentos são denominados de Rolamento,
Inclinação ou Bancagem.

Pedais: Função de Guinar (desviar o nariz para a direita ou a esquerda) o avião.

Composição: Os controles de vôo são compostos de manche, pedais, correias, polias, esticadores,
cabos, alavancas etc... Periodicamente devem ser feitos algumas verificações e ajustes para garantir o
bom funcionamento, são eles: Alinhamento dos Controles, Ajuste dos Batentes, Ajuste da Tensão dos
Cabos, Balanceamento das Superfícies.

Trem de Pouso
“Conjunto de partes destinadas a apoiar o avião no solo, amortecer os impactos do pouso, frear o
avião e controlar a direção no taxiamento”
Classificação:
Quanto a operação:
Hidroplano ou Hidroavião
Avião Terrestre

Avião Anfíbio
Quanto a distância de pouso e decolagem:
VTOL: Decolagem ou Pouso Verticais
STOL: Decolagem ou Pouso Curtos
CTOL: Decolagem ou Pouso Convencionais

Quanto a sua mobilidade:
Trem de Pouso Fixo
Trem de Pouso Retrátil

Trem de Pouso Escamoteável (trem recolhido e fechado no compartimento)

Quanto a disposição das rodas:
Convencional Triciclo

Amortecedores
Mola: tipo mais simples, consiste em uma lâmina de aço flexível que atua como mola. Porém
a mola não absorve o impacto e devolve ao avião a energia recebida.

Borracha: a estrutura do trem de pouso é rígida e articulada. O amortecimento é realizado por
aros de borracha. Num pouso o trem de pouso abre-se para os lados e os aros de
borrachas esticam-se absorvendo o impacto. Podem ser também em forma de discos e
cordas (também é conhecido como Sandows).

Hidráulicos: o amortecedor hidráulico consiste em uma haste que desliza dentro de um
cilindro contendo fluído oleoso. O fluído amortece o impacto e uma mola suporta o peso
do avião.

Hidropneumáticas: Usa amortecedor de ar ou gás comprimido para absorver o impacto. Isso
elimina a mola.
Freios
Tambor: composto de um tambor que gira junto com a roda, quando o freio é acionado, duas
sapatas ou lonas atritam-se contra o lado interno do tambor, realizando a freagem da roda.

Disco: composto de um disco que gira junto com a roda, quando o freio é acionado, as
pastilhas fazem pressão sobre o disco, freando a roda.