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Língua Portuguesa

Provas Comentadas da ESAF
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AULA 00: DEMONSTRATIVA

Salve, salve!!!

Atendendo a inúmeros pedidos, chegou a hora de fazer algo inédito:
um curso com 10 provas comentadas da ESAF. Este curso serve para
qualquer concurso elaborado por essa banca.

Falando sobre ST, saiba !ue foi publicado o edital para o concurso
de Analista de Finan"as e #ontrole da ST. $magine: R$ 1!000"00...
#$$ va%as... %stou certo de !ue uma delas ser& sua! Saiba mais:
http:''(((.in.gov.br'visualiza'inde).*sp+data,-.'/-'-0/-1*ornal,21pa
gina,/-31totalAr!uivos,22-. As provas ser4o em #&'0.

#& entre n5s, se a %SAF ainda é seu bicho6pap4o, seus problemas
acabaram. 7rimeiramente, irei comentar as provas abai)o. a última
aula, serei o seu M(ster )M* da 89ngua 7ortuguesa, revelando dados
e)tremamente relevantes a respeito do perfil da prova, o:+

AULA 00 ;0<'0/'-0/2=: ST 6 AA8$STA >% F$A?AS % #@TA@8% 6 -00.

AULA 01 ;/.'0/'-0/2=: B>$# 6 AA8$STA >% #@BCA#$@ %DT%A$@A 6 -0/-

AULA 0# ;-3'0/'-0/2=: #EF 6 AA8$STA >% F$A?AS % #@TA@8% 6 -0/-

AULA 0 ;0/'0-'-0/2=: B$6#%A> 6 AA8$STA >% S$ST%BAS >% $F@ABA?G@ %
A%>%S 6 -0/-

AULA 0& ;0.'0-'-0/2=: AFH 6 AF>$T@A6F$S#A8 6 -0/-

AULA 0$ ;/3'0-'-0/2=: AFH 6 AA8$STA6TA$HFTIA$@ 6 -0/-

AULA 0+ ;--'0-'-0/2=: SBF 6 AE%T% >A FAJ%>A 6 -0/0

AULA 0, ;0/'02'-0/2=: #KB 6 AE%T% %D%#FT$K@ 6 -0/0

AULA 0- ;0.'02'-0/2=: B7@E 6 AA8$STA >% 78A%LAB%T@ % @A?AB%T@ 6 -0/0

AULA 0. ;/3'02'-0/2=: BT% 6 AF>$T@A6F$S#A8 >@ TAAHA8M@ 6 -0/0

AULA 10 ;--'02'-0/2=: B$ST%A NBN

Beu método ser& o seguinte: vocO far& todas as !uestPes, como se
estivesse no dia da prova, e s5 depois ir& conferir o gabarito comentado,
o:+ 4o vale colar! ☺

Qual!uer dúvida, n4o hesite: mande um e6mail! Agora chega de
papo e vamos ao !ue interessa!

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ESAF / STN / ANALISTA DE FINAN0AS E 1ONTROLE / #00-

/6 Assinale a op"4o incorreta !uanto aos sentidos veiculados no trecho
abai)o.

Ser cidad4o é entrar em um n5 de rela"Pes. C simples: ao pedir
nota fiscal, evita6se a sonega"4o e aumenta6se a arrecada"4o pública
!ue, em tese, permite ao governo investir em rodovias, hospitais,
escolas, seguran"a etc. Quando se recusa a propina ao guarda, moraliza6
se o aparato policial.
#idadania supPe consciOncia de responsabilidade c9vica. ada mais
anticidadania do !ue essa l5gica de !ue n4o vale a pena chover no
molhado. Kale. %)perimente recorrer R defesa do consumidor, escrever
para *ornais e autoridades. Querem os pol9ticos corruptos !ue passemos a
eles che!ue em branco para continuar a tratar a coisa pública como
neg5cio privado. % fazemos isso ao torcer o nariz para a pol9tica, com
a!uela cara de no*o.

(Frei Betto, “Educar para a cidadania”, Caros Amigos, maio 200!

a= @ autor emprega a e)press4o metaf5rica Schover no molhadoT no
sentido de Sduplicar o esfor"oT para se conseguir algo.
b= Seguindo as idéias do autor, constitui atitude cidad4 reivindicar dos
pol9ticos em !uem votamos o cumprimento de suas promessas de
campanha.
c= A e)press4o Sentrar em um n5 de rela"PesT, no conte)to em !ue
aparece, refere6se ao desencadeamento das diversas a"Pes !ue provoca
um simples pedido de nota fiscal.
d= Segundo as idéias do te)to, passar um Sche!ue em brancoT aos
pol9ticos corruptos é n4o agir com responsabilidade c9vica.
e= a l5gica do autor, n4o saber o nome do pol9tico em !uem se votou
nas últimas elei"Pes é uma atitude anticidad4.

-6 %m artigo publicado no Correio Bra"iliense ;-0'U'-00.=, %mir Sader
refuta a prega"4o de campanha de um candidato a vereador no Aio de
Laneiro, o !ual defende !ue So #$%& arrecadado em seu bairro tem que
ser aplicado no seu bairroT. Aeconhecendo !ue o sistema tribut&rio
brasileiro comete in*usti"as ao isentar dos ricos e cobrar da imensa massa
da popula"4o !ue vive do trabalho, %mir Sader afirma ser S'undamental
combater o ego(smo tribut)rio * este sim, populista, demag+gico * de
tantas campan,as eleitorais.T

Aponte a asser"4o !ue n4o serve de argumento favor&vel nem de
sustenta"4o R cr9tica e Rs pondera"Pes de %mir Sader.

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a= @ tema tribut&rio V !uem paga, !uem recebe, de !uem o %stado
arrecada, a !uem deve beneficiar V tem profundo viés de classe: nem
sempre os recursos s4o direcionados para as pol9ticas públicas !ue
beneficiam os mais necessitados.
b= 7ouco importam ao candidato populista e demag5gico as necessidades
do con*unto da cidade, mesmo sabendo !ue a cidade tem subúrbios,
favelas e bairros da periferia, onde vive ma*oritariamente a popula"4o
hipossuficiente.
c= A !uest4o tribut&ria se presta R e)plora"4o demag5gica do ego9smo.
Sai na frente o candidato !ue prega menos impostos, n4o importando se
podem faltar professores nas escolas públicas ou médicos nos hospitais
públicos.
d= 7regar !ue cada bairro utilize os recursos no pr5prio bairro significa
!ue os ricos financiar4o os ricosW e os pobres, !ue constituem a grande
maioria da popula"4o, ter4o de se arran*ar com o pouco !ue seus bairros
arrecadarem.
e= >evido ao montante de suas d9vidas para com o %stado, devem
merecer o benef9cio da isen"4o e de outras formas de n4o pagamento de
impostos os bancos, as grandes empresas e os ricos.

26 Assinale a asser"4o correta em rela"4o aos sentidos e e)pressPes
lingX9sticas do trecho.

>errotada sistematicamente nos tribunais superiores, a Advocacia6Eeral
da Fni4o ;AEF= resolveu editar um pacote com oito súmulas,
reconhecendo direitos dos servidores públicos federais. @ gesto pPe fim a
pendOncias *ur9dicas !ue se arrastavam havia décadas e serve de alento
para !uem ainda busca reaver ou manter benef9cios funcionais. #om as
súmulas, os advogados públicos ficam automaticamente desobrigados a
contestar decisPes desfavor&veis. ;...= %sclarece a AEF: S@ servidor sabia
!ue se entrasse na Lusti"a ganharia, mas a Fni4o, por dever, mesmo
sabendo !ue perderia, tinha de recorrer. As oito medidas acabam com
isso.T %ntre as súmulas est& a !ue reconhece o direito de pagamento do
au)9lio6alimenta"4o retroativo ao servidor em férias ou licen"a entre
outubro de /UUY e dezembro de -00/.

(-uciano $ires, Correio Braziliense, 20.0/.200, p. 20, com adapta12es!

a= @ partic9pio S>errotadaT ;l./= e o gerúndio SreconhecendoT ;l.2=
constam no te)to com su*eito oculto.
b= o lugar do sintagma S@ gestoT ;l.2= poderia ser empregado, sem
pre*u9zo da coerOncia te)tual, !ual!uer dos sintagmas Este ato" Ta2
med(da" O 3e(to!
c= @ segmento S!ue se arrastavam havia décadasT ;l.<= é resumido, sem
incorre"4o gramatical, da seguinte maneira: de 4av(am d5cadas.
d= Aeescreve6se, mantendo6se a corre"4o gramatical e a coerOncia
te)tual, o per9odo Spara !uem ainda busca reaver ou manter benef9cios
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funcionais.T ;l.3= do seguinte modo: para 67e se reaven4am o7
manten4am 8ene39c(os 37nc(ona(s!
e= Substitui6se, com corre"4o gramatical e sem altera"4o de sentido, o
segmento Sficam automaticamente desobrigados a contestar decisPes
desfavor&veisT ;l. Y e Z= por: n:o 3(cam a7tomat(camente o8r(%ados a
rat(3(car dec(s;es 3avor<ve(s!

<6 Analise as !uatro asser"Pes sobre aspectos lingX9sticos do trecho
abai)o e assinale, a seguir, a op"4o correta.

%m matéria concernente a responsabiliza"4o de s5cios e gestores
pelas d9vidas tribut&rias da pessoa *ur9dica, os tribunais vOm se
posicionando assim: se*am as d9vidas estritamente fiscais, se*am
previdenci&rias, se as empresas n4o tiverem como pag&6las, os s5cios e
gestores s5 respondem por tal pagamento caso tenham agido de modo
afrontoso aos estatutos, ao contrato social ou cometido ato de fraude ou
sonega"4o, ou se, em última inst[ncia, diligenciaram a li!uida"4o
irregular da empresa.
7ara se prevenirem, os credores públicos devem correr para cobrar
as d9vidas en!uanto h& solvabilidade social, ao invés de incomodarem
s5cios e gerentes !ue n4o praticaram atos fraudulentos com e)ecu"Pes
indevidas e constrangedoras, as !uais, nessa circunst[ncia, e frente a
determina"4o contundente do Ludici&rio, se continuam, podem dar
margem a indeniza"Pes por dano moral.

(3o4o -ui" Coel,o da 5oc,a, 6ireito73usti1a, Correio Braziliense, 2/./.200, com
adapta12es!

$. Falta o acento indicador de crase em: Sconcernente aT ;l./=W Sfrente a
determina"4oT ;l./- e /2= e Smargem a indeniza"PesT ;l./<=.

$$. @s verbos SdiligenciaramT ;l.Z= e Sse preveniremT ;l.U= possuem o
mesmo su*eito gramatical, !ue é: s=c(os e %estores!

$$$. As palavras sublinhadas em Sse as empresasT ;l.<=W Scaso tenham
agidoT ;l.3= e Sse continuamT ;l./2= e)pressam idéia de condi"4o.

$K. @s pronomes relativos S!ueT ;l.//= e S!uaisT ;l./-= assumem os
respectivos antecedentes como su*eito gramatical da ora"4o !ue iniciam,
respectivamente: s=c(os e %erentes ;l.//= e e>ec7?;es (ndev(das e
constran%edoras ;l.// e /-=.

a= Todas as asser"Pes est4o corretas.
b= %st4o corretas as asser"Pes $, $$ e $$$.
c= %st4o corretas as asser"Pes $, $$ e $K.
d= %st4o corretas apenas as asser"Pes $$$ e $K.
e= %st& correta apenas a asser"4o $K.

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36 >e acordo com o te)to, assinale a op"4o correta.

Va2or: O sr! espera 7ma p(ora da cr(se 3(nance(ra %2o8a2@
Fernando 1ard(m: @ !ue estamos assistindo agora no mercado
financeiro dos %FA é altamente preocupante. %m menos de duas
semanas, ap5s o governo Hush in*etar FS\ -00 bilhPes nas duas casas
hipotec&rias, !uebra o 8ehman Hrothers, !uarto maior banco de
investimento local, e é vendido, preventivamente, em apenas dois dias, o
Berrill 8]nch, banco de investimento independente. % a maior seguradora
do mundo, a A$E, est& amea"ada. $sso abre uma frente nova na crise. As
seguradoras s4o grandes fornecedoras de #>S para os bancos comerciais.
@ #>S é um derivativo de crédito !ue serve como seguro. Quando os
bancos fazem empréstimos e os tomadores n4o pagam eles recorrem Rs
seguradoras para recuperar os valores dos empréstimos. Fma
!uebradeira nas seguradoras pode significar !ue a seguran"a do sistema
banc&rio est& sem prote"4o, os bancos est4o nus.

(Valor Econômico, 8.0/.200!

a= A e)press4o Sestamos assistindoT ;l.-= indica !ue o entrevistado fala
em nome e)clusivamente dos representantes do Eoverno.
b= As v9rgulas ap5s SHrothersT ;l.3= e ap5s SlocalT ;l.Y= *ustificam6se por
isolar aposto e)plicativo.
c= @ pronome SelesT ;l.//= é elemento coesivo !ue se refere ao
antecedente StomadoresT.
d= @ sinal indicativo de crase em SRs seguradorasT ;l.// e /-= *ustifica6se
pela regOncia de SfazemT ;l.//= e pela presen"a de artigo definido
feminino plural.
e= A e)press4o Sest4o nusT ;l./<= est& sendo empregada em sentido
denotativo ou literal.

Y6 #om base no te)to, assinale a op"4o incorreta.

Ao lado de caracter9sticas inéditas, a crise cevada no mercado
imobili&rio e financeiro americano, com reverbera"Pes mundiais,
apresenta aspectos também verificados em outras situa"Pes de
nervosismo global. 4o h& medida m&gica e salvadora !ue fa"a cota"Pes
se estabilizarem e o investidor recuperar o sono. S5 uma sucess4o de
a"Pes consegue mudar e)pectativas como as atuais. A #asa Hranca, ao
contr&rio da postura !ue assumira no caso do 8ehman Hrothers V
tragado, sem socorro, por um rombo de FS\Y00 bilhPes V, decidira
estender a m4o para a maior seguradora do pa9s, a A$E.
Aos bilhPes empenhados para permitir ao Borgan digerir o Hear
Stearns, em mar"oW ao dinheiro sacado a fim de evitar a !uebra das
gigantes Fannie Bae e Freddie Bac, redescontadoras de hipotecas, o
governo e o Fed, o H# dos %FA, decidiram somar FS\.3 bilhPes para
salvar a A$E. >ecepcionou6se !uem esperava tran!Xilidade. @
emperramento do crédito V ninguém empresta a ninguém, por n4o se
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saber ao certo o risco do tomador V continua a travar o mercado global, e
as a"Pes novamente desceram a ladeira, empurradas por boatos sobre
!uais ser4o, ou seriam, os pr5)imos a cair.

(O Globo, 8 de setembro de 200, Editorial!

a= A e)press4o ScevadaT ;l./= est& em sentido conotativo e apresenta
significado relativo Rs seguintes idéias: alimentada, ampliada, crescida.
b= %m Sse estabilizaremT ;l.3=, o SseT indica !ue o su*eito é
indeterminado.
c= @ emprego de preposi"4o em SAos bilhPesT ;l./0= e em Sao dinheiroT
;l.//= *ustifica6se pela regOncia de SsomarT ;l./2=.
d= %m S>ecepcionou6seT ;l./<=, o SseT *ustifica6se por!ue o verbo est&
sendo empregado como pronominal.
e= A e)press4o Sdesceram a ladeiraT ;l./Z= confere ao te)to um tom de
informalidade e est& sendo empregada em sentido conotativo.

Z6 #om base no te)to, assinale a op"4o correta.

o caso do Hrasil, o potencial de contamina"4o das e)pectativas de
crescimento pela crise e)terna concentra6se em trOs amea"as: a
economia real ser atingida por forte conten"4o de li!uidez, o !ue
diminuir& a oferta de capital para manter os investimentos, o consumo
interno sofrer abalos com a perda acelerada do pre"o das commodities, o
!ue tender& a reduzir o lucro dos e)portadores, e a volta do déficit em
conta corrente, com press4o sobre o c[mbio e refle)os na infla"4o.
@ momento é oportuno para o Hrasil encontrar medidas !ue
amenizem os efeitos de uma eventual tempestade internacional. As
preocupa"Pes n4o s4o infundadas. @ risco de escassez de crédito e)terno
para as empresas brasileiras é um e)emplo. Acertadamente, o governo *&
estuda meios para compensar uma eventual paralisia do crédito
internacional, por meio de fontes internas, como empréstimos do H>%S.

(Jornal do Brasil, 8 de setembro de 200, Editorial!

a= @ emprego da aglutina"4o da preposi"4o com artigo definido feminino
em Spela criseT *ustifica6se pela regOncia de ScrescimentoT ;l. -=.
b= A substitui"4o de Sconcentra6seT ;l.-= por est< concentrado pre*udica
a corre"4o gramatical do per9odo.
c= A reda"4o O momento 5 oport7no para 67e o Aras(2 encontre
med(das ;l..= pre*udica a corre"4o gramatical do per9odo.
d= %staria gramaticalmente correta e de acordo com as informa"Pes
originais do te)to a reda"4o: As preoc7pa?;es tBm 37ndamento ;l.U e
/0=.
e= As palavras SriscoT ;l./0= e SeventualT ;l./-= refor"am a idéia de !ue
haver& paralisia de crédito internacional.

.6 Assinale a op"4o em !ue a rela"4o de referOncia est& incorreta.
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@ Hrasil vive ho*e seu primeiro momento plenamente democr&tico.
Todas as e)periOncias anteriores ou foram autorit&rias ou tinham algumas
caracter9sticas da democracia, mas n4o a realizavam por completo. Hoa
parte desse resultado pol9tico se deve R #onstitui"4o de /U.., num
sentido mais amplo !ue as regras por ela determinadas. Além do
arcabou"o institucional original, o esp9rito !ue norteou a confec"4o do
te)to constitucional e o aprendizado posterior tOm produzido efeitos
democratizantes na vida pol9tica brasileira.
Ainda h&, no plano da cidadania, dist[ncia entre o Hrasil legal e o
Hrasil real. As formas de participa"4o e)tra6eleitoral ainda s4o
subaproveitadas. Erande parte da popula"4o n4o as usa.

(Fernando Abrucio, Revista Época, 89 de setembro de 200!

a= SseuT ;l./= se refere a SHrasilT ;l./=
b= SaT ;l.2= se refere a SdemocraciaT ;l.2=
c= Sdesse resultado pol9ticoT ;l.<= se refere a Sforam autorit&riasT ;l.-=
d= SelaT ;l.3= se refere a S#onstitui"4o de /U..T ;l.<=.
e= SasT ;l.//= se refere a Sformas de participa"4o e)tra6eleitoralT ;l./0=.

U6 Assinale a op"4o em !ue o termo sublinhado est& gramaticalmente
correto.

@ Hrasil vem gradativamente progredindo no !ue diz respeito R ;/=
administrar o bem público. o século passado, estava arraigado R ;-=
comportamentos administrativos viciosos, aos !uais ;2= priorizavam os
interesses do administrador e de !uem mais lhe conveniesse ;<=, ficando
de lado a real finalidade do servi"o público, !ue é servir o ;3= público.

a= /
b= -
c= 2
d= <
e= 3

/06 Assinale o segmento inteiramente correto !uanto R morfossinta)e,
concord[ncia, regOncia e coerOncia te)tual.

a= @ esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue primava
e)cessivamente pelo respeito as normas e procedimentos internos do
setor público, tolhia a criatividade e a autonomia dos profissionais
encarregados de a"Pes !ue melhor atendesse as demandas da sociedade.
b= >evido ao esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue
primava e)cessivamente pelo respeito as normas e procedimentos
internos do setor público, inibiam6se a criatividade e a autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendesse as demandas
da sociedade.
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c= @ esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue primava
e)cessivamente pelo respeito Rs normas e procedimentos internos do
setor público, obstavam6se a criatividade e a autonomia dos profissionais
encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem Rs demandas da
sociedade.
d= #om o esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue se
regia e)cessivamente pelo respeito Rs normas e procedimentos internos
do setor público, fomentou6se a criatividade e a autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem as demandas
da sociedade.
e= Ap5s o esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica !ue
oprimia e)cessivamente pelo respeito Rs normas e procedimentos
internos do setor público, impedia a criatividade e a autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem Rs demandas
da sociedade.

//6 Assinale o trecho inteiramente correto !uanto R sinta)e de constru"4o
do per9odo, morfossinta)e, ade!ua"4o vocabular, pontua"4o, clareza e
concis4o.

a= @ internauta, ho*e, passou de receptivo para um usu&rio ativo. 7assou6
se, ent4o, a criar os seus pr5prios conteúdos em vez de apenas buscar
informa"Pes. #om isso, as redes sociais vOm crescendo cada vez mais a
cada dia !ue se passa.
b= C necess&rio !ue se saiba o !ue os internautas vOm dizendo sobre as
empresas nas redes virtuais, para !ue possa tra"ar estratégias para
reverter !uadros cr9ticos e saber se os consumidores est4o insatisfeitos
com suas compras.
c= as grandes empresas, os consultores de tecnologia da informa"4o ;T$=
vOm e)ercendo uma fun"4o cada vez mais estratégica, para o !ue se
e)ige conhecimento técnico dos processos de neg5cio dos clientes e
capacidade de formula"4o de solu"Pes tecnol5gicas para os problemas
detectados.
d= @ consultor de T$ n4o deve mais atuar sozinho dentro das
organiza"PesW é necess&rio !ue ele sempre este*a informado do !ue
acontece dentro da organiza"4o na !ual trabalha. %le deve atuar
*untamente com outros setores para !ue possa, cada vez mais, conhecer
os processos de neg5cio de seus clientes para !ue *untos possam achar
uma solu"4o na !ual atenda Rs reais necessidades.
e= @ consultor de T$ tem o papel de mostrar para o cliente !uais s4o as
op"Pes de T$ !ue o cliente pode ter e de !ue forma a tecnologia pode
a*ud&6lo a melhorar o seu neg5cio, ao mesmo tempo no !ual se poder&
au)ili&6lo informando metodologias !ue poderiam ser utilizadas para !ue
possa organizar e melhorar os seus processos internos.

/-6 @s trechos abai)o constituem um te)to adaptado do %ditorial do
Lornal do Hrasil, /.'0U'-00.. Assinale a op"4o em !ue h& erro
gramatical.
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a= A eleva"4o dos term^metros da crise nos mercados financeiros V !ue
emite sinais perturbadores de !ue ser& longa e ruidosa V tem encontrado
lenitivos consider&veis na economia brasileira.
b= %ssa constata"4o, no entanto, n4o aplaca as e)igOncias impostas ao
pa9s: é preciso encontrar mecanismos s5lidos de redu"4o dos habituais
riscos de contamina"4o.
c= >e !ue a saúde da economia brasileira vai bem s5 as mentes
insensatas discordar4o. C incontest&vel !ue o Hrasil e)ibe ho*e 9ndices de
vulnerabilidade bem mais bai)os do !ue os !ue apresentava R alguns
anos.
d= As perspectivas s4o positivas e os indicadores econ^micos s4o
favor&veis para a e)pans4o econ^mica cont9nua e segura.
e= Tanto é !ue a ta)a de investimento no segundo trimestre deste ano
registrou crescimento de 3,<_ em rela"4o ao trimestre anterior,
permitindo e)pans4o de /,<_ do 7$H entre os dois per9odos.

/26 Assinale a op"4o !ue corresponde a erro gramatical.

7assaram6se ;/= anos até !ue a América do Sul pudesse livrar6se ;-= das
ditaduras !ue dominaram o continente, sobretudo na segunda metade do
século -0. @ custo foi alto, com opress4o e mortes. 7or isso, faz sentido o
apoio !ue nove presidentes de pa9ses do bloco, reunidos em Santiago do
#hile, na primeira cúpula da Fni4o de a"Pes Sul6Americanas ;Fnasul=,
deram ao ;2= governo %vo Borales, legitimamente eleito e confirmado em
um referendo ;<= popular realizado h& pouco tempo. Tirando os e)ageros
antiimperialistas do coronel Mugo #h&vez V !ue procura en)ergar nos
levantes bolivianos o dedo da pol9tica e)terna americana como forma de
capturar a crise para a pr5pria agenda e, com isso, livrar6se do
isolamento V os mandat&rios souberam manter o tom de di&logo !ue
utilizou ;3= para a transi"4o em seus pa9ses na hora de apoiar o colega
andino.

(Adaptado de O Globo, 89 de setembro de 200, Editorial!

a= /
b= -
c= 2
d= <
e= 3

/<6 Assinale a op"4o !ue constitui continua"4o coesa e coerente para o
te)to abai)o.

Faz vinte anos !ue foi promulgada a #onstitui"4o de /U.., chamada
Scidad4T pelo ent4o presidente da Assembléia acional #onstituinte,
Fl]sses Euimar4es. 7ode haver algum e)agero nesse ep9teto. Bas ho*e
est& claro !ue a #onstitui"4o de /U.. promoveu um avan"o no conceito
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de cidadania. S%la contribuiu para sua populariza"4oT, diz o historiador
Losé Burilo de #arvalho, da Fniversidade Federal do Aio de Laneiro
;FFAL=. S% introduziu instrumentos legais importantes de afirma"4o
democr&ticaT. Ao mesmo tempo, a #onstitui"4o ficou incompleta.

a= 7or isso, em /U.., a #onstitui"4o trou)e inova"Pes !ue ho*e parecem
triviais. >urante mais de /30 anos, os analfabetos V maioria ou um
número e)pressivo da popula"4o V estiveram e)clu9dos da vida pol9tica.
b= Até ho*e, sofre um aperfei"oamento cont9nuo !ue leva muitos a
consider&6la uma Scolcha de retalhosT em eterna reforma, descolada da
realidade de uma economia moderna.
c= 7ois a #onstitui"4o garantiu a eles o direito ao voto, assim como aos
menores entre /Y e /. anos. Também concedeu a todo cidad4o o direito
de saber todas as informa"Pes !ue o governo guarda sobre ele, um
recurso conhecido como ,abeas data.
d= 7ara atendO6los, depois da #onstitui"4o, foram elaborados nos anos
seguintes um novo #5digo #ivil, o #5digo de >efesa do #onsumidor, o
%statuto da #rian"a e do Adolescente e o %statuto do $doso.
e= Tanto é !ue o racismo passou a ser considerado crime inafian"&vel. M&
ainda um cap9tulo inovador sobre meio ambiente e uma legisla"4o sobre a
!uest4o ind9gena !ue, se n4o evita conflitos pontuais, pelo menos protege
a minoria.
(-eandro -o:ola, Revista Época, 89 de setembro de 200!

/36 @s trechos abai)o constituem um te)to adaptado do *ornal Kalor
%con^mico, /Y de setembro de -00.. Assinale a op"4o em !ue h& erro
gramatical.

a= A recente convuls4o social na Hol9via mostra !ue é insuficiente para o
Hrasil criar planos de contingOncia para lidar com a renintente
instabilidade pol9tica do vizinho.
b= A imaturidade da democracia boliviana, !ue, na semana passada,
parece ter repetido mais uma vez a tradi"4o de flertar com o abismo e
recuar ligeiramente em seguida, mostra a necessidade de alternativas ao
principal fornecedor de g&s natural para a economia brasileira.
c= C de se perguntar se n4o é hora de criar rapidamente uma estratégia
para anular por completo o eventual impacto, na economia brasileira, de
um estancamento no flu)o do gasoduto Hrasil6Hol9via.
d= >esde a nacionaliza"4o dos hidrocarbonetos, feita de maneira
agressiva e propagand9stica pelo governo %vo Borales em -00Y, a
7etrobras adotou providOncias para minimizar a dependOncia do g&s
boliviano.
e= $niciou a constru"4o de instala"Pes para convers4o de g&s natural
li!uefeito ;E8=, ar!uivou os planos de amplia"4o do gasoduto Hrasil6
Hol9via, reduziu os investimentos em territ5rio boliviano ao necess&rio
para manter o fornecimento atual e p^s em pr&tica seus planos para
aumentar a e)tra"4o de g&s da Hacia de Santos.

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/Y6 @s trechos a seguir constituem um te)to adaptado do %ditorial do
Lornal do Hrasil, /3'0U'-00., !ue est4o desordenados. @rdene6os nos
parOnteses e assinale a op"4o correspondente.

; = @ resultado desse levantamento aponta para uma eleva"4o da
temperatura e para a redu"4o das chuvas em parte da Floresta
Amaz^nica, o !ue poderia transformar, nas pr5)imas décadas, a maior e
mais importante reserva de biodiversidade mundial num imenso semi6
&rido.
; = %studo apresentado em Helém pelo $nstituto acional de 7es!uisas
%spaciais ;$7%= revela dados alarmantes sobre a devasta"4o em dois
%stados da Federa"4o: o 7ar& e o Baranh4o, !ue, somados,
correspondem a /._ do territ5rio brasileiro e a 20_ da Amaz^nia 8egal.
; = %)plicando melhor esse resultado: o documento mostra !ue o clima
da regi4o se tornar& cada vez mais !uente e seco, com redu"Pes de
chuva !ue podem ficar entre - e < mil9metros por dia, no per9odo de
-0Z/6-/00, !uando comparado com o atual clima da regi4o.
; = Se no plano interno o pa9s conseguir reverter o cen&rio dram&tico
antecipado pelos relat5rios, alcan"ar um relativo grau de crescimento
sustent&vel e mantiver a pol9tica de incentivo aos biocombust9veis, o pa9s
ter& um enorme ,andicap na hora de cobrar das na"Pes mais ricas,
historicamente as maiores respons&veis pela polui"4o global, mas
também as mais reticentes !uanto R aceita"4o de metas de redu"4o de
gases poluentes, o uso racional dos recursos naturais.
; = A temperatura deve aumentar em toda a regi4o leste do 7ar& até o
ordeste, chegando a até Z graus nas regiPes do leste da Amaz^nia e no
norte do Baranh4o ;levando6se em considera"4o um cen&rio mais
pessimista, com alta concentra"4o de gases do efeito estufa= ou a até <
graus acima do atual, em condi"Pes mais otimistas.

a= -, 2, /, 3, <
b= <, 2, -, /, 3
c= <, 3, 2, -, /
d= -, /, 2, 3, <
e= <, /, -, 2, 3

/Z6 Aponte o trecho com pontua"4o correta.

a= Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para si. Ali&s, por!ue
públicos também s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo,
realizados mediante renúncia fiscal, é incongruente pensar !ue, de um
lado, o poder público possa incentivar as empresas, com fundos públicos,
e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
b= Se o %stado, estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
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dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para si, ali&s por!ue
públicos também s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo,
realizados mediante renúncia fiscal, é incongruente pensar !ue, de um
lado, o poder público possa incentivar as empresas, com fundos públicos,
e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
c= Se, o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para siW ali&s, por!ue
públicos também s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo
realizados mediante renúncia fiscal, é incongruente pensar !ue, de um
lado, o poder público possa incentivar as empresas, com fundos públicos,
e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
d= Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir desde *& a obriga"4o para si. Ali&s, por!ue
públicos também s4o os fundos, !ue financiam a pol9tica de incentivo,
realizados mediante renúncia fiscal, é incongruente pensar, !ue de um
lado, o poder público possa incentivar as empresas, com fundos públicos,
e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
e= Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para si, ali&s por!ue,
públicos também s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo,
realizados mediante renúncia fiscalW é incongruente pensar, !ue de um
lado o poder público possa incentivar as empresas com fundos públicos e,
de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
(3ean $. 5u""arin, 6ireito73usti1a, Correio Braziliense, 2/./.200, com adapta12es!

/.6 Assinale o trecho inteiramente correto !uanto R morfossinta)e e R
pontua"4o.

a= Mo*e em dia a popula"4o é participativa. %la é !uem decide onde o
or"amento6participativo deve ser aplicado, e o melhor o cidad4o cobra,
busca o resultado, !uer saber onde foi empregado os seus tributos.
b= Administrar visando resultados é bom para todos, o pa9s ganha, os
servidores est4o mais satisfeitos por!ue sabe !ue o servi"o !ue ele est&
prestando é de !ualidade, servindo de motiva"4o para !ue esse servidor
bus!ue cada vez mais a capacita"4o.
c= %ntendo !ue a velocidade !ue as mudan"as vOm ocorrendo, tanto no
campo econ^mico, pol9tico, social !ue se processa de maneira muito
r&pida, ou os novos gerentes acompanham todo esse mecanismo de
desenvolvimento ou tendem a desaparecerem.
d= Mo*e se depara com o processo da globaliza"4o, com isso
conse!Xentemente se e)ige melhores gestores e mais aperfei"oamento
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das a"Pes gerenciais, novos padrPes de comportamento, estabelecimento
de novas técnicas, aperfei"oamento constante e manter dentro da
competitividade e modernidade dese*adas.
e= Ademais de dominar os conhecimentos técnicos de sua &rea de
atua"4o, um bom gestor deve saber e)ercer a lideran"a com fle)ibilidadeW
ter habilidade para solucionar conflitosW mostrar aptid4o para trabalhar
em e!uipeW ter desenvolvidas a sensibilidade e a intui"4oW mas, acima de
tudo, pautar suas a"Pes sob o manto da ética e da *usti"a social.


CAAARITO 1OMENTADO

/6 Assinale a op"4o incorreta !uanto aos sentidos veiculados no trecho
abai)o.

Ser cidad4o é entrar em um n5 de rela"Pes. C simples: ao pedir
nota fiscal, evita6se a sonega"4o e aumenta6se a arrecada"4o pública
!ue, em tese, permite ao governo investir em rodovias, hospitais,
escolas, seguran"a etc. Quando se recusa a propina ao guarda, moraliza6
se o aparato policial.
#idadania supPe consciOncia de responsabilidade c9vica. ada mais
anticidadania do !ue essa l5gica de !ue n4o vale a pena chover no
molhado. Kale. %)perimente recorrer R defesa do consumidor, escrever
para *ornais e autoridades. Querem os pol9ticos corruptos !ue passemos a
eles che!ue em branco para continuar a tratar a coisa pública como
neg5cio privado. % fazemos isso ao torcer o nariz para a pol9tica, com
a!uela cara de no*o.

(Frei Betto, “Educar para a cidadania”, Caros Amigos, maio 200!

a= @ autor emprega a e)press4o metaf5rica Schover no molhadoT no
sentido de Sduplicar o esfor"oT para se conseguir algo.
b= Seguindo as idéias do autor, constitui atitude cidad4 reivindicar dos
pol9ticos em !uem votamos o cumprimento de suas promessas de
campanha.
c= A e)press4o Sentrar em um n5 de rela"PesT, no conte)to em !ue
aparece, refere6se ao desencadeamento das diversas a"Pes !ue provoca
um simples pedido de nota fiscal.
d= Segundo as idéias do te)to, passar um Sche!ue em brancoT aos
pol9ticos corruptos é n4o agir com responsabilidade c9vica.
e= a l5gica do autor, n4o saber o nome do pol9tico em !uem se votou
nas últimas elei"Pes é uma atitude anticidad4.

#@B%TIA$@:

Quest4o de interpreta"4o de te)to.

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7ara resolver uma !uest4o de interpreta"4o, é preciso ler o te)to com
calma, apreendendo o seu tema, isto é: Ssobre o !ue o te)to est&
falando+T, S!ual é a opini4o e os argumentos usados pelo autor sobre o
assunto+T, etc. Sublinhe os pontos principais do te)to ou fa"a
microrresumos dele, se necess&rio.

Tente perceber as op"Pes !ue e)trapolam o conteúdo do te)to, !ue
generalizem com base em dados parciais ou reduzidos, estendendo a
validade de uma afirma"4o ou conclus4o além dos limites em !ue ela é
comprov&vel. Tente perceber as op"Pes !ue n4o encontram respaldo
algum no te)to, se*a por e)trapola"4o, se*a por redu"4o do conteúdo do
te)to.

%ssas dicas s4o valiosas. 7asse a us&6las em !uestPes de interpreta"4o.

a= Ap5s o trecho Sada mais anticidadania do !ue essa l5gica de !ue n4o
vale a pena chover no molhado. Kale.T, o pr5prio autor ilustra o !ue é
Schover no molhadoT, !uando diz: S%)perimente recorrer R defesa do
consumidor, escrever para *ornais e autoridades.T $sso significa !ue, no
conte)to, Schover no molhadoT significa insistir num assunto 5bvio, fazer
o !ue deve ser feito, ou se*a, e)ercer a cidadania com atitude de
cobran"a. 7ortanto, n4o se trata de Sduplicar o esfor"oT, mas
simplesmente agir em prol dos direitos de um cidad4o.

b= Se formos seguir as ideias do autor, realmente `constitui atitude cidad4
reivindicar dos pol9ticos em !uem votamos o cumprimento de suas
promessas de campanhaa. %ste trecho comprova isso: S%)perimente
recorrer R defesa do consumidor, escrever para *ornais e autoridades.T

c= Todo o primeiro par&grafo abona a afirma"4o desta alternativa. Bais do
!ue isso, o pr5prio autor do te)to e)plica o !ue ele !uer dizer com Sn5 de
rela"PesT: SC simples: ao pedir nota fiscal ;causa /=, evita6se a sonega"4o
;conse!uOncia /= e aumenta6se a arrecada"4o pública ;conse!uOncia
/'causa -= !ue, em tese, permite ao governo investir em rodovias,
hospitais, escolas, seguran"a etc. ;conse!uOncia -= Quando se recusa a
propina ao guarda ;causa 2=, moraliza6se o aparato policial ;conse!uOncia
2=.T 7ercebeu a rela"4o de causa e conse!uOncia, o n5 de rela"Pes+

d= Ao passar um Sche!ue em brancoT, o cidad4o d& todo o aval para os
pol9ticos corruptos continuarem agindo como bem entendem, a saber:
Scontinuarem a tratar a coisa pública como neg5cio privado.T @ pr5prio
autor diz !ue é isso !ue S!uerem os pol9ticos corruptosT. 8ogo, segundo o
autor, ignorar o dever c9vico de cobran"a por direitos, simplesmente
`torcendo o nariz para a pol9tica, com a!uela cara de no*oa, n4o é agir com
cidadania.

e= %sta op"4o come"a assim Sa l5gica do autor...T, e n4o S@ autor
disse...T. $sso !uer dizer !ue devemos entender o pensamento dele. C
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poss9vel+ Sim, pois toda sua l5gica argumentativa est& no te)to. %le diz:
S#idadania supPe consciOncia de responsabilidade c9vicaT. 7ortanto,
partindo do ponto de vista do autor, podemos inferir ;concluir'deduzir=
!ue `o simples fato de n4o saber o nome do pol9tico em !uem se votou
nas últimas elei"Pes é uma atitude anticidad4a. Afinal, !uem pratica a
cidadania sabe em !uem votou. $sso é o m9nimo !ue se pode esperar de
um cidad4o respons&vel. % vocO pensando !ue era um caso de
e)trapola"4o... cuidado! %m caso de dúvida, procure sempre a mel,or
resposta.

EAHAA$T@: A.

-6 %m artigo publicado no Correio Bra"iliense ;-0'U'-00.=, %mir Sader
refuta a prega"4o de campanha de um candidato a vereador no Aio de
Laneiro, o !ual defende !ue So #$%& arrecadado em seu bairro tem que
ser aplicado no seu bairroT. Aeconhecendo !ue o sistema tribut&rio
brasileiro comete in*usti"as ao isentar dos ricos e cobrar da imensa massa
da popula"4o !ue vive do trabalho, %mir Sader afirma ser S'undamental
combater o ego(smo tribut)rio * este sim, populista, demag+gico * de
tantas campan,as eleitorais.T

Aponte a asser"4o !ue n4o serve de argumento favor&vel nem de
sustenta"4o R cr9tica e Rs pondera"Pes de %mir Sader.

a= @ tema tribut&rio V !uem paga, !uem recebe, de !uem o %stado
arrecada, a !uem deve beneficiar V tem profundo viés de classe: nem
sempre os recursos s4o direcionados para as pol9ticas públicas !ue
beneficiam os mais necessitados.
b= 7ouco importam ao candidato populista e demag5gico as necessidades
do con*unto da cidade, mesmo sabendo !ue a cidade tem subúrbios,
favelas e bairros da periferia, onde vive ma*oritariamente a popula"4o
hipossuficiente.
c= A !uest4o tribut&ria se presta R e)plora"4o demag5gica do ego9smo.
Sai na frente o candidato !ue prega menos impostos, n4o importando se
podem faltar professores nas escolas públicas ou médicos nos hospitais
públicos.
d= 7regar !ue cada bairro utilize os recursos no pr5prio bairro significa
!ue os ricos financiar4o os ricosW e os pobres, !ue constituem a grande
maioria da popula"4o, ter4o de se arran*ar com o pouco !ue seus bairros
arrecadarem.
e= >evido ao montante de suas d9vidas para com o %stado, devem
merecer o benef9cio da isen"4o e de outras formas de n4o pagamento de
impostos os bancos, as grandes empresas e os ricos.

#@B%TIA$@:

Quest4o de interpreta"4o de te)to.

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Todas as op"Pes servem de argumento favor&vel e de sustenta"4o R
cr9tica e Rs pondera"Pes de %mir Sader.

a= @ argumento desta op"4o serve de sustenta"4o R cr9tica e Rs
pondera"Pes de %mir Sader, pois o cr9tico reconhece !ue `o sistema
tribut&rio brasileiro comete in*usti"as ao isentar dos ricos e cobrar da
imensa massa da popula"4o !ue vive do trabalhoa.

b= A afirma"4o desta op"4o serve de argumento favor&vel e de
sustenta"4o R cr9tica e Rs pondera"Pes de %mir Sader, pois o cr9tico refuta
o argumento falacioso de !ue So #$%& arrecadado em seu bairro tem que
ser aplicado no seu bairroT, afirmando ser S'undamental combater o
ego(smo tribut)rio * este sim, populista, demag+gico * de tantas
campan,as eleitorais.T

c= A afirma"4o desta op"4o também serve de argumento favor&vel e de
sustenta"4o R cr9tica e Rs pondera"Pes de %mir Sader, pois o cr9tico refuta
o argumento falacioso de !ue So #$%& arrecadado em seu bairro tem que
ser aplicado no seu bairroT, afirmando ser S'undamental combater o
ego(smo tribut)rio * este sim, populista, demag+gico * de tantas
campan,as eleitorais.T

d= A afirma"4o desta op"4o, novamente, serve de argumento favor&vel e
de sustenta"4o R cr9tica e Rs pondera"Pes de %mir Sader, pois o cr9tico
refuta o argumento falacioso de !ue So #$%& arrecadado em seu bairro
tem que ser aplicado no seu bairroT, afirmando ser S'undamental
combater o ego(smo tribut)rio * este sim, populista, demag+gico * de
tantas campan,as eleitorais.T

e= A afirma"4o desta op"4o é absurda, pois %mir Sader reconhece as
in*usti"as tribut&rias. Seria incoerente dizer isso e em seguida dizer !ue
!uem tem d9vidas deve merecer o benef9cio da isen"4o de impostos. A
l5gica do discurso do cr9tico n4o defende a isen"4o de impostos em
benef9cio de grandes empresas e ricos. %le defende, sim, a cobran"a de
impostos a todos, n4o de forma local... mas nacional.

EAHAA$T@: %.

26 Assinale a asser"4o correta em rela"4o aos sentidos e e)pressPes
lingX9sticas do trecho.

>errotada sistematicamente nos tribunais superiores, a Advocacia6Eeral
da Fni4o ;AEF= resolveu editar um pacote com oito súmulas,
reconhecendo direitos dos servidores públicos federais. @ gesto pPe fim a
pendOncias *ur9dicas !ue se arrastavam havia décadas e serve de alento
para !uem ainda busca reaver ou manter benef9cios funcionais. #om as
súmulas, os advogados públicos ficam automaticamente desobrigados a
contestar decisPes desfavor&veis. ;...= %sclarece a AEF: S@ servidor sabia
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!ue se entrasse na Lusti"a ganharia, mas a Fni4o, por dever, mesmo
sabendo !ue perderia, tinha de recorrer. As oito medidas acabam com
isso.T %ntre as súmulas est& a !ue reconhece o direito de pagamento do
au)9lio6alimenta"4o retroativo ao servidor em férias ou licen"a entre
outubro de /UUY e dezembro de -00/.

(-uciano $ires, Correio Braziliense, 20.0/.200, p. 20, com adapta12es!

a= @ partic9pio S>errotadaT ;l./= e o gerúndio SreconhecendoT ;l.2=
constam no te)to com su*eito oculto.
b= o lugar do sintagma S@ gestoT ;l.2= poderia ser empregado, sem
pre*u9zo da coerOncia te)tual, !ual!uer dos sintagmas Este ato" Ta2
med(da" O 3e(to!
c= @ segmento S!ue se arrastavam havia décadasT ;l.<= é resumido, sem
incorre"4o gramatical, da seguinte maneira: de 4av(am d5cadas.
d= Aeescreve6se, mantendo6se a corre"4o gramatical e a coerOncia
te)tual, o per9odo Spara !uem ainda busca reaver ou manter benef9cios
funcionais.T ;l.3= do seguinte modo: para 67e se reaven4am o7
manten4am 8ene39c(os 37nc(ona(s!
e= Substitui6se, com corre"4o gramatical e sem altera"4o de sentido, o
segmento Sficam automaticamente desobrigados a contestar decisPes
desfavor&veisT ;l. Y e Z= por: n:o 3(cam a7tomat(camente o8r(%ados a
rat(3(car dec(s;es 3avor<ve(s!

#@B%TIA$@:

Quest4o de reconhecimento de formas nominais do verbo'su*eito ;a=,
sinon9mia'coerOncia ;b=, reescritura'concord[ncia ;c=,
reescritura'con*uga"4o verbal ;d=, reescritura'par&frase ;e=.

a= @ termo Sa Advocacia6Eeral da Fni4o ;AEF=T serve de su*eito e)pl9cito,
n4o oculto, para ambas as formas verbais.

b= Bantém6se a coerOncia com a substitui"4o do sintagma ;e)press4o= S@
gestoT pelos demais sintagmas ;Este ato, %al medida, ; 'eito=, por!ue h&
uma rela"4o de sinon9mia, ou se*a, tais e)pressPes apresentam o mesmo
sentido no conte)to, por isso s4o substitu9veis entre si.

c= Quando o verbo ShaverT tem sentido de Se)istirT, fica invari&vel, no
singular. 8ogo, a forma ade!uada R norma culta é t4o somente esta:
Shavia décadasT.

d= #om a constru"4o Spara !ue se reavenham ou mantenham benef9cios
funcionaisT, h& pre*u9zo gramatical, pois a forma verbal SreavenhamT n4o
e)iste na l9ngua culta. @ verbo SreaverT, derivado de haver, é defectivo,
ou se*a, n4o apresenta determinadas con*uga"Pes, como todo o presente
do sub*untivo. 7or isso, n4o e)iste Sreavenha, reavenhas, reavenha,
reavenhamos, reavenhaisT, tampouco SreavenhamT. %ssa foi de gra"a! ☺
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e= A palavra ScontestarT ;refutar, protestar, opor6se= n4o tem o mesmo
sentido !ue SratificarT ;confirmar, validar, corroborar=, logo h& mudan"a
clara de sentido na par)'rase ;dizer o mesmo com outras palavras=,
provocando incoerOncia.

EAHAA$T@: H.

<6 Analise as !uatro asser"Pes sobre aspectos lingX9sticos do trecho
abai)o e assinale, a seguir, a op"4o correta.

%m matéria concernente a responsabiliza"4o de s5cios e gestores
pelas d9vidas tribut&rias da pessoa *ur9dica, os tribunais vOm se
posicionando assim: se*am as d9vidas estritamente fiscais, se*am
previdenci&rias, se as empresas n4o tiverem como pag&6las, os s5cios e
gestores s5 respondem por tal pagamento caso tenham agido de modo
afrontoso aos estatutos, ao contrato social ou cometido ato de fraude ou
sonega"4o, ou se, em última inst[ncia, diligenciaram a li!uida"4o
irregular da empresa.
7ara se prevenirem, os credores públicos devem correr para cobrar
as d9vidas en!uanto h& solvabilidade social, ao invés de incomodarem
s5cios e gerentes !ue n4o praticaram atos fraudulentos com e)ecu"Pes
indevidas e constrangedoras, as !uais, nessa circunst[ncia, e frente a
determina"4o contundente do Ludici&rio, se continuam, podem dar
margem a indeniza"Pes por dano moral.

(3o4o -ui" Coel,o da 5oc,a, 6ireito73usti1a, Correio Braziliense, 2/./.200, com
adapta12es!

$. Falta o acento indicador de crase em: Sconcernente aT ;l./=W Sfrente a
determina"4oT ;l./- e /2= e Smargem a indeniza"PesT ;l./<=.

$$. @s verbos SdiligenciaramT ;l.Z= e Sse preveniremT ;l.U= possuem o
mesmo su*eito gramatical, !ue é: s=c(os e %estores!

$$$. As palavras sublinhadas em Sse as empresasT ;l.<=W Scaso tenham
agidoT ;l.3= e Sse continuamT ;l./2= e)pressam idéia de condi"4o.

$K. @s pronomes relativos S!ueT ;l.//= e S!uaisT ;l./-= assumem os
respectivos antecedentes como su*eito gramatical da ora"4o !ue iniciam,
respectivamente: s=c(os e %erentes ;l.//= e e>ec7?;es (ndev(das e
constran%edoras ;l.// e /-=.

a= Todas as asser"Pes est4o corretas.
b= %st4o corretas as asser"Pes $, $$ e $$$.
c= %st4o corretas as asser"Pes $, $$ e $K.
d= %st4o corretas apenas as asser"Pes $$$ e $K.
e= %st& correta apenas a asser"4o $K.
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#@B%TIA$@:

Quest4o de crase ;$=, su*eito ;$$=, classe gramatical'sem[ntica ;$$$= e
coes4o'fun"4o sint&tica dos pronomes relativos.

$6 %m Smatéria concernente a responsabiliza"4oT, a crase é facultativa,
pois a palavra responsabili"a14o pode ser tomada em sentido genérico, o
!ue implicaria ausOncia de artigo antes delaW mas, de !ual!uer modo,
poderia haver crase se entendOssemos !ue ela est& determinada pelo
artigo SaT, afinal, o ad*etivo concernente e)ige a preposi"4o SaT ;Smatéria
concernente a b a ;R= responsabiliza"4oT=. %m Sfrente a determina"4o
contundente do Ludici&rioT, deveria haver crase, pois a e)press4o Sfrente
aT termina em preposi"4o SaT b SaT ;artigo= , SR determina"4oT. L& em
Spodem dar margem a indeniza"Pes por dano moralT, *amais haveria
crase, pois o fen^meno n4o ocorre antes de palavras pluralizadas com
sentido genérico, o !ue é o caso de Sindeniza"PesT.

$$6 @ su*eito de SdiligenciaramT é Ss5cios e gestoresT: S... os s=c(os e
%estores ... d(2(%enc(aram a li!uida"4o irregular da empresa.T L& o
su*eito de Sse preveniremT é oculto, tendo como referente Sos credores
públicosT: S7ara ;eles= se preven(rem, os credores pD82(cos devem
correr...T.

$$$6 A afirma"4o procede. Todas as palavras s4o con*un"Pes condicionais.
ote !ue, com as devidas altera"Pes frasais, o voc&bulo SseT pode ser
substitu9do pela con*un"4o subordinativa condicional ScasoT. Quando isso
for poss9vel, e a ora"4o iniciada por tais con*un"Pes indicar hip5tese, elas
ser4o sempre condicionais.

$K6 A afirma"4o procede. Ke*a: S... s+cios e gerentes 67e n4o praticaram
atos fraudulentos com e<ecu12es indevidas e constrangedoras, as 67a(s
... podem dar margem a indeniza"Pes por dano moral.T ote !ue os
pronomes relativos assumem fun"4o de su*eito, uma vez !ue retomam
antecedentes com os !uais os verbos sublinhados concordam.

EAHAA$T@: >.

36 >e acordo com o te)to, assinale a op"4o correta.

Va2or: O sr! espera 7ma p(ora da cr(se 3(nance(ra %2o8a2@
Fernando 1ard(m: @ !ue estamos assistindo agora no mercado
financeiro dos %FA é altamente preocupante. %m menos de duas
semanas, ap5s o governo Hush in*etar FS\ -00 bilhPes nas duas casas
hipotec&rias, !uebra o 8ehman Hrothers, !uarto maior banco de
investimento local, e é vendido, preventivamente, em apenas dois dias, o
Berrill 8]nch, banco de investimento independente. % a maior seguradora
do mundo, a A$E, est& amea"ada. $sso abre uma frente nova na crise. As
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seguradoras s4o grandes fornecedoras de #>S para os bancos comerciais.
@ #>S é um derivativo de crédito !ue serve como seguro. Quando os
bancos fazem empréstimos e os tomadores n4o pagam eles recorrem Rs
seguradoras para recuperar os valores dos empréstimos. Fma
!uebradeira nas seguradoras pode significar !ue a seguran"a do sistema
banc&rio est& sem prote"4o, os bancos est4o nus.

(Valor Econômico, 8.0/.200!

a= A e)press4o Sestamos assistindoT ;l.-= indica !ue o entrevistado fala
em nome e)clusivamente dos representantes do Eoverno.
b= As v9rgulas ap5s SHrothersT ;l.3= e ap5s SlocalT ;l.Y= *ustificam6se por
isolar aposto e)plicativo.
c= @ pronome SelesT ;l.//= é elemento coesivo !ue se refere ao
antecedente StomadoresT.
d= @ sinal indicativo de crase em SRs seguradorasT ;l.// e /-= *ustifica6se
pela regOncia de SfazemT ;l.//= e pela presen"a de artigo definido
feminino plural.
e= A e)press4o Sest4o nusT ;l./<= est& sendo empregada em sentido
denotativo ou literal.

#@B%TIA$@:

Quest4o de interpreta"4o ;a=, pontua"4o ;b=, coes4o ;c=, regOncia'crase
;d=, sem[ntica ;e=.

a= Se ele inclui o leitor, pelo uso da /c pessoa ;n5s ;estamos==, n4o pode
falar em nome `e)clusivamente dos representantes do Eovernoa.

b= >e fato, S!uarto maior banco de investimento localT é aposto
e)plicativo de S8ehman HrothersT, por isso vem entre v9rgulas. @ aposto
também pode vir separado por travessPes ou parOnteses.

c= @ pronome SelesT refere6se a bancos, pois s4o eles !ue Srecorrem Rs
seguradoras para recuperar os valores dos empréstimosT. Hem !ue a
banca poderia colocar a v9rgula obrigat5ria antes de SelesT... ser& !ue ela
es!ueceu+

d= @ sinal indicativo de crase em SRs seguradorasT *ustifica6se n4o pela
regOncia de SfazemT, mas de SrecorremT, verbo transitivo indireto !ue
e)ige a preposi"4o SaT b SasT seguradoras , SRs seguradorasT.

e= 4o é poss9vel !ue bancos este*am nus literalmente, pois n4o s4o
pessoas, logo a linguagem utilizada é conotativa, e n4o denotativa.

EAHAA$T@: H.

Y6 #om base no te)to, assinale a op"4o incorreta.
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Ao lado de caracter9sticas inéditas, a crise cevada no mercado
imobili&rio e financeiro americano, com reverbera"Pes mundiais,
apresenta aspectos também verificados em outras situa"Pes de
nervosismo global. 4o h& medida m&gica e salvadora !ue fa"a cota"Pes
se estabilizarem e o investidor recuperar o sono. S5 uma sucess4o de
a"Pes consegue mudar e)pectativas como as atuais. A #asa Hranca, ao
contr&rio da postura !ue assumira no caso do 8ehman Hrothers V
tragado, sem socorro, por um rombo de FS\Y00 bilhPes V, decidira
estender a m4o para a maior seguradora do pa9s, a A$E.
Aos bilhPes empenhados para permitir ao Borgan digerir o Hear
Stearns, em mar"oW ao dinheiro sacado a fim de evitar a !uebra das
gigantes Fannie Bae e Freddie Bac, redescontadoras de hipotecas, o
governo e o Fed, o H# dos %FA, decidiram somar FS\.3 bilhPes para
salvar a A$E. >ecepcionou6se !uem esperava tran!Xilidade. @
emperramento do crédito V ninguém empresta a ninguém, por n4o se
saber ao certo o risco do tomador V continua a travar o mercado global, e
as a"Pes novamente desceram a ladeira, empurradas por boatos sobre
!uais ser4o, ou seriam, os pr5)imos a cair.

(O Globo, 8 de setembro de 200, Editorial!

a= A e)press4o ScevadaT ;l./= est& em sentido conotativo e apresenta
significado relativo Rs seguintes idéias: alimentada, ampliada, crescida.
b= %m Sse estabilizaremT ;l.3=, o SseT indica !ue o su*eito é
indeterminado.
c= @ emprego de preposi"4o em SAos bilhPesT ;l./0= e em Sao dinheiroT
;l.//= *ustifica6se pela regOncia de SsomarT ;l./2=.
d= %m S>ecepcionou6seT ;l./<=, o SseT *ustifica6se por!ue o verbo est&
sendo empregado como pronominal.
e= A e)press4o Sdesceram a ladeiraT ;l./Z= confere ao te)to um tom de
informalidade e est& sendo empregada em sentido conotativo.

#@B%TIA$@:

Quest4o de sem[ntica ;a=, fun"4o do SseT ;b=, regOncia ;c=, fun"4o do
SseT ;d=, sem[ntica ;e=.

a= 4o e)iste uma crise ScevadaT em sentido literal, ou se*a, uma crise
composta de uma das gram9neas mais importantes, depois do trigo e do
centeio, usada como alimento para o homem e como forrageira, sendo
essencial na fabrica"4o da cerve*a e de outras bebidas alco5licas. 8ogo, o
sentido é de fato conotativo, significando no conte)to `alimentada,
ampliada, crescidaa.

b= Fma das fun"Pes do SseT é indicar !uando o su*eito est&
indeterminado. Bas, !uando isso ocorre, o verbo a !ue se liga o SseT est&
sempre no singular, o !ue n4o é o caso. 8ogo, a afirma"4o desta
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alternativa é incorreta. @ SseT desta frase é apassivador, pois o verbo
est& na voz passiva sintética e pode ser passado para a voz passiva
anal9tica como comprova"4o disso. Ke*a: S4o h& medida m&gica e
salvadora !ue fa"a cota"Pes se estabili"arem ;, serem estabili"adas=...T.

c= @ verbo somar, no conte)to, é transitivo direto e indireto, ou se*a,
e)ige um ob*eto direto e um ob*eto indireto. Ke*a o trecho de novo, s5
!ue na ordem direta: S@ governo e o Fed, o H# dos %FA, decidiram
somar EVTDIF US$-$ 8(24;es EODF... aos 8(24;es... ao d(n4e(ro
EOIF...T. 7ortanto, a afirma"4o da alternativa procede.

d= @ verbo Sdecepcionar6seT é chamado de verbo pronominal, pois
apresenta um pronome em sua forma"4o e con*uga"4o. %ste SseT é
chamado de parte integrante do verbo. 4o o confunda com o pronome
re'le<ivo SseT, afinal, n4o faz sentido dizer !ue alguém decepcionou a si
mesmo, pois !uem se decepciona simplesmente se decepciona ou se
decepciona com algo ou alguém.

e= 4o é poss9vel, em sentido literal, Sa"Pes descerem a ladeiraT, logo o
sentido é conotativo, figurado. Bais do !ue isso, a e)press4o Sdescer a
ladeiraT é idiom&tica, ou se*a, faz parte da l9ngua do dia a dia, informal.

EAHAA$T@: H.

Z6 #om base no te)to, assinale a op"4o correta.

o caso do Hrasil, o potencial de contamina"4o das e)pectativas de
crescimento pela crise e)terna concentra6se em trOs amea"as: a
economia real ser atingida por forte conten"4o de li!uidez, o !ue
diminuir& a oferta de capital para manter os investimentos, o consumo
interno sofrer abalos com a perda acelerada do pre"o das commodities, o
!ue tender& a reduzir o lucro dos e)portadores, e a volta do déficit em
conta corrente, com press4o sobre o c[mbio e refle)os na infla"4o.
@ momento é oportuno para o Hrasil encontrar medidas !ue
amenizem os efeitos de uma eventual tempestade internacional. As
preocupa"Pes n4o s4o infundadas. @ risco de escassez de crédito e)terno
para as empresas brasileiras é um e)emplo. Acertadamente, o governo *&
estuda meios para compensar uma eventual paralisia do crédito
internacional, por meio de fontes internas, como empréstimos do H>%S.

(Jornal do Brasil, 8 de setembro de 200, Editorial!

a= @ emprego da aglutina"4o da preposi"4o com artigo definido feminino
em Spela criseT *ustifica6se pela regOncia de ScrescimentoT ;l. -=.
b= A substitui"4o de Sconcentra6seT ;l.-= por est< concentrado pre*udica
a corre"4o gramatical do per9odo.
c= A reda"4o O momento 5 oport7no para 67e o Aras(2 encontre
med(das ;l..= pre*udica a corre"4o gramatical do per9odo.
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d= %staria gramaticalmente correta e de acordo com as informa"Pes
originais do te)to a reda"4o: As preoc7pa?;es tBm 37ndamento ;l.U e
/0=.
e= As palavras SriscoT ;l./0= e SeventualT ;l./-= refor"am a idéia de !ue
haver& paralisia de crédito internacional.

#@B%TIA$@:

Quest4o de regOncia ;a=, voz verbal ;b=, ora"4o reduzida para
desenvolvida ;c=, par&frase ;d=, interpreta"4o ;e=.

a= a verdade, o emprego da aglutina"4o da preposi"4o com artigo
definido feminino em Spela criseT *ustifica6se pela regOncia do substantivo
Scontamina"4oT !ue e)ige a preposi"4o SporT b SaT ;artigo= , SpelaT.

b= A transposi"4o de voz passiva sintética ;concentra6se= para voz passiva
anal9tica ;est& concentrado= est& correta, logo n4o h& pre*u9zo na
corre"4o gramatical do per9odo.

c= A ora"4o subordinada adverbial final reduzida de infinitivo Spara o
Hrasil encontrar medidasT est& corretamente desenvolvida. 8ogo, a
reda"4o ; momento = oportuno para que o Brasil encontre medidas n4o
pre*udica a corre"4o gramatical do per9odo.

d= A par&frase ;dizer o mesmo com outras palavras= est& correta entre As
preocupa12es n4o s4o in'undadas e As preocupa12es t>m 'undamento,
pois as e)pressPes sublinhadas s4o sin^nimas.

e= 7elo contr&rio, tais palavras ;risco e eventual= pertencem ao campo
sem[ntico da possibilidade, logo n4o refor"am a ideia de !ue haver&
paralisia de crédito internacional, mas sim de !ue poder& haver.

EAHAA$T@: >.

.6 Assinale a op"4o em !ue a rela"4o de referOncia est& incorreta.

@ Hrasil vive ho*e seu primeiro momento plenamente democr&tico.
Todas as e)periOncias anteriores ou foram autorit&rias ou tinham algumas
caracter9sticas da democracia, mas n4o a realizavam por completo. Hoa
parte desse resultado pol9tico se deve R #onstitui"4o de /U.., num
sentido mais amplo !ue as regras por ela determinadas. Além do
arcabou"o institucional original, o esp9rito !ue norteou a confec"4o do
te)to constitucional e o aprendizado posterior tOm produzido efeitos
democratizantes na vida pol9tica brasileira.
Ainda h&, no plano da cidadania, dist[ncia entre o Hrasil legal e o
Hrasil real. As formas de participa"4o e)tra6eleitoral ainda s4o
subaproveitadas. Erande parte da popula"4o n4o as usa.

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(Fernando Abrucio, Revista Época, 89 de setembro de 200!

a= SseuT ;l./= se refere a SHrasilT ;l./=
b= SaT ;l.2= se refere a SdemocraciaT ;l.2=
c= Sdesse resultado pol9ticoT ;l.<= se refere a Sforam autorit&riasT ;l.-=
d= SelaT ;l.3= se refere a S#onstitui"4o de /U..T ;l.<=.
e= SasT ;l.//= se refere a Sformas de participa"4o e)tra6eleitoralT ;l./0=.

#@B%TIA$@:

Quest4o de coes4o referencial.

Todas as op"Pes est4o corretas, e)ceto a #, pois Sdesse resultado
pol9ticoT refere6se ao fato de `o Hrasil viver ho*e o primeiro momento
plenamente democr&ticoa.

EAHAA$T@: #.

U6 Assinale a op"4o em !ue o termo sublinhado est& gramaticalmente
correto.

@ Hrasil vem gradativamente progredindo no !ue diz respeito R ;/=
administrar o bem público. o século passado, estava arraigado R ;-=
comportamentos administrativos viciosos, aos !uais ;2= priorizavam os
interesses do administrador e de !uem mais lhe conveniesse ;<=, ficando
de lado a real finalidade do servi"o público, !ue é servir o ;3= público.

a= /
b= -
c= 2
d= <
e= 3

#@B%TIA$@:

Quest4o de crase ;a=, crase ;b=, regOncia ;c=, con*uga"4o verbal ;d= e
regOncia ;e=.

a= 4o h& crase antes de verbo.

b= 4o h& crase antes de palavra pluralizada com sentido genérico.

c= enhum verbo ou nome e)ige a preposi"4o SaT para !ue ele se una a
Sos !uaisT. 8ogo, o certo é apenas Sos !uaisT.

d= @ verbo SconvirT se con*uga como SvirT. Se, no conte)to, a forma de
pretérito imperfeito do sub*untivo de SvirT é SviesseT, a forma correta de
SconvirT s5 pode ser SconviesseT. Fi!ue ligado na con*uga"4o deste verbo!
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e= @ verbo SservirT ;, ministrar, trabalhar em favor de=, segundo #elso
7edro 8uft, pode ser transitivo direto ou transitivo indireto, ou se*a, est&
certo Sservir o públicoT ou Sservir ao públicoT.

EAHAA$T@: %.

/06 Assinale o segmento inteiramente correto !uanto R morfossinta)e,
concord[ncia, regOncia e coerOncia te)tual.

a= @ esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue primava
e)cessivamente pelo respeito as normas e procedimentos internos do
setor público, tolhia a criatividade e a autonomia dos profissionais
encarregados de a"Pes !ue melhor atendesse as demandas da sociedade.
b= >evido ao esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue
primava e)cessivamente pelo respeito as normas e procedimentos
internos do setor público, inibiam6se a criatividade e a autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendesse as demandas
da sociedade.
c= @ esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue primava
e)cessivamente pelo respeito Rs normas e procedimentos internos do
setor público, obstavam6se a criatividade e a autonomia dos profissionais
encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem Rs demandas da
sociedade.
d= #om o esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue se
regia e)cessivamente pelo respeito Rs normas e procedimentos internos
do setor público, fomentou6se a criatividade e a autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem as demandas
da sociedade.
e= Ap5s o esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica !ue
oprimia e)cessivamente pelo respeito Rs normas e procedimentos
internos do setor público, impedia a criatividade e a autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem Rs demandas
da sociedade.

#@B%TIA$@:

Quest4o de reconhecimento de frases corretas e incorretas.

7ara resolver esse tipo de !uest4o, é preciso dominar os seguintes t5picos
gramaticais: ortografia, acentua"4o, emprego de pronomes, verbos e
con*un"Pes, coloca"4o pronominal, truncamento sint&tico, pontua"4o,
concord[ncia, regOncia e crase.

Farei um curso de videoaulas s5 sobre isso no ???.euvoupassar.com.br
em *aneiro de -0/2, pois a F## e o #%S7% também adoram !uestPes
nesse perfil.

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#omo a op"4o > apresenta total corre"4o gramatical, vamos Rs demais
op"Pes ;*& corrigidas=:

a= @ esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue primava
e)cessivamente pelo respeito Gs normas e procedimentos internos do
setor público, tolhia a criatividade e a autonomia dos profissionais
encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem as ;ou @s= demandas da
sociedade.

; substantivo “respeito” e<ige a preposi14o “a” A “as” normas B “@s
normas”. ; verbo “atender” concorda em nCmero e pessoa com o
antecedente (a12es! do pronome relativo “que”. ; verbo “atender” (B
responder, dar aten14o a, considerar!, segundo Celso $edro -u't, a quem
a EDAF sempre recorre ao 'a"er suas quest2es, pode ser transitivo direto
ou transitivo indireto (mais comum!. Eo caso de ser tomado como F%#,
e<ige a preposi14o “a”, por isso a possibilidade de crase antes de
“demandas”.

b= >evido ao esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue
primava e)cessivamente pelo respeito Gs normas e procedimentos
internos do setor público, inibiam6se a criatividade e a autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem as ;ou @s=
demandas da sociedade.

; substantivo “respeito” e<ige a preposi14o “a” A “as” normas B “@s
normas”. ; verbo “atender” concorda em nCmero e pessoa com o
antecedente (a12es! do pronome relativo “que”. ; verbo “atender” (B
responder, dar aten14o a, considerar!, segundo Celso $edro -u't, a quem
a EDAF sempre recorre ao 'a"er suas quest2es, pode ser transitivo direto
ou transitivo indireto (mais comum!. Eo caso de ser tomado como F%#,
e<ige a preposi14o “a”, por isso a possibilidade de crase antes de
“demandas”.

c= @ esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica, !ue primava
e)cessivamente pelo respeito Rs normas e procedimentos internos do
setor público, o8stava a ;ou @= criatividade e a ;ou @= autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem Rs demandas
da sociedade.

; verbo “obstar” n4o = pronominal, logo a 'orma “obstarGse” n4o e<iste.
Al=m disso, como o suHeito de “obstar” = “; esgotamento do modelo de
administra14o burocr)tica”, deve o verbo 'icar no singular. Iuanto @
reg>ncia de “obstar”, pode ser F%6 ou F%#, segundo Celso $edro -u't e
Francisco Fernandes. -ogo, a crase antes “criatividade” e “autonomia” =
'acultativa.

e= Ap5s o esgotamento do modelo de administra"4o burocr&tica !ue
oprimia e)cessivamente pelo respeito Rs normas e procedimentos
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internos do setor público, impedia a criatividade e a autonomia dos
profissionais encarregados de a"Pes !ue melhor atendessem Rs demandas
da sociedade.

; verbo “oprimir” = transitivo direto, por isso est) 'altando o obHeto direto
dele. A ora14o subordinada adHetiva e<plicativa deve vir entre v(rgulas
(“..., que oprimia e<cessivamente pelo respeito @s normas e
procedimentos internos do setor pCblico,...”!. ; suHeito de “impedia” est)
preposicionadoJ “Ap+s o esgotamento do modelo de administra14o
burocr)tica”. Degundo a gram)tica tradicional, n4o ,) suHeito
preposicionado, portanto esta constru14o est) errada.

EAHAA$T@: >.

//6 Assinale o trecho inteiramente correto !uanto R sinta)e de constru"4o
do per9odo, morfossinta)e, ade!ua"4o vocabular, pontua"4o, clareza e
concis4o.

a= @ internauta, ho*e, passou de receptivo para um usu&rio ativo. 7assou6
se, ent4o, a criar os seus pr5prios conteúdos em vez de apenas buscar
informa"Pes. #om isso, as redes sociais vOm crescendo cada vez mais a
cada dia !ue se passa.
b= C necess&rio !ue se saiba o !ue os internautas vOm dizendo sobre as
empresas nas redes virtuais, para !ue possa tra"ar estratégias para
reverter !uadros cr9ticos e saber se os consumidores est4o insatisfeitos
com suas compras.
c= as grandes empresas, os consultores de tecnologia da informa"4o ;T$=
vOm e)ercendo uma fun"4o cada vez mais estratégica, para o !ue se
e)ige conhecimento técnico dos processos de neg5cio dos clientes e
capacidade de formula"4o de solu"Pes tecnol5gicas para os problemas
detectados.
d= @ consultor de T$ n4o deve mais atuar sozinho dentro das
organiza"PesW é necess&rio !ue ele sempre este*a informado do !ue
acontece dentro da organiza"4o na !ual trabalha. %le deve atuar
*untamente com outros setores para !ue possa, cada vez mais, conhecer
os processos de neg5cio de seus clientes para !ue *untos possam achar
uma solu"4o na !ual atenda Rs reais necessidades.
e= @ consultor de T$ tem o papel de mostrar para o cliente !uais s4o as
op"Pes de T$ !ue o cliente pode ter e de !ue forma a tecnologia pode
a*ud&6lo a melhorar o seu neg5cio, ao mesmo tempo no !ual se poder&
au)ili&6lo informando metodologias !ue poderiam ser utilizadas para !ue
possa organizar e melhorar os seus processos internos.

#@B%TIA$@:

Quest4o de reconhecimento de frases corretas e incorretas.

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#omo a op"4o # apresenta total corre"4o gramatical, vamos Rs demais
op"Pes ;*& corrigidas=:

a= @ internauta, ho*e, passou de receptivo para um usu&rio ativo.
Hasso7, ent4o, a criar os seus pr5prios conteúdos em vez de apenas
buscar informa"Pes. #om isso, as redes sociais vOm crescendo cada vez
mais a cada dia !ue passa.

Iuem “passou a criar os seus pr+prios conteCdos” 'oi o internauta, logo a
'orma “passouGse” est) equivocada. ; uso do voc)bulo “se” Hunto ao
verbo “passar” n4o procede, pois tal verbo n4o = pronominal.

b= C necess&rio !ue se saiba o !ue os internautas vOm dizendo sobre as
empresas nas redes virtuais, para !ue se possam tra"ar estratégias para
reverter !uadros cr9ticos e saber se os consumidores est4o insatisfeitos
com suas compras.

Como a ideia do trec,o “para que possa tra1ar estrat=gias” = passiva, =
preciso colocar o “se” apassivador Hunto ao verbo “poder”, que passa a
concordar no plural com o suHeito “estrat=gias”. 6i"er “para que se
possam tra1ar estrat=gias” = o mesmo que “para que estrat=gias possam
ser tra1adas”.

Fale di"er tamb=m que, nesse caso, a constru14o “para que se possa
tra1ar estrat=gias”, com o verbo no singular, tamb=m = correta, pois o
verbo “poder” pode ter como suHeito a ora14o redu"ida “tra1ar
estrat=gias”. 6i"er “para que se possa tra1ar estrat=gias” = o mesmo que
“para que tra1ar estrat=gias se possa”.

Em ambas as constru12es poss(veis na l(ngua culta, o “se” = um pronome
apassivador. ; que muda = a concordKncia do verbo “poder”, a depender
de sua rela14o com o suHeito, seHa “estrat=gias”, seHa “tra1ar estrat=gias”.

6epois di"em que $ortugu>s = moleL Mole = sentar no colo do vovN.

d= @ consultor de T$ n4o deve mais atuar sozinho dentro das
organiza"PesW é necess&rio !ue ele sempre este*a informado do !ue
acontece dentro da organiza"4o na !ual trabalha. %le deve atuar
*untamente com outros setores para !ue possa, cada vez mais, conhecer
os processos de neg5cio de seus clientes para !ue *untos possam achar
uma solu"4o a 67a2 atenda Rs reais necessidades.

Eote que “na qual”, que retoma “solu14o”, tem 'un14o de suHeito do verbo
“atender”. Como n4o e<iste suHeito preposicionado, a 'orma “na qual” est)
equivocadaL ; pronome relativo com 'un14o de suHeito n4o pode vir
antecedido de preposi14o.

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Daber a 'un14o sint)tica do pronome relativo = ')cilJ basta substitu(Glo
pelo seu re'erente. FeHa como = clara a 'un14o de suHeitoJ “... uma
solução (a qual! atenda @s reais necessidades.”

Ea boa, nunca se esque1aJ para ,aver preposi14o antes de pronome
relativo, = preciso que um verbo ou um nome ap+s ele a e<iHa. Como
nesse caso n4o ,) nen,um verbo ou nome ap+s o relativo e<igindo
preposi14o alguma, a 'orma “na qual” Hamais poderia estar certa. Da'oOL

;utra coisaJ a repeti14o das constru12es “para que possa”, “para que
Huntos possam” mostra 'alta de concis4o (di"er o mesmo com menos
palavras!, tornando a reda14o “empobrecida”.

e= @ consultor de T$ tem o papel de mostrar para o cliente !uais s4o as
op"Pes de T$ !ue o cliente pode ter e de !ue forma a tecnologia pode
a*ud&6lo a melhorar o seu neg5cio, ao mesmo tempo 67e poder<
au)ili&6lo informando metodologias !ue poderiam ser utilizadas para !ue
possa organizar e melhorar os seus processos internos.

Al=m de ,aver repeti14o en'adon,a da palavra “cliente”, a locu14o “ao
mesmo tempo no qual” n4o e<iste, mas sim “ao mesmo tempo que”. Mais
do que issoJ o verbo “poder” n4o = pronominal, logo o uso do “se” ligado
a ele = igualmente um equ(voco.

EAHAA$T@: #.

/-6 @s trechos abai)o constituem um te)to adaptado do %ditorial do
Lornal do Hrasil, /.'0U'-00.. Assinale a op"4o em !ue h& erro
gramatical.

a= A eleva"4o dos term^metros da crise nos mercados financeiros V !ue
emite sinais perturbadores de !ue ser& longa e ruidosa V tem encontrado
lenitivos consider&veis na economia brasileira.
b= %ssa constata"4o, no entanto, n4o aplaca as e)igOncias impostas ao
pa9s: é preciso encontrar mecanismos s5lidos de redu"4o dos habituais
riscos de contamina"4o.
c= >e !ue a saúde da economia brasileira vai bem s5 as mentes
insensatas discordar4o. C incontest&vel !ue o Hrasil e)ibe ho*e 9ndices de
vulnerabilidade bem mais bai)os do !ue os !ue apresentava R alguns
anos.
d= As perspectivas s4o positivas e os indicadores econ^micos s4o
favor&veis para a e)pans4o econ^mica cont9nua e segura.
e= Tanto é !ue a ta)a de investimento no segundo trimestre deste ano
registrou crescimento de 3,<_ em rela"4o ao trimestre anterior,
permitindo e)pans4o de /,<_ do 7$H entre os dois per9odos.

#@B%TIA$@:

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Quest4o de reconhecimento de frases corretas e incorretas.

#omo as demais op"Pes est4o corretas, ve*amos por !ue a # n4o est&:

c= >e !ue a saúde da economia brasileira vai bem s5 as mentes
insensatas discordar4o. C incontest&vel !ue o Hrasil e)ibe ho*e 9ndices de
vulnerabilidade bem mais bai)os do !ue os !ue apresentava 4< alguns
anos.

Além de n4o haver crase diante do pronome indefinido alguns e de
palavra masculina, a ideia é de tempo passado, logo se usa o verbo
haver, indicando tempo decorrido, nesse conte)to.

EAHAA$T@: #.

/26 Assinale a op"4o !ue corresponde a erro gramatical.

7assaram6se ;/= anos até !ue a América do Sul pudesse livrar6se ;-= das
ditaduras !ue dominaram o continente, sobretudo na segunda metade do
século -0. @ custo foi alto, com opress4o e mortes. 7or isso, faz sentido o
apoio !ue nove presidentes de pa9ses do bloco, reunidos em Santiago do
#hile, na primeira cúpula da Fni4o de a"Pes Sul6Americanas ;Fnasul=,
deram ao ;2= governo %vo Borales, legitimamente eleito e confirmado em
um referendo ;<= popular realizado h& pouco tempo. Tirando os e)ageros
antiimperialistas do coronel Mugo #h&vez V !ue procura en)ergar nos
levantes bolivianos o dedo da pol9tica e)terna americana como forma de
capturar a crise para a pr5pria agenda e, com isso, livrar6se do
isolamento V os mandat&rios souberam manter o tom de di&logo !ue
utilizou ;3= para a transi"4o em seus pa9ses na hora de apoiar o colega
andino.

(Adaptado de O Globo, 89 de setembro de 200, Editorial!

a= /
b= -
c= 2
d= <
e= 3

#@B%TIA$@:

Quest4o de concord[ncia ;a=, regOncia ;b=, regOncia ;c=, ortografia ;d= e
concord[ncia ;e=.

a= @ verbo SpassarT concorda em número e pessoa com seu su*eito
SanosT, por isso fica na 2c pessoa do plural. @ SseT é uma part9cula
e)pletiva, ou se*a, serve de mero realce ao verbo, por isso pode ser
retirada.
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b= @ verbo Slivrar6seT é transitivo indireto e e)ige um complemento
iniciado pela preposi"4o SdeT.

c= Segundo o conte)to, nove presidentes deram apoio ao governo %vo
Borales. ote !ue o verbo SdarT é transitivo direto e indireto, por isso a
regOncia em Sao governo %vo BoralesT est& correta.

d= 4o confunda SreverendoT com SreferendoT, palavras par^nimas. este
caso, o uso de re'erendo est& correto, pois significa `uma mensagem em
!ue um representante diplom&tico pede novas instru"Pes ao governo a
!ue servea.

e= @ verbo SutilizarT deve ficar no plural, concordando com seu su*eito
Smandat&riosT: S... os mandat&rios souberam manter o tom de di&logo
!ue utili"aram...T.

EAHAA$T@: %.

/<6 Assinale a op"4o !ue constitui continua"4o coesa e coerente para o
te)to abai)o.

Faz vinte anos !ue foi promulgada a #onstitui"4o de /U.., chamada
Scidad4T pelo ent4o presidente da Assembléia acional #onstituinte,
Fl]sses Euimar4es. 7ode haver algum e)agero nesse ep9teto. Bas ho*e
est& claro !ue a #onstitui"4o de /U.. promoveu um avan"o no conceito
de cidadania. S%la contribuiu para sua populariza"4oT, diz o historiador
Losé Burilo de #arvalho, da Fniversidade Federal do Aio de Laneiro
;FFAL=. S% introduziu instrumentos legais importantes de afirma"4o
democr&ticaT. Ao mesmo tempo, a #onstitui"4o ficou incompleta.

a= 7or isso, em /U.., a #onstitui"4o trou)e inova"Pes !ue ho*e parecem
triviais. >urante mais de /30 anos, os analfabetos V maioria ou um
número e)pressivo da popula"4o V estiveram e)clu9dos da vida pol9tica.
b= Até ho*e, sofre um aperfei"oamento cont9nuo !ue leva muitos a
consider&6la uma Scolcha de retalhosT em eterna reforma, descolada da
realidade de uma economia moderna.
c= 7ois a #onstitui"4o garantiu a eles o direito ao voto, assim como aos
menores entre /Y e /. anos. Também concedeu a todo cidad4o o direito
de saber todas as informa"Pes !ue o governo guarda sobre ele, um
recurso conhecido como ,abeas data.
d= 7ara atendO6los, depois da #onstitui"4o, foram elaborados nos anos
seguintes um novo #5digo #ivil, o #5digo de >efesa do #onsumidor, o
%statuto da #rian"a e do Adolescente e o %statuto do $doso.
e= Tanto é !ue o racismo passou a ser considerado crime inafian"&vel. M&
ainda um cap9tulo inovador sobre meio ambiente e uma legisla"4o sobre a
!uest4o ind9gena !ue, se n4o evita conflitos pontuais, pelo menos protege
a minoria.
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(-eandro -o:ola, Revista Época, 89 de setembro de 200!

#@B%TIA$@:

Quest4o de continua"4o te)tual.

7ara resolver esse tipo de !uest4o, é preciso duas coisas:

/= 7restar aten"4o nos elementos coesivos de retomada dos trechos das
alternativas, para saber se eles se referem de fato ao te)to !ue vem
antesW

-= 7restar aten"4o, principalmente, no sentido final do te)to, para saber
se os trechos das alternativas mantOm coerOncia com ele.

Ke*amos:

Faz vinte anos !ue foi promulgada a #onstitui"4o de /U.., chamada
Scidad4T pelo ent4o presidente da Assembléia acional #onstituinte,
Fl]sses Euimar4es. 7ode haver algum e)agero nesse ep9teto. Bas ho*e
est& claro !ue a #onstitui"4o de /U.. promoveu um avan"o no conceito
de cidadania. S%la contribuiu para sua populariza"4oT, diz o historiador
Losé Burilo de #arvalho, da Fniversidade Federal do Aio de Laneiro
;FFAL=. S% introduziu instrumentos legais importantes de afirma"4o
democr&ticaT. Ao mesmo tempo, a Constituição icou incompleta.

a= 7or isso, em /U.., a #onstitui"4o trou)e inova"Pes !ue ho*e parecem
triviais. >urante mais de /30 anos, os analfabetos V maioria ou um
número e)pressivo da popula"4o V estiveram e)clu9dos da vida pol9tica.

De “a Constitui14o 'icou incompleta”, desde 8/, como = poss(vel que ela
“trou<e inova12es que ,oHe parecem triviais”O E4o ,) ,armonia entre as
ideias, logo ,) incoer>ncia.

b= Até ho*e, sofre um aperfei"oamento cont9nuo !ue leva muitos a
consider&6la uma Scolcha de retalhosT em eterna reforma, descolada da
realidade de uma economia moderna.

Esta op14o constitui continua14o coesa e coerente ao te<to apresentado,
pois se “a Constitui14o 'icou incompleta”, desde 8/, = coerente di"er
que “At= ,oHe, (ela! so're um aper'ei1oamento cont(nuo”.

c= 7ois a #onstitui"4o garantiu a eles o direito ao voto, assim como aos
menores entre /Y e /. anos. Também concedeu a todo cidad4o o direito
de saber todas as informa"Pes !ue o governo guarda sobre ele, um
recurso conhecido como ,abeas data.

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;bserve que o uso do conectivo e<plicativo “$ois”, que inicia este trec,o,
n4o est) coerente com o 'im do te<to original, a saberJ “a Constitui14o
'icou incompleta”. E4o 'a" sentido di"er que “a Constitui14o 'icou
incompleta, pois garantiu a eles o direito ao voto”. Al=m disso, o uso do
pronome “eles” (elemento coesivo de retomada! s+ serve para tornar a
continua14o do te<to ainda mais con'usa, pois o te<to original n4o
in'orma quem = o tal “eles”, isto =, o “eles” n4o retoma ningu=m, pois
n4o ,) nen,um re'erente anterior no te<to original.

d= 7ara atendO6los, depois da #onstitui"4o, foram elaborados nos anos
seguintes um novo #5digo #ivil, o #5digo de >efesa do #onsumidor, o
%statuto da #rian"a e do Adolescente e o %statuto do $doso.

“$ara atend>Glos” quem, Cara $)lidaO Eovamente, usaGse um pronome
como elemento coesivo de retomada, mas n4o ,) nen,um re'erente no
te<to original sendo retomado pelo obl(quo )tono “los”. P) aqui um desvio
de coes4o.

e= Tanto é !ue o racismo passou a ser considerado crime inafian"&vel. M&
ainda um cap9tulo inovador sobre meio ambiente e uma legisla"4o sobre a
!uest4o ind9gena !ue, se n4o evita conflitos pontuais, pelo menos protege
a minoria.

A e<press4o “tanto = que” e<plicita uma consequ>ncia. $ara que ,aHa
“consequ>ncia”, = preciso ,aver “causa”, certoO Mas qual = a rela14o
entre “a Constitui14o 'icou incompleta” e “%anto = que o racismo passou a
ser considerado crime ina'ian1)vel”O $arece at= que este trec,o 'oi
retirado de um te<to di'erente do apresentado pela banca.

EAHAA$T@: H.

/36 @s trechos abai)o constituem um te)to adaptado do *ornal Kalor
%con^mico, /Y de setembro de -00.. Assinale a op"4o em !ue h& erro
gramatical.

a= A recente convuls4o social na Hol9via mostra !ue é insuficiente para o
Hrasil criar planos de contingOncia para lidar com a renintente
instabilidade pol9tica do vizinho.
b= A imaturidade da democracia boliviana, !ue, na semana passada,
parece ter repetido mais uma vez a tradi"4o de flertar com o abismo e
recuar ligeiramente em seguida, mostra a necessidade de alternativas ao
principal fornecedor de g&s natural para a economia brasileira.
c= C de se perguntar se n4o é hora de criar rapidamente uma estratégia
para anular por completo o eventual impacto, na economia brasileira, de
um estancamento no flu)o do gasoduto Hrasil6Hol9via.
d= >esde a nacionaliza"4o dos hidrocarbonetos, feita de maneira
agressiva e propagand9stica pelo governo %vo Borales em -00Y, a
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7etrobras adotou providOncias para minimizar a dependOncia do g&s
boliviano.
e= $niciou a constru"4o de instala"Pes para convers4o de g&s natural
li!uefeito ;E8=, ar!uivou os planos de amplia"4o do gasoduto Hrasil6
Hol9via, reduziu os investimentos em territ5rio boliviano ao necess&rio
para manter o fornecimento atual e p^s em pr&tica seus planos para
aumentar a e)tra"4o de g&s da Hacia de Santos.

#@B%TIA$@:

Quest4o de reconhecimento de frases corretas e incorretas.

Todas as op"Pes est4o redigidas de acordo com a norma culta, e)ceto a
alternativa A. Ke*amos por !uO:

a= A recente convuls4o social na Hol9via mostra !ue é insuficiente para o
Hrasil criar planos de contingOncia para lidar com a renintente
instabilidade pol9tica do vizinho.

A palavra “renintente” n4o e<iste na l(ngua portuguesa, mas sim
renitente, que signi'ica “que ou aquele que renite, que teima ou n4o se
con'ormaQ obstinado, pertina", incon'ormado”.

EAHAA$T@: A.

/Y6 @s trechos a seguir constituem um te)to adaptado do %ditorial do
Lornal do Hrasil, /3'0U'-00., !ue est4o desordenados. @rdene6os nos
parOnteses e assinale a op"4o correspondente.

; = @ resultado desse levantamento aponta para uma eleva"4o da
temperatura e para a redu"4o das chuvas em parte da Floresta
Amaz^nica, o !ue poderia transformar, nas pr5)imas décadas, a maior e
mais importante reserva de biodiversidade mundial num imenso semi6
&rido.
; = %studo apresentado em Helém pelo $nstituto acional de 7es!uisas
%spaciais ;$7%= revela dados alarmantes sobre a devasta"4o em dois
%stados da Federa"4o: o 7ar& e o Baranh4o, !ue, somados,
correspondem a /._ do territ5rio brasileiro e a 20_ da Amaz^nia 8egal.
; = %)plicando melhor esse resultado: o documento mostra !ue o clima
da regi4o se tornar& cada vez mais !uente e seco, com redu"Pes de
chuva !ue podem ficar entre - e < mil9metros por dia, no per9odo de
-0Z/6-/00, !uando comparado com o atual clima da regi4o.
; = Se no plano interno o pa9s conseguir reverter o cen&rio dram&tico
antecipado pelos relat5rios, alcan"ar um relativo grau de crescimento
sustent&vel e mantiver a pol9tica de incentivo aos biocombust9veis, o pa9s
ter& um enorme ,andicap na hora de cobrar das na"Pes mais ricas,
historicamente as maiores respons&veis pela polui"4o global, mas
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também as mais reticentes !uanto R aceita"4o de metas de redu"4o de
gases poluentes, o uso racional dos recursos naturais.
; = A temperatura deve aumentar em toda a regi4o leste do 7ar& até o
ordeste, chegando a até Z graus nas regiPes do leste da Amaz^nia e no
norte do Baranh4o ;levando6se em considera"4o um cen&rio mais
pessimista, com alta concentra"4o de gases do efeito estufa= ou a até <
graus acima do atual, em condi"Pes mais otimistas.

a= -, 2, /, 3, <
b= <, 2, -, /, 3
c= <, 3, 2, -, /
d= -, /, 2, 3, <
e= <, /, -, 2, 3

#@B%TIA$@:

Quest4o de ordena"4o te)tual.

7ara resolver esse tipo de !uest4o, é preciso ;mais do !ue nunca!=
prestar aten"4o nos elementos coesivos d basicamente pronomes de
retomada ;pessoais e demonstrativos= e con*un"Pes ;principalmente as
conclusivas=.

>ei)e6me e)plicar melhor o !ue vocO vai fazer numa !uest4o dessas:

/= Sublinhe os pronomes demonstrativos e pessoais !ue indicam a
retomada de algum termo. @s trechos !ue apresentam tais pronomes
ficam no meio da ordena"4o.

-= Sublinhe a con*un"4o !ue d& ideia de conclus4o, pois normalmente ela
inicia a conclus4o do te)to, apontando para o último trecho da ordena"4o.

2= 7reste aten"4o em palavras !ue resumem uma ideia anterior.

<= @ trecho !ue n4o apresentar pronomes demonstrativos, pessoais e
con*un"4o conclusiva ter& grande chance de ser a introdu"4o da
ordena"4o.

a pr&tica, vamos ver como fica a SbrincadeiraT:

;/= %studo apresentado em Helém pelo $nstituto acional de 7es!uisas
%spaciais ;$7%= revela dados alarmantes sobre a devasta"4o em dois
%stados da Federa"4o: o 7ar& e o Baranh4o, !ue, somados,
correspondem a /._ do territ5rio brasileiro e a 20_ da Amaz^nia 8egal.
;-= @ resultado desse levantamento aponta para uma eleva"4o da
temperatura e para a redu"4o das chuvas em parte da Floresta
Amaz^nica, o !ue poderia transformar, nas pr5)imas décadas, a maior e
mais importante reserva de biodiversidade mundial num imenso semi6
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&rido. ;2= %)plicando melhor esse resultado: o documento mostra !ue o
clima da regi4o se tornar& cada vez mais !uente e seco, com redu"Pes de
chuva !ue podem ficar entre - e < mil9metros por dia, no per9odo de
-0Z/6-/00, !uando comparado com o atual clima da regi4o. ;<= A
temperat7ra deve aumentar em toda a regi4o leste do 7ar& até o
ordeste, chegando a até Z graus nas regiPes do leste da Amaz^nia e no
norte do Baranh4o ;levando6se em considera"4o um cen&rio mais
pessimista, com alta concentra"4o de gases do efeito estufa= ou a até <
graus acima do atual, em condi"Pes mais otimistas. ;3= Se no plano
interno o pa9s conseguir reverter o cen&rio dram&tico antecipado pelos
re2at=r(os, alcan"ar um relativo grau de crescimento sustent&vel e
mantiver a pol9tica de incentivo aos biocombust9veis, o pa9s ter& um
enorme ,andicap na hora de cobrar das na"Pes mais ricas, historicamente
as maiores respons&veis pela polui"4o global, mas também as mais
reticentes !uanto R aceita"4o de metas de redu"4o de gases poluentes, o
uso racional dos recursos naturais.

Kiu como é f&cil+ Apesar de n4o haver con*un"4o conclusiva no último
trecho, sabemos !ue se trata da conclus4o do te)to por causa da
organiza"4o e da se!uOncia das ideias.

EAHAA$T@: >.

/Z6 Aponte o trecho com pontua"4o correta.

a= Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para si. Ali&s, por!ue
públicos também s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo,
realizados mediante renúncia fiscal, é incongruente pensar !ue, de um
lado, o poder público possa incentivar as empresas, com fundos públicos,
e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
b= Se o %stado, estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para si, ali&s por!ue
públicos também s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo,
realizados mediante renúncia fiscal, é incongruente pensar !ue, de um
lado, o poder público possa incentivar as empresas, com fundos públicos,
e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
c= Se, o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para siW ali&s, por!ue
públicos também s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo
realizados mediante renúncia fiscal, é incongruente pensar !ue, de um
lado, o poder público possa incentivar as empresas, com fundos públicos,
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e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
d= Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir desde *& a obriga"4o para si. Ali&s, por!ue
públicos também s4o os fundos, !ue financiam a pol9tica de incentivo,
realizados mediante renúncia fiscal, é incongruente pensar, !ue de um
lado, o poder público possa incentivar as empresas, com fundos públicos,
e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
e= Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para si, ali&s por!ue,
públicos também s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo,
realizados mediante renúncia fiscalW é incongruente pensar, !ue de um
lado o poder público possa incentivar as empresas com fundos públicos e,
de outro, n4o se submeta ao ob*eto incentivado, arcando6o com os
mesmos fundos.
(3ean $. 5u""arin, 6ireito73usti1a, Correio Braziliense, 2/./.200, com adapta12es!

#@B%TIA$@:

Quest4o de pontua"4o.

7ara resolver esse tipo de !uest4o é preciso dominar, antes de tudo,
Sv9rgulaT.

a= A pontua"4o deste trecho est& corret9ssima. Ke*amos por !uO:

Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, ;separa a ora"4o
subordinada adverbial deslocada= deve, bem antes, ;separam o ad*unto
adverbial deslocado= dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, ;separam o
ad*unto adverbial deslocado= a obriga"4o para si. Ali&s, ;separa o ad*unto
adverbial deslocado= por!ue públicos também s4o os fundos !ue
financiam a pol9tica de incentivo, realizados mediante renúncia fiscal,
;separam a ora"4o reduzida= é incongruente pensar !ue, de um lado,
;separam o ad*unto adverbial deslocado= o poder público possa incentivar
as empresas, com fundos públicos, ;separam o ad*unto adverbial= e, de
outro, ;separam o ad*unto adverbial deslocado= n4o se submeta ao ob*eto
incentivado, arcando6o com os mesmos fundos ;separa a ora"4o
reduzida=.

7erceba o erro das demais em compara"4o com a alternativa A:

b= Se o %stado, ;n4o h& v9rgula entre su*eito e verbo= estabeleceu o
incentivo R prorroga"4o da licen"a6maternidade Rs trabalhadoras de
empresas privadas, deve, bem antes, dar6lhes o e)emplo e admitir, desde
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*&, a obriga"4o para si, ;este momento do te)to e)ige uma pausa maior,
marcado por ponto ou ponto e v(rgula= ali&s ;faltou uma v9rgula para
separar o ad*unto adverbial deslocado= por!ue públicos também s4o os
fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo, realizados mediante renúncia
fiscal, é incongruente pensar !ue, de um lado, o poder público possa
incentivar as empresas, com fundos públicos, e, de outro, n4o se submeta
ao ob*eto incentivado, arcando6o com os mesmos fundos.

c= Se, ;nada *ustifica o uso desta v9rgula= o %stado estabeleceu o
incentivo R prorroga"4o da licen"a6maternidade Rs trabalhadoras de
empresas privadas ;faltou a!ui uma v9rgula para separar a ora"4o
subordinada adverbial deslocada= deve, bem antes, dar6lhes o e)emplo e
admitir, desde *&, a obriga"4o para siW ali&s, por!ue públicos também s4o
os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo ;faltou a!ui uma v9rgula
para separar a ora"4o reduzida= realizados mediante renúncia fiscal, é
incongruente pensar !ue, de um lado, o poder público possa incentivar as
empresas, com fundos públicos, e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto
incentivado, arcando6o com os mesmos fundos.

d= Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir desde *& ;faltaram v9rgulas para separar o
ad*unto adverbial deslocado= a obriga"4o para si. Ali&s, por!ue públicos
também s4o os fundos, ;esta v9rgula torna e)plicativa a ora"4o
subordinada ad*etiva, alterando seu sentido restritivo, por isso ela est&
e!uivocada= !ue financiam a pol9tica de incentivo, realizados mediante
renúncia fiscal, é incongruente pensar, !ue ;faltou a!ui uma v9rgula para
separar o ad*unto adverbial deslocado= de um lado, o poder público possa
incentivar as empresas, com fundos públicos, e, de outro, n4o se submeta
ao ob*eto incentivado, arcando6o com os mesmos fundos.

e= Se o %stado estabeleceu o incentivo R prorroga"4o da licen"a6
maternidade Rs trabalhadoras de empresas privadas, deve, bem antes,
dar6lhes o e)emplo e admitir, desde *&, a obriga"4o para si, ;este
momento do te)to e)ige uma pausa maior, marcado por ponto ou ponto e
v(rgula= ali&s ;faltou uma v9rgula para separar o ad*unto adverbial
deslocado= por!ue, ;nada *ustifica o uso desta v9rgula= públicos também
s4o os fundos !ue financiam a pol9tica de incentivo, realizados mediante
renúncia fiscalW é incongruente pensar, ;n4o se usa v9rgula entre o verbo
da ora"4o principal e a con*un"4o integrante !ue inicia a ora"4o
subordinada substantiva= !ue de um lado ;faltaram v9rgulas para separar
o ad*unto adverbial deslocado= o poder público possa incentivar as
empresas com fundos públicos e, de outro, n4o se submeta ao ob*eto
incentivado, arcando6o com os mesmos fundos.

EAHAA$T@: A.

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/.6 Assinale o trecho inteiramente correto !uanto R morfossinta)e e R
pontua"4o.

a= Mo*e em dia a popula"4o é participativa. %la é !uem decide onde o
or"amento6participativo deve ser aplicado, e o melhor o cidad4o cobra,
busca o resultado, !uer saber onde foi empregado os seus tributos.
b= Administrar visando resultados é bom para todos, o pa9s ganha, os
servidores est4o mais satisfeitos por!ue sabe !ue o servi"o !ue ele est&
prestando é de !ualidade, servindo de motiva"4o para !ue esse servidor
bus!ue cada vez mais a capacita"4o.
c= %ntendo !ue a velocidade !ue as mudan"as vOm ocorrendo, tanto no
campo econ^mico, pol9tico, social !ue se processa de maneira muito
r&pida, ou os novos gerentes acompanham todo esse mecanismo de
desenvolvimento ou tendem a desaparecerem.
d= Mo*e se depara com o processo da globaliza"4o, com isso
conse!Xentemente se e)ige melhores gestores e mais aperfei"oamento
das a"Pes gerenciais, novos padrPes de comportamento, estabelecimento
de novas técnicas, aperfei"oamento constante e manter dentro da
competitividade e modernidade dese*adas.
e= Ademais de dominar os conhecimentos técnicos de sua &rea de
atua"4o, um bom gestor deve saber e)ercer a lideran"a com fle)ibilidadeW
ter habilidade para solucionar conflitosW mostrar aptid4o para trabalhar
em e!uipeW ter desenvolvidas a sensibilidade e a intui"4oW mas, acima de
tudo, pautar suas a"Pes sob o manto da ética e da *usti"a social.

#@B%TIA$@:

Quest4o de reconhecimento de frases corretas e incorretas.

%)ceto a %, todas as alternativas apresentam falhas.

Ke*a as op"Pes *& corrigidas:

a= Mo*e em dia" a popula"4o é participativa. %la é !uem decide onde o
or"amento6participativo deve ser aplicado, e o melhor: o cidad4o cobra,
busca o resultado, !uer saber onde 3oram empre%ados os seus tributos.

Faltou uma v(rgula para separar o adHunto adverbial deslocado (PoHe em
dia!. Faltou o uso de doisGpontos para marcar uma e<plica14o (e o
mel,orJ...!. A locu14o verbal ('orma empregados! deve 'icar no plural
para concordar com seu suHeito (os seus tributos!.

b= Administrar visando ;ou a= resultados é bom para todos, o pa9s ganha,
os servidores est4o mais satisfeitos por!ue sa8em !ue o servi"o !ue
e2es est:o prestando é de !ualidade, servindo de motiva"4o para !ue
esse servidor bus!ue cada vez mais a capacita"4o.

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; verbo “visar” (B obHetivar! pode ser F%6 ou F%#, segundo Celso $edro
-u't, logo podemos “visar resultados” ou “visar a resultados”. ; verbo
“saber” tem como suHeito “os servidores”, por isso 'ica no plural. ;
pronome “ele” e o verbo “estar” precisam 'icar no singular para concordar
com “servidores”.

c= %ntendo !ue a velocidade com !ue as mudan"as vOm ocorrendo, tanto
no campo econ^mico, pol9tico, social" !ue se processa de maneira muito
r&pida, ou os novos gerentes acompanham todo esse mecanismo de
desenvolvimento ou tendem a desaparecer.

“As mudan1as v>m ocorrendo com velocidade”, logo a preposi14o “com”
precisa 'icar antes do pronome relativo. R preciso obedecer a essa regra
de reg>ncia. Faltou uma v(rgula para separar o adHunto adverbial “tanto
no campo econNmico, pol(tico, social”. ;corre um truncamento sint)tico
na parte “que se processa de maneira muito r)pida, ou os novos gerentes
acompan,am todo esse mecanismo de desenvolvimento ou tendem a
desaparecerem”, isto =, esta parte est) descone<a com o resto do te<to,
como se estivesse 'altando algum trec,o. Al=m disso, o verbo no in'initivo
“desaparecer” precisa 'icar no singular, pois 'a" parte da locu14o verbal
“tendem a desaparecer”.

d= Mo*e se depara com o processo da globaliza"4o, com isso
conse!Xentemente se e>(%em melhores gestores e mais aperfei"oamento
das a"Pes gerenciais, novos padrPes de comportamento, estabelecimento
de novas técnicas, aperfei"oamento constante e man7ten?:o da
competitividade e modernidade dese*adas.

; verbo “e<igir” precisa 'icar no plural para concordar com o suHeito
composto “mel,ores gestores e mais aper'ei1oamento das a12es
gerenciais, novos padr2es de comportamento, estabelecimento de novas
t=cnicas, aper'ei1oamento constante e manutenção da competitividade e
modernidade deseHadas”. Pouve 'alta de paralelismo sint)tico no trec,o
“e manter dentro da competitividade”, pois n4o se podem coordenar
termos com ora12es, logo, se v)rios termos est4o enumerados e
coordenados entre si, = preciso que isso se manten,a at= o 'im da
coordena14o, por isso troquei o verbo “manter” pelo substantivo
“manuten14o”. ; adv=rbio “dentro” = redundante no conte<to, por isso o
retirei.

EAHAA$T@: %.

6666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666

#omo vocO p^de perceber, a velha ortografia ainda era usada em
-00. pela %SAFW s5 a partir de -0/0 a nova ortografia passou a ser
considerada. 7or isso mantive a ortografia dessa prova em seu formato
original.
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%spero !ue tenha gostado da aula de ho*e... Aproveite cada detalhe
e caia dentro dos estudos!!!

Qual!uer dúvida, mande um e6mail!

Hestana
'ernandopestS:a,oo.com.br