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A Música Aceitável a Deus

Um argumento para maior uso dos Salmos
por
Dr. W. Robert Godfrey
Na guerra da adoração dos anos recentes, batalhas as mais sórdidas têm surgido
com ímpeto em relação à música. O que devemos cantar !uem deve cantar
!uais melodias devemos cantar !uais instrumentos devem acompanhar o
c"ntico da igre#a $ se algum %ia de regra parece que e&'rcitos que se prepararam
nos lados diversi(icados da questão têm lutado debai&o da bandeira da
pre(erência. O que gostamos e o que nos toca )re(erências têm levado a
tendência de colocar pessoas mais velhas contra as mais #ovens e as e&perientes
contra as ine&perientes.
*as, quão seriamente temos pensado teológica e biblicamente sobre a música
+m que quantidade as nossas convicç,es e pr-ticas são moldadas pelo Novo
.estamento Neste artigo, e&aminaremos alguns dos ensinamentos/chave da
0íblia sobre música e c"ntico, e tentaremos relacion-/los com a história da
re(le&ão re(ormada e assuntos contempor"neos.
Música na Bíblia:
1 música não ' um elemento proeminente no Novo .estamento. 0andas e corais
não acompanhavam a pregação de 2esus. Não h- evidência de instrumentos
musicais nas sinagogas descritas no Novo .estamento. *úsica na igre#a parece
estar ausente nos 1tos dos apóstolos $ embora )aulo tenha cantado na prisão e
louvores tenham sido apresentados nas igre#as. 1 única re(erência, não ambígua,
de música nas igre#as ' em 3 4or. 56789 $ embora 4l. :759 ;e.g., +(. <75=> possa
muito bem re(letir as atividades de adoração pública. Nenhum instrumento '
mencionado em relação com o culto das igre#as do Novo .estamento.
1 música parece de alguma (orma mais proeminente no culto celestial descrito no
livro de 1pocalipse. +sta proeminência adicionada re(lete provavelmente a
correspondência entre o templo celestial e a música do templo terreno do 1ntigo
.estamento. No templo veterotestament-rio , instrumentos musicais e corais
acompanhavam especialmente a o(erta de sacri(ícios ;33 4r. 8=78</:9>. *esmo
assim, na adoração celestial como descrito no livro de 1pocalipse, o único
instrumento musical citado ' a harpa ;e.g., ?ev. <.@.> $ e a harpa ' provavelmente
colocada como um símbolo de louvor ao inv's de uma re(erência literal de harpas
no c'u ;ver 1p. 5678>.
Ae o culto da igre#a do Novo testamento ' um modelo para a igre#a de ho#e, s'rio
re/e&ame de pr-ticas contempor"neas se (aB necess-rio. 1 música $ tão peri('rica
no Novo .estamento $ tornou/se central e crucial em nossos dias. 4orais, solos e
música especial ocupam um tempo consider-vel no culto. Cebates logo Dpegam
(ogoE no que diB respeito ao estilo de música entre os campe,es desde o cl-ssico
ao contempor"neo.
)ara muitos membros das igre#as parece que a música tem se tornado um novo
sacramento. Fm c"ntico intenso e prolongado ' visto como um meio em que Ceus
vem abençoar o adorador e em que o cantor busca e&periências transcendentais
com Ceus. +sta e&periência ' tão importante que muitos #ulgam uma igre#a com
base no car-ter e qualidade de sua música. +m muitas igre#as a quantidade de
tempo gasto em oração, leitura da 0íblia e pregação são reduBidos para que mais
tempo possa ser dado à música.
4ristãos re(ormados em particular têm buscado seguir o ensinamento da +scritura
na adoração. +les acreditam que apenas as orientaç,es ou e&emplos da 0íblia
podem guiar nossa adoração. +sta convicção (lui das palavras da própria 0íblia
;e.g., 4l. 878: e *t. 5<79> . .eologicamente, a pai&ão re(ormada pelo culto (iel e
bíblico (lui de avisos (ortes na +scritura contra a idolatria. dolatria ! tanto o
culto a um falso deus "uanto o culto falso ao #erdadeiro Deus. 3dolatria ' uma
violação do primeiro ou do segundo dos CeB *andamentos. O compromisso
re(ormado com o culto bíblico deve ser aplicado à música como a todos os outros
aspectos do culto.
+mbora a música pareça ser um elemento relativamente secund-rio no Novo
.estamento, ' ainda um dos elementos. 2esus cantou com seus discípulos na
Gltima 4eia e a 3gre#a de 4orinto claramente cantou ;como a 3gre#a de 4olossos
muito provavelmente cantou>. 4antar ' um elemento que tem sua propriedade, um
ato distintivo na adoração. )ode (uncionar de um #eito similar aos outros
elementos. )ode compartilhar (unç,es com o ensino e a pregação, por e&emplo,
mas mesmo assim permanece como um elemento distinto ;Co mesmo modo, a
leitura da 0íblia, pregação e a benção podem todos usar as mesmas palavras da
0íblia e todos têm em parte uma (unção de ensinamento, embora permaneçam
elementos distintos de adoração>. 4omo um elemento distinto, precisa ser
entendido em termos de sua (unção singular no culto sendo dirigido pelas
+scrituras.
!ue tipo de c"ntico deve ser um elemento do culto 4ristão 1s palavras usadas
para c"ntico no Novo .estamento ;DsalmosE, DhinosE e Dc"nticosE> não são termos
t'cnicos, mas simplesmente parecem re(erir/se a músicas. ;No grego do 1ntigo
.estamento, estas três palavras são usadas para re(erir/se aos Aalmos 4anHnicos.>
)or e&emplo, ' dito que 2esus contou um hino ;*t. 897:I> em que certamente um
dos salmos canHnicos (oi utiliBado. +m contra partida, o salmo citado em 3 4or.
56789 provavelmente não ' um salmo canHnico ;alguns acham que se tratava de
um c"ntico revelacional $ N+>. %e#a tamb'm as re(erências de c"nticos em ?m.
5<7=, 3 4or. 5675< e .g. <75:. O tipo de c"ntico usado no Novo .estamento não
pode ser con(irmado pelas palavras disponíveis. Outras indicaç,es são necess-rias
para saber o que deve ser cantado.
*uitos argumentam que os cristãos estão livres para compor e cantar qualquer
música que se#a ortodo&a em seu conteúdo. O argumento permeia o raciocínio de
que cantar louvores ao Aenhor ' semelhante à oração. %isto que estamos livres
para (ormular nossas oraç,es, estamos livres para compor músicas. *as não '
auto/evidente que a música deva ser semelhante a oração. .alveB deva ser similar
à leitura das +scrituras. J5K O elemento cúltico da leitura da +scritura ' limitado à
leitura da )alavra inspirada, canHnica. .al limitação pode não parecer ser
necessariamente severa, logicamente. *uitos escritos ortodo&os e edi(icantes
produBidos por cristãos podem talveB ser lidos no culto. )or'm, a maioria
concordaria que deveríamos ter como um ato de culto a leitura das palavras
inspiradas de Ceus ;ve#a 3 .m. 675:>.
4omo re(le&ão, pelo menos na adoração veterotestament-ria , cantar parece mais
com a leitura da +scritura do que com a oração, porque enquanto o %elho
.estamento não tem um livro de oração, ele tem um livro de c"nticos. Ceus, por
uma raBão que possa nos (rustrar, providencia c"nticos inspirados para o culto,
mas não oraç,es. %erdadeiras raB,es podem ser levadas em conta para a
necessidade de músicas inspiradas. 1 música ' uma atividade do povo de Ceus
que os une em uma atividade de resposta altamente emocional a Ceus. 1 emoção
elevada da música e seu potencial para abusos talveB possam ser uma raBão para
que Ceus tenha inspirado as palavras para aquela resposta do povo de Ceus.
.amb'm, a oração e pregação no culto público nas igre#as re(ormadas são
elementos e&ecutados por líderes ordenados. 1 igre#a separou líderes que são
vocacionados, e&aminados, chamados e ordenados para a obra. Os c"nticos que
são DlivresE raramente possuem estes padr,es de cuidado e supervisão.
4laramente os Aalmos canHnicos (oram designados para cantar, o que 2esus e seus
discípulos (iBeram na última ceia. 4ertamente, a chamada de )aulo para cantar
Dsalmos, hinos e c"nticos espirituaisE abrange o convite para cantar Aalmos
canHnicos J8K. No mínimo, portanto, devemos concluir dos e&emplos e
ensinamentos da +scritura que cantar os Aalmos canHnicos devem ser uma parte
signi(icativa do c"ntico da 3gre#a.
Demonstra$%es do &alor em 'antar os Salmos.
Cei&e/me listar alguns dos argumentos mais (ortes para se cantar os Aalmos7
L Os Aalmos são inspirados, (oram (eitos para serem cantados, e são
certamente ortodo&os no conteúdo. 4antar Aalmos ' ordenado por CeusM '
certo que Nhe ' agrad-vel e ' um e&celente meio de guardar Aua )alavra
em nossos coraç,es. )elo menos os Aalmos precisam ser um elemento
central do c"ntico da igre#a e deve ser um modelo para tudo que ' cantado.
+les são o padrão inspirado de louvor.
L Os Aalmos são c"nticos equilibrados. +les equilibram a declaração da
verdade de Ceus e Aua obra com nossa resposta emocional. O equilíbrio
entre verdade e resposta do coração ' delicado e di(ícil. Nossos c"nticos
podem ser ou muito in(ormativos e doutrin-rios ou muito sub#etivos e
antropocêntricos.
L Os Aalmos nos providenciam c"nticos que têm o alcance completo das
respostas emocionais apropriadas para com a obra de Ceus e nossa
situação. +m algumas 'pocas da 3gre#a, hinos pareciam primariamente
cheios de arrependimento. +m nossa 'poca, eles parecem primariamente
cheios de alegria. Os Aalmos equilibram a con(usão humana, (rustração,
a(lição, tristeBa e raiva com alegria, louvor, benção e aç,es de graça.
L Os Aalmos nos relembram que vivemos em um mundo de con(lito. +les
imprimem em nós um mundo bíblico de pensamento em que h- uma
antítese #- presente entre o #usto e o ímpio, o santo e o iníquo. ;1penas
dois Aalmos, acredito, não (aBem esta oposição e&plicitamente>. !uão
in(requentemente esta antítese ' encontrada em muitos hinos.
L Os Aalmos nos relembram que somos o verdadeiro 3srael de Ceus. Nós
herdamos a história, as promessas e a condição de 3srael do %elho
.estamento e devemos nos identi(icar com aquele 3srael ;c(. +(. 8/:, ?m.
=/55, Ob. 55/58, 5)e. 5/8, .g. 575, Pl. 9759>. +specialmente quando nos
encontramos num mundo politeísta crescente, o (oco monoteísta dos
Aalmos ' valioso para a 3gre#a.
L Os Aalmos são cristocêntricos. 2esus testi(icou que os Aalmos (oram
escritos sobre +le ;Nc. 86766/6<>. *artinho Nutero chamou o Aalmo de
Duma pequena 0íbliaE e o achou cheio de 4risto. Fm ditado antigo da
3gre#a declara7 D Sempre in ore psalmus, sempre in corde Christus E
;Dsempre um salmo na boca, sempre 4risto no coraçãoE>. Os Aalmos
contêm pro(ecias e&plícitas de 4risto ;e.g., Aalmos 88 e 55I>. +les são
cheios de tipos que iluminam a pessoa e obra de 4risto. +les descortinam
sua obra redentiva em v-rias perspectivas. 1 3gre#a deve evitar a tendência
do liberalismo e dispensacionalismo, de ambos, e perder de vista 4risto
nos Aalmos al'm de perder a continuidade de 3srael do %elho .estamento
no Novo .estamento.
2oão 4alvino reconhecia o valor de se cantar os Aalmos. +le instituiu grandes
re(ormas litúrgicas na 3gre#a de Penebra depois da re(le&ão cuidadosa no car-ter e
papel da música na 3gre#a. ;+m Penebra, a 3gre#a cantava os Aalmos em uníssono
sem qualquer acompanhamento musical>. 1 maioria das igre#as re(ormadas na
+uropa seguiu a pr-tica de Penebra e o c"ntico de Aalmos tornou/se uma das
marcas distintivas das igre#as ?e(ormadas.
1lguns 4alvinistas (oram al'm de 4alvino, argumentando que os Aalmos eram os
únicos c"nticos permitidos no culto divino. +sta posição era argumentada com um
particular vigor na +scócia, onde os )resbiterianos en(rentaram repetidas press,es
governamentais para abandonarem suas (ormas distintivas de culto. Os escoceses
responderam que deveriam obedecer a Ceus ao inv's do homem e aplicaram este
princípio na de(esa da salmodia e&clusiva. A'rios debates nesta questão tomaram
lugar entre os 4alvinistas nos s'culos Q%333 e Q3Q quando algumas 3gre#as
?e(ormadas introduBiram o uso de hinos no culto.
(b)e$%es contra Maior Uso da Salmodia:
)ode ser útil considerar seis ob#eç,es comuns contra o maior ;ou possivelmente
at' e&clusivo> uso dos Aalmos, e o(erecer respostas #ustas a elas.
Ob#eção 57 DAs imprecações dos Salmos (i.e., aquelas frases chamando Deus
para julgar seus inimigos) reflete uma posiço !tica su"#cristE.
+sta ob#eção (alha em entender a natureBa das imprecaç,es bíblicas. 1s
imprecaç,es não são a oração pessoal do cristão contra inimigos pessoais, mas
são as oraç,es de 4risto e da 3gre#a contra os inimigos de Ceus. +les, realmente,
não são di(erentes das oraç,es da 3gre#a para o retorno de 4risto que trar- tanto
benção quanto #ulgamento.
Ob#eção 87 D$ %o&o 'estamento autori(a o uso de hinos no#inspirados) Cl. *)+,
(-f. .)+/), + Cor. +0)1, e hinos fragmentados citados no %o&o 'estamentoE.
+sta ob#eção não ' tão clara quanto parece. 1> Nem 4l. :759 nem +(. <75=
re(erem/se sem ambigRidade ao culto público ou uso livre de c"nticos não/
inspirados nesta adoração. 1s palavras nestes versos para c"ntico podem todas
re(erissem aos Aalmos canHnicos $ ver N+. 0> 5 4or. 86789, acredito, realmente
re(ere/se a outros c"nticos al'm dos Aalmos canHnicos. *as, estes outros c"nticos
são muito provavelmente c"nticos inspirados pelo +spírito por meio da liderança
dotada pelo +spírito na igre#a primitiva. ;O salmo, doutrina, revelação, línguas e
interpretação das línguas neste te&to tudo parece para mim inspirados
divinamente>.J:K 1queles c"nticos inspirados, por'm, não (oram preservados
como uma parte da +scritura para o uso da 3gre#a Fniversal. 4> Sragmentos de
poemas na realidade parecem ser re(erências de autores bíblicos em partes no
Novo .estamento. +stes (ragmentos não podem, com qualquer certeBa, serem
vistos como c"nticos, muitos menos c"nticos usados no culto público.
Ob#eção :7 D$s Salmos parecem estranhos quanto a sua forma po!tica e o fluir
de pensamentoE.
+sta observação ' verdadeira at' certo ponto. 1queles (amiliariBados com hinos
estão acostumados com um (luir de pensamento e (orma po'tica que são comuns
ao mundo ocidental. +m tal mundo, os Aalmos realmente parecem estranhos. *as,
visto que os Aalmos são inspirados por Ceus, devemos desprender mais es(orços
para apreciar o porquê deles terem a (orma que possuem e o que podemos
aprender deles. ;Cevemos resistir a tendência comum, com respeito as músicas da
igre#a, e apenas gostar do que ' (amiliar porque ' (amiliarT +sta tendência '
encontrada entre os devotos a todos os tipos de música da igre#a>. 4ertamente, a
própria estranheBa dos Aalmos pode revelar a nossa necessidade deles. .alveB
2ohn FpdiUe tenha capturado este raciocínio quando escreveu sobre Das pontas
dos dedos sensibiliBados pela li&a de um credo abrasivoE.J6K
Ob#eção 67 DCantar os salmos metrificados no ! o mesmo que cantar os
&erdadeiros Salmos can2nicosE.
Fma boa versão metri(icada dos Aalmos não apenas d- uma tradução bem
pró&ima dos Aalmos, mas tamb'm busca traduBir poesia hebraica em uma (orma
po'tica ocidental. 4omunicar algo em (orma po'tica #untamente com a tradução
verbal ' um ponto (orte dos salmos metri(icados.
Ob#eção <7 D %3s no temos melodias inspiradas para cantar os Salmos E.
%erdade, não temos melodias inspiradas. Ceus dei&ou livre seu povo para compor
melodias de v-rias culturas e bases históricas para a#udar no c"ntico dos Aalmos.
Cois crit'rios deveriam salvaguardar adequadamente a 3gre#a em escrever e
escolher suas melodias7 primeiro , as melodias devem ser apropriadas ao conteúdo
dos Aalmos, e segundo , elas devem ser (-ceis de cantar pela congregação.
Ob#eção 97 D$s Salmos no so suficientemente Cristoc4ntricosE.
1 elaboração desta ob#eção sugere que em cada est-gio da história da redenção no
%elho .estamento ;e.g., estabelecimento da economia *osaica, a celebração do
reinado Cavídico e o e&ílio>, novos c"nticos (oram adicionados no c"non. V mais
prov-vel, então, no mais importante desenvolvimento da história da redenção $ a
real revelação do Aalvador $ que novos c"nticos acompanhariam a Nova 1liança
em 4risto. 1 ob#eção argumenta que devemos obviamente celebrar o nome e obra
do Aalvador nos termos mais e&plícitos possíveis. +sta ob#eção ' certamente a
mais signi(icativa e pesada contra qualquer salmodia e&clusiva ;ou quase na
totalidade e&clusiva>. %-rias respostas podem ser o(erecidas.
W +sta ob#eção, como dita, ' abstrata e especulativa, uma (alta na re(le&ão
teológica ?e(ormada. 1penas a +scritura pode nos (alar quais c"nticos são
precisos para celebrarem a Nova 1liança. *uitos elementos no culto da
3gre#a serão e&plicitamente da Nova 1liança7 algumas leituras da 0íblia,
algumas bênçãos, serm,es, oraç,es, Aacramentos. *as, devem todos ser
O culto como um todo deve ser e&plicitamente da Nova 1liança, mas todo
elemento deve ser 1penas a própria +scritura pode responder esta
questão.
W Os Aalmos não são uma e&posição completa e e&plícita e uma celebração
da 1ntiga 1liança. *uitos aspectos da história de 3srael, lei e sacri(ícios
não são mencionados nos Aalmos. 3nstituiç,es chaves como o A-bado
cerimonial e os o(ícios pro('ticos são quase que totalmente ausentes.
Ningu'm poderia realmente reconstruir a economia mosaica pela
evidência apenas nos Aalmos. 4laramente, os Aalmos não buscaram
comportar o car-ter inteiro da 1ntiga 1liança.
W Os c"nticos inspirados da Nova 1liança, tal como aqueles que estão no
livro de 1pocalipse, não são mais 4ristocêntricos e&plicitamente do que
os Aalmos. O nome de 2esus não ' usado e +le ' chamado de 4ordeiro
;1p. < e 5=>, o 4risto ;1p. 55>, Ceus e ?ei ;1p. 5<>. .udo isto são títulos
encontrados no 1ntigo .estamento. 1 distinção entre velho c"ntico da
criação e o novo c"ntico da redenção, encontrados no livro de 1pocalipse
;caps. 6 e <>, ' um distintivo tomado do Aalt'rio ;Al. 6I7:, =975, =@75,
56=75>. O Aalt'rio ' rico em novas canç,es da redenção.
W Os títulos e tipos usados sobre 4risto no 1ntigo .estamento de (orma
gen'rica e no Aalt'rio particularmente, não O esconde, mas na realidade O
revela, e&plicando quem +le ' e o que +le (eB. ;.ítulos e tipos tais como7
Aenhor, )astor, ?ei, Aacerdote, templo, etc>. Aem o rico pano de (undo da
religião do 1ntigo .estamento, não entenderíamos a pessoa e obra de
4risto tão completos quanto conhecemos. Na verdade, estes títulos e tipos
não são completamente compreensíveis at' a vinda de 2esus. Neste
sentido, o Aalt'rio pertence mais a Nova 1liança do que a %elha.
.amb'mM neste sentido, o Aalt'rio ' mais útil para a 3gre#a do Novo
.estamento do que era para o povo da 1ntiga 1liança.
Opini,es provavelmente continuarão a divergirem sobre a persuasão dos
argumentos para o uso e5clusi&o dos Aalmos para o c"ntico no culto público. +u
espero que estas re(le&,es sobre o valor dos Aalmos, contudo, encora#em todos os
4ristãos para o maior uso dos Aalmos. *inha própria e&periência tem sido que
quanto mais eu os canto, mais os amo e mais sinto a plenitude da e&pressão
religiosa deles em louvor a Ceus. Na guerra da música que assedia a 3gre#a ho#e,
os Aalmos são pouco considerados ou apreciados. 4ertamente ' irHnico que
aqueles que amam a 0íblia pareçam (reqRentemente desinteressados em cant-/los
$ e aprendê/los daquela maneira. Nós certamente precisamos dos Aalmos para o
nosso bem/estar espiritual.
NO.1A7
J5K %er os artigos do Aherman 3sbell sobre o c"ntico dos Aalmos na 'he
6res"7terian 8eformed 9aga(ine , começando no verão, edição de 5==:.
J8K *ota do +ditor , -5tra:do de -5clusi&e 6salmod7, ;rian 9. Sch<ertle7, pp
+/#1. $ Cuas passagens cruciais no debate sobre a e&clusividade do c"ntico de
Aalmos, são +(.<75= e 4l :759. +ssas passagens são importantes, porque são
usadas por ambos os lados, os que de(endem o uso e&clusivo dos Aalmos e os que
de(endem o uso de hinos não inspirados na adoração. )aulo escreveu7
D- no &os em"riagueis com &inho, no qual h= dissoluço, mas enchei#&os do
-sp:rito, falando entre &3s com salmos , entoando e lou&ando de coraço ao
Senhor com hinos e cânticos espirituais ;+(. <75@/5=>.
D>a"ite, ricamente, em &3s a pala&ra de Cristo? instru:#&os e aconselhai#&os
mutuamente em toda a sa"edoria, lou&ando a Deus, com salmos, e hinos, e
cânticos espirituais , com gratido, em &osso coraçoE ;4l.:759>.
1ntes de considerarmos a questão de como essas passagens estão relacionadas
com a adoração pública, vamos considerar primeiro a questão Do que )aulo quis
diBer com as e&press,es, Aalmos, Oinos e 4"nticos +spirituaisE +stas quest,es
são muito importantes para os de(ensores da hinódia não/inspirada ;aqueles que
diBem ser adeptos do )rincípio ?egulador> que apontam para essas passagens
como prova de que os hinos não/inspirados são permitidos por Ceus para serem
utiliBados na adoração pública. !uando e&aminamos passagens como +(. <75= e
4l. :759, não podemos cometer o erro comum de tomar o signi(icado moderno de
uma palavra, como DhinoE ho#e, aplicando/o àquele em que )aulo escreveu a dois
mil anos atr-s. !uando uma pessoa ouve a palavra DhinoE, ela imediatamente
pensa nos hinos e&trabíblicos, os hinos não/inspirados encontrados nos bancos
das 3gre#as de ho#e. 1 única (orma de se determinar o real signi(icado do que
)aulo quis diBer com as palavras, Dsalmos, e hinos, e c@nticos espirituaisE, '
determinar como esses termos (oram usados pelos cristãos de língua grega no
primeiro s'culo.
!uando interpretamos a terminologia usada por )aulo em suas epístolas, h-
necessidade de observarmos algumas regras de interpretação.
6rimeiro, o pensamento religioso que dominava a mente e a cosmovisão do
1póstolo, era a mesma do %elho .estamento e de 2esus 4risto, não a do
paganismo grego. )ortanto, quando )aulo discute doutrina ou adoração, o
primeiro lugar onde devemos buscar au&ílio para o entendimento dos termos
religiosos, ' no %elho .estamento. V comum encontramos e&press,es ou termos
hebraicos e&pressos em grego coin4.
Aegundo, temos que ter em mente, que as 3gre#as que )aulo (undou na Xsia,
consistia de #udeus convertidos, gentios pros'litos do %elho .estamento ;tementes
a Ceus> e gentios pagãos. +ssas 3gre#as possuíam a versão grega do %elho
.estamento chamada de Aeptuaginta. !uando )aulo e&pressou id'ias do %elho
.estamento, para uma audiência de gentios de (ala grega, ele usou a terminologia
religiosa usada pela Aeptuaginta. Ae os termos hinos ;h7mnois> e c"nticos
espirituais ;odais pneumatiAois>, tivessem sido de(inidos dentro do Novo
.estamento, não haveria necessidade de procurarmos signi(icados para eles na
Aeptuaginta. *as, uma veB que esses termos são raramente usados no Novo
.estamento e não podem ser de(inidos dentro do conte&to imediato à parte do
conhecimento do %elho .estamento, seria, no mínimo irrespons-vel
e&egeticamente, ignorar como essas palavras eram usadas na versão Aeptuaginta
do %elho .estamento.
!uando e&aminamos a Aeptuaginta, veri(icamos que os termos salmos ;psalmos>,
hinos ;h7mnos> e c"nticos ;odee>, re(erem/se claramente ao livro dos Aalmos do
1ntigo .estamento e não a antigos e modernos hinos ou c"nticos não inspirados.
0ushell escreve7 D 6salmos ;...> ocorre @Y veBes na Aeptuaginta, desses, Y@
aparecem nos salmos mesmos, sendo que 9Y são títulos de salmos. Ca mesma
(orma, o título da versão grega do salt'rio ;...> hZmnos ;...> ocorre 5Y veBes na
Aeptuaginta, 5: das quais estão nos Aalmos, sendo que 9 são títulos. +m 3
Aamuel , 3 e 33 4rHnicas e Neemias h- cerca de 59 e&emplos nos quais os Aalmos
são chamados DhinosE; h7mnoi > ou Dc"nticosE; odai > e para o c"ntico deles a
palavra utiliBada signi(ica Dcantar louvorE ;h7mneo, h7mnodeo, h7mnesis >N....
$dee ;...> ocorre umas @I veBes na Aeptuaginta, 6< das quais nos Aalmos, :9 nos
títulos dos Aalmos ;*ichael 0ushell, 'he Songs of Bion , pp. @</@9> . +m doBe
títulos nós encontramos ambos, DsalmosE e Dc"nticosEM e em dois outros DsalmosE
e DhinosE. O salmo Y9 ' designado como Dsalmo, hino e c"nticoE ;na versão
portuguesa 1?1 não aparece a palavra hino, N...>. No (inal dos primeiros setenta
e dois salmos, nós lemos7 D Cindam#se os hinos ;1?17 oraç,es> de Da&i, filho de
Dess! E ;Al.Y878I>. Não h- raBão alguma para pensarmos que o 1póstolo )aulo
estava se re(erindo a DsalmosE como coisa di(erente de Dhinos e c"nticosE, pois
todos os três termos se re(erem a salmos no próprio livro de Aalmos ;P.3.
[illiamson, 'he Singing of 6raise in the Eorship of Fod , p. 9.> . 3gnorar como a
audiência de )aulo, na 'poca, teria entendido estes termos, bem como a (orma
como são de(inidos pela 0íblia, e aplicar/lhes signi(icados modernos, não/
bíblicos, seria uma pr-tica e&eg'tica de(iciente.
Fma das ob#eç,es mais comuns contra a id'ia de que )aulo em +(.<75= e 4ol
:759, est- (alando do livro dos Aalmos, ' que seria absurdo ele diBer, Dcantando
salmos, salmos e salmosE. +ssa ob#eção (alha ao considerarmos o (ato que um
m'todo comum de se e&pressar na antiga literatura #udaica, era a (orma tri-dica de
e&pressão para designar uma id'ia, ação ou ob#etos. 1 0íblia cont'm muitos
e&emplos da (orma tri-dica de e&pressão, a saber7 +&.:67Y $ D iniqGidade,
transgresso e o pecado EM Ceut <7:5 e 975 $ D mandamentos, estatutos e ju:(os EM
*t 887:Y $ D de todo o teu coraço, de toda tua alma e de todo teu entendimento
E ;*c.587:IM Nc.5I78Y>M 1t 8788 $ D milagres, prod:gios e sinais EM +( <75= e 4ol
:759 $ D salmos, hinos e c@nticos espirituais E. D1 tríplice distinção usada por
)aulo, seria prontamente entendida por aqueles que #- estavam (amiliariBados
com seus Aalt'rios Oebraicos do %elho .estamento e a Aeptuaginta, onde os
títulos dos salmos são distinguidos como salmos, hinos e c"nticos. +sta
interpretação (aB #ustiça à analogia da +scrituras, isto ', a +scritura ' seu melhor
int'rpreteE ;2.[. \eddie, Eh7 6salms $nl7H , p. Y> .
1 interpretação de que Dsalmos, hinos e c"nticos espirituaisE se re(erem ao livro
inspirado de Aalmos, tamb'm recebe apoio da gram-tica e do conte&to imediato e
onde se encontram estas passagens. +m 4olossenses :759, somos e&ortados7 D
Iue a pala&ra de Cristo ha"ite em &3s ricamente... E nesta passagem a palavra de
4risto ' claramente sinHnimo da )alavra de Ceus. D+m 5 )e 5755 ' dito que D o
esp:rito de Cristo E estava nos pro(etas do %elho .estamento e atrav's deles
testi(icava de antemão dos so(rimentos de 4risto e da glória que os seguiriam. Ae,
como ' dito, o +spírito de 4risto testi(icou dessas coisas atrav's dos pro(etas,
então 4risto (oi o verdadeiro autor das +scrituras. )roeminente entre estas
pro(ecias re(erentes a 4risto est- o livro de AalmosM conseqRentemente, 4risto ' o
autor dos AalmosE ;*.4. ?amseZ , 6urit7 of Eorship J)resbZterian 4hurch o(
+astern 1ustralia7 4hurch )rinciples 4ommittee, 5=9@ K, p. 8I > . Cepois de )aulo
e&ortar a 3gre#a de 4olossos a que a palavra de 4risto habite ricamente neles,
imediatamente lhes aponta o livro de AalmosM o livro que compreende Dde
maneira mais sucinta e bela tudo que se cont'm em toda a 0íbliaME ;*artin
Nuther, D)re(ace to the )salter, J5<8@K 5<6< E JutherKs EorAs ;tr. 4.*. 2acobsM
)hiladelphia7 *uhlenberg )ress, 5=9I> %ol. QQQ%, p. 8<6> um livro muito
superior a qualquer livro devocional humano, sobre o qual 4alvino declarou ser,
Duma anatomia de todas as partes da almaE ;2ohn 4alvin , Commentar7 on the
;ooA of 6salms ;tr. 2ames 1ndersonM +dinburgh7 4alvin .ranslation AocietZ,
5@6<>, %ol. 3, pp. &&&vi/&&&i&. > , um livro que ' Dum compêndio de toda
divindadeE ; 0asil, citado in *ichael 0ushell, 'he Songs of Bion , p. 5@ > . %ocê
acha que as +scrituras, a palavra de 4risto, est- habitando em nós, quando
cantamos hinos de composiç,es não/inspiradas em nossos cultos Não, não est-T
Ae temos que cantar e meditar na palavra de 4risto, temos que cantar as palavras
que 4risto escreveu pelo Aeu +spírito $ o livro de Aalmos.
1 gram-tica tamb'm apóia a a(irmação de que )aulo estava (alando do livro de
Aalmos. Na 0íblia em inglês, o ad#etivo DespiritualE aplica/se somente à palavra
c"nticos ;c"nticos espirituais>. Na língua grega, no entanto, quando um ad#etivo
imediatamente segue dois outros substantivos, isto se aplica a todos os outros
substantivos precedentes. 2ohn *urraZ escreve, D)orque a palavra pneumatiAos L
espiritual $ ;Cevemos ter muito cuidado para não dar à palavra DespiritualE dessas
passagens o moderno signi(icado de DreligiosoE. 1 palavra DespiritualE aqui se
re(ere a alguma coisa que procede do +spírito de Ceus, e ', portanto, DinspiradaE
ou Dsoprada por CeusE. 0. 0. [ar(ield escreve o seguinte sobre pneumatiAos 7
Ddas vinte e cinco veBes em que a palavra ocorre no Novo .estamento, em
nenhuma dessas re(erências ela desce tanto a ponto de re(erir/se ao espírito
humanoM e em vinte e quatro delas deriva/se de pneuma , o +spírito Aanto. O uso
neotestament-rio da palavra com o signi(icado de pertencer a, ou de ser ordenada
pelo +spírito Aanto ' uni(orme, com a e&clusiva e&ceção de +('sios 9758 onde, ao
que parece, ela se re(ere a inteligências superiores, mas sobre/humanas. +m cada
um dos casos, a sua tradução apropriada '7 concedida pelo +spírito, ou conduBida
pelo +spírito, ou determinadas pelo +spíritoE ;'he 6res"7terian 8e&ie< , %ol. 5,
p. <95 J2ulZ 5@@IK quoted in *ichael 0ushell, 'he Songs of Bion , pp. =I/=5 > ,
quali(ica odais e não salmoi e himnoiH 1 resposta mais raBo-vel a esta questão '
que a palavra pneumatiAoi , quali(ica todos os três dativos, e que o seu gênero
;(eminino>, ' devido a atração ao gênero do substantivo que est- mais pró&imo.
Fma outra possibilidade distinta, (eita particularmente plausível pela omissão da
copulativa em 4olossenses :759, ' que Dc"nticos espirituaisE, são gêneros e
DsalmosE e DhinosE são esp'cies. +sta, por e&emplo, ' a visão de *eZer. +m
qualquer dessas a(irmaç,es, salmos, hinos e c"nticos, são todos D+spirituaisE e
portanto, todos inspirados pelo +spírito Aanto. 1 relação disso com o assunto em
questão ' per(eitamente visível. Oinos não/inspirados estão conseqRentemente
e&cluídos E ;2ohn *urraZ, DAong in )ublic [orshipE em Eorship in the 6resence
of Fod , ;ed. SranU 2. Amith and Cavid 4. Nachman, Preenville AeminarZ )ress,
5==8>, p. 5@@> . Ae algu'm quiser argumentar que espiritual não se aplica a salmos
e hinos, então precisa responder duas quest,es pertinentes.
6rimeira, porque )aulo insistiria nas inspiraç,es dos c"nticos, e ao mesmo tempo
permite hinos não/inspirados )odemos assegurar tranqRilamente que )aulo não
era irracional.
Segunda, admitindo como (ato, que salmos se re(erem a c"nticos divinamente
inspirados, seria não/bíblico não aplicar a DespirituaisE o mesmo sentido. +
depois, desde que #- admitimos que salmos, hinos e c"nticos espirituais se re(erem
ao livro divinamente inspirado dos Aalmos, ' apenas natural aplicar espiritual,
como sendo inspirados, a todos os três termos. Cesde que o livro de Aalmos '
composto de salmos, hinos e c"nticos espirituais ou divinamente inspirados,
obedecemos a Ceus somente quando O adoramos utiliBando o salt'rio bíblicoM
hinos não/inspirados, não satis(aBem o crit'rio da adoração autoriBada.
Fma outra questão que precisa ser considerada, tendo em vista essas passagens, '7
D+ssas passagens se re(erem ao culto, ou aos a#untamentos in(ormais dos crentes
Fma veB que )aulo est- discutindo a mútua edi(icação dos crentes atrav's do
louvor inspirado, seria inconsistente de sua parte, permitir c"nticos não inspirados
no culto ou em qualquer outro a#untamento. DO que ' impróprio ou próprio para
ser cantado em um caso, deve ser impróprio ou próprio para ser cantado em outro.
1doração ' ainda adoração, se#am quais (orem as circunst"ncias, não importando
o número de pessoas envolvidasE ;*ichael 0ushell, 'he Songs of Bion , pp. @:/
@6> . DAe salmos, hinos e c"nticos espirituais são os limites do material de c"nticos
para o louvor de Ceus, nos atos menos (ormais de adoração, quanto mais eles
serão limites no ato mais (ormal de adoraçãoE ;2. *urraZ e [. ]oung, D*inoritZ
?eport,E 9inutes of the $rthodo5 6res"7terian Church ;56 th Peneral 1ssemblZ,
5=6Y>, p. 95, con(orme citado em *ichael 0ushell , 'he Songs of Bion , p. @6> .
J:K %er meu artigo, DJeadership in EorshipE, 'he $utlooA , Cec. 5==8, para o
argumento.
J6K 2ohn FpdiUe, A 9onth of Sunda7s ;Ne^ ]orU7 1l(red 1. \nop(, 5=Y<>, 5:9.
Nota sobre o autor7 [. ?obert Pod(reZ ;)h.C., Atan(ord>, um membro do
conselho da 1lliance o( 4on(essing +vangelicals, ' presidente e pro(essor de
história da igre#a no [estminster .heological AeminarZ na 4ali(órnia.
Sonte7 ?evista $s 6uritanos.